Memória da Imprensa
 
 

Os Sobreviventes dos Andes - Texto completo

" Alvaro Mangino e José Inciarte são dois dos 16 sobreviventes do desastre aéreo ocorrido em 13 de Outubro de 1972, uma sexta-feira, com um avião bimotor " Focker-27 ", um turbo-hélice da Força Aérea Uruguaia que levava um time de rugby do Clube Old Christian Brothers, que caiu na Cordilheira dos Andes, no lado argentino.

Resgatados pelo Exército Chileno em 23/12/1972, chegaram de volta a Montevideo em 28/12/1972, como heróis nacionais, mas depois que confessaram ter comido carne humana dos colegas mortos, muita gente se escandalizou e passou a vê-los como vilões.

Em 8 de julho de 2006, Alvaro e José estiveram num congresso em Bento Gonçalves e fizeram uma palestra contando como foram aqueles dias que passaram entre a vida e a morte no meio de cadáveres congelados e da neve na Cordilheira dos Andes.

A palestra de Alvaro e José foi dividida ao meio. Primeiro falou José por ser o mais velho da dupla (são os únicos que fazem palestras desta maneira).

Eles falaram durante uma hora e l0 minutos e  a atenção da platéia em nenhum momento se esfriou. José contou que o avião saiu de Montevideu e fez escala em Mendoza porque o tempo estava ruim pra atravessar a Cordilheira dos Andes. Era o dia 12/10/1972.

" Nosso resgate e a nossa sobrevivência foi um trabalho de equipe. Tivemos atitude. Saímos vivos depois que concluimos que a coisa dependia de nós", começou dizendo  porque o depoimento deles tem obviamente o viés de ser de auto-ajuda.

No avião iam 45 pessoas (5 mulheres e 5 tripulantes). " Iamos a Santiago jogar uma partida de rugby (futebol norte-americano), diz José que tinha 24 anos em 1972 . Hoje tem 58 anos.

Ao meio-dia do dia 13/10/1972 eles foram levados ao aeroporto de Mendoza e a tripulação do avião  não queria partir, conta José. A pressão dos jovens sobre a tripulação (todos militares dos quais não houve nenhum sobrevivente) foi muito grande. " Ustedes são unos maricones" ( vocês  são uns bichas) diziam os jovens aos pilotos que estavam com medo de atravessar a Cordilheira dos Andes por causa do mau tempo.

Como naqueles tempos o Chile vivia uma crise sem tamanho no governo socialista de Salvador Allende, o avião dos uruguaios levava muito mantimento (o que foi uma grande sorte para sobreviver aos dias seguintes ).

José relata que dentro do avião depois que ele decolou estava tudo tranquilo e os alunos do time de rugby iam se divertindo, jogando " la pelota", prá cá e prá lá dentro da aeronave." Nem dávamos bola pra o que acontecia do lado de fora..."...          

Os passageiros receberam o aviso dentro da aeronave de "apertar cintos" mas segundo José Inciarte, um dos sobreviventes, "ninguém fez caso". Quando o avião - um bimotor Focker-27 - entrou nas nuvensos pilotos (militares) insistiram com os passageiros " sentem-se".

- O avião caiu num primeiro 'buraco' . Foi uma queda braba, brusca, conta José Inciarte. ( Ele teria entrado num 'buraco' de ar quente).

Os jovens puderam ouvir gritos na cabine do avião:
- Da-lhe potência! da-lhe potência! Eram, segundo José, gritos quase que de desespero.

Houve então, conforme José Inciarte, uma 'segunda' queda mas esta bem mais forte . muito maior. Ele relata:
- Das janelas não se via mais nada do lado de fora, uma escuridão total.

Um olha pro outro como que perguntando o que estava acontecendo naqueles instantes decisivos de suas vidas. O próprio José lembra passados 34 anos:
- Eu olhei pros meus colegas.Estavam todos apavorados, ninguém sabia o que estava acontecendo.

Ele foi descrevendo para o auditório que o ouvia naquele sábado (8.7.2006) o que foram os segundos seguintes que se transformaram num inferno.
- Houve uma explosão!

O avião chocou-se contra a montanha. E segundos depois fez-se um silêncio sepulcral. Entra ar no avião. E a neve também vai entrando pelo avião junto com o ar. Depois fica tudo azul, o céu está completamente azul. Segundos depois o avião pára de rolar. Poltronas se desprendem da aeronave e " voam" em direção à cabine. Faz-se segundo relata José um silêncio sepulcral.

Depois os que não morreram na queda , começam a ver cenas "dantescas": ferros retorcidos, gritos, choro, gritos de dor, pedaços de corpos, e cor de sangue por todo lado. A mente dos sobreviventes tem poucos segundos pra se adaptar  à nova realidade. Primeiro não quer crer!
- Caí aqui? Por que aqui?

As primeiras reações são de querer desaparecer, ou querer ajudar os feridos. José tinha então 24 anos. Álvaro, seu colega que está aqui agora neste auditório, quebrou a perna  na queda. Pelos cálculos deles a queda ocorreu entre as 15h30min. Em outubro, naquele dia 13 (por azar uma sexta-feira) na Cordilheira dos Andes a noite caiu por volta de 16h30min.
" A noite caiu de golpe. Fica noite rápido" lembra José.
- Foi a noite mais " eterna" da minha vida. Ela não passava nunca. Uma sensação de frio que dó, vou morrer de frio, pensava José.

Os sobreviventes se abraçam pra não morrer de frio. Não podiam parar cinco minutos senão congelavam. A sensação era que não iria nunca mais amanhecer. Álvaro Mangino, um dos 16 sobreviventes dos Andes, desastre aéreo ocorrido em 13/10/1972 - que ficou célebre porque os sobreviventes comeram a carne dos colegas mortos -  tinha apenas 19 anos quando a tragédia se abateu sobre aquele avião militar, da Força Aérea Uruguaia, um bimotor " Focker 12".Ele descreve a tragédia: "estava sentado na altura da asa do avião". Não recorda do choque do aparelho com a montanha:" percebi que os bancos (do avião) escorreram pra frente", diz.

Álvaro declara que com a queda ficou embaixo de um dos bancos. E relembra em que situação se viram aqueles jovens:- Estávamos a 4 mil metros de altura, a menos de 15 graus de temperatura, num local agressivo, numa situação difícl, com colegas mortos e outros feridos. Suas lembranças - narradas junto com José Inciarte, outro sobrevivente em 08/07/2006 num congresso em Bento Gonçalves - dão conta das conseqüências da queda:

" Quebrei uma perna. Um estudante de Medicina me arrumou a perna. Os ossos se juntaram". O estudante de Medicina hoje é um cardiologista. Quando foi resgatado Álvaro não quis mais que mexessem na sua perna.

" Não vamos quebrar a perna novamente", disse. Álvaro diz que a noite de 13/10/1972 " veio rápido" após a queda do bimotor. Foi um horror. Havia muito medo. Foi a pior noite de minha vida,disse ele. Não passava nunca. Segundo ele, dos 45 passageiros, com a queda restaram 29 sobreviventes. " Vinte e quatro deles estavam saudáveis, apenas com escoriações ou ferimentos leves, coisas pequenas como pernas quebradas". Álvaro relata que os sobreviventes menos feridos pensaram logo em organizar-se, mas que havia a idéia de que seriam localizados logo pelos helicópteros que seguramente iriam procurá-los.

