" O blog das Novidades "

 

Memória da Imprensa

Foto: divulgação/Associação do Aço do RS

José Antônio Martins

Um furo que me custou caro !

Na primavera de 1992, eu estava fazendo um frila pruma revista especializada em transportes de S.Paulo e liguei pra Marcopolo, lá pelo meio-dia. Atendeu um funcionário e lhe solicitei informações de como eu conseguiria fazer fotos do pátio da empresa, na fábrica de Ana Rech.

- Não,não, nada disto, me disse ele.
Aqui estamos em "quarentena" ( achei engraçada a palavra porque geralmente se ausava pras mulheres depois que pariam,eram os primeiros 40 dias pós parto, pelo menos eu me criei assim em Serafina).
- Por que? quis saber eu.
- Porque tem cinco modelos da QUINTA geração da Marcopolo e ninguém pode fotográ-los muito menos vê-los.

Fiquei quieto, mas fiquei com a informação. Passei uma notinha pro Informe Econômico da ZH - eu não estava mais no jornal mas repórter tem disto, não consegue se guentar quando tem uma informação - e o Clóvis Malta a deu numa segunda.
Foi um rebu na Marcopolo. A revista de S.Paulo tirou o seu da estaca, disse que a Marcopolo era sua anunciante e que eu criara uma bruta confusão.
Bom, o que sei é que o diretor José Antônio Martins voltou de uma folga por causa disto. É que os clientes começaram a cancelas pedidos em função do novo modelo que sairia dali há alguns meses.
Fiquei anos meio que proibido de ir na fábrica. Mas pelo menos fiquei com um consolo: um outro diretor, um dia me disse:
- Fostes o primeiro jornalista a noticiar no Brasil a nova geração de ônibus da empresa.
Acho que até hoje não fizeram outra geração!

Coleguinhas

* Coluna Sexo sem Segredo, assinada pela psicóloga Carolina Ribeiro, de ontem,dia 29/01, é coluna já publicada. Não tiveram o profissionalismo que a ZH tem de colocar quando é coluna já publicada. Oh, O SUL,
vem se encontra o teu NORTE !Depois não vem arranjar desculpa,tá...

* Lauro Dieckmann( tá bom, eu sei que poucos ainda sabem que foi..)veio da Grande Torres - mais precisamente de Passo de Torres(SC) pra descansar em Porto Alegre. Não guentava mais o borburinho da praia.Depois volta pra lá, no diaq 07/02, se tudo der certo.

* Como diz o José Carlos Torves, o cargo de chefe de comunicação social da Câmara Municipal de Porto Alegre rende " oito quilos de alcatre" por mês. Bota alcatre nisto,hein...

* O cargo este em questão foi ocupado ultimamente por Fernando Goulart, agora por Vitor Bley de Moraes e em fevereiro por por Núbia Silveira.

* Núbia Silveira, depois da Agência de Notícias da Assembléia Legislativa do Estado, ocupará a chefia de comunicação da Câmara Municipal de Porto Alegre.

* O Correinho vai entrar em nova fase.A partir de 10 de fevereiro terá um novo software que vai facilitar a vida de repórteres,diagramadores e editores." É o que tem de mais moderno no mercado" adiantou um profissional ligado à publicação.Quem está implantando a inovação no Correinho é a empresa Texas,com sede em S.Paulo e com filiais nos USA e na Europa.

* Colunista Política do Correinho Taline Oppitz depois do furo que deu no último sábado,dia 24/01,quando noticiou encrenca entre professor Carlos Crusius e outros secretários do Governo do Estado na chamada " imersão" da quarta anterior,entrou em alta." Ela fala direto com a Yeda(governador do Estado) e a Dilma, que não é fácil de entrevistar, estes dias retornou uma ligação para ela" disse um colega dela do Correinho.

* Enquanto isto, ontem, lá pelas 9 hs, o ex-dono da coluna política que hoje é de Taline, Armando Burd, pegava condução numa parada da rua 24 de Outubro, no bairro Moinhos de Vento." Saiu da vitrine,caiu no esquecimento" esta é a lei da vida na mídia.Ou como ensinava Marshall Machluam " o meio é a mensagem".

* Gilmar Eitelwein, o nosso popular " Xineco" vai subir e será assessor do novo presidente do legislativo estadual, deputado Ivar Pavan(PT).

* O apelido de " Xineco" do Gilmar nasceu na ZH, muitos anos atrás- " 30" segundo o próprio- Aconteceu que o Betão Andreatta que era se não me engano subchefe de reportagem, mandou o Gilmar cumprir a seguinte pauta: um sujeito apelidado na vila de " XINECO" seria o ganhador de uma grande loteria. " Betão me ligou dizendo que podia voltar. Era fria". O apelido é que ficou.

* Roberta Amaral, que trabalha na Agência da Assembléia Legislativa do Estado, voltou de Punta - como os habituées costumam chamar Punta del Este, no Uruguai - exibindo um flamante bronzeado...Dizem os colegas que estaria de "amor" novo. Deve ser intriga da Oposição.

*Luis Antônio Caminha dos Santos, um dos demitidos da ZH em 1994 acusado de interceptar um bilhete eletrônico entre o repórter Peninha(Eduardo Bueno) e o diretor do jornal Augusto Nunes da Silva apareceu ontem,dia 29/01, no Plaza, onde ganhou um prêmio de reportagem da Associação do Aço. Caminha foi inocentado na Justiça Comum e entrou com uma ação trabalhista contra a ZH que venceu, como a colega Luciemen Cayafo Winck, a outra profissional de ZH acusada no mesmo episódio.

* A coletiva do diretor Gilberto Zago da Associação do Aço do RS ia em pleno andamento, quando três repórteres(todas mulhares) o bombardeavam com perguntas. Ele pediu água:
Uma de cada vez,senão eu fico louco,disse Zago, que é da John Deere.

* Muito bem acompanhado,de namorada nova, foi visto no show das cantoras de samba na quarta-feira,dia 28/01,Wilson Romera, que vem a ser diretor da ARI.

* Na coletiva da Associação do Aço,ontem,dia 19/01, um casal de repórteres inovaram: levaram seu bebê, no carrinho. È a primeira vez que vejo isto. E o bebê chorou algumas vezes durante o ato, mas não chegou a atrapalhar ninguém.

*Ontem, na coletiva da Associação do Aço, foram divulgados os ganhadores do Prêmio Aço de Jornalismo 2008, " Um Rio Grande de Aço" com apoio da ARI eda Zamprogna S?A. Como a Zamprogna mudou de controlador, não se sabe se haverá uma segunda edição.

O primeiro lugar coube a ZH pelo Caderno Dinheiro, o segundo ao Correio do Povo, pela matéria " Previsão para preço do aço é de alta de 25%" de Heron Vidal e o terceiro para a revista Amanhã em matéria assinada por Luis Caminha chamada " os bons ventos da indústria naval".
Todos receberam estatueta, mas o valor em dinheiro não foi revelado.

* Foi chamado o editor de Economia do Correinho, Eugênio Bortolon pra receber o prêmio pelo segundo lugar. Quem o entregou pra ele foi seu ex-chefe na antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações(CRT) Ercy Pereira Torma, hoje presidente da ARI.

* Heron Vidal está com os cabelos totalmente esbranquiçados. Precisa passar uma " tintura".

Café da manhã

Foto: Galileu Oldenburg / Ag. AL

Em café da manhã com jornalistas, o presidente da Assembléia legislativa do Estado, deputado Alceu Moreira, se despediu do cargo. Ontem à tarde, ainda havia uma correria pra inaugurar um memorial, mas a chuva atrapavalha os trabalhos.

De partido político da direita guasca à Disneylândia de bombachas?

* jornalista Cristóvão Feil, do blog Diário Gauche

Não é de estranhar que o jornal Zero Hora ao falar em Guerra Fria no Rio Grande esqueça de mencionar que um dos combustíveis do conflito Leste-Oeste foi o anticomunismo.

No RS, hoje, o anticomunismo foi atualizado por um sucedâneo ideológico chamado antipetismo. O constructo do antipetismo é uma construção puramente mental - a exemplo do anticomunismo - usado com a funcionalidade de impressionar os espíritos simples do senso comum e mobilizar preconceitos e mitos os mais arraigados.

Quando esses elementos primitivos são excitados no fundo escuro de um espírito ingênuo ou ma l formado, a razão passa longe e o indivíduo fica dominado por sensações que vão do medo à intolerância mais funda - presa fácil da propaganda mais simplificadora e rebaixada.

O anticomunismo tinha o mesmo efeito que o bicho-papão para as crianças. Ambos não existiam, mas operavam no susto. A velha União Soviética nunca quis exportar a revolução, aliás, um dos motivos pelos quais não se pode chamar aquele falecido regime estatal de comunista ou socialista. Se o comunismo foi um bicho-papão que não era bicho nem papão, o mesmo se pode dizer do petismo, especialmente na atual fase de descenso e acomodação conciliatória.

Como se vê, a RBS usa velhos truques manjados para continuar assustando a população menos atenta com tigres de papel pintado.

O Rio Grande do Sul sempre se notabilizou por ter uma imprensa partidária forte e atuante. Do final do século 19 até boa parte do século 20, o Estado e suas principais cidades do interior ostentaram jornais e publicações identificados com os partidos políticos que faziam o debate público regional. O castilhismo-borgismo fez a sua revolução burguesa também através das páginas de 'A Federação', bem como os órgãos de imprensa alinhados com os maragatos, ferrenhos opositores dos republicanos
sul-rio-grandenses.

A luta das frações de classe burguesa no Rio Grande sempre foi pública e publicada, pelos menos até o
advento do golpe de 1964. Com o regime civil-militar golpista houve um rearranjo neste esquema.

Os dois principais jornais do RS - Zero Hora e Correio do Povo - modificam a trajetória de alinhamento político da imprensa regional. O Correio, criado em 1895, surgiu precisamente para quebrar o paradigma de que jornal deveria estar vinculado a partido po lítico, e não se afiliou a nenhuma linha partidária, mas acabou ficando porta-voz do latifúndio e do setor primário em geral. Hoje, completamente desfigurado é apenas uma caricatura do seu passado.

O jornal ZH, do grupo RBS, é criado imediatamente após o golpe de abril de 1964 e se fortalece à sombra do crescimento da televisão como meio de comunicação de massa no Estado. ZH não tem a mesma origem dos demais órgãos de imprensa do País, cuja personalidade como jornal forjou-se na forma tradicional de fazer diários. Zero Hora resultou da reciclagem errática de um jornal com opinião política aberta - a Última Hora - e firma-se como orgão de mero apoio comercial à mídia televisão, uma espécie de revista de variedades, com notícias e informações em segundo plano. Seu criador, Maurício Sirotsky Sobrinho, sempre foi um animador de programas de auditório com af inado instinto comercial, e depois proprietário de rádios, e jamais teve formação de jornalista militante de redações diárias. Esse é um dos motivos de ZH ser tão pobre em texto e reportagem, as bases são insólitas e não há o menor traço de pedigree jornalístico.

Criado e crescido, portanto, na estufa morna da ditadura civil-militar, ZH cultivou hábitos de ocultar sua
filiação político-ideológica, preferindo a política da dissimulação e da camuflagem. Mas isso não significa que não tenha personalidade política e identificação ideológica, ao contrário, não só ZH mas os demais veículos da RBS acabaram ocupando a lacuna funcional dos anêmicos partidos cartoriais do conservadorismo guasca.

Existe alguma ilegitimidade ou ilegalidade nesta representação política delegada da direita? Na origem,
nenhuma. O que se contesta é a ocultação permanentedesta representação. Aí passa a constituir-se num desvio de função e numa falsidade ideológica (para não falar em constituição de oligopólio de meios de comunicação, que é considerado crime, ao qual o MP Federal de Santa Catarina já está investigando) que deve ser reprovada e denunciada todos os dias.

Recentemente, o grupo RBS recebeu aporte de capital do investidor Armínio Fraga, cerca de 4% do seu capital social. Objeto do aporte: tornar um braço do grupo um forte player no ramo do entretenimento de massas no Brasil.

Vê-se que a RBS retorna ao seu leito de origem, como no mito bíblico, o bom filho à casa torna. Maurício Sobrinho, seu fundador, foi um animador de auditório bem sucedido, pois, agora, seus sucessores fazem justiça ao legado do patriarca voltando ao ramo do entretenimento - de onde nunca deveriam ter saído.

Agora, espera-se que dêem o looping negocial: que saiam do ramo partido-político-da-direita-guasca e migrem em definitivo para adotarem o figurino da Disneylândia de bombachas.

Que Ha-shem os ilumine (e Fraga os financie)!

Eu X Eles - Coleguinhas


Carlos ALberto Wagner

O "gago" Wagner espalhou pela redação que eu ficara retido no Parque Assis Brasil como colono sem-terra!

No governo Amaral de Souza(1979/1983) começou o movimento conhecido como " Encruzilhada Natalino" dos colonos sem-terra.
Aliás, a localidade se chama apenas Natalino, é um lugarejo no interior acho que em Sarandi,eu até o conheço. Mas ficou conhecido por " Encruzilhada Natalino" porque numa das tantas matérias do Carlos Alberto Kolecza sobre o movimento, ele "achou" que aquele acampamento representava uma " encruzilhada" para o RS. Filsofou sobre isto, deu este nome a nova localidade que estava ficando conhecida e o nome pegou até hoje.

Bão, tudo aí de cima é nariz de cera.Quando os colonos começaram a baixar em Porto Alegre, o governo Amaral de Souza instituiu uma ordem: eles não podiam ficar perambulando pelas ruas. Depois que faziam seus atos, eram todos "tocados" literalmente pela Brigada Militar até o Parque de Exposições Assis Brasil.
E de lá ninguém saía, sem ordem expressa da BM.
Um domingo de tarde, eu fui lá fazer uma matéria e como estava de sandálias franciscanas, na saída o brigadiano entesou comigo que eu era um colono homiziado dentro do carro da ZH,querendo fugir do "acampamento". Depois de desfeito o mal-entendido, seguimos o nosso trabalho.
Mas acho que o motorista ficou naquela e tocou de ouvido pro Carlos Wagner que sabia tudo de colono sem-terra porque era o especialista do jornal em MST.
E ele fez a maldade: espalhou pela redação que eu ficara retido, que só saí de lá com a interferência da direção.

A vingança é um prato que se come pelas bordas, devagarinho..

Aguentei no osso do peito toda a gozação dos coleguinhas mas ardilei o troco. Como o Wagner, embora casado com a Teca - filha de um general - andava de chamego com uma colega, pensei: um dia eu apronto uma. Não precisou esperar muito tempo.

Uma sexta de tarde, vi o Wagner se retirando calmamente acompanhado do chamego, no meio da tarde. E por coincidência toca o telefone. Era a Teca,mulher dele, do outro lado da linha que pediu pra falar com o marido.

Quando Wagner passou na minha frente, berrei alto pra toda a redação ouvir:
- Wagner, atende o telefone que é tua mulher. É pra ti ir no super com ela.

Ele ficou puto, mas veio pro meu lado pra atender o aparelho. E gaguejando conseguiu dizer:

- Gringo, filho da puta, um dia tu me paga.

Carlos Alberto Wagner nasceu em 21.09.1950 em Santa Cruz do Sul. Filho de Ilony Maria Wagner. Já residiu na av. João Pessoa,437/1005. Não é nenhum mistério: ele foi sim motorista da kombi da Coojornal. Trabalhou lá, quando ela ficava na rua comendador coruja,372. Também foi repórter da Coojornal.
Residiu ainda na av. André da Rocha, 127/404.
Teve várias companheiras. Tem uma filha,chamada Carolina, nascida em 17.05.1979.
O Wagner é também conhecido por " Gago". Gaguinho é o outro, José Antônio Ribeiro, falecido.
Wagner pertenceu à turma de repórteres que trabalharam em Carazinho, no jornal do Waldir Heck e depois se não estou enganado numa publicação da Fecotrigo. O João Aveline chamava estes repórteres de " magro rural".

Coleguinhas

* Hoje,29/01, 9 horas café da manhã, no Salão Júlio de Castilhos, na Assembléia Legislativa do Estado. Despedidas do presidente da instituição deputado Alceu Moreira(PMDB).
9h45 min no Plazão, coletiva com a Associação do Aço, onde serão apresentados os planos da entidade pra 2009. E a entrega do prêmio de jornalismo instituído no ano passado. Ganhador. Heron Vidal, do Correinho.

*Antônio Carlos Macedo, o Macedão, na rádio Gaúcha, dia 28/01,lembrou do trem quando passava perto de sua casa em Esteio. E uma coisa engraçada,disse o Macedão: havia a crença de que a fumação do trem curava coqueluche. O pessoal acordava cedo pra pegar o trem operário e levava a criança doente, com coqueluche, pra perto da ferrovia pra cheirar fumaça. Até onde chega a ignorância...

*Sábado,dia 31/01, 14 horas, posse do novo presidente do legislativo estadual.

* Lauro Dieckmann, que está no dolce far niente, me lembra: o Geraldo Canalli foi um dos fundadores e sócio da Intermédio, editora da Revista Programa. Numa entrevista tempos atrás o Políbio Braga citou o Ayres Cerutti como um "santo". Deve ser um mea culpa de gratidão porque o Ayres pegou aquela editora cheia de pepinos e a reergueu.

* O engraçado do Ayres é que ele é conhecido como o editor da putas. Todo anúncio da revistinha Programa vem dos putedos da Av.Farrapos que sustentam com publicidade a revistinha. Vocês não vão acreditar, mas é verdade. No governo do PT, na prefeitura municipal, a revista não tinha verba publicitária - embora ela tenha todos os eventos da cidade - porque a prefeitura do PT a achava indecorosa.
Ora, se puta é indecorosa, o que o restante? pergunto eu.

* E pra encerrar uma boazinha, como dizia o finado Mel(Melchiades Stricher)
Júlinho Pacheco , hoje amigo dos freis e padres no Morro Santo Antônio,porque a Rede Vida fica ali do lado e o Júlio almoça sempre bem acompanhado de um frei no refeitório deles, resolveu quando era o chefe da comunicação social do BRDE apoiar um GUIA dos MOTÉIS de Porto Alegre que a revista Programa fez.
Pra que? se incomodou pra caramba com a chefia. Ora, como pode o BRDE patrocinar revistinha de putaria. Santa hipocrisia!

Vereadores do PMDB cobram do partido maior participação no Governo Fogaça

Ocorrerá hoje (29/01), às 14h30min, na sala da bancada do PMDB, na Câmara Municipal de Porto Alegre, reunião dos vereadores peemedebistas com o presidente do Diretório Municipal do partido, Luiz Fernando Záchia. O objetivo do encontro é discutir os espaços dos peemedebistas dentro do governo Fogaça. De acordo com o líder da bancada, vereador Haroldo de Souza, o PMDB continua com o mesmo espaço do governo anterior, que não chega a 40, para um total superior a 700 postos. "O partido precisa fazer valer a titularidade do governo", acrescenta Haroldo.

Serafina " importa" secretária de turismo!


Inelves Pilotto Carnevalli

Finalmente consegui saber que o jornal de Veranópolis está pensando em fazer uma matéria mais ou menos assim: uma veranopolense no turismo de serafina correa. Olha,aí, este site pautando os jornais do interior.

Consegui pequenos datos sobre a nova secretária do turismo de serafina: ela nasceu em Viadutos, no RS, é professora e mora em Serafina " há 3 anos". Trabalhou na prefeitura de Veranópolis por 28 anos.Aposentou por lá. Foi a primeira mulher no RS a ocupar o cargo de prefeita. Era então também a mais jovem, com apenas 21 anos. Ocupou por várias vezes secretarias. Isto teria lhe dado credenciais para agora assumir o Turismo da administração do PP em S. Correa.
Este site deseja todo sucesso a Inelves!

Eu X Eles - Coleguinhas


O " catarina" polêmico!

Políbio Adolfo Braga nasceu em 18.06.1941 e é filho de Lauro Braga e de Magdalena Braga.
Quando entrei na ZH,em abril de 1973, tenho certeza que era o pauteiro do jornal, porque sentava numa mesinha apartada de todo mundo e começava sua pauta de manhã cedo.
Depois o perdi de vista, eu também fui por outros caminhos. Não sei a troco de que, mas quando me encontra sempre me chama de " Chaparral". Políbio, que foi preso político começou no extingo Correio da Manhã,quando a sucursal do mesmo ficava na avenida Borges de Medeiros. Sua função era ser repórter.
Depois passou pela revista Ilustrada, participou do projeto da fundação da editora Intermédio junto com Isnar Ruas e Ana Amélia Lemos e fundaram a revistinha Programa que Ayres Cerutti herdou e toca até hoje.
Na Revista Programa e na editora Intermédio, ele não tolerava atrasos de funcionários. Se até 8h10 minutos o empregado não tinha batido o ponto podia voltar e perdia o dia de trabalho.
Políbio, que hoje tem seu próprio site, deve ser junto com José Barrionuevo um dos jornalistas mais processados do Estado, senão o mais.
Mas como ele é advogado, tira de letra.
Escreveu vários livros, um deles chamado de Casa Civil, sobre o tempo que ocupou este posto no Governo de Alceu Collares. Neste imbróglio ele enfrentou um governador do Estado e ia na ZH exigir do diretor Augusto Nunes o mesmo espaço que o jornal dava sobre o assunto ao governador.
A isto se chama autoestima!

Eu X Eles - Coleguinhas


Anna TERRA!

Anna Maria Terra Magalhães trabalhou na ZH nos anos 70, e depois foi pra TV Gaúcha, transferindo-se anos depois para a TV Globo de SP. Nasceu em 21.04. 1955,filha de Manoel Pereira Magalhães Pinto e de Ilza Terra Magalhães.

Quando ingrssou na TV Globo tinha lá três Ana Magalhães: então sua conterrânea, Regina Lemos,também na TV Globo, sugeriu que adotasse Anna TERRA.
Andou pela TV Globo de Brasília e ultimamente fazia campanhas políticas no interior de São Paulo. Em tempo: é portoalegrense.

Coleguinhas

* Mudanças na assessoria de imprensa da Federasul?

* A Núbia convida pro café.

Trabalhar com quem é do ramo sempre é um privilégio,como dizia o finado Jorge Alberto Beck Mendes Ribeiro. Foi um convívio muito bom com a Núbia e o Carlos Bastos. Às vezes até parecia que havíamos voltado no tempo - este tempo sem-vergonha que teima em desaparecer - e estávamos todos numa redação de um veículo. Até as rusgas com a Núbia lembravam aqueles tempos. Mas dizem que só se briga com quem se tem intimidade.Pois a Núbia está convidando prum café no dia 29/01, prumas palavrinhas do presidente Alceu Moreira, que sai da presidência da ALE e volta pra planícia.

Amigos e amigas,

Em algum momento de 2008, nós - Carlos Bastos e eu -, ligamos para vocês pedindo a divulgação de alguma atividade do presidente da Assembleia ou de atividades promovidas pelo Parlamento. Agora, convidamos a todos para um café da manhã, no Salão Júlio de Castilhos, dia 29 (quinta-feira), às 9h, com o presidente da Assembléia, deputado Alceu Moreira, e os integrantes da Mesa Diretora. Gostaríamos de tê-los conosco para um bom papo e o agradecimento direto pela ajuda que nos deram. Eu, em especial, que estou deixando a AL, adoraria encontrá-los na manhã de quinta.
Esperamos por todos.
Abrações,

Nubia

Continua o assunto sobre possível venda do Informativo do Vale!

Lajeado, janeiro de 2009.
Prezado(a) Senhor(a)

O PATRIMÔNIO IMATERIAL DO JORNAL O INFORMATIVO DO VALE.

O maior patrimônio da Rede Vale, (JORNAL O INFORMATIVO), não está nos números de nossa Contabilidade formal, mas nas relações que construímos ao longo de todos estes anos.
Nos orgulhamos de ser fonte de referência regional como outras que identificam o Vale do Taquari.
Para chegarmos neste ponto, foram anos de muito trabalho na construção de nossas parcerias e, dentre as parcerias qualificadas que mantemos, está você.
A responsabilidade em construir e manter estas relações, implica que não mais podemos decidir as questões econômicas sem consultar nossas parcerias.
Estas parcerias, na verdade são os sócios majoritários do nosso empreendimento.
Talvez você já tenha tido conhecimento de que recebemos sondagens para a venda do controle acionário do Jornal O Informativo.
A decisão de fazer ou não fazer o negócio, não se resume a números, justamente pelas razões acima expostas. Ou seja: A decisão não é mais prerrogativa só da direção do Jornal, mas dos nossos sócios majoritários. Aqueles que foram e são nossos parceiros na construção deste patrimônio. O jornal O Informativo pertence a sua comunidade e para tomar esta decisão é a Ela que devemos consultar;
Estamos fazendo isto pela presente. Uma grande assembléia geral entre os nossos sócios majoritários.
Você concorda ou não com a venda do controle acionário do Jornal Informativo para outro veículo de comunicação?
Qual o peso percentual que você atribui ao patrimônio material do Jornal em relação ao patrimônio imaterial que você ajudou a construir?
Caso você queira fazer qualquer observação, por favor, relate que será de extrema importância para Nós.
Vamos ficar aguardando um retorno seu.

Cordialmente

Direção e Funcionários
Jornal O Informativo do Vale

E-mail para retorno: miriam@informativo.com.br ou claubecker@informativo.com.br

Memória da Imprensa

Quem diria, o atual presidente da ARI foi na mãe - de- santo que o preveniu que ele sairia da urucubaca em que estava

Pois é, me mandam cada historinha que vou te contar. Depois sou eu, né...
Esta é a seguinte: ERCY PEREIRA TORMA ,atual presidente da ARI,nos anos 70, quando recém tinha vindo de Rio Grande andava numa m...que vou te contar.Na Zero Hora , durante o carnaval sempre escalavam ele pra cobrir inferninhos, boates, puteiros em geral, tipo as casas que a Marion era dona, como Dragão Verde. É que o Ercy era um cara bem comportado (pelo menos aparentava)e por isto os chefes de reportagem como o Geraldo Canalli e o Antônio Manoel de Oliveira sempre mandavam ele cobrir estas casas.
De origem o Ercy, que é de Rio Grande, é radialista. Trabalhava na rádio Gaúcha e fazia bicos para a ZH onde fazia o plantão do aeroporto para a Gaúcha e a ZH aproveitava para pegar matérias com ele, quando voltava do aeroporto para a Gaúcha nos fins de tarde.
Assim, aos poucos Ercy tornou-se jornalista e hoje é presidente da poderosa ARI.

A mãe-de-santo em Rio Grande !

Numa das férias que o Ercy tirou voltou pra terra natal. Lá procurou uma mãe de santo pra saber se aquela urucubaca que era sua vida iria ser tão longa como esperança de pobre... Morando no Beco do Carvalho, cheio de filhos... Ercy morava na época na num conjunto populacional bem humilde, no Beco do Carvalho e que naqueles anos70 era considerado o fim do mundo.
Mas a mãe de santo que ele procurou em Rio Grande deu-lhe um bom prognósico: sairia daquela m...federal.Ele,enfim,iria progredir. E não é que aconteceu mesmo.A vida profissional do Ercy decolou. Ele tornou-se assessor de imprensa do então ministro da Previdência , Jair de Oliveira Soares.A partir daí, decolou.

Um maldoso, ao ouvir esta história, seguramente vai aconselhar o presidente ERCY a procurar novamente a mãe-de-santo que naqueles anos prognosticou seu futuro promissor. Mas agora é pra tirar a entidade da m... em que se encontra.

Serafina UM

O jornal Gazeta Regional, editado em Serafina, na sua edição de 23/01/09, número 143,traz um apedido que é o tipo da coisa que quem não sabia vai querer ficar sabendo: vou reproduzi-la aqui. A nota informa que o a coligação denominada Força Popular -PP,PT,DEM,PDT e PSDB - que ganhou as eleições no dia 03/10/08 pra prefeitura está sofrendo processos na Justiça Eleitoral. Bão, estive em Serafina e como não sei não ser repórter já levantei que existiriam três testemunhas do crime eleitoral. O problema é que as três trabalhavam na Prefeitura Municipal, quando o PMDB ocupava a cadeira do prefeito municipal.Bão,agora é tudo com o juiz eleitoral.
Opinião minha: não vai dar em nada...ou peguarão um vereador pra corinho de p....


Nota Publicada no jornal Gazeta Regional

Serafina DOIS


João Aroque e Edi Deitos em 1965

Pelo menos aproveitei bem meu tempo em Serafina, e no domingo de manhã,dia 25/01 e tive um longo bate-papo com uma pessoa pela qual tenho um profundo respeito e que conheço há mais de 50 anos. Trata-se de João Arroque Filho, que está com 88 anos, e que já foi gerente do Frigorífico Ideal muitos anos,além de ter sido duas vezes vice, na chapa com Amantino Lucindo Montanari.
João Arroque me contou episódios históricos do município,sobre os quais eu tinha curiosidade, sobre como chegou a luz elétrica, como foi mesmo a morte do motorista de ônibus Vendelino Assoni, sobre como foram "importados" os trabalhadores do Frigorífico,quando não havia mão de obra na cidade.Político nato, João Arroque sempre foi acusado de " sentar nas duas cadeiras"ou seja, dar-se bem com a Oposição que em Serafina era representada pelo PTB,primeiro e pelo MDB,depois.
Tanto é assim, que ele nunca quis assumira cadeira de prefeito,nem quando Amantino Montanari se licenciou por 60 dias. Entrou o presidente da Câmara Municipal, Evaldo Cervieri.João Arroque é casado com Anita Tosi, que vem a ser tia do nosso colega " CUCUT" Juarez Tosi, um dos entusiastas do PT na redação da Zero Hora,quando ele lá trabalhou.
João Arrque é pai do médico Roberto(grande sabedor da história da cidade)Altemir,(promotor público) Rui(agrônomo) Maria Amélia Gheller e Silvana. Dois dos filhos vivem em Serafina: Roberto e Maria Amélia. Os outros três na capital.

Serafina TRÊS

A companheirada está sendo acomodada em cargos em Serafina pela coligação que venceu as eleições.Lindomar Paloschi, uma jovem promessa do PP pra vereador, abriu mão de concorrer por causa da coligação. É que faltaram vagas. Agora já pegou na Saúde.
E o caso mais gritante, pelo menos até aqui é da nova secretária do Turismo, Inelves Pilotto Carnevalli. Eu nem a conheço, deve ser com certeza uma pessoa supe qualificada pro cargo. Mas foi " importada" de Veranópolis.As fontes mais bem informadas dizem que ela é cunhada do " Kiko Crema" que vem a ser um dos sócios da Gráfica Serafinense. Pois agora uma "veranopolense" (natural de Veranópolis) tendo que tratar sobre a Odisséia do Rio Carreiro, eles que nem rio possuem ou então são donos do rio das Antas,e eu que estaria mal informado? A primeira medida da nova gestão foi cobrar 2,00 reais de ingresso para cada pessoa no Camping do Carreiro.Antes era de graça. Aliás, Serafina temmanida de " importar" gente de fora pra trabalhar.Embora seja um serafinense,mas morando há muitos anos na capital, o decorador Walmor Assoni era sempre contratado pela secretaria de turismo para organizar os desfiles temáticos do aniversário do município.Isto na gestão do prefeito Valcir Reginato e da secretário do turismo Maria Amélia Arroque.
Já em gestão anterior, quando o município tinha por prefeito Sérgio A. Massolini foi levado para assessor o prefeito o escritor residente há muitos anos em Bento Gonçalves, Ademir Antônio Bacca. Bacca é natural de Serafina, mas foi embora muito moço.

Grande Paparazzo!

Presente em tudo que é evento social de políticos, o fotógrafo Edison Castêncio tinha notado no niver da filha Tarsila, na quarta passada, no Dado Bier, que o clima entre a governadora Yeda e o marido Carlos Crusius era justamente o contrário do que imperou no dia da posse entre Barack Obama e de sua mulher, Michelle.

De S. Borja!

* O vereador Celso Lopes(PDT)que instituir a cobrança de parquímetro no centro da cidade. 0,05 centavos por 3 minutos.Ela acha que isto pode disciplinar o trânsito da cidade.

* Celso Lopes é chamado, às escondidas, é claro, pelos garçãos do seu hotel Executivo de " Cabeça"( por causa do volume avantajado de sua cabeça) e de " camundongo"(porque quando era jovem tinha a testa branca).

