Roteiro do findi
de serafina
Espetáculo Primeiro as Damas
Grande sucesso gaúcho, a peça teatral Primeiro
as Damas estará em Serafina Corrêa no dia 05
de Outubro de 2011. O show de humor é apresentado
em formato de stand up comedy, gênero teatral de origem
americana em que o comediante atua sozinho no palco, falando
diretamente com o público. Estrelado pelos atores
Cris Pereira e Lucas Krug e direção de Eduardo
Holmes, o espetáculo apresentará personagens
inusitados, proporcionando aos serafinenses momentos de
diversão e muito humor.
A peça será exibida no Clube Gaúcho,
Serafina Corrêa, no dia 05 de outubro, quarta-feira,
às 20h30 e a classificação etária
é de 14 anos. Os ingressos antecipados custam R$20,00
e podem ser adquiridos na Agafarma e Benoit. Participe!
Roteiro do findi II
Domingo, 18 horas tem show no santander e futebol no Olimpico!
De Brasilia
Da Agencia Edisoncastencio

Padilha e Cherini: consenso de que o saneamento básico
é urgente e prioritário
O ministro da Saúde Alexandre Padilha e o presidente
da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
da Câmara, deputado Giovani Cherini se encontraram
na última quarta-feira (28.09), por conta do Congresso
Brasileiro de Desenvolvimento Humano (IDH+), no auditório
da TV Câmara. Ambos concordaram que o saneamento básico
ficou para trás no processo de desenvolvimento econômico
e social brasileiro. "Essa é uma dívida
social que o país precisa pagar", afirmou Cherini,
ao lembrar, em discurso, que apenas 4% dos recursos alocados
no PAC 1 para o saneamento básico haviam sido efetivamente
utilizados. Padilha, por sua vez, foi diplomático.
"Os recursos existem, mas o problema é que as
prefeituras não apresentam projetos", disse
o ministro.
CIDADANIA (I)
Faça a sua parte: não faça xixi na
rua.
CIDADANIA (II)
Se fumares, seja educado. Não jogue a fumaça
na cara dos outros e nem a bituca no chão.
Do boletim do Adeli Sell
O MAL DA LIVRE NEGOCIAÇÃO
Por Carlos Chagas
Com a greve continuada dos funcionários dos Correios,
acumulam-se centenas de toneladas de correspondência
não entregue, em todo o país. Com a greve
dos bancários, começa a passar dificuldades
quem não guardou dinheiro em casa. Contas a pagar,
não pagas, geram multas e juros para o inadimplente
forçado. Junte-se a isso as anteriores paralizações
nos transportes coletivos, impedindo o trabalhador de chegar
ao seu emprego ou de voltar para casa. Mais as greves em
serviços essenciais, como dos médicos e enfermeiros,
dos eletricitários e petroleiros e quantas mais,
numa perigosa ciranda que qualquer dia acontecerá
em conjunto.
Fazer o quê? Além de constitucionais, as greves
são justas em sua maioria. Exprimem a indignação
de quem trabalha e não raro se vê ludibriado
por quem emprega, ainda que no reverso da medalha se deva
atentar para a impossibilidade de muitas empresas públicas
e privadas arcarem com despesas adicionais.
O mal está na livre negociação entre
patrões e empregados. Nessa praga imposta pelo neoliberalismo
que quase sempre determina a prevalência do mais forte
sobre o mais fraco.
Caberia uma revisão profunda nesse modelo. Urge a
entrada do poder público na equação,
muito acima da prerrogativa da Justiça do Trabalho
de declarar greves legais ou ilegais. Para evitar que a
população sofra, o Estado deveria responder
pronta e até antecipadamente às perspectivas
de interrupção em qualquer atividade. Entrar
para rachar, pesando os argumentos dos dois lados e determinando
solução imediata. Se os empregados exigem
demais, limitar suas reivindicações a patamares
possíveis. Se os patrões demonstram insensibilidade
e usura, obrigá-los a ceder sob pena de multa e intervenção
em suas atividades.
Não seria difícil aparelhar a Justiça
do Trabalho com essas atribuições. Conciliar
e compor são verbos postos em desuso faz muito, aos
quais se deveria reunir um terceiro: impor, em nome do bem-estar
da população. Tudo dentro da lei, carente
de alterações. Porque um dia desses as greves
darão um nó dos diabos na ordem política,
social e econômica. Será o cáos, que
a livre negociação jamais resolverá.
RETROCESSO?
Decidiu o Supremo Tribunal Federal, ontem, limitar poderes
que o Conselho Nacional de Justiça reclamava através
das palavras pouco educadas de sua corregedora, Eliana Calmon.
Porque a meretíssima exagerou ao sustentar em entrevista
que a limitação do CNJ permitiria que bandidos
se escondessem atrás das togas. O presidente do Supremo,
também presidente do CNJ, reagiu de duas formas:
primeiro através de contundente nota, admoestando
a corregedora. E ontem, com a decisão da mais alta
corte nacional de justiça, ao determinar que denúncias
contra supostos juízes corruptos sejam primeiro examinadas
pelos tribunais regionais, só depois chegando ao
CNJ. O argumento de Eliana Calmon é de que os tribunais
regionais tem mandado arquivar a maioria das denúncias,
praticando o corporativismo.
De qualquer forma, com o pronunciamento do Supremo, fica
minimizada a esfera de atuação do Conselho
Nacional de Justiça, aberto o caminho para a impunidade.
VASSOURA NUMA, CONSTITUIÇÃO NA OUTRA
Ficou incompleto o comentário do vice-presidente
Michel Temer, de que não dá para a presidente
Dilma Rousseff governar com a vassoura na mão. Porque
a chefe do governo, como todo mundo, possui duas mãos.
Bem que poderia continuar acionando a vassoura, ou seja,
sem esmorecer na missão de combater a corrupção,
mas, em paralelo, atenta aos dispositivos constitucionais
de defesa dos direitos da pessoa humana.
Bem que o PMDB gostaria de ver interrompida a faxina promovida
pela presidente, responsável pela demissão
de três ministros e montes de assessores e dirigentes
de empresas estatais. Caso tenha sido essa a motivação
de Temer em seu comentário recente, melhor teria
feito de ficasse calado. Porque dá para goverar com
a vassoura numa das mãos, desde que na outra repouse
a Constituição.
MASSACRE
Com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de conceder
registro ao PSD do prefeito Kassab, aumenta ainda mais a
maioria parlamentar do governo na Câmara. Em boa parte
egressos do DEM, de oposição, os deputados
do novo partido, entre 55 e 60, formarão no bloco
oficial. Na teoria, é claro, porque na prática
cada caso é um caso e cada voto, um voto. A bancada
do PT é de 86 deputados; do PMDB, de 80; do PP, de
41; do PR, de 41; do PSB, de 31; do PTB, de 27. Fora os
penduricalhos, some-se agora entre 55 e 60 do PSD e se terá,
vale repetir, teoricamente, a mais numerosa força
de apoio ao governo desde quando o antigo PSD dominava a
política nacional. Aliás, bons tempos, aqueles,
porque a nova legenda precisará provar se dispõe
ou não de identidade com a maior escola política
que o país já possuiu.
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:

28º PRÊMIO DIREITOS HUMANOS DE JORNALISMO
REGULAMENTO
O Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH)
e a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio Grande
do Sul (OAB/RS), com a colaboração da Associação
dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos
do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS), instituíram em 1984
o Prêmio Direitos Humanos, visando estimular o trabalho
dos profissionais do jornalismo gaúcho na denúncia
de violações e na vigilância ao respeito
aos Direitos Humanos.
Atualmente, também emprestam seu apoio, a Secretaria
Regional Latinoamericana de la Unión Internacional
de Trabajadores de la Alimentación y la Agricultura
(Rel-UITA Montevidéu), e a ARFOC Brasil.
REGULAMENTO
1. As entidades promotoras escolherão os três
melhores trabalhos sobre o tema Direitos Humanos nas categorias:
Reportagem, Fotografia, Imagem de Televisão, Charge,
Rádio, Televisão, Jornalismo Online, Crônica
e Acadêmicos.
a. A categoria Acadêmico é exclusiva para estudantes
matriculados em faculdades de Comunicação
Social que tenham realizado trabalhos jornalísticos
sobre o tema do prêmio na universidade ou em estágio
regular;
b. Serão aceitos trabalhos de mídia impressa
(reportagem, foto ou crônica), mídia eletrônica
e Internet – que serão avaliados conjuntamente.
1.1. Categoria Especial: A comissão julgadora concederá,
excepcionalmente nesta 28ª edição do
Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, ao melhor trabalho
inscrito em qualquer categoria sobre o tema “Memória
X Cultura da Impunidade”.
1. A premiação será com troféus
aos primeiros classificados e diplomas aos segundos e terceiros
lugares, não havendo premiação em dinheiro.
2. Reconhecendo que, por sua vez, os trabalhos sobre Direitos
Humanos não são publicados, ou o são
parcialmente, e compreendendo que o papel destas entidades
é de justamente formar uma maior liberdade, tanto
de imprensa quanto de organização política
e social, podem ser inscritas matérias que não
tiveram divulgação nos meios de comunicação.
Buscando resgatar o que não foi publicado nas áreas
de reportagem (mídia impressa) e em mídia
eletrônica (entrevistas ou comentários que
não foram ao ar), é aberta a categoria Crônica,
exclusivamente com essa finalidade. Todos os trabalhos inscritos
nesta categoria devem estar na forma de texto, inclusive
os de rádio não veiculados, acompanhados da
fita de gravação.
3. Os trabalhos publicados devem ser referentes ao período
que vai de 16 de novembro de 2010 até 15 de novembro
de 2011.
4. Nas categorias Fotografia, Charge, Televisão e
Imagem de Televisão concorrem os trabalhos publicados
e os não publicados.
5. O Concurso Direitos Humanos é aberto aos jornalistas
e fotógrafos que atuam na área profissional.
6. Cada concorrente poderá inscrever até três
trabalhos, sendo exigidas quatro cópias para as categorias
Reportagem, Fotografia (20x30), Charge, Acadêmicos
e Crônica. Os trabalhos das categorias Televisão
e Imagem de Televisão (1 cópia), devem ser
entregues no sistema DVD e, como os da categoria Rádio
(1 cópia), devem ter duração média
de 15 minutos – não devendo ser assinados na
abertura. Os trabalhos da categoria Jornalismo Online devem
ser impresso (4 cópias), e também entregues
em CD (1 cópia).
7. As inscrições estarão abertas de
01 de outubro até 19 de novembro de 2011 e devem
ser entregues nos seguintes locais, pessoalmente ou através
dos Correios:
a. ARFOC-RS
Rua dos Andradas, 943, conjunto 808
Telefone (51) 3227 6898
E-mail: arfoc@terra.com.br
website: www.arfoc-rs.com.br
b. Movimento de Justiça e Direitos Humanos
Avenida Borges de Medeiros, 340, sala 94
Centro
CEP. 90.020-020 - Porto Alegre/RS
Telefone (51) 3221 9130 e 9951.2869
E-mail: mjdh@terra.com.br
website: www.direitoshumanosbr.org.br
No interior do Estado do Rio Grande do Sul, solicitar ficha
de inscrição junto aos promotores.
Nos demais Estados, solicitar fichas de inscrição
junto a Arfoc local, ou com os promotores.
1. Todo concorrente deverá preencher a ficha de inscrição
com o nome, endereço e demais informações
solicitadas. Atenção: Caso a reportagem tenha
sido produzida por uma equipe, deve-se relacionar em folha
separada, os nomes de todos os jornalistas que trabalharam
na matéria, sendo escolhido um para assinar o trabalho.
1. Na medida do possível, o material selecionado
será exposto ou divulgado, principalmente os trabalhos
premiados que não tiveram divulgação.
Para tanto, no ato de inscrição, os concorrentes,
automaticamente, concordam com o uso deste material na promoção
de concursos, exposições ou em forma de livro.
Serão resguardados os direitos autorais no caso de
comercialização posterior destes trabalhos.
1. Todo o material inscrito permanecerá nos arquivos
do MJDH.
1. A comissão julgadora será composta por
um integrante de cada entidade promotora e apoiadora.
1. A entrega dos prêmios ocorrerá no dia 09
de dezembro de 2011, às 20hs, no auditório
da OAB/RS, em homenagem ao 63º aniversário da
proclamação da Declaração Universal
dos Direitos do Homem. Endereço: Rua Washington Luiz,
1110 - 2º andar – Centro – Porto Alegre.
1. Questões não resolvidas por este regulamento
serão decididas pela comissão julgadora.
de são borja
DESFILE DO VEREADOR
FARELO

DESFILE FARROUPILHA

Ver.Farelo Almeida
Foi dos mais empolgantes o desfile do 20 de setembro em
São Borja. Até agora é considerado
um dos mais participativos da Fronteira Oeste. Nas imagens,
o piquete do Vereador Farelo, que deverá disputar
a indicação para subsitituição
do prefeito Mariovane Weis, no ano que vem
Fotos de Neuza Pinto Penavo
Coleguinhas

Na Churrascaria Saci, nos anos 70, no estádio Beira-Rio
da esquerda para direita José Antônio Zulian,
Paulo Gerson Antunes de Oliveira, Flávio Pereira,
Carlos Sávio. À direita Luis Rache Vitelo(
falecido) José Luiz Previdi e Sérgio Seppi.
Acervo de Previdi.
Na última segunda, dia 26.09, Paulo Gerson Antunes
de Oliveira, o Paulinho Fumaça, esteve visitando
seu colega João Carlos Terlera na Assembléia
Legislativa do Estado.Recordaram velhos tempos em que foram
colegas na casa - Paulo foi Superintendente da Imprensa
e Terlera trabalhava como repórter político
na Zero Hora.
No meu livro Pauta, o Avesso das Redações
conto uma historinha do Paulinho Fumaça. Foi como
ele conheceu sua primeira esposa, Marione Auler.
Segundo a próprio tudo aconteceu em 31.10.1971,
quando ela era uma colona de Lajeado e esteve em Porto Alegre,
no feriadão, pra ver o Hair, peça que fazia
enorme sucesso no então Leopoldina. Com apenas 17
anos, eu já era metida, confessa ela.
Depois de um espetáculo, foi com uma irmão
ou amigas, a bar chopp Barril, no Beira-Rio que fazia enorme
sucesso. Não sabia que conheceria ali um homem com
que iria dividir o teto por um bom tempo.
Como naquela noite havia uma imensa fila pra entrar no
Barril ela ficou sentada no chão esperando sua vez.
Aquilo chamou a atenção do Paulinho Fumaça,
que se fazia acompanhar do filho do deputado Waldir Lopes,
o Neto.
Paulinho olhou pra Marione e perguntou:
- Posso te fazer uma pergunta: porque tu estás tão
chateada?
- E quem foi que disse que eu tou chateada, respondeu ela
de pronto. Tou com cara de chateada? Já lestes o
Steppenwolf( o Lobo da Estepe) quis saber Marioni.O Lobo
da Estepe é um livro muito niilista do escritor alemão
Herman Hesse.
- Esta é das metidas, resmungou Paulinho Fumaça.e
a questionou:
- Tu lestes o Demian?( do mesmo autor)
Combinaram de se encontrar no outro dia num bar de jornalistas
que se localizava na Salgado Filho( Marioni não lembra
mais do nome). Não havia maior pretensão do
que beber uma cerveja.
Paulinho apareceu no dia seguinte, como combinado na casa
da irmã de Marioni onde estava hospedada. Elke foi
já com um presente debaixo do braço: um livro
grosso, de um autor alternativo, que mais tarde viria a
escrever na revista Planeta.
Paulinho Fumaça começou a namorar a Marioni
e aparecia no seu fusquinha carregado de flores. Do casamento,
em 1979, nasceu a unica filha do casal, Edith( hoje dona
de uma agencia de assessoria de imprensa). Paulinho fez
toda sua vida de repórter em vários jornais
e em assessorias, enquanto a Marioni só trabalhou
na Rede Ferroviária Federal até se aposentar.
Separaram-se e cada um seguia sua vida.
E a Edith deu-lhes em 2006 uma neta.
Coleguinhas
na foto que publico dos coleguinhas na churrascaria Saci
aí vai onde está cada um deles...
1) José Zulian( depois de trabalhar com políticos,
morou na Itália e agora está de volta...)
2) Paulinho Fumaça( mora no Litoral...)
3) Flávio Pereira: tem coluna em O SUL
4) Carlos Sávio: Mora em Imbé.
5) Luis Vitelo( é falecido)
6)JLPrévidi: tem um site
7)Sérgio Seppi: trabalha na Fiergs.
MORRE ESCURINHO

RUBENS MINELLI, TREINADOR DO INTER, NOS ANOS 70.
fOTO DE sERGIO ARNOUD, DA FOLHA DA MANHÃ, DA CIA
JORNALISTICA CALDAS JR.
A ARMA SECRETA DERUBENS MINELLI
Idolo da torcida colorada, morreu Escurinho, cujo nome era
Luis Carlos Machado. Aos 61 anos, foi vitimado por complicações
da diabetes.
Escurinho era o centroavante que no começo dos anos
setenta, quando o Inter fez um grande time, era sacado do
banco no final da partida pra fazer gol de cabeça,sempre
num cruzamento de Valdomiro Vaz Franco.
A LEGALIDADE: 50 ANOS DEPOIS

oNTEM conversei com o jornalista Lucidio Castelo Branco,
que aos 85 anos, ainda dá sua caminhada pela Praça
da Encol.Contou-me poucas e boas sobre a Legalidade, alguma
coisa está em seu livro Da memória de um Repórter.Fiquei
de ir fazer uma entrevista com ele.
Lucidio, na verdade, acabou sendo o assessor de imprensa
de Jango em Montevideo, enquanto se negociava a volta de
Jango e como seria seu governo:
- Eu e o Pedro Tasso Gonzales( era secretário de
segurança do governo de Brizola) estávamos
do lado do quarto onde o presidente Jango negociava por
telefone com Brizola, de um lado e com Tancredo Neves, então
sem mandato, de outro.
- O Tancredo impunha condições que a gente
não sabia quais eram....porque só ouvíamos
o Jango falar.
Já o Brizola seguramente dizia pro Jango:
- Volta pra cá seu cagão....porque isto depois
o Hamilton Chaves me contou que o Brizola dizia pro Jango
quando este estava em Montevideo.
Castelinho , que foi nomeado em Montevideo assessor de
imprensa de Jango, - embora uma nomeação informal
- voltou no avião que trouxe o presidente e diz que
a volta foi um pavor, porque o comandante anunciou:
- Vamos voar a 12 mil metros de altura e aqui os jatos da
FAB não nos alcansam. Mas vamos voar com total escuridão,
sem nenhuma luz acesa.
Lucídio diz que o pior foi no final daquela viagem,
em Porto Alegre, quando o comandante avisou que iam descer.
O avião desceu de 12 mil metros praticamente embicando
como se diz. Mas o comandante avisou que os passageiros,entre
eles Jango, sentiriam um desconforto que logo iria passar:
- Eu achei que iriamos morrer. Só pensava na minha
mulher e nos meus filhos, disse Lucídio, que quando
o avião alcansou a pista, tudo o que fez foi descer
e procurar se acalmar diante do tamanho do susto que passara.
ARMAÇÃO DO BRIZOLA
Foi o governador Leonel Brizola que contratou um avião
e mandou jornalistas de todo mundo a Montevideo esperar
pelo presidente Jango.Ele estava chegando de Nova Iorque,
via Buenos Aires.Mas seu destino era Brasília, só
que permaneceu em Porto Alegre, no Piratini, de quatro a
cinco dias, tentando ganhar tempo.
Castelinho, que é irmão do finado Carlos
Castelo Branco,que escrevia no Jornal do Brasil a coluna
de política mais prestigiada na imprensa brasileira
em sua época, contou que em Montevideo ele foi feito
assessor do Jango por uma situção imperiosa:
- Os jornalistas tinham que voltar naquele mesmo dia e
o Jango não se decidia, porque o Tancredo estava
negociando com ele o parlamentarismo.
Jango chamou o sr. Castelo - que conhecia porque ele fazia
matérias para a Folha da Tarde e era da ARI,também
- e lhe deu uma missão:
- Senhor Castelo, vou precisar de você pra me prestar
um serviço. A partir deste momento vai ser o secretário
de imprensa do Presidente da Repúlica no exílio.
Eu quero que você chame seus colegas , e lhes diga
que não tenho condições de dar entrevista(
na verdade, Castelinho disse que esta fora uma orientação
do Tancredo Neves, passada por telefone, ordenando que Jango
não falavasse a imprensa enquanto ele não
chegasse a Montevideo.Ele chegou na manhã do dia
seguinte.
Brizola, ao mandar o avião coalhado de jornalistas
e do seu secretário de segurança montou um
plano diabólico. Ele queria ver a FAB derrubar aquele
avião....porque a condição era que
Jango voltasse nele. Acabou não ocorrendo isto.
Na verdade,segundo Castelinho, as negociações
para que Jango voltasse no parlamentarismo foram feitas
em Montevideo, mas ele acha que o presidente já chegou
lá sabendo que seria aquilo ou nada.
Castelinho recorda ainda que quando Jango chegou em Porto
Alegre (no dia 1 de setembro de 1961) dirigiu-se a sacada
do Palácio Piratini mas não falou. Foi uma
sonora e estrondosa vaia...que ele levou.
Portinho

O Portinho,q ue foi enterrado no cemitério católico
de Estrela, gostava aos sábados de ir no famoso Barzinho(outrora
sempre cheio) da ARI.
EStas fotos são de um evento de lá....
HISTORIAS
DE LA UNDEZE

renata pm canton, tiago canton e ana pm canton(quando eram
pequenos)
" La vida no és lo que uno vivió, sinó
lo que uno recorda e como lo recorda para contar..."(GGMarques)
Minha filha, Ana, que é médica,- ontem,dia
29.09 completou 34 anos - quando pequena, tinha horror que
se falasse em viajar pra Serafina. DE duas coisas ELA TINHA
horror. Uma era de ir pra casa dos avós no interior
e a outra de tomar banho...
Mas quando tinha que viajar pro interior era uma briga,até
entrar no carro e depois tudo se resolvia.
Algumas vezes elas ficavam lá uma semana e mesmo
sem telefone tudo acabava dando certo. Voltavam com minhas
irmãs de ônibus e a viagem era um périplo,
porque nos anos 70, 80, o ônibus demorava séculos
pra cumprir 230 km...e vinha parando em tudo o que é
biboca.Numa destas voltas de lá, a Ana alertou ao
motorista pra ter cuidado, senão ele acabaria quebrando
todos os ovos da " vó Ondina"!
Não são os ovos da vó Ondina, corrigiu
a irmã: são os ovos das galinhas da vó
Ondina.!
Depois que cresceram não foram mais visitar seus
avós,ainda vivos, em Serafina. A vida separou netas
e avós.
O QUE LI NA IMPRENSA

Veja elogia Dilma na ONU

Intervenção Inoportuna: Veja da mesma semana
tem vários tópicos dando " pau"
no ex Lula da Silva.
A VEJA DESTA SEMANA QUE ESTÁ TERMINADO HOJE ,DIA
30.09, SENTA FERRO EM VÁRIAS MATÉRIAS NO EX-PRESIDENTE
LULA DA SILVA. UM EXEMPLO DO QUE DIGO É O TÓPICO
QUE REPRODUZO AQUI " INTERVENÇÃO INOPORTUNA"...
JA DERRETE-SE PELO COMPORTAMENTO DA PRESIDENTA DILMA EM
NOVA IORQUE
Bom dia, Olides.
No Supermercado Real fui o primeiro diretor profissional
(não membro da família Oliveira, detentora
do controle acionário, à época). Era
responsável pela Diretoria de Marketing, abarcando
os departamentos de Perecíveis, Mercearia e Não-Alimentos.
Mais tarde, transferiram para esta diretoria a área
de Recursos Humanos, também. Vim da MPM Propaganda,
que atendia a conta do Real e lá fui responsável
pelo Planejamento da filial RS. Fiquei no Real por tres
anos. Neste período, montamos a AMPLA , empresa do
grupo Joaquim Oliveira, que, apesar de ser uma “house-agency”
foi bastante premiada no RS. Contratamos, para dirigí-la,
o Jesus Igésias.
Posteriormente, saí para montar minha empresa de
consultoria. Dois anos mais tarde, com a aposentadoria do
Don Charles Bird e sua esposa, Necy de Oliveira Bird, assumiu,
como presidente do grupo, Ivon Oliveira. Chamou-me para
voltar à Diretoria do Supermercado Real, onde fiquei
por outro período de ano e meio. Saí novamente
quando Ivon, por motivos de saúde, afastou-se da
operação e assumiu a presidência Antonio
Oliveira, que, mais tarde, promoveu a venda dos supermercados
para o grupo portugues SONAE (que depois vendeu para WalMart).
Quem me substituiu, na Diretoria de marketing, foi o José
Galló, que, mais tarde, também afastou-se
e hoje é presidente das Lojas Renner.
Nos dois períodos, como diretor de marketing, coordenei
a área de propaganda do Supermercado Real, parte
com a MPM Propaganda e parte com a AMPLA. Creio que foi
um período interessante para a empresa, que cresceu
bastante (entrando em São Paulo e se fortalecendo
no PR), diversificou suas marcas (Kastelão –lojas
grandes-, Real –lojas médias- e Comes&Bebes
–pequenas lojas-), implementou intensamente a automação
comercial disponível à época e chegou
a ocupar a sexta posição no ranking brasileiro
de supermercados. Junto com Pão de Açúcar
e Bompreço, o Real foi uma das primeiras empresas
de supermercados a ter ações negociadas na
Bolsa, como companhia de capital aberto.
Na área de RH (a empresa chegou a ter 11.000 colaboradores),
além de um esforço muito grande para a capacitação
de pessoal, um dos grandes projetos foi o de desenvolvimento
da terceira geração da família, formada
por cerca de 23 ou 24 jovens, que eram vistos com restrição
pelos mais velhos, no sentido de não serem aptos
para trabalhar na empresa. Contratamos uma empresa, a Racional
Consultoria, para coordenar um programa de identificação
das aptidões de cada um destes jovens, eliminar os
atritos maiores entre eles (reflexo dos conflitos familiares
de seus pais) e os colocamos estagiando nas diversas áreas
da empresa para adquirirem uma visão mais ampla dos
negócios., Aqueles que não tinham “embocadura”
para supermercados, foram ajudados a se desenvolver nas
respectivas áreas profissionais que escolheram.
Em suma, foi isto.
Hoje vivo no ES, em Vitória, há 18 anos. Tornei-me
“capiúcho”, pois faço muqueca
de costela e churrasco de camarões...É uma
cidade maravilhosa, de clima agradável e a beira-mar.
Acolheu-me muito bem e, talvez influenciado pelos sonhos
da juventude, há 14 anos trabalho com pequenos supermercadistas,
ajudando-os a se desenvolverem pela via da colaboração
e cooperação, as chamadas Centrais de Compras
e de Serviços. Fui gestor, por 8 anos, da que é
a maior do Brasil, com 116 lojas no ES e sul da BA e um
faturamento anual (somando-se todas as lojas), de RS 750
milhões. Depois, em 2004, fui gestor de outra destas
centrais no ES, a Rede Show. Em 2006, excluímos 12
lojas que eram proprietárias da marca (Rede Show)
e mudamos o modelo de negócios para uma Central do
tipo “de todos para todos”, ao invés
de “todos para alguns”, como até então.
Como tínhamos uma relação de companheirismo
muito grande com uma Central do RJ, que utiliza a marca
Multi Market, solicitamos permissão para uso desta
também no ES. Eles, gentilmente, nos autorizaram
e, hoje, esta marca possui 58 lojas no ES e 56 no RJ. Ambas
possuem empresas atacadistas, sob controle econômico
e gerencial das suas respectivas associações,
sem finalidades lucratrivas –funcionam como um condomínio-.
As duas redes faturam, respectivamente –somando-se
a venda anual de todas suas lojas- 400 milhões no
ES e 500 milhões no RJ. Levando-se em conta que usam
a mesma bandeira, a marca Multi Market, seriam a 21a. rede
de supermercados (em faturamento) no país, em 2010,
pelo ranking da ABRAS- Associação Brasileira
de Supermercados.
Acabei, por conta desta experiência, sendo um dos
maiores especialistas em Centrais de Compras e de Serviços
no Brasil. Ajudei muito o SEBRAE, país afora, a organizar
centrais de negócios, na área de farmácias,
lojas de material de construção, papelarias,
etc, e até no setor industrial, num projeto junto
com a Federação das Indústrias de MG
e sindicatos a ela associados.
Em suma, ao contrário das idéias estatizantes
da juventude, hoje acredito que o capitalismo, fundamentado
na livre iniciativa e no estímulo do lucro, também
possibilita ao pequeno empreendedor crescer e tornar-se
forte, especialmente pelo caminho da cooperação,
ainda que entre “concorrentes”. As limitações
a este modelo de negócios, muito mais do que inerentes
ao sistema capitalista, estão no terreno das idéias
e do comportamento. Nós temos uma cultura por demais
individualista e um comportamento muito voltado a resultados
imediatos. Claro que a “Lei de Gerson” é,
também, uma merda!
Mantenho um site gratuito para treinamento e desenvolvimento
de pessoal ligado a supermercados, www.supergente.com.br
que, em 9 anos, acolheu cerca de 140 mil acessos, com tempo
médio de permanência ao redor de 5 minutos
(dados da Locaweb, que o hospeda). Lá, trabalhadores
e pequenos empresários do setor (gente em supermercados
–daí o nome supergente-) tem oportunidade de
conhecer experiências, material teórico e dicas
para tocar melhor seu negócio. É, de certa
forma, uma retribuição por tudo o que o setor
me deu ao longo de 40 anos de vida profissional.
Espero ter satisfeito tua curiosidade.
Um abraço.
João Francisco de Pinedo Kasper
VERDADE OU MENTIRA: OS DOIS LADOS DE UMA GRANDE
HISTÓRIA
Ele se tornou a testemunha inconveniente de uma possível
trama
De Buenos Aires
Gelson Farias e Enriqueta Sollares
Olides.
Veja que esta notícia é manchete em todos
os jornais do mundo. Aqui em Buenos Aires o comentário
é geral. Os canais de TV já fizeram entrevista
com o cinegrafista. Os jornais, nem se fala. Eu sou como
o Santo Tomé... Será que os americanos contaram
para o mundo a história certa? É esperar para
ver. Hoje ou amanhã Alguma coisa de verdade irá
surgir. Mas tem coisas que acontecem na nossa cara que não
tem como se pensar ao contrário. Nunca que eu imaginaria
que o governo do EUA, pudesse orquestrar uma coisa assim.
Será? Na verdade na verdade o Busch estava querendo
se reeleger. Será que ele... Não acredito.
Os americanos são cheios de segredos. Será
que daquela canecinha poderia sair uma coisa tão
brutal!! Não sei não. Olides. Este cinegrafista
não iria inventar uma história tão
completa e cheia de momentos interessantes. Olha. Alguma
coisa pode ter sido feita sim pelo governo de Jorge W. Bush.
Este sujeito não é nada confiável.
Mas vamos ver como termina essa história toda. Deixo
aqui uma indagação; No dia do atentado o presidente
Bush estava fazia a visita a uma escola ( jardim da infância!?)
Por quê? A televisão mostrou quando um agente
do FBI conversou com o presidente, ao pé do ouvido
minutos depois do atentado. Busch ouviu a notícia
e ficou ali parado, como se esperasse por algo! E tem mais.
Fora os relato do cinegrafista que já é forte,
os defensores da teoria conspiratória ( peritos e
engenheiros americanos ) apresentaram um leque de argumentos
técnicos, sendo um dos mais discutidos a queda das
torres. Segundo tal tese, o impacto do avião não
seria suficiente para derrubar as torres. Os prédios
só caíram porque havia explosivos em sua base,
que o implodiram, tanto que a queda das torres é
igual à queda de qualquer prédio sendo implodido.
Como na hora não tínhamos acesso a imagens,
o que não impediu em nada o calor da discussão,
agora trago vários ângulos das torres caindo
e também de prédios sendo implodidos. Será.
Kurt Sonnenfeld foi o único cinegrafista autorizado
a filmar as operações de resgate das vítimas
do World Trade Center, em setembro de 2001. Com livre acesso
ao perímetro de desabamento das Torres Gêmeas,
conhecido como "Marco Zero", o norte-americano
viu e registrou cenas que, segundo ele, contradizem a versão
oficial dos Estados Unidos sobre os atentados. Por ter visto
o que viu e não entregar as imagens às autoridades,
Kurt vive um drama. Acusado pelo assassinato da própria
esposa, ficou 13 meses na prisão, tanto nos EUA como
na Argentina, onde mora atualmente. O governo norte-americano,
no entanto, alega que o cinegrafista é um fugitivo
e pressiona a Argentina por sua extradição.
Novamente casado e pai de gêmeas de cinco anos, Kurt
falou, sobre a perseguição que sofre até
os dias atuais, que envolve ameaças, tortura, prisão
em dois países, apreensão ilegal de bens e
invasões a domicílio. "Tudo isso por
coisas que eu nunca quis ver e que, para ser sincero, preferia
não ter visto", lamenta. Minutos antes que os
relógios de Denver marcassem as 07h daquela terça-feira,
o telefone tocou. Ainda sonolento Kurt reconheceu do outro
lado da linha, a voz de John perguntando se ele tinha visto
a notícia de última hora transmitida pela
televisão. Em tom mais carregado de ansiedade e adrenalina
que de costume, o chefe ordenou:
- Ligue a televisão e coloque na CNN.
Foram segundos para que o controle-remoto, jogado no chão
ao lado da cama, fosse localizado e Kurt que se deparasse
com a manchete "Pequeno avião bate na WTC"
ao pé da imagem que se reproduziria tantas vezes
depois.
- Estamos sendo atacados! – concluiu o chefe, enquanto
as teorias ainda giravam em torno de um erro de cálculo
da aeronave. Kurt não entendeu: um acidente com um
pequeno avião não implicava em um ataque e,
sim, em um desastre de proporções remediáveis
pela polícia e pelo corpo de bombeiros.
A FEMA (Federal Emergency Managment Agency), órgão
governamental para o qual Kurt trabalhava, somente entra
em ação quando as catástrofes são
de tamanha dimensão que excedem a capacidade do Estado.
Enquanto ainda se perguntava sobre a constatação
do chefe, a televisão mostrou um segundo avião
avançando no sentido da torre Sul, até então
intacta ao lado da que ardia em chamas. Uma explosão
e o espontâneo “Oh my God” do apresentador
do noticiário foram suficientes para que John rompesse
o silêncio e decretasse:
- Estão nos atacando, eu já disse. Vá
já pra Nova York.

Kurt em sua casa, em Buenos Aires: para o norte-americano,
os atentados de 11/09 foram mal explicados
Em menos de 15 minutos, Kurt chegou à sede da FEMA,
no Colorado. Em Nova York passava das 10h e relatórios
de inteligência já informavam sobre um atentado
simultâneo ao Pentágono e a queda de um avião
na Pensilvânia. Como diretor de Operações
de Transmissão e Difusão para Emergências
Nacionais, seu trabalho consistia em monitorar o conteúdo
transmitido pela televisão e divulgar a versão
oficial das autoridades norte-americanas, evitando a propagação
de possíveis rumores e retificando informações
incorretas. Foi no desempenho desta tarefa que assistiu
ao vivo, impotente e indignado, a queda das Torres Gêmeas.
Com o tráfego aéreo suspenso e a autorização
para que caças militares abatessem qualquer avião
que sobrevoasse o território, Kurt se desdobrou para
chegar à ilha de Manhattan, onde seu trabalho seria
essencial: produzir a maior variedade possível de
imagens dos escombros e operações de resgates.

Uma das imagens captadas por Kurt dias após a queda
das Torres Gêmeas, em Nova York
Há nove anos na FEMA, o cotidiano profissional
de Kurt se resumia a freqüentar zonas afetadas por
catástrofes. Kurt também foi à televisão
durante os resgates do WTC, já que era o único
que podia descumprir a mensagens de "proibido filmar"
anunciadas nas dezenas de cartazes espalhados pelo local.
A permissão teve que ser provada inúmeras
vezes por ele, tanto para agentes do FBI que circulavam
como para bombeiros, que reagiam indignados à presença
da câmera. No primeiro dia, enquanto filmava um carro
de bombeiros deformado sob toneladas de escombros, um jovem
vestindo um uniforme cheio de barro empurrou sua câmera
violentamente. Após os esclarecimentos, o bombeiro
afirmou, com tristeza e raiva:
- Dentro deste caminhão morreram muitos companheiros
meus.
A frase foi concluída com uma cabeçada no
nariz do cinegrafista, que não protestou. Kurt conhecia
de perto a dor e os horrores sofridos pelas vítimas
das catástrofes. Apesar da experiência em zonas
devastadas, o cinegrafista se impressionou com o que viu
no Marco Zero. "Nada do que me mostraram antes me preparou
para uma devastação tão massiva. Era
enorme, surreal. Os escombros pareciam se estender por quilômetros,
como uma vasta e pavorosa cadeia de montanhas", descreve.
O cenário apocalíptico, em meio a colunas
de fumaça negra, estava conformado por destroços
de vidro, concreto, metais retorcidos, quase incandescentes,
que convertiam em vapor os jatos d’água saídos
das mangueiras dos bombeiros, vigas de ferro cravadas no
asfalto como lanças, carros (inclusive de bombeiros)
soterrados pelas toneladas de escombros que vieram abaixo
e restos de material de escritório cobertos por grossas
camadas de cinza e pó. Abaixo de tudo, corpos soterrados.
Uma de suas principais tarefas era o registro do momento
em que partes dos aviões fossem encontradas. "Filmei
pedaços da fuselagem, do trem de aterrissagem, pneus
e poltronas", explica ele, ressaltando que nenhuma
das quatro caixas-pretas (duas de cada avião) foi
localizada, apesar de serem feitas para suportar impacto
e temperaturas extremas. Kurt parecia contar com plena confiança
das autoridades norte-americanas: além do registro
de catástrofes, disse ter conhecido os mais herméticos
segredos militares dos EUA em trabalhos para os departamentos
de Defesa e de Energia, quando acompanhou de perto o transporte
e armazenamento de armas químicas, nucleares e biológicas,
com acesso a instalações desconhecidas pela
maioria dos norte-americanos, por abrigar gás sarin
e ogivas nucleares.
Os resgates do WTC, no entanto, seriam um irreversível
divisor de águas em sua vida. Acostumado a ter suas
fitas perdidas no desorganizado escritório da FEMA
e com a falta de pedido oficial para que entregasse o material,
segundo explica, Kurt guardou a gravações
em casa, sem imaginar as conseqüências da decisão.
"Quando voltei de Nova York a Denver -- minha cidade
no Colorado -- fui recebido como um herói local.
Todos os jornalistas queriam me entrevistar e as pessoas
pediam para tirar foto comigo. Mas isso mudou muito rápido
e para sempre. De herói, eu passei a ser um inimigo
público", diz o cinegrafista. Após o
Réveillon de 2002, ao chegar a casa com a esposa,
Nancy disse que queria dormir. Poucos minutos depois, o
som de um disparo se propagou pelo corredor. "Corri
até o quarto. Os cachorros saíram correndo,
tropeçando um no outro, horrorizados. Nancy estava
sentada no canto, como se estivesse em um sofá, com
a arma no chão, o sangue, seus olhos ainda abertos",
o descreve, que conta ter chamado aos gritos o 911.
A morte da mulher, aparentemente um suicídio, foi
apenas o início de um pesadelo, detalhadamente narrado
pelo cinegrafista em seu livro publicado pela editora argentina
Planeta, com o título El Perseguido, em 2009. Kurt
foi acusado de assassinato de Nancy e diz ter sido colocado
em cela fria e precária, sofrido torturas e maus
tratos policiais. A promotoria pedia pena de morte por assassinato,
com o argumento de que Kurt não abriu a porta de
casa para a entrada dos policiais e ofereceu resistência
para o resgate de Nancy. "Eu estava atordoado e não
encontrava as chaves, mas quando os agentes quebraram a
janela, eu até os ajudei a entrar, afastando os móveis",
defende-se o cinegrafista. Segundo informações
divulgadas pela imprensa dos EUA durante o julgamento, amigos
e familiares de Nancy asseguraram que Kurt era viciado em
heroína, o que levou o casamento a ruínas,
e a polícia disse ter informações de
que ele foi flagrado pela esposa consumindo a droga e dormindo
com uma mulher durante uma viagem de férias à
Tailândia, em 2001.
O cinegrafista, por sua vez, garante que a esposa vinha
de uma família com um histórico de suicídios
e que sofria, há meses, de depressão. A mãe
de Nancy diz nunca ter acreditado na versão de suicídio:
"Nós amávamos o Kurt, mas ele já
não era a mesma pessoa", afirmou Eleanor Campbell.
"De qualquer maneira, não sei por que razão
a polícia de Denver não acreditou estar lidando
com um caso de suicídio e o prenderam preventivamente
por meses antes do julgamento", disse.
Um dia antes do julgamento, em junho de 2002, a advogada
de defensa Carrie Thompson apresentou uma prova que a polícia
não incluiu entre as evidências. "Nossos
investigadores encontraram uma carta de Nancy, que consiste
em uma mensagem de suicídio, que perguntava "o
que é mais bonito que o amor e a morte? “Kurt,
por favor, procure ajuda”.
No julgamento, a Corte de Denver constatou que Nancy se
suicidara e inocentou o cinegrafista. Durante os meses que
passou na prisão, no entanto, Kurt diz ter tido sua
casa invadida sem autorização judicial. Ao
regressar, seu computador e algumas gravações
tinham desaparecido. Os colegas da FEMA nunca mais entraram
em contato. Seus sogros o trataram como um assassino. "Perdi
tudo: casa, família, trabalho, reputação.
Virei um pária no meu próprio país",
conta. Em liberdade, Kurt diz ter sido perseguido nas ruas,
vigiado por agentes em cyber cafés e sofrido contínuas
intimidações, novas tentativas de invasões
a sua casa. Foi quando decidiu aceitar o convite de uma
amiga para passar uma temporada no litoral argentino, em
fevereiro de 2003. Durante a viagem, conheceu Paula, uma
tradutora poliglota, com quem se casou e foi morar em um
sobrado de um bairro portenho.

Em Buenos Aires, Kurt trabalhou como produtor áudio-visual
e transmitia algumas imagens do WTC em programas da TV argentina.
No fim de agosto de 2004, a promotoria dos EUA reabriu o
caso de Kurt após receber "informações
que surgiram com o depoimento de dois homens que passaram
pela mesma prisão que ele em 2002". Segundo
a acusação, um dos companheiros de cela afirmou
que Kurt disse ter colocado o dedo de Nancy no gatilho após
ter efetuado o disparo. Outro deles, que diz ter conhecido
o cinegrafista já em liberdade, afirmou que ele admitiu
ter matado a esposa por não suportar a idéia
de que ela o abandonasse. Certo dia, Kurt foi abordado por
agentes da Interpol em frente à sua casa. Ao ouvir
a gritaria, Paula correu e tentou livrar o marido das mãos
dos agentes. Kurt teve o rosto coberto com um casaco e foi
empurrado para dentro de um carro. Ele foi levado a Devoto,
a única e super-povoada penitenciária de Buenos
Aires, com uma ordem de extradição pelo homicídio
de Nancy, contradizendo a determinação da
Corte de Denver. A ordem de prisão enviada às
autoridades argentinas dizia que o cinegrafista era um fugitivo
da justiça e solicitava que os bens de Kurt fossem
confiscados e enviados aos EUA. Nos sete meses em que Kurt
permaneceu detido, Paula acionou todos os contatos e organizações
de Direitos Humanos que conhecia para denunciar a situação
do marido e recebeu apoio de entidades como as Mães
e Avós da Praça de Maio, Familiares de Presos
e Desaparecidos por Razões Políticas e do
Serviço de Paz e Justiça (Separj), liderado
pelo prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel.

Kurt, a esposa, Paula, e as filhas gêmeas: recomeço
de vida em Buenos Aires, na Argentina
A ação, no entanto, teve conseqüências:
Paula denuncia ter sido perseguida, fotografada na rua,
ameaçada por mensagens de texto no celular e nas
ruas. Grávida durante a prisão de Kurt, Paula
acabou perdendo o bebê. Na prisão, o cinegrafista
conta ter sido visitado por uma diplomata norte-americana
que afirmou as cortes argentinas "não diriam
não" a um pedido de extradição
dos EUA. O juiz federal argentino Daniel Rafecas, porém,
considerou pouco claras "algumas considerações"
do pedido de extradição, afirmando que não
havia garantias de que Kurt não seria condenado à
pena morte – cuja aplicação é
permitida no estado do Colorado e não prevista no
código penal argentino -, e ordenou a liberação
imediata do réu.
Juiz Daniel Rafecas. Leis americanas não previstas
no Código argentino
O governo dos EUA, por sua vez, apelou à sentença
e, em fevereiro de 2008, a Suprema Corte argentina rejeitou
mais uma vez a extradição. Hoje, Kurt conta
com um refúgio provisório na Argentina e espera
que as autoridades lhe concedam o status de refugiado político.
Para a mãe de Nancy, a liberação de
Kurt e a negativa à extradição pela
Argentina se devem a um sentimento antiimperialista no país
vizinho. “Eu acho que ele foi (para lá) e encontrou
pessoas que concordavam com o seu ódio pela ‘América’”,
afirmou Eleanor Campbell à imprensa dos EUA. Paula
e Kurt, no entanto, ainda denunciam serem perseguidos e
fotografados quando saem às ruas, mas se adequaram
a uma rotina cautelosa, circulando somente durante o dia
e em lugares freqüentados por pessoas conhecidas, e
trocando periodicamente o número de celular. Kurt
revelou ao que, nas semanas prévias aos ataques ao
WTC, treinamentos incomuns de evacuação foram
realizados nas torres e que um dia antes da catástrofe,
agentes do governo se preparavam para uma simulação,
previstas para o dia 12 de setembro naquele mesmo local.
“Os oficiais da FEMA instalaram uma base de operações
próxima às torres um dia antes do ataque”,
diz ele. Outro fato relevado por Kurt é sobre o edifício
Sete do WTC, que sofreu poucos danos estruturais, mas acabou
caindo. “Tenho imagens de como o edifício ficou,
após uma queda vertical perfeita, reduzido a uma
pequena e organizada pilha de escombros”, conta ele,
sugerindo uma implosão. Posteriormente o governo
norte-americano admitiu que este prédio abrigasse
a maior base clandestina da CIA fora de Washington. O edifício
Seis, onde funcionava a Alfândega do país,
possuía uma abóbada subterrânea onde
agências governamentais armazenavam documentação
classificada. O edifício foi espremido por toneladas
de escombros, mas uma Força Especial de Resgate,
acompanhada por Kurt, conseguiu chegar ao local secreto
no subsolo.
Equipado com lanternas, o grupo encontrou um depósito
cheio de estantes vazias. “Naquele momento, não
dei atenção, porque estávamos no meio
do caos e corríamos perigo. Depois, a gravidade do
que descobrimos começou a me intrigar”, relata.
“Quando a abóbada foi evacuada? O local só
pode ter sido esvaziado antes dos ataques”, conclui
ele, explicando que a evacuação durou poucos
minutos e que seria impossível esvaziar o local após
o ataque do primeiro avião. “A CIA não
parecia preocupada com as perdas. Um porta-voz afirmou que
uma equipe enviada ao local constatou que todos os documentos
se reduziram a cinzas”, ironiza Kurt, recordando que
“meses depois, a agência anunciou o desbaratamento
de uma quadrilha colombiana de lavagem de dinheiro, graças
a fotos e gravações de escutas telefônicas
recuperadas no local”. Todas as imagens que foram
gravadas por Kurt no Marco Zero foram entregues a “especialistas
independentes e de confiança”. Com base nas
análises feitas por eles até agora, no constatado
durante seu trabalho e na perseguição que
sofre há 10 anos, o cinegrafista afirma: “O
governo dos EUA tinha tanta necessidade de iniciar uma guerra,
que não só previa os atentados e permitiu
que se concretizassem como também colaborou para
que acontecessem”.
Histórias Curtas terá uma edição
especial que homenageia Bebeco Garcia
E aí Olides, e aí Paulo!
estimados,
viram que vai ter um Histórias Curtas da RBS que
vai falar da vida e da obra do músico e compositor
falecido Bebeco Garcia? Acho que vai ser bom, e ele merece
pois foi um músico extraordinário. Não
o conheci pessoalmente, o Egisto Dal Santo, que tocou com
ele no Bando dos Ciganos, tinha ficado de levá-lo
lá na Rádio da UFRGS e também armar
para ele dar um depoimento num documentário sobre
o Rock Gaúcho que eu estava co-produzindo, mas não
houve tempo. Bebeco morava no Rio, só depois que
ficou doente voltou pra cá. Não sei muitos
detalhes a respeito da doença que o vitimou, foi
um câncer no cérebro, né? Acho que vi
o Bebeco um pouco antes de morrer ali no Záffari
da Ipiranga com Vicente da Fontoura, bem próximo
da onde era a MS2 Produtora até o ano passado. Se
não era o próprio, era extremamente parecido
com o líder do Garotos da Rua. E a imagem era de
um cara doente. Enfim...
O que sei porque entrevistei o King Jim e o Justino do Garotos,
é que houve um cisão no conjunto por causa
do nome Garotos da Rua, algo até comum no mundo da
música (Engenheiros, Pink Floyd...), e aí
King Jim e Justino seguiram com a banda, e Bebeco não
teria gostado nada. Edinho Galhardi, baterista do Garotos,
ficou ao lado de Bebeco, tendo o acompanhado no PRojeto
musical, "Bebeco Garcia e o bando dos Ciganos".
Bebeco Garcia era natural de Rio Grande, e fez participações
especiais tocando guitarra por exemplo no vinil clássico
do Saracura, e também gravou com o lendário
Carlinhos Hartlieb, entre outros. Em anexo mando uma música
que o Carlinhos Hartlieb fez em homenagem a John Lennon,
onde o Bebeco mostra todo o seu talento tocando guitarra
na faixa "Nós que ficamos sós".
Tá dando problema no anexo do Gmail, mando a canção
depois se quiserem. ABRAÇÃO
Abaixo o traiLER do histórias curtas sobre Bebeco
Garcia
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=211022&channel=45
As gravações de “Confidencial”
4 de julho de 2011
Gravação no Rio: Pedro Garcia também
é músico como o pai, Bebeco. (foto Rene Goya
Filho)
Depois do Rio de Janeiro e Rio Grande, a equipe do documentário
“Confidencial” grava hoje e amanhã em
Porto Alegre. O diretor Pablo Chassereaux está acompanhando
Pedro, filho de Bebeco Garcia – recentemente falecido
– numa viagem para reencontrar os amigos do roqueiro.
Pedro, desde criança, vive no Rio de Janeiro e com
essa viagem redescobre as relações do pai
com o rock e com amigos. Já gravaram, entre outros,
os músicos Mutuca e Edinho. Devem gravar ainda o
comunicador Mauro Borba e o músico Egisto Dal Santo.
“Confidencial” (que tem o sub-título
de “Memória, Rock e Amizade”) é
um dos oito projetos selecionados do HISTÓRIAS CURTAS
2011 que irá ao ar na RBS TV em outubro e novembro,
aos sábados, depois do Jornal do Almoço.
Coleguinhas
*João Carlos Terlera lembra que Antônio Carlos
Porto morava nos anos 60,quando ele chegou em Porto Alegre,
no morro Santa Tereza, ao lado do colega que trabalhava
no Correio do Povo, Raimundo Alencastro de Oliveira.
*Eles tinham conseguido comprar um terreno por meio de
um financiamento. Portinho tinha um irmão, Renato,
o Nato, que segundo o próprio Portinho contava, tinha
mais dom pra ser jornalista do que ele.Esteirmão
foi pra Amazônia, trabalhar com os indigenas.
Historias de La Ùndeze
OS IRMÃOS BAZZO,
QUE BRIGAM ENTRE SI.,
RESTAM POUCOS contemporrâneos do meu pai,vivos, na
capela São Pedro. Na segunda, dia 3.10 completa 83
anos de idade. Mas ontem,dia 29.09, um deles fez niver:
trata-se de COLORINDO MIGUEL BAZZo...nASCIODO NO COMEÇO
DOS ANOS 30, ainda mora no mesmo local onde 50 e tantos
anos atrás eu passava em direção a
igrejinha onde se rezavam missas.( Não era sempre,
mas as havia).
Lindo, seu nome de guerra, era jogador do time deles na
capela e se não me engano jogava na ponta direita.
O engraçado e ao mesmo tempo trágico são
as brigas que sempre manteve com o irmão vizinho
Etelvino Bazzo, que mora ao lado.
Quando tomavam uns tragos, começava a discussão
entre os dois. Era sempre uma grande disputa e era muito
engraçado vê-los conta meu pai, testemunha
desta época.Ainda os vi brigando tempos atrás,
mas o problema é que não mais frequentavam
a mesma bodega: Lindo, ou Colorindo,IA numa pequena bodega
que havia ao lado da casa dele, na rodovia VRS-351, enquanto
que Etelvino, ou Telvo, ia na bodega da capela, onde seus
filhos são " fabricieri"( fabriqueiros):
Em tempo: o titulo de Cosi la Ze stata do meu livro foi
uma expressão usada pelo Etelvino Bazzo, num sábado,
alguns anos atrás, quando eu estava na capela.quer
dizer: foi assim em dialeto vêneto.
Hoje sempre que vou a capela são pedro( não
pra rezar, mas pra caminhar) cruzou com os dois irmãos,
que caminham cuidado-se do grande volume de carros que passam
em direção ao rio Carreiro. E o filho do Lindo,
o Santo, de certa forma virou herdeiro de uma tradição
que havia lá em casa, desde meu avó Giuseppe,
isto é, representava os freis capuchinhos que administram
a Associação Antoniana. Agora, na capela quem
distribui o calendário todos os anos, mediante pagamento
é claro( porque i frati, como são chamados
os freis também gostam de dinheiro e muito) é
o Lindo Bazzo,filho doColorindo Miguel Bazzo.
Me lembrei disto não por acaso. Foi o advogado Oraldo
Rodrigues ontem que me lembrou que era dia se São
Miguel. Então fiz esta lembrança....
PRAZOS NEM TÃO FATAIS ASSIM
Por Carlos Chagas
A começar pelo vice-presidente Michel Temer, e incluindo
os líderes que passam pelo gabinete da presidente
Dilma Rouseff, sem esquecer alguns ministros como Ideli
Salvati, da Coordenação Política –
todos são unanimes em prever para o começo
do próximo ano uma razoável reforma do ministério.
Parece não haver mais dúvida de que a chefe
do governo aproveitará a necessidade da desincompatibilização
dos ministros candidatos ás eleições
municipais para livrar-se de certas nomeações
que precisou engolir quando de sua posse, até agora
não deglutidas. Deverão ser revistas certas
indicações feitas pelos partidos sem os cuidados
da probidade e da capacidade dos indicados, mais algumas
exigências do ex-presidente Lula pela continuidade
de seus apadrinhados.
Essa tendência, aliás jamais reconhecida de
público pela presidente, em suas bissextas entrevistas,
daria ao atual ministério a moratória de pelo
menos três meses até as mudanças? Como
regra, sim, mas as exceções continuam hipóteses
viáveis. Caso surjam evidências de malfeitos
na esfera do governo, ou seja, denúncias com embasamento
óbvio, ministros poderão deixar de ser ministros
antes do prazo.
Foi o que aconteceu até agora, com a defenestração
de Antônio Palocci, da Casa Civil, Alfredo Nascimento,
dos Transportes, Wagner Rossi, da Agricultura, e Pedro Novais,
do Turismo. Nelson Jobim, da Defesa, exprimiu um caso à
parte, gerado pelo conflito de personalidades. Pode acontecer
com outros? Pode, na dependência da revelação,
pelos meios de comunicação ou pela Polícia
Federal, de irregularidades comprovadas ou indiscutíveis.
Seria prematuro, até falta de caridade cristã,
alinhar previsões sobre que ministros estariam desde
já na marca do pênalti, mas basta atentar para
aqueles que pouca ou nenhuma presença marcam no palácio
do Planalto, entre outros atualmente objeto de investigações
nem tão sigilosas assim pelos órgãos
de informação e segurança. Quem quiser
que os relacione.
COINCIDÊNCIAS
Em política inexistem coincidências. Será
preciso, por isso, especular sobre a presença de
José Dirceu e de Márcio Thomaz Bastos em Paris,
esta semana, quando lá se encontra o ex-presidente
Lula, recebido com honras de chefe de estado pelo presidente
francês. Tanto o ex-chefe da Casa Civil quanto o ex-ministro
da Justiça tiveram razões para encontrar-se
com o primeiro-companheiro nos salões do Hotel Lutétia,
um dos mais tradicionais da capital francesa.
Dirceu certamente não foi tratar da eleição
para a prefeitura de São Paulo, até porque
o seu grupo majoritário no PT, Construindo Um Novo
Brasil, já aderiu à imposição
do Lula pela candidatura de Fernando Haddad. Como Marta
Suplicy não apareceu na cidade que mais aprecia,
depois de São Paulo, a conclusão é
de que a sorte está selada em favor do atual ministro
da Educação. Claro que para a indicação
partidária, jamais para o resultado das urnas. Mas
Marta está precisando ser contida para não
chutar o pau da barraca? Seria outra a finalidade do périplo
francês por parte de Dirceu? Ou mera coincidência?
Quanto a Márcio Thomaz Bastos, sua presença
ao lado do Lula, em Paris, significaria a busca de apoio
para a indicação de quem vier a substituir
a ex-ministra Ellen Gracie, no Supremo Tribunal Federal?
O ex-ministro da Justiça continua peça importante
junto a Dilma Rousseff, na nomeação de ministros
dos tribunais superiores. Com um empurrãozinho do
ex-presidente junto à sucessora, conseguirá
emplacar quem quiser. Ou estará apenas visitando
algum cliente internacional de seu movimentado escritório
de advocacia?
HARRY POTTER
Quem será o jovem senador que pela sua frequente
atuação no plenário e nas comissões
ganhou o apelido de Harry Potter? Levando a imaginação
um pouco adiante, fica claro que aquele barbudo e ameno
chefe do castelo dos bruxos do cinema só difere do
verdadeiro comandante do Senado pelo visual, que tem apenas
bigode.
Parece ter voltado aquela salutar prática entre os
senadores, de botar apelido nos colegas. A Branca de Neve
está licenciada, servindo a outro poder, mas a Bela
Adormecida despertou um tanto irritada pelas dificuldades
em concretizar planos futuros. O Pinóquio continua
saltitante, servindo a todos os donos da Ilha dos Prazeres,
enquanto o dr. Silvana permanece fechado em seu laboratório
secreto, maquinando maldades para aumentar impostos, agradar
o governo e retornar ao comando. Os Três Mosqueteiros,
mesmo contrariando o PMDB, investem contra a corrupção
e enfrentam os guardas do Cardeal. Este mantém-se
do lado de fora, lendo tratados de sociologia.
O FATOR CHINA
Crescem informações de que a China vem influindo
cada vez mais na política do Paquistão, coisa
capaz de irritar os Estados Unidos. A participação
é antiga, vem dos tempos em que a India tornou-se
uma potência nuclear. Foram os chineses que repassaram
tecnologia atômica aos paquistaneses para fazerem
a sua bomba e equilibrarem o jogo com seus vizinhos. Agora,
diante do agravamento das relações entre o
Paquistão e os Estados Unidos, a China acaba de dizer
outra vez “presente”. E tem títulos para
tanto, em especial a maioria daqueles da dívida pública
americana. Seria bom o Itamaraty prestar atenção
na relação de forças daquela região.
ALÔ SMOV!
Recebi de um leitor o pedido para verificar ‘in loco’
o péssimo estado da Av. Cel. Marcos, em Ipanema.
Infelizmente essa é a realidade de muitas ruas de
Porto Alegre.
Do boletim do Adeli Sell
Caixa do Carrefour acusada de desviar 50 reais receberá
R$ 27 mil de indenização
Do site Espaço Vital
A empresa não indicou testemunhas, não apresentou
documentos contábeis que comprovariam a diferença
de caixa e tampouco os vídeos da vigilância.
Câmara ouve moradores do Cristal sobre PISA
A pedido dos conselheiros do Orçamento Participativo,
da região Cristal, através da Associação
dos Amigos do Cristal, a Câmara Municipal de Porto
Alegre realiza, nesta quinta-feira (29/9), audiência
pública com o objetivo de debater as obras do Programa
Integrado Sócio-Ambiental (PISA) no bairro Cristal.
A comunidade local reivindica a atualização
do valor do bônus, reassentamento da região
Cristal e explicações sobre o empreendimento
que será construído na área que abriga
as cocheiras do Jóquei Clube. A reunião acontece
a partir das 19 horas, na Associação Amigos
do Cristal, na rua Curupaiti, 845.
Vítor Bley de Moraes (reg. prof. 5495)
Pobreza Franciscana:
NÃO TINHA
CARTUCHO!!!!
Pelo menos na sala JCTerlera, da Assembléia Legislativa,
não havia como imprimir documentos, ontem, dia 28/09.
Faltavam cartuchos.
Sonoridades desta quarta (28.09), 20h30min, Rádio
da UFRGS 1080 AM
SONORIDADES desta quarta (28.09), 20h30min, traz entrevista
com a cantora e compositora norte-americana Myla Hardie
e o baterista e percussionista gaúcho Duda Guedes.
A pauta principal da noite é o trabalho deles a frente
da Myla Hardie Band, que a partir de amanhã (29.09),
20h30min, estará todas as quintas-feiras até
novembro se apresentando no palco do Mr. Batuta Bar e Confort
Food (Rua Miguel Tostes, 290, bairro Rio Branco Porto Alegre).
Mas tem muito mais! Sintoniza lá nos 1080 AM ou na
web all around the world on http://www.ufrgs.br/radio/
Esta é a segunda parte da entrevista com a Myla e
o Duda Guedes, a primeira que está bacanérrima
você pode acessar aqui http://www.4shared.com/audio/43QsZ1nr/SONORIDADES_210911_MYLA_HARDIE.html?
Conheça o MR.BATUTA http://www.mrbatuta.com.br/conheca.php
aCEsse também http://www.mylahardie.com/ e http://www.eduardoguedes.com/
Obrigado!
Guto Villanova
Jornalista
Secretaria pede suspensão de anúncio
com Gisele de lingerie
Anúncio mostra Gisele de roupa e de calcinha e sutiã
A Secretaria de Políticas para Mulheres, da Presidência
da República, pede que seja suspensa a campanha "Hope
ensina", em que a modelo Gisele Bündchen aparece
de calcinha e sutiã. Em uma das propagandas são
mostradas duas situações: uma em que a modelo,
vestida, explica ao suposto marido que estourou o limite
de cartão de crédito e na outra ela conta
a mesma situação, mas de lingerie.
Já em outro comercial da campanha, a modelo aparece
dizendo que sua mãe irá morar com o casal,
também em dois casos: vestida e de calcinha e sutiã.
Na campanha, fazer o comunicado com roupa é "errado"
e sem roupa, "certo". O comercial diz que as brasileiras
devem usar seu charme.
Segundo a secretaria, desde que foi ao ar, no último
dia 20, o órgão recebeu reclamações
a respeito do teor da propaganda. O pedido de suspensão
foi enviado ao Código Brasileiro de Auto-Regulamentação
Publicitária (Conar) e ao diretor da Hope Lingerie,
Sylvio Korytowski.
Segundo a secretaria, a propaganda promove o estereótipo
da mulher como objeto sexual e também apresenta conteúdo
discriminatório contra as mulheres.
O Conar informou que ainda não recebeu o ofício.
De São Borja
Presença de Lasier Martins
reúne bom público
Um bom público viu a transmissão do programa
Gaucha Reporter na tarde de 27/09 último em São
Borja. Mas conforme um assistente do debate os palestrantes
ficaram mais falando das " mazelas" de São
Borja do que propriamente propondo alternativas.
E cada um queria "vender" sua proposta.
Os comentários a boca pequena é que a presença
do apresentador em dois programas - na rádio Gaúcha
e na TV Com, mais um JA em São Borja, teria sido
um pacote que o Sindicato Rural local e o grupo RBS firmaram.
O valor, não oficial, do custo teria sido 240.000,00
reais.
DE SÃO BORJA
PRATO FINO
NO ENCONTRO COM LASIER

O EDUARDO BELMONTE, POPULAR RADIALISTA DA CULTURA AM, DE
SÃO BORJA, PARECE TRISTE NESTA FOTO ENQUANTO TRANSMITE
FLASHES DA PRESENÇA DO COMUNICADOR LASIER MARTINS,
NO DIA 27.07, NO SINDICATO RURAL.
BELMONTE PARECE DIZER: O CELSO RIGO TROUXE O LASIER NUM
JATINHO E EU NUNCA DEI UMA VOLTA POR CIMA DO URUGUAI, COMO
O DR. BRIZOLA FAZIA QUANDO CHEGAVA A TERRA DOS PRESIDENTES.
EDSON ARCE
SERÁ CANDIDATO A VEREADOR
PELO PP

EDson Arce, respeitado comunicador de São Borja,
- milita na rádio Cultura e na FSB - nesta foto do
dia 27/09 durante o encontro no sindicato rural local com
debate transmitido pela co-irmã Gaúcha de
Porto Alegre.
Arce será candidato a vereador pelo PP de São
Borja no ano que vem.
Comunicado de Falecimento - ARI
ANTONIO CARLOS PORTO, QUE VARIAS GERAÇÕES
SE ACOSTUMARAM OUVIR COMENTANDO FUTEBOL NA POTENTE RÁDIO
GUAÍBA PARTIU NA NOITE DE TERÇA ULTIMA PARA
SUA ÚLTIMA CAMPEIRADA....NATURAL DE ESTRELA, SEMPRE
AGIU COMO SE NUNCA TIVESSE SAÍDO DE LÁ....
ERA TÃO ORGULHOSO DE SUAS ORIGENS, QUE QUANDO ESTAVA
NO PODEROSO GRUPO DE ENTÃO, A CALDAS JUNIOR, INVENTOU
O CLASSICO DAS BARRANCAS, PRA REFERIR-SE AO JOGO ENTRE LAJEADENSE
E ESTRELA FUTEBOL CLUBE ONDE FOI ATLETA E QUE ELE TANTO
AMOU...
NÃO TINHA NENHUM VÍNCULO DE AMIZADE COM O
PORTINHO, APENAS COLEGUISMO DEPROFISSÃO POR ISTO
ME SINTO TOTALMENTE A VONTADE PRA DIZER ESTAS PALAVRAS...EU
TIVE MAIS INTIMIDADE COM ELE, QUANDO ESCREVI O LIVRO ESTRELA
FUTEBOL CLUBE. E NA NOITE JÁ TÃO DISTANTE
DO LANÇAMENTO DO MEU LIVRO CIDADES VIZINHAS, AMOR
E ÓDIO,NA LIVRARIA PALADINO, DEPOIS ELE FEZ UM CHURRASQUINHO
NA SUA CASA, NUM SITIO ONDE MORAVA COM SUA ESPOSA, JANE,
QUE TAMBÉM FORA DO MEIO, OU SEJA, FORA RADIO ATRIZ
DA GAUCHA...
PORTINHO SEMPRE COSTUMAVA ME DIZER QUE O QUE MAIS O IMPRESSIONAVA
NOS DIAS ATUAIS ERA COMO MUDARA A NOÇÃO DE
DISTÂNCIA PORQUE QUANDO ERA JOVEM PRA VIAJAR PELO
ESTRELA PRA JOGAR, ELE TINHA ANOÇÃO DE QUE
FAZIA SEMPRE UMA LONGA VIAGEM. ERAM AS ESTRADAS QUE ERAM
RUINS...PORTINHO ERA DONO DE UMA VERVE FORMIDÁVEL,
UMA PENA QUE NÃO TENHA ESCRITO UM LIVRO DE MEMÓRIAS
SOBRE ESTRELA, SUA TERRA NATAL E ONDE FOI SEPULTADO ONTEM...
Com muito pesar comunicamos o falecimento do ex-presidente
do Conselho Deliberativo e Conselheiro Honorário
da Associação Riograndense de Imprensa (ARI),
jornalista ANTONIO CARLOS PORTO, ontem por volta das 23
horas.
O corpo está sendo velado em Estrela, no Cemitério
Católico da cidade, Capela B, a cerimônia de
despedida será às 17h30min.
Secretaria Administrativa da ARI
Telefone: (51) 3211.1555
SINDICATO DOS JORNALISTAS LAMENTA MORTE
DE EX-PRESIDENTE
Ex-presidente do Sindicato Antônio Carlos Porto morre
aos 81 anos
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande
do Sul, com pesar notifica o falecimento de seu ex-presidente
Antônio Carlos Porto, 81 anos, ocorrido na noite de
terça-feira, no Hospital Bruno Born, em Lajeado,
onde estava internado. Portinho como era carinhosamente
chamado pelos colegas, lutava contra um câncer de
face. O jornalista que presidiu o Sindicato entre os anos
de 1968 - 1971, está sendo velado na Capela B do
Cemitério Católico de Estrela e será
sepultado às 17h30 no Cemitério Católico.
Nascido em Estrela (RS), no dia 13 de abril de 1930, Antônio
Carlos Porto, foi um dos grandes comentaristas esportivos
que o rádio gaúcho conheceu. Iniciou sua carreira
no rádio por acaso, na Rádio Alto Taquari,
de Estrela, fundada por Arnaldo Belvê. Entrou lendo
a publicidade da emissora, na função de "
speaker ". Logo, Porto começou a trabalhar como
locutor, apresentador, redator. Acabava fazendo praticamente
tudo na rádio do interior.
Em 1952, veio para Porto Alegre com a intenção
de estudar, já havia feito o ginásio e o curso
de técnico em contabilidade. Chegando à capital,
seu grande amigo, Ênio Mello, então comentarista
esportivo da rádio Gaúcha, PRC2, o convidou
a conhecer o jornal "A Hora" , embrião
da atual Zero Hora, pois lá havia uma vaga para contabilista.
Ao chegar, foi convidado por Samuel Madureira Coelho a escrever
sobre esporte para o jornal, já que tinha sido excelente
ponta-direita no Estrela e tinha jogado também no
14 de Julho, de Livramento, ao servir o exército,
em 1948.
Começou como cronista esportivo, cobrindo uma partida
em que jogavam o Internacional e Grêmio Esportivo
Renner. Logo começou a fazer jornalismo, em 1954.
Depois, foi para a Caldas Júnior, trabalhar na Folha
Esportiva. Saiu do jornal A Hora, de 1957 para 1958. Começou
sua carreira no rádio entre 1954 e 1955, quando cobria
as férias dos locutores titulares na Rádio
Gaúcha, e na Rádio Difusora, PRF9. Em 1958,
convidado por Guilherme Sibemberg, foi para a rádio
Gaúcha como comentarista de futebol, já que
Ênio Mello havia passado para a Farroupilha. Como
todo bom radialista, Porto conhece casos pitorescos que
envolvem a atividade, rica em histórias divertidas.
Mendes Ribeiro saiu da Gaúcha para a Guaíba
e o convidou para acompanhá-lo, como comentarista
e repórter. Porto foi um dos pioneiros da Guaíba,
onde ficou até 1960. Depois disso foi para a Farroupilha
e Difusora. Conheceu os grandes nomes do Rádio. Em
1967, voltou para a Guaíba, onde ficou até
quase 1990, um pouco antes da Caldas Júnior entrar
em crise. Depois disso, praticamente encerrou as atividades
em Rádio, continuando a escrever somente para a Radiobrás,
onde entrou por intermédio de um concurso público.
Antônio Carlos Porto também atuou como presidente
do Sindicato dos Jornalistas do RS de 1968 a 1971, e foi,
também presidente e fundador do Sindicato dos Radialistas
do RS, de 1973 a1980 Nesse tempo, enfrentou várias
dificuldades em função do regime ditatorial
que vivia o país. Fez o curso de Direito e até
trabalhou um período na Justiça do Trabalho.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais
do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes,
destaca que Portinho deixa um legado para toda categoria.
Podemos citar várias ações dele a frente
do Sindicato, mas tem duas que são de extrema importância
para a luta dos jornalistas brasileiros. Foi em seu mandato
que os jornalistas se reuniram em Congresso Nacional no
ano de 1968 e criaram o código de ética, além
dele ter participado de forma decisiva das discussões
e da aprovação da nossa regulamentação
profissional juntamente com o seu antecessor o ex-presidente
Lucídio Castelo Branco, o Castelinho, em 1969.
"Com certeza é uma perda para todos os jornalistas
brasileiros", conclui Nunes.
Coleguinhas
Sindicato dos jornalistas tem 40 mil cadastrados que recebem
seu boletim eletronico. E vão ser acrescidos mais
30 mil. Que canhão, hein. Tudo trabalho do Marcio
de Almeida Bueno e do Cristiano Nunes.
Asfalto no Bairro Santin

A Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa, em parceria
com o Governo Federal, está realizando mais um grande
projeto de mobilidade urbana e infraestrutura. No dia 28
de setembro de 2011, o Bairro Santin recebeu pavimentação
asfáltica, no trecho que compreende o trevo de acesso
ao bairro até a Rua Anibal Fornari. O investimento
de mais de R$170.000,00 irá beneficiar os moradores
e todas as pessoas que trafegam por aquelas ruas, trazendo
bem-estar, conforto e segurança.
Por: Adriana Sabadin – Assessora de Imprensa
Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – RS.
TEXTO BOM
Li e gostei muito do texto do Sindicato dos Jornalistas
sobre a morte do ex-presidente Portinho.Sou do tempo que
repórter tinha que escrever bem. valia o chamado
texto literário. Disputávamos quem tinha melhor
texto nas redações. Alguns se comparavam a
Garcia Marques, como o ególatra do Marcão
Faermann...
Pra mim o melhor texto de jornal que conheci é do
LAURO SCHIRMER...
Bom,voltando ao mote deste post, o texto do sindicato dos
jornalistas da morte do Portinho é do seu atual presidente
José Nunes. Concluo que o jornalismo perdeu um bom
texto,d esque que ele entrou pra atividade sindical. Volta
por jornalismo Nunes, volta estamos tão carentes
de textos bons.
Ah, em tempo:
Hoje em dia o melhor texto pra mim é da MARIANA
KALIL DA ZERO. O MOisés Mendes também tem
um bom texto.
PORTINHO, NO ESTRELA,
FOI O TEMIVEL PONTA DIREITA TALO.

PORTINHO ERA UM POÇO DE HISTÓRIAS E ESTÓRIAS
DO ESTRELA F.C.ELE JOGOU LÁ COMO PONTA DIREITA.DE
44 A 1952, QUANDO SE MUDOU PRA PORTO ALEGRE.
No meu livro do Estrela F.C conto que Talo, como era chamado
no time, se despediu de forma triste do seu time. Esta despedida
deu-se durante o chamado CHOQUE-REI, entre Estrela F.C e
C.S.LAJEADENSE...
o Lajeadense, que já completou 100 anos, em 2010,
estava em 52 sem atletas. Para completar o time mandaram
chamar o lateral Agenor que estava em Taquara ,onde morava
a noiva do mesmo.Moacir, zagueiro do Lajeadense, chegou
pro Talo antes do jogo e pediu-lhe: Vê se não
dá goleada!. O Estrela perdeu o jogo de 3 x 1...

em abril de 2003, o Portinho(Antônio Carlos Porto)
foi ao lançamento do meu livro Pauta, Avesso das
Redações( primeira edição totalmente
esgotada, com prefácio de lFVerissimo). Nesta foto
ele está com o saudoso João Aveline( que morria
dois anos depois) Antônio Goulart.Bom, dos quatro
agora só restam vivos eu e Goulart. Qual dos dois
será o próximo. Vale um buquimeki. Portinho
tem o seu exemplar do livro debaixo do braço.
Aos fundos o conjunto do Ximba, que tive que pagar em moeda
sonante pelo show musicial porque segundo o líder
do grupo, o proprio Ximba, pessoal do morro precisa é
de grana, não de cheque, pra comprar aquilo....
O local é o SOLAR DOS CAMARA, DA ALE. A FOTO SE
NÃO ME ENGANO É DO ESPANHOL.
de Serafina
Espetáculo Primeiro as Damas
Grande sucesso gaúcho, a peça teatral Primeiro
as Damas estará em Serafina Corrêa no dia 05
de Outubro de 2011. O show de humor é apresentado
em formato de stand up comedy, gênero teatral de origem
americana em que o comediante atua sozinho no palco, falando
diretamente com o público. Estrelado pelos atores
Cris Pereira e Lucas Krug e direção de Eduardo
Holmes, o espetáculo apresentará personagens
inusitados, proporcionando aos serafinenses momentos de
diversão e muito humor.
A peça será exibida no Clube Gaúcho,
Serafina Corrêa, no dia 05 de outubro, quarta-feira,
às 20h30 e a classificação etária
é de 14 anos. Os ingressos antecipados custam R$20,00
e podem ser adquiridos na Agafarma e Benoit. Participe!
Coleguinhas
O ANO EM QUE
TERLERA
PAROU DE BEBER
Corria o ano de 1976 e o repórter político
João Carlos Terlera , que também era funcionário
concursado da Assembléia Legislativa do Estado achou
que tinha que parar de beber porque não conseguia
mais movimentar parte das mãos e caminhava com dificuldade
por causa de uma polineurite alcoolica.
Excesso de alcool e ele só bebia uísque.
Seu principal "covil" do trago ficava na Pelotense,
onde costumava se reunir com outros jornalistas que também
mandavam ver numa rama, como Carlos Coelho, Fernando Albrecht,Jaime
Keunecke,entre outros. Coelho,então bebia tanto,
que tinha a mania de deixar o copo de alcool ao lado da
cadeira no chão e dava uma espécie de rodopio
pra alcansa-lo quando queria mandar um trago.
O médico da Assembléila Legislativa Nelson
Ellers alertou o funcionário que seria bom que parasse
de beber. Ele se internou no ERnesto Dornelles, onde durante
15 dias não botou mais uma gota de alcool na boca.
Saiu de lá e numa noite, enquanto via tevê
Terlera teve a experiência de se levantar e ir urinar
sem precisar que a mãe o ajudasse a chegar até
o banheiro, coisa que invariavelmente ela tinha que fazer
quando ele era alcoolatra.
- PAREI DE BEBER ALI. Nem bombom que tem alcool dentro
como, contou Terlera.
Muitos anos depois,ele teve probelmas de vértebras-
operou cinco - como consequência da polineurite alcoolica
que teve em 1976. Foi operado no Mãe de Deus e deu
tudo certo.Hoje está bem.Até de fumar parou.
NIVER

ana pm canton, vilma canton, renata pm canton e
tiago canton, nos anos 80, na LINHA ONZE DE GUAPORÉ,
COMO ANTIGAMENTE ERA CHAMADA SERAFINA CORREA(RS)
A filha deste repórter Ana PM Canton, completa hoje,
dia 29 de setembro, 34 anos. Quando nasceu, numa noite,
quase meia-noite, era feia que parecia um diabo. Tinha o
cabelinho preto "lambido" junto a cabeça....mas
depois com o tempo, ela foi mostrando seus olhos azuis,
iguais ao seu bisavó Frederico Sgnaolin. Quando ía
a praia, saía do bar e seus olhos brilhavam, contrastando
contra o mar...Parecia um reflexo....Depois com o tempo,
os olhos dela deixaram de ser azuais e hoje são normais.
Bom, o tempo correu e ela é hoje médica formada
pela UFRGS e faz mestrado de nefrologia no Hospital de Clínicas
de S.Paulo.
Boa sorte, minha filha!
Coleguinhas
TERLERA CONTRATA
FLÁVIO PEREIRA
No começo dos anos 80, João Carlos Terlera
era o titular de uma página política na ZH,
chamada de Bastidores. Tinha tanto poder que contam que
havia deputados que literalmente se "ajoelhavam"
pra que saísse algum projeto na sua página.
Um dia o deputado federal do PDS(sucessor da Arena, partido
da ditadura militar) Nelson Marchezan ligou pra Terlera
e indicou um repórter de Santa Maria que tinha um
jornal em São Sepé e que segundo Marchezan
era muito bom repórter.
Terlera sabia que havia uma vaga e falou com o editor-
chefe do jornal, Carlos Machado Fehlberg mas não
quis dizer que fora indicado pelo Marchezan, embora o deputado
e Fehlberg fossem unha e carne.
Flávio foi contratado e quando se apresentou, Terlera
recebeu um telefonema de Marchezan lhe cobrando que ele
não deveria ter dito pra Fehlberg quem o indicara.
- Tu é barriga fria mesmo, reclamou o deputado federal.
- Mas eu não disse nada quem o tinha indicado alegou
Terlera.
É que Felhberg sabendo que o novo repórter
era de Santa Maria só poderia ter sido indicação
de Marchezan.
Terlera elogia o trabalho do subordinado. Diz que só
teve dois baixos durante o tempo todo: um na vez que Pereira
não deixou pronto um perfil de Otávio Germano,
nas prévias do PDS, em 1982( acabou indicado Jair
Soares, que venderia a eleição) e a outra
furada dele como repórter setorista do PDS foi que
não sabia onde Jair Soares tinha se escondido pra
esperar o resultado da eleição de 1982.
- O Flávio confiou demais no gerente do Plaza, que
era seu conhecido de Santa Maria.
O Jair foi se esconder numa fazenda do Plaza, no interior
de São Chico de Paula. Nem telefone tinha lá
e a Folha da Tarde acabou furando a Zero hora.
Quem descobriu onde Jair estava esperando o resultado foi
o repórter Carlos Monteiro, o Monteirinho da Folha
da Tarde.
Serpentário em baixa
No serpentário, ontem, só havia o Nelson Moura.
Os demais "serpentes" tão em baixa. O
fotógrafo Léo Guerreiro está a meio
pau. Andando de bengala.
O serpentário fica na rua Uruguai e lá só
se fala mal...do governo, dos politicos, de todo mundo.
Fotografia é história
Imagem rara

1970. As atrizes Leila Diniz e Ana Maria Magalhães
e o diretor Ruy Guerra – que nessa fotografia aparecem
curtindo o sol da capital na piscina do Hotel Nacional –
foram os artistas premiados no Festival de Cinema de Brasília
com o filme “Os deuses e os mortos”.
Como foi – Há 41 anos, o Brasil vivia um período
sombrio de sua história. Eram tempos em que a os
direitos democráticos eram extremamente restritos,
com tortura a presos políticos e desmedida violação
à liberdade de expressão, com censura à
imprensa e às artes. O Festival de Brasília
do Cinema Brasileiro era um dos raros espaços para
debates e contestação ao regime militar. Naquele
ano, as estrelas da festa eram o diretor Ruy Guerra e as
atrizes Ana Maria Magalhães e Leila Diniz, falecida
em um desastre aéreo em Nova Deli, no ano de 1972.
À noite, os jornalistas íamos cobrir a movimentação
dos artistas antes da projeção dos filmes,
mas durante o dia era a vez de entrevistá-los onde
se hospedavam. Foi no Hotel Nacional que fiz essa foto aí
para O Globo, jornal para o qual eu trabalhava naquela época.
Ana Maria trabalhou em várias novelas e atualmente
é diretora de cinema. Ruy ganhou é ator e
diretor com várias láureas. Casou-se com Leila,
com quem teve uma filha, Janaina. Orlando Brito
Do CH
Legalidade, 50 anos
A GRAVAÇÃO DO
DEPOIMENTO DE JANGO
POR JÚLIO PACHECO


Parte III
Júlio Pacheco, que em setembro de 1961, tinha apenas
17 anos de idade, foi para Brasília, com a gravação
do depoimento do presidente Jango Goulart embaixo do braço.
Lá teve outro lance de sorte, como ele conta:
"O que eu ia fazer em Brasília? Fui passear....
Naquela situação toda eu estou no Hotel do
Lago ao lado tinha uma churrascaria do Lago. Parece que
existe até hoje. Eu tou caminhando por ali quando
eu vejo quem?
O governador de Goiás Mauro Borges Teixeira passando
por mim...
- Com licença, pedi.
Sou fulano de tal da rádio Gaúcha...
- Me olhou meio assim, mas como na gravadora estava escrito
Rádio Gaúcha não sei o que eu pedi
uma entrevista com ele.
- Não tem problema,agora não posso te dar
mas as 19 horas vem aqui no hotel vai na recepção
apartamento tal. Não tinha o que fazer e fiquei por
lá mesmo.

- As 19 horas bati no apartamento do hotel e ele me apresenta
a senhora dele, uma senhora loira, muito bonita. Ela me
disse que era gaúcha de Jaguari. Ele tinha servido
no Rio Grande do Sul e ele como tenente acho que veio servir
em Jaguari e casou em Jaguari.
Ali lembramos os parentes deles aqui,aquela história
toda...Me deu uma entrevista e me disse o seguinte:
- O Dr. Brizola está me convidando pra ir lá
no dia 20 de setembro na grande festa da Legalidade, no
encerramento aquele negócio todo.
- Eu disse assim: o senhor vai me dar uma outra entrevista.
- Não tem problema algum.

Cheguei de volta a Porto Alegre e a entrevista do governador
Mauro Borges foi pro ar.
Foi um sucesso e tal, o Maurício(Sirotsky Sobrinho)
me cumprimentou. Aí eu virei herói, né.
17 anos, este negócio todo....Eu fui pra passear
e volto com uma baita entrevista.
No dia 20 de setembro eu fiz a transmissão junto
com o Vilson Revoir e não sei quem mais. Fiz a transmissão
do desfile para a rádio e o governador Mauro me confirmou
a entrevista e eu fui pro Plazinha depois ele me deu uma
entrevista de mais meia hora.Mas aí foi junto o Holmes
Aquino comigo gravado tudo direitinho.

FACA NO PEITO DE JANGO
Não foi uma entrevista que o Jango deu no Piratini,
foi um lance de sorte meu porque eu estava com um gravador
na mão naquele momento que os jornalistas estavam
botando a faca no peito do Jango. O meu nome foi creditado
em tudo que saiu.

IVAN CASTRO LEVA
JULIO ATÉ
LOUREIRO DA SILVA
Assim que Júlio Pacheco gravou a conversa de Jango
com os jornalistas,começou a ser procurado pelos
colegas. E encontrou seu colega Ivan Castro da Gaúcha,
que estava pelo Piratini,também.
Ivan quis saber o que Júlio afinal tinha gravado
que todo mundo estava querendo cópia.
- Eu disse o que tinha, conta Júlio. Eu tenho isso,isso...
- Vem cá, vamo lá no Loureiro( o prefeito
de Porto Alegre que era adversário politico de Jango
e Leonel Brizola). Ivan era o chefe de gabinete da Secretaria
da Fazenda do município cujo titular era Manoel Braga
Gastal.
Júlio então conheceu pessoalmente o prefeito
Loureiro da Silva e foi por ele recebido no gabinete próprio.
O gabinete ficava no prédio antigo da prefeitura
municipal.Loureiro quis ouvir a entrevista(depoimento) e
acabou ouvindo duas vezes o que Júlio tinha no gravador.
Loureiro não fez comentário algum sobre o
que Jango dissera, pelo menos na frente de Júlio
Pacheco e de Ivan Castro.
A CHEGADA DE JANGO
Na noite em que Jango chegou de Montevideo e apareceu na
Praça da Matriz( sem fazer qualquer pronunciamento
como a multidão calculada em 50 mil pessoas esperava)
Júlio Pacheco estava na praça transformada
em palco de resistência dos queriam a posse de Jango.
- Eu estava na praça da Matriz, porque como eu morava
na rua Riachuelo fazia minha refeição em casa,
dormia em casa e o pessoal ficava lá dentro do Palácio
e tal. Então eu entrava e saía muito.... Quando
Jango apareceu na janela, eu estava na praça da Matriz,relembra
Júlio.
Júlio acrescenta ainda que foi pra praça
da Matriz porque queria ver a reação do povo...
Pergunto a Júlio se ele chegou a ouvir, ou se lembrava
que tinha ouvido alguma vaia a Jango...
- Não cheguei a ouvir nenhuma vaia..
Ele acha que não haveria quem estivesse lá
e no momento tivesse a coragem de vaiar Jango.
- Teria sido muito perigoso,diz Julio.
E explica.
Mesmo num ambiente intelectualmente mais elevado, como
o encontro dos jornalistas com Jango quando o clima ficou
mais tenso, onde teve ronha, e muita gente torceu o nariz,ali
mesmo, disse Júlio Pacheco, ninguém faltou
com o respeito ao Jango.
- O pessoal respeitou ele. Deu resmungo mas ninguém
vaiou na praça. e acho que ninguém teria coragem
de fazer isto Imagino,diz Júlio, que se alguém
fosse vaiar Jango naquela praça não sairia
vivo de lá.
Arte urbana, caminhada e visão social
Ellen Augusta Valer de Freitas

No dia do rádio, 25 de setembro, participamos da
Primeira Caminhada com Visão Social, realizada pelo
Instituto Visão Social, que tem um programa de mesmo
nome na Rádio da Ufrgs. Estávamos junto com
tantos grupos que assim como nós, lutam por mais
justiça neste mundo.
Éramos o único grupo representando os direitos
animais, mas fizemos nossa presença valer a pena
e lembramos a todos que a exploração animal
está intimamente ligada a problemas como exploração
infantil, exploração do trabalhador, divisão
de lucros, outras formas de violência e muito mais.
Gostaria de ter visto outros grupos como os de proteção
animal, por exemplo, engajados nesta caminhada e em eventos
semelhantes, para que o movimento tenha maior visibilidade.
Recentemente saiu na Revista IHU da Unisinos uma matéria
sobre as terríveis condições de trabalho
nos frigoríficos, revelando que a exploração
pode atingir níveis absurdos em nome do lucro e da
gula.
Nosso grupo foi representando também o grupo Chicote
Nunca Mais, que faz um trabalho nobre e árduo salvando
e aposentando cavalos de carroça. Estes que vivem
o inferno aqui na Terra. O grupo, liderado pela Fair Soares,
recolhe e encaminha cavalos para adoção e
acompanha ativamente a implantação da Lei
que proíbe carroças em Porto Alegre.
Levamos um banner com a foto de um cavalo que foi vítima
de violência e a frase “gaúcho, gaúcho!
Companheiro, amigo, onde estás que não ouves
meus pedidos de socorro?!?”.