Alvaro Mangino diz que na situação começaram a surgir lideranças entre eles. Quem mostrava mais determinação, empenho diante da situação em que se encontravam. Durante 72 dias que permaneceram ali perdidos nas geleiras dos Andes iriam sentir frio, sede e suportar temperaturas negativas de até 30 graus.

"A capacidade das pessoas é inacreditável. Sempre se pode mais" conclui ele.

Álvaro relata que os primeiros dias foram dedicados a resolver problemas como o da sede que segundo ele dói mais do que a fome. Foram descobrir que a neve não servia pra matar a sede porque ela machuca a boca. Depois de comer neve não se pode engolir mais nada. Diante desta realidade eles concluíram que tinham que "fazer" água de alguma maneira. Tiveram então que aplicar a criatividade diante da situação. E como um deles tinha um isqueiro derreteram neve e fizeram um litro de água. O engraçado, lembrou Álvaro, é que nenhum dos sobreviventes queria queimar a nota de dólar que guardava pra fazer fogo e derreter a neve. Mesmo naquela situãção todo mundo queria economizar as notas de dólar.

Foi o sobrevivente de nome Adolfo que achou a solução pra fazer água. Botavam neve numa chapa de alumínio e derretia com o sol. Formou-se uma pequena equipe em torno deste objetivo- fazer da neve água - e o lema criou-se na hora" um por todos, todos por um", todos trabalhavam pra todos...

O drama dos Sobreviventes  dos Andes prossegue e eles viram que começar era fundamental. Nos destroços do avião acharam um "fiozinho"e através dele puderam sintonizar uma rádio de Montevideo, de onde tinham vindo. Ao conseguirem sintonizar as rádios de sua capital, se enteiraram de que as buscas deles haviam sido canceladas.

A sua situação era esta: estavam a dois mil quilômetros de casa, no meio dos destroços do avião, na neve, sem comida e seguramente alguns já estavam pensando que fatalmente iriam fazer aquilo que depois escandalizou o mundo, comer a carne dos colegas que haviam morrido na tragédia.

Os sobreviventes não tinham consciência  de onde estavam. Pensaram até o fim que tivessem caído do lado chileno da Cordilheira quando na verdade estavam em território argentino. Após dez dias da tragédia haver ocorrido, eles não mais observaram helicópteros a sua procura como ocorrera nas primeiras 72 horas. E alguns deles começaram a raciocinar:" ou nós vamos partir em busca de socorro ou vamos morrer fatalmente todos".

Nos primeiros 5, ou 6 dias, comeram chocolates - que levaram porque no Chile havia poucos provimentos - mas depois a comida  começou a escassear e finalmente terminou.

José Inciarte, o mais velho dos dois sobreviventes lembra que o choque do avião com a montanha deve ter se dado quando a velocidade estava a cerca de 400 km/hora. Mesmo assim, dos 45 passageiros, 29 ficaram vivos. Destes 24 totalmente  inteiros e cinco com pequenas lesões.

No começo da primavera na Cordilheira dos Andes - outubro - o sol,ainda tímido, conseguiu produzir  um litro de água que eles tiraram da neve. José Inciarte vai relatando que não havia a quem recorrer. Durante o dia , conta ela, só se avistava um condor que voava alto.

E José vai preparando a atenta platéia que o escuta segurando a respiração para a descrição  - que  ele faz quase de forma religiosa - de como chegaram a conclusão de que fatalmente  comeriam os colegas mortos. Não se viam mais helicópteros a sua procura , apenas condores que passavam sobre suas cabeças.

À noite para fugir do frio sempre negativo, se escondiam dentro da fuselagem do avião. Começaram então a ficar sem alimentos, sem os chocolates, sem os licores. Começaram a olhar para os corpos dos mortos, conta José...

Faz-se um silêncio sepulcral enquanto José Inciarte começa a descrever para a platéia a decisão de comer os colegas mortos. "Se não comer meus colegas, eu morro  dentro do avião" raciocinavam os sobreviventes. Contra ou a favor?Tem que tomar uma decisão mas a mão não obedece, relata José.

Quando a mão começa a obedecer, é a boca que não se abre...
É a força do preconceito, do tabu... diz ele.

Depois de ter comido carne humana, José diz que virou uma pessoa religiosa." Hoje eu vivo em você" raciocina ele, a respeito da carne do colega que foi comida pelos sobreviventes  para poderem se manter vivos...É o amor mais grande que pode existir. Não existe maior ato de grandeza, de comunhão, diz José Inciarte.

No local a temperatura alcançava os 30 graus negativos. Entre eles o assunto comer carne humana seria um assunto do qual não se falaria mais. A situação era esta: dados por mortos, no meio das montanhas ninguém mais iria procurá-los. O outro colega que falou no evento - Álvaro Mangino - disse que ter comido carne humana foi uma " grande humilhação", mas justificou dizendo que sentiam " grande vontade de viver".

Eles saíam assustados do avião que lhe servia de abrigo. Cada dia era uma luta. Todos rezavam no avião. Havia riso,alegria,contavam piadas, dormiam durante 10 minutos pra não congelar devido ao frio muito intenso. Só havia uma mulher entre os sobreviventes. Ela tinha 35 anos e quatro filhos. " Ela foi uma mãe para nós" diz Álvaro Mangino,agradecido. 

A Avalanche

Uma das piores coisas que aconteceu aos sobreviventes dos Andes foi uma avalanche(de neve) ocorrida,segundo José Inciarte, no dia 29 de outubro de 1972, 13 dias depois que eles estavam perdidos nas neves dos Andes.

Deixemos que Álvaro Mangino conte: " O pessoal delirava. Falava em comida. Ficavam todos babando...uns diziam que queriam voltar ao Uruguai. O que cada um fazia era pensando na família..." O dia da avalanche era um dia encoberto e havia muita depressão dentro do avião. Os feridos estavam em macas penduradas. " Senti tudo tremer. Entrou uma avalanche de neve. Os amigos estavam soterrados."

José Inciarte acha que neste dia " viu a morte". Desejou que ela o tirasse daquele sofrimento. " Tínhamos que buscar um sentido pra aquilo tudo. Seria um tremor de terra? Entraram toneladas de neve no avião. Ele sentiu uma grande angústia e depois diz que entrou num estado que classifica como de "paz". Me senti feliz, achei que ia encontrar com meu pai que é falecido". Ele acha que neste momento " quase se entregou e que viu a cara da morte", mas reagiu pensando que se existe vida tem que lutar por ela, tem dar-lhe um sentido. A conseqüência da avalanche de neve sobre o ânimo dos sobreviventes foi aterradora." Os dedos sangravam" conta José Inciarte, alguns morreram de gangrena.
- Nesta situação a morte não é castigo,diz ele.

Os sobreviventes ficaram deprimidos e a depressão é contagiosa,relata ele. Eles ficaram 3 dias e 3 noites nesta situação.Como decorrência da avalanche morreram sete homens e uma mulher. No terceiro dia depois da catástrofe não fazia muito frio e eles saíram do avião por um buraco. Encontraram a paisagem toda branca. " Nós parecíamos uns animais" relata José Inciarte. Neste exato momento, os sobreviventes dão-se conta que precisavam buscar socorro. E como o farão, o leitor ficará sabendo em seguida.

O Resgate

O resgate dos Sobreviventes dos Andes foi possível graças ao " arrieiro" (condutor de mulas) Sérgio Catalan Martinez. ( Depois ele viajou junto com os 16 sobreviventes até Montevideu). Álvaro Mangino conta que a decisão de sair à procura de socorro levou 3 dias pra ser tomada.Ela envolveu a organização, a determinação, a base, e ainda se sairia para Oeste(direção chilena) ou Este.

