Imprensa Alternativa( Parte II) - A revista Rolling Stone

Por Luis Carlos Maciel, do livro Geração em Transe

" Mas a imprensa alternativa, entre nós, estava apenas começando. No final de 1971, fui procurado por um jovem inglês, MIck Killingbeck, que havia vindo ao Brasil para trabalhar como físico nuclear, mas que amava mesmo era o rock´n´roll. Estava conseguindo os direitos da revista Rolling Stone, o maior sucesso nos EUA no gênero, para editá-la aqui. Me escolheu ( provavelmente porque eu era o jornalista conhecido mais ligado a assuntos roqueiros e contraculturais)  e então passei a ser o editor da Rolling Stone no Brasil. Mick alugou uma casa velha na rua Visconde de Caravelas, em Botafrogo, pertinho do primeiro apartamento dos Novos Baianos no Rio e do tradicional restaurante Aurora, onde almoçavamos e bebíamos cerveja. Fizemos um número zero, com direção de arte do Fortuna, que tinha Gal na capa, uma longa matéria minha sobre a visita de Santana no Brasil, uma crítica do Mick do show  Fa-Tal e outras matérias. Em seguida, Fortuna foi substituído pelo Lapi e, para a redação, contratei Ezequiel Neves e também OKKi de Souza e Ana Maria Bahiana, que estavam começando.

O primeiro número saiu em 1972 e saudou, em grande estilo, a volta de Caetano Veloso ao Rio de Janeiro. A revista fazia a cobertura total, com um poema meu dedicado ao artista, mais entrevistas  com Caetano e Jorge Mautner, com quem aliás passei a ter um contato bem estreito.

Jorge Mautner era relax, talvez um pouco do meu próprio gênero, mas, eu acho, mais radical. Já era um veterano do desbunde, pois vinha do tempo da beat generation, acho que foi o primeiro beatnik brasileiro, quando escreveu seu primeiro livro, Deus da chuva e da maorte. Ia sempre à redação da revista, para levar( ou fazer) artigos, que nunca lhe eram pagos. Os gringos não tinham dinheiro, as contas cresciam e a revista ia muito mal das pernas. Mas, enfim, o Mautner gostava de escrever e escrevia sempre. E muito. E rápido. Chegava na redação, sentava junto a uma máquina de escrever e arremetiaq, folha após folha, uma velocidade que me deixava pasmo. Era capa de produzir um texto de varias laudas em poucos segundos. Sem exagero.

om essa convivência, ficamos muito amigos. Tão amigos que começamos a pensar em fazer um trabalho jornalístico juntos. E, quando a Rolling Stone acabou, Mautner resolveu que nós devíamos fazer nossa própria revista underground: foram então lançadas as bases da revistra KAOS, com K.( Prossegue na segunda-feira, dia 08/09)

Lançamento de livro encerra festejos dos 235 Anos da Câmara

O livro Os "Homens Bons" e a Câmara Municipal de Porto Alegre (1767-1808), de Adriano Comissoli, será lançado e distribuído - gratuitamente - às 9h30min desta sexta-feira (5/6) na sala do Memorial da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255), no térreo. Logo após, o autor fará palestra com entrada franca e certificado. O lançamento encerrará a programação da Semana de Aniversário do Legislativo da Capital, que faz 235 anos no dia 6 de setembro.

Com 190 páginas, a obra inaugura a Coleção Teses e Dissertações, uma parceria da Câmara com a Editora da UFRGS, e apresenta a tese de Mestrado de Comissoli na Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói (RJ), onde cursa doutorado. No trabalho, Comissoli aborda a constituição e o funcionamento da Câmara no século XVIII até a chegada da Família Real, abrangendo anos anteriores à transferência da instituição de Viamão para Porto Alegre. Naquele tempo havia apenas uma Câmara para toda a Capitania.

Ao resgatar parte da história da Câmara no Período Colonial, Comissoli destaca suas ações na administração local e como espaço de manifestação política das elites locais, os chamados "homens bons", os únicos que podiam votar e ser eleitos. A intenção do autor também é compreender os motivos que levaram à mudança da Câmara da povoação de Viamão para Porto Alegre e as alterações nos quadros da elite local.

O que: lançamento do livro Os "Homens Bons" e a Câmara Municipal de Porto Alegre. (1767-1808), de Adriano Comissoli, seguido de palestra.
Quando: dia 5/9 (sexta-feira), às 9h30min.
Onde: sala térrea do Memorial da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255)
Quanto: entrada franca com distribuição gratuita de exemplares.
Informações: (51) 3220-4187 e 3220-4318.

Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Votação de projeto do Estaleiro fica para depois das eleições

A votação do projeto do Pontal do Estaleiro, prevista para acontecer na próxima quarta-feira (10/9), ocorrerá somente após as eleições. A decisão foi tomada na noite de ontem (3/9) durante reunião da Mesa Diretora e de líderes partidários. O projeto, porém, continua tramitando no Legislativo em regime de urgência.

Conforme o presidente da Casa, vereador Sebastião Melo (PMDB), o adiamento da votação se deve à complexidade do projeto, que exige maior debate no Legislativo. "O mesmo critério já foi adotado em relação à revisão do Plano Diretor, cuja votação também ficou para depois do pleito deste ano."

O projeto de lei que trata do Pontal do Estaleiro é subscrito por 17 vereadores e propõe a revitalização urbana da orla do Guaíba, em trecho localizado na Unidade de Estruturação Urbana (UEU) 4036.

Conforme o texto, o projeto para o Pontal do Estaleiro - também conhecido como Ponta do Melo - é classificado como empreendimento de impacto de segundo nível por sua proposta de valorização dos visuais urbanos e da atração turística pelas atividades previstas. Fonte: Assessoria de Imprensa CMPA
Leia aqui a íntegra do projeto

Coleguinhas

1)Saiu um piquete na Harmonia pra ARI. Nome deverá ser bem sugestivo: " Desgarrados da Imprensa."

2) Anda a milhão o trabalho das duas arquivistas que estão remexendo em todos os papéis que estavam atirados num quarto da ARI. Descaso com a documentação é até palavra branda. Havia era um verdadeiro desleixo com a papelada, leia-se fichas de centenas e centenas de associados.

3) O trabalho das duas arquivistas é  pago com bolsa da Ayuto al Desenvolvimento de Archivos (ADAI), de Madrid.

4) Algumas fichas dos associados da ARI estão totalmente comidas pelos cupins. Há muita gente que não é mais associada, muito deles foram desligados por falta de pagamento. Outros morreram.

5) Na ficha do associado Juarez Haase, está escrito: falecido. Que eu saiba, o " JUCA PARANGA" anda vivo e muito.

