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Jango completaria 91 anos este dia primeiro de março

Neste domingo,dia primeiro de março, o falecido presidente Jango Goulart completaria 91 anos se vivo fosse. Nascido em sua residência,em Itacurubi,2 distrito de S.Borja - hoje município - Jango Goulat tinha em família o apelido de Janguinho.Filho do pecuarista Vicente Rodrigues Goulart e de Dona Vcentina Marques Goulart,ele ingressou na política na eleição de 19 de janeiro de 1947, com o dedo do presidente auto-exilado em S. Borja, Getúlio Vargas.

Na verdade, Jango é o filho político de Getúlio Vargas.

Dizem os biógrafos que Getúlio o conheceu durante uma festa,ou um comício político e quando Jango falou, Getúlio ouvio-o atentantamente e dirigindo-se ao pai do jovem,comentou:
- Este seu filho vai ser político. Ele fala muito bem.
- Não Dr. Getúlio, respondeu Vicente, este vai cuidar das terras que me custaram tanto sacrifício. Eu já estou velho e ele ficará cuidando das irmãs e da Vicentina.

Jango teve um irmão,Ivan, mas este faleceu muito moço, de um câncer.

Na juventude, Jango foi comprador de gado dos frigoríficos Swift Armour . Segundo se diz em S. Borja, ele tinha tanta prática que sabia contar quantas cabeças de gado havia numa tropa. O gado que ele comprava era depois embarcado via férrea para os matadouros nos frigorifícios e ele ganhava uma comissão na negociação. Ficou rico desta forma.

Na primeira eleição para deputado estadual Jango Goulart fez 1.653 votos em S. Borja( muito voto)289 em Alegrete,642 em Santiago do Boqueirão,507 em Itaqui,503 em S. Luiz Gonzaga. Elegeu-se com 4.150 votos.

Jango ascendeu rapidamente na política e foi duas vezes vice-presidente da República: uma de Jânio Quadros( a famosa dupla Jan-Jan, que o próprio Jânio Quadros apoiou por baixo do pano) e antes fora vice de Juscelino Kubitchek de Oliveira. Tornou-se o presidente com a posse em 7 de setembro de 1961,depois do episódio da Legalidade ( seu cunhado Leonel de Moura Brizola,governador do Rio Grande do Sul, garantiu sua posse porque os militares se opunham a que fosse cumprida a Constituição).Em março de 1964, antes de completar seu mandato, teve que fugir do país, diante de um golpe partido de Minas Gerais, coordenado por Magalhães Pinto e pelo General Olímpio Mourão.

Leonel Brizola,então deputado federal pela Guanabara, queria que Jango resistisse a partir de Porto Alegre,nomenado-o Ministro da Justiça e ao general Ladário Telles, comandante do III EXército fosse feito Ministro da Guerra.

Diante da certeza do derramamento de sangue, Jango preferiu asilar-se no Uruguai.
A reunião em que tomou esta decisão foi feita na casa do Exército localizada na esquina da av. Cristóvão Colombo,com Carlos Von Koseritz. Depois de uma noite toda de discussão, no final da madrugada, Jango pediu que preparassem um carro para deixá-lo no aeroporto, de onde voou para S. Borja e de lá foi para Montevideo para nunca mais voltar vivo.

Foi,aliás o único presidente brasileiro que morreu no exílio.

Jango por causa de suas desavenças com o cunhado Leonel Brizola, passou 12 anos sem falar com o ex-governador gaúcho, mesmo ambos morando no mesmo país.
Até que uma tarde o escritor Josué Guimarães levo-o a casa de Brizola e lá os dois ex-aliados políticos conversaram uma noite toda.
Poucos meses depois Jango faleceu na sua fazenda , a estância de Villa Mercedez,na província de Corrientes, na Argentina. Eram 22 h30min. Há muita
especulação de que ele também seria uma vítima da Operação Condor - a operação motnada pelas forças da repressão no continente sul americano nos anos 70 para fazer desaparecer inimigos políticos. Estive nos anos 70,depois da morte de Jango, em Curuzu Cutiá investigando algum indício mas nada localizei naquela lugarejo do interior argentino.

O regresso do corpo de Jango para ser enterrado em S.Borja, no jazigo da família, foi uma operação da qual participou principalmente Almino Afonso, que fora seu ministro do Trabalho.Os militares queriam que Jango fosse enterrado ainda no dia 7 de dezembro de 1976, mas o cortejo fúnebre veio lentamente de Uruguaiana até S.Borja pra chegar em S.Borja na hora em que os enterros não são mais realizados. Alguns carros até propositadamente furaram pneus e atrasaram a viagem. Assim, o corpo de Jango ficou exposto a noite toda na catedral de S. Francisco de Borja.

No dia do enterro,8 de dezembro, os policiais militares não queriam deixar a população tomar o caixão do ex-presidente mas os jogadores do S. Borja , que tinham forte preparo físico assumiram a tarefa e garantiram que o caixão fosse carregado pela população. Foi a primeira vez que se viu uma bandeira da Anistia no período da ditadura militar.Ela foi estendida por Mila Cauduro, Lícia Perez, Neusa Brizola, encima do caixão do presidente morto. A polícia nada fez.

Coleguinhas - Eu X Eles

A militante do MR-8 que virou diretora do Folhão.

Conheci a Eleonora de Lucena - casada com o Rodolfo Lucena, que tinha o estranho apelido dado pelo Luis Oscar Matzenbacker de " magro macacão": é que o gajo usava sempre um macacão e "magro" era como chamavam os repórteres alternativos na ZH dos anos 70 - na segunda metade dos anos 70,quando ela iniciava na profissão de repórter no setor de Geral da ZH.

Vinha do Colégio de Aplicação da UFRGS e fizera jornalismo na Fabico.Mas andava até os cabelos enfiada na atividade política, ligada ao MR-8, o clandestino partido q1ue combatida a ditadura militar e que tinha na epoca entre seus militantes o atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, o ex-deputado César Busatto,entre outros nomes de menor projeção.

Eleonora andava sempre com um pacote de fichas de filiação ao MDB(Movimento Demcorático Brasileiro) e sei de vários jornalistas que assinaram ficha no partido,através dela. Vinha com aquela fala mansa,sedutora pra cima dos incautos.

Eleonora depois foi embora para S.Paulo e só voltei ouvir falar dela quando ascendeu na profissão. Uma vez fui visitá-la no Folhão, como os paulistas gostam de chamar o jornal dos Frias,e ele apesar de ser hora de fechamento foi tomar um cafezinho, ou então jantou no refeitório.

Depois perdi o contato com ela, mas sempre torcia pra ela quando a via no Roda Viva, da TV Cultura, entrevistando o presidente Fernando Henrique Cardoso. Como Lula não dá entrevistas e muito menos em Roda Viva - uma vez levaram o nosso atual presidente lá, deram um livro em branco pra ele sobre a história do programa e como o livro ainda era apenas pró-forma, ele disse que este era o tipo de livro que ele gostava, não teria o trabalho de lê-lo( pra ver se pode!).

Tudo isto me lembrei agora quando vi uma discussão no blgo da colega Lauro Peixoto sobre um fato que sempre caiu meio desabonatório sobre o Folhão, que os donos teriam emprestado carros a Operação Bandeirantes, do Doi-Codi, pra prender perseguidos políticos. Ficou a mancha!

"Tonho" morreu moço depois de ver o fim do império do pai!

Francisco Antônio Caldas, filho do todo poderoso dono da Cia Jornalística Caldas Junior morreu de um câncer, aos cinquenta e poucos anos, quando o pai já tinha perdido todo o poder que um dia ostentara.

Bon vivant, enquanto pode, Francisco Antônio - Tonho para os íntimos - trabalhou no Correio do Povo quando o fone da companhia era o 4553. Lá era assistente da diretoria,oficialmente.

Morava na rua Coronel Bordini, 365, onde morou também Breno Caldas. Filho de Ilse Caldas e de Breno Caldas, Francisco Antônio passou a trabalhar no Jornal do Comércio, quando a Caldas Juniro faliu. Lá dirigia o jornal de classificados do Grupo do JC, O Balcão.

Na Companhia Jornalistica Caldas Junior, Tonho foi diretor da Folha da Manhã, o jornal com o qual Breno Caldas tentou agradar a "esquerda" ou um outro filão do mercado.Quando a Folha da Manhã teve que mudar todo um quadro de dirigentes devido a uma matéria onde o jornal denunciava que brigadianos jogavam bola com uma cabeça decapitada Tonho teve que se impor à autoridade do pai. Num desabafo, Breno Caldas teria dito ao filho:
- Acho que quem sabia fazer jornal mesmo eram os comunistas,disse ele referindo-se aos jornalistas que tinham tido "suas cabeças" cortadas -demitidos- por causa da reportagem polêmica que fora publicada.

Segundo uma conhecida, que foi namorada de um dos filhos de Francisco Antônio, ele foi um pai super amoroso ."Sempre íamos no Jornal do Comércio almoçar com ele e ele era muito legal". Ele teve um casal de gêmeos e um deles faleceu num acidente de carro.Alguns meses após seu falecimento, o pai Breno também morreu. Foi o fim de uma família que teve um império jornalistico mas que não soube conservá-lo e que até hoje tem sua imagem mal falada entre os jornalistas por causa disto.

Ah,sim: Francisco Antônio torrava grana com cavalos, mulheres e festas nos áureos tempos de muita grana.Chegava a fechar o Encouraçado Butikin por sua conta,quando tinha muita grana pra gastar. O Butikin era a boate da moda na avenida Independência. Tonho também foi assíduo do bar Gallarin, na Mal. Floriano, no centro de Porto Alegre.

Um serafinese histórico fez 88 anos


João Arroque Filho, à época veterinário prático e posteriormente Gerente da Empresa Unidade de Serafina Corrêa, em frente a uma das repartições. Data:1945

Na última quinta,dia 27/02, João Arroque Filho, completou 88 anos. " Vamos ver a quantos vamos ir",disse-me pelo telefone quando lhe liguei para cumprimentá-lo. Conheço João Arroque desde quando ele era gerente e fiscal do frigorífico Ideal S/A e criança eu ia na sua casa avisá-lo de que os figos estavam maduros e que era hora deles irem buscá-los pra fazer marmelada. Naqueles tempos chamávamos marmelada até pra a figada.
Cestões e cestões de figos pingando mel eram levados por eles para casa. Iam buscar os figos dentro de um carro. Acho que era poucos os carros que existiam naqueles anos 50 e 60 na vila de La Ùndeze, a agora Serafina.
João Arroque Filho foi duas vezes vice-prefeito de Serafina,sempre na gestão de Amantino Lucindo Montanari.Na primeira e na terceira gestão.João Arroque conhece a história do Frigorífico Ideal como a palma de sua mão. Hoje o Ideal é a Perdigão.Está prometendo escrever alguma coisa sobre como surgiu o centro de lazer localizado no rio Carreiro, um dos locais mais movimentados da região.

Fãs


Regina Lemos e Tito Madi. foto da Regina Lemos

Sábado,dia 28/02, Regina Lemos partu de volta a S.Paulo, deixando muitas saúdades em alguns gaúchos por aqui.Mas ao entrar no avião ela virou-se e disse para seus três fãs que foram vê-la embarcar:

VOLTAREMOS!!!!

A vida como ela é...

Os fatos aqui narrados são invenção.Alguma semelhança com a realidade é mera coincidência.

Cotia fugiu com a coleguinha mas ao detalhar romance foi absolvido da demissão!

Cotia era seu apelido. Tinha fama de tripé,entre as mulheres. E naqueles anos se namorava dentro de carros. O pessoal escolhia locais menos movimentados e naqueles anos do começo da década de 70, a moda era ir perto do Beira - Tio, recém inaugurado. A coleguinha era casada com um médico que chamavam de Pavão. Todos tinham ido ao casamento da coleguinha realizado num bairro elegante de Porto Alegre.

Mas a coleguinha se engraçou com o Cotia. Presentinho daqui, presentinho dali, roupa nova pra ele vestir. Até que levou-o até olocal ermo,aquele dos namorados. Ali rolou...

E num feriadão a coleguinha pediu folga ao chefe. Viajaria,ficaria fora dias,precisava daquela viagem. Estranho que o Cotia também pediu folga, mas não entrou os detalhes.

Os dois na verdade foram pruma espécie de lua de mel num litoral que os gaúchos gostam muito.O marido, o Pavão, um dia apareceu no serviço dos dois e queria saber da mulher.Preocupado, porque ela não voltava mais. Na verdade, devia estar com uma pulga atrás da orelha.Alguém delatou os namorados na tal praia e eles tiveram que voltar.

Ela nunca mais voltou ao trabalho. Mas o Cotia foi posto na frente de todos os coleguinhas e com aquela cara de pau que deu lhe deu só queria fumar mais um.
O chefe chamou-o à chincha:
- Se tu me contar pra mim e pra todos nós aqui detalhes deste teu romance, eu te perdoo. Não te ponho pra rua...
Cotia então preparou-se, enrolou mais unzinho. Todos sentaram em volta dele, até o chefinho. Ele Cotia então contou como foram aqueles dias de idílio numa praia que antigamente os magrinhos iam pra comer hongos alucinógenos.

Quarta-feira de Cinzas, ou melhor de preguiça!

O que me chamou a atenção agora ao meio-dia de quarta-feira de cinzas- 25/02 foi a fila que havia na Rua José Montauri, no centro de Porto Alegre,esperando que o SINE abrisse em busca de trabalho.Ué, mas o presidente Lula não havia dito que era apenas uma marolinha? Que marolinha!

Porto Alegre ainda estava lenta, quase parada...

Em duas, três ligações que fiz na manhã de ontem vi logo que a coisa só volta mesmo na segunda,dia 02/03.

Passei domingo,segunda e terça em Serafina Correa, minha terra natal. Nada de mais, fui concluir uma pesquisa que venho realizando há uns quatro anos para um livro.
Descobri algumas coisas interessantes. Como a história de um comerciante, que ficou muito rico e que depois de morto, a população inventou que saía água do seu túmulo.Os filhos que até hoje brigam na Justiça pelo espólio, levaram os restos mortais dele para o Cemitério João XXIII de Porto Alegre.Aqui está livre do falatório geral.

Em Serafina, uma cidade da região da Uva e do Vinho, a 230 km de Porto Alegre, o jornal de maior circulação é o Correio do Povo. Depois vem a Zero Hora, depois o Pioneiro,que tem apenas 3 assinaturas. Na segunda,dia 23/02, na agência do Banco do Brasil, alguém havia deixado um exemplar do Jornal do Comércio. È a primeira vez que vejo o JC em Serafina.
Lá tem um local, o Gazerta Regional, semanal.

Na segunda, Serafina estava suja, não haviam recolhido o lixo. Muito menos na terça-feira de carnaval. Feriadão Total. A praça da Emancipação, localizada entre a rua Tobais Barreto e av. Miguel Soccol, na segunda à tarde, estava uma imundíce. Lixo por todos os lados,garrafas vazias, tudo atirado.

No monumento ao Cristo Rei,outro local de visitação,também havia na segunda sujeira por todo o lado. Fica o registro. Sem estresse, mas esta era a realidade.

Como é um povo trabalhador, a Credeal ( indústria de cadernos) e a Perdigão trabalharam normalmente na terça-feria Gorda.
O sucesso vem sempre depois do trabalho,dizem por aí...

Memória da Imprensa!

A imprensa e os discos voadores!

Volta e meia a imprensa se depara com fenômenos extranaturais, ou os chamados discos voadores.
E conseguem registrar alguma coisa, ou algum sinal. Se existem ou não, é uma questão de fé, mais do que de ciência.Ofotógrafo Octacílio Dias em 4.8.1967 voltava de um treino do Grêmio,quando o chefe de redação Santos Vidarte lhe pediu pra sair com o repórter Bruno Augê ferreira, o "carregador de melancias" porque estavam ligando para a redação do jornal dizendo que várias pessoas haviam visto um disco voador na algura do Morro da Polícia.

Octacilio pegou sua máquina e saíram na Kombi da Caldas Junior.Quando estavam na altura da Assembléia Legislativa do Estado,Octacili viu um grilho do céu, pediu prapararem o carro,desceu armou o triplé e bateu cvinco chapas.
Depois foi até o o porto onde um navio estava chegando do Canal de Suez com os soldados. Ele subiu lá pra fazer mais fotos.Quando chegou no jornal, deu o filme pra o laboratorista que disse que não havia ali foto nenhum. Chegaram a jogá-lo no lixo, mas Walkir Landerdhal, o laboratorista, o juntou e passou para a redação. Breno Caldas, o dono do jornal, ouviu a notícia no Correspondente Renner da rádio Guaíba e telefonou do Haras do Arado pedindo que queria ver esta matéria no " seu jornal". Quando Breno Caldas dizia isto,queria dizer o Correião.

A notícia com a foto saiu no Correio do Povo do dia 05/08/1967. Com o título de Que Fenômeno é Este, o fotógrafo Octacílio Dias acabou ganhando o Prêmio ARi de Jornalismo daquele ano.

Ocupantes do jato viram discos voadores nos céus da Argentina

Uma reportagem sobre discos voadores eu a fiz num jornalzinho alternativo que publiquei nos anos 90.O jornal se chamou Jornal de Bordo e a aparição dos discos voadores aconteceu em 9 de agosto de 1995 ao então presidente da Fuergs, Dagoberto Lima Godoi, ao seu assessor d eimprensa, Marco Antônio Kramer e aos pilotos do jato Falcon 10 João Vicente Cortazzi de Oliveira e Luis Fernando Chaves Eifler.

O Falcon 10 seguia de Porto Alegre a Mar del Plata,quando na altura de Buenos Aires um dos pilotos notou que estavam sendo seguidos por um bólide. Um dos pilotos viu um objeto não identificado que fazia movimentos verticiais(para cima e para baixo).
Chamaram Montevideo pra saber se havia alguma aeronave no espaço, mas não havia. Deu negativo.
Mesmo com o estranho objetivo, eles mantiveram o sangue frio e voavaram a Mar del Plata, onde os executigos tinham compromisso.Entrevistas por mim, confirmaram a aparição.

Carnaval

O blog voltará a ser atualizado dia 25/02. Agradecemos a preferência e acompreensão. O editor

Pedro Ruas, o "vereador-guerrilheiro"!

Foto: Gaudêncio

Pedro Ruas,atrás de Brizola e Lula, em 1998,quando militava no PDT. S.Borja/RS.

Um dos edis mais votados de Porto Alegre,em 2008, o advogado trabalhista Pedro Fagundes Ruas, agora está na trincheira do PSOL, o partido da ex-senadora Heloiza Helena.As denúncias que o PSOL-RS fez na quinta passada,dia 19/02 contra Yeda Crusius e assessores são de grosso calibre.
Mas Ruas, pelo menos, sempre foi meio fã do guerrilheiro Ernesto CHE Guevara. É portanto,chegado numa guerrilha, nem que seja oral. Nos anos 70, esta prática era chamada de " esquerda festiva".Ninguém nunca soube quem cunhou a frase, mas ela pegou.
Ruas, que conheço há tantos anos, aparecia na av. Independência, no teatro Leopoldina( Ospa,depois) com uma camiseta onde estava estampada a foto do guerrilheiro Ernesto CHE Guevara.

Alça de Mira

De um observador da cena local: o ministro da Justiça(PT), Tarso Genro e a deputada federal Luciana Genro(Psol) são aliados.

Coleguinhas

* Sexta-feira,véspera de Carnaval,dia 20/02; meio-dia, aqui do meu lado o repórter Jimi Azevedo da Band A, quase " demole" o teclado do computador.Pá,pá.pá....É o jeito que os repórteres tem de se desestressar. O teclado não tem culpa nenhuma, mas entre o rochedo e o mar, quem leva sempre é o marisco.

*Repórter em geral é visto como " urubu". É que gosta duma desgracinha,gosta.Quando morre num acidente uns 15 ou 20, ele abrem o notíciário, com uma voz tentando disfarçar o sentimento, mas lá no fundo sente-se que estão vibrando:aquilo tem notícia.

*É que nem funerária: que seria do negócio se não tivesse o "presunto". Médico também gosta de doente, principalmente quando o desgraçado é particular. " Querida, peguei hoje um partica" geralmente os médicos anunciam ao chegar em casa quando cai um bom peixe na rede. O resto é hipocrisia.

* Os jornaistas então tem uma relação de ódio com os objetos em que escrevem.Não sei porque , mas é assim: o técnico que durante anos limpou as máquinas de escrever da Zero Hora me disse que algumas, principalmente as da reportagem policial, chegavam até ele mijadas,sim senhor, mijavam dentro. Pode uma coisa destas? Pode porque existiu

* Agora, são os computadores. Pau nos teclados. Melhor, porrada,neles.

*A moça que administra a salinha aqui onde escrevo fica apavorada: estes dias mandaram o cara da TV Record pra Novo Hamburgo. Ele não sabia se ia chegar lá a tempo. ( Deve ter sido no dia que a ministra Dilma andou por lá,deduzo).A Jennifer, do NH, faz duzentas pautas por dia...corre pra cá e pra lá, como uma desesperada...De vez em quando ela tem um ataque aqui que a gente que não tem nada a ver com o peixe,fica escutando. Fazer o que. Quem já esteve no jornalismo diário,sabe como isto é.E o pior disto tudo é que tem muito incompetente mandando. Isto sim é chato. Mandam porque sabem puxar o saco, não por competência.Sobra pra quem está no baixo clero, mas é o preço. Não sei o que se ensina nas faculdades de Jornalismo mas deviam inventar uma cadeira: " Como aguentar um chefe incompetente".

Mmória de bares

" A mi, da-me um bife a cavallo, com dos huevos e papas fritas..."

Vigarista é sempre assim: geralmente boa pinta, boa conversa...

Era uma noite daquelas encomendadas prum filme de terror.Em julho, a cerração havia baixado cedo naquela noite, não eram nem 10 da noite,ainda, e a av. Independência, onde se localizava o Stylo Drink, de Bruno Von Meusel, estava já tomada pela cerração. Um fog londrino, dava a Porto Alegre naquela noite ares de mistério, bem propício,aliás, para os vigaristas agirem.

No Stylo Sereno Chaise e Taio Pinheiro Machado ocupavam a mesa localizada perto do local onde o dono tirava o chopp.

- Hoje,disse Sereno pro Bruno, vais economizar muito,quase tudo.Guarda pra amanhã,acrescentou Sereno,vendo que os fregueses aquela altura não iriam mais sair.

A cozinheira Lurdes - que depois trabalhou no Stylo quando Sereno o comprou - nem tivera trabalho aquela noite.
Até que entrou no Stylo um cara,acompanhado de uma mulher mais um terceiro sujeito.
Sentaram na mesa e o que parecia comandar o trio fez, num portunhol brabo, um pedido ao garção:
- Yo quiero uno bife a cavallo,dos huevos e papas fritas pediu ele mas solicitou que fossem porções generosas.

Sereno logo viu que o portunhol do cara era enjambrado, que aquele cara não era castelhano porra nenhuma, que era um vigarista querendo se passar por um empresário castelhano pra enganar o Bruno.

Taio Pinheiro Machado queria ir embora, mas Sereno lhe pediu um pouco de paciência que ele queria ver o final daquela história.Nisto chegou o jornalista Coi Lopes de Almeida, com uma camionete e ficou botando os faróis do seu carro dentro do bar.

Depois do jantar, o vigarista,sempre naquele seu portunhol, pediu três licores, um pra cada um dos comensais.

E Sereno ali.corujando a situação.

Quando finalmente o dono levou a conta - salgada por sinal - o camarada se levanta da mesa,baixa as calças mostrando que estava sem cuecas,aparecem as bolas do vigarista. O dono desesperado,sentiu que tinha levado um cano e daqueles.
Bruno puxa as calças do vigarista pra cima e Taio Pinheiro Machado logo liga pra polícia.

A Polícia veio correndo e quando o policial entrou os assistentes da cena apenas ouviram dele um grande protesto:
- Porra tu de novo!

Aí sim o Bruno foi a loucura. A esperança que ele tinha de que o cara não fosse vigarista caiu por terra.

Era a quinta vez que o vigarista aplicava aquele c onto na semana. Saía do hospício S.Pedro(fugia) pega um táxi e uma mulher de programa e ia comer num restaurante caro e depois não pagava a conta.Quando ia a conta pra mesa o estelionatário baixava as calças pra mostrar que não tinha nada pra pagar.

Depois disto, cada vez que Sereno ia no Stylo, só pra implicar com seu dono, ele dizia:

- A mi um bife a cavallo,dos huves e papas fritas.

Eu X Eles - Coleguinhas


Ataides Miranda

O " discreto" Ataides Miranda!

Até o dia 02/03, os ouvintes do Bom Dia, na Guaíba, vão ouvir o Ataides Miranda apresentando o jornal no lugar do titular, Rogério Mendelski. Dizem as más línguas, não sei se é verdade, que o Ataídes, depois que virou gerente de jornalismo, no lugar do Flávio Portela, só faltou instalar na Guaíba uma " cama de campanha" como o Heron Domingues botou na rádio Nacional, quando se esperava a todo o momento o fim da II Guerra Mundial. ( Só que por um azar, a notícia do final da Guerra quem a leu foi um outro locutor porque Heron tinha ido pra casa pra trocar de roupa e tomar um banho).

