"O Blog dos Colegas"

 

 

O autor e a equipe desejam aos leitores um bom fim de semana!

 

Coisas do Coração....

 

 

Vi aqui em Serafina que hoje, dia 29 de janeiro completa-se um ano da morte da Rosa Maria Piccoli que foi minha colega no ginásio mas que mais que uma colega, foi uma atração....Jovens explodindo em vida, se atraem, mas nunca aconteceu nada entre nós hoje tenho certeza de que pela minha timidez...Mas isto hoje, falar depois é fácil, tinha que ver a situação ali quando ela aconteceu.... Depois, morreu Neves

Tive a chance de dançar com ela na noite do baile de nossa formatura, mas quem que disse que eu sei dançar?

Vá lá, ...dias depois sua amiga, ana lúcia Massolini, que se tornaria sua cunhada - sim porque se cruzaram, se me entende, caro leitor, a Rosa casou com um irmão da Ana Lucia, o Sérgio e a Ana Lucia casou com um irmão, o único por sinal da Rosa, o Claucir - me disse que a Rosa esperava que eu a tirasse pra dançar. Olha lá se eu sabia como era fazer isto...eu sabia era estudar...
Sou tri devagar com estas coisas do coração, como minha filha me ensinou....
Sempre que vou no cemitério daqui, visito seu túmulo. Tem lá uma foto do tempo que nos conhecíamos. A Rosa era muito bonita, pelo menos aos meus olhos....Não tinha cara de Miss, que pra isto ela não serviria, porque se quisesse ter sido com o poder econômico que seu pai angariou como negociante, ela teria sido. Seguramente era o tipo de coisa que não a atraía...É como sempre digo, mulheres inteligentes fazem escolhas insensatas...


Rosa Maria Piccoli Massolini. nascida em 13/07/1950 falecida em 29/01/2009. Acervo Gazeta Regional.

 

A Rosa, como já disse, escolheu pra marido o Sérgio Massolini, que entrou pra política como seu pai...

Anos depois,quando ficamos amigos, ela me contou que sempre que o marido começava uma campanha política " eu engravidava".

Separaram-se não fazia muito tempo antes dela morrer. E mesmo numa cidade interiorana, ela manteve o alto estilo em discrição. Afinal de contas, não ficava bem pruma primeira-dama,ou ex-primeira dama "ser mal falada". A Rosa,apesar de festeira, não era vulgar. Tinha o que os franceses chamam de touchée....Nada se ouvia falar dela, um que outro conhecido meu me dizia apenas: A Rosa vai tomar as cervejas dela longe daqui...


Quando veio a notícia da morte em 29 de janeiro de 2009, foi uma surpresa pra quem vivia longe dela...

- Quando nos demos conta, o câncer matou ela, me disse O Paulo Massolini,seu cunhado e médico.

Não sei como eram as relações entre eles nem me interessa saber, até porque ela tinha um estilo muito personalissimo e seguramente não era fácil de dobrar em suas convicções...

Que gostava de festa, isto eu sei...Não era com ela tirar primeiro lugar no colégio, mas era com ela organizar a excursão que nos levou a Gramado no final de nossa formatura. Fomos e voltamos num único dia com o ônibus lotado de gente cantando,fazendo planos...eu particulartmente estava triste porque iria embora no começo de 1969...

Um amigo que fiz aqui, o Luiz Zanluchi, que era secretário da prefeitura local quando o marido da Rosa, Sérgio Massolini, era prefeito me disse dias atrás que ela passava a noite jogando cartas com amigas.

 

- Nós íamos buscar o Sérgio de madrugada pra ir a Porto Alegre e ela estava com amigas ainda jogando cartas, acordada....

A Rosa morreu, parece inacreditável.

Sempre que penso em Serafina, me lembro,afora meus pais, de duas pessoas em particular: dela e do padre Roberto Ciotola, que me ensinou português....Tem o Flávio Soccol, mas este é pelo lado zombeteiro,bagaceira e brincalhão,farrista,que não vou aqui detalhar....

Uma Serafina me encanta,..outra Serafina me irrita. A que me encanta é o lado da Rosa, do padre Roberto, do Flávio e de outros amigos...A que me irrita é a que só fala em quando dinheiro as pessoas tem no banco....

 

Estas poucas linhas escritas nesta amanhecer de verão aqui no hotel Ca dei Monti - cujo nome aliás acho tri romântico - porque quer dizer (atrás das montanhas) numa temperatura tri agradável(deve estar uns 15 graus) me tirou da garganta um nó que se fez esta madrugada quando peguei o Gazetinha, o jornal daqui, do Fiorin, da Deise e do Redder, e vi o anúncio das familias convidando pro dia 29 de janeiro irem rezar pela memória da Rosa....

Sim, a múltipla Rosa....havia nela várias facetas...talvez por isto me encantou tanto na minha juventude....Se foi um amor platônico, que tenha sido, já me perdoei.....


 

O Perdão dos Criminosos da Ditadura é Irreversível

 


Mário Maestri*


Do alto dos seus 62 anos como advogado, evocando mestres falecidos mas não esquecidos, colegas, juízes e desembargadores exemplares com quem conviveu, Paulo Brossard pontificou, na Zero Hora de 4 de janeiro, com a gravidade do patriarca entre os senadores, ao pronunciar-se já mais para a história do que para seus pares e ouvintes: “A anistia é irreversível”. O ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal referia-se, é claro, à Lei nº 6.683, apresentada e sancionada pelo general em turno, em agosto de 1979, anistiando parcialmente os atos de resistência à ditadura e, em forma plena, total e irrestrita, os crimes por ela cometidos contra a população brasileira.
Literalmente liquidando a proposta de violação da anistia, “concebida nos altos escalões do governo federal ou quem sabe dos baixos [sic]”, invocou seu mestre José Frederico Marques que “ensina o que é corrente entre tratadistas”, – a anistia é “ato legislativo em que o Estado renuncia ao direito de punir”. Uma “verdadeira revogação parcial, hic et nunc, de lei penal”. Competindo ao Legislativo a concessão da anistia, após a promulgação, nem por ele pode ser revogada, sob pena de inconstitucionalida de. Interdição que eleva a “dogma” jurídico, pois a “lei penal só retroage quando benéfica ao acusado [...]”. Daí a “irrevogabilidade”. Apagado para sempre, o delito não será restabelecido, sob pena de “retroatividade”.
Não haveria dúvidas. O constitucionalista lembra que a norma jurídica não se regeria-imporia por sua justiça, mas por sua vigência. Propõe até mesmo que a “anistia pode ser mais ou menos justa” e, portanto, até mesmo injusta. Definitivamente, o “expediente articulado nos meandros [sic] do Planalto”, constituiria, para ele, o que em Direito denomina-se de inépcia. Coisa, folga dizer, de ineptos. Porém, para Brossard, a justiça não seria o “caráter marcante” da anistia, o qual se encontraria na obtenção da “paz” – um efeito que escaparia, assim, da esfera jurídica para se realizar na esfera social. Lembra que a versão da anistia aprovada em 1979, proposta sobretudo pela oposição consentida, defendia “anistia recíproca” para, segundo ele, pacificar as “duas partes em que o país fora dividido”.
Destaque-se a contradição dessa última leitura: uma anistia, apesar de irrevogável, caso comprometesse a “paz social”, perderia sua principal razão de ser! E, desnecessário dizer, se concordamos com o juridicismo geral de Brossard, teríamos que aceitar que, após uma hipotética vitória ou empate do nazismo na II guerra, uma auto-anistia, através de ato legislativo, asseguraria para Hitler, Goebbels, Himmler e caterva o direito, sob a proteção da lei, devido à extinção dos crimes para todo o sempre, de morrerem em suas camas, após gozarem de polpudas aposentadorias de ex-dirigentes do Estado. E sem sequer a obrigação de indicar onde enterraram as cinzas dos milhões de martirizados!
Justiça e Injustiça
Erra Paulo Brossard, no geral e particular. Não há normas e dogmas jurídicos por sobre os direitos dos homens e mulheres, reconhecidos e materializados na e através da história. Exemplifico com realidades conhecidas até mesmo pelos não “tratadistas”. No Brasil, o direto do negreiro sobre o cativo foi a base objetiva do estatuto da propriedade, reafirmado pelos costumes e disposições jurídicas e constitucionais. Nos tribunais do RS, por ofensas à ordem escravista, trabalhadores escravizados eram condenados a mil e quinhentas chicotadas e lanhados como uma peça de charque até a morte. Apesar de atos jurídicos perfeitos, aquela propriedade e aquelas penas terroristas eram social e moralmente ilegais, crimes cometidos sob a vigência das leis de então.
Apoiados na lei, os escravizadores lembraram que o fruto da propriedade não podia ser expropriado sem indenização. Que lhes foi concedida, parcialmente, quando a lei de 1871 determinou a liberdade condicional dos filhos das cativas nascidas após aquele ato. Em 1888, os escravistas não discutiam a moralidade da propriedade sobre o cativo, lembrando apenas, com razão, que era preceito legal e constitucional, portanto, necessariamente indenizável, no caso de extinção. Naquela vez não levaram nada – governantes e forças mais “vivas da nação” preocupavam- se já com o financiamento da vinda dos novos negros, os imigrantes, e despreocupavam- se com a indenização legal da “lavoura andrajosa”.
Naqueles tempos, o negro Luís Gama, após fugir ao cativeiro ilegal, cursou parcialmente como ouvinte a Escola de Direito do Largo de São Francisco e, já advogado provisionado, libertou talvez um milhar de cativos. Ele defendia que o "escravo que” matasse o “senhor” praticava “ato de legítima defesa". À margem de todas as normas jurídicas de então – e atuais –, apenas reafirmava o direito social e histórico do homem de lutar por sua liberdade essencialmente violada, com as armas de que dispuser e crer necessárias.
Em 1888, devido à nova correlação social de forças, a propriedade sobre o trabalhador, ato legal e constitucional perfeito, foi violada e enterrada inapelavelmente, aflorando em maior grau, ainda que imperfeito, a justiça social e histórica, própria aos homens. Abandonemos, portanto, o filisteísmo e fetichismo da lei petrificada por sobre os direitos dos povos à justiça.
Ato Imperfeito
Porém, Brossard erra em forma mais substancial. A anistia de 1979 constituiu um ato imperfeito, nascido e corrompido pela situação de exceção, em que a ordem militar mantinha-se pela força da violência e do apoio dos grandes proprietários do país e do mundo. Ela foi apenas uma iniciativa parida pela necessidade de garantir, ainda que em forma limitada, os direitos violados de milhares de homens e mulheres. Em um sentido essencial, estes últimos não foram perdoados e não tiveram ações criminosas e delitivas extintas. Não havia o que perdoar, extinguir ou esquecer, ao não terem cometido qualquer crime e delito. Haviam sido e eram perseguidos por ações legítimas, necessárias, morais e ética de oposição aos agressores dos direitos da população brasileira. Tinham exercido o direito e o dever inarredável do oprimido de levantar-se, de todas as formas, contra a opressão grave, referido por Luís Gama. Ato de anistia ao quais os responsáveis máximos pela violação dos direitos cidadãos e nacionais tentaram astutamente enganchar o perdão das ações suas e de seus agentes, essas sim social e historicamente criminosas.
O preclaro Paulo Brossard certamente escutou, ainda adolescente, nos bancos ginasiais, quando das aulas de religião, a lição de que o sacerdote não pode absolver a si e a quem com ele peca. Não podiam absolver nem que fosse por tabela, através do parlamento concedido, emasculado e moldado pela ditadura, em 1979. Não há auto-anistia, ainda mais quando se trata de atos cometidos à sombra da proteção do Estado, de tal gravidade que já são considerados pelo pensamento jurídico internacional como imprescritíveis e não anistiáveis, em uma indiscutível procura de adequação aos direitos sociais e históricos dos povos.
Um Crime Sem Fim
O princípio da imprescritibilidade e inextinguibilidade de crimes de Estado – genocídio, tortura, assassinato, desaparecimento, etc. – tem sido materializado, ali onde a população mobilizada alcança fazer valer em forma mais perfeita a punição de seus ofensores. Nos últimos anos, tem sido anuladas anistias de crimes de Estados concedidas pelos próprios governos criminosos ou por administrações e parlamentos democraticamente eleitos, lançando-se na lixeira das justificativas jurídico-ideoló gicas os causuísmos com os quais se pretende defender aqueles crimes e criminosos. É o caso da Argentina, onde ditadores, militares e policiais são levados à Justiça, devido à anulação de leis de anistia como a da “Obediência devida”, do “Ponto Final” e os indultos de Carlos Menem (1989-1999). A mesma responsabilização judicial de criminosos de Estado se procede, ainda em forma mais parcial, no Chile e Peru, onde o ex-presidente Fujimori encontra-se já condenado e preso.
Paulo Brossard não se engana apenas por defender casuisticamente a vigência e inarredabilidade de lei imperfeita, que agride a essência da justiça e a legalidade. Erra sobretudo por tentar resgatar indiretamente a ação da ditadura. O que registra, em forma clara e explícita, ao propor que aquele diploma legal buscasse a paz, ao enterrar as divergências e os eventuais excessos das “duas partes em que o país foi dividido”. Identifica, em forma inaceitável, a vítima ao vitimador, o violentador ao violentado, como na Europa atual procura-se confundir os partigiani aos fascistas italianos; os maquisards aos vichistas franceses; os republicanos aos falangistas espanhóis. Procura-se resgatar, desse modo, lá e aqui, a ação e os atos dos criminosos de Estado, preservando seus quadros, ainda vivos e, sobretudo suas memórias, com as decorrências políticas e sociais inevitáveis para o presente e futuro.
As propostas de revisão da anistia do Plano Nacional dos Direitos Humanos, apenas apresentado, quanto aos crimes e criminosos da Ditadura Militar (1964-1985) são atrozmente limitadas, sobretudo em relação aos avanços realizados em alguns países da América Latina. Não almejam mais do que a revelação dos destinos dos desaparecidos pela ditadura e eventual nominação dos responsáveis diretos. Em parte, a enorme resistência que enfrentam essas tímidas respostas deve-se às posições institucionais que ocupam ainda responsáveis diretos e indiretos por aqueles atos. Sobretudo, ela nasce da vontade dos núcleos centrais das grandes classes proprietárias de manter intocado o direito de impor a exceção e a violência direta e geral sobre a população, quando seus privilégios estejam ameaçados ou assim o exijam. Razão que explica o amplo esforço de apoio à impunidade de oficiais e policiais torturadores, estupradores e assassinos, em alguns casos, confessos.
* Mário Maestri, 61, é historiador. Participou como estudante da resistência contra a ditadura. Foi preso, em 1969, e viveu no exílio de 1971 a 1977. É-mail: maestri@via- rs.net

Parabéns!

 

Obrigado, "Matzenberger"
sempre soube que você é uma pessoa afetiva e carinhosa, apesar das

" viajadas" que às vezes dá...!!!

Parabéns Olides Canton:
Embora com um atraso de alguns dias, mando um abração ao amigo Olides Canton, por seus 58 anos bem vividos, completados no dia 16 de janeiro.
Longa vida ao amigo, combativo jornalista e companheiro Olides.
Abraços
Luiz Oscar Matzenbacher

 

 

 

"Seo" Danilo!

 

Procurei pelo seo Danilo Groff,ontem, no PDT. Faz 15 dias que ele não vai ao partido. Fiquei sabendo depois que teve uma " indisposição gástrica".

Seo Danilo é um depositário da história trabalhista. Alguém precisa " enxugá-lo"!

 


Simon completa 80 anos neste 31 de janeiro!

 

 

Seguramente será mais uma " romaria" a Rainha do Mar, onde o senador Pedro Jorge Simon (PMDB) costuma receber seus amigos e correlegionários sempre que faz aniversário.

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado

O senador estará completando 80 anos neste domingo,dia 31 dejaneiro de 2010. Nascido em Caxias do Sul(RS) começou a carreira política em 1958 ao se eleger vereador pelo PTB naquela cidade...Mas antes já política estudantil no Colégio Rosário.José Nelson Gonzalez, um ex-militante do " Partidão" que estudava no Julinho e que tinha uma pequena gráfica lembra que Simon ia lá para imprimir seus panfletos e que era dele sempre a palavra final sobre a edição.
- Os outros até opinavam, mas via-se que ele era a principal liderança estudantil, lembra José Nelson que tem 84 anos.

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado

1982...
o grande drama....

De todas as eleições que disputou - uma a vereador, quatro a deputado estadual,quatro ao senado, duas a governador - Pedro Simon amargou apenas uma derrota. Foi para Jair Soares em 1982, quando perdeu por 22.373 votos criando-lhe um " trauma" que nunca esqueceu.Tanto que estes dias numa coletiva no lançamento de José Fogaça a governador relembrou aqueles fatos...Ele entende que aquela eleição " lhe foi roubada"...

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado

Em seu livro de memórias, Jair Soares desmente o fato acrescentando um comentário do então presidente do Tribunal Regional Eleitoral(TRE) em que diz que as eleições daquele ano foram plenas de " lisura".

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado

Os jornalistas, pra variar, também disputam quem deu primeiro que Pedro Simon teria reconhecido a derrota em 1982,quando estava na sua casa de praia, em Rainha do Mar. Jalmo Fornari, hoje dono de uma rádio e de um jornal em Tenete Portela ( RS ) diz que foi ele que colocou Simon no ar dentro do programa Atualidades do Mendes Ribeiro. Já outra versão diz que foi a falecida Alda Souza, na rádio Guaíba, que colocou no ar a voz do então candidato reconhecendo sua derrota para o candidato do PDS...

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado

PDT e PDS juntos para derrotar

Simon

Na mesma coletiva dada em 7 de dezembro do ano passado,quando lançou Fogaça ao governo do Estado em 2010, Pedro Simon disse que o " O Brizola e olha que o Brizola tinha força aqui no Rio Grande se juntou ao Marchezan para me derrotar".E ele acrescentou:
- Eu ganhei aquela eleição com mais de um milhão de votos de diferença. As bases não fizeram a aliança que as cúpulas tinham planejado, comentou o senador, para justificar a proposta de lançar Fogaça com outros partidos que compõem o atual governo de Porto Alegre.

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado


No bunker do PMDB

O autor estava no comitê de Pedro Simon em 1986, no dia da apuração dos votos.Mas antes havia acompanhado a campanha em algumas cidades da Serra onde o PMDB estava muito bem cotado principalmente o candidato da majoritária. Sentia-se no ar que dificilmente Simon perderia aquela eleição.
Ele ganhou no primeiro município onde as urnas abriram que foi Sapucaia do Sul, onde a liderança de Alceu Collares trazia muitos votos para o PDT.
Dona Alice Heuser, irmã do candidato, se abraçava ao sobrinho Tiago e dizia:

- Viu,viu vocês não acreditavam!

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado

Outro candidato,então começando na vida pública, também chama a atenção pela popularidade junto às vilas da Grande Porto Alegre e da capital. Era o radialista Sérgio Zambiazi que Simon trouxera para o PMDB. A população quando o reconhecia no caminhão dos candidatos se referia a Zambiazi simplesmente por " Aí Rádio Farroupilha"!!!

Foto: Carlos Alberto Silva

campanha de 1998 ao senado

No finalzinho do dia da eleição de 1986 compareci ao comitê e começaram a abrir as urnas. Simon venceu de Alceu Collares

Sem mandato,não...

Em 1989, quando Simon era governador criou-se uma grande polêmica para saber se ele sairia doGoverno para ser candidato ao Senado ou não....Um dia seu secretário dos transportes, Adão Conceição Faraco,fez-lhe uma visita em fins de expediente e depois do cafezinho tocou no assunto.É que Faraco também precisava tomar uma decisão sobre sua vida. Simon apenas lhe deu uma senha:
- Faraco , eu não fico um dia sem mandato!

E está no Senado até hoje....

Em 1998, quando trabalhei como divulgador na sua campanha, vi que muita gente acha que ele está há muito tempo no poder. Passavam pelo comitê da Protásio Alves e gritavam:
- Como é que é, vais morrer no Senado???

 

RankBrasil homologa recorde da ‘Mega-Sena da Virada’

 

 

Site do livro dos Recordes Brasileiros, similar ao Guinness Book, reconhece o prêmio do Concurso 1.140 com o maior pago na América Latina
O RankBrasil homologou no dia 18 de janeiro, o “Maior Prêmio da Mega Sena” já pago na América Latina, no valor de R$ 144.901.494,91, sorteada no dia 31 de dezembro de 2009.
Os números sorteados na Mega Sena da virada foram 10 – 27 – 40 – 46 – 49 – 58, e o prêmio total de 144,9 milhões foram divididos entre dois apostadores, um de Brasília e outro de São Paulo, que acertaram as seis dezenas e cada um levou o total de R$ 72.450.747,46.
O primeiro apostador a receber o prêmio foi um homem de Brasília. O ganhador da cidade de Santa Rita do Passo Quatro – SP também já procurou uma agência da Caixa Econômica Federal, mas solicitou que não fosse divulgada nenhuma informação sobre sua identidade.
As apostas da mega sena da virada foram realizadas entre os dias 30 de novembro de 2009 até as 14 horas do dia 31 de dezembro de 2009, neste período foram registradas mais de 200 milhões de apostas.
Maiores Prêmios:
- Maior Prêmio pago a um único apostador no dia 10/10/1999 realizado em Salvador – BA, no Concurso 188. Valor total de R$ 64.905.517,65;
- Maior Prêmio pago na Quina da Mega Sena no dia 12/08/2006, no Concurso 789. Valor total de R$ 62.482,48 para 13 apostadores;
- Maior prêmio pago na Quadra da Mega-Sena no dia 29/04/2006, no Concurso 759. Valor total de R$ 474,40 para 2588 apostadores;
Menores prêmios:
- Menor prêmio pago na Mega-Sena no dia 14/01/2004, no Concurso 529. Valor total de R$ 348.732,75 para 15 apostadores;
- Menor prêmio pago na Quina da Mega-Sena no dia 31/10/2001, no Concurso 309. Valor total de R$ 122,53 para 3001 apostadores;
- Menor prêmio pago na Quadra da Mega-Sena no dia 04/10/2003, no Concurso 502. Valor total de R$ 76,39 para 9549 apostadores;
Quantidade de acertadores:
- Maior quantidade de acertadores na Mega-Sena foram 15 pessoas.
- Maior quantidade de acertadores na Quina da Mega-Sena foram 3001 pessoas.
- Maior quantidade de acertadores na Quadra da Mega-Sena foram 90.235 pessoas no Concurso 188.
Resultados:
- Os 6 números mais sorteados são 13 (99 vezes), 5, 23, 42 (96 vezes), 24, 41 (94 vezes).
- Os 6 números menos sorteados são 9 (63 vezes), 39 (64 vezes), 26 (66 vezes), 2 (70 vezes), 55 (71 vezes), 44 (72 vezes).

(Redação RankBrasil - Livro dos recordes brasileiros: Raquel Susin)


Ana Maria Canton
Gerente Operacional
SUGAT/GEARP

Antônio Carlos Barasuol
Gerente Nacional
SUGAT/GEARP

 

Cazuza, amado ou
odiado era um grande poeta!

 

 

Em plano ano das Diretas-Já, Cazuza, o poeta irreverente lançou um dos seus melhores discos. Sensível como era, apareceu na capa do disco mexendo nos " Paixes Baixos" bem ao estilo dele....Cazuza era Cazuza e depois dele e da Cássia Eller(por sinal os dois já falecidos) pouca novidade tem aparecido por aí....
Cazuza era exagerado.Filho do casal Lucina e João Araujo, ele um grande executivo de gravadores,cedo mostrou sua sensibilidade, mas também toda sua rebeldia...Na biografia do filho que a mãe assina, dá pra ver o que ela passou nas mãos do filho ( e vice-versa....)A biografia da mãe não é ruim...mas melhor teria sido a do Ezequiel Neves que ela proibiu de sair....


capa do disco de Cazuza lançado em 3.11.1985

Aí vai a letra de SO AS MAES SÃO FELIZES ( dele e do parceiro FREJAT). Quando ele fez esta letra a mãe conta que se espantou:
- Nossa Cazuza, você alguma vez pensou em transar com sua mãe....

E o desbocado não deixou por menos:

- Muitas vezes,mãe!!!

Era um maluco beleza( mas de rara sensibilidade)

SO AS MAES SÃO FELIZES

(De Frejat e de Cazuza)

Você nunca varou

A Duvivier às cinco

Nem levou um susto

Saindo do Val Improviso

Era quase meio dia

No lado escuro da vida....

Nunca viu Lou Reed

" Walkin' on the wild side"
Nem Melodia transvirado

Rezando pelo Estácio

Nunca viu Allen Ginsberg

Pagando um michê no Alaska

Nem Rimbaud pelas tantas

Negociando escravas brancas

Você nunca ouviu falar em maldição

Nunca viu um milagre

Nunca chorou sozinha num banheiro sujo

Nem nunca quis ver a face de Deus


Já frequentei grandes festas
Nos endereços mais quentes

Tomei champagne e cicuta

Com comentários inteligentes

Mais tristes que os de uma puta

No Barbarella às quinze pras sete


Reparou como os velhos

Vão perdendo a esperança

Com seus bichinhos de estimação e plantas

Já viveram tudo

E sabem que a vida é bela

Reparou na inocência cruel das criancinhas

Com seus comentários desconcertantes

Adivinham tudo

E sabem que a vida é bela


Você nunca sonhou

Ser currada por animais

Nem transou com cadáveres

Nunca traiu o teu melhor amigo

Nem quiz comer a sua mãe


Só as mães são felizes.

 

Coleguinhas

 

UMA "COMPANHIA DE RODEIOS", OU
UMA "RODEIOTUR" EM SÃO BORJA?

Pois não é que agora São Borja, através do seu prefeito Mariowane Weis(PDT) está querendo concorrer com Barretos(SP) no quesito festivais de rodeios?!

Foi o que se viu na noite da última quarta-feira,dia 27/01. O prefeito Weis organizou o lançamento de um Rodeio no melhor estilo dos que rolam em Barretos(SP). Quem não gostou da atitude do prefeito Weis foi o " povo " dos CTGS - existem dois,ou três no município - que estão por aqui com a inovação do prefeito sanborjense. Já saiu até determinação de que quem participar como jinete por exemplo merecerá o castigo,ou seja, será expulso do Movimento Tradicionalista.Os CTGS entendem que os rodeios não fazem parte da cultura sanborjense.

O prefeito nem aí com a reação dos CTGs. Tratando de angariar apoios -diz-se a boca pequena no município que ele é candidatíssimo a deputado estadual nas eleições de outubro vindouro -para seu projeto mandou buscar nos municípios da região representantes da imprensa, jornalistas, radialistas, que transmitiram ao vivo para suas cidades o evento da terça-feira de noite passada em S. Borja....

Depois, Weis não deixou ninguém na mão:mandou levá-los em casa, numa das atitudes que mais agrada a jornalistas.

A rádio Cultura AM, do Grupo Andres,que também publica o jornal Folha de São Borja , não deu nenhum boletim do " RODEIÃO" do prefeito Mariowane ( dizem na cidade que o Eduardo Belmonte, o " popular PRATO FINO" ficou se coçando que não pode fazer nenhum comentário maledicente do evento ao ar.... ). É que a rádio Cultura, neste exato momento transmitia o torneio CULTURÃO( meu Deus, que grandiloquente!!!!!) - um torneio de futebol de salão - um evento da própria emissora.

Lembrete:
AO " RODEIÃO do MARIOWANE", como já está sendo chamado o evento do Mariowane no La Barca, do Chita, o antro das fofocas políticas de São Borja,compareceram cerca de 10 municípios da região todos representados pela imprensa de cada município. Por isto que tem gente que na quarta-feira, amanheceu na cidade com uma certeza(além do calor que tem feito nos últimos dias) . O prefeito está em pré-campanha a deputado estadual...
Terá pela frente outros candidatos da região que também angariam votos em S. Borja....

Mas o Mariowane, filho de um outro prefeito daquele município, o Mário Weis, não é de perder fácil as esperanças. O autor o viu um dia no ônibus que ia a S.Borja,em 2006, quando perguntado por uma senhora sobre se o Frigorífico FRIBOI,iria ou não para lá, responder na maior conviccão:

- PRA SÃO BORJA TUDO É DIFICIL!!!!

 

Tempo de Tosquia....

 

O ESQUILADOR

Na região de criação de ovelhas, é época da tosquia...Pois pra homenagear esta lida campeira, muito comum no interior do Estado, principalmente na Fronteira Oeste, aí vão uns versos do Telmo de Lima Freitas, chamados justamente de O ESQUILADOR, com os quais o autor venceu uma das Califórnias da Canção de Uruguaiana interpretada por Edson Otto... compadre do Telmo de Lima Freitas.

" Quando é tempo de tosquia, já clareia o dia com outro sabor

As tesouras cortam em um só compasso enrijecendo o braço do esquilador

Um descarreia, o outro já maneia e vai levantando para o tosador]]Avental de estopa , faixa na cintura e um gole de pura pra espantar o calor

Alma branca igual ao velo, tosando o martelo quase envelheceu

Hoje perguntando para a própria vida pr'onde foi a lida que ele conheceu

Quase um pesadelo, arrepia o pelo do couro curtido do esquilador

Ao cambiar de sorte levou cimbronaço ouvindo o campasso tocado a motor


A vida disfarça lembrando a comparsa quando alinhavava o seu próprio chão

Envidou os pagos numa só parada, 33 de espada, mas perdeu de mão

Nesta vida guapa, vivendo de inhapa, vai voltar aos pagas para remoçar

Quem vendeu tesouras na ilusão povoeira, volte pra fronteira pra se encontrar

Volte pra fronteira para se encontrar....

 

Esquiilador...

 

Tosa atrasada....

Estou informado de que os temporais na região da campanha têm atrasado a tosa,além dos estragos normais que provocam.

 

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:



Montevideo, Jueves, 28 de enero, 2010.

Nacional
Disputa diplomática y demanda por Graf Spee



Águila nazi. Cancillería no se expidió en diferendo con Alemania; Mujica fue informado
ANDRÉS LÓPEZ REILLY
Botnia no es el único problema. José Mujica deberá abordar otro conflicto diplomático, pero con Alemania: el destino del águila nazi del Graf Spee. El empresario que recuperó el objeto se propone demandar al Estado.
Hace casi tres años el gobierno alemán, por intermedio de su ex embajador en Uruguay, Volker Anding, solicitó que se impidiera la venta del águila recuperada del Graf Spee.
En una carta que entregó a la Cancillería, el diplomático señalaba que por ser un "barco de guerra", el objeto pertenece al Estado alemán.
Pero Alemania tampoco quiere que el águila se exhiba en Montevideo, por la enorme cruz esvástica que luce a sus pies, que recuerda los horrores de la Segunda Guerra Mundial. No obstante, con otro criterio, el gobierno alemán acaba de anunciar que aportará 60 millones de euros para la conservación del campo de exterminio de Auschwitz, en Polonia.
La posición expresada por Alemania con respecto al águila del Graf Spee hizo que se cancelara una exhibición que se iba a hacer en el Atrio Municipal y que la decisión fuera votada por la unanimidad de los ediles en la Junta Departamental.
El asunto fue abordado a fondo por la revista Voto de Brasil -especializada en política y negocios-, que dedicó la portada y ocho páginas de su edición de diciembre a destacar la "disputa" diplomática entre Uruguay y Alemania.
Por sobre todas las cosas, la publicación -de amplia difusión en el Sur de Brasil- hace hincapié en la "intromisión" alemana en asuntos internos de un país soberano.
Actualmente, el águila de bronce se encuentra en un depósito del Fusna, embalada y guardada en una caja.
El Ministerio de Relaciones Exteriores atendió el reclamo del gobierno alemán siendo el canciller Reinaldo Gargano. Desde entonces, la Cancillería ha venido preparando una respuesta sobre la base de argumentos jurídicos, un expediente que deberá atender ahora la nueva administración de José Mujica.
"El ministro y algunos de sus colaboradores hicieron algún tipo de cortesía al embajador alemán, dejando todo `dormido`. A pedido del anterior embajador alemán, la Cancillería le sugirió a la Junta Departamental que no se hiciera la exposición", dijo a El País el empresario Alfredo Etchegaray, último propietario de los derechos de rescate del buque.
Etchegaray dijo además que analiza junto a un estudio jurídico la posibilidad de demandar al Estado uruguayo.
"Ya le mandé informalmente información al presidente electo. No quiero hacerlo, pero me obligan a iniciar acciones por incumplimiento del contrato. Y, además, a valuar si no corresponden acciones por daños y perjuicios por injerencia del gobierno alemán", sostuvo el empresario.
CONTRATO. "Yo he invertido muchos años y dinero, a riesgo puro. Tengo un contrato y lo lógico es que se subaste la pieza, o que Alemania -que no tiene derecho a opinar porque vendió el Graf Spee hace mucho tiempo- proponga una compensación, o haga un museo en el Cerro, en el Buceo o en Punta Brava", añadió Etchegaray.
En el artículo de la revista Voto se señala que el águila de bronce fue almacenada en la base de los Fusileros Navales para "calmar la presión de Alemania, que se considera propietaria de la pieza y que clasifica a Uruguay apenas como su depositario fiel".
La publicación agrega que "la defensa de la soberanía nacional será el primer conflicto internacional que tenga que enfrentar el presidente electo".
Un objeto valioso que nadie puede ver
En 2009 se conmemoraron los 70 años de la Batalla del Río de la Plata. Fue la oportunidad ideal de montar una gran exposición sobre el Graf Spee, pero no pudo concretarse. Se hicieron conferencias, se publicó un nuevo libro y se editaron cuatro sellos conmemorativos; pero los elementos que fueron recuperados del naufragio continuaron guardados.
Tampoco se pudo completar la etapa prevista de rescates submarinos, porque una grúa de la ANP -que permite levantar elementos pesados- se encontraba rota. El contrato que tenía Alfredo Etchegaray venció, y no le fue renovado, pese a que hizo una nueva solicitud.
Mientras tanto, el águila nazi continúa guardada en un depósito del Fusna. Según el buzo Héctor Bado, responsable de las operaciones de rescate, se recibieron ofertas por la pieza desde el exterior que superaban los US$ 8 millones. En caso que se permitiera su venta, la mitad más impuestos correspondería al Estado uruguayo. En la década de 1990, con la venta de lo obtenido del naufragio de "La Luz" (Punta Gorda), se construyó un liceo en San Carlos.
Etchegaray evalúa, con diferentes estudios jurídicos uruguayos, el modo de resarcirse. "Por otro lado, estoy en contacto con estudios europeos, para ver si tengo derecho a iniciarle acciones al gobierno alemán por el perjuicio que me están ocasionando", añadió.
La ley de barcos y un barco vendido
El ex canciller Gonzalo Fernández le expresó a Etchegaray su disposición de resolver el tema rápidamente, en base a un análisis jurídico de la situación, según el empresario.
Para defender la "propiedad" de los restos del Graf Spee, hundido en aguas jurisdiccionales uruguayas en 1939, el gobierno cuenta con la norma 14.343, popularmente conocida como "Ley de Barcos Hundidos", que se creó originalmente para recuperar embarcaciones naufragadas y evitar accidentes marítimos. Esta norma señala que "los barcos hundidos con anterioridad al 31 de diciembre de 1973 y cuya extracción, remoción o demolición no fuere comenzada antes de los cuatro meses después de publicada esta ley (1976), serán considerados automáticamente abandonados a favor del Estado".
Pero además, existe un documento en inglés que certifica que en 1940, el gobierno alemán vendió el barco a un ciudadano uruguayo. El diario El País del 2 de marzo de 1940 ya daba cuenta de la venta del acorazado al uruguayo Julio Vega Helguera.
Otro documento ubicado en los archivos de la Armada nacional señala que "el gobierno alemán vende a Don Julio Vega Helguera, y éste le compra a aquél, los restos del barco de guerra denominado Admiral Graf Spee, hundido en las aguas del Río de la Plata".

Fotos de Lauro Dieckmann


De olho no perito moreno

 


Geleira Perito Moreno


Glacial Perito Moreno em todo seu esplendor


Parcial do Perito Moreno


Passarelas novas para acesso as geleiras


Perito Moreno emoldurado pelas arvores


Presenca tricolor (ver boné) na Patagônia


Turistas deslumbrados


Turistas diante da geleira Perito Moreno


Turistas diante da geleira Perito Moreno

 

 

25 anos do assassinato de

Bruno José Marroco

 


O sonho de Brno José Marocco, filho do Tio Meneghim( Domingos Marocco) era ser prefeito de Serafina. Por pouco não o foi quandoperdeu para Amantino Montanari,que já fora prefeito, por uma diferença de apenas 113 votos. " Foi a eleição mais apertada que Serafina teve desde que é município" disse-me dias atrás EgydioChiarello que coordenou naquele ano a campanha de Montanari. " Quando nos demos conta o Bruno ia ganhar a eleição pelo MDB e nós corremos. Na última noite viramos a eleição" contou-me Chiarello.

Bruno Marocco fora secretário municipal nos dois primeiros mandatos(61/63 e 64/68) . Fora professor de Ginástica no Ginásio Nossa Senhora do Rosário e tinha grande prestígio na cidade.


Da esq para a dir Bruno José Marocco, Mário Rocha,Pedro Seelig,Nelson Assoni, Guerino Soccol, César Piccoli Filho, Luiz Zanluchi,Roni Antônio Camargo Scheffer, e José Frigo.

Data mais provável:1967
Local: Prefeitura Municipal ou Câmara Municipal

Evento: Chegada de Pedro Seelig como delegado de Polícia em Serafina...

Fora também vereador pela ARENA no primeiro mandato de Amantino Montanari.

Depois passou para o MDB( por motivos que nunca vieram a tona. Diz-se na cidade que foi por uma questão familiar com Guerino Antônio Massolini, que fora prefeito). Em 1968 perdeu a eleição para Montanari e em 1972 perdeu outra vez, desta para Irceu Antônio Gasparin, filho de um funcionário do Frigorífico Ideal, Ricardo, subdelegado na cidade.
Irceu era funcionário do Tribunal de Contas do Estado do RS.
Quando perdeu em 1972, Bruno foi embora para Matelândia , no Paraná. Levou muitos serafinenses consigo, dando provas de seu prestígio na cidade.

Foi para o Paraná porque lá com as disputas de posses de terras tinha promessas de muito trabalho na sua profissão.Mas foi assassinado na tarde de 28 de janeiro de 1985, por um cliente, na frente de umbar, perto do foro local,depois de uma audiência.
Foi atingido pelo matador com cinco tiros.Sua irmã Celina, que mora em Serafina lembra que ainda o levaram ao Hospital de Medianeira, onde chegou morto.

Alguns anos atrás trouxeram seus restos mortais para o cemitério de Serafina. O atirador cumpriu pena e depois veio morar em Nova Prata, de onde era oriundo.

 

A volta do paraíso perdido

 

O Matz convida pra Porto Belo, mas no convite está incluída a hospedagem????

 

O reencontro com o paraíso perdido


Amigo Olides:
A temporada de veraneio no litoral catarinense é mais curta que a temporada gaúcha. Aqui, depois de 20 de janeiro, as praias já começam a apreswentar espaço para as crianças divertirem-se, os adultos nadarem e a natureza exuberante começar a mostrar toda a beleza. Pois em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, as aulas já estão começando e as empresas estão encerrando as férias coletivas.
Já no Litoral Gaúcho, o pico da temporada é em fevereiro.
Por isso eu faço um chamamento aos amigos. O paradisíaco Litoral Norte de Santa Catarina e mais especialmente as 105 praias de Porto Belo e Bombinhas, estão voltando a mostrar aquele típico modo de vida açoriano, gentil, amistoso e com a água do mar transparente, já alcançando uma temperatura entre 28º e 29º Celsius- típica do Nordeste e das Ilhas do Pacífico Sul.
Abraços.


Luiz Oscar Matzenbacher

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

Campaña por la Extradición de Manuel Codero


A todas y todos,
¡Gracias!

Queridas compañeras y compañeros:

Cerca del mediodía del pasado sábado 23 de enero, el coronel (r) uruguayo Manuel Cordero, responsable por delitos de lesa humanidad tales como secuestros, torturas, violaciones y desapariciones ejecutadas en Argentina y Uruguay en el marco delPlan Cóndor, ha sido entregado por la Policía brasileña a INTERPOL de la República Argentina que lo trasladó a Buenos Aires.



Ahora deberá responder por sus crímenes ante la justicia de ese país que, no dudamos, lo condenará como a los demás criminales contra los derechos humanos.

Esto no se habría logrado sin la participación de ustedes en nuestraCampaña Internacional por la Extradición de Manuel Cordero, lanzada en octubre de 2008 junto al Movimiento de Justicia y Derechos Humanos (MJDH) de Brasil y otras organizaciones sociales.

Vuestra actitud alerta, solidaria y comprometida no sólo le dio vida a esta campaña, sino que puso el tema en la agenda del movimiento sindical y social y, por tanto, la responsabilidad de los integrantes de la Suprema Corte de Brasil -que debía decidir sobre el caso- bajo la lupa del mundo.

Fueron miles los correos electrónicos que llegaron a los escritorios de los Ministros de la Corte.



Esta comunicación tiene el propósito de informarles sobre esta resonante victoria que hemos alcanzado juntos, demostrando que lo imposible sólo cuesta un poco más. Pero, sobre todo, queremos expresarles desde el fondo de nuestro corazón el más cálido agradecimiento. Ustedes han hecho historia.

Muchas gracias a todos y todas.

Gerardo Iglesias
Secretario Regional UITA Jair Krischke
Movimiento de Justicia
y Derechos Humanos


 

"UMBIGO DO MUNDO"

 

Cusco está nas manchetes por isto fui procurar um texto sobre o "UMBIGO DO MUNDO" O QUE SIGNIFICA Machu Pichu....meca dos locos do mundo todo....

No meu tempo de " hippie" - mas eu não era de butique, pegava meus pertences, minha mochila e saía por aí a viajar em todos os sentidos - conheci Machu Pichu, que agora está nas manchetes por causa de intempéries....

fotos do acervo da Maria Siliprandi

" essa é a foto mais linda. Ai se usa balsa para cruzer o lago. As ' cholas' estão tipicamente vestidas,descendo do caminhão " colectivo". Ao fundo, a paisagem é típica das cercanias do lago. À direita Sérgio Daniel( dois argentinos) e Tita(amiga da Maria Siliprandi) As duas fotos são do acervo da Maria Siliprandi.

Num guia de viajante colhi o seguinte depoimento sobre Cusco:

' CUSCO É O INICIO DE UMA VIAGEM DISTINTA E INESQUECIVEL.SÃO TANTAS ATRAÇÕES NA CIDADE OU EM SEUS ARREDORES QUE O TEMPO SERÁ SEMPRE INSUFICIENTE.É A CIDADE MAIS PERUANA E, AO MESMO TEMPO,- NUM VERDADEIRO PARADOXO - A MENOS PERUANA DE TODAS.NENHUM OUTRO LUGAR DO PAIS TEM UMA ARQUITETURA TÃO BEM PRESERVADA, COM TODOS OS TRAÇOS CULTURAIS QUE FORMARAM A IDENTIDADE DO PERU - INCAS E ESPANHÓIS. SE DOS PRIMEIROS RESTARAM PEQUENOS VESTIGIOS URBANOS E FUNDAÇÕES DE PRÉDIOS QUE VIRIAM A SER CONSTRUÍDOS NOS SÉCULOS SEGUINTES,ALÉM DOS HÁBITOS E TRADIÇÕES MANTIDOS ATÉ HOJE, OS SEGUNDOS EXIBEM TODO O CHARME E ENCANTO DO PERÍODO COLONIAL, COM RUAS ,CASAS,IGREJAS, E MONASTÉRIOS QUE NOS LEVAM COMO UMA MÁQUINA DO TEMPO.POR OUTRO LADO, MUITO DA MISÉRIA QUE CARACTERIZA O PAÍS E DO CAOS URBANO ENCONTRADO JÁ EM CIDADES DE MÉDIO PORTE É MENOS EXPLICITO POR AQUI. DEFINITIVAMENTE,É A CIDADE MAIS BEM TRATADA DO PAÍS, E É FÁCIL ENTENDER O PORQUE : É A MAIS BONITA DE TODAS,INDO ALÉM, É UMA DAS CIDADES MAIS APAIXONANTES DE TODA A AMÉRICA DO SUL. CLARO QUE EXISTE UMA RELAÇÃO DIRETA E CICLICA COM O TURISMO- E NEM PODERIA SER DIFERENTE.
EM SEUS ARREDORES, ENCONTRAM-SE ATRAÇÕES QUE, DE CERTA FORMA, CONTAM PARTE DA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO NESTE ÚLTIMO MILENIO. IRONICAMENTE , MUITA GENTE SEQUER TEM IDÉIA DOVALOR DA ' CAPITAL ARQUEOLÓGICA DA AMÉRICA', COMO SE INTITULA, E DESTINAM-SE ATÉ CUSCO APENAS POR SER PONTO DE PARTIDA DOS TRENS A MACHU PICHU...

fotos do acervo da Maria Siliprandi

" Em maio de 1981, em Machu Pichu, em Cusco, no Peru, a médica Maria Cademartori Siliprandi,,Marcos Cunha, agrônomo de Campinas(SP) e um colega dele. "

O VALLE SAGRADO....

NO SUL DO PERU, O VALLE SAGRADO ENGLOBA O DEPARTAMENTO DE CUSCO E A REGIÃO DO RIO URUBAMBA, QUE FICA AO NORTE DA CIDADE DE CUSCO, CAPITAL DO DEPARTAMENTO E ANTIGA CAPITAL DO IMPÉRIO INCA. SITUADOS EM ALTITUDES DE MAIS DE 3 MIL METROS, OS MUNICIPIOS LOCAIS SÃO VERDADEIROS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS,REVELANDO DETALHES DA ENGENHARIA INCA, COMO OS TERRAÇOS USADOS NA AGRICULTURA. APESAR DA QUANTIDADE DE RESQUICIOS DESTA ANTIGA CIVILIZAÇÃO DISPERSA-SE POR TODA A AREA - E AINDA MAIS ALÉM - É INEGÁVEL QUE O PONTO ALTO É A HISTÓRICA CIDADE PERDIDA DE MACHU PICHU. É VISITA MAIS DO QUE OBRIGATÓRIA, ACONSELHAM OS GUIAS DO TURISMO....

 

Olha que preciosidade que recebi do Espanhol...

 

Momentos que culminaram o golpe militar nas fotos de José Abraham , cedidas por Alfonso Abraham.

Brizola sendo recebido pela esposa Neusa e sua filha Neuzinha, também no aeroporto.
Cortezia para deolhoseouvidos.com.br

' FOTO DE NEUSA GOULART BRIZOLA,A FILHA NEUSA MARIA E LEONEL DE MOURA BRIZOLA"

foto do falecido fotógrafo José Abraham, o Espanhol, dos arquivos do filho Affonso Abraham, o Espanhol para este site.

Local é aeroporto internacional Salgado Filho(Porto Alegre)

Ano de 1962.... fotos de José Abraham.



Chegado no aeroporto salgado Filho rodeado de militares.

 

Denúncia

 

General denuncia que agentes da Blackwater atuam em reservas indígenas e plataformas de petróleo brasileiras
Edição do Alerta Total - www.alertatotal. net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta. net

Por Jorge Serrão

Enquanto as atenções dos militares brasileiros estão voltadas para o atendimento às vítimas do terremoto no Haiti e das armadilhas criadas pelo AI-51 do chefão-em-comando $talinácio, denuncia-se uma ameaça objetiva à soberania nacional na Amazônia. O General-de-Brigada da Reserva Durval Antunes de Andrade Nery, adverte que membros fortemente armados da Blackwater (o maior exército privado do mundo) já atuam em reservas indígenas brasileiras contando com bases fluviais bem equipadas.

A denúncia de Andrade Nery foi publicada pelo jornal O Dia, no Rio de Janeiro. Como coordenador de Estudos e Pesquisas do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos) – onde atuam diplomados da Escola Superior de Guerra -, o General Nery também revela a existência de agentes da Blackwater em 15 plataformas de petróleo administradas pela Halliburton na costa brasileira. Devidamente licitadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), as plataformas pertenceriam à família Bush (dos ex-presidentes dos EUA).

O General Nery reproduziu a O Dia o relato feito por um militar da ativa na Amazônia: “Um coronel que até o ano passado comandava batalhão na região da (reserva indígena) Yanomami contou que estava fazendo patrulha, em um barco inflável com quatro homens, em um igarapé, quando avistou um sujeito armado com fuzil. Um tenente disse: ‘Tem mais um cara ali’. Eram cinco homens armados. O tenente advertiu: ‘Coronel, é uma emboscada. Vamos retrair.’ Retraíram.

Espantado e revoltado, Nery perguntou ao Coronel o que ele tinha feito: “Ele disse: ‘General, tive que ir ao distrito, pedir à juíza autorização para ir lá.’ Falei: ‘Meu caro, você, comandante de um batalhão no meio da Amazônia, perto da fronteira, responsável por nossa segurança, só pode entrar na área se a juíza autorizar? Ele respondeu: ‘É. Foi isso que o governo passado (Fernando Henrique) deixou para nós. Não podemos fazer nada em área indígena sem autorização da Justiça”.

Nery prossegue com a estória: “O coronel contou que pegou a autorização e voltou. Levou três horas para chegar ao igarapé, onde não tinha mais ninguém. Continuou em direção à fronteira. De repente, encontrou ancoradouro, com um cara loiro, de olhos azuis, fuzil nas costas, o esperando. Olhou para o lado: 10 lanchas e quatro aviões-anfíbio, no meio na selva. ‘Na sua área?’, perguntei. ‘É’, respondeu. Ele contou que abordou o homem: ‘Quem é você?”. Como resposta ouviu: ‘Sou oficial forças especiais dos Estados Unidos da América do Norte’. O coronel insistiu: ‘Que faz aqui’. E o cara disse que fazia segurança para uma pousada. Ele perguntou qual pousada? Ouviu: ‘Pertencente a um cidadão americano’. Quinze homens estavam lá, armados. Hallibourton? Blackwater?”

Grave denúncia

O General Nery confirma, publicamente, como é a relação da Halliburton com a Agência Nacional de Petróleo:

“Esta empresa está envolvida com o apoio logístico em todo o mundo no que diz respeito ao petróleo, principalmente no Iraque. A Halliburton é uma empresa que hoje, no Brasil, mantém um de seus (ex) diretores como diretor da ANP (Nelson Narciso Filho, indicado pelo presidente Lula e aprovado em sabatina no Senado). Esse homem tem acesso a dados secretos das jazidas de petróleo no Brasil”.

A Halliburton tem escritórios no Rio de Janeiro e Macaé (RJ) e em Salvador (BA).

Mudança só de nome

A Blackwater recentemente criou uma nova empresa.

Quem atua agora é a Xe Services and US Training Center.

Tudo para continuar prestando seus serviços de segurança avançada e inteligência militar pelo mundo afora.

Gilmar x AI-51

O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Gilmar Mendes, advertiu ontem que o Programa Nacional de Direitos Humanos possui propostas que podem ser incompatíveis com a Constituição Federal.

Gilmar ressaltou que a mais grave incompatibilidade é a questão dos conflitos agrários:

“É difícil compatibilizar esta proposta com a Constituição, embora nós estejamos, em relação a conflitos agrários, que é a questão básica, tomando todas as cautelas. Eu mesmo estou participando de um mutirão no Pará, juntamente com o próprio Incra, para que haja o cumprimento das decisões e os processos não fiquem travados. Mas esta é certamente uma preocupação”.

Santo Espírito Jurídico

Gilmar Mendes ainda acha que existe espaço para discussão das propostas:

“Como é um debate inicial, muitas vezes falta o espírito santo jurídico, aquele indivíduo que diz que uma dada norma talvez não seja aceita. Às vezes, há um certo voluntarismo. Mas acredito que o debate é bastante salutar e nós temos muitas carências nesta área de Direitos Humanos”.

Os recados de Gilmar sobre o AI-51 foram dados no Rio de Janeiro, durante a solenidade de inauguração da Vara de Execuções Penais Virtual no Tribunal de Justiça.

O filho vai gostar?

Classificado pela nazipetralhada como “linha-dura” nos tempos da dita-dura, o General de Exercito Oswaldo Muniz Oliva dará uma sobre o tema "Exercito Brasileiro e suas Relações Institucionais - Lei da Anistia".

Será no "32º Almoço da ABETA" (Associação Brasil Transparente) , no próximo dia 08 de fevereiro de 2010, a partir de meio dia, na Churrascaria Radial Grill, na Zona Leste da capital paulista.

Pena que Oliva não levará seu amado filho, senador petista Aloísio Mercadante, para comer um pedacinho de carne e ouvir a palestra.

Para aprender, quem precisa...

Lições básicas do professor de Direito Paulo Tadeu Rodrigues Rosa, que escreveu o livro “Comentários ao Código Penal Militar - Artigo por Artigo (Editora Líder)”, sobre o crime de usar uniforme militar ilegalmente:

“No caso de uniforme pertencente às Forças Armadas a competência para processar o agente infrator civil ou militar, federal ou estadual, pertence à Justiça Militar da União. A pena prevista para o ilícito é uma pena mínima de trinta dias de detenção, e não um mês de detenção, conforme o estabelecido no art. 58, do Código Penal Militar e uma pena máxima de seis meses de detenção. Apesar das penas que foram estabelecidas para este ilícito penal militar não é possível a aplicação dos institutos da Lei 9099/95 por se tratar de um crime militar próprio”.