6) Quem andou ligando pra ARI pra expor seu livro que promete lançar  na barraquinha na próxima feira do livro de Porto Alegre foi Milton Galdino da Silva, o " Churrasquinho". Galdino informou ainda que estaria pra viajar a Santa Catarina pra visitar seu ex-colegua Betinho Hirstz, que anda adoentado.Galdino tem uma bela aposentadoria do Ministério Público Estadual.Trabalha numa imobiliária que adminsitra seus próprios imóveis.

7) Betinho(Roberto) Hirstz foi o responsável pela ZH dar uma monumental furo de reportagem - acho que houve edição extra - quando foi preso o seqüestrador SANTINO de quatro garotos do bairro Moinhos de Vento, um ou dois filhos da família Rizzo.Betinho chegou na casa da mãe do seqüetrador  numa vila de Niterói e se faz por policial intimando a mãe a contar onde estava o filho que havia fugido com a grana paga pelo resgate dos quatro menores. Pouco depois SANTINO foi preso na BR-386,quando tentava tomar um ônibus. O dinheiro do resgate estava todo enterrado nos fundos do casebre de sua mãe numa Vila do bairro Niterói, em Canoas.

8) Quem tem visto o veterano jornalista Flávio Alcaraz Gomes o tem achado deprimido.

O que eles não fazem por uma boquinha...

Ontem,4/9, ouvi o programa eleitoral gratuito dos vereadores de POrto Alegre. Cada " pérola" que vou te...."Eu sou o cordeiro na Paz do Senhor", diz um candidato...Pois é, não sabia?
Outro se anuncia como " Valdir Canal, este é o Canal".

Por fim descobri o imitador do narrador Pedro Ernesto. Ele se chama Pedro Denardin, é candidato sob o número 11013 e sua luta é pelo Esporte. Tá na cara, que quer fazer um link com o narrador, ou seja, quer enganar os eleitores trouxas que pensam que tão votando num,quando tão votando noutro. Marque bem este candidato,caro eleitor. Quer se eleger na cacunda de outro nome, que é evidente mais famoso que ele....
Eis que a candidata Vera Guasso, a prefeita do PSTU, foi assaltada. Roubaram seu carro.Ficou com olho roxo, e tudo. São as mazelas do capitalismo.

Moinhos incentivarão agricultores para garantir produção de trigo

A experiência bem-sucedida em São Paulo e Paraná de estabelecer uma parceria entre moinhos e plantadores de trigo, garantindo a compra da safra, na hora do plantio e fornecendo ao produtor sementes da variedade desejada, será estendida aos restante do País, garantiu hoje (quinta-feira), o novo  presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Sérgio Amaral que veio ao Estado para falar sobre a valorização da cultura do cereal, no Parque de Exposições de Esteio. A integração entre moageiros, indústria de massas e panificação e agricultores é uma das principais iniciativas defendida por ele para garantir o crescimento da produção e diversificação dos tipos de trigo, no País, a médio e longo prazos.
Atualmente, o Brasil consome mais de 10 milhões de toneladas de trigo anualmente. Mesmo com o aumento da produção nacional para 5,3 milhões de toneladas, neste ano, a dependência de importação é de quase metade do consumo. A maior necessidade é para a panificação, mas há carência, também, dos outros tipos de cereal que entram na composição da fabricação de biscoitos e massas, tanto em quantidade quanto em qualidade. A Embrapa está incluída no esforço de desenvolvimento de cultivares adaptados às condições das lavouras das regiões produtoras.

A Abitrigo esteve reunida hoje, com a direção da Fiergs, e nesta sexta-feira (5) terá audiência com a governadora Yeda Crusius no Palácio Piratini, às 9h30min. A falta de um melhor entrosamento é, na visão de Amaral, uma das causas da crônica dependência da importação de trigo, com todos os imprevistos, como os recentemente acontecidos com a Argentina e as oscilações de preços no mercado internacional. Além disso, apontou problemas de logística de transporte que dificultam a saída do trigo do Rio Grande do Sul para outras regiões do País. Fonte: Todt Comunicação

Coleguinhas

1) Rádio Guaíba está procurando um plantonista pra fazer Polícia da meia noite às 6 da manhã.Apenas 1.200,00 reais e uma folga por semana, no sábado. É pouco picho....

2) Empresas de comunicação em geral estão perdendo profissionais para assessorias de imprensa. Que bom que se criou este outro mercado. Chega de idealismos, nós queremos é grana....

Audiência debaterá assistência básica no Partenon

A Câmara Municipal de Porto Alegre realizará no dia 8 de setembro, às 19 horas, no Plenário Otávio Rocha, audiência pública com o objetivo de discutir a assistência básica da saúde do bairro Partenon. A região possui sete postos de saúde atendendo uma população de aproximadamente 80 mil pessoas. O encontro também debaterá as condições de atendimento, trabalho e ensino do Centro de Saúde Escola Murialdo. A solicitação da audiência foi feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul. Fonte: Vítor Bley de Moraes (reg. prof. 5495)

Tramita na Câmara, PL de Mendes Ribeiro Filho que institui a "Rodovia General Bento Gonçalves"

Começa a tramitar na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei PL-3965/2008 de autoria do deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS) que institui a denominação da "Rodovia General Bento Gonçalves" para o trecho da BR-116 entre os Municípios de Porto Alegre e Jaguarão, no Estado. De acordo com o parlamentar, a proposição visa homenagear um dos maiores nomes da história do Rio Grande do Sul, rica em demonstrações de patriotismo e amor à liberdade, à ética e à justiça. “O Brasil deve se orgulhar de um homem, Bento Gonçalves da Silva, que colocou o Rio Grande de pé em defesa dos direitos da população gaúcha, que não recebia do Poder Central o tratamento adequado”, lembra Mendes. O peemedebista ressalta ainda que o falecimento de Bento Gonçalves, em 18 de julho de 1847, na localidade de Pedras Brancas, hoje Guaíba, teve apenas dois meses depois, um registro como nota em jormal de Rio Grande noticiando o ocorrido. “Bento Gonçalves, por isso, é merecedor dessa justa homenagem, para que nunca esqueçamos dos exemplos da história, para que os erros do passado não se repitam no futuro e para que os acertos nos sirvam de bússola para a construção do presente, como base do futuro que almejamos”, acrescenta Mendes. O projeto, apresentado em 20 de agosto, segue para análise e aprovação nas comissões e aprovação no Congresso.
Fonte: Rodrigo Vizzotto - Assessoria de Imprensa.

