Jango completaria
91 anos este dia primeiro de março
Neste domingo,dia primeiro de março,
o falecido presidente Jango Goulart completaria 91 anos
se vivo fosse. Nascido em sua residência,em Itacurubi,2
distrito de S.Borja - hoje município - Jango Goulat
tinha em família o apelido de Janguinho.Filho do
pecuarista Vicente Rodrigues Goulart e de Dona Vcentina
Marques Goulart,ele ingressou na política na eleição
de 19 de janeiro de 1947, com o dedo do presidente auto-exilado
em S. Borja, Getúlio Vargas.
Na verdade, Jango é o filho político de
Getúlio Vargas.
Dizem os biógrafos que Getúlio o conheceu
durante uma festa,ou um comício político
e quando Jango falou, Getúlio ouvio-o atentantamente
e dirigindo-se ao pai do jovem,comentou:
- Este seu filho vai ser político. Ele fala muito
bem.
- Não Dr. Getúlio, respondeu Vicente, este
vai cuidar das terras que me custaram tanto sacrifício.
Eu já estou velho e ele ficará cuidando
das irmãs e da Vicentina.
Jango teve um irmão,Ivan, mas este faleceu muito
moço, de um câncer.
Na juventude, Jango foi comprador de gado dos frigoríficos
Swift Armour . Segundo se diz em S. Borja, ele tinha tanta
prática que sabia contar quantas cabeças
de gado havia numa tropa. O gado que ele comprava era
depois embarcado via férrea para os matadouros
nos frigorifícios e ele ganhava uma comissão
na negociação. Ficou rico desta forma.
Na primeira eleição para deputado estadual
Jango Goulart fez 1.653 votos em S. Borja( muito voto)289
em Alegrete,642 em Santiago do Boqueirão,507 em
Itaqui,503 em S. Luiz Gonzaga. Elegeu-se com 4.150 votos.
Jango ascendeu rapidamente na política e foi duas
vezes vice-presidente da República: uma de Jânio
Quadros( a famosa dupla Jan-Jan, que o próprio
Jânio Quadros apoiou por baixo do pano) e antes
fora vice de Juscelino Kubitchek de Oliveira. Tornou-se
o presidente com a posse em 7 de setembro de 1961,depois
do episódio da Legalidade ( seu cunhado Leonel
de Moura Brizola,governador do Rio Grande do Sul, garantiu
sua posse porque os militares se opunham a que fosse cumprida
a Constituição).Em março de 1964,
antes de completar seu mandato, teve que fugir do país,
diante de um golpe partido de Minas Gerais, coordenado
por Magalhães Pinto e pelo General Olímpio
Mourão.
Leonel Brizola,então deputado federal pela Guanabara,
queria que Jango resistisse a partir de Porto Alegre,nomenado-o
Ministro da Justiça e ao general Ladário
Telles, comandante do III EXército fosse feito
Ministro da Guerra.
Diante da certeza do derramamento de sangue, Jango preferiu
asilar-se no Uruguai.
A reunião em que tomou esta decisão foi
feita na casa do Exército localizada na esquina
da av. Cristóvão Colombo,com Carlos Von
Koseritz. Depois de uma noite toda de discussão,
no final da madrugada, Jango pediu que preparassem um
carro para deixá-lo no aeroporto, de onde voou
para S. Borja e de lá foi para Montevideo para
nunca mais voltar vivo.
Foi,aliás o único presidente brasileiro
que morreu no exílio.
Jango por causa de suas desavenças com o cunhado
Leonel Brizola, passou 12 anos sem falar com o ex-governador
gaúcho, mesmo ambos morando no mesmo país.
Até que uma tarde o escritor Josué Guimarães
levo-o a casa de Brizola e lá os dois ex-aliados
políticos conversaram uma noite toda.
Poucos meses depois Jango faleceu na sua fazenda , a estância
de Villa Mercedez,na província de Corrientes, na
Argentina. Eram 22 h30min. Há muita
especulação de que ele também seria
uma vítima da Operação Condor - a
operação motnada pelas forças da
repressão no continente sul americano nos anos
70 para fazer desaparecer inimigos políticos. Estive
nos anos 70,depois da morte de Jango, em Curuzu Cutiá
investigando algum indício mas nada localizei naquela
lugarejo do interior argentino.
O regresso do corpo de Jango para ser enterrado em S.Borja,
no jazigo da família, foi uma operação
da qual participou principalmente Almino Afonso, que fora
seu ministro do Trabalho.Os militares queriam que Jango
fosse enterrado ainda no dia 7 de dezembro de 1976, mas
o cortejo fúnebre veio lentamente de Uruguaiana
até S.Borja pra chegar em S.Borja na hora em que
os enterros não são mais realizados. Alguns
carros até propositadamente furaram pneus e atrasaram
a viagem. Assim, o corpo de Jango ficou exposto a noite
toda na catedral de S. Francisco de Borja.
No dia do enterro,8 de dezembro, os policiais militares
não queriam deixar a população tomar
o caixão do ex-presidente mas os jogadores do S.
Borja , que tinham forte preparo físico assumiram
a tarefa e garantiram que o caixão fosse carregado
pela população. Foi a primeira vez que se
viu uma bandeira da Anistia no período da ditadura
militar.Ela foi estendida por Mila Cauduro, Lícia
Perez, Neusa Brizola, encima do caixão do presidente
morto. A polícia nada fez.
Coleguinhas - Eu
X Eles
A militante do MR-8 que virou diretora
do Folhão.
Conheci a Eleonora de Lucena - casada com o Rodolfo Lucena,
que tinha o estranho apelido dado pelo Luis Oscar Matzenbacker
de " magro macacão": é que o gajo
usava sempre um macacão e "magro" era
como chamavam os repórteres alternativos na ZH
dos anos 70 - na segunda metade dos anos 70,quando ela
iniciava na profissão de repórter no setor
de Geral da ZH.
Vinha do Colégio de Aplicação da
UFRGS e fizera jornalismo na Fabico.Mas andava até
os cabelos enfiada na atividade política, ligada
ao MR-8, o clandestino partido q1ue combatida a ditadura
militar e que tinha na epoca entre seus militantes o atual
prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, o
ex-deputado César Busatto,entre outros nomes de
menor projeção.
Eleonora andava sempre com um pacote de fichas de filiação
ao MDB(Movimento Demcorático Brasileiro) e sei
de vários jornalistas que assinaram ficha no partido,através
dela. Vinha com aquela fala mansa,sedutora pra cima dos
incautos.
Eleonora depois foi embora para S.Paulo e só voltei
ouvir falar dela quando ascendeu na profissão.
Uma vez fui visitá-la no Folhão, como os
paulistas gostam de chamar o jornal dos Frias,e ele apesar
de ser hora de fechamento foi tomar um cafezinho, ou então
jantou no refeitório.
Depois perdi o contato com ela, mas sempre torcia pra
ela quando a via no Roda Viva, da TV Cultura, entrevistando
o presidente Fernando Henrique Cardoso. Como Lula não
dá entrevistas e muito menos em Roda Viva - uma
vez levaram o nosso atual presidente lá, deram
um livro em branco pra ele sobre a história do
programa e como o livro ainda era apenas pró-forma,
ele disse que este era o tipo de livro que ele gostava,
não teria o trabalho de lê-lo( pra ver se
pode!).
Tudo isto me lembrei agora quando vi uma discussão
no blgo da colega Lauro Peixoto sobre um fato que sempre
caiu meio desabonatório sobre o Folhão,
que os donos teriam emprestado carros a Operação
Bandeirantes, do Doi-Codi, pra prender perseguidos políticos.
Ficou a mancha!
"Tonho"
morreu moço depois de ver o fim do império
do pai!

Francisco Antônio Caldas, filho
do todo poderoso dono da Cia Jornalística Caldas
Junior morreu de um câncer, aos cinquenta e poucos
anos, quando o pai já tinha perdido todo o poder
que um dia ostentara.
Bon vivant, enquanto pode, Francisco
Antônio - Tonho para os íntimos - trabalhou
no Correio do Povo quando o fone da companhia era o 4553.
Lá era assistente da diretoria,oficialmente.
Morava na rua Coronel Bordini, 365, onde morou também
Breno Caldas. Filho de Ilse Caldas e de Breno Caldas,
Francisco Antônio passou a trabalhar no Jornal do
Comércio, quando a Caldas Juniro faliu. Lá
dirigia o jornal de classificados do Grupo do JC, O Balcão.
Na Companhia Jornalistica Caldas Junior, Tonho foi diretor
da Folha da Manhã, o jornal com o qual Breno Caldas
tentou agradar a "esquerda" ou um outro filão
do mercado.Quando a Folha da Manhã teve que mudar
todo um quadro de dirigentes devido a uma matéria
onde o jornal denunciava que brigadianos jogavam bola
com uma cabeça decapitada Tonho teve que se impor
à autoridade do pai. Num desabafo, Breno Caldas
teria dito ao filho:
- Acho que quem sabia fazer jornal mesmo eram os comunistas,disse
ele referindo-se aos jornalistas que tinham tido "suas
cabeças" cortadas -demitidos- por causa da
reportagem polêmica que fora publicada.
Segundo uma conhecida, que foi namorada de um dos filhos
de Francisco Antônio, ele foi um pai super amoroso
."Sempre íamos no Jornal do Comércio
almoçar com ele e ele era muito legal". Ele
teve um casal de gêmeos e um deles faleceu num acidente
de carro.Alguns meses após seu falecimento, o pai
Breno também morreu. Foi o fim de uma família
que teve um império jornalistico mas que não
soube conservá-lo e que até hoje tem sua
imagem mal falada entre os jornalistas por causa disto.
Ah,sim: Francisco Antônio torrava
grana com cavalos, mulheres e festas nos áureos
tempos de muita grana.Chegava a fechar o Encouraçado
Butikin por sua conta,quando tinha muita grana pra gastar.
O Butikin era a boate da moda na avenida Independência.
Tonho também foi assíduo do bar Gallarin,
na Mal. Floriano, no centro de Porto Alegre.
Um serafinese histórico
fez 88 anos

João Arroque Filho, à época veterinário
prático e posteriormente Gerente da Empresa Unidade
de Serafina Corrêa, em frente a uma das repartições.
Data:1945
Na última quinta,dia 27/02, João
Arroque Filho, completou 88 anos. " Vamos ver a quantos
vamos ir",disse-me pelo telefone quando lhe liguei
para cumprimentá-lo. Conheço João
Arroque desde quando ele era gerente e fiscal do frigorífico
Ideal S/A e criança eu ia na sua casa avisá-lo
de que os figos estavam maduros e que era hora deles irem
buscá-los pra fazer marmelada. Naqueles tempos
chamávamos marmelada até pra a figada.
Cestões e cestões de figos pingando mel
eram levados por eles para casa. Iam buscar os figos dentro
de um carro. Acho que era poucos os carros que existiam
naqueles anos 50 e 60 na vila de La Ùndeze, a agora
Serafina.
João Arroque Filho foi duas vezes vice-prefeito
de Serafina,sempre na gestão de Amantino Lucindo
Montanari.Na primeira e na terceira gestão.João
Arroque conhece a história do Frigorífico
Ideal como a palma de sua mão. Hoje o Ideal é
a Perdigão.Está prometendo escrever alguma
coisa sobre como surgiu o centro de lazer localizado no
rio Carreiro, um dos locais mais movimentados da região.
Fãs

Regina Lemos e Tito Madi. foto da Regina Lemos
Sábado,dia 28/02, Regina Lemos
partu de volta a S.Paulo, deixando muitas saúdades
em alguns gaúchos por aqui.Mas ao entrar no avião
ela virou-se e disse para seus três fãs que
foram vê-la embarcar:
VOLTAREMOS!!!!
A vida como ela
é...
Os fatos aqui narrados são invenção.Alguma
semelhança com a realidade é mera coincidência.
Cotia fugiu com a coleguinha mas ao detalhar romance foi
absolvido da demissão!
Cotia era seu apelido. Tinha fama de tripé,entre
as mulheres. E naqueles anos se namorava dentro de carros.
O pessoal escolhia locais menos movimentados e naqueles
anos do começo da década de 70, a moda era
ir perto do Beira - Tio, recém inaugurado. A coleguinha
era casada com um médico que chamavam de Pavão.
Todos tinham ido ao casamento da coleguinha realizado
num bairro elegante de Porto Alegre.
Mas a coleguinha se engraçou com o Cotia. Presentinho
daqui, presentinho dali, roupa nova pra ele vestir. Até
que levou-o até olocal ermo,aquele dos namorados.
Ali rolou...
E num feriadão a coleguinha pediu folga ao chefe.
Viajaria,ficaria fora dias,precisava daquela viagem. Estranho
que o Cotia também pediu folga, mas não
entrou os detalhes.
Os dois na verdade foram pruma espécie de lua de
mel num litoral que os gaúchos gostam muito.O marido,
o Pavão, um dia apareceu no serviço dos
dois e queria saber da mulher.Preocupado, porque ela não
voltava mais. Na verdade, devia estar com uma pulga atrás
da orelha.Alguém delatou os namorados na tal praia
e eles tiveram que voltar.
Ela nunca mais voltou ao trabalho. Mas o Cotia foi posto
na frente de todos os coleguinhas e com aquela cara de
pau que deu lhe deu só queria fumar mais um.
O chefe chamou-o à chincha:
- Se tu me contar pra mim e pra todos nós aqui
detalhes deste teu romance, eu te perdoo. Não te
ponho pra rua...
Cotia então preparou-se, enrolou mais unzinho.
Todos sentaram em volta dele, até o chefinho. Ele
Cotia então contou como foram aqueles dias de idílio
numa praia que antigamente os magrinhos iam pra comer
hongos alucinógenos.
Quarta-feira de
Cinzas, ou melhor de preguiça!
O que me chamou a atenção
agora ao meio-dia de quarta-feira de cinzas- 25/02 foi
a fila que havia na Rua José Montauri, no centro
de Porto Alegre,esperando que o SINE abrisse em busca
de trabalho.Ué, mas o presidente Lula não
havia dito que era apenas uma marolinha? Que marolinha!
Porto Alegre ainda estava lenta, quase parada...
Em duas, três ligações que fiz na
manhã de ontem vi logo que a coisa só volta
mesmo na segunda,dia 02/03.
Passei domingo,segunda e terça em Serafina Correa,
minha terra natal. Nada de mais, fui concluir uma pesquisa
que venho realizando há uns quatro anos para um
livro.
Descobri algumas coisas interessantes. Como a história
de um comerciante, que ficou muito rico e que depois de
morto, a população inventou que saía
água do seu túmulo.Os filhos que até
hoje brigam na Justiça pelo espólio, levaram
os restos mortais dele para o Cemitério João
XXIII de Porto Alegre.Aqui está livre do falatório
geral.
Em Serafina, uma cidade da região da Uva e do Vinho,
a 230 km de Porto Alegre, o jornal de maior circulação
é o Correio do Povo. Depois vem a Zero Hora, depois
o Pioneiro,que tem apenas 3 assinaturas. Na segunda,dia
23/02, na agência do Banco do Brasil, alguém
havia deixado um exemplar do Jornal do Comércio.
È a primeira vez que vejo o JC em Serafina.
Lá tem um local, o Gazerta Regional, semanal.
Na segunda, Serafina estava suja, não haviam recolhido
o lixo. Muito menos na terça-feira de carnaval.
Feriadão Total. A praça da Emancipação,
localizada entre a rua Tobais Barreto e av. Miguel Soccol,
na segunda à tarde, estava uma imundíce.
Lixo por todos os lados,garrafas vazias, tudo atirado.
No monumento ao Cristo Rei,outro local de visitação,também
havia na segunda sujeira por todo o lado. Fica o registro.
Sem estresse, mas esta era a realidade.
Como é um povo trabalhador, a Credeal ( indústria
de cadernos) e a Perdigão trabalharam normalmente
na terça-feria Gorda.
O sucesso vem sempre depois do trabalho,dizem por aí...
Memória
da Imprensa!

A imprensa e os discos voadores!
Volta e meia a imprensa se depara com fenômenos
extranaturais, ou os chamados discos voadores.
E conseguem registrar alguma coisa, ou algum sinal. Se
existem ou não, é uma questão de
fé, mais do que de ciência.Ofotógrafo
Octacílio Dias em 4.8.1967 voltava de um treino
do Grêmio,quando o chefe de redação
Santos Vidarte lhe pediu pra sair com o repórter
Bruno Augê ferreira, o "carregador de melancias"
porque estavam ligando para a redação do
jornal dizendo que várias pessoas haviam visto
um disco voador na algura do Morro da Polícia.
Octacilio pegou sua máquina e saíram na
Kombi da Caldas Junior.Quando estavam na altura da Assembléia
Legislativa do Estado,Octacili viu um grilho do céu,
pediu prapararem o carro,desceu armou o triplé
e bateu cvinco chapas.
Depois foi até o o porto onde um navio estava chegando
do Canal de Suez com os soldados. Ele subiu lá
pra fazer mais fotos.Quando chegou no jornal, deu o filme
pra o laboratorista que disse que não havia ali
foto nenhum. Chegaram a jogá-lo no lixo, mas Walkir
Landerdhal, o laboratorista, o juntou e passou para a
redação. Breno Caldas, o dono do jornal,
ouviu a notícia no Correspondente Renner da rádio
Guaíba e telefonou do Haras do Arado pedindo que
queria ver esta matéria no " seu jornal".
Quando Breno Caldas dizia isto,queria dizer o Correião.
A notícia com a foto saiu no Correio do Povo do
dia 05/08/1967. Com o título de Que Fenômeno
é Este, o fotógrafo Octacílio Dias
acabou ganhando o Prêmio ARi de Jornalismo daquele
ano.
Ocupantes do jato viram discos voadores nos céus
da Argentina
Uma reportagem sobre discos voadores eu a fiz num jornalzinho
alternativo que publiquei nos anos 90.O jornal se chamou
Jornal de Bordo e a aparição dos discos
voadores aconteceu em 9 de agosto de 1995 ao então
presidente da Fuergs, Dagoberto Lima Godoi, ao seu assessor
d eimprensa, Marco Antônio Kramer e aos pilotos
do jato Falcon 10 João Vicente Cortazzi de Oliveira
e Luis Fernando Chaves Eifler.
O Falcon 10 seguia de Porto Alegre a Mar del Plata,quando
na altura de Buenos Aires um dos pilotos notou que estavam
sendo seguidos por um bólide. Um dos pilotos viu
um objeto não identificado que fazia movimentos
verticiais(para cima e para baixo).
Chamaram Montevideo pra saber se havia alguma aeronave
no espaço, mas não havia. Deu negativo.
Mesmo com o estranho objetivo, eles mantiveram o sangue
frio e voavaram a Mar del Plata, onde os executigos tinham
compromisso.Entrevistas por mim, confirmaram a aparição.
Carnaval
O blog voltará a ser atualizado
dia 25/02. Agradecemos a preferência e acompreensão.
O editor
Pedro Ruas, o "vereador-guerrilheiro"!
Foto: Gaudêncio

Pedro Ruas,atrás de Brizola e Lula, em 1998,quando
militava no PDT. S.Borja/RS.
Um dos edis mais votados de Porto Alegre,em
2008, o advogado trabalhista Pedro Fagundes Ruas, agora
está na trincheira do PSOL, o partido da ex-senadora
Heloiza Helena.As denúncias que o PSOL-RS fez na
quinta passada,dia 19/02 contra Yeda Crusius e assessores
são de grosso calibre.
Mas Ruas, pelo menos, sempre foi meio fã do guerrilheiro
Ernesto CHE Guevara. É portanto,chegado numa guerrilha,
nem que seja oral. Nos anos 70, esta prática era
chamada de " esquerda festiva".Ninguém
nunca soube quem cunhou a frase, mas ela pegou.
Ruas, que conheço há tantos anos, aparecia
na av. Independência, no teatro Leopoldina( Ospa,depois)
com uma camiseta onde estava estampada a foto do guerrilheiro
Ernesto CHE Guevara.
Alça de
Mira
De um observador da cena local: o ministro
da Justiça(PT), Tarso Genro e a deputada federal
Luciana Genro(Psol) são aliados.
Coleguinhas
* Sexta-feira,véspera de Carnaval,dia
20/02; meio-dia, aqui do meu lado o repórter Jimi
Azevedo da Band A, quase " demole" o teclado
do computador.Pá,pá.pá....É
o jeito que os repórteres tem de se desestressar.
O teclado não tem culpa nenhuma, mas entre o rochedo
e o mar, quem leva sempre é o marisco.
*Repórter em geral é visto como " urubu".
É que gosta duma desgracinha,gosta.Quando morre
num acidente uns 15 ou 20, ele abrem o notíciário,
com uma voz tentando disfarçar o sentimento, mas
lá no fundo sente-se que estão vibrando:aquilo
tem notícia.
*É que nem funerária: que seria do negócio
se não tivesse o "presunto". Médico
também gosta de doente, principalmente quando o
desgraçado é particular. " Querida,
peguei hoje um partica" geralmente os médicos
anunciam ao chegar em casa quando cai um bom peixe na
rede. O resto é hipocrisia.
* Os jornaistas então tem uma relação
de ódio com os objetos em que escrevem.Não
sei porque , mas é assim: o técnico que
durante anos limpou as máquinas de escrever da
Zero Hora me disse que algumas, principalmente as da reportagem
policial, chegavam até ele mijadas,sim senhor,
mijavam dentro. Pode uma coisa destas? Pode porque existiu
* Agora, são os computadores. Pau nos teclados.
Melhor, porrada,neles.
*A moça que administra a salinha aqui onde escrevo
fica apavorada: estes dias mandaram o cara da TV Record
pra Novo Hamburgo. Ele não sabia se ia chegar lá
a tempo. ( Deve ter sido no dia que a ministra Dilma andou
por lá,deduzo).A Jennifer, do NH, faz duzentas
pautas por dia...corre pra cá e pra lá,
como uma desesperada...De vez em quando ela tem um ataque
aqui que a gente que não tem nada a ver com o peixe,fica
escutando. Fazer o que. Quem já esteve no jornalismo
diário,sabe como isto é.E o pior disto tudo
é que tem muito incompetente mandando. Isto sim
é chato. Mandam porque sabem puxar o saco, não
por competência.Sobra pra quem está no baixo
clero, mas é o preço. Não sei o que
se ensina nas faculdades de Jornalismo mas deviam inventar
uma cadeira: " Como aguentar um chefe incompetente".
Mmória de
bares
" A mi, da-me um bife a cavallo,
com dos huevos e papas fritas..."
Vigarista é sempre assim: geralmente boa pinta,
boa conversa...
Era uma noite daquelas encomendadas prum filme de terror.Em
julho, a cerração havia baixado cedo naquela
noite, não eram nem 10 da noite,ainda, e a av.
Independência, onde se localizava o Stylo Drink,
de Bruno Von Meusel, estava já tomada pela cerração.
Um fog londrino, dava a Porto Alegre naquela noite ares
de mistério, bem propício,aliás,
para os vigaristas agirem.
No Stylo Sereno Chaise e Taio Pinheiro Machado ocupavam
a mesa localizada perto do local onde o dono tirava o
chopp.
- Hoje,disse Sereno pro Bruno, vais economizar muito,quase
tudo.Guarda pra amanhã,acrescentou Sereno,vendo
que os fregueses aquela altura não iriam mais sair.
A cozinheira Lurdes - que depois trabalhou no Stylo quando
Sereno o comprou - nem tivera trabalho aquela noite.
Até que entrou no Stylo um cara,acompanhado de
uma mulher mais um terceiro sujeito.
Sentaram na mesa e o que parecia comandar o trio fez,
num portunhol brabo, um pedido ao garção:
- Yo quiero uno bife a cavallo,dos huevos e papas fritas
pediu ele mas solicitou que fossem porções
generosas.
Sereno logo viu que o portunhol do cara era enjambrado,
que aquele cara não era castelhano porra nenhuma,
que era um vigarista querendo se passar por um empresário
castelhano pra enganar o Bruno.
Taio Pinheiro Machado queria ir embora, mas Sereno lhe
pediu um pouco de paciência que ele queria ver o
final daquela história.Nisto chegou o jornalista
Coi Lopes de Almeida, com uma camionete e ficou botando
os faróis do seu carro dentro do bar.
Depois do jantar, o vigarista,sempre naquele seu portunhol,
pediu três licores, um pra cada um dos comensais.
E Sereno ali.corujando a situação.
Quando finalmente o dono levou a conta - salgada por sinal
- o camarada se levanta da mesa,baixa as calças
mostrando que estava sem cuecas,aparecem as bolas do vigarista.
O dono desesperado,sentiu que tinha levado um cano e daqueles.
Bruno puxa as calças do vigarista pra cima e Taio
Pinheiro Machado logo liga pra polícia.
A Polícia veio correndo e quando o policial entrou
os assistentes da cena apenas ouviram dele um grande protesto:
- Porra tu de novo!
Aí sim o Bruno foi a loucura. A esperança
que ele tinha de que o cara não fosse vigarista
caiu por terra.
Era a quinta vez que o vigarista aplicava aquele c onto
na semana. Saía do hospício S.Pedro(fugia)
pega um táxi e uma mulher de programa e ia comer
num restaurante caro e depois não pagava a conta.Quando
ia a conta pra mesa o estelionatário baixava as
calças pra mostrar que não tinha nada pra
pagar.
Depois disto, cada vez que Sereno ia no Stylo, só
pra implicar com seu dono, ele dizia:
- A mi um bife a cavallo,dos huves e papas fritas.
Eu X Eles - Coleguinhas

