* Coleguinhas:
Fernando Albrecht colocou em seu site no dia 31/12:"este site chega ao final do ano prestigiado por "dezenas de milhares de leitores"..Nooosssaaa...diria o professor Ruy, e pros outros não sobra nada?
Os "farofeiros" de Gramado!
Nota dada pelo Jornal do Comércio,dia 30/12, na coluna assinada por Fernando Albrecht, precisa de uma análise mais detalhada. Não é por aí como diria aquele ceguinho sendo expulso do Bar Odeon tempos atrás, numa cena que o Wanderley Soares sempre conta com bom humor.
Mas taxar ônibus de " excursão" em 300,00 reais por veiculo,ora convenhamos. Então quer dizer que os comerciantes só querem mesmo o dinheiro dos gajos? Que mal tem se o cara vai lá ver o Natal Luz e leva lanche de casa?
Ele tem que gastar?Os ônibus já não pagam pedágio?
Ah, já entendi: os comerciantes de Gramado querem só quem tem grana mesmo. Os demais vão pra lugar de pobre,não em Gramado.
Em tempo: os espetos que os "farofeiros" de Gramado foram pedir emprestados foi na Churrascaria Zelão.E quem passou a nota pro colunista
foi um colega do Zelão, de uma churrascaria muito conhecida da Capital, talvez a mais conhecida. O colunista está na dele...
* Postos de saúde de Porto Alegre fechados durante o Natal e do Ano Novo.
Rogério Mendelski, no programa Agora, da rádio Guaíba, do dia 31/12 " botou a boca no mundo" por causa deste assunto.
*Carlos Bastos, Superintendente de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado, não pode passar o " reveillon" na sua fazenda no interior de S. Borja porque a esposa, Aninha, quebrou o pé ao sair de um restaurante e está de molho. Vai operar no dia 05/01.
* Núbia Silveira,chefe da Agência de Notícias da Assembléia Legislativa do Estado, já tá com um " frila" alinhavado pra fevereiro. E é frila grande, segundo a Núbia. Será o livro do Caso Kliemann?
*Fernanda Bagatini, da rádio Guaíba AM, fez feriadão de Ano Novo.
Um reveillon triste,
abaixo de chuva , na
Pinheira!
Esta história é verídica e aconteceu comigo. Os demais nomes dos envolvidos foram preservados. Não tou aí pra me incomodar.
Sempre que vira o ano, é aquele mesmo cerimonial. Não é tão chatérrimo como Natal - ah, a festa máxima da cristandade... enquando soltam bombas sobre crianças palestinas,indefesas e o Papa naquele seu ar de cinismo pede paz... quantos anos estamos observando esta mesma cena?
Pois como eu ia dizendo, véspera de final de 1997 estava no meu escritório trabalhando e recebi um telefonema de uma pessoa me convidando pra passar o reveillon na praia da Pinheira,SC.Ela botava o carro dela na parada " Convidando" é o modo de dizer, "raxidi" total, ou seja, o grupo de amigos que iria, dividiria as despesas. Até aí, nada demais.
O que deveria ser uma semana idílica, virou um horror...
Engraçado que a pessoa,depois do carro abarrotada de roupas e afins, começou a reclamar,antes de entrarmos no túnel da Conceição. Claro que era uma mulher e que antes havia rolado uma história, se é que querem saber...Mas se ela me convidara, porque estava rosnando, pensava eu ?
A história tinha findado pra ela, não pra mim.
Viajamos de noite e na madrugada entramos na Pinheira. Ela mesma alugara a casa. Era de uma viúva de caminhoneiro.Ela mudara-se ao lado pra faturar uns trocos pra passar o ano.
Na primeira manhã, tinha sol. Fomos todos pra praia, eles prum lado, eu fui caminhar prum outro...
Bom, foi um horror aquele reveillon. Começou a chover, pra piorar. E não parava de chover naquela semana de Natal e Ano Novo na Pinheira e arredores.Nos últimos dias, os urubus sobrevoavam a Pinheira atrás de peixes mortos. Lembrava-me dos romances de Gabriel Garcia Marques,onde, ele os descreve magistralmente nas praias caribenhas da Colômbia.
Pra entristecer ainda mais o ambiente, me lembro que havia um pequeno clube que de noite tocava música sertaneja,música de puta, música de cabaré. Ah, sertanejo não, sertanejo quem agüenta é o RC mas ele o faz pra faturar...
Enfim, a pessoa que me convidou, mais suas amigas encheram o saco do tempo, de mim( não rolou nada, por supusto...) mas o mar era uma loucura. Que mar aquele de Pinheira...
A pessoa só falava que queria estar em Mar del Plata, Búzios ou Punta del Este.Achou um horror a Pinheira, que ela não conhecia. Veraneava sempre em Passo de Torres,onde seu ex-marido tinha casa e por acordo na separação, lhe emprestava todo santo ano.No último dia do ano, fomos prum boteco de beira de praia e a pessoa, mais alguns amigos, tomaram 50 caipirinhas. Que porre...Começaram a beber lá pelas 10 da matinha e pararam ao entardecer.Pagaram uma fortuna.
E na manhã do dia primeiro do ano, uma filha dela que andava por lá acampada apareceu pra pedir dinheiro. Ainda bem que a pessoa já tinha arrumado suas malas e voltaria antes.
Lembro até hoje as palavras cruéis que soaram como agulhas em mim:" e olha que eu não gosto de dirigir na chuva..."disse ela, sinalizando que iria embora e que não haveria lugar pra mim no carro.
Pensei: a mulher está de saco cheio de mim, da Pinheira e da chuva. Ou das 3 coisas.
Era. Era das três coisas. Voltei no fim do feriadão, de carona,com um vizinho gente boa que me deixou em casa. Era um comerciante. Fazia anos que não lembrava dele.A pessoa varreu todo o chão,antes de ir embora.
Passei anos sem falar com ela...Me doía aquilo da Pinheira, achei uma tremenda sacanagem...
Hoje temos uma boa relação. Ligo de vez em quando pra trocar idéias. Nem parece que aquele reveillon tenha sido aquele pesadelo...
Memória da Ditadura
Encontro com o autor de
" Guerra é guerra" dizia o
torturador.
Vinha vindo ontem,dia 30/12 cá pro meu local de trabalho,quando alguém me chamou: virei-me e era o advogado Indio Brum Vargas.Daí trocamos alguns papos e o Índio ficou particularmente interessado naquela história que contei aqui tempos atrás sobre a professor Olga Reverbel. A historinha está na edição do site de deste mes de dezembro. Lembrei-me dela porque a Olga faleceu e ela apenas me autorizara a divulgá-la na sua morte.
Pois insisti com o Indio que faça um livro contando particularmente sobre como foi a tentativa,acho que em 1970 ou 71, de seqüestrar o cônsul norteamericano em Porto Alegre. O cara era ex-combatente do Vietname,andava num carro blindado e os seqüestradores num fusquinha se deram mal e tomaram bala. Uns chegaram a sair feridos, mas não puderam ser atendidos no HPS,com medo de serem descobertos pela repressão( bah, palavrinha que naqueles anos de chumbo queriam dizer muita coisa, principalmente pau...)
Indio lembrou-me ontem que participaram daquela tentativa de seqüestrar o cônsul norteamericano em Porto Alegre o atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimental e Félix Silveira Rosa, que hoje, depois de ter trabalhado em vários bancos, estaria residindo em Passo Fundo.
Indio não quer escrever porque diz que ele não participou da tentativa de seqüestro. Mas seu livro conta que ele participou intelectualmente desta tentativa de resgate.
Ele diz no livro que os seqüestradores, que queriam levantar dinheiro e divulgar manifestos pela liberdade de colegas guerrilherios que estavam presos e apanhando muito no DOPS gaúcho,tinham pensando em prender o dono da RBS, Maurício Sobrinho. Ele particularmente foi contra porque achou que como Maurício tinha muito carisma popular por causa do seu programa de rádio que apresentava aos domingos no cine Castelo, o povão se voltaria contra os guerrilheiros que o capturariam.
A outra opção era seqüestrar o irmão de Maurício, Jayme Sirotsky,sócio do irmão e empresári bem conhecido. Só que aí tinha um problema de logística. Por ser muito gordo, Jayme não caberia no fusquinha que os comando guerrilheiro tinha nas mãos pra efetuar o seqüestro.
No momento Indio Vargas está lendo algum escrito que achou sobre a passagem do escritor Alberto Camus em Porto Alegre. O escrito do episódio é de Antônio Carlos Resende, que era locutor de futebol, mas que tinha um probleminha: é gago.
Coleguinhas
* Nosssaaaa....como diria o professor Ruy...até o Lair Ferst foi na " festa" do Cabeça!!!!
*O Telmo, da turma dos " papacoquetéis" sabe histórias que dariam um grande livro. Vai que é tua....Prévidi....
*O Telmo, dos " papacoquetéis" numa noite de verão de dois anos atrás, foi o único presente no lançamento da segunda edição do meu livro sobre Getúlio Vargas, na livraria do Arvoredo.E comprou um exemplar, fato que comoveu a dona, porque em muitos anos que ele ia lá, nunca comprava nada, só comia e bebia ,de graça, claro.
* Mas o Telmo é um grande praça. Gosto dele.E gosto da turma toda. Uma execrável criatura queria,tempos idos, impedir que eles freqüentassem o barzinho da ARI...pelo contrário, eles alegram o barzinho da ARI. Continuam indo lá e estiveram na festa de encerramento. Alberto André até deu uma carteirinha de jornalista pro Telmo. Ela venceu e agora não querem renová-la.
* Chatos são os empostergados, que se acham acima dos demais. Não os papacoquéteis...
* Aliás, há um suplente que vem bancando uma coluna diária num jornal muito melhor que o titular. Só os donos não enxergam.
Coleguinhas
* Julinho Pacheco, da Rede Vida, foi almoçar, ontem,dia 30/12 com o "globe troter " o fotógrafo Flávio Del Mese.Julinho encasquetou que quer levar o Padre Marcelo Rossi a Serafina Correa. E quando o Júlio põe algo na cabeça, ele faz das tripas coração. Não dá pra esquecer que ele foi o implantador da televisão colorida no RS,quando chefiava a RBS em Caxias do Sul. Depois foi chefe da RBS em Brasília, antes da Ana Amélia Lemos.
* Flávio Del Mese entrava,até uns tempos atrás, pouco antes das sete da manhã,às sextas, no Bom Dia, da Guaíba, com o Rogério Mendelski. Mas o ouvinte notava a má vontade do apresentador que o " cortava" toda hora. Não entendi a bronca do Mendelkis com Del Mese?
*Jornal Gazeta Regional, de Serafina Correa, do Redder e do Fiorin, emplaca 3 anos de existência. Fazer jornalismo numa cidade do interior não é mole.Domingo passado,28/12,antes de voltar à capital, fui visitar meu primo Albino Luz no Hospital de Serafina e lá estava ele lendo o Gazeta Regional.A redação volta às atividades no dia 05/01/09. email de contato. gazeta@net11.com.br
* O Grupo Gazeta, de Sta. Cruz do Sul, está na mira de grandes conglomerados de comunicação.Mas eles resistem.
* A ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Greice deverá ir ocupar cargo internacional e morar em Genebra, na Suiça. Recentemente faleceu seu pai, depois de prolongada doença.
* Em 2009, o Correio Riograndense, dos freis capuchinhos, completará 100 anos! Modernizado, sobrevive e muito bem. É editado pela editora São Miguel dos Capuchinhos em Caxias do Sul, mas quando foi fundado era impresso em Garibaldi.
* Meu avó paterno, Giuseppe Canton, lia o Correio Riograndense ainda quando tinha versão em talian.
Eu X Eles
Coleguinhas
Luiz Carlos Vaz atendeu 10 telefonemas
do Carlos Fehlberg num mesmo dia

Roberto Brenol, Luiz Carlos Vaz, Nikão Duarte...Jorginho Mendes e Décio Azevedo. Local: redação do Jornal do Comércio. Acervo de Lauro Dieckmann.
Nos anos 70, houve um acidente de trem, na altura de Fanfa, no interior do Estado. Era no tempo em que a Rede Ferroviária Federal S/A tinha aqui no Estado como Superintendente o Coronel Paulo Nunes Leal - sempre que o coronel ia ao interior " inspecionar" a ferrovia de noite dava uma chegadinha naquela casa que tem luz vermelha na entrada . Bom,acontece que não se sabe porque nem como o acidente não foi noticiado no dia seguinte nem pela Zero Hora e nem pelo Correio do Povo.A Cia Caldas Junior ainda fazia frente ao crescimento da RBS e a disputa pela notícia valia (quase) tudo. Da canela pra baixo, valia chute de tudo o que era modo...
Mas alguém avisou a Folha da Tarde que ainda saía de tarde e o jornal mandou uma equipe pra lá que deu duas páginas do acidente, com grandes fotos na capa. A FT sabia fazer isto e muito bem.
Quando o Carlos Machado Fehlberg chegou na ZH, por volta de 13 horas, e viu aquilo montou num porco. Achou que era sacanagem da assessoria de imprensa da Rede Ferroviária Federal, que era a única que sabia do acidente porque ele acontecera num descampado. E Fehlberg desconfiou que Luiz Carlos Vez,chefe da imprensa da RFFSA tinha dado a dica pra Folha da Tarde deixando a Zero de fora.
Foi o que bastou: ligou umas dez vezes na mesma tarde pro Vaz.
- Olha Vaz, disse o editor-chefe de ZH, Pilla( Luiz Paulo Pilla Vares,morto em outro passado e que era o secretário de redação de ZH) não vai mais publicar teus artigos aqui na editoria de Opinião.
E assim foi a tarde toda. Fehlberg azucrinou o Vaz cobrando o sensacional furo que a Folha tinha dado na concorrência.
No batente
Encontrei o Vaz no dia 29/12 na rua da Praia. Ele me disse que está no batente fazendo um jornal dos padres.Não está curtindo temporada de praia. Vai apenas às quintas pro litoral porque está cheio de serviço.
É um dos editores mais rigorosos que conheci ao longo de minha carreira. Nas mãos dele é garantia de bom produto.
Faz 50 anos que entregaram
a "ponte do Guaíba"!
O engenheiro João Vinicius Gomes Pinto saiu de Uruguaiana onde chefiava o DNER(atual DNIT) pra participar da inauguração da ponte do Guaíba,em 28 de dezembro de 1958. " Era um dia de um calor muito grande" recordou ele.
Quem fez a entrega da ponte foi o governador Ildo Meneghetti. Leonel Brizola vencera a eleição para governador do Estado, mas somente assumiria em janeiro de 1959.Brizola depois trocaria o nome da ponte para " Travessia Getúlio Vargas".
Sobre o nome em si, há muitas controvérsias, narro no meu livro " Estradas do Rio Grande": uns dizem ser o nome oficial Travessia Régis Bittencourt( que era o chefe nacional do DNER na época que foi feita)e outros Getúlio Vargas. Mas o nome que pegou mesmo é Ponte do Guaíba.
Claro que a placa da inauguração foi roubada. Afinal, não estamos no Brasil?!
Quando a ponte do Guaíba foi entregue ao tráfego, constituía-se na única travessia a seco entre o Norte e Sul do Estado.Depois da entrega da ponte Lauro Rodrigues, sobre o Rio Jacuí, em 20/12/1993, há outra alternativa para ir do Sul ao Norte do Estado,ou vice-versa.
Histórico
Antes da ponte, a travessia era feita na Vila Assunção,através de barcaças que eram sobra de guerra, importadas dos USA. As barcaças foram compradas dos USA, remodeladas num estaleiro em Charqueadas e adaptadas para o transporte de veículos. Elas iam e voltavam entre a Vila Assunção e um porto de Guaíba pra levar os veículos que demandavam à Zona Sul do Estado.
Nos anos 50, a Sociedade de Engenharia - um dos líderes foi o engenheiro Lélio de Araujo ligado a SERGS e ao Daer - mais a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e o próprio Governo do Estado encamparam uma campanha para uma ligação a seco entre a Capital e Guaíba. Havia duas saídas: um túnel ou as pontes.Venceu a opção das pontes porque quis se aproveitar as ilhas existentes no delta.
Depois do projeto, fez-se a licitação da obra que foi vencida pela empresa gaúcha Azevedo Bastian. A obra em si virou um marco nacional.
Cabe lembrar que durante a construção da ponte um vão inteiro caiu da ponte do Jacuí caiu com conseqüências que perduraram durante anos na navegação local. Depois de muitos anos, o vão foi retirado.
Duplicação
O incremento do tráfego tornou obsoleta a ponte já no final dos anos 70.Por isto, já chefe do distrito do DNER, João Vinicius Gomes Pinto tratou de conseguir recursos para a duplicação da ponte.O projeto de duplicação já estava previsto já que o vão móvel fora de forma previdente construído em pista dupla quando a ponte foi construída e entregue ao tráfego em dezembro de 1958.
Ganho pela Camargo Correa S/A, por apenas um ponto da empreiteira Andrade Gutierez, o projeto de duplicação foi entregue cinco anos depois de trabalhos que exigiram muito esforço e perícia de todos os técnicos nele envolvidos.A inauguração da duplicação deu-se em 27 de abril de 1984 tendo a presença do ministro dos Transportes, Cloraldino Soares Severo. O presidente João Baptista Figueiredo ficou de vir, mas não veio. Estava em final de mandato e já pouco participava da entrega de obras.
A vida como ela é...
Os fatos aqui narrados são inventados. Qualquer coincidência com fatos reais é mera casualidade.
Episódio de hoje
O "malca" do colega espalhou a corneada que seu chefe levou...
Todo mundo tem chifre. A única diferença é que uns sabem,outros não,diz a sabedoria popular.
Num determinado local de trabalho, um chefe pegou um subordinado pra ser testemunha num flagrante de adultério que ele queria dar na mulher.Mesmo casado, o chefe vivia com a mãe, que era dominadora ao extremo. Para poder casar teve que fazê-lo às escondidas.Quando este chefe precisava estender o expediente até mais tarde, coisa que ele fazia com muita regularidade, ele mandava sempre um "emissário"( um colega subordinado dele) à casa da mãe,avisá-la que se demoraria. E o "emissário", levava cada "xixi" da mãe,que,desconfiada ao extremo e cheia de "celos"(ciúmes) achava que o "filhinho" estava com as putas, que ela chamava de "chinaredo":
- Já sei que ele não está no trabalho coisa nenhuma. Está é com o chinaredo,gritava lá do segundo andar a mãe pro "emissário" do chefe que ia levar o " recado" de que ele tardaria no trabalho. E o pior é que o cara,viciado em trabalho, estava nele mesmo...
A mulher do nosso personagem se engatou num motorista de táxi, um superdotado, um"afro-descendente" pra sermos politicamente corretos.O nosso personagem não tinha perdido as esperanças: ele teria feito uma tentativa e deixado sua mulher num terreiro de umbanda pra ver se tirava o " encosto". Mas de nada adiantou.
Então ele partiu pra decisão radical: dar um flagrante de adultério na mulher e ajuizar o divórcio. Assim, pegou um colega como testemunha. Deram o flagrante,claro, mas o colega( que já é falecido) espalhou a história pra todo mundo, como vingança de ter que cumprir aquele " papel".
Motel 1
Ele casado e ela solteira. Ele é muito conhecido em sua cidade. Ela loira, comprometida, estatura média, na faixa dos 20/30 anos e universitária. Segundo o nosso leitor ela era fantástica: seios de
cinema, pernas de bailarina e bumbum de academia.
Num final de semana combinaram usar o domingo à tarde, para uma matiné, num motel entre Lajeado e Arroio do Meio.
Pediram a suíte 8, que para quem não sabe – como eu - tem uma mini-cascata, área de sol, telhado refratável e mais uma série de detalhes que
toda mulher adora. Naquele cenário o nosso galã também levou sorvete,
frutas e bebidas. O namoro tinha começado por volta das 13h e diante de
tantas opções se ampliou para toda a tarde.
Ao voltarem para o carro, que tinha câmbio automático, percebera m que
haviam deixado os faróis ligados e a chave em cima. Conclusão: o carro
ficou sem bateria. Então ele teve de chamar o socorro mecânico. E ela
apavorada, pois em breve tinha compromisso com o namorado, saiu a pé até
a casa mais próxima de onde chamou um táxi. O caso teve um final feliz:
eles continuam se encontrando e ninguém descobriu. O único desconforto é
quando o galã passa pelo mecânico e ele com um papo suave, daqueles de
quem nada quer, tenta descobrir que é a loira cujos encantos descarregam
até bateria de carro.
(extraído da Coluna do Mazzarino – jornal A Hora/Lajeado)
Motel 2
Aconteceu em Santa Cruz do Sul, com apaixonados de Lajeado. Ela com 24
anos, solteira e estudante. Ele casado e muito conhecido na cidade. Ela
de bunda saliente, seios elevados e corpo robusto. Uma máquina, diria o
gaiato.
Foram para o Motel Natura, suíte 24, aq uela com três ambientes. Uma
riqueza de detalhes com banheira parecendo piscina, churrasqueira e duas
garagens. Foi neste cenário que começou o suave murmúrio dos amantes.
Agarra daqui, solta dali, morde, aperta e por ali foi. Enquanto se
curtiam deixaram a banheira com as torneiras abertas que acabaram por
transbordar água pelo chão. E a molhadeira atingiu as roupas espalhada
pelo chão. O que deu para salvar foi apenas a calça e a camisa do rapaz.
Todas as outras roupas do casal ficaram encharcadas.
Diante da crise, pediram uma toalha na recepção e ela voltou para casa
enroladinha. Numa sacola recolheu todas as roupas molhadas e assim cada
um foi para a vida cotidiana.
O problema tomou forma no dia seguinte. A mãe da moça – coisas de mãe -
decidiu lavar as roupas da filha e no meio das peças íntimas dela
encontrou a cueca do nosso galã, o ser que dava felicidades para a fiha.
Conclusão, não existe crime perfeito.
(extraído da Coluna do Mazzarino – jornal A Hora – Lajeado)
Coleguinhas
* De volta a lide depois do "feriadon" do Natal, ouvi,acreditem, às 6h40min de hoje, 29/12, na Band AM, a apresentadora falando: " Temos nuvens de CHUVA em Porto Alegre". Será que existem nuvens de sol ? Ou ela queria dizer um tipo de nuvem que é o cumulus nimbus? O que dizem de bobagens estes "latinha" não tá no gibi. E o que é o pior: ninguém os copidesca.
* Lembrei-me do repórter Nelson Adams Filho( O " Mimomo" ) que tem um jornal em Torres,onde vive. Acho que o nome do jornal é Folha de Torres,algo assim: anos atrás,quando a Guaíba tinha "sal" e o Flávio Alcaraz Gomes apresentava lá um programa, ele entrava diretamente de Torres, nas segundas, dando seus boletins metereológicos e dizendo como tinha sido o findi na " mais bela praia do RS". E Nelson ironizava: " Flávio,hoje temos PANCADAS" de sol aqui em Torres.
* Fiquei orgulhoso de minha terra natal(S.Correa): a Gráfica Serafinense ainda não me mandou um orçamento sobre um livro histórico do município que tenho escrito, porque há excesso de trabalho e não abriram ainda o arquivo. Como se diria antigamente: é por isto que lá vão pra frente...
* Diz o Julinho Pacheco, da Rede Vida,que tempos atrás conheceu Serafina, que o único vagabundo de lá foi mandado embora. Desconfio que se referia a mim...
* Estou lendo de uma sentada o livro do Luis Claudio Cunha sobre o Seqüestro dos Uruguaios: bom resgate de uma época.Recomendo.
As transformações que um bairro
sofreu em 32 anos!

Na minha ficha da ARI, que a Josi Negreiros e a Maria Osmari desencavaram agora há dias atrás, apareço com esta foto aí acima.São 32 anos de diferença,apenas.
O engraçado disto tudo é que em 23 de março de 1977 quando me inscrevi na ARI, sob a indicação do Wladimir Ungaretti Netto, eu morava no apartamento em frente ao que moro desde setembro de 2004.O endereço é o mesmo: Av. Lavras 425. Só troca o apartamento: quando voltei do Peru, com a mulher grávida, fui morar no 304,aquele em que consta na minha ficha de inscrição da ARI. Hoje moro no 303.
Não mudei nada, não subi, nem desci de patamar na vida desde que voltei da minha grande aventura de viver três anos em Lima,que foi uma das melhores experiências d eminha existência.(Apesar de tudo que falaram de mal disto). Me lixo pra conversa alheia!
Quem mudou e muito foi o bairro.
A bela Vista então era uma descampado e acreditem se quiserem: onde está hoje a Pracinha da Encol, era um tambo de leite. Muitas vezes o carro da ZH,onde eu trabalhava nesta época, me pegava em casa(havia este costume) e saímos pela Carlos Trein Filho,passando do lado do tambo de leite.
O Supermercado Febernatti nem existia. Depois é que foi construído.Na minha ficha de inscrição consta como minha " beneficiária" minha filha mais velha, a Renata Marina(nascida em 13.10.1976). Hoje ela é mãe de uma bebê, a Helena,formou-se na mesma faculdade que me formei- a Fabico, da UFRGS- e trabalha na TVE do Rio,onde vive há muito tempo.
Um rio chamado Carreiro
e um primo dorminhoco na noite de Natal!
Virou uma grande zona de lazer a barragem do rio Carreiro, na divisa de Serafina, com Nova Bassano.Vem gente de toda a região. Barracas no camping, gente mergulhando na barragem feita pela ponte, e muito sol com cadeiras preguiçosas. É assim que a turma da região tem passado os verões.
Mas como caminhei várias vezes pela VRS-351 - os 10 km de asfalto que ligam Serafina ao Rio Carreiro - fiquei triste e chocado pela má educação do nosso povo. Atiram de tudo à beira da estrada, de garrafas de refri, a latas de cerveja.
Foi legal ir a Serafina,pegar belos dias de sol, noites fresquinhas,quase frias.
Na noite do Natal,depois de comer em casa -sem festa nenhuma, mas uma jantinha honesta e sincera - fui na casa do primo Calixto Stefenon( o " mala-mor") como eu e meu irmão Paulo o chamamos.Depois da troca de presentes, lá pela 11 e meia da noite, ele " sumiu". Descobri depois que o dorminhoco não resistira e fora curtir o sono dos justos deixando familiares e convidados tomando umas 30 champagnes.Ainda bem que seu irmão Beto fez as honras da casa e bebemos até a uma e meia da madrugada.
Em Serafina, PP assume depois
de 12 anos do PMDB!
Tomará posse no dia 1/1/2009, no Clube Gaúcho, as 18 horas, o novo prefeito de Serafina Correa, Ademir Presotto, que sempre foi ligado a este partido. No começo dos anos 70, ele foi vereador da cidade pela antiga Arena. Coligado ao PT, venceram a eleição em que o PMDB se debadeu com o natural desgaste por estar 12 anos à frente do município e também por causa de uma CPI da compra de remédios que corre na Câmara Municipal.
Há, como sempre, no interior, muita " fofoca" de tudo. Uns dizem que o prefeito que entrega o cargo, irá " preso". Não sei porque.O problem a,segundo este diz que diz seria a compra de remédios pela Secretaria da Saúde. Não há nenhum processo contra ele,até onde eu saiba.
Mas como não costume brigar com a notícia,sabe como é...
Em Guaporé., ao lado de Serafina ( dois municípios que ficam na Encosta Superior do Nordeste, na região colonial) o Fernando Postal levou uma " surra" do atual prefeito,Spiller. Postal continua no seu cargo numas das diretorias do Banrisual, ao invés de governar de novo a cidade onde já foi uma vez prefeito.
As " brigas" do PDT
na formação do secretariado.
Tenho uma fonte razoável dentro do PDT. Boa,até diria. Peguei-a com a mão na chave da porta na última quarta,dia 24/12,indo pra praia,como todo mundo. O que tirei dela:
O prefeito José Fogação(PMDB) queria um técnico na SMED. A secretária que foi nomeada é ligada ao vice-prefeito José Fortunatti.
Juliana Brizola( que não está mais grávida, perdeu o bebê) eleita vereadora pelo PDT da capital não emplacou na SMED, mas colocou o marido na Secretaria da Juventude.
E três suplentes de vereador do PDT " subiram". Nereu DÁvila, que assumirá uma secretaria( mas que precisa assumir sua cadeira de vereador para assumnir na secretaria,assim ele toma posse dia 1/1/2009 e no mesmo ato se desincompatibiliza pra assumir a secretaria) outro suplente chamado é o Dr. Chaves e por fim Erwino Besson.Neusa Canabarro está lá atrás, na fila dos suplentes.
Coleguinhas
* Na quarta passada,dia 24/12,véspera daquela noite que eu detesto( arghhh,ainda bem que só daqui há um ano),estava me preparando pra ir a Serafina( La Ùndeze) com minhas irmãs e falei com o advogado Marco Antônio Campos que cuida do processo do José Luis Prévidi. Ele me informou que o juiz havia " dado uma canetada" ou seja derrubado a queixa-crime que o Armando Burd move contra Prévidi. Burd,ou seu procurador, alegava injúria e difamação porque quando ele saiu do Correinho Prévidi escreveu em seu site que o Burd tinha uma " lista negra" de políticos que não entravam no seu programa da rádio Guaíba.
Bom, me explicou Marco Antônio Campos, Burd ainda pode recorrer da liminar.
*Também vi o especial de Natal, do RC.Botaram de tudo um pouco pra agradar a todo mundo...Passa ano e entra ano, e o especial dele sempre emplaca na Globo.Só que o público é feito cada vez mais de velhotes,como eu.
*Caco Barcellos, do " Profissão Repórter", da TV Globo, passou o Natal em Londres,com a família, onde tem casa.
* Dias antes do Natal li na coluna do Ancelmo Gois, no O Sul,que um show na favela da Rocinha,no RJ, com a presença no palco da atriz Juliana Paes,teria tido a presença de traficantes. Bom, se é assim...
Memória da Imprensa
Profissão estressante, às vezes
o jornalista encontra a morte
no local de trabalho


No meio da tarde de um dia de semana n segunda metade da década de 70, o repórter Otálio Camargo, o " Missioneiro" atendeu o telefone da sala de imprensa do aeroporto Salgado Filho. Do outro lado da linha, o editor-chefe de Zero Hora, Carlos Machado Fehlberg pediu para falar com o repórter Aldo Schmitt, setorista de aeroporto do jornal. A conversa que houve entre Aldo e Fehlberg Otálio não pode escutar, é óbvio. Mas o que ele viu foi que depois de desligar o telefone, o colega comentou que Fehlberg estava lhe cobrara uma matéria que havia saído com o deputado federal do PDS Nelson Marchezan nos jornais da Caldas Junior,então a principal empresa de comunicação concorrente da RBS no Estado." Marchezan não podia passar pelo aeroporto e nós não entrevistá-lo" lembrou Otálio Camargo.
Aldo,um "catarina" morador de Canoas, que era cardíaco e que fizera uma cirurgia de reparo no coração, sentiu-se mal no serviço, foi levado a um pronto socorro da cidade, mas faleceu ainda naquela tarde." Foi um choque para nós" lembra seu colega Otálio Camargo. Aldo viera de Santa Catarina para exercer a profissão de jornalista e tinha trinta e poucos anos.
Em homenagem ao colega morto praticamente dentro da sala de imprensa do aeroporto Salgado Filho, a Infraero - a estatal que administra os aeroportos brasileiros - aceitou a sugestão dos colegas e colocou o nome de Aldo Schmitt na sala. Hoje, com o aeroporto novo, ela não funciona mais.
Discussão com vereador
acaba em morte
na Câmara Municipal
Foi numa sexta-feira de tarde, no inverno de 1996 quando todos se preparavam para encerrar o expediente que o veterano Coi Lopes de Almeida, filho do deputado Naio Lopes de Almeida encontrou a morte dentro dos corredores da Câmara Municipal de Porto Alegre.
Fernando Goulart, hoje aposentado, lembra como foi:
- O vereador Luis Negrinho solicitou um fotógrafo para um bairro que ele compareceria no sábado mas acontece que sendo tarde os fotógrafos já tinham sido escalador para outros serviços no fim de semana,lembrou Fernando que também chefiou a imprensa do legislativo municipal.
Coi discutiu com o vereador Luiz Negrinho pelo telefone. Como não chegaram a um acordo, ele saiu de sua sala e foi até a sala do vereador Negrinho para ver se conseguiam se entender sobre como resolver o assunto do fotógrato. Coi sentiu-se mal quando saiu do gabinete de Luiz Negrinho porque dentro dele se havia alterado muito e caiu no próprio corredor. Foi socorrido pelo serviço de enfermagem e dos médicos da própria Câmara Municipal mas chegou morto ao HPS.
Coi Lopes de Almeida fora um dos fundadores do jornal alternativo Pato Macho que circulou em Porto Alegre no começo dos anos 70.
RBS faz proposta ao jornal O Informativo do Vale
O Grupo RBS está interessado na compra do jornal O Informativo do Vale,
de Lajeado. A informação foi confirmada na tarde de quinta-feira, pelo proprietário do diário, Oswaldo Carlos van Leeuwen.
Ele disse a este colunista, por celular, que a proposta foi feita no mês
passado. Argumentou que pode aceitar, rejeitar ou ainda construir uma
parceria entre as duas empresas. O próximo encontro deve acontecer em março.
A RBS pretende investir em mídia impressa no Vale do Taquari, a partir de
Lajeado e na Metade Sul, tendo por sede Pelotas. Em Santa Cruz do Sul, a
iniciativa foi descartada momentaneamente. Em período recente o grupo
estudava a possibilidade de adquirir um jornal na cidade de Rio Grande.
Com três dÍ cadas de atuação, o jornal O Informativo do Vale, atinge os
33 municípios do Vale do Taquari.
ARI homenageia os
" oitentões"
Numa solenidade simples, mas carregada de emoção,nostalgia e lembranças a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) homenageou no sábado passado,dia 20/12 com um certificado alguns jornalistas que mesmo passando dos oitenta anos - chamados na ocasião de " oitentões" - continuam em atividade.A ARI comemorou em 2008 73 anos e os 50 anos do Prêmio ARI de Jornalismo. Dois dos ganhadores da primeira edição do Prêmio Ari, Flávio Alcaraz Gomes e Remi Gorga Filho ainda vivem.
Houve uma homenagem pós-morte ao jornalista Luís Osório Teixeira, o Barão, que durante 30 anos publicou o jornal Krônica e que faleceu em 2008. Ele foi representado na solenidade pela filha e pela mulher, Lea Teixeira.
Os homenageados foram Antônio Carlos Porto( presidente do Conselho Deliberativo da ARI)l, Jayme Copstein( que saiu em seguida porque iria dar uma palestra)Rayl Quevedo, Claúdio Candiota( o mais antigo deles todos, pois está com 87 anos),Wilson Rocha Muller, que mesmo adoentado compareceu,Sérgio da Costa Franco, Segundo Brasileiro Reis,Jorge( o Jorginho) Mendes,o fotógrafo Leo Guerreiro.Cada um deles recebeu uma reprodução de sua ficha de filiação a ARI.
Muitos deles falaram,alguns se emocionaram e Flávio Alcaraz Gomes se disse um " sobrevivente". Já Lea Teixeira revenceriou a memória de Alberto André, desaparecido em 2001,porque,segundo ela, o falecido presidente da ARI sempre deu muita proteção ao dono do Krônica para que ele pudesse fazer seu jornal. Foram ao todo 501 edições do Krônica. Ela não informou se o jornal terá ou não continuidade.
Wilson Rocha Muller quando foi entregar o diploma a Segundo Brasilieiro Reis disse que era " Cruz Alta entregando o troféu a Passo Fundo".
O presidente da ARI disse que escolheu justamente a última reunião no bar social para prestar esta singela homenagem aos "oitentões" que continuam em atividade.
Poema
Sérgio da Costa Franco pediu licença ao final para ler um poema de seu falecido irmão Flávio,escrito em 8 de setembro de 1966,ou seja,quando ele,Sérgio,tinha 38 anos e o autor do poema estava na casa dos 50.
Eis o poema:
Em revide a um tal soneto,
saco logo a boleadeira,
prá bolcar na polvadeira
um piá que, no Erechim,
com manhas de graxaim,
vem gozando a minha caveira.
Galo velho dá bom caldo,
tronco antigo tem mais cerne.
Não perfura o bicho berne
o couro do boi taludo
e ao bagual bem colmilhudo
não há rédea que governe.
Tambeiro não abre sulco
em campo nunca lavrado.
Só se larga de parado
cavalo velho cancheiro
e moço só tem dinheiro,
quando o pai é afortunado.
Boi velho é bom de trabalho,
boi novo só para o abate.
Porongo só dá bom mate,
quando maduro e curtido,
e galo, só bem batido,
chega na rinha ao remate.
Cangica de pouco fogo
só pode dar caldo ralo.
Bota velha não faz calo,
nem chapéu vinco na testa
e, no bolicho ou na festa,[
a cana velha é um regalo.
Garanhão velho e teimoso
escarapeteia e relincha,
bancando Mané Garrincha:
muito drible e pouco golo.
Resta-me,ainda, o consolo
de ter a pança na cincha.
O cabelo inda está preto,
embora vá raleando.
Os dentes vão se agüentando,
sem terceira dentição.
É só assoprar o fogão
que a brasa vai se alertando.
De resto é a china quem sabe
e o melhor é que não se diga.
Discreção é boa amiga,
em assunto de casal,
mas, com geléia real,
até cuchincho dá briga.
Assim, entro na velhice,
sem tristeza e sem desdouro.
Mais umas rugas no couro,
da vida mais experiência,
já busco nova querência,
no rumo do matadouro.
E, enquanto o inverno não vem,
com pampeiro e com geada,
dou da vida uma risada,
pois é mesmo para rir:
tanta dor para parir
e não parir quase nada.
Das mil mulheres que amei,
Sobrou apenas a minha.
Das esperanças que eu tinha,
um pescuelo furado.
O eito do meu cercado
inçou de erva daninha.
Passaram cinq2üenta anos,
sem que eu me desse conta.
No poente já desponta
um vermelh~´ao de sol posto.
É só esperar pelo agosto,
que o gado velho reponta.
E, para fim de conversa,
bom negócio se afigura:
sem bancar o caradura,
proponho, nestas sextilhas,
o teu prato de lentilhas
pela primogenitura.
É verão



No domingo,dia 21/12,às 10h04 min, iniciou o verão no Hemisfério Sul. Já deu pr anotar que Portinho está a meio pau. Todo mundo pras praias,como se dizia lá em Serafina.Publico três fotos do fótógrafo Vitor Teixeira, que foi da Folha da Tarde e do Correio do Povo, mostrando o que era o verão nos anos 60 e 70. Pode-se ver pela indumentária, que os costumes eram outros....
O " espírito do Natal"!
Mas afinal o que é este "espírito de Natal", de que tanto falam? Nos últimos dias tenho visto gente reclamando que os cartões de Natal estão sendo trocados por mensagens via internet. Antes reclamavam dos cartões de natal. Vi alguns colegas reclamando que nos encontros pra comemorar os finais de ano das entidades só dão panetone e agenda.
O ser humano, como diria aquele filósofo de botequim, sempre será um insatisfeito.
Quanto a mim, meus melhores natais foram aqueles que passei em paz,sem tumultos.Nunca me interessaram muito os presentes.Até porque raramente dou presentes. E quando quero dar, não preciso esperar o Natal.
O Natal pra mim se tornou uma grande convenção. Como tudo o que é convenção, é um comportamento de manada. O chamado " espírito nobre" do Natal foi muito bem pego pelo comércio que o transformou na sua grande data de vendas...
Tenho alguns natais inesquecíveis. Afora os de quando éramos crianças e que um carrinho e uma bolinha de futebol,de plástico, fazia um sentido enorme, uma bola nos deixava loucos de alegria, também de adulto passei bons natais.Quando morei em Lima,no Peru, nos anos 70, uma vez, trabalhei até as 22 horas do dia 24/12, numa padaria. Depois peguei alguns panetones e outras comidinhas e com aquilo fui fazer uma bela ceia de natal na casa onde estava passando um tempo.
Lembro-me de algumas perdas,também.Numa manhã de Natal, meu pai e minha mãe acharam uma vaca morta no estábulo por causa de carbúnculo.Aquilo deixou a todos entristecidos. Não podemos comemorar muito, apesar de termos ganhos os presentes.
Natal triste foi quando ficamos sabendo que quem nos dava os presentes eram os pais. Meu pai ia à missa da meia-noite,quando ela era à meia-noite,comprava os presentes e a gente nem desconfiava.A primeira decepção a gente nunca esquece...
Na Bela Vista,
procuram um papagaio "fujão"!

