O
autor e a equipe desejam aos leitores um bom fim de semana!
Um resumo de todo o imbróglio do
Bolão de Noia!!!!
Um grupo de apostadores de Novo Hamburgo/RS estão
reclamando um suposto prêmio da Mega Sena, concurso
1155, que estava acumulado em R$ 53 milhões, alegando
que participaram de um bolão oferecido pela Lotérica
Esquina da Sorte de Novo Hamburgo.
A suposta aposta não foi registrada nos sistemas
da CAIXA e conseqüentemente os apostadores não
possuem o comprovante que é emitido pelo terminal
de apostas. Os apostadores apresentaram como comprovante
algumas folhas impressas, fornecida pela lotérica
no ato da compra da cota do bolão, não reconhecidas
pela CAIXA e supostamente confeccionadas pelo próprio
lotérico.
O “bolão” é uma prática
popular não vedada em lei, em que vários
apostadores se reúnem geralmente para efetuar uma
aposta de alto valor com o rateio do seu custo. Na prática
é uma relação de confiança
entre os participantes (cotistas), pois o único
documento valido para o recebimento do premio junto à
CAIXA é o comprovante emitido eletronicamente pelo
terminal de apostas.
A CAIXA somente autoriza e reconhece a comercialização
das Loterias Federais na forma estabelecida legalmente,
mediante a emissão, no ato da aposta, do comprovante
eletrônico emitido automaticamente pelo terminal
de apostas, contendo todos os elementos que asseguram
a autenticidade do mesmo.
O empresário lotérico já declarou
que foi um erro de uma funcionária que esqueceu
de passar o volante no terminal de apostas e assim o jogo
não foi efetivado.
A CAIXA fiscaliza as lotéricas e aplica as penalidades
cabíveis em caso de irregularidade na prestação
dos serviços ao publico. A fiscalização
é realizada pelos Consultores Regionais lotados
nas Superintendências Regionais da CAIXA e também
pelos Auditores Regionais da CAIXA
Folha de São Borja homenageada
na Câmara pelos seus 40 anos
O jornal Folha de São Borja foi homenageado durante
sessão solene na Câmara de Vereadores da
Terra dos Presidentes, às 15 horas de terça-feira,
dia 23 de fevereiro, no Plenário Aparício
Mariense, em função dos seus quarenta anos
de fundação que se completaram neste 24
de fevereiro. A sessão foi realizada por iniciativa
do vereador Eugênio Dutra, que teve requerimento
aprovado pela unanimidade dos 10 vereadores.
Durante a sessão, que teve a participação
das principais autoridades da cidade, houve pronunciamento
do vereador Eugênio Dutra, que homenageou a Folha
de São Borja em nome do Poder Legislativo, e de
um de seus mais antigos colunistas, Clemar Dias. Já
em nome da Folha, fez discurso de agradecimento pela homenagem
o colunista social e um dos mais antigos colaboradores
do jornal, Déco Almeida. Ao final da sessão
solene, os vereadores entregaram uma placa comemorativa
a Anelise Andres, que representou os diretores do bisemanário,
Roque Auri Andres e Humberto Andres.
A Folha de São Borja foi fundada em 24 de fevereiro
de 1970 pela Editora Grisólia, de São Luiz
Gonzaga. Alguns anos depois, o jornal foi adquirido pela
família Andres, proveniente de Santo Ângelo,
e que já possuía um jornal naquela cidade
das Missões. A redação da Folha está
localizada na rua General Osório, nº 2341,
centro da cidade, e circula com 3 mil exemplares às
quartas e sábados.
É O AMOR ?

Lula se despede de Fidel!!!!
Claro,
como presidente( pelo menos neste mandato) foi a última
visita que o presidente Lula da Silva fez a Fidel Castro.

Dois
líderes latinoamericanos, duas histórias
totalmente diferentes, duas biografias também diferentes....
Link interessante
Uma vez, no serpentário, te falei
sobre o que consta no link que envio a seguir.
http://luis.nassif.googlepages.com/
(clique no link para conferir o material)
afora isso: está bem legal o material do bar do
beto.
Lauro Dieckmann
Dirceu recebe de empresa por trás
da Telebrás
Dirceu
recebe de empresa por trás da Telebrás
Petista foi contratado por ao menos R$ 620 mil por empresa
beneficiada com reativação da estatal de
telecomunicações
Empresa
nas Ilhas Virgens Britânicas comprou por R$ 1 rede
de fibras ópticas que será usada por Telebrás
e pode ficar com R$ 200 mi
Folha de S.Paulo
MARCIO AITH
JULIO WIZIACK
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-ministro José Dirceu recebeu pelo menos R$
620 mil do principal grupo empresarial privado que será
beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como
promete o governo.
O dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 por Nelson dos Santos,
dono da Star Overseas Ventures, companhia sediada nas
Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal
no Caribe. Dirceu não quis comentar, e Santos declarou
que o dinheiro pago não foi para "lobby".
Tanto a trajetória da Star Overseas quanto a decisão
de Santos de contratar Dirceu, deputado cassado e réu
no processo que investiga o mensalão, expõem
a atuação de uma rede de interesses privados
junto ao governo paralelamente ao discurso oficial do
fortalecimento estatal do setor.
De
sucata a ouro
Em 2005, a "offshore" de Santos comprou, por
R$ 1, participação em uma empresa brasileira
praticamente falida chamada Eletronet. Com a reativação
da Telebrás, Santos poderá sair do negócio
com cerca de R$ 200 milhões.
Constituída como estatal, no início da decada
de 90, a Eletronet ganhou sócio privado em março
de 1999, quando 51% de seu capital passou para a americana
AES. Os 49% restantes ficaram nas mãos do governo.
Em 2003, a Eletronet pediu autofalência porque seu
modelo de negócio não resistiu à
competição das teles privatizadas.
Resultado: o valor de seu principal ativo, uma rede de
16 mil quilômetros de cabos de fibra óptica
interligando 18 Estados, não cobria as dívidas,
estimadas em R$ 800 milhões.
Diante da falência, a AES vendeu sua participação
para uma empresa canadense, a Contem Canada, que, por
sua vez, revendeu metade desse ativo para Nelson dos Santos,
da Star Overseas, transformando-o em sócio do Estado
dentro da empresa falida.
A princípio, o negócio de Santos não
fez sentido aos integrantes do setor. Afinal, ele pagou
R$ 1 para supostamente assumir, ao lado do Estado, R$
800 milhões em dívidas.
Em novembro de 2007, oito meses depois da contratação
de Dirceu por Santos, o governo passou a fazer anúncios
e a tomar decisões que transformaram a sucata falimentar
da Eletronet em ouro. Isso porque, pelo plano do governo,
a reativação da Telebrás deverá
ser feita justamente por meio da estrutura de fibras ópticas
da Eletronet.
Outro ponto que espanta os observadores desse processo
é que o governo decidiu arcar sozinho, sem nenhuma
contrapartida de Santos, com a caução judicial
necessária para resgatar a rede de fibras ópticas,
hoje em poder dos credores.
Até o momento, Santos entrou com R$ 1 na companhia
e pretende sair dela com a parte boa, sem as dívidas.
Advogados envolvidos nesse processo estimam que, com a
recuperação da Telebrás, ele ganhe
cerca de R$ 200 milhões.
Um sinal disso aparece no blog de José Dirceu:
"Do ponto de vista econômico, faz sentido o
governo defender a reincorporação, pela
Eletrobrás, dos ativos da Eletronet, uma rede de
16 mil quilômetros de fibras ópticas, joint
venture entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma
associação de empresas elétricas
da Eletrobrás".
O ex-ministro não mencionou o nome de seu cliente
nem sua ligação comercial com o caso. O
primeiro post de Dirceu no blog se deu no mês de
sua contratação por Santos, março
de 2007. O texto mais recente do ex-ministro sobre o assunto
saiu no jornal "Brasil Econômico", do
qual é colunista, em 4 de fevereiro passado.
O presidente Lula manifestou-se publicamente sobre o caso
em discurso no Rio de Janeiro, em julho de 2009: "Nós
estamos brigando há cinco anos para tomar conta
da Eletronet, que é uma empresa pública
que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo
pegar de volta", disse na ocasião.
Lula não mencionou que, para isso, terá
de entrar em acordo com as sócias privadas da Eletronet,
entre elas a Star Overseas, de Nelson dos Santos, que
contratou os serviços de Dirceu.
Enquanto o governo não define de que forma a Eletronet
será utilizada pela Telebrás, a CVM (Comissão
de Valores Mobiliários) conduz uma investigação
para apurar se investidores tiveram acesso a informações
privilegiadas.
Como a Folha revelou, entre 31 de dezembro de 2002 e 8
de fevereiro de 2010, as ações da Telebrás
foram as que mais subiram, 35.000%, contando juros e dividendos,
segundo a consultoria Economática.
Deputado Federal Roberto Santiago agora
está também no twitter
Amigos e amigas,
http://twitter.com/santiagofederal e acompanhar , de perto
, o nosso mandato participativo.
Já estou no twitter. Basta meprocurar clicando
em
Um grande abraço,
Roberto Santiago, deputado federal (PV-SP)
Volta do carnaval
Ola Olides; depois de passar o carnaval
em floripa,voltei ao ninho do cafe serpentario. gostei
muito do teu noticario de hoje,homenagem justa ao velho
e saudoso' ESPANHOL.
abraços Nelson J.Moura
As excursões da ARI
As
" excursões"
da ARI!!!!
Nesta foto dos arquivos implacáveis do Antônio
Goulart( que foi o editor durante muito tempo do Almanaque
Gaúcho da ZH) aparece o ex-presidente da Associação
Riograndense de Imprensa(ARI) Antoninho Gonzalez( falecido
em 8.8.1996), o então prefeito de Tramandaí,
Elizeu Padilha, Wilsinho Muller,( o mais "perfeito"
relações públicas que a imprensa
gaúcha produziu até hoje) o jornalista Políbio
Braga, que era chefe da Casa Civil do Governo do Estado
de Alceu Collares, entre outros.

Antoninho Gonzalez,presidente da ARI, Eliseu Padilha,
prefeito de Tramandaí, Wilson Rocha Muller, da
ARI, Políbio Braga, então chefe da Casa
Civil de Alceu Collares, em Tramandaí, durante
o lançamento de uma festa do Peixe....Anos 90....(acervo
de Antônio Goulart).
As
" excursões" da ARI deverão ser
retomadas agora, tanto que o Ayres Cerutti programa uma
para o começo de março em Rio Pardo, onde
haverá exposição de produtos da agricultura
familiar.
Chimarão da ARI foi na sacada....
Como
o Ayres Cerutti, o novo " ecônomo" da
Associação Riograndense de Imprensa alugou
a salinha onde tomávamos chimarrão( e bebíamos
uma qui outras) às quartas, no fim do expediente,
agora ficamos sem sala....ontem, quarta-feira,o problemão
ora criado resolveu-se com criatividade. Pegamos umas
cadeiras e sentamos na frente do prédio. Mateamos
e tomamos nosso traguinho,sem crise nenhum....( e por
cima vendo las chicas passarem)...
Coleguinhas
* Danilo Ucha almoçava,ontem, no Gambrinus....
* Otto Bede, do programa Bom Dia, na Guaíba, entra
no ar, às vezes, sem se identificar. O ouvinte
não tem a obrigação de saber quem
é...parece meio a casa da mãe joana....
* Avani Stein prepara uma pauta especial de um assunto
que ela " bolou". Vamos ver o resultado...
*
Saiu novo Marca da Cal, jornal do sindicato dos árbitros,
feito pelo colega Moa...
* Na capa do Marca da Cal, o juiz Carlos Simon....
Coleguinhas
Demagogia
barata de Coleguinha!!!!
Surpresa?
Onde,caro Flávio Pereira???
Demagogia barata na coluna,de ontem, de Flávio
Pereira, no O SUL sobre a morte do colega e professor
Paulo Braúlio Saldanha...( que foi inclusive do
Sala de Redação da Gaúcha)..
Todo
mundo sabia que o Saldanha andava " se arrastando"
por aí, totalmente desamparado. O ùnico
que o socorreu nos últimos anos foi o ex-governador
Rigotto que lhe deu uma CC no Palácio Piratini....
Agora,depois
de morto, o Flávio Pereira, escrever que "
sua morte nos pegou de surpresa aos seus amigos"
é de uma demogogia maior que o Beira Rio!!!!
Câmara de S. Borja tem sessão
solene
Câmara
de S. Borja tem sessão solene
para
homenagear dia primeiro de março
os 92 anos que ex-presidente Jango completaria
A Câmara Municipal de S. Borja homenageia, em sessão
solene, neste dia primeiro de março os 92 anos
que o ex-presidente João Belchior Marques Goulart,
o Jango( ou Janguinho,entre os íntimos) completaria
se vivo estivesse. O único presidente brasileiro
a morrer no exílio nasceu na estância de
Iguariaça, no então distrito de Itacurubi
- hoje município - que à época, 1918,
era o segundo distrito de S. Borja(RS).
( Há uma versao de que ele teria nascido a primeiro
de março de 1919).

certidão
de nascimento de João Belchior Marques Goulart
Filho do criador Vicente Rodrigues Goulart e de Dona Vicentina
Marques Goulart, Jango nasceu conforme o certidão
de registro às 19 horas em sua residência.
Depois
de crescido, Jango foi mandado pelos pais estudar no Ginásio
Santana , em Uruguaiana, colégio dos irmãos
maristas.
Como
Jango foi reprovado, os pais mandaram-no para o Colégio
Anchieta, em Porto Alegre.
Foi
por esta época que Jango poderia ter enveredado
para o caminho do futebol. Um grupo de amigos o levou
a jogar nas categorias de base do Inter.
Depois
de crescido, Jango voltou a S. Borja, sua terra natal,
e lá ficou conhecido também nos meios carnavalescos,
na época de Momo...
Jango
integrava a ala dos Rengos a mais divertida do bloco "
Comigo Ninguém Pode".
Uma
das rainhas do bloco, Jocelina Rodrigues da Silva depôs
sobre este lado brincalhão do ex-presidente:
-
Quando vi o menino Jango estava diante de mim, montando
um burro, à frente de um grande número de
rengos.
Eu
não imaginava que existissem tantos rengos na cidade"
depôs ela.

em 1 de março de 1975, Jango comemora seu aniversário
na Estância EL MILAGRO, no Depto de Maldonado,no
Uruguai. Da esq. para a direita:..., Arthur Dornelles(
secretário de Jango e plantador) , Luthero Fagundes(contador
de Jango), Jango, Laudir Rech, Francisco Bandeira,João
Fontella( cunhado de Jango, irmão da Dona Maria
Tereza).( foto do arquivo pessoal de Luthero Fagundes)
Atividade
Política
Há vários versões de como Jango teria
entrado pra política. Uma delas diz que num churrasco
no Itu, Getúlio Vargas teria se admirado da oratória
do rapaz que depois de um churrasco teria trepado numa
árvore e feito um discurso que encantou Getúlio.
Jango teria feito a defesa do primeiro sanborjense a chegar
a presidência da República dizendo que "
Getúlio era o líder inconteste da Revolução
de 1930". Isto soou bem aos ouvidos de Vargas que
perguntou ao seu amigo Vicente Rodrigues Goulart,também
presente ao churrasco, quem era aquele rapaz que falava
tão bem.
-
É meu filho, dr. Getúlio, respondeu o "
coronel" Vicente.
-
Mas ele fala muito bem, vai ser político, disse
a " águia" que acabara de ouvir Janguinho
discursar.
-
Não dr. Getúlio, teria respondido o "
coronel" Vicente. Eu estou muito velho e o Jango
precisa cuidar da mãe dele e das irmãs para
manter estas terras conquistadas a custa de tanto sacrifício.
Depois,
bom depois todo mundo sabe da história.
Jango entrou pra política na eleição
de 19 de janeiro de 1947, elegendo-se deputado estadual
com 4.150 votos.
Mas
antes de eleger-se deputado, Jango já articulava
em S. Borja. Foi dele, por exemplo, a liderança
para arregimentar uma boa recepção a Getúlio
Vargas,quando este foi derrubado do Governo pelos militares
em 29 de outubro de 1945 e se autoexilou no Itu.
A
Legalidade...
A
Legalidade - episódio que tomou este nome em agosto
de 1961 quando liderados pelo Governador Leonel Brizola
os gaúchos defenderam a posse do vice-presidente
João Goulart na presidência da República,
após a renúncia do presidente, Jânio
Quadros -foi o episódio que mais jogou o então
vice-presidente João Goulart no olho do furacão.
Ele
estava se preparando para regressar ao Brasil,depois de
uma exitosa viagem a China, quando uma agência de
notícias internacional, o acordou no meio da madrugada
para entrevistá-lo sobre a renúncia de Jânio
Quadros. Jango nem sabia, Ficou sabendo ali.
Um dos deputados da comitiva,acordado também, quis
mandar pedir um champagne comemorando a posse de Jango,
que cauteloso, o advertiu:
-
Olha, se quiseres beber um champagne, não tem problema.
Mas vamos bebê-lo comemorando o imprevisível
não minha posse.
Jango
mais ou menos intuiu o que o esperava: as Forças
Armadas, ou parte delas, vetaram seu nome pra presidente.

Também foto feita na estância EL MILAGRO,
no dia 1 de março de 1975. Da esq. para direita:
...., Manoel Fernando Motta dos Santos,o " Maneco
Bigode",dois deputados brasileiros(não identificados)
Francisco Carlos Bandeiro, Luthero Fagundes(contador de
Jango) e Laudir Rech. Foto do acervo de Luthero Fagundes.
Seu governo, como presidente, ora apresentava avanços,
ora recuos. E Jango era cutucado pelo cunhado, o então
deputado federal pelo Rio de Janeiro, Leonel Brizola,
com quem mantinha uma disputa surda pra ver quem era mais
ousado nas " chamadas reformas de base", um
mantra então muito invocado.
"
Sessenta e quatro,sessenta e seis, um mau tempo talvez...."
Jango
teve que abandonar o país e o fez por Itaqui. Foi
para Montevideo, onde já estavam sua mulher, Maria
Tereza e seus dois filhos, João Vicente e Denise.
Com
muito talento para os negócios, Jango fez fortuna
no Uruguai, país que viveu sua maior parte do tempo,
dividindo-o com o Paraguai e com a Argentina.Jango não
permanecia muito tempo em um só lugar. Talvez por
questões de segurança - Operação
Condor e afins - e também porque embora tenha delegado
poderes a determinadas pessoas para representá-lo
, João Goulart cuidava pessoalmente de seus negócios.
Em função disso vivia mais entre a Argentina
e o Uruguai.
A
memória de Jango, ou parte, dela está recolhida
no Museu João Goulart, que foi inaugurado em outubro
passado,em S. Borja.Ele fica na esquina da av. Getúlio
Vargas com a rua Félix da Cunha, no centro da "
Terra dos Presidentes".
O BASTOS JÁ ERA MULTIMÍDIA
EM 1970
Por Luiz Oscar Matzenbacher
Aproveito teu espaço, meu amigo Olides, para dar
os parabéns ao Carlos Bastos. Me louvo em tua informação
exclusiva, pelo menos aqui em Porto Belo, segundo a qual
o Bastos assumiu a Assessoria de Imprensa da Assembléia
Legislativa. O Bastos foi o meu primeiro chefe de reportagem
multimídia, na RBS em 1970. Eu já trabalhava
na Zero Hora, desde janeiro de 1970. Mas quando a Rede
Brasil Sul assumiu o controle do jornal, creio que a partir
de maio, o Seu Maurício entregou o jornal ao Lauro
Schirmer. O Lauro trouxe o Bastos, da TV Gaúcha,
para chefiar a Reportagem Geral da manhã dos três
veículos. A Rádio Gaúcha, cujo diretor
era o Nelson, também desceu do morro e veio para
a Avenida Ipiranga.
Eu era multimídia, mas não era moda ainda
e eu nem sabia que existiria o multimídia, algumas
décadas depois. Eu era o único repórter
da Geral, do turno da manhã. O Bastos me colocava
na camioneta Veraneio, da TV Gaúcha, com o microfone
da velha câmera Olicon na mão e mais um gravador
da Rádio Gaúcha, fora o meu bloquinho de
notas e a canetinha. Também embarcavam juntos o
cinegrafista, o iluminador e o fotógrafo. Eu levava
cinco pautas, no mínimo. Meu rosto não aparecia,
nem minhas perguntas. Depois era tudo dublado no estúdio
da TV, por um cineasta famoso ou pelo locutor. Eu voltava
antes do almoço, e escrevia minhas matérias
com cópias para a Rádio Gaúcha e
a TV Gaúcha.
Lembro que uma ou outra vez, deixaram meu rosto aparecer,
quando eu fazia a pergunta ao entrevistado. Infelizmente,
em agosto ou setembro de 1970, tive que assumir a presidência
do DCE da UFRGS, pois eu era vice-presidente e haviam
cassado o presidente João Maraschin. Não
deu para continuar trabalhando na Zero Hora, estudando
e dirigindo o DCE da UFRGS, ao mesmo tempo. O Lauro Schirmer
disse que as portas da Zero Hora estariam abertas para
mim e cumpriu a promessa.
Voltei ao final de 1973 e o Bastos não estava mais
lá. Quem comandava a reportagem da Zero Hora era
o Geraldo Cannaly com Quintana de sub chefe. Nem vigorava
mais o esquema multimídia, que foi só um
improviso, pois o Bastos teve que acumular por uns tempos,
a chefia da rádio, com a do jornal e a da TV. Fui
multimídia, sem o saber.
Abraços.
Matzenba (era assim que o Bastos me chamava).
Deve ser o Jorginho
O Cristiano matou a pau....(identificou
o Jorginho Mendes, esta legenda da crônica esportiva
Gaúcha)
Olides
Nas
fotos que o Karnas mandou sobre o pessoal do Diário
de Notícias reunido, o jornalista que não
foi identificado, e que aparece junto do Trindade no fundão,
deve ser o Jorginho Mendes, ex-presidente da ACEG. Ou
é o clone dele.
Abraço
Cristiano
Os 40 anos da Folha de S. Borja
Os
40 anos da Folha de S. Borja foram
lembrados
em sessão na Câmara Municipal de S.Borja,
23/02!
Te mando fotos da sessão tiradas pelo Eduardo Belmonte,
da Rádio Cultura. Em uma delas está a Anelise
com o esposo Sani Junior depois de receber a placa, outra
o Belmonte entrevista o vereador Eugênio e em outra
está a turma da Folha com os vereadores.
Um abraço
Edson
Arce



Protesto contra cavalgada do mar
Olha a turma contra a tal da Cavalgada
do Mar....( e agora que morreu cavalos, piorou a situação
...)
Protesto na Praça da Matriz, em frente ao Palácio
do Governo, 17 horas, nesta sexta-feira, dia 26.
Se puder, leve cartazes Pelo Fim da Cavalgada do Mar
Participe
________________________________________
CARTA ABERTA AOS GAÚCHOS DE BOM SENSO
CAVALGADA DO MAR MATA CAVALOS DE EXAUSTÃO
Cavalarianos marcam as areias do litoral com o sangue
do cavalo
Mais uma vez nos cabe denunciar os abusos da exploração
animal em relação aos cavalos deste Rio
Grande do Sul. Neste momento, centenas de animais estão
sendo obrigados a trajeto cansativo, sob forte calor,
submetidos a cavaleiros despreparados, em uma marcha insana
e despropositada, a chamada cavalgada do mar.
Tais cavaleiros não sabem ou fingem ignorar a fragilidade
dos cavalos?
Não bastam os carroceiros que exploram, sugam e
matam seus animais... também os "tradicionalistas"
de forma insensível e exibicionista não
se importam de expor seus "amigos" a um estresse
desnecessário e fatal (fontes "extra oficiais"
informam que não dois, mas seis cavalos já
morreram... e, pela declaração do veterinário
que acompanha a cavalgada, ontem havia mais dez animais
em tratamento... )
O dito companheiro do gaúcho, um dos símbolos
do pago, está sendo vilipendiado não apenas
por carroceiros pobres, movidos pela necessidade de sustento
(mas não menos exploradores) agora também
por tradicionalistas de fim de semana que exploram até
a morte seus animais.
A única finalidade parece ser ocupar espaços
na mídia e servir de palco para promoções
pessoais e de candidatos a cargos eleitorais.
As leis de proteção aos animais não
devem ser utilizadas apenas para os carroceiros. É
preciso que essa cavalgada tenha fim imediatamente, poupando
os cavalos de mais sofrimento e morte. É preciso
que denunciemos ao país tamanha crueldade e também
que se diga ao Brasil que nem todo o rio-grandense comunga
destas ideias tradicionalistas estapafúrdias. Ser
gaúcho é tão somente ter nascido
dentro das fronteiras deste estado, e isso não
faz de ninguém melhor ou pior do que qualquer outro
ser humano.
Esses fatos lamentáveis demonstram a superficialidade
do discurso ufanista de gaúcho, pampa, cavalo,
pilcha, negrinho do pastoreio, chimarrão, churrasco,
prenda e peão. Discurso vazio, ufanismo barato,
bairrismo apequenado, desrespeito e falta de ética.
Não assistiremos calados à morte e sofrimento
dos animais. Enquanto o coordenador da cavalgada exibe-se
na mídia dizendo que "vai marcar a beira da
praia com a pata do cavalo", nós não
deixaremos que siga marcando o chão deste Estado
com o sangue dos cavalos.
- MGDA - Movimento Gaúcho de Defesa Animal - entidades
filiadas
ACAPA - Associação Carazinhense de Proteção
aos Animais, Carazinho;
Amigo Bicho & Companhia – Grupo de Conscientização
da Vida Animal - Rio Grande;
Amigos, Associação de Proteção
e Defesa da Vida Animal – Gravataí;
AMOGA - Associação Montenegrina dos Guardiões
dos Animais – Montenegro;
APATA - Associação Protetora de Animais
de Taquara;
APROCAN - Associação Protetora dos Animais
de Canoas;
ASPA - Associação Santanense de Proteção
aos Animais – Santana do Livramento
Associação Camarense de Proteção
aos Animais - General Câmara;
Associação Gaúcha de Proteção
aos Animais- Charqueadas;
Associação Jeronimense de Proteção
aos Animais - São Jerônimo;
SOS Animais - Associação Pelotense de Cidadania
– Pelotas
ATPA - Associação Torrense de Proteção
aos Animais - Torres;
Clube Amigo dos Animais, Santa Maria;
Gatos e Amigos - Porto Alegre;
NBPASFA – Núcleo Bageense de Proteção
aos Animais São Francisco de Assis – Bagé
ONDA. Organização Nacional de Defesa Animal
- Cachoeirinha;
REDIA - Rede de Educação Estadual dos Direitos
dos Animais e do Meio Ambiente, Porto Alegre;
SOAMA. Sociedade Amigos dos Animais - Caxias do Sul;
S.O.S ANIMAIS - Viamão
União Santa Mariense Protetora dos Animais, Santa
Maria;
UPV – União Pela Vida – Porto Alegre
- GAE - Grupo pela Abolição do Especismo
- Chicote Nunca Mais
Protesto na Praça da Matriz, em frente ao Palácio
do Governo, 17 horas, nesta sexta-feira, dia 26.
Se puder, leve cartazes Pelo Fim da Cavalgada do Mar
Participe
Dilma
Oi Olides, a Dilma tá na capa da
Veja e da Época, eu vi na banca mas não
li. A Folha de domingo deu três páginas inteiras
sobre ela, e o Fernando Rodrigues não achou nada
que a comprometesse. Fala da infância em BH em uma
família típica de classe média, dos
dois casamentos, da filha, do período em que ela
viveu na clandestinidade, que treinou guerrilha no Uruguai,
que testou armas, mas era ruim de pontaria por causa dos
8 graus de miopia e que por isso, foi encarregada de só
limpar as armas. Que revelou isso só agora (ela
havia sido questionada antes e negou) porque não
queria comprometer o candidato a presidente do Uruguai
no ano passado e que venceu a eleição (esqueci
o nome dele). Fala da prisão, das torturas que
sofreu, da carreira política no PDT no RS, como
secretária do Alceu Colares na prefeitura de POA
e no governo do Estado, do rompimento com o Colares e
o ingresso no PT em 2001, da gestão no ministério
de Minas e Energia , do período do mensalão
e de sua escolha para a casa civil.
Enfim, a história da vida dela não tem nada
de glamoroso, de heróico. Ela não é
uma liderança, mas uma executiva. Tem formação
em economia e fez mestrado em Campinas e doutorado no
sul, mas não terminou nenhum.
Eu quero saber mais dela e acho que a campanha revelará
se ela tem jogo de cintura, por enquanto está muito
durona.
O problema é que os adversários dela são
muito ruins. A Marina está renegando o PT, que
a projetou e se aliou ao grupo do PV, que é lacaio
do PSDB. O Ciro não tem palanque. Partido nenhum
elege sozinho um candidato a presidente e o PSB sempre
foi aliado do PT. Acho que a candidatura dele não
tem futuro. O Serra também não tem aliados,
pois o DEM está aos frangalhos. Os dois cargos
mais importantes, governador de Brasília e prefeito
de São Paulo, já eram ... O Serra tem apoio
do PMDB em alguns estados como RS e SP, mas quase todo
o restante do país está com o PT.
Vamos aguardar a campanha, que acho que não será
muito quente, todo mundo vai pisar em ovos.
abraço,
Valdir
Os vargas
OS
VARGAS deixam o campo....
Agora
são todos urbanos!!!!!!!
O último dos herdeiros da Estância do Cerrito,localizada
no interior de Itaqui(RS) Manoel Antônio Tavares
Vargas, Maneco,- filho de Vera Tavares e Maneco Vargas
- acaba de vender sua parte da estância e mudou-se
esta semana para Porto Alegre, onde vai ocupar uma mansão
no loteamento TERRAVILLE, em Belém Novo, na zona
sul de Porto Alegre.
A
fazenda do Cerrito, que era de Maneco Vargas e sua esposa
Vera, ficou com os quatro filhos - Betina,Iara, Getulinho
e Manoel Antônio após a morte dos pais. Os
três irmãos de Manoel Antônio já
haviam vendido suas partes. Ele foi o útlimo que
passou adiante as terras onde seu pai morou até
suicidar-se em 15 de janeiro de 1997( num gesto que foi
considerado uma imitação do que Getúlio
Vargas fizera em 24 de agosto de 1954). Não é
conhecido o valor da transação que Manoel
Antônio fez. Mas ele vendeu sua parte em sete prestações,segundo
uma fonte do setor, de Itaqui.
Manoel
Antônio é casado, tem 48 anos, e tem dois
filhos.
Sua
intenção é comprar um pedaço
de terra, mas mais perto de Porto Alegre, onde fixou residência.
Getulinho,
seu irmão, também reside com a esposa Márcia
numa casa do condomínio Terraville e a irmã
Iara reside no Moinhos de Vento( rua Padre Chagas).
Queixa de consumidor....
Quem
andou frequentando o Shopping Moinhos de Vento, nestes
dias de calorão, sentiu falta do ar condicionado
funcionando. Até no cinema, o calorão era
tremendo....Ufa.....
Coleguinhas
* Dica Sitoni, que andou no Correio do
Povo(editoria Política) está agora com a
deputada federal do PT, Emília Fernandes.
*
Antônio Goulart, depois de longas férias
no Litoral Norte, voltou à capital....
*
Café do prédio da ARI parece,que,finalmente,
vai sair. Fotógrafo Espanhol e sua esposa compraram
cimento pra fazer o chão do térreo,onde
o Espanhol vai colocar um café temático
para jornalistas e afins....
*
Affonso Ritter, Fernando Albrecht, Danilo Ucha relembraram,ontem,dia
24/02 a Guerra das Malvinas,entre o Reindo Unido e a Argentina,em
1982. Ucha ficou dois meses na Argentina em 1982 por conta
daquela guerra. O jornal pagou até uma ida da esposa
do Gordo Ucha, a Jair, a Buenos Aires para vistar o marido.....
*E
olha que pra ZH, naqueles anos, sob a administração
do Marcos Dvoskin(era genro do homem) abrir a mão
não era fácil.....
Um grande furo de um grande repórter
político
João
Carlos Terlera que nunca saía da redaçao
da Assembleia Legislativa do Estado estava num fim de
tarde batendo suas matérias quando o fotógrafo
Carlos Contursi(já falecido) que era o chefe da
fotografia da casa lhe disse:
-
Vou ligar pro chefe( Leonel Brizola) . Se ele topar tu
o entrevistas?
Claro,disse
Terlera,sem esperanças, porque sabia que Brizola
tinha feito um pacto de somente falar quando botasse os
pés em S. Borja que foi a cidade que ele escolheu
pra regressar depois de 15 anos de exílio....
Contursi
ligou para Brizola em Nova Iorque. No Hotel Roosevelt,
quarto 726....
Brizola
atendeu e Contursi lhe passou o recado de que Terlera
queria entrevistá-lo pra Zero Hora.
-
Me ligue daqui há meia hora.
Foi
Terlera quando completou a ligação, meia
hora depois.
Mas
Terlera, que sabia com os bois que lavrava, nem avisou
o editor-chefe Carlos Machado Fehlberg porque senão
sabia que haveria incomodação...
.
Brizola chega a S. Borja em 7/9/1979
Primeiro
ele quis ter a entrevista, pra depois falar pro Fehlberg(
desconfiado como era, Fehlberg enxergava sempre alguma
segunda intenção em qualquer matéria
não prevista!!!! Embora no caso o Terlera fosse
de sua absoluta confiança!!!).
Faltavam
apenas dois ou três dias para Brizola deixar Nova
Iorque e voltar ao Brasil.
Terlera foi atendido na casa dos Brizola pela dona Neusa...
-
Sim,disse ela, ele estava aguardando sua ligação...
Brizola
,conta Terlera, veio com uma conversa mole...começou
dando voltas e eu senti que ele estava muito fragilizado
emocionalmente. Na verdade, ele estava até desconfiado
de que a sua volta poderia ser uma arapuca que os setores
militares do Brasil lhe estavam armando pra prendê-lo...
Falaram
quase meia hora, de uma ligação internacional...
No
final se despediram...
Terlera
lembra:
-
Ele teve uma preocupação muito grande de
dizer que temia atitudes radicais dos dois lados....
Terlera
bateu a matéria e só então avisou
seu chefe, que em cinco minutos mandou um contínuo
" buscar a matéria" como se dizia....
-
Aí começou meu calvário, relembra
Terlera. Ele me ligava de cinco em cinco minutos checando
tudo, conferindo tudo....
-
Queria saber se eu tinha gravado a conversa, se eu tinha
falado com que telefone( com medo de algum tipo de acusação
posterior). Eram típicas preocupações
que o Fehlberg sempre tomava diante de uma matéria
que ele sabia que daria repercussão com certeza...
Poucos
dias antes de Brizola retornar ao país, saiu mais
uma " exclusiva" do exilado mais ilustre daqueles
tempos....
Tarso
de Castro já havia feito uma longa entrevista com
Brizola em Nova Iorque para o mensário ENFIM, com
fotos da sua então namorada Candice Bergen....
Terlera
relembra que a matéria foi chamada de capa e que
Fehlberg a assinou....
Tempo no carnaval
O tempo não foi dos melhores neste
feriadão de Carnaval. Mesmo assim, serviu para
dar uma aliviada na temperatura que andava muito alta.
A previsão é de que, a partir desta quarta-feira
o clima fique novamente firme. Vamos ficar por aqui, aguardando.
Previsão de retorno é para segunda-feira.
Com a chuva, apareceram bastantes sapinhos e rãzinhas
para a gatinha Daiane se divertir e para eu manter alguns
diálogos com elas. Se bem que eu prefiro falar
com os cachorrinhos. E eles me entendem (e entendem melhor
do que muito tosco que anda por aí...hehehe).
Lauro Dieckmann, texto e fotos, de Passo de Torres




Foto do Laurinho na prainha, ao lado da
viúva do pai dele

O Uruguai, o que é o Uruguai?
Surpreso
com oba-oba sobre o Uruguai que publicaste no teu saite,
em função dos recentes sucessos políticos
que por lá andam acontecendo, fui dar uma pesquisada
sobre a quantas anda a Banda Oriental.
Pois bem, segundo o mais recente Almanaque Abril (milagre!
eles lançaram a edição 2010 logo
no início do ano e não no fim, como já
era tradição; estão progredindo,
enfim) e encontrei os dados que vão a seguir.
O Uruguai ocupa uma área de 176.215km², enquanto
o Rio Grande do Sul, por exemplo, tem área de 281.748,5
km². A população uruguaia é
de apenas 3,4 milhões de habitantes, contra 10.914.128
no Rio Grande do Sul. Da população total
uruguaia, 90% vive em cidades. Porto Alegre tem 1.436
mil habitantes, Montevidéu, que concentra a metade
da população urbana do País, tem
1.513 mil.
A economia é baseada na pecuária - é
uma enorme fazenda - onde se descacam as produções
de carne e lã. Indú stria, praticamente
só agroindústrias. E, agora, surgem as papeleiras
junto ao Rio Uruguai, que estão causando um problemaço
com os vizinhos argentinos. Os argentinos, para protestar,
se pegaram num acordo binacional que previa consultas
quando da instalação de indústrias
de porte e possivelmente poluidoras na região.
Mas os uruguaios não deram bola para esse tratado
e os argentinos, chatos como são e invejados da
possibilidade de progresso industrial do vizinho, resolveram
incomodar.
Andaram discutindo até nos Tribunais de Haia, que
meio que saiu pela tangente e liberou o funcionamento
das fábricas uruguaias. Pelo que sei, uma está
funcionando. A outra, pelas informações
que tinha até a pouco, havia colocado as barbas
de molho.
O curioso é que, no Uruguai, a reação
contra as papeleiras é de um país vizinho,
enquanto no Brazil, a reação contrária
é de gente daqui mesmo.
Outra situação inusitada, é que o
Uruguai firmou um Tratado Mar co de Investimento e Comércio
com os Estados Unidos. Isso foi em janeiro de 2007 e significa
colocar um pé fora do Mercosul, pois, se implementado
tal acordo, criaria uma zona livre de comércio
entre Uruguai e EUA. Mas, está tudo congelado,
aparentemente.
Na Wikipédia tem uma referência que bate
com o que afirmei em 'post' anterior: "Os serviços
financeiros também constituem expressiva parcela
do PIB, embora acarretem ao país a fama de ser
um paraíso fiscal." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Uruguai).
Paraíso fiscal, todos sabem, é lavanderia
de dinheiro mal-havido, do caixa-dois, do tráfico,
da sonegação etc...
Quando eu era menino, ouvi alguém, acho que foi
meu pai, comentar que "No Uruguai não se produz
sequer um pires" (a propósito, esta afirmação
foi feita numa daquelas conversas que se prolongavam após
o jantar na nossa casa da Rua Uruguai - coincidência
- em Pelotas).
Anos mais tarde, houve aquele projeto da Bacia da Lagoa
Mirim, que depois foi encampado pela Sudesul. Depois de
muitos estudos, apoiados pela OEA, chegou a hora da execução,
mas, como eram muitas obras hidráulicas - de retificação
de rios e construção de barragens -, os
uruguaios desistiram, pois perderiam muita área
de campo. Isso chegou a ser objeto de reportagem - lembro
que li - na Folha da Manhã (dos tempos do Professor).
Está lá na coleção, é
só pesquisar.
Semanas atrás, a Rosa reclamou que eu falei para
um uruguaio próximo à família, que,
mal começou a se gabar, eu já corte com
um "O Uruguai não existe!". A Rosa achou
que eu fui mal-educado...
Mas, é quem ao fim e ao cabo, fico tentando imaginar
qual será o futuro deste países de pequena
dimensão, baseados tão-somente na agropecuária
ou em alguns produtor primários, tipo Chile, Peru,
Bolívia etc... E que nunca investiram e nem pretendem
investir em 'tecnicologia', como dizia o (falecido) Dr.
José Zamprogna nas reuniões-almoço
dos tempos áureos da Fiergs na Leonardo Truda.
Talvez acabem se constituindo em protetorados de outros
países de ponta, pois sequer soberania eles terão
condições de preservar. Com certeza, o mundo
vai mudar - e muito - e certamente não haverá
espaço para micro-nações. Por isso,
é até compreensível que os uruguaios
estejam fazendo toda esta festa de agora, pois, no futuro,
talvez não tenham muito o que comemorar.
Em tempo: em um número da revista Seleções,
que eu lia emprestadas do pai comunista de um colega de
Ginásio, isso lá por pelos anos1960, os
americanos já escreviam preocupados com a farra
de gastos do governo uruguaio com pensões para
funcionários públicos. E previam que o país
quebraria, como acabou quebrando. (Lauro Dieckmann)
O Laurinho também dá palpite
sobre as Brizoletas
Olides:
Olha, fizeste uma referência às escolinhas
do Brizola, as Brizoletas. Pois bem, isso é uma
coisa que merece ser registrada na história do
Rio Grande do Sul. Bem que poderia servir de argumento
para um trabalho de pós-graduação
em Arquitetura.
Eu vivi esta época, então, posso agregar
alguma memória sobre o assunto.
Quanto o Brizola assumiu o Governo do Estado, o Rio Grande
do Sul enfrentava um problema de déficit escolar.
Era o pós-guerra, o ‘baby boom’, o
início da euforia desenvolvimentista que desembocou
na era Juscelinista. A base de tudo, sem dúvida,
foi o Estado Novo do Getúlio Vargas, queiram ou
não, ranja dentes quem quiser.
O Getúlio mudou a face da administração
pública e da economia do Brasil. Sem Getúlio,
JK não teria conseguido tocar o Plano de Metas.
Bem, quanto ao Briza, tem um livro muito interessante,
de um jornalista nordestino, Franklin de Oliveira (não
confundir com o ex-guerrilheiro e hoje ministro do governo
Lulla).