Ataides Miranda
O " discreto" Ataides Miranda!
Até o dia 02/03, os ouvintes do Bom Dia, na Guaíba,
vão ouvir o Ataides Miranda apresentando o jornal
no lugar do titular, Rogério Mendelski. Dizem as
más línguas, não sei se é
verdade, que o Ataídes, depois que virou gerente
de jornalismo, no lugar do Flávio Portela, só
faltou instalar na Guaíba uma " cama de campanha"
como o Heron Domingues botou na rádio Nacional,
quando se esperava a todo o momento o fim da II Guerra
Mundial. ( Só que por um azar, a notícia
do final da Guerra quem a leu foi um outro locutor porque
Heron tinha ido pra casa pra trocar de roupa e tomar um
banho).
Ataídes Miranda nasceu em 03.09.1955 em Arroio
dos Ratos( nestes dias ele estava dando uma lição
sobre tipo de melancias, quando chove, quando não
chove, o homem concorre com o Cascatinha, que estes dias
estava ditando sabedoria sobre tipos de petróleo,dizendo
que o brasileiro é da pior qualidade....Nossaaa,como
diria o professor Ruy, quanto sapiência).
Ataídes é filho de Feliciano Maria da Silva
e de Maria D.M Silva. Morou primeiro na av. Itaqui, 199/17
quando começou. Ele ingressou na Rádio e
TV Gaúcha como repórter. Fez parte da primeira
equipe de reportagem de lá, que tinha como chefe
o Florianão Correa.
Ataídes morou ainda na rua João Alfredo,
312/328. Também trabalhou na TV Pampa.
Nunca participou de um projeto de jornal. Ele é
bom na latinha.Também trabalhou na assessoria de
imprensa da Secretaria Estadual da Saúde, ao tempo
que lá trabalhava a Mônica Gugliano.
Na vida privada, Ataídes é um poço
de discrição.
Sabe-se apenas que veraneia em Pinhal ou em Cidreira.
Coleguinhas

Regina Lemoa, a gaúcha
Depois de dois meses pelos pagos, a repórter
televisiva Regina Lemos regressará a Sampa,onde
vive, no dia 28/02. Algumas remembranças.
1) Regina Lemos foi numa festa na Martins e Andrade,nos
altos do Morro Santa Tereza. Depois da festa, deu carona
pro colega Melchíades Stricher, que meio bêbado
começou a xaropear dentro do carro. Ela não
teve dúvidas: botou-o pra fora do carro e foi embora.
2) Uma vez um cachorrão de rua apegou-se a ela
porque ela passou a tratá-lo bem. O cachorro tinha
como dono um " mendigo". O mendigo ela largou
na rua,onde afinal vivia e ficou com o cachorro. Uma noite,
saiu da TV Gaúcha,onde era repórter e encheu
o saco daquele animal dentro de seu cachorro. Fugiu no
seu carro,abandonando o bicho por lá mesmo.
3)Esta já é meio manjada mas vamos lá.
Seu amigo Gaguinho tinha prometido fazer um jornal da
Amrigs pro médico Abrãao Vinogron. Gaguinho
não fez nada. Vinogrom foi buscar o jornal e Gaguinho
levou a Regina junto pro barzinho do posto de gasolina.
Vinogron bebia e quanto mais bebia ela mais cruzava e
descruzava as pernas. Vinogron tomou um porre daqueles
e esqueceu-se até hoje do jornal.
4) Numa feita ela estava numa delegacia de polícia
pra fazer uma matéria.Seu colega Clóvis
Ott não parava de olhar pra suas pernas, querendo
ver mais. Reginal levantou o vestido mostrou a calcinha
e disse:
- Olha, pronto,de uma vez!
5)Um dia ela foi levada por um empresário carioca
pro motel na Barra da Tijuca. Ela deixou. O cara tinha,afinal,
um bom emprego na mão.Ele decepcionou-o.
- Eu quero é ir pro Sheraton tomar Coca-Cola. Não
teve aquilo e nem o emprego.
6) Agora quer botar um site sobre gatos e cachorros. Em
S.Paulo, os amigos a chamam de " gaúcha".
Coleguinhas
Esta quem narra é o colega Lauro
Dieckmann
Uma manhã, nos anos 70, ele estava na redação
da Zero Hora e telefonaram para lá pedindo pelo
Norberto Silveira." Eu olhei, não vi o Norberto
por perto e falei para o cara que o procurava: não,
a ´ana paula´não está.
O solicitante,do outro lado do telefone, comentou: ah,
é ana paula?,agradeceu o Lauro e desligou.
Mais tarde,quando o Norberto chegou na redação,
Lauro foi comunicá-lo e Norberto informou que fora
seu pai que telefonara. Seu pai era Paulo Gomes da Silveira,
fora do Partido Comunista e quem quisesse ir a Moscou,
principalmente para estudar na Patrícia Lumumba,
tinha que ter a sua indicação.
Norberto já é falecido, morreu prematuramente.
Andava com o galáxie que fora de Breno Caldas,
ele o rematara num leilão. Norbertinho Silveira
nasceu em 13.09.1942 ao que me consta em Porto Alegre.
Sua mãe chamava-se Iolanda Holanda Silveira.
Norberto trabalhou na revista A Granja e participava de
traduções ou auxiliava o diagramador. Era
um "dos aculherados" de João Baptista
Aveline,ou seja, da turma dele.
Tanta assim que Aveline o levou depois para a Zero Hora
pra onde foi.
Norberto Silveira foi casado - comunista não diz
casado, isto é coisa de burgês, comuna diz
que teve como companheira - Leontina Fontoura( 20.02.1949).
Teve dois filhos, o Alexandre e o Alex.
Norberto lembro-me que passou por um grande drama pessoal,
quando sua companheira fugiu com uma filha de ambos. Ele
registrou como rapto e o fato virou um dramalhão
tipo novela mexicana. Ele ficou bem abalado pelo episódio.
Se não estou enganado, faleceu vitimado por um
câncer.
Carnaval
Estamos em carnaval por isto algumas
historinhas ocorridas na rádio Medianeira,de Santa
Maria, nos anos 70.
* O padre Erasmo Dall ´Asta, da rádio Medianeira,
foi abrir o programa da rádio Medianeira, em Santa
Maria.O apresentador titular era o Gérson Fragolla.
Mas Fragolla tinha passado a noite em um baile de carnaval,fantasiado
de capeta.
Quando Gérson chegou na Medianeira, Erasmo já
estava apresentando o programa e catequizando seus ouvintes.
Quando Fragolla ingressou no estúdio, Gérson
apavorou-se. Achou que estava diante do verdadeiro diabo.E
gritou de pavor, um gritou que foi ouvido por milhares
de ouvintes:
- Vade Retro,Satanas!
E Gerson,tentando acalmar o padre:
-Sou o Gerson,padre, não sou o diabo.
- A mim tu não me engana,tinho,senhor das Trevas,reagiu
o padre Erasmo.
* Em 1998, eu fazia as férias do José Mitchell,
no Jornal do Brasil. Mitchell me disse que iria viajar,em
férias. Mas conhecendo o Mitchell,eu sabia que
ele iria ficar me monitorando por aqui.
Não deu outra: na tarde da terça-feira gorda,enquanto
os foliões brincavam,ou dormiam pra refazer as
energias, eu fazia plantão. E a Nelcira Nascimento
fazia um " outro carnaval" na rádio Gaúcha
sobre um caso de racismo num clube interiorano.Tu já
viu,né!
Eis que senão quando o Mitchell me telefona dizendo:
- Olha, ouvi agora na Band que está desaparecido
no rio Guaíba um barco onde poderia estar a bordo
um dos apoiadores do deputado Sérgio Zambiazi,
de Canoas. Dá uma conferida.
Tive que rir. Mas afinal, o Mitchell estava em férias,
ou em Portinho escutando rádio?
Outra boa de carnaval:
Um coleguinha nosso foi com a mulher pra Santa Catarina.
Estavam como se diz easy rider, mas ela queria porque
queria achar a turma de amigos. Procuraram toda Floripa
e nada. Depois de dois dias,quando já estavam quase
desistindo, foram a Ferugem, ao lado de Garopaba.
Eis senão quando a turma estava lá, num
boteco,tomando uma cervejinha.
A esposa do coleguinha não conteve o entusiasmo:
apontando para a "perseguida" - vejam no notícia
do Mazzarino o que quer dizer - disse:
- É toda de vocês!
Até hoje alguns nativos da Ferrugem que viram a
cena, lembram-se dela.
Alça de
Mira
Ligeireza teve o PSDB em cobrir o FORA
YEDA dos cartazes colocados nos muros da rua Uruguai.
Ontem à tarde,19/02 por volta de 18 hs, encima
do FORA foi colado um FICA. Então o cartaz ficou
uma loucura de entender: diz assim: PSOL exige: FICA Yeda!
Roberto Robaine, o carrasmo mor da política gaúchja!
Em 2006,enterrou o Germano Rigotto com suas observações
contundentes sobre o governador. E agora está quase
enterrando outro,no caso,outra.
Uma serpente venenosa observadora da política local
dizia ontem após as denúncias(?) do PSOL:
mas este partido parece criado pelo Tarso Genro, parece
a filial( não a filha, não confundir) do
PT. Faz tudo aquilo que o PT não pode fazer.
Dois episódios
com o Prestes,um bom outro ruim

Luis Carlos Prestes com o vice-presidente do clube de
repórteres políticos do RS, J.L.Previdi,
em março de 1983
Quando voltou do Exterior, em 1979, Luis
Carlos Prestes fez um racha no Partido Comunista Brasileiro(PCB).
A maioria do " Partidão" ficou com o
partido,oficial, dirigido por Giocondo Dias.
Prestes veio a Porto Alegre algumas vezes neste período
e aqui se hospedava na casa do Pinheirinho( José
Antônio Ribas Pinheiro Machado Netto), que morava
na Dea Coufal, em Ipanema. O engraçado disto é
que o DOPS ficava gravando todas as conversas de quem
ligava pra casa do Pinheirinho. Os arapongas faziam umas
enjambrações brabas e os moradores da casa
ouviam os chiados sabiam que as conversas do Prestes eram
todas gravadas.Nestas hospedagens que Prestes fazia ele
tinha quase o hábito militar(foi capitão
do Exército)de levantar cedo, lá pelas seis
horas. Lia todos os jornais antes de iniciar seu dia,
que era basicamente ocupado por contatos políticos.
Neste período me aconteceram duas coisas envolvendo
o cavaleiro da Esperança. Uma boa,outra ruim.
A ruim foi a seguinte: emprestaram o meu apartamento da
rua Mariante 200/06 pruma reunião dos prestistas,sem
que eu soubesse,claro. Fui fichado no 3 Exército
por causa disto (o apê estava alugado no meu nome).
Quando a ZH foi me credenciar,em 1984, pra cobrir a vinda
do presidente João Figueiredo, o João Fi-Fi,pra
inauguração da duplicação
da ponte do Guaíba, o III Exército não
liberou minha credencial.
A história boa com o capitão foi o seguinte.
Ele veio receber o título de cidadão honorário
de Porto Alegre na Câmara Municipal. Ele é
nascido em Porto Alegre. Depois da Câmara Municipal,
consegui levá-lo pra rádio Gaúcha,
onde assisti o Flávio Alcaraz Gomes fazer uma longa
entrevista com ele. Prestes contou muitos episódios
da Coluna Prestes e de outros fatos de sua vida.
Mercado Imobiliário
com um pé atrás
Foto: Cláudio Bergman
Da entrevista do presidente do Sinduscon-RS,de
ontem,dia 19/02 ficou o sentimento de que o setor está
com um pé atrás, ou como se diz no jargão
empresarial: com o freio de mão puxado.A uma pergunta
se a pauta dos encontros entre os donos de construtoras
é a crise, ou novos invstimentos, o presidente
do Sinduscon, Carlos Alberto Aita, remoeu,remoeu e no
final apenas disse que o sentimento é de que o
pior da crise teria passado.
Carnavais de Outrora

Regina Lemos, Antônio Carlos Mafalda, o " pirulito"
e a repórter Janete Jobim, bebendo umas que outras
no Porta Larga. Acervo de Regina Lemos. Anos 70.
Alguns anos atrás,ainda nos anos
90 - faz teeeeemmmmpooooo!!!!!! fui a Imbituba passar
um carnaval porque não sei como o carnaval de Imbituba
tinha fama. Eu e uma amiga passamos a noite pra lá
e pra cá e quando era de madrugada, com o sono
pegando, mas com muitos foliões ainda na rua brincando,tomando
cerveja, se divertindo, a minha amiga me chamou a atenção
que um sujeito,de barba,encostado numa parede, com uma
máquina na mão, estava me fitando, mas não
tinha certeza,se eu era eu...
Olhei e vi logo: era o Mafalda. Estava
ali fazendo fotos pro governo de Santa Catarina, onde
ele trabalhava agora.Depois de te rpassado pelo Diário
Catarinense, tinha virado chapa branca e fotograva eventos
como o carnaval de Imbituba pro governo do Estado.Hoje
Mafalda tem seu próprio espaço na rede é
o Mafaldapress.com.br.
Litoral
Foto: Lauro Dieckman
nada de inveja, tomara que quem for pro
litoral,neste carnaval, pegue tempo bom e muita praia.
A foto mostra um domingo de janeiro de 2009, em Torres,
ou a mais bela praia gaúcha, como dizem os latinhas.
Coleguinhas
* É hoje, dia 20/02, o niver
do Paulo Ricardo Fontoura, o Baiano, na Churrascaria Garcias.
Cada um paga o seu, vamos lá pessoal, prestigiar
o Baiano, que ele merece. A Janicer Dias é que
lembra.
* Danilo Ucha segue hoje,20/02, para
Livramento. O Gordo é remanescente da família
já que os irmãos faleceram. Ucha é
de 1944.
* Inseto que estes dias atravessou a mesa durante a coletiva
do presidente da ABTP-RS no Plaza repercutiu.É
o mesmo que inspirou Franz Kakfa a escrever o sensacional
livro Metamorfose.Inseto atravessou-se na frente do Mário
Santarosa.
*Armando Burd lembrou,ontem,dia 19/02, data em que nasceu
Evandro Mesquita, da Blitz e autor da famosa canção,
você não soube me amar. Armando é
especialista em Rock and Roll. Começou na profissão
na UH com uma coluna sobre o tema.
* Adão Oliveira ocupou sua coluna de ontem,dia
19/02, no JC com o tema do desperdício de água
tratada pra lavar carros. Já havia tocado no assunto
durante o Jornal Gente.
*A rádio corredor informa que Rogério Mendelski,oficialmente
de férias na Guaíba, estaria na praia Isla
Margarita, na Venezuela. E estaria esperando o chamado
do presidente Hugo Chaves, pruma entrevista.
*Helio Gama contou ontem,dia 19/02, como iniciou no jornalismo.
Foi com Wuilde Pacheco, o Kid Trombadilha, na ZH, em 1964.
Pegou uma pauta sobre passarinhos em gaiola e foi fazer
as fotos com o fotógrafo Assis Hoffmann, o Indio
da Bossoroca.
*Wuilde Pacheco,depois, foi banido da ZH, do noticiário,bem
entendido. É que foi ele que como delegado de polícia,prendeu
o dono do jornal, Maurício Sobrinho e o levou algemado
no Rio de Janeiro, por causa de uma decisão judicial
que ficara pendente lá.
* Lauro Schirmer fala deste episódio em seu livro
oficial sobre a RBS.
Uma reportagem
feita pelo Gaguinho
por Lauro Dieckman
essa foi o gago mesmo que me contou e,
aconteceu quando trabalhava na zh ainda na sete de setembro.
a sete, naquela época, era uma rua barra-pesada,
marginal, com prostituição etc. tinha até
um teatro onde apresentavam aquelas peças de teatro-rebolado.
ficava ao lado da cjcj, pelo lado da sete.
bom, segundo o gago, uma noite houve um homicídio
de marginal ali pelas proximidades da zh.
ele estava de plantão, na reportagem policial,
e foi lá cobrir o caso. estava ele e o fotógrafo,
quando chegou o delegado de plantão, que era um
cara muito burro. e, uma das primeira providências
da autoridade foi perguntar para que lado tinha fugido
o assassino. as testemunhas apondaram um lado e o delegado
falou para o motorista do jipe (tanto os carros da polícia
como da reportagem policial eram jipes): "então
vamos para lá!".
e o gago vai para o carro da zh e fala para o motorista:
"então nós vamos para o outro lado".
a lógica do gago era de que se o delegado era uma
nulidade, para o lado que ele mandou ir é que não
encontrariam o assassino nunca.
O niver de um compositor
Ontem, dia 19/02, Evandro Mesquita,
um dos fundadores da BLITZ, a banda carioca que em julho
de 1982 lançou a música " Você
não soube me amar" e que vendeu 100 mil cópias,
completou 57 anos.
Então, vou relembrar a letra da música que
catapultou a Blitz, da Fernandinha Abreu, pro sucesso:
- Sabe essas noites em que você sai caminhando sozinho,
de madrugada, com a mão no bolso... Na rua! E você
fica pensando naquela menina, você fica torcendo
e querendo que ela estivesse...Na sua! Aí finalmente
você encontra o broto, que felicidade! Que felicidade!
que felicidade! que felicidade! Você convida ela
pra sentar! - Muito obrigada. - Garçom, uma cerveja!
Só tem chopp- Desce dois,desce dois! Amor, pede
uma porção de batata frita? - Ok, você
venceu,batata frita. Aí blá-blá-blá,
blá-blá-blá, blá-blá-blá/
E ti-ti-ti,ti-ti-ti Você diz para ela: Tá
tudo muito bom, bom, tá tudo muito bem,bem. Mas
realmente( falado à moda do Chacrinha), mas realmente
eu preferia que você estivesse...Nua!
A música,segundo Artur Dapieve, havia sido composta
para uma peça do Banduendes, "A incrível
história de Nemias Demutcha".
Coleguinhas
*Adão Oliveira levantou um bom
assunto, uma boa pauta, ontem,dia 18/02 no Jornal Gente:
o do desperdício de água tratada no lavamento
de calçadas e de carros. Digo mais Adão:
tem gente achando que é muita coisa usar água
tratado do DMAE e da Corsan pra descarga da patente, como
dizíamos nós os mais antigos, ou a descarga
no vaso sanitário. Porque os edifícios não
usam água direta da chuva para esta finalidade?
Adão putiou-se no ar com o colega Fernando Albrecht
que meio que ironizou sua preocupação.Faltariam
leis,segundo concluiram os dois colunistas.
* Renato Martins, no Jornal Gente, da Band, falou ontem
na Caros Amigos: pois a Caros Amigos foi a única
publicação brasileira que quando FHC era
presidente foi a Barcelona investigar como vivia Miriam
Dutra,ex-repórter da TV Globo, que tem um filho,
cujo pai seria o ex-presidente,então no caso presidente.
Um bom assunto este de filhos bastardos com políticos
importantes. Se a moda pega por aqui?
José Mitchell,quando estava no Jornal do Brasil,
andou investigando um caso gaúcho. Mas não
saiu matéria nenhuma.
Maldade
Esta de debitar na conta do deputado
Fabiano Pereira(PT) da CPI do Detran a conta da morte
do funcionário do PSDB,Marcelo Cavalcante, de Brasília,
é maquiavélica!
A vida como ela
é....
Ao descer do xingu do DNER " Suzy
Free Way" foi homenageado com o ruflar dos tambores
da banda...
Anos 70, e o Ministro Mário Andreazza,dos Transportes,
não perdia tempo. Corria o Brasil inaugurando e
vistoriando obras. Andreazza de dia trabalhava, e de noite,
festeava.
Mas foi o principal " fazedor " de obras do
Governo Médici, corria o país,sempre em
jatinhos alugados pelo DNER. E os repórteres sempre
o acompanhavam, por todos os Estados.
Andreazza recomendava a seus assessores: é proibido
comer maionese nestas viagens pra não pegar doença
da barriga.
Pois numa das viagens pra Fronteira Oeste,o repórter
conhecido e apelidado pelo Norbertinho Silveira de Suzy
Free Way desceu do Xingu do DNER por primeiro. E aquela
turma toda de curriolas do prefeito,achando que o repórter
-meio baixinho e nos anos 70 ostentando ainda uma vistosa
cabeleira - fosse o chefe de gabinete de Andreazza, mandaram
a banda marcial atacar de Hino Nacional.
Suzy Free Way logo esclareceu: nós somos apenas
da reportagem. O ministro vem vindo aí.
Cinco minutos depois, o Xingu com Andreazza a bordo taxiava
no campo de pouso da cidade fronteiriça.
Dos carnavais de
outrora
!) Recebo do colega Lauro Dieckmann,
um bom depoimento de quando ele trabalhou na ZH, no começo
dos anos 70, como funcionava a cobertura de carnaval.Aí
vai o depoimento ipsis literis do Lauro. Se o Ercy ficar
braboque fique com o Lauro, eu fora!
" O Ercy ( Pereira Torma ) era repórter da
rádio( deve ser da Gaúcha,é claro).Era
um cara quieto,humilde - daria até pra dizer que
era um santo homem - Ele fazia aeroporto, antes do Aldo(Schmitz)
Chegava na redação, no fim de tarde , e
o Antônio Oliveira( que era o chefe de reportagem)
pedia pra ele transcrever para o papel alguma entrevista
que tivesse gravado para a rádio e que interessava
ao jornal. ( Esta calma, lhe valeu o apelido de Paciência).
Naquele ninho de vaidades que era a redação
da ZH ( credo, Lauro,vaidades em redação
de jornal? que injustiça esta tua...) ninguém
dava bola para ele. Eu(Lauro Dieckmann) era um dos poucos
que dava atenção ao Ercy a ponto dele me
contar aquela história da mãe de santo que
prognosticou pra ele um futuro brilhante.
No carnaval, o Antônio(Oliveira) organizava a pauta
da cobertura de carnaval e destacava um repórter
para os bailes de sociedade,outro para os bailes de periferia,
outro para os bailes infantis e, não sei porque
a ZH achava até que tinha que cobrir as casas noturnas,boates
normais e puteiros em geral. Naqueles dois ou três
anos em que eu trabalhei na ZH, o escolhido para cobrir
as boates e os puteiros em geral ( Dragão Verde
Gruta Azul...Lauro eu achava que estes era o Milton Galdino
que fazia porque ele vivia se gabolando pra nós
de que era amigo da Marion, dona destas casas) era o Ercy.
A escolha tinha uma lógica, conta o Lauro. Devia-se
ao jeito " comportado"( não digo que
um dia o Ercy ainda vai virar santo ) que ele tem. O chefe
de reportagem, no caso o Antônio Oliveira, apostava
que o Ercy não ia encher a cara nem se engraçar
com o putedo e,enfim, fazer uma matéria comportada
como ele. Só que tinha um problema.O carro da reportagem
que levava o Ercy era o mesmo que levava os outros repórteres
e a gira pelas boates e puteiros ficava sempre por último.
De modo que os repórteres acabavam indo com o Ercy
até os locais onde ele fazia as entrevistas. Então,
enquanto o hoje presidente da ARI entrevistava os donos
de bares e ou gerentes das casas noturnas, os repórteres
aproveitavam pra dar uma bicada( que outra injustiça
Lauro, repórter gostar de álcool, eu sempre
vi eles beberem só guaraná, e diet...) no
uísque que lhes era oferecido. Só o Ercy
não bebia e,claro, no clima de carnaval às
vezes algum coleguinha descolava uma garota de programa(
como elas são chamadas agora)para um " instante"
- Lauro, o Paulo Coelho disse num célebre livro
que são 12 minutos - " no amor" ( que
na época repórter ganhava miséria(outra
das tuas injustiças,Lauro) estava sempre duro(em
todos os sentidos).
E o Ercy lá trovando " na maior seriedade"
com o dono do puteiro... e o resto do pessoal se divertindo.
Não recordo de nenhum caso pitoresco envolvendo
o Ercy, porque, de fato com aquela " personalidade
esfuziante" que ele tem, imagino que jamais se envolveria
pessoalmente em algo do gênero.
Lauro, só pra te ajudar: a Ise Mara Silveira sempre
disse que o atual presidente da ARI é " um
santo homem". O que tu acabas de confirmar neste
teu honesto depoimento.
Sobre as coberturas de carnaval nos inferninhos que o
Ercy Pereria Torma fazia pra a ZH,ele contou um caso tempos
atrás.Numa determinada boate, se esta minha memória
não estiver tomada pelo Alzeimer foi no Karandache,
ele chegou com o fotógrafo: havia apenas um pequeno
problema. Lá dentro estava se esbaldando em litros
de uísque e com uma bailarina daquelas nada mais
nada menos que o prefeito Telmo Thompson Flores ( não
seria este outro santo homem?).O dono da boate disse ao
Ercy:
- Tudo bem, mas nada de fotos.
Ercy nem fez fotos e nem contou do carnaval do prefa,
que tava uma zoeira...
Em 1998, fiquei de plantão no Jornal do Brasil
fazendo as férias do José Mitchell. Como
o Mitchell é obcecado por trabalho fizeram-no tirar
férias, mas ele não viajou. Ficou por aqui
monitorando o JB, pra ver o que saiu o que não
saiu. Quem já trabalhou com o Mitchell sabe bem
a que nivel isto chega.
Pois na tarde da segunda-feria de carnaval, ele me liga
não se de onde:
- Olha, eu tava ouvindo o Esporte da Band e deram que
sumiu um barco no Guaíba e nele estava um empresário
que é um dos apoiadores do Sérgio Zambiazi(então
deputado estadual).
Fui averiguar, havia o barco sumido, mas nada de importante
ali era notícia.
Tinha tudo pra dar um baita xabu, mas o secretário
de turismo de Tramandaí, Milton Hoffmeister levou
na esportiva uma brincadeira minha que fiz na ZH.
Num dos desfiles de carnaval da av. Emancipação
, eu botei na matéria que ele ia à frente
de um dos blocos dando gritinhos.Quando o Gilbertinho
Leal viu aquilo no outro dia se preparou prum xabu. Que
nada, o Milton levou no maior sarro...
Já vi sim desfile na Marques de Sapucaí.È
um grande barato. Vi em duas noites e nunca vou esquecer
da Império Serrano,entrando na avenida assim que
o dia raiava por sobre o Rio de Janeiro, num calor de
30 graus, mesmo as 5 da manhã. É um espetáculo
grandioso. Mesmo com os olhos cheios de areia, do sono,
a gente se acorda e entra no clima.
A morte de Suê Duarte
Foi num domingo de carnaval que a Suê
Duarte morreu em Gravataí,onde residia com um companheiro.Há
várias versões sobre sua morte:aneurisma,
intoxicação com uma pizza que comeu. O delegado
até queria reabrir o inquérito, mas ninguém
se interessou por isto.
A Suê morreu no domingo de carnaval e foi enterrada
no S.Miguel e Almas na segunda de carnaval. Não
tenho nem uma pontinha de orgulho disto, mas fui o único
colega que lá compareceu.Fiquei sabendo na segunda
de manha, bemcedo, num anúncio na Guaíba.
Os demais ou não souberam, ou não estavam
em Porto Alegre.( Antoninho Gonzalez, outro ex-presidente
da ARI que era " um santo homem" e que só
bebia´guaraná diet, ensinava que não
se devia morrer em feriadão, que senão não
ia ninguém ao enterro).
Suê Duarte foi uma grande repórter, apesar
de seu temperamento dífícil. Foi ela quem
descobriu um avião da Inglaterra que pousou no
aeroporto Salgado Filho, em 1982, para reabastecer e isto
quase provoca um grande incidente diplomático entre
o Brasil e a Argentina.Suê Duarte neste ano de 1982
já estava há seis anos como setorista de
aeroporto da Caldas Junior( Correio do Povo e rádio
Guaíba).Ela contou num depoimento ao ZH ZOna Norte
como foi este seu furo internacional:
- Eu furei as agências internacionais observando
um plano de vôo.Sempre fui muito curiosa.O planod
e vôo era de um piloto inglês. Eu chegava
no aeroporto às 6h20min porque nós tinhamos
um programa
às 7 horas na Rádio Guaíba. Criei
um boletim,que até hoje é usado,que são
as condições dos aeroportos brasileiros.
Num daqueles dias,época da Guerra das Malvinas,notei
que na sala onde se faz o plano de vôo,que era junto
com o pessoal da metereologia,estava um aviador inglês.
Eu fiquei ouvindo e percebi que o cara preparava um plano
de vôo.Era assim:saía de Londres,pousava
nas Ilhas Ascensão, para fazer um reabastecimento.Depois
em Porto Alegre e ia para as Malvinas.
Isso na segunda-feira.Na quarta,faria o inverso.
Ao se dar conta de que não se tratava de um vôo
ocasional, não teve dúvida: fez 30 linhas
de matéria e colocou no ar, por volta das 10 da
manha.Quando chegou a uma da tarde(hora do Renner, noticioso
da Guaíba de grande prestígio) tinha cerca
de cinco notas oficiais circulando pelos ares de Porto
Alegre.
Todo mundo se manifestando sobre o pouso que era ocasional
e essas coisas.
Só que não era.
Era um pouso técnico de um avião inglês,em
território brasileiro, um país amigo da
Argentina, que estava em guerra. Isto poderia ter provocado
um incidente internacional", contou Suê.
Rememorando as
Casas da JUC e seus ex-moradores