Ataídes Miranda nasceu em 03.09.1955 em Arroio dos Ratos( nestes dias ele estava dando uma lição sobre tipo de melancias, quando chove, quando não chove, o homem concorre com o Cascatinha, que estes dias estava ditando sabedoria sobre tipos de petróleo,dizendo que o brasileiro é da pior qualidade....Nossaaa,como diria o professor Ruy, quanto sapiência).

Ataídes é filho de Feliciano Maria da Silva e de Maria D.M Silva. Morou primeiro na av. Itaqui, 199/17 quando começou. Ele ingressou na Rádio e TV Gaúcha como repórter. Fez parte da primeira equipe de reportagem de lá, que tinha como chefe o Florianão Correa.
Ataídes morou ainda na rua João Alfredo, 312/328. Também trabalhou na TV Pampa.

Nunca participou de um projeto de jornal. Ele é bom na latinha.Também trabalhou na assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde, ao tempo que lá trabalhava a Mônica Gugliano.

Na vida privada, Ataídes é um poço de discrição.

Sabe-se apenas que veraneia em Pinhal ou em Cidreira.

Coleguinhas


Regina Lemoa, a gaúcha

Depois de dois meses pelos pagos, a repórter televisiva Regina Lemos regressará a Sampa,onde vive, no dia 28/02. Algumas remembranças.

1) Regina Lemos foi numa festa na Martins e Andrade,nos altos do Morro Santa Tereza. Depois da festa, deu carona pro colega Melchíades Stricher, que meio bêbado começou a xaropear dentro do carro. Ela não teve dúvidas: botou-o pra fora do carro e foi embora.

2) Uma vez um cachorrão de rua apegou-se a ela porque ela passou a tratá-lo bem. O cachorro tinha como dono um " mendigo". O mendigo ela largou na rua,onde afinal vivia e ficou com o cachorro. Uma noite, saiu da TV Gaúcha,onde era repórter e encheu o saco daquele animal dentro de seu cachorro. Fugiu no seu carro,abandonando o bicho por lá mesmo.

3)Esta já é meio manjada mas vamos lá. Seu amigo Gaguinho tinha prometido fazer um jornal da Amrigs pro médico Abrãao Vinogron. Gaguinho não fez nada. Vinogrom foi buscar o jornal e Gaguinho levou a Regina junto pro barzinho do posto de gasolina. Vinogron bebia e quanto mais bebia ela mais cruzava e descruzava as pernas. Vinogron tomou um porre daqueles e esqueceu-se até hoje do jornal.

4) Numa feita ela estava numa delegacia de polícia pra fazer uma matéria.Seu colega Clóvis Ott não parava de olhar pra suas pernas, querendo ver mais. Reginal levantou o vestido mostrou a calcinha e disse:
- Olha, pronto,de uma vez!

5)Um dia ela foi levada por um empresário carioca pro motel na Barra da Tijuca. Ela deixou. O cara tinha,afinal, um bom emprego na mão.Ele decepcionou-o.
- Eu quero é ir pro Sheraton tomar Coca-Cola. Não teve aquilo e nem o emprego.

6) Agora quer botar um site sobre gatos e cachorros. Em S.Paulo, os amigos a chamam de " gaúcha".

Coleguinhas

Esta quem narra é o colega Lauro Dieckmann

Uma manhã, nos anos 70, ele estava na redação da Zero Hora e telefonaram para lá pedindo pelo Norberto Silveira." Eu olhei, não vi o Norberto por perto e falei para o cara que o procurava: não, a ´ana paula´não está.
O solicitante,do outro lado do telefone, comentou: ah, é ana paula?,agradeceu o Lauro e desligou.

Mais tarde,quando o Norberto chegou na redação, Lauro foi comunicá-lo e Norberto informou que fora seu pai que telefonara. Seu pai era Paulo Gomes da Silveira, fora do Partido Comunista e quem quisesse ir a Moscou, principalmente para estudar na Patrícia Lumumba, tinha que ter a sua indicação.
Norberto já é falecido, morreu prematuramente. Andava com o galáxie que fora de Breno Caldas, ele o rematara num leilão. Norbertinho Silveira nasceu em 13.09.1942 ao que me consta em Porto Alegre. Sua mãe chamava-se Iolanda Holanda Silveira.

Norberto trabalhou na revista A Granja e participava de traduções ou auxiliava o diagramador. Era um "dos aculherados" de João Baptista Aveline,ou seja, da turma dele.
Tanta assim que Aveline o levou depois para a Zero Hora pra onde foi.
Norberto Silveira foi casado - comunista não diz casado, isto é coisa de burgês, comuna diz que teve como companheira - Leontina Fontoura( 20.02.1949). Teve dois filhos, o Alexandre e o Alex.
Norberto lembro-me que passou por um grande drama pessoal, quando sua companheira fugiu com uma filha de ambos. Ele registrou como rapto e o fato virou um dramalhão tipo novela mexicana. Ele ficou bem abalado pelo episódio. Se não estou enganado, faleceu vitimado por um câncer.

Carnaval

Estamos em carnaval por isto algumas historinhas ocorridas na rádio Medianeira,de Santa Maria, nos anos 70.

* O padre Erasmo Dall ´Asta, da rádio Medianeira, foi abrir o programa da rádio Medianeira, em Santa Maria.O apresentador titular era o Gérson Fragolla. Mas Fragolla tinha passado a noite em um baile de carnaval,fantasiado de capeta.
Quando Gérson chegou na Medianeira, Erasmo já estava apresentando o programa e catequizando seus ouvintes.
Quando Fragolla ingressou no estúdio, Gérson apavorou-se. Achou que estava diante do verdadeiro diabo.E gritou de pavor, um gritou que foi ouvido por milhares de ouvintes:
- Vade Retro,Satanas!
E Gerson,tentando acalmar o padre:
-Sou o Gerson,padre, não sou o diabo.
- A mim tu não me engana,tinho,senhor das Trevas,reagiu o padre Erasmo.

* Em 1998, eu fazia as férias do José Mitchell, no Jornal do Brasil. Mitchell me disse que iria viajar,em férias. Mas conhecendo o Mitchell,eu sabia que ele iria ficar me monitorando por aqui.
Não deu outra: na tarde da terça-feira gorda,enquanto os foliões brincavam,ou dormiam pra refazer as energias, eu fazia plantão. E a Nelcira Nascimento fazia um " outro carnaval" na rádio Gaúcha sobre um caso de racismo num clube interiorano.Tu já viu,né!
Eis que senão quando o Mitchell me telefona dizendo:
- Olha, ouvi agora na Band que está desaparecido no rio Guaíba um barco onde poderia estar a bordo um dos apoiadores do deputado Sérgio Zambiazi, de Canoas. Dá uma conferida.
Tive que rir. Mas afinal, o Mitchell estava em férias, ou em Portinho escutando rádio?

Outra boa de carnaval:
Um coleguinha nosso foi com a mulher pra Santa Catarina. Estavam como se diz easy rider, mas ela queria porque queria achar a turma de amigos. Procuraram toda Floripa e nada. Depois de dois dias,quando já estavam quase desistindo, foram a Ferugem, ao lado de Garopaba.
Eis senão quando a turma estava lá, num boteco,tomando uma cervejinha.
A esposa do coleguinha não conteve o entusiasmo: apontando para a "perseguida" - vejam no notícia do Mazzarino o que quer dizer - disse:
- É toda de vocês!
Até hoje alguns nativos da Ferrugem que viram a cena, lembram-se dela.

Alça de Mira

Ligeireza teve o PSDB em cobrir o FORA YEDA dos cartazes colocados nos muros da rua Uruguai. Ontem à tarde,19/02 por volta de 18 hs, encima do FORA foi colado um FICA. Então o cartaz ficou uma loucura de entender: diz assim: PSOL exige: FICA Yeda!

Roberto Robaine, o carrasmo mor da política gaúchja! Em 2006,enterrou o Germano Rigotto com suas observações contundentes sobre o governador. E agora está quase enterrando outro,no caso,outra.

Uma serpente venenosa observadora da política local dizia ontem após as denúncias(?) do PSOL: mas este partido parece criado pelo Tarso Genro, parece a filial( não a filha, não confundir) do PT. Faz tudo aquilo que o PT não pode fazer.

Dois episódios com o Prestes,um bom outro ruim


Luis Carlos Prestes com o vice-presidente do clube de repórteres políticos do RS, J.L.Previdi, em março de 1983

Quando voltou do Exterior, em 1979, Luis Carlos Prestes fez um racha no Partido Comunista Brasileiro(PCB). A maioria do " Partidão" ficou com o partido,oficial, dirigido por Giocondo Dias.

Prestes veio a Porto Alegre algumas vezes neste período e aqui se hospedava na casa do Pinheirinho( José Antônio Ribas Pinheiro Machado Netto), que morava na Dea Coufal, em Ipanema. O engraçado disto é que o DOPS ficava gravando todas as conversas de quem ligava pra casa do Pinheirinho. Os arapongas faziam umas enjambrações brabas e os moradores da casa ouviam os chiados sabiam que as conversas do Prestes eram todas gravadas.Nestas hospedagens que Prestes fazia ele tinha quase o hábito militar(foi capitão do Exército)de levantar cedo, lá pelas seis horas. Lia todos os jornais antes de iniciar seu dia, que era basicamente ocupado por contatos políticos.
Neste período me aconteceram duas coisas envolvendo o cavaleiro da Esperança. Uma boa,outra ruim.

A ruim foi a seguinte: emprestaram o meu apartamento da rua Mariante 200/06 pruma reunião dos prestistas,sem que eu soubesse,claro. Fui fichado no 3 Exército por causa disto (o apê estava alugado no meu nome). Quando a ZH foi me credenciar,em 1984, pra cobrir a vinda do presidente João Figueiredo, o João Fi-Fi,pra inauguração da duplicação da ponte do Guaíba, o III Exército não liberou minha credencial.

A história boa com o capitão foi o seguinte. Ele veio receber o título de cidadão honorário de Porto Alegre na Câmara Municipal. Ele é nascido em Porto Alegre. Depois da Câmara Municipal, consegui levá-lo pra rádio Gaúcha, onde assisti o Flávio Alcaraz Gomes fazer uma longa entrevista com ele. Prestes contou muitos episódios da Coluna Prestes e de outros fatos de sua vida.

Mercado Imobiliário com um pé atrás

Foto: Cláudio Bergman

Da entrevista do presidente do Sinduscon-RS,de ontem,dia 19/02 ficou o sentimento de que o setor está com um pé atrás, ou como se diz no jargão empresarial: com o freio de mão puxado.A uma pergunta se a pauta dos encontros entre os donos de construtoras é a crise, ou novos invstimentos, o presidente do Sinduscon, Carlos Alberto Aita, remoeu,remoeu e no final apenas disse que o sentimento é de que o pior da crise teria passado.

Carnavais de Outrora


Regina Lemos, Antônio Carlos Mafalda, o " pirulito" e a repórter Janete Jobim, bebendo umas que outras no Porta Larga. Acervo de Regina Lemos. Anos 70.

Alguns anos atrás,ainda nos anos 90 - faz teeeeemmmmpooooo!!!!!! fui a Imbituba passar um carnaval porque não sei como o carnaval de Imbituba tinha fama. Eu e uma amiga passamos a noite pra lá e pra cá e quando era de madrugada, com o sono pegando, mas com muitos foliões ainda na rua brincando,tomando cerveja, se divertindo, a minha amiga me chamou a atenção que um sujeito,de barba,encostado numa parede, com uma máquina na mão, estava me fitando, mas não tinha certeza,se eu era eu...

Olhei e vi logo: era o Mafalda. Estava ali fazendo fotos pro governo de Santa Catarina, onde ele trabalhava agora.Depois de te rpassado pelo Diário Catarinense, tinha virado chapa branca e fotograva eventos como o carnaval de Imbituba pro governo do Estado.Hoje Mafalda tem seu próprio espaço na rede é o Mafaldapress.com.br.

Litoral

Foto: Lauro Dieckman

nada de inveja, tomara que quem for pro litoral,neste carnaval, pegue tempo bom e muita praia. A foto mostra um domingo de janeiro de 2009, em Torres, ou a mais bela praia gaúcha, como dizem os latinhas.

Coleguinhas

* É hoje, dia 20/02, o niver do Paulo Ricardo Fontoura, o Baiano, na Churrascaria Garcias. Cada um paga o seu, vamos lá pessoal, prestigiar o Baiano, que ele merece. A Janicer Dias é que lembra.

* Danilo Ucha segue hoje,20/02, para Livramento. O Gordo é remanescente da família já que os irmãos faleceram. Ucha é de 1944.

* Inseto que estes dias atravessou a mesa durante a coletiva do presidente da ABTP-RS no Plaza repercutiu.É o mesmo que inspirou Franz Kakfa a escrever o sensacional livro Metamorfose.Inseto atravessou-se na frente do Mário Santarosa.

*Armando Burd lembrou,ontem,dia 19/02, data em que nasceu Evandro Mesquita, da Blitz e autor da famosa canção, você não soube me amar. Armando é especialista em Rock and Roll. Começou na profissão na UH com uma coluna sobre o tema.

* Adão Oliveira ocupou sua coluna de ontem,dia 19/02, no JC com o tema do desperdício de água tratada pra lavar carros. Já havia tocado no assunto durante o Jornal Gente.
*A rádio corredor informa que Rogério Mendelski,oficialmente de férias na Guaíba, estaria na praia Isla Margarita, na Venezuela. E estaria esperando o chamado do presidente Hugo Chaves, pruma entrevista.

*Helio Gama contou ontem,dia 19/02, como iniciou no jornalismo. Foi com Wuilde Pacheco, o Kid Trombadilha, na ZH, em 1964. Pegou uma pauta sobre passarinhos em gaiola e foi fazer as fotos com o fotógrafo Assis Hoffmann, o Indio da Bossoroca.

*Wuilde Pacheco,depois, foi banido da ZH, do noticiário,bem entendido. É que foi ele que como delegado de polícia,prendeu o dono do jornal, Maurício Sobrinho e o levou algemado no Rio de Janeiro, por causa de uma decisão judicial que ficara pendente lá.

* Lauro Schirmer fala deste episódio em seu livro oficial sobre a RBS.

Uma reportagem feita pelo Gaguinho

por Lauro Dieckman

essa foi o gago mesmo que me contou e, aconteceu quando trabalhava na zh ainda na sete de setembro.
a sete, naquela época, era uma rua barra-pesada, marginal, com prostituição etc. tinha até um teatro onde apresentavam aquelas peças de teatro-rebolado. ficava ao lado da cjcj, pelo lado da sete.
bom, segundo o gago, uma noite houve um homicídio de marginal ali pelas proximidades da zh.
ele estava de plantão, na reportagem policial, e foi lá cobrir o caso. estava ele e o fotógrafo, quando chegou o delegado de plantão, que era um cara muito burro. e, uma das primeira providências da autoridade foi perguntar para que lado tinha fugido o assassino. as testemunhas apondaram um lado e o delegado falou para o motorista do jipe (tanto os carros da polícia como da reportagem policial eram jipes): "então vamos para lá!".
e o gago vai para o carro da zh e fala para o motorista: "então nós vamos para o outro lado". a lógica do gago era de que se o delegado era uma nulidade, para o lado que ele mandou ir é que não encontrariam o assassino nunca.

O niver de um compositor

Ontem, dia 19/02, Evandro Mesquita, um dos fundadores da BLITZ, a banda carioca que em julho de 1982 lançou a música " Você não soube me amar" e que vendeu 100 mil cópias, completou 57 anos.

Então, vou relembrar a letra da música que catapultou a Blitz, da Fernandinha Abreu, pro sucesso:
- Sabe essas noites em que você sai caminhando sozinho, de madrugada, com a mão no bolso... Na rua! E você fica pensando naquela menina, você fica torcendo e querendo que ela estivesse...Na sua! Aí finalmente você encontra o broto, que felicidade! Que felicidade! que felicidade! que felicidade! Você convida ela pra sentar! - Muito obrigada. - Garçom, uma cerveja! Só tem chopp- Desce dois,desce dois! Amor, pede uma porção de batata frita? - Ok, você venceu,batata frita. Aí blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá/ E ti-ti-ti,ti-ti-ti Você diz para ela: Tá tudo muito bom, bom, tá tudo muito bem,bem. Mas realmente( falado à moda do Chacrinha), mas realmente eu preferia que você estivesse...Nua!

A música,segundo Artur Dapieve, havia sido composta para uma peça do Banduendes, "A incrível história de Nemias Demutcha".

Coleguinhas

*Adão Oliveira levantou um bom assunto, uma boa pauta, ontem,dia 18/02 no Jornal Gente: o do desperdício de água tratada no lavamento de calçadas e de carros. Digo mais Adão: tem gente achando que é muita coisa usar água tratado do DMAE e da Corsan pra descarga da patente, como dizíamos nós os mais antigos, ou a descarga no vaso sanitário. Porque os edifícios não usam água direta da chuva para esta finalidade? Adão putiou-se no ar com o colega Fernando Albrecht que meio que ironizou sua preocupação.Faltariam leis,segundo concluiram os dois colunistas.

* Renato Martins, no Jornal Gente, da Band, falou ontem na Caros Amigos: pois a Caros Amigos foi a única publicação brasileira que quando FHC era presidente foi a Barcelona investigar como vivia Miriam Dutra,ex-repórter da TV Globo, que tem um filho, cujo pai seria o ex-presidente,então no caso presidente. Um bom assunto este de filhos bastardos com políticos importantes. Se a moda pega por aqui?
José Mitchell,quando estava no Jornal do Brasil, andou investigando um caso gaúcho. Mas não saiu matéria nenhuma.

Maldade

Esta de debitar na conta do deputado Fabiano Pereira(PT) da CPI do Detran a conta da morte do funcionário do PSDB,Marcelo Cavalcante, de Brasília, é maquiavélica!

A vida como ela é....

Ao descer do xingu do DNER " Suzy Free Way" foi homenageado com o ruflar dos tambores da banda...

Anos 70, e o Ministro Mário Andreazza,dos Transportes, não perdia tempo. Corria o Brasil inaugurando e vistoriando obras. Andreazza de dia trabalhava, e de noite, festeava.

Mas foi o principal " fazedor " de obras do Governo Médici, corria o país,sempre em jatinhos alugados pelo DNER. E os repórteres sempre o acompanhavam, por todos os Estados.

Andreazza recomendava a seus assessores: é proibido comer maionese nestas viagens pra não pegar doença da barriga.

Pois numa das viagens pra Fronteira Oeste,o repórter conhecido e apelidado pelo Norbertinho Silveira de Suzy Free Way desceu do Xingu do DNER por primeiro. E aquela turma toda de curriolas do prefeito,achando que o repórter -meio baixinho e nos anos 70 ostentando ainda uma vistosa cabeleira - fosse o chefe de gabinete de Andreazza, mandaram a banda marcial atacar de Hino Nacional.
Suzy Free Way logo esclareceu: nós somos apenas da reportagem. O ministro vem vindo aí.
Cinco minutos depois, o Xingu com Andreazza a bordo taxiava no campo de pouso da cidade fronteiriça.

Dos carnavais de outrora

!) Recebo do colega Lauro Dieckmann, um bom depoimento de quando ele trabalhou na ZH, no começo dos anos 70, como funcionava a cobertura de carnaval.Aí vai o depoimento ipsis literis do Lauro. Se o Ercy ficar braboque fique com o Lauro, eu fora!

" O Ercy ( Pereira Torma ) era repórter da rádio( deve ser da Gaúcha,é claro).Era um cara quieto,humilde - daria até pra dizer que era um santo homem - Ele fazia aeroporto, antes do Aldo(Schmitz) Chegava na redação, no fim de tarde , e o Antônio Oliveira( que era o chefe de reportagem) pedia pra ele transcrever para o papel alguma entrevista que tivesse gravado para a rádio e que interessava ao jornal. ( Esta calma, lhe valeu o apelido de Paciência).

Naquele ninho de vaidades que era a redação da ZH ( credo, Lauro,vaidades em redação de jornal? que injustiça esta tua...) ninguém dava bola para ele. Eu(Lauro Dieckmann) era um dos poucos que dava atenção ao Ercy a ponto dele me contar aquela história da mãe de santo que prognosticou pra ele um futuro brilhante.

No carnaval, o Antônio(Oliveira) organizava a pauta da cobertura de carnaval e destacava um repórter para os bailes de sociedade,outro para os bailes de periferia, outro para os bailes infantis e, não sei porque a ZH achava até que tinha que cobrir as casas noturnas,boates normais e puteiros em geral. Naqueles dois ou três anos em que eu trabalhei na ZH, o escolhido para cobrir as boates e os puteiros em geral ( Dragão Verde Gruta Azul...Lauro eu achava que estes era o Milton Galdino que fazia porque ele vivia se gabolando pra nós de que era amigo da Marion, dona destas casas) era o Ercy. A escolha tinha uma lógica, conta o Lauro. Devia-se ao jeito " comportado"( não digo que um dia o Ercy ainda vai virar santo ) que ele tem. O chefe de reportagem, no caso o Antônio Oliveira, apostava que o Ercy não ia encher a cara nem se engraçar com o putedo e,enfim, fazer uma matéria comportada como ele. Só que tinha um problema.O carro da reportagem que levava o Ercy era o mesmo que levava os outros repórteres e a gira pelas boates e puteiros ficava sempre por último. De modo que os repórteres acabavam indo com o Ercy até os locais onde ele fazia as entrevistas. Então, enquanto o hoje presidente da ARI entrevistava os donos de bares e ou gerentes das casas noturnas, os repórteres aproveitavam pra dar uma bicada( que outra injustiça Lauro, repórter gostar de álcool, eu sempre vi eles beberem só guaraná, e diet...) no uísque que lhes era oferecido. Só o Ercy não bebia e,claro, no clima de carnaval às vezes algum coleguinha descolava uma garota de programa( como elas são chamadas agora)para um " instante" - Lauro, o Paulo Coelho disse num célebre livro que são 12 minutos - " no amor" ( que na época repórter ganhava miséria(outra das tuas injustiças,Lauro) estava sempre duro(em todos os sentidos).
E o Ercy lá trovando " na maior seriedade" com o dono do puteiro... e o resto do pessoal se divertindo. Não recordo de nenhum caso pitoresco envolvendo o Ercy, porque, de fato com aquela " personalidade esfuziante" que ele tem, imagino que jamais se envolveria pessoalmente em algo do gênero.
Lauro, só pra te ajudar: a Ise Mara Silveira sempre disse que o atual presidente da ARI é " um santo homem". O que tu acabas de confirmar neste teu honesto depoimento.

Sobre as coberturas de carnaval nos inferninhos que o Ercy Pereria Torma fazia pra a ZH,ele contou um caso tempos atrás.Numa determinada boate, se esta minha memória não estiver tomada pelo Alzeimer foi no Karandache, ele chegou com o fotógrafo: havia apenas um pequeno problema. Lá dentro estava se esbaldando em litros de uísque e com uma bailarina daquelas nada mais nada menos que o prefeito Telmo Thompson Flores ( não seria este outro santo homem?).O dono da boate disse ao Ercy:
- Tudo bem, mas nada de fotos.
Ercy nem fez fotos e nem contou do carnaval do prefa, que tava uma zoeira...

Em 1998, fiquei de plantão no Jornal do Brasil fazendo as férias do José Mitchell. Como o Mitchell é obcecado por trabalho fizeram-no tirar férias, mas ele não viajou. Ficou por aqui monitorando o JB, pra ver o que saiu o que não saiu. Quem já trabalhou com o Mitchell sabe bem a que nivel isto chega.
Pois na tarde da segunda-feria de carnaval, ele me liga não se de onde:
- Olha, eu tava ouvindo o Esporte da Band e deram que sumiu um barco no Guaíba e nele estava um empresário que é um dos apoiadores do Sérgio Zambiazi(então deputado estadual).
Fui averiguar, havia o barco sumido, mas nada de importante ali era notícia.

Tinha tudo pra dar um baita xabu, mas o secretário de turismo de Tramandaí, Milton Hoffmeister levou na esportiva uma brincadeira minha que fiz na ZH.
Num dos desfiles de carnaval da av. Emancipação , eu botei na matéria que ele ia à frente de um dos blocos dando gritinhos.Quando o Gilbertinho Leal viu aquilo no outro dia se preparou prum xabu. Que nada, o Milton levou no maior sarro...

Já vi sim desfile na Marques de Sapucaí.È um grande barato. Vi em duas noites e nunca vou esquecer da Império Serrano,entrando na avenida assim que o dia raiava por sobre o Rio de Janeiro, num calor de 30 graus, mesmo as 5 da manhã. É um espetáculo grandioso. Mesmo com os olhos cheios de areia, do sono, a gente se acorda e entra no clima.