Imprensa Alternativa - Parte Um: " A FLOR DO MAL"

  
Primeiro numero do jornal Flor do Mal (1970) e da Revista Rolling Stone (Novembro de 1971)

Por  Luís Carlos Maciel, do Livro "Geração em Transe", de 1998:
" Mil novecentos e setente e um foi o ano em que, pode-se dizer, me engajei na contracultura - como teórico,naturalmente. Já fazia a coluna " Underground" (no semanário O Pasquim)  há meses mas sempre me dizia que cumpria uma tarefa jornalística,profissional. Não acahava que eu tivesse alguma coisa realmente pessoal a ver com aquilo. Mas o tom dos meus escritos era inequívoco: eu era, pelo menos, simpatizante!

É verdade que a aparência externa, muito por influência de Célia, minha mulher na época, era aproximadamente a de um verdadeiro hippie: calça boca-de-sino,camisetas, cabelos compridos etc., embora, por temperamento, eu não fosse muito chegado a batas ou àqueles enfeites hippies típicos... Digo aparência externa porque não acredito que fosse um hippie realmente - aliás não conheci muitos que foram,de verdade. A maioria era de brincadeira.O hippie mesmo é um "drop out",ou seja, aquele cara que se coloca fora do sistema,não se integra a ele de maneira nenhuma, recusando inclusive fazer parte da força de trabalho convencional. Nos EUA,dizem, os hippies queimavam seus documentos e saíam on the road, tipo easy rider mesmo. Eu não. Sempre trabalhei, e até trabalhei muito, porque tinha que me sustentar. Por isso, nunca estive totalmente desintegrado do sistema - de alguma forma sempre fiz parte dele, embora o questionasse e tentasse me diferenciar da massa de manobra e dos " inseridos" convictos. Sempre fui um easy rider espiritual, se me permitem a expressão - e se é que me entendem.

Após ter sido preso - e solto, lógico - fundei, juntamente com os poetas Tite de Lemos, Torquato Mendonça e Rogério Duarte, o jornal " Flor do Mal" cujo título era inspirado pelo poeta maldito Charles Baudelaire. Foi o primeiro jornal brasileiro totalmente contracultural, ou, pelo menos, um dos primeiros: saiu na mesma época  de "Presença" , no Rio, e do " Verbo Encantado", na Bahia. e muito antes do Bondinho, em São Paulo. Segundo me lembro, o título foi uma idéia de Torquato Mendonça, o poeta boêmio, muito aplaudida por Tite e Rogério, que desenhou logo a  capa: uma moldura que reproduzia um texto implacável de Baudelaire sobre a imprensa.

No primeiro número, Rogério colocou dentro dessa moldura a foto de uma menina negra, sorridente, linda e despida do peito para cima,que Torquato Neto havia recolhido do chão da redação do jornal Última Hora, pois fora desprezada por todos e ficara ali, no chão, pisado por todo mundo. Ele limpou a foto cuidadosamente e nos mostrou. Ficamos encantados com o sorriso da criança;parecia expressar a pureza espiritual que buscávamos,demaneira que nós a publicamos na capa da "Flor" e nem sequer o fotógrafo que a tinha feito reclamou crédito, já que devia ter esquecido da própria foto.

Só quem reclamou foi o general de pijama que fazia a censura prévia do Pasquim e para quem a nossa ' Flor do Mal '  também tinha que ser encaminahda. Quando Ziraldo ( ou outro cara do Pasquim, não tenho certeza) o visitou para liberar o material, o general disse que não podia aprovar a capa da ' Flor do Mal'. Ziraldo ficou espantado:

- Mas, general, ele nem tem seios ainda, é um peitinho chato de criança...
- Eu sei, Ziraldo, não é por mim. Estou vendo que é uma criança. Mas não pega bem...
- Mas não pega bem por quê, general?
- Olhe, podemos resolver isso muito simplesmente com um pequeno corte na foto.
- Corte? Onde, general?
- Aqui, só um pouquinho acima dos mamilos. 

Rogério fez o corte só um pouquinho acima dos mamilos e nossa linda favelada anônima pôde ir para as bancas.

O ' Flor do Mal' foi muito bem considerado nos círculos da contracultura,especialmente os mais radicais; e, admito, muitíssimo mal considerado fora desses círculos. O elogio ao " Flor" de que tive notícia e que mais me tocou foi de Hélio Oiticica, para quem este era o único jornal não-machista da imprensa brasileira. Em certa contrapartida, porém, um psiquiatra chegou pra mim e disse:
- Esse seu jornalzinho aí é igualzinho ao que os malucos da minha clínica fazem como terapia.

Não me ofendi nem um pouco. Realmente " Flor do Mal" era um jornal bem louco. Que sentido teria se não fosse? E o que há de errado em terapia? O espírito era esse,afinal. Colocar pra fora tudo,questionar,fazer entrevistas anticonvencionais, e por aí afora,sem censuras internas, pois das externas o país estava cheio. NUma palavra: viajar, em busca de uma saúde espiritual regeneradora. Havia poemas em verso, poemas em prosa,textos absurdos, lírica ' non sense' . Muitos poetas da chamada geração mimeógrafo publicaram algumas poemas lá. Eu próprio me permiti publicar uns poemas em prosa que não submeteria ao crivo de uma publicação mais careta. No " Flor", podia-se fazer o que desse na veneta. Era isso, aliás, o que se esperava de seus colaboradores.

Só que a experiência, em termos financeiros, não deu muito certo. " Flor do Mal" obviamente, não caiu no gosto do público como O Pasquim caíra. Só os mais malucos o compravam. Depois de cinco números que se tornaram raridades, o jornalzinho acabou". Prossegue amanhã com ROLLING STONE   

O Betto Botega perdeu a carteirinha na EXPOINTER

Anos atrás o nosso colega Betto Bottega, da agência Replay foi passear dentro da Expointer e na saída, ele ainda não sabe como perdeu a carteirinha de jornalista que é dada pelo Sindicato dos Jornalistas.

Passados uns dois anos, um dia ele precisou falar com a colega Maria Isabel Hammes, da ZH, e ela lhe disse:

- Olha, um motorista nosso achou a tua carteirinha no chão e pensou que fosse de alguém aqui do jornal. Recolheu e eu estou com ela aqui.
 Beto foi buscá-la mas estava totalmente vencida. Desde então, nunca mais voltou a fazê-la.

Coleguinhas

1) Correiinho do dia 03/09 na pagina 24 de 03/09 registrou queda do superintendente do DNIT, Marcão Ledermann. Mesmo com duas funcionárias suas também tendo sido demitidas do DNIT no mesmo episódio.

2)De uma fonte muito bem posicionada: dinheiro que entrará na RBS com venda de 15% das ações à Gavea Investimentos será aplicado na modernização digital.

3) Ex-superintendente do Dnit, Marcão Ledermann, bebeu do próprio veneno. Vivia privilegiando algumas empresas de comunicação e uma delas foi seu algoz.

