" O blog das Novidades "

 

A Sucursal do JB

Fotos: acervo de Lauro Dickmann

Foi só eu falar algumas linhas sobre a sucursal doJB que vários profissionais que trabalharam lá me mandaram fotos e textos.Nestas duas fotos do acervo de Lauro Dickmann aparecem na primeira o repórter Alexandre Garcia e o motorista Davi, numa festa.

Na segunda foto, tem mais gente conhecida.Alexandre Garcia, de barba, ao seu lado o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis no RS, José Mitchell,tendo a sua frente um litro de " Chivas"( da melhor qualidade) mas o Mitchell não bebe, o Quidinho Lisboa( Euclides Lisboa) então estagiário do JB, à esquerda, na ponta o operador de telex da sucursal do JB e um funcionário do Depto. Comercial da sucursal( loiro).

O fotógrafo José Antônio Guerreiro, que foi da Objetiva Press que prestava serviços ao JB diz que 60 por cento das sugestões de pauta que ele como prestador apresentava eram aceitas. A sucursal do JB sempre teve um fotógrafo fixo, que foi o Jurandir Silveira, depois o Mauro Mattos e antes deles todos o falecido Goiano(Rubens Borges).

Coleguinhas

* Os ecochatos( ou ecologistas) mudaram-se faz um mês e pouco para o prédio da ARI, na Borges de Medeiros,915. No terceiro andar.
O Ulisses Nenê dá expediente lá.

* Paulo Burd está como coordenador da Comunicação da Secretaria Estadual da Saúde.

* Quem será mesmo que está processando o J.L.Prévidi??? Será mesmo o Armando Burd, como ouvi dizer ontem no chimarrodromo da ARI???

* Prêmio ARI deste ano não terá,ainda, um premiado de WEB. Está na hora de colocá-lo no regulamento,senhores jurados.

* Outra coisa: porque que somente associado ( em dia...) pode inscrever reportagens para o prêmio ARI de Jornalismo? Há quem ache que é por isto que alguns fazem as matérias e elas são inscritas no nome de outros colegas.

Integrante da camisa 12 do Inter ferido no jogo em La Plata

O estudante CÁSSIO THOWAR, morador da rua Antônio de Carvalho,1684,apartamento 03,em Porto Alegre, foi torcer pelo Inter na última quarta-feira em Buenos Aires como sócio e Integrante da Camisa 12 do clube que é. Ontem,dia 27/11 sua mãe Vera Menezes recebeu um telefonema de um dos integrantes que já haviam retornado e que estavam na turma que viajou tinham dizendo que o rapaz estava internado num hospital da cidade argentina porque sofrera uma queda e havia perdido sangue.A mãe teme que a situação de seu filho seja muito pior e que algo de muito maior tenha acontecido.

Sua mãe passou o dia tentando contato com a Camisa 12 do Inter, mas avisaram lá no Internacional que estava fechada.

O telefone da dona Vera é 51.3334.4022.

Qualquer notícia sobre o rapaz, favor informar a mãe.

Eu x Eles - Coleguinhas

A "globe-troter" está em Bruxelas, na Bélgica!

Virgina Rigatto Neumann deixou há pouco tempo Berlim, na Alemanha e está residindo em Bruxelas, na Bélgica. Trabalha junto à embaixada norte-americana naquela cidade.São as mais recentes notícias que tenho dela.

Notícias recentes dela dão conta de que seu marido, Douglas, com quem se casou no hotel Cavalinho Branco, em S.Chico de Paula, aposentou-se da diplomacia norte-americana.

Conheci a Virgínia ainda quando éramos jovens, na Fabico,em 1974 eu recém voltado de uma viagem ao Peru,retornando a Faculdade e ela uma jovem então casada com o "Bocão"(César) Pegoraro.
Ficamos amigos na faculdade. Depois repartimos a convivência na redação da ZH, onde a Virgínia fazia a área de ensino.

Na redação da ZH, o Carlos Alberto Kolecza, que também tinha a mania de botar apelido nas pessoas, a chamava de "ri GATA"! Fazia sentido.

Já separada do Bocão, num dos tantos eventos que freqüentava junto com sua amiga, a fotógrafa Lisette Guerra, conheceu o subcônsul norteamericano em Porto Alegre, Douglas Neumann, com quem pouco tempo depois se casaria.

Exterior

Acompanhando o marido, Virgínia conheceu boa parte do planeta, deslocando-se sempre para as cidades onde Douglas era mandado como diplomata. Só que eu saiba, Virgínia viveu na Alemanha, em vários países do Oriente Médio, onde conheceu costumes totalmente diversos dos Ocidentais,na Europa duas ou três vezes.

Há alguns anos ela também passou a trabalhar nas embaixadas norte-americanas.

Depois de Berlim, onde residiu nos últimos tempos, finalmente agora está em Bruxelas, na Bélgica.

Para que o leitor tenha uma pequena noção do que a Virgínia aprendeu viajando pelo mundo, faço uma pequena indiscrição( sei que ela não se importará) e publico uma de suas cartas,onde ela a meu ver, exerce seu feeling de repórter onde relata o terrorismo no país que vive e conta como são os locais por onde andou:

Ei-la

" Jeddah, 15 de Julho de 1996

Prezado Olides

Saudações da Arábia Saudita, a terra do eterno verão.Está fazendo muito calor em Jeddah, 45 graus com alta umidade. Penso em vocês, no momento aproveitando os dias claros do inverno gaúcho. Lembro do aroma da nossa lareira queimando nós de pinhos e das tardes de café colonia em Canela. Bons tempos.

O Douglas têm trabalhado intensamente desde que a explosão correu em Al-Klobar. O palácio do rei, e da maioria dos príncipes sauditas, se localiza em Jeddah, pois esta é a cidade mais linda do reino, localizada às margens do Mar Vermelho. No momento, o diretor do FBI está em Jeddah para uma reunião com o Rei Fahad. O chefe das forças aramadas, General Shalikashvili, visitou recentemente a corte, assim como o secretário de defesa, William Perry. O Douglas recebe a todos no aeroporto, em nome do consulado americano, que fornece suporte logístico para estas visitas. No momento, o Douglas é o chefe do consulado, pois o último cônsul se aposentou em junho e o novo deve chegar em breve.

Esta tragégia tem sido muito reportada nos Estados Unidos. Um senador americano recentemente propôs a demissão do secretário de defesa, William Perry, por não ter tomado medidas mais drásticas de segurança. Na verdade, os americanos haviam solicitado o fechamento daquela rua onde o prédio que explodiu está localizado, mas as autoridades sauditas negaram o pedido. Aparentemente os sauditas não estão colaborando nas investigações.

Estes ataques na verdade são contra a família real, pois há muita corrupção neste país. É uma lástima que os americanos tenham que pagar com a vida pela briga dos outros. Estranho que durante os três anos na Jordânia eu me preocupava tanto com o terrorismo, mas nunca tivemos incidentes. Na Arábia Saudita, um país sem história de terrorismo, em menos de um ano duas explosões já mataram 25 americanos. Espero que a situação não piore e que possamos viver por mais dois anos em Jeddah em paz. Nós estendemos nosso tour na Arabia para três anos, ao invés de dois. Agora vejo que foi um erro, mas é muito tarde para lamentar.

No mais tudo bem.

Temos uma professora competente organizando o Summer Camp para nossas crianças. É bom porque assim eles não ficam o dia todo sozinhas em casa fazendo arte. Pelo menos durante a manhã eles tem esta aulinha, onde fazem trabalhos de arte, contam histórias, ou fazem visitas a museus de ciências ou ao zoo.
Na quarta passada eles foram ao zoológico e um cavalo mordeu o braço do Philip. Felizmente está cicatrizando sem probelams. Levei um susto.

Nossas férias na Nova Inglaterra foram maravilhosas. Encontramos o Ken e a Betty, meus sogros, em Boston, e de lá fomos para Jackson, uma cidade nas montanhas de New Hampshire. O Douglas alugou uma casa linda, localizada num campo de golfe. Eles ficaram uma semana conosco, depois retornaram para São Francisco.

Nós partimos para Vermont. Fiquei surpresa com o discreto charme de Vermont.
A população do estado é de apenas 516.000 habitantes, entre intelectuais e fazendeiros. Nos hospedamos em hotéis lindos, jantamos em restaurantes renomados por sua cozinha. Ficamos uma semana em Woodstock onde o priemiro periférico para esquis foi instalado nos Estados Unidos.
A c idade é antigia e pequena, mas tem um biblioteca enorme, várias galerias de arte e muitos antiquários. No pátio do nosso hotel corre um rio límpido e calmo.

Visitamos a vila onde nasceu o presidente Calvin Coolridge(1923-1928). O Klaus gosta muito de política, ele sabe da vida e dos feitos dos presidentes americanos. Demonstrou especial interesse em Coolridge, porque este era o presidente na Casa Branca quando o avô Ken nasceu. O Douglas lê muito antes de viajar, de maneira que quando aterrisamos em terra nova ele já conhece a região como se fosse a Califórnia.

Ele nos levou para conhecer a casa e o atelier do escultor4 Saint-Gaudens, famoso pelas esculturas de Lincoln. Os jardins desta casa estavam florindo, a área toda é tão verde. Hoje estes dias maravilhosos parecem um sonho, tão lindo, tão distante.

No retorno passamos dois dias na Holanda. Alugamos um carro no aeroporto e dirigmos para uma cidadezinha chamada Gouda, origem do renomado queijo que leva o mesmo nome. Estava tão frio na Europa.
Tivemos que ligar o aquecedor durante a noite. Não gosto de inverno durante o verão. O ideal é ter as quatro estações, como acontece na Nova Inglaterra.

Saudades e abraços

Virgínia"

PRÊMIO ARI DE JORNALISMO

As inscrições de trabalhos concorrentes ao Prêmio ARI de Jornalismo 2008 só poderão ser feitas até às 18h do dia 3 de dezembro, quarta-feira. Podem entrar na disputa os trabalhos divulgados entre 1º de novembro de 2007 e 31 de outubro de 2008. o regulamento e a ficha de inscrição encontram-se no site da ARI (www.ari.org.br), mas o material deverá ser entregue na Secretaria da entidade, na Avenida Borges de Medeiros, 915 – 7º andar.

Os trabalhos serão julgados na segunda semana de dezembro, e a entrega dos prêmios ocorrerá no dia 17 de dezembro, às 19h, no Auditório Dante Barone, da Assembléia Legislativa. Criada em 1958, a promoção chega aos 50 anos “com mais vigor do que nunca e como ponto destacado das comemorações dos 73 anos de fundação da ARI”, segundo o presidente da entidade, Ercy Pereira Torma.

A cada trabalho premiado serão conferidos o troféu Negrinho do Pastoreio, diploma e a importância em dinheiro de R$ 3 mil, para o 1º lugar, e de R$ 2 mil, para o 2º lugar. Menção Honrosa fará jus a um diploma. Este ano, para marcar os 50 anos do Prêmio ARI, foi criado, em caráter especial, o Prêmio Cinqüentenário de R$ 5 mil. O patrocinador exclusivo da promoção é o Banrisul – Banco do Estado do Rio Grande do Sul, que em 2008 está comemorando 80 anos de existência.

Coleguinhas - Eu X Eles

Dois irmãos,dois fotógrafos, os dois trabalharam nas mesmas empresas.

Não os conheci pessoalmente, mas fiquei sabendo de sua existência quando fui fazer uma pesquisa sobre uma foto do Floriano Bortoluzzi sendo preso em 1971. Ali me disseram que na Caldas Junior havia trabalhado dois fotógrafos de sobrenome FRANTESKi, de origem judia, grega, se não me falha a memória.O mais velho dos dois irmãos fotógrafos FRANTESKI é o Francisco nascido em 18.12.193o. Hoje, aposentado, vive em Tramandaí.

O irmão dele, o George faleceu em 1996, de um câncer e quando pesquisei a foto do Floriano Bortoluzzi foi com sua filha que tive que obter autorização para poder veiculá-la.

Voltando ao Francisco, ele trabalhou, como seu irmão George, no Jornal do Dia, aquele dos padres, que segundo o Antônio Carlos Porto tinha o costume de pagar seus funcionários 15 dias em dinheiro e 15 dias em " indulgências plenárias".
Francisco quando trabalhava no Jornal do Dia residiu na av. Wenceslau Escobar, 3459.

O irmão George, que também trabalhou no Jornal do Dia como fotógrafo, nasceu em 18/02/1933.

Os pais deles são Michael Frantzeski e Celina Frantzeski.

O chefe de redação do Jornal do Dia,quando os dois irmãos trabalharamlá como fotógrafos, foi o Florianão Correa.

Eu X Eles - Coleguinhas

Nascido em 06.01.1950, Flávio Antônio Vieira Dutra é filho de Dastro Moraes Dutra e de Thélia Vieira Dutra.

Flávio Dutra inicou na rádio Guaíba ,mas depois trabalhou na rádio Gaúcha e na ZH.
Passou para a TVE, no governo do colega Antônio Britto Filho.
Hoje Flávio Dutra trabalha na assessoria de imprensa da prefeitura municipal de Porto Alegre.

Eu X Eles - Coleguinhas

Sandra Simon é dos novos talentos do jornalismo gaúcho. Nascida em Caxias do Sul em 24.02.1967 inicou como redatorana Fundação Piratini, na rádio FM Cultura, quando Humberto Andrteata era seu diretor.Em 1996, Sandra Simon era uma das editoras do Segundo Caderno da ZH.É filha de Mario Francisco Simon e de Suzete B. Gazola Simon.

O filme Casablanca marcou época!

Clique aqui para ver fotos, cartazes e música em formato PPS.

Carteirinha da ARI nos tempos antigos

Olha o que a Josi Negreiros me mandou. Uma carteirinha da ARI de 1941. Diz ela que a carteirinha com logo da pena é de 1941. A carteirinha com a foto é mais antiga,ainda.Obrigado pela colaboração,colega.
o editor.

Coleguinhas

* Prévidi, do site previdi.com foi chamado durante o Prêmio Press de Imprensa, pelo apresentador Machadinho, de José Luiz "Processado" Previdi.

* A governadora Yeda Crusius e o presidente da Assembléia Legislativa do Estado,deputado Alceu Moreira, prestigiaram a entrega do Prêmio no dia 25/11/08.

* Preparem e apertem os cintos: o diretor da SLM,Waldir Loeff, avisou a pelo menos um contato comercial de um veículo de circulação nacional de que a Gerdau vai cortar,em 2009, 30 por cento da verba publicitária institucional.

* Será dia 9/12 o tradicional almoço de fim de ano da Fiergs. Não precisa convite.Lá não pedem carteirinha e nem convite de ninguém.Tem duas turmas: a que vai para badalar,ser visto, se fazer, como dizem os jovens e a turma séria, que vai ouvir as previsões de especialistas sobre a indústria em 2009.Nada demás, o mundo é assim mesmo!

* Este almoço,segundo o fotógrafo Ronny Blás, que trabalha lá, começou sendo feito um cardápio campeiro, por sugestão do " lua preta" Júlio César Magalhães. Depois é que cresceu tanto...

* Tem coleguinha que vai no almoço da Fiergs pra pegar notícia, outros vão também pra pegar o "toco" como se chama no bom sentido, um presentinho de fim de ano.

Eu X Eles - Coleguinhas


Na redação da "Folhinha", o Floriano me avisou: " Olha, o delegado Müller mandou dizer que vai ter que bater lá..."

Devo ao fotógrafo Floriano Goulart Bortoluzzi um aviso importante: em 1974,lá por março/abril, militávamos juntos na Folhinha da Manhã, da CJCJ.Uma tarde, ele chegou pra mim na redação,enquanto eu redigia minha matéria e meio cabreiro me avisou:
- Olha o delegado Müller vai ter que bater lá na baia de vocês...Tem muita queixa de vizinho...

Não fiz nenhuma pergunta ao Floriano, até porque eu entendi logo o que ele queria dizer. Não tinha culpa no cartório, mas fazia alguns dias que eu havia notado em que o apartamento em que um grupo de jornalistas morávamos - eu, Licínio Silveira( que era o editor de Polícia da Folhinha,hoje é um cineasta famoso que vive em Maputo, Moçambique)Caco Barcelos( hoje apresenta o " Profissão Repórter) da TV Globo, o publicitário Emílio Chagas,(hoje vive em Porto Alegre, Carlinhos Mossmann( então editor de Internacional da Folhinha, hoje tem uma assessoria de imprensa em Novo Hamburgo) tinha virado uma espécie de local de encontro de gente que nada tinha a ver com a nossa viagem, como dizem os jovens de hoje.
O delegado Müller a que Floriano se referia era o delegado Newton Müller, que depois ganhou notoriedade no famoso Caso Daudt - a morte do deputado José Antônio Daudt em 1988 - e que na época dirigia a delegacia de Tóxicos.

Cheguei em casa aquela noite e chamei meus colegas de "república" avisando-os do que ocorria. Uns desdenharam o fato. Outros o levaram a sério.O fato é que a partir daquele aviso, manerou-se as visitas ao apartamento da rua Cuiabá,esquina com professor Oscar Pereira, bem no alto, onde de vizinhos havia dois " inferninhos" e não o espigão que foi construído depois e que está lá até hoje.

Floriano Bortoluzzi foi protagonista de um fato em que conto no meu livro Pauta, o Avesso das Redações: Na noite de 28.11.1971 ele foi detido no Beira-Rio porque se envolveu numa briga dentro do estádio com um brigadiano. Mais detalhes é só comprar o livro.

O chefe do arquivo do Correio do Povo, Dirceu Cheverino contou-me que uma vez ele foi quase atropelado por um taxista meio afobado na rua da Praia com a Rua Caldas Junior. Dirceu saiu do Correio e quando ia atravessar a rua quase foi atropelado. O Floriano vinha saindo do Correio e socorreu o colega, mas partiu pra cima do taxista. Dirceu teve que acalmar o colega,dizendo-o pra deixar isto pra lá.

Floriano Goulart Bortoluzzi nasceu em Vale Vêneto, na grande Santa Maria da Boca do Monte em 07.03.1946. Filho de José Bortoluzzi e de Júlia Goulart Bortoluzzi.
Foi um dos primeiros fotógrafos da ZH,iniciando no jornal em 1966,quando o dono era o Ari de Carvalho e a redação ficava na av. Sete de Setembro. Era da turma do fotógrafo Assis Hoffmann que hoje vive na Praia do Rosa, onde tem uma pousada. Depois da ZH, Floriano foi para a Caldas Junior, onde fazia fotos para a Folha da Manhã, Correio do Povo e Folha da Tarde." Trazíamos de tudo do interior quando viajávamos pela Caldas. Uma vez eu e o Nilo Vaz,do Correio Rural, trouxemos um porco numa kombi. O Nilo hoje vive na Bahia",diz Bortoluzzi.Floriano foi casado com Nanzi Bortoluzzi(18.09.1953).
Na Caldas Junior começou a carreira de Bortoluzzi junto aos clubes da capital e do interior. Ele foi o dono do Baile Vermelho e Branco do Teresópolis Tênis Clube realizado sempre no carnaval.
Atualmente edita a revista Imagen News sobre a qual diz:

" Com ela criei todos meus filhos." A Imagem News tem 25 anos de circulação. Um dos maiores escândalos que a revista poblicou foi uma matéria do centromédio Cleo, do Inter, nu. A foto foi feita acho que pelo próprio Floriano e o texto foi do Roberto Gigante, que virou " celebridade" com a reportagem.

Eu X Eles - Coleguinhas


Say Marques ( chamado de Dr.) foi o vereador que implantou a Feira do Livro

Jornalista do Diário de Notícias, tornou-se conhecido por ter criado,quando foi vereador da cidade, em 1959, uma lei segundo a qual a Câmara Riograndense do Livro faria anualmente uma feira do livro em Porto Alegre. A feira é isto que está aí até hoje, com 54 edições já realizadas.
Há,porém, uma controvérsia:há quem diga que ele apenas usou uma idéia que fora apresentada antes por um dos vereadores do Partido Comunista Brasileiro, abrigados na legenda do PPS, Marino dos Santos, ou Eloi Martins.
Say Marques nasceu em 18.07.1912. Ele consta como um dos sócios-fundadores da Associação Riograndense de Imprensa(ARI).
O falecido advogado Till Rodrigues publicou uma biografia do Say Marques, que deve existir na Martins Livreiro.Say residia na rua Eça de Queiroz,620, no bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

Eu X Eles - Coleguinhas


O criador do caderno DONNA da ZH

Poucos jornalistas que conheci tinham(ou têm) o esmero em uma edição quanto Francisco(Chico) Zaiter Reis, nascido em 27.04.1953, em Santana do Livramento, terra pródiga em produzir talentos no jornalismo.E poucos têm a qualidade do texto do Chico. Foi ele que copidescou parte do meu livro Quem Diria, Tudo Começou Assim,editado em 1993, sobre a história do transporte coletivo de passageiros de Porto Alegre( edição esgotada).
Chico tem outra peculariedade: foi o único jornalista, que eu conheça, que leu de cabo a rabo o romance ULISSES,de James Joyce.E o leu quando tinha apenas 11 anos. Foi o pai o que o obrigou a este feito.
Só conheci outra pessoa que tenha lido este romance de oitocentas e tantas páginas e cuja tradução deve ter sido um parto; foi um colega da Casa 5, da JUC, que estudava Física e que por acaso também era de Santana do Livramento. Mas o estudante de Física era meio maluco mesmo.

Os pais de Chico são Waldemar Reis e Salma Zaiter Reis.
Chico começou na Folha da Manhã, como repórter.Já trabalhava na Caldas Junior em outubro de 1972, quando Carlos Alberto Kolecza, que provavelmente conhecera Chico em Livramento - porque Kolecza andou por lá trabalhando na A Platéia - o indicou para ser sócio da ARI.

Em 1986, eu fui testemunha da competência do Chico como editor da revista de Domingo da ZH.
Estava em Roma e lá pedi pra fotógrafa Avani Stein (que era na ocasião a esposa do Caco Barcelos) fazer uma fotos do Luiz Fernando Verissimo e da família que viviam em Roma. Descobri o fone do Verissimo( um funcionário da Embaixada Brasileria, o Braga, que é gaúcho me conseguiu o número) e fizemos umas fotos do Verissimo e da família junto a Fontana de Trevi.
Verissimo não quis dar entrevista; pediu-me que lhe mandasse por correio as perguntas que queríamos fazer. Tempos depois ele as mandou de volta,respondidas, com sua ironia fina de sempre.

Chico Reis fez uma bela edição em duas páginas de um domingo da Revista de Domingo que a ZH tinha.
Depois é que ele criou o Caderno Donna, cujo esmero mostrava e apurava em cada nova edição.

Chico foi para Nova Iorque viver um tempo e lá pegou a tragédia de 11 de setembro de 2001, quando foram derrubadas duas torres gêmeas. O engraçado é que naquele dia por um motivo torpe e de logística ele não pode entrar no ar pela rádio Gaúcha, onde sempre falava.É que mroava fora de Manhatan e o congestionamento do trânsito o segurou fora
da área convulsionada da tragédia.

Hoje pelo que sei Chico vive em Vitória no Espírito Santo, onde assessora o senador Gerson Camata(PMDB).

No tempo que o barzinho da ARI enchia

Esta foto é de 29/10/1997 em que se comemorava o aniversário das diretoras da Associação Riograndense de Imprensa(ARI) Rose e Beatriz. Nota-se na fotografia a presença do saudoso presidente Alberto André( bem magrinho, mas ainda dava umas beliscadas num uísquizinho escondido de sua esposa) e no começo da esquerda para a direita a dona Leonor, que durante anos e anos a fio cuidou da ARI. Dona Leonor não só foi a secretária executiva da ARI - hoje é nome de uma sala da entidade - como residiu com a família no prédiod a ARI,quando ele era dominadamente ocupado por jornalistas que lá residiram.

Formatura na PUC

Olides !

Segue anexo foto da Segunda Turma da Escola de Jornalismo da PUC em que a Condessa Pereira Carneiro(proprietária do Jornal do Brasil) foi a paraninfa . Anteriormente ,o Curso de Jornalismo era ministrado através da Faculdade de Filosofia(aulas ministradas no prédio do Colégio Rosário). A entrega dos diplomas foi no Salão de Atos da PUC . Na ocasião foram homenageados o radialista Lauro Hagemann e o jornalista Olintho de Oliveira (Diário de Notícias),e como Homenageados de Honra o reitor da PUC,Irmão José Otão, o diretor do Curso de Jornalismo professor Claudio Candiota,o secretário Geral Irmão Elvo Clemente e o Irmão Sérgio Minúscoli. Receberam homenagem especial os professores João José Planella,Clóvis Stenzel,Nilo Ruschel e Frei Antonio Cheviche.

Entre os 27 bacharéis (na foto) encontram-se Marco Antonio Kraemer, Marisa Franciosi Aesse, João Firme de Oliveira , Antonia Fiori,Francisco Aito Vitorino(orador), Gilda Martins, Ione Garcez Vieira, Ivone Stumpf ,Luiz Vicente Noelli ,Roseli Correa,Plinio Cabral, Salvador Abech ,Uriema Chrysostomo, Vera Zílio, Adolfo Ferreira,Elza Garcia,Lucy Kuhn e Maria Luiza Carpes Antunes.
maria luiza antunes moreira

28/11 - Sexta Feira Mundial Sem Pele

A Coalizão Internacional Anti-Pele (International Anti-Fur Coalition) decidiu criar um novo evento internacional, a ser realizado em conjunto com a Sexta-Feira sem Pele (FFF, em inglês) nos EUA, que é tradicionalmente realizada na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, o feriado em que o comércio é mais movimentado, ao lado do Natal. Assim, a Coalizão não só aderiu à FFF, mas também deu a ela proporções globais, nomeando-a Sexta-Feira Mundial sem Pele (WFFF). Nesse dia, mais de 100 manifestações contra o uso das peles animais serão promovidas ao redor do mundo.

Em Porto Alegre o protesto será realizado pelo grupo VANGUARDA ABOLICIONISTA, com participação de ativistas diversos, alinhado com o Holocausto Animal, de São Paulo.
Data: 28/11 - sexta-feira
Local: Rua dos Andradas, próximo ao Shopping Rua da Praia, Centro de Porto Alegre
Horário: a partir das 9h.

Saiba mais sobre a verdade por trás das peles: http://www.holocaustoanimal.org/vestuario.htm.

Repórteres no front e das enchentes

* Coleguinhas: rádio Guaíba enviou os repórteres Ellen Braun e Jacson Lagoas para cobrir a enchente ocorrida dias atrás em Santa Catarina.Hoje em dia o leitor é que manda fotos para os jornais e sites.

* A repórter Heloiza Golpsban Hercovitz,hoje residindo na Califórnia e vivendo como professora, mandou-me a seguinte recordação de uma enchente que ela enfrentou:
" Também vivi uma experiência incriível lá na grande enchente de 1974,em março. Eu e mais uma amiga e um amigo, o escritor Ernani Ssó, que era meu colega no Jornalismo da PUC. Em Garopaba não chovia e achamos que dava para encarar a estrada de carona. Foi um susto. A BR estava bloqueada pela chuva em vários pontos com o asfalto quebrado. Levamos 3 dias para chegar em Porto Alegre. Perdemos os sapatos,ficamos sem dinheiro e atravessamos o que sobrou de estrada com água no pescoço. Nos postos de gasolina,serviam um sopão de graça. Vimos cachorros encima de telhados de casas cobertas pela água, operários fugindo ainda de capacete das empresas de Tubarão e que nos ajudaram muito , dormimos na porta de ima igrejinha na estrada e amanheci com um viralata me lambendo a cara.A região ficou isolada. Morreram 200 pessoas. Quando cheguei em casa, minha família pensou que eu tinha morrido por causa das notícias do Jornal Nacional. O Eranani Rosa, hoje escritor conhecido como Ernani Ssó, deve ter escrito sobre essa aventura."

*Na enchente de 1974, a ZH mandou para lá o repórter Delmar Marques e o fotógrafo Gérson Schirmer. Eles mandaram uma foto sua, dos dois deitados de calção, na areia do mar, como se estivessem crucificados. João Baptista Aveline viu aquela foto e achou uma "debilidade mental".E a dupla ainda mandara um bilhete junto exigindo a publicação da foto.
Vai ver tavam se achando....


* Rogério Mendelski e Erni Quaresma, mais Thomas Irineo Pereira,se não me engano, fizeram a cobertura pela Caldas Junior desta grande grande enchente de Blumenau. Caiu uma ponte, começaram os roubos durante as cheias e o Exército decretou toque de recolher. Se alguém saísse depois das 22 horas passavam fogo.
E Blumenau construiu um grande dique com o qual depois nunca mais teve problema de enchente.

Coleguinhas

* Sei quem está processando o Prévidi.Por uma nota que ele deu dias atrás....

* José Carlos Torves, da diretoria da Fenaj, está no Sul.

* O projeto "Sociedade Convergente", do atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado, não teve, na mídia blogueira da capital, a repercussão que seus assessores esperavam.

Operação Eclipse!

A Operação Eclipse desencadeada para cobrir o eclipse total do sol ocorrido em 12/11/1966 na praia do cassino,em Rio Grande, foi noticiado até pela Unitet Press International. Acima publico a solicitação de credenciamento enviada pela agência ao vice-presidente da ARI - Pércio Pinto - solicitando o credenciamento para o evento.

Eu X Eles - Coleguinhas

Um dos atuais " luas pretas" do prefeito José Fogaça, o jornalista Anilson Gantes da Costa nasceu em Bagé em 24.03.1953. Filho de Adil Vieira da Costa e de Santa Gantes da Costa.

Começou na profissão trabalhando na Folha da Manhã, da CJCJ.
Também passou pela reportagem policial da ZH.

Hoje está na prefeitura municipal de Porto Alegre, como chefe do setor de comunicação social.

Eu X Eles - Coleguinhas

O ex-quase presidente do Grêmio Football Portoalgrense, o advogado Adalberto Preis também é jornalista. Começou como " cine-repórter" da Rádio Televisão Gaúcha quando esta ficava no 11 andar do Edifício União. Preis, como é mais conhecido, no meio futebolístico, é filho de Henrique Preis e Zida Arns Preis e nasceu em 06/11/1943.

Eu X Eles - Coleguinhas

Todos os domingos de manhã a psicologa e comunicadora Ana Maria Rossi pode ser vista dando aulinhas de ginástica em baixo das árvores frondosas do Parcão, no Moinhos de Vento.Antes do Parcão, ela ministrava estas aulas na Pracinha da Encol, ao som de música.
Não cobrava nada, e as aulas eram para quem quisesse fazê-las.

Ana Maria Rossi nasceu em 08.03.1949 filha de Luiz Antão Rossi e Cecília Rossi.
Começou a escrever colunas sobre saúde no jornal ZH a convite do diretor Lauro Schirmer, que entendeu que o leitor estava sequioso destes temas.
Desde então não parou.

Memória da Imprensa!

" O malote da carne!"

Toda sexta-feira, dona Catarina Comninos, secretária do diretor-presidente da RBS Maurício Sirotsky Sobrinho, saía de sua sala localizada no último andar do prédio da empresa da av. Ipiranga,1075, para um dos melhores açougues que tinha em Porto Alegre e comprava dez quilos de carne da Cicade, de Bagé: oito de costela e dois de picanha. À tarde, estes quilos de carne para churrasco eram enviados especialmente via Varig para Brasília, onde à noite o gerente da RBS na capital federal, Júlio César Dreyer Pacheco ia até o aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira biuscá-los.
No sábado à noite, Júlio Pacheco fazia recepções na casa oferecendo este churrasco gaúcho aos convidados em que morava e evidentemente entre os convidados estava o Ministro das Comunicações Euclides Quant de Oliveira -tenente da Marinha -de quem o gerente da RBS em Brasília havia ficado amigo e outras autoridades, como o deputado federal, Nelson Marchesan, entre outros.
O assador destes churrasco era o então deputado federal do MDB, Aluísio Paraguassu.
Júlio havia ficado amigo do ministro das Comunicações tanto que quando ele viajava a Porto Alegre com a família, vinha junto uma das filhas do ministro.
Júlio Pacheco ficou de julho de 1976 a julho de 1978 como gerente da RBS de Brasília.
Antes dele foi gerente Raul Casa e depois dele Edgar Laurent,já falecido. Depois dele foi para lá a jornalista Ana Amélia Lemos.
A redação da sucursal da RBS em Brasília depois de um certo tempo passou a ter um canal de voz direto com Porto Alegre.

Por dentro da Rede Vida!

Ontem,dia 25/11 fui almoçar com o Júlio Pacheco, da Rede Vida, no Morro Santo Antônio. E como todo pessoal da Rede Vida - que está há dois anos numa casa ao lado da Band AM, numa casa alugada aos freis capuchinhos, porque tudo naquele morro Santo Antônio é dos capuchinhos - fomos almoçar no seminário ao lado, onde residem os freis.

O Júlio me apresentou o frei Achiles Cefrin, que tem vários livros publicados, um até sobre a espiritualidade do Mário Quintana. Até gostaria de ver.

Convermos sobre tudo, mas principalmente sobre comunicação, sobre o que a Igreja Católica possui nesta área da comunicação. Uma queixa é a de que um veículo não dá apoio ao outro.
A Rede Vida, por exemplo, todo mundo pensa que é da Igreja Católica. Não é de um particular, cuja matriz fica em São José dos Campos.
E tem centenas de repetidoras pelo Brasil afora.
A Rede Vida é conhecida mais como a emissora do Padre Marcelo, porque suas missas são transmitdas por meio dela.

Depois do almoço, quando já na Rede Vida, chegou Sérgio Reis e ele e Júlio Pacheco começaram a trabalhar sobre patrocinadores para transmissão de corridas de carros, um filão que a Rede Vida começou a explorar.

Já me despedi do frei Achiles - que volta e meia fala no programa do Lauro Quadros - me lembrando de um frei que muito militou naquela paróquia que foi o frei Irineu Costela.
Quando o Frei Irineu ficou maior que a paróquia, os superiores o mandaram para o interior de Caxias do Sul e nem paróquia teve por um bom período.
Agora até já ganhou uma...

