" O blog das Novidades "

 

 

Coleguinhas

* Recebo esclarecimentos do colega Glei Soares sobre o Jornal da ARI que transcrevo:

" Sabes o quanto é difícil fazer um jornal sem verba. Portanto, o Jornal da Ari só sai quando a verba estiver garantida para pelo menos 12 edições . E isto não é papo, é precaução. Saudações. Glei Soares".

* Gostei muito na última Press de uma longa entrevista com o dono da Gang.Aprendi mais com ele do que com o Dadeus Grings,também entrevistado na edição e que deu repercussão por causa de suas declarações sobre os mortos do holocausto.Em tempo: o dono da Gang não foi também sócio dos restaurantes da Eleonora Rizzo? Acho que sim. E na matéria o fato foi omitido. Nem uma linha sobre isto.

* A prefeitura municipal não libera a utilização de carro de som na esquina democrática, por lei.

Eu X Eles - Coleguinhas


NORBERTO SILVEIRA, O PATRULHEIRO TODDY

" Incompetente, gritava o pai pro patrulheiro Toddy"

Sábado último estava me preparando para dormir quando tocou o telefone. Era o Serginho Ros, de Brasília. Ele havia lido o livro do velho João Aveline e me contou que participou do episódio em que soltaram um porco no centro de Porto Alegre pra fustigar justamente o governador Carlos Lacerda, que visitava o RS num sábado do começo dos anos 60.

Segundo me disse o Serginho, que também era da UH(Ultima Hora) do Samuel Wainer, quem armou tudo foi o Nestor Fedrizi e João Aveline.Um porco no centro de Porto Alegre, mais precisamente na Ladeira, pra incomodar o Carlos Lacerda, que estava em Porto Alegre.

E um dos encarregados da operação foi o Norberto Cavalcante Silveira, chamado pelos colegas de " Patrulheiro Toddy" por sua semelhança com um personagem da televisão que tinha este nome.
Na redação da ZH, o Norbertinho, tinha oapelido de " Ana Paula" o motivo não saberia explicar.
Norbertinho durante a operação de soltar o porco na rua da Ladeira(Gal. Câmara caiu da camionete e se machucou feio.
Serginho Ross foi levá-lo em casa, na na av. Getúlio Vargas, 275( um casarão) onde seu pai,Paulo Gomes da Silveira( representante dos interesses da URSS) no Brasil morava junto com a esposa,Iolanda Holanda da Silveira.
" Peguei um táxi e fui levar o Norberto em casa. Só que na casa dos pais dele, tinha uma escada muito grande e eu achando que eles iriam me ajudar a carregá-lo pra cima.Que nada. os velhos lá de cima só olhavam o filho machucado. Eu tive que carregá-lo sozinho escada acima. E o pai dele ainda o chamou de incompetente por ter-se machucado. Ralhou e muito com ele.
Serginho Ros ainda contou que o velho,pai do " patrulheiro Toddy" negou-se a lhe dar dinheiro pra pagar o táxi. Ele então voltou pra Utima Hora,onde a redação pagou a corrida. O Norbertinho era funcionário da UH,ou estava sempre por lá porque cumpria tarefas que João Aveline e Nestor Fedrizi lhe davam. Todos eram ligados ao PCB, o Partidão.

Norbertinho Silveira(falecido) nasceu em Porto Alegre em 13/09/1942. Além da Getúlio Vargas, residiu também na Lopo Gonçalves,61/11.
Teve como companheira Leontina Fontoura,( 20.02.1949) e filhos Alexandre e Alex.
Norbertinho Silveira na ZH exerceu o cargo de editor e de secretário gráfico. Na TVE,segundo Josi Negreiros, fez comentários internacionais.

memória da imprensa

A ingenuidade de um gráfico

José Nelson Gonzalez que foi nos anos 40 da Tribuna Gaúcha, na Ladeira, contou-me um episódio que demonstra como quando se é jovem e idealista comete-se gafes pela ingenuidade.
A Tribua Gaúcha, jornal do PCB, deixava sempre um funcionário dormindo nos fins de semana na oficina justamente para a Polícia nem entrar lá e quebrar as máquinas impedindo de imprimir o jornal do Partidão.Este jornal,por sinal, era distribuido de uma forma muito singular. Um rapaz entregava nos bondes aos motorneiros que ao longo da linha ia deixando jornal para as bancas que simpatizavam com o PCB. Dias depois passava um funcionário da Tribuna Gaúcha pra recolher a sobra eo dinheiro dos vendidos.

Mas num sábado o vigia ficou dormindo e quando os funcionários voltaram na segunda cadê vigia. A máquina impressora fora demolida a golpes de machado. O vigia havia sumido e até hoje nunca mais apareceu.
Ou a Polícia deu sumiço nele depois que fez o serviço ou ele foi embora mesmo...

Mas a Tribuna e seus dirigentes tiraram a decisão de que Nelson,que era gráfico e o mais novo deles, deveria ir pedir a Breno Caldas peças para consertar a máquina.Nelson se apresentou na redação do Correio do Povo e alguém lhe disse:
- O Breno está ali no cafezinho.
Era o café Eden, que ficava ali onde hoje há uma agência da CEF.
Nelson chegou ,pediu licença,sentou e contou o drama da Tribua. Breno ouviu e depois apenas disse:
- Sim eu tenho peças, mas é claro que não vou emprestá-las a vocês...

Também queriam o que, um representante do capitalismo dar peças pro jornal que pregava o fim do capitalismo???

Eu X Eles - Coleguinhas


Bruno Augê Ferreira

" O batedor de Rabecão"

Bruno Augê Ferreira trabalhava na secretaria dos transportes do Estado quando o secretário Adão Faraco assumiu a pasta em janeiro de 1987. Um dos primeiros atos de Faraco foi atender um conterrâneo que foi lhe pedir que ele conseguisse um carro funerário para levar um morto até o Alegrete,terra natal de Faraco, para o enterro.

Faraco, que como todo político não é de dizer não a ninguém disse que sim ao conterrâneo que estava com o familiar morto no Institudo Médico Legal (IML).Aí ele chamou seu assessor de imprensa, Serginho Araujo e lhe deu a incumbência:arranjar um rabecão e carregar o morto até Alegrete.
Os parentes lá aguardavam o morto para o enterro.
Serginho conseguiu o carro fúnebre, mas aí não havia gasolina. Então conseguiu a gasolina no DEPREC (hoje SPH) e foram buscar o corpo no IML. Passaram pro DEPREC pra botar gasolina, mas como era março e fazia um calor como o que está fazendo agora( 30 e tantos graus) tinha que ter pressa senão o defunto começava a feder...
Mas Faraco como é centralizador pediu pro Serginho passar pela frente da Secretaria dos Transportes, na av. Borges de Medeiros (prédio do DAER) que ele controlador como é, exigia ver que tudo estava dentro dos conformes.

Demorou pra abastecer no DEPREC e era quase uma da tarde, um sol senegalesco em Porto Alegre, quando o Serginho Araujo, sentado no lado do carona no rabecão, estacionou junto ao prédio do DAER. Lá de cima do 17 andar, Bruno Augê Ferreira, que não era deperder uma chance de fazer uma swacanagem, pediu pra fotógrafa Denise Arruda bater uma foto do rabecão com o Serginho aparecendo na frente.
No outro dia colocou no mural da entrada da secretaria a foto com os dizeres:
" Batedor de Rabecão".
O carro fúnebre seguiu viagem e o ente querido foi enterrado no Alegrete.

Bruno Augê Ferreira nasceu em Porto Alegre em 17.06.1941.
Filho de Propício Ferreira e de Jeaninne Augê Ferreira.

Morou na rua Riachuelo, 934/304. Hoje transferiu-se para Gravataí. Foi depois de trabalhar anos no Correio do Povo - onde os coleguinhas o chamavam de " motorista de kombi",ou de " carregador de melancia" por causa de um pequeno defeito que tem num dos braços - assessor de imprensa da Fiergs, na gestão anterior a de Renam Proença,teve uma coluna no Jornal do Comércio,chamada " Em OFF"- arrumou algumas broncas com o Sindicato dos Jornalistas neste período - e não faz muito formou-se numa outra faculdade pela Ulbra.
Antes havia feito a Famecos, na PUC. Uma colega do Bruno,a Maria Luiza, lembra que ele seguidamente era expulso da sala de aula,e sempre reclamava:
- Mas porque eu desta vez?

Nos anos de chumbo, como chamam agora, Bruno trabalhou no Depato de Diversões Públicas e por conta deste período arrumou alguns desafetos.
Quando foi repórter do Correio do Povo era um dos funcionários de maior dedicação e tinha a confiança de Breno Caldas, dono do jornal, e do secretário de redação do mesmo, Antônio Carlos Ribeiro a quem chamava de " padrinho".
Fizemos uma viagem a BR-364, na Rondônia, em que Bruno tinha o prazer de viajar na camionete do DNER com as janelas abertas pra poder " comer pó" como ele dizia. Este era o tipo de cenário que o agradava. Era tanto pó que tínhamos que colocar nossas malas em sacos de lixo de plástico, porque senão no outro dia era impossível usá-las mesmo dentro das malas.
Bruno sempre foi uma pessoa sensível: num dos trechos da BR-364, feita por um destacamento do Exército, o único que ganhou mimos foi o ministro dos Transportes, Cloraldino Severo. Bruno puniu do seu jeito o gesto:
- Este trecho não existe. Não vai sair no Correio do Povo.

Quando Mário Andreazza baixava no RS, se Bruno Ferreira não estivesse no Salgado Filho o esperando era coisa muito complicada. E sempre dando uma risadinha, demonstrando intimidade maior que os demais com as autoridades.

Golpe de 64

Hoje, dia 31/03/ nos 45 anos da revolução de 1964, às 19 horas no Teatro Dante Barrone, na Assembléia Legislativa do Estado, exibição do filme " Jango" do Sílvio Tendler.
E dia 01/04, às 19 horas, no mesmo local, palestra sobre o fato com a Historiadora Maria Aparecida de Aquino.
Entrada franca nos dois dias.

Coleguinhas

* Barzinho da ARI bombou no sábado,dia 28/03.Mas também foi ajudado pela presença de partidários do PR que fez encontro no auditório da entidade.

*Há rumores de que a Justiça teria tirado do ar o site do professor Wladmiir Ungaretti Neto por conta de uma ação que lhe move um coleguinha.

* Najar Tubino está vendendo seu livro de porta em porta. Como fazia o ator de teatro Plínio Marcos que ia na frente dos teatros vender suas obras.

* Não levem para o mesmo debate o gordo João Garcia e o narrador Pedro Ernesto Denardim.

* Na sexta,27/03, o locutor Claudio Brito esteve no sindicato dos jornalistas para fazer sua carteira de jornalista internacional. Também passou por lá Otacílio Grivot,que foi editor do Globo Rural, da RBS TV anos atrás.

ZH(RBS) com novo parque gráfico

UZHOMI da RBS estiveram com o presidente Lula, no dia 26/03,convidando0o a vir inaugurar seu novo parque gráfico.
Bom, o que este escriba levantou é o seguinte:o parque gráfico da RBS junto ao Salgado Filho é um puta parque gráfico,algo assim como o que o Globo tem no Rio de Janeiro( na avenida Brasil).
Este novo parque gráfico da RBS vai receber,segundo minhas fontes, uma máquina nova, que irá direto para lá e será também transferida para lá a maior e mais nova máquina que a RBS tem na av. Ipiranga, ou será Erico Verissimo? Pouco muda.
Outras duas máquinas que estão na Ipiranga(Erico Verissimo) deverão ir para os jornais da RBS no interior( Diário de Santa Maria,Pioneiro, por enquanto)
Esta última máquina instalada naav. Ipiranga/Erico Verissimo, a maior e a mais nova, estaria com problemas e não conseguiria rodar toda a ZH em cores( como o j ornal O SUL o faz e se gaba tanto disto).
Então esta máquina ficará para rodar o Diário Gaúcho( o jornal dos pobres, ou o jornal da maioria,como queiram).Enquanto a que chegar rodará a ZH.

Outra coisa: me informa ainda esta fonte que a ZH hoje não possui uma estrutura de diretor de redação,ou diretor-editor, como exercia o cargo o Lauro Schirmer) e secretário de redação, ou editor-chefe, como foi o Armando Burd, entre outros. Depois da passagem do Augusto Nunes, o comando da redação ficou com editores de área e agora nem isto teria....

Eu X Eles - Coleguinhas


Nilson Souza

Nilson Souza era o "escritor-oculto" do Falcão!

Só agora que o P.R. Falcão não renovou contrato com a ZH e rádio Gaúcha é que se ficou sabendo - muita gente sabia, mas ninguém escrevia,isto - que quem escrevia a coluna do Falcão era o Nilson Luiz de Souza,nascido em Porto Alegre, em 31.08.1948.

Esta parceria havia nascido em 1982, quando Nilson Souza estava no Esporte da Folha da Tarde e Falcão era um astro da Seleção Brasileira que perdeu para a Itália de 3 x 2 no estádio Sarriá, em Barcelona( já não existe),Espanha. Nilson pegava o depoimento do Falcão e a a coluna na Folha da Tarde saía como depoimento a Nilson Souza, lembrou o subeditor de esportes
de então da Folha da Tarde, Alberto Blum.

Depois,quando Nilson se mudou para a RBS, com o fechamento dos jornais da Caldas Junior, em 1984, Falcão passou a escrever no jornal da RBS.Sempre assinado por ele, mas redigido pelo Nilson.

" O Nilson´ pegava ´a coluna pelo telefone. O Falcão ligava pra ele e dava a idéia básica da coluna e o Nilson desenvolvia" lembra um colega que trabalhou na ZH.

Segundo Lauro Dieckmann, que foi colega de Nilson na redação do Jornal do Brasil, quando esta ficava na avenida Borges de Mederios, 915 (prédio da ARI)Nilson era o repórter esportivo da sucursal. Lauro diz: " ele pegou bem o estilo ´JB´de redação(objetividade,concisão,clareza e a estrutura do texto:lead,sublead eo corpo da matéria).Lauro, que depois do jornalismo formou-se advogado na UFRGS, foi fazer um concurso pra CEEE e encontrou lá uma crõnica do ex-colega pra prova de português.

As saracuras de Petrópolis

Ainda pra rebarba do niver de Porto Alegre( afinal, como é que foram 237 anos se eu vi um filme estes dias em que em 1971, o Telmo Thompson Flores,então prefeito nomeado pela "ditabranda" comemorou os 231 anos de Portinho? Por favor, historiadores, entendam-se por favor. Mas vamos a crônica que eu escrevi em em maio de 1998 e que foi publicada pela Beatriz Dornelles em seu jornalzinho de bairro, o Bela Vista. O tema que me intrigava era o fim das saracuras em Petrópolis. Eis a crônica:

As saracuras de Petrópolis

Por incrível que pareça, ainda há saracuras em Porto Alegre. E elas cantam. Cantam sempre três dias antes de chover.Refiro-me à saracura, uma ave típica gaúcha.

Como morador de Petrópolis,perto da Churrascaria Barranco, sou um privilegiado porque ouço este bicho canta, coisa que ainda pouca gente pode fazê-lo. Sempre que as ouço cantar,ligo para meu pai no Interior e aviso que o bicho cantou.Às vezes ele me responde:" é aqui também cantaram".

As saracuras moram entre o Brranco e a avenida Neusa Brizola., num matagal que, graças a Deus, ainda não foi derrubado.Num domingo deste verão,ouvi uma gritaria medonha quando saía para caminhar e fui ver o que havia acontecido com os bichos. Dois baita dobermans, conduzidos por um moço, haviam adentrado o matagal fazendo com que os bichos ficassem em pânico.