No dia 11 de dezembro morreu o último sobrevivente (antes do resgate). O mecânico do avião estava vivo, os pilotos mortos e muitos estavam com gangrena. Na cauda do avião descobriram uma  mala cheia de cigarros que estavam sendo levados pro Chile porque lá havia escassez de tudo.

José Inciarte também pegou gangrena depois de ficar 3 dias e 3 noite na neve. Finalmente, no dia 11 de dezembro de 1972 partiram alguns sosbreviventes(dois) em busca de socorro. Sabiam depois de vários dias que os dois que partiram em busca de socorro - Roberto Unta e Fernando Dogay - encontraram o arrieiro. Do outro de um rio ele recebeu um papel com a seguinte mensagem:

- Venho de um avião que caiu na montanha. Somos uruguaios.há dias que caminhamos. No avião ficaram 14 pessoas feridas. Temos que sair rapidamente porque não temos o que comer e não podemos caminhar.

Depois de alguns dias  de caminhada um dos sobreviventes retorna. José conta que estes dias que os colegas estiveram foram foram os mais angustiantes. Muitos dos sobreviventes já não queriam viver. Pelo rádio escutavam Montevideu e ouviam os jingles comemorando a chegada do Natal. E eles ali perdidos. Quando ficaram sabendo que haviam sido localizados começaram a se arrumar para serem resgatados. As 12h45min ouviram pela primeira vez os roncos dos helicopteros que eles esperavam desde as 7 horas da manhã.

"Havíamos conhecido Deus nos homens" diz José. O som dos helicópteros lhes parecia um som terrível e muitos estavam traumatizados de que estes mesmos helicópteros passassem ali e não os visse.

Mas quando viram as jaquetas vermelhas dos soldados entenderam que estavam sendo salvos. A conclusão de José é que o ser humano "sempre pode mais". Eles foram resgatados na manhã do dia 22 de dezembro de 1972, uma sexta.No final deste realto feito em 08/07/2006, em Bento Gonçalves, lhe pergunto duas coisas: primeiro se andam de avião, me disseram que sim e até riram da minha pergunta.Minha outra pergunta foi se a tragédia lhes havia mandado recado.Aí ficaram mais sérios.Álvaro Mangino, um dos dois, apenas contou esta historinha:" quando haviam descido em Mendoza, na Argentina, por causa do mau tempo,no dia seguinte foram ao aeroporto e José Inciarte levou junto uma namoradinha que havia arrumado ali. Ela foi até o local do embarque. A namoradinha argentina ficou séria na hora da despedida e profetizou: " este avion se vá a caer..."

Da tragédia cabe lembrar:
1) na queda morreram 8 pessoas;
2) 21 pessoas morreram durante o período que ficaram perdidos e
3) 16 sobreviveram.

Os sobreviventes tiveram que explicar muito em Montevideu porque comeram carne humana, dos colegas, e por isto muita gente os via como bandidos.

Há um filme sobre este assunto e vários livros relatam o caso.

A volta da delegação a Montevideu se deu na noite de 28 de dezembro de 1972. Duas coincidências: pelo Correio do Povo, de POA, foi feita a cobertura tendo como enviado especial o counista Antônio Holfeldt e o colunista de ZH, Olyr Zavaschi estava em Montevideu quando eles chegaram.

A tragédia deu-se num avião Focker-27, um turbo-hélice da Força Aérea Uruguaia. Era um time de rugby que ia a Santiago do Chile jogar uma partida.

Eram 18 jogadores e o restante familiares. A idade entre 18 e 20 anos. Eles ficariam uma semana no Chile, e por isto levaram mantimentos que depois foram muito úteis na queda do avião. O local onde cairam se chama " Los Maitanes" e possui 4 mil metros de altura e fica do lado da cordilheira que pertence a Argentina. Todos pensavam que eles tivessem caído no Chile, inclusive as equipes de buscas.

Como curiosidade final: a queda do avião deu-se numa sexta e o resgata dos sobreviventes também foi efetuado numa sexta. 

Conheça mais sobre a história, nos links abaixo:

http://www.viven.com.uy/571/confInciarteMangino_por.asp

http://sobrevivientesdelosandes.com


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São Borja pode perder restos mortais do presidente Jango

Brizola chega em São Borja para visitar
túmulo de Getúlio Vargas
.
Da esq para a dir. Celeste e Perci Penalvo(amigos de Brizola) Matheus Schmidt, Leonel Brizola,Rosendo Viana,Carlos Cardeal. Atrás Beto Souza e César
Neme, entre outros. Foto de Gaudêncio/São Borja.

O senador Pedro Simon, em campanha pra reeleição em 1998, visita o túmulo de Getúlio Vargas no cemitério de S. Borja.
Foto de Carlos Alberto Silva



Ainda em fase preliminar, comenta-se em São Borja que os restos mortais do ex-presidente João Goulart - falecido em 6.12.1976, na Argentina - também poderão deixar o Cemitério Municipal Jardim da Paz, de São Borja. O corpo do ex-presidente Getúlio Vargas foi retirado do Cemitério Jardim da Paz em agosto de 2004, quando foi colocado no mausoleu na Praça XV de Novembro, junto ao monumento construído por Oscar Niemeyer. Conhecido como o cemitério onde estavam enterrados dois ex-presidentes, ele perderia a atração que exerce sobre os turistas que o visitam quase que diariamente.

Na primavera de 2006, uma equipe da TV Senado esteve em São Borja fazendo locações sobre o local onde nasceu o ex-presidente Jango e de lá foram para o Uruguai filmar também as fazendas do ex-presidente, onde viveu no exílio. Foi neste período que segundo um assessor da prefeitura municipal, o filho de Jango, João Vicente Goulart teria confidenciado que os familiares do ex-presidente estão com intenções de levar os restos mortais de Jango para um memorial que será em Brasília para homenageá-lo.

O servidor da prefeitura municipal Luis Carlos Antunes que cuida há oito anos do Cemitério Municipal Jardim da Paz em S. Borja diz que os túmulos onde estão enterrados Jango e Brizola - ex-governador gaúcho falecido em 21 de junho de 2004 - são os dois mais visitados agora. Antesw de tirarem o corpo de Getúlio Vargas, o da família Vargas recebia muitas visitas, principalmente nos aniversários da morte. Segundo Luis Carlos, o ex-governador Leonel Brizola era um assíduo visitante do túmulo da família Goulart, onde sempre em 7 de abril costumava visitá-lo porque esta é a data de falecimento de sua esposa, Neusa Goulart." Brizola sempre vinha. Fazia as orações dele,depois ia pro centro, pegava o aeroporto porque vinha num avião próprio".

Já no meio do túmulo da família Vargas e Goulart- na chamada Alameda dos Presidentes - está enterrado um personagem histórico mas que está totalmente esquecido. Trata-se do guarda-costas do ex-presidente Vargas, Gregório Fortunatto, o chamado " Anjo Negro"." Desde que estou aqui nunca vi um familiar do Gregório vir visitar o túmulo.

Será que ele tem algum parente em São Borja? pergunta o guardador do cemitério.

Metade Sul espera pelo reflorestamento

A imagem do gaúcho na campanha comendo carne gorda e tomando chimarrão não passa de uma fantasia criada em cima de um passado rico. Hoje a metade Sul do Estado passa por grandes dificuldades e há gente até passando fome alertou Júlio Tedesco, ao assumir no dia 7 de agosto último a presidência do Sinpasul( Sindicato  das Indústrias do Papel,Papelão e Cortiça do Estado  do Rio Grande do Sul) no período 2007-2010. Tedesco disse que ao percorrer os municípios da Metade Sul   nas audiências públicas onde a população se manifestou sobre os projetos de reflorestamento das empresas Aracruz Celulose,VCP e Stora Enzo pode constatar durante estes encontros como a população está querendo estes projetos em vistas da penúria porque passa.