Folia dos Papangus de Bezerros termina nesta sexta-feira

Sexta-feira (28/11) é o último dia para visitar a exposição fotográfica Folia dos Papangus de Bezerros, de Walter Karwatzki, montada no T Cultural Tereza Franco da Câmara Municipal de Porto Alegre (Avenida Loureiro da Silva, 255). Compõem a mostra 26 fotos em preto e branco que registram a beleza, a animação e a irreverência dos milhares de mascarados que, nos domingos de Carnaval, invadem as ruas do município de Bezerros (distante 107 quilômetros de Recife/PE).



A partir de relatos de antigos moradores de Bezerros, Karwatzki descobriu que a brincadeira dos papangus começou na década de 1930, quando alguns homens quiseram pular Carnaval sem serem reconhecidos pelas mulheres. "Os primeiros grupos mascarados invadiam as residências de familiares e amigos, comendo e bebendo anonimamente", conta. "O fato foi se repetindo, surgindo novos blocos a cada ano." Hoje, segundo o fotógrafo, mulheres e crianças também participam dos papangus, assim chamados pelo costume de comer (papar) angu de milho entre os desfiles.

Nascido em 1959 em Maceió (AL), Karwatzki é graduado em Geografia pela UFRGS, com especialização em Geografia Ambiental e mestrado em Geografia pela mesma universidade, e leciona na Escola Técnica da UFRGS. Fez cursos na Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografias e na Foto Oficina Brasil Imagem e participou de exposições coletivas e individuais em espaços de Porto Alegre, São Leopoldo e Maceió. Em 2006, conquistou o 1º lugar no VI Concurso Internacional de Fotografia de La Red Mercociudades (Buenos Aires) e menção honrosa no 2º Concurso do Paralelo 30 Fotoclube. No mesmo ano, teve fotos selecionadas no 13º Concurso Histórias do Trabalho e no 3º Concurso do Paralelo 30 Fotoclube.

A mostra pode ser visitada das 9 às 18 horas, na terça, quarta e quinta-feira, e das 9 às 15 horas na sexta-feira. Informações na Assessoria de Relações Institucionais da Câmara: (51) 3220-4392, e-mail claudiah@camarapoa.rs.gov.br.

Coleguinhas

Olides !
Para complementar tuas informações sobre a Sucursal do Jornal do Brasil,que abordaste no teu site "De Olhos e Ouvidos" envio-te foto e texto-legenda publicado no JB em 12/06/65,quando fui escolhida como primeira estagiária daquela Sucursal ( no 4.andar do prédio da ARI/salas do fundo). Foram sete meses de aprendizado junto aos experientes profissionais Lucídio Castelo Branco,Abdias Silva,Aldo Gomes e Setembrino.No final do estágio fui convidada para permanecer como funcionária,mas como era professora concursada do Estado ,não pude aceitar (fui p/o Diário de Notícias onde permaneci por nove (9) anos). No meu lugar ficou no JB a competente jornalista Eunice Jacques .

No anexo , o texto-legenda diz " Escolhida pelo voto entre cinco outros candidatos da Escola de Jornalismo da Pontíficia Universidade Católica,a estudante Maria Luiza Carpes Antunes já iniciou seu estágio na Sucursal do JB em Porto Alegre,participando da apuração e redação de notícias sobre o Rio Grande do Sul.Comentando a iniciativa do JB ,o professor Claudio Candiota,veterando jornalista gaúcho e diretor da Escola de jornalismo da PUC,afirmou que o Jornal do Brasil está dando efetivo apoio ao ensino de Jornalismo no Estado "estimulando a mocidade para o ingresso na empolgante carreira".
Abraços Maria Luiza

Coleguinhas

* Júlio César Pacheco,hoje diretor da Rede Vida,perdeu 30 kilos. Mas está com quatro pontes de safena, que o Ivo Nesralla lhe colocou.

* Conheci Pacheco em 1976 ou 77. Era diretor da Sucursal da RBS em Brasília e veio junto com o então Ministro das Comunicações, tenente da Marinha, Euclides Quandt de Oliveira a Blumenau, porque sua família iria lhe prestar uma homenagem.

*Lembro que eu e o fotógrafo " Pirulito" o Antônio Carlos Mafalda andamos a noite toda pra amanhecer em Blumenau e cobrir o evento. O Mafalda,como sempre, quando me dei por conta, estava mais " íntimo" do que o Júlio, que viera de Brasília, no mesmo vôo, do fechadão militar,então ministro das Comunicações do presidente Ernesto Geisel.Quandt de Oliveira era casado com uma filha do General Góis Monteiro, um dos braços direitos da Revolução de 1930, de Getúlio Vargas.
* Tenho uma historinha do Mafalda(fotógrafo) de cabo de esquadra. Quando inauguraram a hidrelétrica de Itaipu, Mafalda foi um dos fotógrafos da ZH a cobrir o evento, capitaneado do lado do Brasil, pelo então presidente João " prendo e arrebento" Figueiredo e do lado do Paraguai, pelo General Alfredo Strossner, se não estou enganado.
Mandaram que o Mafalda " colasse" no presidente Figueiredo. Não precisava mandar, o Mafalda colava mesmo.Foi ele que fez o Papa João Paulo II botar o chapeú de barbichacho junto ao Gigantinho. O Mafalda pra armar uma boa cascata, vou te contar...
* Neste evento do Paraguai, Figueiredo,depois do churrasco do meio-dia, foi ao banheiro. E o Mafalda atrás dele. A segurança de Figueiredo dando encontrão nele, mas ele sempre encima.Quando Mafalda furou o bloqueio da segurança e chegou no banheiro, Figueiredo fazia seu xixi tranqüilo...O presidente, no seu estilo franco, pegou o p...,virou-se pro Mafalda e disse:
- Fotografa,fotografa....
Claro que Mafalda não o fez, ora bolas.

Simon disse que não sabia o que fazia lá...

No último dia 20/11, entre os homenageados pela Câmara Municipal de Porto Alegre para comemorar o dia da Cultgura Negra,foi incluído o senador do PMDB, senador Pedro Pedro Jorge Simon.E Simon fez os presentes rirem quando disse que ele não sabia o que fazia lá...recebendo aquele troféu.
Houve quem achasse que ali tinha o dedo do presidente do legislativo municipal, Sebastião Melo, para homenagear o senador.

Memória da imprensa


Comunistas usavam carteirinha de jornalistas para se proteger da Polícia

No último domingo,dia 23/11, Nelson Gonzalez contou-me como os comunistas faziam para se esconder da polícia e da repressão quando o Partico Comunista Brasileiro(PCB) esteve na ilegalidade de 1946 até o final dos anos 50.
" Usavam ficha de jornalista e se inscreviam na Associação Riograndense de Imprensa (ARI) de onde tiravam uma carteirinha. Esta carteirinha era usada em caso da polícia pegar alguém que se dedicava apenas ao Partido. Não podia passar por desocupado, por vagabundo senão era encanado . Então com a carteirinha de jornalista, o comunista que se dedicava apenas ao partido comunista como seu quadro que era se safava em caso de alguma batida policial. Existiram muitos destes quadros do PCB que tinham registro de jornalistas na ARI e que nunca escreveram uma linha para a Tribuna.
Um dos quadros do PCB que chegou a alto dirigente do Partidão no RS foi João Adelino Sussela (foto), que era natural de Caxias do Sul,onde o Partidão tinha fortes quadros.Nascido em 27/02/1923, Sussela foi registrado na ARI como jornalista em fevereiro de 1957 e o jornal a Tribuna deixou de circular no final daquele ano. Quem registrou Sussela como associado da ARI foi Emilia Cardoso. Sua matricula na entidade acabou sendo a de número 156.
Sussela era casado - com uma mulher muito bonita - tiveram dois filhos e depois se separaram.
Ele foi um quadro muito importante do Partidão e desde 1964,quando houve a revolução militar e o Partidão caiu na completa clandestinidade, Nelson Gonzalez nunca mais teve notícia de Sussela.
Sussela residiu em Porto Alegre na rua Demétrio Ribeiro, 560 e na rua Joaquim Nabuico, 406.

Duas " tribunas"!
Houve a Tribuna Gaúcha, primeiro e depois a Tribuna.
Primeiro foi a Tribuna Gaúcha e depois foi a Tribuna" disse Nelson. Neste último jornal, ele figurava junto com o advogado Júlio Teixeira como proprietário ou responsável pelo jornal. O jornal circulava diariamente.
Os dois títulos - Tribuna Gaúcha e Tribuna - eram usados porque quando a Polícia fechava um dos periódicos, o PCB abriu o outro.
Os jornais eram distribuidos pelos motorneiros simpatizantes simpatizantes do Partido.

- O Paixão( um operário que trabalhava nas oficinas da Tribuna, localizadas na rua Gal. Câmara, a Ladeira ) fechava os pacotes e os levava junto a Praça Parobé e XV de Novembro de onde saíam bondes ao longo de todos os trechos,tanto para a zona Leste como para a zona norte, como para a zona sul.
O motorneiro que era simpatizante do PCB pegava aquele feixe de jornais e ao longo do seu trajeto ia jogando-os junto as bancas para serem comercializados.
No final de cada semana, um representante do partido, ou do próprio jornal, passava para recolher o " embuche" - jornais não vendidos - e o dinheiro da venda do jornal.

Tempos difíceis,digo eu, tanto de organizar um partido político, como de vender um jornal.

Coleguinhas - Eu X Eles


Três anos de saudades do "velho" !

Depois de 13/11/2005,durante quase um ano, sempre que tinha um assunto importante do jornalismo ou da política,ficava à noite,tentado a ligar para a casa do " velho", como os mais chegados a Aveline o chamávamos.
Hoje já esqueci até o número do telefone da casa dele,e quase deixei passar os três anos de sua morte, completados no dia 13 último.Para registrar seu terceiro ano de passamento, algumas lembranças:

No meu livro Pauta, o avesso das redações narro como ocorreu sua morte:

"João Baptista Aveline( ele detestava o Baptista) morreu no domingo 13/11/2005. Foi encontrado caído pelo filho José perto das 23 h 15 min. Na noite anterior, o guarda do prédio o viu colocar o lixo na rua um pouco depois da meia-noite( faz sentido, aveline dormia tarde, porque via muito tevê). Durante o domingo não atendeu o telefone e José foi lá,entrou e encontrou morto.( Há uma versão de que Aveline estava com o celular na mão e caído no chão). Aveline morava sozinho desde que enviuvara da mulher, Asdila em 1996. Sua filha, Maria Helena diz que ele tinha muito medo de que lhe fizessem mal. Quando dormia a sesta, e a faxineira estava trabalhando, ele trancava a porta do quarto por dentro. No dia que o " velho" morreu, o colunista da TV Globo, Franklin Martins debateu no Memorial do RS. Quando cheguei em casa liguei para ele para comentar o debate. O telefone tocava e ninguém atendia, embora fossem 11 da noite. Estranhei. Voltei a ligar pouco depois. Atendeu o filho José que, aos prantos, contou que recém havia achado o pai morto. O primeiro veículo que noticiou a morte do Aveline foi a rádio Gaúcha - onde ele trabalhara muito tempo - no " Notícias na Hora Certa", da meia-noite. Em seguida, Claudio Brito, no " Gaúcha na Madrugada" deu mais detalhes da morte do Aveline. Agilidade teve o Correio do Povo. Comuniquei ao editor Luiz Schuch que imediatamente acionou seu plantão e ainda deu a matéria com chamada na capa. A ZH também registrou a morte de Aveline na edição da segunda."

Vamos falar do Aveline vivo:

* Em 1976, voltei do Peru com minha mulher grávida da minha filha Renata. Precisava trabalhar. Fui na ZH,falei com o Gaguinho( José Antônio Ribeiro) que me colocou como estagiário na Polícia.Peguei no mesmo dia. Como tinha queimado o filme com meu sogro(hoje ex) ele ligou pra lá pra ver se eu mesmo fora trabalhar, ou se estava enrolando. Estava me monitorando.Ele falou com Aveline que além de seu velho conhecido, era seu parente.
- Aveline, meu genro foi trabalhar aí contigo? perguntou.
Aveline, que era chefe da reportagem geral, de nada sabia,disse que não.
Eu cheguei em casa e senti um clima pesado. Meio opressivo, mas não sabia o motivo.
No outro dia fui trabalhar normalmente e enfim a confusão se esclareceu.
O Aveline,anos depois, me contava isto, e se matava de rir.

* Outra dele do tempo que eu voltei do Peru:
Dizia o Aveline que o Oscar Matzenbacker, que então era seu subchefe de reportagem,tinha ido visitar-me onde eu residia na av. Princesa Isabel e que eu estava totalmente fora do ar:
- Tengo hambre,tengo hambre, era tudo o que eu dizia,segundo o Aveline.
O "velho" se divertia contando estes chistes, que naturalmente não tinham o menor fundamento.

*Numa das últimas vezes que estive com Aveline, fui na sua casa na Ramiro Barcelos, pegá-lo pra irmos no lançamento do livro do Delmar Marques, numa livraria do Iguatemi. Entramos no táxi e o Aveline começou a bater papo com o motora.
Sentado no banco traseiro, eu interrompi sua conversa e lhe perguntei:
- Aveline, em que ano mesmo tu fostes preso?
O velho não gostou. Olhou-me com frieza e disse:
- Explica aí pro companheiro que eu não sou assaltante. Fui preso por motivos políticos.
E não quis continuar no asssunto.

* Lauro Schirmer o homenageou com uma crônica dias depois de sua morte.Na redação de ZH,enquanto eu estive lá, via o Lauro sempre o chamando por " Avelino".

* Outra do velho no jornal: O diagramador Fraginha(Jorge Fraga) fazia pirueltas na redação, porque fora aqualoco e trabalhara em circo. Pro Aveline ele cobrava um cachê, mas pra fazê-las pra Célia Ribeiro, não cobrava. Aveline foi protestar com o Fraguinha, que nada disse.

*Quando saiu da ZH, lhe ofereceram uma matéria de duas páginas sobre sua vida. Ele recusou,gentilmente.
* Tinha uma estranha mania: se metia na vida sentimental de todos seus repórteres,como ele dizia. Queria saber de tudo, como andava isto,andava aquilo. Mas se enfronhava mais na vida das mulheres, com quem tinha uma relação de grande amizade.
* Era uma pessoa à moda antiga, como não poderia deixar de ser. E com muitas facetas, pra não dizer de uma personalidade complexa.
Era amado ou odiado, embora ele achasse que todo mundo gostava dele.

Barraca da ARI exibe as gurias-livreiras

Na barraca da Associação Riograndense de Imprensa(ARI) - armada durante a 54 feira do livro de Porto Alegre - que encerrou dias atrás - as " livreiras" Carolina e Sirlei posaram para as câmaras sempre atentas do integrante do serpentário da rua Uruguai, o fotógrafo Leo Guerreiro, sacou este instante,como diriam os antigos.

Uma pequena informação pra não ficar apenas no social: teve editoras que mandaram livros pra barraca da ARI e voltaram todos. Nem foi comercializado um único exemplar. Mará baixa,hein...inté 2009,quando em 30 de outubro será inaugurada a 55 feira do livro de Porto Alegre. Quem viver,verá...

Saia Justa

Fui na sexta,21/11 no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa procurar a Denise do setor de fotos. Fui no primeiro andar e no local onde ela estava havia um funcionário dando um esporro porque tinham cortado seu ponto.
Era o retrato do nosso funcionalismo público. Ele deu um show na frente de pessoas que eram de fora, que nada tinham a ver com o ponto que lhe cortaram.

A história de um ministro gremista

Os moradores de Brasília do início da década de 70 se orgulhavam de ser a sua cidade a que mais jogos de futebol assistia pela televisão, numa época em que as transmissões não eram tão disseminadas como hoje.
Os responsáveis por isso foram dois homens que ocupavam lugar de destaque no Palácio do Planalto: o presidente Médici e seu chefe da Casa Civil, João Leitão de Abreu.
Torcedores fanáticos do Flamengo e do Grêmio Porto-Alegrense, respectivamente, sempre que seus times jogavam, o assessor de imprensa Carlos Fehlberg era acionado para contatar a Rede Globo e garantir as imagens ao vivo na capital da República.
O ministro Leitão de Abreu, gaúcho de Cachoeira do Sul (falecido em 13 de novembro de 1992), era um torcedor doente, com longa vivência como conselheiro e homem forte do Grêmio no tempo em que residiu em Porto Alegre.
Anos mais tarde, no governo Figueiredo, quando voltou a ocupar o mesmo cargo no Planalto, o ministro viveu uma situação que, como torcedor, faria de tudo para evitar. Mas, por dever de ofício e por uma questão de lealdade ao presidente, teve que obedecer.


ANGÚSTIA DE UM TORCEDOR

Em outubro de 1983, justamente na noite em que o Grêmio iria decidir o título mundial interclubes em Tóquio com o Hamburgo, Leitão de Abreu foi designado por Figueiredo para representar o governo brasileiro num encontro de autoridades sul-americanas em Buenos Aires. Não poderia assistir ao jogo mais importante da história do seu time.
Na época, como chefe da sucursal da Empresa Brasileira de Notícias (hoje Radiobrás), fiz parte da solução encontrada para o ministro não ficar totalmente alheio ao jogo. Horas antes, recebi de Marco Antonio Kraemer, meu superior em Brasília, uma mensagem: “O ministro Leitão quer receber, no hotel em que estará hospedado em Buenos Aires, um telex com o resumo do jogo do Grêmio em Tóquio. Tome providências”.
Era a única maneira de o ilustre gremista tomar conhecimento daquela decisão, já que não haveria qualquer transmissão para a Argentina. Dá para imaginar a angústia que viveu na expectativa do resultado. Acompanhei a partida pela TV na redação da sucursal, acompanhado apenas do operador da técnica. A súmula do jogo coube numa única lauda.
Passados 25 anos, lembro ainda das palavras que usei na abertura: “Com dois gols de Renato, o Grêmio derrotou hoje, em Tóquio, o Hamburgo da Alemanha, conquistando o título do mundial interclubes”. Dá para imaginar a satisfação com que o ministro leu aquela mensagem. (Antônio Goulart)

Eu x Eles - Coleguinhas


A greve das professoras atiça o mau-humor de Mendelski!

Não adianta: professoras entram em greve significa Rogério Mendelski de mau humor no seu programa Bom-Dia que apresenta diariamente pela Guaíba AM,entre 6hs e 9hs. Parece que vai ao fundo do poço que professora em greve conseguem tirá-lo do sério,principalmente quando em entrevista se referem a si próprias como " trabalhadores em educação". Aí então ele sobe pelas paredes.
Eu tinha uma colega , a Cristina Pinto, na Comunicação do Trensurb que morava( e mora) na zona sul da cidade. Ela e o esposo Barreto que era funcionário do BB vinham ao trabalho juntos,de carro,ouvindo o Mendelski, que então estava na Gaúcha. Discutiam o trajeto todo, um a favor do Rogério,outro contra. As idéias dele é claro, nada pessoal, como diria um falecido coleguinha.
Estes dias uma ouvinte mandou-lhe um email onde o chamava de " zangado,ou zangadinho".Mendelski o leu, é claro.
Entre outras coisas, esta missivista dizia que ele " parecia ser o sujeito do passo certo".Procurei dias pelo título desta matéria e sugeri a colega Joséte Negreiros que colocaria o título de " O mal humorado da madrugada". Ela não concordou pois acha que Mendelski não é mal humorado, é sim um sujeito que procura ir contra a maré. Bom,entonces...

Conheci o Mendelski na Folhinha da Manhã, em março ou abril de 1974, quando eramos colegas na extinta Folhinha da Manhã, da CJCJ.
Fomos a Rio Grande fazer matéria,e acho que quem foi de fotógrafo foi o Sérgio Arnoud, se não estou enganado.
Nos hospedamos no Charrua, no centro, e enquanto eu fiquei três dias indo pras vilas fazer matéria sobre casos policiais - os editores tinham mania de inventar pautas tipo: a violência no porto de Rio Grande,ou a prostituição mora em Rio Grande, ou o contrabando em Rio Grande - Mendelski ficou no hotel,disparando telefonemas.
Eu usava o fotógrafo e o motora e a kombi pra me deslocar.
Não sei se de gozação ou não, ele dizia pra nós que ficava falando no telefone com uma " namorada fazendeira que tinha em Bagé".
Vivia a pedir ligação pra lá...

Na volta, ele passou no Cassino e fez sua pauta: era repórter especial da Folhinha. Entrevistou um professor de Oceanografia,ou então era geólogo, que começava a denunciar a poluição no oceano provocada pelo derramamento de óleo na beira do mar por navios petroleiros. Era uim assunto totalmente novo, ninguém falava disto na imprensa, já que o José Lutzenberger ficou mais conhecido lá por 76/77,quando houve o episódio do estudante que subiu numa árvore na av. João Pessoa,em Porto Alegre.

Rogério Vaz Mendelski nasceu em Viamão, em 28.03.1943,filho de Oswaldo Mendelki e de Arlinda Vaz Mendelski.Teve uma boa formação porque estudo no Colégio Anchieta, com os jesuítas.
Já residiu em começo de carreira,quando trabalhou como contato comercial no Correio da Manhã, na sucursal de Porto Alegre( av. Borges de Medeiros), na av. Bento Gonçalves, 1263/apto.8.

Posso discordar de algumas de suas opiniões, mas tenho profundo respeito pelo bom repórter que é. Agora mesmo deu o furo de que o cabeleireiro Nei vai desativar o Trianon( um time craques de futebol que sempre se reunia para amistos beneficientes nos finais de ano).

Uma vez quando o Rogério, na rádio Gaúcha, andava numa campanha muito grande contra a Igreja progressista que apóia o MST um dia perguntei ao padre Augusto Dalvit o que havia com o Rogério. E recebi uma resposta surpreendente:
- Nem nós entendemos, porque lá em Viamão ele sempre fora muito ligado a Igreja.
Se o padre Augusto não entendia, quem sou eu pra entender....

MARCOPOLO PRODUZ PRIMEIROS ÔNIBUS DOUBLE DECKER COM 15 METROS DE COMPRIMENTO

A Marcopolo acaba de desenvolver e produzir os primeiros ônibus Double Decker (de dois andares) e 15 metros de comprimento do Brasil. Os oito veículos serão fornecidos à empresa de turismo Expresso Cial, do Peru, e utilizados no transporte rodoviário.

Foto: Sérgio Dall'Alba

Veículos serão utilizados no transporte rodoviário no Peru

O novo modelo foi fabricado a pedido do cliente para permitir o aumento da capacidade (48 passageiros) e oferecer mais conforto, com poltronas que reclinam 180 graus. Com chassi Scania K420, as unidades também foram equipadas com câmbio com atuador elétrico. Com essa tecnologia o esforço físico do motorista para a troca de marchas é menor e as mudanças são feitas na faixa ideal de rotação do motor. Para aumentar o conforto na viagem, os modelos possuem televisores de 14 polegadas, DVD, poltronas com descansa-braços e porta-revistas.

Este é o terceiro modelo de ônibus com 15 metros de comprimento que a Marcopolo desenvolve. No ano passado, a empresa produziu o rodoviário Paradiso 1200 para a empresa de turismo Civa, de Lima, também do Peru. No início deste ano, o Paradiso LD 1550 também ganhou uma versão de 15 metros, fornecida para a Movil Tours.

Segundo Paulo Andrade, gerente executivo de operações comerciais para o mercado externo da Marcopolo, as empresas de turismo do Peru perceberam que, com o aumento de comprimento e capacidade, é possível oferecer serviços com elevados padrões de qualidade e conforto, sem aumento no preço das tarifas cobradas dos passageiros. "Desde o ano passado, já recebemos pedidos para quase 50 unidades, em três diferentes modelos, o que comprova a boa aceitação dos veículos", explica Andrade.

Mostrando serviço!

Sexta última,dia 21/11, Esdras Urbim, que trabalha no gabinete da secretária Clênia Marinhão estava na parada do ônibus na Nilópolis e pegou o T-7, da Carris, porque o Iguatemi-Protásio,demora que vou te contar.
E como estamos em época de muda, passarinho não pia....

Literatura

O ex-governador Jair Soares enviou exemplares do seu livro de memórias Jair Soares, uma vida em ação para o deputado federal Mendes Ribeiro Filho(PMDB) e para o desembargador José Paulo Bisol. Tudo devidamente autografado.Dizem as línguas afiadas que o livro foi escrito pelo crítico do PT o professor J.Dacanal.

Memória da Imprensa:


Na DKW " verde da dona IONE" para filmar o Eclipse do Sol no Cassino!

Júlio César Dreyer Pacheco - hoje diretor da Rede Vida - que foi o locutor para a TV Gaúcha do videoteipe gravado em Rio Grande durante o Eclipse Solar de 12 de novembro de 1966 contou-me como foi a cobertura da TV Gaúcha na chamada " Operação Eclipse" quando no Cassino,em Rio Grande, o sol escondeu-se por quase duas horas com o ponto culminante lá pelas 12 hs.
Júlio disse que a Nasa soltou 14 foguetes e que eles montaram a Base física de lançamento destes foguetes a 3 km ao sul do Cassino, onde seria pelos cálculos, o ponto onde em terra o eclipse teria mais visibilidade .
No local ficaram as fundações que a Nasa fez para lançar estes foguetes.
Para esta operação a Nasa asfaltou os aeroportos de Rio Grande e de Pelotas.Tanto assim que a metade da pista ficou de asfalto, a outra metade era de terra .

A Cobertura da TV Gaúcha

Como não havia verba publicitária para cobrir o evento, o dono da TV Gaúcha, Maurício Sirotsky Sobrinho não liberava a viagem. " O Lauro Schirmer era o chefe do telejornal da Gaúcha. Nós da TV Gaúcha não sabíamos se íamos ou não fazer a cobertura local porque dependia de patrocínio,acho eu. O credenciamento era feito em Porto Alegre pra não precisar tirar em Rio Grande 48 horas antes", contou Júlio.
No caminhão que a TV Gaúcha mandou para lá para fazer a gravação do Video Teipe o chefe de externas foi Sílvio Centeno e atuaram como câmaras " Capilé"( Jair Luis) e um que era Sargento da Brigada Militar.Além disto, estava Sérgio Reis, que chefiou a parte externa da gravação.Júlio fez a locução do eclipse.

Rumo ao Cassino na DKW verde
no dia anterior ao eclipse

No dia anterior ao eclipse, Sérgio Reis e sua esposa, e Júlio Pacheco e sua esposa Dóris, - as duplas tinham recém casado, assim que a aventura foi uma lua-de-mel, ou melhor tinha tudo pra ser - embarcaram na DKW Verde da esposa do dono da TV Gaucha."Não havia condução e nós fomos neste carro mesmo",contou Júlio.Sérgio Reis e Júlio Pacheco saíram de Porto Alegre sem credenciamento. Tinham que conseguir em Rio Grande. E a cidade estava com a população multiplicada por cinco. " Tava cheio de norte-americanos,russos,alemães,universidades do Brasil, do Uruguai, da Argentina" contou Júlio.
Júlio,Sérgio e as esposas não tinham onde dormir. Hotel nem pensar. Tava tudo tomado.
Alguém ofereceu uma casa que tinha no cassino que estava fechada. Os quatro foram para lá. Só que a casa estava infestada de baratas,aranhas,ratos e não sei mais o que...
Não deu pra dormir,nada. Os dois casais ficaram esperando o amanhecer na frente dela. Sentavam na camionete - a DKW - davam uma cochilada, não tinham nem pra onde se mandar aquela hora.
Tinha que esperar o dia nascer pra ir pro local do eclipse, que não era perto, ficava a 3 km ao sul da praia do Cassino. Este foi o local onde foram montadas as bases pro lançamento dos 14 foguetes.
Quando clareou, eles deram graças a Deus.
Então começou a lenta ida para o local do trabalho e sua preparação.

Galinhas e outros
bichos começaram
a se recolher,como se a noite tivesse chegado.

Júlio lembra - e diz que se arrepia até hoje ao lembrari isto - que o eclipse durou ao todo umas duas horas e que seu ponto culminante foi lá pelo meio-dia."Lembro que começou a escurecer, como num fim de tarde.Os bichos em geral,como galinhas, antes, começaram a se recolher como se a noite estivesse chegandol.E começou escurecer como se fosse um fim de tarde" relata Júlio Pacheco.
Os foguetes que foram lançados pela Nasa eram de dois estágios e alguns,até de três.

O fotógrafo que veio
de Moscou tropeçou na hora!

Um fotógrafo russo,vindo de Moscou, enviado pela agência oficial de Imprensa montou uma espécie de barraca onde só ele poderia fotografar. Ninguém poderia entrar naquele terreninho." Ele fez lá um muro em volta. Era um cara muito chato, lembro Júlio.
Fez um muro com cerca de 5 ou 10 metros quadrados, onde instalou todo seu equipamento.
E a quem se aproximava ele falava:

- OUT,OUT,NO,NO!!!
Aquele terreno era só dele, tinha privatizado pra poder pegar as melhores fotos possíveis. E os norte-americanos começaram a lançar os foguetes, com alto - falantes e tudo como se estivessem em Cabo Kenedy.
Bem na hora H, quando o eclipse ficou mais forte não é que o russo se distraiu com suas fotos, tropeçou e caiu sobre seu equipamento,derrubando tudo.
" O russo ficou naquela choradeira lá e nós só tinhamos que rir" lembrou Júlio Pacheco.
Depois de toda aquela preparação acho que ele não tirou uma foto porque derrubou tudo.
- Ele ficou naquele ranço dele e a gente tinha que rir, disse Júlio.

Hotel pra dormir?
que nada!
voltem a Porto Alegre, dizia o telegrama do Schirmer!

Depois do eclipse ter desaparecido e o dia aos poucos voltado - Júlio acha que durou cerca de duas horas, o Serginho Ross tinha me dito que tinha durado o dia inteiro -
Júlio Pachedo,sua esposa Dóris Sérgio Reis e sua esposa iriam despachar o caminhão para Porto Alegre com o material filmado e iriam procurar um hotel para dormir porque tinham passado a noite em claro.Que nada!
- Chegou um telegrama do Lauro Schirmer que era pra nós voltar naquela tarde mesmo pra vir editar todo o material em Porto Alegre

Na volta, Júlio e Sérgio vieram se " quarteando" como se diz, dividindo a direção pouco a pouco, porque o sono já estava batendo forte.
Chegaram em Porto Alegre e que nada de dormir. Foram para a TV Gaúcha e passaram mais uma noite em claro, esta trabalhando,pra editar uma hora de programa que passounão só no RS, como também no resto do Brasil, pela TV Globo.A gravação foi feita em aurikon.
A lua-de-mel de Rio Grande que os dois casais tinham projetado virou uma grande aventura jornalística.Duas noites sem dormir, mas que serviu para entrar para a história da imprensa gaúcha, na célebre jornada em que nunca antes se vira tanta gente,de tantas partes do mundo cobrindo um assunto em território gaúcho.
Sobre o eclipse em si, Júlio lembrou que ele foi visível também em Bagé, na divisa com o Uruguai e principalmente em alto mar, no Oceano Atlântico.

A " Operação Eclipse" trouxe o Time e a C.B.S ao Cassino!

Entre os jornalistas que estiveram na praia do Cassino, em Rio Grande para as filmagens e a descrição do eclipse solar ocorrido ali em 12/11/1966 estiveram BARRY LANDO pelo TIME INC( de N.Y) e JULHO DELAMARE da C.B.S também de NY.
Seu credenciamento foi feito via solicitação a ARI em 3 de outubro do mesmo ano!
Portanto, a operação foi muito bem programada pela imprensa mundial.

PRÊMIO ARI TEM EDIÇÃO ESPECIAL PELOS 50 ANOS

Encerram-se dia 3 de dezembro próximo as inscrições para o Prêmio ARI de Jornalismo, a mais tradicional e importante distinção dos trabalhos jornalísticos de cada ano, no Rio Grande do Sul. Por completar em 2008, 50 anos de existência, só sendo superado em antiguidade e abrangência, pelo Prêmio Esso, o concurso terá uma láurea especial de R$ 5 mil para a melhor reportagem entre todos os gêneros concorrentes.

São distinguidas, anualmente, pelo Prêmio ARI, com o patrocínio do Banrisul, 14 categorias de reportagens, abrangendo jornais, revistas, rádios e TVs do território gaúcho. Podem concorrer jornalistas associados da entidade, com até três trabalhos que devem ser entregues na sede da associação, à Av. Borges de Medeiros, 915, 7º andar. As inscrições, no entanto, podem ser feitas também pela internet ari@ari.org.br . Os prêmios serão entregues no dia 17 de dezembro, em solenidade especial, na Assembléia Legislativa.

Maiores informações, bem como o edital do concurso podem ser obtidas por este e-mail, ou através do telefone 3211-1555.

Coleguinhas

* Janete, da secretaria da ARI, é ouvinte inveterada da rádio Band AM.

* Prêmio ARI de Jornalismo com inscrições abertas. Entrega será dia 17/12 no salão Dante Barrone, da Assembléia Legislativa do Estado.A comissão julgadora é formada de 11 membros.Os prêmios vão de 3 mil reais para o primeiro lugar e dois mil para o segundo. Menção Honrosa só faz jus a um diploma.
Para marcar os 50 anos da ARI, este ano foi instituído o Prêmio Cinquëntenário. O ganhador levará 5 paus( cinco mil reais) e o troféu de bronze.Inscrições devem ser feitas via postal,ou pelo site www.ari.org.br ou na secretaria da entidade,até as 18hs do dia 03/12 - correm portanto-> A ARI pra quem ainda não sabe fica na av. Borges de Medeiros,915/7 andar cep 90020-025 Porto Alegre.RS

* Ontem,dia 20/11, no " Bom Dia" da Guaíba,Rogério Mendelski deve ter se atrapalhado porque um senhor que completava 96 - seo Fênix - estava recebendo os " cumprimentos" do sogro. Que idade teria o sogro então ?
Me fez lembrar aqueles botecos antigos onde se via escrito atrás do balcão:
FIADO SÓ COM 100 ANOS E ACOMPANHADO DO PAI!!!!