As saracuras em Petrópolis são os sinais exteriores de vida. Sim, ainda há vida em Porto Alegre. Já morei na Venâncio Aires,quando aqui cheguei, em 1969, já morei na Oscar Pereira, numa república hippie, já morei no Moinhos de Ventoe já morei na Bela Vista, na rua Antônio Parreira, durante muito temp, onde aos primeiros sinais de calor havia o som dos tamborins do " Clarão da Lua" anunciando os ensaios do carnaval em fevereiro.

Agora moro em Petrópolis junto das saracuras. Não sei mais por quanto tempo, mas,enfim, sou um privilegiado.
Ultimamente,depois da inauguração da Neusa Brizola, as saracuras têm cantado menos. Muitas devem ter tomado outro rumo. Umas, poucas, ficaram poara a alegreia de quem aprecia um bicho tipicamente gaúcho e nativo.Atenção senhores dos loteamentos. Por favor, não comprem este matagal porque senão as saracuras vão embora e me deixarão mais saudoso d3e um tempo que existia em Porto Alegre um bicho que inspirou um conjunto de rcok dá decada de 80,de onde saiu, inclusive, o conhecido ator Nico Nicolaweski, do " Tangos e Tragédias".

Feriadão de Páscoa, última chance de uma prainha antes do inverno!


Garopaba 1975

Os gaúchos têm por tradição pegar uma prainha no feriadão de Páscoa. Muitos vão ao litoral de Santa Catarina,como o Rosa, Garopaba, Porto Belo, Piçarras,Imbituba,entre outros locais. O Carlos e sua esposa, que têm um cyber onde eu escaneio as fotos estão contando os dias pra ir pro Rosa, onde passaram suas mais recentes férias.


Prai do Rosa - atual

O Rosa, onde o alemão Uda, fotógrafo, comprou uma pá de terrenos no começo dos anos 70, a preço de banana porque os pescadores não entendiam bem o que estava acontecendo com aquela chegada de turistas do Sul. Venderam muitos terrenos a preços de maça....

Já Garopaba virou um bairro de Porto Alegre.
É só caminhar por lá que se enconta muita gente do Sul.

Pois então preparam as malas O próximo fim de semana é Domingos de Ramos e depois o feriadão de Páscoa. Muita gente se manda na quarta-feira mesmo. Antigamente, a quinta-feira já era meio que um feriado mas hoje em dia já se para de trabalhar apenas na sexta-feira Santa. Junto com tudo isto, duas tradições: a malhação de Judas, no sábado de Aleluia e a festa dos ovinhos de Páscoa, no domingo seguinte.

Poisentão vão preparando as malas...Só não se deve ir a Roma na semana Santa porque a Cidade Eterna é tomada de freiras e padres.Os hotéis ficam literalmente tomados pelos turistas religiosos.

Historinhas do Barranco

* Vai comer mijo na puta que te pariu....

O Barranco mantinha o costume de servir rins(não sei se ainda serve).Mas era um baita trabalho manter este costume, muito apreciado pelos seus frequentadores. É que queando o rim vai pra brasa, ele larga água e apaga o fogo incomodando o assador. Este hábito de servir rim foi abolido justamente por causa disto.

Uma noite, um casal sentou perto da churrasqueira e pediu rins de entrada e uma picanha de fundo. Quando o garção foi encaminhar o pedido assador Antônio deu-se este diálogo:

- Antônio, tens rins,disse o garção.
- Vai comer mijo na puta que pariu,desferiu ele.

Para comemorar os 40 anos da churrascaria Barranco que se completam no dia 11/04/09, estou publicando alguns tópicos sobre a famosa churrascaria. O que se segue foi escrito pelo garção da casa, melhor ex,Cesar Tasca, sobrinho do fundador da casa, Santo Tasca. Eis o texto do Cesar:

A Assombração de de "Juarez - Pata"

Eram anos de chumbo. Anos de fazer o bolo crescer para depois reparti-lo,como diria o Delfim.
Os restaurantes, os bares, viviam permanentemente cheios. Afinal, o milagre estava acontecendo e, este, refletia-se no consumo da população.

A Protásio até que nem mudou muito. A Caverna do Ratão está lá,o Prinz também,talvez dois ou três desfalques de peso.

O fato que se narra aqui aconteceu no Barranco e o nosso personagem trabalhava lá como garção, tinha por nome Juarez, que, para diferenciar de outro Juarez, o " Berg" ( de Underberg) era chamado de " Juarez Pata".

Era cria da casa,tinha sido trazido da Churrasquita pelo Santo, o Tasca. Como morava em Alvorada,às vezes, no sábado pra domingo dormia no próprio Barranco, num espaço que hoje provavelmente tenha outra destinação mas na época era: um terço depósito, um terço escritório, um terço dormitório, o qual denominaremos "espaço-assombração".

O Barranco, como diziam, tinha sido a sede da fazendo dos Abott, que se estendia da Vila Jardim até ond eestá hoje o Hospital das Clínicas.Mais tarde teria sido um dos grandes quartéis-generais da guerra entre chimangos e maragatos.

Tanto é que tem gente que afirma,confirma, e mostra vários bracos de bala no tronco daquelas belas e centenárias árvores do Barranco,resultado do confronto de grupos rivais.

Inclusive, dizem que lá se realizavam jultamentos e execuções de pronto, no que restaram algumas almas vagando pelo recinto. Até hoje.

Naquele espaço onde era um terço disto, um terço daquilo, as paredes seriam ocas, contendo moedas de ouro ou almas de guerreiros esperando uma chance para serem enviadas ao destino definitivo que lhes está devidamente reservado. As moedas poderiam estar enterradas também em qualquer outro lugar do restaurante.

E o " espaço-assombração" tinha antecedentes. Um dos Tascas, o Albino, que foi um dos sócios de então, estava lá descansando quando alguém começou a lhe fazer cócegas nos pés. Pensando em se tratar de " Maria Espingarda", uma copeira muito brincalhona, fingiu estar realmente dormindo e quando pegaram seus pés de novo, levantou-se abruptamente para revidar o susto, só que... não tinha ninguém.

Desnecessário dizer que o velho Albino não tomou as cautelas devidas para descer a escada de 20 degraus numa velocidade superior a do Barrichelo.

Mas estamos num sábado.E o nosso personagem que às vezes trabalhava como assador e como tal tinha trabalhado naquela noite foi um pouco mais cedo até o "espaço-assombração" para descansar, já que no domingo tinha que começar no batente cedo. Eram duas horas da madrugada e a casa ainda estava lotada. É oportuno situar este espaço. Na época o Barranco, internamente, dividia-se em três áreas: o salão novo, onde já teve até piano, a área propriamente dita que é logo que se entra e o salão velho onde ficavam o banheiro masculino e feminino, uma espécie de sala VIP.

Para chegar até o espaço tinha-se que cruzar a área e o salão velho, já que no meio do salão tinha um vão de 20 degraus onde ao final haviam duas salas que compunham o espaço.

Dito isto nosso personagem " Juarez Pata" já estava no terceiro sono quando aconteceu, muito rápido, o acontecido.
Segundo seu próprio relato " Juarez Pata" foi acordado por três belas mulhares, cada qual empnhando uma espada e estavam a fim de lhe propor alguma coisa, que ele não quis nem tomar conhecimento, já que as três estavam acéfalas,sem cabeça.
E saiu em corrida desabalada, tropeçando pela escada, passando pelo salão velho e pela área para chegar à churrasqueira, onde queria se armar de espetos para fazer frente à aparição.

O que ninguém entendeu, os clientes que lotavam a casa é porque de repente alguém passou correndo pelo sazlão todo estressado, cabelos em pé, olhos saltitando, vestindo apenas cueca, segundo depoimento de uma cliente, cueca um tanto gasta e falando coisas desencontradas.

Naquela noite,mesmo a contragosto, " juarez pata" foi dormir o resto em Alvorada.

Homenagem aos 237 anos de Porto Alegre

Quando cheguei em Porto Alegre, no verão de 1969, a capital dos gaúchos era uma cidade bem mais simples.
Não havia o Beira-Rio. Só foi inaugurado a 6 de abril daquele ano e foi a manhã que mais foguetório eu ouvi até hoje. Nem quando o Inter ganhou o Mundial, vi tanto foguete.


ESTUDANTES NA REDENÇÃO

Era um domingo de um esplêndido outono.
A av. Venâncio Aires,onde furi morar, era um oásis de bucolismo. O bonde passava por ela,ainda lentamente. De tardezinha sentávamos na frente da JUC-5, na esquina com a rua Sta terezinha,vendo as " dosas"( apelido preconceituosos de empregada doméstica) passarem. Só com elas nós teríamos alguma chance, ou com as putas mesmo... Casa de família, naqueles anos, pra sexo, nem pensar. Hoje, dizem, as gurias dormem nas casas e no outro dia,acordam,sentam na mesa pra tomar café e se dirgem aos donos com um simples:
- Bom dia tio,ou tia...
E estamos conversados.
Com a retirada dos bondes, no ano de 1970, por obra e graça do prefeito Telmo Thompson Flores, que também queria demolir o Mercado Público Central, a Cia Carris instalou uns ônibus que passavam pela " barlândia" da av. Protásio Alves,com rodomoça,cafezinho e tudo.Durou pouco. Nos anos
70,começo de 80, vieram os corredores de ônibus, que mudaram a cidade pra sempre.Agora se fala em liberar o táxi com passageiro dentro do corredor de ônibus.


ESTUDANTES NA JUC

A Porto Alegre é também de lembranças.
Boas e ruins.
Tenho um livro,pronto, onde conto um pouco o que era os anos 70 e 80, em Porto Alegre.
Bem feito, quem viveu,viveu. Estes dias fui ver um filmezinho sobre a Porto Alegre de Thompson Flores e apareceu aquela musiquinha que quem é do meu tempo lembra: aquela do Dom e Ravel, o hino da copa do mundo de 1970.Era um comercial que a ditadura transformou em seu hino. Lá, lá,lá....

O niver de Porto Alegre me traz de volta todas estas recordações...
Nos anos 90,quando fui morar na Perpétua Teles, ainda havia saracuras que cantavam nos fundos do Barranco. Com a criação da Praça André Foster, as aves foram embora.

O niver da cidade é lembrado pela prefeitura(oficialmente) e nas escolas. Os municipes pouco estão aí, pra isto....

Coleguinhas - Eu X Eles


RAFAEL GUIMARAENS

Rafael foi um dos detidos da Coojornal no episódio da matéria comprada de um soldado sobre a Guerrilha rural no Brasil

Carlos Rafael Guimaraens Filho, o Rafaelzinho, acaba de lançar pela sua editora, a Libretos, mais um título: a Enchenbte de 41. Boa sacada.Havia muita coisa espalhada sobre o episódio. O Beto Canarinho, do bar Odeon, que já está lendo o livro, já que se interessa pelos assuntos da cidade, me disse ontem que no livro não consta que foi eleita até uma Miss enchente de 1941.Mas que o fato teria ocorrido.
Rafael nasceu em Porto Alegre em 25.05.1956,filho do também jornalista e escritor Carlos Rafael Guimaraens e de Vera S. Guimaraens.
Já residiu na av. Independência, 1087/372.
Trabalhou na Folha da Manhã e depois passou para a Cooperativa dos Jornalistas, onde se deu sua prisão, por causa da matéria publicada pelo Coojornal, em 1981.
Rafael estava fazendo um frila pra revista Veja sobre a briga de Breno Caldas com o governador Amaral de Souza ( o famoso episódio do editorial Palmo e Meio) quando ficou sabendo pela sua sogra de então que um oficial de justiça batera a sua porta com ordem de prisão.
A entrega dos quatro condenados no episódio- os outros três foram Bicudo(Elmar Bones da Costa) Osmar Trindade e Rosvita Saueressing - foi negociada pela então presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputada Eclea Fernandes.

Rafael trabalhou mais tarde na assessoria de imprensa do PT, na Assembléia Legislativa do Estado e hoje se dedica a pesquisas históricas e publicação de livros sobre estes temas. É já tido como o sucessor natural do historiador Sérgio da Costa Franco.
Atualmente está casado com a designer Clô Barcellos, com quem edita seus livros pela editora Libretos.

Coleguinhas - Eu X Eles


MAURO CESAR SILVEIRA

"Cervejinha" parou em todos os restaurantes que havia até a cidade para a qual viajara...

Mauro Cesar Silveira, o popular Cervejinha, fez uma viagem pela ZH pro interior. Saiu daqui lá pelas oito da manhã e somente chegou ao seu destino quando o sol se punha.É que conduzido pelo motorista Fernando, o "pai", foi parando em todos os restaurantes de beira de estrada que havia. Sem exceção.
Em todos, mandava ver uma cerveja. Por isto que era cervejinha.

Mauro Cesar nasceu em 01.03.1955,filho de Dgezzar Silveira e de Zaira Lopes Silveira. Residiu na rua Silvio Hollembach,300/353.
Trabalhou em ZH e na revista VEJA.
Depois entrou pra área acadêmica.

Jogávamos muito futebol de salão no colégio Protásio Alves, nas noites de dias de semana, nos anos 70. Um dia, Cervejinha não conseguiu parar e quase demoliu a parede que havia nos fundos de uma das goleiras. Depois dos jogos, é claro, tudo terminava numa grande cervejada. Ele não ia embora se não o acompanhássemos a algum boteco nas redondezas, o que sinceramente não precisava fazer muita força pra levar gente, e tomáassemos umas quantas.

Cervejinha foi um dos mais assíduos frequentadores do Porta-Larga, na Erico Verissimo.
Nos anos 70, cobriu um caso complicado. O médico Guido Weck, da diretoria da Amrigs,foi acusado de aplicar dinheiro da entidade em sua conta particular e ficar com os rendimentos. O assunto rendeu panos pra manga. Cervejinha cobriu o caso. Uma noite, a esposa do médico Guido, literalmente invadiu a redação da ZH pra falar com o repórter. Lembro-me do desabafo dela:
- O que tu tens contra o meu marido? perguntou.
O assunto foi aos poucos sendo esquecido.

Cervejinha foi um grande repórter. Nunca passou pela edição. Casado com uma chilena(furiosa) que o acompanhava até aos jogos de futebol, a Luiza Fernanda( 01.10.1950) tiveram a filha Fernanda Valenzuela( 27.09.1978).
Nunca mais vi o Cervejinha, mas sei que ele andou um tempo pelo Mato Grosso, como repórter da VEJA.

Agora estaria em Porto Alegre, ligado a UFRGS.

Cinco anos de Furacão " CATARINA"!

Foto: Palácio Piratini

Na inauguração da rota do sol, pelo governadora Yeda Crusius, engenheiros lembraram que
gaivotas foram levadas pelo Catarina até o local

O Luis Fernando, da Metsul, falou ontem,dia 26/03, sobre os cinco anos do furacão Catarina. Falou como a Metsul previu o furacão, que deixou destroços por todo o sul de SC e parte do RS,mormente Torres.

O Catarina, que alguns metereologistas desdenharam, deixou tantos estragos que dois anos atrás,quando estive na Rota do Sol pra inauguração final da rodovia, os engenheiros contaram que nas árvores da Mata Atlântica ainda era possível encontrar gaivotas mortas trazidas do mar pelo Catarina.
Pra ver o tamanho da violência.

Ontem o Luís Fernando deu uma pequena entrevista pro Mendelski, na Guaíba,contando como eles conseguiram prever o furacão. Na verdade, foi com o auxílio dos norteamericanos.

Enquanto outros metereologistas, ou agora modernamente chamados de consultores do tempo- meu Deus quanto babaquice! - disseram aos seus ouvientes que naquele findi nada ocorreria, poderiam pegar a prancha e ir surfar, os da Metsul se levaram a sério, mas consultaram os norteamericanos que desconfiaram que era mesmo um furacão em formação.