juquianos da JUC-5 na redençao, em 1965
por saul Gil Cardoso,desde Floripa.
De qualquer forma, um livro retroativo
sobre a história dos que passaram pelas Casas da
JUC e sobre o que isso representou em suas vidas, implica
muitas horas de conversa de recuperação
dessas memórias e a necessidade de contá-las
com muita verdade e um equilíbrio mínimo,
para que esse público que somos nós mesmos
e uns poucos mais que estiveram e/ou ainda estão
acompanhando de perto as nossas trajetórias de
vida, não se sinta burlado.
O que proponho que tentemos fazer é
procurar reeditar o nosso encontro pioneiro de 2006, mesclando
as várias JUCs. No âmbito de cada uma certamente
haverá relatos que somados e triados poderão
até, eventualmente, dar material para um livro
que possa ter alguma atratividade própria, fora
de nosso círculo dos protagonistas mais imediatos.
Para isso, de qualquer forma, além de ti próprio,
do Flávio e do Riva, para citar alguns, haverá
certamente uma ponchada de outros talentos já provados
que podem assumir a tarefa de forma apropriada. O que
esse ou esses autores vão necessitar é do
apoio compromissado de uma espécie de comissão
de resgate da memória que produzirá a matéria
prima dos relatos a ser depois digerida pelo(s) redator(es)
finais, comissão esta que poderá incumbir-se
também de uma espécie de revisão
crítica quando a obra estiver prestes a atingir
o "nono mês de gravidez", para usar a
tua imagem. Nessa eventual comissão eu até
me disporia a colaborar. Há algumas JUCs, como
a 3 e 4, cujos moradores pouco fiquei sabendo quem eram,
a não ser como participantes dos jogos havidos,
creio que uma única vez, por volta de 1955/56,
mas o Rubens Viana certamente conheceu vários deles
e poderá recuperar a ponta desse "fio de meada".
Uma dessas casas era ali nos altos da Mostardeiro, logo
abaixo do cruzamento com a Ygartua. Essa posição
conferia aos seus moradores, para o bem e para o mal,
a oportunidade ímpar de estarem próximos
ao saudoso e aconchegante Hipódromo dos Moinhos
de Vento. Lembro, por ouvir contar na época, a
respeito de um deles que havia prometido a si próprio
livrar-se do "vício nefando" do jogo
nos cavalinhos mas que, quando ouvia aquela sirene que
anunciava a proximidade do horário de encerramento
das apostas, não se continha e saia correndo até
acessar o hipódromo pelos portões da 24
de Outubro e comparecer defronte aos guichês que
alimentavam a esperança de, literalmente, "lavar
a égua" no acerto de uma acumulada ou, pelo
menos, de um singelo tríplice (beting).
Para que esse segundo encontro mais amplo
aconteça, vai ser necessário mobilizar os
cabeças de chave, com titular e suplente, os quais
entendo que devam ser todos radicados aí em POA,
no cenário dos acontecimentos. A menos que ele
esteja enfrentando algum impeditivo, minha sugestão
no caso da JUC 1 é o Egydio Lehnen, que foi inexcedível
na capacidade de fazer acontecer o encontro de 2006. Se
concordares com esta linha de encaminhamento, vou dar
um toque nele em breve. Parece recomendável que
os suplentes sejam escolhidos pelos cabeças de
chave, para que haja identificação e comprometimento
recíprocos. Com toda a minha suspeição
em relação à escolha da época
para esse novo encontro hipotético, meu voto é
de novo pela época da Feira do Livro.
Encerro após este novo "tratado".
Não consigo evitar ser verborrágico quando
comento assuntos como esse nosso.
Do folclore político
Um repórter contou ontem duas
ótimas piadas verídicas sobre política.
1) Antônio Britto Filho nasceu em Santana do Livramento.
Mas com 3 anos mudou-se para Bagé, onde seu pai,jornalista,
foi trabalhar no Correio do Sul. Trinta e tantos anos
depois voltou a Livramento pedindo votos pra governador
e Fronteira da Paz lhe deram um apelido mordaz: ROQUE
SANTEIRO.
2) José Paulo Bisol foi participar de um evento
na Assembléia Legislativa do Estado. João
Bosco Vaz, atual secretário dos transportes, comentava
com um colega como Bisol estava " acabadinho".
Detrás de Bosco, uma senhora ouvia tudo atentamente.
No final,disse pro Bosco:
- Não fale assim do meu marido!
Gaguinho
Dos arquivos implacáveis da Regina
Lemos ela, o editor José Antônio Ribeiro,
o Gaguinho e Janete Jobim. A data está na foto,
mas é o ano de 1977.Ninguém sabe tantas
histórias do falecido Gago quanto LAURO sCHIRMER,
cARLOS bASTOS E pAULO SANTANA. Podiam falar um livrinho,né?
a vida como ela
é...
Norberto Silveira fez uma brincadeira[
da qual um colega não se livrou mais
Eram tempos aqueles ufanistas do Brasil grande e o Rio
Grande do Sul iria finalmente conhecer sua grande rodovia
para o Litoral. Deixaria-se de andar pela sinuosa estradinha
RS-030 por Santo Antônio da Patrulha. Orgulhosos,
os gaúchos teriam sua rodovia com pedágio
e tudo. Enfiaram tantos batiestacas na altura do pedágio
de Osório, ou Santo Antônio( quem ainda se
lembra dele?)que o engenheiro do DNER, João Vinicus
Gomes Pinto apelidou aquilo de " paliteiro de ouro".
Sim porque tinha virado uma mina para a empreiteira que
fazia a obra.
Mas um repórter que cobria as vindas do ministro
Andreazza ao Estado pra inspecionar a rodovia levou o
cruel apelido de " Suzy Freeway". Dele dificilmente
se livraria e até hoje os mais antigos ainda lembram
da maldade do Norbertinho Silveira.
Coleguinhas
* Lilian Abelin, na rádio Gaúcha,
ontem,17/02: menina estaria morta no Clube Cantegril".
Pô, não existe meio morta? é ou não?
* Danilo Ucha vai a Livramento neste feriadão de
carnaval.
* Encontrei ontem a Jandira Cesar, que não via
faz anos.
* Um inseto percorreu,ontem, a mesa do café da
manhã, no Plaza sob os protestos do colega Mário
Santarosa.
* Perdi o correspondente do Litoral,mas ganhei um observador
da capital com o fim das férias do Lauro Dieckmann.
* Tá encruada a disputa entre Band, Gaúcha
e Guaíba no horário matutino, bem cedo.Pelo
menos pro meu gosto, não sei o que diz o Ibope.
*Um afago aqui,outro ali e a governadora vai acalmando
os egos gigantes da comunicação deste Estado.
Vide a carta ao Paulo Santana. É craque nisto,hein!
Em dezembro tinha almoçado com Rogério Mendelski
participando de sua mesa nos jardins do Piratini, mas
dos repórteres presentes ele foi o único
que sentou à mesa da governadora.Uma assessora,
que hoje está fora da área política
e que trabalhou com Yeda Crusius na Câmara Federal
me disse que ela é mestra em afagar egos portentosos
de colunistas e dos chamados " fazedores de opinião".Vamos
ver quem será o próximo contemplado com
uma exclusiva? Lasier Martins?Rosane de Oliveira? André
Machado?
Coleguinhas - Eu
X Eles

Jose Roberto Garcez
De defesor dos jornalistas a defensor
dosinteresses da TVE
Alguns coleguinhas deram uma volta de
180 graus quando chegaram ao poder, ou trocarem de lado
no balcão. Tudo o que pregavam pra atingir o poder,
quando nele se instalaram, não valia mais. É
verdade que isto é um velho filme. É o caso
da trajetória de José Roberto Barbosa Garcez,
nascido em Porto Alegre em 13.09.1952. Conheci o Garcez
durante grandes assembléias no Sindicato dos Jornalistas,
nos anos 70, na segunda metade, e sempre o havia entendido
como um defensor das liberdades. Quando, no entanto, assumiu
a presidência da TVE, no Governo do PT, de Olívio
Dutra, passou a pressionar os colegas da instituição
porque reivindicavam melhorias e vantagens funcionais.
As denúncias chegaram ao próprio Sindicato
dos Jornalistas na gestão de José Carlos
Torves.
Garcez também era colega quando
íamos buscar as filhas - ele a dele, e eu a minhas
- na escolinha de artes da UFRGS, que fica ali na Senhor
dos Passos. Enfim,era outros tempos.
No poder,alguns coleguinhas mudam e alguns para pior.
Por exemplo, uma noite houve um sarau literário
no Palácio Piratini e eu compareci. O governador
Olívio Dutra e o professor Luis Augusto Fischer
declamavam alguns poemas de Jayme Caetano Braun. Fiquei
de papo com o Caco Schmidt e a Teresa, esposa do Antônio
Oliveira. Garcez que estava presente, veio nos pedir silêncio,
guardião absoluto do poder palaciano.
Hoje trabalha em Brasília e até
onde sei é um dos diretores da Embratel. Ninguém
nunca desfez sua competência. Garcez trabalhou no
jornal Zero Hora e no Interior, de Carazinho.Também
foi repórter da Sucursal de O Globo, em Porto Alegre.
É filho de Djalmir Felix Garcez
e de Almira Barbosa Garcez. Em Porto Alegre, residiu na
Rua Gumercindo Saraiva 68/302. Sua esposa é Silvia
Regina (29.10.1953).
os cataventos da
dilma em osório
por Lauro Dieckman
a ieda construiu recentemente uma ligação
entre o "km 1" da estrada do mar com a free-way
(da suzy), desviando daquele acesso pela estrada tramandaí-osório.
é um acesso só para quem vem do litoral
e passa na frente do parque eólico que foi projetado
durante o período em que a dilma foi secretária
das minas e energia, no (des)governo olívio dutra
[já qualifiquei de (des)governo o do joão
fiqueiredo, portanto, estou empatado].
eu passei por lá hoje de manhã (17/02) e
fiz as fotos que estão em anexo.







Rememorando as
Casas da JUC e seus ex-moradores
por Saul Gil Cardoso, desde Floripa.

moradores da JUC-5 no parque da redençaõ
em 1965
Da esquina da Vieira de Castro até
a JUC 2 creio que não dava 100 m. Acho que o número
era o 901 que já falei. Lembro que havia um cara
de Tapes ou Canguçu que lutava esgrima, o que fazia
com que um braço dele fosse bem mais grosso que
o outro. Acho que a cozinheira era a Da. Elisa, de mão
cheia. Como eu vinha de uma outra pensão em que
disputava o "ambiente" com estivador e fiscal
de bonde da Carris, fiquei deslumbrado e, literalmente,
tirei a barriga da miséria. Para minha surpresa,
menos de dois meses depois que eu tinha chegado assisti
a um movimento reivindicatório de "melhorias
na qualidade da comida"! Aos domingos no café
da manhã era servido pão d'água cortado,
daqueles de quilo, o que dava umas fatias que enchiam
o pratinho e cuca, além do café e o leite
nuns bules enormes. Era literalmente uma BLT (boca livre
total) o que me fazia levantar bem cedo e comer "até
entortar" já no café da manhã.
Do pouco que me lembro dos moradores,
tinha o Elio Falcão Vieira que é também
jornalista e o Nelson Pires Ferreira neurocirurgião,
casado com uma filha do ex-reitor e também neurocirurgião
Eliseu Paglioli. O Nelson namorava a filha do Dr. Eliseu,
também serrano de São Chico cujos moradores
o chamavam assim, e estava ainda no processo de aceitação
familiar, para o que a aprovação dele no
vestibular de medicina constituiu uma espécie de
alvará. Acho que havia também o Italo Bachieri,
de Canguçu, meu ex-colega no Julinho. Como já
falei anteriomente, o Diretor da JUC 2 nessa época
era o Elio Rosback que compareceu como convidado nosso
encontro de 2006. Creio que o Elio era de uma família
de pecuaristas gauchos.
correções
No blog há incorreçõe
sobre as eleições presidênciais de
2002.O PDT não teve candidato a presidente da República.
Brizola, que fazia que apoiava Ciro, na verdade mandou
votar já no primeiro turno no Lula, que acabou
ganhando de José Serra. Brizola foi candidato a
senador pelo RJ, mas ficou em 4 lugar. Ganhou Francisco
Dornelles. Aqui no RS José Fortunatti fazia de
conta que era o candidato a governador pelo PDT, mas depois
de uma viagem ao " chefe" no RJ, voltou de lá
apoiando Antônio Britto, candidato do PPS. Pelo
menos fazia de conta que apoiava.
Brizola "
bigodeou " Ciro Gomes em 2002
foto: gaudêncio

Ciro Gomes em S.Borja em 2002
Não se passaram nem cinco anos
de sua morte e já estão vindo à tona
alguns bastidores do comportamento do líder político
Leonel de Moura Brizola. Um destes fatos descoberto por
este site diz respeito às eleições
presidenciais de 2002, quando o PDT concorreu coligado
com o PPS,de Ciro Gomes( melhor dizer de Patrícia
Pillar,mulher de Ciro, que atraía mais gente do
que Ciro nos comícios." Todo mundo corria
atrás dela nos comícios, onde ela ia o povão
corria atrás dela, não de Ciro Gomes"
lembrou um repórter que acompanhou aquela campanha).
Acontece que naquela eleição, o PDT, de
Brizola - ele era o presidente nacional de honra, mas
mandava de fato - entrou com o Paulinho da Força
pra vice, que era deputado federal do PTB. Brizola na
eleição de 2002 foi candidato ao Senado,
pelo PDT do Rio de Janeioro e ficou em quarto lugar. entrando
eleito Francisco Dornelles, do PP. Mas Brizola bigodeou
Ciro Gomes durante toda a eleição, porque
mandava votar direto no Lula, já no primeiro turno,
fazendo o voto últil.
" Ciro ficou com uma mágoa disto" lembra
uma fonte do PDT.
Na foto que ora publico, feita pelo Gaudência, aprecem
Ciro Gomes, candidato a presidente da República
pelo PPS, o ex-governador Antônio Brittto Filho,
candidato pela terceira vez ao governo do Estado,também
pelo PPS( tinha Germano Bonow na vice) Leonel de Moura
Brizola,presidente nacional do PDT, o deputado estadual
do PDT,João Luis Vargas, Urbano Knorr, que fora
prefeito pelo PDT de Minas do Butiá, Clair Ribas(de
óculos)então presidente do PDT de S.Borja,Cassia
Carpes,vereador do PDT de Porto Alegre.
Lula foi pro segundo turno com José Serra, mas
o metalúrgico venceria neste ano sua primeira eleição.
Ciro Gomes ficou pelo caminho,depois de ter estado muito
bem nas pesquisas. Estrepou-se depois que disse uma frase
infeliz sobre Patrícia Pillar,dizendo que era sua
mulher e que ela servia pra dormir com ele.
Coleguinhas
* Rogério Mendelski está
de férias do Bom Dia, na rádio Guaíba,até
dia 02/03.
* Ataídes Miranda, diretor de jornalismo, não
segura e pega a latinha quando dá. Está
no lugar do Mendelski.
*Chiquinho Tasca,diretor do Barranco, entrou em férias
dia 16/02. Volta depois do carnaval.
*Dia 16/02/1992 data do falecimento de Jânio Quadros,lembrou
ontem,dia 16/02 na Band AM, o comentarista Armando Burd.
Que está dando outra qualidade ao Grande POA.
*Burd lembrou que Jânio,quando governador paulista,
proibiu o rock and roll. Burd sabe bem disto porque ele
começou na Zero Hora, na sete de setembro, com
uma coluninha sobre rock and roll.
* Dizem que os planos das férias do Mendelski é
ir até a Venezuela do Hugo Chaves. Como bom repórter,
vai trazer matérias pra sua coluna, se é
que vai mesmo.
*O correspondente deste site em Passo de Torres, Lauro
Dieckmann, deixa o litoral e se instala no calorão
de Portinho.
* Que estranhas estas férias do
Rogério Mendelski. Ele se despediu na última
sexta? Ontem,entrou o Elmar Bones da Costa, o Bicudo,
da Já Editores no programa Bom Dia. Isto entre
8 e 9 horas.
Tem alguma coisa aí, que não entendi o que
seja.
* O fotógrafo Galeno Rodrgues
tem ido à casa de Renato Rossi, colunista de Carros
do Correinho, pra ensinar fotografia.
Rossi que já morou na av. Nilo Peçanha,
mora hoje na av. Carazinho.
Eu X Eles - Coleguinhas

renato pinto da silva
Acusado de "PCBão" ou
de espião do DOPS Renatinho Pinto da Silva foi
sobrevivendo!
Uns o tinham por membro do PCBão, o PCB, que nos
anos 60 e 70 predominava em redações de
jornais. Outros diziam que era informante do DOPS - o
órgão de informação da Polícia
Civil - e que todo cuidado com ele era pouco. Não
era o único jornalista que tinha fama de ser informante
do DOPS. Outros a tinham, mas estes em algumas ocasiões
deram carteiraço apresentando a carteira da Divisão
de Censura Pública.
Rernato Pinto da Silva era o editor de Polícia
da ZH em 1973,quando ingressei no jornal.E tinha que segurar
a barra de uma patota que vou te contar: Bola(Antônio
Carlos Harres) José Simch da Silva,Licinio de Azevedo,
Milton Galdino, Hélvio Schneider, Serrinha,Fernando
Goulart, Evilázio de Oliveira.O que menos voava
era de Concorde.
Mas o Renato levava numa boa, com alguns estrilos de vez
em quando.
Isto quando o Lauro Schirmer o chamava na chincha por
alguma matéria paulada que algum repórter
tinha feito. Principalmente no caso Arebalo( quando o
filho de criação do delegado Pedro Seelig
morreu nas dependências do DOPSe saiu uma CPI na
Assembléia Legislativa), no caso das Mãos
Amarradas( um sargento, Raimundo, foi achado boiando no
rio Guaíba) e por aí afora.
Encontrei o Renatinho no Bric da Redenção
neste último domingo.Falamos pouco, mas o suficiente
pra nos identificarmos.
Renatinho acabou saindo da ZH naqueles anos 70 por problemas
de censura nas matérias. Foi para o O Globo e depois
trabalhou em assessorias.
Era de segurar a barra dos subordinados, como o Gaguinho,
Carlos Machado Fehlberg,João Aveline.Uma vez logo
no começo da profissão eu fazia plantão
de madrugada e nãoconsegui acordar o Gerson Schirmer,
que era gordo e dormia encima de uma cama estirada na
fotografia. Precisava ir numa vila onde um casebre incendiara
e morrera uma criança. Precisava do boneco.
Nooutro dia o Gerson quis tirar o dele fora,claro,e disse
pro Renato que eunão o chamei. Eu era a parte fraca
da corda, mas mesmo assim Renatinho deixou a coisa por
ali.
Ah,ism Renatinho trabalhou no Polícia no tempo
do Governo Britto como assessor de imprensa da Chefia
de Polícia .Foi a Isara Lindenbaum que o colocou
lá.
Domingo ou vai
ao brique, ou vai na prainha,em Torres
Domingo último,dia 15/02/2009,
meio do mês, depois de minha visita matinal ao amigo
José Nelson Gonzalez fui caminhar na rua mais famosa
de Porto Alegre, pelo menos dos domingos, a José
Bonifácio. Fui ao brique. E domingo mesmo ouvi
conversas de quem voltava da praia,dizendo que o movimento
no sábado,dia 14/02 fora bem grande. É que
como ensinava sempre o Gilbertinho Leal,da ZH , o maior
entendido de praias que eu já conheci, na virada
da quinzena há a troca dos veranistas. Como gaúcha
passa temporada no litoral, vinham os que findavam a temporada
e estavam indo os que vão pegar os derradeiros
15 dias de férias,inclusive as do Carnaval. Como
eu vou ficar em Portinho, torço pra que aconteça
sempre o que aocorre no carnaval:chuva, pelo menos aqui
vou ficar torcendo os dedos e comemorando: ah, que bom,
tá chovendo, eu tou aqui, mas eles lá também
não tão aproveitando.Esta é o que
se pode chamar de inveja boa, existe a ruim, que é
como diz a palavra, muito mais danosa.
Pois o Lauro Dieckmann, nosso correspondente em Passo
de Torres, manda estas fotos da Prainha,de Torres, no
domingo,14 horas, só pra gente sofrer mais um pouco.Só
falta agora o Saul, lá de Floripa, mandar umas
fotos de mudar de top less da Praia da Mole, que daí
sim me atiro da ponte do Guaíba.
Eta verãozinho este que não termina nunca.(Um
verão de alguns anos atrás eu tava caminhando
no Parcão,quando passei pruma guria,bonita,sentada
no banco,sozinha. Ainda ouvi o que ela disse: mais um
verão terminando e eu aqui sempre sozinha.). E
ainda há os hipócritas que se conformam
dizendo que verão bom é de Porto Alegre,
que não tem movimento, que se vai ao cinema,patatipatatá...que
os restaurantes tão vaziso...nada verão
bom é no litoral,com sol e mulher pelada(engraçado
que a gente olha pra mulher do vizinho, nunca pra da gente).Eis
o meu desabafo,diante das fotos que o Lauro me mandou.
Tenho dito!