* Já que tamo com a mão na massa: Mendelski acabou dando um furo,ontem, no seu programa: O Cabeleireiro Nei, que reunia os jogadores famosos pra fazerem jogos nos finais de ano, jogou a toalha. Fará o último em dezembro próximo, na terra do galo, Flores da Cunha e depois vai parar.
O time do Nei se chama Trianon. Os jogadores jogavam para confraternizar e não cobravam cachê.
Parece que este espírito do Nei foi pro saco...O salão do Nei fica ao lado do Julinho, ali na Azenha.

* Maria Luiza Benitez, que agora voltou a FM e AM Guaíba,sempre trabalhou na Caldas Junior e se não me engano na TVE. Nunca foi ligada a outra empresa de comunicação no Estado.Ela é apresentadora e cantora.

* José Nelson Moura lembrou ontem no serpentário que a nova rodoviária de Porto Alegre que foi inaugurada em 1970 saiu porque a repórter Núbia Silveira,então do Diário de Notícias, diariamente fazia matérias pedindo uma nova estação rodoviária pra Portinho.

* José Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas-RS preocupado com a demora do presidente do STF,Ministro Gilmar Mendes, em julgar a questão da obrigatoriedade do diploma de jornalista. Segundo Nunes, o sindi fez este ano muito investimento encima do assunto. Ele tem medo de que se o ministro não se pronunciar volte tudo a estaca zero...

* O presidente do Sindi-Jornalistas-RS estará dia 01/12 lançando o livro da Fenaj em São Borja, na Câmara Municipal da cidade.

*Ex-presidente do Sindi-Jornalistas-RS,Jorge Correa provoca os gremistas. Em dia de jogo do Inter vai " fardado" ao sindicato,como se lá fosse a sucursal do Beira-Rio.

* O " serpentário" - da rua Uruguai continua regurgitando. Com cadeira cativa estão lá sempre o Guerreiro(Leo) o Otácilio Gonçalves( que vem de Dois Irmãos) pra isto, Nelson José Moura - dizem que é o líder do grupo - e agora incorporou-se Bruno Segatto, que se aposentou pela Assembléia Legislativa do Estado e o Monteirinho é outro que tem cadeira cativa. Mas o Monteirinho é mais da turma do futebol.Às vezes o " pancho vila " dos fotógrafos, o Floriano Bortoluzzi também aparece.As brigas sempre se dão por causa do cigarro: Guerreiro e Moura não tiram o pito da boca.

Notícias da TVE e FM CULTURA

* Meus perdigueiros já me haviam informado: uma sigilosa reunião havia se realizado no prédio da ARI na última sexta-feira,dia 14/11, entre o presidente da entidade, Ercy Torma e seu vice, Batista Filho.

Enquanto uns da diretoria viajavam- estavam em Gramado,sabe como é, tinha lá um festival de turismo -e outros cuidavam da barraca da entidade na Feira do Livro, Ercy resolveu renunciar ao Conselho da TVE e FM porque se sentiu melindrado já que a governadora Yeda não consultou o órgão pra nomear Ricardo Azeredo e Pedro Macedo novos diretores.Na vaga de Ercy ficou Batista Filho que já foi presidente da TVE em 1994.

Como sóe acontecer nestas ocasiões, quem primeiro ficou sabendo da renúncia do presidente da ARI do Conselho da TVE e FM Cultura e deu a notícia foi a Coletiva.Net,na quarta-feira,dia 19/11 cujo um dos sócios, Vieirinha, é diretor de Comunicação da ARI.Nada contra a Coletiva.Net mas democratizar a informação poderia ser um exemplo que o presidente da ARI,Ercy Torma, poderia dar.

O Sindicato dos Jornalistas-RS já informou que designou o professor da Unisinos Pedro Osório pra ser o candidato a presidência do Conselho da TVE e FM Cultura cuja eleição deverá se dar,se houver quórum, no dia 08/12 quando o dito Conselho deverá se reunir. Na última segunda,dia 17/11, a reunião não saiu por falta de quórum.

Eu X Eles - Coleguinhas


Franco foi o campeão de vendas na Barraca da ARI

Conhecido o resultado final da venda de livros na barraca da ARI sabe-se que quem mais vendeu foi o " escritor da província" Sérgio da Costa Franco. Não se conhece os números destas vendas, mas ele foi o que mais vendeu. Desbancou o Antônio Goulart que na edição do ano passado tinha vendido 10 exemplares do livro dele sobre o Brizola.
Durante a feira, um " perdigueiro" me confidenciou que viu o nosso "escritor da província" Ênio Rockenback, da direção da entidade, porque justamente o seu livro " Memórias de um escritor da Província" não estava exposto na barraca da ARI. E isto que quando do lançamento do livro, Franco dizia que não tinha feito o livro pra vender, era apenas pra dar para alguns amigos. Alguém de plantão viu no blog da Rosane de Oliveira o ex-governador Olívio Dutra dizendo que lia no momento a última obra do Franco. Isto,alegam os observadores, deve ter provocado a procura pelo livro.

Outro que vendeu bem na barraca da ARI foi o João Batista Marçal, o escritor oficial da esquerda gaúcha. Tanto que seu último livro, em conjunto com uma historiadora, é justamente uma pequena biografia de quem pertenceu a esta ala no século passado no RS.


Voltado ao Sérgio da Costa Franco, ele nasceu em Jaguarão - isto seu livro conta bem - em 12.06.1928( completou oitenta nos em 2008). Seu pai,também um operador do Direito, como ele, se chamava Álvaro da Costa Franco e sua mãe Gilda Costa Franco. O pai foi assassinado.
Franco sempre foi considerado um dos articulistas mais próximos do falecido dono do Correio do Povo e da rádio Guaíba, o " DR" Breno Caldas.
Hoje Franco tem uma coluna de opinão, num espaço nobre, o dos editoriais - depois de idas e vindas - no jornal ZH, aos domingos.

Sérgio da Costa Franco conta no seu livro que quando veio morar em Porto Alegre começou morando na av. Venâncio Aires,174/04. Sua descrição daquela avenida - que já teve bondes, ainda a peguei em 1969 com bondes - nos faz retornar a uma Porto Alegre que evidentemente só existe em memória afetiva.
Casado com Ignez Maria( 14.03.1927), como conta no livro, ele teve com ela os seguintes filhos:
Sérgio( 30.09.1952), Maria Ignez( 27.05.1955), Miguel( 02.09.1958), Fernando( 14.04.1965) e César( 10.04.1967).
Franco é o autor também do Guia Histórico de Porto Alegre.
Suas posições políticas, pelo que conta nas memórias, sempre foram ligadas ao trabalhismo. Mas no passado flertou com o Partico Comunista Brasileiro(PCB) tendo participado da campanha em 1946 do candidato do PCB a presidente da República, o engenheiro Iedo Fiuza. O Fiuza foi uma invenção do Prestes(Luis Carlos) " comenta brevemente o historiador.

Sobre esta campanha, Franco contou ainda que uma pequena delegação do colégio Anchieta rumou para o Vale do Taquari pra fazer campanha. Mas em Montenegro começaram a nota que os jovens não eram bem recebidos pelas comunidades locais. Depois de Lajeado, voltaram correndo para Estrela onde comeram uma galinhada no Hotel Bentz. De lá regressaram à capital,sentido que os votos do interior não estavam para o candidato do PCB.

Eu X Eles - Coleguinhas


Euclides Prado e Nelci Castro( o "Leka", na foto ) fizeram " gracinha"
no noticioso da Gaúcha e Maurício não gostou!

O narrador esportivo e apresentador de novelas em rádios, Euclides Prado vai completar 80 anos nos próximos dias.
No meu livro Pauta, o Avesso das Redações conto a seguinte história dele e do " Leka".

"Euclides Prado e Nelci Canto de Castro, o " Leka" apresentavam o " Grande Jornal Falado" todas as manhãs pela rádio Gaúcha quando ainda ficava no Edifício União. O programa ia ao ar entre 7h30min e 8h30min.

Numa destas manhãs, Leka atrapalhou-se quando foi ler um sobrenome russo e sai a palavra " estrogonofe". O jornal,evidente, era ao vivo. Euclides Prado e o operador caíram na gargalhada que os ouvintes pegaram com muita nitidez. Pouco depois do programa terminar, toca o telefone do estúdio.
O operador o atende e fica com o rosto encrespado,sério.Para Leka e Euclides faz o sinal de que no outro lado da linha,furioso, está um sujeito de nariz grande( Maurício Sobrinho, o dono da rádio). Ele queria putiá-los pelas risadas que saíram no ar.

- Vai tu que é mais velho, disse Prado para Leka.
- Que que manda patrão, saindo dizendo Leka, tentando desconversar e acalmar Maurício. Aí explicou que ele se atrapalhara e que este fora o motivo das risadas no ar. Ficou por isto mesmo...

" Operação ECLIPSE"

Júlio César Pacheco foi o locutor na TV Gaúcha!

Sobre o eclipse solar que ocorreu na praia do Cassino em RioGrande, em 12/11 de 1996, Júlio César Dreyer Pacheco, hoje na Rede Vida, mandou-me correspondência dizendo o que segue:

" O eclipse de Rio Grande foi coberto pela TV Gaúcha com equipe própria( inclusive caminhão). O locutor fui eu e o suíte de externa o foi o Sérgio Reis. Foi editado um programa de 60 minutos sobre o assunto."

Porto Alegre deseja boa viagem aos tripulantes do Sea Shepherd
e crianças enviam mensagem ao futuro

No feriado de 15 de novembro, o Instituto Sea Shepherd promoveu um sábado voltado à conscientização e educação ambiental no Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A atividade começou com a chegada de um grupo de crianças moradoras da Ilha dos Marinheiros, trazidas pela ONG Gente do Bem. Meninos e meninas ouviram a história 'O Caracol e a Baleia' de Julia Donaldson, interpretada pela escritora Christina Dias.

Fotos: Marcio de Almeida Bueno
Crianças interagiram na apresentação de 'O Caracol e a Baleia'

Finalizada a história, a criançada fez desenhos inspirados na vida marinha, que ficaram expostos em um varal, durante todo o dia. A pausa para lanche incluiu suco, cachorro-quente e bolinho de chocolate - tudo em versão vegana, sem ingredientes de origem animal, oferecidos pelo GAE Poa.


Lanche vegano foi saboreado pela primeira vez pelos participantes

O material fará parte de uma cápsula especial, a ser aberta somente no ano de 2350. A idéia é que, daqui a sete gerações, crianças e adultos do futuro saibam que em 2008 havia preocupação com as baleias e demais animais marinhos. O público passante, atraído pela movimentação, pôde 'apadrinhar' alguns dos menores, financiando uma camiseta e um lanche especial, tendo seu nome associado ao desenho do afilhado. A programação seguiu com sessões de exibições de vídeos e palestras dos coordenadores do Sea Shepherd, sobre a atuação da entidade, experiências vividas e ações em relação à fauna dos mares.


Daniel Vairo, diretor geral do ISSB, palestra em uma das tendas

Freqüentadores do Parcão puderam ainda adquirir camisetas e materiais do Sea Shepherd, assinar um abaixo-assinado contra a morte de golfinhos e botos na costa brasileira, e ainda deixar uma mensagem de 'boa sorte' para a tripulação de voluntários que, a partir de dezembro, enfrentará os baleeiros ilegais no Santuário Antártico das Baleias, no extremo sul do planeta.


Menino desenha uma baleia no cartaz que será levado de navio à Antártida

Durante todo o dia, esclarecimentos foram prestados aos interessados, que procuravam saber mais sobre pesca ilegal, degradação da natureza, extinção de cetáceos, interferência nos ecossistemas e suas conseqüências para o planeta. Centenas de panfletos educativos foram distribuídos, e novos voluntários se ofereceram para atividades futuras da ONG.


Passantes ouviram com atenção os relatos da coordenação da ONG

O evento ainda teve entrega de medalhas da Sea Shepherd Conservation Society aos voluntários da ONG, por servirem com dedicação e coragem à vida marinha. As subidas de balão de ar quente marcaram o encerramento da programação, em um sábado de Sol e forte calor.


Balão instalado no centro do parque atraiu a atenção do público

Clique aqui para ver mais fotos do evento
Clique aqui para ouvir uma entrevista com Daniel Vairo, diretor geral do INSS

O ônibus de Viamão e as baratas

A secretária do editor do site Brasil Imprensa Livre estava no ônibus placas IJO 4831 da empresa Transportes Coletivos Viamão Ltda no domingo passado, 16/11, por volta de 20 horas. O fundo do coletivo,segundo o depoimento da passageira " estava infestado de baratas". Quando ela reclamou do cobrador e do motora,segundo noticiou o site Brasil Imprensa Livre, recebeu apenas ironias como troco:" isto é comum e que também havia pulgas". A ser verdade, a Metroplan deveria multar este coletivo e a empresa porque convenhamos já é demais.

O Natal de Natanael

Eu X Eles - Coleguinhas


Alexandre Garcia foi pousar para a Playboy e se perdeu o cargo de porta-voz de Figueiredo.

Nascido em 11.11.1940, em Cachoeira do Sul, filho do radialista Oscar Chaves Garcia - um dos principais radialistas dos 75 anos da rádio Alto Taquari, de Estrela(RS) Alexandre Eggers Garcia é o autor do prefácio do meu livro Estrela F.C. que saiu em novembro de 2005.Alguns maldosos de plantão disseram que o prefácio do livro justificou sua publicação. Ledo engano!
Alexangre Eggers Garcia ganhou seu primeiro salário na Rádio Independente em Lajeado(RS) mas antes tinha participado de novelas , como ator mirim na Rádio Cachoeira do Sul e na rádio Alto Taquari. Ganhou seu primeiro salário com 16 anos. Quando estava com 19 anos, depois de servir o Exército, Garcia trabalhou no Banco da Província , em Lajeado. Fez concurso para o Banco do Brasil,onde passou tirando o primeiro lugar.Aos 20 anos, ingressou no Banco do Brasil, em Encantado. Com 27 anos foi o primeiro colocado no Vestibular de Jornalismo da PUC onde se formou.
Quando estava no último ano da faculdade entrou para o Jornal do Brasil, que então ficava na av. Borges de Medeiros, 915, no quarto andar, sala 401, no prédio da Associação Riograndense de Imprensa(ARI).
No JB ficou 10 anos.Depois foi ser porta-voz da Presidência da República - de onde saiu depois de ter posado pra revista Playboy - e passou para a diretoria da Manchete(revistas e televisão), em Brasília. Depois foi para a TV Globo, onde está há 20 anos e é um dos principais repórteres políticos da emissora.
Alexandre Garcia - conhecido por suas opiniões contundentes - é ainda professor universitário além de gravar comentários para mais de 80 emissoras de rádio e escrever semanalmente artigos para 30 jornais e mensalmente para duas revistas. Mesmo assim encontra tempo para fazer palestras " pelo Brasil afora" como ele diz.
Sua filha Denise nasceu em 28.08.1963.
Ele é autor de um livro sobre memórias jornalítiscas.

coleguinhas

* Maria Luiza Benitez voltou a trabalhar na rádio Guaíba apresentando o " Jornal da Noite" entre 23 e 24 horas,diariamente.Quem fazia isto era Mário Mazzeron, falecido pouco tempo atrás. Benitez também é locutora da Guaíba FM.

*Rogério Mendelski, no " Bom Dia" da Guaíba AM, pegou no pé da expressão " trabalhadores em educação", que a presidente do CPERS,Rosane Oliveira, tem usado durante suas entrevistas.

* Serginho Ross,depois de muitos anos afastado, foi reintragado, via judicial, ao Ministério dos Transportes. Mas vai pedir aposentadoria.

* Nos 17 dias da Feira do Livro,não recebi um " release",nem um convite pra participar de algum coquetel. Quanto a isto,dispenso mesmo!!!Meu guru sempre foi o dono da Gazeta Mercantil, Herbert Levy, em cujo jornal, Gazeta Mercantil, - isto eu testemunhei, ninguém veio me contar lorota - não se podia viajar a convite de ninguém. Quando o jornal tinha interesse em alguma matéria, ele enviava pagando suas despesas. A isto é que eu chamo de independência. É uma pena que Herbert Levy não tenha feito escola no país. O que se vê por aí é de chorar...

A vida como ela é...

Os fatos aqui narrados são invenção. Portanto,qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

Episódio Um:

A " cantada" num flanelinha

Numa empresa de comunicação onde não havia estacionamento e os funcionários tinham muita dificuldade em encontrar lugar para estacionar o carro na rua a solução era deixá-lo com um flanelinha de confiança que ficava dando voltas na quadra, até encontrar a vaga na rua. Vaí daí que a chave do carro ficava com o tal flanelinha de confiança.
Às vezes quando o proprietário de um carro saía e procurava o flanelinha para pegar a chave, o encontrava dando " voltas" com um outro carro para estacionar. O flanelinha então não tinha outra saída a não ser dar "carona" até o local onde estava o carro do jornalista que estava indo embora.
Um dia, um jornalista estava saindo do seu trabalho e pegou a carona com o flanelinha.
Sentou no banco do " carona" e o flanelinha estava louco para comentar com alguém:
- Bah, mas como tem v...nesta empresa!
Surpreso com o desabafo, o jornalista que estava se retirando quis saber qual a origem daquele desabafo.
O flanelinha ainda meio arredio,explicou que acavara de levar uma " cantada" de outro colega jornalista que também trabalhava naquela empresa. O cara nem perguntou, nem quis saber mais nada....

Episódio dois

" Sou LÉSBICO"

Um funcionário subia as escadas de um jornal onde trabalhava caminhando um pouco atrás de um coleguinha gay, mas discreto.
Descendo a escada vinha um mulherão. "Maravilhosa e belíssima" lembra um jornalista de antanho que a conheceu.
O jornalista que vinha atrás notou que o colega gay depois que a mulher cruzou por ele,virou-se para trás e ficou a olhar a fêmea exuberante.

Quando os dois colegas que subiam chegaram no mesmo andar , por sinal, onde trabalhavam, o que vinha atrás não quis saber: " hum, cara, tu nem gostas disso e ficas te querbrando pra olhar pra trás". Ao que o colega gay não perdeu o bom humor:
- Ah, é que eu sou LÉSBICO!!!

Feira do Livro vende 8% menos que em 2007

Foi de 8% a queda no número de livros vendidos em 2008 em relação a 2007. Os dados foram divulgados ontem,- 18/11 - durante coletiva pelo presidente da Câmara Riograndense do Livro (CRL) João Carneiro. Na chamada " área geral" foram comercializados durante os 17 dias da feira do livro - de 31/10 a 16/11 - 295.624 livros, na área infantil e juvenil foram 111.469 e na área internacional foram 16.953 volumes.Ao todo foram vendidos 424.046 livros.
Pelos dados da CRL na área geral a queda foi de 8%, na infantil, de 5% e na internacional de 10%.

A CRL também divulgou outros números da 54 feira do livro de Porto Alegre: foram realizados 829 lançamentos. Na praça dos autógrafos foram 574, na área infantil e juvenil, foram 91; as sessões coletivas no Memorial do RS foram 117 e sessões realizadas em salas de eventos foram 47.

Campeões

A feira do livro não divulgou dados sobre livros mais vendidos.Alegou que em função dos "cortes" feitos no orçamento global do evento, este item foi cancelado.

Mas um dado foi divulgado pela CRL: o autor campeão de fila foi o uruguaio, Eduardo Galeano.
A Feira do Livro de 2009,que será a 55, já tem data:inicia em 30 de outubro.

Patrono defende livreiros

O patrono, o escritor Chales Chiefer defendeu a manutenção da lei de incentivo à Cultura( a LIC) para a Feira do Livro e fez o papel de porta-voz dos interesses dos livreiros, dizendo que neste momento " vozes autoritárias" estariam querendo terminar com este incentivo fiscal para a feira do Livro. Neste sentido, explicou o presidente da CRL, João Carneiro, na segunda-feira, dia 17/11 foi remetido um projeto de lei do Executivo Estadual para a Assembléia Legislativa do Estado no sentido de alterar a Lei de Incentivo a Cultura - a já famosa LIC, motivos de tantas controvérsias - tirando o poder do Conselho Estadual de Cultura de decidir sobre o destino de verbas da LIC e deixando que o Executivo tenha esta decisão.

Balanço da 54 feira do livro( 31 de out a 16 de nov de 2008)

* Vendas:

Foram vendidos 424.046 livros, um desempenho 8 menor do que o de 2007.

* Livros em geral:
comercializados 295.624 ex

* Livros infantis:

111.469 ex

* Área Internacional:

16.953

Autógrafos:

Total 829 sessões

Campeão de fila em sessão de autógrafo: Eduardo Galeano

Patrono da feira: Charles Kiefer

São Borja faz evento no 32 aniversário da morte do ex-presidente Jango!

De 02 a 05 de 12/08 diariamente Exposição de fotos do período político do ex-presidente João Goulart, no saguão da câmara de vereadores. Dia 02/12/08 as 18h Lançamento do livro: João Goulart memória em Santiago – Autor: Fábio Monteiro, 19h Apresentação do Relatório da Comissão mista da Assembléia legislativa que apura a causa morte do ex- presidente, por Christopher Goulart ( neto do ex-presidente), com exibição de documentário. Dia 03/12/08 as 19h Apresentação de documentário radiofônico, sobre a morte do ex-presidente no exílio, por alunas de jornalismo da UNIPAMPA. Dia 04/12/08 as 19h Exibição de documentário João Goulart, Presidente injustiçado, por Dr. Marco Pinheiro ( Fortaleza Ceará ). Dia 05/12/08 as 19h Palestra com Professora Rita Gattiboni, com o tema: as reformas de base no governo João Goulart. Dia 06/12/08 as 10h Sessão solene em homenagem ao ex-presidente pela Câmara de Vereadores, presidida pela Vereadora Fátima Andrade.

Memória da Imprensa!

" Operação ECLIPSE "!

Me caiu na mão uma preciosidade histórica da imprensa gaúcha: a cobertura que foi feita do eclipse solar de 12 de novembro de 1966,portanto, há 42 anos atrás.Tenho nas mãos cópias de todas as solicitações encaminhadas ao vice-presidente da Associação Riograndense de Imprensa daquele ano Pércio Pinto (falecido) solicitando credenciais para ir fazer a cobertura. Claro, foi um evento pelo qual a mídia mundial esteve presente." Encheu de norte-americano em Rio Grande" lembrou-se o fotógrafo Sérgio Vargas Ross, que esteve lá como fotógrafo da revista Manchete, a principal do país, naqueles anos.
Pelas solicitações encaminhadas a ARI dá pra ver muito bem quem era quem na imprensa nacional,estadual e até mundial. Por exemplo, a Revista de circulação nacional que mandava no pedaço era a Manchete, e não a Veja,como agora, ou a Realidade, como foi depois. A Editora Block pintava no pedaço com uma grande cobertura. E ainda por cima era dois anos depois da Revolução de 1964, portanto, Adolpho Block, amigo de JK, mas que apoiara a revolução de 64, queria mais é dar força aos novos governantes.
O eclipse seria mais visto em Rio Grande e a praia do Cassino foi o local escolhido pela NASA para soltar até foguetes.
A cobertura foi feita principalmente em Rio Grande, mas alguns veículos, como a TV Gaúcha - que era chefiada pelo Lauro Schirmer - a Folha da Tarde - chefiada pelo Edmundo Soares - e a Rádio Guaíba- chefiada pelo Osmar Meletti - mandaram equipes também em Bagé, de onde o eclipse solar também seria visto e poderia ser fotografado.

A NASA foi quem comandou todo o espetáculo em Rio Grande, na Praia do Cassino.Houve até um lançamento de um foguete. A NASA, como convém lembrar, é o organismo norte-americano destinado a ocupação do espaço e que em 29 de julho de 1969 mandaria os três primeiros astronautas à Lua.
Tive a sorte de entrevistar um dos fotógrafos que foram para Rio Grande fazer fotos. Trata-se do fotógrafo Sérgio Vargas Ross, que hoje vive em Brasília, e recentemente foi reintegrado ao Ministério dos Transportes.Na época era o chefe da sucursal da revista Machete em Porto Alegre, que ficava localizada na rua Senhor dos Passos.No Rio de Janeiro, a sede da Block Editores S/A, editora da Manchete, ficava na rua Frei Caneca, 511.

" Freiras vendo o eclipse com vidro escurecido por fumaça "!

- Fiz uma baita foto nesta cobertura, disse-me entusiasmado o Sérgio Ross na madrugada do última terça-feira, dia 18/11,quando o acordei para fazer sobre a reportagem que fizeram 42 anos atrás.
Serginho, hoje já com mais de 70 anos, é viúvo - ele diz pra todo mundo que foi noivo da Ivete Brandalise e que foi titular da ponta-esquerda do Cruzeiro Futebol Clube, de Porto Alegre - lembrou que o evento levou muitos jornalistas do mundo todo para a praia do Cassino.
- Nós fomos pra lá no dia 3 de novembro, lembrou-se o fotógrafo.Mas o eclipse deu-se não me lembro bem se foi num sábado ou num domingo de manhã bem cedo. E durou o dia todo.Começou lá pelas sete da manhã,lembrou Ross.
Fiz uma foto que a Manchete publicou que foi das melhores de todas. Duas ou três freiras, olhando pro céu, com vidros escurecidos por fumaça pra não estragalherem os olhos. A foto ficou muito boa na Manchete,disse Serginho,ainda entusiasmado pelas recordações,apesar de tantos anos que se passaram desde o evento.
Ele lembra com certeza que a NASA " instalou lá um campo de pouso".

Motora quis ensinar General nas manobras!

Sérgio Ross disse que depois do eclipse uma equipe da Manchete que estiver no Cassino - formada por ele de fotógrafo, um repórter e mais o motorista, seo Guedes - rumou para Rosário do Sul a fim de cobrir as manobras militares. A localidade devia ser Saicã, porque era sempre lá que se realizavam estas manobras.
- Quando estávamos chegando em Rosário do Sul, dois sujeitos na entrada da cidade nos pediram carona. Estavam meio maltrapilhos.Na verdade eram " guerrilheiros" que faziam parte das manobras porque o Exército já mostrava preocupações com futuras guerrilhas.Quase acabamos presos pelos militares relembrou Sérgio Ross.
Os militares teriam que fazer deslocamentos de onde estavam acampados e o motorista da Manchete, meteu-se no alto escalão militar e começou a dar " ordens" ao general que comandava a operação:
- General, não vai por ali, porque por ali eu quase atolei,dizia ele, relembrou Sérgio.
- Tive que ir lá e retirá-lo do meio dos generais porque Seo Guedes já estava querendo dar conselhos demais, disse Serginho.Duas edições depois, saiu também a matéria com as manobras militares de Saicã.
A equipe da Manchete que esteve cobrindo o Eclipse solar em Cassino, Rio Grande, foi formada por:
Fábio Rivera Villaça( repórter da Manchete) Cléber Buhr( repórter da Manchete) Elcy Nunes( repórter da Fatos e Fotos), Sérgio Ross( fotógrafo da Manchete) Jairo Brandeburski( fotógrafo da Manchete) e Bernardo Gothe( fotógrafo da revista Fatos e Fotos).
O motorista era seo Guedes.

Equipe de Zero Hora que participou da Operação Eclipse em 12 de novembro de 1966.

João Valério Júnior( correspondente em Rio Grande)
Mariza Correa,Noé Cardoso( o " galo cego"), Armando Burd. Nery Fogliatto, Lemyr Lauro Martins(fotógrafo),Assis Hoffmann(fotógrafo) Valdomiro Soares( " tio Miro") fotógrafo, Hajimu Hirano( fotógrafo) Vitor Teixeira, Alderico Lucchini e Reinaldo Soares. O chefe de reportagem era Luís Carlos Bonnet.

A solicitação de credenciamento encaminhada a ARI feita Pela TV Gaúcha também foi feita numa lauda da ZH. Foi assinada por Lauro Schirmer.
O pessoal credenciado foi:
Em Rio Grande:
Cinegrafista: Odilon Lopez
Auxiliar: Dorivaldo Reinheimer
Motorista: Darci Silva( uma camionete Rural Willys)

Em Bagé
Cinegrafista : Telmo Cúrcio da Silva
Auxiliar: Juarez Gonçalves
Repórter: Vicente Soaresa

Para gravação de VT(video Teipe) em Rio Grande:
Equipe a vir de S.Paulo com seis pessoas e um caminhão de reportagem externa.

Carlos Nobre já está esquecido??

Pelo menos foi o que aparentemente demonstrou Luis Fernando Verissimo, que entre os títulos que lhe dão está o de humorista. Na sexta-feira,dia 14/11 durante debate sobre 1968 - aquele ano que não quer terminar, ou que está dando tantos dividendos que não querem deixá-lo terminar - quando ninguém tinha apresentando Marcos Villalobos,professor da PUC, Verissimo fez questão de lembrar que Marquinhos era filho de um humorista, Carlos Nobre. Porque será que não foi feita nenhuma biografia sobre ele?Tem um livro do filho Marquinhos, " A Guerrilha do Riso" mas confesso que ainda não o li.
Estará mesmo esquecido?
Reproduzo aqui uma coluna dele, de outubro de 1981,quando abriu a XXVI Feira do Livro de Porto Alegre.

Filho critica piada de Carlos Nobre em público!

Assim como não haverá mais um reveillon como o de 1968 realizado na casa de Heloiza Barque de Holanda - assim inicia o livro " 1968, o ano que não terminou" de Zuenir Ventura - dificilmente vão juntar novamente, numa feira do Livro, ou outro evento, LFV,Zuenir Ventura,Marquinhos Villalobs, José Mitchell e Flávio Tavares como ocorreu na sexta,dia 14/11.

Iniciei este artigo de propósito falando isto porque foi a primeira vez que vi um filho de Carlos Nobre criticando uma piada escrita pelo pai diante de um grande público.A crítica partiu exatamente de Marquinhos Villalobos que não gostou do que Carlos Nobre,seu pai, escreveu quando o avião em que viajava Fellinto Müller - Chefe da Polícia do Estado Novo Getulista .
- Meu pai escreveu uma piada, não lembro mais se foi na Zero Hora ou na Folha da Tarde em que fazia um humor que não gostei, lembrou Marquinhos Villalobos.
Ele chegou a citar a piada que Nobre escreveu - não a recordo agora - mas realmente diante da tragédia que foi o incêndio do avião da Varig que caiu em Orly, ela foi de mau gosto mesmo.Na tragédia de Orly, morreram todos os ocupantes,inclusive Fellinto Müller que havia conseguido retirar um parente da prisão porque estava na luta armada e o levava para Paris para passear.Coisas do destino, morreram todos.

Depois Marquinhos citou outra piada do pai, mas esta ele elogiou.

UTI

O ex-deputado Henrique Henkin(PTB) está internado numa UTI de um hospital da capital.

Memória da Imprensa!

Lembranças do "JB" ! (Jornal do Brasil)

O debate sobre" 1968" realizado no dia 14/11,durante a 54 Feira do Livro de Porto Alegre proporcionou uma verdadeira aula de história do jornalismo,principalmente do Jornal do Brasil, porque ali entre os debatedores estiveram dois dos principais repórteres que passaram pela redação deste histórico jornal: Zuenir Ventura e José Mitchell.E não havia como fugir ao óbvio: eles contaram experiências de suas vidas de repórteres e de fatos que lhes acontecera.
Os estudantes de jornalismo que perderam este debate devem lamentar. José Mitchell foi por 30 anos um dos repórteres da sucursal gaúcha do Jornal do Brasil e durante um bom período foi seu diretor local. Ele cobriu toda repressão do Cone Sul, a chamada Operação Condor.
E também estava Zuenir Ventura, que em 1968 trabalhava no JB e do prédio onde estava localizado o períodico, na av. Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro,acompanhava as passeatas dos estudantes.

O Jornal do Brasil mantinha uma linha liberal.Sua proprietária era a Condessa Pereira Carneiro (foto) e a família Nascimento.
Zuenir Ventura lembrou na sua palestra da sexta-feira,dia 14/11,que a censura passou a funcionar drasticamente na redação na véspera da decretação do AI-5,em 13 de dezembro de 1968.E Zuenir lembrou que no dia posterior a decretação do AI-5 Moacir Werneck,então editor-chefe do JB, recorreu à metáfora do tempo para noticiar o AI-5 e o fechamento do regime militar." Tempo abafado, nuvens escuras" mandou colocar no alto da página à direita, onde o Jornal do Brasil sempre mantinha um box com a situação do tempo na cidade do Rio de Janeiro.

A sucursal gaúcha iniciou no prédio da ARI

A primeira sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre foi em salas alugadas na avenida Borges de Mederios,915/salas 401 e 404, no prédio da Associação Riograndense de Imprensa(ARI). O telefone era o de número 24.01.97. Isto nos anos 60.
Por este sede passaram Josef Adams Zukauskas,Lucídio Castelo Branco, Eunice Jacques, Antônio Britto Filho, Geraldo Valente Canalli,Alexandre Eggers Garcia e Carlos Alberto Kolecza.
Depois a empresa passou a construir prédios próprios para abrigar as sucursais e o Jornal do Brasil mudou-se para o Morro Santa Tereza, na avenida Tenente Correa Lima, no prédio onde hoje está a rádio Cidade.
Nesta nova redação que eu me recorde trabalharam os repórteres José Mitchell, Juarez Porto,Bárbara de Oliveira e os fotógrafos Goiano( Rubens Borges) e Luís Antônio Guerreiro. Este último trabalhava como frila do JB e ele mesmo tinha que cavar as pautas.Se Mitchell conseguisse que a direção no Rio de Janeiro as aprovasse, Guerreiro saía a campo para fazer as fotos.
- Eu chegava de manhã cedo na redação do JB no Morro Santa Tereza,relata Guerreiro,cuja empresa era a Objetiva Press. O Mitchell já estava lá na redação, fumando,acendendo um cigarro no outro, falando ao telefone, com o rádio sempre ligado no noticiário local.
Era um status para qualquer repórter ser do JB, ou de outras sucursais como o Estadão, Folha de S.Paulo, ou o Globo.É que geralmente estes jornais, na ditadura militar,davam aquilo que a ZH e o Correio do Povo, não davam nunca,ou depois. Mais tarde surgiu o Coojornal, mas aí é outra história.