Pois o Franklin de Oliveira, no livro, conta uma história
curiosa a propósito das escolinhas do Brizola.
O Briza convocou, como sempre foi hábito dele –
o que até lhe garantiu a posse no Governo do Rio,
desfazendo a fraude da Proconsult –, convocou, conta
o Franklin de Oliveira, uma coletiva de jornalistas de
todo o País. Reuniu os coleguinhas no auditório
do Instituto de Educação, ali na Osvaldo
Aranha, e ficou, como também era hábito
dele, falando horas e horas (isso ele fazia tradicionalmente
toda a sexta-feira, no antigo e extinto Cinema Marabá,
na Coronel Genuíno, com transmissão pela
Farroupilha para todo o Estado). Bom, depois de encher
os ouvidos dos coleguinhas com as arengas dele, terminou
a falação e os convidou para um churrasco.
O lance era o seguinte: na saída do Instituto de
Educação, quando os coleguinhas deixaram
o prédio, se depararam com uma escolinha, uma Brizoleta,
totalmente PRONTA! Durante o tempo em que ele ficara enchendo
o saco dos caras, falando e falando à moda Fidel
Castro, os operários montavam a escola. O que o
Briza queria era justamente isso, mostrar aos jornalistas
de todo o País como ele resolveria o problema da
falta de vagas nas escolas do Estado.
As Brisoletas eram escolinhas de madeira, com aquelas
tábuas tipo macho-fêmea, ou seja, que se
encaixavam. Era tudo pré-fabricado. Na época,
o Estado ainda tinha muita floresta nativa e havia abundância
de matéria-prima. Foram estas escolas que o Brizola
espalhou por todo o Estado. E, como tudo que se fazia
na época, eram de muito boa qualidade. Tanto que
o meu filho Guilherme, já na década de 1980
chegou a cursar o Ensino Fundamental (na época
Ensino de Primeiro Grau), num pavilhão de madeira
do tempo do Brizola.
Antes de implantar as escolinhas de madeira, o Brizola
adotou uma medida emergencial, criando três turnos
nas escolas estaduais. Encurtou os turnos da manhã
e da tarde em uma hora e criou um turno intermediário,
entre 11h e 14h, mas garantindo um sopão para os
alunos que frequentavam este horário. As professoras
(a minha mãe era professora) odiaram essa solução.
Mas, foi uma coisa temporária, pois logo as escolinhas
de madeira ficaram prontas e voltou-se aos dois turnos
tradicionais.
É, como anotou um dos teus acessadores, as escolinhas
do Briza, as Brizoletas estão muitas delas ainda
em pé, depois de terem prestado serviços
inestimáveis à educação do
Rio Grande do Sul.
Depois eu te mando outra memória contando como
o Brizola, pelo lado da economia, foi o melhor governador
do Rio Grande nos tempos modernos, e olha que nem de longe
eu sou brizolista.
Lauro Dieckmann (a foto do livro é da internet)
Apostadores de Novo Hamburgo afirmam ter
ganhado a Mega-Sena
Apostadores de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, participaram
de um bolão da Mega-Sena e afirmam ter ganhado
o prêmio. O site da Caixa informa que o prêmio
de R$ 53 milhões acumulou, mas os 40 jogadores
dizem ter o canhoto que comprova a aposta premiada.
A
Caixa emitiu nota na qual declara que vai apurar o caso.
De acordo com a nota, caso se comprove que houve irregularidades
no registro da aposta serão aplicadas penalidades
previstas nas normas internas.
A
lotérica Esquina da Sorte, localizada no centro
da cidade, pode somente receber uma advertência
ou até ter a permissão para funcionar revogada.
Erro
O
proprietário da lotérica disse em entrevista
ao Jornal Novo Hamburgo que uma funcionária do
local teria registrado um jogo diferente do que foi entregue
aos apostadores. Durante a manhã desta segunda-feira,
15 jogadores permaneceram no prédio da Caixa no
centro da cidade à espera de uma posição
sobre o caso.
cidades@eband.com.br
Charge

IDÉIA DE RITA LEE
A
cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas
idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.
Reclamando
da inutilidade de programas como o Big
Brother, ela deu a seguinte sugestão:
-
Colocar todos os pré-candidatos à presidência
da República trancados em uma casa, debatendo e
discutindo seus respectivos programas de governo.
Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras
e
sem discursos ensaiados.
Toda
semana o público vota e elimina um.
No
final do programa, o vencedor ganharia o cargo
público máximo do país.
Além
de acabar com o enfadonho e repetitivo
horário político, a população
conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.
Assim,
quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do
valor
dos telefonemas que a casa receberia e ninguém
mais precisará corromper empreiteiras ou empresas
de lixo sob a alegação de cobrir o 'fundo
de campanha'.
A
idéia não é incrivelmente boa?
Se
você também gostou, mande essa mensagem para
os amigos e faça coro pela campanha:
Casa
dos Políticos, já !!!
Rita Lee.
Cinco homens e seus destinos
No
vôo da Varig-Gol, de Brasília para Porto
Alegre , no sábado passado, dia 20/02, cinco próceres
do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul voltaram
do encontro nacional que lançou a chefe da Casa
Civil da Presidência da República, Ministra
Dilma Rousseff
a Presidência da República.

Dos cinco, o futuro político de Olívio de
Oliveira Dutra é desconhecido. Ex-governador do
Estado, ex-deputado federal constituinte, ex-prefeito
da Capítal e um grande patrimônio do partido,
Dutra ainda é uma incógnita. Alguns dizem
que será candidato a deputado estadual, para fazer
" grande votação" e puxar deputados
para a bancada do PT.Já os demais integrantes da
foto, feita pelo " paparazzo" Edison Castêncio,
que estava a bordo do avião,Tarso Genro, ex-ministro
da Justiça, é candidato a governador pelo
PT, Henrique Fontana(que se destacou na bancada federal)
é candidato a reeleição e o ex-presidente
da Assembléia Legislativa do Estado, Ivar Pavan,
é candidato a deputado federal. Já Raul
Pont, que foi eleito o presidente do PT no Estado, é
candidato à reeleição, que com certeza
deve acontecer com grande votação.

O
interessante desta foto é que nela estão
os " maiores patrimônios" do PT gaúcho.
Afora José Fortunatti, que saiu do partido para
ir para o PDT, os demais - Olívio,Tarso e Pont
- formam uma espécie de triunvirato que comanda
o partido no Estado praticamente desde o seu nascimento.
O único dos três que não começou
a vida política dentro do PT, foi Tarso.

Fotos e texto: Agência edison castencio
Cidades co-irmãs
A
assessoria do vereador Celso Lopes(PDT) de S. Borja coleta
elementos históricos para apresentar projeto que
torne a capital do Estado, Porto Alegre, co-irmã
de S. Borja.
Meios de Hospedagem: encontro no Hotel Everest
Encontro para criação de
nova classificação de Meios de Hospedagem
acontecerá no Hotel Everest
De 24 a 26 de fevereiro, em Porto Alegre, será
promovido pelo do Ministério do Turismo (MTur),
com apoio da Secretaria Municipal de Turismo, no Hotel
Everest, o seminário e oficinas do projeto "Nova
Classificação de Meios de Hospedagem".
Devido às exigências de adequação
da estrutura impostas pela FIFA e pelo Comitê Olímpico
Internacional - COI para a COPA 2014, constatou-se a necessidade
da criação de um novo modelo de classificação,
com maior abrangência e menos custo. O projeto visa
a qualificação e o aperfeiçoamento
dos meios de hospedagem, incentivando profissionais, empresas
e equipamentos turísticos.
Será proposta a criação de 8 novas
matrizes, para substituir a única existente atualmente
no Brasil. Sao elas: Hotel de Floresta, Hotel Histórico,
Pousada, Resort, Cama e Café, Hotel Fazenda, Flat
e Hotel Urbano. Através de oficinas com as entidades
de classe, setor privado e público, o projeto será
elaborado em regiões que possuem meios de hospedagem
com características próximas às matrizes
a serem definidas.
1. FEV 24 a 26 - Porto Alegre - Hotel Urbano
2. MAR 11 a 13 - Costa do Sauípe - Resort
3. MAR 18 a 20 - Rio de Janeiro - Cama&Café
4. MAR 25 a 27 - Cuiabá (SESC - Pantanal) - Hotel
Fazenda
5. Abr 08 a 10 - Vitória - Flat
6. Abr 15 a 17 - Ouro Preto - Hotel Histórico
7. Abr 26 a 28 - Tibau do Sul (Praia de Pipa) - Pousada
8. Mai 06 a 08 - Manaus - Hotel de Selva
Tirinhos no Barranco!!!
A
propósito do " rolo" que deu no sábado
passado - 21/02 - no bar Agápio, na rua José
de Alencar, lembrei-me de um episódio ocorrido
em 1982 na Churrascaria Barranco. O advogado Beto Wargas,
filho do ex-deputado Wilson Vargas da Silveira,brigou
com um desafeto e lhe deu uns tiros matando-o. É
verdade que a discussão começou dentro da
famosa churrascaria e terminou na rua, onde deu-se o desfecho.
Depois
de todo o estardalhaço que a notícia provocou,
o chargista SAMPAULO quando queria convidar a esposa Eneida
pra ir no Barranco , ele dizia:
- Vamos dar uns TIRINHOS no Barranco!!!!
A noite de Porto Alegre
Bar
do Nito
Alguns
anos atrás, uma turma de moradores de JUCs ( Juventude
Universitária Católica) queriam fazer um
encontro dos que ainda sobreviviam depois de terem morado
junto nestas casas nos tempos de juventude." Precisamos
encontrar um cara,q ue era de Santo Angelo , quieto, que
tocava muito bem músicas de dor de cotovelo"
disseram dois dos que organizaram o encontro.

" Nito canta acompanhado por um colega no seu bar
da Auxiliadora, em Porto Alegre."
Para
surpresa deles, pouco tempo depois descobriram que o cara
aquele quieto e que tocava muito bem violão não
passava nada mais, nada menos do que o Nerci Maidana Padilha,
o Nito, que havia sido centroavante do Gremio Sportivo
SantoAngelense e que naquele ano já era um cara
famoso na noite portoalegrense, ou seja, o dono do Bar
do Nito.
Localizado
na rua Lucas de Oliveira, a uma quadra da rua 24 de Outubro,antes
de ser o bar do Nito, ali naquele casarão típico
do bairro Auxiliadora funcionou antes o bar Absinto e
o Post, que era todo decorado com jornais, inclusive com
o The New York Times.
Nomes
expressivos da música popular brasileira já
cantaram no Bar do Nito, como Beth Carvalho, MPB4,Nei
Lisboa,Chico César,entre outros.
Foto
acervo de Jonny Kercher.

" o Elite de Santo Angelo perdeu um centroavante.
A noite de Porto Alegre ganhou um cantor"
Presidente Otávio Rigo
Em
pé da esq. para a direita:
Sabonete,Dora,Jorginho,Gago,Pascotini,Jacometi.
Agachados
da esq. para a direita:
Cesar,Sarara,Joni,Nito e Flávio.
Treinador:
Ricardo Vessi( " Tio do Dunga")
O
cronista Paulo Santana durante uma época era assíduo
do Bar do Nito, provocando até um certo curto circuito
com o titular do palco. " O Santana agora não
larga mais aquele banquinho" queixava-se à
boca pequena o Nito. Nos últimos anos, Paulo Santana
não tem frequentado mais a noite portoalegrense
por conta do seu precário estado de saúde.
Nas
sextas e nos sábados a noite vai longe. O dono,
o Nito, fica até o amanhecer e geralmente é
acompanhado por alguns clientes, como o jornalista e escritor
Carlos Augusto Bissón.
Salinha
J.C. Terlera se esmera
na
tarde de ontem....
A
tarde ia em meio a muita gente frequentando o ambiente
da salinha J.C.Terlera. De repente, o Lara, da rádio
Esperança, começa a falar com um setor do
administrativo de sua rádio. E ele me saiu com
esta:
-
O ANO LETIVO AINDA NÃO COMEÇOU AQUI NA ASSEMBLEIA
VIU CARA!!!!
Memória da Imprensa
Momento histórico do Diário
de Notícias
Olides.
Mais outra retrospectiva histórica. Esta é
importante. Olha as fotos.

Da esquerda para a direita: Pila Vares (sentado na ponta
com cigarro entre os dedos); Ibanor Tartarotti, diretor
do DN; eu (Carlos Karnas); Marçal falando de pé
e coçando a cabeleira; a namoradinha do Marçal;
João Paulo Trindade (sentado na ponta da mesa ao
fundo); não lembro mais o nome do da ponta nos
fundos; Ione De Grandi, ex do Celito De Grandi. Esta foto
foi tirada no anexo do Restaurante Copacabana. 1974/75,
por aí.
Mesma ocasião, outra foto em ângulo diferente.
Celito De Grandi discursando pro time dele do DN, nos
estertores do jornal.


Melchiades falando.

Pila Vares falando. Cara, eu (Carlos Karnas) usava costeleta
na época e estava ao lado do Ibanor Tartarotti
e de frente pro Celito De Grandi.
Bem, Olides. Como as fotos mostram, talvez este tenha
sido o último grande momento de reunião
mais ou menos festiva, do último time de jornalistas
do Diário de Notícias. Sob o comando do
Celito de Grandi, tentávamos reerguer o jornal,
mas não tinha mais jeito. Pequenos avanços
e vitórias festejávamos. Esta, das fotos,
foi comemoração de alguns dos pequenos ganhos
que tivemos como equipe profissional. Nos reunimos e fomos
festejar no Copacabana, no anexo nos fundos do restaurante
que recém começarava a ser construído.
O time de profissionais que ali estava era, convenhamos,
de respeito na época. Dá pra ver, pelas
nossas caras, que o ambiente era mais sério do
que ruidoso. Sabíamos das dificuldades e lutávamos
contra elas com esforço acima das nossas capacidades.
Neste encontro estávamos ratificando compromisso
de lealdade e de trabalho para dignificar o velho e bom
Diário de Notícias, que ficava na Av. São
pedro, responsável pela formação
de uns quantos profissionais do jornalismo gaúcho.
Na época, o Celito dirigia o jornal, o Pila Vares
era o chefe de redação e eu o chefe de reportagem.
Támbém faziam parte da equipe o Luiz Carlos
Vaz, o Nelson Monaiar, a Núbia Silveira, a Maria
da Graça Dantas Guindani (foi quando conheceu o
Coi Lopes de Almeida, comn quem casou), a Helena (que
casou com o Eridson), o Flávio Solon Schubert,
o JK, Marçal, Melchiades, João Paulo Trindade
e tantos outros. A maioria dos que aparecem nas fotos
já se foram. Ficaram as lembranças de tempos
heróicos, apesar de difíceis, os quais a
sociedade porto-alegrense e gaúcha, bem como todo
o jornalismo do Sul, devem referenciar, respeitar e honrar.
Não foi nada fácil, mas foi divertido, mesmo
nas lágrimas.
Carlos Karnas
De São Borja:
Os
prováveis candidatos a deputados por São
Borja são Cassiá Carpes(PTB), Juliana Brizola(PDT),
Christofher Goulart(PDT), José Francisco Rangel
( PP ) e Bruno Contursi( ex-prefeito de Itaqui, também
pelo PDT).
Cobertura de Praias....
Sergipano foge de
brigadianos
e acaba em lodaçal....
Os correspondentes do litoral durante o verão sempre
descobrem umas materinhas diferentes. Ontem,dia 23/02,
o correspondente da rádio Guaíba,Nelson
Ruben Adams Filho contou ao Rogério Mendelski,
que no domingo passado, um sergipano, vendedor ambulante,
que viera tentar ganhar uns trocados no veraneio do Sul,acabou
preso depois de se envolver num "lio" com um
brigadiano que foi lhe pedir os documentos na rua...
O
ambulante - o correspondente não deu o nome - saiu
correndo,entrou numa escola , que por azar do fugitivo
era dormitório de 50 brigadianos. Para isto,ele
teve que quebrar uma porta e uns vidros. Conseguiu fugir
quando viu que estava cercado de policiais, aí
seu azar foi maior. Caiu no canil da Brigada Militar...Com
alguns " cachorrões" no seu encalc e,
ele pulou a cerca mas caiu num lodaçal e aí
sim acabou preso....
Está
detido no Presídio Regional de Osório.
Assim
terminou o dia de " azar" do vendedor sergipano,
que acabou preso no sábado passado, em Torres(RS).
Nelson
Ruben Adams Filho nasceu em Porto Alegre em 13.03.1950,
filho de Nelson Ruben Adams e de Ieda de Albuquerque Adams.

Foi
correspondente da Folha de S.Paulo no RS.
Entre
os colegas, tinha o apelido carinhoso de " Mimoso".
Além
de correspondente da Guaíba, Adams Filho tem o
jornal Gazeta,de Torres.
Cobertura de Praias(2)
Muitas
histórias engraçadas ocorreram nos anos
70,quando este repórter participou pelo jornal
no qual trabalhava- a ZH - de coberturas de litoral.Era
uma época de muito trabalho, ao contrário
do que os coleguinhas que ficavam em Porto Alegre, imaginavam...
Um
colega, o Roberto Thomé, hoje na televisão
de São Paulo, foi protagonista de um lance no qual
teve que se mandar fugindo pelo teto...do Hotel Beira-Mar...
Por
isto ganhou o apelido de " Homem-Aranha", do
qual nunca se livrou!
Deu Bode
Deu
dois
rolos de fotos do bode!!!

O titulo deste Globo Rural foi feita pelo Sérgio
de Souza, que depois criou a revita Caros Amigos.
Deu
Bode...duplo sentido, né....
Mas
a foto é da Avani Stein, que saiu de manhã
cedinho pro interior de S.Paulo naquele 1988...
" Me apaixonei pelo bode. Fiz dois rolos de filmes"
contou ela, orgulhosa desta capa desta importante revista
de circulação nacional....
PRESTEM ATENÇÃO A ESTES NÚMEROS.
Reajustes Salário Mínimo X Reajustes Aposentadoria (só para aposentados que ganham mais de
01 salário mínimo):

Prezados Senhores do PSDB:
Vizualizando-se a tabela acima, com valores reais consolidados, constata-se que há treze anos ininterruptos oito milhões de aposentados vêm sendo prejudicados. Isto é um criminoso preconceito, uma covarde discriminação difícil de ser derrubada.
Este ano será de renovação entre políticos e partidos.
Mesmo já passados oito anos da gestão de FHC, Lula continua a alfinetar o ex-presidente, acirrando uma guerrinha pessoal, querendo puxar para sí os louros de ter feito uma melhor administração.
Uma coisa realmente Lula ganha de goleada: o massacre imposto ao infeliz aposentado, fato comprovado pela análise da tabela comparativa apresentada acima.
O candidato tucano José Serra ganharia fácil da ministra Dilma Rousseff. Mas...
Confesso no entanto, a minha dúvida, pelos avanços alcançados pela ministra nas últimas pesquisas, o que julgo ter sido aquela insinuação do José Serra, para que o Legislativo não aprovasse os projetos de aposentados que estão causando grande celeuma na Câmara dos Deputados. (Isto foi realmente verdade??).
José Serra ganharia já no primeiro turno, com larga margem de diferença, se fizesse justamente o contrário: prometer lealdade aos aposentados e pensionistas, o que surpreenderia o PT, que considera FHC o verdadeiro carrasco dos aposentados. Não se dão conta de fazer uma checagem na referida tabela, que poderá tornar-se uma poderosa ferramenta para o PSDB, embora tenha sido FHC o criador desta armadilha lesa-aposentados.
José Serra ganharia um percentual muito alto de votos, pois os aposentados estão sedentos de justiça, prometendo dar o trôco ao PT nas eleições de outubro. Estão aguardando concentrar os seus votos num candidato que venha realmente abraçar a sua causa. Ainda não apareceu; a hora oportuna é essa!
José Serra poderia argumentar incluindo na sua plataforma o problema dos aposentados, alegando que na época em que foi desvinculado o reajuste do aposentado que ganha acima do piso ao reajuste do salário mínimo, que contempla os outos dezessete milhões de aposentados, era necessário, mas, agora, a Previdência já saiu do sufoco (que nunca esteve) não sendo mais necessário esfolar o velho aposentado, que não suporta mais tamanha crueldade.
Serra apagaria a péssima impressão deixada por FHC, ganhando a simpatia de aposentados e de seus familiares. Estaria com este inteligente golpe de mestre desbancando o PT, que ficaria manietado e apequenado, além de corrigir uma injustiça que tanto mal faz aos aposentados.
Pensem nisso!
Cordialmente,
Almir Papalardo.
Memória da Imprensa
O "Espanhol" queria saber
onde estavam as pontes dinamitadas....
Se alguém falar em José Abraham Diaz poucos vão saber quem é. Os mais antigos o conheceram por Espanhol, tudo porque era espanhol, nascido em Barcelona.Espanhol nasceu em 13 de março de 1921 e morreu no fim dos anos 90. Vencedor de inúmeros prêmios ARI de Fotografia, hoje ele empresta seu nome a um prêmio da própria Associação Riograndense de Imprensa.
Ficaram conhecidas inúmeras " tiradas" do Espanhol. Conta-se que uma vez o Valter Galvani diretor da Folha da Tarde - jornal da Cia Jornalistica Caldas Junior - mandou ele e um repórter a Três Passos porque lá havia estourado a revolução do Cel Jefferson Cardin com a tomada da própria rádio Difusora durante a madrugada para a leitura de um " proclamo" - manifesto dos revoltosos.
Viajram numa kombi da empresa durante todo o dia. E na medida que iam se embrenhando pelo interior, o " Espanhol" com seu surpreendente humor, ia olhando pra ver se não conseguia vestígios da " guerra" que estourara por aquelas bandas.
Quando chegaram ao Norte do Estado, mais precisamente em Três Passos, o fotógrafo olhou para a igreja local que estava em pé e deu a famosa sentença que entrou pro anedotário da imprensa gaúcha:
- QUE REVOLUCION DE MIERDA ES ESTA QUE NO HAN MATADO EL CURA....( Que revolução de m....é esta que não mataram o padre....)
Explica-se: Espanhol, que lutara na Guerra Civil Espanhola, do lado dos revoltosos contra o ditador Franco e que estava acostumado a dinamitar pontes, não viu nenhum sinal de que estourara uma revolução em Três Passos. Daí sua frase, de certo modo até ingênua....
No Departamento Estadual de Portos Rios e Canais,(DEPREC) o fotógrafo deixou um legado de fotos que hoje emolduram principalmente a biblioteca.Ninguém com certeza fotografou tanto portos,navios, rios do que o Espanhol. Era um apaixonado pela fotografia.
Na sessão de imprensa do DEPREC, onde quem dirigia o Espanhol era a Miriam Castilhos, ele seguidamente se atrapalhava por causa do seu portunhol....
Um dia me contou a Miriam, ele me ligou da rua e todo sedutor começou com um papo....
- Eu,disse a Miriam, deixei ele falar...No final, tive que dizer-lhe que havia reconhecido sua voz...e disse-lhe: para com com isto Espanhol....
Seu filho, o Alfonso, guardou todo o seu acervo fotográfico que é composto de mihares de negativos.
Quem sabe um dia destes, o Espanhol filho se anime e faça uma exposição das grandes fotos que o pai tirou em vida...
A memória do velho merece!!!!

Da esq para a dir jornalista Nelson José Moura, o fotógrafo José Abraham Diaz, o Espanhol, e um desconhecido, fazendo uma matéria sobre uma queda de um caminhão na Ponte do Guaíba.
Memória da Imprensa
DEU BODE!!!!
Parece uma molecagem do editor Sérgio Souza ( falecido, que depois fundou a revista Caros Amigos) mas c apa da revista Globo Rural, de agosto de 1988, é o resultado de dois filmes que a fotógrafa Avani Stein fez num dia que foi para o interior de São Paulo fazer uma reportagem sobre criação de bodes...
- Eu estava de ressaca naquela manhã, me contou a Avani.Pegamos um carro e partimos pro interior. Quando chegamos na casa do criador de bodes, me apaixonei por um deles. Fiz dois filmes de fotos e acabou dando capa da edição...
Fotos Agencia Edison Castencio






Lembranças da Revolução Sandinista!
- Meu grande medo era ser morta com um tiro pela nuca,disse-me a fotógrafa Avani Stein, que em julho de 1979, deixou o filho Ian, com apenas 3 anos de idade, numa creche no Alto Harlem, em Nova Iorque para ir com o companheiro, o então desconhecido repórter Caco Barcellos,acompanhar os derradeiros dias do ditador Anastácio Somoza, na Nicaragua.
Avani não é de muita conversa. Ele prefere manejar as lentes de sua câmara. Mas lembrou-me que decidiu acompanhar o marido porque sabia que estava se decidindo ali um momento histórico de um país na América Central.
- Eu tinha muito medo dos paramilitares, contou-me ela....agora, que de volta a Porto Alegre, ainda não retomou totalmente seus afazeres de fotógrafa...está indo devagar.Primeiro chegou a Porto Alegre,depois de ter vivido nos anos 90, três anos reclusa na praia da Ferrugem, em Santa Catarina e de lá ter regressado a S.Paulo.
Na capital paulista, Avani, que está separada do Caco desde o final dos anos 80, começou a redirecionar sua profissão e começou a pintar. Fez inúmeras exposições....
No Front!!!!
Especificamente sobre sua participação como repórter fotográfica na revolução sandinista em julho de 1979, ela lembrou que um dos momentos de maior tensão foi quando um helicóptero começou a sobrevoar o carro onde ela estava com o Caco e outros jornalistas.
- Achamos que iam nos largar bombas porque os militares de Somoza seguramente nos confundiram com guerrilheiros sandinistas...
Em seguida ao fato do helicóptero começar a sobrevoar o carro onde os repórteres estavam, eles tiraram lenços branços e um tarja de Prensa e colocaram por sobre o carro para não serem o alvo do bombardeio.
Outro medo dos repórteres durante a cobertura da Revolução Sandinista foi com os chamados " paramilitares" que estavam a serviço de Somoza.
Desta experiência na revolução Sandinista, o atual repórter da TV Globo escreveu o livro Nicaragua, a Revolução das Crianças,editado pela Mercado Aberto em agosto de 1982.
Caco escreveu suas lembranças da guerra entre Nova Iorque, Porto Alegre, São Paulo e Pinhal.Depois foi procurando editora até que o editor Roque Jacoby incluiu o livro de Caco,com fotos da Avani, na série Depoimentos. O livro foi lançado numa noite de agosto de '1982, no restaurante Lugar Comum, na rua Lucas de Oliveira, em Porto Alegre.
Memória da Imprensa
O primeiro livro do Caco Barcellos, o da Revolução das Crianças
quase não encontrou editor
Depois que escreveu o Livro A Revolução das Crianças, que trata dos meses que passou na Nicaragua, na chamada Revolução Sandinista, em julho,agosto de 1979,Caco Barcellos passou a perambular por várias editoras. Ninguém quis saber do livro dele, muito menos dele....
Não era a grife que é hoje e assunto de Nicaragua não interessava muito,comercialmente falando...
Conversei com o Roque Jacoby que incluiu o livro na série Depoimentos. Na noite do lançamento, uma noite fria de um dia de semana, no restaurante Lugar Comum, a fotógrafa do livro, A Avani Stein ainda por cima, pra complicar, ficou fazendo escarcéu porque tinha pouca gente. Culpava o editor por isto....
Ah, um pequeno detalhe: o Caco já era repórter da VEJA em agosto de 1982. Não era portanto, um desconhecido.
mas o editor Roque Jacoby, pra " encorpar" o livro colocou abaixo do nome " Jornalista da Revista Veja". Caco não gostou do adendo, mas mesmo assim, ele acabou saindo.
Ficaram as sequelas do livro: A Avani não gostou que seu nome só entrou dentro do livro, não na capa....
Na " orelha" do livro, o jornalista Mylton Severiano da Silva, encheu a bola do Caco, que já o conhecia de São Paulo. E depois " orelhas " de livros são pra receber "elogios"...é claro....
O livro deve estar esgotado, mas é um bom documento do que foram aqueles tempos de Revolução Sandinista.A narrativa do livro é emocionante....depois que se bota o olho no primeiro capítulo " Norma louca de guerra" não se quer mais parar.....
É uma grande reportagem,escrita por um grande repórter no auge de sua juventude. Caco tinha apenas 29 anos quando escreveu este maravilhosa reportagem, que ele construiu no front de um conflito....

" 14 anos depois do livro lançado, o autor me concedeu um autógrafo"!!!!!
Coleguinhas
* Na transmissão do jogo de domingo entre Inter de Porto Alegre e Novo Hamburgo, o narrador Orestes de Andrade, da rádio Guaíba, insistiu que o gol fora do JUVENTUDE....é o tal do trauma!!!!!( É que o Inter costuma sempre perder por Ju,de Caxias....)
Coleguinhas....
* Saia justíssima no sábado de noite, entre o repórter da rádio Gaúcha que transmitia o desfile da Marques de Sapucaí,com um puxador de samba. Ocorre que pouco antes, o repórter da Gaúcha disse textuamente:
- Brito( estava chamando o Claudio Brito que estava no Porto Seco, em Porto Alegre) Tu vês agora vamos ter que ATURAR puxador de escola de samba dando coletiva....
Quando o outro puxador entrou na cabine solidarizou-se com o colega e disse textualmente:
- BRITO, SÓ VOU FALAR CONTIGO. NAO COM ESTE TEU COLEGA. ESTOU FALANDO CONTIGO E ME RETIRANDO DA SALA DA GAUCHA. ELE DISSE QUE TEM QUE ATURAR PUXADOR DE ESCOLA DE SAMBA DANDO COLETIVA.....
Bah, o Claudio Brito ainda tentou contemporizar, mas o cara se retirou. O repórter disse que não era isto que queria dizer, etc e tal...mas ficou um mal estar no ar....
Sabe como é, brigas de vaidades....
* Compro sempre o Jornal a RAzão, aos sábados, por causa da coluna do Claudemir Pereira. Mas ela está tambe´m na internet. É ótima!!!!
Ah, dica pro colunista: a casa do prefeito de Santa Maria, César Schirmer,fica em Belém Novo, nos arredores de Portinho....( ou na chamada zona rural da capital)
Mais fortes são os poderes do povo

Por Brizola Neto.
O título é o grito de Glauber Rocha, há quase quarenta anos, quase, através de um de seus personagens.
De alguma forma, isso se traduzia na expressão com que Leonel Brizola definia ser o “processo social” a força mais importante da política.
O dia de hoje é dedicado a pensar nisso e a nos prepararmos para entender o embate que, de agora até outubro, vai dividir este país como não ocorreu, talvez, desde as eleições de 89, e ainda assim com menos clareza.
A sagração de Dilma Roussef como candidata a Presidente de República transcende o PT, transcende Lula, transcende a ela própria, ainda mais.
Alguém dirá que não, que ela foi uma escolha pessoal de Lula para o lugar de candidata de seu partido. De acordo, foi ele quem, pessoalmente, a fez ser candidata de seu partido e fez, sobretudo, seu partido aceitá-la, sem ser parte de sua “máquina”.
A candidatura Dilma seria, há quatro ou cinco anos atrás, impensável. Impensável mesmo para o próprio Lula.
A candidatura Dilma, ainda sem ela própria como personagem, começou a nascer quando lula compreendeu que tinha uma escolha a fazer: ou avançava, retomando o fio da história que escrevera por décadas o povo brasileiro ou desaparecia, tragado pelo jogo sujo da política e da manipulação da opinião pública, engolido pelo “mar de lama” – que alguns fatos reais e outros irreais, mas que já pareciam verossímeis – envolviam seu governo.
Os bons modos, o “paz e amor”, a política econômica “comportada” que a dupla Palocci-Meirelles passou a simbolizar, a base política que tinha conseguido montar no Congresso, nada disso bastava mais.
A direita estava pronta para recuperar o poder monopolista que exercia sobre o Brasil. E, com ele, o processo de entrega nesta nação que , com Lula, tinha perdido parte do ímpeto furioso em que vinha desde o Governo Collor, e que se tornara avassalador sob o império de Fernando Henrique.
O processo social, no segundo turno das eleições de 2006, mudou o curso das coisas, quando a lucidez institiva do povo brasileiro murmurou a Lula: é o Estado, Lula, é o Estado. Defenda o Estado, é a única coisa que nós, povo brasileiro, temos por nós!
A imagem da entrega do estado brasileiro derrotou Geraldo Alckmin.
Este momento fez cair muitos preconceitos, que a pretensão de uma elite – que absorveu e tomou a seu serviço boa parte da inteligentsia paulista, de onde veio FHC e, também, boa parte do grupo que marcou o ambiente político do PT, nos anos 80 – construíra na sociedade e, porque não, até mesmo na ideologia petista e na esquerda.
O Lula do segundo mandato, qualquer um percebe hoje, mudou. Muito mais do que de ministros, de políticas imediatas e de programas de governos, de visão de história e do destino do Brasil.
É desta mudança que nasceu a candidatura Dilma. Sobre seus méritos pessoais como gestora, sobre o entendimento político que mantém com Lula, não posso falar com precisão. Mas tenho certeza que, na cabeça do presidente, pesou o entendimento de que as idéias que se corporificaram, durante as seis primeiras décadas no século 20, na formação do trabalhismo brasileiro eram a legítima emanação das lutas sociais do nosso povo.
Dilma, no final dos anos 70, teve esta compreensão e foi tentar reergue-lo no final dos anos 70. Não importam, a esta distância histórica, as questões da política que a fizeram deixar o PDT pelo PT, é uma migalha ante ao que vivemos e só os mesquinhos agarram-se a migalhas.
Por isso, não é sem razão que “o pecado” da defesa do estado – esta arma poderosa de defesa do país e do povo – se procura marcar, como um estigma, no rosto de Dilma.
O Estado, já disse, é a única coisa que nos defende num mundo voraz do capital e do domínio das corporações mundiais.
O Estado é a única instuição capaz de promover a democracia, a igualdade de oportunidades entre todos os homens e mulheres deste país, ricos ou pobres, brancos ou negros.
Por isso, é certeira a advertência de Lula, em seu discurso de hoje: “As pessoas que privatizaram este país estão incomodadas porque queremos fortalecer certos setores da economia brasileira. Vão dizer que a Dilma vai ser estatizante. Se preparem. Mas isso não é ruim não. É bom.”
Sim, é bom. É bom que o povo brasileiro saiba expressamente o ponto central deste embate.
Por isso, não me importa rotular como trabalhismo, como varguismo, muito menos como brizolismo, este movimento em defesa de um estado provedor de democracia – política, econômica, social – do qual a soberania é a condição primeira de existência.
Não, ele pertence ao nosso povo, ele é o fio da história nacional brasileira, da história que o povo fez e faz. Ainda que, como também é frase de Gláuber, seja o poder que a escreva.
Memória da Imprensa
Adolpho Bloch empregava os comunistas!
Pelo menos é o que garante o Serginho Ross que foi " assessor" do " homi"!
- Olides, porra, vê se não escreve c......
É o Sérgio me alertando sobre o que vou escrever....
Estes termos ele deve ter aprendido com seu ex-patrão, o próprio Adolpho, que segundo o Serginho, nunca dizia bom dia, nem boa tarde. Entrava de sola na conversa perguntando:
- Tens t.....muito?
Bom, me garante o Serginho que o Adolpho,cuja ruína, diz meu amigo, foi a TV Manchete, - porque ele era um gráfico - empregava tudo que era jornalista comunista, perseguido pela ditadura.
- Tinha lá uns 15 lá dentro, mas a gente tinha que cuidar porque eles faziam como o Aveline fazia, faziam contrabando....
Ah,sei bem o que era isto....
O dono da ZH, Maurício Sobrinho, punha sempre alguém no encalso do velho Aveline - geralmente o Lauro Schirmer - pra cuidar do velho militante comunista, porque ele " punha da madrugada uns contrabandos no jornal". " " Contrabando" era o jargão que se usava pra fazer publicar uma magtéria que seguramente não era do agrado da ditadura, ou mesmo às vezes do patrão.Geralmente dava um bode dos diabos, mas aí a coisa tava feita....
O Aveline não era nada perto dos comunistas que trabalhavam na revista Manchete, diz o Sérgio Ross. " O principal deles era o Cony" lembra meu amigo. Trata-se do famoso escritor Carlos Heitor Cony, que com a redemocratização levou uma "banana" - falam em um milhão de reais - do Governo democrático em função das coações que sofreu durante a ditadura no exercício de seu ofício....
Certo ou errado???quem sou eu pra julgar!!!
Bafafá no Agápio...
Aquela bafafá - os dois rolaram pelo chão - de sexta passada, na lancheria Agápio, na José de Alencar, está longe de terminar. Uma das " partes" - vamos chamar,assim - foi dar queixa na Delegacia de Polícia...Sábado e domingo o dono, César Tasca, não saiu de lá , porque na sexta passada,dia da " contenda" ele tinha ido dar uma chegadinha prum happy hour no Felipe, ali na Praça Antônio João, quando chegou um dos que tinha participado do pugilato pra dar queixa....
Como o próprio César diz, dono de restaurante só descansa depois de morto!
Fotos Históricas





















O Laurinho também dá palpite sobre as Brizoletas
Olides:
Olha, fizeste uma referência às escolinhas do Brizola, as Brizoletas. Pois bem, isso é uma coisa que merece ser registrada na história do Rio Grande do Sul. Bem que poderia servir de argumento para um trabalho de pós-graduação em Arquitetura.
Eu vivi esta época, então, posso agregar alguma memória sobre o assunto.
Quando o Brizola assumiu o Governo do Estado, o Rio Grande do Sul enfrentava um problema de déficit escolar. Era o pós-guerra, o ‘baby boom’, o início da euforia desenvolvimentista que desembocou na era Juscelinista. A base de tudo, sem dúvida, foi o Estado Novo do Getúlio Vargas, queiram ou não, ranja dentes quem quiser.
O Getúlio mudou a face da administração pública e da economia do Brasil. Sem Getúlio, JK não teria conseguido tocar o Plano de Metas.
Bem, quanto ao Briza, tem um livro muito interessante, de um jornalista nordestino, Franklin de Oliveira (não confundir com o ex-guerrilheiro e hoje ministro do governo Lulla).
Pois o Franklin de Oliveira, no livro, conta uma história curiosa a propósito das escolinhas do Brizola.
O Briza convocou, como sempre foi hábito dele – o que até lhe garantiu a posse no Governo do Rio, desfazendo a fraude da Proconsult –, convocou, conta o Franklin de Oliveira, uma coletiva de jornalistas de todo o País. Reuniu os coleguinhas no auditório do Instituto de Educação, ali na Osvaldo Aranha, e ficou, como também era hábito dele, falando horas e horas (isso ele fazia tradicionalmente toda a sexta-feira, no antigo e extinto Cinema Marabá, na Coronel Genuíno, com transmissão pela Farroupilha para todo o Estado). Bom, depois de encher os ouvidos dos coleguinhas com as arengas dele, terminou a falação e os convidou para um churrasco.
O lance era o seguinte: na saída do Instituto de Educação, quando os coleguinhas deixaram o prédio, se depararam com uma escolinha, uma Brizoleta, totalmente PRONTA! Durante o tempo em que ele ficara enchendo o saco dos caras, falando e falando à moda Fidel Castro, os operários montavam a escola. O que o Briza queria era justamente isso, mostrar aos jornalistas de todo o País como ele resolveria o problema da falta de vagas nas escolas do Estado.
As Brisoletas eram escolinhas de madeira, com aquelas tábuas tipo macho-fêmea, ou seja, que se encaixavam. Era tudo pré-fabricado. Na época, o Estado ainda tinha muita floresta nativa e havia abundância de matéria-prima. Foram estas escolas que o Brizola espalhou por todo o Estado. E, como tudo que se fazia na época, eram de muito boa qualidade. Tanto que o meu filho Guilherme, já na década de 1980 chegou a cursar o Ensino Fundamental (na época Ensino de Primeiro Grau), num pavilhão de madeira do tempo do Brizola.
Antes de implantar as escolinhas de madeira, o Brizola adotou uma medida emergencial, criando três turnos nas escolas estaduais. Encurtou os turnos da manhã e da tarde em uma hora e criou um turno intermediário, entre 11h e 14h, mas garantindo um sopão para os alunos que frequentavam este horário. As professoras (a minha mãe era professora) odiaram essa solução. Mas, foi uma coisa temporária, pois logo as escolinhas de madeira ficaram prontas e voltou-se aos dois turnos tradicionais.
É, como anotou um dos teus acessadores, as escolinhas do Briza, as Brizoletas estão muitas delas ainda em pé, depois de terem prestado serviços inestimáveis à educação do Rio Grande do Sul.
Depois eu te mando outra memória contando como o Brizola, pelo lado da economia, foi o melhor governador do Rio Grande nos tempos modernos, e olha que nem de longe eu sou brizolista.