4)Ticiano Kessler - que Rogério Mendelski não cansa de elogiar - levanta as 3 da matina pra apresentar, com Fernanda Bagatini, o " Acorda Rio Grande".

5) Ontem, dia 03/09, pouquinho antes das 7 horas, na rádio Guaíba, pode-se ouvir o Sílvio Benfica - da Gaúcha - falando sobre o time da Portuguesa. E a voz do Macedão ressoou na Guaíba. O que houve? problemas nas ondas, ou foi só no meu aparelho?

6)Morreu no último domingo, o arquiteto Umanski,que ajudou a montar o projeto da Usina do Gazometro - agora tem vários " pais" deste projeto que na verdade foi bolado pelo Ayres Cerutti, ajudado pelo falecido secretário Isaac Ainhorn e feito em conjunto com várias empresários do CDL.Umanski tinha nascido na Argentina, vivido no Uruguai e Brasil. Ele tinha repaginado o prédio da Associação Riograndense de Imprensa mas como lá é tudo devagar, quase parando, nada saiu do papel ainda....Na ARI, os caras estão esperando o maná cair do céu....

7) Ataídes Miranda, diretor de jornalismo da rádio Guaíba, esteve de niver,ontem,dia 03/09. Ataídes começou na antiga TV Gaúcha e é um dos primeiros da equipe de reportagem daquela tevê,hoje RBS TV.

8) São insistentes os rumores - ou boatos - vindos das principais entidades empresariais do Estado, de que o editor-diretor de Zero Hora,jornalista Marcelo RECH, seria substituído.

Palanque: Queda de Marcão Ledermann, DNIT
pode respingar na candidatura de  Manoela DÁvila,do PCdo B

De uma raposa felpuda da política local: com a queda de Marcão Ledermann,- que foi fraglado usando para assuntos particulares um carro locado por uma empreiteira que trabalha na duplicação da BR-101 -  indicado do deputado federal Beto Albuquerque, do PSB, a candidatura de Manoela DÁvila, que tem como apoiador o PSB, pode sofrer desgaste. É a " guerra" pela segunda vaga no segundo turno. Começou o jogo rasteiro, por debaixo da mesa, quando ninguém mais sabe de onde vem o bombardeio.

Memória: Porto Alegre Antiga

 
Av. Borges de Mederios vista do alto do viaduto - Av. Getulio Vargas desde a Igreja Menino Deus

Palanque eleitoral: Língua afiada

A governadora Yeda Crusius disse estes dias numa roda no Sinduscon que querem que ela "faça exames de DNA pra ver se os filhos dela são dela mesmo". Isto não dá,né,teria reclamado a primeira mandatária do Estado, numa alusão às denúncias que vem sendo feitas via Ministério Público a respeito da compra de uma casa.

Complicou em Serafina

O atual vice prefeito Luis Antônio  Gheller - que é candidato a prefeito pelo PMDB, partido que está há 12 anos na prefeitura  municipal - sofreu ações na Justiça e saiu agora uma sentença. Não se sabe como isto repercutirá na sua campanha.
Um mês atrás, conversando com outro candidato a prefeito, pelo PTB, Nestor Magon - que no passado também teve processos na área da Justiça Eleitoral - ele me disse que Gheller seria abandonado " pela sua turma".

Notícias de São Borja!

Em São Borja, o candidato do PT, Rene, teria perdendo a segunda posição para o candidato do PP, um médico que já foi secretário da saúde do município no Governo do Jucão Alvarez.Em primeiro na terra dos presidentes ainda está o atual prefeito Mariowane Weis, que concorre à reeleição.

Em Portinho

Espera-se que Onyx Lorenzoni apareça melhor nas próximas pesquisas. Quem cairá? 

Da memória de um repórter: O TRIPINHA!

Quando foi governador do Estado, Pedro Simon conferia tudo de cima. Um dia o diretor-geral do DAER, engenheiro Eudes Missio foi levar um assunto pro governador que reclamou de uma obra rodoviária parada.
- Ah,disse Missio, ao governador, vou falar com o " TRIPA"
- Com quem perguntou, assustado,Simon.
- Com o TRIPA.

TRIPA, ou TRIPINHA é o apelido do engenheiro Dorivaldo Driemeyer, que jogou muito basquete- era magro como uma tripinha -  e que foi do tiime da SOGIPA.Natural de Estrela, Dorivaldo só é conhecido no meio rodoviário - ele fundou a empreiteira Continental - por Tripa ou Tripinha.Foi sua empreiteira que fez parte do Trensurb,além de muitas obras da Portobrás.

Hoje está com loteamento em Ibiraqueras,Santa Catarina, num dos litorais mais lindos do Brasil. Tem casa lá. Botou sua mansão da zona sul de Porto Alegre à venda, mas num ano e tanto ainda não conseguiu.
Tripinha foi sócio de Dino Busatto, outro grande empreiteiro,falecido, que trabalhava, principalmente na área do carvão.

Tripinha tinha ou tem uma turma que de vez em quando vai pescar no rio Amazonas. Lá é proibido falar em trabalho. Só em mulher,futebol,e coisa boa.
Estas pescarias duram uns oito ou 10 dias. São preparadas durante reuniões em Porto Alegre. Dizem que peixe que é bom,nunca ninguém pescou, só contaram foi muita mentira...

Olha o grampo!

Agora que o grampo é assunto do momento. Um empreiteiro me contou dias destes que quando ele prestava serviços a Portobrás, nos anos da Redentora, havia um sujeito lá da diretoria daquela estatal que fora do SNI e que lhe pedia: por favor, não fale nada comigo por telefone. Sempre trataremos os assuntos sem este aparelho. É que ele sabia que o grampeamento corria solto.... Tancredo Neves, presidente eleito e morto antes de assumir, era outro que não falava nada sério por telefone...

Coleguinhas

Ontem,dia 03/9 teve bolo, torta, refri, negrinho e tudo o mais pro niver do Ataídes Miranda na Guaíba.

De primeira

Segundo um perdigueiro me informou, o executivo Nelson Guanon fará parte do staff da possível candidatura de Affonso Motta - atual diretor da RBS - a deputado federal pelo PDT em 2010.

Acertaram na mosca

Um candidato a vereador do PSTU - que não tem grana mas sobra criatividade - no horário eleitoral deu na pleura do Fogaça. Dsse que a passagem do ônibus de Portinho é TRI cara...Numa alusão a atual campanha do TRI, da ATP e da EPTC... 

A vida como ela é...
Episódio de hoje: " O poder de uma mulher na redação de um jornal..."

Os fatos aqui narrados são fantasiosos. Se houver coincidência com fatos reais, é mera casualidade.