O anti-balanço da 54 Feira do Livro de Porto Alegre!

Com um pouco de ironia, vou destacar os " troféus" desta 54 Feira do Livro.
O júri deste site passou 24 horas reunido,confinado numa sala do Sheraton Hotel, com todas as mordomias imagináveis, tudo por conta do Clube de Opinião, porque aqui também afinal das contas estamos dando opinião, para decidir estes relevantes fatos literários:

1) O CHATO da Feira:
Bah, este não foi difícil de chegar ao consenso...Ganhou mais espaço do que nunca numa grande empresa de comunicação, ora diríamos.

2) O Anônimo da Feira:
Vai pro Anonymus Gourmet. Ninguém mais sabia quem ele era porque no ano passado não autografou e assim quando assomou o palco dos autógrafos seu grande fã-clube tinha dúvidas se era ele ou não porque os cabelos estavam um pouco mais brancos e escassos mas como trazia junto o Odorico,seu afilhado aí sim seu grande fã-clube teve certeza que estava de novo na frente do grande escritor do feijão com arroz do nosso dia a dia. O Anonymus teve um chilique porque não deixaram sua esposa, Linda, distribuir docinhos durante seus autógrafos.A saia justa foi parar na TV COM, com o Túlio Milmann dando a razão para os realizadores da Feira do Livro.Túlio alegou:
- e os patrocinadores, como é que ficam?
Pois eis aí que os patrocinadores arrumaram um defensor.
Bah, mas os convidados do Anonymus e da sua esposa Linda foram pro Santander onde parece que a recepção pode ser realizada.

3) o " Perdidão" da Feira:

Vai pro ex-dono do Bar da Feira,ex-dono do Jazz Café, hoje na assessoria na area de alimentação, Dirceu Russi: o encontrei "perdidão" sem os tradicionais puxa-sacos que o adulavam quando era poderoso. Russi estava na parte central da feira do livro,sozinho, e não sabia pra que lado ia...

4) A sessão de autógrafos da feira: depois de muita disputa, o júri deste soberano site - cuja interferência dos anunciantes não se faz - escolheu a sessão de autógrafos da outrora ijuinse desconhecida Eliane Brum, hoje uma celebridade nacional. Ela veio autografar seu livro de várias reportagens já publicadas, claro, e em volta do palco dos autógrafos, reuniu uma "fauna" que ia de David Coimbra( o Nelson Rodrigues dos pampas), passando pela Jussarinha Porto( que muita gente não via há tempos), Adroaldo Bauer Correa, o misto de poeta com empresário de músicos( já foi dos Novos Baianos) Carlinhos Caramez, há muitos anos fazendo a ponte Porto Alegre-Rio de Janeiro, sua esposa Miriam Fitchner e muitos outros badalativos...

5) O debate da feira:
Foi com certeza de um francês, num dia de semana, que reuniu muita gente pra ouvir como e quando o capitalismo terminará...ah...ah...ah...Dizem que ele ganhou um bom e justo cachê para isto.Afinal foram anos e anos de estudo para chegar a esta sábia conclusão.

6) O " Desaparecido" da Feira:

Aí o júri deste soberano site tremeu nas bases: não sabia se elegia o Danilo Ucha, que há anos se recusa botar nos pés na Praça da Alfândega durante a feira do livrou ou pro editor do site Previdi.com.br. Então, salomonicamente, o júri deu este título pros dois cujo prêmio é uma indiada braba: um findi no hotel Beira-Mar, do Miro Weber, num dos quartos localizados no fundo do estabelecimento.( O premiado pode pegar informações com o Macedão,da Gaúcha, que se hospedava lá quando a Guaíba tava quase quebrada e cobria sozinho as praias enquanto que as demais rádios mandavam equipes completas).

7)O " preguiçoso" da feira:

Vai pro Ivo, da banca do Martins Livreiro. Não tirava a bunda da cadeira pra nada. Nem pros leitores que pediam informações. Como sua barraca ficou bem na esquina, ao lado da central de informações, a maioria dos leitores que queriam saber alguma coisa de livros iam direto no Ivo porque da central de informações geralmente saíam sabendo menos do que quando chegaram...
- Bah, me disse um dia o Ivo, já resignado com sua missão desta feira do livro de ser informante de livros para leitores procuravam informações, não agüento mais. O Ivo gosta mais de estar á beira do rio Jacuí, numa pescaria, contando causos de pescador, do que esta atendendo leitores mal informados ou que ouviram o galo cantar e não sabem onde....

8) E finalmente, a " FILA" da Feira.

Ah, porque feira do livro que se preze não pode ficar sem fila. Esta foi pro bate-papo entre o "professor" e o demodée escritor uruguaio Eduardo Galeano.Mas a fila não aconteceu na feira, e sim em volta da Assembléia Legislativa do Estado eis que era lá o esclarecedor bate papo entre as duas sumidades intelectuais da América Latina...As senhas foram distribuídas, mas a sala Dante Barrone lotou antes da hora.

9) E a " revelação"da feira

Por unanimidade o júri escolheu Luis Fernando Verissimo porque ele falou e muito durante o debate sobre maio de 1968. Dizem alguns maldosos, é claro, ninguém mediu,que ele falou mais que Zuenir Ventura que neste país é considerado a voz oficial sobre 1968.

Memória da Imprensa - EXCLUSIVO!

Foto: Luis Ventura

ARI lutou para libertar Flávio Tavares (primeiro à direita) na Argentina

Correspondências que vieram à tona , mostram que a Associação Riograndense de Imprensa(ARI), entre 1986 e 1990,lutou para tirar seu associado Flávio Tavares da prisão na Argentina. Tavares era o correspondente do jornal paulista Folha de S. Paulo, sofreu um processo e acabou preso na Argentina por ter divulgado num artigo o envolvimento de civis nos julgamentos " das antigas Juntas Militares".A condenação de Tavares foi por crime de calúnia e o tempo de condenação foi de um ano.

Em 10 de junho de 1987, um ofício,assinado pelo presidente Alberto André, foi expedido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI) ao presidente da República da Argentina, Raul Alfonsin( eleito pela União Cívica Radical) apelando para que " se encontre uma solução para o caso do jornalista e nosso associado Flávio Tavares que se encontra praticamente confinado e sob processo judicial na República Argentina por publicação feita no jornal Folha de São Paulo da qual era correspondente em Buenos Aires".

A carta com esta data, assinada pelo presidente da ARI, Alberto André e endereçada do presidente da República do vizinho país, diz também que "a Associação Riograndense de Imprensa considera inusitado o processo envolvendo o jornalista brasileiro Flávio tavares em Buenos Aires,entendo que o assunto deve merecer toda e maior preocupação no sentido de sua liberação".

Em 06 de agosto de 1990,quando já era presidente da Associação Riograndense de Imprensa Antônio Firmo de Oliveira Gonzalez, a entidade oficiou ao Colégio dos Advogados da Argentina nos seguintes termos:
- A ARI juntamente com a OAB participa da campanha que objetiva a revisão da sentença imposta por crime de calúnia ao jornalista Flávio Tavares,condenado a um ano de prisão, com direito a sursis, pela Câmara Criminal de Buenos Aires após ter sido absolvido em primeira instância.
Além da entidade dos advogados argentinos, a ARI oficiou também ao Presidente da Comissão de Paz e Justiça, Adolfo Perez Esquivel( que depois se tornaria Prêmio Nobel da Paz) e também a Doutor Beinusz Szmukler, presidente da Associação Americana de Juristas.

Como convém recordar, Flávio Tavares foi solto e foi viver no México.Agora vive em Búzios(RJ).

Imprensa:

O Correiinho circulou neste domingo,16/11 com um encartado num envelope de uma propaganda de uma loja que inaugura no novo shopping da zona sul da cidade....

Coleguinhas

* Fernanda Bagatini, da rádio Guaíba, assumiu,interinamente a chefia da redação. Por um período de dois meses. Ela se prepara também para um concurso do TRE.
*Record manda pegar em casa os jornalistas que começam na madrugada na rádio Guaíba, como Fernando Bagatini e Tissiano Kessler. Os dois " batem o ponto" às 4 e meia. São os apresentadores do " Acorda,Rio Grande".

*Foi lançado, um prêmio de Jornalismo ARI especialmente para a Serra. Resultados serão conhecidos nos próximos dias.Quem viu isto foi a Josi Negreiros, num site de um colega, o Coletiva.Net

Memória da Imprensa!

O Guaíba " guarda" uma coleção de jornais A TRIBUBA,jogados do Pontal do Estaleiro!

José Nelson Gonzalez, que trabalhou na Tribuna, Jornal do Partido Comunista, contou-me que em 1964, depois do golpe militar,os comunistas desfaziam-se do material que poderia os complicar.Ele, por exemplo, levou uma coleção de
de exemplares que guardava do jornal A Tribuna, órgão do PCB até o Pontal do Estaleiro - este que agora é motivo de polêmica porque a Câmara Municipal aprovou que ali se construiam " espigões" - e jogou-a ao rio Guaíba.

Não apenas exemplares do jornal A Tribuna Nelson se desfez. Ele enterrou nos fundos da sua casa de praia, em Atlântida, uma centena de livros " comunistas" - de Marx a Engels.
" O André, meu filho, me acompanhou. Botei os livros no porta-mala do carro e os levamos pra praia. Lá os enterramos" relatou-me José Nelson, na manhã do domingo, 16/11.
Vinte anos depois, ele pegou uma pá e foi cavar pra ver se conseguia reaver os livros. " Tinham sumido". Não sabe se alguém escavou e os levou. Mas ele acha que isto não pode ter acontecido.

Mosquetões

Anos atrás entrevistei para o livro " Golpe Mata Jornal" assinado pelo Jefferson Barros( que Deus o tenha) -o colega IB Kern.
Ele contou-me também um episódio ocorrido em abril de 1964, logo após o golpe militar.
Disse Ib Kern que ele morava no Menino Deus, me parece que na avenida Ganzo,e lá lhe apareceu o Noé, aquele que depois provou na Justiça,ser filho do ex-presidente Jango.
Noé vinha com três " mosquetões" dentro de um saco. O suposto filho de Jango morava nos fundos da casa do ex-governador Leonel Brizola, na Tobias da Silva, no Bairro Moinhos de Vento.Noé,que IB conhecia, queria saber o que fazer com os mosquetões. O conselho de IB foi rápido e esclarecedor:
- Vai lá no rio Guaíba,joga estes mosquetões lá e tu nunca me viu....

O Brasil de 68 relembrado por cronistas e repórteres

uenir Ventura, que já foi repórter do Jornal do Brasil, Luis Fernando Verissimo, cronista de vários periódicos nacionais, José Mitchell, repórter do Jornal do Brasil, hoje pauteiro da RBS TV, Marcos Villalobos, professor da PUC e Flávio Tavares, ex-guerrilheiro e jornalista da Última Hora chegaram a uma conclusão na noite de sexta-feira,dia 14/11: ainda vai se falar muito sobre o mítico ano de 1968.

Zuenir, o mais linkado deles todos com 1968 por ser o autor de " 1968, o ano que não terminou" disse que este ano, que fecha 40 anos de 68 a data foi tão debatida e relembrada no Brasil que se ele tivesse atendido a todos os convites para participar de debates " não teria feito outra coisa".

Já o ex-guerrrilheiro Flávio Tavares - que quando estava na Última Hora,de Samuel Wainer, recebeu do colega João Baptista Aveline o apelido de " Geléia" ( por se adaptar aos mais variados conteúdos) disse que ele estava se apresentando " como em 1968". E orgulhoso, mostrou a gravata. Lembrou um detalhe no mínimo curioso: os estudantes que protestavam nas ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo o faziam sempre de paletó e gravata, à exceção do líder Wladimir Palmeira.

José Mitchell relatou sua experiência de repórter desta época contando casos de reportagens que fez durante o período mais ácido da ditadura militar. Falou sobre o seqüestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Diaz - aí já em 1978,quando se respirava a abertura política - e enfatizou que a imprensa teve um papel importante no momento.

A Censura

Mitchell,repórter atilado, contou o caso de uma vez em que em plenos anos de chumbo, lá por 1969,ou 70, - como se passou a chamar o período da ditadura militar - h ouve um assalto a uma agência de um banco dentro do Hospital Conceição.
Ele foi pro prédio da Secretaria de Segurança , na av. Ipiranga, e lá viu uma kombi chega de gente. Alguém da Polícia lhe disse que aqueles eram funcionários do Conceição.
Ele bateu na porta,alguém a abriu e ele começou a perguntar como tinha sido o assalto.Mas não se apresentou, não disse quem era. Os funcionários " depuseram" contando detalhes pensando que ele era um policial porque anotava tudo num "caderninho".
Depois que eles terminaram de contar como fora o assalto, os funcionários disseram ao Mitchell:
- Bom agora podemos ir, estamos dispensados.
Que nada.Ali é que eles teriam que contar no DOPS o que tinham visto.
No outro dia os demais jornais deram apenas a versão "oficial" da Secretaria de Segurança Pública sobre o assalto enquanto que no Jornal do Brasil saíam detalhes do ocorrido.

Mitchell aproveitou a presença de Flávio Tav ares e lhe fez várias perguntas. Uma delas era porque ele era conhecido pelos colegas " guerrilheiros" por Dr. Falcão.
- Ocorre,disse Tavares, que eu estive num encontro do Partido Comunista no Mato Grosso e lá me apresentei como " Dr. Falcão". Eu estava representando o Brizola.Eles lá acreditavam num movimento guerrilheiro liderado pelo Brizola.Depois que a Polícia os prendeu, perguntaram muito por mim e como estes guerrilheiros achavam que eu falava bem, tinham por mente que eu era advogado. Então me aplicaram o Dr.
Mitchell também quis saber de Flávio Tavares se é verdade que durante a guerrilha, uma vez, a atual ministra da Casa Civil, Dilma Roussef tinha mesmo mandado o capitão Carlos Lamarca calar a boca,durante uma discussão.
Tavares disse que não sabia disto, porque ele pouco tinha convivido na guerrilha com Lamarca e com Dilma já que tinha saído do país.

Modesto

O que menos puxou pra si méritos de ter combatido a ditadura militar foi Luis Fernando Verissimo. Perguntado por Marcos Villalobos o que fazia durante a ditadura, Verissimo foi sucinto:
- Quando veio o 1964, em abril, eu estava em lua de mel.
E em 1968 eu apenas comprava o Correio da Manhã pra ler as crônicas do Cony(Carlos Heitor) disse o autor de O Analista de Bagé.

Verissimo também contou muita coisa - embora ele fale pouco - sobre um períodico que circulou em Porto Alegre no auge da ditadura militar, no começo dos anos 70. Era a publicação Pato Macho, que ele mesmo era o editor principal.
Segundo Luis Fernando Verissimo,depois do primeiro número do Pato Macho - feito por um grupo de jornalistas e intelectuais - ele como responsável foi chamado a Polícia Federal pra ser informado de que a partir do próximo haveria dois censores lendo o jornal antes de ir à rua.
Verissimo contou que os dois censores riam muito lendo as matérias e as piadas que seriam publicadas. Umas podiam ,outras eles cortavam.
E criou-se uma certa intimidade com os censores tanto que quando o periódico parou de sair por problemas financeiros um dos censores enviou-lhe uma carta que ele guarda até hoje.Verissimo disse que as reuniões de pauta do Pato Macho não eram feitas no Encouraçado Butikin, do Rui Sommer,a mais badalada boite de Porto Alegre dos anos 70, como passou à História.
- Íamos no Encouraçado, mas as reuniões de pauta eram sempre feitas lá em casa. E eram muito mais interessantes do que o próprio número do jornal que saía depois.
Marcos Villalobos contou a Verissimo que já existem várias teses acadêmicas sobre o Pato Macho o que deixou o cronista de certa forma surpreso. Como a turma que fez o Pato Macho pensou o jornal segundo Verissimo:
- Naqueles anos quando a gente queria fazer um jornal, a gente pensava: o Maurício( Sirotsky) imprime e o Mafuz( Antônio,dono da MPM Propaganda) arruma os anúncios.
Já com a experiência da Censura dentro da Zero Hora, Verissimo contou que quando ingressou no jornal, tinha como colegas Marcos Faermann(falecido) Luis Pilla Vares(falecido) e Marcos Aurélio Garcia,entre outros.
E que ao começar a publicar coluna assinada foi advertido de que alguns assuntos e alguns nomes - Leonel Brizola e o arcebispo de Olinda e Recife Dom Hélder Câmara - eram nomes teminantemente proibidos de serem citados.
E o jornal cumpria as determinações que vinham da Censura à risca.

Gravador

José Mitchell relatou que em 1968 ele estava na Faculdade de Filosofia da UFRGS junto com Nei Duclós quando no bar alguém tentou gravar a conversa dos dois. Eram agentes do DOPS ou da Polícia Federal." Eram microfones grandes,ficava difícil não perceber" contou o ex-repórter do JB.

Entre reminiscências, Zuenir Ventura lembrou o tempo que ficou preso por questões políticas junto com Hélio Pelegrino." Meio Rio de Janeiro queria estar ali no lugar em que eu estava porque o Hélio era uma pessoa muito interessante. E recebia diariamente a visita do Nelson Rodrigues que indiretamente tinha sido o causador da prisão do Hélio" relatou Ventura.

Causo de churrascaria

colaboração do adriano mazzarino

O locutor esportivo Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha, esteve em Encantado e fez uma visita à Cosuel/Dália. No horário de almoço dirigiram-se para uma churrascaria localizada nas proximidades da empresa. Na comitiva, Denardin, os diretores da Cosuel e o comunicador Rudimar
Piccinini. No ambiente se integra também o ‘desconhecido’ Luiz Heisller, muito famoso e popular como Django, um dos grandes promotores de eventos da região do Vale do Taquari e Rio Pardo.

O papo corria solto: futebol, setor primário, uma corneta aqui, outra ali. E começa o rodízio de carnes. Entre os primeiros espetos aparece o salsichão. Pedro Ernesto olha para o produto, mira o garçom e pergunta em tom de sacanagem: “É Dália?” E o garçom: “Não, é da Pena Branca!” Constrangimento geral! Um dos diretores levanta-se, dirige-se ao proprietário para protestar.

Quando o mal-estar havia passado e já virado ironia, todos rumam para o caixa. Lá um dos atendentes, tentando agradar, olha para Django, confunde as bolas e lasca em tom de alegria: “Meu amigo, Dj Tampinha...”. Riso geral na galera...!

Balaios

* Como se não bastasse outros problemas, os " borrachudos" tomaram conta da feira do livro nos fins de tarde. O pessoal que trabalhou nas barracas teve que agüentar as picaduras deles. E estavam ferozes, segundo uma das funcionárias.
* Grande a fila de autógrafos da Elaine Brum no final da tarde do sábado 15/12/2008! A Elaine, quando eu a conheci, era uma mal - humorada repórter da ZH.Porém, tinha talento.O único colega que tinha paciência com ela, era o seu editor, Eugênio Bortolon.
* A Elaine teve a ousadia de escrever um livro que muitos gaúchos viram com olhos desconfiados. Foi o Avesso da Lenda, sobre a Coluna Prestes. O mérito dela e da equipe foi ter percorrido o trajeto da Coluna Prestes e ter conversado com as pessoas que ainda sobrevivem e que narraram episódios que obviamente nunca antes tinham vindo à tona.

* Dois jovens, um com máscara de palhaço, passavam nas barracas no fim da tarde do sábado,dia 15/11, falando mal da Câmara dos Vereadores pela aprovação dos " espigões" no já " famoso" Pontal do Estaleiro.

* Antes de falar, no papo do dia 14/11, LFVerissimo lembrou aos presentes, a maioria jovens, que Marcos Villalobos é filho do falecido humorista Carlos Nobre.

*Villalobos recomendou o livro Musica Brega e a Censura no tempo da ditadura, do mesmo autor do livro sobre Roberto Carlos, Araujo.

* Uma senhora da platéia do debate sobre 1968, contou sua experiência pessoal indo morar em Lajeado, naqueles anos de repressão, levando para lá
peças de teatro e filmes de Glauber Rocha. Seu marido jogou no rio Taquari todos os livros que poderiam comprometê-los quando a Polícia passou a importuná-los.

Eu X Eles - Coleguinhas


O " bate-boca" entre Carlos Dorneles e Paixão Cortes

Faz muito tempo, é claro. Foi na década de 70, não recordo, porém com exatidão o ano.
Sei que o Carlos Dorneles estava fazendo a cobertura de praias pela TV Gaúcha e ia lá com os chamados " pau de fogo" que eram os câmaras daquele tempo. Me recordo do " Capacete", do " Alegrete" entre outros.Parece que um deles, acho que o "Alegrete",faleceu Só as histórias que aconteciam no hotel do Tio Miro - Miro Weber - o Hotel Beira Mar dariam um ótimo livro e muitos processos, por conseqüência.
Mas o episódio que vou narrar é de uma briga violenta que assisti entre o então repórter da TV Gaúcha- hoje RBS TV - Carlos Dorneles com o folclorista.
Era o dia de Santos Reis( de festa,portanto). Em Osório, o então secretário de turismo, Eduardo Renda( que era o dono da rodoviária local) resolveu caprichar e mandou trazer do interior um conjunto original de terno de reis que existiam naqueles anos naquele município do litoral gaúcho. O prefeito de Osório era Jorge Dariva, que já veio a falecer.

Saída pra Osório

Fazia um solaço ainda quando partimos no carro da ZH,eu como repórter, um fotógrafo e o motora, por supuesto.Como eu não tinha que mandar a matéria pro dia seguinte,estava de sangue frio. O Dorneles foi numa camionete da TV Gaúcha, com seus câmaras.
Quando chegamos Dorneles queria que o Paixão Cortes, que fora contratado para coordenar o show de terno de reis fizesse uma apresentação pra ele gravar pra poder mandar ainda naquele dia para o jornal local da TV Gaúcha. Não era pro JN,da Globo, porque o Dorneles não entrava na Globo. Só o Geraldo Canalli.

Mas o Paixão Cortes entesou que não, que não e não quis. Não permitiu. Quis obrigar e obrigou ao repórter Carlos Dornelles esperar pela apresentação oficial para ele poder gravar imagens.
Poucas vezes vi um bate-boca tão forte como aquele.
E poucas vezes vi o Paixão Cortes tão brabo como aquela tarde. Parecia que cuspia fogo através daqueles enormes bigodes.
O Dornelles também não deixou pra menos. Me recordo dele chamando o folclorista de " vedetão" alguma coisa assim...

No fim acho que o Eduardo Renda meio que entrou na jogada e apazigou os ânimos.Anos atrás recordei o episódio ao Paixão Cortes, que se lembrou dele. Mas disse que não guardava mágoas. Ainda quis saber dele porque não autorizou o conjunto a se apresentar apenas para o Dorneles fazer as tomadas. Ele alegou que as pessoas que o integravam tinham vindo do interior e estavam cansadas,algo assim...uma desculpa meio fajuta.

Carlos Roberto dos Santos Dornelles nasceu em 02.01.1954 em Cachoeira do Sul. É mais um filho daquela terra profícua em produzir jornalistas.
Seu pai é Antônio José Dorneles e a mâe - que ainda vivia, pelo menos no meio deste ano - é Zilka dos Santos Dorneles.
Dorneles foi da TV Gaúcha e depois foi para a TV Globo,onde permanceu por mais de 20 anos.
É um dos jornalistas mais identificados com a emissora do Jardim Botânico.
Já escreveu dois livros, um deles mostrando a relação da imprensa com as guerras e um outro. Seus livros são críticos em relação à mídia em geral.
Ele foi o jornalista mais conhecido convidado do último congresso dos jornalistas gaúchos realizado no meio do ano em Santa Maria.
Nada faria supor durante aquele evento que Dorneles deixaria a TV Globo, mas foi o que aconteceu pouco tempo atrás, quando ele se mudou para a TV Record.
Dorneles não é metido a " estrelão" - como alguns dos repórteres da TV Globo e é até sujeito muito simples. Diz o ditado popular que os bons são simples.
Agora na TV Record vamos ver que novos desafios terá pela frente.É verdade quenão tem mais a juventude que o consagrou, mas tem a experiência que joga do seu lado.

Eu X Eles - Coleguinhas


O " Galo Cego"( Noé Cardoso) se mexia muito bem entre o Poder nos anos da Revolução!

Tive mais contato com o Noé Cardoso - conhecido pelos seus colegas em Brasília,onde trabalhou no Ministério dos Transportes, como " Galo Cego" por causa de um defeito de um olho - quando o engenheiro Cloraldino Severo assumiu o Ministério dos Transportes, porque Noé o assessorava aqui no RS.
Nascido em 11.09.1942, em Novo Hamburgo, Noé Cardoso foi redator da Zero Hora, quando esta ficava na av.Sete de Setembro.Depois foi para a Assessoria de Imprensa do Palácio Piratini e durante a gestão do governador Amaral de Souza ocupou cargo importante.
Em Brasília tinha como companheiros da imprensa junto ao Ministério dos Transportes, Adão Oliveira, Sérgio Ross,Carlos Eduardo Berendorf. Mas foi então que conseguiu uma rádio para si e deixou o Ministério dos Transportes para assumir a gestão da Rádio Sucesso.
Com isto chegou a presidência da AGERT.
Noé Cardoso é filho de Oscar Salvador Cardoso e de Maria R.S. Cardoso.
Tinha o estranho hábito de me chamar de " Timbaúva".Quando assessorava Cloraldino Severo, era funcionário do Geipot, que então tinha o escritório localizado na Av. Venâncio Aires, perto do HPS.Foi Noé Cardoso, com seu jeito de acomodar as coisas, que montou a equipe da Assessoria de Imprensa no Trensurb, no ano de sua inauguração.
Noé Cardoso sabia se mexer muito bem entre o Poder, principalmente no tempo da chamada " Revolução". Conhecia quem era quem e não quem dizia ser. E me deu gratuitamente um ensinamento sobre o Poder em Brasília." Lá se um bicho que não sobe em árvore estiver encima de uma delas, não tira ele, porque alguém mais importante do que tu o colocou lá".Foi o que Noé Cardoso, o " Galo Cego" aprendeu com o Poder.

Há muitos tempos que o perdi de Vista. Talvez o Balbino Ferreira, que trabalhou com ele no Geipot, tenha alguma notícia do " Galo Cego".

Walter Karwatzki retrata Folia dos Papangus de Bezerros

Uma tradicional manifestação folclórica do agreste pernambucano é o tema da exposição fotográfica Folia dos Papangus de Bezerros, de Walter Karwatzki, que pode ser visitada até sexta-feira (21 de novembro) no T Cultural Tereza Franco da Câmara Municipal de Porto Alegre. São 26 fotos em preto e branco que registram a beleza, a animação e a irreverência dos milhares de mascarados que, na manhã de domingo de Carnaval, invadem as ruas do município de Bezerros (distante 107 quilômetros de Recife). A partir de relatos de antigos moradores de Bezerros, Karwatzki descobriu que a brincadeira dos papangus começou na década de 1930, quando alguns homens quiseram pular Carnaval sem serem reconhecidos pelas mulheres. "Os primeiros grupos mascarados invadiam as residências de familiares e amigos, comendo e bebendo anonimamente", conta. "O fato foi se repetindo, surgindo novos blocos a cada ano." Hoje, segundo o fotógrafo, mulheres e crianças também participam dos papangus, assim chamados pelo costume de comer angu de milho durante os desfiles.

Nascido em 1959 em Maceió (AL), Karwatzki é graduado em Geografia pela UFRGS, com especialização em Geografia Ambiental e mestrado em Geografia pela mesma universidade, e leciona na Escola Técnica da UFRGS. Fez cursos na Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografias e na Foto Oficina Brasil Imagem e participou de exposições coletivas e individuais em espaços de Porto Alegre, São Leopoldo e Maceió. Em 2006, conquistou o 1º lugar no VI Concurso Internacional de Fotografia de La Red Mercociudades (Buenos Aires) e menção honrosa no 2º Concurso do Paralelo 30 Fotoclube. No mesmo ano, teve fotos selecionadas no 13º Concurso Histórias do Trabalho e no 3º Concurso do Paralelo 30 Fotoclube. A exposição pode ser visitada das 9 às 18 horas, de segundas a quintas-feiras, e das 9 às 15 horas, às sextas-feiras. Informações na Assessoria de Relações Institucionais da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255): (51) 3220-4392, e-mail claudiah@camarapoa.rs.gov.br.

Nasceu a Helena, de mãe jornalista e de pai designer!

Nasceu no último dia 8/11, às 21h15 minutos, de cesária, no bairro Laranjeiras, no Rio de Janeiro, a Helena Canton Boechat, filha da Renata Canton e do Leo Boechat. Parabéns ao pais e aos médicos que atenderam a mãe.Helena nasceu sob o signo de Escorpião. Sua mãe, que é minha filha, me disse que ela está dando muito trabalho...

Clandestinidade do PCB deu origem à feira do Livro de Porto Alegre!

Lá se vão 54 anos desde que apareceu a primeira feira do lviro de Porto Alegre que ocorreu em 1955.Conversando com meu amigo José Nelson Gonzalez, que do alto de seus bem vividos 82 anos se lembra de muita coisa, ele me contou que a gestação da feira do Livro de Porto Alegre ocorreu dentro da Câmara de Vereadores da capital.
Havia dentro da Câmara Municipal dois vereadores ligados ao " Partidão" - o médico Marino dos Santos e o metalúrgico Elói Martins,ambos abrigados na legenda do PPS, de Ademar de Barros, porque o PCB está proscrito.

- O fato é que por orientação do "partido" - atenção os velhos comunas sempre se referem a partido,querendo dizer o PCB - esse vereador( Nelson não tem certeza se foi Eloi Martins ou o Marino dos Santos - apresentou na Câmara Municipal um projeto para que a Câmara apoisasse uma feira pública de exposições de livros.Seria uma maneira de levar a cultura ao povo, às " massas" como se dizia.

O PCB conforme Nelson tinha uma finalidade. Era ela " que dentre os livros que iriam pra feira,o partido pudesse apresentar os seus livros,de teoria, de propaganda,política, né.Então porque não podia fazer sozinho já quea polícia não permitia exposição de livros socialistas ou que pregação orientação do Partido Comunista.
Então se fizesse uma feira onde outros apresentariam livros, que tivessem bancas de outras seria mais fácil ao partido levar a sua literatura pra rua.

O vereador do PPS apresentou esta proposta.Alguns vereadores foram contra,outros foram a favor.Havia na ocasião um jornalista Say Marques - que em 1959 virou vereador também - que trabalhava no Diário de Notícias.
Este jornalista, lembra Nelson, achou muito boa a idéia e a encampou.
Foi um dos que se bateu na imprensa pra que a Câmara Municipal apoiasse
essa iniciativa de fazer a feira do livro.
O que eu quero dizer,diz Nelson, é que a feira do livro de Porto Alegre nasceu mesmo em dabates na Cãmara Municipal de Porto Alegre.

"Papacoquetéis" barrados no Plaza!

Na noite de quarta-feira, dia 12/11 ,lá por 22 hs, estava na Praça Parobé pegando meu ônibus depois de ter ido a OAB ver o evento dos uruguaios.( Lilian Celiberti e Universindo Diaz foram homenageados pelos 30 anos do seqüestro em Porto Alegre).
Um dos três papacoquetéis que eu conheço( são dois homens e uma mulher que freqüentam tudo quanto é festa cultural da cidade) se aproximou de mim - ele me conhece dos eventos - e começou a se queixar que não tinha conhecido furar a barreira no Plaza Eventos, onde acontecia uma festa da propaganda." Estava quase lá dentro, desviei daqui,desviei dali, mas eles não me deixaram entrar. Chegou por trás de mim e me pegou pelo braço e me pediu pra ir embora",desabafou o " papacoquetel", que informou que quem queimou o filme deles no Plaza Eventos foi um outro colega, já morto, cujo apelido era " Pierre".
- O " Pierre" bebia muito e às vezes levava bebidas, como uma vez que foi flagrado junto comigo e com o Telmo saindo do Veleiros com um litro de uísque debaixo do casaco.

Este papacoquetel que conheço aguardava o ônibus que o levaria até a avenida Sertório,onde pegaria um evento do Décio Presser, na Guaíba Car.
Pensei comigo mesmo: como encontram tempo e disposição noite afora pra ir nestes eventos, às vezes tão longe....

O colega Ayres Cerutti, da revista Programa, conta que uma vez ele vinha de ônibus de um evento e que dentro dele também andava um destes papacoquetéis.
Ele se aproximou do Ayres e desdenhou da friagem que fora a festa onde haviam participado.Disse:
- A gente entra em cada fria....

Mas tenho um grande orgulho: um destes papacoquetéis, uma vez, foi num lançamento de um livro meu sobre Getúlio Vargas e adquiriu o exemplar. Quando estava me retirando - claro havia estado lá meia dúzia de gatos pingados - a guria da loja chegou pra mim e veio cumprimentar-me:
- Parabéns,disse ela. Eu achei que ela estava de sacanagem,porque tinha vendido pouquissimos livros.
- Não,respondeu-me a guria.
E que em três anos que trabalho aqui eles(eram um casal) vem sempre em tudo que é lançamento e nunca compraram um livro. Hoje compraram um exemplar do senhor.
A livraria era aquela que ficava em frente ao Hotel Sheraton, no elegante bairro do Moinhos de Vento e pra variar quebrou em seguida.

OAB homenageia os uruguaios seqüestrados 30 anos atrás!

Estive na quarta,dia 12/11, no auditório da OAB, na Rua da Praia, para ver o filme " Cone Sur" do qual participei, como ator. Acho que já tinha visto o filme. Minha participação neste filme foi por causa do colega Luis Allberto Scotto, que era amigo de um dos realizadores da película,Ênio Staub. O outro diretor, um carioca, que falou na noite de quarta-feira, eu não conheci na época.
O Ênio eu nunca mais vi.
Mas me recordo que filmamos num domingo de manhã, no centro de Porto Alegre, junto a umas escadarias, se não estou enganado - fazem tantos anos - eu fiz o papel de um dos seqüestradores, ou de um policial que descia do carro. Minha participação foi rápida. Reconheci também outra pessoa conhecida que participou do filme.
Não ganhamos nada pra fazer a ponta, é claro.
Nem um muito obrigado!