E por falar em gaúcho, a caminhada ocorreu ao lado
do que sobrou do ‘Acampamento Farroupilha’,
um monte de lixo, muita lama, restos de materiais, e fogo.
Curiosamente havia uma campanha a favor da preservação
do ambiente, no mesmo local onde se colocava fogo.
Bem próximo está a vila Chocolatão,
onde vivem em situação de miséria muitas
pessoas, que usam cavalos e carroça para transportar
o lixo. Eu visitei a vila com uma amiga para fazer doações,
há alguns anos atrás. Entrei na casa de uma
senhora que apanhava do marido e tinha problemas físicos
em decorrência disso. Lembro que fiquei com medo,
mas nos receberam com humildade. Muitos não tem onde
cozinhar, nem o que cozinhar. E que na casa do líder
comunitário havia uma TV de plasma ou algo do tipo.
Foram minhas impressões da época.
Enquanto o meu e o seu dinheiro, o dinheiro público,
é utilizado para uma festa regada a cerveja, capeta,
matança de animais, violência, (com direito
até a ‘educação’ para as
crianças sobre os direitos animais, através
de uma ‘fazendinha’ lá dentro no meio
da matança para o churrasco) a situação
da vila continua a mesma, e a Lei que proíbe as carroças
caminha a passos lentos para ser efetivamente implantada.
A Lei prevê que estas pessoas tenham uma atividade
melhor, sem trabalho infantil, sem jornadas longas e sem
as infrações no trânsito cometidas por
carroças, que colocam em risco a vida de todos. A
Lei também prevê a aposentadoria dos cavalos.
O que a Fair desde já está realizando, com
minha admiração plena!
Adeli Sell escreveu “Só entra no Acampamento
quem se dobrar à ditadura dos dirigentes(…)
Hoje, o que manda no acampamento é o dinheiro, aqueles
que pagam e que se submetem.”
Eu não pertenço a esta ‘tradição’
inventada, mas tenho que sustentar a festa que começa
bem antes, na Expointer.
A caminhada nos deu um pouco mais de esperança, mais
do que já temos, pois quem é ativista de verdade,
tem esperança de ver a cada dia algo acontecer em
favor dos animais.
Mesmo uma pequena conquista esperamos todos os dias, pois
é tolice acreditar que a libertação
animal vai acontecer já, como muitos se iludem e
anulam sua atitude pensando assim.
Junto ao Gasômetro, onde foi realizada a caminhada,
haviam exposições da Bienal do Mercosul e
iniciei minhas visitas às obras de arte que tanto
me encantam. O tema desta bienal é ‘Ensaios
de Geopoética’. Mostrando visões da
cidade esquecidas, a cidade não vista, como estava
escrito em uma das obras.
Os ambientes urbanos são palco para obras de arte,
tímidas e belas que insisto em fotografar todas as
vezes que faço minhas caminhadas pela cidade. Uma
das obras era a visão do aeromóvel, criação
nossa, mas que nunca saiu daquele pequeno espaço.
Nunca foi usado pelo povo. Pessoas do mundo inteiro vem
aqui para comprar a idéia e usá-las em seus
países. Aqui ele fica esquecido. Assim como os cavalos
que nós ativistas vemos todos os dias no asfalto
quente, com problemas estruturais, dores e outras mil mazelas
que para a maioria passa despercebida. Será que a
bienal irá mostrar o lado esquecido dos animais abandonados,
do lixo, dos cavalos de carroça e tantas outras facetas
urbanas? Claro que da arte podemos esperar tudo, ou nada.
Mas minhas próximas visitas mostrarão lados
esquecidos da cidade, e eu insisto em lembrar sempre dos
cavalos esquecidos por grande parte da população,
não por alguns, que sofrem em imagens impossíveis
de se ver.
Link para a matéria citada no texto: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=47225
Agradecimento aos integrantes da Vanguarda Abolicionista
pode ser visto aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com/2011/09/agradecimento-do-instituto-visao-social.html
Fotos de Marcio de Almeida Bueno e Instituto Visão
Social
Para
ajudar a Chicote Nunca Mais entre no site http://chicotenuncamais.org/
Vereador de Porto Alegre não consegue barrar
pesquisa por seu nome no Google
Do site Espaço Vital
Divulgação/Cam.Vereadores POA
Vereador Zacher
Preocupado com o que internautas podem encontrar ao digitar
seu nome no Google, o vereador de Porto Alegre Mauro Zacher
(PDT) está tentando, judicialmente, impedir que o
saite Google apresente resultados para a busca. Relata a
petição que a compilação de
dados mantida pela Google Brasil Internet Ltda. "vem
causando danos à sua honra, ante a divulgação
de informações desabonatórias e notícias
falsas e/ou tendenciosas a seu respeito".
O pedido de antecipação de tutela foi negado
pela juíza da 1ª Vara Cível do Foro do
4º Distrito de Porto Alegre, Anaísa Accorsi
Peruffo. Para a magistrada, uma decisão contra o
Google não tem efeito prático. "Ainda
que as informações exibidas fossem efetivamente
bloqueadas, o acesso poderia ser facilmente realizado por
meio de outros sites de busca", refere a decisão.
Uma busca por seu nome no Google mostra que, no mês
passado, o vereador foi intimado pela Justiça gaúcha
a pagar uma dívida com a PUC do Rio Grande do Sul,
que acumulou quando foi estudante do curso de Ciências
Econômicas. Zacher foi presidente do DCE (Diretório
Central dos Estudantes) da universidade.
Aos 34 anos, natural de Porto Alegre, formado em economia,
Mauro Zacher é, em seu segundo mandato de vereador
titular de Porto Alegre, o líder da bancada do PDT.
Ele ainda integra a Comissão de Constituição
e Justiça. No Google, quando digitado o nome do político,
abrem-se dez páginas com menções às
suas atividades políticas e também sobre um
inquérito que apura supostas irregularidades do ProJovem
(Programa Nacional de Inclusão de Jovens). O nome
do vereador também aparece relacionado com acusações
da CPI da Juventude.
No saite do TJRS, Zacher figura como réu numa ação
monitória - no valor de R$ 124.365,15 - que tem como
autora a UBEA - Pontifícia Universidade Católica
do RS. A ação questiona um suposto débito
acumulado quando Zacher foi estudante do curso de Ciências
Econômicas. À época ele também
foi presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes)
da universidade. Citado, Zacher ofereceu embargos à
ação monitória (Proc. nº 11002634726).
A sentença dessa ação monitória
foi de procedência, tendo a juíza Carla Patrícia
Boschetti Marcon Della Giustina, da 7ª Vara Cível
do Foro Central de Porto Alegre. O réu interpôs
embargos declaratórios, que foram rejeitados. Cabe
recurso de apelação ao TJRS.
Na ação em que pretende brecar as buscas do
Google ao seu nome, a juíza Anaísa Peruffo
discorre também sobre as ressalvas, "no tocante
à pessoa dotada de notoriedade, principalmente quando
exerce vida pública". A ação está
em fase de citação da Google Brasil. (Proc.
nº 11102493865).
Veja a íntegra da decisão que negou a liminar
Trata-se de ação cominatória, por
meio da qual pretende o autor lhe seja deferida medida liminar,
a fim de determinar à ré que bloqueie o acesso
dos usuários aos resultados obtidos através
da busca de seu nome no sistema de pesquisas. Relata, nesse
sentido, ser vereador na cidade de Porto Alegre, razão
pela qual a compilação de dados mantida pela
requerida vem causando danos à sua honra, ante a
divulgação de informações desabonatórias
e notícias supostamente falsas e/ou tendenciosas
a seu respeito.
A concessão da tutela pretendida perpassa pela análise
dos vetores insculpidos no artigo 273 do CPC, a saber, verossimilhança
das alegações e perigo de dano irreparável
ou de difícil reparação. Tais requisitos,
todavia, não se verificam presentes no caso concreto,
consoante motivos que passo a expor.
Inicialmente, merece registro que a medida pretendida é
inócua em termos práticos, haja vista que,
ainda que as informações exibidas fossem efetivamente
bloqueadas, o acesso poderia ser facilmente realizado por
meio de outros saites de busca, tais como Yahoo, Cadê
e afins (afinal, a ré, embora mais conhecida, não
detém o monopólio das buscas), ou, ainda,
diretamente nos endereços eletrônicos em que
as notícias foram originariamente divulgadas.
De qualquer forma, independentemente dessa constatação,
não se verificam fundamentos suficientemente contundentes
para impedir a divulgação de dados vinculados
ao autor.
No ponto, não restou comprovada, ainda que em caráter
perfunctório, a suposta ofensa aos direitos da personalidade
do demandante. Em primeiro lugar, não se conhece
o inteiro teor das notícias relacionadas na listagem
de fls. 11 a 13, porque o conteúdo integral dos links
ali discriminados não instruiu a inicial. E de toda
forma, embora exista menção ao suposto envolvimento
do autor com transações ditas irregulares,
alegadamente vinculadas ao DCE da PUCRS, isso, por si só,
não é suficiente à concessão
liminar pretendida.
A liberdade de expressão da atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença, é
direito constitucionalmente garantido, inclusive com status
de cláusula pétrea (artigo 5º, IX, da
CF).
Nessa condição, desde que obedecidos critérios
de razoabilidade, é inviável que se impeça
o acesso às manifestações do pensamento,
sob pena de violação ao que preceitua o artigo
220, § 2º, da CF ("é vedada toda e
qualquer censura de natureza política, ideológica
e artística"), acrescentando-se, aqui, ser o
requerente pessoa pública, em exercício de
cargo político, fato que, por si só, desperta
maior interesse da população a respeito de
sua vida pública e privada.
Nessa mesma linha, o entendimento do Egrégio Tribunal
de Justiça do Estado, conforme decisão proferida
no julgamento da Apelação Cível nº
70037367687, de lavra do Des. Luiz Felipe Brasil Santos,
que ora adoto como razões de decidir, diante de sua
pertinência ao caso concreto:
"Acerca dos direitos constitucionais de livre expressão
à atividade intelectual e de comunicação,
independentemente de censura ou licença, contraposto
ao preceito de que são invioláveis a intimidade,
a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando
o direito à indenização pelo dano material
ou moral decorrente de sua violação, ensina
a doutrina de Sérgio Cavalieri Filho que esses dois
princípios constitucionais se confrontam e devem
ser conciliados com o princípio da proporcionalidade.
Acrescenta que se costuma ressalvar, no tocante à
inviabilidade da intimidade, a pessoa dotada de notoriedade,
principalmente quando exerce vida pública. Fala-se,
então, nos chamados `direito à informação
e direito à história, a título de justificar
a revelação de fatos de interesse público.
Entende-se que, nesse caso, existe redução
espontânea dos limites da privacidade (como ocorre
com os políticos, atletas, artistas e outros que
se mantêm em contato com o público). Avança
em sua lição para dizer que dois são
os componentes da liberdade de informação
jornalística: o direito de livre pesquisa e divulgação
e o direito da coletividade de receber notícias que
correspondam a uma realidade fática. Os órgãos
de comunicação, é verdade, não
estão obrigados a apurar, em todos os casos, a veracidade
dos fatos antes de torná-los públicos. Se
tal lhes fosse exigido, a coletividade ficaria privada do
direito à informação, que deve ser
contemporânea às ocorrências, sob pena
de tornar-se caduca e desatualizada, perdendo sua finalidade.
Se extrapolar limites, quer por sensacionalismo, quer por
falta de cuidado, quando surgirá o dever de indenizar".
Na hipótese, não se constata, em uma análise
preliminar, qualquer violação aos direitos
do autor, diante da certeza de que à imprensa e aos
particulares em geral é dado o direito de divulgar
as informações que entendam relevantes, ainda
que de caráter desabonatório, mantido, como
sobredito, o respeito aos direitos individuais daquele que
é objeto da informação prestada.
Dessa forma, não havendo indício de que as
notícias sejam inverídicas ou de que tenham
extrapolado os limites do tolerável, não se
sustenta a tese defendida pelo requerente.
Outrossim, ressalte-se que não há urgência
no provimento, porquanto as notas vêm sendo divulgadas
há tempo considerável (a mais antiga em 2003
e a mais recente em 17 de junho de 2011), razão pela
qual indefiro a medida liminar pleiteada. Intimem-se. Cite-se.
(ass). Anaísa Accorsi Peruffo, juíza de Direito.
Torcida gremista deu trabalho à Justiça
catarinense
Do site Espaço Vital
O programa Justiça Presente (JP) registrou sete
ocorrências no domingo (25), durante a partida entre
Avaí e Grêmio, no Estádio da Ressacada.
Todos os envolvidos eram da torcida gaúcha.
Os torcedores J. T. S. J. e S. C., durante abordagem no
portão de entrada visitante, foram flagrados com
dois cigarros de maconha cada um. Levados ao JP, eles aceitaram
a proposta de transação penal oferecida pelo
Ministério Público, pela qual terão
de pagar, individualmente, R$ 700 a duas instituições
filantrópicas de Florianópolis.
Antes do início da partida, um grupo de três
torcedores de 19 anos foi flagrado na entrada do estádio
com sinalizadores dentro dos tênis. O trio foi encaminhado
ao JP e aceitou a transação penal. Cada um
terá de pagar R$ 275 à Orionópolis
Catarinense, entidade que atende pessoas idosas e com deficiências
múltiplas.
Um adolescente de 17 anos também teve de ir ao JP
por conta de um sinalizador escondido em seu tênis.
Ele também aceitou a transação penal,
consistente no pagamento de R$ 275 à Orionópolis,
e foi liberado.
Durante o jogo, um policial notou que um torcedor se encontrava
na arquibancada visitante com um sinalizador em mãos.
Ele foi levado ao JP mas, por estar em liberdade provisória
referente à prática de furto, o MP deixou
de oferecer-lhe o benefício da transação
penal. Neste caso, os autos foram encaminhados ao Juizado
Especial Criminal da Capital para as providências
cabíveis.
Fizeram parte da equipe do Justiça Presente, na partida
vencida pelo Grêmio, o juiz de direito Paulo Marcos
de Farias, o promotor de justiça Alceu Rocha e o
advogado Sandro Barreto. (Com informações
do TJ-SC).
Fofocas da Corte
Por Sérgio Ros
De Brasília
*Uma comitiva de cerca de 15 comensais participou de um
jantar em Nova Iorque quando a presidenta esteve na ONU
para discursar. Findo o regabofe, veio a conta. Dona Dilma
ordenou que cada um pagasse sua parte, que foi rateada entre
todos os participantes do ágape....E sem cartão
corporativo, com dinheiro vivo mesmo foi feito o pagamento.
*Outra da presidenta: nas viagens internacionais que tem
feito, ela não dá mole. Enquanto o antecessor,
Lula da Silva ia pro seu compartimento no avião e
descansava, a presidenta vai ao longo do trajeto chamando
seus assessores para o trabalho.
Do boletim do Adeli
SUGESTÕES (I)
“Por sentir o amargor cotidiano das notícias
sobre a destruição de áreas que deveriam
ser preservadas em defesa da vida e da natureza, estou sugerindo
que sejam tomadas medidas no sentido da instalação
de poços artesianos em áreas de risco, o que
facilitaria o combate ao fogo que destrói estas áreas.
O investimento é barato e as consequências,
acredito que desejadas, desde que as possíveis licitações
sejam controladas”. --- Francisco
SUGESTÕES (II)
“Com referência ao Arroio Dilúvio, sugiro
que o conteúdo do mesmo seja oferecido a alguma empresa
de produção de adubos, visto o material ser
compatível, o que nos permitiria a definitiva limpeza
de tal arroio”. --- Francisco
ANGÉLICA RIZZI PARTICIPA DO 31º SARAU
LITERÁRIO ZONA SUL NO IAIÁ BISTRÔ
A cantora, compositora, jornalista, poeta e escritora Angélica
Rizzi faz participação especial dentro de
“Mega Sarau de Iaiá” no Iaiá Bistrô
(Rua Chavantes, 636, Vila Assunção). O evento
ocorre nesta terça-feira (27.09), às 19h30min.
Angélica vai ler poemas de sua autoria que podem
ser encontrados nos seus cinco livros de poesia lançados
até agora: “Prisioneiro da Paixão”;
“Poesia para todos”; “Palavras”;
“Existir” e “Parando para pensar”.
O Mega Sarau de Iaiá ocorre dentro da comemoração
do 2º aniversário do Iaiá Bistrô,
com organização da poeta Cristina Macedo,
e contará com mais de 15 convidados, além
de pocket show com Rosa do Carmo (voz) e Joel Moraes (violão)
e ainda, exposição de aquarelas e mosaicos
de Vera Spiess.
No próximo dia 14 de outubro, uma sexta-feira, às
19h, a escritora lança o segundo título da
trilogia “Clube dos Solitários”, que
conta a história do sócio fundador do Clube
Alan Garavacchi. O primeiro título que dá
nome à trilogia, aborda o universo de personagens
que buscam reafirmar sua identidade através de uma
conduta niilista que os levaria a uma espécie de
redenção pessoal. A obra é carregada
de intertextualidade, flertando freqüentemente com
outros escritores e obras literárias, e outras artes
como música e cinema. “Clube dos solitários”
(Editora VCS) é uma homenagem da autora gaúcha
a Jack Kerouac, escritor norte-americano que serviu de inspiração
para o livro de contos e que é tido como o nome maior
da literatura beat.
Mais sobre Angélica Rizzi
A artista prepara atualmente o lançamento de seu
novo CD “Angélica Rizzi à italiana”,
que trará releituras de canções folclóricas
italianas, canções próprias e boas
surpresas para os amantes da música italiana no Brasil.
E Ainda, uma vez por mês, no Centro Cultural CEEE-Érico
Veríssimo (Andradas, 1223, Centro POA), apresenta
o “Sarau Poetas Iluminadas”, onde entrevista
artistas mulheres que se destacam na área cultural
e artística da cidade.
Agendar entrevistas com Angélica Rizzi entrar em
contato com
Guto Villanova
Jornalista
Assessor de imprensa
FECHANDO A TORNEIRA
Por Carlos Chagas
Até que enfim algo digno de louvor no ministério
do Turismo, agora sob nova direção. O ministro
Gastão Vieira assinou portaria, ontem, suspendendo
o pagamento de todos os convênios celebrados com Organizações
Não Governamentais para prestação de
serviços de promoção de eventos e de
cursos de treinamento de qualificação profissional.
Interrompe-se, assim, a lambança que vinha de diversas
administrações anteriores, quando ONGs fajutas,
que nem sede tinham, mamavam nas tetas do governo. Eram
e são dirigidas por amigos, correligionários
políticos e até bandidos ligados aos detentores
do poder. Até agora não escapa ninguém,
porque as ONGs já foram em grande parte criadas pelo
PMDB, no governo José Sarney, pelo PRN, no governo
Fernando Collor, só não fazendo sua festa
no governo Itamar Franco, mas multiplicadas pelo PSDB, no
período de Fernando Henrique, e pelo PT, na administração
do Lula.
Elas se intitulam não governamentais e deveriam,
assim, buscar recursos na iniciativa privada, mas fora as
exceções de sempre, valem-se dos cofres públicos
e dos governantes da época. Esse primeiro exemplo
do ministro do Turismo, fechando a torneira, é digno
de ser seguido pelos demais ministérios, porque não
há um, sequer, que não esteja infestado de
ONGs.
Gastrão Vieira pediu o auxílio do Tribunal
de Contas da União, que promoverá ampla auditoria
nos contratos celebrados pelo ministério do Turismo,
em gestões anteriores, com entidades que nenhum serviço
prestavam, senão à conta bancária de
seus diretores.
Já que se fala de uma iniciativa elogiável,
fica no ar a pergunta: não estaria na hora, também,
de o governo começar a passar a vassoura nas chamadas
terceirizações, tão a gosto do neoliberalismo,
mas outro antro de roubalheiras e explorações
dos recursos públicos? Empresas de prestação
de serviços de segurança, limpeza, promoções,
jornalismo, exploração de rodovias e ferrovias,
pedágios e até acompanhamento psicológico
existem aos montes, sugando o tesouro nacional e remunerando
miseravelmente seus servidores, sem quaisquer garantias
trabalhistas. Se a hora é da faxina, que tal limpar
também o porão?
QUEREM O LUGAR DELA
Vale começar com outra historinha. No final da II
Guerra Mundial o comandante dos exércitos inglêses,
general Alanm Brooke, queixou-se ao rei Jorge VI de que
o general Bernard Montgomery, grande vencedor dos alemães,
queria o lugar dele. Com toda fleugma, o rei repondeu: “ele
quer o seu lugar? Pensei que fosse o meu...”
Deve cuidar-se a presidente Dilma, apesar de haver reagido
bem às tentativas de atropelar suas atribuições.
Primeiro foi Antônio Palocci, logo catapultado. Depois,
Nelson Jobim, igualmente mandado para o espaço. Agora,
as investidas vem de fora do ministério. José
Dirceu? José Sarney? E quem sabe... (cala-te boca!)
A TENTAÇÃO DE MARTA
Vamos ver se a senadora Marta Suplicy resiste às
tentações. Perdeu todas as chances de sair
candidata pelo PT à prefeitura de São Paulo.
O lançamento de Fernando Haddad pelo ex-presidente
Lula, mais a adesão do grupo majoritário no
partido ao ministro da Educação, o Construindo
Um Novo Brasil, inviabilizam qualquer sonho da ex-prefeita
de retornar ao Ibirapuera. Só que ela insiste na
realização de previas no âmbito dos
companheiros menos comprometidos com as cúpulas.
Caso saia vitoriosa, ou ao menos com boa votação,
fará o quê? Pela lógica, deve submeter-se
à decisão dos dirigentes, mas abre-se outra
alternativa: sair do PT e candidatar-se por uma legenda
menor. Já existem duas que andam atrás dela,
porque condições, certamente teria de bater
Fernando Haddad, Gabriel Chalita e penduricalhos. Vamos
ver até onde ela resiste.
A CHUVA E O APAGÃO
Depois de 110 dias, choveu em Brasília, na madrugada
e na manhã de ontem. Um refrigério, porque
a umidade relativa do ar passou dos 10% de mais de três
meses para 80 ou 90%, índices compatíveis
com a civilização. Como nenhuma graça,
nem da natureza, vem sózinha, o reverso da medalha:
sem mais aquela, pela manhã, a Capital Federal apagou.
No centro comercial, nas movimentadas avenidas, como a W-3,
e no Lago Sul, falou energia. O trânsito, que já
era, ainda mais ficou um cáos, com os semáforos
apagados. Quem trabalhava em computadores menos sofisticados,
perdeu tudo. Nos elevadores, grupos compensavam a prisão
com análises sobre a performance do governador Agnelo
Queirós, cada vez mais perdido nas profundezas. A
explicação para o apagão? A chuva...
MS2 PRODUTORA APRESENTA
PAMPINAK NO 23º FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE
BONECOS DE CANELA-RS
O mundialmente conhecido grupo de teatro de bonecos espanhol
Pampinak (ex-Bosquimanos Koryak), produzido no Brasil com
exclusividade pela MS2 Produtora de Porto Alegre, vem ao
país para 03 apresentações dentro da
programação do 23º Festival Internacional
de Teatro de Bonecos de Canela-RS. Trazendo o inebriante
espetáculo “El Truco de Olej” (“O
truque de Olej”), os artistas espanhóis prometem
encantar o público do Festival com três sessões
de El Truco no domingo 02 de outubro. A primeira ocorre
às 10h; a segunda às 15h30min; e a última
no encerramento oficial do evento, às 20h30min. As
três apresentações ocorrem no mesmo
local Teatro Municipal de Canela (Rua Santa Terezinha s/n°
próximo da Praça João Correa). Um espetáculo
imperdível para crianças, jovens e adultos.
Mais informações acesse: http://www.bonecoscanela.com.br
No dia 04 de outubro, Pampinak viaja à Fortaleza
para uma apresentação especial de “El
Truco de Olej” no Festival de Teatro Infantil do Ceará,
no Centro Cultural Dragão do Mar.
Mais informações em http://www.dragaodomar.org.br/index.php
PAMPINAK
Grupo Pampinak, antigo Bosquimanos Koryak, iniciou suas
atividades no ano de 2002 na capital uru¬guaia Montevidéu.
O grupo de artistas está atualmente em turnê
pelo mundo com o espetáculo “El truco de Olej”
(“O truque de Olej”), que conta a história
de um me¬nino ajudante do mestre de cerimônias
de um circo, cujo maior sonho é se tornar um grande
mago e mostrar seus truques. Com boas doses de humor, poesia
e magia “El Truco de Olej” é uma fantástica
experiência visual e sonora para todas as idades.
Utilizando bonecos que medem de 80cm a 5 metros de altura,
Pampinak une a escola do Teatro Negro de Praga e a arte
milenar japonesa do Bunraku. Um espetáculo de nível
internacional, simplesmente imperdível, que no Brasil
é produzido com exclusividade pela MS2 Produtora
de Porto Alegre.
GRUPO ESPANHOL PAMPINAK NO 23º FESTIVAL INTERNACIONAL
DE TEATRO DE BONECOS DE CANELA-RS
O que: Espetáculo "El truco de Olej" do
grupo espanhol de teatro de bonecos Pampinak
Onde:
Teatro Municipal de Canela (Rua Santa Terezinha Sem Número,
próximo da Praça João Correa)
Quando:
02 de outubro, domingo, três sessões no mesmo
local às 10h, 15h30min e 20h30min (encerramento oficial)
Ingressos:
R$ 25,00
Desconto de 50% para idosos
* Local dos pontos de venda acessar www.bonecoscanela.com.br
Ou compre online via www.byticketingressos.com.br
Informações: 54 32824066 e 54 32820964
Agendar entrevistas com artistas do Pampinak com
Guto Villanova
Jornalista
Assessor de imprensa – MS2 Produtora e outros
De São Borja
Lasier Martins esteve ontem em S. Borja. Viajou ao meio-dia
no jatinho do Celso Rigo, dono do PRATO FINO pra terra dos
presidentes
Comentário de um maldoso no La Barca: o BELMONTE(
RADIALISTA Eduardo Belmonte) popular "Prato Fino"
é patrocinado pelo arroz do homem e nunca andou de
avião ....
Lasier esteve em S. Borja apresentando seus programas na
rádio Gaúcha de lá.
AINDA A LEGALIDADE

CAUSOS PITORESCOS
(PESQUISA ANTÔNIO GOULART, DA REVISTA PRESS)
MARINO CUNHA
VIU O SOLDADO
NO "ALÇAPÃO"
Marino Cunha, locutor da Rede da Legalidade, que era da
rádioGaúcha( segundo locutor) contou num seminário
na Casa de Cultura que ele assistiu naqueles dias que passou
lendo notícias nos chamados porões do Palácio
Piratini muitas cenas, algumas de gente com muita medo.
Principalmente da noite em que se noticiava a chegada dos
tanques da Serraria pra atacar o palácio.
Segundo Marino, um bombeiro, ou soldado que andava pelo
palácio, entrou num alçapão que havia
no porão e de lá só saiu na manhã
seguinte. Passou toda a noite acocorado dentro do pequeno
cubículo protegendo-se de um possível ataque.
FEIRA DO LIVRO
TEM NOVO PATRONO
A 57 feira do livro de Porto Alegre não terá
patrono: será uma patrona....
Ontem, em café da manhã no restaurante Moeda,
no Santander Cultural, a Câmara Riograndense do Livro
deu a conhecer o novo patrono, que substituirá Paixão
Cortes.
Jane é portoalegrense e diretora do Instituto de
Letras da UFRGS.
Sua idade não foi revelada.
Os outros candidatos foram Airton Ortiz, Luiz Coronel e
Celso Gutfreind..
Não o secretário estadual da cultura, Assis
Brasil e nem o municipal, Sergius Gonzaga compareceram ao
anúncio do novo patrono. Mandaram representantes.
A feira do Livro parece este ano menos midiática.
PDT Paraná abraça João Vicente
Goulart
À noite haverá encontro com os leitores da
Rede PDT
Assessoria PDT-Rede- O ex-deputado João Vicente Goulart,
filho de João Belchior Marques Goulart e Maria Tereza
Fontella Goulart (foto ao lado), desembarca nesta segunda-feira
(26/09) as 11h50min no Aeroporto Afonto Pena, em São
José dos Pinhais, onde será recebido por dirigentes
e militantes pedetistas. O PDT está mobilizado para
recebê-lo esta semana também em outras cidades,
como Pontal do Paraná terça à noite
e Paranaguá, quarta ao amanecer. Londrina já
realizou encontro preparatório, no sábado,
com a presença do prefeito Barbosa Neto aproveitando
para apresentar novos filiados e pré-candidatos a
vereador às eleições de 2012, conforme
informou o presidente do PDT londrinense, Roberto Coutinho.
Visita do filho do presidente Jango - Londrina recebe na
próxima quarta-feira (28), a visita do ex-deputado
João Vicente Goulart, filho do saudoso Presidente
Jango. Ele participa na cidade de homenagens a seu pai João
Belchior Marques Goulart, ex-presidente da República,
lembrando da Campanha da Legalidade liderada pelo então
governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que em
1961 despertou o país contra uma grave crise política
e institucional assegurando a posse de Jango. Quarta, às
20h, João Vicente profere palestra com o este tema
no auditório da Rádio Brasil Sul. A entrada
será livre. O auditório da Rádio Brasil
Sul fica na rua Ebio Ferraz de Carvalho, 699.
Mensagem de Barbosa Neto
Barbosa Neto, Prefeito - Em nome dos londrinenses, cumprimento
a Liderança do PDT na Assembléia Legislativa
por esta oportuna iniciativa de propiciar a vinda ao Paraná
do ex-deputado João Vicente Goulart, filho do memorável
Presidente Jango, numa visita que nos concede a oportunidade
histórica de comemorar juntos o meio século
da Campanha da Legalidade liderada por Leonel Brizola, que
em 1961 garantiu a posse de João Belchior Marques
Goulart na Presidência da República. Nesta
saudação queremos destacar, entre os amigos
e colaboradores da Rede PDT, que os ideais trabalhistas
forjados por Jango, Brizola e tantos outros lutadores do
povo, como nosso Léo de Almeida Neves, continuam
vivos em Londrina com ações da administração
do PDT como a Escola de Tempo Integral, a geração
de empregos, a estatização de empresas e o
fortalecimento do serviço público, em especial
a saúde, oportunizando vida digna e os direitos para
a população. Convoco todos os pedetistas e
amantes da história do Brasil a prestigiarem as atividades
da agenda do ex-deputado João Vicente Goulart. Venha
participar!
Aviso aos navegantes
Celso Nascimento/Gazeta do Povo - A semana que se inicia
pode ser a decisiva para a definição partidária
do ex-deputado Gustavo Fruet, candidato a prefeito de Curitiba
pela oposição. O presidente estadual do PDT,
Osmar Dias, já tem certeza de que a sigla escolhida
é a sua. O anúncio, segundo ele, será
na quinta-feira, em entrevista coletiva. Fruet, contudo,
reluta em confirmar – ultimamente escolado com o contra-fogo
imediato dos adversários a cada passo político
que antecipa. Por isso, prefere a surpresa até o
último minuto. Enquanto isso, porém, o ex-senador
Osmar Dias trata de “limpar a área” para
o ingresso do ex-tucano no PDT. Uma das providências
que tomou ontem foi a de ligar para dois dos três
vereadores do partido – Jairo Marcelino e Roberto
Hinça – para deixá-los livres para abraçar
outra legenda... (leia mais)
Fruet no PDT
Blog do Zé Beto - Na segunda-feira Gustavo Fruet
assina ficha de filiação ao PDT. Palavra de
quem circula na órbita dele. Pode até ser
que ainda não anuncie o fato, mas que vai confirmar
o esperado, ah, isso vai.
A CAMINH0 DO PDT
Gustavo detona Beto, Ducci e PSDB
“Beto Richa me prometeu o comando da executiva municipal
do PSDB. Derosso e Luciano Ducci vetaram e o Beto Richa
ficou com eles e silenciou”.
Danilo Thomaz/Revista Época - Conhecido por sua atuação
combativa em Brasília, principalmente na CPI do Congresso
que investigou o mensalão, em 2005, o ex-deputado
federal Gustavo Fruet, do Paraná, aparecia frequentemente
listado como uma das mais importantes lideranças
da oposição ao governo petista. Em julho,
porém, Fruet deixou o PSDB com o discurso de que
precisava recomeçar sua carreira política.
Derrotado nas eleições para o Senado no ano
passado, ele diz que esperava contar com o apoio do governador
do Paraná, Beto Richa (PSDB), para se qualificar
como pré-candidato à prefeitura de Curitiba
no ano que vem. Isso não ocorreu, e, agora, Fruet
está mais próximo de partidos que compõem
a base do governo Dilma Rousseff, como PDT e PCdoB... (leia
mais)
Tarso Cabral Violin/Ponta Grossa- Nesta segunda-feira, em
Curitiba, Gustavo Fruet assinará ficha de filiação
ao PDT. É o que se espera. Aliás, quem têm
confirmado isso é um sem par de pessoas que gravitam
em torno dele. Daqui, uma vez confirmado o ingresso de Gustavo,
ao PDT, seguirá imediatamente para Curitiba, o presidente
da executiva municipal do PDT, o Márcio Pauliki,
o qual, nas eleições para o Senado, no ano
passado, dividiu-se entre Gleisi Hoffmann e Gustavo Fruet,
mesmo tendo liberado parte do seu grupo para também
apoiar a candidatura de Ricardo Barros, igualmente candidato
a uma das vagas no Senado da República. Vale dizer
que, em relação ao ex-senador Osmar Dias,
que deverá apadrinhar o ingresso de Gustavo Fruet,
ao PDT, o Márcio Pauliki tem laços de amizade
igual. E Pauliki acredita que o ingresso de Gustavo, ao
PDT, coloca o partido com reais chances de vencer as eleições
na Capital e com possibilidades, também, de inflar
candidaturas pedetistas em outros pontos do Paraná.
André Gonçalves/Conexão Brasília-
O deputado federal Fernando Giacobo deve nomear nesta segunda-feira
uma nova direção provisória do partido
em Curitiba. O objetivo é afastar o ex-deputado estadual
Carlos Simões, que se também se coloca como
pré-candidato a prefeito. Além disso, o PR
também estava nos planos do ex-tucano Gustavo Fruet.
Segundo Giacobo, o acordo com Fruet não saiu porque
ele rejeitou os convites para se filiar à sigla.
Cristovam e Reguffe entre os políticos mais honestos
Cláudio Humberto/Jornal do Brasil - Pesquisa Mark/CH
pediu a 1.026 eleitores que espontaneamente citassem o político
que consideram o mais honesto, no DF, e também o
mais corrupto. O senador Cristovam Buarque lidera as citações
de honestos, com 5,5%, seguido do deputado Antônio
Reguffe, também do PDT, com 3,4%. Em terceiro e quarto
“mais honestos” aparecem os ex-governadores
Joaquim Roriz (2,8%) e José Roberto Arruda (2,6%).
57 feira do livro
*Lançamento,ontem, no Moeda café, foi em
estilo mais soft do que outras ocasiões. Menos perguntas
apenas uma coletiva da nova patrona...
*Praça da Alfandega estará praticamente liberada
pra feira. Só faltará uma parte na frente
da CEF que ainda terá obras.
*Nova assessoria de imprensa na 57 feira do livro ficou
com a empresa Martha Becker. Sempre era feita pela Cristiane
Ostermann,que sempre atendeu bem os coleguinhas
*Não houve quem não associasse a saída
do Ruy Ostermann, da Gaúcha, com a não contratação
da filha pra trabalhar como divulgadora da feira do livro...sabe
como é, rei morto, rei posto.
*Publivaron é a nova agência da Feira do Livro.
Diretor é Samir Salimen. Ele já foi da Competence.
IMPRENSA

Bancários em greve
e o BANCÁRIO NAS RUAS
ontem, dia 27/09, a turma dos bancários fazia piquete
na frente do Banco do Brasil, na uruguai, enquanto na esquina,
uma outra piqueteira distribuía O BANCÁRIO,
tiradinho de véspera e com notícias frescas
pra população. Poucos sindicatos tem estrutura
pra poder falar direto com a população, como
sindibancários.A tiragem deste edição
chegou a 7 mil exemplares.
Por que será, não foi ao ar porque????
Sensação nos meios da Assembléia Legislativa
do Estado ontem , dia 27/09 era saber o motivo pelo qual
não foi ao ar reportagem do repórter GIOVANI
GRIZOTTI sobre diárias do próprio parlamento
gaúcho.
Algumas especulações:
Faltou gravações(sonoras) com deputados.
Nenhum teria aceito gravar
Mas a p0ergunta continua no ar...
E um conhecido deste repórter jura que viu no RBS
TV de segunda, dia 26.09, esta matéria. O teleespectador
sonhou, viu uma chamada ou o que??
Mistério pra detetive desvendar...
ZERO HORA DEU
MAS A ZERO DE ONTEM, DIA 27.09 DEU A MATERIA DO GIOVANI
GRIZZOTTI SOBRE DIÁRIAS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
DO ESTADO. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS???
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:
Lunes, 26 de septiembre de 2011
EL PROYECTO, QUE TIENE MEDIA SANCION EN BRASIL, SERIA BLANCO
DE SABOTAJES
La Comisión de la Verdad presionada
La diputada socialista y ex alcaldesa del PT Luiza Erundina
denunció que el lobby de los
militares actúa para impedir que la Comisión
pueda revelar los crímenes de la dictadura.
Dilma dio pasos concretos a favor de la Comisión
de la Verdad.
Por Darío Pignotti - Desde Brasilia
Presiones cuarteleras, cuándo no. La Comisión
de la Verdad sobre los crímenes perpetrados por la
dictadura brasileña, aprobada el miércoles
pasado en Diputados, merced al empeño político
de la presidenta Dilma Rousseff, fue poco menos que mutilada
por la presión discreta de las Fuerzas Armadas, o
parte de ellas, cuyo brazo ejecutor fueron “sus aliados
de siempre, los políticos de la derecha y la prensa
conservadora”, resume Luiza Erundina. Ex alcaldesa
de San Pablo por el Partido de los Trabajadores y en la
actualidad una de las diputadas que expresan las reivindicaciones
de los organismos de derechos humanos, Erundina presiente
que los mismos engranajes capaces de hacer que Brasil esté
“a la cola de la verdad histórica en América
latina siguen conspirando” para perpetrar su último
servicio a la impunidad: sabotear la labor de la Comisión
que aún espera el voto de la Cámara de Senadores.
“No tengo ninguna duda, y lo digo con conocimiento
porque es un tema en el que he trabajado desde hace muchos
años, continúa actuando el lobby de los militares
para impedir que la Comisión pueda lograr su cometido
y revelar los crímenes de la dictadura, la táctica
de la obstrucción está en pie”, declaró
Erundina.
El miércoles, Diputados concedió media sanción
al proyecto enviado por el ex presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, propuesta que motivó una crisis a
fines de 2009, cuando los jefes de las Fuerzas Armadas se
declararon en virtual insubordinación con la venia
del entonces ministro de Defensa, Nelson Jobim. En los ’70
Dilma combatió con las armas a la dictadura y tras
su llegada al Palacio del Planalto asumió la pelea
contra el olvido con más convicción que su
compañero Lula, y en sólo 9 meses de gestión
dio pasos efectivos hacia el esclarecimiento de asesinatos,
desapariciones y torturas. El primero fue deshacerse del
aceitoso Jobim, más subordinado a los generales que
al poder civil, y luego instruyó al nuevo ministro
de Defensa, Celso Amorim, para que, junto a la ministra
de Derechos Humanos, Maria do Rosario Nunes, y el de Justicia,
José Eduardo Cardozo, operen para limar resistencias
en los cuarteles y el Parlamento.
Luiza Erundina, que dejó el PT de Rousseff y Lula,
para afiliarse al Partido Socialista, opina que “el
precio pagado por el Ejecutivo para llegar a un consenso
y lograr la votación favorable en Diputados fue excesivo”.
El texto elaborado por el gobierno “ya era originalmente
muy cauteloso desde su concepción, pues para no incomodar
a los militares, se descartó la posibilidad de que
las pruebas obtenidas en la Comisión de la Verdad
puedan ser giradas a la Justicia, o sea ya se admitía
desde el Planalto que nunca se procesará a los sospechosos”,
y quedará en pie la Ley de Amnistía, legado
del general-presidente Joao Baptista Figueiredo.
A lo anterior se suma que en Diputados “fue mitigada
la capacidad de acción de la Comisión, a través
de exigencias de última hora planteadas nada menos
que por parte del partido Demócratas, el que se formó
con los herederos de la dictadura”.
“Alguien debería preguntar por qué será
que a la Comisión le dieron nada más que dos
años de tiempo para investigar, por qué será
que no tiene presupuesto propio y por qué se le exige
que investigue violaciones de los derechos humanos entre
1946 a 1988, en lugar de que los esfuerzos se concentren
en la dictadura, todo eso es para enflaquecerla.”
El parecer de Erundina es minoritario en el Parlamento,
donde el proyecto fue aprobado por aclamación, contando
con el apoyo de fuerzas opositoras, incluso el Partido de
la Socialdemocracia Brasileña (PSDB), del ex mandatario
Fernando Henrique Cardoso. “Este romance político
de Dilma y Fernando Henrique fue muy importante, está
comenzando a dar frutos concretos porque influyó
decisivamente para que hayamos podido aprobar la Comisión
de la Verdad”, razona Domingos Dutra, diputado del
PT.
Presidente de honor del PSDB, Cardoso telefoneó a
los congresistas de su agrupación para que voten
a favor de la Comisión. “Eso es algo bueno
para el país, no tiene sentido prolongar las peleas
que vienen del tiempo del presidente Lula, entre el PT y
el PSDB”, planteó el diputado petista Dutra,
más optimista que la socialista Erundina.
Congresistas del gobierno aún abrigan la esperanza
de que en algún momento sea abolida la Amnistía
y observan a la Comisión de la Verdad como “un
paso dentro de un proceso histórico, que esperamos
no se agote en averiguar lo que sucedió, esperamos
que algún día se haga justicia”, redondeó
Dutra.
Fuente: Pagina 12
Coleguinhas
*Paulo Gerson Antunes de Oliveira, o PAULINHO FUMAÇA,
esteve na Assembléia Legislativa na segunda passada,
26.09 visitando seu colega João Carlos Terlera. Terlera
também recebeu " longo " telefonema do
antigo chefe na zero hora, Carlos Machado Fehlberg, que
reside tem Floripa(SC)
*O apelido de PAULINHO FUMAÇA vem dos tempos da
Folhinha da Man hã e de O GLOBO. o motivo: óbvio
demais....
ARGENTINA: RETA FINAL DA CAMPANHA PARA PRESIDENTE
Olides.
Estou viajando amanhã para o Uruguai. Ok. Inauguração
de uma nova plataforma da Aerolineas Argentinas, no aeroporto
internacional de Carrasco, um aeroorto novo e moderno. Pela
foto da para ver como ficou bonito. O Aeroporto Internacional
de Carrasco é o principal aeroporto do Uruguai e
está localizado a poucos quilômetros de Montevidéu,
a capital do país. O antigo aeroporto foi inaugurado
em 1947, e hoje seu novo e moderno terminal construído
e mantido pela iniciativa privada atende com conforto todos
os passageiros que por ele passam diariamente. O terminal
conta com oito portas de embarque e esta comparado com qualquer
outro aeroporto do mundo tal as modernas instaçaões
que dão conforto aos pasageiros. De lá, chegam
e partem dezenas de voos diários da Aerolineas Argentinas
para diversas cidades da América do Sul. A rota mais
comum é feira tipo ponte aérea co aviões
da AA, que liga o Aeroparque Jorge Mewber, em Buenos Aires
ao aeroporto de Carrasco.
Um abraço Olides. Aeroporto de Carrasco
ARGENTINA: RETA FINAL DA CAMPANHA PARA PRESIDENTE
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides.
Daqui a exatamente três semanas e cinco dias (23 de
outubro ), pela sétima vez desde a volta da democracia
em 1983, os argentinos irão às urnas para
eleger o presidente da República. As pesquisas indicam
de forma unânime que Cristina Kirchner seria reeleita
com ampla margem de votos (de 52% a 55%) para outros quatro
anos no comando da Casa Rosada, o palácio presidencial.
A oposição – marcada por profundos antagonismos
– além de fracassar em todas as tentativas
de armar uma frente comum contra o kirchnerismo nos últimos
dois anos, protagonizaria o pior desempenho eleitoral desde
a volta da democracia em 1983.

Cristina Kirchner. A espera II
Os analistas ressaltam que o novo mapa do poder na Argentina
ficou praticamente definido desde as eleições
primárias dos partidos políticos do dia 14
de agosto, quando Cristina obteve 52% dos votos. O segundo
colocado, Ricardo Alfonsín, da União Cívica
Radical (UCR), ficou 40 pontos percentuais abaixo, com apenas
12,4% dos votos. Nunca antes na História da tumultuada
política argentina houve uma diferença de
tal magnitude entre o primeiro e o segundo colocado. Os
analistas também destacam com ironia que as primárias
foram “a pesquisa de intenção de voto
mais cara do mundo”, já que – por ser
obrigatória – levou às urnas mais de
70% dos eleitores argentinos.
“A sensação é que estas eleições
de outubro serão um mero trâmite burocrático”,
sustenta o cientista político Fabian Bosoer, professor
de ciências políticas e relações
internacionais da Universidade de Buenos Aires.
“Existem sete chapas que se candidatam formalmente
à presidência. Mas, é um torneio cujo
resultado principal todos conhece de forma antecipada”,
explica.

Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical
(UCR),
Logo após as primárias Alfonsín teve
de ficar de cama por vários dias por causa de uma
pneumonia que, afirmam seus críticos com ironia,
agravou-se com “a frieza do eleitorado” nas
urnas. O ex-presidente Eduardo Duhalde (2002-2003) –
candidato do peronismo dissidente, que ficou em terceiro
lugar, com 12,16% – também se deprimiu com
os resultados e refugiou-se em um centro para tratamento
antiestresse durante uma semana. Elisa Carrió, da
Coalizão Cívica, que obteve somente 3,2% dos
votos (nas presidenciais de 2007, ficou em segundo lugar,
com 25%), admitiu com amargura: “97% da sociedade
não gosta de mim”. Depois, partiu para mini-férias
no México. Ao voltar, praticamente abandonou a campanha
eleitoral, para desespero de seus candidatos a deputado.

Ex- presidente Eduardo Duhalde
“Nunca houve uma oposição tão
fraca e tão desarticulada”, afirmou ao analista
de opinião pública Carlos Fara. Ele sustenta
que nas eleições do dia 23 de outubro Cristina
“manterá seu volume de votos e talvez até
aumente um pouco. Mas, dificilmente perderia votos”.
No entanto, segundo ele, “haverá uma queda
no volume de votos destinados a Alfonsín e Carrió
que seriam redirecionados para o socialista Hermes Binner,
que nas últimas pesquisas desponta com 14% das intenções
de voto. Enquanto isso, os peronistas dissidentes Eduardo
Duhalde e Alberto Rodríguez Saá ficariam com
a mesma proporção de votos que tiveram nas
primárias.

Maurício Macri, prefeito de Buenos Aires, reeleito.
O prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, líder
do partido Proposta Republicana, de oposição,
avaliou as dificuldades para reverter o cenário das
primárias: “a matemática é cruel.
A diferença de votos do governo com a oposição
e as divisões existentes nesta tornam impossível
uma eventual derrota de Cristina. Ela venceu nas primárias
por méritos próprios e por erros da oposição”.
Perante o cenário de uma nova catástrofe nas
urnas – e com a perspectiva de mais quatro anos de
kirchnerismo – a oposição sofreu ao
longo deste mês em suas fileiras um êxodo de
parlamentares, prefeitos e governadores que começam
a aproximar-se da presidente Cristina para oferecer “colaboração”
no novo mandato, que é encarado como inexorável.
Para os argentinos mais radicais “É um salve-se
quem puder”, Esse foi o caso do deputado Felipe Solá,
um aliado dos Kirchners que depois passou ao Peronismo dissidente.
Ele, até o começo deste ano, era pré-candidato
presidencial de um dos vários grupos da oposição.
Mas, na semana passada, indicou que deixava a oposição.
A declaração foi acompanhada de uma série
de elogios à presidente. Assim, Solá foi recebido
de novo pelo kirchnerismo com elogios e palavras de boas-vindas.
O mesmo cenário está ocorrendo em Córdoba
e Santa Fe, com os respectivos líderes dissidentes
José Manuel dela Sota e Carlos Reutemann.
“Fazer o quê”, disse, Manuel dela Sota
durante uma visita a eleitores em Ramos Mejía, na
Grande Buenos Aires. Depois de aceitar um “tereré”
(um chimarrão frio, típico do Paraguai e do
norte da Argentina) de um simpatizante, virou-se para o
repórter das TV estatal, caminhou uns – isto
tudo sendo filmado e transmitido ao vivo -- passos pela
rua de terra da periferia e parou ao lado de um esgoto ao
ar livre. Ali, arrematou falando baixinho: “a realidade
é que não tem outro jeito. E, a verdade é
que o kirchnerismo recebe de novo qualquer um, se for para
aumentar seu poder. Se até aceitaram o (ex-presidente
e atual senador Carlos) Menem. Tudo cabe dentro do governo…”
A aproximação a Cristina também ocorre
por parte dos industriais, antes arisco com as políticas
intervencionistas do governo na economia. Há duas
semanas 1.500 empresários a ovacionaram nas celebrações
do dia da indústria. “A oposição
não conseguiu apresentar uma proposta econômica
melhor, somente algumas idéias para combater a inflação”,
ilustrou o presidente da União Industrial Argentina
(UIA), José Ignácio De Mendigarim. O setor
ruralista, que em 2008 gerou a pior crise política
do governo de Cristina agora mantém uma relação
pacífica com a presidente.
Olides
Não tenho disposição de relembrar estes
fatos. Correspondem a uma época de minha vida na
qual acreditava que um punhado de jovens idealistas poderia
mudar o mundo, ainda que sem contar com o apoio da maioria
da sociedade. Estivemos ideológica e políticamente
errados, muita gente sofreu por estes erros e não
quero remexer nisto.
Mas Iára não chegou a permanecer presa, pois
o (falecido) dep. estadual Aristides Bertuol (MDB-Bento
Gonçalves) a abrigou em seu apartamento em Porto
Alegre, até que Breno Caldas teve a garantia que
ela não seria presa, quando, então, apresentou-se
na secretaria de segurança e prestou depoimento por
3 ou 4 dias, porém livre.
Eu fui preso por 49 dias no DOPS, sendo 10 deles incomunicável.
Posteriormente, ela, eu e mais 14 militantes da Ala Vermelha
do PC do B fomos julgados pela Justiça Militar e
fomos absolvidos, por falta de provas. Anteriormente, já
havia sido punido pela suspensão na UFRGS, por dois
semestres, juntamente com Carlos Torres da Silva, quando
Carlos Alberto Vieira também foi expulso da Faculdade
de Direito. O “crime” foi a tomada do RU para
protestarmos contra a má qualidade da alimentação
e os preços cobrados.
Em outro nota, em teu blog, publicaste a respeito de minha
participação no Governo do José Augusto
Amaral de Souza, na condição de assessor de
comunicação, função que ocupei
até a chegada do Noé, que era o escolhido
porém precisava se licenciar do Ministério
dos Transportes, onde era assessor de imprensa. 2 anos depois,
foi substituído pelo Ghunter Staub.
Neste período curto, em que fiquei à espera
do Noé, realmente o pessoal do 3o Exército
“exigiu” minha cabeça, mas o Amaral cumpriu
à risca o que estava programado por nós dois.
Posteriormente, ao longo de todo seu governo, fui o Secretário
Geral do Conselho de Desenvolvimdento do Estado, composto
por 4 secretarias mais o BRDE e Banrisul.
Um abraço.
João Francisco de Pinedo Kasper
RBS TV DÁ NOTICIAS
DAS DIÁRIAS DA ASSEMBLÉIA
DEPOIS QUE ZERO HORA DEU ONTEM, A RBS TV TAMBÉM DEU
A MATÉRIA COM O ASSUNTO DAS DIÁRIAS DOS DEPUTADOS
FEITA PELO GIOVANI GRIZZOTTI. FALARAM PELO PODER LEGISLATIVO
O PRESIDENTE ADÃO VILLAVERDE(pt) E O COMPEÃO
DAS DIÁRIAS, VAMOS ASSIM DIZER, O DEPUTADO GILMAR
SOSSELLA QUE SERÁ PRESIDENTE DA CASA DAQUI A DUAS
LEGISLATURAS.
NA NOITE DE SEGUNDA FEIRA, DIA 26.09, UM TELEXPECTADOR
JURA QUE TINHA VISTO NO RBS NOTICIAS A MATERIA DAS DIÁRIAS
DOS DEPUTADOS...
MAS O ASSUNTO FOI CHECADO E A INFORMAÇÃO
É QUE NÃO SAIRA NA SEGUNDA DE NOITE.NA RBSTV
SO FOI VEICULADA ONTEM, QUANDO JÁ ESTAVA NA ZERO.
VAI VER QUE NÃO DEIXARAM A TEVE FURAR A ZERO...
Depoimento de Julio Pacheco
sobre como gravou a
A conversa de Jango com jornalistas
em 4 de setembro de 1961, no Palácio Piratini.
PARTE II

Governador Brizola e o Gal. José Machado Lopes, no
Palácio Piratini.
" Terminada a gravação em seguida correram
pra mim pra ver o que era. O repórter da CRUZEIRO(
a mais importante revista da época) eu dei a matéria
pra eles que foi devidamente editada saiu que a gravação
era minha da Rádio Gaúcha, aquele troço(
nota do redator: no exemplar da CRUZEIRO que está
no MCSHipólito da Costa, não consta esta entrevista
e nem fala nela....)Eu me lembro que telefonei pro Maurício(
trata-se de Maurício Sirotsky, tio de Júlio
e dono da rádio Gaúcha) :
- Olha Maurício, tou com a gravação
aqui que todo mundo quer...
Senti que ele eventualmente até nem se deu conta
...ele me disse:
- Faz o que tu achar melhor.
Eu dei a gravação foi pro CORREIO DA MANHÃ(
jornal carioca) pro Globo, Estadão(Estado de S.paulo)
todos deram devidamente creditado, sem problema nenhum.
Passou o tempo, eu nem sabia mais da existência desta
fita quando a Legalidade fez 30 anos a minha mãe
me telefonou dizeneo que ela tinha uma coisa lá que
ela tinha certeza que eu ia gostar.
Eu fui pra lá, peguei meu filho . Minha mãe
morava no ed. GBOEX e quando cheguei lá ela disse:
- Eu guardei isto aqui pra ti durante 30 anos...
Sabes o que é isto?
- É aquela história do Jango.
Eu botei a gravação estava lá em pleno
estado perfeita. Era um acetato.
Porque eu tirei em seguida.
No dia seguinte da entrevista, eu fui pra Brasília
num Curtis Comander da Varig. O Jango foi de Caravelle.
e nós jornalistas num Curtis Comander C-46. Porto
Alegre-Campinas- Brqasília. Fui e voltei.
O que eu ia fazer lá?
Um guri de 17 anos, uma gravadora embaixo do braço,
acabei de novo tendo sorte. Resumindo, eu peguei esta gravação
fui num estúdio que fazia aqui as gravações
dos comerciais da rádio Gaúcha lá em
1961. Passei prum disco acetato.
LEGALIDADE 30 ANOS
Quando a Legalidade fez 30 anos, Júlio Pacheco ganhou
de volta sua gravação e procurou Marco Antônio
Baggio, na Gaúcha e a entrevista foi reproduzida
num programa do Lasier Martins.
O Cel.Neme pediu a Júlio Pacheco a fita emprestada
e ele a deu e não teve mais a curiosidade de reavê-la.
( Prossegue....)
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:
EL PROYECTO, QUE TIENE MEDIA SANCION EN BRASIL, SERIA BLANCO
DE SABOTAJES
La Comisión de la Verdad presionada
La diputada socialista y ex alcaldesa del PT Luiza Erundina
denunció que el lobby de los
militares actúa para impedir que la Comisión
pueda revelar los crímenes de la dictadura.
Dilma dio pasos concretos a favor de la Comisión
de la Verdad.
Por Darío Pignotti - Desde Brasilia
Presiones cuarteleras, cuándo no. La Comisión
de la Verdad sobre los crímenes perpetrados por la
dictadura brasileña, aprobada el miércoles
pasado en Diputados, merced al empeño político
de la presidenta Dilma Rousseff, fue poco menos que mutilada
por la presión discreta de las Fuerzas Armadas, o
parte de ellas, cuyo brazo ejecutor fueron “sus aliados
de siempre, los políticos de la derecha y la prensa
conservadora”, resume Luiza Erundina. Ex alcaldesa
de San Pablo por el Partido de los Trabajadores y en la
actualidad una de las diputadas que expresan las reivindicaciones
de los organismos de derechos humanos, Erundina presiente
que los mismos engranajes capaces de hacer que Brasil esté
“a la cola de la verdad histórica en América
latina siguen conspirando” para perpetrar su último
servicio a la impunidad: sabotear la labor de la Comisión
que aún espera el voto de la Cámara de Senadores.
“No tengo ninguna duda, y lo digo con conocimiento
porque es un tema en el que he trabajado desde hace muchos
años, continúa actuando el lobby de los militares
para impedir que la Comisión pueda lograr su cometido
y revelar los crímenes de la dictadura, la táctica
de la obstrucción está en pie”, declaró
Erundina.
El miércoles, Diputados concedió media sanción
al proyecto enviado por el ex presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, propuesta que motivó una crisis a
fines de 2009, cuando los jefes de las Fuerzas Armadas se
declararon en virtual insubordinación con la venia
del entonces ministro de Defensa, Nelson Jobim. En los ’70
Dilma combatió con las armas a la dictadura y tras
su llegada al Palacio del Planalto asumió la pelea
contra el olvido con más convicción que su
compañero Lula, y en sólo 9 meses de gestión
dio pasos efectivos hacia el esclarecimiento de asesinatos,
desapariciones y torturas. El primero fue deshacerse del
aceitoso Jobim, más subordinado a los generales que
al poder civil, y luego instruyó al nuevo ministro
de Defensa, Celso Amorim, para que, junto a la ministra
de Derechos Humanos, Maria do Rosario Nunes, y el de Justicia,
José Eduardo Cardozo, operen para limar resistencias
en los cuarteles y el Parlamento.
Luiza Erundina, que dejó el PT de Rousseff y Lula,
para afiliarse al Partido Socialista, opina que “el
precio pagado por el Ejecutivo para llegar a un consenso
y lograr la votación favorable en Diputados fue excesivo”.
El texto elaborado por el gobierno “ya era originalmente
muy cauteloso desde su concepción, pues para no incomodar
a los militares, se descartó la posibilidad de que
las pruebas obtenidas en la Comisión de la Verdad
puedan ser giradas a la Justicia, o sea ya se admitía
desde el Planalto que nunca se procesará a los sospechosos”,
y quedará en pie la Ley de Amnistía, legado
del general-presidente Joao Baptista Figueiredo.
A lo anterior se suma que en Diputados “fue mitigada
la capacidad de acción de la Comisión, a través
de exigencias de última hora planteadas nada menos
que por parte del partido Demócratas, el que se formó
con los herederos de la dictadura”.
“Alguien debería preguntar por qué será
que a la Comisión le dieron nada más que dos
años de tiempo para investigar, por qué será
que no tiene presupuesto propio y por qué se le exige
que investigue violaciones de los derechos humanos entre
1946 a 1988, en lugar de que los esfuerzos se concentren
en la dictadura, todo eso es para enflaquecerla.”
El parecer de Erundina es minoritario en el Parlamento,
donde el proyecto fue aprobado por aclamación, contando
con el apoyo de fuerzas opositoras, incluso el Partido de
la Socialdemocracia Brasileña (PSDB), del ex mandatario
Fernando Henrique Cardoso. “Este romance político
de Dilma y Fernando Henrique fue muy importante, está
comenzando a dar frutos concretos porque influyó
decisivamente para que hayamos podido aprobar la Comisión
de la Verdad”, razona Domingos Dutra, diputado del
PT.
Presidente de honor del PSDB, Cardoso telefoneó a
los congresistas de su agrupación para que voten
a favor de la Comisión. “Eso es algo bueno
para el país, no tiene sentido prolongar las peleas
que vienen del tiempo del presidente Lula, entre el PT y
el PSDB”, planteó el diputado petista Dutra,
más optimista que la socialista Erundina.
Congresistas del gobierno aún abrigan la esperanza
de que en algún momento sea abolida la Amnistía
y observan a la Comisión de la Verdad como “un
paso dentro de un proceso histórico, que esperamos
no se agote en averiguar lo que sucedió, esperamos
que algún día se haga justicia”, redondeó
Dutra.
Fuente: Pagina 12
O mensalão na reta final
Carlos Chagas
Tem-se como provável, no Supremo Tribunal Federal,
que os ministros Joaquim Barbosa, relator, e Ricardo Levandowski,
revisor, terminarão ainda no primeiro semestre de
2012 suas conclusões sobre os 39 réus do mensalão
atualmente processados. As razões finais dos acusados
foram apresentadas e o relator já se encontra trabalhando
para sugerir a condenação ou a absolvição
de cada um. Apesar dos prazos concedidos aos advogados dos
mensaleiros para a última defesa, perante o pleno
do STF, todos os esforços serão feitos para
que tudo se conclua antes das eleições municipais
de outubro do próximo ano. Menos pelo fato de que
nenhum dos réus deverá concorrer a prefeito
ou vereador, mais porque a suprema corte nacional de Justiça
pretende desincumbir-se de uma questão iniciada em
2006.
Além de inócuo, é perigoso especular
a respeito de sentenças judiciais. Os meretíssimos
abominam, principalmente quando a especulação
se confirma. Ouve-se não haver unanimidade entre
os dez ministros que, espera-se, logo serão onze,
com a indicação pela presidente Dilma de quem
substituirá Ellen Gracie, recentemente aposentada.
Juízes julgam de acordo com a lei, não conforme
os ventos que movem a opinião pública, mas
se prevalecesse o sentimento popular a respeito do mensalão,
não escaparia um só dos 39 réus. De
Marcos Valério a Delúbio Soares, de José
Dirceu a João Paulo Cunha e a Roberto Jefferson,
seriam todos condenados. Cadeia? Suspensão de direitos
políticos? Multas e devolução do dinheiro
recebido irregularmente?
Será bom aguardar, agora que se aproxima a reta final.
Tendo presente, no entanto, a esperança de que um
dos maiores escândalos praticados à sombra
do poder público não venha a ficar impune.
CADA UM PAGA O SEU
Semana passada, nas diversas refeições feitas
em restaurantes de luxo pela presidente Dilma e sua comitiva,
em Nova York, fora da agenda oficial, sobressaiu um detalhe:
na hora de pagar a conta não havia qualquer funcionário
da presidência da República, segurança,
diplomata ou bicão pronto para responsabilizar-se
pelas despesas. Se eram sete os comensais, Dilma pedia ao
garçom que dividisse a nota por sete e cada um abria
o bolso ou a bolsa. Como sempre acompanhada pela filha,
a presidente arcava com duas parcelas, mas tudo nas verdinhas,
sem cartões corporativos ou sucedâneos. Afinal,
todos na comitiva haviam recebido ajuda de custo, inclusive
ela. Não deixa de ser singular esse comportamento,
quando a gente olha para o passado.
DESTA VEZ A COISA VAI
Anda exultando o senador Pedro Simon, com o desenrolar da
campanha nacional contra a corrupção. Vem
dando certo a mobilização popular de protesto
diante dos desvios e irregularidades praticadas com os recursos
públicos. O senador gaúcho há décadas
faz da luta contra a impunidade sua principal bandeira,
e até elogia o fato de a sociedade civil movimentar-se
acima e além dos partidos.
Para ele, a atual campanha segue na esteira das “diretas
já”, da eleição de Tancredo Neves,
dos “caras-pintadas” e outras que mudaram a
política nacional. Espera que as instituições
venham a fazer a sua parte, ou seja, Executivo, Legislativo
e Judiciário tem missões a desempenhar, seguindo
a voz das ruas.
SEM PERDOAR, MAS SEM RANCOR
Não há como esquecer nem perdoar os horrores
praticados à sombra do poder público durante
os anos de chumbo do regime militar. Da mesma forma como
investigar, apurar e denunciar os agentes do Estado responsáveis
pela tortura, os desaparecimentos e os assassinatos, torna-se
necessário olhar para o lado oposto.
Quantos crimes igualmente hediondos foram praticados pelos
que se opunham à ditadura, aplicando seus mesmos
métodos? Em atentados, sequestros, assaltos e bombas
explodidas também morreram policiais, militares,
seguranças e gente inocente. A Lei da Anistia apagou
a possibilidade de punições, preço
amargo a pagar em nome do retorno do país à
democracia. Sem ela, sabe-se lá onde estaríamos
hoje. Sendo assim, em favor da memória nacional,
a Comissão da Verdade que o Senado deve aprovar esta
semana tem fundamental papel a cumprir. Só que iluminando
uma das partes, fatalmente iluminará a outra.
PT (II)
Na sexta-feira, realizamos a filiação do Urso,
Ademir Moraes, carnavalesco, que vai concorrer a vereador
pelo partido. http://migre.me/5MumE
PT (III)
Também na sexta, me encontrei com vários servidores
da Polícia Rodoviária Federal. Em breve, farei
um ato de filiações com vários deles.
ambos do boletim do Adeli Sell
REPÚBLICA DO ROCK APRESENTA
IDENTIDADE E GULIVERS


A sexta edição do projeto “República
do Rock” de 2011 leva ao palco do Teatro de Câmara
Túlio Piva (Rua da República, 575), na próxima
terça-feira, dia 27 de setembro, a partir das 19h30min,
as bandas Identidade e Gulivers. A entrada é franca,
mas recomenda-se a entrega de um quilo de alimento não-perecível
a ser destinado às entidades assistenciais do município.
A curadoria do projeto é do radialista Thadeu Malta.
A Identidade, com mais de 10 anos de carreira, já
tem em seu currículo três discos oficiais (“Identidade
Zero”, de 2002; “Jogo Sujo, de 2006 e “Antiguidades
X Modernidades”, de 2009), participações
em três coletâneas e em festivais importantes
como Planeta Atlântida (2003, 2007, 2008 e 2009),
Aniversário de 10 anos da rádio Pop Rock (2007),
Bananada 2008 (Goiânia/GO, 2008), GIG Rock (2007,
2008), Aniversário de 25 anos da rádio Ipanema
(2008), Coca Cola PARC (2009) e Festival Rock Jr (2009).
Influenciada pelo rock clássico aliado a uma forte
pegada contemporânea, vem se destacando na cena rock
brasileira. Seu terceiro disco “Antiguidades X Modernidades”,
lançado pelo selo gaúcho Marquise 51, foi
um dos trabalhos mais elogiados do grupo e concorreu ao
Prêmio Açorianos de Música 2010 na categoria
Pop/Rock. Em 2010, colocou no mercado um single virtual,
“Uma Dia Daqueles”. É formada por Evandro
Bitt (vocal); Lucas Hanke e Doce Solano (guitarras); Fernando
Dametto (baixo) e Eduardo Dolzan (bateria).
A Gulivers é um quarteto formado em 2007 por Cristiano
Bauce (voz e guitarra), Rodrigo Quintana (guitarra e voz),
Eduardo Barretto (baixo e voz) e Fernando Martins (bateria)
Tem sonoridade contemporânea com influência
do brit-pop e rock nova-iorquino. Seu primeiro disco, "Em
Boas Mãos", teve uma excelente repercussão
entre mídias especializadas e apreciadores de rock
independente. Neste ano, além de shows pelo Brasil
para divulgar o disco de estreia, a Gulivers pretende gravar
o segundo álbum. Algumas das novas canções
já fazem parte do repertório do grupo, junto
com versões de hits do rock atual.
REPÚBLICA DO ROCK
IDENTIDADE / GULIVERS
TEATRO DE CÂMARA TÚLIO PIVA (Rua da República,
575)
TERÇA-FEIRA - 27 / 09 /2011 – 19H30MIN
ENTRADA UM QUILO DE ALIMENTO NÃO PERECÍVEL
SENHAS COMEÇAM A SER ENTREGUES 1 HORA ANTES DO ESPETÁCULO.
Assessoria de Imprensa
Coordenação de Música
Secretaria Municipal da Cultura
Ruído
não há ruido nenhum...é que as vezes
não chegam mesmo. Isto acontece até comigo....abs
olides
Ruído?
Olides, enviei na sexta-feira alguns pitacos para o blog,
que não foram aproveitados. Como não é
a primeira vez que envio colaborações não
aproveitadas, pergunto se estou fazendo a coisa certa ou
se simplesmente não devo fazê-la. Independentemente
disso, sigo acessando o blog com fidelidade canina. Abraços,
Wolmer.
Coleguinhas
Quem visitou o repórter Moisés Mendes no
Santa Rita o achou até bem disposto, dentro das circunstancia.
Moisés teve diagnosticado um câncer de intestino,
procurou o Mãe de Deus, lá lhe disseram que
não era nada, mas ele continou com dor e o passo
seguinte foi o Santa Rita....
*Na última sexta, dia 23/09, um cliente do Mae de
Deus foi fazer um lanche no Agapio, da José de Alencar.
Contou seu drama, a atendente Fabiana. Ele disse que estava
a três horas esperando pra um familiar ser atendido
na Emergência do hospital e que era portador do cartão
UNIMED....
fORa enviado do hospital da Carlos Gomes pra ser atendido
na José de Alencar....
o paciente já estava por aqui, oh com o hospital
das freiras...
Patrono da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre
será revelado no dia 27 de setembro
O nome do homenageado desta edição será
conhecido em café da manhã no Moeda Bar e
Restaurante, do Santander Cultural, às 8h30, da próxima
terça-feira
A Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL) reúne
para a cerimônia de revelação do Patrono
da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre a sua diretoria,
a comissão organizadora da Feira e imprensa, entre
outros convidados. O evento ocorre às 8h30 da terça-feira,
dia 27, no Moeda Bar e Restaurante, do Santander Cultural
(Rua Sete de Setembro, 1028 – subsolo). Os quatro
patronáveis: Airton Ortiz, Celso Gutfreind, Jane
Tutikian e Luiz Coronel só vão conhecer o
resultado no momento do anúncio oficial feito pelo
presidente da CRL, João Carneiro. A maior feira de
livros realizada a céu aberto nas Américas
ocorre de 28 de outubro a 15 de novembro, na Praça
da Alfândega e arredores.
Votação
A escolha do patrono de 2011 foi realizada em duas etapas.
Primeiramente, os autores foram indicados pelos associados
da CRL, definindo-se a lista dos patronáveis. Para
a segunda etapa, a entidade inovou. As livrarias associadas
abriram seu voto para que, desta vez, seus clientes escolhessem
um nome dentre os dos quatro concorrentes. Assim, além
dos associados, patronos anteriores, ex-presidentes da CRL,
membros do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Estadual
de Educação, titulares de entidades vinculadas
ao livro, autoridades, reitores de universidades, representantes
dos patrocinadores e apoiadores, os leitores também
puderam eleger o autor homenageado da 57ª Feira do
Livro de Porto Alegre. “Nosso objetivo é envolver,
cada vez mais, a comunidade num dos maiores eventos culturais
do país, que é a Feira do Livro de Porto Alegre”,
ressaltou o presidente da CRL, João Carneiro.
A Feira do Livro, realizada desde 1955 de forma ininterrupta
no centro de Porto Alegre, nasceu quando um grupo de livreiros,
intelectuais e jornalistas organizou a primeira edição
com o lema “Se o povo não vem à livraria,
vamos levar a livraria ao povo”. O evento, que tem
recebido mais de 1,7 milhão de pessoas, oferece uma
ampla gama de livros nacionais e estrangeiros, a preços
reduzidos, além de uma intensa programação
cultural.
Saiba mais sobre os Patronáveis:
Airton Ortiz
O jornalista e escritor Airton Ortiz nasceu no interior
do município de Rio Pardo. Fundou e dirigiu o Jornal
Tchê! e a Editora Tchê!, especializada na publicação
de autores gaúchos. Em 1997, fechou a editora para
se dedicar com exclusividade ao jornalismo, escrevendo livros
e reportagens sobre suas viagens pelo mundo. Como jornalista
já ganhou o prêmio ARI de Jornalismo e foi
finalista do Prêmio Esso de Jornalismo. Seus livros
também já receberam diversos prêmios,
constando com frequência na lista dos mais vendidos
da Feira do Livro de Porto Alegre. Trabalha como free lancer
para os principais veículos de comunicação
do Brasil. Foi Patronável da Feira do Livro de Porto
Alegre em 2004, 2006, 2007, 2009 e 2010, além de
Patrono de 10 feiras do livro no interior do RS, e da Biblioteca
Airton Ortiz. Entre suas obras estão: livros da Coleção
Viagens Radicais (Reportagens de aventura), como o Expresso
para a Índia, 2003. – Prêmio Euclides
da Cunha, da União Brasileira de Escritores, Travessia
da Amazônia., 2004. - Prêmio Livro do Ano da
Associação Gaúcha de Escritores, de
melhor livro de não-ficção. Vietnã
Pós-Guerra, 2009. Coleção Aventura
(Romance); com Cartas do Everst, 2008; Coleção
Imagens (Fotografias), com Retratos da Terra, 2009 ; Coleção
Jabuti Aventura (ficção infanto-juvenil);
com Aqui há um longe imenso, 2010; Coleção
Jabuti Aventura (ficção infanto-juvenil);
com Havana, 2010 e Jerusalém, 2011.
Celso Gutfreind
O médico e escritor Celso Gutfreind nasceu em Porto
Alegre. Tem 26 livros publicados, entre poemas, contos infanto-juvenis
e ensaios sobre humanidades e psicanálise. Participou
de diversas antologias no Brasil e no exterior e foi traduzido
para o francês, inglês e espanhol. Ganhou vários
prêmios por suas obras, entre os quais se destacam
Açorianos 93 (pelo livro de poemas Arte de Rua) e
Livro do Ano, da Associação Gaúcha
de Escritores em 2002 (por Fera Domada) e 2007 (por A Almofada
que não dava tchau). Foi escritor convidado da Ledig
House (residência internacional de escritores), em
Omi (EUA), em 1996. Entre suas mais recentes obras estão:
Domingo para sempre & outras histórias sobre
nunca, É Fogo (ambas de contos infantis) e A Dança
e o Verbo – narrativas e poemas para pais e professores,
todos de 2011. Como médico tem especialização
em psiquiatria, psiquiatria infantil, mestrado e doutorado
em Psicologia, além de pós-doutorado em Psiquiatria
da Infância na França. É psicanalista
pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto
Alegre, professor de psiquiatria na Fundação
Universitária Mário Martins e dos cursos de
Psicologia da Unisinos e UFRGS.
Jane Tutikian
A professora Jane Tutikian nasceu em Porto Alegre, onde
reside atualmente. Pós-doutora em Literatura, é
professora de Literatura e Diretora do Instituto de Letras
da UFRGS. Seu primeiro livro é Batalha Naval, publicado
em 1981. Jane é membro da Academia Rio-Grandense
de Letras e tem participação em dezenas de
antologias e livros organizados e traduzidos para o inglês
e o espanhol. Entre os muitos prêmios que recebeu,
de 1978 até 2010, estão: Prêmio APESUL
– RS, 1978; Prêmio Alfredo Machado Quintella;
1982; Prêmio Jabuti, 1984; Prêmio Érico
Veríssimo, 1987; Prêmio Gralha Azul de Literatura,
1990; Prêmio Açorianos, 2001; Prêmio
Alejandro Jose Cabassa, 2002; Prêmio Livro do Ano,
em 2003, 2004 e 2010 e Prêmio O Sul, 2004 e 2007.
Entre suas obras estão: Contos: Pessoas, 1987; O
Sentido das Estações, 1999; A rua dos secretos
amores., 2002 e Entre Mulheres, 2005. Novela: Geração
Traída, 1990. Infanto-juvenis: A Cor do Azul, 1984,
e Ilustração: Rosarlette Meirelles - Um Time
Muito Especial, 1993; Rose Gaiewski - Aconteceu também,
2002; Marcela Cristina de Souza- J.F. e a conquista de Niu
Ei, 2003; Olhos azuis coração vermelho, 2005;.
Por que não agora, 2010. Em Ensaios estão:
Inquietos Olhares, 1999, e Velhas identidades novas, 2006.
Luiz Coronel
Nascido em Bagé, veio para Porto Alegre nos anos
60. Começou sua carreira como professor de História
e Literatura nos cursos de pré-vestibular. Formou-se
em Direito e Ciências Sociais pela UFRGS e têm
cerca de 50 livros escritos e publicados. Como publicitário,
suas campanhas são marcadas pelo conteúdo
poético e pela construção da imagem
de seus clientes através do apoio às atividades
culturais. Publica semanalmente seus poemas e causos regionais
na imprensa gaúcha. Compositor, juntamente com Marco
Aurélio Vasconcelos, criou clássicos da música
regional. Recebeu diversos prêmios e distinções,
entre eles: Membro da Academia Rio-Grandense de Letras,
cadeira 26 (1999); Prêmio Revista Plural, obra Ave
Fauna (1992); Medalha Farroupilha e Cidade de Porto Alegre,
2009 e Prêmio Especial, Paixão pela Cultura
(2011). Entre suas obras estão: Mundaréu (poesia),
1978; Baile de Máscaras (poesia), 1991 e O Legado
das Missões (poesia e ensaio), 2000. Publicou oito
obras sobre A Comédia Gaúcha – Trilogia
do humor pampeano, entre 2002 e 2007, além de diversos
dicionários sobre autores como: Erico Verissimo;
Mario Quintana e Guimarães Rosa; entre suas mais
recentes obras estão: Quirelas e cintilações
(poesias), 2010 e Dicionário Fernando Pessoa –
Muitos poetas em um só poeta (em edição
2011).
Briga com ex-namorado pode ser a causa do sumiço
da soldado PM
Do site Espaço Vital
http://www.espacovital.com.br/
O desaparecimento da soldado Luane Chaves Lemes, em Passo
Fundo, completar uma semana, nesta segunda-feira. Sem pistas
sobre o paradeiro da policial militar de 23 anos, a Polícia
Civil suspeita que o desentendimento com o ex-namorado tenha
sido o estopim para o desaparecimento.
Luane saiu de casa por volta das 9h de 19 de setembro,
à paisana, trajando moleton roxo, calça cinza
e tênis branco. Na noite anterior, enviou duas mensagens
pelo celular para o ex-companheiro. Conforme os investigadores,
numa delas, remetida às 21h37min, dizia: “Nunca
mais”. Na outra, enviada às 22h, ela escreveu:
“você nunca mais vai me ver, você não
está levando a sério, mas vai saber.”
A Justiça já autorizou a quebra do sigilo
telefônico e o rastreamento do celular da PM. A delegada
Daniela de Oliveira Mineto encaminhou o notebook de Luane
para perícia no Instituto Geral de Perícias,
em Porto Alegre, na expectativa de que possa ajudar a desvendar
o caso. O ex-namorado garante não saber nada sobre
o sumiço.
A delegada não descartou qualquer hipótese:
desaparecimento deliberado, suicídio ou homicídio.
Familiares e amigos promoveram buscas neste final de semana
em matagais nos arredores da cidade, mas não encontraram
nenhum vestígio de Luane.
O chefe de investigação da 1ª Delegacia
de Homicídios, comissário Caroará Mor
Alves revelou que a policia conseguiu rastrear os passos
da PM até às 11h do dia em que desapareceu.
Depois disso, ela sumiu por completo. Dez minutos depois
de sair de casa, Luane chegou numa agência do Banrisul,
na avenida Presidente Vargas, próximo ao quartel
da BM, onde sacou R$ 100. A imagem do saque foi registrada
pela câmera de monitoramento do banco.
Cinco minutos após, as imagens da câmera de
uma lotérica mostraram a PM entrando num mini mercado,
onde comprou cigarros. Na última imagem, de uma transportadora
de valores, Luane aparece saindo de um açougue, onde
havia comprado R$ 5 em linguiça, a 300 metros de
casa.
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:
CHILE < El Estado “democrático” aún
en deuda con sus presos políticos
A más de 21 años del retorno a la democracia,
decenas de compatriotas, inculpados de crímenes con
confesiones obtenidas bajo tortura, cumplen una condena
de destierro que les prohíbe retornar a Chile.
Los más de 800 presos políticos de la dictadura,
acusados de terrorismo “por resistir a la dictadura
militar de Augusto Pinochet”, según consigna
Hugo Marchant, ex integrante del Movimiento de Izquierda
Revolucionaria (MIR) e imputado por el atentado al intendente
de Santiago, Carol Urzúa en 1983, fueron empujados
a la encrucijada de vivir encarcelados por décadas
o dejar el país mientras se cumplía su condena.
La pena de extrañamiento, instaurada en 1991 por
el entonces Presidente Patricio Aylwin, fue una oferta que
se hizo a todos los presos políticos juzgados por
cortes militares en conmutación por la cadena perpetua:
Marchant y 28 prisioneros pertenecientes al Movimiento de
Izquierda Revolucionaria (MIR), al Mapu Lautaro (o al Movimiento
Juvenil Lautaro -MJL) y al Frente Patriótico Manuel
Rodríguez (FPMR), imputados por su presunta participación
en actos en que murieron agentes de la dictadura, partieron
a diversos países de Europa por periodos que dependían
de los cargos en su contra. Marchant, por ejemplo, fue condenado
a 25 años de exilio, aún le restan otros seis.
A 19 años de esta “fórmula” del
Estado chileno, Silvia Aedo, esposa de Marchant, junto a
los abogados de derechos humanos Alberto Espinoza y Alejandra
Arriaza, además de familiares, amigos y compañeros
de las nueve personas que aún permanecen desterradas,
conforman el Comité Fin al Destierro, que tiene por
objeto presionar a diversos actores de la política
nacional para levantar un proyecto de ley que permita el
regreso de todos lo extrañados y la eliminación
de las órdenes de aprehensión en su contra,
emanadas desde la justicia militar. Mandatos que, como afirman
los abogados, “ya no tienen ninguna justificación
habiendo terminado la dictadura”.
Ya en 2009, los mismos abogados solicitaron a la ex Presidenta
Michelle Bachelet que revisara la situación de tres
de estas personas, a quienes se les está vulnerando
el derecho a habitar en su propio país. En su momento,
la Mandataria dijo que se resolvería caso a caso.
Al año 2011, aún no han recibido respuesta,
afirman los litigantes, integrantes del Comité que
hoy, 13 de septiembre, ofreció una conferencia de
prensa en el Colegio de Periodistas, a la que sólo
asistieron dos medios de comunicación. No estuvo
ninguno de los masivos.
CIUDADANOS DE 5ª CATEGORÍA
“Ya es hora de que todos los desterrados vuelvan al
país”. Así abrió Silvia Aedo
su intervención al medio día de hoy, y cuestionó
que el Gobierno albergue a violadores de derechos humanos
–aludiendo a la visa de ocho meses entregada al argentino
Otilio Romano, juez acusado de crímenes de lesa humanidad
durante la dictadura de Jorge Videla en el país vecino-
mientras que los que “lucharon por la libertad del
país son considerados ciudadanos de quinta categoría”.
Alberto Espinoza, quien además ha defendido a comuneros
Mapuche y a implicados en el caso bombas –a quienes
se les ha aplicado la Ley Antiterrorista-, además
de contar con una lata trayectoria en defensa de prisioneros
políticos durante la dictadura, declaró que
el estándar con que se mide el terrorismo –calificación
de los crímenes imputados a los extrañados-
en Chile es subjetivo: El argumento es que el delito se
cometió “con la finalidad de producir en la
población, o una parte de ella, el temor justificado
de ser víctimas de delitos de la misma especie”.
Por su parte, Alejandra Arriaza, puntualizó que la
propia Declaración de Derechos Humanos contempla
el derecho a rebelión cuando es el Estado el que
está incurriendo en la vulneración de garantías
a la población. En otras palabras, todos los que
resistieron a la dictadura lo hicieron por la defensa de
su propio derecho a la libertad coartado por el poder de
un Estado impuesto de manera ilegítima.
La última vez que se barajó la idea de indultar
a condenados políticos fue en 2010, cuando el Presidente
Sebastián Piñera, ante la solicitud del cardenal
Francisco Javier Errázuriz de un “Indulto Bicentenario”,
accedió a revisar casos particulares por razones
humanitarias, pero excluyó del beneficio a los acusados
de terrorismo, lesa humanidad, narcotráfico, homicidios
y abusos contra menores. Los condenados al extrañamiento,
quedaron dentro de la primera categoría mencionada,
a juicio de este Gobierno.
Pero los desterrados, en diversas ocasiones, también
han manifestado que no están dispuestos a “ser
moneda de cambio para exculpar a los violadores de los derechos
humanos”, dado que consideran que algo así
viola la ética de aquello por lo que han luchado
toda su vida.
Ante este panorama y a la casi nula respuesta que han recibido
por parte de la clase política, incluso de aquellos
que en su tiempo también lucharon contra el régimen
dictatorial -como todos los presidentes de la Concertación-,
el Comité por el Fin al Destierro hizo un llamado
a “todas las agrupaciones de Derechos Humanos a tomar
cartas en el asunto” y emplazaron a la Comisión
de Derechos Humanos de la Cámara de Diputados a legislar
para que todos los condenados por la justicia militar con
pruebas obtenidas bajo tortura, recurso que en cualquier
corte del mundo serían inadmisibles, puedan ejercer
su derecho a vivir en la patria.
Por Paula Figari Rojas
Fuente: El Ciudadano
@@@
Nómina de detenidos desaparecidos y ejecutados políticos
del Pueblo Mapuche
Al conmemorarse un nuevo aniversario del golpe militar del
año 1973, Azkintuwe publica para todos sus lectores
el listado completo de los ciudadanos mapuches detenidos
desaparecidos y ejecutados políticos.
Poco se ha escrito sobre los ciudadanos mapuches víctimas
de la dictadura militar chilena. A los miles de torturados
consignados en el trabajo de la Comisión Valech,
se suman un centenar de ciudadanos mapuches detenidos desaparecidos
y ejecutados políticos. En su mayoría se trató
de dirigentes campesinos, líderes tradicionales y
jóvenes profesionales que –más allá
de la coyuntura político social del país-
transitaban la histórica senda de lucha de sus abuelos.
Dato poco conocido; en su mayoría no se trató
de activos adherentes o militantes del proceso de la Unidad
Popular.
La dictadura de Augusto Pinochet, que institucionalizó
el terror en Chile, fue especialmente dura con el pueblo
mapuche y sus luchadores sociales. Tal como subraya el antropólogo
y académico de la Universidad Austral de Valdivia,
Roberto Urra, en un estudio ineludible al respecto, “además
de los móviles políticos generales aplicados
para el resto de la población, en la represión
que afectó a los Mapuche en el centro-sur de Chile
existieron motivaciones que no se explican sólo por
la participación en el proceso de la Unidad Popular”.
A juicio de Urra, las características conflictivas
de la relación entre mapuche y sectores de poder
en la sociedad chilena, dieron origen a representaciones
que volvieron a los mapuches –a ojos de la Junta Militar
y los sectores dominantes- “una amenaza para la propiedad
agraria y el desarrollo urbano”; y “un sector
altamente proclive a ser embaucado por los políticos
de izquierda y los extremistas”. Las consecuencias
de estas representaciones, cargadas de racismo, se harían
sentir en todos los aspectos de la vida de las familias
y comunidades afectadas por el terrorismo de Estado.
Colóquio sobre sustentabilidade urbana
Dando continuidade à série de colóquios
promovidos
pelo gabinete, o vereador Adeli Sell convida para mais uma
atividade que irá acontecer amanhã (27/09)
à noite
aqui na Câmara Municipal. Na oportunidade, iremos
abordar
a questão da Sustentabilidade Urbana e desafios para
Porto
Alegre.
É possível apontar alternativas para se efetivar
uma
cidade sustentável? Quais são as proposições
para
uma Porto Alegre em transformação?
Estarão conosco para tratar deste tema a Prof. Dr.
Dakir
Larara, (ULBRA/RS) falando sobre O Espaço Urbano
e as
Mudanças Climáticas; o Permacultor João
Rocket que
discursará sobre as Soluções Sustentáveis
n a ótica
da Permacultura; e a Profa. Me Ana Carolina Martins da Silva
(UERGS/RS), tratando do tema Políticas Públicas
e
Sustentabilidade na cidade.
A mediação ficará com a Profa. Teresinha
Sá.
O que: Colóquio Sustentabilidade Urbana: desafios
para
Porto Alegre
Quando: 27/09
Horas: 19 horas
Local: Plenário Ana Terra, Câmara de Vereadores
(Loureiro da Silva, 255)
Entrada Franca
Coleguinhas
Exclusivo
A " terrorista"
Maria Iara Rech
(" Terrorista" era como a ditadura miltiar chamava
todos os guerrilheiros que pouco depois do AI-5 caíram
na luta armada contre aquele regime de exceção.
Era,evidentemente, um termo na altamente pejorativo. Ser
conhecido de um terrorista, já era um perigo. O pessoal
fugia deles como o diabo da cruz....)
A colega Maria Iara Rech, desaparecida dias atrás,
por um acidente doméstico - seu apartamento pegou
fogo na av. Nilópolis na Bela Vista - teve atuação
subversiva no começo dos anos 70,quando já
estava namorando seu futuro marido, o publicitário
José Francisco Pinedo Kasper, o Chico.
Depois de trabalhar como repórter na Folha da Tarde,,
o vespertino da Cia Jornalistica Caldas Jr.( onde ganhou
o apelido de " sujinha" dado pelo Flávio
Alcaraz Gomes porque segundo ele a colega não era
muito chegada num banho)Iara Rech mudou-se para São
Paulo e lá entrou no grupo foquista, a VAR(Vanguarda
Popular Revolucionária) - Palmares.
Na Folha da Tarde, Iara Rech ingressou como estagiária
em 1966, junto com outros dois colegas, uma mulher e o Divino
Renato Fonseca.
Em São Paulo, na VAR-Palmares, Iara Rech, junto
com o então marido Chico Pinedo Kasper participou
de um assalto a banco,conforme uma versão. Uma outra
versão dá conta que Iara não teria
participado de nenhuma atividade, que quem teria participado
seria o marido e seu grupo. E que não teria sido
assalto a um banco e sim a um carro-forte. Conforme a versão
de que fora um assalto a banco,ela ficou no meio da rua
parando os carros,enquanto os colegas expropriavam o dinheiro
do banco para suas atividades contrarevolucionárias(ou
no dizer daqueles ativistas, revolucionárias.)
PRESOS
Todos caíram em seguida presos, pela turma do delegado
Fleury.
Como Chico Kasper e Maria Iara eram do Sul seriam julgados
em Porto Alegre,pela Justiça Militar, que em Porto
Alegre ficava no Alto da Bronze, na Rua Duque de Caxias.
Apavorada com a situação em que se metera,
Maria Iara lembrou-se de seu antigo chefe, quem lhe fez
o teste que a possibilitou ingressar como repórter
na Folha da Tarde. E foi lá procurar Valter Galvani,editor
do jornal.Quando Galvani viu o tamanho da encrenca foi falar
com o dono do jornal,Breno Caldas.
Atirado em sua cadeira, Breno fez apenas uma pergunta a
Galvani:
- Não é aquela que o Flávio( Alcaraz
Gomes) chama de SUJINHA?
- É,confirmou Galvani
- Vou falar com o André, foi a sucinta resposta
de Breno.
André era Alberto André, presidente da Associação
Riograndense de Imprensa.
André procurou o alto comando do III Exército
e também sentiu o tamanho do rolo...Lá apenas
lhe disseram:
- Olha, vamos ver o que será possível fazer.
Iara Rech colocou Valter Galvani como sua testemunha no
processo movido pela Justiça Militar contra ela pela
participação no "assalto".
No dia do depoimento, Galvani se apresentou na Justiça
Militar e a ré também chegou com um advogado.
Seu nome:Tarso Fernando Herz Genro.
- Coloquei a Iara num pedestal maior do que a Virgem Maria,
relembrou estes dias Valter Galvani, hoje presidente do
Conselho Estadual de Cultura.
Não se sabe se foi pelo dedo de Alberto André,
ou pelo depoimento de Galvani, mas o fato é que ela
foi absolvida.
Regressou depois desta absolvição para São
Paulo, trabalhou na revista Exame,entre outros veiculos,
como Gazeta Mercantil.
Separada há anos de Pinedo Kasper( natural de Estrela
e que foi assessor de imprensa do governador José
Augusto Amaral de Souza, sem despertar simpatias com o III
EXército que queria vê-lo longe deste cargo
) Iara Rech, como era conhecida, voltou pra Porto Alegre,
saiu da grande imprensa - sua última participação
foi num caderno Gestão do Jornal do Comércio,
de Porto Alegre - e faleceu dias atrás.Natural de
Carazinho, foi sepultada em Cruz Alta.
No dia do acendimento da chama Farroupilha, dois personagens
do julgamento de Iara Rech no Tribunal Militar da Duque
de Caxias se reencontraram: o agora governador Tarso Genro
e o presidente do Conselho Estadual de Cultura. Tarso fez
um breve comentário com Galvani, após cumprimentá-lo:
- Pois é , perdemos a nosa Iara!
Outra versão da prisão da Iara
Antônio Carlos Porto, o Portinho, que na época
em que Iara foi presa era o presidente do Sindicato dos
Jornalistas do Rio Grande do Sul contou numa ocasião
que a Iara foi presa pelo DOPS( Departamento Ordem Política
e Social), o braço político da Polícia
Civil - no dia que a filha do colega Antônio Goulart
casou. Findo o casamento, ele, Portinho deixou a esposa
em casa e por solicitação do patrão,
Breno Caldas, foi procurar onde Iara teria sido detida e
em que cela estaria recolhida: se da Brigada Militar, ou
numa cela do próprio DOPS
Henrique Fontana vai à Executiva e pede
tempo
Depois dos ex-prefeitos Olívio Dutra e Raul Pont,
hoje
(26/09) foi a vez da Executiva Municipal do PT receber o
deputado federal Henrique Fontana para um bate papo sobre
as
eleições de 2012. O parlamentar defendeu a
candidatura
própria e ressaltou que ela deve trabalhar pela defesa
do
nosso projeto nacional e estadual.
Fontana pediu, no entanto, um tempo para amadurecer a ideia
de se apresentar ou não como pré-candidato
ao Executivo
Municipal no ano que vem. "Eu não tenho vontade
de dizer
não. Tenho um conjunto de situações
da minha vida
pessoal que ainda me impedem de dizer sim", explicou
o
petista, pe dindo mais um tempo para refletir sobre sua
disposição de concorrer ou não a uma
vaga pelo
partido. "O problema pessoal de um militante não
pode
freiar a política do partido".
Fontana também acredita que o nome deve ser secundarizado
neste momento. "Precisamos primeiro amadurecer a ideia
de
ter ou não candidato próprio. Temos que ter
cuidado com
as alianças em nível estadual e nacional",
reforçou.
OS IRMÃOS JOB

João Alberto Leivas JOB, advogado e intelectual.

da esquerda para direita Arthur Paulo Zanella, Dolores,esposa
de Job,Beatriz Zanella,e o coronel do Exército João
Osvaldo Leivas Job na boite Gruta Azul nos anos 70. Acervo
de Arthur Paulo Zanella.
UM FOI um intelectual, um advogado;o outro, major do Exército,depois
coronel e Secretário de Segurança Pública
num dos períodos mais duros do regime militar e que
combateu os chamados " guerrilheiros",ou "
subversivos". Trata-se de João Alberto Leivas
Job e João Osvaldo Leivas Job. O Osvaldo ainda é
vivo, Alberto já faleceu.
O INTELECTUAL
João Alberto era estudioso. Quando ia ao seu dentista,
carregava sempre dois livros debaixo do braço e enquanto
aguardava o atendimento aproveitava para ler.
Morou na rua Duque de Caxias, 979. Também tinha
outro apartamento na mesma rua, no número 1474/61,
onde ele guardava todos os seus livros. Era um dos poucos
portoalegrenses que tinha este privilégio, como teve
Mário Lima,entre outros intelectuais.
Nascido em 12.10.1930, João Alberto Leivas Job era
filho de Waldemar Job e de Maria Júlia Leivas Job.
Trabalhou na Secretaria do Interior e Justiça como
Diretor de Relações Consulares.
Depois de Porto Alegre, morou no Rio de Janeiro, mais precisamente
na Rua Nossa Senhora de Copacabana, 1376/802.
O MAJOR
QUE COMBATEU
OS GUERRILHEIROS
João Osvaldo Leivas Job estudou no Colégio
Estadual Júlio de Castilhos, no Curso Científico.
Depois foi pra Escola Militar de Agulhas Negras, no Rio
de Janeiro.No Exército, gabava-se de ter combatido
a Guerrilha de Caparaó,na segunda metade dos anos
60" Acabamos com eles" comentou numa ocasião
com um conhecido, durante uma feira agropecuária,
na década de 60 do século passado.
João Osvaldo Leivas Job foi um dos que ficou na espreita,
na rua Tobias da Silva, no bairro Moinhos de Vento, pelo
Serviço Nacional de Informações, (SNI)
nos primeiros dias de abril de 1964 para ver quem entrava
e quem saía da casa do ex-governador Leonel Brizola,
que estava escondido em Porto Alegre.
Depois Osvaldo Job foi Secretário de Segurança
do Rio Grande do Sul, no governo de Amaral de Souza, nos
anos de 1979 a 1982.
No seu governo é que os arquivos do DOPS foram(ou
teriam sido) incinerados por ordem do próprio governador.
Coleguinhas
*Patricia Comunello, de manhã trabalha no JC e de
tarde na assessoria de imprensa do SIMERS, o sindicato médico
gaúcho.
*Quem bolou o sloga que pegou A VERDADE FAZ BEM A SAUDE,PRO
SIMERS, FOI A ENTÃO AGENCIA DANKE. depois o Simers
trocou de agencia e pegou A MARTINSEANDRADE.
*o NOVO PRESIDENTE DA ARI BATISTA FILHO CONTINUA GRAVANDO
SUAS ENTREVISTAS NA TV ASSEMBLÉIA
*Há quem ache que o ex da entidade, ERcy, botava
dinheiro do bolso pra sustentar a entidade. André
já fazia isto.
Coleguinhas
Patrícia Comunello , repórter de Economia
do JC, tem bom faro. Na sexta, dia 23/09, comentava com
colegas que tinha uma leve desconfiança, uma intuição,
baseado em observações, de que as Lojas Colombo
não estavam ali tão navegando em mar calmo...
Ontem de manhã, na Guaíba, deram a notícia
de a Colombo procurou um banco pra procurar um comprador.
Intuição e boa observçaão também
ajudam um repórter atento.
Martins alerta
para a concorrência da China