O pensamento dele, a quem interessar possa, foi publicado no Recanto das Letras, em 19/09/2009: http://recantodasle tras.uol. com.br/textosjur idicos/1819960

Releia também: Jobim usa falsa tese de que exerce “direção superior das Forças Armadas” para vestir farda militar camuflada

País das Maravilhas

A dívida média dos brasileiros nos bancos é de R$ 2.732, conforme dados do Banco Central, divulgados ontem.

No ranking dos mais endividados, os brasilienses ocupam o topo, com média de R$ 7.538, valor sete vezes maior que o visto entre os cearenses, os menos pendurados no sistema bancário, com R$ 1.035.

As regiões com menor renda, como o Norte do País, amargam as maiores taxas de inadimplência no crédito concedido pelos bancos.

Mas a máquina de propaganda de $talinácio vende a pretensa ideia de que tudo está bem no melhor dos mundos econômicos...

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Janeiro de 2010

 

 

POVO DO FSM

 


Na segunda passada a salinha J.C.Terldera estava agitada...os repórteres anunciavam a toda hora...vamos lá pra passeata...era o começo do FSM....

Quando desci a Borges em direção a Salgado, vinha subindo o povo do Forum, como chamam aqui...Tinha de tudo, né....pra tudo o que é gosto...

Deixa eu ver, deixa eu caminhar bem devagar pra mim olhar pra eles...Olha lá aqueles de vermelho, extasiava-se uma senhora que descia a Borges com algumas amigas e que ficara supresa ao ver aquele passeatão todo....

Foto Guaraci Cabrera

Divisei a colega Rosina Duarte, comandando a sua turma do jornal Boca do Lixo....Pô só a Rosina pra fazer estas proezas: era repórter do setor de Economia do extinto Diário do Sul e agora comanda um jornal que é pros meninos que não tem onde vivem na rua....

A Rosina deu até entrevista pro programa do Caco Barcellos,aquele programa chamado de Profissão Repórter....

Mas o passeatão trouxe alguns problemas. Como foi feito na hora do rush...emtupiu de õnibus principalmente o trecho que foi da Salgado até a rua Avaí, que acessa a Perimetral. Dentro dos coletivos, com aquele calorão e com tudo trancado , o povo das vilas sofreu.....

Me pergunto: se um outro mundo é possível, porque outra hora não na do rush, não seria possível fazer uma passeata que trancou todo o centro e que judiou dos pobres trabalhadores que estavam indo pra casa....

O povo do Forum não é povo igual aos outros? Não entende que os companheiros trancados dentro de coletivos com aquele calor sofrem???

Seá mesmo que um outro mundo é possível?

Se existir mais solidariedade, acho que SIM!!!!!

 

Lula X Davos...

 

 

Nosso Guia,opresidente Luis Inácio, como diz o Elio Gaspari, está tendo o que os psiquiatras chamam de projeção. Ele disse aqui em Porto Alegre, no FSM, que Davos, perdeu o glamour...vamos ver se entendi....Ele quis agradar ao público a quem se dirigia falando mal de quem o sustenta???no caso ocapitalismo de DAVOS... Que feio, presidente.!!!!Mas a política é também isto....O velho Aveline me ensinou que não se vai fazer política vestido de branco.(sabe,respinga muito...)

 

Jorge Taunay,diplomata,

agora está em Lima, no Peru

 


Hoje (dia 27/01) de madrugada, ouvi a voz do embaixador do Brasil, em Lima ,no Peru, o diplomata Jorge Taunay falando sobre a situação dos brasileiros " ilhados" em Cusco, por causa das intempéries....

Conheci o Jorge quando era cônsul brasileiro em Praga, na então república da Tchecoeslováquia em fevereiro de 1986. Eis o relato da minha estada em Praga....escrito em 1997.

' Saimos de Paris pela gare NORD, rumo a PRAGA. Nunca tinha estado num país comunista.Em Paris tivemos que ir buscar visto no consulado daquele país do Leste europeu e não foi tão simples consegui-lo. Fizeram muitas perguntas sobre o que iriamos fazer lá....

Quando o trem cruzou a fronteira e entrou no territórioda Tchecoeslováquia. O trem foi indo, fazendo muitas paradas ao longo das estações todas cobertas pela neve, porque era inverno.Na fronteira, foi um deus-nos-acuda. Deram uma geral no trem.Viraram-no do avesso! Examinaram muito nossos passaportes(apesar de estarmos com vistos),os soldados armados iam e vinham,falavam numa língua muito estranha, incompreensível pelo menos para mim.Entrando no território da Tchecoeslováquia, minha primeira grande e boa surpresa foi constatar que no trem subiam muitos jovens levando consigo equipamentos para esquiar nas montanhas. Ali me inteirei de que aquele país é dotado de grandes estações de esqui, que são procuradas até por outros países europeus, não apenas pelos moradores do país....

São conhecidas estas estações de esqui por melhores e mais bem equipadas estações de esqui do mundo.São comparadas às existentes nos Alpes....

Era domingo quando chegamos em Praga( a viagem de trem durou mais de 48 horas).Chegamos logo depois do almoço...Foi um "porre" de trem...
E os trens tchecos, todos muito precários....
Numa noite,durante a viagem,o trem parou e como ninguém entendia a língua delesm deu até medo nos estrangeiros dentro do trem, que eram poucos. Eles discutiam, discutiam...a gente ouvia eles discutindo na rua e não se sabia o que se passava...vá tu entender a lingua tcheca....

As mulheres discutiam entre si, todas muito gordas. Tivemos que descer do trem em plena madrugada,e caminhar no meio de um campo todo nevado,cobrto de neve...

Nas paredes das cooperativas,via-se osímbolo da foice e do martelo, desenhados sempre em vermelho. Finalmente estavávamos num país da chamada " cortina de ferro".Eram cooperativas, até onde me foi possível entender.( Parentesis: imagina se lá em Serafina, na década de 60, eu imaginaria que um dia iria pisar num solo com estes símbolos? nem pensar, né....) A baldeação que tivemos que fazer no meio da noite ocorreu porque houvera uma queda de barreira na ferrovia e a estrada de ferro tornara-se impraticável.

PRAGA

Ao entrar em Praga, perto do meio -dia( a cena volta aos meus olhos como se fosse agora que está acontecendo...) vios prédios todos cobertos de neve...A estação de trem toda reconstruída porque a original, como nos explicaram depois,fora toda bombardeada pelos nazistas durante a II Guerra Mundial.
A nova estação férrea ficou bonita como está agora e assim que descemos do trem fomos trocar dólares.
Fomos assediados por dezenas de cambistas na própria estação ferroviária.Eles queriam dólares, estavam ávidos por dólares pela moeda norte-americana.

De um telefone público conseguimos reserva num hotel do centro da cidade, porque a recepcionista se desdobrava num francês, embora ele fosse sofrível...

Ela nos advertiu que a reserva era apenas para o domingo de noite, apenas havia vaga para aquele dia.Pegamos um táxi e fomos para lá.Era um casarão no melhor estilo art nouveau, com um lobby muito acolhedor e espaçoso.

Ali comecei a ter contato com um comunismo sobre o qual nunca ouvira falar...

Havia conforto,caviar russo sendo servido na entrada do hotel,tudo muito chique...
A preocupação que tomamos foi com a polícia secreta, aliás, fomos advertidos disto em Paris por quem já conhecia Praga e o país...A polícia secreta estava infiltrada em todos os tecidos sociais....

Naqueles tempos, estes "secretas" se faziam passar por doleiros,camareiros, camareiras. Por isto tomamos muito cuidado com quem faríamos câmbio negro com nossos dolares...

As camarerias já vieram oferecer moeda local pra trocar com dólar.

Acho se não estou enganado, que um dólar dava para 100 moedas locais....Não recordo aqui a moeda deles...de 1986.

Viramos ricos do dia pra noite, tudo por causa do câmbio negro!!!!

Pra quem andava sempre com dinheiro contadinho,foi bom poder gastar à vontade.

Na fronteira tínhamos feito um câmbio, mas um câmbio apenas michuruca,apenas aquele que era obrigado pela lei fazer.

No hall do hotel,enquanto dávamos os dados pra inscrição, aconteceu algo inusitado: era pouco mais do meio -dia, o hall estava lotadéssimo de senhoras chics, homens elegantes, as mulheres todas trajando sues casações pesadissimos,gorros de peles mostrando que estávamos no alto do inverno em Praga, quando o frio costuma baixar a menos 30 graus ´centígrados...

E dê-lhe vodca pra combater este frio!!!!

A cena que vi foi que o hall foi ficando silencioso: olha pra fora do vidro da parede do hotel e estava literalmente despencando uma grande tempestade de neve...o chão foi ficando branquinho,branquinho..Em pouco tempo meio metrode neve era pouco...

As ruas haviam ficadodesertas...

As pessoas que estavam no hall curtiam aquele espetáculo da neve caindo...No lobby do hotel uma música do Vivaldi deixava o cenário à vontade,bem de acordo com a ocasião...

No almoço comi caviar como nunca tinha comido na vida...
Era russo e muito barato...

No meio da tarde,quando a tempestade de neve passou, máquinas pesadas começaram a limpar a neve, principalmente na entrada das portas do metrô...
É que as pessoas aos poucos iam saindo de suas casas...

OS PRIVÉLIGOS DO COMUNISMO!!!!

Na Praga de 1986, ainda havia privilégios, até para frequentar restaurantes exclusivos.Eram apenas para diplomatas e aos membros do Partido Comunista. De Paris, eu trouxera o telefone do cônsul brasileiro em Praga,Jorge Taunay, que sempre tratara muito bem os estudantes brasileiros que residiam em Paris e que volta e meia se aventuravam até Praga..

Naquele domingo de noite, liguei pra casa do Jorge Taunay.Ele atendeu muito solícito. Ele me orientou para que lhe telefonasse no dia seguinte pro consulado.
Era neto do Visconde de Taunay, o escritor,disse-me depois.
Liguei no dia seguinte e ele marcou um jantar num restaurantezinho bem acolhedor mas onde poucas vezes tomei um vinho tão delicioso e comi trutas tãosaborosas.
Só que o Jorge tinha feito reserva, porque ali me disse, só entravam diplomatas e membros do Partido Comunista.

O jantar foi muito agradável, tivemos acesso ao restaurante sem problemas,depois que o cônsul se apresentou e com as reservas..

Achei Praga e seu povo encantadores....Até aproveitei o dia seguinte para cortar a barba e o cabelo, numa daquelas barbearias socialistas,onde se pagava numa ninharia pelo serviço. A barbearia ficava perto da Ponte Karl Most o grande atrativo turístico de Praga,entre outros museus e igrejas...

Taunay me disse que a grande maioria daqueles turistas que estavam hospedados no mesmo hotel onde estavamos eram soviéticos....Ele tinha aprendido as manhas do país...Por exemplo, sabia que se bebia muito nas recepções por causa do frio, no inverno.
Isto vira cultura de frio, né....

Taunay, naquele jantar, falou muito da solidão que sentia em Praga . Disse que naquela capital, no inverno,tinha-se que suportar temperaturas com 30 graus abaixo de zero.

Alertou-nos para a ingenuidade daqueles jovens que caminahvam de noite pelas ruas de Praga...( era como se encontrássemos gente caminhando pelas ruas de Santa Maria da Boca do Monte...não era gente perigosa) disse ele. Os jovens na maioria das vezes estavam bêbados...

Achei Praga encantadora. Principalmente depois que descobri a melhor cerveja domundo, que tomei até hoje, a Pilsen...
Descobri lá que os alemães vão a Tchecoeslováquia especialmente para beber cerveja....

AU REVOIR

PRAGA!!!!!

 

 

Coleguinhas

 


Internado no Conceição,

Divino queria saber só uma coisa:

se poderia voltar a comer pizza!!!

Divino Renato Vieira Fonseca nasceu em 17.02.1942 em Guaíba(RS). Filho de Epaminondas S. Fonseca e de Arlinda V. Fonseca,residiu muito tempo na av. Bagé, 553/301 em Petropolis, Porto Alegre.


Divino Fonseca

Teve como esposa Magda( 17.09.1945) e umfilho, Renato( 29.01.1971). Divino é conhecido por ter trabalhado principalmente em esportes nos diversos veículos pelos quais passou. Entre eles, a revista Placas,da editora Abril,onde foi repórter. Também esteve na Zero Hora, nos anos 90, mas não ficou muito tempo....

Quando foi internado pra operar o coração, no Hospital Conceição, ele mandou um recado para o colega Alberto Blum, um safenado também...

- Quando ele atendeu o telefone, quis saber de mim só uma coisa: se depois de operado do coração, ele poderia continuar comendo pizza! recorda Blum....

Coleguinhas

 


Osvil Hortencio Lopes, filho de Wilmar Oliveira Lopes e de Maria Lopes. Tem sua residencia na rua Riachuelo,809/1016 em Porto Alegre.Trabalhou na Folha da Tarde, e na rádio Guaíba. Nasceu em 02.03.1941. Hoje aposentado.


Osvil Lopes

 

Osvil Lopes cobria os festivais de música do interior pela Guaíba. Num deles, o da Califórnia,de Uruguaiana, ele ficava passando os dados e o Cristiano Darsch tinha que anotar:

- Aqueles nomes de músicos e de canções eram bem difíceis,lembra Cristiano. E na rádio Guaíba não podiam errar....Osvil é irmão da Rosinha Lopes, também jornalista.

 


O diplomata das redações

Eugênio Benjamin Bortolon filho de Tarcílio José Bortolon(falecido) e de Eudilla Lucian.Nascido em 19.06.1952. Residiu na Felipe Neri,253/605. Foi casado até seis anos atrás com a colega Maria Cristina( 24.03.1955) que hoje depois de divorciada mora no Litoral gaúcho.

Bortolon já foi do Correio do Povo, onde exerceu o cargo de subeditor de Esportes.

Na Folhinha da Manhã,também do Grupo Caldas Junior,ele tinha como turma Luiz Rache Vitello(falecido) Paulinho Fumaça(Paulo Gerson Antunes de Oliveira)entre outros de mesmo quilate...


Eugênio Benjamin Bortolon

Eugênio sempre se caracteziou pelo diálogo. Quando foi meu chefe na ZH, naõ se estressava. Eu é que me estressava as vezes com as pautas, mas ele sempre me arrumava uma e eu ia na melhor boa vontade fazê-la . É o típico chefe: sabe tirar de cada um o que o cara pode dar de melhor....

Foi um dos demitidos no dia 13/04/1992 dia que o jornal em que trabalhávamos demitiu 46 funcionários. Tudo bem, eles estavam na deles, fazer o quê?

Mas o Eugênio não se conformou: foi tentar saber porque ele tinha sido dispensado e lhe disseram que nos novos editores achavam que ele não tinha o comando do seu grupo....

Eugênio está hoje na edição do Correio do Povo e leva numa boa.Na rua pode ser visto caminhando tranquilamente ouvindo seu radinho com os fones nos ouvidos...
Seu lazer é cinema, bons restaurantes e caminhar de manhã cedo no Parcão...

É um gringo de Vacaria, onde nasceu, muito reservado. Não se entra fácil na sua vida...

Eu sempre fui seu colega e sempre tive bom relacionamento. Mas um não conhece a casa do outro....

 

 

O engenheiro gaúcho Newton Quites

 

O engenheiro gaúcho Newton Quites assumiu a primeira vice-presidência da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros – FEBRAE – para o triênio 2010/2013

27.1.10

O engenheiro gaúcho Newton Quites assumiu a primeira vice-presidência da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros – FEBRAE – para o triênio 2010/2013. Sediada no Rio de Janeiro, a FEBRAE congrega cerca de 300 entidades de engenheiros e arquitetos do País e em 2010 comemora seu 75º aniversário de fundação. Tem por objetivo básico a representação desses profissionais em nível nacional, com foco no seu aprimoramento técnico e cultural. Quites, que é diretor da empresa Fundasolos, de Porto Alegre, é o primeiro gaúcho a ocupar o cargo de 1º vice-presidente da entidade.

Um abraço
Todt

 

 

Que bom quando deixam o repórter livre para trabalhar

 


janeiro 26th, 2010 às 9:02
Muitas e muitas vezes critico aqui o mau trabalho jornalístico, a preguiça em obter informações e a vontade de fazer propaganda, não jornalismo. Por isso, é justo que faça aqui, de público, o elogio a um ótimo trabalho jornalístico da repórter Laura Capriglione – com a colaboração de Vinícus Galvão e Evandor Spinelli – publicado hoje na edição impressa da Folha de São Paulo. Mesmo com pouco tempo para elaborar a matéria e ouvir mais pessoas o resultado é revelador da realidade, com o valor da simplicidade e sem os “jeitinhos” para produzir propaganda contra ou a favor.
A história é simples e quase óbvia. Na tarde de ontem, ao discursar numa solenidade da prefeitura, Lula falou que os lugares que morou ao chegar em São Paulo, 50 anos atrás, enchiam. Disse o bairro e o nome das ruas. A coisa mais óbvia era mandar um reporter lá, e Laura foi. Trouxe uma história que, infelizmente, não está publicada na edição digital da Folha, mas da qual transcrevo trechos para todos aqui.
Parabéns a uma equipe de jornalistas que fez o simples e, fazendo assim, fez o melhor.


Rua onde Lula morou em 1956 ainda alaga
LAURA CAPRIGLIONE,DA REPORTAGEM LOCAL


O endereço na rua Auriverde, Vila Carioca (zona sul), onde o presidente Lula viveu com a mãe, dona Lindu, e os irmãos, quando, saindo de Santos, chegou a São Paulo, em 1956, não enchia havia mais de 20 anos. A canalização do rio Tamanduateí conseguiu evitar a rotina de inundações que transtornavam o bairro. Mas encheu na semana passada. As chuvas de quarta e quinta quebraram o jejum.
Ontem, quando descreveu as enchentes que enfrentou em São Paulo, Lula lembrou-se de, trabalhando nos Armazéns Gerais Columbia, então entreposto de fardos de algodão, muitas vezes não conseguir chegar ao local porque a av. Presidente Wilson enchia -”obviamente que gostava porque não tinha de trabalhar naquele dia”, disse.
A Folha chegou ao endereço que foi casa do menino Lula, bem defronte aos galpões que já foram do Instituto Brasileiro do Café e que agora pertencem à Receita Federal. Encontrou um primo de dona Lindu, que até hoje vive no imóvel. Ele não quis identificar-se, por receio de que pareça estar se promovendo à custa do parente famoso. Marceneiro, Lula o chama de “tio” (a última vez que se viram foi na pré-estréia do filme “Lula, o Filho do Brasil”, em São Bernardo, há dois meses).
O tio reformou a casa três vezes. Foi lá que criou os filhos. Hoje, é modesta e confortável.
Na semana passada, as águas subiram muito, a ponto de interditar a Auriverde, bem na esquina do endereço que já foi de Lula. “Parecia que a gente tinha voltado no tempo”, disse.
(…)
No discurso que proferiu ao receber a medalha 25 de Janeiro, Lula fez menção a outra casa em que morou, perto da divisa com São Caetano: “Mudei para uma casa novinha, (…) cheirava a tinta, isso em junho.
Em dezembro e janeiro peguei três enchentes, de entrar um metro e meio dentro de casa”.
A casa em que Lula morou foi demolida. Ficava a 50 metros do ribeirão dos Meninos, na rua hoje chamada de Padre Antonio de Gennaro. Perguntou-se ao pedreiro e líder comunitário Oliver Costa, 63, se a rua ainda é vítima de enchentes. Ele apontou para a comporta de ferro de um metro de altura que acabou de instalar no portão de sua casa, para evitar a entrada das águas.
Lula lembrou que “ia dando enchente, a gente ia jogando cascalho na rua e as casas iam ficando para baixo”. “Fui eu quem mandou pôr”, disse Costa. “Senão a rua ficava intransitável.” Tanto cascalho foi colocado, que a rua chegou até o nível do segundo pavimento das casas. “O jeito foi encher o primeiro pavimento de entulho.
Só aqui em casa, foram colocados 72 caminhões de entulhos.” Hoje, ele ocupa o andar superior (mesma providência adotada pelos vizinhos).
Em outra rua em que Lula viveu, a Padre Mororó, em São Caetano, os moradores são vítimas das cheias ainda hoje. Segundo a prefeitura, as águas não chegam mais a 1,5 m de altura, como disse Lula em seu discurso, mas as enchentes ali ainda não foram solucionadas.
Dep. Brizola Neto. www.tijolaco.com

 

 

Saint Exupéry

 


Saint Exupery o garoto mostra o desenho e dizem que é um chapeu ele diz que a cobra comeu o elefante e fica frustado porque ninguem reconhece

Avani Stein

 

 

Novas....

 

 

* Walmaro Paz vai deixar a Assembléia Legislativa(imprensa) e vai para o PSOL.....Trabalhou para a Imprensa na ALE neste último ano por indicação do deputado do PT, Raul Pont....

* Gilmar Eitelwein, o popular XINECO( é porque ele foi fazer matéria com um sequestrador tri chinelo que tinha este apelido que pegou nele) que estava na presidência da ALE vai permanecer lá com o novo presidente Geovani Cherini....

* André Pereira,os fotógrafos Marquinhos e Luis Ávila,entre outros preparam-se para ir à posse do presidente MUJICA, no Uruguai, em fins de fevereiro....Tudo por conta deles, repartindo gasolina e pagando do bolso alimento e hospedagem.

* Posse do novo presidente, Geovani Cherini, será no sábado,dia 30/01, das 9 às 12 horas....(depois é tudo feriadão....)

Povo do FSM!!!!

 


Ontem de tarde, no plena´rio Dante Barrone, na assembléia legislativa do Estado, não foram as melhores as relações entre o senador Paulo Paim(PT) e o deputado Raul Pont. Saíram várias estocadas, principalmente de Pont sobre Paim!!!!

 

Falando de mim....

 


Jantar com a filha....


Fui no Barranco jantar com minha filha,Ana,na noite de terça, que esteve em Porto Alegre vive no Rio...Como trabalha no Hospital onde está o Fábio Barreto, me falou um pouco da situação dele. Ainda está na UTI mas já abre os olhos, segundo a ANA, o que pro acidente que ele teve, já é bom sinal de sobrevivência.
A Ana,se isto interessa a algum leitor tem 32 anos e é médica. Se especializou em endócrino. Já terminou seu curso de especialização mas parece que vai ficar pelo Rio....

Falou-me muito da sua afilhada, sobrinha dela, que a guria com um ano e pouco já pratica natação...

E que é uma serelepe....

A Ana é minha " filha jornalista" ...que optou pela Medicina...A outra, a Renata, que se formou na UFRGS em Jornalismo,não quer nem saber . Nunca leu um jornal, pelo menos eu nunca a vi. A que é m édica é que lê...e muito...

E tem o que poucos jornalistas que conheço têm: sabe o que é uma notícia.

Sei disto desde que ela tinha 14,15 anos. Já não morava com elas e um dia levei a VEJA para ela ler....Na capa da Veja, daquela edição, havia uma foto de uma possível descoberta de água em Marte....

A Veja chamou na capa...mas dentro tinha uma grande reportagem,d estas que a revista destaca repórteres para investigar durante meses....Comentei com ela que esta deveria ser a capa daquela edição e ela me atalhou:
- Pai, mas a descoberta de possibilidade de vida em Marte merece uma capa da Veja....

É a filha jornalista que não tive!!!!

 

 

ETIQUETAS: ARGENTINA, DERECHOS LABORALES, ELENA LUZ GONZÁLEZ BAZÁN, OPINIÓN
A trece años del crimen de Cabezas
LA ARENA

 

Ayer, 25 de enero, se cumplieron trece años del brutal asesinato del reportero gráfico José Luis Cabezas. La muerte y sus motivos, nunca del todo claramente develados, apuntaron a un suerte de venganza personal del multimillonario Alfredo Yabrán (un oscuro personaje de los favorecidos por las privatizaciones de Carlos Menem y mecenas del ex presidente cuando era apenas un aspirante a la primera magistratura) por haberlo registrado en una fotografía, cosa que al parecer Yabrán detestaba.

Semejante motivo, aunque cabe dentro de lo posible dados los antecedentes de Yabrán, aparece como desmesurado y hasta distractivo; o hubo un exceso por parte de los ejecutores o se trató de un claro mensaje mafioso dirigido a encumbrados personajes que habrán sabido interpretarlo dentro de su sangriento significado.

El suceso tuvo tanta difusión pública que será recordado por los lectores y no es del caso detallar aquí, pero reveló detrás del crimen una oscura e intrincada trama de intereses entre el gobierno menemista y la llamada "mafia de los correos", trama en la que tuvo una activa participación la policía de la provincia de Buenos Aires, la misma que poco tiempo atrás había sido calificada por el entonces gobernador Eduardo Duhalde como "la mejor del mundo", concepto que se derrumbó ante esta y otras evidencias de corrupción.

La investigación del crimen fue una larga serie de idas y vueltas que se fueron cerrando sobre Yabrán y su entorno y que culminaron en el suicidio del personaje. Hasta ese acto final del poderoso empresario estuvo rodeado de un halo de misterio, alimentado por varios acontecimientos sospechosos. De hecho de la escena del crimen desaparecieron elementos de prueba muy importantes para la globalidad de la investigación. Los ejecutores materiales del asesinato de Cabezas resultaron ser unos delincuentes de poca monta, chivos emisarios evidentes de una maniobra que se elevaba a esferas mucho más altas.

La indignación pública y de los medios periodísticos fue enorme y alcanzó nivel internacional, resumiéndose en una frase que campeó por esos días y durante un tiempo considerable: "No se olviden de Cabezas", trasladada a calcomanías, pancartas y actos en los que se invocaba la memoria del mártir. Hubo medios televisivos en los que sus caras visibles llegaron a llevar luto en elocuente recordación del colega desaparecido.

Hoy, más de una década después del asesinato, la frase se ha despintado y son pocos los que la reclaman. Por un lado el paso del tiempo (que es el olvido, según decía Borges) atenúa aquel recuerdo, diluido en un fárrago de noticias igualmente penosas. Por otro, favorecidos por ese silencio, los asesinos materiales e intelectuales han reclamado -y conseguido- su libertad bajo alguna forma, poniendo dudas sobre las razones y pruebas aducidas y también sobre la probidad el buen accionar de la justicia.

Ayer, fecha del aniversario, fueron pocas y breves las menciones específicas recordando a Cabezas, especialmente en muchos de los canales de televisión. Llama la atención este parco tratamiento del tema, especialmente porque el medio televisivo fue protagonista indiscutido en la cobertura del crimen al registrar con amplitud no sólo la investigación del crimen sino también, posteriormente, todo el proceso judicial que terminó con la condena a prisión de los culpables materiales.

Más allá de los actos que recordaron directa y sinceramente la figura del fotógrafo asesinado parecería que varios de los llamados "grandes medios" prefirieron una mención borrosa y cómoda en medio de la trivialidad informativa del verano antes que mantener en vigencia la conmovedora frase que en su brevedad reclamaba ética, memoria y justicia.

Blog: ARGENPRESS.info - Prensa argentina para todo el mundo
Entrada: A trece años del crimen de Cabezas
Enlace: http://www.argenpress.info/2010/01/trece-anos-del-crimen-de-cabezas.html


Noblese Obligue...

 

Laurinho interrompeu suas férias patagonenses( na Terra do Fogo) e na segunda feira mesmo ao saber do " tragico e infausto acontecimento ocorrido num país de primeiro mundo" afivelou as malas, desvinculou-se da excursão e e pôs os pés no jato e desceu no aeroporto de Ezeiza ao cair da tarde do dia 25/01..De lá já enviou um torpedo pra Rosinha, torpedo este que chegou por volta de 22 horas.ao seu destino...

Rosinha, muito sensível a dor do marido providenciou para que o filho Guilherme, que está de férias fosse,ontem,terça-feira, dia 26/01 até o Salgado Filho esperar Laurinho...No entardecer do mesmo dia, o nossoglobe troter partiu para seus compromissos fúnebres...Pois nobres são nobres, interrompem até temporadas na Patagônia para participar de funerais....

Ou como dizia a maldosa da Núbia Silveira, não é todo dia que se enterra um graúdo, assim!!!


Vanguarda Abolicionista marcha na abertura do Fórum Social Mundial

 

Vanguarda Abolicionista marcha na abertura do Fórum Social Mundial
por Marcio de Almeida Bueno


O grupo Vanguarda Abolicionista se fez presente na marcha que reuniu cerca de dez mil pessoas nesta segunda-feira, 25, no Centro de Porto Alegre. O protesto marcou a abertura do 10º Fórum Social Mundial, que desta vez acontece na Região Metropolitana. Movimentos sociais, ambientais e políticos foram do Mercado Público até a Usina do Gasômetro, com caminhão de som e grande adesão popular.
Fotos: Núzia Carla Brum



A Vanguarda Abolicionista levou a Libertação Animal para a marcha, desfilando com uma de suas faixas e realizando maciça distribuição de panfletos produzidos pelo grupo Vida Universal, da Alemanha. Ativistas de outras entidades e Estados se uniram à VAL, além de veganos que já estavam participando da marcha e pessoas simpáticas à causa animal.


A VAL também colaborou com textos para um fanzine que será distribuído durante o FSM, e realizará outras atividades de conscientização durante os dias do evento.
Imagens da VAL na marcha do FSM 2010

 

 

Chaves entre nós!

 

Precisamente em 26 de janeiro de 2003, o presidente da Venezuela esteve em Porto Alegre. Temeroso de que Chaves tirasse votos do PT na eleição de Lula, ele não veio para o Forum Social Mundial daquele ano, mas dias depois a deputada federal Luciana Genro ( PSOL ) trazia o presidente de Venezuela para um tour em Porto Alegre. Pessoalmente não o acompanhei, porque acho que pouca gente sabia que ele andaria por aqui, a não ser aquela meia dúzia de gatos pingados do Psol,entre eles meu amigo Pedro Ruas( nos conhecemos desde 1970,quando o Pedro ia com a camisa do CHE no Leopoldina e eu usava uma do JIMI HENDRIX) pra furarmos e ver a peça Hair....


O presidente da Assembléia Legislativa do Estado, em 2003, Sérgio Zambiasi, recebe o presidente Chaves em seu gabinete

Mas o Chaves andou por aqui neste domingo calorento de 26 de janeiro de 2003 e foi recepcionado, como mostram as fotos na Assembleia Legislativa e no Palácio Piratini, onde não resistiu a um microfone do palanque armado ...Os assistentes,vibraram,claro....


Chaves e Zambiasi: pausa para ocafezinho


Chaves acompanhado de uma assessora e do deputado Zambiasi deixa a Assembléia Legislativa em 26.01.2003


O presidente Chaves da Venezuela dá coletiva no Palácio Piratini em 26/01/2003


Chaves e o governador Rigotto acenam ao público que os ouvia na Praça da Matriz...

Todas as fotos são de José Ernesto


Grupo de ativistas realiza trabalho voluntário em abrigo de cães


por Marcio de Almeida Bueno

 

Foto: Marcio de Almeida Bueno

Animais carentes – especialmente de carinho e um lar – estão em terreno cedido

 

De 14 a 18 de janeiro último, integrantes da Vanguarda Abolicionista (VAL), de Porto Alegre, estiveram na cidade de Veranópolis, a cerca de 170 quilômetros da Capital, realizando trabalho voluntário no abrigo para cães da ONG APAVE – Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis de Veranópolis. São cerca de 60 cachorros abandonados que foram recolhidos pela entidade, tratados e agora são mantidos em uma sede emprestada por um empresário local.

Foto: APAVE

Cachorrada faz a festa com sobras recolhidas em restaurantes próximos

 

Liderada pela protetora Vivânia Casér, a ONG enfrenta as dificuldades já tradicionais do ramo – apoio do poder público aquém do necessário, muito serviço para poucas pessoas, gastos emergenciais, constante abandono de novos animais, volume de doações quase sempre insuficiente.

Foto: Marcio de Almeida Bueno

Protetora é mãe de dezenas de animais jogados fora por seus ‘donos’

 

Dois dos integrantes da Vanguarda Abolicionista fizeram limpeza do local, distribuição de comida e água, manutenção das instalações e demais atividades, diariamente. No próximo mês, mais alguns dias serão dedicados pela VAL à APAVE.

Foto: Marcio de Almeida Bueno

Integrante da VAL distribui o lanche do dia para diversos caninos

 

Durante o período de acompanhamento, o telefone da dirigente da APAVE sempre estava tocando – pessoas querendo descartar animais no abrigo, e outras solicitando que a ONG capturasse animais silvestres – como lagartos e porcos-espinhos – que estavam no pátio de suas casas.

Foto: Ellen Augusta Valer de Freitas

Outro ativista da VAL espalha cascalho na base de algumas casinhas

“Mas o pior são os que ligam ameaçando, falando que, se não buscarmos o cachorro até determinada hora, vão matar e pronto”, lamenta a protetora Vivânia, conhecida na “Terra da Longevidade” pela sua dedicação aos animais. Interessados em ajudar com doações ou adotar um cão podem ligar para o telefone (54) 3441-1268.

 

Foto: Marcio de Almeida Bueno

Frutos do ‘mercado pet’, muitos animais não têm mais a atenção que recebiam antes

 

Coleguinhas

 

O " Judeu" ....

É como é conhecido o colega Armando Burd, que voltei a ouvir esta madrugada na Band AM com seu programa Grande POA . Se não estou enganado, o Armando começou na Zero Hora, quando ficava na av. Sete de Setembro,738.Armando começou na ZH nestes tempos passados com uma coluna de rock and roll....


armando brud com barba: já quando era editorchefe de zh na avenida Ipiranga, 1075, Burd usava uma barba a la kibutz....

Eu conheci o Burd nos anos 70(1973) na ZH. Eramos idealistas e acreditávamos que fazer jornalismo seria combater a ditadura...até que um dia ouvi o Armando, que era editor-chefe do jornal dizer-nos:
- Esta aqui é uma empresa comercial, visa o lucro!!!

Foi um golpe nos colhões, pra aqueles tempos. Hoje isto não fede nem cheira....

O Armando saía de madrugada do Jornal e junto comigo e com o Hélvio Schneider que fazíamos o plantão da madrugada íamos até um café na Praça da Alfandega. Nãosei se era o Matheus ou não...Mas o Armando não tirava um tostão do bolso. Eu e o Hélvio pagávamos nosso lanche e o cafezinho dele....


armando burd sem barba:

quando trabalhou na ZH na rua sete de setembro,738 ArmandoBurd não usava barba....

No programa de ontem, Armando homenageou um grande programa de tevê que eu via às sextas que se chamava plantão de Polícia, com o Hugo Carvana. O personagem principal era o VALDOMIRO PENA, claro que inspirado no famoso repórter Octávio Ribeiro, o Pena Branca, que conheci pessoalmente em São Paulo...(graças a amizade que o Caco Barcellos tinha com ele....)

O Plantão de Polícia feito pelo Carvana era o retrado do submundo que eu conhecia e onde tinha andado...muito nos meus tempos de repórter policial....Eu sempre via o programa...O narrador acho que foi o Agnaldo Silva,que depois partiu pro mundo das novelas....

Pois o programa de ontem na Band tocava justamente a música que Jorge Ben fez para ser trilha do programa....Só o Judeu mesmo pra relembrar estes tempos. O programa da Globo iniciou em 1979( bem no ano que voltavam os exilados) e terminou em 1981....Foi também o tempo para outra ousada na tv Globo: Malu Mulher, feito pela Regina Duarte, onde acho que vi pela primera vez um casal deitado junto na cama. Hoje em dia isto nem mais as freira solha, porque é muito pudico. Todo mundo vai de BIGI BROTHER ME ERMÃO!!!!!!


Coleguinhas

 

* Ontem,dia 26/01 no Plaza: Danilo Ucha chega pro Eugênio Bortolon(editor do Correio do Povo) e se senta ao lado no sofá:

- Te liguei,ontem,queria falar contigo...
- O que é disse Eugênio...

- Estou fechando o Jornal da Noite...
- O que , porque o que houve!!!! surprende-se o Bortolon....
- Bah, diz o Ucha, estou fechando a edição ....e depois comenta:
- Não se fazem mais jornalistas como antigamente....

" fechando" : no jargão jornalistico, mandando pra grafica a edição nova....


* Eugênio Bortolon e Cristina não dividem mais o mesmo teto há seis anos....Mas diplomata como é, poucos sabiam disto....O " Bebê Chorão" - por causa de suas constantes choradeiras - como era chamado na Folhinha da Manhã não " abre" seu lado pessoal tão fácil assim....

* Eugênio foi muito legal comigo quando era meu chefe na ZH. Fui pra NY e não "queria" mais voltar....Fui ficando por lá e me esqueci de meus compromissos em Portinho. Mas ele segurou a barra apesar de um "malca" que andava lá dentro me monitorando...

 

Coisas do Coração...

 

A Lenda


Por Zaira Maria Arretche( socióloga)

" O sorriso era franco, generoso. Os olhos de um castanho comum ocultavam um raro brilho. Brilho triste, mas ávido. Generosa franja de cabelos loiros oportunizava um menear de cabeça, um gesto constante de mão, quase um cacoete. O uniforme de piloto lhe caía bem, mas impedia que pudesse exibir através de roupa, um pouco mais de si. Gentil,educado, suavemente sedutor. Assunto principal: sexo. Codinome: A Lenda.


Era assim chamado por suas inúmeras conquistas, por suas relações com as pessoas do mundo artístico, da moda, do futebol.Por sua capacidade de saber envolver e manter a sua volta os famosos e os anônimos. Colecionava nomes,principalmente de mulheres. Colecionava experiências, principalmente as de alcova. Falava delas com a desinibição de um especialista.Citando detalhes,fazendo perguntas,fazendo comparações, estabelecendo parâmetros. Se os tinha, não sei.

Durante alguns dias permanecemos lado a lado. Nos separávamos quando o sono se fazia presente ou premente. E ao primeiro despertar, ao telefone, era a primeira voz que eu ouvia.

Ordenativa, como convém a um comandante, convidativa, como convém a um cavalheiro, sugestiva, como convém a um sedutor.Quase uma semana.Nenhuma palavra em falso,nenhum desagrado, nenhum tom inoportuno. Quando o inoportuno surgiu, na figura de um homem que desconhecia quase todas as regras de etiqueta e relacionamentos, retirou-me da situação com a singeleza dos seguros. Protetor, elegante, humilde.

Extrovertido, brincalhão, pornográfico sem ser ofensivo.

Onde está a Lenda? Onde está o homem pelo qual as mulheres se derretem,tornam-se alvoroçadas,cometem loucuras? A Lenda insinuou-se, é bemverdade, mas de uma forma inteligente e sutil. Nada que uma mulher não gostaria de ouvir, nada que não pudesse ser recordado como uma agradável tentação.

E o que ficou?

Quase a certeza de que A Lenda, assim como todas as lendas, tem muito mais de fantasias do que de verdades. Aliás, assim como as lendas, suas conquistas talvez sejam muito mais a imaginação de quem conta, do que a memória de quem as viveu....

A Lenda era um menino . Sua graça escondia sua tristeza, sua necessidade de grandes grupos, de grandes festas, disfraçava sua solidão. Sua irrequieta vontade de sexo, sua libidinagem ostensiva, deixava transparecer sua alma virgem de amor. Talvez tenha amado muito, talvez nunca tenha amado, mas amado, provavelmente nunca foi. Era apenas um menino, um menino que sabia voar..."

 

Coleguinhas

 

E a Núbia Silveira não
volta pra Assembléia....

Se o dono morder o rabo do cachorro, isto é notícia. Se o cachorro morder o dono não é notícia. É uma lição básica do primeiro ano de Jornalismo. Isto se adequa agora a esta notícia.: A Núbia Silveira não retorna pra chefiar o Jornalismo da Assembléia Legislativa do Estado. .É que achavam que era certo que ela voltaria....Certo só o sol que nasce todos os dias....
Está praticamente fechado o novo staff da imprensa da Assembléia Legislativa pra gestão de Giovani Cherini(PDT) .Carlos Bastos( quem manda casar com uma sobrinha do Jango,agora tem que fazer este esforço todo) comandará a Comunicação. Na chefia do Jornalismo ficará Leonel Rocha ( filho do ex-deputado Tapir Rocha ) na Agência de Notícias ficará a Jussara Marchand e na TV Assembléia está confirmada Celina Canabarro, enteada de Alceu Collares....

 

Palanque!!!!

 

Pelo andar da carrugem já está certo que o presidente da Câmara Federal, deputado federal Michel Temer(PMDB) será o vice de Dilma Rousseff....

Quem mora em Rio Claro, interior de SãoPaulo, viu os dois - a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff e o presidente da Câmara dos Deputados - no sábado passado, dia 23/01 participando de um ato público no qual o Governo Federal cedia uma área que pertencera a Rede Ferroviária Federal S/A (empresa desativada) para a prefeitura municipal. O prefeito de Rio Claro, interior de São Paulo, é PU ALTIMARI do PMDB. 15 dias atrás Michel Temer havia passado pelo município....Um observador atento da sucessão presidencial concluiria que os dois estão em campanha,ou em pré-campanha....

 


Consumo de aço volta a crescer no RS e pode superar nível histórico de 2008

 

Se a economia brasileira atingir crescimento na faixa entre 5% a 6% em 2010, o consumo de aço no Estado deverá superar o recorde histórico atingido em 2008 que foi de 1,4 milhões de toneladas. A avaliação foi feita ontem pela manhã pelo presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul - AARS, José Antônio Fernandes Martins ao estimar que , em 2009, oconsumo sofreu redução próxima a 27%, totalizando 1,0 milhão de toneladas. A redução foi reflexo da crise internacional iniciada no último trimestre de 2008. Já nos últimos meses de 2009,salienta, o quadro sofreu reversão, com retorno do incremento da demanda de aço no Estado, para abastecimento das indústrias de máquinas e implementos agrícolas, equipamentos de transporte, setor automotivo e bebs de capital,entre outros.

Fotógrafo Claudio Bergman

Com o reaquecimento da economia, admite o dirigente, existe expectativa de que as usinas siderúrgicas pressionem por novos reajustes do preço do aço. Embora já existam importações substanciais de matéria-prima de países como a China e Ucrânia, que oferecem preços até 30% mais baixos do que o do aço brasileiro, observa o presidente da AARS.

( Observação: foto fraglante do café da manhã no Plaza,ontem, dia 26/01 quando a diretoria da AARS explanou a situação atual do produto no RS).

Todt Comunicação

 

A ironia do Clemar

 


Quando vi pela primeira vez o Clemar Dias naqueles encontros da feira do livro de S. Borja pensei: hi,aí está mais um sanborjense enxirido....Uma pose que vou te contar...Pensei: será que este cara reescreveu o Ulisses do James Joyce pra se achar tanto...Junto dele tinha um nordestino, que foi parar naquelas bandas como marinheiro e que fala pelos cotovelos...
Mais tarde descobri a ironia do Clemar: em outubro passado depois da feira fomos para um bar de um árabe que tem na avenida Getúlio Vargas e claro que eu peguei no sono...que chato.Na hora de ir embora, oRamão, um poeta de S. Borja me convidou pra na próxima feira do livro ficar na sua casa - um gesto tri gentil dele - e aí o Clemar aproveitou pra alfinetar:
- Assim tu não dorme mais na rua...

Na hora não entendi, mas depois pensando no assunto é que me dei conta: i, vai ver dormi na mesa e o cara não gostou, c laro...quem ia gostar....

Ontem ele me mandou um chasque dizendo com que quem podia ir pegar uma foto do Nito, dono do famoso bar do mesmo nome.Este cidadão trabalha na Caixa RS. O Clemar pra não perder a chance alfinetou:

- Aproveita e arruma um empréstimo pra fomento!!!

Esse Clemar é dos meus...perde o amigo( não é o caso) mas não perde a piada....Ou bola picando na pequena área se faz gol e pronto!

 

Coleguinhas

 

* O Serginho Ross quando foi assessor de imprensa do ministro Cloraldino Severo no começo dos anos 80 gostava de aprontar pra desanuviar o ambiente já que Severo era muito " severo". É a tal história do nome que condiciona a pessoa.

Um dia haveria uma reunião na CBTU(Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e o Cloraldino viria como ministro dos transportes particpar dela.

O Serginho,safo como ele só, mandou de Brasília uma recomendação expressão ao Erico Michels, que chefiava o escritório gaúcho:
- O Ministro adora chá de CARQUEJA!!!!

Quando Cloraldino sentou na mesa com aquele batalhão de técnicos, entrou a senhora do cafezinho com uma taça fumegante de chá de carqueja pro ministro...

Ele botou na boca e saiu cuspindo pra fora aquele horror....

E o Serginho, do lado de fora, com aquela sua máquina de fotografar do tempo das cavernas,se segurando pra não cair na gargalha...

E depois ele não quer que eu diga que ele tem outro por dentro???

 

Ar condicionado em direção pra ele....

 

O escritório da CBTU em Porto Alegre tinha uma piscina que já fora coberta com um lajotão de cimento. A casa pertencera a Portobrás e ficava na rua Corte Real, em Petropolis. Ali Cloraldino Severo vinha fazer as reuniões do Ministério dos Transporte.s

Mas em Porto Alegre a estrutura do Ministério dos Transportes não era muito grande.A CBTU dirigida pelo Erico Michels tinha um "Opalão" brabo, cujo ar condicionado nunca estava a postos quando era preciso...Cloraldino reclamva sempre daquilo. Um dia ele pediu o Opalão porque precisava ir a Uruguaiana sua terra natal por acaso.

Os caras da CBTU mandaram consertar o ar e botaram todo ele na direção do banco onde Cloraldino sentaria. Ele foi de Porto Alegre a Uruguaiana com um puta ar frio batendo na sua cara mas aguentou na pua....não se queixou....

 

Histórias de La Ùndeze...

 

Levou 45 anos para que um mistério que encucava a cabeça de um atual advogado que nasceu em Serafina Correa fosse finalmente elucidado. Num dos últimos finais de semana, ele estava em sua casa na praia de Xangrila e lá começou a matutar ...nunca tinha entendido porque a primeira diretora do Ginásio N.Sra do Rosário de Serafina, a professora Terezinha de Costa fora de um dia pro outro defenestrada do cargo junto com o marido, Carlos Migliavacca..." Anoiteceu com a Terezinha diretora e amanheceu com o padre José Finotto de diretor" relembra o advogado que me pediu pra resguardar seu nome....

O advogado pensou numa vizinha de praia, que trabalha na Caixa Economia Federal em Farroupilha, onde ele sabia que residia uma ex-freira,agora casada, e que fora professora no primário do colégio em questão naqueles anos.Ela poderia ter o telefone da ex-freira que trabalhava e lecionava no ginásio naqueles anos....Tiro dado jacu deitado,diz o ditado...

A funcionária da CEF de Farroupilha tinha o fone da ex-freira, que quando era religiosa tinho o nome de Clara...Hoje é casada e usa outro nome,evidente....

O advogado ligou na segunda passada e conversou com a ex-freira. Foi um baque:

- Nunca tinha revelado isto a ninguém....Mas agora não sou mais freira e posso porque na época a nossa congregação nos havia proibido de tocar no assunto..

E a ex-freira ainda fez suspense:
- Estás bem sentado,fulano...

Então o advogado matou sua curiosidade de tantos anos. Sucedeu que Adroaldo Cadore,filho de Laurindo Cadore, um comerciante que viera de Cadorna e que prosperou na cidade, foi reprovado pra ingressar no Ginásio, quando no primário com as freiras ela tinha ido bem....Mas não pode,pensavam as freiras. Este rapaz foi bem aqui.

Assim que foi fechado o colégio num destes dias, as freiras foram levar o assunto ao padre vigário de então, Francisco Lolatto.
O Padre que tinha muitos poderes abriu o armário e foi ver um monte depapéis que estavam todos irregulares....Então deram-se conta de que precisavam mudar a direção do Ginásio que era da Paróquia. Terezinha de Costa foi embora para Caxias do Sul e hoje vive em Curitiba no Paraná. Separou-se também do esposa, Carlos Migliavacca.

 

Direto da Patagônia

 

 

O Laurinho está afivelando as malas ou com o pé no jato como diria aquele cronista social...mas antes manda umas fotos de sua aventura no Ushuaia e na Patagõnia....Aliás, Lauro, vê que concidência, ou não este domingo estava em Serafina fui pegar uma caixa de papelão pra acomodar uva do meu pai que trouxe e não é que a caixa era de maçãs da Patagônia....então é isto aí....

fotos de Lauro Dieckmann

Casebre Ilha Canal de Beagle

fotos de Lauro Dieckmann

Montanhas

fotos de Lauro Dieckmann

USH Prisioneiro

fotos de Lauro Dieckmann

USH Prisioneiro

fotos de Lauro Dieckmann

USH Presídio

fotos de Lauro Dieckmann

USH Presídio

fotos de Lauro Dieckmann

LD. Perito moreno

Coleguinhas

 

* Recebi carta do amigo Israel Lopes, de S. Borja....O Israel Lopes é o cara mais tranquilo que conheço. Despacha com seus clientes em plena praça XV de Novembro, ele que é advogado de profissão. Agora está fazendo um livro sobre o Pedro Raymundo. Ele fez um do Teixeirinha que levou 18 anos pra publicar...sim 18 anos....E um dia lhe perguntei porque sua esposa era tão mais moça do que ele( ele tem um piá de poucos anos...) Ele com aquela sua calma que Deus lhe deu me disse:
- Fui noivo três vezes. Sempre fugi do compromisso, mas com esta não deu...E deu uma risadinha sacana....Este Israel é um figuraço. Foi ele que me conseguiu a cópia da entrevista que Brizola deu ao Tarso de Castro no jornal Enfim cujas fotos foram feitas pela Candice Bergen, em Nova Iorque....

*A coluna do Rogério Mendelski neste domingo,dia 24/01 estava ferina. O Rogério quando usa da ironia é fogo. O título já é um deboche: PP namorou na praia....Não há quem não queira ler com um título destes....

* Já o Juremir veio com sua obsessão de sempre :LFV. Conheço outra (obsessão ) maior: a do José Mitchell pela abertura dos arquivos da ditadura....

*Rogério Mendelski recebeu 10 pras sete da manhã, de ontem, dia 25/01 ligação de um coleguinha e disse no ar que não poderia atender porque " estava no ar". Aí como o seu produtor Otto Bede não podia atender, o veterano jornalista chamou os comerciais....

 

Histórias de La Ùndeze....

 


A cantina Vitivinicola
Guaporense Ltda....

Na av. Arthur Oscar, 2301, ainda sobram escombros do que foi a outrora rica cantina de vinho da cooperativa de agricultores que entregavam suas uvas para serem transformadas em vinhos...Mas um problema matou a cantina: nos anos 60 a falta de estradas dificultava o transporte de vinho. Um dos caminhoneiros que levava vinhos a Frederico Wehphalne levava oito dias para ir e voltar com um carregamento contou-me Luiz Zanluchi,q ue começou sua vida profissional trabalhando na cantina Guaporense....O caminhoneiro em questão era Laurindo Marocco, já falecido....

foto acervo Pedro Rotta

Ricardo Rotta, sentado, era o químico da Cooperativa Vitivinicola Guaporense Ltda.

 

Pois o gancho desta matéria é que talvez os escombros da cantina sejam transformados em centrocultural...É uma idéia que a secrtária de cultura Inelves Carnavalli quer apresentar ao prefeito Ademir Presotto.

Meu pai me contou neste domingo,24/01 enquando descansávamos na sacada lá de casa do sol forte do verão serafinense que ele se lembra de muitos agricultores que entregavam suas uvas na cantina Guaporense...O Augusto Giombelli, casado com uma tia minha, era um dos que levava e vendia suas uvas pra Guaporense:

- Ele tinha um grande parreiral e toda sua uva ia pra cantina Guaporense...

Mas já levantei o nome de outros moradores de Serafina cujos antepassados estiveram ligados a história desta cantina...Alias havia duas grandes cantinas de vinho: a outra era da sociedade Estrela que produzia os vinhos Brilhante...

Não sei, ninguém me disse mas cá dentro de mim uma intuição me adverte: acho que a cantina Guaporense era ligada ao PTB e a da Sociedade Estrela Guaporense era mais do PSD...
Tá me parecendo...um dia ainda levanto esta questão....

 

Coisas do Coração!!!

 

Afinidade

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois...

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.

É o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades...

Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa e o afeto no exato ponto em que foi interrompido...

Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.

Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.

É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.....

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que
Parou sem lamentar o tempo de separação.

Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas ou tiradas pela vida

 

Boas relações....

 

O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, homenageou,ontem,dia 25/01 - primeiro dia do forum social mundial - o ex-governador Olívio Dutra.

 

Show

 


Dia 28/01 na prainha do Gazometro,Maria Luiza Benitez vai cantar músicas de Mercedez Sosa,dentro da programação do Fórum Social Mundial....

 

Coleguinhas

 

* Nossa, como diria aquele professssorrrrr.....o Laurinho agora é PURA História...tá que nem um coleguinha que entende de avião,fisica quantica....e mais afins....às vezes diz que o trem vai ter um só trilho, mas vá lá, está no kit....

* Recebi uma "advertência"!!! Em juridiquês, o que será isto...Já peguei: é a primeira etapa que um cachimbo manda o cliente fazer, pra depois mostrar para o meretissimo....

* Uma vez fui despejado. Primeiro vieram de um cartório me fazer assinar um termo que nem sei mais o que era, acho que uma notificação,depois veio todo o babado do despejo...meu advogado o Igor Muratore antes de entrarmos na sala de audiências no foro, chegou pro meu lado e sussurou-me uma frase da maior elegância: Olides o que é um p....pra quem tá todo c....que nem tu.....
E eu respondi no maior orgulho:
- É um p....Igor...