Sobre a homenagem em si, só ouvi o discurso da representante da OAB e depois me retirei. Lá estavam todas aquelas pessoas que estiveram muito envolvidas no episódio, como o advogado Omar Ferri,que defendeu a Lilian e o Universindo, o jornalista Luis Claudio Cunha( que agora lançou um livro sobre o episódio) o ex-presidente do MJDH Jair Krischke,entre outros.
Alguns deles ganharam estatuetas, como uma homenagem da OAB,no dia que se completaram 30 anos do episódio.

Anos atrás havia visto a Lilian num outro evento. Não sei como ela se sente quando vem a Porto Alegre.
Jornalisticamente falando - e é o que a mim interessa - o grande lance do seqüestro dos uruguaios, como passou à História, seria conseguir um depoimento do delegado Pedro Seelig sobre os fatos.
Ouvi dizer da boca do Wanderley Soares, que foi editor de Polícia de ZH, que numa oportunidade ele teria dado uma entrevista ( não sei se sobre isto, ou sobre o DOPS como um todo) mas que o jornal decidiu não publicá-la.

Eu X Eles - Coleguinhas


O " Catarina" era um colorado fanático!

Colorado fanático, o diagramador da Editora de Esportes de Zero Hora, nos anos 70, Valdir da Silva, o " Catarina" foi trazido para a ZH pelo Gaguinho, - José Antônio Ribeiro - que era o editor.Gaguinho morreu há muitos anos.
Gaguinho mudara-se para Blumenau para trabalhar no jornal " O Estado de Santa Catarina" que era o mais importante de Santa Catarina.Um parêntesis: Gaguinho e sua mulher,de então,Cinara Haac, quando estavam em Blumenau brigavam pra caramba. Ela pegava o carro e vinha a Porto Alegre. Gaguinho, que era o secretário de redação do jornal, pegava um ônibus e vinha buscá-la. Só que isto deixava a redação em pânico porque eles tinham que fechar a edição de domingo, sem a presença de seu secretário de redação.Perguntei à Cinara sobre este assunto: ele negou,dizendo que isto só ocorreu uma vez.
Quando saiu de Blumenau e voltou para a ZH,em Porto Alegre, Gaguinho trouxe seu diagramador preferido, que conhecera no " O Estado de Santa Catarina".
O que lembro com certeza,isto sim, são os gritos do Gaguinho na redação da ZH, brabo com o " Catarina". O Valdir ia pro Porta Larga tomar trago e atrasava a diagramação. O Gago vinha furioso aos berros com o seu diagramador. Tenho remotas lembranças do Gago berrando pela redação do jornal, quando este ainda era no primeiro andar, da avenida Ipiranga,1075.

Valdir da Silva nasceu em 05.05.1956 em Blumenau,Santa Catarina. Filho de João da Silva e de Agostinha da Silva.Quando veio morar em Porto Alegre foi pra rua Peri Machado,123/01.
Quando a ZH se modernizou e introduziu os computadores - assunto que vou tratar aqui um dia destes - o " Catarina" já tinha picado a mula, se não me falha a memória.
Pra onde se mandou não sei!

Eu X Eles - Coleguinhas


Derrosso fez " olho branco" e deixou Kolecza passar por " prefeito"

No final da década de 60, Eucárdio Antônio Derrosso, nascido em Santo Augusto, em 06.01.1944( no dia de Santos Reis) trabalhava como assessor de imprensa na Secretaria da Agricultura, localizada,então na av. Júlio de Castilhos,585(2 andar). Um dia houve lá uma reunião dos prefeitos com o então secretário da Agricultura,Luciano Machado para tratar de febre aftosa.
Carlos Alberto Kolecza apareceu para cobrir a reunião pelo Jornal do Brasil.E como o encontro era apenas para os prefeitos, Kolecza apresentou-se na portaria dizendo que ele era o prefeito de Coronel Bicaco. Derrosso disse que viu Kolecza entrando, mas que não quis fazer nada, não quis " cortar " a presença do colega.
Derrosso lembra o episódio e diz que ao fim da reunião Kolecza foi bom colega: passou para os demais que obviamente não tinham assistido aquele encontro o que ele tinha colhido durante os relatos feitos pelos prefeitos ao secretário Luciano Machado.
Eucárdio Derrosso é filho de Jacob Santos Derrosso e Olinda Derrosso.Na Secretaria da Agricultura editou o Informativo Rural e Econômico.
Também trabalhou no Museu de Artes, localizado na Praça da Alfândega
Além da Secretaria da Agricultura, Derrosso foi ainda funcionário da Editora Centaurus, localizada na Rua Vigário José Inácio,263/7 andar.
Derrosso formou-se pela Faculdade de Filosofia da UFRGS.
Eu conheci o Derrosso no barzinho da ARI. No começo achei ele meio maluquete, não sabia mesmo o que dizia,era difícil entender o que ele queria.
Com o tempo, vi que ele publica uns livrinhos de poemas e logo entendi que é meio poeta, ou como diz o João Carlos Terlera, meio " astronauta".
Até acertei porque estes dias o encontrei na Feira do Livro de Porto Alegre e ele me deu um escrito, onde se classifica como " poeta e cronista".
Agora o Derrosso anda meio que " viajando na maionese".
Segundo ele, em 2002 escreveu um " poemeto" onde agora acha que fez uma profecia sobre a vitória do Barack Obama.Eis a " viagem" de Derrosso:
Profecia:
Em dois mil e oito
um " walkin" americano
será invocado,
em seguida entronizado
na Presidência
dos Estados Unidos
em dois mil e doze.
Esta é a profecia
dos eventos extraída
do mundo do futuro.
Tenham paciência
e não me creditem o " furo"
dessa previsão de arcano
da pré-consciência
universal.
Ou será apenas uma idéia
pré-concebida
da minha consciência?
Se isso de fato acontecer
estarei lá para saber?!!!
" walkin" - ocupante da alma de outro.

Gostaria da " viajada na maionese" do Derrosso???
Pois divulgo o fone dele 51. 84031026.

Divulgada a programação completa do Sea Shepherd para este sábado no Parcão

Neste sábado, dia 15 de novembro, a partir das 10h, o Instituto Sea Shepherd, organização sem fins lucrativos que atua na defesa de animais marinhos, apresentará suas propostas de conscientização e educação ambiental no Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Durante todo o dia, haverá orientações, esclarecimento de dúvidas, venda de camisetas, chaveiros e adesivos, informações sobre alimentação sem impacto ambiental, balão de ar quente e muito mais.

Crianças da Ilha dos Marinheiros, trazidas pela ONG Gente do Bem, vão acompanhar a leitura do livro 'O Caracol e a Baleia' de Julia Donaldson, pela escritora Christina Dias. Em seguida, farão desenhos que serão guardados em uma cápsula especial, a ser aberta somente no ano de 2350. O público interessado poderá 'apadrinhar' os menores, financiando uma camiseta e um lanche especial, tendo seu nome associado ao desenho do afilhado.

As crianças e os padrinhos receberão posteriormente uma foto da 'cápsula do tempo', que será depositada pelo navio da Sea Shepherd na Ilha de Scott. "Daqui a sete gerações, as crianças do futuro saberão que, em 2008, havia gente preocupada em manter vivas as baleias e toda a vida marinha", explica Daniel Vairo, diretor geral do Sea Shepherd.

O evento é uma forma da ONG angariar fundos e apoio, além de desejar 'boa sorte' à tripulação de voluntários que, a partir de dezembro, enfrentará os baleeiros ilegais no Santuário Antártico das Baleias, no extremo sul do planeta.

Programação

8h - Chegada de voluntários e montagem da infra-estrutura do evento
9h30min - Crianças da ONG Gente do Bem chegam ao Parcão
10h - Leitura do livro 'O Caracol e a Baleia', de Julia Donaldson, por Christina Dias, seguida de atividade de educação ambiental
11h - Lanche para as crianças, oferecido pelo GAE Poa. Vídeos e palestra de Daniel Vairo, diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, sobre suas experiências a bordo dos navios da Sea Shepherd
12h - Vídeos e palestra de Michelle Marimon, coordenadora administrativa do ISSB sobre as atividades da ONG no Brasil
13h - Vídeos e palestra de Wendell Estol, coordenador técnico do ISSB sobre o projeto e curso 'Ações para salvar animais marinhos em derrames de petróleo'
14h - Vídeos e palestra do doutor Cristiano Pacheco sobre o projeto e curso 'Ações civis públicas em defesa de ecossistemas marinhos'. Preparativos para o vôo do balão de ar quente, pilotado pelo voluntário Clóvis Júnior
15h - Vídeos e palestra de Daniel Vairo, diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, sobre suas experiências a bordo dos navios da Sea Shepherd
16h - Balão de ar quente levanta vôo
16h45min - Entrega de medalhas da Sea Shepherd Conservation Society aos voluntários da ONG, por servirem com dedicação e coragem à vida marinha
17h30min - Pouso do balão
18h - Vídeos, perguntas e debates
18h30min - Desmobilização.

As respostas nota 10

A colega Valdir dos Santos, mandou-me estas " preciosidades".

Balaio

* O Anonymus Gourmet ( jornalista J.A. Pinheiro Machado) passou dias atrás na barraca da ARI e adquiriu o exemplar que fala no Repórter Esso. Pinheirinho, como era chamado na redação da Folhinha da Manhã, era " protegido" do velho dono do Correio do Povo, Breno Caldas. Cobria corridas automobilísticas em qualquer parte do mundo.

* A Carolina, da banca da ARI acha que a feira do livro já era. Tudo por causa das vendas de livros pela internet...sei não, mas alguma coisa vai mudar...

* Carlos Urbim andava dia destes procurando raridades pela feira. Disse que bom mesmo é em dia de semana, porque nos finais de semana fica muito cheio. Cada qual com sua lógica...

Coleguinhas

* Os jornalistas de ecologia, mais comumente chamados de Ecochatos, mudaram-se para uma sala, maior, no prédio da ARI onde pagarão o valor simbólico de 70,00 reais mensais até o fim do ano. Eles queriam mais espaço pra suas atividades.

Pô,Goulart,volta Goulart.

Recebi vários emails pedindo a volta do colaborador A.Goulart. Ele se bandeou proutro espaço( claro que não vou dar o endereço,ora bolas) Mas posso garantir que é muito menos lido que o meu.
Volta pra casa, Goulart!

* O fotógrafo Luís Antônio Guerreiro, que hoje atua na imprensa da Assembléia Legislativa do Estado- já teve sua agência, a Objetiva Press - é fã do blog da IEDA, ah, não da governadora, mas da coleguinha Ieda Risco, da rádio ABC,de Nóia. O bom disto é que ele acessa este site e faz o "atalho" pra ler o blog da coleguinha Ieda.

* Thomás TURBINANDO da Silva. Eis o nome do homi. Foi apresentado num dos programas paulistas do último findi e eis que na segunda ou na terça,segundo meu informante,um ouvinte mandou um email pro programa Bom Dia, da Guaíba,assinando este nome e o Mendelski o leu direitinho. Nem lhe caiu a ficha de que era um ouvinte se fazendo passar...Nem tinha como,né?

*Ontem,dia 12/11, no lançamento da pesquisa Os Gaúchos e a Política, no Salão Júlio de Castilhos, da ALE(Assembléia Legislativa do Estado) uma mesa foi composta por Adão Oliveira, Carlos Bastos, Núbia Silveira, José Luis Monteira Fuscaldo(" Fuscaldinho") Jorge Seadi Jr. Um intrigento de plantão disse que aquela era a mesa dos " áulicos".

* Na bolsa das probabilidades de quem será o próximo chefe da Agência de Notícias da Imprensa da Assembléia Legislativa do Estado(ALE) sobe a cotação do coleguinha Gilmar Eitelwein, o " Xineco". Gilmar teve a rara competência em se manter trabalhando na assessoria de imprensa, como indicado do PT,que será o partido a ter a presidência da casa em 2009.

*Rogério Mendelski , no Bom Dia, da Guaíba,deu ontem,12/11, espaço para o prefeito Luís Fernando Mainardi(PT) defender-se das acusações feitas por um vereador peemedebista no dia anterior. " Este assunto vai dar pano pra manga" disse alguém, relembrando os episódios de muitos anos atrás,quando uma rixa naquela cidade acabou num tiroteio,num sábado de manhã,após um dos implicados ter lido uma nota ofensiva num jornal da cidade.O tiroteio foi num café central da chamada " Rainha da Fronteira" e resultou em dois mortos.

Maioria dos gaúchos iria às urnas mesmo sendo voto facultativo!

Cinquenta e dois por cento dos gaúchos iria votar mesmo que o voto não fosse obrigatório é o dado que resulta da pesquisa sobre política encomendada pela Assembléia Legislativa do Estado realizada entre os dias 5 e 16 de setembro deste ano em 79 municípios gaúchos, cujos números foram revelados ontem,dia 12/11, durante café da manhã, pelo deputado Alceu Moreira(PMDB), presidente da casa.Outros deputados também compareceram ao evento.
Desta pesquisa,chamada de " Os Gaúchos e a Política" emergem outros dados interessantes, conforme seus coordenadores, os professores Benedito Tadeu César ,do Laboratório de Observação Social(Labors) ,da UFRGS, e Juliano Corbellini, do Instituto DataUlbra. Um deles é de que 69,50% dos gaúchos acham que " a democracia é sempre preferível à ditadura".

Boa posição

Os deputados estaduais, pela pesquisa, ficaram atrás no quesito aprovação de instituições como família,igreja,as universidades e a imprensa. Mas,ressalta, Benedito Tadeu César, o trabalhou mostrou que a opinão das pessoas sobre o papel do Parlamento é mais positiva do que se poderia supor." Em geral,diz ele, todas as instituições ligadas ao âmbito eminentemente político recebem avaliações muito duras". O professor acrescentou:
- É uma visão negativa de toda a classe política que não difere muito do que acontece no resto do mundo.

Aprovação

Mais da metade dos entrevistados- foram ouvidas 2.896 pessoas - 52,2% disse que a Assembléia Legislativa gaúcha vem cumprindo satisfatoriamente suas funções e reconheceu o Legislativo como um poder necessário- 60,3%. Há os que apontam a necessidade de uma maior fiscalização(22,5%).
Um dado curioso é sobre lembrança em que se votou: 51,9% não lembra mais em que votou para deputado estadual da última eleição. Entre os eleitores que se lembram em que votou e cujo escolhido foi eleito, 45,5% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com a atuação do parlamentar.

LEI SECA " pegou"

Um dado da pesquisa mostra que a famigerada( para donos de restaurantes e bares) Lei Seca pegou entre a população gaúcha.Tanto que no quesito da pesquisa espontânea:
- Ação Parlamentar
O sr lembra de algum projeto de lei importante que tenha sido aprovado pela Assembléia Legislativa o item NÃO LEMBRA indicou 95,2%. Já na lembrança em primeiro lugar está a Lei Seca,ou seja, proibição de dirigir após beber álcool, com 1,28% é em segundo ficou o piso regional com 0,73%.

Eu X Eles - Coleguinhas


Uma das primeiras mulheres da redação da ZH!

Letânia Menezes, nascida em Santo Ângelo,RS, em 01.06.1947,filha Lauro M.Menezes e de Marta Menezes foi uma das primeiras mulheres a exercer a função de repórter na ZH,quando o jornal já havia deixado a redação antiga na av. Sete de Setembro e se mudado para a av. Ipiranga,1075.
O ingresso de Letânia na ZH ocorreu em 16 de outbubro de 1971. Quando eu entrei no jornal, dois anos depois, ela já estava na "Nacional" do jornal, junto com o Remi Baldasso,que recém voltara de um período da França,onde estivera.
Mas a Letânia também "passou uma temporada" na França.
Letânia cursou a Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Em Porto Alegre, residiu na rua Desembargador André da Rocha,267/apto 01.
Era(ou é) de uma beleza estonteante.O seu amigo Carlos Alberto Kolecza a homenageou colocando numa das suas filhas o nome de Letânia.
Depois da ZH,quando eu a perdi totalmente de vista, fiquei sabendo que a Letânia trabalhou na Folha de S.Paulo e que andou ainda pela Revista Paralelo 30, editada pelo Delmar Marques e Juarez Fonseca.

Eu X Eles - Coleguinhas


Alda Souza "arrancou" reconhecimento da derrota de Pedro Simon,em 1982, em Rainha do Mar!

Durante muitos anos, o " velho MDB de guerra" - como costuma chamar o partido ainda hoje em dia , o senador (PMDB) Pedro Simon, "culpou" a repórter Alda Suzete Rosa Souza pela entrevista que ela arrancou dele,em 1982,na praia de Rainha do Mar,quando a apuração dos votos ainda estava em andamento. Alguns dizem que Alda conseguiu a proeza jornalística através do colega Vitelo,então integrante do staff do senador emedebista.( Este assunto foi tri esclarecido,depois, pelo Tribunal Regional Eleitoral-TRE - que disse que a eleição teve plena lisura.)
Simon declarou a Alda, na entrevista,para a Rádio Guaíba que foi ao ar,se não me engano, no Agora, do Amir Domingues,que considerava a eleição ao governo do Estado perdida,ou seja, teria jogado a toalha,antes da hora. Só que a diferença de votos quando Simon deu a entrevista reconhecendo a derrota estava em mais de 100 mil pró-Jair,depois foi baixando,baixando,até quase ficar empatado.( Nesta eleição houve um fato curioso: Jair Soares se " escondeu" no interior de São Chico de Paula, numa fazenda de um amigo pra esperar a apuração. Quando os votos contados já o indicavam o primeiro governador eleito após o período revolucionário,ele desceu da Serra. Aí os votos a favor de Pedro Simon,seu adversário mais próximo,foram subindo,subindo e Jair ao invés de rumar para Porto Alegre, deu uma parada em Campo Bom, na casa do seu vice, Claúdio Strassburger pra ver como é que a coisa iria ficar...)
A entrevista segundo os militantes do PMDB,ou MDB de então, teria " desmobilizado" centenas de fiscais do MDB da apuração - que ainda era feita manualmente,não havia o voto eletrônico - e a eleição teria sido " roubada" em favor do vencedor, o então ex-ministro da Previdência Social, Jair Soares.O que se dizia na época era que centenas de votos pró-Simon haviam sido encontrados espalhados pelas ruas, nas cercanias dos locais de apuração. Mas nunca nada ficou comprovado.Ficou muito no diz-que-diz.
Foi ainda a Alda Souza- como excelente e bem informada repórter política que foi - quem deu o "furo" da morte da esposa do senador Pedro Simon, Tânia,quando estava internada no Hospital São Lucas,da PUC.
A entrevista que Pedro Simon lhe concedeu em Rainha do Mar tornou a Alda " famosa" na reportagem política. Há outros colegas que reivindicam a primazia da declaração de Pedro Simon,reconhecendo a derrota, como Jalmo Fornari, que teria feito seu trabalho jornalístico a pedido do então apresentador da rádio Gaúcha, Jorge Alberto Beck Mendes Ribeiro.

E a Alda,hein?!

Nunca compartilhei uma redação com a Alda.Sempre estivemos em veículos diferentes.Às vezes nos "pechávamos" em entrevistas, mas não muito assiduamente.É que ela fazia Política e eu mais Geral.
Alda foi casada com o colega Luís Fernando Walls,hoje residente em Brasília.
Alda nasceu em Taquari, no dia 14.07.1948,filha de Manoel da Cunha Souza e de Amenaíde Rosa Souza.
Trabalhou na Rádio Guaíba (rua Caldas Junior,219), na Rádio Sucesso, do Noé Cardoso e na rádio Gaúcha,sempre fazendo Geral e Política.Quando faleceu, nos anos 90, estava na Gaúcha.
O colega Carlos Monteiro, o Monteirinho,lembra uma gafe cometida um dia em que a Alda estava ou "desligada", ou com pouca inspiração. Foi durante uma coletiva do prefeito Guilherme Sociais Villela, de Porto Alegre. Havia outros jornalistas presentes, como o Pedro Chaves.
Villela anunciou verbas " a fundo perdido" do Banco Mundial. Alguém "acordou" do devaneio em que estava e perguntou a Villela:
- Como? Perderam o fundo?
Ficou aqueeellleeee constrangimento!!!!!na sala do prefeito.
Faz parte, todo mundo tem seu dia de azar.
Junto com seu colega de rádio Guaíba, Floriano Soares, Alda é autora de um livro da editora Tchê sobre o engenheiro Leonel de Moura Brizola. Foi lançado nos anos 80,depois que o " tio Briza" voltou do exílio.
Na sua pequena biografia, ela dizia que apenas lhe restava,depois do livro, fazer um filho. Creio que morreu sem isto...
Fiquei sabenbdo que a " Aldinha" - como a chamavam seus amigos, porque era baixinha - morreu numa tarde que fui no Palácio Piratini, não me lembro mais fazer o quê.
Ela recém falecera no hospital.Não havia ainda sido noticiado. O "sombra" do governador Antônio Britto, Pascoal Ianni, chegou-se a mim e deu-me a triste notícia:
- E a Alda,hein?
Foi o suficiente pra entender que algo de ruim tinha acontecido com ela.
Saudades da " competente" colega.

Coleguinhas

* Núbia Silveira, da Agência de Notícias da Assembléia Legislativa esclarece notícia dada aqui sobre não ter ido ao trabalho semana passada.Estava doente. Foi isto que eu disse, pra Núbia não ir trabalhar, tem um assunto muito sério.Núbia informa que o livro sobre Ciro Martins já está até pronto e que vai ser lançado no próximo dia 25/11. Então,tá.Feito o esclarecimento.A Núbia eu conheço há anos: tenho certeza que não estaria " gazeteando" o trabalho.Uma vez quando era minha chefe me fez interromper um feriadão de carnaval e não me deu colher: tive que vir de Floripa pra cobrir bailes infantis de carnaval.

* Válmaro Paz vai receber 1.700,00 do Jornal do Comércio pra fazer um frila sobre toda a feira do livro, isto é, cobrir durante todo o período. Já tinha feito quanto houve a Expointer e se acertaram.

* Muito tensa a entrevista de ontem,dia 11/11 do Rogério Mendelski com um vereador de Bagé que fez denúncias gravíssimas de uma possível mutreta do prefeito daquele munícipio no apagar das luzes do seu mandato de oito anos.Hoje,dia 12/11, o programa prometeu ouvir o prefeito Luis Fernando Mainardi,do PT, que ontem estava em Brasília. Como é que é? em Brasília não tem telefone? Estranhei isto. O Fábio Marçal não fala pelo telefone desde Brasília?

O Pinto que veio do Norte pra secretariar a Folha da Tarde

Fernando Augusto Pinto foi secretário de Redação da Folha da Tarde,do grupo da Cia Jornalística Caldas Junior(CJCJ) mas não era gaúcho. Era nascido em Porto Velho, capital da Rondônia. " O Breno o trouxe pra dirigr a Folha. Quem deve saber bem como foi isto até porque foi ele quem o substituiu no cargo é o Galvani(Valter)" disse-me Benito Giusti,que foi um dos expoentes do falecido jornal.
Fernando Augusto Pinto nasceu em 20.11.1925. É,ou era,filho de Antônio Augusto Pinto e de Margaridaq de Castro Pinto.Foi casado com Leda Maria( nascida em 08.09.1950) e teve os filhos Paula( nascida em 10.01.1967) e Claúdio( nascido em 10.05.1975).
Beniti Giusti lembrou ainda que Pinto foi uma escolha pessoal do dono do jornal, Breno Caldas. " O Breno o trouxe não me lembro se de Brasília ou de São Paulo,onde ele já trabalhava pra empresa. Ele veio ser o secretário" disse Giusti.Benito perdeu de vista o ex-colega que segundo ele " desapareceu".

O Pinto da Folha da Tarde que inventou o " NESTOR"! pra despistar os chatos.

Teve outro coleguinha com sobrenome Pinto que trabalhou na extinta Folha da Tarde. Trata-se de João Alberto Pinto e que depois da experiência na Folha da Tarde foi para Santana do Livramento onde trabalhou no jornal A Platéia.

João Alberto Pinto nasceu em Santiago do Boqueirão em 05/09/1936. Além da Folha da Tarde, trabalhou na Casa Civil do Palácio Piratini.Segundo Cristiano Darstch, que foi seu colega na Folha da Tarde, João Alberto Pinto foi um " competente editor de Polícia da Folha da Tarde."
Cristiano lembra ainda que João Alberto inventou um personagem(fictício,é claro) chamado de Nestor. Quando algum chato ligava pra redação, ou ia na redação, quem o atendesse devia dizer:
- Olha este assunto é com o Nestor mas ele saiu há pouco.

Uruguaios seqüestrados durante o regime militar contam sua história no Fórum Espaço Aberto Especial

Nesta quarta-feira, dia 12, o Fórum Espaço Aberto Especial recebe os dois uruguaios seqüestrados em Porto Alegre pelo antigo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) durante o Regime Militar. Universindo Díaz e Lílian Celiberti falam sobre sua militância, sua experiência com os órgãos de repressão política no Brasil e Uruguai e como isso afetou suas vidas. Também participam do programa dois jornalistas que fizeram a cobertura do caso: Anilson Costa, na época repórter do Correio do Povo, e Elmar Bones, editor do Coojornal. Bones atualmente edita o Jornal Já.

O Fórum Espaço Aberto Especial será transmitido pela Rádio Guaíba AM das 13h15 às 14h30 direto da Casa da Record na 54ª Feira do Livro. A apresentação é de Gustavo Mota, com produção de Bianca Zuchetto.

O seqüestro

Em novembro de 1978, os uruguaios Universindo Díaz e Lílian Celiberti, militantes de esquerda residentes na capital gaúcha, foram presos, torturados e mandados de volta ao país natal, onde cumpriram cinco anos de prisão. Participaram do seqüestro policiais do Brasil e do Uruguai, em uma colaboração no âmbito da Operação Condor.

A operação ilegal fracassou quando dois jornalistas brasileiros, alertados por um telefonema anônimo, foram ao apartamento onde o casal morava, no bairro do Menino Deus. Confundidos com companheiros dos uruguaios, os jornalistas foram recebidos por homens armados, que mantinham Lílian prisioneira. Díaz e as crianças já tinham sido levados clandestinamente para o Uruguai. A inesperada aparição dos jornalistas quebrou o sigilo da operação, que foi desmontada às pressas para levar Lílian também a Montevidéu.

A publicidade do assunto evitou que os seqüestrados fossem mortos. A denúncia, que ganhou as manchetes da imprensa brasileira, se transformou num escândalo internacional que constrangeu os regimes militares do Brasil e do Uruguai. As duas crianças foram entregues, dias depois, aos avós. Com a democratização uruguaia, em 1984, o casal foi libertado e confirmou os detalhes do seqüestro.

Eu X Eles - Coleguinhas


Maria Lúcia Fróes era do Clube de Cinema nos anos 70!

Quem sabe da Maria Lúcia de Azevedo Fróes é o meu amigo Papaleo, outro aficcionado da sétima arte, mas que não encontro há tempos pra pôr os assuntos em dia.|Maria Lúcia de Azevedo Fróes nasceu em Canela em 22.05.1958. Fomos colegas quando ela era do Segundo Caderno da ZH e namorava o então jovem advogado Marco Campos, hoje uma sumidade do direito autoral do Brasil.Campos foi nos anos 70 um dos fundadores do Clube de Cinema,- acho que foi seu presidente - junto com o Túio Becker, Goida e outros fanáticos do cinema.Nos domingos de manhã nos encontrávamos para ver as sessões especiais às 10 horas, numa sala qualquer que abria pra passar um filme especial.

Maria Lúcia é filha de Elvira Endres de Azevedo Fróes e de Laury Fróes.
Depois da ZH, a perdi de vista porque foi embora para São Paulo e nunca mais tive notícias delas, a não ser que trabalhava na Folha de S.Paulo.

Livro

Maria Lúcia, nos tempos do Segundo Caderno da ZH, emprestou-me um livro que ela tinha que também lhe fora emprestado pelo Tuio Becker, que era um romance chamado Sob o Vulcão, ou Sob a Sombra do Vulcão. Mandei refazer a capa do livro e até agora não consegui reaver o exemplar.
O livro é uma triste história de uma mulher,casada com um diplomata norteamericano,alcóotra, que vivem no México. Esta mulher encontra um outro homem, tem um romance com ele, mas não consegue abandonar o marido porque o ama.
O livro rendeu um belissimo filme feito pelo John Houston, se não me engano.

O filme e meu livro perdido fizeram-me lembrar da Maria Lúcia que foi uma das repórteres mais bonitas( e inteligentes) que passaram pela redação do Segundo Caderno da ZH, nos anos 70/80, pelo menos na minha visão.

Aracruz convida para o oitavo concerto da temporada 2008 da Orquestra de Câmara da Ulbra

O oitavo concerto da temporada da Orquestra de Câmara da Ulbra acontece no domingo, 16 de novembro às 19 horas. A entrada é franca na Sala de Concertos Leopoldina (rua Marquês do Herval, 280) em Porto Alegre, mas aceita-se a doação de alimentos!

Esta apresentação, que traz como solistas os consagrados músicos gaúchos Olinda Allessandrini (pianista) e Diego Grendene (clarinete), integra a programação oficial do V Festival Contemporâneo-RS (programação completa no site www.contemporaneo-rs.org) e têm regência do maestro Tiago Flores.

Do programa, que terá a execução de cinco obras, quatro são inéditas. Apenas duas das composições não são de autores gaúchos (considerando-se o tempo que Hofmann está radicado em Porto Alegre!).

Na abertura têm-se do premiado músico e compositor paulista Paulo Zuben "Transformações". Originalmente escrita para quarteto a peça, de 2007, foi revisada para sexteto de cordas, e apresenta em três movimentos uma exposição frenética inicial de um material harmônico composto por dois acordes e diferentes modificações tímbricas e figurativas. A seguir, do jovem músico e pesquisador gaúcho Daniel Moreira (1984) ouve-se a surpreendente "Solo". Escrita sob encomenda exclusiva para esta audição e para cada um dos integrantes da Orquestra da Ulbra (inclusive com diferentes partituras para cada um dos quatorze músicos dessa formação), a obra resulta de aglomerados sonoros e texturas abstratas que deixam de lado a compreensibilidade local para ganhar em dramaticidade, sugestividade e sentido poético - fatores urgentes em uma arte que se pretende contemporânea, nas palavras do próprio autor. Ainda na primeira parte, do também gaúcho Dimitri Cervo (1968) ouve-se "Uguabê". O compositor e pianista destaca nessa obra da Série Brasil 2000, a mescla de elementos da música brasileira com feições do Minimalismo, que no encerramento alude ao estilo barroco.

Já na segunda parte, a originalidade do carioca Edson Zampronha (1963) - duas vezes premiado pela APCA - estréia "Inverno" que dialoga com a parte homônima da obra de Vivaldi, mas apresenta harmonia e cadência inovadoras com profunda singularidade. No encerramento o público ouvirá do teuto-brasileiro (radicado no Brasil há 46 anos) Hubertus Hofmann (1929) "Concertino para piano, clarineta e orquestra de cordas" dedicada à pianista Olinda Allessandrini que estará acompanhada do clarinetista Diego Grendene (ambos os resumos biográficos estão reproduzidos abaixo). A peça, de 1983, teve sua estréia dois anos depois com a própria pianista. Com harmonias tonais, são empregados elementos do jazz, da música brasileira e especial alusão à tradição italiana - lembrança às origens da musicista para quem é dedicada a obra.

Patrocinado pela ARACRUZ CELULOSE e promovido pela Universidade Luterana do Brasil, este concerto tem apoio do Ministério da Cultura do Governo do Brasil, Lei de Incentivo à Cultura (MinC), Associação Leopoldina Juvenil, Singular Produções e Print24.

Convite

A Núbia Silveira e o Celito de Grandi vão, finalmente,lançar o livro que escreveram a quatro mãos sobre Ciro Martins, o pscanalista. Vamos lá então que o exemplar é de graça e tem coquetel. Vou espalhar pros papacoquetéis irem todos.

Amigos,
Marquem na agenda de vocês: dia 27, às 19h, no Centro de Cultura CEEE Erico Verissimo, o Celito De Grandi e eu estaremos lançando o livro Cyro Martins 100 anos - o homem e seus paradoxos (convite em anexo).
Quem for, ganha o livro. Mesmo que não leia, vai poder dizer que tem o livro da dupla dinâmica...
Beijocas,

Nubia

Municípios ganharão mais poder em licença ambiental

Os municípios terão maiores atribuições no licenciamento ambiental de empreendimentos imobiliários que envolvam grandes áreas, como loteamentos e condomínios horizontais ou que exijam análise sobre impacto no meio ambiente. Este é um dos pontos do projeto de lei 3057/2000, que tramita na Câmara Federal que deverá ir à votação dos deputados em dezembro, segundo previsão do autor da proposta, deputado Fernando Chucre (PSDB-SP) que veio a Porto Alegre para participar dos debates promovidos pelo Instituto Urbano Ambiental (IUA) sobre parcelamento do solo e regularização fundiária.

O parlamentar afastou os temores de que uma lei federal sobre o assunto possa tirar a autonomia dos municípios para determinar a melhor forma de ocupação imobiliária das cidades. Ao contrário, disse, os empreendimentos sofrem com o conflito de competência atual entre União, estados e municípios no momento de definir o que é ou não prejudicial ao meio ambiente. Pelo projeto, continuaria como atribuição do Ibama, ou órgãos de licenciamento estaduais, apenas as áreas superiores a um milhão de metros quadrados. A nova legislação consagra, também, o direito do consumidor e do Estatuto das Cidades.