O presidente da Associação do Aço do
Rio Grande do Sul, (AARS) José Fernandes Martins
advertiu durante coletiva à imprensa na Fiergs, na
sexta passada, que o setor passa por um processo de "
desindustrialização". A situação,alertou,
está mais grave neste momento devido ao um processo
de triangulação, através do qual as
empresas chinesas estão instalando " montadoras"
no Mercosul.
" Ali,advertiu o líder, montam seus produtos,
porém com componentes totalmente importados da China".
Como inexiste checagem rigorosa do " Certificado de
Origem" os produtos ingressam como produtos do Mercosul
e são exportados para o brasil sem imposto de importação,
denunciou Martins.,
Na reunião almoço da AARS também esteve
presente o diretor comercial da Companhia Siderúrgia
Nacional, Luiz Fernando Martinez.
UM ACHADO INTERESSANTE!!!
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides.
Veja só que interessante. No hotel, em que fiquei
em Santiago, no Chile, o Neruda Express, folhando uma pilha
de jornais e revistas na sala de leitura, veja o que encontrei.
Um exemplar do jornal Zero Hora, do dia 17 de julho deste
ano, que traz uma matéria sobre a proibição
do uso de sal nos restaurantes na província de Buenos
Aires. Veja que esta matéria eu mandei para o teu
blog (SALEIROS ESCONDIDOS NA COZINHA DOS RESTAURANTES ARGENTINOS)
e foi publicado em junho deste ano. Só fiz este comentário
a título de curiosidade. Tenho o jornal. Prova documental.
Será que eles...!?
Um abraço Gelson
PABLO NERUDA
A propósito de Neruda, um poema seu.
NOVAS ILHAS, NOVOS RIOS,
NOVOS VULCÕES FAZEM DO NOSSO CONTINENTE
UMA NOVA GEOGRAFIA.
QUEREMOS NOVA AGRICULTURA,
OUTRAS FORÇAS JUVENIS,
UMA SOCIEDADE MAIS PURA,
NOVAS PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA
QUE ESTÁ NASCENDO
E QUE TEMOS O DEVER DE CONSTRUIR
QUEM PODE ESTÁ CONTRA A VIDA?
CELEBREMOS A CHEGADA DE BRIZOLA
NO CENÁRIO DA AMÉRICA
COMO UMA DESLUMBRANTE ENCARNAÇÃO
DE NOSSAS ESPERANÇAS.
ESTAMOS CANSADOS DA ROTINA DA MISÉRIA.,
DE IGNORÂNCIA, DE INJUSTIÇA ECONÔMICA.
ABRAMOS O CAMINHO ÁQUELE QUE ENCARNA HOJE
A POSSÍVEL CONSTRUÇÃO DO FUTURO.
REMETIDO POR: SERGIO OLIVEIRA/CHARQUEADAS-RS
Rústica Cidade de Garibaldi - SMEL
A Prefeitura de Garibaldi, através da Secretaria
Municipal de Esportes e Lazer, promove no dia 2 de outubro,
domingo, a Rústica Cidade de Garibaldi, integrando
o Circuito de Corridas de Rua de Garibaldi.
A Rústica Cidade de Garibaldi terá um percurso
de 6,8 quilômetros pelas ruas centrais da cidade,
com largada na Praça Loureiro da Silva às
9h. Serão mais de vinte categorias em disputa, divididas
em faixa etária e para atletas de Garibaldi. Para
as menores, até 14 anos, o percurso será de
aproximadamente 1 quilômetro.
As inscrições poderão ser feitas na
Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, ou no dia da prova
até 30 minutos antes da largada. Mais informações
pelo telefone 3462-8269, ou pelo e-mail esportes@garibaldi.rs.gov.br.
Ivanês Zappaz
Secretário Municipal de Esportes e Lazer
Garibaldi, RS
Coleguinhas
Na salinha JCTerlera, na sexta passada, já foi fixado
um folder com o nome dos deputados atuais e seus partidos.
*Valter Galvani, presidente do Conselho Estadual de Cultura,
costuma almoçar nas sextas num buffet que tem encima
do prédio da Ughini, na Volunta. E às vezes
o acompanha o Nelson Coelho de Castro, grande ouvinte do
SALA DE REDAÇÃO....
O Nelson tem um apelido engraçadissimo no meio dos
colegas de música, mas que agora não consigo
me lembrar....
*Uma vez assisti umshow dele num domingo de manhã,
no S. Pedro e na saída duas velhinhas(aqui o sentido
não é pejorativo...) comentavam uma pra outra:
-estamos de alma lavada....
è que o Nelson tinha cantado sambas que falavam
de locais antigos de Porto Alegre.
De Serafina Correa
quem quiser ver fotos do CAMPAMENTO FARROUPILHA, como os
gringos chamam, aqui
tem....
Casal da natação italiana

Novo casal da natação italiana, Federica
Pellegrini e Filippo Magnini estão rendendo polêmica.
Eles anunciaram o namoro em agosto, poucos dias após
a bela atleta oficializar o fim de seu relacionamento com
outro nadador do país, Luca Marin. Desde então,
Magnini e Marin vêm trocando farpas via imprensa.
Como fofoca rende....
do site Terra.
NA MARCOPOLO, ADESÃO NO DIA MUNDIAL SEM
CARRO É DE 35%
Índice é bem superior ao do ano passado e
representou 358 veículos a menos nas ruas de Caxias
do Sul
Caxias do Sul (RS), 22 de setembro de 2011 - Menos 358 veículos
nos estacionamentos das unidades de Ana Rech e Planalto
da Marcopolo, cerca de 35% dos pouco mais de 1.000 que ocupam
as vagas todos os dias. Esta foi a adesão dos colaboradores
da Marcopolo, em Caxias do Sul, no Dia Mundial Sem Carro,
bem acima dos 20% registrados no ano passado.
Para Osmar Piola, gerente de Recursos Humanos da Marcopolo,
o crescimento significativo na participação
dos colaboradores demonstra que as ações para
conscientização e esclarecimento de todos
os funcionários surtiram efeito e devem estimular
o hábito também para a comunidade. “Este
é o segundo ano consecutivo que realizamos esta campanha
de incentivo ao uso do transporte coletivo durante a Semana
Nacional do Trânsito e no Dia Mundial Sem Carro. O
objetivo é, a cada ano, mobilizar a sociedade e incentivar
ações e atitudes que beneficiem a preservação
ambiental e o bem-estar dos cidadãos”, destaca.
A Marcopolo promoveu também diferentes ações
em algumas cidades brasileiras, como Porto Alegre e Caxias
do Sul, como campanhas em emissoras de rádio e televisão
e anúncios em mídia impressa e outdoors, além
da distribuição de cartazes e folhetos explicativos
e educativos. Todas alinhadas com a campanha “Cuide
do futuro do nosso planeta. Ande mais de ônibus. Faça
andar essa ideia”, lançada em 2010.
Diariamente, cerca de 75% dos quase 8.600 colaboradores
das unidades de Ana Rech e Planalto da Marcopolo são
transportados, em ônibus fretados, com conforto e
segurança, nos três turnos de trabalho.
Crédito da foto: Leonardo Cardoso dos Santos
Secco Consultoria de Comunicação
Tel. 11 5641-7407 | secco@secco.com.br
Do boletim do Adeli Sell
RUAS (II)
“Na Vila Nova também, principalmente na rua
Joaquim de Carvalho em frente ao nº 50 e 110”.
--- Maria
ÔNIBUS
“Falando em ônibus vereador, senão me
engano anos atrás tinha um cartaz nos mesmos que
dizia: ‘Proibido uso de aparelhos sonoros dentro dos
coletivos’. O que se vê hoje em muitos coletivos
da Capital é o uso de celulares em alto volume com
aquelas ‘coisas’ chamadas de música funk”.
Everton
Público ameniza calor de 30°C em fontes
do Rock in Rio
Fernando Diniz
Direto do Rio de Janeiro
Com os portões já abertos e um calor de cerca
de 30°C, não é preciso ter muita coragem
para tirar a roupa (ou parte dela) para atravessar as sete
fontes instaladas na Cidade do Rock. No início da
tarde, algumas dezenas de pessoas já estreavam os
jatos de água verticais para se refrescar.
Enquanto uma fila se estendia sob o sol para utilizar outras
atrações da Cidade do Rock, como a tirolesa,
um grupo de meninas titubeava a entrar nos jatos de água
fria. Em instantes, já se via "banhistas"
correndo por entre as duchas e inclusive posando para fotos
no meio dá água.
Os portões do Rock in Rio abriram por volta das 14h
nesta sexta-feira. A programação no Palco
Sunset começou às 14h40 com o grupo Móveis
Coloniais de Aracaju, mas o grande público ainda
preferia marcar lugar em frente ao palco principal, o Mundo,
ou se divertir nas outras atrações do evento.
Rock in Rio 4
Considerado um dos maiores festivais do mundo, o Rock in
Rio cresceu, deixou o Brasil, mas retorna em 2011 em sua
quarta edição.
A festa da música começa nesta sexta-feira
(23) com nomes renomados da música pop. No palco
mundo, cantam Claudia Leitte, Katy Perry, Elton John e Rihanna.
No sábado (24), é o rock pop de NX Zero, Stone
Sour, Capital Inicial, Snow Patrol e do Red Hot Chili Peppers
que agitará o público.
Fechando o primeiro fim de semana do Rock in Rio 4, muito
metal e peso com Glória, Coheed and Cambria, Motörhead,
Slipknot e Metallica, no domingo (25).
A segunda bateria de shows começa com clima dançante
e muito soul de Janelle Monáe, Kesha, Jamiroquai
e o veterano Stevie Wonder, na quinta-feira (29). O pop
novamente é convocado na sexta-feira (30) ao som
de Ivete Sangalo, Lenny Kravitz e Shakira.
No sábado (1/10), o Maná, Maroon 5 e o Coldplay
se revezam com os brasileiros do Skank e o cantor Frejat
no palco mundo. A despedida do Rock in Rio 4 fica com Pitty,
Evanescence, System of a Down e Guns N´Roses.
MEMORIA DA IMPRENSA
' VAI BAIXAR ESTA BUNDA,
VAI SURFAR"
ANTES DE IR PRO SACO, BRENO CALDAS manteve uma rixa particular
com o então governador AMARAL DE SOUZA...Quem recorda
é Valter Galvani que na época trabalhava na
Folha da Tarde...
Amaral foi fazer uma viagem ao Japão...No regresso
parou no HAVAI PRA DESCONTAR O FUSO HORÁRIO...No
Correio do Povo saiu um artigo criticando a parada do governador
no paradisíaco local...DePorto Alegre, a assessoria
de Amaral leu pelo telefone a critica do Correião,
que já andava cheio de dívidas e com problemas
de papel.
Amaral ligou de Havaí e pediu pra falar com o dono
do Correio e seguramente se queixar da crítica.
Quando passaram o telefone pro DR. Breno, como era chamado
pelos subordinados, ele nem deixou Amaralzinho do outro
lado se queixar e saiu dando:
- AMARAL, TU TA AÍ NO HAVAI?
- tOU, RESPONDEU O GOVERNADOR.
E BRENO, FERINO:
- fAZ O SEGUINTE, VAI SURFAR, VAI BAIXAR ESTA BUNDA AÍ
E JOGOU O FONE COM RAIVA NO GANCHO....
Coleguinhas
Valter Galvani gosta de lembrar como conheceu e como empregou
o atual cronista Kennt Braga, da rádio Gaúcha.
na extinta Folha da Tarde, da CJCJ.Segundo Galvani, ele
e o diretor Edmundo Soares resolver colocar um pequeno anúncio
na Folha da Tarde solicitando estagiários que ficavam
trabalhando durante 3 meses, antes de serem contratados,
caso aprovados.
E foi lá por 1966 que Kenny Braga se apresentou,
todo petulanete, pra ser candidato a uma das vagas. Diz
Galvani que Kenny, muito pretensioso, chegou na frente de
Galvani e se apresentou como cronista:
- Me deu uma raiva e mandei ele escrever uma crônica.
Ele sentou ,escreveu e mandei ele entrar pro meu colega
que fazia a primeira leitura, o Canabarro Trois Filho, que
ainda vive e mora em Canoas.
Quando Kenny entregou a crônica, queria saber qual
é o recado que ele receberia pra saber se seria contrato
ou não.
- Vai pra casa e se publicarmos a tua crônica, tu
te apresenta...
Canabarro leu e gosto do que leu...
Mostrou pro Galvani, que leu e que mandou publicar. Embaixo
da crônica do Kenny sua a publicação
normal do poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE...
Dias depos, lembra Galvani, Kenny se apresentou com a mesma
petulância de sempre mas acabou contratado porque
já tinha experiência em crônica,seguramente
adquirida em jornais de Livramento.
COMO JULIO PACHECO GRAVOU
A CONVERSA DE JANGO NO PIRATINI EM 1961....

jornalistas, entre eles Julio Pacheco, durante uma conversa
com o então vice-presidente Jango Goulart no Palácio
Piratini

Flávio Tavares, Belmiro Southier, Norberto Silveira,Carlos
Bastos, lamentam a aceitação da emenda parlamentarista
em setembro de 1961.
Depoimento dado ao repórter Olides Canton
Parte I(prossegue...)
VAMOS começar do princípio: Não foi
uma entrevista.
Era mais ou menos seis da tarde do dia anterior a viagem
de Jango para Brasília Eu tinha passado na Gaúcha(
ficava no edifício União) e consegui um gravador
porque iria pra Brasília.
O avião saía no outro dia por volta de cinco
e meia, seis horas.
Passei na rádio e consegui o gravador do Departamento
de Esportes e passei no palácio pra dar uma olhada
como estavam as coisas. Eu morava próximo, morava
na rua Riachuelo 1338.
Ali em frente a Casa do Estudante. Na entrada do palácio
tem uma escadaria quando eu vejo descendo a escada o major
Emílio Neme, o Ney Brito,chefe da Casa Civil do Brizola.
O Brizola não estava.
Quando eu paro ouço um borburinho no térreo,
junto à entrada do Palácio.
O pessoal todo que estava ali,jornalistas, correndo por
ali e então eu liguei o gravador.,então eu
gravei este papo todo.
Não foi uma entrevista. Inclusive o Ney Brito e
o major Neme tentaram evitar que os jornalistas que estavam
muito irritados. Muita gente estava ali 3, 4 dias sem dormir.
Jango chegou, decepcionou em parte o pessoal...Eu tinh aapenas
17 anos.
MORREU BARÃO!!!!
No boteco do Renato( também chamado de " Vila
Maria" na rua Duque de Caxias, o "Barão"
cujo nome de batismo foi Marco Arcanjo não tem mais
pintado.
- Ele era da noite mas quando o Fogaça foi prefeito,
aparecia nos botecos com um crachá da prefeitura,
dizendo que tinha conseguido um emprego.
Seus colegas de bares e de trago andaram procurando uma
foto sua pra colocar no obituário da Zero, mas não
tiveram contato com a irmã, com quem morou no final
da vida....
Barão teria morrido ...Foi encontrado morto três
dias depois do fato em si, já cheirando mal, segundo
se comenta nos bares onde ele era assíduo.
A última vez que o vi foi no bar do Renato e ele
não estava de bom humor.
Ainda carregava seu patinho, que escondia debaixo de um
casaco....
Segundo Paulo Ricardo Moraes, o BAIANO, Barão andou
muito por este mundo. Seguidamente se encontravam longe
de Porto Alegre, como o Rio de Janeiro, ou até mesmo
Tramandaí.
Vivia, no final da vida, de biscates....
Quando se aproximava de alguém, ele estava mais
a fim de dar uma " pequena mordida"
Pois foi-se uma das figuras mais engraçadas e pitorescas
que pintavam no bar do Renato, o último boteco que
ainda tem por aí...
SEM PULO - TÚNEL DO TEMPO
Olá Pessoal,
Remeto a Sem Pulo e Túnel do Tempo deste final
de semana que escrevo na Folha Popular de
Teutônia.
Abraço e bom findi.
Rudimar Thomas


Patrimônio histórico
O Sul21 está publicando uma série sobre patrimônio
histórico de Porto Alegre. Sempre aos fins de semana.
Já foram 10 matérias. A publicação
se estenderá até dezembro. A desta semana
pode ser lida no seguinte link: http://sul21.com.br/jornal/2011/09/patrimonio-palacinho-podera-abrigar-acervo-de-negativos-em-vidro-de-calegari/
Roteiro do findi
Com o começo da primavera,se fizer sol, os parques
e até o Litoral Norte devem ser os preferidos...da
nova estação.
Tem sempre o Santander no domingo, às 18 horas,
com um show musical.
E os filmes em diversos cinemas.
Roteiro do findi....
CONVITE
O Núcleo de Estudos do Teatro do Oprimido de Porto
Alegre (NETO) apresenta o espetáculo:
EU FINJO QUE NÃO VEJO
Um teatro-fórum, sobre os abusos que permeiam as
relações cotidianas.
Cenas que abordam, assédio sexual, homofóbia,
machismo, trabalho e exclusão.
A sessão acontece no dia 24 de Setembro (sábado),
às 18h, na Casa de Cultura Mario Quintana –
2º andar - Salão de Convenção
C2, com entrada franca. A distribuição de
senhas inicia às 17h30.
Elenco:
Jaqueline Pagote, Fernando Teles, Denise Alano Bork, Marcelo
Chardosim Fraga, Mauro Antônio Felix, Amanda Vendramin,
Milena Greff Lima, Silvia Maria Silveira Franco, Fernanda
Pereira Soares, Juliana de Oliveira Trindade.
Coordenação: Celso Veluza
A montagem é resultado da Oficina de Teatro - Fórum,
para Atores e não Atores, baseada no método
do Teatro do Oprimido, criado pelo teatrólogo Augusto
Boal.
Teatro-Fórum é um espetáculo baseado
em fatos reais, onde personagens, oprimidos e opressores,
entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa
de seus desejos e interesses. No confronto, o oprimido fracassa
e o público é convidado (pelo facilitador
da encenação) a entrar em cena e substituir
o protagonista, em busca de alternativas para a solução
do problema.
Porque no teatro-fórum é assim, você
assiste à peça e no final pode interferir
na história tentando solucionar os conflitos.
Últimos espetáculos propostos pelo NETO para
debate e jogo:
* Minha Namorada é Verde
* A Saúde em Cena
* Família e Escola – Onde está a Educação?
* Quem Vê Calça Não Vê Coração
* Minha Namorada é Deliciosamente Saudável,
Ecologicamente Responsável e Socialmente Solidária.
* A Opressão em Várias Faces
* Discriminações & Preconceitos
* Uma História Real
* Fora dos Padrões Estabelecidos
* Opressão Nossa de Cada Dia
* Desejo x Realidade
* As Várias Faces da Opressão
* Casos de Família
Serviço:
O que: EU FINJO QUE NÃO VEJO – Teatro-Fórum
Quando: 24 de setembro (sábado)
Horário: 18 h
Onde: Salão de Convenção C2 - 2º
andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas
nº 736 no Bairro Centro - Porto Alegre)
Entrada Franca - Distribuição de senhas a
partir das 17:30h
NETO – 5 anos
Augusto Boal – 80 anos
"O mundo encurta, o tempo se dilui: o ontem vira agora;
já está feito.
Tudo muito rápido. Debater o que se diz e o que se
mostra e como se
mostra... parece-me algo cada vez mais importante".
(Paulo Freire)
Se você não deseja receber estas informações,
por favor, responda este
e-mail colocando no assunto: "retirar da lista".
Obrigado
Convite para "Seminário Estadual de
Educação Ambiental - Pró-Sinos

Prezados (a) Senhor (a),
Honra-nos cumprimentá-lo e, no ensejo, em nome do
Presidente do Pró-Sinos, Ary Vanazzi, convidamos
Vossa Senhoria a participar do “Seminário Estadual
de Educação Ambiental do Consórcio
Pró-Sinos”.
Data: 30 de setembro de 2011.
Horário: 8 horas às 17 horas.
Local: Auditório Dante Barone da Assembléia
Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
Praça Marechal Deodoro, n 101/Centro, Porto-Alegre/RS
Realização: Pró-Sinos, Poder Legislativo
do RS, FNMA, MMA, Governo Federal.
Em anexo o folder e o convite para vossa participação
e se possível, o auxílio na divulgação
desse evento.
As inscrições para esse evento são
gratuitas no site: www.consorcioprosinos.com.br
Sendo que tínhamos para o momento, colocamo-nos à
disposição de Vossa Senhoria para quaisquer
esclarecimentos que se fizerem necessários, reiterando
nossos votos de apreço e estima.
Atenciosamente,
MS Bióloga Andréa Vargas dos Santos
Assessora Técnica do Consórcio Pró-Sinos
Confira Angélica Rizzi News edição
1
abaixo segue o link para conferirem as últimas notícias
a respeito da carreira musical da cantora, compositora,
jornalista e escritora gaúcha Angélica Rizzi.
Ela que atualmente prepara novo disco e show intitulado:
"Angélica Rizzi à italiana". A música
de trabalho do novo CD é uma releitura folk-blues
da canção folclórica italiana "Mérica
Mérica", que encontra-se disponível em
anexo para quem quiser conferir
Esta é a primeira edição do news focado
na cantautora brasileira descendente de italianos. Folheem...
http://issuu.com/gutovillanova/docs/ang_lica_rizzi_news_ok
Acesse também: www.angelicarizzi.com/
Sobre a Angélica Rizzi escritora:
Nesta quinta-feira (22.09), a partir das 15h, Angélica
Rizzi inicia sua participação na "5ª
Feira do Livro Infantil no Jardim Botânico",
onde estará autografando seus dois livros infantis
"Manoelito o palhaço tristonho" e "Sol
e as ovelhas". No sábado (24.09), às
13h30min, a escritora protagoniza "contação
de histórias" para crianças no local
de realização do evento (Rua Dr. Salvador
França, 1427). O Patrono da Feira deste ano é
o músico, compositor, escritor e arquiteto Cláudio
Levitan.
A FEIRA DO LIVRO
INFANTIL 2011
Data de realização: 22 a 25 de setembro de
2011
Local: Jardim Botânico
A Feira do Livro Infantil é uma realização
do Secraso-RS e da
Fundação Zoobotânica do RS, juntamente
com diversos outros
apoiadores. É um evento que vem merecendo reconhecimento
da
comunidade gaúcha que, sabendo avaliar o conceito
cultural e social da
iniciativa, tem contribuído para que, através
de doações de milhares de
obras infantojuvenis, já tenhamos conseguido formatar
mais de 40
minibibliotecas em instituições educativas
comunitárias da Capital e da
Grande Porto Alegre. Visamos estimular uma iniciação
ao hábito da
leitura e ensinar as crianças a admirar e preservar
a natureza.
“Eduquem as crianças, e não será
preciso punir o homem.” – Pitágoras
Mais informações sobre a 5ª Feira do
Livro Infantil no JB com
Juliana Ritter
Secretaria Geral
Fone: (51) 3212 3133
www.secraso-rs.com.br
Obrigado,
Guto Villanova
Jornalista
FELIZ DIA DA PRIMAVERA!
Eu fiquei assim dispensado de escrever sobre esta babaquice
da " estação das flores"!
Tem cada texto aí que dá ganas de llorar....
Prefiro o inverno tenebroso...
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides. É isso aí. Hoje, pela manhã,
terça feira é dia de são pega. tenho
que fazer relatórios da viagem. Agora vou dormir.
São oo;28 de terça.
Um abraço gelson.
O melhor do inverno é o que vem depois dele
a alegria das pessoas com a chegada da primavera.
E a primavera em Buenos Aires é linda demais, minha
gente!

"Cerezos" de Buenos Aires
Hoje tinha sol, crianças sorrindo, vendedores de
flores e passarinhos. As coisas que mais gosto na primavera:
as pessoas desejam “feliz dia”. Todo mundo começa
a sair mais e todos querem sentar em uma mesinha do lado
de fora, na “vereda”. Os parques ficam mais
cheios, todo mundo tomando sol como se fosse praia. Hoje,
21 de setembro é o dia oficial da chegada da primavera
aqui na Argentina. Também é o dia do estudante,
razão pela qual eles não têm aula e
passam o dia inteiro enchendo a cara e tomando sol nos Bosques
de Palermo. Hoje as floriculturas ficam lotadas porque é
de praxe presentear as pessoas queridas com flores. E felicitá-las
também.
Aqui em Buenos Aires, no bairro Rivadavia, um poema de
Pablo Neruda
Cheguei ontem do Chile e hoje, bem cedo, como aqui é
ferido (dia do estudante) eu e Enriqueta resolvemos caminhar
um pouco. Tomamos um bom café e saímos. A
Enriqueta, que chegou do México, também no
domingo, trouxe algumas lembranças de lá.
Contou uma série de coisas e disse que poderá
voltar a morar por lá, no ano que vem. Contou que
em Monte Rei a situação dos narcotraficantes
é violenta. Eles matam mesmo. Até a polícia
tem medo deles. Quem faz o confronto são homens do
exército. Jornalistas, por lá, sofrem ameaçadas
de morte. Mas isto é assunto para outra ocasião...
Voltando a falar da Enriqueta. Ela é uma amiga do
coração, que me acompanha desde o primeiro
mês que cheguei aqui. Pela amizade acho que foi ela
mais que me curtiu. É que Buenos Aires tem dessas
coisas, a gente vai se apaixonando aos poucos. Passamos
um dia de ferido muito bom por San Telmo.
Os feriados costumam serem dias melancólicos, algo
como o fim de um descanso que mal começou. Menos
para os turistas, claro. Até porque, turista não
quer descansar. É até normal precisar de um
descanso depois das férias. Mas, se você vive
em Buenos Aires, em seu feriado pode aproveitar o dia todo.
Especialmente para quem escolhe San Telmo: um bairro que
se revela curioso, interessante e divertido. Sem contar
que, no feriado, o metrô – com seus painéis
pintados nos azulejos – “tá que é
uma tranqüilidade só”, portanto, vá
de subte.

Foi a Enriqueta que fez a foto. Estou debaixo da tenda,
tirando outra foto com o meu celular. Como fotografo, sou
péssimo.
Feriado, em San telmo, tem Tango na rua. Ficamos por ali
cerca de meia hora. Bom, daí já era mais de
1 da tarde e é normal sentir fome. Em Buenos Aires,
é normal o pecado da gula também. Como ninguém
é de ferro fomos tomar uma cerveja bem gelada. O
bom é comer bem e pagar pouco, nada de exageros.
Tem um restaurante aqui no bairro, muito bom que oferece
um bom aperitivo de entrada cortesia da casa. Pedimos um
pescado com purê, e pagamos 22 reais cada. E sim,
é tão bom quanto o nome. As últimas
quadras da feirinha são excelentes para fazer a digestão.
Depois. Pegamos o metrô e voltamos até Puerto
Madero. Ficamos caminhando um pouco pela praça, passamos
a frente da Casa Rosada, e já estávamos no
nosso bairro, no Rivadavia.

O lindo Pueto Madero e seus barcos ao final de tarde.
O CHILE DE PABLO NERUDA
De Santiago do Chile
Gelson Farias
"Ir ao Chile e não lembrar de Pablo Neruda é
como ir a Roma e não" .... Um abraço
Olides. Gelson,
Gelson Farias
051-85252352
e-mail: gelson.aargentina@hotmail.com
msn: gelsonnunesfarias@hotmail.com
(Últimos Poemas - Pablo Neruda)
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Olides.
Voltei do Chile, desta vez a trabalho. Vamos por partes.
Primeiro, achei Santiago super cara. Ou talvez eu esteja
apenas mal acostumado com a Argentina. Não sei…
De qualquer forma, parece que não esta caro para
os brasileiros. Fiquei sabendo que não somente Santiago
esta lotada de turistas brasileiros, mas o Chile inteiro.
Mas vamos às dicas. Na verdade, na verdade, não
são dicas, porque só fiz o básico.
Então são as minhas impressões do que
todo mundo já sabe… Sobre Santiago e o Chile
do poeta Pablo Neruda. Nisso não há fronteiras.
Acima de tudo, somos todos latinos. Entre outras coisas,
foi justamente essa latinidade - que Neruda carregou ao
longo da vida, por onde passou sem jamais se esquecer de
suas raízes. O Chile nunca saiu de Neruda, embora
por diversas vezes ele tenha deixado o Chile.
A poesia de Neruda, contudo, é universal. Ainda se
assim não fosse sempre é bom lembrar, a nossa
pátria amada Brasil também se fez presente
na vida do poeta chileno, representada por respeitáveis
figuras, como Jorge Amado e Vinícius de Morais, de
quem Neruda era amigo. Vinícius, por sinal, a exemplo
de Neruda, também foi diplomata.

Casa de Neruda, La Chascona
A casa de Neruda, em La Chascona, foi construiu para viver
com Matilde Urrutia – primeiro quando eram amantes
e, mais tarde, casados oficialmente. Adoro. Principalmente
porque a história de amor deles é linda. Conheceram-se
na residência do muralista Diego Rivera, no México,
e passaram seis meses se amando em Capri, na Itália,
antes de voltarem para o Chile. Como Neruda era casado na
época, o poeta construiu a casa para os dois se encontrarem.
A construção tem três níveis,
erguidos em épocas diferentes, e simula um barco.
Tem passagens secretas, muitos objetos curiosos, originais,
e uma vista deslumbrante para a cordilheira. O nome, La
Chascona, é uma palavra quechua que significa “cabelo
desordenado” o “despenteado”, um dos apelidos
que o poeta deu a Matilde. Depois da norte de Neruda, a
casa sofreu um ataque de vandalismo por parte dos militares,
que jogaram cerca de dois mil livros no canal que passava
por dentro do terreno. Isso causou bloqueou a passagem da
água, causando uma inundação na casa.
Mesmo assim, foi ali que Neruda foi velado e de onde saiu
o cortejo até o cemitério, ato que se constituiu
na primeira manifestação publica contra o
golpe militar.

Amigos. Salvador Allende e Pablo Neruda
Regressado ao Chile, envolveu-se nos tumultos políticos
internos, aderiu ao Partido Comunista do Chile e devido
aos seus protestos contra a política repressiva do
Presidente Vilela, viu-se obrigado a viver, escondido e
no anonimato por um período de dois anos, findado
os quais partiu para o estrangeiro. Depois de viver em diferentes
países, em 1952 retornou a casa. A sua obra publicada
nesta época, reflete toda a instabilidade, lutas
e atividade política que Neruda viveu.
Pablo Neruda, cujo nome verdadeiro é Neftalí
Ricardo Reyes Basoalto, nasceu em 12 de julho de 1904, na
cidade do Parral, no Chile. Seu pai era um funcionário
ferroviário e sua mãe, que morreu pouco tempo
após o seu nascimento, foi professora. Alguns anos
depois, seu pai, que tinha voltado a casar com dona Trinidad
Cândida Malverde. A infância e juventude do
poeta foram passadas em Temuco, onde conheceu Gabriela Mistral,
diretora da escola feminina secundária, que se tornou
numa grande protetora e sua amiga. Com a idade de treze
anos, começou a publicar os seus primeiros artigos
para jornais e também o seu primeiro poema. Em 1920,
tornou-se colaborador do jornal literário Selva Austral,
sob o pseudónimo de Pablo Neruda, que adotou em memória
do poeta checoslovaco, Jean Neruda.
Nobel de Literatura em 1971, o poeta chileno Pablo Neruda
era um colecionador, inclusive de casas. Ao morrer, tinha
três: La Sebastiana, em Valparaíso, Ilsa Negra,
voltada para o Pacífico, e La Chascona, em Santiago.
Para quem o visitasse em, La Chascona, Neruda cobrava pedágio:
era preciso levar algum presente, o que quer que fosse.
E isso explica as dezenas de objetos da casa de Santiago,
onde viveu com Matilde, sua última mulher. São
centenas deles. A casa, aliás, são várias
casas, cheias de referência ao mar e repletas de lembranças
trazidas do mundo inteiro pelo diplomata. Só se pode
fazer a visita guiada, mas isso não chega a ser um
problema.

Neruda e Matilde
Entre os trabalhos que marcam os seus últimos anos
podem ser citados vários sonetos de amor (1959),
que inclui poemas dedicados a sua esposa Matilde Urrutia,
Memorial de Isla Negra, de caráter biográfico,
em cinco volumes, Arte de pajaros, La barcarola e vários
outros, por ocasião do seu 60.º aniversário.
De acordo com Isabel Allende, Pablo Neruda morreu de tristeza
em setembro de 1973.

“Todo mi cuerpo está saturado de tí.
Eres parte de mí”
A relação entre ambos durou perto de 25
anos e apenas foi interrompida pela morte do poeta chileno,
em 1973. Ao disponibilizar o grosso da correspondência
trocada entre ambos nesse período, Carta de amor
-- o livro de poemas -- oferece uma oportunidade rara de
vermos como era o autor de Os versos do capitão na
intimidade: um ser total que não concebia a vida
sem uma entrega plena. Do absoluto arrebatamento inicial
à maior serenidade dos derradeiros anos, a relação
excedia em muito o amor físico, contemplando ainda
o companheirismo e a partilha. Embora a divulgação
de cartas íntimas seja sempre discutível,
sobretudo quando não encerram grande valor literário,
como é o caso, o livro ajuda a compor um retrato
mais aproximado de Neruda, o homem apaixonado até
ao fim.
Olides.
Pena. Não tive tempo para fazer uma visita à
casa de Neruda, fica para minha próxima visita ao
Chile. Os guias sabem muito da vida de Neruda e isso ajudará
a entender melhor a casa, o poeta, sua obra... Será
uma aula e tanto.
E já que a conversa é sobre Neruda, um pouco
dele, falando de seu Chile e de seus amores:
Saudade
"Saudade é solidão acompanhada
É quando o amor ainda não foi embora
Mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou
É recusar um presente que nos machuca
É não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe
mais...
Saudade é o inferno dos que perderam
É a dor dos que ficaram para trás
É o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
Aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades
Passar pela vida e não viver"
Pablo Neruda
Exclusivo!
Uma ação de R$ 1,1 milhão do repórter
Carlos Dorneles contra a Globo
Do site http://www.espacovital.com.br/
O gaúcho Carlos Dorneles, ex-repórter da
Rede Globo, é autor de uma reclamatória trabalhista
de vulto contra a Globo Comunicações e Participações.
Contratado como pessoa jurídica, Dorneles busca o
reconhecimento do pacto laboral com subordinação
e, em decorrência, várias parcelas, entre as
quais o recolhimento das verbas previdenciárias,
o recolhimento do FGTS, 13º salário e parcelas
indenizatórias.
A atuação de Carlos Roberto dos Santos Dorneles
na Globo perdurou durante mais de 20 anos. O valor da causa
é R$ 1,1 milhão.
O jornalista, nascido em Cachoeira do Sul (RS) em 1954,
foi repórter da TV Globo desde 1983, após
trabalhar na Folha da Manhã, na Zero Hora e na RBS-TV,
em Porto Alegre. Foi correspondente internacional em Londres
(1988-1990) e Nova Iorque (1991-1992).
Demitido da Globo em 2008, ele foi contratado pela Tv Record
SP em janeiro de 2009.
Derrotada nas duas instâncias ordinárias, a
Globo obteve na semana passada, no TST, o reconhecimento
de seu direito à oitiva de uma testemunha.
RR nº 1106-69.2010.5.02.0000 - Tramitação
Eletrônica
Processo TRT - Referência: RO-32800/2009-0069-02
Órgão Judicante: 7ª Turma
Relator: Ministro Pedro Paulo Manus
Recorrente: Globo Comunicação e Participações
S.A.
Advogado: Luiz Carlos Amorim Robortella
Recorrido: Carlos Roberto dos Santos Dorneles
Advogada: Gisela da Silva Freire
O ministro Pedro Paulo Manus, da 7ª Turma, entendeu
que a juíza de primeiro grau - ao recusar o depoimento
de uma testemunha indicada pela empresa, presente na audiência
de instrução, após acolher a contradita
de outras duas - violou dispositivo da Consolidação
das Leis do Trabalho. (RR nº 1106-69.2010.5.02.000).
Para entender o caso
* A disputa judicial teve início no ano passado.
O jornalista sustenta que - em meados de 1988, durante o
vínculo empregatício que já durava
oito anos - recebeu determinação da Globo
para que constituísse pessoa jurídica, como
condição imprescindível para dar continuidade
à prestação de serviços.
* Segundo Dornelles, "a empresa pretendia, com isso,
economizar encargos fiscais e trabalhistas".
* Ao deixar a emissora em 2010, o repórter ajuizou
reclamação trabalhista. A empresa, em defesa,
negou o vínculo de emprego. Disse que o jornalista
tinha total autonomia de trabalho, e podia decidir sobre
a melhor forma de conduzir as pautas e até mesmo
recusá-las.
* Ainda segundo a Globo, "o contrato como pessoa jurídica
foi firmado por consentimento mútuo, devidamente
registrado, perdurando de forma pacífica" e
acusou o jornalista de litigância de má-fé.
* Na 69ª Vara do Trabalho de São Paulo, durante
a audiência de instrução, a juíza
ouviu uma testemunha da empresa e indeferiu a oitiva de
outras duas, contraditadas pela parte contrária,
por terem interesses pessoais na solução da
demanda. A Globo, assim, pediu para que fosse ouvida outra
testemunha - uma quarta pessoa - presente na audiência,
mas a magistrada negou o pedido.
* Com base nos depoimentos de uma testemunha para cada parte,
a juíza julgou parcialmente procedentes os pedidos
do jornalista, reconhecendo a relação de emprego
e condenando a empresa a pagar-lhe as verbas devidas.
* A Globo recorreu da decisão ao TRT da 2ª
Região (SP), sem sucesso. Alegou que a juíza,
ao ouvir a primeira testemunha e acolher a contradita de
outras duas, deveria ter-lhe garantido o direito à
oitiva de outra testemunha, pois as duas últimas
não foram ouvidas, não alcançando,
assim, o número de três testemunhas permitido
pela CLT.
* O colegiado regional, no entanto, entendeu que não
houve cerceamento de defesa e afirmou que o texto da CLT
é claro no sentido de que “cada uma das partes
não poderá indicar mais de três testemunhas,
salvo quando se tratar de inquérito, caso em que
esse número poderá ser elevado a seis”
(artigo 821).
* O acórdão do TRT-SP adotou a tese de que
a parte não tem o direito de ouvir três testemunhas,
mas sim de indicá-las, e por isso “devem ser
bem escolhidas, arcando a parte com eventual acolhimento
de impedimento ou suspeição da testemunha,
como no caso”.
* Este entendimento, no entanto, não prevaleceu
no TST. O ministro Pedro Paulo Manus, ao analisar o recurso
de revista da Globo, disse que a finalidade da norma, quando
trata do limite de indicação de testemunhas,
se refere à oitiva de três testemunhas. “O
indeferimento de oitiva de testemunha da empresa, quando
a reclamada apenas, efetivamente, teve colhido o depoimento
de uma testemunha por ela indicada, viola o artigo 821 da
CLT”, afirmou.
* Diante do entendimento, acolhido pela integralidade dos
ministros da 7ª Turma, o processo foi anulado, desde
a audiência de instrução, e será
reaberto, na 69ª Vara do Trabalho de São Paulo,
para possibilitar a oitiva da testemunha indicada pela empresa.
Nobre e estimado Jornalista Olides Canton, boa
tarde!
Conforme solicitado por Vossa Senhoria na última
segunda-feira, informo que os pré-candidatos a Prefeito
de São Borja são:
Vereador Farelo Almeida (PDT)
Vereador Roque Feltrin (PDT)
Vereador João Carlos Reolon (PP)
Vereador Eugênio Dutra (PP)
Empresário e Ex-Vereador Gilberto Prado (PSB)
Ex-Vereador João Manoel Bicca (até o momento
sem partido)
Sem mais, renovo votos de estima e consideração.
Abraço
Letier Vivian
LULA SAIU
DO ALTO DA GELADEIRA

Esta foto aí da minha irmã Ana Maria com o
ex-presidente Lula e um atleta paraolímpico ficou
tempos encima de uma geladeira que tem lá na casa
dos pais deste repórter, em Serafina.
Mas assim que a Dilma foi empossado, o Lula foi destronado.
Como diz aquele cara, rei morto,rei posto!
Estampas de Porto Alegre




O fotógrafo Alfonso Abraham se prepara para lançar
um projeto inovador em matéria de suvenir na cidade.
São 30 estampas no tamanho 30cm x 40 cm em papel
couche 170gr. com fotos dos diferentes pontos turisticos
mais importante de referência apontados pela Embratur
como: Parque Farropilha, MARGS - Cidade Histórica,
Praça da Matriz(Praça Marechal Deodoro), Casa
de Cultura Mario Quintana, Centro Cultural Usina do Gasômetro
e outros...
Será colocado em diversos pontos de venda na cidade
como livrarias, aeroportos, hotéis e terminais turísticos.
Coleguinhas
EXCLUSIVO!!!!
O repórter ALVARO ANDRADE, da RBS TV, viu na última
quarta,dia 21/09,como não é fácil cumprir
um pauta espinhosa...
Tratava-se de entrevistar deputados estaduais sobre a transparência
de diárias e outras despesas...assunto que é
o prato favorito do repórter da mesma emissora, Giovani
Grizotti.
Dois dos procurados, a deputada Zilá Breitenbach,
do PSDB, e Frederico Antunes, do PP, não quiseram
gravar entrevista.
E o repórter ao circular pela casa meio que sofreu
pressão de CCs,uma espécie de " carteiraço"
branco sobre seu trabalho....
É, uma coisa é a teoria, outra a prática....
CENA URBANA
' ESTA É A NOSSA PORTO ALEGRE"!!!!
no onibus de número 0129, da linha Carlos Gomes,a
cobradora( que ficava em pé ao lado do motora) e
o próprio o papo rolava solto....Diga-se que esta
é uma cena comum dentro dos coletivos da Carris.
Não nos particulares..Onibus ia no sentido c-b, lá
pelas 8 da noite.
É por isto que um conhecido empresário do
ramo, Antônio Chula, se negava a empregar mulheres
na tripulação de ônibus...
Coleguinhas
Nilza Scotti está na Secretaria de Segurança
*A outrora chamada " lan house de luxo",isto é,
a salinha JCTerlera, está carente até de um
folder onde os nomes dos deputados esteja exposto. Até
este que estava no muralzinho sumiu....
Os que precisam saber os nomes corretos dos deputados e
seus partidos, geralmente procuram na sala vizinha, a dos
vereadores...
Mas como já disse, a outrora denominada pela ZH
de lan house de luxo....
FUNDAÇÃO MARCOPOLO REÚNE 18
MIL PESSOAS NAS
COMEMORAÇÕES DO XV ENTREVERO FARROUPILHA
Colaboradores prestigiaram a celebração da
Semana Farroupilha
e da cultura gaúcha
Caxias do Sul (RS), 22 de setembro de 2011 - O XV Entrevero
Farroupilha reuniu, entre os dias 16 e 18 de setembro, mais
de 18 mil pessoas na sede recreativa da Fundação
Marcopolo. Esta foi a edição com o maior número
de participantes desde que o evento passou a ser realizado
anualmente pela fundação.
Aberto aos colaboradores da Marcopolo e seus familiares,
o XV Entrevero teve como principais atrações
a tradicional Cavalgada do Entrevero Farroupilha e o II
Festival Entrevero Musical. Realizada no sábado,
dia 17, com saída da UCS (Universidade de Caxias
do Sul), a cavalgada reuniu quase 600 cavaleiros em trajeto
de 15 quilômetros, com passagem pelo centro de Caxias
do Sul e chegada na sede da Fundação Marcopolo.
Já o II Festival Entrevero Musical reuniu mais de
10 participantes no sábado à tarde e teve
como objetivo destacar o talento dos colaboradores da Marcopolo
e de seus familiares com apresentações de
música gaúcha.
Promovido anualmente pela Fundação Marcopolo
o Entrevero Farroupilha faz parte das comemorações
da Semana Farroupilha, que celebra a história da
Guerra dos Farrapos contra o Império (1835-1845).
O evento tem como objetivo resgatar as tradições
gaúchas, por meio de música, cavalgadas e
atividades de integração identificadas com
a cultura regional, ao mesmo tempo em que promove a integração
entre as áreas e incentiva a qualidade de vida.
Durante os dias de Entrevero são realizadas diversas
atividades, como apresentações do CTG Marco
da Tradição e o baile com o grupo Pátria
e Querência. O Entrevero também promoveu o
Concurso da Barraca Ecologicamente Correta, que teve como
vencedoras as barracas Montagem A, B e Fabricação
na categoria grande porte. Já na categoria médio
porte destacou-se a barraca da área de Aquisição
e Logística, e nas barracas de pequeno porte o troféu
ficou para a área de Manutenção, que
obtiveram o melhor desempenho na separação
de resíduos.
A Fundação Marcopolo tem por finalidade promover
o desenvolvimento social por meio de diversos projetos e
ações nas áreas de cultura, educação,
esporte e lazer. Tambem fornece uma sede recreativa com
CTG, casarão para eventos, centro poliesportivo,
quadras de areia, campos de futebol, quiosques e sala de
jogos, além de convênios e serviços
para os colaboradores da Marcopolo e seus familiares.
Secco Consultoria de Comunicação
Tel. 11 5641-7407 | secco@secco.com.br
de S. Borja
O vereador Celso Lopes madrugou ontem pra viajar a Porto
Alegre tentando internar uma criança com paralisia
cerebral que estava em S. Borja, foi levada pra Alegrete.
Celso foi pessoalmente resolver o assunto com o secretário
da Saúde, Ciro Simoni. Ambos são do PDT.
Ele espera que o Hospital de Clínicas dê acolhida
a este enfermo necessitando de cuidados especiais e de tratamento
idem....
Ontem à tarde, Celso regressou a S. Borja. Com ele
viajou o vereador Beto Souza,o Betinho, do PTB.
Coleguinhas
O Espanhol quer passar adiante, ou seja, vender seu CAFÉ
DA IMPRENSA, no prédio da ARI. Mas pra isto precisa
assinar um contrato com a diretoria....E lá vai paciência,
porque mesmo com a nova diretoria, a coisa não anda....
Todos conhecem o seu drama: ele fez o café pra mulher
cuidar, investiu uma boa grana, e aconteceu dela ficar doente...
Ele não tem como ficar com o empreendimento. Precisa
se livrar dele.
Agora, pra assinar um contratinho é tão complicado???
o que li nos jornais

NA REVISTA PRESS, um artigo do Juremir Machado, onde ele
afirma que não quer voltar pra RBS.O que sempre se
ouviu dizer é que seu nome é vetado na Zero
pelo LFV...Será???
Dizem também que uma vez o Juremir teria falado
com o diretor Jaime Sirotsky, num encontro no aeroporto
Salgado Filho, pedindo pra voltar e que Sirotsky disse que
iria ver, mas que nada aconteceu...
Dizem isto por aí...Será?
Juremir, neste artigo, jura peremptoriamente, qual Tarso
Genro, de que não quer voltar pra RBS. No caso de
Tarso, é que não largaria a prefeitura pra
ser candidato a governador.
de s.borja
"CAMUNDONGO"
mira voos mais altos!!!
A UM CONHECIDO QUE ENCONTROU ONTEM NO PRÉDIO DA ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA, O VEREADOR CELSO LOPES, VULGO " CAMUNDONGO"DE
SÃO BORJA, CONFIDENCIOU:
- mEU SONHO É VIR PRA CÁ....
Então está esclarecido: ele não será
candidato no ano que vem a prefeito. Poderá, isto
sim, na próxima ser candidato a deputado estadual.
Vai disputar votos com Cassiá Carpes,Juliana Brizola(
a quem apoiou na última eleição, pelo
menos da boca pra fora)Gerson Burmann,entre outros.
DILAMAR E CLÓVIS NÃO
SE DAVAM

DILAMAR MACHADO

CLOVIS DUARTE
Isto foi pelo menos durante o episódio RENILDA,
no governo Alceu Collares. Numa noite, a envolvida na CPI
da Propina, falou durante quase todo o programa do Clóvis
Duarte, o Câmera Dois...
Dias depois, o então chefe da Comunicação
Social do Governo Alceu Collares esbravejava contra Clóvis
chamando-o de tudo quando era tipo de palavrão pra
quem quiser ouvir...
Este repórter, que por acaso estava nos porões
do Piratini, ouviu toda a indignãção
de Dilmar contra o comunicador.
LEGALIDADE
O GARBOSO DESFILE
DO 20 DE SETEMBRO DE 1961!

Ontem,dia 20 de setembro, lembrou os 50 anos em que Leonel
Brizola fez uma grande festa, a chamada FESTA DA LEGALIDADE,
porque Jango já tinha sido empossado, embora com
o parlamentarismo no lombo....
Brizola governador trouxe alguns convidados pro desfile
do dia 20 de setembro de 1961: o governnador de Goias, Mauro
Borges Teixeira. Também participaram do palanque
principal, o comandante do III EXército, Gal. Machado
Lopes(aquele que havia aderido a Legalidade, durante os
dias da tensa crise)o Brigadeiro Adamastor Beltrão
Cantalise, comandante da 5
Quinta Zona Aérea( que só não tinha
bombardeado o Piratini, porque os sargentos furaram os pneus
dos aviões que o fariam...alguns,depois em 1964,
pagaram muito caro por isto...)o arcebispo Dom Vicente Scherer,o
Cel. Diomário Moojen,comandante Geral da Brigada
Militar, e alguns parlamentares de São Paulo,de Goías
e autoridades federais,estaduais e municipais.O povo segundo
relatos da época aglomerou-se ao longo da avenida
João Pessoa, local onde ele se realizou. E ali aplaudiu
a garbosa tropa da Brigada Militar
As presenças no desfile alusivo do governador Mauro
Borges Teixeira, de Goiás,dos parlamentares paulistas
e goianos, que vieram prestigiar o acontecimento refletiram
a validade da Legalidade ,segundo narradores da época.
Neste desfile do 20 de setembro de 1961, o governador Brizola
determinou que unidades do interior do Estado da Brigada
Militar viessem a Porto Alegre para dele participar. Destacaram-se
o Corpo e Cadetes do CIM, os cavalarianos do Regimento Bento
Gonçalves, que tinha junto um esquadrão moto
e o primeiro BG, que reconstituiu o Batalhão de Operações.Ainda
pela Brigada Militar desfilaram o Batalhão Pedro
e Paulo, o 3 BP, a Companhia de Manutenção
e Transportes, o Corpo de Bombeiros e representações,
através de sub-unidades, do 2 BG, de Santa Maria,
e do 1 RPR Mont - os Abas Largas - igualmente da cidade
universitária. Também participaram do desfile
a Polícia Rodoviáira, um contingente da Guarda
Civil e vários Centros de Tradições
Gaúchas(CTGs).
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:
Coletivo Fernando Santa Cruz: presente!
Jair Bolsonaro foi hoje palestrar (?) na Faculdade de Direito
da Universidade Federal Fluminense - onde estudou Fernando
Santa Cruz, militante da AP, preso pela ditadura e desaparecido
em 1974.
Santa Cruz, segundo afirmou o deputado, "deve ter morrido
bêbado em algum acidente de carro no carnaval".
Os estudantes da universidade não deixaram barato:
Bolsonaro foi obrigado a sair da UFF dentro de um camburão.
Se a Faculdade de Direito da UFF manchou a sua própria
história ao convidar o ilustre deputado, o movimento
estudantil honrou sua memória e sua gde luta.
Seguem as notícias, o video e em anexo a foto de
Bolsonaro "sendo preso".
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=-Z8TxLnhz6M
http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5359114-EI8266,00-Apos+protesto+Bolsonaro+sai+de+universidade+escoltado+pela+PM.html
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2011/09/19/escolta-para-bolsonaro-406555.asp
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/09/19/bolsonaro-e-hostilizado-e-usa-seguranca-armado-para-deixar-universidade-veja/
Os bancos, o lobo e o cordeiro
Por Carlos Chagas
Pela primeira vez em décadas, este ano, a Febraban
não escolheu um banqueiro para sua presidência.
A escolha recaiu num técnico de renomada experiência
e capacidade, Murilo Portugal, que no momento do convite
exercia o importante cargo de diretor do Fundo Monetário
Internacional, baseado em Washington e viajando pelo mundo
quase todas as semanas. Ele cedeu à possibilidade
de voltar a morar no Brasil, com a família, mesmo
ganhando menos do que recebia lá fora. Não
é um banqueiro, ou seja, suas decisões não
seriam pautadas pelo interesse exclusivo do faturamento
a qualquer custo, mas pelo bom senso que faz o sistema financeiro
inserir-se na macro-política economica nacional.
Assim aconteceu até a semana que passou, quer dizer,
a Febraban atuava conforme as diretrizes dos bancos, mas
sem exagerar. Tendo presente os diversos componentes da
ciranda que envolve as instituições de crédito,
mas prestando atenção, também, nos
clientes, nos correntistas e nas necessidades do poder público.
Claro que sustentando o lucro, ainda que olhando em volta.
É bom prestar atenção: isso aconteceu
até a semana passada, porque de lá para cá
a Febraban passou monumental rasteira na população.
Tendo em vista a greve dos funcionários dos Correios,
o natural seria que sem receber as contas e os boletos de
pagamento, o cidadão comum obtivesse de seus credores,
os bancos, a natural moratória para saldar seus débitos.
Afinal, impedido de saber o total de suas dívidas,
o indigitado devedor necessitaria do tempo necessário
a que a greve chegasse ao fim e se normalizassem os serviços
de entrega.
Aconteceu, porém, o inominável. Os bancos,
através da Febraban, avisaram que débitos
não saldados no dia certo seriam taxados pelos juros
e demais encargos inerentes a situações em
que o indivíduo não paga porque não
pode ou não quer. Azar o dele, se não recebeu
a cobrança. Que vá pesquisar, desdobrar-se
e buscar junto ao bispo o total daquilo que deveria pagar
na data aprazada. Os bancos é que não abrem
mão de cobrar a inadimplência forçada.
Mesmo sem que o infeliz tenha recebido o aviso para pagamento,
tem que pagar. Mas sem saber quanto? Ele que se dane.
Convenhamos, eis aí mais uma evidência da usura,
do egoísmo e da injustiça. Nem dividir com
os devedores o prejuízo da paralização
dos Correios os bancos aceitaram. Sua postura é a
mesma dos feitores de escravos. Ou, se quiserem, do lobo
diante do cordeiro.
DESFAZENDO ESPERANÇAS
Continuando as coisas como vão e tendo-se como definitivas
as declarações do ex-presidente Lula, de que
a vez de disputar a presidência da República,
em 2014, é de Dilma Rousseff, poderia ter-se acendido
uma luz no fim do túnel em que se encontram aprisionados
os tucanos. Afinal, disputar com o Lula seria sucídio,
mas se o primeiro-companheiro abre mão para a sucessora,
o quadro muda de figura. Haveria chance para uma candidatura
de oposição.
Por conta disso deveria o PSDB, desde já, estar afiando
suas espadas e organizando-se como um corpo uniforme e bem
capacitado. Estabelecendo, por exemplo, linhas gerais de
ação capazes de confrontar o modelo em execução
pela presidente Dilma. Apontando falhas e apresentando alternativas.
Acima de tudo, porém, preparando o seu candidato,
que a lógica e o bom-senso indicam deva ser o senador
Aécio Neves.
Acontece o oposto. Nem um programa crítico de governo
emerge do ninho onde todos se bicam e ninguém alça
vôo. José Serra acha que tem que ser ele o
candidato. Afinal, só perdeu duas vezes, sendo que
o Lula perdeu três, até chegar à vitória
na quarta tentativa. Geraldo Alckmin faz ouvidos de mercador
e comporta-se como a hipótese ideal, baseado na força
de São Paulo. Fernando Henrique continua de olho,
apesar de seus oitenta anos. Ou Konrad Adenauer não
reconstruiu a Alemanha com mais idade? Enquanto isso, Aécio
Neves parece haver-se encolhido, no exercício de
seu mandato de senador. São tucanos e não
pombas, ainda que prevaleça a poesia inesquecível:
vai-se mais uma, depois outra… No caso, oportunidades.
POR QUE NÃO ANTECIPAR?
Mais do que voz corrente, tornou-se verdade absoluta que
a presidente Dilma promoverá ampla reforma no ministério,
no fim do ano ou no começo do próximo. As
razões são mais do que necessárias:
adaptar o governo às suas concepções,
livrando-se das indicações que não
fez, mas apenas aceitou, de partidos e do próprio
antecessor. Claro que sob a capa da desincompatilização
de um ou dois ministros que seriam candidatros às
eleições do ano que vem.
Pois começa a correr no Congresso e na Esplanada
dos Ministérios uma indagação tão
simples quanto óbvia: se é para melhorar a
performance do governo, por que esperar? Não seria
melhor mudar logo as peças tidas como supérfluas
e inoperantes? Por que aguardar meses que poderiam ser essenciais
para a performance da administração federal?
Constrangimentos que fatalmente acontecerão em dezembro
ou janeiro seriam apenas antecipados.
Serginho, só vou te responder porque mereces
minha consideração
1) Obrigado por ler o blog
2)nunca disse que sou engraçadinho. Sou uma pessoa
muita séria.
3) senão não teria publicaod 10 livros, tudo
as minhas expensas.
4) continue mandando informações que é
o melhor de ti....isto tu tens, embora sempre tenhas feito
mais o papel de RP....
Olides
Tenho lido o teu blog diariamente,como faço ha anos.Tu
estas doente????? É que escreves agora historias
minhas,sem dizer que é mentira.... Ou tu estás
doente ou esperando que eu volte a escrever novamente para
ti...
Se continuares assim,sem querer ser engraçadinho,
porque de engraçadinho tu não tens nada...eu
talvez reepense no teu caso e volte a te mandar noticias
curtinhas como vives me pedindo.
Por exemplo: a história que corre por aqui agora
é que a Dona Dilma,está perdendo do controle
do poder.
Esta ameaçando fazer até o fim do ano,uma
grande reforma ministerial. Tiraria do seu time,todos os
ministros que foram indicados pelo Lula. Mas isso eu te
conto com mais detalhes, se continuares sendo um menino
bonzinho da Linha Onze.
Sergio
Coleguinhas
*Era pra ser hoje,quarta, dia 21.09, a entrevista do Guto
Villanova com o famoso escritor BISSON, no Sonoridades da
rádio da UFRGS. Mas segundo o Guto " forças
ocultas" impediram. SErá que é o feudo
da literatura que é da Rejane Salvi e do Prof. Fischer.
Eu não duvido nada....saberemos e divulgaresmo..aqui
não tem segredo de Estado...
Coleguinhas
*Com sua atitude no mínimo antipática de
colocar um lembrete (favor não copiar este post)
deixei de ler o Lauro Dieckamann.....
Legalidade, legalidade
A Legalidade está rendendo muito pruns coleguinhas....quero
dizer, muitos dias de folga....
Um só marido, três mulheres vivas,
uma outra já falecida, 69 filhos e 100 netos
Do site http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=25362
O aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, é
viúvo do primeiro casamento, o que lhe custou cuidar
sozinho de 17 filhos em uma casa humilde no sertão
de Campo Grande (RN). Paquerador nato, ele se casou novamente,
por três vezes. O detalhe é que ele não
ficou viúvo outra vez e nem se separou. Hoje, ele
mora com três mulheres: a segunda companheira, a sogra
e sua cunhada. Com elas, Oliveira teve 45 filhos.
Insaciável, o aposentado ainda conseguiu arrumar
tempo para mais três mulheres, todas relações
que considera extraconjugais, que resultaram em outros sete
filhos. Somando a prole de cada um dos relacionamento, ele
construiu uma família (ou famílias) com 69
filhos, 100 netos e 60 bisnetos.
A primeira mulher da história de vida de Oliveira
se chamava Francisca. "Deus quis levá-la e assim
foi, mas me deixou 17 filhos". O tempo passou e ele
conheceu outra Francisca, por quem se apaixonou: era Maria
Francisca da Silva, hoje com 69 anos. Com esta, ele teve
mais 17 filhos.
O terceiro relacionamento de Oliveira começou quando
sua sogra - mãe de Maria Francisca - passou a frequentar
sua casa diariamente para cuidar da filha em suas gestações.
"A gente foi se conhecendo melhor e tive mais 13 filhos"
- revela Luiz.
Por causa das gestações de sua sogra, que
se transformou em esposa, a nora Ozelita Francisca da Silva,
58 anos, passou a frequentar a casa de Oliveira também.
Desta vez, os cuidados eram direcionados para sua sogra-esposa.
Foram mais 15 filhos.
Dos filhos de Luiz, apenas 31 estão vivos.
Matéria publicada anteontem (19) pelo saite G1 revela
que, "na semana passada, as filhas estavam brigadas
com a mãe; as três estavam com ciúmes
do marido - o mesmo das três".
A matéria revela detalhes da residência: a
casa é pequena, com quarto, sala, cozinha e banheiro.
"Não tem muito conforto, mas dá pra fazer
amor. Quando eu faço amor é sempre na mesma
casa, no mesmo quarto" - diz Luiz.
Além dos filhos com as três atuais mulheres
e com a falecida Francisca, o supermarido Luiz disse que
a fama de "bom homem" atrai a atenção
de outras mulheres. "A gente passa e as mulheres ficam
olhando. Não sou assim bonito como dizem, mas tenho
minhas qualidades."
O aposentado revelou ao G1 o segredo para tanta vitalidade.
"Não bebo, não fumo, me alimento bem
e durmo melhor ainda".
Porém, ele não quis explicar como faz para
se dividir entre as três mulheres na mesma casa. "Tem
espaço pra todas. Pra fazer amor não tem hora
e nem lugar; basta querer."
Luiz disse que sabe o nome de todos os 69 filhos, mas que
tem horas em que a memória não ajuda. "Se
eu vejo pessoalmente eu sei quem é a mãe e
nome vem na cabeça."
Dos 100 netos ele não consegue lembrar o nome de
todos. "É muita gente, mas é gostoso.
Os nomes deles quem tem que saber são os pais."
Quanto aos sete filhos que teve com outras três mulheres,
em relacionamentos extraconjugais, Luiz Oliveira não
tem tanto contato. "Eu sei onde moram, onde estão
as mães, mas não temos o convívio".
Extinção da Chama Crioula encerra
festejos Farroupilhas 2011

A extinção da Chama Crioula ocorrida nesta
terça-feira (20/09), às 17h, no Palácio
Piratini, marcou o encerramento dos Festejos Farroupilhas
de 2011. A solenidade contou com uma inovação:
a retirada de duas centelhas da chama por representantes
do Piquete Lanceiros Negros e do Movimento Tradicionalista
Gaúcho (MTG).
A primeira foi extraída pelo ator Sirmar Antunes
que a entregou a Bárbara e Luiz Centeno integrantes
do Piquete. Emocionado, recorreu à poesia de Oliveira
Silveira para exaltar a contribuição do negro
na formação da cultura do Rio Grande do Sul
e sua importância na Revolução Farroupilha.
Ele lembrou ainda que hoje a luta dos negros é através
da arte e idéias. Essa chama vai percorrer os clubes
sociais da comunidade e casas de religião afro até
o dia 14 de novembro, quando inicia a Semana da Consciência
Negra e é lembrado o massacre de Porongos.
A segunda centelha foi retirada pelo presidente do MTG,
Erival Bertolini, que entregou para os representantes da
Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande. Os cavalarianos levarão
a chama até o município de Piratini, primeira
capital Farroupilha, onde ficará permanentemente
acessa.
Para o presidente da Fundação Instituto
Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF),
Rodi Pedro Borghetti, a programação dos Festejos
Farroupilhas deste ano superou as expectativas. ?Destaco
também como positivas a participação
oficial dos Lanceiros Negros na cerimônia de encerramento
das festividades e a aplicação da lei que
determina que a chama crioula nunca se apague.
A cerimônia contou ainda com a presença do
secretário de Estado da Cultura, Luiz Antônio
de Assis Brasil, que estava representando o governador Tarso
Genro, autoridades da Brigada Militar, integrantes do MTG,
do Movimento Negro, militares e parlamentares.
Foto: Maria Emilia Portella/Sedac
Texto:Rita Escobar - Mtb 6079
A COPA DA AFRICA JÁ ERA....
QUEM AINDA LEMBRA DAQUELA CHATICE DA VUVUZELA???
JÁ ERA.AGORA TUDO É LEMBRANÇA. POIS
ACHEI NO MEIO DOS ALFARRÁBIOS DA MINHA MÃE
FOTOS DA MINHA IRMÃ EM TERRAS DA AFRICA DO SUL EM
JUNHO DO ANO PASSADO. SÓ PRA RECORDAR!!!!( ACERVO
(aNA mARIA cANTON)






De Serafina
*Prefeito BICO BRANCO promete falar com a empresa de ônibus,
no caso a BENTO, sobre a venda apenas de bancos no lado
traseiro na rodoviária de serafina no coletivo que
sai no domingo às 18h30 pra porto alegre. o RIDICULO
de tudo isto é que a metada da frente é reservada
os " Chics" de Guaporé, como disse uma
passageira no ultimo domingo, dia 18, em que este repórter
estava a bordo.
E nem a Agersg, nem Daer, nem camara de vereadores de serafina
faz algo? O que fazem os senhores vereadores que ganham
um polpudo salário pra ir 2 horas por semana na câmara
na segunda numa única sessão. Nem disto cuidam?
Como diria o Boris Casoy, é uma vergonha!
Coleguinhas
*Moisés Mendes de ZH sofreu cirurgia e está
se recuperando no quarto 515 Hospital Santa Rita.
CORRERIA NAS REVENDAS
SUDMOTOS VENDEU NOS ULTIMOS TRES DIAS DA SEMANA PASSADA
42 BMW....CORRERIA É PORQUE VAI AUMENTAR O IPI DOS
CARROS IMPORTADOS. UMA BMW CUSTA ENTRE 100 MIL REAIS E 300
MIL....
qUEM PODE PODE!!!
VOLARE REALIZA AÇÃO PARA CONSCIENTIZAR
JOVENS DA UCS
NO DIA MUNDIAL SEM CARRO

Objetivo é mostrar os benefícios que a opção
pelo transporte
coletivo proporciona para a preservação ambiental
e a qualidade de vida
Caxias do Sul, 21 de setembro de 2011 - A Volare, uma das
principais fabricantes nacionais de miniônibus, promoverá,
durante a Semana Nacional de Trânsito 2011, entre
19 e 23 de setembro, e Dia Mundial Sem Carro - 22 de setembro,
campanha de incentivo ao uso do ônibus. A ação
tem como objetivos conscientizar as pessoas sobre os benefícios
para o meio ambiente e para a comunidade do uso do transporte
coletivo e estimular a deixarem os automóveis em
casa.
A ação do Dia Mundial Sem Carro será
realizada nos arredores da Universidade de Caxias do Sul
(UCS) e contará com a distribuição
de adesivos e de camisetas alusivas ao tema. Entre os maiores
benefícios da opção pelo transporte
coletivo estão a redução do número
de automóveis nas ruas, da poluição
ambiental, dos congestionamentos e o bem-estar dos cidadãos.
Para Milton Susin, diretor-executivo da Volare, é
importante que as autoridades e as empresas exerçam
sua influência sobre a comunidade para a conscientização
da importância da preservação ambiental.
“Sabemos que é preciso dar o exemplo para os
jovens e que eles, por sua vez, sejam também multiplicadores
entre os seus familiares e para toda a comunidade. Além
da nossa ação na UCS, a campanha terá
forte divulgação nas mídias sociais.
Aprendemos com os jovens a força da internet em atos
públicos e utilizaremos esta ferramenta para disseminar
a ideia”, explica.
A ação mostrará que no mesmo espaço
físico ocupado por cinco automóveis nas ruas
e avenidas, com em média de duas pessoas por veículo,
é possível transportar 160 passageiros em
um ônibus, com conforto, rapidez e segurança.
“Independente do tamanho da cidade, todos os cidadãos
vão precisar colaborar para a preservação
ambiental e a redução da poluição.
O uso do ônibus como meio de transporte diário
é muito incentivado em países desenvolvidos
e torna-se uma opção com benefícios
imediatos para toda a comunidade”, finaliza Susin.
O Dia Mundial Sem Carro é um movimento que começou
em algumas cidades da Europa nos últimos anos, e
desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando
a cada edição mais adesões nos cinco
continentes. Trata-se de um manifesto/reflexão sobre
os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis
como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros
urbanos, e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis
- entre os quais se destacam o ônibus e a bicicleta.
Crédito da foto: Planet House Propaganda
Secco Consultoria de Comunicação
Tel. 11 5641-7407 | secco@secco.com.br
A FREIRA DOS
MIGRANTES

Da esquerda pra direita: Natalino, irmã Terezinha(
ela conservou o nome na Congregação) o pai
de ambos, Paulino Morandi( in memorian) a outra irmã
freira e uma prima em janeiro de 1968. Provavel que a foto
seja do dia que a irmã Terezinha tenha ganho o anel...
No último sábado,dia 18 /09, conheci a Irmã
Terezinha Morandi, 63 anos que conhecia apenas de nome.
Não lembrava dela, em hipótese alguma. Foi
assim: eu ia indo na minha caminhada que faço sempre
que vou a Serafina( dá 8 km entre ida e volta a capela
São Pedro) - estou me preparando fisicamente pra
fazer o caminho de Compostela - quando vi uma senhora varrendo
o chão na frente da casa da antiga família
de Paulino Morandi, cuja casa continua a mesma dos meus
tempos de infância,isto é, 50 anos atrás,
quando eu ia a pé até a capelinha que antes
se chamava Santo Antônio e agora se chama São
Pedro( houve uma briga lá entre duas capelas e o
padre, como sempre, disse que agora é assim e estamos
entendidos).Pois parei,perguntei pelo Arlindo, que é
seu irmão que está fazendo quimioterapia,
tratando um câncer e ela me convidou pra entrar e
visitá-lo.O enfermo estava deitado num sofá,descansando
e com ela, acabei tendo uma longa conversa, principalmente
depois que fiquei a sós. Me contou que chegou por
acaso em casa, porque fora a Caravaggio(freira é
assim, está sempre com programas religiosos)e por
acaso passou em casa, como disse(referiu-se a antiga casa
onde nasceu e pertenceu a seus pais, ambos falecidos) e
encontrou o irmão praticamente morrendo. Fora ao
médico, não diagnosticaram logo o câncer
e ele estava muito mal.
Ela tomou as providências necessárias...e depois
entre queixas e lembranças dos tempos em que passou
lá a infância, dos problemas que teve com a
madrasta,- "ela queria que a gente a chamasse de mãe
mas eu nunca consegui", contou - Dorvalina, porque
a mãe, Albina, dos seis irmãos( as 3 mulheres
são freiras) morreu de câncer, assim que eles
se mudaram de Nova Pádua para Serafina.
Bom, finda a conversa segui meu caminho....
No domingo, repeti a caminha e levei junto meu gravador.
No domingo de a freira estava sentada na sacada da casa
do irmão vizinho a casa velha dos Morandi e lá
tomava mate com o irmão mais velho, Natalino ,sua
esposa e os dois filhos.
Entrei e liguei o gravador. Não sei o que houve
que os primeiros depoimentos dela não ficaram gravados,
pelo menos ainda não achei na fita. Mas a segunda
parte do depoimento da freira gravou ....Eis a seguir o
que ela contou de sua (rica) experiência durante nove
anos em Porto Velho, nos anos 80, trabalhando com os retirantes
que chegam do Nordeste, do Sul, de Minas e outras regiões
em busca de novos horizontes....
AS DRAGAS NO RIO MADEIRA...
A DURA VIDA DO GARIMPO....
"O PESSOAL IA PRA LÁ ILUDIDO. MUITA GENTE IA
POR CAUSA DAS TERRAS QUE JÁ TINHA FALADO ANTES( A
IRMÃ TEREZINHA SE REFERE AOS MIGRANTES DO NORDESTE
QUE IAM NOS ANOS 80 DE ONIBUS PARA OCUPAR AS TERRAS DA RONDONIA).
Outros iam para trabalhar no garimpo. O GARIMPO É
ASSIM, O PESSOAL VAI LÁ, TRABALHA, TEM OS DONOS DAS
DRAGAS. ENTÃO O RIO MADEIRA ERA CHEIO DE DRAGEIRO.
MUITA GENTE FOI PARA LÁ PARA TRABALHAR.DAÍ
QUANDO ELES ENCONTRAVAM OURO ENTÃO OS PEÕES
ELES TINHAM OS GARIMPEIROS, ELES TINHA UMA BOLSINHA QUE
USAVAM POR DENTRO DA CALÇA PARA NÃO DEIXAR
PORQUE SENÃO QUANDO ERA PARTILHADA ELES NÃO
DEIXAVAM ELES ANDAVAM JUNTO. SÓ QUE TINHA GENTE QUE
SABIA QUANDO TINHA BASTANTE CORTAVA A DRAGA E PEGAVAM OS
OUROS DELES...
IAM RIO ABAIXO IA O OURO RIO ABAIXO, COITADOS DELES( A
IRMÃO REFERE QUE OS GARIMPEIROS TENTAVAM SURUPIAR
OURO DOS DONOS DAS DRAGAS, ERAM DENUNCIADOS E O OURO DELES
ERA JOGADO FORA)
AS MORTES NO GARIMPO!!!!
OS ENTERROS NA VALA COMUM!!!
O TRABALHO COM OS MIGRANTES!!!!
Muita gente morreu lá
Eu morava perto da rodoviária( isto foi nos anos
80, e a rodoviária era a de Porto Velho, na Rondônia)
eu morava perto da rodoviária e dois quarteirões
pra cá tinha no começo que eu fui pra lá
eu trabalhava em uma parte do dia no Estado. tRABALHAVA
COM OS MIGRANTES QUE ERAM ...tINHA MUITOS HOMENS LÁ
NA CASA DE ACOLHIDA. dAÍ PASSAVA LÁ TODO DIA
TINHA GARIMPEIRO MORTO. nINGUÉM SABIA O QUE ACONTECIA.
aPARECIA LÁ E DEIXAVAM LÁ NA FUNERÁRIA.
UMDIA, DOIS DIAS..QUANDO NÃO APARECIAM OS DONOS E
A NINGUÉM RECLAMAVA IA PRA VALA COMUM. CHAMAVAM DE
UMA VALA. UMA VALA COMPRIDA,SEM DIVISÓRIA, DO TAMANHO
DE UMA PESSOA, NÉ. DAÍ ELES PÕEM LÁ
DENTRO UM DO LADO DO OUTRO, DEPOIS ENTERRA LÁ. ENTÃO
ENTERRAVA UM QUANDO VINHA OUTRO ..
UM BEM NA LINHA DO OUTRO QUE NEM A GENTE EMPALHA A MANDIOCA
PRA SEMENTE( AQUI A FREIRA QUIS FAZER UMA COMPARAÇÃO
COM AS MANDIOCAS QUE SÃO SEPARADAS PRA SEREM REPLANTADAS
PORQUE COMO FILHA DE AGRICULTURES ELA JÁ FEZ ISTO
MUITO TEMPO...) DESSE JEITO ERA ....QUANDO VI PELA PRIMEIRA
VEZ EU FIQUEI LOUCA. DISSE:
- meu deus, coitados, quem sabe quantos pais, mães,
pensando nestes filhos, nem sabem que tão mortos!!!!
Todos eles eram jovens, a maioria dos mortos eram jovens.
OS CRIMES
NOS ACERTOS DE CONTA
tinha muito crime também, conta Irmã Terezinha.Na
época em que esteve em Porto Velho, isto era bem
comum...
hoje ainda tem, mas ela acha que nos anos 80,quando serviu
na Congregação das Carlistas, a quem pertence
, tinha muito mais.
- Eu sei que num domingo numa comunidade da periferia fomos
celebrar( é um ato litúrgico da Igreja Católica)
à tarde não tinha padre pra todas as comunidades
e a gente foi fazer celebração à tarde.
Daí vieram correndo chamar pra ir lá rezar
que tinham matado 3 pessoas. Aí fomos lá ver.
Eram 3 irmãos do Piauí(ESTADO QUE MANDA MUITA
GENTE PRA RONDONIA,tipo assim os migrantes de Minas Gerais
que vão pra Nova Iorque)Um tava morto na valeta,
um atrás do balcão( que ele tinha um barzinho
lá e o terceiro foi pro hospital mas acabou falecendo
também... Daí diz que eles tavam trabalhando
com este homem do bar( o tal bar onde os 3 foram mortos)
e eles foram lá pra fazer um acerto e o cara invés
de acertar deu um tiro pra cada um e a adeus....
Eram umas mortes bobas....A vida ali valia ouro?
- Nunca ninguém tinha dinheiro. Nem ouro....
A lei lá era como se você ganha hoje e tem
que gastar tudo hoje. Eles gastavam tudo bebendo, nas orgias,
nas festas( a freira quer dizer na zona, nos cabarés...)
A maioria foi na onde de que o que se ganha hoje tem que
gastar pra amanhã pegar de novo.
Fiquei nove anos lá trabalhando com os migrantes
depois fui pra Cuiabá no Conselho Provincial e fiquei
seis anos neste Conselho. Também trabalhava com os
migrantes.cortadores de cana
A ESTRANHA RONDONIA...
Irmã Terezinha diz que nem na Itália estranhou
tanto a comida como na Rondônia.
- Eu fui pra Itália e não estranhei tanto
como na Rondônia. É uma terra de todo o povo...de
todos os EStados do Brasil.
Eles tem toda uma outra cultura. Antes tinha muito pouco
sulista, agora tem mais...Quando fui pra lá tinha
pouco sulista. A gente quase não encontrava verdura....Esse
costume nosso de comer verdura. A gente estranha a comida
na Rondônia nos primeiros anos.
A "MALEITA"
iRMÃ tEREZINHA nem sabe mais quantas malárias
pegou....mas conta como foi sua primeira vez com esta doença
que costuma até matar.
- Logo no começo de 87 eu peguei a malário(
ela ficou lá de 1983 até depois dos anos 90)...Acho
que foi neste ano sim que peguei a maleita, como chamam
lá...
Eu falei pra irmã que trabalhava comigo:ACHO QUE
PEGUEI A MALEITA....
porque estou com muita dor de cabeça. lá
eles chamam de MALEITA...
como ela trabalhava no posto e eu estava com muita frebre
levou uma amostra pra lá e ela me disse que eu estava
com a mesma...
Tinha tanta dor de cabeça,tanta febre...
Depois a gente tem que tomar aqueles remédios que
dão parece a quimio que o meu irmão Arlindo
tá fazendo(refere-se a quimioterapia)
Irmã Terezinha lembra que o povo apelidou ARIQUEMES,
uma cidade da Rondônia de ARITREMES, já que
lá é considerado a capital nacional desta
doença....por isto o apelido.
ela diz que Ariquemes deve ser um nome de origem indígena...conta
que é uma cidade planejada e que ela é a única
cidade planejada do estado da Rondônia...
Igualzinho a Brasilia, tem espaço pras escolas,
pras igrejas,
Irmã Terezinha lembra da rodoviária de ARIQUEMES
já que fazia a recepção dos migrantes
que vinham em levas...
- aquela rodoviária era um deus nos acuda.Sempre
cheia de gente...Nós atendia o povo na rodoviária.
Chegava gente que não tinha nem pra onde ir, onde
se alojar. A maioria vinha com a família, famílias
novas, cheias de crianças. Já chegavam lá
doentes, já vinham com malária, com outras
infecções...
quando era família encaminahva no albergue, né.
Encaminhava era como se diz, porque não era fácil
conseguir ..Só no posto dava os remedinho e ia pra
casa. Não tinha outro jeito, aqui a Medicina hoje
está bem mais evoluida.
Agora lá agora com a abertura das usinas( ela se
refere a duas usinas hidreletricas em construção
no rio Madeira), agora tá ipior....
O Madeira,diz ela, é um dos maiores rios do Brasil.
Não é o maior mas é grande. Ela não
sabe a metragem do mesmo.
Chamam de Madeira, lembra, porque por ele desce muita madeira,
ou desceu muita madeira.
DOURADOS
No momento irmã Terezinha está em Dourados,
no Mato Grosso.Ela diz que o clima é outro, que é
parecido com o do sul. Diferente do da Rondônia onde
chovia seis meses e outros seis meses era uma estiagem só.
AS PLANTAÇÕES DA RONDONIA
a FREIRA RECORDA QUE na Rondonia no começo plantavam
café,cacau e outras culturas brancas, milho. DEpois
começaram com a criação de gado..por
isto hoje em dia existe muita devastação por
causa das queimadas. Agora, diz ela, estão levando
pra Rondônia a soja. Ela não está sabendo
se o cultivo da cana está lá , mas a soja
tem certeza que sim...
Irmã Terezinha conta que muita gente que foi pra
lá volta decepcionada.Mas que muita gente ficou na
Rondônia, porque as familias possuem muitas crianças.
Conta que nos bairros que iampromover um encontrinho, uma
festinha o que se via de criança era inexplicável....Quanta
criança, diz a freira, criança linda.
Agora parece que a situação está um
pouco mais organizada.Com as usinas, diz tEREZINHA, FORAM
abertos muitos cursos ..
Mas a Rondônia,segundo ela, parece uma terra sem lei...
- Um casa, tem dois três filhos, depois separa, casa
com outra ..ela conhece esta situação porque
trabalhou no ConselhoTutelar.
VIOLENCIA NAS CRIANÇAS
eSTA SITUAÇÃO PROVOCA MUITA VIOLENCIA DOMESTICA,
principalmente com crianças.
- Muitas crianças são violentados pelos padrastos.Você
vai lá as casas estão cheias, bebês
de dois anos são violentados. Coisas loucas...
Então a gente tinha que ir fazer a sindicância
encaminahda pela Justiça..a Gente ia com a documentação
do juiz. Mas o pessoal esconde o pessoal não tem
coragem de falar porque tem medo porque a maioria são
violentos. SE vai preso é morto...Os outros presos
acaba com eles porque mexem com criança.
Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, irmã Terezinha
também trabalhava com migrantes. Lá ela cuidava
de uma casa onde se hospedavam os migrantes que estavam
em trânsito.
- Era uma casa lá onde a gente acolhia pra eles tomarem
banho, fazerem suas refeições. Era apenas
pra poderem seguir viagem...
a maioria passava lá com destino a Rondônia.Como
ela já conhecia a Rondonia, via aquela gente cheia
de ilusão e tentava demove-los de sua intenções...
- Cheios de ilusão, com famílias, com tudo.eu
dizia porque não veio primeiro o pai pra ver se dá
certo como é que põem todos na estrada assim???
Não é melhor vocês ficarem aqui. Vamos
arrumar um trabalho por aqui. Porque lá as crianças
vão ficar doentes, vocês não vão
ter recursos
Diante dos argumentos da freira, os migrantes ficavam revoltados:
- A senhora vai jogar um balde de agua fria na nossa esperança....Eles
viajavam em grupos....
PARANÁ
Quando esteve em Cascavel, no Paraná, a irmão
Terezinha ia nas periferias de Cascável, junto com
o padre João Corso orientar as pessoas paranão
migrarem,irem embora.
Era preferível que ficassem em Cascável...
Mas o pessoal ia na mesma...
Quando esteve em Campo Grande, é que Terezinha viu
que os migrantes paravam naquela capital.
- As vezes enchiam nosso centro, que cabia 150 pessoas.
Vinham dois três onibus, contou ela.
Eles mesmo pagavam os ônibus. E ela conta que os
pastores das igrejas os acompanhavam...Os pastores,diz,
ajudavam levar o povo pra lá." Os pastores são
cúmplices também" diz irmã Terezinha.
Ela conta que atualmente o Paraná limpou....Você
vai para o interior, não é a mesma coisa que
aqui...que ainda tem gente...
- Onde a gente passa pela BR(RODOVIA) não vê
casas....Estão todos lá pra cima(Norte), ou
estão nas cidades...
No Paraná hoje em dia só restam grandes fazendas
e grandes plantações..
Já no Mato Grosso do Sul informa ela, tem muito
gado e cana de açucar.
- Você não vê uma fruteira, não
vê nada...
CARENTES
Terezinha CONTA QUE OS MIGRANTES SÃO MUITO CARENTES,,
- Uma vez um deles ficou tão emocionado , me pediu
pra bater uma foto pra mandar pra mãe dele. Ele era
do Piauí...
Ele disse que ainda acreditava em Deus
Dei pra ele minha Biblia, informa Terezinha.
A maioria veio pro Norte porque no Nordeste não tinha
mais como viver...
Porém,q uando termina a safra, costumam voltar,
com pouco ou com nada...
O sonho dos jovens é comprar uma moto, alguns conseguem
comprar, outros não...Alguns gastam tudo como fazem
no garimpo. Mas é porque chegam só os homens
solteiros..."
Quando irmã Terezinha termina este depoimento, eu
lhe digo que ela tem umlivro pra escrever sobre esta sua
experiência como freira no Norte do país. Ela
não descarta a idéia..Tomara que o faça....
De São Borja
Ainda meio sonolento com o longo feriadão FARRAPO,
o Letier, vulgo Capincho, cumpriu,ontem, sua missão
de mandar um pequeno texto sobre a sucessão municipal
na terra natal do Governador.
ESTA É A NOSSA PORTO ALEGRE!!!
EIS AI A TURMA BOTANDO A BOCA NO TROMBONE...
Movimento Comunitário Pró-estradas do Extremo
Sul
As comunidades do Extremo sul de Porto Alegre estão
indignadas com o estado precário em que se encontram
as estradas da região e com o descaso da Prefeitura
Municipal em solucionar estruturalmente o problema.
Tanto as estradas de chão, quanto as pavimentadas
estão esburacadas, com remendos, sem nivelamento
e drenagem adequadas. Desta forma, causando transtornos
e prejuízos à população que
transita e mora na região – as crianças
deixam de ir à escola, o transporte e escoamento
da produção agrícola é dificultado,
os turistas e empresas de turismo que visitam os atrativos
dos Caminhos Rurais encontram dificuldades de acesso e,
além disso, os carros, ônibus e caminhões
da região sofrem desgastes constantes e manutenções
frequentes.
O aumento da população no extremo-sul, devido
aos incentivos de condomínios mal planejados, sem
fiscalização, sem dar condições
de acesso, saneamento e moradia digna é uma das causas
desse transtorno e desgaste das vias da região.
Através deste movimento, as comunidades e instituições
manifestantes exigem urgentemente melhorias estruturais
para as estradas e execução imediata de obras
de pavimentação conquistadas no Orçamento
Participativo (OP). E não apenas uma “maquiagem”,
como costumam fazer as máquinas contratadas pela
prefeitura, quando aparecem na região.
Participe da Grande Carreata de Protesto
Dia 09/out – Concentração 9:30h - na
Ponte do Lami
Apoio: Empresas de Comércio e Serviços, Associações
Comunitárias do Extremo Sul, empreendedores dos Caminhos
Rurais e a comunidade em geral.
Contato e informações:
Idemar da Rocha – fone: 9873.9058
Pedro Sonir München – fone: 3258.6342
O QUE LI NOS JORNAIS

NOTA na coluna da Rosane de Oliveira, em ZH, anterior provocou
explicação do Ministério Publico do
Trabalho...
De Serafina
Recebi esta gozação de um leitor de lá...
Não te regozijes muito porque eu e o BICO BRANCO
já fizemos as pazes, pro teu desespero....
Então tá combinado....o CAMPAMENTO FARROUPILHA
de Serafina foi o melhor do mundo!!!!
oia o bico branco
De Serafina
Semana Farroupilha foi um verdadeiro sucesso!
Adriana Sabadin

Adriana Sabadin

Adriana Sabadin

No momento em que se encerra a Semana Farroupilha 2011,
extingue-se a chama crioula que certamente continuará
acesa nos corações de todos os gaúchos,
cultivando os valores da igualdade, fraternidade e liberdade.
Com uma programação que agradou a população
serafinense, os festejos farroupilhas confirmaram o sucesso
do evento que teve como organizadores a Prefeitura Municipal,
o CTG Galpão da Saudade e o CTG Sinuelo da Serra.
No sábado à noite, no CTG Galpão da
Saudade, houve o Jantar-Fandango com o Grupo Compasso. Cerca
de 500 pessoas participaram do evento que teve também
troca de faixas das Primeiras Prendas.
No domingo à tarde, a partir das 15h, houve mateada
farroupilha com apresentação de talentos locais
e integração dos CTGs com roda de chimarrão.
A partir das 19:30, a população que lotou
o acampamento farroupilha assistiu e dançou com o
grupo Os Campeiros.
A segunda-feira, 19, foi o dia do costelão preparado
pelo CTG Sinuelo da Serra com o show do Grupo Mas Bah Tchê!
Cerca de 600 pessoas prestigiaram o evento que contou com
gastronomia, música e dança.
O dia do gaúcho, em Serafina Corrêa, teve desfile
de cavalarianos pelas ruas principais da cidade. O acampamento
farroupilha esteve novamente lotado para assistir à
tarde artística. Houve apresentação
das invernadas do CTG Galpão da Saudade e do CTG
Sinuelo da Serra.
A solenidade de extinção da chama crioula
e arriamento das bandeiras marcou o encerramento da Semana
Farroupilha 2011, contando com a presença de autoridades
e da comunidade. Como o público ainda se fazia presente,
o acampamento farroupilha teve ainda um fandango de encerramento,
finalizando a brilhante programação.
A Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa, o CTG Galpão
da Saudade e o CTG Sinuelo da Serra agradecem a presença
de todos e também aos patrocinadores: Gráfica
Serafinense, Credeal, Farmácias São João,
Rádio Odisséia FM, Erva-mate Natumate, RGE
e Erva-mate Ponche Verde. A programação contou
ainda com o apoio das Secretarias Municipais, Brigada Militar,
Bombeiros Voluntários, Clube de Mães Jardim
Itália, Empresas Associadas locais, Rádio
Parque e Rádio Rosário AM.
Por: Adriana Sabadin – Assessora de Imprensa
Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – RS.
CORNETA
DO IRPAPUS
Pelo menos um tradicional participante dos jantares mensais
da turma do IRPAPUS - é uma turma que se encontra
na rua da Praia, nas folgas do meio-dia - está achando
salgado demais o preço do jantar: 30 paus por cabeça...e
isto que na última por exemplo houve segundo o mesmo
apenas um churrasquinho..
Digo eu: será que há sobras de campanha???
DE SERAFINA
o PREFEITO BICO BRANCO, COMO PESSOA SENSÍVEL QUE
CERTAMENTE É, BEM QUE PODERIA APROVEITA A ESTADA
DA IRMÃ TEREZINHA MORANDI, QUE ESTÁ CUIDANDO
DO IRMÃO ENFERMO E LHE PRESTAR UMA PEQUENA HOMENAGEM
DE SUA TERRA NATAL...
CÁ DE MINHA PEQUENA GRANDE TORRE ESTA SIM QUE É
UMA ILUSTRE FILHA DE SERAFINA....
OQUE LI NOS JORNAIS

NO DIA 20 DE SETEMBRO, O DIA DOS CAMPAMENTO FARRAPOS, NOTEI
NOS JORNAIS UM ANUNCIO DO ZAFFARI/BOURBON...B INGO...A AGENCIA
MATRIZ, DO POETA LUIS CORONEL ESCOLHEU UM VERSO DO PRÓPRIO...E
AINDA O ASSINOU COM AS INICIAIS L.C....
ISTO SIM QUE É UM CANHÃO FAZENDO PROPAGANDA
DO PRÓPRIO POEMA NO COMERCIAL DO CLIENTE....
HAJA PUDOR, OU MELHOR, NÃO HAJA PUDOR....
O QUE LI NOS JORNAIS