Já tinha visto muita coisa na vida e agora mais um pouco:na Bela Vista um papagaio fugiu e agora está sendo procurado com recompensa em grana. A região do entorno da pracinha da Encol está coalhada de cópias do papagaio que atende pelo nome de Ludovico e que pertence a pizzaria Nono Ludovico. Ele "fugou" como diria aquele anotador de ocorrências policiais do postinho do HPS.
Memória da Imprensa!
As matérias ( tristes) a respeito do Natal

No ano passado, fiquei sensibilizado com um comentário que a colega Rosane de Oliveira fez em seu blog com o título de " Porque não gosto de Natal". Durante algum tempo pensei em preparar um resgate das matérias que foram feitas nos últimos anos a respeito de natais tristes.Lembrei-me especialmente de uma feita pelos colegas Carlos Wagner e Cari Rodrigues, na noite do dia 24/12/1987 para a ZH. A pauta foi da chefe de reportagem Núbia Silveira que disse que se inspirou numa matéria semelhante que a TV Globo de São Paulo fizera anos antes. Só que a TV Globo contratou atores para fazer os papéis,enquanto que na ZH quem teve que desempenhar o papel foi um casal de repórteres. Lembrei que eles se vestiram de retirantes e começaram a bater nas casas, na véspera da ceia de Natal, à procura de auxílio porque ela estava grávida( no caso, a Cari, que fazia papel de Nossa Senhora) e do Wagner, que fazia o papel de S. José.
Principalmente nos bairros mais abastados, Wagner e Cari não encontraram nenhuma solidariedade. Recordo deles no dia seguinte,dia de Natal, na redação contando que em algumas casas foram até mal recebidos com gente resmunguenta dizendo:
- Vão embora daqui, que tou preparando a minha ceia de Natal.
Conversei dias atrás com a Cari Rodrigues,que agora está trabalhando na assessoria de imprensa da Secretaria da Justiça e Desenvolvimento. Anos atrás ela esteve na revista Época, na Folha de S.Paulo e no Globo.Pegou um cacoete feio, no meu entender. Se refere à gente por " você" e não por tu, como o gaúcho faz.
Cari lembrou-se que a pauta deveria ser feita pela Tais Bretanha( no ano anterior a Tais tinha feito matérias sobre Natal,em geral e principalmente uma boa matéria de três meninos que tinham conseguido algo que muito desejavam do Papai Noel).
" Começamos pelo bairro Três Figueiras" recordou a Cari Rodrigues.Ali, pelo seu relato na matéria, feito na primeira pessoa, eles não foram muito bem recebidos. Mesmo sendo no final da década de oitenta, já havia muito medo de assaltos.
Cari lembrou que teve que arrumar a " barriga" e para isto procurou uma costureira. Como fazia muito calor, ela ficou numa situação desconfortável.
Rindo bastante desta matéria, apenas me pediu para não ser muito debochado.E classificou a matéria como da série: "as histórias que vivi".
Repercussão
Publicada no dia 26/12/1987, com chamada de capa, a reportagem teve bastante repercussão porque mostrava a hipocrisia do Natal, bom nenhuma novidade quanto a isto.
Mas Wagner e Cari( ou S.José e Maria) na reportagem encontraram alguma solidariedade.Em alguns locais de gente mais humilde, pararam de fazer o que faziam - naquela hora a maioria preparava a ceia de natal - e algum copo de água receberam.
Eles diziam ser um casal vindo do interior a procura de um local pra passar a noite e que a mulher já estava pronta pra parir. Ninguém queria saber muito daquela situação. Mas o que a reportagem diz é que ninguém se ofereceu pra pagar,por exemplo, a hospedagem num hotel.
De longe o fotógrafo João Carlos Rangel , o Joca, fotografava tudo. Em algumas situações, Rangel ainda podia ouvir os comentários das pessoas que haviam apenas sido abordadas. E passava estes comentários para Wagner e Cari que depois colocaram na matéria.
Estranhamente, a matéria não ganhou nenhum prêmio!
Mas chocou muita gente pela sensibilidade,tanto de quem a mandou fazer, como o desempenho dos repórteres.
Maristela Bairros
Jornalista

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Eu X Eles
Coleguinhas
Mendelski recebeu lições de etiqueta de Aristides Germani durante
viagem à China
Rogério Mendelski,apresentador do programa Agora, da rádio Guaíba estava contando estes dias no ar que ninguém conhece etiqueta tanto quanto o jornalista Aristides Germani Filho, chefe do protocolo do Palácio Piratini.
Nascido em 15.12.1941, em Porto Alegre, Aristides é filho de Aristides Germani e de Alzira Maria Germani.
Aristides Germani já trabalhou nos Moinhos Germany, mas ocupou também a chefia do serviço protolocar da Assembléia Legislativa do RS e as mesmas funções no Palácio Piratini,durante vários governos.
Edson Brum ressalta reajuste dos defensores públicos
Por: Celso Bender Mtb 5771 | PMDB 16:47 - 19/12/2008
Foto: Guerreiro / Ag AL

O líder partidário do PMDB, deputado Edson Brum, comemorou a aprovação, por parte da Assembléia, do reajuste para os defensores públicos. O parlamentar já havia subido à tribuna, em duas oportunidades, dias atrás, cobrando o cumprimento do acordo do Legislativo com a categoria. "Nós temos tradição no Rio Grande do Sul de cumprir aquilo que tratamos, e foi feito acordo, ano passado, depois refeito em março, que parecia que não seria cumprido. Por isso a importância desta votação", disse o deputado.
O projeto de Lei nº 291/08, que prevê aumento de 33% aos defensores foi aprovado por unanimidade em sessão plenária. Edson Brum parabenizou aqueles que votaram a favor do projeto. "Estão de parabéns os deputados, o governo que soube ceder e, principalmente, os defensores que não desistiram, perseveraram e conseguiram melhorar aquilo que para mim está muito mal, que é o salário dos defensores, porque é a categoria que menos recebe em relação as demais categorias jurídicas", defendeu Brum.
Eu X Eles
Coleguinhas
Conhecido como o produtor do " Mendes", Roberto Rodrigues está em Brasília há anos
Roberto Menezes Rodrigues formou-se pela Famecos e tornou-se conhecido entre os colegas como o produtor do programa " Atualidade" do Mendes Ribeiro,(falecido) na rádio Gaúcha.Nascido em Porto Alegre em 15/12/1948, Roberto Rodrigues trabalhou também na rádio e TV Difusora. É filho de Carlos Rodrigues e de Rosenda M. Rodrigues.
Coleguinhas
* Não sei não, mas acho que o processo que o Armando Burd move contra o José Luis Previdi o está deixando jururu. Pelo menos assim o vi, na sexta, no brunch do Banrisul. O " cabeça" geralmente muito brincalhão, não estava legal.
* Já passei por isto em 1995, bem no finalzinho do ano. É chato pra caramba. E ainda por cima com os "amigos" passando por ti e te dizendo baixinho: " já sei onde vais trabalhar, vais fazer a Voz do Cárcere".
* Como o " Cabeça" é estreante em processos, é compreensível que esteja chateado. Já isto não ocorria com o José Barrionueveo. Segundo um jornalista de São Paulo, que está pesquisando sobre o assunto para um livro Imprensa X Judiciário, "Barrio" quando estava na imprensa, era o segundo jornalista mais processado do país.
* Já o professor Wladimir Ungaretti, da fabico, me informa que os dois colunistas que mais sofrem processos no país são o Juca Kfouri e o Cajuru. Ninguém ganha da Elvira Lobato, da Folha de São Paulo, que apenas em 2008 recebeu cento e tantos processos todos movidos por causa de uma matéria sobre os 30 anos da Igreja Universal do Reino de Desu(IURD).
* O Livro Rota 66, a história da Polícia que mata, também rendeu inúmeros processos movidos por policiais contra seu autor, Caco Barcellos. A coisa funcionva assim: assim que terminava um processo, outro policial ingressa com outro. Uma vez quando o Caco morava em Londres, um oficial de Justiça conseguiu notificá-lo na porta do avião,quando ele embarcava de volta para a Europa.
* Caco,sabidamente, já gastou muito mais em advogado do que ganhou com direitos autorais do Livro Rota 66.
Coleguinhas da sala J.C. Terlera, a já conhecida "salinha"
vão comemorar o fim de ano

Inaugurada no ano passado,23.05.2007, a sala J.C. Terlera, na Assembléia Legislativa do Estado, veio suprir uma lacuna, a dos jornalistas, que não tinham onde bater suas matérias,ou que perambulam pela casa atrás de notícias. As duas situações são válidas. Pra poder acessar a sala, tem que passar por uma " muralha" que é Rosa, mas depois de uma boa conversa chega-se a um dos quatro terminais da já conhecida " salinha".Como os terminais são considerados umas " carroças", às vezes, um caí,outro pula pro google,sem que ninguém tenha pedido deletando toda a matéria que o cristão já tinha redigido a duras penas. Um dia eu escrevia pro meu blog e quando ouvi foi um grito da Jenefier, do NH, que também escreve suas matérias na sala J.Carlos Terlera.
O computador, um " bandido" segundo a repórter acabara de lhe " tragar" vorazmente toda sua matéria.Teria que refazê-la e estava com o dead line.
Vez que outra vê-se uma senhora alta,de óculos,gravando em voz alta. Tem gente que acha que a mulher está pirada. Que nada, é a Ieda Risco gravando um boletim pra rádio ABC,onde trabalha.
Dá de tudo um pouco, na já apelidada de " salinha". A Rosa a abre às 8h30min e os computadores começam a ser desligados por volta de 18h15min.
Pois então, já formou-se uma "turma" da salinha A.J.Terlera. Entre amizades e inimizades, a Rosa convocou todos os diferentes pruma janta,cujo convite foi redigido pela Regina Oliveira, outra freqüentadora da sala, que , quando a contratam, faz frilas.
Telecentro da Câmara será inaugurado nesta segunda
O Telecentro Paulo Freire da Câmara Municipal de Porto Alegre será inaugurado nesta segunda-feira (22/12), às 16h30min. O novo espaço, localizado no térreo, ao lado do Memorial da Casa, tem como objetivo oferecer para a comunidade acesso à rede mundial de computadores, através de cursos e oficinas, além de possibilitar o uso dos terminais para execução de trabalhos, pesquisas ou aprendizagem.
A Câmara, através da Escola do Legislativo Julieta Battistioli e do Telecentro, em parceria com a PROCEMPA - Projetos Sociais, dará início às atividades do espaço com cursos de capacitação digital, que terão início no dia 5 de janeiro de 2009, das 8h30min às 14h30min. Inscrições e informações na Central de Atendimento, através do telefone 3289.6391.
Assessoria de Imprensa CMPA
Um Feliz Natal e um grandioso Ano Novo e o desejo do Fotógrafo Alfonso Abraham

Abçs
Espanhol
www.espanholfotos.blogspot.com
Deputado Cassiá Carpes é o parlamentar com maior número de presenças na Casa

Com o final do ano legislativo, que se nesta segunda-feira (22), o vice presidente da Assembléia Legislativa, deputado Cassiá Carpes (PTB), é o parlamentar com maior número de presenças, tanto no plenário como nas duas comissões que representa. Durante o ano de 2008 foram 122 dias de plenário e 39 encontros tanto na Comissão de Finanças quanto na Comissão de Direitos Humanos. Pelo segundo ano consecutivo Cassiá demonstra que é possível conciliar a vida pública da vida privada sem prejudicar uma ou outra. " Quando entrei na política sabia que enfrentaria muitos desafios e um deles era representar os meus eleitores com seriedade no parlamento", lembra o deputado.
Coleguinhas
Ranking dos processos no momento:
Políbio Adolfo Braga, do site políbiobraga.com interpela judicialmente a repórter Adriana Irion, da editoria Política de ZH.
Armando Burd, da Band AM, processa o editor do site www.previdi.com.br, José Luis Previdi.
O fotógrafo Ronaldo Bernardi, da ZH, move processo contra o professor da Fabico, Wladimir Ungaretti Neto.
* O repórter Claudio Candiota, que foi do Diário de Notícias e de A Razão, de Santa Maria(RS) aos 86 anos ainda comparece a solenidades. Ontem,dia 19/12 esteve no brunch do Banrisul,quando foi apresentado um novo produto. E na quarta-feira,passada,dia 17/12 foi à entrega do Prêmio ARI de Jornalismo,quando foi homenageado.
* Joabel Pereira, da imprensa do Palácio Piratini,está se mostrando um excelente "repê": no almoço de fim de ano, na quinta-feira,dia 18/12,colocou o apresentador Rogério Mendelski,do Bom Dia, da Guaíba,sentado na mesa da governadora Yeda Crusius. Por sinal, Mendelski foi o único jornalista presente que teve esta honraria.
* No brunch da sexta,dia 19/12, no Banrisul, a titular da Página 10 da ZH, Rosane de Oliveira chegou quando o presidente do banco,Fernando Lemos iniciava o speech. Ela sentou na mesa da entrada do salão Nobre do banco. Em seguida, a colocaram numa mesa mais próxima da diretoria do banco.
* Ricardo Stefanelli, novo editor-chefe de ZH,chegou ao brunch do Banrisul dia 19/12 já no final. De estilo estrovertido, foi cumprimentado os conhecidos. Bem diferente do jeito de ser do Marcelo Rech, que não é muito disto.
* Leonardo Meneghetti, diretor da Band AM,sentou na mesa principal,tendo ao seu lado os comentaristas do Jornal Gente, Affonso Ritter e Fernando Albrecht, o popular " Cascatinha".
* Me impressionei com a simplicidade do Bibo Nunes. Não botou máscara por ter ganho um prêmio ARI no último dia 17/12/08. Eu sei que não precisava botar máscara, mas tem gente que bota pra c...quando ganha alguma coisa, ou mesmo não ganha nada. Fica se achando...
* Ataídes Miranda, novo gerente de Jornalismo da rádio Guaíba, imprime novo estilo à radia,como se diz lá fora. Na verdade, os veículos são a cara de quem os faz...O anterior era casmurrento que vou ti contá...
* Ao observar alguns presentes,dia 19/12, no brunch do Banrisul, lembrei-me mais do que nunca do dito aquele: "eu sou você amanhã".
* Não se tem visto nenhum papacoquetel nos eventos do Banrisul.O Danilo Ucha me disse estes tempos que eles estão " irrompendo " em almoços da imprensa. Mas no Banrisul a porta está fechada pra eles...
* Falar em Danilo Ucha,lembrei-me de uma frase dita por ele uns tempos atrás num dos almoços oferecidos aos jornalistas pelo banco na Expointer: aqui,disse o Danilo prum conhecido meu, quem não tem anúncio do Banrisul está pedindo...Toing.....
* O produto Anuário da Imprensa, que vem sendo editado há algum tempo pela Associação Riograndense de Imprensa(ARI) poderá ter em 2009 um concorrente: chamaria-se Guia da Imprensa do RS e teria uma parceria importantissima ligada à comunicação.
*Conselho que dou aos olho grande uma frase que vi numa traseira de um caminhão,tempos atrás:" não inveje,trabalhe!".
" Se eu não conhecesse o Emílio desde 1970, não ia entender o que ele quis dizer nesta carta. Parece troca de acusação de comadres mas estou publicando porque o teor da carta do Emilio é também o testemunho de toda uma época e de uma parte da geração daqueles tempos que além de ter que ser resgatada, precisa ser revista e menos " condenada" como o foi no passado. Aproveito pra publicar três fotos( a prova do amor do missivista com o jornalismo foi ter-me enviado estas fotos, porque elas são jornalisticas pra caramba) que o Emílio teve a gentileza de me mandar. As fotos são importantes porque foi um encontro casual numa das tantas vindas do Caco Barcelos a Porto Alegre,quando ele residia em Londres,tempos atrás. Fomos ao Barranco e lá estava o Luis Fernando Verissimo.Os leitores não devem se importar com os termos " agressivos" que o Emilio usa ao meu respeito.
E nem precisam me defender. Isto eu aprendi. Se o Emilio( que a turma chama,ou chamava de " Black") está indignado pelas duas ou três coisas ditas aqui sõbre o Dluct,sobre os " falsos heroismos" daqueles tempos, imagino o que será quando vier a lume meu livro(já escrito) que se chamará:" A noite em que abdicamos da luta armada: encontros e desencontros de uma geração nos anos 60,70,80 e 90.)Espero uns 15 processos. Já tenho advogado de plantão! O editor.



Olides Canton: fiquei de alma lavada com o que a Helô escreveu aí nesse teu blog-grogue. Clara, cristalina e sintética ela recuperou bem algumas questões históricas. Reconheci de imediato a menina que me encantou na primeira vez que a vi, maravilhosa, sensível e muito bem informada. Gostava de Cat Stevens, James Taylor ("Fire and Rain"), e foi a primeira a me falar de sci-fi, Ray Bradbury e era inteligentíssima. Ia para a economia, mas acho que contribuí bastante para que ela mudasse os rumos da sua vida (que por sete anos esteve ligada à minha), inclusive indo para São Paulo. Ela morria de medo de ir para lá porque tinha asma, mas mesmo assim foi, como também embarcava nas minhas loucuras de cair na estrada, ir para a Bahia de carona. Foi uma grande companheira, que me pegou em bons momentos, mas em péssimos também. Há muitos anos não sei dela, mas sei que está bem e não poderia ser diferente. Ela sempre foi uma batalhadora e, principalmente, vencedora. Lembrei logo dela quando li as atrocidades que escrevestes sobre o "Dluct". Pensei, puxa vida, ou o sujeito está mesmo muito sequelado, ou é maldade. Fiquei feliz de ver que ela ainda tem muito claro o registro daqueles tempos. Só para refrescar essa tua caixola cansada, quero te dizer que desde 67 eu já vinha metido com essa coisa de jornal, já conhecia o Marcão, o Jefferson (a quem apresentei a todos vocês), o José Onofre e muitos outros. Eu já era fascinado por Hemingway, Jack London, Steinbeck, George Orwell ("Lutando na Espanha"), John Reed. Então no Julinho já cheguei fazendo um jornal. O mesmo Julinho onde eu sentava do teu lado, levando livros, jornais, porque precisávamos "ganhar" quadros para o movimento estudantil. Era, deves lembrar, um grande cdf e carola que veio para fazer direito ou economia, que acabei apresentando para os outros, principalmente o Licínio. Então, não por ti, mas ao teus leitores faço alguns reparos, agora respaldado pelo inequívoco e da mais alta credibilidade, depoimento da Heloiza. Chega um dia o Carroça (Luís Antonio Maciel, filho do Laury Maciel, que vim a ler mais tarde, exímio contista) e me diz que tinha um sujeito lá na engenharia da PUC que queria fazer um jornal. Tínhamos o nosso grupo, sem dinheiro e desperado para fazer um jornal. Peguei o Licínio e o Caramez e nos jogamos pra lá. Era o Caco, que era o presidente do diretório acadêmico da Matemática (e não engenharia) da PUC. Ele e mais uns tipos inexpressivos queriam fazer um jornal com piadinhas, cartuns, curiosidades, etc. Quebramos o pau, ficou aquela coisa de nós contra eles. Fui de Marcuse para cima do Caco, que acabou sendo seduzido pela nossa proposta. Daí partimos para o DLUCT, que como bem frisou o Helo, teve em mim um dos principais idealizadores. Ela recuperou bem uma imagem que rodou nitidamente na minha memória: ficava fazendo o past up do jornal na madrugada; o jornal era todo artesanal. Eu datilografava as matérias, colava e montava as páginas. E inventava uma diagramação totalmente undergound, já que eu não seguia os padrões das paicas e cíceros. Até coluna de cabeça para baixo eu botava. Depois é que chegou a Mariazinha, meu caro. Acho bem complicado tu escrever sobre história, fazer esses resgates só na memória, sem pesquisar e, principalmente sem ouvir fontes e checar. Regras básicas que não cumpres, por isto o teu grogue, ôpa, o teu blog tem tantos erros e informações equivocadas - sem falar de outras coisas, como texto e revisão. O resto é o que se sabe, ganhamos Caco e fomos morar junto na "baia". Aliás, a Sandra - a quem recebestes da maneira mais desagradável possível (deselegante é muito pra ti) quando te apresentei para ela, conta muito bem estes episódios no livro. Ela inicialmente ia escrever apenas 10 páginas introdutórias sobre a vida do Caco, já que é um trabalho acadêmico, mas mostrei para ela que era imprescindível falar da infância e da adolescência dele no Partenon para que ela pudesse localizar as origens e identidades da escolha dele de falar sobre violência. Aí apresentei a Neusa, irmã dele, e abri o Partenon, a Folhinha, etc. Tempos atrás, jantando com o Caco num restaurante italiano em São Paulo, ele me disse candidamente: "Sabia que foi com você que eu aprendi a trabalhar"? Ele se referia a algumas matérias que fizemos juntos, principalmente uma chamada Opinião Pública, quando subimos o morro São José, no Partenon e arredores entrevistando pessoas com meu velho e pesado gravador - única ferramenta de trabalho que tínhamos. Heloiza foi muito parceira nessas noites. E tinha muitas outras pessoas: o Jorge Freitas, o Décio Antunes, o Darta, o Celso Velusa. Depois o Jefferson abriu caminho para o Caco na Folhinha, assim como abriu São Paulo para o Caramez, para ir trabalhar na POP. O 'Patinho" se encantou com um texto brilhante que o Caramez escreveu -hoje um excelente poeta (quer, eu te mando uma resenha do Leo Gilson Ribeiro sobre ele) e um dos mais ativos produtores culturais do país - não sei o que tens contra ele, que sempre estás torrando o cara. Pô, somos companheiros de quatro décadas, o que cada um tem provar para o outro ainda? Atravessamos os mais duros caminhos, com erros, acertos,cabeçadas, mas estamos aí, quase sessentões e ainda estas pequenezas?
Mas para mostrar que tens ainda algum crédito comigo, estou te enviando essas fotos de tempos atrás feitas pelo meu filho e minha ex-mulher Cristiane Löff, quando te convidamos para compartilhar esses momentos com a gente numa das vindas do Caco aqui. A foto do Caco, do LFV e tua, foi feita pelo Fábio, meu filho, lá no Barranco. A outra é lá na casa da Cris, e a morena, claro, é a Madalena.
E outra correção: não é Ruaniquito o nome do lendário personagem de Ipanema que o Chico Caruso te falou; é Roniquito Chevalier, sobre quem saiu uma biografia recentemente. Mas não se canse, basta ler o verbete que o Ruy Castro escreveu sobre ele em "Ela é Carioca" para saber que foi a figura. Ou ler alguns exemplares do Pasquim dá época. Se quiseres, te empresto.
É isso, meu caro, devagar com os cristais nesse teu estilo elefantino.
Emilio Chagas
Discordo totalmente do teu comentário sobre a coluna do Juremir Machado da Silva, do dia 4/08/2008.
Considero — eu e todos os que sabem reconhecer um talento — o Juremir um cronista de primeiríssima linha, com o qual muitos desses que estão por aí têm muito a aprender, inclusive os premiados.
Ninguém o bate em texto. A maneira como ele coloca os fatos, com transparência, verdade, franqueza, objetividade, e sem temor conquistam os leitores do CP, e os tornam seus fãs incondicionais.
É irreverente? Éh! É atrevido? Éh...Por isso é o melhor!!
E é a maneira direta, sarcástica, verdadeira, sem dissimulação, fingimento ou falsidade que o faz o MELHOR dos melhores. Ele não precisa dourar a pílula ou puxar o saco de ninguem. Não precisa disso. O Juremir fala o que sente, o que sabe e com convicção.
AZAR desse tal Prêmio ARI (seus jurados) que não tem capacidade para reconhecer um verdadeiro talento. Como disse o Prévidi, um tanto ingênuo. Todavia, não é o Juremir quem perde. Somos nós.
Abs/Joséte
Coleguinhas
* Almoço da Governadora Yeda,ontem,18/12/08, com os coleguinhas foi nos jardins do Palácio Piratini.
Eu X Eles
Coleguinhas
Barriga sobre " a morte" de Jorge
Mautner marcou a passagem
de Ungaretti na Continental
Seguramente os alunos da Fabico -da UFRGS - que tiveram aula com o professor Wladimir Ungaretti Netto pouco ouviram falar a respeito de um episódio no qual ele foi protagonista em março de 1975,quando ele era Chefe do Departamento de Notícias da Rádio Continental.
O episódio, pouco conhecido até então, veio à tona no ano passado, quando o repórter Lúcio Flávio Haeser - que hoje vive em Brasília - escreveu um livro contando a história da rádio Continental, que naqueles anos tinha como bordão criado pela agência MPM " o som nosso de cada dia".Conta Lúcio Flávio que na redação da Folhinha dois " experts" em preparar ciladas para colegas, Arthur Tadeu Monteiro ( hoje vive em Brasília) e Paulo de Tarso Ricordi quiseram " recepcionar" o colega Matico( Omar de Barros Filho) que voltara do Rio de Janeiro, onde disse, se tornara muito amigo do cantor maldito.
Monteiro e Tarso Ricordi preparam um telex noticiando a morte de Mautner na Rio-Santos. Mas deu zebra. Matico não foi trabalhar naquele dia. Como não queriam perder " a notícia" começaram a mostrá-la para os colegas da redação.
Wladimir Ungaretti, que todo fim de tarde passa na Folhinha pra saber das últimas, caiu como um patinho na cilada armada duas " cobras".
- Olha, parece que morreu o Mautner, num acidente de carro, na Rio-Santos.
Tem até um pessoal preparando um caderno especial sobre isto.
Wladimir procura quem está fazendo o caderno. Mostram-lhe o " telex" com a " notícia". Ele diz:
- Atenção.Urgente. O cantor Jorge Mautner morreu hoje à tarde na Rodovia Ri0-Santos após colidir o seu carro com um caminhão a 120 quilômetros por hora. Outras circunstâncias do acidente ainda não são conhecidas".
Mautner,então,com 34 anos era o herói dos magros que costumavam beber,depois do expediente, nos bares da Esquina Maldita, na Sarmento com Osvaldo.
Principalmente no Alaska, e no Estudantil.
Wladimir não perde tempo. Sai correndo em direção à Continental que fica ali ao lado, na rua da Praia.Entra lá e encontra Paulo Acosta terminando de redigir um noticiário que iria ao ar às 21 horas, sua última tarefa do dia.
- Morreu o Mautner. Acidente na via Dutra. Bateu a 120 km por hora. Coloca no próximo noticiário.
O locutor Bira Brasil lê o texto às 21 horas.
O melhor, ou o pior, viria depois da meia-noite.
Na esquina maldita, fervilham magrinhos e magrinhas. Uns choram lágrimas amargas pela morte do novo herói, que falava de do Kaos, de Narciso em tarde cinza e por aí afora.
Poucos seguram as lágrimas,enquanto bebem o generoso chopp servido pelo garção Isaac e comem o " Vietname" tradicional prato da casa, formado por generosas porções de salsicha bock sobre salada de alface.
" Nega Lu", um transformista morto no ano passado, era figurinha fácil no bairro e fazia seus " escandâlos" por causa da morte de Mautner.André Jockmann(falecido recentemente) redator da Continental, lembrou a Flávio Lúcio que o Sérgio Pantera( Sérgio Saraiva, hoje vive em Garopaba,SC) outro fã do cantor também chorava. Beth Portugual, da equipe da Continental também depôs a Lúcio Flávio sobre o que foi aquela noite:" Quando cheguei pra encontrar a turma que se reunia ali todas as noites, só vi gente cabisbaixa, com r de extremo sentimento. Todos tinham ouvido sobre a morte do Mautner na 1120 e saíram pra beber em sua homenagem".
Muitos choraram naquela noite, mas os dois " cobras"Monteiro e Paulo Ricordi que passaram no Alaska e que fizeram de tudo pra não rir.
Pouco depois de meia-noite, a Continental capricha num programa com texto do publicitário Emílio Chagas, mescladocom músicas do " morto" Mautner.
Na manhã seguinte, Ungaretti confere os jornais que lhe chegam mas nada da " morte" do Mautner neles. Quando chega pro trabalho, o diretor Fernando Wesphalen, o " judeu" lhe pergunta:
- O que houve com esse negócio do Mautner?
- Por quê perguntou Ungaretti.
- Porque a informação que eu tenho é que não houve nada.
- Olha Judeu, eu acabei de ver o Jornal do Almoço e inclusive botaram uma homenagem no ar,devolve Ungaretti ao diretor.
Judeu liga pra José Onofre, que também era da Continental e este lhe abre o jogo. Houvera um trote, mas não lhe disse quem foram as duas " cobras" que o fizeram. Com a versão completada, Judeu tira sarro do seu subordinado. Ninguém da Continental cobrou do pessoal da Folhinha o trote. Engoliram em seco.
Cascalho - Antônio Carlos Contuursi - que tinha um programa na rádio, resolveu surfar na onda.Trouxe Mautner a Porto Alegre e fez um show no Gigantinho, onde faturou uns bons trocados.
Quando Mautner veio a Porto Alegre,visitou a Continental. Foi recebido pelo Judeu. "Ele não estava indignado,mas queria saber exatamente o que tinha ido ao ar. Se tu entrega um textgo desses, que uso ele vai fazer? Eu disse que foi um erro e pedi desculpas" contou Judeu a Lúcio Flávio.
Mautner insiste em ver a gravação e o chefe de operações técnicas, Francisco Anele Filho faz de tudo pra não mostrá-la. Afinal ele também participara da " montagem"do programa especial sobre a " morte" do cantor.
- Não mostra, apagou,ordenou Judeu a Anele, quando Mautner insistia.
O show que Mautner iria fazer no Gigantinho teve um nome de oportunidade: " Mautner sempre vivo".Mais de cinco mil pessoas,segundo os registros da época, compareceram naquele sábado,dia 12 de abril de 1975 ao Gigantinho.Só em 2005 é que Mautner ficou sabendo da verdade, do que havia acontecido em 1975.Ele nem se importou, nem ficou indignado.Sabia que estava bem vivo.
Mas vale um registro. No dia seguinte à notícia, o Jornal do Almoço, da RBS,também embarcou na canoa furada.
O professor da Fabico Wladymir Ungaretti- tem este nome em homenagem
ao revolucionário soviético Wladimir Illitch Ulianov, Lênin - nasceu em Santos Domont, em Minas Gerais, em 03.10.1948. Filho de Percy Netto Ungaretti e Ruth Ungaretti pertenceu no começo dos anos 70, do século passado, a VPR(Vanguarda Popular Revolucionária) e esteve preso.Solto, entrou pro jornalismo. Começou na Rádio Continental( rua dos Andradas 1555 , quinto andar) e depois esteve em Zero Hora. Atualmenteestá há 20 anos lecionando na Fabico e mantém o blog pontode vista. Segundo Ungaretti, apenas na Faculdade Kásper Libero, de SP,seu blog tem 200 acessos diários.
Subchefe de reportagem da ZH, nos anos 70, tinha como seu superior o saudoso João Bapitista Aveline. Como o " velho" botava apelido em todo mundo, arrumou um pro Ungaretti: " Canasvieiras". Por causa da semelhança de Ungaretti com um personagem que tinha este nome no programa do Chico Anysio, da TV Globo.
Ainda a entrega do Prêmio ARI de Jornalismo
* Carlos Bastos, Superintendente de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado,foi chamado ao palco para fazer entrega de prêmios. Antes haviam chamado o diretor do Museu de Comunicação José Hipólito da Costa, que havia " sumido"do teatro Dante Barrone. Então chamaram o Bastos.
* Regina Lemos, ex-repórter da RBS TV, hoje morando em Sampa, saiu no meio da cerimônia da entrega do Prêmio ARI de Jornalismo. Uma "mala" tinha grudado nela, e ela se escafedeu...está correndo até agora,segundo quem a viu.
* Neste sábado,dia 20/12 será o encerramento das atividades do Barzinho da ARI em 2008. Com coquetel,segundo dizem por estas bandas.Mas antes presidente Ercy Torma vai aproveitar pra homenagear os velhuscos, com mais de 80 anos, que ainda estão em atividade. Entre eles, Jayme Copstein, Sérgio da Costa Franco, Segundo Brasileiro Reis, Flávio Alcaraz Gomes.
* Por falar no apresentador do " Guerrilheiros" da TV Pampa, ele não foi à entrega do Prêmio ARI. Temeu emocionar-se muito. É que ele e Remi Gorga Filho são os dois únicos ganhadores do Primeiro Prêmio ARI, realizado em 1958, que ainda vivem. Só que Remi vive no Equador. Flávio Alcaraz Gomes não foi mas mandou Jayme Copstein receber seu troféu.
* Elmar Bones da Costa, o " Bicudo"do Já Editores, ganhou prêmio com matéria sobre eucaliptos publicada na revista da editora. Lembrou que o prêmio era " coletivo",isto é, de todos que participaram da reportagem. E homenageou o falecido Luís Osório, o Barão, que durante 30 anos tocou o jornal Krônica.
Coleguinhas
* Glei Soares, do " Conversa de Jornalista", da rádio da UFRGS perdeu no domingo,dia 14/12 uma boa oportunidade pruma entrevista com a professora Sandra Moura,que lançou semana passada,na livraria Cultura, uma biografia sobre o repórter Caco Barcellos. Glei colocou o celular no " silenciador" e não viu me recado. Era pra acordar cedo e irmos pro Partenon, onde a professora Sandra esteve junto com amigos de infância do Caco. Glei dormiu,se apagou. *Com muito orgulho, este site está citado no livro lançado dia 17/12 sobre a história dos prêmios ARI de Jornalismo.É quando fala do apresentador Rogério Mendelski porque fiz longa entrevista com o " zangado da madrugada" como alguns o chamam. * Tem nome de José Abraham,Antoninho Gonzalez,Sampaulo no prêmio ARI de jornalismo. Só não tem do "eterno" presidente Alberto André. Falha nossa,diria aquele humorista. * Site da Valéria Reis - "Embaixada da Imprensa" - nome meio pomposo, mas vá lá - deu com exclusividade que a ex-chefe de imprensa do Governo Yeda Crusius, Isara Marques, está há 15 dias no gabinete do deputado federal(DEM) Germano Bonow. Nenhuma surpresa pra mim: Isara semre admirou o comportamento do deputado Bonow, desde quando ela coordenou a área de imprensa na campanha da reeleição do Governador Antônio Britto(PMDB) em 1998. No comitê da rua 18 de abril, perto do Salgado Filho, chegavam muitas " estrelas". Bonow, sempre modesto, chegava, esperava na fila sua vez de gravar os programas eleitorais sem " estrelismos".
Prêmio ARI de Jornalismo
O que anotei na noite das entregas (17/12/08)
* Governadora Yeda Crusius se fez representar pelo jornalista Joabel Pereira. Mas Yeda comparecera,dias atrás,na entrega do Prêmio Press. Se foi num, porque não noutro? Ela recebera convite,é claro, da ARI.
*Alguns dos premiados não: anoitei a ausência de Juremir Machado da Silva, do Correio do Povo,Luciemen Winck, da Rádio Guaíba, David Coimbra, da ZH e o Giovani Grizzotti, que acabou ganhando o principal prêmio da noite. Grizzotti,por acordo com sua empregadora, a RBS TV, não mostra o rosto. Marcelo Rech, diretor do grupo RBS,recebeu o prêmio por Grizzotti.
* Tem muito premiado aí que anda se iludindo: acham que são eles que ganharam.Deveriam se lembrar da liçãozinha básica do primeiro ano de faculdade de jornalismo: " o meio é a mensagem".
*Postura dos dois apresentadores da noite foi perfeita. Não interferiram em nada. Só a apresentadora mostrou um pouco de fastídio quando Antônio Ciocarri, da TVE, terminou aquele longo " SERMÃO" que fez após receber sua estatueta, e o cheque,por supuesto...Nem precisou ela dizer, estava na cara que o Ciocarri falara demais...
* Moisés Mendes, da ZH, que ganhou pelo segundo ano consecutivo o prêmio de crônica tirou sarro : em 2007 ganhou como interino do Paulo Santana e em 2008 como interino do FHC.
*No coquetel que se seguiu à entrega dos prêmios - um tempo demorado, inventaram prêmio pra todo gosto - Antônio Goulart, que há anos coordena os jurados do Prêmio ARI de Jornalismo e que conferiu ao certame um grau de confiabilidade - avisou ao novo diretor cultural da ARI, Mário Santarosa que no ano de 2009 "é tudo contigo",disse Goulart.
* Um maluco que adentrou ao coquetel realizado no foyer da Assembléia Legislativa do Estado se atracava com uma voracidade incrível em tudo o que via pela frente. Comia doces,salgados,bebia coca-cola,guaraná, champagne. Ninguém sabia quem era.E não era da turma " oficial" dos papacoquetéis.
* Um dos " papacoquetéis" oficiais chegou meio atrasado ao coquetel,mas compareceu. Sinal de prestígio ao evento. Evento que se preze, ensina Arthur Zanella, tem que ter estes papacoquetéis. Uma vez Zanella estava dando uma festa em sua casa e o porteiro contratado tinha ordens de não deixá-los entrar. Quando viu, Zanella percebeu que o porteiro estava apavorado. É que o papacoquetel apresentou sua carteirinha da ARI, toda furada, mas apresentou. " Dr. ele é jornalista", disse o porteiro ao dono da casa. Jornalista que nada, disse Zanella, esta carteira aí foi o Alberto André que deu pra ele há anos e ele anda aplicando com ela...
* Papacoquetéis estão muito atarefados nesta época do ano. Têm que comparecer a 4,5 eventos por noite...Final de ano, sabe como é...
* Bibo Nunes Show, apresentado na Ulbra TV por Bibo Nunes,ganhou um prêmio especial de contribuição à comunicação junto com zerohora.com e com a revista Gooollll. Bibo saiu em seguida pra apresentar seu programa, ao vivo.Ercy Torma, presidente da ARI, é uma espécie de coringa do programa. Quando um dos convidados não vai, ou desmarca, Bibo liga pro celular do Ercy e o convoca pro programa. Não tem nada de novo nisto. O falecido apresentado Jorge Alberto Beck Mendes Ribeiro fazia isto com o professor Gay da Fonseca: quando um entrevistado falhava, ele ligava pro professor Gay e o punha no ar no espaço do faltoso.
"Recebemos dos leitores. Agradecemos e retribuímos".