Lauro Dieckmann (a foto do livro é da internet)
Bafafá no Agápio....
Hoje é sexta-feira, diz aquela música....
Pois na última,dia 19/02, deu um bafafá daqueles no lanches Agápio da José de Alencar...
Sabe como é fofoca e intriga...uma funcionária teria dito que o cara pegou 300,00 reais, que não sei o que, o outro ouviu levou adiante....
O que eu sei é que se não fosse a habildiade do dono, o César, teriam parado tudo na delegacia. Porque motivos para tal,havia....
Tudo sob o olhar complacente da Fabiana, a caixa, que viu os dois se pegarem no chão, durante um bom tempo....
Mas o César chamou os dois no sábado e botou panos quentes...
Já sua amiga Dioni, lhe deu um conselho: rua pros dois!!!sem dó, nem piedade....
Histórias de repórteres
Outra contada pelo Flávio Pereira, de O SUL, na salinha J.C. Terlera. Ele ia dias atrás a Uruguaiana e no carro ouvia a rádio Imemb uí, de Santa Maria,de onde o Flávio saiu, por sinal...
É um programa que tem lá depois do almoço e que se assemelha ao Sala da rádio Gaúcha,tudo ao vivo e no improviso, por isto todo cuidado é pouco....
Diz o Flávio que a uma certa altura do programa os " doutores" - todos seus conhecidos - começaram a debater assunto de cobras. Vê se pode....Aí entrou um ouvinte de Dilmermando Aguiar dizendo que naquele município é uma peste o que dá de cobra daquelas não venenosas...Mas o ouvinte quis esclarecer mais: que pra matar cobrar o melhor é chifre queimado....( Os participantes do programa ficaram na dúvida se o cara queria dar uma pegadinha ou se falava sério. Por via das dúvidas, todos ficaram quietos....) Será que era culpa no cartório, queria saber o Flávio....;
Memórias de Serafina
Uma turma de estudantes de Serafina, nos anos 70, quando iam de férias passavam três meses sem fazer nada...Inventavam serenatas pra todo mundo. Entre eles estavam o Luiz Carlos Montanari, seu irmão Tonho, o Roberto Arroque( hoje médico na cidade). Uma noite, véspera do dia de crisma na Igreja, foram fazer serenato pro bispo dom Claudio Colling,que de P.Fundo tinha vindo para o ato religioso no domingo.
Os guris cantaram a noite toda e no dia seguinte, na hora da missa,estavam todos dormindo. Mas o bispo, no sermão, disse:
- Ontem de noite vi o que é juventude saida. Foram lá me fazer serenata na casa canônica.Isto que é jovem sadio, patatipatatá....Hoje, prosseguiu dom Claudio Colling, seguramente não tem nenhum deles aqui, mas algum familiar deve estar aqui e quero que saibam disto.
- Minha mãe chegou em casa toda orgulhosa comentando isto, conta o Montanari!
Churrasqueiros bem na foto!!!!.
Os donos do Barranco, o Chiquinho Tasca e o Elson Furini é que estão bem na fato. Chiquinho esteve dias atrás em Miami(USA), e agora votlou bronzeado do verão carioca, porque foi convidado da AMBEV pro camarote da Brahma. Aproveitou pruma prainha, aussi....
Já o sócio mor do Barranco, o Furini - que entrou lá no começo dos anos 70 como mero empregado vindo de Tenente Portela(RS) - irá nos próximos dias para o exterior também....
Muito se houve falar sobre a venda do Barranco, a famosa casa da Protásio. Ao que estou informado, apenas houve um contato sério,anos atrás, de um cara de Sampa: os donos deram o preço: seis milhões de dólares....O cara ficou de recolher a grana mas voltou tempos depois dizendo que não havia conseguido.
Coleguinhas
* Encontro seguidamente o Fernando Goulart, que foi da ZH, Folha da Tarde e do Estadão(sucursal) na Jerônimo de Ornellas, tomando sua vodcka, fumando seu cigarrinho acompanhado do " Trotsky" e do " Lenin" seus dois cachorrinhos.O Fernando sofreu anos atrás um acidente doméstico que quase lhe custou a vida.Fomos colegas na ZH e ele que me colocou aquele maldito " sugismundo" que quase pegou. Sugismundo era a propaganda que o Ministério da Saúde fazia de um cara que não tomava banho. Eram os tempos do facínora do Médici....
* Fernando Goulart foi casado com a colega Otília Riet, que hoje vive em Brasília e até anos atrás trabalhava no Ministério da Agricultura. Fernando e a Otília tem um filho, o Guilherme - que pra variar o pai o apelidou de " Sujo" - e que também é jornalista e vive em Brasília, onde exerce a profissão.
Já Fernando depois da separação do casamento com a Otília voltou a casar com a Helena, uma professora, mas não tiveram filhos. A Otília também casou de novo e tem um outro filho de 23 anos.
* O sonho do Fernando Goulart é comprar uma casa de praia em Santa Vitória do Palmar, ou no Chui. Ele que é de Pelotas....
* Fernando Goulart levou uma banana do Estadão numa causa trabalhista anos atrás.Agora luta para buscar mais algum junto a Receita Federal, também contra o mesmo ex-patrão.
Coleguinhas
* Armando Burd está demonstrando que fez sua viagem a Canossa( o gesto de humildade!!!). Este fim de semana ele esteve pela Band em Pelotas transmitindo carnaval, junto com o produtor José Carlos Roque. E o Burd eu conheci como editor-chefe da zero hora em 1973. Não é todo coleguinha que dá uma volta destas....
* Flávio A. Gomes foi outro que no passado fez seu gesto de humildade! Por isto tem meu respeito....
*Memória jornalística: Flávio Pereira- hoje colunista de O SUL e radialista da Pampa AM - foi convidado pelo Luizinho de Grandi a fazer uma coluna no jornal A RAZAO de Santa Maria,quando era repórter da ZH. Carlos Machado Fehlberg, editor-chefe do jornal dos Sirostsky não deixou que ele assinasse matérias. Então o Luizinho achou uma saída: botava só as iniciais do Flávio. FP...
Como o Flávio conhece muito Santa Maria - é de lá - começou a fazer uma coluna diferenciada. " Eu estava à distância e dava um pau bonitaço nos caras" me disse. Aí começou um enorme sucesso da coluna e todos escreviam pro jornal querendo saber quem era o FILHO DA PUTA.... que fazia aquela coluna....
Memória Jornalística II - Florianão Correa trabalhava no jornal dos padres, o Jornal do Dia - aquele que pagava os repórteres com indulgências plenárias - e queriam que João Baptista Aveline fizesse uma coluna comentando programas de rádio, como existia um na Folha da Tarde, me parece....Mas como o velho Aveline era manjado que era um comuna do PCB, os padres não iriam evidentemente aceitar o nome dele no jornal de carolas...
Aí o Florianão( que vive ainda) inventou um pseudônimo pro velho Aveline: ele assinaria Antenor Modula e ele receberia o dinheiro no fim do mês." O Florianão começou a me sacanear. Não me dava o dinheiro que ele recebia e eu tinha que correr atrás" contou-me Aveline alguns anos antes de morrer em 2005.
Recebo esta preciosidade. Fui colega da Claudia Lindner, que já é falecida.
Dividiamos a redação da ZH e confesso que ela era muito " bonita"!!!!
----- Original Message -----
From: Rogério Rodrigues
To: contato@deolhoseouvidos.com.br
Sent: Sex 19/02/10 15:30
Subject: Fwd: Claudia Lindner
Prezado Olides Canton, boa tarde.
Não nos conhecemos, alias, descobri teu site www.deolhoseouvidos.com.br hoje, 19 de Fevereiro, ao acaso.
Meu nome é Rogério Rodrigues e descobri também que aniversariamos no mesmo dia, 16 de Janeiro. Porém eu sou de 1968.
O acaso nos sinaliza coisas interessantes. Devido a uma grande mudança na minha vida, voltei a estudar em 2006, aos 38 anos - Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, na ESPM - onde me formo este ano. Entrei para o Núcleo de Áudio e Vídeo e foi feito injeção na veia; me descobri um apaixonado pelo audiovisual. Tudo foi acontecendo muito rápido, fazendo com que eu me pergunta-se: "por onde eu andava este tempo todo?"
Hoje, navegando no site da Casa de cinema de Porto Alegre, descobri que minha tia, já falecida, Cláudia Lindner Rodrigues (irmã de meu pai) também tinha esta paixão.
Pesquisando um pouco mais sobre ela, achei teu site.
Pouco lembro da minha tia, não sei bem porque, mas ela sempre foi afastada de nossa família. Mas tenho boas recordações dela. Enfim, lembro de ter ido pela primeira vez ao teatro, ainda muito pequeno, segurando a mão dela.
Hoje sinto vontade de conhece-la melhor, mas agora, só em memória.
Enfim, assim é a vida.
Ao menos posso te responder o que no site ficou sem resposta.
Cláudia Lindner Rodrigues faleceu no final do ano de 1992, vítima de um câncer fulminante no útero. As vésperas de fazer seus 40 anos (12/01).
que bom saber que ela encantava.
grande abraço,
Rogério Rodrigues
Dirceu terá 'papel oficial' na campanha de Dilma
Agencia Edison Castêncio
Cassado e sob investigação do STF por causa do mensalão do PT, o ex-deputado José Dirceu foi um dos mais assediados no congresso do partido, aberto ontem, e disse que vai ter função formal na campanha da candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff. “Agora serei do Diretório Nacional (do PT). Vou ter um papel oficial na campanha da Dilma”, disse ele.


Durante a realização da primeira mesa de debates do Seminário Internacional, iniciado na manhã desta quinta-feira (18), a ministra Dilma Rousseff, o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra e o deputado federal Ricardo Berzoini fizeram um balanço dos dois mandatos do Governo Lula e os reflexos do desenvolvimento econômico e dos programas sociais colocados em prática na população brasileira. Eles abordaram também a importância política do PT no cenário nacional e internacional em 30 anos de existência.
Para Berzoini, o novo modelo econômico implementado pelo governo não é apenas mais eficiente do que os dos governos anteriores, como também foi fundamental no enfrentamento da crise mundial. "Com a liderança do presidente Lula e da ministra Dilma nós vencemos a crise e, ao mesmo tempo, conseguimos gerar um sentimento de superação e de aumento da auto-estima do povo brasileiro jamais visto em outras ocasiões", disse. Berzoini destacou o processo de transformação social vivido pelo país e iniciado nos dois mandatos do presidente Lula.
José Eduardo Dutra destacou a vitalidade política demonstrada pelo PT na realização do PED 2009, quando 518 mil filiados participaram da eleição das direções partidárias, o que coloca o partido como uma das grandes forças políticas no mundo. Ele enfatizou também a coerência política do partido nestes 30 anos de sua fundação. "O mundo mudou, o Brasil mudou e o Pt também mudou, mas jamais abandonou os princípios que nortearam a sua criação nos anos 80", afirmou.
A ministra Dilma Rousseff fez um detalhado balanço das ações mais importantes do governo Lula que levaram o país a um processo de transformação sócio-econômico que tirou da pobreza cerca de 20 milhões de pessoas nos últimos anos e colocou mais de 52% da população brasileira na classe média.
Dlmla destacou a prioridade do governo em promover o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a distribuição de renda como o ponto forte do atual governo. "Essa é uma combinação virtuosa que permite que sejamos citados hoje por muitas agências de pesquisa como a quinta economia mundial, mas nós somente seremos a quinta economia se transformamos substancialmente as condições de vida do povo brasileiro. O Brasil tem um legado de descuido e de descaso para com as classes populares e muito ainda tem que ser feito para melhorar isso", enfatizou.
Dilma ressaltou a taqmbém importãncia do IV Congresso do PT como um espaço para reafirmação do compromisso que o PT carrega nestes 30 anos de história, que o de continuar no caminho da mudança,"levando ao país uma mensagem de transformação e de esperança".



Memória de repórter
O Flávio Pereira,hoje colunista de O SUL é um manancial de histórias....de coberturas jornalísticas. Durante um tempo ele tinha que preparar o notíciário da rádio Gaúcha que vai ao ar as oito da manhã. Um dia ligou pra casa do então vereador André Forster e ouviu do outro lado uma voz zangada que lhe disse:
- Aqui não mora ninguém com este nome!!!
Flávio achou que tira errado o endereço telefônico. Voltou a ligar de novo:
- Mas aí não é da casa do Forster?
- Era,disse a mulher dele,zangadissima!!!!
Caro Jornalista
Olides Canton,
PESQUISA IBOPE/DIÁRIO DO COMÉRCIO
Na pesquisa Ibope/Diário do Comércio, para a Associação Comercial de São Paulo, eles deram ênfase aos percentuais do primeiro turno, onde Serra caiu 2% e Dilma subiu 8%, em relação à pesquisa anterior.
Quanto ao segundo turno, no geral, os percentuais foram: Serra 47% e Dilma 33%.
Um dado, no entanto, que não é amplamente divulgado é o que se refere aos percentuais por região, que em relação ao segundo turno, são:
Norte/Centro Oeste : Serra : 41%; Dilma : 36%.
Nordeste : Serra : 40%; Dilma : 41%.
Sudeste : Serra : 51%; Dilma : 29%.
Sul : Serra : 53%; Dilma : 29%.
Outro dado do segundo turno: condição do Município:
Capital : Serra : 44%; Dilma : 34%.
Periferia : Serra : 47%; Dilma : 31%.
Interior : Serra : 48%; Dilma : 33%.
Mais um dado do segundo turno: porte do Município/número de habitantes:
Até 20 mil hab. : Serra : 45%; Dilma : 38%.
Mais de 20 mil. a 100 mil hab. : Serra ; 48%; Dilma : 32%.
Mais de 100 mil hab. : Serra : 47%; Dilma : 32%.
SERGIO OLIVEIRA
APOSENTADO
CHARQUEADAS
Ecos da Marques do Sapucaí....
Um deputado gaúcho que esteve na Marques do Sapucaí teria assistido a seguinte cena na noite em que a cantora Madona foi ver o desfile das escolas de samba. A cantora ia saindo com a ministra chefe da Casa Civil,Dilma Rousseff, quando o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, teria feito o seguinte comentário:
- Aí vem a Madona e a MANDONA!
Só que Dilma Rousseff ouviu e respondeu ao governador:
- Sou Mandona e daí!!!
Relíquia histórica repousa na casa
de um empresário gaúcho na Serra!
O editor Antônio Suliani, descobriu, por mero acaso, há uns seis anos atrás, na casa de um empresário na Serra gaúcha - cujo nome ele não declinou - um diário de um integrante da da Coluna Prestes(1924/1927). No caso, trata-se do diário do General da Brigada Miltar Emílio de Lúcio Esteves( que é nome de uma avenida na zona Norte de Porto Alegre)." Tem até detalhes de como eles iam buscar lenha, por menores da caminhada" disse Suliani que espera poder publicar o material.
Suliani,que na ocasião estava acompanhado do seu amigo frei Rovílio Costa ( o empresário nunca soube que estava na frente daquela autoridade de editor) tentou que o empresário lhe cedesse o diário - que tem umas 300 fotos originais anexadas - mas o fiel depositário alegou que não era seu e precisava consultar o proprietário.
Suliani não sabe quem é o dono deste material com esta preciosidade histórica. Mas como o folheou tem certeza de seu valor para compreender a Coluna Prestes.
- O diário está todo detalhado,como um militar costuma fazer. Tem inclusive os croquis do trajeto da coluna todos desenhados.
Suliani disse que uma outra cópia deste diária estaria no Arquivo da Brigada Militar, mas ele teme que este tenha sido queimado num incêndio que ocorreu lá anos atrás.
Suliani pretende lutar para conseguir os direitos de publicação deste diário porque o considera de muita validade para entender a Coluna Prestes( 1924/1927).
Projetos que correm por aí....
* Do deputado estadual Francisco Appio ( PP ) , o "deputado dos caminhoneiros", que quer que o aeroporto de Vacaria se chame Maurício Sirotsky Sobrinho....( Pô,ainda se fosse P.Fundo, onde o Maurício nasceu....!!!)
* Do vereador de Porto Alegre Beto Moesch ( PP ) que apresentou projeto "segunda sem carne"( Um observador atento da cena perguntou: Vai valer também pra tia Carmen?)
Slogans ( brabinhos!!!) de campanha...
Toninho do Escaler que foi candidato a vereador pelo PV e pelo PDT,sem nunca ter chegado lá:
- Quem fuma e cheira, vota no Gabeira!!!
Pra campanha a vereador do Reginaldo Pujol,anos atrás, esta bolada pelo falecido Melchíades Stricher, no Porta-Larga,quando este era um " templo" de bebuns e vagos em geral:
- Vote no Pujol e ganhe uma casa no mol....
O Zulian manda notícias....
O Prévidi me conseguiu o email do Zé A. Zulian( jose.zulian@oriundi.net) e mandei um chasque para tentar esclarecer um episódio que investigo. Ele me respondeu sempre no seu bom humor e fina inteligência. O Zulian fez uma matéria uma vez indo de carro do RS até o Mato Grosso que lhe rendeu um prêmio ARI,se não estou enganado. Mas era um dos " apadrinhados" - hoje modernamente se diria " ovelhinha" - do velho João Baptista Aveline que via futuro no rapaz e que depois se confirmou.
Em tempo: o Zulian ficou dois anos na Itália e agora está de volta!!!!
----- Original Message -----
From: José Antonio Zulian jose.zulian@oriundi.net
To: deolhoseouvidos1@terra.com.br
Sent: Qui 18/02/10 19:04
Prezado Olides:
Que legal manter contato contigo novamente. Fico muito feliz. Há algum tempo, a Isara me mostrou uma nota tua falando sobre o nosso tempo em ZH, lá na década de 70, com foto e tudo. Foi muito emocionante lembrar daquele período. Depois olhei o teu site e percebi o quanto ele era importante no sentido do resgate de aspectos de um jornalismo que hoje, penso, dissipou-se em meio à turbulência pós-moderna. Mas, enfim...
Olha, assim que recebi o teu e-mail eu fiquei pensando, pensando e, acredite, não consegui lembrar do episódio a que te referes.A data mais ou menos coincide realmente com o tempo em que eu trabalhei em O Globo. Mas olha, se aconteceu algo, sinceramente não recordo de nada. Não sei se é a idade ou os neurônios eliminados por conta de exageros etílicos da época. Realmente sinto muito em não poder te ajudar.
Um abraço e saúde. Zulian
O Ratão....
Pois na " Casa do Povo", na Assembléia Legislativa do Estado,na manhã de sexta-feira, dia 19/02, o que mais se comentava era um ratão - " do tamanho de um gato,segundo uma das profissionais da limpeza - que foi visto na cafeteria, onde buscam o café nosso de cada dia para os escribas aqui da salinha J.C. Terlera...Dizem ainda por aqui que no tempo do Macalão(recordam dele....) estes rato não proliferavam tanto....Durma-se com um barulho destes!!!!
Memória da Imprensa....
Como há muitos anos ouço o Serginho Ross contar histórias do "seo" Adolpho Bloch - confesso que quando conheci o Serginho, lá por 1983,eu achava que era atochada dele que tinha trabalhado com o Adolpho Bloch, que eu sempre achei um baita reacionário - e eu sempre torci pra ele escrever um livro sobre isto e ele nunca o fez, comprei,depois de " namorar" durante um bom tempo o livro " Os Irmãos Karamabloch", de autoria de um sobrinho do fundador do império da Manchete, Arnaldo Bloch, que hoje trabalha na imprensa do Rio, mais precisamente no jornal O Globo.
A " orelha" do livro diz que o título desta obra - da Cia das Letras - originou-se no fato do escritor Otto Lara Resende chamar os irmãos Bóris,Arnaldo e Adolpho Bloch de ' KARAMABLOCH" uma referência dos atormentados Karamázov de Dostoiésvski.
Vou ler o livro neste findi, com certeza.Depois conto para os leitores alguns episódios mais interessantes da saga destes judeus russos....

Reprodução do livro Irmãos Karamabloch
Notícias de Serafina.
Explico ao leitor o que querem dizer as duas expressões:
" Quando la ghe toca" = Quando é o seu destino
" El to pensar el ze bon. El mio fursi". = O que tu pensas é bom, o que eu penso, talvez!
Olides!
A expressão mulhér é coisa do diabo vale também pros homens.Depende o sexo de cada um.É a tal da tentação. Palavra em desuso que para mim continua válida. Isso queria te dizer sobre o Padre Chico. Cada um foge da tal da tentação como pode.Eu fico em casa. Desligo a televisão.Não acesso sites pornográficos.Já que a esta hora da conversa estás me chamando de moralista, te digo.Oriento os meus filhos a fazerem o mesmo.Como dizem os gringos. "Quando la ghe toca".
Me demoro um pouco mais na converssa depois te deixarei em paz. Não sou moralista e não quero ser chato.
As revistas te mando hoje.
Continuando.
Faço parte de Conselho Hospitalar e fiz parte de Conselho Paroquial.
Aqui em Serafina a coisa está assim:
Rádio Rosário que há vários anos põe no ar músicas como as do "tico","garrafinha" etc etc. e etc....
Hospital católico que faz operações de laqueadura, vasectomia a bel prazer e cuja fármácia vende camisinha.
Despeço-me antes que me expulses do teu e-mail.
As revistas deixarei com o Calixto.
Sôbre o assunto acima encerro por aqui. Me incomodei muito no passado e não vou ficar apontando o dedo.
Pelo menos me ouvistes nos dias que aqui estivestes.
"El to pensar el ze bon. El mio fursi".
Um abraço do amigo Marieto
Uma foto diz tudo.....


EXCLUSIVO!!!!!
FALCÃO CENSUROU
HISTORIA QUE PODERIA DENEGRIR IMAGEM DO CARTOLA
PERCIO FRANCA !!!!!
O livro " o time que não perdeu nenhuma partida" lançado no ano passado escrito por Nilson Souza e assinado por Paulo Roberto Falcão não contém uma história que fora passada AO AUTOR, POR ESCRITO,pelo diretor de futebol do Internacional naquele ano de 1979, Olavo dos Santos, o Vico....
A história foi a seguinte: depois do jogo contra o Vasco da Gama, no Maracanã,em que o Inter venceu por dois golos a zero, dois golos de Chico Spina, a delegação do Inter foi toda para o aeroporto Internacional do Galeão.
Chegaram lá uma hora antes do avião da VARIG que viria do Nordeste e que faria um voo charter com a delegação do Internacional até Porto Alegre.
Quando a delegação do Inter começou a entrar no avião, Pércio França, um cartola que acompanhava a delegação fez um comentário que ofendeu o comandante da aeronave, que, pelas regras da aviação, tem até a autoridade de mandar pedir a prisão do passageiro.Que,aliás, foi o que o comandante fez naquela noite/madrugada...
O comentário,segundo Olavo dos Santos, teria sido mais ou menos o seguinte:
- Este avião de m....que não sai nunca.....
O comandante entesou. Ou tiravam o Pércio França do avião, ou o avião não levantaria voo....
O comandante chamou a Polícia Federal do Galeão para retirar preso do avião o cartola...
Rubens Hoffmeister, presidente da Federação Gaúcha de Futebol(FGF) que estava na delegação tentou intermediar mas não houve acordo.
Aí então a Polícia Federal foi ao Marcelo Feijó, presidente do Inter, que era o chefe da delegação....
Vira e mexe e todo o time lá dentro...Nem o comandante saía, nem o Pércio França era retirado do avião...
E os jogadores todos loucos para encontrar a torcida que os aguardava aos milhares no Aeroporto Salgado Filho.
Olavo dos Santos lembra que depois de muita negociação - a delegação do Inter também não queria que Pércio França ficasse preso no Rio porque ficaria mal para ela - ocomandante cedeu e levantou voo lá pelas cinco da manhã...
- Chegamos em Porto Alegre com o sol já alto e a maioria da torcida já tinha ido embora, lembrou Vico, que é único dos dirigentes do Inter daquele ano de glórias do clube do Beira-Rio...
Mas Vico fez questão de esclarecer que Falcão teve a nobreza de lhe telefonar lhe avisando que achava melhor não colocar no livro publicado há poucos meses este episódio. E Vico, que o havia recontado para o autor, concordou em que ele ficasse de fora do livro.....
Histórias de La Ùndeze
Um padre que não dava colher....
Durante alguns anos, Searfina Correa foi comandada pelo padre Francisco Lollato( padre Chico) que exerceu sua liderança para o bem ou para o mal da comunidade. Ele não dava colher. O que chama a atenção até hoje nos depoimentos de quem viveu aquela época era a aversão que ele tinha pelas mulheres. " Era como se a mulher fosse o demônio" disse dias atrás Mário Migliavacca que muito conviveu com o padre Chico.

O pare Chicode Oculos comandou Serafina com mao de ferro
O dentista Luis Carlos Montanari ficou impressionado com um atitude do padre Chico em 1966 quando o marido de Ielse Yesbik a matou com 18 facadas porque a encontrou com outro homem dentro da própria casa. O Marido, um fiscal do Frigorífico Ideal,acabou absolvido em primeira instân cia pela força do Padre Chico que não deixou nem enterrar a mulher dentro de uma determinada área do cemitério municipal. Muito menos rezou missa por ela....
Se tinha este lado conservador, o padre Chico também tinha uma liderança dentro dos católicos e muitas obras sociais e da Igreja Católica foram erguidas durante o tempo que esteve à frente da Paróquia, como o Salão Familiar Paulo VI, o Monumento ao Cristo Rei,e o desenvolvimento do próprio Ginásio Nossa Senhora do Rosário( que foi onde o autor deste site fez o ginásio e pode depois prossseguir os estudos em Porto Alegre).
O padre Chico era estranho. Ou ele gostava de uma pessoa, ou ele pegava no pé mesmo....O engenheiro Euclides Fedatto, por exemplo, disse que ele era sempre visado pelo padre.
- Uma vez fizeram uma esculhambação antes de um filme e eu que não tinha feito nada, fui expulso do cinema pela padre que até isto controlava....
O padre Chico era quem fazia as procissões de S. Cristovão todos os anos nos primeiros dias do mês de janeiro,quando havia muitos motoristas que passavam as festas de fim de ano e ficavam na cidade.

O pare Chicode Oculos comandou Serafina com mao de ferro
Ewaldo Carlos Cervieri, filho do maio comerciante que Serafina teve até hoje,Fioravante Cervieri, disse que uma vez no colégio mandaram uma turma fazer uma redação sobre quem era a maior autoridade do município.
- O Guri fez sobre o Padre Chico e queriam expulsá-lo só por que ele disse a verdade, contou Ewaldo que teve um problema com o padre, porque ele exigiu que um funcionário da Sociedade Estrela Guaporense, onde Ewaldo era diretor, fosse mandado embora, já que o cara tinha arrumado outra namorada, depois de se separar da mulher.
Chama justamente a atenção a moralidade do Padre Chico: ele cuidava da vida pessoal dos paroquianos como se lhe dissesse respeito!
Estranho padre, este, que ainda vive e se não me engano está em Rondinha, no RS.
Coleguinhas
* Não sei se foi brincando, mas o Jurandir Soares deixou no ar ontem, 18/02,na Guaíba que o Rogério Mendelski estaria curtindo suas férias dentro de colônias de nudismo. Primeiro foi em Taquara e agora na Praia do Pinho, em Camboriu....
Bom, pruma boa reportagem e pra ter assunto, o Rogério sempre demonstrou iniciativa e talento( o que os outros não viram, ele vê....)
* BICUDO ( Elmar Bones da Costa) depois de uns dias no Santinho, em Floripa, está de volta ao batente na Já Editores. " Fizemos um bloco de carnaval no Santinho, eu o Diabão e mais três lá" brincou ele ontem de manhã. Grande BICUDO!!!!(entrará na História do Jornalismo gaúcho, mesmo que alguns torçam o nariz para isto)
* O repórter Maurício Freitas, revelação no espaço esportivo da rádio Guaíba, promete. Filho da amiga DIONE, o Maurício tem um padrinho dentro da Guaíba: o cruzeirista Ernani Campelo
Memória Jornalistica
"Seo" Claudio Candiota procura
sua reportagem sobre petróleo no RS
que saiu na revista O CRUZEIRO !!!
Um velhinho de oitenta e oito anos caminha pela Rua da Praia e o intercepto:
- Como vai seo Claudio?
- Tudo bem, respondeu ele, já com um fio de voz....
Se desculpa porque está com 88 anos....
- Que nada, lhe digo, o senhor está bem....
Daí lhe perguntou se alguma vez ele trabalhou na revista O CRUZEIRO. Diz que se lembra que trabalhou com dois fotógrafos para a revista O CRUZEIRO, que foram Ed Keffel e Salomão Scliar. Foi com o Ed Keffel que a revista O CRUZEIRO fez a famosa reportagem do gaúcho que laçou um avião em Santa Maria, em janeiro de 1952.
Me pede para lhe ligue na manhã seguinte para o seu endereço.
É o que fiz ontem,dia 18/02.Claudio atendeu o telefone e conversamos longamente.
Ele me contou que está procurando um exemplar da revista O Cruzeiro, onde consta uma reportagem que ele fez antes de 1954 e que trata da possível existência de petróleo na região Sul do Estado.O único exemplar que Claudio Candiota tinha desta reportagem acabou queimado no incêndio do Diário de Notícias em agosto de 1954 por ocasião do suícídio do presidente Getúlio Vargas.
- Um grupo de capitalistas de Pelotas trouxe um geólogo que havia emigrado da Rússia e que tinha experiência em descobrir petróleo.
Ele constatou que havia vestígios de petróleo a 300 metros de profundidade na região da Bacia Mirim ,de Jaguarão, de Arroio Grande,conta Claudio Candiota.
A " O CRUZEIRO" com esta matéria circulou pela América Latina inteira.
- Não saiu na capa da revista, mas saíram duas ou três páginas no interior da edição com minha matéria sobre a possibilidade de existência de petróleo na Zona Sul do Estado...
Se alguém que ler esta matéria tiver o exemplar da O Cruzeiro com esta reportatagem, pode fazer contato comigo que eu dou o telefone para falar com seo Claudio Candiota, que aos 88 anos ainda quer lamber a cria, como se diz, ou seja, dar uma olhadinha na sua reportagem feita ainda antes da morte de Getúlio Vargas....

Extraido do livro da ARI.
Memórias....
As" repúblicas" de Porto Alegre
Minha primeira gafe de guri interiorano em cidade grande foi pedir à dona da pensão, num dia muito calorento de dezembro de 1968, "UM COPO DE AGUA FRESCA"!!!!
A Eva Massolina Zanatta, filha da dona, se lembra até hoje do pedido e ri muito quando o lembra ao também morador daquele distante ano de 1968, o hoje consagrado advogado Humberto Oraldo Rodrigues.
A " primeira" república que conheci em Porto Alegre ficava na av. Independência,813, em pleno coração da noite portoalegrense naquele dezembro de 1968. Vim a Porto Alegre junto com outros colegas como o Fredy Rodrigues(irmão do advogado Oraldo) para prestar exames de seleção no Colégio Estadual Júlio de Castilhos e no Pio XII. Tudo era ao mesmo tempo estranho e novo....
A pensão da Independência era da dona Odyla Massolini Zanatta e quem a cuidava mesmo era sua filha Eva e o marido da dona Odyla, o Zanatta. " Tudo gente de Serafina" recorda Oraldo Rodrigues.
Quem havia inaugurado esta pensão - o prédio está lá até hoje, intacto - foi Cezina Crivelli Busatto, filha de Dante Crivelli, um dos mais tradicionais moradores de Serafina.
Cezina inaugurou esta pensão em 1966 quando veio de P.Fundo para a capital. Era uma época em que as repúblicas de estudantes faziam muito sucesso, porque muita gente vinha pra capital estudar, diferente de hoje que as Universidades tem campis onde os alunos do interior se formam.
Oraldo descreve a pensão da dona Odyla:
- Parece que estou vendo,diz ele: o café da manhã era numa sala grande. Tínhamos direito a 3 fatias de pão, leite em abundância( vinha num bule de metal) café preto,chimia e manteiga que vinha dentro de um mini pote....
Sempre havia horários para o café, geralmente em dias de semana, o prazo terminava lá pelas nove da manhã. Já nos domingos, era esticado um pouco mais porque se pensava que era um dia que se poderia formir um pouco mais.
" O almoço era muito bom" lembra Oraldo Rodrigues, que neste tempo trabalhava no Banco Iosphe e que sempre ia em casa almoçar.
Oraldo já era um experimentado na cidade grande, quando eu e seu irmão Fredy fomos morar na pensão da dona Odila Massolini.
O cardápio do almoço além de feijão,carne,arroz, tinha também massa.
A pensão também " dava" -era o verbo que se usava - janta, que terminava entre oito e oito e meia....]
Oraldo Rodrigues lembra de outros serafinenses que moraram na Pensão da dona Odiya Massolini,entre eles o Renato Gasparotto que depois retornou a Serafina e o puseram a trabalhar no Frigorífico Ideal, até a sua morte.
Antes de regressar a Serafina - Oraldo que tem uma memória de "elefante" e lembra que isto deu-se a 18/02/1968 - Renato Gasparotto trabalhava no Banco da Lavoura de Minas Gerais, que tinha agência na Rua José Montaury.
Outro residente serafinense desta pensão da dona Odyla Massolini tinha o costume de levar companhias para lé e as deixava lá dentro três,quatro dias. " Ele não deixava que as faxineiras entrassem no seu quarto para não ver que tinha mulher lá dentro" conta Oraldo.E este serafinense alimentava a companhia,geralmente só de bananas, para não gastar muito.
Furo Jornalistico...
Bafafá nas
Barrancas do Taquari
É pra me gabar,sim: este site, feito por eu sozinho deu um " furinho",hoje, dia 18/02 na chamada imprensa da capital. Fui o único espaço - pelo menos que eu vi - que publicou a reintegração de posse das atas do Estrela FC, uma bafafá que corre nas " Barrancas do Rio Taquari".
Intelectual bebe, intelectual não vai à praia....
Este era o grito de guerra do editor do Pasquim, o Jaguar...
O Lauro aqui mostra todo seu tédio por ter que ficar olhando aquelas ondas do mar da Passo de Torres.
Está seguramente fazendo planos " intelectuais" pro seu próximo roteiro europeu....
Quem pode,pode, quem não pode se sacode, diz o ditado popular!!!!( eu por enquanto me sacudo....)