SOBRE O CAPITÃO LAMARCA ESCREVO NO MEU LIVRO PAUTA,
O AVESSO DAS REDAÇÕES!
O capitão Carlos Lamarca foi filmado na esquina
da Rua da Praia(Andradas) com Uruguai, pelo cinegrafista
Jaimar Cabral(era do Palácio Piratini e gaba-se de
ter "descoberto" a atual senador Ana Amélia(PP)
pras câmeras, quando ele era da TV Difusora). Cabral
foi chamado pelo III Exército pra uma missão
que somente 4 meses depois saberia do que se tratava. Nada
mais, nada menos que o guerrilheiro da VPR( Vanguarda Popular
Revolucionária) que depois foi morto pelos militares
numa operação na Bahia. Cabral filmou Lamarca
assim: foi chamado na TV Difusora pelo serviço de
inteligência do Exército e lhe disseram: você
vai ficar no quarto andar de um prédio filmando um
sujeito que chegará na esquina da rua da Praia com
a Uruguai. No dia subiram para o quarto andar do prédio
e Cabral vestia um macacão de uma transportadora
paulista. Os militares queriam mais saber quem é
que iria se encontrar com Lamarca, não com ele em
si...Vieram várias pessoas, se aproximaram do capitão
que estava de chapéu, fumando cigarro, ascendia,apagava,
sempre disfarçando e nem desconfiava de que estava
sendo filmado. Cabral fez o serviço e recorda que
Lamarca desceu a Uruguai e foi até o Mercado Público.
Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento
Agrário
participam de seminário no Vale do Taquari
Articulado pelo deputado federal Ronaldo Zulke, pelo deputado
estadual Luís Fernando Schmidt e pelo Consórcio
Público Intermunicipal para Assuntos Estratégicos
(CIPAE-G8), seminário Atenção Básica
em Saúde e Agricultura Familiar levará ao
Vale do Taquari representantes dos ministérios da
Saúde (MS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA)
na próxima sexta-feira (23). O evento será
realizado a partir das 9h no Salão Paroquial da Comunidade
Católica, que fica ao lado da Prefeitura do município
de Cruzeiro do Sul. “Queremos proporcionar a aproximação
dos programas destes ministérios das reivindicações
da região”, justifica o deputado Zulke.
Pela manhã, o diretor de Atenção Básica
em Saúde do MS, Alexandre Souza Ramos, apresentará
o programa aos prefeitos. À tarde, o titular da Secretaria
de Desenvolvimento Territorial do MDA, Jerônimo Rodrigues
de Souza, falará sobre as políticas públicas
de desenvolvimento agrário no território e
os desafios do Vale do Taquari. O secretário da Secretaria
da Agricultura Familiar (SFA) do MDA, Laudemir Müller,
por sua vez, apresentará os programas para a agricultura
familiar e as formas de acesso às políticas
públicas. O seminário se encerra às
17h.
*Ana Garske (gabinete deputado Luís Fernando Schmidt)
e Lucidio Gontan (gabinete deputado Ronaldo Zulke)
Assessoria de imprensa
Lucidio Bordignon Gontan
REFLEXÕES SOBRE A CULTURA GAÚCHA
ADELI SELL*
Aproveito a chamada Semana Farroupilha, o evento do Acampamento
Farroupilha, para fazer algumas reflexões sobre a
chamada Cultura Gaúcha. Sou nascido em Santa Catarina,
onde temos CTGs em muitas cidades, inclusive naquela onde
me criei – Cunha Porã, Oeste do Estado –
onde temos uma forte colonização de gaúchos,
onde minha família era das poucas que vinha do Litoral.
Estou no Rio Grande do Sul desde 1972. Fui adotado por Porto
Alegre e me considero um filho seu por adoção.
Conheço e estudo a nossa cultura como poucos, e é
por isso que me revolto com o que vem acontecendo aqui na
capital, durante os festejos da Semana Farroupilha e mais
especialmente no Acampamento Farroupilha. Aqui, conheci
a rica culinária e gastronomia regional, com seu
carreteiro de charque, a vaca atolada, o quibebe, etc. Aprendi
também a forma de fazer churrasco. Como fora ou se
supõe ser o nascedouro do jeito de assar e suas adaptações.
Sempre soube que nossa tradição aqui era cachaça
pura ou batizada com ervas e frutas locais. Mas jamais me
passaria na cabeça de ver “capeta” e
outras beberragens com cachaça vagabunda sendo vendidas
no Acampamento Farroupilha, como exemplo de tradição.
Eu tenho carinho pelo que a Bahia fez e produz. Sou fã
do acarajé e da água de coco, assim como da
cocada. Mas isto estar no lugar da guarapa, da rapadura,
do pé de moleque me parece uma enganação.
Também não encontro mais o pastel de carreira
que conheci feito pelo Luizão, que foi enxotado pela
ganância do MTG, da entidade, não do Movimento.
Eu respeito o movimento, mas repudio o que os dirigentes
da entidade estão fazendo. Só entra no Acampamento
quem se dobrar à ditadura dos dirigentes, os que,
na verdade, resolveram deturpar o evento, que começou
com alguns membros de CTGs, mais especialmente de gente
ligada a Piquetes. Hoje, o que manda no acampamento é
o dinheiro, aqueles que pagam e que se submetem.
Que não faz sentido andar a cavalo desabaladamente
pelas ruas da cidade, próximo ou dentro do Acampamento
nós entendemos, mas não deixar animais ali,
com cocheiras, é na verdade mais uma amostra que
o que deve reinar é o comércio que paga os
donos do Acampamento. Sim, donos. Mesmo o local sendo público,
mesmo com um batalhão de servidores da Prefeitura,
EPTC, DMLU, SMAM, DEP etc, tem a Brigada Militar, a Polícia
Civil, a CEEE etc. Tudo a serviço do evento, mas
o que fica para a nossa cidade? Um parque após o
evento detonado, tendo que ser refeito pelo poder público,
pois até aqui o MTG nunca cumpriu com o que assinou
com a Prefeitura.
Vocês sabem o quanto entra ali de verbas públicas,
de dinheiro das leis de incentivo à cultura? Uma
fortuna. E o que fica para a nossa cultura? Só existe
o que os piquetes fazem sem um centavo de incentivo. Só
fica o que algumas pessoas fazem com o seu dinheiro, com
os seus conhecimentos. Onde estão os festivais de
gaiteiros? Onde está a tradição de
nossos trovadores? Um certame de trovas? Quando existe é
de forma acanhada nos piquetes? Danças? Onde há
concurso de danças típicas?
Onde está o baile oficial da Prefeitura, como durante
os festejos do aniversário da cidade? Nada disto
existe. O que existe é um fantasma de uma tradição
que quando é questionada, a resposta é ameaça
como eu e outro vereador sofremos em plena reunião
da Câmara Municipal. Mas a gente não vai se
calar. A gente vai querer discutir a nossa cultura. A gente
vai querer discutir e não há ameaças
que vão nos fazer render. Não me vendo e nem
me rendo.
ADELI SELL é vereador e presidente do PT-POA
TRABALHISMO : ONTEM E HOJE
O PTB antigo, pré-64, foi fundado por Getúlio
Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, entre outros.
E o novo PTB ? Sim, é novo PTB, que não tem
nada a ver com o PTB pré-64. Quem diz isto ? Que
há o antigo PTB e o novo PTB ?
Vejamos:
1. Sergio Zambiasi ( ex-senador do PTB do Rio Grande do
Sul ), num artigo intitulado POR QUE APOIO BRIZOLA ?, publicado
no Jornal do PDT de agosto de 1989, na página 4,
escreveu no último parágrafo :
" E o PTB do Rio Grande do Sul está nesta luta.
Todas as suas lideranças, os vereadores entraram
com forte propósito de apoiar Brizola, porque nós
entendemos o seu trabalho, o respeitamos, e quando era do
PTB antigo foi o melhor governador que tivemos, Por isto,
temos agora a obrigação de devolver a ele
tudo o que Brizola fez pelo Rio Grande do Sul."
2. Quando do episódio do Roberto Jefferson com o
Mauricio Marinho, aquele dos Correios, o advogado e jornalista
BENSION COSLOVSKI entrou com uma representação
na Câmara dos Deputados contra Jefferson, questionando
suas atitudes, elencando 28 ANTECEDENTES, sendo o primeiro:
" O requerente orgulha-se de ter sido um dos fundadores
do novo Partido Trabalhista Brasileiro, nos idos de 1981/82."
Notem bem : Zambiasi fala do "PTB antigo", o fundado
por Getúlio, João Goulart e Brizola, ao passo
que Bension Coslovski cita o " novo Partido Trabalhista
Brasileiro ", fundado por Ivete Vargas.
Apenas a sigla é a mesma.
Na peça BAILEI NA CURVA, de Julio Conte e outros,
muito famosa, há uma personagem, a Gabriela, que,
num texto sobre a peça, é apresentada como
uma pessoa " que sonha ser médica e o pai é
sindicalista ligado a tradição popular do
antigo PTB de Brizola".
Tem mais: o jornalista Carlos Castelo Branco, que por mais
de 20 anos escreveu uma coluna sobre política no
Jornal do Brasil, na época da fundação
do PTB atual, o novo, num artigo intitulado O PTB DE HOJE
NÃO É O PTB DE ONTEM, escreveu, no último
parágrafo:
" ..... Três adesões foram decisivas para
gerar o novo PTB, o PTB não getulista: Jânio
Quadros, em São Paulo, que no passado teve o apoio
de quase todos os partidos menos do PTB; Sandra Cavalcanti,
herdeira do lacerdismo e Paulo Pimentel, egresso do sistema
de Ney Braga, fundador e secretário geral do PDC.
Com isso o PTB ganhou viabilidade eleitoral mas perdeu seu
vínculo com o passado. A legenda tem outra destinação
e outro futuro que não são os de restabelecer
a pálida reminiscência do prestigio de Getúlio
Vargas e João Goulart."
Ainda mais: na revista VEJA de 14.05.80, sob o título
PTB SOB MEDIDA, com o subtítulo O PROCURADOR AJUDOU
IVETE QUE AJUDA O GOVERNO, está escrito, sobre a
perda da sigla por Brizola :" sigla tirada de Brizola
e dada à Ivete Vargas, com a ajuda de Golbery e do
procurador geral da Justiça Eleitoral na época,
Firmino Ferreira Paz "
Já o ex-deputado Helio Duque, num artigo intitulado
UM TESTEMUNHO, a determinada altura escreveu :
" Leonel Brizola preparou-se para reorganizar o PTB,
mas foi vitimado por Golbery que, autoritariamente, entregou,
via Justiça Eleitoral, a sigla à Deputada
Ivete Vargas, cujo marido, Paulo Martins, trabalhava para
o "bruxo". Diante do golpe, Brizola cria o PDT."
Por sua vez o ex-deputado Sinval Boaventura, em entrevista
ao Jornal OPÇÃO, ante a pergunta ,
É verdadeira a história de uma reunião
na casa do então deputado Simões da Cunha,
na qual a deputada Ivete Vargas (PTB) teria contado que
saíra de um encontro com o general Golbery e este
revelou que ia projetar o sindicalista Lula para ser o anti-Brizola
?, respondeu:
A Ivete Vargas disse que tinha estado com o ministro Golbery,
na chácara dele, e que ele dissera que precisava
trazer o Brizola para o Brasil porque ele estava se tornando
um mito muito forte fora do país. Que era melhor
ele voltar e disputar eleição, porque assim
perderia o prestígio político. Fui ao Golbery
e ele confirmou a conversa com Ivete. Explicou que sua estratégia
era estimular a imprensa para projetar o Luiz Inácio
da Silva, o Lula, um grande líder metalúrgico
de São Paulo como uma liderança inteligente
e expressiva, para ser preparado como o anti-Brizola. Sou
testemunha dessa tese do general Golbery.
Quando ainda estava no PDT, Eloi Guimarães, então
vereador, numa homenagem à Getúlio Vargas,
na Praça da Alfândega em Porto Alegre, ao criticar
os falsos trabalhistas, disse que "o PTB está
usurpando o trabalhismo e traindo suas idéias."
Hoje ele está no PTB que dizia ser usurpador.
Mauro Santayana e Flávio Aguiar, em artigo sobre
Brizola, tão logo ocorreu sua morte, escreveram a
determinada altura:
" Mas antes de se esvair, o regime de 64 conseguiu
seu maior triunfo contra o trabalhismo, roubando a sigla
do Partido Trabalhista Brasileiro de seu herdeiro legítimo,
Leonel Brizola, que retornava do exílio. O "PTB"
perdeu sua profundidade histórica e o próprio
lastro trabalhista, virando hoje, um "nome fantasia"
como outro qualquer."
Em 29.05.2005 Léo de Almeida Neves escreveu o artigo
Trabalhismo Autêntico, publicado no Jornal do Brasil.
Um trecho:
Embora as administrações militares, seguintes
a Castelo Branco, tivessem alguma semelhança na área
econômica com as diretrizes governamentais de Vargas
e Goulart (fortalecimento das estatais, criação
da Embrapa e da Embraer),seria profundamente ultrajante
aos militares o ressurgimento do trabalhismo no governo
central, uma vez que haviam derrubado Vargas em 1945, encurralando-o
em 1954 e deposto Goulart em 1964.
Com essa ótica, entrou em ação o mago
do regime, o estrategista General Golbery do Couto e Silva.
Houve tolerância para as reivindicações
operárias do ABC paulista, conduzidas por Luiz Inácio
Lula da Silva, e ao robustecimento de um sindicalismo sem
compromissos com o trabalhismo, e desvinculado de Brizola.
Depois, serviram-se da ex-deputada Ivete Vargas, cujo marido
trabalhava para Golbery, a fim de aprovar um simulacro de
partido de apoio ao sistema vigente, já nos seus
estertores. Manobrando com a frágil Justiça
Eleitoral da ocasião, conseguiram registrar um artificial
PTB, solidário ao governo inclusive nas votações
no Congresso.
(Léo de Almeida Neves foi diretor do Banco do Brasil.
Foi Secretário do PTB no Paraná, quando o
Senador Souza Naves era Presidente Regional e Vice-Presidente
Nacional. Foi Deputado Estadual e em 1966 o Deputado Federal
mais votado pelo MDB do Paraná. Foi cassado em 13.03.69).
Sergio Gobetti, no jornal O Estado de São Paulo,
em 06.10.2006:
" O PTB já foi motivo de inúmeras disputas,
como a da ex-deputada Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio,
com o ex-governador Leonel Brizola. O Líder trabalhista,
quando voltou do exílio, tentou ficar com a sigla,
mas quem levou a melhor foi Ivete. Embora o atual PTB não
tenha vínculo político e ideológico
com o velho trabalhismo, continua lucrando com a popularidade
da sigla, que só perde em antiguidade para o nome
do PCB (Partido Comunista Brasileiro), de 1922."
Concluindo :
O PTB antigo, para nós do PDT, é o PDT de
hoje, fundado por Brizola, que foi um dos fundadores do
PTB antigo.
SERGIO OLIVEIRA
TESOUREIRO DO PDT
CHARQUEADAS ? RS
MAIS PARA AS CÂMERAS, MENOS PARA OS MICROFONES
Por Carlos Chagas
Nem de revolta, nem de euforia. De esperança, quem
sabe, mas de boa vontade, também. Assim deverá
ser o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na abertura
da Assembléia Geral das Nações Unidas,
quarta-feira. Atenções, era despertará
mais aqui do que lá. Para as centenas de delegados
de países e de povos tão dispares, a novidade
estará no fato de que pela primeira vez uma mulher
brasileira dá o ponta-pé inicial nos intermináveis
debates que não levam a lugar algum, tamanha a diversidade
de debatedores quanto de desencontros em exposição.
Vale muito pouco a Assembléia Geral, mais propícia
às câmeras do que aos microfones. Uma festa
de cores e de vestimentas, de dialetos e de línguas,
bem mais próxima da forma que do fundo. Enquanto
prevalecer a regra de que cinco países valem mais
do que todos os outros, torna-se dispensável o espetáculo
desse falso congraçamento internacional. Porque apenas
Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França
e China, como membros permanentes do Conselho de Segurança,
detém o controle das decisões que realmente
importam. Ainda mais com o poder de veto.
Apesar disso, é positiva a presença da presidente
do Brasil na conferência, bem como nos encontros que
manterá com diversos presidentes e primeiros-ministros.
Desperta curiosidade saber qual o tom que ela imprimirá
nesses diálogos.
A VERDADE E SUAS DIVERSAS FACES
Caso não sobrevenham adiamentos, na quarta-feira
a Câmara dos Deputados estará aprovando a criação
da Comissão da Verdade, grupo a ser constituído
por sete integrantes aos quais caberá investigar
denúncias de tortura e até de assassinatos
praticados por agentes do poder público durante o
regime militar. É farta a literatura sobre os excessos
daquele período, parecendo obvio que virão
à tona, também já conhecidos, os atos
de virulência executados pelos que se insurgiram contra
a ditadura. O passado estará sendo revolvido em favor
da memória nacional, ainda que continuem proibidas
pela Lei da Anistia quaisquer iniciativas para processar
e condenar os responsáveis.
JUSTIÇA, AINDA QUE TARDE
A presidente Dilma sancionou, na semana passada, projeto
de lei aprovado no Congresso dando a Pedro Aleixo lugar
na galeria dos presidentes da República. Trata-se
da reparação, mesmo tardia, de uma truculência
praticada contra um vice-presidente impedido de assumir
quando da doença do presidente, por ato de usurpação
explícita adotado pelos três ministros militares.
Eles até prenderam o dr. Pedro, mais tarde extinguindo
seu cargo por um ato institucional.
Não houve solenidade alguma no palácio do
Planalto, quando da assinatura da lei, estando o filho de
Pedro Aleixo, padre José Carlos Aleixo, ausente do
país, participando de um congresso na Espanha.
NÃO DÁ MAIS TEMPO
Insistirá o Lula, esta semana, na aprovação
da reforma política pelo Congresso, segundo projeto
apresentado pelo deputado Henrique Fontana. Está
agendado um encontro do ex-presidente da República
com o vice-presidente atual, Michel Temer, para tentar engajar
o PMDB na proposta. O problema é que, mesmo havendo
remotíssima chance de o partido unir-se em torno
do texto do petista, nem por milagre a reforma política
seria aprovada antes de 3 de outubro. Como um ano antes
de qualquer eleição fica proibido mudar ou
adaptar a lei para vigência no pleito imediato, infere-se
côo sendo nulos os esforços do Lula. Reformas
políticas e eleitorais, se porventura votadas depois
daquela data, valeriam apenas para as eleições
de 2014...
5ª feira do Livro Infantil no Jardim Botânico
.JPG)
Olá Olides , segue informações sobre
a 5ª Feira do Livro Infantil no Jardim Botânico,
que inicia dia 22/09. Se for possível uma entrevista/matéria
, com o patrono Claudio Levitan e/ou o autor Luiz Coronel,
durante esta semana agradeço muito.
Segue anexa foto-crédito Jackson Ciceri
Estou a disposição nos fones (051) 2112.8966
e 9659.8222
Um Abração
Ancila Ferreira
HISTORIAS DE LA UNDEZE
JURIDES LAMENTA
ATÉ HOJE TEM INCENTIVADO
SEU ILUSTRE HÓSPEDE A BEBER
No ano 2.000, na semana do município de Serafina
Corrêa, por obra e graça da então primeira
dama do municipio, a ex-Miss Brasil, Deise Nunes acabou
hospedada na casa do irmão da então primeira
dama, Jurides Santin....
Como o desfile temático( ou alegórico, como
queiram) seria somente no dia seguinte, um domingo, na véspera
a ex-miss Brasil chegou com o marido Lair Ferst pra ficar
hospedada na casa de Jurides, uma casa boa, de onde se descortina
toda a cidade.
Como Jurides sempre é um bom anfitrião, incentivou
o marido de DEise a iniciar nas primeiras aperitivos e abriu
pro mesmo seu único uísque "stranja"
que tinha guardado....
Mas no fim da noite, ele meio que se arrependeu, porque
o líquido foi todo sorvido.
Jurides lamenta até hoje:
- Me bebeu todo meu uísque....
Mas lembra com saudades da honra que foi hospedar em sua
casa a ex-mis Brasil e o esposa. Tanto que tem fotos até
hoje guardadas que foram tiradas na ocasião.
DE SERAFINA
a prima que vai
deixar a herança pros padres.....

Maria Canton cumprimenta a tia Ondina, nos 80 anos da vizinha
RARAMENTE VEJO UMA PRIMA Maria,QUANDO VOU A SERAFINA. ELA
MORA NA FRENTE DA CASA DOS MEUS PAIS, MAS A PRIMA É
QUASE UM BICHO DO MATO...nao sai de casa,quando vê
que tem algum " estranho" na casa dos meus pais,
com quem ela se dá bem, mas pouco visita, embora
fosse só atravessar uma pista de 4 metros....
NUNCA CASOU...DIZEM TESTEMUNHAS QUE QUANDO CASOU UM IRMÃO
SEU, O LAURINDO, ELA TERIA TENTADO DAR O BOTE NA MÃE,CATARINA,
UMA SEVERA DONA DE CASA QUE NUNCA DESMANCHAVA O COQUE( NUNCA
A VI SEM AQUELE COQUE ATRÁS DA CABEÇA, TAL
QUAL UM PERSONAGEM DE UM FILME ITALIANO)DIZENDO-LHE
- mama ,dopo som mi....( tradução literal:
depois dele, eu me caso...)
VELHA DEU UMA OLHADA TÃO SEVERA, QUE MARIA ABAIXOU
A CABEÇA,ENVERGONHADA DA OUSADIA E NUNCA MAIS TOCOU
NO ASSUNTO. SE GUARDOU PRA MÃE ATÉ QUE ESTA
MORREU, NO COMEÇO DOS ANOS 2000, JÁ COM MAIS
DE 90 ANOS DE IDADE...
O PAI, IRMÃO DO MEU PAI, JÁ TINHA FALECIDO
HÁ MAIS TEMPO.
A MARIA RARAMENTE FALA...E RARAMENTE SAI DE CASA, A NÃO
SER para cuidar de uma boa plantação que ainda
tem praticamente dentro do perimetro urbano de Serafina.
Dizem que os donos de imobiliárias estão atrás
dela, como urubu em carniça....querem comprar o terreno,
porque ali o valor imobiliário é alto. Falam
em dois milhões por baixo..
Não se sabe se ela já teve propostas concretas,
mas sabe-se que o Beto Stefenon( que acabou de construir
um prédio bem perto) o Cella e outros compradores
de Serafina, estão de olho.
Aqui eu faço uma aposta:asso num dedo se a prima
irá vender este terreno que herdou dos pais, quando
ainda poderia ser trocado por bananas, porque naqueles anos
70, era ainda pura roça....
Minha intuição me diz que ela doará
pra igreja católica: muitos colonos faziam isto antigamente
e a Maria, que pode ser vista na igreja aos domingos de
manhã, seguramente fará isto, a não
ser que seus irmãos a interditem...
De Serafina
O prédio onde mora o prefa BICO BRANCO é
praticamente INDEVASSÁVEL. ninguém entra nele.
entra-se quando a dona da loja do lado deixa ter acesso
pra deixar alguma correspondência...
*Mazzarino ficou de aparecer emSerafina, mas como eu sabia
que ele só queria TORRAR meu saco no sábado,
ele passei o fone da jornalista do prefa pra ele fazer contato
*Mazzarino agora pede emprestado dois livros: não
empresto livro camada. vendo.
*Esta é de cabo de esquadra e seria de chorar, não
de rir....
A EMPRESA BENTO, que faz a linha Serafina -Porto Alegre
sai de Serafina todos os domingos as 18h30 minutos.
Mas pesmen;;;ESTA EU NUNCA TINHA VISTO. OS BANCOS DA FRENTE
ESTÃO TODOS RESERVADOS PROS CARAS DE GUAPORÉ
QUE EMBARCAM DEPOIS....
ENTÃO ISTO É SEGREGAÇÃO. ...NA
RODOVIÁRIA DE SERAFINA, SÓ VENDEM OS BANCOS
DE TRÁS DO ONIBUS. ONDE JÁ SE VIU ISTO. ONDE
ESTÁ A AGERGS, O DAER O PREFEITO DE SERAFINA QUE
PERMITE UMA IMORALIDADE DESTAS????
SEMANA FARROUPILHA EM SERAFINA...FOTOS DA ABERTURA...



As melhores publicações sobre história
da Imprensa
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PALESTRAS FRACAS
SEGUNDO UM PARTICIPAMENTE DO SEMINÁRIO DA LEGALIDADE
ocorrido na casa de cultura, as palestras do último
sábado,dia 17.09 foram as mais fracas de todo o seminário.
Ele decepcionou-se com o jornalista Antônio Goulart,
com Indio Vargas e com o historiador Franco. Só achou
mais ou menos, mas que segurou a peteca a de um jornalista,
que nem lembrava mais o nome. Pediu pra resguardar seu nome.
O NOVO MINISTRO DO TURISMO DE DILMA
Na Câmara, o novo ministro Gastão Vieira era
um dos maiores críticos do mensalão. Mudou
ele? Mudamos nós ou mudou a política?
Carlos Newton
Recordar é viver. Os repórteres Filipe Coutinho
e Fernando Mello foram pesquisar os arquivos da ?Folha de
S. Paulo? e descobriram que o novo ministro do Turismo,
Gastão Vieira, considera o esquema do mensalão
um ?caso de corrupção sem paralelo na história
republicana brasileira?, e mesmo assim aceitou fazer parte
do governo do PT.
Como se sabe, o caso do mensalão deve ser o maior
julgamento da Justiça brasileira. Entre os 38 réus
está o ex-ministro José Dirceu, homem forte
do governo Lula. A expectativa é que seja julgado
em 2012, mas as maiores perspectivas são de que os
crimes prescrevam por decurso de tempo, como acaba de acontecer
com o ex-jogador Edmundo, que matou três pessoas,
dirigindo embriagado, foi condenado, mas o crime prescreveu.
Na pesquisa, os jornalistas constataram que, em 2005, quando
estourou o escândalo do mensalão, Gastão
Vieira era deputado pelo PMDB do Maranhão e integrou
a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)
que investigou o caso. Enquanto a cúpula petista
e o então presidente Lula se esforçavam na
tentativa de desqualificar o escândalo, Vieira ia
para a tribuna da Câmara dizer que o mensalão
era um caso ?deliberadamente e estrategicamente? montado
para comprar deputados.
Gastão Vieira citou o escândalo do mensalão
em pelo menos seis discursos no plenário, entre 2005
e 2009, quando o PMDB já era o principal partido
de sustentação do governo do PT. Em nenhum
desses discursos Vieira mudou o tom nem aderiu à
versão governista sobre o mensalão. ?O nível
de recursos desviados revela que o desvio era feito de caso
pensado?, disse em setembro de 2005. E em 2009 denunciou
que o mensalão ?envolvia presidentes e líderes
de partidos e não aqueles que vagavam na solidão
deste plenário?.
À época, Vieira chegou a dizer que Lula corria
risco de sofrer impeachment, salientando que o mensalão
partiu do Executivo, porque o governo, em vez de aproveitar
a popularidade de Lula, preferiu ?comprar partidos e cooptar
deputados?. E acrescentou: ?A crise tem origem no Executivo,
que poderia usar a força dos votos que trouxe Lula
para a Presidência e fazer as reformas com nossa adesão.?
?Devemos eleger um presidente para a Câmara independentemente
do tamanho de bancada, que não provoque o impeachment
do presidente Lula, mas esteja pronto para fazê-lo
se as circunstâncias assim o determinarem?, sugeriu
em discurso no plenário, três meses após
o mensalão ser revelado pelo deputado Roberto Jefferson.
Afilhado do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP),
Vieira também já chegou a bater de frente
com a ala do PT contrária ao apoio de Sarney: ?Alguns
deputados do PT querem ser donos da verdade e das obras
do governo?, criticou, falando da tribuna da Câmara.
Como diz o ditado, nada como um dia atrás do outro.
Depois de tanto denunciar o mensalão, Gastão
Vieira agora rasga a biografia em troca de uma nomeação
para o Ministério do Turismo, confirmando outro velho
ditado: cada homem tem seu preço.
Gastão Vieira chama PMDB de ?partido dos traíras?
O presidente da Comissão Especial do Plano Nacional
de Educação, deputado federal Gastão
Vieira (PMDB), dessa vez passou dos limites.
Gastão Vieira, detona com a cupula do PMDB
Durante o quadro ?CQC Elege o Pior Parlamentar do Brasil?,
elaborado pelo programa CQC , faz algum tempo, Gastão
Vieira, ao ser entrevistado pelo repórter Rafael
Cortez, do CQC, foi informado que o partido a qual pertence,
está na lista dos que mais traíram, em resposta
Gastão disse que ?o PMDB não é o mais
traído, e sim o partido mais traíra?, afirmou.
?O PMDB tem uma característica, todo mundo manda,
ninguém obedece e cada um faz o que quer?.
Marcelo Tas apresentador do programa CQC, ficou surpreso
com as declarações de Gastão, e chegou
a elogia-lo pela atitude chamando de sincero e parabenizando.
SERGIO OLIVEIRA
CHARQUEADAS - RS
De S. Borja
Olha o que uma fonte minha mandou-se na segunda quando lhe
pedi uma informação....
Tavam todos com o espirito farrapo baixado sobre eles....
Te mando algo quarta-feira... tô largando pro meio
do mato, pescar e tomar trago...
Acampamento bárbaro.
BUENOS AIRES: TETRO. O FILME É SIMPLESMENTE
OBRIGATÓRIO E A TRILHA IGUALMENTE FANTÁSTICA!
“Coppola filma o subúrbio e captura os seus
protagonistas em
closes e planos médios, num a-b-c magistral de direção”.
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides. Fiz o que pude nesta matéria, já qie
quando retornei de Porto Alegre, do enterro de meu irmão,
tive que preparar uma viagem para o Peru. Fui ontem pel
amanhã. Acrdito mque voltaremos domingo. A Enriqueta
também chega domingo. Se tudo der certo vamos jantar.
Li no blog sobre a a morte da Maria Reck . Que coisa horrível
esta notícia do modo como tudo ocorreu. Uma tragédia.
Fui grande amigo dela... Uma pena. que sua boa alma descanse
em PAZ.
Que o bom Deus nos protega
Um abraço Olides.
"Tetro", película simplesmente fenomenal
do renomado diretor Francis Ford Coppola. O filme se passa
na Argentina, em sua maior parte na cidade de Buenos Aires,
e as linguagens musicais características da cidade
aparecem nas belíssimas composições
que compõem a trilha sonora.
Se em certo filme David Lynch declara que no cinema "no
hay banda", podemos garantir atualmente que há
ao menos um maestro em atividade: Francis Ford Coppola.
Em seu novo filme, Tetro assume a regência de uma
obra pessoal e instigante, uma tragédia familiar
movida a jogos de espelhos que reprocessam, em termos de
luz e sombra, a própria biografia do diretor de O
poderoso chefão e Apocalipse Now. A imagem é
marcada pelo preto e branco cristalino, pontuado seqüências
com cores saturadas, parecido com o de gravações
caseiras dos anos 1970. Já havia um preto e branco
assim em O selvagem da motocicleta (Rumble fish, 1983),
inclusive no elogio à índole outsider do personagem
principal.

Vincent Gallo
Longe da sofisticação dos grandes estúdios,
Coppola seguiu pelos anos 1980 e 1990, com pequenos filmes,
nem sempre dignos de apreciação. Tetro faz
parte de uma nova fase, marcada pela independência.
Aos 70 anos e com a sobrevivência garantida pelos
negócios gastronômicos e hoteleiros, Copolla
pode filmar com total liberdade, desde que no limite permitido
para pequenos orçamentos.
A escolha da Argentina como palco para a família
Tetrocini lavar a roupa suja convém por mais de um
motivo. Nos últimos anos, é lá que
Copolla tem passado parte de seu tempo - ele já declarou
que Buenos Aires é tão interessante quanto
Nova York, cidade onde cresceu. A capital portenha tem cenários
cinematográficos, facilidades e a oportunidade de
filmar a baixo custo. No roteiro de Tetro, o primeiro escrito
por Coppola desde A conversação (1974), isso
se resolve de forma simples. Imigrante italiano em Buenos
Aires, o patriarca Carlo Tetrocini (Klaus Maria Brandauer)
fixa residência em Nova York, após sucesso
como compositor. Seu filho Ângelo (Vincent Gallo),
sufocado pela personalidade espaçosa do pai, some
do mapa. Anos depois, seu irmão mais novo, Benny
(Alden Ehrenreich), o encontra em Buenos Aires como um escritor
visceral, conhecido pelo codinome Tetro.

Ruas e ruelas do la Boca, o cenário de Tetro.
O filme começa nesse ponto e dali se desdobra pelo
bairro de La Boca, que recebeu imigrantes italianos fugidos
da pobreza no começo do século 20. Há
forte presença do teatro, música e dança.
Na Patagônia, onde a trama tem seu desfecho, temos
duas das cenas mais interessantes, que podem ser chaves
de compreensão para o filme. Numa delas, Tetro ronda
um teatro (será daí a origem do nome Te-a-tro?)
com um machado na mão enquanto a peça escrita
por ele é encenada em festival. A outra, logo depois,
é seu encontro com Alone (Carmem Maura), considerada
a maior crítica da América do Sul. Ela pretende
premiar sua peça como a melhor do festival. A rejeição
- ele não admite fazer de sua dor um espetáculo
- aponta para a postura do próprio diretor com relação
ao sucesso comercial versus realização artística
e pessoal. Na flor dos 70 anos, um belo manifesto de rebeldia
e amor ao cinema.

Assistir a "Tetro", filme mais recente do cineasta
Francis Ford Coppola, é um deleite. Buenos Aires
foi maravilhosamente fotografada em P & B, a trama é
embalada por uma trilha jazzística com toque portenho
e o elenco está bem afiado. Mas porque então,
"Tetro" merece elogios, mas não maiores
láureas? Porque talvez Coppola, apesar de se mostrar
em forma comandando sua equipe, exagere no tom melodramático
principalmente nos últimos 15 minutos de projeção.
Sem deixar de lado sua marca- a exploração
dos dramas familiares, sobretudo a relação
pai/filho- Coppola se utiliza de outras linguagens artísticas,
como a dança e o teatro, para compor o cenário
em que se desenrola o drama vivido pelo adolescente Bennie
(Alden Ehrenreich) e seu irmão mais velho, Tetro
(Vincent Gallo). Refugiado há anos na Argentina,
o fracassado escritor Tetro, recupera-se de um acidente,
quando aparece, de surpresa em sua casa, o irmão
Bennie (que em determinados ângulos lembra Leonardo
Di Caprio em início de carreira).
Abre numa seqüência em preto-e-branco, iluminação
low-key como num filme da noite, a câmera desliza
pela madrugada de um bairro pobre de Buenos Aires. E acompanha
o personagem principal até um humilde apartamento
onde o enredo se iniciará. Coppola filma o quotidiano
do subúrbio e captura os seus protagonistas em closes
e planos médios, num a-b-c magistral de direção.
Na primeira metade, tudo indica simplicidade: poucos e bem
marcados personagens, locações singelas, um
drama tensionado pelo segredo de família, a montagem,
dos quebra-cabeças da memória pitadas de psicanálise.
Roteiro básico.

Maribel Verdú e Vincent Gallo
Vivendo com a namorada Miranda (Maribel Verdú), Tetro
a princípio reluta em ser amistoso com o irmão,
mas aos poucos vai se apegando ao garoto, que anseia por
carinho e consideração. O problema é
que Bennie descobre em manuscritos de Tetro escondidos,
conteúdo revelador sobre a sua origem e sobre a relação
conflituosa de seu pai (Klaus Maria Brandauer) com o irmão.
A partir de então, a relação de ambos
entra em colapso, para só no final, através
de uma resolução um tanto forçada do
diretor, voltar a ter certo equilíbrio.

Francis Ford Coppola 70 anos, com cinco prêmios Oscar
em sua carreira e muita vontade de seguir fazendo cinema,
como demonstra seu filme mais recente, "Tetro".
Coppola rodou "Tetro" em Buenos Aires, na Argentina:
aqui, dirige o ator Vincent Gallo
Com grandes sucessos e enormes fracassos, Coppola soube
passar por cima de tudo isso e, entre filmes sob encomenda
e projetos pessoalíssimos construíram uma
das carreiras mais ecléticas e interessantes de Hollywood.
Nascido em Detroit, no dia 7 de abril de 1939, em uma família
de origem italiana, é filho de Italia Pennino e do
compositor e diretor de orquestra Carmine Coppola, que colaborou
em algumas das trilhas sonoras de seus filmes. Transferido
com a família para Nova York, Coppola passou sua
infância no Queens e aos nove anos contraiu poliomielite
(paralisia infantil), doença que lhe manteve um ano
na cama, período no qual se distrairia criando peças
com marionetes e filmes familiares em Super oito. Em 1960,
Coppola se graduou na Universidade e, em seguida, fez especialização
de Belas Artes em direção cinematográfica
na Escola de Cinema da Universidade da Califórnia,
em Los Angeles.
Embora já tivesse realizado diversos trabalhos como
diretores, sua estréia em longas-metragens foi com
"Demência 13" (1969), do qual foi diretor
e roteirista, função que desempenhou tanto
em suas próprias produções quanto nas
de outros colegas. Após alguns trabalhos nos quais
não chamou especialmente a atenção,
chegou "O Poderoso Chefão", de 1972, uma
jóia do cinema, que marcou um "antes" e
um "depois" nos filmes sobre a máfia e
que é considerado o segundo melhor filme da história
pelo Instituto de Cinema Americano, superado apenas por
"Cidadão Kane" (1941), de Orson Welles.
Coppola não estava convencido de que queria levar
à tela grande o best-seller de Mario Puzzo, mas finalmente
embarcou em um projeto que lançou ele e Al Pacino
ao estrelato e se transformou em um dos filmes de maior
bilheteria de todos os tempos.
Ele já tinha ganhado um Oscar como roteirista de
"Patton: Rebelde ou Herói?" (1970) e "O
Poderoso Chefão" lhe proporcionou o segundo,
também pelo roteiro - assim como o de melhor ator,
para Marlon Brando e o de fotografia -, além de todo
o reconhecimento que pudesse desejar. Isso lhe permitiu
rodar "A Conversação" (1974), uma
mudança radical de gênero, que foi seu primeiro
grande fracasso comercial, mas que foi bem recebido pela
crítica, ganhando a Palma de Ouro no Festival de
Cannes e que, com a passagem dos anos, passou a ser considerado
um de seus melhores filmes. Também em 1974, filmou
a segunda parte de "O Poderoso Chefão",
que apesar de arrecadar muito menos do que a primeira, conseguiu
três prêmios Oscar (o primeiro de Coppola como
diretor, assim como os de melhor filme e roteiro, além
de mais quatro em outras categorias) e lhe permitiu iniciar
em um projeto que iria acabar sendo um autêntico pesadelo.
A filmagem de "Apocalypse Now", adaptação
do complexo romance "O Coração das Trevas",
de Joseph Conrad, foi um inferno no qual aconteceram todos
os problemas, técnicos, econômicos, pessoais
e climatológicos, imagináveis. O orçamento
estourou, o protagonista, Martin Sheen, sofreu um infarto,
os cenários foram destruídos por uma tempestade
tropical, a filmagem foi interrompida. E os trabalhos de
pós-produção não ficaram atrás,
tanto que ele só foi lançado cinco anos depois
"O Poderoso Chefão - Parte 2", em 1979.
O resultado é um filme obscuro, complexo e difícil,
com interpretações impressionantes, especialmente
a de Marlon Brando, de fotografia e música espetaculares,
que foi imediatamente considerado uma obra prima e ganhou
outra Palma de Ouro em Cannes.
Após este complexo processo, porém, Coppola
começou outro projeto que não seria menos
complicado e que iria mudar sua trajetória profissional:
"O Fundo do Coração" (1982), um
musical que foi um gigantesco fracasso comercial.
Coppola perdeu seus estúdios, sua casa, seu patrimônio
e teve que aceitar trabalhos sob encomenda para poder pagar
as dívidas, como "Cotton Clube" (1984)
e "Peggy Sue - Seu Passado a Espera" (1986). Mesmo
assim, também teve tempo para rodar filmes estupendos
como "O Selvagem da Motocicleta" e "Vidas
Sem Rumo", lançados em 1983.

Don Carlos, El Poderoso Chefón.
Quando for visitar a Bombonera, em La Boca, leve dinheiro
na carteira para garantir o almoço no Don Carlos
(Brandsen, esquina com Del Valle Iberlucea. Tel.: 4362-2433)
um restaurante pequeno e familiar, ao lado do Estádio
da Bombonera. Eles não têm cardápio.
Basta pagar 75 pesos por pessoa e ir experimentando as massas,
carnes e outros pratos preparados pelo senhor Carlos e servidos
por sua filha. A filha do Don Carlos, muito simpática,
me mostrou a foto dele, em um porta-retratos que ela tinha
no balcão, mas que foi roubado. Por aqui já
passaram o cantor Mick Jagger, Bono Vox e o rei da Espanha
Juan Carlos. Em 2009 o cineasta americano Francis Ford Coppola
fez uma visita ao Dom Carlos para tomar um uísque.
MAIS UMA OPORTUNIDADE PERDIDA
Por Carlos Chagas
Mudou alguma coisa? Quase nada. A única diferença
entre Pedro Novais e Gastão Vieira é de que
o novo ministro não sofreu até agora acusações
de prática de irregularidades e de corrupção.
No resto, em nada difere do ex-ministro: pertence à
bancada do PMDB do Maranhão, tem carteirinha de sócio-atleta
do “José Sarney Futebol Clube” e não
entende nada de turismo. Assume o ministério sem
saber o que fazer, como representante dos deputados do partido,
ainda que nem todos.
Não dá para continuar assim, com a metade
do ministério sem diálogo com a presidente
Dilma, identificados alguns ministros que depois de oito
meses e meio ainda não conhecem o interior de seu
gabinete, no palácio do Planalto. Pior fica a situação
quando se assistiu mais um lance de fisiologismo explícito
na substituição de Pedro Novais. A bancada
do PMDB na Câmara partiu da premissa de que o ministério
do Turismo constitui seu feudo, sua capitania hereditária.
José Sarney trabalhou pelo correligionário,
do alto de seu peso de presidente do Poder Legislativo.
E Dilma submeteu-se.
O pretexto é de que o governo precisa do apoio do
PMDB para a aprovação de seus projetos e a
rejeição de propostas que lhe sejam contrárias,
no Congresso. Desapareceria a governabilidade caso a presidente
escolhesse seus ministros conforme critérios de capacidade
e probidade. Ora, governar de mãos amarradas é
suicídio. Não pode dar certo. Dilma perdeu
mais uma oportunidade de botar ordem na casa e selecionar
auxiliares de acordo com suas diretrizes e concepções.
DA SUBMISSÃO À INDEPENDÊNCIA
Aconteceria o que, caso a presidente Dilma Rousseff tivesse
recebido a carta de demissão de Pedro Novais, agradecido
e fechasse a porta de seu gabinete, mandando informar que
escolheria e anunciaria o novo ministro quando bem entendesse?
Nada. Absolutamente nada, à exceção,
talvez, de caras feias no PMDB. A presidente estaria apenas
cumprindo o dever constitucional de compor o ministério.
Buscaria informar-se de quem, no mundo político ou
fora dele, melhor se adaptasse à função
de ministro do Turismo. Impossível imaginar a inexistência
de perfís variados para a função. Se
algum deles fosse filiado a partidos políticos, melhor
ainda. Caso contrário, tanto faz como tanto fez.
O tempo passa e o grito de independência vai sendo
adiado. Vive-se um presidencialismo às avessas. Dá
saudade de outros tempos, quando os chefes de governo compunham
suas administrações sondando opiniões
variadas, mas jamais submetendo-se a imposições
partidárias.
É bom lembrar que o troco vem aí. O PT não
está gostando nem um pouco da desenvoltura com que
o PMDB nomeia e demite ministros. Se Dilma cede a pressões
dos aliados, o que dizer de seu proprio partido?
RESPOSTA INVIÁVEL?
Não se dirá ser fenômeno novo. Sempre
foi assim. Fala-se da desfaçatez com que os políticos,
ministros parlamentares e executivos tratam a coisa pública.
Quantos, por exemplo, não incluem suas domésticas,
seus parentes e seus amigos no quadro de funcionários
de seus gabinetes? Sobraria pouca gente, no Congresso e
fora do Congresso.
A única resposta possível, em termos de normalidade
institucional, seria o eleitor selecionar melhor seus representantes.
Valer-se do voto para livrar o país da praga da corrupção.
Agora, quando isso acontecerá? Não propriamente
no dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro, mas quase
lá. Isso significa que a população
também carrega sua parcela de culpa. Pedro Novais,
a bola da vez, não existiria se não tivessem
votado nele. Votaram, como agradecimento a seus chefes ou
de olho em alguma benesse ou facilidade liberada pelo próprio.
Um dia, talvez...
PALPITE INFELIZ
Conforme revelou o repórter Carlos Newton, arma-se
perigosa arapuca institucional a partir da aprovação,
na próxima semana, da lei que cria a Comissão
da Verdade. Depois de votado o projeto, outro entraria em
pauta, de autoria da deputada Luiza Erundina, revogando
a Lei da Anistia e permitindo a punição de
torturadores e demais agentes do estado implicados em lesões
aos direitos humanos, nos idos da ditadura militar.
Certos episódios daqueles tempos bicudos não
podem ser perdoados. Mas o preço da volta do país
à democracia foi a lei da Anistia, válida
para todos os lados. Não se pretenderá que
um cidadão torturado, ou sua fanília, possam
esquecer o horror uma vez sofrido. Nem se fala dos assassinados.
A Comissão da Verdade servirá para esclarecer
práticas obscuras e seus autores. Mesmo não
podendo ser processados e punidos judicialmente, o simples
fato de serem identificados equivalerá a punição
profunda. É claro que as investigações
deveriam estender-se para o lado daqueles que, na clandestinidade,
praticaram crimes iguais, como assassinatos, sequestros
e sucedâneos. Tudo, no entanto, seguiria o espírito
da Lei da Anistia.
O problema está em que, revogada essa lei, será
aberto um poço sem fundo por onde a democracia poderá
escoar. As cicatrizes estão à vista de todos.
Se reabertas as feridas, quem garante que não recomeçará
tudo de novo?
COMPROMISO DE SANTIAGO DE CHILE
Salvador Allende Gossens
Días 9, 10, 11 DE SEPTIEMBRE DE 2011
Reunidos en Santiago de Chile, los días 9, 10 y 11
de Septiembre de 2011, los participantes en el Tercer Encuentro
Latinoamericano de Derechos Humanos, asumimos los siguientes
compromisos:
Nos comprometemos a lograr una verdadera democracia establecida
en justicia y dignidad, que deje atrás los largos
y pactados procesos de transición basados en el empate
de la responsabilidad y fundamentado en la teoría
de los dos demonios, etapa que hemos vivido desde la salida
de las dictaduras.
Nos comprometemos a seguir luchando, desde la calle y la
institucionalidad, contra la impunidad persistente en el
continente y lograr la verdadera justicia y la reparación
integral necesaria para el establecimiento de la democracia
real y la cultura de los derechos humanos.
Nos comprometemos a reclamar, ante instancias nacionales,
regionales y continentales, que la justicia tenga las herramientas
y la doctrina para que jueces y fiscales puedan hacer verdadera
justicia.
Nos comprometemos a denunciar ante jueces y fiscales la
complicidad de los civiles, el poder económico y
de los medios de comunicación, que apoyaron las dictaduras
y se beneficiaron con las violaciones a los derechos humanos
cometidas por aquellas.
Nos comprometemos a propiciar que los legisladores aquí
presentes entreguen nuestras inquietudes y compromisos a
los presidentes de la Unión de Naciones del Sur UNASUR,
para que en la misma se implemente un programa en derechos
humanos.
Nos comprometemos a promover y demandar que los programas
de enseñanza de los países de América
Latina incorporen en profundidad la temática de los
derechos humanos y la realidad vivida en la historia reciente.
Nos comprometemos a ampliar este encuentro a toda Latinoamérica
para que delegaciones de todos los países puedan
nutrirnos con sus experiencias en la defensa de los derechos
humanos y reforzar los lazos de solidaridad y acción
conjunta.
Nos comprometemos a exigir el fin del extrañamiento
y de la persecución de los luchadores sociales, así
como la criminalización de las demandas por justicia
social en el continente.
Declaramos, toda nuestra solidaridad para con la ciudadana
colombiana Piedad Córdoba y nuestra preocupación
ante el sistemático Terrorismo de Estado y actuales
violaciones a los derechos humanos en Colombia y Honduras.
Declaramos apoyar la movilización estudiantil chilena
y sus legítimos reclamos, los que incluyen el establecimiento
de la verdad y justicia en el caso del asesinato del joven
Manuel Gutiérrez el 25 de agosto del presente año.
Declaramos nuestra pretensión de que se arbitren
en Chile todas las medidas que permitan que el violador
de derechos humanos Otilio Romano responda ante los Tribunales
de la República Argentina.
Declaramos todo nuestro apoyo a las demandas de los pueblos
originarios y nuestro absoluto respeto de su autodeterminación.
Juntos declaramos y nos comprometemos a participar en el
próximo cuarto encuentro que se realizará
en tres meses más en Bolivia o Paraguay.
Santiago de Chile Septiembre 2011.
2011: A AEROLINEAS ARGENTINAS RENOVA SUA IDENTIDADE
VISUAL
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides.
Olides. Muito trabalho pela frente com a apresentação
do novo visual da AA. Espero poder viajar para CUBA, meu
sonho. Pode crer, vai dar.
Um, abraço. Gelson
Ontem, pela primeira vez a Aerolineas Argentinas enviou
a Porto Alegre o Boeing 737-700, matrícula LV-CPH,
com suas novas cores da empresa. O voo ARG 1228, procedente
do Aeroparque, pousou pela pista 29 às 13h57, parando
na posição 2L, desembarcando 128 passageiros.
Mais tarde, realizando o voo ARG 1229, para o Aeroparque,
decolou com 96 passageiros às 14h50, chegando à
Argentina as 15h18.
Eu queria ir para este vôo, mas, a minha viagem foi
para o Chile. Que pena. No Chile também será
apresentada o novo visual da AA. Outras viagens estão
marcadas para os próximos dias. A empresa agora conta
com 35 novos aviões em sua frota voando para o mundo.
No início desta semana, em Buenos Aires, o presidente
da companhia, Mariano Recalde, apresentou junto com diversos
executivos e autoridades governamentais o Plano de Negócios
para o período 2011-2014. E a empresa ganhou também
uma nova comunicação visual, com pintura nova
nos aviões e nova logomarca. O novo padrão
de pintura e de imagem da empresa, que começará
a ser aplicado nas novas aeronaves da empresa e da subsidiária
Austral. Já havíamos divulgado anteriormente
imagens da À companhia descreveu seu novo visual
como: A Aerolineas Argentinas renova seu visual mantendo
certos elementos característicos, tais como a condor
– atualmente presente como uma simples e contínua
linha – mas mudando sua cor azul para uma azul claro,
num tributo a bandeira nacional, com toques de amarelo,
com referência ao sol. Com isso, as cores da Argentina
irão surgir toda vez que um voo da Aerolineas decolar.

O avião da foto acima mostra a nova logomarca da
empresa


A Aerolineas foi uma das primeiras companhias do mundo a
encomendar o modelo com o novo interior e a primeira da
América Latina a recebê-lo. O novo interior
possui novas luzes de LED, que mudam de cor, e novos compartimentos
de bagagem - mais amplos. Além disso, as molduras
internas das janelas foram modificadas, melhorando o angulo
de visão. Outra novidade implementada pela AA são
as tomadas embaixo de cada assento, hoje poderão
ser usadas pelos passageiros para carregar a bateria de
seus Notebooks, por exemplo.
CENAS DO LEGISLATIVO ESTADUAL
O AMOR É LINDO...
EM PLENA SEXTA FEIRA,16.09, VESPERA DO ENORME FERIADÃO
QUE SE AVIZINHAVA, A DEPUTADA JULIANA BRIZOLA ,DO PDT,CURTIA
UM LANCHE COM O MARIDO ALEXANDRE RAMBO NO CAFÉ TRIBUNA
DA ASSEMBLÉIA ...SEMOS CHATONILDOS POR VOLTA...
Diário de Serafina....
Na av. Miguel Soccol, o museu, que hoje é um estacionamento,
e a casa do dono que emprestou seu nome à avenida....
Poderá ser demolida???
DE SERAFINA
HISTORIAS DE LA UNDEZE
Quando as filhas deste repórter eram pequenas, ia
seguido a Serafina visitar a sua avó que ainda morava
na roça...Voltávamos de lá carregados
de mantimentos- açuçar mascavo, amendoim,
rapaduras( que ajudaram a estragar muitos dentes, salame,
queijo,) . Tenho ainda algumas fotos destes tempos....
Mas meu irmão José Paulo, que mora em Rio
Claro, tem uma outra lembrança destes tempos, porque
ele nesta época era pequeno e ia ao colégio
caminhando dois quilômetros pra ir e voltar por pirambeiras
brabas.Transcrevo a lembrança que ele tem de um episódio...
" Um dia de muita chuva, nós( ele e o irmão
Francisco) saimos da escola,mais ou menos meio-dia quando
descemos as escadas do colégio, a Angela( nota do
autor: a ex-esposa deste repórter) estava nos esperando
em frente a escola e nos chamou. Ela estava com um corcel
cor de abóbora, imagina a nossa alegria, embora de
carro...naquela época era para poucos. é a
imagem que guardei da Angela"...
Diário de Serafina
HISTORIAS DE LA UNDEZE....
'' ...CUANDO VIEN CASA, LA VA LAVAR EL CULUN..."
( tradução literal : quando chega em casa
vai lavar a boceta...."!
No começo dos anos 60, o Padre José Finotto
foi transferido pela sua congregação pra Serafina
Correa, pra dirigir o Ginásio....e trouxe junto uma
" secretária" que cuidaria do colégio....
Esta foi morar com o casal de velhotes, os Turmina, lembra
um serafinense que não mora mais na cidade....
Os Turmina moravam atrás da Torre da Igreja e tinham
uma pequena bodega onde vendiam cachaça,rapadura,e
outros pequenos mantimentos....
A " secrertária" do colégio tinha
um affair com o padre que a levou pra lá e o encontro
se dava depois do " expediente" do colégio,
por suposto...Onde? ninguém nunca viu....
Só que a funcionária morava de pensão
na casa da Deolinda Turmina, que entre ingênua e chereteadora
da vida alheia, ficava cuidando que a moça fazia
assim que chegava...Invariavelmente, ela ia ao banheiro
e se lavava,digamos, sempre nas partes mais íntimas....
Até que um dia a velha Deolinda Turmina não
aguentou aquela sua curiosidade e comentou com a vizinha,
uma Deitos:
- COSA GALA CUELA LÁ QUE CUANDO VIEN CASA VÁ
SEMPRE LAVAR EL CULUL...
( O QUE ESTA MOÇA ESTÁ FAZENDO QUE ASSIM
QUE CHEGA VAI LAVAR A BOCETA....)
O comentário da velha Deolinda Turmina correu a cidade,
entre aquelas velhas fofoqueiras e invejosas da moça
que dava pro padre José Finotto.
Aliás, este padre - que no dia 16 passada estaria
completando anos - tem várias histórias de
affairs em Serafina. Ele não perdoava. Até
que se envolveu num affair com alguém mais acima
no status social e a coisa ganhou a rua....Mandaram embora
o namorado oficial da mulher - ambos lecionavam no ginásio
local - e a congregação, pouco tempo depois
pediu para o padre José retirar-se da cidade. O padre
Finotto tirou a batina em Rio Grande, casou com uma ex-freira
e teve uma filha. Morreu em 2004.
Quando a congregação o fez ir embora de Serafina,
ele, muito irritado e revoltado pela atitude dos superiores,
ao entrar no ônib us que o levaria pra sempre longe
da terra que tantas mulheres lhe havia dado, limpou os sapatos
tirando o pó, repetindo o gesto bíblico..de
tirar até o pó da terra que estava deixando...
Dois anos atrás fui confirmar com o então
vigário de Serafina, quando isto aconteceu, o fato.
O padre Francisco Lolatto, que ainda vive em Rondinha( ao
lado de Sarandi) apenas sorriu e comentou:
- Ele foi embora por uma fraqueza da carne...
Ah, então foi isto....
O QUE LI NOS JORNAIS

NO VALOR ECONOMICO DA SEXTA FEIRA RETRASADA, UMA BOA REPORTAGEM
COM O ATUAL PRESIDENTE DO SINDICATO QUE PROJETOU O EX-PRESIDENTE
LULA DA SILVA, O DOS METALÚRGICOS DO ABS...
VÊ-SE ALI QUE OS TEMPOS SÃO OUTROS E QUE LULA,
COMO DIRIA CARLOS DRUMOND DE ANDRADE É APENAS UM
QUADRO NA PAREDE....sEM AMBIÇÕES POLÍTICO
ELEITORAIS, O NOVO PRESIDENTE, QUE É PALMEIRENSE,
AO CONTRÁRIO DO ÍDOLO - ELE É FÃ
DE LULA DA SILVA - ESTÁ PREOCUPADO COM AS ONCINHAS
DOS METALÚRGICOS, ISTO SIM....DAÍ O TITULO
DA MATERIA...

NOVAS IDEIAS E PRAGMATISMO NO VELHO ABC....
TENHO UMA AMIGA, A VALDIR DOSSANTOS, QUE COBRIU TODAS AQUELAS
GREVES, PELO ESTADÃO...JÁ INSISTI PRA ESCREVESSE
ALGO, MAS ELA SE NEGA, DIZ QUE É AMIGA DO LULA....
DE SÃO BORJA

da esquerda para direita
Luiz Carlos Heinze, então prefeito de São
Borja, Ciro Simoni, Neuza Penalvo(aos fundos), filiado do
PDT de Itaqui, Sandra Batista Heinze, de óculos escuros,
aolado dela, Marco Teló( dono da foto)o vereador
Lautert,Leonel Brizola,com a cuia na mão,atrás
dele, o deputado Vieira da Cunha,ao lado de Brizola, o então
deputado Pompeo de Mattos.
O evento: reinauguração do Museu de Getúlio
Vargas...
Data: começo dos anos 2.000
NESTA FOTO PODE ESTAR A FUTURA PREFEITA DE SÃO BORJA...Sandra
Batista Heinze, esposa do deputado federal do Partido Progressista(PP)Luiz
Carlos Heinze, Sandra deverá ser a indicada para
prefeitura pelo seu partido. Se vencerá a eleição,
é outra coisa...Mas tem chances, já que o
deputado estadual Cassiá Carpes(do PTB) dificilmente
vai transferir seu título pra " Terra dos Presidentes"
pra concorrer. O prazo encerra dia 6 de outubro e o deputado
ainda não o fez....
A disputa em S. Borja sempre fica entre PP e PDT que deverá
indicar,seguramente, o vereador Farelo de Almeida...
Batista Filho é empossado presidente da
ARI
Evento se encerrou há pouco no Salão Nobre
da entidade
“A ideia é manter a ARI como defensora da liberdade
de imprensa, permanecendo como autônoma, apartidária
e laica.” Foi o que Batista Filho afirmou ao Coletiva.net
pouco antes do início da cerimônia de posse
dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e da eleição
da diretoria executiva da Associação Riograndense
de Imprensa (ARI). Encabeçando a única chapa
inscrita na eleição, o jornalista foi eleito
e empossado há pouco no Salão Nobre da entidade.
Junto com Batista atuarão o 1º vice-presidente,
Mario Eugênio Vilasboas e o 2º vice, Luiz Adolfo
Lino de Souza. Agora ex-presidente, Ercy Torma passa a dirigir
o Conselho Deliberativo da ARI, tendo José Antonio
Vieira da Cunha como vice.
Mais conteúdo: Confira a nominata completa da nova
diretoria.
ARI 2011/2014
Presidente: Batista Filho
1° Vice-presidente: Mario Eugênio Vilasboas
2º Vice-presidente: Luiz Adolfo Lino de Souza
Diretor administrativo: João Borges de Souza
Diretor de Finanças: Francisco Vitorino
Diretor de Patrimônio: Ênio José Rockenbach
Suplente: Luiz Carlos Reis Cotta
Diretor de Assistência Social: Verdi Giorelli Monteiro
Faccini
Diretor de Cultura: Antônio Silveira Goulart
Vice-diretor de Cultura: Ayres Cerutti
Diretora de Relações Públicas: Eloêmia
Moraes de Souza
Diretor de Divulgação: Glei Soares Belo
Vice: Liuiz Carlos Vaz
Diretora de Jornais de Bairros: Beatriz Dornelles
Diretora de Interior: Maria Luiza Antunes Moreira
Diretora Universitária: Maria Wagner
Diretor de Informática: Wilson Batista Sierra
Coordenador de Direitos Sociais e de Imprensa Livre: Vilson
Romero
Vice-coordenadora: Clea Mary Santos da Silveira
ERCY DEIXA
O CARGO PRA NÃO REPETIR ALBERTO ANDRÉ....
foi eleita finalmente a nova diretoria da ARI..saiu fumaça
branca pelos lados da Borges de Medeiros....
Foi a vez do Batista Filho, que tanto lutou pelo cargo....
Mas dizem nos bastidores que o ex presidente ficou um pouco
amuado. Se pedissem, ele continuará. Foi pro Conselho
....
Vai dar conselho,agora.....
Não tenho nada contra ninguém...até
porque desejo boa sorte aos novos dirigentes....
POR FIM, UMA INFORMAÇÃO...O ESPANHOL BOTOU
SEU CAFÉ A VENDA...
UM CANCER QUE APARECEU NA ALEMOA, SUA ESPOSA, O FEZ TOMAR
ESTA DECISÃO....
BATISTA FILHO
É LIGADO AO ESPORTE
O novo presidente da ARI é um profissional ligado
ao esporte.
Apresentou o CONVERSA DE ARQUIBANCADA, UM PROGRAMA DA TV
PIRATINI, DE GRANDE AUDIENCIA NOS ANOS 60....O PROGRAMA
IA AO AR NAS SEGUNDAS DE NOITE..ERA TANTA A AUDIENCIA QUE
NOS MEIOS EMPRESARIAIS SOLICITARAM PRA QUE O PROGRAMA FOSSE
APRESENTADO UM POUCO MAIS CEDO, POIS, PRINCIPALMENTE NA
REGIÃO DA SERRA, DE COLONIZAÇÃO ITALIANA,
NO OUTRO DIA OS OPERÁRIOS CHEGAVAM ATRASADOS AO TRABALHO
PORQUE FICAVAM VENDO O PROGRAMA..
BATISTA FILHO NASCEU EM LAGOA VERMELHA EM 10.02. 1942,
FILHO DE JOÃO BATISTA DE MELO E DE ELCIDIA DE MELO.É
CASADO COM OLENCA KEMPS COM QUEM TEM O FILHO JOÃO
BATISTA MELO NETO( NASCIDO EM 02.04.,1971) E O REPÓRTER
ANDREI KAMPS, NASCIDO EM 04.05.1972.
JÁ FOI EDITOR DE TELEJORNALISMO DA TV PIRATINI,
QUE SE LOCALIZAV ANA RUA TENENTE CORONEL CORREA LIMA, 2118.
NO GOVERNO DE ALCEU COLLARES, OCUPOU UMA DIRETORIA DA CRTUR...
EX PRESIDE O CONSELHO
ERCY PEREIRA TORMA, NATURAL DE RIO GRANDE, ONDE NASCEU
EM 24.08.1934, TRABALHOU NA RÁDIO GAÚCHA E
NA ZERO HORA. TAMBÉM FOI ASSESSOR PARLAMENTAR.
DELEM, O QUE SÓ JOGAVA
SÓ NOS ASPIRANTES

Delem e os amigos, num churrasco.
Quando fui conhecer o Airton Ferreira da Silva, uma glória
do Grêmio, ele contou pra mim e pro Serginho Ros que
houve um jogador na época deles, o Delem, que era
um caso estranho. O cara jogava muita bola nos aspirantes,
mas quando tinha que jogar no time principal, ele pipocava,
era um fracaso, tanto assim que foi logo vendido pro Vasco
da Gama. No Vasco voltou a fazer sucesso e chegou até
a Seleção Brasileira. O sucesso do Delem no
time carioca foi tãog rande que foi contratado pelo
River Plate de Buenos Aires , onde virou um ídolo
histórico. Mesmo depois de ter deixado o futebol
Delem continuou vivendo em Buenos Aires e aí resolveu
criar no Monumental de Nunes, uma escolinha de futebol que
criou grandes craques, muito deles jogando até hoje
em grandes times espalhados pelo mundo( Conca do Fluminense
foi um deles...) Delem morreu em 2009 e até hoje
deixa muita saudade na " inchada" do River.
Sérgio Ros contou pro Airton que em 1954 o Grêmio
contratou o húngaro Lazio Zekelly, para que desse
o título do cinquentenário ao Grêmio.
A primeira coisa que o Laziao Zekelly fez foi subir para
o time principal, a metade da equipe juvenil, que havia
ganho o campeonato.
Serginho conta que o Delem e ele passaram a receber um
gordo salário. Recebiam mil e quinhentos cruzeiros.
Ma so Grêmio pra reforçar o time tirou doRenner
o seu zagueiro central, o Enio Rodrigues e pagou como salários
15 mil cruzeiros mensais.
Isso irritou a dupla Delem e Ros como era conhecida na
Baixada.
Uma tarde depois de um puxado treino, os dois voltavam
para a cidade. Tomaram o bonde Independência e no
caminho, o Delem convidou o Serginho para irem até
a sede do time que ficava no centro da cidade. Serginho
ou o Ros perguntou ao Delem o que ele iria fazer na sede
do time aquela hora da tarde. Delem disse que ia entregar
o documento assinado pelo seu pai, autorizando ele a assinar
um contrato como jogador profissional, já que ele
não tinha 18 anos ainda. Aío Serginho que
era bem mais culto, decidiu assumir a responsabilidade pela
entrega do documento.
Aí disse para o Delem que ele ia cuidar do assunto.
Quando chegaram na sede, o Serginho com o documento nas
mãos ficou esperando a chegada do diretor Martim
Aranha que era o diretor de Futebol na época. Assim
que o Martim Aranha chegou o Serginho o Serginho foi pra
cima dele, pra negociar um novo contrato pra o Delem.
De cara pediu um salário de cinco mil reais, que
acabou em três mil e quinhentos. Delem teve um aumento
e o Serginho foidado de presente ( bom, mas com aquela bolinha
que ele jogava, só de presente mesmo!!!!!!!!!!!)
que era dirigido pelo Foguinho.
Coleguinhas
Pra quem procurou noticia da eleição da ARI
na sexta no site da mesma, nadica de nada...
Pelo telefone, as funcionárias, solícitas,
informaram que estava tudo na Coletiva...
Ué, mas a ARI tem apenas um sócio?????
Porque os demais sites não receberam????
Ficam estas perguntas....
Há muita coisa que mudar na ARI, uma delas é
este esquema de CLUBINHO.....
Coleguinhas
Os colegas desejam pronta recuperação a colega
Rosane Marchetti, apresentadora do Jornal do Almoço,
da RBSTV e da TV Assembléia.
Ela está em casa se recuperando do tratamento que
faz neste momento.
COLEGUINHAS

EUNICE JACQUES,
UMA EXIMIA DO TEXTO
nO TEMPO QUE AS REDAÇÕES TINHAM obessão
por um bom texto,nasceu a jornalista Eunice Jacques( de
quem,digo logo, nunca fui amigo, nunca foi minha editora
e nem nos dávamos .....)
Morta em 12.03.1997, prematuramente, de um câncer,Eunice
era rigorosa com seus alunos, tanto na Famecos, onde lecionou,
como no Curso Aplicado da RBS, onde ela ensinava os jovens
profissionais a escrever bem, ou seja, manusear o portuguès....
Sei de gente que a achava uma chata, uma perfeccionista....
Nasceu em Bagé, em janeiro de um dia muito quente,
como escreveu em uma de suas crônicas, publicada num
livreto chamado um Duende na Calçada...
LFV no prefácio -cujo título é Correção
e Coração - deste pequeno livro a chama de
uma " profissional correta".
Eunice, a bem da verdade, é fruto da chamada Geração
JB, ou seja, que aprendeu dentro do Jornal do Brasil,onde
ela trabalhou muitos anos na sucursal gaúcha. Na
ZH, pra onde foi depois que saiu do JB, foi editora de Economia,do
Segundo Caderno,e foi quando morreu, editora de Opinião
do jornal.
Ganhou vários prêmios de jornalismo.
Regina Lemos, sua colega na ZH, disse dela:
- Eunice, competência personificada.
Mulher simples, mas sensível e amava os animais.
Foi embora cedo" disse Lemos.
ODISSÉIA FM
uM SERAFINENSE, QUE NÃO MORA LÁ E QUE HOUVE
A RÁDIO PELA INTERNET, OUVIU UMA MÚSICA DA
QUAL GOSTOU MUITO. LIGOU PRA CUMPRIMENTAR A DIRETORA MIRIAM
MASSOLINI E OUVIU DELA QUE AS DEMAIS MUSICAS, MEIO MARCA
DIABO, SEGUNDO ALGUNS GOSTOS REFINADOS, É O QUE O
POVO GOSTA DE OUVIR...ENTÃO, TÁ....
GARÇAO SINCERO
NA CHURRASCARIA CHURRASQUITA, NA RIACHUELO, UM GARÇÃO
ACONSELHAVA AOS CLIENTES QUANDO PERGUNTAVAM SE O CAFÉ
ERA BOM:
- nÃO, É MELHOR O SENHOR IR TOMAR NAQUELE
CAFÉ ALI NA FRENTE, DIZIA, SINCERO O GARÇÃO..
A CHURRASQUITA FECHOU HÁ ALGUNS ANOS. FOI LÁ
QUE COMEÇARAM OS FUNDADORES DO BARRANCO, SANTO TASCA
E UM VIZINHO QUE ENTROU COMO SÓCIO NA CHURRASCARIA
DA AVENIDA PROTÁSIO ALVES.
De Serafina
*Maria Aparecida Franciosi,a Cida, apresentadora de um programa
em italiano na rádio Rosário, filha da professora
Iris Rotawa herdou da mãe os olhos azuis....
*Iris, a mãe, ficou viúva de um Boni com
quem teve um filho. Depois casou com Lino Franciosi,que
desde a mocidade havia manifestado sua paixão por
ela....ficou esperando sua vez...
*Nestor Santin e o irmão Irceu nem se cumprimentam...Tudo
por conta de separações comerciais...
*O vice-prefeito Flávio Breda, do PT, esteve na noite
de sexta, dia 16/09, no acampamento Farroupilha, localizado
no pórtico, na barraca da Soma... E lá teve
que ouvir um discurso "neoliberal" do Irceu Santin...o
vice saiu de fininho....
*O acampamento Farroupilho, no pórtico,infringe a
lei do silêncio, porque a música tocou alta
mesmo depois das 22 horas...
*Vou me informar como anda o recolhimento do lixo, que nos
últimos meses andou com crise....
CELULAR NOS ONIBUS
Na viagem que fiz pra cá, ontem, sexta, tudo normal,
até que o trânsito não estava assim
tão ruim...mas o que não dá pra guentar
são estes celulares tocando e falando toda hora...meu
Deus, como tem gente mal educada....
A presidente Dilma tem que abrir um programa de educação
pra celulares em ambientes fechados. Um passageiro, que
já conhecia de outra viagem, recebe ligação
de cinco em cinco minutos. Na próxima, se o cara
subir no ônibus, eu vou descer. Não dá
pra guentar...
E os motoristas dos ônibus também poderiam
ser um pouco mais gentis...
Tá certo, estão cansados e tal...pelo menos
este me deixou na frente do hotel onde paro, porque alguns
nem isto fazem...o engraçado é que deixam
gente em tudo quanto é canto, mas na frente do hotelzinho
daqui alguns se negam a deixar. Dois passageiros que ficaram
no mesmo hotel, foram até a rodoviária.
SEM PULO - TÚNEL DO TEMPO
Olá pessoal,
Permita-me remeter a Sem Pulo e Túnel do Tempo
que escrevo na Folha Popular de Teutônia.
Abraço e bom findi.
Rudimar Thomas


O CONTO DO PERU
Archimedes Marques
Relembrando e buscando apoio nas velhas estórias
contadas e anotações deixadas pelo meu querido
e inesquecível avô Antonio Campos Melo, pessoa
simples, funcionário do antigo Departamento dos Correios
e Telégrafos, de excelente índole, inteligente,
honesto e, que gostava muito de escrever, encontrei nos
seus alfarrábios manuscritos um fato policial que
diz ele ter sido verídico ocorrido nos idos dos anos
30 do século passado, aqui na nossa simpática
Aracaju, que por ser interessante passo então a contar,
mudando os dados das figuras principais do enredo para não
haver identificação, pois não sei dos
seus herdeiros para pedir permissão para tal.
Consta que o Senhor João Limeira, comerciante próspero
da antiga Aracaju, possuía uma sapataria situada
na Rua João Pessoa, então via principal do
centro da cidade.
João Limeira, além de ser um verdadeiro unha-de-fome,
tinha a fama de esperto, de nunca ter sido enganado por
alguém, de nunca ter perdido um centavo sequer para
qualquer pessoa, razão pela qual, gabava-se de ter
prosperado na vida, não só pela sua luta,
pela sua capacidade, mas também por conta de tais
atributos.
A vida de João Limeira resumia-se em quatro coisas,
tão simplórias quanto acomodadas e estranhas
pareciam ser: casa, trabalho, feira semanal e enterro de
alguém a partir do seu respectivo velório...
Não tinha nenhum vício nem tampouco se divertia
ou levava sua mulher e seus filhos ao parque, praia ou cinema,
não ia a lugar algum ou fazia algo diferente além
dessas quatro atividades para não ver o dinheiro
sair do seu bolso desnecessariamente.
Em casa muito economizava, regrava de todo jeito e reclamava
gastos extras com a sua esposa, no comercio negociava sapatos
mais baratos com menor lucro justamente para vender mais,
na feira pechinchava de tudo e estava sempre na xepa, no
resto de feira, enquanto que, para sua estranha diversão
estava o velório e enterro de pessoas amigas, conhecidas
ou não. Para o diferente e mão-de-figa cidadão
o importante era morrer alguém para ele estar presente
em condolências.
Ninguém entendia se era mania psicótica, quem
sabe medo, trauma, superstição, ou mesmo grande
virtude, qualidade, humanismo, mas o certo é que
João Limeira era solidário com os familiares
dos mortos, fosse quem fosse. Não perdia nenhum velório
e acompanhava todos os enterros, de rico ou pobre que dele
tivesse conhecimento dentro de Aracaju, fazendo até
questão de pegar na alça dos caixões,
ou seja, ajudar a carregar os defuntos nos trajetos até
os cemitérios que por muitas das vezes eram feitos
a pé.
Além de participar de todos os funerais o senhor
João Limeira usava nesses eventos o indumentário
que de melhor possuía. Vestia de maneira garbosa
o seu lindo a alinhado terno preto italiano, além
da sua camisa branca de seda chinesa e uma gravata azul-marinho
portuguesa, sem esquecer-se dos seus sapatos pretos também
importados que de melhor tivesse em sua loja e, do seu valioso
relógio de bolso suíço cravejado de
diamantes com grossa corrente de ouro 18 quilate que sempre
estava no bolso do paletó e só era usado somente
nessas ocasiões. Para se manter impecável
nessa sua mania o senhor João Limeira não
tinha medido esforços, era o esse o único
meio que tinha saído dinheiro do seu bolso sem reclamação
. Com esse rico vestuário de gala ele orgulhosamente
e garbosamente desfilava na sua homenagem aos mortos.
Falavam que além da sua importante casa comercial,
da sua boa residência situada na Colina de Santo Antonio
e do seu invejável e sempre brilhante Ford preto
1930, o que o senhor João Limeira tinha de mais importante
e valioso era esse indumentário usado nos enterros.
Buscando economizar combustível no sentido de não
ter que voltar em casa para se aprontar quando houvesse
um eventual falecimento ao seu conhecimento, todos os dias
o João Limeira trazia para o trabalho e levava de
volta para sua casa o seu estimado vestuário-mortuário.
Certo dia ele se esqueceu dessa obrigação,
ficando por isso muito preocupado, tendo comentado com o
seu funcionário de confiança:
- Estou rezando para que não morra ninguém
hoje, pois caso contrário terei que voltar em casa
ou pagar alguém para ir até lá buscar
a minha roupa que me esqueci de trazer...
Ocorre que alguém, um vigarista quem sabe, estava
ali próximo olhando os sapatos e ouvindo a conversa
logo arquitetou um plano: Adquiriu um peru para impressionar
e se fazer de confiança, indo em seguida até
a residência do comerciante que todo mundo sabia onde
ficava. Lá chegando se apresentou para dona Josefina
como sendo porta-voz do seu marido que pediu para que o
mesmo entregasse o peru que ganhara de presente e pegasse
a sua roupa, vez que tinha ocorrido o falecimento de alguém.
De pronto a mulher sem desconfiar de nada entregou tudo
ao trapaceiro.
Só restou, além da raiva e da bronca do senhor
João Limeira ao chegar em casa e constatar o golpe,
o trabalho de ir até a Chefatura de Polícia
para registrar a ocorrência e se contentar com o arremedo
do prejuízo, comentando tristemente:
- Pelo menos ele nos deixou um peru para a ceia do próximo
Natal!...
Passados de 30 a 40 dias, já próximo ao Natal,
quando tudo se acalmou, o suposto vigarista completou o
seu golpe combinando com o seu parceiro que foi até
a residência do senhor João Limeira e lá
chegando falou para dona Josefina:
- A Policia prendeu o ladrão que roubou a roupa do
seu marido!... Está o maior reboliço lá
na Chefatura e o seu João Limeira me mandou buscar
o peru que o Delegado quer para o acerto de contas com o
larapio...
- Graças a Deus. Eu já não aguentava
mais de tanta repugnância e reclamação!...
E mandando os seus filhos pegar no quintal o peru já
bem gordo e bonito, entregou-o toda contente ao comparsa
do trapaceiro.
O golpe ficou conhecido na época como o CONTO DO
PERU e todos riam e gozavam do mão-de-figa engabelado,
alguns até mais ousados grugrulejavam feito um peru
quando viam o João Limeira, que por duas vezes perdeu
para o mesmo criativo e inteligente vigarista.
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado
de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica
de Segurança Pública pela UFS) archimedes-marques@bol.com.br
Coleguinhas
Recebo um aviso do Guto Villanova que a entrevista terremoto
com o BISSON foi cancelada. Fala em FORÇAS OCULTAS,
MEU DEUS O QUE SERÁ COM TODO O IBOPE QUE A RÁDIO
DA URGS IMAGINO QUE SE ASSUSTARAM...EU VOU MORRER E NÃO
VOU V ER TUDO....CHEFETE É CHEFETE PRECISA MOSTRAR
QUE TEM PODER.
*Estou em serafina, descansando e tenho que atender o MALÃO
MOR DE ENCANTADO QUE AMEAÇA VIR A SERAFINA ENTREVISTAR
O BICO BRANCO....
ESTE É OUTRO QUE TROVEJA TROVEJA, MAS NÃO
LEVANTA VOO NUNCA...
E ELE E O JCTERLERA AINDA FICAM ME CORNETEANDO, DIZENDEO
QUE COMO BANANA NOS INTERVALOS. MAS EU NÃO RECEBO
LIGAÇÕES DAS PUTAS A COBRAR...BOM DEIXA PRA
LA QUE VOU FALAR DEMAIS...
De Serafina
*Depois que comecei a contar as proezas sexuais do Padre
José Finotto nos anos 60 em la Undeze tem gente que
cruza comigo e faz que não me conhece...Ué,
vestiram a carapuça....mas todo mundo sabe da história,
só que como a hipcrisia campeia, todo mundo fala
baixinho....e ela faz de conta que não houve....
De Serafina
Flávio Soccol liderou uma cavalgada que veio de
Montauri no sábado em direção a Serafina.
E falou na rádio Rosário. Quem o ouviu, como
meu pai, diz que falou bem...
*Não ouvi mais queixas sobre excesso de lixo pela
cidade. Acho que resolveram o assunto, pelo menos momentaneamente
*Arnaldo Pacassa, vereador do PFL me assegura que o BICO
BRANCO, atual prefeito, é candidato certi9ssimo A
REELEIÇÃO NO ANO QUE VEM...
SE O POLACO FOR CANDIDATO, QUERO VER ESTA DISPUTA....
de Serafina
aposto o que quiserem que se no ano que vem a disputa for
entre POLI E BICO BRANCO O QUE GANHA NÃO GANHA DE
MAIS DE 100 VOTOS. E VAI TER MUITA APOSTA POR AÍ
E VAI ROLAR PILA QUE NÃO É MOLE...
De Serafina
BICO BRANCO DECEPCIONA
ACAMPADOS AO NÃO
IR A MATEADA MATINAL
Acampamento Farrapo também dá trabalho. Estou
chegando,agora, as 8 e meia do acampamento Farrapo daqui
que foi colocado na entrada da cidade.A guria aqui do hotel
até brincou com o musical que começou cedo.
- Começaram cedo hoje aí.
Fui lá conferir pra ver quem tinha e só estava
uma turma da Plena fazendo um fogo e tomando umas canhas...
Decepcionados, porque o BICO BRANCO não fo icomeçar
os trabalhos com ele, comentaram que o POLACO sempre aparecia
cedo nos acampamentos da era do PMDB.
NÃO QUERO ME METER NAS QUEZILHAS POLITICAS DE SERAFINA,
mas acho que Só o Mazzarino de assessor do prefeito
pra dar umas dicas e não deixar a bola furada de
não ir no acampamento Farrapo logo no domingo,
Em tempo>: ouvi dizer que o prefeito tinha ido num baile
de um outro CTG na noite anterior.
Até pode servir de desculpa mas não ir no
acampamento da Prefeitura no domingo que antecede o grande
dia 20 de setembro, ora bolas...
A GAUCHADA FICOU DECEPCIONADA...
Nota do editor:
Não houve nehuma intenção de desrespeito
ao prefeito Bico Branco...Foi uma constatação.
Tanto que a seguir publico, como é de direito, a
nota que assessora Adriana Sabadin remeteu ainda na segunda(
serafina não estava, portanto, fazendo ponto facultativo...)
Nota da prefeitura
Boa tarde Olides, o Prefeito Ademir pediu para responder
sobre o que
você escreveu quanto à programação
da Semana Farroupilha:
Primeiramente, temos que ter respeito, especialmente para
um Prefeito
que trabalha incansavelmente cerca de 18 horas por dia!
No dia da abertura, fez seu pronunciamento, recebeu a chama
crioula e
abriu oficialmente a programação.
Ainda na sexta, visitou o acampamento durante a tarde, retornou
à
noite e assistiu à peça de teatro O Negrinho
do Pastoreio, junto com a
comunidade. Após às 21:00 houve a apresentação
do CTG Tropeiros da
Cultura e o Prefeito prestigiou as danças do grupo
que veio de Sertão.
No sábado, 17, o Prefeito Municipal recebeu a Cavalgada
da Amizade no
trevo de acesso à Montauri e depois houve a entrega
da Chave da cidade
ao Coordenador da Cavalgada. Houve pronunciamentos e o Prefeito
só
saiu do Acampamento à tardinha. À noite, participou
de um evento na
Igreja Evangélica e depois foi ao Jantar-Fandango
no CTG Galpão da
Saudade, que fazia parte da Programação da
Semana Farroupilha 2011.
No domingo, 18, por motivos de saúde não
pôde participar do café da
manhã com os cavalarianos e também não
foi possível ir ao Acampamento
Farroupilha.
De qualquer forma, o Prefeito Ademir conta com uma equipe
muito
atuante, que o representa nos eventos caso ele não
possa estar. É no
mínimo injusta a colocação de que ele
é dorminhoco, pois é um
administrador preocupado e muito trabalhador.
Agradecemos sua atenção.
Adriana
De Serafina
É isto que dá fazer cavalgada em terra de
gringo....a cavalgada que saiu de Montauri no sa´bado
chegou em serafina e largaram todos os cavalos soltos ao
redor de um ginásio de esportes.
E os bichos bostearam tudo. Os moradores dos arredores que
acordavam no domingo de manhã estavam putos da vida...
Falei com um lá pelas nove da manhã que estava
fulo....
Gringo em cavalgada dá nisto...isto mais capitaneada
pelo Flávio Soccol....
de Serafina
Me despeço neste domingo de serafina. A melhor coisa
daqui nestes dois dias, além das minhas caminhadas
até a capela são pedro foi meu encontro com
uma freira que não conhecia. Irmã Terezinha,
que está cuidando do irmão Arlindo com câncer.
Hoje de tarde gravei uma baita entrevista onde ela me conta
seu tempo de Norte, principalmente de Porto Velho, onde
ficou nove anos.
O depoimento que vou postar vale a pena. Acho que ela tem
um livro dentro dela...que rica experiência de vida,
de lidar com os retirantes, com os migrantes....
Isto sim que é história de vida, não
a do Serginho Ros que foi puxar o saco do dono da Manchete
e depois dos milicos.
Roteiro do findi
Cantora uruguaia Ana Praia faz show dentro do 13º
Caxias em Cena
Nome de destaque no cenário da música latina
contemporânea vem ao Festival onde se apresenta na
noite do dia 23 de setembro
Artista feminina de maior representatividade do Uruguai
nas últimas duas décadas, a cantautora Ana
Prada retorna ao festival onde já se apresentou no
ano de 2007, agora com o show homônimo ao seu segundo
CD solo “Soy Pecadora”.
Na sexta-feira (23.09), 21h30min, Ana sobe ao palco do Teatro
São Carlos (Rua Feijó Júnior, 778,
São Pelegrino), acompanhada dos músicos Juan
de Benedictis (guitarra) e Julian Semprini (bateria). A
uruguaia desembarca em Caxias direto da Europa, onde está
apresentando a turnê referente ao álbum que
sucedeu “Soy Sola”, e cujo clipe da canção-título
“Soy Pecadora”, estreou recentemente na grade
de programação das MTVs do Reino Unido, França
e Austrália. As canções de Ana Prada
também estão sendo veiculadas na Rádio
da MTV Brasil.
No último dia 02 de junho, no histórico Teatro
Solís em Montevidéu, a grande revelação
feminina da música uruguaia nos últimos anos
gravou seu 1º DVD. A apresentação especial,
que teve ingressos esgotados, teve a participação
do lendário percussionista e cantor uruguaio Rubén
Rada e da cantora argentina Liliana Herrero.
Ana Prada também foi artista convidada do CD tributo
latino aos Mutantes, em “El Justiciero, cha, cha,
cha”, a uruguaia gravou a faixa “Fuga Nº2”,
que pode inclusive entrar no setlist do show em Caxias.
A turnê de “Soy Pecadora” tem sido um
êxito de público e crítica por onde
passa, São Paulo, Buenos Aires, Montevidéu
e Europa já aplaudiram, agora é a vez de a
Serra Gaúcha conferir o “huracán”
Ana Prada.
“Em Soy pecadora há um discurso musical e sobretudo
canções brilhantes” (revista Los Inrockuptibles)
“Herege e alegre, Prada propõe uma celebração
em forma de melodias amáveis” (revista Rolling
Stone).
ANA PRADA 13º CAXIAS EM CENA
Onde:
Teatro São Carlos (R. Feijó Júnior,
778, São Pelegrino)
Quando:
23 de setembro, sexta-feira. O início do show acontece
às 21h30min
Ingressos:
R$15,00 (público em geral)
R$7,00 (estudante, idoso e classe artística)
Pontos de venda:
Bilheteria do Teatro São Carlos http://www.teatrosaocarlos.com.br/
Informações:
Secretaria Municipal da Cultura - Prefeitura de Caxias do
Sul / RS
(54) 3901.1316 ramal 218
MS2 Produtora: (51) 30242409
Guto Villanova - Jornalista
Assessor de Imprensa +51 9274.8609
FINDI....
DE SERAFINA CORREA....
Semana Farroupilha 2011
Ser gaúcho, lembrar da história do Rio Grande
do Sul e cultivar os valores e costumes são habilidades
das pessoas que nasceram neste estado, de geração
em geração.
Todos os anos, no mês de Setembro, a chama crioula
reascende o orgulho dos gaúchos, contemplando os
festejos farroupilhas. Em Serafina Corrêa, a Prefeitura
Municipal, o CTG Galpão da Saudade e o CTG Sinuelo
da Serra preparam uma programação completa
e diversificada, de 16 a 20 de Setembro.
A abertura do evento será na sexta-feira, 16, no
acampamento farroupilha, Rua Ipiranga, em frente à
Corsan. Durante o dia haverá apresentação
teatral da peça Negrinho do Pastoreio. Às
17h haverá transmissão do Programa Valores
do Rio Grande, Rádio Odisséia FM, e às
21h a população poderá assistir à
apresentação do CTG Tropeiros da Cultura de
Sertão/RS.
No sábado, 17 de setembro, Serafina Corrêa
recebe a 19ª Cavalgada da Amizade e à noite
haverá Jantar-Fandango com o Grupo Compasso no CTG
Galpão da Saudade, Bairro Gramadinho. No domingo,
18, haverá saída da Cavalgada da Amizade e,
durante a tarde, no acampamento, a população
poderá participar da mateada farroupilha e assistir
à apresentação de talentos locais.
Às 19h30min, haverá show com o Grupo Os Campeiros
e a entrada é gratuita.
Na segunda-feira, 19, às 20:00, o CTG Sinuelo da
Serra estará organizando o jantar O Costelão,
no acampamento farroupilha, e haverá também
show com o Grupo Mas Bah Tchê!. No feriado, 20 de
setembro, às 14h, haverá desfile de cavalarianos
e em seguida, no acampamento, a população
está convidada a prestigiar a apresentação
das invernadas do CTG Galpão da Saudade e do CTG
Sinuelo da Serra. Às 18h, haverá encerramento
da Semana Farroupilha 2011.
A população serafinense e da região
está convidada a participar dos festejos farroupilhas
em Serafina Corrêa, programação completa:
www.serafinacorrea.rs.gov.br ou pelo telefone: 54 3444 2166.
Por: Adriana Sabadin – Assessora de Imprensa
Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – RS.
Desde Serafina
A Prefeitura Municipal, através da Assessoria de
Imprensa e Assessoria de Gabinete, encaminha Serafina Acontece!
com a programação para os próximos
dias.
Lembramos e convidamos a todos para que prestigiem a Semana
Farroupilha 2011, sendo a abertura oficial será amanhã,
16 de Setembro, às 8h30, no Acampamento Farroupilha,
Rua Ipiranga.
Agradecemos sua atenção e contamos com a participação
de todos.
Clique
aqui para ler a programação
Adriana Sabadin - Assessora de Imprensa
Jornalista - MTE 15791
54 3444 1130
54 9134 6411
www.serafinacorrea.rs.gov.br
Caminhada pacífica de protesto
Olá pessoal!
Convidamos todos vocês para se encontrarem às
10:00 da manhã, deste domingo dia 18, na casa da
mãe do Rodrigo (Dida), que fica na rua Miguel Tostes
nº 447 ap. 202 para à partir dali caminharmos
em direção ao brique da redenção
como uma manifestação contra as atitudes arbitrárias,
autoritárias e injustas tomadas pela polícia,
pela imprensa e pelo poder de modo geral.
Para aqueles que desconhecem o ocorrido, Rodrigo foi preso
indevidamente na noite de quinta feira, 18 de agosto ao
ser confundido com um assaltante, tendo sido inclusive agredido
por brigadianos e por outros indivíduos.
Devido à serie de abusos que ocorreram neste caso,
movidos pela indignação, resolvemos nos organizar
para protestar contra a falta de justiça, de atitude
democrática e contra o desrespeito aos direitos humanos.
Esperamos que este convite toque a todos os que não
estão conformados com a violência e o abuso
de poder e a injustiça, sejam amigos do Rodrigo ou
não.
Faremos uma caminhada pacífica (é claro!)
e convidamos a todos para que venham de roupas brancas ou
claras, tragam instrumentos musicais e flores. Que inspiremos
os passantes (e nós mesmos) a refletir sobre a violência
urbana, o respeito entre os semelhantes, a natureza da democracia,
da justiça da paz e o papel do cidadão comum
frente a tudo isso, assim como o da imprensa e das instituições
públicas. E talvez sobre como anda funcionando a
relação entre todos esses elementos - superficial,
profunda, autêntica, hipócrita? Vamos lá,
é uma caminhadinha no domingo de manhã. Um
gesto simples, mas quem sabe o efeito que vai surtir? Pelo
menos a intenção é boa.
E que possamos organizar a sociedade não apenas para
comemorar o final de um campeonato de futebol. Podemos mostrar
que temos atitude e voz para muito mais...está em
nossas mãos. Divulguem e participem. "Um mais
um é sempre mais que dois!" Obs: Violões
são bem-vindos, e muito necessários. Vai rolar
um ensaio das canções um dia antes, no sábado
às 16 hs. Quem quiser está convidado.
Abaixo segue carta aberta:
Na noite de quinta feira, dia 18 de Agosto, Rodrigo Fialho
Viana (ou Dida, como é conhecido entre seus amigos),
enquanto se deslocava à casa de um amigo no Bairro
Rio Branco, por volta das ¬¬¬¬¬ 21 horas,
foi confundido com um assaltante, que instantes antes, juntamente
com outro indivíduo, assaltaram um juiz de direito
de nossa capital.
Enquanto ocorria o assalto, Dida estava na casa de sua mãe
e havia feito uma ligação do telefone fixo
para o celular do seu amigo a fim de combinar o seu encontro
instantes depois.
O que aconteceu em seguida foi uma sucessão de erros,
uma demonstração de arbitrariedades, abuso
de poder e violência, sintomas de uma doença
social chamada desrespeito pelos direitos básicos
do cidadão.
O juiz, provavelmente com muito medo, o que é natural
para uma pessoa que passa por uma situação
traumática de violência, e tomado pela reação
emocional, intempestivamente, reconhece Dida como um dos
assaltantes que teria levado sua arma e as chaves de seu
carro.
Dida foi posto contra um muro residencial da Rua Cabral,
entre populares indignados com a violência que toma
conta de nossa cidade e com intenso desejo de fazer justiça,
e policiais no afã de cumprir seus deveres profissionais
mesmo que sob forte tensão. Rodrigo foi alvejado
pela certeza absoluta do juiz de que ele era o criminoso
do então fato ocorrido.
Todos naquele instante sentenciaram e condenaram Dida, sem
sequer ter uma única prova que o incriminasse, sendo
que este foi espancado enquanto se encontrava com as mãos
algemadas em suas costas.
Dida foi posto na viatura policial, onde foi novamente agredido,
desta vez por aqueles que deveriam apenas estar cumprindo
seu dever de proteção ao cidadão sem
os excessos já institucionalizados por uma polícia
mal preparada e disposta a cumprir tarefas, sobretudo quando
a vítima faz parte de uma minoria privilegiada pelo
“poder”. Rodrigo ainda foi ameaçado de
ser entregue novamente à multidão caso não
ficasse em silêncio, sendo obrigado a parar de tentar
se defender verbalmente e instado a confessar onde estaria
“a arma” (a arma do juiz – roubada).
A imprensa por sua vez continuou o exercício de abuso
de poder com sua histórica busca por sensacionalismo
a qualquer preço. Foi - como já é tradicional
dentro da imprensa brasileira - parcial, precipitada e imatura.
Protegeu a identidade da vítima que fora assaltada,
o sr. juiz, até aí tudo bem. Mas não
ofereceu a mesma oportunidade às vítimas da
acusação, que tiveram seus nomes expostos,
suas vidas expostas e invadidas; foram condenados sem receber
sequer o direito de serem ouvidos e se defenderem.
Neste momento nos perguntamos onde está a democracia
tão falada em nossa sociedade, a quem ela serve?
A imprensa teve sua chance de fazer diferente, mas movida
pela falta de valores éticos e pelos velhos interesses,
não o fez; a polícia teve sua chance de fazer
diferente, mas não o fez, o “Poder” teve
sua chance de fazer diferente, mas não o fez. Todos
tiveram sua chance de fazer diferente, mas ninguém
fez.
E nós, enquanto sociedade vamos fazer o mesmo, ficar
calados e acuados diante a soberania do “poder”
de poucos, ou vamos fazer diferente? Temos nossa chance.
Nossa manifestação não é apenas
a favor de uma pessoa sabidamente inocente e de inquestionável
conduta humana, mas, sobretudo contra a injustiça,
a favor da paz e da democracia – para todos.
Assinado: amigos do Dida, amigos da Justiça e da
Democracia – Cidadãos.
Memória da Fabico...
Acervo Vicente Romano!