Sobre passo de torres e adjacências...

do " nosso" enVIADO especial" Lauro Dieckmann,desde Passo de Torres

A PONTE “CAMBOTA” – Até março de 2007, o acesso de Torres para Passo de Torres era feito através de uma balsa, explorada por particulares e, portanto, a travessia de carros, caminhões, motos, carroças e até tropas de animais (estava na tabela) era paga.
Em março/07, foi inaugurada a ponte que, pelo que li nos jornais locais, já estão chamando de Ponte Cambota. Isso porque há uma diferença de altura entre numa margem em relação à outra, decorrente de exigências do Ibama ou coisa assim para permitir a passagem dos barcos dos pescadores.
Aliás, a pesca é a atividade econômica, que se não é a mais importante, é a que mais chama a atenção em Passo de Torres.
Quanto à ponte, ela foi construída pela iniciativa privada (quem noticiou toda a novela foi o Nélson Adams Filho, que era o correspondente da Caldas Júnior em Torres). Pelo que li nos jornais locais, houve muita resistência à construção da ponte, por parte dos torrenses (a velha preocupação com a concorrência das praias de Santa Catarina), mas, com o apoio da Prefeitura de Passo de Torres, depois de muita demora, a ponte saiu.
Os empresários que a construíram, em troca, conseguiram a regularização de uma boa quantidade de lotes em Passo de Torres, para comercializarem.

OS MOLHES DA BARRA DO MAMPITUBA - Bom, além da ponte, o Passo é beneficiado pelos molhes da barra do Rio Mampituba, que é uma obra antiga e inconclusa (ficou pela metade por que o Andreazza apressou o fim dos trabalhos por falta de verbas e para que desse tempo para o Figueiredo computar a obra como concluída no (des)governo dele.
As duas Prefeituras (de Torres e do Passo), mais o Gov. de Sta. Catarina, contudo, já têm um projeto pronto para a expansão dos molhes e construção de uma plataforma de pesca. Com isso, a passagem pela barra se tornará de fato segura (do jeito que está, quando o mar está bravio, fica difícil o acesso dos barcos dos pescadores e, de tempos em tempos, ocorre um naufrágio).
Com os molhes ampliados haverá também possibilidade de acesso de barcos particulares (hoje, só os pescadores se arriscam a abordar a barra).
De qualquer forma, os molhes permitiram o incremento da pesca no Passo. Em Torres, pelo que também li em jornal local, foi constituída uma cooperativa, que recebeu apoio do Rigotto, quando governador, da prefeitura etc.., mas não vejo grande movimentação pesqueira no município (pode ser que exista, mas não tem a visibilidade que a atividade tem no Passo: várias peixarias na Av. Beira Rio, três estaleiros no Mampituba, barcos de pesca ancorados na margem de SC e nenhum na margem gaúcha).

A PRAIA DE BELLA TORRES – A praia do Passo não tem maiores atrativos. O que encanta é a praia de Bella Torres, que fica a uns 10 km do Passo (asfalto até a metade e outro tanto calçado com pedras, como se fosse uma rua). Bela Torres é como se fosse um condomínio fechado “aberto”. As casas são todas de ótimo nível e a beira da praia tem aqueles babados como tem em Capão Novo (concha acústica/palco, clube à beira mar, hotel, calçadão). Tudo limpo, iluminado, com posto policial. Dei uma passada por lá na sexta-feira passada e constatei que continua bem conservada. Ouvi dizer que é um empreendimento de um pessoal de Bento Gonçalves, que cuida da coisa com carinho.

ITAIMBEZINHO – Outro lance que descobri por aqui é que, para se chegar ao Itaimbézinho, é uma barbada. Basta pegar um pequeno trecho da 101 e entrar para Praia Grande (que não tem praia nem é grande, como dizem por aqui), por estrada asfaltada. Daí para cima, subindo a serra, vai-se por estrada de areia, mas, quando fiz o trajeto (o tempo era seco), não houve problema nenhum. É coisa de 30 km, demorando cerca de pouco mais de meia hora. Eu fui até lá numa excursão montada por um agência de turismo de Torres (na época, há dois anos, paguei R$ 80,00, com direito a almoço na volta e uma esticada num local onde tem piscina natural no meio do mato).

Carlos Nobre em tempos de férias!

Três colunas do Nobre na sua página da ZH. Só pra matar a saudade de quando ele se mudava pro Litoral ( Tramandaí) e mandava via ônibus da Unesul as colunas do jornal.
Nobre era um baita careta.Tri família, não riscava fora da caixa de fósforo.
E conservador, por incrível que possa parecer. Ficava de olho nos seus dois filhos, o Marquinho e o Nobrinho. Os mantinha sob rédeas curtas.
Fazia sua coluna de manhã,a entregava na pequena sucursal do jornal no hotel Beira Mar e depois ia pra sua Casa Branca, do seu amigo Willy, que ele tanto badalava na coluna. Tomava uma birita que não era mole!
Não botava os pés no mar, nem sabia onde ficava. Ao meio-dia ia almoçar sempre no restaurante do Miro Weber e depois tirava sua soneca(sesta)
De tarde,voltava à rotina dos bares da avenida Emancipação.
Passava férias sempre com sua esposa, a Virgínia e com os filhos.
Primeiro num apartamento do Hotel Beira-Mar. Depois ele pediu ao dono do hotel, o Miro, que lhe comprasse um apartamento( ele pagaria,claro).
Miro o ajudou a char um apê, mas Nobre continuoufazendo as refeiçõe sno Beira-Mar.
Faleceu em 16 de dezembro de 1985 e o RS ficou mais triste sem ele.

Rio Carreiro: começou a ronha em Serafina

Escrevo desde Serafina. Mas não guento muito esta ronha da política no interior. Com o o PP ganhou a eleição aqui juntando-se, no bom sentido, com o PT - quem diria,hein Juarez Tosi que um dia o teu PT fosse se juntar a antiga ARENA daqui que apoiava o regime militar - agora começou a disputa de quem é o pai do Rio Carreiro, ou seja, do balneário que hoje virou atração turistica de toda a região.
Quan do eu era guri, somente íamos ao rio Carreiro pra pescar. Eu nunca fui porque piazada tinha medo do grande rio, que nos dias de grandes chuvas, "largava" umas nuvens. Pra nós o rio Carreiro era o moinho do Zanetti. Ficava longe de casa, uns seis quilômetros e não havia carros.

O João Arroque Filho me contou dia destes que quem começou tudo no rio Carreiro não foi o Geraldo Pecin - que foi secretário do turismo do ex-prefeito Sérgio Massolina(PFL) como querem dizer agora,e si m o César Piccoli Filho, que no primeiro mandato era vereador. " Ele ia lá no gabinete do Amantino querendo que se fizesse alguma coisa no Carreiro. Mas aquilo era área da Marinha, não se podia mexer" lembra Arroque, pai do médico Roberto e pai também, diga-se da passagem, da ex-secretária de turismo da gestão anterior, Maria Amélia Arroque Gheller.

Ah, e tem outra ronha já esquentando: a nova secretária de turismo do município, não é de Serafina.Chama-se Inelves Pilotto Carnevalli " Ela é de Veranópolis e estava desempregada" dizem as línguas afiadas da cidade. Mas , acrescenta um outro, ela teve um bom padrinho: é cunhada do Kiko Crema, que vem a ser do dono da Gráfica Serafinense, uma potência do município( não confundir com a CREDEAL,fabricante de cadernos).

Cachê

O ex-governador Germano Rigotto cobra 5 mil reais por palestra que faz geralmente tratando da reforma tributária.

Memória da Imprensa


A tão decantada sala da imprensa do Salgado Filho não pagava o telefone !

Em 27 de abril de 1977, a Companhia Riograndense de Telecomunicações
- CRT escrevia uma carta do Sindicato dos Jornalistas comunicando que o telefone 42.54.25 estava sem pagamento nos meses de janeiro,fevereiro e março.
A CRT na referida carta informa ainda que se em cinco dias não for quitado o débito de 906,03 cruzerios " será emitida uma ordem de retirada do aparelho em referência, por falta de pagamento".

Ismail Fernandes, o " Coreano", que representou os jornalistas que a usavam na solução doproblema, remeteu o problema ao presidente da Associação Riograndense de Imprensa, (ARI) Alberto André.

Oh, solidão!

Um fotógrafo, guardião de eventos políticos e sociais, ficou impressionado com a " solidão" do professor Carlos Crusius na festa da quinta-feira última,dia 23/01, no Dado Bier,quando se comemorou o aniversário de Tarsila Crusius ,filha do professor Carlos e da governadora Yeda Roratto Crusius.Diz este fotógrafo que a uma certa altura a governador se retirou do evento social, não levando a tiracolo o marido.

Glênio Lemos quando prefeito de Livramento teria "proibido" a entrada do Barrionuevo nos domínios do município!

Já tinha ouvido esta versão: quando foi prefeito de Livramento, o advogado Glênio Lemos - falecido no dia 4 de janeiro aos 65 anos - teria proibido o seu ingresso na cidade que ele governava. Não se pela Constituição Federal isto pode. Em princípio,acho que não mas pelo menos era a versão que circulou na época.
Pelo sim, pelo não, sabe-se que as rusgas entre Glênio Lemos quando deputado estadual do PDT e o jornalista José Barrionuevo no tempo que era repórter político do Correio do Povo e da rádio Guaíba sempre foram muito grandes.
Segundo uma pessoa próximo de José Barrionuevo, ele realmente nunca teria posto os pés em Santana quando Glênio Lemos foi prefeito.

Danilo Ucha,jornalista e escritor, grande amigo do falecido prefeito - moraram junto numa espelunca na av. João Pessoa nos anos 60,quando ambos vieram estudar em Porto Alegre - escreveu na edição de janeiro do Jornal da Noite, que o Ucha edita há 22 anos:
" Glênio fez grandes administrações e elegeu-se deputado estadual,sempre libertário, sempre polêmico,tinha orgulho de ser descendente de João Francisco Pereira de Souza, o Coronel do Cati, guardião da Fronteira Oeste para Júlio de Castilhos. Defendeu o Direito acabando a tiros uma sessão da Câmara de Vereadores de Quaraí, não muito longe do Cati, que pretendia cassar, de forma arbitrária, sem respeitar o Direito, o mandato do prefeito,seu cliente e amigo".

A pesquisa hoje em dia...

O leitor Airton Antônio Castagna manda este diálogo:

Fê: E aí?

Dado: Firmeza. E aí?

Fê: Show de bola. Fez o homework?

Dado: Que homework?

Fê: O que a profe pediu.

Dado: Putz, caraca! A de história, né?

Fê: Só.

Dado: Que saco, esqueci! Qual que era a bagaça mesmo?

Fê: Espera que eu vou ver.
..........
Dado: Achou?

Fê: Espera, pô! Ah, tá aqui: diga por que o dia 31 de março mudou a história do nosso país.

Dado: Tem idéia?

Fê: Nadica.

Dado: Então a gente se fala tipo daqui a pouco. Bj.

Fê: Bj.
(Meia hora depois.)

Fê: E aí, foi no Google?

Dado: Fui. E vc?

Fê: Total.

Dado: Matou a charada?

Fê: Matei.

Dado: Então fala aí, gata, por que o 31 de março mudou a história do nosso país?

Fê: Se liga: no dia 31 de março de 1889 a Torre Eiffel foi dedicada à cidade de Paris.

Dado: Bizarro. Mas o que isso tem a ver tipo com o Brasil?

Fê: Ah, sei lá! Antes não tinha a torre, entendeu? Aí os brasileiros não entravam numas de ir pra fora,
conhecer o mundo. Fez a torre, aí abriu pra ir, visitar e os caras começaram a viajar. Por isso que tem tanto brazuca lá fora, tá ligado?

Dado: Louco.

Fê: Você achou algum treco?

Dado: Uma pá de coisa!

Fê: Fala uma.

Dado: Tipo, eu achei que nesse dia, em 1492, uns reis lá expulsaram os judeus da Espanha.

Fê: E aí? Onde que o Brasil entra nessa?

Dado: É que aí os judeus tiveram que ir pra Alemanha, o Hitler caiu em cima dos caras e eles vieram pra cá.

Fê: Pra Higienópolis?

Dado: Tudo a ver.

Fê: Sabe, cara, tô achando que pode ser outra coisa.

Dado: Tipo o quê?

Fê: É que eu também achei isso, ó: no dia 31 de março de 1900 saiu o primeiro anúncio de carro da história. Era uma firma da Filadélfia, meu, e eles publicaram o anúncio num jornal que chamava Saturday Evening Post. Vai ver é isso, porque aí os brasileiros acharam o anúncio o maior chique, começaram a comprar carro e acabou dando esses congestionamentos.

Dado: Sei não, nada a ver... Eu estou numa de que é uma coisa mais...sabe?, um troço mais zoado.

Fê: Mas, meu!, o quê?

Dado: Sei lá, um treco tipo guerra, entende?

Fê: Nadica.

Dado: Eu li num lugar aí que teve uma revolução aqui.

Fê: Aqui? No bairro? Xi, agora só vou sair na rua de capacete.

Dado: Pô, gata, é sério!

Fê: Rs, rs, rs, rs.

Dado: Olha só: parece que teve uma revolução mesmo, tipo um negócio com general.

Fê: Se liga, vc acha que teve guerra aqui?

Dado: Pô, de repente teve, sei lá...

Fê: Com esse negócio de espião, granada, metralhadora? Você pirou! Daqui a pouco vc vai dizer que
torturaram neguinho no Brasil.

Dado: Pode ser. Que nem fizeram no Iraque. Eu vi no YouTube.

Fê: Ai, meu, sei lá... pra mim isso é viagem sua.

Dado: Pô, a gente fica com o que, então?

Fê: Paris, meu. Relaxa que é aquele lance da Torre Eiffel.

Dado: Tá bom, vou na sua. Me atacha a sua pesquisa que eu colo no arquivo.

Fê: Tá indo... Tá indo... Foi.

Dado: Valeu. Agora eu vou jogar umas duas horas de Mortal Annihilation.

Fê: E eu vou dar um rolê no Shopping. Blz?

Dado: Blz.

Eu X Eles - Coleguinhas

A vida como ela é, ou quando a caganeira bate em jornalistas

Vou apresentar quatro episódios,( cinco com o meu) verídicos esperando que os envolvidos(caso fiquem sabendo) não se importem. Menos o Lupi Martins, que Deus o tenha!

Primeira situação:

Núbia Salete Silveira é a editora-chefe do Jornal O SUL. Todas as noites faz uma minireunião onde os editores apresentam o que tem pro dia seguinte, pra ela fazer a capa.
De repente, a Núbia é tomada de uma indisposição estomacal e precisa ir urgentemente ao banheiro.Não consegue se segurar. Está literalmente se cagando toda...
Chega o editor de esportes, Júlio Sortica - seguramente um dos coleguinhas mais lero-lero que eu já conheco. Júlio começa a dizer pra Núbia as matérias que pro dia seguinte. Núbia pra se ver livre do Júlio e ir ao banheiro,atalha:
- Tá bom,Júlio, tá bom.
Mas o coleguinha não se toca e volta a carga:
- Mas é que tem mais isto, mais aquilo, eu acho que, Núbia.
Aí ela deixou as firulas de lado e sai correndo em direção ao banheiro.
No dia seguinte, na reunião das 14 horas, com os editores, todos dão boas risadas do que ocorrera na véspera.

Segundo episódio:

O Lupi cagou dentro de um saquinho plástico...no avião do DNER.

Lupi Martins, falecido dois anos atrás, era funcionário da Empresa Brasileira de Notícias(EBN),antiga Radiobrás. Ficava ali na Rua da Praia, perto da Casa de Cultura, Mário Quintana.Ele foi pro interior num jatinho do DNER,atual DNIT pra acompanhar uma delegação do órgão que iria inaugurar um trecho de rodovia.
No meio do caminho, Lupi pede pro piloto descer. Foi acometido de uma enorme indisposição estomacal e tem que ir ao banheiro. O piloto alega que não tem onde descer. Solução rápida: Lupi vai lá atrás e sozinho faz num saquinho plástico que havia a bordo. Mas o cheiro de merda dentro da aeronave é insuportável. Os caras botam spray no ar,bom cheiro, de tudo. Até que o piloto não aguenta mais e desce no primeiro aeroporto que encontro pra jogar a cacaca do Lupi fora.

Terceiro episódio

O Adão Oliveira pede pelo amor de Deus pra parar o ônibus na BR-364

Esta eu estava presente.Aconteceu em 1983 e está contada com todos os detalhes no meu livro Pauta, o Avesso das Redações, na página 127/128.
Inspeção da BR-364.De jornalistas no ônibus da delegação do ministro dos Transportes, Cloraldino Soares Severo estou eu,Bruno Augê Ferreira( o " carregador de melancia")Serginho Ros,assessor de imprensa e fotógrafo do ministro, e Adão Oliveira, do Ministério dos Transportes.
Havíamos madrugada pra viajar porque Cloraldino não era de dar mole. Tremendo cu de ferro.Chegava a marcar reuniões em Brasília com todos seus assessores no sábado de carnaval.
Na equipe também está um fotógrafo do Ministério e outro repórter que como enviava boletins do meio da selva pra Brasília( não havia celular) nós o apelidamos logo de " Marechal Rondon".
A viagem,apesar da poeirama e do calor imenso, transcorre em bom clima.
Não é que numa das noites o governador do Mato Grosso, Júlio Campos, do PDS oferece um jantar pra comitiva.
Adão Oliveira se atracou na maionese. Piorou a situação porque ele bebeu uma água no hotel pensando que fosse mineral e não era.
Era uma água estragada que o hotel havia posto na geladeira dos hóspedes.
No dia seguinte, logo que o ônibus partiu, Adão levantou-se e pálido chega pro Serginho:
- Pára o ônibus, pelo amor de Deus!
- O que houve,Gordo( era o apelido do Adão em Brasíla,entre seus colegas de Ministério dos Transportes)
- Tou mal, para o ônibus.
O motora pára.
Adão sai correndo em direção a macega. Já estava todo borrado.Um carro o levou em seguida direto par aum hospital e de lá nem mais se incorporou à comitiva, foi direto pra Brasília.
Um engenheiro da empreiteira que construía o trecho que também havia comido da tal maionese também passa mal.Foi levado de helicóptero a um hospital da região pra tomar soro.
Serginho Ros disse-me que o ex-Ministro dos Transportes, Mário Andreazza, que vivia percorrendo o país, proíbia quem trabalhava com ele de comer maionese nas viagens.

Quarto episódio:

" Goiano", o Rubens Borges foi pego no meio do trigal cagando

Esta história quem conta é o José Mitchell em seu livro Segredos nas páginas 198 e 199.Narra o Mitchell:
" Certa ocasião o presidente Médici esteve no Estado para presidir a cerimônia de início da colheita de trigo no interior gaúcho. A cerimônia aconteceu no campo, no meio dos trigais amarelos. Rubens Borges era o fotógrafo credenciado do JB(Jornal do Brasil) para a cobertura e estava no meio do campo aguardando a chegada da comitiva presidencial. De repente, Goiano - como era conhecido - foi acometido de uma fortíssima dor de barriga em pleno campo, sem nenhum banheiro por perto. Então,prudentemente,afastou-se dos colegas fotógrafos e demais convidados e foi se esconder no meio dos trigais, agachando-se para cumprir suas necessidades fisiológicas.

A época do governo Médici foi considerada a de pior período de repressão política. Os militares viviam em estado de alerta,temendo atentados contra o presidente pela esquerda armada, ainda muito ativa na época.A escolta do Exército, que fazia a segurança do general Médici,percebeu no meio dos trigais, um ponto preto e imaginou que poderia tratar-se de algum guerrilheiro preprando um ataque ao presidente.

Imediatamente, um grupo de soldados, com fuzis e metralhadoras, correu pra o local, cercando o ponto preto. Um oficial gritou:
- O que tu estás fazendo aí?
- O que você acha? Estou cagando.
Depois, Goiano não escapou da ameaça de perda da credencial pela sua atitude inesperada, que passou para o folclore da cobertura política da época no Rio Grande do Sul.

( Alguns dados sobre o Goiano. Ele nasceu em 02.08.1938 em Goiás, por isto que é Goiano,cabeça chata. Seu nome todo é Rubens Dias Borges.Faleceu alguns anos atrás, de um ataque cardíaco, quando era chefe do Depto Fotográfico da ZH. Filho de Luziano Dias Borges e de Catarina Mesquita Borges. Trabalhou no Jornal do Brasil,quando este ficava na av. Borges de Medeiros, 915(conjuntos 401,402,403,404). Foi casado com Maria Helena(15.07.1948) Teve os filhos Vanessa( 25.12.1971) e Rogério( 26.05.1974).

Episódio cinco:

Mesmo me esvaindo em merda, a Núbia não abriu mão de mim pra cobertura do carnaval infantil.

Era um feriadão de carnaval nos anos 80.Como minha ex-mulher tinha parentes em Florianópolis, sempre íamos para lá passar os feriadões e pegar umas belas praias. Neste do carnaval com as crianças pequenas não foi diferente. Mas eu tinha que voltar na segunda de carnaval,de manhã cedo, porque à tarde tinha que cumprir a escala de cobertura do carnaval pela Zero Hora. Pior: carnaval infantil. Me tocaria o baile das 4 da tarde no Teresópolis Tênis Clube e outros.Só que no sábado me atraquei no caldo de cana nas praias de Floripa: Jurerê, Canasvieiras, Ingleses, Ponta das Canas. Devo ter tomada uns 15 copos de caldo de cana.
O maldito ferveu dentro de minha barriga e virou uma enorme caganeira,ou intoxicação que começou ainda na madrugada de sábado pra domingo.
Domingo piorei, mas não tinha o que fazer. Fiquei na base da água, muita água.
Liguei pra Porto Alegre avisando que estava fora, mas o jornal não me liberou mesmo assim.Disseram que não havia quem me substituísse. Acharam que eu tava de sacanagem, não queria voltar, certamente.
Pior é que com aquela diarréia, nem a praia tinha vontade de ir.

Depois de me esvair em merda, voltei e na base do soro e com as instruções de minha ex-mulher que é médica, pelo telefone, consegui trabalhar. Mas foi brabo.

"Lagarto" foi falando de Porto Alegre a Itaqui sobre seus ídolos na política, todos do PMDB


Lagarto

No final dos anos 70,tenho quase certeza que foi lá por agosto,setembro de 1979, houve um congresso em Itaquí, na divisa com a Argentina, sobre a famosa Ligação Ibicuí-Jacuí. E conseguiram trazer o presidente João Bapista Figueiredo pro evento.Soube-se depois que aquilo era uma jogada política, em tempos de abertura política. É que o filho do presidente Getúlio Vargas, Maneco, tinha plantação em Itaqui, morava lá e devia pro Banco do Brasil, como todo plantador.
O BB estava em cima dele e ele resolveu subir no palanque do Figueiredo em em praça pública apoiar a abertura política que Figueiredo fazia. Perguntei em 1993 ao Maneco Vargas - prum livro que fiz sobre ele - se ele não se se sentiu usado pelo Figue iredo. Ele meio matreiro e raposa me devolveu:
- Eu também usei ele.

Mas o Aldo Renato Soares, o "lagarto" que fazia a cobertura política do jornal foi pra fazer a matéria da visita do presidente. Eu faria apenas sobre o congresso em si.Saímos de Porto Alegre de tardezinha e o " lagarto" foi falando até que chegamos na fronteira Oeste sobre seus ídolos políticos, todos do PMDB.

Sabia bastidores de cada um , do deputado César Schirmer, do senador Pedro Simon. Sabia até a hora que os caras iam dormir.
Impressionante!
Agora leio num jornal que o " lagarto" que se mudou pra Brasília há muitos anos saiu da Associação Nacional dos Transportes Terrestres, onde estava há cinco anos.
Sempre foi um grande repórter.
Aldo, ou " lagarto" nasceu a 05.02.1955 em Ijuí.É filho de Heitor Soares e de Elvira Caligaro Soares.Já residiu em Porto Alegre na rua Duque de Caxias 1304/503.

Brizola deixou um legado na educação pública

por Adroaldo Loureiro, Deputado Estadual - Líder da bancada do PDT

Se estivesse vivo, o ex-governador Leonel Brizola estaria completando 87 anos neste dia 22 de janeiro.

"O ano começou tendo a educação na pauta política gaúcha, por conta das propostas – ainda não apresentadas oficialmente – da secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, em reformular o ensino público no Rio Grande do Sul, implementando índices de produtividade e destinando recursos para escolas onde estão os filhos das famílias mais pobres.

O debate, oportuno, está apenas começando, e dele certamente surgirão polêmicas, contradições, e também convergências, ao menos assim se espera. Aproveito o tema para lembrar que hoje, 22 de janeiro de 2009, estaria completando 87 anos aquele que foi o maior defensor da escola pública de qualidade: Leonel de Moura Brizola.

Nenhum outro administrador público brasileiro edificou tantas escolas. Desafiado pela pobreza, pela indiferença das elites e pelo descaso do Estado, fez da educação uma cruzada heroica, digna da história de cidadania que construiu ao longo de quase 60 anos de vida pública.

Pertencem ao imaginário gaúcho as escolinhas do Brizola, pequenos prédios de madeira que ele mandou erguer pelo Rio Grande do Sul afora, por todos os lugares, nos campos, nas vilas e nas cidades mais longínquas. A carência de educação que viveu não seria experimentada pelas crianças gaúchas por ele governadas quando assumiu a prefeitura de

Porto Alegre, em 1955, e o governo do Estado, três anos depois. Nenhuma criança sem escola foi a frase que cunhou para a campanha eleitoral e dela nunca mais se separou.

Foram 6.302 escolas construídas e equipadas, entre 1959 e 1961, para abrigar o plano de escolarização que arrancou os gaúchos do analfabetismo e jogou o rio Grande do Sul na vanguarda da educação brasileira, fazendo a diferença que até hoje orgulha os gaúchos.

Anos mais tarde, depois de amargar 15 anos no exílio, Brizola assume o governo do Rio de Janeiro, numa vitória espetacular e desafiadora. Montou com Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer o que seria a sua obra-prima política, os Cieps. As antigas escolinhas ganharam um novo status. Ficaram maiores, passando da madeira para o concreto. Tratava-se, agora, de um projeto nacional arrojado.

Fincar Cieps nos morros cariocas virou obstinação. Decretou que lugar de criança era na escola, com aprendizado, atenção à saúde, esporte, alimentação, durante todo o dia. Infelizmente, Brizola não conseguiu transformar seu sonho em esperança nacional. Não chegou à Presidência da República, mas entrou para a História, com honra e dignidade, como aquele que mais lutou para que todas as crianças brasileiras tivessem a mesma oportunidade. Uma luta árdua e emocionante, bem ao estilo do que foi a própria vida de Brizola".

A vida como ela é...

Episódio de hoje:

O ex ficava espiando do outro lado do rio Mampituba o que fazia a ex na casa onde já haviam sido felizes.

Tempos de férias,tempos de vacaciones. O colega Lauro Dieckmann mandou missiva desde Passo de Torres(SC) e fez-me recordar uma historinha bem legal que uma mulher com quem andei saindo anos atrás( hoje em dia os jovens dizem " ficar" ) me contou. A mulher era e é muito legal, pra começo de conversa.
Ela era separada e no acordo de divisão de bens fizeram o seguinte pacto: a casa de praia, que ambos tinham comprado localizada em Passo de Torres(SC) não seria dividida. Ele a usaria em janeiro e ela em fevereiro. E está dando certo, pois continua desta maneira. Ela está indo pra lá agora no começo de fevereiro, fica uma semana, depois vem pra trabalhar e volta nos fins de semana.
O engraçado da história é o seguinte: o ex em fevereiro sempre fica em Torres também. Ele entrega a casa de Passo de Torres e aluga uma já em Torres, mas que fica localizada em frente a deles.E fica na janela meio que olhando pra ex-mulher.
Eu acho que aí ainda tem....
Volto noutra hora pra contar mais
um espisódio da vida como ela é...Tchau...

Passo de Torres(SC) é refúgio de gaúchos

Foto: Lauro Dieckmann

Não tão legal quanto Floripa,Garopaba, Zimbros, Bombinhas, Porto Belo, Bombas, mas tem gaúcho que gosta de Passo de Torres(SC). Lauro Dieckmann é um deles. Conheço outra amiga minha, a Ingrid Schumacker que também veraneia nele. Esta foto é de Praia Grande(RS) em Torres, do último domingo. A gaúchada tá aproveitando o veraneio, ou como diziam lá em Serafina, nos meus tempos de piá. " foram pras praias".A quietude de Porto Alegre nos últimos dias é uma prova de que o Litoral deve estar cheio.

Toaletes e Guilhotinas: a denúncia da crueldade com os animais por Ezio Flavio Bazzo

por Ellen Augusta Valer de Freitas, bióloga 63336-03 D

Quando algo não tem nome, se apresenta apenas como uma sensação de mal-estar indefinível. Naomi Wolf, em seu livro ‘O mito da beleza’, mencionava que certas coisas na sociedade passam despercebidas pois não há quem as denuncie. E a denúncia é sempre uma espécie de grito em meio ao silêncio de uma humanidade acostumada.

Um escritor brasileiro, pouco conhecido, tem feito este papel de maneira brilhante, com um bom toque de humor ácido, que o cotidiano merece.

Ezio Flavio Bazzo é um escritor diferente, pois seus livros são encontrados na Internet, feitos de maneira quase artesanal e publicados de forma independente. Não há como traçar um estilo para suas obras, e deve ser esta a razão de não se tocar em seu nome nos centros literários. Cada livro é único, composto de mil estórias e confissões de viagens, mostrando de forma brilhante o ser humano da maneira como ele é. Uma biblioteca dentro de cada livro. Um acervo de milhares de notas de rodapé geniais.

Apesar de parecer triste à primeira leitura, ao se conhecer a obra do escritor, tem-se a idéia de uma forma bela de descrever a vida, reconhecendo a miséria humana e aceitando-a como parte do aprendizado, para quem tem a percepção da realidade.

Os livros são como uma espécie de literatura livre, onde não há compromisso com regras gramaticais, formalidades ou mesmo com o leitor. Há apenas a vontade de escrever. Portanto, aquele que leu apenas um livro de Ezio Flavio Bazzo não sabe o que são seus livros.

E muita gente não continua a ler, pois vê a si próprio neles.

Desde ‘Ecce Bestia’, que trata do assunto muito bem camuflado pela sociedade que é a exploração de animais para o sexo, mais comum do que se imagina, ou se quer imaginar. Ou ‘A lógica dos devassos’, que provoca a discussão sobre a pedofilia, um problema cercado de preconceitos entre os próprios pesquisadores do assunto. Ou ‘Manifesto aberto à estupidez humana’, espelho fiel da humanidade e do homem, um dos melhores livros que já li na minha vida.

A relação que temos com os escritores sempre é envolta em mistério, pois não conhecemos o autor das palavras que lemos. Muitos escritores estão mortos ou simplesmente moram do outro lado do planeta e nem sempre apreciam dialogar com os leitores. O máximo que acontece é o lamentável show de autógrafos. Mas este escritor é vivo. Tem um endereço de e-mail, responde aos leitores. Envia textos inéditos, manda presentes (livros!), está mais próximo do leitor e nos mostra, através deste comportamento, uma forma de ser muito bonita e diferente do aparente pessimismo que muitos vêem em seus livros.

Pois o livro ‘Toaletes e Guilhotinas’ fala de dois assuntos aparentemente divergentes, mas que têm muito em comum: a merda e a guilhotina. Além de um humor muito interessante, sobre a forma como lidamos com os excrementos, há a denúncia de que a humanidade possui em algum lugar de seus genes ou de sua psique um espírito sanguinário, que se empenha em construir mecanismos cada vez mais sofisticados para provocar o sofrimento alheio.

Sobre os animais, Bazzo escreve: “é desse fígado adulterado e canceroso que o patê (Foie Gras - em português: fígado gordo) da burguesia é feito. Oxalá lhe provoque pelo menos uma cirrose incurável ou uma Hepatite para vingar o martírio dos gansos. Quem visita uma dessas granjas fica impressionado com o desespero dos animais, que passam praticamente a vida toda sem sentir o gosto da comida. _ E os ecologistas? Perguntei-lhe. _ Não fazem nada. Pois o Foie Gras é para a França quase uma questão de Estado! O mesmo que o petróleo para os árabes e que o ópio para os birmaneses. A mim, esta pasta nojenta só revolta as tripas!”.