Este projeto de reflorestamento criará,conforme ele, um pólo madereiro cujo investimento está calculado em 4 bilhões de reais." O faturamento da cadeia produtiva do setor com os novos projetos  crescerá dos atuais 3,5 bilhões de reais anuais para mais de 8 bilhões anuais e o número de empregos crescerá de 200 mil para mais de 400 mil" enfatizou Júlio Tedesco.

O representante da Aracruz Celulose disse que a destruição de sementes de pinus na invasão de seu parque de sementes na fazenda Barba Negra, tempos atrás, por camponeses do MST(Movimento dos Sem Terra) provocou um prejuízo na empresa porque durante 4 meses algumas frentes de plantio ficaram sem ter o que fazer pela falta de mudas.E nesta invasão foram,segundo ele, destruídas produtoras de sementes que tinham mais de 20 anos.Ele disse que a Aracruz Celulose teve um grande aprendizado com este episódio e que a empresa ficou surpresa tanto com a invasão e destruição do seu parque sementeiro como com a reação da sociedade,que,segundo ele, posicionou-se contra o ato.

A turma da Fabico


Em dezembro de 1970 um turma de estudantes da Fabico, da UFRGS, resolveram ir viajar pro Peru. Sairam daqui de trem, de ônibus, iam ganhando trocados nas praças públicas fazendo um som. Atravessaram a Argentina, foram pra Bolívia mas na Argentina, houve um reviravolta: encontraram uma turma de cariocas que "subia" a América num ônibus todo maluco, pintado,colorido. Aí juntaram-se os gaúchos e os cariocas. Deu no que deu. Viajaram até o Peru, foram pra Selva, principalmente Pucalpa. O objetivo de uns era meditação, de outros comer os tais "hongos alucinógenos" encontrados principalmente no esterco do gado zebu que na selva peruana é muito abundante.

A turma se desfez, uns tomaram um caminho, outros, outro. Mas a história do ônibus - que ao que parece tinha o estranho apelido de "Bicho Grilo" - daria um bom livro. Quem sabe alguém que participou desta "aventura" tome coragem. Entre eles estão os jornalistas Liana Milanez, a " Baiana", Clóvis Heberle e Nara Molina D'Avila, atualmente Barbosa. Na foto vemos da esquerda para a direita Paulo Carioca, Gastão Lemonia, Pedro(sentado, de poncho), Liana Milanez, a " Baiana" com o violão no colo, Regis, Serginho, de chapéu, Clóvis Heberle, sentado, de fita de hippie na cabeça e com violão, sentado, em cima de Heberle e ao lado da "Baiana", "Dodo" (que depois virou médico e foi secretário da saúde de Uruguaiana), Artur, sentado, de bigode e finalmente Nara Molina d'Avila. A data desta foto é 2 de fevereiro de 1971, se não estou enganado, dia do aniversário de Clóvis Heberle. A foto é do arquivo pessoal de Nara Molina D'Avila.

Exposição sobre Collares é aberta no Memorial do RS


A exposição fotográfica "Collares 80 anos e 80 fotos" foi aberta na noite do dia 11 de setembro de 2007 no memorial do RS (prédio do antigo Correio). Organizada pelo jornalista José Luis Prévidi e pelo fotógrafo Alfonso Abraham ela retrata a vida política do líder trabalhista Alceu de Deus Collares. No ato, falaram o prefeito de Porto Alegre José Fogaça, o deputado estadual Adroaldo Loureiro(PDT) a vereadora Neusa Canabarro(PDT) o secretário municipal José Fortunatti e o próprio homenageado, além do radialista Lasier Martins. A mostra fica em Porto Alegre até dia 20 de setembro, depois vai a Bagé e finalmente a Brasília.

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Brizola X São Borja
Antes de falecer, em 21.06.2004, o ex-governador Leonel de Moura Brizola costumava ir muito a São Francisco de Borja(RS), a 620 km de Porto Alegre, na divisa com a Argentina-sempre descia no aeroporto - e visitar o túmulo da família Goulart onde estão sepultados sua esposa, Neusa Goulart e o ex-presidente Jango. Brizola ia muito também no jazigo da família Vargas onde até 2004 estavam os restos mortos do ex-presidente Getúlio Vargas (agora estão num mausoléu desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, na Praça XV de Novembro). O repórter Belmonte, da rádio Cultura AM, acompanhou estas visitas do líder trabalhista e tem gravações do que Brizola dizia nestes momentos quando "refletia" em voz alta na frente do túmulo da falecida mulher. Na última vez que Brizola esteve em São Borja - parecia uma despedida, ele quis falar com todo mundo que conhecia na cidade - , ele estava na casa do companheiro de partido, Percy Penalvo,onde sempre se hospedava e o diretor da " Folha de São Borja" lhe fez uma pergunta que o líder trabalhista não digiriu bem. Depois do almoço, numa conversa descontraída, o jornalista lhe perguntou se ele queria ser enterrado em São Borja. A resposta de Brizola veio ríspida, segundo quem a testemunhou: - Sinceramente,disse ele, ainda não pensei neste assunto.E mudou o rumo da conversa.Por ironia ou não,pouco tempo depois Brizola seria sepultado no túmulo da família Goulart, ao lado de sua esposa, Neusa. A seguir algumas fotografias que registram as andanças do líder trabalhista pela " Terra dos Presidentes" como se define o município.

Foto1
Quando chegava em São Borja, Brizola cumpria o ritual de  ir ao cemitério.Depois ia atender os demais compromissos. Da esq. para a dir:Teresinha Correa, de óculos, (mãe do Paulo,funcionário  do PDT de São Borja), vereador Almiro Lauter- as fundos " Tininha" mãe do prefeito Mariovane Weis e viúva do ex-prefeito Mário Weis, Leonel de Moura Brizola, Percy Penalvo (com asflores na mão). Data: desconhecida.Local:Cemitério Municipal Jardim da Paz, São Borja-RS.Foto:Gaudêncio.



Foto2
Leonel Brizola chegava sempre de avião,geralmente em jatinhos alugados. Aqui aparecem da esq. para a dir.Celeste Penalvo( com a bolsa no braço,de óculos,) ao lado Percy Penalvo(careca) Matheus Schmidt (presidente regional do PDT,de óculos), nos fundos Beto Souza,ex-deputado Carlos Cardinal.Entre outros aparecem Rosendo Viana,César Neme. Data: desconhecida. Local Aeroporto de São Borja. Foto: Gaudêncio.



Foto3
Brizola e o ex-gov. Alceu Collares no cemitério de São Borja.Aparece ainda,de óculos, o ex-prefeito de São Borja,pelo PDT, Florêncio Guimarães.Ano: 1998.Foto de Gaudêncio.



Foto4
Brizola disse que teria que "engolir o sapo barbudo" ao referir-se ao então candidato a presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva.E o fez,sendo seu companheiro na chapa como vice-presidente.O ano é 1998 e a campanha é para presidência da República.Os dois apertam mãos durante um comício em São Borja. Além de Lula e Brizola, aparece o ex-prefeito de São Borja pelo PDT, Florêncio Guimarães,de boné e com óculos. Atrás do candidato Lula aparece Percy Penalvo.Os candidatos portam botons do candidato a governador do Estado pelo PT, Olívio Dutra que ganharia a eleição do ex-governador Antônio Britto Filho.Foto Gaudêncio.