Esta foi uma edição extra do TRES POR QUATRO....
Recebo de um leitor de Serafina Corrêa que
pede o anonimato
' VI NO TEU BLOG SOBRE AS RÁDIOS
TU É GUAIBEIRO OU DA GAUCHA?
CARA, DEPOIS QUE AQUELA TURMA DO EDIR MACEDO ASSUMIU A
GUAÍBA, QUE NOJEIRA VIROU AQUILO SE ATÉ O
GIGANTE RUI STRELOW PEDIU AS CONTAS IMAGINA E A GUAIBA FM
101.3 EU ADORAVA OUVIR AQUELA RÁDIO COM SEUS LOCUTORES
DE VOZ ENTONANTE, AGORA VIROU UMA ODISSÉIA DA VIDA.
INTRAGÁVEL
TRISTE FIM DESTA RÁDIO
TU CONHECIAS ESSES LOCUTORES DA FM....
PREZADO LEITOR.
CONHECIA ALGUNS LOCUTORES DA FM,SIM...LEMBRO DO MAZZERON,
MAS ESTE MORREU...
NÃO PARTILHO DA IDÉIA DE QUE A GUAIBA TENHA
DEGRINGOLADO TANTO...ELA MUDOU DE FAIXA ETÁRIA....
COLEGUINHAS

A repórter que tem fontes
na Brigada militar!!!!
Ontem, dia 15;09, as 6h15minutos da manhã a repórter
Ieda Risco- que na Guaíba é apresentadora
- informava ao Bom Dia, apresentado por Rogério Mendelski,
que haiva um boneco de um brigadiano na Duque de Caxias
e que fora chamado o GATE pra desativa-lo.
Não conheço repórter que tenha mais
fontes do que a Ieda dentro da " briosa"...
Ela consegue a informação que precisa a hora
que necessita....
( a foto deste post é da Zero Hora)
O BILHETE ANTIPÁTICO DO LAURO DIECKMANN
NO SEU BLOG!!!!!!ACABOU COPIADO!!!!!
(Favor não copiar esta postagem)
PELO SEGUNDO ANO, MARCOPOLO REALIZA AÇÃO
EM FAVOR DO MEIO AMBIENTE NO DIA MUNDIAL SEM CARRO
Objetivo é mobilizar a sociedade para maior adesão
e incentivar os seus colaboradores a dar o exemplo e utilizar
o transporte coletivo
Caxias do Sul (RS), 15 de setembro de 2011 - Pelo segundo
ano consecutivo, a Marcopolo realiza campanha de incentivo
ao uso do transporte coletivo na Semana Nacional do Trânsito,
entre 19 e 23 de setembro, e no Dia Mundial Sem Carro –
dia 22. O objetivo é mobilizar a sociedade para aderir
a esta ação mundial e incentivar ações
e atitudes que beneficiem a preservação ambiental
e o bem-estar dos cidadãos.
A empresa vai promover diferentes ações em
algumas cidades brasileiras, como Porto Alegre e Caxias
do Sul, campanhas em emissoras de rádio e televisão
e anúncios em mídia impressa e outdoors, além
da distribuição de cartazes e folhetos explicativos
e educativos. Especialmente no dia 22, Dia Mundial Sem Carro,
também incentivará os seus colaboradores em
todas as fábricas brasileiras, de Caxias do Sul e
do Rio de Janeiro, a deixarem os seus automóveis
em casa e a utilizarem os ônibus da companhia.
Segundo José Rubens de la Rosa, diretor-geral da
Marcopolo, a ação do Dia Mundial Sem Carro
está alinhada com a campanha “Cuide do futuro
do nosso planeta. Ande mais de ônibus. Faça
andar essa ideia”, lançada em 2010. “Temos
como objetivo conscientizar as pessoas para os benefícios
que a utilização do transporte coletivo proporciona
para toda a comunidade, como redução da poluição
ambiental, diminuição dos congestionamentos
e bem-estar dos cidadãos. Somente em Caxias do Sul,
pretendemos obter a adesão de todos os nossos funcionários
e retirar das ruas da cidade os quase 1.000 veículos
usados diariamente na empresa. No ano passado, tivemos a
adesão de 100% da diretoria e gerentes, 70% dos coordenadores
e supervisores e 20% dos demais colaboradores e temos como
meta ampliar estes números”, explica o executivo.
Diariamente, quase 6.000 colaboradores da Marcopolo são
transportados, em ônibus fretados, com conforto e
segurança, nos dois turnos de trabalho. A empresa
possui cerca de 400 vagas internas para estacionamento nas
unidades de Ana Rech e Planalto. Outros 600 veículos
são utilizados pelos colaboradores para irem trabalhar
e estacionados todos os dias nas ruas e nos arredores das
duas fábricas.
Como em 2010, a Marcopolo colocará mais ônibus
à disposição para o transporte dos
colaboradores, desde os executivos da diretoria e gerência,
até os responsáveis pela montagem dos ônibus,
das unidades de Ana Rech e Planalto.
No ano passado, foram produzidos no Brasil 3,63 milhões
veículos, número que engloba automóveis,
utilitários e veículos comerciais. Deste total,
33.395 unidades – menos de 1% - eram ônibus.
A maior utilização do transporte coletivo
ajudaria a reduzir os congestionamentos e a poluição,
sobretudo em grandes centros urbanos, pois no mesmo espaço
físico ocupado por cinco automóveis nas ruas
e avenidas brasileiras, com em média duas pessoas
por veículo, é possível transportar
160 passageiros em um ônibus, com conforto, rapidez
e segurança.
Crédito da foto: Leonardo Cardoso
Secco Consultoria de Comunicação
Tel. 11 5641-7407 | secco@secco.com.br
Dispensa de Incorporação



A Junta do Serviço Militar de Serafina Corrêa,
de Montauri e de União da Serra promoveram, no dia
13 de Setembro de 2011, a cerimônia de entrega de
certificados de dispensa de incorporação e
compromisso à bandeira dos cidadãos da classe
1993. O encontro contou com a presença das autoridades
dos três municípios e do 1º Tenente Delegado
de Serviço Militar e Presidente da Junta de Serviço
Militar da 8ª CSM, Arioldo Roldan Rocha.
O Presidente da Junta de Serviço Militar de Serafina
Corrêa, Prefeito Ademir Antônio Presotto, abriu
oficialmente a cerimônia cívico-militar de
entrega de certificados de dispensa de incorporação
aos 125 jovens dos municípios de Serafina Corrêa,
União da Serra e Montauri. Ao prestar o juramento
de amor à Pátria, os cidadãos são
convidados a lembrar que a maior lição que
aprendemos através da nossa Bandeira é a busca
constante de evolução e aperfeiçoamento
dos ideais de justiça e liberdade, inspirados em
Deus, sublimados na fé e confiança nos altos
destinos do Brasil.
Por: Adriana Sabadin – Assessora de Imprensa
Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – RS.
INFRAESTRUTURA E PRÉ-SAL
Zulke realiza palestra na ACI de São Leopoldo
O deputado federal Ronaldo Zulke (PT) será palestrante
da próxima edição do 5ª do Empreendedor
da Associação Comercial, Industrial e de Serviços
de São Leopoldo, que será realizada excepcionalmente
nesta sexta-feira (16) a partir das 11h45 na sede da ACI
(Rua Alfredo Adolfo Cassel, 55, Jardim América).
Na pauta, o trabalho do Comitê de Acompanhamento das
Obras de Infraestrutura Viária da Região Metropolitana
de Porto Alegre, coordenado pelo parlamentar. O comitê
monitora as obras de melhorias na BR-116, a construção
da BR-448 (Rodovia do Parque), a duplicação
da RS-118, a extensão do Trensurb a Novo Hamburgo,
entre outras. Zulke também apresentará painel
sobre a participação das empresas gaúchas
na cadeia produtiva do pré-sal.
Assessoria de imprensa
Lucidio Bordignon Gontan
O QUE LI NOS JORNAIS

NA FOLHA DE SÃO PAULO, O FOLHÃO, COMO ELES
LÁ O CHAMAM, UM INTERESSANTE ARTIGO DO OSCAR PILAGALLO,
NO DIA 8/09 PASSADO TRATA DAS GRANDES MANIFESTAÇÕES
NO BRASIL DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO PASSADO...DIZ
O ARGIGO DO JORNALISTA QUE EM 1992, EM RESPOSTA A UM CHAMADO
DO PRESIDENTE COLLOR DE MELLO OS ESTUDANTES PINTARAM A CARA(
COLOCA A FOTO DO PROTESTO DELES E DA SAÍDA DO COLOR
NO HELICOPTERO...) E SEM UM COMANDO CENTRAL FORAM PARA AS
RUAS CONTRA O PRESIDENTE, ENGROSSANDO O CALDO DO IMPEACHMENT.ACRESCENTO
EU QUE ESTES ESTUDANTES TAMBÉM FORAM INSUFLADOS PELA
SÉRIE DA TV GLOBO, ANOS REBELDES....
JÁ EM 1984

PROSSEGUE O ARTICULISTA, AS RUAS FORAM TOMADAS PELO MOVIMENTO
CHAMADO DIRETAS-JA...
POIS ANTES, MUITO ANTES, EM 26 DE JUNHO DE 1968 OCORREU
A FAMOSA PASSEATA DOS 100 MIL COMO UM PROTESTO CIVIL CONTRA
A MORTE NO CALABOUÇO
E LÁ ESTAVAM OS ARTISTAS

NA MAIS FESTIVAL DAS ALAS DA PASSEATA DOS CEM MIL. DA ESQUERDA
PARA A DIREITA EDU LOBO(1) cHICO bUARQUE(3) rENATO BORGHI(5)
JOSÉ CELSO MARTINEZ CORREA(6) CAETANO VELOSO(8) E
NANA CAYMI E GILBERTO GIL,ALÉM DE PAULO AUTRAN....
E POR FIM TAMBÉM FOI UMA GRANDE AGLOMERÃÇÃO
POPULAR A CHAMADA MARCHA DA FAMILIA COM DEUS

PELA LIBERDADE, DE SÃO PAULO,POUCOS DIAS DEPOIS
DO FAMOSO COMICIO DA CENTRAL DO BRASIL, REALIZADO PELO PRESIDENTE
JANGO EM 13.03.1964....FOI A REAÇÃO DO GOVERNADOR
ADEMAR DE BARROS A JANGO....
PRIMEIRA E MAIS VIOLENTA
MAS A PRIMEIRA E MAIS VIOLENTA MANIFESTAÇÃO
POPULAR NO BRASIL OCORREU EM 1904, QUE FOI A REVOLTA DA
VACINA...ISTO É, OS HABITANTES DO RIO NÃO
QUERIAM SE VACINAR CONTRA A VARÍOLA. COM ESTA MANIFESTAÇÃO
ACABOU A OBRIGATORIEDADE DA VACINA....
Coleguinhas
DE SACO LITERALMENTE
RASGADO....
Esta quem conta é João Carlos Terlera: havia
um agiota que ia cobrar alguns jornalistas na seção
de imprensa da Assembléia Legislativa ...
Um dos jornalistas costumava deixar o agiota esperando
a tarde inteira....Um dia Terlera, passou pelo corredor
e lá estava o agiota sentadinho...Terlera notou que
o cara estava com a calça rasgada e apareciam seus
órgãos genitais(sacro escotal...)
Conhecido por sua irreverência verbal, Tërlera
voltoupra sala e disse ao colega:
- CARA VAI LÁ ATENDER O AGIOTA QUE ELE TÁ
DE SACO RASGADO, NÃO É CHEIO...!!!!
A TURMA CAIU NA GARGALHADA....
NIVER DO GREMIO

PRA HOMENAGEAR OS 108 ANOS DO GRÊMIO PORTOALEGRENSE,
MEU TIME DO CORAÇÃO,COLOCO ESTA FOTO DE UM
DOS IDOLOS DA MINHA INFÃNCIA, O PAVILHÃO,
AIRTON FERREIRA DA SILVA, QUE TIVE O PRAZER DE CONHECER
PESSOALMENTE( meu outro ídolo gremista, o ALCINDO,
SÓ CONHECIA POR TELEFONE E O VI NUM PALCO) LEVEI
LÁ O SERGINHO ROS, QUE SEMPRE ME MENTIU QUE FOI JOGADOR
DO GREMIO( NA VERDADE ELE FOI DO TIME DO CONCEIÇÃO
DOS MARISTAS DE GUAPORÉ) ...
POIS NO FIM DO ANO PASSADO O SERGINHO ANDOU POR PORTO ALEGRE,
A CAMINHO DE IMBÉ( ONDE O INFERNO O ESPERAVA PORQUE
A GURIZADA FAZIA BARULHO A NOITE TODA...) POIS ENTRE MAIS
UMA DE SUAS FAMOSAS ATOCHADAS, O SERGINHO ME DISSE QUE VIERA
A PORTO ALEGRE PRA MATAR AS SAUDADES DO SANDUÍCHE
ABERTO - É QUE DIZEM QUE SÓ AQUI EXISTE ISTO
- MUITO MENOS EM BRASILIA...
ENQUANTO ALMOÇÁVAMOS NA PARRIJA DEL SUR(
UM REDUTO DE COLORADOS, MAS FAZER O QUE, O SERGINHO ENTESOU
QUE QUERIA IR LÁ...) E COMÍAMOS UM MATAMBRE
E UNS RINS QUE SÓ SÃO FEITOS NO CÉU,
VENDO TODA AQUELA TORCIDA COLORADA UNIFORMIZADA, COMEÇAMOS
A FALAR DE FUTEBOLLLL E EU TINHA QUE OUVIR AS MENTIRAS QUE
O SERGINHO CONTAVA DO SEU TEMPO DO GREMIO...
AINDA MAIS, MOTIVADO, PORQUE ESTÁVMAOS MUITO PERTO
DO QUE SOBROU DO ANTIGO ESTÁDIO DA BAIXADA HOJE,
O FAMOSO PARCÃO...
lÁ PELAS TANTAS O SERGINHO ME PERGUNTOU POR UMV ELHO
AMIGO SEU. QUIS SABER NOTICIAIS DO AIRTON...UM DOS CRACÕES
DO GREMIO,IDOLO DE MINHA INFÂNCIA, QUE JOGAVA NO FORÇA
E LUZ E FOI TROCADO PELO VELHO PAVILHÃO DE MADEIRA
DA BAIXADA....
CONTEI QUE TINHA ESTADO EM CONTATO COM ELE E QUE O AIRTON,
QUE VIVE PERTO DO OLÍMPICO,ESTAVA NUMA CADEIRA DE
RODAS..O SERGINHO NA HORA ME PERGUNTOU SE P0ODÍAMOS
VISITAR ELE...PEGUEI O TELEFONE E NO DIA SEGUINTE POR VOLTA
DAS DUAS DA TARDE ESTÁVAMOS NA CASA DELE.
FOI UM ENCONTRO MUITO ALEGRE. O AIRTON ESTAVA ÓTIMO
E LOGO O ASSUNTO ERA SOBRE O TEMPO QUE OS DOIS VIVERAM NO
GREMIO. O SERGINHO PERGUNTAVA POR TODO MUNDO E O AIRTON
COM A MEMÓRIA DE UM GURI FALVA DE TUDO...
LOGO , LOGO VEIO O ASSUNTO DELEM. O DELEM FOI JUVENIL DO
GRÊMIO DE 50 A 53. JOGAVA COM A CAMISA 10 E DOMINAVA
O MEIO DO CAMPO.EM 53, O NO ANO DO CINQUENTENÁRIO
DO GRÊMIO, FOI CAMPEÃO PELO TIME JUVENIL, ALIÁS
O ÚNICO TIME DO GRÊMIO QUE GANHOU ALGUMA COISA
NAQUELE ANO. o internacional papou todos o título
de campeão gaúcho. Foi uma decepção
muito grande para a torcida tricolor que esperava além
do Olímpico, um título de campeão.
Mas voltando ao Pavilhão, como Airton Ferreira da
Silva é conhecido,dias atrás ele esteve no
bar Metrópolis, do Felipe e do Zeno, ali na Praça
Antônio João, junto com uma turma de uns 15
jogadores do Grêmio do seu tempo...Estava lá
o Juarez,famoso centroavante,o Florindo, entre outros...Eles
devem voltar lá e o Felipe ficou de me avisar pra
fazer uma foto...
Serginho Ros recordou ainda de um famoso drible que o Pavilhão
deu em Pelé...e que estes dribles o Airton dava nos
avantes que era pra desmoralizá-los...
O Airton saqiu de um time de várzea com 16 anos pra
jogar no Força e Luz. Foi para o Grêmio trocado
por um pavilhão de madeira.
De São Borja
Ponto facultativo – Repartições públicas
municipais estarão fechadas na próxima segunda-feira
(19/09). O ponto facultativo considera a data magna da Semana
Farroupilha. Vão funcionar apenas os serviços
essenciais, como a unidade de saúde Ricardo Pinheiro,
no bairro do Passo e o Serviço de Atendimento Médico
de Urgência, o SAMU 192.
Coleguinhas
A atual rádioContinental, do sistema Pampa, ocupa
o canal que era da SOGIPA FM....
quem conseguiu uma emissora FM pra Sogipa foi o diretor
DREW..Ele organizava lá eventos e precisava instalar
alto-falantes. Nos anos 70, era presidente Ernesto Geisel
e ele ficou sabendo desta necessidade da Sogipa,porque toda
vez que iam fazer as festas tinham que instalar altos-falante.
- Mas porque não me pedem logo uma emissora que
eu dou...
E foi assim que a Sogipa ganhou seu canal de FM, que agora
foi comprado pelo Gadret, dono do complexo Pampa de Comunicações.
De Serafina Corrêa!
Programa Bolsa Família
A Secretaria Municipal de Saúde comunica que todos
os beneficiários do Programa Bolsa Família
de Serafina Corrêa devem comparecer ao Posto de Saúde
mais próximo de sua residência para que seja
feito o acompanhamento do estado nutricional, verificação
da carteira de vacinação, entre outros fatores
importantes.
Os beneficiários devem realizar esse acompanhamento
uma vez por mês, sendo que o limite da 2ª vigência
do ano de 2011 é o dia 15 de dezembro. Para garantir
o benefício Bolsa Família, todos os beneficiários
devem comparecer ao posto de saúde mais próximo
de suas residências e fazer o seu acompanhamento.
Por: Secretaria Municipal de Saúde
Prefeitura de Serafina Corrêa – RS.
convite pra entrevista
PREZADO CARLOS AUGUSTO BISSON
VENHO POR ESTE MEIO CONVIDA-LO PARA UMA ENTREVISTA NO PROGRAMA
SONORIDADES NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, DIA 21.09, NA
RÁDIO DA UFRGS...
O PROGRAMA É DIRIGIDO PELO GUTO VILLANOVA...
ESTE QUE VOS CONVIDA É APENAS COADJUVANTE E AGORA
ELEVADO A CATEGORIA DE PRODUTOR DO SONORIDADES..
TODOS NÓS SABEMOS, BISSON, DE SUA MAGOA POR NÃO
TER SIDO CAPA DO CADERNO DE CULTURA DE ZERO,QUANDO SEU GRANDE
PEQUENO LIVRO FOI LANÇADO ALGUM TEMPO ATRÁS...
SABEMOS AINDA DA SUA GRANDE RELAÇÃO COM O
SECRETÁRIO DE CULTURA DO MUNICIPIO, O IMEXÍVEL
PROFESSOR SERGIUS GONZAGA...
ENTÃO O AGUARDAMOS AS 14 HORAS NAQUELA CASA DA SARMENTO
LEITE, ONDE SÓ TOCA, COMO DIZ O POPULARESCO, QUE
VOCE NÃO CULTIVA MUITO, MUSICA DE ENTERRO.
INTE E NOS ENCONTRAMOS LÁ. PARA ESTA GRANDE ENTREVISTA
QUE SEGURAMENTE DEVERÁ TER DESDOBRAMENTOS.
Presidente da Fenaj é o entrevistado no
Frente a Frente desta quinta
Foto Arquivo Versão

Na TVE, o programa 'Frente a Frente' desta semana entrevista
o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas,
Celso Schröder. Ele expõe a proposta do marco
regulatório para o setor de comunicação
no Brasil, que prevê, entre outras coisas, a criação
do Conselho Nacional de Cumunicação. O jornalista
fala da necessidade de mecanismos de controle de conteúdo
nos meios e faz uma análise da atuação
da Imprensa e da conjuntura que envolve o mercado dos meios
de comunicação no país. Participam
da bancada o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais
do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes,
o editor do protal Carta Maior, Marco Weisheimer, e Francis
Maia, assessora de Imprensa do PDT na Assembleia Legislativa.
O Frente a Frente tem apresentação de Vitor
Dalla Rosa, e vai ao ar na TVE e FM Cultura nesta quinta-feira,
15 de setembro, às 22h. Haverá reprise no
domingo, 18, às 21h.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS
Assessoria de Imprensa
Marcio de Almeida Bueno (Mtb 9669)
O gordo e suas parcerias ilustres....
Mas em S. Borja dizem que o Galvão Bueno só
ia lá???
Hoje, quinta-feira, à noite, no Hasshi Sushi, encontro
com Adriano Miolo e Galvão Bueno para beber e conversar
sobre vinho. Amanhã, estarei em Livramento, onde
eles também estarão. Dia 13, tivemos bela
experiênciacom vinhos Dunamis. Boa leitura:
• Mensagens
• Pioneirismo da Vinícola Dunamis
• Os 15 melhores vinhos da região Campanha
• La Tambouille - carré de cordeiro de leite
ao forn...
• Rótulos da Nieto Senetiner recebem aval de
excelên...
• ABE - Protegendo a vindima e os vinhos
• Ironstone e a alta qualidade de seus vinhos
• Pericó Wines marca presença em evento
internaciona...
Danilo Ucha
FALTA DE SINTONIA ENTRE DILMA E O PMDB
Por Carlos Chagas
É aguardado com cautela o pronunciamento da presidente
Dilma Rousseff na abertura do Forum Nacional do PMDB, hoje,
aqui em Brasília. Menos porque ela certamente evoluirá
sobre o óbvio, ou seja, a importância do apoio
do partido ao seu governo, mais porque tornou-se inevitável
a demissão do ministro do Turismo, Pedro Novais.
Não caberá a Dilma solicitar a substituição
do indigitado parlamentar pelo Maranhão, mas se nas
próximas 48 horas ele não tiver pedido exoneração,
o resultado da convenção peemedebista limitar-se-á
ao ato de enxugar gelo. Ficará claro que o partido
incomoda-se pouco com sua imagem junto ao palácio
do Planalto, desde que mantenha os feudos e os espaços
decorrentes de seu apoio.
Não há sintonia entre o PMDB e a presidente.
Enquanto Dilma cumpre a obrigação de engolir
as indicações do tipo Pedro Novais, lembrando-se
também do episódio Wagner Rossi, de semanas
atrás, o PMDB fornece evidências de importar-se
muito pouco com as qualidades de probidade e competência
que deveriam embasar suas indicações. Não
apenas na Agricultura, antes, e no Turismo, hoje, fica clara
a preocupação maior do partido de ocupar fatias
da administração federal para satisfazer seus
caciques regionais, interessando-se menos pela performance
de seus ministros.
Não chegará a bom resultado esse distanciamento
entre as metas da presidente, de eficiência no governo,
e os objetivos do PMDB, de tirar vantagem do respaldo dado
ao Executivo no Congresso. Um dia a corda arrebenta.
A MORTE DAS ROSAS
É sempre oportuno recordar o passado, que não
nos diz o que fazer no futuro, mas sempre alerta para o
que deve ser evitado.
“Podem matar uma rosa. Duas rosas. Três rosas.
Mas não evitarão a chegada da primavera!”
Quem pronunciou esse desabafo? Ora, o Lula, quando em 1982
candidatou-se ao governo de São Paulo. Suas palavras
não foram apenas para o regime militar, que ainda
se valia de casuísmos e truculências para não
perder o poder. A agressão do líder operário
foi dirigida até com maior intensidade contra o PMDB,
naqueles idos pretendendo suprimir outras candidaturas das
oposições para centralizar os votos de protesto
em Franco Montoro, afinal o vencedor. O Lula insurgia-se
contra a tentativa de sufocar o recém-criado PT,
chamando o PMDB de linha auxiliar do regime, partido burguês
sem a menor preocupação com os trabalhadores.
Pois é. O tempo passou, a primavera chegou e as rosas
floresceram. Só que o PMDB continua onde sempre esteve,
mesmo nos governos do PT.
REAÇÃO
Cresce no Pará a reação do povo de
Belém e arredores contra a divisão do estado
em três. Caso criados os novos estados de Tapajós
e Carajás, sobrará o “Parazinho”,
reduzido em território mas contendo ainda a maior
população. É essa que parece mobilizar-se
para evitar a retaliação, desejada por grupos
econômicos e por grileiros. Como o plebiscito será
decidido pela totalidade dos eleitores paraenses, são
razoáveis as chances de continuar tudo como está.
RESSURREIÇÃO
Na famigerada Lei de Segurança Nacional, vigente
no regime militar, havia um artigo que ultrapassava os limites
do ridículo. Estabelecia que, mesmo verdadeira, qualquer
denúncia contra os presidentes da República,
da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal
não poderia ser apresentada na Justiça. Quer
dizer, o denunciante já estava obrigatoriamente condenado,
ainda que dispusesse de provas, documentos e testemunhas
de algum crime praticado pelos detentores daquelas presidências.
A argumentação, abominável, era de
que a majestade dos cargos referidos precisava ser preservada,
senão qualquer maluco poderia acusá-los, levando-os
a perder tempo precioso e a ter sua imagem prejudicada pelo
simples ato de defender-se. Coisa igual só se viu
na Constituição de 1824, que considerava o
Imperador inimputável, não podendo ser responsabilizado
por coisa alguma, ficando sua figura acima e além
da lei.
Pois não é que estão pensando em restabelecer
esse princípio? Chefes dos Poderes da União
ficariam preservados de tudo e, mais, quem os denunciasse
iria diretamente para a cadeia. Onde se pensa assim? No
PT e no PMDB...
Recebo e publico!
Ainda a morte da colega Iara Rech!
Caro Olides,
Gostaria de te agradecer pela tua nota no teu blog, muito
bonita, sobre a mae.
Nao consegui chegar a tempo do enterro, mas estou tentando
achar formas de honra-la e me despedir dela, em meio a isso
tudo.
Ainda muito triste e chocada, encontro conforto no fato
de ela foi muito importante em sua area e que os colegas
têm demonstrado seu carinho e admiracao, como fizeste.
Muito obrigada novamente pelo teu carinho para com ela.
A foto dela tambem eh linda...Nao sei se sabes, mas com
a tentativa de suicidio de 8 anos atras ela se desfez de
todas as suas fotos... Essa eh uma das poucas que agora
posso ter.
Um enorme abraco.
Ana Paula Kasper
Coleguinhas
IARA TENTARA
SE MATAR OITO ANOS ATRÁS...
O que era de conhecimento apenas de um círculo íntimo,torna-se
público agora com a morte trágica na última
segunda. A jornalista Maria Iara Rech tentara o suicídio
oito anos atrás. O fato foi tornado público
pela filha, Ana Paula Kasper, agora em missiva enviada a
este site.
A Ira Rech que eu conheci
Não era comum a presença de mulheres quando
eu comecei no jornalismo em Porto Alegre, abril de 1964,
nos primeiros dias de Zero Hora (naqueles dias o jornal
tinha mudado de nome, passando de Última Hora para
Zero Hora, e também mudando de posição
política, já que se colocou a favor da ditadura
militar). No jornal, a única mulher da qual me lembro
era a Gilda Marinho, uma espécie de Gasparotto de
saias, mas com muito mais prestígio do que ele chegou
a ter no auge da carreira.
Escrevo sobre isto, porque somente alguns anos depois, na
década de 70, passei a peceber o surgimento de mulheres
no jornalismo gaúcho. O primeiro time de expressão
foi montado pelo jornalista Celito de Grandi no então
Diário de Notícias, que era da Rede dos Associados,
de Assis Chateaubriand, e que já dava sinais de doença
incurável. Quando Núbia Silveira e Vera Zílio
surgiam nos lugares, os colegas logo se cutucavam e avisavam:
- Chegou o balé do Diário.
Foi depois disto que conheci a jornalista Iara Rech. Trabalhamos
juntos na Folha da Manhã, na época comandada
com mão de ferro por um experiente jornalista, que
todo mundo chamava de Capitão. Iara era casada com
um amigão, um diretor dos Supermercados Real, hoje
nas mãos do grupo Walmart. Uma mulher alegre, cheia
de vida, vivaz, esperta, inteligente e muito emotiva. Durante
infindáveis anos, trabalhamos juntos em jornais e
revistas. Nos últimos anos, eu e ela fomos escanteados
da mídia tradicional e nos refugiamos na Internet
para deixar a cabeça um pouco de fora. Nesta fase,
pouco conversamos e convivemos, mas nunca esqueci suas risadas
inesperadas e sua alegria despudorada. Nem sei se ela conservou
estas condições no final trágico da
sua vida, mas é como eu a lembro.
POLIBIO BRAGA
O QUE LI NOS JORNAIS
NA FOLHA DE SÃO BORJA
O FILHO DO PRESIDENTE JANGO RENDEUMATÉRIA...

a revista VEJA fez um bom resgate de onde
estão os principais personagens do dia 11 setembro
de 2001, ou seja, os mais fotografados ou mais divulgados
após as torres terem sido derrubadas pelos insurgentes...e
descobriram que esta foto, feita porum fotógrafo
de uma agência, foi muito pouco usada pelo impacto
dela....Um dos tantos ocupantes das torres desesperado,
se jogou pela janela,tentanto a sorte, em meio às
chamas que consumiam as torres....

Um " jornalzinho" quase um panfleto que é
distribuído gratuitamente, mostra o poder dos blogs
no mundo da notícia....

NOS 25 ANOS do Jornal da Noite, do Danilo Ucha, em agosto
passado, os amigos inseparáveis o jornalista Valter
Todt e o empresário Geraldo Fonseca.O outro, nos
fundos, é Décio Azevedo( como anda aquela
sua ação milionária trabalhista contra
o Jornal do Comércio???alguém sabe???) Muita
gente sempre achou que a tradicioanal festa da Borracha,
no começo do ano, inventada pelo Todt e bancada pelo
Geraldo,fosse continuar, mas com sua saída do Sinborsul,
foi tudo pras cucuias....Hoje só tem lembranças
daquelas boas comilanças...

AINDA A FESTA DOS 25 ANOS DO JORNAL DA NOITE...o CLÃ
DOS MAZZEI todo no regabofe....Ucha e Ariozinho dão
duro pra sustentar o Jornal da Noite, que no último
ano, tem estado no " vermelho" mas as datas comemorativas
são um pouco da compensação desta luta
diária deles....

A ARI DE ONTEM E A ARI DE HOJE
PASMEM, ESTE LEVANTAMENTO NÃO É DE NENHUM
INIMIGO, É DA PRÓPRIA SECRETARIA DA ARI, DOIS
ANOS ATRÁS, QUANDO O PRÉDIO DA ENTIDADE ERA
UMA MASMORRA CHEIA DE TEIAS DE ARANHA,BURACOS E RECHEADA
DE DEPRESSÃO...
HOJE, GRAÇAS A FAINA DE UM VOLUNTÁRIO, O
PRÉDIO ESTÁ TODO LOTADO, COM INQUILINOS...MAS
A ARI TEM QUE ANDAR MUITO ATÉ RECOBRAR SUA ANTIGA
PARTICIPAÇÃO NO SEIO DA CATEGORIA.
SE QUEREM SABER COMO ANDA A COISA LÁ VOS DIGO: NO
ÚLTIMO SÁBADO, NO BARZINHO, QUE OUTRORA LOTAVA,
HAVIA APENAS O GARÇÃO E O SEGUNDO BRASILEIRO
REIS. DEPOIS CHEGARAM ALGUNS DIRETORES....
A HOJE, QUINTA A ARI ELEGE SEU QUARTO PRESIDENTE ...DEPOIS
DE ALBERTO ANDRÉ....O RADIALISTA ESPORTIVO BATISTA
FILHO...
ZE VICENTE, QUEM DIRIA,
ACABOU NO PR ( PARTIDO DA REPUBLICA)
( parece titulo de peça de teatro, mas não
é....)
BRIZOLA, DONA NEUZA, NEUSA MARIA, José VICENTE,
OTÁVIO E NETOS DO EX-GOVERNADOR EM FOTO DOS ANOS
80, NO RIO DE JANEIRO(ACERVO DO PDT)

Fernando Peregrino, do PR e José Vicente Brizola!
O MAIS " COMPLICADO" - pelo menos que se envolveu
em maiores " brigas" com seu pai, dos três
filhos - ele, Neusa Maria, falecida, e João Otávio,
este último nunca se meteu em política - do
ex-governador carioca e gaúcho, Leonel de Moura Brizola
e de dona Neusa Goulart completa 60 anos em 2011 e longe,
muito longe das fileiras do PDT, o partido político
sonhado pelo pai, que foi fundado após a perda da
sigla do PTB...Zé Vicente, como é chamado
pelos amigos, está no PR, o Partido da República,
desde março deste ano...
Sua única cartada política foi nos anos 90,quando
com o sobrenome, conseguiu se eleger deputado federal então
pelo PDT. DEpois sumiu do mapa político.
Nos anos 2000,quando Olívio Dutra governava o Rio
Grande do Sul, pelo Partido dos Trabalhadores,(PT)ele trocou
o PDT, pelo PT e envolveu-se num enorme bate-boca público
com o pai, Leonel Brizola, que o acusou de ter passado para
o outro lado...
Mais lenha na fogueira: a revista VEJA deu uma matéria
falando do enriquecimento de Brizola, quando governador
do Rio e o filho foi acusado de ter passado as informações
para a revista paulista.
ROQUEIRO
João Carlos Terlera, veterano repórter político
recorda que foi pautado pra cobrir o casamento de José
Vicente, com Nereida Daudt, no começo dos anos 70(
foi em 74 e especula-se que a esposa tenha casado grávida
dos futuros filhos, a hoje deputada estadual Juliana e o
atual deputado federal Leonel Brizola Neto, que mantém
o site TIJOLAÇO)..O casamento foi numa igrejinha
que existe na Vila Assunção em Porto Alegre..
- Fui mandado pra lá porque havia um boato de que
o pai, o Brizola, viria do exílio pro casamento do
filho. Não recordo se a dona Neusa estava ou não,
mas lembro que só tinha roqueiro, que tocaram muito
guitarra durante o casamento, contou João Carlos
Terlera.
Terlera ainda "goza" a situação
que ocorreu durante a cerimônia:
- Como só tocavam rock, eu pedi pra mandarem o Juarez
Fonseca(crítico musical) pra ir lá cobrir
o casamento que não era assunto pra repórter
político porque lá só tinha roqueiro
com guitarra.
É fato: José Vicente era ligado ao grupo
Bixo da Seda, e muito amigo de Mimi Lessa e seu irmão
, Mauro, que mudou-se para o Rio de Janeiro..
No começo dos anos 70, alguns frequentadores da praia
de Garopaba, ouviu um "zumzum" de que José
Vicente Brizola queria organizar lá uma espécie
de ronda musical a la Woodstock, em 1969.Porém, o
que se comentou à época foi que as autoridades
militares mandaram um recado de que não topariam
agrupamentos de jovens músicos,ainda mais liderados
pelo filho do principal inimigo político do regime
militar.
José Vicente, como não era um exilado, era
tolerado dentro do Brasil.
Sua ex-esposa, Nereida Daudt, vive hoje na praia de Garopaba.
No aniversário dos gêmeos Juliana e Brizola
Neto realizada dias atrás, nem ela, nem o pai compareceram.
Dos familiares, estava apenas avó materna deles,
a viúva do Coronel Alfredo Daudt.
Brizola:
Morte do líder
abriu disputa
entre os herdeiros
Dois anos após a morte de Leonel Brizola ( 21.06.2004)
, em outubro de 2006, os herdeiros do líder político
carismático envolveram-se numa grande disputa pelo
seu espólio político e material.Ao morrer,
segundo apurou a revista Veja, Brizola tinha um patrimônio
calculado em 20 milhões de dólares.
Os descendentes do ex-governador disputavam na Justiça
seu patrimônio. José Vicente Brizola, que tinha
então 55 anos, viu os próprios filhos com
um caminhão estacionado na porta do edifício
onde morava o ex-governador.
Zé Vicente acusou o irmão João Otávio
e os filhos, na ocasião, de queererem vender o material
que seu pai tinha para o então governador gaúcho,
Germano Rigotto.
Zé Vicente, na ocasião, chamou a Polícia.
Pai e filhos,segundo registrou a imprensa na época,
quase partiram para sopapos.
Já a irmã de Zé Vicente, Neusa Maria(
falecida este ano....) declarou na época que estava
impedida de concorrer a deputada federal pelo PDT, criado
pelo pai, por " cardeais" do partido. Ela só
conseguiu registrar a candidatura faltando apenas 9 dias
para as eleições. E acusou o atual deputado
federal Brizola Neto, seu sobrinho, de legitimizar tudo
o que faziam com ela...
'ESTÁ É A NOSSA
PORTO ALEGRE'
A demissão da diretoria da Carris não surprende
quem anda nos ônibus da companhia...os motoristas
e cobradores seguidamente comentam pros passageiros ouvirem
o que ocorre na sede da rua Albion....
IBOPE
Ultimo desempenho das rádios....
Farroupilha 48,9 AM
Gaúcha 19%
Caiçara 8,8%
Guaíba 5%
Band 4%
Itai( programação religiosa)
Pampa
demais....
Histórias de coleguinhas
PORFIRIO É CONFUNDIDO
COM O BICHEIRO.....
Quando João Carlos Terlera era repórter da
Zero Hora e ficava na Imprensa da Assembléia Legislativa
redigindo o material, recebeu do colega JK, o Jaime Keunecke
um aviso:
- Vai chegar aí o cara do jogo do bicho...é
baixinho e careca....
O bicheiro era seo Zé, que morreu este ano....
Porfírio Peixoto, hoje no Tribunal de Contas do
Estado,tinha se eleito pela primeira vez pela região
das Missões pelo PDT e foi se apresentar na Imprensa:
- PO senhor aí seu bicheiro, tem este e tem aquele
outro que quer jogar...E não se faça, disse
Terlera ao jovem deputado calvo...
- Mas eu sou deputado, não bicheiro.
Coleguinhas
O AGIOTA
SOFRE NAS MÃOS DO JK
Um agiota foi cobrar o Jaime Keunecke na imprensa da Assembléia
e lá senta num banquinho de madeira. JK lhe deu um
grande chá de banco, de uma tarde inteira, pra ver
se o cara se tocava e ia embora...
Mas o cobrador ficou lá ...
Quando JK o recebeu, ele disse que tinha lido no jornal
que começara o pagamento na Assembléia Legislativa
e por isto ele fora cobrá-lo:
- Mas o pagador começa no 12 andar e recém
está no 10...Faltam cinco dias pra chegar até
aqui, disse JK ao cara.
Coleguinhas
DAVID BERLIM
PAGAVA PRA TODOS
O empresário David Berlim, que nos anos 70, ganhou
muito dinheiro com carnês do Grêmio e do Inter
costumava pagar altas rodadas de uísque e mulheres
pros jornalistas. JK era um dos que ele "financiava"
pagando altas doses de uísque em uma uísqueria
que tinha na Riachuelo e também mulheres em alguns
cabarés de Porto Alegre.
David foi mal de negócios e morreu na miséria.
Quem o ajudou no fim foi o próprio JK...
FUNDAÇÃO MARCOPOLO REALIZA
XV ENTREVERO FARROUPILHA
Evento preserva a cultura gaúcha e promove a integração
Caxias do Sul (RS), 14 de setembro de 2011 - A Fundação
Marcopolo realizará, nos dias 16, 17 e 18 de setembro,
na sua sede recreativa, o XV Entrevero Farroupilha, evento
que faz parte das comemorações da Semana Farroupilha,
que celebra a história da Guerra dos Farrapos contra
o Império (1835-1845). Aberto aos colaboradores da
Marcopolo e seus familiares, o Entrevero tem como objetivo
relembrar a história e resgatar as tradições
gaúchas, por meio de música, cavalgadas e
atividades de integração identificadas com
a cultura regional, ao mesmo tempo em que promove a integração
entre as áreas e incentiva a qualidade de vida.
A abertura oficial do XV Entrevero será na sexta-feira,
dia 16, às 20h, na Sede Recreativa da Fundação
Marcopolo. No sábado, às 8h, acontecerá
a tradicional Cavalgada do Entrevero Farroupilha com saída
da UCS (Universidade de Caxias do Sul), passagem pelo centro
da cidade e chegada na Sede da Fundação. A
expectativa é de aproximadamente 600 cavaleiros participantes
na cavalgada.
Durante os dias de Entrevero, serão realizadas diversas
atividades, como apresentações do CTG Marco
da Tradição e o baile com o grupo Pátria
e Querência. O evento contará ainda com o II
Festival Entrevero Musical, onde os colaboradores e seus
familiares poderão mostrar o seu talento através
da música gaúcha. As apresentações
acontecerão no sábado, dia 17, a partir das
14h30, no Centro Poliesportivo Paulo Bellini.
O Entrevero também promoverá o Concurso da
Barraca Ecologicamente Correta. Serão distribuídos
materiais informativos sobre a coleta seletiva de lixo e
no final a barraca que obtiver melhor desempenho na separação
de resíduos, será a vencedora do concurso.
A Fundação Marcopolo está preparada
para receber aproximadamente 15.000 pessoas, no evento que
reúne o maior número de participantes no ano.
As diversas áreas da empresa estão empenhadas
para proporcionar a todos os visitantes uma festa alegre,
divertida e saudável. Orientações sobre
segurança e prevenção de acidentes
no trânsito, bem como disponibilidade de transporte
coletivo em horários diversos, são medidas
para garantir o bem-estar de todos durante o Entrevero.
A Fundação Marcopolo tem por finalidade promover
o desenvolvimento social por meio de diversos projetos e
ações nas áreas de cultura, educação,
esporte e lazer. A Fundação oferece também
uma sede recreativa com CTG, casarão para eventos,
centro poliesportivo, quadras de areia, campos de futebol,
quiosques e sala de jogos, além de convênios
e serviços para os colaboradores da Marcopolo e seus
familiares.
Secco Consultoria de Comunicação
Programa Gaúcho de Microcrédito

O Governo do Estado, em parceria com o Banrisul, lançou
o Programa Gaúcho de Microcrédito que visa
conceder financiamentos a atividades produtivas de pequeno
porte no Rio Grande do Sul.
No dia 08 de Setembro, em Porto Alegre, o município
de Serafina Corrêa manifestou formalmente o interesse
em celebrar convênio para a implantação
do Programa de Microcrédito. O Vice-Prefeito, Flávio
José Breda, esteve participando de uma audiência
com o Deputado Federal Maurício Dziedricki, Secretário
Estadual da Secretaria de Economia Solidária e Apoio
à Micro e Pequena Empresa. O Convênio poderá
ser assinado no dia 11 de outubro de 2011, quando Serafina
Corrêa promoverá a Audiência Pública
de Políticas de Apoio ao Micro e Pequeno Empreendedor.
Participaram da reunião o Chefe de Gabinete da Secretaria,
Rogélio Hermes, a Secretária Municipal de
Coordenação e Planejamento, Olderes Maria
Piazza Santin e a Bióloga da Prefeitura Municipal,
Denise Tedesco.
A SEGUNDA DERROTA DO LULA
Por Carlos Chagas
Derrotado mesmo, durante seus oito anos de governo, o Lula
só foi uma vez, quando o Senado revogou a CPMF. Pois
agora, fora da presidência da República, mas
não do poder, o primeiro-companheiro arrisca-se a
um segundo fracasso. Anuncia-se haver convocado os presidentes
dos partidos da base de apoio do governo para convence-los
a votar o projeto de reforma política do PT, de autoria
do deputado Henrique Fontana. Ainda esta semana, depois
de conversar com as bancadas de seu partido, o ex-presidente
abriria o leque, buscando convencer PMDB, PTB, PDT e penduricalhos.
O problema é que não dá mais tempo,
se mesmo por milagre o Lula conseguisse maioria para o texto
petista. Qualquer reforma político-eleitoral precisa
ser aprovada até o dia 3 do próximo mês,
se quiserem aplicá-la nas eleições
municipais do ano que vem. Caso contrário, só
valeria das eleições gerais de 2014 em diante.
Ora, naquele ano o Congresso inteiro estará jogando
o seu futuro. Mil interesses conflitantes entrarão
em pauta. Deputados e senadores não se entenderão
de jeito nenhum para mudar as regras atuais, que mal ou
bem, os beneficiaram para ser eleitos. O voto duplo, por
exemplo, no partido e nos candidatos a deputado estadual
e deputado federal, com toda certeza será rejeitado.
Servirá aos interesses do PT, mas o que dizer do
PMDB e demais legendas, em especial as menores? E as de
oposição? O falso financiamento público
das campanhas, que permitirá doações
privadas, beneficiará os companheiros e os peemedebistas,
na medida em que mais recursos receberão as maiores
bancadas. E os outros?
Ignora-se porque o ex-presidente lançou-se na missão
quase impossível de realizar a reforma política.
Talvez por falta do que fazer, quem sabe por haver esgotado
seu cabedal para pronunciar conferências pelo mundo
a fora. Muitos acham ter sido para preparar seu retorno
ao palácio do Planalto, no mais breve tempo possível.
Tanto faz a motivação, mas a verdade é
que, desta vez, ele será derrotado. Não conseguirá
convencer a maioria do Congresso a aprovar a reforma política.
FALTA UM COMANDANTE
A crônica política dos tempos recentes revela
que as oposições sempre tiveram um comandante
maior, aquele para quem todos se voltavam em busca de inspiração
e instruções. Foi Carlos Lacerda, durante
os anos Vargas e Goulart. Depois Ulisses Guimarães,
no regime militar. Sem esquecer Paulo Brossard e Teotônio
Vilela. Leonel Brizola, com a Nova República. O Lula
também, nos dois mandatos de Fernando Henrique. Pois
a partir da chegada do PT ao poder, quem comanda as oposições?
José Serra nunca foi, dadas as arestas que provoca,
somadas à inveja do Alto Tucanato. Fernando Henrique
gostaria mas não consegue.
Aécio Neves poderia ocupar o comando, às
vezes a gente pensa que assumiu, só que no momento
seguinte ele desaparece. Segue o exemplo do avô, que
até deu certo. Tancredo chegou à presidência
da República precisamente por não radicalizar.
O neto sacrifica o comando das oposições pelo
mesmo motivo. Talvez chegue lá, mas como, se a tropa
bate cabeça, sem o mínimo de unidade?
DENOMINADOR COMUM
Qual o denominador comum a unir os ministérios do
Turismo, Cidades, Trabalho, Previdência Social, Assuntos
Estratégicos e Integração Nacional?
Quem quiser que responda, senão agora, pelo menos
até o fim do ano...
INCOLUMES, MAS ATÉ QUANDO?
A crise econômica européia anda bem pior do
que seus países fazem crer. A Grécia parece
caso insolúvel, não consegue pagar suas dívidas
mesmo aplicando a fórmula cruel do FMI e da União
Européia, expressa no aumento de impostos, redução
salarial, demissões em massa e cortes nos investimentos
e programas sociais. Portugal anda perto, como a Irlanda.
A sombra desse pacote de maldades embrulhado em nome da
cobrança das dívidas aproxima-se da Espanha
e a Itália. As reações populares já
se fazem sentir.
Escapará o Brasil? Por cautela deveria o governo
abandonar qualquer iniciativa referente a uma nova CPMF
ou que outro nome tenha mais esse avanço no bolso
da população. Caso contrário logo virão
cortes em programas sociais, paralização de
obras públicas, congelamento de salários,
vencimentos e sucedâneos. Ou já não
vieram?
Coleguinhas
Memórias
HOUVE UMA VEZ UM VERÃO......
Nos anos 80, quando o prefeito de Tramandaí foi João
Carlos Wender, ele se assessorou bem na parte de imprensa
e vivia saindo nos jornais. Quando terminonou a temporada
daquele verão, ele dispensou seus contratados porque
ferviam demais...." Nós todos estávamos
lá e o prefeito Wender tinha vários assessores
de imprensa que nos abasteciam com notícias. Foi
uma temporada de muitas notícias e também
de muito festerê" lembra um repórter que
naqueles anos estava na então TV Gaúcha e
que nos últimos anos de sua vida profissional - agora
saiu do ramo - estava numa emissora de rádio...O
festerê foi tanto que dizem até que conseguiam
o "da lata" e iam queimar à beira de uma
piscina em Imbé....
Mas como nem tudo é trabalho, tem seu lado de lazer
a vida também, houve uma festa numa casa alugada
que ficava ali na entrada de Tramandaí, perto da
Igreja, conforme conta o informante...
A festa rolou tanto que uma das coleguinhas, que era então
casada, " deu" para o coleguinha então
da TV Gaúcha, Juarez Malta, que nesta época
era solteiro e podia gozar deste seu status civil....livre,leve
e solto...
Mas o pior pro Malta veio depois:poucos meses depois, ele
foi" comunicado" por quem dedireito, noc aso com
a mulher com quem tinha transado naquela noite de muitos
tragos e afins que ela estaria grávida. E até
o marido teria ido intimar o Juarez....
Mas o alívio foi geral,quando ele soube que não
era verdade.
Hoje a mulher se separou do marido da época, e vive
numa paradisíaca praia do litoral catarinense, aquela
praia que os gaúchos adotaram como deles...que fica
a poucos quilômetros de Floripa e que nos anos 60
e 70 foi palco de muitas históricas malucas que demandaria
um bom livro de memórias....
HISTORIAS DE LA UNDEZE!
DOIS SETE DE SETEMBRO....
o DOS MOÇOS DESFILANDO NA BANDA FICA NA RUA MONSENHOR
SCALABRINI, ONDE HOJE ESTÁ A RÁDIO ROSÁRIO,
O CACHORRÃO DO BETO ENTRE OUTRAS COISAS...NAQUELE
ANO DE 1969 TINHA APENAS UMAS CASINHAS E NADA MAIS....este
era o ano de 1969...
Já o das moças ensaiando pro Sete de Setembro,
se não estou enganado, é da turma da Escola
Normal Stela Maris, que depois foi fechada e levaram armas
de bagagens pro ginásio Nossa Senhora do Rosário....
Não reconheci ninguém de nenhuma das duas
fotos...
O acervo é do autor!


As alunas desfilam na avenida Dr. Júlio Campos, atual
Miguel Soccol....ainda sem calçamento, em 1963
O LOKO DO ALEMÃO UDA!!!

Vi num jornal que o Leonid Streliaev, o alemão Uda,
como é conhecido estava lançando um livro
sobre Atlântida,se não me engano. O Uda, agora,virou
editor...Faz seus próprios livros e ele mesmo os
vende...Na última feira do livro o encontrei vendendo
livro a 100 paus oferecendo pros garçãos....
Uda pediu ao garção César Tasca, do
Barranco, umas fotos sobre colonização italiana.
O Tasca, que é de Sarandi e cujo pai era o Gomercindo,
o principal lambe-lambe de toda a região, deu um
grande acervo pro alemão...até hoje Tasca
achou que receberia de volta as fotos....
Passeio Ciclístico
A Prefeitura Municipal de Garibaldi, através da Secretaria
Municipal de Esportes e Lazer, promove no domingo, dia 25,
o Passeio Ciclístico de Primavera. O principal objetivo
do evento é o de integrar a comunidade garibaldense
através da prática de atividades físicas
ao ar livre.
A saída do passeio será às 10h, na
Praça Martini & Rossi, e irá percorrer
as principais ruas do centro do município. As inscrições
estão abertas para pessoas de todas as idades, sendo
que ao final do passeio será sorteada uma bicicleta
entre todos os participantes, gentilmente cedida pela Escola
de Informática Infoserv.
As inscrições para o passeio serão
feitas no dia do evento, junto ao ponto de partida. Mais
informações pelo telefone 3462-8269, ou pelo
e-mail esportes@garibaldi.rs.gov.br.
att
Secretaria Municipal de Esportes e Lazer
Garibaldi, RS
Eu e minhas " malonas"
Olha aí o Serginho " dando ordens"!!!!!
Olides
Acabei de ler a Zero Hora.Li uma materia do Archimedes Fortini.Ele
escreveu tres livros: Revivendo o Passado,O passado através
da fotográfia e a História da nossa história.
Mande para mim.
Obrigado
Sergio
MALONA II
Olha aí o recado do Mazzarino. agora virei BOY DE
LUXO!!
Me manda o fone do Terlera.
grato,
mazzarino
HISTORIA DA COOJORNAL
A ENTREVISTA QUE REALIZEI JUNTO COM O GUTO VILLANOVA COM
O RAFAEL GUIMARÃES É UM BOM DOCUMENTO HISTÓRICO
SOBRE A COOJORNAL. O JORNALISTA QUE TEVE GRANDE PARTICIPAÇÃO
NAQUELE GRUPO DE JORNALISTAS CONTA MUITAS COISAS QUE TINHAM
FICADO PERDIDAS NA MEMORIA...E OUTRAS QUE AINDA NÃO
HAVIAM SIDO REVELADAS....EU PENSO QUE VALERIA A IMPRESSÃO
DAQUELE DEPOIMENTO
Sonoridades desta quarta (14.09), 20h30min, Rádio
da Universidade 1080 AM recebe o jornalista Rafael Guimaraens,
um dos organizadores do livro cooJORNAL - Um Jornal de jornalistas
sob o regime militar (ed. Libretos),QUE reúne algumas
das mais significativas reportagens veiculadas pela mítica
experiência jornalística em forma de cooperativa,
feita desde o RS nos anos 1970 e 80.
Trilha sonora do programa de hoje traz...
Após sua veiculação nesta quarta-feira
14 de setembro, o programa sobre a cooJORNAL 3ª e última
parte ficará hospedado por uma semana NO site da
Rádio da Universidade, vá dentro dA SEção
programação e clique NO link Sonoridades.
Hospedagem válida até a próxima quarta
(21.09)
http://www.ufrgs.br/radio/
sobre RAFAEL GUIMARAENS: http://www.libretos.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=105:rafael-guimaraens&catid=i44:autores&Itemid=30
Queria agradecer ao colega jornalista Olides Canton, que
intermediou a entrevista com o Rafael e me ajudou a entrevistá-lo.
O site do Olides é www.deolhoseouvidos.com.br
Guto Villanova - Jornalista
Assessor de Imprensa +51 9274.8609
pra quem não pode ouvir o Rafael Guimarães
na rádio da UFRGS, pode ouvir neste site....
1) TU É DO TEMPO DO EPA HAHAHAAHA HOJE O CARA PODE
OUVIR O PROGRAMA QUANDO QUISER INDO LÁ NO SITE DA
RÁDIO (PELO MENOS UMA SEMANA VAI FICAR LÁ)
OU ATÉ BAIXAR PRA OUVIR EM CASA NESTE LINK
http://www.4shared.com/audio/irg9cEdv/SONORIDADES_140911.html
2) deixa a entrevista com o bisson pra quarta, 14h, que
achas?
Abração
Como diz teu faixa mazzarino: tu é um corneteiro,
hein olides hahaahaa
Guto
COLEGUINHAS
Maria Iara Rech
MORRE
UMA "PERFECCIONISTA"
DO JORNALISMO
MARIA IARA RECH, que todos chamavam de Iara, era areia
que não cabia em qualquer caminhão...exigente,
crítica, provocativa, inovava,ou procurava inovar
sempre....
Nunca partilhamos redações...mas falávamos
brevemente sobre jornais e colegas. Isto nos anos 90, depois
a perdi de vista...
Sabia onde morava e tudo e a última vez que a vi,
foi em frente de sua casa, na Nilópolis, e me pediu
auxílio pra atravessar a rua...
- Estou meio cega, mas agora vão chegar uns remédios
da França, me disse, consolada...
Alguns anos atrás, ainda a via indo com sua cadeira
e seu cigarro, até a pracinha da Encol, onde sentava
pra tomar sol e lá ficava um tempo...solitária...
Não conheci sua filha, Ana Paula, que ela chamava
de Aninha...
Nascida em Carazinho, ia seguidamente pra lá...em
datas como final de ano, ou Natal...
Era filha de Rafael Rech e de Angélica Longhi Rechi.
Nascida em 25.05. de 1944, sempre militou no chamado setor
econômico do jornalismo...
Foi casada com o colega Pinedo Kasper( natural de Estrela,
no RS) nasceu sua única filha, que se encontrava
na Austrália, quando ocorreu o sinistro que matou
Iara.
MILITANCIA POLITICA
nÃO OUVI em rádios, pelo menos os que comentaram
o assunto, falarem da militância política da
Iara Rech, que a teve sim...
Seu antigo patrão, Breno Caldas, a tirou da prisão
no extinto DOPS(Departamento Ordem Política e Social)
braço da polícia política no tempo
da ditadura militar.Na época de sua prisão,
ela trabalhava na Folha da Tarde, da CJCJ. O então
presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do
Sul era seu colega de empresa, Antõnio Carlos Porto,o
Portinho.
Em uma conversa informal, Portinho revelou certa feita que
ele saíra do casamento da filha do colega Antônio
Goulart e que deixou sua esposa em casa e foi na Brigada
Militar tentar localizar dois colegas que foram presos na
ocasião, Iara e o " Baiano".
O então marido de Iara, Pinedo Kasper, também
tinha restrições junto aos órgãos
de segurança, tanto que ele trabalhava de assessor
do governador Amaral de Souza( indicado) e o III EXército
mandou retirá-lo do trabalho que fazia.
Como repórter e editora, Iara Rech era uma perfeccionista.
Quando trabalhou no Jornal do Comércio, nos anos
90, editava um suplemento intitulado Gestão, que
saía sempre às segundas....
Famurs vai à Brasília reivindicar
mais recursos para os municípios
Centenas de prefeitos estarão nessa semana, em Brasília,
com objetivo de pressionar o Congresso Nacional a aprovar
projetos que destinam mais recursos aos municípios.
A caravana gaúcha será liderada pelo presidente
da Famurs (Federação das Associações
de Municípios do Rio Grande do Sul), Mariovane Weis,
que estará a partir desta terça-feira (13/09)
na Capital Federal.
Coordenada pela Confederação Nacional de Municípios
(CNM), a mobilização nacional em favor da
partilha dos royalties do petróleo e da regulamentação
da Emenda Constitucional 29, está agendada para os
dias 13 e 14 de setembro, no auditório Petrônio
Portela, do Senado Federal.
- A União deve honrar os compromissos que assumiu.
A situação está ficando insustentável.
As comunidades dependem destes recursos para sobreviver
- alertou Weis.
Durante a XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios,
em maio deste ano, esses pleitos já foram reivindicados
pelos prefeitos.
- Vamos buscar a derrubada do veto aos royalties e a regulamentação
da Emenda 29. Não podemos deixar passar mais um ano
e tudo ficar apenas em promessas - afirmou o presidente
da CNM, Paulo Ziulkoski.
Emenda 29
Promulgada em 2000 e considerada uma conquista social, a
EC-29 definiu percentuais de investimento na Saúde
de cada ente federado. Ficou determinado a aplicação
de 10% do orçamento da União, 12% dos Estados
e 15% dos Municípios. Com a demora na conclusão
da votação da lei, o SUS já deixou
de receber o equivalente a 66 bilhões de reais.
Partilha dos Royalties
Em 2010, o ex-presidente Lula vetou o projeto de partilha
igualitária dos royalties do petróleo, aprovado
no Congresso. A Lei 12.351/2010 estipulava os critérios
de divisão dos valores: 50% pelo Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) e 50% pelos critérios
do Fundo de Participação dos Estados (FPE),
reservada a parcela da União e dos Municípios
exploradores. Com o veto, os Municípios gaúchos
deixaram de arrecadar R$ 390 milhões nos últimos
meses.
Prefeitura de São Borja - Comunicação
Coleguinhas
*Um coleguinha lembra que a rádio Gaúcha
não usa mais o "slogan" " a fonte
nacional da informação"...tudo porque,segundo
o mesmo, a rádio com os recentes FAXINAÇOS
da presidente Dilma em alguns ministérios, tinha
que creditar sempre a origem das informações,isto
é, dava o crédito: segundo a Folha de São
Paulo, segundo a revista VEJA, etc e tal...
*No serpentário dos jornalistas, no Café Chaves,
as piadinhas, ontem tinham tudo a ver com fogo e incêndios...uma
" santa língua" chegou a contar uma piada
, mas antes teve o cuidado de avisar que era muito macabra...bah,
mas bota macabra nisto....
*Cristiano Darsch, que está aposentado e tirando
temporadas em sua mansão de Capão da Canoa,
regressou ontem pra uma rápida passagem pela Capital.
Estava queimado do sol, como uma camarão frito...Diz
ele que pegou sol na janela do ônibus da Unesul na
vinda pra Porto Alegre, mas alguém da roda o entregou:
Cristiano passa o tempo de dolce far niente, agora que não
quer nem ser da diretoria da ARI, no quiosque em Capão,
tomando martini, daí,segundo esta língua de
trapo, que ele estava com a cor do rosto totalmente vermelha.
Era excesso do líquido que extravasou na sua pele...
*Cristiano contou uma boa ontem: quando era produtor do
Flávio Alcaraz Gomes, havia acontecido um tumulto
junto aos presídios gaúchos e o apresentador
queria ouvir todo mundo: juízes, Susepe, policiais,brigadianos...e
ele como produtor tinha que se virar. Aí toca o telefone,
toca o telefone e ele deu pra atender: era um torcedor que
queria saber se ainda havia ingressos pro Grenal do outro
fim de semana. Cristino não se aguentou: mandou o
cara a puta que pariu...
*Ayres Cerutti, que muito fez pela ARI nos últimos
anos, estaria fora dos planos do próximo presidente....Medo
de sombra??
*Isto me faz lembrar a manchete do extinto JORNAL DA TARDE,
do grupo ESTADÃO, nos anos 70....Plínio Assmann,
do grupo de Mário Covas, era conhecido pela eficiência
e rigorismo nas estatais onde trabalhou. Botaram ele a dirigir
a COSIPA, em Santos, a as corporações deram
um jeito de fritá-lo. O JT MANCHETOU:
- NÃO AGUENTARAM TANTO COMPETENCIA!
Semana Farroupilha 2011
Ser gaúcho, lembrar da história do Rio Grande
do Sul e cultivar os valores e costumes são habilidades
das pessoas que nasceram neste estado, de geração
em geração.
Todos os anos, no mês de Setembro, a chama crioula
reascende o orgulho dos gaúchos, contemplando os
festejos farroupilhas. Em Serafina Corrêa, a Prefeitura
Municipal, o CTG Galpão da Saudade e o CTG Sinuelo
da Serra preparam uma programação completa
e diversificada, de 16 a 20 de Setembro.
A abertura do evento será na sexta-feira, 16, no
acampamento farroupilha, Rua Ipiranga, em frente à
Corsan. Durante o dia haverá apresentação
teatral da peça Negrinho do Pastoreio. Às
17h haverá transmissão do Programa Valores
do Rio Grande, Rádio Odisséia FM, e às
21h a população poderá assistir à
apresentação do CTG Tropeiros da Cultura de
Sertão/RS.
No sábado, 17 de setembro, Serafina Corrêa
recebe a 19ª Cavalgada da Amizade e à noite
haverá Jantar-Fandango com o Grupo Compasso no CTG
Galpão da Saudade, Bairro Gramadinho. No domingo,
18, haverá saída da Cavalgada da Amizade e,
durante a tarde, no acampamento, a população
poderá participar da mateada farroupilha e assistir
à apresentação de talentos locais.
Às 19h30min, haverá show com o Grupo Os Campeiros
e a entrada é gratuita.
Na segunda-feira, 19, às 20:00, o CTG Sinuelo da
Serra estará organizando o jantar O Costelão,
no acampamento farroupilha, e haverá também
show com o Grupo Mas Bah Tchê!. No feriado, 20 de
setembro, às 14h, haverá desfile de cavalarianos
e em seguida, no acampamento, a população
está convidada a prestigiar a apresentação
das invernadas do CTG Galpão da Saudade e do CTG
Sinuelo da Serra. Às 18h, haverá encerramento
da Semana Farroupilha 2011.
A população serafinense e da região
está convidada a participar dos festejos farroupilhas
em Serafina Corrêa, programação completa:
www.serafinacorrea.rs.gov.br ou pelo telefone: 54 3444 2166.
Por: Adriana Sabadin – Assessora de Imprensa
Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – RS.
"REUNA QUENTE'!
Ontem, o gabinete do vereador Adeli Sell(PT) na Câmara
Municipal, esteve de reunião..a tarde toda.....Resultado
seguramente da pesquisa do IBOPE divulgada na último
domingo, na " Zero"....Agora, começam a
se azeitar as máquinas...a corrida é no ano
que vem...
*Como diziam ou dizem na fronteira; boi lerdo bebe água
suja!
COLEGUINHAS
Corpo da jornalista Maria Iára Rech será
sepultado em Cruz Alta
Aos 67 anos, Iára foi vítima de um incêndio
na noite desta segunda-feira na Capital
O corpo da jornalista Maria Iára Rech será
sepultado em Cruz Alta. O horário ainda será
confirmado, mas deve ocorrer no final da manhã desta
quarta-feira. A informação é da jornalista
Adélia Porto, colega e amiga há mais de 40
anos da vítima.
Maria Iara morreu vítima de um incêndio no
apartamento em que morava no Bairro Bela Vista, em Porto
Alegre. A causa do incidente ainda será apurada e
depende do resultado.
Histórias de sorteios....
O Goulart inaugurou esta série, quando sorteou entre
a Coletiva e o Prévidi a notícia que ele pegou
por acaso de que o Kadão seria o novo titular do
Almanaque, que ele inaugurou em 1999...
Pois tem uma outra que está no meulivro sobre Pedro
Simon....
Eis a das PAPELETAS
No começo da década de 80 houve uma disputa
interna no PMDB para vem quem seria o suplente de senador
do candidato Pedro Simon. Era certo que Simon se elegeria
governador em 1986 e por isto naquela disputa estavam em
jogo quatro anos de Senado da República. O PMDB estava
dividido.Parte queria que fosse Ivo Sprandel( já
falecido) outra parte que fosse Alcides Saldanha.
Optaram que a decisão fosse feita por sorteio. Dia
marcado, todos os próceres do partido presentes,
coube a Joseph Zukauskas, presidente do Clube de Repórteres
Políticos da Assembléia Legislativa do EStado
puxar a papeleta.
Na frente de Antenor Ferrari ,de João brusa Netto,
de Pedro Simon e outros peemedebistas e da imprensa , Zukauskas
puxou a papeleta saiu o nome de Alcides Saldanha. O repórter
político João Carlos Terlera, um rato de redaç~´ao,
foi conferior o que tinha nela que estava no cinzeiro: também
naquela estava o nome de Alcides Saldanha. Simon foi eleito
governador em 1986. Depois que assumiu a cadeira no Senado
e sempre que Saldanha vinha a Porto Alegre e encontrava
João Carlos Terlera, este o lembrava: Olha as papeletas,
olhas as papeletas...."!
a vida (de repórter) como ela é....
' O.....FULANO....NÃO IA GOSTAR!!!!"
Ontem foi um dia frustante pra um repórter bisbilhoteiro....tinha
tudo pra dar certo mas a ponte que ele marcou pruma interessante
matéria, mas como se diz na giria falhou, isto é,
caiu a pauta.
dEPOIS QUE o diretor da "Gazeta do Pampa"( nome
fictício) morreu há poucos invernos atrás,
passaram a correr boatos em seus círculos mais íntimos
de que fora excesso de viagra.....
Ela não tinha 45 anos e ele já estava na casa
dos oitenta e picos.....quando eram caso....
O repórter bisbilhoteiro ficou com aquilo na cabeça.
Sabia apenas uma referência....era dona de um salão
de beleza localizado numa rua central da capital de um estado
sulino...
pois o tempo passou e quando ele nem mais estava ligado
na pauta - tinha deixado isto de lado pela remota possibilidade
que a vida lhe daria pra conhecer a moça - um dia,
um ex-colega, cabeleireiro e que se dedica a fazer caricaturas,
deu com a língua nos dentes:
- fulana abriu um salão aqui neste shopping center...tem
dois agora....
O repórter lhe suplicou:
- Diz pra ela que eu quero falar....nutria a esperança
de que a moça lhe passasse alguma foto, porque o
cabeleireiro lhe afirmava que a moça as tinha em
profusão:
- Tem fotos " deles" em Gramado, na Europa.....informou
o ex-colega do repórter....
Pois no último sábado, o repórter
foi direto ao assunto:
bateu em pleno sábado, horário em que os salões
de beleza estão tri atopetados e viu a moça
trabalhando,trabalhando junto com os demais funcionários
do salão....
A chamou pruma pequena conversa.e foi logo abrindo o jogo...
- queria falar contigo, assim e assado, queria umas fotos....
A moça deixou uma espécie de esperança,
uma porta entreaberta, pra ele voltar e marcou pra cedo
de terça-feira.
Ele se atrasou apenas meia hora...era pra chegar 9 e meia
mas chegou as dez. ela estava sozinha, varrendo o salão
no segundo andar do shopping center no centro da capital
dos gaúchos. Nem se sorriram....
quando ele tocou no assunto, ela foi logo cortando os naipes...
- Pensei melhor e acho que o fulano não ia gostar....O
repórter ainda tentou saber seu nome, que ela não
declinou e ainda lhe perguntou:
- Você entrou com pedido de União Estável?
Ela não respondeu....
Foi a esfarrapada desculpa que ela deu....nem deu chance
pra alguma alternativa....
Em tempo:
o personagem em questão era sim casado, ou mantinha
um casamento aparente....
Considerado um exímio texto, tinha mania por instruir
algum repórter quando soubesse que este ia viajar
pro exterior, principalmente para NY...
Ah,sim para o repórter que tentou a entrevista ,
ela era o melhor texto de Porto Alegre....
Tem livros publicados sim, sobre jornais e sobre uma figura
ilustre da política rio-grandense.
TAVARES DÁ CONTA DO RECADO!

Santo de Casa não faz milagre! diz o ditado de casa,
mas no caso da rádio Guaíba, o santo de casa
foi o próprio Roberto Tavares, que pegou o touro
na unha, como se diz....Isto tudo porque a Guaíba,
ninguém sabe lá o motivo, demitiu a Lizemara
Prates, algum tempo depois, e ao invés de ir procurar
ciscar em terreiro alheio, a Guaíba pegou o próprio
Tavares, um veterano de rádio e Jornal- sempre no
Correinho e na Guaíba - e ele está apresentando
a parte rural da Guaíba...
Entra com comentário no programa aquele que acorda
o peão nas estâncias, apresentado pela Maria
Luiza Benitez, entre 5 e 6 horas da matina e durante a recente
feira de Esteio deu conta do recado, apresentando os diversos
boletins deste a Expointer...
Dizem alguns maldosos que como repórter não
está deixando aos ouvintes saudades da " Lize",
como é chamada pelos colegas....
Igreja de Serafina
A famosa torre da Igreja de serafina....dali saía
a " sonora" que era um alto falante que nos anos
em que a rádio não existia, transmitia o noticiário
da morte das pessoas. Uma outra vez que ela foi usada foi
na neve de 19 de agosto de 1965,quando o então vigário,
padre Francisco Lollato,pediu calma aos moradores do município
porque a neve atingiira um metro, coisa nunca vista,a não
ser por ele, que viera da Itália e que quando criança
vira muitas vezes....
Não se tem conhecimento de outra feita que a "sonora"
este sistema rudimentar de som,tenha sido usada, a não
ser como brincadeira, quando o padre Francisco, colorado
renhido, gozava o amigo Bruno Marocco,quando o Grêmio
perdia algum Grenal....
Eis então algumas fotos da famosa torre....





Sem Pulo
O RUDIMAR THOMAS, UM FUNCIONÁRIO DO BANCO DO BRASIL,
QUE TRABALHA AQUI NO CENTRO, NUMA AGÊNCIA LOCALIZADA
NA JERÔNIMO COELHO, É O AUTOR SEMANAL DESTA
COLUNA NA FOLHA POPULAR DE TEUTÕNIA. E SEGURAMENTE
ESCREVE SEM RECEBER UM PUTO....MAS SUA RECOMPENSA ESTÁ
NA TROCA DE AFETO ENTRE ELE E SEUS LEITORES, COMO É
NESTE CASO EM QUE ELE ESCREVEU UM PEQUENO TOPICO CHAMADO
DE UM BELO GESTO...O RUDIMAR NÃO QUIS ME DIZER QUEM
É O JOGADOR, DISSE APENAS QUE JOGARA NUM TIME AMADOR
DE TEUTÕNIA E QUE ESTÁ COM CÃNCER NESTE
MOMENTO....

DEU A PERISTROIKA NO ALMANAQUE!

oNTEM, QUANDO VI O ALMANAQUE DA ZERO, pensei: deu a peristroika
na Zero porque o Archimdes Fortini, meu Deus, é tão
a cara do Correio do Povo, quanto o Breno Caldas...mas enfim,
são outros tempos....
Conheci o Fortini, por um mero acaso....
Já contei esta historinha mas vale a pena repetir...
O Caco Barcellos recém estava começando na
Folha da Manhã - devia ser 1973, no tempo do Médici
- e eu ainda engatinhava no jornalismo,não era da
Zero, não...
Lembro que o Fortini se aposentou - isto foi um episódio
que chateou muito o velho - porque ele meio que forçado
a sair de cena, pelo Breno Caldas...quando saiu escreveu
uma longa carta que o velho Correio publicou e que tenho
xerox do texto em que é uma peça literária
de amor ao jornalismo e principalmente a Caldas Junior e
a toda sua história...é uma catilínia
ao contrário, é uma puxação
de saco que vou te contar....a carta de despedida do velho
Fortini foi toda endereçada ao Breno Caldas, mas
ele rememora a falecida mãe do patrão, os
ancestrais, o homem tinha tudo aquilo na memória....pois
como ia dizendo encarregaram o Caco Barcellos que estava
em começo de profissão a fazer um texto sobre
o velho Fortini....Fui com o Caco e com o Olívio
Lamas,se não me falha a memória na 24 de Outubro,
numa kombi, e subimos lá. O velhoq uando viu o Caco
com barba de tamanho de frei e o Lamas também, começou
abradar,agarrando-se na barba do Caco:
- Pra subversivo, pra comunista eu não dou entrevista....
Era pura gozação do octogenário jornalista....
Pois agora o Almanaque , com novo titular, fala neste arquétipo
da Caldas, mostrando que na zero imperam novos tempos....ou
então lá não sabem mais quem foi o
Arquimedes Fortini....
DE SÃO BORJA
FORUM VIROU CENTRAL DE POLICIA

NA AV. PRESIDENTE VARGAS, EM FRENTE AO EXECUTIVO HOTEL,
O PRÉDIO ANTIGO DO FORUM, COMO MOSTRA A FOTO, VIROU
CENTRAL DE POLÍCIA, INAUGURADO NO ÚLTIMO ANO
DO GOVERNO YEDA CRUSIUS....
na frente deste local, houve, alguns anos atrás,
um assassinato...por acerto de contas financeiras, dois
sujeitos desceram de um fusca e fuzilaram um terceiro sujeito,
que saía do forum...há quem lembre do episódio
na cidade,porque foi à luz do dia....
O QUE LI NOS JORNAIS

O VEREADOR QUE PROIBIU ZH DE CITAR SEU NOME
DEU ENTREVISTA PRO PRÓPRIO JORNAL!
MERECE O GUINESS!!!!
DE São Borja
O pôr do sol sobre o Uruguai.....
BEATRIZ FAGUNDES
VOLTA A PAMPA
DEPOIS DE UM PERIODO
NA CAIÇARA...
É O ZAMBIAZI DE SAIAS....
Coleguinhas
Um coleguinha comentou numa roda ontem sobre a morte de
Iara Rech:
- Já estava ruim, não dizia coisa com coisa...
Me lembrei do dia da morte do Maurício Sobrinho
em 1986...naquela tarde o chargista Marco Aurélio
deu-me uma carona no táxi e quando descíamos
na av. Ipiranga, ele comentou sobre a morte do patrão
que a todos nos surpreendeu naquele dia:
-Morreu na glória....
Memória da Imprensa
O APRESENTADOR
CAI NA GARGALHADA
COM OS PORTUGUESES
COMIDOS PELOS JACARÉS....
Almocei ontem, a convite do próprio, com o Julinho
Pacheco e seu filho Mauro, numa típica churrascaria
de arrabalde..a Bovinos, na rua São Luis....no popular
bairro Santana. Pra achar a churrascaria foi um parto, porque
havia diversas contrainformações, mas aí
quem me convidou resolveu dar uma carona, que facilitaria....
Bom, como ia dizendo( no meio do almoço se atravessou
um conhecido do Júlio....mas como o outrora apresentador
conhece " meia Porto Alegre" são os ossos
do oficio.
Minha proposta com o outrora locutor do Jornal da TV Gaúcha
era uma entrevista sobre a entrevista que ele gravou do
presidente Jango Goulart no Palácio Piratini, no
dia 4 de setembro de 1961. O Julio foi o único jornalista
- tinha então apenas 17 anos -que tinha uma gravador
à mão quando o Jango descendo as escadas do
Piratini foi praticament peitado pelos jornalistas contrários
a emenda parlamentarista e aí deu-se um pequeno bate-boca...com
alguns desaforos que o Júlio gravou. O original desta
conversa ele entregou ao Cel. Emilio Neme, protagonista
daqueles dias, mas segundo o Júlio quando a Legalidade
fez 30 anos, ele deu uma entrevista ao programa do Lasier
Martins na rádio Gaúcha, onde esta entrevista
foi reproduzida....
Como ia dizendo , no meio da conversa, veio a tona o assunto
do cônsul português já que ontem de manhã
ouvi o Mendelski, na Guaíba,lendo uma entrevista
que o diplomata deu a um veículo em Portugual onde
ele dá outra versão do ocorrido( refiro-me
ao desaparecimento, ou sumiço, que os padres dizem
de 2,5 milhões de reais da Arquidiocese de Porto
Alegre).
Pois o Julio ai lembrou-se de um fato ocorrido com ele quando
apresentava o Show de Notícias , na antiga TV Gaúcha,
atual RBS TV.
Ocorreu que o redator Carlos Bastos tinha recebido via
agência uma notícia que era trágica,
mas vista de longe podia ser hilária...e o Júlio
não resistiu no ar, caiu na gargalhada. Era o seguinte:
20 portugueses foram comidos pelos jacarés quando
nadavam num rio do Zimbabwe...na África.
- Eu não tinha lido a notícia antes, como
devia ter feito. Na hora, não resisti e caí
na gargalhada.
No dia seguinte, o dono da emissora Maurício Sobrinho
o chamou a sua sala e estava com a cara fechada: motivo
o consul português havia dado queixa da zombaria(
vou contar com mais detalhes esta história, numa
outra oportunidade.)
QUEM É O WILLIAN FERRAZ?
fofocas...
Veja só a que ponto chega uma coisa assim. Já
tomei café. Hoje vou dormir cedo. estou cansado.
Um abraço olides.
Gelson Farias
Olides.
Estou te mandando este desabafo porque recebi ontem um
e-mail de Willian Ferraz sobre a minha colaboração
para o teu blog, Diz ele;
“Como jornalista profissional perdes tempo enviando
boas “matérias” para o blog do Olides,
que para outro veículo de comunicação
seria um FURO. Por quê? Por amizade? Duvido. Podes
ganhar muito com outra opção. Um meio mais
lucrativo. É só me dizer sim, tenho um emprego,
jornal ou rádio, aqui em Porto Alegre, ou interior
como correspondente. Quem sabe? Pensa! Vou entrar em novo
contato”.
Olides.
É desnecessário dizer que fofoca pega mal
e que as regras sociais a condenam fortemente – ser
chamado de fofoqueiro é uma grande ofensa para qualquer
um. Mas vamos ser sinceros: é MUITO difícil
não prestar atenção quando uma dessas
informações, digamos, clandestinas chega até
nós, não é? Antes de se sentir culpado,
porém, saiba que há uma explicação
científica para nossa obsessão pela vida alheia.
O experimento funciona assim: primeiro este tal de Willian,
os viu alguma matéria, ou várias que mandei
-- na mais absoluta condição de amigo teu
de muitos anos, creia nisso -- e tenta querer, igualmente,
não sei para que, receber estas informações
também. Quando nos concentramos mais no rosto de
uma pessoa que sabemos ser má, nosso cérebro
também pode estar tentando estudar e reunir mais
informações e se colocando em alerta para
que nos lembremos de ter cuidado com ela no futuro. Quem
faz este tipo de coisa repugnante e covarde, se escondendo
no anonimato é um indivíduo potencialmente
perigoso, que faz isso somente para criar uma mal estar
em nossa longa e sincera amizade, amigo Olides. Sabe, tenho
séria e clara convicção de que este
e-mail partiu daí, do convívio destes caras,
que não são amigos de ninguém, que
não levam a amizade como uma dádiva de Deus.
Ele fala ainda que eu, estando aqui em Buenos Aires, possivelmente
possa faturar muito bem. Se ganho bem ou mal isso é
coisa muito particular. Cheguei aqui, por indicação
de um cunhado meu, de Rio Grande. Aqui, passei por diversas
dificuldades. Graças a Deus, tive vontade conseguir
subir um pouco mais na escada. Ora, quem tem o direito de
interromper uma amizade madura, nossa, Olides! Confesso
que não tenho nenhum suspeito, mas todos são
nesta hora. Tu deves conhecer muito bem quem são
as cobras que habitam por aí. Este tal Willian, compartilhar
de dados que só uns quanto pode conhecer permite
criar este tipo de afirmação maldosa, que
incluem na vida de quem lhes rodeia. O que ele deseja saber
vai além do que comentários bem ou mal intencionados,
sobre a minha vida essencialmente profissional. Pode ter
a certeza Olides de que isto não me abalou em nada.
Pela nossa amizade fui obrigado a fazer este alerta. Envio
e irei continuar a enviar matérias para o teu blog.
Parece-se que este anônimo utiliza um conhecido provérbio
popular:
“A fofoca não é como o pintam. A dor
no peito, sim, é maior”.
A NOVAEDIÇÃO DO CSZONASUL
Clique
aqui para ler a A NOVAEDIÇÃO DO CSZONASUL
Nasce entre os Farrapos o novo Rei do Futebol
O HERÓI LEANDRO GARIBALDI PELÉ
Por Luiz Oscar Matzenbacher
O vermelho é a cor dominante na bandeira da República
do Piratini. E o Inter foi a Pátria Gaúcha
de Chuteiras em plena Paulicéia. Aliás, Leandro
Damião, nascido como o Herói de Dois Mundos,
Giuseppe Garibaldi, fora do território gaudério,
foi fundamental na vitória dos Farrapos Colorados.
Leandro Damião por três vezes transformou a
chuteira em canhão e fez tremer toda a Capital Paulista.
O Império se dobrou em reverência ao talento
dos republicanos gaúchos, comandados pelo Leandro
Damião Garibaldi Pelé. E que seja para sempre
herói de apenas um continente, o Continente de São
Pedro do Rio Grande, ou como Pelé que foi o Rei só
no Brasil, embora seja o Rei do Futebol Mundial. Fica Damião,
para sempre no Internacional.
Coleguinhas
Walmaro Paz vai se mudar pra Brasília. Deverá
trabalhar no Incra.
SEM PULO - TÚNEL DO TEMPO


A Legalidade e o Mundo do Trabalho (3)
No texto anterior, vimos como a visão de Leonel
Brizola, que centrou o discurso na questão do respeito
à Lei Maior do país como base para que Jango
assumisse a Presidência em 1961, dissociando a luta
pela Legalidade de qualquer interesse de classe, não
impediu que ele confiasse em soldados, precisamente de origem
popular. Certamente, ao comandar a Rede de Emissoras, através
da Rádio Guaíba, que por mais de 10 dias funcionou
no Palácio Piratini, o governador gaúcho sabia
que na união de operários, trabalhadores do
campo e estudantes, ao lado de intelectuais, e pequenos
empreendedores progressistas, residia a certeza de um triunfo
no mínimo parcial do movimento.
E no retorno de João Goulart da China, já
claramente disposto a conciliar, foi uma vitória
limitada que se desenhou com o parlamentarismo. A condução
da política externa, por exemplo, não mais
caberia ao presidente, mas ao Primeiro Ministro. Este último
cargo, após a aprovação do novo regime
político no começo de setembro, ficou exatamente
com o articulador do PSD, Tancredo Neves. Era tarefa do
gabinete por ele chefiado encaminhar um projeto de Reforma
Agrária, onde, para o novo presidente, seria necessário
assegurar uma mudança na Constituição,
onde havia a referência à “prévia
e justa indenização em dinheiro” para
as desapropriações de terras.
Pois as forças conservadoras no Congresso Nacional
evitaram que a proposta transitasse. Sem o apoio de Jango,
em julho de 1962, caía o primeiro governo parlamentarista
na Era Republicana. Goulart chegou a indicar (após
o veto à alternativa mais à esquerda representada
por Francisco San Tiago Dantas) Auro Andrade, o presidente
do Senado. Neste período, o presidente já
tivera que agir no sentido de acalmar os Estados Unidos,
depois que Brizola desapropriara a Companhia Telefônica
do Rio Grande do Sul, subsidiária da multinacional
ITT.
Greve geral
As lideranças sindicais pressionavam para que se
formasse um gabinete nacionalista e democrático.
E com uma greve geral, com a participação
de várias categorias importantes, acabaram evitando
a posse de Andrade. Quem assumiu foi Brochado da Rocha,
do PSD. O gabinete aceitou antecipar o plebiscito que determinaria
a volta do Presidencialismo de 1965 para janeiro de 1963.
Nenhum projeto contemplando as chamadas reformas de base
(agrária, urbana, etc.) foi levado adiante, pelo
predomínio do centro e da direita no Parlamento.
O último primeiro ministro, Hermes Lima, do Partido
Socialista Brasileiro, dirigiu o governo por quatro meses,
preparando o plebiscito. A estas alturas, com fortíssima
mobilização de amplos setores das classes
trabalhadoras, sob hegemonia do PTB, para que o Parlamentarismo
fosse derrotado. O que se daria depois, culminando com o
golpe militar de 1964, pertence a outro capítulo
da História.
Muitos anos depois da Legalidade, Leonel Brizola admitiu
se questionar sobre a possibilidade dela ter sido uma chance
desperdiçada para derrotar definitivamente os defensores
de um modelo que concentrou a renda, restringiu extremamente
as possibilidades de organização dos trabalhadores
e conferiu características mais repressivas ao capitalismo
no Brasil. Os lutadores que, com variados graus de heroísmo,
evitaram que o Palácio Piratini fosse bombardeado,
por certo, em diferentes níveis, compreendiam que
simbolicamente estaria sendo destruído um rumo menos
incivilizado para o sistema.
Observação: Quando era um acadêmico
de Jornalismo, o autor escreveu um trabalho completamente
limitado e imaturo, vendo apenas os aspectos ditos populistas
da utilização do rádio no episódio
histórico da Legalidade. Mais de 20 anos depois,
espera que esta série de textos demonstre o quanto
compreendeu a grandeza daquele movimento cívico.
Marcelo Ludwig Dorneles Coelho
O QUE LI NOS JORNAIS

NA COLUNA POLÍTICA DA PAGINA 10,
O DESCONFORTO DOS VEÍCULOS DA RBS COM A PROIBIÇÃO
DO JUIZ EM DIVULGAR O NOME DO VEREADOR!
MEDO DE QUE?
Getulio Vargas
Estou enviando por ter achado interessante... penso que
irá gostar... abraços
Vagner Guarezi
Visita às obras Trensurb com pref. Vanazzi


deputado federal Ronaldo Zulke (PT) acompanha o prefeito
de São Leopoldo, Ary Vanazzi, durante visita às
obras de extensão do Trensurb (Estação
Rio dos Sinos/trecho3) nesta segunda-feira (12).
Crédito das fotos: Charles Dias
Assessoria de imprensa
Lucidio Bordignon Gontan
O QUE LI NOS JORNAIS

NO JC DE SEXTA ULTIMA, UM PANORAMA SOBRE COMO ERAMAS CHURRASCARIAS
ANTIGAS EM PORTO ALEGRE. SOBRAM POUCAS.
O GAUCHO SÓ CANTA O HINO DA REVOLUÇÃO
FARROUPILHA MAS NÃO COME MAIS CARNE!!!
O Correio de domingo, 11/09 , deu um bom depoimento de
um portoalegrense que estava nas Torres Gêmeas no
dia dos atentados( ou seja lá o que fosse....) Valeu
pelo fator local, que em jornalismo é tudo.....mais
vale o buraco da tua rua, do que um incêndio em Nova
Iorque!
ALVO DE FOFOCAS, CRISTINA KIRCHNER ESTÁ
MAIS POPULAR DO QUE NUNCA APÓS A MORTE DO MARIDO
Olides. Fiz a matéria prometida sobre o namoro
escondido de Cristina. Na matéria não existe
nada que possa ofender a honra de residente. Por causa disso,
lê com calma. Falei com o jornalista Carlos Rodrigues,
quando de minha viagem para Buenos Aires. Ele estava indo
para a Colômbia . Como o voo dele tinha sido cancelado,
conseguiu, não sei como uma pasagem para Buenos aires
e depois Colômbia. Ele trabalha no Jornal o Globo
e iria fazer uma matéria sobre o narcotráfico
e a morte e sequestro de jornalistas naquele país.
Durante a conversa contou que o Celso Schroder, além
de presidente da FENAJ é presidente da defederação
de jornalistas da America latina e Caribe. Já mandei
e-mail para o Celso e recebi resposta. Vou fazer uma matéria
com ele sobre o que se passa com os jornalistas pela america
e caribe, muitas mortes etc etc. Possivelmente na semana
que vem, o celso vem para Buenos Aires, Vamos nos encontrar
e bater um papo.
El asunto será bueno... Olid un abrazo. Gracias
y buenas noches, Gelson
Gelson Farias
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides.
Aqui em Buenos Aires, muitos comentam sobre a presença
de um jovem segurança da presidente Cristina Kirchner.
O nome, no entanto é uma incógnita. O que
se sabe, ou melhor, é comentado sobre o segurança
é o seguinte: Ele é um motorista profissional,
altamente qualificado, lutador de Jiu jitsu e já
ganhou a vida trabalhando como dublê de dia e como
chofer à noite e segurança para executivos
na argentina, ex-presidente de uma montadora Chinesa. Foi
este segurança, que salvou a vida de Máximo,
filho de Cristina, durante uma tentativa de assalto. Na
troca de tiros, os assaltantes levaram a pior. O segurança
da presidente é ainda um exímio atirador.
Todos o chamam de herói solitário, anônimo
e silencioso, adepto da filosofia do "exército
de um homem só" com prazo de validade e tudo
seu trabalho é bem valorizado.

Cristina e a filha Florencia no velório de Néstor
Kirchner. Logo cima lá estava ele... O segurança
Como dizem por ai, as más línguas de plantão,
“onde há fumaça tem fogo”. Para
muitos ou para tantos argentinos, existe sim um namoro escondido
entre Cristina e o segurança. Claro que por enquanto
ninguém poderá provar nada, é apenas
uma desconfiança passageira de gente que não
tem nada o que fazer. Uma coisa é certa... As revistas,
por aqui começam a desconfiar do... “Estranho
luto de Cristina Kirchner”.
Olides.
Este caso, ou melhor, nem sei se existe realmente alguma
aproximação entre os dois, lembrar a letra
de uma música do cantor Daniel...
O namoro escondido é namoro mais gostoso
só nós dois na bica d'água em momento
perigoso
se o seu pai descobrir, o nosso amor se complica
meu coração vira brasa, quando ela passa lá
em casa
pra buscar água

As fofocas! Será?
O wikileak fashion sobre a legendária vaidade de
Cristina, 57, 1,57m elevado por um salto "stiletto"
de 10 cm, deleitava seus múltiplos detratores nos
cafés portenhos. Mas, desde o ano passado, quando
perdeu seu companheiro de 35 anos de casamento e militância,
o ex-presidente Néstor Kirchner, Cristina adotou
a sobriedade do luto e conquistou uma empatia inédita
com os argentinos. Com 23% de popularidade há um
ano, sua aprovação saltou para 59% no mês
passado. Cristina passou a marcar reuniões com ministros
às 8 da manhã e dobrou o número de
compromissos em sua agenda oficial pós-viuvez.
As histórias sobre botox, rímel e apliques,
ataques histéricos com assessores e o autoritarismo
da dupla que comandou a Argentina por sete anos passaram
a ser sussurradas discretamente -- e há quem acredite
que Cristina se reeleja em outubro próximo, apesar
da inflação de 30% ao ano e da dúvida
sobre quem, de fato, mandava na Casa Rosada, Néstor
ou ela- pergunta feita por muitos argentinos. Até
as fofocas sobre Cristina ganharam um tom pungente. Como
a crise de choro e gritos de Florencia, 19, filha da presidente.
"Mãe, não quero que você se candidate
outra vez. A política levou meu pai e vai levar você
também". A jovem está em Nova York, onde
estuda cinema, e o irmão, Máximo, 33, continua
na Patagônia, onde administra os negócios da
família. Sozinha, Cristina parece mais mergulhada
na política que nunca.
No restrito grupo de mulheres que chegaram à chefia
de Estados e de governos, Cristina pertence a um clube ainda
mais exíguo: a das que não sacrificaram a
vaidade feminina em troca da imagem gerencial dada por terninhos
pesadões.
"Maquio-me desde os 14 anos, vocês jamais me
verão desarrumada", disse durante uma entrevista
na Casa Rosada a jornalistas.

Cristina... Uma mulher vaidosa e bonita.
Cristina tem os genes políticos de Eva Perón,
a icônica mãe dos descamisados que fazia distribuição
de brinquedos e mantimentos aos mais pobres vestindo modelitos
Dior. A presidente nasceu em fevereiro de 1953, sete meses
após a morte de Evita, declarada postumamente "líder
espiritual da Nação". Ela admite a inspiração,
mas despista: "A Evita que eu mais admiro é
a do coque, com o punho em riste", descreve. "A
Evita do conto de fadas, com os vestidos de luxo no Teatro
Colón, é a da minha mãe." Ninguém
duvida de seu lado combativo. Em três anos na Casa
Rosada, brigou com fazendeiros, banqueiros, grandes meios
de comunicação, com a Igreja e boa parte do
establishment político, incluídos os barões
do seu partido peronista.
Sua formação vem das assembléias universitárias.
Cristina sempre preferiu vencer a convencer. Sua retórica
fascina até adversários, é o que dizem
os cientistas políticos argentinos. No ano passado,
Cristina Kirchner entrou em confronto violento com os principais
meios de comunicação do país e patrocina
publicações pró-governo que chegam
a comparar Néstor a Churchill. Na capital argentina,
é impossível escapar ileso à atmosfera
política. Em apenas quatro bairros, concentram-se
as elites política, econômica e cultural da
Argentina. Deputados namoram atrizes, diplomatas linguarudos
batem cartão em cafés e empresários
são vistos fazendo lobby à luz do dia.
"Cristina é uma mulher riquíssima, mas
que tem poucos amigos e vive em um ambiente que não
domina que é Buenos Aires", diz Sylvina Walger,
autora de uma biografia não-oficial em que a presidente
é retratada como uma megera. Apaixonados por política,
os argentinos nunca terão uma opinião moderada
e imparcial sobre o desempenho da peronista.

