Memória
da Imprensa
Foto: divulgação/Associação
do Aço do RS

José Antônio Martins
Um furo que me custou caro !
Na primavera de 1992, eu estava fazendo um frila pruma
revista especializada em transportes de S.Paulo e liguei
pra Marcopolo, lá pelo meio-dia. Atendeu um funcionário
e lhe solicitei informações de como eu conseguiria
fazer fotos do pátio da empresa, na fábrica
de Ana Rech.
- Não,não, nada disto, me disse ele.
Aqui estamos em "quarentena" ( achei engraçada
a palavra porque geralmente se ausava pras mulheres depois
que pariam,eram os primeiros 40 dias pós parto,
pelo menos eu me criei assim em Serafina).
- Por que? quis saber eu.
- Porque tem cinco modelos da QUINTA geração
da Marcopolo e ninguém pode fotográ-los
muito menos vê-los.
Fiquei quieto, mas fiquei com a informação.
Passei uma notinha pro Informe Econômico da ZH -
eu não estava mais no jornal mas repórter
tem disto, não consegue se guentar quando tem uma
informação - e o Clóvis Malta a deu
numa segunda.
Foi um rebu na Marcopolo. A revista de S.Paulo tirou o
seu da estaca, disse que a Marcopolo era sua anunciante
e que eu criara uma bruta confusão.
Bom, o que sei é que o diretor José Antônio
Martins voltou de uma folga por causa disto. É
que os clientes começaram a cancelas pedidos em
função do novo modelo que sairia dali há
alguns meses.
Fiquei anos meio que proibido de ir na fábrica.
Mas pelo menos fiquei com um consolo: um outro diretor,
um dia me disse:
- Fostes o primeiro jornalista a noticiar no Brasil a
nova geração de ônibus da empresa.
Acho que até hoje não fizeram outra geração!
Coleguinhas
* Coluna Sexo sem Segredo, assinada
pela psicóloga Carolina Ribeiro, de ontem,dia 29/01,
é coluna já publicada. Não tiveram
o profissionalismo que a ZH tem de colocar quando é
coluna já publicada. Oh, O SUL,
vem se encontra o teu NORTE !Depois não vem arranjar
desculpa,tá...
* Lauro Dieckmann( tá bom, eu sei que poucos ainda
sabem que foi..)veio da Grande Torres - mais precisamente
de Passo de Torres(SC) pra descansar em Porto Alegre.
Não guentava mais o borburinho da praia.Depois
volta pra lá, no diaq 07/02, se tudo der certo.
* Como diz o José Carlos Torves, o cargo de chefe
de comunicação social da Câmara Municipal
de Porto Alegre rende " oito quilos de alcatre"
por mês. Bota alcatre nisto,hein...
* O cargo este em questão foi ocupado ultimamente
por Fernando Goulart, agora por Vitor Bley de Moraes e
em fevereiro por por Núbia Silveira.
* Núbia Silveira, depois da Agência
de Notícias da Assembléia Legislativa do
Estado, ocupará a chefia de comunicação
da Câmara Municipal de Porto Alegre.
* O Correinho vai entrar em nova fase.A partir de 10 de
fevereiro terá um novo software que vai facilitar
a vida de repórteres,diagramadores e editores."
É o que tem de mais moderno no mercado" adiantou
um profissional ligado à publicação.Quem
está implantando a inovação no Correinho
é a empresa Texas,com sede em S.Paulo e com filiais
nos USA e na Europa.
* Colunista Política do Correinho Taline Oppitz
depois do furo que deu no último sábado,dia
24/01,quando noticiou encrenca entre professor Carlos
Crusius e outros secretários do Governo do Estado
na chamada " imersão" da quarta anterior,entrou
em alta." Ela fala direto com a Yeda(governador do
Estado) e a Dilma, que não é fácil
de entrevistar, estes dias retornou uma ligação
para ela" disse um colega dela do Correinho.
* Enquanto isto, ontem, lá pelas 9 hs, o ex-dono
da coluna política que hoje é de Taline,
Armando Burd, pegava condução numa parada
da rua 24 de Outubro, no bairro Moinhos de Vento."
Saiu da vitrine,caiu no esquecimento" esta é
a lei da vida na mídia.Ou como ensinava Marshall
Machluam " o meio é a mensagem".
* Gilmar Eitelwein, o nosso popular " Xineco"
vai subir e será assessor do novo presidente do
legislativo estadual, deputado Ivar Pavan(PT).
* O apelido de " Xineco" do Gilmar nasceu na
ZH, muitos anos atrás- " 30" segundo
o próprio- Aconteceu que o Betão Andreatta
que era se não me engano subchefe de reportagem,
mandou o Gilmar cumprir a seguinte pauta: um sujeito apelidado
na vila de " XINECO" seria o ganhador de uma
grande loteria. " Betão me ligou dizendo que
podia voltar. Era fria". O apelido é que ficou.
* Roberta Amaral, que trabalha na Agência da Assembléia
Legislativa do Estado, voltou de Punta - como os habituées
costumam chamar Punta del Este, no Uruguai - exibindo
um flamante bronzeado...Dizem os colegas que estaria de
"amor" novo. Deve ser intriga da Oposição.
*Luis Antônio Caminha dos Santos, um dos demitidos
da ZH em 1994 acusado de interceptar um bilhete eletrônico
entre o repórter Peninha(Eduardo Bueno) e o diretor
do jornal Augusto Nunes da Silva apareceu ontem,dia 29/01,
no Plaza, onde ganhou um prêmio de reportagem da
Associação do Aço. Caminha foi inocentado
na Justiça Comum e entrou com uma ação
trabalhista contra a ZH que venceu, como a colega Luciemen
Cayafo Winck, a outra profissional de ZH acusada no mesmo
episódio.
* A coletiva do diretor Gilberto Zago da Associação
do Aço do RS ia em pleno andamento, quando três
repórteres(todas mulhares) o bombardeavam com perguntas.
Ele pediu água:
Uma de cada vez,senão eu fico louco,disse Zago,
que é da John Deere.
* Muito bem acompanhado,de namorada nova, foi visto no
show das cantoras de samba na quarta-feira,dia 28/01,Wilson
Romera, que vem a ser diretor da ARI.
* Na coletiva da Associação do Aço,ontem,dia
19/01, um casal de repórteres inovaram: levaram
seu bebê, no carrinho. È a primeira vez que
vejo isto. E o bebê chorou algumas vezes durante
o ato, mas não chegou a atrapalhar ninguém.
*Ontem, na coletiva da Associação do Aço,
foram divulgados os ganhadores do Prêmio Aço
de Jornalismo 2008, " Um Rio Grande de Aço"
com apoio da ARI eda Zamprogna S?A. Como a Zamprogna mudou
de controlador, não se sabe se haverá uma
segunda edição.
O primeiro lugar coube a ZH pelo Caderno Dinheiro, o segundo
ao Correio do Povo, pela matéria " Previsão
para preço do aço é de alta de 25%"
de Heron Vidal e o terceiro para a revista Amanhã
em matéria assinada por Luis Caminha chamada "
os bons ventos da indústria naval".
Todos receberam estatueta, mas o valor em dinheiro não
foi revelado.
* Foi chamado o editor de Economia do Correinho, Eugênio
Bortolon pra receber o prêmio pelo segundo lugar.
Quem o entregou pra ele foi seu ex-chefe na antiga Companhia
Riograndense de Telecomunicações(CRT) Ercy
Pereira Torma, hoje presidente da ARI.
* Heron Vidal está com os cabelos totalmente esbranquiçados.
Precisa passar uma " tintura".
Café da
manhã
Foto: Galileu Oldenburg / Ag. AL
Em café da manhã com jornalistas,
o presidente da Assembléia legislativa do Estado,
deputado Alceu Moreira, se despediu do cargo. Ontem à
tarde, ainda havia uma correria pra inaugurar um memorial,
mas a chuva atrapavalha os trabalhos.
De partido político
da direita guasca à Disneylândia de bombachas?
* jornalista Cristóvão
Feil, do blog Diário Gauche
Não é de estranhar que
o jornal Zero Hora ao falar em Guerra Fria no Rio Grande
esqueça de mencionar que um dos combustíveis
do conflito Leste-Oeste foi o anticomunismo.
No RS, hoje, o anticomunismo foi atualizado
por um sucedâneo ideológico chamado antipetismo.
O constructo do antipetismo é uma construção
puramente mental - a exemplo do anticomunismo - usado
com a funcionalidade de impressionar os espíritos
simples do senso comum e mobilizar preconceitos e mitos
os mais arraigados.
Quando esses elementos primitivos são
excitados no fundo escuro de um espírito ingênuo
ou ma l formado, a razão passa longe e o indivíduo
fica dominado por sensações que vão
do medo à intolerância mais funda - presa
fácil da propaganda mais simplificadora e rebaixada.
O anticomunismo tinha o mesmo efeito
que o bicho-papão para as crianças. Ambos
não existiam, mas operavam no susto. A velha União
Soviética nunca quis exportar a revolução,
aliás, um dos motivos pelos quais não se
pode chamar aquele falecido regime estatal de comunista
ou socialista. Se o comunismo foi um bicho-papão
que não era bicho nem papão, o mesmo se
pode dizer do petismo, especialmente na atual fase de
descenso e acomodação conciliatória.
Como se vê, a RBS usa velhos truques
manjados para continuar assustando a população
menos atenta com tigres de papel pintado.
O Rio Grande do Sul sempre se notabilizou
por ter uma imprensa partidária forte e atuante.
Do final do século 19 até boa parte do século
20, o Estado e suas principais cidades do interior ostentaram
jornais e publicações identificados com
os partidos políticos que faziam o debate público
regional. O castilhismo-borgismo fez a sua revolução
burguesa também através das páginas
de 'A Federação', bem como os órgãos
de imprensa alinhados com os maragatos, ferrenhos opositores
dos republicanos
sul-rio-grandenses.
A luta das frações de classe
burguesa no Rio Grande sempre foi pública e publicada,
pelos menos até o
advento do golpe de 1964. Com o regime civil-militar golpista
houve um rearranjo neste esquema.
Os dois principais jornais do RS - Zero
Hora e Correio do Povo - modificam a trajetória
de alinhamento político da imprensa regional. O
Correio, criado em 1895, surgiu precisamente para quebrar
o paradigma de que jornal deveria estar vinculado a partido
po lítico, e não se afiliou a nenhuma linha
partidária, mas acabou ficando porta-voz do latifúndio
e do setor primário em geral. Hoje, completamente
desfigurado é apenas uma caricatura do seu passado.
O jornal ZH, do grupo RBS, é criado
imediatamente após o golpe de abril de 1964 e se
fortalece à sombra do crescimento da televisão
como meio de comunicação de massa no Estado.
ZH não tem a mesma origem dos demais órgãos
de imprensa do País, cuja personalidade como jornal
forjou-se na forma tradicional de fazer diários.
Zero Hora resultou da reciclagem errática de um
jornal com opinião política aberta - a Última
Hora - e firma-se como orgão de mero apoio comercial
à mídia televisão, uma espécie
de revista de variedades, com notícias e informações
em segundo plano. Seu criador, Maurício Sirotsky
Sobrinho, sempre foi um animador de programas de auditório
com af inado instinto comercial, e depois proprietário
de rádios, e jamais teve formação
de jornalista militante de redações diárias.
Esse é um dos motivos de ZH ser tão pobre
em texto e reportagem, as bases são insólitas
e não há o menor traço de pedigree
jornalístico.
Criado e crescido, portanto, na estufa
morna da ditadura civil-militar, ZH cultivou hábitos
de ocultar sua
filiação político-ideológica,
preferindo a política da dissimulação
e da camuflagem. Mas isso não significa que não
tenha personalidade política e identificação
ideológica, ao contrário, não só
ZH mas os demais veículos da RBS acabaram ocupando
a lacuna funcional dos anêmicos partidos cartoriais
do conservadorismo guasca.
Existe alguma ilegitimidade ou ilegalidade
nesta representação política delegada
da direita? Na origem,
nenhuma. O que se contesta é a ocultação
permanentedesta representação. Aí
passa a constituir-se num desvio de função
e numa falsidade ideológica (para não falar
em constituição de oligopólio de
meios de comunicação, que é considerado
crime, ao qual o MP Federal de Santa Catarina já
está investigando) que deve ser reprovada e denunciada
todos os dias.
Recentemente, o grupo RBS recebeu aporte
de capital do investidor Armínio Fraga, cerca de
4% do seu capital social. Objeto do aporte: tornar um
braço do grupo um forte player no ramo do entretenimento
de massas no Brasil.
Vê-se que a RBS retorna ao seu
leito de origem, como no mito bíblico, o bom filho
à casa torna. Maurício Sobrinho, seu fundador,
foi um animador de auditório bem sucedido, pois,
agora, seus sucessores fazem justiça ao legado
do patriarca voltando ao ramo do entretenimento - de onde
nunca deveriam ter saído.
Agora, espera-se que dêem o looping
negocial: que saiam do ramo partido-político-da-direita-guasca
e migrem em definitivo para adotarem o figurino da Disneylândia
de bombachas.
Que Ha-shem os ilumine (e Fraga os financie)!
Eu X Eles - Coleguinhas

Carlos ALberto Wagner
O "gago" Wagner espalhou pela
redação que eu ficara retido no Parque Assis
Brasil como colono sem-terra!
No governo Amaral de Souza(1979/1983) começou o
movimento conhecido como " Encruzilhada Natalino"
dos colonos sem-terra.
Aliás, a localidade se chama apenas Natalino, é
um lugarejo no interior acho que em Sarandi,eu até
o conheço. Mas ficou conhecido por " Encruzilhada
Natalino" porque numa das tantas matérias
do Carlos Alberto Kolecza sobre o movimento, ele "achou"
que aquele acampamento representava uma " encruzilhada"
para o RS. Filsofou sobre isto, deu este nome a nova localidade
que estava ficando conhecida e o nome pegou até
hoje.
Bão, tudo aí de cima é nariz de cera.Quando
os colonos começaram a baixar em Porto Alegre,
o governo Amaral de Souza instituiu uma ordem: eles não
podiam ficar perambulando pelas ruas. Depois que faziam
seus atos, eram todos "tocados" literalmente
pela Brigada Militar até o Parque de Exposições
Assis Brasil.
E de lá ninguém saía, sem ordem expressa
da BM.
Um domingo de tarde, eu fui lá fazer uma matéria
e como estava de sandálias franciscanas, na saída
o brigadiano entesou comigo que eu era um colono homiziado
dentro do carro da ZH,querendo fugir do "acampamento".
Depois de desfeito o mal-entendido, seguimos o nosso trabalho.
Mas acho que o motorista ficou naquela e tocou de ouvido
pro Carlos Wagner que sabia tudo de colono sem-terra porque
era o especialista do jornal em MST.
E ele fez a maldade: espalhou pela redação
que eu ficara retido, que só saí de lá
com a interferência da direção.
A vingança é um prato que se come pelas
bordas, devagarinho..
Aguentei no osso do peito toda a gozação
dos coleguinhas mas ardilei o troco. Como o Wagner, embora
casado com a Teca - filha de um general - andava de chamego
com uma colega, pensei: um dia eu apronto uma. Não
precisou esperar muito tempo.
Uma sexta de tarde, vi o Wagner se retirando calmamente
acompanhado do chamego, no meio da tarde. E por coincidência
toca o telefone. Era a Teca,mulher dele, do outro lado
da linha que pediu pra falar com o marido.
Quando Wagner passou na minha frente, berrei alto pra
toda a redação ouvir:
- Wagner, atende o telefone que é tua mulher. É
pra ti ir no super com ela.
Ele ficou puto, mas veio pro meu lado pra atender o aparelho.
E gaguejando conseguiu dizer:
- Gringo, filho da puta, um dia tu me paga.
Carlos Alberto Wagner nasceu em 21.09.1950 em Santa Cruz
do Sul. Filho de Ilony Maria Wagner. Já residiu
na av. João Pessoa,437/1005. Não é
nenhum mistério: ele foi sim motorista da kombi
da Coojornal. Trabalhou lá, quando ela ficava na
rua comendador coruja,372. Também foi repórter
da Coojornal.
Residiu ainda na av. André da Rocha, 127/404.
Teve várias companheiras. Tem uma filha,chamada
Carolina, nascida em 17.05.1979.
O Wagner é também conhecido por " Gago".
Gaguinho é o outro, José Antônio Ribeiro,
falecido.
Wagner pertenceu à turma de repórteres que
trabalharam em Carazinho, no jornal do Waldir Heck e depois
se não estou enganado numa publicação
da Fecotrigo. O João Aveline chamava estes repórteres
de " magro rural".
Coleguinhas
* Hoje,29/01, 9 horas café da
manhã, no Salão Júlio de Castilhos,
na Assembléia Legislativa do Estado. Despedidas
do presidente da instituição deputado Alceu
Moreira(PMDB).
9h45 min no Plazão, coletiva com a Associação
do Aço, onde serão apresentados os planos
da entidade pra 2009. E a entrega do prêmio de jornalismo
instituído no ano passado. Ganhador. Heron Vidal,
do Correinho.
*Antônio Carlos Macedo, o Macedão, na rádio
Gaúcha, dia 28/01,lembrou do trem quando passava
perto de sua casa em Esteio. E uma coisa engraçada,disse
o Macedão: havia a crença de que a fumação
do trem curava coqueluche. O pessoal acordava cedo pra
pegar o trem operário e levava a criança
doente, com coqueluche, pra perto da ferrovia pra cheirar
fumaça. Até onde chega a ignorância...
*Sábado,dia 31/01, 14 horas, posse do novo presidente
do legislativo estadual.
* Lauro Dieckmann, que está no
dolce far niente, me lembra: o Geraldo Canalli foi um
dos fundadores e sócio da Intermédio, editora
da Revista Programa. Numa entrevista tempos atrás
o Políbio Braga citou o Ayres Cerutti como um "santo".
Deve ser um mea culpa de gratidão porque o Ayres
pegou aquela editora cheia de pepinos e a reergueu.
* O engraçado do Ayres é que ele é
conhecido como o editor da putas. Todo anúncio
da revistinha Programa vem dos putedos da Av.Farrapos
que sustentam com publicidade a revistinha. Vocês
não vão acreditar, mas é verdade.
No governo do PT, na prefeitura municipal, a revista não
tinha verba publicitária - embora ela tenha todos
os eventos da cidade - porque a prefeitura do PT a achava
indecorosa.
Ora, se puta é indecorosa, o que o restante? pergunto
eu.
* E pra encerrar uma boazinha, como dizia o finado Mel(Melchiades
Stricher)
Júlinho Pacheco , hoje amigo dos freis e padres
no Morro Santo Antônio,porque a Rede Vida fica ali
do lado e o Júlio almoça sempre bem acompanhado
de um frei no refeitório deles, resolveu quando
era o chefe da comunicação social do BRDE
apoiar um GUIA dos MOTÉIS de Porto Alegre que a
revista Programa fez.
Pra que? se incomodou pra caramba com a chefia. Ora, como
pode o BRDE patrocinar revistinha de putaria. Santa hipocrisia!
Vereadores do PMDB
cobram do partido maior participação no
Governo Fogaça
Ocorrerá hoje (29/01), às
14h30min, na sala da bancada do PMDB, na Câmara
Municipal de Porto Alegre, reunião dos vereadores
peemedebistas com o presidente do Diretório Municipal
do partido, Luiz Fernando Záchia. O objetivo do
encontro é discutir os espaços dos peemedebistas
dentro do governo Fogaça. De acordo com o líder
da bancada, vereador Haroldo de Souza, o PMDB continua
com o mesmo espaço do governo anterior, que não
chega a 40, para um total superior a 700 postos. "O
partido precisa fazer valer a titularidade do governo",
acrescenta Haroldo.
Serafina "
importa" secretária de turismo!

Inelves Pilotto Carnevalli
Finalmente consegui saber que o jornal
de Veranópolis está pensando em fazer uma
matéria mais ou menos assim: uma veranopolense
no turismo de serafina correa. Olha,aí, este site
pautando os jornais do interior.
Consegui pequenos datos sobre a nova secretária
do turismo de serafina: ela nasceu em Viadutos, no RS,
é professora e mora em Serafina " há
3 anos". Trabalhou na prefeitura de Veranópolis
por 28 anos.Aposentou por lá. Foi a primeira mulher
no RS a ocupar o cargo de prefeita. Era então também
a mais jovem, com apenas 21 anos. Ocupou por várias
vezes secretarias. Isto teria lhe dado credenciais para
agora assumir o Turismo da administração
do PP em S. Correa.
Este site deseja todo sucesso a Inelves!
Eu X Eles - Coleguinhas

O " catarina" polêmico!
Políbio Adolfo Braga nasceu em
18.06.1941 e é filho de Lauro Braga e de Magdalena
Braga.
Quando entrei na ZH,em abril de 1973, tenho certeza que
era o pauteiro do jornal, porque sentava numa mesinha
apartada de todo mundo e começava sua pauta de
manhã cedo.
Depois o perdi de vista, eu também fui por outros
caminhos. Não sei a troco de que, mas quando me
encontra sempre me chama de " Chaparral". Políbio,
que foi preso político começou no extingo
Correio da Manhã,quando a sucursal do mesmo ficava
na avenida Borges de Medeiros. Sua função
era ser repórter.
Depois passou pela revista Ilustrada, participou do projeto
da fundação da editora Intermédio
junto com Isnar Ruas e Ana Amélia Lemos e fundaram
a revistinha Programa que Ayres Cerutti herdou e toca
até hoje.
Na Revista Programa e na editora Intermédio, ele
não tolerava atrasos de funcionários. Se
até 8h10 minutos o empregado não tinha batido
o ponto podia voltar e perdia o dia de trabalho.
Políbio, que hoje tem seu próprio site,
deve ser junto com José Barrionuevo um dos jornalistas
mais processados do Estado, senão o mais.
Mas como ele é advogado, tira de letra.
Escreveu vários livros, um deles chamado de Casa
Civil, sobre o tempo que ocupou este posto no Governo
de Alceu Collares. Neste imbróglio ele enfrentou
um governador do Estado e ia na ZH exigir do diretor Augusto
Nunes o mesmo espaço que o jornal dava sobre o
assunto ao governador.
A isto se chama autoestima!
Eu X Eles - Coleguinhas

Anna TERRA!
Anna Maria Terra Magalhães trabalhou
na ZH nos anos 70, e depois foi pra TV Gaúcha,
transferindo-se anos depois para a TV Globo de SP. Nasceu
em 21.04. 1955,filha de Manoel Pereira Magalhães
Pinto e de Ilza Terra Magalhães.
Quando ingrssou na TV Globo tinha lá três
Ana Magalhães: então sua conterrânea,
Regina Lemos,também na TV Globo, sugeriu que adotasse
Anna TERRA.
Andou pela TV Globo de Brasília e ultimamente fazia
campanhas políticas no interior de São Paulo.
Em tempo: é portoalegrense.
Coleguinhas
* Mudanças na assessoria de imprensa
da Federasul?
* A Núbia convida pro café.
Trabalhar com quem é do ramo sempre é um
privilégio,como dizia o finado Jorge Alberto Beck
Mendes Ribeiro. Foi um convívio muito bom com a
Núbia e o Carlos Bastos. Às vezes até
parecia que havíamos voltado no tempo - este tempo
sem-vergonha que teima em desaparecer - e estávamos
todos numa redação de um veículo.
Até as rusgas com a Núbia lembravam aqueles
tempos. Mas dizem que só se briga com quem se tem
intimidade.Pois a Núbia está convidando
prum café no dia 29/01, prumas palavrinhas do presidente
Alceu Moreira, que sai da presidência da ALE e volta
pra planícia.
Amigos e amigas,
Em algum momento de 2008, nós - Carlos Bastos e
eu -, ligamos para vocês pedindo a divulgação
de alguma atividade do presidente da Assembleia ou de
atividades promovidas pelo Parlamento. Agora, convidamos
a todos para um café da manhã, no Salão
Júlio de Castilhos, dia 29 (quinta-feira), às
9h, com o presidente da Assembléia, deputado Alceu
Moreira, e os integrantes da Mesa Diretora. Gostaríamos
de tê-los conosco para um bom papo e o agradecimento
direto pela ajuda que nos deram. Eu, em especial, que
estou deixando a AL, adoraria encontrá-los na manhã
de quinta.
Esperamos por todos.
Abrações,
Nubia
Continua o assunto
sobre possível venda do Informativo do Vale!
Lajeado, janeiro de 2009.
Prezado(a) Senhor(a)
O PATRIMÔNIO IMATERIAL DO
JORNAL O INFORMATIVO DO VALE.
O maior patrimônio da Rede
Vale, (JORNAL O INFORMATIVO), não está nos
números de nossa Contabilidade formal, mas nas
relações que construímos ao longo
de todos estes anos.
Nos orgulhamos de ser fonte de referência regional
como outras que identificam o Vale do Taquari.
Para chegarmos neste ponto, foram anos de muito trabalho
na construção de nossas parcerias e, dentre
as parcerias qualificadas que mantemos, está você.
A responsabilidade em construir e manter estas relações,
implica que não mais podemos decidir as questões
econômicas sem consultar nossas parcerias.
Estas parcerias, na verdade são os sócios
majoritários do nosso empreendimento.
Talvez você já tenha tido conhecimento de
que recebemos sondagens para a venda do controle acionário
do Jornal O Informativo.
A decisão de fazer ou não fazer o negócio,
não se resume a números, justamente pelas
razões acima expostas. Ou seja: A decisão
não é mais prerrogativa só da direção
do Jornal, mas dos nossos sócios majoritários.
Aqueles que foram e são nossos parceiros na construção
deste patrimônio. O jornal O Informativo pertence
a sua comunidade e para tomar esta decisão é
a Ela que devemos consultar;
Estamos fazendo isto pela presente. Uma grande assembléia
geral entre os nossos sócios majoritários.
Você concorda ou não com a venda do controle
acionário do Jornal Informativo para outro veículo
de comunicação?
Qual o peso percentual que você atribui ao patrimônio
material do Jornal em relação ao patrimônio
imaterial que você ajudou a construir?
Caso você queira fazer qualquer observação,
por favor, relate que será de extrema importância
para Nós.
Vamos ficar aguardando um retorno seu.
Cordialmente
Direção e Funcionários
Jornal O Informativo do Vale
E-mail para retorno: miriam@informativo.com.br
ou claubecker@informativo.com.br
Memória
da Imprensa
Quem diria, o atual presidente da ARI
foi na mãe - de- santo que o preveniu que ele sairia
da urucubaca em que estava
Pois é, me mandam cada historinha que vou te contar.
Depois sou eu, né...
Esta é a seguinte: ERCY PEREIRA TORMA ,atual presidente
da ARI,nos anos 70, quando recém tinha vindo de
Rio Grande andava numa m...que vou te contar.Na Zero Hora
, durante o carnaval sempre escalavam ele pra cobrir inferninhos,
boates, puteiros em geral, tipo as casas que a Marion
era dona, como Dragão Verde. É que o Ercy
era um cara bem comportado (pelo menos aparentava)e por
isto os chefes de reportagem como o Geraldo Canalli e
o Antônio Manoel de Oliveira sempre mandavam ele
cobrir estas casas.
De origem o Ercy, que é de Rio Grande, é
radialista. Trabalhava na rádio Gaúcha e
fazia bicos para a ZH onde fazia o plantão do aeroporto
para a Gaúcha e a ZH aproveitava para pegar matérias
com ele, quando voltava do aeroporto para a Gaúcha
nos fins de tarde.
Assim, aos poucos Ercy tornou-se jornalista e hoje é
presidente da poderosa ARI.
A mãe-de-santo em Rio Grande !
Numa das férias que o Ercy tirou voltou pra terra
natal. Lá procurou uma mãe de santo pra
saber se aquela urucubaca que era sua vida iria ser tão
longa como esperança de pobre... Morando no Beco
do Carvalho, cheio de filhos... Ercy morava na época
na num conjunto populacional bem humilde, no Beco do Carvalho
e que naqueles anos70 era considerado o fim do mundo.
Mas a mãe de santo que ele procurou em Rio Grande
deu-lhe um bom prognósico: sairia daquela m...federal.Ele,enfim,iria
progredir. E não é que aconteceu mesmo.A
vida profissional do Ercy decolou. Ele tornou-se assessor
de imprensa do então ministro da Previdência
, Jair de Oliveira Soares.A partir daí, decolou.
Um maldoso, ao ouvir esta história, seguramente
vai aconselhar o presidente ERCY a procurar novamente
a mãe-de-santo que naqueles anos prognosticou seu
futuro promissor. Mas agora é pra tirar a entidade
da m... em que se encontra.
Serafina UM
O jornal Gazeta Regional, editado em
Serafina, na sua edição de 23/01/09, número
143,traz um apedido que é o tipo da coisa que quem
não sabia vai querer ficar sabendo: vou reproduzi-la
aqui. A nota informa que o a coligação denominada
Força Popular -PP,PT,DEM,PDT e PSDB - que ganhou
as eleições no dia 03/10/08 pra prefeitura
está sofrendo processos na Justiça Eleitoral.
Bão, estive em Serafina e como não sei não
ser repórter já levantei que existiriam
três testemunhas do crime eleitoral. O problema
é que as três trabalhavam na Prefeitura Municipal,
quando o PMDB ocupava a cadeira do prefeito municipal.Bão,agora
é tudo com o juiz eleitoral.
Opinião minha: não vai dar em nada...ou
peguarão um vereador pra corinho de p....