O Lauro acha que eu andei falando "bem" do Uruguai.
Então ele dá este " pau" na Banda Oriental....
O Uruguai, o que é o Uruguai?
Surpreso com oba-oba sobre o Uruguai que publicaste no teu saite, em função dos recentes sucessos políticos que por lá andam acontecendo, fui dar uma pesquisada sobre a quantas anda a Banda Oriental.
Pois bem, segundo o mais recente Almanaque Abril (milagre! eles lançaram a edição 2010 logo no início do ano e não no fim, como já era tradição; estão progredindo, enfim) e encontrei os dados que vão a seguir.
O Uruguai ocupa uma área de 176.215km², enquanto o Rio Grande do Sul, por exemplo, tem área de 281.748,5 km². A população uruguaia é de apenas 3,4 milhões de habitantes, contra 10.914.128 no Rio Grande do Sul. Da população total uruguaia, 90% vive em cidades. Porto Alegre tem 1.436 mil habitantes, Montevidéu, que concentra a metade da população urbana do País, tem 1.513 mil.
A economia é baseada na pecuária - é uma enorme fazenda - onde se descacam as produções de carne e lã. Indú stria, praticamente só agroindústrias. E, agora, surgem as papeleiras junto ao Rio Uruguai, que estão causando um problemaço com os vizinhos argentinos. Os argentinos, para protestar, se pegaram num acordo binacional que previa consultas quando da instalação de indústrias de porte e possivelmente poluidoras na região. Mas os uruguaios não deram bola para esse tratado e os argentinos, chatos como são e invejados da possibilidade de progresso industrial do vizinho, resolveram incomodar.
Andaram discutindo até nos Tribunais de Haia, que meio que saiu pela tangente e liberou o funcionamento das fábricas uruguaias. Pelo que sei, uma está funcionando. A outra, pelas informações que tinha até a pouco, havia colocado as barbas de molho.
O curioso é que, no Uruguai, a reação contra as papeleiras é de um país vizinho, enquanto no Brazil, a reação contrária é de gente daqui mesmo.
Outra situação inusitada, é que o Uruguai firmou um Tratado Mar co de Investimento e Comércio com os Estados Unidos. Isso foi em janeiro de 2007 e significa colocar um pé fora do Mercosul, pois, se implementado tal acordo, criaria uma zona livre de comércio entre Uruguai e EUA. Mas, está tudo congelado, aparentemente.
Na Wikipédia tem uma referência que bate com o que afirmei em 'post' anterior: "Os serviços financeiros também constituem expressiva parcela do PIB, embora acarretem ao país a fama de ser um paraíso fiscal." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Uruguai). Paraíso fiscal, todos sabem, é lavanderia de dinheiro mal-havido, do caixa-dois, do tráfico, da sonegação etc...
Quando eu era menino, ouvi alguém, acho que foi meu pai, comentar que "No Uruguai não se produz sequer um pires" (a propósito, esta afirmação foi feita numa daquelas conversas que se prolongavam após o jantar na nossa casa da Rua Uruguai - coincidência - em Pelotas).
Anos mais tarde, houve aquele projeto da Bacia da Lagoa Mirim, que depois foi encampado pela Sudesul. Depois de muitos estudos, apoiados pela OEA, chegou a hora da execução, mas, como eram muitas obras hidráulicas - de retificação de rios e construção de barragens -, os uruguaios desistiram, pois perderiam muita área de campo. Isso chegou a ser objeto de reportagem - lembro que li - na Folha da Manhã (dos tempos do Professor). Está lá na coleção, é só pesquisar.
Semanas atrás, a Rosa reclamou que eu falei para um uruguaio próximo à família, que, mal começou a se gabar, eu já corte com um "O Uruguai não existe!". A Rosa achou que eu fui mal-educado...
Mas, é quem ao fim e ao cabo, fico tentando imaginar qual será o futuro deste países de pequena dimensão, baseados tão-somente na agropecuária ou em alguns produtor primários, tipo Chile, Peru, Bolívia etc... E que nunca investiram e nem pretendem investir em 'tecnicologia', como dizia o (falecido) Dr. José Zamprogna nas reuniões-almoço dos tempos áureos da Fiergs na Leonardo Truda. Talvez acabem se constituindo em protetorados de outros países de ponta, pois sequer soberania eles terão condições de preservar. Com certeza, o mundo vai mudar - e muito - e certamente não haverá espaço para micro-nações. Por isso, é até compreensível que os uruguaios estejam fazendo toda esta festa de agora, pois, no futuro, talvez não tenham muito o que comemorar.
Em tempo: em um número da revista Seleções, que eu lia emprestadas do pai comunista de um colega de Ginásio, isso lá por pelos anos1960, os americanos já escreviam preocupados com a farra de gastos do governo uruguaio com pensões para funcionários públicos. E previam que o país quebraria, como acabou quebrando. (Lauro Dieckmann)
Ex- filho do presidente do Estrela FC busca na Justiça
a reintegração de posse das atas do clube.
EXCLUSIVO!!!!
Luiz Roque Schwertner, filho de Aloisio Schwertner,está buscando na Justiça a reintegração de posse das atas que ele havia emprestado a diretores do clube.
Eis a ação que ele protocolou junto ao poder judiciário de Estrela. A outra parte tem o mesmo espaço neste site se quiser.(o editor)
EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUÍZA DE DIREITO DA MM VARA CÍVEL DA COMARCA DE ESTRELA-RS
“ Ninguém mais que meu pai entende o valor dos documentos históricos da cidade de Estrela, preservando, com paciência, cuidado e habilidade, uma série de raridades – que só não estão em outro lugar por falta de um espaço destinado exclusivamente a esse fim. Muitos pesquisadores, de várias localidades (do municípios, da região, do Vale do Taquari, da capital e Região Metropolitana), reconhecem o valor desse trabalho quase caseiro de meu pai, de arquivar cuidadosamente cada peça rara, transformado, como diria o filósofo francês Michel Foucault, “documentos em monumentos”. Não é em nome próprio que meu pai o faz; não é por pura vaidade ou capricho que investe uma quantidade enorme de tempo, espaço, dedicação e carinho em tal atividade. É, sim, em nome daquilo que tanto almeja e com o que sempre se preocupou: a preservação da história do município de Estrela.”
LUIZ ROQUE SCHWERTNER, brasileiro, casado, empresário, inscrito no CPF sob o nº 009.012.020-53, residente e domiciliado na Rua Pércio Freitas, nº 334, Centro, na cidade de Estrela/RS, por seu procurador ao final firmado, conforme instrumento de mandato em anexo , vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor a presente ..........................................
AÇÃO REINTEGRAÇÃO DE POSSE c/c PEDIDO DE LIMINAR a:
NARDIR ROSEMUNDO STEFFENS, brasileiro, casado, funcionário público, com endereço profissional na Rua Ernesto Alves, nº 597, 2º andar, Secretaria Municipal do Esporte e Lazer, na cidade de Estrela/RS e ESTRELA FUTEBOL CLUBE, que deverá ser citada na pessoa do presidente ADRIANO SCHEEREN, com endereço profissional NA BRASILATA - Rodovia BR 386 km 350 – Estrela-RS, face ao que segue expondo e requerendo:
1.- Conforme define a documentação em anexo, o AUTOR emprestou ao REQUERIDO em meados do mês de março de 2009 o LIVRO DE ATAS DO ESTRELA FUTEBOL CLUBE DOS ANOS DE 1931 A 1960 e o ESTATUTO DOS ANOS 40 do antigo Clube, a pedido daquele para consulta, sob promessa de imediata devolução.
2.- Todavia, até a presente data, o REQUERIDO não restituiu os documentos e se nega a restituí-los, em que pese diversos contatos pessoais frustrados, conforme se depreende dos e-mails em anexo datados de 19 e 24 de novembro último.
3.- O antigo Estrela Futebol Clube foi extinto na década de 80 em razão da inatividade, vindo a assumir posteriormente a administração da entidade o SER ESTRELA e, tendo em vista que a entidade não possuía sede, como não possui até o momento, os Livros de Ata e o Estatuto foram guardados pelo pai do AUTOR, um dos fundadores do mesmo e quem dá nome ao Estádio Municipal Aloysio Valentin Schwertner, dada a participação e dedicação deste ao Clube, conforme se depreende da justificativa do Projeto de Lei nº 01/92 que segue anexo.
4.- Toda a documentação, após o falecimento do Sr. Aloysio Valentin Schwertner ficaram sob a guarda e cuidado do AUTOR, conforme reconhecido nos documento em anexo. Registre-se, por oportuno, que todos os demais documentos do antigo Clube, títulos e troféus foram extraviados, inclusive alguns pela Administração Municipal, em especial pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer , que cedia o espaço à entidade, conforme se depreende das publicações na imprensa local em anexo.
5.- Mister referir ainda que o Estrela Futebol Clube era uma associação não regularizada e, diante do cuidado do AUTOR na guarda dos documentos emprestados ao primeiro REQUERIDO, é que foi possível sua regularização com a devida inscrição no CNPJ, o que se deu no final do ano que passou, motivo pelo qual tais documentos só se prestam a partir de então para a preservação da história do Clube, somados aos demais documentos conservados pelo AUTOR em seu acervo particular.
6.- Diante da conduta do REQUERIDO, não restou ao AUTOR outra alternativa que não fosse a Notificação Extrajudicial, realizada através da Serventia Registral e Notarial de Estrela, recebida em 07 de janeiro de 2010, conforme documentação anexa.
7.- O REQUERIDO contra-notificou o AUTOR alegando, sinteticamente, que não recebeu o Estatuto do antigo Clube e que o consultou diretamente na Serventia Registral das Pessoas Jurídicas e Títulos e Documentos desta cidade. Quanto ao Livro de Atas, confessa ter pedido ao AUTOR emprestado para regularização dos registros e do CNPJ da entidade, com a qual permanece até os dias de hoje.
8.- Informa que através de decisão tomada pelos Conselheiros e pela Diretoria do Estrela Futebol Clube em Assembléia, resolveu-se regularizar o registro da entidade, com a atualização do Estatuto e das Atas de Eleições de Diretorias, motivo pelo qual o Livro de Atas está em poder da Diretoria do Clube, local em que entendem os REQUERIDOS que deve permanecer, motivo pelo qual não os restituiu ao AUTOR, pessoa a quem pediu emprestado.
9.- Todavia, razão não assiste ao REQUERIDO, que apropriou-se indevidamente dos documentos emprestados pelo AUTOR, que o fez de boa-fé na certeza de vê-los restituídos.
10.- Conforme informado na Notificação Extrajudicial, os documentos que o REQUERIDO efetivamente pediu emprestado ao AUTOR foram o Livro de Atas do Estrela Futebol Clube dos Anos 1931 e 1960 e o Estatuto dos anos de 1940, este que não está disponível da Serventia Registral e Notarial de Estrela/ RS, motivo que deve ter gerado a confusão ao afirmar o REQUERIDO que não fora do AUTOR o empréstimo.
11.- Ainda, tomou conhecimento o AUTOR da Ata nº 03/2009 de Reunião do Estrela Futebol Clube, misteriosamente “largada” sobre o balcão da Empresa da qual é proprietário, em que confessa expressamente o REQUERIDO que pediu emprestado ao AUTOR o Livro de Atas, que estava sob sua guarda e cuidado. A cópia da referida ata segue em anexo, cujo trecho segue transcrito:
...
Outro assunto colocado em pauta foi o destino do livro Ata original de fundação do Estrela Futebol Clube o qual data de 1931, ano de sua fundação, tendo seus registros em meados dos anos de 1972. O mesmo encontrava-se sobre a guarda do Sr. Roque Schwertner tendo este cuidado com muito zelo do mesmo. O referido senhor pediu que o livro Ata retornasse ao seu domínio, sendo colocado em votação o seu destino. Por unanimidade, foi resolvido o seguinte: devido ao valor histórico que o documento possui e por se tratar de um livro pertencente a uma entidade e não a uma pessoa, o mesmo deve ficar sob a guarda da diretoria atual do Estrela Futebol Clube, e posteriormente, aos próximos eleitos e assim sucessivamente.
...
12.- Tal decisão veio tomada sem oportunizar ao AUTOR, quem estava reconhecidamente na posse dos documentos desde a fundação da entidade, a ampla defesa e o contraditório. Sendo assim, certamente parte dos signatários da ata desconhecem a atitude criminosa tomada pelo primeiro REQUERIDO ao apropriar-se dos documentos pedidos em empréstimo ao AUTOR, o que certamente conduziria a uma decisão diversa da que foi tomada por homens de bem.
13.- Ora, os referidos documentos estão na posse e guarda do AUTOR há aproximadamente 70 (setenta) anos, sendo-lhes transmitido por seu falecido pai, Sr. Aloysio Valentin Schwertner, um dos fundadores do Clube, agora subtraídos de forma traiçoeira sob a falsa promessa de restituição pelo primeiro REQUERIDO.
14.- Registre-se, por oportuno, que o AUTOR é empresário nesta cidade e conhecido por seu arquivo histórico, tanto físico quanto intelectual e pelo gosto que tem pelos documentos históricos, raridades preservadas com cuidado e habilidade, motivo pelo qual seguidamente é procurado por historiadores, jornalistas e curiosos que consultam o seu acervo.
15.- Conforme Declarações anexas, o próprio Livro de Atas, objeto da presente demanda foi emprestado para consulta a jornalistas e historiadores, que reconhecem que os documentos sempre estiveram na posse da família do AUTOR, que os arquiva com cuidado e zelo.
16.- O AUTOR, além de ter os documentos sorrateiramente surrupiados pelo primeiro REQUERIDO, teve prejuízos de ordem material, representados pelas despesas de emolumentos com a Notificação, no valor de R$ 115,80 (cento e quinze reais e oitenta centavos), conforme Nota de Emolumentos em anexo, além de honorários contratuais para o ingresso da presente demanda.
17.- Registre-se que a discussão travada nesta demanda se tornou pública, conforme se verifica das matérias veiculadas na imprensa municipal, o que possibilita a MM Julgadora a acurada análise do caso.
18.- As possibilidades de composição amigável das partes, ante o comportamento do REQUERIDO, que negam o cumprimento de suas obrigações, restaram totalmente frustradas, não restando ao AUTOR outra alternativa que não a de propor a presente medida judicial para ver respeitados os seus direitos e a legislação vigente.
19.- Dispõe o CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO, em seu artigo 1.210, que:
"Art. 1210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.." (gf.)
20.- O CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, por sua vez, em seu artigo 926, estabelece que:
"Art. 926. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado no de esbulho."
21.- E, no art. 927 determina os requisitos necessários para a concessão da medida, devidamente comprovados na presente demanda:
“Art. 927. Incumbe ao AUTOR provar:
I – a sua posse;
II – a turbação ou o esbulho praticado pelo réu;
III – a data da turbação ou esbulho;
IV – a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção; a perda da posse, na ação de reintegração.
22.- Quanto à concessão de liminar, por outro lado, temos previsão constante do artigo 928, do CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, nos seguintes termos:
"Art. 928. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandato liminar de manutenção ou de reintegração; no caso contrário, determinar que o autor justifique o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada."
23.- No caso presente, consoante examinado acima, estão presentes todos os requisitos necessários ao deferimento de liminar de reintegração de posse ao AUTOR dos documentos objetos da presente demanda - o LIVRO DE ATAS DO ESTRELA FUTEBOL CLUBE DOS ANOS DE 1931 A 1960 e o ESTATUTO DOS ANOS 40 do antigo Clube -, até porque permaneceram por 70 (setenta) anos na posse de sua família, a maior interessada e mantê-los conservados, ao contrário do REQUERIDO, que parece ter interesse somente especulativo.
24.- A jurisprudência do Tribunal Gaúcho vem a corroborar o entendimento do AUTOR, definindo a necessidade de preenchimento dos requisitos do art. 927 do CPC, bem como a constituição em mora do devedor, devidamente notificado, o que restou perfeitamente demonstrado:
“JULGAMENTO DA LIDE NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA, MESMO COM A INDICACAO DE PROVAS A SEREM PRODUZIDAS. ACAO REINTEGRATORIA PROCEDENTE. E CABIVEL ACAO REINTEGRATORIA CONTRA O CONTABILISTA QUE RETEM OS DOCUMENTOS CONTABEIS DE EMPRESA, CONDICIONANDO A DEVOLUCAO AO PAGAMENTO DE HONORARIOS. NAO CONSTITUI CERCEAMENTO A DEFESA O JULGAMENTO DA LIDE NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA, AINDA QUE HAJA PEDIDO DE PRODUCAO DE PROVAS, DESDE QUE O JUIZ DA CAUSA DISPONHA NOS AUTOS DE ELEMENTOS PARA FIRMAR O CONVENCIMENTO. (Apelação Cível Nº 598333581, Décima Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Laís Rogéria Alves Barbosa, Julgado em 01/10/1998)”
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. CONCESSÃO DA LIMINAR NA FORMA DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. POSSIBILIDADE. Concessão da reintegração de posse, na forma de antecipação de tutela, é medida excepcional, cabível quando não demonstrada a idade da posse exercida pelo réu, devendo estar presentes os requisitos do artigo 273, inciso I, do CPC. Na espécie, verossimilhança que se faz presente, pois a prova existente nos autos é inequívoca ao apontar que o recorrente está ocupando o bem de forma ilícita, ou seja, sem justo título. Risco de dano irreparável ou de difícil reparação que resta preenchido, pois a ocupação do imóvel gerou débitos vultosos à autora. Mantida a decisão que indeferiu o pedido de suspensão do mandado de reintegração de posse. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO. UNÂNIME. (Agravo de Instrumento Nº 70028743425, Décima Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nelson José Gonzaga, Julgado em 20/08/2009)”
“APELAÇÃO CÍVEL. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. REQUISITOS PREENCHIDOS. POSSE LEGÍTIMA. COMPROVAÇÃO DO ESBULHO. ABANDONO DO IMÓVEL NÃO CARACTERIZADO. Configurados os requisitos da posse anterior e do esbulho, previstos no art. 927 do CPC, impositiva a tutela possessória. Alegação de abandono do imóvel não comprovada. Saída do imóvel, temporariamente, não induz abandono, passível de nova ocupação. Ausência de comprovação de realização de melhorias no imóvel. Mantida a sentença de procedência da reintegratória. NEGARAM PROVIMENTO. UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70022522742, Décima Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Cláudio Augusto Rosa Lopes Nunes, Julgado em 06/08/2009)”
“EMBARGOS INFRINGENTES. POSSE (BENS IMÓVEIS). AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. REQUISITOS DO ART. 927 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL COMPROVADOS. ESBULHO POSSESSÓRIO CONFESSADO. O deferimento do pedido de reintegração de posse requer o preenchimento dos requisitos dispostos no art. 927 do Código de Processo Civil. Situação concreta que evidencia o atendimento aos requisitos legais, uma vez que restou comprovada a posse anterior dos autores, exercida exclusivamente e antes da ocupação pelo demandado. Impossibilidade de o réu retomar o bem ¿manu militare¿, ainda que eventualmente tenha, em seu favor, direito de propriedade sobre o imóvel. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO. MAIORIA. (Embargos Infringentes Nº 70028158418, Nono Grupo de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Pedro Celso Dal Pra, Julgado em 17/04/2009)”
“ACAO DE REINTEGRACAO DE POSSE CUMULADA COM PEDIDO DE PERDAS E DANOS. COMPROVADO O ESBULHO POSSESSORIO PERPETRADO PELO R., PROCEDE A ACAO INTERDITAL AJUIZADA. ADEMAIS, O OFENSOR DA POSSE DEVE INDENIZAR AS PERDAS E DANOS SOFRIDAS PELO POSSUIDOR DURANTE O PERIODO EM QUE ESTE ESTEVE PRIVADO DO BEM, MORMENTE TRATANDO-SE DE ESBULHO SOBRE VEICULO. APELO IMPROVIDO. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 598265718, DÉCIMA QUARTA CÂMARA CÍVEL, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS, RELATOR: AYMORÉ ROQUE POTTES DE MELLO, JULGADO EM 25/03/1999).”
25.- Os elementos necessários ao deferimento da liminar de reintegração de posse, ao final postulada, já acompanham a presente petição, sendo que pretende o AUTOR, ainda, produzir outras provas no curso da presente demanda.
Assim, deverá vir deferido ao mesmo a produção de todos os meios de prova em direito admitidos, assim o pericial, documental ou testemunhal, bem como depoimento pessoal dos REQUERIDOS, sob pena de confissão.
FACE AO EXPOSTO, requer-se a este MM. Julgador digne-se a:
a) deferir, liminarmente, inaudita altera pars, a reintegração ao AUTOR do LIVRO DE ATAS DO ESTRELA FUTEBOL CLUBE DOS ANOS DE 1931 A 1960 e o ESTATUTO DOS ANOS 40 do antigo Clube;
b) entendendo necessário, designar audiência de justificação;
c) efetivada a liminar em questão, determinar a citação dos REQUERIDOS no endereço supra indicado para contestarem, querendo, no prazo legal, a presente demanda, apresentando a defesa que tiverem, sob pena de revelia:
d) ao final, julgar a presente demanda integralmente procedente, isto para tornar definitiva a reintegração de posse liminarmente concedida;
e) face à procedência da presente demanda, condenar os REQUERIDOS no pagamento dos ônus da sucumbência cabíveis na espécie, assim custas processuais e extras, honorários advocatícios, a serem arbitrados por este MM. Julgador, bem como demais cominações legais cabíveis na espécie;
f) deferir ao AUTOR a produção de todos os meios de prova em direito admitidos, assim o pericial, documental ou testemunhal, bem como depoimento pessoal dos REQUERIDOS, sob pena de confissão;
Atribui-se à causa o valor de alçada R$ 1.024,00.
T. em que
P. e E. Deferimento
Estrela (RS), 09 de fevereiro de 2010.
p.p. Ricardo Miers
OAB/RS 52.403
p.p. Mirela F. Pedotte Miers
OAB/RS 63.516
Artigo publicado no jornal O Informativo do Vale no dia 21/12/09 no OPINIÃO pela Psicóloga e Doutoranda em Educação (UFRGS) filha de Luiz Roque Schwertner, Suzana Feldens Schwertner.
Procuração por Instrumento Particular – Doc. 01
Registre-se que o atual Secretário do Esporte e Lazer do Município é o primeiro REQUERIDO.
Memórias....
As " repúblicas " de estudantes em
Porto Alegre
O professor Darcy Lusatto, em seu livro Ostregheta semo drio deventar vèci! ( mais ou menos, Poxo vida, estamos ficando velhos...)
narra o ambiente de algumas pensões,ou repúblicas de estudantes em Porto Alegre, nos anos 60...
Eis um capítulo:
A República da Independência 1.100
Num subsolo, quase uma catacumba, fomos parar Albino, Polaco e eu.Alguns meses depois o Polaco se mandou e Albino e eu, mudamo-nos de quarto.
Fomos nos instalar em outra peça, no primeiro andar da mesma pensão, juntamente com o Bambin, Eugílio Geremia e Jocimar Poiana Tedesco.
Nosso quarto era enorme, um verdadeiro salão, exatamente sobre a avenida, de cuja sacada tínhamos uma excelente vista da cidade. Com os roupeiros montamos uma divisão, logo na entrada da peça, criando assim um outro ambiente, uma sala de estar. Ali jogávamos baralho - trissete e quatrilho - aos sábados à tarde.
Às vezes a jogatina se estendia até a manhã de domingo!
Para manter-nos inteiros e sem dormir, comíamos. Comíamos linguiça frita, fortaia, pão e vinho, naturalmente!
Como nessas noitadas éramos sempre 5 ou 6, enquanto 4 jogavam os " regra três" se encarregavam da alimentação.
Nesta pensão permanecemos aproximadamente um ano e, então, resolvemos alugar algo - apartamento ou casa -
para montar a nossa própria república, independente, sem patrões.
Falcatruas serafinenses....
1) Fizeram seguro de vida do pai. Mandaram o velho passar em Santa Catarina na casa de parentes. Simularam a morte e o enterro. Descobriram tudo. Ao abrirem o caixão encontraram um monte de pedras....
2) Havia um colono que pintava os porcos de branco para dizer que eram da raça LANDRACE. Nas negociatas com os colonos fazia os coitados dos colonos assinarem uma promissória dizendo ser o recbido do negócio.
Brizoletas
Por Bernardo Camara

Camufladas pela vegetação dos pampas gaúchos, mais de mil escolas de maderia espalham-se pelo interior do Rio Grande do Sul. Padronizadas em sua arquitetura simples, quase rústica, elas são conhecidas por Brizoletas, em referência a Leonel Brizola(1922/2004).
Foi ele quem mandou erguê-las durante seu mandato como governador, entre 1959 e 1963. Sua intenção era varrer o analfabetismo no estado. Hoje, a maioria das construções ainda está de pé.Mas muitas estão prestes a desabar.
Foi circulando pelas estradas da região que a jornalista Francis Maia deparou-se com uma das Brizoletas, num trecho da BR-116. Espantou-se com o estado de abandono e parou o carro para fotografar." Ela estava escondida no meio de um capinzal, em estado precário", conta.
" Só não cheguei mais perto porque fiquei com medo de que tivesse cobra por ali".
Segundo Francis, ainda é comum avistar as escolas pelas bandas rurais do estado. Ela diz que viu casos ainda piores. " Tem algumas já desmontadas, completamente abandonadas. Parecem um amontoado de madeira", denuncia.
Mas em alguns municípios há escolas que se salvam. Certas prefeituras tocam projetos para aproveitarem pelo menos a estrutura das Brizoletas.
" Ainda que elas sejam pequenas e modestas,em alguns municípios existem projetos de transformá-las em museu ou espaço cultural", diz Francis, reivindicando mais atenção a esses patrimônios. " As escolas foram projetadas para que nenhum rincão ficasse sem um local de estudo para as crianças. Merecem uma recuperação".
A Avani X Luiz Carlos Prestes....
Conversando com a colega Avani Stein sobre o líder comunista Luiz Carlos Prestes, ela me contou que uma vez em São Paulo foi fazer uma foto do chamado " Cavaleiro da Esperança" que era uma pessoa muito simples.
Luiz Carlos Prestes ia ter um encontro com Fernando Henrique Cardoso(FHC), Severo Gomes,Aldo Lins e Silva....
- Eu cheguei lá e o último a entrar no local onde iriam se reunir foi o Prestes. Eu que tinha que fazer a foto disse a ele, em forma de ordem:
TOMA A DIANTEIRA QUE EU CUIDA DA RETAGUARDA!!!!
Avani até hoje acha graça da " ordem" que ela deu ao líder comunista. E contou:
- Ele se virou pra mim, não riu, mas também não reclamou de nada. Ficou surpreso com minha observação.
No dia 7/3/2010 completam-se 20 anos da morte do líder comunista!

Luiz Carlos Prestes, ausência de 20 anos.
Ainda a polêmica da
" remissão" de Vinicius de Morais pelo Itamaraty...
Confesso que gostei deste assunto...Não sei porque a chamada grande mídia não o está explorando. Vai ver que é porque ninguém mais sabe nada do poetinha....
Recebo do Sérgio Ross, que foi quem levantou esta lebre, uma carta sobre o meu tópico, em que digo que o Itamaraty querer agora transformar o Vinicius de Morais num " san to homem" também é dose....
" Olides
O que o Itamaraty está fazendo não é transformar em um santo o Vinicius. Todo mundo de lá continua achando que ele sempre foi um grrande beberão, ou melhor um grande boêmio.
Agora puni-lo com a expulsão da diplomacia sem mais nem menos é muita sacanagem da " Redentora".
Por Sérgio Ross
Memória
No próximo dia 07/03 completam-se 20 anos da morte do " Cavaleiro da Esperança"- a alcunha de Luiz Carlos Prestes vem de um livro escrito por Jorge Amado, com este título - que está enterrado no Rio de Janeiro.
( Do livro de Maria Prestes Meu Companheiro
40 anos ao lado de Luiz Carlos Prestes, da editora Rocco,RJ,1992)
Reencontros
" Em 1958 foi revogada a prisão preventiva contra o Velho ( ela o trata pelo apelido carinhoso que Prestes tinha entre os companheiros )que já durava 10 anos. Em seguida ele foi absolvido num processo criminal que se movia paralelamente. Nos aspectos formais a perseguição tinha acabado. Mas era difícil acreditar que ele poderia voltar a ser um cidadão em pleno gozo dos direitos civis e políticos. Apesar de os jornais e revistas darem grande destaque para o ato do juiz José Epaminondas Monjardim Filho, nós entendíamos que todo esquema clandestino deveria continuar existindo.
E Maria Prestes prossegue um pouco mais adiante narrando, do seu jeito simples, o primeiro encontro de Prestes com sua filha Anita Leocádia( hoje pesquisadora residindo no Rio de Janeiro e filiada ao PDT).
- Existe uma descrição do primeiro encontro do Velho com a sua filha Anita e as irmãs( Prestes não teve irmãos, apenas quatro irmãs).
Apesar de este texto ser amplamente conhecido, porque foi publicado na revista O Cruzeiro no dia 29d e março de 1958, gostaria de transcrevê-lo, é um bom relato feito pelo repórter Mário de Moraes e pela escritora Jurema Finanour. Para mim foi muito emocionante ler essas linhas. Sabia o quanto significava para o Velho a retomada dos laços afetivos.
A Anita e a Lígia tinham acabado de voltar de Moscou, onde a filha mais velho do secretário geral do PCB tinha feito too o curso secundário
- Existe uma descrição do primeiro encontro do Velho com a sua filha Anita e as irmãs. Apesar de este texto ser amplamente conhecido, porque foi publicado na revista O CRUZEIRO no dia 29 de março de 1958, gostaria de transcrevê-lo, é umbom relato feito pelo repórter Mário de Moraes e pela escritora Jurema Finanour. Para mim foi muito emocionante ler essas linhas. Sabia o quanto significava para o Velho a retomada dos laços afetivos. A Anita e a Lígia tinham acabado de voltar de Moscou, onde a filha mais velha do secretário geral do PCB tinha feito o curso secundário:
" Estávamos numa ampla sala, modernamente decorada. Num sofá, Anita Leocádia e Lígia Prestes,filha e irmã de luiz Carlos Prestes. Ao nosso lado,conversando animadamente, Clotilde, outra irmã do secretário geral do extinto Partido Comunista Brasileiro ( PCB oficialmente extinto estava na clandestinidade), não consegue esconder sua ansiedade. Esperava-se a qualquer momento a chegada de Luiz Carlos Prestes . Ele marcara aquele encontro. Durante dez anos havia esperado pacientemente por aquele instante.Chegavam ao seu conhecimento as notícias mais contraditórias a respeito do irmão e do pai. Nem mesmo quando Anita , de volta da Rússia, chegara ao Brasil( no início de 1958) fora possível aquela união. Luiz Carlos Prestes, ameaçado com um pedido de prisão preventiva, não poderia arriscar-se. Depois, viera a decisão do juiz Monjardim revogando a ordem e permitino a Prestes defender-se em liberdade. E aquele era o dia seguinte à publicação da notícia nos jornais.De quando em quando um dos presentes vai à janela e espia a rua.
O carro que trará o líder, porém, não aparece. Nós nos sentimos como intrusos naquele encontro familiar,tão ansiosamente esperado e par ao qual não havíamos sido convidados. O barrulho de umc arro atrai a atenção de todos. Era Prestes que chegava. Agora,iríamos dissipar várias dúvidas. Como estaria ele? Sofrera muito na sua aparência ? Estaria o Velho acabado? Faltava pouco para saber. Luiz Carlos Prestes aparece com um sorriso. este um traje de palha-de-seda,cor cinza, com gravata da mesma cor. A pessoa que se para ele é Anita. Prestes a abraça em silêncio. Com um tapinha carinhoso em seus cabelos, procura disfarçar a emoção.
- Ué, você chorando? Devemos estar todos alegres. Não mudei muito, não é? - pergunta a Clotilde, que também se aproxima para abraçá-lo.
- Diziam que você estava careca -
arrisca alguém.
- Vai ver que foi por isso que não m encontraram - disse sorrindo.
A conversa muda de rumo. Anita já resolveu o primeiro passo de sua vida estudantil. Vai fazer exame de adaptação na faculdade de filosofia. As matérias são português, geografia e história. - E depois?
É Preste quem responde, tomando carinhosamente nas suas a mão da filha:
- Vamos pensar todos juntos.Discutir - e acrescenta - ela vai fazer o curso prático comigo, não é melhor?
- Um curso de ....?
- .... de brasileirismo. Vamos de jipe até Brasília e depois para o Araguaia. Correremos oBrasil, conhecendo de perto os nossos problemas.
Todos se candidataram a uma tão fascinante aventura. Mas parece que ele só quer a companhia da filha. Anita sorri satisfeita.
- Não precisa de um chofer? - arriscamos.
Ele responde rápido.
- Não. Seremos só nos dois...."
Onde achar o Laurinho e a Rosinha em Torres?
Agora descobri, eles ficam na Prainha. É que o local é gramado e o Laurinho nem suja as havaianas de areia. E, via de consequencia, não leva areia para dentro do carro. Espertinho, ele. O Laurinho contou que, este ano, comprou um guarda-sol de pano (que é o que protege mesmo da radiação ultra-violeta) com dois metros de diâmetro e e fica lá na sombrinha, curtindo a vista para o mar e fazendo as fotos que manda para o saite.
Laurinho,agora
implica com a Coletiva Net....
Sobre o Coletiva.Net e o DeOlhos fazendo escola
O Lauro mandou comentário dizendo que acha que os os textos da Coletiva são chatos porque são releases, ou baseados em releases. Ou seja, têm de ser comportados para não descontentar os clientes.
Ele também conta que quem, de vez em quando, costuma ler o saite da Coletiva é a esposa dele, a Rosa, para ver o que fazem ou por onde andam antigos colegas.
Já o Lauro disse que andou lendo um ou dois perfis desses e parou, pois achou muito deprimente o destino, a situação atual, de muito dos ali retratados.
Olides, me esclarece uma coisa: depois que os uruguaios se redemocratizaram, por informações que foram até publicadas nos jornais daqui (do Brazil), a Pátria Oriental virou uma 'lavanderia'. Naquela nossa época de hiperinflação, o nosso ouro ia todo para lá. Lembras como havia malandros no centro de Porto Alegre portando cavaletes com endereços de 'compro ouro'? Lembras como roubavam jóias, correntes, brincos etc das mulheres que caminhavam ali pelo centro de P.Alegre? Como assaltavam apartamentos e casas, a três por dois, para roubarem jóias e ouro. Pois é, era tudo derretido naquelas oficinas de ourives instaladas às pressas em velhos efícios do centro da cidade. E o ouro derretido ia... para o Uruguai. Está tudo nos jornais da época. Houve até um fato curiodo. Aconteceu um acidente naquela estrada que liga Rio Grande com o Chui. Quando os policiais rodoviários foram socorrer as vítimas - o carro tinha caído num banhado -, descobriram que eles usavam , sob os casacos e jaquetas, uns coletinhos de pano cheios de bolsinhos onde colocavam as barras de ouro. E os presos não se fizeram de rogados para dizer de quem era o ouro: do Najun Turner, um doleiro que operava no Uruguai. Podes irlá na coleção do Correio do Povo que tem essa matéria. Este mesmo Najun Turner foi quem possibilitou montar aquela farsa da operação com supostas sobras de campanha que o Collor usou para explicar as falcatruas do finado PC Farias (ou vice-versa). Mas, enfim, está tudo nos jornais e revistas da época, como eu já disse anteriormente. Pois bem, então, pelo que eu tinha referência, o Uruguai era isso: uma imensa 'lavanderia' de dinheiro mal-havido, de caixa-dois, de dinheiro a ser 'lavado', um 'paraíso fiscal'. Agora, vejo pelas matérias do deu saite que os Orientais querem, não mais apenas voltarem a serem a 'Suíça da América Latina', título de que eles se jactavam anos atrás (e a Suíça, ó, hoje em dia está pais suja que p au de galinheiro com esse negócio de lavagem de dinheiro), mas ser uma verdadeira Londres latino-americana, já que Londres é o centro financeiro mundial (avisa para os teus espertinhos acessadores que Nova Iorque é o centro mundial bursátil, para usar uma expressão da Ana Amélia, não confundir com Londres, que é centro financeiro). Ao fim e ao cabo, o que quero dizer é que naum estou entendendo muito bem essa miraculosa reversão de expectativas dos 'orientales', este 'milagro' financeiro. Porque, pelo teor das matérias que publicaste, me parece que é tudo só conversa fiada, puro oba-oba, não vejo nada de concreto no sentido de moralizar as coisas. Ou será que a 'lavanderia' de sempre, mas, agora, que será gerida por um 'tupamaro', passará a cheirar melhor? É a dúvida de um velho editor de economia curtindo o ócio com dignidade.
Lauro Dieckmann
O tempo não foi dos melhores neste feriadão de Carnaval. Mesmo assim, serviu para dar uma aliviada na temperatura que andava muito alta. A previsão é de que, a partir desta quarta-feira o clima fique novamente firme. Vamos ficar por aqui, aguardando. Previsão de retorno é para segunda-feira. Com a chuva, apareceram bastantes sapinhos e rãzinhas para a gatinha Daiane se divertir e para eu manter alguns diálogos com elas. Se bem que eu prefiro falar com os cachorrinhos. E eles me entendem (e entendem melhor do que muito tosco que anda por aí...hehehe).
Lauro Dieckmann, texto e fotos, de Passo de Torres.

Mas o tempo estava ameacador
Contra-luz de um pescador no Mamputuba

Um trecho bem iluminado do Braco-Morto do Mampituba
Rua de Torres, emoldurada pelas folhas, em dia chuvoso
Praia na Terca-feira Gorda
Dos esgotos de Montevidéu ao Vip Conrad: o ex-guerrilheiro que atrai empresários
por Ariel Palacios,


Mujica, nos tempos em que era um guerrilheiro (na foto da esquerda) e quando havia sido preso e torturado pela Ditadura Militar uruguaia (na foto da direita). Hoje é presidente eleito da República e tomará posse dia 1 de março. Há 40 anos se esgueirava pelos esgotos de Montevidéu para escapar das forças armadas. Nesta quarta-feira, reuniu-se com a nata do empresariado uruguaio e argentino, além de empresários americanos, europeus, asiáticos e brasileiros, no Hotel Conrad, o lugar VIP da elitista Punta del Este.
Aliás, V.I.P., isto é, o acrônimo de Very Important Person, na verdade tem sua origem não nos EUA ou Inglaterra, mas na Rússia dos tzares Romanov, onde existiam salões para os ВИП, isto é, os весьма именитая персона ("vesima imenitaya persona"), isto é, as pessoas muito importantes. A expressão ficou comum no ocidente a partir dos anos 40.

“Pode vir para cá investir. Aqui não vão te desapropriar nem te carregarão as costas com impostos, nem confiscarão teu dinheiro”. Essa promessa, ouvida por 1.500 empresários no V.I.P. Hotel Conrad, na elitista Punta del Este, Uruguai, não foi pronunciada por um expoente do neoliberalismo, mas sim, pelo ex-guerrilheiro tupamaro e floricultor José Mujica, presidente eleito do Uruguai, de esquerda, que tomará posse no dia 1 de março.
O almoço de Mujica com os empresários realizado nesta quarta-feira no Conrad teria sido uma imagem considerada “delirante” há exatamente 40 anos. Na época Mujica vivia na clandestinidade, assaltando bancos para financiar a guerrilha do Movimento Tupamaros, que pretendia tomar o poder para implantar uma sociedade socialista.
No entanto, quatro décadas depois do período em que Mujica se esgueirava pelos esgotos de Montevidéu para fugir das tropas do Exército que o caçavam, o ex-guerrilheiro acena com “segurança das regras do jogo”, elemento que tornou-se escasso na região.
De quebra, a reunião foi em Punta del Este, balneário que há quatro décadas foi alvo da "Operação Verão Quente", um dos diversos ataques da guerrilha tupamara.
Além de empresários uruguaios ali estavam americanos, europeus, brasileiros e um contingente de 400 empresários argentinos, interessados no Uruguai, país que tornou-se um dos pontos mais “previsíveis” da região ao longo dos últimos anos.

Mujica afirma que não recorrerá a soluções 'mágicas', tal como o mago Mandrake, que era hábil em criar ilusões com a hipnose. Na ilustração, Mandrake faz uma mocinha levitar. "Mandrake the Magician", a tirinha, foi criada por Lee Falk (autor de 'The Phantom') y Phil Davis en 1934.
MANDRAKE E A GALINHA
“Estamos pedindo que apostem no Uruguai. Não estamos dizendo isso de forma desinteressada. Ao contrário! Estamos profundamente interessados! Não somos o Mandrake...não somos ricos”, ilustrou Mujica, de 74 anos, com sua folclórica ironia.
“Quanto mais aumentam os investimentos, mais aumenta a arrecadação tributária para os grandes investimentos sociais que queremos fazer”. Segundo Mujica, aumentar os impostos sobre a riqueza seria um ato kamikaze: “se fizermos isso, estamos fritos, pois estaríamos matando a galinha dos ovos de ouro”.
A galinha já está colocando ovos há um certo tempo no Uruguai, país onde o investimento externo cresceu de apenas US$ 200 milhões que foram colocados no país no ano 2000 para US$ 2 bilhões que desembarcaram em 2008.
No próprio dia da posse Mujica se reunirá com diretores da Tata Motors, o gigante automotivo da Índia, empresa que quer transformar o Uruguai em uma plataforma para seus produtos em toda a região.

Mujica faz questão de diferenciar-se de Kirchner e Chávez, aos quais trata como amigos. Mas, amigos, amigos, negócios à parte

O discurso de Mujica – que planeja juntar prosperidade econômica com equidade social - foi interpretado como uma diferenciação expressiva de vários de seus colegas da região.
O trecho “Aqui não vão te desapropriar” foi encarado como uma clara alusão ao presidente Hugo Chávez da Venezuela, país onde atualmente investir constitui em um elevado risco.
Outro trecho, “nem te carregarão as costas com impostos” foi entendida como uma referência ao governo do casal Kirchner, na Argentina, que nos últimos anos aplicaram inéditos tributos para as exportações de diversos setores, especialmente o agrícola.
“Senhores empresários, estamos pedindo a vocês que apostem no Uruguai e joguem junto com o Uruguai. Não podemos gerar riquezas com decisões parlamentares. A riqueza é filha do circuito do trabalho”, disse o presidente eleito. Segundo Mujica, eleito no segundo turno em novembro, a característica mais negativa do Uruguai foi “a baixíssima taxa de investimentos”.
O presidente eleito também afirmou que “as regras serão claras e não vamos confiscar seu dinheiro”. Além disso, sustentou que investir no Uruguai “não é uma aposta no escuro”. E de quebra, afirmou que é o país onde “é mais fácil conviver”. E concluiu com um convite: “venham investir...mas também venham viver aqui!”