Dela diziam tudo  principalmente que era  mal-humorada.Só não diziam que era desonesta. Ah, disto nunca ouvi falar. Mas ouvi falar muito do seu poder principalmente  pela boca de mulheres. As colegas  mulheres tinham um medo dela que se pelavam. Os homens nem tanto, principalmente porque quando ela ia com a cara de um deles, principalmente de fotógrafos, ela os adulava. Não sei se era um assédio, não posso garantir perempetóriamente que fosse assédio. As mulheres sim, já sabiam de vereda quando ela não ia com a cara de uma delas. E desabafam nas salinhas umas com as outras:
- Ah, nunca vou conseguir trabalhar lá. A fulana não foi com minha cara... Sabiam que se ela não ia com a cara da candidata,desde a primeira vez que a visse, pode tirar o cavalinho da chuva. Ali não trabalharia...

Diziam as más línguas até que ela teve um caso com um chefe de outro veículo, dos mesmos donos. Este sujeito já foi embora, entraram outros donos e deram o bilhete azul pra ele.Talvez aí começaram a desmontar o esquema de poder da mulher que mandava na redação de um jornal. Acho que isto era pura intriga, mas a falação foi adiante, dizendo que este
fulano era o único que não a temia." Ele não tinha  medo dela por questões íntimas" diziam pelos corredores desta empresa de comunicação.
Até que um dia alguém ligado a ela caiu em desgraça... Quem viver, verá...

Coleguinhas

1) Pra quem gosta de humor e de ironia, está imperdível o blog do colega Emanuel Mattos.

2) Anda a mil o projeto de recuperação de toda a papelada da ARI. Quando tem grana, as coisas andam...

Memória das Eleições


Contribuição de Alfonso Abraham

Foto de 1984 quando Fogaça se candidatou pela primeira vez Dep. Federal com os cantores Kleiton e Cledir. Foi uma convenção no Gigantinho para homologar as candidaturas.

Coleguinhas

1) Depois de um tempo " fora da área de serviço" Júlio César Dreyer Pacheco está na ativa na Rede Vida novamente. Ontem,dia 02/09 estava indo cedo pra Sta. Cruiz do Sul a trabalho. Prometeu pagar um chopp no Barranco. Celular do Júlio 51.96961099

2) Jalmo Fornari, da Província FM de Tenente Portela, envia seu livro sobre o dito cujo. E aproveita pra cumprimentar este redator e o site" Tenho acompanhado teu site. Muito bom pra saber de POA e de nossos colegas". Então, tá, mando abração ao Jalmo e o pagamento do livro vai pelo banco.

3) Na TV Assembléia há um programa dos deficientes. Seu site facaadiferencaalrs.blogspot.com. email: facaadiferenca@al.rs.gov.br

4) Há um candidato a vereador Pedro Denardin que é batata: vai se eleger encima do nome do narrador Pedro Ernesto Denardin, da R. Gaúcha.

Te mete patinete: Serafina já tem 3 sinaleiras


Como saiu aí na notícia do jornal Gazeta, Serafina , a 230 km de Porto Alegre - a antiga La Undeze - já tem três cruzamentos com sinaleiras.É o assunto do momento na cidade. Estes dias estive lá e meu pai, que vai completar 80 anos, me perguntou quais os sinais pra se atravessar corretamente. Seguramente o município terá que fazer uma campanha pela rádio. Sugiro ao Fiorin, da Odisséia FM, no seu programa matinal, que aborde este assunto com os brigadianos.Muita gente, principalmente os idosos, que enxergam pouco, terão dificuldades.

O Fordzinho tinha virado o diabo....

Pois falando em sinaleiras, este dia lembrei-me de uma história serafinense. Lá pelos anos 40 ou 50, do século passado, uma família veio de carroça das bandas do Rio Carreiro pra cidade - el paese - como chamavam o pequeno povoado. E o pai foi fazer compras, mantimentos, roupas, querosene, no velho secos e molhados do Dionísio Assoni - filho do primeiro imigrante do local, Orestes - no entardecer. Os dois filhos, mais xucros impossível, viram então um pequeno caminhãozinho Ford que vinha vindo pela rua principal, a dr. Júlio Campos, hoje Miguel Soccol. Na frente, quatro pessoas sentadas num banco de madeira, que era como era a cabine naqueles tempos.
Como já escurecia, o Fordzinho ligou os faróis. Um dos filhos do colono, quando viu aquilo - ele estava sentado na soleira da loja esperando seu pai concluir as compras - entrou em pânico. Segundo Nelson Assoni, filho do dono da loja, o guri literalmente pulou para o colo do pai no balcão da loja berrando:
- Pai, pai, vi o diabo, olha o diabo.

Ele achou que o caminhãozinho se mexendo com faróis era " el diaol" ,isto é, o diabo. Só que eles nunca tinham visto um carro a motor se mexer sozinho,estavam acostumados a fazer tudo de carroça.

Pois a Serafina que antigamente tinha estas estórias, hoje tem três sinaleiras. Logo, logo passamos de Guaporé....

Assim nasceu um Clássico( Parte II)
Por Moraes Moreira

"O disco Acabou Chorare foi feito no melhor momento em que vivemos juntos. Tínhamos a firme vontade de fazer algo novo,original. A resposta que tivemos do povo e da crítica especializada vem confirmado através do tempo que estávamos no caminho certo. As influências  que tivemos  foram as mais diversas. Beatles, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Janis Joplin,Dorival Caymi, Ari Barroso, bossa nova, tropicalistas, João Gilberto. Aliás, não poderia falar do disco sem fazer uma revelação: o pai dessa criança é João Gilberto! Foi ele quem acordou a semente da brasilidade até então dormente em nossos corações. Nosso país vivia um momento difícil, massacrado por uma ditadura militar e a auto-estima de todos estava lá embaixo. Por causa de João, o conceito do disco: Brasilidade Universal,Tradição e Modernidade. Tudo mais era completado pelas nossas figuras, pela nossa postura e filosofia de vida. Lembro-me  bem da noite em que João entrou em nossa casa,na nossa vida, e cantou os primeiros versos de " Brasil Pandeiro", de Assis Valente:" Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor". No ato captamos a mensagem e aí, Acabou Chorare ficou tudo lindo. Não foi à toa que esse samba se tronou a primeira faixa do disco.