Des eja a todos os amigos

Buenas F i estas!
Governo do Estado entrega Nova Baltazar
O governo do Estado fará a entrega simbólica da Nova Baltazar na próxima sexta-feira, 19, às 10h30 no acesso ao município de Alvorada. Antes, a governadora Yeda Crusius será recebida pelo secretário da Sehadur, Marco Alba, e os prefeitos de Porto Alegre, José Fogaça, e de Alvorada, João Carlos Brum, além de outras autoridades e representantes da comunidade, no Triângulo da Avenida Assis Brasil com a Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na Zona Norte da Capital. Na seqüência, a governadora, juntamente com autoridades e a imprensa, percorrerá, de ônibus, os 5,5 quilômetros da Avenida e conhecerá duas Estações de passageiros: Dona Leopoldina e Colégio São Francisco.
Nesta última fase foram finalizadas as obras dos corredores de ônibus, com nove estações de passageiros cobertas e sinalização para pessoas com necessidades especiais, bem como a totalização dos passeios. Nos próximos dias, com a instalação completa da sinalização vertical, horizontal e semafórica (semáforos ou sinaleiras) e garantida a segurança, ocorrerá a transferência dos ônibus das faixas laterais para os corredores, sendo implantado definitivamente o Programa Linha Rápida.
São 5,5 quilômetros que fazem parte do Programa Linha Rápida – Corredores Metropolitanos que interliga o município de Alvorada à Capital gaúcha. A obra, coordenada pela Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano (Sehadur), através da Metroplan, está orçada em 42 milhões e tem como objetivo reorganizar e modernizar o transporte coletivo nos corredores Norte e Nordeste da Região Metropolitana, sendo feita dentro dos mais modernos preceitos de mobilidade urbana. Nesta última fase foram finalizadas as obras dos corredores de ônibus, com nove estações de passageiros cobertas e sinalização para portadores de necessidades especiais, bem como a totalização dos passeios.
História
O projeto, de 1996, foi desenvolvido para reorganizar e modernizar o transporte coletivo nos corredores Norte e Nordeste da Região Metropolitana. As obras começaram em fevereiro de 2006, sendo interrompidas alguns meses depois.
Quando o governo assumiu, em 1º de janeiro de 2007, as obras da Baltazar estavam paralisadas há seis meses. Os comerciantes seriamente prejudicados e os moradores com dificuldades de acesso aos seus imóveis. Não havia recursos e as empreiteiras não estavam recebendo pelo serviço executado.
O Estado optou por encarar o desafio e concluir a Nova Baltazar, enfrentando um a um os problemas que foram surgindo. O governo cumpriu sua parte pagando os R$ 5,3 milhões e antecipando a contrapartida de R$ 7 milhões em obras, a partir de 28 de agosto até dezembro de 2007. Já o governo federal não cumpriu a sua. O BNDES deveria liberar R$ 22 milhões, algo que não ocorreu.
O Que: Inauguração Simbólica da Nova Baltazar (Av. Baltazar de Oliveira Garcia);
Quando: Sexta-feira, 19 de dezembro
Horário: 10h
Local: Triângulo da Avenida Assis Brasil com a Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, Zona Norte da Capital
Presenças: Governadora Yeda Crusius, secretário Marco Alba e os prefeitos de Porto Alegre, José Fogaça, e de Alvorada, João Carlos Brum.
Recebemos e retribuimos desejos de boas festas. O editor.

Coleguinhas
* Janice Ramos está errado. O correto é Jeanice Ramos.
Coleguinhas
* Professor da FABICO, Wladimir Ungaretti Neto, está sendo processado pelo fotógrafo Ronaldo Bernardi, que alega ofensa escrita por Ungaretti em seu site pontode vista.com
* Advogado de defesa do professor Wladimir Ungaretti Neto é o ex-marido da Chefe da Casa Civil da Presidência da República,Dilma Roussef, Carlos Araujo.
* Wladimir Ungaretti Neto, antes de ser professor da Fabico, foi preso político,tendo participado da organização clandestina VPR(Vanguarda Popular Revolucionária). Também foi chefe de reportagem da ZH e diretor da Rádio Continental, nos seus áureos tempos.
Coleguinhas
* Márcio Pinheiro,editor da Página 3 - Informe Especial - estava,ontem,dia 17/12 na Livraria Palmarinca, escolhendo alguns livros.
* Floriano Bortoluzzi, diretor da Revista Imagem News, partirá, nos próximos dias, para um cruzeiro.
* Flávio Tavares, ex-guerrilheiro, autor de vários livros sobre os anos de chumbo e atualmente residindo em Búzios(RJ) esteve no serpentário,dia 16/12, onde conversou longamente com o Monteirinho( Ex-Folha da Tarde).
Eu X Eles
Coleguinhas
Os " inimigos" do tempo da Folhinha
se reconciliaram,sábado passado,(13/12)
no Salão Nobre da
ARI!
Sábado passado,dia 13/12,foi também uma data " histórica": num debate sobre imprensa de bairros, apareceram no Salão Nobre da Associação Riograndense de Imprensa(ARI) " inimigos" de outrora,quando,dentro da Cia Jornalística Caldas Junior(CJCJ) se degladiavam entre si, por disputa de poder dentro da corporação. Falo dos diretores da Folha da Manhã, Elmar Bones da Costa, o " Bicudo" então diretor da Folha da Manhã e José A.Vieira da Cunha, o " Vieirinha" que também era dirigente da Folhinha, tida dentro da Caldas Junior, como o jornal dos "comunistas".
" Bicudo", que no sábado passado estava na mesa dos debatedores- é editor do Já Bom Fim - e " Vieirinha" do site Coeltiva.Net não chegaram a conversar com o Flávio, que estava sentado na platéia mas ao referir-se a ele o clima era amistoso. Porém foi a Tânia Failacce,outra integrante da Folhinha daqueles tempos que levantou-se e foi dar um longo abraço no velho comunicador, quando o presidente da ARI, Ercy Torma, pediu uma salva de palmas para o veterano colega.
Foi interessante ver aqueles colegas que se odiavam dentro da Caldas Junior nos anos 70 ,agora,todos juntos, numa discussão de um mesmo tema. Flávio não falou no sábado último, mas a sua presença foi notada.
O Flávio, que está com 83 anos, nasceu em Porto Alegre e residiu muito tempo no Bairro Bom, mais precisamente na rua General João Telles,280. Aliás,desta rua,Flávio conta muito em seus artigos sobre tempos passados da Capital.
Filho de Alcides Gomes, que também foi jornalista da Folha da Tarde, outro jornal que marcou a CJCJ, Flávio tornou-se um dos jornalistas mais conhecido dos anos 50,60 e 70.
A tragédia pela qual passou - num episódio dito por ele como involuntário matou em 11.04.1976 a jovem Maria José Alberton Silva. Cumpriu pena no Presídio Central onde se apresentou em 26 de junho de 1981 para cumprir os 120 meses de reclusão ao qual fora condenado.
Quando ainda cumpriu pena, uma sexta-feira à noite, obteve uma licença para ir num jantar no qual compareci como repórter.No jantar, estava presente o escritor Josué Guimarães. Perto da meia-noite, ele teve que voltar ao Presídio mas antes o Flávio fez naquelas circunstâncias um comentário bem-humorado:
- A Cinderala não pode passar da meia-noite.
Às segundas, Flávio começou a fazer uma página na ZH onde contava fatos e causos que aconteciam no Presídio Central ou rememorava outros do passado. Eu esperava o jornal da segunda para ler aquela coluna, porque a achava com muito " sal".
O restante todo mundo sabe. Deste tempo que passou no Presídio, Flávio escreveu o seu melhor livro, na minha opinião,de todos os que publicou até agora. É pelo menos o mais pungente. O livro se chama Prisioneiro 39.310 Profissão: Repórter. É verdade que não é nada original, porque já tem um filme com este nome.
O "diário" publicado neste livro é muito denso. O Livro,editado pela LPM está esgotado, só sendo encontrado em sebos ou nos balaios durante a Feira do Livro.
Memória da Imprensa
Sempre que encontro o fotógrafo Floriano Bortoluzzi
lembro-me do aviso que num fim de tarde do começo de 1974,, na redação da Folha da Manhã, ele me deu:
"o delegado Wilson Müller mandou dizer
que vai ter que bater lá..."
O livro da Sandra Moura - Caco Barcellos, o repórter e o método - lançado dias atrás ( disponível na Livraria Cultura, de Porto Alegre ) fala de uma "comunidade hippie" - as aspas são minhas -, onde o Caco- hoje apresentador do programa Profissão Repórter, da TV Globo - viveu um tempo entre os anos de 1973 e 1974.Eu que morei lá conheço até hoje o local por " baião". Não sei porque a Sandra Moura, em seu livro, não cita o apelido do apê.Vai ver que ninguém lhe disse.
Mas a casa ficou consagrada pelos que viveram lá durante um período em que dormir era o que menos fazíamos. Discutíamos cinema,literatura,poesia praticamente todas as noites até altas horas...Isto quando alguém não pegava o violão e começava a tocar. Havia dois moradores de lá chegados num violâo: Carlinhos Mossmann e a Nara Molina Dávila.Também havia quem escrevesse: o Emílio Chagas escreveu lá muitas peças de teatro, mas infelizmente num ataques de fúria acabava queimando os originais. Se tivesse guardado, talvez estivesse com uma obra que retrataria as angústias daquele tempo.
Não foram totalmente anos dourados. Foram anos efervecentes,criativos.
Era um apartamento de segundo piso, localizado num prediozinho(ainda está lá até hoje) na esquina da av. Professor Oscar Pereira, com a rua Cuiabá no bairro Medianeira,em Porto Alegre.O apartamento foi alugado no nome do Licínio da Silveira, que,recém casado, precisava um local para morar com sua esposa, e filhinha, a Clarice.
Acontece que naquele apartamento,alugado por dois profissionais que trabalhavam na Folha da Manhã e um na rádio Continental(Emílio Chagas) cujo aluguel era repartido entre cinco moradores começaram a pintar todo tipo de sujeito,desejado e indesejado. E "queimou" o pedaço.
Alguns vizinhos fizeram queixa e o assunto bateu na mesa do delegado Wilson Müller, que teria que dar uma " batida" segundo me avisou o Floriano Bortolluzi, na redação da "Folhinha".
A Polícia bateu lá duas vezes, na verdade. Uma,numa madrugada de sábado, alegando que a farmácia que ficava no andar debaixo(ainda existe, mas hoje é da cadeia de lojas da Panvel)fora assaltada e que eles tinham a informação de que os assaltantes tinham se escondido no nosso apê.
Outra vez não lembro bem qual o motivo alegado, mas recordo que quando vimos havia dois ou três policiais- já não sei se eram da Brigada Militar, ou da Polícia Civil - que tinham entrado no apartamento.
Como todos nós trabalhávamos, tínhamos Carteira do Trabalho assinada, não deu em nada...
O apartamento depois foi desalugado e aquela turma toda desfez-se. Foi substituído por outro apartamento, este na avenida Princesa Isabel, mas isto é outra história.
Eu X Eles

Coleguinhas
" Mas tem tanto p...assim no Grêmio?"
perguntou, indignado, o presidente da República João Figueiredo
a Irany Santana que o ciceroneava no Olímpico
Assustado com a fama que a torcida Coligay, localizada na Geral do Olímpico,havia conseguido, o presidente João Figueiredo que numa estada no Sul foi asssitir da Tribuna de Honra do estádio Monumental da Azenha uma partida do seu clube do Sul - no Rio de Janeiro,Figueiredo era Fluminense - o presidente da República questionou o presidente do Grêmio, Irany Santana se tinha tando torcedor do Grêmio gay.
Que nada,ficou sabendo, aquilo era tudo uma grande gozação inventada e incentivada por um radialista da Guaíba,o plantonista de esportes Érico Sauer, que inventou a torcida " Coligay" que pegou. A Coligay não durou muito, mas foi motivo de muita gozação nos plantões esportivos que Érico Sauer apresentava todas as noites na Guaíba.
Começo humilde
Érico Guilherme Sauer nasceu em Estrela em 06.09.1939.Trabalhou como garção,antes de ser radialista, onde começou apresentando notícias ao meio-dia na Rádio Alto Taquari.Érico jogou no time do Estrela Futebol Clube de lateral direito e há quem afirme que foi ele quem apelidou o dono da rodoviária local, Eugênio Noll, de " mulato" apelido pelo qual Noll passou a ser conhecido na região.É que Eugênio, um dos maiores financiadores do time de Estrela chamava todo mundo, por simples mania, de " mulato". O apelido pegou.Em Estrela,sua terra natal, Sauer conheceu seus futuros colegas radialistas da capital, como Antônio Carlos Porto, o " Talo" João Carlos Terlera,Sérgio Zambiazi (que ele trouxe,depois, para a rádio Difusora, dos Capuchinhos,em Porto Alegre). Em Estrela, Érico também jogou futebol no Estrela Futebol Clube. Era conhecido entre os boleiros de lá pelo apelido de " Bom Cabelo". Na capital, trocou de apelido e os colegas de profissão passaram a chamá-lo de " Mondongo".
Filho de Orlando Sauer e de Leontina Bergesch Sauer, em Porto Alegre, Érico comprou o apartamento 32 na rua Jerônimo Coelho,30. Trabalhou em três rádios na capital: Difusora,Guaíba e Gaúcha. Tinha em seu poder, escrito do próprio punho,numa época em que não havia computador, o maior arquivo sobre futebol que um plantonista tinha já montado no Estado.Todos os finais de jornadas esportivas, Érico anotava os resultados nos seus cadernos.Ao morrer, seu acervo foi doado pela família ao radialista Armindo Antônio Ranzolin, que o repassou à rádio Gaúcha.
De fácil relacionamento
Érico Sauer, o Mondongo, era muito conhecido entre o pessoal do esporte. Seria quase que um Pedro Ernesto Denardin, de hoje. Inclusive havia um imenso folclore sobre ele.
Diziam seus colegas que ele era o preparador oficial de churrascos do técnico Telê Santana,quando este trabalhou no Grêmio Portoalegrense, em fins de 1970, começo dos anos 80.
E que depois que Telê voltou ao Rio e a Minas,seguidamente, " Mondongo" era convidado a viajar para preparar assados ao técnico da Seleção Brasileira.
Contam-se muitas " estórias" sobre o famoso radialista. Dizem que uma vez ele e o Pedro Ernesto Denardim estavam no Rio de Janeiro para uma Jornada Esportiva da Gaúcha e depois do trabalho foram tomar um chopp.
Denardim tomou apenas alguns, mas Érico, natural de Estrela e afeito ao chopp,tomou uns 15. Na hora de pagar a conta, queria rachar. Denardim não aceitou.
Sauer era funcionário da Cintea( Companhia Interestadual de Estradas Alimentadoras) e dava expediente na Secretaria Estadual dos Transportes.Como ele sempre fora ligado mais aos governos da ARENA(Aliança Renovadora Nacional) quando o PMDB assumiu no Governo do Estado, em 1987, ficou meio " escanteado" no seu local de trabalho, como sempre ocorre em trocas de governos. Pra mim foi bom, porque virou uma excelente fonte. Não havia dias que nos corredores do prédio da Zero Hora,onde ambos nos encontrávamos em fins de tarde, ele não tivesse uma dica exclusiva pra me passar.
A morte
Uma segunda-feira à noite, de um inverno muito frio Antônio Carlos Porto, o " Talo" que era juiz na Federação Gaúcha de Futebol(FGF)estava analisando uns processos na entidade quando foi surpreendido com a presença do radialista, seu colega de Estrela, que foi queixar-se de sua saúde. Porto levou um choque com a magreza do colega." Queixou-se que estava doente", lembrou tempos atrás, Porto.
Sauer está enterrado em Porto Alegre.
Do seu casamento com Vânia,( 08.10.1943) teve os filhos Sônia Helena( 20.07.1964), Sandro Roberto( 26.09.1965),Sandra Helena( 20.12.1969) e Susan Helena ( 05.02.1971).Na foto da esq para dir:um contínuo da Secretaria dos Transportes, Nelson Moura, do Daer, Vavá Dariagua,da Secretaria dos Transportes, Érico Sauer, da Secretaria dos Transportes, Secretário dos transportes do Estado, deputado federal Telmo José Kirst,Bruno Augê Ferreira. Ismail Fernandes, o " coreano" eo fotógrafo Fassel. A data da foto: 22 de março de 1984. A foto é do acervo do colega Nelson Moura.
Coleguinhas
* Encontrei,ontem, nos corredores da Assembléia Legislativa, a Margareth de Paula. Me disse que procura emprego.
* É hoje, dia 17/12, a entrega do Prêmio ARI de Jornalismo.No Dante Barrone, na Assembléia Legislativa.A partir das 19 horas.
Memória da Imprensa!
O ex-presidente Jango e a radiodifusão!

O ex-presidente João Goulart tinha um pé na comunicação. Foi proprietário do jornal A Hora, sócio da rádio Gaúcha e em S. Borja, onde nasceu, era o dono da rádio Fronteira do Sul.Nome sugestivo pra quem vive ao lado dos correntinos, da Argentina. Segundo pesquisa realizada por um grupo de alunos do Jornalismo da Unipampa que resultou no livrinho " Histórias sobre a imprensa de S. Borja" -lançado na feira do livro da cidade de S.Borja, em 2007 - a ZYF-2,Rádio Fronteira do Sul AM foi fundada em 11 de agosto de 1940. Por cinco anos permaneceu em caráter experimental.Uma publicação apontou que foram 13 os fundadores da Rádio Fronteira do Sul:Florêncio Gimenez,Ademar Paz de Mello, Manoel Luiz Fagundes,Ildefonso Dornelles,João Bicca,Augusto M. Aquino,Érico M. Castro,Amando Motta Gimenez, Sary Amilíbia,Ildefonso Trois de Motta,José Trois de Motta,Armando de Matteo e Júlio Caillar Ferreira. Depois de desentendimentos entre seus fundadores e sócios, a rádio acabou adquirida pelo advogado e fazendeiro João Belchior Marques Goulart. Em 11 de abril de 1966, já no exílio, ele fez a transferência das ações da rádio para os funcionários da empresa. Na foto que republico, publicada pelo jornal Folha de S. Borja, no dia 6/12/2008, dia em que se completaram 32 anos da morte do ex-presidente Jango, aparecerem o repórter da rádio Fronteira do Sul, Salvador Mello,(segurando o microfone). Ele fazia a cobertura da inauguração da estátua do presidente Getúlio Vargas, quando o monumento se encontrava no centro da praça XV de Novembro, onde hoje está o mausoléu construído pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Na foto a oradora do evento é a professora Shirlei Kochi, e aparecem,bem à esquerda, debigode, o saudodo lider do PDT , Florêncio Guimarães(olhando para cima), a sua frente Luthero Vargas,filho de Getúlio, e a esquerda da oradora, Jango Goulart e Maneco Vargas,também filho de Getúlio. Uma pena: quem publicou a foto não colocou a data em que foi feita.
Os verões do passado!

Inicio hoje(17.12) uma pequena série de artiguetes rememorando verões do passado.
Pra ilustrar o artigo de hoje,duas fotos do Ilton Saffer, que trabalha na UFRGS. Ele me cedeu as fotos que vou usar num livro que pretendo publicar nos próximos meses.As fotos do Ilton retratam a Garopaba da primeira metade da década de 70 quando alguns poucos gaúchos a conheciam. Garopaba era uma pequena comunidade de pescadores que abastecia os comerciantes de Imbituba! Conheci Garopaba nos primeiros anos da década de 70, do século passado,levado pra lá pelo Emílio Chagas e pela sua namorada Heloiza Golpsban. Quem havia levado a Heloiza a primeira vez para lá haviam sido uns amigos dela do Bom Fim. Comecei a ir e gostei tanto que não havia feriadão ou fim de semana que não estivesse me mandando pra lá. Me lembro da Helena, uma senhora que andava numa kombi e dentro dela levava todos seus filhos pequenos, que não eram poucos. Nunca mais a vi,evidentemente. Claro que a maioria dos meus conhecidos de Garopaba eram de Porto Alegre.
Às vezes viajava sozinho, às vezes acompanhado, mas sempre de carona. Eram outros tempos, não havia problema pegar-se carona de caminhoneiros. Os caras eram tão legais que quando paravam nos postos de gasolina pra almoçar ou jantar e viam que os caroneiros nem grana pra comer tinham, acabavam pagando um " completão" até pros caroneiros.Havia um posto de gasolina em Tubarão, junto a BR onde se comia fartamente e muito barato. O completo vinha recheado de camarão, porque os frutos do mar eram em abundância no litoral de Santa Catarina. Dormindo nos barracos Como não tínhamos grana para pagar hotel - havia apenas um hotelzinho, do Lobo, que servia refeição e tudo - acabávamos sempre dormindo dentro dos barcos dos pescadores que ficavam nos barracos à beira da enseada de Garopaba. Dormíamos ouvindo as pequenas ondas quebrando na beira da praia. As " magras" como chamávamos as gurias já transavam, mas o perigo era a gravidez. Por isto tomavam pílulas, tomavam precaução. Hoje falar nisto parece coisa de dinossauro. Particularmente eu gostava de Garopaba depois que havia a debandada. Mas debandada naqueles anos era quando meia dúzia de portoalegrenses vinham embora da praia pra iniciar as atividades de março , no Portinho. Uma vez fiquei lá até quase fins de março, que foi pra mim o melhor período do mar para banhos. A água do mar se punha verde, diariamente, e era um delícia atirar-se ao mar, principalmente na hora do calor intenso. Se bem que calor intenso não fazia muito em Garopaba. Muitos " magros" iam a Garopaba em busca dos hongos alucinógenos( cogumelos que davam-ou dão - barato). Houve uma época que vinda do Peru,principalmente da região da floresta amazônica onde estes hongos(cogumelos) são fartos, esta moda se espalhou por Porto Alegre. Estes" magros" subiam os morros atrás da igrejinha procurando os cogumelos. Como eles sempre dão no esterco do gado,após uma chuvarada, era engraçado ver no dia seguinte às chuvas de verão que caíam nas noites, a magrinhagem correndo à procura de hongos. Faz muitos anos que não vou a Garopaba. Depois dos anos 70,abandonei a praia, porque uma época havia morrido junto dela. Na segunda metade dos anos 70, já com filhas pequenas, comecei a freqüentar outras praias de Santa, como as de Porto Belo e Floripa. Isto contarei em outros capítulos. Ainda sobre Garopaba, lembro-me bem do apelido que a amiga Lorena Paim, lhe havia posto devido ao abandono que sua população apresentava. Num relance de imaginação, a Lorena chamava Garopaba dos anos 70 de Macondo, uma alusão à cidade imaginária que deu origem ao Cem Anos de Solidão, do escritor colombiano Gabriel Garcia Marques,publicado em 1967 e com o qual ele ganharia, nos anos 80, o Prêmio Nobel de Literatura. A alusão da Lorena a Macondo- por supuesto que ela havia lido o livro - era bem a imagem que tínhamos da idílica praia de Garopaba. Lembro bem do chiado das carroças que passavam lá pelas 3 da tarde, sob um sol escandante, puxadas por dois bois indo pela beira do mar. O que aquelas rústicas carretas carregavam era mandioca, com a qual se fazia, e se faz a deliciosa farinha de mandioca do litoral catarinense, uma farinha que não tem em nenhum outro local do país... Da memória da Heloiza A Heloiza Golpsban Herscovitz, hoje residindo nos USA, mandou-se uma pequena resenha sobre a Garopaba que ela conheceu. Ei-la: " GAROPABA Fui a Garopaba pela primeira vez com o black ( Emílio Chagas) em 1972. De carona, mochila nas costas. Em outras vezes fui de ônibus, que parava na entrada,entre a BR e a estrada de terra no meio da madrugada. Ali tinha que esperar amanhecer para pegar outro ônibus de linha ou carona. Tinha um bar logo no início da estrada de terra que abria cedinho. Ali eu comia um sanduiche de mortadela e tomava um Chocoleite,garrafa de vidro pequena.Só tinha em Santa Catarina na época. O blackcomeçava o dia com uma cerveja. Durante toda a década de 70 freqüentei Garopaba com diversos amigos. Ficava no hotel Lobo. O restaurante do hotel Lobo era uma festa no almoço e no jantar. Toda a gauchada comendo PF( prato feito) que era uma delícia pra nosso padrão na época. Como dizia teu ex-sogro, tínhamos uma fome antiga. Tinha um outro hotel melhor, mas ali só ficava gente mais velha,profissional liberal. O velho Lobo era desconfiado. Ele e um bando de filhos administravam o hotel e umas lojinhas. Tinha gente que vendia a calça e a jaqueta jeans para os "lobinhos" e com isto pagavam a comida e a hospedagem. Lembro de umas meninas mais doidinhas que transavam com o Lobão em troca de comida e de hospedagem. Dormi muitas vezes nas cabanas na beira da praia onde os pescadores guardavam seus barcos.Ali dormia um monte de gente e ficava todo mundo amigo. Os estudantes de medicina trocavam hospedagem com os pescadores e em troca montavam um consultório improvisado,atendiam todo mundo e distribuíam remédios. Uma única vez acampei no morro, mas choveu e a barraca desabou na nossa cabeça. Lembro de uma noite um cara gaúcho chamado Toninho,ruívo,declamando em espanhol Antônio Machado e eu vomitando na escadaria daquela igreja maravilhosa em frente á praça. Tenho algumas fotos da época. Garopaba é muito diferente,hoje.A igreja e a escadaria estão lá. Mas os morros foram tomados, desapareceram aqueles gramados que ficavam cheios de cogumelos. Dá pena de ver. Estive lá em 2005 e meu coração se encheu de tristeza. Ficaram as boas lembranças. Conheci muita gente lá, vivi muitas aventuras e pequenos romances. Até hoje lembro do cheirinho do pão quente da padaria em frente ao Lobo. Ficava na porta esperando sair do frono. Tinha um pão doce fantástico, lembra?"
Ayres esqueceu a bolsa!
Segunda à noite, dia 15/12,tinha agendado uma entrevista com a Eneida Sampaio que está vivendo em Tramandaí,onde optou por criar seu neto.Mas pra variar ela apareceu " escoltatada" por vários marmanjos,entre os quais o Vilnei, o Ayres. Depois o A. Goulart também apareceu mas eu sei que eles são assíduos na " Picanha" todas as noites. Minha entrevista quase foi pro beleléu, mas consegui levar a Eneida prum canto e gravar alguma coisa do que eu queria. O Ayres voltou de uma viagem ao Beto Carreiro e acho que ainda estava com a cabeça transtornada de tanto andar na "roda gigante" porque até a bolsa a tiracolo ele acabou deixando lá. E abriram a bolsa pra identificar: o Vilnei disse: se tiver ali dentro a revistinha Programa é porque a bolsa é do Ayres. E tinha. O Wanderley Soares,outro assíduo da " Picanha" também apareceu. Mas ele também é assíduo diariamente lá. Como essa gente trabalha, à noite.... Serpentário sem o Castanheira! Ontem,dia 16/12, de manhã, o serpentário da rua Uruguai não tinha lá um de seus mais tradicionais habitués dos últimos tempos. O advogado Castanheira havia sido condenado em júri popular na noite anterior, durante sessão no foro central de Porto Alegre. Ele,notou Nelson Moura, que sempre pintava no pedaço, junto do advogado Krieger, ontem,dia 16/12,portanto,não foi. A Razão Na rodoviária de Porto Alegre,comprei,ontem,dia 16/12, o jornal a Razão de Santa Maria. Estrá fininho....
" Estas pérolas foram enviadas pela nossa correspondente dos USA".













coleguinhas
* Crônica de Juremir Machado da Silva do Correinho, no domingo último,chamada " Ruindade premiada " dia 14.12 é cheia de sinceridade. Eu pelo menos entendi assim." Eu sou realmente muito ruim",diz ele a uma certa altura. Como consola ver as pessoas fazerem autocrítica. Quando fui tentar ler seu livro sobre o bairro Bom Fim e pelo qual foi contratado pela Secretaria Municipal da Cultura - que por sinal o contratou sem licitação pública,sendo dinheiro público, o secretário Sérgius Gonzaga deveria dar explicações públicas sobre estas contratações a seu bel prazer - eu já tinha concluído o que o próprio Juremir disse de si este domingo no Correinho. Como a autocrítica é boa...
O que anotei do debate do sábado passado,dia 13/12, na ARI,sobre imprensa de bairro.
* A presença foi maior do que o esperado.O salão nobre da entidade,quase lotou. Fazia tempo que isto não ocorria. * Das minhas anotações destaco: presença de Tânia Faillace,Flávio Alcaraz Gomes,vereador Adeli Sell(PT),Beatriz Dornelles,entre outros. * Editora Já, que era uma das debatedoras, botou " banquinha" de seus livros e jornais na entrada do Salão Nobre.Pra vender,também. * Beatriz Dornelles, do Jornal Bela Vista, fazia muito tempo que não pintava na ARI. Passará um ano, com uma bolsa de estudos, na Espanha, pesquisando sobre jornais de bairro. * No debate de sábado, na ARI, foram trazidas reivindicações que não diziam respeito a imprensa. Mas o pessoal aproveita pra dar seu plá... * Programa de meia hora da rádio da UFRGS,chamado Conversa de Jornalista, esteve repleto no sábado passado, dia 13/12, de tanto assunto e de tanta gente.
Coleguinhas
* Ontem, dia 15/12, houve almoço de fim de ano na Federasul. Pra variar, não fui convidado. Mas me serviu de consolo que nem um jornal tão importante como o NH, do Grupo Sinos,um veículo respeitado e líder na região do Vale dos Sinos, não foi lembrado. Comigo sei que é birra pessoal, mas no caso do NH, é incompetência mesmo. Pelo menos a sua sucursal em Porto Alegre, não foi convidada. * A coletiva dada pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado Alceu Moreira(PMDB), na Sala da Convergência, ontem, dia 15/12, ao meio-dia inaugurada ontem mesmo, registrou pouca presença de coleguinhas. Fim de mandato, é isto mesmo...até o cafezinho vem frio. * O deputado Alceu Moreira (PMDB) deixou claro que não quer que pairem dúvidas quantos aos gastos que foram efetuados no projeto da Convergência Solidária. E liberou sua assessoria a fornecê-los aos jornalistas. * Comoveu a todos a presença, no sábado, dia 13/12, no salão nobre da ARI do veterano jornalista Flávio Alcaraz Gomes, da rede Pampa.Flávio já está com 83 anos no lombo. E na hora de ir embora não quis regalias nenhuma. "Vou pegar um táxi" disse ao presidente Ercy, que queria arrumar uma carona pra ele. * O " ganho" parcial de Flávio Alcaraz Gomes na Justiça do Trabalho contra a Empresa Jornalística Caldas Junior vai,segundo os entendidos do assunto no mercado de trabalho jornalístico, deixar muitos patrões de freio puxado em contratar CNPJ. É o preço,digo eu... * Na ARI, no sábado passado,dia 13/12, a presença de um vencedor do Prêmio Esso, Renan Antunes de Oliveira, irmão do " Paulinho Fumaça". E também o repórter investigativo Najar Tubino comercializando um livro sobre ecologia. * Jornal NH,de Novo Hamburgo, de 12/12 dá como sendo do prefeito Orlando Sobrinho ( PMDB ) a entrega de uma lista de moradores de Três Coroas(RS) contra o pedágio. Na verdade quem entregou na Assembléia Legislativa do Estado a lista contra os pedágios foi um vereador do município. Mas a notícia distribuída no dia 11/12, às 18h01 minutos, assinada pela repórter Roberta Amaral, dá como a lista contra os pedágios tendo sido entregue na Assembléia Legislativa pelo prefeito. E o jornal embarcou nela... Pra região, notícia importante, ainda mais com toda a celeuma que se criou sobre pedágios... * Sapatada do jornalista no Iraque, contra o presidente Bush, dividiu coleguinhas que freqüentam uma sala para jornalistas. Metade a favor do gesto, metade contra. *Coleguinhas se consolavam dias atrás: ganhei um balde para champagne na Fiergs. O outro emendou: fica frio que agora vem o vinho e um panetone. É o fim de ano... com suas agendas e vinhos... *Memória da Imprensa: quem começou o caderno de Carros e Motos na ZH foi o Júlio César Pacheco, só que tinha outro nome: Chamava-se RODA LIVRE. Como o Julinho não era muito chegado em juntar as letrinhas - é mais da locução e do comercial - quem o ajudava na tarefa era o falecido Jorge Alberto Beck Mendes Ribeiro, o " Bom Cabelo".Depois Júlio foi dirigir a sucursal da RBS em Caxias e quem passou a fazer o caderno foi o Gilbertinho Leal, que está lá até hoje. * A professora Sandra Moura, da Paraíba, foi no domingo,dia 14/12 até a rua Vidal de Negreiros - onde o repórter Caco Barcellos passou a infância - para participar de um churrasco que os amigos de infância do Caco prepararam pra ela. Comandado pelo Nenelli, houve antes uma partida de futebol num clube de futebol chamado de Paulo Bergi.
Presidente da AL concede coletiva e avalia resultados do Programa Sociedade Convergente
Por: Vanessa Lopez - MTB 7525 | Agência de Notícias 13:31 - 15/12/2008
Foto: Galileu Oldenburg / Ag. AL