Passados cinco anos, até hoje se comentam os estragos que ele fez na região. Ficou pros avós contarem aos netos....

Coleguinhas

* A salinha J.C. Terlera,na ALE, onde escrevo, é uma torre de Babel. Do lado de fora tem umas gurias que fazem sinais pros deficientes da TV Assembléia e nos intervalos elas se massageiam pra descontrair. Ontem,26/03, o Najar Tubino, que sempre aparece, foi embora mais cedo do " expediente" porque era niver da esposa.

*O presidente Ercy Torma, da ARI, não tem mais pintado nos chimarrão das quartas. Sempre ia. Ué, se molestou por causa de uma historinha que escrevi no blog sobre quando ele cobria bailes de carnaval nos puteiros da cidade. Que coisa, essa gente não toma jeito, mesmo...

* Osiiris Marins, de Rio Grande, Affonso Ritter de Pinhal Alto, interior de Nova Petrópolis e o Cascatinha(Fernando Albrecht) os apresentadores do Jornal Gente, de ontem, dia 26/03, na Band AM. Todos do interior. Não digo que Portinho é um amontoado de gente interiorana.

* Albrecht disse ontem que era de Montenegro. Ritter o lembrou que era mesmo de S.Vendelino. Me lembrei de uma colega minha do Julinho que tinha vergonha de dizer que morava no Partenon. Dizia então que era do " Baixo Petrópolis".

*Tarso de Castro, o fundador do Pasquim, quando frequentava o Antonio´s a fina flor da burguesia carioca e brasileira era ridicularizado pelo Roniquito de Chevalier - uma bicha que se achava - que o chamava de grosso de P.Fundo. Isto quando os dois brigavam. Quem narra isto é o Tom Cardoso, na biografia do Tarso.

SOGAL RENOVA FROTA COM 64 ÔNIBUS MARCOPOLO

Foto: Foto Traço

Veículos serão utilizados no transporte público de Canoas (RS)

Caxias do Sul, 25 de março de 2009 - A Sogal, empresa de transportes de Canoas (RS), acaba de adquirir 64 ônibus da Marcopolo. Os veículos, dos modelos Torino, Senior Midi e Senior, foram entregues em março para utilização no transporte público da cidade e região.

Segundo Paulo Corso, diretor de operações comerciais para o mercado brasileiro, a Marcopolo tem uma tradicional parceria com a Sogal, construída ao longo de muitos anos. “Os modelos escolhidos, Torino, Senior e Senior Midi, proporcionam menor custo operacional, maior valor de revenda e baixa manutenção, características fundamentais para os empresários do setor de transporte urbano de passageiros, além de maior conforto ao usuário”, explica o executivo.

Uma das principais viações do Rio Grande do Sul, a Sogal possui frota de 139 ônibus, dos quais 100% são modelos Marcopolo.

CICLO DE FILMES: A MEMÓRIA NO CINEMA

O Ciclo de Filmes A Memória no Cinema acontece por ocasião do XIII Congresso da ABRACOR – Associação Brasileira de Conservadores e Restauradores uma realização da ABRACOR em parceria com Associação de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais do Rio Grande do Sul (ACOR-RS) e apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) pela sua Secretaria do
Patrimônio Histórico.

LOCAL: SALA REDENÇÃO – Cinema Universitário
Campus Central da UFRGS
Avenida Engenheiro Luiz Englert, s/n°
Farroupilha - Porto Alegre
Telefone(s):
(51) 3308-3933
ENTRADA FRANCA

Programação:

06/04/2009 – 16h e 09/04/2009 – 19h
Filme: Splendor (1988) 111min.
Diretor: Ettore Scola
Desde os seis anos de idade o cinema tem sido a vida de Jordan. Os perigos por que passou, as guerras que lutou, os amores que perdeu e conquistou, tudo isso ele viveu no escurinho de seu cinema, o Splendor. Mas os tempos mudaram muito. Hoje, o dono de um cinema já não é uma celebridade, as suas poltronas não atraem tanta gente e está cada vez mais difícil pagar as contas. Resistir às ofertas para vender o Splendor ficou impossível. Com seu dedicado projecionista Luigi, e a bilheteria Chantal - um amor que começou a 30 anos, Jordan vai jogar a sua última cartada. A esperança é que, como no mundo das telas, milagres acontecem. Mais uma história poética e emocionante e Ettore Scola, o melhor representante do lirismo e da poesia do cinema italiano, autor de obras-primas como Casanova e a Revolução, O Baile, Um Dia Muito Especial, Feios, Sujos e Malvados. Uma interpretação inesquecível de Marcello Mastroianni, um personagem profundo e humano a quem ste ator magnífico dá uma dimensão heróica. Uma lição de amor ao cinema.

06/04/2009 – 19h e 07/04/2009 – 16h
Filme: Mokoi Tekoá Petei Jeguatá - Duas Aldeias, uma caminhada
(2008) - 63min.
Diretor:: Germano Beñites, Ariel Duarte Ortega, Jorge Ramos Morinico
Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani dependem da venda do seu artesanato para sobreviver. Três jovens Guarani acompanham o dia-a-dia de duas comunidades unidas pela mesma história, do primeiro contato com os europeus até o intenso convívio com os brancos de hoje. Melhor filme do ForumDoc, Belo Horizonte, 2008.

07/04/2009 – 19h e 08/04/2009 – 16h
Filme: O fio da memória (1991) - 115min.
Diretor: Eduardo Coutinho
O fio da memória fala sobre o negro na História Brasileira, tendo como personagem central o artista Gabriel Joaquim dos Santos. Realizado de 1988 a 1991, no Estado do Rio, o filme procura condensar, em personagens e situações do presente, a experiência negra no Brasil, a partir de dois eixos. De um lado, as criações do imaginário, sobretudo na religião e na música, e, do outro, a realidade do racismo, responsável pela perda de identidade étnica e marginalização de boa parte dos cerca de 60 milhões de brasileiros de origem africana. O fio condutor do filme é o trabalhador de salina e artista semianalfabeto, Gabriel Joaquim do Santos, que construiu a Casa da Flor, feita de restos de obras e fragmentos retirados do lixo, em São Pedro da Aldeia, no interior fluminense. Ligando temas e personagens, a vida de Gabriel, contada por ele mesmo, revela o esforço obsessivo de um homem para deixar marcas de sua existência no mundo. A música é de Tim Rescala.

08/04/2009 – 19h e 09/04/2009 – 16h
Filme: Corazón de Fuego (2002) - 93min
Diretor: Diego Arsuaga
Coração de Fogo. Para seu próximo filme um diretor de Hollywood compra uma histórica locomotiva uruguaia do século 19. Embora a notícia seja motivo de orgulho para muitos uruguaios, não tem a mesma recepção entre os membros da Associação de Amigos dos Trilhos, composta por idosos, que um dia foram funcionários da empresa estatal de trens. Decididos a boicotar o transporte da locomotiva para os Estados Unidos, três velhinhos e um menino vivem uma aventura que começa quando seqüestram a máquina e passam a viajar pelas estradas de ferro abandonadas do interior do país, arrastando atrás deles uma série de acontecimentos, que vão desde a perseguição das autoridades até a solidariedade dos povos abandonados pela falta de um meio de transporte que deixou de existir há muito tempo.

14/04/2009 – 19h e 15/04/2009 – 16h
Filme: Per Firenze
Diretor: Franco Zeffirelli
Documentário produzido pela TV estatal italiana RAI sobre a grande inundação que atingiu Florença em 4 de novembro de 1966. Contém as imagens da inundação e as conseqüências que ela trouxe para a capital toscana e para o patrimônio mundial que foi atingido. Mostra o trabalho dos “anjos da lama”, pessoas que acorreram de todas as partes do mundo para ajudar a recuperar e proteger as obras de arte e auxiliar a população a voltar a normalidade.

15/04/2009 – 19h e 16/04/2009 – 16h
Filme: F For Fake (1974) 89 min.
Diretor: Orson Wells
“F de Fraude” conta a verdade de uma grande mentira ou as mentiras sucessivas que compõem o que chamamos de realidade. A partir da história de um falsificador de obras de arte, Welles redefine aquilo a que se pode ou não chamar a magia do cinema, ou até mesmo a ilusão da legitimidade de toda a arte. Mas a construção não é a de um documentário, é uma reedição da realidade filmada. Nunca estamos preparados para este filme, porque é uma narração dele próprio, uma imagem para lá do espelho de Alice, da realidade. Ou da mentira.

16/04/2009 – 19h e 17/04/2009 – 16h
Filme: Fahrenheit 451 - (1966) – 112 min.
Direção: Francois Truffaut
Sinopse: A obra-prima literária de Ray Bradbury sobre um futuro sem livros ganha assustadora dimensão realística neste clássico filme dirigido por François Truffaut, um dos grandes inovadores do cinema de todos os tempos. Montag (Oskar Werner) é um bombeiro designado para queimar livros proibidos até conhecer uma revolucionária professora que se atreve em lê-los. De repente ele se vê como um fugitivo caçado, forçado a escolher não apenas entre duas mulheres, mas entre sua segurança pessoal e a liberdade intelectual. Primeira produção de Truffaut em língua inglesa, o filme é uma fábula extraordinária em que a própria raça humana se transforma no terror mais assustador.

17/04/2009 – 19h
Filme: Arquitetura da Destruição (1992) – 121
min.
Diretor: Peter Cohen.
Estudo do nacional-socialismo de Adolf Hitler sob o ponto de vista estético. De sua chegada ao poder à derrocada alemã na Segunda Guerra, passando pela tese da "solução final" para os judeus, o filme acompanha a ambição artística do Führer, que se considerava um "artista na política". Como um arquiteto disposto a "embelezar" o mundo, ele planejava reconstituir a sociedade alemã através da arte.

Eu X Eles - Coleguinhas


Betão

Beto Andreatta ajudou a qualificar o jornalismo da FM Cultura!

Nos 20 anos da FM Cultura, completados no dia 20/03 último,lembrei-me do coleguinha já falecido Humberto Andreatta, o " Betão"- nome de guerra - e que os motoristas chamavam de " farol apagado" porque tinha um olho com um pequeno defeito.Seu nome completo era Humberto Andreatta.

Betão é outro dos jornalistas dos anos 70 que ser identificado como o clássico " magro Rural" uma expressão do falecido João Aveline para designar aqueles repórteres que gostavam de fazer matérias no interior, e sobre assuntos rurais.

Nascido em Sarandi, em 08.02.1950, Betão faleceu em 2008, de enfarte fuliminante. Teve o ataque enquanto preparava um churrasco,em casa, num domingo de manhã.
Mas entre os colegas, sua correção e sua competência deixou saudades.

Betão trabalhou no Jornal do Brasil, na sucursal gaúcha,quando este veículo era um dos mais respeitados jornais do país, na Fecotrigo( tinha uma revista, lá também trabalhou o cartunista Santiago) na Zero Hora(saiu dela pra ir por JB) na Coojornal(foi dos principais editores das publicações da Coojornal) e nba FM Cultura, onde implantou muita qualidade ao jornalismo da novel emissora.

Betão foi casado até morrer com sua companheira de toda a vida, a " Coca" com quem teve um casal de filhos, Matheus e Luciana.

Coleguinhas

* Nikão Duarte está fazendo seu doutorado.

* O " ecochato" Ulisses Nene,finalmente, aderiu: está trabalhando na Funasa(Fundação Nacional de Saúde).

* O gaúcho ,segundo Najar Tubino, come carne de Nelore, vinda do Mato Grosso.

* Eduardo San Martin, que trabalha na ONU, em Nova Iorque, esteve em Porto Alegre. Mas vai se aposentar e morar em Montevideo.

* San Martin trabalhou na Folhinha, a famosa Folha da Manhã.


Eu X Eles - Coleguinhas


Blasio Hugo Hickmann

Professor Blázio, era o único que lecionava na Fabico!

Me formei na Fabico em 1982 e pelo que recordo, o professor Blázio Hugo Hickmann era o único, junto com a professora Vera, que realmente lecionavam.Os demais " matavam" aula bonitaço. Não sei até hoje como me formei, como consegui o diploma. Por exemplo, não sei mexer numa máquina fotógrafica mas " passei" em Fotografia I e Fotografia II. Se formaram comigo o José Paulo Bisol, o Pedrinho Chaves, o Roberto qu depois foi dono da cervejaria Berlin, o Paulo Poli, e o maluco fundador do Urubu Rei,
futuro integrante de um time de jurados do SBT(também produtor de discos).
Bom, mas o Blázio era exigente, naquele tempo. Por isto era visto como um professor chato.
Hoje,aposentado, o professor Blázio se dedica a distribuidora Multilivros,depois de ter adquirido a editora Sulina e ter desistido,depois. Blázio também é dono da livraria da Osvaldo Aranha, a Cia de Livros, se não me engano, que fica na frente do Instituto de Educação Gal. Flores da Cunha.

Blázio nasceu em 02.03.1936. Já residiu na rua Santana,667 e na av. Oscar Pereira,6.300.
Havia um professor, que era o suprasumo da preguiça: gostava de mandar os alunos na pedra pra dar aula no lugar dele. E todos passavam, no fim das contas.
Mas o professor Blázio se levava a sério. Dava sua cadeira, do começo ao fim. Outro que também lecionava legal era o Schneider.

Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe

CONVITE

Mesa redonda sobre Processos de Comunicação e Cultura Solidária
Local: Teatro do Prédio 40 da PUCRS
Data e horário: 27 de março, às 20h
Convidados: professores, estudantes, profissionais da comunicação, agentes de pastoral e pessoas interessadas em debater e contribuir com tema da cultura solidária.

De 12 a 17 de julho, na PUCRS, acontecerá o Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe para abordar um tema vital para a vida e o futuro dos povos que vivem e fazem história nessas terras.
Muitas iniciativas nos 37 países do Continente estão sendo realizadas em preparação desse megaevento no sentido de promover processos de diálogo, à luz da Cultura Solidária, na construção de uma sociedade comprometida com a justiça, a liberdade e a paz.
Aqui, em Porto Alegre, realizaremos, no dia 27 de março, um debate em forma de mesa-redonda, com direito à participação e à intervenção dos presentes, com especialistas no assunto e assessores do Mutirão de Comunicação. Confira a agenda da noite com a relação dos debatedores:

Processos de comunicação e cultura solidária...

Na sociedade esfacelada da América Latina e do Caribe
• Prof. Washington Uranga - Universidade de Buenos Aires, Argentina

Na universidade como centro de pesquisa e formação de profissionais
• Prof. Pedro Gilberto Gomes - Unisinos.

Na Faculdade de Comunicação como centro de formação dos profissionais da comunicação
• Professoras Neka Machado e Vanessa Purper – PUCRS

Na mídia comercial e empresarial
• Prof. Juremir Machado da Silva - jornalista e Professor da PUCRS

Nas propostas do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
• Prof. Celso Augusto Schröder.

Os debates serão coordenados pela Professora Annamaria Rodriguez, Presidente da Organización Católica Latinoamericana y Caribeña de Comunicacion (OCLACC). Sua presença será, sem dúvida, um acréscimo na qualidade desta noite preparatória do grande evento de comunicação latino-americano de julho.

Marcelino Sivinski
Coordenador Geral do Mutirão

Contatos: Nara Roxo (9124.7995)

Baraco

Sexta última,dia 20/03, estava indo a Serafina e como geralmente faz o buzum parou no Laguinho na rodovia da produção. Havia ali duas vans com logotipia da rádio Rural. E deviam estar voltado do interior. Enquanto davam uma descansadinha, um dos integrantes da equipe armou um baraco com um colega que vou te contar...normal, saudades da patroa,fim de viagem. Mas que pegou mal com toda aquela gente vendo, pegou....