Nota Publicada no jornal Gazeta Regional
Serafina DOIS

João Aroque e Edi Deitos em 1965
Pelo menos aproveitei bem meu tempo em
Serafina, e no domingo de manhã,dia 25/01 e tive
um longo bate-papo com uma pessoa pela qual tenho um profundo
respeito e que conheço há mais de 50 anos.
Trata-se de João Arroque Filho, que está
com 88 anos, e que já foi gerente do Frigorífico
Ideal muitos anos,além de ter sido duas vezes vice,
na chapa com Amantino Lucindo Montanari.
João Arroque me contou episódios históricos
do município,sobre os quais eu tinha curiosidade,
sobre como chegou a luz elétrica, como foi mesmo
a morte do motorista de ônibus Vendelino Assoni,
sobre como foram "importados" os trabalhadores
do Frigorífico,quando não havia mão
de obra na cidade.Político nato, João Arroque
sempre foi acusado de " sentar nas duas cadeiras"ou
seja, dar-se bem com a Oposição que em Serafina
era representada pelo PTB,primeiro e pelo MDB,depois.
Tanto é assim, que ele nunca quis assumira cadeira
de prefeito,nem quando Amantino Montanari se licenciou
por 60 dias. Entrou o presidente da Câmara Municipal,
Evaldo Cervieri.João Arroque é casado com
Anita Tosi, que vem a ser tia do nosso colega " CUCUT"
Juarez Tosi, um dos entusiastas do PT na redação
da Zero Hora,quando ele lá trabalhou.
João Arrque é pai do médico Roberto(grande
sabedor da história da cidade)Altemir,(promotor
público) Rui(agrônomo) Maria Amélia
Gheller e Silvana. Dois dos filhos vivem em Serafina:
Roberto e Maria Amélia. Os outros três na
capital.
Serafina TRÊS
A companheirada está sendo acomodada
em cargos em Serafina pela coligação que
venceu as eleições.Lindomar Paloschi, uma
jovem promessa do PP pra vereador, abriu mão de
concorrer por causa da coligação. É
que faltaram vagas. Agora já pegou na Saúde.
E o caso mais gritante, pelo menos até aqui é
da nova secretária do Turismo, Inelves Pilotto
Carnevalli. Eu nem a conheço, deve ser com certeza
uma pessoa supe qualificada pro cargo. Mas foi "
importada" de Veranópolis.As fontes mais bem
informadas dizem que ela é cunhada do " Kiko
Crema" que vem a ser um dos sócios da Gráfica
Serafinense. Pois agora uma "veranopolense"
(natural de Veranópolis) tendo que tratar sobre
a Odisséia do Rio Carreiro, eles que nem rio possuem
ou então são donos do rio das Antas,e eu
que estaria mal informado? A primeira medida da nova gestão
foi cobrar 2,00 reais de ingresso para cada pessoa no
Camping do Carreiro.Antes era de graça. Aliás,
Serafina temmanida de " importar" gente de fora
pra trabalhar.Embora seja um serafinense,mas morando há
muitos anos na capital, o decorador Walmor Assoni era
sempre contratado pela secretaria de turismo para organizar
os desfiles temáticos do aniversário do
município.Isto na gestão do prefeito Valcir
Reginato e da secretário do turismo Maria Amélia
Arroque.
Já em gestão anterior, quando o município
tinha por prefeito Sérgio A. Massolini foi levado
para assessor o prefeito o escritor residente há
muitos anos em Bento Gonçalves, Ademir Antônio
Bacca. Bacca é natural de Serafina, mas foi embora
muito moço.
Grande Paparazzo!
Presente em tudo que é evento
social de políticos, o fotógrafo Edison
Castêncio tinha notado no niver da filha Tarsila,
na quarta passada, no Dado Bier, que o clima entre a governadora
Yeda e o marido Carlos Crusius era justamente o contrário
do que imperou no dia da posse entre Barack Obama e de
sua mulher, Michelle.
De S. Borja!
* O vereador Celso Lopes(PDT)que instituir
a cobrança de parquímetro no centro da cidade.
0,05 centavos por 3 minutos.Ela acha que isto pode disciplinar
o trânsito da cidade.
* Celso Lopes é chamado, às escondidas,
é claro, pelos garçãos do seu hotel
Executivo de " Cabeça"( por causa do
volume avantajado de sua cabeça) e de " camundongo"(porque
quando era jovem tinha a testa branca).
Sobre passo de
torres e adjacências...
do " nosso" enVIADO especial"
Lauro Dieckmann,desde Passo de Torres
A PONTE “CAMBOTA” –
Até março de 2007, o acesso de Torres para
Passo de Torres era feito através de uma balsa,
explorada por particulares e, portanto, a travessia de
carros, caminhões, motos, carroças e até
tropas de animais (estava na tabela) era paga.
Em março/07, foi inaugurada a ponte que, pelo que
li nos jornais locais, já estão chamando
de Ponte Cambota. Isso porque há uma diferença
de altura entre numa margem em relação à
outra, decorrente de exigências do Ibama ou coisa
assim para permitir a passagem dos barcos dos pescadores.
Aliás, a pesca é a atividade econômica,
que se não é a mais importante, é
a que mais chama a atenção em Passo de Torres.
Quanto à ponte, ela foi construída pela
iniciativa privada (quem noticiou toda a novela foi o
Nélson Adams Filho, que era o correspondente da
Caldas Júnior em Torres). Pelo que li nos jornais
locais, houve muita resistência à construção
da ponte, por parte dos torrenses (a velha preocupação
com a concorrência das praias de Santa Catarina),
mas, com o apoio da Prefeitura de Passo de Torres, depois
de muita demora, a ponte saiu.
Os empresários que a construíram, em troca,
conseguiram a regularização de uma boa quantidade
de lotes em Passo de Torres, para comercializarem.

OS MOLHES DA BARRA DO MAMPITUBA - Bom,
além da ponte, o Passo é beneficiado pelos
molhes da barra do Rio Mampituba, que é uma obra
antiga e inconclusa (ficou pela metade por que o Andreazza
apressou o fim dos trabalhos por falta de verbas e para
que desse tempo para o Figueiredo computar a obra como
concluída no (des)governo dele.
As duas Prefeituras (de Torres e do Passo), mais o Gov.
de Sta. Catarina, contudo, já têm um projeto
pronto para a expansão dos molhes e construção
de uma plataforma de pesca. Com isso, a passagem pela
barra se tornará de fato segura (do jeito que está,
quando o mar está bravio, fica difícil o
acesso dos barcos dos pescadores e, de tempos em tempos,
ocorre um naufrágio).
Com os molhes ampliados haverá também possibilidade
de acesso de barcos particulares (hoje, só os pescadores
se arriscam a abordar a barra).
De qualquer forma, os molhes permitiram o incremento da
pesca no Passo. Em Torres, pelo que também li em
jornal local, foi constituída uma cooperativa,
que recebeu apoio do Rigotto, quando governador, da prefeitura
etc.., mas não vejo grande movimentação
pesqueira no município (pode ser que exista, mas
não tem a visibilidade que a atividade tem no Passo:
várias peixarias na Av. Beira Rio, três estaleiros
no Mampituba, barcos de pesca ancorados na margem de SC
e nenhum na margem gaúcha).

A PRAIA DE BELLA TORRES – A praia
do Passo não tem maiores atrativos. O que encanta
é a praia de Bella Torres, que fica a uns 10 km
do Passo (asfalto até a metade e outro tanto calçado
com pedras, como se fosse uma rua). Bela Torres é
como se fosse um condomínio fechado “aberto”.
As casas são todas de ótimo nível
e a beira da praia tem aqueles babados como tem em Capão
Novo (concha acústica/palco, clube à beira
mar, hotel, calçadão). Tudo limpo, iluminado,
com posto policial. Dei uma passada por lá na sexta-feira
passada e constatei que continua bem conservada. Ouvi
dizer que é um empreendimento de um pessoal de
Bento Gonçalves, que cuida da coisa com carinho.

ITAIMBEZINHO – Outro lance que
descobri por aqui é que, para se chegar ao Itaimbézinho,
é uma barbada. Basta pegar um pequeno trecho da
101 e entrar para Praia Grande (que não tem praia
nem é grande, como dizem por aqui), por estrada
asfaltada. Daí para cima, subindo a serra, vai-se
por estrada de areia, mas, quando fiz o trajeto (o tempo
era seco), não houve problema nenhum. É
coisa de 30 km, demorando cerca de pouco mais de meia
hora. Eu fui até lá numa excursão
montada por um agência de turismo de Torres (na
época, há dois anos, paguei R$ 80,00, com
direito a almoço na volta e uma esticada num local
onde tem piscina natural no meio do mato).
Carlos Nobre em
tempos de férias!
Três colunas do Nobre na sua página
da ZH. Só pra matar a saudade de quando ele se
mudava pro Litoral ( Tramandaí) e mandava via ônibus
da Unesul as colunas do jornal.
Nobre era um baita careta.Tri família, não
riscava fora da caixa de fósforo.
E conservador, por incrível que possa parecer.
Ficava de olho nos seus dois filhos, o Marquinho e o Nobrinho.
Os mantinha sob rédeas curtas.
Fazia sua coluna de manhã,a entregava na pequena
sucursal do jornal no hotel Beira Mar e depois ia pra
sua Casa Branca, do seu amigo Willy, que ele tanto badalava
na coluna. Tomava uma birita que não era mole!
Não botava os pés no mar, nem sabia onde
ficava. Ao meio-dia ia almoçar sempre no restaurante
do Miro Weber e depois tirava sua soneca(sesta)
De tarde,voltava à rotina dos bares da avenida
Emancipação.
Passava férias sempre com sua esposa, a Virgínia
e com os filhos.
Primeiro num apartamento do Hotel Beira-Mar. Depois ele
pediu ao dono do hotel, o Miro, que lhe comprasse um apartamento(
ele pagaria,claro).
Miro o ajudou a char um apê, mas Nobre continuoufazendo
as refeiçõe sno Beira-Mar.
Faleceu em 16 de dezembro de 1985 e o RS ficou mais triste
sem ele.



Rio Carreiro: começou
a ronha em Serafina

Escrevo desde Serafina. Mas não
guento muito esta ronha da política no interior.
Com o o PP ganhou a eleição aqui juntando-se,
no bom sentido, com o PT - quem diria,hein Juarez Tosi
que um dia o teu PT fosse se juntar a antiga ARENA daqui
que apoiava o regime militar - agora começou a
disputa de quem é o pai do Rio Carreiro, ou seja,
do balneário que hoje virou atração
turistica de toda a região.
Quan do eu era guri, somente íamos ao rio Carreiro
pra pescar. Eu nunca fui porque piazada tinha medo do
grande rio, que nos dias de grandes chuvas, "largava"
umas nuvens. Pra nós o rio Carreiro era o moinho
do Zanetti. Ficava longe de casa, uns seis quilômetros
e não havia carros.

O João Arroque Filho me contou
dia destes que quem começou tudo no rio Carreiro
não foi o Geraldo Pecin - que foi secretário
do turismo do ex-prefeito Sérgio Massolina(PFL)
como querem dizer agora,e si m o César Piccoli
Filho, que no primeiro mandato era vereador. " Ele
ia lá no gabinete do Amantino querendo que se fizesse
alguma coisa no Carreiro. Mas aquilo era área da
Marinha, não se podia mexer" lembra Arroque,
pai do médico Roberto e pai também, diga-se
da passagem, da ex-secretária de turismo da gestão
anterior, Maria Amélia Arroque Gheller.
Ah, e tem outra ronha já esquentando:
a nova secretária de turismo do município,
não é de Serafina.Chama-se Inelves Pilotto
Carnevalli " Ela é de Veranópolis e
estava desempregada" dizem as línguas afiadas
da cidade. Mas , acrescenta um outro, ela teve um bom
padrinho: é cunhada do Kiko Crema, que vem a ser
do dono da Gráfica Serafinense, uma potência
do município( não confundir com a CREDEAL,fabricante
de cadernos).
Cachê
O ex-governador Germano Rigotto cobra
5 mil reais por palestra que faz geralmente tratando da
reforma tributária.
Memória
da Imprensa

A tão decantada sala da imprensa do Salgado Filho
não pagava o telefone !
Em 27 de abril de 1977, a Companhia Riograndense
de Telecomunicações
- CRT escrevia uma carta do Sindicato dos Jornalistas
comunicando que o telefone 42.54.25 estava sem pagamento
nos meses de janeiro,fevereiro e março.
A CRT na referida carta informa ainda que se em cinco
dias não for quitado o débito de 906,03
cruzerios " será emitida uma ordem de retirada
do aparelho em referência, por falta de pagamento".
Ismail Fernandes, o " Coreano", que representou
os jornalistas que a usavam na solução doproblema,
remeteu o problema ao presidente da Associação
Riograndense de Imprensa, (ARI) Alberto André.
Oh, solidão!
Um fotógrafo, guardião
de eventos políticos e sociais, ficou impressionado
com a " solidão" do professor Carlos
Crusius na festa da quinta-feira última,dia 23/01,
no Dado Bier,quando se comemorou o aniversário
de Tarsila Crusius ,filha do professor Carlos e da governadora
Yeda Roratto Crusius.Diz este fotógrafo que a uma
certa altura a governador se retirou do evento social,
não levando a tiracolo o marido.
Glênio Lemos
quando prefeito de Livramento teria "proibido"
a entrada do Barrionuevo nos domínios do município!

Já tinha ouvido esta versão:
quando foi prefeito de Livramento, o advogado Glênio
Lemos - falecido no dia 4 de janeiro aos 65 anos - teria
proibido o seu ingresso na cidade que ele governava. Não
se pela Constituição Federal isto pode.
Em princípio,acho que não mas pelo menos
era a versão que circulou na época.
Pelo sim, pelo não, sabe-se que as rusgas entre
Glênio Lemos quando deputado estadual do PDT e o
jornalista José Barrionuevo no tempo que era repórter
político do Correio do Povo e da rádio Guaíba
sempre foram muito grandes.
Segundo uma pessoa próximo de José Barrionuevo,
ele realmente nunca teria posto os pés em Santana
quando Glênio Lemos foi prefeito.
Danilo Ucha,jornalista e escritor, grande amigo do falecido
prefeito - moraram junto numa espelunca na av. João
Pessoa nos anos 60,quando ambos vieram estudar em Porto
Alegre - escreveu na edição de janeiro do
Jornal da Noite, que o Ucha edita há 22 anos:
" Glênio fez grandes administrações
e elegeu-se deputado estadual,sempre libertário,
sempre polêmico,tinha orgulho de ser descendente
de João Francisco Pereira de Souza, o Coronel do
Cati, guardião da Fronteira Oeste para Júlio
de Castilhos. Defendeu o Direito acabando a tiros uma
sessão da Câmara de Vereadores de Quaraí,
não muito longe do Cati, que pretendia cassar,
de forma arbitrária, sem respeitar o Direito, o
mandato do prefeito,seu cliente e amigo".
A pesquisa hoje
em dia...
O leitor Airton Antônio Castagna
manda este diálogo:
Fê: E aí?
Dado: Firmeza. E aí?
Fê: Show de bola. Fez o homework?
Dado: Que homework?
Fê: O que a profe pediu.
Dado: Putz, caraca! A de história, né?
Fê: Só.
Dado: Que saco, esqueci! Qual que era a bagaça
mesmo?
Fê: Espera que eu vou ver.
..........
Dado: Achou?
Fê: Espera, pô! Ah, tá aqui: diga por
que o dia 31 de março mudou a história do
nosso país.
Dado: Tem idéia?
Fê: Nadica.
Dado: Então a gente se fala tipo daqui a pouco.
Bj.
Fê: Bj.
(Meia hora depois.)
Fê: E aí, foi no Google?
Dado: Fui. E vc?
Fê: Total.
Dado: Matou a charada?
Fê: Matei.
Dado: Então fala aí, gata, por que o 31
de março mudou a história do nosso país?
Fê: Se liga: no dia 31 de março de 1889 a
Torre Eiffel foi dedicada à cidade de Paris.
Dado: Bizarro. Mas o que isso tem a ver tipo com o Brasil?
Fê: Ah, sei lá! Antes não tinha a
torre, entendeu? Aí os brasileiros não entravam
numas de ir pra fora,
conhecer o mundo. Fez a torre, aí abriu pra ir,
visitar e os caras começaram a viajar. Por isso
que tem tanto brazuca lá fora, tá ligado?
Dado: Louco.
Fê: Você achou algum treco?
Dado: Uma pá de coisa!
Fê: Fala uma.
Dado: Tipo, eu achei que nesse dia, em 1492, uns reis
lá expulsaram os judeus da Espanha.
Fê: E aí? Onde que o Brasil entra nessa?
Dado: É que aí os judeus tiveram que ir
pra Alemanha, o Hitler caiu em cima dos caras e eles vieram
pra cá.
Fê: Pra Higienópolis?
Dado: Tudo a ver.
Fê: Sabe, cara, tô achando que pode ser outra
coisa.
Dado: Tipo o quê?
Fê: É que eu também achei isso, ó:
no dia 31 de março de 1900 saiu o primeiro anúncio
de carro da história. Era uma firma da Filadélfia,
meu, e eles publicaram o anúncio num jornal que
chamava Saturday Evening Post. Vai ver é isso,
porque aí os brasileiros acharam o anúncio
o maior chique, começaram a comprar carro e acabou
dando esses congestionamentos.
Dado: Sei não, nada a ver... Eu estou numa de que
é uma coisa mais...sabe?, um troço mais
zoado.
Fê: Mas, meu!, o quê?
Dado: Sei lá, um treco tipo guerra, entende?
Fê: Nadica.
Dado: Eu li num lugar aí que teve uma revolução
aqui.
Fê: Aqui? No bairro? Xi, agora só vou sair
na rua de capacete.
Dado: Pô, gata, é sério!
Fê: Rs, rs, rs, rs.
Dado: Olha só: parece que teve uma revolução
mesmo, tipo um negócio com general.
Fê: Se liga, vc acha que teve guerra aqui?
Dado: Pô, de repente teve, sei lá...
Fê: Com esse negócio de espião, granada,
metralhadora? Você pirou! Daqui a pouco vc vai dizer
que
torturaram neguinho no Brasil.
Dado: Pode ser. Que nem fizeram no Iraque. Eu vi no YouTube.
Fê: Ai, meu, sei lá... pra mim isso é
viagem sua.
Dado: Pô, a gente fica com o que, então?
Fê: Paris, meu. Relaxa que é aquele lance
da Torre Eiffel.
Dado: Tá bom, vou na sua. Me atacha a sua pesquisa
que eu colo no arquivo.
Fê: Tá indo... Tá indo... Foi.
Dado: Valeu. Agora eu vou jogar umas duas horas de Mortal
Annihilation.
Fê: E eu vou dar um rolê no Shopping. Blz?
Dado: Blz.
Eu X Eles - Coleguinhas
A vida como ela é, ou quando
a caganeira bate em jornalistas
Vou apresentar quatro episódios,( cinco com o meu)
verídicos esperando que os envolvidos(caso fiquem
sabendo) não se importem. Menos o Lupi Martins,
que Deus o tenha!
Primeira situação:
Núbia Salete Silveira é
a editora-chefe do Jornal O SUL. Todas as noites faz uma
minireunião onde os editores apresentam o que tem
pro dia seguinte, pra ela fazer a capa.
De repente, a Núbia é tomada de uma indisposição
estomacal e precisa ir urgentemente ao banheiro.Não
consegue se segurar. Está literalmente se cagando
toda...
Chega o editor de esportes, Júlio Sortica - seguramente
um dos coleguinhas mais lero-lero que eu já conheco.
Júlio começa a dizer pra Núbia as
matérias que pro dia seguinte. Núbia pra
se ver livre do Júlio e ir ao banheiro,atalha:
- Tá bom,Júlio, tá bom.
Mas o coleguinha não se toca e volta a carga:
- Mas é que tem mais isto, mais aquilo, eu acho
que, Núbia.
Aí ela deixou as firulas de lado e sai correndo
em direção ao banheiro.
No dia seguinte, na reunião das 14 horas, com os
editores, todos dão boas risadas do que ocorrera
na véspera.
Segundo episódio:
O Lupi cagou dentro de um saquinho plástico...no
avião do DNER.
Lupi Martins, falecido dois anos atrás, era funcionário
da Empresa Brasileira de Notícias(EBN),antiga Radiobrás.
Ficava ali na Rua da Praia, perto da Casa de Cultura,
Mário Quintana.Ele foi pro interior num jatinho
do DNER,atual DNIT pra acompanhar uma delegação
do órgão que iria inaugurar um trecho de
rodovia.
No meio do caminho, Lupi pede pro piloto descer. Foi acometido
de uma enorme indisposição estomacal e tem
que ir ao banheiro. O piloto alega que não tem
onde descer. Solução rápida: Lupi
vai lá atrás e sozinho faz num saquinho
plástico que havia a bordo. Mas o cheiro de merda
dentro da aeronave é insuportável. Os caras
botam spray no ar,bom cheiro, de tudo. Até que
o piloto não aguenta mais e desce no primeiro aeroporto
que encontro pra jogar a cacaca do Lupi fora.
Terceiro episódio
O Adão Oliveira pede pelo amor
de Deus pra parar o ônibus na BR-364
Esta eu estava presente.Aconteceu em 1983 e está
contada com todos os detalhes no meu livro Pauta, o Avesso
das Redações, na página 127/128.
Inspeção da BR-364.De jornalistas no ônibus
da delegação do ministro dos Transportes,
Cloraldino Soares Severo estou eu,Bruno Augê Ferreira(
o " carregador de melancia")Serginho Ros,assessor
de imprensa e fotógrafo do ministro, e Adão
Oliveira, do Ministério dos Transportes.
Havíamos madrugada pra viajar porque Cloraldino
não era de dar mole. Tremendo cu de ferro.Chegava
a marcar reuniões em Brasília com todos
seus assessores no sábado de carnaval.
Na equipe também está um fotógrafo
do Ministério e outro repórter que como
enviava boletins do meio da selva pra Brasília(
não havia celular) nós o apelidamos logo
de " Marechal Rondon".
A viagem,apesar da poeirama e do calor imenso, transcorre
em bom clima.
Não é que numa das noites o governador do
Mato Grosso, Júlio Campos, do PDS oferece um jantar
pra comitiva.
Adão Oliveira se atracou na maionese. Piorou a
situação porque ele bebeu uma água
no hotel pensando que fosse mineral e não era.
Era uma água estragada que o hotel havia posto
na geladeira dos hóspedes.
No dia seguinte, logo que o ônibus partiu, Adão
levantou-se e pálido chega pro Serginho:
- Pára o ônibus, pelo amor de Deus!
- O que houve,Gordo( era o apelido do Adão em Brasíla,entre
seus colegas de Ministério dos Transportes)
- Tou mal, para o ônibus.
O motora pára.
Adão sai correndo em direção a macega.
Já estava todo borrado.Um carro o levou em seguida
direto par aum hospital e de lá nem mais se incorporou
à comitiva, foi direto pra Brasília.
Um engenheiro da empreiteira que construía o trecho
que também havia comido da tal maionese também
passa mal.Foi levado de helicóptero a um hospital
da região pra tomar soro.
Serginho Ros disse-me que o ex-Ministro dos Transportes,
Mário Andreazza, que vivia percorrendo o país,
proíbia quem trabalhava com ele de comer maionese
nas viagens.
Quarto episódio:
" Goiano", o Rubens Borges
foi pego no meio do trigal cagando

Esta história quem conta é
o José Mitchell em seu livro Segredos nas páginas
198 e 199.Narra o Mitchell:
" Certa ocasião o presidente Médici
esteve no Estado para presidir a cerimônia de início
da colheita de trigo no interior gaúcho. A cerimônia
aconteceu no campo, no meio dos trigais amarelos. Rubens
Borges era o fotógrafo credenciado do JB(Jornal
do Brasil) para a cobertura e estava no meio do campo
aguardando a chegada da comitiva presidencial. De repente,
Goiano - como era conhecido - foi acometido de uma fortíssima
dor de barriga em pleno campo, sem nenhum banheiro por
perto. Então,prudentemente,afastou-se dos colegas
fotógrafos e demais convidados e foi se esconder
no meio dos trigais, agachando-se para cumprir suas necessidades
fisiológicas.
A época do governo Médici foi considerada
a de pior período de repressão política.
Os militares viviam em estado de alerta,temendo atentados
contra o presidente pela esquerda armada, ainda muito
ativa na época.A escolta do Exército, que
fazia a segurança do general Médici,percebeu
no meio dos trigais, um ponto preto e imaginou que poderia
tratar-se de algum guerrilheiro preprando um ataque ao
presidente.
Imediatamente, um grupo de soldados, com fuzis e metralhadoras,
correu pra o local, cercando o ponto preto. Um oficial
gritou:
- O que tu estás fazendo aí?
- O que você acha? Estou cagando.
Depois, Goiano não escapou da ameaça de
perda da credencial pela sua atitude inesperada, que passou
para o folclore da cobertura política da época
no Rio Grande do Sul.
( Alguns dados sobre o Goiano. Ele nasceu em 02.08.1938
em Goiás, por isto que é Goiano,cabeça
chata. Seu nome todo é Rubens Dias Borges.Faleceu
alguns anos atrás, de um ataque cardíaco,
quando era chefe do Depto Fotográfico da ZH. Filho
de Luziano Dias Borges e de Catarina Mesquita Borges.
Trabalhou no Jornal do Brasil,quando este ficava na av.
Borges de Medeiros, 915(conjuntos 401,402,403,404). Foi
casado com Maria Helena(15.07.1948) Teve os filhos Vanessa(
25.12.1971) e Rogério( 26.05.1974).
Episódio cinco:
Mesmo me esvaindo em merda, a Núbia
não abriu mão de mim pra cobertura do carnaval
infantil.
Era um feriadão de carnaval nos anos 80.Como minha
ex-mulher tinha parentes em Florianópolis, sempre
íamos para lá passar os feriadões
e pegar umas belas praias. Neste do carnaval com as crianças
pequenas não foi diferente. Mas eu tinha que voltar
na segunda de carnaval,de manhã cedo, porque à
tarde tinha que cumprir a escala de cobertura do carnaval
pela Zero Hora. Pior: carnaval infantil. Me tocaria o
baile das 4 da tarde no Teresópolis Tênis
Clube e outros.Só que no sábado me atraquei
no caldo de cana nas praias de Floripa: Jurerê,
Canasvieiras, Ingleses, Ponta das Canas. Devo ter tomada
uns 15 copos de caldo de cana.
O maldito ferveu dentro de minha barriga e virou uma enorme
caganeira,ou intoxicação que começou
ainda na madrugada de sábado pra domingo.
Domingo piorei, mas não tinha o que fazer. Fiquei
na base da água, muita água.
Liguei pra Porto Alegre avisando que estava fora, mas
o jornal não me liberou mesmo assim.Disseram que
não havia quem me substituísse. Acharam
que eu tava de sacanagem, não queria voltar, certamente.
Pior é que com aquela diarréia, nem a praia
tinha vontade de ir.
Depois de me esvair em merda, voltei e na base do soro
e com as instruções de minha ex-mulher que
é médica, pelo telefone, consegui trabalhar.
Mas foi brabo.
"Lagarto" foi falando
de Porto Alegre a Itaqui sobre seus ídolos na política,
todos do PMDB

Lagarto
No final dos anos 70,tenho quase certeza
que foi lá por agosto,setembro de 1979, houve um
congresso em Itaquí, na divisa com a Argentina,
sobre a famosa Ligação Ibicuí-Jacuí.
E conseguiram trazer o presidente João Bapista
Figueiredo pro evento.Soube-se depois que aquilo era uma
jogada política, em tempos de abertura política.
É que o filho do presidente Getúlio Vargas,
Maneco, tinha plantação em Itaqui, morava
lá e devia pro Banco do Brasil, como todo plantador.
O BB estava em cima dele e ele resolveu subir no palanque
do Figueiredo em em praça pública apoiar
a abertura política que Figueiredo fazia. Perguntei
em 1993 ao Maneco Vargas - prum livro que fiz sobre ele
- se ele não se se sentiu usado pelo Figue iredo.
Ele meio matreiro e raposa me devolveu:
- Eu também usei ele.
Mas o Aldo Renato Soares, o "lagarto"
que fazia a cobertura política do jornal foi pra
fazer a matéria da visita do presidente. Eu faria
apenas sobre o congresso em si.Saímos de Porto
Alegre de tardezinha e o " lagarto" foi falando
até que chegamos na fronteira Oeste sobre seus
ídolos políticos, todos do PMDB.
Sabia bastidores de cada um , do deputado
César Schirmer, do senador Pedro Simon. Sabia até
a hora que os caras iam dormir.
Impressionante!
Agora leio num jornal que o " lagarto" que se
mudou pra Brasília há muitos anos saiu da
Associação Nacional dos Transportes Terrestres,
onde estava há cinco anos.
Sempre foi um grande repórter.
Aldo, ou " lagarto" nasceu a 05.02.1955 em Ijuí.É
filho de Heitor Soares e de Elvira Caligaro Soares.Já
residiu em Porto Alegre na rua Duque de Caxias 1304/503.
Brizola deixou
um legado na educação pública