A morte de Suê Duarte

Foi num domingo de carnaval que a Suê Duarte morreu em Gravataí,onde residia com um companheiro.Há várias versões sobre sua morte:aneurisma, intoxicação com uma pizza que comeu. O delegado até queria reabrir o inquérito, mas ninguém se interessou por isto.
A Suê morreu no domingo de carnaval e foi enterrada no S.Miguel e Almas na segunda de carnaval. Não tenho nem uma pontinha de orgulho disto, mas fui o único colega que lá compareceu.Fiquei sabendo na segunda de manha, bemcedo, num anúncio na Guaíba. Os demais ou não souberam, ou não estavam em Porto Alegre.( Antoninho Gonzalez, outro ex-presidente da ARI que era " um santo homem" e que só bebia´guaraná diet, ensinava que não se devia morrer em feriadão, que senão não ia ninguém ao enterro).

Suê Duarte foi uma grande repórter, apesar de seu temperamento dífícil. Foi ela quem descobriu um avião da Inglaterra que pousou no aeroporto Salgado Filho, em 1982, para reabastecer e isto quase provoca um grande incidente diplomático entre o Brasil e a Argentina.Suê Duarte neste ano de 1982 já estava há seis anos como setorista de aeroporto da Caldas Junior( Correio do Povo e rádio Guaíba).Ela contou num depoimento ao ZH ZOna Norte como foi este seu furo internacional:
- Eu furei as agências internacionais observando um plano de vôo.Sempre fui muito curiosa.O planod e vôo era de um piloto inglês. Eu chegava no aeroporto às 6h20min porque nós tinhamos um programa
às 7 horas na Rádio Guaíba. Criei um boletim,que até hoje é usado,que são as condições dos aeroportos brasileiros. Num daqueles dias,época da Guerra das Malvinas,notei que na sala onde se faz o plano de vôo,que era junto com o pessoal da metereologia,estava um aviador inglês.
Eu fiquei ouvindo e percebi que o cara preparava um plano de vôo.Era assim:saía de Londres,pousava nas Ilhas Ascensão, para fazer um reabastecimento.Depois em Porto Alegre e ia para as Malvinas.
Isso na segunda-feira.Na quarta,faria o inverso.
Ao se dar conta de que não se tratava de um vôo ocasional, não teve dúvida: fez 30 linhas de matéria e colocou no ar, por volta das 10 da manha.Quando chegou a uma da tarde(hora do Renner, noticioso da Guaíba de grande prestígio) tinha cerca de cinco notas oficiais circulando pelos ares de Porto Alegre.
Todo mundo se manifestando sobre o pouso que era ocasional e essas coisas.
Só que não era.
Era um pouso técnico de um avião inglês,em território brasileiro, um país amigo da Argentina, que estava em guerra. Isto poderia ter provocado um incidente internacional", contou Suê.

Rememorando as Casas da JUC e seus ex-moradores


juquianos da JUC-5 na redençao, em 1965

por saul Gil Cardoso,desde Floripa.

De qualquer forma, um livro retroativo sobre a história dos que passaram pelas Casas da JUC e sobre o que isso representou em suas vidas, implica muitas horas de conversa de recuperação dessas memórias e a necessidade de contá-las com muita verdade e um equilíbrio mínimo, para que esse público que somos nós mesmos e uns poucos mais que estiveram e/ou ainda estão acompanhando de perto as nossas trajetórias de vida, não se sinta burlado.

O que proponho que tentemos fazer é procurar reeditar o nosso encontro pioneiro de 2006, mesclando as várias JUCs. No âmbito de cada uma certamente haverá relatos que somados e triados poderão até, eventualmente, dar material para um livro que possa ter alguma atratividade própria, fora de nosso círculo dos protagonistas mais imediatos. Para isso, de qualquer forma, além de ti próprio, do Flávio e do Riva, para citar alguns, haverá certamente uma ponchada de outros talentos já provados que podem assumir a tarefa de forma apropriada. O que esse ou esses autores vão necessitar é do apoio compromissado de uma espécie de comissão de resgate da memória que produzirá a matéria prima dos relatos a ser depois digerida pelo(s) redator(es) finais, comissão esta que poderá incumbir-se também de uma espécie de revisão crítica quando a obra estiver prestes a atingir o "nono mês de gravidez", para usar a tua imagem. Nessa eventual comissão eu até me disporia a colaborar. Há algumas JUCs, como a 3 e 4, cujos moradores pouco fiquei sabendo quem eram, a não ser como participantes dos jogos havidos, creio que uma única vez, por volta de 1955/56, mas o Rubens Viana certamente conheceu vários deles e poderá recuperar a ponta desse "fio de meada". Uma dessas casas era ali nos altos da Mostardeiro, logo abaixo do cruzamento com a Ygartua. Essa posição conferia aos seus moradores, para o bem e para o mal, a oportunidade ímpar de estarem próximos ao saudoso e aconchegante Hipódromo dos Moinhos de Vento. Lembro, por ouvir contar na época, a respeito de um deles que havia prometido a si próprio livrar-se do "vício nefando" do jogo nos cavalinhos mas que, quando ouvia aquela sirene que anunciava a proximidade do horário de encerramento das apostas, não se continha e saia correndo até acessar o hipódromo pelos portões da 24 de Outubro e comparecer defronte aos guichês que alimentavam a esperança de, literalmente, "lavar a égua" no acerto de uma acumulada ou, pelo menos, de um singelo tríplice (beting).

Para que esse segundo encontro mais amplo aconteça, vai ser necessário mobilizar os cabeças de chave, com titular e suplente, os quais entendo que devam ser todos radicados aí em POA, no cenário dos acontecimentos. A menos que ele esteja enfrentando algum impeditivo, minha sugestão no caso da JUC 1 é o Egydio Lehnen, que foi inexcedível na capacidade de fazer acontecer o encontro de 2006. Se concordares com esta linha de encaminhamento, vou dar um toque nele em breve. Parece recomendável que os suplentes sejam escolhidos pelos cabeças de chave, para que haja identificação e comprometimento recíprocos. Com toda a minha suspeição em relação à escolha da época para esse novo encontro hipotético, meu voto é de novo pela época da Feira do Livro.

Encerro após este novo "tratado". Não consigo evitar ser verborrágico quando comento assuntos como esse nosso.

Do folclore político

Um repórter contou ontem duas ótimas piadas verídicas sobre política.
1) Antônio Britto Filho nasceu em Santana do Livramento. Mas com 3 anos mudou-se para Bagé, onde seu pai,jornalista, foi trabalhar no Correio do Sul. Trinta e tantos anos depois voltou a Livramento pedindo votos pra governador e Fronteira da Paz lhe deram um apelido mordaz: ROQUE SANTEIRO.

2) José Paulo Bisol foi participar de um evento na Assembléia Legislativa do Estado. João Bosco Vaz, atual secretário dos transportes, comentava com um colega como Bisol estava " acabadinho". Detrás de Bosco, uma senhora ouvia tudo atentamente. No final,disse pro Bosco:

- Não fale assim do meu marido!

Gaguinho

Dos arquivos implacáveis da Regina Lemos ela, o editor José Antônio Ribeiro, o Gaguinho e Janete Jobim. A data está na foto, mas é o ano de 1977.Ninguém sabe tantas histórias do falecido Gago quanto LAURO sCHIRMER, cARLOS bASTOS E pAULO SANTANA. Podiam falar um livrinho,né?

a vida como ela é...

Norberto Silveira fez uma brincadeira[ da qual um colega não se livrou mais

Eram tempos aqueles ufanistas do Brasil grande e o Rio Grande do Sul iria finalmente conhecer sua grande rodovia para o Litoral. Deixaria-se de andar pela sinuosa estradinha RS-030 por Santo Antônio da Patrulha. Orgulhosos, os gaúchos teriam sua rodovia com pedágio e tudo. Enfiaram tantos batiestacas na altura do pedágio de Osório, ou Santo Antônio( quem ainda se lembra dele?)que o engenheiro do DNER, João Vinicus Gomes Pinto apelidou aquilo de " paliteiro de ouro". Sim porque tinha virado uma mina para a empreiteira que fazia a obra.

Mas um repórter que cobria as vindas do ministro Andreazza ao Estado pra inspecionar a rodovia levou o cruel apelido de " Suzy Freeway". Dele dificilmente se livraria e até hoje os mais antigos ainda lembram da maldade do Norbertinho Silveira.

Coleguinhas

* Lilian Abelin, na rádio Gaúcha, ontem,17/02: menina estaria morta no Clube Cantegril". Pô, não existe meio morta? é ou não?

* Danilo Ucha vai a Livramento neste feriadão de carnaval.

* Encontrei ontem a Jandira Cesar, que não via faz anos.

* Um inseto percorreu,ontem, a mesa do café da manhã, no Plaza sob os protestos do colega Mário Santarosa.

* Perdi o correspondente do Litoral,mas ganhei um observador da capital com o fim das férias do Lauro Dieckmann.

* Tá encruada a disputa entre Band, Gaúcha e Guaíba no horário matutino, bem cedo.Pelo menos pro meu gosto, não sei o que diz o Ibope.

*Um afago aqui,outro ali e a governadora vai acalmando os egos gigantes da comunicação deste Estado. Vide a carta ao Paulo Santana. É craque nisto,hein! Em dezembro tinha almoçado com Rogério Mendelski participando de sua mesa nos jardins do Piratini, mas dos repórteres presentes ele foi o único que sentou à mesa da governadora.Uma assessora, que hoje está fora da área política e que trabalhou com Yeda Crusius na Câmara Federal me disse que ela é mestra em afagar egos portentosos de colunistas e dos chamados " fazedores de opinião".Vamos ver quem será o próximo contemplado com uma exclusiva? Lasier Martins?Rosane de Oliveira? André Machado?

Coleguinhas - Eu X Eles


Jose Roberto Garcez

De defesor dos jornalistas a defensor dosinteresses da TVE

Alguns coleguinhas deram uma volta de 180 graus quando chegaram ao poder, ou trocarem de lado no balcão. Tudo o que pregavam pra atingir o poder, quando nele se instalaram, não valia mais. É verdade que isto é um velho filme. É o caso da trajetória de José Roberto Barbosa Garcez, nascido em Porto Alegre em 13.09.1952. Conheci o Garcez durante grandes assembléias no Sindicato dos Jornalistas, nos anos 70, na segunda metade, e sempre o havia entendido como um defensor das liberdades. Quando, no entanto, assumiu a presidência da TVE, no Governo do PT, de Olívio Dutra, passou a pressionar os colegas da instituição porque reivindicavam melhorias e vantagens funcionais. As denúncias chegaram ao próprio Sindicato dos Jornalistas na gestão de José Carlos Torves.

Garcez também era colega quando íamos buscar as filhas - ele a dele, e eu a minhas - na escolinha de artes da UFRGS, que fica ali na Senhor dos Passos. Enfim,era outros tempos.
No poder,alguns coleguinhas mudam e alguns para pior. Por exemplo, uma noite houve um sarau literário no Palácio Piratini e eu compareci. O governador Olívio Dutra e o professor Luis Augusto Fischer declamavam alguns poemas de Jayme Caetano Braun. Fiquei de papo com o Caco Schmidt e a Teresa, esposa do Antônio Oliveira. Garcez que estava presente, veio nos pedir silêncio, guardião absoluto do poder palaciano.

Hoje trabalha em Brasília e até onde sei é um dos diretores da Embratel. Ninguém nunca desfez sua competência. Garcez trabalhou no jornal Zero Hora e no Interior, de Carazinho.Também foi repórter da Sucursal de O Globo, em Porto Alegre.

É filho de Djalmir Felix Garcez e de Almira Barbosa Garcez. Em Porto Alegre, residiu na Rua Gumercindo Saraiva 68/302. Sua esposa é Silvia Regina (29.10.1953).

os cataventos da dilma em osório

por Lauro Dieckman

a ieda construiu recentemente uma ligação entre o "km 1" da estrada do mar com a free-way (da suzy), desviando daquele acesso pela estrada tramandaí-osório.
é um acesso só para quem vem do litoral e passa na frente do parque eólico que foi projetado durante o período em que a dilma foi secretária das minas e energia, no (des)governo olívio dutra [já qualifiquei de (des)governo o do joão fiqueiredo, portanto, estou empatado].
eu passei por lá hoje de manhã (17/02) e fiz as fotos que estão em anexo.

Rememorando as Casas da JUC e seus ex-moradores

por Saul Gil Cardoso, desde Floripa.


moradores da JUC-5 no parque da redençaõ em 1965

Da esquina da Vieira de Castro até a JUC 2 creio que não dava 100 m. Acho que o número era o 901 que já falei. Lembro que havia um cara de Tapes ou Canguçu que lutava esgrima, o que fazia com que um braço dele fosse bem mais grosso que o outro. Acho que a cozinheira era a Da. Elisa, de mão cheia. Como eu vinha de uma outra pensão em que disputava o "ambiente" com estivador e fiscal de bonde da Carris, fiquei deslumbrado e, literalmente, tirei a barriga da miséria. Para minha surpresa, menos de dois meses depois que eu tinha chegado assisti a um movimento reivindicatório de "melhorias na qualidade da comida"! Aos domingos no café da manhã era servido pão d'água cortado, daqueles de quilo, o que dava umas fatias que enchiam o pratinho e cuca, além do café e o leite nuns bules enormes. Era literalmente uma BLT (boca livre total) o que me fazia levantar bem cedo e comer "até entortar" já no café da manhã.

Do pouco que me lembro dos moradores, tinha o Elio Falcão Vieira que é também jornalista e o Nelson Pires Ferreira neurocirurgião, casado com uma filha do ex-reitor e também neurocirurgião Eliseu Paglioli. O Nelson namorava a filha do Dr. Eliseu, também serrano de São Chico cujos moradores o chamavam assim, e estava ainda no processo de aceitação familiar, para o que a aprovação dele no vestibular de medicina constituiu uma espécie de alvará. Acho que havia também o Italo Bachieri, de Canguçu, meu ex-colega no Julinho. Como já falei anteriomente, o Diretor da JUC 2 nessa época era o Elio Rosback que compareceu como convidado nosso encontro de 2006. Creio que o Elio era de uma família de pecuaristas gauchos.

correções

No blog há incorreçõe sobre as eleições presidênciais de 2002.O PDT não teve candidato a presidente da República. Brizola, que fazia que apoiava Ciro, na verdade mandou votar já no primeiro turno no Lula, que acabou ganhando de José Serra. Brizola foi candidato a senador pelo RJ, mas ficou em 4 lugar. Ganhou Francisco Dornelles. Aqui no RS José Fortunatti fazia de conta que era o candidato a governador pelo PDT, mas depois de uma viagem ao " chefe" no RJ, voltou de lá apoiando Antônio Britto, candidato do PPS. Pelo menos fazia de conta que apoiava.

Brizola " bigodeou " Ciro Gomes em 2002

foto: gaudêncio

Ciro Gomes em S.Borja em 2002

Não se passaram nem cinco anos de sua morte e já estão vindo à tona alguns bastidores do comportamento do líder político Leonel de Moura Brizola. Um destes fatos descoberto por este site diz respeito às eleições presidenciais de 2002, quando o PDT concorreu coligado com o PPS,de Ciro Gomes( melhor dizer de Patrícia Pillar,mulher de Ciro, que atraía mais gente do que Ciro nos comícios." Todo mundo corria atrás dela nos comícios, onde ela ia o povão corria atrás dela, não de Ciro Gomes" lembrou um repórter que acompanhou aquela campanha).
Acontece que naquela eleição, o PDT, de Brizola - ele era o presidente nacional de honra, mas mandava de fato - entrou com o Paulinho da Força pra vice, que era deputado federal do PTB. Brizola na eleição de 2002 foi candidato ao Senado, pelo PDT do Rio de Janeioro e ficou em quarto lugar. entrando eleito Francisco Dornelles, do PP. Mas Brizola bigodeou Ciro Gomes durante toda a eleição, porque mandava votar direto no Lula, já no primeiro turno, fazendo o voto últil.
" Ciro ficou com uma mágoa disto" lembra uma fonte do PDT.
Na foto que ora publico, feita pelo Gaudência, aprecem Ciro Gomes, candidato a presidente da República pelo PPS, o ex-governador Antônio Brittto Filho, candidato pela terceira vez ao governo do Estado,também pelo PPS( tinha Germano Bonow na vice) Leonel de Moura Brizola,presidente nacional do PDT, o deputado estadual do PDT,João Luis Vargas, Urbano Knorr, que fora prefeito pelo PDT de Minas do Butiá, Clair Ribas(de óculos)então presidente do PDT de S.Borja,Cassia Carpes,vereador do PDT de Porto Alegre.
Lula foi pro segundo turno com José Serra, mas o metalúrgico venceria neste ano sua primeira eleição. Ciro Gomes ficou pelo caminho,depois de ter estado muito bem nas pesquisas. Estrepou-se depois que disse uma frase infeliz sobre Patrícia Pillar,dizendo que era sua mulher e que ela servia pra dormir com ele.

Coleguinhas

* Rogério Mendelski está de férias do Bom Dia, na rádio Guaíba,até dia 02/03.

* Ataídes Miranda, diretor de jornalismo, não segura e pega a latinha quando dá. Está no lugar do Mendelski.

*Chiquinho Tasca,diretor do Barranco, entrou em férias dia 16/02. Volta depois do carnaval.

*Dia 16/02/1992 data do falecimento de Jânio Quadros,lembrou ontem,dia 16/02 na Band AM, o comentarista Armando Burd. Que está dando outra qualidade ao Grande POA.

*Burd lembrou que Jânio,quando governador paulista, proibiu o rock and roll. Burd sabe bem disto porque ele começou na Zero Hora, na sete de setembro, com uma coluninha sobre rock and roll.

* Dizem que os planos das férias do Mendelski é ir até a Venezuela do Hugo Chaves. Como bom repórter, vai trazer matérias pra sua coluna, se é que vai mesmo.

*O correspondente deste site em Passo de Torres, Lauro Dieckmann, deixa o litoral e se instala no calorão de Portinho.

* Que estranhas estas férias do Rogério Mendelski. Ele se despediu na última sexta? Ontem,entrou o Elmar Bones da Costa, o Bicudo, da Já Editores no programa Bom Dia. Isto entre 8 e 9 horas.

Tem alguma coisa aí, que não entendi o que seja.

* O fotógrafo Galeno Rodrgues tem ido à casa de Renato Rossi, colunista de Carros do Correinho, pra ensinar fotografia.
Rossi que já morou na av. Nilo Peçanha, mora hoje na av. Carazinho.

Eu X Eles - Coleguinhas


renato pinto da silva

Acusado de "PCBão" ou de espião do DOPS Renatinho Pinto da Silva foi sobrevivendo!

Uns o tinham por membro do PCBão, o PCB, que nos anos 60 e 70 predominava em redações de jornais. Outros diziam que era informante do DOPS - o órgão de informação da Polícia Civil - e que todo cuidado com ele era pouco. Não era o único jornalista que tinha fama de ser informante do DOPS. Outros a tinham, mas estes em algumas ocasiões deram carteiraço apresentando a carteira da Divisão de Censura Pública.

Rernato Pinto da Silva era o editor de Polícia da ZH em 1973,quando ingressei no jornal.E tinha que segurar a barra de uma patota que vou te contar: Bola(Antônio Carlos Harres) José Simch da Silva,Licinio de Azevedo, Milton Galdino, Hélvio Schneider, Serrinha,Fernando Goulart, Evilázio de Oliveira.O que menos voava era de Concorde.
Mas o Renato levava numa boa, com alguns estrilos de vez em quando.
Isto quando o Lauro Schirmer o chamava na chincha por alguma matéria paulada que algum repórter tinha feito. Principalmente no caso Arebalo( quando o filho de criação do delegado Pedro Seelig morreu nas dependências do DOPSe saiu uma CPI na Assembléia Legislativa), no caso das Mãos Amarradas( um sargento, Raimundo, foi achado boiando no rio Guaíba) e por aí afora.

Encontrei o Renatinho no Bric da Redenção neste último domingo.Falamos pouco, mas o suficiente pra nos identificarmos.
Renatinho acabou saindo da ZH naqueles anos 70 por problemas de censura nas matérias. Foi para o O Globo e depois trabalhou em assessorias.

Era de segurar a barra dos subordinados, como o Gaguinho, Carlos Machado Fehlberg,João Aveline.Uma vez logo no começo da profissão eu fazia plantão de madrugada e nãoconsegui acordar o Gerson Schirmer, que era gordo e dormia encima de uma cama estirada na fotografia. Precisava ir numa vila onde um casebre incendiara e morrera uma criança. Precisava do boneco.
Nooutro dia o Gerson quis tirar o dele fora,claro,e disse pro Renato que eunão o chamei. Eu era a parte fraca da corda, mas mesmo assim Renatinho deixou a coisa por ali.
Ah,ism Renatinho trabalhou no Polícia no tempo do Governo Britto como assessor de imprensa da Chefia de Polícia .Foi a Isara Lindenbaum que o colocou lá.

Domingo ou vai ao brique, ou vai na prainha,em Torres

Domingo último,dia 15/02/2009, meio do mês, depois de minha visita matinal ao amigo José Nelson Gonzalez fui caminhar na rua mais famosa de Porto Alegre, pelo menos dos domingos, a José Bonifácio. Fui ao brique. E domingo mesmo ouvi conversas de quem voltava da praia,dizendo que o movimento no sábado,dia 14/02 fora bem grande. É que como ensinava sempre o Gilbertinho Leal,da ZH , o maior entendido de praias que eu já conheci, na virada da quinzena há a troca dos veranistas. Como gaúcha passa temporada no litoral, vinham os que findavam a temporada e estavam indo os que vão pegar os derradeiros 15 dias de férias,inclusive as do Carnaval. Como eu vou ficar em Portinho, torço pra que aconteça sempre o que aocorre no carnaval:chuva, pelo menos aqui vou ficar torcendo os dedos e comemorando: ah, que bom, tá chovendo, eu tou aqui, mas eles lá também não tão aproveitando.Esta é o que se pode chamar de inveja boa, existe a ruim, que é como diz a palavra, muito mais danosa.

Pois o Lauro Dieckmann, nosso correspondente em Passo de Torres, manda estas fotos da Prainha,de Torres, no domingo,14 horas, só pra gente sofrer mais um pouco.Só falta agora o Saul, lá de Floripa, mandar umas fotos de mudar de top less da Praia da Mole, que daí sim me atiro da ponte do Guaíba.

Eta verãozinho este que não termina nunca.(Um verão de alguns anos atrás eu tava caminhando no Parcão,quando passei pruma guria,bonita,sentada no banco,sozinha. Ainda ouvi o que ela disse: mais um verão terminando e eu aqui sempre sozinha.). E ainda há os hipócritas que se conformam dizendo que verão bom é de Porto Alegre, que não tem movimento, que se vai ao cinema,patatipatatá...que os restaurantes tão vaziso...nada verão bom é no litoral,com sol e mulher pelada(engraçado que a gente olha pra mulher do vizinho, nunca pra da gente).Eis o meu desabafo,diante das fotos que o Lauro me mandou. Tenho dito!

Sereno apareceu na sacada do prédio da Prefa e pediu pras pessoas irem pra casa!

José Nelson Gonzalez me contou ontem(15/02) que no dia primeiro de abril de 1964 - a fatídica data - ele e mais um sócio da revista A Granja estavam na Júlio de Castilhos,onde era a sede da revista e como o rádio insistisse no golpe que se havia armado em Minas, eles foram pra frente da prefeitura municipal.
Ele relata:
- Havia ali não mais do que 50 pessoas, todas juntas, esperando uma decisão do prefeito Sereno Chaise do que fazer. Mas os tanques já haviam tomado conta das ruas e estavam todos estacionados por ali.
Não havia nenhum tumulto,lembrou Nelson.
Dali há pouco, saiu o prefeito Sereno, com sua pastinha embaixo do braço. Ele fez um sinal para aquelas 50 pessoas de que fossem pra casa. Era o gesto de que não haveria resistência.
Na noite anterior, Sereno foi um dos que participou de uma renião onde esteve presente o presidente deposto Jango Goulart, realizada na casa do comandante do III Exército, na esquina da Cristovão Colombo com Carlos Von Koseritz.Ali estavam presentes vários generais e Brizola,então deputado federal, propôs a Jango que nomeasse o general Ladário Telles - então comandante do III EXército,legalista- como ministro da Guerra e a ele Ministro da Justiça. Assim,haveria resistência:
- Brizola, teria dito, Jango, é por ir atrás de tuas sugestões que eu me encontro na situação em que estou....
E Brizola,irritado,teria respondido:
- Vai, rengo, filho da puta. Tu nunca mais vais voltar vivo a este país.
O vai significa que Brizola já sabia que Jango iria pedir asilo ao exterior, como fez em seguida, dirigindo-se ao aerporto,embarcando para S. Borja e depois para Montevideo. Só regressou morto 12 anos depois.

Ib Kern, veterano jornalista da Ultima Hora, me disse que Sereno Chaise,assim que saiu da prefeitura municipal, retirou-se para um retiro de padres.