Sereno apareceu
na sacada do prédio da Prefa e pediu pras pessoas
irem pra casa!
José Nelson Gonzalez me contou
ontem(15/02) que no dia primeiro de abril de 1964 - a
fatídica data - ele e mais um sócio da revista
A Granja estavam na Júlio de Castilhos,onde era
a sede da revista e como o rádio insistisse no
golpe que se havia armado em Minas, eles foram pra frente
da prefeitura municipal.
Ele relata:
- Havia ali não mais do que 50 pessoas, todas juntas,
esperando uma decisão do prefeito Sereno Chaise
do que fazer. Mas os tanques já haviam tomado conta
das ruas e estavam todos estacionados por ali.
Não havia nenhum tumulto,lembrou Nelson.
Dali há pouco, saiu o prefeito Sereno, com sua
pastinha embaixo do braço. Ele fez um sinal para
aquelas 50 pessoas de que fossem pra casa. Era o gesto
de que não haveria resistência.
Na noite anterior, Sereno foi um dos que participou de
uma renião onde esteve presente o presidente deposto
Jango Goulart, realizada na casa do comandante do III
Exército, na esquina da Cristovão Colombo
com Carlos Von Koseritz.Ali estavam presentes vários
generais e Brizola,então deputado federal, propôs
a Jango que nomeasse o general Ladário Telles -
então comandante do III EXército,legalista-
como ministro da Guerra e a ele Ministro da Justiça.
Assim,haveria resistência:
- Brizola, teria dito, Jango, é por ir atrás
de tuas sugestões que eu me encontro na situação
em que estou....
E Brizola,irritado,teria respondido:
- Vai, rengo, filho da puta. Tu nunca mais vais voltar
vivo a este país.
O vai significa que Brizola já sabia que Jango
iria pedir asilo ao exterior, como fez em seguida, dirigindo-se
ao aerporto,embarcando para S. Borja e depois para Montevideo.
Só regressou morto 12 anos depois.
Ib Kern, veterano jornalista da Ultima Hora, me disse
que Sereno Chaise,assim que saiu da prefeitura municipal,
retirou-se para um retiro de padres.
Os Quatro Riograndes
Núcleo de Casas Enxaimel do período
da imigração alemã em Ivoti e a cachoeira
S.Miguel.
Ivoti fica localizado a 50km de Porto Alegre seguindo
pela BR 116.
www.espanholfotos.blogspot.com




A vida como ela
é...
Este texto é ficcção.
Qualquer semelhança com a realidade é mera
coincidência.
Fulano...não adianta, não vou pro motel
contigo....
Numa determinada redação de um jornal da
capital, um editor tinha a mania de na Sexta-Feira,quando
se fechava três jornais - de sábado,domingo
e parte de segunda - querer apressar sempre a diagramadora
pra ele se livrar e ir tomar trago, ou num boteco conhecido
por Porta-Larga,ou então no Pedrini, na Venâncio
Aires.
O editor, de renome, não amedrontava,no entanto,
uma diagramadora, que não era lá o bicho,
mas que no grito ganhava todas. Nunca ninguém tivera
o peito de mandá-la pro olho da rua do jornal,
ou então fazê-la baixar a bola. É
que o diretor do jornal não queria bronca, já
que a diagramadora, tinha lá seus laços
que lhe davam um certo status...Como isto funciona até
em jornal,ela fazia uso disto.
Mas numa sexta-feira, o editor vinha pressionando de mais.
A diagramadora já estava de saco cheio do cara
apressando-a:
- Vamos, lá,fulana, vamos lá,....
A diagramadora foi ficando quieta, fazendo o serviço
que o editor do Segundo Caderno lhe pedira. Era pro sábado
e tinha uma certa urgência. O tal do dead line...
Até a diagramadora se encheu de vez. Olhou lá
pros fundos do "aquário" onde ficava
o editor pentelho aquele e viu que ele arrumava seus grandes
óculos, de quase l centímetro de lente e
vinha vindo em sua direção. Magro,quase
esquelético, ele veio vindo e ela pensou. E agora
que vou aprontar. Quando ficaram a apenas um metro, ela
subiu na mesa de trabalho e deu até berro pra todo
redação ouvir.O relógio da redação
que ficava pendurado no teto ao lado de umas samambaias,
marcava pontualmente 20h15 minutos.
- Não adianta,fulano, não vou hoje pro motel
contigo! berrou a diagramadora pra toda a redação
ouvir.
O editor abaixou-se e engatinhando de quatro, pra não
ser visto, ou ser visto pelo mínimo de gente, foi
pro aquario dele. Em seguida foi pro Porta, tomar umas
que outras, pra esquecer o vexame.
Gaúcho
e salsichão,eis a combinação que
deu certo!

Foto mandada de Floripa pelo leitor Saul
Cardoso. Nela como se pode ver, não falta o tradicional
prato do gaúcho, o salsichão. Eta pues,
vamos comer salsichão, até que feito a beira
do mar é uma boa, mas à beira da estrada,
é fumeta. O editor.
Memória
das Praias
O dia que Tramandaí quase teve
uma área de top less
Por Lauro Dieckmann, desde Passo
de Torres(RS)
O Rogério Mendelski foi o principal mentor de um
episódio que mexeu com a opinião pública
portoalegrense no início dos 70.Mendelski liderou
umgrupo de jornalistas que convenceu Barcelino Becker
( dono do bar Galarin, da Mal. Floriano) a criar um local
fechado,na praia de Tramandaí onde as mulheres
pudessem fazer " top less".
O empresário,antecipadamente, conseguiu que o delegado
de Polícia de Tramandaí, Monte da Rocha,
lhe fornecesse um alvará de funcionamento. Com
autorização policial, ele permitiu que os
jornalistas divulgassem a notícia. Ela saiu em
um dos tablóides que circulava em Porto Alegre.
A repercussão acabou sendo desastrosa para Barcelino
Becker." No outro dia, eu fui chamado ao gabinete
do chefe de Censura , Antônio Gabriel de Moura Coelho
( um policial graduado que era também apresentador
de auditório e era conhecido pelo apelido de LELECO.)
O empresáriolevou uma bronca de Antônio Gabriel
e teve a autorização cancelada. Assim rapidamente
foi liquidada a idéia de um espaço livre
para o top less em Tramandaí em plena ditadura
militar.
MARCOPOLO DÁ
INÍCIO ÀS COMEMORAÇÕES DOS
SEUS 60 ANOS
Foto: Agência Planet
A Marcopolo deu início em janeiro
às comemorações dos 60 anos de atividades
da empresa no Brasil e uma das primeiras ações
a serem desenvolvidas durante todo o ano foi a instalação
de novos pórticos e de painéis luminosos
(front light e Busdoor). As comemorações
envolverão colaboradores, clientes, fornecedores,
usuários e a comunidade de Caxias do Sul e dos
demais locais onde a empresa possui operações.
De acordo com o diretor e conselheiro
de administração, Valter Gomes Pinto, as
festividades do 60º aniversário tiveram pré-lançamento
em dezembro passado, com a criação e o lançamento
de selo e bóton comemorativos e distribuição
do calendário de 2009 alusivo à data. "As
ações mais fortes foram reservadas para
este ano, sobretudo as que envolvem os colaboradores e
a comunidade", explica Valter Pinto.
A campanha comemorativa foi criada pela
Agência Planet, de Caxias do Sul, onde os dois elementos-chave,
os algarismos "6" e "0", entrelaçados,
transmite a idéia de união e remete ao conceito
de inspiração e aproximação
de pessoas, elementos marcantes na construção
da história da Marcopolo, "60 anos aproximando
as pessoas".
Fundada no dia 6 de agosto, de 1949,
em Caxias do Sul, a Marcopolo destaca-se pelas idéias
inovadoras aliadas à tecnologia de ponta, que tem
como resultado uma linha diversificada que atende necessidades
específicas de cada mercado, nacional ou internacional.
Neste período, a empresa consolidou posição
de liderança mundial no desenvolvimento de soluções
para o transporte coletivo de passageiros e hoje seus
produtos estão em mais de 104 paises.
Atualmente, a Marcopolo possui operações
em nove países - África do Sul, Argentina,
China, Colômbia, Egito, Índia, México,
Portugal e Rússia. Com 13.600 colaboradores, dos
quais, 10,6 mil no Brasil. Recentemente a empresa deu
início à produção de ônibus
em sua segunda fábrica na Índia, em Dharwad,
fruto da joint venture com a Tata Motors.
Eu x Eles - Coleguinhas

Marcelo Lopes
"Desce daí e vem tu fazer
as matérias"
Agora que faleceu o Cândido Norberto, no dia 1/02,
lembrei-me de um episódio que ocorreu entre o então
presidente da TVE - Cândido Norberto - e Marcelo
Lopes que era prdutor-executivo na TVE.
Cândido fora nomeado presidente da TVE por Jair
Soares, governador do Estado( Há uma conversa de
que Jair teria consultado Cândido perguntando-lhe
o que ele achava,dele, Jair fechar a TVE.Cândido
teria lhe dito:
-Vais passar pra história como o governador que
fechou a TVE.
Jair,então,desistiu.)
e estava, na emissora dando total proteção
ao presidente João Figueiredo, em cuja anistia,
estava apostando totalmente.
Um dia saiu uma matéria que Cândido não
gostou muito . A matéria meio que deu um pau no
Governo Federal. Cândido ligou pra redação
da TVE pra reclamar. O próprio Marcelo, em dia
de mau humor,atendeu:
- Sim, Cândido, o que queres?
- Olha, não gostei desta matéria.
- Vai tomar no cu,desce daí e vem tu aqui trabalhar
então, desabafou Marcelo, que foi demitido no mesmo
dia.
Marcelo Oscar Lopes nasceu em Porto Alegre em 12.12.1951,filho
de Sérgio oscar Lopes e Leda Sperb Lopes.
Formou-se em jornalismo pela Fabico. Ninguém conheceu
tão bem o Bar do Beto original, na esquina da Venâncio,
com Vieira de Castro,quanto ele, porque morava nas redondezas.
Às vezes o encontravam caído numa sarjeta
daquelas ruas e precisavam levá-lo em casa.
Na TV Gaúcha, onde também foi editor, Marcelo
Lopes foi protagonista de um episódio que passou
pra história da tevê gaúcha.
Na Copa do Mundo de 1982, havia uma grande enchente na
região metropolitana. Os rios estavam altos e como
sempre nestas ocasiões, quem sofre são os
ribeirinhos.
Na edição do Jornal do Almoço, de
um dia, Marcelo colocou as imagens da enchente, ascasas
embaixo da água, e por cima delas, saiu a voz do
Luciano do Valle " BRasssillllll", que era o
bordão usado pela TV Globo naqueles dias a cada
golque a Seleção Brasileira fazia em gramados
da Espanha. Marcelo foi pra rua naquela tarde.
Foi também um grande frequentador do bar Doce Vida,
na Repúblcia que era do seu amigo o fotógrafo
Gerson Schirmer.
Marcelo está morto, of course...
Na TV Gaúcha, ele botava tanto escarro pela boca
que os colegas achavam que ele estava tuberculso. Morreu
de cirrose.
Coleguinhas
* Ib Kern, veterano jornalista, que
foi da Ultima Hora, da Zero Hora, do Diários de
Notícias, concluiu mais um projeto e embarcou,sábado,dia14/02
para um cruzeiro no Nordeste.
*Ib também foi professor do Direito da PUC durante
muitos anos. Andava num galáxie.
*Seu livro de memórias publicado dois anos atrás,
pela Agê, do professor Paulo Ledur, vendeu 700 exemplares.O
que não é pouco.
* Ib poderia fazer pra nós um livro apenas sóbre
episódios de redações. Conhece muitos.
* Quem diria, o velho João Baptista Aveline,antes
de ser um dos quadros mais fanáticos do PCB, o
Partidão, foi do serviço secreto do Exército,
no tempo de Getúlio Vargas.Isto quando Aveline
morou no Rio de Janeiro.
* Bão, Alberto André, durante 34 anos presidente
da ARI, foi antes de jornalista, do DIP, a censura do
tempo de Getúlio Vargas.Batão em cueca,se
procurar bem,todo mundo tem.
Vinhos
Leio no site do Ritter que os vinhos
tiveram desempenho negativo em 2008.Olha aí mais
um bom motivo pra termos bebido aquele vinho chileno na
festa do Sinborsul e que provocou indignação
do Fernando Albrecht e do Danilo Ucha.
Histórias
de Bares

Sereno Chaise
" Prefeitinho de merda, vem pra
fora que eu te quebro a cara!"
Corriam os anos 60,pouco antes da " Redentora".
Sereno Chaise fora eleito prefeito de Porto Alegre pelo
PTB.O Stylus Drink ficava na Garibaldi,esquina Independência,
ao lado do cine Vogue(onde passava, nos anos 70, os filmes
de arte).
O Stylo Drink era do alemão Bruno Von Meusel(já
é falecido)-nascido em Ijuímas que fora
dono de um hotel em P.Fundo,segundo Carlos Bastos - e
tinha lá,conforme frequentadores como Sereno Chaise
e o jornalista Carlos Bastos - que entrevistei para esta
matéria - um dos melhores, senão o melhor
filé da cidade da época. Os frequentadores
eram deputados estaduais, juízes,e alguns nomes
são recordáveis como Adylson Motta,Adauri
Pinto Felipe, o agrônomo José Carlos(Taio)
Pinheiro Machado(falecido em novembro de2008), Carlos
Bastos,o próprio prefeito Sereno Chaise,Humberto
Ruga,Luis Carlos Lopes Madeira,Dido Silveira Martins,entre
outros.
Um dos frequentadores do Stylo Drink era um transportador
de Erechim cujo sobrenome era (ou é) Tegoni.Mas
ele carregava um estranho apelido que detestava: "
crista de galo".É que ele tinha um rosto vermelhão,
era um gringão de Erechim e o apelido tinha sido
dado pela turma que jogava cartas em Atlântida,entre
eles o jornalista Eprahim Pinheiro Cabral, Taio Pinheiro
Machadoe o médico Otão Meirelles. Eles ficavam
num bar em Atlântida jogando cartas e quando o Tegoni
passava num carro conversível,alguém do
grupo sempre fazia a molecagem: dava um grito: "
crista de galo". Era o suficiente pro Tegoni ficar
puto da vida.

Carlos Bastos
Pois numa noite o prefeito Sereno Chaise
jantava com sua senhora,Terezinha numa mesa do Stylus
Drink.Carlos Bastos e Taio Pinheiro Machado estavam quase
encerrando o "expediente" numa outra mesa. Taio
teve a idéia e disse pro Bastos:
- Eu vou a toillette e quando aquele cara ali e indicou
a mesa doTegoni,discretamente se levantar e sair, quando
ele chegar na porta tu grita bem forte: Crista de galo.
Ele vai ficar puto com o Sereno,adivinhou Taio.
Tegoni já estava pagando a conta e pouco depois,
com Taio no banheiro,Bastos fez a molecagem. Assim que
Tegoni e a família chegaram na porta, Bastos gritou
forte pra que ele ouvisse:
- Crista de galo.
Foi o que bastou. Tegoni sabia que ali dentro apenas Sereno
Chaise o conhecia da praia de Atlântida.
- Prefeittinho de merda, vem pra fora que eu te quebro
a cara,gritou o difamado.
Aí seu Bruno, dono do Stylus Drink foi lá
e acalmou o transportador que havia ficado uma fera.
Enquanto isto, Taio se mijava de rir no banheiro e o Bastos
fazia que não era com ele.
Mas quem ficou puto por ter pago o vale foi o Sereno,
que saiu dali meio que furioso com a molecagem dos dois
amigos.
Memória
da Imprensa
O apê do Kolecza era uma depre
total!
Francis Maia, colega da assessoria de Imprensa do PDT
na Assembléia Legislativa não estava acostumada
a que o superintendente de Comunicação Social
da casa,nos anos 90, Carlos Alberto Kolecza faltasse ao
trabalho. "Era muito raro que Kolecza não
viesse trabalhar" recorda ela.
Um dia ela notou que Kolecza não havia aparecido
de manhã e depois do almoço resolveu ir
até sua casa, no Menino Deus, pra saber se havia
acontecido algo de sério com o chefe.
Chegou lá depois das 14 e quando bateu na porta,
em princípio, ninguém atendeu. Mas pouco
depois, o dono respondeu. Kolecza abriu a porta e então
deparou-se na frente de Francis Maia um apartamento que
era a imagem da tristeza e da depressão.
" Na parede havia uma cruz missioneira com um lenço
preto envolto nela. Pelo chão estavam espalhados
por todos os lados pilhas de jornais.E a erva-mate também
andava perdida pelo chão" lembro Francis.
Kolecza estava sentado no chão -segundo o hoteleiro
Belmiro Weber,dono do Hotel Beira Mar, sempre que Kolecza
ia pra lá chefiar as equipes de ZH ele nunca usava
cadeira, a não ser quando era pra bater a matéria,
porque caso contrário ele sentava no chão.
Tanto que Belmiro o chama até hoje de " o
inimigo número um dos fabricantes de cadeiras"
- mudo, num silêncio sepulcral.
E pra piorar o clima, a mulher do jornalista fazia poucos
dias que tinha arrumado as trouxas e vazado. Ele acabara
de se separar mais uma vez.
Então Francis Maio entendeu o motivo de todo aquele
bode. Naquele dia tinha falecido o cantor Cenair Maicá,amigo
e parceiro de pescarias do Carlos Alberto Kolecza,havia
visto que os dois são oriundos da terra vermelha
das Missões. Kolezca é de Sta.Rosa e Cenair
Maicá é de Tucunduva.