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Alceu Moreira (PMDB), concedeu entrevista coletiva logo após a reunião inaugural do Espaço de Convergência do Fórum Democrático, no térreo do Palácio Farroupilha, no início da tarde desta segunda-feira (15). "Não foi ousadia", afirmou o parlamentar, ao falar sobre sua proposta de discutir temas de forma convergente, colocando na mesma mesa opiniões diferentes, apesar da fama de o Rio Grande do Sul de ser um estado dividido pela chamada "grenalização". "O Parlamento é o único lugar para fazer a discussão heterogênea de todos os temas", disse o presidente do Legislativo, ao defender o Programa Sociedade Convergente, do qual é idealizador.
"Podemos dizer que os benefícios concretos para a população se mostraram mais claros nos Diálogos de Convergência e nas Oficinas de Solução ", avaliou Moreira. Os Diálogos foram as reuniões de convergência com a presença de todos os atores com poder de decisão política, e as Oficinas grupos formados, normalmente depois destes encontros, para montar o passo a passo para as soluções dos problemas levantados. "Não teríamos hoje área disponível para o plantio da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul se não tivéssemos agido. Também não teríamos a possibilidade do edital de energia eólica e não chegaríamos à conclusão sobre a necessidade de uma política sanitária para a produção de carne e de leite no Estado, como forma de nos transformar em exportadores absolutamente confiáveis", exemplificou.
Continuidade
Moreira disse acreditar na continuidade do Sociedade Convergente nas próximas gestões da Assembléia. "Estamos trabalhando uma cultura nova. Essa ferramenta está à disposição da população. Acredito que na gestão do deputado Ivar Pavan (PT), o próximo presidente, esse processo será aprimorado", afirmou. "Ele acredita que seja importante termos as Comissões de Mérito da Casa mais envolvidas nisso. Vou continuar aqui, trabalhando pela minha convicção", esclareceu Moreira.
O presidente não apresentou os custos do Sociedade Convergente, mas disponibilizou os números por meio da assessoria técnica do Legislativo. "Esses dados são públicos e estão no balanço na forma da lei", acrescentou. E disse que, tanto o Sociedade Convergente quanto leis aprovadas, como a que proíbe o consumo de álcool nos estádios de futebol, de autoria do deputado Miki Breier (PSB), foram temas que integraram a divulgação institucional do Parlamento gaúcho neste ano.
Questionado se sua expectativa em relação à participação dos colegas parlamentares foi atingida, foi direto. "Quem pensa um projeto destes, imagina o ideal, ou seja, a maior participação possível. Estamos muito satisfeitos com a participação dos deputados que precisaram utilizar esse processo e o fizeram. Não posso cobrar de todos a mesma compreensão do processo", analisou. Moreira admite que a CPI do Detran, no primeiro semestre, e as eleições, no segundo, desviaram a atenção de sua proposta. "Isso, no entanto, não significa que o conteúdo pudesse ser melhor, mas acredito que poderíamos ter uma massa crítica mais abrangente".
O presidente lembrou que os temas trabalhados pelo Sociedade Convergente deverão ser transformados em projetos de lei com indicativos de políticas públicas. "As propostas serão apresentadas para o governo do Estado, isso porque esse é o procedimento para toda e qualquer iniciativa que gere despesa, segundo a Constituição Estadual", detalhou. "Se o Sociedade Convergente for visto como um projeto de um presidente que quer marcar sua gestão, ficará como um fato menor, de pouca abrangência. Mas quem perceber que é uma ferramenta de transformação, que gera a demanda política para chegar em resultados, verá que é uma proposta única, que une a sociedade civil aos temas de Estado", concluiu.
Serpentário
Recebi,ontem,15/12, uma ligação do colega Júlio César Pacheco, da Rede Vida.O Júlio falou-me de um restaurante ou bar que havia no Morro Santa Tereza, chamado de " Cafofo" , freqüentado até pelo "seo" Maurício Sobrinho,fundador da RBS e tio do Júlio.( Vamos incluir o " Cafofo " ou melhor,sua memória, em algum dos projetos futuros. Júlio quis saber qual o horário que eu freqüento o " serpentário", um café da rua Uruguai. Eu disse ao Júlio que vou lá quando vejo a mesinha dos " ícones" do serpentário, os colegas Moura, Guerreiro,Monteirinho,sentados. Sento e ficou ouvindo eles triturando todo mundo. É quem nem fosse um " Sala de Redação" mas muito mais violento. Ali não sobre ninguém...Ninguém é levado livre...
Exclusivo:
Nove jornalistas e um deputado estadual do PMDB - Luis Fernando Záchia - tiveram contas bancárias bloqueadas pela Justiça!
Para tirar um ensinamento prático desta situação que vou contar aos leitores, o melhor ditado que a define é este: " O INFERNO é está cheio de boas intenções!" Em 1998, preocupados com o mercado de trabalho, um grupo de jornalistas, mais o deputado estadual Luis Fernando Záchia fundaram uma cooperativa de trabalho, denominada Cooperativa de Jornalistas Antoninho Gonzalez, cuja sede ficava numa sala da Associação Riograndense de Imprensa. O tempo rolou e dias atrás, nove destes jornalitas, mais o deputado Luis Fernando Záchia tiveram descontados valores por ordem do Banco Central por decisão da juíza Maria Lúcia Aguiar Vieira, do Segundo Juizado Especial Civel de Porto Alegre. Os jornalistas que tiveram dinheiro descontado para pagar uma ação movida contra a Cooperativa de Jornalistas Antoninho Gonzalez foram José Antônio Vieira da Cunha, sócio da Coletiva.Net, Luis Afonso Rech, Luís Antônio Farias Duarte( o Nikão Duarte) Maria Cardozo, Wanderley Soares( colunista de O Sul) Carlos Esquivel Bastos( atual Superintendente de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado) Carlos Alberto Ferrugem( da assessoria de imprensa do PMDB estadual) e Alfredo Daudt, na época o presidente da Cooperativa de Jornalistas Antoninho Gonzalez.Além deles,figuram como réus - são 11 na ação - a própria Cooperativa e o deputado estadual do PMDB, Luís Fernando Záchia. A ação na qual são réus nove jornalistas, a cooperativa Antoninho Gonzalez e o deputado estadual Luis Fernando Záchia foi movida por Evelise Machado Pinto Waschburger e Valdir. O motivo da ação teria sido um vídeo feito na qual a cooperativa figurou como intermediária. O vídeo foi veiculado na RBS TV e o contratante teria sido o Governo do Esdado, quando era governador Olívio Dutra.O presidente da ARI, Ercy Pereira Torma e o seu vice, Ênio Rockembach, por questões estatutárias da própria ARI não puderam ser membros da diretoria da Cooperativa de Jornalismo Antoninho Gonzalez e escaparam de ter dinheiro descontado de suas contas bancárias por decisão judicial. Valores elevados Nesta situação,cada um está tentando salvar a sua pele. O deputado estadual Luís Fernando Záchia nomeou como sua procuradora no assunto, sua irmã, Maria Záchia Paludo, que é a diretora da Defensoria Pública do Estado. Já o colunista de O Sul, Wanderley Soares também constituiu advogado para tratar do assunto, mas não se sabe quanto lhe foi descontado de sua conta bancária. Bastante aborrecido com o assunto, no último sábado, dia 13/12/ comentou no barzinho da ARI: - Já me incomodei muito com isto. Antônio Goulart, por sua vez, levou um " choque" na semana passada quando tirou o extrato de sua conta bancária no Banrisul. Estava com saldo devedor alto e já corriam juros por conta do saldo devedor. Ficou lívido, procurou a gerência do banco porque tinham lhe descontado cerca de 13.700,00 reais por decisão judicial. Após fazer contatos, obteve a informação de que o dinheiro será reposto esta semana e que o Banrisul não vai lhe cobrar juros do saldo negativo de sua conta corrente.
* Quarenta anos do AI-5!
Acreditem se quiserem. No sábado, dia 13/12/08, completaram-se 40 anos da decretação pelo presidente Mal. Arthur da Costa e Silva do " famoso" AI-5, o ato que passou a reger o país. Cheguei em casa no último sábado e pude ouvir o Programa do Mutuca, na Ipanema FM, que eu gosto e que sempre ouço,quando posso. Liguei pra rádio pra pedir que o apresentador falasse sobre o tema. O produtor me atendeu - não sei o nome dele, não disse quando atendeu o fone - e eu me identifiquei lembrando que o Mutuca falasse no programa que completava-se naquele dia 40 anos do AI-5. Sabem o que o produtor me perguntou? - Quem é ele? O produtor achou que eu estava falando de um cantor de rock. Aí expliquei pro gajo que eu estava querendo tocar num assunto histórico. O produtor ficou quieto, mas o Mutuca não tocou no assunto.
Coleguinhas
* Nos envelopes convidando para a entrega do Prêmio ARI de Jornalismo no próximo dia 17/12, estava sendo expedido o convite para AMIR Domingues. Amir morreu há algum tempo.... * Na portaria da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) ainda chegam correspondências para os falecidos presidentes Alberto André e Antoninho Gonzalez. * E também chegam algumas faturas para cobrança contra o jornal Krônica, do falecido Luiz Osório, o Barão. * O chimarrão da ARI que sai todas as quartas,na próxima quarta,dia 17/12 poderá ser na antesala da Dante Barrone, porque lá será a entrega do Prêmio ARI de Jornalismo.
Eu X Eles
Coleguinhas Maciel tomou banho à força depois de 30 dias no Hermenegildo!
Paulo Roberto Maciel,nascido em Pelotas, em 03.02.1948 e já falecido foi lembrado dias atrás por Ercy Torma durante o chimarrão da ARI.Torma contou que anos atrás eles fizeram um churrasco na sua casa mas na hora caiu um torró de inundar tudo. Mesmo assim, ele , Maciel e as esposas não deixaram de fazer o churrasco na casa onde Ercy morou, na Vila Cefer 2. Sentavam no chão da casa do Ercy, como era costume nos anos 70. Paulo Roberto foi um dos criadores da banda DK junto com o carnavalesco Pernambuco quando trabalhou na Zero Hora.Ataídes Miranda, hoje diretor de Jornalismo da rádio Guaíba, foi colega de Maciel na TV Gaúcha, no começo dos anos 80. Ele lembra que Maciel teve uma ligação com a banda da Saldanha(Marinho) também.Maciel veio de Pelotas, onde trabalhara na rádio da Universidade e na TV Pelotas para a TV Gaúcha, onde foi chefe de reportagem da televisão. O diretor de Jornalismo era Floriano Correa, o Florianão. Assim que Antônio Britto assumiu a diretoria de Jornalismo, Maciel ficou mais um pouco tempo na TV Gaúcha e depois foi transferido para a Zero Hora, como repórter especial junto de Carlos Alberto Kolecza e Imara Stalbaum. Maciel cobriu o carnaval na ZH,torcia pela Imperadores do Samba e era colorado fanático.Casado com a colega Noeli Lisboa, teve com ela uma filha. Como repórter especial de ZH,Maciel fazia muitas reportagens no interior. Andava, não sei se por moda ou por mania, com uns tamancos, de salto alto,de barba a la Luiz de Miranda usando um brinquinho.Carregava uma sacola onde punha suas anotações, mas nunca foi hippie. Estava mais pra bebum de que pra outra coisa.Via no Porto Larga, na av. Erico Verissimo, tendo sido seguramente um dos seus maiores freqüentadores nos anos 80 e dos maiores consumidores( não de guaraná) com certeza. " A Santinha do Caverá" Uma das reportagens que me lembre que o Maciel fez foi a cobertura do episódio da " Santinha do Caverá" uma moça que tinha alucinações e que dizia ter visto uma santa, no interior de Alegrete, na região do Caverá. Claro que com a divulgação dada a nível regional, acorreram para o local dezenas de fanáticos que realmente começaram a se sentir melhor, cegos a enxergar, surdos a ouvir e outros do tipo que diziam ter visto a "santinha" dentro de uma gruta. Estas crendices que rendem muito dinheiro a charlatães e que vendem jornal pra caramba. Maciel, hospedado no hotelzinho do posto Texacão, junto a BR-290, em Alegrete ficou dias e dias lá mandando matérias para a Zero Hora. Banho forçado No final dos anos 70, surgiu o famoso fenômeno da praia do Hermenegildo, , a " maré vermelha" uma transformação biólogica no mar que matou milhares de peixes e outros afins junto a praia do mesmo nome. A imprensa e os ecologistas fizeram o escarcéu. Maciel conseguiu uma boa matéria com um especialista no assunto - não era o Lutzenberger, que já era bastante conhecido - que morava no Cassino, em Rio Grande.No Hermenegildo ficou hospedado numa espelunca braba durante 30 dias junto com um fotógrafo e um motorista. A equipe tinha que trabalhar muito porque a concorrência era grande nesta cobertura. No final da temporada, fazia 30 dias que Maciel não tomava banho. Ou porque não gostava de água, ou porque o chuveiro da especulanca dava choque - muitos hoteizinhos(aqui no sentido carinhoso) no interior não possuem sistema elétrico confiável e o cristão toma cada choque da corrente elétrica que voa longe.Então o motorista e o fotógrafo que estavam com ele - uma pena não lembro mais os nomes dos dois - fizeram-no tirar a roupa e o botaram em baixo do chuveiro à força.O Maciel tomando sua ducha e o fotógrafo ainda aproveitou para bater umas fotos. Depois,reveladas, elas circulavam na redação pros colegas tirarem sarro... Maciel era muito bipolar, como se diz ele. Tanto podia estar de bom humor, como de bosta azeda." Tinha um problema de temperamento" reconheceu Ataídes Miranda, que trabalhou por pouco tempo com ele na TV Gaúcha, onde Maciel era seu chefe. E , com o tempo, como é comum, começou a se achar ... Morte longe dos pampas... e sem grana pro enterro Paulo Roberto Maciel foi pra Brasília, onde entrou pra Radiobrás.E de lá foi mandado para Porto Velho(Rondônia)onde Maciel não se adaptou muito. Dizem os que souberam dele que ele se queixava muito do calor de 40 graus que faz lá todo dia... No dia de sua morte, ele teria se queixado mais uma vez do calor forte que fazia em Porto Velho. Saiu caminhando pelas ruas com um papel sobre a cabeça estendido pra se proteger do sol. Morreu de um ataque fulminante do coração. Sua mulher Noeli, ligou para Lauro Schirmer,diretor da ZH que autorizou a transferência do cadáver por conta da ex-empresa. Não sei com certeza, se Maciel foi enterrado em Porto Alegre, ou na sua terra natal.
Eu X Eles
Coleguinhas " o vereador de Gaspar "
As enchentes recentes da região de Blumenau e Gaspar fez-me lembrar de um colega que conheci nos anos 80. Foi o João Pedro Correa, coordenador de imprensa da Volvo e que "inventou" o Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito. Hoje este prêmio está consolidado e muitos jornalistas respeitados no país já o ganharão, na categoria de jornal e de imprensa. Mas o Prêmio Volvo é dado também a outras instituições, como a Fundação Thiago Gonzaga que anos atrás o conquistou. João Pedro Correa era chamado sempre de " vereador de Gaspar" quando íamos aos encontros de transporte. Bem humorado, Correa tirava de letra o apelido. J. Pedro é nascido em Gaspar, Santa Catarina. Daí a alcunha.
Onze anos da Ponte da Integração! !

Quase me passou batido. Dia 9/12 completaram-se onze anos da inauguração da ponte entre S.Borja e Santo Thomé, do lado argentino.A ponte já tem cerca de 200 caminhoes dia passando por ela e destes 100 são de " cegonheiros"( transportam veículos prontos e novos de um lado do pais para outro). A inauguração da ponte foi com a presença dos dois presidentes: do lado do Brasil, FHC e do lado argentino, Carlos Menem.O almoço foi na Sociedade Rural de S. Borja e depois FHC voou para Porto Alegre, onde inaugurou na mesma tarde uma nova estação do Trensurb. A foto que publico foi feita pelo fotógrafo Mário Aguiar, da Folha de S.Borja. Reuniões Durante as reuniões preparativas à construção da ponte, as comitivas se encontravam para discutir o assunto em várias localidades. Mas segundo o engenheiro Newton Antônio Brunnelli( que atualmente se retirou da administração da ponte da Integração) a grande parte delas foram feitas em Foz do Iguaçu, porque o local era mais acessível para todos os técnicos que participavam da gestão da construção do empreendimento. Depois de muitos anos de discussões, finalmente em um ano e pouco o consórcio que a construiu, deixou a obra pronta. Hoje a ponte da Integração mudou o cenário das duas cidades. Santo Thomé está incrementando sua faculdade de Medicina, já que lá não é necessário fazer vestibular. Muitos brasileiros estudam em Santo Thomé e residem em S.Borja. Já os correntinos, como são chamados os habitantes de Santo Thomé,visitam também bastante S.Borja, principalmente junto ao porto local, onde uma remodelação total do local fez um parque de restaurantes onde o prato principal é o peixe. No domingo dia 7/12 fui com o amigo Clair Ribas,sua esposa e a mãe dele até Santo Thomé, almoçar uma autentica parrillada de beira de estrada. A ponte estava deserta na hora do almoço e fazia um grande calor.Do lado argentino,o que havia aberto era apenas o cassino, com meia dúzia de jogadores e alguns almoçando. No mais os correntinos faziam a sesta,deixando Santo Thomé, com suas ruas sem asfalto e empoeiradas,um cenário de faroeste norteamericano. Os brasileiros neste momento tem vantagem em comprar na Argentina e cada carro brasileiro que cruza a Ponte da Integração não regressa sem " unas bottelhas" de vinho argentino, que se compra a dois reais a garrafa. E vinho de boa qualidade.
Memória da Imprensa!
"Cagados de medo, deixamos de lado aquela aventura"...
O livro da Sandra Moura,lançado na última quinta,dia 11/12, na Livraria Cultura, sobre a trajetória do repórter Caco Barcellos lança luz sobre a existência de um jornalzinho chamado DLUCT feito nos anos de chumbo, isto é, no tempo do Governo Médici. Éramos um pequeno grupo e alguém queria fazer um jornalzinho. Nos reuníamos na PUC, de noite, num centro acadêmico,acho que do Direito - acho que foi o próprio Caco Barcellos que descolou a chave - e passávamos a noite ali trabalhando nos artigos. Nem tanto trabalho, mas muita curtição. Tocos de cigarro eram juntados do chão,quando não havia mais o que fumar, na alta madrugada. A fome era matada pelas galinhas a molho pardo que a mãe do Caco,dona Antoninha, que morava perto da PUC,fazia. Ía toda a turma pra lá comer...quando a fome batia pra valer.Mas também comprávamos mortadela e pão numa padaria que havia na av. Bento Gonçalves e quebrávamos o galho.O Caco namorava a Goretti, que também morava na "zona", como se dizia. Tinha o "Carroça"( Luís Antônio Maciel) que era da turma e morava por lá também.A Madalena, irmã da Goretti, não era propriamente da turma, mas de vez em quando pintava no pedaço. O Caco Barcellos, que naquele tempo estava deixando o curso de Matemática da PUC,pra se transferir pro Jornalismo, era uma espécie de liderança da turma. Ele e o Licínio Silveira. Havia, como sempre os que mais faziam " onda" que outra coisa, como o Emílio(Chagas) o Carlinhos Caramez, que só chegava nas boas... O Caco era engatado na diagramação da Mariazinha Baladão e foi ela que diagramou o jornalzinho. O primeiro número do Dluct - não sei quem trouxe a sugestão pro grupo - saiu com a data de 26 de abril de 1972. Ninguém de nós ali tinha experiência em redação de jornal grande.Eu trabalhava em bancos, o Caco estudava e era nas horas vagas motora de táxi,o Emílio se não me falha a memória era publicitário, o Carlinhos Caramez ainda não fazia nada,O Licínio era o que tinha mais compromissos na vida porque sua mulher, a Viviana já estava grávida, eis que os dois tinham casado no verão em Montevideo. O Emílio namorava a Heloiza Golpsban e seu nome consta no expediente de um dos três números que chegamos a fazer. As madrugadas eram nosso melhor tempo. Saímos geralmente altas da manhã pra pegar o ônibus " corujão" que ainda circulava naqueles tempos em que havia segurança na noite de Porto Alegre.As vendas do jornalzinho era o mais complicado, pelo que me lembro. Íamos muito vender o produto do nosso esforço durante as noites de sábado na frente de um cachorro-quente que havia virado moda naqueles anos: o Ki-kão, que se localizava na frente do Hospital de Clínicas. Ali enquanto os namorados comiam seu cachorro-quente e tomavam seu refri ou cerveja em lata (foi o primeiro local a vender cerveja em lata no Portinho) nós chegávamos no carro e tentávamos vender nosso produto. Numa das edições o Caco teve sua famosa mania de esquecimento. Os jornaizinhos estavam num pacote e ele desceu junto ao Julinho, na Azenha, pra irmos nos encontrar no Ki-kão, no Clínicas. Quando chegou no local marcado, tinha esquecido os jornais dentro do ônibus da linha Santa Catarina. Ele mesmo correu de táxi pro centro da cidade e achou o õnibus ainda estacionado no terminal Sepúlveda. Os jornaizinhos estavam no fundo do ônibus, empacotados, ninguém os tinha visto. As matérias fortes das 3 edições que chegaram a circular foram uma entrevista que foi feita com o cantor Gilberto Gil, no porão do teatro Leopoldina, depois de um show. O Carlinhos Caramez só faltou " bater" no Gil, porque o Gil já defendia a sua grana naquele tempo. E o fazia também no âmbito ideológico dizendo que o negócio dele era vender disco e não fazer a revolução, como nós,trouxas, pensávamos que ele queria fazer.Acho que pra consegirmos entrevistar o Gil usamos a influência do crítico Juarez Fonseca, que já era da Zero Hora. Não sei, mas tenho quase a certeza que alguém do grupo falou com o Juarez. E era comovedor ver quando alguém conseguia um canal destes como ele dava a notícia,quando era positiva. Parecia que havíamos conquistado a Lua... Outro ponto alto do jornalzinho foi outra entrevista, esta com o Paulinho da Viola, que não lembro mais onde foi feita. Como pauta do Licínio, tem uma boa pesquisa, acho que feita pelo próprio,sobre os bares e restaurantes de Porto Alegre, daqueles anos de 1972. Por esta matéria fiquei sabendo ali por exemplo, que o Stylo Bar que havia funcionado na Garibaldi com a Independência, já se havia mudado para a Getúlio Vargas. O último e terceiro número do Dluct circulou sem que nós soubéssemos que iria ser o último. Me lembro que o Carlinhos Caramez fez um artigo virulento,falando mal do presidente Médici, do fim do sonho, algo assim. Eu queria censurar parte do artigo, mas não fui ouvido nem pelo Caco, nem pelo Licínio, que eram as vozes fortes ali. E imaginei o pior. Sei que foi feito o quarto número e quando o Caco o levou pra gráfica, recebeu a resposta do dono da impressora de que o SNI ( Serviço Nacional de Informações) estava a procura de quem fazia o jornalzinho e que eles não iriam mais imprimir o boletim. A notícia nos foi dada em doses pequenas. Todos tomamos um enorme cagaço. O Caco sumiu uns dias, não sei pra onde foi. O Licínio escondeu-se na fazenda do pai, no Carapuz, em Taquari. Nós,outros, ficamos aqui mesmo. Não deu nada, ninguém nos procurou. A foto da capa foi feita pelo Milton Saraiva, o " Totti", que era um fotógrafo que se tornaria da grande imprensa e hoje sumiu do horizonte. Esta foto, na capa do primeiro exemplar, esta reproduzida no livro da professora Sandra Moura. Em tempo: a coleção do Dluct foi "salva" do esquecimento pelo zelo que a dona Antoninha tem por tudo o que diz respeito ao filho.
Coleguinhas
* Neste último sábado,dia 13/12, no sítio do Sayão Lobato, fizeram uma festa comemorando os 40 anos da Itaí FM.Reuniram-se lá locutores antigos da emissora como Marne Barcellos,Egon Bueno. A Itaí foi a primeira rádio gaúcha a ter FM.Sobre a rádio Itaí, no meu livro Pauta, o Avesso das Redações conto a seguinte história:" O publicitário Jesus Iglesias(falecido em 17.02.2004) fundador da SAPA( Sociedade Amigos de Porto Alegre) apresentou a Lorenzo Gabelini( falecido) dono da rádio Itaí, um projeto para mudar a programação da rádio. Ninguém quis assumir o programa ao vivo num sábado à tarde. Jesus topou fazê-lo. O programa era interrompido faltando 5 pras 18hs para que a Cúria Metropolitana colocasse no ar o seu programete a " Hora do Angelus". Num sábado, o operador de plantão não achou o cartuchol da Cúria Metropolitana e Jesus colocou a música " Ave Maria do Morro", ao invés da Ave Maria de Gnold que era a cortina musical do programa que a Cúria fazia. Lorenzo Gabelini que no sábado ia pro seu sítio nos arredores de Porto Alegre mas que não desgrudava do rádio telefonou: - Enlouquecestes filho da puta, disse ele a Jesus, pelo telefone. Quando Lorenzo Gabelini ofereceu a Jesus Iglesias o programa do sábado à tarde na rádio Itaí, pergunto quanto ele queria ganhar: - O preço é muito alto. Tu não podes me pagar. - Quanto é afinal? - Tu não controlares o programa, disse Iglesias. - Ah, isto não,disse Lorenzo. Depois os dois se acertaram." * Foi lançado com um público muito reduzido na Livraria Cultura, na quinta-feira última,dia 11/12 o livro da professora Sandra Moura, sobre o metédo de trabalho do repórter Caco Barcellos. Edição da Universidade Federal da Paraiba. Ó livro é uma pesquisa séria sobre a trajetória pessoal e jornalística do repórter que hoje apresenta o programa Profissão Repórter, na TV Globo.Está na Livraria Cultura,de Porto Alegre.
" Salão Oval" na Assembléia
será inaugurado hoje,segunda, dia 15 pelo presidente Alceu Moreira!





Chamado pelos corredores da Assembléia de "Salão Oval" pela sua semelhança com a sala do presidente dos Estados Unidos será inaugurada hoje, no térreo da Assembléia Legislativa do Estado, a sala da convergência, um marco do presidente da instituição que deixa o cargo no dia 31 de janeiro de 2009.Na última sexta-feira,dia 12/12, os preparativos dos empregados eram intensos.A foto é do Guerreiro.
Caco Barcellos
e as histórias de taxista

A Sandra Moura, professora em João
Pessoa, esteve na Livraria Cultura lançando seu
livro Caco Barcelos( o repórter e o método).Uma
boa pesquisa sobre a vida do hoje conhecido repórter
da TV Globo, que apresenta o " Profissão:Repórter".
No livro, ela recuperou a foto da carteirinha de motorista
de táxi que o Caco sempre fala que foi.
Taxista em Porto Alegre e muito desligado: porque uma
vez foi trabalhar na Folha da Manhã com o táxi
do pai, Nércio(falecido) e saiu de lá, tomou
o ônibus pra ir pra casa. No outro de manhã,seu
pai queria sair com o táxi pra trabalhar e o Caco
o havia deixado na frente da Caldas Junior,estacionado.
Ainda bem que não o levaram.
Memória
da Imprensa!
"Sartre" e "Simone"
Ao cruzar no dia 9/12, no salão da Fiergs com o
publicitário Antônio Dalessandro( O D da
DCS) não pude como não me lembrar de uma
história que o velho e saudoso João Aveline
contava. Quando Dalessandro( conhecido nos tempos de guri,
por " Janjão") trabalhou um tempo na
reportagem geral de ZH, ele chegava sempre junto da Flávia
Menabarreto, outra colega que também estava querendo
tomar pé na profissão.Aveline, então
chefe de reportagem, quando via a dupla chegando, invariavelmente
pensava:
- Bah, lá vem o Sartre e a Simone de Beuavoir.
Que pautas vou arrumar pra eles!!!
Coleguinhas
* O gabinete da governadora Yeda Crusius
precisa atualizar seus endereços: José Carlos
Torves deixou a presidência do Sindicato dos Jornalistas-RS
há bastante tempo e mora em Brasília,desde
então.Hoje é membro da diretoria da Fenaj.
* Ercy Pereira Torma queixou-se a Enir
Grigol,da imprensa da Fiergs que não havia recebido
convite, por isto não fora a entidade, no dia do
almoço.
* No almoço de fim de ano da Farsul,no dia 11/12,
Ercy Torma preferiu sentar nomeio da "massa"
a ficar em mesa especial.
* Só pra refrescar a memória:
Lágrimas na Chuva é o nome de um livro do
Sérgio Faraco onde ele narra peripécias
na antiga União Soviética. Por nada, não
é que vi escrito dias atrás num jornal de
grande circulação. Então, não
há nada muito original...Assim, como " Profissão
Repórter" é o nome de filme,antigo...
* Pô, tenho que reconhecer: o blog
do Mendelski está acertando. Não sei porque
não tinha feito antes o que tá fazendo agora:
notinhas curtas e opinativas como o Mendelski é
mestre em fazer.
* Já que estamos com prêmio
na cabeça, como anda o Prêmio de Jornalismo
sobre Aço lançado este ano?? não
vi mais nada na imprensa. O patrocinador é a Zamprogna,
uma firma que apostou no novo prêmio. Não
sei se houve julgamente, se houve candidatos ao título.
* Firmar com credibilidade prêmios de jornalismo
não é fácil. Embora nunca tenha ganho,
os de maior credibilidade são da ARI e o ESSO.
O Prêmio SETCERGS também tem boa aceitação
e credibilidade.
* Mas não é fácil "construir"
e dar credibilidade a um certame de jornalismo. Leva-se
anos. Conheci um caso que não deu certo até
porque participei dele e a minha reportagem não
foi aceita. Quando foi criada a RTI - associação
dos ônibus do interior - a Martins e Andrade instituiu
em nome da RTI um prêmio destinado especificamente
para reportagens sobre viagens de ônibus. O prêmio
não pegou. Na primeira vez faltaram inscritos.
Inscrevi uma matéria de uma viagem de ônibus
até o Pará, mas não aceitaram porque
alegaram que o regulamento dizia que só serviam
as matérias que falavam das viagens no RS.
O prêmio acabou desativado pelo RTI. O colega Roberto
Tavares quando assessorava a ATP tentou criar um prêmio
de jornalismo de transporte urbano. Acho que a MPM que
na época atendia a ATP não topou,algo deste
tipo.
* Os jurados do Prêmio ARI de Jornalismo trabalharam
segunda,terça e quarta-feira passadas pra classificar
os finalistas. Não é mole tem que revisar
tudo e surgem contendas durante a elaboração
dos pareceres. É meio como quando vão escolher
o Papa. Até que surja a famosa fumaça branca
da chaminé do Vaticano e alguém chegue à
janela do Vaticano gritar Habemus Papa demora às
vezes meses...No prêmio ARI também não
é tão simples assim que se indique os finalizadores.Já
participei do ARI com matérias, mas nunca ganhei
nenhum.
* Agora, que tem coleguinhas que sabem a manha dos jurados,
isto tem. Sabem explorar com inteligência os temas
que vão dar prêmio. São os chamados
" caça-prêmios". Ah, como tem...
* Rogério Mendelski,estava,ontem,dia 11/12, particularmente
irritado com uma notícia que a ZH dera sobre o
Cel Mendes, comandante geral da Brigada Militar.O "
zangado da madrugada" repetiu várias vezes(
é só ver a fita) que a matéria era
" safada".
* E um ouvinte ainda foi lhe mandar um torpedo protestando
porque Mendelski não tinha comentado o assunto
de uma prisão de um médico em Erechim, que
reagiria ao ser detido pela PRF. O ouvinte disse que a
notícia tinha passado no RBS Notícias.Mendelski
foi à loucura:
- Eu não vejo o RBS Notícias, eu vejo a
Record, meu amigo.
* Sábado, dia 13/12, último dia que o Barzinho
da ARI vai abrir este ano. Depois só em 2009. Adolar
,garção, pronto pra entrar em férias...Mas
antes do barzinho haverá debate sobre imprensa
de bairros coordenado pela ARI e pela Já Editores.
* E uma turma vai ao Beto Carrero, conhecer o museu do
local de entretenimento. Voltam lépidos no sábado,ainda...Tudo
coordenado pelo Mello, do jornal da Zona Sul.
Salão Oval
Na Assembléia!
Nem foi inaugurado,ainda, e a nova sala
de coletivas no prédio da Assembléia Legislativa
do Estado já está sendo chamada pelos corredores
de " salão oval".Igual ao dos presidentes
dos Estados Unidos. É uma mesa oval, pra dar coletiva.
Grandiloqüência!
Coleguinhas - Eu
X Eles

Sérgio Arnoud e Plínio Dotto. Acervo de
Lauro Dickmann.
O atual líder dos Servidores
Públicos do Estado Sérgio Augusto Jury Arnoud
já foi fotógrafo, primeiro da Zero Hora,
onde iniciou e depois na Cia Jornalistíca Caldas
Junior( onde trabalhou para o jornal Folha da Manhã).
Arnoud nasceu em 29.10.1949 em Porto Alegre e é
filho de Pedro Krug Arnoud e de Joana K. Arnoud. Se não
estou enganado, o fotógrafo formou-se mais tarde
em Direito.
Plínio José Venturini Dotto é natural
de Lavras do Sul,onde nasceu em 05.11.1941.Filho de Ângelo
Domingos Dotto e de Elizabet Venturini Dotto.
Plínio trabalhou na Hepner Propaganda( rua dos
Andradas 1155) e na rádio Universidade da UFRGS,como
redator.Foi casado com Sandra Bertoglio(12.12.1945)Formando
pela Faculdade de Filosofia da UFRGS, no curso de Jornalismo
em 1964, Plínio também exerceu a profissão
na Distribuidora Ipiranga de Petróleo, no Jornal
do Comércio, de Porto Alegre.Por um tempo residiu
em Porto Alegre, na rua Jerônimo Coelho, 112/23.
Eu X Eles - Coleguinhas

Affonso Ritter na ADVB,ao lado do colega Lauro Dickmann,
ambos de barba, nos anos 70, do século passado".
foto acervo Lauro Dickmann
" Padre Affonso, padre Affonso,
o que o senhor faz aqui?"
Nascido no Pinhal Alto, no interior de
Petrópolis, o colega Affonso Ritter é uma
referência no jornalismo de economia do RS.Quando
ele começou na ZH, a editoria nem existia.Quem
o levou a conhecer as entidades empresariais como Farsul,Fecomércio
e outras foi o repórter musical Juarez Fonseca.
A editoria de economia de ZH nasceu com ele.Depois, mais
tarde, Affonso Ritter assessorou a ADVB.
Mas no meio dos colegas mais antigos, o apelido de Affonso
é " o padre". Tudo porque um dia ele
estudou pra padre.O falecido publicitário Jesus
Iglesias só se referia a Ritter pelo apelido.
Encontro
Um dia,segundo um dos colegas que conheceram muito bem
a Fiergs, na região central de Porto Alegre, na
Leonardo Truda, Affonso Ritter havia estado num almoço
na entidade e quando saía, no elevador, encontrou-se
com duas freirinhas que estavam saindo do prédio.
Conhecidas suas do tempo em que foi ligado à religião,
as duas freiras teriam ficado muito surpresas em encontrar
Ritter e teriam ambas exclamado:
- Padre Affonso, Padre Affonso, o que o sr. faz aqui na
Fiergs.
As religiosas não sabiam que Ritter tirara da cabeça
seguir a vida de seminário e que estava agora na
profissão que o tornou uma referência, o
jornalismo econômico.
Ritter é o mais antigo participante do Jornal Gente,
da Band AM. Está nele desde que o jornal foi fundado.
Antes participara do Câmera Dois, no Canal Dois,
com Clóvis Duarte.
Casado com a socióloga Dorzila, tem duas filhas.Não
se sabe se já é avó,ou não.Quando
fiz meu livro sobre a família Spina, ele me deu
um pequeno depoimento lembrando que as massas caseiras
da pizzaria Spina lhe lembram as massas feitas pela sua
falecida mãe.
Affonso Ritter viaja bastante. Todos os anos participa
da feira internacional de Hannover, na Alemanha.
Na ZH, tinha uma tradicional " mesa redonda",sempre
publicada aos domingos,entrevista sempre feita às
quartas,durante almoço na própria empresa,
com o convidado. Ela era feita por ele, Remi Baldasso,
José Manosso, Ise Mara da Silveira, Jandira Feijó,entre
outros.Havia uma pessoa para fazer a decupação(tirar
o texto da fita cassete),cujo nome não lembro,agora.
Ritter veraneia no loteamento Capão Novo, tendo
sido um dos primeiros veranistas a comprar casa naquela
idéia trazida dos Estados Unidos por Elmar Wagner.
Completam-se hoje
20 anos que recebi um prêmio!