por Adroaldo Loureiro, Deputado
Estadual - Líder da bancada do PDT
Se estivesse vivo, o ex-governador Leonel
Brizola estaria completando 87 anos neste dia 22 de janeiro.
"O ano começou tendo a educação
na pauta política gaúcha, por conta das
propostas – ainda não apresentadas oficialmente
– da secretária estadual da Educação,
Mariza Abreu, em reformular o ensino público no
Rio Grande do Sul, implementando índices de produtividade
e destinando recursos para escolas onde estão os
filhos das famílias mais pobres.
O debate, oportuno, está apenas
começando, e dele certamente surgirão polêmicas,
contradições, e também convergências,
ao menos assim se espera. Aproveito o tema para lembrar
que hoje, 22 de janeiro de 2009, estaria completando 87
anos aquele que foi o maior defensor da escola pública
de qualidade: Leonel de Moura Brizola.
Nenhum outro administrador público
brasileiro edificou tantas escolas. Desafiado pela pobreza,
pela indiferença das elites e pelo descaso do Estado,
fez da educação uma cruzada heroica, digna
da história de cidadania que construiu ao longo
de quase 60 anos de vida pública.
Pertencem ao imaginário gaúcho
as escolinhas do Brizola, pequenos prédios de madeira
que ele mandou erguer pelo Rio Grande do Sul afora, por
todos os lugares, nos campos, nas vilas e nas cidades
mais longínquas. A carência de educação
que viveu não seria experimentada pelas crianças
gaúchas por ele governadas quando assumiu a prefeitura
de
Porto Alegre, em 1955, e o governo do
Estado, três anos depois. Nenhuma criança
sem escola foi a frase que cunhou para a campanha eleitoral
e dela nunca mais se separou.
Foram 6.302 escolas construídas
e equipadas, entre 1959 e 1961, para abrigar o plano de
escolarização que arrancou os gaúchos
do analfabetismo e jogou o rio Grande do Sul na vanguarda
da educação brasileira, fazendo a diferença
que até hoje orgulha os gaúchos.
Anos mais tarde, depois de amargar 15
anos no exílio, Brizola assume o governo do Rio
de Janeiro, numa vitória espetacular e desafiadora.
Montou com Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer o que seria
a sua obra-prima política, os Cieps. As antigas
escolinhas ganharam um novo status. Ficaram maiores, passando
da madeira para o concreto. Tratava-se, agora, de um projeto
nacional arrojado.
Fincar Cieps nos morros cariocas virou
obstinação. Decretou que lugar de criança
era na escola, com aprendizado, atenção
à saúde, esporte, alimentação,
durante todo o dia. Infelizmente, Brizola não conseguiu
transformar seu sonho em esperança nacional. Não
chegou à Presidência da República,
mas entrou para a História, com honra e dignidade,
como aquele que mais lutou para que todas as crianças
brasileiras tivessem a mesma oportunidade. Uma luta árdua
e emocionante, bem ao estilo do que foi a própria
vida de Brizola".
A vida como ela
é...
Episódio de hoje:
O ex ficava espiando do outro lado do rio Mampituba o
que fazia a ex na casa onde já haviam sido felizes.
Tempos de férias,tempos de vacaciones. O colega
Lauro Dieckmann mandou missiva desde Passo de Torres(SC)
e fez-me recordar uma historinha bem legal que uma mulher
com quem andei saindo anos atrás( hoje em dia os
jovens dizem " ficar" ) me contou. A mulher
era e é muito legal, pra começo de conversa.
Ela era separada e no acordo de divisão de bens
fizeram o seguinte pacto: a casa de praia, que ambos tinham
comprado localizada em Passo de Torres(SC) não
seria dividida. Ele a usaria em janeiro e ela em fevereiro.
E está dando certo, pois continua desta maneira.
Ela está indo pra lá agora no começo
de fevereiro, fica uma semana, depois vem pra trabalhar
e volta nos fins de semana.
O engraçado da história é o seguinte:
o ex em fevereiro sempre fica em Torres também.
Ele entrega a casa de Passo de Torres e aluga uma já
em Torres, mas que fica localizada em frente a deles.E
fica na janela meio que olhando pra ex-mulher.
Eu acho que aí ainda tem....
Volto noutra hora pra contar mais
um espisódio da vida como ela é...Tchau...
Passo de Torres(SC)
é refúgio de gaúchos
Foto: Lauro Dieckmann
Não tão legal quanto Floripa,Garopaba,
Zimbros, Bombinhas, Porto Belo, Bombas, mas tem gaúcho
que gosta de Passo de Torres(SC). Lauro Dieckmann é
um deles. Conheço outra amiga minha, a Ingrid Schumacker
que também veraneia nele. Esta foto é de
Praia Grande(RS) em Torres, do último domingo.
A gaúchada tá aproveitando o veraneio, ou
como diziam lá em Serafina, nos meus tempos de
piá. " foram pras praias".A quietude
de Porto Alegre nos últimos dias é uma prova
de que o Litoral deve estar cheio.
Toaletes e Guilhotinas:
a denúncia da crueldade com os animais por Ezio Flavio
Bazzo
por Ellen Augusta Valer de Freitas,
bióloga 63336-03 D
Quando algo não tem nome, se apresenta
apenas como uma sensação de mal-estar indefinível.
Naomi Wolf, em seu livro ‘O mito da beleza’,
mencionava que certas coisas na sociedade passam despercebidas
pois não há quem as denuncie. E a denúncia
é sempre uma espécie de grito em meio ao
silêncio de uma humanidade acostumada.
Um escritor brasileiro, pouco conhecido,
tem feito este papel de maneira brilhante, com um bom
toque de humor ácido, que o cotidiano merece.
Ezio Flavio Bazzo é um escritor
diferente, pois seus livros são encontrados na
Internet, feitos de maneira quase artesanal e publicados
de forma independente. Não há como traçar
um estilo para suas obras, e deve ser esta a razão
de não se tocar em seu nome nos centros literários.
Cada livro é único, composto de mil estórias
e confissões de viagens, mostrando de forma brilhante
o ser humano da maneira como ele é. Uma biblioteca
dentro de cada livro. Um acervo de milhares de notas de
rodapé geniais.
Apesar de parecer triste à primeira
leitura, ao se conhecer a obra do escritor, tem-se a idéia
de uma forma bela de descrever a vida, reconhecendo a
miséria humana e aceitando-a como parte do aprendizado,
para quem tem a percepção da realidade.
Os livros são como uma espécie
de literatura livre, onde não há compromisso
com regras gramaticais, formalidades ou mesmo com o leitor.
Há apenas a vontade de escrever. Portanto, aquele
que leu apenas um livro de Ezio Flavio Bazzo não
sabe o que são seus livros.
E muita gente não continua a ler,
pois vê a si próprio neles.
Desde ‘Ecce Bestia’, que
trata do assunto muito bem camuflado pela sociedade que
é a exploração de animais para o
sexo, mais comum do que se imagina, ou se quer imaginar.
Ou ‘A lógica dos devassos’, que provoca
a discussão sobre a pedofilia, um problema cercado
de preconceitos entre os próprios pesquisadores
do assunto. Ou ‘Manifesto aberto à estupidez
humana’, espelho fiel da humanidade e do homem,
um dos melhores livros que já li na minha vida.
A relação que temos com
os escritores sempre é envolta em mistério,
pois não conhecemos o autor das palavras que lemos.
Muitos escritores estão mortos ou simplesmente
moram do outro lado do planeta e nem sempre apreciam dialogar
com os leitores. O máximo que acontece é
o lamentável show de autógrafos. Mas este
escritor é vivo. Tem um endereço de e-mail,
responde aos leitores. Envia textos inéditos, manda
presentes (livros!), está mais próximo do
leitor e nos mostra, através deste comportamento,
uma forma de ser muito bonita e diferente do aparente
pessimismo que muitos vêem em seus livros.
Pois o livro ‘Toaletes e Guilhotinas’
fala de dois assuntos aparentemente divergentes, mas que
têm muito em comum: a merda e a guilhotina. Além
de um humor muito interessante, sobre a forma como lidamos
com os excrementos, há a denúncia de que
a humanidade possui em algum lugar de seus genes ou de
sua psique um espírito sanguinário, que
se empenha em construir mecanismos cada vez mais sofisticados
para provocar o sofrimento alheio.
Sobre os animais, Bazzo escreve: “é
desse fígado adulterado e canceroso que o patê
(Foie Gras - em português: fígado gordo)
da burguesia é feito. Oxalá lhe provoque
pelo menos uma cirrose incurável ou uma Hepatite
para vingar o martírio dos gansos. Quem visita
uma dessas granjas fica impressionado com o desespero
dos animais, que passam praticamente a vida toda sem sentir
o gosto da comida. _ E os ecologistas? Perguntei-lhe.
_ Não fazem nada. Pois o Foie Gras é para
a França quase uma questão de Estado! O
mesmo que o petróleo para os árabes e que
o ópio para os birmaneses. A mim, esta pasta nojenta
só revolta as tripas!”.
Sobre as execuções na guilhotina
e a comparação com a morte de porcos, ele
diz: “quem nasceu e cresceu no campo nem precisa
ter boa memória para lembrar das execuções
matinais, semanais e rigorosamente macabras. Os gritos
de desespero do animal, um panelão com água
fervente, o verdugo afiando a faca e três ou quatro
vizinhos tomando chimarrão, fumando charuto ou
simplesmente assistindo a execução. Fazendo
um retrospecto desses tempos e desses porcocídios
me dou conta de que o matador nunca é uma pessoa
comum e que existem sujeitos que ‘sabem mais’
do que os outros no métier da morte. Lembro-me
perfeitamente bem das mãos grotescas do homem que
enfiava a lâmina na direção do coração
dos porcos, e que eu estava sempre do lado dos suínos,
torcendo para que eles, num último ataque de desespero,
conseguissem devorar a mão ou pelo menos o joelho
dos matadores.
Depois, assistia a carnificina e a retirada
do coração mutilado, que o carniceiro exibia
orgulhoso à ‘platéia’, exatamente
como os verdugos faziam aqui, com a cabeça dos
guilhotinados. Portanto, e por mais lírico que
possa parecer, estou profundamente convicto de que uma
civilização e uma sociedade que é
contra a pena de morte para os homens, mas que segue matando
todas as outras espécies para se alimentar, para
vender seus chifres, seus dentes, sua pele, sua banha,
seus hormônios etc, é uma civilização
e uma sociedade, narcisista, chauvinista e hipócrita
que, cedo ou tarde (mais cedo do que tarde), destroçará
e comerá a si própria”.
E sobre a curiosa imagem de um livro
de Jerry Rubin, que traz entre outras fotos a de uma mulher
nua carregando uma cabeça de porco numa baixela:
“vou me dando conta de como é impressionante
o estágio de indiferença em que nos encontramos.
Como é possível viver no meio de uma chacina
e de um genocídio animal desses sem desesperar-se?
Frangos, porcos, vacas, peixes, patos, rãs, camarões,
coelhos, faisões, ovelhas, nenhuma espécie
escapa à fome sanguinária dos homens, desses
barrigudos inúteis que saem dos restaurantes de
Montmartre palitando os dentes e arrotando”.
O comentário sobre uma gravura
onde aparece um homem matando outro homem com um machado,
e um homem com um cavalo observando a cena: “gosto
dessa imagem, porque nela o ponto crucial de crueldade
não está na lâmina do machado, nem
nos lábios do homem que pratica a violência,
mas curiosamente no olho do cavalo, dirigido de maneira
ambivalente e fulminante para o sujeito que está
prestes a ser assassinado. Esse eqüino estaria indignado
ou apenas gozando com o massacre* e com a ruína
de seu dono? O que impressiona realmente, é a rapidez
com que se passou do machado à guilhotina e desta
à cadeira elétrica, fato que evidencia o
quanto o espírito assassino está incrustado
nos séculos, nos punhos e no palavreado da espécie
mais predadora que o planeta já teve notícias.
* Etimologicamente a palavra massacre vem do latim, macecre,
um termo que está sempre ligado aos açougues
e às carnifininas”.
E o melhor de todos é o comentário
abaixo, de uma imagem de abatedouro de cavalos:

“Mercado de Paris, 1900 _ Abatedouro
de cavalos
Sem nenhum tipo de deboche, olhem atentamente
para a boca, as narinas, as orelhas e o corpo inteiro
do cavalo: ele emana mais (luz) e mais simpatia que todos
os (matadores) que o distraem, que lhe tapam os olhos
e que no momento seguinte arremessarão contra sua
cabeça o golpe da marreta. Diante de uma dessas
cenas, quem é que em sã consciência,
consegue seguir confiando nos homens? Acreditando em suas
leis? Dormindo a seu lado? Apesar de toda a demagogia
humanista, não resta dúvidas de que os crimes
cometidos nos abatedouros contra as aves, os porcos, as
vacas e outros animais, é o mesmo que se comete
sobre o cadafalso, nas cadeiras elétricas, nos
postes e nos paredões contra os homens. A única
aparente diferença está na racionalização
que se desenvolveu sobre o assunto e na necessidade doentia
e criminosa da humanidade em seguir massacrando as outras
espécies”.
Seus livros podem ser encontrados no
site http://home.yawl.com.br/hp/eziob/.
Bibliografia consultada:
Wolf, Naomi. O mito da beleza: como as imagens de beleza
são usadas contra as mulheres/ Ed. Rocco, 1992.
439p.
Rubin, Jerry. DO IT - Scénarios de la Révolution:
Introduction par Eldridge Cleaver / Ed. Seuil. P 141.
Bazzo, Ezio Flavio. Toaletes e guilhotinas, uma epistemologia
da merda e da vingança/ Brasília: Ed. LGE,
2008. 420 p. Primeira edição em 1995. Citações
deste artigo nas páginas: 95, 128, 171, 208 e 306.
Bazzo, Ezio Flavio. A arte de cuspir (ou a dialética
dos porcos) / Brasília: Lilith publicadora e Cia,
1994.
Bazzo, Ezio Flavio. Manifesto aberto à estupidez
humana / Brasília: Ed. LGE, 2007. 143p. Primeira
edição em 1977/78, publicado em castelhano
no México em 1979.
Bazzo, Ezio Flavio. Ecce Bestia - Libertinagem com animais
/ Brasília: Narcisus publicadora & Cia, 2001.
163p.
Bazzo, Ezio Flavio. A lógica dos devassos: no circo
da pedofilia e da crueldade / Brasília Ed. Única.
Moloch Publicadora Ltda, 2004. 159p.
Eu X Eles - Coleguinhas
Não adiantou Alberto interceder,a
cabeça do chargista Ronaldo rolou...

Alberto Blum
Quando a gente ouve uma destas histórias,
a gente começa a entender porque que uma empresa
como a Caldas Junior foi a falência nos anos 80...
Um chargista da Folha da Tarde, chamado Ronaldo, já
morto, fez uma charge para a Folha da Tarde. A charge
só foi publicada com a autorização
do diretor do jornal, Fernando Pinto, que havia vindo
do Rio para dirigir a Folha. Se não me engano,Fernando
era nortista.
Pois a charge publicada deu bode. Acho que era sobre uma
bronca com professores - sempre eles - e o Estado reclamou,
pressionou o Francisco Antônio, o " Tonho"
filho do poderoso dono da CJCJ, Breno Caldas.
Tentaram de tudo pra segurar a cabeça do Ronaldo,
mas o " Tonho" a queria.
Breno Caldas, que não sabia xongas o que se passava
em seus jornais - o Fernando Veronese já tinha
me contado isto. O discotecário me disse que Breno
entregou os jornais para o Arlindo Pasqualini,Antônio
Carlos Ribeiro,entre outros e só queria saber dos
seus cavalos - foi informado da bronca que rolava na Folha
da Tarde.
Lauro Quadros( sim , o José Lauro de Quadros, hoje
da rádio Gaúcha) tentou interceder junto
a Breno Caldas pra não demitirem o chargista.
Foi lá no seu gabinete e levou junto o sub editor
de esportes da Folha, Alberto Herman Blum.Lauro entrou
na sala e foi dizendo a Breno:
- Dr. Breno, o Alberto nunca entrou aqui, ele até
quis vir pra ver se não demitem o Ronaldo.
- Bom, respondeu secamente Breno, ele ( falando do seu
funcionário Alberto) nunca entrou aqui porque não
quis, porque minha porta está sempre aberta.( que
comentário infeliz, digo eu, depois durma-se com
um barulho destes)
E tentararm argumentar que Ronaldo era muito bom - "
ele também fazia charges pra editoria de Esportes"
lembrou Alberto.
Que nada. Tiveram que rolar dois pescoços: o do
Ronaldo, que fizera a charge e do diretor Fernando Pinto,
que autorizara sua publicação.

Charge do Ronaldo
Depois ainda querem que se tenha pena
porque a Caldas faliu? Com diretores deste porte, tinha
mais é que falir mesmo!!!
Que diferença de diretores de outra empresa de
comunicação, localizada do outro lado da
cidade, mais precisamente na av. Ipiranga 1075,que não
raras vezes defendiam seus repórteres da Polícia
Federal e não de apenas uma pressão do Governo
do Estado.É por estas e outras que as situações
são as que são....
O vendedor de seguros que
nas horas vagas foi editor
Alberto Herman Blum nasceu em 14.07.1940, em Bauru, interior
de SP. Filho de Francisco Blum e de Lily Ruth Blum é
casado com Maria Luiza( nascida em 05.04.1942). Tem a
filha Lilian Esther ( 14.10.1969) e Leandro Carlos(02.01.1974).
Alberto é um safenado. Foi operado pelo dr. Fernando
Luchese, no Instituto de Cardiologia. Cuida-se pra caramba.
Todos os dias caminha na Pracinha da Encol.
Alberto participou como editor da aventura que foi fazer
o jornal O Estado do Rio Grande, do Grupo Gusmão,
que teve duração de apenas 12 números.Junto
com outros nomes de peso ( literalmente) como Luiz Figueredo,
eles iam imprimir o jornal na gráfica do Grupo
Sinos, em Novo Hamburgo.Foi aí que Alberto conheceu
o " pé no chumbo" que era o finado diretor
da publicação Antoninho Gonzalez."
Ele saiu cortando todo mundo.O carro batia que parecia
uma lata de tanto que o Antoninho corria. Eu pedi pelo
amor de Deus, não voltar mais com ele" relembra
Alberto.
Alberto na verdade sempre foi um vendedor de seguros de
carros.Tem até uma historinha engraçada
sobre isto. Antônio Britto Filho,quando implantou
a central do interior da Cia Jornalistica Caldas Junior
convidou Alberto pra fazer parte da equipe, mas tinha
que abandonar a venda de seguros de carros. Alberto não
topou.Não quis assumir e Britto levou então
Cleiton Selistre.
Coleguinhas
* Fui visitar o colega Carlos Alberto
Fruet, frila do Estadão que no dia 04/12/08 foi
atropelado no corredor da Protásio, por um motoqueiro.
Passou por várias cirurgias e está se recuperando.
Ainda está na " cama de campanha" e de
cadeira de rodas. Fruet chegou a ficar na UTI do Moinhos
de Vento.
* Dizem por aí que quem comprou a Rádio
Guaíba,um ano e pouco atrás, ficou apavorado
com o estado de abandono e com a pouca renovação
da aparelhagem nestes 20 anos que ela pertenceu ao Renato
Ribeiro. Se ninguém está fazendo, eis aí
uma sugesta: os 20 anos da Caldas sob o domínio
de Renato Ribeiro.
* Bom,na TV Guaíba, hoje Record, uma amiga que
trabalhou lá me disse que tudo era ainda na base
da máquina de escrever. O chefe de tudo era um
senhor da confiança do dono, que estava há
anos na Merlin, a fábrica de soja.
* Júlio Pacheco telefona dizendo que acha que o
" Kid Trombadilha", o Wuilde Pacheco, nunca
trabalhou na ZH. Trabalhou sim, ou então sua ficha
da ARI está errada. Na A HORA trabalhou com certeza.
É falecido e foi piloto do helicóptero da
Polícia Civil, porque era delegado. Ficou famoso
por causa da prisão do Maurício, em 1972,
dono da ZH, que ele, a pedido da Justiça carioca
efetuou.Lauro Schirmer conta o episódio no livro
sobre Maurício.
*Rede Vida está com grande esquema sobre a Procissão
de Navegantes, no próximo dia 02/02.
* Fiquei sabendo, hoje, dia 21/01, que os dias de Passe
Livre nosônibus da capital, não estão
mais sendo feitos todos os meses. Dia primeiro de janeiro
não teve passe livre. " Só estão
fazendo em dias muito especiais, como Natal e dias de
vacinação" disse o motorista da linha
Protásio-Iguatemi, que eu uso.
* A passagem de ônibus da capital deve ir a 2,25.Os
empresários pediram 2,35 mas o prefeito deve dar
menos.
* Esta história de gente andando de graça
depois de 60 anos é muito injusto. Tem gente ganhando
10,doze paus por mês e indo e vindo de graça
diariamente. Só que quem paga é quem passa
na roleta e não tem 60 anos ainda. Tem que ser
refeito este estudo. O presidente Sebastião Mello,
da Câmara Municipal, prometeu enfrentar este assunto.
" Dibão"
no Gravatal!
O vereador João Antônio
DIB(PP) está descansando no Gravatal, uma estação
de águas termais em Santa Catarina. É para
onde o vereador sempre vai no verão.Segunda que
vem estará aí de novo.
NOVO HAMBURGO PODE
ATRAIR RECURSOS DO PAC PARA RECICLAGEM DO LIXO
Novo Hamburgo será o primeiro
município brasileiro a ter um projeto desenvolvido
pelo programa da ONU para o Meio Ambiente (Unep/Pnuma)
que, pela sua testada eficiência em diversos países,
poderá se candidatar a receber recursos federais
do Programa de Aceleração do Desenvolvimento
(PAC). A previsão é do cientista das Nações
Unidas, o indiano Surya Prakash Chandak que juntamente
com seu colega Mushtaq Memon vieram ao Estado para ministrar
um curso de três dias, a partir de hoje, de capacitação
dos técnicos da prefeitura daquela cidade que marcará
a implantação inicial do sistema. Tanto
a qualificação de pessoal, quanto a avaliação
das atuais práticas de coleta e tratamento do lixo
urbano contam com a colaboração da Ong ambiental
Instituto Venturi, que tem sede em Porto Alegre e que
interessou o organismo mundial a trazer sua melhor experiência
na área de tratamento de resíduos ao País.
Novo Hamburgo foi escolhida para o projeto
pioneiro por reunir características de cidade média
e onde mais rapidamente poderiam ser implantadas as novas
práticas. Surya Chandak calcula que o projeto será
entregue à administração municipal
na metade do ano. Depois disto, a proposta levantará
os recursos necessários à implantação
que deverão se situar entre 300 e 400 mil dólares,
conforme suas primeiras avaliações e iniciativas,
em diversos países em desenvolvimento. Relatou
que todos os projetos bem sucedidos, nas cidades de Matale,
no Sri Lanka, Pune (Índia), Wuxi (China) e Masero
(Lesotho) tiveram recursos dos governos centrais e da
iniciativa privada.
A forma com que são organizados
verdadeiros distritos industriais que centralizam as atividades
que lidam direta ou indiretamente dão um retorno
econômico e social bastante alto já que há
uma reciclagem de até 60% dos resíduos.
O representante da ONU não arrisca um cálculo
do montante de investimentos que poderia ser atraídos
com o modelo a ser proposto, mas pelo menos 50 prefeituras
gaúchas de diversos portes poderiam se habilitar.
O secretário de Meio Ambiente
e Planejamento Urbano de Novo Hamburgo, Ernani Galvão,
disse que seu município quer servir de modelo,
provando que o lixo pode ser uma grande “riqueza”
a ser melhor aproveitada para gerar emprego e renda. Como
em outras cidades da região, a maior parte do lixo
é transportado, diariamente para as cavas da região
carbonífera, representando apenas custos de coleta
e transporte para o município.
Mona Lisa
" Nossa leitora-correspondente
envia de Paris, uma visita que sua filha, Luiza, fez recentemente,
ao Museu de Louvre, onde está a Monalisa.Muito
obrigado pelo envio.O editor"


Houve uma vez um
verão!

Praia Retiro dos PAdres em Bombinhas
gaucholândia descobre o litoral
de "Santa"
Começou na década de 60,70,timidamente
com Garopaba. Depois veio Porto Belo, além de Floripa,
Bombas,Bombinhas,Quatro Ilhas.
A gaucholândia não quis
mais saber da água marron do Sul. Tudo pra Santa!
Em Porto Belo, por exemplo, existe a praia de Bombinhas,
que é um reduto de psiquiatras de Porto Alegre.
Tem um site aqui da capital, o "esquina democrática"
que até propaganda de imobiliárias de Porto
Belo faz. É que os familiares são frequentadores
há anos de Bombinhas.
Porto Belo tem diversas praias, entre
as que se destacam estão Bombinhas, Bombas, Quatro
Ilhas, Mariscal, Canto Grande, Conceição
e Zimbros.
Pra quem não puder pegar a estrada
durante o verão sobre o feriadão de carnaval,ou
o próximo feriadão, o de Na vegantes,dia
02/02. Depois é pegar ainda o feriadão da
Páscoa, que ainda dá uns dias bons de praia.
Histórias
Todo local de pescador que se preze tem
histórias impressionantes. Bombinhas tem quatro,
relatou o repórter Marcos Santuário, no
dia 28 de março de 2001, no Correinho.
"A primeira dá conta de ,por volta de 1800,
um navio espanhol teria atracado
na praia de Zimbros e desembarcado um caixão que
foi ali enterrado em uma grande cerimônia fúnebre.
O local nunca foi violado pela população
local,em sinal de respeito. Tempos mais tarde, o navio
voltou.Desenterraram o caixão e o levaram embora.
Contam " os que viram" que, em vez de ossos,havia,
no caixão um grande tesouro".
Coleguinhas
À deriva...
* Ontem,dia 20/01, ninguém apareceu pra abrir o
prédio da ARI de manhã. O zelador Adolar
está em férias e se mandou para Cidreira.
Entidade que em 1983 já tinha 1.800 associados,
hoje não tem mais que 200 sócios pagantes.
É o último mandato do atual presidente,
Ercy Torma - não sei se um outro faria melhor do
que o Ercy está fazendo - que está como
presidente desde agosto de 1996. Antes da reforma do estatuto
um mandato tinha dois anos, mas agora foi aumentado para
três.Quem alterou os estatutos foi o próprio
conselho da entidade.Batista Filho,vice-presidente quer
o cargo de presidente. Já Ênio Rockenbach
não. Por fora, pode correr Ayres Cerutti.
*Diz-se por aí que a nova mesa diretora da Assembléia
Legislativa do Estado irá rever as regras para
utilização da sala J.C Terlera.
*Wilson Rocha Muller não tem mais aparecido em
público.
* Prefeito José Fogaça andou,dias atrás,
vistoriando o viaduto Otávio Rocha. Parece que
vão colocar câmaras fotográficas.
* No local onde funcionou anos o Adelaide´s Bar,
na Mal. Floriano hoje há uma lojinha. As donas
nem sabem que ali nos anos 70 foi um " templo do
samba" onde Lupicínio Rodrigues e outros boêmios
tinham mesa cativa todas as noites. Detalhes sairão
no meu livro sobre a noite de Porto Alegre.Adelaide´s
tinha uma filha tão bonita que era o desejo de
9 entre 10 homens.
* Tenho em mãos os primeiros quatro exemplares
da revista Amanhã, ainda feita dentro da FIERGS.
* Valter Galvani pesquisava,ontem,20/02 durante todo o
dia a coleção do Correinho na gestão
dos Ribeiro, que vai de 1986 até 2006. Seguramente
vem algum livro por aí. Talvez a continuação
do seu primeiro sobre o Correio do Povo.
* O novo estúdio da rádio Guaíba
é de cinema. Mas ainda não está pronto.
Faltam móveis.
* Foi o próprio gerente de jornalismo, Ataides
Miranda, quem trouxe Antônio Carlos Baldi para o
programa do Mendelski, depois das oito. Miranda acha que
Baldi pode ter posições reacionárias,
mas sabe defender com inteligência seus argumentos.Isto
ele provou num debate político que teve quando
Luciana Genro(Psol) e Maria do Rosário(PT) ambas
candidatoas nas últimas eleições
a prefeitura de Porto Alegre levaram uma "surra"
de Baldi, que estava sozinho do outro lado do balcão.
* A rádio Guaíba enviou
o Rodrigo Rodenbuch pra cobertura da posse de Barack Obama
nos USA. Ué, aposentaram o Jurandir Soares?
*Maurício Iuren(perdão
se a grafia não for correta) está no lugar
da Fernando Bagatini, no " Acorda Rio Grande, da
Guaíba.
*Gilmar Eitelwein voltou de férias
e reassumiu dia 19/01 seu trabalho na agência de
notícias da Assembléia Legislativa do Estado.Voltou
" bronzeado" o coleguinha.
* Jussara Marchand está editando
um livro sobre a memória de ex-deputados que atuaram
nos anos 50 e 60 e que ainda estão vivos. Livro
feito baseado em depoimentos pela TV Assembléia.
*Indico o filme " Dias e Noites"
do Beto Souza que está passando no Santander. belo
filme! Baseado num escritor talentoso, Sérgio Jockmann,
que atualmente vive em Campinas(SP)
* O " mala" do meu irmão
Paulo estava,ontem,dia 20/01 viajando pro Rio,de férias.
" Sábado vou ver o Fla mengo no Maracanã"
me disse ontem,quando parou pra abastecer num posto em
Nazaré Paulista(SP). Ele mora em Rio Claro, São
Paulo.
*Ataídes Miranda é o "
perfilado" desta semana da Coletiva.Net
* O " GUAXO" do Mazzarino não
sai há mais de seis meses.
* O colega Fernando Albrecht falou ontem
em seu site de um " cara de pau" que foi na
festa do Sinborsul no dia 14/01 e pediu um vinho de 500,00
e que o garção teria recusado o pedido.
Olha, eu pedi um de 313,00 e o garção me
disse que não tinha. Se é a mim que se referia,
podia dar o meu nome.Ter bom gosto não me ofende.
Tomamos três vinhos chilenos e não reparei
seu preço: foi o próprio garção
que o sugeriu. Mas não fui só eu: então
tem que chamar de cara de pau a mim, ao Ayres Cerutti
e ao Júlio Sortica, que bebemos junto. No estresse,
colega.
Ah, e tem uma coisa: se era de mim que estava falando,sempre
se era de mim a que se referia a nota do dia 20/01 no
seu site: eu fui porque fui convidado.Quando não
me convidarem, não irei. Os outros eu não
sei. Não fico procurando sarna pra me coçar.
* Nelson Moura não foi ontem de
manhã,dia 20/01 ao " serpentário".
Eu X Eles - Coleguinhas
O " bom caratismo" do Marco
Antônio Birnfeld
O Serginho Ross volta e meio me liga
lá pelas cansadas da noite, quando eu já
estou dormindo. Com 75 anos, viuvo, morando sozinho, eu
entendo que ele queira conversar e seu papo sempre é
inteligente e agradável.
Mas tem uma história que ele já me contou
cinco vezes,no mínimo. Foi o seguinte.
Ele era repórter da Última
Hora - não entendi porque não foi um dos
biografados no livro lançado pela Já Editores,
10 anos atrás sobre a história daquele jornal
- e foi destacado para fazer cobertura de litoral, em
Capão da Canoa, que era onde veraneava o então
governador Leonel de Moura Brizola.
Serginho largou a praia num domingo porque tinha uma "
namorada" em Porto Alegre e queria se encontrar com
ela. Deixou o " seu" na reta, c omo se diz no
popular.
Durante o dia acompanhou o noticiário
principalmente o político e nada demais aconteceu.
Só miudeza. Mas na segunda-feira ele foi comprar
a Última Hora na rodoviária e viu na capa
uma puta foto de um crime que acontecera justamente onde?
Capão da Canoa. Ficou intrigado: se ele não
estava lá,quem teria mandado o material já
que a redação não sabia que ele estava
em Porto Alegre.
Foi comprar a Folha da Tarde Esportiva
onde trabalhava seu concorrente Marco Antônio Birnfeld
que também estava em Capão da Canoa e o
jornal não continha nada sobre o crime. Ele voltou
aquela manhã pra Capão da Canoa, aliviado
por não ter que dar uma bruta explicação
ao seu jornal.
O que acontecera foi que como Marco Antônio
sabia que Serginho havia viajado, mandou a matéria
assinada como se fosse dele para a Última Hora,
que a publicou. Já um outro material,sobre o mesmo
crime, ele mandou pra Folha da Tarde Esportiv a que não
viu importância e nada publicou.
Eu X Eles - Coleguinhas

"Tailor de Oliveira" era como chamavam o escritor
nas tertúlias da livraria Prosa e Verso!
Tailor Diniz Netto nascido em Júlio
de Castilhos em 24.09.1955 começou a vida como
radialista em Santa Maria e depois transferiu-se para
a capital, mais precisamente para a rádio Guaíba.Nesta
rádio foi redator.
Hoje em dia é mais conhecido pelas obras que tem
publicado.
Como é casado com a comentarista política
Rosane Aparecida de Oliveira, nas tertúlias literárias
que se fazia ns sábados de manhã na livraria
Prosa I Verso, no Quinta Avenida Center, era mais conhecido
entre os colegas pela pitada maldosa de " Tailor
de Oliveira". O casal de jornalistas tem dois filhos.
Se conheceram na Caldas Junior, onde a Rosane também
começou.
Tai lor é um manancial de histórias do rádio,
principalmente das rádios de Santa Maria e da rádio
Guaíba de Porto Alegre.Se alguém se prontificar
a escrever gafes e episódios hilários do
rádio, o Tailor é uma ótima fonte.
Memória
da Imprensa
O dia em que o CACO estreou no JN!
Hoje, 20 de janeiro,além da morte do Mané
Garrinhca,comemora-se um feito no jornalismo brasileiro
: foi a primeira vez que os milhões de telespectadores
brasileiros viram o repórter Caco Barcellos, no
JN, da TV Globo.
Foi assim: eu estava hospedado no apartamento onde Caco
Barcellos e a fotógrafa Avani Stein viviam no Rio
de Janeiro.Fica(va) no bairro de Copacabana, perto de
um dos tantos túneis que existe na Zona Sul do
Rio.Era o apartamento da Rosa Lia,irmã da Avani,
que o emprestara. Caco andava fazendo uns testes na Globo.Seus
pais, Antoninha e Nércio também estavam
no Rio, na sua casa.
De manhã cedo, um telefonema da TV Globo,bem cedo,
acordou o Caco, que não é de madrugar, porque
geralmente dorme tarde. Foi tirado da cama. Tinha que
ir urgente a TV Globo. Morrera Garrincha durante a noite.Estavam
precisando dele naquele momento, não à tarde.
O Caco saiu zunindo.
Durante o dia, dona Antoninha, a sempre zelosa mãe
do Caco ficou cuidando se ele não entraria ao vivo
na TV. Não entrou.
Mas à noite entrou no JN, foi sua estréia.Seus
pais assistiram,comovidos, a aparição do
filho no mais importante noticiário de telejornalismo
brasileiro.Seu pai, além de tudo,era fã
do Garrincha.
A biógrafa do Caco, a professora Sandra Moura,-
no livro Caco Barcellos, o repórter e o método
- diz que foi Jefferson Barros,editor do JN, em 1983,
quem "empurrou" Caco pro estrelato.
- Acabo de botar você no star system,teria dito
Jefferson,referindo-se ao "up grade" que o repórter
estava fazendo ao entrar no JN.
Mas não seria desta vez,ainda, que Caco decolaria
na TV Globo. Ele regressaria a São Paulo, pra Abril
Vídeo.
Festa do Sinborsul
entra pro calendário dos jornalistas
A festa do Sinborsul - aquele churrasco
que se come sempre na primeira quinzena de janeiro -já
entrou
para o calendário dos jornalistas. Todos os anos,
já se sabe que o Todt e o Geraldo(Fonseca) vão
mandar um convite pra este evento que é mais do
que tudo um congraçamento entre colegas. No meu
caso, faz alguns anos que participo.E é sempre
uma oportunidade pra trocar de assunto com os coleguinhas
que às vezes a gente fica tempo sem ver ou sem
tempo pra trocar papo.
Fotos: Claudio Bergman, com apoio
da Todt Comunicações