Os Quatro Riograndes

Núcleo de Casas Enxaimel do período da imigração alemã em Ivoti e a cachoeira S.Miguel.
Ivoti fica localizado a 50km de Porto Alegre seguindo pela BR 116.

www.espanholfotos.blogspot.com

A vida como ela é...

Este texto é ficcção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Fulano...não adianta, não vou pro motel contigo....

Numa determinada redação de um jornal da capital, um editor tinha a mania de na Sexta-Feira,quando se fechava três jornais - de sábado,domingo e parte de segunda - querer apressar sempre a diagramadora pra ele se livrar e ir tomar trago, ou num boteco conhecido por Porta-Larga,ou então no Pedrini, na Venâncio Aires.

O editor, de renome, não amedrontava,no entanto, uma diagramadora, que não era lá o bicho, mas que no grito ganhava todas. Nunca ninguém tivera o peito de mandá-la pro olho da rua do jornal, ou então fazê-la baixar a bola. É que o diretor do jornal não queria bronca, já que a diagramadora, tinha lá seus laços que lhe davam um certo status...Como isto funciona até em jornal,ela fazia uso disto.

Mas numa sexta-feira, o editor vinha pressionando de mais. A diagramadora já estava de saco cheio do cara apressando-a:
- Vamos, lá,fulana, vamos lá,....

A diagramadora foi ficando quieta, fazendo o serviço que o editor do Segundo Caderno lhe pedira. Era pro sábado e tinha uma certa urgência. O tal do dead line...
Até a diagramadora se encheu de vez. Olhou lá pros fundos do "aquário" onde ficava o editor pentelho aquele e viu que ele arrumava seus grandes óculos, de quase l centímetro de lente e vinha vindo em sua direção. Magro,quase esquelético, ele veio vindo e ela pensou. E agora que vou aprontar. Quando ficaram a apenas um metro, ela subiu na mesa de trabalho e deu até berro pra todo redação ouvir.O relógio da redação que ficava pendurado no teto ao lado de umas samambaias, marcava pontualmente 20h15 minutos.

- Não adianta,fulano, não vou hoje pro motel contigo! berrou a diagramadora pra toda a redação ouvir.

O editor abaixou-se e engatinhando de quatro, pra não ser visto, ou ser visto pelo mínimo de gente, foi pro aquario dele. Em seguida foi pro Porta, tomar umas que outras, pra esquecer o vexame.

Gaúcho e salsichão,eis a combinação que deu certo!

Foto mandada de Floripa pelo leitor Saul Cardoso. Nela como se pode ver, não falta o tradicional prato do gaúcho, o salsichão. Eta pues, vamos comer salsichão, até que feito a beira do mar é uma boa, mas à beira da estrada, é fumeta. O editor.

Memória das Praias

O dia que Tramandaí quase teve uma área de top less

Por Lauro Dieckmann, desde Passo de Torres(RS)

O Rogério Mendelski foi o principal mentor de um episódio que mexeu com a opinião pública portoalegrense no início dos 70.Mendelski liderou umgrupo de jornalistas que convenceu Barcelino Becker ( dono do bar Galarin, da Mal. Floriano) a criar um local fechado,na praia de Tramandaí onde as mulheres pudessem fazer " top less".

O empresário,antecipadamente, conseguiu que o delegado de Polícia de Tramandaí, Monte da Rocha, lhe fornecesse um alvará de funcionamento. Com autorização policial, ele permitiu que os jornalistas divulgassem a notícia. Ela saiu em um dos tablóides que circulava em Porto Alegre. A repercussão acabou sendo desastrosa para Barcelino Becker." No outro dia, eu fui chamado ao gabinete do chefe de Censura , Antônio Gabriel de Moura Coelho ( um policial graduado que era também apresentador de auditório e era conhecido pelo apelido de LELECO.) O empresáriolevou uma bronca de Antônio Gabriel e teve a autorização cancelada. Assim rapidamente foi liquidada a idéia de um espaço livre para o top less em Tramandaí em plena ditadura militar.

MARCOPOLO DÁ INÍCIO ÀS COMEMORAÇÕES DOS SEUS 60 ANOS

Foto: Agência Planet

A Marcopolo deu início em janeiro às comemorações dos 60 anos de atividades da empresa no Brasil e uma das primeiras ações a serem desenvolvidas durante todo o ano foi a instalação de novos pórticos e de painéis luminosos (front light e Busdoor). As comemorações envolverão colaboradores, clientes, fornecedores, usuários e a comunidade de Caxias do Sul e dos demais locais onde a empresa possui operações.

De acordo com o diretor e conselheiro de administração, Valter Gomes Pinto, as festividades do 60º aniversário tiveram pré-lançamento em dezembro passado, com a criação e o lançamento de selo e bóton comemorativos e distribuição do calendário de 2009 alusivo à data. "As ações mais fortes foram reservadas para este ano, sobretudo as que envolvem os colaboradores e a comunidade", explica Valter Pinto.

A campanha comemorativa foi criada pela Agência Planet, de Caxias do Sul, onde os dois elementos-chave, os algarismos "6" e "0", entrelaçados, transmite a idéia de união e remete ao conceito de inspiração e aproximação de pessoas, elementos marcantes na construção da história da Marcopolo, "60 anos aproximando as pessoas".

Fundada no dia 6 de agosto, de 1949, em Caxias do Sul, a Marcopolo destaca-se pelas idéias inovadoras aliadas à tecnologia de ponta, que tem como resultado uma linha diversificada que atende necessidades específicas de cada mercado, nacional ou internacional. Neste período, a empresa consolidou posição de liderança mundial no desenvolvimento de soluções para o transporte coletivo de passageiros e hoje seus produtos estão em mais de 104 paises.

Atualmente, a Marcopolo possui operações em nove países - África do Sul, Argentina, China, Colômbia, Egito, Índia, México, Portugal e Rússia. Com 13.600 colaboradores, dos quais, 10,6 mil no Brasil. Recentemente a empresa deu início à produção de ônibus em sua segunda fábrica na Índia, em Dharwad, fruto da joint venture com a Tata Motors.

Eu x Eles - Coleguinhas


Marcelo Lopes

"Desce daí e vem tu fazer as matérias"

Agora que faleceu o Cândido Norberto, no dia 1/02, lembrei-me de um episódio que ocorreu entre o então presidente da TVE - Cândido Norberto - e Marcelo Lopes que era prdutor-executivo na TVE.

Cândido fora nomeado presidente da TVE por Jair Soares, governador do Estado( Há uma conversa de que Jair teria consultado Cândido perguntando-lhe o que ele achava,dele, Jair fechar a TVE.Cândido teria lhe dito:
-Vais passar pra história como o governador que fechou a TVE.
Jair,então,desistiu.)

e estava, na emissora dando total proteção ao presidente João Figueiredo, em cuja anistia, estava apostando totalmente.
Um dia saiu uma matéria que Cândido não gostou muito . A matéria meio que deu um pau no Governo Federal. Cândido ligou pra redação da TVE pra reclamar. O próprio Marcelo, em dia de mau humor,atendeu:
- Sim, Cândido, o que queres?
- Olha, não gostei desta matéria.
- Vai tomar no cu,desce daí e vem tu aqui trabalhar então, desabafou Marcelo, que foi demitido no mesmo dia.
Marcelo Oscar Lopes nasceu em Porto Alegre em 12.12.1951,filho de Sérgio oscar Lopes e Leda Sperb Lopes.
Formou-se em jornalismo pela Fabico. Ninguém conheceu tão bem o Bar do Beto original, na esquina da Venâncio, com Vieira de Castro,quanto ele, porque morava nas redondezas. Às vezes o encontravam caído numa sarjeta daquelas ruas e precisavam levá-lo em casa.
Na TV Gaúcha, onde também foi editor, Marcelo Lopes foi protagonista de um episódio que passou pra história da tevê gaúcha.
Na Copa do Mundo de 1982, havia uma grande enchente na região metropolitana. Os rios estavam altos e como sempre nestas ocasiões, quem sofre são os ribeirinhos.
Na edição do Jornal do Almoço, de um dia, Marcelo colocou as imagens da enchente, ascasas embaixo da água, e por cima delas, saiu a voz do Luciano do Valle " BRasssillllll", que era o bordão usado pela TV Globo naqueles dias a cada golque a Seleção Brasileira fazia em gramados da Espanha. Marcelo foi pra rua naquela tarde.
Foi também um grande frequentador do bar Doce Vida, na Repúblcia que era do seu amigo o fotógrafo Gerson Schirmer.
Marcelo está morto, of course...
Na TV Gaúcha, ele botava tanto escarro pela boca que os colegas achavam que ele estava tuberculso. Morreu de cirrose.

Coleguinhas

* Ib Kern, veterano jornalista, que foi da Ultima Hora, da Zero Hora, do Diários de Notícias, concluiu mais um projeto e embarcou,sábado,dia14/02 para um cruzeiro no Nordeste.

*Ib também foi professor do Direito da PUC durante muitos anos. Andava num galáxie.

*Seu livro de memórias publicado dois anos atrás, pela Agê, do professor Paulo Ledur, vendeu 700 exemplares.O que não é pouco.

* Ib poderia fazer pra nós um livro apenas sóbre episódios de redações. Conhece muitos.

* Quem diria, o velho João Baptista Aveline,antes de ser um dos quadros mais fanáticos do PCB, o Partidão, foi do serviço secreto do Exército, no tempo de Getúlio Vargas.Isto quando Aveline morou no Rio de Janeiro.

* Bão, Alberto André, durante 34 anos presidente da ARI, foi antes de jornalista, do DIP, a censura do tempo de Getúlio Vargas.Batão em cueca,se procurar bem,todo mundo tem.

Vinhos

Leio no site do Ritter que os vinhos tiveram desempenho negativo em 2008.Olha aí mais um bom motivo pra termos bebido aquele vinho chileno na festa do Sinborsul e que provocou indignação do Fernando Albrecht e do Danilo Ucha.

Histórias de Bares


Sereno Chaise

" Prefeitinho de merda, vem pra fora que eu te quebro a cara!"

Corriam os anos 60,pouco antes da " Redentora". Sereno Chaise fora eleito prefeito de Porto Alegre pelo PTB.O Stylus Drink ficava na Garibaldi,esquina Independência, ao lado do cine Vogue(onde passava, nos anos 70, os filmes de arte).
O Stylo Drink era do alemão Bruno Von Meusel(já é falecido)-nascido em Ijuímas que fora dono de um hotel em P.Fundo,segundo Carlos Bastos - e tinha lá,conforme frequentadores como Sereno Chaise e o jornalista Carlos Bastos - que entrevistei para esta matéria - um dos melhores, senão o melhor filé da cidade da época. Os frequentadores eram deputados estaduais, juízes,e alguns nomes são recordáveis como Adylson Motta,Adauri Pinto Felipe, o agrônomo José Carlos(Taio) Pinheiro Machado(falecido em novembro de2008), Carlos Bastos,o próprio prefeito Sereno Chaise,Humberto Ruga,Luis Carlos Lopes Madeira,Dido Silveira Martins,entre outros.

Um dos frequentadores do Stylo Drink era um transportador de Erechim cujo sobrenome era (ou é) Tegoni.Mas ele carregava um estranho apelido que detestava: " crista de galo".É que ele tinha um rosto vermelhão, era um gringão de Erechim e o apelido tinha sido dado pela turma que jogava cartas em Atlântida,entre eles o jornalista Eprahim Pinheiro Cabral, Taio Pinheiro Machadoe o médico Otão Meirelles. Eles ficavam num bar em Atlântida jogando cartas e quando o Tegoni passava num carro conversível,alguém do grupo sempre fazia a molecagem: dava um grito: " crista de galo". Era o suficiente pro Tegoni ficar puto da vida.


Carlos Bastos

Pois numa noite o prefeito Sereno Chaise jantava com sua senhora,Terezinha numa mesa do Stylus Drink.Carlos Bastos e Taio Pinheiro Machado estavam quase encerrando o "expediente" numa outra mesa. Taio teve a idéia e disse pro Bastos:

- Eu vou a toillette e quando aquele cara ali e indicou a mesa doTegoni,discretamente se levantar e sair, quando ele chegar na porta tu grita bem forte: Crista de galo.
Ele vai ficar puto com o Sereno,adivinhou Taio.
Tegoni já estava pagando a conta e pouco depois, com Taio no banheiro,Bastos fez a molecagem. Assim que Tegoni e a família chegaram na porta, Bastos gritou forte pra que ele ouvisse:
- Crista de galo.
Foi o que bastou. Tegoni sabia que ali dentro apenas Sereno Chaise o conhecia da praia de Atlântida.
- Prefeittinho de merda, vem pra fora que eu te quebro a cara,gritou o difamado.
Aí seu Bruno, dono do Stylus Drink foi lá e acalmou o transportador que havia ficado uma fera.
Enquanto isto, Taio se mijava de rir no banheiro e o Bastos fazia que não era com ele.
Mas quem ficou puto por ter pago o vale foi o Sereno, que saiu dali meio que furioso com a molecagem dos dois amigos.

Memória da Imprensa

O apê do Kolecza era uma depre total!

Francis Maia, colega da assessoria de Imprensa do PDT na Assembléia Legislativa não estava acostumada a que o superintendente de Comunicação Social da casa,nos anos 90, Carlos Alberto Kolecza faltasse ao trabalho. "Era muito raro que Kolecza não viesse trabalhar" recorda ela.

Um dia ela notou que Kolecza não havia aparecido de manhã e depois do almoço resolveu ir até sua casa, no Menino Deus, pra saber se havia acontecido algo de sério com o chefe.

Chegou lá depois das 14 e quando bateu na porta, em princípio, ninguém atendeu. Mas pouco depois, o dono respondeu. Kolecza abriu a porta e então deparou-se na frente de Francis Maia um apartamento que era a imagem da tristeza e da depressão.
" Na parede havia uma cruz missioneira com um lenço preto envolto nela. Pelo chão estavam espalhados por todos os lados pilhas de jornais.E a erva-mate também andava perdida pelo chão" lembro Francis. Kolecza estava sentado no chão -segundo o hoteleiro Belmiro Weber,dono do Hotel Beira Mar, sempre que Kolecza ia pra lá chefiar as equipes de ZH ele nunca usava cadeira, a não ser quando era pra bater a matéria, porque caso contrário ele sentava no chão. Tanto que Belmiro o chama até hoje de " o inimigo número um dos fabricantes de cadeiras" - mudo, num silêncio sepulcral.
E pra piorar o clima, a mulher do jornalista fazia poucos dias que tinha arrumado as trouxas e vazado. Ele acabara de se separar mais uma vez.
Então Francis Maio entendeu o motivo de todo aquele bode. Naquele dia tinha falecido o cantor Cenair Maicá,amigo e parceiro de pescarias do Carlos Alberto Kolecza,havia visto que os dois são oriundos da terra vermelha das Missões. Kolezca é de Sta.Rosa e Cenair Maicá é de Tucunduva.


Cenair Maicá

Eu x Eles - Coleguinhas


Luiz Vitello

Edmar Mainardi foi esperar Vitello no aeroporto com um um "berro" na cintura

Luiz Rache Vitello Filho nasceu em Porto Alegre em 28.01.1951.Na Folha da Manhã, fez parte da turma do esporte que tinha ele, Lauro Quadros, Paulinho Fumaça( Paulo Gerson Antunes de Oliveira),Eugênio Bortolon, o " Bebê chorão". Depois Vit]ello trabalhou em O Globo(sucursal) e na Assembléia Legislativa do Estado.
Anos depois na gestão do engenheiro Edmar Mainardi, quando Odacir Klein foi Ministro sos Transportes,Vitello foi o chefe de comunicação social da Rede Ferroviária Federal S/A. Ali, não sei porque cargas dágua, fez um inimigo: o próprio superintendente.
Tempos depois Vitello foi assessorar Odacir Klein em Brasília, e quando vinha a Porto Alegre,Edmar Mainardi, ia sempre de tocaia no Salgado Filho, com um " berro" na cintura, prum acerto de contas. Mas alguém da própria Rede Federal se encarregava de avisar Vitello que assim que descia do avião,saía por uma porta lateral e o encontro nunca acabou acontecendo porque Mainardi queria chamá-lo na chincha, como diz o gaúcho.Vitello morreu de uma outra coisa, mas não de um tiro de Mainardi, como o engenheiro jurara.Como diz o ditado, cachorro que muito late, pouco morde.

Escore trocado!

Quando trabalhava na Caldas Junior, nos anos 70, Vitello foi desingando o representante da empresa junto a uma excursão que o presidente da Federação Gaúcha de Futebol(FGF) Rubens Hoffmeister fez com a seleção gaúcha a América Central,onde disputuram muitos jogos.Num deles, como os jornais da Caldas tinham que fechar - e há diferença de horário -Vitello mandou de lá um resultado trocado, que era justamente pra agradar
a FGF. Só que no outro dia veio pela UPI o resultado correto do jogo, me parece que na Costa Rica. O combinado gaúcho tinha perdido o jogo. Os jornais da Caldas fizeram, no dia seguinte, a retificação.

Vitello, que faleceu há alguns anos atrás, é filho de Luiz RacheVitello e de Celia Ptersen Vitello.Na sucursal de O Globo ocupou o cargo de subchefe.Na Assembléia Legislativa foi superintendente de Com. Social.
Foi casado com Doris( 31.12.1952) e tem um filho Rodrigo Weidmann( 11.07.1978).

A vida como ela é...

Os fatos aqui narrados são invenção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Ao som dos Stones, o repórter tri de esquerda desfilava com a calcinha da fotógrafa

Foi um dos mais afamados homens da esquerda dos anos 60 em Porto Alegre, mas depois de um certo tempo cansou da província e quis dar vôos maiores. Foi embora pra Paulicéia. E lá na sua profissão de jornalista- tinha muita fama de repórter- fez sucesso,mormente em jornais alternativos, mas antes em jornais de donos pertencentes a burguesia quatrocentão de S.Paulo.

Havia um jornalista que morava na Africa, um destes que são misto de aventureiro com repórter e que gostava a se comparar muito com o escritor Ernest Hemingway, que quando vinha fazia farras e mais farras com o nosso personagem que morava em Sampa.

Pois então, no apartamento de uma conhecida fotógrafa de Porto Alegre, que também fora embora da capital gaúcha pra se estabelecer num apartamento de 400 metros quadrados da Boca do Lixo de Sampa,os dois repórteres se encontravam pra beber uns vinhos ,bater papo. Ambos eram amigos da dona do apê.

Uma noite, o nosso personagem tri de esquerda resolveu cheirar umas quantas e colocou a música Let´s Spend The nigth together, dos Rolling Stones na vitrola e mais: vestiu uma calcinha da fotógrafa e saiu a rebolar pela imensa sala do apê dela.

Ao que no outro dia, o amigo moçambicano,por pura implicância quando foi encontrar-se novamente com o repórter que fora tri de esquerda levou um disco e o colocou na eletrola: dele saía uma voz de um cantor que dizia:
- Mas que baita macho, mas que baita macho

Gaúcho quando solta a franga fora daqui, vou te contar,né...

O que é torres hoje, ou Serafina vai à praia!

Por Lauro Dieckman

ontem, sábado (14/2) topei com dois carros de serafina correa estacionados na praia grande, em torres. um era um fiat punto vermelho, o outro eu não lembro que marca era.

torres, atualmente, é uma praia de frequencia bem variada. a maioria dos veranistas ainda é de porto alegre ou caxias do sul.

depois daquelas invasões dos argentinos entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90, quando a nossa inflação favorecia o poder aquisitivo deles (dólar valorizado), a entrada dos hermanos minguou muito. o plano real matou o turismo argentino para as praias do rs.

claro que os hermanos nunca deixaram de vir. alguns hotéis se acertaram com agências argentinas e sempre mantiveram excursões. há alguns anos eu me hospedei num hotel em capão e saia uma turma de argentinos, chegava outra. argentinos dessas provínias mais para cima.

este ano, pelo que se vê nas ruas, a entrada de argentinos está bem significativa. não é uma invasão, como nos outros tempos, mas se vê bastante carros com placas da argentina e alguns do uruguai. o real desvalorizou um tanto e lá na argentina o casal presidencial-patagônigo também está mexendo na moeda.

além dos porto-alegrenses, caxienses (e adjacentes) e argentinos, torres recebe uma significativa quantidade de veranistas de municípios tão distindos como cruz alta, santana do livramento, ijuí ... grande parte desse pessoal tem o acesso facilitado pelas estradas do planalto das missões que confluem para a 'rota do sol', o rigotto consegui entregar quase pronta e que a ieda completou sem demora (pelo menos isso!)

de modo que torres se tornou uma praia de classe média-classe média alta, com ainda alguns resquícios das antigas grandes famíliar porto-alegrenses.

o movimento não é o que já foi, o que é muito bom, pois a gente consegue bastante tranquilidade.

tumulto mesmo só na virada do ano, por causa da badalação em torno da queima de fogos na praia grande (no mampituba também tem queima de fogos, que dura uns bons 15 a 20 minutos, patrocinada pelos restaurantes à beira do rio e por comerciantes do passo de torres) e no carnaval.

além disso, torres é um pólo comercial da região e tem a ulbra, que movimenta a cidade todo o ano com os seus estudantes. sem falar que universidades de SC tem extensões aqui no passo.

e claro, torres foi uma das primeiras regiões do estado a ser ocupada pela portuguesada colonialista, de modo que é uma região que tem história consolidada, o que não é pouco...

Memória da Imprensa

O centenário do Correio Rio Grandense

Me criei vendo meu avó paterno,José, lendo o Correio RioGrandense. Este jornal está fazendo hoje 100 anos de vida, o que não é pouca coisa. Foi criado em Garibaldi,depois se transferiu para Caxias do Sul e hoje é impresso a cores na Editora e Gráfica S. Miguel.

Houve uma etapa em que o Correio Rio Grandense se chamava Stafetta Rio Grandense. É editado pelos freis Capuchinhos e em Porto Alegre seu representante é o Frei Rovílio Costa, da EST Edições.

Foi por meio do Correio Rio Grandense que milhares de leitores conheceram a " Vita e Stória de Naneto Pippeta" do frei Achilles Bernardi.

Qual casa de descendente de italiano, mesmo na colônia, que não teve um exemplar deste livro?

Ele retratou as desilusões e dificuldades e trapalhadas do Nanetto Pipetta, um imigrante italino, que veio achando que aqui havia " la cucanha"( a fortuna). Isto é que, aqui estava tudo feito. Que nada, os imigrantes italianos só não voltaram a Italia,apesar de todo o sofrimento que haviam deixado lá, por falta de dinheiro, tais as condições dificeis que encontraram nas terras que vieram possuir.

A seguir, três dos inúmeros padres que ajudaram a fazer o Correio Riograndense ao longo destes 100 anos:


Pedro Luiz Bottare

1) Pedro Luiz Bottari nascido em 29.06.1905. Filho de Emílio Bottari e Lucia Porporati Bottari. Morou algum tempo no Patronato Antônio Alves Ramos, em Santa Maria. Foi redator do Correio Rio Grandense.


Amabile Gentile Biazus

2) Amabile Gentile Biazus nascido em 25/11/1926. Filho de João Biazus e de Maria Muraro. Residiu em Farroupilha e Bento Gonçalves. Foi redator do Correio Rio Grandense.


Victorino Felix Sanson

3)Victorino Félix Sanson nascido em fevereiro de 1911.Residiu na rua João Telles, 523,apto 51,em Porto Alegre. Trabalhou também no Correio Rio Grandense.

Coleguinhas

* Cristina Mazzei,que estava na Ulbra TV, também trabalha na assessoria de um deputado na Assembléia Legislativa do Estado.

* Danilo Ucha no último Jornal da Noite também registra o que para ele é um incidente, ou abuso: o valor do vinho consumido no recente churrasco do Sinborsul, no Barranco.Mas com gente gourmet em vinho como ele,Affonso Ritter, e uma grife presente como o empresário Paulo Velhinho, qual o problema que se tome um vinho de 300 reais?
Ora, se fosse de 6 mil reais,ainda va lá...Queriam que se bebesse vinho de garrafão de beira de estrada?

* Porto Alegre vai esvaziar na semana que antecede e na do Carnaval.Estou me preparando pra ir a S.Francisco de Borja pra continuar uma pesquisa que faço sobre Jango Goulart.

A memória dos donos de bares de Portinho

Atenção saudosistas de plantão: passei a pauta aí pro correspondente de Passo de Torres, o Lauro Dieckmann pra levantar o dono do Gallarim, na Mal. Floriano,em Porto Alegre, que já fechou e ei-lo aí. Lauro não vacilou: foi lá entrevistou o cara e fez o boneco que está aí pra vocês.