 Quando o encontro aconteceu ( e se repetiria muitas vezes) João Gilberto pediu que cantássemos nossas músicas. Confesso que tremi, mas depois fui mostrando o repertório. Ele gostou, disse que estava tudo bem, mas em seguida observou:" " Vocês precisam olhar mais para dentro de vocês mesmos". Ele queria o nosso trabalho com uma dosse maior de  brasilidade, de samba. De imediato, eu e Pepeu começamos a introduzir no grupo instrumentos brasileiríssimos, como cavaquinho,bandolim e pandeiro. E tudo isso se misturou com a guitarra, o baixo e a bateria, uma fusão maravilhosa. Misturamos linguagens, Jimi Hendrix com Waldir  Azevedo, Janis Joplin com  Ademilde Fonseca, o acústico e o elétrico. A intervenção de João foi fundamental para a estética musical da banda. O nosso caminho estava assim traçado.

Há pouco tempo o disco mereceu um programa inteiro do Canal Brasil, realizado com competência e carinho  pelo grande  novo-baiano-titã  Charles Gavin. Ele,aliás, é responsável pelo mais recente relançamento dessa obra em CD, com sua integridade resgatada, inclusive a capa: as edições anteriores ignoraram a importância do projeto gráfico,retrato fiel da nossa vida em comum genialmente registrado por Lula Martins - grande artista baiano, pouco citado. A nova masterização melhora o som original sem torná-lo artificial, como acontece muitas vezes quando se passam para o formato digital discos gravados na era analógica. Apenas quatro canais registraram a nossa  afiada perfomance, fruta do prática diária e obsessiva.Às vezes perguntam-me: " A que horas vocês ensaiavam?". Respondo que nossa vida era um interminável ensaio. Isso prova para mim - e achoque para muita gente - que, se faltarem competência e emoção, a tecnologia não salva. Os Beatles são nossos eternos mestres nesse aspecto, além de muitos outros artistas.

Recentemente nosso disco foi considerado o melhor entre os melhores pela edição brasileira da revista Rolling Stone. Pessoas gabaritadas fizeram a escolha, valorizando ainda mais esse troféu que recebemos,sem falsa modéstia, com grande alegria. A internet tem se revelado improtante instrumento de preservação e divulgação do grupo, num louvável trabalho dos fãs,criadores de comunidades que mostram pequenos trechos de especiais antigos de televisão,filmes e documentários.

Parte do registro da história do grupo, nos quais o repertório do Acabou Chorare reina absoluto e é tocado ao vivo, permance inédita ou acessível a poucos. E precisa ser urgentemente publicada, para que mais pessoas compartilhem belos e intensos momentos. Ultimamente estou empenhado nesse projeto de restauração da memória e o considero mais improtante que uma eventual volta do grupo.
Com certeza,foi esse sentimento que me levou a escrever o livro A História dos Novos Baianos e Outros Versos( editora Língua  Geral), em forma de cordel e com ilustrações de Romero Cavalcanti, publicado no fim do ano passado. Nele Acabou Chorare é colocado como o momento mais sublime e verdadeiro vivido pelos Novos Baianos. 

Coleguinhas

1) Ficou chata a situação de duas coleguinas do Correinho.

2) Telmo Flor, editor-chefe do Correinho, está no projeto do jornal on line.

Assim Nasceu um Clássico( Parte I)
Dedicado a Heloiza G. Hercovitz e Carlos Eduardo Caramez 
Escrito por Moraes Moreira - Cantor e Compositor


Os novo baianos nos Anos 70

De um apartamento em Botafogo, Rio, para a História. Este texto do líder dos Novos Baianos conta como foi concebido o álbum ACABOU CHORARE, marco da música popular brasileira lançado em 1972.

" Começo a escrever ao som de Acabou Chorare e é incrível como permanece o seu frescor, mais de 35 anos depois de seu lançamento, em 1972. Passei alguns anos sem ouvi-lo, mas tenho informações de que é item indispensável em festas e reuniões de novas gerações, principalmente o hit " Preta Pretinha"
O que recordo do disco neste momento que escrevo? Diria que a sua história teve início  no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo, numa ampla cobertura onde todos vivíamos em comunidade´e que até hoje não me lembro como conseguimos alugar. A vida lá era uma festa e nem as dificuldades financeiras baixavam o astral do grupo. Sobrevivíamos de algum dinheiro que a gravadora SOM LIVRE às vezes nos adiantava, por conta dos direitos autorais. No mais, acho que fazíamos mágica e até pedíamos dinheiro na rua. Era uma loucura! O disco foi se definindo, foi tomando forma no dia-a-dia, enquanto cantávamos. Resolvíamos de comum acordo quem ia cantar o quê.
Na verdade,acho que as canções escolhiam seus interpretes. Baby( então Consuleo, hoje do Brasil) Paulinho( Boca de Cantor) e eu fazíamos um bom revezamento nessa função de solitas. As músicas foram gravadas no Estúdio Somil, no bairro em que morávamos. Teve produção de João Araújo e co-produção de Eustáquio Sena.Pepeu(Gomes) e eu elaborávamos arranjos. O clima das gravações era de celebração e nossa alegria tão grande que assustava os técnicos.

  O maior sucesso do disco, " Preta,Pretinha" , foi composto em nossa cobertura. ( Luiz) Galvão fazia uma viagem de barca com a Baby para Niterói quando lhe ocorreram os versos: " Enquanto eu corria assim eu ia/ ia lhe chamar, enquanto corria a barca". Eu gostei de cara, peguei o violão e comecei a cantarolar. Surgiu uma melodia singela e popular, e era tão natural que em certos momentos me perguntei se ela já existia. Mas não,obedeci a minha intuição e fui em frente. Galvão ia gerindo outros versos. No fim, desembocamos naquele " lará lará..." Logo depois pintou o refrão" Preta,Pretinha", homenagem que fizemos a Baianinha, pretinha linda que morava em nossa comunidade e adorava dançar e cantar nossas músicas. A música virou sucesso nacional. É obrigatória em meus shows,vou cantá-la para sempre. Tanto o LP quanto o CD têm duas versões dela e por trás disso há uma história: a gravação durava seis minutos e meio. João Araújo ponderou aque corríamos o risco de as rádios não a tocarem e concordamos em fazer uma edição de três minutos e alguns segundos,contanto que as duas entrassem no disco. Que gravação tocou nas emissoras? A de seis minutos e meio." ( Prossegue amanhã com a Parte II)

Desempenho

No dia 1/ de cada mês, o saiteiro, o Alfredo - a força oculta deste blog - me manda o desempenho. O de Agosto foi bom, passou dos 4 mil acessos. Como não tenho grande estrutura, acho que mantendo os leitores está dentro do razoável... Mas é sempre visando o leitor que sento na frente da tecla do computador pra escrever. E não escrevo para mim, senão para os leitores, este anônimo que nos mantém vivos a cada dia. Quando vou falar no meu avô, por exemplo, penso: mas a quem interessa saber isto?