A sede administrativa de União da Serra não deu certo!


Centro Administrativo de União da Serra

União da Serra,criado no começo dos anos 90,parece que não está dando certo, pelo menos da forma como conseguiram unir, como diz o nome:Pulador e Vila Oeste.

Por isto, União da Serra por ser uma região muito alta, mesmo.
A sede administrativa está fora dos dois distritos. Fizeram um posto da Brigada Militar , um posto do Banrisul e a sede da prefeitura, que fecha as 5 da tarde e adeus tia Chica. Não fica mais ninguém na chamada sede administrativa.

O asfalto de Vila Oeste - antiga Oeste, ou Borges de Medeiros( que os italianos chamavam de " El Borze" já que não consegem pronunciar corretamente o nome) até a RS-129 nunca chegou a ser feito,apesar das inúmeras promessas.
Fica só em promessa, em véspera de eleição.
Há um "zum-zum" de que estariam pensando em fazer do município uma outra sede, porque a que inventaram - no meio dos dois distritos - estaria fadada ao esquecimento.
Quando foi inaugurada a agência do Banrisul, o Governador Antônio Britto Filho esteve no local de helicóptero. Desceu do aparelho e ao reunir-se com alguns presentes, perguntou se alguém ali sabia porque o nome de União da Serra. Como ninguém soube, Britto acionou o seu estilo e passou uma descompostura na turma toda...Até hoje a gente do povo comenta o episódio.
Vila Oeste de Guaporé tentou se desmembrar de Guaporé,quando Serafina Correa se emancipou em 1960. Mas houve um incidente com o ex-padre do local, Vitório Scoppel. Assim,misturaram políticva com religião e deu xabu." Chegaram a fazer cocô encima do capô do jipe do padre" lembrou um morador de Serafina, que ainda recorda do episódio.
João Arroque Filho, 88 anos, um dos que participou do movimento de emancipação de Serafina Correa disse que foi uma sorte que Vila Oeste não se anexou a Serafina Correa:
- Aquilo só tinha buracos e mais buracos. Nós não teríamos dinheiro pra pagar o diesel das patrolas pra manter as estradas patroladas,lembrou Arroque, que aos 88 anos vive sua velhice em Serafina,depois de ter comandado o Frigorifico Ideal S/A durante mais de 30 anos e ter sido duas vezes vice-prefeito do município.

Vial Oeste,contudo, é conhecida por ter colônia muito forte. Hoje são aviários e mais aviários e muita plantação de soja,milho e criação de porcos . Mas a falta de asfalto torna a localidade muito desértica, havendo nela apenas uma pousada.

A outra vila que forma União da Serra é o Pulador, localizado nas barrancas do rio Guaporé, quase na vizinhança de Arvorezinha.
Os primeiros moradores das duas localidades chagaram por lá nos anos que antecederam o final do século XiX e começo do século XX.

Vila Oeste já teve até um frigorífico que depois foi a falência que abatia tantos ou mais suínos do que o Frigorífico Ideal de S.Correa, hoje uma das filiais da Perdigão.

O que se diz na localidade é que não foi possível unir as duas vilas por causa da rixa de duas famílias que não se entendem: uma lidera Pulador e outra lidera Vila Oeste.
Assim,fizeram a sede do município, que é quase uma sede fantasma, porque não tem casa nenhuma, rua nenhuma,calçamento nenhum....

Sábado tem aula inaugural gratuita na Escola Teatro Novo

Depois de 40 anos de atuação como diretor e dramaturgo a frente da Cia Teatro Novo, Ronald Radde expande os investimentos na área cultural com a criação da *Escola Teatro Novo, *que abre as portas neste sábado, dia 28, com aula inaugural gratuita para crianças e pré-adolescentes. Ministradas pelas atrizes da Cia, Karen Radde e Aline Jones, as oficinas iniciam sábado e seguem até dia 04 de julho. Os alunos serão divididos por grupos: de 3 a 7 ficam aos cuidados de Aline (que já interpretou Cinderela, Tatinha e agora Wendy em Peter Pan ) e de 8 a 12 anos com Karen (que já interpretou a Bruxa Cara de Janela e agora Peter Pan).

Segundo Radde, a idéia é que através deste primeiro contato pais e crianças saibam mais sobre a proposta das oficinas. " As aulas tem como objetivo ampliar o imaginário infantil, desenvolver a comunicação, trabalhar formas de expressão e incentivar a autoconfiança", diz ele. O processo será dividido em duas etapas. Na primeira através de brincadeiras lúdicas e jogos teatrais será estimulada a concentração em grupo e o raciocínio rápido. Serão duas horas semanais visando potencializar os conhecimentos e a aprendizagem. Na segunda etapa exercícios mais focados para a apresentação final. Sempre utilizando técnicas de dicção, expressão facial e corporal.

*SERVIÇO*

*De 28 de março a 04 de julho.*
*Horário: 10 às 12h aos sábados*
*Local: Teatro Novo DC - DC Shopping*
*Idade mínima: 3 anos*
*Investimento: R$ 90,00 mensais (até julho)*
*Informações: 51 3374-7626 ou pelo e-mail teatronovo@teatronovo.com.br

*Saiba mais:*

O trabalho da Cia Teatro Novo com público infantil começou em 1975, quando Ronald Radde e a pedagoga Suzana Gutérres criam o Projeto *A Escola vai ao Teatro*, possibilitando, assim, a ida dos estabelecimentos de ensino ao teatro a preços especiais e de forma integrada ao currículo escolar. *O Projeto A Escola vai ao Teatro* tem levado ao Teatro Novo, sede da Cia Teatro Novo, - em média - 30.000 escolares a cada ano.

Lançamento do The Best Jump 2009 tem nova data

O evento de lançamento do The Best Jump 2009 foi transferido para o dia 9 de abril, quinta-feira, às 11h30min, no GastroPub (Bourbon Country). O Comitê Organizador do torneio optou pela alteração da data, em decorrência do jogo da Seleção Brasileira em Porto Alegre, marcado para o mesmo dia, que vai envolver as equipes de jornalismo dos veículos da Capital. Para atender à imprensa e ao calendário esportivo, o The Best Jump 2009, consolidado como um dos melhores eventos hípicos da América Latina, adiou em uma semana o lançamento de sua programação.

SERVIÇO

O QUE: Lançamento do The Best Jump 2009
QUANDO: 9 de abril (quinta-feira)
ONDE: GatroPub (Bourbon Country)
Avenida Túlio de Rose, 80
HORÁRIO: 11h30min
PARA CONFIRMAR PRESENÇA: Pública Comunicação (51) 3330-2200 ou através do e-mail thebestjump@agpublica.com.br

Coleguinhas


Juremir Machado da Silva

O polemista arreglou!

Na segunda, 23/03 dia do metereologista,o " polemista" Juremir Machado envolveu-se numa discussão com Alexandre Aguiar na rádio Guaíba sobre os metereologistas. Eu não ouvi o debate - também tenho outras coisas a fazer - mas fiquei sabendo que o Juremir Machado os chamou de "chutadores". Ouvi ontem,dia 24/03, o Luís Fernando, da Metsul, dar uma bronca, as seis horas da manhã no Rogério Mendelski sobre isto. Vi que os "homi do tempo de São Leo" não gostaram nada dos comentários do Juremir.
Achei que o polemista iria segurar a barra e não se desmentir mas ontem assim que entrou no programa do Mendelski ele arreglou. Disse que estava falando sobre aquecimento global e meio que desconversou. Digo e repito: eu não ouvi o que ele dissera no dia anterior, mas deve ter gravação,com certeza.
Como ensinava o Samuel Wainer, não se desmente notícia...Dizer assim no más e na primeira pressão borrar-se todo, acho que fica mal, principalmente pro veículo onde isto foi dito.
Uma coisa é discutir com o Haroldo de Souza no terceiro tempo, sobre esporte, outra coisa é comprar briga com uns alemon de S.Leo,que acordam 5 da matina pra colher dados do tempo e passá-los a milhares de pessoas.

Juremir havia se envolvido em outra polêmica na ZH, em 1995 com o escritor e colunista L.F.Verissimo. O filho de Érico entesou e colocou o p...na mesa: " ou ele, ou eu..."O Juremir bailou na curva. O episódio o tornou quase que " meia celebridade".

Juremir Machado da Silva nasceu em Santana do Livramento em 29.01.1962.É filho de Victor Pires da Silva e de Eneida da Silva.
Já residiu na rua Sarmento Leite, 1082/307.
Começou em ZH, como repórter cultural
Já editou vários livros,entre eles um ficcional sobre Getúlio Vargas.

Se era mais celebridade que o polemista de Livramento estava procurando,conseguiu. Ontem no programa do Mendelski, 43 ouvintes escrevaram para falar da discussão entre Alexandre Aguiar e Juremir Machado.

Julgamento no TSE provoca suspense em deputados

O deputado estadual Giovani Cherini(PDT) será julgado dia 26/03,quinta-feira,acusado de albergueiro. Há o temor de que as cabeças de políticos rolem neste momento, pra saciar a turba...

A vida como ela é

Os fatos narrados são invenções. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

" A CASADINHA TÁ ME DANDO BOLA!!!"""

Numa redação de um jornal, nos anos 70, do século passado- o jornal fechou mas a empresa ainda existe -havia um casal de coleguinhas recém saídos da lua-de-mel.Conheceram-se ou no Julinho ou na Fabico. Jovens e apaixonados, casaram.

O terceiro elemento do triângulo amoroso que se formou era um safo em pessoa.Grande repórter da área econômica, muito competente, mas muito abusado. De uma feita durante uma entrevista chegou a passar a mão naquele local num diretor de uma estatal que era irmão de um militar que havia ascendido a vice-presidente da República.
Tinha o irônico apelido que começava com as letras T e P...

Ele morava por esta época na rua Thomaz Flores, no Bonfa.

Sempre que saía do jornal,no centro, ia beber num barzinho da Andrade Neves onde o garção que atendia era conhecido por " Beto Canarinho".
( é que o garção assobiava o dia inteiro)
Cada vez que T.P. ia no tal bar, se queixava ao Beto Canarinho. Era uma queixa, mas também quase que uma advertência:

- A casadinha tá me dando bola!

Mas como tu sabes, queria saber Beto Canarinho.

T.P. tinha certeza porque dizia que a mulher costumava olhar pra ele,meio que escondido, na redação, e enquanto o observava enrolava os cabelos com as mãos.Na estranha intuição de T.P. quando uma mulher faz isto, está a fim do cara....
Um dia finalmente rolou entre a mulher casada e o repórter safo.

O marido, traído, simplesmente ameaçou matar-se.
Que baraco!

O filho do dono do complexo de jornais chamou os três e foi logo advertindo:
- Esta situação aqui dentro não pode perdurar.
Ou sai um, ou sai dois, ou saem os três.
O marido,traído, que ameaçou matar-se foi morar com um colega, um cachoeirense,que mais tarde fez carreira na Polícia.Foram morar na mesma pensão.
O repórter safo não ficou com a mulher que ele chamava de " casadinha". Os três foram,anos depois,embora pra outras plagas...Ela mais próxima, mas os dois mais longe...Um deles regressou ao Estado. O outro ficou. Só vem de vez em quando pra visitar amigos e parentes.

Paris, que continua atraindo milhares de turistas...

Um dos melhores livros que li nos últimos tempos se chama " La chica mala",ou seja a Menina Má, do Mário Vargas Lhosa. E o cenário do romance se passa principalmente em Paris. A capital francesa, nos últimos anos,apesar dos turistas indesejados pelos franceses, continua sendo um grande atrativo. Enquanto não puder ir, desfrute destes fotos enviados pela leitora(e viajante inveterada)Naira Sanes. Clique aqui para para ver as imagens.
O editor

Atrações na Câmara festejam os 237 anos da Capital

Um filme mudo de 1929, uma oficina de origami e cinco exposições fazem parte da programação cultural em homenagem aos 237 anos de Porto Alegre - comemorados em 26 de março -, organizada pelo Memorial da Câmara Municipal em parceria com entidades e órgãos públicos. Iniciada na segunda-feira (23/3), a agenda conta também com uma participação na 4ª Semana de Leitura sobre Porto Alegre, realizada no Jardim Ipiranga. A entrada para todas as atrações é franca. A Câmara fica na Avenida Loureiro da Silva, 255.

Segunda-feira (23/3)
- Início da exposição Novo Mapa de Porto Alegre, que reúne diversos mapas da cidade, detalhando aspectos como sistema viário, topografia, prédios importantes, morros e arroios, criados pela American Software.
Local - Galeria Clébio Sória (térreo da Câmara).
Visitação - Até 9 de abril, das 9 às 18 horas, de segundas a quintas-feira, e das 9 às 16h, às sextas-feiras.
- Abertura da exposição de fotos, desenhos e gravuras Boemia, Aqui Me Tens, sobre os 20 anos do Clube do Choro de Porto Alegre.
Local - T Cultural Tereza Franco, no 2º piso da Câmara.
Visitação - Até 9 de abril, das 9 às 18 horas, de segundas a quintas-feiras, e das 9 às 16h, às sextas-feiras.

QUARTA-FEIRA (25/3)
9h30min - Oficina para a Paz (de origami), com a pedagoga Maria Marli Heck, que desenvolve atividades lúdicas para difundir a cultura da paz.
Local - Térreo da Câmara

QUINTA-FEIRA (26/3)
14 horas - Projeção do filme Porto Alegre, a Bela Capital Gaúcha (1929-1930), de 6 minutos, uma das primeiras fitas mudas sobre a cidade, pertencente ao acervo do Museu de Comunicação Hipólito José da Costa.
Local - Plenário Otávio Rocha da Câmara

17 horas - Abertura da exposição Porto Alegre pelo Olhar dos Fotógrafos, que retrata a trajetória de pioneiros da fotografia na Capital, com destaque para as produções de Lunara, Irmãos Ferrari, Virgílio Calegari e Sioma Breitman.
Local - Museu de Comunicação Hipólito José da Costa (Rua dos Andradas, 959, Centro).
Visitação - Até 30 de abril, das 9 às 18 horas, de terças a sexta-feiras, e das 9 às 12h30min, aos sábados.

SEXTA-FEIRA(27/3)
10 horas - Palestra sobre Porto Alegre, com o coordenador do Memorial da Câmara, Jorge Barcellos.
Local - Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Osvaldo Aranha (Rua Parque dos Nativos, 545, Vila Ipiranga).

14 horas
- Abertura da exposição História do Viaduto da Borges, sobre a modernização de Porto Alegre a partir da construção do Viaduto Otávio Rocha, situado sobre a Avenida Borges de Medeiros.
Local - Térreo da Câmara
Visitação - Até 24 de abril, de segundas a quintas-feiras, das 9 às 18 horas, e, às sextas-feiras, das 9 às 16h30min.
- Abertura da exposição História dos Planos Diretores, que resgata o planejamento urbano na Capital em 15 banners, com destaque para o papel do Legislativo na construção do desenho da cidade.
Local - Térreo da Câmara.
Visitação - Até 31 de julho, de segundas a quintas-feiras, das 9 às 18 horas, e, às sextas-, das 9 às 16h30min.

Informações no Memorial da Câmara, telefones (51) 3220-4187, 3220-4318 e 3220-4392.

Vereadora Juliana Brizola faz homenagem ao Movimento de Justiça e Direitos Humanos

A vereadora Juliana Brizola (PDT), neta do falecido ex-governador Leonel Brizola (do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, em duas oportunidades), mostra que efetivamente teve uma densa educação política junto a seu avô.