Sylvina Walger e o livro sobre a presidente não oficial
Por outro lado, existem coisas que não se compreende.
O que eu quero dizer é sobre outra biografia, que
foi autorizada sem problemas pela presidente Cristina. Dizem
que foi por causa da política. A autora é
peronista ferrenha. Não preciso dizer mais nada.
"É uma mulher forte, autêntica, que jamais
quer parecer frágil em público", diz
Olga Wornat, autora da biografia oficial e claro, defensora
ferrenha da mesma. "É um pouco histérica,
como qualquer líder político, mas o machismo
local se horroriza por sua vaidade ou porque gosta de fazer
compras quando viaja ao exterior".
Olga nasceu em Misiones, uma província no norte
da Argentina. É formada em história, direito
e jornalismo pela Universidade de La Plata. Durante a ditadura
militar, viveu na clandestinidade. Foi correspondente da
revista espanhola "Interviú" e trabalhou
na revista argentina "Us, Pessoas e Notícias,"
No México, seu trabalho é conhecido através
da revista "Leopard". Seu trabalho levou-a para
cobrir a invasão dos EUA para o Panamá: as
guerras na América Central, no Líbano e Iugoslávia,
o conflito árabe-israelense, a guerra entre Peru
e Equador, e da queda do regime talibã no Afeganistão.
Foi revelada como a autora do grande "best-sellers"
no livro "Menem, privacidade", que se seguiu "Menem
- Bolocco, SA" Esses livros abriram uma nova forma
de pesquisa em jornalismo: o retrato íntimo do poder.
"O Chefe" é parte desta tendência
que renovou o jornalismo da América Latina. Seu livro,
publicado na Argentina, "Nossa santa mãe. A
história da Igreja Católica," é
tudo um fenômeno político e comercial. Atualmente
trabalha para as revistas "Power" e "Loft"
de Zoomedia Grupo com sede em Miami.
Para uma grande parte dos argentinos Cristina é chamada
de a “rainha”. Seus admiradores lembram que
ela manteve o fim da imunidade dos militares anistiados
da última ditadura e tentou aumentar os impostos
das exportações de grãos, contra os
"latifundiários". Cristina também
foi a primeira líder da América Latina a aprovar
o casamento gay. Mas só depois de uma viagem que
já tinha agendado ao Vaticano. Em seus três
anos no poder, a economia cresceu a taxas sempre superiores
a 6%. A se acreditar nas estatísticas oficiais, o
desemprego, de 7,6%, é o menor da década.
Mas a oposição diz que a Argentina está
desperdiçando uma conjuntura econômica única,
de manufaturas baratas e produtos agrícolas com preços
nas alturas, ao manter instituições frágeis
que dependem do caudilho da vez.
Nos últimos anos, contratos têm sido rasgados
de acordo com humor presidencial, é entregue a empresários
próximos à família Kirchner. Sindicalistas
acusados de enriquecimento ilícito e de usar táticas
de intimidação a adversários fazem
parte do círculo próximo da presidente. A
percepção de insegurança no país
aumentou muito (a presidente criou o Ministério da
Segurança Pública), e pela primeira vez os
estudantes da Argentina ficaram atrás do Brasil nas
notas de matemática, ciências e leitura do
exame internacional Pisa. O Brasil está em 53º
lugar e a Argentina em 58º, ambos atrás de Chile,
México, Colômbia e Uruguai. Um vexame para
a terra de Borges e Cortázar, onde o analfabetismo
em 1930 já era menor que o do Brasil de hoje. Mas
o poder fez bem às finanças da família
Kirchner. O patrimônio declarado do casal cresceu
sete vezes desde que chegou à presidência em
2003, alcançando US$ 14 milhões.

A presidente Cristina Kirchner e seu fiel escudeiro Hugo
Moyano, poderoso líder da CGT (a maior central sindical
argentina)
Antes da morte de Néstor, Cristina parecia encurralada,
e não só pela popularidade reduzida. Em 2008,
a presidente rompeu com o vice-presidente, Julio Cobos.
Chegou a cancelar em cima da hora uma viagem à China
porque temia um golpe do vice. Nas últimas intervenções
médicas de Néstor, levava água mineral
de casa. "Tenho medo que me envenenem", confessou
a uma amiga. Vários governadores peronistas já
ensaiavam candidaturas e pedia para Cristina não
se apresentar à reeleição diante de
uma derrota inevitável.
Com a morte de Néstor, ela deu o troco. O vice foi
impedido de ir ao velório e os líderes da
oposição não puderam se aproximar do
caixão. Em Buenos Aires ainda se sente o luto produzido
pela militância. Há grafites dizendo "Néstor
vive" e capas de revista com a viúva chorando.
Hoje, o serpentário de seu próprio partido
peronista parece mais calmo diante da possibilidade de mais
quatro anos no poder, e Cristina voltou a ser líder
natural. Mudanças bruscas são comuns à
vida da presidente. Aos 17 anos, ela estudava em colégio
marista, filha de classe média baixa da periferia
de La Plata, e namorava um jogador de rugby da pequena burguesia
local. Aos 22, já estava casada com o esquerdista
Néstor e era militante da Juventude Peronista (o
casamento foi consumado após seis meses de namoro,
só no civil, sem igreja e sem fotógrafo e
ao som da Marcha Peronista).
Com o golpe de Estado que levou os militares ao poder no
país, o jovem casal de oposição se
mudou para Rio Gallegos, capital da Província de
Santa Cruz, na Patagônia. Em 1977, nascia o primeiro
filho do casal, Máximo, e a família começava
a fazer fortuna, em plena ditadura, com um escritório
de advocacia na região que concentra as maiores reservas
de petróleo do país. Em 1990, Néstor
se tornaria governador de Santa Cruz, cargo que ocupou até
2003, quando concorreu e chegou à Presidência.
Cristina se tornaria senadora em 1997 e seria a metade articulada
e falante do casal em Buenos Aires. Daí à
Casa Rosada a história é conhecida. Cristina
está à vontade tanto no palácio como
na residência oficial em Olivos.
Memória da Imprensa
O SHOW DE NOTICIAS
Programa que ia ao ar sempre no fim da noite da TV Gaúcha
- atual RBS TV - o Show de Notícias( que Júlio
Pacheco, um dos seus apresentadores diz que era mesmo "
um show de notícias") tinha como redatores Luiz
Paulo Pilla Vares(falecido) Lauro Schirmer( falecido) Ibsen
Pinheiro, WErner Becker,( o Bruxo) morando em Brasília,
depois de ter sido vereador na capital - Carlos Bastos,jornalista
do PDT, Carlos Fehlberg( do atual site Política para
Politicos)
A apresentação era de Sérgio Schuller,
Ivente Brandalise, Egon Bueno( que fazia o " sombra")
Euclides Prado( recentemente falecido)- narrava os filmes
- Ataíde Ferreira(falecido) ou Mendes Ribeiro(falecido)
na parte de esportes e Célia Ribeiro(hoje na ZH)
na parte de modas.
Também trabalhou de apresentadora a Marlene Ruperti,
em substituição a Ivete Brandalise. Julinho
Pacheco diz que não tem tido notícias da Marlene.
Havia uma senha quando os locutores chegavam pra apresentação
do jornal: quando Lauro Schirmer dissesse tudo bem é
porque teria "boas" notícias, ou seja,
havia muita coisa de novidade(boa ou má) quando o
Lauro dissesse tudo ruim, era porque as notícias
naquela noite eram escassas.
ESPOSA DE JOGADOR ARGENTINO DEMICHELIS ENCARA ENSAIO
SEXUAL
A bela loira Evangelina Anderson foi escolhida para estampar
catálogo de grife
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides.
Estas duas fotos maravilhosas desta linda mulher é
a mais nova onda de fofoca aqui em Buenos Aires. Ocorre
que o marido dela, o jogador argentino Martin Demichelis,
do Bayern de Munique ficou uma fera quando soube que a sua
mulher fez um ensaio fotográfico para uma grife de
lingeries e as fotos foram parar numa revista especializada
em moda feminina. Vê se pode alguém ficar brabo
com uma coisinha assim, Olides.

Para botar mais lenha, as feministas entraram na história
e disseram também no programa de TV, que por trás
da proibição do jogador e marido da linda
Evangelina Anderson tem um homem, bobo e machista.
“Ele deveria se orgulhar de ter uma mulher, linda
que o ama muito. Indiferente de estar com roupa ou não”.
Disseram.

Segundo dizem amigos do jogador ( foto), ele pirou porque
as fotos além de sair na capa da revista e, em outras
páginas, foi mostrada no programa de televisão
do canal América. Demichelis disse que vai processar
o dono da emissora, a Francisco De Narváez. O assunto
ainda vai render muito. Enquanto a bolsa do mundo inteiro
cai, aqui as fofocas do mercado televisivo estão
em alta!
CARVÃO
A propósito dos protestos ocorridos aqui na Região
Carbonífera, pela exclusão do carvão
das fontes de energia, objetos de leilão pelo Governo
Federal, em 03.06.2008 foi publicado que “ o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o uso dos biocombustíveis,
frente àqueles que os culpam pela alta nos preços
dos alimentos, e responsabilizou o petróleo e o protecionismo
pela atual crise humanitária.”
Lula fez essa defesa durante seu discurso na cúpula
da Organização das Nações Unidas
para a Agricultura e a Alimentação (FAO) sobre
segurança alimentar, que começava naquela
data em Roma.
Disse ele: "Os biocombustíveis não são
os vilões. Vejo com indignação que
muitos dos dedos que apontam contra a energia limpa dos
biocombustíveis estão sujos de óleo
e carvão"
Depois disto ele fez um escarcéu com a história
do pré-sal. Não podemos esquecer, também,
que, quando do atingimento da autosuficiência em petróleo,
ele, imitando Getúlio, sujou de óleo, não
só os dedos, mas uma mão inteira.
Sendo Dilma continuadora do Governo Lula, nada mais natural
que o carvão não esteja entre as fontes de
energia a serem consideradas por seu governo.
A ironia é que ela, por duas vezes, foi Secretária
de Minas e Energia do Governo do Rio Grande do Sul, Estado
detentor de grandes jazidas de carvão.
SERGIO OLIVEIRA
CHARQUEADAS - RS
Prezado Mazzarino...
eu sei que tu gostas de elogiar o pessoal da RBS....
No meu caso, critico e elogio, como acho oportuno...
Mas agradeço pela carta....
Prezado Dromedário!
Na defesa do bom senso, creio que fostes injusto com Paulo
Sant'ana e Diogo Oliver (que não
conheço pessoalmente) sobre notícias relativas
ao Renato Portalupi, que me intrometo sem
procuração e com as naturais posteriores chineladas
tuas.
Portalupi, no universo gaúcho do futebol, sempre
será notícia. E lealdade não creio
que tenha
território ou geografia.
E me acostumei xom o universo sem fronteiras através
do teu blog/site/portal. É nele que leio
sobre o brizolismo de São Borja, as histórias
de Serafina Corrêa e as histórias de Brasília
através do filho ilustre de Bento Gonçalves.
Mais humor Olides Velho de Guerra!
Sem outras, Viva Serafina, a terra que cresceu depois que
alguns de lá partiram.
Abraço
mazzarino
EMPRESÁRIOS DO QUARTO DISTRITO RECEBEM PREFEITO
FORTUNATI
A Associação dos Empresários Humaitá
Navegantes, presidida por Thômaz Nunnenkamp, reúne
em reunião-almoço nesta terça-feira,
dia 13, empresários do 4º Distrito e o prefeito
José Fortunati com o objetivo de oportunizar a troca
de informações, bem como um espaço
de diálogo, sobre o tema mobilidade urbana. A reunião
é promovida em parceria com a Associação
dos Amigos do 4° Distrito para que sejam apresentados
os projetos priorizados pela Prefeitura Municipal para o
desenvolvimento da região.
O que? Reunião-almoço da AEHN para troca
de informações sobre mobilidade urbana e apresentação
dos projetos priorizados pela Prefeitura Municipal para
o desenvolvimento da região-4º Distrito
Quando? Terça-feira dia 13 de setembro das 12h às
14horas
Onde? Restaurante Vitrine Gaúcha, DC Shopping- Rua
Frederico Mentz, 1561.
DIRETORIA DA AEHN
THÔMAZ NUNNENKAMP - Laboratório Saúde
PRESIDENTE
JORGE LOGEMANN - Ferramentas Gerais S.A.
VICE-PRESIDENTE DE FINANÇAS
MARISE MENDES MARIANO - Condomínio DC
VICE-PRESIDENTE ADMINISTRATIVO
EDSON SANTOS - Trensurb
VICE-PRESIDENTE COM O SETOR PÚBLICO FEDERAL
JACOB ANTONELLO - Planalto Transportes Ltda.
VICE-PRESIDENTE COM O SETOR PÚBLICO ESTADUAL
SALVATORE GRILLO - Imobiliária City
VICE-PRESIDENTE COM O SETOR PÚBLICO MUNICIPAL
ROBERTO ELLWANGER - Viação Ouro e Prata S.A.
VICE-PRESIDENTE DE RELAÇÕES COM O SETOR PRIVADO
Histórico da AEHN
A Associação dos Empresários dos Bairros
Humaitá-Navegantes foi fundada em 1984 para congregar
os empresários da região na busca de soluções
para problemas comuns. É uma das mais antigas e atuantes
do Rio Grande do Sul, possuindo em seu quadro de associados
pessoas jurídicas que representam os segmentos da
indústria, do comércio e dos serviços,
com sede nos bairros Humaitá e Navegantes. A AEHN
tem atuado de forma pró-ativa, promovendo a união
e representatividade da comunidade de negócios, visando
o fortalecimento da livre iniciativa e da capacidade de
empreender e competir.
No histórico da Associação podemos
citar o aterramento de 23 mil m² de banhados no Bairro
Humaitá para construção de loteamentos,
doação do terreno e construção
do prédio da 2ª Companhia da Brigada Militar,
doação do terreno onde a CRT instalou a primeira
central telefônica do bairro, mutirão em conjunto
com a Prefeitura para transferência de 298 famílias
da D. Teodora para loteamento Mário Quintana, entre
outros.
De sua fundação até os dias de hoje,
é permanente a luta pela melhoria do sistema de drenagem
dos bairros, para prevenir enchentes e, também, para
que haja uma nova ligação viária com
o restante da cidade.
Em meados de 2003, a Associação foi procurada
pelo poder público do município para conhecer
o Programa Integrado Entrada da Cidade – PIEC. Conforme
informações da Prefeitura e da imprensa, esse
programa é composto de 5 importantes projetos:
Remoção de 21 vilas de favelas e construção
de mais de 2000 residências; assistência social
às famílias; melhoria na infraestrutura viária,
reforma e ampliação das casas de bombas; construção
de um novo parque e de praças; programa de geração
de renda, cursos profissionalizantes, 3 centrais de triagem
de resíduos sólidos (lixo), uma fábrica
de artefatos de concreto e Projeto Pescar.
Nessa oportunidade a Prefeitura convidou a Associação
a trazer para a região o Projeto Pescar. O Projeto
Pescar já existe há quase 30 anos e ensina
uma profissão a jovens em situação
de risco social, além de encaminhá-los ao
mercado de trabalho. Dos 7.500 jovens que passaram pelo
projeto 92% estão trabalhando. A Associação
formou, então, o Grupo Navegantes, composto por 8
empresas mantenedoras. Em maio de 2004, foi inaugurada a
unidade Pescar/Grupo Navegantes, que oferece a 40 jovens
da região cursos profissionalizantes de auxiliar
de confecção de vestuário e mecânica
automotiva, possibilitando a inclusão dessa população
na sociedade e no mercado de trabalho.
Além de estar envolvida diretamente nesse grande
projeto, a Associação dos Empresários
dos Bairros Humaitá/Navegantes também procura
auxiliar no andamento de projetos das empresas junto aos
órgãos municipais, estaduais e federais, inclusive
setores da segurança pública.
Em outubro de 2004, foi formado, dentro da Associação,
o Comitê Pró-Segurança, que está
coordenando projetos que objetivam a melhoria da segurança
na região. Em 2006 foi inaugurada a 3ª Delegacia
de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para centralizar
as ocorrências de vários bairros da capital.
O prédio, que durante seis meses passou por reformas,
foi cedido pela SJS e as obras foram viabilizadas através
da Associação dos Empresários Humaitá/Navegantes,
que captou doações junto às empresas
locais.
Reuniões mensais são feitas com o objetivo
de congregar sócios e interessados para debater assuntos
de interesse mútuo; a troca de experiências
também é um ponto importante na busca de soluções
para problemas enfrentados pelas empresas da região.
20 DE SETEMBRO
Família Ortaça abrirá a Semana Farroupilha
Começa na próxima terça-feira (13/09)
a Semana Farroupilha em todo o Rio Grande do Sul. Em São
Borja, a Secretaria de Turismo, Cultura e Eventos já
está com a programação preparada. A
abertura será na Praça xv de Novembro a partir
das 15h com show gratuito da família Ortaça.
Logo após será realizada a distribuição
da centelha da chama crioula para os piquetes e entidades
tracionalistas.
A secretária Carmem Iara Corin destaca que o Galpão
Recanto Gaúcho na praça XV contará
com apresentações durante toda a semana. “A
Semana Farroupilha é um dos grandes eventos de São
Borja. Passam pela cidade os melhores conjuntos do Estado
e milhares de pessoas se programam para passar a Semana
no nosso munícipio”, enfatiza Carmem.
Além da programação preparada pela
Prefeitura, as entidades tradicionalistas do município
realizarão todas as noites jantares com a culinária
gaúcha e bailes com animação de renomados
conjuntos.
Vitrine Mais Bonita
Diversos estabelecimentos comerciais estão participando
do concurso Vitrine Mais Bonita. As lojas organizaram as
vitrines tendo como tema a Semana Farroupilha. Um adesivo,
confeccionado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico
e Relações Internacionais, identifica as participantes
do concurso. A população poderá votar
nas urnas colocadas na Prefeitura, Acisb e Sindilojas até
o próximo dia 15 e escolher as vencedoras. Haverá
premiação para 1°, 2° e 3° lugares.
Chico Daniel faleceu no sábado, em Brasília
A AGENCIA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PRODUZIU ESTA
MATÉRIA SOBRE A MORTE DO CHICO DANIEL, OU O CHICÃO,
COMO O VELHO AVELINE A ELE SE REFERIA.
tIVE POUCA CONVIVÊNCIA COM O CHICO PORQUE ANDÁVAMOS
EM PRAIAS DIFERENTES, MAS SEMPRE RESPEITEI E ADMIREI SUA
FORMA VEEMENTE E APAIXONADA COM QUE DEFENDIA SUAS IDÉIAS...
SEGUNDO VICENTE ROMANO, COLEGUINHA DA IMPRENSA DO PP, CHICÃO
TINHA UMA GRANDE VIRTUDE: " SABIA RIR DE SI MESMO"
DISSE ROMANO, O QUE NA ESQUERDA É RARO....
FALOU E DISSE, COMO É O MANTRA DOS NOSSOS ANOS DE
JUVENTUDE.
Chico Daniel faleceu no sábado, em Brasília

O presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde,
lamentou profundamente o falecimento do jornalista gaúcho
Chico Daniel, 55 anos, vitima de câncer, em Brasília,
no sábado (03). Villaverde lembrou que Chico Daniel
notabilizou-se desde cedo no movimento estudantil e foi
um dos fundadores do PT no Rio Grande do Sul. O jornalista
iniciou a carreira em veículos de Porto Alegre e
passou por redações dos principais diários
de São Paulo e Brasília, onde residia atualmente.
Era pai de três filhos: Daniel (28), Nina Rosa (16)
e Clarinha (8) . "O Chico era companheiro leal, sempre
transbordou inconformidade e destemor diante do desconhecido.
Por isso foi vanguardeiro e pioneiro em muitos enfrentamentos
nos anos de chumbo. E sempre exuberou alegria impregnando
todo o ambiente onde estava, contaminado por aquele riso
interminável de um otimismo que não admitia
lamentos e derrotas definitivas", diz Villaverde.
Conforme matéria postada no site do PT nacional dividindo
a manchete com o 4º Congresso Nacional do partido,
Chico também teve participação fundamental
na construção do Partido dos Trabalhadores
desde a sua fundação. O primeiro núcleo
de moradia do PT em Porto Alegre em 1981, por exemplo, foi
na garagem da sua casa. Ele também participou ativamente
da militância em vilas, levando a idéia do
PT e organizando núcleos do partido na periferia
da capital gaúcha. .
Mais recentemente, em Brasília, Chico participou
dos governos Lula e Dilma na antiga Radiobrás; depois
na EBC, a Empresa Brasil de Comunicação; no
Ministério da Educação; no Instituto
de Colonização Reforma Agrária e por
último de volta ao PT. Foi no final de sua marcante
trajetória, justamente no Partido dos Trabalhadores,
desde 2009, que Chico Daniel teve, talvez, o seu projeto
mais intrépido e prazeroso: ajudar a construir e
a implementar a Rádio e a TV do PT.
No livro ?Abaixo a Repressão!? de Ivanir José
Bortot e Rafael Guimaraens, sobre o movimento estudantil
durante a ditadura militar algumas frases do Chico sobre
protestos na década de 70, em Porto Alegre, resumem
bem aquele momento histórico: ?A polícia de
Choque significava exatamente o que significa: porrada de
verdade (...) O medo não era ser preso. O medo era
apanhar dos brigadianos (PM gaúcha). Quem apanhou
sabe como dói (...) Não tive dúvida:
peguei meu sanduíche de amoníaco, enfiei no
nariz, corri para uma bomba que saía fumaça
e joguei no meio do pelotão da Brigada. Abriu! Foi
a glória outra vez?? O Chico sempre esteve na vanguarda
dos movimentos contra a ditadura e participou ativamente
da construção da democracia e do País
mais igualitário que temos hoje. Ele foi um dos principais
líderes do movimento estudantil no Rio Grande do
Sul - no jornalismo da UFRGS, desde 75, e no DCE, na gestão
conjunta da Libelu com o PC do B. As grandes passeatas ?pelas
liberdades democráticas?... ?a luta pelas Diretas
Já?...
Durante o 3º Encontro Nacional de Estudantes que organizava
a volta da UNE, a União Nacional dos Estudantes,
em 1977, em Belo Horizonte, Chico Daniel liderou estudantes
dos outros Estados na resistência à polícia,
nas ruas, enquanto as principais lideranças do País
estavam cercadas na Universidade. Meses depois, quando o
Encontro foi remarcado para São Paulo, ele foi um
dos dirigentes da delegação gaúcha,
que enfrentou as tropas do coronel Erasmo Dias, na invasão
da PUC.
Chico Daniel também desenvolveu uma militância
na profissão com reportagens para o mensário
?Coojornal?; o semanário ?O Rio Grande? e o alternativo
?Lampião?. Como integrante do Departamento de Organização
Sindical do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul,
Chico Daniel também ampliou a articulação
da categoria no Estado.
Como seu corpo foi cremado em Brasilia, neste domingo (4),
Chico Daniel será homenageado em Porto Alegre por
antigos colegas de profissão e petistas em ato simbólico
nos próximos dias.
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COLEGUINHAS

NO JORNAL DO MERCADO(DISTRIBUIÇÃO GRATUITA)
UM LONGO PAPO - UMA MATÉRIA- COMO SE FAZIA ANTIGAMENTE
- COM A APRESENTADORA DA IPANEMA FM CAROL REQUE, QUE TEM
32 ANOS.
A MOÇA DIZ NA ENTREVISTA QUE ESTÁ MUITO FELIZ
NA IPANEMA FM PORQUE TEM UMA HISTÓRIA DE LIBERDADE...ENTÃO
TÁ....
MAS ELA JÁ SARACOTEOU POR AI....FEZ CURSO DE LOCUTOR
NA FEPLAM E DEPOIS UM ESTÁGIO NA PRÓPRIA RÁDIO
ONDE HOJE APRESENTA OPIANINHO E O PING-PONG.,...JÁ
FOI PRODUTORA DO CAFEZINHO, DA POP ROCK, TRABALHOU EM ASSESSORIA
DE IMPRENSA,. É FORMADO EM JORNALISMO PELA PUC-RS...ENTÃO
É FILHA DA P.....
- EU ESTOU MUITO FELIZ AQUI, DISSE AO JORNAL DO MERCADO...
AQUI TU PODES TOCAR UM PUTA ROCKZÃO E DEPOIS UMA
MUSICA MAIS CALMINHA. ACHEI LEGAL A PROPOSTA DE APRESENTAR
DOIS PROGRAMAS. PRA MIM, DISSE CAROL, É LEGAL FAZER
UMA PROGRAMAÇÃO COM UM MONTE DE MÚSICAS
QUE EU DANÇAVA EM FESTINHA QUANDO ERA PIÁ,
ACHEI OS PROGRAMAIS LEGAIS.
OQUE LI NOS JORNAIS

GILLES SAI
DA SOMBRA
NA ZERO DE SEXTA, DIA 09/09, UMA PEQUENA NOTA NA COLUNA
DA CAROLINA BAHIA,FALA NO GILLES AZEVEDO...
É O SECRETÁRIO PARTICULAR DA PRESIDENTA DILMA
ROUSSEFF...QUE QUANDO SE ELEGEU POUCOS SABIAM QUEM ERA....
SÓ FALAVAM NO GILLES OS " MAIS CHEGADOS"
DA PRESIDENTA, OU SEJA, QUEM CONVIVIA COM DILMA....
O QUE LI NOS JORNAIS

NA FOLHA DE SÃO BORJA UM COMUNICADO, DAQUELES TRADICIONAIS
ANTES DE FERIADO, DIZ QUE O 20 DE SETEMBRO É DIA
DO GAÚCHO. ACHEI QUE FOSSE DIA DA REVÕLUÇÃO
FARROUPILHA!!!
Fórum Legislativo debate Copa do Mundo
Presidente da Comissão Especial de Acompanhamento
dos Investimentos da Copa 2014, o deputado Alexandre Postal
(PMDB) confirmou sua presença no Fórum Legislativo
das Cidades-Sedes da Copa do Mundo de 2014. O evento acontecerá
segunda-feira, dia 12, a partir das 9h, na Assembleia Legislativa.
A promoção e organização são
iniciativa conjunta da Comissão de Turismo e Desporto
da Câmara dos Deputados e Comissão de Desenvolvimento
Regional e Turismo do Senado.
Porto Alegre será a nona cidade-sede a sediar o Fórum,
depois de edições já realizadas em
Fortaleza (18 de abril), Recife (9 de maio), Curitiba (16
de maio), Belo Horizonte (6 de junho), Manaus (13 de junho),
Brasília (5 de julho), Cuiabá (15 de agosto)
e Salvador (29 de agosto).
Conforme Postal, o objetivo é mobilizar o Poder Legislativo,
nos seus três níveis, Federal (Câmara
e Senado), Estadual (Assembleias Legislativas) e Municipal
(Câmaras de Vereadores das Capitais) para uma reflexão
sobre as responsabilidades quanto à participação
na organização do megaevento que é
a Copa.
“A iniciativa é muito bem-vinda, uma vez que
a mobilização na busca do êxito da Copa
deve ser plena e de todos os segmentos. Aqui no Estado,
a Assembleia aprovou por unanimidade a formação
de Comissão Especial para tratar da Copa, exatamente
pelo entendimento que a responsabilidade é da sociedade
como um todo, em especial daquelas que a representam. De
forma prática e objetiva, daremos nossa contribuição”,
enfatizou Postal. O parlamentar confirmou que estará
no almoço oferecido pelo governo do Estado aos participantes
do Fórum Legislativo, às 12h30min, no Galpão
Crioulo do Palácio Piratini.
Celso Luiz Bender
Assessor de Comunicação
Comissão da Copa reúne-se com representação
da Capital
Os deputados integrantes da Comissão Especial de
Acompanhamento aos Investimentos da Copa 2014 realizam visita
técnica ao secretário Extraordinário
para a Copa do Mundo 2014 da prefeitura de Porto Alegre,
João Bosco Vaz. Conforme Alexandre Postal (PMDB),
presidente do grupo de trabalho do Parlamento, “o
objetivo é recolhermos informações
quanto ao andamento das obras preparatórias à
Copa na Capital”. O encontro acontecerá às
14h, na sede do órgão municipal, rua Siqueira
Campos, 1163, 8º andar, nesta segunda-feira, dia 12
de setembro.
Parlamentares componentes da Comissão Especial do
Legislativo reuniram-se no último dia 5 com o secretário
estadual do Esporte e do Lazer e coordenador-geral do Comitê
Gestor da Copa 2014 RS (CGCopa), Kalil Sehbe, e com o coordenador
executivo do CGCopa, ex-árbitro Carlos Eugênio
Simon.
Acompanharam Postal no encontro com Kalil e Carlos Simon,
os deputados integrantes da Comissão Especial, Adolfo
Brito(PP), Alexandre Lindenmeyer(PT), Gilmar Sossella(PDT)
e Cássia Carpes(PTB). Estiveram representados os
deputados Paulo Odone(PPS), relator da Comissão,
e Lucas Redecker(PSDB). Postal entregou ao secretário
Kalil documento com pedido de informações,
onde é solicitada, por exemplo, a relação
das ações em andamento no Rio Grande do Sul
em preparação à Copa e de que forma
o governo do Estado acompanha estas atividades.
Celso Luiz Bender
Assessor de Comunicação
LA NACIÓN: IRRESPONSÁVEL MANIPULAÇÃO
SOBRE O ABORTO
EM tempo: Aqui, 22 graus, mas, agora, 18 horas. Onde moro,
no bairro Rivadavia, esta meio frio quando sai para comprar
pão e frios para o café com leite. O café
é minha janta. Morar sozinho é complicado
ainda mais sem a Enriqueta...
Gelson Farias
A materia afirma que sempre se devem ajudar as mães
argentinas para que "não matem os seus filhos,
mas para que saibam que dar a vida é uma glória,
não importa a forma da gravidez".
De Buenos Aires
Gelson Farias
Olides.
Sei que o tema “ABORTO”, não é
um assunto agradável e sua ação não
entusiasma ninguém. Muito pelo contrário,
a circunstância determina uma decisão difícil
e quase sempre traumatizante às mulheres que se vêem
diante da possibilidade de necessitar do recurso. Não
é absolutamente proveitoso discutir se o embrião
de poucas semanas deve ser considerado um ser humano –
dotado de alma, segundo os que acreditam – ou um inchaço
abdominal que sugere um projeto de vida. Esse debate não
encontra respaldo científico definitivo e as crenças
religiosas atuam exclusivamente no campo da mitologia. O
que realmente importa é eliminar de antemão
a falácia dos argumentos antiaborto que são
apresentados como se a sua prática não existisse
e só passasse a ocorrer a partir do momento no qual
uma lei o aprovasse. Não se pode confundir sob nenhuma
hipótese a descriminalização do aborto
com o seu estímulo ou a sua promoção.
Por isso, estou mandando o resultado que achei mais eficaz
da matéria do jornal La Nación sobre o aborto
e suas ‘ irresponsabilidades’...
"Aborto: cifras enganosas, enfoques equivocados, resultados
criminosos"

Com este título o jornal La Nación desta quinta-feira,
trás uma matéria, fazendo grave denúncia
sobre a manipulação que alguns meios seculares
fazem ao favorecer o aborto, e os acusa de difundi-las com
total irresponsabilidade jornalística para promover
a despenalização desta prática anti-vida,
em um contexto em que o tema está sendo debatido
no poder legislativo. O periódico questiona projetos
que "pretendem legalizar o aborto em base a estatísticas
falaciosas".
Diz à matéria que chega a 500 mil abortos
clandestinos por ano, quando outros referem 480 mil, e outros
chegam a falar de até um milhão, variabilidade
que torna duvidosa qualquer análise. Outro argumento
utilizado pelos meios que favorecem o aborto, dizem que
somente na Argentina, esta prática provoca a morte
de entre 80 e 100 mulheres por ano. Segundo estas cifras,
dos 500 mil abortos clandestinos, as fatais conseqüências
para as mães só alcançam os 0,02 por
cento, ou seja, ocasionam 100 mortes por ano, obtendo uma
eficácia altíssima se considerarmos os escassos
meios dos que praticam estas cirurgias ilegais.
O jornalista Pablo Linne, que assina a matéria
diz que: "o que sim procuramos é chamar a atenção
sobre o resultado" já que não é
acreditável que de 500 mil abortos realizados em
condições precárias, "só
resultem fatalmente afetadas 0,02 por cento das mães
que as praticam".
"Fala-se também de um subregistro de mortalidade
e problemas vinculados a práticas abortivas a partir
de que as internações nos plantões
hospitalares costumam dar-se por complicações
posteriores que não dão devida conta da real
origem da doença", sustenta. Além disso,
"nem uma só morte deveria ser produzida se isso
fosse cientificamente evitável, mas duvidamos de
que a aprovação da legislação
por tratar-se a transferência destas cirurgias ao
âmbito dos hospitais públicos produza melhores
resultados".
No ano passado, a presidente Cristina Fernández proclamou
sua defesa à vida, e o fez no marco de outorgar amparo
à mulher grávida mediante apoio econômico
a esta a partir dos três meses de gestação
com a atribuição universal por filho. Depois
de afirmar que a vida humana existe a partir da união
do óvulo com o espermatozóide, Cristina Kirchner
disse em seu pronunciamento que toda mãe "tem
direito à sua maternidade, direito a que lhe seja
facilitada a possibilidade de ser mãe e de não
ver-se empurrada por razões sociais, psicológicas
ou econômicas a procurar um aborto que terminará
por fazer- lhe mais mal que bem".
Segundo a matéria do La Nación, o papel do
Estado neste tema "deveria ser o de proteger em todo
sentido o direito à vida da criança, logicamente
apoiando a mãe grávida, mas não a partir
dos três meses de gravidez, mas precisamente a partir
do momento em que ela tenha consciência deste, que
é quando ela mais necessita o apoio para não
se desprender da criança". No caso da gravidez
não desejada, prossegue, o Estado deve ajudar as
mães a continuar com a gestação, brindando-lhes
ajuda psicológica e material, e ajudando- as a abrir
o "caminho da adoção com todas as garantias
possíveis".
"Tão grave como esta suspeita –acrescenta
– é o silêncio estremecedor sobre as
cifras das crianças mortas. Se fossem praticados
500 mil abortos por ano, 500 mil são os bebês
que vêem truncado seu direito à vida constatável
a partir de dados científicos como o ADN comum a
pais da concepção".
Ao finalizar a matéria, diz o jornalista que; seria
conveniente por justiça e humanidade que as cifras
fossem verificadas e publicadas de maneira integral e que
se terminasse com a falsidade de que o bebê que morre
em um aborto é uma parte do tecido da mulher sobre
o qual esta teria direito a decidir.
"Não é possível entender que,
em base a estatísticas falaciosas, a mesma lei que
outorga à criança por nascer o direito à
herança venha a negar-lhe o indisputável direito
a viver", conclui a matéria.
50 ANOS DA LEGALIDADE
No prosseguimento de seminário sobre os 50 anos da
Legalidade no sábado, dia 10.09 a professora Ananda
Simões - cuja tese de mestrada de História
na UFRGS abordou a relação entre ditaduras
militar brasileria e uruguaia - afirmou que de certo modo
o golpe de 1964 foi um prosseguimento do que aconteceu em
1961,quando as forças populares impediram de certo
modo um golpe dos militares . Ela afirmou que em 64 existia
organizada pelo então governador Ildo Menheghetti,
contrário ao presidente Jango, uma conspiração
denominada de REVOLUÇÃO FARROUPILHA, com a
adesão de setores da Igreja Católica,( não
citou quais) a causa de Meneghetti e de fazendeiros, liderados
pela entidade maior deles, a Federação da
Agricultura do Rio Grande do Sul( Farsul) .
Um aspecto interessante lembrado por Ananda foi o fato
de um agente da Cia, ( a agência de espionagem dos
USA) no Brasil, Lindon Gordon, que em telegrama ao presidente
norte-americanoLindon Jhonson, após o 31 de março
de 1964, lamentou que na virada do regime não ter
havido a participação popular.
Outro dos painelistas do sábada de tarde - do seminário
realizado na Casa de Cultura Mário Quintana - foi
o Cesar Rolim, que apresentou basicamente a situção
brasileira entre 61 e 64.
Enfatizou a grande inserção de Brizola no
meio das Forças Armadas, principalmente as classes
subaltgernas, como os sargentos.
Por isto,segundo Rolim, muitos foram em 1964 expurgados
do Exército e cassados.
Rolim disse que Brizola mandou construir casas populares
para os militares mais inferiorizados na hierarquia militar
e apontou a grande influência do governador gaúcho
da época dentro do 18 RI,segundo seu trabalho de
pesquisa.
GRUPO DOS ONZE
DEMONSTRANdo ser a mais preparada do grupo que falou ,
a professora Anada abordou um assunto muito tabu, tanto
na esquerda, como na direita: O GRUPO DOS ONZE, montado
por Leonel Brizola, em 1963, que já de certo modo
antevia que haveira um golpe contra o governo de Jango Goulart.
mas Brizola também pensava, segundo Anan da, em usar
esta organização miltiar em caso do Governo
mandar fechar o Congresso e endurecer o regime. Este grupo
dos Onze, que a princípio tem este número
porque ter o mesmo número de um time de futebol -
um apelo popular - chegou a ter 20 mil no país todo.
- Nunca foram armados, disse a professoara Ananda.
Ela também discorreu sobre Jango e Brizola no exílio,
dizendo que o primeiro no começo ficou mais financiando
os exilados - que praticamente se localizaram todos em Montevideu
- e que Brizola tratava de organizar uma possível
resistência militar vinda de fora.
- Havia os pombo-correio, que iam lá falar com Brizola
e traziam pra cá suas instruções. Dois
deles foram Indio Vargas e Flávio Tavares informou
a professora.
O jornalista João Batista Marçal fez seu clássico
proselitismo, mas não deixou de dar uma boa aulinha
sobre a presença dos gaúchos no cenário
da política brasileira.
Roteiro do findi
No domingo, pra quem gosta de futebol, aqui tem Grêmio
e São Paulo, que lidera o campeonato brasileiro.
Roteiro para o findi:
LEGALIDADE EM DEBATE: 50 ANOS - EVENTO IMPERDÍVEL!
- 2º encontro, dia 10/09

Prezados amigos:
O Museu de Comunicação está realizando
um evento imperdível, reunindo pessoas que participaram
ativamente desse momento histórico. Eles estarão
em 3 meses redondas, dando seu depoimento, comparando lembranças,
impressões que, na distãncia que o tempo impõem,
acabaram ganhando diferentes formulações.
Temos a certeza de que fatos novos, desconhecidos, ainda
não publicados venham a protagonizar esses encontros.
Neste caso, nós seremos a testemunha ocular e auricular
dessas revelações!
Não percamos esse momento singular!
Abraço a todos,
Carlinda
Legalidade em debate: 50 anos
DIAS: 03, 10 E 17 DE SETEMBRO DE 2011
HORÁRIO: 14h30min
LOCAL: CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA - 2º ANDAR
– SALA A2B2
ENTRADA FRANCA.
INSCRIÇÕES: MUSEU DE COMUNICAÇÃO
HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA – 3224 4252/
32115376 (10h às 12h)/ 3227 8630 (14h às 17h)
– de segundas a sextas.
Serão concedidos certificados
Libretos lança '360 Graus - Inventário
astrológico de Caio Fernando Abreu', no Dia Caio
F. (programação do 18º Porto Alegre Em
Cena)

A astróloga, escritora e professora de literatura
AMANDA COSTA lança 360 Graus – Inventário
Astrológico de Caio Fernando Abreu, em que faz uma
análise da obra do autor sob o ponto de vista da
Astrologia. O livro é o fruto de sua dissertação
de Mestrado em Literatura Brasileira (UFRGS) com tratamento
editorial, de forma a tornar este estudo acessível
para segmentos fora da esfera acadêmica.
360 Graus traz cartas inéditas de Caio, mapa astrológico
e aborda novos aspectos da produção literária
do escritor nascido em Santiago do Boqueirão. Amanda
analisa e interpreta a hermenêutica simbólica
em Triângulo das águas (1983) – sexto
livro de Caio -, buscando elucidar os sentidos evocados
pelas imagens arquetípicas ligadas à tradição
da Astrologia presentes nos textos, com o objetivo de ampliar
a sua compreensão. Ainda, a partir da revisão
da obra completa de Caio – romances, contos, crônicas,
peças teatrais –, a autora identifica os traços
do simbolismo astrológico, sua vinculação
com a mitologia e as conotações psicológicas
e existenciais.
Com design de Clô Barcellos e edição
da Libretos, a publicação tem financiamento
do Fumproarte e é também resultado de uma
união afetiva de amigos que conheceram o escritor
de perto: além de Amanda, Sandra La Porta (que fez
as fotos de capa), Dulce Helfer (as fotos internas) e Luís
Augusto Fischer (autor da orelha).
O título 360 Graus é uma referência
ao nome que Caio daria a um projeto que estava desenvolvendo,
mas não teve tempo de vida para concluir. O autor
trataria a temática de todos os signos zodiacais,
organizados pela trilogia dos quatro elementos, em quatro
volumes.
O lançamento, que integra a programação
do 18º Porto Alegre Em Cena, está marcado para
o dia do aniversário de Caio F., 12 de setembro,
às 18h30, no espaço Lugar Maior (Rua Felipe
Camarão, 224). A ocasião terá uma atmosfera
especial: haverá leituras de textos de Caio F. pelos
atores Deborah Finocchiaro e Marcos Breda e, ainda, vídeos
e fotos do escritor e suas trilhas sonoras preferidas. O
evento tem apoio do Lugar Maior, Joner Produções
e Porto Alegre Em Cena.
A AUTORA
Amanda Costa é astróloga, terapeuta floral,
escritora e professora de Literatura. Começou seus
estudos de Astrologia de forma autodidata em meados dos
anos 1970 e entre 1979 e 1981 foi aluna da astróloga
Emma de Mascheville. Como formação acadêmica,
tem Graduação em Letras, Especialização
em Teoria Literária, Mestrado em Literatura Brasileira
e atualmente cursa o Doutorado em Literatura Brasileira
na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.
É autora do livro Astrologia: o cosmos e você,
obra que recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura
de 2004. Publicou também a tradução
para o português do original em inglês de Astrologia
Chinesa e os cinco elementos (autores: Crawford e Kennedy),
várias edições da Agenda Aquarius de
Astrologia e inúmeros poemas em edições
independentes estilo “geração mimeógrafo”.
Segue escrevendo poesia e está preparando os originais
para publicação em livro.
360 Graus – Inventário Astrológico
de Caio Fernando Abreu
Amanda Costa
Design gráfico de Clô Barcellos
Formato 16 cm x 22 cm | 308 páginas
Libretos | 2011
Financiamento: Fumproarte
Preço – R$ 41,00
Lançamento e sessão de autógrafos
Leituras de textos de Caio F. pelos atores Deborah Finocchiaro
e Marcos Breda e, ainda, vídeos e fotos do escritor
e suas trilhas sonoras preferidas.
Dia 12 de setembro (segunda), às 18h30
Lugar Maior - Rua Felipe Camarão, 224 – Bom
Fim
Assessora de Imprensa: Simone Lersch (51) 3029.6390 / 9803.4420
Teatro de bonecos O que tem na barriga da formiga?
na Fnac neste sábado

Devido ao sucesso do recente lançamento, a Trupi
di Trapu apresenta neste sábado (dia 10 de setembro),
às 17h, na Fnac do Barra Shopping Sul, o teatro de
bonecos baseado no livro infantil O que tem na barriga da
formiga?, do escritor e professor Marion Cruz. Logo após,
haverá sessão de autógrafos. Vale também
visitar a exposição das ilustrações
originais da artista Monika Papescu, feitas especialmente
para o livro.
O que tem na barriga da formiga? conta a história
de Leco, um menino que fica intrigado sobre o que comem
as formiguinhas. Ele decide investigar e faz descobertas
curiosas. A obra, toda ilustrada, traz a aplicação
de verniz texturizado. A edição é da
Libretos e o design gráfico é de Clô
Barcellos.
O que tem na barriga da formiga?
Marion Cruz
Ilustrações: Monika Papescu
Formato 21 cm x 28 cm | 16 páginas
Design Gráfico: Clô Barcellos
LANÇAMENTO
Dia 10 de setembro, sábado, às 17h
FNAC, no Barra Shopping Sul - Av Diário de Notícias,
300 lj 1121
Espetáculo de teatro de bonecos da Trupi di Trapu
inspirado no livro. Ao final da atividade, o escritor e
a ilustradora autografam a obra.
Assessoria de Imprensa: Simone Lersch
(51) 3029.6390 / 9803.4420
CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA


"Poesia nos textos simples", um artigo de Affonso
Romano de Sant"Anna no
meu
blog:
http://ademirbacca.blogspot.com
Affonso Romano de Sant'Anna é o homenageado do XIX
Congresso Brasileiro
de
Poesia
Ademir Antonio Bacca
Embaixador Universal da Paz
Genebra - Suiça - Cercle Universel des Ambassadeurs
de la Paix
Presidente Proyecto Cultural Sur/Brasil
Coordenador Congresso Brasileiro de Poesia
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:
Golbery: benfeitor em Rio Grande, malfeitor no
Brasil
Luiz Cláudio Cunha
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
O aziago mês de agosto do ano da graça de 2011
marcou a confluência de duas comemorações
contraditórias: os 45 anos do afogamento sob torturas
do ex-sargento do Exército Manoel Raimundo Soares
e os 100 anos de nascimento do general Golbery do Couto
e Silva.
Uma exalta a memória, outra ofende a história
– uma ofensa com o beneplácito do silêncio
cúmplice da imprensa.
Em 1966, ainda agosto, o cadáver putrefato do sargento
veio à tona num dos afluentes do lago Guaíba
que banha Porto Alegre, após 152 dias de tortura
num quartel do Exército e nas celas do DOPS. Aflorou
nas águas barrentas do rio Jacuí com os pés
e as mãos amarradas às costas, marca brutal
da tortura que estarreceu até o homem que, dois anos
antes, iniciara o golpe que impôs a ditadura: “Trata-se
de um crime terrível e de aspecto medieval, para
cujos autores o Código Penal exige rigorosa punição”,
indignou-se o general Olympio Mourão Filho, então
ministro do Superior Tribunal Militar (STM).
O “Caso das Mãos Amarradas” ficou ali,
boiando no medo viscoso de alguns, constrangendo a inércia
de muitos, incomodando a consciência de todos. Apesar
dos 20 nomes envolvidos na prisão, tortura e morte
de Soares – dez sargentos, três delegados, dois
comissários, dois tenentes, um guarda-civil, um major
e um tenente-coronel do Exército –, o IPM foi
arquivado sem que ninguém fosse denunciado. No último
dia 26 de agosto, aniversário de sua morte, o sargento
Soares foi lembrado em Porto Alegre com a inauguração
de um monumento em um parque às margens do Guaíba
de onde seu cadáver emergiu para a história.
A viúva, dona Elizabeth, abriu um processo em 1973
contra a União pedindo indenização
por danos morais. Sucessivamente, nos últimos 16
anos de presidência dos democratas Fernando Henrique
Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a União
recorria teimosamente da sentença para defender os
assassinos da ditadura. Dona Elizabeth morreu no Rio de
Janeiro em 2009, aos 72 anos, com as mãos amarradas
pela impunidade e o coração sangrado pela
amargura – ainda sem saber o nome dos assassinos do
marido, sem ser indenizada pelo Estado que o matou, sem
ver a homenagem tardia ao sargento, trucidado aos 30 anos
de idade.
O repúdio da terra
No domingo anterior, 21 de agosto, uma cerimônia parecida
resgatou a lembrança de outra ilustre figura, morta
em 1987: o mentor da ditadura que supliciou e assassinou
o sargento, o general Golbery do Couto e Silva, nascido
exatamente um século antes em Rio Grande, o porto
mais importante do extremo sul do país. O prefeito
da cidade, filiado ao PMDB bastardo que nada lembra o MDB
velho de guerra que combateu o regime militar, plantou na
praça Tamandaré a pedra fundamental de um
busto em honra ao filho ilustre, conterrâneo do almirante
e patrono da Marinha.
A mais alta autoridade militar no ato da praça era
um major da guarnição local, o 6º GAC
(Grupo de Artilharia de Campanha). Nem o comandante, um
tenente-coronel, apareceu por lá. Era a terceira
tentativa de homenagear Golbery na sua terra natal: as duas
anteriores, para dar seu nome a uma rua, foram negadas pelos
vereadores. Até que, no Natal de 2009, o projeto
do busto foi aprovado na Câmara local com um único
voto contrário.
O pequeno diário de 16 páginas da cidade,
Agora, nasceu em setembro de 1975, quando Golbery estava
no auge de seu poder como chefe do Gabinete Civil do general
Ernesto Geisel. O editorial do Agora que defendia a homenagem,
sob o título “Dívida de gratidão”,
relacionava alguns benefícios que o general trouxe
para sua terra: mudou para lá a sede do 5º Distrito
Naval, antes baseado em Florianópolis, defendeu a
construção do sistema que capta água
do canal de São Gonçalo, facilitou a pavimentação
de uma avenida e ruas do bairro Cidade Nova. Apesar disso,
dois de cada três habitantes da cidade não
são nada gratos a Golbery.
Uma pesquisa onlineno site do jornal, perguntando aos leitores
se concordavam ou não com a homenagem, mostrava no
domingo (4/9) que Golbery é mais detestado (67,55%)
pelo envolvimento com a ditadura do que louvado (32,45%)
pela mera condição de riograndino. No fim
de semana, mais de 900 pessoas já haviam firmado
um abaixo-assinado virtual contra o general, a ser entregue
ao prefeito de Rio Grande (ver aqui).
Estrutura gongórica
O busto de Golbery na maior praça do interior gaúcho,
com 44 mil m², um terminal rodoviário, uma pracinha
infantil e um minizoo, vai dividir espaço com figuras
ainda mais famosas: as hermas de Napoleão Bonaparte,
Guglielmo Marconi, Marquês de Tamandaré e Jesus
Cristo e os restos mortais do general Bento Gonçalves,
líder da Revolução Farroupilha (1835-1945).
Haverá quem considere justa a homenagem a Golbery
como benfeitor de Rio Grande.
Mas muitos, muitos mais, têm justa razão para
lembrar de Golbery como malfeitor do Brasil.
Basta compulsar sua atribulada ficha militar, com uma sádica
inclinação pelo mal, pelo conluio, pela trama,
pelo ardil, pela conspiração contra a lei,
o direito e a Constituição. Golbery tinha
um especial fascínio pela manipulação
das pessoas certas para fazer as coisas erradas de uma forma
inteligente, um talento na hora certa para fazer a coisa
errada, uma habilidade que induzia o bem para o mal e dava
a uns e outros a errada e útil convicção
de cometer o erro como se acerto fosse.
Um típico circunlóquio, uma perífrase,
que lembra bastante a parábola do poeta grego Arquíloco,
do século 6 a.C., usada pelo pensador inglês
Isaiah Berlin no seu famoso ensaio sobre O porco-espinho
e a raposa. Ensinava: “A raposa sabe muitas coisas,
mas o porco-espinho sabe uma grande coisa”. Golbery
pescou este ensinamento e o cravou na conclusão do
segundo capítulo (“Aspectos Geopolíticos
do Brasil, 1959”)de seu perifrástico Geopolítica
do Brasil, uma seleta de ensaios de sua gongórica
estrutura mental, juncada de mapas, esquemas, hemiciclos,
geistória, ecúmenos e outras esquisitices.
Os verdadeiros inimigos
Contrariando seu próprio mito, Golbery parecia menos
a raposa e mais o porco-espinho. Ele, ao contrário
dela, vê o que é essencial e ignora o resto,
desprezando a complexidade em torno para concentrar a mira
no objetivo central. No mundo bipolar da Guerra Fria do
pós-guerra, Golbery enrolou-se cuidadosamente em
seu anticomunismo, escolheu o lado e apontou todos os espinhos
para a cruzada de salvação que embolou o estamento
militar e a elite empresarial numa esfera redonda, pontiaguda
e ideologicamente coesa na luta contra o inimigo comum.
Como na fábula, e apesar da felpuda astúcia
dos inimigos, o porco-espinho de Golbery sempre vence. Como
venceu, na maioria das vezes, nas duas espinhadas décadas
da ditadura instalada em 1964.
Diferente do tosco sargento afogado no rio Jacuí,
o general que emergia no Rio Grande era, desde criança,
uma cabeça privilegiada, voraz, ardilosa. Golbery
queria saber uma grande coisa, como o sabido porco-espinho,
mas também queria saber muitas coisas mais, como
a raposa astuta. Com 11 anos era o orador da turma da escola
municipal num discurso na capela da igreja da Conceição,
em 1922, pedindo a recuperação de Ruy Barbosa,
adoentado no Rio. Com 14 anos já tinha lido a maioria
dos clássicos da literatura portuguesa. O boletim
na escola brilhava com notas 9 e 10 em matemática,
português, línguas, ciências.
Com 15 anos ele se formou em ciências e letras no
ginásio, exibindo a melhor média da história
do colégio: nota 9,3. Aos 16 ingressou na Escola
Militar do Realengo, no Rio. Aos 18 o cadete Golbery já
era o redator-chefe da Revista da Escola Militar. Em meados
de 1929, o precoce conspirador afiava os espinhos no texto
principal da revista, intitulado “Antimilitarismo”,
avisando:
“Não é caso inédito o fato de
batalhões e regimentos e de guarnições
de navios de guerra empunharem armas contra o Governo e
de mesmo haverem, ao lado dos revolucionários, deposto
um chefe de Estado e eleito outro. Os partidários
políticos da oposição a um governo
não são, propriamente falando, antimilitaristas.
Os verdadeiros inimigos das classes armadas são,
de fato, os anarquistas e a maior parte dos socialistas”.
Do nazismo à ditadura
Com 19 anos chegou a segundo-tenente e deixou Realengo na
crista de sua primeira revolução, a de 1930,
como aspirante da primeira turma da nova ordem. Com 33,
o capitão Golbery ingressou na War School de Fort
Leavenworth, no Kansas, por onde anos antes passaram os
generais Eisenhower e Patton, heróis da Segunda Guerra
Mundial. No final do ano estava no front italiano da guerra,
com a FEB, fazendo o que gosta como oficial de inteligência
e informações. O capitão que lutava
contra o nazismo, em 1944, mudaria de lado duas décadas
depois, como coronel, para implantar a ditadura de 1964.
Os graves desvios de conduta de Golbery, contudo, começaram
dez anos antes. Em 1954 redigiu o manifesto de 82 coronéis
e tenentes-coronéis que protestavam contra o aumento
de 100% do salário mínimo decretado por Getúlio
Vargas. A primeira subversão de Golbery acabou derrubando
João Goulart do Ministério do Trabalho e o
general Ciro do Espírito Santo do então Ministério
da Guerra.
Em 1955, nova insubordinação: Golbery escreve
o discurso que o coronel Jurandyr de Bizarria Mamede lê
no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, líder
da oposição militar a Getúlio. É
a senha para tentar barrar a posse de Juscelino Kubitscheck,
que Golbery espicaça como “indiscutível
mentira democrática”. Ganhou espinhosos oito
dias de cana por conta do marechal Lott, o ministro da Guerra
que abortou o golpe. Em 1961, o teimoso porco-espinho de
Golbery reaparece no texto bicudo em que os três ministros
militares – ébrios pelo bafo inesperado da
renúncia de Jânio Quadros – tentam vetar
a posse de João Goulart, detonando a resistência
popular em torno do governador Leonel Brizola e a vitoriosa
“Campanha da Legalidade”, que festejou meio
século agora em agosto.
O pai do monstro
A raposa de Brizola, daquela vez, venceu o ouriço
de Golbery. O troco viria três anos depois. Em menos
de 90 dias, Golbery já aprontava de novo, assumindo
no final de 1961 a conspiração científica
do golpe em andamento, pilotando o Instituto de Pesquisas
e Estudos Sociais, o notório IPES, que coordenava
empresários, jornalistas, políticos, sindicalistas,
agitadores, marqueteiros e militares a partir de 13 salas
do 27º andar do edifício Avenida Central, no
centro do Rio de Janeiro. No início de 1963, o aparelho
subversivo de Golbery já mobilizava 320 dos maiores
empresários, de famílias tradicionais do país
a poderosas corporações estrangeiras. Era
um cartel golpista das 278 maiores empresas do país,
que cortavam no ato a publicidade de qualquer jornal, revista,
rádio ou TV que desse apoio ao governo Goulart. O
porco-espinho, afinal, sempre vence.
Dali, afundado cada vez mais na senda da ilegalidade, Golbery
operava o grampo de três mil telefones só na
capital fluminense. Com a vitória do golpe, em 1964,
Golbery criou e assumiu o Serviço Nacional de Informações
(SNI), montado a partir da grampolândia inaugurada
por ele no IPES. “O SNI era uma aberração
do Estado”, definiu o jornalista Lucas Figueiredo,
autor de Ministério do Silêncio, um brilhante
histórico do serviço secreto no Brasil, desde
Washington Luís (1927) até Lula (2005). Seis
meses após a posse de Costa e Silva como o segundo
general da ditadura, o diretor do combativo Correio da Manhã,
Edmundo Moniz, profetizava em editorial de fins de 1967:
“O SNI ainda não se transformou numa Gestapo
ou na KGB dos tempos de Hitler e Stálin. Mas começa
a engatinhar e mostrar os dentes. Dentro em breve poderá
firmar-se em suas quatro patas. É um filhote de monstro!”.
O SNI gestado e encorpado por Golbery agia dentro, fora
e acima do governo, imune a controles externos do Judiciário
e do Congresso. Fazia e acontecia, consagrando o Estado
da delação e infiltrando o Big Brother do
regime em todas as instâncias dos governos, das cidades
do interior às capitais, das estatais à Esplanada
dos Ministérios. Dois meses após deixar o
governo do general João Figueiredo, no rastro do
frustrado atentado terrorista do Riocentro, em meados de
1981, Golbery ecoava o que o jornalista prenunciara 14 anos
antes: “Criei um monstro!”. O general, enfim,
já não conseguia controlar os espinhos de
seu porco de estimação.
A ditadura, sempre
O melhor prontuário do general que saiu de Rio Grande
para desestabilizar a democracia brasileira, já em
1954, e arquivá-la por duas décadas, a partir
de 1964, está na magistral tetralogia do jornalista
Elio Gaspari sobre as Ilusões Armadas, publicada
entre 2002 e 2004. Ali, o “feiticeiro” Golbery
divide o palco, a cena, os bastidores, o enredo, a trama,
os aliados, os inimigos e o poder com o “sacerdote”
Ernesto Geisel, seu companheiro de conspiração
e trincheira de luta militar e política, do início
dos anos 1950 ao final da década de 1970. Os quatro
volumes estão ancorados em 25 caixas do arquivo pessoal
de Golbery, com cerca de cinco mil documentos, em 220 horas
de conversas gravadas com Geisel e seu staff e no arquivo
privado e no diário pessoal do capitão Heitor
Ferreira, sucessivamente secretário particular de
Golbery (1964-67) e de Geisel (1971-79).
Com base nesses papéis e depoimentos, é possível
perceber na obra de Gaspari o ecúmeno do pensamento
golberyano, pela via oscilante da “sístole”
e da “diástole” política que,
em rodízio, explicariam os momentos de contração
(centralização autoritária) ou dilatação
(descentralização democrática) de nossa
história, a partir da cardíaca imagem de Golbery.
O comprometimento do general nesse processo espinhoso fica
mais bem definido pelo título comum que atravessa
os quatro volumes da obra – A Ditadura –, redefinida
pelas circunstâncias históricas de cada período,
de Castelo Branco a Geisel: Envergonhada, Escancarada, Derrotada
eEncurralada.
São ditaduras diferentes, mas sempre ditadura. Sem
perífrase.
É disso que se trata: Golbery do Couto e Silva, com
seu engenho e arte voltados para o mal, pensando, agindo,
criando, fazendo e acontecendo para desfazer o Estado democrático
e impor o seu modelo autoritário, afinado com sua
“doutrina de segurança nacional”, imune
à suposta contaminação ideológica
que o regime liberal, mais do que permitia, induziria.
A derradeira afronta
Era o general e seus comparsas agindo com a máquina
do Estado, todo poderoso, contra o cidadão, todo
intimidado. Em alguns momentos, Golbery esteve mais distante
do centro do poder militarizado, não porque divergia
dele, mas por mera medição de força
ou simples cálculo político.
Golbery não afrontava o “Sistema”. Golbery
era o próprio “Sistema”, pensado e criado
para sobreviver às suas peculiares sístoles
e diástoles. Sempre preservando o Estado, mesmo que
à custa do cidadão, do eleitor – do
povo, enfim, de quem toda ditadura prescinde.
Quando Golbery rompeu com Figueiredo e saiu do governo,
em 1981, não era por súbita devoção
democrática. Era por aversão absoluta àquele
que queria ser o sexto general-presidente do regime, Octávio
Medeiros, então chefe do renegado SNI. A alternativa
presidencial de Golbery, como se sabe, define bem o caráter
do general: era Paulo Maluf, o nome civil que a ditadura
embalava para lhe dar uma sobrevida no Colégio Eleitoral.
O sonho de Golbery foi atropelado pela vitória do
adversário Tancredo Neves e virou pesadelo com a
posse inesperada do ex-aliado José Sarney.
A confirmação do busto do general em Rio Grande
não seria só um novo espinho, cutucando a
memória, machucando a consciência.
A intempestiva irrupção de Golbery na praça
do povo poderia ser a última afronta do general contra
a história do povo que ele sempre combateu, tolheu,
bisbilhotou e desrespeitou por atos, fatos e manifestos.
Será que o porco-espinho vai vencer, pela última
vez?
“tive fome e não me destes de comer;
tive sede e não me destes de beber”*
Por Ellen Augusta Valer de Freitas
Esta frase de Jesus é uma das mais fortes de todos
os seus ensinamentos, e das poucas que talvez tenha escapado
dos infinitos erros de tradução e interpretação
conhecidos historicamente.
Sem entrar em detalhes sobre a importância, existência
ou não deste personagem. Ou mesmo sobre os evangelhos
apócrifos e documentos adulterados. O que quero refletir
aqui é sobre o significado destas palavras.

Hoje estamos a cada dia menos preparados para lidar com
o nosso semelhante. E cada vez mais centralizados dentro
de nosso mundo particular. Os questionamentos sobre quem
é o nosso próximo, estão restritos
à Filosofia e a sociedade pouco se questiona ou reflete
sobre isso.
Nosso próximo pode ser um presidiário, pode
ser um deficiente. Pode também ser aqueles animais
confinados para uso, como objetos, do capricho humano. Ou
quem sabe os pequeninos que Jesus citou em suas parábolas.
Há alguns anos havia um curso que ensinava a entender
a linguagem dos animais – uma espécie de ‘telepatia’.
Já de pronto, me questionei que se alguém
realmente entendesse a linguagem dos animais, com toda certeza
ouviria os pedidos de socorro dos bilhões de animais
do mundo inteiro:
Os que sofrem nos porões dos centros de pesquisas
vivisseccionistas (sobre a pseudo-eficácia dessas
pesquisas, muito já foi discutido em outros artigos,
de diversos autores), animais criados para o abate, animais
selvagens que perdem a cada minuto o seu habitat, o seu
alimento, a sua água potável, o cavalo que
carrega peso à luz do sol das cidades ditas civilizadas,
sob o olhar indiferente da população mortificada.

Estes clamam por comida, água, descanso. Mas, estamos
preparados para perceber?
Quem é realmente nosso próximo? Para estes,
presidiários, deficientes, mendigos, temos condições
de perceber suas dificuldades e ajudá-los?
Frequentemente vejo vagas para deficientes ocupadas por
pessoas em perfeito estado de saúde. E com a mesma
freqüência vejo os demagógicos gritando
contra qualquer centavo empregado na melhoria dos presídios
e na melhoria das condições de vida das pessoas
mais pobres. É só ver as críticas em
cima do Bolsa Família. O valor pago pela bolsa, é
o que eu gasto em minutos no supermercado, mas tem hipócrita
que acha muito e não suspeita que a miséria
seja responsabilidade de cada um de nós. E é.
Enquanto não soubermos quem é o nosso próximo
e não refletirmos sobre isso, não estaremos
maduros espiritualmente. E é por isso que abomino
todo blá blá blá religioso que fala
muito, mas na prática condena a todos, até
mesmo aos da própria religião.
Quando penso na frase “tive fome e não me destes
de comer; tive sede e não me destes de beber”*
que no contexto denunciava a hipocrisia de quem queria se
safar (ir para o céu) apenas bajulando uma divindade
qualquer, e ao ouvir tal frase percebeu que o caminho é
um pouco mais radical e não tem nada de ‘meio’,
‘brando’, nem fácil, percebo como ainda,
após milênios, estamos patinando nesta questão.

Biologicamente temos semelhança genética e
parentesco com todas as espécies do planeta. Compartilhamos
genes idênticos com baratas, ratos, mas ainda estamos
mergulhados no egocentrismo que nos caracteriza, assim como
a maldade. Pois uma espécie que tortura outras e
até mesmo os da sua própria, tem sim como
característica principal a maldade, a indiferença
e o orgulho.
Ótimas Sugestões de leitura e bibliografia
consultada:
Ricardo Timm de Souza, Ainda além do medo. Filosofia
e antropologia do preconceito, Porto Alegre, Dacasa, 2002,
75 p.
Ricardo Timm de Souza, Bases filosóficas da bioética
e sua categoria fundamental: visão contemporânea.
Disponível em http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/viewArticle/104
Charles Darwin, A Expressão das Emoções
no Homem e nos Animais, Companhia das Letras 1872, republicado
em 1998.
Carlos Naconecy, Ética & Animais, edipucrs, 2006.
Sônia Teresinha Felipe, Ética e Experimentação
Animal, Fundamentos abolicionistas, Editora da UFSC, 2007.
Ezio Flavio Bazzo, Mendigos: Párias ou Heróis
da Cultura?, LGE, 210 p., 2009. http://eziobazzo.blogspot.com/
“Porque tive fome e não me destes de comer;
tive sede e não me destes de beber” Jesus Cristo
por São Mateus 25,42, versão da Bíblia
Online católica.
http://www.universelles-leben.org/portugues/index.html
Animals Lament – The Prophet Denounces, Universal
Life The Inner Religion, fourth edition, 2006
http://www.chicotenuncamais.org/
Para ler este e mais artigos: http://www.anda.jor.br/category/colunistas/ellen-augusta-valer-de-freitas/
Entrevista do João Goulart no Palácio
Piratini
gravada por Júlio Pacheco
II Parte
Uma voz - Nós queremos que o senhor ouça
principalmente o que se fez e o senhor sabe exatamente a
mobilização que houve no Rio Grande do Sul
e não dê ouvidos a grupos que desde há
muito têm opinião definida sobre o senhor e
sobre a Legalidade...
Jango - Hoje eu ouvi a classe operária , os sindicatos.
Ouvi os estudantes através de seus elementos mais
representantivos, ouvi a Assembléia Legislativa,
toda ela, aqui vieram todos os seus representantes . Eu
estou procurando ouvir e farei com que os outros poderes
responsáveis também ouçam esta voz
do Rio Grande. E o Governador sabe que eu jamais tomaria
qualquer posição à revelia dele que
foi indiscutivelmente o grande comandante civil deste movimento(
aplausos)
Jango - Não tomaria também sem uma palavra
ao comandante militar d4este grande movimento que é
o nosso general com quem já conversei longamente.
Hoje eu conversei...Vocês podem estar certos de que
eu fiz hoje, o fato de que não ter contato com a
imprensa nem ter tempo de fazer declarações
foi porque eu tive contato com todas estas forças.
Quer a cúpula, quer os comandantes, quer a base
também , constituída pelo povo através
de seus representantes procurei escutá-los, procurei
ouvi-los....
Pergunta - Uma palavra de ordem...
Jango - Eu acho que vocês devem continuar mobilizados
sob o comando do grande comandante que vocês tiveram
a felicidade de encontrar.Feliz do povo que num determinado
momento encontra o seu líder. Vocês nesta luta
têm aqui os grandes líderes: líder militar
e líder civil.Portanto, vocês devem conbinar....
Eu só neste instante simbolizo esta bandeira que
vocês desfraldaram...Por isto eu digo: a minha responsabilidade
é muito grande. E muito maior ainda se eu fosse tomar
qualquer decisão a não ser em sintonia com
todos eles.Isto eu nunca faria. Eu seria incapaz de tomar
uma decisão a não ser de comum acordo com
estes homens que nas horas mais difíceis mantiveram
viva esta chama e mantiveram alta esta bandeira. Esta é
a minha posição,agora eu não posso
fazer uma afirmação neste sentido, inclusive
porque eu não sei dos últimos acontecimentos
que estão se processando agora.
( Segue-se uma discussão com os jornalistas sobre
as informações que haviam sido distribuídas
sobre as viagem de Jango a Brasília., tudo em tom
muito enérgico.)
Jango ( irritado) - Mas então vocês não
publique, está resolvido.
( Aumenta a discussão...)
Jango O Contursi me pediu que desse uma nota qualquer porque
todos estavam esperando, mas eu não tenho uma declaração
mais...
( aumenta a confusão)
Um jornalista - Presidente, acabo de ser informado que
o Congresso Nacional vem de aprovar a emenda parlamentarista
.Todos sabem que tem de levar à consideração...Desejo
nesta hora manifestar minha...
Jango - Vocês querem penetrar no meu pensamento,
mas eu tenho impressão que isto é um privilégio
meu, não é verdade?Eu nunca tive medo do julgamento
popular e o fato de eu estar ponderando e me cercando de
tanta segurança para uma decisão é
porque exatamente eu tenho responsabilidade muito grandes
com esta público, com este julgamento.
Jornalista - O senhor deu...
Jango - Como eu já disse para vocês eu jamais
tomaria a decisão sem ser de acordo com os grandes
comandantes que vocês têm aqui, general Machado
e Leonel Brizola.
( Muito bem)
Jango -Evidentemente eu gostaria de ouvir a opinião
de cada um, mas isto é impossível numa hora
destas. É necessário que vocês vajm
nestas pessoas também homens identificados com a
causa e, que, portanto, num
determinado momento como comdandantes poderão chegar.
Eles também terão que ponderar como nós
estamos fazendo. Eles terão que meditar ..Não
quero fazer uma afirmativa..
( Enorme confusão...)
Fim da gravação!
O QUE LI NOS JORNAIS
Vereadores buscando seus direitos junto ao Judiciário..

FURO DA SAÍDA DO RENATO PORTALUPPI DO ATLÉTICO
DO PARANÁ? MAS O QUE INTERESSA ISTO AQUI???
SÓ SE FOR PELO RENATO!
SINDUSCON/RS PROMOVE MOSTRA DE
IMÓVEIS NO LITORAL NORTE
O Sinduscon/RS promoverá de 11 a 15 de novembro
a primeira mostra de imóveis, decoração
e produtos de construção. Trata-se da Construmar
? Litoral Norte, que será realizada em Capão
da Canoa, em parceria com a Prefeitura e a Secretaria de
Turismo do município. A iniciativa tem por objetivo
fomentar o turismo e os negócios na região
e cerca de 60% dos espaços da mostra já foram
comercializados em apenas duas semanas. Mais informações
estão disponíveis no site www.sinduscon-rs.com.brou
pelos telefones (51) 3248.0388/9268.3006.
Todt Comunicação
AMERICA LATINA EM FOCO - XII CORREDOR DAS IDEIAS
O encontro “Corredor das Ideias” realiza sua
décima segunda segunda edição no Rio
Grande do Sul.
Evento que ocorrerá nos dias 12,13 e 14 de Setembro,
na Unisinos, traz como tema as discussões sobre:
“Nosso rosto Latino-americano. As ideias. As experiências.
As culturas.”
A décima terceira edição do movimento
filosófico “Corredor das Ideias” ocorre
a partir da próxima segunda-feira (12) na Unisinos
(Av Unisinos, 950, Bairro Cristo Rei em São Leopoldo).
O Evento está com inscrições abertas
para estudantes e público em geral, e para interessados
em acompanhar as palestras e discussões sobre a integração
dos países da América Latina, como Brasil,
Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. As conferências
do evento, servirão de contribuição
para a construção de um pensamento teórico
e cultural na configuração institucional de
uma rede, que facilite a circulação das ideias
sobre os problemas desses povos.
O evento tem a participação da professora
cubana Maria Luz Mejias Herrera da UCLV de Cuba, no painel
Experiências Culturais na América latina, além
do espanhol José Mara Galiana que falará sobre
a influência da filosofia da libertação
e direitos humanos no pensamento de Ignácio Ellacurría.
A professora brasileira Cecilia Pires, (Unisinos) coordenará
a mesa sobre o conceito de cultura na filosofia intercultural,
que contará com a conferência de Raúl
Fornet Betancourt da Universidade de Bremen na Alemanha.
A conferência de abertura será “Olhares
sobre o Brasil” que terá a coordenação
da professora brasileira Neuza Vaz e Silva (ASAFTI) e terá
a participação do conferencista Antônio
Sidekum (UNOESC).
O credenciamento para o “XII Corredor das Ideias ocorre
no dia 12 de setembro, às 10h30 no Auditório
Central – Humanas na Unisinos. Os interessados em
participar de todo o evento, nos três dias, poderão
se inscrever como ouvintes pelo valor de R$ 15,00 e receberão
certificado ao final do encontro.
Mais informações e a programação
do evento pode ser acessado no site:
www.xiicorredordasideias.hd1.com.br, pelo telefone 513591-1122
ou pelo e-mail corredordasideias@gmail.com.
clique
aqui para ver toda a programação
Assessoria de Imprensa e pedidos de entrevistas:
Vinícius Maestri - 5191370141
COISAS QUE INCOMODAM ou REFLEXÕES PARA O
PRÓXIMO DOMINGO
Por Carlos Chagas
Da novela "Coisas que Incomodam", que apresentaremos
de quando em quando, em capítulos, sobressaem hoje
certas práticas peculiares à mídia
moderna. Práticas execráveis, que além
de incomodar, irritam.
Tome-se as edições de fim de semana de alguns
jornalões. Na manhã de domingo vamos à
banca, pedimos o matutino de nossa preferência e,
chegando em casa, verificamos que a primeira página
é fajuta, no todo ou em parte. Em vez das notícias
e das chamadas, encontramos inteiro ou pela metade um encarte
anunciando sabe-se lá o quê. A reação
da maioria dos leitores é arrancar aquele corpo estranho
de um só golpe, amassá-lo e deitá-lo
no lixo, mas que ele incomoda, não há que
duvidar. Além de contribuir para sujarmos um pouco
mais as mãos, no sentido literal, esse expediente
faz-nos perder tempo e, na maioria dos casos, contribui
para não comprarmos o que vai nele anunciado.
Para ficar na imprensa: aos domingos, compramos também
uma revista semanal. Não se discutem sua linha editorial,
suas idiossincrasias, suas meias verdades e suas agressões.
Nas democracias, liberdade de imprensa significa cada um
poder adquirir o veículo que melhor lhe agrade. O
incômodo não é esse, mas o de verificarmos
que, cada semana mais, some o espaço para material
de redação e entra publicidade. Nada contra
ela, mas se vamos atrás de resenhas, reportagens,
artigos e comentários semanais e encontramos cada
vez mais propaganda, sentimo-nos lesados. Em especial quando
fica evidente que determinado material apresentado como
jornalístico exprime, no fundo, faturamento, ou seja,
parcialidade para agradar o cliente, desprezando ou iludindo
o leitor.
Irritados com os meios de comunicação tradicionais,
vamos para a frente da televisão. Afinal, é
domingo. O volume de publicidade chega a assustar, mas,
como estamos atrás de notícias, entretenimento
e serviços, aguentamos firme. Só que ninguém
suporta, a cada intervalo na programação,
ter de acionar as teclas dos controles remotos para diminuir
o áudio na hora em que entram os anúncios,
e aumentá-lo quando retorna o programa preferido.
Pode tratar-se de uma técnica de marketing, mas marketing
criminoso, o fato de as emissoras subirem o volume da propaganda
cada vez que ela aparece, como se o telespectador fosse
bobo e comprasse mais em razão dos decibéis
estabelecidos em torno dos produtos anunciados. Já
houve uma lei proibindo essa lambança, mas, pelo
jeito,a lei não pegou.
A tarde vem chegando. No almoço com a família
recomendamos à cozinheira para não utilizar
nada do que a televisão anunciou aos berros durante
a semana inteira. Vamos assistir, primeiro, algumas partidas
de futebol transmitidas da Inglaterra, Alemanha, Espanha
ou Itália. É hora de a pressão sanguínea
aumentar por conta de mais uma irritação.
Viagens à Europa custam caro para as empresas, por
isso os locutores transmitem daqui mesmo, olhando como nós
nas telinhas. Como não quiseram ter trabalho de conhecer
os jogadores ou, ao menos, de prestar atenção
nos números colocados nas respectivas camisas, narram
tudo, menos a partida em questão. Receberam dos produtores
mil e uma informações irrelevantes, que apregoam,
como quantas vezes determinado craque trocou de time, em
que cidade nasceu, qual o nome de sua mãezinha, que
campeonatos anteriores conquistou ou se prefere talharim
ou inhoque. Mas nomeá-lo quando pega a bola e chuta,
só de vez em quando, nos momentos em que o câmera,
milhares de quilometros adiante, resolve apresentar um plano
fechado. No mais das vezes, são erros em cima de
erros.
Mas tem pior. Se chove muito, se há tumulto nas
arquibancadas, se as partidas estão atrasadas, deve
o locutor preencher o tempo. Mesmo quando se acha presente
no estádio onde o jogo acontece, é um desastre
que nos incomoda mais do que outros. Determinado astro do
microfone, outro dia, começou a divagar e, olhando
para além dos muros do estádio, vislumbrou
montanhas ao longe. Como estava em Bogotá, na Colômbia,
não teve dúvidas: mostrou a imagem afirmando
tratar-se da Cordilheira dos Andes, centenas de quilômetros
afastada. Teceu uma ode ao que não via e, momentos
depois, quando um produtor lembrou que aquela era a modesta
montanha de Santa Maria, encheu-se da mesma empáfia
de sempre e comentou, mudando a geografia do continente:
"é aqui que a Cordilheira começa..."
Por falar em comentários, trata-se de uma das maiores
lutas de egos de que temos notícia. Porque muitas
vezes as emissoras contratam comentaristas de muita competência,
para analisar os craques e os juízes. Pois o artista
do microfone não deixa que eles opinem. Fala bobagens
antes, durante e depois dos colegas de profissão.
Atropela-os e, não raro, demonstra não estar
entendendo nada da partida. Se o comentarista dos árbitros,
geralmente um antigo juiz, afirma que não foi pênalti,
é logo contraditado. Aguardam a retransmissão
da imagem. Quando ela vem, dando razão ao comentarista,
o astro não dá o braço a torcer: "para
mim foi..."
Permanecendo à noite ainda diante da televisão,
nessa curta relação das coisas que incomodam,
é bom lembrar: quando criados, os canais a cabo anunciavam
a transmissão de filmes sem intervalos, expurgados
de publicidade. Ledo engano. No auge das cenas de suspense,
somos interrompidos pela apresentação de diabólicos
liquidificadores onde se colocam mandiocas imensas e saem,
segundos depois, perfeitos bobós de camarão.
E se, com raiva, mudamos para a chamada TV aberta, o risco
é pior. O filme anunciado, sem qualquer explicação,
transforma-se num debate de luminares que vão discutir
as partidas de futebol realizadas à tarde. A gente
fica pensando se assistiram jogos realizados em Marte, tendo
acabado de desembarcar de um disco voador...
Beto Souza fará relatório sobre Prestações
de Contas

O vereador Beto Souza, como relator da Comissão de
Finanças, Orçamento, Fiscalização,
Planejamento e Controle recebeu nesta quinta feira, 08 de
setembro, a prestação de contas dos Prefeitos
Juca Alvarez (2004) e Mariovane Weis (2005 e 2006) para
a realização de parecer técnico.
O Presidente da Comissão, vereador Roque Feltrin,
entendeu a necessidade de que seja realizado esse parecer
para apresentação em plenário. Também
estava presente o veredor Farelo Almeida no ato do recebimento.
Assessoria de Imprensa Câmara Municipal de Vereadores
de São Borja/RS
Exposição 50 anos da Legalidade estará
em Ijuí
A Exposição Itinerante 50 anos da Legalidade
da Câmara de Vereadores de São Borja continua
visitando outros municípios do Rio Grande do Sul.
Desta vez, a pedido do Poder Legislativo de Ijuí,
a exposição visitará a cidade.
Escolas e entidades que tenham interesse em receber a exposição
podem entrar em contato através do telefone (55)
34314150 e agendar a visita.
Assessoria de Imprensa Câmara Municipal de Vereadores
de São Borja/RS
www.camarasaoborja.com.br
Twitter: camarasaoborja
Telefone: (55)34314150
Rua Olinto Arami Silva, 1043
São Borja/RS
Memória
NO RETORNO DO BRIZOLA, DO EXILIO,
REPORTERES SE PERDEM NA ARGENTINA
NEGOCIO SEGUINTE: o Carlos Kolecza montou um esquemão
pra ir receber Brizola em Assunção em setembro
de 1979 e regressar no voo dele pro Brasil, pra descrever
com o olhar do repórter o sentimento do líder
que voltava depois de 13 anos fora do país.
Tudo pronto, quer dizer, tudo no improviso.
Hotel: Iguaçu, de São Borja
Avião do prefeito Erasmo Chiapetta, de S. Gabriel.
e Lá se via o Kolecza, que adora(va) uma indiada,
daquelas de carteirinha da FUNAI, o Telminho Curcio, outro
que gostava do tipo missão impossível, mais
um convidado um colega que fora cobrir o retorno pela Folha
da Tarde, o Eduardo,que já trabalhara pra Zero.
Eles,lembra o Kolecza, narrando com mínimos detalhes
partiram em direção a Assunção,
só que o piloto do jatinho do Chiapetta nunca imaginou
que teria que pousar em solo argentino...
E quando viram tiveram que descer num local onde o diabo
perdeu as botas, ou melhor, o tão temido Chaco argentino...
Bão, era só que faltava: sem documentos do
avião, os policiais da localidade pensaram que ainda
fossem guerrilheiros perdidos naqueles infernos de mundo...
Kolecza começou a ficar com aquele ar de quando
ele ele viaja pro cosmos, como diz o Nei Lisboa, ou seja,
tu pergunta alguma coisa, e ele te responde:
Ah, como? dando provas de que não tava nem aí
pro mundo daqui., estava longe, pensando em alguma coisa.
O Telminho e o piloto é que ficaram trovando umas
com os policiais argentinos...Kolecza conta que o piloto
não levou nenhuma carta de navegação
do território argentino - foi no olhometro, como
se diz - e perdido consumiu todo o combustível.
Ao invés de esperar o Brizola e voltar no avião
dele, eles quase foram todos presos pra Buenos Aires...
E em Porto Alegre ninguém sabia nada deles...Na
redaçãod a Zero o sigilo sobre o sumiço
do Kolecza e do Telminho era tratado como segredo de Estado,
mas o zum zum já corria solto.
Kolecza contou que quando regressaram,dias depois, sãos
e vivos a S. Borja, ele ficou sabendo que o Folha da Tarde
teria dado uma pequena nota sobre o desaparecimento do avião
dos jornalistas...
O pavor era total, principalmente em comunicar às
famílias....
Entre a vinda de volta do Brizola que ocupava páginas
e páginas da imprensa - sim o homem voltava, podia
acontecer tudo de novo, não se sabia o que o Figueiredo
ia fazer daquela sua anistia, havia agora a preocupação
com o sumiço dos repórteres....
Kolecza conta que no regresso a S. Borja, quando eles que
voltaram depois de todas as negociações e
de terem conseguido gasolina e recomendações
dos militares argentinos, ele ainda encontrava os automóveis
de Uruguaiana e de outras cidades que regressavam para casa
depois de terem estado no comício e na recepção
a Brizola em S. Borja no dia 7 de setembro de 1979.
RABISCO CONTA A AVENTURA.
o jornal interno da Zero, o Rabisco, contou um mês
depois do acontecido como tudo rolou. Eis o que disse o
Rabisco:
- A PROFISSÃO DE JORNALSITA TAMBÉM REPRESENTA
SEUS PERIGOS.... COMO SE COMPROVA PELA RECENTE AVENTURA
VIVIDA( o rabisco é de novembro de 1979 e o Kolecza
é que guardou o exemplar) pelo Telmo, pelo Carlos
A.lberto Kolecza e outro ex-colega, agora da CJCJ, o Eduardo.(
deve ser o Naidich...imagina este redator...)
Em uma avião CHEROKEE,4 LUGARES, ELES sairam numa
quarta-feira, no mês passado, de Uruguaiana em direção
a Assuncion, fazer cobertura da chegada do Brizola ao Brasil.
A previsão de viagem era de 2 horas no tal avião,
de propriedade particular, bem pilotado mas mal navegado
pelo Osório...
Após 4 horas e meia de vôo, com o combustível
já no fim, o piloto admitiu:estavam perdidos ..embaixo
nenhuma casa, nenhuma estrada, muito menos aeroporto.
Preparados para um pouso de emergência um ponto branco
chamou a atenção dos quatro ocupantes do avião.
E para lá se foram. E lá aterissaram.
A região? Chacos argentinos, foi a informação
que receberam de um cidadão bem educado. O lugar?
Comandanzia Frias, composto por uma escolinha rural, duas
casas de saope e só.
Duas e meia da tarde e o Kolecza junto com o piloto foram
convidados a ir até uma outra localidade para reabastecer
o avião. A " terra prometida" se chamava
Fuerte Esperanza", de onde, até nove d anoite,
não retornaram, apesar da expectativa toda do Telmo
e do EDuardo. Nessa hora, quando os dois se preparavam para
dormir, eles também foram convidados a ir se encontrar
com os colegas.
Quando chegaram lá, no entanto, depois de pedirem
para falar com eles, foram informados que os mesmos já
estavam dormindo e não aconselharam que os acordassem.
Telmo " macaco velho" já começou
a desconfiar. Insisitiu e ficou sabendo a verdade: Eles
não só estavam presos mas também "
incomunicáveis", vejam só...
Lugar para ele e o EDuardo dormirem? O ch~´ao já
que os dois únicos " calabouços"
dispon´veis já " estavam ocupados",
desnecessário dizer por quem.
O Eduardo dormiu no chão do corredor e o Telmo
no chão de um escritório. No outro dia pela
manhã, os quatro só podiam olhar um para o
outro, ninguém podia falar que os argentinos não
permitiam.
E foi assim até a uma e meia da tarde da quinta-feira,
quando eles foram convidados a entrar num avião que
os viera buscar.
Destino? Resistência, província de Corrientes,
a 600 quilômetros de onde estavam até então.
Uma espécie de Quartel General da Fuerza Aérea
da Região.
E desde a chegada neste lugar, na mesma quinta, até
as cinco da tarde de sexta-feira, eles falaram. Falaram
para um
capitão, enquanto um escrivão anotava tudo.
Era um interrogatório. O grilo dos argentinos: o
avião brasileiro tinha pousado clandestinamente nas
suas terras, e continha uma porção de "
equipamentos estranhos".
Os equipamentos: máquinas de fotografias( que parece
foi a única que o delator do primeiro posto conseguiu
identificar) e aparelhos de teletipo e de revelação
de filmes, etc.... Menos mal que , depois de todas as coisas,
o tal capitão gostava de fotografia. E conseguiu
distinguir os equipamentos de uma perigosa bomba atõmica,
por exemplo.
A estas alturas, vejam a situação dos quatro
colegas, até então :comida: quase nada.
Cigarros: se me dão... Banho: não mesmo.
Distrações do Kolecza: fumar cachimbo. Do
Eduardo: com certeza assobiar, proque o relator da história
não disse o que ele fazia. Do piloto: ser alvo das
gozações do capitão que deve estar
até hoje se perguntando como é que o cara
conseguiu sari da rota daquele jeito. Do Telmo: fazer uma
" funda" que ele trouxe para o Bolão brincar.
Resumo da história: tudo esclarecido, comprado combustível,
fornecida a rota de volta para Uruguaiana e lá embarcaram
os quatro personagens da aventura.
Avisados pela polícia argentina, naturalmente de
que seriam seguidos pelo rádio, " para evitar
um novo erro de rota".
E quando as coisas pareciam bem encaminhadas, o diabinho
resoltoveu brincar com os nossos amigos mais uma vez: o
rádio melhor, o microfone do avião pifou.
Lá de baixo, a polícia chamava. Lá
nos ares, a pequena tripulação não
tinha condições de responder.
Foi quando o Telmo, numa atitude final, pegou um cortador
de unhas e um rolo de fita durex e partiu pra cima do tal
microfone,cujo fiozinhos ele conseguiu depois de muito suor,colocar
nos seus devidos lugares e dar o aviso-resposnta aos gendarmes
argentinos.
A estas alturas aqui em Porto Alegre e na redação
da Zero Hora metros e metros de telex expedidos e recebidos
pelo Felhberg( Carlos Machado Felbherg) tinham um tom funesto.
Porque, até a chegada dos colegas em Uruguaian, ninguém
tinha notícias nem idéia do que pudesse ter
acontecido com o avião e os tripulantes que haviam
partido de Uruguaiana em direção a Assunção
e três dias depois, não tinham chegado ao destino,
nem retornado a Porto Alegre. Uma história que teve
o Happy end e pode agora ser contada com o tom de aventura.
Mas que mostra bem o que significa a dificil missão
de fazer jornalismo"""( transcrito do Rabisco)
Reunião Estadual da Voluntersul

No dia 03 de Setembro de 2011, o município de Serafina
Corrêa sediou, pela primeira vez na história,
a Reunião Estadual do Voluntersul Bombeiros Voluntários
do Rio Grande do Sul. O encontro aconteceu na ACISCO, Avenida
Miguel Soccol 3130, com a organização do Corpo
de Bombeiros Voluntários de Serafina Corrêa
e a participação de mais de 30 pessoas.
A diretoria da Voluntersul discutiu com os presentes assuntos
de interesse coletivo de acordo com a pauta previamente
divulgada. A citar a implantação de um avançado
sistema de gestão online disponibilizado a todas
as Corporações associadas à Voluntersul.
A adoção de sistemas de rastreamento de veículos
e o planejamento de cursos de capacitação
também foram discutidos pela associação.
O evento foi muito importante para toda a comunidade serafinense,
pois destaca e motiva o Corpo de Bombeiros Voluntários
do município, além de trazer informações
e integração com a Voluntersul. A Prefeitura
Municipal, ACISCO, BRF Brasil Foods, Gráfica Serafinense,
Floricultura Espaço Verde e Studio D apoiaram esse
importante evento.
Por: Adriana Sabadin – Assessora de Imprensa
Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – RS.
MEMÓRIA

DOIS MOMENTOS DA VOLTA DE LEONEL BRIZOLA
AO BRASIL
NO DIA DO REGRESSO AO BRASIL, BRIZOLA DÁ COLETIVA
DA ESQUERDA PARA A DIREITA, GETULIO DIAS, PEDRO SIMON(
DE CACHIMBO) LEONEL BRIZOLA)ERICO VALDUGA( PRESIDENTE DO
CLUBE DOS REPÓRTERES POLÍTICOS)..AOS FUNDOS
FOTOGRAFOS E O REPÓRTER WALMARO PAZ...ENTRE OUTROS.