Cenair Maicá
Eu x Eles - Coleguinhas

Luiz Vitello
Edmar Mainardi foi esperar Vitello no
aeroporto com um um "berro" na cintura
Luiz Rache Vitello Filho nasceu em Porto Alegre em 28.01.1951.Na
Folha da Manhã, fez parte da turma do esporte que
tinha ele, Lauro Quadros, Paulinho Fumaça( Paulo
Gerson Antunes de Oliveira),Eugênio Bortolon, o
" Bebê chorão". Depois Vit]ello
trabalhou em O Globo(sucursal) e na Assembléia
Legislativa do Estado.
Anos depois na gestão do engenheiro Edmar Mainardi,
quando Odacir Klein foi Ministro sos Transportes,Vitello
foi o chefe de comunicação social da Rede
Ferroviária Federal S/A. Ali, não sei porque
cargas dágua, fez um inimigo: o próprio
superintendente.
Tempos depois Vitello foi assessorar Odacir Klein em Brasília,
e quando vinha a Porto Alegre,Edmar Mainardi, ia sempre
de tocaia no Salgado Filho, com um " berro"
na cintura, prum acerto de contas. Mas alguém da
própria Rede Federal se encarregava de avisar Vitello
que assim que descia do avião,saía por uma
porta lateral e o encontro nunca acabou acontecendo porque
Mainardi queria chamá-lo na chincha, como diz o
gaúcho.Vitello morreu de uma outra coisa, mas não
de um tiro de Mainardi, como o engenheiro jurara.Como
diz o ditado, cachorro que muito late, pouco morde.
Escore trocado!
Quando trabalhava na Caldas Junior, nos anos 70, Vitello
foi desingando o representante da empresa junto a uma
excursão que o presidente da Federação
Gaúcha de Futebol(FGF) Rubens Hoffmeister fez com
a seleção gaúcha a América
Central,onde disputuram muitos jogos.Num deles, como os
jornais da Caldas tinham que fechar - e há diferença
de horário -Vitello mandou de lá um resultado
trocado, que era justamente pra agradar
a FGF. Só que no outro dia veio pela UPI o resultado
correto do jogo, me parece que na Costa Rica. O combinado
gaúcho tinha perdido o jogo. Os jornais da Caldas
fizeram, no dia seguinte, a retificação.
Vitello, que faleceu há alguns anos atrás,
é filho de Luiz RacheVitello e de Celia Ptersen
Vitello.Na sucursal de O Globo ocupou o cargo de subchefe.Na
Assembléia Legislativa foi superintendente de Com.
Social.
Foi casado com Doris( 31.12.1952) e tem um filho Rodrigo
Weidmann( 11.07.1978).
A vida como ela
é...
Os fatos aqui narrados são invenção.
Qualquer semelhança com a realidade é mera
coincidência.
Ao som dos Stones, o repórter tri de esquerda desfilava
com a calcinha da fotógrafa
Foi um dos mais afamados homens da esquerda dos anos 60
em Porto Alegre, mas depois de um certo tempo cansou da
província e quis dar vôos maiores. Foi embora
pra Paulicéia. E lá na sua profissão
de jornalista- tinha muita fama de repórter- fez
sucesso,mormente em jornais alternativos, mas antes em
jornais de donos pertencentes a burguesia quatrocentão
de S.Paulo.
Havia um jornalista que morava na Africa, um destes que
são misto de aventureiro com repórter e
que gostava a se comparar muito com o escritor Ernest
Hemingway, que quando vinha fazia farras e mais farras
com o nosso personagem que morava em Sampa.
Pois então, no apartamento de uma conhecida fotógrafa
de Porto Alegre, que também fora embora da capital
gaúcha pra se estabelecer num apartamento de 400
metros quadrados da Boca do Lixo de Sampa,os dois repórteres
se encontravam pra beber uns vinhos ,bater papo. Ambos
eram amigos da dona do apê.
Uma noite, o nosso personagem tri de esquerda resolveu
cheirar umas quantas e colocou a música Let´s
Spend The nigth together, dos Rolling Stones na vitrola
e mais: vestiu uma calcinha da fotógrafa e saiu
a rebolar pela imensa sala do apê dela.
Ao que no outro dia, o amigo moçambicano,por pura
implicância quando foi encontrar-se novamente com
o repórter que fora tri de esquerda levou um disco
e o colocou na eletrola: dele saía uma voz de um
cantor que dizia:
- Mas que baita macho, mas que baita macho
Gaúcho quando solta a franga fora daqui, vou te
contar,né...
O que é
torres hoje, ou Serafina vai à praia!
Por Lauro Dieckman
ontem, sábado (14/2) topei com
dois carros de serafina correa estacionados na praia grande,
em torres. um era um fiat punto vermelho, o outro eu não
lembro que marca era.
torres, atualmente, é uma praia de frequencia bem
variada. a maioria dos veranistas ainda é de porto
alegre ou caxias do sul.
depois daquelas invasões dos argentinos entre o
fim da década de 80 e o início dos anos
90, quando a nossa inflação favorecia o
poder aquisitivo deles (dólar valorizado), a entrada
dos hermanos minguou muito. o plano real matou o turismo
argentino para as praias do rs.
claro que os hermanos nunca deixaram de vir. alguns hotéis
se acertaram com agências argentinas e sempre mantiveram
excursões. há alguns anos eu me hospedei
num hotel em capão e saia uma turma de argentinos,
chegava outra. argentinos dessas provínias mais
para cima.
este ano, pelo que se vê nas ruas, a entrada de
argentinos está bem significativa. não é
uma invasão, como nos outros tempos, mas se vê
bastante carros com placas da argentina e alguns do uruguai.
o real desvalorizou um tanto e lá na argentina
o casal presidencial-patagônigo também está
mexendo na moeda.
além dos porto-alegrenses, caxienses (e adjacentes)
e argentinos, torres recebe uma significativa quantidade
de veranistas de municípios tão distindos
como cruz alta, santana do livramento, ijuí ...
grande parte desse pessoal tem o acesso facilitado pelas
estradas do planalto das missões que confluem para
a 'rota do sol', o rigotto consegui entregar quase pronta
e que a ieda completou sem demora (pelo menos isso!)
de modo que torres se tornou uma praia de classe média-classe
média alta, com ainda alguns resquícios
das antigas grandes famíliar porto-alegrenses.
o movimento não é o que já foi, o
que é muito bom, pois a gente consegue bastante
tranquilidade.
tumulto mesmo só na virada do ano, por causa da
badalação em torno da queima de fogos na
praia grande (no mampituba também tem queima de
fogos, que dura uns bons 15 a 20 minutos, patrocinada
pelos restaurantes à beira do rio e por comerciantes
do passo de torres) e no carnaval.
além disso, torres é um pólo comercial
da região e tem a ulbra, que movimenta a cidade
todo o ano com os seus estudantes. sem falar que universidades
de SC tem extensões aqui no passo.
e claro, torres foi uma das primeiras regiões do
estado a ser ocupada pela portuguesada colonialista, de
modo que é uma região que tem história
consolidada, o que não é pouco...
Memória
da Imprensa
O centenário do Correio Rio Grandense
Me criei vendo meu avó paterno,José, lendo
o Correio RioGrandense. Este jornal está fazendo
hoje 100 anos de vida, o que não é pouca
coisa. Foi criado em Garibaldi,depois se transferiu para
Caxias do Sul e hoje é impresso a cores na Editora
e Gráfica S. Miguel.
Houve uma etapa em que o Correio Rio Grandense se chamava
Stafetta Rio Grandense. É editado pelos freis Capuchinhos
e em Porto Alegre seu representante é o Frei Rovílio
Costa, da EST Edições.
Foi por meio do Correio Rio Grandense que milhares de
leitores conheceram a " Vita e Stória de Naneto
Pippeta" do frei Achilles Bernardi.
Qual casa de descendente de italiano, mesmo na colônia,
que não teve um exemplar deste livro?
Ele retratou as desilusões e dificuldades e trapalhadas
do Nanetto Pipetta, um imigrante italino, que veio achando
que aqui havia " la cucanha"( a fortuna). Isto
é que, aqui estava tudo feito. Que nada, os imigrantes
italianos só não voltaram a Italia,apesar
de todo o sofrimento que haviam deixado lá, por
falta de dinheiro, tais as condições dificeis
que encontraram nas terras que vieram possuir.
A seguir, três dos inúmeros padres que ajudaram
a fazer o Correio Riograndense ao longo destes 100 anos:

Pedro Luiz Bottare
1) Pedro Luiz Bottari nascido em 29.06.1905.
Filho de Emílio Bottari e Lucia Porporati Bottari.
Morou algum tempo no Patronato Antônio Alves Ramos,
em Santa Maria. Foi redator do Correio Rio Grandense.

Amabile Gentile Biazus
2) Amabile Gentile Biazus nascido em
25/11/1926. Filho de João Biazus e de Maria Muraro.
Residiu em Farroupilha e Bento Gonçalves. Foi redator
do Correio Rio Grandense.

Victorino Felix Sanson
3)Victorino Félix Sanson nascido
em fevereiro de 1911.Residiu na rua João Telles,
523,apto 51,em Porto Alegre. Trabalhou também no
Correio Rio Grandense.
Coleguinhas
* Cristina Mazzei,que estava na Ulbra
TV, também trabalha na assessoria de um deputado
na Assembléia Legislativa do Estado.
* Danilo Ucha no último Jornal da Noite também
registra o que para ele é um incidente, ou abuso:
o valor do vinho consumido no recente churrasco do Sinborsul,
no Barranco.Mas com gente gourmet em vinho como ele,Affonso
Ritter, e uma grife presente como o empresário
Paulo Velhinho, qual o problema que se tome um vinho de
300 reais?
Ora, se fosse de 6 mil reais,ainda va lá...Queriam
que se bebesse vinho de garrafão de beira de estrada?
* Porto Alegre vai esvaziar na semana que antecede e na
do Carnaval.Estou me preparando pra ir a S.Francisco de
Borja pra continuar uma pesquisa que faço sobre
Jango Goulart.
A memória
dos donos de bares de Portinho

Atenção saudosistas de
plantão: passei a pauta aí pro correspondente
de Passo de Torres, o Lauro Dieckmann pra levantar o dono
do Gallarim, na Mal. Floriano,em Porto Alegre, que já
fechou e ei-lo aí. Lauro não vacilou: foi
lá entrevistou o cara e fez o boneco que está
aí pra vocês.
O Gallarim foi um barzinho que teve na Rua Mal. Floriano,onde
hoje está o super Nacional. Era do Barcelino Becker,
nascido em Morro Azul,interior de Torres. Por isto ele
pintava as cores internas do barzinho com paisagens de
sua terra natal.
Hoje Barcelino está bem de vida, mora no centro
de Torres e largou a noite.Sei que muitos coleguinhas
conheceram o Gallarim.Entre eles o J.C.Terlera,o Rogério
Mendelski, Carlos Bastos,José Onofre,Carlos Coelho,Danilo
Ucha,entre outros. O Gallarim era frequentado também
na hora do happy hour por estar perto do Tribunal de Justiça
por muitos juizes,que saíam do trabalho e iam fazer
uma happy hour.
Mais adiante,virão outras histórias de bares
de Portinho
ARI tinha 1800
sócios em 1983

A caverna vai ser
ampliada!

Bruno Kniest,Shirley SAldanha e Aristedes Saladanha (Ratão)
Foi o Lauro Dieckmann quem me deu a dica:
o Caverna do Ratão, na Protásio,esquina
Eça, está em obras. Fui lá conferir
e está mesmo. Falei com a dona, a Elizabeth Saldanha,
a Bete, que me disse que aproveitaram o mês de férias
coletivas pra reforma. O bar terá o dobro de mesas
quando voltar em dois de março,vindouro,se ficar
pronto.
Ela só nãoinformou quanto estão investindo
na ampliação.
O Ratão, na verdade AlcidesSaldanha, era de Cachoeira
do Sul,onde nasceu em 05/10/1928. Faleceu em 21/10/1995.
Chamou-se de ratão, porque ele chamava todo mundo
de ratão.
O apelido ficou nele.
Sua morte deu-se por enfarte." Ele estava no bar,
subiu pro apartamento porque se sentiu al e não
voltou"contou a filha Bete.
Tinha 68 anos quando morreu.
Uma do Ratão é a seguinte: uma noite ele
tomou uns tragos a mais,incentivou-se e deixou seu bar
e foi até o Barranco, que é seu vizinho.
Lá disse ao Chiquinho Tasca que foram comprar a
churrascaria.As fotos são do acervo da família.

Demetrio, Buby Schmidt, Bruno Kniest, Ratão (ALcides
Saldanha), Vera e Beth Sadanha, Tio Feijó, Tio
Oscar, tarasconi, Wilson Albino Moreira, Deoclides Gudolle,
Flavio Luz, Vitor Hugo em um churrasco
Eu X Eles - Coleguinhas

Batista Filho
Um político travestido de jornalista!
Vamos combinar,né: o radialista João Batista
de Melo Filho,que fez niver dia 10 passado, nasceu em
1941, em Lagoa Vermelha. É,portanto, junto com
Nereu Lima, L.C.Rech, o assaltante Dilonei Melara, Ana
Amélia Lemos, um dos dez famosos daquela cidade
serrana.
Filho de João Batista de Melo e de Elcídia
de Melo, João Batista hoje é mais conhecido
como o " pai do Andrei". Tudo isto porque o
filho Andrei Kamps é repórter da TV Globo.
Batista Filho foi um dos inventores do programa esportivo
Conversa de Arquibancada, na antiga TV Piratini, um programa
de debates esportivos que fez muito sucesso nos anos 60.
Segundo Batista, foi ali que Paulo Santana começou
a despontar como debatedor.
Batista foi diretor da CRTUR,quando Alceu de Deus Collares
foi prefeito de Porto Alegre e quando Collares foi governador,
ele foi presidente da Fundação TVE.
É casado com Olenca( 19.08.1943) e tem os filhos
João Batista M.Netto( 02.04.1971) e Andrei( 04.05.1972).
Batista,é,na verdade, um militante do PDT. No momento,ocupa
a vice-presidência da Associação Riograndense
de Imprensa(ARI).
Sim, tem um irmão mais famoso que ele: Ênio
Melo.
Descomplicou
Ontem,dia 11/02,quando vim pro meu trabalho
diário de atualizar o site, notei mudanças
na Assembléia Legislativa. Na entrada, o guarda
mandou passar,dizendo que não precisava mais me
identificar como faço desde que a salinha J.C.Terlera
foi criada, em julho de 2007.
Eu X Eles - Coleguinhas

Antonio Oliveira
De incendiário a "Chapa-branca"
Como diria aquele ditado antigo:longos dias têm
100 anos.Quem conheceu o Antônio Manoel de Oliveira,
na segunda metade dos anos 70,quando como presidente do
Sindicato dos Jornalistas liderou um movimento grevista
na ZH,que quase se consumou - teria sido um suicídio
coletivo, porque os patrões teriam degolado mais
de 100 funcionários - e que queria pichar as paredes
do prédio da ZH ( uma loucura naqueles anos da
ditadura militar)
e vê o Antônio hoje,assessor de imprensa de
uma estatal, pensa em como a vida dá voltas mesmo.
Antônio Manoel de Oliveira é nascido em Santa
Catarina. Perdão, não sei o município,
mas é " catarina".
Nasceu em 13.06.1944 filho de Manoel Inácio de
Oliveira e de Inez de S.Machado.
Trabalhou na rádio Gaúcha,foi editor de
esportes de ZH e é um dos responsáveis pela
implantação da ZH Dominical. Também
frequentou muito o Porta-Larga, isto quando ficava onde
hoje é o prédio administrativo da RBS, na
av. Erico Verissimo."Era um boteco de secos e molhados.
Nós sentávamos encima dos sacos de batata
e de feijão,ou arroz, enquanto comíamos
salamito,com cerveja nas sextas" disse-me estes tempos."
Ficávamos lá porque esperávamos que
os diagramadores se desocupassem pra gente poder baixar
nossas matérias pra Dominical que estava começando
naqueles anos".Foi isto que originou uma lenda: os
diretores de ZH tinham pensado em colocar uma extensão
do telefone no Porta-Larga pra avisar ou chamar os editores.
Mas aí viram que seria demais, e desistiram.
Moçambique e Coojornal
Depois que deixou a ZH, Antônio mergulhou no projeto
da coojornal, a cooperativa dos jornalistas que durante
um certo tempo representou emprego para inúmeros
colegas. O projeto foi água abaixo por vários
motivos, mas quem dela participou deve saber melhor do
que o que levou ao fracasso. Oficialmente, atribuem à
censura e a Polícia Federal que intimidava os anunciantes.
Antônio foi embora- ele e Osmar Trindade - então
num projeto de cooperantes para Moçambique,levado
pelo seu antigo subordinado de ZH, na editoria de Polícia,
Licínio Silveira. Lá ficou por longos seis
anos. Morou no interior - quase mil metros de Maputo,
a capital, trabalhando num projeto de soerguimento e de
ensino aos jovens em como fazer comunicação
social. Alguns destes jovens vieram aprender e fazer estágios
em Porto Alegre e depois voltaram para Moçambique,
uma ex-colônia africana.
Na volta, ingressou na assessoria de imprensa e já
trabalhou em vários locais,entre eles o Palácio
Piratini(onde comandou uma equipe que editou um jornal
para todo o Estado) e agora está na Trensurb.
O " velho" Manoel teve dois casamentos: o primeiro
com Clara Beatriz( 21.03.1948) com quem teve a filha Laura(
21.05.1975). Depois Antônio casou com a Teresa que
o acompanhou no trabalho em Moçambique.Com ela
também tem filhas. Nenhum homem apareceu entre
os herdeiros do Antônio.
As viagens "
marca-diabo " do Paraguai

Muambeiros em Fox do Iguaçu
Na segunda metade dos anos 80, descobri
um filé mignon pra matérias no jornal em
que trabalhava, a ZH. Não recordo mais como tudo
começou, mas sei que devo ter feito entre umas
dez ou mais viagens,sempre nos ônibus dos muambeiros
que era como se chamavam os camelôs naqueles tempos.
Numa destas viagens, que o colega Carlos Wagner chamava
de " EU ME ODEIO" nós saímos de
frente da Prefeitura Municipal com o ônibus sempre
lotava. Eu de repórter e a Miriam Fitcher de fotógrafa.
Quando nos perguntaram quem éramos, mentimos que
éramos um casal em lua-de-mel. Isto é importante
pro desenrolar da história.
O prefeito Alceu de Deus Collares saiu da prefa e não
perdeu a oportunidade de fazer uma demagogiazinha. Entrou
no ônibus e foi cumprimentando os muambeiros, um
a um.
Depois desejou Boa-Viagem e foi embora. Nós saímos
de lá e o ônibus quebrou na frente do Mercado
Público. Pra ver que qualidade que o veículo
tinha.
Pra encurtar a história. Até Foz do Iguaçu,deve
ter quebrado umas vinte vezes. E eu já tava torcendo
pra que isto acontesse porque assim teria assunto pra
minha reportagem.
A Miriam conseguiu disfarçadamente fazer umas fotos,
que ficaram bem legais.
Na volta, como tinha muambeiro que pra viajar andava no
porta-malas do carro, em Erechim, numa das paradas, pedi
pra Miriam, por favor, fazer uma foto disto.
Mas antes já notara que havia gente desconfiada
que éramos repórteres.
Um dos caras que me inquirira antes me disse: " mas
como em lua-de-mel se vocês nem se beijaram".
Era vero...
Em Erechim, nesta parada, notei que poderia haver problemas
se continuássemos no ônibus. Os caras poderiam
nos bater o brim.
Liguei pra ZH, num orelhão, a cobrar - nem pensar
em celular ainda - e viemos num ônibus comum. Saímos
fora daquela excursão de muambeiro.
Tempos depois quando estive de novo em Foz do Iguaçu,
num programa mais turístico, entrei num restaurante
e um dos donos me disse:
- Estão procurando por aqui um repórter
da ZH que andou falando mal dos comerciantes. Vamos pegá-lo
um dia. Saí de fininho,antes que alguém
me dedasse.
Outro dia,conto outras histórias do Paraguia, como
a vez que tivemos que mudar de hotel,apesar do calor que
fazia naquele que nos haviam reservado, que nem ar condicionado
tinha. Fica pra outro dia...inté.

ìndio quer apito ? Não, dinheiro.
Camelódromo
O leitor Saul,desde Floripa, mais bem
informado do que a gente aqui,manda estas fotos pra clarear
as idéias de como está o novo centro de
Portinho. Pode mandar outras de Floripa,caro Saul"
O editor.















Zambiasi recebe
comitivas de prefeitos gaúchos em Brasília
Ao longo desta semana, o senador Sérgio
Zambiasi (PTB-RS) está recebendo a visita de diversos
prefeitos e prefeitas eleitos no último pleito,
além de vice-prefeitos, vereadores e grupos de
apoio no seu gabinete, em Brasília. Os administradores
municipais estão participando do o I Encontro Nacional
dos Prefeitos e Prefeitas Eleitos que começou nesta
terça-feira (10) e encerra hoje (11), no Centro
de Convenções Ulysses Guimarães.
Na oportunidade, os prefeitos solicitaram
recursos para conclusão das obras e novos projetos
para seus municípios. Zambiasi foi receptivo às
reivindicações dos administradores municipais
e deu orientações técnicas, para
desenvolver essas ações. "Muitos projetos
que são encaminhados aos Ministérios, pelas
prefeituras, não seguem exigências do Governo
Federal e por isso acabam sem receber os recursos. As
prefeituras devem seguir o padrão estabelecido
e protocolar o material corretamente. Isso evitará
que os pedidos retornem, dando mais agilidade ao processo",
explica Zambiasi.
Zambiasi ainda defendeu a criação
de um centro técnico especial de desenvolvimento
dos projetos, nas prefeituras. "Este setor específico
possibilitará que as idéias saiam do papel
e sejam colocadas em prática, beneficiando a população",
afirma.
De acordo com informações
da Presidência da República, o evento Promovido
pela Associação Brasileira de Municípios
(ABM), em parceria com a Associação Transparência
Municipal (ATM), a GOVBR e a Mundo Tour deve reunir cerca
de 3 mil gestores de todo o Brasil, além de secretários
e assessores.
Memória
do Jornalismo

SAMPAULO esqueceu de assinar sua charge
mais famosa!
No último dia 7/02/09 transcorreu o 10 ano da morte
do conhecido chargista Paulo de Sampaio, popularmente
chamado de SAMPAULO. Aliás, um dia fui lhe perguntar
o porquê do Sampaulo e ele foi muito grosseiro.
O Sampaulo como vivo, não era bem aquilo que se
pode chamar de uma miss.
Mas seu talento era inegável. Era muit 27/09o bom
principalmente quando seu time, o colorado de Porto Alegre,
perdia. Ele voltava todo seu amargor,sua amargura contra
o próprio time,e seus jogadores ou o treinador
e aí suas charges cresciam. Era mais ou menos o
que a vida toda o Paulo Santana foi em relação
ao Grêmio: ele cresce como colunista,quando o Grêmio
vai mal.
A história de uma charge
Em 27/09/1955 Sampaulo publicou no jornal O Clarim, de
Leonel Brizola e Jango uma charge na qual mostrava o adversário
de Brizola pra prefeito de Porto Alegre, o coronel Euclides
Triches, do Partido Democrata Cristão(PDC)sendo
ciceroneado por Perachi de Barcellos pra conhecer Porto
Alegre. A charge fez grande sucesso e Sampaulo se esqueceu
de assiná-la. Assim sua charge histórica
não tem sua assinatura.
Como fez sucesso no Clarim, o PTB a publicou como matéria
paga nos jornais Do Dia, Diário de Notícias,Correio
do Povo. Fez um sucesso estrondoso e acabou com a candidatura
de Triches. Brizola foi o vencedor da eleição.
Notívago
Sampaulo era um notívago.E muito debochado. No
dia 26 de setembro de 1991,publicou no seu espaço
na ZH - jornal onde foi trabalhar depois da quebra da
Cia Jornalística Caldas Junior - uma charge demolidora
contra Renato Gaúcho, o ponta-direita que dera
o campeonato mundial ao Grêmio.
Era uma turma festejando com bandeiras onde se podia ler:
Renato ,Renato... e ao lado dois caras, um dizendo pro
outro: Torcedores, nada! nós somos é donos
de bares e casas noturnas...
E a charge ainda suplicava pra que avisassem ao Portaluppi
que a casa que ele tanto frequentou, o Boca na Água,fechara.
No dia seguinte, veio o troco dos gremistas, pela boca
do ferino Paulo Santana que contou um episódio
no qual o Sampaulo teria ficado fechado na Caverno do
Ratão e telefonado pro dono querendo saber quando
ele abriria o bar porque ele ficara fechado dentro dele.
Era pura ironia do Santana pra chamar,galhardamente, o
Sampaulo de bêbado.
Sucesso com mulheres
Frequentador do conhecido Bar da Adelaide´s, na
Mal Floriano,459, Sampaulo fazia fazia parte da turma
de boêmios,entre eles Lupicínio Rodrigues,
que tinham mesa cativa naquela casa, uma verdadeira catedral
do samba.
Uma noite,segundo conta sua esposa, Eneida Leal, hoje
residindo em Tramandaí - "enchi o saco de
pagar condomínios",segundo ela- estavam os
dois no Adelaide´s quando "entraram duas portuguesas
lindas, belissimas e olharam o Sampaulo.Ele era um homem
muito bonito" acrescentou.
- Ficou naquele negócio,relembra Eneida, eu olha
pra ele pra ver onde é que a coruja dorme, ficava
só olhando.
Ela acrescenta: " de uma hora para outra uma daquelas
portuguesas resolve cantar e sentou-se numa mesa,cruzou
a perna eficou sedutoramente fazendo caras e bocas. Eu
fiquei fria mascando aquele freio.Eneida,tomada de ciúme,
acompanhou a portuguesa que se deslocou para o banheiro:
-Fui atrás dela e dei um pescoção
e disse: tu pára de lançar roseira pra aquele
homem, ele é meu ele tem dona, tu vais sair daqui
agora senão te quebro em 90 partes.
Os músicos que estavam bem perto do banheiro ouviram
toda aquela saia justa.
A portuguesa " bem queridinha" saiu e pediu
a conta e sumiram.
Fiquei sendo considerada uma ariranha.
Pinga-Fogo
* Presença de ex-gov. Rigotto
na posse do vereador Sebastião Mello(PMDB) na prefa
é testemunho que são aliados. É por
isto que o ex-coordenador de imprensa de Rigotto, Celito
de Grandi, emplaca os seus na Câmara Municipal.
Coleguinhas
* Rogério Mendelski,ontem,dia
10/02 no Bom Dia entesou com escolta que Brigada Militar
fez a cantora Ivete Sangalo ao Planeta Atlântida.
Larga eles de mão companheiro.Vai ser bom pra ti!
* O motor show do Renato Rossi, deixou
a TV Guaíba, agora Record e se mudou pra a Band.
Na Record não quiseram mais porque baixava o Ibope
na hora que entrava no ar.
*Na salinha J.C. Terlera, da Assembléia Legislativa
do Estado, ontem,dia 10/02, amainou o ambiente.É
que um dos contendores da última sexta - que obrigou
J.C. Terlera a fazer uma intervenção pessoal
a pedido da segurança da casa, foi embora pra Brasília.
News de Serafina
* Morreu no dia 29/01, minha colega
de turma do Ginásio N.Sra do Rosário, a
, de Serafina Correa, Rosa Maria Piccoli, que foi casada
com o ex-prefeito(2 vezes) Sérgio Antônio
Massolini. Aos familiares, meus pêsames. Fica a
lembrança da Rosa, como uma pessoa alegre. Seu
legado foi este e não de uma pessoa rica, como
alguns bestas querem fazer crer.A Rosa era maneira. Quando
ela se separou do marido, não ficava dando banda
naquela fofoqueira de Serafina. Ela ia a Guaporé
" tomar umas cervejas".
Aliás, foi a Rosa quem organizou a excursão
que fizemos a Gramado, como prêmio de nossa formatura.
Recolhemos dinheiro durante o ano de 68 - o mundo pegando
fogo e nós lá em Serafina preocupados com
a excursão de fim de ano. Foi por isto que durante
o ano de 1969, já no Lulinho, em Porto Alegre,
comeceu a ver outro mundo.
* Já deram cartão vermelho pruma secretário
municipal, a professora Ivete Maria Soccol. A desculpa
oficial é que ela se aposentou. Mas mesmo aposentada
poderia continuar a frente da Secretaria da Educação.
Vai ver que se assustou com o tamanho do pepino, ou algo
assim. Essa gente é de muita teoria, mas na hora
do bem bom, tremem.
* Ivete Maria Soccol vem a ser esposa do presidente do
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação,
José Modeski Junior. Ele é do PT, porque
o sindicato é ligado a CUT. Ela entrou na quota
do PT, que ganhou a vice-prefeitura.
* Duas irmãs-gêmeas ainda continuam de pratos
quebrados por causa da última eleição?
*Não conheço ninguém que saiba mais
a história de Serafina do que o advogado Oraldo
Rodrigues. Sabe até a data de nascimento e de morte
de todo mundo. Ele sim que deveria escrever um livro de
memórias.
Oraldo foi elogiado estes dias em Canguçu pela
juiza local por ele ser de Serafina. Tudo por causa da
Via Gênova.
*O jornal O serafinense, depois que morreu seu fundador
Renato Paz, não circula mais na cidade. Ficou só
o Gazetinha.O Fiorin é que acertou botar um jornal
em Serafina,embora digam que ele representa o interesse
dos Massolini.
Sobre o Cândido
Norberto