Foto5
Da esq. para a dir. Teresinha Correa(mãe do funcionário do PDT-São Borja Paulo, de óculos) " Tininha" mãe do prefeito Mariovane Weis(PDT-São Borja) Percy Penalvo(careca)Leonel Brizola, vereador Almiro Lauter(PDT-São Borja)entre outros. Local Cemitério Jardim da Paz, de São Borja.data: desconhecida.Foto: Gaudêncio.



Foto6
Da esq. para a dir. Pedro Ruas (de óculos) Percy Penalvo(careca) Leonel Brizola, um garção, Gastão Ponce(sentado, com as mãos cruzadas,de óculos e bigodes),do outro lado da mesa,sentados, prefeito de São Borja pelo PDT, Florêncio Guimarães, Sereno Chaise(presidente regional do PDT)dep.federal Matheus Schmidt(PDT). Em pé aparecem Lair Fontella,Anerom da Rocha,entre outros. Local: Cantina Itália(São Borja)Ano: desconhecido. Foto: Gaudêncio.



Foto7
Da esq. para a dir. Sereno Chaise(presidente regional do PDT),Percy Penalvo,(careca) e Leonel Brizola.Local. Cemitério Municipal Jardim da Paz(São Borja) túmulo de FLORENTINO DUTRA.(capataz do ex-presidente  Jango morto em outrubro de 1954 num tiroteio no Preto Hotel, ou Hotel Preto, em Porto Alegre( ao lado da CRT antiga, ou atual BrasilTelecom)Houve no episódio três mortes no bar do Preto Hotel.Teriam ofendido o ex-presidente Getúlio Vargas,houve uma discussão com posterior tiroteio.Data : Cerca de 8 ou 9 anos atrás)Foto: Gaudêncio.



Foto8
Da esq. para a dir. Leonel Brizola e Percy Penalvo (ambos já falecidos).Local: Cemitério Municipal Jardim da Paz, em São Borja(RS) junto ao túmulo da família Vargas, onde,até 24.08.2004 estiveram depositados os restos mortais do ex-presidente Getúlio Dornelles Vargas.Data: cerca de 8 ou 9 anos atrás.Foto: Gaudêncio.



Foto9
Leonel Brizola, ao centro, dep.estadual do PDT, João Luis Vargas(de barba) Clair Ribas, presidente do diretório do PDT de São Borja, Urbano Knorr, o mais alto de todos da foto,(foi juiz de futebol,e foi prefeito de um dos municípios da região carbonífera do Estado) Cassia Carpes(hoje dep.estadual do PTB), Ciro Gomes,então candidato a presidente da República,ex-gov. do Estado, Antônio Britto Filho,já no PPS. Evento: comício em favor de Ciro Gomes na Praça XV de Novembro, em São Borja.Ano 2002.Foto de Gaudêncio.



Foto10
Sentados, da esq. para a dir: José Paulo Bisol(candidato a vice-presidente na chapa de Lula)Leonel Brizola, Luis Inácio Lula da Silva(candidato a presidência da República)Emília Fernandes( candidata a senadora pelo RS, que se elegeria). Em pé. radialista Edson Arce, da Rádio Cultura AM, de São Borja perguntando a Brizola,,ex-prefeito de São Borja Florência Guimarães,de óculos,Pedro Ruas, de barba,gravata e óculos,Edson Silva, do PCdo B, com a mão no queixo,dep.federal do PDT, Pompeo de Mattos.Ano 1994.Local:ignorado.Foto de Gaudêncio.



Foto11
Inauguração da nova sede do PDT em São Borja.Dia 21.06.2005,primeiro aniversário da morte de Leonel Brizola.Da esq. para a dir: prefeito de São Borja, Mariovane Weis,Governador do RS, Germano Rigotto,Ronaldo Lessa, gov. de Alagoas(de óculos) dep.federal do PDT, Alceu de Deus Collares, Matheus Schmdit, presidente do diretório estadual do PDT.Foto: Gaudêncio

A reportagem policial
O RS sempre produziu bons repórteres policiais. Vide dois exemplos.
Caco Barcelos que começou aqui na Folha da Manhã e Carlos Dornelles,
Najar Tubino, Erny Quaresma, Roberto Hirtz,  entre outros.
Nestas fotos vão algumas reminiscências:


No tempo da Churrascaria Mosqueteiro


Da direita pra esquerda: O cronista Paulo Santana, da RBS,o repórter Gélson Farias, a jornalista Beti Boneti. Os demais são freqüentadores da Churrascaria Mosqueteiro do Grêmio. Década de 70. Foto: Arquivo pessoal de Gélson Farias.



Conferindo uma informação. o repórter Gélson Farias na redação da Folha da Manhã da Cia Jornalística Caldas Junior. Ano 1979. Diretor da FM era Valter Galvani. Foto: Arquivo pessoal de Gélson Farias.



"Tropa de Elite" da reportagem policial: comandante geral da Brigada Militar. CEL.Milton Wairich, repórteres Leopoldo Rusick,Vilmo Medeiros("Cabeção") Gélson Farias, Milton Galdino da Silva ( " Churrasquinho") Eli, do Museu de Comunicação Social José Hipólito da Costa,Roberto Hirtz("Ovelha",ou " Beto Bironha") - com os chuchus na mão- Sérgio Motta ("Geléia) também estão na foto Sérgio Lima, Rippol Ferreira, Irani Martins. Local: Bailão do Darci Silva, na av. Assis Brasil, em PAlegre. Ano 1979. À exceção de Milton Galdino, de ZH, os demais repórteres trabalhavam na CJCJ. Foto: Arquivo pessoal de Gélson Farias.


Repórteres confraternizam com as fontes.

Da esquerda para a direita: Vilmo Medeiros, de óculos, (" Cabeça"), Roberto Hirtz("Ovelha") sentado mais ao fundo, Gélson Farias, um motorista da Cia Jornalistica Caldas Junior," Doutora Franci" (chamavam de "Dona Franci") -atuava na 10 Vara Criminal do Foro de Porto Alegre -,hoje aposentada, delegado de polícia Wilson Muller Rodrigues , atuou no "caso Daudt" e depois foi deputado federal do PDT-RS,Delegado de Polícia José Arno Apolo do Amaral,de cigarro, como Müller, que depois foi prefeito de Alvorada(RS) e mais um jornalista usando gorro de " Mar del Plata". Local do encontro: Uma churrascaria em Porto Alegre localizada nas cercanias da Gaspar Martins. Ano: entre 1979 e 1980. 
Foto: Arquivo pessoal de Gélson Farias.



Bondes em Porto Alegre
Este nota foi enviada pela colega e amiga heloiza Herscovitz, da California-USA, onde reside:
" Olides, esse filme é novo e passou num festival em Los Angeles.
Veja este site, é da época dos bondes em Porto Alegre". Heloiza Herscovitz



"Expedição Marcopolo"


 

Foi assim que o colunista José Barrionuevo a chamou quando ele ainda estava no CP. Uma turma de técnicos saiu em fins de março de 1988 pra ir de camionete até Antofagasta a fim de trazer um relatório ao secretário dos transportes, Adão Faraco, na gestão do Gov. Pedro Simon. Era pra detalhar como estavam as rodovias e ferrovias  de Rio Grande até  Antofagasta(norte chileno).A turma era capitaneada pelo economista Waldir Cóccaro(hoje cuidando dos negócios da família em Santana do Livramento) e compunha-se ainda do eng. Newton Pereira, da Rede Ferrroviária Federal S/A, do engenheiro Raul, do Daer, e como bicões  eu e o fotógrafo Antônio Pacheco pelo jornal  ZH.