Sobre as execuções na guilhotina e a comparação com a morte de porcos, ele diz: “quem nasceu e cresceu no campo nem precisa ter boa memória para lembrar das execuções matinais, semanais e rigorosamente macabras. Os gritos de desespero do animal, um panelão com água fervente, o verdugo afiando a faca e três ou quatro vizinhos tomando chimarrão, fumando charuto ou simplesmente assistindo a execução. Fazendo um retrospecto desses tempos e desses porcocídios me dou conta de que o matador nunca é uma pessoa comum e que existem sujeitos que ‘sabem mais’ do que os outros no métier da morte. Lembro-me perfeitamente bem das mãos grotescas do homem que enfiava a lâmina na direção do coração dos porcos, e que eu estava sempre do lado dos suínos, torcendo para que eles, num último ataque de desespero, conseguissem devorar a mão ou pelo menos o joelho dos matadores.

Depois, assistia a carnificina e a retirada do coração mutilado, que o carniceiro exibia orgulhoso à ‘platéia’, exatamente como os verdugos faziam aqui, com a cabeça dos guilhotinados. Portanto, e por mais lírico que possa parecer, estou profundamente convicto de que uma civilização e uma sociedade que é contra a pena de morte para os homens, mas que segue matando todas as outras espécies para se alimentar, para vender seus chifres, seus dentes, sua pele, sua banha, seus hormônios etc, é uma civilização e uma sociedade, narcisista, chauvinista e hipócrita que, cedo ou tarde (mais cedo do que tarde), destroçará e comerá a si própria”.

E sobre a curiosa imagem de um livro de Jerry Rubin, que traz entre outras fotos a de uma mulher nua carregando uma cabeça de porco numa baixela: “vou me dando conta de como é impressionante o estágio de indiferença em que nos encontramos. Como é possível viver no meio de uma chacina e de um genocídio animal desses sem desesperar-se? Frangos, porcos, vacas, peixes, patos, rãs, camarões, coelhos, faisões, ovelhas, nenhuma espécie escapa à fome sanguinária dos homens, desses barrigudos inúteis que saem dos restaurantes de Montmartre palitando os dentes e arrotando”.

O comentário sobre uma gravura onde aparece um homem matando outro homem com um machado, e um homem com um cavalo observando a cena: “gosto dessa imagem, porque nela o ponto crucial de crueldade não está na lâmina do machado, nem nos lábios do homem que pratica a violência, mas curiosamente no olho do cavalo, dirigido de maneira ambivalente e fulminante para o sujeito que está prestes a ser assassinado. Esse eqüino estaria indignado ou apenas gozando com o massacre* e com a ruína de seu dono? O que impressiona realmente, é a rapidez com que se passou do machado à guilhotina e desta à cadeira elétrica, fato que evidencia o quanto o espírito assassino está incrustado nos séculos, nos punhos e no palavreado da espécie mais predadora que o planeta já teve notícias.
* Etimologicamente a palavra massacre vem do latim, macecre, um termo que está sempre ligado aos açougues e às carnifininas”.

E o melhor de todos é o comentário abaixo, de uma imagem de abatedouro de cavalos:

“Mercado de Paris, 1900 _ Abatedouro de cavalos

Sem nenhum tipo de deboche, olhem atentamente para a boca, as narinas, as orelhas e o corpo inteiro do cavalo: ele emana mais (luz) e mais simpatia que todos os (matadores) que o distraem, que lhe tapam os olhos e que no momento seguinte arremessarão contra sua cabeça o golpe da marreta. Diante de uma dessas cenas, quem é que em sã consciência, consegue seguir confiando nos homens? Acreditando em suas leis? Dormindo a seu lado? Apesar de toda a demagogia humanista, não resta dúvidas de que os crimes cometidos nos abatedouros contra as aves, os porcos, as vacas e outros animais, é o mesmo que se comete sobre o cadafalso, nas cadeiras elétricas, nos postes e nos paredões contra os homens. A única aparente diferença está na racionalização que se desenvolveu sobre o assunto e na necessidade doentia e criminosa da humanidade em seguir massacrando as outras espécies”.

Seus livros podem ser encontrados no site http://home.yawl.com.br/hp/eziob/.

Bibliografia consultada:
Wolf, Naomi. O mito da beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres/ Ed. Rocco, 1992. 439p.
Rubin, Jerry. DO IT - Scénarios de la Révolution: Introduction par Eldridge Cleaver / Ed. Seuil. P 141.
Bazzo, Ezio Flavio. Toaletes e guilhotinas, uma epistemologia da merda e da vingança/ Brasília: Ed. LGE, 2008. 420 p. Primeira edição em 1995. Citações deste artigo nas páginas: 95, 128, 171, 208 e 306.
Bazzo, Ezio Flavio. A arte de cuspir (ou a dialética dos porcos) / Brasília: Lilith publicadora e Cia, 1994.
Bazzo, Ezio Flavio. Manifesto aberto à estupidez humana / Brasília: Ed. LGE, 2007. 143p. Primeira edição em 1977/78, publicado em castelhano no México em 1979.
Bazzo, Ezio Flavio. Ecce Bestia - Libertinagem com animais / Brasília: Narcisus publicadora & Cia, 2001. 163p.
Bazzo, Ezio Flavio. A lógica dos devassos: no circo da pedofilia e da crueldade / Brasília Ed. Única. Moloch Publicadora Ltda, 2004. 159p.

Eu X Eles - Coleguinhas

Não adiantou Alberto interceder,a cabeça do chargista Ronaldo rolou...


Alberto Blum

Quando a gente ouve uma destas histórias, a gente começa a entender porque que uma empresa como a Caldas Junior foi a falência nos anos 80...

Um chargista da Folha da Tarde, chamado Ronaldo, já morto, fez uma charge para a Folha da Tarde. A charge só foi publicada com a autorização do diretor do jornal, Fernando Pinto, que havia vindo do Rio para dirigir a Folha. Se não me engano,Fernando era nortista.

Pois a charge publicada deu bode. Acho que era sobre uma bronca com professores - sempre eles - e o Estado reclamou, pressionou o Francisco Antônio, o " Tonho" filho do poderoso dono da CJCJ, Breno Caldas.

Tentaram de tudo pra segurar a cabeça do Ronaldo, mas o " Tonho" a queria.

Breno Caldas, que não sabia xongas o que se passava em seus jornais - o Fernando Veronese já tinha me contado isto. O discotecário me disse que Breno entregou os jornais para o Arlindo Pasqualini,Antônio Carlos Ribeiro,entre outros e só queria saber dos seus cavalos - foi informado da bronca que rolava na Folha da Tarde.
Lauro Quadros( sim , o José Lauro de Quadros, hoje da rádio Gaúcha) tentou interceder junto a Breno Caldas pra não demitirem o chargista.

Foi lá no seu gabinete e levou junto o sub editor de esportes da Folha, Alberto Herman Blum.Lauro entrou na sala e foi dizendo a Breno:
- Dr. Breno, o Alberto nunca entrou aqui, ele até quis vir pra ver se não demitem o Ronaldo.
- Bom, respondeu secamente Breno, ele ( falando do seu funcionário Alberto) nunca entrou aqui porque não quis, porque minha porta está sempre aberta.( que comentário infeliz, digo eu, depois durma-se com um barulho destes)
E tentararm argumentar que Ronaldo era muito bom - " ele também fazia charges pra editoria de Esportes" lembrou Alberto.
Que nada. Tiveram que rolar dois pescoços: o do Ronaldo, que fizera a charge e do diretor Fernando Pinto, que autorizara sua publicação.


Charge do Ronaldo

Depois ainda querem que se tenha pena porque a Caldas faliu? Com diretores deste porte, tinha mais é que falir mesmo!!!
Que diferença de diretores de outra empresa de comunicação, localizada do outro lado da cidade, mais precisamente na av. Ipiranga 1075,que não raras vezes defendiam seus repórteres da Polícia Federal e não de apenas uma pressão do Governo do Estado.É por estas e outras que as situações são as que são....

O vendedor de seguros que
nas horas vagas foi editor

Alberto Herman Blum nasceu em 14.07.1940, em Bauru, interior de SP. Filho de Francisco Blum e de Lily Ruth Blum é casado com Maria Luiza( nascida em 05.04.1942). Tem a filha Lilian Esther ( 14.10.1969) e Leandro Carlos(02.01.1974).
Alberto é um safenado. Foi operado pelo dr. Fernando Luchese, no Instituto de Cardiologia. Cuida-se pra caramba. Todos os dias caminha na Pracinha da Encol.

Alberto participou como editor da aventura que foi fazer o jornal O Estado do Rio Grande, do Grupo Gusmão, que teve duração de apenas 12 números.Junto com outros nomes de peso ( literalmente) como Luiz Figueredo, eles iam imprimir o jornal na gráfica do Grupo Sinos, em Novo Hamburgo.Foi aí que Alberto conheceu o " pé no chumbo" que era o finado diretor da publicação Antoninho Gonzalez." Ele saiu cortando todo mundo.O carro batia que parecia uma lata de tanto que o Antoninho corria. Eu pedi pelo amor de Deus, não voltar mais com ele" relembra Alberto.

Alberto na verdade sempre foi um vendedor de seguros de carros.Tem até uma historinha engraçada sobre isto. Antônio Britto Filho,quando implantou a central do interior da Cia Jornalistica Caldas Junior convidou Alberto pra fazer parte da equipe, mas tinha que abandonar a venda de seguros de carros. Alberto não topou.Não quis assumir e Britto levou então Cleiton Selistre.

Coleguinhas

* Fui visitar o colega Carlos Alberto Fruet, frila do Estadão que no dia 04/12/08 foi atropelado no corredor da Protásio, por um motoqueiro. Passou por várias cirurgias e está se recuperando. Ainda está na " cama de campanha" e de cadeira de rodas. Fruet chegou a ficar na UTI do Moinhos de Vento.

* Dizem por aí que quem comprou a Rádio Guaíba,um ano e pouco atrás, ficou apavorado com o estado de abandono e com a pouca renovação da aparelhagem nestes 20 anos que ela pertenceu ao Renato Ribeiro. Se ninguém está fazendo, eis aí uma sugesta: os 20 anos da Caldas sob o domínio de Renato Ribeiro.

* Bom,na TV Guaíba, hoje Record, uma amiga que trabalhou lá me disse que tudo era ainda na base da máquina de escrever. O chefe de tudo era um senhor da confiança do dono, que estava há anos na Merlin, a fábrica de soja.

* Júlio Pacheco telefona dizendo que acha que o " Kid Trombadilha", o Wuilde Pacheco, nunca trabalhou na ZH. Trabalhou sim, ou então sua ficha da ARI está errada. Na A HORA trabalhou com certeza. É falecido e foi piloto do helicóptero da Polícia Civil, porque era delegado. Ficou famoso por causa da prisão do Maurício, em 1972, dono da ZH, que ele, a pedido da Justiça carioca efetuou.Lauro Schirmer conta o episódio no livro sobre Maurício.

*Rede Vida está com grande esquema sobre a Procissão de Navegantes, no próximo dia 02/02.

* Fiquei sabendo, hoje, dia 21/01, que os dias de Passe Livre nosônibus da capital, não estão mais sendo feitos todos os meses. Dia primeiro de janeiro não teve passe livre. " Só estão fazendo em dias muito especiais, como Natal e dias de vacinação" disse o motorista da linha Protásio-Iguatemi, que eu uso.

* A passagem de ônibus da capital deve ir a 2,25.Os empresários pediram 2,35 mas o prefeito deve dar menos.

* Esta história de gente andando de graça depois de 60 anos é muito injusto. Tem gente ganhando 10,doze paus por mês e indo e vindo de graça diariamente. Só que quem paga é quem passa na roleta e não tem 60 anos ainda. Tem que ser refeito este estudo. O presidente Sebastião Mello, da Câmara Municipal, prometeu enfrentar este assunto.

" Dibão" no Gravatal!

O vereador João Antônio DIB(PP) está descansando no Gravatal, uma estação de águas termais em Santa Catarina. É para onde o vereador sempre vai no verão.Segunda que vem estará aí de novo.

NOVO HAMBURGO PODE ATRAIR RECURSOS DO PAC PARA RECICLAGEM DO LIXO

Novo Hamburgo será o primeiro município brasileiro a ter um projeto desenvolvido pelo programa da ONU para o Meio Ambiente (Unep/Pnuma) que, pela sua testada eficiência em diversos países, poderá se candidatar a receber recursos federais do Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC). A previsão é do cientista das Nações Unidas, o indiano Surya Prakash Chandak que juntamente com seu colega Mushtaq Memon vieram ao Estado para ministrar um curso de três dias, a partir de hoje, de capacitação dos técnicos da prefeitura daquela cidade que marcará a implantação inicial do sistema. Tanto a qualificação de pessoal, quanto a avaliação das atuais práticas de coleta e tratamento do lixo urbano contam com a colaboração da Ong ambiental Instituto Venturi, que tem sede em Porto Alegre e que interessou o organismo mundial a trazer sua melhor experiência na área de tratamento de resíduos ao País.

Novo Hamburgo foi escolhida para o projeto pioneiro por reunir características de cidade média e onde mais rapidamente poderiam ser implantadas as novas práticas. Surya Chandak calcula que o projeto será entregue à administração municipal na metade do ano. Depois disto, a proposta levantará os recursos necessários à implantação que deverão se situar entre 300 e 400 mil dólares, conforme suas primeiras avaliações e iniciativas, em diversos países em desenvolvimento. Relatou que todos os projetos bem sucedidos, nas cidades de Matale, no Sri Lanka, Pune (Índia), Wuxi (China) e Masero (Lesotho) tiveram recursos dos governos centrais e da iniciativa privada.

A forma com que são organizados verdadeiros distritos industriais que centralizam as atividades que lidam direta ou indiretamente dão um retorno econômico e social bastante alto já que há uma reciclagem de até 60% dos resíduos. O representante da ONU não arrisca um cálculo do montante de investimentos que poderia ser atraídos com o modelo a ser proposto, mas pelo menos 50 prefeituras gaúchas de diversos portes poderiam se habilitar.

O secretário de Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Novo Hamburgo, Ernani Galvão, disse que seu município quer servir de modelo, provando que o lixo pode ser uma grande “riqueza” a ser melhor aproveitada para gerar emprego e renda. Como em outras cidades da região, a maior parte do lixo é transportado, diariamente para as cavas da região carbonífera, representando apenas custos de coleta e transporte para o município.

Mona Lisa

" Nossa leitora-correspondente envia de Paris, uma visita que sua filha, Luiza, fez recentemente, ao Museu de Louvre, onde está a Monalisa.Muito obrigado pelo envio.O editor"

Houve uma vez um verão!


Praia Retiro dos PAdres em Bombinhas

gaucholândia descobre o litoral de "Santa"

Começou na década de 60,70,timidamente com Garopaba. Depois veio Porto Belo, além de Floripa, Bombas,Bombinhas,Quatro Ilhas.

A gaucholândia não quis mais saber da água marron do Sul. Tudo pra Santa! Em Porto Belo, por exemplo, existe a praia de Bombinhas, que é um reduto de psiquiatras de Porto Alegre. Tem um site aqui da capital, o "esquina democrática" que até propaganda de imobiliárias de Porto Belo faz. É que os familiares são frequentadores há anos de Bombinhas.

Porto Belo tem diversas praias, entre as que se destacam estão Bombinhas, Bombas, Quatro Ilhas, Mariscal, Canto Grande, Conceição e Zimbros.

Pra quem não puder pegar a estrada durante o verão sobre o feriadão de carnaval,ou o próximo feriadão, o de Na vegantes,dia 02/02. Depois é pegar ainda o feriadão da Páscoa, que ainda dá uns dias bons de praia.

Histórias

Todo local de pescador que se preze tem histórias impressionantes. Bombinhas tem quatro, relatou o repórter Marcos Santuário, no dia 28 de março de 2001, no Correinho.
"A primeira dá conta de ,por volta de 1800, um navio espanhol teria atracado
na praia de Zimbros e desembarcado um caixão que foi ali enterrado em uma grande cerimônia fúnebre. O local nunca foi violado pela população local,em sinal de respeito. Tempos mais tarde, o navio voltou.Desenterraram o caixão e o levaram embora. Contam " os que viram" que, em vez de ossos,havia, no caixão um grande tesouro".

Coleguinhas

À deriva...

* Ontem,dia 20/01, ninguém apareceu pra abrir o prédio da ARI de manhã. O zelador Adolar está em férias e se mandou para Cidreira.
Entidade que em 1983 já tinha 1.800 associados, hoje não tem mais que 200 sócios pagantes.
É o último mandato do atual presidente, Ercy Torma - não sei se um outro faria melhor do que o Ercy está fazendo - que está como presidente desde agosto de 1996. Antes da reforma do estatuto um mandato tinha dois anos, mas agora foi aumentado para três.Quem alterou os estatutos foi o próprio conselho da entidade.Batista Filho,vice-presidente quer o cargo de presidente. Já Ênio Rockenbach não. Por fora, pode correr Ayres Cerutti.

*Diz-se por aí que a nova mesa diretora da Assembléia Legislativa do Estado irá rever as regras para utilização da sala J.C Terlera.

*Wilson Rocha Muller não tem mais aparecido em público.

* Prefeito José Fogaça andou,dias atrás, vistoriando o viaduto Otávio Rocha. Parece que vão colocar câmaras fotográficas.

* No local onde funcionou anos o Adelaide´s Bar, na Mal. Floriano hoje há uma lojinha. As donas nem sabem que ali nos anos 70 foi um " templo do samba" onde Lupicínio Rodrigues e outros boêmios tinham mesa cativa todas as noites. Detalhes sairão no meu livro sobre a noite de Porto Alegre.Adelaide´s tinha uma filha tão bonita que era o desejo de 9 entre 10 homens.

* Tenho em mãos os primeiros quatro exemplares da revista Amanhã, ainda feita dentro da FIERGS.

* Valter Galvani pesquisava,ontem,20/02 durante todo o dia a coleção do Correinho na gestão dos Ribeiro, que vai de 1986 até 2006. Seguramente vem algum livro por aí. Talvez a continuação do seu primeiro sobre o Correio do Povo.

* O novo estúdio da rádio Guaíba é de cinema. Mas ainda não está pronto. Faltam móveis.

* Foi o próprio gerente de jornalismo, Ataides Miranda, quem trouxe Antônio Carlos Baldi para o programa do Mendelski, depois das oito. Miranda acha que Baldi pode ter posições reacionárias, mas sabe defender com inteligência seus argumentos.Isto ele provou num debate político que teve quando Luciana Genro(Psol) e Maria do Rosário(PT) ambas candidatoas nas últimas eleições a prefeitura de Porto Alegre levaram uma "surra" de Baldi, que estava sozinho do outro lado do balcão.

* A rádio Guaíba enviou o Rodrigo Rodenbuch pra cobertura da posse de Barack Obama nos USA. Ué, aposentaram o Jurandir Soares?

*Maurício Iuren(perdão se a grafia não for correta) está no lugar da Fernando Bagatini, no " Acorda Rio Grande, da Guaíba.

*Gilmar Eitelwein voltou de férias e reassumiu dia 19/01 seu trabalho na agência de notícias da Assembléia Legislativa do Estado.Voltou " bronzeado" o coleguinha.

* Jussara Marchand está editando um livro sobre a memória de ex-deputados que atuaram nos anos 50 e 60 e que ainda estão vivos. Livro feito baseado em depoimentos pela TV Assembléia.

*Indico o filme " Dias e Noites" do Beto Souza que está passando no Santander. belo filme! Baseado num escritor talentoso, Sérgio Jockmann, que atualmente vive em Campinas(SP)

* O " mala" do meu irmão Paulo estava,ontem,dia 20/01 viajando pro Rio,de férias. " Sábado vou ver o Fla mengo no Maracanã" me disse ontem,quando parou pra abastecer num posto em Nazaré Paulista(SP). Ele mora em Rio Claro, São Paulo.

*Ataídes Miranda é o " perfilado" desta semana da Coletiva.Net

* O " GUAXO" do Mazzarino não sai há mais de seis meses.

* O colega Fernando Albrecht falou ontem em seu site de um " cara de pau" que foi na festa do Sinborsul no dia 14/01 e pediu um vinho de 500,00 e que o garção teria recusado o pedido. Olha, eu pedi um de 313,00 e o garção me disse que não tinha. Se é a mim que se referia, podia dar o meu nome.Ter bom gosto não me ofende.
Tomamos três vinhos chilenos e não reparei seu preço: foi o próprio garção que o sugeriu. Mas não fui só eu: então tem que chamar de cara de pau a mim, ao Ayres Cerutti e ao Júlio Sortica, que bebemos junto. No estresse, colega.
Ah, e tem uma coisa: se era de mim que estava falando,sempre se era de mim a que se referia a nota do dia 20/01 no seu site: eu fui porque fui convidado.Quando não me convidarem, não irei. Os outros eu não sei. Não fico procurando sarna pra me coçar.

* Nelson Moura não foi ontem de manhã,dia 20/01 ao " serpentário".

Eu X Eles - Coleguinhas

O " bom caratismo" do Marco Antônio Birnfeld

O Serginho Ross volta e meio me liga lá pelas cansadas da noite, quando eu já estou dormindo. Com 75 anos, viuvo, morando sozinho, eu entendo que ele queira conversar e seu papo sempre é inteligente e agradável.
Mas tem uma história que ele já me contou cinco vezes,no mínimo. Foi o seguinte.

Ele era repórter da Última Hora - não entendi porque não foi um dos biografados no livro lançado pela Já Editores, 10 anos atrás sobre a história daquele jornal - e foi destacado para fazer cobertura de litoral, em Capão da Canoa, que era onde veraneava o então governador Leonel de Moura Brizola.
Serginho largou a praia num domingo porque tinha uma " namorada" em Porto Alegre e queria se encontrar com ela. Deixou o " seu" na reta, c omo se diz no popular.

Durante o dia acompanhou o noticiário principalmente o político e nada demais aconteceu. Só miudeza. Mas na segunda-feira ele foi comprar a Última Hora na rodoviária e viu na capa uma puta foto de um crime que acontecera justamente onde? Capão da Canoa. Ficou intrigado: se ele não estava lá,quem teria mandado o material já que a redação não sabia que ele estava em Porto Alegre.

Foi comprar a Folha da Tarde Esportiva onde trabalhava seu concorrente Marco Antônio Birnfeld que também estava em Capão da Canoa e o jornal não continha nada sobre o crime. Ele voltou aquela manhã pra Capão da Canoa, aliviado por não ter que dar uma bruta explicação ao seu jornal.

O que acontecera foi que como Marco Antônio sabia que Serginho havia viajado, mandou a matéria assinada como se fosse dele para a Última Hora, que a publicou. Já um outro material,sobre o mesmo crime, ele mandou pra Folha da Tarde Esportiv a que não viu importância e nada publicou.

Eu X Eles - Coleguinhas


"Tailor de Oliveira" era como chamavam o escritor nas tertúlias da livraria Prosa e Verso!

Tailor Diniz Netto nascido em Júlio de Castilhos em 24.09.1955 começou a vida como radialista em Santa Maria e depois transferiu-se para a capital, mais precisamente para a rádio Guaíba.Nesta rádio foi redator.
Hoje em dia é mais conhecido pelas obras que tem publicado.
Como é casado com a comentarista política Rosane Aparecida de Oliveira, nas tertúlias literárias que se fazia ns sábados de manhã na livraria Prosa I Verso, no Quinta Avenida Center, era mais conhecido entre os colegas pela pitada maldosa de " Tailor de Oliveira". O casal de jornalistas tem dois filhos.
Se conheceram na Caldas Junior, onde a Rosane também começou.
Tai lor é um manancial de histórias do rádio, principalmente das rádios de Santa Maria e da rádio Guaíba de Porto Alegre.Se alguém se prontificar a escrever gafes e episódios hilários do rádio, o Tailor é uma ótima fonte.

Memória da Imprensa

O dia em que o CACO estreou no JN!

Hoje, 20 de janeiro,além da morte do Mané Garrinhca,comemora-se um feito no jornalismo brasileiro : foi a primeira vez que os milhões de telespectadores brasileiros viram o repórter Caco Barcellos, no JN, da TV Globo.

Foi assim: eu estava hospedado no apartamento onde Caco Barcellos e a fotógrafa Avani Stein viviam no Rio de Janeiro.Fica(va) no bairro de Copacabana, perto de um dos tantos túneis que existe na Zona Sul do Rio.Era o apartamento da Rosa Lia,irmã da Avani, que o emprestara. Caco andava fazendo uns testes na Globo.Seus pais, Antoninha e Nércio também estavam no Rio, na sua casa.

De manhã cedo, um telefonema da TV Globo,bem cedo, acordou o Caco, que não é de madrugar, porque geralmente dorme tarde. Foi tirado da cama. Tinha que ir urgente a TV Globo. Morrera Garrincha durante a noite.Estavam precisando dele naquele momento, não à tarde.
O Caco saiu zunindo.
Durante o dia, dona Antoninha, a sempre zelosa mãe do Caco ficou cuidando se ele não entraria ao vivo na TV. Não entrou.
Mas à noite entrou no JN, foi sua estréia.Seus pais assistiram,comovidos, a aparição do filho no mais importante noticiário de telejornalismo brasileiro.Seu pai, além de tudo,era fã do Garrincha.
A biógrafa do Caco, a professora Sandra Moura,- no livro Caco Barcellos, o repórter e o método - diz que foi Jefferson Barros,editor do JN, em 1983, quem "empurrou" Caco pro estrelato.
- Acabo de botar você no star system,teria dito Jefferson,referindo-se ao "up grade" que o repórter estava fazendo ao entrar no JN.
Mas não seria desta vez,ainda, que Caco decolaria na TV Globo. Ele regressaria a São Paulo, pra Abril Vídeo.

Festa do Sinborsul entra pro calendário dos jornalistas

A festa do Sinborsul - aquele churrasco que se come sempre na primeira quinzena de janeiro -já entrou
para o calendário dos jornalistas. Todos os anos, já se sabe que o Todt e o Geraldo(Fonseca) vão mandar um convite pra este evento que é mais do que tudo um congraçamento entre colegas. No meu caso, faz alguns anos que participo.E é sempre uma oportunidade pra trocar de assunto com os coleguinhas que às vezes a gente fica tempo sem ver ou sem tempo pra trocar papo.

Fotos: Claudio Bergman, com apoio da Todt Comunicações

Coleguinhas

* Carlos Brickmann é o assessor de imprensa da Igreja Renascer.Já trabalhou com o ex-prefeito Paulo Maluf e foi editor do Painel, da Folha de São Paulo.

*Antônio Manoel de Oliveira, que trabalha na assessoria de imprensa do Trensurb, esteve na sexta-feira, passada, dia 16/01, visitando a "salinha" J.C. Terlera, na Assembléia Legislativa do Estado. Estava acompanhado de André Pereira, colega que trabalha com o deputado Adão Villaverde. Aos poucos vai se sabendo quem comporá o staff da imprensa na Assembléia Legislativa na gestão do presidente Ivar Pavan(PT).

* Antônio Manoel de Oliveira foi o assessor de imprensa do Governador Olívio Dutra, na sua gestão, no único governo estadual do PT até agora.

* Carlos Alberto de Souza, que foi correspondente da Folha de S. Paulo também tem sido visto na Assembléia Legislativa nos últimos dias.

* Fernando Albrecht, do Jornal do Comércio e da Band AM, é um assíduo frequentador do " serpentário" aquele café da rua Uruguai.

* Ontem,dia 19/01, um "mala" muito manjado pegou pra seu ouvinte o Fernando Albrechti, no " serpentário".

* A historiadora Elma Santana é a "patrona" da Feira do Livro de Tramandaí, que vai até o dia 02/02.

* O J.N.Moura tem mania de "surrupiar" o caderno Panorama do JC do "serpentário". Podia comprar o JC pra ajudar os coleguinhas a pagarem o leite das crianças!

* Há um " chato" que espanta qualquer um que vai ao "serpentário"! Ainda acho que vou escrever um livro sobre os " tipos de chatos e como se livrar deles".

*Sei como é isto!Durante uma época da minha vida, por pura necessidade, ia vender livros a conhecidos em repartições. Depois voltava lá para outro assunto, e os via desviando,se escondendo de mim.

* Sentimento pior que este só senti algumas vezes quando fui demitido da ZH, em 1992. Gente que me babava o saco - pra não dizer coisa pior - desviava na rua pra não falar comigo. Aprendi a conhecer um pouco mais as pessoas e sei,agora,diferenciar, quem está se aproximando por interesse e quem é sincero.Só um tombo desta magnitude pra ensinar tanto!

* É por isto que hoje olho pra certos coleguinhas que se "acham". Tira o veículo deles, os caras cruzam a rua pra não falar com eles.

Histórias do rádio


O apresentador do " Sabetudo" dormira naquela noite
no " casarão da Valle Machado"

Na gíria do rádio de Santa Maria, o " Casarão da Valle Machado" era o antigo presídio da cidade. Hoje não está mais naquele local, mudou-se para longe do centro da cidade. O radialista Arnaldo Souza,segundo conta o escritor Taylor Diniz(nascido em Júlio de Castilhos) e que morou entre 1976 e 1981 na " cidade universitária"tinha um programa, o " Sabetudo" na rádio Imembuí de grande audiência, pela parte da manhã,bem cedo. Era um programa que explorava muito bem os assuntos de polícia." Uma vez,lembrou Taylor, o programa ficou transmitindo durantes várias horas a história de uma senhora que caíra num poço e que os bombeiros tentavam resgatá-la com grande audiência".
E do presído um funcionário transmitia para o programa " Sabetudo" as prisões que eram efetuadas durante a noite. Quando o funcionário ia falar pelo telefone, o apresentador, Arnaldo Francisco R. Souza anunciava com voz troniteante:
-E AGORA VAMOS SABER QUEM DORMIU COSARÃO DA VALLE MACHADO!

Aí o funcionário lia os nomes de quem fora preso naquela noite e ficara no presídio.
Só que uma noite Arnaldo Souza envolvou-se numa confusão na zona dos cabarés de Santa Maria, " lá pelos lados da BR" segundo lembra Taylor.acabou indo preso mas foi solto no meio da madrugada a tempo de chegar para apresentar seu programa. Não se lembrou de avisar ao funcionário do presídio que não lesse seu nome.
Quando ele anunciou o funcionário do presídio, este lascou:
- Dormiu no casarão da Valle Machado Arnaldo Souza.
Para o constrangimento do radialista, não houve como voltar atrás.
" O Arnaldo Souza era um figuraço" lembra Taylor,que me passou esta pérola do rádio gaúcho.

O leiloeiro me assustava sempre: " olha que eles não gostam de jornalista"!

Hoje,20 de janeiro, o Júlio Pacheco,está de aniversário.Não sei quantos faz, mas sei que faz. Conheço o Júlio desde 1976, quando ele era diretor da RBS em Brasília e eu e o fotógrafo Antônio Carlos Mafalda fomos a Itajaí acompanhar, pela ZH, uma homenagem que o então Minsitro das Comunicões, Cel. Euclides Quandt de Oliveira recebia na cidade.
Depois nos encontramos de novo, ele leiloeiro, com escritório na Zona Norte e eu precisando trabalhar.Bolei um jornalzinho, que ele distribuía entre os clientes dele,basicamente "picaretas" - no bom sentido - de carros usados.
Mas o engraçado é que quando eu ia no seu escritório havia ali dois " monstros " de cachorros. Quando conseguia furar o bloqueio dos funcionários eser atendido pelo Júlio, lá vinha atrás de mim uma destas " bestas" bem quietinho. Eu perguntava ao Júlio:
- Este cachorro não é brabo ?
- Não, dizia o leiloeiro, mas eles não gostam de jornalista!
E dava uma gargalhada!

PDT quer marcar passagem dos 45 anos da " Redentora"!