Coleguinhas
* Carlos Brickmann é o assessor
de imprensa da Igreja Renascer.Já trabalhou com
o ex-prefeito Paulo Maluf e foi editor do Painel, da Folha
de São Paulo.
*Antônio Manoel de Oliveira, que trabalha na assessoria
de imprensa do Trensurb, esteve na sexta-feira, passada,
dia 16/01, visitando a "salinha" J.C. Terlera,
na Assembléia Legislativa do Estado. Estava acompanhado
de André Pereira, colega que trabalha com o deputado
Adão Villaverde. Aos poucos vai se sabendo quem
comporá o staff da imprensa na Assembléia
Legislativa na gestão do presidente Ivar Pavan(PT).
* Antônio Manoel de Oliveira foi o assessor de imprensa
do Governador Olívio Dutra, na sua gestão,
no único governo estadual do PT até agora.
* Carlos Alberto de Souza, que foi correspondente da Folha
de S. Paulo também tem sido visto na Assembléia
Legislativa nos últimos dias.
* Fernando Albrecht, do Jornal do Comércio e da
Band AM, é um assíduo frequentador do "
serpentário" aquele café da rua Uruguai.
* Ontem,dia 19/01, um "mala"
muito manjado pegou pra seu ouvinte o Fernando Albrechti,
no " serpentário".
* A historiadora Elma Santana é a "patrona"
da Feira do Livro de Tramandaí, que vai até
o dia 02/02.
* O J.N.Moura tem mania de "surrupiar" o caderno
Panorama do JC do "serpentário". Podia
comprar o JC pra ajudar os coleguinhas a pagarem o leite
das crianças!
* Há um " chato" que espanta qualquer
um que vai ao "serpentário"! Ainda acho
que vou escrever um livro sobre os " tipos de chatos
e como se livrar deles".
*Sei como é isto!Durante uma época da minha
vida, por pura necessidade, ia vender livros a conhecidos
em repartições. Depois voltava lá
para outro assunto, e os via desviando,se escondendo de
mim.
* Sentimento pior que este só senti algumas vezes
quando fui demitido da ZH, em 1992. Gente que me babava
o saco - pra não dizer coisa pior - desviava na
rua pra não falar comigo. Aprendi a conhecer um
pouco mais as pessoas e sei,agora,diferenciar, quem está
se aproximando por interesse e quem é sincero.Só
um tombo desta magnitude pra ensinar tanto!
* É por isto que hoje olho pra certos coleguinhas
que se "acham". Tira o veículo deles,
os caras cruzam a rua pra não falar com eles.
Histórias
do rádio

O apresentador do " Sabetudo" dormira naquela
noite
no " casarão da Valle Machado"
Na gíria do rádio de Santa
Maria, o " Casarão da Valle Machado"
era o antigo presídio da cidade. Hoje não
está mais naquele local, mudou-se para longe do
centro da cidade. O radialista Arnaldo Souza,segundo conta
o escritor Taylor Diniz(nascido em Júlio de Castilhos)
e que morou entre 1976 e 1981 na " cidade universitária"tinha
um programa, o " Sabetudo" na rádio Imembuí
de grande audiência, pela parte da manhã,bem
cedo. Era um programa que explorava muito bem os assuntos
de polícia." Uma vez,lembrou Taylor, o programa
ficou transmitindo durantes várias horas a história
de uma senhora que caíra num poço e que
os bombeiros tentavam resgatá-la com grande audiência".
E do presído um funcionário transmitia para
o programa " Sabetudo" as prisões que
eram efetuadas durante a noite. Quando o funcionário
ia falar pelo telefone, o apresentador, Arnaldo Francisco
R. Souza anunciava com voz troniteante:
-E AGORA VAMOS SABER QUEM DORMIU COSARÃO DA VALLE
MACHADO!
Aí o funcionário lia os nomes de quem fora
preso naquela noite e ficara no presídio.
Só que uma noite Arnaldo Souza envolvou-se numa
confusão na zona dos cabarés de Santa Maria,
" lá pelos lados da BR" segundo lembra
Taylor.acabou indo preso mas foi solto no meio da madrugada
a tempo de chegar para apresentar seu programa. Não
se lembrou de avisar ao funcionário do presídio
que não lesse seu nome.
Quando ele anunciou o funcionário do presídio,
este lascou:
- Dormiu no casarão da Valle Machado Arnaldo Souza.
Para o constrangimento do radialista, não houve
como voltar atrás.
" O Arnaldo Souza era um figuraço" lembra
Taylor,que me passou esta pérola do rádio
gaúcho.
O leiloeiro me
assustava sempre: " olha que eles não gostam
de jornalista"!
Hoje,20 de janeiro, o Júlio Pacheco,está
de aniversário.Não sei quantos faz, mas
sei que faz. Conheço o Júlio desde 1976,
quando ele era diretor da RBS em Brasília e eu
e o fotógrafo Antônio Carlos Mafalda fomos
a Itajaí acompanhar, pela ZH, uma homenagem que
o então Minsitro das Comunicões, Cel. Euclides
Quandt de Oliveira recebia na cidade.
Depois nos encontramos de novo, ele leiloeiro, com escritório
na Zona Norte e eu precisando trabalhar.Bolei um jornalzinho,
que ele distribuía entre os clientes dele,basicamente
"picaretas" - no bom sentido - de carros usados.
Mas o engraçado é que quando eu ia no seu
escritório havia ali dois " monstros "
de cachorros. Quando conseguia furar o bloqueio dos funcionários
eser atendido pelo Júlio, lá vinha atrás
de mim uma destas " bestas" bem quietinho. Eu
perguntava ao Júlio:
- Este cachorro não é brabo ?
- Não, dizia o leiloeiro, mas eles não gostam
de jornalista!
E dava uma gargalhada!
PDT quer marcar
passagem dos 45 anos da " Redentora"!
Foto:Marcelo Bertani

Adroaldo Loureiro
O líder da bancada do PDT na Assembléia
Legislativa do Estado, deputado Adroaldo Loureiro vai
propor a nova mesa diretora da Assembléia para
que se faça um evento sinalizando a passagem dos
45 anos da revolução de 3l de maço
de 1964.
A bancada do PDT decidiu que esta evento somente será
feito se a Assembléia Legislativa o patrocinar.
Será lançado um livro sobre o resgate da
memória do ex-presidente João Goulart, o
Jango. Propõe o PDT também que sejam feitos
debates com jornalistas e historiadores como Elio Gaspari
- autor de 4 livros sobre o perído da Revolução
de março de 1964 - Bóris Fausto,Thomas Skidomer,
um brazilianist.
Já há até um lema escolhido para
o evento: " 45 anos da noite que durou 21 anos".
Começou
a " ronha" em Serafina
A política em municípios
pequenos tem este sabor:ela é epidérmia,de
vez em quando saem uns tirinhos, mas tudo bem. Depois
tudo recomeça. Domingo último,dia 18/01,
a secretária de turismo da nova gestão -
Ademir Presotto- foi pra rádio dizer que tudo o
que tem no rio Carreiro de lazer se deve a Geraldo Peccin(um
executivo da área do turismo,falecido prematuramente
em março de 2008). Pronto. Foi o que bastou pros
partidários da ex-gestão,onde o turismo
era comandado pela ex-secretária Maria Amélia
Gheller( que por sinal é esposa do candidato a
prefeito do PMDB derrotado, Luis Antônio Grechi
Gheller ) virem a público defendendo o pioneiro
do turismo no rio Carreiro, que na versão deles
teria sido César Piccoli Filho. Esta " ronha
" ainda vai longe.
O historiador Sérgio da Costa Franco quando era
promotor público em Encantado foi deslocado para
Guaporé. E lá viu a rixa que havia entre
o PTB e o PSD. Ele sempre recorda:" cada turma tinha
seu café,uma não botava os pés no
café onde a outra frequentava. E quando se cruzam
na rua, se cumprimentavam apenas protocolarmente".
Coleguinhas
* Pelos jornais de sábado,dia
17/01 o RS se tornou um " vale de lágrimas"
por causa da morte de dois jogadores do Brasil de Pelotas.
Menos,né.
* O que menos pegou pesado, no tom tragédia-mexicana
foi o Correinho. Foi o mais sóbrio. Manchete da
ZH e do O SUL, ora convenhamos,né. Pode ter havia
uma comoção na Zona Sul, em Pelotas, mas
no Estado? Tem paciência, eu sou gaúchoi
e não senti nada.
* Colega Lauro Dieckmann escreve lembrando
que Oscar Matzenbacker tinha também o apelido de
" CIGARRINHO".
* Segundo Lauro, é porque Matznbacker filava cigarro
de todo mundo.
* Na noite de quinta,por volta de 23h30min,
caminhava pela Andradas quando passei numa banca de frutas.
O " BIGI BROTHER" atraía a atenção
de três ou quatro " mermão" que
tavam grudados nas peladaças da tela. A Globo sempre
fez o que quis mesmo. Até a visita do Papa transmite.
* A coluna de aniversariantes do O SUL foi a única
coisa original que eles fizeram.Tanto que muito coleguinha
de rádio a usa pra mandar parabéns para
quem interessa. E as assessorias de imprensa a usam pra
agradar a quem importa. Assim se explica o sucesso: da
necessidade.Não havia nada assim. Parabéns
a quem bolou isto para o SUL.
*Zero Hora e Correinho deram na sexta,dia 16/01, na capa
a tragéda do ônibus com a delegação
de Pelotas. Já o Sul e Jornal do Comércio,
nem um registro. Faz tempo que deu pra ver que ZH e CP
são os dois jornais competitivos do Estado.Os demais
entram em espaços não ocupados pelos dois
principais diários do Estado.
* Só na sexta,dia 16/01,consegui lir o depoimento
da repórter Mirella Poyastro, no Correio do Povo,
no dia seguinte ao acidente com o ônibus da Transcal.
Boa matéria e grandes fotos. Parabéns ao
fotógrafo Alexandre Mendez.
* No churrasco do Sinborsul, na quarta,dia 14/01, Affonso
Ritter, do Jornal Gente, da Band AM desabafou: "
ouvinte é chato". Referia-se a uma correção
que fiz por telefone dias atrás sobre a cor do
logotipo da Folhinha, que eles não deram no ar.
* Vi num site que a Claúdia Ohana já é
avó. Que consolo!
A torcida vândala
do Brasil de Pelotas!
Olha,não há como não
condoer-se com a tragédia que se abateu sobre a
delegação do Brasil de Pelotas, na noite
do dia 15/01/09 em que morreram três pessoas. Agora,
o que os " latinhas" da Guaíba e da Band
- pelos menos foram as rádios que eu ouvi na manhã
seguinte - ficaram louvando o clube e sua torcida, beira
a uma desbragada demagogia pra fazer média com
a torcida xavante.
Quando fui escrever o livro Estrela F.C, em 2002,. encontrei
as " marcas" que a famosa e temida torcida xavante
que em 20 de maio de 1977( por sinal era aniversário
do município de Estrela) deixou na memória
da população daquele município do
Vale do Taquari.
Transcrevo o relato daquele dia que está no meu
livro na página 88 e 89.
" Na elite do futebol gaúcho alguns jogos
foram importantes.Um deles foi o de 20 de aio de 1977,
com o Brasil, de Pelotas, no estádio " Walmor
Jobim". O time da casa não disputava nada,
mas o Brasil ainda estava no páreo. A torcida xavante
invadiu Estrela, com 92 ônibus. Os torcedores fizerm
muita esculhambação na cidade. Entraram
em restaurantes, comeram e beberam e não pagaram.
Luís Carlos Freitag e Lauro Schmitz almoçavam
no restaurante do Albano Lgeman, na rodoviária.
Entraram cerca de 50 torcedores do Brasil. O dono quase
apanhou. Os torcedores comeram, foram levando tudo o que
podiam, reviraram cadeiras e mesas. Como não encontraram
banheiros públicos, entraram nos corredores de
edifícios para fazer suas necesidades(fisiológicas)
Na volta, entraram no restaurante Laguinho, no km 358,
e se serviram de tudo, saindo sem pagar.
Ênio Costa jogara em 1971 no Brasil e conhecia o
fanatismo da torcida. Na semana do jogo, ele avisou pela
Rádio Alto Taquari que os torcedores locais fossem
cedo ao estádio senão o encontrariam lotado.
No domingo ele passou de manhã na casa da namorada
e a levou para o estádio.
Antes do jogo, Luis Carlos Freitag sentou no gramado do
" Walter Jobim" e viu passar Stanislau, funcionário
da prefeitura (de Estrela). A torcida xavante pegou no
pé dele.
- Filho da puta...filho da puta...
-Corno...Corno...
- Veado...Veado....gritava a torcida de Pelotas.
Stanislau não aguentou o desaforo. E retrucou:
- Veado não, tropa de pelotenses!
Os torcedores revidaram com pilhas e pedras. Houve de
tudo neste dia. O treinador Rafael Orighela assegura que
um torcedor do time de Pelotas passou a mão no
traseiro da esposa de um sargento da Brigada Militar,
que tirou o revólver e foi pra cima do abusado."
Os bons são
simples!

Hoje,19/01, é mais um aniversário
da morte de Elis Regina ocorrida em 1982. Sobre esta talentosa
cantora tenho uma historinha: no primeiro semestre de
1974 fazia um estágio na rádio da UFRGS
como estudante da Fabico e meu chefe era o Carlos Urbim.
A Elis estava ensaiando pra apresentar um show no então
Teatro Leopoldina,depois virou OSPA e agora,segundo dizem,
virará um templo da Igeja Universal.
Disse pro Urbim:
- Vou lá entrevistar a Elis.Peguei aquele monstrengo
de um gravador, esperei ela terminar o ensaio e já
noitinha ela desceu pra se trocar. Fiz uma bela entrevista.
Não sei a rádio a tem nos seus arquivos
ou se a botaram fora.
Mas que foi uma puta cantora, foi!
A vida como ela
é...
Não te mete com ela que dá
CPI!
Os fatos aqui narrados são ficcionais. Qualquer
semelhança com fatos reais é mera coincidência.
Numa determinada redação de jornal, toda
sexta-feira, ela chegava nos trinques.Não vinha
de tênis e calça jeans,como nos outros dias,
e sim numa estica, roupa clássica. Entrava na redação
e aquele mulherão,atravessava todo o vão
central da redação, num desfile de deixar
os marmanjos babando. E isto que ela é tímida.
Mas quem tem sex apeal, tem e pronto.
Ela tinha um affair, e bota affair nisto, com um deputado
federal de muita projeção no cenário
nacional, principalmente pós democratização.
Como o deputado era casado, uma vez esta colega fora com
outra a uma homenagem que prestaram ao deputado federal.
Lá estava ele com sua esposa.Durante os discursos
e a homenagem a colega que a acompanhava viu que ela aguentou
firme a presença da esposa e rival mas que no final
da cerimônia, grossas lágrimas rolavam dos
olhos pela face da colega.
Um dos repórteres que sabia do affair da colega
com o deputado federal,comentava com um coleguinha do
lado:
- Ih, o fulano está na cidade.
Até que um dia o colega do lado, de saco cheio
daquela observação, respondeu na lata:
- Não te mete com ela que dá CPI!
ATLETAS X DITADURA
- A GERAÇÃO PERDIDA
VEJAM NO CANAL BRASIL
Dia 24/janeiro – as 19,15hs
É imperdível !!!!
Um forte abraço,
Jair Krischke
"Atletas x Ditadura - A Geração
Perdida"
A vida era mais segura no alto do pódio.
Mas eles preferiram descer e enfrentar um adversário
que tinha criado as próprias regras do jogo. "Atletas
x Ditadura - A Geração Perdida", é
um documentário que revela a cruel relação
entre o esporte e a Ditadura Militar na Argentina. Em
apenas oito anos de regime(1976-1983), cerca de trinta
mil pessoas morreram ou desapareceram. Entre elas, jovens
atletas que deixaram as competições para
lutar pela liberdade.
O ponto de partida é um discurso
do Tenente-General Jorge Rafael Videla na despedida da
seleção Argentina de rúgbi, que partia
para o Campeonato Mundial, em 1978. No momento em que
o ditador celebra a equipe como uma "embaixada da
liberdade" no exterior, dezessete jogadores do La
Plata Rugby Club já tinham desaparecido nas mãos
de agentes do seu governo.
Com depoimentos exclusivos e imagens
inéditas, "Atletas x Ditadura - A Geração
Perdida", apresenta também a história
de Adriana Acosta, uma jovem revelação do
hóquei sobre a grama que desapareceu três
dias antes do início da Copa do Mundo de 1978,
uma competição que foi claramente usada
como arma de manipulação pela ditadura.
Neste período, o tenista Daniel Schapira, que chegou
a estar entre os dez melhores do país, foi morto
da Escola de Mecânica da Armada - a ESMA - a poucas
quadras do estádio Monumental de Nuñez,
onde a Argentina conquistou seu primeiro título
mundial.
Ficha técnica:
Produção, Roteiro e Direção:
Marcelo Outeiral e Marco Villalobos
Direção de Fotografia:
Milton Cougo
Edição: Gilson Crippa
e Eric Romar
Trilha sonora original: Camilo Mércio
Apoio Técnico: Viavideo
Histórias
da noite
Os óculos do NITO amanheceram
na bolsa da minha amiga
Há três anos entrevisto gente da noite e
pesquiso sobre bares,boites,restaurantes da noite de Porto
Alegre. Já tenho um puta material,tipo 300 folhas
de depoimentos decupadas.Iniciei a redação
da pesquisa para transformá-la num livro.Lembrei-me
disto porque na foto que o leitor Saul me mandou de um
encontro de ex-moradores das JUCs de Porto Alegre aparece
o PADILHA,mais conhecido por NITO, dono do Bar que lhe
empresta o nome.
Das tantas histórinhas que levantei na minha pesquisa,
está é engraçada. Uma amiga( não
vou dar o nome,senão perco sua amizade) foi com
um casal de amigos. Ela é sua sócia na empresa.
Amanheceram no NITO. Ela pagou a conta com um cheque.
Só que na segunda, ou no domingo mesmo, ela abriu
sua bolsa e viu um par de óculos estranhos ali.
Como tinham ido parar ali e de quem eram, nem sabia.
No cheque ela deixara seu telefone.Na segunda, o Nito
ligou perguntando se seus óculos não estavam
com ela. Ela mandou um motoboy levá-los de volta.
Que porre,hein??? Nunca mais voltou ao NITO.
Memórias

Tempos de Vindima
Não era bem em janeiro que se
colhia as uvas em Serafina, mas em fevereiro e algumas
até em março, no tempo da quaresma. Geralmente
entre o carnaval e a quaresma, quando a gente fazia campana
nos potreiros atrás de uma fruta amarela muito
boa que por sinal se chama " quaresma" porque
ela sempre dava no tempo da quaresma.
Mas eu qero mesmo é falar da Sociedade Estrela
Guaporense,fundada no começo do século passado,
cujos escombros ainda estão vivos. Se você
for a Serafina - La Undeze a chamavam antigamente - ela
fica atrás da Pizzaria Grão de Bico, no
centro da cidade, na avenida Miguel Soccol.
A Sociedade Estrela - segundo uma lenda seu principal
dirigente Fioravante Cervieri( que foi juiz de paz em
Serafina) dizia sempre aos colonos que havia sido uma
"estrela" que o iluminara para fundar a cooperativa,
daí seu nome - era um dos pilares da economia da
pequena vila de Serafina Correa. Meu avo José era
um dos associados, e quando ia pedir um dinheiro a Fioravante
Cervieire pela uva de seus dois parreiras que havia entregue
- o cabeça de tudo aquilo se retraía e respondia
ao agricultor:
- Ma parque soldi se gave tuto cá..( numa tradução
livre, porque queres dinheiro se eu tenho tudo aqui)
Era verdade. A Sociedade Estrela tinha de tudo, loja comercial,
moinhos,de arroz, milho e trigo,e principalmente a cantina
que aparece na foto onde toneis imensos - pelo menos pra
nós que éramos crianças os achávamos
grandes - se iam enchendo a medida que os colonos vindos
de todas as partes da região traziam suas uvas
para serem esmagadas e transformadas em vinho.
Meu pai que ainda vive chegou a trabalhar no esmagamento
das uvas quando s safra era muito grande. Caminhões
que vinham das redondezas carregados de toneis de uvas
que eram inevitalvemente tomados por bandos de abelhas
faziam filas na Sociedade Estrela pra serem descarregados.As
carroças puxadas a bois subiam e desciam colinas
e montes rústicos levando cestões cheios
de uva e voltando vazios. Era o tempo de vindima.
Na emancipação de Serafina ocorrida em 1960
a Sociedade Estrela teria feito um investimento muito
grande abrindo uma filial em Montauri, onde havia uma
forte Oposição a emancipação
porque lá tinha os Nardi que eram do PTB e o PTB
era contra a emancipação porque o prefeito
Scaldo de Guaporé era do PTB.
Esta filial da Sociedade Estrela aberta pra fazer Oposição
a lideranças locais teria sido o começo
do fim da Sociedade Estrela Guaporense Ltda.
Em 1973, seu principal dirigente, Fiorvante Cerveiri faleceu
prematuramente vitimado por um de um câncer de pâncreas.
Não chegara aos 70 anos. " Nunca fumou e nunca
bebeu na vida eu sempre fumei e bebi e estou aqui vivo
disse estes dias seu filho Evaldo".
Com a morte de Fioravante a Sociedade Estrela fechou.Os
herdeiros de Fioravante somente dois anos atrás
chegaram ao fim de um litígio judicial pela divisão
da herança. São terrenos localizados no
perimetro urbano de maior valor da cidade.
Em rápidas pincelalas contei aqui um pouco da Sociedade
Estrela Guaporense, que marcou toda uma geração
de quem nasceu nos anos 50 e 60 em Serafina.
Memória

O tempo da uva madura
Lá em Serafina,na colônia,
havia muitos parreiras no meu tempo de piá. Hoje
existem, mas poucos. Os colonos, por algum motivo, largaram
de cultivar parreiras. Muito trabalho e pouco grana. Preferiram
ir trabalhar no frigorífico da Perdigão
onde ganham mais.
A época da colheita da uva, era uma época
de alegria.
Duas eram épocas de alegria: colheita de uva e
do trigo.Havia troca de serviço entre os vizinhos
e parentes. E isto quebrava a monotomia.
Tínhamos um primo, o Luís Zanluchi, que
sempre vinha nos ajudar a tirar a uva. De manhã,
à noite.E uma carrocinha que nós mesmos,sem
bois,puxávamos até o porão onde as
uvas eram esmagadas, ou por uma máquina,ou com
os pés. A carrocinha foi feita pelo carpinteiro
Primo Cavasotto, já falecido. Quase todos os contemporrâneos
do meu são falecidos.
Ficou um pequeno parreiral. Meus primos que não
abandonaram a roça,ainda cultivam parreiras. Mas
são poucos os que têm este hábito.Estas
duas fotos ilustram o que era o tempo da colheita de uva,
em Serafina. Uma é do parreiral lá de casa,
de uva branca e nela aparece meu irmão Valmor.
Na outra está sua mulher, Eliane, na frente tocando
os bois Severino Giombelli(falecido) e atrás meu
pai. Isto tudo em março de 1979.
A dança das cadeiras
Perdeu a eleição à
prefeita em Alvorada, a deputada estadual(PT) Stela Farias
já trocou muito dos assessores que trabalharam
com ela no ano passado. O próprio chefe de gabinete
deixará o cargo e voltará a Cachoeira do
Sul. Stela vai priorizar uma possível reeleição
em 2010 e para isto está trocando muitos dos seus
assessores.
As bases eleitorais da deputada Stela são,além
de Alvorada,Cachoeira do Sul, Bento Gonçalves,
Garibaldi,Santa Viória do Palmar.
A dança
das cadeiras I
Impressionou durante a recente eleição
à prefeitura de Alvorada o grau de rejeição
da deputada em sua base principal, Alvorada. " Não,não
a Stela,não" diziam alguns eleitores aos cabos
eleitorais que iam pedir votos para ela que concorreu
pelo PT.
A dança das cadeiras
II
O que diziam em Alvorada de Stela é
que ela não morava mais no município, que
tinha se mudado para um apartamento no Moinhos de Vento,
em Porto Alegre.
Além disto, houve muita rejeição
por causa de uma aplicação de dinheiro que
foi feita durante sua gestão na prefeitura local
no Banco de Santos e o banco quebrou.Stela foi vereadora
de Alvorada e duas vezes prefeita.
Juqueanos se encontraram
em 2006 pra relembrar como era bom naquele tempo...

Olides,
Localizei, finalmente, a foto do
encontro da "gurizada" da JUC 1 realizado em
novembro/2006. Vai encaminhada em anexo.
Vou te apontar alguns que provavelmente
conheças de encontrá-los, ainda atualmente,
aí na Capital.
- Usando como referência o
que está bem à frente no centro da foto
de casaco de couro e indo em direção à
esquerda, o calvo de barba branca com a mão apoiada
no chão é o Riva (Rivadávia Severo),
jornalista e, atrás deste, de casaco escuro aparece
o Wanderley Ruivo dos Santos, também jornalista.
- Voltando ao centro da foto, o que
aparece de pé de camisa com listras na horizontal
é o Marques que fez Educação Física
e foi preparador físico do Thomaz Koch.
- Na última fila, atrás
do Marques, com o rosto parcialmente na sombra, aparece
o Milton Morais (Miltinho) de Pelotas, que fez medicina
e foi titular do Internacional.
- Indo para a esquerda da foto e
subindo para trás do que está na cadeira,
aparece um de barba branca e, atrás deste, um pouco
à direita visualizando-se apenas a cabeça
calva, pode ser visto o Evaldo Oliveira, Presidente do
GN União e que foi o nosso anfitrião no
encontro, realizado nas dependências do clube.
- Bem à direita da foto, na
fila do centro e de camisa azul vivo está o Padilha,
o famoso Nito da atual noite portoalegrense.
- Subindo, depois do Nito, aparece
um colega de braços cruzados e, atrás deste
de camisa amarela, recortado contra o vidro da janela,
"este personagem que vos fala".
- Finalmente, à direita do
Evaldo Oliveira na foto, de camisa azul com listras brancas
verticais, está o Egydio Lehnen, que foi o grande
articulador do encontro. O Egydio trabalha com representações
aí em POA e creio que já foi inclusive dirigente
do Leopoldina Juvenil.
Caso a resolução da
foto tenha ficado precária, me avisa que aí
entro em contato com o Egydio e peço a ele para
te conseguir uma melhor.
Um abraço
Saul
Eu X Eles - Coleguinhas

O " descobridor de Porto Belo"!
Luis Oscar Donat Matzenbacker é
um "catarina" que aportou no RS e aqui fez sua
carreira estudantil e profissional,como jornalista. Conhecido
pelo apelido de " MATZENBERGER" - junção
das palavras Matzenbacker com Lutzenberger por ser ele
fanático fã do falecido ecologista José
Lutzenberger - Matzenbacker começou sua liderança
na política estudantil, na Sociologia da UFRGS.
Acabou expulso da Universidade pelo decreto 477,aquele
dos Excedentes.Casou com a Lúcia,outra colega da
Sociologia, com quem teve uma filha, hoje juíza
de Direito, no interior de Santa Catarina.
Em São Paulo, foi preso da Oban, a temida Operação
Bandeirantes, do delegado Sérgio Paranhos Fleury.
Como ele tinha um terreno em Porto Belo,no litoral do
vizinho estado, foi um dos primeiros veranistas a construir
um chalé por lá e descobrir praias paradisíacas,
como Bombas,Bombinhas, Quatro Ilhas entre outras. Começou
afazer matérias na ZH,onde trabalhava e a gaúchada
começou a aportar por lá nos verões.
Primeiramente muito tímidos, os gaúchos
iam levando barracas com as quais ficavam em condições
um pouco precárias. Depois foram alugando casas
de pescadores para passar temporadas. E aos conhecidos
Oscar Matezenbacker sempre convidava pra conheceu seu
chalé, porque ele quando podia estava por lá.
Típico repórter de " aventura"
foi dos primeiros também a encarar um navio da
Marinha , o Barão de Teffé e navegar até
a Antartida. Um dia, a Núbia Silveira, que havia
mandado o repórter para lá, estava fazendo
suas coisas do dia a dia,quando veio a notícia
de que milhares de pinguins apareceram mortos na praia
de Cidreira.Núbia foi pedir um fotógrafo
para mandar para lá e o repórter político
João Carlos Terlera, que por acaso estava na redação
ouviu o assunto e lascou este comentário cheio
de maldade:
- Nem os pinguins aguentaram o Matzenbacker.
Foi uma gargalhada geral em toda a redação.
De uma outra feita, o colega Nilson Mariano entra na redação
da ZH,vindo do barzinho onde os colegas comiam uma torta
por causa do aniversário de um colega. Nilson se
dirige ao Matzenbacker.
- MATZ, tem um bolo aí,fora!!!
- Não fui eu, não fui eu, diz o repórter,
achando que o " bolo" era uma briga.
" Velho fingido"
Quando o velho João Baptista Aveline foi chefe
de reportagem da ZH, na segunda metade dos anos 70, seu
subchefe numa ocasião foi o Matzenbacker. Avelino,
muito matreiro, passava " mel" nos magros( como
ele chamava os repórteres ) enquanto que quando
tinha que dar um esporro a tarefa cabia ao seu sub. Isto
era o combinado. Só que um dia o Matzenbacker viu
que ele ficava mal na foto com os colegas, enquanto o
"velho" estava sempre numa boa. Um dia os dois
brigaram. E no auge da briga, Matzenbacker desabafou:
- Tu é um velho fingido!
Matzenbacker diz que não foi ele o criador da expressão.
Teria sido Carlos Alberto Kolecza.
Depois de se aposentar, Matzenbacker viveu um tempo em
São Chico de Paula e agora voltou a fixar residência
em Porto Alegre.
Figos cristalizados
ou pastel de santa Clara? oh, dúvida cruel
E agora é que se estabeleceu
uma grande dúvida. Será que eram figos(
e não fígados, como escrevi )ou pastéis
de Santa Clara que Rogério Mendelski e o publicitário
Jorge Salim Allem - dono da Arauto - traziam de Pelotas
para o Fernando Albrecht quando o publicitário
teve em plena Estrada do Inferno uma crise de hipotermia
e teve que devorá-los? Pela nota que escreveu em
seu site,dia 14/01/09,o destinatário do mimo até
hoje tem dúvida do que realmente ocorreu com seu
presente.
Dúvida ou assunto mais cruel que este só
o da cirurgia plástica feita pela ministra Dilma.
Diz uma colega do chimarródromo da ARI que quatro
jornalistas ficaram debatendo meia hora este caliente
tema da atualidade: o novo visual da ministra. Oh, que
frisson! Que pena que eu perdi este assunto tão
interessante debatido pelos coleguinhas.
É não ter o que fazer mesmo...
Coleguinhas
O futuro do Bastos
O colega Carlos Bastos ficará na Assembléia
Legislativa do Estado este ano. E em 2010, voltará
a ocupar o cargo que exerce hoje.
E a Carla Bruni?
Algo que intriga: qual a ligação
da primeira dama francesa, Carla Bruni com Le Brigate
Rosse?(Brigadas Vermelhas)
Passeio do Noll
Cena do centro:ontem lá pelas
onze,dia 15/01/09 o escritor João Gilberto Noll
fazia seu passeio pela Andradas vindo da Riachuelo. É
um dos seus trajetos preferidos.Usando um chapéu,
pra proteger a cuca do sol.
Cassetete do Geraldo!
Não deu outra: além de
outros ótimos e úteis tocos, o churrasco
do Sinborsul, no Barranco,deu um tradicional e proveitoso
cassetete de borracha.
Cassetete dois
Colunistas famosos e outros não
foram na festa do Sinborsul. O grande lance do encontro
é sua liberdade: não há encheção
de saco com discursos,tabelas, perguntas. No da última
quarta, nem teve humorista pra contar aquelas piadinhas
que todo mundo ri de pena do cara que conta.
Cassetete três
Vários assessores de imprensa
passaram o dia 14 se mandando email pra saber se a Lurdette(
Lurdete Ertel, titular da coluna de economia de ZH) iria
ou não ao churrasco do Sinborsul. Como ela está
de férias, não foi. Foi a Bela, que é
editora e a premiada repórter Lúcia Ritzel.
Cassetete quatro
Tomamos um vinho chileno pra lá
de bom.Não sei quanto custou, mas que era bom,era.Como
diz minha mãe, pelo menos uma vez ao ano!
Cassetete cinco
No churrasco do Sinborsul,nem todos se
divertem.Há,além dos garçãos,
quem trabalhe.
Cassetete seis
Fernando Albrecht e Rogério Mendelski
sentaram na mesma mesa. E as recepcionistas da festa não
se fizeram de rogadas: " vamos lá tirar fotos
com os tios" disseram ao serem apresentadas aos dois
famosos colunistas.
Cassetete sete
O presidente Torma, da ARI, se fez presente
no churrasco da Sinborsul. Atenção à
Oposição: pelo novo regulamento, este é
o último mandato de Ercy na ARI. Preparem então
sua chapa.
Cassetete oito
Egydio Gamboa, do JC,estava no churrasco
do Sinborsul.Pedro Maciel,editor- chefe do jornal,também.
Cassetete nove
Geraldo Fonseca, que é a cara
do Sinborsul, sabe ser gentil deixando seus convidados
livres pra conversar entre si.
Cassetete dez
O churrasco do Sinborsul, no Barranco,
já entrou pro calendário dos jornalistas.
Debate
O " limite" entre a fonte
e a notícia I
Minha primeira experiência de repórter foi
na reportagem policial e devo o que sou - ou melhor a
experiência que adquiri em jornalismo - a este começo
de profissão.Isto é o começo desta
conversa que não pretende ser longa. Mas sempre
me intrigou certas "ousadias" vamos assim chamar
entre alguns colegas e suas fontes no setor policial.Notei
logo nos meus primeiros tempos de ZH, que havia policiais
que confiavam na gente,outros não.É verdade
que era o tempo da ditadura e havia no ar uma grande ´nóia´,de
parte a parte. O DOPS, por exemplo, só era coberto
pelo Milton Galdino da Silva, pelo lado da ZH.Isto em
1973.
Quando fui convidado a integrar a equipe de repórteres
da Folhinha ficou subentendido que era pra dar pau nos
"ratos". Não concordei com isto.É
verdade que a Folhinha( Folha da Manhã, da Cia
Jornalística Caldas Junior) pretendia fazer um
tipo de reportagem policial mais integrada a realidade
social e menos " viciada" vamos assim dizer,
querendo com isto dizer que o jornal não seria
mero portador de fatos ou da visão que a Polícia,
como instituição,quisesse dar a algum episódio.
A Folhinha queria investigar.