"Expedição Marcopolo" I
A viagem nos deu muito trabalho e também muitas peripécias, que foram contornadas com o bom humor da equipe. O motorista Fernando, do Daer, dirigiu a camionete, que saiu-se a contento. O engenheiro Raul anotava todos os dados a respeito de rodovias e o engenheiro Newton os dados das ferrovias. Houveram incidentes também, como na aduana chilena, quando os fiscais confiscaram o salamito que Newton levava escondido caso tivéssemos que esperar horas na travessia do deserto.Outro incidente sério foi em La Serena, no Chile, quando os carabineiros suspeitaram que nosso motorista havia infringido sinais de trânsito. Ali vimos a coisa feia porque nos botaram as carabinas na cara.


" Expedição Marcopolo" II
O fotografo A. Pacheco aproveitou para fazer boas fotos, como no caso desta laguna na Cordilheira dos Andes onde os flamingos proliferam.Na laguna existe muito salitre. E na outra foto estou eu e o engenheiro Newton tomando um banho numa maravilhosa lagoa, em Salta, no norte da Argentina, no domingo em que resolvemos descansar pela tarde. 


Nos tempos em que deputados e secretários confraternizavam

Em pé, da esq para a dir, estão Dep. Celso Testa(MDB),secretário da saúde Jair de Oliveira Soares,Tarasconi(sec da Administração), Odilon Crosseti(presidente da Cefal:Centro dos Funcionários da Assembléia Legislativa do RS, Nelson Marchezan(Sec do Trabalho e Ação Social)Dep. Alexandre Machado, professor Carlos Verissimo do Amaral(sec do Planejamento) e  Cleber Antônio Franzen(diretor da Cefal).Agachados, da esq para a dir: Edson Batista Chaves( sec. do Turismo,Indústria e Comércio) dep. Elton Fenterseifer, Artur Zanella,(outro goleiro)dep. Aluísio Paraguassu, Cel. Odilon Camargo e dep. Augusto Trein. 

O dono desta foto, ex-vereador Artur Paulo Zanella, escreveu este texto a respeito dela:"este jogo  foi realizado no final de 1974, no governo Euclides Triches. Apesar de organizador do jogo e treinador do time dos secretários, só consegui vaga de goleiro (eu era sub-secretário). Pelo que me lembro, o jogo foi 3 x 3 e defendi um pênalti cobrado pelo deputado Paraguassu( Aloísio). O Elton(Fenterseifer) se lesionara. Apesar de atuarem no mesmo time, em um futuro remoto os deputados Celso Testa e Alexandre Machado protagonizaram uma briga no Tribunal de Contas do Estado, onde ambos foram ministros(hoje se diz conselheiros) Bons tempos em que os secretários se confraternizavam com os deputados...A foto do Artur Zanella mostra uma partida de futebol de salão en fim de 1974, entre os secretários do governador  Euclides Triches e deputados.



Araguaia: 33 anos depois, camponeses relatam atrocidades

Frederico foi pendurado pelos testículos. Maria teve dois filhos levados por militares. Cícero presenciou a morte de Jaime Petit com seis tiros de fuzil. Ângelo viu o corpo de Osvaldão separado de sua cabeça. Estes foram alguns dos relatos colhidos pela Comissão de Anistia em audiência pública feita em São Domingos do Araguaia. Para eles, não há dúvida: os moradores da região foram perseguidos pela ditadura militar. E muitos foram barbaramente torturados.
Por Priscila Lobregatte ( Enviada a São Domingos do Araguaia)
Veja a reportagem na integra, no site Vermelho on-line, clicando AQUI


A Turma da Fabico

Em dezembro de 1970 um turma de estudantes da Fabico, da UFRGS, resolveram ir viajar pro Peru. Sairam daqui de trem, de ônibus, iam ganhando trocados nas praças públicas fazendo um som. Atravessaram a Argentina, foram pra Bolívia mas na Argentina, houve um reviravolta: encontraram uma turma de cariocas que "subia" a América num ônibus todo maluco, pintado,colorido. Aí juntaram-se os gaúchos e os cariocas. Deu no que deu. Viajaram até o Peru, foram pra Selva, principalmente Pucalpa. O objetivo de uns era meditação, de outros comer os tais "hongos alucinógenos" encontrados principalmente no esterco do gado zebu que na selva peruana é muito abundante.

A turma se desfez, uns tomaram um caminho, outros, outro. Mas a história do ônibus - que ao que parece tinha o estranho apelido de "Bicho Grilo" - daria um bom livro. Quem sabe alguém que participou desta "aventura" tome coragem. Entre eles estão os jornalistas Liana Milanez, a " Baiana", Clóvis Heberle e Nara Molina D'Avila, atualmente Barbosa. Na foto vemos da esquerda para a direita Paulo Carioca, Gastão Lemonia, Pedro(sentado, de poncho), Liana Milanez, a " Baiana" com o violão no colo, Regis, Serginho, de chapéu, Clóvis Heberle, sentado, de fita de hippie na cabeça e com violão, sentado, em cima de Heberle e ao lado da "Baiana", "Dodo" (que depois virou médico e foi secretário da saúde de Uruguaiana), Artur, sentado, de bigode e finalmente Nara Molina d'Avila. A data desta foto é 2 de fevereiro de 1971, se não estou enganado, dia do aniversário de Clóvis Heberle. A foto é do arquivo pessoal de Nara Molina D'Avila.

“Camelinho”, o Paulo Santana que não deu certo!



Joel Granato Veiga, conhecido na rua da Praia de Porto Alegre por Camelo ou Camelinho é o mais fanático torcedor do Grêmio Futebol Portoalegrense. Na foto acima  feita em 12.02.1966, ele é o primeiro da fila da esquerda para a direita dos que estão em pé. Os demais são Cleo, Ortunho, Airton, Aureo, Altemir, Alberto. Agachados: Adroaldo Marques, João Severiano, Alcindo, Sérgio Lopes, Wolmir Massaroca e Ataídes Carvalho. No dia que foi feita esta foto, o Grêmio jogou em Santa Maria na inauguração do estádio do " colorado santamariense" - Internacional - que ao que parece até hoje não ficou pronto. Dois dias depois, uma terça, o Grêmio jogou no Olímpico e ganhou, com dois gols do "bugre" Alcindo, da seleção russa.

Camelinho nasceu em Bagé em 1930. O apelido foi causa de um amigo que tinha um "caroço" nas costas e que jogava futebol. Joel  mora em Porto Alegre desde quando o Grêmio jogava na Baixada, onde hoje está o Parcão.No centro de Porto Alegre é muito conhecido e atualmente na rua Uruguai à tarde fica do lado de fora do café a Brasileira, onde se reúnem os amantes do futebol. Tudo porque ele fala muito alto e o gerente o expulsou lá de dentro. 