Foto:Marcelo Bertani

Adroaldo Loureiro

O líder da bancada do PDT na Assembléia Legislativa do Estado, deputado Adroaldo Loureiro vai propor a nova mesa diretora da Assembléia para que se faça um evento sinalizando a passagem dos 45 anos da revolução de 3l de maço de 1964.
A bancada do PDT decidiu que esta evento somente será feito se a Assembléia Legislativa o patrocinar.
Será lançado um livro sobre o resgate da memória do ex-presidente João Goulart, o Jango. Propõe o PDT também que sejam feitos debates com jornalistas e historiadores como Elio Gaspari - autor de 4 livros sobre o perído da Revolução de março de 1964 - Bóris Fausto,Thomas Skidomer, um brazilianist.

Já há até um lema escolhido para o evento: " 45 anos da noite que durou 21 anos".

Começou a " ronha" em Serafina

A política em municípios pequenos tem este sabor:ela é epidérmia,de vez em quando saem uns tirinhos, mas tudo bem. Depois tudo recomeça. Domingo último,dia 18/01, a secretária de turismo da nova gestão - Ademir Presotto- foi pra rádio dizer que tudo o que tem no rio Carreiro de lazer se deve a Geraldo Peccin(um executivo da área do turismo,falecido prematuramente em março de 2008). Pronto. Foi o que bastou pros partidários da ex-gestão,onde o turismo era comandado pela ex-secretária Maria Amélia Gheller( que por sinal é esposa do candidato a prefeito do PMDB derrotado, Luis Antônio Grechi Gheller ) virem a público defendendo o pioneiro do turismo no rio Carreiro, que na versão deles teria sido César Piccoli Filho. Esta " ronha " ainda vai longe.

O historiador Sérgio da Costa Franco quando era promotor público em Encantado foi deslocado para Guaporé. E lá viu a rixa que havia entre o PTB e o PSD. Ele sempre recorda:" cada turma tinha seu café,uma não botava os pés no café onde a outra frequentava. E quando se cruzam na rua, se cumprimentavam apenas protocolarmente".

Coleguinhas

* Pelos jornais de sábado,dia 17/01 o RS se tornou um " vale de lágrimas" por causa da morte de dois jogadores do Brasil de Pelotas. Menos,né.

* O que menos pegou pesado, no tom tragédia-mexicana foi o Correinho. Foi o mais sóbrio. Manchete da ZH e do O SUL, ora convenhamos,né. Pode ter havia uma comoção na Zona Sul, em Pelotas, mas no Estado? Tem paciência, eu sou gaúchoi e não senti nada.

* Colega Lauro Dieckmann escreve lembrando que Oscar Matzenbacker tinha também o apelido de " CIGARRINHO".

* Segundo Lauro, é porque Matznbacker filava cigarro de todo mundo.

* Na noite de quinta,por volta de 23h30min, caminhava pela Andradas quando passei numa banca de frutas. O " BIGI BROTHER" atraía a atenção de três ou quatro " mermão" que tavam grudados nas peladaças da tela. A Globo sempre fez o que quis mesmo. Até a visita do Papa transmite.

* A coluna de aniversariantes do O SUL foi a única coisa original que eles fizeram.Tanto que muito coleguinha de rádio a usa pra mandar parabéns para quem interessa. E as assessorias de imprensa a usam pra agradar a quem importa. Assim se explica o sucesso: da necessidade.Não havia nada assim. Parabéns a quem bolou isto para o SUL.
*Zero Hora e Correinho deram na sexta,dia 16/01, na capa a tragéda do ônibus com a delegação de Pelotas. Já o Sul e Jornal do Comércio, nem um registro. Faz tempo que deu pra ver que ZH e CP são os dois jornais competitivos do Estado.Os demais entram em espaços não ocupados pelos dois principais diários do Estado.

* Só na sexta,dia 16/01,consegui lir o depoimento da repórter Mirella Poyastro, no Correio do Povo, no dia seguinte ao acidente com o ônibus da Transcal. Boa matéria e grandes fotos. Parabéns ao fotógrafo Alexandre Mendez.

* No churrasco do Sinborsul, na quarta,dia 14/01, Affonso Ritter, do Jornal Gente, da Band AM desabafou: " ouvinte é chato". Referia-se a uma correção que fiz por telefone dias atrás sobre a cor do logotipo da Folhinha, que eles não deram no ar.

* Vi num site que a Claúdia Ohana já é avó. Que consolo!

A torcida vândala do Brasil de Pelotas!

Olha,não há como não condoer-se com a tragédia que se abateu sobre a delegação do Brasil de Pelotas, na noite do dia 15/01/09 em que morreram três pessoas. Agora, o que os " latinhas" da Guaíba e da Band - pelos menos foram as rádios que eu ouvi na manhã seguinte - ficaram louvando o clube e sua torcida, beira a uma desbragada demagogia pra fazer média com a torcida xavante.

Quando fui escrever o livro Estrela F.C, em 2002,. encontrei as " marcas" que a famosa e temida torcida xavante que em 20 de maio de 1977( por sinal era aniversário do município de Estrela) deixou na memória da população daquele município do Vale do Taquari.

Transcrevo o relato daquele dia que está no meu livro na página 88 e 89.

" Na elite do futebol gaúcho alguns jogos foram importantes.Um deles foi o de 20 de aio de 1977, com o Brasil, de Pelotas, no estádio " Walmor Jobim". O time da casa não disputava nada, mas o Brasil ainda estava no páreo. A torcida xavante invadiu Estrela, com 92 ônibus. Os torcedores fizerm muita esculhambação na cidade. Entraram em restaurantes, comeram e beberam e não pagaram.
Luís Carlos Freitag e Lauro Schmitz almoçavam no restaurante do Albano Lgeman, na rodoviária. Entraram cerca de 50 torcedores do Brasil. O dono quase apanhou. Os torcedores comeram, foram levando tudo o que podiam, reviraram cadeiras e mesas. Como não encontraram banheiros públicos, entraram nos corredores de edifícios para fazer suas necesidades(fisiológicas)
Na volta, entraram no restaurante Laguinho, no km 358, e se serviram de tudo, saindo sem pagar.
Ênio Costa jogara em 1971 no Brasil e conhecia o fanatismo da torcida. Na semana do jogo, ele avisou pela Rádio Alto Taquari que os torcedores locais fossem cedo ao estádio senão o encontrariam lotado. No domingo ele passou de manhã na casa da namorada e a levou para o estádio.
Antes do jogo, Luis Carlos Freitag sentou no gramado do " Walter Jobim" e viu passar Stanislau, funcionário da prefeitura (de Estrela). A torcida xavante pegou no pé dele.
- Filho da puta...filho da puta...
-Corno...Corno...
- Veado...Veado....gritava a torcida de Pelotas.
Stanislau não aguentou o desaforo. E retrucou:
- Veado não, tropa de pelotenses!
Os torcedores revidaram com pilhas e pedras. Houve de tudo neste dia. O treinador Rafael Orighela assegura que um torcedor do time de Pelotas passou a mão no traseiro da esposa de um sargento da Brigada Militar, que tirou o revólver e foi pra cima do abusado."

Os bons são simples!

Hoje,19/01, é mais um aniversário da morte de Elis Regina ocorrida em 1982. Sobre esta talentosa cantora tenho uma historinha: no primeiro semestre de 1974 fazia um estágio na rádio da UFRGS como estudante da Fabico e meu chefe era o Carlos Urbim. A Elis estava ensaiando pra apresentar um show no então Teatro Leopoldina,depois virou OSPA e agora,segundo dizem, virará um templo da Igeja Universal.
Disse pro Urbim:
- Vou lá entrevistar a Elis.Peguei aquele monstrengo de um gravador, esperei ela terminar o ensaio e já noitinha ela desceu pra se trocar. Fiz uma bela entrevista. Não sei a rádio a tem nos seus arquivos ou se a botaram fora.
Mas que foi uma puta cantora, foi!

A vida como ela é...

Não te mete com ela que dá CPI!

Os fatos aqui narrados são ficcionais. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

Numa determinada redação de jornal, toda sexta-feira, ela chegava nos trinques.Não vinha de tênis e calça jeans,como nos outros dias, e sim numa estica, roupa clássica. Entrava na redação e aquele mulherão,atravessava todo o vão central da redação, num desfile de deixar os marmanjos babando. E isto que ela é tímida. Mas quem tem sex apeal, tem e pronto.
Ela tinha um affair, e bota affair nisto, com um deputado federal de muita projeção no cenário nacional, principalmente pós democratização.
Como o deputado era casado, uma vez esta colega fora com outra a uma homenagem que prestaram ao deputado federal. Lá estava ele com sua esposa.Durante os discursos e a homenagem a colega que a acompanhava viu que ela aguentou firme a presença da esposa e rival mas que no final da cerimônia, grossas lágrimas rolavam dos olhos pela face da colega.
Um dos repórteres que sabia do affair da colega com o deputado federal,comentava com um coleguinha do lado:
- Ih, o fulano está na cidade.

Até que um dia o colega do lado, de saco cheio daquela observação, respondeu na lata:

- Não te mete com ela que dá CPI!

ATLETAS X DITADURA - A GERAÇÃO PERDIDA

VEJAM NO CANAL BRASIL

Dia 24/janeiro – as 19,15hs

É imperdível !!!!

Um forte abraço,

Jair Krischke

"Atletas x Ditadura - A Geração Perdida"

A vida era mais segura no alto do pódio. Mas eles preferiram descer e enfrentar um adversário que tinha criado as próprias regras do jogo. "Atletas x Ditadura - A Geração Perdida", é um documentário que revela a cruel relação entre o esporte e a Ditadura Militar na Argentina. Em apenas oito anos de regime(1976-1983), cerca de trinta mil pessoas morreram ou desapareceram. Entre elas, jovens atletas que deixaram as competições para lutar pela liberdade.

O ponto de partida é um discurso do Tenente-General Jorge Rafael Videla na despedida da seleção Argentina de rúgbi, que partia para o Campeonato Mundial, em 1978. No momento em que o ditador celebra a equipe como uma "embaixada da liberdade" no exterior, dezessete jogadores do La Plata Rugby Club já tinham desaparecido nas mãos de agentes do seu governo.

Com depoimentos exclusivos e imagens inéditas, "Atletas x Ditadura - A Geração Perdida", apresenta também a história de Adriana Acosta, uma jovem revelação do hóquei sobre a grama que desapareceu três dias antes do início da Copa do Mundo de 1978, uma competição que foi claramente usada como arma de manipulação pela ditadura. Neste período, o tenista Daniel Schapira, que chegou a estar entre os dez melhores do país, foi morto da Escola de Mecânica da Armada - a ESMA - a poucas quadras do estádio Monumental de Nuñez, onde a Argentina conquistou seu primeiro título mundial.

Ficha técnica:

Produção, Roteiro e Direção: Marcelo Outeiral e Marco Villalobos

Direção de Fotografia: Milton Cougo

Edição: Gilson Crippa e Eric Romar

Trilha sonora original: Camilo Mércio

Apoio Técnico: Viavideo

Histórias da noite

Os óculos do NITO amanheceram na bolsa da minha amiga

Há três anos entrevisto gente da noite e pesquiso sobre bares,boites,restaurantes da noite de Porto Alegre. Já tenho um puta material,tipo 300 folhas de depoimentos decupadas.Iniciei a redação da pesquisa para transformá-la num livro.Lembrei-me disto porque na foto que o leitor Saul me mandou de um encontro de ex-moradores das JUCs de Porto Alegre aparece o PADILHA,mais conhecido por NITO, dono do Bar que lhe empresta o nome.
Das tantas histórinhas que levantei na minha pesquisa, está é engraçada. Uma amiga( não vou dar o nome,senão perco sua amizade) foi com um casal de amigos. Ela é sua sócia na empresa. Amanheceram no NITO. Ela pagou a conta com um cheque. Só que na segunda, ou no domingo mesmo, ela abriu sua bolsa e viu um par de óculos estranhos ali. Como tinham ido parar ali e de quem eram, nem sabia.
No cheque ela deixara seu telefone.Na segunda, o Nito ligou perguntando se seus óculos não estavam com ela. Ela mandou um motoboy levá-los de volta. Que porre,hein??? Nunca mais voltou ao NITO.

Memórias


Tempos de Vindima

Não era bem em janeiro que se colhia as uvas em Serafina, mas em fevereiro e algumas até em março, no tempo da quaresma. Geralmente entre o carnaval e a quaresma, quando a gente fazia campana nos potreiros atrás de uma fruta amarela muito boa que por sinal se chama " quaresma" porque ela sempre dava no tempo da quaresma.
Mas eu qero mesmo é falar da Sociedade Estrela Guaporense,fundada no começo do século passado, cujos escombros ainda estão vivos. Se você for a Serafina - La Undeze a chamavam antigamente - ela fica atrás da Pizzaria Grão de Bico, no centro da cidade, na avenida Miguel Soccol.
A Sociedade Estrela - segundo uma lenda seu principal dirigente Fioravante Cervieri( que foi juiz de paz em Serafina) dizia sempre aos colonos que havia sido uma "estrela" que o iluminara para fundar a cooperativa, daí seu nome - era um dos pilares da economia da pequena vila de Serafina Correa. Meu avo José era um dos associados, e quando ia pedir um dinheiro a Fioravante Cervieire pela uva de seus dois parreiras que havia entregue - o cabeça de tudo aquilo se retraía e respondia ao agricultor:
- Ma parque soldi se gave tuto cá..( numa tradução livre, porque queres dinheiro se eu tenho tudo aqui)
Era verdade. A Sociedade Estrela tinha de tudo, loja comercial, moinhos,de arroz, milho e trigo,e principalmente a cantina que aparece na foto onde toneis imensos - pelo menos pra nós que éramos crianças os achávamos grandes - se iam enchendo a medida que os colonos vindos de todas as partes da região traziam suas uvas para serem esmagadas e transformadas em vinho.
Meu pai que ainda vive chegou a trabalhar no esmagamento das uvas quando s safra era muito grande. Caminhões que vinham das redondezas carregados de toneis de uvas que eram inevitalvemente tomados por bandos de abelhas faziam filas na Sociedade Estrela pra serem descarregados.As carroças puxadas a bois subiam e desciam colinas e montes rústicos levando cestões cheios de uva e voltando vazios. Era o tempo de vindima.

Na emancipação de Serafina ocorrida em 1960 a Sociedade Estrela teria feito um investimento muito grande abrindo uma filial em Montauri, onde havia uma forte Oposição a emancipação porque lá tinha os Nardi que eram do PTB e o PTB era contra a emancipação porque o prefeito Scaldo de Guaporé era do PTB.
Esta filial da Sociedade Estrela aberta pra fazer Oposição a lideranças locais teria sido o começo do fim da Sociedade Estrela Guaporense Ltda.

Em 1973, seu principal dirigente, Fiorvante Cerveiri faleceu prematuramente vitimado por um de um câncer de pâncreas. Não chegara aos 70 anos. " Nunca fumou e nunca bebeu na vida eu sempre fumei e bebi e estou aqui vivo disse estes dias seu filho Evaldo".
Com a morte de Fioravante a Sociedade Estrela fechou.Os herdeiros de Fioravante somente dois anos atrás chegaram ao fim de um litígio judicial pela divisão da herança. São terrenos localizados no perimetro urbano de maior valor da cidade.
Em rápidas pincelalas contei aqui um pouco da Sociedade Estrela Guaporense, que marcou toda uma geração de quem nasceu nos anos 50 e 60 em Serafina.

Memória


O tempo da uva madura

Lá em Serafina,na colônia, havia muitos parreiras no meu tempo de piá. Hoje existem, mas poucos. Os colonos, por algum motivo, largaram de cultivar parreiras. Muito trabalho e pouco grana. Preferiram ir trabalhar no frigorífico da Perdigão onde ganham mais.
A época da colheita da uva, era uma época de alegria.
Duas eram épocas de alegria: colheita de uva e do trigo.Havia troca de serviço entre os vizinhos e parentes. E isto quebrava a monotomia.
Tínhamos um primo, o Luís Zanluchi, que sempre vinha nos ajudar a tirar a uva. De manhã, à noite.E uma carrocinha que nós mesmos,sem bois,puxávamos até o porão onde as uvas eram esmagadas, ou por uma máquina,ou com os pés. A carrocinha foi feita pelo carpinteiro Primo Cavasotto, já falecido. Quase todos os contemporrâneos do meu são falecidos.
Ficou um pequeno parreiral. Meus primos que não abandonaram a roça,ainda cultivam parreiras. Mas são poucos os que têm este hábito.Estas duas fotos ilustram o que era o tempo da colheita de uva, em Serafina. Uma é do parreiral lá de casa, de uva branca e nela aparece meu irmão Valmor. Na outra está sua mulher, Eliane, na frente tocando os bois Severino Giombelli(falecido) e atrás meu pai. Isto tudo em março de 1979.

A dança das cadeiras

Perdeu a eleição à prefeita em Alvorada, a deputada estadual(PT) Stela Farias já trocou muito dos assessores que trabalharam com ela no ano passado. O próprio chefe de gabinete deixará o cargo e voltará a Cachoeira do Sul. Stela vai priorizar uma possível reeleição em 2010 e para isto está trocando muitos dos seus assessores.
As bases eleitorais da deputada Stela são,além de Alvorada,Cachoeira do Sul, Bento Gonçalves, Garibaldi,Santa Viória do Palmar.

A dança das cadeiras I

Impressionou durante a recente eleição à prefeitura de Alvorada o grau de rejeição da deputada em sua base principal, Alvorada. " Não,não a Stela,não" diziam alguns eleitores aos cabos eleitorais que iam pedir votos para ela que concorreu pelo PT.

A dança das cadeiras II

O que diziam em Alvorada de Stela é que ela não morava mais no município, que tinha se mudado para um apartamento no Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
Além disto, houve muita rejeição por causa de uma aplicação de dinheiro que foi feita durante sua gestão na prefeitura local no Banco de Santos e o banco quebrou.Stela foi vereadora de Alvorada e duas vezes prefeita.

Juqueanos se encontraram em 2006 pra relembrar como era bom naquele tempo...

Olides,

Localizei, finalmente, a foto do encontro da "gurizada" da JUC 1 realizado em novembro/2006. Vai encaminhada em anexo.

Vou te apontar alguns que provavelmente conheças de encontrá-los, ainda atualmente, aí na Capital.

- Usando como referência o que está bem à frente no centro da foto de casaco de couro e indo em direção à esquerda, o calvo de barba branca com a mão apoiada no chão é o Riva (Rivadávia Severo), jornalista e, atrás deste, de casaco escuro aparece o Wanderley Ruivo dos Santos, também jornalista.

- Voltando ao centro da foto, o que aparece de pé de camisa com listras na horizontal é o Marques que fez Educação Física e foi preparador físico do Thomaz Koch.

- Na última fila, atrás do Marques, com o rosto parcialmente na sombra, aparece o Milton Morais (Miltinho) de Pelotas, que fez medicina e foi titular do Internacional.

- Indo para a esquerda da foto e subindo para trás do que está na cadeira, aparece um de barba branca e, atrás deste, um pouco à direita visualizando-se apenas a cabeça calva, pode ser visto o Evaldo Oliveira, Presidente do GN União e que foi o nosso anfitrião no encontro, realizado nas dependências do clube.

- Bem à direita da foto, na fila do centro e de camisa azul vivo está o Padilha, o famoso Nito da atual noite portoalegrense.

- Subindo, depois do Nito, aparece um colega de braços cruzados e, atrás deste de camisa amarela, recortado contra o vidro da janela, "este personagem que vos fala".

- Finalmente, à direita do Evaldo Oliveira na foto, de camisa azul com listras brancas verticais, está o Egydio Lehnen, que foi o grande articulador do encontro. O Egydio trabalha com representações aí em POA e creio que já foi inclusive dirigente do Leopoldina Juvenil.

Caso a resolução da foto tenha ficado precária, me avisa que aí entro em contato com o Egydio e peço a ele para te conseguir uma melhor.

Um abraço

Saul

Eu X Eles - Coleguinhas


O " descobridor de Porto Belo"!

Luis Oscar Donat Matzenbacker é um "catarina" que aportou no RS e aqui fez sua carreira estudantil e profissional,como jornalista. Conhecido pelo apelido de " MATZENBERGER" - junção das palavras Matzenbacker com Lutzenberger por ser ele fanático fã do falecido ecologista José Lutzenberger - Matzenbacker começou sua liderança na política estudantil, na Sociologia da UFRGS. Acabou expulso da Universidade pelo decreto 477,aquele dos Excedentes.Casou com a Lúcia,outra colega da Sociologia, com quem teve uma filha, hoje juíza de Direito, no interior de Santa Catarina.
Em São Paulo, foi preso da Oban, a temida Operação Bandeirantes, do delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Como ele tinha um terreno em Porto Belo,no litoral do vizinho estado, foi um dos primeiros veranistas a construir um chalé por lá e descobrir praias paradisíacas, como Bombas,Bombinhas, Quatro Ilhas entre outras. Começou afazer matérias na ZH,onde trabalhava e a gaúchada começou a aportar por lá nos verões. Primeiramente muito tímidos, os gaúchos iam levando barracas com as quais ficavam em condições um pouco precárias. Depois foram alugando casas de pescadores para passar temporadas. E aos conhecidos Oscar Matezenbacker sempre convidava pra conheceu seu chalé, porque ele quando podia estava por lá.

Típico repórter de " aventura" foi dos primeiros também a encarar um navio da Marinha , o Barão de Teffé e navegar até a Antartida. Um dia, a Núbia Silveira, que havia mandado o repórter para lá, estava fazendo suas coisas do dia a dia,quando veio a notícia de que milhares de pinguins apareceram mortos na praia de Cidreira.Núbia foi pedir um fotógrafo para mandar para lá e o repórter político João Carlos Terlera, que por acaso estava na redação ouviu o assunto e lascou este comentário cheio de maldade:
- Nem os pinguins aguentaram o Matzenbacker.
Foi uma gargalhada geral em toda a redação.

De uma outra feita, o colega Nilson Mariano entra na redação da ZH,vindo do barzinho onde os colegas comiam uma torta por causa do aniversário de um colega. Nilson se dirige ao Matzenbacker.

- MATZ, tem um bolo aí,fora!!!
- Não fui eu, não fui eu, diz o repórter, achando que o " bolo" era uma briga.

" Velho fingido"

Quando o velho João Baptista Aveline foi chefe de reportagem da ZH, na segunda metade dos anos 70, seu subchefe numa ocasião foi o Matzenbacker. Avelino, muito matreiro, passava " mel" nos magros( como ele chamava os repórteres ) enquanto que quando tinha que dar um esporro a tarefa cabia ao seu sub. Isto era o combinado. Só que um dia o Matzenbacker viu que ele ficava mal na foto com os colegas, enquanto o "velho" estava sempre numa boa. Um dia os dois brigaram. E no auge da briga, Matzenbacker desabafou:
- Tu é um velho fingido!
Matzenbacker diz que não foi ele o criador da expressão. Teria sido Carlos Alberto Kolecza.

Depois de se aposentar, Matzenbacker viveu um tempo em São Chico de Paula e agora voltou a fixar residência em Porto Alegre.

Figos cristalizados ou pastel de santa Clara? oh, dúvida cruel

E agora é que se estabeleceu uma grande dúvida. Será que eram figos( e não fígados, como escrevi )ou pastéis de Santa Clara que Rogério Mendelski e o publicitário Jorge Salim Allem - dono da Arauto - traziam de Pelotas para o Fernando Albrecht quando o publicitário teve em plena Estrada do Inferno uma crise de hipotermia e teve que devorá-los? Pela nota que escreveu em seu site,dia 14/01/09,o destinatário do mimo até hoje tem dúvida do que realmente ocorreu com seu presente.
Dúvida ou assunto mais cruel que este só o da cirurgia plástica feita pela ministra Dilma. Diz uma colega do chimarródromo da ARI que quatro jornalistas ficaram debatendo meia hora este caliente tema da atualidade: o novo visual da ministra. Oh, que frisson! Que pena que eu perdi este assunto tão interessante debatido pelos coleguinhas.
É não ter o que fazer mesmo...

Coleguinhas

O futuro do Bastos

O colega Carlos Bastos ficará na Assembléia Legislativa do Estado este ano. E em 2010, voltará a ocupar o cargo que exerce hoje.

E a Carla Bruni?

Algo que intriga: qual a ligação da primeira dama francesa, Carla Bruni com Le Brigate Rosse?(Brigadas Vermelhas)

Passeio do Noll

Cena do centro:ontem lá pelas onze,dia 15/01/09 o escritor João Gilberto Noll fazia seu passeio pela Andradas vindo da Riachuelo. É um dos seus trajetos preferidos.Usando um chapéu, pra proteger a cuca do sol.

Cassetete do Geraldo!

Não deu outra: além de outros ótimos e úteis tocos, o churrasco do Sinborsul, no Barranco,deu um tradicional e proveitoso cassetete de borracha.

Cassetete dois

Colunistas famosos e outros não foram na festa do Sinborsul. O grande lance do encontro é sua liberdade: não há encheção de saco com discursos,tabelas, perguntas. No da última quarta, nem teve humorista pra contar aquelas piadinhas que todo mundo ri de pena do cara que conta.

Cassetete três

Vários assessores de imprensa passaram o dia 14 se mandando email pra saber se a Lurdette( Lurdete Ertel, titular da coluna de economia de ZH) iria ou não ao churrasco do Sinborsul. Como ela está de férias, não foi. Foi a Bela, que é editora e a premiada repórter Lúcia Ritzel.

Cassetete quatro

Tomamos um vinho chileno pra lá de bom.Não sei quanto custou, mas que era bom,era.Como diz minha mãe, pelo menos uma vez ao ano!

Cassetete cinco

No churrasco do Sinborsul,nem todos se divertem.Há,além dos garçãos, quem trabalhe.

Cassetete seis

Fernando Albrecht e Rogério Mendelski sentaram na mesma mesa. E as recepcionistas da festa não se fizeram de rogadas: " vamos lá tirar fotos com os tios" disseram ao serem apresentadas aos dois famosos colunistas.

Cassetete sete

O presidente Torma, da ARI, se fez presente no churrasco da Sinborsul. Atenção à Oposição: pelo novo regulamento, este é o último mandato de Ercy na ARI. Preparem então sua chapa.

Cassetete oito

Egydio Gamboa, do JC,estava no churrasco do Sinborsul.Pedro Maciel,editor- chefe do jornal,também.

Cassetete nove

Geraldo Fonseca, que é a cara do Sinborsul, sabe ser gentil deixando seus convidados livres pra conversar entre si.

Cassetete dez

O churrasco do Sinborsul, no Barranco, já entrou pro calendário dos jornalistas.

Debate

O " limite" entre a fonte e a notícia I

Minha primeira experiência de repórter foi na reportagem policial e devo o que sou - ou melhor a experiência que adquiri em jornalismo - a este começo de profissão.Isto é o começo desta conversa que não pretende ser longa. Mas sempre me intrigou certas "ousadias" vamos assim chamar entre alguns colegas e suas fontes no setor policial.Notei logo nos meus primeiros tempos de ZH, que havia policiais que confiavam na gente,outros não.É verdade que era o tempo da ditadura e havia no ar uma grande ´nóia´,de parte a parte. O DOPS, por exemplo, só era coberto pelo Milton Galdino da Silva, pelo lado da ZH.Isto em 1973.
Quando fui convidado a integrar a equipe de repórteres da Folhinha ficou subentendido que era pra dar pau nos "ratos". Não concordei com isto.É verdade que a Folhinha( Folha da Manhã, da Cia Jornalística Caldas Junior) pretendia fazer um tipo de reportagem policial mais integrada a realidade social e menos " viciada" vamos assim dizer, querendo com isto dizer que o jornal não seria mero portador de fatos ou da visão que a Polícia, como instituição,quisesse dar a algum episódio. A Folhinha queria investigar.

Policiais e repórteres ao mesmo tempo

Este foi um fato muito corriqueiro nas redações dos jornais gaúchos, em décadas passadas.Assunto muito complexo pra ser analisado,assim de vereda. O colega Lauro Dieckmann, outro que militou muito em redações de jornais e revistas - e que nunca aceitou ser " chapa-branca "( trabalhar em assessorias de imprensa - diz que " a coisa( policiais serem informante de jornais ) parece que surgiu quando os jornais davam uma ´graninha´ ou faziam algum outro tipo de ´afago´ para policiais de plantão passarem notícias para as redações".Acontece que estes policiais, na visão do colega Lauro Dieckmann não sabiam escrever ´direito´e então ficavam encarregados de passar as informações pelo telefone e um redator dentro da redação anotava e fazia o texto final. Isto lembra Lauro, não acontecia apenas com os informantes policiais, mas com informantes de outras áreas.
Com o passar do tempo os policiais mais digamos assim ´qualificados´- escrivães,que faziam contraposição a inspetores e a investigadores que são os chamados policiais de " linha de frente" - e os escrivães e inspetores com nível de segundo grau. Assim, os escrivães passaram a frequentar as redações redigindo direto as notícias.
Nestes tempos o jornalismo era muito ocupado por funcionários públicos,tanto do município como do Estado pelo motivo de que o funcionalismo público só trabalhava à tarde.Depois do expediente da tarde, estes funcionários públicos arranjavam emprego em jornais,pelo menos os que tinham mais pretenções culturais e literárias.Como a renda do Estado ou do município era baixa eles tomavam os jornais como um " bico".Como tinham a manhã livre, podiam ir dormir mais tarde e daí o emprego na imprensa durante a noite.Daí decorre também a fama de boemia dos jornalistas, pois saíam das redações e iam ´confraternizar´em bares e restaurantes muitas vezes na companhia das pessoas que à tarde haviam sido suas fontes.No outro dia,de ressaca,depois do meio-dia, voltavam para as repartições e o ciclo recomeçava.

Duplo emprego?

Num rápido levantamento,listei alguns jornalistas que foram(ou são) funcionários da Polícia.
1)Amir Macedo Domingues(escrivão de Polícia) e apresentador da Guaíba. É falecido.
2)Wilson Zin (falecido em 1982).Era comissário de Polícia e editor do Correio do Povo.
3) Renato Pinto da Silva, nunca foi policial. Foi isto sim, assessor de imprensa da Secretaria de Segurança no Governo Antônio Britto Filho.
4)Syrio Lazzarin. Foi funcionário do Diário de Notícias, na av.S.pedro,731 e trabalhou como inspetor de Polícia
5)Dilon Trescastro Rodrigues. Foi da rádio Gaúcha,editor do Correspondente Maisonavve, da Zero Hora,redator e foi escrivão de Polícia ligado ao Detran.
6)Mário da Rocha. Foi da Folha da Tarde. Tinha em seu poder uma carteira de documentação da Divisão de Censura e Diversões Públicas
7)Wilde Edison A. Pacheco, o chamado " Kid Trombadilha".Foi do jornal A Hora, da Zero Hora e delegado de Polícia. Foi piloto de helicóptero da Polícia.
8)Leopoldo Luiz Ruzicki. Foi da Zero Hora e noGoverno Collares foi assessor de imprensa do Chefe de Polícia,delegado Newton Muller.
9)Adroaldo Bachieri Lucas - O clássico escrivão de Polícia. Além disto,era o principal redator da editoria de Polícia da Folha da Tarde. Membro da diretoria da ARI.
10) Luis Carlos Costa. Delegado de Polícia. Trabalhou no Correio do Povo.
11) Roberto Hirtz(Betinho,falecido) Cursou a Escola de polícia, mas não foi aprovado. Seui pai foi policial, o conhecido " Queixinho".Os dois filhos de Roberto também são policiais.
12) Francisco Paulo Santana. Começou sua carreira como escrivão de Polícia emTapes. Depois retirou-se da Polícia e fez curso de Direito. Quando voltou,tornou-se delegado da quarta classe.
13) Milton Galdino da Silva. Nunca foi polícial. Sempre foi professor.Aposentou-se no Ministério Público.
14) Vilmo Medeiros. Nunca foi policial. Quando foi assessor de imprensa do Cel. Job, no governo Amaral de Souza, andava sempre com um revólver 38. Uma vez, no seu Passat,envolveu-se num acidente de trâsnito na avenida Ipiranga. Chegou a Brigada Militar pra atender o acidente e como um dos envolvidos, no caso o Vilmo tinha um revólver, foi um fuzuê.
15) Gighi Maravilha. Foi repórter policial e trabalhou como agente da Susepe.
16) Carlos Rampanelli. Foi jornalista formado na Fabico e agente da Susepe. Hoje está aposentado.
17) " Martha Rocha" Inspetor de polícia e jornalista.
18) Odilon: motorista da RBS e policial. Hoje é agente federal.
19) Antônio Augusto: o atual plantonista da Rádio Pampa e radialista e escrivão de polícia.
20) Betti Bonetti: Trabalhou como repórter na Folha da Tarde e foi inspetora de Polícia. Tem um filho com o finado Roberto Hirtz.