Policiais e repórteres ao mesmo
tempo
Este foi um fato muito corriqueiro nas redações
dos jornais gaúchos, em décadas passadas.Assunto
muito complexo pra ser analisado,assim de vereda. O colega
Lauro Dieckmann, outro que militou muito em redações
de jornais e revistas - e que nunca aceitou ser "
chapa-branca "( trabalhar em assessorias de imprensa
- diz que " a coisa( policiais serem informante de
jornais ) parece que surgiu quando os jornais davam uma
´graninha´ ou faziam algum outro tipo de ´afago´
para policiais de plantão passarem notícias
para as redações".Acontece que estes
policiais, na visão do colega Lauro Dieckmann não
sabiam escrever ´direito´e então ficavam
encarregados de passar as informações pelo
telefone e um redator dentro da redação
anotava e fazia o texto final. Isto lembra Lauro, não
acontecia apenas com os informantes policiais, mas com
informantes de outras áreas.
Com o passar do tempo os policiais mais digamos assim
´qualificados´- escrivães,que faziam
contraposição a inspetores e a investigadores
que são os chamados policiais de " linha de
frente" - e os escrivães e inspetores com
nível de segundo grau. Assim, os escrivães
passaram a frequentar as redações redigindo
direto as notícias.
Nestes tempos o jornalismo era muito ocupado por funcionários
públicos,tanto do município como do Estado
pelo motivo de que o funcionalismo público só
trabalhava à tarde.Depois do expediente da tarde,
estes funcionários públicos arranjavam emprego
em jornais,pelo menos os que tinham mais pretenções
culturais e literárias.Como a renda do Estado ou
do município era baixa eles tomavam os jornais
como um " bico".Como tinham a manhã livre,
podiam ir dormir mais tarde e daí o emprego na
imprensa durante a noite.Daí decorre também
a fama de boemia dos jornalistas, pois saíam das
redações e iam ´confraternizar´em
bares e restaurantes muitas vezes na companhia das pessoas
que à tarde haviam sido suas fontes.No outro dia,de
ressaca,depois do meio-dia, voltavam para as repartições
e o ciclo recomeçava.
Duplo emprego?
Num rápido levantamento,listei alguns jornalistas
que foram(ou são) funcionários da Polícia.
1)Amir Macedo Domingues(escrivão de Polícia)
e apresentador da Guaíba. É falecido.
2)Wilson Zin (falecido em 1982).Era comissário
de Polícia e editor do Correio do Povo.
3) Renato Pinto da Silva, nunca foi policial. Foi isto
sim, assessor de imprensa da Secretaria de Segurança
no Governo Antônio Britto Filho.
4)Syrio Lazzarin. Foi funcionário do Diário
de Notícias, na av.S.pedro,731 e trabalhou como
inspetor de Polícia
5)Dilon Trescastro Rodrigues. Foi da rádio Gaúcha,editor
do Correspondente Maisonavve, da Zero Hora,redator e foi
escrivão de Polícia ligado ao Detran.
6)Mário da Rocha. Foi da Folha da Tarde. Tinha
em seu poder uma carteira de documentação
da Divisão de Censura e Diversões Públicas
7)Wilde Edison A. Pacheco, o chamado " Kid Trombadilha".Foi
do jornal A Hora, da Zero Hora e delegado de Polícia.
Foi piloto de helicóptero da Polícia.
8)Leopoldo Luiz Ruzicki. Foi da Zero Hora e noGoverno
Collares foi assessor de imprensa do Chefe de Polícia,delegado
Newton Muller.
9)Adroaldo Bachieri Lucas - O clássico escrivão
de Polícia. Além disto,era o principal redator
da editoria de Polícia da Folha da Tarde. Membro
da diretoria da ARI.
10) Luis Carlos Costa. Delegado de Polícia. Trabalhou
no Correio do Povo.
11) Roberto Hirtz(Betinho,falecido) Cursou a Escola de
polícia, mas não foi aprovado. Seui pai
foi policial, o conhecido " Queixinho".Os dois
filhos de Roberto também são policiais.
12) Francisco Paulo Santana. Começou sua carreira
como escrivão de Polícia emTapes. Depois
retirou-se da Polícia e fez curso de Direito. Quando
voltou,tornou-se delegado da quarta classe.
13) Milton Galdino da Silva. Nunca foi polícial.
Sempre foi professor.Aposentou-se no Ministério
Público.
14) Vilmo Medeiros. Nunca foi policial. Quando foi assessor
de imprensa do Cel. Job, no governo Amaral de Souza, andava
sempre com um revólver 38. Uma vez, no seu Passat,envolveu-se
num acidente de trâsnito na avenida Ipiranga. Chegou
a Brigada Militar pra atender o acidente e como um dos
envolvidos, no caso o Vilmo tinha um revólver,
foi um fuzuê.
15) Gighi Maravilha. Foi repórter policial e trabalhou
como agente da Susepe.
16) Carlos Rampanelli. Foi jornalista formado na Fabico
e agente da Susepe. Hoje está aposentado.
17) " Martha Rocha" Inspetor de polícia
e jornalista.
18) Odilon: motorista da RBS e policial. Hoje é
agente federal.
19) Antônio Augusto: o atual plantonista da Rádio
Pampa e radialista e escrivão de polícia.
20) Betti Bonetti: Trabalhou como repórter na Folha
da Tarde e foi inspetora de Polícia. Tem um filho
com o finado Roberto Hirtz.
Coleguinhas
* Albrecht Um
Tá bom, no seu site, o Fernando Albrecht me corrigiu
que não são fígados cristalizados
que o falecido Salim,alías seu conhecido,comeu.
Foi " erro de digitação", Fernando.
Mas eu sei o que te irritou na nota. Talvez teus milhares
de leitores não saibam.Abraços e sucesso
ao colega.
* Albrecht Dois
Já que tu queres " guerra" - não
fui eu que comecei - vou lembrar a minha meia dúzia
de leitores que uma vez tu chegou pra Dedé Porto,chefe
de reportagem da ZH e garantistes a ela que o Trensurb
iria ter apenas um trilho.Tinha sido um engenheiro no
Dona Maria que tinha sido tua fonte. Só que quem
quase levou porrada do Coronel Muratore, presidente da
empresa fui eu quando fui lá cumprir a " pauta
da Dedé".
* Albrecht Três
O colunista detesta que se o chame pelo apelido pelo qual
é conhecido.
* Advogado Marco Chagas, do sindicato
dos jornalistas-RS, está processando sua vizinha
de cima para vazamento de água." Mais danos
morais" sentenciou Chagas, que não leva ninguém
de compadre.
* Celso Augusto Schoreder já está indo diariamente
na Assembléia Legislativa do Estado.Será
o próximo Superintendente de Comunicação
Social da casa.
* Carlos Bastos, que ocupará o cargo até
dia 31/01,deverá reassumir coluna Política
no Jornal do Comércio.
* Sábado passado e segunda não
houve " Rio Grande no Ar?"
*Gelson Farias embarca em Fevereiro pra Nova Zelândia.
Vai com a esposa visitar seu filho que é piloto
lá.
Personagem da Rua
da Praia!

Inicio esta seção destacando
o Paulo Bueno, ou melhor " Paulinho "Quarta-Feira"
conforme apelido dado pelo finado colega Wellington Landerdhal.
Paulinho está sempre na rua da Praia, no ponto
do Irpapos,entre meia hora e duas da tarde.
Depois ele volta ao seu expediente de todo dia na Afisvec,onde
tem como assessores o Kieling e o Edson, o seu principal
"aspone". Aspone como se recorda foi um título
inventado pelo falecido Ronald Chevalier, o Roniquito,que
quando trabalhou na TV Globo lhe perguntaram qual era
o seu cargo: " assessor de porra nenhuma "disse
Roniquito.
Paulinho não costuma viajar nas férias,a
não ser nos finais de semana pra a Serra,como Gramado
e Canela. Deve estar em seu quarto ou quinto casamento.
Ah,ia esquecendo: paulinho Quarta-Feira, porque nas quartas
o Paulinho tinha uma namorada que ele precisava ver. Não
se sabe se esta namorada era a oficial ou uma outra. Como
ele não ia ao Irpapos neste dia, o finado Wellington
deu-lhe esta alcunha.
Eu X Eles - Coleguinhas

O " Índio " do Alegrete virou repórter
da CARAS !
Nascido em 24.04.1953, no "ALEGRETE",
Timóteo Santos Lopes começou na TV Gaúcha,
na equipe que o Florianão Soares montou pro telejornalismo.
Depois passou para a Zero Hora onde foi repórter
da Geral.Filho de Antão Lopes e de Célia
Santos Lopes, Timóteo fez história no jornalismo
brasileiro no Rio de Janeiro,onde trabalhou no Jornal
do Brasil( chegou a interino do cronista social Zózimo
Barroso do Amaral) e chegou a repórter da revista
Caras, o top do top das revistas de fofocas existentes
no país.Sair na Caras não é pra qualque
um.
No Rio de Janeiro, nos finais de ano Timóteo costumava
reunir um grupo de amigos e assar uma carne em pela praia
de Copacabana. Ele e seu conterrâneo "Patinetti".
Quando Timóteo era interino do Zózimo, no
JB, a apresentadora na rádio CBN Liliana Rodrigues,
queria que a repórter Regina Lemos, sua subordinada,
a " fizesse sair " na coluna do Zózimo.
" Eu não ia levar sabia que ele ia me dar
um xingão" diz Regina Lemos. Hoje Timóteo
faz campanhas políticas como jornalista.
Eu X Eles - Coleguinhas

Regina Beatriz Tomenez de Lemos nasceu
em Porto Alegre e estudou no Colégio Cruzeiro do
Sul, onde " quase" foi namoradinha do Júlio
César Dreyer Pacheco." Já naquela época
ele era pavão,gostava de ser o locutor da turma"
relembra ela do colega que já foi locutor da TV
Gaúcha e que hoje é vendedor da Rede Vida,depois
de passar uma " temporada" de sua vida como
leiloeiro.
Regina trabalhou no Segundo Caderno da ZH com a Célia
Ribeiro." Eu mesma tinha minha máquina fotógrafica
e fazia as fotos e levava pra Célia publicar. Ela
gostava de minhas fotos e chamava o Lauro(diretor do jornal)
e marido da Célia pra ver",relembra ela.
Na ZH, a Regina trabalhou de 11.10.1976 e ficou até
31.08.1977.
Depois mudou-se pra TV Gaúcha porque sabia lidar
com fotografia. Emplacou na reportagem, numa época
que trabalhavam lá, quase que iniciando o telejornalismo.
Entre seus colegas desta época, estavam Ataídes
Miranda,(chefe de jornalismo da rádio Guaíba,hoje)
Tude Munhoz,( O Indio, hoje no Rio de Janeiro, na revista
Caras), Gilberto Lima(hoje dono de uma produtora),entre
outros.
O chefe desta equipe toda era o Florianão Correa.
Na TV Gaúcha Regina ficou de 04.10.1977 até
27.05.1985. No dia que morreu Tancredo Neves, ela já
tinha se mudado para São Paulo e estava na casa
do seu amigo José Antônio Ribeiro, o Gaguinho
e com a mulher deste,Solangue Bittencourt, assistiram
em pé ao colega Antônio Britto Filho anunciar,
lá pelas 11 da noite, a morte do ex-presidente
Tancredo Neves.
No dia seguinte, ela entrou pra Globo. A "Solange
Bittencourt me levou pra Globo. Ela trabalhava lá.
Antes de mim passaram outras três mulheres mas segundo
a Solangue me contou elas foram de minisaia se apresentar
pro Moacyr Japiassu, que era um homem íntegro.
Acabaram ficando comigo".
Na TV Globo de São Paulo, Regina aprendeu muito.Mas
no começo passou por boba da corte: " meus
colegas mandaram eu chamar a Eleonora de Pascual de ´fada`(safada)
eu fui lá e disse a ela,sem saber o que isto queria
dizer. Ela deve ter ficado com raiva de mim" lembra
até hoje.Hoje Eleonora está na Band TV."
A Eleonora é uma boa repórter, é
uma carregadora de piano" complementa Regina.
O dia que o macaco tomou um porre no Porta Larga
Regina lembra e muito dos tempos da ZH, do porta-larga(aquele
boteco da avenida Erico Verissimo onde os repórteres
e editores o freqüentavam tanto que a redação
do jornal havia até pensado em instalar um ramal
pra chamar quando não estivessem na redação,ou
passar a ligação telefônica) da lancheria
que havia na " bomba" como era chamado uma estação
de gasolina, localizada na avenida Ipiranga, ao lado do
jornal.
" Um dia vi o Gago(José A. Ribeiro,enfurecido,quebrando
tudo a cadeiradas naquela lancheria" diz ela do amigo.
O macaco chegou no porta-larga numa sexta-feira que ela
e seus amigos e colegas tomavam um trago. " Sentou
do meu lado,foram arrumar uma mamadeira com cerveja e
começaram a dar ao bicho. Ele usava fraldas"
lembra a repórter. O porre do macaco saiu numa
crônica com o titulo de o dia em que o macaco fez
a corte a Regina Lemos. Ela só não tem certeza
quem foi seu autor: pode ter sido Paulo Santana, Wanderley
Soares, Pilla Vares, ou Paulo Maciel. Todos eram frequentadores
do boteco e tinham colunas no jornal.
Foi fazer uma " 500" e ganhou uma nota de 1
dólar do seo Maurício
Numa tarde, na tevê, ninguém queria fazer
uma pauta 500( matéria oficial). Ela foi ao terceiro
andar,onde ficava a direção geral da RBS
e fez a matéria com seo Maurício, dono da
empresa." Na saída, ele abriu lá uma
gaveta, tinha um monte de dólares e apanhou uma
nota de um e me deu. Eu peguei, mas com vergonha, voltei
pouco depois e devolvi. Até hoje quero encontrar
o filho,Nelson e pedir aquela nota de um dólar
que devolvi". Regina sentiu vergonha na hora mas
depois em São Paulo,morando num bairro de judeus,descobriu
que tem lá uma data religiosa que os judeus costumam
presentear-se com uma nota de um dólar.
Junto dos Cafajestes
Quando mais jovem nos anos 60 e começo dos 70,
Regina teve sua fase de vida dourada no Rio de Janeiro."
Lá conhgeci a turma dos cafajestes de onde Anselmo
Duarte tirou parte das histórias pra fazer seu
filme" revela ela.Regina, casada com um deles, frequentou
o Antonio´s na Bartolomeu Mitre e viu muitas vezes
o poetinha Vinicius de Morais tomando seu uísque
no seu " copinho". Outro que ela conheceu e
com que repartiu finais de semana em Angra dos Reis foi
com o cronista Carlinhos de Oliveira, que na ocasião,
namorava a Cotinha, uma gaúcha.
No Rio partilhava, na boate Flags, em Copacabana, da turma
do cantor Luis Carlos Vinhas. " Saímos da
boate as 9 da manhã.E já alta madrugada
o Vinhas começava a cantar aquelas músicas
da bossa nova fazendo trocadilhos como uma do Tom Jobim
que diz vejo o Corcovado,ele trocava por CU CURVADO. "
Eu tinha que explicar pra mulher dele, a Silvinha, que
ele tinha ficado com nossa turma,nada demais" conta
ela. Vinhas morreu quando foi fazer uma cirurgia , uma
lipoaspiração anos atrás.
Na reportagem da TV Gaúcha, ela também tem
passagens engraçadas. Uma vez foi ao interior fazer
matéria para o Campo e Lavoura. Junto dela estava
o câmara conhecido por " Pelotinha"entre
outros."A dona do cabaré me servindo de uísque,
eu nem gosto de uísque e eu avisei a ela: esta
esta turma aí é toda pelada, não
pense tu que eles tem dinheiro".
Na bomba
O radialista Abrão Vinogrom estava editando o jornalzinho
da Associação Médica do RGSUl e ele
levou os originais pro Gaguinho e pro Wanderley Soares
pra fazerem e mandarem imprimir o boletim na ZH. Gago
pegou os originais do Vinogron,colocou-os no Maverick
que tinha e lá os esqueceu. Tempos depois Vinogrom,
que é medico, foi lá buscar o jornalzinho
da entidade. Os originais tinham sido extraviados,sabe-se
Deus como.
Regina Lemos foi convocada a ajudar a acalmar seu dono.
Wanderley, Gaguinho, ela e o Vinogron foram pra lancheria
da bomba e lá Regina cruzava e descruzava as pernas,mostrando
suas coxas,enlouquecendo o Vinogron,enquanto Wanderleu
e Gaguinho foram dando-lhe a notícia de que os
originais foram extraviados." Ele saiu de lá
de quatro" lembra o atual cronista de O SUL.
Mas a Regina Lemos quebrou um galho do seu amigo.
Resumindo ela diz: " foram uns tempos lindos aqueles
que passamos todos juntos por aqui". Hoje Regina
vive em São Paulo e montou um site sobre animais,junto
com outros colegas.
JUC-5 ( memórias)

As chamadas JUCs( vem de Juventude Universitária
Católica) eram pensões de estudantes que
existiram em Porto Alegre entre os anos 50,60 e 70. Depois
fecharam todas. Muita gente que veio do interior para
a capital, morou ali.De hoje " famosos" até
anônimos.
Outros estudantes moravam em apartamentos, mas iam comer
nas JUCs. Quando fui morar na JUC-5, em fevereiro de 1969,
localizada na Venâncio,esquina Sta. Terezinha,havia
muito rigor tanto em quantidades de comida,- não
se podia repetir a refeição sob hipótese
alguma - como em levar mulher lá. Depois virou
tudo gandaia, mas aí era porque ia fechar mesmo!
Em sete de fevereiro de 2006, fui tomar o depoimento de
um dos estudantes que mais tempo morou na JUC 5, o comerciante(tem
oficina mecânica e aluga carros) Darci Trombetta.A
palavra agora é dele:
" Me lembro que cheguei em 10 de dezembro de 1962
na JUC-5.Ficava na avenida Venância Aires,1022(hoje
lá o número é 1016).Pertinho do HPS.Era
um domingo e conhecia o pessoal que morava. Eu fui parar
junto num quarto com mais três pessoas,duas pessoas
naturais de Pelotas, da família Ortiz,estudante
de engenharia e Isaís Ortiz Pinto, futuro médico,conhecido
por " Torrão".
" Torrão" dormia encima de uma cama.
Embaixo eram duas malas cheias de remédios de amostra
grátis.Era incrível: os livros dele todos
em inglês.Ele lia estes livros com uma naturalidade
que eu desconhecia.
O que mais me chamou a atenção é
que era uma pessoa que tinha duas calças de brim.
Ele praticamente lavava a calça de 15 em 15 dias.Era
uma pessoa extremamente simples. Eu convivi com ele muitos
anos até seu casamento onde fui eu que fiz o nó
da gravata porque ele não sabia fazê-lo.
Já médico formado, ele casou na Igreja da
rua Cabral(como médico já.)
Eu fui convidado, estive junto com ele e o que mais me
chamou a atenção
é que ele sendo médico ele continuava fazendo
especialização em Porto Alegre
e já tendo saído da JUC-5 ele continuava
fazendo o almoço e a janta na JUC-5. O nosso prédio
da JUC-5 foi vendido e transformado em um lindo edifício
e o dr. Isaías, - "Torrão" - comprou
um apartamento lá.Não sei se por prazer,
mas foi assim uma grande surpresa. Ele era uma pessoa
maravilhosa.
Continuei me encontrando com ele e ele me visitou no meu
trabalho.
Na JUC não havia janta então comia-se bolachas,com
Pepsi!
Prossegue o meu colega Darci Trombetta - " Trombetão"
para nós seus colegas de moradia daqueles anos.
" Sempre aos domingos não havia janta. A gente
se reunia em quatro,cinco. Nem almoço serviam nos
domingos.A gente ia na Cestari, uma padaria que ficava
na Protásio Alves e a gente comprava um quilo de
bolacha quebrada.(eram mais baratas).Depois a gente comprava
um litro de Pepsi porque naquela época não
era muito utilizado beber Coca e a gente jantava com um
saco de bolacha e um litro de Pepsi.
Nos domingos ia-se dormir mais cedo no domingo, pra levantar
cedo pra poder tomar café na segunda de manhã
bem cedo( o café era servido a partir das 6h30
minutos).
Lembrei ao Darci os bancos duros de madeira que havia
na sala onde comíamos.Pra ele este não foi
o principal problema:
- O problema era a televisão. A tevê era
em branco e preto. A gente ia ver tevê cedo. Mas
não havia semana que ela não incomodasse.
Foi feita uma reunião entre os moradores e foi
decidido trocá-la por alimentos.
Nós trocamos a tevê por um estoque de massa.Porque
a gente tinha um italiano que estudava medicina e ele
propôs trocar o aparelho de tevê por um bom
estoque de massa.
Quem comprou a tevê ,aceitou a troca.
Fim do prédio.
Trombetta lembra que as construtoras passaram a cobiçar
o terreno.Havia várias construtoras interessadas
no terreno.Lá por 73 por aí,ele foi vendido
pra construir o prédio que está aí.
Seis integrantes da família Trombetta,de Guaporé,
moravam na JUC-5.
Chegavam esfomeados na hora do almoço. Nem cumprimentavam
os colegas. Se atiravam na comida, porque tinham dado
duro a manhã inteira na oficina mecânica.
Os nomes dos Trombetta que residiram lá são
Altair, Darci, João Carlos,Ademir, José
Carlos e Luis Carlos.
" Era uma família" diz Darci.
Também moraram três integrantes da família
Scalco,de Guaporé.Todos foram ser funcionários
da Rede Ferroviária Federal S/A. Todos engenheiros.
Histórias tristes é que não faltavam
Um ex-seminarista de Guaporé, o Eugênio Spigiorini,foi
morar na JUC-5.Era uma pessoa muito inteligente mas ele
desconhecia a cidade grande e por isto ele sofreu bastante.
Ele sempre falava sobre mulheres, mas sabia-se que ele
nunca ´conhecera´uma. Tinha receio. Depois
ele se formou um bom advogado,tornou-se famoso,foi procurador
do Estado e assessorou até o Governo. Ele era muito
católico. Ele sempre teve o apoio do padre da paróquia
da Santa Cecília.
Eugênio, que já é falecido, sempre
foi uma pessoa muito humana, muitoquerida,diz Darci.
"Umavez ele estava em viagem pela Itália e
me mandou um cartão de lá.Era uma pessoa
fantástica. Falava italiano,inglês,espanhol.
Quando Eugênio chegou de Guaporé para morar
na JUC-5 chegou apenas com uma roupa.
Decisões eram na base dos votos
Votava-se tudo na JUC-5. Desde a dispensa da cozinheira
(sempre foi a dona Antônia que deixava o "completo"
de quem não comia encima do fogão pra ficar
quentinho enquanto as baratas passeavam sobre ele, depois
substituída por uma mais jovem) até a venda
do velho aparelho de tevê. Eram as regras da casa.
Ah, e tinha uma regalia.O morador mais antigo tinha o
privilégio de ter um quarto só pra ele.
Mas haviam apenas dois quartos de apenas ummorador,assim
que pouca vaga existiu para isto.
" se decidia tudo por votação. Sobre
empregados,sobre alimentação, sobre aluguel
e sempre era eleito um dos estudantes como diretor, como
presidente da pensão. Tinha ainda um vice.
Trombetta morou na JUC -5 de 1962 até 1967.Depois
saiu um ano mas retornou." Retornei pra JUC-5, pra
pensão duas vezes.Numa eu fiquei fora apenas sete
dias e voltei pra nunca mais sair",diz ele.
" uma família"
Trombetta acha que os moradores da JUC-5 acabaram transformando
a pensão numa grande família."era uma
família muito unida.Havia muita pouca divergência.No
sábado à tarde e no domingo de manhã
jogava-se futebol bem pertinho dali, num campinho da Redenção.Além
da comemoração sobre futebol,eram feitos
campeonatos,lembra Trombetta.
"Festas no vestibular"
" E também havia muita festaque a gente comemorava
quando o pessoal passava no vestibular no final do ano.
Normalmente era aquela festa.Sempre a gente buscava chopp.
Era uma das coisas que a gente mais gostava.Era acessível
praticamente a todos e quando ocorria de passar fazíamos
muita festa".
Por ser um local onde só viviam estudantes - era
uma das exigências pra se conseguir vaga - no final
do ano quem tirasse o primeiro ou segundo lugar no seu
vestibular era muito festejado." Era uma coisa importante,
que eu sempre lembro" diz Darci Trombetta.
" O pessoal que morava na JUC-5 praticamente só
estudava".
Eles só tinham que estudar,recorda ele.
Tinha gente que trabalhava também, que no final
foi se tornando num bom percentual.
A maioria que só estudava era o " pessoal
de Criciúma" diz Trombetta. Segundo ele, 90%
dos estudantes oriundos de Criciúma que paravam
na JUC-5 faziam vestibular para Medicina.
" A janta vinha de Criciúma,todos os sábados
"
Darci Trombetta lembra de um fato em especial. Todos os
sábados à noite, os estudantes que moravam
na JUC-5 iam até a rodoviária de Porto Alegre
pegar a janta que sua família lhe enviava pelo
ônibus da Santo Anjo desde Criciúma.
" Eles iam nos sábados de noite pegar no ônibus
que vinha de lá.Incrível isto daí,
eu gravei para sempre isto daí.Era a comida do
domingo de noite que não era feita na JUC-5, vinha
das famílias de Criciúma".
O leitor Saul Gil Cardoso(aposentado como engenheiro da
Eletrosul, que reside há 28 anos em Floripa, saulgil@sulconsult.com.br
e que morou em casas de estudantes e na JUC-2 manda dizer
sobre os estudantes de Criciúma que moravam na
JUC-5:
" Da minha época de JUC conheci vários
da Casa 5. Entre eles lembro com destaque os irmãos
Pedro e Nereu Búrigo,de Criciúma, que eu
já conhecia de pensões anteriores, na Cristóvão
Colombo,esquina Comendador Coruja.Aliás, o Nereu
que como o irmão era bancário e já
tinha rádio, foi quem me deu a notícia do
suicídio do Getúlio, numa manhã em
que eu voltava da aula de educação física
pelo Julinho,que era dada no centro esportivo da Escola
de Cadetes, na Redenção.Pedro se tornou
médico e fez carreira em sua terra natal.Nereu
formou-se em engeharia,trabalhou anos no DNOS em Porto
Alegre e depois veio se dedicar à construção
civil nas praias de Floripa.Há mais de 10 anos
que não o vejo."
Os bons de bola na JUC-5
Dois irmãos,de S. Correa(RS) eram os melhores das
peladas de sábado e de domingo no campinho da Redenção.Os
dois da família Fedatto.Bruno e Euclides(Quide)
Fedatto( o Quide me tirou de uma enrascada. Recém
vindo de Serafina,jovem, eu achava que podia comer um
boi por dia. E comia, nos primeiros dias. Depois o diretor
reclamou, mas Quide interferiu em meu favor lembrando
que eu vinha da roça, onde sempre havia comida
farta e não se conheciam os limites.)
Se não estou enganado, o nome do pai dos dois Fedatto,
muito bons de bola, foi Mário e trabalhou no Frigorífico
Ideal.