BRIZOLA FAZ UM PRONUNCIAMENTO, MAIS PENSADO, JUNTO AO TÚMULO
DE GETÚLIO VARGAS....LOGO APÓS SEU REGRESSO
AO BRASIL EM SETEMBRO DE 1979.
COLEGUINHAS CONHECIDOS: aNTÔNIO cARLOS cONTURSI,
O CASCALHO, CARLOS DORNELLES, NEUSA GOULART BRIZOLA, SERENO
CHAISE, CESAR SCHIRMER, CARLOS GIACOMAZZI,..ATRÁS
DE BRIZOLA, O COLEGA INÁCIO(FALECIDO) DO ESTADÃO,
DE OCULOS E GRAVADOR NA MÃO...
MEMÓRIA DE UM REPÓRTER
DUAS LEMBRANÇAS DE 11 DE SETEMBRO
o 11 de setembro de 1973

O GOLPE NO CHILE
" Estava na redação da Zero Hora logo
após o golpe chileno, com o suícidio?! do
presidente Salvador Allende.Nós corríamos
para o telex...este que narra o episódio,o saudoso
João Aveline e uma colega, de nome Marilene....
Esperávamos uma notícia que o Aveline havia
recebido( sempre otimista, esperava que o golpe contra o
presidente eleito não se consumaria...)
de que o Gal . Pratts estaria resistindo ao golpe de Pinochet
e partira com tropas do sul chileno para Santiago do Chile.
Enquanto os teletipos jorravam mensagens vindas das principais
agências internacionais e os editores estavam toda
hora juntando as cópias para redigir, Aveline estava
a cata dos telex que anunciavam a reação do
General Pratts.
Nunca isto veio a acontecer. O Estádio Nacional
de Santiago virou uma grande prisão, com inúmeros
desaparecidos ali dentro.
Pra nós, o tal do telex nunca chegou...
OS AVIÕES DERRUBAM
AS TORRES
VINTE E OITO ANOS depois, já não trabalho
na Zero Hora e muita água rolou na vida. Tinha visto
os exilados chilenos lutando em Lima, no Peru, pra conseguir
renovar seus vistos de estadia, no Ministerio de Relaciones
Exteriores..
Mais velho e mais gordo, costumo caminhar todas as manhãs
e neste dia 11 de setembro de 2001,assim que retorno o zelador
do prédio, o seo Rui - que usava um vasto bigode
e gostava de uma cana - assustando,quando me vê chegando
me avisa:
- Um avião acabou de derrubar aquela torre nos Estados
Unidos!
O que? lhe pergunto
E instintivamente entro na casa do zelador e por "sorte"
vejo o outro avião derrubando a segunda torre. O
zelador está surpreso, mas em pânico está
a repórter Zuleide Silva, da TV Globo, que transmite
ao vive....O que a apavora são as notícias
que um terceiro avião estaria por jogar-se sobre
o Pentágono...( só não aconteceu porque
foi abatido pela força norte-americana...)
A vida como ela é....
NA FESTA DOS 65 ANOS
DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
ORA SÓ, FOI A MATRIZ QUE CHOROU!!!!
Pois nos 65 anos do niver do sindicato dos jornalistas,
em junho de 2007, houve uma mesa em que a saia ficou justa,
justissima....Um dos próceres, jornalista, foi com
a matriz.....
E numa outra mesa, entre os afrodescendentes, estava digamos
em termos antigos seu " cacho"!hoje isto é
mais leve, chamam de " ficante"! dá tudo
no mesmo, apenas muda a nomenclatura....
E as lágrimas, oh, como gostam de uma novela mexicana,
rolaram foi da cara da matriz, não da filial.
- A filial estava muito bem, na dele, no meio dos colegas
afrodescendentes....DIZ QUEM a viu..l...pois nesta inverteram-se
as coisas....
Do CH
Dilma não se opôs a sancionar o projeto que
concedeu ao falecido ex-vice-presidente Pedro Aleixo o status
de presidente da República, que lhe foi surrupiado
pela Junta Militar, em 1969. Impedido de substituir o general
Costa e Silva, foi mantido em prisão domiciliar até
o cargo ser extinto. Dilma se recusou a assinar a lei perante
familiares de Aleixo, em ato solene, alegando ter sido presa
política e revelando ignorância da História:
Aleixo protagonizou rara resistência civil ao autoritarismo.
Mas está em meu site desde a segunda dia 5/09, pro
nosso gaúdio!!!!
PDT pode perder o registro no Tribunal Superior Eleitoral
por causa de confusão judicial no Rio de Janeiro,
e até desaparecer. O partido criado por Leonel Brizola
conta com oito diretórios regionais, muito embora
a lei obrigue um mínimo de nove. Em agosto, a 1ª
Vara Cível do Rio deu ganho de causa a um grupo de
militantes que questiona a eleição da executiva
no estado. Desde então, ficou sub judice.
do C H
VIDA MUNDANA
eSTA FOI O COLEGUINHA VICENTE ROMANO QUE MANDA NO CHAMADO
"COVIL DA ARENA" ISTOÉ NA SALA DE IMPRENSA
DO pARTIDO PROGRESSISTA(pp) NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA.
dIZ O COLEGUINHA - QUE NÃO DECLINOU O NOME DA CASA
- QUE DOMINGO PASSADO FOI NUMA CHURRASCARIA DA ZONA NORTE
DE PORTO QUE FREQUENTA COM ASSIDUIDADE E QUE UM GARÇÃO
TITULAR DA CASA, CHEGOU PRA ELE E COMENTOU:
- FALEI AGORA com um cliente que me disse que foi bem atendido.
Não pode ser...
Garção falando mal da própria casa?
É.
Porque aos domingos três garçãos "
folguistas" f azem bico lá e o funcionário
fixo tem horror dos colegas....
Durma-se com um barulho destes....
feriadão??
Uma sala do andar térreo da Assembléia Legislativa
estava às escuras ontem à tarde. É,
os 50 anos da Legalidade deram muito trabalho. Haja descanso....
O REGRESSO DE BRIZOLA(1)
A AVENTURA DO KOLECZA, DO TELMINHO E DO EDUARDO
NUM AVIÃO....
Eis o texto do Rabisco sobre o incidente e o relato do
Telminho, que já é falecido.
ARGENTINA, UMA AVENTURA PERIGOSA

Mas, a profissão também apresenta seus perigos,
como se comprova pela recente aventura vivida pelo Telmo,
pelo Carlos Alberto Kolecza e outro ex-colega, agora da
CJCJ( Companhia Jornalística Caldas Junior), o Eduardo.
Em um avião CHEROKEE , quatro lugares, eles saíram
numa quarta-feira, no mês passado, de Uruguaiana,
em direção à Assuncion, fazer cobertura
da chegada do Brizola ao Brasil.
A previsão de viagem era de 2 horas , no tal do avião,
de propriedade particular, bem pilotado mas mal navegado
pelo Osório.
Após 4 horas e meia de vôo, com o combustível
já no fim, o piloto admitiu: estavam perdidos.Embaixo,
nenhuma casa,nenhuma estrada,muito menos algum aeroporto.
Preparados para um pouso de emergência, um ponto
branco chamou a atenção dos quatro ocupantes
doavião. E para lá eles foram. E lá
aterrissaram.
A região?
Chacos argentinos, foi a informação que receberam
de um cidadão bem educado. O lugar? Comandanzia FRIAS,composto
de uma escolinha rural, duas casas de sapé e só.
Duas e meia da tarde, e o Kolecza ,junto com o piloto,
foram convidados a ir até uma outra localidade para
reabastecer o avião. A " terra prometida"
se chamava FUERTE ESPERANZA,de onde, até nove da
noite, não retornaramapesar da expectativa toda do
Telmo e do Eduardo.
Nessa hora,quando os doisse preparavam para dormir, eles
também foram informados que os mesmos já estavam
dormindo e não aconselharam que os acordassem.
Telmo, macaco velho, já começava a desconfiar.
Insistiu e ficou sabendo a verdade. Eles não só
estavam presos, mas também " incomunicáveis",vejam
só.
Lugar para ele e o Eduardo dormirem? O chão, já
que os dois únicos " calabouços"
disponíveis já " estavam ocupados",
desnecessário dizer por quem.
O Eduardo dormiu no chão do corredor e o Telmo no
chão de um escritório. No outro dia pela manhã,
os quatro só podiam olhar um para o outro, ninguém
podia falar que os argentinos não permitiam.
E foi assim até a uma e e meia da tarde da quinta-feira,
quando eles foram convidados a entrar num avião que
os viera buscar.
Destino?
Resistência, província de Corrientes, a 600
km de onde estavam até então.
Uma espécie de quartel-general da Força Aérea
da Região.
E desde a chegada neste lugar, na mesma quinta, até
as cinco da tarde de sexta-feira, eles falaram.
Falaram para um capitão, enquanto um escrivão
anotava tudo. Era um interrogatório. O grilo dos
argentinos: o avião brasileiro tinha pousado clandestinadamente
nas suas terras, e continha uma porção de
" equipamentos estranhos".
Os equipamentos: máquinas de fotografias( que parece
que foi a úncia que o " delator" do primeiro
posto conseguiu identificar) e aparelhos de teletipo e de
revelação de filmes,etc...
Menos mal que depois de todas as coisas , o tal capitão
gostava de fotografia.
E conseguiu distinguir os equipamentos de uma perigosa bomba
atômica, por exemplo.
A estas alturas, vejam a situação dos quatro
colegas:até então comida, quase nada!
Cigarros: se - me - dão !
Banho: não mesmo!
Distrações: do Kolecza: fumar cachimbo.
Do Eduardo: com certeza, assobiar, porque o relator da história
não disse o que ele fazia.
Do piloto: ser o alvo das gozações do capitão,
que deve estar até hoje se perguntando como é
que o cara conseguiu sair da rota daquele jeito.
Do Telmo: fazer uma " funda", que ele trouxe para
o Bolão brincar.
Resumo da história: tudo esclarecido, comprado combustível,
fornecida a rota de volta para Uruguaiana e lá embarcaram
os quatro personagens da aventura.
Avisados pela polícia argentina, naturalmente,de
que seriam seguidos pelo rádio , " para evitar
um erro de rota".
E, quando as coisas pareciam bem encaminhadas, o diabinho
resolveu brincar com os nossos amigos mais uma vez. O rádio,
melhor, o microfone do avião pifou. Lá debaixo,
a polícia chamava. Lá nos ares a pequena tripulação
não tinha condições de responder.
Foi quando o Telmo, numa atitude final, pegou um cortador
de unhas e um rolo de fita-durex e partiu pra cima do tal
microfone, cujo fiozinhos ele conseguiu.
Depois de muito suor, colocar nos seus devidos lugares e
dar o aviso-resposta, aos "gendarmes argentinos".
A estas alturas, na redação da Zero Hora,
metros e metros de telx expedidos e recebidos pelo Fehlberg(editor-chefe)
tinham um tom funesto. Porque, até a chegada dos
colegas em Uruguaiana, ninguém tinha notícias
nem idéia do que pudesse ter acontecido com oa vião
e os tripulantes que haviam partido de Uruguaiana em direção
a Assunção e três dias depois, não
tinham chegado ao destino nem retornado a Porto Alegre.
Uma história que teve o " happy end" e
pode agora ser contada com o tom de aventura.
Mas que mostra bem o que significa a dificil missão
de fazer um jornal.
Coleguinhas
Batista Filho será o próximo presidente da
ARI.
Só falta sua homologação....
Já aconteceram eleições para o Conselho.
Coleguinhas II
Há gente que quer trazer de volta pra entidade muitos
dos associados que deram no pé diante do desrespeito
com que foram tratados por funcionários da ARI, dentro
do próprio prédio da entidade. Conheço
vários....
Anistia das mensalidades atrasadas seria uma forma.
Coleguinhas III
Mazzarino manda dizer que não foi a Expointer...
É que em Lajeado ele já vive no meio do bicharedo....acorda
sempre com canto de galo...e outros mugidos
memória
O PEÃO QUE LAÇOU
UM AVIÃO....


A famosa reportagem da revista O CRUZEIRO em que Claudio
Candiota conta como um peão laçou um avião
" paulistinha"...
Colaboração de Vagner Guarezi( de Passo Fundo)
MEMÓRIA
BRIZOLA VOLTA DO EXILIO
DEPOIS DE ' RECICLADO' NA EUROPA!

Depois do processo de anistia política, em 6 de
setembro de 1979, Leonel de Moura Brizola, que saíra
do Brasil em maio de 1964( ninguém nunca deu o dia
certo de sua saída do Brasil rumo ao exílio)
regressou ao país por Foz do Iguaçu(PR). Brizola
pisou navamente em solo brasileiro às 17h30 minutos.
No dia 7 voou para S. Borja . Alguns dias depois foi ao
túmulo da mãe, dona Oniva, em Carazinho.
No dia da chegada em S. Borja começaram a ficar
evidentes suas com o líder da Oposição
no Rio Grande do Sul, o então senador Pedro Simon(PMDB).
Na hora do almoço, foram todos para a casa do amigo
de Brizola, Percy Quartieri Penalvo, que morava então
na av. Presidente Vargas, 2033( onde hoje fica o Museu Jango
Goulart).
Como o almoço ficara a cargo do MDB e ninguém
havia tomado providências, Percy Penalvo, já
na Granja São Vicente, onde o jatinho de Brizola,
vindo de Foz do Iguaçu, aterrisou,pediu a sua esposa
dona Celeste " que preparasse o almoço".
Brizola e os companheiros foram para a casa de Percy, onde
houve o almoço.Enquanto Brizola e seus companheiros
ficavam sentados numa mesa, Pedro Simon, retirado, ficou
no seu canto. Dona Celeste Penalvo ainda lembra que serviu
uma cerveja ao então senador...
CHURRASCADAS
NA GRANJA SÃO VICENTE,ENTÃO pertencente a
João Vicente, filho de Jango e sobrinho de Brizola,
havia dias que o pessoal ia se arranchando, na espera da
volta de Brizola.Lá carneavam vacas,bois para o povo
que estava acampado lá no aguardo do líder.
Brizola viajou no jatinho que era do João Vicente.O
jatinho que fora de Jango, ficara com a filha, Denise Goulart.
Apos o grande comício feito na Praça XV de
Novembro, na noite do dia 7 de setembro, no dia seguinte
Brizola deu uma coletiva a cerca de 100 jornalistas que
estavam acampados em S. Borja.
Brizola " cozinhou" uns 15 dias em S. Borja antes
de chegar a Porto Alegre. Ele viria numa grande carreata,
que se supunha chegaria a cinco mil carros, mas com o tempo
foi desistindo desta estratégia e regressou mesmo
num jatinho , trazido pelo comandante Ercilio Caleffi.
ARGENTINA HISTÓRIA E CURIOSIDADE
De Buenos Aires
Gelson Farias
Um abraço Olides. Gelson
A Argentina é o oitavo maior país do mundo
e o quarto maior da América (depois de Canadá,
Estados Unidos da América e Brasil). Com a sua enorme
superfície de 3.757.407 Km² a Argentina oferece
todas as variedades de paisagens e climas, das chuvas tropicais
quentes sempre coloridas e cheias de vegetação,
até o frio polar branco com um sóbrio olhar
entre a neve e o gelo. Localizada no sul, em relação
ao Equador e oeste ao longo do meridiano de Greenwich, a
Argentina possui seu território dividido com parte
localizada na América (2 780 400 km²) e parte
localizada na Antártida (964 847 km²).c
História
O nome Argentina vem de “argentum”, prata em
latim, visto a grande quantidade do metal encontrada na
região junto aos indígenas durante a colonização
espanhola que se deu ao longo dos séculos XVI e XVII.
Seus primeiros habitantes eram parte do Império Inca
e parte do território dos pampas e da Patagônia
dominados por ameríndios nômades. Em fevereiro
de 1516 o navegante espanhol Juan Díaz de Solís
pilotou sua embarcação ao estuário
do Rio da Prata e reclamou a região em nome da Espanha.
A independência ocorreu em 1816 e deu origem a inúmeras
disputas internas. A proclamação da primeira
Constituição se deu em 1853, ainda hoje vigente,
com as modificações ocorridas em 1994.
Ao longo da metade do século XIX até metade
da década de 40 a história do país
foi marcada por conflitos internos entre conservadores militares
e liberais civis, merecendo destaque o início do
movimento peronista ao final da Segunda Guerra Mundial.
Entre 1955 e 1983 alternaram-se no poder inúmeros
presidentes civis e militares, com golpes freqüentes
e implantação de ditaduras violentas. Desde
então a democracia argentina vem acompanhada de grande
desordem econômica. Os rios principais são
o Paraguai, o Bermejo, o rio Colorado (Argentina) Colorado,
o Uruguai e o maior de todos: o Paraná. Os dois últimos
juntam-se antes de desaguar no oceano Atlântico, formando
o estuário do Rio de la Plata. O clima argentino
é em geral temperado, com os extremos a ir do subtropical
a norte, ao árido/sub-antártico no extremo
sul.
A História do Tango

Ponte da Mulher, ao fundo em Puerto Madero
O Tango é mais do que simplesmente uma postura precisa
e um passo estável. Foi desenvolvido na Argentina
e no Uruguai no século XIX. A dança Tango
resulta da fusão de música européia,
africana e gaucha. Naquele tempo, as pessoas começaram
a sentir o Tango sob a pele. O Tango é uma forma
de estar na vida, uma linguagem da alma. O Tango inicialmente
foi chamado de Tango Criollo ou simplesmente Tango. Existem
numerosos estilos atualmente, como por exemplo, o Tango
Argentino, o Tango de Salão (Estilo americano e internacional),
o Tango Finlandês, o Tango Chinês, entre outros.
O Tango Argentino é considerado como sendo o “autêntico”
tango, já que é o mais parecido com o que
se dançou originalmente em Buenos Aires, Argentina.
Elementos de dança e da música de Tango são
populares em atividades artísticas relacionadas com
a dança ou expressão corporal, tais como:
patinagem artística, natação sincronizada,
etc., isto pelo efeito dramático e pela enorme capacidade
de improvisação no eterno tema do amor.
O Tango é dançado normalmente em linha (ronda),
numa posição cerrada, peito com peito, ou
face encostada (cara a cara). No entanto, o Novo Tango permite
dançar numa postura aberta. Uma coisa é eterna:
o tango é ir repetível e permite uma improvisação
infinita. O Tango consiste numa variedade de estilos como
são os Tangos Canyengue e Tango Orillero. No entanto,
a maioria destes estilos já não se dança.
Fazem simplesmente parte da evolução do Tango
Argentino. Atualmente, o Tango Argentino consiste em: Tango
de Salão, Tango Milonguero, Novo Tango, Show Tango
ou Tango Fantasia. Os dançarinos de Tango Argentino
também praticam duas outras danças relacionadas:
Vals (waltz) e a Milonga. As festas de Tango são
também chamadas de Milonga. Por fim, fecha os olhos,
abre o teu coração, partilha a tua paixão
com o teu par e dança Tango.

Carlos Saavedra Lamas, premio Nobel de la Paz en 1936.
-Bernardo Houssay, Nobel de Fisiología y Medicina
en 1947.
-César Milstein, Nobel de Química en 1970.
-Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz 1980.
-Luis Federico Leloir, Nobel de Fisiología y Medicina
en 1984.
Invenções
O ônibus, a caneta esferográfica, o sistema
de impressão digital e o doce de leite são
inventos argentinos. A técnica de marca-passo (ou
by-pass) foi desenvolvida pelo já falecido cardiologista
argentino René Favaloro.
O automobilista argentino Juan Manuel Fangio foi o primeiro
a ganhar cinco campeonatos mundiais de F1, em 1951, 1953,
1954, 1955 e 1956. Seu récord só foi igualado
em 2002 pelo alemão Michael Schumacher.
A seleção de futebol argentina é bicampeã
do campeonato mundial da FIFA, tendo levantado a copa do
mundo em 1978 e em 1986.
A Argentina tem a melhor equipe de pólo do mundo.
História da vitivinicultura argentina é centenária,
com nomes de grandes destaques.
Mendoza ao fundo as Cordilheira.
Com a forte presença de vinhos argentinos no mercado
brasileiro, nomes como Catena, Pulenta, Trapiche, Norton,
entre outros, são hoje familiares para nós.
Apesar de nossa descoberta muitas dessas vinícolas,
na verdade, são centenárias. Várias
continuam com sua raiz nacional, como a Catena Zapata (de
Nicolas Catena), a Luigi Bosca (da família Arizu),
a Lagarde (grupo Pescarmona), a Nieto Senetiner (grupo Perez
Companc). Outras, porém, passaram às mãos
de transnacionais, como a Trapiche (grupo D. L. Jenrette,
dos EUA), Norton (Swarovsky, da Áustria), Finca Flichman
(Sogrape, portuguesa), Etchart (Pernod Ricard, francesa)
etc.
Algumas tiveram proprietários intermediários
antes de chegar aos atuais. O Trapiche, inicialmente dos
Benegas, passou para os Pulenta e hoje é norte-americana.
O antigo vinhedo do desbravador Flavio Nieto foi adquirido
em meados do século XIX por Arnaldo Etchart e deu
origem às Bodegas Etchart, pertencente à Pernod
Ricard. A Finca Flichman passou dos herdeiros de Samuel
Flichman para o grupo argentino Wertheim antes de ser absorvida
pela Sogrape, de Portugal. Visionários Por trás
desses nomes, no entanto, escondem-se uma história
de ousadia iniciada por empreendedores do século
XIX que se dedicaram à uva e ao vinho nas paragens
desérticas do sopé dos Andes. Entre eles,
podemos citar o argentino Tibúrcio Benegas (Trapiche),
o espanhol Leôncio Arizu (Luigi Bosca), o inglês
Edmund Norton, o basco Miguel Escorihuela, apenas para nos
limitar a uns poucos. Retratamos, contudo, três deles
a seguir.
Oriundo de Rosário, Santa Fé, Tibúrcio
Benegas, aos 20 anos, radicou-se em Mendoza determinado
a se tornar milionário antes dos 30. Adquiriu um
terreno próximo da capital, no local conhecido como
El Trapiche, dando origem à sua vinícola em
1883. Mais tarde, ele se casaria com a filha do governador
da província. Com seu poder de persuasão,
criou o Banco de Mendoza ao mesmo tempo em que expandia
o cultivo de variedades francesas na sua propriedade, deixando
um patrimônio importante para seus sucessores. Em
1920, eles construíram uma nova vinícola em
Maipú, mais ao sul, mantendo o nome Bodegas Trapiche,
dado por Don Tibúrcio. Venderam-na mais tarde para
a família Pulenta. Hoje, ela pertence à norte-americana
Donaldson, Lufkin and Jenrette. O espírito empreendedor
de Tibúrcio Benegas, porém, continua.
Veterano das campanhas contra os índios na região
de Mendoza, o capitão de artilharia, Ángel
Pereyra, era também um aficionado pela vitivinicultura.
Em 1897, desenvolveu uma modesta vinícola na margem
esquerda do rio Mendoza, que denominou Bodega El Artillero.
A localidade havia sido habitada pelos índios Huarpes,
que desenvolveram um sistema de irrigação
no lugar. Os descendentes de Ángel deram continuidade
à sua atividade por 70 anos e mantiveram a empresa
em constante evolução até 1976, quando
ela foi adquirida por Ernesto Pescarmona, potentado da indústria
metal-mecânica na Argentina. A vinícola foi
então rebatizada de Lagarde, homenagem de Ernesto
a um amigo que morreu em acidente de automóvel. A
pujança da Bodega Lagarde atual, do grupo Pescarmona,
tem como pano de fundo o pioneirismo e a c

Ernesto Pescarmona
Podem-se citar outros próceres da vinicultura argentina
do século XIX, como Juan de Dios Correas (da Navarro
Correas), Santiago Graffigna, Arnaldo Etchart, os irmãos
Santiago e Narciso Goyenechea. Fica, porém, a lembrança
de que muito do vigor atual da vitivinicultura argentina
se deve ao esforço desses desbravadores do deserto
andino
Mafalda, linda. San Telmo, Buenos Aires.
El Ateneu Grand Splendid
Buenos Aires, capital das livrarias. Tínhamos como
parada certa a El Ateneu Grand Splendid, que, de fato, é
esplêndida. Ela é incrível porque foi
montada em um antigo teatro, cujo espaço “para
relaxar e ler à vontade”. Um informativo no
interior da loja anuncia que em 2008 o jornal britânico
The Guardian publicou um ranking das 10 melhores livrarias
do mundo, tendo a El Ateneu Grand Splendid ficado com a
segunda posição. Como contraponto, achei que
pelas dimensões do espaço deveria haver mais
atendentes, e os que já estão por lá
poderiam ser um pouco mais atenciosos. Saí de lá
sem comprar nada, mas logo ao lado já tinha outra,
e outra…
Buenos Aires afirma ter a avenida mais larga do mundo
a nove de Julio e também a mais longa Av. Rivadavia
O prédio mais alto de Buenos Aires ( foto) e da
Argentina é atualmente o luxuoso complexo residencial
Torres El Faro, localizado em Puerto Madero, com 170 metros
de altura. O Río de la Plata, que banha Buenos Aires,
é considerado o mais largo do mundo, chegando a medir
90 km entre ambas margens. A cidade de Buenos Aires e seus
arredores concentram mais da metade da população
da Argentina, contrastando com a escassez demográfica
do interior do país, principalmente no sul (Patagônia)
A Universidade mais antiga da América do Sul é
a Universidade Nacional de Córdoba, fundada em 1613.
A cerveja nacional da Argentina recebeu o seu nome de uma
tribo indígena do Nordeste do país. Entre
1995 e 2000 os glaciares da Patagônia derreteram-se
o dobro que nios 20 anos anteriores. Buch Cassidy e Sundance
Kid eram dois rangers que se converteram foras de lei em
1901. Lászlo József Bíró, de
origem húngara, inventou em 1938 o Biro (caneta esferográfica).
No seu aniversário, a 29 de Setembro, é um
feriado e comemora-se o dia das invenções.
Os Argentinos nunca reconheceram Madonna como Evita Perón
no filme de 1996, sendo por isso que fizeram a sua própria
com uma atriz argentina, Nas grandes cidades da Argentina,
os supermercados abrem 7 dias por semana.
O maior dinossauro jamais descoberto é o Argentinosaurus
huinculensis, encontrado em neuquén, com uma comprimento
de 40 metros e uma altura de 18. O maior goleador de todos
os tempos da Argentina foi Gabriel Omar Batistuta, à
frente de nomes tão ilustres distintos e importantes
como o de Kempes, Diego Armando Maradona ou Hernán
Crespo. O Teatro de Colón foi pré-fabricado
em França e foi transportado por partes para Buenos
Aires, de barco. A peças foram depois montadas em
1908.
BASTA ABRIR A CONSTITUIÇÃO
Por Carlos Chagas
Mais ingênuo não poderia ter sido o comentário
de Ideli Salvatti a respeito da proposta de controle dos
meios de comunicação pelo governo, ressuscitada
agora pelo PT. Porque declarou a ministra a importância
de uma lei que imponha limites e direitos à imprensa.
Ora, essa lei já existe. Aliás, chama-se Lei
Maior, no caso, a Constituição.
No artigo 5 e no artigo 220 lê-se mais de uma vez
a reafirmação da liberdade de manifestação
do pensamento, da livre expressão da atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação,
independente de licença e censura. É resguardado
o sigilo da fonte. Nenhuma lei conterá dispositivo
que possa constituir embaraço à plena liberdade
de informação jornalística, sendo vedada
toda e qualquer censura de natureza política, ideológica
e artística. São os direitos.
Mas também se lê a proibição
do anonimato, o direito de resposta proporcional ao agravo,
a garantia da pessoa e da família de se defenderem
de programações de rádio e televisão
que desrespeitem valores éticos e sociais, a proibição
do monopólio e do oligopólio nos meios de
comunicação, restrições à
propaganda comercial, proteção à vida
privada, à intimidade, à honra e à
imagem das pessoas, bem como a indenização
por dano material ou moral. São os limites.
O que mais pretendem os companheiros, estimulados por pronunciamentos
como o de Idelli, sem falar no Lula e em Dilma? Há
alguns anos o Supremo Tribunal Federal revogou a Lei de
Imprensa, quando bastaria ter reconhecido a extinção
dos artigos que atropelavam os dispositivos constitucionais.
Tratava-se de evidência clara do Bom Direto, sobre
a Lei Maior sobrepor-se à lei menor. Mesmo assim,
qualquer juiz de primeira instância é livre
para interpretar e aplicar a Constituição,
ou seja, reconhecer direitos e limites, punindo abusos.
O que o PT parece pretender é interferir no conteúdo
da informação jornalística, ou seja,
impedir que certas matérias sejam divulgadas ou impor
a divulgação daquelas de seu interesse. Bastaria
abrir a Constituição para saber da impossibilidade
dessa pretensão.
Em suma, se a imprensa errou, pau nela. Mas imaginar que
vai errar, e por isso cercear sua liberdade, só com
ditadura.
O SEGUNDO MANDATO
Há outros indicativos além das sucessivas
declarações do Lula sobre Dilma ter direito
e dever disputar o segundo mandato: a presidente parece
estar gostando da idéia. Em suas viagens pelo país
começa a perceber que está emplacando. Confraterniza
com as multidões, dá trabalho aos encarregados
de sua segurança e sente reciprocidade nas reações
populares. A experiência é perigosa, pode conduzir
a falsas impressões, mas costuma ser essencial para
decisões futuras. Melhor aguardar.
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:
Golbery: benfeitor em Rio Grande, malfeitor no Brasil
Luiz Cláudio Cunha
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
O aziago mês de agosto do ano da graça de 2011
marcou a confluência de duas comemorações
contraditórias: os 45 anos do afogamento sob torturas
do ex-sargento do Exército Manoel Raimundo Soares
e os 100 anos de nascimento do general Golbery do Couto
e Silva.
Uma exalta a memória, outra ofende a história
– uma ofensa com o beneplácito do silêncio
cúmplice da imprensa.
Em 1966, ainda agosto, o cadáver putrefato do sargento
veio à tona num dos afluentes do lago Guaíba
que banha Porto Alegre, após 152 dias de tortura
num quartel do Exército e nas celas do DOPS. Aflorou
nas águas barrentas do rio Jacuí com os pés
e as mãos amarradas às costas, marca brutal
da tortura que estarreceu até o homem que, dois anos
antes, iniciara o golpe que impôs a ditadura: “Trata-se
de um crime terrível e de aspecto medieval, para
cujos autores o Código Penal exige rigorosa punição”,
indignou-se o general Olympio Mourão Filho, então
ministro do Superior Tribunal Militar (STM).
O “Caso das Mãos Amarradas” ficou ali,
boiando no medo viscoso de alguns, constrangendo a inércia
de muitos, incomodando a consciência de todos. Apesar
dos 20 nomes envolvidos na prisão, tortura e morte
de Soares – dez sargentos, três delegados, dois
comissários, dois tenentes, um guarda-civil, um major
e um tenente-coronel do Exército –, o IPM foi
arquivado sem que ninguém fosse denunciado. No último
dia 26 de agosto, aniversário de sua morte, o sargento
Soares foi lembrado em Porto Alegre com a inauguração
de um monumento em um parque às margens do Guaíba
de onde seu cadáver emergiu para a história.
A viúva, dona Elizabeth, abriu um processo em 1973
contra a União pedindo indenização
por danos morais. Sucessivamente, nos últimos 16
anos de presidência dos democratas Fernando Henrique
Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a União
recorria teimosamente da sentença para defender os
assassinos da ditadura. Dona Elizabeth morreu no Rio de
Janeiro em 2009, aos 72 anos, com as mãos amarradas
pela impunidade e o coração sangrado pela
amargura – ainda sem saber o nome dos assassinos do
marido, sem ser indenizada pelo Estado que o matou, sem
ver a homenagem tardia ao sargento, trucidado aos 30 anos
de idade.
O repúdio da terra
No domingo anterior, 21 de agosto, uma cerimônia parecida
resgatou a lembrança de outra ilustre figura, morta
em 1987: o mentor da ditadura que supliciou e assassinou
o sargento, o general Golbery do Couto e Silva, nascido
exatamente um século antes em Rio Grande, o porto
mais importante do extremo sul do país. O prefeito
da cidade, filiado ao PMDB bastardo que nada lembra o MDB
velho de guerra que combateu o regime militar, plantou na
praça Tamandaré a pedra fundamental de um
busto em honra ao filho ilustre, conterrâneo do almirante
e patrono da Marinha.
A mais alta autoridade militar no ato da praça era
um major da guarnição local, o 6º GAC
(Grupo de Artilharia de Campanha). Nem o comandante, um
tenente-coronel, apareceu por lá. Era a terceira
tentativa de homenagear Golbery na sua terra natal: as duas
anteriores, para dar seu nome a uma rua, foram negadas pelos
vereadores. Até que, no Natal de 2009, o projeto
do busto foi aprovado na Câmara local com um único
voto contrário.
O pequeno diário de 16 páginas da cidade,
Agora, nasceu em setembro de 1975, quando Golbery estava
no auge de seu poder como chefe do Gabinete Civil do general
Ernesto Geisel. O editorial do Agora que defendia a homenagem,
sob o título “Dívida de gratidão”,
relacionava alguns benefícios que o general trouxe
para sua terra: mudou para lá a sede do 5º Distrito
Naval, antes baseado em Florianópolis, defendeu a
construção do sistema que capta água
do canal de São Gonçalo, facilitou a pavimentação
de uma avenida e ruas do bairro Cidade Nova. Apesar disso,
dois de cada três habitantes da cidade não
são nada gratos a Golbery.
Uma pesquisa onlineno site do jornal, perguntando aos leitores
se concordavam ou não com a homenagem, mostrava no
domingo (4/9) que Golbery é mais detestado (67,55%)
pelo envolvimento com a ditadura do que louvado (32,45%)
pela mera condição de riograndino. No fim
de semana, mais de 900 pessoas já haviam firmado
um abaixo-assinado virtual contra o general, a ser entregue
ao prefeito de Rio Grande (ver aqui).
Estrutura gongórica
O busto de Golbery na maior praça do interior gaúcho,
com 44 mil m², um terminal rodoviário, uma pracinha
infantil e um minizoo, vai dividir espaço com figuras
ainda mais famosas: as hermas de Napoleão Bonaparte,
Guglielmo Marconi, Marquês de Tamandaré e Jesus
Cristo e os restos mortais do general Bento Gonçalves,
líder da Revolução Farroupilha (1835-1945).
Haverá quem considere justa a homenagem a Golbery
como benfeitor de Rio Grande.
Mas muitos, muitos mais, têm justa razão para
lembrar de Golbery como malfeitor do Brasil.
Basta compulsar sua atribulada ficha militar, com uma sádica
inclinação pelo mal, pelo conluio, pela trama,
pelo ardil, pela conspiração contra a lei,
o direito e a Constituição. Golbery tinha
um especial fascínio pela manipulação
das pessoas certas para fazer as coisas erradas de uma forma
inteligente, um talento na hora certa para fazer a coisa
errada, uma habilidade que induzia o bem para o mal e dava
a uns e outros a errada e útil convicção
de cometer o erro como se acerto fosse.
Um típico circunlóquio, uma perífrase,
que lembra bastante a parábola do poeta grego Arquíloco,
do século 6 a.C., usada pelo pensador inglês
Isaiah Berlin no seu famoso ensaio sobre O porco-espinho
e a raposa. Ensinava: “A raposa sabe muitas coisas,
mas o porco-espinho sabe uma grande coisa”. Golbery
pescou este ensinamento e o cravou na conclusão do
segundo capítulo (“Aspectos Geopolíticos
do Brasil, 1959”)de seu perifrástico Geopolítica
do Brasil, uma seleta de ensaios de sua gongórica
estrutura mental, juncada de mapas, esquemas, hemiciclos,
geistória, ecúmenos e outras esquisitices.
Os verdadeiros inimigos
Contrariando seu próprio mito, Golbery parecia menos
a raposa e mais o porco-espinho. Ele, ao contrário
dela, vê o que é essencial e ignora o resto,
desprezando a complexidade em torno para concentrar a mira
no objetivo central. No mundo bipolar da Guerra Fria do
pós-guerra, Golbery enrolou-se cuidadosamente em
seu anticomunismo, escolheu o lado e apontou todos os espinhos
para a cruzada de salvação que embolou o estamento
militar e a elite empresarial numa esfera redonda, pontiaguda
e ideologicamente coesa na luta contra o inimigo comum.
Como na fábula, e apesar da felpuda astúcia
dos inimigos, o porco-espinho de Golbery sempre vence. Como
venceu, na maioria das vezes, nas duas espinhadas décadas
da ditadura instalada em 1964.
Diferente do tosco sargento afogado no rio Jacuí,
o general que emergia no Rio Grande era, desde criança,
uma cabeça privilegiada, voraz, ardilosa. Golbery
queria saber uma grande coisa, como o sabido porco-espinho,
mas também queria saber muitas coisas mais, como
a raposa astuta. Com 11 anos era o orador da turma da escola
municipal num discurso na capela da igreja da Conceição,
em 1922, pedindo a recuperação de Ruy Barbosa,
adoentado no Rio. Com 14 anos já tinha lido a maioria
dos clássicos da literatura portuguesa. O boletim
na escola brilhava com notas 9 e 10 em matemática,
português, línguas, ciências.
Com 15 anos ele se formou em ciências e letras no
ginásio, exibindo a melhor média da história
do colégio: nota 9,3. Aos 16 ingressou na Escola
Militar do Realengo, no Rio. Aos 18 o cadete Golbery já
era o redator-chefe da Revista da Escola Militar. Em meados
de 1929, o precoce conspirador afiava os espinhos no texto
principal da revista, intitulado “Antimilitarismo”,
avisando:
“Não é caso inédito o fato de
batalhões e regimentos e de guarnições
de navios de guerra empunharem armas contra o Governo e
de mesmo haverem, ao lado dos revolucionários, deposto
um chefe de Estado e eleito outro. Os partidários
políticos da oposição a um governo
não são, propriamente falando, antimilitaristas.
Os verdadeiros inimigos das classes armadas são,
de fato, os anarquistas e a maior parte dos socialistas”.
Do nazismo à ditadura
Com 19 anos chegou a segundo-tenente e deixou Realengo na
crista de sua primeira revolução, a de 1930,
como aspirante da primeira turma da nova ordem. Com 33,
o capitão Golbery ingressou na War School de Fort
Leavenworth, no Kansas, por onde anos antes passaram os
generais Eisenhower e Patton, heróis da Segunda Guerra
Mundial. No final do ano estava no front italiano da guerra,
com a FEB, fazendo o que gosta como oficial de inteligência
e informações. O capitão que lutava
contra o nazismo, em 1944, mudaria de lado duas décadas
depois, como coronel, para implantar a ditadura de 1964.
Os graves desvios de conduta de Golbery, contudo, começaram
dez anos antes. Em 1954 redigiu o manifesto de 82 coronéis
e tenentes-coronéis que protestavam contra o aumento
de 100% do salário mínimo decretado por Getúlio
Vargas. A primeira subversão de Golbery acabou derrubando
João Goulart do Ministério do Trabalho e o
general Ciro do Espírito Santo do então Ministério
da Guerra.
Em 1955, nova insubordinação: Golbery escreve
o discurso que o coronel Jurandyr de Bizarria Mamede lê
no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, líder
da oposição militar a Getúlio. É
a senha para tentar barrar a posse de Juscelino Kubitscheck,
que Golbery espicaça como “indiscutível
mentira democrática”. Ganhou espinhosos oito
dias de cana por conta do marechal Lott, o ministro da Guerra
que abortou o golpe. Em 1961, o teimoso porco-espinho de
Golbery reaparece no texto bicudo em que os três ministros
militares – ébrios pelo bafo inesperado da
renúncia de Jânio Quadros – tentam vetar
a posse de João Goulart, detonando a resistência
popular em torno do governador Leonel Brizola e a vitoriosa
“Campanha da Legalidade”, que festejou meio
século agora em agosto.
O pai do monstro
A raposa de Brizola, daquela vez, venceu o ouriço
de Golbery. O troco viria três anos depois. Em menos
de 90 dias, Golbery já aprontava de novo, assumindo
no final de 1961 a conspiração científica
do golpe em andamento, pilotando o Instituto de Pesquisas
e Estudos Sociais, o notório IPES, que coordenava
empresários, jornalistas, políticos, sindicalistas,
agitadores, marqueteiros e militares a partir de 13 salas
do 27º andar do edifício Avenida Central, no
centro do Rio de Janeiro. No início de 1963, o aparelho
subversivo de Golbery já mobilizava 320 dos maiores
empresários, de famílias tradicionais do país
a poderosas corporações estrangeiras. Era
um cartel golpista das 278 maiores empresas do país,
que cortavam no ato a publicidade de qualquer jornal, revista,
rádio ou TV que desse apoio ao governo Goulart. O
porco-espinho, afinal, sempre vence.
Dali, afundado cada vez mais na senda da ilegalidade, Golbery
operava o grampo de três mil telefones só na
capital fluminense. Com a vitória do golpe, em 1964,
Golbery criou e assumiu o Serviço Nacional de Informações
(SNI), montado a partir da grampolândia inaugurada
por ele no IPES. “O SNI era uma aberração
do Estado”, definiu o jornalista Lucas Figueiredo,
autor de Ministério do Silêncio, um brilhante
histórico do serviço secreto no Brasil, desde
Washington Luís (1927) até Lula (2005). Seis
meses após a posse de Costa e Silva como o segundo
general da ditadura, o diretor do combativo Correio da Manhã,
Edmundo Moniz, profetizava em editorial de fins de 1967:
“O SNI ainda não se transformou numa Gestapo
ou na KGB dos tempos de Hitler e Stálin. Mas começa
a engatinhar e mostrar os dentes. Dentro em breve poderá
firmar-se em suas quatro patas. É um filhote de monstro!”.
O SNI gestado e encorpado por Golbery agia dentro, fora
e acima do governo, imune a controles externos do Judiciário
e do Congresso. Fazia e acontecia, consagrando o Estado
da delação e infiltrando o Big Brother do
regime em todas as instâncias dos governos, das cidades
do interior às capitais, das estatais à Esplanada
dos Ministérios. Dois meses após deixar o
governo do general João Figueiredo, no rastro do
frustrado atentado terrorista do Riocentro, em meados de
1981, Golbery ecoava o que o jornalista prenunciara 14 anos
antes: “Criei um monstro!”. O general, enfim,
já não conseguia controlar os espinhos de
seu porco de estimação.
A ditadura, sempre
O melhor prontuário do general que saiu de Rio Grande
para desestabilizar a democracia brasileira, já em
1954, e arquivá-la por duas décadas, a partir
de 1964, está na magistral tetralogia do jornalista
Elio Gaspari sobre as Ilusões Armadas, publicada
entre 2002 e 2004. Ali, o “feiticeiro” Golbery
divide o palco, a cena, os bastidores, o enredo, a trama,
os aliados, os inimigos e o poder com o “sacerdote”
Ernesto Geisel, seu companheiro de conspiração
e trincheira de luta militar e política, do início
dos anos 1950 ao final da década de 1970. Os quatro
volumes estão ancorados em 25 caixas do arquivo pessoal
de Golbery, com cerca de cinco mil documentos, em 220 horas
de conversas gravadas com Geisel e seu staff e no arquivo
privado e no diário pessoal do capitão Heitor
Ferreira, sucessivamente secretário particular de
Golbery (1964-67) e de Geisel (1971-79).
Com base nesses papéis e depoimentos, é possível
perceber na obra de Gaspari o ecúmeno do pensamento
golberyano, pela via oscilante da “sístole”
e da “diástole” política que,
em rodízio, explicariam os momentos de contração
(centralização autoritária) ou dilatação
(descentralização democrática) de nossa
história, a partir da cardíaca imagem de Golbery.
O comprometimento do general nesse processo espinhoso fica
mais bem definido pelo título comum que atravessa
os quatro volumes da obra – A Ditadura –, redefinida
pelas circunstâncias históricas de cada período,
de Castelo Branco a Geisel: Envergonhada, Escancarada, Derrotada
eEncurralada.
São ditaduras diferentes, mas sempre ditadura. Sem
perífrase.
É disso que se trata: Golbery do Couto e Silva, com
seu engenho e arte voltados para o mal, pensando, agindo,
criando, fazendo e acontecendo para desfazer o Estado democrático
e impor o seu modelo autoritário, afinado com sua
“doutrina de segurança nacional”, imune
à suposta contaminação ideológica
que o regime liberal, mais do que permitia, induziria.
A derradeira afronta
Era o general e seus comparsas agindo com a máquina
do Estado, todo poderoso, contra o cidadão, todo
intimidado. Em alguns momentos, Golbery esteve mais distante
do centro do poder militarizado, não porque divergia
dele, mas por mera medição de força
ou simples cálculo político.
Golbery não afrontava o “Sistema”. Golbery
era o próprio “Sistema”, pensado e criado
para sobreviver às suas peculiares sístoles
e diástoles. Sempre preservando o Estado, mesmo que
à custa do cidadão, do eleitor – do
povo, enfim, de quem toda ditadura prescinde.
Quando Golbery rompeu com Figueiredo e saiu do governo,
em 1981, não era por súbita devoção
democrática. Era por aversão absoluta àquele
que queria ser o sexto general-presidente do regime, Octávio
Medeiros, então chefe do renegado SNI. A alternativa
presidencial de Golbery, como se sabe, define bem o caráter
do general: era Paulo Maluf, o nome civil que a ditadura
embalava para lhe dar uma sobrevida no Colégio Eleitoral.
O sonho de Golbery foi atropelado pela vitória do
adversário Tancredo Neves e virou pesadelo com a
posse inesperada do ex-aliado José Sarney.
A confirmação do busto do general em Rio Grande
não seria só um novo espinho, cutucando a
memória, machucando a consciência.
A intempestiva irrupção de Golbery na praça
do povo poderia ser a última afronta do general contra
a história do povo que ele sempre combateu, tolheu,
bisbilhotou e desrespeitou por atos, fatos e manifestos.
Será que o porco-espinho vai vencer, pela última
vez?
cooJOORNAL.Sintoniza na 1080 AM- Rádio da
UFRGS
Sonoridades de quarta (07.09), 20h30min, Rádio da
Universidade 1080 AM recebe o jornalista Rafael Guimaraens,
um dos organizadores do livro cooJORNAL - Um Jornal de jornalistas
sob o regime militar (ed. Libretos),QUE reúne algumas
das mais significativas reportagens veiculadas pela mítica
experiência jornalística em forma de cooperativa,
feita desde o RS nos anos 1970 e 80.
Trilha sonora do programa Do feriado da Independência
será com canções de


Após sua veiculação neste feriado,
o programa sobre o cooJORNAL parte II ficará hospedado
por uma semana NO site da Rádio da Universidade,
vá dentro dA SEção programação
e clique NO link Sonoridades. Hospedagem válida até
a próxima quarta (14.09)
http://www.ufrgs.br/radio/
sobre RAFAEL GUIMARAENS: http://www.libretos.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=105:rafael-guimaraens&catid=i44:autores&Itemid=30
Queria agradecer ao colega jornalista Olides Canton, que
intermediou a entrevista com o Rafael e me ajudou a entrevistá-lo.
O site do Olides é www.deolhoseouvidos.com.br
Coleguinhas
GOULART
SORTEOU
pra QUEM DARIA O FURO....DO KADÃO NO ALMANAQUE!
ANTÔNIO GOULART, ex- almanaque da ZH, ficou sabendo
faz uns 15 dias que o novo titular da coluna de ZH, que
ele ocupou durante anos, teria como titular o fotógrafo
Ricardo Chaves, o Kadão....
- Foi durante um evento que teve na ARI da Associação
dos Brigadianos. O Kadão estava lá e numa
conversa contou que fora convidado pra ser o novo titular,
contou Goulart.
Como Kadão não pediu segredo, Goulart guardou
aquela informação até um dia fez um
sorteio entre o site da Coletiva e o Previdi.com...
O sorteado foi o Previdi,r evelou...
Passou a nota pro coleguinha que deu em primazia.
Goulart, também conhecido no Irpapos como "
LUZ NO FIM DO TUNEL" - APELIDO QUE lhe foi dado pelo
colega Wellington Landerdhal - foi o primeiro a ocupar a
titularidade do Almanaque de ZH.
E a primeira edição saiu em 20 de setembro
de 1999, com uma matéria sobre o CTG 35, de Paixão
Cortes e de Barbosa Lessa.
Depois de um tempo como titular da coluna, Goulart entesou
que queria ganharo mesmo que a Martha Medeiros - que ainda
não tinha esta bola toda - e exigiu do Marcelo Rech,
editor - chefe, equiparação da Martha. Goulart
não comparecia diariamente a ZH, mas fazia sua coluna
e a mandava....
- Sou como um deputado, gabav a-se para os colegas na Rua
da Praia, dizendo que ele não estava mais no patamar
dos operários da comunicação que tem
que ir diariamente às redações.
Mas ocorreu que Marcelo Rech,então diretor-editor
da ZH( de quem Goulart um dia fora chefe e na EBN( Empresa
Brasileira de Noticias)não aumentou o soldo do Goulart
e ele pediu o boné...
Atualmente só faz contribuições de
memória para a Revista PRESS....Nestes últimos
meses fez reportagens sobre a Legalidade para a PRESS....
50 anos DE LEGALIDADE
PARTE UM
EIS A PRIMEIRA PARTE DA UNICA ENTREVISTA QUE JANGO DEU NO
PALÁCIO PIRATINI
ANTES DE TOMAR POSSE COMO PRESIDENTE NO DIA 7.09.1961
jANGO - DIANTE DISTO devo viajar para Brasília nas
próximas horas. Lám diante do Congresso, terei
oportunidade de medir o exato alcanse desta reforma na nossa
Constituição e, então, decidir. Todos
sabem que em nada contribui para esta grave crise. Minha
decisão, portanto, tem de levar em consideração
as novas responsabilidades e funções que são
atribuidas ao Presidente da República. Desejo, nesta
hora, manifestar minha gratidão à desassombrada
atitude de resistência democrática da imprensa
e do povo brasileiro, em particular dos meus conterrâneos
do Rio Grande do Sul que desde o primeiro instante formaram,
resolutos e viris, sob a liderança de seu Governador,
o eminente engenheiro Leonel Brizola, bem como ao ilustre
general José Machado Lopes e seus dignos comandados
do III Exército( palmas)
( Diversas vozes , com indagações inaudíveis
e isnterpelações a Jango).
- Uma voz - Somos ainda pela Legalidade!
( Segue-se um diálogo onde dá para perceber
que Jango,interpelado, consdera que devem ser encerradas
as transmissões da Rádio da Legalidade)
Voz - Eu só peço a vocês que esperam
lá no salão calmamente que eu daqui a pouco
volto aqui.
( Fortes discussões, com os jornalistas expressando
seu desacordo com Jango).
Voz - Eu pediria a vocês que me aguardassem aí
no salão, no meu gabinete, como vocês quiserem.
( expressões de concordância, entre explicações
que isto era necessário para evitar algazarra e chamar
a atenção)
Um jornalista - Eu falo em nome da minha empresa de São
Paulo. Qual é o tempo que nós podemos aguardar...
( EXpressões de concordância de colegas)
Resposta - Eu não posso marcar tempo...
Jornalista - Eu gostaria que o senhor fizesse uma consulta...
Resposta- Eu vou procurar saber. Eu pediria a vocês
que me aguardassem aí na minha sala....
( Mais discussões)
Uma voz - O Presidente está aqui, ó!
( Seguem-se gritos e aplausos)
Voz - Atenção Atenção, colegas!
O presidente sem emenda parlamentarista João Goulart
nos quer dar algumas palavras aqui...
Jango - Não, eu vim dar uma braço em vocês,
apresentar minhas desculpas. Recém eu consegui uma
linha pra Brasilia....Eu quero pedir desculpas que agora
recém consegui uma linha para Brasília que
hoje durante a tarde foi impraticável...
Um jornalista - Eu a que este é o pensamento da
maioria do pessoal aqui, esse mesmo pessoal que esteve aqui
quando nos ameaçavam e tudo isto...O pessoal está
emocioando ainda com todos estes acontecimentos...
Jango - Vocês sempre estiveram na primeira trincheira,
sempre numa demonstração extraordínária
de civismo, defendendo as instituições arriscando
o sacrificio da própria vida e eu compreendo,reconheço
e proclamo esta posição heróica que
o Rio Grande assumiu ( aplausos)
Um jornalista - Este pessoal que está aqui aguarda
desde a sua chegada uma palavra sua, exatamente isto. Agora
nós abrimos um crédito de confiança,
mais uma vez, desde que o senhor nos dê esperanças
que esta luta para nós seja valiosa, tem conteúdo...
Jango - A minha responsabilidade é muito grande
nesta hora, porque o momento é muito difícil.
Eu estaria talvez traindo a grandeza da causa, não
estaria sendo digno no momento histórico que nós
vivemos que eu tomasse uma resolução precipitada.
É que eu tenho que medir , que ponderar, porque hoje
não é o Jango, não é João
Goulart que está em jogo, é o símbolo
da Legalidade esta bandeira que vocês desfraldaram
é uma bandeira que foi desfraldada pelo povo brasileiro
e que se encontra tremulando em todas as praças de
nosso País. Eu tenho que ponderar, tenho que ter
dados , ter elementos, que é o que estou tentando
obeter através de contatos que estou tentando por
todos os meios com Brasília, com o Rio, com São
Paulo. Mas nunca contra a confiança do povo, jamais
seria capaz também de trair uma causa popular...
Agora é necessário que vocês compreendam
a gravaidadd do momento e a responsabilidade tremenda que
pesa sobre meus ombos nesta hora. Eu se estivesse decidindo
ao calor do primeiro impulso talvez amanhã vocês
me acusassem de estar decidindo contra os interesses do
povo brasileiro. Eu para ser digno dessa hora e desta responsabilidade
, é preciso ponderar, meditar, ouvir. É exatamente
o que eu estou fazendo. Se eu tivesse uma palavra para vocês
eu daria....
Agora, ouvir eu ouço vocês com todo o respeito....
( prossegue...)
Julio Pacheco gravou esta entrevista com um gravador portátil
Grundig, que era da rádio Gaúcha.Ele o havia
conseguido com Ary dos Santos, do setor de Esportes.
DEpois que gravou a conversa, saiu do Piratini. Encontrou
Ivan Castro, colega da Gaúcha e travou-se o seguinte
diálogo:
- Tens aí a gravação, quis saber Ivan(
que era funcionário da prefeitura municipal, lotado
no Gabinete de Manoel Braga Gastal,secretário da
fazenda)
- Tenho sim, disse Júlio.
Ivan colocou Julio dentro de um carro e ambos seguiram
para o gabinete do prefeito José Loureiro da Silva.
Lá o prefeito, que era arquiinimigo político
de Jango e Brizola, ouviu duas ou três vezes a entrevista.
Quando saiu de lá, Júlio foi para casa. Morava
então na rua Riachuelo e na frente havia um monte
de colegas esperando pra usar a entrevista. Entre os colegas
que estavam lá, os repórteres da revista CRUZEIRO,
na época a mais importante publicação
brasileira.
A Cruzeiro deu a entrevista de Júlio Pacheco na
integra
De S. Borja
ECOS DA LEGALIDADE DE SÃO BORJA
1) EXposição continua. Foi a Ijui, irá
a Pejuçara...enfim, S. Borja extá exportando
sua comemoração ddos 50 anos da Legalidade.
2) Dizem que alguns dos palestrantes demoraram a receber
o reembolso da passagem....Mas que nada, é pura intriga
da Oposição, no caso não se sabe de
onde vem este dito fogo amigo.
3)Já um dos que deram palestra no fórum da
Legalidade, o Volmer Jardim, acha que diante das perguntas
sábias argutas e algumas até ardilosas do
poeta Clemar Dias, seu cachê deveria ser aumentado
pelos edis são-borjenses...Mas um assessor, que chamam
nas rodas de " capincho" é um baita mão
fechada, seguindo o exemplo do seu presidente, o não
menos econômico Celso Lopes....que manda segurar até
palito de fósforo....
ESTÃO COBRINDO O URUBU COM PENAS DE PATO
Por Carlos Chagas
Uma penosa entra em nosso campo de visão. Tem bico
de pato e penas de pato. Anda feito pato, nada feito pato.
E ainda faz “quem-quem”. O que é? Deve
ser um pato.
Vem o presidente nacional do PT, Rui Falcão, sustentando
que o partido não quer a censura à imprensa,
muito menos diretrizes capazes de cercear a liberdade. Nega
de pés juntos a tentativa de controle do conteúdo
da produção jornalística e afirma apenas
a necessidade de regras capazes de regular os meios de comunicação,
evitando a propriedade cruzada, os monopólios e oligopólios.
Com todo o respeito, o companheiro está cobrindo
um urubu com penas de pato. Só que não adiantará
nada. O PT pretende intimidar a imprensa, criando constrangimentos
e contrariando a Constituição, que prevê
punição para os abusos depois deles praticados
pela mídia. Nunca antes. Não há outra
definição a não ser censura, quando
se tenta essa malandragem.
COMPARAÇÕES
Horores foram praticados durante o regime militar, da tortura
institucionalizada à censura dos meios de comunicação
e à mudança nas regras do jogo político
toda vez que o regime estava prestes a ser derrotado, mesmo
pelas regras impostas por ele mesmo. Claro que no reverso
da medalha foi promovida ampla modernização
de nossas estruturas materiais. Fica para o historiador
do futuro emitir a sentença para aqueles tempos bicudos.
Uma evidência, porém, salta aos olhos. Quando
Castelo Branco morreu num desastre de avião, verificaram
os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento
em Ipanema e umas poucas ações de empresas
públicas e privadas. Costa e Silva, acometido por
um derrame cerebral, recebeu de favor o privilégio
de permanecer até o desenlace no palácio das
Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão
de marechal e um apartamento em construção,
em Copacabana. Garrastazu Médici dispunha, como herança
de família, de uma fazenda de gado em Bagé,
mas quando adoeceu, precisou ser tratado no Hospital da
Aeronáutica, no Galeão. Ernesto Geisel, antes
de assumir a presidência da República, comprou
o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que
a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três
quartos e sala, no Rio. João Figueiredo, depois de
deixar o poder, não aguentou as despesas do Sítio
do Dragão, em Petrópolis,vendendo primeiro
os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente
falecida, deixou um apartamento em São Conrado que
os filhos agora colocaram à venda, ao que parece
em estado lamentável de conservação.
Não é nada, não é nada, mas
os cinco generais-presidentes cometeram erros sem conta,
mas não se meteram em negócios, não
enriqueceram nem receberam benesses de empreiteiras beneficiadas
durante seus governos. Sequer criaram institutos destinados
a preservar seus documentos ou agenciar contratos para consultorias
e palestras regiamente remuneradas. Bem diferente dos tempos
atuais, não é?
JOGO DE MENTIRINHA
Falta menos de um mês para que mudanças nas
regras eleitorais não possam ser aplicadas nas eleições
do próximo ano. Doze meses antes do pronunciamento
popular, mesmo aprovada, qualquer reforma fica suspensa.
Exatamente o que aconteceu com a lei da ficha limpa, inaplicável
nas eleições do ano passado.
Por conta disso, senadores e deputados poderão continuar
examinando as reformas político-eleitorais, mas num
jogo de mentirinha. Para as eleições de 2014
a conjuntura será outra e o trabalho realizado até
agora precisará ser refeito. Antes de outubro de
2013, é claro, senão valerá o mesmo
dispositivo constitucional. Tudo exatamente como deseja
o Congresso: para que tudo continue como se encontra.
NÃO ADIANTA PORQUE NÃO GANHA
Está no ar, não nas pesquisas, o argumento
de quantos petistas se opõem à candidatura
de Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo:
“não adianta porque não ganha”.
Política tem dessas coisas. Talvez por isso o ex-presidente
Lula insista numa candidatura alternativa, no caso de Fernando
Haddad. A atual senadora pode estar liderando consultas
e sondagens, mas, na hora da decisão, colherá
os mesmos resultados de eleições recentes.
Pode faltar-lhe humildade, ainda que lhe sobre percepção.
Vida Mundana
De São Borja
HÁ, SEGUNDO WOLMER JARDIM, DOIS LOCAIS PRA SE DESFRUTAR
DOS PRAZES DA CARNE; UM DELES É A DELIRIOS O OUTRO
É A CHURRASCARIA DO ALEMÃO.
MAS EU ACRESCENTO: TEM UM POSTO DE GASOLINA AI QUE SERVE
UM CHURRASCO MUITO BOM
PESAR NA MUSICA
nÃO É BOM O ESTADO DE SAUDE DO CANTOR PERNAMBUCO.
Ele mudou-se para outro estado, junto a familiares para
se tratar.
50 anos da Legalidade
A UNICA GRAVAÇÃO DA ENTREVISTA
DE JANGO GOULART
Julio Pacheco tinha 17 anos em 1961 mas recorda como se
fosse hoje um grande furo que meio sem querer deu na imprensa
brasileira. O presidente Jango Goulart havia chegado ao
Brasil, vindo de Montevideo e tendo se homiziado no Palácio
Piratini, onde não deu nem entrevista, nem discursou
para a multidão que o aguardava.
Julio foi o protagonista de uma entrevista coletiva, na
base do empurra-empurra. Ele como único repórter
que gravou a conversa, meio que na marra porque os jornalistas
estavam furiosos com Jango por ele ter aceito a emenda parlamentarista,
- O Jango vinha descendo uma escada,acompanhado do Ney
Brito(chefe da Casa Civil do governo de Brizola) e os jornalistas
foram pra cima dele. Havia uma dezena,ou mais....eu estava
com um gravador que tinha " roubado" do Departamento
de Esportes, mais precisamente do Ari dos Santos, que levei
pro Palácio....
"Gravei toda a conversa, que foi muito tumultuada
com o presidente",contou Júlio.. Havia muita
gritaria e na entrevista ainda se houve isto...Gritos, empurrões,
todos cobrando uma posição de Jango e ele
pedindo calma...
NÃO TEM MAIS
pOR INCRIVEL QUE ISTO POSSA PARECER, o feliz dono desta
entrevista - que se fosse hoje possivelmente teria ganho
com ela o Premio Esso de Jornalismo -Julio guardou durante
30 anos esta entrevista. DEpoisa de 1964,q uem tinha alguma
coisa ligada a Jango, Getulio, Brizola procurava se desfazer.Mas
ele a guardou. Quando a Legalidade completou 30 anos, em
1991, e o Brasil respirava ares democráticos , o
então diretor de Jornalismo da rádio Gaúcha
Marco Antônio Baggio convidou Júlio pra dar
uma entrevista ao programa do Lasier Martins sobre o episódio.
- A rádio Gaúcha tem esta entrevista porque
foi reproduzida no programa do Lasier.
Já quanto a sua fita, a original, ele a entregou
ao Cel. Neme, que foi um dos protagonistas militares junto
a Brizola no período da Legalidade.
- Não sei se o Cel Neme ainda tem a cópia,
mas eu a entregue a ele.
O teor da entrevista foi reproduzido no Livro dos 30 das
Legalidade editado por Norberto Silveira, em 1991.
Jango não diz muita coisa nela, procura desconversar
das cobranças que os jornalistas lhe fazem.
AINDA O NIVER DA DEPUTADA
JULIANA
FOTOS DE DAIANA RODRIGUES
JULIANA MOSTRA QUE
TEM LUZ PRÓPRIA EM FESTA DE SEU
NIVER






a DEPUTADA JULIANA BRIZOLA, do PDT, a mais votada do partido
na eleição do ano passado, mostrou na festa
do seu niver, realizada na sexta, dia 02.09 que tem luz
própria e levou pra o local do evento - Casa do Gaúcho,
no Parque da Harmonia - um razoável público.
- A senhora teve sorte. Seu aniversário foi dentro
do congresso nacional do PDT e dentro das comemorações
dos 50 anos da Legalidade, disse um dos oradores que a cumprimentaram.
Juliana aproveito o evento pra criticar a direção
partidária - ausente do seu aniversário -
e pediu eleições diretas para o diretório
assunto no qual está se empenhando muito durante
seu mandato.
A jovem deputada acompanhada de familiares - entre os quais
sua avó materna, que num depoimento dado e passado
num telão elogiou muito a neta e contou partes da
vida da agora deputada - teve a prestigiá-la até
mesmo o senador Cristovão Buarque, uma estrela de
primeira grandeza do partido, que estava em Porto Alegre,
pra o congresso Nacional do partido.
Aliada da Força Sindical - no PDT representada pelo
ex-dirigente sindical Claudio Janta - JUliana contou particularidades
de sua relação com seu avó Leonal que
lhe empresta o prestígio político. Mas pelo
tom do discurso dá pra ver que ela está tentando
se descolar do fato de ser neta do fundador do PDT e estrela
maior que o partido teve até hoje.
Niver da Juliana
JULIANA
LAMENTA MARIDO
ESQUECIDO PARTIDARIAMENTE
A deputada Juliana Brizola contou no seu niver durante
um pronunciamento que conheceu o " amor de minha vida"
- no caso seu marido, Alexandre Rambo - durante a "
militância partidária". E lamentou que
ele esteja sendo esquecido pelo lado de sua participação
nas hostes do PDT:
- Lamento muito que muitos esqueçam a luta do Alexandra(
Silveira) Rambo na luta partidária por causa de minha
atuação. Ele tem 19 anos de militância,
disse a jovem deputada.
FILHO
Durante todo o aniversário, enquanto Juliana se
desdobrava em atender os convidados, Alexandre ficou cuidando
do filho pequeno...Sem largá-lo do colo, ele dividia
os carinhos ao nenê com a avó materna, viúva
de Alfredo Daudt.
AVO CORUJA
A AVó materna de Juliana, em depoimento gravado,
disse que a neta sempre teve o pendor pra politica. E fez
muita gente lembrar o passado:
- Em 1978, ela tinha poucos anos(3) e quando eu fui votar,
ela quis ir junto. Não lembro mais nem pra que que
era, mas eu votei no Simon( senador Pedro Simon). Quando
eu cheguei em casa, com ela, porque ela queria ir sempre
junto o Daudt( marido da depoente) pergunta pra ela em quem
ela tinha votado:
- Ela disse no Simon....
O QUE LI NOS JORNAIS

UM BOM ARTIGO MEMORIALISTA DO COLEGA WALMARO PAZ NA FSB
PUBLICADO DIAS ATRÁS....
ELE PEGOU MAIS O MOTE DE QUE AGOSTO É O MES DO DESGOSTO....POR
CAUSA DAS VÁRIAS TRAGÉDIAS
OCORRIDAS NESTE MES..A MORTE DE .GETULIO, A LEGALIDADE,
ENTRE OUTROS....

BRIZOLA COM JULIANA NO COLO E A FOTO QUE DESAGRADA A NETA
DEPUTADA NÃO GOSTA
DA FOTO DE BRIZOLA
DE "MATRACA" A TIRACOLO

- MEU AVÓ NÃO era ISTO aquela foto QUE OS
JORNAIS ESTÃO MOSTRANDO a TODa HORA. Ele COM AQUELA
ARMA NA MÃO. mEU AVÓ ERA UM HOMEM QUE GOSTAVA
DE CONVERSAR, DE PONDERAR, AQUELA FOTO DÁ OUTRA IMAGEM
DELE, DESABAFOU juliana Brizola no discurso de aniversário
que fez na última sexta, dia 02.09.
ARGENTINA: 1º JULGAMENTO DE CRIME CONTRA A
HUMANIDADE
Estima-se que cerca de 30 mil pessoas tenham desaparecido
durante a ditadura argentina
De Buenos Aires
Gelson Farias
A Justiça da Argentina começou nesta quinta-feira
1º de setembro, o primeiro julgamento envolvendo crimes
de lesa-humanidade no país. A sessão no Tribunal
Oral Federal na cidade de San Juan será filmada.
Será julgado um casal que assumiu a paternidade de
uma criança retirada dos pais que eram ativistas
políticos. O julgamento é considerado emblemático
devido aos numerosos casos semelhantes ocorridos ao longo
da história do país.
Segundo a denúncia, em 1980, o casal Luis Alberto
Tejada e Raquel Josefina Quintero registrou como filho uma
criança que foi retirada dos pais - que desapareceram
na ditadura militar argentina (1976-1983). O bebê
tinha menos de um ano de idade, de acordo com relatos. Tejada,
militar e ex-funcionário do Departamento de Inteligência
do governo da Argentina, e a mulher são suspeitos
de assumir a paternidade do filho do casal Luis Francisco
Goya, argentino e integrante do grupo Montoneros, e María
Martínez Lourdes Aranda, mexicana.

Local do julgamento
O julgamento será filmado, com autorização
da Suprema Corte de Justiça da Argentina, que determinou
que o material fosse remetido para a Escola Nacional de
Cinema. A ordem se estende a todos os julgamentos que envolvam
os crimes contra a humanidade. Pelo direito internacional,
são considerados crimes contra a humanidade aqueles
que envolvem atos de perseguição, agressão
ou assassinato de grupos e também o genocídio.
Estima-se que cerca de 30 mil pessoas tenham desaparecido
durante a ditadura argentina. Segundo relatos, eram comum
casos de bebês e crianças retirados do colo
dos pais, perseguidos políticos. O movimento denominado
Mães e Avós da Praça de Maio atuam
para não deixar que o assunto caísse no esquecimento.
A Escola de Mecânica da Marinha (Esma), em Buenos
Aires, ficou conhecida como o maior centro de tortura da
ditadura argentina. Para entidades civis, cerca de quatro
mil pessoas desapareceram depois de passar pelo local.

Reynaldo Bignone
O último ditador da Argentina, Reynaldo Bignone,
foi condenado à prisão perpétua por
violação dos direitos humanos, e por crime
de lesa a humanidade pelo tribunal federal de San Martin,
em Buenos Aires. Bignone, de 83 anos, foi acusado de tortura
e do assassinato de opositores políticos. Para o
juiz, Bignone disse que a justiça civil não
era “competente” para julgá-lo, já
que o seu caso deveria estar nas mãos de um tribunal
militar. As acusações contra o general foram
de: “Privação ilegal da liberdade e
tortura sobre prisioneiros políticos”, crimes
que cometeu durante a ditadura militar de 1976 a 1983, enquanto
era o vice-chefe da base militar Campo de Mayo, o maior
centro de tortura do país.

Estela de Carlotto em entrevista na frente do tribunal
O tribunal provou que Bignone, que foi Presidente entre
1982 e 1983, esteve diretamente envolvido em 56 homicídios
durante aquele período e no rapto de 500 bebês.
Este julgamento é o último de uma série
relacionada com a ditadura militar argentina durante a qual
30 mil pessoas, entre os opositores ao regime, foram mortas
ou desapareceram.
Numa tumultuada entrevista na frente do tribunal, a presidente
da organização “Mães da Praça
de Maio”, Estela de Carlotto, disse que: Este primeiro
de Setembro de 2011, é um dia importante para os
argentinos de bem. Além de representantes dos Direitos
Humanos, estavam junto com Estela, um grupo de mulheres
argentinas que viram os seus filhos desaparecerem durante
a ditadura militar, cujo os pais, foram considerados “subversivos”
e entregues a famílias de adoção.
COLEGUINHAS

PING PONG
COM IB KERN
aOS 92 anos, Ib Kern é um "guri". Atende
o telefone, sua memória ainda é prodigiosa(
ele sempre foi um atilado repórter) e nesta altura
da vida, tem muita coisa a contar. Algumas ele a contou
em NÃO HÁ ANJOS NO PODER, um livro de memórias,
que modéstia a parte - eu sei que não tenho
nada a ver com isto mas tenho certeza que fui o impulsionador
do livro quando em 1999 fui entrevistá-lo e vi que
ele tinha muita coisa pra contar e queria....
pOIS COMO VETERANO repórter político, Ib
não esteve na Legalidade, não ficou na agonia
que os demais colegas ficaram naqueles dias de 1961, nos
chamados porões do Piratini.
Fiz um breve ping-pong com ele pra saber o que pensa
1) Porque não estivestes na Legalidade?
Ib - Devido a uma dolorosa crise de ciático, estive
involuntariamente e pesarosamente impedido de cobrir os
episódios da Legalidade. Minha participação
mais direta aconteceu nas primeiras horas do movimento.
Estando eu de cama, visitou-me o líder comunista
Elói Martins e comunicou-me que Leonel Brizola ocuparia
as estações de rádio nas próximas
horas( nota do editor: ele ocupou 4, a saber, Farroupilha,
Gaucha,Difusora e Metropole. Todas foram lacradas, ou melhor,
tiraram os cristais. Por isto que somente sobrou a Guaíba
( a Itaí não estava lacrada, mas não
tinha onda curta que Brizola exigia)que acabou requisitada
por Brizola)
2) A relação Jango X Brizola era animosa?
IB- Sabe-se que Brizola criticava Jango por não
fazer as reformas democráticas. Uma vez, ouvi o próprio
Brizola queixar-se deque faltava coragem a Jango. BRizola
afirmava que " cunhado não é parente"
sem repulsa ao parentesco próximo, mas como argumento
de que não estava impedido constitucionalmente de
candidatar-se à sucessão de Jango( é
que ele tinha muita popularidade nacional, conquistada com
a Legalidade)
3) Qual a teu ver o Jornal gaúcho que melhor cobriu
a Legalidade
IB - Sem dúvida, a Ultima Hora(UH) foi o jornal
que melhor cobriu o evento.
4) Samuel Wainer era getulista ou argentário?
IB - A resposta está no livro do próprio
" Minha Razão de Viver" emque Samuel diz
que UH era sua razão de viver e justificava todos
os seus atos.
5) Cite algum episódio do Flávio Tavares
e do Tarso de Castro na Legalidade
IB - Não sei de entendimentos ou desentendimentos
entre esses dois coelgas. Pessoalmente,, nunca tive simpatia
pelos atos de Tarso de Castro e creio que a recíproca
seria verdadeira. E sempre tive admiração
por Flávio Tavares.
6) Qual que deu mais trabalho: Legalidade ou 64?
IB - Nenhum: na Legalidade estive impedido por motivo de
saúde em 64 não estava mais em UH afastado
que fuipelo infeliz diretor Ary de Carvalho, supostamente
a pedido do general Paiva Chaves, então comdnante
da 3 Região Militar . Ary de Carvalho, por sua vez,
foi destituído por Samuel Wainer por haver editado
a primeira edição de UH, após o golpe(de
64)com manchete de apoio ao movimento dito revolucionário.
7_ A Legalidade é tudo o que dizem seus defensores
ou teve muita fanfarra?
IB - O evento Legalidade foi um obstáculo armado
ás tentativas de impedir a posse do presidente legitimamente
eleito como substituto de um presidente renunciante, embora
a curta duração de seus resultados, pois logo
viria o golpe de 64.
ROLOS DO PDT
Quem viu o semblante dos participantes de uma mesa no café
Tribuna, da Assembléia,entre os quais estava o presidente
estadual, Romildo Bolzan Jr. na sexta passada,durante realização
do V Congresso do PDT já sabia que tinha rolo grosso
rolando....De noite, na festa do aniversário de Juliana
Brizola, deputada estadual, não se viu ninguém
da direção do partido...
Apenas o secretário Affonso Motta representava,
digamos os " graúdos".
A CRONICA NA FSB
QUE DEIXOU O NETO DE JANGO
INJURIADO!
clique na imagem para ler
Visitas de agosto
Em agosto tivemos 14 350 visitas. Agradecemos a todos os
leitores.
50 anos da Legalidade
ANGUSTIA PELO
BOMBARDEIO
DO PIRATINI FOI MUITO GRANDE, DIZ HAGEMANN
Lauro Hagemann, o radilaista - está andando de bengala
aos 80 e picos anos - que era a cara do Repórter
Esso( noticioso de grande credibilidade na Farroupilha nos
anos 50 e 60 ) e que assumiu voluntariamente as transmissões
da famosa CADEIA DA LEGALIDADE - no começo foi apenas
a rádio Guaíba, depois extraoficialmente teria
tido 26 emissoras, inclusive uma de Goiás ,contou
a um pequeno número de participantes de um seminário
da Legalidade, que na noite do dia 28 de agosto daquele
ano foi difícil para quem estava no porão
do Piratini aguentar a angústia já que a todo
momento surgiam boatos de que o Piratini seria atacado..."nÓS
TINHAMOS FAMILIA E ESTÁVAMOS MUITO ANGUSTIADOS NAQUELE
PORÃO"contou o radialista que quis homenagear
três protagonistas da Legalidade, Homero Simon( engenheiro
que botou a Guaíba no ar no Piratini) Brusa Netto(
que comandava toda a edição,escrevia os textos
e os que ele não redigia, sempre lia) e Hamilton
Chaves( chefe de imprensa de Leonel Brizola).
Mas um dos depoimentos mais atrativos e que prenderam o
público que participa do seminário - promovido
pelo Museu Hipólito da Costa( está sendo gravado)
foi de Celso Costa, fundador da Guaíba e que ainda
hoje aos 80 anos trabalha na emissora.
-Era o domingo, dia 27 de agosto. O Homero Simon ( engenheiro
que cuidava do som da rádio) tinha ido a Carazinho
porque o pai estava doente. Chegaram lá e requisitaram
a Guaíba porque as outras emissoras tinham sido lacradas(
Brizola havia pago uma matéria que era o discurso
do Mal. Teixeira Lott e a unica rádio que não
aceitou divulgar o discurso foi a Guaíba, por isto
ela foi a única que não foi lacrada pelo Exército),contou
Celso. Como haveria um Grenal No Olimpico, eu estava na
rádio e o dr. Breno me chamou ao seu gabinete e disse:
-Tem como fazer a rádio no Piratini? Mas não
quero que o som passe pelo estúdio, quero que vá
direto pros transmissores da Ilha da Pintada.
- Tem respondeu Celso, sem saber ainda como faria.
Saiu da rádio e foi caminhando pela rua da Praia
e lembrou do detalhe que usava uma manta porque fazia frio
...Pensou e dirigiu-se para a CRT( Companhia Riograndense
de Telecomunicações) Lá foi direto
a Distribuição de Linhas e requisitou duas
delas.
Mas o responsável exigiu uma assinatura( era estatal).
Celso foi ao Piratini, falou com Hamilto Chaves que subiu
no gabinete e trouxe o pedido com a assiantura de Brizola.
- Não precisava tanto. Podia ser só do assessor,
disse o funcionário da CRT.
Duas e meia da tarde a Guaíba já transmitia
do porão da Guaíba.
O engraçado é que os ouvintes ligavam pra
rádio pra saber do Grenal(foi desmarcado) e no local
dos locutores esportivos começaram a ouvir textos
e a locuçao do Brizola, que de começo começou
falando apenas 30,40 minutos( já era muito experiente
em rádio) mas depois do dia 28 é que começou
a ocupar mais ainda o microfone.
Celso contou também que foram colocados 30 brigadianos,
de metralhadoras, cuidando dos transmissores da Ilha da
Pinta.
- Uma noite eu fui lá e quando saí encontrei
um soldados do Exército, num caminhão que
estavam indo lá ocupar os transmissores e fechar
a rádio. Mas eu avisei: cuidado que vem bala dos
brigadianos.Os soldados ficaram quase chorando de medo,
lembrou Costa.
Outro locutor que deu seu testemuho foi Marino Cunha da
Gaucha. Disse que foi chamado pelo dono da emissora, Mauricio
Sobrinho que o mandou ao Palácio pra assumir as transmissões,
entrando na cadeia da Legalidade.
Tanto Cunha quanto Celso quiseram desmentir algumas versões
que estão sendo divulgadas sobre as condições
de trabalho: Cunha disse que ninguém passou fome
lá dentro, porque foi improvisado um pequeno refeitório
e eles tomavam café e almoçavam sem problemas.
Outro desmentido de ambos foi quanto a dificuldade de entrar
e sair do Palácio:
- Eu entrava e saía a hora que queria, disse Cunha.
Também depuseram o jornalista Carlos Bastos( repórter
de UH) que repetiu seu testemunho dado na semana passada
no memorial do legislativo e Antônio Avila, um advogado
muito ligado a Jango Goulart, com que esteve, inclusive,
em novembro de 1976, pouco antes do ex-presidente morrer.
Avila contou que Jango no exílio era um homem amargurado,
- não tinha problemas financeiros - porque não
entendia aquela longa punição sem nunca ter
cometido crime algum.
Outros ricos detalhes foram relatados pelos protagonistas
da Legalidade e após o termino do encontro, muitos
foram conversando entre,trocando memórias daqueles
dias vividos em conjunto nos porões do Piratini.
Entre os presentes, estava o ex-vereador Werner Becker,alguns
historiadores, e bastante jovens.
No próximo dia 10.09 o resgate da memória
da Legalidade prossegue, com outros debatedores.
Do blog do Lauro Dieckann

o Lauro ouviu o galo cantar mas não lembrou onde:
o episódio do lixo foi com o repórter Costa
Manso( que morreu e cuja viúva Woila casou depois
com o governador Antônio Britto Filho vindo a separar-se
logo após o término do seu governo no RS)
e deu um rebu dos diabos. Ele vasculhou o lixo do Mário
Andreazza( algumas versões dão conta que teria
sido do FIFI ( joão Figueireido)que então
era chefe do SNI pra mostrar o que os poderosos de então
comiam e encontrou lá caviar..entre outros bota-fora....de
qualquer forma, o lembrete do Lauro foi bom, quanto a comparação
é a dele...tem todo o direito de fazê-la....
Sinal dos tempos (o que mudou no jornalismo)
Na época do que se convencionou chamar de Ditadura
Militar, os repórteres da Veja vasculhavam provas
para suas denúncias no lixo dos poderosos.
Agora, buscam provas dentro de hotéis de luxo.
É, de fato o Brasil progrediu! Antes, no lixo, agora,
no luxo
AGROINDÚSTRIAS FAMILIARES
Presidenta Dilma diz que erradicação da pobreza
passa pelo fortalecimento das agroindústrias familiares

Um dia após aprovação do relatório
favorável ao Projeto de Lei 66/2011, de autoria do
deputado Edegar Pretto (PT) que beneficiará as agroindústrias
familiares, ser aprovado na Comissão de Agricultura,
Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa
a presidenta Dilma Rousseff declarou que a erradicação
da pobreza do país passa pelo fortalecimento do setor.
A declaração de Dilma ocorreu durante a solenidade
de inauguração oficial da 34ª Expointer,
na manhã desta sexta-feira (02), em Esteio.
A presidenta reconheceu algumas virtudes do agronegócio,
mas salientou as medidas adotadas pelo Governo Federal e
disponibilizadas por meio do Plano Safra 2011/2012 para
fomentar as agroindústrias familiares. “O Plano
Safra da agricultura familiar aplicará R$ 16 bilhões.
No Plano Safra 2003/2004 o valor destinado ao setor era
R$ 4,5 bilhões”, observou.
Edegar Pretto diz que as medidas de incentivo do governo
federal às agroindústrias familiares demonstram
que o PL 66, que dispõe sobre o Sistema Unificado
Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal
e de Pequeno Porte (SUSAF-RS), criará um novo momento
para a agricultura familiar no estado. “Temos uma
legislação atrasada. Prova disso é
o decreto assinado anualmente pelo governador para liberar
a venda dos produtos das agroindústrias no pavilhão
da agricultura familiar na Expointer. A declaração
da presidenta Dilma mostra que estamos no caminho certo
com a implementação de ferramentas para que
os pequenos produtores possam gerar emprego, renda e ter
força contra os grandes no mercado”, pondera.
A solenidade no Parque de Exposições Assis
Brasil, em Esteio, contou com a presença do governador
Tarso Genro, do ministro da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, autoridades e expositores.
Fonte: http://www2.al.rs.gov.br/
SEM PULO - TÚNEL DO TEMPO


Ontem em Porto Alegre também estava um belo
dia de verão....

Mas no Rio pelo visto foi um dia espetacular também
e a neta deste repórter foi andar de barquinho na
Lagoa Rodrigo de Freitas.
FALSO RESULTADO!!!!!
Bah, não quero bancar o pessimista mas o time do
Grêmio e do Atlético fizeram ontem um PESSIMA
partida de futebol. Saí antes do fim: não
aguentei aquéle futebol de jogador que apanha da
bola. Deus nos acude, que dois times ruins....
JULIANA BRIZOLA
CRITICA DIREÇÃO
PARTIDÁRIA EM FESTA
DE NIVER
Na noite fria de sexta passada, em pleno Congresso Nacional
do PDT, a beira do rio Guaíba( num local chamado
de Casa do Gaúcho onde uma agua mineral custa 5,00
reais.... )a deputada estadual Juliana Brizola comemorou
seu aniversário - ela nasceu em Porto Alegre no dia
02.09.1975 ,depois com sete,oito anos foi morar no Rio,
porque o avó se elegeu governador de lá -
e aproveitou a ocasião para critiar a direção
partidária que estava todo ausente do evento.
Apenas o prefeito Fortunatti, das estrelasdo partido, compareceu,
mas quase no fim da festa,quando as pessoas já estavam
indo embora.
Juliana calcou seu discurso principalmente na necessidade
de eleições diretas para os diretórios
e disse que o PDT hoje é dirigido por convenções
provisórias.
A discurseira foi muito grande e o jantar apenas foi liberado
após as 23 horas.
Noites gélidas
Cariocas, maranhenses que estiveram na semana passada no
5 Congresso do PDT bateram queixo de frio. Também
não foi pra menos. Uma noite, a de quinta, o termometro
marcava 5 graus em Porto Alegre. Frio pra ninguém
botar defeito.
DE S. Borja
Cristopher I
O neto de Jango, Cristopher Goulart, está injuriado
com uma coluna de Clemar Dias que saiu na FSB dias atrás.
Cristopher II
Ele já desistiu de concorrer em S. Borja. Não
vai nem transferir o título.
Não pleiteará vaga nem pra prefa, nem pra
vereador.
Ficará pela capital, onde está trabalhando
para o Governo do Estado.
DE BRASILIA
VIOLENCIA
A IRMÃ DESTE REPÓRTER FOI ASSALTADA NUM DOMINGO
DE NOITE POR VOLTA DE 19 HORAS QUANDO DESCIA DO CARRO E
FECHAVA A PORTA DO MESMO. UM CASAL SE APRESENTOU E LHE COLOCARAM
O REVÓLVER NA CARA EXIGINDO A BOLSA E A CHAVE DO
CARRO...ELA ENTREGOU TUDO. FICOU ATÉ SEM CHAVE PRA
ENTRAR DENTRO DE CASA....
BASTIDORES DO PLANALTO
Familiares do Pedro Aleixo( um único civil no meio
dos militares no Golpe de 64)wque foi recentemente anistiado
esperavam mais " carinho" da presidenta Dilma
Rousseff. Sugeriram a ela que convidasse alguns parentes,
entre os quais o Padre Aleixo, filho do político,
para uma pequena cerimônia. A presidenta teria alegado
que não o faria porque na época dele ela estava
presa.
VEREADORES DE PORTO ALEGRE
P DA VIDA COM O CONSELHEIRO IRADIR PIETROVSKI
nÃO CONVIDEM PRO MESMO JANTAR ALGUM VEREADOR DA CAMARA
DE PORTO ALEGRE O CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO,
IRADIR PIETROVSKI....
O MÍNIMO QUE OS VEREADORES DIZEM É QUE ELE
NADA FEZ COMO CONSELHERIO NO AUMENTO DA " CASA"
OU SEJA DOS DEPUTADOS ESTADUAIS...
uÉ,....
TINHA VEREADOR QUE JÁ FAZIA ASCONTAS,AGORA VAI TER
QUE REFAZER O ORÇAMENTO!
O TREM DA FRONTEIRA
Quem andou no trem pra Fronteira vai se sentir " em
casa"
O TREM DA FRONTEIRA
MEMÓRIA
POR ALCY CHEUICHE
aI VAI A CRONICA DO ESCRITOR QUE HÁ 20 ANOS ATRÁS
NÃO ERA TÃO CONHECIDO COMO HOJE. ELA FOI FEITA
POR OCASIÃO DOS 30 ANOS DA LEGALIDADE...
o trem deu um solavanco, apitou mais uma vez e foi avançando
com cautela. Muita gente abanando da plataforma. Paulo e
eu abanamos também. E tratamos de procurar lugar,
que a viage era longa. Porto Alegre e Uruguaiana sempre
foi uma lonjura. Mas naquele começo de setembro de
1961, a viagem de trem começava à noite e
não durava menos de 24 horas. Alguma shoras a menos
para mim, que desceria em Alegrete.
Acostumando o corpo ao balanço do trem, fomos avançando
pelos vagões lotados. Do lado de fora, a velha Voluntários
no auge do meretrício.. Dolado de dentro, passageiros
sobrando por toda a parte. Lugar em banco, nem sonhando.
Todos os cantos atulhados de malas, de cestas, de gente
em pé...Correira e choradeira decrianças.
Uma parada brusca atirou todos pra frente. O que foi? Não
foi nada.É a estação Diretor Pestana.
Sem bagagens, aproveitamos para descer e ir olhando pelas
janelas. Entrtava ainda mais gente no trem. Subimos no carro-restaurante
e, milgre dos milagres, conseguimos uma mesa desocupada.
- Uma Brahma e dois sanduíches de mortadela.
E fomos ficando por ali. Falando e pensando nos dez últimos
dias. Dez dias com o Brizola no Piratini. Dez dias sonhando
em levar o Presidente Goulart até Brasília.
Todos, estudantes e operários, de revólver
na cintura.
Nomes registrados no Mata-Borrão. O III EXército
firme conosco. Na Brigada, nem se fala. O que foi que faltou?
Paulo pegou o copo e deu um longo gole. Eu segurava a garrafa
para não cair.
- O que faltou? O discurso do Jango.
- É. Acho que tu tens razão.
E a imagem triste voltou à minha mente. Desde a
renúncia de Jânio Quadros, no dia 25 de agosto,
Porto Alegre esperava pelo João Goulart.
O Governador Leonel Brizola lutava pela posse do Vice-Presidente
desde o dia primeiro. Sozinho com alguns fiéis, idealizara
a Cruzada da Legalidade que sacudira o Brasil. Muitos de
nós arriscáramos a vida quando a FABrecebera
ordens de bombardear o Palácio Piratini. Utilizando
a rádio Guaíba, liderava a Cadeia da Legalidade
nos porões do Piratini.Depois de alguns dias de muita
tensão, Briz\ola recebeu o apoio de Machado Lopes
e fora consolidada a aliança civil/ militar contra
o golpe.
E todos ficaram esperando pelo Jango.
Todos esperando pelo Jango para levá-lo a Brasília.
E as notícias iam se acumulando.Saiu da China e
foi para Paris. Agora saiu de Paris e foi para Londres.
Saiu de Londres e foi para Buenos Aires. Saiu de Buenos
Aires e foi para Montevideo. Saiu de Montevideu, num voo
cego e finalmente chegou a Porto Alegre. Agora sim! Como
Getúlio Vargas em 1930, ele assumirá o comando
da Revolução e o povo o colocará no
poder. Machado Lopes será o Ministro da Guerra. Brizola,
o nosso candidato a Presidente na próxima eleição.
Bueno. então chegou a hora do encontro do povo com
o João Goulart. E era gente como formiga na Praça
da Matriz. Não sei calcular multidões. Mas
só fuiver tanta gente asism anos depois, numa greve
da esquerda, em Paris.
Os alto-falantes anunciavam que o Presidente João
Goulart iria aparecer numa janela do Palácio. E se
fez um silêncio enorme. Milhares de olhos olahndo
uma figura pequena, vestida com um terno azul, amarrotado.
Jango abanou para o povo e foi uma ovação.
Um delírio de aplausos. E ficamos todos à
espera do discurso.
- Mas ele não disse nada.
- Virou as costos para o povo e sumiu-se dentro do Palácio
do Planalto.
São coisas que a gente até nem gosta de lembrar.
O homem tão esperado não voltou mais à
sacada. E o povo foi -se dispersando. Já muitos falando
no conchavo, na sujeira que fora tramada em Montevideo.
O Tancredo Neves estava lá, esperando pelo Jango.
Levava a proposta dos militares golpistas. Odílio
Denys, engolira o Jango em troca do Parlamentarismo. Ninguém
seria punido, e oTancredo( nota do editor deste site: é
preciso lembrar que na ocasião Tancredo não
tinha mandato parlamentar...)Ninguém seria punido,
e o Tancredo é que governaria como Primeiro Ministro.
Nenhuma tropa poderia movmentar-se aqui do sul.
- E o Brizola?
- Dizem que atirou um cinzeiro pesado no Jango( nota do
editor deste site: os dois nunca se deram mesmo....)
- É o que dizem. Mas errou
Nessa hora chegou o garçon, de avental sujo e nos
fez a pergunta temida:
- Vocês dois vão jantar?
- Não vamos.
- Então paguem e desocupem a mesa.
Pagamos de cara feia e saímos balançando
a procura de um lugar.
Nada feito. Por sorte, o trem parou e saímos rápido
para o lado de fora. Não descia ninguém e
subiam mais passageiros. Seguimos caminhando até
o fim da plataforma e depois sobre o cascalho ao lado dos
trilhos. Acabamos subindo no fim do último vagão.
Era um carro dormitório. Não se via ninguém
por perto.
- Sabes duma coisa? Vou urinas daqui mesmo.
- Eu também.
Começado esse tip de operação, não
se pode parar de repente. Mas uma lanterna nos iluminou
em cheio e uma voz autoritária exigiu:
- Parem com isso, vocês dois aí!
Paulo puxou do revólver e eu o imitei imediatamente.
- Apaga essa merda!
A luz se apagou e surgiu uma capa grande e um boné
de ferroviário. No silêncio s´se ouvia
a nossa água caindo. Depois, o guarda falou com voz
sumida:
- Mijem no mais, companheiros.
O trem apitou e foi saindo devagar. E nós dois,
rindo como dois loucos. Rindo como sabem rir os jovens de
vinte anos.
Rindo de nós mesmos, da cara assustada doguarda,
da nossa Revolução da Legalidade, que acabara
numa palhaçada. Afinal, para alguma coisa haviam
servido as nossas armas.
Coleguinhas
Armando Burd não apareceu pra mediar o debate na
Casa de Cultura, no sábado ultimo, sobre a Legalidade."
Deve ter ido pra Expointer" comentou um colega.
*Márcio de Almeida Bueno esteve no debate da Legalidade.
Jornal Versão dos Jornalistas, do Sindicato dos jornalistas
fará 3 páginas na próxima edição
sobre o tema.
*Roberto Antunes Fleck está coordenando os depoimentos
sobre a Legalidade pelo Hipólito da Costa.
DILMA NA CONVENÇÃO DO PT
“Não é herança, porque eu ajudei
a construir esta pedra. Eu estava lá. Os erros e
acertos dela (da gestão Luiz Inácio Lula da
Silva) são os meus erros e meus acertos (…)
Nós mudamos a forma de o Brasil se desenvolver”
.
Construir pedra?
Pedra não é algo natural?
Em geologia, rocha é um agregado sólido que
ocorre naturalmente e é constituído por um
ou mais minerais ou mineraloides. A camada externa sólida
da Terra, conhecida por litosfera, é constituída
por rochas. O estudo científico das rochas é
chamado de petrologia, um ramo da geologia. Os termos populares
pedra e calhau se referem a pedaços soltos de rochas,
ou fragmentos.
Que material ela usou para construir sua pedra?
Ou estou errado, fazendo confusão?
SERGIO OLIVEIRA
CHARQUEADAS - RS
OLHA O CONSÓRCIO AÍ, GENTE !