Mujica, de todos os presidentes sul-americanos no poder, foi o único selvagemente torturado e preso por longo período de tempo (possui sequelas no organismo decorrentes daquela época). Ele ficou na prisão durante 13 anos seguidos (e outro ano adicional antes dessa fase, mas conseguiu fugir para ficar uns meses em liberdade antes de ser novamente preso). É também o único presidente que participou de uma guerrilha de forma ativa.
Mujica esperava reunir não mais de 500 empresários no almoço. Mas, nas últimas semanas, os pedidos de lugares extras continuaram aparecendo em grande quantidade. Finalmente, 1.500 empresários – interessados em ver Mujica de perto e ouvir seus projetos – compareceram ao repasto no Conrad.
Os mais de 400 empresários argentinos que participavam do evento (quase um terço do total) ovacionaram Mujica no final do discurso.
O empresário italiano Cristiano Ratazzi, presidente da Fiat Argentina, indicou que o Uruguai tem o desejo de “ter uma continuidade institucional e constitucional. Seguir uma linha, ao contrário da Argentina, que a cada dez anos joga fora tudo e vem alguém novo dizendo que tudo o que foi feito atrás foi um desastre, que eles são os criadores de um novo país, e que nessa função podem passar por cima da Constituição e dos contratos”.
O encontro ostentou o nome de “Os empresários no Projeto Nacional: desenvolvimento e redução da pobreza”.
Após o discurso, Mujica recebeu 150 propostas de investimento por parte dos empresários que participaram do almoço.
Além de Mujica, respaldando o evento também estiveram os líderes dos partidos da oposição, entre eles os ex-presidente Julio María Sanguinetti (do Partido Colorado) e Luis Alberto Lacalle (candidato derrotado na eleição contra Mujica, representante do Partido Nacional, também conhecido como “Blanco”).

Mujica e o presidente Tabaré Vázquez, que lhe passará o poder no dia 1 de março.
PRAGMÁTICO E VEGETARIANO IDEOLÓGICO
“Pragmático, mas sem perder o idealismo”, tal como ele me disse, definindo a si próprio, durante a campanha eleitoral no ano passado, Mujica comandará um governo composto por vários ex-guerrilheiros e socialistas. No entanto, seus sexagenários e septuagenários colegas, boa parte dos quais padeceram 13 anos de cárcere em condições infra-humanas e sob constantes torturas, consideram que é possível conviver com os mercados.
“Vegetariano ideológico” foi outra expressão usada por Mujica para explicar suas atuais posturas.
Nos últimos cinco anos, durante a administração do presidente Tabaré Vázquez, um socialista diet e médico oncologista, o PIB uruguaio cresceu 40% acumulado e a pobreza caiu de 32% para 22%. Os investimentos externos cresceram 68%.
Mujica foi ministro da Agropecuária durante o governo Vázquez. Outro ministro de Vázquez foi o vice de Mujica, o economista Danilo Astori, um socialista “market friendly”.
Além de ambicionar atrair mais os capitais estrangeiros, Mujica pretende manter o sigilo bancário (o grande sex appeal dos bancos do Uruguai) e fazer acordos comerciais com os Estados Unidos e a China.
De olho no gigante asiático, Mujica escolheu seu principal especialista no assunto, o embaixador do Uruguai em Pequim, Luis Almagro, e o transformou em seu chanceler.
CACHORRO E COLEIRA
Mujica recorre aos ditados populares uruguaios e afirma que seu futuro governo manterá o mesmo clima aberto aos investidores e a previsibilidade na política econômica que a administração Vázquez.
“Será o mesmo cachorro com a mesma coleira”, afirma Mujica, citando o provérbio popular do interior do Uruguai, para ilustrar que seu governo continuará com a política econômica de Vázquez.
Para demonstrar que o provérbio será levado à sério, Mujica também ressalta que seu vice, o economista Danilo Astori, é a pessoa que se ocupará das questões econômicas. Astori, em quatro dos cinco anos de governo Vázquez, foi o ministro da Economia. Além disso, Astori definiu a nova equipe econômica, que, em sua grande maioria está composta por moderados economistas de sua extrema confiança.
EX-GUERRILHEIRO E A PRINCESA
O repasto de Mujica com os empresários foi regado com vinho e champagne fornecido gratuitamente pela mais famosa aristocrata que reside no Uruguai, a princesa Laetita D’Arenberg, dona da Lapataia, fábrica que produz um supimpa doce de leite (aos visitantes do Uruguai sempre recomendo que experimentem o doce de leite Lapataia ou o Conaprole. Neste caso, o ‘Conaprole com creme’, dignos de ilustrar o verbete ‘Gula’ em uma enciclopédia).

Princesa da aristocracia europeia radicada no Uruguai foi uma das principais entusiastas da reunião de Mujica com empresários. D'Arenberg é a dona da Lapataia, uma das mais prestigiadas marcas de 'dulce de leche' no Cone Sul
Tomás Eloy Martínez, o ficcionista da História
por Ariel Palacios,

Tomás Eloy Martínez, autor de "Santa Evita" e "O voo da rainha", nos deixou neste domingo
Tomás Eloy Martínez, jornalista, escritor e ensaísta argentino, faleceu neste domingo aos 75 anos, após uma longa e persistente luta contra o câncer.
É triste quando alguém que a gente costumava entrevistar com certa frequência, falece. Mais ainda se era um intelectual brilhante. Muito mais ainda se era uma boa pessoa. Esse era o caso de Tomás Eloy, um cavalheiro. E além disso, bem-humorado.
Apesar de ser uma eminência no jornalismo, não era soberbo. Uma vez me ligou – a mim, um simples correspondente - para saber como caminhava e como falava uma sinistra figura (uma pessoa real que eu conhecia) que serviriam de base para um personagem de uma obra sua, uma ficção baseada em um fato real.
Busquei várias das entrevistas que fiz com ele, para colocar no blog neste dia cinzento em Buenos Aires. De todas as que olhei, achei que a mais adequada havia sido a primeira que fiz, em 1995.
Tomás Eloy foi na América Hispânica o que Norman Mailer e Truman Capote - pioneiros do Novo Jornalismo - foram nos EUA.
O peronismo foi a fonte de boa parte de seus relatos. A Nova Novela, prima-irmã da Nova História, seu instrumento.
Tomás Eloy Martínez colocou as biografias históricas na lista dos livros mais lidos na Argentina. Ele optou pela liberdade da literatura para colocar uma lente de aumento na História. “Há detalhes que antes nem considerávamos aptos para notas de rodapé!”, sustentava.
Com essa receita, seu livro “Santa Evita”, permaneceu durante longo tempo na lista dos mais vendidos. De forma novelesca, relatava nesse livro as aventuras do caixão que levava o corpo de Eva Perón.
Em “A Novela de Perón”, romanceou a vida do Ditador argentino. “As Memórias do General” é uma longa entrevista feita com Perón antes de seu retorno ao poder.
Com estas obras Martínez já teve sua cota de peronismo satisfeita: “Minha relação literária com o peronismo fica clausurada com este textos. Meu próximo livro é uma história de amor”, me disse nessa entrevista em 1995.
Aqui segue a entrevista:
Estado - Como podem conviver a História e a Ficção?
Martínez - A Ficção e a História escrevem-se para corrigir o porvir. As fronteiras que havia entre elas hoje são translúcidas. É o caso de “O queijo e os vermes”, de Carlos Guinzburg, do lado da História e “Uma História do mundo em dez capítulos e meio”, de Julian Barnes, do lado da Ficção. O gelo dos dados históricos se derrete com o sol da narração. A primeira narração que ouvi foi a da Independência Argentina, com sua proclamação na Praça de Mayo, em Buenos Aires, cheia de patriotas de fraque e sombrinhas. Não me disseram que a praça era um lamaçal, e que as sombrinhas eram raridades na época e que só havia meia dúzia de pessoas. A História, em geral é um pêndulo fatal, oscilando entre o branco e o preto, que não deixa lugar para os tons cinzas. Mas os cinzas existem, escondidos pelos ciúmes da História. Uma história de minha província relata a saga de uma mulher da alta sociedade, chamada Fortunata, que para salvar da vergonha o crânio de um herói, exposto em praça pública por um tirano, seduziu um guarda e assim pode roubar e esconder a caveira em sua casa para logo lhe dar uma cristã sepultura. A verdade era outra. Há anos descobri, fuçando a correspondência de sua irmã, que essa heroína do século passado ficou com a caveira e com ela brincava na cama, como se fosse uma boneca.
Estado - O que isso tem a ver com peronismo e ficção?
Martínez - O peronismo tem a ver com a forma de como nos contaram a História deste país. O passado e o público, sempre se entrelaçaram de uma forma difusa e profusa na História. Se os arquivos foram construídos por minorias letradas e os poderes ditatoriais, e se a História é uma série de exemplos que escamoteiam a verdade, como negar à novela su versão da História? Nossa realidade por si só é novelesca! Ela precisa ser narrada por elementos mais flexíveis, e complexos. Os documentos são percebidos como autênticos ou falsos dependendo do imaginário do país. Por isso os textos fantásticos de Borges...estão baseados em algo real: a sua enorme erudição. Temos que ver a História como cultura, não só como realidade. É o que a própria História faz com a Literatura.
Estado - De detalhe em detalhe o escritor enche o papo?
Martínez - (rindo) A Nouvelle Histoire se dedica aos personagens, colocando ênfase em detalhes, manias e matizes que antes nem haviam sido consideradas como aptas para notas de rodapé! Apropriando-se desses detalhes a Nova História lhes dá vida, e também a Nova Novela, dando cor aos detalhes, símbolos, mitos, desejos, que já estavam ali. O novelista da História sempre se esforçará por recuperar as mitologias da tradição à qual pertence. A ficção cria uma nova realidade e renova os mitos. Já não importa muito se o que foi, foi mesmo de verdade. A frase mais conhecida de Evita é “Voltarei e serei milhões”. Ela nunca a disse. Veja o perfume póstumo dessas palavras...E, apesar que essa frase foi desmentida, insiste em permanecer como legenda de suas fotos. Para as pessoas que adoram Evita, a frase é verdadeira.

Peripécias do corpo de Evita foram relatadas de forma saborosa em tom de thriller por TE Martínez em "Santa Evita"
Estado - O sr. é um jornalista pertencente ao mesma corrente, a do novo jornalismo, que formou Truman Capote, Gay Talese e Norman Mailer. Foram testemunhas da História. Como será o trabalho dos futuros historiadores quando analisem esta época, de indefinições ideológicas que vocês nunca viveram?
Martínez - Não será fácil contar o que acontece. Será angustiante narrar o desemprego, se alguma vez sairemos dele, narrar a pobreza, caso a deixemos, ou a corrupção, caso alguma vez nos livremos dela. Tenho a esperança de que a Argentina um dia construirá o destino de grandeza à qual estava prometida em 1910. mas as idas e voltas, os golpes militares, a fragilidade desta democracia fizeram com que as coisas escorressem como água. Espero que no futuro possam os jovens narrar estes anos de desesperança com esperança.
Estado - O peronismo é que suscita tantas novelas ou pode acontecer com qualquer tema?
Martínez - Com qualquer uma. Há maneiras novas de escrever a História. É rica em textos como o de Julian Barnes, autor de “O Papagaio de Flaubert”, é rica em qualquer texto que se proponha com seriedade, contar a História, desde a interioridade do personagem, tratar de desencavar que elementos a História oficial ocultou. No caso do peronismo é muito rico porque se escondeu muita coisa sobre o tema.
Estado - Até que ponto o escritor pode criar em cima dos detalhes da vida de uma pessoa real? Dizer que Evita ou Marilyn Monroe – que eram castanhas de nascimento – nasceram loiras, não fazem que o leitor que sabe que não foi assim, sinta-se traído?
Martínez - Se o que está sendo escrito é uma novela, deve-se trabalhar sobre o verossímil. Se você descobre um elemento que é falso, a novela perdeu-se. Se descobre que Evita ainda em 1935 era morena e o autor diz que é loira, a obra cai, por melhor que seja o livro. As novelas trabalham sobre a verossimilhança, da mesma forma que a História trabalha sobre a verdade. São dois elementos diferentes. A novela é como um filme. No cinema temos que acreditar que tudo é verdadeiro. Se numa cena um personagem entra por uma porta com uma gravata amarela e ao fechar a porta ela é vermelha, o espectador não acredita mais na história. A História trabalha sobre a verdade: a construção de documentos.
Estado - É a mesma relação que existe entre “A Novela de Perón” e “As Memórias do General”?
Martínez - Descubra em “As Memórias do General” um só elemento falso. E em “A Novela de Perón” eu o desafiaria que descobrisse um só elemento inverossímil.
Estado - Em seu próximo livro continuará investigando o peronismo ou irá para outro lado?
Martínez - Depois de “A Novela...”, que é de 1985, pensava que minha relação literária com o peronismo havia terminado, até que um dia o Brigadeiro Jorge Rojas Silveira me introduziu em algo que nos anos 60s era o mistério nacional: onde estava o cadáver de Eva Perón. A fascinação a que fui submetido era algo difícil para um novelista escapar. E assim escrevi “Santa Evita”. “As Memórias...” são um texto documental que estavam prontas desde 1975. Minha relação literária com o peronismo fica clausurada com este textos. Meu próximo livro é uma história de amor.

Estado - Quando escreve a novela histórica existe a possibilidade, o risco, de cair no compromisso ideológico e de ser um pouco poético. O que faz para evitá-lo?
Martínez - Deixo que meu coração fale para mim com lealdade, e tento refletir o que minha consciência diz que devo fazer, e ela diz: “sê fiel a ti mesmo”. Cada um dos livros que escrevi reflete o mais alto grau de honestidade que um homem pode alcançar.
Estado – Fica plenamente satisfeito quando conclui a escritura de uma ficção sobre a História?
Martínez - Gosto de uma ideia: as ficções sobre a História e as denúncias das imposturas da História feitas desde o poder. As ficções sobre a História recuperam os sonhos de uma comunidade, e porque permitem que esses sonhos regresem à comunidade, transformados em cultura e tradição. Em “Santa Evita” tentei recuperar a essência mítica de uma personagem central na História argentina, reunindo num só texto tudo o que os argentinos havíamos imaginado e sentido sobre Eva Perón. Esse livro não está terminado, nunca poderia estar, porque as tradições e os mitos são um tecido, cujos fios mudam incessantemente a forma e o sentido do desenho. Isso é o mais importante que acontece com os livros que escrevemos sobre a História. Há livros que nunca terminam de ser lidos, nem de ser escritos, porque a História é como um rio, está num movimento incessante. As mãos que movem esse tear da História não são só do autor, são muitas, são de cada um dos leitores e vêm de infinitas margens, que fica difícil de dizer de que é esta ou aquela página. É assim como passado reescreve nas novelas, as histórias do porvir.
Estado - Mitos como Gardel, Evita e Maradona surgiram da classe baixa e chegaram de forma espetacular ao topo da sociedade. A ideia de mito está no fato de que já que não podemos mudar o mundo, talvez possamos mudar de classe social? Assim se explicaria porque Eva é mito, e Perón, um burguês, nem tanto.
Martínez - (ri) Há diferentes formas de mitos. Há o mito da Cinderela, que Evita encarna. Para Maradona virar mito só falta uma coisa: morrer (ri). Os mitos só aparecem ou constroem-se como tal após a morte. É o caso de Che Guevara, que ainda está na camiseta de muitos jovens, em todo o mundo. Os mitos são criados de formas intrincadas na imaginação popular...

Tomás Eloy percebeu que o gesto de Perón era pura encenação, que podia ser feito perante uma multidão ou uma única pessoa
Estado - Churchill dizia que não havia grandes homens para seus valetes. Acontece o mesmo com o mito e seu biógrafo?
Martínez - O que lhe responderei, é algo ainda terrível para mim. Havia entrevistado Perón durante quatro dias e quando me despedi dele, me perguntou, após tudo o que havíamos falado, o que ficava sem saber do peronismo.Me aproximei de Perón com absoluta ingenuidade, mas percebi que me manipulava. Dizia-me somente aquilo que ele acreditava que eu queria ouvir. Você sabe que os políticos acariciam a cabeça das crianças para que as pessoas pensem que boa pessoa ela é. No caso de Perón, pensei que era um homem aposentado da política. Poucos imaginavam que ele voltaria da forma tão estrondosa como voltou. Por isso achei que ele me falaria com franqueza. Percebi que não era assim, e isso me incomodou. E quando me perguntou o que eu não havia vivido do peronismo, lhe disse que na época morava no interior do país e havia perdido as aclamações frenéticas que as multidões da capital faziam quando ele falava em praça pública e os chamava de “Companheeeeeeiros!”. Ele me disse: “vou fazer para você”. E ao se despedir, na porta de sua casa em Madri, abrindo os braços com seu gesto típico, falou com seu vozeirão: “Companheeeeeiros!”. Percebi que Perón era um ator e que toda sua ideologia, todo seu projeto político era uma encenação. Senti, nesse momento que Perón tentava me dar algo e ao mesmo tempo que me dava algo, ele o tirava de mim para sempre...

T.E. Martínez viu os vários ‘Peróns’
Aliança para o Progresso
Na pesquisa que fiz para o meu livro sobre Serafina- Cosi lá ze stata , nome provisório porque o Mazzarino quer que eu coloque Serafina Amore Mio, o que não é uma má idéia, acho que ainda promovo uma votação para definir, porque tem também quem queira que se chame Serafina, Cidade Simpatia - ouvi comentar muito do que leite em pó quechegava na cidade para a distribuição dos pobres. O Ewaldo Carlos Cervieri me disse que era ele que buscava este leite no cais do porto de Porto Alegre.
Agora a distribuição era feita pelas freiras, dentro do Salão Paroquial. Cada um tinha uma fichinha, ou elas anotavam num caderno e todas as famílias ganhavam o leite em pó produzido lá pelas " farms" - fazendeiros do centro-oeste norteamericano e que depois vinha para cá....
Em Serafina,sempre tem que sustente a idéia de que o padre vigário, no caso na época Francisco Lollato, apadrinhava seus mais fiéis seguidores com mais quantidades de leite. Vá tu lá saber se isto não é mera malediência!!!!
Kennedy e a Aliança para o Progresso
Por Brizola Neto.

Em Petrópolis (RJ), no início da década de 60, crianças recebem leite - em pó - mandado pelo programa Aliança para o Progresso, do governo americano
Semana passada, Patrick kennedy, filho do senador Ted Kennedy, morto em 2009, anunciou que não disputaria sua reeleição como deputado. Será a primeira vez, em 56 anos, que a família Kennedy não estará no parlamento amenrico. O nome se tornou marcado pelas tragédias: os assassinatos de John, presidente, e Bob, candidato a Presidente, o acidente automobilistico de Ted, onde morreu uma moça com quem saía de uma festa e houve dúvidas sobre sua atitude em socorre-la.
O nome Kennedy, por isso e por serem democratas – e de Nixon, Reagan, Ford e dos dois Bush sabemos o que basta para para saber o que são presidentes republicanos nos EUA -,sempre mereceu simpatias. Mas o período Kennedy não foi propriamente um mar de rosas. Foi nele que os americanos se envolveram na guerra do Vietnã, que fizeram a frustrada invasão da Baía dos Porcos, para tentar derrubar pelas armas Fidel e a revolução cubana.
E aqui, na América Latina, como forma de combater as tendencias políticas “esquerdizantes”, lançou a “Aliança para o Progresso”, um programa de caridade que distribuía, inclusive, gêneros alimentícios.Era a Guerra Fria, que se queria ganhar pelos estômagos, mas não se hesitava em enfrentar pelas armas.
É deste tempo e de seus desdobramentos para nosos dias que trata o texto de hoje de Gilberto Vasconcellos - Aliança Para o Progresso: Kennedy Não Gostava de Jango e Brizola – que eu publico na seção Artigos.
Fonte: http://www.tijolaco.com/?p=9343
Empresas
OS BRAIDO!!!( Transportadora Serrafrio)
Fotos do acervo de Mário Migliavacca
Sentado atrás do balcão no escritório localizado na avenida Miguel Soccol, no centro de Serafina Correa, está Juvercy Braido, um dos diretores da transportadora Serrafrio, que tem sede nesta cidade serrana, mas que atua principalmente em São Paulo.Dizem que o nome quem o botou na transportadora foi Nelson Assoni,na verdade o fundaor dela, que juntou Serra( Serafina Correa) com frio(transporte frigorífico, no caso...)Conheci há poucos anos o Juvercy, mas seus irmãos sócios da transportadora, só ouvi falar deles. Juvercy tem dois irmãos que não são da firma: um que é jornalista e já trabalhou na Folha de São Paulo e que assessorou também o ex-prefeito Celso Pitta, de S.Paulo e outro irmão que é bispo da Igreja Católica e que está ha 20 anos em Santos(SP).

o Braido, que é " vivo" segundo seu irmão porque é bispo em Santos.
A história de como eles começaram no transporte vem de quando seu pai erra ferreiro na linha Décima, na divisa de Serafina com Guaporé." Eu trabalhei um tempo na companhia" diz Juvercy. Companhia, no caso, era a construtora Barcellos, que fez a estrada de ferro que liga Estrela no Vale do Taquari a P.Fundo.
Depois Juvercy foi servir o quartel em Cruz Alta e de lá quando voltou começou no ramo do transporte comprando um caminhãozinho.
Mas passou cerca de 20 anos trabalhando em S.Paulo, para onde a Serrafrio levou suas principais atividades.Depois regressou e está cuidando da firma em Serafina.
Juvercy é um homem caladão e meio desconfiado.
Não se abre assim com estranhos.
Eu sei que eles passaram dificuldades porque quando a Adelina Montanari, que viveu 102 anos, que vem a ser a mãe do primeiro prefeito de Serafina, Amangtino Lucindo Montanari, os visitava na Linha Décima sempre levava uma comida para reforçar o estoque dos Braido, de quem ela era parente, embora distante. As duas famílias - tanto os Montanari, como os Braido - são de Santa Tereza,perto de Bento Gonçalves.
E é rara a família de imigrante italiano que não passou por dificuldades, naquele começo do século passado.
Hoje eles construiram fortuna, mas nem sempre foi fácil para os Braido, que dirigiram muito caminhão, inclusive Juvercy.
Mdeio brincando, ele me disse que o único dosirmãos " vivo" era o de Santos, porque é bispo. Mas ressaltou que se tratava de uma pequena brincadeira....
Histórias de La Úndeze
Como homem nascido no interior do interior, sempre observo um costume que se mantém até em Serafina( por suposto, nas outras cidades de colonização italiana também.) É uma capelinha que passa de casa em casa, com um pequeno recadinho junto: deixem seus dinheirinhos que a santa ( leia-se a Igreja Católica) necessita de suas contribuições.
Mas há toda uma questão cultural por trás disto: quando éramos jovens a presença da capelinha era sinônimo de filò. Iámos rezar entre os vizinhos( nem havia luz elétrica ainda ) e depois da reza do terço havia jogo de cartas, com pipocas, amendoins,rapaduras( por isto que muitos ex-agricultores têm os dentes em petição de miséria).
Os namoros nasciam nestas ocasiões ou nos encontros de domingo na capela, onde iam fazer o quê? rezar o terço( os homens também jogavam, bola, bochas e as cartas,depois da reza).
O meu amigo aqui de Porto Alegre, o César Tasca, quando lhe contei que meus pais estão sempre ouvindo missa pela rádio ou vendo a missa pela Rede Vida,observou-me:
- E a capelinha não passa?
Passa,sim. Este domingo estava lá,apesar de ser um domingo de carnaval!
Bilhete ao Mazzarino
Mazzarino, este teu bilhete compensou tudo o que trabalhei neste feriadão. Diz o PauloCoelho ( de quem estou virando cada vez mais fã de que tudo conspira a favor quando a gente quer alguma coisa....no meu caso eu nem sei bem o que é, porque eu vou levando a vida, como diz o cantor aquele....)
Tive a sorte de em Serafina na primeira manhã que estava lá encontrar o Marieto Migliavacca que eu não via faz 40 anos( tínhamos morado juntos na JUC-5 em Porto Alçegre) e ele me " encheu" de fotos e de histórias....
que é matéria prima para qualquer narrador. Também houve o encontro com o Kide Fedatto que me contou uma história que estará no meu livro Cosi la Ze Stata a sair em breve....
Velho Mazza de guerra: o L.C. Fiorin, do Gazetinha,sócio do Redder, estava perguntando por ti. Um dia teremos que tomar um trago naquele bar da via Vêneto.
DIO CRISTO, MAZZA N O TE ME FE MIA TIRAR DO UNA BESTEMA!!!!( Traduzindo : Meu Deus, Mazza, não me faz blasfemar!)
E minha previsão deu certo...
Ontem,dia 15/02 cheguei a colocar um post dizendo que meu findi em Serafina tinha termiando. Senti um vazio....Fui na rádio Odisséia FM,que fica do lado do Hotelzinho Ca dei Monti, e o Fiorin, me disse:
- Estou descendo a Porto Alegre ao meio dia.Queres carona?
( Um dia ainda vou descobrir de onde vem esta sensação estranha que sinto quando não vou mais voltar para um lugar, não vou mais ver uma pessoa,enfim quando uma " história" como gostam de chamar-eu não gosto muito desta expressão - terminou.)
Bah,tchê, em três horas, estavamios na estação Mathias Velho, onde o Fiorin me deixou.O Fiorin,que veio visitar o pai que mora em Gravatai, me disse que não pararia pra almoçar. Disse que depois sente sono:isto é balela dele, ele não pára pra almoçar, porque é mão de vaca mesmo!É pra não gastar mesmo!
Bah, Porto , tri legal, como dizem os Kleiton e Kledir....Vazia, vazia,. vazia...
até os supermercados hoje ,terça,estão fechados....
Mas hoje de manhã, visitei meu amigo J.N.Gonzalez e conversamos muito sobre tudo, sobre Uruguaiana dos tempos das charqueadas, sobre o Edmur Péricles Camargo, sobre tudo enfim. O Nelson costuma dizer que me " herdou"!
É um baita gozador!
Queimem os diplomas para sobreviver!
Por Luiz Oscar Matzenbacher.
Até o ano de 1700, ou mais recentemente, o bom médico era o açougueiro, que sabia cortar carnes e ossos. Em janeiro do ano de 1400, o bom médico era o foguista, que sabia curar as doenças da alma com a fogueira; ou evitar com a queima dos cadáveres a propagação das doenças. Mas quem hoje quer ser tratado por um médico medieval?
Em 1500, o ano do Descobrimento do Brasil, o bom jornalista era o escultor de tipos de letras em blocos de madeira. Ele pegava pedaços de madeira e ia esculpindo e organizando as letras para imprimir os folhetins e livros. Acabava sendo um redator, pois adaptava os textos copiados à mão pelos padres copistas.
Até 1979, alguns jornais em Portugal ainda eram manuscritos na redação. Não existiam máquinas de datilografar ou laudas centimetradas nos recintos das redações. Apenas canetas e papel em branco. Os textos baixavam, da redação para as oficinas, escritos à mão. Os operários "chumbadores" e linotipistas os organizavam, editavam e corrigiam. Mas quem hoje quer ler um jornal assim?
O fim do diploma é um retrocesso. Haverá menor qualidade técnica, pouca informação, nenhuma ética, pobreza gramatical e analítica. O Jornalismo está deixando de ser científico e voltaremos ao medievalismo cultural. A exigência do diploma de graduação em Jornalismo não reduzia a liberdade de expressão e opinião. Muito antes pelo contrário, o conhecimento científico, da Comunicação Social, adquirido na faculdade, facilitava a organização das idéias, opiniões e críticas, expressadas por toda a sociedade. Sem diploma, o jornalismo ficará mais pobre e mais atrasado, fazendo a democracia brasileira retroagir. O Departamento Comercial será cada vez mais forte nos jornais, revistas, emissoras de rádio e TV do Brasil. A liberdade de opinião e expressão, será cada vez mais a liberdade de expressão e opinião dos detentores do capital da revista, do jornal, da emissora de rádio, de TV; ou do site e do portal cibernético.
LULA
A eleição e a reeleição do Presidente Lula é a maior prova de que a existência da exigência do diploma em Jornalismo, jamais cerceou a liberdade de expressão e opinião no Brasil. O metalúrgico Lula expressou sempre a opinião dele, sem qualquer censura por parte dos formados em Jornalismo. Muito antes pelo contrário, nunca foram os graduados em Jornalismo, os responsáveis por eventuais censuras à opinião de Lula.
O presidente Lula, um torneiro-mecânico e sem graduação universitária, mas filiado ao Sindicato dos Metalúrgicos, foi eleito e reeleito Presidente da República, durante a vigência da lei que exigia graduação em Jornalismo para o exercício da profissão de Jornalista a todos os profissionais que ingressaram na profissão desde que passou a valer essa exigência.
Duvido que homens ou mulheres com a grandeza do Presidente Lula, queiram se filiar a algum sindicato de jornalistas, antes de obterem a competente graduação.
Alguns candidatos a serem jornalistas, mas sem a vontade própria e a disciplina pessoal para buscarem a graduação em Jornalismo, citam algumas das maiores expressões do jornalismo brasileiro, como prova de que o diploma é desnecessário. Pois bem, todos esses prodígios do Jornalismo, começaram a trabalhar nas redações, muito antes da existência de cursos de Jornalismo nas Universidades do Brasil, bem antes de 1960.
A maioria desses grandes jornalistas do passado, alguns deles ainda em atuação, recomendam hoje aos novatos que façam o curso de Jornalismo, como, por exemplo, afirma sempre, o Mestre Moacir Japiassu.
Os advogados permitiriam que um graduado em Jornalismo e não graduado em Direito, pudesse se filiar à Ordem dos Advogados do Brasil? Ou os médicos, engenheiros, enfermeiros, arquitetos, enfim, permitiriam a filiação de formados apenas em Jornalismo? A arrogância dos não diplomados em Jornalismo, em busca de vagas de jornalistas nas redações de todo o país, sugere que a eles foi dada licença, não para matarem, mas para bradarem livremente - “defenestrem os diplomados”. Diplomados, se quiserem sobreviver na profissão, queimem os diplomas. São provas do saber científico que o medievalismo quer ver fora das redações!
ALGUNS CÁLCULOS EM RELAÇÃO
A PESQUISA VOX POPULI DE 14 A 17 .01.2010
Sergio Oliveira (*)
Deixando de lado as restrições que foram feitas em relação as duas últimas pesquisas, que, convenhamos, deixam margem a dúvidas quanto a lisura das mesmas ( na pesquisa Vox Populi, de 14 a 17.01.2010, dos 122 municípios que compõem a amostra, apenas 27 têm prefeituras oposicionistas, do PSDB, DEM ou PPS; em 45 municípios, além das prefeituras serem governistas, não houve um só candidato da oposição; as cidades escolhidas pela Vox Populi que têm prefeitos oposicionistas tiveram férrea disputa eleitoral ou são pequenas e inexpressivas cidades; já na pesquisa CNT/Sensus, de 25 a 29.01.2010 - 136 municípios - tivemos, por exemplo: Rio Grande do Sul: 4 prefeituras do PT,3 do PP, 3 do PMDB; em São Paulo: 5 do PT, 4 do PSDB, 3 do PDT, 2 do PV, 2 do DEM, 1 do PTB, 1 do PR, 1 do PP e 4 do PMDB; no Rio de Janeiro: 4 do PMDB, 2 do PDT, 1 do PT e 2 do DEM; em Pernambuco: 3 do PSB, 1 do PDT, 1 do PT, 1 do PCdoB, 1 do PR; na pesquisa CNT/Sensus quantos municípios são da base de Lula e quantos da oposição ? segundo consta foi “sorteio” ) – mesmo assim com Serra na frente - e nos atendo aos números da Pesquisa Vox Populi e levando em conta algo que, creio, ninguém comentou - os percentuais por região -em que o Serra só perde no nordeste, façamos alguns cálculos.
1 . Segundo Vox Populi os índices por região, em relação ao 1º turno, foram :
Centro-Oeste: Serra (36%) e Dilma (25%)
Nordeste: Serra (27%) e Dilma (38%)
Norte: Serra (31%) e Dilma (26%)
Sudeste: Serra (36%) e Dilma (22%)
Sul: Serra (39%) e Dilma (24%)
Só para constar. Meus cálculos serão feitos com os percentuais do segundo turno.
2 O eleitorado por região, em dezembro de 2009, segundo o TSE, era o seguinte:
Centro-Oeste : 9.349.307
Nordeste : 35.679.053
Norte : 9.602.732
Sudeste : 57.520.315
Sul : 19.748.776
3. Com dados da eleição de 2008, primeiro turno, no que se refere aos prefeitos, deduzindo dos totais de eleitores aptos do item 2, primeiro abstenções ( só para um exercício, nos mesmos percentuais daquela eleição ) e depois brancos e nulos ( na mesma proporção daquela eleição ), teríamos o seguinte:
Centro-Oeste : 9.349.307 – abstenção ( 14,86% ) = comparecimento de 7.990.430
– brancos e nulos (8,04%) = 7.347.999 de votos válidos;
Nordeste : 35.679.053 – abstenção (14,68%) = comparecimento de 30.444.935
– brancos e nulos (10,13%) = 27.360.863 de votos válidos;
Norte : 9.602.732 – abstenção (16,17%) = comparecimento de 8.049.970
– brancos e nulos (8,70%) = 7.349.622 de votos válidos;
Sudeste : 57.520.315 – abstenção (14,76%) = comparecimento de 49.030.316
– brancos e nulos (10,29%) = 43.985.096 de votos válidos;
Sul : 19.748.776 – abstenção (12,68%) = comparecimento de 17.244.631
– brancos e nulos (7,40%) = 15.968.528 de votos válidos.
4. Os percentuais do segundo turno na pesquisa foram:
Centro-Oeste: Serra (46%) e Dilma (36%)
Nordeste: Serra (37%) e Dilma (45%)
Norte: Serra (40%) e Dilma (34%)
Sudeste: Serra (50%) e Dilma (30%)
Sul: Serra (48%) e Dilma (28%)
Somando-se os percentuais dos dois candidatos ( item 4, que não somam 100%, pois haveriam os brancos e nulos e abstenções ) e fazendo a regra de três, para que possamos equipará-los aos 100% de votos válidos do item 3 (os votos válidos seriam os dados para Serra e Dilma, pois já diminuímos os votos brancos e nulos ) e calculando, teríamos:
Centro-Oeste : Serra (56,1%) e Dilma (43,9%) e em relação aos votos válidos (7.347.999) resulta em:
Serra 4.122.227 e Dilma 3.225.771;
Nordeste: Serra (45,%) e Dilma (54,9%) e em relação aos vogtos válidos (27.360.863) resulta em:
Serra 12.339.749 E Dilma 15.021.113;
Norte: Serra (54,1%) e Dilma (45,9%) e em relação aos votos válidos (7.349.622) resulta em:
Serra 3.976.145t e Dilma 3.373.476;
Sudeste: Serra (62,5%) e Dilma (37,5%) e em relação aos votos válidos (43.985.096) resulta em:
Serra 27.490.685 e Dilma 16.494.411;
Sul : Serra (63,2%) e Dilma (36,8%) e em relação aos votos válidos (15.968.528) resulta em:
Serra 10.092.109 e Dilma 5.876.418.
Totais: Serra (58.020.915) e Dilma (43.991.189). Diferença pró-Serra: 14.029.726
Levando em conta o percentual geral do segundo turno, onde Serra tem 46% e Dilma 35%:
- somando-se os dois percentuais e estabelecendo a regra de três temos: Serra ( 56,79 % ) e Dilma ( 43,21 % ). Estes percentuais sobre os votos válidos de minha simulação
( 102.012.108 ) resulta nos seguintes totais:
Serra : 57.932.676 e Dilma 44.079.431. Diferença pró-Serra: 13.532.245, um pouco menor que o anterior.
Dados adicionais: Eleitorado apto em 2008 : 128.806.592; comparecimento 110.085.172; votos válidos 99.549.697; Brancos e nulos 10.535.475.
Pelo eleitorado de 2009, com os mesmos percentuais de abstenções e votos brancos e nulos de 2008, na minha simulação: eleitorado apto: 131.900.183; comparecimento: 112.760.282; votos válidos 102.012.108; brancos e nulos 10.748.174.
Claro que meus cálculos se baseiam em dados do momento da pesquisa, mas...
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Olides,
estou curtindo o Carnaval aqui no Passo de Torres. Como não está dando praia, pois ou chove ou fica nublado, estou aproveitando para rever os meus arquivos. Encontrei estas fotos que são do Museu do Louvre. Algumas estão levemente tremidas, pois o local não tem luz muito boa. Me fizeram lembrar uma curiosidade: quando comecei a trabalhar como jornalista, lá pelo início dos anos 70, os fotógravos de jornal faziam questão de não usar flash. Eles tinham recebido esta lição do Assis Hoffman, que, à época, chefiara os departamentos de fotografia tando da ZH quanto da Caldas Júnior. O Assis dizia que flash é uma mentira, por isso não se devia usar na fotografia jornalística. Pelo menos foi isso que ouvi dos fotógrafos que nos acompanhavam a nós, repórteres. E os caras seguiam essa 'filosofia' à risca, não usavam flash mesmo. Quando o local era muito escuro, usavam filmes com sensibilidade bem alta. Mas, enfim, olhando-se isso agora, de longe, pode-se dizer que tudo era uma bobagem, pois a própria fotografia é, ela mesmo, uma mentira. Assim como o filme de cinema, a gravação de música. É tudo é contrafação. Também sobre fotografia tem a lenda do Adolpho (com ph, viu, burrão, coloca ph se não o Serguinho de dá uma bronca), pois dizem que o Adolpho Block, com sua larga experiência de gráfico, simplesmente 'comia' os cromos ruins (não sei se tu sabes, mas as fotos de jornais e revistas eram feitas com cromos, ou seja, o que o vulgo chama de slaide). Quando o velho Adolpho se deparava com um cromo ruim, comia o dito cujo. É o que dizem. O Serginho talvez confirme. Mas, ao fim e ao cabo, eu também peguei a mania de não usas flash, não porque ache que seja mentira, mas porque ao natural a foto fica melhor. Daí que uma que outra foto estão levemente tremidas. Geralmente eu deleto as tremidas, mas estas uma que outra ficaram. Afinal, não se vai ao Louvre todo o dia, não é?
Texto e fotos Lauro Dieckmann





Crônica de uma morte anunciada
Por Christopher Goulart.
Na famosa obra de Gabriel Garcia Marques – “Crônica de uma morte anunciada”, sabemos desde o início que uma morte é dada como certa, mas essa revelação em nada diminui a curiosidade do leitor até o final da história. Pois bem. Temos algo semelhante no processo eleitoral deste ano. Todos nós sabemos que o eleitor vai fulminar o projeto de nação Neoliberal do passado de FHC, ou então, o atual, de Lula, com índices de desenvolvimento favoráveis ao país. Invariavelmente, tudo indica que a escolha será fundamentada pela comparação das gestões presidenciais do PSDB e PT.
Em recente declaração pública a um jornal americano, The Miami Herald, o ex-presidente tucano atacou Dilma, sentenciando: “O coração de Dilma é mais próximo da esquerda”. Uma provocação visando à confrontação costumeira entre a conhecida “direitona” e a esquerda. O fato é que um importante fator de escolha entre um ou outro sempre será a opção pelos pequenos e pobres, pois eles não têm nada a esconder, e desnudam toda e qualquer ideologia. E ser de esquerda é optar pelos pequenos e pobres.
Ideologias à parte, em tempos de liberdades democráticas, tal realidade eleitoral lembra à época de ditadura militar, onde apenas a Arena e o MDB exemplificavam a insensatez do bipartidarismo. Por mais que a atual Constituição brasileira garanta ampla liberdade partidária, o que se observa na prática é a polarização eleitoral em dois blocos.
Que bom seria se por Lei, obrigatoriamente, todos os partidos pudessem lançar candidatos em condições iguais num primeiro turno, para deixar as coligações apenas ao segundo turno. Certamente, raposas conhecidas da política tradicional cairiam como castelo de cartas. Mas não. A idéia eleitoral que se quer transmitir é a de que temos que votar já no primeiro turno entre Dilma ou entre Serra.
Queixa de consumidor....
Fui devolver minha passagem de ônibus aqui em Serafina e a rodoviária me descontou 5% no valor. Pode? em Porto Alegre, nunca me descontaram nada,sempre me devolveram o valor que havia pago. Atenção, cadê a fiscalização da AGERGS, do DAER e afins????
O PIONEIRO
Leio sempre O Pioneiro aqui em Serafina. Nesta segunda de carnaval,dia 15/02, ( já metade do mês de fevereiro,hein) ele chegou com uma foto das soberanas da Festa da Uva, que começa dentro de uma semana fazendo o que chamam de "arrastão" na Praia da Guarita, em Torres. Pô, tá certo, grindo entende do manjado: sabem como ninguém vender....aliás, dizem que a diferença entre um italiano e um judeu é que o judeu entrega a mãe, o italiano, não!!!