Quando adentramos o recinto, a senhora que assessorava o juiz,olhou-nos e disse>
- Já sei, fizeram um acordo.

Tínhamos feito. Eu iria embora do apartamento.

Mas fui íntegro.

Como não tinha contrato com a dona do apartamento e morava lá há 13 anos, poderia ter dito que o apê era emprestado. Foi aliás a primeira opção que uma advogada me apresentou. Eu lhe disse:
- Doutora, eu não sou desonesto!!!!

 

BOICOTE AO METALLICA

 

 

A vida como ela é....

 

Os fatos aqui narrados não tem nada a ver com a realidade. São pura invenção...Se houver alguma semelhança com fatos reais é mera coincidência.

" O falecido"!


Uma das coisas que mais me intrigavam alguns anos atrás foi quando comecei a me relacionar com mulheres separadas era o fato delas se referirem aos seus ex-companheiros,ou maridos por " o falecido". Falecido porque? me perguntava eu. Alguém morreu?
No começo, quando perguntavam pela minha " falecida", querendo saber quem era, ou quem não era, eu me irritava profundamente. Vai ver que porque não tinha morrido dentro de mim....

Hoje manejo este assunto com maior tranquilidade, até porque estou mais cúmplice das mulheres,entendo melhor o seu lado.Não que elas sejam santas - aliás quem chama mulher de santa ou doida é a Martha Medeiros que tem até um livro sobre isto....

Estive em Serafina e lá visiitei uma conhecida - fomos colegas de colégio - e quando entrei em seu gabinete ela fez uma reverência a uma foto que estava encima do seu bureau...Fiquei quieto porque vi que aquilo era algo íntimo,seu, pessoal e eu não tinha nada que me meter...

Só tinha visto esta cena algumas vezes com um fato bem real. Toda a tarde que o repórter politico João Carlos Terlera chegava no seu local de trabalho na sala de imprensa da Assembléia Legislativa ele fazia uma espécie de reverência a uma santinha que ele tinha dentro do armário. Mas o Terlera,além de uma reverência, também dava uns beijinhos na santinha, o que não foi o caso da minha conhecida de Serafina!

Bom, o que será então que o falecido da minha conhecida de Serafina fez pra ela devotar-lhe tanto carinho?
Fui falar com alguém que entende do assunto, no caso um psiquiatra que matou a charada na hora:
- É uma artista, disse ele...

Pronto, botou mais lenha na fogueira! Agora vou ter que enteder o que quer dizer artista!!!

 

 

Histórias de La ùndeze....

 

 

Seu Luiz Soccol, dono do primeiro táxi de Serafina


Seu Luiz, do táxi, era o primeiro motorista de táxi de serafina. Estou sentado no exato momento que escrevo esta cronica na frente de sua filha , solange, aqui na biblioteca da prefeitura municipaol. Ela me conta que seu pai, que o Mauro Rocha diz ser o seo Luiz, do Taxi, ganhou muito dinheiro com o taxi. " Ele fazia corridas pro Paraná, pra levar parentes" diz a Solange, que é mais famosa porque tem um site sobre as origens dos moradores de serafina. Procure no google que voce achara....solange soccol é seu nome....

Pois eu não lembro do seu Luiz do Taxi, eu era filho de colono e colono não pegava táxi...Mas a Solange aqui do meu lado diz que ele fazia de tudo, ia nas colônias pegar colono, pegar mulher que ia dar cria, levar enfermos, devia conhecer a vida de todo mundo, penso eu..

Seo Luiz morreu depois de ficar onze anos numa cadeira de rodas...

Imagino que muito poderia ter colaborado prum livro que vou editar sobre serafina que hoje de manhã defini junto com a secretária Inelves o título: COSI LA ZE STATA( assim foi....)

O Mauro Rocha vai me ajudar que a editora da UPF o edite....É pros 50 anos do município que se comemoram em 25 de julho vindouro...

TUTTI A LA UNDEZE , ALORA!!!

 

AARS APRESENTA BALANÇO DO
CONSUMO DE AÇO NO ESTADO

 


O presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul – AARS, José Antonio Fernandes Martins, anunciará nesta terça-feira (26) o balanço do desempenho do setor em 2009 e as perspectivas para 2010. Apresentará os números que retratam o início de recuperação do consumo de aço no Estado, especialmente a partir do último trimestre do ano passado, após a retração verificada em função da crise financeira internacional iniciada em 2008. Também comentará a situação do abastecimento de aço para atender a crescente demanda deste ano para setores básicos da indústria gaúcha, como a fabricação de máquinas e implementos agrícolas, carrocerias de ônibus e bens de capital sob encomenda. Na oportunidade, a AARS também lançará a edição da publicação Panorama do Aço de 2009. A apresentação será realizada às 9h45min, durante café da manhã para a imprensa, no Hotel Plaza São Rafael em Porto Alegre.

Todt Comunicação

 

 

Samba Enredo Carnaval Maria do Bairro 2010

 


No dia 6 de fevereiro à partir das 16 h, acontece o desfile do BLOCO MARIA DO BAIRRO na Cidade baixa em Porto Alegre. Este ano teremos as seguintes atrações:

-BANDA DO BLOCO NO TRIO ELÉTRICO
-BATERIA DA AREAL DA BARONESA
-BANDA DA SALDANHA
- PRESENÇA DA CORTE DO REI MOMO de Porto Alegre
-PRESENÇA DA IMPÉRIO DA ZONA NORTE
-BAR DO BECO 203
-muito RED BULL (de graça)

“Há quatro anos, revivendo os antigos carnavais da Cidade Baixa. Mais do que um bloco temos uma proposta. Que é a de celebrar grandes causas e personalidades, preservando a memória e mantendo acesa a chama da cultura popular. Já cantamos a doação de órgãos e a eleição do primeiro presidente americano negro. Este ano decidimos por exaltar a figura do nosso maior compositor popular, o teu e nosso querido Lupicínio Rodrigues. Nosso carnaval começou timidamente e hoje vem tomando proporções inesperadas, porém gratificantes, uma vez que ao que nos parece, sintonizamos com a alma popular, tal é o aumento do afluxo de pessoas de ano para ano. Vamos curtir juntos no dia 6 de fevereiro a Banda do Bloco com a bateria da Areal da Baronesa, a Banda da Saldanha, Império da Zona Norte e o Rei Momo e sua corte no carnaval mais Dionisíaco que Porto Alegre já viu.” Zeca Brito, Carnavalesco do Bloco

Samba Enrredo 2010 – LUPICINIANDO, uma homenagem à Lupicínio Rodrigues.

Letra: Luis Carlos Coelho e Zeca Brito
Música: Luis Carlos Coelho, Zeca Brito e Wandi do Cavaco
Interprete: Zeca Brito


Na ilhota querida
Nascia com muitas vidas
Sua majestade o nosso rei (nosso rei)
Namorado da lua, Cantava na rua
O amor a sua lei (sua lei)
Lupicínio Rodrigues
Tua música é imortal
Pedimos tua licença
Pra te saudar, no carnaval

Eu gostei tando, tanto quando me contaram
Que lá no bairro catavam Lupi neste carnaval

E a dona Divergência
Perdendo sua paciência
Mandando brasa
Saiu nuinha de casa
Na chuva cantando assim

O carnaval é uma festa muito boa
E com Lupi a gente vôa quando começa a cantar

E pra Maria, foram todos sem demora
A cadeira esta vazia e a saudade foi embora

Rico Assoni
Ator

 

Minha querida São Borja!

 



Assim como eu não me esqueço de S . Borja, ela não se esquece de mim...
Recebi cinco fotos do Juliano Jaques , fotógrafo da prefeitura municipal, das homenagens que se prestaram ao líder do trabalhismo Leonel de Moura Brizola no dia que ele completaria 88 anos de idade.

Foto: Juliano Jaques

Pelas fotos reconheci ali a neta de Brizola, Juliana,que mesmo tendo bebê viajou para tão longe para prestar homenagem a seu avó.Também vi na foto o vereador Celso Lopes(PDT) , o " camundongo" - por causa de sua cabeça de rato, o Sidnei, com quem eu sempre tratava quando ia participar da feira do livro, o deputado estadual Cassiá Carpes, o vice-prefeito Homrich, o Kiko....

Foto: Juliano Jaques

 

Deu pra ver que não tinha tanta gente assim...O que importa isto? Importa é quem estava lá estava de coração....

Foto: Juliano Jaques


É madrugada quando faço este post mas a lembrança que S. Borja teve por mim me emocionou e isto é o que importa pra mim...Este é meu lindo e infinito patrimônio.
Tenho Dito!!!!


Foto: Juliano Jaques

Foto: Juliano Jaques

 

 

O Avesso da dona Miriam

 


Len do a boa coluna que o Moisés Mendes fez no dia 22/01 sobre dona Miriam Fonseca na ZH não pude deixar de me lembrar alguns episódios de 1998 quando trabalhei na campanha do senador .O Xuvisco( Luís Fonseca) me convidou pra trabalhar com o senador mas me deu inúmeras dicas, menos a da dona Miriam...

Quandfo vi aquela loca em volta do Simon, não entendi mais nada...Pensei, estou numa campanha política aqui ou num circo...mas político atrai de tudo, né. Bão, então tive que pegar o assunto por minha conta, porque havia sobre ela um imenso silêncio. Nem os motoristas abriam o jogo...
Pro leitor que não conhece a história é o seguinte:dizem, olha o dizem, que quando era casado com a falecida Tânia Schanan e esta fã estava sempre em volta dele, Simon, pra se desvencilhar dela, teria lhe prometido casamento caso ficasse viúvo. Não quis o destino que ele ficasse mesmo?
Aí a dona Miriam foi pra cima dele querendo o casório....

Ora bolas, era só mais uma jogada do Simon, não um assunto sério...

Daí ela grudou nele, como todos sabemos....

Bão,voltando a campanha de 1998, sempre sabia onde o Simon estava se ela estivesse por aí. Sempre com seu rosário nas mãos - nisto os dois são parecidos porque o " Turco" também quando entrava no avião pra voar a primeira coisa que fazia era pegar um livrinho que carrega no bolso chamado o Guia do Peregrino e um terço pra rezar - dona Miriam ia a tudo que era evento na capital e na grande Porto Alegre.

Mas num sábado de muita chuva ela aprontou mais. O senador e candidato tinha um evento em São Chico de Paula, na serra. Ele pegou o taxista que a conduz pra tudo o que lado,e mandou-se pra Serra . Mas a cena que aconteceu na hora do almoço é digna de uma cena de filme. Todo mundo sentado pra almoçar e entra alguém do PMDB de São Chico pedindo ao senador que havia uma eleitora que muito queria falar com ele....O Simon levantou-se local onde estava sentado e foi ver quem era, pra atender afinal o pedido do companheiro local.
Quando viu que era a dona Miriam, que sorrateiramente tinha furado a fila pra chegar perto do ídolo, ele teve um ataque de fúria. Segundo quem o conhece melhor do que eu, poucas vezes o Simon perdeu as estribeiras com a dona Miriam como naquele sábado em São Chico. Ela ficou quieta, já tinha visto seu ídolo e feito sua molecagem...

Também me contou um integrante do staff do senador que de uma feita quando Simon saia da Igreja São Sebastião onde vai regularmente à missa todos os dias quando está em Porto Alegre, dona Miriam se atracou a força nele já dentro do predio onde reside o senador....

Simon gritou por socorro e veio a segurança acudi-lo...

Enfim esta história Simon X Dona Miriam daria um livro e olha que livro...mas parece que isto é um fenômeno muito comum. João Dib quando era secretário dos transportes também tinha uma loca destas que o esperava todos os dias na saída da secretaria...São umas histórias tristes...

Em São Borja tem um loco destes, um cara alto e magro, que cumprimenta até postes. Ele está sempre nos eventos da Câmara que trata de assuntos de figuras ilustres da terra dos Presidentes. mAS EM sÃO bORJA TAMBÉM TEM UMA LOCA FA DO JANGO, CHAMADA DE a turca Dizem na cidade que Jango teria lhe dado uma excelente casa bem no centro da cidade, onde ela reside...em dois ou três eventos alusios ao dia 6 de dezembro quando há sessão solene na camara municipal de são borja para lembrar do presidente falecido no exterior, a turca aparece e faz escandalos...

Grita sua dor e sua paixão pelo Jango , com imensas frases que recoam por todo o recinto. Ela berra do fundo de3 sua alma:

Jango vive, Jango vive...Jango vive...
Sempre adentra o recimento com estes berros...

Pois então acho que nós que estamos aqui para escrevinhar, caro Moises Mendes temos que juntar estes trapos da memória num livro e publica-lo sob o titulo de AS LOCAS DO RIO GRANDE... tem muitas por aí...algumas até ocupando ...bão deixa pra lá que senão me complico....

Pois concluo este tópico com uma saudação:

BEM AVENTURADOS OS LOUCOS, ELES SÃO O SAL DA TERRA!!!!

 

 

Histórias de La ùndeze....

 

 

A Serafina profunda....

Fui na sexta passada, dia 22/01 jantar num local aqui de Serafina que gosto muito. Fica a uns deois quilômetros edo centro da cidade e ainda é zona urbana...chamam de La Britola ( o apelido se deve a um time de futebol que passava a britola nos advers´rios. Britola é um canivetão que corta fundo....)

Na Britola tem um churrasquinho amigo, mas o legal é a cofnraternização. Depois do jantar, diz o meu primo Calixto que os homens se mandam tudo prum putedo que tem na linha nona, pouco antes de la Britola. É lá que desafogam as mágoas do dia a dia...as putas tem esta finalidade, não é propriamente em busca de sexo que os homens vão, vão em busca de um carinho, de um algo a mais, de fazer aquilo que em casa não fazem....

Pois na Britoal come-se sempre um churrasquinho amigo,as vezes tem uma gaita e saem algumas " sonadas"( canções antigtas dos colonos".
Mas nesta sexta -feira encontrei lá o Dallanhol, que foi o marido de minha prima Marilene falecida em 1979 de parto. Sobreviveu a Graziela, filha deles...
O Dallanhol casou de novo, sua atual companheira estava lá com ele e nem se importava que ele contasse histórias da Marilene que afinal foi minha prima e amiga há muitos anos atrás....

O Dalllanhol que está aposentado - tem um filho com sua companheira de agora - usava umas expressões que há muito anos não ouvia falar...ele usou uma como ( solo catar le peste) ...era como nós colonos chamávamos quando iamso capinar na roça, no meio do milharal, mas tinhamos que apenas retirar os arbustos mais perigosos do meio como a rampegina, que dá como uma peste,...por isto a expressão catar le peste, que quer dizer, acabar com as arvorezinhas que são umas pestes, nascem e se criam facial..

Eu e o Calixto fomos para casa depois do churrasco, assim como o Dallanhol com sua companheira. O restante da turma se man dou pro putedo. Tinha um figuraço lá que disse que ia dançar uma vanerão lá. É um colonão algto, magro e o Calixto me disse:

- Hoje ele deixa 100 paus pra tomar uma keep cooler no putedo. Amanhã as 4 da manhã sua mulher em casa levanta pra tirar leite das vacas pra ele depois ir gastar com as putas....

Gosto de ir na Britola...Tem outro lugar aqui em Serafina que gosto...o clube dos motorista,s onde nas sextas feiras também tem uma churrascada. cada um paga o seu e depois até cantoria pode sair....assim se vive no interior, ou está e a serafina profunda....

 

* Faltou dizer que o banheiro do bar de la Britola fedia pra caramba. As vezes vinha um cheiro ruim de m....e mijo....Aí passava a onda e se podia suportar. Quando é que vão fazer esgoto nestas plagas? pergunto eu....

 

 

Laurinho direto da Patagônia

 

O Laurinho mesmo na Patagônia

não para de me esculhambar: mas quando

as pessoas tem estilo, eu perdoo. Por isto publico!

 


os índios que viviam por aqui se caracterizavam por andarem sujos, federem muito e não saberem escrever (não é nem que escrevessem alcançar com S, simplesmente não sabiam escrever, o que lhes poupava gafes como esta, 'por supuesto').
vê só, andavam sujos, fediam e não sabiam escrever, tal como um certo jornalista de serafina correa que eu conheço.
mas andavam sujos e fediam porque usavam a gordura dos lobos marinhos para esfregar na pele e se protegerem do frio. a gordura se sujava no contato com a areia e também azedava, daí a sujeita e o fedor. pelo menos estes tinham uma justificativa. e também não tinham nem chuveiro lorenzetti nem seu antônio para consertar.
comprei um livro que conta a história deste povo indígena, os aborígenes que viveram mais ao sul do mundo em todos os tempos. foram dizimados porque os brancos começaram a caçar os lobos, que era um bicho muito importante para eles, pela comida e ela graxa, que os protegiam do frio - detalhe, eles andavam sempre praticamente pelados. eram nômades, passavam a vida navegando em canoas, até o fogo (de aquecer e cozinhar, não o outro) era levado nas canoas, com o maior cuidado. tipo 'chama crioula'. além de concorrerem na matança dos lobos, os brancos disseminaram doenças ou simplesmente os caçavam como animais. de tanto viver em canoas apertadas e caminhar pouco, tinham as pernas fracas e atrofiadas. já os braços eram bem desenvolvidos, se bem que quem remasse fossem as mulheres. mas eles caçavam com fundas, flexas e laços. outro detalhe: só as mulheres sabiam nadar. se um índio caia n'água, morria afogado. tóooooooooooooing.
se eu fosse amigo destes índios, seriam outros que eu não conseguiria teria coragem de levar para almoçar em restaurante caprichado como a rosa quer...

 

 

Um cérebro com 100 anos!

 

Clique aqui para ver PPS sobre Um cérebro com 100 anos.

 

 

 

Serafinenenses....

 

 

* Prefeito Ademir Presotto a milhão com atividades na prefa local. Há quem diga que em um ano ele já fez mais que muita gente em oito,dez....

* Secretária da cultura Inelves Carnavalli foi uma grande aquisição da atual administração.Quer recuperar a cantina da Cooperativa Guaporense que funcionou na rua arthur oscar, no Gramadinho desde 1932. Será feito ali um centro cultural,algo tipo das ruínas nas Missões Jesuítas, claro que em outro tamanho, né....

* Ex-vereador Lucimar Zampiron Magon agora presidente do PTB local é pre-candidata a deputada estadual pelo seu partido...

* Bafafá que deu tempos atrás entre duas mulheres locais tudo porque o marido de uma estava saindo com o da outra - as duas são casadas - ainda é lembrado. Mas muita gente admira a coragem da que foi tirar satisfações principalmente pelo fato dela não ter se separado pelo ocorrido.E acontece as ditas mulheres são digamos da "elite". se fosse da vila ninguém taria dando a menor bola....

* Meu grande amigo Telvo Bazzo,agricultora da capela são pedro e que me mantém informado de tudo o que ocorre por aqui quando venho, vai a Seara(SC) nos próximos dias porque um neodo(sobrinho) dele vai fazer 50 anos e tem festança na paróquia.Grande Telvo, depositário da memória da capela San Piero....de La Linea Undeze de Guaporé....

 

Amanhecer em Serafina

 


Acordo neste domingo dia 24/01 de pleno verão quando o porteiro do hotelzinho onde fico aqui, o Ca dei Monti, ainda dorme....As cores no ceu são um espetáculo, de cinema, troca a todo instante...Uma hora é vermelho, em seguida passa prum azul.M.eu Deus, será que tomei um e não estou lembrado???

Saio pra rua e não resisto a uma caminhada, mesmo ainda quase madrugada...
Não tomei café, nem nada....

Serafina ainda dorme....sonolentas algumas mulhres caminham em direção à Igreja local que ainda está fechada.

As luzes na Praça Pio XII estão acesas e apenas um jovem ouvindo musica hip hop no seu radinho cruza a rua da Igreja indo em direção ao hospital...Na Miguel Soccol, a principal daqui, nenhum movimento.Quando chego na frente do Clube Gaucho uma turma de guris e gurias todos bêbados ou chapados,sei lá, todos sorrindo a toa,se segurando na lateral do prédio pra não cair no chão...
Eles festejam???O que será???? a juventude, me lembro agora( corte no tempo: pela cabeça me vêm a lembrança de quando com meus amigos cruzavamos a rua Lima e Silva em Porto Alegre, no começo dos anos 70, do século passado em plena madrugada pelo simples prazer de ver quantas luzes acesas havia ou então tomávamos banho no laguinho da Redença. Uma noite fomos todos presos, nus lá mas isto é outro assunto)
Aqui em Serafina o tempo é real,s e é que me entendem. Não bebi nada, estou lúcido, ou como dizíamos nós careta....

Noto que os guris que estão acordados estão pra lá de Marrakech.....

Mal se guentam em pé e quando o relógio da torre dá as sete badaladas anuncinado que são sete da manhã, um dos guris ainda debocha:
- Pessoal vamos pra missa!

Deixo os jovens e sigo em direção ao Cristo Rei a parte mais alta aqui da cidade...
O Cristo é de 1957, costuma lembrar minha prima Alenir Stefenon pois ela nasceu naquele ano.
Do Cristo, onde cheguei depois de subir uma boa lombada, se tem uma visão de 360 graus da cidade...
Como cresceu Serafina!!!

Quando chego no monumento me deparo com um carro que assim que me vê subir arranca. Ou tavam transando, ou tavam queimando fumo, pensei, porque não aguentaram a a minha aproximação. " Vai ver não tem dinheiro pra pagar motel" me disse a Lucimar Magon.

Penso: não era pra rezar pro Cristo que aquele carro subiu aquela lomba ingrime...
As 7h30 min o sino da torre toca porque as oito tem missa.
Corte no tempo:
O Padre Luiz Pedrazzani nunca casava ninguém no sábado porque senão havia baile e os fiéis não iam à missa das oito da manhã. Grande padre....

A Igreja agora não tem mais o " alto falante" chamado aqui de Sonora...tudo agora é via rádio Rosário, anuncios de missas enterros e afins....

Desco o Cristo e vou tomar café com a sensação de que produzi um texto um pouco piegas....Mas como ensinava a Fátima Ali, criadora da revista Nova, escrever é emocionar-se.....


MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

 



LA REPÚBLICA – AÑO 11 – Nº 3517
Montevideo, Domingo, 24 de enero, 2010.
A LA CÁRCEL. EN 48 HORAS SERÁ INTERROGADO POR EL JUEZ OYARBIDE Y ENCARCELADO PARA PROCESO JUDICIAL
Cordero fue extraditado a Argentina
A las 7.30 horas lo sacaron del Hospital Santaniense y lo trasladaron en una ambulancia a Uruguayana. Al mediodía le hicieron sendos exámenes médicos en hospitales de Uruguayana y Paso de los Libres. Argentina se comprometió a cuidar su salud. Sería alojado en una cárcel especial.
Roger Rodriguez


Traslado. La ambulancia que lo llevó a Argentina fue seguida por la Policía Federal.



Martes 19 de enero. El coronel Manuel Cordero es detenido por la Policía Federal en Santana do Livramento (Foto AFP).



Cordero. Es colocado en la ambulancia de la Unidad de Tratamientos Intensivos.


El coronel (r) Juan Manuel Cordero Piacentini se transformó ayer en el primer militar uruguayo en ser extraditado a Argentina para que lo enjuicien por los crímenes de lesa humanidad cometidos durante el denominado "Plan Cóndor", la coordinación represiva establecida entre las dictaduras del cono sur en los años setenta y ochenta.
Manuel Cordero (71) fue finalmente entregado por la policía brasileña a Interpol de Argentina y deberá comparecer en 48 horas ante el Juzgado Federal de 7º Turno, a cargo del subrogante Dr. Norberto Oyarbide, quien quedó al frente de la histórica causa iniciada por el Dr. Juan José Galeano y continuada por el Dr. Guillermo Montenegro.
El juez Galeano había pedido la extradición de Cordero, junto a la de los ex militares José Gavazzo, Jorge Silveira y el policía Campos Hermida, pero el gobierno de Julio Sanguinetti no dio trámite a la requisitoria, que terminó cerrándose cuando el presidente Carlos Menem aprobó un indulto (Decreto 1003) para los militares uruguayos en 1989. En 2003 el Congreso Argentino declaró nulas las leyes de "obediencia debida" y "punto final" que otorgaron impunidad a las violaciones de los derechos humanos y los jueces consideraron inconstitucionales los indultos de Menem, que terminaron por caer definitivamente en el año 2006, cuando los pedidos de extradición se reactivaron.


APOLOGÍA Y FUGA
La reiteración de los pedidos de extradición provocó la detención de ocho militares y policías (que luego serían procesados y condenados en Uruguay) miembros del aparato represivo de la dictadura que había actuado en Buenos Aires, pero Manuel Cordero logró evitar su captura y prisión preventiva porque ya había huido a Brasil.
En 2001, Cordero realizó declaraciones al periodista Raúl Ronzoni del semanario Búsqueda en las que justificó lo tortura aplicada sobre los presos políticos durante la dictadura y sus afirmaciones determinaron que de oficio el juez penal José Balcaldi le iniciara una causa por apología de ese delito.
Sin embargo, la defensa de Cordero a cargo entonces del abogado Alejandro Phaiff realizó una serie de maniobras dilatorias que incluyeron la recusación del juez por considerar que Balcaldi, quien había sido policía administrativo, estuvo bajo las órdenes del militar. El juez cerró el caso e inició otro por el delito de "desacato con ofensa".
En esa instancia, mediados de 2004, fue que Cordero huyó del país con destino desconocido y su requisitoria no se procesó porque el delito tenía una pena que no excedía los dos años exigidos en el Tratado de Asunción, con el que se dirimen las causas de extradición entre los países del Mercosur.


BÚSQUEDA Y AMPARO
Una fuente militar indicó a LA REPUBLICA que Cordero se había refugiado en Brasil y el dato fue derivado al activista brasileño Jair Krischke del Movimiento Justicia y Derechos Humanos de Porto Alegre, quien inició una paciente búsqueda del torturador uruguayo prófugo, que podía haber sido detectado en San Pablo.
Krischke fue quien encontró a Cordero en Santana do Livramento, escondido en la casa de su cuñado y alertó a las autoridades de Uruguay y Argentina. La información se filtró a la prensa y la revista Caras y Caretas obtuvo fotos del militar radicado en la rua Uruguai 1007 de la ciudad fronteriza con la uruguaya Rivera.
Cordero fue descubierto en enero de 2005 cuando se presentó en el consulado uruguayo para firmar un poder para que su cuñado cobrara su jubilación y se supo, insólitamente, que su presencia en Brasil era del conocimiento del propio canciller uruguayo Didier Opertti, quien autorizaba mensualmente el pago de sus haberes.
Durante dos años Cordero intentó radicarse definitivamente en Brasil. Primero, solicitó asilo político al definirse como perseguido del gobierno del frenteamplista Tabaré Vázquez, quien aún no había asumido. Luego pidió refugio e intentó obtener la ciudadanía brasileña por su condición de esposo de una ciudadana de ese país.


REQUISITORIAS Y PRISIÓN
Cordero volvió a "desaparecer" durante meses y se temía que hubiera huido a Paraguay, pero volvió a ser ubicado por Kirschke, quien viajó a Buenos Aires y promovió el pedido de extradición del juez federal Guillermo Montenegro, entonces a cargo de la causa Cóndor, quien reclamó su prisión preventiva.
En Uruguay, el juez penal de 19º Turno, Dr. Luis Charles, también lo requirió en el marco del caso de desaparición del uruguayo Adalberto Soba en Buenos Aires en 1976 y, simultáneamente, hubo una ampliación del pedido argentino por parte del juez Daniel Rafecas quien instruye la causa "Automotores Orletti".cDe ese modo, en febrero de 2007 se logró la detención del militar uruguayo quien fue trasladado a la ciudad de Porto Alegre para permanecer durante meses recluido en la sede de la Policía Federal gaúcha, hasta que logró su traslado a la cárcel de Livramento y a la Brigada Militar Nº 2, donde le otorgaron una "prisión domiciliaria".
La extradición de Cordero quedó en manos del presidente del Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurelio de Melo (primo de Fernando Collor) quien demoró el proceso por un debate interno de Brasil donde se discutía la validez de una amnistía autoimpuesta por la dictadura en 1979 y se exigía el juicio a los violadores de los derechos humanos.


TRÁMITE Y DEFINICIÓN
El expediente de la Extradición Nº 974 tuvo un largo trámite hasta el 11 de setiembre de 2008 cuando finalmente llegó al plenario del STF que en su primera sesión, tras escuchar los argumentos del ministro relator Marco Aurelio (que cedió la presidencia a su colega Gilmar Mendes) arrastró cuatro votos en contra de la extradición.
Sin embargo, el ministro Ricardo Lewandowski realizó un alegato a favor del enjuiciamiento de Cordero debido a la desaparición de niños. Aquella primera sesión terminó con los votos en contra de los ministros Marco Aurelio de Melo, Carlos Menezes, Carmen Lúcia y Eros Grau, y el voto a favor de Lewandowski.
El alegato de la minoría llevó al ministro César Peluso a pedir un cuarto intermedio y cuando la sesión se reanudó el 30 de octubre, sumó su votó a favor de la extradición y logró que le apoyaran los ministros Joaquim Barbosa, Carlos Ayres y Carmen Lúcia, quien cambió su votación. Esta vez el cuarto intermedio lo pidió Eros Grau.
La votación se encontraba 5 a 2 a favor de la extradición en los diez ministros que componen el cuerpo, donde sólo en caso de empate define el presidente del STF. Dos veces se pospuso la reanudación hasta que, el 6 de agosto de 2008, Eros Grou votó a favor y la sentencia de extradición a favor de Argentina se hizo inapelable.
BUROCRACIA Y DILACIONES
El proceso burocrático del sistema judicial brasileño y las presiones políticas para que la extradición no se concretara en un escenario interno brasileño donde se sucedían los reclamos por esclarecer los crímenes de la dictadura, demoró el trámite de promulgación de la sentencia judicial.cTambién incidieron una serie de maniobras jurídicas dilatorias ensayadas por el abogado Julio Favero, que con el apoyo de Marco Aurelio de Melo logró que en diciembre de 2008 se otorgara la prisión domiciliara a Cordero, quien fue grabado mientras bebía cervezas en un bar, fumando y corriendo a su casa al sentirse filmado.cEsos videos fueron exhibidos por Krischke en un seminario en San Pablo frente a fiscales estaduales brasileños que elevaron sus quejas a las autoridades, que determinaron la realización de un chequeo médico, fijado para el 23 de noviembre de 2009, al que el militar uruguayo no asistió.
Finalmente, el 19 de enero, se ordenó la detención y prisión de Cordero para su traslado a Argentina vía Uruguayana, pero el torturador alegó sentirse mal y logró internarse por cuatro días en un hospital, hasta que peritos brasileños dictaminaron que podía viajar y lo llevaron ayer a las 7.30 de la mañana, en una ambulancia, hasta la frontera.


TRASLADADO
La ambulancia brasileña de Unidad de Terapia Intensiva (UTI) que, custodiada por la Policía Federal, trasladó al coronel Manuel Cordero hasta Uruguayana, llegó a la frontera con Argentina sobre las 11.30 horas y el militar fue sometido a un chequeo médico en el Hospital de la Casa de la Misericordia de la localidad brasileña.
Pasado el mediodía, Cordero traspasó los 1.419 metros del "Puente Internacional Augustín P. Justo¬Getulio Vargas" que lo separaban de la ciudad de Paso de los Libres en Corrientes, Argentina, donde fue llevado a otro nosocomio, el Hospital San José, para que las autoridades argentinas le realizaran un nuevo estudio sobre su salud.
Fuentes policiales señalaron que fue fundamental para la autorización del traslado el compromiso asumido por el juez Norberto Oyarbide respecto a asegurar el estado sanitario del extraditado, que era esperado por otra ambulancia para ser llevado a Buenos Aires, donde en 48 horas asistirá a una audiencia de acusación. Cordero deberá designar entonces su defensa o recibir el apoyo de un abogado de oficio y será trasladado al Penal de Marcos Paz, a 48 kilómetros de la capital federal, o a las celdas especiales de los presidios de Villa Devoto, Ezeiza o Campo de Mayo, donde también están encarcelados otros violadores de los derechos humanos.


NICIATIVAS DE LA UITA Y LA FUNDACIÓN MARIO BENEDETTI
Dos campañas internacionales

Dos campañas internacionales a favor de la extradición de Cordero tuvieron su incidencia en el largo proceso judicial y político de la entrega del militar uruguayo a la Justicia argentina: una iniciativa de la Unión Internacional de Trabajadores de la Alimentación (UITA) y otra de la Fundación Mario Benedetti (FMB).
La Red Latinoamericana de la UITA hizo propio una carta abierta titulada "En sus manos", publicada como editorial por LA REPUBLICA en octubre de 2008, en la que se reclamaba a los ministros del Supremo Tribunal Federal brasileño meditaran las implicancias de la extradición de Cordero. Más de 3.000 firmas acompañaron la nota. La Fundación Mario Benedetti, por su parte, también hizo una carta abierta que recibió un millar de adhesiones que fue entregada por el escritor Eduardo Galeano al embajador de Brasil en Montevideo y por familiares de las víctimas del terrorismo de Estado a las autoridades gubernamentales en Brasilia.


VIDA Y "OBRA" DEL TORTURADOR
Manuel Cordero, nacido el 15 de setiembre de 1938, ingresó al ejército uruguayo en 1951 y veinte años después se transformó en uno de los expertos en "interrogatorios" del terrorismo de Estado uruguayo. Recibió cursos en Brasil y dio cursos junto a José Nino Gavazzo y Jorge "Pajarito" Silveira en "talleres prácticos" por todo el país. Desde el golpe de Estado de 1973 (sino antes) comenzó a actuar en Argentina en el marco de una primera coordinación represiva entre las dictaduras de la región con la Triple A que encabezaba José López Rega en el régimen institucional que presidió Isabelita Perón hasta marzo de 1976.
Bajo la democracia argentina, torturó a Antonio Viana Acosta en Buenos Aires y probablemente fue uno de los secuestradores del grupo de uruguayos que terminó siendo fusilado en la localidad de Soca en diciembre de 1974. Ya en Uruguay había asesinado bajo tortura a Iván Morales Generali en noviembre de 1973.
Especializado en "inteligencia" se integró a la Oficina Coordinadora de Operaciones Antisubversivas (OCOA) y actuó junto al Servicio de Información y Defensa (SID) en el marco de la coordinación represiva conocida como "Plan Cóndor" por el que la dictadura uruguaya actuó en el pozo de Automotores Orletti en Buenos Aires. Cordero, con el alias de "303", por ser el tercer mando del centro de torturas "300 Carlos" de la OCOA, fue directo responsable de las torturas y desaparición de Gerardo Gatti y León Duarte, ante quien violó a una compañera por una extorsión de dinero, y del traslado del "segundo vuelo" por el que otros 22 uruguayos fueron desaparecidos Entre sus múltiples crímenes se incluye el propio asesinato de los legisladores Zelmar Michelini y Héctor Gutiérrez Ruiz, junto a Rosario Barredo y William Whitelaw, en mayo de 1976, además de la tortura sobre cientos de militantes del Partido Comunista del Uruguay y otras organizaciones opositoras a la dictadura.
0PINION
YA NO........

Roger Rodríguez|
Ya no tendrá una bufanda para ocultar su rostro, ni hará una mueca para desfigurar su cara en la foto, ni podrá ampararse en la ceguera de sus víctimas encapuchadas ... El coronel Juan Manuel Cordero Piacentini será fotografiado de frente y de perfil, para que nadie olvide los detalles de su siniestra figura.
Ya no irá al bar La Iguana a tomar cervezas, o realizará sus diarias caminatas fumando pese a su mal cardíaco, ni correrá cuando sienta que las cámaras de la televisión lo acosan, ni enjuiciará a los periodistas que lo siguen... El coronel Juan Manuel Cordero será filmado en su silla de reo ante la Justicia federal argentina.
Ya no podrá interrogar con esa voz irónica que se transformaba en despiadado grito para aterrar a sus detenidos, atados de pies y manos, sometidos a la corriente eléctrica, hundidos en el agua podrida del tacho, golpeados salvajemente... Manuel Cordero será quien tenga que dar respuesta a las preguntas de fiscales y jueces.
Ya no participará de aquellas fiestas del Lido, con whisky importado, con cocaína de la buena, con mujeres que aceptaban o lo soportaban, cuando le decían "Manucho" y él se sentía un play boy, festejado por sus alcahuetes... Cordero pasará sus noches tras las rejas, temiendo que alguien venga a acompañarle.
Ya no gozará de la caducidad que le daba la ley de Julio María Sanguinetti, del indulto de Carlos Menem, de la vista gorda de Luis Alberto Lacalle, de la cobertura de Jorge Batlle, de la complicidad del ministro Marco Aurelio, o de las maniobras de sus abogados... El reo J.M.C.P. afrontará el juicio que corresponde y el castigo que merece. Y aunque nada de eso le quitará el dolor a sus torturados, le evitará la humillación a sus violadas, le devolverá la vida a Iván Morales, a Zelmar, al Toba y sus otros muertos, o permitirá encontrar restos de sus desaparecidos, existirá más verdad y se hará justicia. Y, sobre todo, la impunidad de un criminal de lesa humanidad habrá sido derrotada


 

Prezado Amigo
Jornalista e Historiador OLIDES CANTON

 

 

Recebi no dia 20, na quarta, o teu apreciado jornal FITNESS de dezembro/2009. Apreciei a matéria do jornalista Carlos Alberto Kolecza, destacando a personalidade de Leonel Brizola. A contribuição do nosso jornalista Alberi Cogo, sobre a Copa de 70, também ficou excelente. Na quinta-feira, bem cedo, fui à Rádio Cultura e entreguei a ele o teu jornal. Agradeceu e perguntou do livro que estou escrevendo sobre Pedro Raymundo. Batemos um papo sobre a importância dos jornais de uma determinada época, como fontes primárias, em uma pesquisa. Aquilo que sempre comentamos, nos barzinhos, quando tu vens a São Borja, do que disse o grande historiador Sérgio da Costa Franco, que a história oral é um tanto perigosa, como fonte.


Olides, ontem recebi um e-mail da Ellen, para que eu conferisse no teu site "DE OLHOS E OUVIDOS". Pois li e gostei muito do que tu escreveste em "São Borja homenageia aniversário de Leonel Brizola". Repito o que disse na carta anterior, que publicaste no FITNESS: teus artigos sobre o Brizola são "pérolas", resultado da intensa pesquisa, que vem desenvolvendo. Aproveitei para dar mais uma olhada, e encontrei aquelas tuas informações sobre "NOEL GUARANY, Destino Missioneiro". Ele que foi um artista missioneiro, "nosso irmão de território", como diz o Dom Júlio Fontela, e que dedicou uma vida, preocupado com o social em sua obra. Eu, quando estudante de Direito da UFSM juntamente com outros colegas, principalmente que eram do DCE, assistimos o Noel, cantando lá em Santa Maria, na Praça Saturnino de Brito, nas Diretas Já! Ele cantou aquela música que dizia, "Se quedaram los gauchos/De medo de lá policia.."


Outro artigo teu, que admirei muito, foi sobre "O Múltiplo Juarez Porto. Então, ele tinha um bar, na Bom Fim, que só tocava Jazz. O ritmo que segundo Vedana, "fez nossos pais e avós dançarem".
Pois o Juarez Porto é o autor da biografia da GILDA MARINHO, na coleção Esses Gaúchos, da Editora Tchê! Daquela coleção que, participamos com o jornalista Vítor Minas, na biografia do PEDRO RAYMUNDO. E, o outro Juarez, o Fonseca, também grande jornalista e crítico musical, é o autor da biogriafia do GILDE DE FREITAS na mesma coleção. Comentamos aqui, lembras, sobre esse grande trabalho do Fonseca?
Contando sempre com tua atenção, aqui vai um grande abraço.

Israel Lopes

 

São Borja homenageia
aniversário de
Leonel Brizola!

 

 


Se vivo fosse, o ex-governador Leonel de Moura Brizola completaria 88 anos , neste 22 de janeiro.Por isto haverá uma sessão solene na Câmara Municipal de São Borja para lembrar o nascimento do líder trabalhista,três vezes governador de Estado- uma do RS e duas do RJ-ocorrida em 1922, na localidade de Cruzinha, um pequeno povoado no município de Carazinho(RS).


...." Na perda da sigla do PTB, Brizola, um homem temperado pelo exílio não contém a emoção e chora. Ao seu lado, está Doutel de Andrade"

Um dia antes, sem homenagens especiais, os parentes e amigos lembram o aniversário de nascimento de Neusa Goulart,companheira de Brizola de primeiro de março de 1950 ( dia do aniversário do irmão, Jango ) até o falecimento, ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, em 7 de abril de 1993.


Brizola e dona Neusa emNova Iorque em 1979,antes de retornar ao exílio. A foto é a capa do jornal ENFIM, editado pelo Tarso de Castro e foi feita pela atriz Candice Bergen.

 

Um astrólogo faria a festa : o engenheiro que se tornaria governador tem um ano a menos que a mulher, mas os dois são de janeiro( Capricórnio) e com apenas um um dia de diferença. Ela nasceu a 21 de janeiro de 1921, oriunda de outro extrato social, filha de ricos estanceieiros de São Borja. Em Porto Alegre, para onde se mudou, Neusa leva uma vida com padrão social bem acima do padrão do futuro marido, que ainda não conhece, e que, na Capital trabalha como engraxate e ascensorista , para sobreviver antes de galgar altos postos na política riograndense....

 


" Pedro Simon e Leonel Brizola dão coletiva de imprensa no dia7.9.1979,depois de almoçarem na casa de Percy Penalvo.Mas nem sentaram na mesma mesa. Brizola sentou com Doutel de Andrade e outros companheiros e Pedro Simon ficou tomando uma cerveja em separado que lhe foi servida pela dona da casa, Celeste Penalvo.
Aqui neste dia já podia se perceber a diáspora que se acentuaria nos anos seguintes entre as duas lideranças."

 

Leonel Brizola fazia sucesso com as mulheres: "Quando ele ia visitar a mãe, em Carazinho,no fim de semana,as moças ficavam agitadas, me pediam para apresentar o Leonel, queriam dançar com ele no baile," lembrou,anos depois, a sobrinha, Maria Brizola Caselli.
Em Porto Alegre, por esta época, era visto com uma morena belissima que morava próximo ao Colégio Militar e com quem manteve o namoro até conhecer Neusa Goulart,segundo a versão oficial, em " reuniões da Ala Moça do PTB".
Neusa, que para os padrões da época tinha uma elevada consciência social, era um ano mais velha do que o futuro marido mas não tinha o ímpeto italiano de Leonel: era,segundo conta quem a conheceu, elegante e discreta. Com 29 anos se casaram no dia primeiro de março de 1950, em Iguariaçá, interior de S. Borja tendo como um dos padrinhos o presidente deposto Getúlio Vargas,trazido de avião para o evento.

Quando solteira, Neusa Goulart despertava o interesse de muitos pretendentes,segundo conta o engenheiro Mário Landgraf, que foi cônsul da Suécia no RS de 1971 / 2000. " Eu não assisti mas sempre ouvi contar que num baile no Clube do Comércio, o Brizola partiu pra cima de um cara que estava se engraçando com sua companheira" lembrou Mário que diz ainda que dona Neusa, ao tornar-se primeira dama do Estado " era uma das primeiras - damas mais bonitas do mundo!"

Mário foi colega de turma da Engenharia da UFRGS de Leonel e recorda que nos dois últimos anos os colegas ajudaram Brizola a passar de ano porque ele já era deputado estadual e andava muito envolvido na Assembléia Legislativa, tendo pouco tempo para dedicar aos estudos da Engenharia.

A roda da vida tinha girado muito e em 1969,quando Brizola e Neusa amargavam o exílio no interior do Uruguai,Mário Landgraf, o ex-colega de turma de Leonel, era vice-presidente da Companhia Riograndense de Telecomunicações(CRT) tendo como governador do Estado, Walter Perachi Barcellos, que Brizola derrotara numa eleição para governador.

" Tentei trazer o Brizola para a comemoração dos 20 anos de nossa formatura mas a Polícia Federal não deixou" recordou Mário.
Mário voltou a ver dona Neusa, novamente, anos depois quando ela residia numa casa na Vila Conceição, que pertencia ao irmão,Jango.

O exílio, que durou 15 anos, marcou a vida do casal. Numa rara entrevista que deu ao jornalista Tarso de Castro,pouco antes de voltar ao Brasil, em 7 de setembro de 1979, para o jornal ENFIM - segundo o biógrafo de Tarso,Tom Cardoso, talvez a melhor " cria " deste passofundense ´ talentosissimo´ - Brizola elogia a companheira de jornalda:
- O exílio nos obrigou a vender a casa. As crianças sofreram muito. Mas a Neusa foi sempre de uma resistência imensa.

No jazigo da família Goulart, no cemitério Jardim da Paz, onde "descansam" estes personagens ,entre outros, os irmãos Neusa e João Goulart, mais o marido de Neusa, Leonel, finalmente selaram a paz entre os dois cunhados que viviam em choque.Agora, espera-se que um historiador talentoso refaça os caminhos do exílio dos três( os irmãos, mais o cunhado) para recontar a trajetória deles,porque seguramente muita coisa que ainda não foi contada, poderá vir a lume.

 

 

* O advogado João Martin Dieterich costumava me contar que o fato se passou quando dona Neusa Goulart Brizola partiu para o exílio. Teria acontecido o seguinte: um coronel a conduzia até a porta do avião acompanhada dos filhos pequenos quando ela virando-se ouviu o coronel dizer:
- Dona Neusa, aqui terminam os seus privilégios.
E ela teria respondido:
- E começam os seus!



Ciúmes do Fotógrafo?

 

 

Dona Neusa Goulart Brizola era humana como qualquer um de nós....e também tinha suas "fraquezas", porque não haveria de tê-las? Conta o fotógrafo Walkir Landerdhal, que era sócio do assessor fotográfico de Brizola, Carlos Contursi que sempre que a primeira-dama via Contursi aproximar-se do marido, ela dizia:
- Leonel, aí vem o teu TUTOR!


" No Redondo" do Brizola!

Esta quem conta de forma muito chistosa é Ib Kern, no seu livro Não Há Anjos no Poder.

Logo após a criação do BRDE - obra de Brizola - estava o governador gaúcho junto com seus colegas do estado de Santa Catarina e do Paraná esperando o presidente Jânio da Silva Quadros no aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, quando o cerimonial estava colocando as autoridades em locais específicos para a recepção do presidente. Era uma espécie de círculo,desenhado, no chão do asfalto. Um dos funcionários do cerimonial do Estado de Santa Catarina notou que a primeira-dama gaúcha tinha errado o local de onde colocar-se. Havia justamente trocado de lugar. Ocupara o posto do marido. E saiu-se com esta:

- Dona Neusa, a senhora está no redondo do seu marido! Foi uma risada geral!

 

 

Ainda Dona Neusa Brizola....

 

1) O advogado Martim Dieterich, desaparecido em 7 de outubro do ano passado,sempre contava uma história sobre a ex-primeira dama: Segundo ele, no dia que a mulher de Leonel Brizola(então o homem mais " caçado" pela ditadura) subiu no avião acompanhada dos filhos para o seu exílio em Montevideo, o coronel que a conduzia até a porta do avião disse-lhe:
- Dona Neusa, aqui terminam seus privilégios!

Ela teria se virado pro coronel e respondido:
- E começam os seus....

Se é veridido, não sei, porque o Martim era um " fã" do Brizoal.

Outra historinha que quero contar da dona Neusa me foi contada pelo colega Walkir Landerdahl,fotógrafo que era sócio do fotógrafo Carlos Contursi. Diz o Walkir que dona Neusa tinha " ciúmes" do Contursi. Sempre que ele se aproximava do marido, e ela estava por perto, largava esta ferina expressão:
- Leonel, aí vem o teu tutor!


Memórias ....

 

Brizola, um moço de origem pobre, começa
a frequentar o bairro dos chiques: o Moinhos de Vento!

O escritor Carlos Augusto Bissón narra à página 130 do seu livro Moinhos de Vento, Histórias de um Bairro de Porto Alegre, que " no final dos anos 40, o jovem deputado estadual Leonel de Moura Brizola começou a freqüentar as ruas do Moinhos de Vento. Morador do Centro, ele vinha para o bairro dirigindo uma motocicleta, mas impulsionado pelo coração.

Brizola estava enamorado de Neusa Brizola. Neusa vivia com a mãe, Vicentina, num apartamento do número 145 da Tobias da Silva. Ela era irmã de um companheiro de Brizola na bancada do PTB na Assembléia Legislativa , João Gopulart(Jango).

Mais tarde, quando Brizola comprou (1951) da Família Brenner - logo em seguida à morte de Hugo, sócio-proprietário da Casa Krahe - a residência de dois andares e 15 peças situada na Tobias da Silva,66, estava consolidando um notável processo de ascensão social. Graças a seu talento, persistência e capacidade de trabalho, o menino pobre nascido nos arredores de Carazinho(RS), chegava, aos 29 anos, ao seu segundo mandato de deputado estadual, tendo sido eleito líder da bancada do PTB na Assembléia. A derrota na eleição para a prefeitura de Portoi Alegre foi compensada pela falta de que ele acabou se tornando Secretário de Obras do governador Ernesto Dornelles.

Além disto, Brizola tinha casado com Neusa Goulart, em março de 1950. Getúlio Vargas foi o padrinho de seu casamento,poucos meses antes de se eleger Presidente da República pelo voto direto.

 

Serafini reconhece valor de
Brizola, apesar da relação
conturbada que teve com o líder do trabalhismo!

 

 

O ex-prefeito de Caxias do Sul, Mansueto de Castro Serafini Filho enfrentou a fúria de Leonel Brizola em 1988,quando ele foi candidato a prefeito de Caxias, depois de ter saído do PDT.

- Ele veio três vezes a Caxias do Sul e fazia campanha na cidade me chamando de traidor...

Serafini disse que conheceu o avesso de Brizola nesta ocasião.

- Em 1989,quando ele foi candidato a Presidente da República não veio uma vez sequer a Caxias do Sul, embora tenha feito 70% dos votos.

Em 1988, Brizola foi fazer campanha na chamada " Pérola das Colônias" apoiando o candidato do seu partido, Nadir Rossetti, que concorreu pelo PDT:
Rossetti largou com apenas 3% das intenções de votos, atrás de tod o mundo. A presença de Brizola na cidade foi tão importante que o candidato do PDT ficou em terceiro lugar, perdendo apenas para Serafian,que se elegeu prefeito e de Germano Rigotto,que ficou em segunda lugar, mas que teve apenas 3 mil votos a mais que o candidato do PDT.

Serafini, que saiu do PDT e depois voltou ao partido quando Alceu Collares foi governador do Estado e ocupou uma diretoria do Banrisul, disse que em 1988,diante dos ataques de Leonel Brizola ele teve que se defender na televisão e chamou o líder trabalhista de caudilho.

- Depois que disse aquilo na televisão, pensei: agora ou ganhou a eleição ou perco.
Serafini teve consciência o que fazia e foi um risco calculado.

- Eu tive que me defender porque o Brizola na cidade me chamando de traidor estava me tirando votos.

Serafini lembra ainda as lideranças nacionais que deixaram o PDT por desavenças com Leonel Brizola: Cesar Maia,Ademar de Barros Filho, R oberto Saturnino, Marcelo Alencar, o governador Garotinho.

No entanto, o duas vezes ex-prefeito de Caxias diz que Brizola " fez um bom governo no RS" e lhe atribuiu uma obra gigantesca.
Em 1989,quando estavam rompidos,Brizola quis ir visitar a Festa da Uva em Caxias do Sul, até porque naquele ano seria candidato a presidente da República.
- Ele mandou um assessor dele, o Gessi, me telefonar.
Eu disse ao Gessi que não o esperaria no aeroporto. Ele tinha me chamado de traidor por aí e eu o receberia na prefeitura, não no aeroporto.
Entraram os tradicionais " bombeiros" e Mansueto que era o prefeito, recebeu o então candidato do PDT a presidência da República no stand da prefeitura no Pavilhão da Festa da Uva.

 

 

Fãs de Brizola fazem poemas em homenagem ao líder trabalhista!

 

 

Conheci muita gente fã do ex-governador Leonel Brizola que hoje, dia 22/01/2010 completaria,se vivo estivesse, 88 anos.Um deles foi o advogado João Martim Dieterich,falecido em 7 de outubro do ano passado. Sempre que Brizola vinha a Porto Alegre, lá ia o Martim, como o chamávamos,ouvir seu ídolo. Outra paixão do Martim, era o Grêmio!

Trouxe de S. Borja, pela passagem dos 5 anos de sua morte,ocorrida em 21 de junho de 2009, um poema que Pedro Emílio Rocha distribuía aos que foram prestigiar a homenagem realizada no Palácio Presidente Vargas, na Câmara Municipal daquele município.

Eis a " trova" do Pedro!

Companheiros e companheiras
Deste meu nobre Partido

E o povo aqui reunido
Na minha amada São Borja

Esta terra onde se forja

Nossa raiz trabalhista
Chão de luta e de conquista
Do Getulista e Janguista...
Uma cidade extraordinária
Que hoje é depositária
Da Bandeira Brizolista!


Cinco anos que se passam
Da data de sua morte

Mas nosso idealismo forte
Conserva o tino e o brilho

De nosso imortal caudilho

Que veio ficar com nós...

Sua história, antes e após....

É exemplo aos pais e avós....