O Gallarim foi um barzinho que teve na Rua Mal. Floriano,onde hoje está o super Nacional. Era do Barcelino Becker, nascido em Morro Azul,interior de Torres. Por isto ele pintava as cores internas do barzinho com paisagens de sua terra natal.
Hoje Barcelino está bem de vida, mora no centro de Torres e largou a noite.Sei que muitos coleguinhas conheceram o Gallarim.Entre eles o J.C.Terlera,o Rogério Mendelski, Carlos Bastos,José Onofre,Carlos Coelho,Danilo Ucha,entre outros. O Gallarim era frequentado também na hora do happy hour por estar perto do Tribunal de Justiça por muitos juizes,que saíam do trabalho e iam fazer uma happy hour.

Mais adiante,virão outras histórias de bares de Portinho

ARI tinha 1800 sócios em 1983

A caverna vai ser ampliada!


Bruno Kniest,Shirley SAldanha e Aristedes Saladanha (Ratão)

Foi o Lauro Dieckmann quem me deu a dica: o Caverna do Ratão, na Protásio,esquina Eça, está em obras. Fui lá conferir e está mesmo. Falei com a dona, a Elizabeth Saldanha, a Bete, que me disse que aproveitaram o mês de férias coletivas pra reforma. O bar terá o dobro de mesas quando voltar em dois de março,vindouro,se ficar pronto.
Ela só nãoinformou quanto estão investindo na ampliação.

O Ratão, na verdade AlcidesSaldanha, era de Cachoeira do Sul,onde nasceu em 05/10/1928. Faleceu em 21/10/1995. Chamou-se de ratão, porque ele chamava todo mundo de ratão.
O apelido ficou nele.
Sua morte deu-se por enfarte." Ele estava no bar, subiu pro apartamento porque se sentiu al e não voltou"contou a filha Bete.
Tinha 68 anos quando morreu.

Uma do Ratão é a seguinte: uma noite ele tomou uns tragos a mais,incentivou-se e deixou seu bar e foi até o Barranco, que é seu vizinho. Lá disse ao Chiquinho Tasca que foram comprar a churrascaria.As fotos são do acervo da família.


Demetrio, Buby Schmidt, Bruno Kniest, Ratão (ALcides Saldanha), Vera e Beth Sadanha, Tio Feijó, Tio Oscar, tarasconi, Wilson Albino Moreira, Deoclides Gudolle, Flavio Luz, Vitor Hugo em um churrasco

Eu X Eles - Coleguinhas


Batista Filho

Um político travestido de jornalista!

Vamos combinar,né: o radialista João Batista de Melo Filho,que fez niver dia 10 passado, nasceu em 1941, em Lagoa Vermelha. É,portanto, junto com Nereu Lima, L.C.Rech, o assaltante Dilonei Melara, Ana Amélia Lemos, um dos dez famosos daquela cidade serrana.

Filho de João Batista de Melo e de Elcídia de Melo, João Batista hoje é mais conhecido como o " pai do Andrei". Tudo isto porque o filho Andrei Kamps é repórter da TV Globo.
Batista Filho foi um dos inventores do programa esportivo Conversa de Arquibancada, na antiga TV Piratini, um programa de debates esportivos que fez muito sucesso nos anos 60. Segundo Batista, foi ali que Paulo Santana começou a despontar como debatedor.

Batista foi diretor da CRTUR,quando Alceu de Deus Collares foi prefeito de Porto Alegre e quando Collares foi governador, ele foi presidente da Fundação TVE.
É casado com Olenca( 19.08.1943) e tem os filhos João Batista M.Netto( 02.04.1971) e Andrei( 04.05.1972).
Batista,é,na verdade, um militante do PDT. No momento,ocupa a vice-presidência da Associação Riograndense de Imprensa(ARI).

Sim, tem um irmão mais famoso que ele: Ênio Melo.

Descomplicou

Ontem,dia 11/02,quando vim pro meu trabalho diário de atualizar o site, notei mudanças na Assembléia Legislativa. Na entrada, o guarda mandou passar,dizendo que não precisava mais me identificar como faço desde que a salinha J.C.Terlera foi criada, em julho de 2007.

Eu X Eles - Coleguinhas


Antonio Oliveira

De incendiário a "Chapa-branca"

Como diria aquele ditado antigo:longos dias têm 100 anos.Quem conheceu o Antônio Manoel de Oliveira, na segunda metade dos anos 70,quando como presidente do Sindicato dos Jornalistas liderou um movimento grevista na ZH,que quase se consumou - teria sido um suicídio coletivo, porque os patrões teriam degolado mais de 100 funcionários - e que queria pichar as paredes do prédio da ZH ( uma loucura naqueles anos da ditadura militar)
e vê o Antônio hoje,assessor de imprensa de uma estatal, pensa em como a vida dá voltas mesmo.

Antônio Manoel de Oliveira é nascido em Santa Catarina. Perdão, não sei o município, mas é " catarina".
Nasceu em 13.06.1944 filho de Manoel Inácio de Oliveira e de Inez de S.Machado.
Trabalhou na rádio Gaúcha,foi editor de esportes de ZH e é um dos responsáveis pela implantação da ZH Dominical. Também frequentou muito o Porta-Larga, isto quando ficava onde hoje é o prédio administrativo da RBS, na av. Erico Verissimo."Era um boteco de secos e molhados. Nós sentávamos encima dos sacos de batata e de feijão,ou arroz, enquanto comíamos salamito,com cerveja nas sextas" disse-me estes tempos." Ficávamos lá porque esperávamos que os diagramadores se desocupassem pra gente poder baixar nossas matérias pra Dominical que estava começando naqueles anos".Foi isto que originou uma lenda: os diretores de ZH tinham pensado em colocar uma extensão do telefone no Porta-Larga pra avisar ou chamar os editores. Mas aí viram que seria demais, e desistiram.

Moçambique e Coojornal

Depois que deixou a ZH, Antônio mergulhou no projeto da coojornal, a cooperativa dos jornalistas que durante um certo tempo representou emprego para inúmeros colegas. O projeto foi água abaixo por vários motivos, mas quem dela participou deve saber melhor do que o que levou ao fracasso. Oficialmente, atribuem à censura e a Polícia Federal que intimidava os anunciantes.

Antônio foi embora- ele e Osmar Trindade - então num projeto de cooperantes para Moçambique,levado pelo seu antigo subordinado de ZH, na editoria de Polícia, Licínio Silveira. Lá ficou por longos seis anos. Morou no interior - quase mil metros de Maputo, a capital, trabalhando num projeto de soerguimento e de ensino aos jovens em como fazer comunicação social. Alguns destes jovens vieram aprender e fazer estágios em Porto Alegre e depois voltaram para Moçambique, uma ex-colônia africana.

Na volta, ingressou na assessoria de imprensa e já trabalhou em vários locais,entre eles o Palácio Piratini(onde comandou uma equipe que editou um jornal para todo o Estado) e agora está na Trensurb.

O " velho" Manoel teve dois casamentos: o primeiro com Clara Beatriz( 21.03.1948) com quem teve a filha Laura( 21.05.1975). Depois Antônio casou com a Teresa que o acompanhou no trabalho em Moçambique.Com ela também tem filhas. Nenhum homem apareceu entre os herdeiros do Antônio.

As viagens " marca-diabo " do Paraguai


Muambeiros em Fox do Iguaçu

Na segunda metade dos anos 80, descobri um filé mignon pra matérias no jornal em que trabalhava, a ZH. Não recordo mais como tudo começou, mas sei que devo ter feito entre umas dez ou mais viagens,sempre nos ônibus dos muambeiros que era como se chamavam os camelôs naqueles tempos.

Numa destas viagens, que o colega Carlos Wagner chamava de " EU ME ODEIO" nós saímos de frente da Prefeitura Municipal com o ônibus sempre lotava. Eu de repórter e a Miriam Fitcher de fotógrafa. Quando nos perguntaram quem éramos, mentimos que éramos um casal em lua-de-mel. Isto é importante pro desenrolar da história.

O prefeito Alceu de Deus Collares saiu da prefa e não perdeu a oportunidade de fazer uma demagogiazinha. Entrou no ônibus e foi cumprimentando os muambeiros, um a um.

Depois desejou Boa-Viagem e foi embora. Nós saímos de lá e o ônibus quebrou na frente do Mercado Público. Pra ver que qualidade que o veículo tinha.
Pra encurtar a história. Até Foz do Iguaçu,deve ter quebrado umas vinte vezes. E eu já tava torcendo pra que isto acontesse porque assim teria assunto pra minha reportagem.
A Miriam conseguiu disfarçadamente fazer umas fotos, que ficaram bem legais.

Na volta, como tinha muambeiro que pra viajar andava no porta-malas do carro, em Erechim, numa das paradas, pedi pra Miriam, por favor, fazer uma foto disto.
Mas antes já notara que havia gente desconfiada que éramos repórteres.
Um dos caras que me inquirira antes me disse: " mas como em lua-de-mel se vocês nem se beijaram".
Era vero...
Em Erechim, nesta parada, notei que poderia haver problemas se continuássemos no ônibus. Os caras poderiam nos bater o brim.
Liguei pra ZH, num orelhão, a cobrar - nem pensar em celular ainda - e viemos num ônibus comum. Saímos fora daquela excursão de muambeiro.

Tempos depois quando estive de novo em Foz do Iguaçu, num programa mais turístico, entrei num restaurante e um dos donos me disse:
- Estão procurando por aqui um repórter da ZH que andou falando mal dos comerciantes. Vamos pegá-lo um dia. Saí de fininho,antes que alguém me dedasse.
Outro dia,conto outras histórias do Paraguia, como a vez que tivemos que mudar de hotel,apesar do calor que fazia naquele que nos haviam reservado, que nem ar condicionado tinha. Fica pra outro dia...inté.


ìndio quer apito ? Não, dinheiro.

Camelódromo

O leitor Saul,desde Floripa, mais bem informado do que a gente aqui,manda estas fotos pra clarear as idéias de como está o novo centro de Portinho. Pode mandar outras de Floripa,caro Saul" O editor.

Zambiasi recebe comitivas de prefeitos gaúchos em Brasília

Ao longo desta semana, o senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) está recebendo a visita de diversos prefeitos e prefeitas eleitos no último pleito, além de vice-prefeitos, vereadores e grupos de apoio no seu gabinete, em Brasília. Os administradores municipais estão participando do o I Encontro Nacional dos Prefeitos e Prefeitas Eleitos que começou nesta terça-feira (10) e encerra hoje (11), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Na oportunidade, os prefeitos solicitaram recursos para conclusão das obras e novos projetos para seus municípios. Zambiasi foi receptivo às reivindicações dos administradores municipais e deu orientações técnicas, para desenvolver essas ações. "Muitos projetos que são encaminhados aos Ministérios, pelas prefeituras, não seguem exigências do Governo Federal e por isso acabam sem receber os recursos. As prefeituras devem seguir o padrão estabelecido e protocolar o material corretamente. Isso evitará que os pedidos retornem, dando mais agilidade ao processo", explica Zambiasi.

Zambiasi ainda defendeu a criação de um centro técnico especial de desenvolvimento dos projetos, nas prefeituras. "Este setor específico possibilitará que as idéias saiam do papel e sejam colocadas em prática, beneficiando a população", afirma.

De acordo com informações da Presidência da República, o evento Promovido pela Associação Brasileira de Municípios (ABM), em parceria com a Associação Transparência Municipal (ATM), a GOVBR e a Mundo Tour deve reunir cerca de 3 mil gestores de todo o Brasil, além de secretários e assessores.

Memória do Jornalismo

SAMPAULO esqueceu de assinar sua charge mais famosa!

No último dia 7/02/09 transcorreu o 10 ano da morte do conhecido chargista Paulo de Sampaio, popularmente chamado de SAMPAULO. Aliás, um dia fui lhe perguntar o porquê do Sampaulo e ele foi muito grosseiro.
O Sampaulo como vivo, não era bem aquilo que se pode chamar de uma miss.
Mas seu talento era inegável. Era muit 27/09o bom principalmente quando seu time, o colorado de Porto Alegre, perdia. Ele voltava todo seu amargor,sua amargura contra o próprio time,e seus jogadores ou o treinador e aí suas charges cresciam. Era mais ou menos o que a vida toda o Paulo Santana foi em relação ao Grêmio: ele cresce como colunista,quando o Grêmio vai mal.

A história de uma charge
Em 27/09/1955 Sampaulo publicou no jornal O Clarim, de Leonel Brizola e Jango uma charge na qual mostrava o adversário de Brizola pra prefeito de Porto Alegre, o coronel Euclides Triches, do Partido Democrata Cristão(PDC)sendo ciceroneado por Perachi de Barcellos pra conhecer Porto Alegre. A charge fez grande sucesso e Sampaulo se esqueceu de assiná-la. Assim sua charge histórica não tem sua assinatura.
Como fez sucesso no Clarim, o PTB a publicou como matéria paga nos jornais Do Dia, Diário de Notícias,Correio do Povo. Fez um sucesso estrondoso e acabou com a candidatura de Triches. Brizola foi o vencedor da eleição.

Notívago

Sampaulo era um notívago.E muito debochado. No dia 26 de setembro de 1991,publicou no seu espaço na ZH - jornal onde foi trabalhar depois da quebra da Cia Jornalística Caldas Junior - uma charge demolidora contra Renato Gaúcho, o ponta-direita que dera o campeonato mundial ao Grêmio.
Era uma turma festejando com bandeiras onde se podia ler: Renato ,Renato... e ao lado dois caras, um dizendo pro outro: Torcedores, nada! nós somos é donos de bares e casas noturnas...

E a charge ainda suplicava pra que avisassem ao Portaluppi que a casa que ele tanto frequentou, o Boca na Água,fechara.
No dia seguinte, veio o troco dos gremistas, pela boca do ferino Paulo Santana que contou um episódio no qual o Sampaulo teria ficado fechado na Caverno do Ratão e telefonado pro dono querendo saber quando ele abriria o bar porque ele ficara fechado dentro dele. Era pura ironia do Santana pra chamar,galhardamente, o Sampaulo de bêbado.

Sucesso com mulheres

Frequentador do conhecido Bar da Adelaide´s, na Mal Floriano,459, Sampaulo fazia fazia parte da turma de boêmios,entre eles Lupicínio Rodrigues, que tinham mesa cativa naquela casa, uma verdadeira catedral do samba.
Uma noite,segundo conta sua esposa, Eneida Leal, hoje residindo em Tramandaí - "enchi o saco de pagar condomínios",segundo ela- estavam os dois no Adelaide´s quando "entraram duas portuguesas lindas, belissimas e olharam o Sampaulo.Ele era um homem muito bonito" acrescentou.
- Ficou naquele negócio,relembra Eneida, eu olha pra ele pra ver onde é que a coruja dorme, ficava só olhando.
Ela acrescenta: " de uma hora para outra uma daquelas portuguesas resolve cantar e sentou-se numa mesa,cruzou a perna eficou sedutoramente fazendo caras e bocas. Eu fiquei fria mascando aquele freio.Eneida,tomada de ciúme, acompanhou a portuguesa que se deslocou para o banheiro:
-Fui atrás dela e dei um pescoção e disse: tu pára de lançar roseira pra aquele homem, ele é meu ele tem dona, tu vais sair daqui agora senão te quebro em 90 partes.
Os músicos que estavam bem perto do banheiro ouviram toda aquela saia justa.
A portuguesa " bem queridinha" saiu e pediu a conta e sumiram.
Fiquei sendo considerada uma ariranha.

Pinga-Fogo

* Presença de ex-gov. Rigotto na posse do vereador Sebastião Mello(PMDB) na prefa é testemunho que são aliados. É por isto que o ex-coordenador de imprensa de Rigotto, Celito de Grandi, emplaca os seus na Câmara Municipal.

Coleguinhas

* Rogério Mendelski,ontem,dia 10/02 no Bom Dia entesou com escolta que Brigada Militar fez a cantora Ivete Sangalo ao Planeta Atlântida. Larga eles de mão companheiro.Vai ser bom pra ti!

* O motor show do Renato Rossi, deixou a TV Guaíba, agora Record e se mudou pra a Band. Na Record não quiseram mais porque baixava o Ibope na hora que entrava no ar.

*Na salinha J.C. Terlera, da Assembléia Legislativa do Estado, ontem,dia 10/02, amainou o ambiente.É que um dos contendores da última sexta - que obrigou J.C. Terlera a fazer uma intervenção pessoal a pedido da segurança da casa, foi embora pra Brasília.

News de Serafina

* Morreu no dia 29/01, minha colega de turma do Ginásio N.Sra do Rosário, a , de Serafina Correa, Rosa Maria Piccoli, que foi casada com o ex-prefeito(2 vezes) Sérgio Antônio Massolini. Aos familiares, meus pêsames. Fica a lembrança da Rosa, como uma pessoa alegre. Seu legado foi este e não de uma pessoa rica, como alguns bestas querem fazer crer.A Rosa era maneira. Quando ela se separou do marido, não ficava dando banda naquela fofoqueira de Serafina. Ela ia a Guaporé " tomar umas cervejas".
Aliás, foi a Rosa quem organizou a excursão que fizemos a Gramado, como prêmio de nossa formatura. Recolhemos dinheiro durante o ano de 68 - o mundo pegando fogo e nós lá em Serafina preocupados com a excursão de fim de ano. Foi por isto que durante o ano de 1969, já no Lulinho, em Porto Alegre, comeceu a ver outro mundo.
* Já deram cartão vermelho pruma secretário municipal, a professora Ivete Maria Soccol. A desculpa oficial é que ela se aposentou. Mas mesmo aposentada poderia continuar a frente da Secretaria da Educação. Vai ver que se assustou com o tamanho do pepino, ou algo assim. Essa gente é de muita teoria, mas na hora do bem bom, tremem.
* Ivete Maria Soccol vem a ser esposa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação, José Modeski Junior. Ele é do PT, porque o sindicato é ligado a CUT. Ela entrou na quota do PT, que ganhou a vice-prefeitura.
* Duas irmãs-gêmeas ainda continuam de pratos quebrados por causa da última eleição?
*Não conheço ninguém que saiba mais a história de Serafina do que o advogado Oraldo Rodrigues. Sabe até a data de nascimento e de morte de todo mundo. Ele sim que deveria escrever um livro de memórias.
Oraldo foi elogiado estes dias em Canguçu pela juiza local por ele ser de Serafina. Tudo por causa da Via Gênova.
*O jornal O serafinense, depois que morreu seu fundador Renato Paz, não circula mais na cidade. Ficou só o Gazetinha.O Fiorin é que acertou botar um jornal em Serafina,embora digam que ele representa o interesse dos Massolini.

Sobre o Cândido Norberto


Zero Hora, 11 de maio de 1995

sobre a filha do secretário da segurança...

Sobre a aluna do prof. Antoninho Gonzalez que era filha do secretário de segurança na época em que ameaçaram prender a colega iARA rech, LAURO dIECKMANN, DESDE pASSO DE tORRES MANDA NEWS:

uma filha de secretário da segurança que foi aluna do antoninho gonzales foi a minha prima ericina maria abreu teixeira, filha do coronel, depois general, athos césar batista teixeira. não sei se teve outra filha de secretário da segurança que foi aluna do antoninho.
a ercina também foi minha colega na famecos, na época que o pai dela era secretário da segurança do estado. o coronel era primo do médici. era muito boa gente, um baixinho tranquilo. depois foi ser general em joão pessoa, onde até nome de rua é agora (já é falecido).
isso foi lá pelos anos 69/72. nós terminamos o curso juntos (mas eu nem fui na formatura). em seguida, ela casou e foi com o marido para o rio de janeiro, morar em ipanema (o carinha (já falecido) trabalhava embratel e era filho de militar também). a mãe dela (também já falecida), a esposa do cel. athos, era prima da minha mãe. o avô dela era irmão da minha avó materna (família abreu, de são lourenço do sul). e todos somos descendentes de uma irmã do bento gonçalves da silva, tooooooooooing... essa irmã do bento gonçalves casou com um abreu. a família é santos abreu e, em são lourenço, tem um sobrado, um casarão antigo, que era deles. hoje é hotel fazenda.
lauro d.

a vida como ela é...

Os fatos são ficcionais. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

Haviam sido marido e mulher e o homem era violento. Tinha o nome do primeiro homem que habitou a face da Terra. Ela não era Eva, mas iniciava com N.

Nos vários rolos que tiveram, algumas vezes o marido,que fora sócio de empresa de ônibus da capital,havia ameaçado a mulher com revólver. Uma vez, ele foi à praia e encontrou lá a filha já crescida com o namorado. Já estava separado da esposa, mas ficou furioso pelo fato da filha já ter companheiro. Edipiano pra c...este cara.

Voltou de Pinhal, e enfiou balas de revólver 38 no cachorro que ele tinha no pátio e que era o mimo da filha.E deu um enterro ao animal, no fundo da casa que tinha no bairro Partenon. Algum vizinho,desses preconceituosos, ainda sentenciou:
- Chamem a Zero Hora, este homem está possuído pelo demônio. Ainda não havia Big Brother, nem Ratinho,senão todos teriam ido parar lá.

Quando a filha voltou de Pinhal e viu o que o pai fizera, sentenciou:
- Ele queria me matar, ao invés disto, matou o cachorro que eu mais gostava.
Me substituiu...

Pois os dois foram indo assim aos trancos e barrancos.
Ele nunca pagou pensão, só no final do mês mandava uma bolada pra mulher, ou ex-mulher. Como ela se mudou do Partenon pra av. Lavras, o ex-marido debochava:
- Virou madame,agora só quer morar em Petrópolis.

Antes do último Natal, ele ligou pra ela: benzinho( ele ainda a chama assim) vamos no cartório perto do Julinho que vendi um partamento da Lima e Silva e tu tens que assinar.
Chegaram lá e os dois foram pruma salinha particular onde os papéis deveriam ser assinados. Ele botou a pastinha encima da mesa,tirou um "tresoitão" enrolado num pano e disse,baixinho,só pra ela ouvir e deixá-la amedrontada:
- Olha,táis vendo. Assina aí porque ele está devidamente embalado.

Ela,conhecendo-o tão bem, fez que não viu o revólver,assinou os papéis e a venda do apê que era dos dois ficou consumada. Ela ainda espernou:
- Mas fulano, não vou ganhar nada.
- Fica quieta,calada, que depois de mando.
Enrolou d enovo o tresoitão no lenço,guardou-o na pastinha e saiu despacito, como se nada houvesse acontecido.Um gaiato que ouviu esta história ainda comentou:
- É assim que EX precisa ser tratada.

Grêmio e Inter dois times do interior??


O Brugre das missões contra o gremio portoalegrense

Olha, se começarem a tirar os times da capital de perto de sua torcida, eles vão ficar aquilo que mais se parecem hoje em dia: dois times do interior, sem nenhum preconceito com o interior.

Acho que isto tem a ver com a falência de grande parte dos clubes interioranos. O pessoal fica sem time e começa a torcer pelo clube da capital.

Toda vez que vou a S. Borja passou na frente do estádio Vicente Goulart,que está em pedaços. Aquilo é o retrato em que virou o futebol do interior nos últimos anos quando por falta de grana a maioria deles foi pro brejo.Em S. Borja, havia a Sociedade Esportiva S. Borja, o chamado Bugre das Missões. Está fechado. As torcidas viram Inter ou Grêmio!

Coleguinhas

* Paulo Ricardo de Morais, o " Baiano" é avó. Nasceu seu neto Aluiatã, filho de Horácio, que é filho do Baiano e da atriz Vera Lopes.

* Carlos Alberto Barcellos, o Roxo,nome de avenida, foi candidato pelo MDB a vereador da capital, mas não se elegeu, me lembra a Jana Dias.

* Estréia de Armando Burd no programa Grande POA, da Band AM dia 9/2 foi dentro da normalidade.Ele acrescenta qualidade ao programa. Por exemplo, quando falaram no Sebastião Mello,atual presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre,ele deu um pequeno currículo do Mello. Isto não é todo mundo que faz. Geralmente as redações estão vazias de memória, ou então dá muito trabalho ir pesquisar. A maioria vai no chute mesmo...O que eu ouço de bobagens ditas aí nas rádios é de chorar.

*Caco Barcellos sumiu do radar. Está em Londres pra tirar sua cidadania. Caco está por aqui com o Jogador do Milan, Alexandre Pato.Estes tempos foi querer entrevistá-lo pro seu programa da TV Globo e a " celebridade"se negou a falar.Caco acha que foi o empresário, o Gilmar Veloz, que não deixou Pato falar.

* Quando é que o " Conversa de Jornalista"vai entrevistar a Maria Osmani, a arquivista que arrumou todo o acervo da ARI. O Glei Soares parece que tá boicotando. Qual é a dele?

* Um coleguinha já veio apresentar projetos em nome da ARI e solicitar patrocínio da Assembléia Legislativa do Estado ao novo superintendente de Comunicação, Celso Augusto Schöreder. Este ligou pro presidente da entidade,Ercy Torma, que desautorizou negociações em nome da ARI para o coleguinha.

*Hoje, 10 horas, apresentação do Balanço Financeiro do Banrisul de 2008.

* A TV Record está mais agressiva!

* Quando março chegar, que novidades teremos?

Eu X Eles - Coleguinhas


Eugenio Bortolon

Na Folhinha, chamavam Eugênio de " Bebe chorão"!