No dia 12/12/1988 estive com o colega Nilson Mariano no
gabinete do governador Pedro Simon porque ele fez questão
de entregar o prêmio que havíamos recebido
do Badesul.
O Mariano, com uma matéria sobre
" os diferentes" rio grandes do sul ganhou o
primeiro lugar. Pauta da Núbia Silveira. E eu com
uma pauta minha, fui eu que descolei a pauta e viajei
ao Chile, ganhei o segundo lugar com um caderno editado
pela Jussara Silva chamado Ligar o Atlântico ao
Pacífico, um sonho Possível.
Domingo passado,dia 07/12, cruzei de carro junto com o
advogado Clair Fialho Ribas, a ponte da Integração,entre
S. Borja e Santo Thomé. Esta ponte é fruto
deste sonho de integração.Com um tijolo,de
certa forma, ao escrever aquela reportagem,contribiu pra
sua construção.
Na foto está ainda o presidente
do Badesul, Jaques Giacomini.
A viagem que fiz e que foi premiada saiu
de Porto Alegre,rodou 6 mil quilômetros numa camionete
e o colega José Barrrionuevo, então no Correinho,
a apelidou de " Expedição Marcopolo".Barrio
tinha bronca do secretário dos transportes, Adão
Faraco, que coordenou aquela ida a Antofagasta e tinha
boas fontos dentro da própria Secretaria dos Transportes.
Lembro que o coordenador da viagem, Valdir Cóccaro,
não quis nem entrar em Santiago, capital do Chile,
no regresso, com temor de que alguém depois passasse
ao Barrio a informação de que " a expedição
Marcopolo" fora fazer turismo.
Eu X Eles - Coleguinhas

" Mas que secura é esta?" protestou a
"Jana"
Estava me preparando pra ir ao chimarródromo
da ARI - quartas,depois das 18hs, no primeiro andar, a
direita quem entra - no último dia 10/12,quando
entrei numa salinha onde havia um computador no Sindicato
dos Jornalistas.Abstraído no trabalho, não
vi quando a "Jana" - Jeanice Dias Ramos se aproximou
e me cumprimentou:
- Boa tarde, mas que resposta mais seca é esta,protestou
ela ,diante do pouco entusiasmo que demonstrei quando
ela deu seu alô.Conheço a Jana do tempo que
namorava o Telmo Zanini, ela da Famecos e ele da Fabico,
se não me engano. A gente não era colega
na faculdade, mas se encontrava nas " quebradas"
da vida, como dizíamos nos anos 70. " Por
quebradas" entendíamos peças de teatro,shows,rodas
de samba, cinemas e por aí afora.
Janice Dias Ramos é de Porto Alegre, nascida em
14.08.1953. Filha de Antônio Cardoso Ramos e de
Maria Ruth Dias Ramos.Já residiu na av. Bastian
489/15. Trabalhou entre os vários locais que trabalhou,
está a Feplam.
Foi casada com o também colega Celso Viola, com
quem tem o filho Alexandre Augusto( 28.02.1979) que atualmente
está vivendo na Europa.
Atualmente, participa do grupo de Afrodescendentes do
Sindicato dos Jornalistas-RS.
Alceu Moreira concede
coletiva na segunda-feira
O presidente da Assembléia Legislativa,
deputado Alceu Moreira (PMDB), dará entrevista
coletiva à impensa na segunda-feira, dia 15, às
11h, após a inauguração do Espaço
de Convergência, do Fórum Democrático
de Desevnolvimento Regional, e a reunião do Colégio
Deliberativo do Fórum.
O QUÊ: entrevista coletiva do presidente
da AL, deputado Alceu Moreira
QUANDO: dia 15 de dezembro de 2008
HORÁRIO: 11h, logo após a inauguração
do Espaço de Convergência e a reunião
do Colégio Deliberativo do Fórum Democrático
de Desenvolvimento Regional
ONDE: Espaço de Convergência do Fórum
Democrático Regional, térreo da Assembléia
Appio analisa os
doze anos de pedágios no Rio Grande do Sul
O deputado Francisco Appio (PP) ocupou
o Grande Expediente da Sessão Plenária desta
quinta-feira (11) para falar sobre os Doze Anos de Pedágios
no Rio Grande do Sul. "Em 1994, esta Casa votou a
Lei 10.086, sobre a concessão de serviços
públicos", lembrou, ao fazer um histórico
da trajetória dos pedágios no Estado. Ele
lembrou que os pedágios foram liberados em 1998.
"As concessionárias já reivindicavam
reajustes devido à inflação",
acrescentou.
O início do novo governo, em 1999,
foi seguido por um ingresso de ações judiciais,
recordou o parlamentar. "As concessionárias,
face à atitude do Parlamento, foram à Justiça
requerer indenização em relação
aos 84 dias de vigência da Lei 11.460", disse
Appio. A lei isentava de pagamento de pedágio,
entre outros, veículos emplacados nas cidades-sedes
dos pólos. E recordou o Termo Aditivo Nº 1,
assinado durante o governo Olívio Dutra.
"Continuamos pagando 37% a mais
da tarifa básica, corrigida pela inflação.
Isso trouxe ao atual governo Yeda Crusius o desafio de
examinar se o desequilíbrio existia". E foi
além: "Pelos 84 dias, o Estado deveria pagar
R$ 1,980 milhão para os sete pólos, o que
significa 5% da receita anual. Ou seja, se isentarem as
placas de Vacaria, o pólo de Vacaria, que fatura
R$ 32 milhões ano, perderia apenas 5%."
Appio chamou a atenção
para o fato de que a taxa interna de retorno dos pólos
"é relativa ao capital dos outros": "Os
usuários entram neste negócio com 98,1 %."
O deputado criticou a falta de debate dentro da Assembléia
do PL 279/08, o projeto do Executivo que trata da prorrogação
dos contratos de pedágio, que tramita na Casa.
"Não foi feita uma audiência pública
sequer", reclamou.
O parlamentar ressaltou que o artigo
62 da Constituição Estadual - que permite
a tramitação em regime de urgência,
a pedido do governador do Estado, de projetos do Executivo
- não impede que a proposta seja analisada pela
Comissão de Constituição e Justiça.
"A urgência dá pouco tempo para análise,
mas ela é permitida".
"Esse projeto não tem sustentabilidade
legal. E isso que não falei do mérito",
alertou. Appio pediu que fossem transcritos nos anais
20 razões de mérito para votar contrariamente
a proposta. "Este modelo é falido e fracasso.
Só é bom para as empreiteiras". Manifestaram-se
em apartes os deputados Marisa Formolo (PT), Marco Peixoto
(PP), Marquinho Lang (DEM), Raul Carrion (PC do B), Edson
Brum (PMDB), Zilá Breitenbach (PSDB) e Paulo Azeredo
(PDT).
Memória
da Imprensa

O DOPS na " cola" da TRIBUNA!
Logo que o golpe militar de 1964 fez
chão e passou a agir, uma das primeiras medidas
foi tomar pé quanto a imprensa e passar ao seu
controle.
Por isto, de timbre e tudo, a Divisão de Ordem
Política e Social - o temido DOPS - do tempo da
ditadura militar, chefiada pelo delegado Luiz Carlos Carvalho
da Rocha, oficiou em 31 de julho de 1964 ao então
presidente da Associação Riograndense de
Imprensa(ARI) Alberto André querendo explicações,
mormente quanto ao jornal A TRIBUNA que oficiosamente
era o porta-voz do Partido Comunista Brasileiro(PCB) ferozmente
perseguido pela ditadura militar.Depois de Leonel Brizola
e do ex-presidente Jango Goulart, o Partidão era
o que os militares mais queriam pegar.
O ofício número 612/64,datado de 31/7/1964
do DOPS diz :" solicito os bons ofícios( sic???)
de V.Sra no sentido de se digne a informar a esta Divisão
os nomes dos responsáveis pelo jornal " A
TRIBUNA" desta Capital.
Delegado Luiz Carlos Carvalho da Rocha, diretor do DOPS.
O presidente da ARI, Alberto André, respondeu em
21 de setembro do mesmo ano ao delegado do DOPS dizendo
que " na nossa entidade somente são registrados
os jornalistas, individualmente, devendo os mesmos, no
seu ingresso, juntar à documentação
prova de atividade fornecida pelo órgão
empregador. Não temos, por conseguinte, não
fazendo parte do nosso acervo, o registro de empresas,
cujo levantamento iremos agora proceder, ao ensejo da
I Exposição da Imprensa Gaúcha.André
informou ao delegado do DOPS que solicitou informações
sobre o jornal a Tribuna que " com o objetivo de
atender ao que nos foi solicitado por V.Sa. nossa secretaria
entrou em contato com as organizações que
pudessem informar a respeito do referido Jornal nono ofício
612/64 ,informações que anexamos na expectativa
de que correspondam ao solicitado.
As informações colhidas no Cartório
de Registro Especial dizem que a Tribuna Gaúcha
foi fundada em 15.03.1946, pelo menos foi registrada nesta
data.
Seus diretores eram José Freire, o proprietário,o
redator responsável Isaac Axelrud e o gerente Décio
Bergamaschi Freitas.
Na Biblioteca Pública nada consta porque os exemplares
que receberam não foram arquivados.
A ficha remetida ao DOPS sobre o jornal a TRIBUNA diz
ainda que Isaac Axelrud tinha por nome jornalístico
Josino Campos.
Outros registros indicam que a Tribuna foi fundada em
11.11.1946 e que seria de propriedade de Júlio
Souza Teixeira,tendo na diretoria Plínio Cabral.
As especificações da Tribuna são
altura da coluna 42 cm, largura da coluna 5 cm, número
de colunas: 7, número de páginas, 8; linha
dágua: jornal, impressão:plana. O endereço
da Tribuna seria: av. Borges de Medeiros, 340, segunda
galeria.(POA-RS).
Controle
Já no dia 8/10/1964, o mesmo delegado Carvalho
da Rocha,diretor do DOPS oficia à ARI pedindo a
relação de todas as emissoras e jornais
nesta Capital, fornecendo-nos, se possível,a denominação(tipo),
localização( de estúdios e torres,
nos casos de rádios e teves e endereços)
firma ou Companhia proprietária e diretores.
No dia 4 de novembro do mesmo ano, Alberto André
oficia respondendo que estava enviando anexo a relação
que fora fornecida pela AGERT.
Como se vê, o DOPS, tão logo a ditadura militar
foi vitoriosa, começou um cerco encima da imprensa.
É que ela era acusada de estar "infiltrada
de comunas"!
ARI REVELA FINALISTAS
DO 50º PRÊMIO ARI DE JORNALISMO
A Diretoria Executiva da Associação
Riograndense de Imprensa liberou, na tarde desta quarta-feira
(10.12.2007), a relação dos finalistas da
50ª edição do Prêmio ARI de Jornalismo.
São 61 indicados nas 14 categorias do concurso,
que disputam os primeiros, segundos e terceiros lugares.
Os dois primeiros recebem prêmios em dinheiro, troféu
Negrinho do Pastoreio e diploma, enquanto o terceiro receberá
Menção Honrosa.
Segundo o presidente da ARI, Ercy Pereira
Torma, foram inscritos 168 trabalhos. A solenidade de
premiação acontecerá no dia 17 de
dezembro, quarta-feira, às 19h, no Teatro Dante
Barone da Assembléia Legislativa. Na antevéspera
dos 73 anos de fundação da ARI (19.12.1935).
Estes são os classificados:
MÍDIA IMPRESSA
01) Reportagem Geral
a) TRAGÉDIA SILENCIOSA, de Carlos
Roberto Fialho Etchichury, no jornal Zero Hora, de 25
a 27 de maio de 2008.
b) A EPIDEMIA DO CRACK, de Patrícia
Rocha da Silva, no jornal Zero Hora, de 6 a 12 de julho
de 2008.
c) MÃES CORAGEM, de Moises dos
Santos Mendes, no jornal Zero Hora, em 10 de maio de 2008.
d) JANGO PERSEGUIDO ATÉ A MORTE,
de Elmar Bones da Costa, na revista Já, de abril
de 2008.
e) O CASO KLIEMANN 45 ANOS DEPOIS (SÉRIE),
de Guido Ernani Kuhn, no jornal A Gazeta do Sul, de Santa
Cruz do Sul, de 28 de agosto a 06 de setembro de 2008.
02) Reportagem Esportiva
a) GRE-NAL DA PAZ, de Ilgo José
Wink Filho, no jornal Correio do Povo, em 29 de junho
de 2008.
b) MICHAEL PHELPS – O HOMEM FEIO,
de David Wagner Coimbra, no jornal Zero Hora, em 14 de
agosto de 2008.
c) GAYS NO FUTEBOL, de Leonardo Oliveira
da Silva, no jornal Zero Hora, em 16 de dezembro de 2007.
d) VIDA DE TREINADOR, de Jones Lopes
da Silva, no jornal Zero Hora, de 11 a 15 de maio de 2008.
e) VÁRZEA EM GRIFE, de Leonardo
Oliveira da Silva, no jornal Zero Hora, em 04 de novembro
de 2007.
03) Reportagem Econômica –
Prêmio Banrisul
a) PAMPALIPTO – UMA NOVA PAISAGEM
NOS CAMPOS DO SUL, de Elmar Bones da Costa, na revista
Já, de abril de 2008.
b) CONTRABANDO DE AGROTÓXICO,
de Mauro José Graeff Junior, no jornal Zero Hora,
de 10 a 12 de fevereiro de 2008.
c) GAÚCHOS APROVEITAM ABERTURA
DE CUBA, de Guilherme Godinho Kolling, no Jornal do Comércio,
em 10 de dezembro de 2007.
d) COMO SOBREVIVER À DEMISSÃO,
de Lúcia Elaine Nascimento dos Santos (Lúcia
Ritzel), na Zero Hora, de 03 a 06 de agosto de 2008.
e) ESPECIAL GLOBO RURAL EXPOINTER, de
Naira Hofmeister de Araújo, no Globo Rural, de
setembro de 2008.
04) Reportagem Cultural
a) O NATAL NOS CONFINS DO RIO GRANDE,
de Renato Duarte Mendonça, no jornal Zero Hora,
em 22 de dezembro de 2007.
b) A RUA DA MARGEM, de Paulo César
Oliveira Teixeira, na revista Aplauso, de agosto de 2008.
c) FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, de Juremir
Machado da Silva, no jornal Correio do Povo, em 11/04;
10/05; 24/05; 07/06; 02/08; 09/08; 30/08 e 25/10/2008.
d) TRISTE CANÇÃO DA ILHA,
de Naira Hofmeister de Araújo, na revista Carta
Capilé, de São Leopoldo, de outubro de 2008.
e) POETA DA GROSSURA, de Daniel Ricardo
Feix, no jornal Zero Hora, em 01 de janeiro de 2007.
05) Crônica
a) DOM JUAN E DONA ALZIRA, de Moises
dos Santos Mendes, no jornal Zero Hora, em 04 de maio
de 2008.
b) RECOMPENSAS, de Cláudia Laitano,
no jornal Zero Hora, em 12 de abril de 2008.
c) DA AMIZADE, de Cláudia Laitano,
no jornal Zero Hora, em 03 de maio de 2008.
d) FLORES PARA A PEQUENA SENYO, de Mario
marco de Souza, no jornal Zero Hora, em 26 de janeiro
de 2008..
e) CERTA NOITE NA CHUVA, de David Wagner
Coimbra, no jornal Zero Hora, em 28 de dezembro de 2007.
06) Fotojornalismo – Prêmio
José Abraham
a) O GUERREIRO CAIU, de Valdir Gomes
Friolin, no jornal Zero Hora, em 02 de outubro de 2008.
b) BAIXANDO A GUARDA, de Favaro Luiz
D’ Ambrosio Gonçalves, no jornal Correio
do Povo, em 13 de maio de 2008.
c) POVO INVISÍVEL, de Mauro Adornes
Schaefer, no Jornal do Comércio, de 01 a 04 de
janeiro de 2008.
d) SEM ALTERNATIVAS CONTRA O CRACK, de
Nauro Cardoso Machado Junior, no jornal Zero Hora, em
15 de janeiro de 2008.
e) SE EU FOSSE HOMEM, de Favaro Luiz
D’ Ambrosio Gonçalves, no jornal Correio
do Povo, em 10 de junho de 2008.
07) Planejamento Gráfico
a) CADERNO DINHEIRO, de Luiz Adolfo Lino
de Souza, no jornal Zero Hora, em 06 de julho de 2008.
b) VIDA DE TREINADOR, de Norton Ragner
Lindermann Voloski, no jornal Zero hora, de 11 a 15 de
maio de 2008.
c) VÁRZEA COM GRIFE, de Norton
Ragner Lindermann Voloski, no jornal Zero Hora, em 04
de novembro de 2007.
d) SUPLEMENTO JOVEM, de Gilmar Luiz Tasch,
no Jornal NH, em 18 de setembro de 2008.
e) NOVO PROJETO GRÁFICO, de Telmo
Ricardo Borges Flor, no jornal Correio do Povo, em 05
de maio de 2008.
08) Charge – Prêmio Sampaulo
a) PROBLEMA DOMÉSTICO, de Gilmar
Luiz Tatsch (Tacho), no jornal VS, em 31 de julho de 2008.
b) CRISE ESTADOUNIDENSE, de Neltair Rebes
Abreu (Santiago), no jornal Extra Classe, de outubro de
2008.
c) LEI SECA, de Gilmar Luiz Tatsch (Tacho),
no Jornal VS, em 24 de julho de 2008.
d) DETRAN, de Moacir Knorr Gutterres
(MOA), no Jornal do Comércio, em 09 de novembro
de 2007.
RADIOJORNALISMO
01) Reportagem Geral
a) EXPLORAÇÃO SEXUAL DE
CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO RS, de Cid Martins,
na Rádio Gaúcha, de 14 a 18 de julho de
2008.
b) AMBIENTE PLÁSTICO, de Alexandra
Fiori, na Rádio América, de 02 a 06 de julho
de 2008
c) MORADORES DE RUA: UMA SOLUÇÃO
É POSSIVEL?, de Milena Medeiros Schoeller, na Rádio
Gaúcha, de 02 a 04 de janeiro de 2008.
d) OS GASTOS DOS VEREADORES DE PORTO
ALEGRE, de Milena Medeiros Schoeller, na Rádio
Gaúcha, de 05 a 07 de novembro de 2007.
e) VIDA BANDIDA, de Luciamen Caiaffo
Winck, na Rádio Guaíba, de 30/01 a 01 de
fevereiro de 2008.
02) Reportagem Esportiva
a) 35 ANOS DA MORTE DE PEDRO CARNEIRO
PEREIRA, de Marcio Souza Beyer, na Rádio Guaíba,
em 25 de outubro de 2008.
b) O CENTENÁRIO DE DOIS CAMPEÕES,
de Eduardo Vieira Gabardo, na Rádio Gaúcha,
de 04 a 11 de outubro de 2008.
c) ALBENEIR: DANDO A VOLTA POR CIMA,
de Luiz Carlos Reche, na Rádio Guaíba, em
28 de setembro de 2008.
d) GUAÍBA DE TODAS AS COPAS, de
Gilberto Chaves dos Santos Junior, na Rádio Guaíba,
em07 de setembro de 2008.
e) SACI COLORADO – PROJETO DE INCLUSÃO,
de Filipe Pereira Gamba, na Rádio Bandeirantes,
em agosto de 2008.
TELEJORNALISMO
01) Reportagem Geral
a) VENDA ILEGAL DE MEDICAMENTOS, de Andrei
dos Santos Rossetto, da TV Record RS, em 11 de agosto
de 2008.
b) O CRACK NO RS, de Leonel Cavalheiro
Dias Lacerda, da RBS TV
c) VIDA NA PRISÃO, de Luci Maria
Jorge da Silva, da TV BAND, de 27 a 30 de maio de 2008.
d) PROSMICUIDADE NO DNIT, de Giovani
Antonio Grizotti, da RBS TV
e) VIDA RECICLADA, de Luci Maria Jorge
da Silva, da TV BAND, em 10 de janeiro de 2008.
02) Reportagem Esportiva
a) OLIMPIADA – A CHINA VISTA PELO
CELULAR, de Francisco Ribeiro Neto, da TV BAND, de agosto
de 2008.
b) PAULO AFONSO FEIJÓ, O POLÍTICO
E SUPER ATLETA, de Rafaela Meditsch dos Santos, da RBS
TV, em 01 de abril de 2008.
c) GRENAL DAS CORES, de Glauco de Oliveira
Pasa, da RBS TV/ TV Globo, em 26 de junho de 2008.
d) INTER EM DUBAI, de Glauco de Oliveira
Pasa, da RBS TV/ TV Globo, de 02 a 10 de janeiro de 2008.
e) RELEMBRANDO CELESTINO VALENZUELA,
de Rafaela Meditsch dos Santos, da RBS TV, em 09 de outubro
de 2008.
Pedágios
Há uma grita geral contra o Duplica
RS - a renovação por mais 15 anos dos contratos
em vigor dos pedágios no RS. Em Eldorado do Sul,
o dono do restaurante Gambrinus, Antoninho Mello, junto
com outros moradores, coordena um movimento contra o projeto
como está. Eles pagavam quatro pedágios
pra ir e vir pra Porto Alegre. Um da Metrovias,outro da
Concepa. São mais de 30,00 reais que cada veículo
gasta em pedágio para ir do local a Porto Alegre
e regressar.
Coleguinhas
*Flávio Alcaraz Gomes não
aceitou ontem,dia 10/12 convite do seu primo, Valter Gomes
Pinto pra almoçar no Plaza. " Tenho programa
na Pampa" desculpou-se Flávio. É que
"Os Guerrilheiros da Notícia" começa
às 13h.
* Valter Gomes Pinto,diretor corporativo da Marcopolo,
andou por Porto Alegre,onde veio assistir,ontem de noite,
dia 10/12 no Country Club a posse de Martins,seu colega
de diretoria da Marcopolo, reeleito que foi para um segundo
mandato à frente da Associação do
Aço.
*Valter Pinto disse que a Marcopolo entra em férias
coletivas até o dia 05/01/2009, a partir do dia
22/12. São duas semanas de parada.
* Pro ano que vem,2009, entra em vigor duas medidas que
estão preocupando transportadores de passageiros:
na área urbana é que todos os veículos
terão que ter equipamentos para acesso de deficientes
físicos. E a outra é da área do transporte
das linhas interestaduais, quando terão que ser
renovadas as concessões.
Eu X Eles - Coleguinhas

Encontrei a Carla Iria Irigaray no último
dia 09/12, no almoço da Fiergs. Ela também
estava meio perdidona junto com uma amiga, não
conseguindo encontrar a tal sala A.J.Renner,onde seria
a coletiva.Como quem tem boca vai a Roma, perguntando
daqui,dali,chegamos lá.
Perguntou-me se eu ainda andava pela av. Goethe, onde
ela seguidamente me enxergava e ultimamente não
tinha mais me visto. É verdade. Não tenho
mais circulado na região. Carla, faz 10 anos que
saí de lá. Tive sim um pequeno escritório
na av. Goethe, mas o desativei depois de 3 anos pagando
aluguel escorchante.
Carla Irigaray nasceu em 10.10.1946.É filha de
Gomercindo Irigaray e de Irma Irigaray. Residiu na av.
Ipiranga 630/708.Trabalhou no Correio do Povo e posteriormente
na Secretaria Estadual da Saúde.
É casada com o escritor Valter Galvani.
Geisel X Synval
Guazzelli

Na foto acima, vemos o presidente Ernesto Geisel, numa
visita a cidade de Estrela(RS)
de onde era natural sua esposa.
O livro de Luis Claúdio Cunha-
Operação Condor, o seqüestro dos uruguaios
- trouxe a tona um assunto que está dando o que
falar: teria sido o falecido ex-governador Synval Guazzelli
o verdadeiro mentor da chamada Lei Falcão - os
candidatos em 1976 só apareciam na tevê com
um bonequinho . Na foto de Gerson Schirmer, vemos o então
presidente visitando Estrela e as crianças com
roupas típicas de alemães.
Coleguinhas
* Ontem,dia 09/12, almoço na
Fiergs. Hoje,dia 10/12 almoço para os jornalistas
na Farsul. E no dia 15/12 almoço da Federasul.
Overdose de almoços e tocos para jornalistas!
*Ieda Risco e mais uma colega "dançaram"
no plenário da Assembléia Legislativa,na
tarde de 9/12. Porque estavam entediadas. Foi pra espantar
a tristeza, como dizia o finado Daudt( jornalista e deputado
estadual).
* Paulo Boa Nova, que tem um programa na Pampa, entre
19hs e 22 hs, esteve no almoço da Fiergs, dia 09/12.
Só não levou seu violão pra tocar
rock.
Coleguinhas
Do almoço de fim de ano da Fiergs
(realizado em 09/12/08)
* Coletiva de fim de ano teve menos gente que das vezes
anteriores.
* Na entrada do prédio da Fiergs, nenhuma plaqueta
simples indicava o salão A.J.Renner,onde a coletiva
se daria.
* Simões Pires, do site Ponto Crítico, chegou
atrasado, atravessou o corredor, foi comprimentar o presidente
da Fiergs Paulo Tigre que dava coletiva e sentou-se.Depois
ficou interrompendo toda hora, querendo dar mais palpite
do que propriamente perguntar ao Paulo Tigre.Tirou a paciência
do repórter Sérgio Bueno, do Valor Econômico
que estava fazendo perguntas.
* Alguém tem que dizer pro coleguinha Gilberto
Simões Pires que ele é mais um que vai nos
locais das coletivas e não o único . Ou
estão com medo dele?
* Quem é este senhor Gilberto Simões Pires
pra interromper coletivas,achar-se o tal. Quando quis
entrar na editoria de Economia de ZH houve um levante
geral e a editoria inteira ia se demitir se ele ingressasse.
E quem capitaneou a rebelião foi a própria
editora de economia, a falecida Eunice Jacques.
* Jurandir Soares, da Rádio Guaíba, está
coletando seus artigos para fazer deles um livro.
* Ercy Pereira Torma, presidente da ARI, não foi
no almoço da Fiergs.
* Joabel Pereira, assessor da governadora Yeda Crusius,
sentou na chamada mesa da " RBS".
* Nenhum plaqueta indicava mostrava que a entrevista coletiva
se daria na sala A.J. Renner, da Fiergs.
* Estranhei o editor Eugênio Bortolon: estavam mais
" exibido" e falante do que comumente é.
Sempre foi um sujeito discreto. No almoço da Fiergs,estava
falante.
* Jussarinha Porto e Leila Pinto foram tomar a sós
um cafezinho depois do almoço geral da Fiergs.
Foram botar os assuntos em dia, como velhas amigas e colegas
que já foram.
* Carla Irigaray estava no almoço usando uma bengala.
* Leonid Streliaev, fotógrafo,Balala Campos, Magda
Beatriz, outrora sempre presentes nos almoços da
Fiergs, não compareceram desta vez.
Eu X Eles - Coleguinhas

Ciosa do terreno da sucursal, Ana Amélia não
me dirigiu a palavra durante uma semana
Em 1986,quando José Sarney tinha
tomado as rédeas do governo, depois do episódio
da morte do presidente Tancredo Neves, fui a Brasília
cobrir um congresso de transportadores de carga.Fui a
convite do Hermenegildo Fração, do Expresso
Mercúrio e nos hospedamos no Hotel Nacional, onde,
por sinal, aconteceu o congresso.
Mas quando eu estava para viajar a Brasília, falei
com a minha chefe Núbia Silveira e tudo ok, viajei
pra lá. Acostumado com a planície, não
perguntei à Núbia se ela tinha avisado a
sucursal da ZH de Brasília que eu iria fazer a
cobertura do evento.
No final de cada dia,sempre tinha que enviar matéria
pra Porto Alegre e eu usava a redação da
Sucursal de Brasília. Mas no primeiro dia já
notei que a Ana Amélia não havia gostado
de alguma coisa. Ela não me dirigiu a palavra,nem
quando entrou pra redação,dirigindo-se a
sua sala, nem quando saiu.Estranhei mas fiquei quieto
e falava com a chefe da redação, a Rosangela
Zorgo, uma gringa da região da Produção
do RS.
O Congresso tinha lá sua importância, era
mais um lobby político nacional dos transportadores
de carga. O encerramento foi feito pelo presidente José
Sarney e pelo ministro dos Transportes,Affonso Camargo.
Passado este episódio, sempre tive e tenho bom
relacionamento com a Ana Amélia, que os amigos
mais íntimos chamam de " Meméia".
Não se costuma dizer idade de mulher, mas vou revelar
que Ana Amélia Lemos nasceu em Lagoa Vermelha -
onde por sinal foi miss - em 23.03.1945. É portanto
do signo do fogo, Áries.Não briguem com
gente deste signo, aconselho.
Filha de João Laureano de Lemos e de Celene Daros
de Lemos. Começou em Porto Alegre no Correio da
Manhã, cuja redação ficava na av.
Borges de Medeiros.
Depois passou para o Jornal do Comércio(av. João
Pessoa,1282).Sempre como repórter e redatora.
Fez também comentários sobre economia na
Rádio e TV Difusora, passando depois a TV Gaúcha,
como comentarista econômica e política.Na
vida pessoal é casada com o senador Otávio
Cardoso.
Eu X Eles - Coleguinhas
Vera Zílio nasceu em 17.11.1943.
Filha de Dorvalino Zílio e Odila Zílio.
Vera iniciou no jornal Diário de Notícias,quando
este estava na Rua Sete de Setembro,em Porto Alegre, como
redatora. Trabalhou ainda na TV Guaíba e hoje reside
em São Paulo, onde trabalha numa empresa de telefonia.
A vida como ela
é....
Os( finos) charlatães que dão
cano nos hotéis do interior!
Advertência:
As situações contadas aqui são fantasiosas,
produtos da imaginação. Qualquer semelhança
com a realidade é mera coincidência
Num hotel localizado numa cidade muito famosa da Fronteira
Oeste do Estado - onde tem vizinhança com a Argentina
- cujo dono tem vários e ao mesmo tempo engraçados
apelidos, já aconteceram as tradicionais falcatruas
que todo comerciante toma ao lidar com gente que vem de
fora, que ele nunca viu e que nunca mais virá.
Tempos atrás explicou-me um dos funcionários
que tem mais de 20 anos de casa hospedou-se lá
um senhor, muito bem vestido e que se apresentava como
um vendedor de jaquetas e vestidos de couro, durante uma
feira que acontecia na cidade." Feira de material
de couro é bucha. Sempre tem algum vigarista que
aplica" disse um dos funcionários do hotel.
Pois o hotel tomou um cano de 900 reais deste falsário.
O cara, muito bem apessoado, passou a semana " impressionando".Deppoios
de dar várias bandas durante o dia, inclusive na
tal feira de produtos de couro, ele se apresentava ao
hotel,sentava no salão esperando o lauto jantar.Mandava
vir do bom e do melhor. Fazia pra ele os melhores pratos
do cardápio,não sem antes tomar vário
uísques dos melhores que o hotel tinha no cardápio.
Os funcionários atendiam o sujeito, porque como
ele estava na feira de produtos de couro, eles pensavam
que o sujeito tava faturando os tubos.
Ninguém se preocupou em começar a controlar
o que sujeito gastava, nem pedir um tipo de caução
em dinheiro.
Finda a semana, o sujeito tinha 900,00 paus na conta.Com
sua tradicional lábia, passou um cheque - claro
que era roubado - e assim como não se sabe de onde
veio, nunca mais se ouviu falar dele.Quando o cheque bateu
no banco pra ser descontado, veio a notícia triste:
era um talão roubado.Bucha pro hotel, o dono -
conhecido na infância por " camundongo"(
devido à cor branca de seus cabelos quando pequeno)
e de adulto por " Cabeça" devido ao grande
volume de sua cabeça , começou a culpar
os funcionários e eles ao dono. Marcharam bonitaço
pro sujeito que trajava um casaco de couro e que alegava
que participava da feira de couro que realmente acontecia
na cidade.
Parapsicólogo
Este era um figuraço. Tinha mais de dois metros,
de barba escura e espessa e grandalhão. Subia e
descia as escadas com dificuldade porque o hotel não
tem elevador.Hospedou-se no hotel e logo tentou dar o
golpe. Mas os funcionário logo desconfiaram pois
ele disse que pagaria a estadia com um cheque,quando lhe
perguntaram a forma como iria saldar a dívida da
semana e tanto que pretendia ficar lá.
- Nada. Aqui nós só aceitamos dinheiro,disse
logo o funcionário, já gato escaldado dos
vários " golpes" recebidos antes.
E logo viram que o tal figuraço estava na cidade
dando cursos de parapsicologia.
Ias nas radios, botava anúncios, dizendo pro pessoal
ir no hotel que ele curava tudo, até fazia as pessoas
pararem de fumar.
Só que assim que ministrava os conselhos e sua
secretária cobrava da " vítima"
ele se escondia pra fumar de dois a três cigarrros.
Prometia a cura, mas ele fumava pra caramba.
Enganou muito trouxa na cidade,e chegou o dia de acertar
a conta na recepção. Cheque nem pensar.
Ele apresentou vários cartões. Os caras
disseram nada de cartão, aqui só aceitamos
cheques.
Ele reclamou,ameaçou chamar a polícia e
tudo, mas depois foi até um banco e voltou com
a grana para pagar sua estadia. E pagou.
Foi embora bufando e nunca mais foi visto naquela cidade
da Fronteira Oeste.
A morte de uma
testemunha ocular da história
Faleceu no dia 04/12, o corretor Armando
Simões Pires, um dos fundadores do Secovi/RS( Sindicato
dos Corretores). Conversei com ele na imobiliária
Simões Pires, em dezembro de 2003, para meu livro
sobre Getúlio Vargas. Apesar de ter muitos anos,
Armando ia todas as tardes á imobiliária,
que agora está sendo tocada pela filha Jane.
Armando fora testemunha de um fato que houve no RS quando
Getúlio Vargas tinha dois candidatos ao governo
do Estado, Walter Jobim, pelo PSD e Alberto Pasqualini,
pelo PTB.
Armando me disse que ele esteve presente quando Getúlio
Vargas saindo de S. Borja, da sua fazenda Santos Reis,
deslocou-se para Porto Alegre onde viria para apoiar o
lançamento da candidatura de Alberto Pasqualini,
que era senador da República do PTB. " Eu
fui ao comício e assisti todo o discurso"
disse-me Armando.
Armando lembrou que ao encerrar seu discurso Getúlio
Vargas dirigiu-se ao plenário dizendo que o Estado
do RS era um estado abençoado por Deus porque tinha
dois bons candidatos, o Dr. Walter Jobim e Alberto Pasqualini.
" Os senhores,disse Getúlio aos presentes
ao comício no teatro S. Pedro, estão de
parabéns porque qualquer dos dois que vocês
votarem votam bem porque todos dois são muito bons
candidatos"lembrou-me Armando Simões Pires.
Ele lembrou que o teatro S. Pedro estava repleto naquela
noite.
Armando Simões Pires foi funcionário do
Ministério da Justiça. Ele chegou a funcionário
público com 17 anos de idade. Armando esteve na
Ilha de Fernando de Noronha.
Na Fernando de Noronha!
Em outubro de 1939 Armando Simões Pires,como funcionário
do Ministério da Justiça, foi cuidar dos
presos políticos que estavam presos cumprindo pena
na Ilha de Fernando de Noronha.Simões Pires só
saiu da Ilha Fernando de Noronha em 1942,quando o Brasil
entrou na Segunda Guerra Mundial.Assim, em fevereiro de
1942, Simões Pires foi para a Ilha Grande porque
os presos políticos foram transferidos para aquela
prisão.
Os comunistas e os integralistas é que formam os
presos políticos da Ilha de Fernando de Noronha.
Simões Pires disse que a Ilha de Fernando de Noronha,quando
ele viveu lá como funcionário do Ministério
da Justiça era muito diferente do que é
hoje." Os integralistas não se davam com os
comunistas. Cada um tinha seu valor separado, as praias
de cada um eram separadas. Eles viviam soltos lá
sem nenhum problema.
A Fernando de Noronha de
antes e de agora
Armando Simões Pires disse que em 1942 quando ele
saiu da Ilha Fernando de Noronha lá era tudo mata
verde. Era uma ilha maravilhosa,disse ele.Agora,lembrou
ele - que voltou a Fernando de Noronha em 1993 a passeio
- a ilha está completamente mudada. Segundo Simões
Pires, agora virou tudo terra." os americanos que
foram morar lá abandonaram a vila da Ilha e foram
morar numas barracas perto do aeroporto.Os barracos estão
lá até hoje.O pessoal começou a tomar
conta, demoliram os morros e a floresta e o que havia
de floresta não há mais"diz Simões
Pires que ficou triste ao ver este novo cenário
de destruição.Em 1942, os norteamericanos
construíram uma base naval na Ilha Fernando de
Noronha. Quando terminou a guerra eles devolveram a ilha.
Segundo Simões Pires, todo navio que seguia para
a Europa ou para os USA obrigatoriamente passa pela Ilha
de Fernando de Noronha. Deixava passageiros na Ilha de
Fernando de Noronha e trazia passageiros para o continente.
Isto acontecia de 15 em 15 dias.Nos navios estrangeiros
que atracavam na Fernando de Noronha, os moradores podiam
comprar até champagne francesa.
Perto de Getúlio
Vargas
Armando Simões Pires conheceu o guarda-costas do
presidente Getúlio Vargas, Gregório Fortunatto,
no Palácio do Catete, no RJ.Segundo Armando, Gregório
tinha muita força junto a Getúlio. "
Gregório teve um desentendimento com o chefe do
Palácio, Major Warnick. Então Getúlio
demitiu-o. Não sei se foi em 1940 ou 1941. Depois
Getúlio achou um jeito e transferiu o major Warnick
para assumir a Escola de Cadetes de Porto Alegre. Então
Gregório Fortunatto voltou não como chefe
da guarda do Palácio e sim como chefe da guarda
pessoal do presidente, com muito mais força,relata
Simões Pires.
Simões Pires conheceu o Rio de Janeiro muito moço,
morou lá uns 3 ou 4 anos e apaixonou-se pela cidade.
Todos os anos ia ao Rio de Janeiro. Depois que ficou velho,
passava de 3 a 4 meses por ano, no inverno, na cidade.
Nascido no Terceiro Distrito de Dom Pedrito, entre Bagé
e Dom Pedrito, em 15/10/1922, Simões Pires trabalhava
no ramo imobiliário desde 1946. Foi um dos que
fundou o ramo imobiliário de Porto Alegre. Fundou
o Conselho Federal de Corretores de Imóveis. Foi
durante sua gestão que o Conselho Federal mudou-se
para Brasília.
Dos tempos de Getúlio Vargas ele lembra:
- Getúlio tinha a mania de reunir a classe trabalhadora
do Brasil no campo do Vasco da Gama, em São Januário.
Lá ele fazia os seus discursos pra classe trabalhadora.Como
ele tinha fundado o PSD(Partido Social Brasileiro) achou
que tinha que fundar o PTB(Partido Trabalhista Brasileiro).O
estádio do Vasco da Gama,segundo Simões
Pires, era um local mais apropriado para se falar, pois
todo mundo ficava muito à vontade.
Com apenas 20 anos de idade, Simões Pires pediu
demissão do cargo porque sentia saudades da família.
" Me irritei com um cidadão lá e pedi
demissão do cargo" informa.
Diretor
O Cel. Nestor Verissimo da Fonseca - tio do escritor Erico
Verissimo - era o diretor dela, na época que Simões
Pires esteve na Fernando de Noronha como funcionário
do Ministério da Justiça.
Eu X Eles - Coleguinhas