Enfim...É uma chama viva

Que nos clareia e motiva
Dando mais força na voz!

Quando chegastes do exílio

Eu saudei a sua volta
E no verso que a idéia solta

Naquele 07 de Setembro

Em 79...Eu lembro....

O povo ocupando o espaço

Lhe acompanha passo a passo

E qual tentáculos de aço

Num alegre desassombro


O carrega sobre os ombros

Acolhendo um forte abraço!

Nosso LEONEL hoje é parte
De um trinômio de glória

Que nas páginas da história

Fez sua morada e escola

GETULIO -JANGO- BRIZOLA....

Num triângulo de vista

Vão sempre pontear a lista

Quando passarem em revista....

Relendo nossos anais

Verão...são os maiorais

Do Brasil Nacionalista!


Quem diria companheiros

Que um dia em nosso caminho

O menino de Carazinho
Que se foi pra Capital

Na busca de seu ideal

Buscando uma vocação...

Na sua predestinação

Viesse dar seu coração

Aos cuidados de nossa gente

E na Terra dos Presidentes....

Fazer seu eterno chão!


Obrigado! Leonel Brizola

Pelo amor e confiança

Na juventude e criança
E ao povo da minha terra
Que em cada peito encerra

Num carinho embevecido

A imagem do líder querido....

Obrigado! Ao ter escolhido

Nosso chão para repousar....

E outro orbigado! Aos nos dar

O P.D.T. como Partido!


Na São Borja missioneiro,
Onde vinhas peregrinar....

Veio um dia pra ficar
E nela fazer seu ninho

No calor e no carinho

Deste seu amado povo

E na rima em que me movo

Na emoção do momento

Me parece em pensamento

Que vais renascer de novo!

Renascer na chama ardente

Que em nossa memória brilha

E no aconchego da família

Da Bandeira Trabalhista

Vamos sempre ter na crista...


Seu exemplo de vivência


Será a luz de nossa ciência

Acesa em cada consciência

E pra que tudo dê certo

Quisestes ficar por perto

Vigiando nossa Querência!


 

Os dólares de Cuba!

 

Extraído do livro Segredos à Direita e à Esquerda

da Ditadura Militar, de José Mitchell , ex-repórter do Jornal do Brasil no RS
e atualmente produtor da RBS TV


" Décio Freitas, como outros três exilados, revelou-me que uma das causas do agravamento das divergências entre João Goulart e Brizola no Uruguai foi a divisão de US$ 1 milhão de dólares vindos de Cuba para ajudar em ações de guerrilha e contragolpe dos exilados no Uruguai.
É que um terço do valor ficou com Brizola, um terço com João Goulart e o último terço com Darcy Ribeiro, que aplicaria em ações junto aos estudantes no Brasil.


Segundo Décio Freitas, Brizola reclamou que Darcy Ribeiro, ex-chefe da Casa Civil do governo Jango, pertencia ao grupo do presidente deposto, que recebeu dois terços do valor total depositado, enquanto ele ficou com apenas um terço para a montagem de operações de guerrilha.

Brizola nunca quis explicar quanto recebeu do dinheiro de Cuba, apenas confirmou que lhe foi destinado um pequeno valor, numa entrevista a TV Guaíba, ao retornar do exílio.

O apresentador do programa José Barrionuevo, havia me pedido antes, por telefone, algumas perguntas para ajudar nos questionamentos. Uma das perguntas que sugeri tinha sido exatamente sobre os dólares de Cuba. Muitos anos depois, participei como um dos jornalistas convidados daquele que seria um debate previsto entre o então candidato à presidência da República Leonel Brizola e o governador Pedro Simon, que terminou não comparecendo.


Os 15 minutos de fama


Com a ausência de Simon, Brizola ficou falando sozinho uns 15 minutos na TV, enquanto os coordenadores do frustado debate, Barrionuevo e Clóvis Duarte, faziam sinais desesperados aos três jornalistas convidados - entre os quais, eu - para fazerem perguntas e interromperem o monólogo de Brizola.

Eu havia preparado 34 perguntas efiz logo a mais explosiva delas, sobre os dólares de Cuba, que recém haviam sido mencionados em um livro do tenente José Wilson da Silva, também ex-exilado, chamado O Tenente Vermelho.
O tenente Wilson informava que o dinheiro chegou a Montevideo em duas remessas de US$ 500 mil e que grande parte foi empregada na manutenção, compra de passagens e hospedagem de pessoas envolvidas nos preparativos de ações de contragolpe com a distribuição do dinheiro, já que dois terços do US$ 1 milhão ficaram com o Grupo de João Goulart, exatamente como Décio Freitas e outros exilados haviam me contado.

Minha pergunta não questionava a honestidade, inatacável, de Brizola, mas queria apenas saber o detalhamento da destinação do dinheiro, sobre quem recebera e como foram aplicados os dólares. Contrariado pela morte naquele dia de um velho amigo e esgotado pela viagem até Porto Alegre - e na ausência de confronto esperado com o governador Pedro Simon - , Brizola descontrolou-se e me acusou de " intelectualóide" . Disse que eu não teria coragem de fazer tal tipo de pergunta aos militares, pedindo às câmaras de TV que me focassem bem para não ser esquecido.

Poderia ter respondido a Brizola citando algumas das dezenas de matérias que fiz na minha carreira para mostrar que respeitava, mas não temia, os militares.
Como, por exemplo, eu ter elaborado a primeira matéria no país sobre um ex-guerrilheiro pedindo a anistia, publicada no Coojornal, ou a matéria de página inteira com a ação de responsabilidade da União por torturas a presos políticos, sobre o caso Hilário Pinha.

Ou ainda, até aproveitar a presença no estúdio do então candidato a prefeito da capital pelo PDT, partido de Brizola, Carlos Araújo, para contar a Brizola que tinha entrevistado o próprio Araújo, quando preso muitos anos atrás, e publicado sua denúncia de torturas sofridas, no início da década de 70, e que foi uma das primeiras sobre o assunto publicadas no país após o AI-5.

Preferi calar e continuar a fazer outras perguntas no programa, motivo de apoios - mais de 130 telefonemas no dia seguinte - e até críticas que recebi de colegas e políticos por não ter contestado Brizola naquela hora com mais contundência.

O fato é que tive o que se poderia chamar de meus 15 minutos de fama, pela repercussão do episódio durante muitos anos, inclusive com pessoas me acusando,de forma absurda, de ter prejudicado a candidatura presidencial de Brizola, por supostamente ter exposto seu lado autoritário".

 

 

OS RUMOS DO PDT!

 


A final de contas quem
manda mesmo no PDT gaúcho?

Pois parece que são três os " donos" : o deputado federal Vieira da Cunha, que tem influência na Grande Porto Alegre e na Capital, o deputado federal Pompeo de Mattos, no interior, e o presidente do partido, Romildo Bolzan Junior...

Segundo um informante que conhece as entranhas do PDT, muita água vai passar por debaixo da ponte, mas o PDT como irmão siamês do PMDB, vai marchar para governador com José Alberto Fogaça....

Vai fazer onda ...mas está tudo no Kit....

O PDT sabe que não é sempre que se tem um a prefeitura da capital nas mãos. A última vez foi entre 1986 e 1989,quando Alceu de Deus Collares mandava no Paço Municipal de Porto Alegre.

E com a morte de Leonel Brizola quem dá as cartas no PDT/RS?
Olha,disse-me alguém lá de dentro, nem o Matheus Schmidt mandava tanto assim quando era o presidente regional.

Com a morte de seu líder maior - aliás,seu verdadeiro caudilho - o PDT/RS teve um acréscimo das prefeituras durante 2004. Passou de 70 para cerca de 100. Agora está com 65, o que segundo um observador, teria voltado ao seu normal.

O partido no RS conta com 3 deputados federais, 7 estaduais, 694 vereadores e 64 vices-prefeitos.



A ÚNICA VEZ QUE VI BRIZOLA
( DEPOIMENTO DE OLIDES CANTON)

 

" Só vi Brizola uma vez. Foi num domingo de muito calor em Porto Alegre. Acho que era fevereiro ou março. Foi no velório do Carlos Contursi, realizado no salão de entrada da Assembléia Legislativa do Estado.Era bem no meio da tarde.
Recordo com nitidez que Brizola estava num canto conversando com algumas pessoas. Levava seu tradicional casaco pendurado nas costas, mesmo com aquele calor todo. Fui ao enterro do Contursi porque ele muito me ajudara na minha pesquisa sobre bastidores da política riograndense quando fui fazer o livro Getúlio Vargas-Depoimentos de um Filho!
Foi minha forma de agradecer ao Contursi!

 

 

Memória afetiva....

 

 

O " Múltiplo" Juarez Porto!

Olhando esta foto que está no meu blog sobre o Gaudêncio, na casa do ex-prefeito de S. Borja, Mário Weis, acho que no final dos anos 70, começo dos 80, que chamo de o fotógrafo que fotografou a S. Borja política, está o Juarez Porto, um colega que conheci no começo dos anos 70...nas ruas de Porto Alegre.

Ele recém tinha chegada da Suiça, estudava no Julinho( tudo que era comunca e bagaceira estudava lá, não sei porque o colégio tem tanta fama de sério) e quem me apresentou o Gordo foi o Carlinhos Caramez que era tri amigo dele...

Sempre acontece comigo: um amigo me apresenta outro e eu acabo mais amigo do cara do que quem me apresentou. Bate ciumeira,claro....é da vida...

Mas o Juarez Porto era do Partidão,meio escondido, mas era...

De madrugada andávamos pelas ruas de Porto Alegre,não sei como tínhamos tanta energia. Eramos sempre em bando...
Lembro que a Glaci Loureiro, hoje médica homeopata, era da tuirma....ela e um namorado uruguaio( pô Glaci, como disse estes dias mulheres inteligentes, escolhas insensatas).

O Juarez vim reencontrar anos depois quando ele era repórter e dos bons no Jornal do Brasil. Tinha lá uma turma de primeira linhagem: ele, a Bárbara de Oliveira,o próprio " loco" Mitchell, a Eunice Jacques,entre tantos outros...

Mas o Juarez tinha um pé na noite: teve um bar no Bom Fim que só tocava JAZZ...era um templo de JAZZ...Ele e a Cida Moreira, que então andava com ele....
O bar dele - que não recordo agora o nome - acho que era BLUE JAZZ - teve que terminar porque os vizinhos reclamavam do barulho de noite. Embora ficasse no térreo trazia problemas...

Juarez Porto foi embora depois para Blumenau porque as portas se fecharam por aqui.Tinha trabalhado também na ZH. Mas era um cara muito deprimido também.Hoje usam o termo BIPOLAR. se tinha um cara que eu conheci BIPOLAR este foi o Juarez.

Quando estive em Nova Iorque e vi a peça O FANTASMA DA OPERA( porra não entendi nada, até acho que dormi na peça) ele inventou que eu tinha que dar uma palestra sobre isto. Botou nos jornais, fez uma puta barulheira. Na noite que fui dar a tal palestra, eu tive vontade de que o chão se abrisse e eu sumisse nele, porque tinha um monte de gente e não sabia falar sobre a tal peça. Como digo, acho que dormi nela...
Mas me socorreram e o assunto foi resolvido...

Depois perdi o Juarez de vista....

Fiquei sabendo que andava por Blumenau, em Santa Catarina, até que veio a notícia de sua morte.Mas na foto que está no meu site, ele está bem novinho,sorridente...parece que foi ontem que privávamos nossos sonhos socialistas pelas ruas do Bom Fim....

Valeu,amigo....

Coleguinhas

 

* Luis Henrique Fruet, que há anos está em São Paulo, vai escrever a biografia do Chinesinho, jogador que jogou aqui no Inter e depois foi para o Palmeiras.

* " ESTADAO" ESTÁ CORTANDO TUDO. aTÉ OS TRES EXEMPLARES QUE VINHAM PRO SUL FORAM CORTADOS. hÁ ALGUNS ANOS QUE O ESTADAO ESTÁ SENDO ADMINISTRADO POR UMA TERCEIRIZADA QUE ESTÁ apertando as tornerias. Vai ver estavam muito abertas e aí a água sai toda.....

* qUANDO ouço falar de gestão me lembro do Carlinhos Alban,dono da Credeal lá de Serafina: sempre que ele tomava mate, ele pegava a erva e deixava no sol pra secar....bem à vista dos visitantes. Quando alguém ia pedir alguma coisa que ele não queria dar, ela mostrava a erva mate que ele usaria duas vezes...
* Outro munheque é o Papyrus,o Jorge Hebreu...ele tem um cofrinho,onde deixa os trocos. Quando chega um esfomeado lá pra vender livros e ele vê que a facada vai ser alta, ele começa a mexer nas moedinhas do cofrinho, mostrando que ele só tem aquilo. são estratégias de gente acumuladora de riqueza e de PODER!!!!

O Carlinhos Alban, por exemplo, botou um coração novo, me disse o Fl´´avio Soccol, que trabalha com ele e agora vive em Floripa....

 

Lula vem aí....

 

O LULA da ESQUERDA
ou DA DIREITA!

Pois o presidente Lula da Silva estará dia 26/01 no Por do Sol(anfiteatro),em Porto Alegre, pra dar seu recado pras esquerdas. Depois ele vai dar o recado pra quem realmente interessa pra ele, no caso em DAVOS....onde está a grana do mundo e o PODER!
Uma no cravo e outra na ferradura....

Ainda bem que a mim o Lula nunca me enganou, no sentido de tê-lo por homem de esquerda... Só votei nele em 1989, no segundo turno, porque minhas filhas ficaram me torrando...senão votaria no Collor...de Mello....Naquele ano nem fui de Brizola, fui de Mário Covas....
Tenho Dito!

Coleguinhas

 

* Ulisses Guimarães dizia sempre que quem faz o melhor bocado, não geralmente irá comê-lo. É de uma sabedoria infinita. O Gustavo Motta era quem levava o Lula lá pra TV 2 Guaíba,quando este vinha a Porto Alegre e era sindicalista. Agora que é presidente, Gustavo tentou várias vezes entrevistá-lo. Nunca levou. A Record onde Gustava está hoje escolheu Rogério Mendelski, tido como um comunicador tri de Direita, pra entrevistar o Lula pela empresa tempos atrás....

 

 

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:




Porto Alegre, terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DIREITOS HUMANOS
Arquivos da ditadura estarão disponíveis
Movimento de Justiça e Direitos Humanos fez parceria com entidade internacional para organizar o seu acervo
Samir Oliveira, especial para o JC

Krischke diz que intenção é publicar os documentos Foto: André Netto/JC
Mais de 50 mil arquivos estão sendo organizados de acordo com normas internacionais de arquivamento, na sede do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul (MJDH-RS), no Centro da Capital.
O projeto, que se iniciou em junho do ano passado, é realizado pela organização Arquivistas Sem Fronteiras (ASF) e possibilitará a classificação e descrição de todo o acervo do Movimento.


A coordenação é do arquivista e professor de Biblioteconomia da Ufrgs Jorge Enríquez Vivar. Ele é ativista da ASF e implementou o ordenamento de arquivos históricos em diversos países da América Latina.
"Estamos no término da organização e depois faremos a descrição desse material. É um trabalho fantástico, não temos conhecimento de outro local que tenha esse montante de documentação", observa a professora do curso de Arquivologia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Valéria Bertotti, que integra a equipe de Vivar.
Até abril, a separação dos documentos em cerca de 15 séries e mais de 20 subséries deve estar concluída.
"A partir daí, o trabalho será no sentido de descrever os conteúdos desses arquivos para torná-los acessíveis aos pesquisadores", garante Valéria.
O fundador e conselheiro do MJDH-RS, Jair Krischke, lembra que a sede do Movimento contém apenas as cópias dos documentos. "Os originais estão guardados fora do País", assegura. Krischke informa que a intenção é, após concluir as etapas de organização e descrição, digitalizar os papéis e publicar um livro sobre a trajetória do Movimento e a organização de seu acervo. "Esse trabalho é uma forma de reconstituir a história do Cone Sul", observa.
O projeto, que conta com o apoio da ASF, tem custo estimado em R$ 500 mil entre mão de obra, equipamentos para digitalização e viagens. A estimativa é que até dezembro de 2011 todas as etapas tenham sido cumpridas.
"Pretendemos realizar uma exposição com todo o material, além da criação de um mecanismo de pesquisa na sede do Movimento", projeta Krischke, que não descarta a possibilidade de implementar uma exposição itinerante.
A maioria dos documentos do MJDH-RS contém informações, relatórios e depoimentos sobre as ditaduras militares no Cone Sul durante as décadas de 1960 e 1980. Entretanto, há também arquivos sobre discriminação social, tráfico de crianças, corrupção, violência policial, entre outros.
Os registros sobre as ditaduras começaram a ser coletados em 1964, com o golpe militar brasileiro. "Recolhíamos os depoimentos daqueles que nos pediam ajuda para sair do País. Refugiamos mais de 2 mil pessoas, isso está tudo documentado", explica o fundador do Movimento.


A maioria dos arquivos foi obtida através de requisições a governos estrangeiros, como o do Uruguai, que liberou centenas de arquivos após a eleição de Tabaré Vásquez para a presidência, em 2004.
O acervo conta com raridades, como o documento atestando a volta do ministro da Justiça, Tarso Genro, ao Brasil, em junho de 1972, depois de ficar exilado no Uruguai; um memorando da agência de inteligência dos Estados Unidos (CIA) reportando a ida do presidente deposto João Goulart a Montevidéu, em 2 de abril de 1964; e até mesmo a ata da reunião que inaugurou a Operação Condor - união dos aparatos de segurança das ditaduras militares no Cone Sul.

 

Lauro Dieckmann, direto da Patagônia

 


As fotos deste 'post' são panorâmicas da cidade de Uhuaia, capital da Província da 'Terra do Fogo", que recebeu esta denominação de Fernado de Magalhães, o navegador português que andou por aqui em 1520 (Laurinho também é História). Do mar, ele avistou as fogueiras dos índios, daí o nome.

Os nativos locais, no início do século XIX, quando não foram simplesmente trucidados pelos colonizadores brancos, foram dizimados pelas doenças por estes trazidas. Sarampo, pneumonia, tuberculose etc... Não muito diferente do que aconteceu no Brazil (ser internacional é assim, termina-se por até escrever o nome da terra da gente à maneira dos estrangeiros).


Não obstante, como gostava de escrever o Joseph Zukauskas do JB, eu ter colocado 'direto da Patagônia' no começo deste texto, na verdade eu estou na 'Terra do Fogo'. Para a Província da 'Patagônia' nós vamos amanhã. O lugar, aqui, é muito bonito. Como já expliquei no 'post' anterior, é tudo muito arrumado e limpinho, 'shoen", como dizem os alemães. Vale mesmo à pena fazer um passeio por aqui.


Hoje de manhã, abandei o grupo e resolvi andar sozinho. Fiz um passeio num velho ônibus inglês, daqueles de dois andares, uma lata-velha, mas com um motor que ronronava suave como a minha gatinha Daiane. O barulho de motor mais doce que já ouvi na vida.


No velho ônibus, fiz um 'city tour' pela cidade. O trajeto terminou no antigo Presísio, que deu origem à cidade. Funcionou desde o início do século passado até 1940 e poucos. Hoje, o prédio da administração do Presídio é usado pela Armada Argentina, ou seja, pela marinha (os argentinos adotam a designação inglesa, army, apenas traduzida). A parte que era ocupada pela cadeia, atualmente é museu. Entrei e, claro, fiz muitas fotos (se não forem neste 'post', vão em outro).


O pessoal continua achando que eu sou inglês ou alemão e ficam encantados quando falo com eles em espanhol, nas lojas, nos restaurantes.
Por enquanto é isso. O próximo texto acho que vai ser enviado, sim, da Patagônia mesmo.

 

Histórias de La Undeze...

 

Meu pai e minha mãe...

Embarco hoje,dia 21/01 para Serafina - quem não pode ir a Ushuaia, porque não se aposentou bem pelo serviço público, como é o caso do Lauro Dieckmann vai ao interior, com todo o orgulho, mesmo - porque neste final de semana estarei na minha terra natal...Meus pais vão completar dia 25/01, 60 anos de companheirismo (não gosto da palavra casados dá a sensação de que uma pessoa está ' presa' na outra ....pior que isto só quando dizem "cavalo amarrado também pasta", mas então,pergunto eu, porque continua amarrado, é só desamarrar, pô!!! ). Até não acho tão lindo assim o amor entre meu pai e minha mãe...até acho que não se separaram porque pra eles está opção nunca foi possível, nunca foi posta...


Alfredo e dona Ondina casaram em 25/01/1950.Esta foto foi feita na frente da Igreja Nossa Senhora do Rosário.

O fato é que casaram em 25 dejaneiro de 1950, uma quarta-feira, porque o padre local, Luiz Pedrazzani, que hoje é nome de rua, não casava aos sábados: depois a festa ia longe e no dia seguinte ninguém ia à missa das oito...

Os tempos eram outros:os costumes muito diferentes. Mas criaram oito filhos - uma morreu de leucemia,com poucos anos, eu via sua morte vi como minha mãe ficou mal na hora de fechar o caixão -que estão todos longe: dois em Porto Alegre, uma em Brasília, uma em Goiás, e outros quatro filhos homens todos morando no interior de São Paulo.Quando meus irmãos foram embora para SãoPaulo queriam levar meus pais. Mas o veio Alfredo resistiu. Ninguém o tiraria do local onde nasceu e onde espera ser enterrado no túmulo da família onde além do pai,da mãe está o irmão João, de quem era muito amigo e do qual me conta muitas histórias.Gosto principalmente das histórias dele quando dera fabriqueiro na capela São Pedro, e o irmão, bêbado,não queria sair da bodega, mesmo já sendo 10 da noite de domingo.


Daqui, o autor partiu em ônibus em 1969 pra aventurar-se junto a novos horizontes.

A capela São Pedro e suas histórias é a minha Arataca (a cidade natal de Garcia Marquesque o inspirou pra escrever o Cem Anos de Solidão) que lhe deu o Nobel de Literatura. Uma pena que eu não tenha a disciplina de trabalho que Garcia tinha( escreveu o CemAnos de Solidão em 18meses,fechado num quartinho que chamou A Cova, no México) e nem o seu talento.Tenho apenas o meu, que o exerço da melhor forma possível, como contar este pequeno trecho de minha vida...pra encher a paciência de uns possíveis leitores!!!!

 

 

" LULA LÁ....

 

BRILHA UMA ESTRELA!!!!"


Infelizmente já sei que a coleguina Valdir dos Santos está irredutível: não vai escrever suas memórias de quando cobriu o sindicalismo do ABC paulista que deu no Lula presidente do Brasil. A Valdir me relatou coisas muito legais que o grande público poderia vir a saber...pequenos bastidores...coisas deliciosas pros leitores, de bastidores mesmo..Quem é que naqueles anos imaginaria que ali no meio da peonada ,tomando cachaça,estaria um futuro presidente da Repúlica. Pois a Valdir conviveu com este Lula, de carne e osso, com a dona Marisa Letícia que sentia ciúmes quando o Lula chegava em casa dirigindo um fusquinha do Sindicato dos Metalúrgicos e colocava na frente alguma repórter.


O presidente Lula,quando andava com a barriga de fora carregado pelos metalúrgicos...

Por isto ele passou a evitar o gesto e pedia às repórteres,quando precisavam de uma carona, sentarem no banco de trás. do fusquinha.

Uma vez a revista SENHOR do Mino Carta resolveu fazer um perfil do Lula sindicalista e do dono do jornal o EStado de São Paulo, Ruy Mesquita. O encontro foi na casa do Mesquita, no Morumbi, zona nobre paulista.

Quando o Lula chegou o garção lhe serviu uma cachaça que recém fora lançada: SARAMANDAIA em homenagem a uma novela da Globo que estava em moda...

No dia seguinte, a Valdir perguntou como fora o encontro do Lula na casa do Mesquita e o nosso GUIA, como o chama o Elio Gaspari,hoje, respondeu:
- Me serviram uma Saramandaia braba lá Valdir....

Aguardo que a Valdir reveja sua posição e resolva botar no papel estes bastidores...tenho até uma sugestão pra título:

HUMANIZANDO O PRESIDENTE!!!

 

 

O Mauro, meu querido amigo, me dá uma pista,mas pede calma...

 

Eu sou um trator, amigo...não sei ir devagar, quero resolver tudo na hora....

Sobre isto tem uma história triboa...Uma das irmãos do Luis Carlos Montanari era cobiçada muitos anos atrás peloa tual empresário Humberto Busnello, que é de Guaporé. Mas o romance não engatou...Cada vez que o Luis Carlos fala com airmã, ele lembra:

- Te disse pra casar com ele, te disse...

É que o Humberto tem uma mala de grana....

Mas é brincadeira do irmão,claro.....


Para teu conhecimento ! A irmã do Dijão (que mora na Itália), está em
POA, solteiríssima.

Pinpieneto com le boche !

Mauro.


 

Bafafa nas Barrancas do rioTaquari!

 

Nos próximos dias o advogado Ricardo Mirs, que representado Luis Roque Schwertner vai ingressar em juízo em Estrela contra Nardir Rosemundo Steffens para reaver os documentos que entregou a ele no ano passado sobre o time do Estrela F.C." O advogado vai ingressar contra este cidadão com uma ação de usucapião móvel pra tentarmos reaver as atas e outros documentos que eu entreguei a ele na boa fé" disse,ontem, Luis Roque Schwertner, dono da Livraria Paladino.

O caso está sendo acompanhado pela imprensa de Estrela que até o momento não tomou partido. O senhor Nardir é secretário de Esportes da atual gestão da prefeitur a municipal de Estrela.

 

Coleguinhas

 

* Walmor Bergech está preparando um livro que será lançado em março sobre a história da televisão do RS...

* O advogado Antônio Augusto Meyer dos Santos trabalhou pelo PDT no caso Coffy Rodrigues( leia-se no pedido de Cassação junto ao TRE).


NEUSA GOULART BRIZOLA
PRESIDENTE DE HONRA DO MOVIMENTO DE MULHERES DO PDT

 



Deixamos aqui nossa homenagem, louvando a criatura admirável que foste, representativa não só da mulher riograndense ou brasileira, mas de qualquer civilização ilustre.

VOCE REPRESENTA A NOSSA BANDEIRA DE LUTA.


NEUSA GOULART BRIZOLA.

Nascida em São Borja, teve a reserva e o espirito observador dos missioneiros. Neusa refletiu em sua personalidade, a modéstia, a dignidade, a lealdade dos seus antepassados. Seu nascimento assistido por D.Candida, mãe do imortal Presidente Getúlio Vargas, e seus padrinhos foram o Sr. E Sra. Protássio Vargas.
Isso nos dá a idéia de quanto eram ligadas as famílias Goulart e Vargas.
Após concluir o Ginásio pediu ao pai que instalasse em sua fazenda uma sala de aula, onde passou a lecionar os filhos dos trabalhadores rurais.
Acompanhou, com o maior entusiasmo, a formação do PTB, e foi na primeira sede deste partido que encontrou o já então líder estudantil Leonel de Moura Brizola.
O casamento de Neusa e Brizola realizado em São Borja, tendo como padrinho Getúlio Vargas, transformou-se em acontecimento político, contou com a presença de grande número de lideranças do Partido Trabalhista.

Foto de Neuza Penalvo

Chegada do exílio em São Borja, 07.09.79 - Celeste Penalvo e D. Neusa Goular Brizola. Atrás Lúcia Rigo Marques e Cecy Guimaraes Roja

 



TRABALHO POLÍTICO



Neusa Brizola iniciou um trabalho importante nas vilas populares à frente de um grupo de dedicadas companheiras que arregimentavam as moradoras daquelas vilas, marcavam dia e hora e levavam até lá grupos de políticos liderados por Leonel Brizola. Este nunca deixou de comparecer aos encontros e o número de mulheres ia aumentando na sede do PTB, nas palestras de sextas-feiras, também freqüentada por um expressivo número de homens.
Durante o Governo Estadual/RS de Leonel Brizola, Neusa assumiu a Presidência da Legião Brasileira de Assistencia-LBA.
Destacamos como trabalho pioneiro, subvencionado pelo Governo do Estado, a instalação dos Clubes de Mães, alguns com sede propria como os da Vila Ipiranga e da rua Aparício Borges.
Nos clubes eram ministradas aulas práticas de tricô, crochê, etc. além de noções de pediatria, foram instaladas laboratórios pediátricos aberto às crianças da comunidade onde se encontravam os clubes.
Neusa Brizola organizou o serviço de Bolsas de Estudos, para órfãos ou filhos de pais de baixa renda. Muitas dessas crianças eram encaminhadas aos internatos do interior. Todas elas recebiam enxoval completo, material escolar e às Mães era garantida passagem para visitarem os filhos de três em três meses.
O serviço de Bolsas chegou a manter 5.000 menores.
No Governo Brizola foi dada muita ênfase a construção de casas populares e ao plano educacional. Construiu-se a Vila São Borja à qual Neusa Brizola deu a maior assistência.
Assumiu a direção do Serviço Social de Menores-SESME. Instalou o Lar Santa Marta, destinado à recuperação de menores com problemas de conduta.
Construiu e deixou em funcionamento, o Instituto Central de Menores, para meninas criadas no Abrigo de Menores, aquelas que apresentavam mais graves distorções de comportamento.
Neusa Brizola deu o maior apoio à primeira instituição comunitária de Porto Alegre- o Centro Social Frederico Ozanam, criado pela inteligência de Maria Célia Magalhães Issler que contou com a colaboração de elementos de grande destaque.
Em 1960, é criado o Centro Cívico Feminino João Goulart, para a divulgação política em favor das Candidaturas Lott-Jango, buscando ainda, a unidade de orientação nos trabalhos de todos os diretórios, comitês e núcleos femininos sob a presidência de Neusa Brizola.
Em 1962, ela, com um grupo de mulheres, estruturas o Movimento Feminino Nacionalista Apartidario que só no RS chegou a congregar cerca de duas mil mulheres que se inscreveram para o curso, sob o patrocionio do Movimento Nacionalista, nos meses de novembro e dezembro daquele ano, realizado pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros-ISEB.
O Movimento Nacionalista tinha como finalidade e incorporação das mulheres brasileiras no processo político-partidário, dando-lhes maior e mais eficiente participação.
Em 1983 no primeiro Governo de Leonel Brizola no Estado do Rio de Janeiro, Neusa desenvolveu um trabalho comunitário de alto alcance social priorizando sempre os mais humildes e necessitados à frente da Coord. De Desenvolvimento Social.
Em 1991, retoma os trabalhos desenvolvidos anteriormente e cria a CASA DAS MENINAS, que vem dar amplo apoio às meninas de rua.
Seu trabalho não ficará por aqui pois daremos continuidade



Dados biográficos de NEUSA GOULART BRIZOLA, fornecidos pelas companheiras Mila Cauduro e Ionne Groff.


 

Homenagem Popular...

 

 

Escolhi publicar esta foto de rara sensibilidade hoje, dia 21.01.2010, feita pela minha amiga Neuza Penalvo. Ela se chama Neuza - o nome dela é com Z o da ex-primeira - dama é com S , - em homenagem justamente a dona Neusa Goulart Brizola. Se nascesse homem, me disse um dia, se chamaria Leonel.

 

 

A foto mostra duas pessoas do povo fazendo reverência ao " PAI DOS POBRES", Getúlio Dornelles Vargas, no caso, seu busto, localizado na Praça XV de Novembro, em São Borja, a chamada " Terra dos Presidentes".A foto foi feita pela Neuza, na Praça XV de Novembro, numa manhã fria de agosto do ano passado, no caso o dia 24. Em S. Borja, existe uma tradição: primeira as homenagens nestes dias são na Câmara Municipal, depois na Praça XV de Novembro( os restos de Getúlio estão depositados ali desde 2004) e depois o tour finda no cemitério Jardim da Paz. Depois cada um vai pra sua casa almoçar, se for o caso....

 

 

Por Lauro Dieckmann, direto da Patagônia

 

Por aqui, só a primeira tarde já valeu a pena! uma beleza!
de cara naveguei pelo canal de beagle.
aqui é que fazem todas as estações em um único dia. quando cheguei, de cima, só se via uma grossa camada de nuvens. o aeroporto é pequeno e fica numa ilha. o piloto foi aplaudido quando pousou. chegamos no início da tarde. depois, fez calor, frio, chuviscou e, agora ao entardecer, está geladinho.
mas o dia todo foi nublado, abrindo um pouco aqui e ali.
não sei por que, mas o pessoal nativo fala comigo em inglês.
no vôo, tinha um americano com um kindle, um leitor eletrônico de livros (coisa que um colega nosso disse em um programa de rádio que não gosta, prefere livro no papel; não digo o nome dele pois, se tu publicas, a rosa briga comigo de novo). não aguentei e pedi para ele fazer uma demonstração, dentro do avião mesmo. o coroa americano era prafentex, além do kindle, estava ouvindo música no i-phone. me deu todas as informações e o conclui informando que, em março, a apple vai lançar a sua versão que será muito melhor. o leitor atual não permite 'pictures' nem 'collors'. mas, apesar das 'limitações' da coisa na versão atual, babei.
tive de vir postar este texto no corretor do hotel, que é muito bom, diga-se de passagem. no corretor tem umas poltronas. no quarto a conexão sem fio cai quando passa alguém no corredor. não é a primeira vez que me vejo numa situação assim. na holanda e no rio foi a mesma coisa.
o passeio que fiz pelo canal de beagle foi o de menor duração. a viagem até aqui foi cansativa. o passeio mais longo ia até onde ficam os pinguins. mas eu não quis saber. vi, porém, uns pássaros parecidos com pinguins, que a guia fez questão de esclarecer a diferença. também deu para ver leão marinho, mas isso tem nos molhes de rio grande e na ilha dos lobos em torres. portanto...
quanto aos pinguins, também a zh toda hora está publicando matéria sobre os bichinhos que chegam desgarrados nas praias do nosso litoral. pinguim não é novidade, portanto.
mas a paisagem é deslumbrante, e a cidadezinha de ushuaia é de cartão postal. tudo limpo, bonito, organizado e seguro. não é programa de índio, apesar da lonjura. é bem como eles dizerm, é o fim do mundo, embora eu já esteja achando que é aqui que tudo começa.
em tempo 1: bem capaz que eu vou me misturar com essa grossurama que veio fazer a cavalgada. eu fora. negócio de grosso é contigo. e nem me pergunta onde fica o alegrete (o que, por acaso, eu sei).
em tempo 2: espero que não esteja dando uma de martha medeiros contando umas historinhas de viagens fuleiras, hehehe.
em tempo 3: vai tudo em caixa baixa e fim...
em tempo 4: depois mando foto.

 

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

 


LA REPÚBLICA – AÑO 11 – Nº 3513
Montevideo, Miércoles, 20 de enero 2009.

EXTRADICIÓN. FUE DETENIDO AYER EN SANTANA DO LIVRAMENTO
Cordero será entregado hoy a la Justicia argentina
Los médicos autorizaron su traslado.
ROGER RODRIGUEZ

La Policía Federal lo detuvo en la mañana del martes y se le hizo un chequeo médico. Será trasladado por vía terrestre esta mañana y al mediodía lo entregarán a Interpol argentina que lo aguarda en la frontera con Paso de los Libres. Lo recluirían en la cárcel de Marco Paz, donde están presos sus socios argentinos de Automotores Orletti.
La Policía Federal de Brasil detuvo ayer al torturador Manuel Cordero, quien será entregado hoy en la frontera de Uruguayana-Paso de los Libres a Interpol de Argentina para juzgarlo por sus crímenes de lesa humanidad, confirmaron a LA REPUBLICA voceros del Movimiento Justicia y Derechos Humanos (MJDH) de Porto Alegre.
El coronel (r) Manuel Cordero fue detenido por la policía brasileña ayer de mañana en el domicilio de su cuñado en la rua Uruguai 1007 de la ciudad de Santana do Livramento, donde cumplía prisión domiciliaria y, sin dejarle hacer siquiera las valijas, fue encarcelado en una dependencia de la Policía a la espera de su traslado a Argentina. La extradición del militar uruguayo había sido aprobada el 6 de agosto de 2009 por el Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasil, luego de un dilatado proceso iniciado en febrero de 2007, cuando Cordero fue detenido en esa ciudad fronteriza y se lo trasladó a dependencias de la Policía Federal en Porto Alegre. Cordero había fugado de Uruguay en 2004 para eludir un juicio de desacato con ofensa que le inició el juez penal José Balcaldi, quien le instruía una causa por apología de la tortura debido a declaraciones en las que el militar defendió el uso de apremios físicos sobre los presos políticos de la dictadura militar que asoló el país entre 1973 y 1985.

 


Frontera. El Puente Internacional Paso de los Libres-Uruguayana

 


CON UN MÉDICO Y POR TIERRA


La detención de Cordero cerró una serie de maniobras jurídicas y mediáticas que su abogado, Jose Favero, venía realizando en las últimas semanas para intentar posponer el envío del militar uruguayo a Argentina: interpuso distintos recursos que van desde un habeas corpus a una interpelación, pese a que el fallo del STF era inapelable.
Favero había declarado a la prensa que nadie se llevaría a Cordero en menos de seis meses, ya que el torturador debía realizarse un supuesto cateterismo en Porto Alegre debido a su seria dolencia cardíaca. Sin embargo, Cordero no había asistido a un examen forense establecido para el pasado 23 de noviembre. Esa presunta enfermedad del militar uruguayo fue lo que le permitió gozar de una prisión domiciliaria, sin custodia alguna, en la casa de su cuñado, donde fue grabado en múltiples salidas en las que aparecía bebiendo cerveza en el cercano bar La Iguana o fumando y corriendo cuando se dio cuenta de que la prensa lo filmaba. En la jornada de ayer, Cordero fue sometido a un chequeo médico, en el que se concluyó que podía ser trasladado a Argentina por vía terrestre (se aducía que en su condición no podía subir a un avión) en compañía de un médico que velará por su integridad en el trayecto de 350 kilómetros que lo separan de Uruguayana.
UN PUENTE DE 1.419 METROS
En la ciudad de Uruguayana ya se encuentra un equipo de Interpol argentina, que será el encargado de trasladar a Cordero hasta Buenos Aires, donde le aguardan los funcionarios del Juzgado Federal de 7º Turno, actualmente a cargo del juez Norberto Oyarbide, quien instruirá en primera instancia la causa contra Cordero. Cuando Cordero termine de recorrer los 1.419 metros del Puente Internacional Augustín P. Justo / Getulio Vargas (como se denomina la conexión fronteriza inaugurada el 12 de octubre de 1945 por los presidentes Juan Domingo Perón y Eurico Gaspar Dutra) y llegue a la ciudad de Paso de los Libres, Corrientes, comenzará otra historia judicial. Cordero será juzgado por el secuestro de niños y la desaparición de Washington Cram, Alberto Mechoso, León Duarte, Ruben Prieto, Ary Cabrera, Adalberto Soba, Hugo Méndez, Francisco Candia, María Islas Gatti de Zaffaroni, Jorge Zaffaroni y María Claudia García de Gelman, en el centro de torturas Automotores Orletti en 1976. El militar uruguayo probablemente será recluido en la cárcel modelo de Marco Paz, ubicada a 48 kilómetros de la capital, en la provincia de Buenos Aires, donde ya se encuentran detenidos Raúl Guglielminetti, Rubén Visuara, Honorio Martínez y Jorge "el tigre" Acosta, sus socios de la coordinación represiva conocida como Plan Cóndor.


"VICTORIA DE LOS DDHH"


Jair Krischke, el dirigente del Movimiento Justicia y Derechos Humanos (MJDH) de Porto Alegre, fue el sabueso que buscó, encontró, hizo detener y extraditar al coronel Manuel Cordero a partir de su fuga de Uruguay en 2004, cuando LA REPUBLICA le alertó del posible refugio del torturador uruguayo.
"Finalmente se logra la concreción de la extradición de Manuel Cordero, después de largos cinco años de marchas y contra marchas. Siempre contando con la colaboración de muchos compañeros uruguayos. Es una victoria para la causa de los derechos humanos, tanto en Uruguay, país de la mayoría de sus víctimas, como para Argentina, que tiene como víctima a María Claudia de Gelman, además de ser el territorio donde ocurrieran los hechos criminales", dijo ayer emocionado Krischke.
"Para Brasil tiene un significado muy especial, por abrir un antecedente jurídico de máxima importancia, o sea, los crímenes de secuestro con desaparición siguen teniendo vigencia en nuestro país. Tanto que el ex fiscal general de la Nación, Dr. Antonio Fernando Souza, basado en el caso Cordero, pidió una investigación criminal contra los ex comandantes del DOI CODI, los coroneles Brilhante Ustra y Audir Santos Maciel, y que puede resultar en la indagación de 26 casos de desaparición en aquel local del Ejército", explicó el activista brasileño.

 

 

" Espírito de Porco"!!!!!

 

Apesar do Laurinho, do Ushuaia, desfazer da nossa Marthinha Medeiros - ele não chega nem aos pés dela com seus textos pretensamente literários, o que fazes,Lauro, não passa de uma literatura menor,de autoajuda baseada em fatos reais, porque tu viajas...qualquer dia destes vais estar dando aula de literatura sobrevivendo de oficinas literárias,, como o Assis Brasil, o Fischer, a Lia Luft et caterva - li a coluna dela de 20/01, na ZH, e ela usa um termo antigo,- " espírito de porco"- que eu ouvia uma colega, na ZH, que era chefe de reportagem usar em referência a um repórter com quem ela tinha dificuldades de lidar.

- Tu tens espírito de porco, dizia esta chefe de reportagem pro cara. Hoje, ela está aposentada, depois de ter passado por algumas redações e ele é um dos assessores de imprensa do senador Pedro Simon.

O que quer dizer mesmo " espírito de porco" ? Quem souber responda pra este blog....

Coleguinhas

 

* Celina Canabarro,enteada do dr. Alceu de Deus Collares vai assumir a TV Assembléia com a assunção do PDT na presidência do legislativo estadual.

* Affonso Ritter,ontem,dia 20/01, no Jornal Gente da Band AM deu uma sugestão no mínimo original e trabalhosa: que todas as árvores tenham a sua data....pendura no tronco. Pô,Ritter, não tinha melhor pra sugerir....

* Afinal,de contas, o carro do Flávio Pereira foi ou não pego pelo jacarandá que caiu na Praça da Matriz, no dia 19/01?

De Sarandi(RS) o Mauro Rocha dá notícias de La Ùndeze!!!!

 

Boa idéia, meu caro, tenho uma do Sgorla que relatarei no livreto, em
memória ao meu querido pai. O João Grando pode colaborar conosco( tem
um grande repertório).

Sem falar que o finado Fioravante Cervieri, quando produzia o vinho
Brilhante( (às custas do suor dos produtores, as quais, não pagava
como consta em teu livro), cunhou uma frase antlógica: "TAMBÉM DE UVA
SE FAZ VINHO".

As Sorella do Dijão não estão maridadas. A Marinês creio está
separada. A Terezinha está na Itália. Quem pode te dar maiores e
melhores informações sobre este tema , é a Martha(
martha.s.rocha@gmail.com

O Flávio patrola sabe muito sobre a onze. Está com 60 anos e só diz
bobagem.Só fala em "pinchar"( Segundo Freud esta atitude é
compensatória).

Um abraço.

Mauro.

 

 

E X C L U S I V O !!!!!

 


BAFAFA NAS BARRANCAS
DO RIO TAQUARI!


Nos próximos dias, o livreiro Roque Luiz Schwertner,dono da livraria Paladino, de Estrela deverá ingressar em juízo para reaver uma documentação do Estrela Futebol Clube que estava em seu poder há muitos anos. Roque é filho de Aloysio Valentin Schwertner que foi presidente do clube em duas ocasiões.Os documentos do Estrela FC foram solicitados e retirados pelo secretário de Esportes e Lazer Nardir Rosemundo Steffens, o Gardel.

O atual presidente do Estrela F.C. é Adriano Scheeren, o PIDA.

Ele é parente do secretário da Agricultura de Estrela e ex-vereador Paulo Floriano Scheeren. Entre alguns outros projetos, quando era vereador, Paulo Floriano fez uma lei proibindo que seja usado nariz de palhaço no recinto da Câmara de Vereadores de Estrela. Tudo porque o editor do jornal Folha de EStrela, Paulo Quevedo, havia feito um protesto no recinto do legislativo estrelense,usando um nariz de palhaço. Quevedo chegou a sentar na cadeira do Presidente do legislativo com o nariz de palhaço e tem uma foto digamos deste momento " célebre" junto a sua mesa de trabalho na redação do seu jornal.

Paulo Floriano Scheeren foi candidato a vereador pelo PPS, o partido do atual prefeito, em 2008 mas não se elegeu....

O jornal Nova Geração, de Estrela, cujo editor é Jonatas dos Santos, publicou no dia 18 de dezembro do ano passado, na página 05, um pronunciamento do presidente do Estrela F.C. O livreiro Luiz Roque Schwertner respondeu com este teor a carta do presidente do Estrela FC.

' COM INDIGNAÇÃO RECEBI UMA ATA DE REUNIÃO DO ESTRELA FUTEBOL CLUBE NUMERO 03/2009) DATADA DE 25/11/2009 E LEIO UM PRONUNCIAMENTO DO ATUAL PRESIDENTE QUE PUBLICA A DECISÃO EM MANTER SOB A GUARDADA ATUAL DIRETORIA DO CLUBE O LIVRO DE ATAS DO ESTRELA FUTEBOL CLUBE DOS ANOS DE 1931 A 1960 E DO ESTATUTO DOS ANOS 40 DO ANTIGO CLUBE.

CAUSOU-ME SURPRESA A APROVAÇÃO DA ATA POR UNANIMIDADE FATO QUE NÃO ACONTECEU POIS TOMEI CONHECIMENTO DE QUE EXISTIRAM VOZES CONTRARIAS NAQUELE MOMENTO. OUTRO CONTRASSENSO NESTA APROVAÇÃO FOI O DE NÃO OPORTUNIZAR O CONTRAPONTO DO FATO EXPOSTO.

REGISTRE-SE,TODAVIA QUE EM NENHUM MOMENTO TAMBÉM FOI REFERIDA A MANEIRA ENGANOSA QUE O SENHOR NADIR ROSEMUNDO STEFFENS APOSSOU-SE DOS REFERIDOS DOCUMENTOS.

FAÇO QUESTÃO DE ESCLARECER PARA O BEM DA VERDADE QUE O SENHOR NARDIR ME PROCUROU EM MEADOS DE MARÇO DE 2009 E ME PEDIU EMPRESTADO OS REFERIDOS DOCUMENTOS HISTORICOS PARA CONSULTA PROMETENDO-ME IMEDIATA DEVOLUÇÃO ( TRANSCREVO AS PROPRIAS PALAVRAS) JÁ QUE MINHA FAMILIA OS TEM EM SUA POSSE E GUARDA POR MAIS DE 70 ANOS.

ENTREGUEI OS DOCUMENTOS AO SENHOR NARDIR NA CONFIANÇA DE QUE HONRARIA COM SUA PALAVRA.

ENTRETANTO DO CONTRARIO O SENHOR NARDIR SE APOSSOU INJUSTAMENTE DOS DOCOMENTOS HISTORICOS E UTILIZANDO-SE DE SUBTERFÚGIO ENTREGOU-OS A NOVEL ENTIDADE QUE EM NADA CORRESPONDE JURIDICAMENTE AQUELA CUJOS DOCUMENTOS SE REFERE.

INFELIZMENTE INSTAUROU-SE UMA CONFUSÃO ENTRE MOMENTO HISTÓRICO E ATUAL E TEREI QUE BUSCAR O MEU DIREITO EM REAVER A POSSE DOS REFERIDOS DOCUMENTOS JURIDICAMENTE ACIONANDO O VERDADEIRO CAUSADOR DESTA INVERSÃO DE FATOS.

O QUE ME RESTA REFERIR POR ORA E QUE A HISTORIA DO ESTRELA FUTEBOL CLUBE E MUITO MAIOR QUE A MESQUINHEZ DE ALGUMAS PESSOAS. E LASTIMAVEL.

ASSINADO

LUIZ ROQUE SCHWERTNER

 

Provérbios Árabes

 

Olides

Já que agora teu blog conta com mais um banner, dá uma caprichada no conteúdo. Nesse sentido, estou enviando alguns provérbios árabes. Nenhum é pessoal, quero deixar claro. Como escreves sempre, qualquer semelhança, etc... Reconheçamos que ninguém tem haréns, camelos e provérbios que se igualem aos criados pelos árabes. Dá só uma olhada e repara a profunda sutileza destes aforismas:

Se não puderes cortar a mão do teu inimigo, beija-a.

Tu és o que te habituaste a ser.

Antes de examinar a casa para comprar, examina os vizinhos.

Aperta-lhe a mão, mas confere os dedos depois.

Come-se grão a grão o que se expele aos blocos.


E, para finalizar, um soberbo, com a temática sobre a qual conversamos hoje:

Não dá trela ao desocupado que ele fará de ti sua ocupação.


Abraço

Cristiano Dartsch


Coleguinhas

 

* Na Guaíba FM,entre 11 da noite e uma da manhã, tem um programa que eu gosto: chama Amor Maior....dia 19/01 entre outros músicas digamos mais bregas( que termo abobado este) tocou o Renato Russo....

E sempre tem a história de amor de duas pessoas que estão juntas...Como se conheceram, como foram morar juntas...Olha, seguramente o programa deve estar com uma boa audiência, apesar do horário.Às vezes me questiono porque as pessoas tem tanta vergonha de seus sentimentos.É feio por acaso gostar de alguém?

 

Noel Guarany
destino missioneiro

 


NoelGuarany morreu às 9horas e 40 minutos do dia 6 de outubro de 1998 na Casa de Saúde de Santa Maria, aos 56 anos, após prolongada enfermidade.O Corpo de Noel Guarany foi veladono Clube 3 de Julho na Bossoroca,sua terra natal, com os funerais organizados pela Prefeitura Municipal. O velório foi muito a vontade´porque a família de Guarany pediu que os amigos que foram ao velório e depois ao enterro fizessem tudo o que agradaria ao Noel desde cantar, beber, tocar e até jogar truco. Enterro mais original,impossível!

Uma vez tenho certeza que vi um show dele. Foi em Uruguaiana, nos anos 70,quando para lá fui gauderiar(fazer matérias pra ZH)...Encontrei lá o Joca e sua esposa e nós fomos num cinema antigo, ou seria teatro assistir ao Noel. Foi um grande show,mas ele era uma pessoa muito simples e original.

Ele residiu um tempo no interior de Itaqui( esta gente muda de sítio de vez em quando,artista é artista) e quando ia a São Borja cantava pro seu amigo Percy Penalvo o Romance do Pala Velho, que é uma de suas composições mais conhecidas...

Carlos Alberto Kolecza tenho a impressão que além de amigo era compadre do Guarani.Kolecza ia seguidoa Santa Maria visitá-lo quando estava enfermo e um dia sentados na Praça da Alfândega no centro de Porto Alegre contou-sme que apesar da doença degenerativa,Guarani ainda reconhecia no rádio quando tocava uma de suas músicas.

Em 21 de abril de 2004, uma turma de cavaleiros,entre os quais o médico Belmar Andrade foram fazer uma cavalgada a Santo Thomé,divisa com S. Borja, nas Missões e fizeram uma visita ao túmulo do cantor nativista desaparecido em Bossoroca....


 

Reencontro

 

Reencontrei um amigo de
muitos anos.a Internet faz estes milagres...

O Mauro Rocha foi o primeiro cara que me sacou no fundo da alma: um dia de raiva, me chamou de ANTI SOCIAL, que é o que eu sou mesmo....

 

 

Falando contigo coloco em dia meu dialeto ! Não escrevo nada mas
parlemo poquetin !

Tenho dois filho; a Mariana, advogada como o avô,e o Maurinho, que não
é filho nem junior, somente Mauro Agusto, em homenagem ao nono Arthur
Augusto, que por sinal faleceu em Serafina , na distante 1974.

Estás um pouco à minha frente pois não tenho vocação para nono. Me
acho muito novo( 57 anos).

Repassei a crônica do ROberto Mauro Arroque, sobre o padre Sérgio(
falecido), aos parentes dele aqui em Sarandi( ga Calza qua).

Te espero com o Tasca( é o Ivaldino teu colega ?), para saborearmos um
belo churrasco no CTG( o melhor churrasco da região).

Um abraço. Parlemo enquanto !

Mauro Rocha

 

“Como Agarrar um Marido Antes dos 40”

 


Últimas apresentações no Porto Verão Alegre 2010 da comédia que vai revelar os segredos que nem Santo Antônio descobriu
Do mesmo autor do consagrado sucesso “Como Emagrecer Fazendo Sexo...” a comédia “Como Agarrar um Marido Antes dos 40” aborda de forma divertida e bem-humorada um dos assuntos mais badalados do mundo contemporâneo: a busca pela alma gêmea.
Lúcia (Marlise Damine), uma bem-sucedida advogada, percebe que vai fazer 40 anos e ainda está solteira. Ela entra em total desespero e resolve achar de qualquer maneira um marido nos seis meses que ainda lhe restam antes da fatídica data.
A história conta todas as investidas, atropelos e aventuras da protagonista, sua melhor amiga recém separada (Suzi Martinez) e sua empregada de santo forte e língua afiada (Denizeli Cardososo) na busca de um grande amor antes do seu 40º aniversário.
Quer saber a recita para arrumar um marido e ainda se divertir muito tentando?
Então junte uma solteirona com crise de meia idade, mais uma divorciada bem resolvida, uma empregada de santo forte e língua afiada mais uma corrida contra o tempo..
O resultado é uma divertidíssima comédia que vai revelar os segredos que nem Santo Antônio descobriu.