Um deles virou dentista, o outro trabalhou
muito tempo com segurança.Bruno foi bancário
também e hoje aposentou-se. Eram os dois que mais
jogavam bola na JUC-5. Quide havia jogado no Gaúcho
de Serafina, que disputava o campeonato estadual de amadores.
A primeira batida a gente nunca esquece
Darci Trombetta lembra dos primórdios do Bar do
Beto, localizado a poucos metros da JUC-5.
" Uma das coisas que mais me lembro e que me marcou
foi a primeira batida que eu tomei. Foi de morango. Isto
quando cheguei de Guaporé, no dia 10 de dezembro
de 1962.Foi ali pelas 20hs e 50 minutos. Era uma batida
e me lembro porque foi a primeira batida de minha vida.Como
era saborosa!!!"
O poster do CHE na parede
Havia quem fosse corajoso. O estudante de arquitetura
Luiz Ortiz Pinto, que morava num quarto, sozinho,tinha
um poster de CHE na parede e tocava violão nas
suas horas vagas. Não falava com ninguém.Darci
Trombetta lembra o colega e um fuzuê provocado por
causa de namoros:
- O Luiz era extremamente magro. Lembro que ele teve uma
relação,um affair, com uma das vizinhas
da frente da Venâncio Aires. Esta pessoa tinha um
namorado. Num certo domingo o namorado entrou na JUC-5
e houve uma briga muito feia. Inclusive andaram se ferindo.
No campo sentimental dos moradores, Darci Trombetta recorda
que um estudante de Medicina, de nome Peixoto - que mais
tarde tornou-se médico-
trabalhava no Hospital de Clínicas e tinha uma
namorada que residia na av. Venâncio Aires, perto
da Décima Delegacia de Polícia, na rua Jacinto
Gomes. Como a namorada era judia, havia a Oposição
em casa,principalmente dos pais. Ele acabou tornando-se
médico e casaram.
" Especialistas" em concurso.
Particularmente lembro do Amaro, estudante de Engenharia,
de família abastada de Dom Pedrito. Baixinho,bigodudo,
levava sempre pra frente da casa, no entardecer, sua cuia
pequena(formato uruguaia) e água quente pra ficar
fofoqueando sobre a vida de quem passava pela Venâncio
Aires e pra jogar conversa fora com os colegas.
Amaro não queria nada com o basquete.
Darci Trombetta fala de dois irmãos Giacomini.
" Giacomini era uma figura espetacular.Eram dois
irmãos.Os dois mediam 1m95 cm. Um era magro, o
outro mais forte.O Giacomini mais velho especializou-se
em fazer concursos.Em seis meses,deve ter feito uns 10.
Se eu fiquei sabendo deve ter passado nos 10.Hoje ele
tem uma empresa,de grande porte e com o outro irmão
dele nuncamais falei".
" Eugênio não conhecia mulher mas queria
ir a boite"
Conta Darci Trombetta:
- Domingo de noite a gente ia à boite. Só
domingo de noite.Era um inferninho( havia muitos pela
região). A gente dançava tinha as meninas,fazia
um programa lá mesmo
Ficava na na rua José do Patrocínio, 1227,
perto da Igreja Sagrada Família.
Bem pertinho da Venâncio Aires e nós íamos
uma turma de seis,sete. Eu me lembro ainda da história
do Eugênio Spigiorim que queria ir pra boite conosco.
Ele não tinha 18 anos. Então nós
convencemos ele de levar a certidão de nascimento.
Só que o Ari Ghighi foi na frente com ele( o Ari
era de Guaporé) e falou com o porteiro,portando
um casaco de tergal,tirou a certidão de nascimento
e abriu. O porteiro deixou entrar porque nós nos
responsabilizamos e então eles deixaram entrar
pra conhecer.
Quem chegava na JUC-5 que se prepara-se. Os moradores
lhe aprontavam alguma galhofada.
A cozinheira X e o morador
Claro que aconteceu. A Margarete,cozinheira,acabou desposando
um dos estudantes de Medicina, que se tornou médico
em Rio Grande.
Churrascadas
O Badin,um serafinense, e seus amigos,entre eles meu irmão
Valmor, que morou lá algum tempo,antes de se mudar
para o Rio de Janeiro,faziam " churrascadas nos almoços
de domingo". Badin trabalhava na filial do Frigorífico
Ideal.
Numa outra ocasião,vou contar alguns episódios
e porres que tomamos lá dentro com meus amigos.
Porrada nos rins
Não é diversão,
mas é uma obrigação ver o filme Linha
de Passe, do Valter Salles, que ganhou no Festival de
Cannes. Periferia de São Paulo e a nossa miséria
diária.Vejam!
Bastidores do rádio

" São Borja", a risada que estremece
o Rio Grande!
Neste domingo último,11/01, fiz
um esforço,joguei o lençol e pulei da cama,quando
ainda era noite em Porto Alegre.
Olhei pela janela,não chovia e uma lua cheia iluminava
o céu da capital, fugindo de um montouro de nuvens
escuras.Liguei o rádio na Gaúcha e Doroteo
Fagundes de Abreu, o " Loco Doroteo" estava
abrindo o " Galpão do Nativismo", - eram
pontualmente 6 hs - com voz suave, pausada e como os comunicadores
sabem que os ouvintes se trocam, uns entram,outros saem,
e ele dá no começo do programa, um pequenho
histórico do programa. Fiquei sabendo então
que o " Galpão do Nativismo" - programa
gauchesco da rádio Gaúcha - vai sempre ao
ar de 6hs às 9hs,todos os domingos e o que é
mais importante, sempre ao vivo.
Foi criado em 1982 por Darci Fagundes,apresentado anos
por Nico Fagundes( Antônio Augusto Fagundes) e agora
há alguns anos é apresentado pelo Doroteo,
que não é parente do Nico.
Me informaram que Doroteo foi dono do bar Pulperia, que
funcionou nos anos 80, ali na pracinha da Epatur.Tenho
um compromisso com o programa de ir falar do meu livro
" Cidades Vizinhas, amor e ódio",que
publiquei em 2002.
Chego na parada do ônibus e por sorte o T-6 chega
em seguida. Corro, o motorista abre a porta e dentro dele,
a cobradora, de lado, está dormindo. Metade dos
passageiros também ainda dormem.É domingo
mas o T-6 das sete da matina,está lotado.
Quando chego na redação da Gaúcha,me
surpreendo que a portaria pela avenida Ipiranga, está
com a cortina de ferro baixada.Vou até a entrada
pela Érico e o guarda - da Rudder - me informa
que o ingresso agora é por aí.
- Desde quando,pergunto.
- Não conheci outra entrada,que não esta,
me disse ele.
Subo ao terceiro andar,onde está o estúdio
da Gaúcha e Renato Fagundes de Abreu é quem
está na recepção. Irmão do
apresentador Doroteo, ele atende um telefone, fala,explica,coloca
no ar mas aquela hora - 7hs e 15 min - os telefonemas
pipocam de fora do Estado - de um CTG de Brasília
que promovia o " Segundo Costelaço "
e que aquela hora já havia aceso o fogo pra assar
500 kgs de carne pro almoço - e de outros do próprio
Estado, como de um artista que está construindo
uma estátua a Jayme Caetano Braun, em São
Luiz Gonzaga,sem cachê nenhum. Por pura glória.
Ouço a voz do pesquisador Paixão Cortes
no estúdio e comento com o Renato,que está
na recepção:
- Ih, não vai ter pra mim. Com o Paixão
aí, só ele vai falar.
Renato não gosta do meu comentário e responde:
- O Paixão está sempre conosco.
Entro no estúdio da Gaúcha - o mesmo de
muitos anos atrás - e de novidade apenas o banner
" Você no Salão de Redação.
Colégio Leonardo da Vinci".
Estão quatro pessoas no estúdio, Doroteo,
seu assessor Ilo Corsino,um outro senhor que não
chego a identificar, e claro Paixão Cortes, com
seu bigode indisfarçável. Paixão
está com um livrinho dele publicado em 1960 sobre
Terno de Reis. Ilo serve mate aos convidados. Toda hora
o irmão do Doroteo entra no estúdio, em
silêncio, sem perturbar quem está no ar.
Convidados que ligam do interior são postos no
ar e fico impressionado como o mediador não tem
pressa. Ele deixa que os que ligaram dêem seu recado,
sem " cortá-los". Isto em rádio
não é comum, principalmente sabendo-se o
canhão que é a Gaúcha.
Num dos tantos telefonemas vindos do interior, ou do Paraná,
Doroteo e Paixão fazem blage sobre nomes.
- Aí o CTG de vocês como se chama?
- Não é Elvis Presley,acrescenta Paixão,tirando
sarro com a "americanização" do
tradicionismo gaúcho.
A próxima integrante - ou será convidada-
a chegar é a pesquisadora Elma Santana.
- Doroteo, fui escolhida " patroa" da feira
do livro de Tramandaí.
Numa das suas primeiras intervenções, ela
informa que a Feira do Livro de Tramandaí abre
no dia 17/01, sábado que vem e vai até dois
de fevereiro.
Enquanto eu não entro pra falar do meu livro, Paixão
Cortes ocupa o microfone numa dobradinha com o apresentador.
Chega,inesperadamente, usando um chapé de aba larga
como se estivesse no campo o São Borja. O ambiente
se descontrai com sua chegada. Todos sabem que o ambiente
sério seria dali pra frente quebrado.
Ele me corta de imediato,coisa que os outros convidados
não fizeram, e já vai dando seus "
palpites" sobre quem faz rivalidade com sua terra
natal, São Borja.
E meio que assume o programa, sem que o apresentador lhe
faça oposição. Descontraído,
São Borja( Paulo Sérgio Medeiros, dono de
uma oficina mecânica na Azenha) e conhecido dos
ouvintes do Galpão do Nativismo, principalmente
pela sua " gargalhada" descontrai a si e a quem
está do outro lado do rádio.É um
artista nato, nunca entendi porque ele não tem
um programa só dele.Mas talvez o Paulo Sérgio
Medeiros queira só isto do rádio, ele não
vive dele. É um cuera galponeiro.
Chega o vereador e presidente da Câmara Municipal
de Porto Alegre, Sebastião Mello(PMDB) que não
chego a ver falar. Uma outra convidada,que lançou
recentemente um CD, esteve lá pra divulgá-lo.
Doroteo a anuncia mas chama primeiro o " Notícias
na Hora Certa" com o José Carlos Negreiros.
Peço licença e saio do estúdio,deixando
uma mesa completamente lotada.
Na Érico Verissimo, me surpreendo com os ônibus
circulando fora do corredor.
Bar do Beto, onde
toda uma geração se encontrou!
O leitor Saul O. Gil Cardoso, que há
28 anos trocou a nossa Portinho por Floripa, manda carta
falando do Bar do Beto, ali na Vieira de Castro, com Av.
Venâncio Aires.
Diz Saul:
" O Bar do Beto começou bem antes,ali pelo
final dos anos 50,no endereço ali na esquina da
Vieira de Castro com a Venâncio Aires, embora ainda
sem esse nome. O " Betinho" veio de Rio Grande
e comprou o bar que eu já frequentava antes, dado
que morei uns 10 anos em vários endereços
ali pelas imediações.
No local havia uma espécie de vestiário
nos fundos no qual os alunos da então Escola de
Cadetes trocavam e guardavam a farda nos fins de semana,
em armários locados já pelo antecessor do
Beto, para irem à paisana à " vida
social" domingueira. Um amigo e colega de então
já conhecia o Betinho lá de Rio Grande e,assim,
nos entrosamos de saída".

No dia sete de fevereiro de 2006, fui
até a oficiana mecânica do Darci Trombeta,
na avenida Santana,esquina com Ipiranga, pra pegar seu
depoimento sobre a JUC-5, já que foramos colegas
de residência naquela casa, localizada na avenida
Venâncio Aires,1016.
Ele me falou sobre o Bar do Beto:
"Uma das coisas que mais me lembro e que me marcou
foi a primeira batida que eu tomei de morango quando cheguei
de Guaporé, no dia 10 de dezembro de 1962. Foi
ali pelas 20 horas e 50 minutos no Bar do Beto, na esquina
da Vieira de Castro com a Venâncio Aires. Hoje os
filhos do Beto são famosos justamente pelo Bar
do Beto, que era um boteco de esquina.Tinha de tudo,sanduíche,batidas,
tinha um quartel do lado o que marcou foi a primeira batida
da minha vida, eu não esqueço,como era saborosa.
Nunca mais esqueço isto é uma coisa que
me emociona até de falar isto aí,né.
Realmente era uma coisa fantástica".
Histórico
Antes do Bar do Beto,existiu na esquina da Rua Vieira
de Castro com a avenida Venâncio Aires, o Bar do
Pagé. Quando o Beto - na verdade José Alberto
Cravo - o comprou em fevereiro de 1960 ele tinha este
nome.Sua filha Martha Cravo Cabrera lembra que o boteco
que existiu antes servia petisquinhos,bebidas(entre as
quais cachaça,servida ao freguês no balcão).
Quando Beto assumiu o bar,segundo a filha, ele mudou o
conceito. Passou a não servir mais bebida no balcão.
" Ele mudou um pouco o estilo do bar" conta
Martha." Meu pai era todo rígido nos conceitos
dele e passou a não servir mais bebida,como cachaça
e outras no balcão", informa ela.
José Alberto Cravo passou a servir comida nas mesas,feita
pela sua mulher.
Assim, o antigo bar Pagé, transformou-se no que
viria a ser o famoso Bar do Beto, nos anos 70 e 80, frequentado
por jornalistas,artistas em geral, advogados, bancários,entre
outros.

Martha Cravo Cabrera fala de sua primeira
lembrança do Bar do Beto:
- É eu correndo lá dentro com apenas 3 anos.Eu
corria pelo bar. O pessoal que frequentava,era sempre
o mesmo pessoal que contavam histórias,e me pegavam
no colo.Os fregueses me levavam na pracinha porque o pai
e a mãe trabalhavam direto ali no bar então
não tinham tempo e o pessoal principalmente os
alunos da Escola Preparatória da EPA,que hoje em
dia é o Colégio Militar,então eles
viviam comigo eu era a irmã mais pequena. Eles
tavam sempre me levando na pracinha e era colinho pra
contar histórias,colinho pra comer,são lembranças
que eu tenho sentada naquela porta aquela bem da esquina
tomando laranja,sentadinha,comendo laranja".
José Alberto Cravo, o Beto do nome do bar,conservado
até hoje pelos novos proprietários, faleceu
de um ataque cardíaco numa praia durante um verão
passado.A esposa ainda vive.
Coleguinhas
* Antônio Carlos Macedo, na rádio
Gaúcha, sustentou tese estranha estes dias com
a Ana Amélia Lemos, bem cedo, lá pelas sete
e pouco: dizia ele que não se deve mandar ler José
de Alencar . A Ana Amélia ficou meio sem entender,
mas disse no ar que o respeitava. E domingo último,dia
11/01, o Macedão veio com a tese em página
nobre da ZH. O que se deve ler,então, lixo, como
os Harry Porter da vida. Cuidado, isto me parece nivelar
por baixo.
* Macedão eu também respeito.É
um lutador. Quando a Caldas fazia água, no começo
dos anos 80, ele dava duro,sozinho na praia pra fazer
frente aquela equipe que a Gaúcha tinha. Macedão
ficava nos fundos do hotel Beira-Mar,num quartinho e trabalhava
18 horas por dia.
*Ayres Cerutti informa que Carmen Regina
é sua atual esposa.A que faleceu foi outra. Me
confundi no seu perfil publicado aqui.
* Cerutti só pensa naquilo: botar
gente na ARI. Tanto que sábado passado,nem se esqueceu
que estamos em férias e que a entidade está
fechada.Ele foi pra lá.
* Falar em ARI, o "expediente"
de verão indica que abre às segundas, ao
meio -dia e fecha na sexta, ao meio-dia.E os inquilinos
do prédio, como ficam? Esta gente não se
ajuda,mesmo.Ou não disseram pra eles que a "poupança"
um dia termina...
* Dia 14/01,quem for convidado vai ter
um encontro no Barranco.É a festa do Sinborsul,
do Geraldo Fonseca, onde são sempre distribuídos
cassetetes de borracha.
* O "Galpão do Nativismo",
que Doroteo Fagundes, apresenta nos domingos,na rádio
Gaúcha, entre 6h e 9 h, teria um público
ouvinte de 3 milhões de pessoas. O programa é
terceirizado.
* Doroteo Fagundes informa que produz
e apresenta o programa " Galpão do Nativismo"
desde outubro de 2002.E que ele é terceirizado
por meio do Sistema Tarca de Comunicação.
Funcionários
terceirados na Assembléia têm saudades do
Macalão!
Até ontem,dia 12/01, os 75 funcionários
da empresa Gussil, com sede em Cachoeirinha e que trabalham
na faxina da Assembléia Legislativa do Estado,
não haviam visto a cor do dinheiro do salário
de dezembro. Muitas famílias estão passando
dificuldades, como se pode imaginar. Sem revelar seu nome,
uma das faxineiras,desabafou:" no tempo do Macalão
aqui era melhor",disse ela.
Um diretor da empresa Gussil esteve ontem na Assembléia
Legislativa do Estado mas não garantiu que os funcionários
recebam nos próximos dias." Tem que pedir
emprestado pra conhecidos ou parentes" disse a faxineira
que ficou no anonimato.
Por enquanto os funcionários da Gussil estão
recebendo o vale-transporte que é depositado no
Banrisul ou na Caixa Econômica Federal(CEF).
Limpeza da Assembléia
Legislativa tem economia até de papel higiênico
A empresa que faz a higiene da Assembléia
Legislativa do Estado,a Gussil, de Cachoeirinha, pra ganhar
a concorrência, baixou os preços, e muito.
" Estes dias reclamei da finura do papel higiênico"
disse uma assessora de uma deputada estadual. " A
moça da limpeza me explicou que é pra economizar.
Ela ainda me disse que os funcionários da limpeza
ganham pouco produto e tem que cumprir com as metas e
economizar",disse ela.
Fariam isto justamente pra apresentar o menor preço
e ganhar a concorrência aberta pra ser terceirado.
CINE BRASIL >
DOCUMENTARIO > ATLETAS X DITADURA - A GERAÇÃO
PERDIDA
"Olá !
VEJAM NO CANAL BRASIL
Documentário
"Atletas x Ditadura - A Geração
Perdida"
Dia 18/janeiro – as 23,45hs
Dia 24/janeiro – as 19,15hs
É imperdível !!!!
Um forte abraço,
Jair Krischke"
"Atletas x Ditadura - A Geração
Perdida"
A vida era mais segura no alto do pódio.
Mas eles preferiram descer e enfrentar um adversário
que tinha criado as próprias regras do jogo. "Atletas
x Ditadura - A Geração Perdida", é
um documentário que revela a cruel relação
entre o esporte e a Ditadura Militar na Argentina. Em
apenas oito anos de regime(1976-1983), cerca de trinta
mil pessoas morreram ou desapareceram. Entre elas, jovens
atletas que deixaram as competições para
lutar pela liberdade.
O ponto de partida é um discurso
do Tenente-General Jorge Rafael Videla na despedida da
seleção Argentina de rúgbi, que partia
para o Campeonato Mundial, em 1978. No momento em que
o ditador celebra a equipe como uma "embaixada da
liberdade" no exterior, dezessete jogadores do La
Plata Rugby Club já tinham desaparecido nas mãos
de agentes do seu governo.
Com depoimentos exclusivos e imagens
inéditas, "Atletas x Ditadura - A Geração
Perdida", apresenta também a história
de Adriana Acosta, uma jovem revelação do
hóquei sobre a grama que desapareceu três
dias antes do início da Copa do Mundo de 1978,
uma competição que foi claramente usada
como arma de manipulação pela ditadura.
Neste período, o tenista Daniel Schapira, que chegou
a estar entre os dez melhores do país, foi morto
da Escola de Mecânica da Armada - a ESMA - a poucas
quadras do estádio Monumental de Nuñez,
onde a Argentina conquistou seu primeiro título
mundial.
Ficha técnica:
Produção, Roteiro e Direção:
Marcelo Outeiral e Marco Villalobos
Direção de Fotografia: Milton Cougo
Edição: Gilson Crippa e Eric Romar
Trilha sonora original: Camilo Mércio
Apoio Técnico: Viavideo
Barzinho Social
da ARI fica fechado até março

" na foto da esq para a dir, Glênio Peres (
vice-presidente da ARI), Alberto André, presidente
da entidade, o historiador Riopardense de Macedo, Hugo
Victor Ferlauto - representando as Emissôras Reunidas
(propriedade do Arnaldo Balvé, pai do Frederico), Olavo
de Barros - Rádio Gaúcha - representante do Maurício e
nio Berwanger - Cia. Caldas Júnior. Data 20/10/1961. Reunião
para uma herma a Ballvé.
É um costume desde os tempos do
ex-presidente André.O barzinho social da ARI não
abre aos sábados de verão. André
tinha o costume de no verão mudar-se para seu chalé
em Santa Terezinha e lá receber as visitas.Por
isto o bar social não abria aos sábados.
Antônio Goulart conta que uma vez esteve lá
uma turma de diretores da ARI visitando seu presidente
num sábado de manhã.Entre eles estava o
diretor Antoninho Gonzalez, Nei Remedis e outros. O estoque
do uísque do presidente foi todo.
Pouco depois, passou por lá o vereador Pedro Ruas
pra visitar André. Este se desculpou que não
tinha o que oferecer :
- É que esteve aqui a turmar da ARI e não
sobrou nada.
Coleguinhas
* Programa Conversa de Jornalista, da
rádio da UFRGS,dia 10/01 apresentou longa entrevista
com Raul Quevedo sobre o Correio Braziliense.
*Ayres Cerutti toca o veículo mais conhecido nas
boates da avenida Farrapos, a revista Programa.Há
30 anos.
* Paulo Burd, chefe da imprensa da Sec. da Saúde
do Estado, telefonou pro Carlos A. Fruet porque leu aqui
que ele fora atropelado por uma moto.
* Zélia Leal, que vive em Brasília,
apareceu na sexta última,dia 09/01 na Assembléia
pra tomar uma cafezinho com sua amiga Núbia Salete
Silveira.
* Núbia Silveira que trabalhou na Folha da Manhã,
lembrou-me que o logotipo da Folhinha era vermelha porque
o capitão,Erasmo Nascentes, que era seu diretor,
era colorado.
* O Banrisul gastou 100 mil reais com o recente prêmio
ARI de Jornalismo.
* Iotti, com sua charge, na sexta,dia
9/1, na ZH, disse tudo sobre a saída do Aod Cunha,
da Secretaria da Fazenda.O que é uma charge!!!
Wilson Wargas da Silveira contou-me que Leonel Brizola
só tinha medo de uma coisa em jornal: de uma charge.
Sabia os estragos que ela poderia fazer, por causa de
seu grande poder de síntese.
* Ah, então quer dizer que sem
ser adivinho acertei aqui que a secretária Mariza
Abreu, da Educação, não ir sair.A
mulher é de foca na bota mesmo, como se dizia antigamente.
E cuidado que ela se reelege...Já tem gente com
medo disto.
* Aumentou muito a frequência na
sala J.C. Terldera, na Assembléia Legislativa.
E não está fácil chegar a um acordo
sobre a temperatura ambiente. Uns querem ar mais frio,
outros se sentem mal. Na sexta última dia 09/01,à
tarde, dois coleguinhas se estranharam por causa disto.
- Isto aqui não é teu escritório
,disse um pro outro.
Comeram os fígados
cristalizados do " Cascatinha"
Há uns seis ou sete anos atrás,
Rogério Mendelski estava na rádio Gaúcha
e foi receber um troféu na Festa do Doce em Pelotas.
Foi acompanhado do seu amigo,publicitário Jorge
Salim Allem( falecido em 05.04.2004), que era diabético.
Mendelski quis voltar pela Estrada do Inferno.Na camionete,atrás,
ele trazia para o Fernando Albrecht, o " Cascatinha"
uma encomenda de fígados cristalizados. No meio
da viagem, Sallim começou a passar mal,vítima
de hipotermia,provocada pela diabetes.
Parou,desceu do carro e comeu o pacote inteiro de fígados
cristalizados que estavam trazendo para o Albrecht. Sallim
ficou bom da crise de hipotermia.
" Platéia"
de Livramento,comemora 72 anos!
Foi no dia 10 passado que o jornal A
Platéia, de Livramento,comemorou seus 72 anos.
Hoje na mão da família Brada, o jornal já
pertenceu aosd Grisolia- José,José Filho
e João Afonso.
Muitos nomes conhecidos do jornalismo gaúcho enacional
começaramno jornal de Livramento, como " Bicudo"
,Kenny Braga, Danilo Ucha, Jorge Escosteguy,Ruy Arteche,Carlos
Urbim,Carlos Alberto Kolecza.
Quando pertenceu ao jornalista Melecheton Toscano Barboza,
teve uma fase de grande esplendor, com o jornal sendo
transportado de avião para toda a Fronteira Oeste,
inclusive indo até Santa Maria.
Hoje a Platéia circula em cores e se mantém
como uma areferência no jornalismo de Santana do
Livramento, a 500 km de Porto Alegre.Parabéns aos
colegas que fazem o jornal.
Historinha de Plenário
Esta historinha foi contada pelo ex-deputado
Harry Sauer( que está com 82 anos) à repórter
Daniella Bordinhão para o projeto Memória
do Parlamento.
O Bruno Florêncio Mercado era um funcionário
muito dedicado da Assembléia Legislativa do Estado,
mas muito " parlante" e boateiro.Muito dedicado,amigo
de todo mundo. Segundo Sauer era um funcionário
eficiente e dedicado.(Já faleceu faz pouco tempo).Lá
pelas tantas havia um projeto que melhoraria alguma coisa
no quadro dos funcionários da Assembléia
Legislativa do Estado e Mercado seria um dos beneficiados.
O Mercado,evidentemente, conversou com todos os deputados:
" olha, tem um projeto que tem isso, vou melhorar
um pouco"...Entramos,lembra Sauer, numa sessão
noturnas e nessas sessões, às vezes, era
preciso fazer tempo para ver os acertos entre lideranças
e nós tínhamos um colega, o deputado Paulo
Couto, que tinha um vozeirão e uma capacidade extraordinária
de pegar um assunto e levá-lo por uma hora ou duas.
Bem, nós estávamos numa dessas reuniões
e lá pelas tantas da madrugada, o relógio
parado,o presidente anunciou:" projeto número
tal" e o Paulo Couto levantou e disse: " pessoal,
a emenda do MERCADO!". Evidentemente foi aprovado.
Renato Martins
estava certo!

O ´logo´ da Folhinha era vermelho !
Ocorreram divergências de lembranças
no programa Gente, da Band A, na sexta,dia 09/01. Renato
Martins,gerente de jornalismo da emissora foi quem se
lembrou corretamente da cor vermelha do logotipo da Folha
da Manhã. Osiris Marins,apresentador do programa
e Affonso Ritter,comentarista, diziam que era azul. Azul
era a ZH em começo de circulação
na primeira década de 60.
A Folha da Manhã tinha como diretor Francisco Antônio
Caldas, o " Tonho" e como diretor Ruy Carlos
Ostermann. Ela começou a circular em 12/11/1969,
no mesmo dia que parou de circular a Folha da Tarde Esportiva
(que iniciou sua circulação em 12/04/1937
e que somente saía às segundas. Segundo
o jornalista Luiz Carlos Vaz,que foi aluno do Colégio
das Dores, na avenida Duque de Caxias, os padres disputavam
a Folha Esportiva todas as segundas pra ler o noticiário
sobre futebol ). A Folha da Manhã fez muito sucesso
principalmente no meio estudantil e revelou repórteres
como Caco Barcelos, Matico( Omar de Barros Filho) ,Erny
Quaresma, Roberto Appel, Rogério Mendelski,entre
outros.
Houve uma vez um
verão I
Conversando com a Regina Lemos - que
agora vive há 20 anos em São Paulo - recordamos
bons episódios das coberturas de praia, nos anos
70 e 80, eu pela ZH e ela pela TV Gaúcha.
No hotel Beira-mar do Miro Weber, não sei porquê
ele tinha o costume de colocar os repórteres e
fotógrafos sempre nos quartinhos dos fundos que
ficavam no andar térrea. Mas alguns desprevinidos
iam ligar o chuveiro elétrico sem chinelos de borracha
e o choque com a descarga elétria era inevitável.
Quando o hóspede ia reclamar com o João
da Praia, que era o gerente, ela mandava falar com o dono,
o Miro. Quando se falava com ele, ele mandava falar com
o filho Pierre.
E assim nós íamos levando choque dos banheiros
do hotel do Miro
Houve uma vez um verão
II
Um grande colega mas que levava tudo
muito a sério. Vilmo Medeiros. Acho que foi uma
sacanagem do velho João Baptista Avelini chefe
de reportagem da ZH nos ano s70,e mandaram o Vilmo chefiar
a sucursal de praias em Tramandaí, pela ZH.Havia
algumas reclamações. Um dos repórteres
que estava lá era o José Antônio Zulian.
O Vilmo chegou lá e fez um pacto que se ninguém
mais zoasse ficaria tudo assim mesmo e na volta ele não
faria nenhum relatório para o diretor do Jornal,
Lauro Schirmer e pro João Aveline.
José Antônio Zulian voltou e contou alguma
coisa para o Aveline talvez sobre a disciplina que Vilmo
exigia dos repórteres fazendo cobertura no litoral.
Inda mais que o Zulian namorava a Cristina e andavam sempre
de moto pra cima e pra baixo.
Quando Vilmo Medeiros regressou de seu retiro de 15 dias
chefiando a sucursal,João Aveline o chamou:
- Vilmo como foi lá com a turma?
- Tudo bem, não tenho nada a reclamar. Tá
tudo bem.
- O Zulian teve aqui e falou...
Vilmo não deixou o Aveline completar a frase.Sentiu-se
traído. Ah, é, é assim, então
vou fazer um retório e vou f...estes magros...
Aveline tentou dissuadi-lo. Não houve jeito. Vilmo
sentou na máquina e em 15 minutos bateu umas 15
laudas entregando todos os magros que trabalhavam lá.
Os podres,claro.
E entregou um xerox do relatório pro Aveline e
original pro Lauro.
Que não fizeram nada,engavetaram.
O " pai do
Paulo Alceu" irá ou não vender o Informativo?

Circulam rumores no Vale do Taquari
de que a RBS estaria interessada na compra do jornal Informativo
do Vale, do jornalista Oswaldo Carlos Van Leewen. Mais
conhecido entre a imprensa da capital por " pai do
Paulo Alceu" - um repórter da TV Gaúcha
dos anos 70 e que depois se mudou pra a TV Manchete e
hoje está em Florianópolis(SC) - Oswaldo
Carlos nasceu em São Francisco de Paula, no dia
23.07.1930.
Filho de H.G. van Leewen e de Angelina B. van Leewen,
ele teve seu primeiro jornal com nome de " Conheça
o Vale do Taquari" de Lajeado,onde foi diretor. Oswaldo
também trabalhou na rádio Alto Taquari,
de Estrela. Depois passou para o Informativo do Vale,
localizado na Rua Benjamin Constant, 2197.É casado
com Uda(nascida em 19.11.1929).
Segundo João Carlos Terlera,que foi colega de Oswaldo
na rádio Alto Taquari, dificilmente ele vai se
desfazer do jornal que criou." Aquilo lá,disse
Terlera, é a vida dele". Também funciona
na sede do Informativo do Vale, a repetidora da TVE,estatal.
Convite
"Prezado Jornalista
O SINBORSUL receberá os amigos
da Imprensa para o seu já tradicional encontro
de confraternização de início de
ano, no próximo dia 14 de janeiro, às 20h,
na Churrascaria Barranco – Av. Protásio Alves,
n° 1578 , em Porto Alegre.
Na oportunidade, estaremos divulgando
os números relativos ao desempenho do setor de
artefatos de borracha gaúcho em 2008 e a análise
das perspectivas para este ano.
E, desde já, um desafio: vá
preparando suas previsões sobre 2009, que recolheremos
para futura conferência no nosso evento de 2010.
Contamos com sua honrosa presença.
Grande abraço"
Geraldo Rodrigues da Fonseca - Presidente
FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA COM A
TODT COMUNICAÇÃO – FONES (51) 3228.7270/3228.7261
OU E-MAIL todtcom@terra.com.br.
Motel
A vida nos motéis para alguns
é local de encontros passageiros, alívios
momentâneos, rápidas trocas de carinho. Algo
tipo: pim-pam! Este conceito existe, mas não é
uma regra. No Vale do Taquari motel pode ser ambiente
de romantismo.
O caso a ser relatado aconteceu há
uns dez dias num dos motéis da Grande Lajeado com
gente da região alta. E como o nosso galã
pediu discrição nos detalhes seremos superficiais
em algumas descrições. Ele alto e casado.
Ela solteira e morena. Ele grande e quase o dobro do peso
da moça. Uma
diferença de idade de uns 15 anos.
Como românticos ficaram várias
horas brincando de esconde-esconde, de pega-pega e mais
uma série de outros passatempos que como é
Natal convém evitar. Após os momentos de
explosões múltiplas ficaram naquelas conversinhas
apaixonadas.
No momento de irem embora ela decide
agarrá-lo. E ele então sensível,
pega a moça nos braços e carregando-a segue
para o carro na garagem. Só que até lá
tem uma escada. Ele como estava de chinelo acabou acontecendo
aquilo que você já antecipou: escorregou.
Ou seja, desceu ele e a moça
todos os degraus. Batidas, hematomas, falta de ar, gritos,
manchas foram alguns dos problemas. Foi necessário
serviço especializado, mas como usá-lo se
poderiam ser reconhecidos na sua paixão secreta?
Fica a pergunta sem uma resposta. E apenas uma certeza,
na poesia de Zé Ramalho: “O
sinônimo de amar é sofrer!’
(extraído Jornal A Hora/Lajeado
- Coluna do Mazzarino)
Na piscina do clube
Aconteceu na piscina de um conceituado
clube de Lajeado em tarde quente de sábado. Muito
sol, muita alegria, muita água e bronzeador faziam
o agradável cenário. Isto possibilitou que
duas amigas, uma loira e uma morena, trocassem idéias.
O namorado de uma delas dormia ao lado, apagado devido
aos festejos da noite anterior. E elas ali falando de
novela, moda, cabelo, das ‘amigas’, dieta,
silicone, cabelo de novo, dieta e finalmente o assunto
principal: homens. E assim foram: falavam dos caras com
quem saíram e das intimidades que tiveram e continuam
tendo. E também detalhes de como fulano faz, como
beltrano aperta, como sicrano morde e mais aquilo tudo
que você imagina. O que seria da vida de uma mulher
se não houvesse a riqueza dos detalhes?
E aí c omeçou a confusão!
O namorado que parecia dormir, na verdade, apenas relaxava
ao sol. E assim ouviu todos os detalhes das atividades
de sua namorada com terceiros. O cara enlouqueceu e armou
o maior barraco classificando a então namorada
de uma série de adjetivos impróprios para
o espaço! E ainda tem quem diga que piscina foi
feita para relaxar...!
(extraído Coluna do Mazzarino,
jornal A Hora/ Lajeado)
Neve em Paris
Uma leitora mandou-me estas fotos da
nevasca grande e do frio de renguear cusco que está
fazendo na Europa, mais precisamente onde ela,vive, Paris.