Zero Hora, 11 de maio de 1995
sobre a filha do
secretário da segurança...
Sobre a aluna do prof. Antoninho Gonzalez
que era filha do secretário de segurança
na época em que ameaçaram prender a colega
iARA rech, LAURO dIECKMANN, DESDE pASSO DE tORRES MANDA
NEWS:
uma filha de secretário da segurança
que foi aluna do antoninho gonzales foi a minha prima
ericina maria abreu teixeira, filha do coronel, depois
general, athos césar batista teixeira. não
sei se teve outra filha de secretário da segurança
que foi aluna do antoninho.
a ercina também foi minha colega na famecos, na
época que o pai dela era secretário da segurança
do estado. o coronel era primo do médici. era muito
boa gente, um baixinho tranquilo. depois foi ser general
em joão pessoa, onde até nome de rua é
agora (já é falecido).
isso foi lá pelos anos 69/72. nós terminamos
o curso juntos (mas eu nem fui na formatura). em seguida,
ela casou e foi com o marido para o rio de janeiro, morar
em ipanema (o carinha (já falecido) trabalhava
embratel e era filho de militar também). a mãe
dela (também já falecida), a esposa do cel.
athos, era prima da minha mãe. o avô dela
era irmão da minha avó materna (família
abreu, de são lourenço do sul). e todos
somos descendentes de uma irmã do bento gonçalves
da silva, tooooooooooing... essa irmã do bento
gonçalves casou com um abreu. a família
é santos abreu e, em são lourenço,
tem um sobrado, um casarão antigo, que era deles.
hoje é hotel fazenda.
lauro d.
a vida como ela
é...
Os fatos são ficcionais. Qualquer
semelhança com a realidade é mera coincidência...
Haviam sido marido e mulher e o homem era violento. Tinha
o nome do primeiro homem que habitou a face da Terra.
Ela não era Eva, mas iniciava com N.
Nos vários rolos que tiveram, algumas vezes o marido,que
fora sócio de empresa de ônibus da capital,havia
ameaçado a mulher com revólver. Uma vez,
ele foi à praia e encontrou lá a filha já
crescida com o namorado. Já estava separado da
esposa, mas ficou furioso pelo fato da filha já
ter companheiro. Edipiano pra c...este cara.
Voltou de Pinhal, e enfiou balas de revólver 38
no cachorro que ele tinha no pátio e que era o
mimo da filha.E deu um enterro ao animal, no fundo da
casa que tinha no bairro Partenon. Algum vizinho,desses
preconceituosos, ainda sentenciou:
- Chamem a Zero Hora, este homem está possuído
pelo demônio. Ainda não havia Big Brother,
nem Ratinho,senão todos teriam ido parar lá.
Quando a filha voltou de Pinhal e viu o que o pai fizera,
sentenciou:
- Ele queria me matar, ao invés disto, matou o
cachorro que eu mais gostava.
Me substituiu...
Pois os dois foram indo assim aos trancos e barrancos.
Ele nunca pagou pensão, só no final do mês
mandava uma bolada pra mulher, ou ex-mulher. Como ela
se mudou do Partenon pra av. Lavras, o ex-marido debochava:
- Virou madame,agora só quer morar em Petrópolis.
Antes do último Natal, ele ligou pra ela: benzinho(
ele ainda a chama assim) vamos no cartório perto
do Julinho que vendi um partamento da Lima e Silva e tu
tens que assinar.
Chegaram lá e os dois foram pruma salinha particular
onde os papéis deveriam ser assinados. Ele botou
a pastinha encima da mesa,tirou um "tresoitão"
enrolado num pano e disse,baixinho,só pra ela ouvir
e deixá-la amedrontada:
- Olha,táis vendo. Assina aí porque ele
está devidamente embalado.
Ela,conhecendo-o tão bem, fez que não viu
o revólver,assinou os papéis e a venda do
apê que era dos dois ficou consumada. Ela ainda
espernou:
- Mas fulano, não vou ganhar nada.
- Fica quieta,calada, que depois de mando.
Enrolou d enovo o tresoitão no lenço,guardou-o
na pastinha e saiu despacito, como se nada houvesse acontecido.Um
gaiato que ouviu esta história ainda comentou:
- É assim que EX precisa ser tratada.
Grêmio e
Inter dois times do interior??

O Brugre das missões contra o gremio portoalegrense
Olha, se começarem a tirar os
times da capital de perto de sua torcida, eles vão
ficar aquilo que mais se parecem hoje em dia: dois times
do interior, sem nenhum preconceito com o interior.
Acho que isto tem a ver com a falência de grande
parte dos clubes interioranos. O pessoal fica sem time
e começa a torcer pelo clube da capital.
Toda vez que vou a S. Borja passou na frente do estádio
Vicente Goulart,que está em pedaços. Aquilo
é o retrato em que virou o futebol do interior
nos últimos anos quando por falta de grana a maioria
deles foi pro brejo.Em S. Borja, havia a Sociedade Esportiva
S. Borja, o chamado Bugre das Missões. Está
fechado. As torcidas viram Inter ou Grêmio!
Coleguinhas
* Paulo Ricardo de Morais, o " Baiano"
é avó. Nasceu seu neto Aluiatã, filho
de Horácio, que é filho do Baiano e da atriz
Vera Lopes.
* Carlos Alberto Barcellos, o Roxo,nome
de avenida, foi candidato pelo MDB a vereador da capital,
mas não se elegeu, me lembra a Jana Dias.
* Estréia de Armando Burd no programa
Grande POA, da Band AM dia 9/2 foi dentro da normalidade.Ele
acrescenta qualidade ao programa. Por exemplo, quando
falaram no Sebastião Mello,atual presidente da
Câmara Municipal de Porto Alegre,ele deu um pequeno
currículo do Mello. Isto não é todo
mundo que faz. Geralmente as redações estão
vazias de memória, ou então dá muito
trabalho ir pesquisar. A maioria vai no chute mesmo...O
que eu ouço de bobagens ditas aí nas rádios
é de chorar.
*Caco Barcellos sumiu do radar. Está em Londres
pra tirar sua cidadania. Caco está por aqui com
o Jogador do Milan, Alexandre Pato.Estes tempos foi querer
entrevistá-lo pro seu programa da TV Globo e a
" celebridade"se negou a falar.Caco acha que
foi o empresário, o Gilmar Veloz, que não
deixou Pato falar.
* Quando é que o " Conversa de Jornalista"vai
entrevistar a Maria Osmani, a arquivista que arrumou todo
o acervo da ARI. O Glei Soares parece que tá boicotando.
Qual é a dele?
* Um coleguinha já veio apresentar projetos em
nome da ARI e solicitar patrocínio da Assembléia
Legislativa do Estado ao novo superintendente de Comunicação,
Celso Augusto Schöreder. Este ligou pro presidente
da entidade,Ercy Torma, que desautorizou negociações
em nome da ARI para o coleguinha.
*Hoje, 10 horas, apresentação do Balanço
Financeiro do Banrisul de 2008.
* A TV Record está mais agressiva!
* Quando março chegar, que novidades
teremos?
Eu X Eles - Coleguinhas

Eugenio Bortolon
Na Folhinha, chamavam Eugênio de
" Bebe chorão"!
Vim a conhecer o Bortolon na segunda metade dos anos 80,quando
ele assumiu a editoria de Geral da ZH.Antes era subeditor
e foi levado para a ZH pela própria Núbia
Silveira,que era editora e que estava deixando a editoria.
Um ano depois ela deixou o jornal.
Em princípio,achei que teria problemas em trabalhar
com o Bortolon, mas não foi nada disto. Pelo contrário,
gostava da liberdade que me deixava atuar.É assim
que produzo.Não gosto de gente no meu pé.
Uma vez, no final dos anos 80, fui a Miami, num congresso
de transportes e de lá peguei sozinho - a turma
que foi comigo e que me convidara voltou a Porto Alegre
-o avião porque exigi que a passagem fosse estendida
a Nova Iorque porque queria conhecer a cidade mais cosmpolita
do mundo. Queria andar no seu metrô.Me encantei
com a cidade e me perdi na data da volta.E não
estava em nenhum cinco estrelas,estava na casa de uma
conhecida, que morava em New Jersey e eu andava uma hora
de õnibus pra acessar Manhattan onde passava o
dia,sozinho, conhecendo coisas.
Em Porto Alegre, Eugênio segurou minha barra porque
no jornal estavam achando que estava demorando muito pra
voltar. Sempre tem os cricri, ou que justificam seus salários
monitorando e entregando os colegas. Olha como é
o destino: o cara que fazia isto, por pura coincidência,
foi depois, em abril de 1992, quem me comunicou minha
demissão e de outros colegas.Pra ver como são
as coisas. Os caras tão aí pra atuar como
carrascos mesmo.É o papel deles.
Na Folha da Manhã onde Eugênio foi subeditor
de esportes,alguns dos colegas o apelidaram de "
Bebê chorão". Vai ver que é pelo
seu jeito, de falar meio amolado.
Quem lhe deu este apelido foi aquela turma de repórteres
Vitelo,(falecido) Paulo Gerson Antunes, o Paulinho Fumaça,entre
outros.
Bortolon é nascido em Vacaria em 19.06.1952. Éfilho
de Tarcílio José Bortolon e de Eudilla Lucian.
No começo Eugênio foi do Correio do Povo,
da Folha da Manhã,dpois foi para a ZH e agora desde
1992,está de volta ao Correinho. Hoje,depois de
ocupar a editoria de Economia,é o responsável
pela capa do jornal.
Estes dias foi receber um prêmio junto com Heron
Vidal, meio que representando o jornal.
É um dos responsáveis pela remodelação
do Correio e pelo seu crescimento nos últimos anos.
Bortolon é também especialista em jornalismo
de turismo,tendo já viajado para inúmeros
países para fazer reportagens.
É casado com Maria Cristina(nascida em 24.03.1955)
e prima pela discrição.
Eu X Eles - Coleguinhas

Armando Burd
O " polêmico" Burd !
Armando Burd, nascido em 23.06.1944,
em Porto Alegre, formou um dos quatro homens da confiança
do Maurício Sirostky Sobrinho,fundador da RBS.
Os outros três foram Lauro Schirmer,Carlos Esquivel
Bastos e Carlos Machado Fehlberg.Burd é filho de
Jaime Burd e de Ester Burd. Tem um irmão que é
jornalista, o Paulo. Os dois nunca foram vistos juntos,
mas são aliados.
Armando é do tipo: ame-o ou odeie-o. Não
tem meio termo.
São inúmeros os episódios em que
ele deu prova desta sua faceta, que a rigor não
é boa, nem má, é uma faceta.
Como o conheço deste 1973,quando entrei na ZH-
ele era o editor-chefe e eu e o Hélvio Schneider
saímos de madrugada com ele até a Praça
da Alfândega comer um sanduíche na lancheria
Matheus que ficava aberta toda a noite - conheço
até como é mão segura com o dinheiro.
Eu e o Hélvio gastávamos, o Armando,não.
Armando começou na Zero Hora,quando esta ficava
na Sete de Setembro,738,no local onde era a Útima
Hora.Nunca entendi bem o porquê, os comunistas,
pelo menos os que conheci em redação, não
gostavam dele. Mas alguns esquerdistas,sim, como o Marcos
Faermann. Acho que isto é coisa de patrício.
Burd foi quem me deu a primeira e crua lição
no jornalismo, não no sentido de escrever bem,
mas no sentido do que ele representa, ou seja, apenas
uma forma de ganhar dinheiro como qualquer outra e não
para fazermos a revolução, que era nosso
sonho nos anos 70. Pelo menos,ingenuamente,achávamos
que na ZH íamos derrubar a ditadura militar. Quanta
ingenuidade.
- O jornal é pra vender e não pra vocês
fazerem a revolução,disse Burd um dia na
redação da ZH para uma turma onde havia
eu, o Bola,(Antônio Carlos Harres), o Zé
Antônio Silva, o Licínio Azevedo,entre outros.
Não lembro agora o que havíamos aprontado,
que o editor-chefe se irritou.
Armando Burd foi o editor daquele jornal que o Maurício
quis botar pra vender à tarde e redundou num grande
fracasso. Depois ele foi pro Diário Catarinense
e lá participou da fundação do novo
jornal da RBS no vizinho estado.
Ultimamente, uma das facetas do conhecido colega foi ter
processado o J.L.Previdi. Particularmente não tenho
nada contra isto. Se ele se sentiu ofendido, que procure
a Justiça. Eu já fui processado e já
processei.
Burd perdeu a questão com o Prévidi que
pra não perder tempo pegou o advogado que é
o papa desta coisa toda aí, o Marco Antônio
Campos, que ficou conhecido na atuação a
favor do cantor Roberto Carlos, no recente episódio
da proibição de sua biografia não
autorizada.
Faz anos que não compartilho redações
com o Burd.Ouço muitos depoimentos favoráveis,outros
não tanto.
Há uns anos atrás, houve entre ele e eu
um episódio que não entendi,até hoje,sinceramente.
Fui batalhar pra que minha terra natal,Serafina Correa,entrasse
no programa da rádio Guaíba, Pelos caminhos
do Rio Grande.Um dia passando lá ele gravou comigo
um pequeno depoimento e quando o programa foi ao ar, nadica
de nada...Nem uma linha.E não me deu qualquer explicação.
Bom,mas pra que então gravar?
-Ih, isto não é nada, perto do que ele já
fez pra outros,disse-me um desafeto do Burd,cujo nome
preservo.
O Burd é isto aí: ameo-o ou deixe-o! Agora
está no programa das 6 da manhã da Band
AM. Garanto que vai agregar ouvintes, porque ninguém
lhe nega a competência.
A vida como ela
é...
O Nelson chegou pro amigo e disse: "
eu herdei o Olides"
Esta é verídica e a conto pela sua originalidade.
Faz tempos que todos os domingos de manhã, com
a desculpa de ir tomar café, visito meu amigo José
Nelson Gonzales, chegado já nos 82 anos e como
sempre temos boas e aproveitáveis convesas.Basicamente
sobre imprensa( ele foi sócio da revista A Granha
e gerente da Tribuna e da Tribuna Gaúcha) jornal
que circulou aqui nas décadas de 40 e 50.A Tribuna
era do PCB.E também conversamos sobre política
em geral.
Estes dias o Nelson encontrou meu ex-sogro - que eu não
vejo há tempos - que foi onde ele me conheceu.
Os dois que foram sócios na Granja conversaram
um pouco e o Nelson, ao se despedir, largou a sentença
mortal:
- Sabe de uma coisa, eu HERDEI o Olides!
Só faltou dizer aquela mala... me enche o saco
todos os domingos de manhã.
Litoral
O nosso correspondente do litoral Lauro
Dickmann voltou ao Passo de Torres e manda estas belas
fotos.Aproveitou pra dar um furo nos coleguinhas que comem
"moscas" aqui no Portinho: a famosa Caverna
do Ratão ,a Protásio,esquina Eça
de Queiros,está em reformas. A Vera e seu esposa
vão ampliar a casa. O editor.







Coleguinhas - Eu
X Eles

José Barrionuevo
Agarrado numa araucária Barrio
queria sugar sua energia
A cena foi narrada dias atrás
pelo apresentador da rádio Guaíba,Rogério
Mendelski. Os dois eram colegas " numa outra empresa
de comunicação" - claro que era a RBS
- e estavam num seminário da empresa na Serra,Gramado
ou Canela. Mendelski acordou de manhã cedo, lá
pelas sete, abriu a janela do seu quarto quando deparou-se
com o Barrionuevo abraçado numa araucária.
Mendekski pensou que o Barrio poderia ter se chocado contra
a árvore, ter se sentido mal e o chamou. Não,o
Barrio lhe disse que estava agarrado assim pra pegar a
energia da araucária.
Durma-se com um barulho destes!
Coleguinhas
* Perguntar não ofende: A Band
AM não corre o risco de virar um Tribunal de Contas
do Estado, ou pra ficar no mesmo ramo, de uma ARI?
* Caco Barcellos, do Profissão Repórter,
da TV Globo,está em Londres, em busca da cidadania
inglesa, desde 23 de dezembro do ano passado.
* "Esquentou" o tempo na última
sexta-feira,6/02 na salinha J.C.Terlera, na ALE.
* Osiris Marins no Jornal Gente do dia
6/02 mostrou que sabe tudo de vôo. Disse os melefícios
que voar muito faz.
*Núbia Silveira vai assumir hoje ,dia 09/02 a chefia
da imprensa da Cãmara Municipal de Vereadores.
" Oito quilos de alcatre" é o salário
do cargo!
Pinga-fogo!
O deputado Fabiano Pereira(PT) tem boa
base eleitoral junto ao Sindicato dos Trabalhadores em
Alimentçaão de Serafina Correa.
Desempenho
O número de acessos registrado
em janeiro foi de 7.028.
Eu X Eles - Coleguinhas