Serviço:
O que? “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”
Quando? De 15/01 a 24/01/2009. Sexta a domingo às 21h
Onde? Sala Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana
Quanto? R$ 20,00 (no local) R$15,00 (antecipado)
Ficha Técnica:
Texto e direção
Claudio Benevenga
Elenco
Suzy Martinez - Débora
Denizeli Cardoso – Dalva
Marlise Damime – Lúcia
Figurinos
Zélia Mariah
Cenário
Claudio Benevenga
Iluminação
Anilton Souza
Trilha Sonora Especialmente Composta
Leandro Nunes
Fotos
Claudio Benevenga
Projeto Gráfico
Dian Paiani
Produção Executiva
Claudio Benevenga e Denizeli Cardoso
Contatos de produção:
crtbene@yahoo.com.br

 

 

As sandálias da humildade....

 

 

O senador Pedro Jorge Simon(PMDB) completa 80 anos no próximo dia 31/01/2010,seguramente com uma romaria em Rainha do Mar. "Calçando as sandálias da humildade" Simon tenta fardar seu pupilo, o prefeito de Porto Alegre, José Alberto Medeiros Fogaça( outrora professor e bom de Português) pra vencer,desta feita, pro governador, porque em 1990, Fogaça foi, mas não levou. Quem levou foi o então candidato Alceu de Deus Collares. Alías, tempos atrás ouvi dizer que em 1982,logo depois da redemocratização, Olívio Dutra, Alçeu Collares, Pedro Simon teria feito uma espécie de " pacto" de quando um iria ser governador ...Se é vero não se sabe, porém é bem trovato....
Todos eles ocuparam o Palácio Piratini....

Agência EdisonCastêncio

"O povo do PMDB"

Nestas fotos os políticos do PMDB se reuniram no final de semana passado pra botar os assuntos em dia. E pelas bermudas que o prefeito Fogaça trajava até parecia que depois ela iria encarar uma partidinha de futebol.

 

Agência EdisonCastêncio

"O povo do PMDB"

" POVO DO PMDB" !

Segundo um perdigueiro aqui da salinha J.C.Terlera, se a opção Fogaça pro governo do Estado gourar, vai dar Mendes Ribeiro, o deputado federal do partido,como candidato a governador pelo PMDB!

 

Agência EdisonCastêncio

"O povo do PMDB"

O pai dele foi " assoprado" pelo furacão Britto na convenção de 1994, mas agora o filho pode sair candidato pelo partido. É que na minha interpretação o Mendes Ribeiro,pai, era muito vaidoso...Tinha o apelido de BOM CABELO...e coitado, andava fazendo campanha antes da hora. Claro que isto chegou nos ouvidos do " radical da prudência" como o advogado Nereu Lima chamada o senador Pedro Simon que é o caudilho do partido. E Simon não suporta ninguém mais vaidoso que ele por perto....(embora ande sempre de sandálias...uns dizem que são da humildade! )

Agência EdisonCastêncio

"O povo do PMDB"

 

 

DE COCHEIRA!!!!!!!

 


Segundo quem acompanhou a reunião entre os próceres do PMDB- Simon,Fogaça,entre outros deputados - e o deputado Luis Augusta Lara, representante do PTB, realizada sábado passado, dia 16/01/2010, em Xangri-lá na casa do prefeito CELSINHO, o representante do PTB pediu a vice na chapa encabeçada por Fogaça....

E agora, como fica o PDT?

Eu,particularmente, ainda acho que o PDT vai é com Fogaça!

 

Só pra ilustrar

 

Olides so pra ilustrar, não que o amor não seja lindo, e se é que voce não sabe a música "Por voce" o baterista do barão, guto goffi fez pra filhinha dele que acabava de nascer, por muito tempo eu achei que fosse para uma namorada ou mulher dele. So reforça mais o poder dessa música. abraços

Marcos Eifler

 

O Lauro no Ushuaia!!!

 


O Lauro Dieckmann embarcou ontem,dia 18/01 pra sua turné no Ushuaia....Onze e meia da noite mandou um torpedo pra Rosinha dizendo que tinha chegado a Buenos Aires. Levou duas máquinas pra fazer fotos. Esperemos que saiam boas, né....

Mas antes mandou pra cá uma PAULADA no Barranco, pra mim perder aquele pequeno comercial que o Chiquinho Tasca faz no FITNESS...Porra, o Lauro é foda....Mas escreve bem....

 

Lauro no Ushuaia(1)

 

 

Não entendo porque mulheres inteligentes fazem escolhas insensatas...Vai ver que é porque não acham graça no homem comum....Tenho uma amiga que depois de um primeiro casamento com um corredor,de carros teve um filho -ela fora até Miss das Piscinas RS com o título sendo entregue no Leopoldina Juvenil com transmissão pela rádio Guaíba narração de Pedro Carneiro Pereira ( bom já entreguei ela, né....) - separou-se e andou de caso com uns porras locas ...bão,deixa pra lá....Até que um dia conheceu um diplomata, que eu sempre achei sem graça, mas ela casou com ele....E estão juntos até hoje. Ele se aposentou e quem trabalha como funcionária do mesmo país, hoje, é ela....

Maldosamente,alguém na redação que compartilhávamos, ao saber que ela casara com o diplomata( o casamento até que foi muito legal, no Cavalinho Branco, em São Francisco de Paula, tinha de tudo lá, maluquetes, socialites e por aí afora) comentou:
- A fulana casou COM O PASSAPORTE!!!!

Bão, escrevi isto tudo porque umdia a Rosinha me disse:
- Eu escolhi o caminho das PEDRAS......

 

Acidente em Antares, não, na Praça da Matriz....

 

INCIDENTE EM ANTARES É O NOME DE UM dos melhores livros de Erico Verissimo. Pois ontem o acidente foi na Praça da Matriz de Porto Alegre, com várias árvores caídas pegando os carros que estavam estacionados junto às árvores.

Agência EdisonCastêncio

Na salinha J.C. Terlera, ontem de manhã, o coleguinha Flávio Pereira, do jornal O SUL, estava redigindo sua coluna sobre a entrevista do presidente Ivar Pavan, que se despedia do cargo. Aí chegou uma guria avisando-o de que seu carro fora atingido pelas árvores que caíram...Flávio ficou brabo,disse que o carro não era dele...

Agência EdisonCastêncio

Depois foi conferir e até o meio da tarde não se soube mais dele, o que se conclui que esteve se envolvendo em tirar o carro que estava estacionado dos escombros das árvores....

Agência EdisonCastêncio

Agência EdisonCastêncio

Agência EdisonCastêncio

Agência EdisonCastêncio

 

 

 

 

Memória afetiva

 

 


João Baptista Aveline


Esta madrugada acordei cedo e resolvi escrever algo sobre o velho Aveline. Quando ele morreu em 13.11.2005 passei mais ou menos um ano em que diariamente tinha o impulso de lhe ligar. Falávamos um dia sim e outro também pelo fone. As brigas eram sucessivas, mas depois quando lhe ligava era como se nada tivesse acontecido...


Aveline no seu escritório tendo encima o banner em que foi candidato a deputado estadual pelo PCB!

Eis o meu texto madrugador....

' SERIA MAIS FACIL FALAR DAS COISAS BOAS DO AVELINE!!!!QUANDO ELE MORREU VI UMA MONTOEIRA DE BABAÇÃO DE OVO ESCRITA POR AI....DIFICIL ERA FALAR DO AVELINE REAL,HUMANO, QUE UM DIA PERDEU AS ESTRIBEIRAS DENTRO DO FUSQUINHA DELE COM A MULHER PORQUE ELA NÃO ENTENDIA O QUE ELE LHE DISSERA.ELE DIANTE DE TANTO SOFRIMENTO,DESABAFOU PARA A MULHER NA FRENTE DA FILHA MARIA HELENA:

-TU ÉS UM ESTORVO PARA MIM....

ELA MESMO COM PROBLEMAS ENTENDEU E SE AGITOU!!!

ESTE O AVELINE REAL,HUMANO, COM QUEM PRIVEI E MUITO....O OUTRO É A LENDA QUE O SINDICATO DOS JORNALISTAS E OS COMUNISTAS EM GERAL CONSTRUIRAM PARA APAGAR UM POUCO A CONSCIENCIA PESADA QUE TINHAM EM RELAÇÃO A ELE PORQUE SABIAM QUE ELE PRATICAMENTE ABANDONARA A FAMILIA POR CAUSA DE SUAS ATIVIDADES SINDICAIS E POLITICAS....ALIAS QUANDO BRIGAVAMOS, E BRIGAVAMOS MUITO, EU LHE DAVA NOS RINS:
- TU ABANDONASTES A FAMILIA POR CAUSA DO PARTIDO COMUNISTA!!!!

ELE SE PERTURBAVA E COMO RESPOSTA ME CHAMAVA DE TROGLODITA, ELEFANTE!!!

MAS O AVELINE ERA CAPAZ DE GRANDES E NOBRES GESTOS....

QUANDO NOS CONHECEMOS EM 1973 NA REDAÇÃO DA ZERO HORA
NAO FICAMOS AMIGOS. PELO CONTRÁRIO. NOS ENCONTRAMOS PELA VEZ PRIMEIRA NO TELEX EU,ELE E UMA REPORTER CHAMADA MARILENE QUE PERDI DE VISTAS HA MUITOS ANOS. ESPERÁVAMOS UM TELEX QUE AS AGENCIAS INTERNACIONAIS DE NOTICIAIS DEVERIAM DESPACHAR ANUNCIANDO QUE O GENERAL PRATTS ESTARIA CONTENDO O GOLPE DE ESTADO NO CHILE EM 11 DE SETEMBRO DE 1973. ESTAMOS TODOS ESPERANDO O TAL TELEX ATE HOJE. O GENERAL PRATTS ACABOU MORTO DENTRO DAS OPERAÇÕES DA FAMIGERADA OPERAÇÃO CONDOR!!!

EM 1976, QUANDO VOLTEI DO PERU, ELE FOI MEU CHEFE DE REPORTAGEM NA ZH DURANTE UM POUCO TEMPO...MAS NAO NOS ENTROSAMOS. ELE ME SACANEAVA E MUITO! PEGAVA MINHAS PAUTAS E AS DAVA PARA OS ' SEUS REPORTERES' QUE ESTAVAM MAL NA FICHA. UM DELES ERA O ZE ANTONIO ZULIAN QUE O LAURO SCHIRMER E O CARLOS FELHBERG QUERIAM DEMITIR. AVELINE O SEGURAVA E LHE PASSAVA AS MELHORES PAUTAS.UMA MINHA QUE PEGUEI SOBRE PROBLEMAS NAS LAGOAS DO LITORAL DE SANTA CATARINA EU ESTAVA TRI A FIM DE FAZER E ELE MANDOU O ZE ANTONIO PRA LÁ. ME PUTIEI E MUITO COM O AVELINE.DEPOIS PASSOU....


FICAMOS MAIS INTIMOS QUANDO EU SAI DA ZERO HORA E ELE TAMBÉM. FICOU VIUVO E SEU FILHO,DONO DA REVISTA GOOL, O AVELINE NETO ME INCENTIVAVA QUE VISITASSE SEU PAI....
CHEGAVA SEMPRE NA HORA DO ALMOÇO E ELE JA ESTAVA BOTANDO OS PRATOS NA MESA. BOTAVA UM PRA MIM MAS NAO SEI PORQUE COMEÇAVA A IMPLICAR QUE EU TRATAVA MAL A EMPREGADA...IMPLICANCIA OU CIUMES DELE!!!!

DEPOIS DO ALMOÇO ERA A HORA DA TERTULIA.GOSTAVA DE COISAS DE ALCOVA...COMO GOSTAVA DE SABER QUEM ANDAVA COM QUEM...DIZIA QUE NOS MAGROS NAO CASAVAMOS,NOS PASSAVAMOS TEMPORADAS...OUTRA EXPRESSÃO QUE ELE CRIOU E QUE GOSTAVA ERA SINGELA: O TRIBUNAL DO POVO. A USAVA PARA DIZER QUANDO DOIS COMPANHEIROS JUNTAVAM AS ESCOVAS DE DENTE E NÃO ENTRAVAM NUM CARTORIO PRA FORMALIZAR A UNIAO.

- ELES CASARAM NO TRIBUNAL DO POVO!!!!! A ISTO TAMBÉM ACRESCENTAVA:
- OS MAGROS E AS MAGRAS HOJE EM DIA SO CASAM NO CARTORIO PRA TIRAR O FUNDO DE GARANTIA...

O VELHO QUANDO SE APAIXONAVA POR ALGUEM ERA CIUMENTO.

REAGIA COM FORÇA E SEMPRE ME CHAMAVA DE TROGLODITA. DIZIA QUE APENAS EU E O LEOPOLDO RASSIER(CANTOR NATIVISTA JA FALECIDO) IAMOS A SUA CASA SEM MARCAR HORA.

ELE ADORAVA UMA FOFOCA DA VIDA PESSOAL, DO JORNALISMO, DA POLITICA. TINHA CIUMES DOS LOCAIS ONDE ELE TRABALHAVA. PARECEIA QUE SO ELE ERA O DONO....
SABIA COMO POUCOS CHEGAR EM ALGUEM, CHEGAVA PELAS BEIRADAS, IA DEVAGARINHO E QUANDO A GENTE VIA ELE TINHA TIRADO O SERVIÇO. DEVE TER SIDO UM GRANDE REPORTER NA SUA JUVENTUDE...

SUA FILHA MARIA HELENA EM DEPOIMENTO QUE FEZ LOGO APOS SUA MORTE DIZ QUE NÃO SABE SE SEU PAI TEVE ALGUMA OUTRA MULHER. DE UMA COISA ELA AFIRMA COM CERTEZA; SUA AMANTE FOI O PARTIDO COMUNISTA. ELA TAMBÉM RELATA SUA PRISÃO EM 1975, ASSUNTO DO QUAL ELE TINHA UMA CERTA VERGONHA. CONSTATEI ISTO POUCO ANTES DELE MORRER UM DIA QUE FUI A SUA CASA PORQUE ELE QUERIA IR NO LANÇAMENTO DO LIVRO DO SEU PARTICULAR AMIGO DELMAR MARQUES NO SHOPPING BOURBON. PEGAMOS UM TAXI E DENTRO DELE EU SENTEI ATRAS. NO MEIO DO CAMINHO LHE PERGUNTEI;
- AVELINE,QUANDO É QUE TU FOSTES PRESO MESMO/
O TAXISTA ARREGALOU OS OLHOS....O AVELINE VIU E ME ORDENOU
- EXPLICA PRA ELE QUE EU NÃO SOU BATEDOR DE CARTEIRA( OUTRA EXPRESSÃO QUE USAVA MUITO) DIZ PRA ELE QUE MINHA PRISAO FOI POLITICA.

NAQUELA NOITE FICOU POUCO TEMPO LA. ELE NÃO ERA MUITO SOCIAL E SE ASSUSTAVA CONOSCO;
- MAS COMO VOCES TEM VIDA SOCIAL ME DIZIA.

PARECE QUE ELE NÃO TINHA MUITO...SUA VIDA FOI O PARTIDO COMUNISTA.

DURANTE DEZ ANOS DIARIAMENTE SE ENCONTROU COM O AGRONOMO DULPHE PINHEIRO MACHADO PORQUE OS DOIS ERAM DO PARTIDÃO. TODOS OS DIAS DEPOIS DO ALMOÇO SE REUNIAM( OUTRA EXPRESSÃO QUE ELE USAVA MUITO E QUE GOSTAVA)COM SEU SEU COMPANHEIRO E AMIGO DULPHE PINHEIRO MACHADO. DEPOIS ROMPERAM EM FUNÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA, PORQUE OS PINHEIRO MACHADO FICARAM COM O LIDER COMUNISTA, QUE FOI EXPULSO DO PARTIDÃO E AVELINE FICOU COM O COMITE CENTRAL, DO GIOCONDO DIAS....( TENHO A SENSAÇÃO DE ESTAR FALANDO DE DINOSSAUROS.....0

NA PAREDE DE SEU ESCRITORIO HAVIA UMA MOLDURA DE UM CARTAZ DE QUANDO FORA CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL PELO PCB NUMA DOBRADINHA COM UM SENHOR CHAMADO BOEIRA, CUJO PRIMEIRO NOME NAO RECORDO. ESTAVA LA O BANNER DA CAMPANHA,COM TODO O ORGULHO DO VELHO


SENTI SUA MORTE. NAQUELE DOMINGO QUE ELE MORREU EU FUI VER O FLANKLIN MARTINS QUE ERA COMENTARISTA POLITCO DA TV GLOBO - DEPOIS SERIA DEMITIDO - DENTRO DA FEIRA DO LIVRO DE 2005. ACHEI ESTRANHO QUE O AVELINE NÃO ESTIVE. ENCONTREI AINDA NA SUBIDA DA ESCADA O LAURO SCHIRMER E A CELIA RIBEIRO. ATÉ FIZ UM COMENTARIO DE QUE A SUBIDA ERA INGRIME E A CÉLIA ME APARTEOU;
- OLIDES ESTÁS NOS CHAMANDO DE VELHOS!!!!

NAO ERA NADA DISTO, QUE CHATO!!!!!PROTESTEI.

DE NOITE CHEGUEI EM CASA E LIGUEI PRO VELHO. ERA UM DOMINGO DE NOITE, DE UMA PRIMAVERA, HAVIA ALGO NO AR QUE EU NÃO IDENTIFIQUEI. NO DIA SEGUINTE IRIA CEDO A ESTRELA DISTRIBUIR CAMPANHA DE LANÇAMENTO DO MEU LIVRO SOBRE O ESTRELA F C....

LIGUEI PRA CASA DO VELHO, NINGUÉM ATENDEU. COMO ERAM MAIS DE 10 HORAS, PENSEI. TEM ALGO DE ERRADO. O VELHO NÃO ESTAR EM CASA AGORA É PORQUE FOI PRO HOSPITAL...LIGUEI ONZE E POUCO DE NOVO E O AVELINE NETO ATENDEU AOS BERROS;

- OLIDES O PAI TA MORTO, ACHAMOS O PAI MORTO.

SENTI UM CALA BRIO ME SUBINDO NA COLUNA. ERA INACREDITAVEL AQUILO....PERGUNTEI O QUE FAZER, QUE JORNAIS AVISAR...ELE DISSE AVISA O CORREIO QUE A GAUCHA NOS JÁ AVISAMOS...LIGUEI PRO CORREIO E ENCONTREI O SCHUCH QUE BOTOU NA CAPA DO DIA SEGUINTE. LIGUEI PRO GLEI SOARES QUE ME AJUDOU REPASSAMOS O ASSUNTO PRA GAUCHA.

A MEIA NOITE, O CLAUDIO BRITO ABRINDO O PROGRAMA DA MADRUGADA NOTICIOU O QUE CHAMOU DE INFAUSTO ACONTECIMENTO, MAS FOI COMEDIDO;
- COMO ELE NOS ENSINOU, DISSE CLAUDIO BRITO, MAS AS NOTICIAIS RUINS TEM QUE SER DADAS!!!!

IMAGINO QUE COM A MORTE DO LAURO SCHIRMER AGORA OS TRES - O LAURO, O MAURICIO SIROTSKY E O AVELINE DEVEM ESTAR JUNTOS EM ALGUMA LUGAR DO INFINITO FAZENDO ALGUM JORNAL OU ALGUM PROGRAMA DE RADIO...

E EU VEJO O VELHO TENDO SEUS ATAQUES DE CIUMES PORQUE MEXEM COM SEUS REPORTERES.


 

Aveline (1)

Ele tinha horror do seu segundo nome, que era BAPTISTA. Não sei o motivo..

Aveline( 2)

Sabiam que o comunista que todos nós conhecemos( e alguns amamos) tinha sido na juventude policial...?? Sim, da Polícia do Felinto Mulller..

Aveline (3)

Lauro Schirmer o chamava de AVELINO. Só pra implicar com ele..Ele ficava puto da vida...

Aveline (4)

A primeira vez que o Aveline me impressionou num discurso de rua, foi na frente das Lojas Masson, na rua da Praia...
Ele discursou, trepado num banquinho, durante uma passeata dos jornalistas:
- Viemos à praça pública!

Que termo mais antigo, pensei....

Aveline (5)


Quando foi ser chefe da sucursal de Praias, nos anos 70, ninguém nunca o viu de calção tomando banho. E quando mandava os repórteres pra praia pra fazer temporada, dava sempre um empurrão:
- Vai salgar o rabo, vai...

Aveline( 6)

Quando lançou seu livro Macaco Preso para Interrogatório, em 1999,numa feira do Livro da Zona Norte de Porto Alegre,Aveline teve o prestígio de um sem número de colegas.Luis Fernando Verissimo foi lá e o elogiou:" é isto aí Aveline"!

Aveline ( 7)

Na noite da morte, liguei pra casa do Luis FernandoVerissimo pra avisá-lo. Eu sei que as boas etiquetas não mandam fazer isto,era já passada da meia-noite, mas eu queria avisar meio mundo do " infausto acontecimento" como tinha dito o Claudio Brito na rádio Gaúcha. Atendeu o Pedro,filho do Luis Fernando,que me disse que o pai estava em Paris." Mas eu vou avisá-lo" disse-me o filho.

Aveline(8)

Poucos meses atrás sonhei com ele, nítido. No sonho conversava com ele, e lhe dizia:
- Mas como que tu estás aqui,se eu sei que tu morreu...
EStranho, né...


Correção

 

Olides,


depois de alguns dias sem ler o teu saite, dei uma olhada hoje de manhã. E constatei um equívoco: troquei o nome dos chados da Band, não é o Ozires Marins que faz o programa com o Diego Casagrande, é o Felipe Vieira.
Quanto ao fato do 'monsenhor' Affonso Ritter achar, na mesma Band, que a compra dos novos jatos para a FAB não ser um assunto de interesse do povo vai ver é porque quem vai pagar a conta será o Vaticano!


LD

 

TEMBLORES, MEJOR NO TENERLOS!

 

 

O terremto do Haiti me transportou aos anos de 1974,75 e 76 quando vivi em Lima, no Peru, e um dos principais medos da população eram LOS TEMBLORES!

Morava na av. Lima, 104, no bairro de Barranco, pertinho do mar. De manhãzinha saía para dar uma caminhada na Praça que havia ali e sentia sempre o cheiro do mar..

Mas uma das primeiras coisas que meus hóspedes - dona Rosa,a matriarca, era uma " vítima" do regime revolucionário do presidente Velasco Alvarado porque suas terras tinham sido desapropriadas pela reforma agrária imposto pelo regime de esquerda dos militares peruanos - me ensinaram foi como me defender em casa de TEMBLORES. A ordem era sair correndo pra fora da casa..

Um dia estávamos todos reunidos na grande cozinha que havia ali ( meio localizado pros fundos) e lá pelas quatro e meia da tarde, vi que todos saíram em disparada...


- TEMBLOR, gritaram quase em uníssono!

Mas não era de muita intensidade..

O engraçado disto tudo é o que aprendi ali: três dias ,mais ou menos, antes do terremoto acontecer, os animais começam a ficar inquietos: gatos e cachorros ficam intranquilos. Os moradores locais acostumados com este sintoma sempre avisam: vienam temblores..

Felizes de nós aqui no BRasil, que não temos estes fenômenos porque são bem tristes..Não têm nada de glamuroso, trazem é muito sofrimento...

 

Sessão de Cinema....

 

 

Fui - de novo - ver o filme Boilsen( o filme trata do envolvimento da Fiesp na Operação Bandeirantes nos anos de Chumbo) no Cinebancários. Vi ali a Ivete Brandalise e seu marido Milton Mattos que estavam de mãos dadas....Então pra homenagear o amor,aí vai a letra desta canção que eu gosto muito....

POR VOCÊ

Barão Vermelho

Composição de Roberto Frejat
Guto Goffi e Mauro Santa Cecília


Por você
Eu dançaria tango no teto

Eu limparia

Os trilhos do metrô

Eu iria a pé

Do Rio a Salvador...


Eu aceitaria a vida como ela é

Viajaria a prazo

Pro inferno

Eu tomaria banho gelado

No inverno


Por você
Eu deixaria de beber

Por você!

Eu ficaria rico num mês

Eu dormiria de meia

Pra virar burguês...


Eu mudaria até meu nome

Eu viveria
Em greve de fome

Desejaria todo o dia

A mesma mulher

Por você! Por você!

Por Você! Por Você!


Por você!

conseguiria até ficar alegre

Pintaria todo o céu

De vermelho

Eu teria mais herdeiros

Que um coelho...

Eu aceitaria

A vida como ela é

Viajaria à prazo

Pro inferno

Eu tomaria banho gelado

No inverno....

Eu mudaria
Até o meu nome

Eu viveria

Em greve de fome

Desejaria todo o dia

A mesma mulher....

Por Você! Por Você!

Nã Nã Nã Nã Nã


Eu mudaria até o meu nome

Eu viveria

Em greve de fome

Desejaria todo o dia

A mesma mulher...

Por você! Por você

Por Você ! Por Você

Por Você! Por Você!

Por Você! Por Você!

Por Você! Por Você!

Coleguinhas

 

* Quem acordou cedo no dia 13/01/2010 - e ouviu Os Quadrantes do Sul, com a Maria Luiza Benitez - ganhou um grande presente : Pode ouvir a Nara Leão cantando Hei de Voltar Pro Sul, composição de José Fogaça!

 

 

Memória da Imprensa!

 

A Folha da Tarde era um jornal popular....


O " Beto Canarinho " - gerente do Bar Odeon - alcançou-me dois xerox da Folha da Tarde,datados de 9 de março de 1977. Nele o assunto tratado diz respeito a rua Andrade Neves e é um exemplar de como aquele jornal da Cia Jornalistica Caldas Junior, desaparecido no sábado, 16 de junho de 1984, mantinha um vínculo estreito com os problemas da cidade.

As duas xerox que o " Canarinho" me alcansou tratam justamente da falta de calçamento da Andrade Neves, um assunto tão caro a um jornal " popular como era a " Folha"!

Quando a " Folha" - fundada em 9 de abril de 1936 - tratava de um assunto destes, as autoridades constituídas se mexiam pra resolver o problema. Neste sentido, a " Folha" tinha um elo muito grande com os cidadãos...

Valter Galvani, um jornalista e historiador, nascido em Canoas ( RS ) contou toda a trajetória deste jornal num livro publicado pela Editora Sulina. O título do Livro é Olha a Folha, (Amor,Traição e Morte de Um Jornal).

 

A Crônica de um Terremoto Anunciado

 


Por Luiz Oscar Matzenbacher


Esse foi o terremoto mais anunciado da História da Humanidade. Mas, as grandes redes de TV, como a CNN, preferem destacar a dramática e verdadeira frase do atual presidente do Haiti: "Eu não tenho mais para onde ir, terei que dormir aqui no aeroporto. O palácio do governo foi destruído, minha casa e a casa de minha família também foram destruídas. Eu não tenho mais casa".
São três milhões de haitianos que ficaram sem teto, em um segundo apenas. Dos demais seis milhões, mais de 50% já não tinham mais teto. Já haviam perdido suas casas para a "dinastia infernal" dos "Papa Doc".
Toda a ditadura suga o dinheiro do povo e da nação, para os bolsos dos familiares e amigos dos ditadores. Isso ocorre em qualquer parte do mundo. Ditadura é sempre sinônimo de pobreza, seja causada por corrupção ou por incompetência. Mas, sempre existe alguém que defenda os ditadores. Até no Brasil existe uma Nostalgia da Ditadura.
Quem empobreceu os haitianos foram os ditadores. A maior tragédia da História do Haiti, foi a Ditadura dos "Doc".
O governo do Haiti, a ONU e as Forças de Paz, sabiam que o terremoto era inevitável, mas não haviam recursos para evacuar a condenada população das áreas de risco. As autoridades dos centros de estudos geológicos dos EUA e de outros países, já haviam previsto o risco e inclusive a provável localização do sismo, que anunciaram que seria provavelmente catastrófico.
Pelo menos poderiam ter sido montados hospitais de campanha, nas planícies afastadas da capital. Mas ficaram todos, inclusive os militares das forças de paz da ONU e o Governo do Haiti, impotentes, aguardando o pior, resignadamente desprovidos de recursos para intervirem antes e depois da tragédia previamente anunciada.

 

Reatando o contato

 

Prezado colega de ginásio OLIDES !

Nesta noite de 13 de janeiro, aproveitando uma pequena folga, entrei
no site de Serafina Corrêa( um gesto de sentimentalismo)e, para minha
alegria, encontrei tua página indexada.

A memória, de imediato, me levou à distante 1966, quando estávamos no
segundo ano do Ginásio Nossa Senhora do Rosário e eu, pêlo duro de São
Chico, passei a ter a honra de dividir contigo, os bancos escolares.

Que honra ter sido teu colega caro Olides. O jovem interiorano de rara
inteligência, destaque em todas as matérias mas, altamente
diferenciado em português e literatura( com a Irês ou com o saudoso
Ciotola).Excessivamente gremista mas os tempos eram do tricolor.
Grande paixão pelo Alcindo, o qual, me tirou o sono inúmeras vezes.
Teu apelido era "Alcindasso", não sei se com dois ss ou ç, mas outro
gremista, Flávio Soccol, foi o responsável por apelida-lo.
Peço-te excusas por lembrar tais fatos que, talvez, não tenham para
ti, a mesma importância.
Não repares minha escrita pois, diante de uma jornalista e escritor
gaúcho, que nos orgulha tanto, difícil se torna não errar.

Em data oportuna quero adquirir teus livros( pelo menos aquele que
fala de Serafina Corrêa( engraçado-não tenho por minha terra a paixão
que nutro pela onze !)

Quem sabe,caro Olides, uma hora dessa, não promovemos um encontro da
turma de 1968, em Serafina, para recordarmos nossa caminhada comum(
que se estendeu à Porto Alegre naquele mesmo ano). Lamentavelmente
alguns queridos colegas já nos deixaram( Norma e Walter), mas até para
reverenciarmos a memória de ambos poderíamos nos encontrar 40 anos
depois.

Fica a proposta. Um grande abraço e que o grande arquiteto do
universo derame suas bençãos ao amigo.

Mauro Rocha

Colaboração

 


No meio daquele monte de releases (do Todt, principalmente, e de vinícolas) que é o jornaleco do Ucha, encontrei uma pérola: um texto do Renato Rosa, o marchand gaúcho que vive atualmente no Rio de Janeiro, do qual, a seguir, transcrevo uma parte e mais adiante explico porquê o faço.
"A Simone ainda fizera teatro comigo, antes de ser minha secretária ... (e a Magliani também no elenco)!!! Foi com a montagem de 'As Criadas', do Jean Genet, no Aldeia 2. Era uma garagem imensa, que ficava na Santo Antônio. Era teatro de vanguarda que é como se dizia. O que já fizemos de loucurada nessa city!!! O bar era adminstrado pelo avô da Roberta, o velho Fontoura, pai da Simone, mais uma dupla sensacional: Gledis Sant'Anna (...) e também a Helena Aranha, uma amiga sensacional."
Acontece que EU VI, meninos!, esta peça, 'As Criadas', do J. Genet, no Aldeia 2. Lembro da Magliani em cena, muito linda na época, um espetáculo ver dadeiramente inesquecível. Ela e outros/as atores/as ficavam segurados em cordas que pendiam do teto, no entorno do palco, que era redondo. E se contorciam sensualmente, durante o desenrolar do espetáculo. Detalhe: os caras de sunga e as meninas de biquine, tudo dourado. Na época, ainda estava cursando a Famecos e fui assistir à peça com outros/as colegas. A Magliani, depois, se consolidou como artista plástica e anda por São Paulo ou Minas. Por algum tempo ela foi diagramadora na Folha da Manhã e, quando a FM foi fechada e fundida com a Folha da Tarde, encontrei abandonados em uma gaveta alguns esboços da Magliani, os quais guardei e os conservo até hoje.
A Magliani também andou pela ZH, na primeira tentativa do Maurício em tirar uma edição dominical. Ela fazia umas ilustrações com base em sinais de trânsito. Eram um show.
Em tempo: o texto do Renato Rosa diz respeito ao restaurante que a gaúcha Roberta Sudback, que comandou a cozinha do Palácio do Planalto quando o FHC foi Presidente, tem, agora, no Rio.
Vale a pena ler todo o texto do cara. Quem quiser, que tente encontrar o jornalzinho do Ucha em algum lugar (eu não sei onde vende, eu leio o que a Rosa assina).


Por Lauro Dieckmann

 

Uma cena que faltou


Livro e filme quando são bons têm gosto de quero mais. Para mim, o filme “Lula, filho do Brasil” resume demais uma vida de episódios tão marcantes como os relatados, mas deixou de fora um fato relevante: a primeira greve que enfrentou o regime militar e fez decolar o movimento sindical no ABC. A anterior, ocorrida mais de dez anos antes, em Osasco (SP), teve as lideranças imediatamente presas, fábricas ocupadas calando o movimento operário.
Seria uma cena e tanto: A linha de montagem da Scania (então Saab-Scania) ficou desligada na manhã de segunda-feira,12 de maio de 1976, e os operários se declararam em paralisação. Não havia liderança aparente entre os operários e os dirigentes do Sindicato, com Lula na presidência, atribuíam o movimento a uma questão dessa fábrica. Não era greve, mas paralisação, diziam para evitar intervenção de alguma força. A empresa chamou o delegado Regional do Trabalho de São Paulo, Vinicius Ferraz Torres, que ao ver tudo parado e os operários conversando em rodinhas, quis saber o que estava acontecendo e ninguém se manifestou. Só um brincou, “estamos na hora do cafezinho”. O gerente da fábrica contou ao representante do Ministério do Trabalho ter ficado chocado em ver as máquinas desligadas. “Pensei que era falta de energia, mas as luzes estavam acesas”, disse na minha frente, única jornalista que conseguiu entrar na fábrica em greve.
O grupo de jornalistas da chamada grande imprensa, que acompanhava o dia-a-dia do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, também foi pego de surpresa. Os editores não se conformavam que os repórteres não soubessem explicar como tudo foi organizado. A paralisação durou alguns dias só na Scania, sob forte tensão, com os operários agüentando a situação sem nada comentar. Ninguém abria, até que começou a pipocar paralisações nas demais fábricas de automóveis, caminhões e autopeças, levando as associações empresariais a iniciarem negociações com o Sindicato.
A organização dos operários para essa greve, contou Júlio de Grammont, na Folha de São Paulo, muito tempo depois, quando não havia o interesse inicial, ocorreu nas salas de aula dos cursos noturnos que o sindicato mantinha em sua sede.
O objetivo era obter um reajuste salarial de 34,8%, número apurado pelo Dieese, o então desconhecido Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, para corrigir a inflação. Apanhada de surpresa, a Anfavea, que reúne as montadoras, acabou cedendo o que ampliou o movimento para outras indústrias, outros municípios e pelo país afora.

Valdir dos Santos*


* Repórter setorista de Sindical da Sucursal do ABC do jornal "O Estado de S. Paulo", de 1975 a 1981. Exclusivo para este blog!


 

 

O “marmiteiro” de 1946 e o “farofeiro” de 2010




Fonte: www.tijolaco.com Dep. Brizola Neto


Outro dia eu disse aqui que a elite brasileira odeia os pobres. E odeia mesmo. Faz mais de uma semana – e eu venho me contendo, pra não ser injusto com um simples aproveitamento de uma situação curiosa – que O Globo se aproveita da foto em que o presidente da República carrega uma caixa de isopor na praia.
Publicada originalmente com o título de “a farofa do Lula”, a foto vem servindo há uma semana de motivo para charges de Chico Caruso, que colocam a cena numa escala evolutiva (e involutiva) do macaco para o homem.
Politicamente, não causa mossa ao presidente. Afinal, qualquer um de nós , um dia, carregou uma geladeira de isopor. Ou viu alguém, muito gentil, carregar para nós.
Mas é reveladora do elitismo da nossa mídia. Usar uma geladeira de isopor e, ainda por cima, carregá-la? Como não há um “negrinho” para fazer isso? Ou, melhor ainda, um criado de libré para trazer um uísque na bandeja?
O problema não é Lula ser um “farofeiro”. É o povo ser farofeiro.
Cuidado, elitistas. A candidatura do Brigadeiro Eduardo Gomes entrou em colapso quando disseram que ele dispensava o “voto dos marmiteiros”. Esta questão de ser aristocrata só esbarra num “probleminha”. Marmiteiro ou farofeiro, o povão agora vota, D. Maria Antonieta…

 

"Cavaleiros da Paz"
rumo a Ushuaia!!!

 


A cancha acústica do Teatro São Pedro no entardecer do dia 13/01 virou uma " estância"...Mais parecia um remate ,quando além da música,depois tem uma churrascada! Eu não sabia mas no teatro S.Pedro há uma churrasqueira e enquanto Elton Saldanha e seus amigos - Daniel Torres, Ernesto Fagundes, Nico Fagundes, Borgetão(pai do Borgetinho, que não compareceu porque estava viajando ) cantavam e diziam " bobagens" no palco, saía da churrasqueira do teatro São Pedro uma fumacinha branca com aroma de carne assada....

Mulheres bonitas e homens trajando " a lo campo" - chapéus de aba larga, botas,bonés de campanha - formavam a paisagem humana deste concerto que marcou a despedida dos chamados " Cavaleiros da Paz" que partem nos próximos idas para o SUL do Chile e da Argentina, indo até o Glacial Perito MOreno...

Elton Saldanha fez vários números cantando inclusive o Hino dos Cavaleiros da Paz, que é muito bonito e emotivo. Nico Fagundes foi levado ao palco e nele entrou amparado por uma das intérpretes que o conduziu até o microfone. Elton Saldanha não perdeu a chance:
- Se fosse um homem ele manadava ele pra lá mas como é uma guria bonita, quer entrar de bracinho dado!

Nico historiou como surgiram os Cavaleiros da Paz e disse que depois desta cavalgada que farão no Sul do Chile ele vai " pendurar " as chuteiras...

 

Coleguinhas

 

* Colegas lamentam que uma doença esteja já avançando num radialista...provocando os esquecimentos que o Mal de Alzheimer sempre provoca em seus pacientes...

* Festa do Sinborsul na noite do da 13/01/2010 teve a presença de grande números de convidados...

* Na mesma noite,a secretária da Cultura, MÔnica Leal jantava no Barranco...

* Rogério Mendelski que nunca vai a nenhum evento social de jornalistas foi no do Sinborsul...

*Encontrei no evento do Elton Saldanha, na cancha acústica do Teatro S.Pedro, na noite de 13/01/2010 a querida amiga e colega Verinha Guimarães. Perdeu o pai há uns 3 anos e uma irmã há mais tempos...

*Verinha Guimarães está hoje na empresa de assessoria de imprensa Martha Becker...Verinha trabalhou na Copesul, mas com a venda, mudou tudo lá,segundo me informou.

* Verinha me contou também que é avó...A Karina, sua filha, já é mãe.Meu Deus, parece que ontem falávamos dos filhos pequenos na ZH...

 

Miedo a los blancos

 


Opinión - 09/07/2002 - Autor: Michael Moore - Fuente: The Guardian
No sé lo que me pasa pero cada vez que veo a un blanco caminando hacia mí, me pongo tenso. Mi corazón empieza a latir más rápido e inmediatamente empiezo a buscar una vía de escape y medios para defenderme. Me critico a mí mismo incluso por estar en esta parte de la ciudad por la noche. ¿Es que no vi esos grupos sospechosos de blancos en cada esquina, bebiendo Starbucks y vistiendo los colores de sus respectivas bandas, sea el turquesa de Gap o el burdeos de J Crew? ¡Qué idiota soy! Ahora el blanco está cada vez más cerca, más cerca y entonces, ufff, pasa de largo sin hacerme daño y respiro aliviado.

La gente blanca me da un miedo que te cagas. Puede ser difícil de entender, teniendo en cuenta que soy blanco pero, claro, mi color me da cierta perspectiva. Por ejemplo, encuentro que doy bastante miedo muchas veces, así que sé de qué estoy hablando. Créeme: si te encuentras rodeado de blancos de golpe, vete con cuidado. Puede ocurrir cualquier cosa. Como blancos, se nos ha hecho creer que es seguro estar junto a otros blancos. Se nos ha enseñado desde la cuna que es la gente de otro color a la que debemos temer. ¡Son los que te cortarán el cuello!

Sin embargo, cuando examino mi vida, veo emerger un patrón extraño pero inconfundible. Cualquier persona que me ha hecho daño en toda mi vida, el jefe que me despidió, el profesor que me cateó, el director de la escuela que me castigó, el chico que me dio en un ojo con una piedra, el ejecutivo que decidió no renovar TV Nation [N. Del T. programa de televisión de gran éxito que dirigía y presentaba Michael Moore], el tipo que estuvo persiguiéndome durante tres años, el contable que pagó mis impuestos dos veces, el borracho que me embistió con su coche, el ladrón que me robó la cadena de alta fidelidad, el contratista que me estafó, la novia que me dejó, la siguiente novia que me dejó aún más rápido, la persona de la oficina que me robaba cheques de mi talonario y los rellenaba con su propio nombre hasta un total de $16.000, cada uno de estos individuos era blanco. ¿Coincidencia? No lo creo.

Nunca me ha atacado un negro, nunca me ha echado de mi casa un negro, nunca me ha estafado mi depósito del alquiler un casero negro, nunca he tenido un casero negro, nunca he tenido una reunión en un estudio de Hollywood con un ejecutivo negro al mando, nunca una persona negra le ha negado a mi hija poder escoger la universidad que quería, nunca me ha vomitado encima un chico negro en un concierto de Motley Crue, nunca me ha parado un policía negro, nunca un vendedor de coches negro me ha vendido un trasto, nunca he visto un vendedor de coches negro, nunca me ha negado un crédito un negro, y nunca he oído decir a un negro "Vamos a eliminar 10.000 puestos de trabajo aquí, tengan un buen día"!

No creo que sea el único blanco que pueda hacer estas afirmaciones. Cada palabra dura, cada acto cruel, cada momento de dolor y sufrimiento en mi vida han tenido una cara caucasiana pegada. Así que, ummm, ¿por qué era exactamente que tenía que temer a los negros?

Pego una mirada al mundo en que vivimos y, no me gusta ser un chivato, pero no son los afro-americanos los que han hecho de este planeta un lugar tan lamentable y peligroso. Recientemente un titular en la sección de Ciencia del The New York Times preguntaba ¿Quién construyó la bomba H? El artículo continuaba con la discusión de la disputa entre los hombres que proclamaban el mérito de hacer la primera bomba. Francamente, no podía importarme menos, porque ya sabía la respuesta pertinente: ¡Fue un hombre blanco! Ningún negro ha construido o usado jamás una bomba diseñada para exterminar vastas cantidades de gente inocente, sea en Oklahoma City, en Columbine o en Hiroshima. No, amigos, siempre son los blancos. Hagamos un repaso:

¿Quién nos trajo la peste negra? Un hombre blanco.

¿Quién inventó el PBC, el PVC, el PBB y tantos otros productos químicos que nos están matando? Hombres blancos.

¿Quién empezó cada guerra en la que han participado los EE.UU.? Hombres blancos.

¿Quién inventó la papeleta electoral con tarjeta perforada? Un hombre blanco [N. Del T. referencia al fraude electoral en Florida en las últimas elecciones presidenciales norteamericanas]

¿De quién fue la idea de contaminar el mundo con el motor de combustión interna? Del blanquito, ese fue.

¿El Holocausto? Ese tío sí que dio mala fama a los blancos.

¿El genocidio de los americanos nativos? El hombre blanco

¿La esclavitud? ¡Blanquitos!

Las empresas estadounidenses echaron a 700.000 personas en el 2001. ¿Quién ordenó los despidos? Los directivos blancos.

Mencionad cualquier problema, enfermedad, sufrimiento humano o la miseria abyecta que sufren millones y os apuesto 10 pavos a que puedo ponerle una cara blanca más rápido que vosotros podéis nombrar los miembros de 'NSync [N. Del T. grupo rapero negro]. Y sin embargo, cuando pongo las noticias cada noche, ¿qué es lo que veo una y otra vez? A negros supuestamente matando, violando, robando, acuchillando, en bandas, destrozando cosas, protagonizando disturbios, vendiendo drogas, haciendo de chulos, prostituyéndose, teniendo demasiados niños, sin padres, sin madres, sin Dios, sin dinero. "El sospechoso ha sido descrito como un hombre negro...el sospechoso ha sido descrito como un hombre negro...EL SOSPECHOSO HA SIDO DESCRITO COMO UN HOMBRE NEGRO...". No importa en qué ciudad esté, la noticia siempre es la misma, el sospechoso siempre el mismo hombre negro no identificado. Hoy estoy en Atlanta y os juro que el retrato-robot de la policía del sospechoso negro en la tele parece exactamente el mismo que vi en las noticias anoche en Denver y la noche anterior en Los Angeles. ¡En todos los retratos frunce el ceño, en todos es amenazador, en todos lleva el mismo gorro de punto! ¿Es posible que el mismo hombre negro esté cometiendo todos los crímenes de América?

Creo que nos hemos acostumbrado tanto a esta imagen del hombre negro como depredador que este lavado de cerebro nos ha arruinado para siempre. En mi primera película, Roger & Me [Roger y yo], una mujer blanca que cobraba de la beneficiencia mataba a un conejo a golpes para venderlo como "carne" en vez de como animal de compañía. Me gustaría tener un penique por cada vez que alguien, en estos diez años pasados, venía y me decía lo "horripilante" que había sido ver a ese "pobre conejito" golpeado en la cabeza. La escena, me decían, les ponía físicamente malos. La Asociación de Cinema Estadounidense le dio a Roger & Me la calificación de "Para mayores de 18 años" en respuesta a la muerte de ese conejo. Me escribían profesores para decirme que tenían que editar esa parte y sacarla de la película si querían mostrarla a sus alumnos.

Pero menos de dos minutos después de que la mujer del conejo realizara su hazaña, venía una escena, real, en que la policía de Flint, Michigan, mataba a un hombre negro que llevaba una capa de Superman y tenía en la mano una pistola de juguete. Nunca, ni una sola vez, me ha dicho nadie: "No puedo creer que mostraras cómo disparaban a un hombre negro en tu película! ¡Qué horrible! ¡Qué desagradable! No pude dormir durante semanas". Al fin y al cabo, sólo era un negro, no un conejito taaan bonito. El consejo de calificación no vio absolutamente nada malo en esa escena. ¿Por qué? Porque es normal, natural. Nos hemos acostumbrado tanto a ver matar a negros (en las películas y en las noticias) que lo aceptamos como procedimiento normal. ¡Ya ves! Eso es lo que hacen los negros, matar y morir. Vaya. Pásame la mantequilla.

Es extraño que, a pesar del hecho que la mayoría de los crímenes los cometen los blancos, siempre asociamos caras negras a lo que pensamos como "crimen". Pregunta a cualquier blanco quién temen que pueda entrar en su casa o hacerles daño en la calle y, si son honestos, admitirán que la persona que tienen en mente no se parece mucho a ellos. El criminal imaginario en su coco se parece a Mookie o Hakim o Kareem, no al pecoso Jimmy.

No importa cuántas veces sus congéneres blancos dejen claro que es el hombre blanco al que hay que temer, simplemente no acaba de penetrar en la conciencia. Cada vez que sale en la tele una noticia de otro tiroteo en una escuela, siempre es un chico blanco el que está haciendo la masacre. Cada vez que pillan a un asesino en serie, es un demente blanco. Cada vez que un terrorista pone una bomba en un edificio federal, o que un loco hace que 400 personas beban Kool-Aid [N. Del T. marca de refrescos norteamericana, que ofrece mil y un sabores diferentes], o que un letrista de los Beach Boys hace una arenga para que media docena de imberbes asesinen a "todos los cerdos" de Hollywood Hills, sabes que es un miembro de la raza blanca con sus viejos trucos.

Entonces, ¿por qué no huimos corriendo despavoridos cuando vemos a un blanco que se acerca? ¿Por qué no recibimos al candidato blanco que se presenta a un puesto de trabajo con "Vaya, mmm, lo siento, no hay ningún trabajo ahora mismo."? ¿Por qué no nos preocupa que nuestras hijas se casen con blancos? ¿Y por qué el Congreso no intenta prohibir las letras peligrosas y ofensivas de Johnny Cash ("Maté a un hombre en Reno/sólo para verlo morir), las Dixie Chicks ("Earl tenía que morir), o Bruce Springsteen ("Maté todo lo que se cruzó en mi camino/no puedo decir que me arrepienta de lo que he hecho)

¿Por qué ese interés en las letras de los raps? ¿Por qué los medios no sacan letras tales como las siguientes, y cuentan la verdad? "Vendí botellas de pena, luego escogí los poemas y novelas" (Wu-Tang Clan), "Gente, usad vuestros cerebros para ganar" (Ice Cube), "Una madre soltera viviendo de la beneficiencia...dime cómo lo hiciste" (Tupac Shakur), "Intento cambiar mi vida, lo ves, no quiero morir siendo un pecador" (Master P).

Los afro-americanos han estado en el peldaño más bajo de la escala económica desde el día en que los arrastraron aquí encadenados. Cualquier otro grupo inmigrante ha podido avanzar desde el fondo hasta niveles más altos de la sociedad. Incluso los americanos nativos, que están entre los más pobres de los pobres, tienen menos hijos viviendo en la pobreza que los afro-americanos.

Probablemente pensaras que las cosas habían mejorado para los negros en este país. Al fin y al cabo, teniendo en cuenta los avances que hemos hecho en eliminar el racismo en nuestra sociedad, uno pensaría que los ciudadanos negros habrían visto aumentar su nivel de vida. Una encuesta publicada en el Washington Post en julio de 2001 mostraba que entre el 40 y el 60% de la gente blanca pensaba que la persona negra media lo tenía igual o mejor que la persona blanca media.

Piénsalo mejor. Según un estudio de los economistas Richard Vedder, Lowell Gallaway y David C. Clingaman, los ingresos medios anuales de un norteamericano negro son 61% menores que los del blanco. Es la misma diferencia porcentual que en 1880. No ha cambiado absolutamente nada en más de 120 años.

¿Quieres más pruebas? Piensa en lo siguiente: - Los pacientes negros que sufren ataques al corazón tienen muchas menos posibilidades que los blancos de que les pongan un catéter cardíaco, independientemente de la raza de sus médicos. - Los blancos tienen cinco veces más posibilidades de recibir tratamiento anti-coagulante de emergencia después de sufrir un infarto - Las mujeres negras tienen cuatro veces más posibilidades de morir durante el parto que las blancas - Los niveles de desempleo negros han sido más o menos el doble que el de los blancos desde 1954.

Entonces, ¿cómo hemos podido los blancos salirnos con la nuestra ? ¡La ingenuidad caucásica! Resulta que éramos muy tontos. Llevábamos el racismo abiertamente, como idiotas. Hacíamos cosas realmente obvias como poner señales en los servicios que decían SOLO BLANCOS. Hacíamos que los negros se sentaran al fondo del autocar. Les prohibíamos ir a nuestras escuelas o vivir en nuestros barrios. Tenían los peores trabajos (anunciados como SOLO NEGROS) y dejábamos claro que, si no eras blanco, te íbamos a pagar un salario menor.

Bueno, esta segregación abierta, exagerada, nos metió en muchos problemas. Un grupo de abogados engreídos fue a los juzgados. Remarcaron que la decimocuarta enmienda no permitía tratar a nadie de forma diferente por su raza.

Al cabo del tiempo, después de una larga procesión de fracasos judiciales, manifestaciones y disturbios, captamos el mensaje: si queréis ser racistas con éxito, mejor encontrad una forma de hacerlo con una sonrisa en la boca. Incluso nos sentimos tan magnánimos como para decir "Claro que podéis vivir en nuestros barrios, que vuestros hijos pueden ir a nuestras escuelas. ¿Por qué no, demonios? Al fin y al cabo, ya nos íbamos". Sonreímos, les dimos una palmadita en la espalda y corrimos a refugiarnos en los suburbios.

En el trabajo aún tenemos los mejores trabajos, el doble de sueldo y un asiento delante del todo en el autobús hacia la felicidad y el éxito. Hemos hecho trampa en el sistema desde que nacimos, garantizando que los negros fueran a las peores escuelas, previniendo así que fueran a las mejores universidades, y preparándoles el terreno para realizarse sirviéndonos el café con leche, arreglando nuestros BMWs y recogiendo nuestra basura. Oh, sí, algunos se cuelan, pero pagan una tarifa extra por el privilegio: el médico negro que lleva un BMW es detenido continuamente por la policía; la actriz negra de Broadway no puede encontrar un taxi después de la estruendosa ovación; el analista financiero negro es el primero en ser despedido a causa de la "antigüedad".

Nosotros los blancos merecemos algún tipo de premio al genio por esto. Nos enrollamos con el rollo de la inclusión, celebramos el aniversario del Doctor King, nos molestan las bromas racistas. No olvidamos nunca mencionar a "mi amigo -que es negro-...". Nos aseguramos de poner a nuestro único empleado negro bien visible en la recepción para poder decir "Lo veis, nosotros no discriminamos, contratamos a gente de color".