A sucursal da revista Manchete em Porto Alegre ficava
na Senhor dos Passos
A revista Manchete, nos anos 60, era
forte no país inteiro. Só perdia pra revista
O Cruzeiro, dos Diários Associados.Em Porto Alegre
a revista Manchete e a Fatos e Fotos, do mesmo grupo de
Adolpho Block,tinham sua redação localizada
na rua Senhor dos Passos.
Um dos diretores da redação da Fatos e Fotos
e da Manchete quando ela se situava na Senhor dos Passos
foi Elcy Nunes Gonzalez. Ele nasceu em 20.12.1934 e é
filho de Amadeu da Rosa Gonzalez e de Ana J. N. Gonzalez.
Junto com o fotógrafo Sérgio Ros, Elcy coordenou
a operação Eclipse para a revista Manchete
e Fatos e Fotos em novembro de 1966.
Em 28 de outubro de 1966, ele redigiu um carta a Pércio
Pinto, vice-presidente da Associação Riograndense
de Imprensa(ARI) que coordenou e
liberou as credenciais para os jornalistas cobrirem o
Eclipse em Rio Grande.
O bilhete de Elcy pra Pércio diz:
" Amigo Pércio:
Estou enviando dois ofícios. Um é nosso,
de Manchete.O outro são dos colegas do DIÁRIO
POPULAR de Pelotas, que enviaram o ofício para
encaminharmos.
Acontece que eles sempre colaboram conosco lá em
Pelotas e Rio Grande, daí essa colher de chá.
Gostaríamos que nossas credenciais pudesem ser
entregues aqui até segunda-feira, pois terça-feira
seguiremos para Rio Grande a fim de preparar material
em côr, com o primeiro lançamento dia três.
Por hoje é só.
Um abraço.
Elcy Nunes
O lançamento de que ele fala é dos foguetes.
Ao todo até o dia 12/11/1966 foram lançados
14 foguetes.
A esposa de Elcy Nunes é Janete( 20.03.1939) e
os filhos Tanise(09.10.1960), Fernando( 14.01.1965) e
Alexandre.
Eu X Eles - Coleguinhas

O repórter de onde jorra talento sem curso superior
!
Quando vejo estas discussões sobre
a obrigatoriedade do diploma( eu acho que tem que ter)
um tema tão acalentado pela classe jornalística,
lembro-me de um dos mais talentosos repórteres
que conheci na minha modesta carreira: Carlos A. Kolecza,com
quem, por sinal, nunca mantive relações
estreitas de amizade, mas sempre lhe devotei respeito.
Kolezca nunca cursou uma faculdade de jornalismo e tem
três prêmios ARI de Jornalismo no lombo. Não
é pra qualquer um. O amigo aí se achar que
é tão barbadinha, que vá tentar.Kolecza
deve conquistado outros prêmios e eu não
sei.
Nascido em 20/02/1940 em Santa Rosa - gosta de citar em
seus artigos " a terra vermelha das Missões"
- Kolecza trabalhou muitos anos na ZH,quando o jornal
era bem modesto e depois quando iniciou a pegar lado a
lado com os jornais da Caldas Junior. Há no meio
jornalístico quem suspeite que Kolecza foi um dos
responsáveis por tornar a ZH o líder de
mercado que o jornal representa atualmente.
Lendas,
verdades,
e realidade!
Se Kolecza fosse tão " astronauta" -
para tomar emprestado um termo que o repJoão Carlos
Terlera usa quando se refere a alguém sempre desligado
da realidade - como muita gente pensa que é, ele
não teria papado três prêmios ARI de
Jornalismo,quando estava na ZH, e fundado,depois, o jornal
alternativo Denúncia , que marcou época.
Dono de um faro incomum pra notícia, costumava
ter a liberdade de sair pelo interior a camperear notícias.
Voltava recheado delas, geralmente que acabavam dando
premiações ou muitos elogios.
Preso no Paraguai?
Amuado porque não
o deixaram ir pro interior
comer pó...
Florianão Correa costumava contar histórias
sobre Kolecza. Uma delas dizia respeito a prisão
de um brasileiro em Assunção no Paraguai.
Um jornal do centro do país, num domingo, deu uma
pequena nota sobre esta prisão e o dono da ZH,
Maurício Sobrinho autorizou que Kolecza e mais
o fotógrafo Juan Gomes fossem pra lá atrás
do brasileiro, pra ver o que havia ocorrido com ele. Era
presidente o general Alfredo Strossner e temia-se o pior.
Não havia ainda email,nem telefone celular.
Kolecza não voltava nunca.Na redação
Florianão já andava muito preocupado com
o que poderia ter acontecido à equipe que viajara
para Assunção.Na cabeça do chefe
de reportagem de ZH era quase certo que estavam todos
presos. Já até pensava-se em procurar os
trâmites legais.
Eis que um dia a equipe chega lépida e faceira.
Depois de 15 dias,estavam de volta. Nada de prisão.
Kolecza,depois de fazer a matéria que tinha que
fazer, e voltando ao RGSul descobriu que havia uma seca
enorme no interior e que os jornais da capital nem estavam
aí pro assunto. Foi atrás da outra reportagem,
mas esqueceu-se de avisar a chefia.
Voltou do Paraguai com dua matérias: a do brasileiro
preso e a da seca no interior do Estado.
Florianão de outra feita também chefiou
Kolecza, quando trabalhavam na Política. Foi durante
a campanha a governador do então deputado federal
Aldo Pinto. Florianão Correa foi escolhido o chefe
da imprensa da campanha de Aldo Pinto - em 1986 - e "
guardou" Carlos Alberto apenas para acompanhar o
candidato nos eventos da capital, em grandes debates.
Kolecza amuou-se jno comite. Não falava com ninguém,
ficava de lado, emburrado. Um dia Florianão resolveu
encará-lo. Queria saber o que era aquilo. Aí
teve a surpresa: Kolecza estava chateado porque queria
acompanhar Aldo Pinto pelo interior,nos pequenos municípios,
nos grotões como se diz.
Uma vez Kolecza ficou chateado comigo. É que eu
sem me dar conta do que fazia, troquei um "do"
por " da". Tirava o sentido da frase dele. Ficou
um bocado de tempo, me olhado de lado. Depois passou.
Nos últimos anos, tenho me encontrado com o colega,
nos enterros de amigos comuns.Sempre trocamos algumas
palavras. Volta e meio cruzo com ele, que saindo da Assembléia
Legislativa onde vai visitar ex-colegas, vai dar uma caminhada
e comprar erva-mate " da solta" nas bancas do
Mercado Público.
Estes tempos o encontrei pelo Mercado e lhe perguntei
o que estava fazendo da vida:
- Cuidado de filho, me disse meio aborrecido.
Ah,sim, ele é pai do Bertrand, o editor da Folha
do Porto!
E, S. Borja, tudo
termina no cemitério!

Em São Paulo,tudo termina em
pizza, mas em S. Borja tudo termina no cemitério
municipal Jardim da Paz. Lá é tri chic ir
ao cemitério. Quem é de fora não
entende, mas com o tempo a gente vai se habituando. Eles
costumam levar as autoridades importantes sempre a visitar
o cemitério. Há anos que é assim.
Na sexta-feira passada,dia 5/12, o prefeito Mariovane
Weis(PDT) recebeu o embaixador brasileiro em Buenos Aires,Mauro
Vieira que estava na região em visitas. Depois
da clássica troca de presentes, o prefeito convidou
as autoridades a irem primeiro até a Praça
XV de Novembro, em frente à prefeitura, onde agora
repousam os restos mortais de Getúlio Vargas transladados
para um mausoléu construído por Oscar Niemeyer.Depois,
bom depois, como de hábito nestas ocasiões,
todos foram ao cemitério. Lá o neto do presidente
João Goulart, Christopher Goulart entregou ao embaixador
um DVD sobre seu avó.
Tudo em S. Borja termina no cemitério. É
que lá estão os túmulos importantes.
Do presidente Jango e do ex-governador Leonel de Moura
Brizola. Há um túmulo importante também,
mas que não recebe nem visitas de familiares, que
é o do guarda-costas de Getúlio Vargas,
Gregório Fortunatto que está enterrado na
mesma fileira onde estão Jango e Brizola e dona
Neusa Goulart.
É comum as visitas aos túmulos no cemitério
Jardim da Paz,onde até 2004 estava também
o corpo de Getúlio Vargas.
Jango sai ou não?
No ano passado, houve um pequeno estremecimento em S.
Borja,quando vazou a informação de que o
filho de Jango, João Vicente, estaria decidido
a tirar os restos mortais do pai do cemitério Jardim
da Paz e levá-los para um memorial que está
sendo feito em Brasília para o ex-presidente.
Segundo um dos assessores mais próximos do prefeito
Mariovane Weis, depois que iniciou-se a transformação
da casa de Jango em Museu - a ser inaugurado ainda em
2009 - os familiares de Jango não mais tocaram
no assunto.
Coleguinhas
* Sábado passado,dia 6/12 estava
em S. Borja e entrei com um boletim no programa Conversa
de Jornalista, da rádio da UFRGS. Mas dei um palhinha
ao vereador Celso Lopes, do PDT, de S. Borja, já
que havíamos recém saído da sessão
do legislativo local e que é o autor da lei que
instituiu uma sessão pra lembrar de Jango e Getúlio
nos dias que se lembra sua morte. O que aconteceu? O vereador
- também conhecido localmente por " camundongo"(por
causa de sua cabeleira branca quando era pequeno) ou por
" cabeça" - é um concorrente do
J.L. Prévidi - por seu volume avantajado de cabeça,
papou todo o tempo que o Glei Soares havia me dado. Quando
vi, o Celso já até havia desligado o telefone,
me deixando na mão. Político com microfone,
vou te contar, o que gostam de uma latinha?
*No CPRGS de S. Borja, a janela está forrada de
crônicas do articulista Juremir Machado da Silva,
do Correinho, emque ele defende as professoras em greve.
O Juremir também é professor.
Desempenho
O mês de novembro último,
o site teve 204 acessos/dia,um total de 6.119. Agradeço
em meu nome e dos que fazem este trabalho, dos colaboradores
espontâneos a preferência dos leitores.
A maioridade de
Flávia. Em coma e sem Justiça!

Foram quatro dias na capital paulista.
Sem grandes pretensões de compras de ocasião,
passeios originais, imersões culturais. Mesmo sabendo
que tudo é dinâmico, muitas das atrações
paulistanas eu já conheço de várias
outras passadas, em diferentes épocas, pela megacidade.
Então, relaxei e tratei de deixar tudo em segundo
plano e me dedicar ao que chamo de despedida de uma fase
na vida e entrada em outra.
Nada de novo, portanto, no front. Quando, afinal, não
estamos nesta samsara, esta roda-viva, de entrar e sair
de ciclos?
Esta, porém, foi uma viagem especial a São
Paulo porque meu foco esteve voltado para a convivência
com meu filho, que há quase dois anos vive por
lá. E posso dizer que nos divertimos bastante:
dos momentos de lanches na padaria da esquina até
as sessões de dvd, naquele quitinete que ele está
deixando por um merecido espaço maior, foi tudo
muito bonito e inesquecível.
Assim como foi também bonito e inesquecível
meu encontro com Odele Souza e sua Flavia. Fui visitar
minha amiga corajosa, que tem feito um trabalho de utilidade
pública a partir da própria dor de ver a
filha há quase onze anos em coma vigil por causa
de um acidente na piscina do edifício em que moravam.
A história está toda no blog: flavia vivendo
em coma. .
Mas tem muito mais que uma história na opção
de lutar publicamente desta mulher incansável que
se bate, sem medo, pela justiça para o caso de
Flavia, hoje uma lindíssima jovem, cuidada com
todo amor e assistência possível, imobilizada
em cima de uma cama.
Casualmente, neste fim de semana em que lá estive,
repercutia a morte de um garotinho, na cidade de Franca,
também por causa da incúria e da irresponsabilidade
de quem deve cuidar das piscinas - os administradores
e os fabricantes que vendem os equipamentos. Em conseqüência,
algumas mídias, pesquisando sobre casos semelhantes,
chegaram ao blog que Odele criou para alertar sobre os
perigos de uma piscina e também buscar justiça
para Flavia. SBT e Record e um jornal paulistano produziram
matérias que focalizaram o acidente que tirou uma
menina que tocava teclado e iluminava uma casa de sua
vida para jogá-la numa região de consciência
que nos parece inacessível.
Eu digo que "nos parece" porque, enquanto estava
ao lado de Flavia, eu tive a sensação de
que ela nos ouvia e entendia, só (só???)
não podia se expressar. E sobre isso Odele conversou,
enquanto a tarde se ia e aguardávamos o Domingo
Espetacular para ver a reportagem que havia sido feita
pela manhã. Odele me falou sobre a tristeza de,
ao longo de tanto tempo, estar ao lado da filha e não
ouvir mais sua voz; sobre esta situação-limite
de alguém estar num corpo em quase tudo saudável
e não poder interagir com quem está em sua
volta; sobre a maldade dos que se acham deuses e ousaram
falar em eutanásia; dos falsos solidários,
dos curiosos. Mas falou também da rede de amizades,
de compreensão e de carinho genuínos que
envolve a ela e Flavia, e que se formou dentro e fora
do Brasil.
Flavia faz 21 anos no dia 16, agora.
Desde 6 de janeiro de 1998 ela não pode devolver
um abraço, cantar Parabéns a Você,
assoprar uma velinha de bolo como qualquer garota bonita
como ela faz quando aniversaria. O destino lhe roubou
estes e tantos outros direitos.
Por qual razão a Justiça deste país
continua a lhe negar os outros direitos, punindo os que,
por irresponsabilidade ou incúria, a penalizaram?
Maristela Bairros
Jornalista
www.hilarius1968.blogspot.com
www.clinicadapalavra.blogspot.com
www.diariodadodo.blogspot.com
www.coletiva.net
Caminhada
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos
através da Coordenação de Direitos
Humanos e o Conselho Municipal de Direitos Humanos convidam
para a Caminhada em comemoração aos 60 anos
da Declaração de Direitos Humanos. Em anexo
convite.

OAB/RS e Movimento
de Justiça e Direitos Humanos entregam XXV Prêmio
Direitos Humanos de Jornalismo nesta quarta-feira
Será realizada nesta quarta-feira
(10) a cerimônia de entrega do XXV Prêmio
Direitos Humanos de Jornalismo, na sede da OAB/RS (Rua
dos Andradas, 1261, 9º andar), às 20h.
O prêmio é promovido pela
OAB/RS, pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos
(MJDH), e pela Secretaria Regional Latino Americana da
UITA – União Internacional dos Trabalhadores
na Alimentação, Agricultura e Afins –
com o apoio da Associação dos Repórteres
Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande
do Sul (ARFOC/RS) e da ARFOC/Brasil.
Durante a cerimônia, serão
homenageados o advogado, ex-presidente e membro nato da
OAB/RS Justino Albuquerque Vasconcelos e o ex-presidente
da Assembléia Legislativa do RS Carlos Giacomazzi.
Instituído em 1984, o Prêmio
Direitos Humanos visa estimular o trabalho dos profissionais
do jornalismo gaúcho na denúncia de violações
e na vigilância de respeito aos direitos humanos.
Este ano, o evento aborda os “60 anos da Declaração
Universal dos Direitos do Homem: em busca da Justiça”.
A premiação será
distribuída entre as categorias Reportagem, Fotografia,
Imagem de Televisão, Charge, Rádio, Televisão,
Jornalismo Online, Crônica e Acadêmico. A
comissão julgadora concederá, excepcionalmente
esse ano, o Prêmio Direitos Humanos ao melhor trabalho
inscrito em qualquer categoria sobre a temática
“60 anos da Declaração dos Direitos
do Homem”.
Foram recebidas 21 inscrições
na categoria Rádio, 12 na categoria Charge, 18
na categoria Acadêmico, 10 na categoria Imagem de
Televisão, 50 na categoria Televisão, 43
na categoria Reportagem, 48 na categoria Fotografia, 15
na categoria Crônica e seis na categoria Online.
Os critérios utilizados pela comissão
julgadora para a escolha dos premiados foram os seguintes:
qualidade do texto ou da imagem, investigação
original dos fatos, profundidade no tratamento da informação,
abordagem de temas socialmente relevantes e valores éticos
profissionais refletidos no trabalho.
Diário de
S. Borja! I
Com pouco público Câmara
de Vereadores presta homenagem a Jango!
Num dia de calor moderado pra Fronteira Oeste do Estado,
a Câmara Municipal de S. Borja prestou homenagem
ao ex-presidente Jango Goulart
pela passagem dos 32 anos de sua morte. Pouco público
se fez presente na sessão das 10 horas do último
sábado.
Discursaram lembrando os ideais políticos do ex-presidente,
João Antunes Motta - que é candidato da
região a deputado federal pelo PDT em 2010 - e
um neto de Jango,filho de João Vicente.
Um público de regular a pequeno esteve na homenagem,
que é lei instituída por projeto do vereador
Celso Lopes(PDT).
A sessão foi presidida pela presidente da Câmara,vereadora
Fátima, que está se despedindo do mandato,
que encerra no dia 31 próximo.
Chamou a atenção que nenhum deputado nem
federal nem estadual do PDT esteve participando do ato
em memória do ex-presidente Jango.
Diário de S. Borja II
Prestei um depoimento para a professora
Calida, da Unipampa, ligada ao Jornalismo. Ela coordenou
a feitura de um livrinho aqui em S. Borja sobre a história
das rádios AM e FM locais e dos jornais que circulam.
Muito interessante o livro. Se alguém se interessar,
me procure que eu tenho exemplares e`posso comercializar.
Diário de S. Borja III
Estão faltando livros sobre Jango.
Todo mundo procura, mas não há no mercado.
Os poucos que foram escritos,estão esgotados.
Diario de S. Borja!
IV
Um domingo do lado argentino comendo
uma legítima " parrilla"!
Hoje,domingo,dia 7/12 aproveitei pra ir a Santo Thomé,
do lado argentino, junto com uns amigos. A cidade parece
do tempo das diligências.Tudo muito calmo e depois
do almoço,quando andamos pela cidade,até
visitar o cassino, estava tudo tão parado que parecia
uma cidade fantasma.Mas é que nas cidades da Pampa
Argentina eles tem o costume herdado dos espanhóis
de dormir a sesta. Só não dormem a sesta
em Buenos Aires, a capital do país. Atualmente
em Santo Thomé tem a faculdade de Medicina, que
com a ponte internacional da Integração
recebe mais brasileiros do que argentinos, já que
para entrar lá não precisa de vestibular.
Filho de papai estuda na Faculdade de Medicina de Santo
Thomé e mora em S. Borja, porque do lado de Santo
Thomé é tudo ainda muito precário.Santo
Thomé fica na província de Corrientes,de
onde foram levados todos os soldaditos para lutar na Guerra
das Mlavinas, em 1982, já que esta é a região
mais atrasada da argentina.
Fui levado pelo advogado Clair Ribas para um comedor -
ou uma autênticva parrilla de beira de rodovia,
onde do lado havia uma gomeria(borracharia) e nos fundos
una casa de nbanhos( casa para tomar banhos).
É a legítima parrillada de beira de estrada
argentina, onde se come muita carne de boa qualidade,
com ubres, ( tetas de vacas)um bom vinho argentino com
gasosa( é como eles costumam tomar o vinho, misturado
a uma água mineral).
Fazia um intenso calor, porque aqui no pampa faz calor
no verão. Mas era um dia lindo.
Quando atravessei a Ponte da Integração
tive que me lembrar de março 1988 quando passei
aqui o rio Uruguai numa velha balsa numa comissão
que ia a Antofagasta em busca de um trajeto para o corredor
bioceanico- Rio Grande Antofagasta . Vinte anos depois
a ponte é uma realidade. Visitei o engenheiro Brunelli,
que foi um dos integrantes da comissão mista Brasil-Argentina
que fez vários encontros para a construção
desta ponte.
O engenheiro Brunelli não está mais na Mercovia
S/A, a empresa que construiu e administra a ponte cobrando
pedágio. Aliás vi como funciona o pedágio
para quem mora em S. Borja e Santo Thomé. Junto
a cabine do pedágio, o carro tem uma numeração
e ele tem que apresentá-la que é através
dela que a cabine de controle libera o veículo
pagando uma taxa especial. Esta taxa vale para o dia todo,indo
e vindo tantas vezes que ele precisar.
Eu x Eles - Coleguinhas

Faraco tomou a primeira providência como secretário,em
1986:
mandar o " presunto" de um conterrâneo
pra Alegrete pra ser enterrado !
Colega,referia-se a cada repórter
que entrava no seu gabinete para entrevistá-lo
o secretário estadual dos transportes do governo
Pedro Simon, Adão Dornelles Conceição
Faraco.E, é verdade. Faraco é jornalista.
Fomrado pela Famecos,da PUC.
Faraco está de aniversário, hoje, dia 08/12,quando
completa 74 anos. Por isto que tem no nome Conceição,
porque é dia de Nossa Senhora da Conceição.
Conheci Faraco quando ele assumiu a secretaria dos transportes
do Estado,em 1986 e eu fazia o "setor de transportes"
pelo jornal ZH.
Sempre me dei bem com ele, embora às vezes achasse
o político - foi prefeito de Alegrete - um pouco
insistente demais com a imprensa.
Faraco nasceu em Alegrete no dia 08;.12.1934. Hoje está
de volta a sua terra natal, onde exerce sua profissão
de advogado, que ele é, e leciona na fundação
local.
Trabalhou na Gazeta do Alegrete, o jornal mais antigo
do estado que circula há mais de 100 anos.Em Alegrete,
residia na rua Gaspar Martins,84.
Casado com dona Laura Maria( 04.07.1936), teve com ela
seis filhos, dos quais um faleceu num acidente de carro,
o que deixou Faraco muito abalado. Recuperou-se mas para
isto Adão passou por um luto muito grande e sofrido.Os
filhos de Faraco e Lauro são Adriana( 26.09.1962),
Guilherme(03.12.1963), Marcelo( 30.12.1964),José
Lúcio ( 01.03.1969), Clarissa( 29.08.1972) e Paulo
( 25.04.1975).Seus pais são José Lúcio
Zácaro Faraco e Nair D. Faraco.
" O batedor de Rabecão"
Logo depois que assumiu na secretaria dos transportes,
Adão Faraco recebeu um conterrâneo que queria
transportar um parente, que havia falecido na capital
e estava na geladeira do Instituto Médico Legal
( IML ).O secretário providenciou um carro fúnebre
pra atender o pedido do conterrâneo porque os familiares
esperavam para enterrar o parente. Retiraram o cadáver
do IML, mas como o rabecão não tinha gasolina,
foram até o porto abastecer o carro no postinho
de gasolina que o DEPREC tinha,ou tem.
Este processo todo durou uma manhã inteira. E quando
o rabecão ia sair pra Alegrete, Faraco exigiu que
o carro fúnebre passasse na frente do prédio
do DAER,onde ele tinha seu gabinete.
Na frente do carro fúnebre,sentado ao lado do motorista,
ia o assessor de imprensa de Faraco, Serginho Araujo.
Lá de cima, do 17º andar, a fotógrafa
de Faraco, Denise Arruda, fez uma foto do Serginho gesticulando
pela janela do rabecão.
No outro dia, a foto de Serginho estava no mural da sala
de imprensa com o seguinte título: o " puxador
de Rabecão"!
Faraco foi presidente da Empresa de Trens Urbanos de Porto
Alegre(Trensurb) S/A no governo do presidente Fernando
Henrique Cardoso.
Em Alegrete, fora um dos professores expurgados no tempo
da Revolução de 1964 e depois de muitos
anos na Justiça, conseguiu sua reintegração.
A indenização que ganhou, a distribuiu em
obras sociais.
No dia que assumiu como secretário dos transportes
do Estado,a música escolhida pra alegrar o auditório
do DAER só poderia ser uma como o foi: Canto Alegretense,
de Nico e Bagre Fagundes, seus conterrâneos.
Por poucos votos, Faraco perdeu uma eleição
para a Câmara Federal,depois de ter deixado a Secretaria
dos Transportes. Dizia-se então que fora o único
ex-secretário dos transportes que não conseguira
atingir sua meta. Foi por pouco, mas não se elegeu.
Em Alegrete, chegou a disputar outras vezes a prefeitura,
mas perdeu a eleição para seu eterno oponente,
o também jornalista, Rubens Pillar, chamado de
" O Padre",falecido este ano.
Memória
da imprensa!
A concordata era da Trevo, só
não se sabia de qual das duas, de adubos ou de
ônibus!
A morte da progenitora do professor Jarbas Luiz Macedo
Haag - foi o secretário municipal dos transportes
de Porto Alegre que revolucionou o trânsito para
melhor, implantando os corredores de ônibus - Stella
Macedo Haag no último dia 28/11 fez - me lembrar
um quiproquó sério no final dos anos 70,quando
ele mandava na SMT.
Houve o seguinte incidente: a Eleonora Rizzo, que era
a " chamadinha" de ZH fez a seguinte manchete
para ser lida na rádio Gaúcha e na TV Gaúcha:"
leia amanhã em ZH concordata da Trevo".
Os telefones do jornal nao pararam de tocar. Queriam saber
se era a adubos Trevo,ainda uma potência, ou a empresa
de ônibus do mesmo nome. Os leitores do jornal ficaram
ansiosos e como tem gente que não tem o que fazer
começaram a ligar pra redação.
A Otília Riet, que era a chefe de reportagem, não
quis me acordar-já eram 11 e tanto da noite, senão
meia noite - pra mim esclarecer com quem era a bronca
e ligou pra casa do secretário dos transportes,
Jarbas Haag, pra tirar a dúvida.
Só que o telefone acordou a mãe do Jarbas,
com quem ele morava:
- Ah, começou a perguntar ao filho ela, aconteceu
uma morte, tu é que não queres me dizer,
estás me escondendo.
É que ninguém nunca ligava aquela hora da
noite pra casa do Jarbas, um militar de formação,
de rígidos costumes.Além do que não
havia celulares.
No dia seguinte, o Jarbas chegou na SMT montado num porco,
como se diz, muito brabo. Ligou logo pro seu conhecido,
Madruga Duarte, que era o diretor comercial de ZH, tirando
satisfações de como uma jornalista tomava
a liberdade de ligar pra sua casa aquela hora da noite.
Foi aí que ele constituiu então semanalmente
duas entrevistas coletivas pra imprensa: uma às
terças, e outra às quintas.
Coleguinhas
* Marimbondos de verdade - e não
de fogo, como os do ex-presidente José Sarney -
tomaram conta do estúdio da rádio Cultura
AM, de S. Borja.
* Circulam dois jornais locais: O Folha Regional e o Folha
de S. Borja.Não são diários, são
duas vezes por semana.
Diário de
São Borja!
* Estive,hoje,dia 5/12, no programa
na Boca da Noite, do Deco Molinos, da Butui FM,em S. Borja.
É um programa nativista,apresentado ao vivo, com
interação com ouvintes. Até aí,nada
demais. Mas acontece que o Molinos é gente fina.
Sempre que veio a S. Borja, ele me dá uma palhinha
no seu programa,assim como o Edson Arce da Cultuma AM.
O Molinos é fã do Flávio A. Gomes
e uma das coisas que ele lamentou foi o Flávio
ter saído do Correinho, porque em S. Borja , o
novo veículo do Flávio, o SUL, não
chega.
* Hoje,dia 5/12, o Correinho que circulou aqui em S. Borja
trazia a manchete com a morte do médico Becker,
do Cremers. A ZH, nem uma linha.
O PDT ferve em S. Borja!
Com a reeleição, o prefeito
Mariowane Weis(PDT) fortaleceu-se dentro do partido e
agora há quem ameace de expulsão,do PDT,
o ex-presidente do diretório de S. Borja, o advogado
Clair Ribas.
Durante a recente campanha a prefeito, tiraram fotos do
Clair junto do candidato Rene, do PT, e agora elas serão
usadas como provas de " traição".
Mas no PDT é sempre assim: brigam,brigam, mas depois
acaba tudo em pizza. A " ronha" entre Clair
Ribas e o prefeito Mariowane Weis começou ainda
na campanha a deputado estadual,em 2006,quando Mariowane
tinha um candidato a deputado estadual, o Lautert, que
era seu secretário, mas Clair Ribas fez campanha
na região para o deputado estadual Adroaldo Loureiro,
de Santo Angelo.
Como disse Getúlio Vargas - aliás filho
aqui de S. Borja - ao presidente do PTB José Vechio
que foi a fazenda Itu queixar-se de Dinarte Dornelles(primo
de Getúlio):
- Faz como eu, Vechio, não te mete em política!
Diário de
S. Borja
Numa parede de uma rua central da "terra
dos presidentes" vi escrito:
- Já que e tudo uma PALHAÇADA, vou entrar
na brincadeira!!!
No plenário da Câmara Municipal de S. Borja,
na noite de sexta,dia 5/12, a professora Rita Gatiboni
revelou todo seu entusiasmo pelas reformas que o ex-presidente
João Goulart(Jango) vinha fazendo na vida do país,
antes de ser deposto pelos militares. O restante da história
todos nós conhecemos.
* Rita é professora da URCAMP de S. Borja onde
há um bom número de documentos sobre a memória
de Jango.
Muita gente aqui tem documentos e fotos sobre Jango mas
está esperando uma graninha agora que será
inauurado o Museu dele na cidade onde nasceu e onde repousam
seus restos mortais.
*Jango nunca foi afetado pelo poder. Sempre foi muito
rico mas nunca afetado,disse a professora Rita Gatiboni
na palestra realizada no auditório da Câmara
Municipal, na sexta,à noite,dia 5/12.
* Um razoável público assistiu sua palestra.
São sempre os mesmos.Geralmente parentes de Jango,
ou alunos interessados nas aulas de história.
* Não há livros sobre Jango.A memória
do ex-presidente,falecido há 32 anos, fora totalmente
apagada durante a ditadura militar. Agora que seus descendentes
estão querendo recuperar algo. E o trabalho que
o Departamento de Assuntos Culturais(DAC) de S. Borja
fez neste sentido é loúvável.
*Dificilmente o atual titular do DAC vai permanecer na
próxima gestão de Mariowane Weis(PDT). Há
muitas críticas na cidade sobre seu trabalho. Anda
muito ocupado pois estuda em dois turnos na Unipampa.Fala-se
na cidade no comunicador DECO ALMEIDA, que já é
funcionário da prefeitura de S. Borja.
* PDT deu de rebenque erguido na ultima eleição
em S. Borja. Fez 6 vereadores, quatro pelos PDT e dois
pela coligação. Ao todo,são seis
apoiando o prefeito.E Mariowane, que diziam ameaçado
por Luciano, do PP, tirou uma vantagem de mais de 5 mil
votos. O homi é bom de voto, principalmente nas
vilas, apesar da oposição que enfrenta dentro
do próprio PDT sanborjense.
* Mariowane Weis, prefeito reeleito de S.Borja e o vereador
Celso Lopes,que não se bicavam, teria feito um
acordo de não agressão para os próximos
anos.
*Aqui em S. Borja, toda programação termina
no cemitério Municipal Jardim da Paz. É
que lá repousam Jango Goulart - ex-presidente da
República - Leonel Brizola,ex-governador. E na
praça XV de Novembro, na região central
da cidade, está o mausoléu de Getúlio
Vargas.Por isto que uma vez, um maldoso, disse que o PDT
era o partido onde " tudo terminava num cemitério..."!!!
Memória
da Imprensa

Morte de Teixeirinha( Victor Matheus Teixeira) completou
23 anos,dia 4/12
O repórter policial de ZH, Gelson
Farias, chegou pouco antes da meia-noite pra entrar no
seu turno que começava à meia-noite. Nas
oficinas do jornal, a edição que ia pro
interior do Estado estava rodando. Gelson recebeu um telefonema
de um informante do IC( Instituto de Criminalista) o avisando:
- Olha, acho que tem coisa boa, aí pra ti! Morreu
o Teixeirinha, o pessoal foi pra lá, pra casa dele,
fazer a autópsia.
Gelson teve o tempo de desligar, avisar o editor Carlos
Machado Fehlberg, que passou seguinte mandou parar a impressão
do jornal, pra pôr na capa a morte do maior ídolo
da múisica nativista do Estado.
- Chegamos na casa dele, aquela da piscina em forma de
cuia, ele ainda tava encima da cama e os caras tavam fazendo
autópsia.
Não me lembro bem o fotógrafo que foi comigo
mas quando voltei pro jornal o Fehlberg estava brabo comigo
porque eu tinha demorado muito, lembrou,ontem,dia 4/12,
Gelson Farias, que hoje está aposentado da profissão.
- A matéria da morte do Teixeirinha acabou na capa
do jornal do dia seguinte com um texto bem pequeno,lembrou
ainda o repórter policial.
Velado no salão nobre do Grêmio Foot Ball
PortoAlegrense, o cantor Teixeirinha atraiu multidões
a sua despedida.Agora, todos os anos, no dia de Finados,
seu túmulo, no cemitério da Santa Casa de
Misericórdia é sempre o mais visitado,relata
o historiador e advogado sanborjense, Israel Lopes, que
depois de 18 anos de pesquisa, lançou na feira
do livro de Porto Alegre, em 2007, o livro " Teixeirinha,
o Gaúcho Coração do Rio Grande"
pela Est Edições.
Quando publiquei meu livro " Estradas do Rio Grande"
em 2003, fiz algumas tentativas com a filha do cantor,
Beta Teixeira, pra colocar no meu livro uma foto que ela
tem do seu pai como tratorista do DAER. Impossível.
Agora publico a foto que está no livro do colega
Israel.
O livro de Israel é uma boa pesquisa sobre a obra
e a vida de Teixeirinha. É impressionante como
passados 23 anos de sua morte, muita gente ainda o idolatra.
Sua canção " Querência Amada"
virou o Hino oficial do RGS,tanto que foi tocada quando
o esquife contendo o ex-governador Leonel Brizola entrou
no Palácio Piratini em junho de 2004.
Hoje, Querência Amada, na gravação
de Osvaldir e Carlos Magrão, virou cult,assim como
outras músicas do Teixeirinha, que estão
sendo tocadas pelos músicos da OSPA(Orquestra Sinfônica
de Porto Alegre).
Sobre o Teixeirinha, o velho João Baptista Aveline,
que o conheceu e conviveu com o cantor na rádio
Gaúcha, onde Teixeirinha tinha um programa matinal,
me dizia sempre que era de uma grossura que vou te contar...mas
que era gente boa e procurava ajudar os humildes, pois
sabia de onde viera.
Outra coisa que o velho Aveline sempre dizia era que o
finado Teixeirinha comentava sempre que o apresentador
de programas João Batista Marçal,"
falava mais gaúcho que os próprios gaúchos"!
Nunca vi um show do Teixeirinha, mas ouvia quando criança
muito suas músicas, que nós escutávamos
em Serafina Correa, por meio de um rádio movido
com bateria. Geralmente sintonizávamos o "Grande
Rodeio Coringa" e outros programas de músicas
sertanejas que vinham pelas ondas da rádio Aurora
de Guaporé e da Rádio Fátima de Vacaria.
Coleguinhas
* Renato Klein,diretor do jornal Fato
Novo, do Vale do Caí foi multado em 50 mil reais
pelo TRE(Tribunal Regional Eleitoral) por ter divulgado
uma pesquisa nas recentes eleições sem estar
regristrada, como exige o tribunal.
Pediu socorro a Associação Riograndense
de Imprensa(ARI) e o presidente Ercy Torma vai solicitar
que o associado Sérgio da Costa Franco faça
a defesa do colega perante o TRE.
* Ayres Cerutti quer dar trabalho aos colegas diretores
da ARI. Quer instituir um plantão-diretor. Ou seja,
um diretor a cada dia ficaria de plantão na entidade.
Não é má idéia,não.
* Ieda Risco,formada em 21.07.1994 tem um nome longo:
Ieda Cristina Martelete de Martinez Risco. Já trabalhou
no Correinho,na rádio Guaíba, na Band AM,na
secretaria da Fazenda do Estado como assessora de imprensa
e hoje está na Fundação Corsan e
na rádio ABC,de Novo Hamburgo, do Grupo Sinos.
* A quem Ayres apresentou a idéia do " plantão-diretor"
na ARI não agradou muito. Pelo menos o A. Goulart
ficou meio assim,ter que deixar de ir ao Irpapos, onde
é assíduo ao meio-dia pra discutir questões
de futebol.
* Foi cremado ontem,dia 4/12, Armando Simões Pires.
Vou publicar nos próximos dias uma entrevista que
fiz com ele em dezembro de 2003. Bem interessante.
Ataides Miranda, diretor de Jornalismo
da rádio Guaíba, não se agüentou
longe da latinha: está fazendo as férias
de Flávio Dal Pizzol que apresenta o Agora, de
manhã, entre 9h30min e 10h30min.
Jussara Marchand ganhou o Prêmio
Ari de Jornalismo,de 1988, com a matéria "
Descobrimos o tráfico de bebês no Sul"
publicada no Correinho.
Jornalistas primos!
Bertrand Kolecza, dono do Folha do Porto
é primo irmão do Serginho Boaz,da rádio
Gaúcha. Joaquim pai do Serginho era irmão
de Angela, a falecida mãe do Bertrand.
32 anos da morte
de Jango!
A Câmara Municipal de S.Borja
faz sessão neste sábado,dia 06/12 a partir
das 10 horas em homenagem ao ex-presidente da República,
João Belchior Marques Goulart, o Jango, falecido
na Argentina, em 06/12/1076,portanto há 32 anos.
Deverão comparecer próceres nacionais do
PDT. Por enquanto Jango continua enterrado no Cemitério
Municipal Jardim da Paz, em S. Borja,no jazido da família
Goulart, ao lado da irmã Neusa e do cunhado, Leonel
de Moura Brizola,entre outros.
Há um movimento de familiares de Jango para levar
seus restos mortais junto a um memorial que está
sendo construído em Brasília.