Em pouco menos de três meses do exercício de seu primeiro mandato parlamentar, ela vem tomando várias iniciativas importantes. Uma delas foi protocolar uma proposta de homenagem ao Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, que será realizada no próximo dia 26 na Câmara Municipal de Porto Alegre. A entidade, que foi fundada pelo seu conselheiro Jair Krischke, tem uma fundamental atuação na defesa dos direitos humanos no Cone Sul, salvou centenas de vidas e denuncia os crimes das ditaduras infames que infestaram a vida na América do Sul.

A" praia" do Carreiro


Marlene Chiarello, Geny Fleck, Olvindo Canton e Egydio Chiarello no Camping Carreiro. Anos 70

No último findi,21/03 tive um tempinho e com meu irmão paulistano Paulo e sua companheira "Carol" estava em Serafina e aproveitei o carro pra irmos tomar umas cevas e uns banhos na barragem do rio Carreiro. Era uma bela tarde de outono, com cara ainda de verão, mas não havia praticamente ninguém no balneário. Fora de época, pensei, mas pra mim era tudo o que queria. Detesto multidões.
O rio Carreiro está mudado,principalmente com a construção de uma usina pela iniciativa privada pra produção de energia elétrica.A usina está produzindo energia desde o ano passado. Um local chamado pelos nativos de " FOGE" - uma cascata - desapareceu com a mudança provocada pela usina. Perdeu-se em beleza natural, mas ganhou-se em produção de energia.

O rio Carreiro já dá ares de quem quer emancipar-se de Serafina. Já falam até em uma área que fora demarcada pra constituir um novo município. Seguramente os cabeças deste movimento são alguns serafinenses que aproveitaram os preços baixos e compraram muitos sítios em volta do rio Carreiro. Se virar zona urbana, estes terrenos vão explodir em valorização. O irmão do ex-prefeito Valcir Reginatto é um que comprou um terreno numa área bem privilegiada, junto à ponte do rio Carreiro.


A cascata desapareceu com a construção da Usina no rio Carreiro. Janeiro 1975

No nosso tempo de infância, conhecíamos o rio Carreiro pelos afrodescendentes que moravam lá. Tiveram até um cemitério próprio, que hoje está desaparecido.
Muito dificilmente eles iam a pequena vila de Serafina,então conhecida apenas por LA UNDEZE. No mais do ano, viviam a beira do rio Carreiro,constituindo uma etnia propria.
Vitório Canton, um mascate ,irmão do meu avó José, uma vez enfrentou sozinho quatro destes moradores quando foi lá cobrar as contas. E saiu-se bem.
Segundo João Arroque Filho, de 88 anos, duas vezes vice-prefeito de Serafina, o primeiro vereador que se interessou pelo rio Carreiro foi Cesar Piccoli Filho." Ele ia lá nos obrigar a construir alguma coisa no Carreiro. Não sei se tinha algum terreno por lá, ou não. Mas o local pertencia a Marinha e por isto não podíamos ainda fazer nada".
Com os anos foi feito um camping. Isto no começo dos anos 70. SegundoGeni Fleck, esposa de Olvindo Canton, no começou eles acampavam dois ou três meses no camping e não havia ainda energia elétrica." Tínhamos que levar liquinho" disse ela.
Agora tem até pista de motocross onde anualmente são disputados campeonatos.
O acesso a praia do Rio Carreiro de Serafina é pela VRS-351, uma rodovia que pelo grande número de carros, nos finais de semana do verão, tem apresentado um índice de acidentes fora do comum.

A morte de Seo Maurício

Foi no 24 de março de 1986 - 23 anos atrás - que o fundador da RBS Maurício Sobrinho morreu de um aneurisma descendente da veia Aorta.Nascido em 1925, tinha,então apenas 60 anos.

Segundo Wilson Muller , um dos principais assessores do falecido radialista, ele se sentiu mal no entardecer durante uma reunião na sua sala. Estariam em discussão os finalmente do lançamento do jornal Diário Catarinense, cujo lançamento vinha sendo adiado há vários meses.

Maurício ainda se desepediu do guarda na portaria da av. Ipiranga, 1075 com um até logo,até amanhã.
Foi levado no carro pelo filho, Pedrinho mas quando chegou no Instituto de Cardiologia- alina av. Princesa Isabel - ele não conseguiu mais caminhar. Tiveram que lhe trazer uma cadeira de rodas.

Durante a reunião, como ele se sentiu mal, pediu ao filho Pedrinho levá-lo ao Instituto de Cardiologia " pra tirar a pressão".
Naquela segunda-feira de manhã,o radiailsta participara do enterro do escritor Josué Guimarães, diretor da sucursal da F. de S.Paulo, no RS.

Os funcionários em geral não ficaram sabendo que o patrão tinha passado mal e estava no hospital.
Fiquei sabendo de sua morte apenas na manhã seguinte com o telefonema madrugador do amigo Licinio da Silveira, que, por uma coincidência fora quem me levara para a ZH em 1973.
" Sabes quem morreu" ? perguntou-me à queima-roupa o amigo.
- Não posso imaginar,lembro que respondi.
- O patrão, o " Mao-mao" disse Licínio lembrando seus tempos de reportagem policial da ZH quando era assim que chamavam o fundador da RBS na redação.

Naquela segunda fez 31,3 graus em Porto Alegre, registra Lauro Schirmer na biografia da RBS que lançou alguns anos atrás.

Lauro ainda registra em seu livro que o ministro Jorge Bornhausen desembarcou naquela noite em Porto Alegre porque queria, em nome do presidente José Sarney formalizar o convite para que Maurício Sobrinho fosse candidato a Governador, naquele ano.
Não o fez porque no dia seguinte representou o presidente nas exéquias do fundador da RBS.
Particularmente guardo uma lembrana, aliás duas: o chargista Marco Aurélio naquela tarde em que Maurício iria ser enterrado,deu-me uma carona no táxi e fez um comentário: " pelo menos ele norreu quando estava no auge".
O outro incidente do qual me recordo foi físico e me produziu muita dor. Na hora que o caixão com o fundador da empresa passava na frente do prédio, todos nós que estávamos lá ficamos na frente para acompanhar sua despedida. E eu enfiei um enorme espinho numa das pernas que ficou me doendo vários dias. Eram uns arbustos espinhentos que haviam plantado na entrada do prédio da redação do jornal.

Do seo Mauríco guardo algumas poucas lembranças: uma vez ele me viu com as duas filhas pequenas e me aconselhou " a fazer um guri". Outra é de um dia em que eu acompanhava uma inspeção que o Ministro Affons,dos Transportes, fazia ao aeromóvel na av.Loureiro da Silva e chegou um emissário de sua secretária Catarina dizendo que seo Maurício estava me convidado prum almoço que teria depois no restaurante da empresa em homenagem a Affonso Camargo.

Coleguinhas

*Parou de assinar coluna em ZH o cara que mais entende de futebol por estes lados. Pelo menos quando queria ver a explicação de algum jogo, este escriba lia a coluna do P.R. Falcão.
Vamos ver pra onde ele vai...

* Walmaro Paz assumiu na imprensa da Assembléia Legislativa do Estado.

* É uma perda que a Laura Peixoto tenha parado com seu blog. Parece que o destino é a mediocridade triunfar....Volta Laura, Volta Laura....

*Nem abriu o barzinho na ARI na última quinta,dia 19/03. Pouca gente na reunião da diretoria da entidade e o presidente Ercy tinha compromisso depois. Eu que levei uma amiga e colega pra lá,depois de muito insistir, tive que ir tomar 3 cevas no boteco da Duque de Caxias. Assim, foram 3 cevas a menos que o barzinho da ARI não vendeu. Não adianta, quando as pessoas não se ajudam, não adianta querer ajudá-las. Na verdade, elas querem é deitar na fama....e deixar por isto.Como diz o Paulo Coelho - não estou tirando sarro - quando alguém quer alguma coisa, o mundo conspira pra isto. Mas o camarada tem que querer, não apenas dizer que quer....

Eu X Eles - Coleguinhas


Antônio Britto Filho

Antônio Britto Filho outro coleguinha santanense!

Filho do jornalista Antônio S.C de Britto e de Yolanda Britto, o jornalista que chegou a Ministro da Previdência de Itamar Franco e que quase foi candidato a presidente da República,Antônio Britto Filho passa pela recuperção de uma cirurgia onde extraiu um rim, informa na sua coluna Rosane de Oliveira em 23.03.
Britto como é conhecido entre os coleguinhas, há muito largou as lides do jornalismo. Seguiu a carreira política depois que se tornou porta-voz de Tancredo Neves.

Nascido em 01.07.1952, em Santana do Livramento-dvisa com Rivera, no Uruguai,Britto foi cedo morar em Bagé porque seu pai trabahava no Correio do Sul daquela cidade. Depois não retornaria mais a sua terra natal.

Em Porto Alegre Bitto estagiou no Jornal do Brasil,quando este ficava em suas salas no prédio da ARI, na av. Borges de Medeiros, 915,no Correio do Povo( é o criador da sucursal do Interior da Caldas Junior), na rádio Guaíba,( coordenador do setor de jornalismo)
na Zero Hora( foi repórter esportivo) e na rádio Gaúcha,além da RBS TV.

Foi casado com a também colega Imara Stallbaum(11.09.1952). Residiu em Porto Alegre na av. Venâncio Aires,476/304 e na rua Botafogo, 565/306.
Britto é o segundo ex-governador associado da ARI. Foi apresentado lá pela então esposa. O primeiro ex-governador sócio da ARI é Leonel de Moura Brizola.

Eu X Eles - Coleguinhas


Ximba

Ximba, misto de diagramador e músico

O diagramador Ademir Tadeu dos Santos Fontoura, conhecida por "Ximba" entre os colegas nasceu em Porto Alegre em 10.03.1948,filho de Tupan Fontoura e de Geni Fontoura.

Residu na rua Cristiano Fischer,2334. Além de diagramador, Ximba tem um conjunto musical, que toca principalmente sambinhas.

Já contratei ,em 2003,seu conjunto pro lançamento do meu livro Pauta, no solar dos Câmara e fizeram um belo show.Tevegente que disse que o evento valeu mais pela apresentação do Ximba e seu conjunto do que pelo livro em si.

Casado com Santa -pra aguentar o Ximba, só sendo Santa mesmo -e tem as filhas Adriana( 08.06.1970) e Cassia ( 08.10.1970).
DEpois der trabalhar na imprensa da Assembléia, o Ximba sumiu. Não sei onde andará?

Eu X Eles - Coleguinhas


Sandra Maria Terra

A porta de entrada pra falar com a governadora Yeda Crusius

A RP(relações públicas) Sandra Maria Terra é a porta de entrada pra se falar com a governadora Yeda Crusius. Ela assessora a política desde os tempos em que a professora Yeda era deputada federal. Sandra Maria Terra nasceu em Porto Alegre em 05.02.1952 filha de Luiz Francisco Terra e de Sarah Terra.
Residiu na Vila São Lucas, em Viamão, mais precisamente na rua Ospa, 398,quando foi casada com Pascoal Ianni(10.03.1951).
Atualmente Sandra divide-se entre Porto Alegre e Brasília.

Já foi assistente técnica da Emater e presidiu o Sindicato dos Profissionais de Relações Públicas no Estado do RGSul.( Rua Vigário José Inácio, 566/308).
Com Pascoal Ianni teve as filha s: Vanessa( 18.10.1974) e Bibiana( 05.01.1983).

Eu X Eles - Coleguinhas


Adalberto Preis

O atual presidente da GRÊMIO EMPREENDIMENTOS já foi cine-repórter !

Já se vão longe os tempos em que Adalberto Preis era apenas um cine-repórter como se chamava naqueles anos da Rádio e Televisão Gaúcha, quando esta funcionava no Edifício União, no 11 andar, no centro de Porto Alegre.Filho de Henique Preis e de Zilda Arns Preis, Adalberto Preis nasceu em Porto Alegre em 06.11.1943. Ele já residiu na rua Florêncio Igartua,155/53 e depois na av. Carlos Gomes 1805/103.

Preis deixou o jornalismo e anos depois ocupou uma diretoria do IPE. Hoje seu nome é mais vinculado ao Grêmio Foot-Ball Portoalegrense, onde várias vezes esteve na iminência de ser o presidente do clube. Finalmente emplacou como presidente da Grêmio Empreendimentos, onde,seguramente, deixará sua marca se conseguir construir o estádio d a ARENA, na Zona Norte de Porto Alegre.

mputadores eram ocuapdos por outros colegas que sabidamente não escrevem para jornais diários.

" As Boazinhas do Melchiades "


Lasier Martins e Melchiades Stricher Filho

Sua marca pessoal, foi o Nada Pessoal....

Melchiades Stricher Filho deixou uma lenda de histórinhas a seu respeito. No programa do Lasier Martins,o Gaúcha Repórter, na rádio Gaúcha, a partir das 14 hs, ele tinha a mania de contar piada de negrão, o que sempre era advertido pelo apresentador para não infringir a lei.
João Antônio Dib, o vereador mais antigo de Porto Alegre, lembra que quando ele foi escolhido prefeito Melchiades estava hospitalizado no Beneficência Portuguesa mais fugiu de lá e desculpou-se pelo ato impensado:
- Eu preciso ir ajudar o João, disse.

Melchiades, mesmo com um calor de cão,durante o verão só bebia destilados: especialmente conhaque.

No porta-larga, aquele lendario boteco - que ainda existe no mesmo local, mas hoje é um simples buffet - na av. Erico Ve rissimo, na cidade Baixa, Melchiades apresentava pros colegas suas namoradas.
- Olha, daqui há pouco vem uma me buscar.Ele não fazia segredo. " E a mulher aparecia mesmo de carro" conta uma testemunha.

Dizem, não se sabe se é lenda, que um dia o Melchiádes tomou um porre daqueles e antes de regressar pra redação da ZH onde faria sua coluna de final de samana, resolveu entrar no cabaré Regine´s e tirar uma soneca. Os colegas que tinham bebido todas com ele, foram lá mijaram no sapato dele.
Quando ele acordou, colocou o sapato e foi pra redação.
Quando chegou lá, aquele cheiro insuportável de mijo velho acompanhava o Melchiádes sem que ele se desse conta do que os gaiatos tinham feito.
O Melchiades, no fundo, era um ingênuo....

Uma vez, na saída da Prefeitura Municipal, o prefeito Alceu Collares quis dar-lhe uma carona. Mas o carro do prefeito estava lotadão.

- Melchíades,entra aqui, nem que seja no meu c olo, disse o prefeito, brincalhão.
- Collares, tu sabe que eu não gosta nada do que é mole, devolveu no mesmo tom o caústico jornalista.

Melchiades Stricher cobria pela ZH poder legislativo municipal e teve uma rixa braba com o vereador Rubem Thomé(PMDB) depois PP.
O jornal madou para lá um emissário, Carlos Alberto Kolecza, pra acalmar o vereador que estava puto da vida com o colunista do jornal.
Quando Alceu Collares se tornou governador do Estado, em 1990, Melchiades acabou ficando na CEEE como assessor de imprensa. Quando lhe deram a notícia, ele passou mal. Tiveram que lhe trazer água com açúcar porque ele esperava um cargo maior do que lhe destinaram.
- Ele trabalhou muito durante a campanha do Collares ao governo do Estado, diz uma testemunha.

Esta é uma das suas piadinhas que foram reunidas num livro do Melchiades(esgotado,claro...)

Entrou aquela coisinha linda no ônibus lotado. Chegou ao lado de u m senhor que estava sentado e disse:
- O senhor poderia me ceder o lugar?É que eu estou grávida.
-Claro, a senhora me desculpe, eu estava lendo o jornal.
E deu lugar pra moça. Ficou de pé um tempo e começou a observar.
- Há quanto tempo a senhora está grávida?
- Ah, faz uma meia-hora...