Apesar de ainda existirem algumas divergências e conflitos de interesses, que foram os responsáveis pela longa tramitação do projeto por oito anos, os participantes consideraram de grande importância o novo instrumento legal por criar regras mais claras sobre regularização fundiária nas cidades, solucionando o problema de ocupações irregulares antigas. O presidente do IUA, arq. Augusto Portugal, afirmou que o projeto deveria ser ampliado para aspectos que oferecessem novas alternativas no caso de habitações de interesse social. Os técnicos em planejamento urbano, presentes ao encontro, previram, também, que deverá se tornar público e se acentuar o debate sobre a interferência na definição urbanística da proliferação de condomínios horizontais e condomínios fechados que ocupam grandes espaços, prejudicando a futura ampliação das cidades e o planejamento dos serviços públicos.

O Grupo Cuidado que Mancha apresenta CONTOS DE TODOS OS CANTOS/ SP

"Contos de Todos os Cantos" é um espetáculo de rara beleza e delicadeza, apresentado para pessoas de todas as idades." Nesse mês de novembro o grupo Cuidado que Mancha, recebe outra companhia de teatro e música na sua sede, no Casarão Verde – Shopping DC Navegantes: o espetáculo "Contos de Todos os Cantos". Esse trabalho contém histórias e canções que vêm emocionando o público a cada apresentação e que foram recentemente registradas em CD pela companhia homônima. O lançamento ocorreu em dezembro de 2007 no SESC Pompéia.

Giba Pedroza e Renata Mattar, auxiliados pelo violão e pelos arranjos de Gustavo Finkler, passeiam por diversos países trazendo personagens e melodias de diversos lugares do mundo, todas elas tendo em comum um caráter universal.

Assim, uma história que nasceu na China tem em sua trilha sonora uma cantiga do interior de Sergipe, por exemplo. Um personagem andarilho da Turquia tem como acompanhamento um tema composto por uma compositora paulista, e assim por diante.

A história de um par de sapatos apaixonados foi criada por crianças francesas. A cantiga de ninar Olaré, Sou Eu, vem de Portugal. O Pote Vazio é um conto chinês, com música de Sergipe. Verde, Verde é uma canção alemã que ganhou versão para o espanhol. O andarilho Nasrudin tem duas de suas façanhas apresentadas. Hans Christian Andersen não poderia faltar em um espetáculo de histórias e sua "Tudo o que o Velho Fizer Estará Sempre Bem Feito" ganha versão com acompanhamento musical composto por Zé Côco do Riachão. A Dinamarca encontra o sertão brasileiro. Tic Tac é um poema italiano com tema musical grego e letra da brasileira Renata Mattar. E para encerrar, uma animada cantiga napolitana que fala do amor entre uma formiga e um grilo.

DIAS: 15 e 16 de novembro de 2008
HORÁRIO: 17 horas
LOCAL: Casarão Verde – DC Shopping – Navegantes
Rua Frederico Mentz 1561 - POA
Maiores informações: 3028.3472 -contato@cuidadoquemancha.com.br

Enterrado em Floripa ex-prefeito que queria derrubar o Mercado Público Central de Portinho!

Com o passamento do ex-prefeito de Porto Alegre, engenheiro Telmo Thompson Flores aos 87 anos (foi enterrado ontem de manhã,dia 10/11) foi pro túmulo junto com ele um esclarecimento que ele poderia ter feito, mas sobre o qual nunca teceu qualquer comentário: o do projeto que o seu secretário de Transportes( ou teria sido de Obras?), Severo Dullius tinha de derrubar o Mercado Público de Porto Alegre para ali passar uma avenida que ligaria a avenida Siqueira Campos com a nova rodoviária da capital,recém inaugurada. Em outubro de 2006, o dono do Bar Gambrinus, Antônio Dias Melo, declarou:
- Em 1970, aconteceu aqui no mercado uma coisa, aconteceu na cidade e que afetaria a cidade. Nós,diz Antoninho, éramos governados aqui pelo Thompson Flores que foi um prefeito que teve o mérito de ser um grande reformador da cidade no que se refere a obras .
Mas ele, diz Antoninho, pela falta de sentimentalismo ou pelo fato dele não ser daqui, não sei, na época ele queria demolir o Mercado Público.
Prossegue o Antoninho, do Gambrinus:
- Era intenção da prefeitura na época dar continuidade à av. Siqueira Campos pra ir direto pra rodoviáira demolindo o mercado público e aconteceu o seguinte:no mercado havia muitas casas assim na principal entrada dos portões eram postos de vendas de frigoríficos. Açougues,eram casas de carne,então o (prefeito) Thompson queria terminar com o mercado ligando a a(av.) Siqueira Campos com a nova rodoviária.

Reação

Antoninho conta que liderou a criação da Associação dos Permissionários do Mercado Público para lutar contra a derrubada do prédio.
- Eu tava ainda devedor da aquisição que havia feito aqui e com o espírito jovem e freqüentado a Unisinos,tirando administração, movido pelos colegas e também pelos companheiros fundamos a Associação dos permissionários do Mercado Público. Eu liderei junto com um grupo um momento pela preservação do Mercado,eu meu colega Osvino Gottenfri, Arthur Oliveira Lima Dorvalino Marchini e o presidente foi o comendador Manoel Almeida Andrade.
Fizemos,prossegue Antoninho, um movimento contrário à demolição do mercado.Tivemos muito apoio da imprensa da época. Era uma época difícil da imprensa, de falar, era ditadura mas tivemos o Valter Galvani, da rádio Guaíba que nos prestigiou muito e nós com o tempo fomos conseguindo nos mobilizar e mobilizar a população no entendimento de que o mercado público deveria ser preservado. Pra nós conseguirmos este intento, entendemos por bem fazermos uma pintura na fachada que na época andava muito feia e isto já justificava a demolição,conta Antoninho.
Antoninho Melo relatou que

Atas registram medo de derrubada do prédio

Fui pesquisar na ata número 7 da Associação dos Permissionários do Mercado Público datada de 28 de agosto de 1970 está registrado que " no decorrer do ano e das benfeitoras e reparos efetuados no prédio do Mercado Público".
Isto já era ,segundo Antoninho Melo, dono do Gambrinus, que participava destes encontros, a resposta a não derrubada do prédio do Mercado Público.Antoninho Mello também relata que o restaurante Treviso,então de propriedade de Carlos Devit Cecílio, o " Carlinhos" esteve em 1970 um período fechado por causa " da perspectiva da demolição do prédio do Mercado Público".
O Treviso reabiru,depois, em 1973,comprado por um empresário que se dizia um milionário. O restaurante voltou a fechar,definitivamente as portas, em 1980.

Niver do Parcão!

No dia que morria seu criador - o ex-prefeito de Porto Alegre, Telmo Thompson Flores - em Floripa, aos 87 anos de idade, os portoalegrenses comemoraram os 36 anos do Parcão.Fotos de Alfonso Abraham, o espanhol.

Sea Shepherd promove atividades no Parcão neste sábado

Neste sábado, dia 15 de novembro, a partir das 10h, o Instituto Sea Shepherd, organização sem fins lucrativos que atua na defesa de animais marinhos, apresentará suas propostas de conscientização e educação ambiental em evento no Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Durante todo o dia, haverá orientações, esclarecimento de dúvidas, venda de camisetas, chaveiros e adesivos, informações sobre alimentação sem impacto ambiental, balão e muito mais.

Crianças da Ilha dos Marinheiros, trazidas pela ONG Gente do Bem, vão acompanhar a leitura do livro 'O Caracol e a Baleia' de Julia Donaldson, pela escritora Christina Dias. Em seguida, farão desenhos que serão guardados em uma cápsula especial, a ser aberta somente no ano de 2350. O público interessado poderá 'apadrinhar' os menores, financiando uma camiseta e um lanche especial, tendo seu nome associado ao desenho do afilhado.

As crianças e os padrinhos receberão posteriormente uma foto da 'cápsula do tempo', que será depositada pelo navio da Sea Shepherd na Ilha de Scott. "Daqui a sete gerações, as crianças do futuro saberão que, em 2008, havia gente preocupada em manter vivas as baleias e toda a vida marinha", explica Daniel Vairo, diretor geral do Sea Shepherd.

O evento é uma forma da ONG angariar fundos e apoio, além de desejar 'boa sorte' à tripulação de voluntários que, a partir de dezembro, enfrentará os baleeiros ilegais no Santuário Antártico das Baleias, no extremo sul do planeta.

Serviço

O quê: Evento gratuito de conscientização e educação ambiental
Quem: Sea Shepherd, entidade internacional de proteção à fauna marinha
Quando: sábado, 15 de novembro, das 10h até o final da tarde
Onde: Parque Moinhos de Vento, localizado entre as ruas Mostardeiro, Goethe e 24 de Outubro, bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, RS. As atividades vão acontecer próximo ao parquinho infantil
Informações para a Imprensa: Daniel Vairo, 51-9973-1552

Balaio

Como eu tenho dito, a sala de imprensa da feira do livro, virou a sala de aula da Unisinos.

Ontem,10/11, a " estudantada" tomou conta da sala de imprensa da feira do livro.
E dê-lhe laboratório.
Os professores,assim, não precisam dar aula.

Um grupo destes alunos foi entrevistar,ontem,dia 10/11 o cartunista Ziraldo,aquele mesmo que " lutou tanto contra a ditadura" -que por conta disto recebeu uma boa indenização da Comissão da Anistia, pouco tempo atrás. Voltaram decepcionados, os garotos. " Acho que voltou o tempo do AI-5" dizia um dos decepcionados repórteres improvisados, porque o cara não queria nos dar entrevista e ainda tinha um segurança em volta dele"!

Andei procurando pelo Júlio Zanotta,ex-presidente da Câmara Riograndense do Livro. Ninguém sabe do seu atual paradeiro.
Perguntei na barraca do sebo A TRAÇA que é da Carmen,ex-mulher do Júlio e ninguém sabe de nada.

O sebo que o Júlio teve na Riachuelo, o Ao pé da letra foi fechado.

Além de ter dado um grande impulso à feira do lviro de Porto Alegre, Júlio foi o fundado do grupo OI NOIS TRAVEIZ AQUI!

Coleguinhas

* Estreou ontem dia 10/11 novo formato do Bom Dia, na rádio Guaíba. Renato Rossi entra antes das 8 da matina.Ontem, não tocou no assunto da GM. Nem uma palavra. No sábado,dia 8/11, o Correinho deu na capa que a GM nos USA está ameaçada de falência...

* Juremir Machado e Rogério Mendelski comentaram ontem,dia 10/11 como se fazia jornalismo antigamente, na base do telex e do fax. E como os fotógrafos tinham que revelar suas fotos.
Parecem tempos pré-históricos.

*Ana Cogo esta fazendo fotos para o Correinho,desde S.Borja. O fotógrafo deles,Mário Aguiar, aposentou-se.

Seção de RECADOS

Estes recados são gratuitos. Use o site pra mandá-los

Atenção Najar Tubino( 51.9672.0363 o advogado Omar Ferri( ferriadvogados@terra.com.br) quer contato contigo.
,email do Najar: najartubino@yahoo.com.br

Liana Timm recebe título de Cidadã nesta terça

A Câmara Municipal de Porto Alegre realizará, nesta terça-feira (11/11), às 19 horas, sessão solene em que concederá o título honorífico de Cidadã de Porto Alegre à artista plástica Liana Timm. A homenagem, proposta pela vereadora Margarete Moraes (PT), ocorrerá no plenário Otávio Rocha da Câmara. Liana é graduada em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), especialista em Arquitetura Habitacional, e mestre em Educação pela UFRGS.

Além de arquiteta, Liana Timm é artista plástica, designer e poeta. Trabalha com linguagens multimídia, transitando por várias modalidades artísticas. Já publicou diversos livros de poesia e participou de inúmeros salões e exposições coletivas. Atualmente, é professora em cursos de especialização da PUC-RS e da Unisinos.

Eu X Eles - Coleguinhas


Roberto Tavares não 'larga' o Correinho

Fui buscar meu exemplar do Correinho neste último domingo,9/11, lá pelas 9 da noite e qual não foi minha surpresa,quando dou de cara com o Roberto Tavares. Quando vi o Tavares descendo a escada do velho prédio do Correinho,pensei que ele tinha ido levar um release alguma coisa deste tipo, porque assessor de imprensa conhece como funciona uma redação e sabe o melhor horário pra chegar.Depois vi o Tavares ir bater o cartão-ponto e entendi logo que ele tinha tido mais uma ´recaída´e voltado à velha redação do Correinho.

- O Telmo( Flores,editor-chefe) me chamou pra subsituir aquela guria que morreu, a Bete,disse Tavares.
Eu aceitei apenas por um mês. Depois fui ficando, e estou acho que uns 3 ou 4 anos de novo aqui,concluiu.

Tavares não cozinha na primeira fervura. Ele deve ter entrado e saído da Caldas Junior, seguramente, umas três ou 4 vezes, isto que eu me lembre.Também não é do meu conhecimento que Tavares tenha freqüentado a redação de algum outro veículo a não ser do Correinho e da rádio Guaíba. Fez sim assessoria de imprensa para empresas( uma imobiliária) e entidades de classe( como o do Sindicato dos Frigoríficos do RS) e depois da quebra da Caldas Junior, na década de 80, foi cuidar de uma ferragem que herdara da família no bairro Petrópolis. Como eu morava (ainda resido) naquele bairro, aos sábados lhe fazia uma visitinha na loja pra recordarmos quanto éramos concorrentes - eu pela ZH, ele pelo Correio - e dávamos furo um no outro.
Roberto Silveira Tavares nasceu em 26.11.1953 em Porto Alegre (é um dos poucos nascidos na capital que militam nas redações que eu conheço). É filho de Wilson Silveira Tavares e de Delva Terezinha Tavares.Se não me engano, seus pais são do bairro Petrópolis, ou a família sempre morou ou teve comércio naquele bairro classe média da Capital.
Hoje no Correinho é editor da página de Cidades do Interior. Sei que é irmão e que esta condição o tirou certa vez de uma grande enroscada.

Da série, a vida como ela é...

De inimigos a amantes...

Os fatos aqui narrados são fantasiosos.
Qualquer semelhança com fatos reais é mera casualidade.


Uma jornalista trabalhava num jornal tipo tablóide tinha um noivo que costumava buscá-la na redação, no final do expediente.
A redação era comandada por um secretário, metido a comedor,e o noivo tinha o mau hábito de ir buscar sua noiva antes que ela tivesse concluído seu trabalho. O noivo,então,ficava fazendo tempo pela redação. Um dia, o secretário do tablóide enlouqueceu e deu um esporro no noivo-visitante. Não apenas deu um esporro, correu-o e proibiu-o de voltar lá.
Ficou feia a coisa...
A situação ficou chata porque a jornalista era protegida do dono da empresa. A solução foi transferi-la para outro jornal,este standart, do grupo.
Passou-se o tempo e o secretário metido a comedor envolveu-se numa confusão qualquer e também foi transferido para a redação do jornal standart.
Os coleguinhas ficaram torcendo, à espreita de um novo conflito entre os dois. A queridinha do patrão trabalhava de manhã, porque à tarde era chapa-branca do Estado. Para o secretário-comedor não ter redução de salário, foi mantido como secretário no jornal standart, da manhã.
As duas figurinhas voltaram a trabalhar no mesmo jornal, no mesmo turno...Tudo pra ter um encontro explosivo.
Para calar a boca dos fofoqueiros de plantão da redação - aliás de ambas as redações - os dois que se odiavam desde o episódio da defenestração do noivo dela, acabaram se tornando amantes.Sim,senhor. Do ódio, ao amor.
O secretário-comedor ninguém sabia se era ou não casado, mas ela era.
O complicado é que ela era casada com um juiz do trabalho, de tal sorte que os fofoqueiros viviam dizendo que a empresa perdia as ações na justiça por causa do affair dela.Vai ver o marido era corno-manso.
Mais adiante, ela separou-se do juiz e finalmente virou a " fixa" do secretário-comedor que já trabalhava em outro jornal da mesma empresa. Ele saía no fim da tarde,(agora era sua vez de cumprir o ritual) para ir buscá-la no trabalho e aproveitava segundo falava para os colegas, para dar uma "faturada". Uma vez,disse aos colegas, deu uma faturadinha em pé mesmo...

Imprensa NÃO prestigia lançamento do Prêmio ARI de Jornalismo

Nenhum editor dos jornais,rádios ou tevês que vão ganhar os prêmios ARI de Jornalismo deste ano compareceu ao lançamento do Prêmio ARI de Jornalismo lançado no último sábado,dia 08/11/2008. Nem repórteres,ou cinegrafistas. Só irão mesmo no dia de receber o cheque.

Coleguinhas

"Sala" I

O " Sala de Redação" da Rádio Gaúcha, não foi apresentado ao vivo durante a feira do livro de Porto Alegre. Segundo um dos integrantes, o Guerrinha, Adroaldo Guerra Filho, confessou ao editor do site Brasil Imprensa Livre, Vilnei Herbistrith,não foram com medo de que algum maluco fizesse alguma bobagem.

" Sala" II
Anos atrás, o Sala completo foi se apresentar na ARI durante os setenta anos da entidade. E o vice - presidente Ênio Rockembach, como medo de que uma " multidão" se aglomerasse na frente do prédio da entidade, junto ao viaduto da Borges de Medeiros, pediu reforço de4 policiamento a Brigada Militar, Resultado: não foi nenhum popular tumultuar a entrada dos astros no prédio da ARI.

A chefe da Agência da Assembléia Legislativa o Estado,Núbia Silveira,não foi ao trabalho entre 3 e 7 de novembro passado. Ou estava doente, ou finalizando o livro sobre Cyro Martins.

* Foi Mário Santarosa quem deu o "empurrão" que faltava pra diretoria da ARI procurar a diretoria do Banrisual e fechar o lançamento do Prêmio ARI de Jornalismo. Estava tudo parado.

Abro o blog do Emanuel Mattos e vejo que como ele não pode vibrar com a vitória da Manoela em Portinho, tá vibrando com a dos Democratas, nos States. Tá bom...

José Weis pediu, na quinta,dia 6/11, demissão do cargo que ocupava na ARI. Era suplente de Mário de Rocha. O Zé fazia o jornal Versão, mas também perdeu este trabalho.

Profissionais do rádio contam suas memórias

Na próxima terça-feira, dia 11 de novembro, às 18h, na Sala Leste do Espaço Santander, os radialistas Carlos Alberto Carvalho e Luiz Carlos Vergara Marques estarão na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, contando suas memórias profissionais e casos pitorescos ocorridos nos bastidores das emissoras de rádio de Porto Alegre durante as décadas de 50 e 60. Carvalho e Vergara terão como debatedores os organizadores da obra “A História do Rádio Porto-Alegrense contada por quem a fez”, os professores Sérgio Stosch e Andréia Athaydes, e o presidente da ARI, jornalista Ercy Torma.

Após, às 20h30min, na barraca dos Autógrafos, Stosch e Athaydes autografam a publicação, oriunda do programa “Venha Ouvir os Din(d)os antes que Desapareçam”, promovido pela Associação Riograndense de Imprensa nos anos de 1995 e 1996. Nesse programa, foram colhidos depoimentos de vários radialistas, cujas memórias foram gravadas em áudio e vídeo, a fim de garantir para as novas gerações de profissionais o armazenamento de informações acerca do rádio porto-alegrense nas décadas de 50 e 60. Assim, nas páginas da “A História do Rádio Porto-Alegrense contada por quem a fez”, o leitor encontrará os depoimentos de Soares Amoretti, Floriano Corrêa, Armindo Antonio Ranzolim, Vergara Marques, Manoel Augusto Godoy Bezerra, Antonio Carlos Porto, Ruy Carlos Ostermann, João Carlos Belmonte, José Matzembacher, Flávio Dutra e Flávio Alzaraz Gomes, Sérgio Zambiasi, Dilamar Machado, Sayao Lobato, Paulo Deniz, Augusto Alves, Glênio Reis, Nelson Cardoso, Sérgio Reis, Ari Rego, Carlos Alberto Carvalho, Júlio Rosemberg, José Salimen Júnior, Sadi Nunes, Ester Castro, Jane Machado, Dorothi Camargo, Rui Gallo, Breno Futuro, José Júlio Krebs, Holmes Aquino e Serrão Vieira.

A obra é publicada pela Editora da ULBRA e está sendo vendida na 54ª Feria do Livro de Porto Alegre por R$ 29,00, nos estandes da ULBRA e da ARI.

Eu x Eles - Coleguinhas


O " frei" Remussi falava em latim

Natural de uma pequena cidade aos arredores de Lagoa Vermelha,( não lembro com exatidão o nome, não sei se é Esmeralda, Cacique Doble, mas é por ali) ou seja, ele é da Grande Lagoa, o Elvino Remussi só podia mesmo ter virado frei.Tem outro padre entre os coleguinhas, este muito mais famoso, mas ele se invoca quando se o lembra de sua ex-condição de religioso do passado.
Lagoa Vermelha e os arredores é uma fábrica de freis e de padres.Só escapou do seminário quem nasceu em Lagoa e que eu conheço foi o brilhante advogado criminalista,Nereu Lima.
Remussi nasceu em 18.02.1932 filho de Vergínio Remussi e de Angela Pavan.É casado com a Kátia(nascida em 30.09.1941) e tem a filha Sandra Márcia( nascida em 20.10.1965).
Antes da SMT, Remussi trabalhara no Palácio Piratini, na assessoria do governador Synval Guazzelli. Remussi contou-me muitas boas histórias do ex-governador Guazzelli, umas que dá pra publicar, outras não.Entre as publicáveis, está uma de que quando Guazzelli ia pegar o avião pra viajar pro interior do Estado,visitando comunidades e municípios costumava colocar algodão nos ouvidos pra não ouvir o barulho do motor da aeronave. Quando o avião descia, Guazzelli tirava o algodão dos ouvidos e o entregava a Remussi. E fez questão de lembrar-me o Remussi:
- Guazzelli adorava entrar nos botecos e tomar uma cachachinha no meio do povo.
Remussi ingressou no jornalismo não como repórter ou redator. Isto porque antes foi frei mesmo.Remussi ingressou na Cia Jornalistica Caldas Junior, na Folha da Tarde, como secretário do Departamento de Promoções.Quando ele lá entrou, o telefone da empresa era 4.45.55,assim mesmo apenas cinco dígitos.
Eu conheci o Remussi quando ele era assessor de imprensa na Secretaria Municipal dos Transportes(SMT) na gestão do secretário Jarbas Luis Macedo Haag, nos anos 70,sendo prefeito Guilherme Socias Villela.
Jarbas, um professor de administração de empresas na PUC tinha( e tem uma vasta cultura). É natural de São Sepé. Ele e Remussi exercitavam seus conhecimentos de latim trocando algumas palavras naquela língua morta no expediente da SMT.

Os corredos de ônibus

Betto Botega, hoje dono da agência Replay, trabalhou como estagiário na SMT nos anos 1976/77/78/79 e lembra que a assessoria de imprensa de SMT tinha que produzir um "release" por dia que era enviado a imprensa da prefeitura municipal,então chefiada por Pedro Chaves. Trabalhavam lá nesta época, todos chefiados pelo Remussi, duas Betis, uma " preta" e uma " loira". Quando alguém ligava pra lá pra falar com a Beti, a telefonista perguntava:
- A Beti preta ou a loira.
A Preta era a Elizabeth Macedo Ferreira(parente do secretário Jarbas)
a loira era Elizabeth Brezolin( natural de Santa Bárbara do Sul).Na imprensa também trabalhava o " Lumumba"( Gilberto dos Santos) que era um bom redator.
Jarbas Macedo Haag, que fora capitão do Exército, mantinha uma disciplina quase de quartel dentro da SMT.Não recebia ninguém sem hora marcada. Sua agenda era cumprida com rigor. Os empresários de ônibus também não fugiam à regra e eram recebidos pelo secretário com agendamento.
E por isto mesmo instituiu uma entrevista coletiva semanal. Afora disto, não dava nenhuma entrevista. Quem quisesse saber algo,teria dificuldades. A coletiva era sempre às terças, 13h30min.
" Lá vem o Olides atravessando a pinguela com sandálias franciscano e com a camisa aberta" ironizou o Beto Bottega na manhã primaveril de sexta-feira última,dia 7/11,enquanto sorvíamos um cafezinho num café do elegante bairro de Moinhos de Vento, onde fica a Replay.Era o Betto lembrando-se de como eram as coletivas da SMT.Eu tinha que atravessar a pinguela da av. Ipiranga porque descia da redação do jornal, a ZH. E como balançava aquela pinguela!
Os repórteres que as freqüentavam segundo se lembra o Betto eram a Jandira Feijó( que depois foi pra ZH e mais tarde foi trabalhar com César Busatto) Roberto Rodrigues( da rádio Gaúcha)- hoje em Brasília - Roberto Tavares, pelo Correio do Povo(o jornal ainda era uma potência) Monteirinho( Carlos Monteiro) pela Folha da Tarde. Eu lembro-me da Tânia Regina, da rádio Guaíba ou da Gaúcha e da Suê Terezinha Duarte,também da Guaíba(falecida no começo dos anos 2 mil), que também ia lá fazer matérias.
Como assessores de Jarbas Haag, havia uma equipe muito sólida de técnicos capitaneados por quem depois viria a montar a estrutura técnica da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre(ATP), o engenheiro Luís Mário Magalhães Sá.
Betto Botega lembra que também eram realizadas ali semanalmente as reuniões do Comtu( Conselho Municipal de Transportes) o que demandava mais trabalho para eles.
Betto recordou que eles tinham que trabalhar nos corredores de ônibus durante sua implantação distribuindo pirulitos aos passageiros que precisavam ser informados das novidades que estavam sendo impostas em prática com os novos sistemas de transporte.
" Nós íamos pras paradas de ônibus, nos terminais, junto aos corredores. Lá tínhamos que orientar as pessoas porque pra cada cidade que o sujeito quisesse pegar o coletivo, o ônibus tinha uma letra.Assim, que eu me lembre era A,B,C,D,disse Betto.
Ele participou da equipe que fez a implantação dos corredores Farrapos - o primeiro corredor de transporte coletivo que entrou em prática durante o ano de 1980.E também participou do corredor da av. Cascatinha( nada a ver com um colunista da praça, cujo apelido é este...)

Como é óbvio, Remussi está aposentado. Pelo que sei, andou fazendo um jornalzinho semanal na sua terra natal. A prefeitura de lá lhe dava uma mão e ele pegava o ônibus da Unesul pra ir sempre lá editar o periódico. Como Remussi também trabalhou um tempo na bancada do PDS na Assembléia Legislativa do Estado,volta e meia ele dá uma chegadinha na imprensa pra visitar seus velhos conhecidos. Do seu tempo, só resta lá ainda o João Carlos Terlera.
Mas a maior parte do tempo, Elvino Remussi, o repórter que falava latim passa num sítio que tem em Belém Novo.

Balaio

Esta do representante da Câmara Riograndense do Livro na última sexta,dia 07/11 pedir pras princesas da Festa do Pêssego, da Vila Nova pararem de distribuir pirulitos propagandeando a festa - na verdade, ficaram com medo de perder público nos livros - é de cabo de esquadra.
Pediram quase 1 milhão 500 mil reais de dinheiro público através da LIC e da Lei Rouanett e agora querem " privatizar" a Praça da Alfândega.
Quem sabe na próxima feira, fechem a praça e cobrem ingresso de uma vez, como é feito na Bienal de São Paulo?

Um calóron de arrepiar e a sala de imprensa da feira do livro,dia 7/11 continuava com o ar condicionado estragado.Também não tinha ninguém da ZH,do Correinho e do JC. Só estudantes da Unisinos que tomaram a sala pra eles. Por isto acho que deixaram o ar condicionado estragado, de propósito....

*A sala de imprensa da feira do livro virou " sucursal " dos estudantes de jornalismo da UNISINOS. Eles se adonaram do local. E vez que outra pedem pra ninguém falar porque uma repórter " vai gravar um boletim pra rádio da Unisinos ".

* Duas e meia da tarde de sexta-feira,7.11,um solaço de matar e autores independentes autografando ... Adivinhem quanto público tinha? nenhum....

* A feira do livro de porto alegre está parecendo uma feira de livro do interior...no bom sentido, pela pouca presença de público.

Memória da Imprensa

Pioneiro completou 60 anos dia 5/11/2008

O fundador do Jornal Pioneiro, de Caxias do Sul - Bernardino Conte - ainda vive.
Ele não reside mais em Caxias do Sul, cidade onde O Pioneiro tem sua matriz. Bernardino Conte nasceu em Garibaldi em 21.04.1920. Hoje, reside em Porto Alegre e segundo seu amigo Frei Rovílio Costa anda " meio entreverado".

Bernardino Conte é pai do conhecido autor teatral,Júlio Conte autor da peça de maior sucesso no Estado, Bailei na Curva.

Bernardino Conte é filho de Júlio Conte e de Ermelinda Piccinini Conte. Inicialmente sua empresa se chamava Grupo Empresarial Conte.

Bernardino foi ( ou é) casado com Virgínia Maria e tem uma filha que se chama Maria Paula.

Nos últimos 10 anos o Pioneiro passou para o controle do Grupo RBS.

O Pioneiro é um jornal típicamente da região de Caxias do Sul, e tem também uma razoável vendagem em Bento Gonçalves,Garibaldi,Flores da Cunha. Mas não chega muito longe.

Em Serafina Correa,por exemplo, mesmo pertencendo a região da Uva e do Vinho, o Pioneiro tem apenas 3 assiantes diários: a rádio Odisséia FM a rádio Rosário e mais um.

O Pioneiro não circula aos domingos. Sua tiragem está em média entre 24 a 25 mil jornais diários.

Papai NOEL A Z U L !!!!

Não é sacanagem,podes crer! O Rua da Praia Shopping irá fazer um Natal diferente este ano. Terá Papai-Noel vermelho e azul. Isto é pra todos os gostos: todas as terças, a criançada poderá ir lá tirar fotos com o papai Noel de sua preferência, gremista ou colorado!

SCHRODER comandará imprensa da Assembléia Legislativa em 2009!

De fonte segura:

O jornalista e professor da Famecos da PUC Celso Augusto SCHRODER - foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS durante seis anos - e hoje é diretor da FENAJ comandará durante 2009 a Superintendência de Comunicação Social da Assembléia Legislativa do RS.

Barbosa, um jornalista do quadro da casa,ficará com a parte do Solar dos Câmara e do memorial.
Já para a parte de publicidade e para o editor da Agência de Notícias da Assembléia Legislativa serão dois cargos indicados pelos deputados do PT - que será o partido que terá a presidência - Fabiano Pereira e Adão Villaverde.

Na Semana do Hoteleiro, ABIH RS elege personalidades para "AMIGOS DOS HOTELEIROS"

No dia 9 de novembro os hoteleiros comemoram seu dia, que marca a fundação da entidade nacional, ha 72 anos.

Em cada uma das 26 unidades da federação brasileira, as estaduais realizam alguma ação para marcar esta data. No Rio Grande do Sul a ABIHRS marca a data com duas ações, uma política e outra social. Na área social, hoteleiros servirão café da manhã para crianças carentes em todo o estado e na área política, elege nomes para receberem a distinção de "AMIGOS DOS HOTELEIROS DO RS", destinado a prestar reconhecimento a personalidades públicas ou privadas que contribuíram com a modificação da realidade do futuro da hotelaria no Estado.

De uma lista de nove nomes submetidos inicialmente, foram eleitos:

José Heitor de Souza Gularte - Secretário Estadual de Turismo, Esporte e Lazer - Pela criação do Fundo de Turismo do Estado
José Fogaça - Prefeito da capital do Estado - Pela criação da Secretaria Municipal de Turismo de Porto Alegre
Deputado Federal Carlos Eduardo Cadoca - Pelo sucesso na relatoria da Lei Geral de Turismo
Marta Rossi e Silvia Zorzanello - Por seu histórico de parcerias com a ABIH Estadual, tais como a realização do Congresso da ABIH Nacional em 2001 e a realização de vinte edições do Festival de Turismo de Gramado, que tornou-se uma referência mundial e tem grande importância para os hoteleiros da Região das Hotrtênsias diretamente e para todo o estado de forma geral.

Os eleitos foram convidados para receber seus reconhecimentos na reuinião-jantar de encerramento do ano da entidade, na cidade de Torres, no litoral norte gaúcho, no próximo dia 27 de novembro.

Paulinho Boa-Nova perambulando pela feira

Paulo Boa-Nova, publicitário e inventor, estava na quinta,dia 06/11,passando de barraca em barraca entrevistando gente que freqüenta a feira do livro.Ele disse que apresentaria no seu programa na rádio Pampa, AM,entre 19 horas e 22 horas, as entrevistas.Ele está na praça apresentando seu programa neste espaço durante a 54 feira do livro de Porto Alegre! Grande Paulinho do IAPI!

Coleguinhas

* Na coletiva da diretoria do SETCERGS, na manhã do dia 06/11, a repórter da TVE, Marta Krocth, agitou pra caramba.
Melhor seria dizer, perturbou os colegas.
O assunto era renovação do contrato dos pedágios, mas a coleguinha " exagerou".
Deve ter " baixado" o espírito da Glória Maria por aqui...
E um dos câmaras não fazia segredo:
- estou com cabelos brancos já de tanto que ela incomoda.
Ninguém disse nada, é claro.

Balaio

Aconteceu na 54 Feira do Livro de Portinho

* Engraçado mesmo foi numa palestra de um francês - uma sumidade - que veio bater aquele papo sobre maio de 68 e a crise atual ( estes caras ganham fortunas prognosticando o fim da humanidade e falando mal do capitalismo. Que belo assunto estão a explorar há anos,hein....) no Memorial no dia 05/11, a partir das 19 horas dentro da programação da Feira do Livro de Porto Alegre.
Na entrada,todos de aparelhinho. Tinha que deixar documento.Só que o gajo quando lhe tocou falar, foi de um " portunhol" mesmo.
Só falou em francês clássico quem o apresentou.
E o tal palestrante falou umas 10 vezes o nome de Nicolas Sarkozys - o presidente do país dele -. Acho que ele queria era ser o presidente mesmo. Os socialistas franceses ainda não engoliram terem perdido as eleições. Mas democracia não é isto mesmo?

Omar Ferri atrás do livro do seqüestro dos uruguaios!