Sí, somos una raza ingeniosa, astuta, ¡y vaya si no nos ha ido bien! Me pregunto cuánto tiempo tendremos que vivir con el legado de la esclavitud. Sí, correcto, he sacado el tema. ESCLAVITUD. Casi puedes oír los lamentos de la América blanca cuando sacas el tema de que aún sufrimos el impacto del sistema de esclavitud. Bueno, lo siento, pero las raíces de la mayoría de nuestros males sociales se pueden buscar directamente en este capítulo enfermizo de nuestra historia. Los afro-americanos nunca tuvieron la oportunidad de tener las mismas oportunidades que el resto de nosotros. Sus familias fueron destruidas con toda intención, se les extirpó su lenguaje, su cultura y su religión. Se institucionalizó su pobreza para que recogieran nuestro algodón, para que lucharan nuestras guerras, para que nuestras tiendas permanecieran abiertas toda la noche. EE.UU. tal como lo conocemos no habría llegado a ser nunca lo que es si no fuera por los millones de esclavos que la construyeron y que crearon su vibrante economía, y por los millones de sus descendientes que siguen haciendo el mismo trabajo sucio para los blancos hoy en día.

No es que estemos hablando de la antigua Roma. Mi abuelo nació justo tres años después de la Guerra Civil. Sí, mi abuelo. Mi tío-abuelo nació antes de la guerra civil. Y yo sólo tengo cuarenta y pico. Claro, parece que la gente en mi familia se casa tarde, pero el hecho permanece: sólo estoy a dos generaciones de la época de la esclavitud. Eso, amigos míos, no es "hace mucho tiempo". En el vasto espacio de tiempo de la historia humana, fue ayer mismo. Hasta que nos demos cuenta de esto, y aceptemos que hoy tenemos la responsabilidad de corregir un acto inmoral que aún tiene repercusiones hoy en día, nunca eliminaremos la mancha más grande en el alma de nuestra nación.

 

SERGS DEBATE ABASTECIMENTO



SERGS DEBATE ABASTECIMENTO
DE ASFALTO NO ESTADO

A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS) promoverá na próxima terça-feira (19) a primeira edição de 2010 do Bom Dia Engenharia para debater o tema “Mercado de Asfalto no RS: Expectativas e Soluções”. O expositor será o eng. Caetano Pinheiro, diretor da Procon Construções, diretor do Sicepot-RS e membro do Comitê de Asfalto junto à REFAP. O evento tem por objetivo informar as empresas, órgãos e entidades ligadas ao setor sobre as expectativas de demanda de asfalto no Estado em razão do grande volume de obras de pavimentação contratadas ou a serem implementadas. Outro propósito é identificar soluções para evitar a paralisação de obras por falta de asfalto. Participarão do encontro representantes de órgãos promotores de obras de pavimentação asfáltica, construtoras, produtores de asfalto e distribuidoras. O Bom Dia Engenharia será realizado na sede da SERGS, Trav. Engº Acylino de Carvalho, nº 33 – 7º andar, às 8h30min.

Todt Comunicação


Cargo

 


Pedro Sérgio Rebés Guimarães,filho do Dr. Florêncio Aquino Guimarães e de Iolanda Guimarães, assumirá o cargo de Superintendente da Assembléia Legislativa do Estado. Ele é funcionário da casa onde já ocupou diferentes funções sempre com desenvoltura e competência....

O fotógrafo que

retratou a S. Borja política

 

Quando conheci a sede do PDT em São Borja, nas minhas andanças por lá nos últimos quatro anos, num dia vi um monte de fotos penduradas nas paredes da sede do PDT.... O Paulo Correa ainda vivia e enquanto ele cuidava das coisas dele, eu fiquei olhando foto por foto...Todas,segundo me disse o presidente do partido naquela época, Clair Ribas, haviam sido de autoria de um fotógrafo local, o Gaudêncio. Não o conheci,embora o tenha procurado pela cidade.
Naquela parede da sede do PDT havia centenas de fotografias, registrando principalmente a chegada do líder Leonel Brizola e de outras efemérides locais do partido. Depois voltei em outras ocasiões e as fotos haviam sido retiradas...

acervo de Neuza Penalvo

Nesta foto, da direita para a esquerda, o colega Juarez Porto (que trabalhava neste ano de 1979,quando a foto foi feita, no Jornal do Brasil, Percy e Celeste Penalvo, Ondina Gottfried Weis(mãe do prefeito Mariowane), conhecida na cidade por Dininha, Mário Roque Weis( também foi prefeito de S. Borja) o fotógrafo Gaudêncio e o jovem Mariowane Weis, em 1979, bem no ano em que os exilados voltavam ao país. Só não sei quem é o autor da foto!

 

Deu na salinha J.C. Terlera...

 


O ambiente na salinha J.C. Terlera ia de vento em popa nesta sexta,dia 15/01/2010 quando o colega Nelson,aqui do meu lado, começa ler no site que havia 15 mil pessoas esperando pra ver a médica Zilda Arns em Curitiba. O Castêncio, ou Paparazzo, que tá sempre por aqui, saiu-se com esta preciosidade:

- Vão logo CANALIZAR ela....


Memória de Imprensa

 

Diz um editor que muitos anos atrás, no Câmera Dez, um redator colocou para a locutora Ieda Maria Vargas o resultado de um jogo do Grêmio em Caxias como tendo sido OXO....E a nossa querida Miss Universo leu:
- O jogo foi OCHO!

Coleguinhas

 

* Nesta segunda,dia 18/01, o Laurinho,finalmente, embarca para um tour pro Ushuaia, no sul da Patagônia...ER pelo que sei vai se integrar a Caravana dos Cavaleiros da Paz, do Nico Fagundes, do Elton Saldanha, que estão esperando por ele, por lá.....

* Tem um rolo maravilhoso em Estrela, estou na "capi" de mais um documento( o lado do presidente do estrela f.c. porque em jornalismo a gente ouve os dois lados) pra contar pros leitores. Mas é coisa legal, mesmo, porque estou por dentro do assunto. O título da matéria já está dado: BAFAFÁ NAS BARRANCAS DO TAQUARI. Conheço as entranhas do assunto porque escrevi um livro contando a história do Estrela F.C.

 

SOBRE A PIADA DE ROBIN WILLIAMS!!!


Amigos
Vejam o que Danilo Gentili, do CQC escreveu a respeito da piada de Robin Williams sobre o RJ e sua escolha como cidade-sede das Olimpíadas de 2016, no programa do David Letterman.
"HÁ, HE, HI, ROBIN WILLIAMS

Uns anos atrás os Simpsons vieram pro Brasil. Homer foi seqüestrado. Bart ficou excitado com a loira de shorts enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.
Esses dias Robin Willians falou o seguinte: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500 g de cocaína".
Eu ri!
Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quanto ao seqüestro, pouco importa a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição que acontecem na vida real bem debaixo dos nossos narizes.
Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada.
A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: A boa piada sempre fala de uma verdade.
Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo a verdade não diverte. Assusta. O cara engraçado pro brasileiro é sempre aquele que fala bordões manjados, dá cambalhotas no chão em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém! Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro é como o alho pro vampiro. Merece ser execrado.
O brasileiro é uma gorda de 300 quilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercício dão muito trabalho. É mais fácil ir ao shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela fabrica de manteiga é Barbie, só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora menos hora alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É o StayPuff com o maiô da Dayane dos Santos?". Então a gorda chora. Se revolta. Faz manha.Ameaça. Processa. Porque, embora ela tenha tentado se vestir como uma magra, no fundo a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A auto-estima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.
Ao invés de dizer que "Robin Williams tem dor de corno", prefeito do Rio, vá cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe? Mulher de malandro, sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: “Eu tenho o melhor marido do mundo”.
Advogados. Vocês já são alvos de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas evitem ser alvos de mais algumas delas não processando Robin Williams. Em vez de processo, envie pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e só falou de puta e cocaína. Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pra Olimpíadas se não for roubado pelo taxista, o será no calçadão.
Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaína do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: “As crianças do Brasil não assistirão as Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo” ?
Ah... E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: “Brasileiro é tão estúpido que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa com o que o político em quem ele vota faz...
Enfim... são muitas piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil e se incomoda com piada, não seja injusto e agradeça ao Robin Williams porque ele só fez aquela. E depois brasileiro insiste em fazer piada dizendo que o Português é que é burro."

 

 

Barranco

 

O Barranco, tido como uma das melhores churrascarias de Porto Alegre, me causou profunda decepção no sábado passado. Foi lá que eu resolvi levar o meu primo Waldemar, avô da Carolina Dieckmann, e que ficou alguns dias por aqui depois do Encontro dos Dieckmann em São Lourenço do Sul. Pois bem, o Waldemar estava com saudade de um cordeiro dos pampas, ele que vive no Rio desde garoto. Sim, o Barranco tinha cordeiro. Mas, quando o pedido chegou, constatamos que estava uma droga, uma coisa ressecada e sem gosto. Acabamos dando umas beliscadas no espeto misto que a Rosa e a Elcy, mulher do Waldemar pediram. Estava melhor. Mas tanto um pedido como o outro deram a impressão de que uma carne já assada com antecedência e que, na hora de servir, apenas deram uma esquentada. Depois que deixamos os primos cariocas no hotel, eu e a Rosa ficamos nos lamentando por não termos escolhido outra churrascaria, como o galpão do Parque da Harmonia. Pagamos um mico. Pelo menos o ar co ndicionado do Barranco estava funcionando. Lauro Dieckmann

Coleguinhas

 

* Um radialista,que está aposentado,muito conhecido, tem a torcida dos conhecidos, mas a doença da qual é vítima está em franca progressão tanto que está com dificuldades de reconhecer as pessoas com quem tinha relações há muitos anos...

 

A " velha" ronha Solteiros X Casados...

 

 

Um solta piadinhas dos outros.

Estas foram selecionadas pela Valdir dos Santos, de SP!

 

CLASSIFICADOS DE CASADOS
Um homem colocou nos classificados :
- 'Procura-se esposa'.
No dia seguinte ele recebeu centenas de cartas. Todas diziam a mesma coisa:
- 'Pode ficar com a minha'.


O filho pergunta para o pai:
'Papai, quanto custa para casar?'
E o pai responde:
'Não sei, filho, ainda estou pagando'.


O filho:
- 'Pai, é verdade que em algumas partes da África, o homem não conhece sua esposa até casar com ela ?'.
O pai:
- 'Aqui também é assim, filho'.


Um casal estava discutindo sobre as finanças. O marido explodiu e falou:
- 'Se não fosse pelo meu dinheiro, essa casa não estaria aqui.'
A mulher respondeu:
- 'Querido, se não fosse pelo seu dinheiro, EU não estaria aqui'


Uma mulher estava conversando com uma amiga:
- 'Fui eu que fiz o meu marido milionário'.
- 'E o que seu marido era antes?' - pergunta a amiga.
A mulher responde:
- 'Bilionário'.


Um homem estava reclamando com um amigo:
- 'Eu tinha tudo - dinheiro, uma casa bonita, um carro esporte, o amor de uma linda mulher, e então...tudo acabou.
- 'O que aconteceu?' perguntou seu amigo.
- 'Minha mulher descobriu...'.


Um homem entra em sua casa correndo e grita para a sua mulher:
- 'Marta, arrume as suas coisas. Eu acabei de ganhar na loteria!'
Marta responde:
- 'Voce acha melhor que eu leve roupas para frio ou calor?'
O homem responde:
- 'Leve tudo, você vai embora'.

Não falo com a minha esposa há mais de um ano
- Por que? - pergunta um amigo
- Porque não gosto de interrompe-la...



Pense bem: se não fosse pelo casamento, os homens viveriam pensando que eles nunca erraram. Pessoalmente, eu acho que uma das melhores coisas do casamento é que, como pai e marido, posso dizer o que quiser pela casa. É claro que ninguém presta a mínima atenção...


Um homem bem sucedido é o que faz mais dinheiro do que sua mulher pode gastar.
Uma mulher bem sucedida é a que encontra esse tipo de homem.

Um homem disse que seu cartão de crédito foi roubado, mas ele decidiu não avisar a polí¬cia porque o ladrão estava gastando menos que a sua mulher.

A melhor maneira de lembrar o aniversário da sua mulher, para sempre, é esquecer uma vez.

O primeiro cara (todo orgulhoso):
- 'Minha mulher é um anjo!'
O segundo cara:
- 'Você tem sorte, a minha ainda está viva'.



- Qual os dois tipos de pessoas felizes que existem?
- Homens solteiros e mulheres casadas....



Casamento: o dobro da despesa com a metade da diversão.

Uma vez um homem disse:
- 'Nunca soube o que é ser realmente feliz até casar. Aí¬ já era tarde demais...'.


A Avani está de volta aos pagos!

 

Avani Stein

Esta foto aí foi feita pela fotógrafa Avani Stein, um dia destes que ela saiu a caminhar pela av. Carazinho, perto de sua casa. O gajo tinha ido ao banheiro, e lá estava a plaquinha...E o guarda que fica na guarita.

Avani Stein

 

Mas como vai ao banheiro este moço,porque seguidamente que caminho por ali passei a observar e a plaqueta com o simpático aviso está sempre lá. Prometo que vou entrevistar o personagem deste achado,se tiver oportunidade!

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:



Folha de São Paulo

São Paulo, Domingo, 17 de janeiro de 2009.

Reaparecem em instituição de ensino papéis "perdidos" da ditadura
MÁRIO MAGALHÃES
Enviado especial a Caxias do Sul (RS)
Dados como perdidos para sempre, documentos produzidos por um órgão de perseguição política criado no alvorecer da ditadura militar foram descobertos no acervo de uma instituição privada de ensino na serra gaúcha. O governo promove uma campanha incentivando a entrega de papéis desviados no período de 1964 a 85.
A localização de centenas de páginas com atas de uma Ceis (Comissão Especial de Investigação Sumária) comprova como tantos documentos sumiram: funcionários associados ao regime se apossaram deles.
Os registros da Ceis instalada em maio de 1964 expõem a caça às bruxas e o estímulo à delação na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Hoje estão no Centro de Documentação da UCS (Universidade de Caxias do Sul), onde a Folha os leu. Integravam o arquivo particular do sociólogo Laudelino Teixeira de Medeiros, um dos 15 docentes da comissão destinada a punir a "subversão política" na UFRGS.
Os professores cassados buscaram, mas jamais encontraram as atas. Os organizadores de livro lançado em 1979 e reeditado em 2008 sobre os expurgos ignoravam seu paradeiro.
Referência da sociologia no Estado, Laudelino foi amigo dos sociólogos Gilberto Freyre, brasileiro, e Raymond Aron, francês. Compôs a banca examinadora no doutorado de Fernando Henrique Cardoso. Morreu em 1999. No ano seguinte, a família vendeu --por R$ 75 mil, relata-- seu arquivo e uma coleção de 17 mil volumes para a UCS. Em meio aos livros e à papelada que documenta a trajetória de Laudelino, estavam as atas da Ceis.
"É uma surpresa, incrível! Eu achava que alguém tivesse destruído os documentos, porque são comprometedores", disse Lorena Holzmann, professora titular de sociologia da UFRGS, que coordenou em 2008 a reedição do livro "Universidade e Repressão - Os expurgos na UFRGS" (L&PM editores). Os autores nunca tiveram acesso às atas. A professora contou 17 docentes cassados em 1964.
"Pensava que haviam sido queimados", disse Luiz Osvaldo Leite, ex-diretor do Instituto de Psicologia. Filho de Laudelino, o advogado Luiz Inácio Franco de Medeiros disse não se lembrar das atas.
A sobrevivência dos originais está relacionada à cultura dos organismos de espionagem, embora não haja indício de que Laudelino colaborasse com eles. É o que afirma o advogado Jair Krischke, do MJDH (Movimento de Justiça e Direitos Humanos): "A regra na comunidade de informações internacional era que informação não se destrói. É guardada".
Krischke soube do destino das atas por um colaborador do MJDH, o professor da UFRGS Jorge Eduardo Enriquez Vivar, da Arquivistas Sem Fronteiras. O pioneiro na descoberta foi o historiador Jaime Valim Mansan. Em 2009, ele defendeu na PUC-RS a dissertação "Os Expurgos na UFRGS -Afastamento Sumário de Professores no Contexto da Ditadura Civil-Militar (1964 e 1969)".
Somando os excluídos em 1969, houve 41 professores punidos. "As atas têm importância tremenda", disse Mansan. "Dão a dimensão das relações internas da universidade."
A Ceis foi formada com base no Ato Institucional nº 1. Funcionou só em 1964. Além dos docentes representando 15 faculdades, nomeou-se um assessor militar: o general Jorge Teixeira, do 3º Exército (atual Comando Militar do Sul).
Expurgado sem direito a salário ou aposentadoria, o professor Ernani Maria Fiori foi investigado por ela. As atas revelam que o Exército e o Dops informavam a comissão. O general Teixeira definiu Fiori como "comunista da ala católica" que "lidera a ação dos comunistas na Faculdade de Filosofia".
Fiori iria para o Chile, onde se tornou vice-reitor da Universidad Católica. Morreria em 1985. "Ele fez pessoalmente sua defesa, oral, na comissão", relembra o filho José Luís Fiori, cientista político da UFRJ.
Entre os alvos da comissão estava o acadêmico de direito Marcos Faerman. Ele seria um dos grandes jornalistas brasileiros. Outro era o presidente do centro acadêmico da Faculdade de Medicina, João Carlos Haas Sobrinho. Um dos comandantes da guerrilha do Araguaia, foi morto em 1972.
Atas expõem caça às bruxas em universidade


Em uma reunião da Comissão Especial de Investigação Sumária da UFRGS, o professor Laudelino Teixeira de Medeiros, da Faculdade de Filosofia, lamentou a possível não punição de "subversivos". Ele disse, conforme a ata: "Sinto que pessoas que manifestamente, até por escrito, tiveram participação condescendente e até promotora de atos de subversão ficam fora do jogo".
O presidente da comissão, Nagipe Buaes, da Faculdade de Ciências Econômicas, pediu: "Não poderia Vossa Excelência dar, por conseguinte, em caráter secreto, a esta presidência, os nomes dessas pessoas a fim de que elas possam ser arroladas, sem revelar de onde emanou a fonte de informação?"
Laudelino se antecipara, mas nomeou: "Eu já dei por escrito. Um nome, por exemplo, é o do professor Pery Pinto Diniz da Silva". Era o antigo vice-reitor, que renunciara após o golpe de 1º de abril de 1964.
O clima de caça às bruxas predominou no grupo nos meses seguintes à deposição do governo constitucional de João Goulart. Uma obsessão era castigar quem liberara as dependências da UNIVERSIDADE para um evento a pedido da irmã de Jango, Neuza, casada com Leonel Brizola.
Alguns componentes pareciam se preocupar com a imagem, relativizando a atividade repressiva do órgão.
O professor Ney Messias, da Faculdade de Direito de Porto Alegre, construiu o raciocínio: "Professar ideologia não é razão para condenar. Mas fazer proselitismo com base nessa ideologia é que é delito". O incentivo à delação prevaleceu. Laudelino sugeriu que denunciantes tivessem nome preservado, para não intimidá-los. Professores e alunos acusaram colegas, porém muitos se recusaram a colaborar.
O general Jorge Teixeira manifestou atenção particular por estudantes estrangeiros que viajaram a Cuba. O 3º Exército apresentou relatório com a lista de assistentes de um curso do historiador comunista Jacob Gorender.
As atas finais da comissão não constam do arquivo de Laudelino. Não se sabe a data de conclusão dos trabalhos.
O motivo é que ele se afastou. Seu filho Luiz Inácio Franco de Medeiros contou que o motivo foi divergência com os critérios adotados.
"Ele não era de esquerda, mas não era de direita", disse o filho. "Laudelino era uma personalidade complexa", afirmou o ainda hoje professor do Instituto de Biociências da UFRGS Francisco Mauro Salzano, 81, da Academia Brasileira de Ciências. "Era um intelectual, católico e direitista muito extremo."
A UNIVERSIDADE de Caxias do Sul não se pronunciou sobre a posse das atas da comissão da UFRGS. Os responsáveis pelo seu centro de documentação e biblioteca, gerenciados com rigor e métodos de padrão internacional, estão em férias.
É provável que a aquisição do acervo tivesse como interesse principal os livros de Laudelino (a biblioteca da UCS reúne 950 mil volumes). Veio junto um tesouro da história. (MM)



Dizem por aí...

 

 

* Que desta maneira como anda a conversa pra apoiar o prefeito Fogaça pro Governo do Estado, o mais provável é que o Fortunatti vá ter que esperar mais algum tempo pra sentar naquela cadeira que todo mundo quer....

* No dia que o senador Simon anunciou com pompa e circunstância que Fogaça era o candidato do PMDB achei engraçado o duplo jogo que se fazia ali: o senador estava lançando o candidato do PMDB, mas o candidato, no caso o prefeito Fogaça, chamava a atenção prum detalhe: ele só seria candidato " dentro de uma ampla coligação"

* Rogério Mendelski no dia seguinte ao sucedido, na rádio Guaíba, botou a " sonora" - gravação com Fogaça - sobre o lançamento e se apercebou deste detalhe e chamou a atenção para ele para os seus milhares de ouvintes da Guaíba

* Mansueto Serafini, duas vezes prefeito de Caxias tem uma opinião: se a governadora Yeda Crusius conseguir se " vitimizar" ainda vira candidata séria a reeleição....

* Durma-se com este calor e com este barulho todo, digo eu!!!

 

As voltas que a política dá....


O presidente Lula abraça a governadora do Maranhão, Roseana Sarney,depois que ela em 1994 falou muito mal dele...

 

Um oráculo não poderia adivinhar tanto. Em 1994,quando o então líder sindical se aventurava à presidência da República, no caso o nosso atual presidente, Lula da Silva, a então candidata ao governo do Maranhão Roseana Sarney, do PFL, fazia chacota dele, num jantar, como narra o repórter Alexandre Mederios, do Jornal do Brasil, em seu livro Nos Bastidores da Campanha. Eis o seu relato à pagina 141.


" Gilberto Carvalho e Graziano indicaram a Base do Edislon, em Vila Bessa, centro histórico de São Luís, para o jantar da imprensa." tem lá uma caldeirada de camarão que é um escândalo", garantiu Carvalho. Eu e o fotógrafo Nelson Perez já tínhamos mandado o material para o Rio e estávamos livres. O resto da turma ainda ia voltar ao hotel para fazer contatos com as redações. Combinamos de ir na frente,eu e Nelson, para ir segurando uma mesa na Base do Edilson. Chegamos ao restaurante - bem simples - , a bordo de um Santana 2000 do ano, com ar condicionado, único carro disponível na locadora de veículos do aeroporto. Um luxo para a humilde equipe do JB.


Só havia duas mesas ocupadas no salão. Uma, com um casal. Outra, com uma trupe da melhor qualidade: Roseana, seu marido Jorge Murad, uma adolescente e cinco assessores da candidata.

Estrategicamente instalada sob uma fotografia autografada de José Sarney, a mesa produzia um barulho infernal. Dois celulares tocavam sem parar e as piadas e histórias contadas por um ou por outro arrancavam gargalhadas dos demais.

Sentamos numa mesa de canto, perto da cozinha, de onde presenciamos um jantar das Arábias: depois da caldeirada de camarão, especialidade da casa, a turma da Roseana articulou como sobremesa, via telefone celular, uma estratégia de " fritura" ao senador Alexandre Costa, principal acusado de ter usado a gráfica do Senado para imprimir os cadernos escolares denunciados pela oposição.

" Quantas pessoas deve ter lá( no comício de Lula)? Umas 50 mil, no mínimo", brincou Roseana, arrancando risos da mesa, sortida com potes de caldeirada de camarão sem casca, pirão, farinha e arroz branco.

Como não nos conhecia, Roseana não mediu palavras.


A placa do Santana 2000 era de São Luis e ela deve ter identificado em nós eleitores oficiais do clã Sarney. Vez por outram sorria para nossa mesa, simp´´atica. E fez entregar por um dos filhos de EDilson, o dono do restaurante, alguns adesivos coloridos de campanha com a inscrição:" O Maranhão forte e mais bonito. Rosenaa governadora".
Frequentadora habitual do restaurante - como seu pai - , era como se estivesse em casa.

Tão em casa que nem se preocupou em ser discreta com os telefonemas. Pelo celular, o senador Alexandre Costa deu conta de uma conversa que tivera minutos antes com um repórter local sobre o caso dos cadernos escolares. " sabe o que ele disse ao jornalista? Fui eu mesmo que mandei fazer os cadernos. É para o Lula aprender a ler e a escrever" , reproduziu Roseana, às gargalhadas.


Na rolança de tanta alegria, o casal amazonense da terceira mesa ocupada no recinto, até então discretíssimo, se manifestou. De pé, o rapaz puxou um brinde: " Dona Roseana, sou amazonense, mas quero dizer que é um prazer jantar num lugar freqüentado pela futura governadora do Maranhão". Brindou e fez questão de registrar no livro de assinaturas da casa ujma menção à presença de Roseana na noite de quarta-feira, 14 de setembro de 1994. Como agradecimento pela singela homenagem, a candidata presenteou o fã amazonense com um button e um adesivo de campanha. Para a moça,que se manteve sentada, deu uma camiseta com a mesma foto que aparecia na contracapa do caderno escolar impresso irregularmente na gráfica do Senado e distribuido na rede de ensino do estado como propaganda eleitoral.


Finda a homenagem, na hora do café e da conta, o telefone celuar tocou outra vez.Murad atendeu e passou-o imediatamente a Roseana: " Seu pai",disse ele. Os risos frouxos foram sumindo do rosto da candidata, à medida que ela ia respondendo com monossílabos às recomendações do ex-presidente.
O telefonema serviu para imformá-la de que Alexandre Costa estava incluído numa lista de " investigáveis" do TSE, por uso da gráfica do Senado. Quando desligou, Roseana passou as instruções a seus comandados: " Se me perguntarem sobre esse assunto, digo que não tenho nada com isso. Sou senadora? Não. Posso controlar os candidatos que usam fotos minhas em suas propagandas? Não. Então, acabou. Não vai dar em nada".


O resto da turma da imprensa adentrou ao gramado justo nesse instante. Roseana levantou para cumprimentar um repórter local e só aí percebeu que nossa mesa poderia abrigar algo além de eleitores - abstados e seus - num Santana 2000. Fez questão de vi até a mesa se despedir.

Estava uma delícia a caldeirada de camarão do Edílson. Recomendo."

Agora é o autor deste site que fala:

Liguei pra Valdir dos Santos, em São Paulo, pra lhe contar que iria usar afoto do Lula, o nosso atual presidente, abraçando a governadora autora dos comenta´rios postados aqui. A Valdir, que é uma lulista de carteirinha( também pudera, ela cobriu todo o movimento sindicalista do ABC quando o Lula surgiu, pelo Estadão) me aparteou rápido:
- Na época ela era do PFL. Hoje é do PMDB que é aliado do PT....


O QUE FAZER COM UM MOLEQUE DESTE?

 

Enviada pela Valdir dos Santos!

 

BILHETE DEIXADO PELO FILHO...

O pai entra no quarto do filho e vê um bilhete em cima da cama. Ele lê o
bilhete temendo o pior:

'Caro Papai, é com grande pesar que lhe informo que eu estou fugindo com
meu novo namorado, Juan, um Argentino muito lindo que conheci. Estou
apaixonado por ele. Ele é muito gato, com todos aqueles 'piercings',
tatuagens e aquela super moto BMW que tem. Mas não é só por isso, descobri
que não gosto de jeito nenhum de mulheres e, como sei que o senhor não vai
consentir com isso,decidimos fugir e ser muito felizes no seu 'trailer'.


Ele quer adotar filhos comigo, e isso foi tudo que eu sempre quis para
mim. Aprendi com ele que maconha é ótima, uma coisa natural, que não faz
mal a ninguém, e ele garante que no nosso pequeno lar não vai faltar
marijuana. Juan acha que eu, nossos filhos adotivos e os seus colegas
'gays' vamos viver em perfeita harmonia.


Não se preocupe papai, eu já sei me cuidar, apesar dos meus 15 anos já
tive várias experiências com outros caras e tenho certeza que Juan é o
homem da minha vida.


Um dia eu volto, para que o senhor e a mamãe conheçam os nossos filhos. Um
grande abraço e até algum dia.


De seu filho, com amor..'



O pai quase desmaiando continua lendo :





'PS: Pai, não se assuste, é tudo mentira!!!


Estou na casa da Priscila, nossa vizinha gostosa. Só queria mostrar pro
senhor que existem coisas muito piores do que as notas vermelhas do meu
boletim, que está na primeira gaveta.


Abraços,


Seu filho, burro, mas macho.'

 

Como nascem as células tronco

A Valdir dos Santos tá aposentada e então fica garimpando na internet...e olha o que achou....santa paciência....

 

 

 

Tantos Carnavais

 


Antecipando o período de Momo, Geraldo Flach (piano) e Victor Hugo (voz), acompanhados de Fernando do Ó (percussão), apresentam músicas inesquecíveis e permanentes dos carnavais de todos os tempos, desfilando sucessos como "Máscara Negra", "Maracangalha", marchinhas de salão e sambas que foram sucesso no passado e ainda habitam o imaginário da folia popular. São canções lindas e imortais, cujo tema remete a "Tantos Carnavais".
Serão apresentados clássicos de grandes compositores brasileiros, entre os quais Chico Buarque (Quem te viu, quem te vê), Noel Rosa (As Pastorinhas), Paulinho da Viola (Foi um rio que passou em minha vida), Tom Jobim/Vinícius de Moraes (A Felicidade) e Carlos Lyra (Marcha da quarta feira de cinzas).
Garanta o seu lugar.

Com Geraldo Flach, Victor Hugo e Fernando do Ó

Data 19 de janeiro, terça-feira
Horário 21h
Valores

Plateia: R$ 30,00 (público geral) e R$ 20,00 (professores, estudantes e idosos)
Lugar em mesa: R$ 40,00 (público geral) e R$ 30,00 (professores, estudantes e idosos)

Coleguinhas

 


* Dia 18/01/2010, o Lauro Dieckamnn embarca para Ushuaia! Mas como tem viajado este colega, está se tornando um Globe Troter! Mais que o Flávio Del Mese...

* Vi ontem,12/01/2010 ,de novo AS HORAS, um filme sobre a vida da escritora Virgínia Woolf...Como aquele marido dela, o Leonard, entendia e amava ela..

 

 

 

Coleguinhas


O " PRATO FINO "

 

Assim é conhecido em S. Borja, o repórter Eduardo Belmonte, da rádio Cultura AM, do Grupo Andres. O apelido nasceu do fato dele ter sido - isto segundo o próprio - o primeiro repórter que o dono do arroz " Prato Fino", Celso Rigo, patrocinou." Depois vieram a Hebe Camargo e a Ana Maria Braga" conta, orgulhoso, este repórter de 40 e poucos anos...Nas ruas, por onde ele anda é apontado simplesmente por " Prato Fino". A população se acostumou com isto porque ele sempre termina suas intervenções jornalisticas na rádio assinando o patrocínio "oferecimento Arroz Prato". É o tipo de apelido que pegou...


Prato Fino, o primeiro da esquerda para a direita junto ao monumento de Getulio Vargas, com outros políticos em S. Borja.

Nenhum evento político acontece na cidade se o " Prato Fino" não está presente!
Ele seria,digamos a " Zero Hora", da chamada " Terra dos Presidentes"!

Pouco ou quase nada sei de sua vida pessoal. Anda sempre numa moto e dela tira seus instrumentos de trabalho, no caso um gravador. A moto também sempre tem um cadeado, que é pra não roubarem seu instrumento de trabalho..O " Prato Fino" é acordada pelo celular de madrugada pra ir cobrir uma prisão que a Polícia Federal fez no porto..Pensando serem meros abigiatários, a detenção rende muito mais em termos de notíciário, porque na verdade era um grande contrabando de narcóticos...Isto aconteceu numa noite muito fria do inverno de 2009 e ele me contava,depois, orgulhoso o feito..
Eduardo Belmonte é um voyeur...não é um alpinista social que usa o glamour do jornalismo pra subir na vida embora possa-se ler no seu rosto que já passou por muitas dificuldades...
Belmonte sabe tudo de São Borja,até coisas que não deveria saber..e às vezes banca o indiscreto..

Todo repórter vive disto!
Diz ele que nasceu junto ao Pesqueiro, uma região da zona rural de São Borja. Também sustenta que é parente dos Belmonte de Itaqui e de Uruguaiana. Assim sendo,lhe digo eu,então deve ser parente doJoão Carlos Belmonte, radialista muito conhecido de Uruguaiana e que já passou pelas principais rádios da capital, estando hoje na Band AM.


O Prato Fino entrevistando o Mala do Ano na La Barca, em S. Borja

 

Belmonte, ou o " Prato Fino", acompanhava o ex-governador Leonel Brizola,sempre que este ia a São Borja e Brizola era muito assíduo na cidade, onde sempre se hospedava na casa do amigo Percy Penalvo.
- Tenho até umas gravações do Brizola quando ele " falava" com a Neusa, no cemitério, contou-me Belmonte.

Ele quis dizer que numa das visitas que o ex-governador fez ao túmulo de sua falecida esposa - morta em 7.4.1993 - Brizola conversou com a esposa, no bom sentido. "Prato Fino" estava lá para gravar e o ex-governador permitiu. Belmonte não é nenhum maluque..sabe o que está fazendo.
Quando comecei a conhecê-lo fiquei intrigado com uma coisa: porque um repórter com aquele talento todo e disposição para o trabalho havia permanecido no interior - por favor, nada contra o interior . Ele me respondeu que agora era muito tarde para sair de São Borja.

Foi ele que a pedido da rádio Gaúcha de Porto Alegre - com quem a Cultura AM possui link - descobriu o paradeiro dos familiares de um goleiro ( acho que o nome é Winck) que fez parte do Rolo Compressor, do Inter, de Porto Alegre,e que o cronista Kenny Braga precisava para biografar para seu livro sobre aquele famoso time dos anos 40, do século passado..
Belmonte, como todo radialista do interior, transmite de tudo: batizados, futebol, política, acontecimentos sociais..

No sábado dia 5.12.2009, assiste um concerto natalino na frente do Memorial do Jango na av. Presidente Getúlio Vargas...E os populares o chamavam a toda hora pra lhe passar dicas sobre matérias para a rádio....Matéria prima para um repórter..Mas ele já meioque esnobava e não dava muito bola para tudo, não..

No dia seguinte, lá estava o Prato Fino.na Câmara Municipal dos Vereadores - Palácio Presidente Getúlio Vargas- pra acompanhar a sessão solene do Poder Legislativo de S. Borja lembrando os 33 anos da morte do ex-presidente... E não parava de tirar fotos de mim, que estava lá apenas querendo vender uns livros......

 

Coleguinhas

 

* Como vai pro Ushuaia, baixou o " MUNHECA" no Lauro Dieckmann...nem um chopp no Bar do Beto ele quer pagar! Diz que está tudo cortado. Parece a AGCR, a dona dos novos pedágios, que cortou até a assessoria de imprensa!Pronto: acabei dando um furo!pequeno, mas é um furo jornalistico!

 

“Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”



leitura polêmica
"Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" contesta fatos e personalidades do nosso país
Lançamento apresenta fortes argumentos contra o que aprendemos na escola
por Estela Cotes - 22 de novembro de 2009
Capa do livro de Leandro NarlochCapa do livro de Leandro Narloch
Santos Dumont não inventou o avião. A origem da feijoada é europeia. Aleijadinho é um personagem literário. Zumbi tinha escravos. Essas são algumas máximas defendidas pelo jornalista Leandro Narloch em seu livro "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" (Ed. Leya, 319 páginas).

A pesquisa do autor, de 31 anos que já foi repórter da revista "Veja" e editor da "Aventuras na História" e da "Superinteressante" , pretende desvendar algumas máximas históricas que aprendemos desde o primário com os livros didáticos.

A primeira hipótese levantada por Narloch é que os índios já se matavam em guerras travadas internamente muito antes dos portugueses chegarem aqui. Os tupi-guaranis, por exemplo, lutavam com outras tribos para expandir seu território de norte a sul do Brasil. Além disso, os indígenas usavam a guerra como sinônimo de poder. Os homens que venciam as batalhas ganhavam respeito e recebiam direito de casar. Os portugueses, em princípio, precisavam dos índios como aliados para desbravar e conseguir comida dentro da mata fechada. Narloch salienta ainda que ao desembarcar das caravelas, os europeus estariam fragilizados, desnutridos e muito doentes para conseguir enfrentar milhões dos que já estavam por aqui.

Em nove capítulos, além de argumentar sobre os reais motivos que levaram Brasil e Inglaterra a travar guerra com o Paraguai, o jornalista dá cinco razões que para ele comprovam que Santos Dumont não inventou nem o relógio de pulso, nem o avião. Ele fica com a versão de que os Irmãos Wright é que na verdade conseguiram fazer um objeto mais pesado que o ar voar. O 14 Bis não teria propriamente voado, mas dava "pulinhos". Em 1903, muito antes do primeiro voo registrado pro Dumont em 1906 no Campo de Bagatelle, os norte-americanos já atiravam protótipos em uma espécie de estilingue e existem registros das primeiras experiências ao ar livre.

Na obra Leandro Narloch apresenta suas versões com embasamento e argumentos fortes. "Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos [os tipos `militantes' , esforçados em traçar uma história forçada], e sim uma provocação", escreve na introdução. Logo no início da obra inclusive o autor coloca um formulário que narra "A história do país X", os fatos enumerados são comuns ao desenvolvimento de diversas nações e Narloch pede ao leitor que preencha as lacunas com os nomes que julgar melhor. Depois de anos e de gerações estudando a mesma versão de fatos históricos não é tão simples digerir uma contestação tão veemente. Com certeza deixa-nos com uma pulga atrás da orelha.

 

 

RJ e MG conquistam maior número de ouros na

1ª Olimpíada de História do Brasil





Competição inédita no país envolveu mais de 15 mil participantes de 24 estados brasileiros
Equipes do Rio de Janeiro e Minas Gerais conquistaram o maior número de medalhas de ouro na 1ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), organizada pelo Museu Exploratório de Ciências (MC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ao todo, foram 15 medalhas de ouro, 25 de prata e 35 de bronze. Entre as 15 escolas que conquistaram medalha de ouro, oito são da região Sudeste, quatro do Nordeste, uma do Norte, uma do Sul e uma do Centro-Oeste.

Quatro equipes do Rio de Janeiro conquistaram o ouro: duas da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, uma do Instituto Federal do Rio de Janeiro, e uma do Colégio Pedro II.

Minas Gerais teve três equipes com medalha de ouro: Colégio de Aplicação, Colégio Stella Matutina e Colégio Magnum Agostiniano.

As demais medalhas de ouro foram conquistadas pelas seguintes escolas: Colégio Santa Clara (PA), Colégio COC Literattus (SP), SESI-SENAI (GO), IFRN (RN),Colégio Santa Teresa (MA), Colégio Oficina Nacional (BA), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (RN),e Colégio Estadual Sagrada Família (PR).

A ONHB premiou 75 equipes com medalhas de ouro, prata e bronze e concedeu menção honrosa à todas as demais. Equipes de nove estados brasileiros foram medalhistas de ouro: Bahia, Rio de Janeiro, Pará, Goiás, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraná, levando para a escola livros didáticos e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional.

A região Sudeste recebeu o maior número de medalhas, 42. Foram oito de ouro, 18 de prata e 16 de bronze. Em segundo lugar, a região Nordeste, com 23 medalhas (4 de ouro, 3 de prata e 16 de bronze). O estado que obteve o maior número de medalhas foi São Paulo, com 20, sendo uma de ouro, 11 de prata e oito bronze.

Segundo o diretor do MC, Marcelo Firer, a ONHB ressalta a vocação do Museu Exploratório de Ciências em atingir públicos cada vez maiores, com programas inovadores e de qualidade. A inédita competição na área das ciências humanas envolveu mais de 15 mil participantes de 24 estados brasileiros, divididos em 3.951 equipes formadas por estudantes, matriculados a partir do 8º ano do ensino fundamental, orientados por professores de história.

A disputa entre escolas públicas e particulares foi equilibrada. As instituições públicas, no entanto, foram maioria, com um total de 146 representantes, contra 141 particulares. Todas as etapas foram realizadas com equipes formadas por 3 estudantes e, obrigatoriamente, um professor de história orientador.

Um dos objetivos da I ONHB foi oferecer aos participantes a oportunidade de compor equipes diferenciadas. Não apenas pela série de ensino, mas pela afinidade dos estudantes, faixa etária, nível de conhecimento e etc. A eliminação aconteceu de forma gradual, sendo a pontuação cumulativa. Em cada fase, os estudantes foram desafiados a resolver questões de múltipla escolha e a realizar tarefas. Na 5ª fase, última online, as equipes puderam avaliar umas às outras, ajudando a definir quais competidores seguiriam para a final.

Mais informações sobre a ONBH podem ser obtidas no site
http://www.mc. unicamp.br/ 1-olimpiada/ inicio/
(Informações do Portal da Unicamp)

 

Coleguinhas

 


* O coleguinha Nenê , Carlos Bastos, já está com cheiro de PODER! Ontem por exemplo, dia 12/01/2010, Celina Canabarro, mulher de Gilberto Lima, já esteve com audiência com o Nene!!!

* Carlos Bastos já está confirmado como novo superintendente de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado!

 

 

FGV põe na web mais retratos da era Vargas


CLAUDIA ANTUNES


da Folha de S.Paulo, no Rio


A fotografia de 1952 tem ares de anos dourados, e nela nada prenuncia o suicídio, dois anos depois, do personagem central, o presidente Getúlio Vargas.
Sentado à ponta de uma chaise longue nos jardins da granja Comary, antiga propriedade da família Guinle na região serrana do Rio, o governante que deu nome a uma era e mais tempo ficou no poder no século 20 está cercado por cinco mulheres, três delas na grama, a seus pés.


Reprodução
Getúlio Vargas (ao centro) conversa com correligionários, como Leonel Brizola (à direita), em estância no Rio Grande do Sul
A primeira à esquerda é sua filha e colaboradora, Alzira Vargas do Amaral Peixoto (1914-1992). As demais são senhoras do jet set da época. Entre os retratados no segundo plano, o milionário Didu de Souza Campos documenta o encontro com uma filmadora.


A imagem é uma das 10.407 reunidas nos 102 álbuns de família da "rapariguinha" , como Getúlio chamava Alzira.
A maioria inédita, elas foram digitalizadas e serão liberadas à consulta hoje, na nova versão eletrônica do acervo do CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), a escola de ciências sociais e história da Fundação Getulio Vargas e sigla fundamental a quem busca informações sobre o período republicano.


A remodelagem da página, comemora os 65 anos da FGV, neste domingo, e traz três novidades.
A primeira é o mecanismo de busca, agilizando o acesso a 198 arquivos, 5.000 horas de gravação da série História Oral e aos verbetes do "Dicionário Histórico-Biográ fico Brasileiro".
Outra inovação é o tamanho do conjunto digitalizado, que passará de cem mil para 480 mil páginas de documentos e de 80 mil para 160 mil fotos.
Por fim, haverá um mecanismo de "anotação colaborativa" , explica Suely Braga, coordenadora de documentação do CPDOC. O usuário poderá sugerir adendos à classificação ou apontar equívocos. Se confirmada, a informação será incorporada ao arquivo.
As fotos de Alzira, que vão dos anos 20 ao governo Juscelino Kubistchek (1956-1961), são um caso em questão. No início, ela marcava data e local, sem identificar todos os retratados. Nos últimos álbuns, deixou bilhetes com notas em vermelho, à modo de legenda.
A classificação das imagens foi quase toda feita por Regina Luz, "memória viva" da família Vargas no CPDOC, como brinca Celso Castro, estudioso das Forças Armadas e diretor do centro. Com 32 anos de casa, a pesquisadora organizou o arquivo do cacique do PSD fluminense Ernani do Amaral Peixoto (1905-1989), marido de Alzira, e editou os dois volumes dos "Diários de Getúlio Vargas".
Então presidente (governador) do Rio Grande do Sul e logo do Brasil, após a revolução que pôs fim à República Velha e iniciou a modernização do país, Vargas seria ditador no Estado Novo (1937-1945) e voltaria, eleito, à Presidência, em 1951.
Com tantos personagens, nem a memória de Regina pôde completar todas as legendas. Na foto da granja Comary, uma das cinco mulheres que conversam com o presidente aparece apenas como "Jenny".
Essas lacunas poderão ser preenchidas pelo público. "O Dicionário" e a História Oral foram marcos de como fazer história recente. Este é mais um momento de inovação', disse Celso Castro.

 

Memória: Livro reúne artigos que revêem e discutem o processo de redemocratizaçã o do Brasil

 

 


Em 28 de agosto de 1979, o coro ensurdecedor de familiares de vítimas do regime militar e instituições defensoras da redemocratizaçã o foi finalmente ouvido: João Baptista Figueiredo, então presidente da República, aprovou e sancionou a Lei nº 6.683, que anistiou cerca de 4,5 mil pessoas, e a nação recebeu de volta personalidades políticas e culturais, como Fernando Henrique Cardoso e Leonel Brizola. A mesma lei que anistiou torturados, porém, estendia o perdão aos torturadores. A polêmica em torno da anistia não se esgotou com o tempo. O Arquivo Público do Estado de São Paulo promoveu debate em torno do assunto no seminário internacional A luta pela anistia: 30 anos, realizado em maio. O resultado de discussões e reflexões gerado pelas palestras foi registrado nos textos que compõem o livro A luta pela anistia, lançado no início do mês e organizado por Haike Kleber, diretora do Centro de Difusão e Apoio à Pesquisa do Arquivo Público.

Vinte e um autores, cujos trabalhos foram primeiramente apresentados no seminário, três instituições de memória, cinco de acervo, dois arquivos e três editoras. São 21 textos, escritos por acadêmicos, militantes políticos, cientistas políticos e juristas, cinco guias de fontes sobre o assunto e reprodução de dezenas de cartazes e folhetos sobre a luta pela anistia no Brasil e na América Latina. "É um tema que transcende o trabalho que a gente fez", avalia Lauro Ávila, diretor do Departamento de Preservação e Difusão do acervo público paulista

A respeito da lei, ele faz uma importante ressalva: "Tudo bem que a lei foi criada pela própria ditadura. O governo Figueiredo estava no seu primeiro mandato, foi o último do período militar. Mas a lei de 1979 não é só uma concedida pelo governo. É conquista dos movimentos pela anistia, estudantil, feminino..." É resultado de um processo da sociedade civil organizada contra a ditadura. O primeiro projeto pela anistia é de 1965. A discussão é antiga".

Os 21 artigos fornecem um amplo panorama sobre a situação política do país no último período da ditadura e dão voz a outros grupos que sofreram repressão e se envolveram na batalha pela anistia. É o caso da censura aplicada ao teatro, explicada em "O teatro como a maior vítima da censura", uma transcrição da palestra de Idibal Pivetta, e a participação das mulheres nos movimentos de resistência, descrita com detalhes por Rosalina Santa Cruz, ex-presa e familiar de desaparecido, em "Elas se revelam na cena pública e privada: as mulheres na luta pela anistia".

Os objetivos de A luta pela anistia parecem bem claros: reconstruir, por meio de documentos e imagens históricos, período importante de redemocratizaçã o política e apresentar a população aos acervos e arquivos públicos. Desde a frase escrita na sobrecapa e pôster do livro, "Toda vez que um justo grita, um carrasco vem calar...", a obra é uma importante e louvável revisita ao período da anistia e uma provocação para novas pesquisas. "Estamos discutindo com o Arquivo Nacional uma maneira de facilitar o acesso das pessoas aos acervos, por meio da criação de cadastro de usuários e controle do conteúdo pesquisado, em observação ao artigo da Constituição que desaconselha colocar documentos públicos recentes para não constranger as pessoas presentes nos arquivos", revela Ávila.

Pesquisa vasta
O novo site do arquivo, http://www.arquivoe stado.sp. gov.br, possui acervo digitalizado com textos, conteúdo de exposições e mais de 200 mil imagens sobre a história de São Paulo e do Brasil. Até jornais do século 19 podem ser consultados livremente na página virtual da instituição.

A LUTA PELA ANISTIA
Organização de Haike R. Kleber da Silva. Editora Unesp/Arquivo Público do Estado de São Paulo/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 488 páginas. R$ 60

Coleguinhas

 

Os " OCUPADOS DO IRPAPUS!!!!


* No café Chaves, onde se reune o IRPAPUS, o único " aposentado" que fica até depois das 14 hs é o Cristiano Darsch. Os demais,quando o relógio da parede bate duas horas,mesmo todo mundosabendo que são aposentados, levantam-se das cadeiras, quais vestais, e vão em direção ao seu " serviço" como dizem. Na verdade, vão pros mocós tirar uma soneca...Entre eles está o Paulinho quarta-feira, que vai dar uma sonecada na ASFIVEC, o Mário , ex-consul da Suécio em nossos pagos,entre outros não tão famosos!

 

O La Barca...

 


Das primeiras vezes que fui a São Borja, acho que foi em 2006, hospedei-me no Executivo Hotel( onde antigamente funcionou uma livraria) bem no centro da cidade. Não conhecia literalmente, ninguém. Era um estranho!
Na frente do hotel tinha( e ainda tem) um bar, o La Barca. Na primeira vez que entrei lá,achei o dono mal humorado,atrás do balcão( bom, não tinha porque me surpreender porque não sou nenhuma miss!) e sem dar papo pra ninguém.
Como disse, não tinha a menor intimidade com ninguém.
Mas logo vi que ali era o ponto onde os amigos se encontravam para aquelas conversas de todo o dia,digamos uma referência .( em tempo: estou coletando estes " pontos" do interior, prum futuro livro )
Pula algum tempo depois...estou ficando mais "amigo" - ou com maior intimidade - do CHITA, sim este é o apelido do dono, de nome Florêncio Aquino Guimarães Filho, o Florencinho, como é conhecido pelos amigos.
Seu pai, o dentista Florêncio Aquino Guimarães, já falecido, foi uma legenda da política de São Borja. Em 1945 , foi um dos fundadores da Mocidade Trabalhista do PTB. Depois chegou a prefeito de São Borja e em 1976 tentou pelo MDB eleger-se deputado estadual, mas não obteve êxito.

" CHITA"

O estranho apelido - Chita é um chimpanzé - me informam nasceu porque ele participava do bloco de carnaval OS PERIGOSOS , do Clube Comercial, ena costumeira entrada do bloco no salão quando é tocada a música do bloco, Florencinho adentrava , vamos dizer, dando cambalhotas no meio do salão e fazendo a "cena" em alto estilo!

Porque o bar se chama La Barca? Não sei...

 


Olides Canton bisbilhotando o mural de fotos

 

O tesouro desaparecido

Na primeira vez que entrei no bar do Chita,não resisti a um monte de fotografias improvisadas num mural e passei a " bisbilhotar" o que havia ali.
Ali descobri um tesouro - prum pesquisador como eu - perdido que nem o dono do bar tinha se dado conta....
( neste sentido, como se diz, errei porque alertei os gansos....)

Tirei do quadro a foto para ver o que havia atrás dela e li,extasiado, com letra do próprio punho, um recado do presidente João Goulart endereçado ao filho João Vicente. O endereço que o presidente deposto pelo golpe de 1964 mandava era algo íntimo,pessoal,de pai para filho, mas o engraçado é que ele endereçara a foto para o endereço de Florêncio Aquino Guimarães. Ficou ali para a posteridade. Na foto, aparecia Jango e alguns amigos sentado tomando chimarrão se não me falha a memória, hospedados numa casa que o presidente(ou ditador, como queiram) Alfredo Strossner colocava à disposição de Jango sempre que ele ia a Assunção( Tinham boas relações do tempo que começaram a tratar da construção da represa Itaipu Binacional).

Pedi licença ao Florencinho pra ir até um cyber e escanear a foto. Ela me " queimava" as mãos...

Mas o dono, não tendo a menor intimidade, comigo desculpou-se - nem recordo que desculpa o Chita usou . Eu deixei para outra vez....(sempre que isto ocorre,podes crer, é gol contra).
Da outra vez que fui a São Borja, procurei pelo foto do presidente para escanear...mas não a vi mais no mural...
E Florencinho disse que não sabia do seu destino!

 

 


(O autor ainda com esperança de achar a foto do Jango....) e o jornalista Walmaro Paz e Cristopher Goulart....data ( 6 de dezembro de 2009) local: La Barca, no centro de S. Borja!

 

 

La Barca II

 


O nome do dono do bar LA BARCA ( localizado ao lado da agência do Bradesco, em S. Borja) é Florêncio Aquino Guimarães Filho. Também conhecido entre os amigos e frequentadores por CHITA. O " estranho" apelido originou-se da seguinte forma: ele participava de um bloco de carnaval OS PERIGOSOS, do CLUBE COMERCIAL, e sempre naquela costumeira entrada do bloco no salão quando é tocada a música dobloco, Florencinho( este é seu outro codinome) adentrava dando cambalhotas no meio do salão. Em alto estilo!

 

A foto que sumiu do mural do La Barca!!!

 


Numa das primeiras vezes que fui a São Borja( eu conhecia a cidade apenas de passagem porque em 1988 passara por lá rumo a Antofagasta, no Chile, pra acompanhar uma missão governamental que deu origem a atual Ponte São Borja - Sto Thomé,) consegui entrar no café La Barca e vi atrás do balcão um sujeito mal encarado, quieto e com cara de poucos amigos...
Logo pensei.Não vai dar, vou me estranhar com ele. Pedi algo e em seguida saí...Mas nem tinha a menor idéia de que um dia este mesmo senhor, chamado carinhosamente pelos amigos de Florencinho( porque é filho do dentista Florêncio Aquino Guimarães)ou popularmente conhecido por CHITA( não sei a origem do apelido) fosse uma noite me convidar pruma roda de trago. Acabei não indo, não lembro mais porque, mas o seu convite vi que foi sincero....