Na foto acima do acervo do PDT de S.
Borja,feita pelo fotógrafo Gaudêncio,vemos
Celeste Penalvo, esposa do falecido Percy Penalvo, que
era uma espécie de "assessor " do falecido
Jango. Celeste acompanhou as dramáticas gestões
para para a entrada do corpo de Jango, por Uruguaiana,
para ser enterrado em S. Borja.
Ela disse que os carros do cortejo que vinha desde Uruguaiana,
por onde entrou o corpo de Jango, vinham lentamente para
deixar que o dia terminasse e assim não enterrar
Jango no mesmo dia, como queriam as autoridades da época.
Jango faleceu na estância de La Villa, em Mercedes,provínica
de Corrientes, a 140 km de Uruguaiana, às 22 h30min
do dia 6/12/1976. Estava exilado há 12 anos.Nascera
em 1º de março de 1918. Tinha apenas 58 anos
de idade, mas já estava com uma aparência
de " velho". No exílio mostrava-se amargurado
e não acreditava numa anistia, que veio três
anos depois, no Governo do presidente João Figueiredo.
No velório do Jango, apareceu
a primeira bandeira
pedindo a " anistia,ampla,geral e irrestrita"!
Foi na Igreja de S. Francisco, em S. Borja, no velório
de Jango durante a noite do dia 6 para o dia 7 de dezembro
de 1976 que se viu estendida uma bandeira pedindo anistia
aos exilados políticos.Ela foi estendida emcima
do caixão do presidente falecido por um grupo de
mulheres,entre as quais Mila Cauduro(ainda vive) Lícia
Peres,Ione Carvalho Groff (esposa de Danilo Groff), Celeste
Penalvo,entre outras.
Os policiais militares que viagiavam o velória
deixaram que a bandeira fosse estendida por pouco tempo.
A imprensa nacional acompanhou o velório e o enterro
do ex-presidente Jango. Os policiais do DOPS foram em
grande número a S. Borja e se hospedaram no Charrua
Hotel.
Marco Aurélio
tira,de leve, o time de campo!

Falei ontem com o chargista de ZH, Marco
Aurélio Campos Carvalho ( que em P.Fundo, no tempo
do colégio metodista era chamado de " Boca"
porque fechava a boca quando fazia esforço no jogo
de vôlei). Ele me confirmou a nota que dei aqui
de que está tirando o time de campo, de leve. Neste
ano, informou-me vai completar 40 anos de ZH.
- Ficarei nos Estados Unidos um tempo. Na volta se continuar
vou ver se faço uma charge no domingo,informou
o premiado chargista.
Figueiroa nu!
Na década de 70, Marco Aurélio conseguiu
parar um campeonato gaúcho porque o presidente
da Federação Gaúcha de Futebol (FGF)
Rubens Hoffmeister (falecido) ficou indignado com a publicação
na coluna do Marco Aurélio, em ZH, de fotos do
zagueiro colorado, Elias Figueiroa,nu,saindo do chuveiro,
feitas pelo fotógrafo Hipólito Pereira(hoje
no jornal O Globo, no RJ).
O campeonato parou uma rodada, depois foi feito um acordo,
e tudo voltou ao normal, com Hoffmeister se acalmando.
Foi uma ousadia e tanto,tanto do fotógrafo, do
chargista e do próprio jornal.
Fatos exclusivos
Uma noite, na churrascaria Barranco, um garção
- César Tasca - ouviu uma conversa do então
presidente da FGF, Rubens Hoffmeister tratando de um jogo
entre seleções do RS e Brasil, numa homenagem
ao presidente Médici. O garção foi
passando os detalhes daquela conversa ao chargista Marco
Aurélio e a ZH foi publicando dados exclusivos
sem que ninguém soubesse de onde tinham saído
aquelas informações corretas.
solidariedade!
Os jornalistas que utilizam a sala J.C.
Terlera, na Assembléia Legislativa do Estado estão
se incorporando à campanha de solidariedade para
ajudar os flagelados da enchente de Sta. Catarina.Quem
quiser fazer doações poderá deixar
sua contribuição - roupas de todo tamanho,
calçados,alimentos não perecíveis
na própria entrada do prédio da Assembléia
Legislativa do Estado, localizada na Pr. da Matriz, em
Porto Alegre. Maiores dados podem ser conferidos com a
Rosa, responsável pela sala no telefone 51.3210.2143.
De livros
Neste sábado,dia 06/12, a chamada
rua do Livro, em Porto Alegre, a Riachuelo, vai estar
aberta,com as barracas vendendo suas obras. Um bom presente
de fim de ano é dar um livro.
Eu indicaria:
O Bairro Moinhos de Vento, do C.A. Bisson
Todos do Vargas Lhosa,
do Gabriel Garcia Marques e
por aí vai.
Na última feira do livro, que encerrou dias atrás,
na Barraca da Já Editores, os três livros
mais vendidos foram o Rolo Compressor, do Kenny Braga,os
Lanceiros Negros de Guilherme Kolling e Geraldo Hasse
e o terceiro O menino que se tornou Brizola, do Cléber
Dioni. A barraca da Já Editores só vendeu
livros editados por eles.
Já na Barraca da ARI o livro mais vendido foi os
Viajantes Olham Porto Alegre do historiador Sérgio
da Costa Franco.
Abrajet
Ficaram bem hospedados os integrantes
da Abrajet que participaram do encontro nacional no fim
de semana passado, em Brasília. Alguém ligou
atrás do Ayres Cerutti - presidente da Abrajet
da região Sul - e ele estava hospedado no Naum
Hotel. Te mete, patinete...
Serpentário
Antônio Goulart, meio sonolento,
apareceu,ontem,dia 4/12 no serpentário da rua Uruguai.Estava
preocupado na noite anterior,se o Inter perdesse,como
enfrentaria a turma do Grêmio do grupo.
Dinarte da Vida
VII
Caros Amigos
Fui convidado a participar do Dinarte da Vida VII. Eu,
Letícia Wierzschowski, Marcelo Pires e Marcelo
Bohrer estaremos autografando nossos livros a partir das
18h de sábado (06/12).
Portanto, se vcs têm amigos que compraram Moinhos
de Vento - Histórias de Porto Alegre e eles ainda
não tem o meu autógrafo, sugiro que compareçam
neste evento (maiores detalhes, no material anexo).
Aproveito a oportunidade que fui entrevistado pela TV
Assembléia (Canal 16 da Net). O programa vai ao
ar neste sábado, às 21h, e no domingo (07/12)
às 22h.
Abs
Carlos Augusto Bissón
DINARTE DA VIDA VII
SÁBADO, 06 DE DEZEMBRO
Gastronomia, exposições, música,
arte, dança, brincadeiras, desfile, oficinas, sessão
de autógrafos e muito mais.
Traga alimentos e roupas para enviarmos para Santa Catarina.
Sua contribuição é muito importante.
Obs.: Em caso de chuva o evento será transferido
para o próximo sábado 13/12.

ENCERRADAS AS INSCRIÇÕES
DO PRÊMIO ARI
As inscrições dos trabalhos
concorrentes à 50ª edição do
Prêmio ARI de Jornalismo foram encerradas no inicio
da noite desta quarta-feira. Trata-se de uma promoção
da Associação Riograndense de Imprensa (ARI),
criada em 1958, e que hoje conta com o patrocínio
exclusivo do Banrisul – Banco do Estado do Rio Grande
do Sul, completando em 2008 seu 80º aniversário
de funcionamento.
A Secretaria da entidade recebeu um total
de 170 trabalhos, que concorrerão em mídia
impressa (reportagens geral, esportiva, cultural e econômica,
fotografia, charge, crônica e planejamento gráfico)
e mídia eletrônica (rádio –
reportagens geral e esportiva; televisão –
reportagens geral e esportiva e imagem). O melhor trabalho
entre todos os inscritos receberá o Prêmio
Especial Cinqüentenário, marcando os 50 anos
da promoção.
Prêmio ARI
Até o último dia 04/12,
80 trabalhos tinham sido inscritos para o próximo
Prêmio ARI de Jornalismo.
Segunda-feira,dia 8/12, os jurados vão se reunir
para decidir os vencedores.
Pode ser que saia uma bóia pros jurados e pra alguns
convidados especiais durante o almoço.
De S. Borja
Estarei em São Borja neste final
de semana. Vou para os eventos que marcam os 32 anos da
morte do ex-presidente João Goulart.
Glei Soares, que transmite aos sábados,entre 12
hs e 12h30min, o programa Conversa de Jornalista, pela
rádio da UFRGS, prometeu-me uma " janelinha"
desde a chamada " terra dos presidentes".Sempre
que entro no ar,desde o interior do Estado, a rádio
da UFRGS sai do " traço" do IBOPE e vai
pras alturas...
Briga no ônibus
No ônibus da Ouro e Prata que
me trouxe a S. Borja ouvi,cortando o silêncio da
madrugada,um grito de uma mulher que estava nos fundos
do veículo:
- Calem a boca!
Era o protesto de uma passageria,que desceu em S. Luiz
Gonzaga com outras duas que não pararam de falar
a noite inteira. Ainda bem que eu tava longe das matraqueiras.
Olga Reverbel
Olga Reverbel tocava piano. Mais conhecida
como professora de teatro- deu aula no Instituto de Educação
onde sempre levava o ator Walmor Chagas, seu amigo pessoal
ela teve um teatrinho particular localizado numa garagem
em Petrópolis( minhas duas filhas tiveram aula
com ela) - lecionou teatro por mais de 50 anos ininterruptos
- Olga Reverbel morreu esta semana, aos 91, em Santa Maria,onde
viveu seus últimos anos.

Olga havia perdido o marido, Carlos em
1997 e em 03/01/1998 vendeu seus 10.500 livros para o
Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Era secretário
da Cultura, o professor Nelson Boeira.
Dizia-se na época que Olga fez muita pressão
junto ao secretário Boeira para que comprassem
os livros do falecido marido.
Na casa onde Olga e Carlos Reverbel residiram por muito
tempo, localizada na Rua Cel Bordini,652, o segundo andar
da residência havia se transformado praticamente
numa biblioteca.
Um arquiteto esteve lá e aconselhou a Olga e Carlos
que levassem os livros para um outro local, sob ameaça
do peso do livros complicar a situação da
casa.
Depressão
Olga Reverbel, ao vender os livros do falecido marido-
o valor divulgado foi de cerca de 100 mil reais naquele
ano - queixou-se que o fato a deprimiu muito.Os livros
da biblioteca particular de Carlos Reverbel( que por muitos
anos foi editorialista do Correio do Povo) couberam todos
em 10 caixões e foram para a Biblioteca Pública
do Estado, localizada na rua Riachuelo, no centro da cidade.
Quem fez a organização dos livros de Reverbel
foi o professor Celso Loureiro Chaves que foi o presidente
do Instituto Estadual do Livro(IEL) no Governo de Anbtônio
Britto Filho.
Olga contou-me - isto ainda quando residia em sua casa,
na Cel Bordini - que seu falecido marido sempre que lhe
pediam um livro emprestado ia logo comprar outro exemplar
para repor porque sabia que o livro não voltaria.
Uma vez,disse-me ela, levaram um livro, o Lendas do Sul,
de Simões Lopes Neto. Seu marido ficou muito nervoso
com aquilo. Mas teve sorte, um outro bibliófilo,
Júlio Petersen(falecido,sua biblioteca está
na PUC-RS) tinha um outro exemplar e assim Reverbel pode
repor a perda.
Dona Olga Reverbel foi enterrada em Santa Maria da Boca
do Monte, no chamado " coração do Rio
Grande"!
Coleguinhas
* O chargista Marco Aurélio (
Marco Aurélio Carvalho ) tem dito a amigos que
entrará em longas férias de dois meses,irá
para os Estados Unidos - onde vivem suas filhas - e no
regresso apenas fará uma charge dominical para
ZH!
*Nunca esqueci um comentário que o Marco Aurélio
fez um dia após a morte do seo Maurício
Sobrinho,fundador do Grupo RBS: " pelo menos ele
morreu na glória" disse o Marco, consolando-se.
O PMDB " caminha
" na pracinha da Encol
Não é só o presidente
da Assembléia Legislativa do Estado,deputado Alceu
Moreira que caminha na pracinha da Encol. Ontem,dia 03/12
caminhavam lá também o Renato Abreu, assessor
do senador Pedro Simon, e o Melinho e o Cristiano,assessores
da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa.
Renato Abreu caminha lá apenas as quartas,depois
de deixar o filho no colégio Santa Inês.
Nos outros dias da semana, ele prefere caminhar no Iguatemi,
porque é mais próximo de sua casa.
Memória Política
" Diz que o Britto passou aqui e
queria me dar carona, mas que eu não quis ir..."
Campanha ao senado de 1998:chegamos do interior ao hangar
di Salgado Filho e numa salinha o senador Pedro Simon(PMDB),eui
e mais o fotógrafo Carlos Alberto Silva aguardamos
que Luís Fonseca, e Renato Abreu chegassem para
voltarmos urgente ao comitê, onde Simon tinha compromissos.
A campanha ia bem pro lado do senador, apesar de um leve
crescimento da candidatura de uma "cria" do
próprio Simon, o comunicador José Paulo
Bisol.
O senador Simon chegou pra mim e me disse:
- Quando eles chegarem aqui diz pra eles que o Britto(
tratava-se do então candidato a reeleição
ao governo do Estado, Antônio Britto Filho) passou
aqui,vindo do interior, que me ofereceu carona, mas que
eu preferi esperar por eles.
Fonseca e Renato Abreu chegaram atrasados ao aeroporto
e eu contei a um deles o que o senador me pedira pra contar.
Os dois começaram numa discussão entre si,
um culpando o outro pelo atraso.Simon vendo aquilo, só
dava pequenas risadas,sem que nenhum dos dois percebesse.
Memória
da Imprensa
"Quem é este ARI prá
dar tanto prêmio?" quis saber o diretor do
Correio do Povo
Logo que assumiu a diretoria do Correio do Povo,em 1986,
o dr. Carlos Ribeiro,- arquiteto e apreciador de cavalos
de corrida - irmão do dono ,Renato, não
entendia, como é óbvio, os meandros da imprensa.Um
dia vários dos repórteres do Correio do
Povo ganharam o Prêmio ARI de Jornalismo,entre eles
Jussara Marchand, que hoje concursada, trabalha na Assembléia
Legislativa do Estado.
E o dr. Carlos Ribeiro,quando viu vários dos seus
funcionários com o nome no seu jornal, como premiados,
questionou ao chefe de redação, Claudio
Thomas(hoje editor do Diário Catarinense da RBS):
- Quem é mesmo este ARI pra dar tantos prêmios
assim???
Era na verdade a premiação do Prêmio
ARI de Jornalismo.
Depois,com os anos, o dr. Carlos Ribeiro, "pegou"
a onda da redação tanto do jornal como da
rádio Guaíba.
" Operação
Eclipse" o que a Manchete contou !
Tenho falado aqui sobre a "Operação
Eclipse" realizada na ARI por ocasião do eclipse
do sol ocorrida na praia do Cassino, em 12/11/1966, que
trouxe jornalistas do mundo inteiro para aquela praia
e para Bagé. Na edição número
762,datada de 26/12/1966, a revista Manchete várias
páginas sobre o assunto com textos de Sérgio
Ros e Elcy Nunes e fotos de Antônio Trindade e Jairo
Brandebuski. Conta ali, por exemplo, que 100 mil pessoas
ficaram comprimidades na praia do Cassino e mais de 80
mil em Bagé ficaram de vig´´ilia a
noite anterior e durante todo o dia 12(12/11/1966) para
ver o eclipse passar. Muitos deles,diz a reportagem da
revista Manchete, que ao meio-dia,quando a lua se interpusesse
inteiramente entre o Sol e a Terra a noite se fizesse
mergulhando a região em sombaras densas. Mas o
fato é que na hora prevista, a escuridão
foi tal que os galos começaram a cantar e a temperatura
que horas antes era de 25º graus, caiu para oito.
Em Bagé loqo que a Lua começou a interceptar
o disco solar 300 cientistas passaram a acompanhar o fenômeno
armados de instrumentos científicos mais variados.
E a equipe da NASA deu início ao lançamento
de 14( eram 15 mas um falhou) foguetes Nike Hasp e Arcas
operação que só se terminou às
14 horas quando foi lançado o último, um
Nike Apachew.
Ao meio-dia de sábado último, a Lua encobriu
totalmente a luz solar e a noite se fez,absoluta. Milhares
de curiosos aglomeraram-se na praia do Cassino para ver
o fenômeno.
Trezentos técnicos da Argentina, Brasil, Itália,
Japão, Bolívia,USA e Inglaterra,França
e Holanda estiveram presentes. Um técnico da NASA
explicou que o eclipse do sol é causado pela passagem
da Lua nessa ocasião na parte mais baixa de sua
órbita exatamente entre a Terra e o Sol de modo
que seu " Cone de Sombra" atinja uma estreita
faixa deo Globo terrestre. Para os que se encontram na
região de passagem da sombra como aconteceu no
Cassino no dia 12/11/1966 o disco solar desaparece completamente
vendo-se apenas a intensamente brilhante " coroa
gasosa" que circunda o astro-rei.
Ambiental
Dias antes chegaram a Bagé e a Rio Grande e chegaram
a falta hotéis nas duas cidades. Por isto em Rio
Grande, na Praia do Cassino.foram armadas barracas na
praia. Em Bagé, 300 cientistas armaram um laboratório
científico e por isto as vagas dos hotéis
de Bagé foram disputadas a peso de ouro.
A " Operação Eclipse" a mais importante
realizada nos últimos 50 anos. A praia do Cassino
transformou-se num " pequeno Cabo Kennedy".
A Polícia Rodoviária Federal movimentou
todo o efetivodo Estado para cuidar da rodovia Pelotas-Rio
Grande.
Os 14 foguetes lançados antres, durante e depois
do eclipse tinham por missão estender as radiações
nas altos atmosféricos e na ionosfera.
Americanos
foram os que dominaram
o aparato da Operação Eclipse!
Em Rio Grande,dizem quem esteve lá na eclipse solar
de 12/11/1966, só se ouvia falar em inglês.
Eram os norte-americanos que haviam tomado conta dos hotéis
para trabalhar e fazera experiências durante o Eclipse
solar.
Os Estados Unidos mandaram naquela ocasião,segundo
registro da revista Manchete, técnicos da NASA
ea da DASA,além da AEG.
Também fez parte da Operação Eclipse
o OSSO 1 um navio oceanográfico norte-americano
além de uma esquadrilha de aviões que atuavam
como laboratórios ambulantes.
Estes aviões serviram para para fotografar o eclipse
de mais altura . Outros aparelhos,andando a mil quilômetros
por hora " perseguima" o eclipse na marcha entre
Rio Grande e a província de Salta, na Argentina.
Em Bagé, foi onde foi mais demorada a " noite"
do meio-dia e o sol apagaou-se por completo por 2 minutos.
One,two,three,four...dizia em voz alta um aparelho de
som instalado,antes do foguete ser soltado para o ar...
O Cassino virou um mini estação de lançamentos
de foguetes aeroespaciais.
Por volta de 14 horas, foi quando foi lançado o
último foguete e então um cientísta
da Nasa disse:
- Sob o ponto de vista científico nunca houve,
em qualquer tempo, eclipse mais bem " enquadrado"
do que este.Tiramos dele tudo o que tinha a nos dar.Sem
falar ainda nas fotos que os astronautas da Gemini XII
nos trarão de lá de cima.
O diretor da Manchete, o gaúcho Justino Martins,
na carta ao leitor escreveu:
- Às vésperas das eleições
brasileiras o céu nos proporcionou um eclipse total
do sol,deixando uma faxia do Rio Grande completamente
às escuras. Sinal dos tempos?
Não,apenas uma incidência astrológica
que nada tem a ver com a política. Masna praia
do Cassino,onde os cientistas,estudavam o fenômeno
a freira gaúcha deu, em versos, uma lição
premonitória ao garoto que a acompanhava:"
Veja a Lua,irmã da Terra. Eu não irei até
lá mas do jeito que o mundo anda, você talvez
um dia vá". Sobre o eclipse damos neste número
tudo o que foi possível fotografar.
Porque este eclipse deu-se em Rio Grande e Bagé?
Porque na hora do fenômeno a faixa de obscuridade
total passará obliquamente através do continente
sul-americano atravessando Peru, Bolívia,Argentina
e Brasil.
Pelos cálculos do eclipse foram 24 minutos de escuridão
parcial e dois minutos de escuridão total.O inicío
do eclipse foi às 11h10minutos daquele 12/11/1966,um
sábado.
A revista Manchete mostrou uma seqüência de
fotografias onde pode-se ler na legenda:
" A composição fotográfica mostra
as várias fases do eclipse total do Sol, conforme
foi observado em Bagé e Rio Grande. Quase sempre,
diz a Manchete, os eclipses totais do Sol ocorrem no oceano
o que dificulta o trabalho dos cientistas.
Este foi uma exceção. O próximo eclipse
solar terá lugar a 02/11/1967 e será visto
no mar de Weddell.
Em tempo: Havia naquela época a chamada corrida
a Lua , que culminou em 29 de julho de 1969,quando três
astronautas norte-americanos,- Neil Armostrong, Colin
e Aldrin - tripulando uma nave a Apolo XI desceram na
superfície lunar.
Coleguinhas - Eu
X Eles

Onde andará a " Lalá"?
Imitando o livro do Caio F.Abreu - Onde
andará Dulce Veiga ? - eu pergunto: onde andará
a "Lalá". Era como a chamávamos
na redação da ZH a colega Eladir Andrade
Rodrigues,repórter do setor de ensino.
Nascida em Porto Alegre em 14.11.1951(fez niver recentemente)
Eladir começou na Folha da Tarde( na rua Caldas
Junior, 219) e dpois transferiu-se para a ZH.Quando estava
na ZH,residia na rua Emília Stefani Aloisio, 238/102.
Da " Lalá" guardo a lembrança
de que era sempre gentil com todo mundo e nunca a vi ralhar
com ninguém, o que no convívio diário,convenhamos,
não é nada fácil.Aturava a "
mala" do seu editor, numa nice!
Bichos & Amigos
estréia novo endereço com Bazar de Natal
neste domingo
Neste domingo, dia 7 de dezembro, acontece
mais um brechó da ONG Bichos & Amigos, o primeiro
em seu novo endereço - rua Eduardo Chartier, 80,
quase esquina com Assis Brasil, próximo ao Bourbon
Assis Brasil, em Porto Alegre. Para quem já é
freqüentador do evento beneficente, a nova sede fica
a uma quadra do ponto antigo, na Coronel Feijó,
sentido Centro-Bairro. Das 10h às 18h, roupas,
calçados, bijouteria, livros, CDs, LPs, equipamentos,
objetos de decoração e outros estarão
à venda por preços simbólicos, em
um Bazar de Natal. A entidade precisa levantar fundos
para pagar os novos canis que estão em construção,
além do berçário.
O evento vai se repetir nos dias 20 e
21 de dezembro, com Bazar de Natal novamente no mesmo
endereço. A renda vai para alimentação,
tratamento veterinário, esterilização
e manutenção das instalações
onde estão abrigados gatos e cachorros vítimas
de abandono ou maus-tratos, em um total de quase 150 animais.
Informações em www.bichoseamigos.org.br.
Para chegar ao brechó, basta pegar
qualquer coletivo que passe na Assis Brasil e descer na
parada Coronel Feijó. Doações ainda
podem ser feitas, e são bem-vindas. Tudo que estiver
sobrando, e também medicações e rações,
pode ser entregue mediante contato pelo 51-8461-5077 ou bichoseamigos@bichoseamigos.org.br.
Os animais agradecem.
Marcopolo entra em férias
coletivas no fim de ano!
Conforme informou-me o diretor corporativo
da Marcopolo, Valter Gomes Pinto a empresa entrará
em férias coletivas no período que vai de
22/12/2008 a 06/01/2009.Outras grandes empresas sediadas
em Caxias do Sul também entrarão em férias
coletivas neste período de final de ano.
" Este período tem somente uns 6 ou sete dias
úteis",disse Valter.
A Marcopolo,segundo seu diretor corporativo, teve um bom
desempenho no ano de 2009,favorecida pela exportação
já que o dólar está em alta.
SONS DA CIDADE
APRESENTA PAULINHO FAGUNDES, JULIO"CHUMBINHO"
HERRLEIN E LUCIANO MAIA
A última edição
de 2008 do Sons da Cidade apresenta Paulinho Fagundes,
Julio "Chumbinho" Herrlein e Luciano Maia, em
uma noite dedicada à música instrumental.
O projeto realizado pela Coordenação de
Música da Secretaria Municipal de Cultura, acontece
dia 9 de dezembro, às 20h, no Teatro de Câmara
Túlio Piva. O ingresso é a doação
de 1kg de alimento não-perecível destinado
à FASC (Fundação de Assistência
Social e Cidadania).
O Sons da Cidade busca reunir diversos
gêneros musicais que vêm sendo praticados
pelos artistas em Porto Alegre - pop, blues, samba, mpb
e todo o universo musical da capital gaúcha é
levado ao palco do teatro. O projeto afirma o contato
do público com esses artistas e funciona como uma
coletânea de talentos e sonoridades que se integram
numa mesma noite.
Serviço:
O quê: Paulinho Fagundes, Julio "Chumbinho"
Herrlein e Luciano Maia
Quando: Terça-feira (9/12), às 20h
Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (rua da
República, 575 - Cidade Baixa)
Quanto: 1kg de alimento não-perecível
PAULINHO FAGUNDES
A música instrumental é a grande paixão
do guitarrista Paulinho Fagundes. A versatilidade é
sua característica principal. O folclore argentino
aliado à música brasileira e as influências
do jazz aparecem nas composições próprias
e parcerias do guitarrista. Paulinho Fagundes prepara
o primeiro CD e algumas músicas serão mostradas
no palco do Teatro de Câmara, acompanhado por Edu
Martins (contrabaixo) e Marquinhos Fê (bateria).
Seu trabalho instrumental pode ser conferido na Internet
no endereço www.myspace.com.br/paulinhofagundes.
Paulinho já mostrou o seu trabalho em diversas
cidades da América Latina, Europa e atuou ao lado
de nomes que o orgulham muito, como: Toninho Horta, Alegre
Corrêa, Renato Borghetti, Alberto Continentino,
Arthur Maia, Ivan Lins, Edinho Espíndola, Paulinho
Guitarra, Neto Fagundes, Ernesto Fagundes, entre tantos
nomes importantes da cultura musical do nosso país.
JULIO "CHUMBINHO" HERRLEIN
Julio consagrou-se como referência nacional na música
instrumental não só pela sua musicalidade,
mas também pela articulação e técnica
impecáveis. Suas composições e interpretações
são dotadas de identidade própria, com propostas
rítmicas avançadas, num caldeirão
que mistura Pat Metheny, Wayne Krantz, Joe Pass, jazz,
bossa nova e samba. Já foi citado como revelação
em revistas especializadas como Guitar Player Magazine,
Cover Batera e Cover Guitarra. Já tocou com o baixista
holandês Joris Teepe, com a cantora americana Maggie
Green, com Lucinha Lins, Robertinho Silva, Alegre Corrêa,
Craig Owens (EUA), Pata Masters (Alemanha), entre outros..
Seu trabalho já foi elogiado pelo guitarrista Frank
Gambale (Chick Corea), por David Goldblatt (pianista de
Diana Ross e compositor de trilhas para os filmes de Hollywood),
Anthony Wilson (guitarrista de Diana Krall) e John Leftwitch.
Em 2006, Julio conquistou, no Rio de Janeiro, o primeiro
lugar no Concurso Nacional de Composição
IBEU - Instituto Brasil/Estados Unidos, com sua composição,
Maestros Brasileiros, uma suíte formada por três
movimentos, para a formação de big band.
Esse prêmio nunca tinha sido conquistado por um
gaúcho.
LUCIANO MAIA
Luciano Maia, um dos mais respeitados acordeonistas do
sul do país na atualidade, produziu seu primeiro
cd solo Sonho Novo (1998), e teve como convidado Edson
Dutra. Em 2001 grava Minha Querência, que conta
com a participação especial de Luiz Carlos
Borges. Em 2005 é convidado para participar do
projeto Gaitaço de Sucessos, da Galpão Crioulo
Discos. Hoje, Maia celebra com orgulho o lançamento
do seu quarto cd Cruzando a Pampa - indicado pelo jornal
Zero Hora como um dos cinco melhores cds regionais de
2007 -, e Prêmio Açorianos de Música
como melhor disco regional do ano. Luciano já dividiu
o palco com grandes músicos, entre eles: Luiz Carlos
Borges, Bebeto Alves, Gilberto Monteiro, Gaúcho
da Fronteira, Joca Martins, Luis Marenco, Oscar dos Reis,
Lucio Yanel, Renato Borghetti, Neto Fagundes, Elton Saldanha,
César Oliveira e Rogério Melo e com os mestres
Dominguinhos, Hermeto Pascoal e Arismar do Espírito
Santo. O indiscutível talento do acordeonista ganhou
definitivamente o respeito do público e da crítica.
Camiseta do Inter
será leiloada no baile dos Jornalistas!
O Nobrinho (José Evaristo Villalobos,
diminutivo do humorista Carlos Nobre,de quem é
filho, que por sinal era gremista ) conseguiu uma camiseta
do Inter para ser leiloada na noite do dia 5/12, no Clube
Gaúcho,quando acontecerá o baile dos Jornalistas.
Jorge Correa,ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas
-RS e atualmente membro da diretoria, foi quem conseguiu
a camiseta com o Nobrinho. Jorge também é
colorado,doente, de ir trabalhar com a camiste do colorado.
Quem quiser ir ao Baile dos Jornalistas é só
comprar ingresso que ainda tem.
Para o associado, o preço é de 15,00 incluído
o jantar. E o som será por conta do DJ Claudinho
Pereira. O som está em boas mãos.
ARI - Solidariedade
Santa Catarina
Estender a mão aos que sofrem
com as desgraças e se agarram, como última
esperança, na solidariedade dos irmãos.
Conselheiros (as) e associados (as) da
nossa ARI.
Não há necessidade de
destacarmos o cataclismo que arrasou Santa Catarina. Todos
sabem e o sentem.
Chegou a hora de estendermos a mão
aos que tudo perderam, mas que ainda têm esperança
na recuperação de seu Estado. Ouçamos
o clamor desesperado de nossos vizinhos. Sejamos fraternos.
Pratiquemos a virtude de se doar e doar.
Em sua última reunião (27/11),
o Conselho Deliberativo da Associação Riograndense
de Imprensa (ARI) decidiu, por unanimidade, convocar os
Conselheiros e Associados para que se engajem na campanha
para auxiliar Santa Catarina.
Os donativos em dinheiro devem ser depositados
em nome de FUNDO DE ENCHENTE SC, para o CNPJ 92.702.067/0150-37,
Agência 0131, Conta Corrente 06.852725.0.5 do BANRISUL
- Banco do Estado do Rio Grande do Sul, nosso grande e
histórico parceiro na realização
do Prêmio ARI de Jornalismo.
Aos que preferirem cooperar com alimentos
prontos, como bolachas, biscoitos, barra de cereais, especialmente
água, devem enviá-los para os postos situados
nos jornais Correio do Povo, Zero Hora e o Sul.
Juntemos as mãos, numa prece de
todas as crenças, esperando que a nossa colaboração
não signifique apenas um gesto material, mas sim
uma mensagem de fé e confiança nos que hoje
amarguram dores cruéis, mas que no amanhã
possam voltar a sorrir e a confiar.
Com o coração de um gaúcho
pulsando por Santa Catarina, assinamos imensamente agradecidos.
Porto Alegre, 02 de dezembro de 2008.
ANTONIO CARLOS PORTO
Presidente do Conselho Deliberativo
da ARI
Guaíba e
Folha da Tarde na " Operação Eclipse"
A Caldas Junior jogou pesado na cobertura
da " Operação Eclipse" ocorrida
em Rio Grande, na Praia do Cassino, no sábado 12
de novembro d e 1966.
Foram credenciados pela Folha da Tarde em Rio Grande Edmundo
Soares(ainda vive)- que fez papel de repórter e
fotógrafo, Gerson Abramson(fotógrafo e correspondente
da Caldas em Rio Grande) Américo Souto, repórter
e Santos Vidarte, fotógrafo.
Em Bagé foram credenciados Joseph Zukauskas, repórter,
Blagoi Protskoff,fotógrafo, Olmiro Passos, repórter
e Ivo Coelho, fotógrafo.
Edmundo Soares era o próprio Chefe de Reportagem
da FT.
Pela rádio Guaíba foram credenciados junto
a ARI os seguintes profissionais:
Pedro Carneiro Pereira, Flávio Alcaraz Gomes, Osmar
Meletti, Lauro Quadros, Paulo Fernando Aquino, Alcides
Krebs e Bertoldo Lauer Filho.
Eu x Eles - Coleguinhas