Vim a conhecer o Bortolon na segunda metade dos anos 80,quando ele assumiu a editoria de Geral da ZH.Antes era subeditor e foi levado para a ZH pela própria Núbia Silveira,que era editora e que estava deixando a editoria. Um ano depois ela deixou o jornal.

Em princípio,achei que teria problemas em trabalhar com o Bortolon, mas não foi nada disto. Pelo contrário, gostava da liberdade que me deixava atuar.É assim que produzo.Não gosto de gente no meu pé.
Uma vez, no final dos anos 80, fui a Miami, num congresso de transportes e de lá peguei sozinho - a turma que foi comigo e que me convidara voltou a Porto Alegre -o avião porque exigi que a passagem fosse estendida a Nova Iorque porque queria conhecer a cidade mais cosmpolita do mundo. Queria andar no seu metrô.Me encantei com a cidade e me perdi na data da volta.E não estava em nenhum cinco estrelas,estava na casa de uma conhecida, que morava em New Jersey e eu andava uma hora de õnibus pra acessar Manhattan onde passava o dia,sozinho, conhecendo coisas.

Em Porto Alegre, Eugênio segurou minha barra porque no jornal estavam achando que estava demorando muito pra voltar. Sempre tem os cricri, ou que justificam seus salários monitorando e entregando os colegas. Olha como é o destino: o cara que fazia isto, por pura coincidência, foi depois, em abril de 1992, quem me comunicou minha demissão e de outros colegas.Pra ver como são as coisas. Os caras tão aí pra atuar como carrascos mesmo.É o papel deles.

Na Folha da Manhã onde Eugênio foi subeditor de esportes,alguns dos colegas o apelidaram de " Bebê chorão". Vai ver que é pelo seu jeito, de falar meio amolado.
Quem lhe deu este apelido foi aquela turma de repórteres Vitelo,(falecido) Paulo Gerson Antunes, o Paulinho Fumaça,entre outros.
Bortolon é nascido em Vacaria em 19.06.1952. Éfilho de Tarcílio José Bortolon e de Eudilla Lucian.

No começo Eugênio foi do Correio do Povo, da Folha da Manhã,dpois foi para a ZH e agora desde 1992,está de volta ao Correinho. Hoje,depois de ocupar a editoria de Economia,é o responsável pela capa do jornal.
Estes dias foi receber um prêmio junto com Heron Vidal, meio que representando o jornal.
É um dos responsáveis pela remodelação do Correio e pelo seu crescimento nos últimos anos.
Bortolon é também especialista em jornalismo de turismo,tendo já viajado para inúmeros países para fazer reportagens.
É casado com Maria Cristina(nascida em 24.03.1955) e prima pela discrição.

Eu X Eles - Coleguinhas


Armando Burd

O " polêmico" Burd !

Armando Burd, nascido em 23.06.1944, em Porto Alegre, formou um dos quatro homens da confiança do Maurício Sirostky Sobrinho,fundador da RBS. Os outros três foram Lauro Schirmer,Carlos Esquivel Bastos e Carlos Machado Fehlberg.Burd é filho de Jaime Burd e de Ester Burd. Tem um irmão que é jornalista, o Paulo. Os dois nunca foram vistos juntos, mas são aliados.
Armando é do tipo: ame-o ou odeie-o. Não tem meio termo.
São inúmeros os episódios em que ele deu prova desta sua faceta, que a rigor não é boa, nem má, é uma faceta.

Como o conheço deste 1973,quando entrei na ZH- ele era o editor-chefe e eu e o Hélvio Schneider saímos de madrugada com ele até a Praça da Alfândega comer um sanduíche na lancheria Matheus que ficava aberta toda a noite - conheço até como é mão segura com o dinheiro. Eu e o Hélvio gastávamos, o Armando,não.

Armando começou na Zero Hora,quando esta ficava na Sete de Setembro,738,no local onde era a Útima Hora.Nunca entendi bem o porquê, os comunistas, pelo menos os que conheci em redação, não gostavam dele. Mas alguns esquerdistas,sim, como o Marcos Faermann. Acho que isto é coisa de patrício.

Burd foi quem me deu a primeira e crua lição no jornalismo, não no sentido de escrever bem, mas no sentido do que ele representa, ou seja, apenas uma forma de ganhar dinheiro como qualquer outra e não para fazermos a revolução, que era nosso sonho nos anos 70. Pelo menos,ingenuamente,achávamos que na ZH íamos derrubar a ditadura militar. Quanta ingenuidade.
- O jornal é pra vender e não pra vocês fazerem a revolução,disse Burd um dia na redação da ZH para uma turma onde havia eu, o Bola,(Antônio Carlos Harres), o Zé Antônio Silva, o Licínio Azevedo,entre outros. Não lembro agora o que havíamos aprontado, que o editor-chefe se irritou.

Armando Burd foi o editor daquele jornal que o Maurício quis botar pra vender à tarde e redundou num grande fracasso. Depois ele foi pro Diário Catarinense e lá participou da fundação do novo jornal da RBS no vizinho estado.

Ultimamente, uma das facetas do conhecido colega foi ter processado o J.L.Previdi. Particularmente não tenho nada contra isto. Se ele se sentiu ofendido, que procure a Justiça. Eu já fui processado e já processei.
Burd perdeu a questão com o Prévidi que pra não perder tempo pegou o advogado que é o papa desta coisa toda aí, o Marco Antônio Campos, que ficou conhecido na atuação a favor do cantor Roberto Carlos, no recente episódio da proibição de sua biografia não autorizada.

Faz anos que não compartilho redações com o Burd.Ouço muitos depoimentos favoráveis,outros não tanto.
Há uns anos atrás, houve entre ele e eu um episódio que não entendi,até hoje,sinceramente.
Fui batalhar pra que minha terra natal,Serafina Correa,entrasse no programa da rádio Guaíba, Pelos caminhos do Rio Grande.Um dia passando lá ele gravou comigo um pequeno depoimento e quando o programa foi ao ar, nadica de nada...Nem uma linha.E não me deu qualquer explicação. Bom,mas pra que então gravar?
-Ih, isto não é nada, perto do que ele já fez pra outros,disse-me um desafeto do Burd,cujo nome preservo.

O Burd é isto aí: ameo-o ou deixe-o! Agora está no programa das 6 da manhã da Band AM. Garanto que vai agregar ouvintes, porque ninguém lhe nega a competência.

A vida como ela é...

O Nelson chegou pro amigo e disse: " eu herdei o Olides"

Esta é verídica e a conto pela sua originalidade. Faz tempos que todos os domingos de manhã, com a desculpa de ir tomar café, visito meu amigo José Nelson Gonzales, chegado já nos 82 anos e como sempre temos boas e aproveitáveis convesas.Basicamente sobre imprensa( ele foi sócio da revista A Granha e gerente da Tribuna e da Tribuna Gaúcha) jornal que circulou aqui nas décadas de 40 e 50.A Tribuna era do PCB.E também conversamos sobre política em geral.
Estes dias o Nelson encontrou meu ex-sogro - que eu não vejo há tempos - que foi onde ele me conheceu. Os dois que foram sócios na Granja conversaram um pouco e o Nelson, ao se despedir, largou a sentença mortal:
- Sabe de uma coisa, eu HERDEI o Olides!
Só faltou dizer aquela mala... me enche o saco todos os domingos de manhã.

Litoral

O nosso correspondente do litoral Lauro Dickmann voltou ao Passo de Torres e manda estas belas fotos.Aproveitou pra dar um furo nos coleguinhas que comem "moscas" aqui no Portinho: a famosa Caverna do Ratão ,a Protásio,esquina Eça de Queiros,está em reformas. A Vera e seu esposa vão ampliar a casa. O editor.

Coleguinhas - Eu X Eles


José Barrionuevo

Agarrado numa araucária Barrio queria sugar sua energia

A cena foi narrada dias atrás pelo apresentador da rádio Guaíba,Rogério Mendelski. Os dois eram colegas " numa outra empresa de comunicação" - claro que era a RBS - e estavam num seminário da empresa na Serra,Gramado ou Canela. Mendelski acordou de manhã cedo, lá pelas sete, abriu a janela do seu quarto quando deparou-se com o Barrionuevo abraçado numa araucária. Mendekski pensou que o Barrio poderia ter se chocado contra a árvore, ter se sentido mal e o chamou. Não,o Barrio lhe disse que estava agarrado assim pra pegar a energia da araucária.
Durma-se com um barulho destes!

Coleguinhas

* Perguntar não ofende: A Band AM não corre o risco de virar um Tribunal de Contas do Estado, ou pra ficar no mesmo ramo, de uma ARI?

* Caco Barcellos, do Profissão Repórter, da TV Globo,está em Londres, em busca da cidadania inglesa, desde 23 de dezembro do ano passado.

* "Esquentou" o tempo na última sexta-feira,6/02 na salinha J.C.Terlera, na ALE.

* Osiris Marins no Jornal Gente do dia 6/02 mostrou que sabe tudo de vôo. Disse os melefícios que voar muito faz.

*Núbia Silveira vai assumir hoje ,dia 09/02 a chefia da imprensa da Cãmara Municipal de Vereadores. " Oito quilos de alcatre" é o salário do cargo!

Pinga-fogo!

O deputado Fabiano Pereira(PT) tem boa base eleitoral junto ao Sindicato dos Trabalhadores em Alimentçaão de Serafina Correa.

Desempenho

O número de acessos registrado em janeiro foi de 7.028.

Eu X Eles - Coleguinhas


Iara Rech

O dia ( ou a noite)que Breno Caldas não deixou que a Brigada Militar prendesse Maria Yara Rech Kasper

O negócio foi o seguinte:Maria Yara Rech Kasper era casada com Pinedo Kasper e ambos andavam envolvidos naquilo que a Revolução de 64 chamava de atividades "subversivas".
Ou então foram acusados de tal.
O fato é que na noite em que casou a filha do jornalista Antônio Goulart foram pedir a intervenção do presidente do Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre, Antônio Carlos Porto, que participava da festa pra retirar a Yara que estava detida no quartel da Brigada Militar.
Portinho saiu do Clube Jandeiros onde era realizada a festa,deixou sua esposa em casa e foi para o quartel onde Yara estaria detida junto com " O baiano",segundo Portinho.
O oficial do dia negou que ela estivesse presa naquele quartel.
Segundo Yara Rech, o que aconteceu foi o seguinte: Breno Caldas,seu patrão na ocasião - ela trabalhava no Correio do Povo e na Folha da Tarde - ao saber que os militares estavam querendo botar as mãos na sua funcionária teria dito:
- Com ela não, ela vocês não vão prender.
Yara disse ainda que o presidente do Sindicato dos Jornalistas na ocasião era o falecido Antoninho Gonzalez." Ele era professor da filha do Secretário de Segurança da ocasião". Perguntei a Yara o nome do secretário e ela disse não recordar.
Afirmou-me que tem uma foto dela detida dentro do camburrão da Brigada Militar. Solicitei licença para reproduzi-lá neste espaço, mas ela desconversou.
Yara Rech foi casada com Pinedo Kasper( que seria depois assessor de comunicação social do governador Amaral de Souza, nomeado pelo governo da ditadura militar) com quem tem a filha Ana Paula(nascida em 17.08.1976). Pinedo Kasper foi ainda o responsável pela divulgação do então supermercado Real, do Grupo Joaquim Oliveira.
Além de jornalista, Yara Rech é professora primária e exerceu o cargo de assessora de imprensa na Secretaria Educação do Estado(SEC). No jornalismo, foi criadora do caderno Gestão,do Jornal do Comércio, e trabalhou na revista Exame, do Grupo Abril. Formada em Jornalismo pela Faculdade de Filosofia da UFRGS, Yara Rech nasceu em Carazinho em 25/05/1944.Já teve como residência a av. Botafogo,461/105 e atualmente reside na av. Nilópolis16/303.Atualmente,dedica-se a uma coluna semanal no site Coletiva.Net.

Aconteceu com um coleguinha....

Pra enrolar o Ayres Cerutti, tem que ser bom de trova. Mas o Pacheco chegou lá. Ayres, que edita a revista Programa há 30 anos tem experiência de lidar com frileiiros que se apresentam ora pra vender anúncios, ora pra fazer matérias. Ele dá uma olhada e saca logo o que o sujeito quer...

Mas com o Pacheco foi diferente. O Ayres o conheceu dentro de um cyber na Ladeira, onde ele levou pra montar sua mais nova invenção, o mapa de Porto Alegre.
O Pacheco veio com uma lábia que vou te contar. O Pacheco era quem fazia tudo, mas Ayres logo viu que quem desempenhava mesmo ali era a Vera, a que alugava a loja do Cyber. De manhã, o Pacheco nunca pintava no pedaço. Claro tava em casa dando uma descansadinha, que ninguém é de ferro.

Até que um dia o Pacheco veio com aquela trova:
- Vamos ter que entregar a loja.
Ayres entendeu: chi....não tão pagando o aluguel.

Foram todos pra sala da revista Programa na rua Caldas Junior.( em outros tempos a revista tinha sede na Galeria Chaves)

Até que um dia a Vera, que na verdade era quem fazia tudo, vazou.Sumiu. Deixou o Ayres pendurado no pincel e o que pior, deixou o Pacheco como móvies e utensílios. O Ayres logo viu: chii, o que vou fazer eu agora com este sujeito aqui.
Até que uma manhã aconteceu aquele pinto de água que extravasa tudo. Ayres chegou na editora e a chave não estava na portaria do edificio. Então lhe caiu a ficha:
- O camarada está dormindo aqui e eu não tinha me dado conta.
Ele tinha notado que o Pacheco tinha levado uma cadeira de praia pra editora. Era ali que o Pacheco estava tirando sua pestana noturna,porque não tinha pra onde ir.
Habilmente, então o Ayres teve que dizer pro seu fornecedor:
- Olha, dormir aqui, de jeito nenhum.
De tudo o que ficou de dívida, nem o micro que o Pacheco tinha levado ficou na Programa.
Só restou a lição: este Pacheco é bom trovador.

Pinga-Fogo! Cãmara debate projeto do Pontal do Estaleiro.

Vereadores da base do governo Fogaça reuniram-se na tarde desta sexta-feira (06/02) para tratar da votação do projeto Pontal do Estaleiro. O líder do governo, Valter Nagelstein (PMDB) disse que ainda não foi possível construir um consenso. Para o líder da bancada do PMDB, Haroldo de Souza, a votação precisa ser enfrentada logo. Argumenta que o projeto já foi suficientemente debatido com a sociedade e que vai começar a trancar a pauta. Destaca que a Câmara tem uma série de outras questões de extrema importância para a cidade como a revisão do Plano Diretor. Para a derrubada do veto são necessários 19 votos. Caso seja mantido o veto, existe a possibilidade de uma Consulta Popular sobre o projeto.

A vida como ela é....

Os fatos aqui narrados são invenções. Nada a ver com a realidade.Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

Fez a mulher tirar as calcinhas na frente do amigo pra ver se não tinham trepado na sua ausência...

O editor aquele era louco de atar.Louco mas tri talentoso. Fez furor nas redações dos jornais mais antigos que existiram em Porto Alegre. Foi um dos primeiros repórteres a fumar maconha,numa época que o baseado era coisa só de malandro de escola de samba ou de bandido de morro.Dizem até quem o conheceu há mais tempo, que foi chegado no Perventin,tomava direto na veia. Já está morto, of course....Teve dois casamentos, muitos casos e muitos amigos, mas também fazia inimigos, principalmente no meio da Polícia que era onde ele atuava profissionalmente. Uma vez, na ocasião da " Redentora" não se sabe bem porque, prenderam ele e cagaram a pau no DOPS.

Tinha um fuscão amarelo que andava sempre a mil, porque o carro havia sido turbinado. Gostava muito de dois barzinhos, um na av. Erico Verissimo e outro na av. Ipiranga.
De madrugada, ou ia no Gruta Azul,ou num restaurante chique da Praça Garibaldi, ou numa churrasquaria que era antro de jornalistas e policiais situada na avenida Getúlio Vargas,cujo dono era sogro de um famoso cronista e poeta( pelo menos ele se acha, se os outros o acham é outra coisa).
Durante um certo tempo ele foi para Blumenau e para lá foi sua mulher. Brigavam geralmente às quintas.A redação entrava em pânico porque como ele era o secretário, ficavam sem ter quem baixasse o material do jornal de domingo. Acontece que a mulher apanhava, pegava suas escovas de dentes e vinha embora pra Porto Alegre,jurando que nunca mais ia querer ver o sujieto. Ele pegava seu fuscão,queimava um baseado e se mandava pra Porto em busca da amada.
Era assim que se moviam.
E ela acabava voltando, pra tudo recomeçar dentro de 20 dias. Vá entender estas mulheres.

Uma noite aconteceu o insólito. O nosso personagem chegou em casa, num apê na Cidade Baixa com um amigo. Já tinham queimado vários baseados.
Ele entrou dentro de casa, mas precisou depois dar uma volta. Deixou lá o amigo.
Quando voltou muitas horas depois, fez a mulher tirar as calcinhas. Aí aconteceu o que ninguém nunca imaginou que existisse em termos de fetiche. Passou o dedo no meio da pexereca da mulher, cheirou muito o dedo e deu a sentença:
- Ah,disse, ele gloriosamente, não treparam.

Memória da Imprensa

Onde o " Sala" começou

por Lauro Dieckmann.

nessa época eu travalhava lá e lembro bem que o maurício resolveu fazer umas adaptações no prédio da zh para levar a rádio para lá. então, fizeram um piso no que originalmente era o auditório do jornal (o projeto original era uma beleza, tinha até auditório!). nessa área, eles instalaram a rádio. mas O SALA era transmitido de um estúdio que ficava junto à redação, mas não dentro dela. ficava ao lado da fotografia. entre a fotografia e o arquivo. nesse estúdio, que tinha um janelão de vidro duplo para a redação, o cândido fazia o sala e o josé aldair e o nabor couto liam os noticiários da rádio.
como eu chegava cedo, no fim da manhã, e almoçava no restaurante do ghiloso, que ficava no subsolo, ao lado da rotativa, às vezes o editor de geral me pedia para fazer matéria com quem o cândido estivesse entrevistando (o programa começava mais cedo que o atual). o cândido, que gostava de dar força para as pessoas, chegou a tentar me fazer desempenhar na "latinha", mas não me interessei. burro que fui.

Horas extras

# - Em Westfália, no final do expediente um patroleiro da prefeitura atolou a máquina. Desceu e foi embora sem avisar ninguém da administração. Posteriormente, foi questionado sobre a atitude e explicou: “Eu fui proibido de fazer horas extras”. Resultado: três dias de gancho.

(extraído Coluna do mazzarino, Jonral A Hora/Lajeado)_

Alexandre Pato ‘namora’ uma encantadense

O jogador de futebol, Alexandre Pato, integrante da equipe do Milan/Itália está ‘namorando’ uma encantadense. A informação é do colunista e fotógrafo Juremir Versetti, do Jornal Antena, de Encantado, que evita os detalhes pois a família pede sigilo. As poucas informações são de que ela é loira, estuda em Porto Alegre, tem 23/24 anos e torce pelo Internacional, onde se conheceram há dois anos, no Estádio Beira-Rio. O atleta não namora mais a atriz Stefani Brito. A comunicação com a encantadense é diária na internet através do MSN.

(extraído Coluna do Mazzarino, Jornal A Hora/Lajeado)

Motel

Aconteceu nesta semana. Um empresário ficou sem combustível no veículo entre Encantado e Arroio do Meio. E imaginem onde aconteceu o imprevisto?. Sim, nas proximidades do motel Las Palmas. Era madrugada e poucos os carros que passavam pela rodovia. O motorista sem ter opções decide fixar-se na entrada do motel onde o trânsito exige uma velocidade reduzida para quem visita aquele estabelecimento de lazer. Assim seria possível pedir ajuda até o posto de gasolina mais próximo.

Passados muitos minutos e aparece uma luz ao longe. O nosso herói percebe que é o seu momento de resolver a situação. Quanto mais a luz se aproxima, mais ele múltipla o desejo de resolver o problema. Quando faltam poucos metros para o carro chegar na entrada do motel o empresário sai das moitas e pula de mãos abertas em frente ao carro. O casal, de Arroio Meio, ao ver aquele vulto sob sua direção, para o veículo e em pânico abrem as portas de mãos para o alto. Eles pensavam que era um assalto!

(extraído Coluna do Mazzarino - Jornais A Hora/Lajeado e Antena/Encantado.

MARCOPOLO PRODUZ ÔNIBUS ESPECIAL PARA MERCADO DO ORIENTE MÉDIO

A Marcopolo concluiu a produção da primeira unidade de um pedido inicial de dez do ônibus rodoviário Paradiso 1200, desenvolvido especialmente para ser utilizado no transporte de ministros de países do Oriente Médio. O veículo foi embarcado no final de janeiro com destino a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O Paradiso 1200 tem acabamento totalmente diferenciado dos modelos utilizados para o transporte rodoviário normal e equipamentos que ampliam o conforto e o luxo, como detalhes em metal dourado. Para facilitar e permitir a realização de reuniões durante os deslocamentos foram instaladas 20 poltronas em couro nas laterais do veículo, em formato de salão, uma de frente para a outra. As poltronas foram produzidas com materiais nas cores champanhe e ouro, criando uma ambiente de extrema sofisticação.

Construído sobre plataforma Mercedes-Benz O500RS, o Paradiso Marcopolo possui características de conforto, economia e segurança que atendem aos padrões internacionais. Seu isolamento térmico especial minimiza a absorção do calor e um eficiente sistema de ar-condicionado refrigera todo interior do veículo, mesmo nas adversas condições climáticas da região. O modelo é equipado com freio retarder, televisão, aparelho de DVD e cozinha completa, com geladeira, pia, micro-ondas, armários.

Pinga-fogo!

Alguns assessores do presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado Ivar Pavan(PT) acham que ele tem que se benzer urgentemente. Desde que assumiu,dia 31/01, não fez nada além de participar de enterros.

Foi o Pietro,filho do deputado Beto Albuquerque, o radialista Candido Norberto e agora do deputado federal (PT) Adão Pretto.

Eu X Eles - Coleguinhas

"Espanhol pai", ou José Abraham dizia pro Valter Galvani:

- demite-me,demite-me te doy el vinte por cento!

Com seu sotaque catalão,José Abraham Dias, ou o espanhol,nascido em 13/03/1921 desafiava o chefe de reportagem da Folha da Tarde,Valter Galvani, quando este queria lhe dar umas pautas que o espanhol,rebelde por natureza, não queria cumprir.
- Espanhol,dizia Galvani, vai fazer esta pauta,senão te demito.
O espanhol, miudinho como era, dava umas voltas e regressava a mesa do Galvani.
- Me demite Galvani, te doi el 20% por cento. È que em caso de demissão, o espanhol ganharia todo seu FGTS.

Um apaixonado pela fotografia, espanhol fora soldado que lutou ao lado dos republicanos,contra os franquistas, dinamitando pontes e túneis.
Com ele, não tinha muito meio termo.
Quando estourou uma tentativa de guerrilha, no Norte do Estado,incentivada por Leonel Brizola,e liderada pelo coronel Jefferson Cardin,a Folha da Tarde mandou um repórter - não estou lembrado neste exato momento do seu nome, mas já garanto: não foio Valter Galvani, como alguns afirmam - pra Três Passos, na região da guerrilha.
Já havia a Estrada da Produção e a equipe da Caldas Junior foi subindo,subindo. Enquanto viajavam, Espanhol viu aquelas igrejinhas do interior do estado, que geralmente estão à beira das rodovias.

- Que revolucion de mierda es esta que todavia não han derrubado las iglesias, disse o fotógrafo,acostumado que na Espanha os anarquistas matavam os padres e queimavam as igrejas.

Marco no porto

No porto de Porto Alegre, há centenas de fotos feitas pelo espanhol que estão emolduradas nas paredes da biblicoteca do Deprec,atual SPH.

O espanhol também era meio cascateiro. Vamos deixar por aí. Ele sabia quando algo poderia dar uma boa foto, ou às vezes sabia armar uma boa foto. Não foi o único,diga-se de passagem.
A própria sequência de fotos em que ele flagrou um homem caindo de um andaime na frente do prédio da Caldas Junior, num dia que chegou pra trabalhar e viu o operário pendurado nos andaimes, teve a intuição de que ali daria uma grande sequência,caso o homem viesse abaixo.
Quando foi depor no projeto dos Dindos contou o verdadeiro amor que ele dedicava à fotografia.Ele chegava a substituir seus colegas durante a noite,para aprender mais rápido a profissão e também ganhar mais. Tanto o espanhol pai, como o filho, são chegados numa grana.
Uma vez, espanhol,indicado pela Caldas Junior, foi ao Rio de Janeiro acompanhar o jogo do Fluminense e Grêmio, pelo campeonato brasileiro.
Ao fazer a foto de um jogador expulso, com uma antiga Roleiflex, ele acabou se envolvendo numa enorme confusão e foi preso pela polícia carioca.