Iara Rech
O dia ( ou a noite)que Breno Caldas não
deixou que a Brigada Militar prendesse Maria Yara Rech
Kasper
O negócio foi o seguinte:Maria
Yara Rech Kasper era casada com Pinedo Kasper e ambos
andavam envolvidos naquilo que a Revolução
de 64 chamava de atividades "subversivas".
Ou então foram acusados de tal.
O fato é que na noite em que casou a filha do jornalista
Antônio Goulart foram pedir a intervenção
do presidente do Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre,
Antônio Carlos Porto, que participava da festa pra
retirar a Yara que estava detida no quartel da Brigada
Militar.
Portinho saiu do Clube Jandeiros onde era realizada a
festa,deixou sua esposa em casa e foi para o quartel onde
Yara estaria detida junto com " O baiano",segundo
Portinho.
O oficial do dia negou que ela estivesse presa naquele
quartel.
Segundo Yara Rech, o que aconteceu foi o seguinte: Breno
Caldas,seu patrão na ocasião - ela trabalhava
no Correio do Povo e na Folha da Tarde - ao saber que
os militares estavam querendo botar as mãos na
sua funcionária teria dito:
- Com ela não, ela vocês não vão
prender.
Yara disse ainda que o presidente do Sindicato dos Jornalistas
na ocasião era o falecido Antoninho Gonzalez."
Ele era professor da filha do Secretário de Segurança
da ocasião". Perguntei a Yara o nome do secretário
e ela disse não recordar.
Afirmou-me que tem uma foto dela detida dentro do camburrão
da Brigada Militar. Solicitei licença para reproduzi-lá
neste espaço, mas ela desconversou.
Yara Rech foi casada com Pinedo Kasper( que seria depois
assessor de comunicação social do governador
Amaral de Souza, nomeado pelo governo da ditadura militar)
com quem tem a filha Ana Paula(nascida em 17.08.1976).
Pinedo Kasper foi ainda o responsável pela divulgação
do então supermercado Real, do Grupo Joaquim Oliveira.
Além de jornalista, Yara Rech é professora
primária e exerceu o cargo de assessora de imprensa
na Secretaria Educação do Estado(SEC). No
jornalismo, foi criadora do caderno Gestão,do Jornal
do Comércio, e trabalhou na revista Exame, do Grupo
Abril. Formada em Jornalismo pela Faculdade de Filosofia
da UFRGS, Yara Rech nasceu em Carazinho em 25/05/1944.Já
teve como residência a av. Botafogo,461/105 e atualmente
reside na av. Nilópolis16/303.Atualmente,dedica-se
a uma coluna semanal no site Coletiva.Net.
Aconteceu com um
coleguinha....
Pra enrolar o Ayres Cerutti, tem que
ser bom de trova. Mas o Pacheco chegou lá. Ayres,
que edita a revista Programa há 30 anos tem experiência
de lidar com frileiiros que se apresentam ora pra vender
anúncios, ora pra fazer matérias. Ele dá
uma olhada e saca logo o que o sujeito quer...
Mas com o Pacheco foi diferente. O Ayres o conheceu dentro
de um cyber na Ladeira, onde ele levou pra montar sua
mais nova invenção, o mapa de Porto Alegre.
O Pacheco veio com uma lábia que vou te contar.
O Pacheco era quem fazia tudo, mas Ayres logo viu que
quem desempenhava mesmo ali era a Vera, a que alugava
a loja do Cyber. De manhã, o Pacheco nunca pintava
no pedaço. Claro tava em casa dando uma descansadinha,
que ninguém é de ferro.
Até que um dia o Pacheco veio com aquela trova:
- Vamos ter que entregar a loja.
Ayres entendeu: chi....não tão pagando o
aluguel.
Foram todos pra sala da revista Programa na rua Caldas
Junior.( em outros tempos a revista tinha sede na Galeria
Chaves)
Até que um dia a Vera, que na verdade era quem
fazia tudo, vazou.Sumiu. Deixou o Ayres pendurado no pincel
e o que pior, deixou o Pacheco como móvies e utensílios.
O Ayres logo viu: chii, o que vou fazer eu agora com este
sujeito aqui.
Até que uma manhã aconteceu aquele pinto
de água que extravasa tudo. Ayres chegou na editora
e a chave não estava na portaria do edificio. Então
lhe caiu a ficha:
- O camarada está dormindo aqui e eu não
tinha me dado conta.
Ele tinha notado que o Pacheco tinha levado uma cadeira
de praia pra editora. Era ali que o Pacheco estava tirando
sua pestana noturna,porque não tinha pra onde ir.
Habilmente, então o Ayres teve que dizer pro seu
fornecedor:
- Olha, dormir aqui, de jeito nenhum.
De tudo o que ficou de dívida, nem o micro que
o Pacheco tinha levado ficou na Programa.
Só restou a lição: este Pacheco é
bom trovador.
Pinga-Fogo! Cãmara
debate projeto do Pontal do Estaleiro.
Vereadores da base do governo Fogaça
reuniram-se na tarde desta sexta-feira (06/02) para tratar
da votação do projeto Pontal do Estaleiro. O líder do
governo, Valter Nagelstein (PMDB) disse que ainda não
foi possível construir um consenso. Para o líder da bancada
do PMDB, Haroldo de Souza, a votação precisa ser enfrentada
logo. Argumenta que o projeto já foi suficientemente debatido
com a sociedade e que vai começar a trancar a pauta. Destaca
que a Câmara tem uma série de outras questões de extrema
importância para a cidade como a revisão do Plano Diretor.
Para a derrubada do veto são necessários 19 votos. Caso
seja mantido o veto, existe a possibilidade de uma Consulta
Popular sobre o projeto.
A vida como ela
é....
Os fatos aqui narrados são invenções.
Nada a ver com a realidade.Qualquer semelhança
com fatos reais é mera coincidência.
Fez a mulher tirar as calcinhas na frente do amigo pra
ver se não tinham trepado na sua ausência...
O editor aquele era louco de atar.Louco mas tri talentoso.
Fez furor nas redações dos jornais mais
antigos que existiram em Porto Alegre. Foi um dos primeiros
repórteres a fumar maconha,numa época que
o baseado era coisa só de malandro de escola de
samba ou de bandido de morro.Dizem até quem o conheceu
há mais tempo, que foi chegado no Perventin,tomava
direto na veia. Já está morto, of course....Teve
dois casamentos, muitos casos e muitos amigos, mas também
fazia inimigos, principalmente no meio da Polícia
que era onde ele atuava profissionalmente. Uma vez, na
ocasião da " Redentora" não se
sabe bem porque, prenderam ele e cagaram a pau no DOPS.
Tinha um fuscão amarelo que andava sempre a mil,
porque o carro havia sido turbinado. Gostava muito de
dois barzinhos, um na av. Erico Verissimo e outro na av.
Ipiranga.
De madrugada, ou ia no Gruta Azul,ou num restaurante chique
da Praça Garibaldi, ou numa churrasquaria que era
antro de jornalistas e policiais situada na avenida Getúlio
Vargas,cujo dono era sogro de um famoso cronista e poeta(
pelo menos ele se acha, se os outros o acham é
outra coisa).
Durante um certo tempo ele foi para Blumenau e para lá
foi sua mulher. Brigavam geralmente às quintas.A
redação entrava em pânico porque como
ele era o secretário, ficavam sem ter quem baixasse
o material do jornal de domingo. Acontece que a mulher
apanhava, pegava suas escovas de dentes e vinha embora
pra Porto Alegre,jurando que nunca mais ia querer ver
o sujieto. Ele pegava seu fuscão,queimava um baseado
e se mandava pra Porto em busca da amada.
Era assim que se moviam.
E ela acabava voltando, pra tudo recomeçar dentro
de 20 dias. Vá entender estas mulheres.
Uma noite aconteceu o insólito. O nosso personagem
chegou em casa, num apê na Cidade Baixa com um amigo.
Já tinham queimado vários baseados.
Ele entrou dentro de casa, mas precisou depois dar uma
volta. Deixou lá o amigo.
Quando voltou muitas horas depois, fez a mulher tirar
as calcinhas. Aí aconteceu o que ninguém
nunca imaginou que existisse em termos de fetiche. Passou
o dedo no meio da pexereca da mulher, cheirou muito o
dedo e deu a sentença:
- Ah,disse, ele gloriosamente, não treparam.
Memória
da Imprensa
Onde o " Sala" começou
por Lauro Dieckmann.
nessa época eu travalhava lá
e lembro bem que o maurício resolveu fazer umas
adaptações no prédio da zh para levar
a rádio para lá. então, fizeram um
piso no que originalmente era o auditório do jornal
(o projeto original era uma beleza, tinha até auditório!).
nessa área, eles instalaram a rádio. mas
O SALA era transmitido de um estúdio que ficava
junto à redação, mas não dentro
dela. ficava ao lado da fotografia. entre a fotografia
e o arquivo. nesse estúdio, que tinha um janelão
de vidro duplo para a redação, o cândido
fazia o sala e o josé aldair e o nabor couto liam
os noticiários da rádio.
como eu chegava cedo, no fim da manhã, e almoçava
no restaurante do ghiloso, que ficava no subsolo, ao lado
da rotativa, às vezes o editor de geral me pedia
para fazer matéria com quem o cândido estivesse
entrevistando (o programa começava mais cedo que
o atual). o cândido, que gostava de dar força
para as pessoas, chegou a tentar me fazer desempenhar
na "latinha", mas não me interessei.
burro que fui.
Horas extras
# - Em Westfália, no final do
expediente um patroleiro da prefeitura atolou a máquina.
Desceu e foi embora sem avisar ninguém da administração.
Posteriormente, foi questionado sobre a atitude e explicou:
“Eu fui proibido de fazer horas extras”. Resultado:
três dias de gancho.
(extraído Coluna do mazzarino,
Jonral A Hora/Lajeado)_
Alexandre Pato
‘namora’ uma encantadense
O jogador de futebol, Alexandre Pato,
integrante da equipe do Milan/Itália está
‘namorando’ uma encantadense. A informação
é do colunista e fotógrafo Juremir Versetti,
do Jornal Antena, de Encantado, que evita os detalhes
pois a família pede sigilo. As poucas informações
são de que ela é loira, estuda em Porto
Alegre, tem 23/24 anos e torce pelo Internacional, onde
se conheceram há dois anos, no Estádio Beira-Rio.
O atleta não namora mais a atriz Stefani Brito.
A comunicação com a encantadense é
diária na internet através do MSN.
(extraído Coluna do Mazzarino,
Jornal A Hora/Lajeado)
Motel
Aconteceu nesta semana. Um empresário
ficou sem combustível no veículo entre Encantado
e Arroio do Meio. E imaginem onde aconteceu o imprevisto?.
Sim, nas proximidades do motel Las Palmas. Era madrugada
e poucos os carros que passavam pela rodovia. O motorista
sem ter opções decide fixar-se na entrada
do motel onde o trânsito exige uma velocidade reduzida
para quem visita aquele estabelecimento de lazer. Assim
seria possível pedir ajuda até o posto de
gasolina mais próximo.
Passados muitos minutos e aparece uma
luz ao longe. O nosso herói percebe que é
o seu momento de resolver a situação. Quanto
mais a luz se aproxima, mais ele múltipla o desejo
de resolver o problema. Quando faltam poucos metros para
o carro chegar na entrada do motel o empresário
sai das moitas e pula de mãos abertas em frente
ao carro. O casal, de Arroio Meio, ao ver aquele vulto
sob sua direção, para o veículo e
em pânico abrem as portas de mãos para o
alto. Eles pensavam que era um assalto!
(extraído Coluna do Mazzarino
- Jornais A Hora/Lajeado e Antena/Encantado.
MARCOPOLO PRODUZ
ÔNIBUS ESPECIAL PARA MERCADO DO ORIENTE MÉDIO

A Marcopolo concluiu a produção
da primeira unidade de um pedido inicial de dez do ônibus
rodoviário Paradiso 1200, desenvolvido especialmente
para ser utilizado no transporte de ministros de países
do Oriente Médio. O veículo foi embarcado
no final de janeiro com destino a Abu Dhabi, nos Emirados
Árabes Unidos.
O Paradiso 1200 tem acabamento totalmente
diferenciado dos modelos utilizados para o transporte
rodoviário normal e equipamentos que ampliam o
conforto e o luxo, como detalhes em metal dourado. Para
facilitar e permitir a realização de reuniões
durante os deslocamentos foram instaladas 20 poltronas
em couro nas laterais do veículo, em formato de
salão, uma de frente para a outra. As poltronas
foram produzidas com materiais nas cores champanhe e ouro,
criando uma ambiente de extrema sofisticação.
Construído sobre plataforma Mercedes-Benz
O500RS, o Paradiso Marcopolo possui características
de conforto, economia e segurança que atendem aos
padrões internacionais. Seu isolamento térmico
especial minimiza a absorção do calor e
um eficiente sistema de ar-condicionado refrigera todo
interior do veículo, mesmo nas adversas condições
climáticas da região. O modelo é
equipado com freio retarder, televisão, aparelho
de DVD e cozinha completa, com geladeira, pia, micro-ondas,
armários.

Pinga-fogo!
Alguns assessores do presidente da Assembléia
Legislativa do Estado, deputado Ivar Pavan(PT) acham que
ele tem que se benzer urgentemente. Desde que assumiu,dia
31/01, não fez nada além de participar de
enterros.
Foi o Pietro,filho do deputado Beto Albuquerque, o radialista
Candido Norberto e agora do deputado federal (PT) Adão
Pretto.
Eu X Eles - Coleguinhas
"Espanhol pai", ou José
Abraham dizia pro Valter Galvani:
- demite-me,demite-me te doy el vinte por cento!
Com seu sotaque catalão,José Abraham Dias,
ou o espanhol,nascido em 13/03/1921 desafiava o chefe
de reportagem da Folha da Tarde,Valter Galvani, quando
este queria lhe dar umas pautas que o espanhol,rebelde
por natureza, não queria cumprir.
- Espanhol,dizia Galvani, vai fazer esta pauta,senão
te demito.
O espanhol, miudinho como era, dava umas voltas e regressava
a mesa do Galvani.
- Me demite Galvani, te doi el 20% por cento. È
que em caso de demissão, o espanhol ganharia todo
seu FGTS.
Um apaixonado pela fotografia, espanhol fora soldado que
lutou ao lado dos republicanos,contra os franquistas,
dinamitando pontes e túneis.
Com ele, não tinha muito meio termo.
Quando estourou uma tentativa de guerrilha, no Norte do
Estado,incentivada por Leonel Brizola,e liderada pelo
coronel Jefferson Cardin,a Folha da Tarde mandou um repórter
- não estou lembrado neste exato momento do seu
nome, mas já garanto: não foio Valter Galvani,
como alguns afirmam - pra Três Passos, na região
da guerrilha.
Já havia a Estrada da Produção e
a equipe da Caldas Junior foi subindo,subindo. Enquanto
viajavam, Espanhol viu aquelas igrejinhas do interior
do estado, que geralmente estão à beira
das rodovias.
- Que revolucion de mierda es esta que todavia não
han derrubado las iglesias, disse o fotógrafo,acostumado
que na Espanha os anarquistas matavam os padres e queimavam
as igrejas.
Marco no porto
No porto de Porto Alegre, há centenas de fotos
feitas pelo espanhol que estão emolduradas nas
paredes da biblicoteca do Deprec,atual SPH.
O espanhol também era meio cascateiro. Vamos deixar
por aí. Ele sabia quando algo poderia dar uma boa
foto, ou às vezes sabia armar uma boa foto. Não
foi o único,diga-se de passagem.
A própria sequência de fotos em que ele flagrou
um homem caindo de um andaime na frente do prédio
da Caldas Junior, num dia que chegou pra trabalhar e viu
o operário pendurado nos andaimes, teve a intuição
de que ali daria uma grande sequência,caso o homem
viesse abaixo.
Quando foi depor no projeto dos Dindos contou o verdadeiro
amor que ele dedicava à fotografia.Ele chegava
a substituir seus colegas durante a noite,para aprender
mais rápido a profissão e também
ganhar mais. Tanto o espanhol pai, como o filho, são
chegados numa grana.
Uma vez, espanhol,indicado pela Caldas Junior, foi ao
Rio de Janeiro acompanhar o jogo do Fluminense e Grêmio,
pelo campeonato brasileiro.
Ao fazer a foto de um jogador expulso, com uma antiga
Roleiflex, ele acabou se envolvendo numa enorme confusão
e foi preso pela polícia carioca.
Espanhol fez parte de uma grande equipe de fotógrafos
da Caldas Junior:Pedro Flores,Octacílio Dias, Assis
Hoffmann,Albrto Etchart, Francisco Frantezeski,entre outros.
Como funcionário do DEPREC,tem umas histórinhas
engraçadas.
Ele com seu inconfundível sotaque catalão,
ligava da rua querendo conversa com sua colega Miriam
Castilho. Vinha com uma vozinha melada e a Miriam deixava
ele falar. Só que a uma certa altura, ela sacaneava:
- Para espanhol, eu sei que é tu....
Ele conhecia Plinio Kroeff e Paulo Velhinho dos tempos
em que ambos eram pobres. Quando Plínio se tornou
presidente da Fiergs,era assessor de imprensa Cid Pinheiro
Cabral. Este chamou o Espanhol pra fazer umas fotos na
sala do presidente.Estavam lá um monte de autoridades.
Espanhol, com seu jeito rebelde, entrou na sala e em voz
alta gritou:
- Ah, Plínio quem te viu e quem te vê.
Kroeff despediu o funcionário da Fiergs.
Bento, da Fenavinho
bento esta com a maior festa de vinho
s do Brasil FENAVINHO.
www.espanholfotos.blogspot.com




Fazenda Anoni 25
Anos
Caro Editor Jornalista Olides Canton
A 25 anos atrás em 1984 estive na fazenda Anoni,
fazendo cobertura para o jornal Correio do Povo. Fiquei
30 dias convivendo com o MST. Anoni, berço da maior
experiência de reforma agrária do país,
onde tudo começou.
Alfonso Abraham Lheureux



Eu X Eles - Coleguinhas

Espanhol
O " espanha" só queria
namorar as Ipirellas...
O fotógrafo Alfonso Abraham Lheureux mais conhecido
por " espanhol" nasceu na Espanha e veio para
o Brasil com apenas dois anos de idade. É do ano
de 1951.Filho do famoso fotógrafo José Abraham
Diaz e de Maria Lheureux Abraham,sua mãe ainda
vive. O pai faleceu e empresta seu nome ao premio de fotografia
que a ARI concede anualmente aos profissionais do setor.O
velho espanhol trabalhou muitos anos no DEPREC e lá
existe todo um acervo de fotos que o velho, pai, fez.
Espanhol,filho, trabalhou no Correio do Povo e na Folha
da Manhã. Em 1972 ou 73 - não tenho muito
certeza que verão era- eu fui com ele e com o então
iniciante repórter Caco Barcellos fazer uma matéria
500 no litoral gaúcho, em Pinhal,Cidreira, Tramandaí.
A pauta era fazer fotos nos postos de gasolina das "
ipirellas" garotas propaganda que a MPM havia contratado
pra ficar junto dos postos de gasolina Ipiranga.
E o espanhol além de fotos só queria dar
encima das "girl".
O tempo passou e o espanhol hoje, mais maduro, anda por
aí com seus projetos fotógraficos. É
quase um UDA(Leonid Streliavev). Espanhol, na verdade,
é cria do Assis Hoffamnn, que foi seu chefe na
Caldas e na Zero Hora.
Leo Guerreiro,veterano da fotografia e professor da UFSM
chega a afirmar que o filho é melhor que o pai,quando
fotografa paisagens.
Grande espanha!
Manda mais fotos do Rio Grante,tchê!
Diogenes de Oliveira,
"rifado" pelo PT?
Foi só publicar uma foto do ex-
tesoureiro do PT, Diógenes de Oliveira que vários
leitores se manifestaram. Mas um deles,especialmente,se
mostra inignado com o que fizeram com o ex-presidente
do Clube da Cidadania.
Eis a missiva, cujo novo preservo:
"E o Diógenes? Só tu mesmo pra dar
notícias dele.O coitado ajudou e mais que ajudou
o PT e depois foi " defenestrado". Se errou
foi por acreditar numa causa e os " caras" não
entenderam isto.
Onde anda sse defensor aguerrido da democracia plena?
Bom prezado leitor(a)
O Diógenes até onde eu sei levou uma bela
grana de indenizaçãoda anistia . Falam em
algo como mais de 400 mil reais. E o colunista Élio
Gaspari sentou a pua no Governo por causa disto, dizendo
que o Diógenes matara um norte americano durante
a guerrilha.
Guerrilheiro ou não, Diógenes de Oliveira
pouco tem sido visto.A verdade é que foi um quadro
do PT, mas depois que foi 12 vezes capa do Diário
Gaúcho nunca campanha que moveram contra ele quando
era do Clube da Cidadania, alguns companheiros começaram
a atravessar a rua pra não encontrá-lo.
Coleguinhas
* O Mazzarino, do Guaxo, pede pra avisar
o site da ARI que o ilustre radialista Cândido Norberto
- que morou no prédio da ilustre entidade nos anos
de 40,50 - morreu. Mazzarino, tu tá querendo muita
agilidade de nossa entidade. Uma entidade que manda felicitações
de Ano Novo no dia 7 de janeiro, o que tu quer?
Ou que tava quase se expirando o prazo do Prêmio
ARI e ninguém ia no Banrisul conversar com os patrocinadores?
O que tu quer Mazzarino, que a ARI desça do seu
pedestal pra botar uma nota de pesar no seu site sobre
a morte do Cândido. Ora, Mazzarino, tu tá
querendo muito, companheiro!!!
memória
da imprensa
O dia que Breno peitou os militares
Na madrugada do dia 20 de setembro de 1972, efetivos da
Polícia Federal estacionaram na rua Caldas Junior
e os exemplares do Correio do Povo e da Folha da manhã
daquele dia foram sendo recolhidos em veículos
do Exército que foram deslocados para lá
com esta finalidade.
O motivo de tamanha violência foi a publicação
pelo Correio e pela Folhinha do discurso de despedida
do ministro Luis Fernando Cirne Lima do Ministério
da Agricultura.Cirne Lima criticava o então poderoso
ministro da Fazenda do Governo Emílio Garrastazu
Médici, Antônio Delfim Netto.

Apreensão do Correio do Povo
Atuação da ARI
A Associação Riograndense de Imprensa(ARI)
mesmo naqueles anos sombrios tomou posição.
O presidente Alberto André, Antônio Carlos
Ribeiro,presidente do Conselho Deliberativo da entidade,
Antônio Gonzales, presidente do Sindicato dos Jornalistas,
Plínio Dotto, presidente da Associação
dos Bacharéis em Jornalismo, Pércio Pinto,vice
presidente da ARI, Pedro Chaves secretário do Conselho
Deliberativo da ARI, Jayme Copstein e Carlos Rafael Guimarães,
conselheiros da ARI, e o fotógrafo Octacílio
Dias, da Arfoc,estiveram no dia 21/setembro de 1972 na
Assembléia Legislativa do Estado, protestando contra
a apreensão dos dois jornais da Caldas Junior.
No dia da apreensão, foram prestar solidariedade
ao dono dos jornais, Breno Caldas.
No arquivo do Correio do Povo, há um exemplar da
edição deste dia, me parece que foi salvo
por um destes funcionários que vestem a camisa
da emresa. Ele o teria retirado de um fardo que os militares
estavam levando presos.
Nunca se soube que destino que foi dado a edição
daqueles jornais.
A trajetória de um jornal centenário tem
destes lances.
Pinga-Fogo
* Pascoal Ianni desembarcou da cobertura
que dava ao prefeito José Fogaça.
* Agora quem está saindo é a diretora do
projeto Memória Cultural, da Secretaria Municipal
da Cultura, Miriam Avruch.Miriam pediu o boné porque
uma eminência parda " manda" na SMC. E
na gestão anterior, esta eminência parda
- que já mandava na SMC no tempo do PT - obstaculizou
muito o trabalho dela. E o titular, Sérgius Gonzaga
o que faz?
* Quem vai substituir a Miriam no projeto Memória
Cultural é o Custódio, que foi do IPHAn
no governo do Itamar Franco.
* Fevereiro é um mês " banho-maria"
pra notícias na área política.
*Impressionou o baixo número de políticos
na festa dos Navegantes. Ou eles estão em baixa,ou
a festa caiu de Ibope.
* Não sei não, mas a massa tá se
atirando pro lado do " bispo"...
A memória
das sucursais de Porto Alegre!
por Lauro Dieckmann
Comecei a trabalhar para a Visão
em fins de 1976, pegando uns frilas de Economia que o
Geraldo Canalli me passava. O Geraldo era o correspondente
da Visão e também trabalhava na Folha da
Manhã (era chefe de reportagem), onde eu era repórter
de Economia. Já os frilas de política o
Canalli passava para o Rogério Mendelsky.
Quando eu comecei a trabalhar para a
Visão, a revista dividia um conjunto com a Hidroservice
no edifício onde funciona o BRDE, na Rua Uruguai.
Depois, a Visão e a Hidroservice vieram para a
Borges de Medeiros, para o Edifício Fronteira.
Aí, a Visão ficou com um conjunto e a Hidroservice
com outro, mas ambos ficavam lado a lado no mesmo andar,
o sexto. Mas, antes ainda, a Visão chegou a funcionar
num edifício da Otávio Rocha.
Quando o Canalli saiu da Folhinha e foi
para a TV, ele passou o "cargo" de correspondente
para mim. Antes do Canalli, a correspondente da Visão
em Porto Alegre era a Meméia (Ana Amélia
Lemos). Antes dela, foi o Barata. Não lembro o
primeiro nome; era um coroa mais para intelectual que
para jornalista. O negócio dele era entrevistar
intelectuais, como o Érico Veríssimo etc...
Na época em que eu comecei, a
Visão pagavam muito bem. No verão de 76/77,
chegou a grana dos frilas que eu fiz e, juntando com o
13º da minha mulher, deu para comprar um Fusca 72
à vista. Quando fui a são Paulo, na substituição
do Canalli, para conhecer o pessoal da redação,
voltei com outro bolinho de cheques (eles pagavam por
matéria e por edição) e os entreguei
para a Rosa Maria, para pagar o médico que fez
o parto do Guilherme. Isso foi em meados de 78.
Com o tempo, a revista, sob o comando
do Henry Maksoud foi morrendo. É interessante registrar
que a Visão, originalmente, era dos americanos
(grupo Vision, que tinha revistas do mesmo nome em outros
países. A Argentina e Portugal era dois deles).
Com o golpe de 64, os militares inventaram que só
brasileiros natos poderiam controlar os meios de comunicação
no Brasil. Abriram uma exceção, claro, para
os Civita, que eram italianos.
Com a exigência da nacionalização,
os americanos venderam a Visão para o Said Farah
e para o Jorge leão Teixeira. Como faltou grana
para os dois tocarem o negócio, o Farah vendeu
a parte dele para o Maksoud, que ficou sócio majoritário,
junto com o Jorge, que restou minoritário.
Nessa época inicial, a redação
da Visão era toda de esquerda, a maioria comunista
mesmo. O Vladmir Herzog trabalhou lá até
pouco antes de ser morto, tendo saído da revista
para ir trabalhar na TV cultura de SP, onde se deu o rolo
da prisão e morte dele.
Mas o Maksoud, apesar de ser de direita,
um pioneiro do neoliberalismo no Brasil, fechou com os
comunas pelo lado do nacionalismo. Isso por que ele considerou
a compra da revista como uma forma de realizar a sua proposta
política, que era de manter fechado o mercado de
construção civil no Brasil. O Maksoud não
queria concorrência das multinacionais no setor
(ele era engenheiro barrageiro, especialista em hidrologia
- fez doutorado nos EUA).
Só que o Maksoud era reacionário
demais e isso e a natural alta-rotatividade da profissão
fizeram o pessoal de esquerda ir saindo aos poucos. Como
os veículos de comunicação, em geral,
custam a morrer a Visão foi definhando aos poucos.
Nesse meio tempo, em 1985, o Jaime Copstein assumiu a
redação do Jornal do Comércio e me
convidou para trabalhar com ele. Então, de janeiro
de 1985 até abril de 1990, eu trabalhava durante
o dia na visão e à noite no JC (editando
Economia).
Em 1990, o Collor resolveu dar um "tiro"
na inflação e sequestrou as poupanças
e depósitos bancários. O Maksoud ficou sem
grana para manter a revista e a vendeu para o Hamilton
Lucas de Oliveira, que era o dono da IBF (Indústria
Brasileira de Formulários) e que já havia
comprado o DCI (Diário Comércio & Indústria).
Nessa época, a IBF estava no auge, a ponto de patrocinar
o São Paulo, o time de futebol, que tinha as letras
IBR inscritas na camiseta.
A IBF estava por cima da carne seca,
entre outros motivos por que imprimia os cartões
da raspadinha da Caixa Federal. Mas houve denúncias
de corrupção nas concorrências e,
quando o Collor caiu, o contrato da IBF com a CEF foi
para o espaço. Aí, começou a derrocada
tanto o Grupo Visão como o DCS, que acabaram falindo
(eu estou habilitado na massa falida da visão como
credor trabalhista).
Na fase semi-final da revista, ainda
sob o controle do Maksoud, o que eles pagavam já
era uma droga. E ainda custavam muito para liberar a grana.
Além disso, acabei me indispondo com o diretor
da revista, o Isaac Jardanowski, que era pressionado pelo
Maksoud para que eu conseguisse que o Maurício
Sirotsky reproduzisse na ZH o editorial da revista. O
Maksoud se deu conta que o que ele escrevia não
tinha repercussão, pois a revista já havia
se tornado inexpressiva. Como o Maurício fez doce
para publicar, o Maksoud ficou enchendo o saco do diretor
da redação que começou a me sacanear.
Assim, como a editora de geral era muito amiga dele, ela
passou a enviar pautas para o Delmar Marques (!), embora
o resto dos editores continuasse me dando força
e mandando as pautas das editorias deles para mim.
A coisa foi se arrastando assim até
que, numa quinta-feira de abril de 1990, o gerente das
assinaturas falou que eu tirasse tudo que era meu da sala
por que eles iriam entregar as chaves na segunda-feira.
Era o fim da Visão e da Hidroservice em Porto Alegre
(a Hidro, a esta altura, era só a secretária
e a faxineira, pois o Maksoud há havia praticamente
desativado a empresa, depois que o Brasil entrou em moratória
no (des)governo João Figueiredo).
Mas, durante a maior parte do tempo,
foi uma maravilha trabalhar para a Visão. Como
eu sempre fui polivalente, gostava de fazer todo o tipo
de pauta que eles mandavam. Às vezes não
dava para tocar todas As pautas que eu não executava,
passava adiante. Passei muita pauta, por exemplo, para
o Celso Rosa, antes dele ir para a Bahia.
Nessa fase final, a Regina Helena Paiva
Ramos, a editora que me sacaneava, além de escalar
o Delmar, volta e meia mandava pautas para outras pessoas
daqui de Porto Alegre, algumas que eu nunca tinha ouvido
falar. Acho até que nem jornalistas eram.
A Regina chegava ao cúmulo de
mandar os coleguinhas para quem ela passava pautas me
pedirem apoio aqui em Porto Alegre. Teve um matusco que
vendeu para a Visão o projeto de matéria
sobre uma corrida de porcos no interior do Estado. O cara
veio de ônibus e, no retorno para São Paulo,
me procurou no fim da madrugada, pedindo para que eu o
apanhasse na rodoviária. Pego de surpresa, nem
me dei conta e, acostumado que estava a receber e dar
apoio a quem eventualmente vinha da redação
para Porto Alegre, lá fui eu na minha Brasília
branca buscar o cara, trazer para meu apartamento na Múcio
Teixeira, dar café da manhã e ficar fazendo
sala até amanhecer o dia e ele sair para conhecer
a cidade. À tarde, ainda voltou lá em casa
para filar mais comida antes de se despachar para São
Paulo. Só tempos depois é que me dei conta
da minha ingenuidade: devia era ter batido com o telefone
na cara do sujeito e mandado ele se catar...
O Grupo Visão era composto, além
da revista semanal, pelas seguintes publicações
que o Maksoud foi comprando ao longo do tempo: Dirigente
Industrial, Dirigente Construtor, Dirigente Municipal,
Dirigente Rural, e ... Jornal do Sitiante, e eu produzia
matérias para todas elas. Na Visão, havia
edições em que eu conseguia colocar matérias
em todas as editorias.
Fora o período final em que o
Isaac e a Regina Helena me sacaneavam, me tirando pautas
e atrasando os pagamentos, dá para dizer que a
Visão foi o melhor lugar em que eu trabalhei como
jornalista. E, ao todo foram quase 14 anos. Ainda sonho
e tenho saudade daquele tempo...
Memória
da Imprensa