Coleguinhas

* Albrecht Um
Tá bom, no seu site, o Fernando Albrecht me corrigiu que não são fígados cristalizados que o falecido Salim,alías seu conhecido,comeu. Foi " erro de digitação", Fernando. Mas eu sei o que te irritou na nota. Talvez teus milhares de leitores não saibam.Abraços e sucesso ao colega.

* Albrecht Dois
Já que tu queres " guerra" - não fui eu que comecei - vou lembrar a minha meia dúzia de leitores que uma vez tu chegou pra Dedé Porto,chefe de reportagem da ZH e garantistes a ela que o Trensurb iria ter apenas um trilho.Tinha sido um engenheiro no Dona Maria que tinha sido tua fonte. Só que quem quase levou porrada do Coronel Muratore, presidente da empresa fui eu quando fui lá cumprir a " pauta da Dedé".

* Albrecht Três
O colunista detesta que se o chame pelo apelido pelo qual é conhecido.

* Advogado Marco Chagas, do sindicato dos jornalistas-RS, está processando sua vizinha de cima para vazamento de água." Mais danos morais" sentenciou Chagas, que não leva ninguém de compadre.

* Celso Augusto Schoreder já está indo diariamente na Assembléia Legislativa do Estado.Será o próximo Superintendente de Comunicação Social da casa.

* Carlos Bastos, que ocupará o cargo até dia 31/01,deverá reassumir coluna Política no Jornal do Comércio.

* Sábado passado e segunda não houve " Rio Grande no Ar?"

*Gelson Farias embarca em Fevereiro pra Nova Zelândia. Vai com a esposa visitar seu filho que é piloto lá.

Personagem da Rua da Praia!

Inicio esta seção destacando o Paulo Bueno, ou melhor " Paulinho "Quarta-Feira" conforme apelido dado pelo finado colega Wellington Landerdhal.
Paulinho está sempre na rua da Praia, no ponto do Irpapos,entre meia hora e duas da tarde.
Depois ele volta ao seu expediente de todo dia na Afisvec,onde tem como assessores o Kieling e o Edson, o seu principal "aspone". Aspone como se recorda foi um título inventado pelo falecido Ronald Chevalier, o Roniquito,que quando trabalhou na TV Globo lhe perguntaram qual era o seu cargo: " assessor de porra nenhuma "disse Roniquito.
Paulinho não costuma viajar nas férias,a não ser nos finais de semana pra a Serra,como Gramado e Canela. Deve estar em seu quarto ou quinto casamento.
Ah,ia esquecendo: paulinho Quarta-Feira, porque nas quartas o Paulinho tinha uma namorada que ele precisava ver. Não se sabe se esta namorada era a oficial ou uma outra. Como ele não ia ao Irpapos neste dia, o finado Wellington deu-lhe esta alcunha.

Eu X Eles - Coleguinhas


O " Índio " do Alegrete virou repórter da CARAS !

Nascido em 24.04.1953, no "ALEGRETE", Timóteo Santos Lopes começou na TV Gaúcha, na equipe que o Florianão Soares montou pro telejornalismo. Depois passou para a Zero Hora onde foi repórter da Geral.Filho de Antão Lopes e de Célia Santos Lopes, Timóteo fez história no jornalismo brasileiro no Rio de Janeiro,onde trabalhou no Jornal do Brasil( chegou a interino do cronista social Zózimo Barroso do Amaral) e chegou a repórter da revista Caras, o top do top das revistas de fofocas existentes no país.Sair na Caras não é pra qualque um.
No Rio de Janeiro, nos finais de ano Timóteo costumava reunir um grupo de amigos e assar uma carne em pela praia de Copacabana. Ele e seu conterrâneo "Patinetti".
Quando Timóteo era interino do Zózimo, no JB, a apresentadora na rádio CBN Liliana Rodrigues, queria que a repórter Regina Lemos, sua subordinada, a " fizesse sair " na coluna do Zózimo. " Eu não ia levar sabia que ele ia me dar um xingão" diz Regina Lemos. Hoje Timóteo faz campanhas políticas como jornalista.

Eu X Eles - Coleguinhas

Regina Beatriz Tomenez de Lemos nasceu em Porto Alegre e estudou no Colégio Cruzeiro do Sul, onde " quase" foi namoradinha do Júlio César Dreyer Pacheco." Já naquela época ele era pavão,gostava de ser o locutor da turma" relembra ela do colega que já foi locutor da TV Gaúcha e que hoje é vendedor da Rede Vida,depois de passar uma " temporada" de sua vida como leiloeiro.

Regina trabalhou no Segundo Caderno da ZH com a Célia Ribeiro." Eu mesma tinha minha máquina fotógrafica e fazia as fotos e levava pra Célia publicar. Ela gostava de minhas fotos e chamava o Lauro(diretor do jornal) e marido da Célia pra ver",relembra ela.

Na ZH, a Regina trabalhou de 11.10.1976 e ficou até 31.08.1977.
Depois mudou-se pra TV Gaúcha porque sabia lidar com fotografia. Emplacou na reportagem, numa época que trabalhavam lá, quase que iniciando o telejornalismo. Entre seus colegas desta época, estavam Ataídes Miranda,(chefe de jornalismo da rádio Guaíba,hoje) Tude Munhoz,( O Indio, hoje no Rio de Janeiro, na revista Caras), Gilberto Lima(hoje dono de uma produtora),entre outros.
O chefe desta equipe toda era o Florianão Correa.

Na TV Gaúcha Regina ficou de 04.10.1977 até 27.05.1985. No dia que morreu Tancredo Neves, ela já tinha se mudado para São Paulo e estava na casa do seu amigo José Antônio Ribeiro, o Gaguinho e com a mulher deste,Solangue Bittencourt, assistiram em pé ao colega Antônio Britto Filho anunciar, lá pelas 11 da noite, a morte do ex-presidente Tancredo Neves.
No dia seguinte, ela entrou pra Globo. A "Solange Bittencourt me levou pra Globo. Ela trabalhava lá. Antes de mim passaram outras três mulheres mas segundo a Solangue me contou elas foram de minisaia se apresentar pro Moacyr Japiassu, que era um homem íntegro. Acabaram ficando comigo".

Na TV Globo de São Paulo, Regina aprendeu muito.Mas no começo passou por boba da corte: " meus colegas mandaram eu chamar a Eleonora de Pascual de ´fada`(safada) eu fui lá e disse a ela,sem saber o que isto queria dizer. Ela deve ter ficado com raiva de mim" lembra até hoje.Hoje Eleonora está na Band TV." A Eleonora é uma boa repórter, é uma carregadora de piano" complementa Regina.

O dia que o macaco tomou um porre no Porta Larga

Regina lembra e muito dos tempos da ZH, do porta-larga(aquele boteco da avenida Erico Verissimo onde os repórteres e editores o freqüentavam tanto que a redação do jornal havia até pensado em instalar um ramal pra chamar quando não estivessem na redação,ou passar a ligação telefônica) da lancheria que havia na " bomba" como era chamado uma estação de gasolina, localizada na avenida Ipiranga, ao lado do jornal.
" Um dia vi o Gago(José A. Ribeiro,enfurecido,quebrando tudo a cadeiradas naquela lancheria" diz ela do amigo.

O macaco chegou no porta-larga numa sexta-feira que ela e seus amigos e colegas tomavam um trago. " Sentou do meu lado,foram arrumar uma mamadeira com cerveja e começaram a dar ao bicho. Ele usava fraldas" lembra a repórter. O porre do macaco saiu numa crônica com o titulo de o dia em que o macaco fez a corte a Regina Lemos. Ela só não tem certeza quem foi seu autor: pode ter sido Paulo Santana, Wanderley Soares, Pilla Vares, ou Paulo Maciel. Todos eram frequentadores do boteco e tinham colunas no jornal.

Foi fazer uma " 500" e ganhou uma nota de 1 dólar do seo Maurício

Numa tarde, na tevê, ninguém queria fazer uma pauta 500( matéria oficial). Ela foi ao terceiro andar,onde ficava a direção geral da RBS e fez a matéria com seo Maurício, dono da empresa." Na saída, ele abriu lá uma gaveta, tinha um monte de dólares e apanhou uma nota de um e me deu. Eu peguei, mas com vergonha, voltei pouco depois e devolvi. Até hoje quero encontrar o filho,Nelson e pedir aquela nota de um dólar que devolvi". Regina sentiu vergonha na hora mas depois em São Paulo,morando num bairro de judeus,descobriu que tem lá uma data religiosa que os judeus costumam presentear-se com uma nota de um dólar.

Junto dos Cafajestes

Quando mais jovem nos anos 60 e começo dos 70, Regina teve sua fase de vida dourada no Rio de Janeiro." Lá conhgeci a turma dos cafajestes de onde Anselmo Duarte tirou parte das histórias pra fazer seu filme" revela ela.Regina, casada com um deles, frequentou o Antonio´s na Bartolomeu Mitre e viu muitas vezes o poetinha Vinicius de Morais tomando seu uísque no seu " copinho". Outro que ela conheceu e com que repartiu finais de semana em Angra dos Reis foi com o cronista Carlinhos de Oliveira, que na ocasião, namorava a Cotinha, uma gaúcha.
No Rio partilhava, na boate Flags, em Copacabana, da turma do cantor Luis Carlos Vinhas. " Saímos da boate as 9 da manhã.E já alta madrugada o Vinhas começava a cantar aquelas músicas da bossa nova fazendo trocadilhos como uma do Tom Jobim que diz vejo o Corcovado,ele trocava por CU CURVADO. " Eu tinha que explicar pra mulher dele, a Silvinha, que ele tinha ficado com nossa turma,nada demais" conta ela. Vinhas morreu quando foi fazer uma cirurgia , uma lipoaspiração anos atrás.

Na reportagem da TV Gaúcha, ela também tem passagens engraçadas. Uma vez foi ao interior fazer matéria para o Campo e Lavoura. Junto dela estava o câmara conhecido por " Pelotinha"entre outros."A dona do cabaré me servindo de uísque, eu nem gosto de uísque e eu avisei a ela: esta esta turma aí é toda pelada, não pense tu que eles tem dinheiro".

Na bomba

O radialista Abrão Vinogrom estava editando o jornalzinho da Associação Médica do RGSUl e ele levou os originais pro Gaguinho e pro Wanderley Soares pra fazerem e mandarem imprimir o boletim na ZH. Gago pegou os originais do Vinogron,colocou-os no Maverick que tinha e lá os esqueceu. Tempos depois Vinogrom, que é medico, foi lá buscar o jornalzinho da entidade. Os originais tinham sido extraviados,sabe-se Deus como.
Regina Lemos foi convocada a ajudar a acalmar seu dono. Wanderley, Gaguinho, ela e o Vinogron foram pra lancheria da bomba e lá Regina cruzava e descruzava as pernas,mostrando suas coxas,enlouquecendo o Vinogron,enquanto Wanderleu e Gaguinho foram dando-lhe a notícia de que os originais foram extraviados." Ele saiu de lá de quatro" lembra o atual cronista de O SUL.
Mas a Regina Lemos quebrou um galho do seu amigo.
Resumindo ela diz: " foram uns tempos lindos aqueles que passamos todos juntos por aqui". Hoje Regina vive em São Paulo e montou um site sobre animais,junto com outros colegas.

JUC-5 ( memórias)

As chamadas JUCs( vem de Juventude Universitária Católica) eram pensões de estudantes que existiram em Porto Alegre entre os anos 50,60 e 70. Depois fecharam todas. Muita gente que veio do interior para a capital, morou ali.De hoje " famosos" até anônimos.

Outros estudantes moravam em apartamentos, mas iam comer nas JUCs. Quando fui morar na JUC-5, em fevereiro de 1969, localizada na Venâncio,esquina Sta. Terezinha,havia muito rigor tanto em quantidades de comida,- não se podia repetir a refeição sob hipótese alguma - como em levar mulher lá. Depois virou tudo gandaia, mas aí era porque ia fechar mesmo!

Em sete de fevereiro de 2006, fui tomar o depoimento de um dos estudantes que mais tempo morou na JUC 5, o comerciante(tem oficina mecânica e aluga carros) Darci Trombetta.A palavra agora é dele:

" Me lembro que cheguei em 10 de dezembro de 1962 na JUC-5.Ficava na avenida Venância Aires,1022(hoje lá o número é 1016).Pertinho do HPS.Era um domingo e conhecia o pessoal que morava. Eu fui parar junto num quarto com mais três pessoas,duas pessoas naturais de Pelotas, da família Ortiz,estudante de engenharia e Isaís Ortiz Pinto, futuro médico,conhecido por " Torrão".
" Torrão" dormia encima de uma cama. Embaixo eram duas malas cheias de remédios de amostra grátis.Era incrível: os livros dele todos em inglês.Ele lia estes livros com uma naturalidade que eu desconhecia.

O que mais me chamou a atenção é que era uma pessoa que tinha duas calças de brim. Ele praticamente lavava a calça de 15 em 15 dias.Era uma pessoa extremamente simples. Eu convivi com ele muitos anos até seu casamento onde fui eu que fiz o nó da gravata porque ele não sabia fazê-lo.
Já médico formado, ele casou na Igreja da rua Cabral(como médico já.)
Eu fui convidado, estive junto com ele e o que mais me chamou a atenção
é que ele sendo médico ele continuava fazendo especialização em Porto Alegre
e já tendo saído da JUC-5 ele continuava fazendo o almoço e a janta na JUC-5. O nosso prédio da JUC-5 foi vendido e transformado em um lindo edifício e o dr. Isaías, - "Torrão" - comprou um apartamento lá.Não sei se por prazer, mas foi assim uma grande surpresa. Ele era uma pessoa maravilhosa.
Continuei me encontrando com ele e ele me visitou no meu trabalho.

Na JUC não havia janta então comia-se bolachas,com Pepsi!

Prossegue o meu colega Darci Trombetta - " Trombetão" para nós seus colegas de moradia daqueles anos.

" Sempre aos domingos não havia janta. A gente se reunia em quatro,cinco. Nem almoço serviam nos domingos.A gente ia na Cestari, uma padaria que ficava na Protásio Alves e a gente comprava um quilo de bolacha quebrada.(eram mais baratas).Depois a gente comprava um litro de Pepsi porque naquela época não era muito utilizado beber Coca e a gente jantava com um saco de bolacha e um litro de Pepsi.

Nos domingos ia-se dormir mais cedo no domingo, pra levantar cedo pra poder tomar café na segunda de manhã bem cedo( o café era servido a partir das 6h30 minutos).
Lembrei ao Darci os bancos duros de madeira que havia na sala onde comíamos.Pra ele este não foi o principal problema:
- O problema era a televisão. A tevê era em branco e preto. A gente ia ver tevê cedo. Mas não havia semana que ela não incomodasse. Foi feita uma reunião entre os moradores e foi decidido trocá-la por alimentos.
Nós trocamos a tevê por um estoque de massa.Porque a gente tinha um italiano que estudava medicina e ele propôs trocar o aparelho de tevê por um bom estoque de massa.
Quem comprou a tevê ,aceitou a troca.

Fim do prédio.

Trombetta lembra que as construtoras passaram a cobiçar o terreno.Havia várias construtoras interessadas no terreno.Lá por 73 por aí,ele foi vendido pra construir o prédio que está aí.
Seis integrantes da família Trombetta,de Guaporé, moravam na JUC-5.
Chegavam esfomeados na hora do almoço. Nem cumprimentavam os colegas. Se atiravam na comida, porque tinham dado duro a manhã inteira na oficina mecânica.
Os nomes dos Trombetta que residiram lá são Altair, Darci, João Carlos,Ademir, José Carlos e Luis Carlos.
" Era uma família" diz Darci.
Também moraram três integrantes da família Scalco,de Guaporé.Todos foram ser funcionários da Rede Ferroviária Federal S/A. Todos engenheiros.

Histórias tristes é que não faltavam

Um ex-seminarista de Guaporé, o Eugênio Spigiorini,foi morar na JUC-5.Era uma pessoa muito inteligente mas ele desconhecia a cidade grande e por isto ele sofreu bastante. Ele sempre falava sobre mulheres, mas sabia-se que ele nunca ´conhecera´uma. Tinha receio. Depois ele se formou um bom advogado,tornou-se famoso,foi procurador do Estado e assessorou até o Governo. Ele era muito católico. Ele sempre teve o apoio do padre da paróquia da Santa Cecília.
Eugênio, que já é falecido, sempre foi uma pessoa muito humana, muitoquerida,diz Darci.
"Umavez ele estava em viagem pela Itália e me mandou um cartão de lá.Era uma pessoa fantástica. Falava italiano,inglês,espanhol.
Quando Eugênio chegou de Guaporé para morar na JUC-5 chegou apenas com uma roupa.

Decisões eram na base dos votos

Votava-se tudo na JUC-5. Desde a dispensa da cozinheira (sempre foi a dona Antônia que deixava o "completo" de quem não comia encima do fogão pra ficar quentinho enquanto as baratas passeavam sobre ele, depois substituída por uma mais jovem) até a venda do velho aparelho de tevê. Eram as regras da casa. Ah, e tinha uma regalia.O morador mais antigo tinha o privilégio de ter um quarto só pra ele. Mas haviam apenas dois quartos de apenas ummorador,assim que pouca vaga existiu para isto.

" se decidia tudo por votação. Sobre empregados,sobre alimentação, sobre aluguel e sempre era eleito um dos estudantes como diretor, como presidente da pensão. Tinha ainda um vice.
Trombetta morou na JUC -5 de 1962 até 1967.Depois saiu um ano mas retornou." Retornei pra JUC-5, pra pensão duas vezes.Numa eu fiquei fora apenas sete dias e voltei pra nunca mais sair",diz ele.

" uma família"

Trombetta acha que os moradores da JUC-5 acabaram transformando a pensão numa grande família."era uma família muito unida.Havia muita pouca divergência.No sábado à tarde e no domingo de manhã jogava-se futebol bem pertinho dali, num campinho da Redenção.Além da comemoração sobre futebol,eram feitos campeonatos,lembra Trombetta.

"Festas no vestibular"

" E também havia muita festaque a gente comemorava quando o pessoal passava no vestibular no final do ano. Normalmente era aquela festa.Sempre a gente buscava chopp. Era uma das coisas que a gente mais gostava.Era acessível praticamente a todos e quando ocorria de passar fazíamos muita festa".
Por ser um local onde só viviam estudantes - era uma das exigências pra se conseguir vaga - no final do ano quem tirasse o primeiro ou segundo lugar no seu vestibular era muito festejado." Era uma coisa importante, que eu sempre lembro" diz Darci Trombetta.
" O pessoal que morava na JUC-5 praticamente só estudava".
Eles só tinham que estudar,recorda ele.
Tinha gente que trabalhava também, que no final foi se tornando num bom percentual.
A maioria que só estudava era o " pessoal de Criciúma" diz Trombetta. Segundo ele, 90% dos estudantes oriundos de Criciúma que paravam na JUC-5 faziam vestibular para Medicina.

" A janta vinha de Criciúma,todos os sábados "

Darci Trombetta lembra de um fato em especial. Todos os sábados à noite, os estudantes que moravam na JUC-5 iam até a rodoviária de Porto Alegre pegar a janta que sua família lhe enviava pelo ônibus da Santo Anjo desde Criciúma.
" Eles iam nos sábados de noite pegar no ônibus que vinha de lá.Incrível isto daí, eu gravei para sempre isto daí.Era a comida do domingo de noite que não era feita na JUC-5, vinha das famílias de Criciúma".
O leitor Saul Gil Cardoso(aposentado como engenheiro da Eletrosul, que reside há 28 anos em Floripa, saulgil@sulconsult.com.br e que morou em casas de estudantes e na JUC-2 manda dizer sobre os estudantes de Criciúma que moravam na JUC-5:
" Da minha época de JUC conheci vários da Casa 5. Entre eles lembro com destaque os irmãos Pedro e Nereu Búrigo,de Criciúma, que eu já conhecia de pensões anteriores, na Cristóvão Colombo,esquina Comendador Coruja.Aliás, o Nereu que como o irmão era bancário e já tinha rádio, foi quem me deu a notícia do suicídio do Getúlio, numa manhã em que eu voltava da aula de educação física pelo Julinho,que era dada no centro esportivo da Escola de Cadetes, na Redenção.Pedro se tornou médico e fez carreira em sua terra natal.Nereu formou-se em engeharia,trabalhou anos no DNOS em Porto Alegre e depois veio se dedicar à construção civil nas praias de Floripa.Há mais de 10 anos que não o vejo."

Os bons de bola na JUC-5

Dois irmãos,de S. Correa(RS) eram os melhores das peladas de sábado e de domingo no campinho da Redenção.Os dois da família Fedatto.Bruno e Euclides(Quide) Fedatto( o Quide me tirou de uma enrascada. Recém vindo de Serafina,jovem, eu achava que podia comer um boi por dia. E comia, nos primeiros dias. Depois o diretor reclamou, mas Quide interferiu em meu favor lembrando que eu vinha da roça, onde sempre havia comida farta e não se conheciam os limites.)
Se não estou enganado, o nome do pai dos dois Fedatto, muito bons de bola, foi Mário e trabalhou no Frigorífico Ideal.

Um deles virou dentista, o outro trabalhou muito tempo com segurança.Bruno foi bancário também e hoje aposentou-se. Eram os dois que mais jogavam bola na JUC-5. Quide havia jogado no Gaúcho de Serafina, que disputava o campeonato estadual de amadores.

A primeira batida a gente nunca esquece

Darci Trombetta lembra dos primórdios do Bar do Beto, localizado a poucos metros da JUC-5.
" Uma das coisas que mais me lembro e que me marcou foi a primeira batida que eu tomei. Foi de morango. Isto quando cheguei de Guaporé, no dia 10 de dezembro de 1962.Foi ali pelas 20hs e 50 minutos. Era uma batida e me lembro porque foi a primeira batida de minha vida.Como era saborosa!!!"

O poster do CHE na parede

Havia quem fosse corajoso. O estudante de arquitetura Luiz Ortiz Pinto, que morava num quarto, sozinho,tinha um poster de CHE na parede e tocava violão nas suas horas vagas. Não falava com ninguém.Darci Trombetta lembra o colega e um fuzuê provocado por causa de namoros:
- O Luiz era extremamente magro. Lembro que ele teve uma relação,um affair, com uma das vizinhas da frente da Venâncio Aires. Esta pessoa tinha um namorado. Num certo domingo o namorado entrou na JUC-5 e houve uma briga muito feia. Inclusive andaram se ferindo.

No campo sentimental dos moradores, Darci Trombetta recorda que um estudante de Medicina, de nome Peixoto - que mais tarde tornou-se médico-
trabalhava no Hospital de Clínicas e tinha uma namorada que residia na av. Venâncio Aires, perto da Décima Delegacia de Polícia, na rua Jacinto Gomes. Como a namorada era judia, havia a Oposição em casa,principalmente dos pais. Ele acabou tornando-se médico e casaram.

" Especialistas" em concurso.

Particularmente lembro do Amaro, estudante de Engenharia, de família abastada de Dom Pedrito. Baixinho,bigodudo, levava sempre pra frente da casa, no entardecer, sua cuia pequena(formato uruguaia) e água quente pra ficar fofoqueando sobre a vida de quem passava pela Venâncio Aires e pra jogar conversa fora com os colegas.
Amaro não queria nada com o basquete.

Darci Trombetta fala de dois irmãos Giacomini.
" Giacomini era uma figura espetacular.Eram dois irmãos.Os dois mediam 1m95 cm. Um era magro, o outro mais forte.O Giacomini mais velho especializou-se em fazer concursos.Em seis meses,deve ter feito uns 10.
Se eu fiquei sabendo deve ter passado nos 10.Hoje ele tem uma empresa,de grande porte e com o outro irmão dele nuncamais falei".

" Eugênio não conhecia mulher mas queria ir a boite"

Conta Darci Trombetta:
- Domingo de noite a gente ia à boite. Só domingo de noite.Era um inferninho( havia muitos pela região). A gente dançava tinha as meninas,fazia um programa lá mesmo
Ficava na na rua José do Patrocínio, 1227, perto da Igreja Sagrada Família.
Bem pertinho da Venâncio Aires e nós íamos uma turma de seis,sete. Eu me lembro ainda da história do Eugênio Spigiorim que queria ir pra boite conosco.
Ele não tinha 18 anos. Então nós convencemos ele de levar a certidão de nascimento. Só que o Ari Ghighi foi na frente com ele( o Ari era de Guaporé) e falou com o porteiro,portando um casaco de tergal,tirou a certidão de nascimento e abriu. O porteiro deixou entrar porque nós nos responsabilizamos e então eles deixaram entrar pra conhecer.
Quem chegava na JUC-5 que se prepara-se. Os moradores lhe aprontavam alguma galhofada.

A cozinheira X e o morador

Claro que aconteceu. A Margarete,cozinheira,acabou desposando um dos estudantes de Medicina, que se tornou médico em Rio Grande.

Churrascadas

O Badin,um serafinense, e seus amigos,entre eles meu irmão Valmor, que morou lá algum tempo,antes de se mudar para o Rio de Janeiro,faziam " churrascadas nos almoços de domingo". Badin trabalhava na filial do Frigorífico Ideal.

Numa outra ocasião,vou contar alguns episódios e porres que tomamos lá dentro com meus amigos.

Porrada nos rins

Não é diversão, mas é uma obrigação ver o filme Linha de Passe, do Valter Salles, que ganhou no Festival de Cannes. Periferia de São Paulo e a nossa miséria diária.Vejam!

Bastidores do rádio


" São Borja", a risada que estremece o Rio Grande!

Neste domingo último,11/01, fiz um esforço,joguei o lençol e pulei da cama,quando ainda era noite em Porto Alegre.
Olhei pela janela,não chovia e uma lua cheia iluminava o céu da capital, fugindo de um montouro de nuvens escuras.Liguei o rádio na Gaúcha e Doroteo Fagundes de Abreu, o " Loco Doroteo" estava abrindo o " Galpão do Nativismo", - eram pontualmente 6 hs - com voz suave, pausada e como os comunicadores sabem que os ouvintes se trocam, uns entram,outros saem, e ele dá no começo do programa, um pequenho histórico do programa. Fiquei sabendo então que o " Galpão do Nativismo" - programa gauchesco da rádio Gaúcha - vai sempre ao ar de 6hs às 9hs,todos os domingos e o que é mais importante, sempre ao vivo.
Foi criado em 1982 por Darci Fagundes,apresentado anos por Nico Fagundes( Antônio Augusto Fagundes) e agora há alguns anos é apresentado pelo Doroteo, que não é parente do Nico.
Me informaram que Doroteo foi dono do bar Pulperia, que funcionou nos anos 80, ali na pracinha da Epatur.Tenho um compromisso com o programa de ir falar do meu livro " Cidades Vizinhas, amor e ódio",que publiquei em 2002.
Chego na parada do ônibus e por sorte o T-6 chega em seguida. Corro, o motorista abre a porta e dentro dele, a cobradora, de lado, está dormindo. Metade dos passageiros também ainda dormem.É domingo mas o T-6 das sete da matina,está lotado.
Quando chego na redação da Gaúcha,me surpreendo que a portaria pela avenida Ipiranga, está com a cortina de ferro baixada.Vou até a entrada pela Érico e o guarda - da Rudder - me informa que o ingresso agora é por aí.
- Desde quando,pergunto.
- Não conheci outra entrada,que não esta, me disse ele.
Subo ao terceiro andar,onde está o estúdio da Gaúcha e Renato Fagundes de Abreu é quem está na recepção. Irmão do apresentador Doroteo, ele atende um telefone, fala,explica,coloca no ar mas aquela hora - 7hs e 15 min - os telefonemas pipocam de fora do Estado - de um CTG de Brasília que promovia o " Segundo Costelaço " e que aquela hora já havia aceso o fogo pra assar 500 kgs de carne pro almoço - e de outros do próprio Estado, como de um artista que está construindo uma estátua a Jayme Caetano Braun, em São Luiz Gonzaga,sem cachê nenhum. Por pura glória.
Ouço a voz do pesquisador Paixão Cortes no estúdio e comento com o Renato,que está na recepção:
- Ih, não vai ter pra mim. Com o Paixão aí, só ele vai falar.
Renato não gosta do meu comentário e responde:
- O Paixão está sempre conosco.

Entro no estúdio da Gaúcha - o mesmo de muitos anos atrás - e de novidade apenas o banner " Você no Salão de Redação. Colégio Leonardo da Vinci".
Estão quatro pessoas no estúdio, Doroteo, seu assessor Ilo Corsino,um outro senhor que não chego a identificar, e claro Paixão Cortes, com seu bigode indisfarçável. Paixão está com um livrinho dele publicado em 1960 sobre Terno de Reis. Ilo serve mate aos convidados. Toda hora o irmão do Doroteo entra no estúdio, em silêncio, sem perturbar quem está no ar.
Convidados que ligam do interior são postos no ar e fico impressionado como o mediador não tem pressa. Ele deixa que os que ligaram dêem seu recado, sem " cortá-los". Isto em rádio não é comum, principalmente sabendo-se o canhão que é a Gaúcha.
Num dos tantos telefonemas vindos do interior, ou do Paraná, Doroteo e Paixão fazem blage sobre nomes.
- Aí o CTG de vocês como se chama?
- Não é Elvis Presley,acrescenta Paixão,tirando sarro com a "americanização" do tradicionismo gaúcho.

A próxima integrante - ou será convidada- a chegar é a pesquisadora Elma Santana.
- Doroteo, fui escolhida " patroa" da feira do livro de Tramandaí.
Numa das suas primeiras intervenções, ela informa que a Feira do Livro de Tramandaí abre no dia 17/01, sábado que vem e vai até dois de fevereiro.

Enquanto eu não entro pra falar do meu livro, Paixão Cortes ocupa o microfone numa dobradinha com o apresentador.
Chega,inesperadamente, usando um chapé de aba larga como se estivesse no campo o São Borja. O ambiente se descontrai com sua chegada. Todos sabem que o ambiente sério seria dali pra frente quebrado.
Ele me corta de imediato,coisa que os outros convidados não fizeram, e já vai dando seus " palpites" sobre quem faz rivalidade com sua terra natal, São Borja.
E meio que assume o programa, sem que o apresentador lhe faça oposição. Descontraído, São Borja( Paulo Sérgio Medeiros, dono de uma oficina mecânica na Azenha) e conhecido dos ouvintes do Galpão do Nativismo, principalmente pela sua " gargalhada" descontrai a si e a quem está do outro lado do rádio.É um artista nato, nunca entendi porque ele não tem um programa só dele.Mas talvez o Paulo Sérgio Medeiros queira só isto do rádio, ele não vive dele. É um cuera galponeiro.
Chega o vereador e presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Sebastião Mello(PMDB) que não chego a ver falar. Uma outra convidada,que lançou recentemente um CD, esteve lá pra divulgá-lo.
Doroteo a anuncia mas chama primeiro o " Notícias na Hora Certa" com o José Carlos Negreiros. Peço licença e saio do estúdio,deixando uma mesa completamente lotada.
Na Érico Verissimo, me surpreendo com os ônibus circulando fora do corredor.

Bar do Beto, onde toda uma geração se encontrou!

O leitor Saul O. Gil Cardoso, que há 28 anos trocou a nossa Portinho por Floripa, manda carta falando do Bar do Beto, ali na Vieira de Castro, com Av. Venâncio Aires.
Diz Saul:
" O Bar do Beto começou bem antes,ali pelo final dos anos 50,no endereço ali na esquina da Vieira de Castro com a Venâncio Aires, embora ainda sem esse nome. O " Betinho" veio de Rio Grande e comprou o bar que eu já frequentava antes, dado que morei uns 10 anos em vários endereços ali pelas imediações.
No local havia uma espécie de vestiário nos fundos no qual os alunos da então Escola de Cadetes trocavam e guardavam a farda nos fins de semana, em armários locados já pelo antecessor do Beto, para irem à paisana à " vida social" domingueira. Um amigo e colega de então já conhecia o Betinho lá de Rio Grande e,assim, nos entrosamos de saída".