Mas de uma outra vez que estive no La Barca me chamou a atenção de uma foto que tinha na parede, onde estava o ex-presidente João Goulart e mais alguns amigos, hospedado numa casa que o presidente Alfredo Strossner tinha lhe oferecido em Assunção no Paraguai...

Tirei a foto do muralzinho( sem pedir nem licença) e vi que atrás dela havia um recado do presidente do seu filho João Vicente. Lembro-me mais ou menos que dizia: abraços meu filho e dava um recado ao filho...

Fiquei literalmente pirado encima da foto e queria que o dono ma emprestasse pra levar pro scanner..É que eu começava uma pesquisa sobre a vida do Jango e do Brizola( exilados em 1964) no Uruguai...O Chita que não tinha a menor intimidade comigo, desconversou....Aí eu disse a ele que numa outra ida a S. Borja ia lhe pedir a foto emprestada pra escanear...Ele disse que sim( cometi o erro de não fazer na hora, deveria ter pego a foto, levado no scanner, porque o dono dela, ou o depositário não tinha nem se dado conta do recado de próprio punho do ex-presidente, com data e tudo que continha um enorme valor histórico...) Deixei pra outra e me ralei...Quando voltei outra vez a S. Borja (sempre fico no Hotel Executivo) fui procurar pelo foto e seu dono me disse que alguém a tinha levado. Seguramente deve estar em algum lugar. É uma foto pequena, mas com a letra do próprio punho do presidente porque eu li, ninguém me contou...Se o Chita souber onde anda, lhe dou um conselho: aquilo merece estar no Museu do ex-presidente, agora aberto,finalmente.

Pra enriquecer a foto, olha eu aí,gente( que vergonha, parece exibicionismo!) olhando o muralzinho do Chita no La Barca( localizado na av. Getulio Vargas)em 6 de dezembro último. A outra foto é do Walmaro Paz e do filho de João Vicente, Cristhopher Goulart.

 

BRASILEIROS BONZINHOS

 


Na página 11 do Diário Catarinense desse domingo (10/01/2010) estou lendo matéria intitulada “Nova Paixão dos Japoneses - Carro híbrido é o preferido e mais vendido”.
Essa é a prova definitiva sobre o novo negócio preferido no mundo, o "Negócio do Brasil", no qual nós, "brasileiros bonzinhos", continuamos sendo os trouxas do do Planeta Terra.
Diz a matéria: "O carro mais vendido no Japão em 2009, o Toyota Prius, é o primeiro híbrido a liderar as vendas de veículos em um país, o que abre as portas para a expansão mundial desta tecnologia limpa e eficiente...” Estes veículos, que combinam um motor de explosão com outro elétrico e reduzem o consumo e a emissão de gases, ganharam força "GRAÇAS ÀS QUEDAS DE PREÇOS E À ELIMINAÇÃO DE IMPOSTOS.”
“Após as isenções de impostos e os descontos iniciados em abril, as vendas de híbridos dispararam, enquanto as de automóveis convencionais caíam a um ritmo de dois dígitos”. Um comprador pode economizar quase três mil euros na compra de um híbrido, um incentivo que favoreceu o surgimento de novos modelos com essa tecnologia. "
"Os compradores estão deixando de lado os carros mais pesados", as grandes camionetes ou carros mais pesados e compraram no Japão em 2009 quase 1,2 milhão de veículos híbridos, que custam cerca de R$ 8 mil a menos e são bem econômicos no gasto de combustíveis.
Os japoneses acharam a saída. No Brasil temos os flex. Imaginemos a tecnologia brasileira, com os motores flex/híbridos (álcool ou gasolina e mais motores elétricos). A idéia japonesa funciona com o carro recarregando as baterias à noite na tomada. Nos primeiros 20 a 30 minutos que circula, funciona só o motor elétrico. Depois o motor à gasolina é acionado, mas o elétrico fica funcionando em conjunto, pois também é continuamente recarregado, enquanto o motor de combustão funciona.
No Brasil a maior procura é ainda atrás das imensas e pesadas camionetes a diesel ou gasolina e tração 4 x 4 - em grande parte de marcas japoneses - que estão fazendo aqui o "Negócio do Brasil".
Lá eles vendem carros compactos com motores híbridos e aqui os brasileiros bonzinhos entopem nossas estradas e nossa atmosfera com camionetes tipo "jipe de guerra". O incentivo de impostos lá é para o híbrido. Aqui é para quem gasta mais combustível fóssil.


Luiz Oscar Matzenbacher

 

Caminhão da Sorte chega a Torres nesta segunda-feira

 


O Caminhão da Sorte, unidade móvel que percorre o país, chega à cidade de Torres, no Litoral gaúcho, nesta segunda-feira (11). Até o dia 16, Torres sediará os sorteios das Loterias Caixa, que acontecerão no caminhão, na Praça 15 de novembro, no centro da cidade.
As apostas poderão ser feitas em qualquer casa lotérica até uma hora antes do sorteio. Durante a semana de sorteios haverá uma unidade lotérica no próprio Caminhão da Sorte, que também receberá apostas dos interessados possam fazer suas apostas com comodidade, podendo ainda efetuar saques, consultar saldos e extratos, efetivar pagamentos de contas e demais serviços oferecidos pelas casas lotéricas.
Além de concorrer a prêmios em dinheiro, os apostadores também contribuem para áreas prioritárias para o desenvolvimento do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos (incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda) é repassado para os ministérios beneficiários e entidades não governamentais para investimentos em áreas prioritárias para o desenvolvimento do País.
Desde 1980, o Caminhão da Sorte percorre as estradas do país. Através dele, a comunidade local participa ativamente dos sorteios. Quem está na plateia pode acionar o dispositivo que libera as bolas numeradas. E todos os procedimentos são validados, na hora, por auditoria popular.

(Jornal do Comércio – RS)

Coleguinhas

 

A Rosina fez uma matéria do novo

modelo de transporte da capital: chamou simplesmente
o trem metropolitano de TARTARUGÃO!!!

Encontrei na quarta-feira, de tarde, 6/01/2010, a Rosina Duarte, colega querida com quem volta e meio me pecho no centro da cidade.Estava tomando um café com o Laurinho( Dieckmann) quando ela entrou...Sorridente como sempre, tem a mania de me cumprimentar me chamando de " maluco beleza"!!!!

Nunca fomos amigos, apenas colegas. Trabalhamos junto na ZH, mas a Rosina fazia parte de outra " praia"...Rosina Duarte de Duarte é nascida em Bagé( então cuidado, porque ela pode aplicar o joelhaço do analista de Bagé....se você for muito abusado ) em 22.02.1957. Filha de Azauri Maria Duarte e Léa Duarte de Duarte.Já foi repórter, como disse anteriormente da ZH e do Diário do Sul, um jornal muito bom que durou acho que apenas dois anos...( do Grupo da Gazeta Mercantil)

Rosina já residiu na rua Delfino Riet,500 e atualmente mora na zona sul da cidade.

Em 1984, quando foi inaugurado o trem metropolitano, a empresa tinha gasto fortunas em propaganda junto aos veículos de comunicação.

A então editora de Geral, Núbia Silveira,mandou a Rosina percorrer o trem metropolitano, ou melhor fazer um ambiental..A repórter, obviamente, fez o que tinha que fazer: andou nele, ouviu os passageiros e um deles fez o favor de dar o mote pra reportagem. Chamou o novo modelo de Tartarugão, por ser lento,conforme o vivente....( Na verdade, junto a Igreja dos Navegantes, há uma " bacia" e ali o trem tem que andar lentamente) A Rosina gostou daquele adjetivo e lascou na matéria...

No outro dia estava todo o Ministério dos Transportes querendo falar com o dono da RBS, Maurício Sobrinho. Me lembro bem deste temporal dentro da redação e se não fosse a autoridade moral da editora, a Rosina teria bailado na curva bonitaço...

A Rosina acabou demitida da ZH,depois, por outro motivo: escreveu errrado o nome do presidente do Sinduscon, Gianfranco Cimenti( que as repórteres gostavam de ir entrevistar porque tinha olhos verdes...)
É que a Rosina escreveu errado o nome dele...Sobre isto ela apenas comentou-me:
- A matéria passou por seis editores e nenhum deles viu que estava errado. Só eu que fui demitida...

Ela acha que a demissão era favas contadas. Tinham marcado ela na paleta...

- O Gianfranco era minha fonte, me dava tri bem com ele....Espalharam que foi ele que pediu minha cabeça, mas não foi não...contou a Rosina...

Hoje ela, junto da Clarinha Glock, edita o jornal alternativo BOCA DE RUA....( dos meninos que perambulam pelas calles de Porto Alegre)

 

"Cascatinha" é
" Cascatinha" e pronto!!!

 

 

Pois o colunista Fernando Albrecht( o conhecido Cascatinha) antecipou na edição do JC,onde é titular da página 3, no dia 31/12/2009 que o " corpo foi cremado nesta quarta-feira às 17 horas."Referia-se ao corpo do dono do Gambrinus que morrera no dia anterior, 29/12/2009.

Só que nada disto tinha ocorrido...A Polícia suspendeu a cremação e o corpo do Antoninho foi enterrado no São Miguel e Almas no dia seguinte, ou seja, 31/12 / 2009.

Quando éramos colegas da Zh, nos anos 80, Cascatinha chegou com um grande " furo" na redação. Disse que tinha informação exclusiva obtida com um engenheiro no restaurante dona Maria, onde era assíduo, de que o Trem metropolitano teria só um trilho...

Eu fazia o setor e sabia que isto não podia acontecer. Mas tive que pagar o mico. Na frente do presidente da Trensurb, Paulo Muratore,tive que lhe fazer a pergunta, digamos vexatória...O coronel, conhecido por ser um tocador de obras, deu um muro na mesa e levantando-se me respondeu:

- Aqui nós não somos palhaços. Eu tenho mais o que fazer do que andar respondendo a este tipo de pergunta!!!

 

Desde as Missões!

 

O estilo do
Noel Guarani....

Missioneiro da Bossoroca, Noel Guarani deixou todo um cancioneiro que trata dos assuntos das Missões, principalmente dos temas ligados ao Rio Uruguai..." Indio" da Bossoroca,- no bom sentido - Noel Guarani era conhecido por seu estilo franco e direto, que em muitas ocasiões, provocava curtos circuitos em suas relações .Os últimos anos de sua vida foram passados em Santa Maria da Boca do Monte. Era paciente de uma doença neurovegetativa. Seu amigo e compadre Carlos Alberto Kolecza o visitava em Santa Maria .

De uma feita, Noel Guarani se estranhou depois de um show que fez na Assembléia Legislativa do Estado. No final do show, ele se desentendeu com o Celso Marques e fez umas ameaças que Juarez Fonseca,então crítico musical da ZH, viu e não gostou.
Guarani ,que até então era "amigo" de Juarez, nunca mais falou com o jornalista, porque tinha um gênio complicado,segundo quem o conheceu, o que não foi o meu caso.

Não é verdade, segundo conta Juarez Fonseca, que uma vez Noel Guarani teria entrado no restaurante " Tudo pelo Social", em Porto Alegre e teria posto o revólver na cabeça do crítico musical e dito:

- Escreve de novo o que tu escreveu,escreve...

Isto,diz Juarez, nunca ocorrreu...

Dias atrás, na Associação Riograndense de Imprensa( ARI ) durante as cerimônias do aniversário do Ayres Cerutti - com espetinhos e tudo assados numa churrasqueira que estava desativada há anos na entidade - o colega José Carlos Mello D'Ávila contou que foi durante seis anos diretor da gravadora ODEON,aqui no Sul.
Um dia, Mello estava em casa e de bermudas e sandálias. Noel Guarani lhe apareceu lá. Bateu na porta e quando viu o representante da Odeon à vontade( era verão) deu um esporro daqueles...

Era o estilo de Noel....

Coleguinhas

 

* Affonso Ritter não esteve,ontem, dia 11/01/2010 no Jornal Gente, da Band AM. Em seu lugar estava o diretor, Renato Martins.

 

 

Martha Medeiros tem saudade de
uma época que não viveu!

 

 

A crônica de 6.1.2010 da Martha Medeiros me intrigou. A cronista tem saudades de um tempo que não viveu e fala dele com nostalgia. Confesso que gostava mais da cronista - com a que não tenho nenhuma relação às vezes penso que é ela que está caminhando na pracinha da Encol quando caminho por lá de manhã bem cedo - quando era da Geração Bivolt...Era mais indignada. Sempre gostei de suas crônicas quando vêm com indignação.

Mas ontem me interessei pelo assunto: uma palavra mágina: hippie.
No começo dos anos 70,quando isto virou moda importada dos USA, tínhamos no Brasil até um guru - ele mesmo confessou depois que virou " guru" meio sem querer - que teorizava sobre os hippies, o gaúcho Luis Carlos Maciel, que escrevia no Pasquim e depois no JA,ambos jornais crias do talentosissimo Tarso de Castro.

Mas voltando a cronica da nossa Martha, ela confessa que imaginou surfistas em Garopaba. Aí a Martha fez com que me caíssem os butiás do bolso...Quando eu comecei a frequentar Garopaba, onde íamos sempre de carona, não havia nenhum surfista lá....A Martha errou simplesmente de praia...Os surfistas, Martha, com o pedrão do trocadilho, eram de outra " praia", ou seja, a vizinha Imbituba. Pergunte, Martha, para se informar um pouco, ao Bocão Pegoraro( com quem também não tenho a menor intimidade) se não era para lá que ele levou sua primeira esposa, a Virgínia(lindissima) Rigatto, logo após casarem....justamente porque dava onda....

Em Garopaba, os surfistas devem ter chegado quando os primeiros frequentadores já tinham caído fora há tempos porque a barra começou a sujar....

E sabe como começou a sujar a barra em Garopaba?

Justamente porque as "magras" como se chamavam as gurias que iam pra lá de carona, " davam" ( hoje se diz ficavam) pros guris, mas não queriam transar com os pescadores. Alguns deles entenderam a liberdade sexual que começava a gracejar por conta e risco da pílula ( e dos muitos abortos que se faziam, mas sobre isto existe todo um manto de silêncio por causa da hipocricia) como quase uma " prostituição" e aí a barra sujou, com Polícia no meio, assédio sexual e esses quetais próprios da espécie humana....

A crônica da Martha de ontem está boa, bem escrita, seguramente é uma grande propaganda para esta praia - Punta del Diablo - tanto que tem até uma pizzaria ao lado do Barranco com este nome - uruguaia, mas revela algum desconhecimento histórico...

A Martha que eu li ontem não é uma testemunha...Ela fez ficção...e por favor, não me considero dono da história dos hippies....

Eu diria, com todo o respieto, que a Martha seria mais uma hippie de boutique como nós chamávamos as cocotinhas da época do que uma hippie que iria vender artesanato na Praça Gal Osório, no Rio de Janeiro, ou frequentaria a Lagoa da Abaeté, em Salvador...

Salve a Martha, que descobriu os hippies quando eles não são mais coisa feia, vergonhosa para as famílias de BEM!!!!

 

Scliar caminha" com a cabeça nas nuvens"
pelas ruas de Petropolis...

 

 

Dia 7/01/2010,quando voltava do super, vi o nosso imortal caminhando perto da avenida Neusa Brizola, ali na divisa dos bairros Rio Branco dom Petrópolis...Fui cumprimentá-lo e lembrá-lo que vou usar num livro um pequeno recado que ele me deu tempos atrás, quando o consultei,via email, se é verdade que ele ia ao Tivoli, na Protásio, onde ocupava uma mesa para escrever. A respota que me mandou foi de um humor judaico ferino:
- Olides, eu em mesa de bar???Deve haver algum engano....


Pois Moacyr Jaime Scliar tinha o apelido de família de MIKAS. Sua falecida mãe, Sara( mais judeu, impossível, com a mãe com este nome!!!!....) quando tocava o telefone para ele gritava:
- MIKAS, o telefone para ti....

Nascido em Porto Alegre, em 23,03.1937, teve uma juventude tri de esquerda...Apoiou a Legalidade de Leonel Brizola,tanto que escreveu Mês de Cães Danados, que se passa no agosto de 1961 na capital gaúcha...
Seu pai tem por nome José...mas isto não é nenhuma novidade, porque Scliar, como é chamado popularmente, sempre fala dos progenitores em suas crônicas..( eu particularmente o acho melhor nas crônicas, que as leio, porque a bem da verdade, nunca li um livro do Scliar, assim como nunca li até o fim um livro do LFVerissimo e já liv muito suas crônicas. Bão, do Juremir Machado consegui ler estes dias uma crõnica no Correinho e até que estava boa, já livro dele nunca li também. Ah, já sei, vão dizer que sou analfabeto!).

Formado médico sanitarista,Scliar foi chefe do Departamento de Saúde Pública, quando era governador do Estado Jair Soares. Ali aconteciam coisas incriveis: seu escritório ficava no edifício Coliseu, no centro de Porto Alegre. Quando, em fins de tarde, os médicos que trabalhavam como loucos nos postos das vilas da grande Porto Alegre e da própria capital iam despachar com ele para pedir reforços de remédios, o encontravam numa espécie de extase espiritual, porque Scliar não tirava os olhos do espetáculo do pôr do sol que se declinava por sobre o rio Guaíba...." Da janela do seu escritório, o espetáculo da hora do crepúsculo era realmente impar" contou-me certa vez um destes médicos que passou a evitar procurar o chefe neste horário...Poeta é poeta....

Scliar é casado com Judith Vivien( 20.05.1945). Eles tem um filho adotivo, o Beto, que é cineasta....Sobre ele, durante anos os leitores do " imortal " liam muito, mas nos últimos anos ele não tem mais tocado no assunto....


Memória da Imprensa...

 

A ajuda que veio do pai....

Não conheço pessoalmente a colunista Fernanda Zaffari, mas conheci muito seu pai, Belmiro.

Pois então, no começo da carreira, em 1996, ela teve um impulso muito grande na sua carreira quando foi cobrir o evento em Los Angeles em que O Quatrilho, do Fábio Barreto, concorria ao Oscar de Melhor filme estrangeiro.

Fernanda foi cobrir o evento - o que não é todo dia que um repórter consegue isto - e seu pai a ajudou a conseguir as quotas de patrocínio para a empreitada....

Assim é ótimo: quando junta o talento e o esforço, que a colunita tem com o dinheiro, sempre necessário...

Seu pai, me disse um dia que admirava muito o esforço da filha. Quando ela começou na carreira, nos anos 90, ela acordava, segundo ele, 5 e meia da manhã pra ir pra RBS TV trabalhar...

Como diz o ditado, Deus ajuda quem cedo madruga....

 

Palanque!

 

Vá saber agora o que o PDT quer nas eleições deste ano!

Encontrei sábado no Riiter hotel, onde sempre faço sauna, um panfleto do Movimento Sindical PDT/RS endereçado aos " Companheiros do PDT! "

Depois das clássicas conclamações ,sobrou pro DEM....Que culpa possui o DEM das broncas internas do PDT? pergunto eu.

Diz o panfleto: " É incompatível nesse momento composição com partidos que pregam a retirada de direitos trabalhistas, o desmonte do estado e do patrimônio nacional e a prática do confronto e da discórda, a exemplo do DEM"!

E olha que eu não sou lá nada simpático ao DEM!

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

 


Ao Ministro da Defesa Exmo. Dr. Nelson Jobim
Invado sua caixa de mensagem pedindo atenção para um tema que trata do futuro, não do passado.
O Sr. me conhece pessoalmente e lembra-se de que quando fui Secretário de Cultura de Brasília, no ano de 1996, o Sr. era Ministro da Justiça e instituiu e deu no Festival de Cinema Brasília um prêmio para o filme que melhor abordasse a questão dos Direitos Humanos. Era uma preocupação comum a nossa.
Por que me dirijo agora ao senhor?
Um punhado de cidadãos -? hoje somos mais de dez mil -? assinamos um manifesto afirmando que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos, contrários aos mais elementares sentimentos da nacionalidade. Agimos em nome da intransigente defesa dos direitos humanos.
O Sr., Ministro da Defesa, homem comprometido com a ordem democrática, eminente advogado constitucionalista, um dos redatores e subscritores da Constituição de 1988, hoje em ação concertada com os comandantes das forças armadas, condena a iniciativa de punir torturadores pelos crimes que cometeram.
Este gesto, na prática, resulta em dar proteção a bandidos que desonraram a farda que vestiam ao torturar, estuprar, roubar, enriquecer ilicitamente sempre agindo em nome das instituições que juraram defender. É incompreensível que o nosso futuro democrático seja posto em risco para acobertar crimes praticados por bandidos o que reforça a sensação de impunidade. Ao contrário do que afirmam os defensores da impunidade dos torturadores. O que está em juízo não é o julgamento das forças armadas, como afirmam os que as querem arrastar para o lodo moral que mergulharam. Agora pretendem proteger sua impunidade, camuflados corporativamente em nome da honra da instituição.
Um pouco de história não faz mal a ninguém. Não está em questão que para consumar o golpe de 64, os chefes militares de então tiveram que expurgar das forças armadas milhares de homens entre oficiais, sub-oficiais e praças cujo único crime foi defender o regime constitucional do país. Afastaram da vida política brasileira expressivas lideranças, cassando direitos políticos e mandatos parlamentares ou sindicais. Empurraram milhares de cidadãos, na imensa maioria jovens, para a ação clandestina que desembocou na luta armada.
De qualquer maneira os golpistas de 64 protegidos pela lei de anistia não serão anistiados pela história. Fecharam e cercaram o Congresso Nacional. Inventaram a excrescência chamada de Senador Biônico para não perder, pelo voto, o controle do Senado em plena ditadura militar. Os chefes militares podem ficar tranqüilos que seus antecessores não irão para a cadeia pelos crimes que cometeram contra um país, contra uma geração inteira, a minha, que desaprendeu a falar e pensar em liberdade. Nada disso está em juízo. Vinte e cinco anos depois de iniciada a transição democrática, o que está em juízo não é o processo de anistia política.
Tranqüilize seus colegas militares, ministro. O regime militar não está sendo julgado pela quebra do sistema público de saúde ou pela quebra do sistema educacional. Estamos pedindo a punição contra criminosos comuns por crimes de lesa humanidade. Queremos o julgamento e condenação da prática de crimes hediondos. Só isso. Assusta a quem?
Em nome do quê o Brasil será eternamente refém de bandidos?
O que justifica acobertar crimes condenados por todos os códigos, normas e tribunais internacionais em matéria de direitos humanos?
O Sr. deve estar se perguntando o porquê do meu empenho nesta causa. Vou lhe contar.
Despontei pra a vida adulta baixo a ditadura militar. Em 1964, tinha 14 anos e cresci sob o signo do medo. Sou de uma família de judeus liberais, meu pai advogado e minha mãe médica. Invoco as raízes judaicas porque meus pais eram muito marcados pelo holocausto, pelos crimes nazistas cometidos contra a humanidade. Tínhamos muito medo das soluções autoritárias. Eu queria viver num país livre e tinha sentimentos de profunda repugnância a ditaduras.
Meus amigos também eram assim. Participei de passeatas, diretórios estudantis e cineclubes. Queria derrubar a ditadura fazendo filmes. Acreditava que era possível. Em 1969, um companheiro de Cineclubismo seqüestrou um avião para Cuba. Não tive nada a ver com isso. Desconhecia as intenções e a organização do seqüestro. Meu crime foi ser amigo – sim, meu crime foi o de ser amigo de um seqüestrador. Quase fui preso e morreria na tortura sem falar, não por ato de bravura, mas por absoluto desconhecimento de causa. Não pertencia a nenhuma organização revolucionária. Não sabia nada sobre o seqüestro.
Escapei dessa situação pela coragem pessoal de minha mãe que driblou os imbecis fardados que foram me prender e consegui fugir de casa nas barbas da turma do Ministério da Aeronáutica que, naquele momento, ao invés de dedicar-se a cumprir sua missão constitucional de proteger nossas fronteiras, prendiam, torturavam e matavam estudantes. Tive também a ajuda do Coronel Aviador Afrânio Aguiar que empenhou-se até a medula para que não fosse preso e massacrado na Aeronáutica. A ele dedico meu filme mais recente "Utopia e Barbárie". Sem ele, dificilmente estaria contando essa história hoje aqui. Outras pessoas também me ajudaram a sair vivo dessa história mas como não tenho autorização para citá-los e estão vivos, guardo nomes e lembranças no coração.
Em 1970 fui viver no Chile por livre e espontânea vontade. Saí do Brasil legalmente com passaporte, ainda que tenha ido ao DOPS explicar por que saía do Brasil. Eles sabiam as razões pelas quais saía (como é cantado na música, "Não queria morrer de susto, bala ou vício"). Em Janeiro de 1971,do Chile, mandei uma carta para minha mãe, trazida por uma portadora, senhora de boa cepa, que fora visitar o filho no exílio em um gesto humanitário se ofereceu, ingenuamente, para trazer correspondência para os familiares dos exilados. O gesto lhe custou prisão e "maus tratos" nas dependências da aeronáutica. Na carta pedia a minha mãe que me enviasse livros e minha máquina de escrever. A carta foi entregue em Copacabana por militares do Doi-Codi que arrombaram minha casa, arrombaram móveis a procura de metralhadora (Assim entenderam "máquina de escrever"). Minha mãe foi levada para o quartel da PE na Barão de Mesquita, onde foi humilhada e um dos "patriotas"que a conduziu assumiu de forma permanente a guarda do relógio que entrou com ela na PE e não voltou para casa. Amigos ocultos numa rede de gente decente ajudaram a tirar minha mãe daquela filial verde oliva do inferno.
Sim ministro, havia muita gente decente nas forças armadas ou que gravitavam em torno dela e que faziam o que podiam para ajudar pessoas. A maioria, prefere, até hoje, não revelar seus gestos por medo dos que praticando atos dignos dos piores momentos da máfia intimidam e atemorizam pessoas de bem. Pior do que o relógio foi o destino do ex-deputado Rubens Paiva que foi preso no mesmo dia e nunca mais encontrado. Os senhores fazem muita questão mesmo de proteger os canalhas que seqüestraram e assassinaram o ex-deputado pelo crime de ter recebido correspondência pessoal de exilados no Chile? A quem interessa essa “Omertá"?
Ministro, para esses crimes não há justificativa e menos O que leva a chefes militares e o Ministro da Defesa a se pronunciarem contra a apuração de crimes? Tortura, estupro, morte, muitas vezes seguido de roubo, são atos políticos passíveis de anistia?
Desculpe a franqueza, mas não consigo entender. Em nome do futuro democrático do Brasil , espero que a banda podre, montada no Dragão da Maldade, não saia vitoriosa.
Os chefes militares pronunciam-se a favor do pagamento de reparações às vitimas do arbítrio como um ato indenizatório. Pagamento este feito com recursos públicos desviado de finalidades mais nobres para ressarcir prejuízos causados por canalhas que deveriam ter seus bens confiscados e pagarem com recursos próprios os crimes que cometeram. Muitas empresas que se locupletaram durante a ditadura e inclusive financiaram o aparato repressivo poderiam participar dessas indenizações. No meu caso, ministro, posso lhe dizer que não há dinheiro que feche essa conta. Não pedi anistia nem indenização porque acho que não sou merecedor (nunca fui exilado, nunca me apresentei assim). E vivo bem com meu trabalho de cineasta há quarenta anos e professor universitário há 31. Se fosse pago com recursos dos bandidos, aceitaria de bom grado. Recursos públicos não. Cada centavo que aceitasse, me sentiria roubando de uma criança ou de um homem ou uma mulher humildes que precisam mais desse dinheiro numa escola pública, num posto médico, do que eu. Não recrimino quem, por necessidade ou sentimento de justiça, o faça.
A reparação que peço é a punição exemplar dos torturadores da minha mãe. O senhor há de concordar que não estou pedindo muito nem nada despropositado. E quando digo que penso no futuro e não no passado é porque a punição exemplar de criminosos desestimulará semelhantes práticas no futuro e terá uma função pedagógica para os que caiam em tentação de uso indevido dos poderes do Estado, que entendam que não vivemos no país da impunidade.Justiça, peço apenas justiça.
Bom 2010 para o sr.
Atenciosamente,
Silvio Tendler
P.S. Falamos de tanta coisa mas esquecemos de comentar dois crimes cometidos depois de 1979 que já não estariam cobertos pela lei de anistia: O assassinato de D. Lyda Monteiro da Silva, secretaria do Presidente da OAB, a mutilação do jornalista José Ribamar em 1980 e, em 1981, a bomba que explodiu no Riocentro que causou a morte de um sargento e graves ferimento no Capitão. Imagino que enquanto advogado, o quanto lhe repugna o assassinato da secretária do Presidente da OAB e a mutilação de um jornalista. Tantos anos decorridos, talvez ainda seja possível descobrir "os comunistas" responsáveis pela bomba do Riocentro, como concluiu o vexaminoso IPM instaurado na ocasião.
Por falar em comunistas, movimento que condenava a luta armada, o que dizer do assassinato do jornalista Wladimir Herzog, do operário Manoel Fiel Filho e do desaparecimento do dirigente Davi Capistrano?
Seus assassinos terão imagem, nome e sobrenome ou continuarão protegidos por este exército das sombras?

 

 

Netos: filhos com açúcar

 

Os netos são os filhos com açucar....

Embora tenha pouco contato com minha neta, adoro receber as msgs que a filha me manda...eis então para repartir com os leitores a fofura...


 

 

TODT / SINDIMOVEIS

 


O Sindicato dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Sul – SINDIMÓVEIS/RS – iniciou campanha de recolhimento de alimentos não perecíveis e peças de vestuário para assistir as populações carentes atingidas pelas cheias no Estado. A entidade pretende mobilizar os mais de 6.000 corretores de imóveis gaúchos para esta iniciativa. Em Porto Alegre , as doações podem ser entregues na sede do Sindicato, Rua Vigário José Inácio, 433 – 3º andar e, no interior, nas 20 delegacias regionais localizadas em cidades-polo.

Um abraço
Todt

 

Aventura no Nepal

 

 

 

 

COMISSÃO DE VERDADE, JUSTIÇA E REPARAÇÃO: ENTREVISTA JAIR KRISCHKE



ENTREVISTAS:

PNDH-3. Verdade, justiça e reparação. Entrevista especial com Jair Krischke
Segundo o historiador* e coordenador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do RS, as críticas ao PNDH-3 são "uma fantasia" para que o presidente Lula, no fim do seu mandato, possa se lavar as mãos. "Mas ele não fez nada", resume Krischke, não economizando fortes críticas às Forças Armadas.



Com a polêmica levantada pelo decreto de criação da terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que propõe a criação de uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, abrem-se as feridas do passado, mas que ainda não estão curadas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a colocar seu cargo à disposição, o que levou três comandantes das Forças Armadas a decidir que também deixariam seus cargos, caso a saída de Jobim fosse consumada. Além disso, o plano também recebeu críticas do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e da senadora Kátia Abreu(DEM-TO) sobre as questões agrícolas e de reintegração de posse de terras invadidas.

Mas essas críticas, segundo o historiador Jair Krischke, coordenador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, são "uma grande pantomima".
"Está tudo muito bem encenado – continua –, não é sério". Para Krischke, tudo isso é "uma fantasia" para que o presidente Lula, no final do seu governo, possa se lavar as mãos. "Mas ele não fez nada", resume o historiador, não economizando fortes críticas às Forças Armadas e à covardia dos militares diante da verdade.

A saída, afirma Krischke, é criar uma Comissão de Verdade, cuja proposta, "que é comum ao mundo todo, é verdade, justiça e reparação". "Ela apenas vai investigar, não vai julgar nem execrar ninguém. Ela vai encaminhar para a Justiça o que tiver para ser encaminhado".

Jair Krischke, *formado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é ativista dos direitos humanos no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile eParaguai. Em 1979, fundou o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, a principal organização não-governamental ligada aos Direitos Humanos da Região Sul do Brasil. Também é o fundador do Comitê de Solidariedade com o Povo Chileno.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como podemos compreender a reação dos ministros e do setor militar ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)?

Jair Krischke – Isso é uma grande pantomima. Está tudo muito bem encenado, não é sério. E eu digo isso porque acompanhei as tratativas. Esse programa deveria ter sido anunciado no dia 09 de dezembro, véspera do dia em que se comemora A Declaração Universal dos Direitos do Homem. E não foi. Havia por parte do ministro Jobim uma grande resistência. Ele não queria saber da ação de jeito nenhum. E se contrapõe a isso o ministro Tarso Genro, que disse que entende que precisa haver uma Comissão da Verdade.
O anúncio acabou sendo feito no dia 21 de dezembro, bastante tempo depois. Perdeu até aquela época própria em que o anúncio havia sido pensado.
"É preciso criar uma Comissão de Verdade. Ela vai apenas investigar, não vai julgar nem execrar ninguém"
Na verdade, do que se trata? É um decreto que cria uma comissão que irá elaborar um projeto, e tem o prazo até abril para fazê-lo. Esse projeto, então, depois, será objeto, claro, de uma análise por parte da presidência da República, para enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei. Nós que vivemos no Brasil sabemos que este ano é um ano eleitoral. Ora, essa comissão que trata do decreto sequer já está nomeada, nem se sabe quem serão, não se sabe se terminará sua tarefa em abril. E, terminada em abril, suponhamos, não se sabe quando o presidente enviará ao Congresso o projeto de lei. Isso não será examinado no Congresso neste ano. Então, o presidente Lula terminará o seu mandato, e talvez lá adiante – sabe-se lá quem será eleito – é que se virá a discutir esse tema no Congresso Nacional. Se esse assunto fosse examinado pelo Conselho Nacional de Propaganda, poderia ser considerado "publicidade enganosa". O presidente Lula termina o seu governo dizendo: "Olha, eu tentei fazer. Vejam, eu tentei, eu quis fazer. Não deu". Vamos examinar um pouco como tem sido o perfil do presidente Lula sobre essa matéria. Até hoje – já estamos entrando no oitavo ano –, o presidente Lula não recebeu, oficialmente, lá no seu gabinete da presidência, os familiares dos mortos e desaparecidos para ouvi-los.

IHU On-Line – Quais são os maiores interesses que se colocam contra a comissão de verdade do PNDH? Há fatos sobre os quais é "conveniente" calar e esquecer?

Jair Krischke – Tudo isso não é novo. Sabemos que os arquivos da Guerra do Paraguai – e lá se vão mais de 100 anos – não estão acessíveis, não estão abertos. Por quê? Porque certamente o Exército brasileiro cometeu tantas atrocidades que se envergonhariam hoje se isso fosse exibido. O mesmo se dá com esse período da repressão. E o que me surpreende muito é que hoje todos os comandantes das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aviação), todos eles, não têm nada a ver com esse período. Nós não temos, hoje, oficiais generais na ativa que tenham a ver com esse tempo obscuro e nefasto. Mas, por um espírito de corpo equivocado, eles assumem essas mazelas, das quais eles não têm responsabilidade nenhuma, e que, sim, foram produzidas por indivíduos. Nós não podemos sequer acusar as Forças Armadas de forma geral. Mas eram indivíduos que estavam dentro das Forças Armadas, como estavam também alguns servidores civis, das polícias, que cometeram essas atrocidades e que deverão pagar pelos seus crimes. Então, com essa postura [de esconder o passado], nós vamos consolidando no Brasil a cultura da impunidade. Isso é muito grave em um país que quer se dizer civilizado.

IHU On-Line – Em que aspectos essa reação dos chefes das Forças Armadas e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, representam um retrocesso aos direitos humanos em nosso país e ferem o direito dos cidadãos à memória e à verdade?

Jair Krischke – Se olharmos aqui para a região, em todo o Conesul da América que foi vítima dessa mesma coisa, os países vão abrindo os seus arquivos, as Supremas Cortes vão declarando inconstitucionais essas leis de anistia. Na Argentina é a lei "Ponto Final e Obediência Devida", no Uruguai é a "Lei de Caducidad", no Chile estão declarando que é inconstitucional. E no Brasil nós vamos, de forma muitíssimo atrasada, tratando desse assunto. Vai se cometendo uma tremenda injustiça, especialmente com os familiares dos mortos e desaparecidos, porque estes ainda não foram anistiados. Porque enquanto não forem julgados os paradeiros dos restos mortais dos entes queridos, eles continuarão absolutamente à margem da anistia. Isso é uma dívida que todos nós temos. Em termos históricos, nós precisamos saber o que aconteceu. A partir desse conhecimento, nós temos que fabricar os anticorpos democráticos, para que isso não se repita. Por isso, é muito importante para a consolidação do processo democrático que avancemos, que se abram os arquivos, que se celebre a verdade.
"A proposta que tem prosperado no mundo inteiro é de uma Comissão da Verdade. E o que é comum ao mundo todo é verdade, justiça e reparação"
A proposta que tem prosperado no mundo inteiro é de uma Comissão da Verdade. Nós temos exemplos dessas Comissões de Verdade na África do Sul, na Guatemala, no El Salvador, aqui no Peru, no Chile. No começo de novembro, eu estive participando de um curso, inclusive patrocinado pela ONU e pelo nosso ministério da Justiça, intitulado"Comissões de Verdade". E a proposta, que é comum ao mundo todo, é verdade, justiça e reparação. Em termos de verdade, nós precisamos abrir os arquivos, nós precisamos saber o que aconteceu, quem é o responsável. Temos que, a partir da verdade, celebrar a justiça, temos que punir os responsáveis. E depois partir para a reparação. E no Brasil nós invertemos, nós começamos com a reparação: "Cale-se, não falemos mais disso". Enquanto nós tínhamos que ter começado pela verdade. Mas ainda temos essa oportunidade de avançar. E isso é uma exigência não só da cidadania, mas também da democracia. Estamos atrasadíssimos.

IHU On-Line – Se o Brasil deveria seguir o exemplo da Argentina e dos demais países e abrir os arquivos da ditadura, o que falta para que isso ocorra?

Jair Krischke – Vontade política. O presidente da República é comandante-em-chefe das Forças Armadas. Então, uma ordem dele, dentro de organizações cujo princípio é a hierarquia, tem que ser cumprida. Nós temos, desde outubro de 2007, uma sentença do Supremo mandando que o Exército abra os arquivos da Guerrilha do Araguaia. Até agora, nada. Mas o nosso nem tão ilustre ministro da Defesa, Nelson Jobim, nosso conterrâneo [nascido em Santa Maria, no Rio Grande do Sul], criou uma comissão, comandada por um general que tem ido ao Araguaia procurar os corpos. Mas a sentença não tratou disso. A sentença mandou abrir os arquivos! E que, a partir do exame dos arquivos, se fosse lá buscar os corpos. E ele saiu correndo atrás dos corpos. É uma manobra diversionista. Então, isso vai dando muito o perfil desse governo.
"Os valentes militares brasileiros têm medo de uma coisa tão singela chamada verdade? Acovardam-se frente à verdade?"


Nós tivemos um caso em São Paulo, no ano passado, em que a Justiça Federal condenou o nosso outro conterrâneo, também de Santa Maria, coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Condenou a quê? Condenou-o torturador. Foi uma ação declaratória. Uma coisa singela: não pedia uma reparação, não pedia um centavo de indenização e não era criminal, não pedia nem cinco minutos na prisão. Pedia apenas a declaração: "Declare-se o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra um torturador". A Justiça Federal de São Paulo, em sentença memorável, disse que sim: o coronel foi um torturador. O "ilustre" advogado geral da União, que agora o presidente Lula mandou para o Supremo, doutor [José Antônio] Toffoli, recorreu em nome do governo dessa sentença, apenas declaratória.

Eu cito esses casos para que se veja o ânimo que tem movido o governo Lula. É por isso que eu digo que esse decreto é para não acontecer, é a falta de vontade política. Ele [o presidente] vai terminar o seu governo dizendo: "Olha, eu mandei, eu fiz um decreto. Está lá no Congresso". Mas ele podia ter mandado há muito tempo atrás, já mandado um projeto de lei. Dentro do governo, tem pessoas altamente qualificadas para propor. Não precisaria criar uma comissão para isso.
IHU On-Line – Qual é a fundamentação do argumento do ministro Jobim, que qualifica o PNDH como revanchista?
Jair Krischke – É porque hoje ele se identificou com os militares. E quer aparecer em fotografias fardado. Existe coisa mais ridícula do que isso? Um velho, gordo, fardado de militar e segurando uma cobra, lá no batalhão da selva (foto). Mas o que é isso? Ele assumiu esse viés equivocado, e eu até duvido que seja um pensamento da maioria das Forças Armadas – acho que não, é dos setores mais retrógrados, sim. Essa coisa toda de que ele apresentou pedido de demissão... Olha, quem quer se demitir se demite. "Vou-me embora", pronto. Então tudo isso é uma fantasia para que o presidente Lula, no final do seu governo, possa dizer: "Eu propus". Mas não fez nada.

IHU On-Line – E essa postura reflete a impunidade e a imunidade em nosso país.

Jair Krischke – Exatamente. E isso, lamentavelmente, vai se consolidando e vai se estendendo para outros campos. É uma pena, porque, quando se lida com o passado, cada dia que passa é um prejuízo. Quando você toca em um determinado documento, você que tem uma referência: fala do Fulano. E você vai correndo tentar falar com o Fulano. Mas o Fulano já se mudou, foi, por exemplo, para Campo Grande. Mas eu levo tempo para descobrir que ele chegou em Campo Grande. E descubro que ele agora está em Fortaleza. Sabe? Todo o tempo que você vai demorar... E fora aqueles que já morreram e que poderiam nos ajudar a esclarecer. O tempo é terrível para nós. Quanto mais o tempo passa, pior para a gente reconstituir esse passado.

IHU On-Line – Considerando que crimes contra a humanidade não prescrevem, por que políticos como o governador paranaense, Roberto Requião, ou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, além dos chefes das Forças Armadas, não querem resgatar "coisas que ocorreram há 40 anos", como é o caso da tortura empreendida pelo Estado brasileiro?

Jair Krischke – Esses são os apóstolos da impunidade. Porque, na verdade, sabe o que vai acontecer? Num belo dia, e não está longe, cortes internacionais vão exigir do Brasil. Do Araguaia, há um processo contra o Brasil na Corte Interamericana, que certamente vai determinar que o Brasil abra os arquivos e resolva. O Brasil será sancionado internacionalmente por manter essa postura. Nós vamos pagar um vexame internacional por manter essa coisa. E eu ouvi o Requião, o líder do PSDB no Senado, [Artur Virgílio,PSDB-AM], dizendo também essa mesma coisa: "Não, não convém".
"Até hoje – já estamos entrando no oitavo ano –, Lula não recebeu, oficialmente, os familiares dos mortos e desaparecidos"
Isso não é nada de vingança, não é nada de revanchismo. É colocar as coisas nos devidos lugares e dizer claramente quem fez o que, quem é responsável. Uma outra coisa que se ouve muitíssimo por aí é que a Anistia foi para todos os lados. Quem é jovem cresceu ouvindo isso. Mas isso é uma arrematada mentira!
Leiam a Lei de Anistia.
Eu sempre digo: basta ser minimamente alfabetizado, é só ler o que está escrito ali. Os chamados crimes de sangue não foram anistiados. Muitos presos políticos, acusados de terem cometido crimes de sangue, mesmo depois do dia 28 de agosto de 1979, que é a data da Anistia, continuaram presos. Se procurarmos na imprensa, no mês de fevereiro de 1980, seis meses depois da Anistia, num presídio em São Paulo, houve greve de fome de presos políticos. Então, quem cometeu crimes de sangue, crimes de lesa humanidade, esses continuaram presos. Agora, e os agentes do Estado, militares ou civis? Eu não tenho notícia de que algum deles tenha passado cinco segundos dentro de uma prisão. Então, não é igual, não. E tortura, desaparição de pessoas, isso não é crime político. Porque a Anistia foi para crimes políticos e conexos. Os agentes do Estado cometeram crimes de lesa humanidade, não são nem crimes políticos nem tampouco conexos. Portanto, vamos ler com atenção o que está escrito na lei e vamos deixar de dar uma interpretação, que é minimamente oportunista, dizendo "Olha, veremos tudo". Isso não é verdade.

IHU On-Line – Que outras medidas podem ser tomadas a partir de agora, para reverter os desenvolvimentos ocorridos a partir da proposta do PNDH-3?

Jair Krischke – Criar uma Comissão de Verdade, que tenha poderes para requisitar documentos. E depois uma Comissão de Verdade é uma comissão investigativa. Ela deve ter poderes de entrar num quartel, examinar os documentos que tenha, entrar em qualquer repartição pública em busca de documentos, buscar os documentos onde for. Só que ela não vai julgar ninguém, ela vai reunir elementos. Porque quem julga é a Justiça. E na Justiça será dado a esses senhores pleno direito de defesa, coisa que eles não deram às suas vítimas. A eles será dado. E eu me baterei em qualquer lugar do mundo para que a eles seja garantido o amplo direito de defesa. Essa Comissão de Verdade apenas vai investigar, não vai julgar nem execrar ninguém. Ela vai encaminhar para a Justiça o que tiver para ser encaminhado.

Eu sempre digo assim: os valentes militares brasileiros têm medo de uma coisa tão singela chamada verdade? Acovardam-se frente à verdade? Não fazem jus àqueles que um dia foram lá nos campos da Itália, lutar e com a sua vida defender a liberdade. Envergonham, isso sim, a farda que usam.
Para ler mais:
• Revisão da lei de anistia. A pregação contrária trata a impunidade como imunidade
• Manifesto critica Jobim e militares
• Igreja critica plano de direitos humanos de Lula
• Os 30 anos da anistia no Brasil. Entrevista especial com Jair Krischke
• Lembranças vivas, feridas abertas: a punição aos torturadores da ditadura no Brasil. Entrevista especial com José Carlos Moreira da Silva Filho
• Anistia: "O povo tem memória sim". Entrevista especial com Oswaldo Munteal Filho
• Memória e ditadura militar: ‘Precisamos passar a limpo o que aconteceu’. Entrevista especial com Christa Berger
• * JAIR KRISCHKE NÃO É HISTORIADOR, conforme consta na matéria.


 

E o talão de cheques
falou mais alto....

 

 

Alguns anos atrás - digamos uns 15 porque o personagem em questão está com75 anos e quando os fatos se passaram ele tinha 60 - uma turma de profissionais da Assembléia Legislativa foram a Santa Maria. O nosso digamos ancião ( nome será preservado) pegou no sono logo que a camionte atravessou a ponte do Guaíba em direção a Santa Maria da Boca do Monte. Os funcionários trabalhavam todos com o então deputado estadual João Luis Vargas(PDT).
A turma mais moça combinava de assim que chegassem a Santa Maria e deixassem as malas num hotel, dirigiriam-se a Marlene, que é o melhor cabaré que tinha lá...
Mas combinaram de sacanear o ancião porque eles todos jovens pegariam as melhores gurias...claro.

Só que o nosso ancião,esperto, dormia, mas nem tanto. Com um olho dormia, com outro vigiava...

Ouvia a sacanagem que lhe aprontavam e quando chegaram na Marlene, lá pelas 8 e pouco(ainda era cedo, não havia ninguém na casa) as gurias começaram a se fresquear pros mais jovens,claro...

Mas o ancião logo pegou do seu talão de cheques e quando elas viram, uma das mais bonitas sentou no seu colo....

Daí foi um abraço...

Ele ficou com a melhor do cabaré
Agora, um colega da Assembléia,sempre que o encontra na casa - os dois trabalham lá,claro - tira do bolso o talão de cheque e o passa,lembrando a conquista do amigo....

Moral da história: não se substima um veinho....

 

Coleguinhas

 

* Na salinha J.C.Terlera, aqui onde faço meu blog, vejo cada uma que vou te contar...na quinta,passada, o colega Lara, da Rádio Esperança, estava tri indignado com uma notícia que viera de Nova Tramandaí que dava conta que uma policial militar( popular brigadiana) fora estuprada...as rádios todas deram...e quando foi passar seu boletim,saiu-se assim:

- SO FALTAVA ESSA , PAULO SERGIO, TARADO NO BOE!!!!

Toing....

 

ENTRE TAPAS E BEIJOS

 

NA BAND AM.....

O jornal Gente, da Band AM, de sexta,dia 08/01/2010,ia de vento em popa,quando seus dois comentaristas( de anos) o " Padre" Affonso Ritter, e o Fernando Albrecht, o popular " Cascatinha ", quase se pegaram feio...Estavam discutindo se a compra dos aviões da FAB era um assunto que interessava ou não ao POVO!

- Isto não interessa ao povo,disse Ritter....


Affonso Ritter


Ferino, Albrecht, o contestou:
- Bom, se é assim, então vamos embora que nada é mais do interesse do povo!


Fernando Albrecht

Affonso acusou o golpe:
- Pera aí, tu não tá querendo me entender.....

Guilherme Baumbart , o mediador, não se meteu na bronca....

Depois fizeram as pazes....

Conversando com o Affonso, dias atrás, ele me disse que agora " estava em paz com o Cascatinha, porque,disse ele, na idade que estou não estou mais a fim de brigas..."

E digo eu: Imagina se estivesse....


Coleguinhas

 

Na Band AM, do dia 8/01/2010, a discussão entre os dois aparteantes do programa - Affonso Ritter( O Padre) e Fernando Albrecht( Cascatinha) chegou ao ápice quando ficaram se inticando:

- Quando eu era bancário,disse Cascatinha...

-Ah, aparteou , Ritter, pensei que fosses banqueiro...

Aí com aquela bola picando, o Cascatinha deu nos rins do colega...

- SE FOSSE BANQUEIRO NAO ESTARIA AQUI TE ATURANDO!!!!

( Quem não acreditar, que pegue a fita pra ver...) foi isto mesmo....

Que catigoria destes dois senhores!

 

De volta às origens...

 

O ex-governador Olívio de Oliveira Dutra esteve na quinta passada, dia 7/1/2010,visitando o Memorial Presidente João Goulart, em São Borja. O almoço foi na casa de Celeste e Neuza Penalvo. Posteriormente visitou o Memorial João Goulart e depois esteve na casa de dona Magda Bicca , viúva do compostior José Lewis BIcca , um dos fundadores do Grupo OS ANGUERAS - ele é tradicional participante do já famoso "Festival da Barranca" que sempre ocorre na Semana Santa e que foi fundado pelos Angueras ao tempo do poeta Apparicio Silva Rillo .Também visitou dona Suzy Rillo, viúva do poeta Apparicio Silva Rillo.

 


Olívio Dutra, com legitmo boné missioneiro,
visita o Memorial Presidente João Goulart, na av. Getúlio Vargas, 2033,esquina com Félix da Cunha, em São Borja.


O futuro político do ex-governador ainda é uma incógnita.Há os que apostam que ele será candidato a deputado estadual pelo PT. Outra versão dá conta que Olívio - que é amigo pessoal do presidente Lula da Silva - estaria destinado a passar o próximo ano na Montevideo, como embaixador brasileiro.

 

 

De São Borja


Prováveis candidatos a Deputado Estadual por São Borja:

PT - o ex- Vice-Prefeito Renê Nedi de Souza Ribeiro (já concorreu uma vez)

PSDB - a ex- vereadora Nadine Conrad Dubal (fará dobradinha com o Marchezan Jr.)

PDT - Christopher Goulart

PP - ex- vereador José Francisco Rangel

PTB - Deputado Cassiá Carpes

Para Deputado Federal, além de Luis Carlos Heinze do PP, Afonso Motta do PDT, comenta-se o nome do atual Prefeito Mariovane Weis/PDT. Claro que aqui não estão elencadosos todos os candidatos que costumeiramente obtém votos em São Borja., como Dep. Adroaldo Loureiro, Marco Peixoto, Frederico Antunes, Henrique Fontana, Pimenta, Pompeo, Veirinha e outros.

Neuza Penalvo


Santo de São Borja


deve retornar dia 2 de maio para a Igreja Matriz


É, pelo menos o que o vice-prefeito, Jefferson Homrich, o Kiko, disse a um interlocutor. E uma grande rede de tevê, de alcanse nacional, está mexendo os pauzinhos pra montar uma grande cobertura e passar anivel nacional.

Pois então a estatua de S. Francisco de Borja que ficou anos no sítio do ex-presidente Jango Goulart, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e que ainda está na casa da filha do ex-presidente, Denise, no Rio de Janeiro, vai virar motivação para grandes festejos na " terra dos presidentes"...

 

Como fazer uma hora de esteira sem esforço

 


O Lauro Dieckmann manda o que segue:


"Tosco!
Voltei à esteira. Andava paradão desde o inverno, pois com aquele frio que fez por aqui não dava vontade de sair de casa e ir para a academia. E, na primavera, andei viajando.
A sorte é que, nos últimos tempos, descobri um método infalível para amenizar a encheção de saco que é ficar uma hora na esteira. É ouvir a Band News. Das nove às dez tem o Diego Casagrande e o Ozires Marins. Das dez às 11, tem um programete de entrevistas com o nome pretensioso -- coisa de paulista baba-ovo de americano --, o Cofee Brake.
Os tais programas são tão chatos e irritantes que superam a chatice da esteira.
É como aquela história do cara que está com dor de dente e dá uma martelada no dedo. Com a dor no dedo, ele esquece a dor de dente.
Para a minha hora de esteira a Band News basta. Não preciso nem ouvir o Lauro Quadros e o Madedo na Gaúcha. Aí seria excesso de masoquismo, não é? Estes dois só dá para ouvir tomando Plasil (remédio para náusea, se não sabes).
A propósito, no Cofee Brake de hoje (quinta-feira), um dos participantes era o Danilo Ucha. Bah! como está fossilizado em termos de idéias o cara que monopolizou as áreas de livros, música e noite da ZH dos bons tempos.
Abração.
LD"

 

Resposta do Juiz ao Lula!