LUIZ CHAVES, DIVULGAÇÃO, JORNAL O PIONEIRO
Mas não vi O LD na Praia da Guarita!!!
Onde é que ele e a Rosinha se bronzeiam msmo,hein? Em Passo de Torres, já no Estado de Santa Catarina.
Vinicius recuperado!!!!
Diz o Serginho Ross em matéria neste blog que estão querendo recuperar a imagem do Vinicius de Moraes que foi expulso do Itamaraty por ser ' BEBERÃO,BOEMIO,VAGABUNDO E MAIS UM MONTE DE BESTEIRAS'.....
Tudo bem,digo eu, que se recupere o Vinicius, dando a ele uma reintegração no Itamaraty e grana da viúvva para os herdeiros, é claro. Agora, o Vinicius ser tornado UM SANTO HOMEM, também é forçar um pouco a barra, não acham?
Coleguinhas
* A Coletiva Net está com texto menos "carrancudo" .Será que sem ter esta pretensão, estamos fazendo escola, LD?No texto sobre o Nilson Mariano, o redator meio que conversa com o leitor....Não faziam assim antes...pelo menos desde que passei a dar uma olhada no site.Tão copiando o que deu certo, o que é uma atitude, no mínimo,inteligente.
* Sobre o Nilson Mariano, é outro grande mão de mulita.Tão ou mais que o Hélvio Schneider....
OS FOTOGRAFOS MANDARAM O PADRE EMBORA
DE SERAFINA!
Eu já conhecia outros episódios pitorescos e de poder em Serafina mas este mais atual chega a ser pitoresco. Os fotógrafos da cidade conseguiram junto aos superiores que o padre Antônio Dalla Costa fosse transferido para Cascavel, no Paraná, porque ele não os deixava fotografar dentro da Igreja,quando havia eventos que as familias queriam guardar como recordação.
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o padre Antônio Dalla Costa fotografava nas celebrações....
Pelos menos um fotógrafo da cidade falou amargamente do padre, se queixando do período em que ele esteve em Serafina:
- O padre era autoritário. Nós fomos pedir para ele ser transferido. Não nos deixava fotografar dentro da Igreja durante as celebrações. Só ele podia. E era ciumento também porque nós queríamos homenagear o padre Simonetto e ele nem deixou o José Maccari ler o discurso em homangem ao Padre Simonetto.
Pois é pra ver, também entre os padres, há quisilhas....
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o padre Antônio Dalla Costa fotografava nas celebrações....
o padre Antônio Dalla Costa fotografava nas celebrações....
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o padre Antônio Dalla Costa fotografava nas celebrações....
Memória
LA ÙNDEZE
A prefeitura de Serafina Correa está pensando em preservar o casarão de comércio que foi de Deonizio( " Meu pai o chamava NIZIO" Assoni) localizado na esquina das avenidas Miguel Soccol com a rua Orestes Assoni( que foi o pai do Dionízio).
foto de Romano
Historicamente tem uma importância muito grande para a cidade, haja visto que ali funcionou uma das primeiras casas de comercio da antiga Linea Undeze de Guaporé.
Nelson Assoni,filho de Deonízio e neto do Orestes(teve 12 filhos entre eles Deonízio,Albino e Vendelino) e que foi pelo historiografia oficial um dos primeiros imigrantes a se estabelecer em Serafina conta um episódio a respeito do casarão dos Assoni que teria ocorrido nos anos 40 do seculo passado. Segundo Nelson uma família que morava perto do Rio Carreiro, a do Simão Pariz e eles tinham o hábito de pouco vir até a Vila...Vinham de vez em quando para levar os porcos para o Frigorífico Ideal e por isto tinham pouco contato com as pessoas em geral.
Seu vizinho mais próximo era Elias Zanata, que ficava há uns dois quilômetros de distância.Enquando o pai, Simão fazia as compras na loja dos Assoni( ou seja, no casarão que está lá até hoje) o filho sentou na soleira da porta da loja esperando a hora de ir embora.
Nesse meio tempo, um caminhão, cuja cabine era toda feita de madeira e nela cabiam até quatro pessoas, vinha pela rua principal da vila. Com o farol aceso, assustou o guri, que nunca vira aquilo, pois estava acostumado apenas com veículos sendo puxados por bois, como a carroça do pai.
O filho começou a pular e a gritar.
- Pupá,pupá, gho visto el dial....( pai, pai vi o diabo)
E em seguida deu um salto e jogou-se no colo do pai, em pânico.
-Tivemos que dar um copo de água para ele, disse Nelson, que na época era pequeno.
O guri se assustara ao ver o caminhão com os faróis acesos e pensou que um caminhão andando sem os bois puxando era coisa do diabo....Ele não tinha a menor idéia do que fosse um camin hão.
Memória
As repúblicas em Porto Alegre
Fotos do acervo de Mário Migliavacca.
Estudantes vindos do interior, no final dos anos 60, começo dos 70, iam morar em repúblicas, ou pensões ou nas já famosas JUC-s.
Havia muitos estudantes que recebiam comida de casa, como uma turma de Criciúma que morou muito tempo na JUC-5 ali na Venâncio Aires. Os farnéis mandados pela família chegavam pelo ônibus. Nós da JUC-5 que não tínhamos esta regalia comprávamos um litro de Pepsi e bolachas fragmentadas para jantarmos( não vai aqui nenhum sentido de comiseração, era assim mesmo!!!)
Mas existiam pensões no centro de Porto Alegre, onde também residiam alunos que v inham do interior. O autor logo que saiu de Serafina, morou uns tempos na pensão da dona Odila Massolini, ali defronte ao Encouraçado Butikin, na avenida Independência....
Estas fotos do Mário Migliavacca que conheceu estes locais trazem de volta aqueles tempos, com a indumentária que os " jovens rebeldes" daqueles anos costumavam usar...Mário me sintetizou numa frase o que foi este tempo:
- Era a época dos Beatles!!!!

Pensão na rua Dr. Flores,esquina com Salgado Filho, no centro de Porto Alegre: anos 70.
Pensão na rua Vasco da Gama,no bairro Rio Branco,
Estudantes passeando junto ao auditório Araujo Viana, no Parque da Redenção: anos 70
Estudantes no Parque da Redençaõ junto ao Monumento do Expedicionário.
Estudantes junto do Monumento ao Expedicionário no Parque da Redençaõ: anos 70.
Pensão da rua Vasco da Gama, anos 70. estudantes imitando os " Beatles".
Pensão da rua Vasco da Gama, estudantes imitando os " Beatles" no começo dos anos 70
Memórias....da
Ditadura argentina!
Fotos do acervo de Mário Migliavacca

Mário Migliavacca e o padre Mário Dagostini em Villa Elisa, na Argentina.
O arquiteto Mário Migliavacca contou-me uma história dos tempos da ditadura argentina. Ele foi morar dois anos junto com um padre, o Padre Mário Dagostini, num seminário que havia em Vila Elisa, que fica entre Buenos Aires, a capital e Mar del Plata.
" Aquele seminário era passagem dos brasileiros que iam para o Allende."
Segundo Mário,brasileiros que fugiam do regime militar passavam pela Argentina, em direção ao Chile. " Eles queriam chegar no país do Allende" recorda ele.
- Era no tempo do Lopes Rega, da Isabelita Peron, diz o arquiteto, que assegura ter morado lá dois anos.Mas a barra começou a pesar quando os militares argentinas também tomaram o poder.
- O padre Mário Dagostini, um dia me chamou e me disse:
- Mário volta pro Brasil e eu vou embora pros Estados Unidos senão aqui nós vamos ser todos mortos.
Foi o que fizeram. O padre Mário Dagostini, segundo Mário Migliavacca ainda vive nos USA. Poderia ser uma boa fonte pra quem investiga os tempos das ditaduras militares do chamado Cone Sur....
Confissões matinais....
Acordei agora há pouco com a sensação de que terminou meu findi por aqui,em Serafina. Mas só volto amanhã, terça,dia 16/02.
Sempre sei quando alguma coisa "termina". É assim com tudo. Nestes poucos dias, tive a exata sensação da passagem do tempo. Pessoas aqui que eu via passar 40 anos atrás, hoje são velhinhos, que se encaminham para a missa na "eterna" igreja da praça....
É a constatação da passagem do tempo:e também há a estranha queda e ascenção social. Família que 40 anos atrás não tinham nada, hoje têm poder(leia-se dinheiro) e com ele todas as " virtudes".
Outras que tinham poder,caíram em desgraça....
É a roda da vida!!!!
Dilma, os borzeguins do PT e sua história no PDT
Por Brizola Neto.
A política é uma teia de relações humanas. Nela cabem amores, rancores, mágoas e, muito mais raramente, atos de desprendimento e grandeza. Brigas, então, quantas…E nelas se diz, como lamentou a Dolores Duran, coisas que não se quer dizer. É assim mesmo, e é bom que seja. A briga é mais generosa que a queixa, porque a queixa é detalhista, mesquinha, exigente e egoísta. Briga é coisa de alma jovem, queixa é de almas murchas da vitalidade que se foi.
Por isso, que contraste entre as duas matérias publicadas hoje em O Globo! Da alta cúpula do PT, vem aquela chorumela pelo fato de Dilma não pertencer a correntes que disputam espaço no partido. Até o presidente do Partido, José Eduardo Dutra, sabendo que não é criança e sabia estar falando com O Globo, onde todo cuidado é pouco, vem, como dizia a minha avó, “com borzeguins ao leito”
— Há ainda um estranhamento no partido com Dilma.
Essa é a grande preocupação da cúpula do PT: conseguir que a candidata, de fato, envolva os militantes. Por isso, em seu discurso, Dilma deve fazer um apelo para a militância, estabelecer uma espécie de compromisso mútuo — disse Dutra.
Ontem, a Benedita já tinha vindo com uma destas em O Globo, também, dizendo que não havia lulismo sem petismo.
Ah, será que essa gente não entende que não há estranhamento nenhum com Dilma, por parte de militantes do PT, nem simpatizantes do Governo? Será que tudo querem enquadrar e botar para render dividendos para os grupos internos que disputam poder e para isso não hesitam até em expor alguém que vai enfrentar uma fantástica máquina de dinheiro e mídia para evitar que a direita volte ao poder?
Garanto que lá no congresso do PT, a militância que “estranha” a Dilma vai gritar, eufórica, “Dilma, Dilma” e não “Dutra, Dutra”. Que aliás, não se perca pelo sobrenome.
Dilma não é da corrente do Dutra, não é da corrente do Tasso, não é da corrente do fulano ou sicrano. Dilma é escolha pessoal de Lula para ser sua continuidade. E, como tudo indica, seu aprofundamento. E aí vem a burocracia partidária fazer beicinho e reclamar do seu “esquerdismo”.
Mas bacana, no mesmo jornal está a matéria de Adauri Antunes Barbosa, que rememora a trajetória política de Dilma no PDT, durante mais de 20 anos. Vou colar aí embaixo. Mas, antes, quero que, ao ler, você repare que as declarações dos pedetistas que conviveram com ela mostram que eles dissiparam as brigas e saúdam o reencontro.
Brizola e Lula brigaram muito, trocaram desaforos, mas meu avô não hesitou em levantar sua mão e apontar para ele, no segundo turno de 1989 e, do alto da votação maciça que tivera aqui dizer: é esse!
Só quem ama o povo e sua causa pode agir assim.
Quando PT foi fundado, Dilma estava engajada, ao lado de Leonel Brizola, no movimento que levou à criação do PDT

Dilma, em 1993, no PDT. E em 2009, no PT. Um reencontro?
Há 30 anos, quando foi fundado o PT, a hoje pré-candidata do partido à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff, era brizolista e trabalhava pela criação do PDT. Dilma, que morava em Porto Alegre em 1980, militava ao lado de Leonel Brizola e outros líderes trabalhistas. Ela só entrou para o PT há dez anos.
Vinda da luta armada contra a ditadura militar, ao lado do então marido, o advogado Carlos Araújo, Dilma integrava um grupo que atuava no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição à ditadura e que depois virou PMDB. Ela e o marido, porém, optaram por outro caminho e aliaram-se à reconstrução do antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Tendo à frente Brizola, que voltara do exílio em setembro de 1979, o movimento para a reconstrução do PTB foi frustrado no ano seguinte, quando a sigla foi entregue, após uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral, à ex-deputada Ivete Vargas, sobrinha de Getulio Vargas. A data de recriação do PTB, 17 de junho de 1979, tornou-se a data oficial de fundação do PDT.
— Estávamos com o Brizola retornando do exílio, que tinha na sigla PTB sua principal ferramenta. Fizemos a resistência democrática no MDB. Éramos do grupo autêntico, e a Dilma vinha da luta armada.
Quando Brizola retornou, nos reunimos no PTB. Quando foi para fazer a oficialização da sigla, o Golbery e a Ivete Vargas se anteciparam, ou melhor, nos tiraram a sigla. Foi o momento mais dramático do trabalhismo brasileiro autêntico — relembra o ex-deputado, ex-prefeito e ex-governador Alceu Colares.
Em Porto Alegre, Dilma participou do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (Ieps), núcleo de esquerda que apoiou, por exemplo, a candidatura a vereador de Marcos Klassmann, pelo MDB.
— Era uma campanha muito progressista e corajosa. O slogan era “Vote contra o governo”. Foi a primeira vez que se politizou uma eleição em torno de um confronto direto com a ditadura — conta Carlos Alberto Teixeira de Ré, o “Minhoca”, que fazia parte do Ieps.
Além de apoiar Klassmann, quarto mais votado de Porto Alegre, cassado dois anos depois, Dilma era do Movimento Feminino pela Anistia, precursor dos Comitês Brasileiros pela Anistia (CBAs) formados em todo o país.
— Depois vem a reorganização dos partidos, e a Dilma se engaja na luta, com o Carlos. Ajudamos a fundar a Associação de Debates e Estudos do PTB. Depois passamos a nos chamar de PDT — lembra “Minhoca”.
Primeiro prefeito eleito de Porto Alegre após a redemocratização, governador de 1986 a 1988, Colares chamou Dilma para o primeiro escalão de sua administração.
— Ela foi minha secretária da Fazenda no município de Porto Alegre. Ali, começou a ter participação efetiva e foi oficializada secretária da Fazenda — afirma Colares. — Era uma das mais preparadas.
O meu programa de governo para Porto Alegre foi feito na casa dela e do Araújo — conta Colares, aos 82 anos.
Depois de passar pela administração municipal do PDT, Dilma foi novamente secretária de Colares, eleito governador.
Assumiu a Secretaria de Minas e Energia, comandando o setor de 1991 a 1998. O candidato do PDT à sucessão de Colares, Sereno Chaise, perdeu a eleição, mas o partido apoiou o petista Olívio Dutra no segundo turno e garantiu a permanência de Dilma no secretariado. Em 2000, o PDT de Porto Alegre rachou na eleição municipal e Dilma foi para o PT.
Fonte: http://www.tijolaco.com/?p=9298
Diário de Serafina
* Sidnei Canton, radialista da Rádio Rosário AM ( dos padres) disse que anos atrás o colunista Paulo Santana vinha muito jogar carteado em Serafina e em Veranópolis......
Diário de Serafina....
* Estava comendo um churra no salão Paulo VI aqui em Serafina junto do Waldir Giaretta e seus amigos,quando um cara que não me conhecia dirigiu-se a mim e me perguntou:
- Tu é caminhoneiro?
-Não disse,sou jornalista....
Mas confesso que não me molestei. Sempre digo que tenho certa "identidade" com os donos das estradas.....
A oportuna opinião do LD!
A hipocrisia da Globo
Os apresentadores dos noticiários de TV da Rede Globo e afiliadas mostram-se horrorizados quando mencionam dados referentes ao aumento constante da criminalidade.
Mas, no resto da programação, não têm o mínimo pudor em estimular a violência, apresentando desde desenho animados com alta carga de violência a filmes para adultos, que exibem maldades inomináveis.
Isso tem nome: é hipocrisia.
A hipocrisia da Zero-Hora e da RBS
A Zero-Hora e a RBS passam o tempo todo malhando os gastos do Governo com a folha de servidores públicos
(claro, quanto menos o Governo gastar com funcionários, mais sobra para 'investimentos' em mídia, por exemplo).
Mas, contraditoriamente, a a mesma ZH e os demais veículos da RBS anunciam uma edição da casa, que visa a preparar candidatos para... concursos públicos.
Isso tem nome, é hipocrisia oportunística.
O LD quer saber...alguém aí se habilita. o que sei é que a foto é dos anos 80 ou 81 e é do acervo do Gelson Farias que é quem está no meio dos dois que o LD tinha dúvidas. É da fase do Galvani,sim que ostenta o título de maior fechador de jornais do Rio Grande!
"quem é na foto entre o celso rosa (que eu acho que já não está mais na bahia, e, sim, no paraná) e o wanderlei soares?
e aquela foto é da fase do galvani e não do professor."
O LD manda notícias da Praia!!!!( Lembrei-me da música do Roberto Carlos: Via Intelsat eu mando notícias para o Pasquim. Aliás, meu colega de pensão dos anos 70, o arquiteto Mario Migliavacca lembrou-se que naquele começo dos anos 70 eu usava " um casaco de general" e lia o PASQUIM"!!!!
AQUI NA PRAIA CHOVEU AGORA NO FIM DA TARDE, MAS JÁ PAROU. AMENIZOU O CALOR. FEZ NUBLADO O DIA INTEIRO. TROUXE PARA LER UM LIVRAÇO QUE É UM VERDADEIRO TIJOLO, 'MIM E UM DIAS QUE ABALHARAM O MUNDO'. ESTOU NA ALTURA DA CATARINA A GRANDE ASSUMINDO O TRONO RUSSO DEPOIS DE TER MATADO O MARIDO. ERA ALEMOA DE STETIN, CIDADE ONDE O CHURCHIL DEFINIU COMO PONTO INICIAL DA CORTINA DE FERRO. VÊ SÓ! ABRAÇO.
A ABSOLVIÇÃO
DO POETINHA!!!
A um ano atrás,contei para o Olides, que havia um movimento muito grande no Itamaraty visando recuperar, se é o termo, a passagem de Vinícius de Moraes pelo Diplomacia brasileira. O Poetinha era um jovem diplomata,que iniciava brilhantemente a sua carreira,quando foi estupidamente caçado
pela ditadura militar. Era acusado de beberrão,boêmio, vagabundo e mais um monte de besteiras. Perdeu o cargo mas graças a Deus nós não perdemos o nosso poeta maior.
Agora passado dois anos o Poetinha voltou a baila com a aprovação na última terça feira,na Câmara dos Deputado do projeto de lei que o promoveu ao cargo de ministro de primeira classe no Itamaraty.
Ele que ingressou na carreira diplomática em 1943,foi exonerado do cargo de primeiro secretário em 1969.
Este movimento todo em favor de Vinícius de Moraes,teve como comandante principal um jovem embaixador gaúcho de Vacaria, que hoje está em uma importante embaixada do Brasil na Europa e que me contava tudo o que estavam fazendo no Itamaraty,com a condição de que eu poupasse o seu nome e os nomes dos colegas, companheiros de luta. Poupei sim. Mas logo eu volte a conversar com ele,direi que cumpri com a minha obrigação, mas que agora vou contar para todo mundo que um conterrâneo nosso, foi o herói dessa façanha.
A ARQUITETURA DE BRASÍLIA
ESTÁ SENDO REVISTA...
Por Sérgio Ross
Todos os projetos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa sobre Brasília estao sendo revisado. Quem está fazendo isso em livro, que será lançado provavelmente na Feira do Livro em Porto Alegre,no final deste ano é o arquiteto gaúcho de Bom Jesus,Jorge Guilherme Francisconi.
Francisconi,hoje um dos grandes técnicos de urbanismo no país e que já foi Presidente da Empresa Brasileira de Transportes Urbano (EBTU)fechada estupidamente pelo Presidente Fernando Color, está escrevendo um livro em que mostra os acertos e desacertos que ocorreram em Brasília durante a sua construção.
Li alguns capítulos do livro. É impressionante o que foi feito de errado e obras(projetos) que não foram feitas. Mas mesmo assim,temos esta Brasília linda e maravilhosa.
Não vou dar mais detalhes, para que os leitores no final do ano possam ter as mesmas surpresas que eu tive...
BRASÍLIA É HOJE
CIDADE TRISTE...
Por Sérgio Ross
Eu nunca tinha visto uma cidade triste. Hoje, vejo em Brasília, que moro numa cidade triste,muito triste mesmo...
Desde que cheguei aqui, por volta de 1974,me sentia muito bem. Vivia feliz. Sempre que me perguntavam se por aqui tinha muito ladrão,se referindo as roubalheiras que os políticos faziam, eu, tinha sempre uma resposta pronta:dizia que sim,porque os ladrões chegavam por aqui na terça feira à tarde e nos deixavam às sexta feiras pela manhã.
Agora,graças ao senhor Arruda,esta minha desculpa foi para o espaço.
E logo agora, no ano em que vamos comemorar o cinqüentenário da cidade criada, por Juscelino, por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa,acontece o que vocês todos já sabem. É triste...
Íamos fazer uma festa de arromba. Estava tudo já arrumado. Agora,não sabemos o que vai acontecer.
O Roberto Carlos,que seria uma das grandes estrelas do espetáculo, já pediu que o seu show fosse cancelado. Disse que não quer parecer,que esteja envolvido com essa camarilha todo. É uma pena...Muita gente mais,vai pular fora. Mas o que vamos fazer? Vamos tentar juntar as cacos e sair novamente para a luta.
Agora tem uma coisa: vocês não imaginam como este Arruda é abominável. Não tem ninguém, que diga uma palavra a seu favor.
Que fim melancólico ele está tendo. Preso por ordem do Tribunal Superior da Justiça,está vendo o sol nascer quadrado num cubículo da Polícia Federal.
Quando ainda em liberdade,considerou-se vítima de armações. A reação do povo veio na hora exata e com protestos desmentiu todas as sua histórias.
Uma coisa é certa,nada será como antes no Distrito Federal, depois da prisão desse cafajeste.
Histórias de La Undeze
" KIDE" foi sabotado no
colégio porque bateu os pênaltis
e fez os golos....
O futebol também pode ter consequências sérias: que o diga o engenheiro Euclides Fedato, o Kide.Ele estudav a no ginásio dos padres em Serafina e um dia houve lá um torneio. Kide que sempre jogou bem não entrou no gime do ginásio e ficou no Juvenil, como chamavam a baba...
Mas durante o torneio, deu que se cruzou o time do ginásio, que digamos era o time da direção , com o Juvenil. Houjve disputa nos pênaltis e a direção do ginásio achou que Kide entenderia e botaria as bolas para fora.
Não foi o que ele fez.
Fez todos os gols...e o time da direção acabou desclassficado.
No outro dia, ele acha que foi o professor de educação físcia, Bruno Marroco, o chamou e até de traidor foi taxado.
Pior foi o que aconteceu depois:
- Não me deram mais as provas pra fazer!
Sutilmente ele entendeu que estava fora do ginásio por causa de uma partida de futebol.
Mandavam no ginásio naqueles anos a diretora Teresina de Costa e seu esposo, Carlos Migliavacca. Mas Bruno Marroco que era professor de Educação Física também tinha muita influência junto à diretoria.
Histórias de La Ùndeze
" Capa-preta, capa-preta"
gritou o piá para o padre
Francisco Lollato!!!
Fotos do acervo de Mario Migliavacca.
Pelo visto o padre vigário Francisco Lollato não gostava que o chamassem de " capa-preta". É pelo menos o que se concluiu depois de ouvir o relato que o engenheiro e professor Euclides("Kide") Fedatto nos fez dias atrás sobre um episódio que ocorreu no cinema de Serafina Correa, ainda no final dos anos 50, começo dos 60.

Pe. Francisco Lollato, aos fundos, de óculos, com um colega e com seminaristas, nos anos 60, em Serafina Correa. Acervo de Mário Migliavacca.
Quando demoliram o salão paroquial de madeira que havia defronte à Igreja,o cinema foi transferido para um salão que havia nos fundos,também de madeira, E um dia ia passar lá um filme de bang bang. E gurizada todo mundo levando espadas, fazendo aquela zorra, enquanto o filme não iniciava....O Padre Francisco Lollato chegou lá e começou a expulsar vários dos guris que estavam prontos que iam ver o filme como represália aquela zorra toda.
Entre eles o Kide e um amigo dele....
Os dois foram saindo,mas o amigo do Kide estava inconformado porque queria ver o filme. O padre Chico cortara seu barato.
Quando estavam quase na porta do salão, o amigo do Kide se virou e deu dois gritos fortes:
- Capa preta, capa preta....
E os dois saíram correndo e foram se esconder nos matinhos que ainda existiam onde hoje está a prefeitura. Mas ali ofegantes, viram o Padre Chico correndo atrás deles....O padre, lembrou Kide, deve ter ficado umas duas horas atrás deeles, mas não os encontrou.
Como Kide sabia que o assunto acabaria nos ouvidos do seu pai, Mário e ele seguramente apanharia, resolveu ir tirar a limpo a história com o padre, dizendo a ele que ele não tinha nada a ver com o episódio:
- Cheguei lá na casa canônia e ele estava atendendo umas mulhres. DEpois me perguntou:
- O que queres?
Aí eu disse que não tinha nada a ver com os gritos do meu amigo, que eu não fizera aquilo.
Padre Chico insistiu:
- mas tu vais ser minha testemunha porque vou processar ele...
Kide não aceitou ser de jeito nenhum....
E o assunto morreu.

A nevada que ficou na história
Fotos do acervo de Mário Migliavacca.
Na manhã do dia 20 de agosto de 1965, em Serafina Correa, José da Costa Sobrinho( 13.09.1918/04.06.1987) não conseguiu ficar em casa. Foi procurar o seu vinho e amigo Alfredo Canton para lhe dizer que os galhos da caneleira que tinha em seu potreiro estavam rangendo com a grande quantidade de neve que caía. Não suportavam mais o peso e se vergavam ou quebravam, produzindo enormes estrondos.

Neve em Serafina e região em 19 de agosto de 1965.
Fazia muito frio,lembra ainda hoje Alfredo. Era quinta-feira à noite( 19/08/1965). Um dos vizinhos de Alfredo, Pierin de Costa, deixou um filho de plantão no chiqueiro. Uma das porcas iria dar cria e alguém precisava vigiar para que ela não esmagasse os leitões. O filho de Pierin foi o primeiro nas redondezas a notar os flocos brancos caindo por volta de 22 hs.
Como era costume entre os colonos - não havia televisão nestes tempos - todos dormiram cedo naquela noite. Estava muito frio pra se fazer filó com os vizinhos, onde se comia amendoim, pinhão e " grostolli"( chamada entre nós de cueca virada).
E se jogava o quatrilho, por supuesto.
Ou la briscola, ou escova.

Neve em Serafina e região em 19 de agosto de 1965.
Alfredo acordou cedo,os demais da casa( construída ainda por Giuseppe Canton no começo do século) ainda dormiam.
Como sempre fazia no inverno,Alfredo era o primeiro a levantar para acender o fogão e esquentar a cozinha. Sentiu que naquela manhã estava frio demais...
Aquilo era fora do normal, mesmo sendo inverno.
Abriu uma janela e viu tudo branco, mas não lhe passou pela cabeça que fosse neve. Nem pensar!!!!

Neve em Serafina e região em 19 de agosto de 1965.
Ele pensou tratar-se do reflexo de uma noite de lua cheia, já que ainda era madrugada e a lua poderia estar no céu brilhando.
Mas na verdade aquele brilho era o reflexo de meio metro de neve que se acumulara durante a noite.
Menino ainda, - tinha 13 anos - ao acordar naquela manhã,olhei para um pé de nogueira que havia nos fundos e achei que estava cheio de lagartas, que nós chamávamos " le rugue"!. Não eram lagartas e sim flocos de neve pendurados nos galhos que se vergavam com o peso.
Cerca de 10 horas da manhã começou a chover e a neve iniciou o processo de derretimento. Alfredo Canton, meu pai,colocou umas botas de borracha - " i stivai - e foi caminhar no potreiro, mas não conseguiu, seus pés afundavam naquele tapete branco . Minhja preocupação foram os coelhos que eu criava no sótão do chiqueiro.
Muitos colonos ficaram com medo de que os telhados dos paióis,das casas não aguentassem o peso da neve e viessem abaixo.
Uma vizinha nossa, a Teresa Cella Meneghatti fez um fogo e o levou ao sobrado para tentar derreter a neve que estava acumulada no telhando. Ela achava que assim evitaria uma possível queda das telhas.

Neve em Serafina e região em 19 de agosto de 1965.
Quando amanheceu todo mundo ficou assustado, menos o padre vigário, Francisco Lollato que conhecia o fenômeno da Itália, onde ele nascera.
Lollata de batina e tudo, pulava no meio da neve, tentando acalmar os moradores da pacata Serafina.
Ele chamava as pessoas para fora das casas, porque as via muito apavoradas.Segundo relata o dentista Ronny Soccol, morador da cidade, Nestor Cervieri também caminhava pela atual av. Miguel Soccol convidando as pessoas a deixaram suas casas e a sairem para a rua.
Há versões de que o padre Francisco Lollato teria mandado tocar o sino avisando a população para que não temesse tanto a neve.
Ainda como lembrança desta grande nevada, que atingiu toda a região, conta-se que um motorista de caminhão que levavara para Porto Alegre produtos do frigorífico e que estava regressando, parou em Muçum e pegou um punhado de neve como amostra para trazê-la para a esposa. Começou a rir porque quando chegou em Guaporé, tudo era neve....

Neve em Serafina e região em 19 de agosto de 1965.
Meu pai, Alfredo, lembra que no sábado, 21 de agosto daquele ano de 1965, que entrou pra história como o dia da grande nevada -os jovens só a conhecem por fotografias -ele e seu vizinho Salvador Meneghatti pegaram a conta da luz e foram pagá-la na Capela São Pedro, como era hábito. E viram que lá pelas bandas de Nova Bassano e Nova Araça as montanhas ainda estavam esbranquiçadas de neve, tanto que o sol refletia produzindo um brilho inigualável.

Neve em Serafina e região em 19 de agosto de 1965.
Walmor Bazzo, o Pelé, lembrou que a neve era tanta que as árvores dos potreiros do seu vizinho Selvino de Costa,ficaram quatro dias com flocos acumulados nos galhos dobrados e alguns até quebraram com o peso.
Walmor Bazzo ainda notou que os passarinhos, principalmente as gralhas, pareciam muito assustadas." Era um estralaço só de galhos quebrando" reelembrou O Pelé.
Alguns moradores da região recordam que houve um fato curioso no dia da nevada. Numa das capelas do interior, não sei qual, uma pessoa, da família Grando, saiu a procurar o cavalo que havia " sumido".
A neve tinha alcansado meio metro e eles não enxergavam o animal no potreiro. O rapaz que foi atrás do cavalo subiu encima do que imaginava ser um tronco e quando se deu conta estava sobre o cadáver do bicho que havia morrido de madrugada, de frio, por causa da grande nevasca.
Eu fiz no primeiro ano do ginásio uma composição muito bonita, segundo a freira que acorrigiu.Fiquei todo tímido quando ela a colocou pendurada na entrada da sala de aula....
No final da composição,ainda pediu Deus pra não mandar mais neve....A freira me perguntou porque aquilo? É que ela achara o espetáculo muito bonito. Só que não vira o pavor dos colonos com medo que os tetos desabassem...Eu tinha vivido aquilo.
Depois nas minhas andanças como repórter pela região em que esta nevasca baixou naquela noite, sempre via nos hotéis alguma fotografia, como recordação desta noite histórica. Vi isto em Vacaria, Lagoa Vermelha,Passo Fundo,Carazinho,entre outros locais. O Damin, dee Lagoa Vermelha fez um livro sobre isto, falando do que foi para Lagoa esta grande nevasca...Vale a pena o livro dele, editado pela EST....

Neve em Serafina e região em 19 de agosto de 1965.
Neve nestas quantidades só voltaria ver nos USA e na Europa, muito tempo depois....Uma vez chegou anever em Porto Alegre, nos anos 80, mas foi uma nevezinha mixuruca que durou dois três minutos e sumiu.
Comunicação:
" PAULINHO DAS QUEBRADAS", radialista de Farroupilha
faz sucesso na região da Serra Gaúcha....
Claro que é programa marca diabo. Só podia ser, né. O programa é do Paulinho das Quebradas, na Rádio VIVA( não sei se é AM ou FM) mas o meu primo Jurides Santin, vendedor da Soma, que percorre toda esta região diz que com todo mundo que ele fala, todos ouvem o programa do Paulinho....
- Ele mete o pau no prefeito, nos vereadores, na delegacia de polícia, nas patrolas que não vão pro interior conservar as estradas e toca muita música sertaneja, diz o Juridis, que é o ouvinte talhado pra este tipo de programa.
O programa do Paulinho das Quebradas - que o Jurides diz ser melhor que o outro Paulinho, o Mixaria - vai ao ar diariamente das 13 às 16 horas.
( Não sei também se se pode pegar pela internet, consultem!!!!)
- Taxistas, gente do povo em geral, ouvem ele, disse o Jurides.
Jurides diz ainda que o Paulinho das Quebradas gosta de botar aquela música lá que toca no " zonão"!!! Putz, mas então é boca braba mesmo!!!!
Leituras dominicais:
Li agora há pouco - está um dia mormacento,nublado, aqui em Serafina,neste 14/02,- o caderno Donna da ZH. Me impressinou como escreve bem a Mariana Kalil(eu nem sabia que ela andava pelo Sul. Texto igual ao dela, só o Chico Reis. Fazia tempo que não lia um textinho tão direto,sem frescuras. O LD às vezes escreve assim, mas poucos dias ele tem esta inspiração).
Ah, e a Martha Medeiros conseguiu me irritar as oito da manhã.Agora tá indo pro Carnaval da Marques do Sapucaí. PÔ, Martha, eu achei que tu tavas meditando em Três Coroas. Não te saco mesmo!!!! Tu carnavalesca, Martha, é dose!!!Mas vamos lá, deve ser apenas na arquibancada como torcedora.
Almoço com os caminhoneiros....
Hoje,sábado de carnaval,13/02 fui numa indicação que me deram aqui em Serafina e repasso a quem andar por aqui. Perto do pórtico da cidade( esta indústria que toda cidade do interior construiu não se pra que porque geralmente são monumentos " horrorosos" ) existe um posto de gasolina...na saída para Casca, a esquerda da RS-129, a rodovia governador Synval Guazzelli.
Tem uma lancheria ali que é um achado: come-se muito bem um PF( ah, Mazzarino, não vais me dizer que não sabes o que é PF? Não é Polícia Federal, não, e PRATO FEITO. Se um dia tiver um restaurante este será o nome, porque o adoro...simplesmente).Bom, o PF daquela lancheria,afora as gringuinhas simpáticas, tem uma ceva bem gelada e come-se muito bem...
Mas agora vou chegar onde queria. Me senti em casa no meio dos caminhoneiros. Matei saudades de quando era mochileiro e cruzava as rodovias pegando carona e comendo estes PFs da vida....Quantas vezes pegamos carona para ir a Garopaba e o o coitado do caminhoneiro na hora da bóia me perguntava:
- Você não tem dinheiro?
- Não,dizia eu.
- Então ,dizia ele pro garção, traz um PF pro amigo aí também.
Ali antes de Tubarão, quem descia uma serra, havia um posto que tinha um destes restaurantes em que só paravam caminhoneiros. Comíamos pratões cheios de camarão,indo para Garopaba e geralmente quem marchava era quem nos dava carona..
Pois aqui em Serafina, nesta lancheria, que nem o nome sei, matei as saudades da " estrada" dos anos 70!!!!
Cartas....
Recebi duas cartas neste sábado, de carnaval,dia 13/02. Uma da querida amiga e colega José Negreiros. Eis em parte o que ela diz:
- Oi Canton!
Continuo visitando o teu blog. Repito, porém, que não consigo ler tudo, pois os textos são muito longos. Já conheces minha opinião sobre eles. Sem contar que tornou-se um diário do LD. São viagens e fotos lindas mas...para ele somente!!!
Notícias curtas,objetivas e atuais e do mujndo é o que queremos e vamos esperar.
Abs Josi Negreiros...
Em seguida, pra desespero,seguramente da Josi, recebi um chasque do Lauro(bem sintético, como é do seu feitio...)
]Tosco:
Recebi uma proposta de roteiro que começa em Lisboa e termina em Londres. Passando por Santiago de Compostela, Bordeaux e outras " menos votadas" como diria Ibraim Sued....para este primeiro semestre. Que tal?
LD
Bom, Josi, se o Lauro for nesta, tu vais ter que guentar os textos e as " lindas" fotos dele!!! Lamento.
O Fiorin abriu a mão....
Conhecido repórter investigativo da rádio Odisséia FM,de Serafina Correa, o repórter Luis Carlos Fiorin é também um mão de vaca dos mais requintados..Nunca ninguém viu ele gastar um tostão nos bares da cidade, desde que está por aqui. Filho de um policial militar(brigadiano) que foi "despachado" da cidade anos atrás pelas elites porque o brigadiano foi se meter com quem não devia, Fiorin faz um jornalismo investigativo no interior que não é para qualquer um.
Pois na noite do dia 12/02, na sexta de carnaval, ele me convidou prum vinho.
Depois me perguntou se eu tinha jantado e como não tinha sua esposa fez um bifes...
Assim que o Fiorin teve prejuízos com minha estada em Serafina.
Mas eu tenho um crédito grande com ele: além de ter vindo para seu casamento em Paraí, dois anos atrás(foi num maio)- eu que sou totalmente" anti-social" e tenho pavor quase histérico destes eventos - também emprestei meu registro de jornalista para ele colocar no seu jornal O Gazeta Regional pra poder começar a circular.
Assim que o Fiorin gasta, mas gasta bem....
Em tempo: só conheci dois caras mais pão duros do que o Fiorin,melhor três: meu irmão Renato, o ex-prefeito de Caxias do Sul, Mansueto Serafini Filho e o Hélvio Schneider que no dia que se aposentou da Zero Hora, o David Coimbra até fez uma página inteira sobre o pãodurismo do colega.
O Lauro Dieckmann,quando me convida pra almoços, começa a sugerir restaurantes baratos, mas eu corto o barato dele: se é pra comer mal, como em casa....por isto que ele se revolta e me chama de " pobre luxento" o que por sinal muito me honra.
Em relação a Lula e Getúlio, comparando-os, é de se destacar:
Qual foi o grande feito do Lula para os mais pobres ? O Bolsa Família: junção do Bolsa-Escola, Vale Gás e outros penduricalhos criado por FHC, com uma pequena alteração nos valores. E para se ter direito ao Bolsa Família não é necessário que se trabalhe. Tudo bem.
E Getúlio Vargas ? Criou o Salário Mínimo,a Carteira Profissional, a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, a Justiça do Trabalho, a Previdência Social nos moldes hoje existentes ( antes havia apenas a Lei Eloi Chaves; ele criou vário Institutos de Aposentadoria que, hoje, formam o INSS ), só para ficar nestes cinco itens. Tudo ligado ao trabalho, ou seja, diferentemente do Bolsa Família, estas ações de Getúlio tinham por meta a dignidade das pessoas através do trabalho e perduram até hoje.
Bem, mas o Lula é o mais popular presidente que o Brasil já teve: mais de 72 % de aprovação. Com a mídia existente hoje é fácil. Já imaginaram Getúlio nos dias de hoje, com todas as suas ações, feitas nas décadas de 30,50, com toda esta mídia ? Teria uma aprovação de mais de 300%. Claro que estou forçando, para demonstrar que Getúlio fez muito mais do que Lula pelo povo brasileiro. Não podemos esquecer de João Goulart que sancionou em 1963 as Leis originadas de dois projetos do então Deputado Federal gaúcho Floriceno Paixão, um em co-autoria, que criaram o 13ª salário para os trabalhadores da ativa e para os aposentados e pensionistas, sempre levando em conta a dignidade do trabalho. E que, também, perduram até hoje.
Não há comparação que possa ser feita entre Lula e Getúlio. Getúlio sempre estará na frente.
SERGIO OLIVEIRA
APOSENTADO – CHARQUEADAS – RS
Estórias( saudosas)
da JUC-5
Reencontrar colegas de pensão depois de mais de 40 anos ( Mário e Kide pensavam que eu tinha morado na Colômbia, foi no Peru) é sempre uma oportunidade pra de certa forma passar a limpo( ou um acerto de contas) daquilo que já passou....
A primeira coisa que eu relembrei ao Kide foi que quando ingressei na JUC-5,tinha apenas 16 anos, vinha da roça,era verão - fevereiro de 1969 - e me sentia meio perdido na cidade grande....Na frente da JUC-5 na avenida Venâncio Aires passava lentamente o bonde e quantas vezes o vi passar naquela sua lentidão rangendo os trilhos. Os estudantes ficavam na frente da JUC-5( havia um portão de entrada pelo lado da Venâncio Aires e depois se passava por um abacateiro pra ingressar no prédio) e geralmente alguns meio abusados assobiavam para as gurias que passavam.
Era uma outra Porto Alegre.( Estes tempos entrevistando a filha do fundador do Bar do Beto ela me contou que seu pai ia seguidamente comprar galinhas vivas que havia num galinheiro ali na Venâncio Aires. As galinhas eram mortas e servidas no Bar do Beto. Pra ver como era diferente do que é hoje aquela avenida e toda a região....(que virou região de restaurantes, como o Cirillo, o próprio Bar do Beto,outros restaurantes noturnos, como o do filho do Lupicinio Rodrigues, o Se Acaso Você Chegasse).
Mas voltando ao universo humano da JUC-5 foi ali que conheci por exemplo Ortiz, um estudante de Arquitetura da UFRGS que era o único que tinha a coragem de ter um poster de CHE GUEVARA pendurada na parede do seu quarto. Depois eu crie coragem, pedi prum hippie da Praça da Alfândega desenhar um e lamento até hoje que não o tenha guardado...nem poderia, como iria fazê-lo se abandonei o país por três longos anos....
O Ortiz eu encontro até hoje caminhando pela avenida Protásio Alves. Estes dias lhe perguntei se tinha alguma foto guardada da JUC-5 ele apenas me disse que o que tinha mandara de volta a Pelotas( ele é de lá). Mas o Ortiz falava pouco, com poucas pessoas, mas quando tinha reuniões para decidir coisas importantes, ele participava. Tocava seu violão e ficava muito na dele....
Havia a turma dos bancários, porque se trabalhava cinco horas em banco e se ganhava razoavelmente bem.Com este expediente se podia estudar. Mário Migliavacca lembrou dos Bernardon,que trabalhavam no Sulbrasileiro. Um deles,depois virou médico.
Mas a história mais sensacional quem a relembrou foi o Kide Fedatto. Quando eu ingressei na JUC-5 em 1969, era terminantemente proibido levar mulheres para a JUC-5, no sentido de ter relações sexuais....Kide relembrou como isto deixou de ser proibido...
- Foi numa noite lá em que se fez uma festa para isto.
Levamos duas mulheres e uma delas até fez um strep tease encima de uma das mesas para toda aquela malta em volta....uns tomavam trago,outros gritavam....
Outros lances da JUC-5 foram relembrados...
Por exemplo, quando o Corbellini, o coordenador da JUC-5 que não pagava pensão justamente por ser quem coordenava a casa, se levantava da sua mesa de estudos que ficava no seu quarto para almoçar tinha um mantra que ele repetia sempre....
- Bão,vamos alimentar o cadáver....
Dona Antônia era nossa cozinheira....dava sempre conta do recado e uma noite teve um episódio relembrado pelo Mário Migliavacca que foi muito interessante.
- Te lembras de quando roubaram a panqueca? me perguntou o Mário....
Não lembrava,sinceramente.
- Foi assim,disse Mário: a dona Antônia deixou panquecas na janela que dava para a rua Santa Terezinha e passou alguém do lado de fora e levou as panquecas....ela fiquei p....da vida....
Dona Antônia era casada com um policial militar(brigadiano).
E levava sempre consigo um ajudante que era gay( naqueles anos não se dizia isto...) mas todos o respeitavam muito.Ele se chamava Luís e era muito competente. Cozinhava muito bem....
De noite, muitos chegavam dos bancos e de outros empregos e não tinham tempo para jantar. Tomavam apenas um banho, e se mandavam pro Julinho....Pediam pra dona Antônia guardar seu completo encima do fogão. Havia uma regra muito clara: ninguém podia roubar o completo do outro. Mas o que havia lá pelas 11 da noite quando voltávamos do Julinho eram muitas baratas caminhando encima dos pratos. Com aquela fome toda, ninguém dava bolas pra baratas, queríamos mais era comer e ir dormir, que no outro dia tinha mais batente.
Nos quartos os que coabitavam geralmente se tornavam amigos. Quando um viajava para o interior, trazia produtos coloniais da roça para os outros.
Os Irmãos Trombetta moravam na JUC-5 mas formavam uma " família" a parte. Era 4 ou 5 e sob todos a liderança do Darci Trombetta que até hoje tem uma oficina mecânica na Santana. O Darci era um playboy...andava de karmanghia pela avenida Venâncio Aires num carro aberto,estiloso, que ele próprio tinha montado dentro de sua oficina....
Darci em 1966 fora modelo da Vollens Magazine.
Havia um outro modelo que habitou a JUC-5. Era um italiano boa pinta, que estudava Medicina da UFRGS(deve ter vindo por meio de algum intercâmbio) e que era modelo da Renner. Fazia enorme sucesso com as mulheres,principalmente mulheres ricas....Elas vinham seguidamente pegá-lo na porta da JUC-5 pra sair com ele...
Este italiano sumiu, nunca mais se ouviu falar dele, ou nele....
Uma das tantas histórias que se passaram naqueles anos efervecentes da JUC-5 foi com um morador, hoje médico, que se apaixonou pela cozinheira....Ela era jovem, muito bonita, morava num quartinho que tinha nos fundos....
Eles foram embora,depois de casados para Rio Grande e eu nunca mais tive notícias deles, nem o Kide, nem o Mario Migliavacca....
Juntando todas as estórias e históricas das JUC de Porto Alegre daria um belo livro....Foi ali que os jovens nascidos no interior vieram para a capital estudar...
Kide Fedatto lembrou por exemplo que um dia ele e o Luis Ortiz, o arquiteto, passavam defornte ao Colégio Militar e o Kide ficou muito impressioando com aquela imponência toda do colégio militar. Comentou com o amigo que caminhava ao lado:
- Como eu queria estudar e me formar aqui( um justo desejo de um jovem interiorano)
Ortiz, um homem de formação liberal e de esquerda, respondeu na lata:
- Pra quê!!!!
( Eu me lembrei dos belos versos de Geraldo Vandré que dizem: nos quartéis se lhes ensina uma antiga lição, a morrer pela pátria, a viver sem razão...)
Ou como diria o Sidney Muller
- Pois é pra quê!!!!!
A Expulsão de Kide(Euclides)
Fedatto da Juc-5
Fotos de Mario Migliavacca.