Charge do Spritzer

Combate à leishmaniose visceral marcou a semana

Foto: DECOM/PMSB

Durante os dias 17, 18 e 19 de março, o Clube Comercial de São Borja sediou a Oficina de Trabalho de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral, promovido pelo Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e Prefeitura de São Borja através da Secretaria de Saúde (SMS) e a Vigilância Sanitária Municipal. O objetivo foi realizar um trabalho de planejamento das ações de combate contra a epidemia. O evento reuniu as principais autoridades neste assunto, como a médica veterinária Andreza Madeira e a biomédica Vera Camargo Neves do Ministério da Saúde, os médicos Regina Lunardi e Celso dos Anjos, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, além da delegada regional de Saúde, Saionara Almeida dos Santos, o secretário municipal de Saúde Almir Bertin. O Prefeito Mariovane Weis acompanhou a discussão técnica. O trabalho articulou ações práticas imediatas no combate da doença e criou um documento com a síntese das práticas necessárias.

Uma das conclusões do encontro é que o combate à doença precisa ser uma atitude coletiva, envolvendo toda a comunidade. Em sua grande maioria, os integrantes do encontro favoráveis em salientar a participação de todos neste processo, seja na limpeza e desinfecção dos terrenos, pátios e casas, bem como a eliminação de lixos acumulados, folhas e materiais orgânicos em seus terrenos.

Uma ação imediata deflagrada nesta sexta-feira, devendo se prolongar pelo sábado e domingo, é a eutanásia nos 87 cães que foram confirmados com a doença. Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Janaína Leivas, o processo de eutanásia segue todos os procedimentos técnicos determinados pelos órgãos responsáveis. O animal recebe um tranquilizante, em um segundo momento é aplicado uma anestesia geral e depois é injetado o componente químico que acelera a morte do animal. Estão confirmados três casos em seres humanos, que já estão sendo tratados e em plena melhora dos indivíduos. Janaína confirmou que existem ainda dois casos de suspeita de infecção pelo protozoário Leishmania chagasi. Os pacientes estão sendo acompanhados de perto pela SMS.

O Prefeito Mariovane Weis participou do encontro e manifestou sua preocupação. O objetivo do decreto de emergência na saúde é dar respaldo para que o Poder Executivo local busque recursos extras para combater a leishmaniose visceral. Weis indagou as integrantes do Ministério da Saúde sobre os recursos que a União deverá repassar ao município. A médica veterinária Andreza Madeira, do Ministério da Saúde, confirmou que além de recursos financeiros, o Governo Federal vai encaminhar materiais de coleta de sangue e equipamentos de trabalho de campo. A 10ª Coordenadoria de Saúde de Alegrete está deslocando equipes de Saúde para virem a São Borja, permitindo agilidade e integrando os grupos de combate à epidemia.

Eutanásia de cães infectados começa hoje

Uma ação conjunta entre a Vigilância Sanitária da prefeitura de São Borja e o Exército Brasileiro programou o início ao procedimento de eutanásia dos animais infectados para a tarde de hoje, sexta-feira (20/03). 87 cães que já tiveram a infecção confirmada por exames de sangue serão sacrificados em um hospital de campanha instalado em uma área da 2º Regimento de Cavalaria Mecanizada (2ºRCMec), e os cadáveres serão enterrados nessa área militar. O procedimento de eutanásia é o recomendado pela Comissão Federal de Medicina Veterinária e deve iniciar às 14:00. Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Janaína Leivas, a equipe que vai conduzir o procedimento é mista, envolvendo servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e militares da guarnição.

Moinhos de Vento

Prezados senhores (as)

Ao cumprimentá-los (as), gostaria de comunicar que a primeira edição do livro Moinhos de Vento - Histórias de um bairro de Porto Alegre, lançada em outubro de 2008, se esgotou em janeiro de 2009. Sendo assim, agradeço aos leitores e divulgadores que contribuíram para o grande e rápido sucesso da obra, pouco comum em trabalhos de caráter histórico.

Como o livro foi lançado por órgão público, ou seja, a Prefeitura de Porto Alegre, seria necessário fazer uma licitação para que houvesse uma segunda edição. Isto faria com que Moinhos de Vento - Histórias de um bairro de Porto Alegre só voltasse às livrarias na metade do mês de maio.
Entretanto, a legislação permite que a impressão de um livro seja totalmente financiada por uma empresa privada.
Portanto, graças à gentileza da Goldzstein Construtora, tenho o enorme prazer de informá-los que a segunda edição de Moinhos de Vento - Histórias de um bairro de Porto Alegre deve chegar às livarias nos primeiros dias de abril.

Aproveito, também, a oportunidade para convidá-los à assistir minha palestra sobre o livro e o bairro Moinhos de Vento, que vai acontecer na segunda-feira (23/03) no Café do Porto (Rua Padre Chagas, 293). O evento deve iniciar por volta das 19h30.

Atenciosamente,

Carlos Augusto Bissón

Coleguinhas

* Lamento dizer mas a salinha J.C. Terlera, na Assembléia Legislativa do Estado perdeu o propósito para o qual foi criada. Virou meio que um depósito. Já vi ali um titular de coluna diária sem terminal para escrever enquanto os computadores eram ocuapdos por outros colegas que sabidamente não escrevem para jornais diários.

* Computadores da salinha J.C.Terlera da ALEstado,onde trabalham jornalistas "frileiros" são umas carroças. Dois andaram parados dois ou três dias.

* Elmar Bones da Costa, o Bicudo, aposentou-se por idade(65 anos)" Bicudo" toca a Já Editores, no Bonfa.

* ARI está pedindo as salas que o editor do site Brasil Imprensa Livre ocupa no prédio da entidade.

* O jornalista Luis Osório, o Barão,do jornal Krônica, durante anos ocupou uma sala no prédio da ARI.

* Historiador Sérgio da Costa Franco é frequentador do bar do " Beto Canbarinho" na rua Andrade Neves.

* Na entrada do prédio da ARI uma surpresa: um aviso de que há salas para alugar na entidade.

* Jornal Gazeta Regional,de S.Correa(RS)completa 4 anos no dia 31/04 próximo.
Sua melhor coluna é Veramente Talian, do médico Roberto Arroque, onde ele recupera as origens e a cultura do município.

* Adriano Mazzarino anda pedindo as duas revistas do Barranco editadas até agora. Chiquinho Tasca ficou de providenciar.
* Múcio Castro Filho, diretor de O Nacional de P.Fundo,jantava dias atrás na churrascaria Barranco.

* Tarso de Castro,irmão de Múcio, também frequentou o Barranco, em tempos idos. Mandava uma vodca que só vendo.

* Já Editores fará uma blitz de venda do livro sobre o Inter, do Kenny Braga ,neste fim de semana,quando devem vir ao Beira-Rio cerca de mil cônsules do Interior do Estado.
* Carmen Gamba comanda a fotografia do Jornal O SUL.

* O produtor cultural Mário Rozano reuniu-se com o historiador Sérgio da Costa Franco. Projeto sobre a história da cidade em vista, com certeza.
* Amigos do livreiro Ivo Almansa torcem pela sua saúde.

Eu X Eles - Coleguinhas


Fernando Goulart

Fernando rolou 10 metros pela escada e salvou-se milagrosamente!

Fernando Antônio Lemos Goulart,nascido em Pelotas em 05.10.1948 ainda está vivo por obra dos médicos da Beneficência Portuguesa. Alguns anos atrás, ele teve uma queda de uma escada em casa onde reside na rua Jerônimo de Ornellas e partiu a cabeça.Levado em estado mais morto que vivo, foi salvo pela dedicação da equipe que o atendeu.

Hoje, Fernando, aposentado, passa o tempo num bar que existe perto de sua casa. Ali entre conhecidos e amigos passa suas horas de aposentado.

Conheci o colega na ZH em 1973 e era um dos repórteres mais qualificados da equipe. Fernando tinha militância política ligada ao então clandestino PCdoB e por conta disto em 1977 acabou preso, junto com os primos, Horácio e Luís .

O sonho do colega é comprar uma casa na praia do Chuy e lá terminar seus dias.

Filho de João Torres Goulart e de Eglantina Lemos Goulart,além da ZH, ele trabalhou no Estado de S.Paulo(" Estadão)e na Folha da Tarde, onde cobriu esporte.
Colorado fanático, era da turma do deputado federal Ibsen Pinheiro(PMDB) e do deputado estadual Luis Fernando Záchia(PMDB), que quando foi vereador levou-o a trabalhar na assessoria de imprensa daquela casa. Por lá se aposentou.

Foi casado com a colega Otília Riet com quem tem um filho, que ele chama de " Sujo", jornalista como os pais.
Atualmente está casado em segundas núpcias.

Quando trabalhava na ZH, nos anos 70, teve um acidente de trânsito muito feio,quando regressava de Pelotas para Porto Alegre onde fora fazer uma matéria.
Ficou tempo imobilizado no Hospital Cristo Redentor.
Só voltou a caminhar depois de muito fisioterapia.
A mim me colocou um apelido cruel: " sugismundo", um personagem que a ditadura havia inventado para falar mal na televisão de quem não tomava banho. Felizmente o apelido não pegou. Mas ele o repetia a toda hora...Teve brigas homéricas com o então delegado de Polícia Pedro Seelig, no caso da morte do filho adotivo deste, Pedro Arébalo, num acidente ocorrindo dentro da área policial.

Eu X Eles - Coleguinhas


André Pereira

André Pereira foi o guru de Carlos Wagner

O clássico "magro rural", no dizer do saudoso João Baptista Aveline foi o colega André Luis Simas Pereira, nascido em 13.03.1952, em Porto Alegre. Embora seja da capital,André representou nos anos 70 o típico repórter preocupado com as questões do campo, principalmente da reforma agrária com os agricultores que no interior do Estado foram perdendo suas terras por causa do plantio extensivo da soja.

Alguns colegas chegam a atribuir a influência que André Pereira tinha sobre Carlos Wagner o motivo que teria tornado este último o grande repórter dos sem-terra durante muitos anos em ZH. Completava o trio de repórteres especializados em assuntos de campo Humberto Andreatta, o Betão, que faleceu em 2008,vitimado por um enfarte.

André é filho de Mário Lopes Pereira e de Cecília Simas Pereira.
Morou na rua São Francisco,446 e trabalhou,além da Zero Hora, na editora Abril(Revista Veja) - de onde ele se demitiu por não ter concordado com a reescrita de uma reportagem sua que enviara a editora em S.Paulo.Andrétambém fez parte de uma equipe de repórteres que trabalharam no interior do Estado, mais precisamente no jornal O Interior, em Carazinho, sob a liderança de Waldir Hech.Ganhador de alguns prêmios ARI de Jornalismo, André Pereira é há vários anos assessor de imprensa do deputado estadual Adão Villaverde(PT).
André foi casado com a fotógrafa Jaqueline Joner com quem teve o filho Pedro.
Nas horas de folga, gostava(e gosta) de bater uma bola com os colegas e amigos.

Eu X Eles - Coleguinhas


Adão Oliveira

Não queira ter o Adão de inimigo que o diga o Haroldo de Souza!

Nascido em Canguçu em 21.03.1949( estará de aniversário este final de semana) Adão Osmar dos Santos Oliveira, atual colunista do Jornal do Comércio e comentarista político da Band AM além de titular de um site
é do típo de pessoa que gosta de dar uma ovelha pra não entrar numa briga mas de dar 10 pra não sair dela.Que o diga o radialista e atual vereador Haroldo de Souza(PMDB) que em 1982, por desavenças como Adão Oliveira- na época coordenador de esportes da Gaúcha - foi tirado da escala de narradores da rádio Gaúcha para cobrir o Mundialito, em Montevideo.
Adão marcou tanto Haroldo na paleta que alguns anos depois deu um pau no coleguinha na sua coluna do JC porque na noite anterior Haroldo de Souza, narrando um jogo no estádio Olímpico foi interrompido de Brasília pelo correpondente da emissora que queria transmitir a notícia da morte do deputado federal Luís Eduardo Magalhães(PFL), em circunstâncias não esperadas, de um enfarte.
Haroldo interrompeu meio que abruptamente o colega de Brasília e dias depois levou um pau na coluna do JC do Adão.
Adão é filho de Marcelino Coutinho de Oliveira. Já residiu na Rua Marechal Mesquita, 244. Trabalhou na Rádio e TV Gaúcha, mas nunca trabalhou em Zero Hora.
Foi casado com Marta(27.05.1947) e com ela tem os filhos Janaína(27.08.1976) e Marcelo( 29.12.1979).
Agora está casado em segundas núpcias.

Adão nos finais de semana vai para a Serra gaúcha, mais precisamente Canela, onde tem uma casa perto do Hotel Laje de Pedra.Seus colegas mais chegados são Felipe Vieira, Nikão Duarte, José Luis Monteiro Fuscaldo.
Quando foi inaugurado o trem metropolitano, em 1984, ele veio de Brasília especialmente para coordenar a assessoria da estatal,encarregado pelo ministro Cloraldino Severo pra a missão. E saiu-se bem.
Trabalhou ainda com o governador Amaral de Souza. De tão amigo que foi do jogador Falcão, do Inter,quando este se mudou para Roma, para jogar lá,Adão trabalhava no Palácio Piratini, mas conseguiu com seu chefe,Roberto Eduardo Xavier, o Bodoque, 15 dias de folga para ir visitar o amigo em Roma.É Adão é assim: é oito,ou oitenta!

Coleguinhas

* O prefeito de S.Gabriel, Rossano Gonçalves, dia 17/03, foi comemorar no Barranco sua absolvição durante a tarde no TRE.

* FM Cultura vai comemorar 20 anos no dia 20/03.

*Publicidade da Assembléia Legislativa para este ano está demorando a se definir. Já estamos no terceiro mês do ano.Há rumores de que propaganda do poder legislativo em sites estaria complicada. Ué, porque? Sites não são veículos de comunicação? que requerem profissionais tão sérios como nas rádios, tevês e jornais?

* Revista Carta Capital dá um " furo" na edição desta semana informando que o bispo Edir Macedo está doente. E não é pouca coisa. Dono da Record e dirigente máximo da IURD, talvez seja a pessoa que mais poder concentra no país,depois de Roberto Marinho, na área das comunicações.

O Nacional, jornal tradicional de P.Fundo


Mucio de Castro, pai de tarso

Múcio de Castro, nascido em 8/6/1915 foi o fundador do Jornal O Nacional,de P.Fundo, que é quase um porta-voz da região.

Múcio,além de jornalista, foi deputado estadual pelo antigo Partido Trabalhista Brasileiro.(PTB).

Pai de Tarso de Castro, o filho mais velho que se tornou uma lenda do jornalismo brasileiro por ter fundado o Pasquim,em 1969, Múcio passou o jornal O Nacional para o filho, Múcio de Castro Filho.

Uma das filhas de Múcio é casada com outro jornalista,Idalino Tasca,de Barra Funda,hoje município, mas antigamente um distrito de Sarandi.

Assim que os jornalistas da região em encontram no O Nacional.

Na mesa do Barranco

Nestes 40 anos de Barranco, muitos episódios e negócios foram decididos na mesa da famosa churrascaria da Protásio.

Por exemplo, Júlio Pacheco lembra que foi durante um almoço naquela casa que ele lançou o cronista Paulo Santana na mídia pra fazer um comercial dos televisores Colorado RQ.
Foi assim:
O presidente da empresa que produzia os televisores Colorado RQ, ainda em preto e branco, veio ao Sul porque aqui as venda não iam bem.