Eu X Eles - Coleguinhas
Cerutti, uma "usina de idéias"
quer agora copidescar o prédio da ARI

Ayres Cerutti, em pé, de bigodes, junto a amigos
no Café Chaves, local de encontro do Irpapos
Ideólogo do chimarródromo
-grupo de colegas que se reúne às quartas,depois
das 18 hs, no térreo da ARI( Borges de Medeiros,915)
pra jogar conversa fora, falar sério,brigar, fazer
as pazes ,comer pipoca,tomar chimarrão e cachaça(
isto quando tem) Ayres Cerutti já foi considerado
" santo" por Políbio Braga. Também
pudera. Ele " herdou" a editora Intermédio
do Políbio,cheia de pepinos e aos poucos foi botando
a casa em ordem e mantendo a publicação
" Revista Progama" que tem cerca de 30 anos.
Ayres Cerutti nasceu em Concórdia, mas seu pai
José João Cerutti foi um gringo que emigrou
de Mato Perso-perto de Caxias do Sul - para o Oeste catarinense
naquelas levas de colonos que se estabeleceram no "
sertão" como os antigos chamavam aquela região
totalmente tomada pela mata e ainda com onças dentro
dela.Sua mãe,que ainda vive em Concórdia,
é Cândida Cerutti. O pai faleceu faz uns
dois anos atrás.
Cerutti nasceu em 07.01.1951 - completou 58 anos no útlima
quarta-feira e por isto seu competente assessor Roberto
Galichio o presentou com uma excelente cachaça
que os convivas do encontro do chimarródromo se
deram ao trabalho de beber toda.
Ayres começou no jornalismo - antes tentou ser
padre no seminário de Viamão onde teve por
colegas o atual prefeito de Caxias do Sul, José
Ivo Sartori e o um bispo brasileiro que recentemente foi
citado entre os candidatos a papa pelo Diário de
Notícias. Ali conheceu o que é hoje a velha
guarda da imprensa, entre eles o fotógrafo Baru
Derquim.
Depois numa noite,seu colega de Fabico - onde Ayres se
formou em Jornalismo - Mauro Toralles, o "Boró"
com quem também trabalhara no Diário de
Notícias, mas Júlio César Magalhães(
hoje assessr na Fiergs) Cerutti
no bar Tívoli, na Protásio Alves,quase emfrente
ao colégio Israelita(reduto de jornalistas) foi
convidado a ir trabalhar na editoria de Economia da ZH.
De lá saiu para assumir a editora Intermédio,
que fora fundada por Ana Amélia Lemos, Políbio
Braga (dois colegas do Correio da Manhã) e Isnar
Ruas, que fora editor do Correio do Povo, que estava editando,entre
outras, a revista Programa, que existe até hoje.
Políbio chegou a secretário titular da SMIC
no governo do prefeito Alceu Collares e quando saiu para
concorrer a deputado estadual pelo PDT,deixou Ayres em
seu lugar, que diz que aprendeu um pouco de política
ali nesta experiência.
Hoje Ayres - que já perdeu a esposa Carmen Regina(
05.05.1950) falecida de um câncer, está ocupado
em dar uma garibada no prédio da ARI, que convenhamos
precisa. Ele é membro da diretoria da entidade
e por isto tem esta espinhosa missão: convencer
os confrades da ARI de que a entidade precisa botar mais
gente lá dentro e dar uma melhorada no seu visual,
isto é, no seu prédio.
De jeito simples, Ayres tem como lazer a parte cultural,como
cinema e teatro. Mas foi ele também quando assessorou
o titular da Secretaria do Planejamento do falecido vereador
Isaac Ainhorn que convenceu o prefeito José Fogaça
e montar a árvore de Natal na Usina do Gazometro.
A idéia deu certo e agora prossegue com outros
parceiros.
Cerutti tem um filho, Gianfrancesco Orso( 19.01.1979)
do seu casamento com Carmen. O rapaz entrou pra Petrobrás
e agora mora no Paraná.A editora Intermédio
acaba de lançar, pela segunda vez, um mapa da cidade
de Porto Alegre.Outra idéia do Ayres que com o
perdão do trocadilho, pode ser considerado também
uma " usina de idéias".
Festa de fim de
ano dos freqüentadores da " salinha" foi
no dia 29/12
Fotos: Divulgação

Vários colegas compareceram à
festa de fim de ano realizada no último dia 29/12,
no Via Emperatore, na rua da República,509(Cidade
Baixa ). Entre eles aparecem nas fotos duas Reginas, a
Lemos( que está em Sampa,reside lá) e a
Lemos, que é frileira de Portinho.Também
foram Marisa( assessora de imprensa da deputada do PT,Stela
Farias (PT) Ieda Risco, da rádio ABC de Novo Hamburgo
e Jennifer, do jornal NH. O Terlera, que empresta o nome
pra sala não foi.
Depois do Via Emperatore, esticaram mais num outro local.Boa
iniciativa da Rosa Maria Cavalheiro Loureiro que é
a responsável pela sala J.C. Terlera.
Houve uma vez um
verão I
Era dificil cavar uma boa matéria
no litoral. Principalmente em dias de chuva. E os editores
em Porto Alegre cobrando dos seus repórteres sediados
no litoral. Muitos coleguinhas que ficavam em Porto Alegre
naquele calóron achavam que os seus colegas no
litoral estavam apenas gozando das delícias do
litoral. Que nada!!!
Houve uma vez um
verão II
O " trem ligando com Tramandaí-Porto
Alegre"
Pois a Alda Souza( falecida nos anos 90) estava em Tramandaí
pela rádio Guaíba.Durante o veraneio, na
gestão do governador Amaral de Souza(1978/1982),
era interventor em Tramandaí( era município
das chamadas área de segurança nacional)
o coronel José Alcebíades de Oliveira. Ele
viria naquela tarde a Porto Alegre e apresentaria ao governador
Amaral um pedido para que Tramandaí fosse incluída
na região metropolitana de Porto Alegre.Deste modo
Tramandaí conseguiria mais verbas para suas obras.
Alda Souza sugeriu,então ao coronel-interventor
que levasse a idéia da construção
de um trem ligando a capital a praia mais movimentada
do litoral gaúcho. Alda Souza deu a idéia
e deu o " furo" no Renner das 13 horas. O trem
até hoje não saiu. Puro factóide
da Alda, que o coronel encampou!
Agora um deputado quer fazer o mesmo.
Houve uma vez um
verão III
Num determiando verão dos anos
70,houve um sururu muito grande no hotel onde estavam
hospedados repórteres da TV Gaúcha e da
ZH - não tenho certeza se já era no Beira
Mar, ou num outro.
O que acontecia lá na sucursal da TV Gaúcha
e da ZH chegou aos ouvidos do dono da empresa, Maurício
Sobrinho.
Ele chamou o chefe de jornalismo da TV Gaúcha,
Floriano (" Florianão") Correa e sem
meias palavras ordenou:
- Vai a Tramandaí e termina com aquela zorra. E
podes avisar: se não pararem as queixas, vou fechar
a sucursal e voltam todos a Porto Alegre.
Maurício tinha sido " envenenado" por
olheiros que lhe telefonavam dizendo o que estava acontecendo.
Houve até o caso de um repórter da TV Gaúcha
que depois de um episódio nunca mais se livrou
do apelido de " homem-aranha". É que
ele teve que fugir pelo teto, diante da chegada do marido
no quarto onde ele estava com a esposa do desconhecido.
Floriano foi lá e abriu o jogo: " ficarem
que pareciam uns santinhos" contou-me ele.
A ameaça séria do dono da empresa pesou.
Houve uma vez um
verão IV
Juarez Tosi conheceu sua esposa numa
cobertura de praia pela ZH. Estava em Tramandaí
e a colega da Caldas Junior Santa Irene de Araujo Lopes
apareceu lá com uma amiga.
Durante um churrasco proporcionado pelo dono do hotel,
Miro Weber, apresentaram a amiga da Santa pro Juarez
- És petista, quis saber ele.
Era. Casaram e estão juntos até hoje.
Houve uma vez um
verão V
A " bela da praia" que a ZH
publicava todo dia, com prêmios fornecidos pelos
patrocinadores, provocou muitos namoricos entre a clicada
e os fotógrafos.
Dica de findi
Está em curso o Porto Verão
Alegre, com boas peças de teatro. A sala Álvaro
Moreira, na av. erico verissimo,307(fone 51.3289.8066)
exibe até domingo,dia 11/01 a peça Homens.preços.antecipado
15,00 reais e na hora 20,00.Ingressos já à
venda.
Morre Glênio
Lemos, que pertenceu à " República
de Livramento"
Faleceu no domingo,dia 04/01/2009, aos
66 anos, o advogado Glênio Lemos, de um ataque cardíaco.
Entre os anos de 1966 e 1967, jornalistas que hoje são
" griffe" viviam pobremente na pensão
da Dona Maria, na avenida João Pessoa,perto de
onde era o Touring Club do Brasil,em Porto Alegre.
Todos oriundos de Santana do Livramento.Moravam lá
Elmar Bones da Costa(" Bicudo")- assim apelidado
desde Livramento porque não sabia assobiar apesar
do esforço que fazia,filho de ferroviário,
nascido em Cacequi- Glênio Lemos(estudante de Direito)
e praticamente comiam lá todos os dias Danilo Ucha
e Kenny Braga,estes dois últimos estudantes de
Jornalismo da Faculdade de Filosofia da UFRGS.
Não apenas almoçavam,jantavam também.
A pobreza da " República de Livramento"
era tamanha que um usava a roupa do outro pra não
estarem sempre com a mesma indumentária.
O único que vinha de família abonada era
Glênio Lemos, mais tarde deputado estadual do PDT
e prefeito de sua cidade natal.
Elmar Bones da Costa freqüentava a Orquestra Sinfônica
de Porto Alegre(OSPA) onde tinha amigos músicos
e aproveitava esta amizade pra filar uma bóia na
casa de um deles que residia na rua Avaí.

Elmar Bones da Costa
Depois que virou jornalista, Elmar Bones
da Costa passou a freqüentar entre os anos de 1965
e 1968 os bares da av. Salgado Filho, como Corujão,Bon
Ami e Galarin.
Pra se alimentar, como eram pobres como ratos de igreja,
eles roubavam de manhã cedo leite que vinha em
litros de vidro da Companhia Riograndense de Laticínios(Corlac)
deixados nas soleiras das portas das casas vizinhas e
dos bares vizinhos.
Com o leite roubado,faziam batidas de banana.
Glênio Lemos formou-se advogado em 1973 e foi trabalhar
na Volkswagen do Brasil, em S. Bernardo do Campo.
De lá regressou a Livramento onde fez carreira
política até o último dia 4 de janeiro
de 2009,de um ataque cardíaco.
Danilo Ucha iniciou no jornalismo na falecida Folha da
Tarde, da Cia Jornalística Caldas Junior(CJCJ).
Elmar Bones da Costa passou por inúmeros jornais
e revistas - Coojornal,Veja,Gazeta Mercantil,Folha da
Manhã, e hoje é diretor da Editora Já.
Kenny Braga trabalha na RBS.
Bem dentro do espírito dos anos sessenta,um ex-colega
de pensão lembra que todos eles menos Danilo Ucha,
queriam fazer a " revolução".
Glênio Lemos passava os dias e as noites lendo Karl
Marx. Ucha debochava:" quando vocês ficarem
mais adultos serão uns burgueses iguais a todos
" dizia ao ouvir os discursos inflamados do Kenny
Braga e do Glênio Lemos.
Ucha disse-me que " muitos porres homéricos
tomamos ali na pensão da Dona Maria".

Danilo Ucha
Ele localiza a pensão onde ficava
o prédio do Touring Club do Brasil, na av. João
Pessoa.Segundo Ucha, Elmar Bones da Costa não residiu
na pensão da Dona Maria. Morava no bairro da Tristeza.
E eles iam a pé de madrugada da pensão da
av. João Pessoa até a Tristeza,sem medo
de assalto.
Elmar Bones da Costa respondeu,por email sobre seu tempo
de pensão da Dona Maria:" quem morou lá
foi o Glênio Lemos e o Eloy dois amigos nossos.
Eu nunca morei lá.Ia lá visitá-los".
Elmar Bones da Costa nasceu em 23.01.1944,em Cacequi.Filho
de Dorval M. da Costa e de Enedina Bones. Foi secretário
de redação da Folhinha da Manhã,
localizada na rua Caldas Junior,219. É casado com
Dóris(25.11.1944).Publicou vários obras
pela Já Editores, de sua propriedade e tem vários
prêmios de Jornalismo, inclusive o Esso, pela matéria
sobre os documentos secretos do Exército sobre
a Guerrilha´publicado no Coojornal.
Danilo Ucha nasceu em Santana do Livramento em 1944 e
começou a trabalhar em jornal na Platéia,quando
o jornal era o mais importante diário em circulação
no interior do Estado,dirigido pelo Toscano.
Trabalhou ainda na rádio Farroupilha, na sucursal
do diário carioca Correio da Manhã, na FT,Rádio
Guaíba,O Estado de S.Paulo e em ZH.Hoje assina
coluna no JC,sobre economia e edita há 21 anos
seu Jornal da Noite.
" Os cassetetes
do Geraldo"
Esta é criação
do Castinha.Ele lembrou que dia 14/01 será a festa
de começo do ano do Sinborsul e o presidente, Geraldo
da Fonseca,fará farta distribuição
de cassetetes de borracha,como sempre.É verdade.
No véspera do final do ano, dia 30/12,estive no
Barranco e o garção mais antigo da casa,
acho que se chama Xumbinho, estava lá mostrando
pro Chiquinho Tasca,seu patrão, um cassetete de
borracha que ele iria usar,segundo ele, com os "
xaropes" da noite de Réveillon.
Olha pra aquile tive certeza que era um remanescente da
última festa do Geraldo que é sempre feita
no começo de janeiro.
Memória
da Imprensa
O dia em que quase não saiu o
listão do vestibular na ZH
ZH acostumou-se ao longo dos anos a tirar edição
extra quando saiu resultado do vestibular da UFRGS.O Gilbertinho
Leal era sempre quem sabia a data certa que o resultado
seria dado pelo Coperso.
Mas um sábado de manhã fui trabalhar estava
de plantão e eram por volta de 8h30minutos. Ninguém
na redação. Fora a semana do vestibular
da UFRGS. Acho que tinha um contínuo na redação.
Nem o chefe de reportagem havia chegado.Liguei um rádio
pra me distrair e então botei na rádio da
UFRGS.
A letra A já estava quase no fim.
Estavam dando a lista antes do previsto.
Foi uma correria.
Lembro apenas do Olyr Zavaschi - hoje fazendo o Almanaque-
chegando com cara de mal dormido correndo redação
adentro. A redação já estava no andar
onde está até hoje. Já tinha computador.
Em pouco tempo correram atrás do prejuízo.
Se não fosse por minha intervenção
- eu que nada tinha que ver com aquilo - não teria
saído o jornal extra com o Listão da UFRGS.
Coleguinhas
* Morreu o Gollo, jornalista ligado
ao turismo que residia em Caxias do Sul.
* Os amigos estão preocupados com a piora do estado
de saúde de Wilson Rocha Muller.
* Mônica Omay- quem ainda se lembra
dela por aqui? ,que foi da RBSTV e assessora de imprensa
do Touring Club do Brasil estava na TV Globo,em SP mas
mudou-se pra Record.
*Regina Lemos anda por Porto Alegre, mas dia 31/01 voltará
a Sampa,onde vive. Tem lá uma turma....
* Foi Hugo Hammes quem comunicou,ontem, a morte do Gollo
ao presidente da ABRAJET, Ayres Cerutti.
* Kenny Braga, do Sala de Redação,da Gaúcha,
caminhava,ontem, pela rua da Praia com solão e
tudo...
* A ARI somente mandou ontem,dia 7/01,
feliz ano novo pros seus amigos. É por isto que
seu presidente é conhecido, há muitos anos,
por " Paciência".
* Brincando, a gente vai dizendo as coisas. Tem um inquilino
novo no prédio da ARI que há dois meses
" tenta" pagar o aluguel e não consegue.
Secretaria da ARI faz de tudo pra impedir pagamento. Será
boicote a novos inquilinos? Mas que é estranho,é...
* Rosane de Oliveria deu,ontem, em ZH, um furo anunciando
a saída de Marisa Abreu do secretariado do governo
do Estado. Ontem , por implicância com a colunista
, a governadora Yeda Crusius ela anuncia a saída
de sua estrela maior Aod Cunha. Briga de mulher é
fogo...
* Ontem,dia 7/01/09, às 9hs, o
correspondente Aspecir da rádio Guaíba ficou
fora do ar. Entrou em seu lugar uma outra rádio
- não sei qual era - depois a Guaíba voltou
e Milton Ferretti Jung começou tudo de novo.
*O advogado Marco Chagas reapareceu na tarde de 06/01
na sede do Sindicato dos Jornalistas-RS
* Férias do presidente Zé Nunes, do Sindicato
dos Jornalistas, vai só até a próxima
segunda.
*Me informam que Ercy Quaresma, o "Inspetor"
foi editor de um jornal da Fecotrigo, que concorria com
o da Cotrijuí, editado pelo colega Raul Quevedo.
Quevedo foi praticamente quem tirou Hipólito José
da Costa do esquecimento na sua relação
com a imprensa, ou como o fundador da Correio Brazilense,
que teria sido o primeiro jornal do país.antes
da Fecotrigo convidar Ercy Quaresma pra ser seu "
chapa-branca", convidaram Lauro Dieckmann e Celso
Rosa. Os dois não quiseram. Dieckmann só
quis ficar em jornal diário sem vínculo
com empresas.
* Os colegas da Coletiva.net informam que no último
dia do ano passado parou de circular o Correio do Sul,de
Bagé, de 94 anos de idade. Com quase 3 milhões
em dívidas fiscais, o jornal deu um tempo. Foi
nele que anos atrás, Matias Nagelstein viu um apedido,
num sábado de manhã, que ele achou totalmente
ofensivo a sua honra. Era vereador de Bagé e um
colega colocara este apedido.Disse pra sua esposa:
- Vou lá matar este cara!
No café, matou dois,o que o ofendera e outro por
engano. Foi absolvido.
* Comemora 100 anos de fundação este ano,
o Correio Riograndense dos freis capuchinhos.Começou
em Garibaldi, hoje é tirado na editora São
Miguel, de Caxias do Sul. Aqui em Porto Alegre quem vende
assinaturas dele é o frei Rovílio Costa,
da Est Editora.
Coleguinhas - Eu
X Eles
Ott foi de Porto Alegre a Assunção
apagando o toco do cigarro nas costas do pai do "
seqüestrado" !
Foi um caso escabrosso de se levantar. A RBS mandou a
repórter Regina Lemos pelo TV e o Clóvis
Camargo Ott pela ZH pra Assunção junto com
o pai do seqüestrado(suposto).O Clóvis morreu
em 01.01.2006.Mas a Regina ainda lembra do fato:
- O Ott passou a viagem inteira,numa kombi, apagando o
toco do cigarro aceso nas costas do camarada. Ele ia perguntado
pro sujeito que se dizia pai do suposto seqüestrado.
Na verdade, era uma simulação de seqüestro
pra levantar uma grana.
Em Assunção, no outro dia de manhã,a
Regina Lemos desceu pro café da manhã e
Ott a esperava,aflito:
- Já sei,diz ele, quem seqüestrou este cara.
Foi ele mesmo.
A Regina não acreditou. Na marra, o Ott "arrancou"
do sujeito que o seqüestro era uma simulação
pra tirar grana de alguém.
OTT II
Um dia a Regina Lemos e o Clóvis Ott estavam na
antesala de uma autoridade esperando a vez de serem recebidos
pra uma entrevista. Ott se agachava,virava daqui,virava
dali,tudo pra ver as coxas da Reginal. Aí ela acabou
com aquilo:
- Levantei a saia e mostrei as calcinhas pra ele. E disse:
olha de uma vez,então!
OTT II
Diz o fotógrafo Arivaldo Chaves, de ZH, que Clóvis
Ott carregava no carro da reportagem policial uma garrafa
de canha. Quando o carro parava na sinaleira, ele dava
uma bicada e voltava a colocá-la atrás do
banco,escondidinha.
OTT IV
Fez um grande trabalho como repórter pela ZH na
prisão do Flávio Alcaraz Gomes. Tanto que
o próprio Flávio elogiou a cobertura isenta
que o ex-colega da Caldas Junior - onde se odiavam porque
Alcaraz era da " direita" e Ott da " esquerda".
Alcaraz temia que Ott fosse lhe dar um pau pela vingança
do passado, mas ele executou um trabalho com total imparcialidade.
OTT V
O falecido colega foi casado duas vezes: com Sônia
Renner,com quem tem um filho e com a Eloisa Thiechdel.
OTT VI
Ott também tinhas seus momentos de mau humor.Era
neles que perdia as estribeiras. Sofreu pra morrer.No
enterro foram quatro colegas.Ademar de Vargas Freitas,
Mário Rotta,Raul Rubenich e Jorge Waiters. Juarez
Fonseca foi apenas na missa de sétimo dia.Estava
viajando naquele dia.
OTT VII
Ott era filho de Sylvino J.Ott e de Alice Camargo Ott.
Nascido em 09.08.1944.
A Casa de Alice(Dica)
Taí um bom filme que recomendo.
Está passando no Santander Cultural,dentro do circuito
de verão,por dois pilas. Bom Filme,nacional. Engraçado
que eu não tinha visto nenhum elogio da crítica
em jornal, ou então me passou batido.Recomendo
o filme.
Lembranças
de Paris I (memórias)
Tenho ouvido na rádio Bandeirantes,dentro
do programa " Primeira Hora" enquanto mateio
neste nosso caloron daqui( as manhãs pelo menos
são fresquinhas) pelo Milton Blay,- repórter
que propiciou ao Ziraldo fazer a famosa entrevista com
o Gabeira,quando exilado,que o Pasquim publicou - seu
boletim do tempo falando sobre o frio que está
fazendo na Europa e ele contou,ontem,6/01, que Paris ficou
submersa na neve com a água congelada nos canos
por causa do frio.
O Caco Barcelos, do " Profissão Repórter",
da TV Globo, está em Londres e avisou seus familaires
daqui de Porto Alegre que está fazendo muito frio,
por lá.
Lembrei-me pois do frio que peguei na minha única
vez que estive na Europa no inverno(fevereiro) de 1986.Minha
ex-cunhada tinha um studio de apenas 25 metros alugado
porque ela lá residia fazendo curso de pós-graduação
em Urbanismo. Ficava no Quatrozième Arrondissement,
perto de Montparnasse. Quando chegamos, não imaginávamos,claro,
que no dia 28 de fevereiro em curso o então ministro
da Fazenda,Dilson Funaro, decretaria o Plano Cruzado.
Minha ex-cunhada e seu companheiro de então, Carlos
Nassi, engenheiro residiam naquele studio. Foram nos buscar
no aeroporto de Orly. Fazia um frio de cão naquele
inverno europeu. Lembro que ao chegar ao aeroporto de
Barrajas,em Madri,houve uma parada e desci do avião
pra espichar as pernas e caminhar um pouco. Gostei daquelas
pessoas todas encasacadas. Tínhamos vindo de um
fim de semana de muito sol na Praia do Pepino(lembram),no
Rio de Janeiro.Fazia 40 graus no Rio de Janeiro naqueles
dias.No studio da minha ex-cunhada, depois, minha pele
saiu toda por causa da calefação.
Chegamos numa segunda. Havíamos saído no
domingo de noite do aeroporto do Galeão(ainda era
este o nome, e não Tom Jobim,como hoje)Voamos num
avião da Aerolíneas Argentinas(ainda existem?).
Tomei várias garrafas de vinho argentino,a bordo.
Minha ex-cunhada nos esperou num pequeno Peugeot. Ao chegarmos
no studio dela, era meio dia e pouco da segunda.Descarregamos
a mochilada, que não era pouca,entramos no pequeno
apê e aquela calefação foi me dando
uma sensação gostosa.Depois de ouvir os
ensinamentos da ex-cunhada sobre como comportar-se dentro
do seu studio, saía pra dar uma caminhada pelas
voltas, reconhecer o terreno. Fazia um frio de lascar
e a tarde caía cedo.
Passei num super que havia ali ao lado e ainda não
conhecendo bem a moeda foi enganado pela caixa. Paguei
uma fortuna por um baguette e um queijo.Minha ex-cunhada
e seu companheiro riram pra caramba da minha mancada.
No sábado seguinte, à noite,
fomos prum carnaval de brasileiros na Casa do Brasil,
na Citè Universitaire, num baile de carnaval montado
pelos brasileiros que moravam e estudavam em Paris.
Quando saíamos da Casa do Brasil, a neve já
caía há um bom tempo.Tinha visto pela janela
os flocos caindo, e algumas pessoas já haviam se
dado conta. Mas a música brasileira ali dentro
fervia e o pessoal queria mais era se divertir.
O chão foi ficando branquinho,branquinho porque
a neve não derretia.
Saímos da Casa do Brasil e fomos pra casa,dormir.No
dia seguinte,domingo, saímos a passear e lembro
que os velhinhos, nas bocas do metrô,maravilhados
diziam entre si:
- La niège, la niège....
A neve de Paris fora apenas um aperitivo perto do que
veria de neve,dias depois, também num domingo,em
Praga, onde chegamo ao meio-dia depois de 24 horas de
trem, desde Paris até a capital da Tchecoeslováchia,hoje
simplesmente Repúblico Tcheca.Fica pra outra....
Memórias
da JUC-5


Há 40 anos estou em Portinho
Estas duas fotos mostram o que era a
Casa -5 da JUC, na avenida Venâncio Aires,esquina
com a rua Santa Terezinha,em 1965,do século passado..Ali
fui morar,vindo do interior, no caminhão do Genoino
Reginatto quando aqui cheguei, no verão de 1969,
pra começar a trabalhar e a estudar no Clássico
do Julinho.
Os bondes ainda circulavam pela Avenida Venâncio
Aires. Peguei o começo do Bar do Beto que ficava
na esquina da Venâncio com a Freitas de Castro,
então um bairro bem tranqüilo.Mas havia muito
medo,também, dos milicos.Tínhamos um colega
gerentão na JUC-5, o Corbellini, que era c d f
barbaridade e que acabou rodando no vestibular de Medicina.Quando
sentávamos pra almoçar, ele se expressava:"
Ah,vamos alimentar o cadáver".
Acho que naquela altura da vida, ainda não tinha
conhecido mulher, mas não era gay. Hoje sempre
encontro no consultório do Belmar Andrade, o Salvador,
que morou na JUC-5. Já era pão-duro naquele
tempo e continua hoje em dia, mesmo cardiologista formado
e já cheio da grana.
Na frente da JUC-5 havia uma " muradinha" como
se vê pela fotografia e ali ficávamos no
verão até o sol descer, lá pelas
nove da noite conversando...Conhecíamos todos os
vizinhos, o bairro ainda era muito tranqüilo. Do
outro lado da JUC havia o salão do Joni, onde às
vezes ainda corto o cabelo.Não havia o bar que
hoje faz fronteira entre a Venâncio Aires com aquela
rua que morava o José Lutzenberger. Havia isto
sim um inferninho do outro lado da calçada.
Em 40 anos Porto Alegre mudou muito!
Quando comecei a trabalhar em jornal, na ZH,ainda morava
na JUC-5 e sempre rendia o Hélvio Schneider que
mandava o motorista " Fitipaldi" me pegar em
casa pra fazer o horário entre meia noite e 5 da
manhã, na ronda policial.A casa da JUC foi vendida
pra dar lugar a um prédio em 1974 e fomos todos
despejados. Eu fui morar junto com outros colegas, no
" Baião" na av. Cuiabá, com Oscar
Pereira, mas esta é outra história. Não
vou cansar o leitor.
Memória
da Imprensa - Pequena manifestação na missa
dos 30 dias da morte de Jango
termina em pancadaria da Brigada Militar !