Espanhol fez parte de uma grande equipe de fotógrafos da Caldas Junior:Pedro Flores,Octacílio Dias, Assis Hoffmann,Albrto Etchart, Francisco Frantezeski,entre outros.

Como funcionário do DEPREC,tem umas histórinhas engraçadas.
Ele com seu inconfundível sotaque catalão, ligava da rua querendo conversa com sua colega Miriam Castilho. Vinha com uma vozinha melada e a Miriam deixava ele falar. Só que a uma certa altura, ela sacaneava:
- Para espanhol, eu sei que é tu....

Ele conhecia Plinio Kroeff e Paulo Velhinho dos tempos em que ambos eram pobres. Quando Plínio se tornou presidente da Fiergs,era assessor de imprensa Cid Pinheiro Cabral. Este chamou o Espanhol pra fazer umas fotos na sala do presidente.Estavam lá um monte de autoridades.
Espanhol, com seu jeito rebelde, entrou na sala e em voz alta gritou:
- Ah, Plínio quem te viu e quem te vê.
Kroeff despediu o funcionário da Fiergs.

Bento, da Fenavinho

bento esta com a maior festa de vinho s do Brasil FENAVINHO.

www.espanholfotos.blogspot.com

Fazenda Anoni 25 Anos

Caro Editor Jornalista Olides Canton
A 25 anos atrás em 1984 estive na fazenda Anoni, fazendo cobertura para o jornal Correio do Povo. Fiquei 30 dias convivendo com o MST. Anoni, berço da maior experiência de reforma agrária do país, onde tudo começou.

Alfonso Abraham Lheureux

Eu X Eles - Coleguinhas


Espanhol

O " espanha" só queria namorar as Ipirellas...

O fotógrafo Alfonso Abraham Lheureux mais conhecido por " espanhol" nasceu na Espanha e veio para o Brasil com apenas dois anos de idade. É do ano de 1951.Filho do famoso fotógrafo José Abraham Diaz e de Maria Lheureux Abraham,sua mãe ainda vive. O pai faleceu e empresta seu nome ao premio de fotografia que a ARI concede anualmente aos profissionais do setor.O velho espanhol trabalhou muitos anos no DEPREC e lá existe todo um acervo de fotos que o velho, pai, fez.

Espanhol,filho, trabalhou no Correio do Povo e na Folha da Manhã. Em 1972 ou 73 - não tenho muito certeza que verão era- eu fui com ele e com o então iniciante repórter Caco Barcellos fazer uma matéria 500 no litoral gaúcho, em Pinhal,Cidreira, Tramandaí. A pauta era fazer fotos nos postos de gasolina das " ipirellas" garotas propaganda que a MPM havia contratado pra ficar junto dos postos de gasolina Ipiranga.
E o espanhol além de fotos só queria dar encima das "girl".
O tempo passou e o espanhol hoje, mais maduro, anda por aí com seus projetos fotógraficos. É quase um UDA(Leonid Streliavev). Espanhol, na verdade, é cria do Assis Hoffamnn, que foi seu chefe na Caldas e na Zero Hora.
Leo Guerreiro,veterano da fotografia e professor da UFSM chega a afirmar que o filho é melhor que o pai,quando fotografa paisagens.
Grande espanha!
Manda mais fotos do Rio Grante,tchê!

Diogenes de Oliveira, "rifado" pelo PT?

Foi só publicar uma foto do ex- tesoureiro do PT, Diógenes de Oliveira que vários leitores se manifestaram. Mas um deles,especialmente,se mostra inignado com o que fizeram com o ex-presidente do Clube da Cidadania.
Eis a missiva, cujo novo preservo:

"E o Diógenes? Só tu mesmo pra dar notícias dele.O coitado ajudou e mais que ajudou o PT e depois foi " defenestrado". Se errou foi por acreditar numa causa e os " caras" não entenderam isto.
Onde anda sse defensor aguerrido da democracia plena?

Bom prezado leitor(a)
O Diógenes até onde eu sei levou uma bela grana de indenizaçãoda anistia . Falam em algo como mais de 400 mil reais. E o colunista Élio Gaspari sentou a pua no Governo por causa disto, dizendo que o Diógenes matara um norte americano durante a guerrilha.

Guerrilheiro ou não, Diógenes de Oliveira pouco tem sido visto.A verdade é que foi um quadro do PT, mas depois que foi 12 vezes capa do Diário Gaúcho nunca campanha que moveram contra ele quando era do Clube da Cidadania, alguns companheiros começaram a atravessar a rua pra não encontrá-lo.

Coleguinhas

* O Mazzarino, do Guaxo, pede pra avisar o site da ARI que o ilustre radialista Cândido Norberto - que morou no prédio da ilustre entidade nos anos de 40,50 - morreu. Mazzarino, tu tá querendo muita agilidade de nossa entidade. Uma entidade que manda felicitações de Ano Novo no dia 7 de janeiro, o que tu quer?
Ou que tava quase se expirando o prazo do Prêmio ARI e ninguém ia no Banrisul conversar com os patrocinadores? O que tu quer Mazzarino, que a ARI desça do seu pedestal pra botar uma nota de pesar no seu site sobre a morte do Cândido. Ora, Mazzarino, tu tá querendo muito, companheiro!!!

memória da imprensa

O dia que Breno peitou os militares

Na madrugada do dia 20 de setembro de 1972, efetivos da Polícia Federal estacionaram na rua Caldas Junior e os exemplares do Correio do Povo e da Folha da manhã daquele dia foram sendo recolhidos em veículos do Exército que foram deslocados para lá com esta finalidade.
O motivo de tamanha violência foi a publicação pelo Correio e pela Folhinha do discurso de despedida do ministro Luis Fernando Cirne Lima do Ministério da Agricultura.Cirne Lima criticava o então poderoso ministro da Fazenda do Governo Emílio Garrastazu Médici, Antônio Delfim Netto.


Apreensão do Correio do Povo

Atuação da ARI

A Associação Riograndense de Imprensa(ARI) mesmo naqueles anos sombrios tomou posição. O presidente Alberto André, Antônio Carlos Ribeiro,presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Antônio Gonzales, presidente do Sindicato dos Jornalistas, Plínio Dotto, presidente da Associação dos Bacharéis em Jornalismo, Pércio Pinto,vice presidente da ARI, Pedro Chaves secretário do Conselho Deliberativo da ARI, Jayme Copstein e Carlos Rafael Guimarães, conselheiros da ARI, e o fotógrafo Octacílio Dias, da Arfoc,estiveram no dia 21/setembro de 1972 na Assembléia Legislativa do Estado, protestando contra a apreensão dos dois jornais da Caldas Junior.
No dia da apreensão, foram prestar solidariedade ao dono dos jornais, Breno Caldas.

No arquivo do Correio do Povo, há um exemplar da edição deste dia, me parece que foi salvo por um destes funcionários que vestem a camisa da emresa. Ele o teria retirado de um fardo que os militares estavam levando presos.
Nunca se soube que destino que foi dado a edição daqueles jornais.
A trajetória de um jornal centenário tem destes lances.

Pinga-Fogo

* Pascoal Ianni desembarcou da cobertura que dava ao prefeito José Fogaça.

* Agora quem está saindo é a diretora do projeto Memória Cultural, da Secretaria Municipal da Cultura, Miriam Avruch.Miriam pediu o boné porque uma eminência parda " manda" na SMC. E na gestão anterior, esta eminência parda - que já mandava na SMC no tempo do PT - obstaculizou muito o trabalho dela. E o titular, Sérgius Gonzaga o que faz?

* Quem vai substituir a Miriam no projeto Memória Cultural é o Custódio, que foi do IPHAn no governo do Itamar Franco.

* Fevereiro é um mês " banho-maria" pra notícias na área política.

*Impressionou o baixo número de políticos na festa dos Navegantes. Ou eles estão em baixa,ou a festa caiu de Ibope.
* Não sei não, mas a massa tá se atirando pro lado do " bispo"...

A memória das sucursais de Porto Alegre!

por Lauro Dieckmann

Comecei a trabalhar para a Visão em fins de 1976, pegando uns frilas de Economia que o Geraldo Canalli me passava. O Geraldo era o correspondente da Visão e também trabalhava na Folha da Manhã (era chefe de reportagem), onde eu era repórter de Economia. Já os frilas de política o Canalli passava para o Rogério Mendelsky.

Quando eu comecei a trabalhar para a Visão, a revista dividia um conjunto com a Hidroservice no edifício onde funciona o BRDE, na Rua Uruguai. Depois, a Visão e a Hidroservice vieram para a Borges de Medeiros, para o Edifício Fronteira. Aí, a Visão ficou com um conjunto e a Hidroservice com outro, mas ambos ficavam lado a lado no mesmo andar, o sexto. Mas, antes ainda, a Visão chegou a funcionar num edifício da Otávio Rocha.

Quando o Canalli saiu da Folhinha e foi para a TV, ele passou o "cargo" de correspondente para mim. Antes do Canalli, a correspondente da Visão em Porto Alegre era a Meméia (Ana Amélia Lemos). Antes dela, foi o Barata. Não lembro o primeiro nome; era um coroa mais para intelectual que para jornalista. O negócio dele era entrevistar intelectuais, como o Érico Veríssimo etc...

Na época em que eu comecei, a Visão pagavam muito bem. No verão de 76/77, chegou a grana dos frilas que eu fiz e, juntando com o 13º da minha mulher, deu para comprar um Fusca 72 à vista. Quando fui a são Paulo, na substituição do Canalli, para conhecer o pessoal da redação, voltei com outro bolinho de cheques (eles pagavam por matéria e por edição) e os entreguei para a Rosa Maria, para pagar o médico que fez o parto do Guilherme. Isso foi em meados de 78.

Com o tempo, a revista, sob o comando do Henry Maksoud foi morrendo. É interessante registrar que a Visão, originalmente, era dos americanos (grupo Vision, que tinha revistas do mesmo nome em outros países. A Argentina e Portugal era dois deles). Com o golpe de 64, os militares inventaram que só brasileiros natos poderiam controlar os meios de comunicação no Brasil. Abriram uma exceção, claro, para os Civita, que eram italianos.

Com a exigência da nacionalização, os americanos venderam a Visão para o Said Farah e para o Jorge leão Teixeira. Como faltou grana para os dois tocarem o negócio, o Farah vendeu a parte dele para o Maksoud, que ficou sócio majoritário, junto com o Jorge, que restou minoritário.

Nessa época inicial, a redação da Visão era toda de esquerda, a maioria comunista mesmo. O Vladmir Herzog trabalhou lá até pouco antes de ser morto, tendo saído da revista para ir trabalhar na TV cultura de SP, onde se deu o rolo da prisão e morte dele.

Mas o Maksoud, apesar de ser de direita, um pioneiro do neoliberalismo no Brasil, fechou com os comunas pelo lado do nacionalismo. Isso por que ele considerou a compra da revista como uma forma de realizar a sua proposta política, que era de manter fechado o mercado de construção civil no Brasil. O Maksoud não queria concorrência das multinacionais no setor (ele era engenheiro barrageiro, especialista em hidrologia - fez doutorado nos EUA).

Só que o Maksoud era reacionário demais e isso e a natural alta-rotatividade da profissão fizeram o pessoal de esquerda ir saindo aos poucos. Como os veículos de comunicação, em geral, custam a morrer a Visão foi definhando aos poucos. Nesse meio tempo, em 1985, o Jaime Copstein assumiu a redação do Jornal do Comércio e me convidou para trabalhar com ele. Então, de janeiro de 1985 até abril de 1990, eu trabalhava durante o dia na visão e à noite no JC (editando Economia).

Em 1990, o Collor resolveu dar um "tiro" na inflação e sequestrou as poupanças e depósitos bancários. O Maksoud ficou sem grana para manter a revista e a vendeu para o Hamilton Lucas de Oliveira, que era o dono da IBF (Indústria Brasileira de Formulários) e que já havia comprado o DCI (Diário Comércio & Indústria). Nessa época, a IBF estava no auge, a ponto de patrocinar o São Paulo, o time de futebol, que tinha as letras IBR inscritas na camiseta.

A IBF estava por cima da carne seca, entre outros motivos por que imprimia os cartões da raspadinha da Caixa Federal. Mas houve denúncias de corrupção nas concorrências e, quando o Collor caiu, o contrato da IBF com a CEF foi para o espaço. Aí, começou a derrocada tanto o Grupo Visão como o DCS, que acabaram falindo (eu estou habilitado na massa falida da visão como credor trabalhista).

Na fase semi-final da revista, ainda sob o controle do Maksoud, o que eles pagavam já era uma droga. E ainda custavam muito para liberar a grana. Além disso, acabei me indispondo com o diretor da revista, o Isaac Jardanowski, que era pressionado pelo Maksoud para que eu conseguisse que o Maurício Sirotsky reproduzisse na ZH o editorial da revista. O Maksoud se deu conta que o que ele escrevia não tinha repercussão, pois a revista já havia se tornado inexpressiva. Como o Maurício fez doce para publicar, o Maksoud ficou enchendo o saco do diretor da redação que começou a me sacanear. Assim, como a editora de geral era muito amiga dele, ela passou a enviar pautas para o Delmar Marques (!), embora o resto dos editores continuasse me dando força e mandando as pautas das editorias deles para mim.

A coisa foi se arrastando assim até que, numa quinta-feira de abril de 1990, o gerente das assinaturas falou que eu tirasse tudo que era meu da sala por que eles iriam entregar as chaves na segunda-feira. Era o fim da Visão e da Hidroservice em Porto Alegre (a Hidro, a esta altura, era só a secretária e a faxineira, pois o Maksoud há havia praticamente desativado a empresa, depois que o Brasil entrou em moratória no (des)governo João Figueiredo).

Mas, durante a maior parte do tempo, foi uma maravilha trabalhar para a Visão. Como eu sempre fui polivalente, gostava de fazer todo o tipo de pauta que eles mandavam. Às vezes não dava para tocar todas As pautas que eu não executava, passava adiante. Passei muita pauta, por exemplo, para o Celso Rosa, antes dele ir para a Bahia.

Nessa fase final, a Regina Helena Paiva Ramos, a editora que me sacaneava, além de escalar o Delmar, volta e meia mandava pautas para outras pessoas daqui de Porto Alegre, algumas que eu nunca tinha ouvido falar. Acho até que nem jornalistas eram.

A Regina chegava ao cúmulo de mandar os coleguinhas para quem ela passava pautas me pedirem apoio aqui em Porto Alegre. Teve um matusco que vendeu para a Visão o projeto de matéria sobre uma corrida de porcos no interior do Estado. O cara veio de ônibus e, no retorno para São Paulo, me procurou no fim da madrugada, pedindo para que eu o apanhasse na rodoviária. Pego de surpresa, nem me dei conta e, acostumado que estava a receber e dar apoio a quem eventualmente vinha da redação para Porto Alegre, lá fui eu na minha Brasília branca buscar o cara, trazer para meu apartamento na Múcio Teixeira, dar café da manhã e ficar fazendo sala até amanhecer o dia e ele sair para conhecer a cidade. À tarde, ainda voltou lá em casa para filar mais comida antes de se despachar para São Paulo. Só tempos depois é que me dei conta da minha ingenuidade: devia era ter batido com o telefone na cara do sujeito e mandado ele se catar...

O Grupo Visão era composto, além da revista semanal, pelas seguintes publicações que o Maksoud foi comprando ao longo do tempo: Dirigente Industrial, Dirigente Construtor, Dirigente Municipal, Dirigente Rural, e ... Jornal do Sitiante, e eu produzia matérias para todas elas. Na Visão, havia edições em que eu conseguia colocar matérias em todas as editorias.

Fora o período final em que o Isaac e a Regina Helena me sacaneavam, me tirando pautas e atrasando os pagamentos, dá para dizer que a Visão foi o melhor lugar em que eu trabalhei como jornalista. E, ao todo foram quase 14 anos. Ainda sonho e tenho saudade daquele tempo...

Memória da Imprensa


Candido Norberto no sala de redação 1971

Afinal , quem foi o criador do " Sala"?

Boa pergunta. Há vários " pais" do " sala de redação" da rádio Gaúcha. Se o programa não tivesse dado certo, ninguém seria. Mas como deu!já viu ele tem vários pais.

Bertrandk Kolecza,do jornal " Folha do Porto " diz que o criador do Sala de Redação foi seu pai, Carlos Alberto.
Já no livro Sala de Redação do J. Coiro e do Cléber Grabauska há um depoimento do Lauro Schirmer sobre o Sala:
- Quem tomou a iniciativa de propor o programa a idéia do programa foi o J.Antônio Dávila. E acrescenta:
-Não sei em que medida ele sugeriu algum modelo, se foi modelo do Cândido Norberto. Eu não tenho lembrança, diz Lauro.

Já o próprio Cândido Norberto dos Santos diz no prefácio deste livro:
- Corria o ano de 1971. A Gaúcha tinha como diretor artístico J. Antônio D´Avila, um inteligente e inquieto pernambuco.
Como cenário do Sala alvitrei a própria redação da ZHora. O Lauro Schirmer deu-lhe o amém final.
E assim como quem diz quem o pariu que o embale confiarem-me a tarefa de apresentar o programa. O que fiz durante vários anos.

Em 1973, quando ingressei na ZH, o Sala não era mais feito na redação.
Não tenho lembranças do rádio sendo transmitido da redação.O que ouvi,sim, é que muitos colegas do jornal não gostavam de ter que trabalhar duplo e só receber de um veículo.
Ah, outra coisa: como bastidores do Sala, vale lembrar a vez que o Ibsen Pinheiro,seu debatedor, arrebentou a cara do Rubens Hoffmeister por causa de uma discussão de futebol que descambou pro particular.

Coleguinhas

* Maurício Yuren, hoje, dia 3/02/ no Acorda Rio Grande, da Guaíba AM: " acho que deviam privatizar a ULBRA". Bah,tchê a Ulbra não é estatal...Cinco da matina é brabo não estar com sono...

* Já a memória do colega dele, Mendelski, é algo fenomenal: hoje mesmo, 3/2,não lembrava o autor do Guerra é Guerra,dizia o Torturador. Mas lembrou logo depois: Indio Vargas.

* O que o Cândido Norberto tinha de amigos, vou te contar.O que vi de coleguinhas se dizendo e escrevendo sua amizade com o velho comunicador.
Mas é sempre assim...mesmo, faz parte.

*Do velho Cândido, de quem nunca fui amigo, apenas compartilhamos local de trabalho e eu nem sabia desta sua importância toda,guardo sua simplicidade. Ficava no barzinho da ZH, pitando seu cigarro, curtindo sua solidão. Era homem de poucos amigos.
Me lembro que ele falava muito com o J.Baptista Aveline e com o Carlos Fehlberg. Mas aí,claro, era sobre política.

*Muitos eleitores do Cândido não entenderam seu gesto de estender a mão ao presidente João Figueiredo na hora da anistia. Vai ver que o Cândido sabia que já não podia perder muito tempo. O que tenho certeza é que ele não gostava do Brizola, porque o ouvi várias vezes falando mal do líder trabalhista. E olha que eu não sou seu porta-voz.

*Uma historianha boa sobre ele quando político quem me contou foi o João Carlos Terlera.O Cândido era presidente da Assembléia Legislativa e o Correio do Povo pediu uma entrevista.Cândido chamou Terlera apenas como figurante porque ele fazia as perguntas e ele próprio a respondia num gravador que depois foi pro jornal publicar. E a foto saiu com o Terlera fazendo o papel de perguntador.

*Um dia o Cândido,sabendo que eu viajara a Europa, me perguntou se eu tinha transado com alguma francesa.
- Não,disse, sinceramente.
- Não perdestes nada. Elas só tem fama, disse o veterano comunicador, nunca entendi bem a troco de que me fez esta pergunta.

* Sobre o Cândido,contavam uma piadinha, ou uma lenda que ouvi de várias bocas: dizem que ele estava certa feita caminhando pela av. Champs Eliseés, em Paris, e lá teria dado de cara com um conhecido seu de Porto Alegre de mãos dadas com um baita de um argelino de mais de dois metros de altura.

* Eu gostava das crônicas que o Cândido fazia desde Torres, onde lá veraneava. Sempre pela Gaúcha, aos sábados de manhã.

*Lauro Quadros deu um show no " sala do dia 02/02/09 sobre a memória do rádio. Nem parece que o Lauro é tão antigo assim.

Coleguinhas


Gilmar, indicado pela seta subiu na vida

" XINECO" ( Gilmar Eitelwein) aqui com UZ HOMI!

O jornalista Gilmar Eitelwein que estava na agência de notícias da Assembléia Legislativa do Estado( foto) subir na vida.
Com a posse do deputado Ivar Pavan (PT) na presidência do legislativo estadual Gilmar passou a assessorar a presidência.
E os maldosos já dizem por aí que ele agora está no poder, ou "aqui com UZ HOMI"!

Pronto: está feita a encrenca: Ibsen é ou não de " esquerda"?

Pronto, está feita a polêmica, nas hostes esquerdistas. Ibsen Pinheiro, deputado federal do PMDB é ou não de esquerda? Qual o critério pra ser de esquerda? Ter trabalhado no jornal Tribuna Gaúcha que foi o órgão oficial do Portido Comunista Brasileiro nos anos 50?

O fato é que o Diciionário da Esquerda Gaúcha, lançado em 16 de outubrodo ano passado, pelo jornalista João Batista Marçal não contempla o nome de Ibsen Pinheiro.

Marçal,publicamente, não tem se manifestado. Mas sabe-se que Márcio Pinheiro filho do Ibsen e da Laila Pinheiro, que é o redator atual da página 3 da ZH, andou se queixando a editora da não presença do seu pai no Dicionário editado pela Palmarinca.

Então, como vai se definir esta importante questão?

O que se sabe é que o Marçal passa sempre de tardezinha pra tomar uma cachacinha na livraria do Rui.


Marisangela Martins, Diogens de Oliveira, João Batista Marçal - 16/10/2008

Quem sabe uma turma vai lá e pede pra ele numa próxima edição,se existir, pra colocar o nome do Ibsen, e pronto.Em tempo: Marçal confessou a esta repórter que realmente ele deixou de fora dois nomes importantes da esquerda: o vereadores Antônio Cândido, o Bagé e Marcos Klassmann que foi cassado pelo Governo Geisel.

Pavan apresenta plano de valorização do Parlamento na gestão 2009

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT) presidiu, na manhã desta terça-feira (3), a primeira reunião da Mesa Diretora para o ano legislativo de 2009. A valorização do Parlamento, democracia e desenvolvimento serão, segundo Pavan, os pilares da gestão da Casa.

Pavan adiantou que será apresentado a cada bancada uma resolução para adequar o Regimento Interno da Casa e articular comissões técnicas, Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional e plenário. "A valorização da Casa a partir da valorização das comissões, a valorização da política e nossa relação com a sociedade, e a valorização da instância maior que é o nosso plenário" é o objetivo maior da proposta de adequação, disse o presidente do Parlamento.

Pavan salientou que é necessário fortalecer o trabalho das comissões parlamentares, inclusive dando a elas o poder terminativo para que projetos como doação de imóvel sejam apenas referendados pelo plenário.

O presidente pediu que as comissões escolham temas relevantes a serem discutidos através do Fórum Democrático em todo o estado e o plenário da Casa seja o palco dos grandes debates da agenda política, principalmente nas sessões plenárias das quintas-feiras.

Pavan solicitou que a Comissão de Assuntos Municipais e parlamentares da Região Sul do estado façam uma visita às áreas atingidas pelas enchentes e elaborem um relatório que servirá de subsídio para ações concretas do Parlamento gaúcho em prol das populações atingidas.

Participaram da reunião os deputados Luciano Azevedo (PPS, 1º vice-presidente), Giovani Cherini (PDT, 1º secretário), Nelson Härter (PMDB, 2º secretário), Paulo Brum (PSDB, 3º secretário), Francisco Appio (PP, 2º vice-presidente) e Cassiá Carpes (PTB, 4º secretário).

De Porto Alegre, vão dizer que não é verdade?

De outras cidades ("tri legais" também), algumas partes meio exageraddas, mas o a idéia é mais ou menos essa. Clique aqui para ver a animação.

Beijinhos para todos, Ana.

Rescaldo da posse do novo presidente do legislativo estadual, deputado Ivar Pavan(PT) na tarde de 31/01/2009

* Em primeiro lugar, poder-se-ia saber o que é agricultura familiar, que o deputado Pavan pronunciou trocentas vezes no seu discurso? Ela dá o que? Chuchu? Pepinos? Abóboras? Existe uma outra agricultura, que não a familiar?Ou será que é porque Pavan é filho de pequenos agricultores? mas porque familiar, porque é feita na família, que coisa complicada. Pode ser apenas um expediente pra pegar voto,só isto.
*Deputados Iradir Pietroski(PTB) e Alberto Oliveira(PMDB) "vazaram" do plenário,assim que Pavan encerrou o discurso. Nem esperaram o canto do hino riograndense que encerrou a solenidade. Isto pega mal, Excelência. Parece que os senhores tão de saco cheio do plenário...ou da discursama em geral.Imagine se todas as excelências fizessem isto? que chato...