Foram almoçar no Barranco e Júlio convenceu o empresário a substituir o cantor Teixeirinha ( muito popular naqueles anos 70 com seu programa Teixeirinha amanhece cantando, como se fosse um Gugu Streit, da Farroupilha, hoje ) pelo cronista que começava a se tornar popular.

O empresário topou e no domingo do Grenal, Santana realmente entrou no estádio Olímpico portando uma camiseta com a marca daqueles televisores.

Antes passara a semana dizendo no Sala de Redação que entraria no grenal com a camiseta do Colorado.É claro que o grande público pensou que seria a camiseta do Inter, era do televisor.

Júlio Pacheco lembra que Pelé também participou do comercial.

Barranco 40 anos!

* Um diretor da casa não entende como existe na praça um boato de que a casa estaria quebrada,devendo impostos.

*Abadia, o André, o guarda-carros que trabalhava em volta do Barranco, agora está apenas durante o dia.

* O Barranco nunca quis colocar fotos de ninguém na parede. Se contenta um desagrada dois.

Memória da Imprensa

Benito Giusti, hoje morando nas cercanias do Parcão,está gozando de sua aposentadoria mas houve tempo que deu muito duro. Quando era diretor da Folha da Tarde - ele deu uma informação que acabou o complicando com o III Exército.Eram anos ainda da " redentora". Benito foi chamado do III Exército para prestar esclarecimentos sobre aquilo que tinha escrito mas sua surpresa maior foi no dia seguinte ver publicada no jornal concorrente, a Zero Hora, na página 3, uma nota na coluna assinada por Carlos Coelho(Informe Especial)-falecido- que dizia mais ou menos o seguinte: agora que estamos em início de uma abertura política, vem um jornalista provocar os militares".
No III Exército, o General Álvaro Alves da Silva Braga (falecido) recebeu Benito e o tranquilizou: entendeu que era missão do jornalista dar a informação.

Dica saiu da prefa,subiu a Uruguai pra terminar a briga com o marido


Celso Augusto Schroder

O jornalista e professor da Famecos, Celso Augusto Schröder era presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS ( foi durante duas gestões) e estava numa reunião tensa de diretora.

Sua esposa, também jornalista, a Dica Sitoni, trabalhava na assessoria de imprensa da Prefeitura de Porto Alegre. Telefonou pro marido e os dois começaram uma discussão.
Dica, que é mulher de faca na bota, desligou o telefone, saiu pela porta da prefeitura e subiu a rua Uruguai, atravessando algumas poucas quadras. Chegou 10 minutos depois,entrou na sede do sindicato localizado na rua da Praia e pediu pra falar com o marido. Informaram que ele estava reunido.
Ele interrompeu a reunião,puxou o marido para uma sala contígua e "terminaram a briga" numa saleta.

Hoje, Celso Augusto Schröder ocupa a Superintendência de Comunicação Social da Assembléia Legislativa do Estado.Dica Sitoni trabalhou na gestão passada como assessoria de imprensa do prefeito Ary Banazzi, em S.Leopoldo(RS).

De primeira

Os chamados deputados estaduais "albergueiros" estã tendo seu julgamento pelo TSE adiado. O do deputado Giovani Cherini(PDT) foi marcado para a próxima terça-feira,dia 24/03.

Coleguinhas


Mauro Santos de Mattos

O fotógrado de Antônio Britto só desconfiou que o chefe perderia a eleição na véspera.

Mauro Santos de Mattos foi o fotógrafo do governador Antônio Britto Filho em 1998,quando este tentou reeleger-se governador do Estado. Mauro só desconfiou de que Birtto perderia a eleição poucos dias antes,quando foram fazer uma "arrastão" da campanha em Viamão e ouviu da boca do governador licenciado - era assim que Britto exigia que seus assessores o chamassem - a fatídicafrase:"acho que ainda tenho chances".

" Se ele acha que anda tem chances é porque considera a eleição perdida",raciocinou Mauro, que não queria saber da notícia.Olívio Dutra, oponente de Britto elegeu-se governador com o apoio do pDT. Coisas da política.

Como fomos colegas naquela campanha, desafiei Mauro Mattos prum jantar no Riverside´s: se houvesse segundo turno, ele pagaria o jantar, se não houvesse, eu pagaria. Foi-se pro segundo turno e ainda o candidato para o qual Mauro trabalhava perdeu a eleição.

Poucos dias depois abriu a Feira do Livro de Porto Alegre.Encontrei o Mauro lá, puto da vida.
- Não te pago a janta e não falo contigo,desabafou.

Mauro entrou depois para o Jornal O SUL e atualmente está aposentado,até onde sei. Ele nasceu em Porto Alegre,filho de Ademar Estácio de Mattos e Maria Nina S.Mattos.
Trabalhou no Correio do Povo, na Objetiva Press, na Zero Hora(onde fomos colegas) e no Palácio Piratini.
Mauro foi casado com Rosa Maria( 23.12.1952) e tem os filhos Alexandre( 07.05.1975) e a filha Tatiana( 10.07.1977).

Coleguinhas


Lucia Fontanivi

A Lúcia levou um gancho do Bastos por ter colocado a imagem do Brizola onde ele aparecia ao lado do líder.

Maria Lúcia Furtado Fontanive nasceu em Porto Alegre no dia 31.05.1957,filha de Maria Apparecida Furtado Fontanive e de Bentito Fontanive.
Formou-se em Jornalismo pela Fabico(UFRGS).
Trabalhou de repórter na ZH e foi editora da TV Gaúcha,atual RBS TV.
Uma vez,quando era editora do Jornal da Globo, na parte regional, ela colocou no ar uma visita que Leonel Brizola fez a emissora e foi recebido pelo diretor Carlos Bastos.
Bastos no dia seguinte deu-lhe um gancho: ela colocara no ar uma imagem do Brizola onde ele aparecia recepcionando o líder trabalhista.
Depois de alguns anos tocando uma empresa de assessoria de imprensa, Maria Lúcia Furtado Fontanive voltou ao batente das redações: está na TV Record,canal dois, levada para lá por Marcos Martinelli. Os dois haviam sido colegas na RBS TV.Lúcia foi casada com Roberto Andrade,o Beto, com quem tem um filho.
Reside,ou residiu na rua Corte Real,523/13.

Coleguinhas

* Presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Nunes, opina que a faculdade de Jornalismo da FEEVALE é uma das melhores que tem por aí...

* Ataídes Miranda está de férias na rádio Guaíba....

* Mesmo tendo assumido a Superintendência de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado, Celso Augusto Schröder continua dando aulas na PUC(Famecos).

Histórias do Barranco

* Na madrugada de 17 de março de 2008, uma quadrilha de assaltantes invadiu a churrascaria Barranco.Era já madrugada de segunda-feira. Estavam no Barranco, o filho do dono, Junior, mais alguns fregueses entre eles Caio Araujo Ribeiro, o advogado Luis Fernando de Araujo Elhers, o " Lulu",entre outros.

Os assaltantes pelaram todo mundo. " Lulu" já tinha tomado uns tragos,principalmente champagne, que é o que ele bebe, e reagiu com o bandido que lhe deu um coronhaço e um tapa no rosto.
Os amigos de Lulu espalharam depois que ele teria pedido areglo com o bandido:
- O meu, vamos tomar uma champagne antes!

*Desta história sou protagonista.
Num final de ano da primeira metade dos anos dois mil, saí na véspera de um feriadão de Ano Novo pra caminhar. Eu morava na Rua Perpétua Teles,55/203.
Quando cruzo a Perpétua e me encaminho em direção a Jaime Telles, onde se localiza os fundos da churrascaria Barranco, vi um papel no chão. Agachei-me instintivamente e o juntei.
Logo,logo não dei muito bola. Botei no bolso e fui fazer minha caminhada. Na volta, olhei aquele rascunho com muito nomes de jogadores do Internacional,
tinhaaté o celular do atacante Viola, no rascunho. E desenhado um mapa de um campo de futebol, com todos os nomes que o Internacional de Porto Alegre estava,ou queria, querendo contratar.
Vi logo que se tratava de um bilhete indiscreto, que continha muita informação.
Guardei-o e pensei em levá-lo ao Hiltor Mombach, colunista de esporte do Correinho.
Passou-se o feriadão e no primeiro dia útil fui na Rua da Praia. Lá encontrei o colega Fernando Albrecht,que praticamente me tirou o rascunho da manhã.
Deu na sua coluna, tudo o que estava ali não foi desmentido. Até o celular do atacante Viola era legítimo.
O Jornal do Comércio chamou o episódio de " Dossiê Barranco" fez várias matérias mas oficialmente o Inter nunca assumiu nada.
Nem confirmou,nem desmentiu.
Até hoje não adianta contar a história,como ela realmente aconteceu. Os caras não acreditam. Acham que algum garção achou o rascaunho dentro do Barranco e me passou. Não é verdade, eu vi o papel no chão o e juntei. Se fosse um bilhete, teria ganho na loteria.

* Uma boa história contada por um garção de lá, o Sadi, é o que ocorreu com uma turma que foi jantar lá num sábado de noite. Comeram e deixaram um bebê de poucos meses dormindo embaixo da mesa.Pagaram a conta e foram embora.
Quando os garçãos foram fazer a limpeza viram aquele moisés ali. Ficaram apavorados. De quem seria a criança?
Empoucos minutos chegou um pai e uma mãe em pânico atrás do filho.

* O dono Santo Tasca, do Barranco, uma vez notou que Dirceu Sperotto estava demorando muito a sair do banheiro.
Foi lá conferir e não deu outra: estava a mil com uma cantora de nome nacional.

O ´Ti-ti-ti´ das cantoras do rádio


da esq p/ dir; Elllen de Lima e Carmelia Alves, duas das cantoras da noite

Um repórter tem que ter sorte. Quem não precisa desta bruxa!

Pois sexta-feira última,dia 13/03( era dia de sorte, não de azar, e havia uma linda lua cheia no céu)fui ver o filme as cantoras do rádio,no Santander. Quando o filme estava indo pro final,sentaram do meu lado duas senhoras, que pelo linguajar entra elas notei logo tratarem de cariocas,ou que moravam no Rio de Janeiro.

Me caiu a ficha: eram Carmélia Alves e Ellen de Lima, que depois do final participaram de um bate-papo com o diretor do filme e outro convidado.
Só que as duas fofoquearam pra cacete nos dez minutos finais do filme revelando bastidores dos personagesm que iam desfilando na tela.

Não vou contar aqui por respeito às duas cantoras. Mas um comentário que a Carmélia Alves, a mais ferina das duas,fez eu concordo: a Marlene só fala dela mesma....

Pra ver como fofoca não é coisa de idade....

Coleguinhas

* Manhã de segunda,ontem,dia 16/03, Rogério Mendelski e Rui Strelow recordaram fatos acontecidos outrora na rádio Guaíba. Como o dia que Paul Muriah esteve dando entrevista pro falecido Osmar Meletti, do programa Discorama, e depois Meletti pediu pra ele tocar uma música no piano que havia no estúdio." Quando ele sentou no teclado saltaram remédios de dentro do paino que um colega nosso guardava" lembrou Strelow.

* Hoje este piano foi levado para a TV2, TV Record.

*Cesar ¨Tasca, Felipe(dono do Metropolis) o garção Queijinho(Daniel) reuniram-se no domingo de noite no restaurante Metropolis, na praça João Antônio,ao lado do estádio Olímpico. E dê-lhe cerveja e carreteiro.

* Neste bar, um sábado à tarde, um coleguinha tomou várias jarras de vinho. Na hora de pagar a conta queria pagar o que ele queria pagar. O dono, o Felipe, entessou. Ou paga tudo, ou nad.a
Foi um garção e o radialista- muito conhecido, por sinal - pra segunda DP. O garção voltou de lá com a grana. Chinelagem pura, como se diz...

*Cesar Tasca, do Agápio Lanches, na José de Alencar, virou anunciante da Folha do Porto, da Sayonara e do Bertrand Kolecza.
Este jornal está tomando conta do público que um dia foi do OI Menino Deus.
É o único jornal que não aceita anúncios de órgãos do governo.

* Por enquanto, nenhum jornal da ARI....Só papo.

*O que um dia foi visto com desprezo - a venda de livros porta a porta, como as vendedoras de Avon, ou da Natura, de Curitiba,- está sendo apontada por estudiosos como o futuro da venda de livros. Como diz aquele ditado antigo, longos dias têm cem anos.

Bastidores dos bares de Porto Alegre

Recebo do advogado,ex-garção do Barranco e empresário,César Tasca, sobre os 40 anos da churrasquaria da av. Protásio que faz niver no dia 11 de abril vindouro.

O Barranco nasceu de um lance de sorte do seu fundador,que ganhou duas vezes seguidas no Jogo do Bicho.

" Carta a Santo Tasca

Há vários anos que deves repousar em paz.Foi nos idos dos anos 50 do século passado, que deixastes a Linha Agusso, para vires a Porto Alegre trabalhar, junto com uma mulher poderosa, a Tia Elza.

De pronto comprastes o Bar Azul, que o transformaria em restaurante e churrascaria, o " La Churrasquita". Para tal operação, usando tua sagacidade pusestes dois cardápios: um, com preços elevados, para os habitués do trguinho,cachacinha com bitter, e o outro com preços normais, para os clientes que formariam um dos melhores restaurantes da época.Em pouco tempo, só os clientes do segundo cardápio seriam os frequentadores da casa. Também, com a Tia Elza comandando a cozinha!

Em 1969, com o Osvaldo e o Tio Albino, fundastes o Barranco, que agora completa 40 anos e esta é a razão destas linhas.Na mesma época o Beira-Rio era inaugurado, e segundo tu contavas, um galo, veio daquele estádio e se assentou no sobrado da casa e cantou. Se veio,realmente doBeira - Rio não há testemunhas, mas ninguém contestou a história,até agora. O fato é que o gala cantou e isto foi tomado como um sinal de augúrio para a casa, bons ventos soprariam ali, como até hoje.
Reza a lenda que um bom negócio, o elemento sorte é fundamental. E isto tu tivestes. Estavas abastecendo teu carro, quando o motorista do carro que abastecia primeiro deixou cair 300 cruzeiros. Não me lembro a moeda de então, mas pegastes o dinheiro e saístes atrás do carro para devolver aquilo que não lhe pertencia.

Não conseguindo encontrar mais o motorista, fostes entregar o dinheiro para o Pão dos Pobres. o padre queria dar um recibo da doação, mas alegastes que como o dinheiro não era seu, não era necessário. Ante a insistência, pegastes o recibo e porque não, jogastes no bicho. Pegastes de prêmio 3.000,00 cruzeiros e com este valor comprastes um Opala Comodoro, lembro que saiu por uns 7.000,00 cruzeiros.
A sorte não parou aí. Com o número da placa do Opala, apostantes no bicho novamente e não precisa nem contar o resto da história.. Tanta sorte que o investimento feito no Barranco foi recuperado em menos de dois meses. Quem consegue isso?

Dizem que tinhas mais de 300 afilhados. Não sei quiantos, mas quase todo dia aparecia alguém para ser socorrido.

E isto era impressionante: todos que precisassem ,tu ajudastes, de alguma ou de outra forma. Até meu pai que faliu duas vezes,encontrou em ti o guarda-chuva. Na última falência contam que meu pai na pequena cidade onde morava, só não devia para o vigário da paróquia, mas já estava pensando em lhe fazer uma visita.
Trouxestes mais dois irmãos teus para a sociedade, o tio Ernesto e o tio Vicente.Saindo o Osvaldo do trio original.

Tinhas uma peculariedade. Se gostavas de alguém, tiravas até o sapato para esta pessoa, mas senão cruzavas com a cara da pessoa, sai de baixo. Neste ponto,devo dizer quenós não nos cruzávamos as caras, mas nos quinze anos que trabalhei contigo,sempre houve respeito e quando precisei,bem, eu era parente também,nunca tive não como resposta.