Encontrei,na quinta,dia 6/11 o advogado Omar Ferri que foi figura central no episódio do seqüestro dos uruguaios. Falei-lhe do livro do Cunha e ele nem sabia do lançamento:

- Onde é que tem pra comprar? quis saber.

30 anos depois... o seqüestro dos uruguaios Lilian e Universindo

Na próxima quarta-feira, o dia em que se completam 30 anos do "Seqüestro dos Uruguaios" praticado pela repressão gaúcha articulada com as ditaduras integrantes da Operação Condor, em 12 de novembro de 1978, na rua Botafogo e na rodoviária de Porto Alegre, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos e a OAB/RS promovem homenagem/desagravo aos seqüestrados Lilian Celiberti e Universindo Rodríguez Diaz, e ao advogado Omar Ferri de destacada atuação para que os uruguaios permanecessem vivos.

Francesca Celiberti Cassariego, filha de Lilian e que, ainda criança, também foi vítima do seqüestro perpetrado pela Operação Condor, estará presente ao ato, acompanhada de seu filho Luan, com 3 anos de idade, assim como Carlos Iván Rodríguez Trías, filho de Universindo.

Marcando o fato que abalou a ditadura brasileira, serão entregues aos homenageados esculturas e placas com a inscrição "Por La Libertad y Por La Democracia!". Logo após o ato, será exibido o documentário "Cone Sul", com 29 minutos de projeção, de João Guilherme Barone e Enio Staub, ganhador de Kikito do Festival de Cinema de Gramado de 1985, seguido de intervenções dos homenageados.

30 anos depois, o Seqüestro dos Uruguaios
Dia 12 de novembro, quarta-feira
Às 20 horas
Auditório da OAB/RS
Rua dos Andradas, 1261 – 9º andar
Porto Alegre - RS

Relacionamento com cliente e presença regional são destaques da Marcopolo na Fetransrio 2008

Ônibus rodoviários e urbanos estarão também nos estandes das montadoras

A presença no Rio de Janeiro e região Sudeste e o estreitamento ainda maior do relacionamento com os clientes são os temas da Marcopolo na 7ª FetransRio, importante feira do segmento que acontece na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, RJ, entre os dias 12 e 14 de novembro. A fabricante expõe quatro veículos rodoviários, sendo três Paradiso 1200, com diferentes chassis, e um Ideale 770, e os urbanos, Viale e Torino.

Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais para o mercado brasileiro, o objetivo da Marcopolo na FetransRio 2008 é se aproximar ainda mais dos clientes e destacar as vantagens dos modelos da marca. “Outro fator muito importante é que vamos aproveitar o evento para mostrar para os principais frotistas e empresários o elevado nível de qualidade da nossa fábrica da Ciferal, em Xerém. A unidade é dedicada à produção de modelos urbanos, tem recebido investimentos significativos e começou a produzir também o Senior Midi, grande sucesso nas regiões Sudeste e Nordeste”, explica Corso.

No estande da Marcopolo serão expostos ônibus rodoviários destinados as empresas locais Expresso Guanabara, Real Brasil, Viação 1001 e Pegaso. Para as três primeiras, veículos Paradiso 1200 com diferentes configurações e conjuntos mecânicos - Mercedes Benz O500RS, Scania K124 6x2 e Volvo B9, respectivamente-e ainda um Ideale com chassi Volkswagen 17230.

25 anos do urbano Torino

O ônibus urbano Torino será outra atração da Marcopolo no evento. Modelo mais vendido no Brasil com cerca de 30 mil unidades produzidas, comemora os 25 anos de seu lançamento. As unidades expostas foram destinadas a Viação Alpha e a Rio Ita. Em sua quinta geração, as características do Torino fazem dele o produto de maior valor de revenda e excelente relação custo/benefício, reconhecida pelos empresários do setor de transporte urbano de passageiros, mantendo sua identidade de produto agradável e competitivo no mercado.

O Viale, destinado a ABC Transportes, apresenta visual diferenciado, com linhas arredondadas, seguindo tendências mundiais. O veículo se destaca pelas portas de perfil envolvente que seguem a linha da carroceria, e pela excelente visibilidade para o motorista. Maior conforto interno, segurança e facilidade de manutenção dos componentes mecânicos são outros diferenciais.

Transportadores de carga estão contra prorrogação dos contratos de pedágio

Numa coletiva realizada na av. S. Pedro,1420,no final da manhã do dia 06/11, diretores da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul e do próprio Setcergs apresentaram sua posição contrária à renovação por 20 anos dos contratos dos pedágios do RS,como a governadora do Estado,Yeda Crusius propôs enviar à Assembléia Legislativa pra aprovação. É o chamado " Duplica RS". "Na verdade os contratos findam em 2013." Porque renovar a concessão agora? " questionou Paulo Vicente Caleffi, da Fetransul, que foi porta-voz do setor.
O presidente do Setcergs, Sérgio Gonçalves Neto manteve-se calado o tempo todo.
O que chamou a atenção foi a presença de dois deputados estaduais; um Francisco Áppio( do PP)- que já apresentou programas de rádio em Vacaria no começo de sua carreira,sempre foi ligado aos caminhoneiros - e da deputada Marisa Formolo(PT) da região de Caxias do Sul.

Concessionária vendida

Segundo Paulo Vicente Caleffi, uma das principais concessionárias de rodovias do Estado, a Univias, foi vendida a um grupo paulista." Porque compraram se sabiam que a concessão terminaria em 2013? Será que já tinham a certeza de que o contrato seria prorrogado por mais 20 anos?" questionou Caleffi, que foi quem bateu duro na coletiva.

No começo da conversa com os jornalistas, Caleffi disse que os donos de caminhões não estavam ali em defesa própria e sim do " Estado do RS".

" Muita carga que vem de Vacaria ou de outra região ao invés de ir a Rio Grande e sair pelo porto local,está sendo levada a Santa Catarina" disse Caleffi.

" Favoráveis" ao pedágio

Caleffi disse que os transportadores são favoráveis a existência do pedágio, não,porém na forma atual.Eles acham o pedágio muito caro e sustentam que o valor arrecadado não está retornando para benefício das rodovias pedagiadas.
- A governadora foi eleita pelo povo,alertou Caleffi.
O presidente da Fetransul disse que os transportadores são favoráveis a existência dos pedágios comunitários, como os que foram implantados em Portão, Campo Bom e Coxilha.

Novo diretor

Caleffi disse ainda que será empossado nos próximos dias um novo diretor do DAER, Vicente Paulo Britto " que é oriundo de assessorias das concessionárias". Este novo diretor, conforme Caleffi, tem sua origem no DNIT.
Caleffi disse que os transportadores vão brigar na Justiça contra a renovação dos contratos dos pedágios. " Há 10 anos que estamos sendo prejudicados. Preferíamos agüentar mais cinco anos e depois mudar" disse o presidente da Fetransul.

Pesquisa.

Contratada pelos transportadores de carga, uma empresa especializada, Suzana Sá, fez uma pesquisa sobre o grau de satisfação dos usuários de rodovias pedagiadas. Conforme a diretora da empresa que fez a pesquisa ela foi colhida junto a restaurantes e postos de gasolina localizados nas cercanias das praças de pedágio, ou seja, com usuários que haviam acabado de passar a cancela e estavam parados.A pesquisa foi feita em fins de julho e começo de agosto passado.
Foram entrevistados 900 usuários. Os dados principais da pesquisa mostraram que 88,6 por cento dos entrevistados acha caro ou muito caro o valor pago; já quanto ao valor do pedágio comunitário (administrado pelo DAER composto pelas praças de Portão,Campo Bom e Coxilha) 44,4 por cento dos entrevistados disseram ser ele muito caro,ou caro.
Quanto ao polêmico item da renovação antecipada dos contratos de pedágio - os contratos vencem em 2013 mas a governadora do Estado está propondo que sejam renovados por mais 20 anos em troca de uma série de benefícios para as rodovias - a pesquisa encomendada pelos transportadores rodoviários mostrou que 96,1 por centro é contra.
A pesquisa indicou ainda que a melhor opção para manter as rodovias sob pedágios são os pedágios comunitários. Este item tem 78,9 de indicação.

O coleguinha Lauro Dieckmann explica a charge do Hoff!

Aquele desenho do Hoff tem um detalhe: a Célia Ribeiro, mulher do Lauro Schirmer e colunista de moda da ZH, dizendo "Primeiro, as debutantes".
Quem eram as "debutantes"?
O termo surgiu na Fabico, para designar as gurias que ficavam nas primeiras filas das aulas, geralmentes originarias das famílias da alta burguesia porto-alegrense. Elas não se envolviam com os "pobres", eram estudiosas e tiravam as melhores notas.
O fim dos anos 60 e o início dos anos 70 do século passado foram a "época da comunicação". Virou moda, por isso, entre as meninas ricas, fazerem vestibular para jornalismo ou publicidade/propaganda.
A maioria acabava casando e esquecendo a fantasia, mas algumas até chegavam a arrumar emprego nos jornais.
Algum carinha que estudava na Fabico e trabalhava na ZH (talvez o Amauri?) importou o apelido das gurias para a redação.

O seqüestro dos Uruguaios

O colega Najar Tubino mandou-me pequeno depoimento sobre o affair. Esclareço que os nomes citados têm o mesmo espaço pra dar sua versão dos fatos. O editor.

" Porto Alegre, 04/01/2008

Há 30 anos atrás, eu, NAJAR TUBINO, participei da investigação do seqüestro dos uruguaios, Lilian Celiberti e Universindo Dias. Como repórter investigativo, participante da COOJORNAL, fui em busca dos autores do seqüestro. Na época conhecia o tenente da Aeronaútica, Mário Ranciaro, considerado por muitos como um maluco. Ranciaro conhecia todos os integrantes do sistema de informações da ditadura militar.
Fazia isso na Rua da Praia.
Ele gostava muito de mim, na épóca, eu tinha 23 anos. Quando aconteceu o seqüestro da Lilian e do Universindo, estava na Coojornal. Era uma sexta-feira. O Osmar Trindade falou pra mim:
Recebi um telefonema de São paulo e preciso ir na sucursal da Veja, comandada na época por Luiz Claúdio Cunha.

Era o tal do seqüestro dos uruguaios. Isto aconteceu numa sexta-feira mas o telefonema que o Trindade recebeu foi na segunda, ou seja, 3 dias depois.

Pra resumir: o jornalista Luiz Claúdio Cunha há muitos anos divulga uma versão mentirosa sobre este fato.Por enquanto só vou falar isso, num depoimento escrito ao jornalista Olides Canton.

NAJAR TUBINO
Reg. Prof. 5382/ MTB-RS"

Caloron

Ontem,dia 05/11, na sala da imprensa da Feira do Livro estava um caloron que vou te contar.... O ar condicionada estava estragado....

Eu x Eles - Coleguinhas


" O senador" Xuvisco!

Nascido em Porto Alegre, - filho de Octacílio Correa da Fonseca e de Gely Gonçalves da Fonseca - no bairro do IAPI, em 29.10.1954, Luiz Gonçalves da Fonseca é conhecido entre os coleguinhas por " Xuvisco".
Antes, no começo dos anos 70, formava uma dupla inseparável com sua namorada de então, - depois futura esposa, com quem teve três filhas mulheres, a mais velha chamada de Rinália, que chegou a ser modelo - a Leila Marise( nascida em 28.07.1955 em Blumenau).Nesta época, a Leila, formou uma espécie de "rainha da magrinhagem" que ia a Garopaba. Conheci Xuvisco por esta época em shows de rock no auditório Araujo Viana, e nas quebradas da Osvaldo Aranha durante as madrugadas em que quase não dormíamos. Que saudades da juventude! O engraçado é que nesta época eu tinha mais a ver com a Leila do que com o Xuvisco. Naqueles anos, perdoem-me, ninguém o conhecia por Xuvisco. O Xuvisco era " Porquinho". Quem lhe deu este apelido não sei, mas acho que o herdou da magrinhagem (como dizia o Antônio Carlos Contursi) do bairro.O colega Sérgio Becker, aquele das manchetes inusitadas, ainda hoje quando fala de Xuvisco, se refere a ele por " Porquinho"!

A profissão!

Xuvisco começou na Folha da Manhã ( Rua Caldas Junior,219) como repórter. Nesta época residia na av. Assis Brasil,1039.
Depois foi levado para a Zero Hora nos anos em que a chefe de reportagem era a Otília Riet, que lhe deu muita força e o deixou crescer principalmente cobrindo o sindicalismo, que estava começando a se rearticular na segunda metade dos anos 70.Junto com o " Diabão"(Fernando Saes) formaram nos anos 70 uma dupla de repórteres que cobriam principalmente a área sindical, já que como os sindicatos( somente funcionaram os sindicatos pelegos durante a ditadura) estavam começando a se rearticular, a imprensa estava totalmente descoberta neste setor.
Xuvisco foi várias vezes cobrir eventos sindicais nesta época e um dos acontecimentos que ele deu cobertura foi a Enclat, em Santos,São Paulo, onde começaram a despontar lideranças sindicais como o Joaquinzão e outros que tiveram muita participação no futuro das relações trabalhistas no Brasil.

Dono de Jornal

Um dos orgulhos do Xuvisco - estes dias ele me prometeu que vai mandar a coleção, mas até agora não o fez -foi ter editado um jornalzinho chamado BOLIVROS, juntamente com o vendedor de livros, Bolívar. Neste jornalizinho ele chegou a entrevistar até o atual Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, o que,convenhamos, pruma publicação meio que restrita, é um feito e tanto.
Só um bom e obstinado repórter consegue isto.
O BOLIVROS avabou quando o Bolívar parou de financiar a publicação. Xuvisco ainda fez uma tentativa de mantê-lo com publicidade das livrarias mas aí enfrentou um fato que é crucial na mídia pequena: uma livraria não o distribuía na sua loja porque tinha a propaganda da concorrente.

Assessor de político

Xuvisco foi então ganhar a vida trabalhando em assessorias de imprensa. O atual deputado federal Eliseu Padilha era no governo de Antônio Britto Filho secretário do Trabalho e Ação Social e sua assessora a "Jô" levou Xuvisco para lá.

Depois de trabalhar com o secretário do Trabalho, Eliseu Padilha, " Xuvisco" - Luís Fonseca - foi levado pela Isara Marques a trabalhar no gabinete de Comunicação Social do Palácio Piratini.
Ali Xuvisco foi designado a trabalhar com o Chefe da Casa Civil, Deputado Federal,Nelson Proença. No dia da apresentação,Isara teve que abrir o jogo ao chefe da Casa Civil:
- Deputado, este é o Xuvisco que vai trabalhar com o senhor...

Proença, que é formal, ficou sério.
Como assim, Xuvisco.
Isara explicou ao deputado:
- O nome dele é Luís Fonseca mas todos os colegas o conhecem por Xuvisco.
Proença reuniu então seus assessores mais próximos e informou:
-Olha pessoal, este é o Xuvisco que vai trabalhar aqui com a gente.

Em Brasília

Mas o grande salto do Luís Fonseca para trabalhar com políticos nasceu de uma experiência que a Isara Marques, como chefe de imprensa do Palácio Piratini,precisou fazer. Carlos Sávio não iria mais assessorar o senador Pedro Simon e Isara precisava encontrar um substituto.
Pegou o Xuvisco por acaso. Ele agarrou a oportunidade com as duas mãos dentro daquele provérbio gaúcho de que cavalo encilhado não passa duas vezes.

Em 1998, Xuvisco trabalhou na campanha do senador Pedro Simon ao Senado e depois mudou-se pra Brasília,onde está até hoje. Volta e meia vê-se o outrora " Porquinho" caminhando por Porto Alegre, nos feriadões, ou então durante a feira do livro como acontece agora.

" VAI PRA CASA,PADILHA"!!!!

Xuvisco há muitos anos separou-se da primeira mulher, a Leila. Por conta da beleza da Leila, havia na redação da ZH, uma piadinha. O então editor de Turismo do jornal, o Luiz Gonzaga - também chamado nas hostes de " GonzagaTUR" - quando via a Leila ir buscar o Xuvisco na redação, gritava bem baixinho:
- VAI PRA CASA PADILHA!!!!!!que era o bordão que o humorista Jô Soares usava no programa " Planeta dos Macacos" quando mandava um personagem pra casa.
Xuvisco nunca se importou com isto. Sempre levou na boa...

Sua atual esposa- que não conheço - tem o nome de Maria do Céu.
Pra agüentar o " velho Xuva de guerra" só sendo do Céu, mesmo comentou um gaiato, numa rodinha estes dias durante a 54 Feira do Livro de Porto Alegre.

Coleguinhas

* Ontem,dia 5/11, o presidente da ARI,Ercy Torma, depois de vários dias no estaleiro,visitou novamente a entidade.O zelador do prédio, Adolar, foi recepcioná-lo até a rua Fernando Machado.

* Núbia Silveira está há dois dias sem aparecer no seu trabalho na imprensa da Assembléia Legislativa. Pra Núbia não ir trabalhar, vou ti contar..

* Os Ecojornalistas - também chamados de ECOCHATOS, já não dividem sala no Sindicato dos Jornalistas. Mudaram-se pra chamada Casa do Jornalista, isto é, a sede da ARI, na Borges de Medeiros, 911.

A vida como ela é....

Os fatos narrados são mera fantasia. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Caso de hoje:

O "aspone" queria a coleguinha... mas levou um cano...

Feira do livro de Porto Alegre, muita gente por motivos profissionais vem a Porto Alegre.
Eis que um aspone - aquele assessor de porra nenhuma - andava pela Capital Sorriso, como era antigamente era conhecida Porto Alegre.

Os aspone foi na repartição pela manhã...sabe como é estava em serviço.
Convidou a coleguinha pra se encontrarem num barzinho no final da tarde:
- Lá pelas 7 da noite,disse ele.
- A, mas me telefona.
O coleguinha achou que era tiro dado jacu deitado...
Nada disso.
No outro dia, na repartição alguém lembrou a coleguinha:
- Como foi a noite ontem?
- Nada, não fui.
Ela deu um cano....

Eu X Eles - Coleguinhas


Arthur " Loco" era excelente repórter de economia!

Foi meu colega apenas dois meses em 1974 quando eu trabalhava na Reportagem Policial da Folhinha da Manhã e ele era repórter de economia. Mas poucas vezes falamos na redação.
De noite, às vezes, nos encontrávamos no Bar Alaska, ali na esquina Maldita - alguém que quisesse fazer um livro sobre a Osvaldo Aranha daqueles tempos faria uma bela viagem no tempo. Já tentei ler um que a Secretaria Municipal da Cultura encomendou mas não passei da primeira página.

Arthur Tadeu D. MONTEIRO - conhecido entre os coleguinhas( os mais antigos, é obvio, por " Arthur LOCO", ou Tadeu, ou ainda outros apelidos não publicáveis - nasceu em Porto Alegre, em 27.05.1947 filho de Felix A. Monteiro Junior e de Maria Dutra Monteiro.

Começou sua carreira profissional no Jornal do Comércio onde foi chefiado por Paulo Renato POLI( conheci o Poli no Diário de Notícias). Depois Arthur foi ser o excelente repórter de economia que todo mundo conhecia na Folhinha da Manhã, no tempo que cobrir outros setores do jornal, afora Esportes, era perigoso.

E tinha dentro da redação, me disseram quando lá ingressei em fevereiro de 1974 dois informantes do DOPS. Um dia eu escrevo sobre isto...Não é nenhuma ameaça.

Nesta época Arthur esteve casado com a colega Vera Zílio, com quem teve uma filha.
No meu livro Pauta, o Avesso das Redações conto que numa sexta-feira de carnaval Arthur estava na sacadinha do prédio da Caldas Junior e chegou pro Isnar Ruas(pai do vereador Pedro Ruas, hoje Isnar é dono da Intermédio) e avisou:
- Vou sumir neste carnaval.
Sumiu. Ficou fora os quatro dias de folia do Rei Momo. Na quarta-feira de Cinzas,segundo me contaram, ele chegou em casa. A esposa, Vera, já tinha aprontado a mala. Quando Arthur tentou ingressar no seu lar, ela lhe entregou a malinha...( Não disse " vai que é tua Taffarel" porque a expressão,criada por Galvão Bueno, da TV Globo, ainda não existia.)

Os colegas que cobriam o setor junto com o Arthur, na década de 70, contam muitas histórias deles.Mário Santarosa é um deles. É que algumas são impublicáveis e corro risco de processo. Ele não se importaria, porque o Tadeu é muito gozador, no bom sentido...Quems sabe muita histórias do Tadeu são seus parentes, o Fuscaldinho( que é seu sobrinho) e o Juan Higueras( o Juanito) que até hoje trabalha na imprensa do Trensurb. Juanito me contou uma de Tadeu e Rogério Mendelski numa praia mas é mais uma das impublicáveis. Deixa pra lá.

Mas atenção: as " loucuradas" do Tadeu não queria dizer que ele não era excelente repórter. Cobria Sunab, Instituto de Carnes( onde se dava muito bem com o então presidente General Gastão Pereira dos Santos, irmão do vice-presidente da República, General Adalberto Pereira dos Santos)
entre outros setores como a própria Fiergs.
Na Fiergs, havia ou há um instituto chamado Evaldo Lod. Um dia o Tadeu chegou na redação do Jornal do Comércio e disse pro colega Valter Todt.
- Vais ver a sacanagem que vou fazer.

E colocou na matéria que redigiu ao invés de EVALDO LOD, EVALDO TODT.
O revisor não viu, o editor não viu e saiu assim no más...coisitas de redação..

Blumenau

Muitos anos depois e com muita água tendo rolado embaixo da ponte, fui numa primavera a Blumenau fazer matéria pro caderno de Férias da ZH. Fui na prefeitura e lá estava o Tadeu como assessor de imprensa do prefeito Renato Vianna(PMDB).
Era a década de 80. Lá Arthur residia na Rua Amazonas,3124.

Estava casado de novo" com uma loirinha",segundo dizia.Claro que fomos tomar umas e quando nos damos conta já raiava o dia seguinte. O papo do Arthur é agradável e sempre tem uma boa.

Estes dias conversando pelo telefone com o Fuscaldinho( José Fuscaldo) da Coletiva Net, ele me lembrou que noite estávamos todos no Barranco e o Tadeu começou a espalhar pra todo mundo que eu era bicha....Ora, se vou me importar com uma gozação do Tadeu.

Muitas das loucuradas do Tadeu me contaram.
Mas esta eu presenciei. Estávamos cobrindo um congresso de publicidade, no outono de 1981, no Serra Azul, em Gramado. O Carlos A. Kolec za chefiava a delegação da ZH. De repórteres este escriba, mais o Gilbertinho Leal.
O Tadeu apareceu lá como membro da prefeitura de Blumenau.
Me pediu pra colocar uma notinha no jornal de sua participação no evento. Saiu no dia seguinte. Ele sumiu depois daquilo.
Voltou na sexta-feira pro encerramento.
De noite, já com o Serra Azul totalmente esvaziado - todo mundo já tinha se mandado - ainda havia lá um pequeno coquetel de encerramento. Coisa protocolar.
E as agências haviam contratado um conjuntinho de gaudéiros de S.Chico de Paula.
Eles tocavam enquanto os outros comiam.
O Tadeu me avisou:
- Vou fazer estes gaudérios comer sabonete.
Foi no banheiro social e trouxe aqueles sabonitnhos que ficam lá. Picou dois deles e colocou na beira da mesa, junto do queijo.
Quando os gaudéiros pararam de tocar, loucos de fome, lá pelas 10 da noite,se atiraram na comida.
Saíram cuspindo sabonete.
O Tadeu pulou a janela com medo de linchamento.
E dava duro na prefa.

Muito tempo depois vim saber que Tadeu havia se mudado pra Brasília, onde vive até hoje.

A " turma" da Sauna do Ritter Hotel


O corretor Nestor Krás Borges, o advogado Jorge Alberto Pires Junior, o vendedor Franklin Corso, o dentista Aldir Locatelli, o jornalista Wilson Rocha Müller, o comerciante Ruben Klein, o dentista Dino Soccol,o advogado João Martin Dietrich e o comerciante Fernando Castioni.

Esta foto é de janeiro de 1993 e quem a guardo com muito zelo foi o Wilson,funcionário do hotel, que cuida da sauna do Ritter. Esta turma já se extraviou há muito tempo. Poucos ainda freqüentam a sauna, com exceção de Fernando Castioni e Nestor Krás Borges.

O advogado João Martin Dietrich, que não tem ido à sauna por motivos alheiros a sua vontade, ganhou em 15 de setembro último o título de sócio-benemérito do Grêmio Portoalegrense. Assinado pelo presidente do Conselho Deliberativo, Raul Régis de Freitas Lima.

As duas grandes paixões da vida do Martin são o Grêmio e o ex-governador Leonel Brizola.

Parcelamento do solo e regularização fundiária

O Instituto Urbano Ambiental – IUA, de Porto Alegre, realizará na próxima segunda-feira (10) debate sobre o projeto-de-lei 3057/2000, que está tramitando na Câmara Federal, dispondo sobre parcelamento do solo para fins urbanos e regularização fundiária. O evento acontece no auditório do Senge/RS – Av. Érico Veríssimo, 960, das 9h às 18h30min. Com inscrições gratuitas, o debate é destinado a urbanistas, arquitetos, engenheiros, incorporadores, construtores, ambientalistas, advogados, registradores e técnicos que atuam no setor. Informações: Specialitá Eventos – fone (51) 3231.0311 ou specialita@specialitaeventos.com.br.

DC Shopping, será o promeiro centro comercial do Estado a ter um curso, com ingresso via vestibular, focado em seu mix-decoração e design

Em 2009 o DC Shopping terá em seu pólo de decoração o Curso de Design de Interiores, firmado em parceria com o IPA. A idéia é formar profissionais com capacidade de desenvolver mobiliários, projetos comerciais, residenciais, cenográficos, luminotécnicos e paisagísticos junto o mix do shopping, que é focado em Arquitetura,Decoração e Design. Terá duração de dois anos e meio com aulas três vezes por semana, no turno da manhã, realizadas no Campus DC IPA. O currículo tem foco no mercado de trabalho e é formado por cinco módulos (espaços comerciais, espaços residenciais, luminotécnica, cenografia e paisagismo). De acordo com a coordenadora do curso Andrea Macadar existe carência em profissionais especializados na área, um exemplo é especialista em luminotécnica “temos dificuldade de encontrar quem saiba fazer projetos luminotécnicos, com cálculos de incidência de luz”.

O profissional poderá trabalhar em empresas de design e decoração, construtoras, galerias de arte, em criação de cenários, vitrines, paisagismo e/ ou como autônomo. Elabora projetos de interiores, equacionando fatores estéticos, simbólicos, ergonômicos e técnicos, considerando também questões socioeconômicas e culturais. A pesquisa de tendências de comportamento, cores, formas, texturas e acabamentos; a representação gráfica em plantas baixas, cortes e perspectivas; a projeção de ocupação, mobiliário e fluxos do espaço proposto, inclusive jardins, além da análise de viabilidade e funcionalidade do projeto, são algumas das atividades do design de interiores.

O quadro docente é composto por profissionais que atuam no mercado, com produções e projetos reconhecidos nacionalmente.

As aulas iniciam no próximo semestre e as inscrições para o vestibular estão abertas até dia 27 de novembro no site do IPA ou no campus central. Informações adicionais sobre o vestibular pelo telefone 0800-541-1100 e www.metodistadosul.edu.br.

DC Shopping completa 14 anos

O DC Shopping completou ,dia 28 de outubro, 14 anos . É referência como pólo de decoração, arquitetura e design, tem em seu mix operações que incluem móveis contemporâneos, peças de antiquário e demolição, tapeçaria, plantas e acessórios para paisagismo, artesanato, objetos de decoração, bazar, móveis planejados, molduras, SPAS, iluminação e ferragem. É um shopping com estilo bem diferenciado dos outros, é o único a céu aberto e que ocupa armazéns e casarões que sediaram um parque da indústria têxtil.Em 2008 recebeu novas marcas , sendo as mais recentes Klips Office Center, Casiere, e a Kontainer de Artes especializada em velas artesanais. É o único shopping no RS que abriga um campus Universitário e que terá no seu complexo o inédito curso de design de interiores. (no próximo semestre vai iniciar no campus DC IPA).

Também merece destaque a programação cultural que inclui exposições e a intensa agenda de espetáculos teatrais do Casarão Verde e Teatro Novo DC.

A feira que de livro não tem mais nada só tem de vaidades....

Tenho vários conhecidos que não pintam mais na feira do livro. Acho que não sem razão. Ontem,dia 04/11, o " vaidodrómo" que é aquele espaço situado em volta da praça dos autógrafos, tinha um razoável público, mesmo sendo dia de semana. Era uma tarde bonita.

No memorial do RS se lançava, no entardecer, um livro com grande patrocinador e no coquetel só entrava convidados. A feira está sendo usada cada vez mais para isto...

Marqueteiros a milhão....

E alguns deles com charme e pinta de " esquerda"...ou de " ecologistas" que é outra forma de enganar os trouxas hoje em dia...

Restam os balaios, onde ainda há alguns livros que fazem recordar a outrora feira do livro de Porto Alegre!

Memória da Imprensa:

Paulo Sérgio Gusmão, fundador do Grupo Sinos !

Falecido em 19/02/1997, o fundador do Grupo Sinos, Paulo Sérgio Gusmão teve uma gráfica entre 1950 e 1955. Ela ficava em São Leopoldo e faliu. Gusmão ficou,então, 3 anos fora do Brasil, mais precisamente na Argentina. Quando retornou,junto com o irmão Mário Alberto, fundou seu primeiro jornal , o SL( de São Leopoldo.) . Mário Alberto ainda vive e participa do dia-a-dia do grupo Sinos. O SL hoje se chama VS.

Segundo José Nelson Gonzalez, que trabalhava na Gráfica Moderna, ele teve o primeiro contato com os irmãos Gusmão - Paulo Sérgio e Mário Alberto - " lá por 57 ou 58". " Eles procuraram a Moderna pra fazer a impressão de um jornal que se chamava SL." disse Nelson.
Segundo José Nelson, a Gráfica Moderna estava equipada para imprimir jornais já que imprimia a Tribuna Gaúcha( Jornal do Partido Comunista Brasileiro). A Moderna,informa Nelson, tinha a composição em linotipo.
" Ela fazia a composição e tinha impressora",informou Nelson.

Nelson não sabe dizer quem pode ter indicado a Moderna aos irmãos Gusmão.Segundo ele, os primeiros exemplares do SL foram editados em 1958. O SL eram semanal." O SL pode ter sido em 57 ou 59, mas eu acho mesmo que foi em 58",diz Nelson.

SL se firmou

O SL se firmou como um jornal semanal em São Leopoldo mantido pela publicidade da cidade. " Mas eles perceberam que tinham uma melhor fonte em NH onde havia um campo maior pra trabalhar. Então,talvez, um ano depois que estava circulando o SL eles fundaram o NH que teve muito sucesso em publicidade" lembra Nelson.
- Eles transferiram a sede do jornal de São Leopoldo pra Novo Hamburgo e aí criaram o hoje chamado Grupo Sinos,lembra Nelson.

Perguntei a Nelson como eram os dois irmãos,quando ele tratou com eles nos anos 50.
- Eles se davam muito bem,embora tivessem alguma divergência, mas o Paulo Sérgio era o " cabeça", o " cérebro" lembra Nelson. Paulo Sérgio era o pensante, define Nelson.
" O Mário Alberto trabalhava como como um auxiliar, um secretário do irmão, um auxiliar do Paulo Sérgio" disse o representante da Gráfica Moderna.

Segundo José Nelson Gonzalez, Paulo Sérgio Gusmão era um cara de muita experiência de vida." Eu vim a saber depois que ele tivera experiência com uma gráfica numa determinada época anterior a esta época de 1958. Provavelmente lá por 1950,1951, eum possuía uma gráfica em São Leopoldo" contou Nelson.
Segundo Nelson, por circunstância que ele não sabe, ela veio a fechar.

José Nelson, que hoje tem 82 anos, diz que assim que os dois irmãos começaram a crescer Mário Alberto, que era muito ativo, também foi assumindo responsabilidades dentro do grupo.

Fim do vínculo.

Segundo José Nelson Gonzalez, quando os irmãos Gusmão pararam de imprimir seus jornais na Gráfica Moderna, ele já não trabalhava mais nela.
" Eles pararam de imprimir com a Moderna aí eu não estava mais nela",diz Nelson. Pelos seus cálculos deve ter sido em 1963." Logo nesta época, lá por 1963, eles montaram uma gráfica em Novo Hamburgo, compraram equipamento,impressora,aí já passaram a fazer composição fria como se chama, não usavam mais a linotipo.E a impressora que eles compraram já era impressora em OFF-SET, não dependia mais daquela composição com chumbo. Era outro tipo de composição, como se usa até hoje.Eles montaram a gráfica em Novo Hamburgo naturalmente que tinham oficinas próprias pra imprimir os jornais,relata Nelson. Isto,conforme ele,foi quando o jornal SL já estava mais " sólido" já com edições regulares. Mais adiante o SL que era semanário depois que eles montaram a oficina - que,conforme Nelson pode ser sido em 65,ou 66,ou 67 - passou a ser diário.

José Nelson que havia saído da Gráfica Moderna e passado para a editora A Granja visitou as novas oficinas dos jornais dos irmãos Paulo Sérgio e Mário Alberto.E depois na revista A Granja, José Nelson ainda fez uns trabalhos de impressão pros dois irmãos que fundaram o Grupo Sinos:

- Nós na Granja fizemos uma série de trabalhos pra eles. Trabalhos de divulgação artísticos de promoções do Grupo Sinos impresso em OFF SET. Isto já foi feito nas oficinas da revista A Granja.

A " Moderna" , a gráfica do Partido Comunista!

A Gráfica Moderna,segundo José Nelson Gonzalez, era uma empresa registrada na Junta Comercial, mas ela tinha como proprietários pessoas ligadas aos Partido Comunista Brasileiro. " Na verdade, relata José Nelson, a gráfica tinha uma ascendência ou uma dependência do Partido Comunista Brasileiro.Ela foi criada mais ou menos em 1951,ou 1952, com a finalidade de editar, de publicar material do Partido Comunista e também como entidade comercial produzindo impressoas cuja renda seria convertida pro Partido Comunista.