 


CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Veja a carta que um juiz colocou no jornal de hoje:
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .

Mensagem ao presidente!
Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para 'meter a mão na decisão do juiz', mas para abrir a 'caixa-preta' do Poder... Vi também V. Exa. falar sobre 'duas Justiças' e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.
Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só.
Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.
Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.
Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade.
Afinal, V. Exa. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que,
em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??) insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .
Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco).
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos.
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão 'caixa-preta' não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma 'escova'. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.

P.S.: Dê lembranças a 'Michelle'. (Michelle é cachorrinha do presidente que passeia em carro oficial)
Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, São Paulo

 

Memória da Imprensa

 


A viúva de Sampaulo fala um pouco
das peculariedades do famoso chargista, desaparecido
numa terça de carnaval desta década....



Depoimento de Eneida Leal Sampaio, viúva do chargista Paulo Sampaio, mais conhecido por Sampaulo,

"O Sampaulo era um artista, ele nutria o convívio com as pessoas da cidade. Ele não ficava numa turma só, ele era múltiplo. Frequentava o Juvenal, o Dona Maria, o Chalé, o bar do Hotel Savoy... O Paulo era uma pessoa extremamente urbana, embora tivesse nascido em Uruguaiana, tivesse passado por Bagé, ou seja, vivido no interior do Estado por muito tempo, quando criança. Mas, a cidade que ele reconhecia como sua, apesar de amar Uruguaiana, era Porto Alegre.
O Desembargador Sampaio, pai dele, era um artista, não só no Direito. Ele desenhava muito bem e passou esse dom para os filhos, o talento para o desenho. Ele os incentivava muito, promovia concursos de desenho entre os irmãos - o Sampaulo e o Sampaio, para ver quem desenhava melhor.
O Paulo era um gaúcho maravilhoso, tanto que fez com que este povo rio-grandense, que era bastante severo, come çasse a rir de si próprio, com as charges da Folha da Tarde e com as coletâneas 'Humor do Primeiro ao Quinto', onde ele fazia blague de todas as nossas tradições mais sagradas. Mas de brincadeira, de uma forma tão querida e leve que todos adoravam."

A relação com Sampaulo

"Quando o Paulo saia sozinho, eu rogava pragas para ele. E aconteceu uma coisa curiosa nessa linha. Uma vez, o Paulo resolveu ir para Tramandaí com os amigos, o pessoal do Pelotense (bar que funcionava na Rua Riachuelo). Eu roguei uma praga, disse que ele ia quebrar o pé. Não adiantou, o Ariel Costa passou lá em casa e o Paulo se foi. Eu falei para o Ariel: 'O Paulo vai quebrar o pé'. Nao deu outra, jogando futebol, o Paulo resolveu chutar de trivela, aqueles chute de três dedos, só que ali embaixo daquele morrinho, onde ele colocou a bola, tinha um paralelepípedo, uma pedra, e, de fato, ele quebrou os três dedinhos. Quando ele chegou, trazido a braços pelos amigos, e u falei: 'Levem, já, direto para o Pronto Socorro, não tenho nada a ver com isso!'
O Paulo detestava quando eu fazia faxina na casa, porque eu arredava tudo, tirava tudo de lugar. Sabe aquela coisa de virginiano, que tem mania de limpar tudo? Pois é, eu sou assim. Já o Paulo era do signo de Touro. Então, eu falava assim: 'Pega o teu filho e some!' Aí, o Paulo se 'exilava', ia para a casa da mãe dele, ou, então, saía pelos bares da vida.

Por onde anda Eneida
"Mudeim-me para Tramandaí em função do meu meto, que foi morar comigo com seis meses. E eu, que sempre fui muito festeira, comecei a achar ruim sair e deixar meu neto com uma empregada, por exemplo. Nunca fiz isso nem com meus filhos, não faria com meu neto. Então, resolvi me afasar um pouco."

 

Coleguinhas

 

* O nosso almoço ( eu a Laura Peixoto, o Lauro Dieckmann e a Rosinha Lopes) por enquanto está em stand by....

* Serpentário está com saudades do Nelson Moura...que se mandou pro litoral...

* Entusiasmo ou dinheiro faltaram na reforma que faziam no andar térreo do prédio da ARI...está tudo parado...Era para ser um cyber café que a esposa do Espanhol estariam montando..

* Depois de 10 dias no dolce far niente, na Praia do Santinho, Elmar Bones da Costa, ou o BICUDO, voltou ao batente junto a JA Editores..." Levei trabalho pra Floripa, mas não consegui" comentou com os amigos...

* A JA EDitores foi livrada de ter que pagar 20% do que faturava ...o Juiz que cuida do processo que Julieta Vargas Rigotto move contra Elmar B. da Costa sustou, por hora, a cobrança do 20% do que a empresa arrecadava...

* Lenora Vargas não está mais na JA Editores....

* Prédio da ARI poderá vir a ser ocupado para eventos do Forum Social Mundial...Sonho do diretor Ayres Cerutti é colocar uma grande bandeira do Forum do lado externo do prédio...

* Há integrantes do Jornal Gente, da Band AM, que não gostaram da presença do representante da Farsul, advogado Nestor Heinz, no programa.Pelo que apurei, pelo menos um dos participantes, acha que deveria haver o contraponto do pensamento do Nestor, o que, convenhamos, em jornalismo é altamente saudável...

 

Embaixador

 


Agora estaria explicada a presença do ex-governador Olivio De Oliveira Dutra em Montevideo, no dia 29 de outubro do ano passado, data do segundo turno em que o coligação de esquerda venceu o segundo turno: ele seria nomeado embaixador brasileiro no Uruguai....

 

Momento Histórico...

 

Pois no meu livrinho Pauta, o Avesso das Redações relembro que no lançamento da 6 geração de ônibus da Marcopolo, na fria noite de 10 de agosto de 2000 na Fiergs, o cronista social e leiloeiro Paulo Raimundo Gasparotto sobe pelo governador Olívio Dutra o que será caso ele chegue a Presidência da República: Embaixador Brasileiro em Cuba.

 

A vida como ela é....


Os fatos aqui narrados não são veridicos...São invenção....

qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência....


O leiloeiro estava por um fio....


Pois então, aconteceu de uns anos atrás, um leiloeiro da capital de todos os gaúchos já ter apresentado muitas e estar com o filme queimado junto ao Poder Judiciário,tanto estadual,quanto federal. Sabe-se que os juizes são os que indicam os leiloeiros quando precisam que alguma mercadoria vá a leilão(se não vero, é bene trovato)..

Este leiloeiro em questão , como disse antes, tinha o filme queimado. Todos os juízes tinham resolvido suspender seu nome(era uma espécie de cassação) e não mais o indicar para leilões...

O pai do leiloeiro, que fora juiz também resolveu passar de gabinete em gabinete para falar com os colegas:

- Por favor, dizia ele, não é o colega que está pedindo mais uma chance para este rapaz, é o pai....

UMA MANHA SEM SOL NA BOA VIAGEM

 

 

Viver a Vida melhorou

 


As tais 'tramas paralelas' estão dando vida à novela que andava ladeira abaixo em termos de audiência.
Ontem, quarta-feira, Natália do Vale e Letícia Spiler deram um show de interpretação na cena da esteira e na continuação, no bar da academia.
Spiler, que a gente lembra como era fraquinha no início da carreira, parecia 'gente grande'. Quase fez sombra à Natália, que, com muita cancha, segurou o papel com categorial.
O bom ritmo que a novela adquiriu nas últimas semanas só amortece quando entram as chorumelas da Helena e da Luciana.
Será que o novo alento é fruto do trabalho dos colaboradores do autor, ou resultado de alguma 'prensa' dos executivos da emissora?
Quarta-feira, deu gosto ver a novela. E, em alta definição, a coisa ficou melhor ainda.


Postado originalmente por Lauro Dieckmann em http://lauromid.blogspot.com/


Farofa com Pimentão

 

Recebi o livrinho Farofa com Pimentão, que o colega A. Goulart me mandou. Confesso que não dava nada por ele, mas aí comecei a ler uma pequena crônica e cheguei à conclusão, que seu autor, o Prévidi é do ramo...Ei-la

Por J.L.Prévidi

" Governadores in farofa


O refúgio do doutor


Acompanhei Leonel Brizola por muito tempo,desde que chegou do exílio. Primeiro como repórter político; mais tarde, como assessor de imprensa e fã declarado.

Ele morava no Rio, na avenida Atlântica, 3.210.De frente para aquele mar maravilhoso. Tinha muita inspiração para suas articulações políticas, sem dúvida.
Durante a campanha do Governo em 1982, tinha alugado um apartartamento abaixo do seu, com a mesma vista. Lá recebia todos os que o procuravam. Quando foi declarado governador, fui ao Rio e junto com correspondentes internacionais o entrevistei.

Era difícil de olhar de olhar o mar. Como estava gravando, fiquei viajando, intrigado: Será que esse cara não aproveita esse marzão? Olhava pra ele, com aquela calça jeans, a camisa manga cumprida azul,sapato Vulcabrás e meias. Não o imaginava com um calção e nem mesmo de bermudas.

Pouco tempo depois da posse como governador fui morar, novamente, no Rio e trabalhar nbo Palácio Guanabara, na assessoria de imprensa. Tinha a convicção de que Brizola não dormia. Tinha uma disposição espantosa. De segunda a segunda, a qualquer hora estava sempre de prontidão.

Como iria um cara destes tomar um banho de mar?

Voltei a Porto Alegre,alguns anos depois e, sempre o acompanhando.

Em junho de 2004, com uma boa parte dos brasileiros, chorei com a notícia de sua morte.Quando estava na frente do Palácio Piratini, aguardando a chegada do corpo, onde foi velado, pensei de novo: um cara de 82 anos que nunca tomou um banho de mar...

Com o tempo fui conversando com pessoas mais velhas do que eu e que conviveram com o doutor, como o chamavam. Fiquei sabendo que tinha um chalé em Capão da Canoa e foram muitas as vezes em que ia com as crianças para a praia. De calção!
No exílio, em Montevideo, vivia, segundo Darcy Ribeiro, numa " praia inóspita". Bobagem do professor, porque o apartamento da família Brizola ficava em Pocitos, um agradável bairro praiano perto do centro da cidade.

Há poucos anos soube de um refúgio do então governador do Rio de Janeiro- só não confirmei se foi no primeiro ou no segundo mandato. Ele não era só daquele estilo" meu nome é trabalho" - com todo o respeito.

Me contam que na zona oeste carioca existem praias pouco exploradas, por causa do acesso difícil. Depois de Grumari, na área da Barra de Guararatiba, há trilhas que levam às praias do Meio,Perigoso, Funda e do Inferno. Esta, imaginem, é conhecida como " Praia do Brizola", porque ele chegava lá de helicóptero- a pé, impossível, em função da caminhada de duas horas por uma trilha precária e perigosa, por causa dos assaltos. Dizem que ele tinha no Inferno,a Praia, uma improvisada cabana.


O problema é que a tal cabana do Brizola no litoral carioca já virou lenda. Tem gente que jura que o tal casebre ficava na paradisíaca Praia do Meio, com maravilhosas fonte e cachoeira.
]
O nosso ídolo era chegado no mar, não?

Alfredo Sirkis, um ex-guerrilheiro, que estava ao lado de Brizola quando começaram as articulações em Portugual para refundar o PTB, lembrou de uma história muito boa no www.sirkis.com.br

" Nunca vou me esquecer de uma viagem que fizemos a Sesimbra, na costa portuguesa. Brizola buscava um hotel para ficar com a família e, levei-o no meu Peugeot verde para procurá-lo. Passamos o dia juntos, demos um mergulho na praia. Falávamos da guerra fria e, repentinamente, Brizola disse duas coisas, com total convicção , que, naquele momento, me pareceram - e lhe disse, de forma educada - completamente absurdas e delirantes. Corria o ano de 1978, quando ele prognosticou, com inabalável certeza, o desmoronamento da URSS e a reunificação da Alemanha, que só ocorreram mais de uma década mais tarde".


Notaram? " ... demos um mergulho na praia."

Mais uma : Outro dia conversei com um boma amigo, o Caco Coelho, que entre outras atividades , é administrador da Usina do Gazometro, em Porto Alegre. No mesmo período trabalhamos no primeiro Governo do Leonel Brizola, no Rio.
Perguntei a ele se tinha visto alguma vez o Brizola de calção.

E ele: " Claro, o Brizola ia a praia de Copacabana, em frente a casa dele, naturalmente, de calção". E arrematou: " Quando trabalhava até muito tarde chamava os convivas para um banho de mar".

Leonel Brizola me surpreende até hoje."

 

 

Seu Adolfo, 'gente boa' e, agora, ricaço

 


Santa Rita só fala da humildade e do prêmio do jardineiro "Seu Adolfo"

Nooossa, gente boa demais!", disse a primeira pessoa. "Ali, noooossa, é gente muito simples, trabalhadora", emendou outra. No bairro de Serra Pelada, em Santa Rita do Passa Quatro, a 260 quilômetros da capital paulista, o consenso é de que, se havia alguém que merecia ganhar a bolada da Mega Sena da Virada, era o seu Adolfo. O jardineiro e caseiro de 78 anos, casado com Ana, pai de 13 filhos (dois já morreram), avô de uns 30 nas contas da vizinhança e bisavô de outros 20, é querido e conhecido tanto quanto um senhor humilde e batalhador pode ser numa cidade de 30 mil habitantes.


Tanto que não foi uma conhecida só que lacrimejou ao falar do orgulho de ver essa família ficar milionária da noite do dia 31 para o primeiro dia de 2010. "Até chorei no portão, pensando na saudade que vou sentir", disse Rosa, uma das vizinhas mais chegadas e que, segundo a boataria, teria recebido uma ligação de Patrícia, a caçula de Adolfo, pedindo que esvaziasse a geladeira para a comida não estragar.
A cidade está tão alvoroçada por abrigar o mais novo ricaço do Brasil que até um rumor de que a casinha de três quartos e muro baixo da família teria sido saqueada se espalhou. Uma policial militar que não quis se identificar negou veementemente o crime. "É que o povo está assustado. Hoje mesmo é a quinta vez que eu venho aqui por causa de denúncias desse tipo", explicou, ressaltando que a cidade só tem uma viatura.


De fato, o movimento em frente à residência cor de tijolo tem sido intenso desde que Adolfo ficou famoso. Uma dessas vizinhas de cotovelos na janela até mencionou que um dos filhos do milionário é chegado numa cachaça e foi ele quem espalhou a novidade por Santa Rita. "Maledicência", garantiu a outra comadre. Pelo sim, pelo não, a família do jardineiro mandou um parente retirar o Fusca amarelo da garagem, para que ninguém se assanhasse a roubar o carrinho que há tantos anos serve seu Adolfo.
Apavorado com o assédio, ele pegou a família e zarpou de Santa Rita. Há quem diga que ele está em Porto Ferreira, cidade vizinha, na casa de parentes. Outros afirmam que ele está num hotel fazenda em Ribeirão Preto. O que todo mundo sabe é que o sonho de Adolfo sempre foi comprar a fazenda de café onde foi criado e trabalhou como caseiro. "Eu encontrava ele na lotérica toda semana e ouvia: "Tá aqui meu joguinho pr"eu comprar a Santa Urbana"", lembrou, com olhos marejados, Sônia, uma vendedora de Santa Rita.


A boca não tão miúda dos santa-ritenses dá conta de que os donos da Santa Urbana pediram R$ 4 milhões. E Adolfo teria oferecido R$ 5 milhões. "O negócio já está fechado", afirmou categórico o comerciante Fernando Missiato, para quem Adolfo já jardinou. Aliás, Missiato sentiu na pele o que é ser Adolfo por dois dias. Por algum motivo, espalhou-se na cidade que o comerciante era o ganhador dos R$ 72 milhões da Mega. "Foi repórter na minha casa, teve gente me pedindo dinheiro, teve gente que até ameaçou minha mãe", contou.
O próprio Adolfo ligou para uma assessora do prefeito para acabar com a boataria e confirmar que era ele mesmo o novo milionário. "Estamos preocupados, porque a família é grande e não está acostumada com tanto dinheiro. Queremos que eles tenham uma boa orientação de como usar a fortuna", disse Agenor Mauro Zorzi, prefeito de Santa Rita do Passa Quatro, cidade de R$ 49 milhões de orçamento para 2010.


Se depender dos hábitos de Adolfo e sua mulher, não haverá muita extravagância. Os dois sempre gostaram de se sentar nas cadeiras de arame em frente à casa e papear com os vizinhos - Ana sofre com varizes e não trabalha mais. Adolfo também tem o costume de ligar o rádio de pilha às 4h30 para ouvir uma musiquinha enquanto se apronta para cuidar da casa de um advogado da cidade. Os filhos todos, contam os conterrâneos, trabalham em sítios como caseiros e as filhas, como empregadas domésticas.
O jardineiro da Rua das Orquídeas é um novo milionário, mas, na memória dos conhecidos, vai ser sempre o senhorzinho "nooooossa, gente boa demais". (O Estado de São Paulo - Flávia Torres)

Brasiliense que dividiu os R$ 144 milhões foi buscar sua fatia na Caixa. Gerente desconversou, mas comprou pizzas para os funcionários


Não passava das 10h da manhã e o ganhador da Mega-Sena, acompanhado de dois amigos, já aguardava ansiosamente pela abertura da Agência Lúcio Costa, no Lago Sul. Impaciente, o homem caminhou durante pouco mais de uma hora de um lado para o outro na porta de uma loja de móveis e objetos de decoração. O movimento estranho levantou a suspeita do vigia que jamais vira um cliente daquele banco chegar tão cedo ao local. As vestimentas — camisa social, calça jeans e sapato — e a maneira de falar dos moços demonstravam simplicidade. Seria ele o novo milionário brasiliense? A resposta para a curiosidade do segurança veio pontualmente às 11h, quando o gerente daquela agência da Caixa Econômica Federal recebeu em sua sala o homem de idade entre 40 e 50 anos que acertou as dezenas 10, 27, 40, 46, 49 e 58 e ganhou R$ 72.450.747,46.
O bilhete passou o feriado prolongado trancado a sete chaves. “O ganhador disse que assistiu ao sorteio pela televisão e não acreditou ao ver os números. Nervoso, chamou o sobrinho para ajudá-lo a conferir. Depois, guardou o jogo em um local seguro e só retirou hoje (ontem). Ele ressaltou que essa foi a melhor passagem de ano da vida dele”, descreveu o gerente da agência, que pediu para não ter o nome publicado.

Do outro lado da cidade, pertinho de onde saiu a aposta premiada, os rumores vinculam o prêmio a uma manicure de 17 anos que trabalha na Rodoviária do Plano Piloto e a sua mãe, de cerca de 50 anos, tesoureira de uma empresa de ônibus do Entorno. Ambas seriam moradoras de Luziânia (GO).
As duas, consideradas funcionárias exemplares, desapareceram desde a divulgação do resultado do jogo. Nem o chefe conhece o paradeiro da tesoureira paraense que trabalha há 10 anos na empresa de transporte e nunca faltou ao serviço sem justa causa. “A mulher tem cinco filhos e não ia arriscar o emprego assim, sem nada. Se tiver sido ela, foi bem merecido”, pontua o dono de um salão de beleza da Rodoviária do Plano Piloto, onde a filha da mulher trabalhava havia 45 dias. “A menina acabou de se casar. Dava duro aqui para ganhar um salário”, ressalta o dono do salão, que prefere não se identificar.
(Correio Braziliense )


Ana Maria Canton

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

 


La extradición de Cordero
en la recta final

El pasado 04 de diciembre el Supremo Tribunal Federal
de Brasil publico el Acta Final de la extradición del
torturador uruguayo Manuel Cordero.

El Supremo Tribunal de Brasil ya concluyó las instancias dentro de su ámbito para que se concrete la extradición a Argentina del coronel retirado Manuel Cordero, que cumple prisión domiciliaria en la fronteriza ciudad de Santana do Livramento (Brasil) desde mediados de diciembre de 2008.

Dicha extradición fue votada el pasado 6 de agosto de 2009, pero el proceso para hacerla efectiva el Tribunal excedió ampliamente el plazo de 30 días que estipula la ley para ello.

Fueron necesarios cuatro meses para que el Supremo Tribunal de Brasil concluyera todos los pasos para que el torturador uruguayo sea finalmente extraditado y juzgado por los delitos cometidos durante las dictaduras de los años 70 y 80, en el marco del denominado Plan Cóndor.

En opinión de Jair Krischke, presidente del Movimiento de Justicia y Derechos Humanos (MJDH) y asesor de la Rel-UITA, “Nos resta solamente sortear la burocracia para lograr que Cordero se siente en el banquillo de los reos en Argentina. Esto solo fue posible gracias a la solidaridad de todas y todos aquellos que participaron junto a la Rel-UITA y elMJDH, en la Campaña Internacional para la extradición de este criminal de los derechos humanos”.

 

 

Diversas

 

* Hoje, depois das 19 horas, na cobertura do prédio da ARI - sim a ARI é tão rica que até isto tem - o Ayres Cerutti fará um happy hour para comemorar seu niver. Como dizem os colunistas sociais e suas frescuras, será um open house...ah....

* Dizem as más línguas que o fato do Ayres fazer o niver na cobertura do prédio da ARI - embora ele seja diretor da entidade - é um indício do que sua alma pretende lá bem no fundo....ser o presidente da entidade...só pra constar pra história, porque de fato hoje ele tá fazendo muito mais que o que está lá há 12 anos....

 

O mecânico que chegou
a presidência da Câmara Municipal de
São Borja

 

Conhecido na cidade de São Borja por "Negro Beto " o mecânico Gilberto de Oliveira Souza, o "Beto Souza" hoje no PTB, foi eleito e empossado como novo presidente da Cãmara Municipal de São Borja. Na vice-presidência ficou o vereador Feltrin, do PDT.

" Beto Souza" tem 14 anos de vereança e agora comanda o Palácio Getúlio Vargas.Beto está no PTB mas já esteve no PDT.


O vereador "Neguinho Beto" (então no PDT) - aos fundos, atrás de Brizola,recepciona o líder do PDT no aeroporto João Manoel, em São Borja. Estão ainda na foto, da esq para direita Celeste Penalvo,seu marido Percy Penalvo, Matheus Schmidt, Leonel Brizola, Rosendo Viana,César Neme, Carlos Cardinal,entre outros.
Foto dos anos 90.
Autor: Gaudêncio.

 

Olívio Dutra conhece memorial do Jango

 


O ex- governador Olívio de Oliveira Dutra estará,hoje, dia 7/01/2010 em São Borja onde irá conhecer o Memorial João Goulart.

O almoço será na casa da viúva de Percy Penalvo, Celeste, e de sua filha,Neuza.

 

 

Os Dickmann vão se encontrar

em São Lourenço do Sul

 

Será no próximo sábado, dia 9 de janeiro, o encontro dos Dieckmann em São Lourenço do Sul. Será realizada na casa da família Abreu que é parente dos Dieckmann.

A Carolina,ao que se saiba, não vem. Vem seu avó...


CONVITE / Geraldo Fonseca - SINBORSUL

 

O SINBORSUL receberá os amigos da Imprensa para o seu já tradicional encontro de confraternização de início de ano, no dia 13 de janeiro (quarta-feira), às 20h, na Churrascaria Barranco – Av. Protásio Alves, n° 1578 , em Porto Alegre.

Na oportunidade, estaremos divulgando os números relativos ao desempenho do setor de artefatos de borracha gaúcho em 2009 e a análise das perspectivas para este ano.

E, desde já, um desafio: vá preparando suas previsões sobre 2010, que recolheremos para futura conferência no nosso evento de 2011.

Contamos com sua honrosa presença.

Grande abraço.

Geraldo Rodrigues da Fonseca
Presidente

 

 

Eis a praia da Boa Viagem, em Recife, em fotos feitas pelo Serginho Ross...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Memória das Estradas...


Ontem,dia 5/01/2010 as notícias todas demandavam em um só assunto: a queda de uma ponte no interior do Estado: Pois fui procurar meu Livro Estradas do Rio Grande e lá localizei outro incidente semelhante ocorrido em Vacaria, sobre o rio Pelotas, em agosto de 1965.Em menos de meia hora caíram duas pontes sobre o rio Pelotas. O RS ficou ilhado do resto do país e as mercadorias para fora do Estado só foram alcansadas quando o Exército construiu uma ponte de emergência.

As duas pontes ruiram em menos de 30 minutos.Levaram junto o engenheiro Paulista Joel  Melo que viajava num ônibuys de Santa Catarina para o RS e que insistiu em ir até o meio da ponte para apreciar o espetáculo do rio que crescia debaixo dos olhos. A ponte ruiu e ele nunca mais foi visto!

Então, fenômenos de pontes que são tragadas pelas cheias sempre acontecem. O engraçado é os curiosos substimarem o perigo das águas..... 

 

 

From São Borja!


O vereador Beto Souza, o Betinho, do PTB( já fora do PDT) é o novo presidente da Câmara Municipal de São Borja. O vice é o vereador Feltrin, do PDT.

 

 

Coisas do Barranco


Certa noite, um amigo do Puluka(tradicional livreiro de Porto Alegre) chegou no Barranco e esqueceu a muamba encima da mesa depois de tomar cerveja, caipirinha e comer uma polentinha frita.


A muamba, que continha maconha, foi entregue no " caixa" da churrascariaq. O frequentador depois deu-se conta do esquecimento e passou lá para buscá-la e falou com o garção Felipe que o havia atendido na mesa.

- Não deixei um pacotinho encima da mesa, assim...assado....
- Sim, disse o Felipe, está no caixa....

O camarada sumiu feito um corisco.
Ele achou que era um pega ratão porque quando chegasse no caixa haveria alguém da polícia o esperando pra prendê-lo!!!

Pegaram o pacotinho e deixaram-no guardado dentro do armário do Felipe durante uns 4 meses. Um dia o Felipe queria que o churrasqueiro Toninho o queimasse. O churrasqueiro negou-se a fazê-lo.

- Tu tá louco? Vai ficar um cheiro de maconha em toda a churrascaria e na própria carne!

 

 


Comentário!

O repórter tem que ter um feeling,
uma intuição pra notícia!!!

Quando saí de S. Borja no domingo dia 6/12/09, intui que estava com um grande assunto para explorar jornalisticamente: a história do Santo que regressaria depois de muitos anos a sua cidade....

Ficara sabendo do assunto meio que por acaso - acaso, não - destino!

No ônibus fiquei matutando, matutando...pensando em quem poderia me abrir o jogo, porque logo vi que era osso duro de roer....Naquela noite, por exemplo, não sabia que o Movimento de Justiça e Direitos Humanos(MJDH) estava tratando do assunto,também,entre outras pessoas.

Dias depois fiquei sabendo que o Estadão ou a Folha de São Paulo " daria duas páginas " sobre o assunto. Pirei,literalmente....Senti um ciúme " da minha matéria" ,  embora  saiba que em termos de repercussão, são patamares diferentes. Mas o que me movia era a primazia, o furo, que para um repórter funciona como uma grande dose de adrenalina( O Collor de Mello chamava isto de Nitroglicerina pura....)

Bão, pra concluir esta ladainha: só não fui o primeiro a noticiar a volta do S. Francisco de Borja para sua terra natal - o que deve ocorrer em maio deste ano, parece que o dia do trabalhador - porque o rapaz que estava fazendo a manutenção deste site, mosqueou....
Pois então estava em Serafina Correa, no dia de Natal, quando recebi do Cristhopher Goulart uma cópia da matéria que o Mauro Magalhães, que é da sucursal carioca da Folha de São Paulo,dera naquele dia no jornal que trabalha. O Mauro é gaúcho e foi através dele que o MJDH fez vazar a história do Santo que deve voltar a " terra dos presidentes".

Bão disto tudo restou um consolo: nasci com o dom de quem sabe o que é uma notícia!!!

 

 

Gambrinus reabre depois da morte do seu dono!

O restaurante Gambrinus voltou a funcionar normalmente depois que na semana passada esteve fechado nos dias 29,30 e 31 por motivo de falecimento do seu dono, o empresário de origem portuguesa, Antônio Dias Mello. Sobre o acidente que teria vitimado o empresário - ocorrido com uma camionete de sua propriedade junto a uma fazenda que ele mantinha em Arroio dos Ratos, para onde se mudara nos últimos anos para criar e comprar gado- seu sobrinho, Beto, disse na tarde de segunda-feira, que não há o que comentar.

Ontem, procurei informações junto ao Crematório Metropolitano São José, para onde foi levado o corpo de Antoninho na noite do dia 29/12 e deveria ter sido cremado às 17 horas do dia 30/12/2009 e não o foi. O gerente Vinicius, do Crematório, disse que não poderia dar informações e remeteu-me para a assessora de imprensa da Cortel,Lorena, a empresa que mantém o Crematório. O telefone esteve sempre ocupado e não foi possível fazer contato com a profissional.

 

 

Coleguinhas


* IB Kern baixou ontem , dia 05.01.2010 ao hospital para exames.Nada de grave. Aos 90 anos tem um livro prontinho e impresso pra ser lançado. Grande IB! Saúde pra ele...

* Affonso Ritter foi ao enterro do seu conhecido  Antônio Dias de Mello, o dono do Gambrinus, que morreu no dia 29/12/2009, em circunstância ainda não muito esclarecidas numa fazenda que tinha em Minas do Butiá, interior do RS.

* Dia 13/01/2010 churrasco do Geraldo Fonseca no Barranco, mais conhecido entre os colegas pelo churrasco da Borracha...Comer churrasco de borracha é brabo, não é que é um convite do sindicato da borracha..
* Mazza quer saber detalhes da morte do dono do Gambrinus: olha Mazza, curiosidade é o que move todo bom repórter....

 

 

Choradeira sobre praias gaúchas...

Ouvi o Mendelski ontem(5/01/2010) dizendo que uma senhora esperou duas horas para ser atendida num hospital de Torres depois de uma queda...Mas isto até que é pouco,thê!

Lembro-me de uma cobertura de praias que fiz lá por 1983,ou 84 em que durant eum jogo de futebol da Argentina, um menino de 5 anos, desceu as escadas correndo no hotel Samburá e entrou direto no vidro da porta,sem notar que era um vidro,claro. O menino esvaiu-se em sangue e no Pronto Socorro de Tramandaí, não deram conta, ou por falta de infraestrutura, ou desleixo. Trazido a Porto Alegre, acabou morrendo. Os pais voltaram com aquele cadáver para o interior de Corrientes, na Argentina, para enterrar o filho....

A partir disto, Carlos Alberto Kolecza,que chefiava a sucursal gaúcha das ZH, nos botou em campo pra fazer um levantamento das condições de atendimento no litoral. Um dos repórteres que estava nesta cobertura lembro bem era o Luis A. Scotto(depois foi viver em NY e agora dá aulas em Floripa).O Kolecza foi tão a fundo na história que o Germano Bonow,q ue era então secretário da Saúde foi na sucursal conversar com ele. Não era propriamente pedir arreglo, mas o pau comeu solto, aí....

Provamos que a metade da população gaúcha que se muda de mala e cuia pro litoral fica ao deus dará, sem a menor assistência médica, em caso de um assunto grave....

Eis a mesma ladainha que ocorre agora!

 

 

Festa de posse foi na casa do empresário Valmor Sauter


" Foi bonita a festa, pá...

Fiquei contente....

Ainda guardo renitente


O velho....para mim"  ( Chico Buarque de Holanda)


A festa da posse do vereador Tessaro na prefeitura municipal de Porto Alegre e na presidência da Câmara Municipal foi na casa do empresário do ramo de transporte coletivo, Valmor Sauter, na av. Caí, 284, na zona sul da cidade. 

Valmor é filho do falecido dono da Trevo,Silvestre Sauter, conhecido no ramo do transporte coletivo por " POCO PILA"!

A origem do apelido do pai decorre de que cada vez que ele se apresentava na Secretaria Municipal dos Transportes e o secretário lhe dizia para quanto iria a passagem dê ônibus, o veterano transportador reagia com sua clássico bordão:

- POCO PILA!

Novo presidente assume Prefeitura de Porto Alegre

O vereador Nelcir Tessaro (PTB) assumiu no final da tarde desta segunda-feira (4/01) a prefeitura de Porto Alegre. Ele recebeu o cargo do procurador-geral do Município
João Batista Figueira. A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu no Salão Nobre Dilamar Machado da Câmara Municipal de Porto Alegre, logo após o vereador ter assumido a presidência do Legislativo Municipal. Ele ficará no cargo até o dia 10 de janeiro quando o prefeito José Fogaça retomará suas funções no Executivo. O vereador Mário Manfro (PSDB) presidirá a Câmara neste período.

 

 

Imagem de São Francisco de Borja deve vir 
para Cúria Metropolitana de Porto Alegre antes de ser devolvida a S. Borja! 


Ainda permanece na casa da filha do ex-presidente Jango Goulart, no Rio de Janeiro, Denise, a imagem de São Francisco de Borja que teria sido " roubada"  na Guerra da Triplice Aliança( Brasil-Argentina e Uruguai contra o Paraguai)  em 1865 pelos paraguaios. O " saque" teria sido devolvido ao Brasil pelo ditador paraguaio Alfredo Strossner, que tinha boas relações com o ex-presidente Jango Goulart.  As boas relações são fruto das tratativas da construção de Itaipu Binacional. Há duas versões sobre a volta do Santo ao Brasil. Uma sustentada por Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos(MJDH) que diz que ela voltou em 1962,quando Jango estava no poder. Strossner a teria trazido do Paraguai, numa viagem ao Brasil e entregue ao presidente Jango, como um mimo já que ele sabia que a terra natal do presidente brasileiro era São Francisco de Borja.Na versão da família Goulart, a imagem veio do Paraguai nos anos 70. Ela ficou no sítio que Jango tinha em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro e o comprador resolveu devolve-la  à filha talvez sem se dar conta do valor que a estátua possui. 

Grande Valor ...

No mercado da arte sacra, a imagem de São Francisco de Borja, que é autêntica - por vir do Paraguai, alguém poderia imaginar que se trataria de uma " falsificação" - tem um valor que um marchand local " quase caiu para trás" segundo relata o presidente do MJDH.

" Não se tem o cálculo de  quanto ela valha, mas sabe-se que as Missões Jesuíticas são patrimônio da Humanidade,declarado pela ONU. Então esta imagem pelo  valor histórico que possui  poderia estar em qualquer museu do mundo" alertou Krischke.

A autenticidade da imagem foi dada por um padre jesuíta, da Unisinos, que chegou a dizer o nome do autor da estatua: trata-se de um italiano que andava pelas missões jesuíticas.



 Cúria Metropolitana

Antes de voltar definitivamente a São Borja, a estatua deverá ser entregue na Cúria Metropolitana de Porto Alegre aos cuidados do arcebispo Dom Dadeus Grings.A família Goulart já manifestou o desejo de que a imagem seja entregue em São Francisco de Borja em 1 de maio de 2010, que era uma data " muito cara ao ex-presidente Jango" segundo uma pessoa próxima da família Goulart.


Um Histórico

O histórico da imagem pode ser sintetizado neste breve relato:

" Durante a Guerra do Paraguai, da Tríplice Aliança,em 1865, os paraguaios invadiram S. Borja,saquearam a cidade levando entre outras coisas objetos de arte,imagens missioneiras da Igreja Matriz.

Entre eles estava a imagem em madeira, tamanho natural de São Francisco de Borja, terceiro na sucessão jesuíta da Companhia de Jesus. Em 1962, tendo João Goulart como Presidente da República, o Brasil inicia as negociações com o Paraguai do Presidente Alfredo Strossner para a construção de Itaipu. Num desses encontros, Strossner tomando conhecimento de que João Goulart era de S. Borja, resolve devolver o troféu, " botin de guerra" pois corria uma lenda de que  para o lugar progredir seu Santo Padroeiro deveria retornar ao local de origem, neste casa a Igreja Matriz de S. Borja. O Santo  foi entregue a João Goulart tempos depois mas este não teve tempo de trazê-lo para São Borja devido às circunstãncias que envolveram seu mandato.

O santo permaneceu com a família Goulart e por diversas vezes saiu e acabou sempre retornando à família. Uma das vezes  foi devolvido empacotado. Agora está previsto o retorno de São Francisco de Borja para  São Borja provavelmente  dia 1 de maio de 2010 após restauração e exposição em Porto Alegre.

Pe. Irineu Machado e Pe. José Augusto pretendem organizar uma grande procissão entre outros eventos para comemorar o retorno de São Francisco de Borja e o aniversário da Diocese. Com a palavra Dom Dadeus e a família Goulart."

 

Crédito foto de: Jefferson Bernardes / Palácio Piratini

 

          O empresário uruguaio Marco Vanzini realizou visita de cortesia à governadora Yeda Crusius para transmitir votos de Boas Festas. Na oportunidade, também deu conhecimento à Chefe do Executivo estadual sobre a atuação de sua empresa no mercado gaúcho. Ex-craque do Nacional de Montevidéu e da Seleção uruguaia, Vanzini é o representante exclusivo para o Brasil da fabricante de alfajores Punta Ballena. O produto está sendo comercializado através da rede Zaffari, no RS e, em São Paulo e Minas Gerais, através do Sam’s Club, o braço da Walmart que supre redes varejistas e o consumidor final. Vanzini manifestou sua intenção de ampliar o intercâmbio comercial com o Estado, dentro de uma estratégia de complementariedade das respectivas vocações produtivas.

 

Sobre o Antônio Dias de Melo, do Gambrinus: foi infarto? E a notícia na 
ZH sobre um acidente estúpido que o vitimou!


Sobre a ministra do STF: que babado esse namoro, hein

.............
GRingo!

01)- Me dá mais detalhes dos tópicos acima, se possível.
02)- O Jãnio escrevia em bilhetes, o gov.Antonio Britto difundiu e eu 
peguei de herança. E do Britto algo que ainda precisa ser analisado em 
livro: um cara que era da comunicação e esqueceu de fazê-la quando 
governador.

Chega, já esc revi demais.


mazzarino

 

 

Recebi este bilhetinho enigmático do Mazza. O Mazza se comunica com o mundo por bilhetinhos, igual ao Jânio....

"Gringo!
A Josi te escreveu. Então traduz. Na colônia nem tudo chega. Por isto são 
necessários os blogs.

abraço,"
mazzarino

 

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

 

BRASIL-CHILE: VINCULAN MUERTES DE GOULART Y FREI

 

BRASILIA, 30 (ANSA) - Las muertes de los ex presidentes Joao Goulart, brasileño, supuestamente víctima de un envenenamiento y Eduardo Frei Montalva, chileno, asesinado por la dictadura de su país, "tienen profundas relaciones", afirmó hoy el investigador Jair Krischke, fundador del Movimiento Justicia y Derechos Humanos de Brasil.
"Entiendo que los casos de Joao Goulart y Eduardo Frei Montalva tienen una serie de profundas relaciones y paralelos que ahora comienzan a salir a la luz", aseveró Krischke durante una entrevista con ANSA.
"Todos aquellos líderes políticos que podrían representar algún peligro para los militares porque eran capaces de encabezar procesos de transición a la democracia con apoyo de amplios sectores fueron eliminados en Brasil, en Chile y en Uruguay, y eso cabe claramente para Goulart y Frei Montalva", declaró Krischke.
"Hay que tener presente que las muertes de los dos ex mandatarios sucedieron en dos países que participaron del Plan Cóndor, estamos hablando de una red terrorista donde se coordinaron acciones a nivel regional", consignó.
Jair Krischke investiga desde hace 30 años la trama del terrorismo de estado que enlazó a las dictaduras en la región.
Fue asesor del fiscal italiano Giancarlo Capaldo, quien promovió una causa en la justicia de Roma contra decenas de ex jerarcas militares suramericanos por la desaparición de ciudadanos italianos víctimas del Plan Cóndor. Para el experto brasileño, uno de los "hilos" que unen a las muertes de Goulart y Frei Montalva fue la forma en que ellas ocurrieron.
El juez chileno Alejandro Madrid, después de investigar durante seis años las circunstancia que rodearon al fallecimiento de Frei Montalva en 1982, concluyó que fue víctima de un asesinato perpetrado con una combinación de mostaza sulfúrica, talio y fármacos letales que le fueron suministrados en la clínica Santa María de Santiago, por médicos que actuaban a órdenes de dictador Augusto Pinochet.
En Brasil las sospechas de que Goulart fue envenenado ganaron cuerpo luego de que el agente de los servicios de inteligencia uruguayo Mario Neira Barreiro, preso en Rio Grande do Sul, confesó haber adulterado remedios recetados para la afección cardíaca que sufría Goulart, quien vivía en el exilio tras haber sido destituido por un golpe militar en 1964.
"Las revelaciones de la justicia chilena sobre la forma como fue asesinado el ex presidente Frei Montalva, que en ese momento era un importante opositor a la dictadura, robustecieron nuestras sospechas sobre el envenenamiento de Goulart, que también era un referente del arco democrático cuando murió víctima de un extraño paro cardíaco durante su estancia de Argentina en 1976", explicó.
"Cuando uno ve y compara los dos casos, parecen historias escritas por el mismo autor", agrega Krischke.
"Otra ligazón, de orden factual, es que Brasil envió, a través de una valija diplomática, compuestos bacteriológicos para los experimentos de guerra química que se realizaban en Chile", reforzó. Krischke sostiene que carece de pruebas documentales para poder afirmar que Frei Montalva, padre del candidato presidencial Eduardo Frei, fue intoxicado con substancias enviadas desde Brasil.
Pero considera "plausible plantear la hipótesis" de que haya habido una cooperación "más intensa en materia de armas químicas entre Brasil y Chile, y que todavía no conocemos más detalles porque los militares brasileños impiden que se abran los archivos de la dictadura", observó.
El investigador apunta a las relaciones entre ambas dictaduras "fueron siempre muy próximas, Brasil enseñó cómo montar la DINA (inteligencia política chilena), que es el organismo que está detrás de los peores crímenes, y el que ideó el plan para dotar a Pinochet de armas bacteriológicas para matar a adversarios políticos sin dejar huellas".
La eliminación de pruebas para obstruir las investigaciones sobre las reales causas que mataron a Goulart y Frei Montalva constituyen otro elemento que "demuestra una macabra similitud en el modus operandi de la represión brasileña y chilena".
"El cuerpo de Goulart fue trasladado de Argentina a Brasil sin que ninguna autoridad exigiera que se le realizara una autopsia, es algo que sólo encuentra explicación si había la intención de borrar todas los indicios de su envenenamiento" aseveró Krischke, quien destacó la "similitud" de ese hecho 1976 con lo ocurrido en Chile seis años más tarde.
"Poco después de la muerte de Frei Montalva su cuerpo fue retirado, sin autorización de la familia, y sometido a una autopsia cuyo resultado permanece en secreto hasta hoy, según la información que fue publicada en Chile recientemente", concluyó Krischke.
(ANSA).
DCP-AGR ANSA 30/12/09 18:24 GMT

/

UOL - 30/12/2009 - 16h58

Ativista diz que morte de Jango tem ligações com assassinato de ex-presidente do Chile

ANSA

BRASÍLIA, 30 DEZ (ANSA) - A morte do ex-presidente João Goulart, vítima de um suposto envenenamento, "tem profunda relação" com o caso do ex-mandatário chileno Eduardo Frei Montalva, assassinado pela ditadura de Augusto Pinochet, é o que afirma secretário do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) do Brasil, Jair Krischke.

"Entendo que os casos de João Goulart e Eduardo Frei Montalva têm uma série de profundas relações e paralelos, que agora começam a aparecer", diz Krischke em entrevista à ANSA.

De acordo com o ativista, "todos aqueles líderes políticos que poderiam representar algum risco para os militares, porque eram capazes de encabeçar processos de transição à democracia com apoio de amplos setores, foram eliminados no Brasil, no Chile e no Uruguai, e isso cabe claramente para Goulart e Frei Montalva".

O brasileiro também recorda que "as mortes dos dois ex-mandatários ocorreram em dois países que participaram do Plano Condor [repressão contra opositores aos regimes militares, orquestrada por ditaduras do Cone Sul na década de 1970], uma rede terrorista que coordenou ações regionalmente".

Krischke investiga há 30 anos a trama de terrorismo que envolveu os regimes de facto da região. Ele também foi assessor do procurador Giancarlo Capaldo, que acusou na Itália dezenas de militares sul-americanos por envolvimento no desaparecimento de cidadãos italianos, vítimas do Plano Condor.

Segundo o ativista, as mortes dos dois governantes latino-americanos são ligadas por diversos "elos", entre os quais estaria o modo como ambos morreram.

"As revelações da Justiça chilena sobre a forma como foi assassinado o ex-presidente Frei Montalva, que naquele momento era um importante opositor à ditadura, fortaleceram enormemente nossas suspeitas sobre o envenenamento de Goulart, que também era um referente democrático quando sofreu uma estranha parada cardíaca", continua Krischke.

Após uma investigação de seis anos, o juiz chileno Alejandro Madrid concluiu que Frei Montalva -- pai do atual candidato às eleições presidenciais chilenas, Eduardo Frei [da coalizão governista] -- foi vítima de envenenamento, em 1982.

No Brasil, a hipótese de que Jango tenha sido envenenado ganhou força depois de um agente do serviço secreto uruguaio, Mario Neira Barreiro, preso no Rio Grande do Sul, confessar que adulterou os medicamentos do ex-presidente, deposto pelo golpe de 1964. O efeito das substâncias seria semelhante a um ataque cardíaco.

"Outra ligação, de ordem factual, é que o Brasil enviou, através de uma mala diplomática, compostos bacteriológicos para experimentos de guerra química que eram realizados no Chile", reforça o ativista.

Krischke esclarece, contudo, que não há provas documentais para afirmar que Frei Montalva foi intoxicado com substâncias enviadas do Brasil, mas a hipótese de uma cooperação "mais intensa" entre os dois países é "plausível".

Nesse ponto, ele acredita que as investigações relativas à morte do ex-presidente chileno poderiam aportar elementos às averiguações sobre o funcionamento do regime militar brasileiro que, ainda de acordo com o ativista, participou "muito ativamente" no cenário internacional.

Krischke argumenta que "a eliminação de provas para obstruir as investigações sobre as reais causas que mataram Goulart e Frei Montalva constitui outro elemento que demonstra uma macabra semelhança no modus operandi das repressões brasileira e chilena".

"O corpo de Goulart foi transladado da Argentina ao Brasil sem que nenhuma autoridade exigisse a realização da autópsia", explica o especialista. Já os exames de Frei Montalva foram mantidos em segredo e continuam sem ser revelados, segundo informação divulgada recentemente no Chile.

 

 

 

Atividade do Linha Turismo com carnavalescos transferida em função da chuva

Em função da previsão de chuva para amanhã, 5, foi transferido para a próxima semana o passeio no Linha Turismo que faria o Rei Momo acompanhado de sua corte, das candidatas à rainha do Carnaval, de reis e rainhas mirim e da terceira idade e das rainhas dos clubes Farrapos, Lindóia e Caixeiros Viajantes, do programa Estação Folia.

A nova data da promoção, que visa a divulgar as diferentes opções que serão oferecidas pelo Carnaval de Porto Alegre para 2010, será divulgada nos próximos dias. A iniciativa é das secretarias municipais de Turismo, da Cultura e de Esporte, Recreação e Lazer em parceria com os clubes do Estação Folia.

 

Eliana Zarpelon (MTb 3821)

Coordenação de Comunicação

(51) 3289.6713 - 3289.6714 -  (51) 9364 1642

 

 

Memória da Imprensa


O Lauro, na sucursal do JB,

disse ao Marchezan: O Simon já passou aqui....


O Lauro ( Dieckmann) costuma me chamar de Tosco, mas deve ser uma projeção. Quando ele trabalhou na sucursal Gaúcha do Jornal do Brasil, ao tempo que os grandes jornais do país mantinham sucursais em Porto Alegre,um final de ano ele ganhou disparado o troféu diplomacia....O então influente e todo poderoso deputado federal Nelson Marchezan, que por pouco não foi presidente da República,foi levar os cumprimentos de fim de ano a equipe do JB no alto do Morro Santa Tereza.

E o Marchezan estava sendo ciceroneado pelo Castelo Branco(Lucídio) e pelo Josef Zukauskas(diretor da sucursal). Quando iam saindo, Marchezan nem se deu ao trabalho de cumprimentar o Lauro Dieckmann que estava li na redação,esperando talvez o fechamento das matérias do dia.

Marchezan voltou e foi dar os cumprimentos ao coleguinha( diplomata que só ele) e quando estendeu a mão, o Lauro disparou:

- Não tem problema o Simon( tratava-se de Pedro Simon, líder da Oposição no RS nos anos 70 / 80 ) já passou por aqui...
Ficou um clima chato....

Lauro entrou em férias,viajou para Buenos Aires com a Rosa Lopes, sua esposa, mas na volta estava demitido do JB...

 


Antoninho Melo,aos fundos, com as mãos atrás dos vigiava tudo do seu Gambrinus...

 

Querer comparar a saida das Casas Bahia com a da Ford é dose. Quantos empregos ( lamento quem perdeu ) as Casas Bahia tinham ? E quantos a Ford tem lá na Bahia: diretos e indiretos ? Empregos estes que poderiam estar sendo ocupados por gente de toda a Região Carbonífera do RS.
 
SERGIO OLIVEIRA - CHARQUEADAS - RS

 

O solo derreteu outra vez.
Por Luiz Oscar Matzenbacher.
Essa Tragédia da Virada do Ano, no litoral fluminense e no litoral paulista, lembra muito a Tragédia Catarinense de novembro de 2008. O 'derretimento' do solo em encostas montanhosas, causado pelas chuvas verdadeiramente excessivas e concentradas em poucas horas, tipo trombas de água repetitivas, tem como culpado principal o aquecimento global.
Antigamente também ocorriam deslizamentos de terra, mas não nas proporções e repetições atuais. Aliás, a previsão dos ecologistas é exatamente o aumento das proporções das tragédias climáticas. Chuvas cada vez mais fortes, secas mais rigorosas, derretimento das geleiras e das calotas polares e enchentes cada vez mais impiedosas.
Em todo o vasto litoral brasileiro, existem áreas de muito risco, como as regiões montanhosas predominantes nas regiões costeiras no Sudeste e parte do Sul. Preservar as florestas das encostas é a solução, embora paliativa. Com o aquecimento global e chuvas cada vez mais copiosas, até os solos florestados estão derretendo. A solução definitiva é reverter o aquecimento global e ponto final.


Luiz Oscar Matzenbacher 

 

um abraço e um bom 2010 com mais reflexão e paz no coração
 

Maria Nazaré de Almeida

ver slide

 

Romance Policial


O " alcaguete" no Agápio...


Muitos anos atrás, funcionou uma casa de lanches junto  ao Ritter hotel ( nas cercanias) que durou 28 anos. Foi fechada há dois anos porque o terreno foi vendido a uma das tantas igrejas evangélicas que proliferam naquele quadrilátero da fé de Porto Alegre.

Os sócios do Agápio eram o advogado César Tasca e o Aníbal, ( vulgo  Alemão) .

Acontece que ali na av. Voluntários da Pátria havia um antro de traficantes. Um dia, um deles foi fazer um lanche no Agápio e esqueceu a muamba encima de uma das mesas.Quando retornou pra pegá-la, dois brigadianos que por acaso estavam por lá, desconfiaram do sujeito. Ele se assustou e saiu correndo. Os brigadianos reagiram, e um deles acertou um tiro no pé do vagabundo....

Levado ao HPS foi atendido prontamente mas os companheiros dele assustaram os sócios do Agápio com ameaças de represália já que eles acharam que  o Aníbal, tinha alcaguetado o traficante.

Não fora isto que acontecera, na verdade.

Temendo represálias, o " Alemão" foi até o HPS explicar ao traficanete que convalescia que não fora ele que o denunciara aos brigadianos.

César Tasca, por sua vez, tomou o caminho da Zero Hora, na av. Ipiranga, 1075, onde foi ter conversa com o chargista Marco Aurélio que ele conhecia dos tempos que fora garção do Barranco.

César foi solicitar que aliviassem a matéria, pelo menos não citassem tanto o nome do Agápio,senão queimaria seu filme.

Marco Aurélio ficou de ver e de retornar a ligação...dizendo o que fora possível fazer.

- Pô César, brincou o chargista, tinha mais vezes na matéria citado o nome do Agapio do que propriamente texto...

 

Coleguinhas


* Ouvi a entrevista do André Haar no programa De Salto Alto e tudo...poderiam, as 3 moças, tirar mais coisas do rapaz...por exemplo, quando chegaram no tesão, porque pararam???faltou OUSADIA!!!

* Ouvi no Trip Musical da FM Gaucha uma reprise de uma entrevista com a Paulinha Toller...Safa pra burro, a moça,digo a senhora(que é casada e tem um filho) Livre...leve e solta...sem ser vulgar, que vulgar não pega bem saindo da boca de uma senhora....

* Caco Barcellos e sua family retornaram,domingo, dia 3/01/2010 pra sampa. Ficaram por aqui vários dias...E com a cidade vazia, o Caco aproveitou pra dirigir na cidade. Deve ter matado a saudade dos tempos que era motora de táxi, tinha um enorme cabelão e os bandidos do morro onde morava, gostavam de fazer cafuné no cabelo do Caco, só pra sacanear....

 

 


 

 

 

 

 
 
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Olides,
Linda a matéria sobre o casamento dos pais.
está bem bonito o site.
abraços

Alenir Canton

 

 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor

Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
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