No dia sete de fevereiro de 2006, fui até a oficiana mecânica do Darci Trombeta, na avenida Santana,esquina com Ipiranga, pra pegar seu depoimento sobre a JUC-5, já que foramos colegas de residência naquela casa, localizada na avenida Venâncio Aires,1016.
Ele me falou sobre o Bar do Beto:
"Uma das coisas que mais me lembro e que me marcou foi a primeira batida que eu tomei de morango quando cheguei de Guaporé, no dia 10 de dezembro de 1962. Foi ali pelas 20 horas e 50 minutos no Bar do Beto, na esquina da Vieira de Castro com a Venâncio Aires. Hoje os filhos do Beto são famosos justamente pelo Bar do Beto, que era um boteco de esquina.Tinha de tudo,sanduíche,batidas, tinha um quartel do lado o que marcou foi a primeira batida da minha vida, eu não esqueço,como era saborosa. Nunca mais esqueço isto é uma coisa que me emociona até de falar isto aí,né. Realmente era uma coisa fantástica".

Histórico

Antes do Bar do Beto,existiu na esquina da Rua Vieira de Castro com a avenida Venâncio Aires, o Bar do Pagé. Quando o Beto - na verdade José Alberto Cravo - o comprou em fevereiro de 1960 ele tinha este nome.Sua filha Martha Cravo Cabrera lembra que o boteco que existiu antes servia petisquinhos,bebidas(entre as quais cachaça,servida ao freguês no balcão). Quando Beto assumiu o bar,segundo a filha, ele mudou o conceito. Passou a não servir mais bebida no balcão. " Ele mudou um pouco o estilo do bar" conta Martha." Meu pai era todo rígido nos conceitos dele e passou a não servir mais bebida,como cachaça e outras no balcão", informa ela.
José Alberto Cravo passou a servir comida nas mesas,feita pela sua mulher.
Assim, o antigo bar Pagé, transformou-se no que viria a ser o famoso Bar do Beto, nos anos 70 e 80, frequentado por jornalistas,artistas em geral, advogados, bancários,entre outros.

Martha Cravo Cabrera fala de sua primeira lembrança do Bar do Beto:
- É eu correndo lá dentro com apenas 3 anos.Eu corria pelo bar. O pessoal que frequentava,era sempre o mesmo pessoal que contavam histórias,e me pegavam no colo.Os fregueses me levavam na pracinha porque o pai e a mãe trabalhavam direto ali no bar então não tinham tempo e o pessoal principalmente os alunos da Escola Preparatória da EPA,que hoje em dia é o Colégio Militar,então eles viviam comigo eu era a irmã mais pequena. Eles tavam sempre me levando na pracinha e era colinho pra contar histórias,colinho pra comer,são lembranças que eu tenho sentada naquela porta aquela bem da esquina tomando laranja,sentadinha,comendo laranja".
José Alberto Cravo, o Beto do nome do bar,conservado até hoje pelos novos proprietários, faleceu de um ataque cardíaco numa praia durante um verão passado.A esposa ainda vive.

Coleguinhas

* Antônio Carlos Macedo, na rádio Gaúcha, sustentou tese estranha estes dias com a Ana Amélia Lemos, bem cedo, lá pelas sete e pouco: dizia ele que não se deve mandar ler José de Alencar . A Ana Amélia ficou meio sem entender, mas disse no ar que o respeitava. E domingo último,dia 11/01, o Macedão veio com a tese em página nobre da ZH. O que se deve ler,então, lixo, como os Harry Porter da vida. Cuidado, isto me parece nivelar por baixo.

* Macedão eu também respeito.É um lutador. Quando a Caldas fazia água, no começo dos anos 80, ele dava duro,sozinho na praia pra fazer frente aquela equipe que a Gaúcha tinha. Macedão ficava nos fundos do hotel Beira-Mar,num quartinho e trabalhava 18 horas por dia.

*Ayres Cerutti informa que Carmen Regina é sua atual esposa.A que faleceu foi outra. Me confundi no seu perfil publicado aqui.

* Cerutti só pensa naquilo: botar gente na ARI. Tanto que sábado passado,nem se esqueceu que estamos em férias e que a entidade está fechada.Ele foi pra lá.

* Falar em ARI, o "expediente" de verão indica que abre às segundas, ao meio -dia e fecha na sexta, ao meio-dia.E os inquilinos do prédio, como ficam? Esta gente não se ajuda,mesmo.Ou não disseram pra eles que a "poupança" um dia termina...

* Dia 14/01,quem for convidado vai ter um encontro no Barranco.É a festa do Sinborsul, do Geraldo Fonseca, onde são sempre distribuídos cassetetes de borracha.

* O "Galpão do Nativismo", que Doroteo Fagundes, apresenta nos domingos,na rádio Gaúcha, entre 6h e 9 h, teria um público ouvinte de 3 milhões de pessoas. O programa é terceirizado.

* Doroteo Fagundes informa que produz e apresenta o programa " Galpão do Nativismo" desde outubro de 2002.E que ele é terceirizado por meio do Sistema Tarca de Comunicação.

Funcionários terceirados na Assembléia têm saudades do Macalão!

Até ontem,dia 12/01, os 75 funcionários da empresa Gussil, com sede em Cachoeirinha e que trabalham na faxina da Assembléia Legislativa do Estado, não haviam visto a cor do dinheiro do salário de dezembro. Muitas famílias estão passando dificuldades, como se pode imaginar. Sem revelar seu nome, uma das faxineiras,desabafou:" no tempo do Macalão aqui era melhor",disse ela.
Um diretor da empresa Gussil esteve ontem na Assembléia Legislativa do Estado mas não garantiu que os funcionários recebam nos próximos dias." Tem que pedir emprestado pra conhecidos ou parentes" disse a faxineira que ficou no anonimato.
Por enquanto os funcionários da Gussil estão recebendo o vale-transporte que é depositado no Banrisul ou na Caixa Econômica Federal(CEF).

Limpeza da Assembléia Legislativa tem economia até de papel higiênico

A empresa que faz a higiene da Assembléia Legislativa do Estado,a Gussil, de Cachoeirinha, pra ganhar a concorrência, baixou os preços, e muito. " Estes dias reclamei da finura do papel higiênico" disse uma assessora de uma deputada estadual. " A moça da limpeza me explicou que é pra economizar. Ela ainda me disse que os funcionários da limpeza ganham pouco produto e tem que cumprir com as metas e economizar",disse ela.
Fariam isto justamente pra apresentar o menor preço e ganhar a concorrência aberta pra ser terceirado.

CINE BRASIL > DOCUMENTARIO > ATLETAS X DITADURA - A GERAÇÃO PERDIDA

"Olá !

VEJAM NO CANAL BRASIL

Documentário

"Atletas x Ditadura - A Geração Perdida"

Dia 18/janeiro – as 23,45hs

Dia 24/janeiro – as 19,15hs

É imperdível !!!!

Um forte abraço,

Jair Krischke"

"Atletas x Ditadura - A Geração Perdida"

A vida era mais segura no alto do pódio. Mas eles preferiram descer e enfrentar um adversário que tinha criado as próprias regras do jogo. "Atletas x Ditadura - A Geração Perdida", é um documentário que revela a cruel relação entre o esporte e a Ditadura Militar na Argentina. Em apenas oito anos de regime(1976-1983), cerca de trinta mil pessoas morreram ou desapareceram. Entre elas, jovens atletas que deixaram as competições para lutar pela liberdade.

O ponto de partida é um discurso do Tenente-General Jorge Rafael Videla na despedida da seleção Argentina de rúgbi, que partia para o Campeonato Mundial, em 1978. No momento em que o ditador celebra a equipe como uma "embaixada da liberdade" no exterior, dezessete jogadores do La Plata Rugby Club já tinham desaparecido nas mãos de agentes do seu governo.

Com depoimentos exclusivos e imagens inéditas, "Atletas x Ditadura - A Geração Perdida", apresenta também a história de Adriana Acosta, uma jovem revelação do hóquei sobre a grama que desapareceu três dias antes do início da Copa do Mundo de 1978, uma competição que foi claramente usada como arma de manipulação pela ditadura. Neste período, o tenista Daniel Schapira, que chegou a estar entre os dez melhores do país, foi morto da Escola de Mecânica da Armada - a ESMA - a poucas quadras do estádio Monumental de Nuñez, onde a Argentina conquistou seu primeiro título mundial.

Ficha técnica:

Produção, Roteiro e Direção: Marcelo Outeiral e Marco Villalobos
Direção de Fotografia: Milton Cougo
Edição: Gilson Crippa e Eric Romar
Trilha sonora original: Camilo Mércio
Apoio Técnico: Viavideo

Barzinho Social da ARI fica fechado até março


" na foto da esq para a dir, Glênio Peres ( vice-presidente da ARI), Alberto André, presidente da entidade, o historiador Riopardense de Macedo, Hugo Victor Ferlauto - representando as Emissôras Reunidas (propriedade do Arnaldo Balvé, pai do Frederico), Olavo de Barros - Rádio Gaúcha - representante do Maurício e nio Berwanger - Cia. Caldas Júnior. Data 20/10/1961. Reunião para uma herma a Ballvé.

É um costume desde os tempos do ex-presidente André.O barzinho social da ARI não abre aos sábados de verão. André tinha o costume de no verão mudar-se para seu chalé em Santa Terezinha e lá receber as visitas.Por isto o bar social não abria aos sábados.
Antônio Goulart conta que uma vez esteve lá uma turma de diretores da ARI visitando seu presidente num sábado de manhã.Entre eles estava o diretor Antoninho Gonzalez, Nei Remedis e outros. O estoque do uísque do presidente foi todo.
Pouco depois, passou por lá o vereador Pedro Ruas pra visitar André. Este se desculpou que não tinha o que oferecer :
- É que esteve aqui a turmar da ARI e não sobrou nada.

Coleguinhas

* Programa Conversa de Jornalista, da rádio da UFRGS,dia 10/01 apresentou longa entrevista com Raul Quevedo sobre o Correio Braziliense.

*Ayres Cerutti toca o veículo mais conhecido nas boates da avenida Farrapos, a revista Programa.Há 30 anos.

* Paulo Burd, chefe da imprensa da Sec. da Saúde do Estado, telefonou pro Carlos A. Fruet porque leu aqui que ele fora atropelado por uma moto.

* Zélia Leal, que vive em Brasília, apareceu na sexta última,dia 09/01 na Assembléia pra tomar uma cafezinho com sua amiga Núbia Salete Silveira.

* Núbia Silveira que trabalhou na Folha da Manhã, lembrou-me que o logotipo da Folhinha era vermelha porque o capitão,Erasmo Nascentes, que era seu diretor, era colorado.

* O Banrisul gastou 100 mil reais com o recente prêmio ARI de Jornalismo.

* Iotti, com sua charge, na sexta,dia 9/1, na ZH, disse tudo sobre a saída do Aod Cunha, da Secretaria da Fazenda.O que é uma charge!!! Wilson Wargas da Silveira contou-me que Leonel Brizola só tinha medo de uma coisa em jornal: de uma charge. Sabia os estragos que ela poderia fazer, por causa de seu grande poder de síntese.

* Ah, então quer dizer que sem ser adivinho acertei aqui que a secretária Mariza Abreu, da Educação, não ir sair.A mulher é de foca na bota mesmo, como se dizia antigamente. E cuidado que ela se reelege...Já tem gente com medo disto.

* Aumentou muito a frequência na sala J.C. Terldera, na Assembléia Legislativa.
E não está fácil chegar a um acordo sobre a temperatura ambiente. Uns querem ar mais frio, outros se sentem mal. Na sexta última dia 09/01,à tarde, dois coleguinhas se estranharam por causa disto.
- Isto aqui não é teu escritório ,disse um pro outro.

Comeram os fígados cristalizados do " Cascatinha"

Há uns seis ou sete anos atrás, Rogério Mendelski estava na rádio Gaúcha e foi receber um troféu na Festa do Doce em Pelotas. Foi acompanhado do seu amigo,publicitário Jorge Salim Allem( falecido em 05.04.2004), que era diabético.

Mendelski quis voltar pela Estrada do Inferno.Na camionete,atrás, ele trazia para o Fernando Albrecht, o " Cascatinha" uma encomenda de fígados cristalizados. No meio da viagem, Sallim começou a passar mal,vítima de hipotermia,provocada pela diabetes.
Parou,desceu do carro e comeu o pacote inteiro de fígados cristalizados que estavam trazendo para o Albrecht. Sallim ficou bom da crise de hipotermia.

" Platéia" de Livramento,comemora 72 anos!

Foi no dia 10 passado que o jornal A Platéia, de Livramento,comemorou seus 72 anos. Hoje na mão da família Brada, o jornal já pertenceu aosd Grisolia- José,José Filho e João Afonso.

Muitos nomes conhecidos do jornalismo gaúcho enacional começaramno jornal de Livramento, como " Bicudo" ,Kenny Braga, Danilo Ucha, Jorge Escosteguy,Ruy Arteche,Carlos Urbim,Carlos Alberto Kolecza.
Quando pertenceu ao jornalista Melecheton Toscano Barboza, teve uma fase de grande esplendor, com o jornal sendo transportado de avião para toda a Fronteira Oeste, inclusive indo até Santa Maria.

Hoje a Platéia circula em cores e se mantém como uma areferência no jornalismo de Santana do Livramento, a 500 km de Porto Alegre.Parabéns aos colegas que fazem o jornal.

Historinha de Plenário

Esta historinha foi contada pelo ex-deputado Harry Sauer( que está com 82 anos) à repórter Daniella Bordinhão para o projeto Memória do Parlamento.

O Bruno Florêncio Mercado era um funcionário muito dedicado da Assembléia Legislativa do Estado, mas muito " parlante" e boateiro.Muito dedicado,amigo de todo mundo. Segundo Sauer era um funcionário eficiente e dedicado.(Já faleceu faz pouco tempo).Lá pelas tantas havia um projeto que melhoraria alguma coisa no quadro dos funcionários da Assembléia Legislativa do Estado e Mercado seria um dos beneficiados.

O Mercado,evidentemente, conversou com todos os deputados: " olha, tem um projeto que tem isso, vou melhorar um pouco"...Entramos,lembra Sauer, numa sessão noturnas e nessas sessões, às vezes, era preciso fazer tempo para ver os acertos entre lideranças e nós tínhamos um colega, o deputado Paulo Couto, que tinha um vozeirão e uma capacidade extraordinária de pegar um assunto e levá-lo por uma hora ou duas. Bem, nós estávamos numa dessas reuniões e lá pelas tantas da madrugada, o relógio parado,o presidente anunciou:" projeto número tal" e o Paulo Couto levantou e disse: " pessoal, a emenda do MERCADO!". Evidentemente foi aprovado.

Renato Martins estava certo!


O ´logo´ da Folhinha era vermelho !

Ocorreram divergências de lembranças no programa Gente, da Band A, na sexta,dia 09/01. Renato Martins,gerente de jornalismo da emissora foi quem se lembrou corretamente da cor vermelha do logotipo da Folha da Manhã. Osiris Marins,apresentador do programa e Affonso Ritter,comentarista, diziam que era azul. Azul era a ZH em começo de circulação na primeira década de 60.
A Folha da Manhã tinha como diretor Francisco Antônio Caldas, o " Tonho" e como diretor Ruy Carlos Ostermann. Ela começou a circular em 12/11/1969, no mesmo dia que parou de circular a Folha da Tarde Esportiva (que iniciou sua circulação em 12/04/1937 e que somente saía às segundas. Segundo o jornalista Luiz Carlos Vaz,que foi aluno do Colégio das Dores, na avenida Duque de Caxias, os padres disputavam a Folha Esportiva todas as segundas pra ler o noticiário sobre futebol ). A Folha da Manhã fez muito sucesso principalmente no meio estudantil e revelou repórteres como Caco Barcelos, Matico( Omar de Barros Filho) ,Erny Quaresma, Roberto Appel, Rogério Mendelski,entre outros.

Houve uma vez um verão I

Conversando com a Regina Lemos - que agora vive há 20 anos em São Paulo - recordamos bons episódios das coberturas de praia, nos anos 70 e 80, eu pela ZH e ela pela TV Gaúcha.

No hotel Beira-mar do Miro Weber, não sei porquê ele tinha o costume de colocar os repórteres e fotógrafos sempre nos quartinhos dos fundos que ficavam no andar térrea. Mas alguns desprevinidos iam ligar o chuveiro elétrico sem chinelos de borracha e o choque com a descarga elétria era inevitável.

Quando o hóspede ia reclamar com o João da Praia, que era o gerente, ela mandava falar com o dono, o Miro. Quando se falava com ele, ele mandava falar com o filho Pierre.

E assim nós íamos levando choque dos banheiros do hotel do Miro

Houve uma vez um verão II

Um grande colega mas que levava tudo muito a sério. Vilmo Medeiros. Acho que foi uma sacanagem do velho João Baptista Avelini chefe de reportagem da ZH nos ano s70,e mandaram o Vilmo chefiar a sucursal de praias em Tramandaí, pela ZH.Havia algumas reclamações. Um dos repórteres que estava lá era o José Antônio Zulian. O Vilmo chegou lá e fez um pacto que se ninguém mais zoasse ficaria tudo assim mesmo e na volta ele não faria nenhum relatório para o diretor do Jornal, Lauro Schirmer e pro João Aveline.

José Antônio Zulian voltou e contou alguma coisa para o Aveline talvez sobre a disciplina que Vilmo exigia dos repórteres fazendo cobertura no litoral. Inda mais que o Zulian namorava a Cristina e andavam sempre de moto pra cima e pra baixo.

Quando Vilmo Medeiros regressou de seu retiro de 15 dias chefiando a sucursal,João Aveline o chamou:
- Vilmo como foi lá com a turma?
- Tudo bem, não tenho nada a reclamar. Tá tudo bem.
- O Zulian teve aqui e falou...
Vilmo não deixou o Aveline completar a frase.Sentiu-se traído. Ah, é, é assim, então vou fazer um retório e vou f...estes magros...
Aveline tentou dissuadi-lo. Não houve jeito. Vilmo sentou na máquina e em 15 minutos bateu umas 15 laudas entregando todos os magros que trabalhavam lá. Os podres,claro.
E entregou um xerox do relatório pro Aveline e original pro Lauro.
Que não fizeram nada,engavetaram.

O " pai do Paulo Alceu" irá ou não vender o Informativo?

Circulam rumores no Vale do Taquari de que a RBS estaria interessada na compra do jornal Informativo do Vale, do jornalista Oswaldo Carlos Van Leewen. Mais conhecido entre a imprensa da capital por " pai do Paulo Alceu" - um repórter da TV Gaúcha dos anos 70 e que depois se mudou pra a TV Manchete e hoje está em Florianópolis(SC) - Oswaldo Carlos nasceu em São Francisco de Paula, no dia 23.07.1930.
Filho de H.G. van Leewen e de Angelina B. van Leewen, ele teve seu primeiro jornal com nome de " Conheça o Vale do Taquari" de Lajeado,onde foi diretor. Oswaldo também trabalhou na rádio Alto Taquari, de Estrela. Depois passou para o Informativo do Vale, localizado na Rua Benjamin Constant, 2197.É casado com Uda(nascida em 19.11.1929).

Segundo João Carlos Terlera,que foi colega de Oswaldo na rádio Alto Taquari, dificilmente ele vai se desfazer do jornal que criou." Aquilo lá,disse Terlera, é a vida dele". Também funciona na sede do Informativo do Vale, a repetidora da TVE,estatal.

Convite

"Prezado Jornalista

O SINBORSUL receberá os amigos da Imprensa para o seu já tradicional encontro de confraternização de início de ano, no próximo dia 14 de janeiro, às 20h, na Churrascaria Barranco – Av. Protásio Alves, n° 1578 , em Porto Alegre.

Na oportunidade, estaremos divulgando os números relativos ao desempenho do setor de artefatos de borracha gaúcho em 2008 e a análise das perspectivas para este ano.

E, desde já, um desafio: vá preparando suas previsões sobre 2009, que recolheremos para futura conferência no nosso evento de 2010.

Contamos com sua honrosa presença.

Grande abraço"

Geraldo Rodrigues da Fonseca - Presidente

FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA COM A TODT COMUNICAÇÃO – FONES (51) 3228.7270/3228.7261 OU E-MAIL todtcom@terra.com.br.

Motel

A vida nos motéis para alguns é local de encontros passageiros, alívios momentâneos, rápidas trocas de carinho. Algo tipo: pim-pam! Este conceito existe, mas não é uma regra. No Vale do Taquari motel pode ser ambiente de romantismo.

O caso a ser relatado aconteceu há uns dez dias num dos motéis da Grande Lajeado com gente da região alta. E como o nosso galã pediu discrição nos detalhes seremos superficiais em algumas descrições. Ele alto e casado. Ela solteira e morena. Ele grande e quase o dobro do peso da moça. Uma
diferença de idade de uns 15 anos.

Como românticos ficaram várias horas brincando de esconde-esconde, de pega-pega e mais uma série de outros passatempos que como é Natal convém evitar. Após os momentos de explosões múltiplas ficaram naquelas conversinhas apaixonadas.

No momento de irem embora ela decide agarrá-lo. E ele então sensível, pega a moça nos braços e carregando-a segue para o carro na garagem. Só que até lá tem uma escada. Ele como estava de chinelo acabou acontecendo aquilo que você já antecipou: escorregou. Ou seja, desceu ele e a moça
todos os degraus. Batidas, hematomas, falta de ar, gritos, manchas foram alguns dos problemas. Foi necessário serviço especializado, mas como usá-lo se poderiam ser reconhecidos na sua paixão secreta? Fica a pergunta sem uma resposta. E apenas uma certeza, na poesia de Zé Ramalho: “O
sinônimo de amar é sofrer!’

(extraído Jornal A Hora/Lajeado - Coluna do Mazzarino)

Na piscina do clube

Aconteceu na piscina de um conceituado clube de Lajeado em tarde quente de sábado. Muito sol, muita alegria, muita água e bronzeador faziam o agradável cenário. Isto possibilitou que duas amigas, uma loira e uma morena, trocassem idéias. O namorado de uma delas dormia ao lado, apagado devido aos festejos da noite anterior. E elas ali falando de novela, moda, cabelo, das ‘amigas’, dieta, silicone, cabelo de novo, dieta e finalmente o assunto principal: homens. E assim foram: falavam dos caras com quem saíram e das intimidades que tiveram e continuam tendo. E também detalhes de como fulano faz, como beltrano aperta, como sicrano morde e mais aquilo tudo que você imagina. O que seria da vida de uma mulher se não houvesse a riqueza dos detalhes?

E aí c omeçou a confusão! O namorado que parecia dormir, na verdade, apenas relaxava ao sol. E assim ouviu todos os detalhes das atividades de sua namorada com terceiros. O cara enlouqueceu e armou o maior barraco classificando a então namorada de uma série de adjetivos impróprios para o espaço! E ainda tem quem diga que piscina foi feita para relaxar...!

(extraído Coluna do Mazzarino, jornal A Hora/ Lajeado)

Neve em Paris

Uma leitora mandou-me estas fotos da nevasca grande e do frio de renguear cusco que está fazendo na Europa, mais precisamente onde ela,vive, Paris.

Eu X Eles - Coleguinhas

Cerutti, uma "usina de idéias" quer agora copidescar o prédio da ARI


Ayres Cerutti, em pé, de bigodes, junto a amigos no Café Chaves, local de encontro do Irpapos

Ideólogo do chimarródromo -grupo de colegas que se reúne às quartas,depois das 18 hs, no térreo da ARI( Borges de Medeiros,915) pra jogar conversa fora, falar sério,brigar, fazer as pazes ,comer pipoca,tomar chimarrão e cachaça( isto quando tem) Ayres Cerutti já foi considerado " santo" por Políbio Braga. Também pudera. Ele " herdou" a editora Intermédio do Políbio,cheia de pepinos e aos poucos foi botando a casa em ordem e mantendo a publicação " Revista Progama" que tem cerca de 30 anos.

Ayres Cerutti nasceu em Concórdia, mas seu pai José João Cerutti foi um gringo que emigrou de Mato Perso-perto de Caxias do Sul - para o Oeste catarinense naquelas levas de colonos que se estabeleceram no " sertão" como os antigos chamavam aquela região totalmente tomada pela mata e ainda com onças dentro dela.Sua mãe,que ainda vive em Concórdia, é Cândida Cerutti. O pai faleceu faz uns dois anos atrás.

Cerutti nasceu em 07.01.1951 - completou 58 anos no útlima quarta-feira e por isto seu competente assessor Roberto Galichio o presentou com uma excelente cachaça que os convivas do encontro do chimarródromo se deram ao trabalho de beber toda.

Ayres começou no jornalismo - antes tentou ser padre no seminário de Viamão onde teve por colegas o atual prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori e o um bispo brasileiro que recentemente foi citado entre os candidatos a papa pelo Diário de Notícias. Ali conheceu o que é hoje a velha guarda da imprensa, entre eles o fotógrafo Baru Derquim.

Depois numa noite,seu colega de Fabico - onde Ayres se formou em Jornalismo - Mauro Toralles, o "Boró" com quem também trabalhara no Diário de Notícias, mas Júlio César Magalhães( hoje assessr na Fiergs) Cerutti
no bar Tívoli, na Protásio Alves,quase emfrente ao colégio Israelita(reduto de jornalistas) foi convidado a ir trabalhar na editoria de Economia da ZH.
De lá saiu para assumir a editora Intermédio, que fora fundada por Ana Amélia Lemos, Políbio Braga (dois colegas do Correio da Manhã) e Isnar Ruas, que fora editor do Correio do Povo, que estava editando,entre outras, a revista Programa, que existe até hoje.

Políbio chegou a secretário titular da SMIC no governo do prefeito Alceu Collares e quando saiu para concorrer a deputado estadual pelo PDT,deixou Ayres em seu lugar, que diz que aprendeu um pouco de política ali nesta experiência.

Hoje Ayres - que já perdeu a esposa Carmen Regina( 05.05.1950) falecida de um câncer, está ocupado em dar uma garibada no prédio da ARI, que convenhamos precisa. Ele é membro da diretoria da entidade e por isto tem esta espinhosa missão: convencer os confrades da ARI de que a entidade precisa botar mais gente lá dentro e dar uma melhorada no seu visual, isto é, no seu prédio.
De jeito simples, Ayres tem como lazer a parte cultural,como cinema e teatro. Mas foi ele também quando assessorou o titular da Secretaria do Planejamento do falecido vereador Isaac Ainhorn que convenceu o prefeito José Fogaça e montar a árvore de Natal na Usina do Gazometro. A idéia deu certo e agora prossegue com outros parceiros.

Cerutti tem um filho, Gianfrancesco Orso( 19.01.1979) do seu casamento com Carmen. O rapaz entrou pra Petrobrás e agora mora no Paraná.A editora Intermédio acaba de lançar, pela segunda vez, um mapa da cidade de Porto Alegre.Outra idéia do Ayres que com o perdão do trocadilho, pode ser considerado também uma " usina de idéias".

Festa de fim de ano dos freqüentadores da " salinha" foi no dia 29/12

Fotos: Divulgação

Vários colegas compareceram à festa de fim de ano realizada no último dia 29/12, no Via Emperatore, na rua da República,509(Cidade Baixa ). Entre eles aparecem nas fotos duas Reginas, a Lemos( que está em Sampa,reside lá) e a Lemos, que é frileira de Portinho.Também foram Marisa( assessora de imprensa da deputada do PT,Stela Farias (PT) Ieda Risco, da rádio ABC de Novo Hamburgo e Jennifer, do jornal NH. O Terlera, que empresta o nome pra sala não foi.
Depois do Via Emperatore, esticaram mais num outro local.Boa iniciativa da Rosa Maria Cavalheiro Loureiro que é a responsável pela sala J.C. Terlera.

Houve uma vez um verão I

Era dificil cavar uma boa matéria no litoral. Principalmente em dias de chuva. E os editores em Porto Alegre cobrando dos seus repórteres sediados no litoral. Muitos coleguinhas que ficavam em Porto Alegre naquele calóron achavam que os seus colegas no litoral estavam apenas gozando das delícias do litoral. Que nada!!!

Houve uma vez um verão II

O " trem ligando com Tramandaí-Porto Alegre"

Pois a Alda Souza( falecida nos anos 90) estava em Tramandaí pela rádio Guaíba.Durante o veraneio, na gestão do governador Amaral de Souza(1978/1982), era interventor em Tramandaí( era município das chamadas área de segurança nacional) o coronel José Alcebíades de Oliveira. Ele viria naquela tarde a Porto Alegre e apresentaria ao governador Amaral um pedido para que Tramandaí fosse incluída na região metropolitana de Porto Alegre.Deste modo Tramandaí conseguiria mais verbas para suas obras. Alda Souza sugeriu,então ao coronel-interventor que levasse a idéia da construção de um trem ligando a capital a praia mais movimentada do litoral gaúcho. Alda Souza deu a idéia e deu o " furo" no Renner das 13 horas. O trem até hoje não saiu. Puro factóide da Alda, que o coronel encampou!
Agora um deputado quer fazer o mesmo.

Houve uma vez um verão III

Num determiando verão dos anos 70,houve um sururu muito grande no hotel onde estavam hospedados repórteres da TV Gaúcha e da ZH - não tenho certeza se já era no Beira Mar, ou num outro.
O que acontecia lá na sucursal da TV Gaúcha e da ZH chegou aos ouvidos do dono da empresa, Maurício Sobrinho.

Ele chamou o chefe de jornalismo da TV Gaúcha, Floriano (" Florianão") Correa e sem meias palavras ordenou:
- Vai a Tramandaí e termina com aquela zorra. E podes avisar: se não pararem as queixas, vou fechar a sucursal e voltam todos a Porto Alegre.
Maurício tinha sido " envenenado" por olheiros que lhe telefonavam dizendo o que estava acontecendo. Houve até o caso de um repórter da TV Gaúcha que depois de um episódio nunca mais se livrou do apelido de " homem-aranha". É que ele teve que fugir pelo teto, diante da chegada do marido no quarto onde ele estava com a esposa do desconhecido.
Floriano foi lá e abriu o jogo: " ficarem que pareciam uns santinhos" contou-me ele.
A ameaça séria do dono da empresa pesou.

Houve uma vez um verão IV

Juarez Tosi conheceu sua esposa numa cobertura de praia pela ZH. Estava em Tramandaí e a colega da Caldas Junior Santa Irene de Araujo Lopes apareceu lá com uma amiga.
Durante um churrasco proporcionado pelo dono do hotel, Miro Weber, apresentaram a amiga da Santa pro Juarez
- És petista, quis saber ele.
Era. Casaram e estão juntos até hoje.

Houve uma vez um verão V

A " bela da praia" que a ZH publicava todo dia, com prêmios fornecidos pelos patrocinadores, provocou muitos namoricos entre a clicada e os fotógrafos.

Dica de findi

Está em curso o Porto Verão Alegre, com boas peças de teatro. A sala Álvaro Moreira, na av. erico verissimo,307(fone 51.3289.8066) exibe até domingo,dia 11/01 a peça Homens.preços.antecipado 15,00 reais e na hora 20,00.Ingressos já à venda.

Morre Glênio Lemos, que pertenceu à " República de Livramento"

Faleceu no domingo,dia 04/01/2009, aos 66 anos, o advogado Glênio Lemos, de um ataque cardíaco.
Entre os anos de 1966 e 1967, jornalistas que hoje são " griffe" viviam pobremente na pensão da Dona Maria, na avenida João Pessoa,perto de onde era o Touring Club do Brasil,em Porto Alegre.

Todos oriundos de Santana do Livramento.Moravam lá Elmar Bones da Costa(" Bicudo")- assim apelidado desde Livramento porque não sabia assobiar apesar do esforço que fazia,filho de ferroviário, nascido em Cacequi- Glênio Lemos(estudante de Direito) e praticamente comiam lá todos os dias Danilo Ucha e Kenny Braga,estes dois últimos estudantes de Jornalismo da Faculdade de Filosofia da UFRGS.
Não apenas almoçavam,jantavam também.
A pobreza da " República de Livramento" era tamanha que um usava a roupa do outro pra não estarem sempre com a mesma indumentária.
O único que vinha de família abonada era Glênio Lemos, mais tarde deputado estadual do PDT e prefeito de sua cidade natal.
Elmar Bones da Costa freqüentava a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre(OSPA) onde tinha amigos músicos e aproveitava esta amizade pra filar uma bóia na casa de um deles que residia na rua Avaí.