* Já o deputado Raul Pont chegou quando Ivar Pavan já tinha tomado posse. Acompanhado da esposa , Liliana Froeming, Pont entrou no plenário. O jornalista Gilmar Eitelvein, da assessoria do PT, explicou que Pont estava no Forum Social Mundial e que o avião atrasou. Então tá explicado.

* Gilmar Eitelwein deixa a assessoria de imprensa no térreo e passar a trabalhar diretamente junto ao novo presidente do legislativo estadual.

* Núbia Silveira, que por dois anos comandou o jornalismo na Assembléia Legislativa assume dia 9/02 como chefe do jornalismo na Câmara Municipal.

*vilnei Herbstrit, do site Brasil Imprensa Livre estava dando entrevista pra radialistas do interior no são Júlio de Castilhos, antes da posse do novo presidente do legislativo estadual.

* Não registrei a presença do presidente da ARI, Ercy Torma. No plenário foi citado apenas o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Nunes

* Cristina Mazzei e Glei Soares trabalhando a milhão pra Ulbra TV e pra produtora do Glei.
* Marcelo Nepomuceno novo chefe do jornalismo da Assembléia Legislativa sabe descomplicar. Pra que complicar?
* Luís Ávila fotografava tudo. Sempre presente há anos em eventos do poder legislativo. Outro fotógrafo que fazia isto era o Loir Gonçalves, que agora aposentado, não sai de Torres.

* Gilmar Eitelwin botou gravata e casaco pra posse do novo chefe.

* Ulisses Nene da agência dos Ecochatos, também presente na posse de Pavan. Será que vai trabalhar na Assembléia?
* Vários coleguinhas tentaram uma CC na nossa administração mas não conseguiram. Como sempre diz o J.C. Terlera, na Assembléia não tem amigos, tem amigos das CCs.

*Falar em CC: tá o maior rebu na bancada do PMDB. Querem tirar a CC do Antônio Carlos Brites Jacques, que já foi até secretário da Fazenda do Estado na gestão do Britto e presidente da CEEE. Negócio seguinte. O deputado Edson Brum quer colocar no lugar do Brites um assessor seu. Mas Brites foi indicado pra esta CC pelo senador Pedro Simon, por César Schirme e por Odacir Klein. Vamos ver o que vai dar isto...

*A colunista da ZH, Rosane de Oliveira também esteve cobrindo a posse do novo presidente do legislativo estadual.
* Joabel Pereira, assessor da governadora Yeda,presente no plenário.
* Fotógrafo Marquinhos da Assembléia Legislativa,chegou depois dos aplausos pra fotografar os deputados. É que na entrada tinha muita gente apinhada e ele não conseguia furar o bloqueio.
* A repórter loira que esteve tempos atrás na crista da onda na TVE por estar impedida de fazer matérias junto ao Palácio Piratini estava cobrindo a posse do novo presidente da ALEstado.
* Alceu Moreira que deixou a presidência do legislativo estadual fez um discurso breve porque sabia que não era hora de ficar balaqueando. O povo queria ouvir o que assumia...
* Posse também é oportunidade de negócios: ao meu lado, o representante de um jornal de um município da Grande Porto Alegre ficou um bom tempo vendendo seu peixe a um assessor de um deputado federal do PT." Vamos fazer uma regional" propunha ela ao assessor. São uns guerreiros estes jornais pequenos do interior. Só assim sobrevivem...Viva eles....

Plenário onde meia dúzia de gatos pingados ouvimos a emenda Dante de Oliveira ser derrotada

O plenário da Assembléia Legislativa do Estado,onde no último dia 31/01 tomou posse Ivar Pavan (PT) como novo presidente foi o cenário em que em 1984 meia dúzia de gatos pingados ouvimos pelo som interno porque o rádio e a tv foram proibidos de transmitir, a emenda Dante de Oliveira - que reestabelecia eleições diretas pra presidente da República - ser derrotada na Câmara Federal. Entre eles estavam André Forster e o professor Adelmo Genro,do PCR(Partido Comunista Revolucionário) Rita Assis Brasil,hoje vice-presidente do Sindicato Médico do RS. Deu um um puta baixo astral quando ouvimos o voto que tirava qualquer esperança e muitos choraram abraçados e comovidos. Era um luto no meio daquelas pessoas que ainda acreditavam numa reviravolta.Saimos quase a meia noite em silêncio da Assembléia e enquanto alguns foram afogar as mágoas nos botecos tomando umas que outras,outros foram pra casa porque o dia seguinte era dia de trabalho.
Foi um episódio triste de nossa democracia, mas depois Tancredo Neves ganhou a eleição pela via indireta e o resto todos nós acompanhamos.

Eu x Eles - Coleguinhas


Baiana

Baiana pediu ao marido que desse lugar a um amigo pra ver o show de jazz na reitoria da UFRGS

Por Liana Maria Milanez Pereira poucos ou quase ninguém a conhece. É baiana mesmo.Nasceu em Porto Alegre em 12.07.1949 filha de Fernando de Fontoura Milanez e de Jacy Kroeff Milanez.

Casada com o engenheiro Newton Pereira, o " Mineiro" -porque é de Minas Gerais - Baiana já fez parte da rádio Guaíba como produtora do programa Agora, quando era apresentado por Adroaldo Streck e tinha na chefia Carlos Bastos.

Depois sempre ocupou cargos de chefia. Foi editora no projeto do Diário do Sul, nos anos 80, um jornal da Gazeta Mercantil, que acabou fechando.
Ficava na sete de setembro, 723.
No governo de Pedro Jorge Simon foi diretora da FMCultura.
No Governo de Antônio Britto Filho foi assessora de imprensa da Secretaria da Fazenda.
Baiana é uma mulher um pouco a frente do seu tempo:
num show de jazz na reitoria da UFRGS a vi pedir ao marido Newton que desse lugar a um amigo que ela queria ver o show ao lado dele.
Newton entendeu!

De onde vem o apelido?

Baiana, formada pela Fabico - Faculdade de Comunicação Social da UFRGS - estudava lá em 1970,quando resolveu tirar um tempo em Salvador, Bahia. Ficou um bom tempo nas praias que eram mitos pros gaúchos, como Amaralina,Itapoã( imortalizada na música de Vinicius de Moraes)na lagoa da Abaeté.
Quando voltou, meio que faltando baiano, os colegas da Fabico tocarem-lhe o apelido de " FALSA BAIANA". Aí ficou Baiana, que pegou.

Na turma do grilo


Baiana e a turma da FABICO em Oruro na Bolivia em fev/71

Liana fez parte da turma da Fabico que em dezembro de 1970 pegou uma mochila, um trem e foi subindo a Cordilha dos Andes. Na Bolívia conheceram outro grupo do Rio, que vinha dentro de um ônibus todo enjambrado,colorido e juntaram-se.
Viviam de fazer shows de música nas praças, nos restaurantes e nas igrejas. Na saída, davam uma mangueada.
No dia 02/02/1971 estavam em Oruru, no interior da Bolívia.
Hoje Baiana trabalha na TV Brasil, no Rio de Janeiro.
Graaande Baiana!!!

Imprensa

O GuaXo sai DeVEZemQUANDO !

O Adriano Mazzarino faz duzentas coisas ao mesmo tempo. O Jornal Antena,e outros publicações. Mas ficou conhecido por um jornal que sai devezemquando, como diria o Carlinhos Ribeiro.
Mas nesta ele se esmerou. Se deu ao trabalho de pesquisar osnomes bão, daquilo mesmo que vocês tão pensando...

Aí vão eles:

Quatro Riograndes

O fotógrafo Alfonso Abraham agora em 2009 parte para novo projeto. A pauta em seu estúdio será fotografar os "Quatro Riograndes", o da costa marítima, serra, pampa, e a metade sul. Já com patrocinadores encaminhados para iniciar a turne fotográfica pelo Rio grande do Sul. O caçador de imagens já iniciou seu trabalho por Torres pelo motivo de aproveitar a presença de veranistas. Em anexo algumas das imagens já obtidas da prais mais linda do Rs com exclusividade para do jornalista Olides Canton.

Praias de Santa pra gauchada curtir

Ainda sobra um mês de férias pra gaucholância ir pras praias de Santa.É tudo o que os gaúchos querem.Um mate,um churras, uma champagne. Quando íamos ao retiro dos Padres,em Bombinhas(SC) nos anos 80,a Marli Scomazon, cujo pai era diretor de uma fábrica de champagne em Garibaldi, custumava levar garrafas e mais garrafas de Greenville.
O tomávamos na beira do mar, de tardezinha.
Eta vida ruim, esta hein...
Nas fotos gaúchos curtindo Bombas e Bombinhas, em Porto Belo, em 1983,durante um feriadão de Páscoa.

Como agarrar um marido antes dos 40
A comédia faz sua estréia no Porto Verão Alegre 2009

Pela primeira vez no Porto Verão Alegre, comédia “Como Agarrar um Marido antes dos 40”, que faz apenas seis apresentações no Teatro Câmara Túlio Piva, de 10 a 15/02/2009, terça a domingo às 21h.

A peça aborda de forma divertida e bem-humorada um dos assuntos mais badalados do mundo contemporâneo: a busca pela alma gêmea.

Lúcia (Marlise Damine), uma bem-sucedida advogada, percebe que vai fazer 40 anos e ainda está solteira. Ela entra em total desespero e resolve achar de qualquer maneira um marido nos seis meses que ainda lhe restam antes da fatídica data.

A história conta todas as investidas, atropelos e aventuras da protagonista, sua melhor amiga recém separada (Suzi Martinez) e sua empregada de santo forte e língua afiada (Denizeli Cardososo) na busca de um grande amor antes do seu 40º aniversário.

Serviço:
O que? “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”
Quando? De 10 a 15/02/2009. Terça a Domingo às 21h
Onde? Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da República,575)
Quanto? R$ 20,00 e R$ 15,00 (antecipado) com 20% de desconto para o Clube do Assinante.

Ficha Técnica:
Texto e direção - Claudio Benevenga
Elenco
Suzy Martinez - Débora
Denizeli Cardoso – Dalva
Marlise Damime – Lúcia
Figurinos - Zélia Mariah
Cenário - Claudio Benevenga
Iluminação - Anilton Souza
Trilha Sonora Especialmente Composta - Leandro Nunes
Fotos - Claudio Benevenga
Projeto Gráfico - Dian Paiani
Produção Executiva - Claudio Benevenga e Denizeli Cardoso
Contatos de produção:
crtbene@yahoo.com.br
denizeli_cardoso@yahoo.com.br
(51)91764045 – Claudio Benevenga
(51)81738444 – Denizeli Cardoso.

 

 
 
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Espaço dos Leitores

Olides!
A tua produção é fantástica. Tenho acompanhado e me seguro para não dar uns pitacos, senão imito o Decio Pizatto, que escreve para todos os colunistas de jornais do portinho, blogs, newsletter e etc... e haja tempo!!!

Sobre a Regina Lemos: tá certo que a moça é bonita (uma soberba!). Percebe-se, no entanto que é paixão pura!

Sobre o Jimi Azevedo: tendo o Renato Martins nos calcanhares dele dá prá entender!

Sobre o Ataídes Miranda: gente finíssima. Daquele raros colegas que não se deixaram tomar pela cinismo. Tbém trabalhou na TVÉ (chefe de reportagem) na gestão do governador recalcado.

Sobre o Norberto Silveira: grande colega, com quem tive o prazer de trabalhar na TVÉ, onde ele foi comentarista internacional, e dos bons.

E para finalizar, sobre o Milton Hoffmeister: tem muito mais história do que tu possas imaginar.
abs/Josi

O PADRE de PELOTAS
Numa Paróquia, em Pelotas, a barriga do padre crescia cada vez mais. Descartada a hipótese de cirrose, os médicos concluíram que seria melhor realizar uma cirurgia exploratória, já que era preciso fazer alguma coisa. A cirurgia mostrou que era um mero acúmulo de líquidos e gases, e o problema foi sanado. Porém, alguns estudantes de medicina resolveram aprontar e, quando o padre estava acordando da recuperação pós-cirúrgica, colocaram um bebê em seus braços. O padre, espantado, perguntou o que era aquilo e os rapazes disseram que era o que havia saído de sua barriga... Passado o espanto e tomado de intensa ternura, o padre abraçou a criança e não quis mais se separar dela. Como se tratava do filho de uma mãe solteira que morrera durante o parto, os rapazes se empenharam para que o padre ficasse com a criança.

Os anos se passaram e a criança se transformou num homem, que se formou em medicina. Um dia, o padre já velhinho e sentindo que estava chegando sua hora de partir chamou o rapaz e disse:
- Meu filho! Tenho o maior segredo do mundo pra te contar, mas tenho medo que tu fiques chocado...
O rapaz, que já havia intuído do que se tratava, disse, compreensivo:
- Já sei. Adivinhei há muito tempo. O senhor vai me dizer que é meu pai, né?
- Não, não, eu sou tua mãe!!! Teu pai é o bispo de Passo Fundo!!!
Airton Antonio Castagna

As férias dele são estranhas: não seria ele a contratação bombástica de jornalismo que a Record está anunciando?
Um grande abraço.
|João Antonio

Car Olides, informo-te mais uma "faceta" do Armando Burd:
Ser um pai amigo, companheiro e dedicado.
Parabens pelo site.
Abraco, Nelson.

por engano, mandei a matéria da visão pela metade (e sem revisar). agora vai o resto:

eu peguei a visão em fins de 76. na época, eles pagavam bem. quando fui a são paulo conhecer o pessoal da redação e acertar o esquema com ele (de frila fixo), eu voltei com uns três ou quatro cheques (eles pagavam por matéria e por edição) e os entreguei para a rosa maria, para pagar o médico que fez o parto do guilherme. no fim do ano, juntamos os cheques da visão e o 13º dela e compramos um fusca 72 à vista!

com o tempo, a revista, sob o comando do maksoud foi morrendo. é interessante registrar que a visão, originalmente, era dos americanos (grupo vision, que tinha revistas do mesmo nome em outros países latino-americanos. a argentina era um deles).

com o golpe de 64, os militares inventaram que só brasileiros natos poderiam controlar os meios de comunicação no brasil. abriram uma exceção, claro, para os civita, que eram italianos (começaram editando as revistas da disney no brasil depois da guerra).

com a exigência de nacionalização, os americanos venderam a visão para o said farah e para o jorge leão teixeira.

claro que faltou grana para os dois tocarem o negócio e o farah vendeu a parte dele para o maksoud.

nessa época a redação da visão era toda PCB. o vladmir herzog trabalhou lá até pouco antes de ser morto, tendo saído para ir trabalhar na tv cultura de sp, onde deu o rolo da prisão e morte dele.

mas o maksoud, apesar de ser de direita, um pioneiro do neoliberalismo no brasil, fechou com os comunas, pelo lado do nacionalismo. é que ele considerou a compra da revista como uma forma de realizar a sua proposta política, que era de manter fechado o mercado de construção civil no brasil. ele não queria concorrência das multinacionais no setor (ele era originalmente engenheiro barrageiro - fez doutourado nos eua e fez o primeiro trabalho no paraguai).

só que o maksoud era reacionário demais e isso e a natural alta-rotatividade da profissão fizeram o pessoal do pcb ir saindo aos poucos.

como todo o veículo de comunicação custa a morrer (a exeção foi o jornal aquele do grupo sinos, dirigido (?) pelo antoninho gonzales (!) que não durou uma quinzena), a visão foi definhando aos poucos.

nesse meio tempo, em 1985, o jaime copstein assumiu a redação do jornal do comércio e me convidou para trabalhar com ele. a partir daí, até 1990, eu trabalhava durante o dia na visão e à noite no jc, editando economia (já tinha experiência nisso da folha da manhã e brevemente na folha da tarde. entrei no "ramo" de economia quando trabalhei na sucursal do jb, na época do alexandre garcia, eunice jacques, zé mitche, nílson souza e o quidinho de estagiário).

em 1990, o collor resolveu dar o "tiro" na inflação e sequestrou as poupanças e depósitos bancários. o maksoud fico sem grana para tocar a revista e vendeu o grupo para o hamilton lucas de oliveira, que era o dono da IBF (indústria brasileira de formulários) e que já havia comprado o DCI (Diário Comércio & Indústria). nessa época, a IBF estava no auge, a ponto de patrocinar o São Paulo, o time de futebol, que tinha as letras IBR inscritas na camiseta.

a IBF estava por cima da carne seca entre outras coisas por que imprimia os cartões da raspadinha da caixa federal. mas houve denúncia de corrupção na concorrência e, quando o collor caiu, o contrato da IBF com a CEF foi para o espaço. aí, tanto o grupo visão como o DCS acabaram falindo (eu estou habilitado na massa falida da visão como credor trabalhista).

na fase final da revista, ainda sob o controle do maksoud, o que eles pagavam já era uma droga. e ainda custavam muito para liberar a grana. e eu acabei me indispondo com o maksoud, por que o turco queria que eu conseguisse que o maurício sirotsky repruduzisse na zh o editorial que ele escrevia apra a revista. ele se deu conta que o que ele escrevia não tinha repercussão, por que a própria revista já havia se tornado inexpressiva. como o maurício fez doce para publicar, o maurício ficou enchendo o saco do diretor da redação que começou a me sacanear, por eu não ter conseguido a anuência do maurício. como a editora de geral era amiga dele, ela passou a passar pautas para o DELMAR MARQUES! mas o resto dos editores continuou me dando força e mandando as pautas deles para mim.

a coisa foi andando assim até que, numa quinta-feira de março ou abri de 1990, o gerente das assinaturas (não era mais o édson) falou que eu tirasse tudo que era meu da sala por que eles iriam entregar as chaves na segunda-feira. era o fim da visão e da hidroservice em porto alegre (a hidro, a esta altura, era só a secretária e a faxineira, pois o maksoud há havia praticamente desativado a empresa, depois que delfin netto quebrou o brasil durante o governo do joão figueiredo) - as empresas de projetos e engenharia, como era o caso da hidroservice, e contrução ficaram sem o que fazer).

mas, durante a maior parte do tempo, foi uma maravilha trabalhar para a visão. como eu sempre fui meio polivalente, gostava de fazer todo o tipo de pauta que eles mandavam. às vezes não dava para tocar todas (hoje, me dou conta, que se eu fosse mais organizado poderia ter produzido anda mais e ganho mais dinheiro, pois pagavam por matéria). as pautas que eu não executava, passava adiante. passei muita pauta, por exemplo, para o celso rosa, antes dele ir para a bahia.
o jorge correa, que era ( ou é?) da zero hora e foi presidente do sinticado dos jornalistas, chegou a ganhar um prêmio (acho que da ari) por uma matéria que fez sobre a revolução farroupilha (eu tinha a pauta mas acabei passando para o jorge, que estava fazendo ou tinha concluído um curso de história gaúcha, ou coisa assim). ele fez a matéria, inscreveu no concurso, e ganhou o primeiro lugar. nessa época ele trabalhava no jornal do comércio, onde eu trabalhava também.

quanto a pauta que fizeste para a visão, não fui eu que te passei. talvez o delmar tenha te passado. ou te passaram direto de são paulo. a regina helena paiva ramos, a editora de geral que eu mencionei antes, além de escalar o delmar, volta e meia mandava pautas para outros colegas, alguns que eu nunca tinha ouvido falar (e ainda mandava ordens para eu ajudá-los, vê só!).

teve uma vez que me ligou, no fim da madrugada, um paulista que havia vendido para a visão um frila sobre corrida de porcos (!) no interior aqui do estado. o cara estava vindo do interior, no ônibus da noite, e me pediu para ir pegar ele na rodoviária. foi tão inesparado, que lá fui eu, na brasília branca, pegálo, trouxe-o para a minha casa e ofereci o café da manhã. depois ele foi andar pela cidade (queria conhecer o mercado público e outras coisas). e ainda voltou, no fim da tarde, para fazer hora para pegar o ônibus de volta para são paulo. depois de tempos caiu a ficha: eu tinha mais é que ter mandado o cara tomar no cu e se catar.

bom, acho que isso aí tá bom. se lembrar mais alguma coisa, mando um complemento.
ld

o sampaulo se assinava assim para se diferenciar do irmão dele, o sampaio, que também era chargista.
o sampaio fazia umas charges maravilhosas para a revista do globo. coisa de página inteira, retratando a paisagem humana de porto alegre na época (anos 50/60). tipo onde está o wally.
tinha um personagem que sempre aparecia, um carinha mijando, era em tamanho menor em relação aos outros personagens. mas sempre estava lá.
tenta dar uma olhada nas coleções da revista do globo. vale a pena.
lauro d.

Olá Olides,
Aqui aquele calor louco de 45 grau à sombra.
Não lembro dessa foto só que veja, tá em algum jornal ou tu tens a foto?
Não lembro mesmo, mas vamos ver.
A.T. Clair

quando o parentesco incomoda
mas o parentesco com o general fez o lauro schirmer reverter uma demissão que eu quase tive na zh. a mulher do general, a evinha, era de cachoeira do sul, de onde o lauro nasceu, não sei se para o mundo também, mas para o jornalismo certamente. eles se conheciam de lá (e, até, se não me engano, a primeira mulher do lauro, a mãe do gerson, era prima da mulher do general) e quando ela soube que o lauro havia me demitido, telefonou para ele e pediu para reverter. deu certo. ganhei uma sobrevida na zh e depois fui para o jb.
mas esse negócio de ser parente de parente do médici, logo do médici (!), me atrapalhou um pouco na profissão. naquela época tudo que era ligado com os militares era demonizado. boa parte do pessoal de esquerda me dava gelo. mas gente como o aveline não. o velho até me convidou para voltar para a zh depois que eu saí do jb. mas eu já estava na folha da manhã e há alguns dias e não quis furar com o pessoal que tinha arranjado a vaga na folhinha.
anos depois, quando eu estava na visão e no jc, eu me associei ao pcb do aveline para ajudar a dar o número necessário de inscritos para o partido conseguir o registro quando houve a redemocratização. o pcb estava a perigo de não conseguir o total exigido por lei. eu achei uma sacanagem o partidão, depois de tanta tula, não conseguir se legalizar na democracia. comentei isso com alguém que passou a informação para o aveline. acabei assinando a ficha em pé, no balcão do porteiro do prédio onde funcionava a visão, o edifício fronteira, da borges de medeiros. o aveline ia entrado, me viu, e na hora quis pegar minha assunatura. quando estava assinando, o aveline comentou com outros "camaradas" que estavam junto: "isso que é democrata! não é da nossa ideologia, mas assina ficha conosco para nos ajudar".
outro aspecto curioso do caso é que, no jc, o velho homero guerreiro (que era até integralista) ficou sabendo, não sei como, que o renato pinto da silva (que era editor lá nessa época, sob o comando do delmar marques (!) ) estava me aliciando para o pcb. me contaram que ele chamou o renatinho às falas... não lembro se eu falei aquilo da injustiça do pcb estar para não conseguir o registro por falta de associados para o renato nem se o renato era pcbão, mas que aconteceu, aconteceu.
e o pior é que eu não aturo os caras da direita. não me ligo com o pessoal da direita, nem me quadro com os da esquerda. vê só! asim, trabalhar numa profissão altamente politizada como a nossa, nessas condições, não foi fácil..
lauro d.

... não foi por causa do discurso do cirne lima que apreenderam o correião.
foi por causa de uma notícia sobre o pronunciamento do líder do governo na câmara dos deputados afirmando que "não havia censura no brasil".
pois bem, os censores resolveram que a notícia não poderia ser publicada. mas o dr. breno (olha o respeito!) na sua lógica simples ("me convidaram para um churrasco, eu vim assim..."), avaliou: "se o líder do governo diz que não tem censura, então não tem" e mandou publica a matéria". foi por isso que apreenderam o correio.
ld

Oi Canton!

Beleza o teu blog.
Sobre o Cândido, foi unanimidade na TVE, quando presidente da Fundação Piratini. A Maria Wagner, inclusive, era grande admiradora dele.

E o Diógenes? Só tu mesmo para dar notícia dele. O coitado ajudou e mais que ajudou o PT e depois foi "defenestrado". Se errou foi por acreditar numa causa e os "caras" não entenderam isso. Onde anda esse defensor aguerrido da democracia plena?

Espero que a gestão do Pavan não fique somente na "falácia", como é do costume. Que o parlamento mostre a sociedade porque existe e porque custa tão caro.

Sobre o recém-empossado assessor de imprensa: é normal o oportunismo e o "jeitinho petista" de governar. Deve falar alto a "competência"...e sobre o Ulisse, não seria de admirar. São sempre os mesmos, como se pode constatar.

E prá encerrar: grande baiana.
Foi, de longe, a melhora diretora da FM Cultura. Muitos tentaram imitá-la, mas não conseguiram. Só "encrencaram" mais ainda a Rádio, incluindo uma que veio especialmente de Santa Catarina dizendo-se a salva-pátria e só fez bobagem, além de angariar alto grau de rejeição.

Belas fotos

abs/Maria

Olides, avisa o site/ari que o Cândido Norberto faleceu!
mazzarino

 

 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
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