SERGIO OLIVEIRA
CHARQUEADAS - RS
Desembargador proíbe RBS de citar vereador
envolvido na "farra das diárias"
Do site Espaço Vital http://www.espacovital.com.br/
Por decisão monocrática do desembargador
Leonel Pires Ohlweiler, da 9ª Câmara Cível
do TJRS, os veículos do Grupo RBS estão proibidos
de divulgar o nome e a imagem de um vereador do Interior
vinculados às reportagens da série conhecida
como a "farra das diárias". A decisão
atinge todas as mídias e pode resultar em multa diária
de R$ 1 mil, em caso de descumprimento.
O Grupo RBS recorrerá da decisão, proferida
em caráter liminar e cujo mérito ainda não
foi julgado.
Em agosto do ano passado, o Grupo RBS e o programa Fantástico,
da Rede Globo, apresentaram a série de reportagens
do jornalista Giovani Grizotti. O material revelou como
vereadores utilizavam diárias para viagens turísticas,
a pretexto de fazer cursos de aperfeiçoamento. Treze
foram denunciados pelo Ministério Público.
Um dos vereadores mencionados na reportagem entrou com
ação judicial na primeira instância,
em fevereiro, pedindo reparação financeira
por danos morais e que seu nome e sua imagem não
fossem mais divulgados por veículos do Grupo RBS
quando relacionados ao episódio. Como não
teve sua solicitação atendida, o vereador
interpôs agravo de instrumento, obtendo efeito suspensivo.
Na tarde de ontem, a RBS foi intimada da decisão
liminar da 9ª Câmara Cível. A empresa
vai interpor agravo interno, para tentar cassar a decisão.
Também ontem (1º), outra decisão judicial
sobre a mesma reportagem foi favorável à liberdade
de imprensa. O juiz Heráclito José de Oliveira
Brito, da 7ª Vara Cível, julgou improcedente
ação movida por duas empresas promotoras dos
cursos para vereadores. “O exercício do direito
de informar, consagrado na Constituição Federal,
não se deu em abuso de direito, limitando-se a noticiar
fato verídico, inexistindo o dever de indenizar”,
fundamentou o juiz ao proferir sua sentença. (As
informações são do Clic RBS).
De S. Borja
Recebo do Pedro Alves
Muito boa a reportagem do Giovane Grizotti, políticos
recebendo trofeu com dinheiro público...
E teve uns que fugiram. (rsrsrsrsrsr) que mico...
O pior é que tinha veredores daqui de São
Borja, quero ver eles se explicarem
Hein FArelo Almeida, André Dubal e João Carlos
Reolon, como vão explicar a ida a POA com diária
da câmara e pagamento do trofè com dinheiro
público...
O Farele que é pré candidato a Prefeito como
vai explicar isso....???
Quero ver a imprensa divulgar essa vergonha do Veredores
daqui.
Abraço
CONSEGUIRÁ O PT VOLTAR AO PASSADO?
Por Carlos Chagas
Com direito à presença de Lula e Dilma, começa
amanhã o Quarto Congresso do PT. Há quem suponha
mais do que serpentinas, confetes e lantejoulas. Cresce
entre os companheiros, ou parte deles, a necessidade de
uma volta ao passado, com o renascer de propostas de reformas
sociais profundas. Uma espécie de mea-culpa pelo
fato de o partido se ter transformado em abrigo para novos
burguêses e funcionários públicos, preocupados
com nomeações, benesses oficiais e até
contratos de ONGs fajutas.
Petistas mais jovens, em especial os de primeiro mandato,
defendem que depois de oito anos do Lula, e agora pelo menos
quatro de Dilma, a oportunidade é para mudanças
de rumo. Estreitar o espaço neoliberal mantido pelo
antecessor e reconhecido pela sucessora. Combater a miséria
é louvável, mas precisa ser com direitos sociais
ampliados, acima e além do assistencialismo. Desde
que assumiu o poder, o PT acomodou-se ao figurino que combateu
quando de sua fundação.
Lembram os inconformados com o atual perfil do partido
que no Primeiro Congresso, um ano após a fundação
do PT, o Lula pregou a posse dos meios de produção
para os trabalhadores, bem como o aproveitamento, por eles,
dos frutos de seu trabalho. Hoje, prevalece a acomodação
diante do modelo perverso imposto pelas elites, sem que
se ouça o governo pregar a participação
dos empregados no lucro das empresas, a cogestão,
o imposto sobre grandes fortunas e a taxação
do capital especulativo. Dos sindicatos até os bancos,
a trajetória petista nega suas origens. Resta saber
se esse esforço levará a algum lugar.
TIRO PELA CULATRA
Noticia-se que o encontro de caciques e índios do
PT servirá para desagravar José Dirceu, objeto
de dura reportagem publicada pela Veja, que o aponta como
eminência parda do partido e até do governo.
A sorte do ex-chefe da Casa Civil é que as acusações
perderam densidade diante da denúncia de que um repórter
da revista teria tentato invadir seu apartamento num hotel
de Brasília. Logo as atenções voltaram-se
para esse episódio ainda a ser esclarecido. No que
os companheiros precisam atentar é para a necessidade
de não iluminarem demais o ex-deputado, respondendo
a processo do Supremo Tribunal Federal. Quanto mais ele
permaneça no centro do palco, mesmo ovacionado, mais
seus adversários de dentro e de fora do partido acumularão
munição para alvejá-lo pelas costas.
QUEM MANDA É ELA
Bastou a presidente Dilma Rousseff comentar que os juros
precisavam baixar, mesmo gradativamente, para o Banco Central
perceber que quem manda é ela. Quarta-feira o Copom
reduziu a taxa em meio ponto percentual e nenhuma hecatombe
aconteceu. Contrariados, mesmo, ficaram os especuladores.
Ainda que lenta, a redução dos juros poderá
constituir-se em fator de equilíbrio econômico
e social. Felizmente o Banco Central não é
mais presidido por um banqueiro internacional, mas por um
técnico sensível aos ventos que podem estar
começando a soprar.
NÃO CONTEM COM ELE
No ministério, a poeira começou a assentar,
depois de semanas de denúncias de corrupção
em muitos setores. Só por milagre será constituída
a CPI mista, no Congresso, para apurar as acusações.
Na Justiça, porém, os processos seguem seu
curso, bastantes para assustar alguns ministros hoje um
pouco mais equilibrados do que antes. Permanece, apesar
disso, a impressão de que pelo menos oito serão
substituídos no fim do ano. E não vai adiantar
procurarem refúgio no guarda-chuva do Lula. Em nenhuma
hipótese o ex-presidente assumirá a função
de patrono para evitar a queda até daqueles que indicou.
Essa postura ficou clara quando a presidente Dilma aceitou
e até estimulou a demissão de Antònio
Palocci, Alfredo Nascimento, Nelson Jobim e Wagner Rossi.
BRIZOLA E OS SEM TERRAS
Amigo Olides Canton
Achei excelente aquela tua idéia de escrever um
livro sobre "BRIZOLA EM SÃO BORJA". Olha,
eu me lembro que o meu pai, hoje com 92 anos, um Brizolista
de Cruz-na-testa, tinha um folheto "Denúncia
à Nacionalidade", que era distribuido no Brasil
de Sul a Norte. Nesse folheto, tenho uma vaga lembrnaça
que ele denunciava a política do Roosevelt sobre
os países menos desenvolvidos.
Esses folhetos, como aconteceu com o Zé Brasil, do
Monteiro Lobato, que foram presos pela La Policia do General
Dutra, (em 1947) certamente também foram presos pela
La Policia do Ditador Marechal Humberto de Alencar Castello
Branco, naqueles conturbados dias de abril de 1964..., que
causaram tantas infâmias ao povo brasileiro.
Vi , esse folheto, numa oportunidade, na casa do Sr. Perci
Penalvo. Talvez, que a Neuza Penalvo, te consiga uma cópia
do mesmo. O Brizola, na época era um "incendiário",
o que eu na minha juventude, admirava demais. Alguns conservadores,
do próprio partido do Brizola, hoje, querem esconder
essa face do Brizola. Mas, justamente, essa face humanitística,
é que dignifica o trabalho dele. Tenho lido bastante,
o jornalista Juremir Machado da Silva, afirmando que o Brizola
foi um defensor dos SEM TERRAS, o que é verdadeiro.
Ele, Rui Ramos, Francisco Julião, o das "Ligas
Camponesas", defendiam os trabalhadores sem terra,
com unhas e dentes.
Se pegarmos os jornais e revistas da época, encontraremos
muitas informações sobre o MASTER, que era
o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que era o MST de
hoje. A propósito, tem uma composição
de Apparício Silva Rillo e Cenair Maicá, grav
a da por este, com o título BALAIO, LANÇA
E TAQUARA e que foi reproduzida no livro ERA UMA VEZ UM
POETA - Fragmentos da Vida e da Obra de Apparício
Silva Rillo, de autoria da historiadora Maria Izabel Guimarães
Scalco. Ela descreve que o Rillo vinha das bandas de Santa
Rosa, de um Festival, e quando viu os índios, parou
o carro e começou a escrever o texto poético
da composição, e chegando a São Borja,
endereçou ao grande Cenair Maicá, que botou
música e da boa, não é? Eles falam,
naqueles também SEM TERRAS. Aqueles que foram os
legítimos donos dessa Terra, que um dia se chamou
TAPES, antes do branco esplorador. Vejamos algumas estrófes:
"Seguem os índios, o destinho
peregrino DOS SEM TERRAS.
O balaio foi taquara
A taquara foi a lança
Que esteiou os S et e Povos
Quando o pago era criança
Vão os índios pela estrada
Como aguapés pelos rios
Cantam ventos tristes
Nos seus balaios vazios.."
Com um grande abraço deste amigo, aqui desta São
Borja Legendária, como dizia o grande historiador,
professor José Cândido Rodrigues Leal, o conhecido
ZÉCA LEAL. Um dos esteios do nosso CENTRO NATIVISTA
BOITATÁ.
Israel Lopes
De Serafina Corrêa
Um leitor avisa que na sexta,dia 02.09 estava branca a geada
em Serafina. Isto em setembro....
por aqui tava branca hoje, como que não retorna as
mensage do outro email
MEMORIAL DA ASSEMBLÉIA TEM EXPOSIÇÃO
SOBRE LEGALIDADE
Depoimento e análise histórica
A exposição ocupa o salão onde funcionava
o plenário da antiga Assembleia Legislativa, até
1967, quando se transferiu para a sede atual, o Palácio
Farroupilha, do outro lado da rua, na Praça da Matriz.
O prédio é muito antigo e abrigou o Legislativo
desde 1835. Em junho de 2010, foi transformado em Memorial
do Legislativo, depois de muitas reformas e adaptações
internas. A fachada permanece a mesma de 1790, data da construção
do chamado “Casarão”.
Foi nesse local que o ex-deputado Ney Ortiz Borges deu seu
depoimento na noite de quinta, como parte da programação
comemorativa dos 50 anos da Legalidade. Ele era vice-líder
do Governo e lembrou da atuação dos parlamentares
para sustentar a posse de João Goulart, detalhando
o esforço que fizeram para apoiar o movimento de
resistência comandado por Leonel Brizola. Lembrando-se,
até, do local onde se posicionava a sua bancada,
a do PTB, ele se emocionou ao dizer que foi cassado em 1964
e teve de deixar o país, sendo obrigado a se refugiar
na Iugoslávia.
Além desse personagem histórico, que voltou
50 anos depois ao “Casarão”, a noite
de debates teve a participação dos professores
Carla Brandalise e Luiz Alberto Grijó, que pesquisaram
a participação da Assembleia e a cobertura
da imprensa na Legalidade, e da cientista política
Maria Izabel Noll, que deu o contexto no qual o movimento
se desenvolveu. O trabalho desses professores da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) resultará em
um livro a ser lançado este ano.
do site 21!
Roteiro do Findi
Lançamento do Dimensão Cosmopolita com shows
de Bibiana Morena e da banda Borboleta Groove
.jpg)
Evento que marca a criação do periódico
cultural ocorre na noite de sábado na Casa de Teatro
em conjunto com mais uma edição do Programa
Música Autoral Vaia
No Sábado, 03 de setembro, às 20 horas, tendo
como palco o Café Bertoldo da Casa de Teatro de Zé
Adão Barbosa e Jeffie Lopes, o periódico Dimensão
Cosmopolita dá um passo definitivo como uma alternativa
de informação cultural e de entretenimento
desenvolvida de forma independente desde a capital gaúcha.
Editado pelo jornalista e radialista Guto Villanova, tendo
o auxílio luxuoso da arte de Diego Coiro Tortorelli,
o DC surgiu no início do mês de agosto de 2011,
e chega agora a sua segunda edição, que estará
disponível no referido dia e local para o público
interessado. Utilizando-se de plataforma online (Issuu.com)
e impressa (com tiragem limitada), além claro do
bom e imprescindível mailing, Dimensão Cosmopolita
quer atingir um público interessado em diferentes
aspectos da cultura de massa, partindo da base Porto Alegre,
mas “viajando” até onde estejam ocorrendo
os eventos mais interessantes da área cultural e
de entretenimento, seja isso em Londres, Pequim ou Nova
York.
Quem irá abrilhantar o evento de “lançamento”
do DC e engrossar mais uma edição do Programa
Música Autoral (ano 6), serão dois dos nomes
mais COSMOPOLITAS da nova música do RS: Bibiana Morena,
cantora e compositora de notável talento e personalidade,
que está lançando o EP Bibiana Morena &
os Multicromáticos. E a banda Borboleta Groove com
sua sedutora fusion de gêneros musicais, apresentando
aquela necessária atitude rock, e cujo resultado
poderia tranquilamente agradar a cabeças vanguardistas
como Brian Eno e David Byrne. Enfim, uma noite cosmopolita
my friends. Aparece lá!
Bibiana Morena (show de abertura)
Borboleta Groove (show de encerramento)
Apresentações marcam o lançamento do
periódico cultural Dimensão Cosmopolita
Data: 03 de setembro de 2011
Local: Casa de Teatro de Porto Alegre (Garibaldi, 853)
Horário: 20 horas
Ingressos: R$ 10,00 (público em geral) e R$ 5,00
(Classe artística)
CASA DE TEATRO DE PORTO ALEGRE
Rua Garibaldi, 853 - Porto Alegre – RS - 90035-051
- Fone: (51) 3029.9292
Convite da Libretos

roteiro do findi
EU SEI QUE O MAZZARINO, NOSSO CORRESPONDENTE SEM VINCULO
TRABALHISTA NO VALE DO TAQUARI, VAI ESTAR NA EXPOINTER.
MAS TEM OUTRAS COISAS PRA FAZER. POR EXEMPLO, VER O JOGO
DO GREMIO QUE CAMINHA CELERE PRA SEGUNDA DIVISÃO...
OU COMO PROMETE SOL, CAMINHAR PELA CARLOS GOMES, QUE FICA
INTERDITADA AO TRÁFEGO...UMA CONQUISTA DA CIDADANIA,
UM TERMO JÁ NÃO MUITO EM VOGA....
NIVER DO BLOG
EM AGOSTO PASSADO,COMPLETARAM-SE 40 MESES DA EXISTENCIA
DESTE site...
MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil
INFORMA:
Segue o link da Petição Pública contra
o monumento que será erigido em homenagem ao general
Golbery do Couto e Silva,
na cidade de Rio Grande/RS.
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13643
Acontece que no domingo, dia 21 de agosto, o prefeito de Rio
Grande e o comandante do 6º GAC lançaram a pedra
fundamental do monumento que pretende homenagear o Golbery
do Couto e Silva. Na base do pedestal que receberá
o busto, enterraram uma cápsula com uma biografia do
general, uma cópia da lei que cria o monumento e mais
alguma coisa (ouvi dizer que seria uma cópia da "Geopolítica..."),
tudo devidamente lacrado para a posterioridade das gerações
vindouras.
O monumento estava previsto desde dezembro de 2009, quando
foi aprovado praticamente sem resistências (só
um vereador votou contra) numa véspera de Natal, pela
Câmara de Vereadores de Rio Grande.
Nunca pensamos que fossem ter coragem de pôr essa barbaridade
em prática.
No Jornal Agora - o único da cidade - há notícias
sobre o monumento. Dentre elas, há também uma
carta de Moacir Rodrigues (o desconheço, mas creio
que seja do próprio elenco do jornal, pois possui email
do mesmo) louvando a iniciativa da cidade como uma "dívida
de gratidão".
O artigo é este aqui: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=5&n=16272
O monumento será instalado na Praça Tamandaré,
a principal da cidade, onde ficam, em frente, a Beneficência
Portuguesa e a Igreja do Salvador.
Revoltado com esses fatos, nosso companheiro, o historiador
Francisco Cougo, escreveu um texto que está sendo bastante
divulgado.
Está em seu blog, neste endereço: http://memoriasdochico.wordpress.com/2011/08/24/golbery-e-a-cidade-surreal/
Lembro que não é a primeira iniciativa em prol
da memória do Golbery.
No início do ano, a Academia Rio-Grandina de Letras
escolheu 2011 como o "Ano Golbery do Couto e Silva".
Tempos atrás, a Associação Comercial
dos Varejistas criou um prêmio de mesmo nome.
Na praça do GAC, já existe um memorial louvando
o mesmo crápula.
Vão alguns subsídios sobre a questão
do monumento ao Golbery:
1) A matéria da Sul21, de ontem: http://sul21.com.br/jornal/2011/08/em-rio-grande-prefeitura-faz-homenagem-a-golbery/
2) O endereço do caderno de cultura do Jornal Agora
de Rio Grande, de ontem também, sobre o centenário
do general: http://pt.calameo.com/read/000337975b3f17e7ccb94
3) Site da prefeitura, com fotos e o anúncio da construção
do monumento: http://www.riogrande.rs.gov.br/pagina/index.php/noticias/detalhes+7420a,,lancada-a-pedra-fundamental-do-monumento-do-gal.-golbery-do-couto-e-silva.html
4) Cinco textos sobre o caso, no blog de nosso companheiro
Chico Cougo, incluindo o que trata sobre a questão
dos outros monumentos já existentes e a resposta da
vereadora Lu Compiani, sobre o caso:
http://memoriasdochico.wordpress.com/2011/08/24/golbery-e-a-cidade-surreal/
http://memoriasdochico.wordpress.com/2011/08/27/golbery-e-a-cidade-surreal-2/
http://memoriasdochico.wordpress.com/2011/08/29/golbery-e-a-cidade-surreal-3/
(com os outros monumentos e homenagens)
http://memoriasdochico.wordpress.com/2011/08/30/golbery-e-a-cidade-surreal-4/
http://memoriasdochico.wordpress.com/2011/08/30/golbery-e-a-cidade-surreal-5/
(com a resposta da vereadora)
A matéria da Sul21 sobre Golbery saiu no blog do Luis
Nassif, um dos mais acessados do Brasil.
Interessantes são os comentários de incredulidade
> http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/homenagem-a-golbery
Contamos com a adesão de todos(as) os/as companheiros(as).
Um forte abraço,
Jair Krischke
RATOS E RATAZANAS EM BRASÍLIA
Por Carlos Chagas
Anos atrás, quando alguns ingênuos e muitos
malandros sem assunto escreviam e discursavam contra Brasília,
chamando-nos de paraíso dos corruptos e ninho de
ratos, ficava fácil devolver a grosseria, repondendo
que os ratos e os corruptos vinham de fora. Chegavam às
terças e iam embora às quintas-feiras. Até
que essa réplica deu certo, porque pararam de denegrir
a capital federal.
Recrudesceram. Voltaram a jogar lama em Brasília,
e o diabo é que perdemos nossos argumentos. Desde
o escândalo que resultou na cassação
do senador Luís Estevão até a renúncia
do senador Joaquim Roriz, para não ser cassado, e
entrando pela lambança do governo José Roberto
Arruda, a conclusão é outra. Corruptos e ratos
vicejam por aqui. Ratazanas, também. Não se
afastam da cidade nos fins de semana, porque foram eleitos
pelo povo de Brasília.
Uma lástima. A cidade viu-se nivelada por baixo.
Apesar de figuras exemplares ainda sejam encontradas na
representação eleita pelos brasilienses, aumenta
a olhos vistos o número de lambões. Integraram-se
na quadrilha que vem de fora, a ponto de não haver
diferença entre os diversos tipos de roedores.
Evidência disso foi a absolvição de
Jacqueline Roriz, que saiu aos seus. Flagrada recebendo
dinheiro podre de um podre assessor do pai, acaba de ter
seu mandato de deputada federal confirmado por 265 colegas.
Apenas 166 votaram pela sua cassação, sendo
que 20 se abtiveram. Não houve distinção
partidária. Ela recebeu a solidariedade da maioria
das bancadas do PMDB, do PT, do PTB e outras legendas que
apoiam o governo federal e o governo local, mas, também,
do PSDB, do DEM e do PPS, da oposição. Espera-se
que ratoeiras venham a ser artigo muito bem vendido nas
próximas eleições.
MANDA OU NÃO MANDA
Esta semana a presidente Dilma Rousseff falou diversas
vezes na necessidade de redução da taxa de
juros, a maior do planeta. Fica no ar a pergunta: não
é ela que manda? Que nomeia e que demite o presidente
e os diretores do Banco Central?
A indagação acopla-se às dúvidas
que Voltaire derramava sobre a França, a propósito
da existência de Deus e das desgraças que assolavam
a Humanidade: ou Ele pode e não quer, ou quer e não
pode evitá-las.
Há quase unanimidade no país a respeito dos
juros: empresários e trabalhadores insurgem-se contra
a decisão imposta por tecnocratas e aplaudida por
banqueiros. A dívida pública transformou-se
na caverna do Ali Babá, para os especuladores, corroendo
esforços nacionais pelo desenvolvimento econômico.
Por que, então, a presidente simplesmente não
ordena que o BC reduza as taxas? Não faltarão
economistas para respaldar a iniciativa.
CARTAS MARCADAS
No Congresso, pouquíssimos parlamentares gostariam
de ver a reforma política aprovada antes de outubro,
para que pudesse valer para as eleições de
2012. A maioria discute, debate e apresenta sugestões,
mas é tudo de mentirinha. Deputados e senadores empurram
com a barriga mudanças capazes de aprimorar o processo
eleitoral e institucional. Dão a impressão
de estar a favor, mas, na realidade, pretendem deixar tudo
como está. Sonho de noite de verão será
esperar que votem alguma coisa para valer nas eleições
de 2014. Nelas, mais estarão em jogo o futuro e as
carreiras de Suas Excelências. Melhor deixar tudo
como está.
O FUTURO CONTINUA NAS PROFUNDEZAS
Não se tem informações claras a respeito
da exploração do petróleo descoberto
no pré-sal, a não ser que parcela ínfima
daquela riqueza está sendo explorada. As despesas
são imensuráveis e apesar da contribuição
de algumas empresas privadas, a Petrobrás defronta-se
com missão quase impossível. Talvez por isso
o governo venha adiando a renovação do equipamento
da Marinha e da Aeronáutica. Se é para defender
e garantir riqueza ainda imobilizada, para quê novos
submarinos e aviões de caça? Até os
americanos, os maiores interessados em nossas reservas de
petróleo, vem dedicando pouco interesse à
recém-criada IV Frota de sua Marinha de Guerra, composta
mais no papel do que na realidade.
Homenagens aos participantes da Legalidade
No dia 31.08, na Assembléia Legislativa, foram entregues
medalhas homageando participantes da Legalidade. eis a lista
Leonel de Moura Brizola – governador do Estado em
1961 e ex-deputado estadual (falecido).
2. João Belchior Marques Goulart – vice-presidente
da República, assumiu a presidência em setembro
de 1961, e ex-deputado estadual (falecido).
3. Hélio Carlomagno – presidente da Assembleia
Legislativa em 1961 (falecido).
4. General José Machado Lopes – comandante
do III Exército no período da Legalidade (falecido).
5. Sereno Chaise – ex-deputado do PTB; na Legalidade,
era líder de Brizola na Assembleia.
6. Ney Ortiz Borges – ex-deputado do PTB, vice-líder
de Brizola na Assembleia.
7. Harry Sauer – ex-deputado do PTB em 1961, na Legalidade.
8. Adaury Pinto Filippi – ex-deputado do PSP em 1961,
na Legalidade.
9. Gudben Castanheira – ex-deputado do PL em 1961,
na Legalidade.
10. Pedro Alvarez – foi eleito deputado pela Aliança
Republicana Socialista e, depois, cassado.
11. Almoré Zoch Cavalheiro – foi eleito, mas
não teve mandato reconhecido pela Justiça
Eleitoral; era sargento do Exército.
12. Hélio Fontoura – elegeu-se deputado, era
secretário particular de Brizola.
13. Dilamar Machado – ex-deputado estadual, radialista
e jornalista, com participação intensa na
Legalidade (falecido).
14. Terezinha Irigaray – ex-deputada estadual, com
atuação ativa no Palácio, durante a
Legalidade.
15. João Caruso – foi deputado estadual pelo
PTB em 1961; na Legalidade era secretário de Obras
(falecido).
16. José Fidélis Ramos Coelho – elegeu-se
deputado estadual pelo PTB; na Legalidade, era subchefe
da Casa Civil no Piratini (falecido).
17. Tapir Rocha – ex-deputado estadual, que se atravessou
impedindo um veículo militar de chegar na Praça.
Sérgio Jockymann fez uma crônica comparando
com o episódio da Praça Celestial em Pequim.
(falecido).
18. Lauro Hagemann – locutor da Rede da Legalidade
e ex-deputado estadual.
19. Francisco Brochado da Rocha – ex-deputado estadual
e secretário de Justiça, na Legalidade (falecido).
20. Aldo Pinto – líder estudantil na Legalidade
e ex-deputado estadual.
21. Leocádio Antunes – ex-deputado estadual
(falecido).
22. João Brusa Neto – coordenador da Rede da
Legalidade, ex-deputado estadual (falecido)
23. Honório Peres – advogado e líder
estudantil, um dos comandantes do Mata-Borrão.
24. Ajadil de Lemos – consultor-geral do Estado (falecido).
25. Floriano Maya D’Ávila – procurador-geral
do Estado (falecido).
26. Gabriel Obino – secretário da Fazenda (falecido).
27. Ney Britto – chefe da Casa Civil (falecido).
28. Coronel Aldo Campomar – chefe da Casa Militar
(falecido).
29. Diomário Moojen – comandante da Brigada
Militar (falecido).
30. Coronel Valter Emílio Nique – ajudante
de ordens (falecido).
31. Coronel Átila Escobar – comandante do 9º
Batalhão da BM (falecido).
32. Coronel Emílio Neme – ajudante de ordens
do governador.
33. Homero Simon – diretor da CRT e que montou o esquema
de transmissão da Rede da Legalidade (falecido).
34. Hamilton Chaves -assessor de Imprensa que comandou a
rede da Legalidade (falecido).
35. Carlos Contursi – assessor do governador, repórter
fotográfico (falecido).
36. Danilo Groff -assessor do governador, líder estudantil
na época (falecido).
37. Antônio de Pádua Ferreira da Silva –
presidente do Movimento Nacionalista.
38. Alfredo Daudt – coronel da Força Aérea
(falecido).
39. Jaime Keuneck (JK) – jornalista que atuou no período
da Legalidade.
40. Ney Calixto – sargento da Aeronáutica.
41. Caetano Angelo di Vasto – suboficial da Aeronáutica.
42. Fúlvio Petracco – ex-presidente da Federação
dos Universitários.
43 Aldo Arantes – ex-presidente da UNE.
44. Almino Affonso – líder do PTB na Câmara
dos Deputados.
45. Flávio Tavares – jornalista da Última
Hora.
46. Josué Guimarães – jornalista e escritor
(falecido).
47. Lucídio Castelo Branco – jornalista da
Folha da Tarde em 1961.
48. Índio Vargas – jornalista do Diário
de Notícias em 1961.
49. Assis Hoffmann – repórter fotográfico
da Última Hora em 1961.
50. Carlos Bastos – Jornalista político da
Última Hora em 1961.
51. Victor Nuñez – advogado, um dos comandantes
do Mata-Borrão.
52. Lara de Lemos – poetisa, autora da letra do Hino
da Legalidade (falecida).
53. Paulo César Peréio – coautor da
letra do Hino da Legalidade.
54. Celso Costa – operador técnico que colocou
no ar a Rede da Legalidade.
55. Alfeu Alcântara Monteiro – coronel-aviador
que assumiu o comando da Base Aérea de Canoas em
1961 (falecido).
56. Cardeal Dom Vicente Scherer – arcebispo de Porto
Alegre (falecido).
Três visões sobre o movimento em debate
no Memorial
Almino Affonso, Aldo Arantes e Carlos Bastos deixam depoimentos
Marco Couto

Mediação foi do deputado do PCdoB, Raul Carrion
(C) l Marco Couto/Ag.ALRS
Lorena Paim
Três participantes do movimento da Legalidade integraram
a mesa de debates da quarta-feira (31) à noite, no
Memorial do Legislativo RS: Almino Affonso, que era deputado
federal e líder do PTB na Câmara em 1961, Aldo
Arantes, então presidente da UNE- União Nacional
de Estudantes, e Carlos Bastos, jornalista da Última
Hora. De cada depoimento, o público pôde retirar
um pouco de conhecimento sobre a ampla mobilização
que tomou conta do Brasil, em especial do Rio Grande do
Sul, quando Jânio Quadros renunciou à presidência.
Aldo Arantes era recém-eleito presidente da UNE quando
teve um encontro com Jânio Quadros, poucos dias antes
da renúncia. O ex-deputado federal pelo PCdoB e atual
dirigente do partido contou que o encontro foi estranho.
“Eu pedi audiência para comunicar sobre minha
posse. Ao chegar, os três ministros militares estavam
no Palácio, esperando audiência. E eu entrei
na frente deles. O presidente chamou a minha atenção
para o fato de eu levar o meu texto num ofício mimeografado.
Disse que a UNE precisava de um chefe de cerimonial. Mesmo
assim, depois, Jânio nos deu tudo o que pedimos, inclusive
a sede para a UNE em Brasília”.
Arantes conta que a situação começou
a mudar com a renúncia de Jânio, quando a sede
da organização foi ocupada pela polícia
do Rio de Janeiro e ele resolveu transferir a UNE para Porto
Alegre. Num tempo sem centrais sindicais, diz ele, esta
era “a única organização capaz
de mobilizar a população nacionalmente”.
Na capital gaúcha, destaca o papel do colégio
Julinho e da UFRGS e lembra que ele próprio fazia
pronunciamentos pela Rede da Legalidade, sendo ouvido em
estados distantes como a Bahia, por sistemas de alto-falantes
ao ar livre.
“Os estudantes tiveram papel fundamental na Legalidade”,
sustenta Arantes. Prova é que o presidente João
Goulart , depois de empossado, visitou a sede da UNE para
agradecer o apoio. “Jango tinha muito respeito pelos
estudantes”, pondera. Mais profunda foi a amizade
com Brizola, “que me deu um revólver 38 de
presente, em alusão à participação
na Legalidade”.
Político experiente em 1961, Almino Affonso relembrou
sua atuação como líder do PTB na Câmara,
instituição responsável pela elaboração
do processo político que permitiu a posse de João
Goulart sem maiores traumas. O político lembra o
tumulto que se formou com o anúncio da renúncia
de Jânio e a estranheza diante da posição
do presidente do Congresso, Auro Moura Andrade, “que
em vez de colocar a comunicação do presidente
para os deputados e senadores, entregou os documentos à
imprensa”.
Almino reforçou sua posição contrária
ao parlamentarismo, da forma como estava sendo apresentado
em 1961. Mas, como transmitiu a ideia de Jango, de que aceitava
debater esta hipótese, ficou entendido que o vice-presidente
aceitava, sem dúvida, a mudança de sistema.
“Votamos contra o parlamentarismo até o último
minuto”, diz o ex-deputado, que foi depois ministro
do Trabalho de Jango. “Mas não pensem que foi
uma vitória tranquila do parlamentarismo; as negociações
e debates viraram a noite”, ressalta. Na área
popular, ele diz que a resistência comandada por Brizola
foi importante, “por impedir o golpe naquele instante”.
Cenas marcantes
Atualmente coordenador das comemorações dos
50 anos da Legalidade pela Assembleia Legislativa, o jornalista
Carlos Bastos falou sobre as dúvidas surgidas naquele
25 de agosto de 1961, como, por exemplo, se tinha ocorrido
um golpe contra Jânio. Segundo ele, Brizola pediu
ao deputado Ruy Ramos que interpelasse o ministro da Guerra,
a respeito de como Jango seria recebido (ele estava em viagem
à China). Também Ruy Ramos foi encarregado
de falar com o marechal Lott, o qual acabou fazendo um manifesto
pelo cumprimento do preceito constitucional.
Entre as inúmeras cenas que presenciou, o então
repórter da Última Hora cita “a noite
dos tanques”, em que estes – se dizia –
iriam atacar o Palácio. Foi quando os estudantes
arrancaram os bancos de cimento da Praça da Matriz
para impedir a passagem do Exército. Também
chamou a atenção para o fato de haver 28 deputados
de situação e 27 de oposição
no Legislativo, e o presidente do oposicionista PL ter feito
um manifesto em favor da Legalidade.
De São Borja
A CRONICA DO CLEMAR DIAS NA FSB DO SABADO PASSADO TERÁ
UMA RESPOSTA DO NETO DO JANGO, CRISTHOPHER GOULART...MAS
EM TERMOS POLITICOS, APENAS....
50 ANOS DA LEGALIDADE
Seminários mostram
pouco interesse pelo evento
A não ser no dia 30.08,quando esteve Paulo Henrique
Amorim, da TV Record, ex-Tv Globo, que lotou o plenário
do Memorial da Assembléia Legislativa, o público
foi escasso nos eventos da Legalidade.
Em rápidas pinceladas, muita badalação,
muitas homenagens, mas participação popular,
quase zero....
Minha avaliação dos painelistas
DEPUTADO FEDERAL BRIZOLA NETTO: DE UM PUXASAQUISMO DO GOVERNO
DO PT, QUE FEZ UMA SENHORA PEDETISTA , DEIXAR O PLENÁRIO
ENFURECIDA...ENTANDA-SE ELE FICOU NA SUPLENCIA E O QUE OCUPAVA
A VAGA FOI CHAMADO PELO GOVERNADOR SERGIO CABRAL, DO RIO,
PRA SER SECRETÁRIO,ABRINDO A VAGA PRA ELE ASSUMIR.
PAULO HENRIQUE AMORIM: JUNTO COM O EX-DEPUTADO ALMINO AFFONSO,
O MELHOR DOS ENCONTROS DE DOIS DIAS DOS 50 ANOS DA LEGALIDADE.
AMORIM PICHOU A TV GLOBO, MAS DEU MUITA INFORMAÇÃO..
ALMINO AFFONSO: UM GRANDE DEPOIMENTO HISTÓRICO, PRINCIPALMENTE
SOBRE A RENUNCIA DO JANIO QUADROS
ALDO ARANTES: PRESIDENTE DA UNE EM 1961. A NÃO SER
SOBRE O ENCONTRO COM JANIO, MOSTROU-SE UM BRIZOLISTA CONFESSO,ADMIRADOR
DO EX-GOVERNADOR( MAS PARTICIPOU DA LEGALIDADE)
CARLOSBASTOS: FICOU NO TESTEMUNHO E POR ISTO SE SAIU BEM...
AUSENCIA NÃO ENTENDIDA: FLAVIO TAVARES QUE CULPOU
A BUROCRACIA DO PALÁLIO PIRATINI POR NÃO ESTAR
AQUI. NINGUÉM ENTENDEU.BOM, MAS DO TAVRES PODE-SE
ESPERAR TUDO!
O QUE LI NOS JORNAIS

NA FOLHA DE SÃO BORJA DE SABADO PASSADO, UMA RAZOÁVEL
MATERIA SOBRE A NOITE DO HORROR,OU SEJA, AQUELE ACIDENTE
OCORRIDO NA MADRUGADA DO DIA 28.08 NA BR-285 ENTRE SÃO
LUIS GONZAGA E ENTRE-IJUIS....MERITO PRA FOLHA DE SÃO
BORJA QUE CONSEGUIU O "BONECO" DA CARONEIRA DO
CAMINHONEIRO DE P.FUNDO( COM CAMINHÃO DE PLACAS DE
MARAU-RS)JÁ QUE NEM ZERO HORA, NEM CORREIO DO POVO
QUEDERAM A NOTICIA, CONSEGUIRAM PUBLICA-LA...

OS DESTROÇOS DOS CAMINHÕES MOSTRAM A VIOLENCIA
DO CHOQUE ENTRE AS TRES CAMINHÕES. RELEMBRO QUE UM
DELES MORREU DENTRO DA CABINE, ATINGIDO PELA CARROCERIA
DO CAMINHÃO QUE SEGUIA DE SÃO BORJA RUMO A
MINAS GERAIS....

Correio do Povo na cobertura dos 50 anos da legalidade
deu uma boa foto da participação da Brigada
Militar no conhecimento movimento pela posse de João
Goulart na presidência da República....A Brigada
Militar pelo que se ouve e comenta foi fator fundamental
para que Brizola se sentisse forte pra enfrentar a ameaça
de represália dos comandos militares sobre o Rio
Grande do Sul. Ela deslocou contingentes a Torres para evitar
um possível ataque de forças federais.

"O SUL" DE ONTEM ,01.09, ANUNCIA A VOLTA DE BEATRIZ
FAGUNDES PRA PAMPA AM....

O QUE LI NA FSB
BRIGADIANOS MOSTRAM A CARA NUMA FOTO NA EDIÇÃO
DA FSB DE SÁBADO PASSADO. É O MOVIMENTO POR
MELHORES SALÁRIOS QUE ESTÁ DISSIMINADO POR
TODO O ESTADO. ASSUNTO MOMENTÃNEO...EM TODA A MÍDIA,
MAS COM AMPLO ESPAÇO PRO LADO DO GOVERNO, DO QUE
DO LADO DOS POLICIAIS.

O depoimento de IB KERN NO LIVRO GOLPE MATA JORNAL, DE
JEFFERSON BARROS ,diz que o o general JAIR DANTAS RIBEIRO
, AMPARADO NUM DITADO DE UM OUTRO GENERAL, DIZIA QUE PRA
FAZER REVOLUÇÃO ERA PRECISO TER TRES COLHÕES....
POIS DIZ IB KERN, QUE COMO REPÓRTER DA ULTIMA HORA
TINHA MUITO TRANSITO ENTRE OS GENERAIS DO III EXÉRCITO,
JÁ QUE O SAMUEL WAINER SABIDAMENTE ERA LIGADO A JANGO
E GETULIO( NAQUELA ALTURA JÁ MORTO) O GENERAL JAIR
DANTAS RIBEIRO - SABIDAMENTE UMA RAPOSA POLITICA - FOI VISITAR
BRIZOLA, NA ÉPOCA TIDO POR UM REVOLUCIONÁRIO...OS
DEMAIS GENERAIS FICARAM CURIOSOS PRA SABER O QUE ELE ACHARA
DO HOMEM E PRA SURPRESA DE TODOS, JAIR SAIU-SE,CONTA IB,
COM ESTA:
- O HOMEM SÓ TEM DOIS COLHÕES...
ME LEMBREI DISTO PORQUE CARLOS BASTOS EM SUA INTERESSANTE
PALESTRA NO MEMORIAL DO LEGISLATIVO, DO DIA 31.08, CONTOU
QUE TINHA UMA NAMORADA NA ÉPOCA DA LEGALIDADE E QUE
QUASE A PERDEU PORQUE ESTEVE DIA E NOITE NOS PORÕES
DA LEGALIDADE MAS QUE QUANDO TUDO ACABOU, ELE FOI NO RESTAURANTE
COPACABANA E DISSE AO GARÇÃO:
- QUERO UM FILÉ A LEONEL BRIZOLA?
- MAS QUE FILÉ É ESTE QUIS SABER O GARÇÃO
- COM TRES OVOS, RESPONDEU BASTOS...
O QUE LI NOS JORNAIS

NO JC DO DIA 31.08 UMA BOA MATÉRIA DO GUILHERME
KOLLING SOBRE UMA PLACA RESGATADA PELA FILHA DO DR. BRENO
CALDAS- QUE COMO TODOS SABEM, NÃO MORRIA DE AMORES
POR LEONEL BRIZOLA - QUE LHE FOI OUTORGADA PELO PRÓPRIO
BRIZOLA EM HOMENAGEM A REDE DA LEGALIDADE....
COLEGUINHAS
ARMANDO BURD É FÃ DO REPORTER ROBERTO TAVARES
*ib kern, aos 92 anos, ainda sai de casa. Esteve na quarta,
dia 31.08,no lançamento do livro da rebelião
dos sargentos, na Assembléia Legislativa.
*Grande repórter político, IB tem dois livros
escritos....Um deles de memórias, Não Há
anjos no Poder....
*Ontem, dia 1/9, Luis Carlos Reche, na Guaíba, chamou
o Mendelski de Rogério BOELCKE E NÃO FOI DE
GOZAÇÃO, NÃO ...O RECHE DEVIA ESTAR
SONADO, DEPOIS DA JORNADA DO DIA ANTERIOR...
GENERAL GOLBERY DO COUTO E SILVA ERA TIDO COMO O
BRUXO DO REGIME MILITAR, O HOMEM QUE MAQUINAVA CONTRA TUDOS
E CONTRA TODOS....

GOLBERY: PODER E SILENCIO...
Agora o MJDH está lutando contra a construção
de um monumento em Rio Grande - sua terra natal. O general
é polêmico mesmo depois de morto....
FOI ELE QUE PREVIU QUE O GOVERNO DE JANGO GOULART CAIRIA
COMO UM CASTELO DE CARTAS MAS TAMBÉM PREVIU QUE OS
MILITARES ' TOMARIAM UM PONTA PÉ NA BUNDA" DEPOIS
DE DUAS DÉCADAS NO PODER.
GOLBERY ARTICULOU TODAS, DESDE A ENTREGA PRA DEPUTADA FEDERAL
IVETE VARGAS DA SIGLA DO PTB - TIRANDO A BANDEIRA DAS MÃOS
DE LEONEL BRIZOLA - MAS NO FIM DO REGIME MILITAR, DESGASTADO,
SAIU DO GOVERNO DO PRESIDENTE FIGUEIREDO.
GOLBERY NÃO DAVA ENTREVISTAS. CONVERSAVA COM ALGUNS
JORNALISTAS. SEU PREFERIDO FOI ÉLIO GASPARI, QUE
USOU BOA PARTE DOS DOCUMENTOS E DOS SEGREDOS DO BRUXO DO
REGIME MILITAR PARA ESCREVER SEUS LIVROS SOBRE A DITADURA
MILITAR NO BRASIL.
IB NÃO PARTICIPOU
DA LEGALIDADE

IB KERN, QUE EM 1961 ERA REPÓRTER POLÍTICO
DA ULTIMA HORA, O PRINCIPAL JORNAL QUE DEFENDEU VEEMENTEMENTE
A LEGALIDADE, NÃO PARTICIPOU DELA NEM TEM MUITO QUE
CONTAR...
- FIQUEI 28 DIAS DE CAMA COM PROBLEMAS DO NERVO SIÁTICO,
DIZ ELE.
FOI LEVADO DE MACA UM DIA ATÉ O PORÃO DO
PALÁCIO E O CARLOS CONTURSI, ASSESSOR DE LEONEL BRIZOLA,
PRATICAMENTE O OBRIGOU A SENTAR NA MÁQUINA E A SAIR
REDIGINDO NOTAS E MATÉRIAS PRA RÁDIO DA LEGALIDADE...
- NÃO VOLTEI MAIS POR ISTO NÃO TENHO O QUE
CONTAR DA LEGALIDADE, INFORMOU ONTEM, AOS 92 ANOS.
IB ESTAVE NO LANÇAMENTO DO LIVRO DA REBELIÃO
DOS SARGENTOS OCORRIDO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
NO DIA 31.08. fOI OVACIONADO PELOS PRESENTES, PORQUE ELE
PARTICIPOU E ACOMPANHOU COMO JORNALISTA DAQUELES EPISÓDIO...
SEM PULO - TÚNEL DO TEMPO


De São Borja
Israel, eu acho que a marca do Getulio foi a carteira
do trabalho. Pros que não gostam dele,foi o caso
da mulher do Prestes, foi o DIP e por aí afora...então
estamos combinados. abraços ao leitor que tão
amavelmente escreve!
GÉTÚLIO E AS LEIS TRABALHISTAS
Bom dia
Amigo Olides Canton
Realmente, meu caro Jornalista, nós temos obrigação
da falar sobre esses Fatos, que marcaram e ainda marcam
a História recente do nosso país. Conforme
te falei, antes da tua Palestra, e que tiveste a gentileza
de citar, o que salva o Getúlio Vargas são
as leis trabalhistas (a Legislação Social).
Cada vez que uma CTPS é assinada, vem a lembrança
de Getúlio Vargas. Também, convém salientar
que na Volta do Getúlio, em 1950 ele estava bem mais
Nacionalista, defendendo a bandeira do "Petróleo
é Nosso", que fora bandeira do comunista João
Amazonas. Por isso, entendo que ele havia se redimido com
o falecido escritor Monteiro Lobato, que também pregava
veementemente essa Bandeira sobre Petróleo brasileiro.
Abraços
Israel Lopes
ERROS DE ARBITRAGEM E DOS PRÓPRIOS
TÉCNICOS PREJUDICAM DUPLA GRENAL
Por Luiz Oscar Matzenbacher
O que seria dos clubes paulistas sem os erros de arbitragens?
O Inter e o Grêmio foram prejudicados contra o Santos
e Corinthians. O Inter teve um gol anulado injustamente
e um pênalti não marcado e o Grêmio sofreu
um pênalti inexistente. Mas o Roth e o Dorival ajudaram
também o Santos e o Corinthians.
O Roth manteve uma retranca inexplicável, com quatro
jogadores na defesa, sem atacantes adversários por
perto, contra um time com apenas nove jogadores em campo
e o Dorival não é jóquei. Não
sabe substituir e comandar a equipe durante o jogo. Ninguém
pode estar ganhando de 3 x 0 em seu próprio estádio
aos 35 min do segundo tempo e levar três gols de escapada.
A FÃ NUMERO UM
DE PEDRO SIMON
FOTOS DO ESPANHOL



dona miriam fonseca não dá,ou dava mole ao
seu ídolo-mor, senador Pedro Simon. Ela pintava no
pedaço sempre que tivesse um evento público
do senador...Com o tempo, Simon passou a conviver com a
situçaão numa boa...
E levava na esportiva, como se diz, autografando pra dona
Miriam Fonseca, seus livros mesmo durante as feiras do livro
de Porto Alegre, quando ele geralmente lança um livro.
Mas não é só Simon que arrumou uma
fã. O vereador João Dib, quando era secretário
municipal dos transportes também tinha uma fã
que o aguardava na saída do prédio ali na
avenida Ipiranga. Se não me engano era Diva, o nome
da senhora, que há muito deve ter falecido. Os repórteres
sempre a viam sentada ali na frente do predio onde hoje
está a EPTC ...era a fã do Dib que o aguardava.
Depois ela se mudou pra Câmara Municipal.
de serafina corrêa
30 ANOS DA RS-129


fOI NO GOVERNO DE AMARAL DE SOUZA QUE SE FEZ A RS-129.
O SECRETÁRIO DOS TRANSPORTES ERA O DEPUTADO ESTADUAL
FIRMINO GIRARDELLO, DE ERECHIM...COMO ELE HAVIA CONHECIDO
SUA ESPOSA, GILKA, EM GUAPORÉ, MUITOS DIZEM QUE O
ENTÃO SECRETÁRIO QUIS FAZER A RODOVIA, OU
MELHOR PAVIMENTÁ-LA COMO UMA OBRA SENTIMENTAL.

MAS QUE ELA TIROU AQUELES MUNICÍPIOS TODOS DO BURACO,
LITERALMENTE, ELA TIROU. ANTES SE LEVAVA UM DIA INTEIRO
PRA IR DE SERAFINA A PORTO ALEGRE, PASSANDO POR PIRAMBEIRAS
BRABAS.ERA SÓ SAIR DA LINHA DÉCIMA ALI DE
SERAFINA, QUE O PÓ FORMAVAM UMA NUVEM...HOJE ENTRE
A CAPITAL E SERAFINA FAZ-SE EM 3 HORAS E O ONIBUS, EM LINHA
NORMAL, FAZ O TRECHO EM QUATRO HORAS E MEIA.

POIS NESTES 30 ANOS DE RS-129, MUITA COISA MUDOU EM SERAFINA.
A CIDADE CRESCEU,SE EXPANDIU. TOMOU CONTA DOS MORROS, ONDE
ANTES ERA PURA ROÇA...MUITO CAPINEI NAQUELES MORROS
QUE HOJE JÁ ESTÃO TOMADOS DE LOTEAMENTOS...

NESTAS FOTOS ENVIADAS POR UM LEITOR SERAFINENSE, UM POUCO
DA CONSTRUÇÃO DESTE TRECHO IMPORTANTE DE RODOVIA
QUE POR UM DECRETO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, PROPOSTO
PELO DEPUTADO ALEXANDRE POSTAL, HOJE SE CHAMA RODOVIA GOVERNADOR
SYNAVAL GUAZZELLI.
BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS
HOMENAGEIA ARNALDO PASSARIN
FOTO DE: Luizinho Bebber
O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva
da Viticultura, Vinhos e Derivados, Arnaldo Passarin, foi
homenageado pela Bolsa Brasileira de Mercadorias, Central
Regional do Rio Grande do Sul, juntamente com outras instituições
e personalidades, em reconhecimento à sua contribuição
para o desenvolvimento do agronegócio. A homenagem
foi prestada às 19h desta quinta-feira (1º/9)
durante a Expointer/2011, no Parque de Exposições
de Esteio. Arnaldo Passarin é diretor da empresa
gaúcha União de Vinhos do Rio Grande, que
conta com unidades industriais em Flores da Cunha, Nova
Roma e Bento Gonçalves e atua há mais de 60
anos no setor vinícola brasileiro. Em maio último,
o empresário também havia sido distinguido
com o prêmio Mérito Industrial, conferido pela
Fiergs.
Todt Comunicação
A história dos bares de esquerda de Porto
Alegre: a Esquina Maldita
Bah, até pra bar tem a denominação
de " esquerda". Eu quero saber quais são
os bares co centro, da direita de Porto Alegre. O Butikin
- que eu nunca frequentei era de que? Não vão
me dizer que era de esquerda, porque ai, como dizia o Mário
Quintana, eu não entendo mais o mundo....quá...quá...quá..
A história dos bares de esquerda de Porto Alegre:
a Esquina Maldita (revisado)
Milton Ribeiro

(Fanfarras. O programa começa. Adentra o palco um
homem grisalho, não de todo acabado. É o Especialista.
Ele senta ao lado do apresentador, que fala.)
– Nosso pogrom d`oje traz o Espesializta Milton Ribeiro
para nos contar sobre a Esquina Maldita. Boa noite.
– Boa noite, é um praz…
– Claro que é um prazer! Milton, diga-nos:
quais foram os bares que formaram a famosa Esquina das avenidas
Osvaldo Aranha e Sarmento Leite?
– Ora, primeiro, em 1966, veio o Alaska, depois vieram
o Estudantil, o Copa 70 e o Marius.
– Quanto tempo duraram?
– Sei lá. O que sei é que o Alaska fechou
em 1985 e o Marius foi adiante.
– Quem ia ao Alaska?
– A militância d`esquerda.
(Fanfarras. O apresentador levanta-se e grita.)
– Ele acaba de ganhar uma caixa de nosso patrocinador,
os cigarros d`Arrabalde, o cigarro d`oômem! Parabéns,
Milton.
– Obrigado. Eu estava ligado.
– Bem, podemos continuar.
– O Alaska tinha um garçom que às vezes
era acompanhado de um auxiliar meio idiota. O idiota sempre
mudava, era de alta rotatividade. O garçom não
era nada idiota, seu nome era Isake Plentis d`Oliveira.
(Fanfarras. Porém, o apresentador levanta-se e faz
parar tudo.)
– Não, não valeu. Com nomes próprios
não vale.
– OK, desculpe.
– Adiante!
– Então o garçom era Isake Plentis de
Oliveira, conhecido por apenas por Isake. Quem ia lá
era a intelectualidade da esquerda e muitas vezes éramos
visitados pela polícia. Obviamente, o DOPS mantinha
informantes lá.
– Sempre foi assim?
– Bem, nem sempre. No início era um bar em
que as pessoas iam para conspirar ou falar de política,
era também quase exclusivamente masculino. Depois,
nos anos 70, as mulheres tomaram conta.
– Ninguém comia ninguém?
– É… pouco. Foi um bar de resistência
à ditadura até a metade dos anos 70, depois
virou o local da esquerda festiva. Derrubávamos o
governo todas as noites.
– E o que você comia lá?
– Apesar do pessoal do teatro frequentar, não
era um bar para conseguir mulher, a gente comia os pratos
mesmo.
(O apresentador ri e aponta para o Especialista. Seu gesto
denota quão irresistivelmente engraçado é
ele.)
– Os pratos eram o Robertão, o Burguês,
o Vietcong e se bebia trigo velho ou batidas de côco
e maracujá. Tinha chope, mas eu não tomava
chope lá.
– E os outros locais?
– O Estudantil era barato e bagaceiro. As pessoas
morriam no Hospital São Francisco e os parentes iam
lá se embebedar. Esses momentos eram tristes. Era
também o bar dos lixeiros da madrugada. Eles paravam
o caminhão e o Ataliba, o garçom, servia cerveja
para eles. Esse pessoal não se misturava com os intelectuais
do Alaska e vice-versa.
– E o que você comia lá?
– Mulheres, porque o bar tinha dois ambientes. O da
frente, com mesas, e o de trás, que era escuro e
destinado ao sexo. Do amasso ao coito, podia tudo. Com o
tempo, deixei de ir porque eu não era suficientemente
promíscuo.
– Trepava-se com estranhos?
– Quase sempre. E eu não queria, em hipótese
alguma, colocar minhas namoradas na roda.
– Um machismo perfeitamente natural, compreeensível,
adequado e correto. Mas e o Copa 70?
– Era um bar d`omossexuais!
(Fanfarras. O apresentador levanta-se e grita.)
– Ele acaba de ganhar mais uma caixa de nosso patrocinador,
os cigarros d`Arrabalde, o cigarro d`oômem! Parabéns,
Milton.
– Obrigado. Eu fiquei desligado por um tempo mas agora
liguei de novo.
– Bem, podemos continuar.
– Era o bar onde a Nega Lu, que se chamava Luis Airton
Bastos, fazia performances.
– Então, o que se comia lá?
– Bundas.
– Havia drogas?
– Eram disseminadas entre os bares. Mas o pessoal
do Alaska não gostava daquilo. Elas alienavam.
– E o Marius?
– O Marius foi o último a abrir. Já
era o tempo da decadência. A Universidade foi lá
para o campus e o pessoal das drogas foi… foi…
foi para… deixa eu fazer a frase… mais para
o meio da Redenção.
– Hum, para que bar?
– O nome dele é… é. Bom, eles
se tornaram o pessoal d`Ocidente.
(Fanfarras. O apresentador levanta-se e grita.)
– Ele acaba de ganhar mais uma caixa de nosso patrocinador,
os cigarros d`Arrabalde, o cigarro d`oômem! Parabéns,
Milton. A terceira caixa, hein?
– Obrigado. Agora tô ligado, tô ligado.
– E então?
– O grosso das pessoas foi para o Ocidente e os saudosos
da Esquina Maldita acabaram no Marius.
– Bem, como já entregamos três caixas
de nosso patrocinador e o Milton tem de trabalhar, encerramos
aqui a entrevista. Milton, alguma coisa que queira acrescentar?
– Foi um`onra estar aqui.
(Fanfarras. O apresentador levanta-se e grita.)
– Não vale, não vale, tem que ser com
“d”. Boa noite. Fim de programa.
O QUE LI NOS JORNAIS

iMPRENSA LIVRE NO CORREINHO?
nOSSA COMO DIRIA AQUELE COMENTARISTA QUE AGORA LARGOU,OU
MELHOR PENDUROU AS CHUTEIRAS....
QUANDO É PRA FALAR DA GLOBO - E OLHA QUE EU NÃO
VEJO A GLOBO NÃO VEJO TEVE - EXISTE UMA UNANIMIDADE
BURRA. MAS O FATO É QUE TODOS VEEM A GLOBO....
O PROPRIO AMORIM É CRIA DE LÁ, EMBORA ELE
TENHA DADO MAIS INFORMAÇÃO SOBRE A GLOBO DO
QUE CRITICADO...NISTO VALEU SEU PAPO. JÁ O DEPUTADO
BRIZOLA NETTO FALOU, FALOU EM LIBERDADE DE IMPRENSA, MAS
DESCONFIO QUE ESTÁ LOUCO PRA TER UM ESPAÇO
NA TV GLOBO. ASSIM QUE DEREM, NÃO FALARÁ SEGURAMENTE
MAIS MAL DA EMISSORA....E JÁ TEM A SJUSTIFICATIVA
PRONTA NO PALETÓ DO BOLSO. ALIÁS, NÃO
É SÓ ELE QUE AGE ASSIM.....
QUANDO OUÇO FALAREM (MAL ) DA TV GLOBO ME LEMBRO
SEMPRE DA ANTONINHA BARCELLOS, MAE DO REPORTER CACO BARCELLOS,
QUE NASCEU POBRE LÁ NO PARTENON E VIVEU UMA VIDA
DE GRANDE MODESTIA, MAS TEM UM FILHO QUE É UM ASTRO
DA TV GLOBO E QUE CHEGOU LÁ PELO PROPRIO TALENTO
E ESFORÇO,S EM PISTOLÃO...ALIÁS O PISTOLÃO
DO CACO BARCELLOS, MORREU MAIS POBRE QUE RATO DE IGREJA,
O JEFFERSON BARROS. MAS COMO IA DIZENDO, A ANTONINHA SEMPRE
SE CONSOLA QUANDO OUVE FALAR MAL DA TV ONDE O FILHO TRABALHA
- TODO MUNDO FALA MAL DA GLOBO, MAS TODO MUNDO QUERIA TER
UM FILHO TRABALHANDO LÁ.
OLHA, ACHO QUE A ANTONINHA, NO FUNDO, NO FUNDO, TEM RAZÃO.
É QUE POUCOS ADMITEM....

Ruy Carlos Ostermann, Pedro Carneiro Pereira e Lauro Quadros,
o trio de ouro da rádio Guaíba, nas jornadas
esportivas.
O LAURINHO VOLTOU
A COMENTARISTA DE JORNADA ESPORTIVA
domingo no lotação indo pro centro ouvi a
voz de um cara que parecia o Lauro Quadros.Ué, pensei,
tou louco...O lauro largou a jornada esportiva faz 20 anos...
e disse que não voltaria mais a campo...
achei que fosse a voz de um colega semelhante...mas quando
me dei conta o pedro ernesto denardim estava citando seu
nome.
ai me lembrei daquele historinha que conto num dos meus
livros quando o Lauro Quadros estava na Guaíba, na
poderosa Guaíba...ele estava indo pra P.Fundo comentar
um jogo de um time da dupla Grenal e pararam em Soledade,
num restaurante prum café...
Aí o Lauro falou e um gauchão que estava
por lá se aproximou pitando seu palheiro velho de
guerra e sentenciou:
- Mas o Lauro é esta merdinha aí????
E eu que pensei que fosse um homenzão por causa
de sua voz.....
Um siri em necropsia
Archimedes Marques
Temos de convir que a função de criticar ou
elogiar não é tarefa fácil pois às
vezes nos esbarramos em nossos próprios conceitos
contrários que podem não ser os conceitos
verdadeiros, no entanto, esses dois entendimentos podem
estar presentes nas mesmas ações de uma só
pessoa.
Não podemos esquecer de que o gosto de cada um é
algo muito subjetivo e pessoal. Assim, o gosto que alguém
considera ruim e errado, para o outro é considerado
bom e certo. Tudo depende do ponto de vista de cada um e
do mundo em que cada um vive. É por isso que se diz
que há gosto para todas as coisas, que há
gosto para tudo e a cada um seu gosto lhe parece o melhor
e, em assim sendo, dentro dessa filosofia é que o
presente texto não faz crítica ou elogio ao
gosto do personagem principal, vez que contra o gosto não
há argumento.
Há muito tempo atrás, mais de perto, no ano
de 1985 conheci quando do meu ingresso na Polícia
Civil de Sergipe, um cidadão que passarei a partir
de então a chama-lo com o nome fictício de
Matusalém, pois os seus familiares podem não
gostar da história apesar de ter sido a pura verdade
do que realmente aconteceu. Matusalém era um funcionário
público exemplar, um excelente profissional, um dedicado
e exclusivo, jamais igualado agente auxiliar de necropsia
que trabalhava no Instituto Médico Legal de Aracaju.
Trabalhava já então por sua livre e espontânea
vontade, vez que as duas possibilidades de aposentadoria
haviam alcançado o seu período laborativo,
ou seja, tanto por tempo de serviço, quanto por idade,
o referido diferente e irreverente servidor podia ir embora
descansar na sua cadeira de balanço, contudo, não
havia quem colocasse isso na cabeça dele, passando
então o mesmo a ser considerado um patrimônio
da casa, um patrimônio vivo e exemplar do IML do nosso
Estado de Sergipe.
O IML não era somente o seu trabalho, era a sua casa,
seu lar, sua vida. Para Matusalém a sua simples e
difícil função era a melhor de todas
as outras existentes. Cortar cadáveres, procurar
projeteis ou objetos em suas vísceras, mexer em corpos
putrefatos, buscar mortos mutilados em acidentes, ver sangue,
sentir sangue, sentir o cheiro forte do formol, do morto
e da morte era para o bom velho Matusalém uma satisfação
incomum que ele realizava sem luvas, sem máscaras
ou qualquer tipo de proteção possível.
Praticamente Matusalém trabalhava todos os dias em
todos os plantões porque aceitava qualquer coisa
em troca, por vezes até algumas doses de cachaça,
para cobrir o expediente dos seus colegas.
Corria o boato que quase sempre Matusalém fazia as
suas refeições no seu próprio local
de trabalho, mais de perto, almoçava, lanchava ou
jantava na mesma sala em que os mortos estavam sendo submetidos
aos exames cadavéricos e, até colocava a água
que bebia, suco ou qualquer alimento para gelar nas geladeiras
em que também se guardavam os defuntos.
O meu primeiro local de trabalho foi a extinta Delegacia
Central de Aracaju que era localizada no prédio vizinho
ao IML, por isso a minha aproximação com os
funcionários daquele Instituto, mais de perto com
o velho Matusalém a quem melhor me apeguei pela sua
simples filosofia de vida, apesar das nossas extremas diferenças.
Calouro na Polícia e metido a ser o melhor de todos,
não diferente dos jovens policiais que se acham superiores
aos antigos, aos mais experientes, então nas minhas
horas vagas ou de menor movimento na Delegacia, não
só pela curiosidade, mas principalmente para me acostumar
com a situação fúnebre e horrorosa
que tanto me causava náuseas e que eu achava ser
condizente com a minha carreira, então passei a visitar
a sala de necropsia do IML para assistir ao trabalho efetuado
pelos Médicos Legistas, na maioria das vezes com
o auxilio de Matusalém, que para dizer a verdade
era quem fazia todo o trabalho pesado de cortar, serrar,
abrir, retirar o cérebro ou as vísceras do
examinado em busca das evidencias das suas mortes.
Certo dia caí na besteira de entrar na sala quando
da chegada de um defunto afogado que fora achado na praia
de Atalaia em avançado estado de decomposição,
já bastante mutilado e até largando aos pedaços.
Era o meu desafio maior, meu teste de fogo, para me acostumar
de vez com a situação devido as tantas outras
diferentes anteriormente a que me submeti voluntariamente
assistindo a exames de todos os tipos de mortes possíveis.
Ali mesmo constatei em meio a uma fedentina insuportável,
a pele podre das pernas do defunto ficar grudada nas mãos
nuas de Matusalém, contudo, tal fato era só
o começo do esdruxulo, pois o pior estava por vir:
Não demorou muito e caiu no chão da sala um
grande siri, um siri que a gente aqui em Sergipe chama de
siri patola.
O siri que veio dentro da barriga do inchado e deteriorado
cadáver afogado, agora estava ali no chão
sujo da sala, em líquido gosmento róseo-avermelhado,
desorientado e armado com as suas duas puãs tais
quais tesouras apontadas para o alto no sentido de se defender
de um possível ataque e, para minha surpresa escuto
Matusalém dizer:
- Chegou o meu tira-gosto!...
Saí rápido da sala para vomitar lá
fora e voltar para a Delegacia acreditando ser brincadeira
aquela frase do meu amigo Matusalém.
Momento depois me chega o velho Matusalém já
com o siri cozinhado, todo vermelhão e, cantando
vantagem:
- E aí doutor, vai encarar?...
- Você está ficando doido Matusalém...
Jogue essa porcaria fora!... Onde já se viu querer
comer um siri que estava dentro da barriga de um defunto
e ainda mais podre e nojento?...
- E qual é a diferença de se comer ele ou
de comer qualquer outro siri?... Será que o outro
que o senhor pesca ou compra na feira, também não
comeu defunto?...
- Vamos ponderar um pouco Matusalém... Isso que você
quer fazer, além de absurdo, anti-higiênico
e nojento é deprimente, eu pago outro tira-gosto
qualquer para você, mas jogue esse siri no lixo.
- Anti-higiênico não é, porque quando
se cozinha, mata-se todos os micróbios. Nojento é
aquilo que o senhor come sem saber de onde veio. Deprimente
é o senhor comer algo pensando que é bom,
quando na verdade esta sendo enganado, está comendo
algo ruim, que não vale nada, que pode lhe fazer
mal... Por exemplo: O senhor compra no mercado a carne mais
cara que existe, o filé, entretanto esse filé
pode vir de uma vaca que morreu de uma doença braba
ou de uma picada de cobra... E aí?... Eu não
quero que o senhor me pague nenhum tira-gosto não
doutor por eu já tenho o meu... Só quero que
me pague duas doses de cachaça que é pra eu
comer o meu siri...
- Se é isso mesmo que você quer Matusalém,
então seja feita a sua vontade... Pode ir andando
pra birosca que eu chego já pra pagar a sua cachaça...
E ainda meio incrédulo, cerca de vinte minutos depois
fui até o barzinho da esquina e lá chegando
constatei os cascos e restos do siri dentro de um prato
em cima da mesa, e Matusalém sentado ao lado se gabando:
- Só estava esperando o senhor para me pagar também
a saideira, doutor... O siri estava gordo que estava uma
beleza!...
Daquele dia em diante não mais comi um siri sequer
e toda vez que eu vejo um, me lembro do meu amigo Matusalém,
uma pessoa simples, leal, verdadeira e trabalhadora que
viveu um mundo estranho dentro desse estranho mundo com
o entendimento e gosto peculiar que era só seu.
O velho Matusalém morreu alguns anos depois dentro
do seu próprio local de trabalho. Dormiu e não
mais acordou... Morreu no seu paraíso, na morte que
pediu a Deus... Morreu tão pobre quanto nasceu, mas
me deixou uma lição: Vivemos em um mundo em
que cada um vive o seu mundo, apenas nos adequamos às
regras e ao mundo dos outros.
(Autor: Archimedes Marques. Delegado de Polícia no
Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão
Estratégica em SegurançaPública pela
UFS. archimedes-marques@bol.com.br)
A HORA DE MUDAR O MODELO
Por Carlos Chagas
A ortodoxia econômica neoliberal ainda vai nos estrangular.
Iniciada por Roberto Campos quando ministro do Planejamento
do primeiro general-presidente, Castelo Branco, esse modelo
alcançou o ponto alto no período de Fernando
Henrique. Foi mantido pelo Lula e agora por Dilma Rousseff.
A palavra de ordem é cortar gastos, mas onde? Decidiu
o governo derrotar a PEC-300, que estabelecia piso salarial
para policiais militares e bombeiros. Também vetou
reajustes para os aposentados que recebem mais do que o
salário mínimo. Nem quer ouvir falar de vencimentos
mais dignos para professores e médicos do serviço
público. Além de engavetar a emenda 29, que
regulamenta os recursos para a saúde.
Não seria mais fácil aumentar a taxação
do lucro dos bancos? Ou cobrar imposto de renda do capital-motel
que chega do exterior de tarde, passa a noite e vai embora
de manhã? Que tal obrigar os investidores de fora
a permancerem um ano no Brasil, aqui reinvestindo seus lucros?
E o Imposto Sobre Grandes Fortunas, que foi para a gaveta?
Taxar terras improdutivas seria boa solução,
assim como a importação de produtos estrangeiros,
em especial os supérfluos que vem da China. Pelo
menos, acabar com os subsídios dados por diversos
estados a esses produtos, via concessão de créditos
do ICMS. Estabelecer mecanismos para o retorno ao país
de centenas de bilhões de dólares mandados
ao exterior por especuladores e bandidos.
Adianta muito pouco o ministro Guido Mantega tirar paliativos
da cartola. O que se esgotou foi a estratégia responsável
por mais uma crise mundial. O governo já reduz investimentos
sociais. Logo estará criando novos impostos para
o cidadão comum, reduzindo salários e aumentando
o desemprego. Melhor seria mudar o modelo.
A CUT, ONDE ESTÁ A CUT?
No meio de perplexidades produzidas pela equipe econômica,
indaga-se onde esgtá a Central Única dos Trabalhadores,
um dia constituída para defender os que vivem de
salário. O Paulo Pereira da Silva ainda movimenta
sua organização, a Força Sindical,
mesmo cedendo sempre às exigências do palácio
do Planalto, mas a CUT, pelo jeito, o gato comeu. Nenhuma
campanha reivindicatória, nenhum protesto. Seria
porque os trabalhadores estão felizes com a política
restritiva do governo? Ou porque a liderança sindical
esgotou-se, à maneira da pelegada que saiu sem deixar
saudade, quando os militares entraram? A coisa nova, naqueles
idos, foi a CUT. Agora, ficou velha.
MISTÉRIOS MINEIROS
Fosse hoje a eleição para governador de Minas
e, com o impedimento para Antônio Anastasia concorrer
a um segundo mandato, só mesmo Aécio Neves
barraria o caminho até agora aberto pelo ministro
Fernando Pimentel. Como o ex-governador e hoje senador é
candidato à presidência da República,
eis uma forma de o PT renascer, porque possíveis,
mesmo, só as vitórias no Rio Grande do Sul,
na Bahia e no Acre, com as reeleições de Tarso
Genro, Jacques Wagner e Tião Viana. No Distrito Federal,
continuando as coisas como vão, Agnelo Queirós
não emplaca.
Minas sempre foi um mistério político, pautado
por duas paralelas: o senso grave da ordem e o anseio irresistivel
da liberdade. Resta saber para onde elas apontam.
TENENTES E COMPANHEIROS
Logo depois da vitória da Revolução
de 30, instalado na chefia do governo provisório,
Getúlio Vargas foi indagado sobre o que faria com
os tenentes. Afinal, eles haviam sido a mola mestra da rebelião
contra a República Velha, aderindo aos gaúchos
depois de haverem perdido suas duas maiores opções
de dominar o país: Luiz Carlos Prestes, que virou
comunista, e Siqueira Campos, morto num desastre de avião.
Getúlio, com aquela fleugma conciliatória,
dividiu a resposta em duas partes: primeiro, promoveria
os tenentes a capitães; depois, nomearia boa parte
deles para interventores nos estados. Deu certo, os tenentes
desapareceram como categoria, ainda que os sobreviventes
renascessem em 1964, como generais.
O episódio é lembrado porque, não
demora muito, algum estudante de História perguntará
para onde foram os companheiros e a conclusão será
de que sumiram, sobrando apenas o Getúlio Vargas
dos tempos atuais. Quem? Ora...
Vivendo da história
Na sexta-feira passada me atrevi a uma incursão
ao Centro de Porto Alegre. Há algumas ações
positivas acontecendo por lá, outras nem tanto. Por
exemplo: o tradicional Gambrinus virou um lugar caro. Não
para os padrões porto-alegrenses, mas pelo que cobra
em relação ao que oferece. Em duas acanhadas
salas há um claro excesso de mesas e cadeiras, a
ponto de, para que um cliente se acomode, outro que estiver
de costas para ele precise se levantar.
Em local de agradável simplicidade como o mercado,
trata-se de um desconforto compreensível, mas não
o único: obter a atenção do simpático
e sobrecarregado garçom requer tempo, paciência
e pouco educada gesticulação. E a comunicação
com a cozinha não é o forte do serviço,
como se verá.
Lá fora um quadro anunciava as sugestões
do dia, como sendo para duas pessoas: tainha recheada, ou
filés de salmão, congro ou linguado com salada
de batatas e bacalhau. Lá dentro, prudentemente aconselhados
pelo garçom, decidimos reforçar o pedido:
um congro da sugestão, mais outro filé de
congro simples, para que o colunista e seu convidado tivessem
um bom e farto almoço.
Nova batalha para pedirmos meia garrafinha de vinho (Boscato,
R$ 18,00) e logo aterrissava à mesa uma pequena travessa
com batatas cozidas e algumas lascas de bacalhau. Mesmo
insossa, foi nossa companhia (com dois pãezinhos)
por longos 52 minutos, tempo que tardou para o congro ser
servido: dois filés, duas batatas cozidas cortadas
em metades e era isso.
Quando veio a conta, assustou: com uma caipirinha e os
10% do garçom, exatos R$ 150,00, somados a caneta,
em um papelucho. No ambiente apertado e modesto do Gambrinus,
com cálices de vidro, louças e talheres muito
simples, um guardanapinho de papel para cada comensal...
Sem dúvida foi uma demasia, para duas pessoas que
pretendiam almoçar bem, embora sem requinte, em uma
área da cidade que tenta retomar sua melhor fase.
Do blog http://www.piresdemiranda.com.br/
Sonoridades
Sonoridades de hoje, 20h30min, Rádio da Universidade
1080 AM recebe o jornalista Rafael Guimaraens, um dos organizadores
do livro cooJORNAL - Um Jornal de jornalistas sob o regime
militar (ed. Libretos),QUE reúne algumas das mais
significativas reportagens veiculadas pela mítica
experiência jornalística em forma de cooperativa,
feita desde o RS nos anos 1970 e 80. Semana que vem tem
a segunda parte.
Após sua veiculação hoje à
noite, o programa sobre o cooJORNAL ficará hospedado
por uma semana NO site da Rádio da Universidade,
vá dentro de programação e clique NO
link Sonoridades. Válido até a próxima
quarta 7 de setembro.
http://www.ufrgs.br/radio/
sobre RAFAEL GUIMARAENS: http://www.libretos.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=105:rafael-guimaraens&catid=i44:autores&Itemid=30
Queria agradecer ao colega jornalista Olides Canton, que
intermediou a entrevista com o Rafael e me ajudou a entrevistá-lo.
O site do Olides é www.deolhoseouvidos.com.br
Guto Villanova - Jornalista
Com 4450 votos, vereador eng. Comassetto recebe
o Prêmio Destaque Comunitário
O vereador eng. Carlos Comassetto recebeu, na tarde desta
terça-feira, 30, o prêmio Destaque Comunitário
pela web rádio comunitária RDC. O prêmio
foi resultado de uma votação via web, na qual
o vereador recebeu 4450 votos.
Durante a entrega do prêmio, transmitida ao vivo
pela web rádio, foi apresentada a biografia do vereador.
Este, logo após, pronunciou-se falando a respeito
do trabalho comunitário que o gabinete vem realizando,
sempre assegurando à população comunitária
condições sociais básicas como educação,
saúde e habitação.
Comassetto agradeceu ao prêmio, e parabenizou a rádio
pela sua larga atuação:
- Agradecemos à RDC, sempre muito atuante, à
todos os ouvintes que votaram e também à quem
acompanha nosso trabalho. Estamos muito felizes e emocionados
em receber esta homenagem que tanto significa para nós.
Vereador Engenheiro Comassetto
Câmara Municipal de Porto Alegre
Legalidade é ponto de partida para debater
liberdade de informação
Do site sul 21
Deputado Brizola Neto e jornalista Paulo Henrique Amorim
defendem mudanças na lei de radiodifusão
Brizola Neto (E) e Paulo Henrique Amorim: na defesa de uma
nova regulação para os meios de comunicação
l Foto: Marcos Eifler - Ag. ALRS
Lorena Paim
O que menos teve ênfase no debate desta terça
(30), no Memorial do Legislativo RS, foi o detalhamento
do movimento deflagrado no Rio Grande do Sul em 1961, pela
manutenção da ordem constitucional diante
da renúncia de Jânio Quadros. A Legalidade
serviu mais como pano de fundo para as colocações
do deputado federal Brizola Neto (PDT/RJ) e do jornalista
Paulo Henrique Amorim, ao abordarem “Democracia e
Liberdade de Imprensa”.
Integrando as comemorações oficiais do cinquentenário
da Legalidade, o debate trouxe à tona muitas das
realizações de Leonel Brizola, sendo lembrado,
inclusive, o seu papel frente ao governo do Rio de Janeiro.
Brizola Neto, o nome pelo qual é conhecido Carlos
Daudt Brizola, que atualmente cumpre mandato como deputado
federal, começou na política com seu avô.
Aos 16 anos, pedindo para trabalhar, acabou como secretário
de Brizola. “Quem conheceu meu avô, sabe que
isso estava muito, muito longe de ser emprego tranquilo.
Nada de horário folgado, nada de regalias e mordomia.
Eu estava aprendendo que a política pode e deve ser
feita com responsabilidade, dedicação e coerência”,
diz um trecho de seu blog Tijolaço. Em 2004, ele
foi eleito vereador do Rio, começando a carreira
política antes dos irmãos Leonel (atualmente
vereador no RJ) e Juliana (deputada estadual no RS).

Palestra do deputado e do jornalista foi no Memorial da
Assembleia Legislativa l Foto: Marcos Eifler / Ag. ALRS
No debate desta terça à noite, Brizola Neto
destacou o fato de estar presente no berço do trabalhismo,
para exaltar um momento histórico importante, mais
conhecido no Rio Grande do Sul e quase desconhecido no resto
do Brasil. O jovem deputado falou no papel do povo, como
“verdadeiro protagonista da História”,
mas observou: “a ação decisiva de alguns
homens fez toda a diferença”. Foi, a seu ver,
o caso de Brizola e Jango. Para ele, em nenhum momento anterior
a este a situação foi tão aguda, a
ponto de os ministros militares terem tentado evitar a posse
legítima do vice João Goulart. “Colocou-se
em jogo a democracia, e a democracia brasileira venceu”.

“Colocou-se em jogo a democracia, e a democracia brasileira
venceu” l Foto: Marcos Eifler / Ag. ALRS
Brizola Neto referiu-se à liderança estabelecida
por Brizola graças à cadeia de rádio
formada em 1961, reunindo mais de cem emissoras. “Foi
quando ele sentiu o poder da informação para
enfrentar o golpe e soube que este poder é muito
importante”, afirmou. Lendo os discursos do avô
de 50 anos atrás, disse ter visto a referência
a “jornalistas empenhados pela democracia e, até,
dispostos a pegar em armas”.
Como a informação foi importantíssima
naquele período, continua sendo hoje. Brizola Neto
endossou as palavras do jornalista Paulo Henrique Amorim,
que falou primeiro, dizendo ser importante uma nova lei
de radiodifusão, para aprimorar aquela aprovada por
João Goulart em 1962 (logo após a Legalidade,
portanto), que está em vigor até hoje. O deputado
lembrou que “Brizola lutou dois anos na Justiça
para conseguir um direito de resposta na Rede Globo”.
Considera que é importante revisar a legislação,
no que diz respeito a punições e responsabilização
de quem transmite a informação. “A lei
de Jango foi desfigurada e desrespeitada”, disse,
referindo-se ainda a uma frase do avô que mencionava
o perigo da “censura imposta pelo poder econômico”.
Nova regulação contra o monopólio
O jornalista Paulo Henrique Amorim (que mantém o
blog Conversa Afiada) ressaltou que Leonel Brizola, já
nos tempos da Legalidade, percebeu a relação
entre democracia e comunicação. Ele prefere
usar a expressão “Ley de Medios” (em
espanhol), para sugerir mudanças necessárias
e lembrando que “a informação é
o antídoto do golpe”.

“A informação é o antídoto
do golpe” l Foto: Marcos Eifler / Ag. ALRS
Segundo o jornalista, com uma nova regulação
será possível “combater o monopólio
da informação representado pela Rede Globo,
que detém 50% da audiência e 75% da publicidade”.
Hoje, acrescentou, “a censura se dá pela via
judicial”, isto é, com processos. Ele lembrou
que Brizola e João Goulart “travavam batalhas
no campo aberto”.
Importantes projetos para Serafina Corrêa




No dia 26 de agosto de 2011, o Vice-Prefeito, Flávio
José Breda, e a Secretária Municipal de Indústria,
Comércio e Turismo, Inelves Pilotto Carnavalli, estiveram
em Porto Alegre, cumprindo importante agenda com autoridades
em diversas áreas.
Pela manhã, houve audiência com o Chefe de
Gabinete da Secretária Estadual de Turismo, Rodrigo
Maroni. Em seguida, as autoridades serafinenses estiveram
no Gabinete do Deputado Estadual Edegar Pretto, tratando
de assuntos referentes a acompanhamento de processos de
doação de terrenos ao município. Encontram-se
em tramitação na Assembleia Legislativa os
projetos de doação dos terrenos onde estão
instalados o CRAS e a Escola Estadual Santa Ana. Houve também
audiência no Gabinete do Deputado Altemir Tortelli,
buscando políticas de desenvolvimento para Serafina
Corrêa e região.
Durante a tarde, a comitiva serafinense reuniu-se com o
Diretor-Presidente da CORAG, Companhia Rio-Grandense de
Artes Gráficas, Homero Alves Paim. Na ocasião,
foi solicitada a parceria para a publicação
do Almanaque Vêneto de Darcy Loss Luzzatto.
Na Secretaria Estadual de Saúde, o município
de Serafina Corrêa obteve a aprovação
do projeto de implantação do Programa CAPS,
Centro de Atenção Psicossocial, sendo que
o mesmo segue agora para o Ministério da Saúde
em Brasília.
A Secretaria da Economia Solidária e Apoio à
Micro e Pequena Empresa também recebeu as autoridades
do município, que buscaram a adesão ao Programa
Microcrédito Gaúcho, com o objetivo de facilitar
o acesso do micro e pequeno empresário ao crédito
de investimento e custeio.
Por: Adriana Sabadin – Assessora de Imprensa
Prefeitura Municipal de Serafina Corrêa – RS.
O VALOR DA VIDA
Gelson Farias
Jornalista
Falar do tema da vida no atual contexto nacional, “assume
um significado muito concreto”, porque “hoje
a vida está sendo ameaçada pela droga a pobreza
e a marginalização; muitas pessoas vivem sua
existência numa situação de extrema
vulnerabilidade; também a delinqüência
aparece hoje de forma freqüente como atentado contra
a vida”: é o que se lê na declaração
da Comissão Permanente da Conferência Episcopal
Argentina com o título “Não uma vida,
mas duas”.
Junto com estes perigos - acrescenta a declaração
- nos encontramos diante do desafio do aborto. Queremos
afirmar com clareza: quando uma mulher está grávida,
não falamos de uma vida, mas de duas, a da mãe
e a de seu filho, que carrega em si. Ambas devem ser preservadas
e respeitadas. A biologia manifesta de modo contundente
através do DNA, com a seqüência do genoma
humano, que desde o momento da concepção existe
uma nova vida humana que deve ser tutelada juridicamente”,
porque “o direito à vida é um direito
humano fundamental”, destaca ainda o documento dos
bispos argentinos.
Eu acredito que nunca chegaremos a um verdadeiro desenvolvimento
espiritual, mental e físico, nem teremos a libertação
de nossos males, sem que consigamos, vencer nosso verdadeiro
cárcere interior. Não desista de ser quem
é por nada deste mundo. Que a gente reconheça
o poder do outro sem esquecer-se do nosso. Que as mentiras
alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que
as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem
nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doentes, não percamos
de vista nem de sonho a idéia da alegria. Tomara
que a gente continue tendo valentia suficiente para não
abrir mão de se sentir feliz.
“A vida tem sido muito dura comigo, mas ao mesmo
tempo tem me ensinado muita coisa. Muitos homens, como as
crianças, querem uma coisa, mas não as suas
conseqüências”.
José Saramago
Não há ferramentas ainda conhecidas para
lidar com esta nova tendência ao individualismo, a
falta de espiritualidade e principalmente de civilidade.
Aí talvez, esteja um argumento importante para entender
o porquê de tanta drogadição e novas
e condenáveis condutas. Eu fui educado que a vida
humana não tinha preço e sempre acreditei
nisso. Qual o preço da vida humana hoje é
o que temos que questionar. O preço da vida do outro,
não a própria, pois esta parece sempre ser
muito mais valiosa. Conhecer novas pessoas seria dispensável,
mas como nada acontece por acaso na vida, um dia talvez
descubra qual foi o propósito de Deus, e a vida continua...
"A vida fica muito mais fácil
se a gente sabe
onde estão os beijos de que precisamos."
Mário Quintana
Diga-me, você sabe?
Ausencia de Juliana
na inauguração do busto do avó...
A um conhecido a deputada estadual Juliana Brizola, neta
do ex-governador, que foi homenageado com o descerramento
de um busto na Praça XV de Novembro, explicou via
email que " infelizmente" não pudera comparecer
ao evento.
Sabe-se por outro lado, que o próprio governador
Tarso chegou a convida-la a ir na sua comitiva a S. Borja.
Terça, a deputada foi ao debate do mano Brizola
Neto com Paulo Amorin, usando uma bengala. E retirou-se
em seguida.
De Serafina Correa

Completou-se dia 30 passado, 30 anos da inauguração
da RS-129, a agora chamada Rodovia Governador Synval Guazzelli...
Como curiosidade do fato, é que houveram duas inaugurçaões
para agradar gregos e troianos:Uma (foto) na entrada de
onde fica o atual pórtico da cidade, e uma outra
com almoço em Guaporé.
É que a rivalidade entre as duas cidades persistia
naquele ano de 1981, como persiste até hoje....
Guaporé, cidade mãe ainda não tinha
perdoado os " revolucionários" que tinham
emancipado Serafina em 1960.
MEMÓRIA
" direita" da Folha da Tarde
comemora final de ano no Saint-Hilaire...

da esq para direita, Jorge Olavo Carvalho Leite, Celso Rosa,
João Alberto Pinto, Antoninho Gonzalez, Erni Quaresma
e Lucas Bachieri.destes estão falecidos Antoninho
e Bachieri...foto de Celso Rosa.
Claro que estou brincando. Não vá alguém
pensar que isto é sério...mas na época,
em 1974( dezembro deste ano é esta foto) se dizia
muito na Folha da Manhã que o jornalismo da Folha
da Tarde, de quem é esta equipe(afora o Erni Quaresma,
que era da Folhinha) era um jornalismo policialesco, ou
seja, sem conteudo social....
Vê só quanta besteira...Eu mesmo quando foi
chamado pra trabalhar na Folhinha, me surpreendi com a "
ordem" do meu chefe que mandava:
- Pau nos ratos....
Se não voltássemos de uma delegacia com uma
matéria digamos denunciativa, éramos jogados
ao fogo do inferno, não éramos nada....
Como se estas baboseiras tivessem alguma importância...na
época, porém, tinham e podiam custar o emprego.
Outro dos muitos boatos da época era apontar coleguinhas
como sendo informantes do DOPS...Era só não
comungar com nossas idéias que fatalmente víamos
ali um espião do PEDRÃO SEELIG, embora os
houvesse....
Se alguém tivesse a coragem deveria fazer uma pesquisa
relacionando as ligações(subterrâneas)
entre alguns repórteres e editores com o DOPS da
época. Informantes ainda existem alguns por aí...
Zulke recebe comitiva de Cachoeirinha

O deputado federal Ronaldo Zulke (PT) recebeu nesta quarta-feira
(31) comitiva de Cachoeirinha, liderada pela vereadora Rosane
Lipert (PT). Eles apresentaram ao parlamentar a moção
de apoio às ações da presidente Dilma
Rousseff que têm como objetivo apurar as denúncias
de corrupção envolvendo membros do governo
federal. O documento foi aprovado pela Câmara de Vereadores
do município no dia 18 de agosto e reconhece a disposição
da presidente “de combater de forma implacável
e isenta todo e qualquer ato ilegal ou lesivo ao patrimônio
público”.
Zulke está articulando agenda para que a comitiva
entregue o documento ao presidente da Câmara dos Deputados,
Marco Maia. Também integraram o grupo os vereadores
Reni Tolentino da Silva e Luís Henrique Silveira,
acompanhados o diretor administrativo da Câmara de
Vereadores, Uilan Barra da Cunha.
Assessoria de imprensa
Lucidio Bordignon Gontan
ALMINO AFFONSO
ACHA QUE JANIO
TINHA PREPARADO UM GOLPE
O EX-Ministro do Trabalho de João Goulart - responsável
inclusive pelo corpo de Jango em 6 de dezembro de 1976 ter
ingressado em Uruguaiana para ser enterrado em S. Borja
-Almino Affonso, hoje no PSDB - mas que no dia 25.08.1961
era líder do PTB na Cãmara dos Deputados,
disse ontem,dia 31.08 no seminário dos 50 anos da
Legalidade que não tem dúvida nenhuma de Jãnio
Quadros tinha articulado um golpe ao renunciar em 1961 -
- Só não sabe diz quem não leu com
atenção o que Jânio escreveu depois.Está
tudo lá, disse Almino Affonso que escreve um livro
sobre 1964,sem previsão de quando será publicado.
Ao seminário de ontem compareceram personagens da
história da esquerda gaúcha como o coronel
Pedro Alvarez.
Antes de Alm ino falou o presidente da UNE de 1961, atual
deputado federal do PCdo B, Aldo Arantes. Ele contou que
antes da renúncia de JÂNIO, ele esteve em Palácio
para levar a notícia a Janio de que fora eleito presidente
da entidade.
- Ele fez os 3 ministros militares estarem presentes ao
ato que nos recebia em claro constrangimento aos seus três
subordinados, disse Arantes que contou ainda algumas esquisitices
do presidente durante a audiência.
Por último coube ao jornalista Carlos Bastos - que
falou no lugar de Flávio Tavares( na coluna que publicou
em Z H DOMINGO PASSADO Tavares atribuiu a sua ausência
de ontem de noite à burocracia do Palácio
Piratini e designou o colega Bastos pra falar em seu lugar.
Bastos que esteve como repórter de Ultima Hora -
dos 9 jornais que havia em Porto Alegre durante a Legalidade,
apenas a UH de Samuel Wainer ficou do lado de Brizola -
contou que havia jornalistas de tudo quanto era lugar e
que mesmo os jornais e rádios não tomando
partido a favor do movimento, os seus profissionais o fizeram...
Contou que entre os momentos de grande tensão pode-se
contar o do sab ado de noite, quando surgiu o boato de que
os tanques do Exército da Serraria vinham em direção
ao PaLÁCIO PIRATINI...
bASTOS TAMBÉM CONTOU QUE BRIZOLA NUM SABADO A NOITE
MANDOU COLOCAR MATERIA PAGA NAS RADIOS Difuasora,Itai, Farroupilha
e Gaucha e que por causa disto militares do III Exercito
foram lá e retiraram o cristal, tirando estas emissoras
do ar.
No domingo, dia seguinte, Bastos chamou Hamilton Chaves
e quis saber que rádio ainda havia sendo então
informado pelo seu assessor de imprensa que só restava
a Guaiba.
- Foram lá com 50 brigadianos pra tomar conta da
Guaíba levando um ofício escrito quem o levou
foi o secretário da fazendo do Brizola, Gabriel Obino,
porque este tinha um irmão que trabalhava com o Breno
Caldas.
Não houve resistência na Guaíba, mas
Breno exigiu que as transmissões fossem feitas do
Palácio Piratini e não do seu estúdio
e que o som não passasse pela rádio e sim
fosse direto do Piratini pros transmissores montados na
Ilha da Pintada...
Pedro Mattos, um soldada da época, levantou-se no
debate e contou que ele como militar da Cia de Guardas foi
embarcado para a UIlha da Pintada junto com outros colegas
para derrubarem os transmissores e impedirem a hoje conhecida
Cadeia da Legalidade. Quando estavam encima da ponte do
Guaíba chegou um jipe com ordens do III Exército
para que este ato não fosse cometido e eles então
regressaram para a Cia de Guardas, que era um pelotão
de elite do Exercito, destinado a combates urbanos.
ALM INO AFFONSO
sEGUNDO aLMINO Affonso Jango, no Exterior, começou
em pensar em Parlamentarismo. AINDA estava no Exterior regressando
porque ligou duas vezes para ele perguntando o que ele achava
desta saída, diante da possibilidade de que os militres
não aceitassem a posse de Jango.
- Olha presidente, a bancada está com o senhor,
disse.
Já Carlos Bastos lembrou que quando Jango veio de
Montevideo - dia 1 de setemb ro, há justamente 50
anos - e esteve no Piratini recebeu uma estrondosa vaia
do público por ele não ter falado em publico...Também
foi muito agredido por cerca de 200 jornalistas que não
queriam a saída parlamentarista levada por Tancredo
Neves ao presidente em Montevideo e por ele aceita.
Estes depoimentos foram todos gravados pela TV Assembléia
e serão reprisados. Seguramente os personagens que
depuseram deram um testamento porque daqui a 10 anos, muitos
deles não estarão mais aqui para falar. Ontem,
por exemplo, os tres que falaram tinham vivido aqueles dias
da Legalidade.
Loureiro da Silva defendeu a posse de Jango
do sul 21
E conversa com o comandante do III Exército, ele
afirmou que o vice-presidente deveria assumir a Presidência
Loureiro da Silva (primeiro da esquerda para a direita):
apoiou Fernando Ferrari contra Jango l Foto: h-fotos-antigas-poa.blogspot.com
Nubia Silveira
Quando Jânio Quadros renunciou, em 1961, Porto Alegre
era governada por José Loureiro da Silva, o caudilho
chamado de Charrua. Baseado nas informações
de Manoel Braga Gastal, vice-prefeito na época, o
jornalista Celito De Grandi, autor da biografia Loureiro
da Silva, o Charrua, conta, nas páginas 193 e 194
do livro, uais foram os passos do prefeito, que havia sido
expulso do PTB de Leonel Brizola e ingressado no PDC:
“O governo de Juscelino Kubitschek chegava ao fim,
era o momento de aposta no futuro. Loureiro decidiu apoiar
Jânio Quadros em troca da promessa de auxilio à
sua administração. E uma ajuda substancial
que estava por se concretizar, pouco depois da posse. Loureiro
foi a Brasília, acertou um empréstimo da ordem
de um bilhão de cruzeiros, via Caixa Econômica
Federal. Toda a documentação providenciada,
a assinatura iria ocorrer na vinda do presidente à
capital gaúcha, no final daquele célebre mês
de agosto. O presidente estabelecera uma curiosa condição:
o ato deveria se realizar na fazenda do Chaurra, em Tapes
e convidados representantes da intelectualidade gaúcha,
Nilo Ruschel já havia providenciado os convites.
Mas a renúncia de Jânio, dois dias antes, não
surpreendeu apenas loureiro. O país inteiro ficou
estupefato.

O Charrua: "Agora, general, é empossar o vice-presidente"
l Foto: ronaldofotografia.blogspot.com
Veio a campanha da Legalidade e, embora tivesse apoiado
Fernando Ferrari, contra Jango, e fossem grandes, a esta
altura as divergências com a cúpula do PTB,
um valor mais alto estava em jogo: o cumprimento da Constituição.
E Loureiro disse isso ao General Machado Lopes, no próprio
dia da renúncia de Jânio, quando foram ao Quartel
General, ele e Braga Gastal.
O general caminha, nervoso, pela sala, braços cruzados
às costas, e pergunta:
– E agora, o que acontecerá?
Loureiro, com calma:
–Agora, general, é empossar o vice-presidente.
O comandante volta-se para ele:
– Nós não daremos posse a esse moço
(Jango).
Loureiro faz mais: vai ao Palácio Piratini, pela
primeira vez desde a posse, e participa da reunião
em que fica estabelecida a estratégia do retorno
de Jango ao Brasil, com escala inicial em Porto Alegre.
Vencido o episódio da Legalidade, Jango já
no poder, sob o regime parlamentarista, Loureiro foi novamente
em busca de recursos no governo federal. E os obteve através
do Banco do Brasil, depois de percorrido um longo caminho
político, indispensável para superar os entraves
burocráticos, inclusive um parecer contrário
da Procuradoria do Banco.”