Mas é que por trás do meu avô está um ensinamento e é isto que quero passar ao leitor.Esta é uma estranha simbiose/ redator/leitor. Também leio muito e quando um livro ou um texto me agrada, às vezes pego no sono encima dele, como se não quisesse perder a próxima linha, o que de revelador terá. Este é o mistério da literatura, que segundo o falecido escritor gaúcho Caio Fernando de Abreu tinha muito a ver com religião.

Expointer


A prefeita de Esteio, Sandra Beatriz, durante evento da Expointer, no último domingo,dia 31/08.
Foto agência Edison Castêncio.

Palanque

Ontem, dia01/09 a DEPUTADA FEDERAL LUCIANA GENRO, candidata do PSOL a prefeitura de POA cumprimentava eleitores sentados nas bancas do mercado público central. A sua volta, fazendo fotos, a fotógrafa Adriana Franciosi, de ZH.

Expointer 2


No domingo dia 31/09 o vice-presidente da República José Alencar esteve em visita a Expointer de Esteio.
Foi recepcionado pela governadora Yeda Crusius. Foto de Agência  Edison Castencio.

Expointer muita cheia nos finais de semana!

Uma colega minha foi tentar ingressar na Expointer no domingo de tarde. Foi de carro de Porto Alegre e quando chegou na altura do Parque Assis Brasil, resolveu voltar. Não dava de tanto movimento.

Rogério Mendelski, na Rádio Guaíba, disse ontem,dia 01/09 , que a Expointer precisa ser " repensada". E a chamou de um Camelódromo. Ele elogiou a Feira de Não Me Toque, que segundo ele, é uma feira de negócios da agropecuária. 

Entrei numa fria... Músico uruguaio. Que músico?

Domingo  último, 31/08 entrei literalmente numa Fria.Fui ver um show no santander cultural, das 17hs, cujo músico era a legítima BOMBA. O cara falou o tempo todo. Cantar, não cantou, fez lá umas estripulias. O público achou graça o tempo não sei de que.E isto que o Grêmio ganhava o jogo, eu não estava enraivecido. A gente entra em cada fria....

O que eles não fazem por uma Boquinha!

1)Quem não é visto não é lembrado. Caminhando, vi um papelucho com as cores do Grêmio e o juntei. Descobri ali que o Tarciso, denominado de flecha negra - cuidado com os movimentos radiciais eles podem se incomodar por isto vou guardar o folheto onde o próprio se autodenominou de negro- é candidato a vereador em Porto Alegre, pelo PDT.
Grande Tarciso, vamos lá,então..

2) Há um espanto por aí porque a candidato do PSOL a prefeita recebeu ajuda financeira de uma grande empresa, a Gerdau. Sim, alguém pode em sã consciência fazer campanha sem dinheiro?
Até a Luciana precisa pagar os santinhos

3)Sexta-feira,véspera de fimde semana me ligou o vereador Haroldo de Souza. Ele lembrou que em 2006 deixou fora uma vaga garantida de deputado estadual porque acreditou que o Inter chegaria lá e não queria deixar de narrar. ... Foi o que aconteceu.

4) O Haroldo fez campanha no sábado na Lomba do Pinheiro

5) A Gaúcha e a Guaíba disputam também na eleição. Na Guaíba está o Haroldo de Souza, o " mais ouvido" segundo os próprios. Na Gaúcha não tem ninguém, mas há um candidato a vereador Pedro Denardin que muita gente está chando que é o narrador Pedro Ernesto. Claro que não é, dizem que é seu irmão...

6)O Garção VOVO, do Gambrinus, em 1982, achou que iria chegar lá pelo então PDS. Fez toda a campanha usando bolachas de chopp. Seus eleitores eram os gambás dos bares que ele conhece bem. VOVO - Jorge Vieira - não se elegeu e até hoje guarda as bolachas como recordação daquela campanha.

7) Arthur Zanella, ex-vereador, vive contando uma historinha que está no livro Pisando na Bola, do vereador J.Bosco VAZ. Diz ele que um dia alguém chegou pra mãe dele e disse:
Então a senhora tem oito filhos. Todos vivos?
- Não disse a velha senhora. De VIVO só o Arthur que é vereador.

8) Esta é de cabo de esquadra e segundo quem a viu realmente aconteceu;Véspera de uma eleição, Reginaldo Pujol foi até aquele boteco afamado da Erico Verissimo, o Porta-Larga, que tem mais fama que bar, e lá estava toda a redação da ZH bebendo. Pujol que se dava com o colunista da Câmara Municipal, Melchíades Strihcer(falecido) chegou pra ele e pediu. Mel me arrume um bordão pra campanha. O Melchiades deu de improviso: " VOTE NO PUJOL E GANHE UMA CASA NO MOL...."

9) Em Santana doLivramento, o irmão de um compadre meu exagerou na dose. Mário Silva bolou o seguinte bordão pra sua campanha a vereador: QUERO O MEU!!!! Não levou.

CQC enrolou a Miss Brasil em Encantado
Extraido da Coluna de Mazzarino Jornal A Hora de Lajeado e Jornal Antena de Encantado

O programa humorístico CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão,
conseguiu enrolar a Miss Brasil, Natália Enderle. Eles gravaram recentemente no centro de Encantado a visita da Miss, informando tratar-se de do programa ‘Em Foco’, que seria lançado nos próximos meses.

Na verdade era a estréia do ator Warley Santana, como o oitavo  integrante de um time de excelentes profissionais que a cada edição elevam os níveis de audiência da emissora. O quadro da reportagem com a Miss ainda não foi levado ao ar, mas teve sua estréia na última segunda-feira entrevistando um deputado federal. A presença da equipe do ‘Em Foco’, foi assunto de alguns jornais da cidade que deram ampla divulgação ao fato, sem saberem tratar-se de uma encenação humorística do original CQC.

A característica do quadro é mostrar celebridades de diversas magnitudes, e durante as gravações, pedir para que elas acrescentem expressões, frases, cenas mostrando que muitas das entrevistas levadas ao ar não correspondem com a realidade.

O programa comandando por Marcelo Tas é levado ao ar às segundas-feiras,
às 22h e reapresentado nos sábados às 20h. O CQC (Custe o que Custar)
é uma idéia original de produção argentina e difundida em diversos
países da América do Sul e Europa. Resta agora Encantado, região e o Brasil
aguardar a ampla fila de celebridades desfilarem as encenações frente as câmaras da TV Bandeirantes, principalmente mais um momento de fama de
sua filha ilustre.

Coleguinhas

1) Armando Burd entra diariamente às 6h30 min na Band AM.

2) Programa do Mendelski, ao domingo, das 10-12hs, na FM Guaíba,é gravado,segundo me informou o operador neste domingo,dia 31/08.

3)Regina Oliveria está trabalhando para o blog do fotógrafo Edison Castêncio.