Elmar Bones da Costa

Depois que virou jornalista, Elmar Bones da Costa passou a freqüentar entre os anos de 1965 e 1968 os bares da av. Salgado Filho, como Corujão,Bon Ami e Galarin.
Pra se alimentar, como eram pobres como ratos de igreja, eles roubavam de manhã cedo leite que vinha em litros de vidro da Companhia Riograndense de Laticínios(Corlac) deixados nas soleiras das portas das casas vizinhas e dos bares vizinhos.

Com o leite roubado,faziam batidas de banana.
Glênio Lemos formou-se advogado em 1973 e foi trabalhar na Volkswagen do Brasil, em S. Bernardo do Campo.
De lá regressou a Livramento onde fez carreira política até o último dia 4 de janeiro de 2009,de um ataque cardíaco.

Danilo Ucha iniciou no jornalismo na falecida Folha da Tarde, da Cia Jornalística Caldas Junior(CJCJ). Elmar Bones da Costa passou por inúmeros jornais e revistas - Coojornal,Veja,Gazeta Mercantil,Folha da Manhã, e hoje é diretor da Editora Já.
Kenny Braga trabalha na RBS.
Bem dentro do espírito dos anos sessenta,um ex-colega de pensão lembra que todos eles menos Danilo Ucha, queriam fazer a " revolução".
Glênio Lemos passava os dias e as noites lendo Karl Marx. Ucha debochava:" quando vocês ficarem mais adultos serão uns burgueses iguais a todos " dizia ao ouvir os discursos inflamados do Kenny Braga e do Glênio Lemos.
Ucha disse-me que " muitos porres homéricos tomamos ali na pensão da Dona Maria".


Danilo Ucha

Ele localiza a pensão onde ficava o prédio do Touring Club do Brasil, na av. João Pessoa.Segundo Ucha, Elmar Bones da Costa não residiu na pensão da Dona Maria. Morava no bairro da Tristeza.
E eles iam a pé de madrugada da pensão da av. João Pessoa até a Tristeza,sem medo de assalto.
Elmar Bones da Costa respondeu,por email sobre seu tempo de pensão da Dona Maria:" quem morou lá foi o Glênio Lemos e o Eloy dois amigos nossos. Eu nunca morei lá.Ia lá visitá-los".
Elmar Bones da Costa nasceu em 23.01.1944,em Cacequi.Filho de Dorval M. da Costa e de Enedina Bones. Foi secretário de redação da Folhinha da Manhã, localizada na rua Caldas Junior,219. É casado com Dóris(25.11.1944).Publicou vários obras pela Já Editores, de sua propriedade e tem vários prêmios de Jornalismo, inclusive o Esso, pela matéria sobre os documentos secretos do Exército sobre a Guerrilha´publicado no Coojornal.
Danilo Ucha nasceu em Santana do Livramento em 1944 e começou a trabalhar em jornal na Platéia,quando o jornal era o mais importante diário em circulação no interior do Estado,dirigido pelo Toscano.
Trabalhou ainda na rádio Farroupilha, na sucursal do diário carioca Correio da Manhã, na FT,Rádio Guaíba,O Estado de S.Paulo e em ZH.Hoje assina coluna no JC,sobre economia e edita há 21 anos seu Jornal da Noite.

" Os cassetetes do Geraldo"

Esta é criação do Castinha.Ele lembrou que dia 14/01 será a festa de começo do ano do Sinborsul e o presidente, Geraldo da Fonseca,fará farta distribuição de cassetetes de borracha,como sempre.É verdade. No véspera do final do ano, dia 30/12,estive no Barranco e o garção mais antigo da casa, acho que se chama Xumbinho, estava lá mostrando pro Chiquinho Tasca,seu patrão, um cassetete de borracha que ele iria usar,segundo ele, com os " xaropes" da noite de Réveillon.

Olha pra aquile tive certeza que era um remanescente da última festa do Geraldo que é sempre feita no começo de janeiro.

Memória da Imprensa

O dia em que quase não saiu o listão do vestibular na ZH

ZH acostumou-se ao longo dos anos a tirar edição extra quando saiu resultado do vestibular da UFRGS.O Gilbertinho Leal era sempre quem sabia a data certa que o resultado seria dado pelo Coperso.

Mas um sábado de manhã fui trabalhar estava de plantão e eram por volta de 8h30minutos. Ninguém na redação. Fora a semana do vestibular da UFRGS. Acho que tinha um contínuo na redação.
Nem o chefe de reportagem havia chegado.Liguei um rádio pra me distrair e então botei na rádio da UFRGS.

A letra A já estava quase no fim.

Estavam dando a lista antes do previsto.

Foi uma correria.

Lembro apenas do Olyr Zavaschi - hoje fazendo o Almanaque- chegando com cara de mal dormido correndo redação adentro. A redação já estava no andar onde está até hoje. Já tinha computador.

Em pouco tempo correram atrás do prejuízo.

Se não fosse por minha intervenção - eu que nada tinha que ver com aquilo - não teria saído o jornal extra com o Listão da UFRGS.

Coleguinhas

* Morreu o Gollo, jornalista ligado ao turismo que residia em Caxias do Sul.

* Os amigos estão preocupados com a piora do estado de saúde de Wilson Rocha Muller.

* Mônica Omay- quem ainda se lembra dela por aqui? ,que foi da RBSTV e assessora de imprensa do Touring Club do Brasil estava na TV Globo,em SP mas mudou-se pra Record.

*Regina Lemos anda por Porto Alegre, mas dia 31/01 voltará a Sampa,onde vive. Tem lá uma turma....

* Foi Hugo Hammes quem comunicou,ontem, a morte do Gollo ao presidente da ABRAJET, Ayres Cerutti.

* Kenny Braga, do Sala de Redação,da Gaúcha, caminhava,ontem, pela rua da Praia com solão e tudo...

* A ARI somente mandou ontem,dia 7/01, feliz ano novo pros seus amigos. É por isto que seu presidente é conhecido, há muitos anos, por " Paciência".

* Brincando, a gente vai dizendo as coisas. Tem um inquilino novo no prédio da ARI que há dois meses " tenta" pagar o aluguel e não consegue. Secretaria da ARI faz de tudo pra impedir pagamento. Será boicote a novos inquilinos? Mas que é estranho,é...

* Rosane de Oliveria deu,ontem, em ZH, um furo anunciando a saída de Marisa Abreu do secretariado do governo do Estado. Ontem , por implicância com a colunista , a governadora Yeda Crusius ela anuncia a saída de sua estrela maior Aod Cunha. Briga de mulher é fogo...

* Ontem,dia 7/01/09, às 9hs, o correspondente Aspecir da rádio Guaíba ficou fora do ar. Entrou em seu lugar uma outra rádio - não sei qual era - depois a Guaíba voltou e Milton Ferretti Jung começou tudo de novo.
*O advogado Marco Chagas reapareceu na tarde de 06/01 na sede do Sindicato dos Jornalistas-RS

* Férias do presidente Zé Nunes, do Sindicato dos Jornalistas, vai só até a próxima segunda.

*Me informam que Ercy Quaresma, o "Inspetor" foi editor de um jornal da Fecotrigo, que concorria com o da Cotrijuí, editado pelo colega Raul Quevedo.
Quevedo foi praticamente quem tirou Hipólito José da Costa do esquecimento na sua relação com a imprensa, ou como o fundador da Correio Brazilense, que teria sido o primeiro jornal do país.antes da Fecotrigo convidar Ercy Quaresma pra ser seu " chapa-branca", convidaram Lauro Dieckmann e Celso Rosa. Os dois não quiseram. Dieckmann só quis ficar em jornal diário sem vínculo com empresas.

* Os colegas da Coletiva.net informam que no último dia do ano passado parou de circular o Correio do Sul,de Bagé, de 94 anos de idade. Com quase 3 milhões em dívidas fiscais, o jornal deu um tempo. Foi nele que anos atrás, Matias Nagelstein viu um apedido, num sábado de manhã, que ele achou totalmente ofensivo a sua honra. Era vereador de Bagé e um colega colocara este apedido.Disse pra sua esposa:
- Vou lá matar este cara!
No café, matou dois,o que o ofendera e outro por engano. Foi absolvido.

* Comemora 100 anos de fundação este ano, o Correio Riograndense dos freis capuchinhos.Começou em Garibaldi, hoje é tirado na editora São Miguel, de Caxias do Sul. Aqui em Porto Alegre quem vende assinaturas dele é o frei Rovílio Costa, da Est Editora.

Coleguinhas - Eu X Eles

Ott foi de Porto Alegre a Assunção apagando o toco do cigarro nas costas do pai do " seqüestrado" !

Foi um caso escabrosso de se levantar. A RBS mandou a repórter Regina Lemos pelo TV e o Clóvis Camargo Ott pela ZH pra Assunção junto com o pai do seqüestrado(suposto).O Clóvis morreu em 01.01.2006.Mas a Regina ainda lembra do fato:
- O Ott passou a viagem inteira,numa kombi, apagando o toco do cigarro aceso nas costas do camarada. Ele ia perguntado pro sujeito que se dizia pai do suposto seqüestrado.

Na verdade, era uma simulação de seqüestro pra levantar uma grana.

Em Assunção, no outro dia de manhã,a Regina Lemos desceu pro café da manhã e Ott a esperava,aflito:
- Já sei,diz ele, quem seqüestrou este cara. Foi ele mesmo.
A Regina não acreditou. Na marra, o Ott "arrancou" do sujeito que o seqüestro era uma simulação pra tirar grana de alguém.

OTT II

Um dia a Regina Lemos e o Clóvis Ott estavam na antesala de uma autoridade esperando a vez de serem recebidos pra uma entrevista. Ott se agachava,virava daqui,virava dali,tudo pra ver as coxas da Reginal. Aí ela acabou com aquilo:
- Levantei a saia e mostrei as calcinhas pra ele. E disse: olha de uma vez,então!

OTT II

Diz o fotógrafo Arivaldo Chaves, de ZH, que Clóvis Ott carregava no carro da reportagem policial uma garrafa de canha. Quando o carro parava na sinaleira, ele dava uma bicada e voltava a colocá-la atrás do banco,escondidinha.

OTT IV

Fez um grande trabalho como repórter pela ZH na prisão do Flávio Alcaraz Gomes. Tanto que o próprio Flávio elogiou a cobertura isenta que o ex-colega da Caldas Junior - onde se odiavam porque Alcaraz era da " direita" e Ott da " esquerda". Alcaraz temia que Ott fosse lhe dar um pau pela vingança do passado, mas ele executou um trabalho com total imparcialidade.

OTT V

O falecido colega foi casado duas vezes: com Sônia Renner,com quem tem um filho e com a Eloisa Thiechdel.

OTT VI

Ott também tinhas seus momentos de mau humor.Era neles que perdia as estribeiras. Sofreu pra morrer.No enterro foram quatro colegas.Ademar de Vargas Freitas, Mário Rotta,Raul Rubenich e Jorge Waiters. Juarez Fonseca foi apenas na missa de sétimo dia.Estava viajando naquele dia.

OTT VII

Ott era filho de Sylvino J.Ott e de Alice Camargo Ott. Nascido em 09.08.1944.

A Casa de Alice(Dica)

Taí um bom filme que recomendo. Está passando no Santander Cultural,dentro do circuito de verão,por dois pilas. Bom Filme,nacional. Engraçado que eu não tinha visto nenhum elogio da crítica em jornal, ou então me passou batido.Recomendo o filme.

Lembranças de Paris I (memórias)

Tenho ouvido na rádio Bandeirantes,dentro do programa " Primeira Hora" enquanto mateio neste nosso caloron daqui( as manhãs pelo menos são fresquinhas) pelo Milton Blay,- repórter que propiciou ao Ziraldo fazer a famosa entrevista com o Gabeira,quando exilado,que o Pasquim publicou - seu boletim do tempo falando sobre o frio que está fazendo na Europa e ele contou,ontem,6/01, que Paris ficou submersa na neve com a água congelada nos canos por causa do frio.
O Caco Barcelos, do " Profissão Repórter", da TV Globo, está em Londres e avisou seus familaires daqui de Porto Alegre que está fazendo muito frio, por lá.

Lembrei-me pois do frio que peguei na minha única vez que estive na Europa no inverno(fevereiro) de 1986.Minha ex-cunhada tinha um studio de apenas 25 metros alugado porque ela lá residia fazendo curso de pós-graduação em Urbanismo. Ficava no Quatrozième Arrondissement, perto de Montparnasse. Quando chegamos, não imaginávamos,claro, que no dia 28 de fevereiro em curso o então ministro da Fazenda,Dilson Funaro, decretaria o Plano Cruzado.
Minha ex-cunhada e seu companheiro de então, Carlos Nassi, engenheiro residiam naquele studio. Foram nos buscar no aeroporto de Orly. Fazia um frio de cão naquele inverno europeu. Lembro que ao chegar ao aeroporto de Barrajas,em Madri,houve uma parada e desci do avião pra espichar as pernas e caminhar um pouco. Gostei daquelas pessoas todas encasacadas. Tínhamos vindo de um fim de semana de muito sol na Praia do Pepino(lembram),no Rio de Janeiro.Fazia 40 graus no Rio de Janeiro naqueles dias.No studio da minha ex-cunhada, depois, minha pele saiu toda por causa da calefação.

Chegamos numa segunda. Havíamos saído no domingo de noite do aeroporto do Galeão(ainda era este o nome, e não Tom Jobim,como hoje)Voamos num avião da Aerolíneas Argentinas(ainda existem?). Tomei várias garrafas de vinho argentino,a bordo.
Minha ex-cunhada nos esperou num pequeno Peugeot. Ao chegarmos no studio dela, era meio dia e pouco da segunda.Descarregamos a mochilada, que não era pouca,entramos no pequeno apê e aquela calefação foi me dando uma sensação gostosa.Depois de ouvir os ensinamentos da ex-cunhada sobre como comportar-se dentro do seu studio, saía pra dar uma caminhada pelas voltas, reconhecer o terreno. Fazia um frio de lascar e a tarde caía cedo.
Passei num super que havia ali ao lado e ainda não conhecendo bem a moeda foi enganado pela caixa. Paguei uma fortuna por um baguette e um queijo.Minha ex-cunhada e seu companheiro riram pra caramba da minha mancada.

No sábado seguinte, à noite, fomos prum carnaval de brasileiros na Casa do Brasil, na Citè Universitaire, num baile de carnaval montado pelos brasileiros que moravam e estudavam em Paris.

Quando saíamos da Casa do Brasil, a neve já caía há um bom tempo.Tinha visto pela janela os flocos caindo, e algumas pessoas já haviam se dado conta. Mas a música brasileira ali dentro fervia e o pessoal queria mais era se divertir.
O chão foi ficando branquinho,branquinho porque a neve não derretia.
Saímos da Casa do Brasil e fomos pra casa,dormir.No dia seguinte,domingo, saímos a passear e lembro que os velhinhos, nas bocas do metrô,maravilhados diziam entre si:

- La niège, la niège....

A neve de Paris fora apenas um aperitivo perto do que veria de neve,dias depois, também num domingo,em Praga, onde chegamo ao meio-dia depois de 24 horas de trem, desde Paris até a capital da Tchecoeslováchia,hoje simplesmente Repúblico Tcheca.Fica pra outra....

Memórias da JUC-5


Há 40 anos estou em Portinho

Estas duas fotos mostram o que era a Casa -5 da JUC, na avenida Venâncio Aires,esquina com a rua Santa Terezinha,em 1965,do século passado..Ali fui morar,vindo do interior, no caminhão do Genoino Reginatto quando aqui cheguei, no verão de 1969, pra começar a trabalhar e a estudar no Clássico do Julinho.
Os bondes ainda circulavam pela Avenida Venâncio Aires. Peguei o começo do Bar do Beto que ficava na esquina da Venâncio com a Freitas de Castro, então um bairro bem tranqüilo.Mas havia muito medo,também, dos milicos.Tínhamos um colega gerentão na JUC-5, o Corbellini, que era c d f barbaridade e que acabou rodando no vestibular de Medicina.Quando sentávamos pra almoçar, ele se expressava:" Ah,vamos alimentar o cadáver".
Acho que naquela altura da vida, ainda não tinha conhecido mulher, mas não era gay. Hoje sempre encontro no consultório do Belmar Andrade, o Salvador, que morou na JUC-5. Já era pão-duro naquele tempo e continua hoje em dia, mesmo cardiologista formado e já cheio da grana.
Na frente da JUC-5 havia uma " muradinha" como se vê pela fotografia e ali ficávamos no verão até o sol descer, lá pelas nove da noite conversando...Conhecíamos todos os vizinhos, o bairro ainda era muito tranqüilo. Do outro lado da JUC havia o salão do Joni, onde às vezes ainda corto o cabelo.Não havia o bar que hoje faz fronteira entre a Venâncio Aires com aquela rua que morava o José Lutzenberger. Havia isto sim um inferninho do outro lado da calçada.
Em 40 anos Porto Alegre mudou muito!
Quando comecei a trabalhar em jornal, na ZH,ainda morava na JUC-5 e sempre rendia o Hélvio Schneider que mandava o motorista " Fitipaldi" me pegar em casa pra fazer o horário entre meia noite e 5 da manhã, na ronda policial.A casa da JUC foi vendida pra dar lugar a um prédio em 1974 e fomos todos despejados. Eu fui morar junto com outros colegas, no " Baião" na av. Cuiabá, com Oscar Pereira, mas esta é outra história. Não vou cansar o leitor.

Memória da Imprensa - Pequena manifestação na missa dos 30 dias da morte de Jango
termina em pancadaria da Brigada Militar !


Glênios Peres e Marcos Klassmann puxaram protestos nos 30 dias da morte de Jango

Apenas o jornal ZH - cujo redator-chefe era Carlos Machado Fehlberg - deu uma pequena nota na página 8, num canto de página na edição do dia 7/1/1977,sobre uma manifestação ocorrida após a missa do trigésimo dia da morte do ex-presidente Jango. Os demais veículos silenciaram. Não que a ZH fosse uma " heroína" mas seu editor estava sempre antenado,principalmente com os assuntos da Política.

Compareci aquela cerimônia,até hoje não sei movido porquê.Talvez pelo instinto de repórter, embora de Jango eu soubesse muito pouco, já que quando ele fugira do país,exilando-se no Uruguai,eu era apenas um rapazote que morava no interior.Naquele entardecer do dia 6/1/1977 saí da ZH,onde trabalhava e acompanhada da colega editora do Segundo Caderno do jornal, Jussara Silva dirigi-me para a missa na Catedral que fora convocada na capa dos jornais do dia 06/01/1977. Os jornais chamaram na capa naquele dia dois convites: um assinado pela família do ex-presidente e outro pelos diretórios regional e metropolitano do Movimento Democrático Brasileiro(MDB)onde se abrigavam de liberais,centristas a esquerdistas. Apenas as siglas assinaram os convites. Nada de nomes. Havia ainda muito medo no ar. Ainda era Geisel quem mandava no país, os DOI-CODI estavam lentamente sendo desativados, mas a " tigrada"( a parte mais radicial das Forças Armadas que combateram sem dó nem piedade a chamada subversão)ainda não fora desativada. Bastar lembrar novembro de 1978 e o seqüestro dos uruguaios - Universindo Diaz e Lilian Celiberti -no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.


Sermão de Dom Cheuiche!

A missa na Catedral de Porto Alegre em memória de Jango foi rezada por Dom Antônio Cheuiche que lembrou o político que favorecera os pobres que fora Jango." Ele será lembrado por isto " ,disse o arcebispo de Porto Alegre.A viúva, Maria Tereza Fontella Goulart não comapreceu à missa. Assistiu um ato em Montevideo.Quem se fez presente no ato em Porto Alegre foi seu filho, João Vicente, e a mulher.

Durante a missa, algumas pessoas presentes começaram a gritar palavras de ordem como Anistia, Jango, Liberdade. Foi o suficiente para que na saída da Igreja, um pelotão da Brigada Militar, a cavalo, começasse a dispersar o pequeno grupo que tendo a frente Mila Cauduro, Lícia Peres, Glênio Peres e Marcos Klassmann seguiram, mesmo na rua, gritando palavras de ordem como Anisitia( um palavrão na época) Liberdade e Jango.

O jornal ZH do dia seguinte registrou em sucinto noticíário:"Manifestão com palavras de ordem como Liberdade,Jango e Anistia provocaram a presença de policiais que provocaram a dispersão marcada pelas correrias".
Realmente houve muita correria. Até porque os brigadianos a cavalo vieram pra cima do pequeno grupo desafiador de manifestantes que ficaram " encurralados " junto ao portão de entrada da Catedral de Porto Alegre. Mas não houve espancamentos.
Jussara Silva, hoje trabalhando na imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Alegre recorda do ato:"o pessoal começou a desafiar os brigadianos gritando palavras de ordem como Anistia e Liberdade.A memória que eu tenho daquele ato foi esta: o pessoal gritando anistia mas principalmente Liberdade" disse ela que acrescentou:" Lembro bem do Marcos Klassmann e do Glênio Peres liderando a manifestação".
Klassmann e Glênio,dois vereadores de Porto Alegre foram cassados em 1977 por causa de um discurso que proferiram na Câmara Municipal de Porto Alegre.

A bandeira pedindo Anistia fora vista pela primeira vez publicamente em S. Borja, no enterro de Jango, no dia 7/12/1976. Fora colocada sobre seu caixão por dona Neusa Brizola (sua irmã) Mila Cauduro, e outros companheiros no velório de Jango na Igreja Matriz de São Francisco de Borja.

Coleguinhas

* " Serpentário" da rua Uruguai é também local de cafezinho do historiador Leandro Telles.Aos domingos, Leandro abre sua barraquinha no Brique da Rdenção onde vende livros e outras antiguidades. Ele é parente(acho que sobrinho do ex-prefeito José Loureiro da Silva)

* Na Pracinha da Encol,ontem - 6/1- encontrei de manhã cedo a vereadora Sofia Cavedon(PT) que fazia sua caminhada . Avisei-a:
- Vereadora, o Mendelski(Rogério)acaba de lhe dar um pau na Guaíba...
- Se for por causa do camelódromo que ele me criticou então estou no caminho correto,disse-me a simpática vereadora,seguindo sua caminhada e eu a minha.Sofia Cavedon havia denunciado no dia anterior que as chuvas do fim de semana inundaram o camelódromo no centro de Porto Alegre que ainda não está entregue aos novos inquilinos.

* Boa pergunta: de quem é o prédio físico do camelódromo?
Quem o fez? quanto custou? quem é o empreendedor... Dizem que seria de um ex-dono de uma empresa de comunicação no Estado.

*Jorginho da Papyrus(livreiro muito conhecido) não viajou no fim de ano. Simplesmente hospedou-se no Hotel Plaza San Rafael e até uma champagne ganhou de brinde pra entrar o novo ano.

* Hotel Plaza está comercializando por 40,00 reais o seu livro publicado sobre os 50 anos da Rede Plaza de Hotéis.

* Dois jornalistas,bastante conhecidos, estão na marca do pênalti: há um buquimeki entre os colegas pra ver quem vai primeiro...

* Dia 14/01, todos ao Barranco. É a melhor comemoração que os jornalistas fazem mas não é de fim de ano. Com o pretexto de dar os resultados de 2008, Geraldo da Fonseca, muito bem assessorado pelo Valter Todt - um craque nisto - vão receber os jornalistas e outros convidados. A festa já se firmou.Quem não vai é mulher do padre...

*No ano passado, um garção do Barranco foi desaforado comingo durante a festa do Geraldo, do Simborsul. Eu pedi a ele um prato novo e o sem-vergonha me deu nos dedos:
- Prato novo a casa não tem, temos prato Limpo...Agora fica tirando sarro,cada vez que o encontro.

*Dizem que o barzinho da ARI será "terceirizado".Só assim vão tirar de lá aqueles amendoins que são a alegria dos dentistas, isto pra quem ainda tem dente.

* Que pena que o Odilon Lopes - cinegrafista e fotógrafo - morreu. Foi o único que filmou a saída de Jango pro Uruguai.Passou a noite de "campana" na casa, localizada na avenida Cristovão Colombo,em Porto Alegre, onde Jango estava reunido com seus correligionários. Dizem que o útlimo diálogo, lá no fim da madrugada ,entre Jango e seu cunhado Leonel Brizola teria sido este:
Brizola:
- Presidente, vamos resistir. Temos condições.
Jango:
- Brizola, por ir atrás de tuas opiniões é que eu me encontro na situação em que me encontro...
Brizola,irritadissimo:
- Vai rengo filho da puta. Tu nunca mais vais voltar vivo ao país.

Se foi verdade, Brizola fez uma profecia.

Houve uma vez um verão

Histórias de veraneios

A Edel(incorporadora) tinha comprado um terreno em Morro dos Conventos, no município de Araranguá, no ano de 1976 pra fazer lotes de casas de veraneio.Um dia o chefe de reportagem João Baptista Aveline me avisou meio constrangido, num fim de tarde que no outro dia de manhã, faríamos uma pauta " regalito" . No carro do dono da Edel, Flávio Scaf, iríamos a Morro dos Conventos participar do lançamento do loteamento,onde haveria um almoço com a imprensa.Não recordo quem foi de fotógrafo mas acho que foi o falecido Armênio Abascal, o " Cotia" que cada vez que ia ao banheiro voltava a milhão.Estava sempre chapadão na hora de trabalhar, mas suas fotos são grandes fotos.

Cedo, no outro dia me apresentei, na redação e quando vi estacionou um Galáxie na frente do jornal, na av.Ipiranga,1075. Dele saiu um homenzarão,fanfarrão que entrou no jornal. E se abraçou no velho Aveline. Eram conhecidos de outros carnavais. Flávio Scaf havia trabalhado se não estou enganado como copidesque da ZH e fora em tempos de estudante, ou comunista, ou simpatizante do PCB.Isto pro velho Aveline, comuna assumido, era uma credencial e tanto.

O velho chefe de reportagem nos levou até a porta.Despediu-se de nós aos gritos,almejando boa viagem e nos recomendado ao seu ex-colega de partido e de profissão.A viagem foi muito boa, comemos bem mas a matéria foi uma merda. Um baita regalito onde só podemos falar bem do loteamento que patrocinou a cobertura de Praias da ZH no verão de 1977.

Houve uma vez um verão II

O que é a força de um jornal.

Na cobertura de praias como a chamávamos, veranistas em geral, moradores, autoridades, prefeito, vereadores, donos de bares e de hotéis tinham um medo que se pelavam de levar uma " bandeira preta". Era um pé no saco levar uma bandeira preta. Gol contra.Pra dar uma bandeira preta tinha que pensar duas vezes. Senão dava rolo...Geralmente era assim pro barulho dos carros, pra farofagem em geral. Agora quando um estabelecimento levava, o cara perdia a freguesia por alguns dias. Depois voltava.

Já uma bandeira branca pruma autoridade muninicipal ou mesmo estadual enchia a bola do cara. Mas geralmente os repórteres despersonalizaram as bandeiras brancas, pra não encher muito a bola dos caras.

Nobel da Paz visita a Câmara nesta quarta-feira

O engenheiro Sérgio Trindade, co-ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2007, juntamente com o ex-vice presidente norte americano Al Gore, visitará a Câmara Municipal de Porto Alegre nesta quarta-feira (7/1). Será recebido, às 15 horas, pelo presidente do Legislativo, Sebastião Melo (PMDB), no Salão Nobre da Presidência. Trindade, que é brasileiro, vem ao Estado com o objetivo de divulgar tecnologias para a diminuição de gases poluentes. Na Câmara, ele concederá entrevista à imprensa sobre aquecimento global e a Amazônia. O engenheiro é mundialmente reconhecido por seu trabalho com energias alternativas e renováveis, especialmente o etanol combustível.

Erico Sauer

Olides,
Esta foto é do Erico Sauer que tinha o apelido de "bom cabelo" com a camisa do Estrela F.C. nos anos 60. Na época trabalhava na Rádio Alto Taquari e atuava pelo Estrela.
Rudimar Thomas

Desempenho de dezembro e pedido de desculpas!

Com todos os percalços do mês de dezembro - saída de férias do web( saiteiro) Márcio e substituição por um temporário, Vando, mesmo assim, o site obteve 6.033 acessos. Quero aqui agradecer a preferência e escusar-me pelos dias em que não foi atualizado. Site que não é atualizado, kaput. O leitor não volta. Sei por mim. Seguidamente o Nelson Moura me reclama no " serpentário" quando o web( saiteiro) não consegue colocar de manhã cedo a matéria no ar. Estou na " capi" como dizia aquele contínuo maluco da Standart Publicadade de fatos,historinhas interessantes e inusitadas pro mês que estamos em curso. Promessa é dívida.Obrigado e bom 2009 aos leitores.

Memória da Imprensa

Na sucursal do Jornal do Brasil Mitchell mandava os " tocos" de volta com memorandum

Foto: Acervo Lauro Dieckman
José Mitchell,de óculos, em festa patrocinada na casa do distribuidor do JB no RS, junto
com colegas Alexandre Garcia(comendo churrasco) Lauro Dieckmann,e outros

"Pronto, lá vai o´certinho´ mandando entregar o presente de volta" irritava-se o motorista Davi, da sucursal gaúcha do Jornal do Brasil, nos anos 70, quando o chefe da sucursal,José Mitchell(hoje pauteiro da RBS TV e com um programa na TV Com, aos domingos).A sucursal já tinha saído do prédio da ARI, na Av. Borges de Medeiros, 915 e se mudara para o Morro Santa Tereza onde hoje está a rádio Cidade. Mitchell,lembra um integrante da redação daquele período costumava receber os " tocos" de fim de ano,abri-los na frente dos subordinados. Depois chamava a secretária,mandava-a fazer um memorandum e o motorista tinha que ir devolver o toco e trazer de volta o memorandum assinado como recebido.

- Era um saco, lembra este ex-colega. Nós tudo louco prum toco, mas o Mitchell mandava devolver tudo. Por isto o Davi o chamava de " Certinho".
Na redação do JB, por causa deste rigor do Mitchell com as matérias que os demais veículos davam e com os colegas eles até inventaram uma anedota: dziam que quando o Mitchell iria fazer o amor com a mulher Maria, ele pedia um tempo e olhando o jornal da concorrência dizia:
- Deixa eu ver aqui se eles deram este assunto...

Tudo,claro na maior brincadeira porque os subordinados do José Mitchell sempre o respeitaram muito.

Coleguinhas

* Recupera-se bem a fotógrafa Aninha Lopes de Almeida, esposa do jornalista Carlos Bastos, que foi operada,ontem,dia 5/01 de um pé.Caiu e machucou-se antes da virada do ano.Aninha fez história na fotografia gaúcha: foi a primeira fotógrafa do jornal Zero Hora e isto que tinha lá o " machista" do Telmo Cúrcio da Silva mandando.

* Presidente do sindicato dos Jornalistas-RS,Zé Nunes, entrou em férias.

* Fotógrafo Marquinhos, da Assembléia Legislativa do Estado,levou pra praia livro Abaixo a Repressão do Rafael Guimarães pra ler nas férias.

*Fotógrafo lendo, olha, não é comum. Nada contra os "lambe-lambe", mas,enfim...

*Época ruim de notícias esta. Jornalista sofre...

* Ex-deputado estadual do PT, Flávio Koutzi é assessor especial do presidente do Tribunal de Justiça do Estado.

*Duas ex-mulheres do fotógrafo Nico Esteves são professoras no Jornalismo da Unisinos: Taís Furtado e Beatriz Marocco.

* Narrador Mário Lima está em Criciúma.