Glênios Peres e Marcos Klassmann puxaram protestos
nos 30 dias da morte de Jango
Apenas o jornal ZH - cujo redator-chefe
era Carlos Machado Fehlberg - deu uma pequena nota na
página 8, num canto de página na edição
do dia 7/1/1977,sobre uma manifestação ocorrida
após a missa do trigésimo dia da morte do
ex-presidente Jango. Os demais veículos silenciaram.
Não que a ZH fosse uma " heroína"
mas seu editor estava sempre antenado,principalmente com
os assuntos da Política.
Compareci aquela cerimônia,até hoje não
sei movido porquê.Talvez pelo instinto de repórter,
embora de Jango eu soubesse muito pouco, já que
quando ele fugira do país,exilando-se no Uruguai,eu
era apenas um rapazote que morava no interior.Naquele
entardecer do dia 6/1/1977 saí da ZH,onde trabalhava
e acompanhada da colega editora do Segundo Caderno do
jornal, Jussara Silva dirigi-me para a missa na Catedral
que fora convocada na capa dos jornais do dia 06/01/1977.
Os jornais chamaram na capa naquele dia dois convites:
um assinado pela família do ex-presidente e outro
pelos diretórios regional e metropolitano do Movimento
Democrático Brasileiro(MDB)onde se abrigavam de
liberais,centristas a esquerdistas. Apenas as siglas assinaram
os convites. Nada de nomes. Havia ainda muito medo no
ar. Ainda era Geisel quem mandava no país, os DOI-CODI
estavam lentamente sendo desativados, mas a " tigrada"(
a parte mais radicial das Forças Armadas que combateram
sem dó nem piedade a chamada subversão)ainda
não fora desativada. Bastar lembrar novembro de
1978 e o seqüestro dos uruguaios - Universindo Diaz
e Lilian Celiberti -no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.
Sermão de Dom Cheuiche!
A missa na Catedral de Porto Alegre em memória
de Jango foi rezada por Dom Antônio Cheuiche que
lembrou o político que favorecera os pobres que
fora Jango." Ele será lembrado por isto "
,disse o arcebispo de Porto Alegre.A viúva, Maria
Tereza Fontella Goulart não comapreceu à
missa. Assistiu um ato em Montevideo.Quem se fez presente
no ato em Porto Alegre foi seu filho, João Vicente,
e a mulher.
Durante a missa, algumas pessoas presentes começaram
a gritar palavras de ordem como Anistia, Jango, Liberdade.
Foi o suficiente para que na saída da Igreja, um
pelotão da Brigada Militar, a cavalo, começasse
a dispersar o pequeno grupo que tendo a frente Mila Cauduro,
Lícia Peres, Glênio Peres e Marcos Klassmann
seguiram, mesmo na rua, gritando palavras de ordem como
Anisitia( um palavrão na época) Liberdade
e Jango.
O jornal ZH do dia seguinte registrou em sucinto noticíário:"Manifestão
com palavras de ordem como Liberdade,Jango e Anistia provocaram
a presença de policiais que provocaram a dispersão
marcada pelas correrias".
Realmente houve muita correria. Até porque os brigadianos
a cavalo vieram pra cima do pequeno grupo desafiador de
manifestantes que ficaram " encurralados " junto
ao portão de entrada da Catedral de Porto Alegre.
Mas não houve espancamentos.
Jussara Silva, hoje trabalhando na imprensa da Prefeitura
Municipal de Porto Alegre recorda do ato:"o pessoal
começou a desafiar os brigadianos gritando palavras
de ordem como Anistia e Liberdade.A memória que
eu tenho daquele ato foi esta: o pessoal gritando anistia
mas principalmente Liberdade" disse ela que acrescentou:"
Lembro bem do Marcos Klassmann e do Glênio Peres
liderando a manifestação".
Klassmann e Glênio,dois vereadores de Porto Alegre
foram cassados em 1977 por causa de um discurso que proferiram
na Câmara Municipal de Porto Alegre.
A bandeira pedindo Anistia fora vista pela primeira vez
publicamente em S. Borja, no enterro de Jango, no dia
7/12/1976. Fora colocada sobre seu caixão por dona
Neusa Brizola (sua irmã) Mila Cauduro, e outros
companheiros no velório de Jango na Igreja Matriz
de São Francisco de Borja.
Coleguinhas
* " Serpentário" da
rua Uruguai é também local de cafezinho
do historiador Leandro Telles.Aos domingos, Leandro abre
sua barraquinha no Brique da Rdenção onde
vende livros e outras antiguidades. Ele é parente(acho
que sobrinho do ex-prefeito José Loureiro da Silva)
* Na Pracinha da Encol,ontem - 6/1- encontrei de manhã
cedo a vereadora Sofia Cavedon(PT) que fazia sua caminhada
. Avisei-a:
- Vereadora, o Mendelski(Rogério)acaba de lhe dar
um pau na Guaíba...
- Se for por causa do camelódromo que ele me criticou
então estou no caminho correto,disse-me a simpática
vereadora,seguindo sua caminhada e eu a minha.Sofia Cavedon
havia denunciado no dia anterior que as chuvas do fim
de semana inundaram o camelódromo no centro de
Porto Alegre que ainda não está entregue
aos novos inquilinos.
* Boa pergunta: de quem é o prédio físico
do camelódromo?
Quem o fez? quanto custou? quem é o empreendedor...
Dizem que seria de um ex-dono de uma empresa de comunicação
no Estado.
*Jorginho da Papyrus(livreiro muito conhecido) não
viajou no fim de ano. Simplesmente hospedou-se no Hotel
Plaza San Rafael e até uma champagne ganhou de
brinde pra entrar o novo ano.
* Hotel Plaza está comercializando por 40,00 reais
o seu livro publicado sobre os 50 anos da Rede Plaza de
Hotéis.
* Dois jornalistas,bastante conhecidos,
estão na marca do pênalti: há um buquimeki
entre os colegas pra ver quem vai primeiro...
* Dia 14/01, todos ao Barranco. É a melhor comemoração
que os jornalistas fazem mas não é de fim
de ano. Com o pretexto de dar os resultados de 2008, Geraldo
da Fonseca, muito bem assessorado pelo Valter Todt - um
craque nisto - vão receber os jornalistas e outros
convidados. A festa já se firmou.Quem não
vai é mulher do padre...
*No ano passado, um garção do Barranco foi
desaforado comingo durante a festa do Geraldo, do Simborsul.
Eu pedi a ele um prato novo e o sem-vergonha me deu nos
dedos:
- Prato novo a casa não tem, temos prato Limpo...Agora
fica tirando sarro,cada vez que o encontro.
*Dizem que o barzinho da ARI será "terceirizado".Só
assim vão tirar de lá aqueles amendoins
que são a alegria dos dentistas, isto pra quem
ainda tem dente.
* Que pena que o Odilon Lopes - cinegrafista e fotógrafo
- morreu. Foi o único que filmou a saída
de Jango pro Uruguai.Passou a noite de "campana"
na casa, localizada na avenida Cristovão Colombo,em
Porto Alegre, onde Jango estava reunido com seus correligionários.
Dizem que o útlimo diálogo, lá no
fim da madrugada ,entre Jango e seu cunhado Leonel Brizola
teria sido este:
Brizola:
- Presidente, vamos resistir. Temos condições.
Jango:
- Brizola, por ir atrás de tuas opiniões
é que eu me encontro na situação
em que me encontro...
Brizola,irritadissimo:
- Vai rengo filho da puta. Tu nunca mais vais voltar vivo
ao país.
Se foi verdade, Brizola fez uma profecia.
Houve uma vez um
verão
Histórias de veraneios
A Edel(incorporadora) tinha comprado um terreno em Morro
dos Conventos, no município de Araranguá,
no ano de 1976 pra fazer lotes de casas de veraneio.Um
dia o chefe de reportagem João Baptista Aveline
me avisou meio constrangido, num fim de tarde que no outro
dia de manhã, faríamos uma pauta "
regalito" . No carro do dono da Edel, Flávio
Scaf, iríamos a Morro dos Conventos participar
do lançamento do loteamento,onde haveria um almoço
com a imprensa.Não recordo quem foi de fotógrafo
mas acho que foi o falecido Armênio Abascal, o "
Cotia" que cada vez que ia ao banheiro voltava a
milhão.Estava sempre chapadão na hora de
trabalhar, mas suas fotos são grandes fotos.
Cedo, no outro dia me apresentei, na redação
e quando vi estacionou um Galáxie na frente do
jornal, na av.Ipiranga,1075. Dele saiu um homenzarão,fanfarrão
que entrou no jornal. E se abraçou no velho Aveline.
Eram conhecidos de outros carnavais. Flávio Scaf
havia trabalhado se não estou enganado como copidesque
da ZH e fora em tempos de estudante, ou comunista, ou
simpatizante do PCB.Isto pro velho Aveline, comuna assumido,
era uma credencial e tanto.
O velho chefe de reportagem nos levou até a porta.Despediu-se
de nós aos gritos,almejando boa viagem e nos recomendado
ao seu ex-colega de partido e de profissão.A viagem
foi muito boa, comemos bem mas a matéria foi uma
merda. Um baita regalito onde só podemos falar
bem do loteamento que patrocinou a cobertura de Praias
da ZH no verão de 1977.
Houve uma vez um
verão II
O que é a força de um
jornal.
Na cobertura de praias como a chamávamos, veranistas
em geral, moradores, autoridades, prefeito, vereadores,
donos de bares e de hotéis tinham um medo que se
pelavam de levar uma " bandeira preta". Era
um pé no saco levar uma bandeira preta. Gol contra.Pra
dar uma bandeira preta tinha que pensar duas vezes. Senão
dava rolo...Geralmente era assim pro barulho dos carros,
pra farofagem em geral. Agora quando um estabelecimento
levava, o cara perdia a freguesia por alguns dias. Depois
voltava.
Já uma bandeira branca pruma autoridade muninicipal
ou mesmo estadual enchia a bola do cara. Mas geralmente
os repórteres despersonalizaram as bandeiras brancas,
pra não encher muito a bola dos caras.
Nobel da Paz visita
a Câmara nesta quarta-feira
O engenheiro Sérgio Trindade, co-ganhador
do Prêmio Nobel da Paz de 2007, juntamente com o ex-vice
presidente norte americano Al Gore, visitará a Câmara
Municipal de Porto Alegre nesta quarta-feira (7/1). Será
recebido, às 15 horas, pelo presidente do Legislativo,
Sebastião Melo (PMDB), no Salão Nobre da Presidência.
Trindade, que é brasileiro, vem ao Estado com o objetivo
de divulgar tecnologias para a diminuição de gases poluentes.
Na Câmara, ele concederá entrevista à imprensa sobre aquecimento
global e a Amazônia. O engenheiro é mundialmente reconhecido
por seu trabalho com energias alternativas e renováveis,
especialmente o etanol combustível.
Erico Sauer

Olides,
Esta foto é do Erico Sauer que tinha o apelido
de "bom cabelo" com a camisa do Estrela F.C.
nos anos 60. Na época trabalhava na Rádio
Alto Taquari e atuava pelo Estrela.
Rudimar Thomas
Desempenho de dezembro
e pedido de desculpas!
Com todos os percalços do mês
de dezembro - saída de férias do web( saiteiro)
Márcio e substituição por um temporário,
Vando, mesmo assim, o site obteve 6.033 acessos. Quero
aqui agradecer a preferência e escusar-me pelos
dias em que não foi atualizado. Site que não
é atualizado, kaput. O leitor não volta.
Sei por mim. Seguidamente o Nelson Moura me reclama no
" serpentário" quando o web( saiteiro)
não consegue colocar de manhã cedo a matéria
no ar. Estou na " capi" como dizia aquele contínuo
maluco da Standart Publicadade de fatos,historinhas interessantes
e inusitadas pro mês que estamos em curso. Promessa
é dívida.Obrigado e bom 2009 aos leitores.
Memória da Imprensa
Na sucursal do Jornal do Brasil Mitchell
mandava os " tocos" de volta com memorandum
Foto: Acervo Lauro Dieckman
José Mitchell,de óculos, em festa patrocinada
na casa do distribuidor do JB no RS, junto
com colegas Alexandre Garcia(comendo churrasco) Lauro
Dieckmann,e outros
"Pronto, lá vai o´certinho´
mandando entregar o presente de volta" irritava-se
o motorista Davi, da sucursal gaúcha do Jornal
do Brasil, nos anos 70, quando o chefe da sucursal,José
Mitchell(hoje pauteiro da RBS TV e com um programa na
TV Com, aos domingos).A sucursal já tinha saído
do prédio da ARI, na Av. Borges de Medeiros, 915
e se mudara para o Morro Santa Tereza onde hoje está
a rádio Cidade. Mitchell,lembra um integrante da
redação daquele período costumava
receber os " tocos" de fim de ano,abri-los na
frente dos subordinados. Depois chamava a secretária,mandava-a
fazer um memorandum e o motorista tinha que ir devolver
o toco e trazer de volta o memorandum assinado como recebido.
- Era um saco, lembra este ex-colega. Nós tudo
louco prum toco, mas o Mitchell mandava devolver tudo.
Por isto o Davi o chamava de " Certinho".
Na redação do JB, por causa deste rigor
do Mitchell com as matérias que os demais veículos
davam e com os colegas eles até inventaram uma
anedota: dziam que quando o Mitchell iria fazer o amor
com a mulher Maria, ele pedia um tempo e olhando o jornal
da concorrência dizia:
- Deixa eu ver aqui se eles deram este assunto...
Tudo,claro na maior brincadeira porque os subordinados
do José Mitchell sempre o respeitaram muito.
Coleguinhas
* Recupera-se bem a fotógrafa
Aninha Lopes de Almeida, esposa do jornalista Carlos Bastos,
que foi operada,ontem,dia 5/01 de um pé.Caiu e
machucou-se antes da virada do ano.Aninha fez história
na fotografia gaúcha: foi a primeira fotógrafa
do jornal Zero Hora e isto que tinha lá o "
machista" do Telmo Cúrcio da Silva mandando.
* Presidente do sindicato dos Jornalistas-RS,Zé
Nunes, entrou em férias.
* Fotógrafo Marquinhos, da Assembléia Legislativa
do Estado,levou pra praia livro Abaixo a Repressão
do Rafael Guimarães pra ler nas férias.
*Fotógrafo lendo, olha, não é comum.
Nada contra os "lambe-lambe", mas,enfim...
*Época ruim de notícias esta. Jornalista
sofre...
* Ex-deputado estadual do PT, Flávio Koutzi é
assessor especial do presidente do Tribunal de Justiça
do Estado.
*Duas ex-mulheres do fotógrafo Nico Esteves são
professoras no Jornalismo da Unisinos: Taís Furtado
e Beatriz Marocco.
* Narrador Mário Lima está em Criciúma.
Coleguinhas - Eu
X Eles

O " Inspetor" não era muito chegado às
letrinhas
Conhecido entre os colegas por "
Inspetor" - segundo Luis Claúdio Cunha por
causa de semelhança física que Erni da Cruz
Quaresma tinha com os policiais -nos anos 70, do século
passado,mas também por " Quá-qua",entre
os vários jornalistas gaúchos que viveram
em Nova Iorque nos anos 80,(entre eles o de Garruchos,
Luiz Alberto Scotto ) Quaresma nasceu em Porto Alegre
em 15.06.1947 filho de Laudemar Valentim Quaresma e Vilzomar
da Cruz Quaresma .Começou a profissão no
Diário de Notícias,localizado na rua Sete
de Setembro,1123, como repórter. Depois trabalhou
no Correio do Povo e na Folhinha da Manhã, do Grupo
da Caldas Junior.
Quaresma foi depois para a sucursal Globo onde brilhou
muito na cobertura do caso " O seqüestro dos
uruguaios"( tão bem narrado no livro de Cunha),onde
teve seu grande momento, fazendo inclusive vários
frilas pra Veja, na área policial.
Investigativo
Isto aí que chamam hoje em dia de jornalismo investigativo,
Quaresma fazia diariamente nos anos 70,quando começou
na profissão.Não havia assunto cabeludo
na Polícia que ele não levantasse. Havia,um
porém: na hora de bater a matéria, era um
parto. Ele chegava na redação,geralmente
por último e começava a caminhar e a conversar
com os colegas. O editor de Polícia da Folhinha
- pelo menos nos dois meses de março e abril de
1974 quando trabalhei lá - era o Osmar Trindade
que enlouquecia com as amarrações do Quaresma.
Quando não dava mais pra esperar, botavam um copidesque
do lado dele e ele " vomitava" a matéria.
Diário de Notícias
Ficou muito conhecida uma matéria que ele fez em
começo de carreira ainda no Diário de Notícias.Foi
o chefe de reportagem Eloyde Rodrigues(ex-cunhado do atual
presidente da ARI, Ercy Pereria Torma) quem lhe deu uma
missão: passar-se por mendigo e ficar embaixo do
viaduto Otávio Rocha pra ver quanto ele recolheria
em três dias.Pro Quaresma ficar ainda mais "
mendigo" colocaram um naco de carne vermelha dentro
dele, que era pra sangrar, lembra Luis Carlos Vaz, seu
colega de redação.
Quaresma levantou uma boa grana nos três dias,enquanto
o fotógrafo Baru Derquim,de longe, o fotograva.
Depois do terceiro dia, missão cumprida, Quaresma
foi mandado imediatamente ao Uruguai, mais precisamente
a Montevideo cumprir outra pauta. Provavelmente um seqüestro
político dos Tupamaros, que estava muito em voga
na primeira metade dos anos 70.
E um colega do Quaresma fez o texto da matéria
do "mendigo" que ficara embaixo do viaduto Otávio
Rocha pro jornal poder aproveitar as fotos que o Baru
tinha feito.
Do primeiro casamento com Vera Maria( 07.08.1948) nasceram
Adriane( 25.02.1968 ) e Lisiane( 21.07.1971). Depois Quaresma
casou com Heloiza, que é natural de Lajeado e que
foi correspondente do jornal O Globo em Nova Iorque,durante
anos.
Mistério
Duas duas vezes que estive em Nova Iorque, no passado,
em nenhum contatei com o colega, pelo simples motivo que
ele não dá endereço e telefone para
ninguém. Deve ter experiência de como se
comportam os brasileiros com outros conterrâneos
quando no Exterior. Vai ver que é por isto que
ele não me deu nem fone,nem endereço.
Mas sou sabedor de que mesmo já com cidadania norte-americana,
Quaresma não perdeu seu tic-tac de repórter.
Quando João Figueiredo era presidente( o último
da era militar) e ia a Nova Iorque falar nas Nações
Unidas, Quaresma tinha um capricho particular. Como tinha
" amigos" entre os funcionários da Varig,
ele ia no Presidente Kennedy saber quanto mercadoria a
primeira dama, dona Dulce Figueiredo tinha comprado e
embarcara ao Brasil. Coisas de repórter,enfim.
Palanque
* Vereador Celso Lopes(PDT)de S. Borja
começou o ano a mil. Já entrou com projeto
que determina que os órgãos públicos
possuem 20 minutos pra atender o cidadão. Lopes
está valorizando seu mandato a frente do legislativo
sanborjense. Ele entrou lá por uma mínima
diferença de seis votos.
Foi um tremendo sufoco no dia 3 de outubro do ano passado.
Toda a cupinchada do Lopes se reuniu no seu hotel Executivo,dele,
e às vezes ele ficava na frente, outras ele ficava
atrás de outro candidato a vereador do mesmo partido.
" Derrubaram até metade dos vidros da porta
de entrada. Foi uma loucura,conta um funcionário
do Executivo". Lopes,filho de um livreiro,fundador
da Feira do Livro de S. Borja, já concorreu a prefeito
mas levou uma " surra" do falecido Jucão
Alvarez.(PP).
Sua meta é não concorrer mais no próximo
mandato. É conhecido também pelo apelido
de " Cabeça" - por causa do volume avantajado
de sua testa.Outra alcunha de Lopes é " camundongo"
porque de pequeno tinha a testa branca, como um camundongo.
*Serafina Correa já tem novos dirigentes. Com muitas
bandeiras vieram das capelas, os partidários do
novo prefeito Ademir Antônio Presotto(PP) para a
posse feita às 18 horas do dia 1/01/2009 realizada
no Clube Gaúcho, no centro da cidade.Agora é
esperar pra ver o que se cumprirá de promessas
feitas na campanha. O prefeito que saiu, o Valcir Reginato,
o Polaco, já estava há 12 anos prefeitura.
4 como vice de Jacir Salvi e 8 como prefeito.Há
gente na cidade querendo que coloquem uma estátua
do Polaco na Praça Pio XII, como fizeram com o
falecido prefeito Irceu Antônio Gasparin.
* Deu tudo certo na posse dos vereadores da Capital no
dia 1/1/2009 na Câmara Municipal junto com a posse
do prefeito Fogaça. Mas teve gente que estranhou
que na posse realizada depois na Prefeita Municipal teve
alguma confusão com alguns credenciados podendo
subir até o gabinete e outros com crachazinho cor
de rosa que não passavam da entrada.
Dialeto de Foz
do Iguaçu!
Assim, como existe o "portoalegrês"
- que o professor Luís Augusto Fischer muito bem
apresentou em seu diciionário - este fim de semana,
uma leitora teve acesso a um termo que só se usa
em Foz do Iguaçu, no Paraná. Vamos chamá-lo,então
de " foziguaçudez". Estavam levando uma
guria de apenas 12 anos num carro pra rodoviária
de Porto Alegre, o motorista é extremamente religioso
e a guria saiu-se com esta expressão:
- Aquela mulher estava muito EMBOÇETADA. Isto mesmo.
Foi isto que a minha leitora ouviu da boca da guria.
Ela queria dizer que a guria estava estressada. Cruiz
credo,então.
Memória
das Enchentes de Araranguá
Enchente em Arararanguá(SC) dá
todo ano,ou quase todo ano. Assim, quem perdeu uma, não
se preocupe, terá no outro verão outra.Ontem
de manhã, o repórter da rádio Guaíba
que está lá fazendo a cobertura(perdão,
não anotei seu nome) entrou no programa do Mendelski
dizendo que os " catarinas" dizem ser esta enchente
a maior depois de 1974. Santo Deus, tem concurso até
de que enchente foi maior. Vai ver qualquer dia vai ter
prêmio pra maior enchente. Não é de
duvidar mais nada.
Mendelski colocou a opinião dele (embora não
seja muito de fazer isto) e lembrou de quando esteve em
Araranguá(SC) como repórter da Folhinha
fazendo a cobertura da maior enchente que dizem os moradores
aconteceu naquele ano. Vai aí um depoimento da
professora Heloiza Golbspan Herscovitz( agora acho que
acertei o nome dela) mandado tempos atrás lembrando
daquela famosa enchente,eis que ela a enfrente. Eis,então,seu
pequeno relato:
" Também vivi uma experiência incrível
lá na grande enchente de Tubarão, em 25
de março de 1974. Eu e mais uma amiga e um amigo,
o escritor Ernani Sso, que era meu colega no jornalismo
da PUC. Em Garopaba não chovia e achamos que dava
pra encarar a estrada de carona.
Foi um susto. A Br estava bloqueada pela chuva em vários
pontos com o asfalto quebrado. Levamos três dias
para chegar em Porto Alegre. Perdemos os sapatos,ficamos
sem dinheiro e atravessamosw o que sobrou de estrada com
água no pescoço. Nos postos de gasolina
serviam um sopão de graça. Vimos cachorros
em cima de telhados decasas cobertas pelas águas,
operários fugindo ainda de capacete dasempresas
de Tubarão e que nos ajudaram muito, dormimos na
porta de uma igrejinha na estrada e amanheci com um viralata
me lambendo a cara. A região ficou isolada. Morreram
200 pessoas. Quando cheguei em casa, minha família
pensou que eu tinha morrido por causa das notícias
no Jornal Nacional. O Ernani Rosa, hoje escritor conhecido
como Ernani Sso, deve ter escrito sobre essa aventura."
Coleguinhas - E
X C L U S I V O !
FRILA do ESTADÃO no RS é
atropelado por moto e acaba na UTI do MOINHOS
Já está melhor o estado de saúde
do repórter frila do Estadão no RS, Carlos
Alberto FRUET,56 anos, o " Beto" que na noite
- 21h15 min- do dia 04/12/2008 foi atropelado na frente
de sua casa, na rua Francisco Ferrer, no bairro Petrópolis,
por um motoqueiro.
Fruet estava chegando em casa ,depois de mais um dia de
trabalho. Ele desceu do ônibus na parada em frente
a sua casa - fica defronte ao Hospital de Clínicas
e quando foi atravessar a pista da avenida Protásio
Alves( tráfego no sentido bairro-centro) viu dois
carros, mas não percebeu um motoqueiro que se metia
no meio deles.
A batida foi frontal.No prédio do segundo andar,
em frente a avenida Protásio Alves, a filha de
Fruet ouviu uma batida,sentiu algo ruim, e avisou à
mãe.
- Minha filha ouviu uma batida forte. Me disse: mãe,dá
uma olhada, foi coisa feia. Acho que ela intuiu que fora
com seu pai e ficou com medo de ir ver.Eu fui na janela
e vi aquela homem estirado no chão, com uma baita
poça de sangue. Reconheci que era o " Beto"
pelas pernas, conta,ainda muito aflita e apreensiva, a
esposa do jornalista.
Calvário
Quando a esposa de Fruet correu pra baixo,junto ao corpo
do marido estirado no chão, junto a uma poça
de sangue( ele feriu-se muito na cabeça com o choque
da moto ) os taxistas do ponto loclaizado na esquina da
Francisco Ferrer com a Protásio, já tinham
chamado uma ambulãncia do HPS." Fomos correndo
pro HPS".
Dentro do HPS, Fruet recebeu os primeiros socorros e depois
foi levado para o Hospital Moinhos de Vento( ele possui
um cartão de seguro saúde).
- O médico me disse que tive muita sorte porque
em 98% deste tipo de acidente, o paciente entra em coma,
conta ele, instalado numa espécie de " cama
de campanha" agora já em casa.
Num dos dias que estava no HPS,quando descia de uma maca
para outra, uma das enfermeiras, lhe disse:
- Aquele camarada que passou aí naquela outra maca
foi o motoqueiro que te feriu.
Também ficou bstante machucado.
Carlos Alberto Fruet foi durante alguns anos "setorista"
do Grêmio na Zero Hora. Depois que saiu do jornal,
ficou trabalhando como autônomo de várias
publicações,entre elas o Estado de S.Paulo.
É um dos profissionais mais cuidadosos e sérios
na apuração dos fatos com quem já
trabalhei.
Coleguinhas
* Telmo Flor, diretor do Correinho,
é um verdadeiro " diplomata da comunicação" Está se mantendo
no cargo depois de um ano que a Igreja Universal - leia-se
Record - comprou a Caldas Junior.
*Assim que a IURD comprou a Caldas, Dom
Dadeus Grings, arcebispo metropolitano de Porto Alegre,
que assinada todos os domingos a coluna a Voz do Pastor,
publicada pelo Correinho, foi sondado pra ir de malas
e apetrechos pra Zero Hora levando,evidentemente sua coluna
dominical. Ele consultou alguns católicos que o aconselharam
a ficar onde está.
*Programa do Leonardo, ontem,dia 04/01
na rádio Guaíba, ficou claro que era gravado. A uma certa
altura, mesmo indo ao ar no dia 04/01, ele disse: espero
que em 2009 ele continue conosco...
*O vice-presidente da ARI comentou com
alguns colegas sua insatisfação pela desclassificçaão
de uma matéria no recente Prêmio ARI de Jornalismo do
seu filho Andrei. Tudo porque ,alega Batista, ele não
mora aqui. Tem que ver o que diz o regulamento...
Coleguinhas

O " ecochato" Juarez Tosi(
de óculos ebarba) quando não está
trabalhando na Procuradoria do Ministério Público
Federal ou divulgando a ecologia, vai ao Olímpico
torcer pelo Grêmio. Aqui na foto junto de uma turma
de gremistas, vindos de Serafina Correa, especialmente
para ver este jogo do Grêmio contra o São
Paulo F.C em 2007.
Memória
da Festa da Uva
Valter Gomes Pinto salvou a " cabeça"
da Rainha da Festa da Uva de 2000!
A rainha da festa da Uva, de Caxias do
Sul,Fabiane Bressanelli Köch em 2000, teve a cabeça
salva pelo diretor corporativo da Marcopolo, Valter Gomes
Pinto naquele ano também do corpo diretivo da Festa
da Uva.Em 20 de janeiro daquele ano, ela deixou que sua
irmã - gêmea Danielle desfilasse no seu lugar,
assumindo o papel de rainha, em plena avenida Sinimbu,
no centro de Caxias do Sul. E o público fez o papel
de otário.( muitos gaiatos,pra variar lembraram
a lenda do "galo" de Flores da Cunha,quando
um palhaço foi lá e iludiu todo mundo,fugindo
pela porta dos fundos e levando a renda do ingresso).
Valter Gomes Pinto era então diretor e do staff
da Festa da Uva e achou que do limão poderia fazer
uma limonada.:
- Ganhamos mais centímetros na imprensa nacional
com a notícia da troca das soberanas da Festa da
Uva do que com o evento em si comemorou ele.
Na noite em que Fabiane Bressanelli Köch iria ser
" cassada" - lhe tirariam o título -pela
direção da Festa da Uva porque o assunto
pegara muito mal,Valter garantiu aos demais colegas que
conseguiria que Fabiane fizesse um pedido público
de desculpas. Esta seria a saída.para não
" cassá-la".
- Não adianta,alegaram os colegas de Valter. Ela
é muito orgulhosa e não vai pedir desculpas
em público.
- Vai sim,apostou ele.
Às 23 hs, ele foi até a casa de Fabiane
e de lá trouxe o que prometera aos colegas de diretoria.
A cabeça de Fabiane foi salva e ela continuou seu
" reinado" como Rainha da Festa da Uva 2000.
Quem contou numa rádio de Caxias do Sul que Fabiane
havia cedido o " trono" pra irmã gêmea
desfilar no dia 20/0/2000 foi a mãe das gêmeas."
Ela( a mãe) poderia ter tornado público
isto depois de um ano " disse Valter,entre sorrisos.
Mas ele salvou a cabeça da Rainha da Festa da Uva
de Caxias, no ano 2000, como bom conciliador que é.
Memória
Olides,
Esta foto foi tirada nos anos 80 quando o Antonio Augusto
veio para Comentar um clássico entre Estrela e
Lajeadense realizado em Estrela e que terminou empatado
em 1 a 1.
Abraço
Rudimar Thomas
Respingos da posse
de José Fogaça e dos 35 vereadores de Porto
Alegre na tarde do dia 01/01/2009
* Quando cheguei na Câmara Municipal,ontem,dia 01/01, ouvi uma voz que vinha dos banheiros femininos.E vi que era profissional. Tinha ali alguém ensaiando. Era a Fátima Gimenez, que depois cantou na posse de Fogaça e dos vereadores.
*Pontualmente, na hora aprazada-16hs - iniciou a sessão de posse dos vereadores de Porto Alegre e em seguida do prefeito e vice.
*A ausência da Governadora Yeda na solenidade, pelo menos na Câmara Municipal, indica que ela já sabe que irá bater de frente em 2010 com alguém que ontem tomava posse,ou seja, com José Fogaça. E ela não quis encher a bola de um provável adversário.
* Presença de três deputados federais na posse de José Fogaça e dos vereadores: Germano Bonow(DEM) Luciana Genro(Psol) e Vieira da Cunha, do PDT.
* Dom Dadeus Grings,arcebispo de Porto Alegre,também esteve nas posses.
* Presidente da Fiergs, Paulo Tigre, também prestigiou posse de José Fogaça e dos vereadores.
* Presidente da Federasul José Cairolli não esteve na posse de Fogaça e dos vereadores. A entidade se fez representar.
*Quando foi chamada, a vereadora do PSOL, Fernanda Melchionna Silva foi até a mesa abrigada numa bandeira da Palestina.No começo da solenidade, militantes da causa palestina abriram uma faixa com os dizeres: " chega de massacre em Gaza". Não foram importunados pela segurança.
* Sebastião Mello(PMDB) foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal.Fazia 20 anos que isto não acontecia.Os últimos a se reeelegeram foram Cleom Guatimozim e Aloisio Filho.
* Fotógrafos fizeram a festa na frente dos políticos. Hugo Scotte,fotógrafo do Psol, Edison Castêncio, do site dele, Alfonso Abraham, do prefeito Fogaça, Ricardo Giusti, do Correio do Povo, circularam livremente pra cima e pra baixo pra fazer seu trabalho.
* Quando assumiu seu compromisso como vice-prefeito, o já calejado sindicalista - político José Fortunatti( nascido em Flores da Cunha) ficou com a voz embargada. Ele já fora eleito vice-prefeito de Tarso Genro e era,então,quando estava no PT, sua vez de concorrer a prefeito. Mas foi "bigodeado" pela trinca Olívio-Tarso-Raul e ele agora está com amplas possibilidades de assumir como prefeito eleito,caso José Fogaça saia pra concorrer ao governo do Estado ou então a senador.
*A vereadora Fernanda,do Psol, vai " apagar" o brilho do Pedro Ruas, que mais velhusco, seguramente perderá espaço na mídia pela colega que chega na Câmara Municipal com todo o gás.
* Beto Moech,reeleito vereador pelo PP, não emplacou novamente a Secretaria do Meio Ambiente. Ela ficou com o professor Garcia. Seguramente pesou nisto as declarações(desastradas do ponto de vista político) dele sobre possível corrupção entre os colegas na votação do Pontal do Estaleiro.
* O público que se fez presente tanto dentro do recinto da Câmara Municipal como o que viu pela telão do lado de fora vibrou quando Sebastião Mello,dirigindo os trabalhos, pronunciou os nomes de Maurício, Pancinha,Brazinha,entre outros.
* Fátima Gimenez, que cantou Querência Amada,do Teixeirinha( virou um hino informal do Estado) foi acompanhada do violonista Maurício Marques.Fátima cantou ainda o hino oficial de Porto Alegre, e o Hino Riograndense.
* Todas as informações que dei dias atrás sobre as manobras que o PDT faria, como puxar três suplentes, se confirmaram. Na mosca.
* Carlos Todeschini(vereador do PT) assumiu a presidência da mesa e chamou o vereador Tarciso de "Tarciso Flecha LIGEIRA". É Tarciso Flecha Negra,seu nome de guerra. Muita gente riu da gafe.Um presente lembrou que existiu um jogador de futebol chamado Flecha Ligeira,era ponta-direita e jogou no Palmeiras, em São paulo.
*Políticos de todos os naipes e cabos eleitorais, lideranças comunitárias e lideranças empresariais e religiosas formaram o público que encheu o plenário,ontem,dia 01/01/09 pra posse dos 35 vereadores e do prefeito e vice.
* Na votação da mesa diretora,apenas dois votos contra. Eram,seguramente, do PSOL. 33 votos foram a favor.
Memória da Imprensa!
Mitchel,do Jornal do Brasil, mandava de
volta os " tocos" de fim de ano que lhe mandavam de
brinde.

Quem lembrou-me do episódio foi o fotógrafo Luís Antônio Guerreiro, que trabalhou na sucursal do Jornal do Brasil,quando era chefiada pelo José Mitchell. E como estamos em época em que as empresas costumam presentear jornalistas em redações,lembrei-me do fato. Diz o Guerreiro que mandavam presentes pro Mitchell que os recebia pessoalmente.
Ato contínuo, ele mandava a secretária escrever um memorando. Guerreiro viu Mitchell fazer isto com um presente de final de ano vindo de uma indústria de celulose muito conhecida, implantada à beira do rio Guaíba.
Depois de escrito o memorando, José Mitchell chamava o motorista Davi e o incumbia de ir pessoalmente devolver o presente à secretária do diretor que o enviara.