PT não quis Hugo Chaves no Fórum Social Mundial de 2003

Presidente da Venezuela Hugo Chavez
com presidente ALE Sérgio Zambiasi

Hugo Chavez Presidente da Venezuela
no Palácio Piratini com Governador Rigotto


"Eu, inclusive, trouxe o Chavez (Hugo) uma vez a Porto Alegre. O PT estava no Governo (do Estado) e não queria o Chavez no Forum Social Mundial. O Chavez queria vir, mas não tinha convite oficial do Fórum. Naquele momento, com o Lula assumindo a presidência, o PT não queria se vincular ao Chavez. Aí organizamos um evento paralelo, e o Chavez acabou discursando da sacada do Piratini (foto), o que foi um acidente, porque o Chavez não tinha noção de que o público dele era um povo anti-Rigotto. O Rigotto tinha acabado de ganhar a eleição, derrotado o PT e o público do Chavez era muito petista. O Chavez foi para a sacada (do Palácio Piratini) para saudar o povo que estava ali, acho que foi o próprio cerimonial que forneceu um microfone sem fio, o Rigotto foi junto e acabou naquela vaia. Mas o Rigotto ficou muito feliz porque levamos o Chavez até o Palácio Piratini. Tenho muita honra em receber o apoio do Chavez na minha campanha e tê-lo em cima do palanque discursando".

Este depoimento foi dado pela deputada federal Luciana Genro(PSOL) ao repórter Afonso Licks e está no número 35 da revista Voto. A data em que Chavez esteve no Piratini e na Assembléia Legislativa do Estado foi 26 de janeiro de 2003,num domingo calorento em Porto Alegre.No Palácio , o presidente venezuelano foi recebido por Rigotto, já governador, e na Assembléia Legislativa do Estado, pelo presidente, deputado Sérgio Zambiazi(foto). Fotos de José Ernesto.(ALE)



Irpapus - Uma confraria a céu aberto
O Irpapus jantando na Afisvec             Killing e Paulo Bueno              O jornalista Mario Santarosa

Na Rua da Praia, em frente a Gal. Chaves, reune-se diariamente um grupo de conhecidos que alguém denominou de IRPAPUS. O número de integrantes varia: véspera de feriadão, no verão, não passam de dois ou três. Mas nos dias úteis do inverno chegam a 15 ou mais. O horário é sempre fixo. Não passa das 13h30min. Há jornalistas, “chutadores”, e fiscais aposentados. Os assuntos, bom, geralmente política e futebol. Mulheres só quando passa alguma de mais atributos digamos físicos que o tema vêm à baila.

Uma vez ao mês há um jantar sempre preparado por alguém do grupo. O interessante é que o jantar também tem horário: não passa das 10 e meia da noite. Neste das fotos, o cozinheiro foi o jornalista Mário Santarosa, que se queixou da churrasqueira porque queimou muito os dedos. O cardápio foi um salmão, antecedido de sopa de Palometa. O salmão foi um presente de um dos confrades. O próximo jantar será na casa de um dos membros do Irpapus.



Autor da Lei Rouanet flertava com a "esquerda" no tempo de Médici

O embaixador Sérgio Rouanet que servia na Suíça em 1970 quando Gilberto Gil (atual ministro da Cultura) e Caetano Veloso foram expulsos do país, e foram para Londres, na Inglaterra, depois de presos, contou na Federasul que ele como embaixador recebeu Gilberto Gil naquele ano quando foi lá dar um show num pensionato onde segundo Sérgio " a metade dos moradores eram exilados brasileiros".

Depois do show do Gil, o então embaixador e Gil, movidos por um excelente vinho suiço ficaram até as quatro da manhã tocando violão numa espécie de prolongamento do show que havia ocorrido ali antes. E Gil dirigindo-se a Sérgio não se conteve:
" Eu quero dizer que você é a pessoa mais desafinada que eu já vi" disse Gil.



Caco Barcelos

O repórter Caco Barcelos - hoje na Globo - quando estava em começo de carreira na Folha da Manhã da Cia Jornalística Caldas Junior. No início dos anos 70 (não sei precisar se foi em 71,72 ou 73). Ele foi designado pra fazer o perfil do colega Archimedes Fortini que trabalhara cerca de 60 anos  no Correio do Povo e que se aposentara. Acompanhado do fotógrafo Olívio Lamas (falecido dias atrás em Garopaba), Caco esteve na Rua 24 de Outubro onde residia Fortini. Ao subir pro seu apartamento, Fortini indignou-se com a barba e o cabelo comprido do repórter:
" - Pra comunista eu não dou entrevista,disse irritado."
E acrescentou, ameaçando Caco:
" - Comunista eu jogo pela janela."
Fortini morava num andar bem elevado. É bom lembrar as atuais gerações que no começo dos anos 70, em plena era Médici, qualquer barbudo ou cabeludo era visto como " subversivo" isto é , inimigo do regime militar. Nesta foto, do arquivo pessoal de Celso Velusa, Caco aparece como era na época, acompanhado da namorada Goretti Pio dos Santos, de Viviana Araujo na Fazenda do Carapuça, em Taquari.

Zero Hora

" Aí está um pedaço onde compartilhamos um monte de coisas e aprendemos um montão de outras..."

Com a frase da colega Neusa Galli Fróes, lembro como era a redação da Zero Hora na segunda metade dos anos 70, quando a informática ainda passava longe da avenida Ipiranga 1075. A redação era barulhenta, havia gritaria, e só se fazia silêncio das 18:00 em diante, quando a concentração de editores e repórteres, aumentava para o baixamento do jornal. As samambaias que você vê nesta foto da redação, foram postas por sugestão da colega que me enviou estas fotos. Chama atenção os cestos de lixo forrados com saco plástico. A redação da Zero Hora informatizou-se nos anos 90, quando já estava no quarto andar. Desde 1992, não tenho frequentado mais redações de grandes veiculos. Por outras pessoas, sei que são silenciosas e que os comícios politicos, que se faziam dentro das antigas redações, estão inteiramente proibidos.

Aparecem nesta foto Eunice Jacques , Remi Baldasso e José Manosso já falecidos, Nilson Souza, Gilberto Leal (de óculos escuros, ao telefone), João Borges de Souza (abaixo, à esquerda), Flavio Schubert, Pedro Chaves, Rekern (chargista), entre outros colegas.

O relógio da redação marca 18:45, hora de fechamento, a concentração é total.

  

Nesta foto da redação no primeiro andar, os armários onde cada repórter guardava seus pertences, separavam a Editoria do Segundo Caderno, das demais.

Aparecem na foto o Paulo Cardona, repórter; o diagramador Jorge Fraga - o "pitoco", Elton Weber (de pé, caminhando, à esquerda), aos fundos, de barba, acredito que seja o "Dinho", que hoje vive em Paris.

Aos colegas que estão vendo estas fotos, peço que me retornem contando mais histórias deste tempo...

Meu obrigado à colega Neusa, que me enviou este precioso material.


Luis Oscar Matzenbacher (de barba, sentado),  Isara Marques ( em pé) ao telefone,  Maroni da Silva (de óculos, ao telefone), Mário Marcos de Souza (entre Isara e Maroni), Carlos Wagner (que está de suspensórios) aos fundos ao telefone, Affonso Ritter e Hamilton Almeida (de pé). Pontualmente 18 horas. Horário de fechamento.