Coleguinhas - Eu X Eles


O " Inspetor" não era muito chegado às letrinhas

Conhecido entre os colegas por " Inspetor" - segundo Luis Claúdio Cunha por causa de semelhança física que Erni da Cruz Quaresma tinha com os policiais -nos anos 70, do século passado,mas também por " Quá-qua",entre os vários jornalistas gaúchos que viveram em Nova Iorque nos anos 80,(entre eles o de Garruchos, Luiz Alberto Scotto ) Quaresma nasceu em Porto Alegre em 15.06.1947 filho de Laudemar Valentim Quaresma e Vilzomar da Cruz Quaresma .Começou a profissão no Diário de Notícias,localizado na rua Sete de Setembro,1123, como repórter. Depois trabalhou no Correio do Povo e na Folhinha da Manhã, do Grupo da Caldas Junior.
Quaresma foi depois para a sucursal Globo onde brilhou muito na cobertura do caso " O seqüestro dos uruguaios"( tão bem narrado no livro de Cunha),onde teve seu grande momento, fazendo inclusive vários frilas pra Veja, na área policial.

Investigativo

Isto aí que chamam hoje em dia de jornalismo investigativo, Quaresma fazia diariamente nos anos 70,quando começou na profissão.Não havia assunto cabeludo na Polícia que ele não levantasse. Havia,um porém: na hora de bater a matéria, era um parto. Ele chegava na redação,geralmente por último e começava a caminhar e a conversar com os colegas. O editor de Polícia da Folhinha - pelo menos nos dois meses de março e abril de 1974 quando trabalhei lá - era o Osmar Trindade que enlouquecia com as amarrações do Quaresma.

Quando não dava mais pra esperar, botavam um copidesque do lado dele e ele " vomitava" a matéria.

Diário de Notícias

Ficou muito conhecida uma matéria que ele fez em começo de carreira ainda no Diário de Notícias.Foi o chefe de reportagem Eloyde Rodrigues(ex-cunhado do atual presidente da ARI, Ercy Pereria Torma) quem lhe deu uma missão: passar-se por mendigo e ficar embaixo do viaduto Otávio Rocha pra ver quanto ele recolheria em três dias.Pro Quaresma ficar ainda mais " mendigo" colocaram um naco de carne vermelha dentro dele, que era pra sangrar, lembra Luis Carlos Vaz, seu colega de redação.
Quaresma levantou uma boa grana nos três dias,enquanto o fotógrafo Baru Derquim,de longe, o fotograva.

Depois do terceiro dia, missão cumprida, Quaresma foi mandado imediatamente ao Uruguai, mais precisamente a Montevideo cumprir outra pauta. Provavelmente um seqüestro político dos Tupamaros, que estava muito em voga na primeira metade dos anos 70.

E um colega do Quaresma fez o texto da matéria do "mendigo" que ficara embaixo do viaduto Otávio Rocha pro jornal poder aproveitar as fotos que o Baru tinha feito.

Do primeiro casamento com Vera Maria( 07.08.1948) nasceram Adriane( 25.02.1968 ) e Lisiane( 21.07.1971). Depois Quaresma casou com Heloiza, que é natural de Lajeado e que foi correspondente do jornal O Globo em Nova Iorque,durante anos.

Mistério

Duas duas vezes que estive em Nova Iorque, no passado, em nenhum contatei com o colega, pelo simples motivo que ele não dá endereço e telefone para ninguém. Deve ter experiência de como se comportam os brasileiros com outros conterrâneos quando no Exterior. Vai ver que é por isto que ele não me deu nem fone,nem endereço.

Mas sou sabedor de que mesmo já com cidadania norte-americana, Quaresma não perdeu seu tic-tac de repórter. Quando João Figueiredo era presidente( o último da era militar) e ia a Nova Iorque falar nas Nações Unidas, Quaresma tinha um capricho particular. Como tinha " amigos" entre os funcionários da Varig, ele ia no Presidente Kennedy saber quanto mercadoria a primeira dama, dona Dulce Figueiredo tinha comprado e embarcara ao Brasil. Coisas de repórter,enfim.

Palanque

* Vereador Celso Lopes(PDT)de S. Borja começou o ano a mil. Já entrou com projeto que determina que os órgãos públicos possuem 20 minutos pra atender o cidadão. Lopes está valorizando seu mandato a frente do legislativo sanborjense. Ele entrou lá por uma mínima diferença de seis votos.
Foi um tremendo sufoco no dia 3 de outubro do ano passado. Toda a cupinchada do Lopes se reuniu no seu hotel Executivo,dele, e às vezes ele ficava na frente, outras ele ficava atrás de outro candidato a vereador do mesmo partido. " Derrubaram até metade dos vidros da porta de entrada. Foi uma loucura,conta um funcionário do Executivo". Lopes,filho de um livreiro,fundador da Feira do Livro de S. Borja, já concorreu a prefeito mas levou uma " surra" do falecido Jucão Alvarez.(PP).
Sua meta é não concorrer mais no próximo mandato. É conhecido também pelo apelido de " Cabeça" - por causa do volume avantajado de sua testa.Outra alcunha de Lopes é " camundongo" porque de pequeno tinha a testa branca, como um camundongo.

*Serafina Correa já tem novos dirigentes. Com muitas bandeiras vieram das capelas, os partidários do novo prefeito Ademir Antônio Presotto(PP) para a posse feita às 18 horas do dia 1/01/2009 realizada no Clube Gaúcho, no centro da cidade.Agora é esperar pra ver o que se cumprirá de promessas feitas na campanha. O prefeito que saiu, o Valcir Reginato, o Polaco, já estava há 12 anos prefeitura. 4 como vice de Jacir Salvi e 8 como prefeito.Há gente na cidade querendo que coloquem uma estátua do Polaco na Praça Pio XII, como fizeram com o falecido prefeito Irceu Antônio Gasparin.

* Deu tudo certo na posse dos vereadores da Capital no dia 1/1/2009 na Câmara Municipal junto com a posse do prefeito Fogaça. Mas teve gente que estranhou que na posse realizada depois na Prefeita Municipal teve alguma confusão com alguns credenciados podendo subir até o gabinete e outros com crachazinho cor de rosa que não passavam da entrada.

Dialeto de Foz do Iguaçu!

Assim, como existe o "portoalegrês" - que o professor Luís Augusto Fischer muito bem apresentou em seu diciionário - este fim de semana, uma leitora teve acesso a um termo que só se usa em Foz do Iguaçu, no Paraná. Vamos chamá-lo,então de " foziguaçudez". Estavam levando uma guria de apenas 12 anos num carro pra rodoviária de Porto Alegre, o motorista é extremamente religioso e a guria saiu-se com esta expressão:
- Aquela mulher estava muito EMBOÇETADA. Isto mesmo. Foi isto que a minha leitora ouviu da boca da guria.
Ela queria dizer que a guria estava estressada. Cruiz credo,então.

Memória das Enchentes de Araranguá

Enchente em Arararanguá(SC) dá todo ano,ou quase todo ano. Assim, quem perdeu uma, não se preocupe, terá no outro verão outra.Ontem de manhã, o repórter da rádio Guaíba que está lá fazendo a cobertura(perdão, não anotei seu nome) entrou no programa do Mendelski dizendo que os " catarinas" dizem ser esta enchente a maior depois de 1974. Santo Deus, tem concurso até de que enchente foi maior. Vai ver qualquer dia vai ter prêmio pra maior enchente. Não é de duvidar mais nada.

Mendelski colocou a opinião dele (embora não seja muito de fazer isto) e lembrou de quando esteve em Araranguá(SC) como repórter da Folhinha fazendo a cobertura da maior enchente que dizem os moradores aconteceu naquele ano. Vai aí um depoimento da professora Heloiza Golbspan Herscovitz( agora acho que acertei o nome dela) mandado tempos atrás lembrando daquela famosa enchente,eis que ela a enfrente. Eis,então,seu pequeno relato:

" Também vivi uma experiência incrível lá na grande enchente de Tubarão, em 25 de março de 1974. Eu e mais uma amiga e um amigo, o escritor Ernani Sso, que era meu colega no jornalismo da PUC. Em Garopaba não chovia e achamos que dava pra encarar a estrada de carona.
Foi um susto. A Br estava bloqueada pela chuva em vários pontos com o asfalto quebrado. Levamos três dias para chegar em Porto Alegre. Perdemos os sapatos,ficamos sem dinheiro e atravessamosw o que sobrou de estrada com água no pescoço. Nos postos de gasolina serviam um sopão de graça. Vimos cachorros em cima de telhados decasas cobertas pelas águas, operários fugindo ainda de capacete dasempresas de Tubarão e que nos ajudaram muito, dormimos na porta de uma igrejinha na estrada e amanheci com um viralata me lambendo a cara. A região ficou isolada. Morreram 200 pessoas. Quando cheguei em casa, minha família pensou que eu tinha morrido por causa das notícias no Jornal Nacional. O Ernani Rosa, hoje escritor conhecido como Ernani Sso, deve ter escrito sobre essa aventura."

Coleguinhas - E X C L U S I V O !

FRILA do ESTADÃO no RS é atropelado por moto e acaba na UTI do MOINHOS

Já está melhor o estado de saúde do repórter frila do Estadão no RS, Carlos Alberto FRUET,56 anos, o " Beto" que na noite - 21h15 min- do dia 04/12/2008 foi atropelado na frente de sua casa, na rua Francisco Ferrer, no bairro Petrópolis, por um motoqueiro.

Fruet estava chegando em casa ,depois de mais um dia de trabalho. Ele desceu do ônibus na parada em frente a sua casa - fica defronte ao Hospital de Clínicas e quando foi atravessar a pista da avenida Protásio Alves( tráfego no sentido bairro-centro) viu dois carros, mas não percebeu um motoqueiro que se metia no meio deles.
A batida foi frontal.No prédio do segundo andar, em frente a avenida Protásio Alves, a filha de Fruet ouviu uma batida,sentiu algo ruim, e avisou à mãe.
- Minha filha ouviu uma batida forte. Me disse: mãe,dá uma olhada, foi coisa feia. Acho que ela intuiu que fora com seu pai e ficou com medo de ir ver.Eu fui na janela e vi aquela homem estirado no chão, com uma baita poça de sangue. Reconheci que era o " Beto" pelas pernas, conta,ainda muito aflita e apreensiva, a esposa do jornalista.

Calvário

Quando a esposa de Fruet correu pra baixo,junto ao corpo do marido estirado no chão, junto a uma poça de sangue( ele feriu-se muito na cabeça com o choque da moto ) os taxistas do ponto loclaizado na esquina da Francisco Ferrer com a Protásio, já tinham chamado uma ambulãncia do HPS." Fomos correndo pro HPS".

Dentro do HPS, Fruet recebeu os primeiros socorros e depois foi levado para o Hospital Moinhos de Vento( ele possui um cartão de seguro saúde).
- O médico me disse que tive muita sorte porque em 98% deste tipo de acidente, o paciente entra em coma, conta ele, instalado numa espécie de " cama de campanha" agora já em casa.

Num dos dias que estava no HPS,quando descia de uma maca para outra, uma das enfermeiras, lhe disse:
- Aquele camarada que passou aí naquela outra maca foi o motoqueiro que te feriu.
Também ficou bstante machucado.

Carlos Alberto Fruet foi durante alguns anos "setorista" do Grêmio na Zero Hora. Depois que saiu do jornal, ficou trabalhando como autônomo de várias publicações,entre elas o Estado de S.Paulo. É um dos profissionais mais cuidadosos e sérios na apuração dos fatos com quem já trabalhei.

Coleguinhas

* Telmo Flor, diretor do Correinho, é um verdadeiro " diplomata da comunicação" Está se mantendo no cargo depois de um ano que a Igreja Universal - leia-se Record - comprou a Caldas Junior.

*Assim que a IURD comprou a Caldas, Dom Dadeus Grings, arcebispo metropolitano de Porto Alegre, que assinada todos os domingos a coluna a Voz do Pastor, publicada pelo Correinho, foi sondado pra ir de malas e apetrechos pra Zero Hora levando,evidentemente sua coluna dominical. Ele consultou alguns católicos que o aconselharam a ficar onde está.

*Programa do Leonardo, ontem,dia 04/01 na rádio Guaíba, ficou claro que era gravado. A uma certa altura, mesmo indo ao ar no dia 04/01, ele disse: espero que em 2009 ele continue conosco...

*O vice-presidente da ARI comentou com alguns colegas sua insatisfação pela desclassificçaão de uma matéria no recente Prêmio ARI de Jornalismo do seu filho Andrei. Tudo porque ,alega Batista, ele não mora aqui. Tem que ver o que diz o regulamento...

Coleguinhas

O " ecochato" Juarez Tosi( de óculos ebarba) quando não está trabalhando na Procuradoria do Ministério Público Federal ou divulgando a ecologia, vai ao Olímpico torcer pelo Grêmio. Aqui na foto junto de uma turma de gremistas, vindos de Serafina Correa, especialmente para ver este jogo do Grêmio contra o São Paulo F.C em 2007.

Memória da Festa da Uva

Valter Gomes Pinto salvou a " cabeça" da Rainha da Festa da Uva de 2000!

A rainha da festa da Uva, de Caxias do Sul,Fabiane Bressanelli Köch em 2000, teve a cabeça salva pelo diretor corporativo da Marcopolo, Valter Gomes Pinto naquele ano também do corpo diretivo da Festa da Uva.Em 20 de janeiro daquele ano, ela deixou que sua irmã - gêmea Danielle desfilasse no seu lugar, assumindo o papel de rainha, em plena avenida Sinimbu, no centro de Caxias do Sul. E o público fez o papel de otário.( muitos gaiatos,pra variar lembraram a lenda do "galo" de Flores da Cunha,quando um palhaço foi lá e iludiu todo mundo,fugindo pela porta dos fundos e levando a renda do ingresso).
Valter Gomes Pinto era então diretor e do staff da Festa da Uva e achou que do limão poderia fazer uma limonada.:
- Ganhamos mais centímetros na imprensa nacional com a notícia da troca das soberanas da Festa da Uva do que com o evento em si comemorou ele.

Na noite em que Fabiane Bressanelli Köch iria ser " cassada" - lhe tirariam o título -pela direção da Festa da Uva porque o assunto pegara muito mal,Valter garantiu aos demais colegas que conseguiria que Fabiane fizesse um pedido público de desculpas. Esta seria a saída.para não " cassá-la".
- Não adianta,alegaram os colegas de Valter. Ela é muito orgulhosa e não vai pedir desculpas em público.

- Vai sim,apostou ele.

Às 23 hs, ele foi até a casa de Fabiane e de lá trouxe o que prometera aos colegas de diretoria. A cabeça de Fabiane foi salva e ela continuou seu " reinado" como Rainha da Festa da Uva 2000.

Quem contou numa rádio de Caxias do Sul que Fabiane havia cedido o " trono" pra irmã gêmea desfilar no dia 20/0/2000 foi a mãe das gêmeas." Ela( a mãe) poderia ter tornado público isto depois de um ano " disse Valter,entre sorrisos. Mas ele salvou a cabeça da Rainha da Festa da Uva de Caxias, no ano 2000, como bom conciliador que é.

Memória

Olides,
Esta foto foi tirada nos anos 80 quando o Antonio Augusto veio para Comentar um clássico entre Estrela e Lajeadense realizado em Estrela e que terminou empatado em 1 a 1.
Abraço
Rudimar Thomas

Respingos da posse de José Fogaça e dos 35 vereadores de Porto Alegre na tarde do dia 01/01/2009

* Quando cheguei na Câmara Municipal,ontem,dia 01/01, ouvi uma voz que vinha dos banheiros femininos.E vi que era profissional. Tinha ali alguém ensaiando. Era a Fátima Gimenez, que depois cantou na posse de Fogaça e dos vereadores.

*Pontualmente, na hora aprazada-16hs - iniciou a sessão de posse dos vereadores de Porto Alegre e em seguida do prefeito e vice.

*A ausência da Governadora Yeda na solenidade, pelo menos na Câmara Municipal, indica que ela já sabe que irá bater de frente em 2010 com alguém que ontem tomava posse,ou seja, com José Fogaça. E ela não quis encher a bola de um provável adversário.

* Presença de três deputados federais na posse de José Fogaça e dos vereadores: Germano Bonow(DEM) Luciana Genro(Psol) e Vieira da Cunha, do PDT.

* Dom Dadeus Grings,arcebispo de Porto Alegre,também esteve nas posses.

* Presidente da Fiergs, Paulo Tigre, também prestigiou posse de José Fogaça e dos vereadores.

* Presidente da Federasul José Cairolli não esteve na posse de Fogaça e dos vereadores. A entidade se fez representar.

*Quando foi chamada, a vereadora do PSOL, Fernanda Melchionna Silva foi até a mesa abrigada numa bandeira da Palestina.No começo da solenidade, militantes da causa palestina abriram uma faixa com os dizeres: " chega de massacre em Gaza". Não foram importunados pela segurança.

* Sebastião Mello(PMDB) foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal.Fazia 20 anos que isto não acontecia.Os últimos a se reeelegeram foram Cleom Guatimozim e Aloisio Filho.
* Fotógrafos fizeram a festa na frente dos políticos. Hugo Scotte,fotógrafo do Psol, Edison Castêncio, do site dele, Alfonso Abraham, do prefeito Fogaça, Ricardo Giusti, do Correio do Povo, circularam livremente pra cima e pra baixo pra fazer seu trabalho.

* Quando assumiu seu compromisso como vice-prefeito, o já calejado sindicalista - político José Fortunatti( nascido em Flores da Cunha) ficou com a voz embargada. Ele já fora eleito vice-prefeito de Tarso Genro e era,então,quando estava no PT, sua vez de concorrer a prefeito. Mas foi "bigodeado" pela trinca Olívio-Tarso-Raul e ele agora está com amplas possibilidades de assumir como prefeito eleito,caso José Fogaça saia pra concorrer ao governo do Estado ou então a senador.

*A vereadora Fernanda,do Psol, vai " apagar" o brilho do Pedro Ruas, que mais velhusco, seguramente perderá espaço na mídia pela colega que chega na Câmara Municipal com todo o gás.
* Beto Moech,reeleito vereador pelo PP, não emplacou novamente a Secretaria do Meio Ambiente. Ela ficou com o professor Garcia. Seguramente pesou nisto as declarações(desastradas do ponto de vista político) dele sobre possível corrupção entre os colegas na votação do Pontal do Estaleiro.
* O público que se fez presente tanto dentro do recinto da Câmara Municipal como o que viu pela telão do lado de fora vibrou quando Sebastião Mello,dirigindo os trabalhos, pronunciou os nomes de Maurício, Pancinha,Brazinha,entre outros.

* Fátima Gimenez, que cantou Querência Amada,do Teixeirinha( virou um hino informal do Estado) foi acompanhada do violonista Maurício Marques.Fátima cantou ainda o hino oficial de Porto Alegre, e o Hino Riograndense.

* Todas as informações que dei dias atrás sobre as manobras que o PDT faria, como puxar três suplentes, se confirmaram. Na mosca.
* Carlos Todeschini(vereador do PT) assumiu a presidência da mesa e chamou o vereador Tarciso de "Tarciso Flecha LIGEIRA". É Tarciso Flecha Negra,seu nome de guerra. Muita gente riu da gafe.Um presente lembrou que existiu um jogador de futebol chamado Flecha Ligeira,era ponta-direita e jogou no Palmeiras, em São paulo.
*Políticos de todos os naipes e cabos eleitorais, lideranças comunitárias e lideranças empresariais e religiosas formaram o público que encheu o plenário,ontem,dia 01/01/09 pra posse dos 35 vereadores e do prefeito e vice.

* Na votação da mesa diretora,apenas dois votos contra. Eram,seguramente, do PSOL. 33 votos foram a favor.

Memória da Imprensa!

Mitchel,do Jornal do Brasil, mandava de
volta os " tocos" de fim de ano que lhe mandavam de
brinde.


Quem lembrou-me do episódio foi o fotógrafo Luís Antônio Guerreiro, que trabalhou na sucursal do Jornal do Brasil,quando era chefiada pelo José Mitchell. E como estamos em época em que as empresas costumam presentear jornalistas em redações,lembrei-me do fato. Diz o Guerreiro que mandavam presentes pro Mitchell que os recebia pessoalmente.

Ato contínuo, ele mandava a secretária escrever um memorando. Guerreiro viu Mitchell fazer isto com um presente de final de ano vindo de uma indústria de celulose muito conhecida, implantada à beira do rio Guaíba.
Depois de escrito o memorando, José Mitchell chamava o motorista Davi e o incumbia de ir pessoalmente devolver o presente à secretária do diretor que o enviara.

 

 
 
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Espaço dos Leitores

Oi Canton!

Gostei muito do teu blog de ontem e de hoje. Informações preciosas e na medida certa. Parabéns, abs/
Josi

Lí no "O Sul" que você estava de aniversário hoje e resolvi enviar esta mensagem para felicitá-lo pela data. Parabéns e que tu alcance neste ano tudo que almejas. Um grande abraço,
Roberto Kreitchmann

Olides !

Parabéns pelo teu aniversário,com muita ALEGRIA, SAÚDE e REALIZAÇÕES. Abraços
Maria Luiza

Grande, Olides:

Parabéns pelo aniversário !!! Saúde & Paz. Sucesso sempre.
Beto Bottega.

Não sei se alguém já te fez a observação sobre a "errata" no nome do locutor da gaúcha que, por acaso, é meu primo. É Carlos Alberto Negreiros ? e não José Carlos Negreiros, como colocaste no blog. Ontem, não deu tempo para comentar contigo. Amigo, estais trabalhando demais...
Até... Josi

Olá Olides,

Apenas hoje conheci teu ótimo blog o que se explica por não atuar no jornalismo, embora tenha tido um irmão no ramo, já falecido, que começou na então A Hora / Última Hora aí na Portinho, nos primórdios do período da 7 de Setembro, tendo depois ido para a UH São Paulo e de lá passado por vários jornais, nunca mais voltando a morar no sul.

Como gaúcho "desterrado" há 28 anos em Floripa, ainda guardo muito boas recordações aí de POA onde volto sempre que posso e, assim, vou ter que dedicar alguns dias a repassar as tuas matérias, principalmente as reminiscentes. Já enviei para um colega daí cópia daquele trecho da JUC-5, pois morei na 2 que também era na Venâncio e, mais tempo, na 1 ali na Lima e Silva com Luiz Afonso. Há dois anos fizemos um encontro no GN União de cerca de 50 ex-moradores da Lima e Silva, uma reunião memorável que durou quase um dia.

Depois de dar uma passada nos outros números do blog vou te mandar alguns comentários, na linha de circunstancial "testemunha ocular da história". Para começar, o Bar do Beto começou bem antes, aí pelo final dos anos 50, no endereço ali da esquina da Vieira de Castro com a Venâncio, embora ainda sem esse nome. O Betinho veio de Rio Grande e comprou o bar que eu já frequentava antes, dado que morei uns 10 anos em vários endereços ali pelas imediações. No local havia uma espécie de vestiário nos fundos no qual os alunos da então Escola de Cadetes trocavam e guardavam a farda nos fins de semana, em armários locados já pelo antecessor do Beto, para irem à paisana à "vida social" domingueira. Um amigo e colega de então já conhecia o Betinho lá de Rio Grande e, assim, nos entrosamos de saída.

Outro comentário que adianto é relativo à menção a bombardeios sofridos por Praga, na Segunda Guerra. Ao que me consta houve apenas um, supostamente feito por engano pelos americanos já próximo ao final da guerra, em fevereiro de 45, quando uns 150 prédios teriam sido atingidos. O início da ocupação nazista, em 1939, foi uma operação mais ou menos consentida que não teria chegado a gerar operações bélicas expressivas, apenas prisões e execuções. De qualquer forma as fotos, creio que uma é da Praça Venceslau e a outra é do famoso relógio, também me despertaram grandes recordações de quando estive em Praga a trabalho durante uma semana, isso lá pelo início dos anos 80, ainda antes da "queda do muro".

Parabens, portanto, ainda que tardios pelo blog que, agora, passarei, a frequentar e "curtir"'.
Um abraço, Saul O. Gil Cardoso

Olides,

Obrigado pela tua pronta e atenciosa resposta. Passei um bom tempo do fim-de-semana fazendo uma "leitura em diagonal" de grande parte das edições do blog, administrando o conflito entre a voracidade no afã de incorporar o rico manancial informativo divulgado por ti e a necessidade de demorar-me no texto o suficiente para assimilar minimamente as informações.

Achei muito significativa a quantidade de coincidências verificada em nossas vivências e/ou interesses, embora eu seja uns 15 anos mais velho (71 atuais) e tenha percorrido basicamente uma carreira técnica, a da engenharia. O fato de ambos termos morado na JUC e ido uma única vez a Praga é apenas parte dessas trajetórias meio paralelas. Serrano de São Chico (a Serra dos pobres!), nascido no campo, de lá saí aos 11 anos para estudar graças à visão de um pai que tinha, ainda que com limitadas luzes de formação, intuído que a divisão hereditária das propriedades iria inviabilizar o sustento familiar com base na continuidade daquele modelo pecuarista extensivo e limitado. Foi necessário pagar um preço por essa guinada existencial, que foi a deflagração de mais uma de tantas mini-diásporas familiares mas isso, como se diz, são "cavacos do ofício".

Na JUC cheguei em 1955, já na minha terceira pensão em POA, quando estava iniciando o último ano do científico no Julinho, então localizado no Arquivo Público da Riachuelo. A circunstância dessa localização colegial me fez estrear em Porto Alegre já percorrendo e assimilando diariamente a riqueza humana e cultural da Rua da Praia daquela época dos posteriormente chamados Anos Dourados, uma vivência saudável da qual nunca mais me libertei e que nutre a minha memória de forma muito especial e destacada. Nesse percurso cotidiano vi nascer a Feira do Livro um evento do qual me tornei entusiasta e aficionado. Assim, sempre que posso, procuro fazer coincidir uma das idas à Portinho com a época de sua realização. Há poucos anos, quando iniciou a fase Record do Correio do Povo, achei que a cobertura da Feira que eles estavam fazendo estava uma droga e, quixotescamente, enviei um e-mail dando uma "espinafrada", falando de tradição, importância histórico-cultural, coisa e tal. Bem ou mal, parece que lá para cá melhorou.

Com esse viés foi que propus e obtive que o encontro que fizemos da turma da JUC 1 em 2006 fosse em novembro. Por uma dessa outras circunstâncias que nos deixam na dúvida entre a prevalência da simples coincidência e/ou a ação de algum tipo de "mão invisível", ao ler na internet o programa da Feira daquele ano, constatei que estaria sendo relançado e autografado um livro que não tinha tido uma repercussão muito ampla mas que tinha me marcado a ponto de eu vir há quase duas décadas "caçando" e adquirindo exemplares até em sebos e distribuindo a amigos. Refiro-me a A idade da Paixão, romance com o qual o Rubem Mauro Machado havia conquistado o Prêmio Jabuti em 1986. A tarde de autógrafos do Rubem estava marcada para quinta e na sexta seria o nosso encontro JUC. Cheguei na Feira aí pelas 5 horas e vi que o Rubem, que até então eu não conhecia pessoalmente, estava praticamente só na Praça de Autógrafos, conversando com um casal. Adquirido o livro, o abordei me apresentando e causando nele uma certa perplexidade pela meia dúzia de exemplares que eu estava portando. Justifiquei-me dizendo: "Venho lendo e relendo o teu romance desde o primeiro lançamento, até porque me sinto meio como que biografado nele. Amanhã vou encontrar-me com velhos amigos de uma variante da tua Pensão do Barbante e vou presentear aqueles mais próximos com exemplares da tua obra." No outro dia li trechos do livro no encontro e foi um sucesso. Acho que o Rubem acabou desfrutando de uma pequena bolha de novos leitores em meio ao nosso grupo de velhos juqueanos.

Dentre outros aspectos, uma coisa notável de encontros como esse da turma da JUC é que, diferentemente de reuniões comemorativas de formatura, a tônica no caso foi a diversidade grupo e das respectivas trajetórias ao longo de meio século durante oqual a grande maioria raramente havia mantido contato. Vou abusar mais do teu tempo contando apenas uma das circunstâncias: Na garimpagem que fizemos, que resultou na localização de cerca de 120 ex-moradores dos quais 20 constatados como já falecidos, vinha eu "martelando" para o meu colega aí de Porto que no fundo foi a "locomotiva" do processo de localização, organização e coordenação do evento. Dizia eu então para ele: "Precisamos achar pelo menos dois personagens faltantes, o Cigano e o Padilha". Do Cigano, que se constatou estar entre os falecidos, ele se lembrava pela circunstância de ser alguém que, antes de ir para a JUC, havia deixado o "bando" objetivando cursar Belas Artes e pelo assombro que nos causava ao praticar um contorcionismo que fora aperfeiçoado numa vida circense regularmente praticada. Já o Padilha estava difícil ele lembrar e eu complementei: "Era aquele que tocava bem violão e cantava A Volta do Boêmio no nível do Nelson Gonçalves". Umas duas semanas depois o amigo ligou-me dizendo: "Achamos o Padilha. Ele é o Nito, dono de um dos mais 'badalados' bares da noite portoalegrense, com destaque até na Veja.

Ainda não localizei a foto coletiva que fizemos do evento. Assim que isso acontecer vou procurar te enviar. Vais identificar inclusive pessoas da tua profissão, como o Rivadávia Severo (Riva) e outros.

Da minha época de JUC conheci vários da Casa 5. Entre eles lembro com destaque os irmãos Pedro e Nereu Búrigo de Criciúma, que eu já conhecia das pensões anteriores, na Cristóvão Colombo esq. Comendador Coruja. Aliás o Nereu, que como o irmão era era bancário e já tinha rádio, foi quem me deu a notícia do suicídio do Getúlio, numa manhã em que eu voltava da aula de educação física pelo Julinho, que era dada no centro esportivo da Escola de Cadetes, na Redenção. Pedro se tornou médico e fez carreira na terra natal. Nereu formou-se em engenharia, trabalhou anos no DNOS aí em POA e depois veio se dedicar à construção civil aqui nas praias de Floripa. Há mais de 10 anos não o vejo.

Numa próxima mensagem vou comentar sobre o Pato Macho e também sobre o Adão Faraco. Aliás o Adão, com quem depois convivi anos no Alegrete, foi comensal por algum tempo na nossa JUC, isto antes de ele ser Presidente da UEE e visitar a China, visita que ele pagou com a cassação dos direitos políticos.

Grande abraço,

Saul

P. S. Olides, como é que eu faço para adquirir o teu livro sobre o Maneco Vargas, o (entre outras atividades) inventor dos supermercados no Brasil, representado pelo Armazém da CAMPAL que ficava ali na área do hoje Hospital das Clínicas?

hoje por volta das tres da tarde um cidadão teve a coragem de largae seu cavalo morto emfrente a minha casa na rua ceci 1390 no bairro zona nova gente por favor isso e um crime, por favor me ajudem a fazer justiça ,chamei a brigada eles vieram mais não tinham o que fazer pelo o horario por favor as autoridades que tomam uma providencia esta emfrente aminha casa o meu vizinho que puxou com o caminhão do sacolão ele trabalha la mai puxou do campo onde ele etava e colocou emfrente a minha casa o que e isso pergundo a vcs muito obrigado pela atenção
kika lina

Prezado Olides.
Embora não tendo procuração, saio em defesa do Cabeça, pois sou um dos muitos que contribuem para o sucesso do blog dele, o www.previdi.com.br . Lá estive no dia 29 de dezembro próximo passado, assim como lá estive em outubro. Naquela oportunidade também lá estava esta figura de "expressão" de nossa política. É frequentador assíduo do Pedrini e um cidadão livre até que uma condenação venha pegá-lo, Confesso que não me é nada simpático, mas vivemos numa democracia, felizmente, pois ainda não esqueci a praga da ditadura. Como sabes o cabeça é um sujeito educado e por esta razão, certamente, deu ao mesmo um exemplar de sua obra. Como já havia referido, o mesmo não me é simpático, mas por questão de justiça, devo registrar que a presença do dele passa despercebida aos que não o conheçam ou não o identifiquem, pois absolutamente discreto. Encerrando permito-me lembrar que continuo editando o www.praiadexangrila.com.br , único meio que me restou para expressar o que penso, vez que a emissora de rádio AM me fechou as portas, assim como um semanário de Capão da Canoa, assim como tornar públicos eventuais fatos que, em minha ótica, possam ser atentatórios aos interesses de nossos veranistas, aqueles que sustenam a praia e, via de regra, são tratados a pão e água por administradores que só pensam em seus interesses pessoais.
Jorge Loeffler

 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
exímio contador de histórias contemporâneas.
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