O conselheiro do Tribunal de Contas e escritor de artigos
é jornalista
O conselheiro do Tribunal de Contas do
Estado, José Victor Faccioni, que publica artigos
em jornais,tanto da capital, como do interior, é
jornalista.Nascido em Caxias do Sul, em 05.08.1941,Faccioni
decidiu-se pela política, onde ocupou vários
cargos no Executivo,sendo deputado estadual e federal
mas perdeu a eleição para a prefeitura de
sua terra natal para o também jornalista e advogado
Mansueto de Castro Serafini Filho quando Faccioni estava
na Arena( o partido oficial) e Serafini, no MDB, então
o partido da Oposição.Faccioni também
foi candidato a prefeito de Porto Alegre não conseguindo
se eleger.
Faccioni é filho de Honório N.Faccioni e
de Vicensa Chies Faccioni.Em Porto Alegre, sempre residiu
na rua Cel.Bordini,1003. Casado com dona Iole( 24.07.1941)
tem os filhos Rachel(06.04.1965),Victor( 13.03.1966) e
José ( 13.03.1966).
" Faccioni sempre disse para os
jornalistas que ele preferia ver uma foto sua do que uma
página de entrevista num jornal sem foto".
Sabia da importância da fotografia como homem público.
Coleguinhas
* Encontrei o Flávio Dutra, na
porta da " prefa" que me disse que a foto publicada
dele publicada aqui é do tempo que ele era "
alternativo". Esta é boa...Flávio deverá
permanecer na equipe do segundo mandato do Fogaça.
* Ontem,dia 02/12, no serpentário - um café
da Uruguai - Monteirinho , Moura, Leo Guerreiro assuntavam
principalmente sobre o processo do Burd contra o Previdi.
*Zé Antônio Silva em longo papo ontem,02/12
com o presidente do Sindicato dos Jornalistas-RS, Zé
Nunes. Quando é que o Zé Silva,vai,afinal,
escrever a memória do Jornal Versão, do
próprio sindicato, do qual ele foi um dos mais
competentes editores.
* Está saindo do forno outra edição
do Jornal Versão, do Sindicato dos Jornalistas-RS.
* E camiseta do Grêmio não terá para
ser sorteada no Baile do Sindicato dos Jornalistas-RS
no próximo dia 05/12?
Eu x Eles - Coleguinhas

As denúncias publicadas no "Estadão"
renderam um ARI a Chiquinho de Oliveira!
" Chiquinho"(Francisco) de
Oliveira foi o vencedor do Prêmio ARI de Jornalismo,
na categoria reportagem,em 1984, com série de matérias
no jornal " O Estado de S.Paulo" - Estadão
- publicadas entre novembro de 1983 e outubro de 1984.
As denúncias apuradas pelo Estadão e pelo
Jornal da Tarde, do mesmo grupo, foram sobre o escândalo
do Banco Nacional de Crédito Cooperativo e da Central
de Cooperativas de Produtores Rurais do Rio Grande do
Sul. Elas resultaram na demissão do ministro da
Agricultura Amauri Stábile,quatro diretores do
banco, oito superintendentes e mais 400 funcionários.
Estas matérias do Chiquinho de Oliveira alertaram,ainda,
para o envolvimento do ministro Nestor Jost com a Centralsul.
Tudo isto foi criando um "clima" mas a situação
complicou-se quando Chiquinho de Oliveira foi agredido
verbalmente e em público pelo ministro Jost. No
aeroporto Salgado Filho,durante uma coletiva, Chiquinho
questionou Jost sobre as informações de
corrupção no BNCC para impedir um desdobramento
maior do escândalo.
No dia 07/04/1984, o Estadão publicou o diálogo
travado entre seu repórter e o Ministro da Agricultura
do Governo Figueiredo:
" Jost - Todas as denúncias levantadas estão
sendo apuradas. Mas há um repórter de "
O Estado de S.Paulo" aqui em Porto Alegre que reiteradamente
tem levantado injúrias contra o Ministro da Agricultura,
desde que eu assumi o cargo.Como ele não tem nenhuma
possibilidade de provar nada do que tem afirmado, eu quero
desmenti-lo aqui em público, perante todos seus
colegas.É um mau profissional de imprensa, está
levantando injúrias contra pessoas que têm
responsabilidade e que podiam até processá-lo
Não vão fazê-lo porque não
lhe dão importância...
Repórter - Por que não o sr. não
o processa?
Jost - Porque não desejo me nivelar consigo.
E o bate-boca prosseguiu.
Lá no final foi assim:
Repórter - Esta sua má educação
não está à altura de um ministro
de Estado!
( Grande confusão, o repórter é empurrado.)
Jost - Cale-se moleque! Bobalhão,idiota!
Jornalistas presentes à entrevista ainda interferiram
para que o repórter de " O Estado de S.Paulo"
e " Jornal da Tarde" não fosse expulso
da sala, mas foi inútil,diante da reação
violenta de Jost e de seus assessores".
Do incidente, ocorrido no aeroporto internacional Salgado
Filho resultou uma queixa-crime do repórter contra
o ministro Jost,que devido ao foro privilegiado, Supremo
Tribunal Federal,ao fim, foi arquivada em setembro de
1984. A desculpa foi de que não havia crime a apurar.
Chiquinho de Oliveira nasceu em Portugual,na cidade de
Coruche em 16.05.1955 filho de Francisco Germano Santos
Oliveira e Maria de Lurdes Cruz Evangelista.
Foi redator-chefe da Sucursal do Estadão, em Porto
Alegre, localizada na rua Andrade Neves,100/12º andar
Depois do Estadão, Chiquinho de Oliveira transferiu-se
para a RBS.
RUA DA PRAIA SHOPPING
LANÇA PROMOÇÃO DE NATAL
Para marcar a comemoração
de seus 18 anos, o Rua da Praia Shopping lançou
a promoção " Acerte o peso do Papai
Noel e tenha um Natal bem gordo ". Quem acertar o
peso do Papai Noel do shopping que diariamente está
no local , entre 12 e 18 horas, recebendo os pedidos das
crianças, ganhará um trenó recheado
de presentes. A lista de brindes inclui produtos eletroeletrônicos,
bicicleta, computador e aparelho de ar condicionado, entre
outros itens .

Os dois palpites que mais se aproximarem
do peso correto do Papai Noel também serão
premiados. Todas as terças-feiras, o Papai Noel
veste-se de azul (foto) para alegria dos pequenos torcedores
gremistas.Os vencedores da promoção serão
conhecidos no próximo dia 23.
Segundo o Gerente Geral, Marco André Ribeiro, "cerca
de 40 mil pessoas circulam diariamente pelo shopping".
Empreendimento do Grupo Isdra, o Rua da Praia conta atualmente
com 130 operações, distribuídas em
quatro andares, em plena Praça da Alfândega.
Lojas, restaurantes e fast-food, cinemas, e brinquedos
eletrônicos integram o mix de opções
disponíveis para compras, lazer e gastronomia.
Coleguinhas
* Não é pra me gabar,
mas há dias que está neste site que o Prévidi
estava sendo processado pelo Armando Burd.
* Eu acho o seguinte: sentiu-se ofendido
tem que procurar o Poder Judiciário. É pra
isto que ele existe. Não estamos num regime democrático?
*Olha,se pudesse dizer algo ao Prévidi,
diria o seguinte: estás em boas mãos com
o Campos.
*E o Caco Barcellos,então, com
seu livro Rota 66, a História da Polícia
que Mata. Já respondeu tanto processo que acho
que perdeu a conta. E,se não me engano,ganhou todos.
* Pra fazer uma justiça: O repórter
Omar de Barros Filho, o Matico, foi um dos que também
cobriu uma grande enchente em Blumenau,SC em março
ou abril de 1974.
* Já foram melhores as relaçõe entre
o Sindicato dos Jornalistas e o grupo dos ecojornalistas(
popularmente conhecidos por " ecochatos"). Eles
saíram do sindicato,onde estavam desde sua fundação,
alegando que precisavam de uma sala só para si.
Mas não foi só este o motivo...Os ecojornalistas
foram para uma sala (chamado de quarto) na Associação
Riograndense de Imprensa, onde têm contrato até
o final do ano.
* Além dos "ecojornalistas", uma empresa
de turismo também alugou uma sala no prédio
da ARI.
* Gente que tem visto pelos corredores da Assembléia
Legislativa do Estado um ex-debatedor do " Sala De
Redação" ficou com dó dele.
" O Sala" não tem nada a ver com isto...
* Nem conheço o editor do Videwersus,Vitor Vieira,
mas se houvesse um prêmio ARI de Jornalismo no setor
de internet, e se eu votasse, ele seria meu escolhido.
Dá de rebenque erguido nos outros sites de notícias
de política,principalmente da área executiva,legislativa
estadual. Sua matéria sobre o patrimônio
do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, João
Osório,publicada semana passada, é o que
se pode chamar de jornalismo, de alta qualidade. Matou
a cobra e mostrou o pau!
* Segunda,dia 01/12m ,às 11h37min,
a página eletrônica de ZH, continha isto:
Bola do Sant Ana.Não seria BLOG?Nos outros dois
colunistas anunciados dizia: blog do fulano...
* O presidente do Sindicato dos Árbitros, Carlos
Simon, envolveu-se numa polêmica por causa de um
pênalti não dado num jogo do Flamengo.Segurou
a peteca. Bom, coleguinahs da crônica caíram
de pau nele em outras plagas. Aqui a coluna do Rui Ostermann,
de sábado último,ou domingo, fez a defesa
do árbitro da Fifa. E o Luis C. Reche, na sua coluna
de domingo, do Correinho,também saiu na defesa
de Simon.
* Simon o juiz de futebol, move, ou movia, um processo
contra o Peninha(Eduardo Bueno) por algo que Peninha escreveu
sobre ele no livro do Grêmio.
* Coluna do Luiz Carlos Reche, do Correinho, de 30/11,
tem uma nota repetida.O mesmo conteúdo:num o titulo
da nota é Luis Felipe, na outra é Lupi Martins.
* Sexta-feira, última,dia 28/11,depois
do expediente, foi longa a conversa entre o ex-presidente
do Sindicato dos Jornalistas-RS, José Carlos Torves
e a diretora da entidade, Neusa Nunes.
* Elmar Bones da Costa, o Bicudo, da Já Editores,
continua se defendendo do processo que lhe movem familiares
de Lindomar Rigotto,o Tétti Rigotto, por matéria
que o jornal Já em 2001.
A família de Lindomar conseguiu bloquer a conta
bancária da editora de Elmar, mas ele recorreu
e a reabriu mediante liminar.
A folha voou,voou, bateu na janela
e parecia que queria voltar pro lugar de onde fugira
Aconteceu algo interessante e inusitado
na tarde da segunda,01/12.Se eu fosse espírita
ou fosse literato de auto-ajuda, como duas célebres
escritoras gaúchas,iria acreditar num tipo de aviso,sei
lá se de bom ou mau presságio.Mas não
vou viajar na maionese.
Vou simplesmente ater-me ao fato.
Lá pelas 16 horas e pouco,depois do temporal do
começo da tarde, no 6º andar do prédio
da ARI, a Josi Negreiros e a Maria Osmani trabalhavam
adoidadas e compenetradas na recuperação
e seleção de todas as correspondências
da entidade, o que não é mole, são
75 anos.(Acharam até algo precioso pra historiador:
correspondências do DOPS, em 1964, exigindo que
a ARI mandesse dizer quem era quem na imprensa gaúcha.O
presidente da entidade,então dava "enrolation"
neles, dava voltas, mandava cartas todas cheias de pruridos,
mas nada entregava o ouro pros bandidos.)
A janela estava aberta e o sol voltara...
De repente, uma lufada de vento mais forte penetrou vindo
da avenida Borges de Medeiros e entrou outra lufada de
vento da parte traseira do quarto. Um papel dos que foram
selecionados, voou, achou a janela aberta e sumiu no espaço.
Acreditem se quiserem: neste tempo, espavorida, a Josi
deu um grito - toda mulher tem um chilique por qualquer
bobagem - e fechou a janela. Se ela não tivesse
feito este gesto - pra previnir que outros papéis
não voassem - a folha fujona teria voltado.
Eis que ato continuo, a folha que fugira pela janela levada
pela lufada do vento, " voltou". Bateu forte
duas vezes no vidro e quando a Josi correu pra abrir a
janela pra ela entrar, sumiu de vez. Aí sim, não
voltou mais.
Memória
da Imprensa!

O advogado da FAG que dava a notícia "pela
metade"!
Ercy Torma,atual presidente da Assocxiação
Riograndense de Imprensa(ARI) lembra nas conversas no
barzinho da entidade que quando ele cobria o aeroporto
Salgado Filho conheceu um advogado( Carlos Alberto Chiarelli)
,de Pelotas, que atuava pela Frente Agrária Gaúcha(FAG)
e que quando passava pelo Salgado Filho,rumo a Brasília
para tratar de algum assunto, costumava dar " a notícia
pela metade" como diz ele.
Na volta de Brasília,lembra Ercy, ele dava aos
setoristas, a outra metade da notícia. Assim, eles
se obrigavam a sempre entrevistá-lo.
Chiarelli,além de advogado, é jornalista.
Já trabalhou no Diário Popular daquela cidade.Entrou
pra ARI em 03/05/1963.
Filho de Matteo Salvador Chiarelli e de Maria Gomes Chiarelli,nasceu
em Pelotas em 03/05/1940.
Chiarelli seguiu a carreira política, foi secretário
do Trabalho no RS, deputado federal,senador da República
e ministro do Governo Collor de Mello. Hoje reside em
Pelotas, onde leciona temas do Mercosul.
Memória
da Imprensa!
Um dos dois irmãos fundadores
do Grupo Sinos - o outro Paulo Sérgio é
falecido - Mário Alberto Gusmão nasceu em
29/06/1936. Foi o fundador, junto do irmão, do
jornal SL, que deu origem ao grupo.O jornal era,segundo
Nelson Gonzalez, impresso em OFF SET, na Gráfica
Moderna, em Porto Alegre.Depois do SL, os dois irmãos
Gusmão foram para Novo Hamburgo onde fundaram o
"NH". Hoje o grupo Sinos cresceu e se expandiu
tendo rádios e outras publicações.
De Olga Reverbel!
A professora de teatro Olga Reverbel,morreu,
aos 91 anos em Santa Maria,onde vivia nos últimos
anos.Conhecida por não ter papas na língua,
tenho uma boazinha dela, que a confirmei anos atrás
com a própria.Ela me pediu segredo,até sua
morte, depois poderia contá-la.
Aconteceu o seguinte:
Num festival de cinema de Gramado, Olga e mais duas amigas
- uma já falecida e a outra ainda vive - estavam
saindo do Palácio do Cinema para ir tomar um chá.Uma
repórter as reconheceu e tocou-lhe o microfone
na boca, já perguntando-lhe a queima-roupa:
- As VOVOZINHAS, onde vão as TRÊS VOVOZINHAS?
Oga, que não tinha limites pro palavrão,
não se agüentou,diante de tanta insensibilidade
e deu nos rins da repórter:
- AS VOVOZINHAS vão dar o c....
Eu x Eles - Coleguinhas

Mafalda, de " caipira!" do interior, a fotógrafo
do Papa João Paulo II no Gigantinho!
Nascido em 12..03.1949 , na "Palmera"
, como os nativos costumar referir-se a Palmeira das Missões,a
capital da erva-mate, o fotógrafo Antônio
Carlos O. Mafalda, o " Pirulito" como era conhecido
no internato do colégio metodista onde estudou
em P.Fundo, tornou-se uma grife na fotografia no RS,nos
anos 70, e hoje tem uma agência( a MafaldaPress)
em Floripa, onde vive com sua mulher, Imara Stalbaum,
e os filhos de ambos, há muitos anos.
Conheci e fui colega de Mafalda na ZH, nos anos 70 e 80.No
começo de 1981, ele e a mulher, Imara, mandaram-se
para a Espanha, onde foram viver em Madri, preparando-se
para a cobertura da Copa do Mundo de 1982.
Nos anos 70, fomos juntos ao interior fazer uma matéria
sobre a soja que estava tomando conta do campo do Estado.
Percorremos a região produtora durante uma semana
quando Mafalda fotografou até cemitérios
coalhados da oleoginosa.
Quando chegamos em sua terra natal, ele fez, mesmo sendo
10 horas da noite tendo viajado o dia inteiro, o motorista
- chamado de " Cabo Véio" - dar umas
voltas pela cidade. Parecia que tinha baixado no Mafalda
o sentido do triunfo, como os imperadores romanos faziam
na volta a Roma,depois das conquistas de mais terras para
o império.
Montado num burro percorreu o litoral destruído
Na cobertura de uma temporada de verão, ainda nos
anos 70, houve uma grande ressaca no Litoral Norte. Não
me recordo o ano, mas o litoral foi invadido e muitas
casas destruídas.
Mafalda pegou sua máquina, um buggy, que não
sei onde conseguiu,se com a prefeitura, se com algum particular
e foi indo em direção ao sul, a região
dos faróis de S.José do Norte pra trazer
fotos da destruição que a ressaca provocara.
Quando o buggy não conseguia mais vencer algumas
lagoas, porque o mar havia invadido a região que
fica entre ele e algumas lagoas, ele deu um jeito de arrumar
um burro e foi indo com ele pra fazer mais fotos dos estragos.
Voltou de tardezinha, com a égua lavada. Estava
cheio de fotos exclusivas da ressaca,enquanto que a concorrência
- a Caldas Junior - tinha ficado por Tramandaí,
fazendo o feijão com arroz da tragédia.
Antônio Carlos Mafalda é filho de Antônio
R. Mafalda e de Avany O. Mafalda. Conheci seus pais, que
ainda viviam, quando fomos naquela oportunidade a Palmeira
das Missões. Acabamos, pela vontade do fotógrafo,
todos hospedados na casa do seu pai, porque assim era
seu desejo.
O primeiro casamento de Mafalda foi com Miriam(nascida
em 03.10.1950) com quem teve o filho Antônio Carlos
Junior(nascido em 21.02.1971).
Waldir Heck, que editava o Jornal Interior, em Carazinho,disse
que conheceu Mafalda quando um dia ele se apresentou pra
fazer jornalismo. Ele deu uma pauta sobre a cidade, e
depois de alguns dias viu que Mafalda não conseguiriam
escrever a matéria.
Mas depois durante uma visita a Carazinho de Roberto Carlos,
que ia se apresentar na cidade, viu que o fotógrafo
era " metido" mesmo e sabia romper barreiras:
- Na coletiva, o Mafalda tratava o Roberto Carlos como
se fora seu velho conhecido! Aí eu vi que ele era
metido mesmo e sabia romper barreiras.
Durante a visita de João Paulo II a Porto Alegre
, em 1980,Mafalda protagonizou um dos seus lances de ousadia:
O Papa iria entrar no Gigantinho pra um encontro apenas
com religiosos e na entrada havia uma turma de gaudérios,
a cavalo, comandados pelo folclorista Paixão Cortes,
que o estavam esperando. Mafalda deu um jeito de botar
na cabeça do Papa o chapéu de barbicacho
que na edição de domingo estava na capa
de todos os jornais do Brasil.
Sobrevivente de uma queda no helicóptero!
Fotógrafo ousado dá nisto. Era 1983 e uma
enchente como a atual assolavava Blumenau. Mafalda- que
já retornara da Europa- estava fazendo a cobertura
pela ZH. Um helicóptero, do Hotel Laguna, cedido
ao Governo do Estado,estava recorrendo a região
inundada.
Junto com Mafalda, viajava no helicóptero,o repórter
Rodolfo Gamberini, da TV Globo.Mafalda ocupara o lugar
do governador Esperidião Amin.
O aparelho, na altura do rio Itajaí-Açu,entrou
em parafuso e o piloto gritou:" vou morrer"!
Houve a aqueda do aparelho e os três - pilotos e
dois jornalistas - sobreviveram por muita sorte. Um morador,
num caiaque, os socorreu,depois de Mafalda gritar por
socorro.
Foram salvos por outros aparelhos do Exército e
levados a Navegantes.
Mafalda, por ter ficado com o dorso fora da água,salvou
o material fotográfico que havia feito da enchente.
O Governador Esperidião Amin ainda fez graça:
- Já pensou eu ter que sonhar todas as noites com
esta tua barba( Mafalda sempre usou barba) e este teu
cabelo só porque ocupavas o meu lugar?,disse Amin,depois
de um longo abraço no fotógrafo.
Nos anos 90, fui passar um carnaval em Imbituba (SC) e
numa das madrugadas estava passeando no meio dos foliões,
já louco de sono,querendo ir dormir.
A pessoa que estava comigo chamou-me a atenção
para alguém que me olhava,desde uma esquina parecendo
me reconhecer. Eu insisti com a amiga que ali,aquelas
horas da madrugada, perdido no meio daqueles foliões,
não devia,certamente, ter ninguém que me
reconhecesse. Ela insistiu pra que eu prestasse mais atenção.
Quando olhei mesmo, era o Mafalda, com sua sacola de fotógrafo
a tiracolo.
Estava ali fazendo um material para um folheto turístico
do Governo do Estado.
Guazzelli pulou
a cerca?!

Demonstrando "preparo físico"
o ex-governador Synval Guazzelli- durante seu primeiro
mandato(1974/78) quando entrou pro governo do Estado pela
porta dos fundos, pula uma cerca não se sabe bem
em que fazenda. Na foto de Antônio Carlos Mafalda,
o " Pirulito", "Guazzell" como o chamavam
os íntimos demonstra que está nos trinques
em termos de preparação física.
Mas agora - ele faleceu na Páscoa de 2001 vítima
de uma doença neurológica - o jornalista
Luis Claúdio Cunha - aquele que involuntariamente
acabou testemunha do famoso seqüestro dos uruguaios
-vem a público por meio de seu livro provar que
Guazzelli, que alguns setores da Revolução
de 1964, a " Redentora" o viam como um esquerdista,
porque tinha ido a Cuba,prestou um grande "serviço"
à causa, ou seja, foi dele a idéia da Lei
Falcão( aquela em que os políticos, na eleição
de 1976, apenas apareciam com seu "boneco").
Se isto for verdade, manchará mesmo a reputação
de democrata que o ex-governador sempre manteve.Como prová-lo?
Em defesa do ex-governador saíram com artigos em
ZH o ex-senador Paulo Brossard e outros amigos de Guazzelli,
como José Paulo Bisol que se manifestou no jornal
O Sul.
Presidente da AL
reivindica um novo papel para o Parlamento
Foto: Galileu Oldenburg / Ag. AL
Na abertura da primeira Assembléia
Estadual de Convergência, o presidente da Assembléia
Legislativa, deputado Alceu Moreira (PMDB), lembrou dos
objetivos do programa Sociedade Convergente. O seminário
trata do tema Estruturas e Meios do Estado, Causas e Consequências
do Endividamento. Ele destacou que a discussão
sobre o Estado mínimo e o Estado máximo
carrega um forte componente ideológico. "Queremos
o Estado necessário, nem o mínimo nem o
máximo, aquele que seja capaz de devolver em serviços
o tributo que cobra", resumiu. "E somos capazes
de desenhar este Estado, no entanto como estávamos
muito pressionados por um Estado endividado, sem condições
de investimento, o grupo trabalhou sobre as causas e consequências
do endividamento", ressaltou, "e as estruturas
e meios do Estado acabaram não tendo o espaço
desejado". Moreira solicitou que, no trabalho, seja
formulado o texto da minuta que entrará na Assembléia
para se transformar num plano estratégico de curto,
médio e longo prazo no Parlamento, “e que
possamos abrir uma janela para esta discussão".
População desconhece papel das instituições
Segundo ele, existem órgãos da estrutura
de Estado ultrapassados, muitos criados na década
de 30, na passagem de um país rural para o urbano.
"Continuamos raciocinando pelas mesmas instituições",
disse. Segundo ele, a população não
sabe do papel de muitas das instituições
públicas. E muitos daqueles que trabalham nelas,
também desconhecem de sua missão pública.
"Por conseguinte, temos um Estado com estruturas
isoladas, sem integração, verticalizadas,
com departamentos que lutam entre si, prejudicando todo
o processo", explicou.
Alceu Moreira solicitou aos grupos de estudos que possam
produzir um documento com técnica legislativa,
capaz de ser encaminhada à Mesa Diretora da Casa
e que poderá dar entrada para tramitação
no próximo ano. "Fazendo este processo, todos
estaremos trabalhando em um PPA com muito mais fôlego,
mais longo. É preciso trabalhar neste sentido",
solicitou. O presidente da AL disse que os outros dois
temas serão mais fáceis de serem debatidos.
Ele anunciou que, nas próximas reuniões
do Conselho Deliberativo, possam ser definidos os três
temas para discussão do fórum democrático
no ano que vem. “Acho que temas como o da saúde,
educação e segurança estarão
na proposta”, apostou.
Temas-eixo
Alceu Moreira pediu aos presentes que façam um
debate profundo sobre estes temas, “que possamos
encaminhar para a sociedade gaúcha um dos papéis
mais importantes do Parlamento, que é trazer para
o debate temas-eixo do Estado", solicitou, lembrando
que no dia de ontem a Assembléia discutiu no governo
federal o resultado de dois temas que começaram
a ser discutidos em março e abril deste ano, envolvendo
um leilão exclusivo para a energia eólica
e o zoneamento da cana-de-açúcar. “O
Fórum Democrático e as instituições
qualificadas são o pulmão de todos os parlamentos
contemporâneos, que sai do papel exclusivo de legislar
e fiscalizar e parte para fazer planejamento de Estado,
de longo prazo”, encerrou.
Eu x Eles - Coleguinhas

" Que mierda de revolución es esta que não
matariam ni el cura e ni derrubaram la Iglesia???"
O radialista Antônio Carlos Porto-
ex-presidente tanto do Sindicato dos Radialistas, como
dos Jornalistas - contou dias destes no barzinho da ARI
- ele é presidente do Conselho Deliberativo da
entidade - como foi o episódio em que o fotógrafo
de origem espanhola, José Abraham Diaz ( hoje nome
de prêmio da própria ARI) disse a frase celébre
sobre a revolução que o coronel Jeferson
Cardin tentou iniciar em Três Passos que foi logo
sufocada.
- O Ilton Caldas( que a gente chamava de o " o pobre
Ilton) não gostava de mim e me empurrou pra fazer
esta matéria. Por exigência dele eu tinha
que estar sempre as 7 horas da manhã na redação
da Folha da Tarde. Fazia frio,chuva este era o horário
que me exigiam. Eu morava no morro Santa Tereza, descia
a pé e vinha pegar um bonde no Menino Deus pra
ir pra Folha. Muitas vezes chegava lá e ainda não
tinha ninguém. Mas passaram a me exigir o cumprimento
deste horário.Um dia,em 1965,véspera do
aniversário de minha mãe, 25 de março,
eu cheguei bem cedo. Chegou um alemão alto,forte
que era nosso fotógrafo em Novo Hamburgo e entrou
na redação naquela hora da manhã,avisando
que tivera notícias de que o Coronel Jeferson Cardin
mais outros homens tinham iniciado uma guerrilha em Três
Passos. O objetivo deles era ir a Foz do Iguaçu
porque o presidente Castelo Branco iria estar lá
e ele fariam um auê de alcansar a imprensa internacional.
Mas deu zebra.
Dai Portinho, como é chamado, prossegue no seu
relato:
Falaram com o Dr. Breno( Breno Caldas) e resolveram me
mandar para lá. Eu e o Espanhol (José Abraham
Diaz). Na viagem, passamos em Soledade e lá o prefeito
era um parente meu, muito partidário da revolução
de 1964.Ele mandara aprontar até uma metralhadora
esperando pelos revolucionários de Três Passos
que se chegassem a Soledade iria passar fogo neles.
Não tinha ainda asfalto e nós naquela kombi
da Caldas Junior.
Estávamos viajando e passamos pelo inteiror onde
se viam aquelas capelas. Aí o Espanhol - que na
Espanha estava acostumado a dinamitazar pontes durante
a revolução civil espanhola - olhou tudo
aquilo e sentenciou:
- Que mierda de revolucion és esta que não
han matado ni el cura e ni derrubaron lás iglesias?
Quando chegamos em Três Passos, queriam que o Espanhol
fosse dar umas voltas num aviãozinho lá
pra ver o que os revoltosos tinham feito, mas ele não
quis. Ficou com medo.
Eu já tinha ouvido esta versão de modos
diferentes. Uns dizem que a frase fora dita em Quaraí,
e que o repórter que estava com o Espanhol seria
o Valter Galvani. Outros que fora dita em outro local
com o falecido Antoninho Gonzalez.
Eu x Eles - Coleguinhas

" Fica aqui como estagiário, mas não
deixa que o Lauro te veja muito"!
A ordem que veio do editor de Polícia
de ZH, José Antônio Ribeiro( O Gaguinho)-falecido-
me deixou surpreso e atônito:
- Porque estagiário, Gago, se já trabalhei
aqui antes com carteira assinada, protestei,sem me dar
do motivo daquela restrição.
- Ah...Ah..Ah...magro filho da puta, faz o que estou te
dizendo e não fode....E fica aqui em horários
que o Lauro te veja pouco.Bate tua matéria e te
arranca, não fica dando banda pela redação.
Era como o Gaguinho reagia quando um repórter tentava
extrair dele mais do que a meia dúzia de palavrões
que costuma dizer geralmente aos berros....e cafungando...Quando
se enervava, ficava gago mesmo, de não lhe sair
as palavras.
Tenho uma dívida de gratidão impagável
com o falecido Gaguinho, que ao me dar de novo emprego
na ZH segurou-me uma barra daquelas naquele outubro de
1976.
Minha filha estava por nascer e eu recém tinha
voltado do Peru,onde vivera dois anos e tanto e precisava
trabalhar porque agora constituíra família
mas estava com a foto totalmente queimada.
A saída e a volta da ZH
Em fins de 1973, começo de 1974, recebi um convite
do Licínio Silveira, meu ex-colega de ZH que agora
estava montando a editoria de Polícia da Folhinha
da Manhã. Lauro Schirmer, então diretor-editor
de ZH, tentou de tudo junto ao seo Maurício Sirotsky,dono
da ZH, pra cobrir a proposta que a Folhinha me fazia mas
eu fui seduzido pela proposta de meu ex-colega de ZH que
tinha se bandeado pra Folhinha porque lá pretendia
fazer um jornalismo de " dar pau nos ratos".Era
o que a ditadura militar havia provocado em nós,jovens
e rebeldes.
O Lauro havia conseguido junto ao seu Maurício,
uma proposta salarial para mim que quase me dobrava o
que eu ganhava, mas ele não poderia aumentar mais
sob o pretexto de que então eu passaria a ganhar
mais do que o " Milton Galdino" e nenhum outro
repórter da Polícia da ZH podia perceber
mensalmente mais do que o Galdino.
Era a regra do seo Maurício.Fui-me pra Folhinha,
sem imaginar o que viria pela frente.( Entre parêntesis:
depois na Folhinha, vi que o tal salário que me
pagariam lá não era tanto assim porque vinham
tantos descontos, que acabou menor do que o Lauro me havia
proposta para ficar na ZH)
Fui pra Folha da Manhã,onde fiquei dois meses e
saí para ir morar um tempo no Peru. Quando voltei
fui novamente pedir emprego na ZH e o Gaguinho que me
conhecia, deu um jeito de me colocar " escondido"
trabalhando como estagiário,isto é,sem carteira
assinada, durante um mês. Depois eu entendi o Gago:
ele queria que o Lauro fosse se acostumando com a idéia
de que eu voltara ao jornal e então deixasse o
assunto anterior, a minha saída para a Folha da
Manhã, de lado. E foi o que aconteceu.
O Lauro era engraçado: ele caminhava pela redação(
que então ficava no primeiro andar ) se fazendo
de zonzo, como se não tivesse percebendo nada.
Era assim que seus editores de confiança, como
o Aveline(João Baptista) o Gaguinho, O Renatinho
Pinto, iam colocando lá pra dentro do jornal seus
repórteres preferidos.Depois de um tempo, o Lauro
como quem não quer nada, chegava e perguntava:
- O Gago, que que o fulano está fazendo aqui, que
eu vejo ele todo dia aqui.
- Lauro, o fulano trabalho conosco...
- Ah mas eu não sabia...
Se o Lauro tivesse alguma restrição ao sujeito,
ali ele já acertava com seu editor e mandava o
cara embora.
Assim faziam também com as matérias e os
assuntos que naqueles anos de ditadura eram proibidos
de se tocar.
Falei esta história aí de cima do Lauro
porque dia 27/11 passado ele completou oitenta nos.O atual
diretor do Museu de Comunicação Social Hipólito
José da Costa nasceu em Cachoeira do Sul, em 27/11/1928.
Lá trabalhou no Jornal do Povo.
Em Porto Alegre, Lauro trabalhou na Hora, na TV Gaúcha,
foi diretor-editor de ZH e finalmente aposentou-se nos
anos 90.
Seu processo de saída da ZH levou cerca de dois
anos.
Foi um dos quatro homens de confiança do fundador
da RBS, Maurício Sobrinho:os outros três
eram Carlos Fehlberg, Carlos Bastos e Armando Burd.
Lauro Schirmer - que para mim é o melhor texto
que anda por aí - publicou,depois que passou a
dedicar-se a pesquisa, os livros A Hora( sobre o jornal
do mesmo nome, pela LPM) Da Voz do Poste à Multimídia(também
pela LPM) e Flores da Cunha, pela RBS Publicações.
O acidente de Rony
Paganella
Sobre o acidente do fotógrafo
Roni Luiz Paganella,ocorrido no começo dos anos
70, século passado, que contei aqui dias atrás,
o ex-gerente da Sucursal da RBS em Brasília, Júlio
César Dreyer Pacheco manda-me dizer:
" Sobre a notícia que destes do Rony Paganella
devo dizer que quando fui gerente da RBS de Brasília,
em 1976, recebi a incumbência e a ordem do seo Maurício
Sirotsky no sentido de arrumar uma casa para ele. Foi
conseguida uma casa para ele em Taguatinga,toda adaptada
para as necessidades dele.
Com banheiro adaptado,cama de dormir adaptada, corrimão.
Eu cuidei disto pessoalmente.
E depois o Rony andava com problemas financeiros e o Nelson
Sirotsky me deu ordens no sentido de quitar as dívidas
dele. Depois, em julho de 1978 eu saí de Brasília
e depois disto não fiquei mais sabendo de nada".
Assinado
Júlio Pacheco.
Ainda sobre o acidente com o Rony:
O repórter Alberto Blum disse que trabalhava na
Folha da Tarde quando ele ocorreu e que Claúdio
Brito, que era repórter esportivo da rádio
Gaúcha também estava no carro Rural Willys
que se sinistrou.
O acidente ocorreu encima de uma ponte, quando o carro
dos repórteres de ZH e da rádio Gaúcha
tentaram ultrapassar o ônibus onde ia a delegação
do Grêmio ( que ia a São Borja) jogar pelo
campeonato estadual.
O Ônibus do Grêmio provocava muita poeira
e ao tentar ultrapassá-lo a rural se sinistrou,caindo
numa ponte.
Rony foi socorrido ali pelos próprios jogadores
do Grêmio e pelo médico do time que viajava
junto.
Alberto Blum disse que enquanto Rony estava sendo tratado
internado no Hospital Moinhos de Vento, na Folha da Tarde
apareceu uma lista de doações para aquisição
de uma cadeira de rodas para o fotógrafo.
Ele tomou a iniciativa e ligou para o editor de esportes
da Zh,Antônio Manoel Oliveira, que pediu pra ele
falar direto com o dono da empresa, Maurício Sirotsky.
Alberto ligou para lá e foi atendido pelo próprio
Maurício que agradeceu a ligação
dizendo que no dia seguinte seria providenciada uma cadeira
de rodas.
E,conforme Alberto, isto foi feito.
A Josi explica
melhor a carteirinha da ARI!
Oi Olides!
O inédito das carteirinhas da ARI não
foi divulgado, que são as capas de couro com logos (distintivos)
diferentes (e marcam a história da setptuagenária associação.
— a pequena, com o logo da pena, deve ter sido uma das
primeiras, senão a primeira, pois o associado foi incluído
nos quadros da ARI em 1938. E a entidade foi fundada em
1932. — a maior (aparece a parte interna vazia) já está
com o logo criado por ocasião do cinquentenário da ARI,
que é o da mão com a tocha, tal qual a Estátua da Liberdade.
Tá ótimo o blog. É muito bom termos notícias
dos nossos colegas.
abç/Josi