BR 364 - 1983



Aparecem nesta foto um funcionário da Radiobrás(de bigodes) o autor, Olides Canton e o fotógrafo Sérgio Ros. Esta foto foi feita durante uma inspeção às obras da BR-364 entre Porto Velho e Cuiabá, no ano de 1983. O fotógrafo foi Paulo Borba de Andrade.
Na comitiva viajavam diretores do DNER( hoje DNIT) e capitaneando eles todos o ministro dos transportes, Cloraldino Severo, conhecido pela sua rigidez. Seis da matina acordávamos e comíamos poeira o dia inteiro, pela estrada de chão. A poeira  era tanta que tínhamos que envolver nossas malas em sacos de lixo pra poder botar a roupa depois do banho. Na comitiva viajava o repórter do Correio do Povo de Porto Alegre, Bruno Augê Ferreira, que tinha especial atração pelo pó. Então ele abria o vidro das camionetes e deixava que aquela poeira vinda da estrada em construção tomasse conta literalmente de tudo. E foi durante uma destas viagens - fiz várias - que pela primeira vez vi a´"utilidade" das bonecas de plástico nos acampamentos dos engenheiros, no meio do mato.

Porquê o " REI " proibiu a biografia

O que tem de interesse público saber onde a Maria Rita tinha câncer? Com esta pergunta o advogado Marco A. campos, advogado de Roberto Carlos no processo pra tirar de circulação a biografia do cantor escrita por Paulo César de Araujo deu a pista do que incomodou o cantor.

Outro dado: na biografia o autor diz que na casa de Carlos Imperial faziam-se festinhas onde se queimava fumo e que seguidamente Roberto Carlos participava delas. Este é no entender de Marco Antônio Campos uma forma sutil de dizer que Roberto Carlos puxava fumo na adolescência. Este e outros detalhes foram discutidos na noite do dia primeiro de junho na Associação Riograndense de Imprensa, num debate sobre liberdade de imprensa e Judiciário.

Campos revelou dados técnicos de como foram feitos os processos para  tirar a biografia de circulação.Foram réus o autor, Paulo César de Araujo, o editor, a Planeta, e a empresa que a colocou na praça. Na verdade,segundo Marco Antônio Campos, não houve uma proibição e sim um " acordo" entre todos os envolvidos pra que o livro não mais circulasse. Roberto Carlos tirava uma ação de indenização que segundo Marco Antônio Campos não tinha cifras em troca de que o livro não mais circulasse.Marco A. campos disse que a editora  chegoua propor ao cantor que elçe censurrasse as partes que o incomodou na biografia mas que ele não permitiu isto senão o cantor passaria por censor.

O advogado queixou-se  muito da imprensa dizendo que principalmente os jornalistas da Veja queriam saber porque  o livro seria queimado e que segundo ele não será feito em hipótese alguma. Segundo Marco Antônio campos durante a feitura da biografia - que levou 15 anos - Paulo César de Araujo fez apenas duas solicitações de entrevistas a Roberto Carlos através da assessoria de i mprensa  e nunca especificou pra que. Outro dado revelado por Campos : quando o jornalista solicitava uma entrevista com alguém relacionado com Roberto Carlos e que não obtinha a concordância pra falar ele pesquisava nos jornais e revistas a opinião dele sobre o cantor e no livro colocou como se as declarações tivessem sido dadas a ele.

Segundo Campos, a biografia contém " calúnica,injúria e difamação" finalizou,deixando claro que biografias não autorizadas são um assunto complexo.



 

O Jornalista

" Eu era bancário e hippie em 1973. Viajei muito de carona, conheci Garopaba antes que muita gente. Foi nesta época que um amigo meu, Licinio de Azevedo, me levou pra ZH, ali na avenida Ipiranga.

Meu primeiro editor de Polícia foi o Renato Pinto da Silva e quem tinha paciência pra me ensinar a abrir uma matéria foi o Sérgio Becker, que,aliás, fazia isto com todos os focas que entravam lá e nem sabiam o que era um lead. Sem querer, me desliguei do banco que trabalhava e emplaquei na ZH. Como ainda não tinha diploma, precisei de um jeito que naquele tempo se fazia junto a DRT que era o jornalista provisionado. O Lauro Schirmer era o diretor do jornal e o Armando Burd o editor-chefe. De lá até os dias de hoje muita água correu embaixo da ponte, isto é óbvio. Estes dias um amigo meu encontrou um ex-colega meu de ZH, do qual por sinal não lembrava, que fez o seguinte comentário a meu respeito:" nunca foi de linha de frente". Não entendi direito, mas acho que sempre cumpri com minhas pautas.

Em 1974 saí da ZH seduzido pelo convite do próprio Licinio pra integrar a reportagem policial de Folha da Manhã, onde fiquei apenas dois meses. Pedi demissão ao diretor, Ruy Carlos Ostermann, porque eu queria viajar, como o fiz, para o Peru. De mochila nas costas, fui ser mochileiro. Percorri os Andes, andando em trens,caminhões, ônibus, até atracar em Lima, esta cidade que quem leu os livros de Vargas Lhosa tem um pouco de idéia do que seja. Lá nunca chove, me diziam, e não chove mesmo e também hay temblores, e há terremotos mesmo.

Do Peru, onde pouco pratiquei o jornalismo, voltei a ZH, em outubro de 1976,onde permaneci até 13 de abril de 1992, quando houve uma renovação no jornal e eu fui um dos demitidos. Neste meu longo segundo período de ZH ganhei três prêmios. O segundo lugar do Badesul, e dois segundo-lugar do Setcergs, que é um prêmio importante.

Acho que meu forte nunca foi mesmo fazer matérias pra prêmio. Mas eu tinha um gosto especial, no jornalismo, em dar furos na concorrência. Lembro o dia que roubei literalmente um telex que uma secretária do DAER passava pro interior, informando que a Petrobrás havia suspendido o combustível para o órgão por falta de pagamento. Confirmei junto a diretoria da Petrobrás o fato e tive especial sabor de à uma da madrugada ir na máquina do jornal pegar um exemplar quentinho, saindo do forno.

Mesmo hoje em dia, fazendo meus pequenos-grandes boletins, como o que edito a 10 anos, que é o FITNESS, consigo ás vezes dar  um furinho. Como foi no ano passado, quando peguei dois sobreviventes de uma tragédia aérea nos Andes em 1972 em que dois deles contaram a uma platéia como comeram a carne dos colegas. Fiz este relato em oitos capítulos e foi um sucesso... "


   

Fernando Albrech - Jornalista
" O jornalista Olides Canton é o líder das minorias jornalísticas. Se existisse um MSJ - Movimento dos Sem Jornal - Olides seria o presidente de honra. No mínimo, o presidente e benemérito da entidade. Apesar da sua longa experiência como repórter, o mercado formal encolheu. Mas a internet está aqui para espichá-lo. "





Valter Gomes Pinto, diretor corporativo da Marcopolo S/A
" Olides Canton continua percorrendo as estradas do Rio Grande e do Brasil, levando a todos aqueles que acompanharam o seu trabalho informações precisas e esclarecedoras. Procuro sempre incentivá-lo. A soma de nossos esforços certamente redundarão em um futuro melhor para todos."


Diplomas e Premiações recebidas

O autor participou da reportagem "O caso Rigotto" que rendeu menção honrosa na categoria reportagem
do premio ARI 2001.

Em Abril de 1988, o autor com mais cinco técnicos percorreu o trajeto Porto Alegre/ Antofagasta -Chile,cuja
reportagem rendeu o prêmio do Badesul.

No final da década de
80, as estradas gauchas tinham virado sucata.
O autor percorreu o estado e dele resultou uma reportagem que ganhou o prêmio Setcergs de Jornalismo.

A reportagem do trajeto Porto Alegre/ Antofagasta, também rendeu um prêmio Setcergs de Jornalismo.

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Olides Canton - Jornalista e Escritor

Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

® Agosto 2007 - © De Olhos e Ouvidos - Olides Canton - Todos os direitos reservados
Os textos publicados são de inteira responsabilidade do autor.


Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br


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