Estudantes da JUC-5 em dia de festa nas ilhas de Porto Alegre, no começo dos anos 70.
Quando saím do interior, no começo dos anos 70,final dos anos 60, os estudantes em geral iam morar em em Porto Alegre, geralmente em pensões, que eram chamadas de " Repúblicas".Uns que outros iam pra casas de famílias, mas eram raros.
Tem até um livro do professor Darcy Lusatto, chamado Ostrega semo drio deventar vechhi( PQP! estamos ficando velhos,seria uma tradução livre para esta expressão veneta), que conta estas histórias de repúblicas de estudantes no final dos anos 60,começo dos 70 em Porto Alegre.

Estudantes da JUC-5 em dia de festa nas ilhas de Porto Alegre, no começo dos anos 70.
Pois estivemos aqui em Serafina reunidos, eu ,Kide ( Euclides)Fedatto e o Mário Migliavacca recordando os tempos que moramos juntos na JUC-5, localizada na avenida Venâncio Aires,1022,esquina com a rua Santa Terezinha.
Ali o autor deste site morou de 1969 até 1974, um período de grande efervecência e muito importante na mida vida. Ali como todo jovem interiorano fiz minha iniciação sexual, com uma profissional pra variar, numa noite de sábado( aquela experiência me soa estranha até hoje, depois é que vim a entender, com outras companheiras que sexo é uma coisa que se faz com carinho....).

Estudantes da JUC-5 em dia de festa nas ilhas de Porto Alegre, no começo dos anos 70.
Mas um episódio da vida da JUC-5 eu não estava lembrado de forma alguma. Foi o Kide Fedato(Euclides) que relembrou no dia 12/02, uma sexta-feira,véspera de carnaval.
Nós tínhamos naqueles distantes anos de começo da década de 1970, um coordenador da JUC-5,que comprava e controlava todas as despesas da casa. Os moradores saíam de manhã para seus trabalhos,( uns poucos,vindos geralmente da Fronteira dormiam até mais tarde, porque os pais eram abonados) e os estudos geralmente ou eram de noite( a maioria estudava no Julinho que ficava a apenas algumas quadras dali) e outros também em outros colégios, mas todos públicos.
Pois recontou o Kide Fedatto que num sábado de noite houve um estranho roubo dentro do prédio da JUC-5. Quem roubou parecia conhecer os moradores.
Tanto que um dos moradores, de nome Celito ( que era de Paraí) e que era parente do Kide Fedatto,não teve seus pertencens tocados,assim como outros.

Estudantes da JUC-5 em dia de festa nas ilhas de Porto Alegre, no começo dos anos 70.
O coordenador da casa, o Corbellini( não tenho certeza do seu primeiro nome, se não me engano era Luís) que era de Garibaldi, acusou o Kide de ter facilitado a entrada do Lisboa, um preso no Instituto Central de Menores(ICM) que era onde o Kide trabalhava, e que prestava serviços a JUC-5 como pequenos serviços de reparação de janelas e das casinhas dos fundos . Corbellini na sua lógica entendeu que o fato do ladrão não ter mexido nas coisas deo Celito, primo do Kide, era um grande indício de que fora o Lisboa o praticamente do tal roubo...( levaram um monte de coisas dos moradores,enquanto estes dormiam e o interessante é que ninguém se acordou).

Estudantes da JUC-5 em dia de festa nas ilhas de Porto Alegre, no começo dos anos 70.
Pelos estatutos da JUC( a sigla quer dizer Juventude Universitária Católica e foram fundadas por Dom Urbano Algayer, que atualmente mora num retiro em P.Fundo e em Porto Alegre chegou existir 17 casas para abrigar estudantes interioranos) Corbellini poderia convocar uma reunião dos moradores e decidir o que fazer. Foi o que ele fez.
As reuniões na JUC-5 eram sempre na sala onde se faziam as refeições, bastante modesta, mas que cabia bastante gente....

Estudantes da JUC-5 em dia de festa nas ilhas de Porto Alegre, no começo dos anos 70.
Foi-se pra votação e ficou decidido pela maioria dos votos que Kide deveria deixar a JUC-5. Kide teve alguns votos a seu favor, mas ele nem recorda mais quantos foram.
Em solidariedade a Kide, saíram com ele Mario Migliavacca, o seu primo Celito e o Bruno Fedatto,irmao de Kide, e seu grande rival nos jogos de futebol que fazíamos nos fundos da Igreja Santa Terezinha,junto ao parque Ramiro Souto, nos domingos de manhã, geralmente.

Estudantes da JUC-5 em dia de festa nas ilhas de Porto Alegre, no começo dos anos 70.
Kide recorda do episódio até hoje e não sabe o que faria se reencontrasse o Corbellini, que comandou sua expulsão da JUC-5
- Não sei se lhe daria um abraço, se o chamaria de grandessimo fdp...ou se lhe daria um tapa na cara, recorda Kide, que perdeu Corbellini de vista....
O que eu, Kide e Mario recordamos isto sim é que Corbellini gostava muito de ler livros principalmente de esquerda e que era um tremendo CDF....
Candidatura
A ex-vereadora Lucimar Magon, que já foi presidente da Cãmara Municipal de Serafina Correa, concorrerá a deputada federal pela legenda do PTB.
Foi ela,aliás, que é presidente do PTB de Serafina, que trouxe o candidato do partido, deputado Luis Augusto Lara a Serafina Correa para um encontro político.
Lara traçou um percurso das 80 maiores cidades gaúchas para percorrer nos próximos meses e Lucimar conseguiu que ele desse uma chegada em Serafina para um convescote político. O prefeito Ademir Antônio Presotto, de Serafina, que é do PP, recebeu Lara em seu gabinete.
Mariza Abreu tirará férias
para fazer campanha para José Fogaça!
A pelo menos um confidente, a ex-secretária da Educação do Estado, Mariza Abreu confessou que tirará um mês de férias da Câmara Federal, onde é funcionária concursada, para vir fazer campanha para José Fogaça, caso ele saia candidato ao Piratini nos próximos meses...
Mariza Abreu, que é do PMDB, da ala de José Ivo Sartori,prefeito de Caxias do Sul, saiu do Governo de Yeda Crusius, desgastada....
Coleguinhas
* Aqui em Serafina existem apenas duas assinaturas do Pioneiro, do Grupo RBS: uma do hotel Ca dei Monti e outra da Rádio Odisséia FM.
* Rádio Nativa FM está entrando forte em Serafina,encima da Odisséia FM, que, pelo visto, deixou os melhores profissionais irem embora, como o Borges....Ficou o Rede Cidades, do Luis Carlos Fiorin...É que os Massolini, donos da Odisséia FM, não querem gastar muito na rádio...
Serafinenses.....
1) Solangue Soccol está cuidando da biblioteca da prefeitura. Mas ralha com qualquer guri que entre lá.Ué, ela não é servidora pública?
2)Reencontrei hoje Marieto Migliavacca,filho do Genoino, que foi quem doou as terras para a construção do monumento ao Cristo Rei. Ele acabou se matando porque foi " eleito" o último presidente da Cooperativa Vitivinicolo Guaporense, no bairro Gramadinho....A Guaporense acabou falindo e como sempre levou gente junto....Genoino se matou depois de longos dez anos de depressão. O sofrimento das famílias não vai para os laudos oficiais destas instituições que costumam somente lembrar os chamados " vitoriosos".
3) Tive primos aqui em Serafina que quando eram pequenos comiam poina.( uma espécie de queijo feito do que sobra depois de se fazer o queijo do leite)...que a minha mãe mandava .Hoje,fruto do seu trabalho,fizeram riqueza....Mas, há alguns, não todos, que se esqueceram daqueles tempos....dizem que é assim mesmo.....Ou como dizia aquele sábio cuidado quando subires, porque todos os que vais passar, vais encontrar na descida....
4) O clássico exemplo de quedas está aqui em Serafina: a Sociedade Estrela Guaporense que tinha um patrimônio infindável e que hoje os herdeiros - parece maldição - não conseguem usufruir porque brigam entre si e está tudo embargado pela Justiça....
5)Reencontrei ainda o engenheiro Kide(Euclides) Fedatto desde que foi expulso da JUC-5, nos anos 70,quando todos morávamos naquela " república" localizada na av. Venâncio Aires,1022,esquina com Santa Terezinha, em Porto Alegre.
6) O Adriano Mazzarino "ameaça" vir a Serafina visitar-me. Cá estou hospedado no Hotel Ca dei Monti, da Lucimar Magon, que este ano é canddidato a deputada estadual pelo PTB.
POPULISMO: LULA X GETULIO
via VARAL DA LAURA de Laura Peixoto em 08/02/10

“Era pai dos pobres e defensor dos direitos dos estrangeiros.”
Jó 29:16
A enquete desses últimos dias proposta no blog, reuniu poucos interessados.
19 votaram em Luiz Inácio Lula da Silva, mas 31 asseguraram a epígrafe bíblica para Getulio Dorneles Vargas, talvez, o verdadeiro padrasto dos excluídos.
Vale uma pesquisada junto ao tio Google...

Getulio, de gene gaúcha, foi advogado e o 14º presidente do Brasil. Governou durante 15 anos: de 1930 a 1945 pelo Partido Trabalhista Brasileiro.
Voltou, por voto popular, em 1951, governando até 24 de agosto de 1954, quando se suicidou.

Lula é pernambucano e foi metalúrgico e sindicalista. É o 35º presidente do Brasil e governa de janeiro de 2003 até hoje pelo Partido dos Trabalhadores.
Quer voltar através de seu avatar, Dilma Roussef.

Jingle eleitoral da campanha de reeleição de Getulio Vargas:
Bota o retrato do velho outra vez,
Bota no mesmo lugar,
o sorriso do velhinho,
faz a gente trabalhar.
Haroldo Lobo e Marino Pinto

Jingle eleitoral da campanha de reeleição de Lula:
"A voz de Deus é a voz do povo
Olha Lula aí de novo
Tá tudo andando direitinho
Deixa o homem trabalhar
Ele trata o povo com carinho".
Lázaro do Piauí

Getulio Vargas criou as leis trabalhistas; instituiu a carteira de trabalho, estabeleceu a jornada de trabalho de 8 horas semanais, lei de férias, regulamentação do trabalho feminino ordenando que se pagasse salários iguais aos dos homens e proibindo o trabalho a gestantes, um mês antes e um mês após o parto; regulamentou o trabalho dos menores de idade e ainda estipulou um salário mínimo e concedeu a estabilidade no emprego do trabalhador, após de dez anos no emprego e até mesmo o horário de verão.

Criou a Petrobras, a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, o Correio, o Código Florestal, o IBGE; regulamentou os Sindicatos, a propaganda nas emissoras de radio; estabeleceu a "lei de proteção aos animais"; o seguro agrário.
Durante o Estado Novo fundou a Força Aérea Brasileira, criou o Conselho Nacional do Petróleo, Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia Vale do Rio Doce, BNDES, a CACEX no Banco do Brasil, entre outros orgãos .
Em 1954 reajustou o salário mínimo, em 100%.

“Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.”
Getulio Vargas na sua “Carta Testamento”.

E Lula?
É o pai da política assistencialista através do programa Bolsa-Família, do aumento real do salário mínimo de 24,25% durante o primeiro mandato e portanto do consumo, do poder de compra.
Criou o Banco Popular em 2004, com crédito consignado, hoje, principal fonte dos aposentados. No 2º mandato criou o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, que ainda não comprovou muita coisa.
Conforme uma tese acadêmica, disponível na internet, do ex-porta voz de Lula, jornalista Andre Singer, Raízes Sociais e Ideológicas do Lulismo:
Foram os eleitores de baixíssima renda que elegeram Lula no segundo pleito, em 2006 e perto da eleição daquele ano, 11,4 milhões de lares foram atendidos pelo programa social Bolsa-Família. Mais tarde, as pesquisas mostraram que a maioria dos eleitores que votaram em Lula foram mulheres de renda baixa, justo “o público alvo por excelência do Bolsa-Família, pois em geral são as mães que recebem o benefício.”

Nas análises de Singer, desde 2004, é verdade, " constatou-se uma significativa diminuição da pobreza através de programas específicos como o programa de clínicas dentárias e programas focalizados como Luz para Todos; a regularização dos quilombolas; construção de cisternas no nordeste semi-árido –favorecendo a população de baixíssima renda" - pouco preocupada – nada – com as falcatruas do governo, com as roubalheiras em Brasília, seja de familiares do Lula, supõe-se o enriquecimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após fechar contrato de quinze milhões de reais com a empresa de telecomunicações Telemar,da qual o governo é acionista; ou daqueles ávidos urubus que o cercam.
“Convem lembrar que Lula é o primeiro presidente que viveu a experiência da miséria, o que não é irrelevante, dada a sensibilidade que demonstrou , uma vez na presidência, para a realidade dos miseráveis.” – escreve Singer.

“O povo brasileiro quer mudar para valer. Recusa qualquer forma de continuísmo, seja ele assumido ou mascarado. Quer trilhar o caminho da redução de nossa vulnerabilidade externa pelo esforço conjugado de exportar mais e de criar um amplo mercado interno de consumo de massas. Quer abrir o caminho de combinar o incremento da atividade econômica com políticas sociais consistentes e criativas.”
Lula da Silva em “Carta aos Brasileiros”.
No ano passado, Lula foi considerado o Homem do Ano pelos jornais Le Monde e El País.
E a conceituada revista alemã Der Spiegel que analisou a evolução economica do Brasil nos últimos anos, assegura que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o verdadeiro pai dos pobres.
Já, a Folha de S. Paulo, em abril de 2007, realizou a pesquisa o Maior Brasileiro de Todos os Tempos, entre 200 destacados intelectuais, políticos, artistas, religiosos, empresários, publicitários, jornalistas, esportistas e militares brasileiros.
Deu Getulio Vargas.
As considerações finais cabem aos leitores do blog, aos quais agradeço a participação na enquete.
Fontes: Wikipedia, http://congressoemfoco.ig.com.br/upload/congresso/arquivo/André%20Singer.pdf
Histórias de
La Ùndeze
O CORUJA TROUXE PANICO PARA
LA UNDEZE NO COMEÇO DOS ANOS 60 !!!!!
Tudo isto que estou contando aqui,será contado em detalhes num livro que se chamará COSI LA ZE STATA e que publicarei nos próximos meses pela Martins Livreiro....
Mas vamos aos fatos que alguns antecipo aqui neste blog....
No começo dos anos 60, ou de 1961 Serafina Correa, que todos chamavam por LA UNDEZE - porque era uma pequena vila e estava recém se emancipando - viveu um grande drama,que seguramente daria um belo filme....
Começou segundo narra o engenheiro Euclides( " Kide" ) Fedatto, filho de Serafina,protagonista do episódio, com um mito que chamaram de capa-preta" e que ele nem sabe como nasceu.Mas era um capa-preta que viam caminhando de noite pela cidade e que assustava os moradores,tanto que alguns começaram a tirar dos baús seus velhos revólveres e espingadas, principalmente aquelas de matar passarinhos....
Depois, logo em seguida, veio o fantasma. Este sim Kide sabe bem como nasceu. Foi assim: uma noite duas mulhres saíram da missa e quando passaram na frente da casa do Parcifal Rodrigues, este lhe aprontou um grande susto:
- Ele se atirou vestido com um grande véu na frente das duas pobres mulheres que quase morreram de susto. Saíkram correndo, conta Kide, e se não tivesse sido pelos amigos estariam correndo até hoje....
O terceiro sujeito estranho que entra na história do pânico dos moradores da pequena vila de Serafina Correa naqueles começos de anos 60, foi com o próprio "Kide" e ele é o autor desta perfomance.Kide, hoje um engenheiro muito pacato, que vive numa cidade do Mato Grosso, Dourados, formou-se engenheiro em Pelotas e hoje está aposentado. O personagem em questão ficou conhecido entre a população urbana de Serafina por O CORUJA, porque ele assobiava como uma coruja,mesmo...( Kide até repete para o autor como ele fazia....)
O coruja nasceu de uma forma muito simplória: Como Kide era muito amigo de Mário Marocco, que morava na rua Arthur Oscar(onde hoje está a sede da Cadore Transportes) ele ia lá de noite, depois do serviço no Frigorífico Ideal, onde trabalhava junto com seu pai Mário( que ainda vive) para trocar gibis:
- Mas o pai do Mário, o Laurindo, não queria que ele saísse de noite. Sabe como é cidadezinha pequena, pouca luz, não sabia onde a piazada se metia....
E aí uma noite, os dois criaram um código entre eles. Quando Kide chegava junto ao portão do amigo para dizer que estava lá, mandava ver num assobio, que parecia mesmo um canto de coruja....Só que o invento quase lhe custou a vida como veremos mais adiante....
E todas as noites, menos aquelas em que Kide estava muito cansado e não saía de casa, ele ia na frente da casa do amigo, dava aquela assobiada e o Mário saía pra eles trocarem gibis....
Kide começou a assobiar pelas ruas enquanto saía da casa do amigo e se dirigia para a casa onde vivia com o pai, do lado do Frigorífico Ideal, também na rua Arthur Oscar.Ele não ficava muito tempo na rua até porque não havia iluminação e as nove da noite, a cidadezinha inteira dormia....
( Não é que nem hoje que a gurizada fica acordada pra ver o Big Brothers, da vida.....)
Kide, que trabalhava no Frigorifico Ideal junto com o pai começou a ouvir dos outros operários o sucesso que o seu canto de coruja pelas ruas escuras da cidadezinha fazia.
- Vocês ouviram o coruja de novo ontem de noite, comentavam os operários vestidos com seus guarda-pós brancos todos respingados pelo sangue dos porcos que matavam.
Aí Kide entendeu logo uma manha que pegou. Quando os operários comentavam sobre o Coruja na noite anterior, ele não ia na noite seguinte porque sabia que os operários o aguardavam nas janelas esperando que ele passasse pra meter bala no sujeito...
Aí no dia seguinte, enquanto os operários não falavam mais no coruja, ele voltava a sair de noite e a cantar de coruja.Este era seu prazer....
- Mas a coisa foi crescendo, conta Kide.
Ele se faz passar de Coruja até na noite de núpcias do Sordi, que era dono da alfaiataria que ficava na antiga Dr. Julio Campos, hoje Miguel Soccol.
Como o Sordi morava ali na saída pra linha Doze, onde ficava o moinho de farinha de milho da Sociedade Estrela Guaporense, Kide foi para lá no sábado da lua de mel do Sordi. Viu a luz acesa e começou a cantar de coruja. O Sordi e sua esposa, seguramente se assustaram com isto porque viram que foram reconhecidos pelo Coruja, apagaram lentamente a luz e fez-se um grande silêncio na casa.
No dia seguinte, o Kide encontrou o Zé Bonfanti,um morador antigo de Serafina que foi lhe dizer com a maior gravidade:
- Te se cossa que jeri sera ge gha toca a Sordi( Tu sabes o que aconteceu ontem de noite ao Sordi?)
- Não respondeu o malandro do Kide.
- Apareceu o coruja pra ele enquanto ele estava naquilo do bem bom com sua esposa...e eles se assustaram todos e pararam de fazer....segredou-lhe o Zé Bonfanti....
A novidade correu as casas do pequeno povoado sedento de algum fato que quebrasse aquela masmorra de rotina....
A coisa foi crescendo e o coruja já tinha virado o pior inimigo de Serafina. Tanto assim que os viajantes que tinham que ficar fora dias, entregavam os revolveres as esposas para se cuidaram do Coruja....
Teve um até que deu a seguinte ordem pra esposa:
- Atira e pergunta depois quem é o safado!!!!
Kide começou a se preocupar com a dimensão que o persoangem tinha tomado.Até que um dia ouviu numa roda que o coruja seria um louco( em Serafina chamam de porogramo ) que morava na Linha Treze.
- Aí me deu uma crise de consciência, conta Kide. Achei que poderiam matar o pobre coitado porque achavam que ele era o coruja.
Kide numa noite ficou sabendo ainda que numa família tinham feito até um buraco na frente da casa onde cabiam duas pessoas. E os dois da mesma família ficavam ali a noite toda esperando o coruja passar....
Só que nunca o acharam....
Numa noite, enfim desfez-se o mistério de uma forma tão simples como começou. Kide estava assobiando quando ouviu de uma janela alguém dizendo ao vizinho...
- ATIRA ATIRA QUE E ELE!!!!!
Kide saiu correndo mas eles vieram atrás e o pegaram....
Não houve polícia, nem nada, lembrou ele....
Mas depois viu que a população não gostara assim como ele imaginava de sua molecagem.
Havia na cidade um senhor que era muito seu fã porque Kide sempre foi um grande jogador de futebol. Pois este senhor que tinha um ônibus levava o time do Kide para jogar nas capelas. Como disse,era seu fã.
Mas quando Kide ficou conhecido como sendo o coruja, um dia este senhor o encontrou num bar e partiu pra cima dele dizendo muitos desaforos, que Kide não esqueceu até hoje....
Assim, lembrou ele, ocorreu a história do coruja numa vilazinha chamada antigamente de La ùndeze...Hoje Serafina tem até mais sinaleiras que Guaporé, de quem se emancipou em 25 de julho de 1960.....
Confidencial
Usaram email da secretária da cultura
para mandar um bilhete fazendo molecagem!!!
Está para estourar um grande escândado com Polícia e tudo no meio.Numa cidade da região da Serra, a secretária da Cultura entrou em licença médica. Ela estava na casa do filho, em Porto Alegre, no começo de fevereiro,quando recebeu uma ligação do prefeito que também estava em férias...
Haviam violado seu sua senha eletrônica e mandado um bilhete para uma funcionária da Secretaria da Agricultura da prefeitura em que a secretária usava termos como " agora que assumiu ele, tu sabes que tenho o prefeito nas minhas mãos"
. Chocada, mesmo em licença de saúde, a secretária resolveu voltar para sua cidade.
Lá o prefeito que estava em férias voltou para uma reunião do secretariado só para tratar deste assunto. E disse em alto e bom som que " demito por justa causa quem tiver feito isto,seja por molecagem ou outro motivo".
Em tempo. Já sabem que o email partiu de um computador de dentro da prefeitura. Já sabem até o computador. A única certeza é que não foi o computador da secretária licenciada e nem dos funcionários....
Espera-se barulho para os próximos dias...
Em tempo: o email foi despachado às 9 horas da manhã do dia 5 de fevereiro passado!!!
Piadinha boa:
" Sogra boa é que nem cerveja: gelada e encima da mesa"!!!!
O cordão dos.....
A chamada " grande mídia" estava toda no café da manhã, do dia 10 passado, em que foi apresentado o balanço de 2009do Banco do Estado do Rio Grande do Sul(Banrisul).
Na mesa do presidente da Record, Natal Furucho, havia uma grande preocupação: falar com a governadora Yeda, que estava presente.
No dia de ontem, 11/02 pode-se constatar o resultado deste beija-mão todo: nas capas dos chamados " jornalzões" manchetes e mais manchetes "louvando" o desempenho da instituiçãodo ano passado. O Coorreinho esmerou-se:" maior desempenho da história do Banrisul"!
Parecia um título oficial, de um boletim interno do Banco!
Ah, independência!!!!
Os jronais foram unanimes em exaltar o balanço do Banrisul de 2009 com manchetes entusiasmadas tipo " melhor desempenho da História do Banrisul"..A coluna do Políbio Braga, no O SUl também veio com " Banrisul fecha melhor balanço da história"!!!
Como disse estes tempos um maldoso...ah, a imprensa....!!!!
Memória da Imprensa
Como era a cobertura dos carnavais
na Zero Hora do começo dos anos 70 !!!!
Depoimento de quem trabalhou
naquele jornal nesta época(começo dos anos 70!)
POR LAURO DIECKMANN
O ERCY PEREIRA TORMA ERA REPÓRTER DA RÁDIO GAÚCHA. ERA UM CARA QUIETO,HUMILDE. ELE FAZIA AEROPORTO ANTES DO ALDO SCHMIDT. CHEGAVA NA REDAÇÃO NO FIM DA TARDE E O CHEFE DE REPORTAGEM ANTÕNIO MANOEL OLIVEIRA PEDIA PRA ELE TRANSCREVER PARA O PAPEL ALGUMA ENTREVISTA PARA A RÁDIO E QUE TAMBÉM INTERESSAVA AO JORNAL.
NAQUELE NINHO DE VAIDADES QUE ERA A REDAÇÃO DA ZERO HORA NINGUÉM DAVA BOLA PARA ELE.EU ERA UM DOS POUCOS QUE LHE DAVA ATENÇÃO A PONTO DELE ME CONTAR AQUELA HISTÓRIA DA MÃE DE SANTO QUE PROGNOSTICOU QUE ELE TERIA UM FUTURO BRILHANTE.
NO CARNAVAL ANTÕNIO OLIVEIRA ORGANIZAVA UMA PAUTA DE COBERTURA DE CARNAVAL E DESTACAVA UM REPÓRTER PARA OS BAILES DE SOCIEDADE,OUTRO PARA OS BAILES DE PERIFERIA, OUTRO PARA OS BAILES INFANTIS E NÃO SEI O PORQUE A ZERO HORA ACHAVA QUE TINHA QUE COBRIR AS CASAS NOTURNAS, BOITES NORMAIS E PUTEIROS EM GERAL.:DRAGÃO VERDE, GRUTA AZUL ERA O ERCY QUE FAZIA A COBERTURA.
A ESCOLHA TINHA COMO LÓGICA. DEVIA-SE AO JEITO COMPORTADO QUE ELE TEM. O CHEFE DE REPORTAGEM NO CASO O ANTÕNIO MANOEL DE OLIVEIRA, APOSTAVA QUE O ERCY NÃO IA ENCHER A CARA NEM SE ENGRAÇAR COM O PUTEDO. MAS OS REPÓRTERES QUE O ACOMPANHAVAM GERALMENTE FICAVAM SE ENGRAÇANDO COM AS PUTAS DESTES LOCAIS.O ERCY NÃO. ENQUANTO O HOJE PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO RIOGRANDENSE DE IMPRENSA ENTREVISTAVA OS DONOS DOS BARES E BOITES( CONHECIDOS POR INFERNINHOS) OS COLEGAS QUE IAM COM ELE APROVEITAM PARA UMA BICADA NO UÍSQUE QUE GERALMENTE LHES ERA OFERECIDO.
SÓ QUE O ERCY NÃO BEBIA E ELE CLARO, NO CLIMA DE CARNAVAL,ÁS VEZES OS COLEGUINHAS QUE SEMPRE O ACOMPANHAVAM DESCOLAVAM UMA GAROTA DE PROGRAMA PARA UM INSTANTE PORQUE NA ÉPOCA REPÓRTER GANHAVA UMA MISÉRIA E ESTAVAM SEMPRE DUROS. E O ERCY FICAVA LÁ TROVANDO NA MAIOR SERIEDADE COM OS DONOS DOS INFERINHOS E PUTEIROS E O RESTO DO PESSOAL LÁ SE DIVERTINDO.
A festa dos 30 anos do PT
A festa dos 30 anos da fundação do Partido dos Trabalhadores na noite de 10/02 como era de se esperar foi um suceso. Na véspera os ingresos já tinham esgotado.
A festa também compareceram integrantes do PDT. Dos presentes ,registrou-se o ex-governador Olívio Dutra, sua esposa, Judith, o secretário da Presidência da República e ex-deputado estadual Selvino Heck, o secretário executivo Nacional da Pesca e Pré-candidato a deputado federal Dirceu Lopes que espera contar com boa parte dos 40 mil votos que fez na " noiva do mar" quando foi candidato a prefeito. Miguelina Vecchio, do PDT, ao saudar o aniversário petista recordou do tempo de militância junto com a ministra-chefe da Casa Civil,Dilma Rousseff.
A Helena pronta pra desfilar na Marques do Sapucaí
Claro que ela com um ano e pouco não vai aguentar o tranco a noite toda,mas eis a minha neta, Helena, já pronta pra desfilar na Marques do Sapucaí, na noites de grandes desfiles ...
E já teria até arrumado um patrocínio!!!



MARIA DO CARMO, MITO E LEGENDA
Do livro populário são-borjense
de Apparício Silva Rilo e Fernando O.M.O'Donnell
" Dentre as várias e por vezes controvertidas versões sobre o tipo físico e vida pessoal de Maria do Carmo, resulta o nexo de que era mulher de porte médio,morena clara, com longos cabelos escuros que lhe chegariam à cintura.

Fotos de Neuza Penalvo
Que era mulher de " vida airada",sem ser exatamente uma prostituta com " casa montada".
Que teve vários amantes e companherios eventuais, sem ligação permantente com nenhum deles.
Que, a despeito desse procedimento social que afrontava os padrões da moral da época, Maria do Carmo era benquista entre a gente humilde da São Borja do final do século passado, ajudando a quempudesse levar o seu apoio material e espiritual - de modo especial às mulheres simples de seu círculo de conhecimento e relações.
Dada à bebida, ao cigarro e às reuniões promíscuas, era ao mesmo tempo e maniqueisticamente desregrada e amoral, por um lado , e samaritana por outro. Este segundo perfil, arredado do primeiro, era o que mais se impunha entre as mulheres a que levava o socorro de sua mão e de sua palavra.

Fotos de Neuza Penalvo
Sobre seu assassinato, as versões mais constantes indicam como autor e por isto mesmo seu último amante, genericamente um militar de graduação inicial, soldado,c abo ou sargento, que seria " baiano" - por naturalidade, por mulato ou cafuso, ou por,quem sabe, ser dos que,aos olhos dos gaúchos montavam mal a cavalo.
Maria do Carmo num encontro que teria tido com esta pessoa, nuns matos próximos ao banhado de São João - hoje local integrado à zona urbana da cidade - foi abatida a faca,tendo esquartejados seus membros, decepada a cabeça. Seus restos teriam sido encontrados por rapazes da família Pantaleão, que moravam no " alto da rua dos Coqueiros" - segundo depoimento que me prestou, aos oitenta anos, a " rezadeira" e antiga festeira da Festa do Divino de São Borja, Joaninha Pantaleão.
Conta a referida(falecida há poucos anos, em alentada idade) que foram seus irmãos que acharam os restos de Maria do Carmo, alertados por cães que disputavam os despojos da assassinada, colocados pelo autor da morte sob galharia e ramas secas do mato onde seu deu o fato.
A versão popular registra que os restos foram inumados próximo ao lugar de encontro, em local mais alto, tendo sido colocada uma cruz rústica para assinar a última morada de Maria do Carmo. No registro oficial a que se refere Sempé, está dito que " os ossos da mesma (Maria do Carmo) seriam supultados no cemitério público desta cidade"
Por estar no condicional(seriam) não se pode aceitar de pleno que tivesse sucedidod assim; a tradição oral é permanente quanto à inumação dos restos no local onde foram encontrados os despojos, ou próximo dele, em " lugar mais alto". Onde,hoje,levanta-se o túmulo despojado objeto de romaria e veneração.