O Começo

O endereço inicial da Gráfica Moderna, conforme José Nelson Gonzalez foi na rua Sete de Setembro, no centro de Porto Alegre,na esquina com a Travessa onde está hoje a Casa de Cultura Mário Quintana. Ali era o Hotel Majestic. Na verdade,diz José Nelson, o prédio ficava nos fundos do Hotel Majuestic, comfrente pra rua Sete de Setembro.Era um pavilhão, um depósito que tinha ali e ali ficou até 1957 quando foi transferida para a Rua Gaspar Martins, no bairro Floresta.
Na Rua Gaspar Martins, a Gráfica Moderna funcionou até 1964, quando o Partido Comunista teve que fechá-la porque a ditadura militar endureceu o jogo.

A Revista A Granja
[pioneira na impressão OFF SET

Segundo José Nelson Gonzalez, que foi sócio da editora a Granja,esta foi a primeira gráfica a funcionar em sistema OFF-SET no Estado." Tanto ,diz ele,que formou profissionais pra trabalhar neste sistema OFF-SET que posteriormente foram trabalhar na Zero Hora,quando a ZH instituiu as oficinas do sistema gráfico que utiliza até hoje",diz Nelson.

- Os primeiros profissionais gráficos da oficina que trabalhavam em off-set vieram da editora A Granja. Nós publicamos a Granja em 1965 em impressão Off-Set.

Aconteceu na Assembléia Legislativa!

Ontem de manhã,dia 04/11, durante uma audiência de deficientes(visuais e auditivos) o deputado que presidia a comissão ordenou:

- Bem já ouvimos aqui o fulano,agora é o sicrano...

Mas não são deficientes?

Davi Coimbra dá autógrafos!


Eis o cronista Davi Coimbra em tarde de autógrafos. As fotos são do Luís Ventura.

Coleguinhas

Como este blog tinha anunciado dias atrás, todos os coleguinhas entraram em novembro sem o banner da Assembléia Legislativa do Estado.

* Muito bom e de qualidade o blog do Darci Filho.Sai da mesmice "depositária de releases" que alguns blogs que estão no ar se transformaram.

* Correspondência do Diretor de Operações do Correio do Povo,Luís Grisólio, comunica aos assinantes que a partir de 01/11 subiu o preço do jornal. Pra capital o preço passou de 19,00 reais pra 23,00.No interior, passou de 22,00 reais pra 25,00.O Correinho não subia,segundo Grisólio, desde junho de 2006.
* Nas bancas também o Correinho subiu de preço: desde 01/11 passou de 1,00 para 1,25.

Produção global da Marcopolo cresce 25,9% nos primeiros nove meses de 2008

A Marcopolo fechou o terceiro trimestre de 2008 com crescimento de 25,9% em produção em todas as unidades do mundo nos primeiros nove meses do ano. Foram fabricadas 16.349 unidades contra 12.985 registradas no mesmo período de 2007.

Os maiores crescimentos foram registrados nas unidades de Caxias do Sul (Ana Rech e Planalto), com 34,6%, e nas unidades do exterior que ampliaram a fabricação de ônibus em 41,1%, passando de 2.895 unidades de janeiro a setembro de 2007, para 4.085 este ano.

"Esses expressivos aumentos demonstram que continuamos ampliando a nossa capacidade produtiva e crescendo no mercado", destaca o diretor-geral Rubens de la Rosa. "Os relevantes investimentos realizados desde o final do ano passado nas unidades no Brasil para modernização e aumento de capacidade produtiva permitiram à Marcopolo velocidade e flexibilidade para atender à demanda e às variações de mix de produtos, desde ônibus urbanos convencionais aos sofisticados Double Decker ou biarticulados. Ao mesmo tempo, nos credenciou a nível mundial como empresa capacitada a entregar pedidos de grande volume em reduzido espaço de tempo", explica o executivo.

Principal fabricante brasileira com cerca de 41,5% de participação na produção nacional, a Marcopolo manteve a previsão de produção para 2008, com mais de 15 mil unidades para o mercado interno e 21 mil unidades em todas as suas unidades. "De maneira geral, os efeitos da crise internacional ainda não causaram impactos relevantes em nossos negócios, e contamos que eventuais variações sejam administráveis, dedicando atenção especial à retração de crédito e ao valor de equilíbrio do dólar", finalizou Rubens de la Rosa.

Redação de ZH, nos anos 70, num desenho de Hoff

O colega Lauro Dieckmann enviou-me do seu acervo pessoal uma charge que o misto de cabelereiro e diagramador Hoff fez sobre o ambiente da redação da ZH ém meados dos anos 70.

Vou descrever os detalhes como o Lauro me mandou.

" O povo na redação da ZH em meados dos anos 1970, aparecendo com dedinho em pé, ao lado da escada, a Célia Ribeiro, do outro lado da escada, dois diagramadores,depois vem o Lauro Schirmer(diretor) xcom o cartaz( ele sempre falava para as mulheres que apareciam na redação: ´não sai sem falar comigo...`e o Hoff não perdoou....
A seguir, após um que está atrás do pau do cartaz, que não lembro quem é, vem o ´magrinho Cechin(Nédio) que era o cara do copyright, aparecem ainda o ' casalzinho' Sérgio Quintana/Balala Campos, ao lado do Ucha(Danilo). Após,eu, Lauro Dieckmann,acima do Coelho(Carlos)- este abraçando uma garrafa de Chivas), o próprio Hoff, seguido pelo Affonso Ritter, abaixo do Affonso, uma magrinha super-rica que tinha motorista que levava ela e a máquina de escrever dela para a redação- Berenice Otero - ( ela achava as máquinas da redação muito pesadas e só usava a dela, uma portatilzinha) atrás dela dever ser a Magliani(decoradora e chargista) e,de óculos, o João Aveline: fumando,acredito seja o Antônio de Oliveira. As duas gurias no final eram diagramadoras, uma parece ser a Graça Guindani, o último eu não lembro quem era,seria um contínuo? ah, na janela, a Gema Generali. pequeninho, de óculos grande, com o cartaz "polícia", o mola, que casou com a scheila...



Memória da Imprensa!

A era "gloriosa" da A Platéia, de Livramento!

Não tenho maiores dados sobre a origem do Jornal A Platéia, de Livramento, - aliás eu acho que a ARI e o Sindicato dos Jornais - deveriam patrocinar um livro pra que se soubesse como se originaram estes veículos - mas ouvi estes dias um relato do fótógrafo Árfio Mazzei contando dos tempos gloriosos da A Platéia,quando seu dono era o conhecido Melecheton TOSCANO Barboza. Sei pouco dele, sei que depois que vendeu o jornal mudou-se para Brasília e que lá residia na SQS -308 - Bloco E apartamento 204.

O Árfio falou de um avião que o jornal A Platéia tinha pra distribuir o próprio jornal porque as estradas eram ruins de doer naqueles anos 60. Faleri com Carlos Alberto Kolecza que trabalhou na A Platéria entre 1960 e 1964. Disse o Kolecza que realmente havia um avião Cesnna qiue diariamente distribuía o jornal por toda a região, passando por Rosário, Santa Maria, Bagé e que o final do tour da aeronave era Uruguaiana. Kolecza disse que este avião levantava vôo apenas com ordens do Toscano que era seu dono. Se houvesse no interior alguma emergência o piloto somente poderia fazer algum atendimento depois que o dono autorizasse.

A Platéia era um jornal standart, que tinha apenas o Correio do Povo tirado no mesmo modelo. Como detalhe da personalidade do dono, o Toscano, Kolecza lembrou-se de um episódio de quando ele lá trabalhou. Houve uma denúncia de que uma loja muito conhecida -parece que o nome era América - tinha sido acusando de contrabando pela polícia.
Chegou a notícia até a redação de A Platéia e o gerente foi pedir ao dono que não a divulgasse senão perderiam um anunciante. Toscano fechou com a redação e publicou a notícia.

Um outro detalhe da personalidade do dono da A Platéia foi quando se completaram os 30 anos da Revolução de 1930,quando Getúlio Vargas assumiu o poder no Brasil. O dono do jornal de Livramento queria fazer um encarte sobre o episódio e pediu ao Frigorífico Albornoz um patrocínio. Quando chegou a autorização era para um rodapé quando Toscano esperava a autorização para uma página inteira.

A Platéia, que depois passou para outros donos, ainda circula. Na época de ouro, dos anos 60, ficava localizada na Rua Rivadávia Correa.

Deputado caminha cedo na Pracinha da Encol!

O deputado Alceu Moreira ( PMDB ), presidente da Assembléia Legislativa do Estado, caminhava, cedo, ontem, dia 4/11, na Pracinha da Encol, no bairro Bela Vista. "Temprano"como dizem os espanhóis.
Nenhum dos seus assessores o acompanhava...muito menos seguranças.

Prefeito madrugador...

Isto fez-me lembrar um episódio engraçado que colhi em 2003 quando escrevi o livro sobre a história das rodoviárias do RS. Eugênio Noll,dono da rodoviária de Estrela contou-me que uma vez o falecido prefeito da cidade Gabriel Mallmann foi tomar um mate com ele lá pelas cinco da manhã. Noll sempre abria sua própria rodoviária de madrugada. Mallmann que ainda não havia dormido,- estava voltando da farra - foi tomar um mate com seu amigo Eugênio.Chegou lá um dia um padre pra comprar uma passagem. Eugênio Noll convidou o padre pra entrar na sua salinha pra tomar um mate. Travou-se lá o seguinte diálogo:
- Bom dia, este é nosso prefeito,disse Eugênio!
- Ah, mas que prefeito madrugadador, é de um assim que nós precisamos lá na nossa cidade,disse o padre.
Mal sabia ele que Gabriel Mallmann estava ali apenas pra tomar um mate e depois ir dormir.

Balaio

1) Na conferência de Sônia Bridi, da TV Globo, sobre a China, no domingo,dia 02/11, o mediador, Túlio Millmann, da TV COM começou a falar demais...Então ela deu levemente nos dedos do mediador. Diante de uma observação dele que se prolongou um pouco, ela disse:
- Se você me der licença, eu vou explicar um pouco a história da China...

2) Cândido Norberto foi um radialista que falava mais que o entrevistado. Uma feita, Alceu Collares rebelou-se:
- Afinal, Cãndido, quem é o entrevistado aqui,eu ou você?

3) Ao final da palestra de Sônia, no domingo passado, um ouvinte mandou um bilhetinho querendo saber se ela era parente de um dr. Bridi, de Guaíba. Olha,disse Túlio, vou ler esta pergunta pelo seu inusitado...Sônia respondeu numa nice...sem estresse...

Fichinhas de Porto Alegre não serão mais vendidas juntos com as da Grande Porto Alegre

A introdução do sistema automático de pagamento de passagem - cartão magnético - trará uma grande mudança no sistema de transporte tanto da capital,como da região metropolitana.
A partir desta sexta,dia 7/11,depois de uma parceria de 15 anos( uns vendiam as passagens dos outros ) a ATM e a ATP não mais venderão passagens umas das outras.
O gerente da ATM( ver site nos links)Érico Michels disse que isto é uma decisão irrevogável e que a partir do dia 15/01/2009 para algumas linhas da Grande Porto Alegre não serão mais vendidos também bilhetes. Serão comercializados apenas os bilhetes magnéticos. Mas informou ele, as fichas que estiveram no mercado continuarão sendo aceitas. Ele não informou um prazo para que estas fichas ou bilhetes deixem de ser aceitas pelas empresas.

Toda a modernização do sistema de transporte com a introdução da bilhetagem eletrônica está sendo feita nos dois últimos anos. A ATM investiu na modernização 18 milhões de reais, disse Michels.
Já a ATP, conforme dados revelados, teria feito um investimento de 32 milhões de reais para a modernização.

A vida como ela é...

Os fatos aqui narrados são fantasiosos Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Casos de Hoje

1) A telefonista chega de tesão...pelo colega de trabalho.


Ambientes de trabalho são também, não raro, ambientes de encontros amorosos. Por que não???
Esta aconteceu,segundo me relatam, há anos num ambiente de trabalho que era por casualidade uma redação de jornal. Uma telefonista quando via um coleguinha chegar ao seu ambiente de trabalho ficava toda louca de tesão. Este mesmo felizardo contou aos colegas que quando chegava pra trabalhar, ela via ele do local de trabalho dela, que ficava bem atrás da recepção. Certa vez, mal ele acabara de chegar, ela deu um jeito e foram os dois pra um banheiro na parte que estava em obras na redação. Lá transaram . Ela trabalhava no turno da tarde chegava um pouco antes do coleguinha,trazida até o trabalho pelo....noivo....tooooing!!!!!

2) A empresa preocupada com modernidades


Numa determinada empresa, nos anos 70, baixou o espírito da modernidade. Lá tudo tinha que ser moderno. Até crachás quiseram instituir, o que provocou uma certa rebelião. Mas dentro deste espírito de modernidade resolveram implantar até um departamento de psicologia pra avaliar os candidatos a trabalhar nela.

A coisa, ou a inovação não deu certo porque algum tempo depois os executivos da mesma começaram a se dar conta que não conseguiam mais faturar as secretárias e outras funcionárias administrativas, como estavam acostumados.
Foram investigar o assunto e descobriram que quem fazia a seleção psicológica era uma mulher não chegada em homem,sexualmente falando, que, claro, dava preferência a moças de igual tendência.

Volare produz mais de 500 miniônibus para o Programa Caminho da Escola

Caxias do Sul, 3 de novembro de 2008 - A Volare, um dos principais fabricantes nacionais de miniônibus já ultrapassou a marca de 500 unidades produzidas dos modelos V8L e V6, na versão Escolarbus, para o Programa Caminho da Escola, do Governo Federal. O início de fabricação das primeiras unidades aconteceu em junho e, desde então, os veículos de cor amarelo tem sido predominantes na linha de montagem da fabricante, em Caxias do Sul.

Segundo Nelson Gehrke, diretor da unidade de negócio Volare, as unidades são produzidas para atender ao programa nacional. "Os Volares Escolarbus deram um colorido diferente e mudaram o cenário do nosso pátio. Mas ainda mais importante é que eles já estão sendo entregues pelo Brasil. Localidades como a Ilha de Marajó e no interior dos estados do Pará e Amazonas já receberam os miniônibus", explica o executivo.

O projeto Caminho da Escola, do Governo Federal, foi criado no ano passado com o objetivo de oferecer transporte escolar inicialmente para as zonas rurais dos municípios brasileiros, possibilitando que estudantes de todas as idades tenham condução de suas casas até as instituições de ensino.

Correção:

Desempenho.

Publiquei o desempenho do saite . Onde se lê outro, leia-se OUTUBRO. Desculpem!

Sônia Bridi fala sobre a China!

A repórter da TV Globo, Sônia Bridi, que foi correspondente da emissora entre 2005 e 2007 na China junto com o cinegrafista,seu marido,Paulo Zero,esteve no domingo,dia 02/11 palestrando na Sala Oeste do Santander Cultural,dentro da programação da feira do livro.

Sônia esteve lançando no final de tarde do último domingo o livro que escreveu sobre sua experiência chinesa. A obra tem um nome engraçado:" Laowai" que numa tradução livre,segundo a autora, quer dizer " gringo".
- Eles (os chineses) me chamavam toda hora " Laowai" contou a autora,justificando o título de sua obra que tem 50 fotos feitas pelo marido.

Simples

Ao ingressar na sala do Santander pra dar sua pequena conferência, por volta de 17 horas do domingo passado,Sônia não parecia muito " estrela". Era até simplória no jeito de cumprimentar,diria até um pouco tímida, um pouco assustada com a fama momentânea que o livro está lhe dado...

Nascida no distrito de Maceiras que pertencia ao município de Caçador, em Santa Catarina, filha de imigrantes italianos que primeiro aportaram em Bento Gonçalves e Caxias do Sul e depois foram para o Oeste catarinense, Sônia contou como foi parar na China:
-O Paulo( seu marido, que é câmara e editor) já tinha estado três vezes na China. Ele cobriu os acontecimentos da Praça da Paz Celestial em 1989(quando estudantes se rebelaram). Depois esteve uma outra vez no pais com o presidente Fernando Henrique Cardoso.Eu fui movida pela curiosidade em 2004 acompanhando o presidente Lula. Fizemos lá um Globo Repórter e por isto tivemos que ficar lá 40 dias, contou Sônia.
A partir daí, como a China estava se " abrindo" para o Ocidente e passou a interessar em termos de notícia localmente, a TV Globo pensou em sediar correpondente no país em virtude também das Olímpiadas que estavam se aproximando.
- O Paulo estava na África do Sul no dia que a direção da Globo me convidou pra ser correspondente lá. E eu procurando ele no telefone, não achava.Até que achei e lhe disse:
- Queres ir morar na China...


Filho sofreu com adaptação

A única vez que a repórter se emocionou no depoimento - quando parou de falar inclusive - foi quando lembrou das difuculdades do filho Pedrinho, que com apenas 3 anos, teve muita dificuldade de se adaptar." Ele era o único estrangeiro na escolinha". Ficava brincando sozinho,disse a repórter que disse que chorou muitas vezes(escondida) antes de buscar o filho na escolinha.
A filhar maior, que já tivera experiências no estrangeiro, morando em Nova Iorque e na Europa, adaptou-se mais facilmente,segundo ela.
Depois de Pequim, ao invés de regressar ao Brasil, a dupla foi enviada pela emissora a Paris.

Livro

Sônia disse que nunca havia pensado em escrever um livro sobre sua experiência na China. Mas diante da insistência do editor, que foi lhe enviando emails de 15 em 15 dias, ela foi cedendo. Já o marido Paulo Zero fora seduzido pela proposta da editor desde o convite que lhe fora feito quando eles estiveram em férias no Brasil.
- Ele foi fazendo as fotos na China. E me dizia, olha as fotos estão boas,disse Sônia, que demorou um pouco,devido aos seus compromissos diários, como mãe de dois filhos menores e como repórter, pra atender este pedido.
Ninguém falou se o livro está vendendo bem ou não.

Angústia de repórter

Sônia iniciou sua palestra falando sobre a dificuldade de fazer reportagens na China.
Primeiro ela deu uma notícia boa que se não usufruirá os colegas seus estrangeiros que lá continuarão vão poder usufruir.É que no último dia 30/10 um ministro chinês confirmou, durante uma convocação aos correspondentes estrangeiros, que algumas liberdades usufruidas durante as recentes Olímpiadas valerão de agora em diante.
Outro fato que a irritava bastante - afora as restrições normais num país governado pelo Partido Comunista - era que segundo disse Sônia" nós jornalistas éramos tratados como uma delegação estrangeira.Então um almoço durava duas horas, um jantar duas horas.Tinha lá um monte de aspones(´assessor de porra nenhuma´)que só iam lá pela boca livre. Tinha um pôr-do-sol muito lindo e eu louca pra fazer umas imagens deste pôr-do-sol mas tinha que fica rlá na mesa brindando porque eles nos tratavam como delegação estrangeira" conta a repórter.

A China em si

Sônia também disse que a China é uma diversidade muito grande,tanto do ponto de vista étnico como de diferenças entre regiões." Existem lá 56 minorias étnicas" disse ela. A China,segundo Sônia se ressente muito do que eles chamam de lá " século da vergonha" ou seja,entre 1840 e 940, a China foi literalmente esquartejada pelos estrangeiros,entre os quais Inglaterra, Japão e Coréia.Ela confirmou que há uma grande rivalidade chinesa com o Japão mas que esta é uma relação de amor e ódio.
" Os maiores investimentos estrangeiros na China são feitos pelo Japão" informou.

Sobre a fama de que chinês come de tudo, ela deixou claro: " um país com 1 bilhão e 300 milhões de habitantes não pode se dar muito ao luxo do que escolher pra comer".E disse que na China comem desde " coisas ´nojentas´( aí ela citou um queijo fedorento de soja que ela cuspiu quando engoliu pela primeira vez tal o fedor que ele tem parece fedor de esgoto) assim como tem comida saudável.
Sônia disse que há restaurantes que servem " cérebro" de macaco. Outros são mais óbvios: vão de macarão,panquecas,e outros derivados do trigo.
" Insetos também têm proteínas", resumiu a repórter.


Marido X Mulher

Nas perguntas sobre sua vida privada, como o fato de trabalhar com o marido, ela não tergiversou muito. Disse apenas que era um privilégio trabalhar com um câmara muito competente como é o marido.Ele diz a mesma coisa, ironizou.
E enfatizou que trabalho é trabalhou e outros assuntos do seu dia-a-dia não é misturado com a rotina do trabalho.

Desempenho!

Em outro este saite teve 5.687 acessos, o que é o recorde desde que está no ar desde agosto de 2007. Agradeço aos leitores a preferência!

A vida como ela é...

Lâmpada acesa
pra mulher que já
teve suas cinzas jogadas ao
mar na plataforma de Atlântida!

Pois estes fatos não são fantasiosos. Aconteceram com meu amigo e colega José Nelson Gonzalez.

Neste domingo,dia 02/11, ele tava em casa - a gente batia um papo sobre os Gusmão,fundadores do Grupo Sinos - quando tocou o telefone.Deveriam ser umas 10 da matina. Era sua atual companheira, a Armelinda, que mora no mesmo prédio o lembrando que ele tinha que ir botar uma lâmpada acesa na Igreja de Santo Antônio, lá no morro Sto. Antônio, porque era dia de Finados.
- Eu tenho que ir senão minha filha também ralha comigo, disse Nelson, que foi se arrumando pra sair.

A Celina faleceu há alguns anos e como era muito devota de Santo Antônio nos sábados à tarde ia sempre à Missa lá no morro Santo Antônio porque quem rezava era o Frei Irineu Costela, que depois sofreu com o ostracismo que a Igreja lhe impôs. O mandaram pro interior, pra Caxias do Sul e o deixaram um tempo até sem paróquia. É que o Frei Irineu andava aparecendo muito, destacando-se muito e deve ter com certeza provocado ciumeira na cúpula da Igreja Católica no Estado.

Casamento tardio...

Há alguns anos atrás, quando descobriram que a Celina estava com câncer, Nelson - que fora a vida toda militante do Partido Comunista - e Celina resolver se casar pelo " religioso",com padre e tudo. Fizeram uma festinha pros familaires em seu apartamento na Ramiro Barcellos. Fui convidado pra festa. Era um dia de primavera,lembro que ventava muito,era um sábado bonito e que fiquei pouco tempo lá.
Comi um prato de comida num cantinho e me mandei.
Mas recordo do casamento do Nelson com a Celina. Ela estava toda feliz porque ia casar de novo - agora no religioso - e o que recordo com certa tristeza deste evento foi de um parente ( não sei de quem) que no meio do casamento pelo religioso realizado no andar de cima do prédio, resolveu dar um discurso daqueles tipo moralista, bem fora de hora...
Dizia ele em alto e bom som:

- Sabia que um dia eu veria isto...
Como se o Nelson por não ter querido casar no religioso quando casou em tempos atrás com a Celina pelo Civil - o saudoso João Baptista Aveline chamava estes casamentos de " casados pelo Tribunal do Povo"- tivesse cometido uma falta grave e estivesse se redimindo dos pecados ao casar no religioso.

Antes de pegar a lotação pra ir acender uma lamparina na Igreja de Santo Antônio, Nelson Gonzalez ainda lembrou-se de que ia com sua falecida esposa até a Igreja Sto. Antônio e nunca entrava nela. Ficava no carro esperando a mulher que assistia a missa que o frei Irineu rezava. Ele começava uma missa às três da tarde e depois outra às l7h30min.Eta Frei este que gostava de sua paróquia...Mas o Nelson, com um resquício de rebeldia apesar dos seus 82 anos completados, me disse ainda neste último domingo de manhã:
- Li muitos livros dentro do carro enquanto esperava a Celina na missa.
A Celina se dava ao luxo de na saída da missa ainda contar-lhe o que o frei dissera.Mas antes de começar a missa, ela sempre dava um jeito de ir ter uma palavrinha com o Frei Irineu que algumas vezes esteve na casa da paroquiana e comeu de uma boa comidinha caseira sempre saborosa,feita pela própria Celina.
Nuna vi um casal de um comunista e de uma católica se darem tão bem...Brigavam lá mas se entendiam...

Era pra sua finada mulher, a Celina que faleceu alguns anos atrás.

Coleguinhas

* O presidente da ARI, Ercy Pereira Torma está sendo tratado por um oftalmologista e por um neurologista.

*Começou a guerrinha de vaidades na sala de imprensa da Feira do Livro: 16h15 min de domingo, dia02/11, um coleguinha( não sei o veículo,senão diria) saiu chamuscando em direção a sala dos responsáveis, fulo da vida porque a internet não funcionava:
- Maior feira do livro da América Latina sem computador, esbravejava ele!

* Rádio Guaíba, no programa Província de S.Pedro, do domingo, dia 02/11, com um locutor que " endoideceu". às 7h12 min da manhã deste dia ele disse que a temperatura em Porto Alegre era de ZERO Graus...

Balaio

Foi engraçado na noite de 31/10, o professor Flávio Paulo Ledur desvencilhar-se de uma fã junto à barraca da AGE.

Coleguinhas

* Manhã ensolarada do dia 1/11 o radialista Lauro José Quadros, da Gaúcha, corria na Pracinha da Encol...

 

 
 
Arquivo do Blog

2008
   
2007
   
xxx
xxx
xxx
xxx

 
 


Espaço dos Leitores

Oi Olides! O inédito das carteirinhas da ARI não foi divulgado, que são as capas de couro com logos (distintivos) diferentes (e marcam a história da setptuagenária associação. — a pequena, com o logo da pena, deve ter sido uma das primeiras, senão a primeira, pois o associado foi incluído nos quadros da ARI em 1938. E a entidade foi fundada em 1932. — a maior (aparece a parte interna vazia) já está com o logo criado por ocasião do cinquentenário da ARI, que é o da mão com a tocha, tal qual a Estátua da Liberdade. Tá ótimo o blog. É muito bom termos notícias dos nossos colegas.
abç/Josi

Olides! Tens razão ao questionar a não inclusão de trabalhos veiculados na WEB no Prêmio ARI, pois significa desconhecer uma ferramenta que informa com a velocidade de um Concórdia (será que ainda é o avião mais veloz do mundo? Parece que o X-43, com velocidade 10 X ao do som ganha do Concórdia, mas é só um protótipo) e a mais acessada em todo o Planeta. Também deveria ser repensada a restrição na concorrência do prêmio (somente para associados da ARI, que estejam exercendo a atividade no RGS podendo ser inscritas somente matérias veiculadas no Estado) uma vez que o mesmo é patrocinado por um órgão público — Banrisul — e, portanto, o dinheiro e troféus outorgados aos vencedores são originários de recursos de todos os gaúchos. E sem contar que a concorrência sempre fica limitada as mesmas pessoas. O acesso ao prêmio deveria ser UNIVERSAL.
Um abraço/Joséte

Olides ! Gostaria de explicar que no primeiro e-mail sobre "estágio...no JB" foi junto uma outra foto porque o recorte do jornal está na mesma página de um Álbum de Fotografia e não consegui desgrudar . Em relação a Formatura da PUC faltou a data : 11 de dezembro de l965 . Tenho apreciado muito teus textos, principalmente pelo resgate da memória da imprensa gaúcha. Obrigado. Abs
Maria Luiza

Recomendo um site muito bom, dedicado à nossa cidade, no qual há uma entrevista comigo, em função de meu livro Moinhos de Vento - Histórias de um bairro de Porto Alegre. O site é http://www.poaboa.com.br/ Aproveitem ! Abs
Carlos Augusto Bissón

Olides:
Apenas um reparo: Não sou Diretor da Rede Vida. Apenas um modesto contato comercial, jornalista e apresentador e locutor eventual.
Um abração.
Júlio César

Oi Olides, tudo bem? Um colega me mandou teu endereço na rede, por causa dessa nota: "Uma senhora da platéia do debate sobre 1968, contou sua experiência pessoal indo morar em Lajeado, naqueles anos de repressão, levando para lá peças de teatro e filmes de Glauber Rocha. Seu marido jogou no rio Taquari todos os livros que poderiam comprometê-los quando a Polícia passou a importuná-los." (extraído do site www.deolhoseouvidos.com.br)
Não achei a nota, aliás interessantíssima!!! Mas li teu blog e fiquei fã! Adorei: é cultural, é informativa, é histórica, PARABÉNS! Abraço
Laura -http://lauramertenpeixoto.blogspot.com/ jornalista DRT/RS 8400

Pessoal ! comunico que sondagens ao meu curriculo no site www.treinadores.com.br ultrapassou os 3.500 consultas. Neste site constam dados pessoais dos profissionais que atuam no futebol brasileiro. Lá constam a formação, os cursos de atualização, os profissionais com quem trabalhei, os clubes que atuei, os títulos conquistados. São consultas de vários países e logicamente de vários estados do Brasil, e acompanho isto mensalmente por relatorios de consultas. Hoje a internet tem um valor extraordinario tanto na possibilidade de contatos diretos como no de saber informações sobre os profissionais que atuam no mundo do futebol. Um abraço
Adilson Fauth

Olides, dá uma olhada no blog que estou lançando. Aguardo colaboração. Um abraço.
Luiz Fonseca http://portoalegrecentrohistorico.blogspot.com

olides: esse cara, fernando augusto pinto, foi indicado para o velho breno pelo damas, que era o agente/representante da caldas júnior em são paulo (pelo menos foi o que me disseram na época). primeiro ele veio para dirigir a central do interior (uma invenção do britto, que foi o seu primeiro chefe). depois, quando fecharam a folha da manhã e a juntaram com a folha da tarde, ele passou a chefiar a redação da folha da tarde. o galvani voltou para o correio do povo; quer dizer, o galvani não foi propriamente substituído prelo pinto, como pensa o benito. quando fecharam a folha da manhã, passaram o pessoal desta para a folha da tarde. ah! e trouxeram o newton peter, da sucursal de pelotas (e do diário popular), para ser o subsecretário de redação. isso daí eu sei bem pq estava trabalhando na fm nesta época e fui um dos transplantados para a ft.
abraço lauro d.

o título é "sob o vulcão" mesmo (em portugês brasileiro). o autor é malcom lowry o outro homem não é simplesmente outro homem, mas o cunhado... irmão do cônsul. o autor só teve esse livro de sucesso e passou o resto da vida amarurado por não conseguir escrever mais nada à altura
mais informações: http://www.citador.pt/biblio.php?op=21&book_id=1864
lauro d.

Grande Olides,
Que prazer ver a cara do livro no teu belíssimo blog, que evoca tantas lembranças boas e tantos amigos queridos!
Agora falta ver a tua cara lá na praça, na sexta à noite, no lançamento do livro.
Te espero lá. um baita abraço, Luiz Claudio Cunha

Olides, fiquei surpreso com a matéria biográfica e, mais ainda, com o fato de conheceres tantos detalhes – sabes o número da minha antiga casa na av. Assis Brasil, por exemplo! És generoso com o amigo. Não enviei a coleção porque ainda não a concluí, mas serás o primeiro a recebê-la. Aproveito a oportunidade para uma pequena correção. O jornal que criei para atender a um desejo de compartilhar meu amor pelos livros, nunca foi financiado pelo Bolívar, nosso amigo em comum. O nome Bolivros, sugerido por mim, se devia ao fato de que uma publicação dessa natureza teria sua circulação facilitada se associada a uma livraria. Era o que eu imaginava. Editei apenas um número com esse título. Pensando em ampliar o alcance da publicação, criei outro periódico, o Jornal Livros, que consegui manter por 12 edições, com o apoio de duas funcionárias. Um abraço e, mais uma vez, cumprimentos pelo blog. Luiz Fonseca

 
 



Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
exímio contador de histórias contemporâneas.
Conheça agora as obras do autor



© "de Olhos e Ouvidos"  -  Todos os direitos reservados
Os textos e imagens publicados neste site são de inteira responsabilidade de Olides Canton.

 


ALTO DA PÁGINA







EDIÇÕES DO FITNESS

Edição 114
Edição 113
Edição 112
Edição 111
Edição110

Edição 109
Edição 108
Edição 107
Edição 106
Edição 105
Edição 104
Edição 103
Edição 102
Edição 101
Edição 100
Edição 99



ANUNCIE NO SITE!
Entre em contato conosco



Edições Anteriores do Blog


LINKS
QUE RECOMENDAMOS

Aceg
Acirs
Affonso Ritter
Agência Edison Castêncio
Agenciafreelancer
Assembéia Legislativa RS
ATM
Bancada Gaúcha
Blog das Américas
Blog do Ucha
Brasil Imprensa Livre
Capital Gaúcha
Clovis Heberle
Coletiva.net

College of Liberal Arts
Comuniquese
Crise na Ulbra
Darci Filho
Diego Casagrande
E aí beleza?
Ecoagencia.com.br
Emanuel Mattos
Enfato
Esquina Democrática
Espaço Vital
Espanhol Fotos
Eu acho que
Famurs

Felipe Vieira
Fernando Albrecht

Fernando Gabeira
Frota & Cia
Gilberto Simões Pires
Governo do Estado do RS
Ieda Risco
Jayme Copstein
Jornal A Hora
Jornal do Mercado
Jornal Sierramar
José Dirceu

José Luiz Prévidi
Laura Peixoto
Mirian Fichtner
Odinha Peregrina
Partido Progressista
Percival Puggina
Políbio Braga
Política para Políticos
Por outro lado
Prefeitura de P.Alegre
Prefeitura Serafina Correa
Programa.com
Ricardo Noblat
Roendo as unhas
Rogério Mendelski
Rosane Oliveira
RS Urgente
Sec Segurança Pública
Sindicato dos Jornalistas
Sup. Portos e Rodovias
Valeria Reis
Via Política
Vide Versus
Yucumã
Zero Hora
Ziptop

REPORTAGENS
ESPECIAIS


Veja em "Memória"





 

 

 



amplie a imagem www.marcopolo.com.br amplie a imagem amplie a imagem