Candido Norberto no sala de redação 1971
Afinal , quem foi o criador do "
Sala"?
Boa pergunta. Há vários " pais"
do " sala de redação" da rádio
Gaúcha. Se o programa não tivesse dado certo,
ninguém seria. Mas como deu!já viu ele tem
vários pais.
Bertrandk Kolecza,do jornal " Folha do Porto "
diz que o criador do Sala de Redação foi
seu pai, Carlos Alberto.
Já no livro Sala de Redação do J.
Coiro e do Cléber Grabauska há um depoimento
do Lauro Schirmer sobre o Sala:
- Quem tomou a iniciativa de propor o programa a idéia
do programa foi o J.Antônio Dávila. E acrescenta:
-Não sei em que medida ele sugeriu algum modelo,
se foi modelo do Cândido Norberto. Eu não
tenho lembrança, diz Lauro.
Já o próprio Cândido Norberto dos
Santos diz no prefácio deste livro:
- Corria o ano de 1971. A Gaúcha tinha como diretor
artístico J. Antônio D´Avila, um inteligente
e inquieto pernambuco.
Como cenário do Sala alvitrei a própria
redação da ZHora. O Lauro Schirmer deu-lhe
o amém final.
E assim como quem diz quem o pariu que o embale confiarem-me
a tarefa de apresentar o programa. O que fiz durante vários
anos.
Em 1973, quando ingressei na ZH, o Sala não era
mais feito na redação.
Não tenho lembranças do rádio sendo
transmitido da redação.O que ouvi,sim, é
que muitos colegas do jornal não gostavam de ter
que trabalhar duplo e só receber de um veículo.
Ah, outra coisa: como bastidores do Sala, vale lembrar
a vez que o Ibsen Pinheiro,seu debatedor, arrebentou a
cara do Rubens Hoffmeister por causa de uma discussão
de futebol que descambou pro particular.
Coleguinhas
* Maurício Yuren, hoje, dia 3/02/
no Acorda Rio Grande, da Guaíba AM: " acho
que deviam privatizar a ULBRA". Bah,tchê a
Ulbra não é estatal...Cinco da matina é
brabo não estar com sono...
* Já a memória do colega dele, Mendelski,
é algo fenomenal: hoje mesmo, 3/2,não lembrava
o autor do Guerra é Guerra,dizia o Torturador.
Mas lembrou logo depois: Indio Vargas.
* O que o Cândido Norberto tinha de amigos, vou
te contar.O que vi de coleguinhas se dizendo e escrevendo
sua amizade com o velho comunicador.
Mas é sempre assim...mesmo, faz parte.
*Do velho Cândido, de quem nunca fui amigo, apenas
compartilhamos local de trabalho e eu nem sabia desta
sua importância toda,guardo sua simplicidade. Ficava
no barzinho da ZH, pitando seu cigarro, curtindo sua solidão.
Era homem de poucos amigos.
Me lembro que ele falava muito com o J.Baptista Aveline
e com o Carlos Fehlberg. Mas aí,claro, era sobre
política.
*Muitos eleitores do Cândido não entenderam
seu gesto de estender a mão ao presidente João
Figueiredo na hora da anistia. Vai ver que o Cândido
sabia que já não podia perder muito tempo.
O que tenho certeza é que ele não gostava
do Brizola, porque o ouvi várias vezes falando
mal do líder trabalhista. E olha que eu não
sou seu porta-voz.
*Uma historianha boa sobre ele quando político
quem me contou foi o João Carlos Terlera.O Cândido
era presidente da Assembléia Legislativa e o Correio
do Povo pediu uma entrevista.Cândido chamou Terlera
apenas como figurante porque ele fazia as perguntas e
ele próprio a respondia num gravador que depois
foi pro jornal publicar. E a foto saiu com o Terlera fazendo
o papel de perguntador.
*Um dia o Cândido,sabendo que eu viajara a Europa,
me perguntou se eu tinha transado com alguma francesa.
- Não,disse, sinceramente.
- Não perdestes nada. Elas só tem fama,
disse o veterano comunicador, nunca entendi bem a troco
de que me fez esta pergunta.
* Sobre o Cândido,contavam uma piadinha, ou uma
lenda que ouvi de várias bocas: dizem que ele estava
certa feita caminhando pela av. Champs Eliseés,
em Paris, e lá teria dado de cara com um conhecido
seu de Porto Alegre de mãos dadas com um baita
de um argelino de mais de dois metros de altura.
* Eu gostava das crônicas que o Cândido fazia
desde Torres, onde lá veraneava. Sempre pela Gaúcha,
aos sábados de manhã.
*Lauro Quadros deu um show no " sala do dia 02/02/09
sobre a memória do rádio. Nem parece que
o Lauro é tão antigo assim.
Coleguinhas

Gilmar, indicado pela seta subiu na vida
" XINECO" ( Gilmar Eitelwein)
aqui com UZ HOMI!
O jornalista Gilmar Eitelwein que estava
na agência de notícias da Assembléia
Legislativa do Estado( foto) subir na vida.
Com a posse do deputado Ivar Pavan (PT) na presidência
do legislativo estadual Gilmar passou a assessorar a presidência.
E os maldosos já dizem por aí que ele agora
está no poder, ou "aqui com UZ HOMI"!
Pronto: está
feita a encrenca: Ibsen é ou não de "
esquerda"?
Pronto, está feita a polêmica,
nas hostes esquerdistas. Ibsen Pinheiro, deputado federal
do PMDB é ou não de esquerda? Qual o critério
pra ser de esquerda? Ter trabalhado no jornal Tribuna
Gaúcha que foi o órgão oficial do
Portido Comunista Brasileiro nos anos 50?
O fato é que o Diciionário da Esquerda Gaúcha,
lançado em 16 de outubrodo ano passado, pelo jornalista
João Batista Marçal não contempla
o nome de Ibsen Pinheiro.
Marçal,publicamente, não tem se manifestado.
Mas sabe-se que Márcio Pinheiro filho do Ibsen
e da Laila Pinheiro, que é o redator atual da página
3 da ZH, andou se queixando a editora da não presença
do seu pai no Dicionário editado pela Palmarinca.
Então, como vai se definir esta importante questão?
O que se sabe é que o Marçal passa sempre
de tardezinha pra tomar uma cachacinha na livraria do
Rui.

Marisangela Martins, Diogens de Oliveira, João Batista
Marçal - 16/10/2008
Quem sabe uma turma vai lá e pede
pra ele numa próxima edição,se existir,
pra colocar o nome do Ibsen, e pronto.Em tempo: Marçal
confessou a esta repórter que realmente ele deixou
de fora dois nomes importantes da esquerda: o vereadores
Antônio Cândido, o Bagé e Marcos Klassmann
que foi cassado pelo Governo Geisel.
Pavan apresenta
plano de valorização do Parlamento na gestão
2009
O presidente da Assembleia Legislativa,
deputado Ivar Pavan (PT) presidiu, na manhã desta
terça-feira (3), a primeira reunião da Mesa
Diretora para o ano legislativo de 2009. A valorização
do Parlamento, democracia e desenvolvimento serão,
segundo Pavan, os pilares da gestão da Casa.
Pavan adiantou que será apresentado a cada bancada
uma resolução para adequar o Regimento Interno
da Casa e articular comissões técnicas,
Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional
e plenário. "A valorização da
Casa a partir da valorização das comissões,
a valorização da política e nossa
relação com a sociedade, e a valorização
da instância maior que é o nosso plenário"
é o objetivo maior da proposta de adequação,
disse o presidente do Parlamento.
Pavan salientou que é necessário fortalecer
o trabalho das comissões parlamentares, inclusive
dando a elas o poder terminativo para que projetos como
doação de imóvel sejam apenas referendados
pelo plenário.
O presidente pediu que as comissões escolham temas
relevantes a serem discutidos através do Fórum
Democrático em todo o estado e o plenário
da Casa seja o palco dos grandes debates da agenda política,
principalmente nas sessões plenárias das
quintas-feiras.
Pavan solicitou que a Comissão de Assuntos Municipais
e parlamentares da Região Sul do estado façam
uma visita às áreas atingidas pelas enchentes
e elaborem um relatório que servirá de subsídio
para ações concretas do Parlamento gaúcho
em prol das populações atingidas.
Participaram da reunião os deputados Luciano Azevedo
(PPS, 1º vice-presidente), Giovani Cherini (PDT,
1º secretário), Nelson Härter (PMDB,
2º secretário), Paulo Brum (PSDB, 3º
secretário), Francisco Appio (PP, 2º vice-presidente)
e Cassiá Carpes (PTB, 4º secretário).
De Porto Alegre,
vão dizer que não é verdade?
De outras cidades ("tri legais"
também), algumas partes meio exageraddas, mas o
a idéia é mais ou menos essa. Clique
aqui para ver a animação.
Beijinhos para todos, Ana.
Rescaldo da posse
do novo presidente do legislativo estadual, deputado Ivar
Pavan(PT) na tarde de 31/01/2009
* Em primeiro lugar, poder-se-ia saber
o que é agricultura familiar, que o deputado Pavan
pronunciou trocentas vezes no seu discurso? Ela dá
o que? Chuchu? Pepinos? Abóboras? Existe uma outra
agricultura, que não a familiar?Ou será
que é porque Pavan é filho de pequenos agricultores?
mas porque familiar, porque é feita na família,
que coisa complicada. Pode ser apenas um expediente pra
pegar voto,só isto.
*Deputados Iradir Pietroski(PTB) e Alberto Oliveira(PMDB)
"vazaram" do plenário,assim que Pavan
encerrou o discurso. Nem esperaram o canto do hino riograndense
que encerrou a solenidade. Isto pega mal, Excelência.
Parece que os senhores tão de saco cheio do plenário...ou
da discursama em geral.Imagine se todas as excelências
fizessem isto? que chato...
* Já o deputado Raul Pont chegou quando Ivar Pavan
já tinha tomado posse. Acompanhado da esposa ,
Liliana Froeming, Pont entrou no plenário. O jornalista
Gilmar Eitelvein, da assessoria do PT, explicou que Pont
estava no Forum Social Mundial e que o avião atrasou.
Então tá explicado.
* Gilmar Eitelwein deixa a assessoria de imprensa no térreo
e passar a trabalhar diretamente junto ao novo presidente
do legislativo estadual.
* Núbia Silveira, que por dois anos comandou o
jornalismo na Assembléia Legislativa assume dia
9/02 como chefe do jornalismo na Câmara Municipal.
*vilnei Herbstrit, do site Brasil Imprensa Livre estava
dando entrevista pra radialistas do interior no são
Júlio de Castilhos, antes da posse do novo presidente
do legislativo estadual.
* Não registrei a presença do presidente
da ARI, Ercy Torma. No plenário foi citado apenas
o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Nunes
* Cristina Mazzei e Glei Soares trabalhando a milhão
pra Ulbra TV e pra produtora do Glei.
* Marcelo Nepomuceno novo chefe do jornalismo da Assembléia
Legislativa sabe descomplicar. Pra que complicar?
* Luís Ávila fotografava tudo. Sempre presente
há anos em eventos do poder legislativo. Outro
fotógrafo que fazia isto era o Loir Gonçalves,
que agora aposentado, não sai de Torres.
* Gilmar Eitelwin botou gravata e casaco pra posse do
novo chefe.
* Ulisses Nene da agência dos Ecochatos, também
presente na posse de Pavan. Será que vai trabalhar
na Assembléia?
* Vários coleguinhas tentaram uma CC na nossa administração
mas não conseguiram. Como sempre diz o J.C. Terlera,
na Assembléia não tem amigos, tem amigos
das CCs.
*Falar em CC: tá o maior rebu na bancada do PMDB.
Querem tirar a CC do Antônio Carlos Brites Jacques,
que já foi até secretário da Fazenda
do Estado na gestão do Britto e presidente da CEEE.
Negócio seguinte. O deputado Edson Brum quer colocar
no lugar do Brites um assessor seu. Mas Brites foi indicado
pra esta CC pelo senador Pedro Simon, por César
Schirme e por Odacir Klein. Vamos ver o que vai dar isto...
*A colunista da ZH, Rosane de Oliveira também esteve
cobrindo a posse do novo presidente do legislativo estadual.
* Joabel Pereira, assessor da governadora Yeda,presente
no plenário.
* Fotógrafo Marquinhos da Assembléia Legislativa,chegou
depois dos aplausos pra fotografar os deputados. É
que na entrada tinha muita gente apinhada e ele não
conseguia furar o bloqueio.
* A repórter loira que esteve tempos atrás
na crista da onda na TVE por estar impedida de fazer matérias
junto ao Palácio Piratini estava cobrindo a posse
do novo presidente da ALEstado.
* Alceu Moreira que deixou a presidência do legislativo
estadual fez um discurso breve porque sabia que não
era hora de ficar balaqueando. O povo queria ouvir o que
assumia...
* Posse também é oportunidade de negócios:
ao meu lado, o representante de um jornal de um município
da Grande Porto Alegre ficou um bom tempo vendendo seu
peixe a um assessor de um deputado federal do PT."
Vamos fazer uma regional" propunha ela ao assessor.
São uns guerreiros estes jornais pequenos do interior.
Só assim sobrevivem...Viva eles....
Plenário
onde meia dúzia de gatos pingados ouvimos a emenda
Dante de Oliveira ser derrotada
O plenário da Assembléia
Legislativa do Estado,onde no último dia 31/01
tomou posse Ivar Pavan (PT) como novo presidente foi o
cenário em que em 1984 meia dúzia de gatos
pingados ouvimos pelo som interno porque o rádio
e a tv foram proibidos de transmitir, a emenda Dante de
Oliveira - que reestabelecia eleições diretas
pra presidente da República - ser derrotada na
Câmara Federal. Entre eles estavam André
Forster e o professor Adelmo Genro,do PCR(Partido Comunista
Revolucionário) Rita Assis Brasil,hoje vice-presidente
do Sindicato Médico do RS. Deu um um puta baixo
astral quando ouvimos o voto que tirava qualquer esperança
e muitos choraram abraçados e comovidos. Era um
luto no meio daquelas pessoas que ainda acreditavam numa
reviravolta.Saimos quase a meia noite em silêncio
da Assembléia e enquanto alguns foram afogar as
mágoas nos botecos tomando umas que outras,outros
foram pra casa porque o dia seguinte era dia de trabalho.
Foi um episódio triste de nossa democracia, mas
depois Tancredo Neves ganhou a eleição pela
via indireta e o resto todos nós acompanhamos.
Eu x Eles - Coleguinhas

Baiana
Baiana pediu ao marido que desse lugar
a um amigo pra ver o show de jazz na reitoria da UFRGS
Por Liana Maria Milanez Pereira poucos
ou quase ninguém a conhece. É baiana mesmo.Nasceu
em Porto Alegre em 12.07.1949 filha de Fernando de Fontoura
Milanez e de Jacy Kroeff Milanez.
Casada com o engenheiro Newton Pereira, o " Mineiro"
-porque é de Minas Gerais - Baiana já fez
parte da rádio Guaíba como produtora do
programa Agora, quando era apresentado por Adroaldo Streck
e tinha na chefia Carlos Bastos.
Depois sempre ocupou cargos de chefia. Foi editora no
projeto do Diário do Sul, nos anos 80, um jornal
da Gazeta Mercantil, que acabou fechando.
Ficava na sete de setembro, 723.
No governo de Pedro Jorge Simon foi diretora da FMCultura.
No Governo de Antônio Britto Filho foi assessora
de imprensa da Secretaria da Fazenda.
Baiana é uma mulher um pouco a frente do seu tempo:
num show de jazz na reitoria da UFRGS a vi pedir ao marido
Newton que desse lugar a um amigo que ela queria ver o
show ao lado dele.
Newton entendeu!
De onde vem o apelido?
Baiana, formada pela Fabico - Faculdade de Comunicação
Social da UFRGS - estudava lá em 1970,quando resolveu
tirar um tempo em Salvador, Bahia. Ficou um bom tempo
nas praias que eram mitos pros gaúchos, como Amaralina,Itapoã(
imortalizada na música de Vinicius de Moraes)na
lagoa da Abaeté.
Quando voltou, meio que faltando baiano, os colegas da
Fabico tocarem-lhe o apelido de " FALSA BAIANA".
Aí ficou Baiana, que pegou.
Na turma do grilo

Baiana e a turma da FABICO em Oruro na Bolivia em fev/71
Liana fez parte da turma da Fabico que
em dezembro de 1970 pegou uma mochila, um trem e foi subindo
a Cordilha dos Andes. Na Bolívia conheceram outro
grupo do Rio, que vinha dentro de um ônibus todo
enjambrado,colorido e juntaram-se.
Viviam de fazer shows de música nas praças,
nos restaurantes e nas igrejas. Na saída, davam
uma mangueada.
No dia 02/02/1971 estavam em Oruru, no interior da Bolívia.
Hoje Baiana trabalha na TV Brasil, no Rio de Janeiro.
Graaande Baiana!!!
Imprensa
O GuaXo sai DeVEZemQUANDO !
O Adriano Mazzarino faz duzentas coisas
ao mesmo tempo. O Jornal Antena,e outros publicações.
Mas ficou conhecido por um jornal que sai devezemquando,
como diria o Carlinhos Ribeiro.
Mas nesta ele se esmerou. Se deu ao trabalho de pesquisar
osnomes bão, daquilo mesmo que vocês tão
pensando...
Aí vão eles:
Quatro Riograndes
O fotógrafo Alfonso Abraham agora
em 2009 parte para novo projeto. A pauta em seu estúdio
será fotografar os "Quatro Riograndes",
o da costa marítima, serra, pampa, e a metade sul.
Já com patrocinadores encaminhados para iniciar
a turne fotográfica pelo Rio grande do Sul. O caçador
de imagens já iniciou seu trabalho por Torres pelo
motivo de aproveitar a presença de veranistas.
Em anexo algumas das imagens já obtidas da prais
mais linda do Rs com exclusividade para do jornalista
Olides Canton.





Praias de Santa
pra gauchada curtir
Ainda sobra um mês de férias
pra gaucholância ir pras praias de Santa.É
tudo o que os gaúchos querem.Um mate,um churras,
uma champagne. Quando íamos ao retiro dos Padres,em
Bombinhas(SC) nos anos 80,a Marli Scomazon, cujo pai era
diretor de uma fábrica de champagne em Garibaldi,
custumava levar garrafas e mais garrafas de Greenville.
O tomávamos na beira do mar, de tardezinha.
Eta vida ruim, esta hein...
Nas fotos gaúchos curtindo Bombas e Bombinhas,
em Porto Belo, em 1983,durante um feriadão de Páscoa.


Como agarrar um marido antes dos
40
A comédia faz sua estréia no Porto Verão
Alegre 2009
Pela primeira vez no Porto Verão
Alegre, comédia “Como Agarrar um Marido antes
dos 40”, que faz apenas seis apresentações
no Teatro Câmara Túlio Piva, de 10 a 15/02/2009,
terça a domingo às 21h.
A peça aborda de forma divertida
e bem-humorada um dos assuntos mais badalados do mundo
contemporâneo: a busca pela alma gêmea.
Lúcia (Marlise Damine), uma bem-sucedida
advogada, percebe que vai fazer 40 anos e ainda está
solteira. Ela entra em total desespero e resolve achar
de qualquer maneira um marido nos seis meses que ainda
lhe restam antes da fatídica data.
A história conta todas as investidas,
atropelos e aventuras da protagonista, sua melhor amiga
recém separada (Suzi Martinez) e sua empregada
de santo forte e língua afiada (Denizeli Cardososo)
na busca de um grande amor antes do seu 40º aniversário.
Serviço:
O que? “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”
Quando? De 10 a 15/02/2009. Terça a Domingo às
21h
Onde? Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua da
República,575)
Quanto? R$ 20,00 e R$ 15,00 (antecipado) com 20% de desconto
para o Clube do Assinante.
Ficha Técnica:
Texto e direção - Claudio Benevenga
Elenco
Suzy Martinez - Débora
Denizeli Cardoso – Dalva
Marlise Damime – Lúcia
Figurinos - Zélia Mariah
Cenário - Claudio Benevenga
Iluminação - Anilton Souza
Trilha Sonora Especialmente Composta - Leandro Nunes
Fotos - Claudio Benevenga
Projeto Gráfico - Dian Paiani
Produção Executiva - Claudio Benevenga e
Denizeli Cardoso
Contatos de produção:
crtbene@yahoo.com.br
denizeli_cardoso@yahoo.com.br
(51)91764045 – Claudio Benevenga
(51)81738444 – Denizeli Cardoso.