Fotos de Neuza Penalvo
Durante muitos anos, os restos de Maria do Carmo foram assinalados apenas por uma cruz, onde alguém inscreveu seu nome, e algumas pedras amontoadas.
É o que dizem os antigos, que assim conheceram nas primeiras décadas do corrente século. Nos anos 40, o então comandante do Segundo RC - em cujas terras se localizava essa réplica de monumento cemiterial - mandou construir , por pedreiros do quartel, o túmulo como hoje é.A providência foi tomada pelo então ten. cel. Serafim Dornelles Vargas - de quem recebi esta informação"
Coleguinhas
" Como deve ser bom ser rico!!!"
disse a Enir

A colega Enir Maria Grigol estava na festa da Tedesco no dia 10/02. Ele ocupa hoje o posto de chefe de comunicação da F ederação das Indústrias do Rio Grande do Sul, mas continua com a sua simplicidade dos tempos em que era editora e repórter em redações. Quando ela chegou na tarde-noite da última quarta na festa da Tedesco, ela contou que estava vindo de um edifício ali das cercanias( a Tedesco fica na av. Plinio Brasil Milano, uma zona nobre de Porto Alegre) e que ficara encantada com o conforto que o novo prédio apresentava. E comentou:
- Como deve ser bom ser rico!!!
Aí passou a enumerar os confortos que o novo prédio tem- um deles é que os colaboradores não tomam mais banho dentro da habitação onde prestam serviço e sim numa área do prédio totalmente destinada para este fim - e ficou sonhando,talvez, um dia ir morar lá....Quem sabe, Enir, tu ganhes na Megasena...
Enir Grigol nasceu a 19.05.1956 na cidade de Vacaria( mesma terra do presidente da Fiergs, Paulo Tigre) filha de Achylles Guilherme Grigol e de Claudina Girotto Grigol.
Enir já trabalhou na CRT( hoje Brasiltelecom) no Jornal do Comércio( onde foi chefe entre outros do Lauro Dieckmann).
Sempre solícita com os colegas, tem um trânsito fácil no meio dos coleguinhas....
Nunca ninguém a viu fazendo um comentário desairoso de nenhum deles....
Tedesco apresentou resultados
em encontro ao ar livre!!!!
Como tem sido nos últimos anos, a Tedesco apresentou na noite do dia 10/02, em sua sede em Porto Alegre, os resultados do ano passado, num jantar para a imprensa organizado pelo colega Valter Todt...
O Todt chama coleguinhas para as festas que ele organiza, mas também convida os clientes dele, que ele os transformou em "amigos".O Geraldo da Fonseca é um que ele transformou em conhecido de todos os jornalistas. E o Geraldo ainda por cima faz a parte dele....
Estava bom o jantar na Tedesco. Começou cedo no jardim com um garção- que alguém do grupo chamou de " Collares dos pobres" -servindo petiscos, no caso coraçãozinho e salsichão com pão e alho e chopp. O chopp não estava lá muito gelado, mas com o calor senegalesco que tem feito, não temos do que nos queixar...
O Mário Santarosa, só pra variar, deu um fora do tamanho do Beira -Rio( esta combina porque foi a própria Tedesco quem construiu o Beira-Rio nos anos de 67,68).Dirigindo-se a coleguinha do Correio do Povo, Tamara da Costa Pereira, deixou uma bruta bola picando....
O Santa Rosa é de uma grossura que só é encontrada em Bento Gonçalves, tcho!!!!!
O infeliz bordão do Galvão.
Por Luiz Oscar Matzenbacher.
A Libertadores começou. O bicho vai pegar. Temos cinco grandes equipes representando o Brasil. Os argentinos, paraguaios, chilenos, equatorianos, mexicanos e colombianos também vão chegar juntos.
O Velez joga um bolão. Aliás, tivemos um bom teste de qualidade do futebol brasileiro, no jogo Velez x Cruzeiro, lá em Buenos Aires. A partir desse jogo, já podemos saber as reais chances dos clubes brasileiros nessa competição, uma vez que a imprensa argentina é toda elogios ao Velez Sarsfield. Enquanto o Velez ia vencendo os mineiros campeões do Segundo Turno do Brasileirão de 2009, eu jantava na noite de quarta-feira, em POrto Belo (SC), com um grupo de amigos argentinos radicados no litoral catarinense. Os portenhos disseram não aguentarem mais o bordão do Galvão Bueno, " vencer é muito bom, mas ganhar dos argentinos é melhor ainda". Ainda bem que não sabiam do resultado de Velez 2 x 0 Cruzeiro. Teriam dito, certamente que também ganhar dos brasileiros é melhor ainda e o meu jantar teria sido amargo.
Do Sul chega uma boa notícia. O novo técnico do Inter, o engravatado Jorge Fossatti, é um verdadeiro Felipão uruguaio, segundo a imprensa de Montevideo. Aliás, foi auxiliar do Felipão Scollari, em Curitiba e Criciúma. Mesmo sem ostentar os "bilionários galácticos" repatriados pelo Flamengo, Corinthians, São Paulo e Cruzeiro, o Internacional pode entrar por fora na reta final. E, aí, o Colorado dos Pampas é sempre aquela mescla da malícia brasileira, com a gana pampeana.
Em 2010 teremos ainda a Copa do Mundo da África do Sul, a Copa do Brasil e um Campeonato Brasileiro, que promete ser o mais sensacional da últimas décadas. O circo - o futebol nos nossos tempos - não vai faltar aos brasileiros em 2010, um ano eleitoral. Deus queira que tenhamos também bastante pão e trabalho.
Olha porque os " bilhetes" do Lauro
são o melhor dele(eis aí um exemplo,caro leitor!!!)
Prezado Leitor: eis se não tenho razão. Aí está a prova de que o
veraneio do Laurinho em Passo de Torres é um tédio só. Dorme as 9 da noite.
E ainda vai ter que passar todo o carnaval lá!!!!
o que é que tu querias, ontem, pelas nove da noite, que ligaste para o meu celular?
justo ontem, que me deu sono cedo!?
estava lendo um livro que comprei na pagatônia, sobre a história das idéias na argentina, me deu um sono danado e fui dormir.
a rosa me avisou que o celular estava tocando e indicava que era o 'olides'. pqp!
Na mesa do presidente do Grupo Record, Natal Furucho, durante evento do Banrisul,ontem, ninguém tocou no assunto do helicóptero do grupo que caíra pela manhã em S.Paulo e onde houve uma morte e um ferido grave.
No evento,de ontem, na Banrisul,sentei na mesa onde estava o diretor do Correio do Povo, Telmo Flor e o presidente do Grupo Record, no RS,Natal Furucho. Ele nao descansou enquanto não conseguiu uma palavrinha com o governadora Yeda Cruius.
O assunto: não foi revelado...
Telmo Flor, porém, revelou que o site do Correio do Povo está recebendo ajustes. " Só ontem-terça-feira passada- fizemos 15 ajustes nele" revelou o editor-chefe do Correinho.
Telmo disse ainda que o site do Correio " não está com pressa e nem está preocupado com quantos acessos tem ou não"!
Olha o Laurinho lá de Passo de Torres
louco pra regressar pra capital e vir sambar....
tosco,
se fores passar o carnaval em porto alegre, aproveita e faz umas matérias para o teu saite. te credencia na prefa e vai para o sambódromo do porto seco. faz umas ambientais. tenta pegar o que a zh-RBS não mostram.
outro aspecto que podes esmiuçar é o das bandas de bairro, tipo banda da saldanha etc...
ou então pega uns velhos e entrevista, registra o depoimento deles sobre como era o carnaval do passado.
em porto alegre, por exemplo, na época em que o comedador heitor pires (pepsi-cola) comandava o carnaval, havia carnaval no centro, na santana, no iapi, na mariland, na sertório (pelo menos eu lembro destes).
tem esses velhos que eram locutores da farroupilha e que andam hoje pela ari, podem ser fontes.
ah! e o erci torma também, afinal....
quanto ao texto para o livro, te mando em outro e-mail.
"A hora dos panos quentes" - Carlos Brickmann, para o Observatório da Imprensa
Circo da Notícia - Coluna de 9 de fevereiro
A revelação, algumas horas antes da abertura dos envelopes, das empresas de publicidade ganhadoras da concorrência da Petrobras, é exemplar por vários motivos. Primeiro, por ter ficado claro, mais uma vez, que o sistema de concorrência pública no Brasil ainda tem furos que permitem o favorecimento de grupos menos competentes ou mais careiros; segundo, porque a Petrobras levou alguns dias para cancelar a concorrência, quando deveria tê-lo feito imediatamente, tão logo se verificou a irregularidade. Terceiro, por ter mostrado que a imprensa, se foi capaz de repercutir a informação de uma revista eletrônica, a Propaganda & Marketing, não teve fôlego para ir mais longe.
Ou, pior ainda, não teve fôlego para ir mais longe nem imaginação para buscar novas pautas a respeito de um tema tão escabroso. Por que, por exemplo, a Petrobras demorou tanto para cancelar a concorrência, se era público e notório que havia pelo menos uma irregularidade insanável? Qual o perfil das agências que ganharam a concorrência antes da abertura dos envelopes? Qual o relacionamento já existente entre elas e a Petrobras? Como é que uma empresa multinacional, que há pouquíssimo tempo deixou de ser um braço de sua sócia brasileira, de repente ganhou músculos para derrotar concorrentes com muito mais tradição no mercado? E, a partir daí, por que não verificar se nos Estados, governados seja por que partido forem, as regras das concorrências têm as mesmas falhas?
Num ano eleitoral, e havendo envolvimento de uma empresa-símbolo do país, como a Petrobras, há o risco de partidarizar as investigações. Isso deve ser evitado: envolvimento partidário só se ficar comprovado que os partidos têm conhecimento das irregularidades, se beneficiam delas, participam da fraude.
Fraude, a propósito, é a palavra que deve nortear as coberturas. Se o resultado da concorrência era conhecido antes da abertura dos envelopes, houve fraude; alguém buscou, por algum motivo, controlar o resultado da concorrência. É difícil de apurar, mas se alguém o conseguir terá uma excelente reportagem nas mãos.
Jornalismo bonzinho
Aquela história de que os bancos só lhe emprestam dinheiro quando você não precisa continua válida; e a cada dia vale para mais setores da economia. Seguro-saúde, por exemplo: à medida que o cliente envelhece (e tem sua capacidade de ganho reduzida), as seguradoras apertam mais a corda no seu pescoço, punindo-o pela ousadia de não morrer tão cedo quanto suas estatísticas estimavam.
Mas há abusos bem menos sofisticados do que esse. Uma jovem que mora em São José dos Campos, SP, associada à Unimed Paulistana, precisa fazer uma biópsia no seio - coisa urgente, já que se for problema sério terá de ser tratado imediatamente. A jovem foi à Unimed em São José dos Campos, levando toda a documentação, e nada de receber resposta. Reclamou, e soube que a empresa nem havia encaminhado ainda os documentos à congênere paulistana. Conversou com a Unimed Paulistana e soube que o pedido, quando chegasse, levaria pelo menos três dias para ser analisado. Experimente o caro colega atrasar três dias o pagamento do seguro-saúde (ou, no caso, mais de uma semana, já que houve a retenção em São José dos Campos). O lado de lá do balcão não costuma ter compreensão nenhuma em casos como este.
Resultado (por enquanto): a advogada da jovem registrou boletim de ocorrência na delegacia de Polícia e prepara outras providências. E os meios de comunicação? Quietinhos, quietinhos. Não falam sobre problemas sérios, específicos, como este; não falam sobre problemas sérios, crônicos, como o dos aumentos astronômicos para os chatos que insistem em continuar vivos, ousados que são.
Uma amiga deste colunista entrou, há muitos anos, no plano mais caro de um seguro-saúde bem conceituado. O seguro quebrou, foi vendido a outro, que quebrou, foi vendido a outra, e o plano dela foi caindo de patamar. Hoje a sede fica fora de São Paulo e o tratamento é analgésico da cintura pra cima e elixir paregórico da cintura pra baixo. E, embora continuem cobrando pelos planos top, nem os xaropinhos e comprimidos eles estão dando.
Imprensa? Não, isso não vale. Matéria boa é aquela que o promotor já dá pronta, não exige prática nem tampouco habilidade. No máximo, e só para constar, ouvir o outro lado, numa matéria que deverá ser publicada num canto, bem pequenininha. Pesquisar, fazer reportagem? Dá trabalho, e trabalho cansa.
Baixando o nível
Agora, outro caso em que o preço se mantém e o serviço decai. Um associado da Amil, morador em Itu, SP, foi aos laboratórios credenciados da cidade para fazer um teste ergométrico. Foi rejeitado: um se recusou a atendê-lo alegando que não recebia os reembolsos do convênio há um bom tempo, outro preferiu não explicar os motivos da recusa. Procurou então a Amil, para saber o que acontecia. Não teve informação. Insistiu, insistiu, e depois de muito tempo lhe sugeriram que procurasse atendimento em outra cidade. Ou seja, não tinham a menor intenção de liquidar as pendências com os laboratórios por eles credenciados.
Assim fica fácil: os prestadores de serviço não recebem e, quando reclamam muito, são descredenciados e substituídos por outros que acreditam que terão tratamento diferente. Quanto aos clientes, ou pagam ou perdem direito a todo o resto dos serviços. É o famoso jogo do perde-perde.
Meios de comunicação? Pois é: há empresas que são grandes anunciantes. Será que vale mesmo a pena ficar ao lado dos consumidores de informação e arriscar-se a perder anunciantes? A resposta é óbvia - e talvez explique o silêncio.
Não para, não para, não para
Há dez anos, a Marinha brasileira incorporou à sua frota, como navio-capitânea, o porta-aviõesSão Paulo, comprado da França, onde se chamava Foch. O Brasil acaba de fazer grandes negócios militares com a França: quatro submarinos com motor Diesel, o casco de um submarino nuclear, 36 caças supersônicos Rafale (estes ainda não confirmados oficialmente), coisa de bilhões de dólares.
Não seria o caso de fazer alguma reportagem sobre o desempenho do São Paulo? Tudo bem, o porta-aviões era usado, estava mais para Brasília 67 do que para Rolls-Royce zero, mas foi inteiramente reformado antes da incorporação à Marinha brasileira. O fato é que, em dez anos, o navio ficou quatro parado. Uma boa matéria poderia esclarecer se quatro anos parado num total de dez é muito ou pouco, e no caso de ser muito quais as causas de tantos defeitos.
É isso mesmo
Mas não falemos mal das armas francesas. O Brasil já teve outro porta-aviões, o Minas Gerais, comprado da Marinha inglesa. E também não funcionava.
Aprendendo com o mestre
Como pôde a Argentina, que no início do século passado era uma força emergente, que produz alimentos e combustíveis, que há tantos anos enfrentou com êxito o analfabetismo, chegar aonde está hoje? Como é que os argentinos, sofisticados, lidos, bem-alimentados, globalizados avant-la-lettre, subordinam sua política de hoje a um dirigente que morreu há quase 30 anos, e continua tão forte que os principais atores políticos de hoje disputam ainda sua herança? Como é que se explica o episódio macabro de Evita Perón, morta mas não enterrada, e cujo corpo foi o principal troféu levado pelos comandantes do movimento militar que derrubou seu marido ditador?
Santa Evita, de Tomás Eloy Martinez, explica boa parte dessas coisas. E explica numa narrativa densa, fascinante, num livro que pede para continuar a ser lido madrugada adentro, para acompanhar sua trama.
Martinez morreu outro dia, e deixou um texto magnífico para jornalistas, tratando de um problema atualíssimo: como publicar na imprensa escrita um acontecimento que já apareceu na TV, na Internet, na tela do celular, no rádio, e que além de antecipar a notícia ainda tem mecanismos como imagem e som. O texto foi garimpado e enviado a este Circo da Noticia por Moisés Rabinovici, que a par do excelente jornal que dirige, o tradicional mas moderníssimo Diário do Comércio de São Paulo, continua pesquisando tudo o que é publicado sobre jornalismo. O texto é longo, mas ótimo; e o tempo que investimos nele não é gasto, nem perdido.
O texto foi (bem) traduzido por José Meirelles Passos para o livro Profissão: Repórter.
Coisas finas
Imprensa tem coisas boas, sim - não apenas boas como deveriam ser sempre, mas melhores, com um toque de imaginação e bom-humor. Esta é de O Globo, informando que, em visita ao Rio, a candidata Dilma Rousseff se encontrou com o ex-governador Anthony Garotinho, que disputa o Governo do Estado contra Sérgio Cabral, também aliado de Dilma e Lula. Título:
"Com Cabral desde Garotinho"
E há uma deliciosa carta de leitor ao Estadão, referindo-se à pesquisa Vox Populi em que o nome do candidato do PSDB, José Serra, aparecia ao contrário na ficha apresentada aos entrevistados:
ilupoP xoV
ilupoP xoV asiuqseP: !adacip ad mif o É"
Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br
São Paulo-SP
Como...
Esta é do site de um tribunal, numa cidade paulista das mais importantes:
"Cite-se o réu para, no prazo de 30 (trinta) dias, oferecer eventual contestação aos termos da presente demanda. (...) 10 de dezembro de 2009. (...) Dezembargador Relator"
...é...
De um grande portal noticioso de Internet:
Nascido nos EUA, panda fará aulas de chinês
Na verdade, não é "nascido". É "nascida", já que se trata de uma fêmea. E a notícia não esclarece um fato importante: a Ursa Falante já domina o inglês?
...mesmo?
De um grande jornal:
Corrida do Empire State reúne mais de 200 competidores
Se este colunista soubesse que o Empire State iria correr, faria questão de assistir à prova.
Esporte para escandalizar
Foi uma semana em que os meios de comunicação capricharam nos títulos de duplo sentido, principalmente na área do futebol profissional. E, o que é melhor, tudo indica que os títulos foram dados inadvertidamente:
1 - São Paulo vende André Dias e reduz opções atrás
2 - São Paulo sai do armário e investe em Cléber Santana!
3 - "Vítima" dos adversários, Neymar ganha proteção de Ganso!
Justo agora, com tanta chuva e tantas enchentes, o protetor Ganso não correrá o risco de afogar-se?
E eu com isso?
Como você pode calcular a boa-vontade de um trator? Simples: depende das atitudes que o trator tomar (e não estranhe: se Herbie, o Fusca do filme, podia agir sozinho, por que um trator bem-educado não teria as mesmas prerrogativas?)
1 - Trator tenta dar sua ajuda, mas acaba piorando acidente
Na seção frufru das revistas especializadas, pode-se aprender muito. Até como se comportam as pessoas que não estão sendo entrevistadas mas que dão o azar de estar por perto na hora da reportagem.
2 - Executivo é pego vendo fotos de modelo nua enquanto colega dava entrevista
Uma bela modelo, aliás: a australiana Miranda Kerr. A propósito, que é que este cavalheiro de excelente gosto tem a ver com a reportagem, para ser citado nela? Estava sossegado em sua mesa, ocupado com seus próprios assuntos, cuidando de sua vida, e os enxeridos o fotografaram!
Na área frufru, aprende-se a dar nomes diferentes dos habituais às atitudes de pessoas famosas.
3 - Noivo de Katy Perry beija e apalpa homem em show em prol do Haiti
Segundo a notícia, o noivo de Katy é o humorista Russell Brand. Ele e um amigo chegado divertiram a platéia num espetáculo explícito de pegação. Diz a informação: "Sempre excêntrico, o humorista ainda apalpou o traseiro do amigo".
Este colunista é caipira e não acha que essa atitude seja excêntrica, não. Ao contrário, em todas as redações em que trabalhou, havia gente apalpando e sendo apalpada. Mas o nome que se dava a esses folguedos era outro.
E há o frufru propriamente dito:
4- Kelly Osbourne leva o cãozinho Sid para fazer compras
5 - Tessália diz que, se rejeitada, fará plásticas e ficará loira
6 - Victoria Beckham vai à praia de chinelo e deixa joanete visível
7 - Sister brinca com Michel no Puxadinho
8 - Gugu hipnotiza galinha no Jô Soares
9 - Aranha "armadeira" pode curar impotência sexual
Grande novidade! Quem poderia ignorar o papel da aranha no desempenho amoroso?
O grande título
Coisas finas: nossos meios de comunicação sempre capricham. Temos, como de hábito, aquele título publicado a tapa, sem revisão:
Estudo sobre esclarece de Hitler usava drogas ou não
Ou, na mesma faixa,
Ronaldinho meia nega ter feito festa em Milão
Temos o título excêntrico (no sentido clássico, não naquele que foi usado para explicar o agarramento entre dois artistas):
Viciada, cobra de estimação fuma dois cigarros por dia
A notícia é de Taiwan. O dono do bicho explica que a cobra se viciou de tanto viver em ambientes cheios de fumaça. Lei Serra lá também!
E o grande título, aquele que com um leve pensamento malicioso fica ótimo:
Dia mundial das áreas úmidas é comemorado em 2 de fevereiro
Este colunista acha que certas datas, como o Dia da Fraternidade Universal e esta, deveriam ser comemoradas todos os dias.
Concubina não tem direito à indenização por serviços domésticos
Segundo o relator, conceder a indenização pretendida seria um atalho para se atingir os bens da família legítima, providência rechaçada por doutrina e jurisprudência.
A 4ª Turma do STJ negou indenização para concubina residente em Dourados (MS). Ela manteve relacionamento com homem casado. A decisão levou em conta que a compensação financeira elevaria o concubinato ao nível de proteção mais sofisticado que o existente no próprio casamento e na união estável.
A concubina, além de não receber a indenização de R$ 48 mil que pretendia, foi condenada a pagar as custas processuais e honorários advocatícios, no valor de mil reais.
Ameaça à monogamia
Em seu voto, o ministro Luis Felipe Salomão apontou a proteção ao concubinato como uma ameaça à monogamia: “O concubinato poderia destruir toda a lógica do nosso ordenamento jurídico, que gira em torno da monogamia. Isso não significa uma defesa moralista da fidelidade conjugal. Trata-se de invocar um princípio ordenador, sob pena de se desinstalar a monogamia”.
O ministro também citou precedente relatado pela ministra Nancy Andrighi, da 3ª Turma, pelo qual a indenização à concubina reconheceria, em tese, uma dupla meação. “Uma devida à viúva, reconhecida e devidamente amparada em lei. Outra, criada em Tribunais, como um ‘monstro’ jurisprudencial, a assombrar os casamentos existentes e fazer avançar as uniões concubinárias, albergando-as e estimulando-as, ainda que a ideia inicial do legislador tenha sido no sentido de não permear o instituto do concubinato de efeitos marcadamente patrimoniais”. (Nº do processo não encontrado).
Fonte: STJ
Fonte: http://laurojur.blogspot.com/2010/02/concubina-nao-tem-direito-indenizacao.html
Coleguinhas
O " misterioso"
Qua-quá!!!!!
Eu sempre digo que o melhor local para encontrar o Erny da Cruz Quaresma é Nova Iorque( onde ele vive, mas não dá o telefone e nem o endereço para seus conhecidos com medo que vão importuná-lo); a rua da Praia , em Porto Alegre e às vezes num ônibus para Lajeado.

Erny Quaresma nos tempos de repórter
A Rua da Praia é porque quando está em Porto Alegre a passeio é na rua da Praia que ele é visto junto do seu inseparável amigo, o fotógrafo Galeno Rodrigues( Dizem as más línguas que nunca ninguém viu o dinheiro dos dois, porque os dois são mão de mulita).
Já no ônibus para Lajeado é porque sua sogra mora naquela cidade do Vale do Taquari e de vez em quando ele a acompanha nas viagens de volta para casa.( A Eloisa, sua esposa, faz questão desta gentileza do genro).
Quaresma para mim foi um dos melhores repórteres policiais que conheci, embora não soubesse escrever uma linha. Isto já acontecia quando ele era do Diário de Notícias...Mas não havia missão que o jornal lhe desse que ele não trouxesse resolvida.
Na Folha da Manhã, onde fomos colegas, o Osmar Trindade sempre lhe dava as as pautas mais "cabeludas",aquelas em que exigia intrincadas fontes policiais.
No fim do dia, o Quaresma matava a pau!!!!
Lá estava o assunto desvendado...
Me parece que o estou vendo chegando de volta da redação e começando a fazer mistério...
Ele não sentava na máquina( como não sabia redigir, ficava dando voltas, até que o editor entendendo o que acontecia) colasse um copidesqui ( redator que dá o texto final numa redação de jornal) ao seu lado e aí então ele " ditava" a matéria.Claro, quem a redigia era o copy....
No romance que seu grande amigo Luis Alberto Scotto escreveu sobre os brasileiros que vivem em Nova Iorque, o Erny Quaresma tem o codinome de " Quá-quá"...
Quá-quá é seu apelido entre os mais chegados.
Hoje longe das redações, na terça última quando o encotrei na rua da Praia, sempre falando alto, de camisa aberta, junto do Galeno Rodrigues, veio logo alfinetando a série de matérias que Zero Hora tinha publicado dias atrás sobre os Infiltrados. Bem ao seu estilo, Quaresma desdenhou um pouco o trabalho dos quatro colegas de ZH;
- Com duas historinhas que eu sei, teria matado tudo aquilo que eles escreveram!!!!....desdenhou " Qua-qua...
Resultados do Banrisul
Em café da manhã,ontem, a diretoria do Banrisul - prestigiada pela presença da governadora Yeda Crusius -apresentou os resultados do banco em 2009.O presidente da instituição,Fernando Lemos enfatizou que o resultado foi " o melhor da hisória da instituição". O Banrisul tem 81 anos.Seu lucro líquido no ano passado foi de 541,1 milhões de reais.
Só de impostos para o Governo Federal, o Banrisul,disse Lemos, pagou cerca de 500 milhões de reais.
JUSTIÇA OBRIGA SINDICATO A FILIAR NÃO-DIPLOMADO
O juiz Rafael da Silva Marques, da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, concedeu liminar em Mandado de Segurança obrigando o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul a filiar em seus quadros sociais duas pessoas não formadas em jornalismo. O ato leva em conta a decisão do Supremo Tribunal Federal que, em junho do ano passado, retirou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
Em seu despacho, o juiz ainda penaliza o Sindicato com multa diária de R$ 100,00 por indivíduo, caso recuse a expedição das carteiras nacional e internacional da categoria, bem como a sindicalização dos dois postulantes.
O fato é visto pela direção do Sindicato como uma interferência indevida nas relações de trabalho, uma vez que, pela decisão do Supremo, não é necessária a emissão de carteira para o exercício da profissão, nem mesmo o registro. No entendimento dos representantes da categoria profissional, a decisão fere o estatuto do Sindicato, uma vez que, para filiação, é necessário o curso superior de jornalismo por se tratar de uma entidade de profissionais.
Vale ressaltar que, em portaria publicada pelo Ministério do Trabalho, pessoas sem diploma são enquadradas simplesmente como “jornalista”. Os profissionais com curso superior são considerados jornalistas profissionais, estes sim com direito à associação no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul, conforme seu estatuto.
“Seria o mesmo que a justiça obrigasse a todo o jornalista com atuação no Estado a se sindicalizar, o que fere o livre direito estabelecido em Constituição”, diz o presidente da entidade, José Maria Rodrigues Nunes.
O Sindicato sente-se lesado política e juridicamente com a decisão. Antes de ser obrigado a conceder a expedição das carteiras vai buscar ainda hoje anular a liminar alegando exacerbação de poder do juiz. O Departamento Jurídico da entidade entende que não cabe Mandado de Segurança para obrigar o Sindicato à filiação de associados.
A redação da Folhinha....
A Folha da Manhã, jornal da extinta Cia Jornalistica Caldas Junior, marcou uma época. No começo dos anos 70, era considerado o melhor jornal de Porto Alegre, pelo menos era o que mais incomodava as autoridades naqueles tempos de repressão. O autor teve uma breve experiência na Folhinha, no começo de 1974,quando depois de muito negociar com a Zero Hora me mudei para o jornal que então era considerado "la creme de la creme" do jornalismo moderno gaúcho...( para inveja dos colegas do Correio do Povo e da Folha da Tarde, que eram da mesma empresa).
Minha duração na Folhinha foi exígua, porque em seguida resolvi viajar para Lima, no Peru. Quando voltei fui fazer um estágio na rádio da UFRGS e depois de pouco tempo voltei a Lima de novo, onde fiquei até setembro de 1976.
Mas em 1975, a Folhinha sofreu um grande baque.
Por causa de um acúmulo de matérias que " batiam" forte na Brigada Militar e na Polícia Civil,sempre em tom de denúncia,uma reportage do Caco Barcelos em que ele mostrava que policiais jogavam "bola" com a cabeça de um preso numa delegacia de Polícia - o fotógrafo negou-se a fotografar, dizendo que os policiais estavam " certos" -cerca de 26 profissionais da " Folhinha" pediram demissão entre eles os dirigentes Elmar Bones da Costa, o Bicudo e o diretor Ruy Carlos Ostermann.
A Folhinha entrou em numa outra fase, com a direção de Valter Galvani,até fechar na primeira metade dos anos 80.

Na foto que publico, do acervo de Gelson Farias, o aspecto da Folhinha em 1980.
Da esquerda para a direita Chico Salvatore(estaria hoje no Paraná),Celso Rosa( um grande repórter, que se mudou para a Bahia)Wanderley Soares( de óculos e de bigodes, hoje colunista de O SUL) Anilson Costa( hoje assessor do prefeito José Fogaça, de Porto Alegre)Renato Panatieri, Celso Viola.
Aos fundos,sentada, com cara de " biquinho" a Beatriz Marroco, hoje professora da Unisinos.
O " estrilo" do Serginho.....
P....... Olides.
Tú é foda mesmo.
Eu te dito as materias e tu resolve "copidescar" ao teu modo. Só faz cagada...
Eu não disse que Edson Pires era analfabeto.Disse que ele era um grande reporter.Mas não era lá um grande escriba. Existe aí uma diferença. Eu conheci muitos reporteres que tem até Premio Esso e não conseguem escrever uma frase.
Outra coisa: O Adolpho chama-se ADOLPHO BLOCH. Pô, ve se não erra mais. O homem como é judeu,não tem um ceu como tu e o possoal da Linha Onze tem. Qualquer dia ,ele aparece por aí e tú então vai ver o que bom pra tosse.
Sergio
"FIFI", o do" Prendo e Arrebento",na intimidade era
um sujeito muito generoso,diz um jornalista que conviveu com ele....

O presidente Figueiredo, um personagem que a História ainda não esclareceu!
Pois é, eis aí um personagem que os historiadores estão se negando a se debruçar para vasculhar melhor.Quando ele foi indicado para ser o último dos presidentes do regime militar, poucos conheciam aquela cara carruncuda, que fora chefe do temido Serviço Nacional de Informações(SNI).
No livro de José Mitchell,Segredos da Ditadura Militar, ele diz que um jornalista norte-americano afirmava que Figueiredo era no Brasil o chefe da Operação CONDOR( todos sabem, ou deveriam saber, o que foi esta temida operação....)
O colega Sérgio Ross, que era diretor da Manchete em Brasília, quando houve a decisão de que Figueiredo seria o novo presidente, foi chamado ao Palácio do Planalto um dia por pelo major Heitor Aquino, que era do staff da presidência da República.
- O Aquino(ainda vive) abriu um caixão e lá dentro tinha foto de tudo quando era etapa da vida do Figueiredo. Tinha foto dele no colégio, dele no quartel,saltando a cavalo e muito mais. Entendi ali na hora que ele fora o escolhido e que o Aquino queria que eu fotografasse.
Sérgio fez um acordo com Aquino. Ele chamou o fotógrafo Roberto Stuckert( pai do atual fotógrafo do presidente Lula da Silva) e pediu pra ele reproduzir todas aquelas fotos que estava naquela caixa que o major Aquino tinha.
- Aí levei pra Manchete aquela caixa de fotos, tendo o segredo na mão. Não podia revelar para ninguém que eu sabia que o Figueiredo era o escolhido. Fui pra Manchete, chamei o laboratorista Renan Pimenta e ele trabalhou a noite toda.
No dia seguinte, ele levou as reproduções ao major Aquino e as originais. Mas ficou com cópias. Aí fez o seguinte acordo.

O presidente Figueiredo, um personagem que a História ainda não esclareceu!
As fotos de Figueiredo junto com o anúncio seriam entregues aos principais jornais do país na terça-feira...porque aí a revista Manchete, que sempre circulava às quartas, daria a matéria junto dos jornais e não seria "furada"( termo que na gíria jornalistica quer dizer tomar furo, não dar uma notícia que os demais dão)....
- Foi o que aconteceu, lembrou Serginho...
- Damos até mais fotos do que os jornais deram....
Serginho diz que neste episódio tem uma história engraçada. O laboratorista da Manchete, o Renan Pimenta, tinha o sogro comunista, que morava no Recife. Quando recebeu as fotos, ainda fez um comentário desairoso sobre o novo escolhido....
Sérgio tinha fac ilidade de chegar ao novo presidente porque tinha relações com o coronel Marcon, que era de Santiago do Boqueirão e que como Serginho era gaúcho, Figueiredo,apesar de carioca tinha servido no Rio Grande do Sul, isto lhe abria as portas, além de ser o diretor da Manchete, é claro....
E houve ainda outro lance que foi criando intimidade entre o diretor da Manchete e o presidente do " prendo e arrebento"
- Uma manhã, pouco antes dele tomar posse, o levamos para uma destas hípicas onde Figueiredo costumava saltar( o presidente gostava de equitação) e dois fotógrafos da Manchete fizeram ele fazer foto de tudo quanto era jeito. Aí o presidente foi se descontraindo e no final estava até dizendo palavrão para os fotógrafos, lembrou Serginho Ross.
Como naqueles anos 80 ainda não havia celular, assim que o presidente Figueiredo assumiu o poder, o diretor da Manchete era seguidamente buscado para ir conversar com o general:
- Petiço( Serginho é pequeno e por isto o apelido) me traz aquelas tuas revistas que a Dulce quer ler, dizia Figueiredo.
Lá ia o Serginho providenciar a Amiga, Fatos e Fotos,entre outros publicações da editora Bloch.
Sérgio diz que Figueiredo era também um grande farrista.
Uma vez fizeram uma festa tão grande no Plaza Hotel e houve lá um incidente...Ele saiu com o pé cortado, mas os encarregados da imagem do presidente "inventaram" que ele tinha cortado o pé com um copo....
Sérgio Araujo diz que o presidente tinha uma generosidade muito grande..." Ele não podia ver alguém mal, que queria ajudar" comenta Ross.
Memória da imprensa
Arquivo Público do Estado de SP acaba de lançar o site Memória da Imprensa
Há décadas a historiografia contemporânea tem incorporado a imprensa como fonte fundamental para se compreender momentos históricos e a atuação de protagonistas. Mas a fragilidade e as limitações do papel impresso, especialmente seu acesso, representam dificuldades aos pesquisadores.
Com o objetivo de ampliar o acesso a jornais e revistas do século 19 e início do século 20 no Brasil, o Arquivo Público do Estado de SP acaba de lançar o site Memória da Imprensa, uma seleção de periódicos digitalizados do acervo da instituição.
O serviço reúne por enquanto 14 títulos de jornais e revistas de época, que permitem acompanhar a trajetória da imprensa paulista e brasileira a partir da seleção de exemplares de 1854 a 1981.
De acordo com o Carlos de Almeida Prado Bacellar, coordenador do Arquivo Público, além de ampliar o acesso, outro objetivo importante do novo site é preservar os raros originais das publicações.
"Jornais e revistas antigos têm um suporte muito delicado. O papel amarela com facilidade e a consulta é muito complicada. O acesso direto aos originais ajuda a destruir ainda mais. Quanto mais conseguirmos passar para o formato digital, mais colaboraremos na preservação dos originais", disse à Agência Fapesp.
Segundo ele, a partir de agora pesquisadores não terão acesso aos originais dos jornais e revistas que já estão em formato digital. "Só poderão consultar em casos muito específicos e que serão analisados. Essa é uma iniciativa importante para preservar o acervo", disse.
Parte do acervo já digitalizado ajuda a reconstituir momentos importantes dos mais de 200 anos de história da imprensa no Brasil. Pesquisadores já podem acessar desde publicações que marcaram época, como a revista A Cigarra (1914-1975) e o jornal Última Hora (1951-1971), até títulos menos conhecidos, como o jornal sindical Notícias Gráficas (1945-1964) e o anarquista La Barricata (1912-1913).
Segundo Bacellar, a ideia é colocar à disposição do público um conjunto variado de fontes. "Buscamos alguns exemplos de periódicos famosos, mas que ilustrem tendências ou conceitos diferentes. Temos desde a grande imprensa até pequenos jornais e revistas com perfis mais variados, como sindicais, políticos ou culturais", disse.
A digitalização dos jornais e revistas é uma iniciativa interna do Arquivo do Estado. "Algumas digitalizações em curso estão envolvidas diretamente em projetos de pesquisa relacionados, como, por exemplo, à imigração em SP, e à resistência política durante a Ditadura Militar", explicou.
Movimento
O Memória da Imprensa já soma mais de 1.670 páginas de jornais, mas, de acordo com seu coordenador, as páginas disponíveis ainda representam uma amostra ínfima, se comparadas com a totalidade disponível no Arquivo do Estado.
"Esperamos que esse material sirva para o uso do professor em sala de aula e dos próprios alunos. Caso o professor queira dar uma aula sobre o período da República Velha no Brasil pode, por exemplo, consultar alguns jornais anarquistas do período", disse.
Um dos destaques é o periódico alternativo Movimento, que liderou a campanha pela anistia durante a ditadura militar. Lançado em 1975 e fechado em 1981, teve 3.093 artigos e 3.162 ilustrações censurados pela ditadura.
Segundo Bacellar, a alimentação do site será feita ao longo do ano de forma aleatória, com relação aos títulos. "Mas, às vezes, coincide com solicitação externa. Uma entidade pede, por exemplo a digitalização de um determinado jornal. De qualquer forma, pretendemos chegar, até o fim do ano, com mais de 2 milhões de páginas digitalizadas" , disse.
O Arquivo Público do Estado de SP é um dos maiores arquivos públicos brasileiros. Sua hemeroteca tem cerca de 1,2 mil títulos e 32 mil exemplares de revistas e mais de 200 títulos de jornais.
Já estão disponíveis no site as revistas O Malho (1902-1954), Panóplia (1901-1935), Anauê! (1935), Vida Moderna (1907-1925) e Escrita (1975-1988), além dos jornais Lanterna (1901-1935), Acção (1936), Germinal (1902-1913) e Correio Paulistano (1854-1963), este último o primeiro diário da província de SP.
Para acessar a página e mais informações:
www.arquivoestado.sp.gov.br/memoria
(Alex Sander Alcântara, Agência Fapesp, 9/2)
Mulheres Fortes
Estou vindo do enterro da Bila, no cemitério João XXIII. Éramos poucos...mais netos e bisnetos, a filha Naiora, o irmão Ico....O enterro foi tri simples, como a professora Dalila sempre foi...ICO contou como ela conheceu o marido, Luís Carias da Silveira...A Bila lecionava e o futuro marido teve que lhe emprestar o cavalo para ir dar aula nos interiores de Taquari....
Emocionada mesmo estava a bisneta Bárbara, que leu um poema que ela fez ontem de noite...para a bisavó.Assim são as despedidas....A Bila foi enterrada na mesma urna onde doze anos atrás fora enterrado seu filho, João Lanes. Em 2000 ela havia enterrado a filha Naíde, num outro cemitério, o Jardim da Paz.
ICO disse que eles da família pensavam que a mãe da Bila, que também se chamava Naíde, é que fora a mulher forte da família. " Mas perto da Bila ela não foi nada...." disse ICO. Alguns episódios da vida da Bila eu vi de perto. Em 1971, por exemplo, seu filho Licínio, viajou sem qualquer pretensão para o Uruguai, para passar uma temporada de férias, junto com dois amigos.
Voltou de lá casado, mas com um pequeno problema: a mulher era de menor e os pais deram queixa na Interpol que a filha fora raptada. Dias depois a Bila viu sua casa, na Jaime da Costa Pereira, no Partenon, sendo cercada pela Polícia Federal que recebera ordens da Interpol para repatriar a menor....
ICO, que tinha um amigo na Polícia, ajudou a Bila a desatar este nó...
Depois a Bila enfrentaria outros e muitos outros...
Por isto que para ele,qualquer problema que a gente achasse um grande problema,ela tirava de letra....
Morreu a Bila....

A professora Dalila,sua irmão Petronius e o autor em 1995,quando Dalila completou 70 anos(acervo do autor).
Fui interrompido ontem de manhã(10/02) com um telefonema da minha filha me avisando que tinha falecido a BILA. Elas se criaram ouvindo eu falar da Bila e a conheciam....
A professora Dalila de Azevedo Silveira, mãe do amigo e colega Licínio da Silveira, iria completar 85 anos agora em agosto próximo...
A última vez que a vi, pouco tempo atrás, quando a visitei num final de tarde, tive a certeza que era a última vez que a veria com vida...Tenho estas premonições. Ela meio que se despediu. Eram cinco da tarde, morava sozinha num apartamento na Cidade Baixa.
Poucas pessoas conheci na vida que enfrentaram as barras que a Bila enfrentou!
Separou-se do marido Acarias,ainda jovem e sobreviveu,vinda do interior( era nascida em Cruz Alta) lecionando.Tinha quatro filhos pequenos, dois homens e duas mulheres.
A Bila tinha uma fibra pra enfrentar problemas que eu não sei de onde ela tirava esta força.
A vi enterrando dois filhos: um homem e uma mulher.
No enterro do filho, João Lanes, ela estava sentada e pouco antes do final do velório, ela chamou um dos irmãos e pediu pra encerrar a cerimônia.