A vida como ela é...
Os fatos são verídicos e aconteceram comigo. Portanto, ninguém deve desmenti-los.


" De sandália franciscano, não quiseram me deixar sair do Parque Assis Brasil, em Esteio. 
Desconfiaram  que eu era um sem-terra!"

Na época do governador Amaral de Souza, quando começou o movimento dos sem - terra no RS, um dos expedientes era botar estes pobres colonos( ai aí vem um mar de lágrimas) em ônibus fretados e mandá-los ao Mato Grosso sempre acompanhados de uma equipe de reportagem do SUl pra depois na volta relatar as condições que os desgraçados foram largados naqueles cafundós do Judas. Era a época das tais cooperativas de colonização. Havia um pastor que levou uma ponchada de colonos da região do nosso minifundio pro Mato Grosso. Uns se deram bem,outros não. Era a Cooperativa CANARANA, se não me falha a memória.

Mas os colonos tinham a mania de vir aqui pra Porto Alegre pra encher o saco do Amaralzinho.( do palmo e meio,segundo Breno Caldas).O que que ele fazia: mandava aqueles colonos, seus papagaios, cachorros , mulheres crianças e tudo lá pro Parque Assis Brasil. Aí arranjava um Currió da vida e botava pra cuidar dos colonos sem terra. Eles eram hospedados no Parque Assis Brasil, mas tinham um problema: não podiam sair de lá de jeito nenhum. Era um confiamento. A Brigada Militar dava conta do recado. Pra sair só com ordem por escrita de quem cuidava do acampamentos dos sem-terra de Esteio.

Numa das tantas vezes que a Zero Hora, jornal onde trabalhava mandou um repórter lá, tocou a mim, um fotógrafo e o motora. Não lembro, mas acho que era um domingo. Fiz minha matéria, entrevistei várias pessoas lá, fiz um ambiental - na verdad enão tinha muita novidade - e quando ia saindo, o guarda me confundiu com um sem -terra por causa de minhas sandálias FRANCISCANO.( do Strassburger). Em seguida o mal entendido foi desfeito e me liberaram na portaria. Mas o boca grande do fotógrafo ou o motorista não sei mais, levou o assunto pro colega CARLOS WAGNER que fex um estardalhaço sobre isto.

Tive, então meus minutos, de sem-terra.Nada demais, porque meus avós que vieram da Itália, eram " sem-terra"!

Os caras da Bréscia são ‘soda’
Extraído da Coluna de Mazzarino, nos Jornais Antena (Encantado) e A Hora (Lajeado)

O marketing político está fazendo alguns candidatos terem novas atitudes. Temos aqueles que fazem aplicação de botox na face. Outros usam o photoshop para que a imagem seja qualificada nos recursos de informática. Em Nova Bréscia não é diferente. O ex-prefeito Victorio Gasparotto/PMDB decidiu voltar a política na condição de candidato a vereador. Um belo gesto, uma demonstração de paixão pela causa pública. E muito vivo, como todo gringo de Nova Bréscia, decidiu valoriza a imagem sem gastar nada: está usando uma foto da década de noventa, quando foi prefeito. Esse Gasparotto...

A sabedoria dos antigos, ou a geada pegou muita gente...

E a tal história de podar cedo as parreiras. Quem podou em julho deve ter provocado indiretamente um estrago, porque ontem, dia 31/08 e sábado,dia 30/08 GEOU bonitação em Serafina Correa e na região toda. Assim que como diziam os antigos, deixar pra podar o quanto mais tarde as parreiras. Meu avó - que Deus o tenha - aconselhava: não tenham pressa em podar os parreiras...

Coluna do Nobre!

   

Não, não o Nobre não ressucitou. Eu é que tou colocando no site algumas piadinhas dele que recolhi de um livro que selecionaram o melhor dele.lEntão,prezado leitor, pra começar a segunda, algumas pérolas do Nobre que nos deixou em 16 de dezembro de 1985. Começo hoje com o que Nobre queria escrito como epitáfio: " AQUI JAZ UMA GARGALHADA CERCADA DE CHORO POR TODOS OS LADOS"

"O Nobre conseguiu nos fazer rir no tempo que não tinha 22 candidatos e não se votava para presidente. Ele merecia ter ficado para um Segundo Turno" disse o chargista Marco Aurélio, de ZH.

Já Lauro Schirmer disse dele:" Nobre é a exceção à regra de que ninguém é insubstituível.Sua coluna em Zero Hora morreu com ele".

Já que faz pouco tempo que passou o dia dos pais, aí vaí o que o Nobre pensava em Ser Pai:

Ser pai e valer por dois; a maioria sustenta duas casas.
O verdadeiro " pai coruja" é aquele que passa a noite toda acordado com o choro do filhinho.
Ser pai é ter que cosneguir uma porção de vergonha(artigo dos mais racionados hoje em dia) para deixar de herança aos filhos.
Ser pai é também ser genro.
Ser pai é viver numa casa onde, geralmente, quem manda é a mãe.
Ser pai é encontrar o banheiro eternamente ocupado pelos filhos.
Ser pai é viover querendo convencer seus três filhinhos na hora do café que um pão só tem dois bicos.
A liberdade do pai termina onde começa a liberdade da mãe.
Ser pai dá cadeia - às vezes.
Ser mãe é alimentar os filhinhos recém-nascidos. Ser pai é alimentar a mãe.
Manda brasa enquanto você é pái, numa dessas você será avô.
O melhor é ser tio.


 
 
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Espaço dos Leitores

Parabéns pelo belo trabalho! Criativo, inteligente, além de registrar muitas informações preciosas de pessoas e fatos que marcaram nosso jornalismo. Teu senso crítico é agudo, mas sem deixar de ser ético em tuas colocações. Seu amigo, Carlos Roberto S. da Costa Leite (Beto)  - Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa/Setor de Imprensa.

Olá, Olides. Fico feliz por teres apreciado o jornal Bolivros, que criei e editei como veículo de divulgação da livraria do grande Bolívar. Infelizmente, não foi possível manter a parceria, mas continuei com a idéia de publicar um jornal especializado e, então, surgiu o "Jornal Livros", de periodicidade trimestral e distribuição gratuita. Consegui bancar 12 números, com entrevistas e secções especializadas como a de intercâmbio estudantil/cultural. Um dos números traz uma entrevista com José Saramago, que participou de uma feira do livro de Porto Alegre. Foi uma ótima experiência e pretendo colocar as edições na internet, com um blog especializado. Mas, são planos para o futuro, pois no momento não disponho de tempo para uma dedicação exclusiva e integral a um trabalho dessa natureza.
Um abraço, do amigo Luiz Fonseca Chuvisco.

 

 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
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