Eram quatro irmãos trabalhando junto com personalidades um tanto distintas e enquanto estavas vivo, a unidade foi mantida.
Lembro que o sonho da Tia Elza era fazer uma viagem " volta ao mundo". Mas preferias as férias em Novia do Mar ou as visitas em Sarandi,saudades da origem.

Agora, a casa que tu criastes e foi tua cara até morreres, completa 40 anos,e parece que nem teus filhos vão lá comemorar. Mas não esquenta, por aquelas árvores contam que muitos fantasmas andam por lá desde que ali era um quartel-general na Guerra dos Farrapos. Talvez algum velho frequentador dos que ainda vivem te veja por ali olhando atentamente debaixo daqueles óculos de lente grossa.

No mais, deves descansar em paz, que dono de restaurante, normalmente é assim que consegue um pouco de sossego".


Nota do editor:
O acima me faz lembrar um ditado que existe lá na minha terra:
" qui sparanha, gata manha"( quem pouca, o gato come...)

Evento na Fiergs dá continuidade a ciclo de palestras de Mendes Ribeiro Filho


Mendes em evento promovido na Fiergs em 2007, com o presidente da entidade, Paulo Tigre

Em março, Mendes retomou sua agenda com força, onde apresenta palestra sobre os trabalhos na Comissão de Orçamento (CMO), entre as quais, a que está programada na Fiergs na próxima terça-feira (17/03), às 18hs na sede da entidade, em Porto Alegre. O parlamentar já programou visitas ao Interior gaúcho, bem como em Brasília, onde marcou presença nos Ministérios do Esporte, Planejamento, Turismo, Secretaria Nacional de Segurança Pública, FNDE e ainda, com a ministra Dilma Roussef, ao qual defendeu pleitos do Estado. Também em evento promovido em Canoas, na manhã desta segunda-feira (16/03), o peemedebista proferiu palestra às lideranças do muncípio, com a participação do prefeito da Cidade, Jairo Jorge. Em sua apresentação, o peemedebista discorreu sobre a questão do Orçamento da União, o panorama político e os investimentos a serem realizados na Região Metropolitana, como o Trensurb.

A ( triste) história dos quatro irmãos fundadores do Barranco!


Vicente e Santo Tasca - Fundadores do Barranco

No dia 11 de abril deste ano, o bar e churrascaria Barranco completa 40 anos com o mesmo clima descontraído de quando foi fundado.Pelo menos assim o dizem os que o conheceram desde o começo.
Não acontecerão festas - uma festa para um evento deste quilate estaria orçada em 200 mil reais - e os atuais donos do Barranco - localizado na av. Protásio Alves,1578 - optaram por comemorar a data de forma simples, dando de brinde um botão comemorativo da data e mais uma edição da revista do Barranco(será a terceira).

A historiografia oficial não fala muito disto, mas a história do Barranco é também a história triste de quatro irmãos que no final não se entenderam entre eles.Não fizeram sucessores, a não ser um deles, o Vicente. Os demais preferiram vender suas ações para um funcionário que galgou posições na casa,até tornar-se o principal acionista. Falo de Elson Furini.
Como costuma acontecer com sociedades entre familiares,houve muitas desavenças no final.Acusações de parte a parte,muitas queixas de que viúvas de ex-donos no final da vida não tinham recursos nem para comprar remédios para tratar de suas doenças.
Pelo menos é o que conta um dos sobrinhos dos fundadores, César Tasca, que foi garção da churrascaria durante muito anos.Hoje César Tasca é dono de uma casa de lanches, na av. José de Alencar.

Dos quatro irmãos fundadores do Barranco - Santo, Albino, Vicente e Ernesto - apenas Vicente, pai de Ilmar José Tasca( O Chiquinho) que tem 30% da sociedade,continua vivo. Está com 86 anos e ainda comparece quase que diariamente à churrascaria.

Santo, o pioneiro

Segundo os dois ex-garçãos do Barranco , Felipe, hoje dono de um restaurante na Praça Antônio João, no bairro Azenha, o Metrópolis e César Tasca, o fundador do Barranco foi Santo Tasca, que não era marinheiro de primeira viagem.
" Ele estava procurando um local pra botar um bar ao ar livre, porque uma churrascaria com ambiente fechado ele já tinha, já que era o dono da Churrasquita, no centro da cidade, na rua Riachuelo" diz César.Tanto é verdae]de que a idéia dos fundadoresera de que fosse um bar que no nome consta Bar e Churrascaria Barranco. Ninguém diz isto, mas os donos queriam que fosse apenas bar, de petiscos e chopp. Churrascaria eles já tinham, a Churrasquita. Mas o povo quis o churrasco e a casa virou no que virou.

Um dia, como conta a lenda, Santo teria ido a uma festa e na descida da avenida Protásio Alves - quando se podia estacionar dos dois lados porque não havia corredor de ônibus - viu uma placa de aluga-se no meio daquelas árvores quase centenárias. No local funcionava uma escola maternal. Luís Fernando Verissimo na revista do Barranco número 1, diz que " nossa filha Fernanda estudou no Jardim da Infância que havia no casarão original e não foram poucas às vezes que fui levá-la ou buscá-la".

Felipe, que acompanhava Santo Tasca, diz que a relação dos moradores da região com o Barranco foi imediata." Não houve um período de pouca freqüência. Nos primeiros dias de abril,quando abriram a casa, começaram a vender chopp que foi uma loucura. Fez um calorzinho naquele abril de 1969 e desde então isto parece que tem um sapo enterrado debaixo daquelas árvores, tá sempre cheio" relembra Felipe, que saiu da casa, depois que o fundador, Santo Tasca, se retirou.

Fantasmas no sótão

Evidente que muitas histórias os garçãos ou ex-garçãos tem para contar pois em 40 anos de vida, muitos fatos sucederam. " Quando o Barranco foi aberto, em 1969, uma mulher que botasse os pés lá era vista como uma puta" conta um morador da Corte Real, em Petrópolis,que viu os primeiros dias da nova churrascaria pra caracterizar o quanto a casa mudou e quanto os costumes mudaram em 40 anos.

Uma noite, conta ainda a lenda do Barranco,havia rumores de que eram vistos fantasmas na parte superior da casa.E lá pelas 11 da noite, um garção que já dormia para no dia seguinte acordar cedo,teria visto um destes fantasmas circulando pelo sótão. Desceu a escadaria e atravessou todo o salão correndo só de cuecas. Foi parar em plena avenida Protásio Alves. Depois foi pra casa dormir, porque morava em Alvorada.

Não era uma festa
mas um velório

Outra história das mais lembradas entre os garçãos mais antigos diz respeito a uma célebre noite depois do expediente que três garçãos - Palhinha, Jorge Sadi de Oliveira, o Sadi, e o Borges estavam combinados de participar de uma festa no Morro Santana.

Quando terminou o expediente, lá se foram eles no " navio negreiro", o ônibus que serve a linha do Morro Santana.
Chegaram lá na casa indicada pelo Borges lá pelas 4 da manhã.Botaram o pé na porta equando viram, havia um " presunto" sendo velado dentro da sala e algumas poucas pessoas velando o cadáver.Não era uma festa que eles foram, era um velório, brinca até hoje o colega Felipe, relembrando o episódio.

Argentinos fugões

Clientes fugões são comuns numa casa com tanta freqüência." Uma noite dois argentinos comeram a noite toda e beberam. Na hora de pagar, fugiram. Eu me pendurei no carro dos dois e na descida da Protásio, quando eles tiveram que parar o carro na sinaleira com a Lucas, desci do carro e cobrei a conta. Fiz eles pagarem a conta,senão chamava os brigadianos" lembra Felipe,
Uma outra noite, dois outros clientes fugiram sem pagara conta pela Amélia Teles e o garção Sadi correu atrás do carro até a avenida Nilópolis, mas não conseguiu pegá-los.

Uma noite,houve também um mal-entendido. Um dos supostos fujões sem pagar conta, estava vestido meio maltrapilho numa das ruas lindeiras do Brranco, dois ou três garçãos o pegaram achando que era ele que havia jantado e depois sumido. Deram um pau no cara. Só que o sujeito não tinha comido na casa e era filho de um general.Os donos tiveram que pessoalmente pedir desculpas ao rapaz e ao pai dele.

O Barranco é feito assim, de muitas histórias.De gente que casou lá dentro, se separou lá dentro, casou de novo lá dentro.
Houve uma época que era o local da cassação de Portinho. Tanto que Continental, uma rádio tri descontraída nos anos 70, costumava dizer sutilmente em seus bordões:
- Na Porto Alegre, dos maridos em férias....tantos graus.

Só faltava dizer, que estão todos no Barranco.
Hoje não, hoje o público feminino frequenta a casa pari passo com o masculino.
É uma casa que não é mais acessível a qualquer bolso, como o foi no passado.
O segredo do Barranco?
Olha, acho que eu sei o segredo da casa : na noite do sábado de carnaval passado,dia 21/02, fui lá jantar com familiares. Um dos garçãos ainda brincou: hoje em Porto Alegre, só estão abertos a rodoviária, o HPS e o Barranco.
No dia seguinte,domingo,dia 22, lá pelas 9 horas, estava na frente da churrascaria esperando uma carona.Iria pro interior. Quem vejo descendo do ônibus na parada Eça de Queiros,da Protásio? o garção mais antigo da casa, Antônio Carlos Vieira, o "Xumbinho".Mas não era o primeiro a chegar.
As funcionárias da limpeza já haviam feito a faxina. Ao meio-dia o Barranco atenderia a escassa cliente que estava em Porto Alegre,
Quem estava aberto em Porto Alegre no domingo de carnaval?
O HPS, a rodoviária e o Barranco.

Coleguinhas


José Antonio Zulian

Os repórteres motoqueiros

Conheci dois coleguinhas que eram motoqueiros.Marcelo Rech, hoje diretor-geral de Produto da RBS e José Antônio Zulian, que depois de trabalhar em redações, andou assessorando alguns políticos.

José Antônio Zulian nasceu em Lages,Santa Catarina em 15.06.1953,filho de José Antônio Zulian e de Maria Francisca Delfes Zulian.Residiu uma época na avenida José de Alencar,509.

Nos anos 70, na ZH tinha como companheira, a colega de redação Cristina Blauth, filha de um general.
Uma das reportagens que teve maior destaque de José Antônio foi uma matéria que ele fez,saindo de Porto Alegre e indo até o Mato Grosso
mostrando os diferentes paisagens humanas e geográficas.

Não tenho certeza, mas acho que ele ganhou um prêmio ARI com a reportagem.

Marcelo Rech iniciou sua profissão de repórter na Empresa Brasileira de Notícias, a EBN . Filho de um general,foi levado para a redação da ZH, nos anos 80, pela editora Núbia Silveira para ser repórter especial.
Fez uma ascenção vertiginiosa na empresa.
Chegou a editor-chefe e no ano passado passou o bastão para o colega Ricardinho Stefanelli.
Marcelo também fora um repórter motoqueiro.
No ano de 1991 ganhou o primeiro lugar no Prêmio ARI de Jornalismo pela ZH com a matéria Guerra no Golfo" e em 1992 também conquistou o primeiro lugar no Prêmio ARI de Jornalismo com a reportagem " Operação Uruguai" também publicada em ZH.

Coleguinhas

* O apresentador do programa " Motivos de Campo" da rádio da UFRGS que antecede,aos sábados, o " Conversa de Jornalista" transmitido do barzinho da ARI esteve no local no sábado 14/03.

* Elmar Bones da Costa, o Bicudo, ficou impressionado com o que chamou de solidão da Yeda da quarta-feira,11/03, na Federasul.Era pra bombar, e segundo " Bicudo" diretor da JA Editores, não bombou.

Coleguinhas

* Coleguinha Ségio Becker poderá se incomodar com a carta que mandou pro recente número do Jornal da Noite. Intitulada Boca Livre,ele fala assuntos sobre os quais não tem domínio. Só não vou abrir um processo contra ele porque o Becker foi o copy que me ensinou a escrever na redação da ZH em 1973, quando nós entramos no Jornalismo não por vocação mas porque queríamos fazer a revolução,ou seja, dar pau nos milicos.

*Na fila do lançamento do Livro do poeta Luís de Miranda, na noite do dia 11/03, Clóvis Malta e Olyr Zavaschi.Foram prestigiar quem tanto colabora com o Almanaque da ZH. Aliás ali são divulgadas muitas poesias do Luis de Miranda e livros do Sérgio da Costa Franco. Eu,particularmente, não posso me queixar porque sempre que lancei um livro, o Zavaschi publicou seu lançamento.

* Quando Antônio Goulart fazia o Almanaque da ZH,seguidamente era procurado por leitores que queriam saber quanto e le cobrava pra publicar um poema deles ali. Não cobrava nada, por supuesto.

Eu x Eles - Coleguinhas


Ise Mara Silveira

A beleza estonteante que deu rebu na redação!

Em carta que recebi da colega Heloiza G. Hercovitz no ano passado, ela mencionsa um personagem da redação da Zh dos anos 70." O Vladimir já estava casado com outra, não sei se era aquela mulata linda da ZH que era casada com alguém da editoria de Esporte ou se com a japonesa que tinha sido namorada do (Eduardo )San Martin".

Sem querer,ou querendo, a colega acabou relembrando um episódio que nos anos 70 mexeu com a redação do jornal onde estes personagens trabalhavam.
Ise Mara Silveira - mulata linda da ZH - que a colega Heloiza relembra esteve casada com o colega José Manosso. Os dois até moraram um tempo na França, Paris, se não estou enganado.
Depois Ise Mara se separou do José Manosso e começou a namorar outro colega de redação, o Vladimir Ungaretti, ou o " Canasvieiras", que era subchefe dereportagem.

Foi aquele rebu.
Os chefes tomaram partido, num assunto que só deveria dizer aos três.

Vladimir como uma espécie de represália,foi remanejado para trabalhar de madrugada no jornal. A ele cabia uma tarefa, completamente distante do dia-a-da da redação.
Vladimir e Ise foram morar em Viamão, num sítio que o Ungaretti tinha.
E vindo ou voltando do trabalho,acidentou-se no carro ou na moto que andava.
Pronto, virou vítima.

Quando começou a trabalhar na ZH,Ise Mara Silveira morava na av. Ipiranga,4740/356/bloco 3. Filha de Astrogildo Silveira e de Anita Scôtto Silveira, ela nasceu em Porto Alegre em março de 1949.Entrou pra ZH, como repórter.

Sua mãe,Anita, era funcionária pública.Ise Mara se formou na Fabico, da UFRGS.
Além da editoria de Economia de ZH, Ise Mara Silveira também trabalhou na Intermédio, do Isnar Ruas, em assessoria de imprensa. Anos depois teve sua própria assessoria. Hoje está aposentada.

Aborto, um assunto complexo!

Não entendi ainda porque o aborto não foi legalizadono Brasil - será que é mesmo porque a Igreja Católica é contra, ou é porque sendo feito às escondidas dá um grande lucro pra muita gente e pra muitas clínicas que o praticam sob o manto da impunidade?- Legalizado, caberá às autoridades de saúde pública assumirem os encargos das mulheres que não podem pagar um aborto, ou interrupção da gravidez(deseja ou indesejada). Aliás, eu particularmente não acho que existe gravidez indesejada, a não ser em caso de estupro. Rompimento de camisinha, é gravidez deseja, a mulher foi transar sabia do risco que corria.

Mas,enfim, muitas mulheres pensam diferente.

" Estão fechando as clínicas(de aborto) todos os dias uma mulher aparece pedindo o endereço de uma clínica. O (hospital) Fêmina) do grupo hospitalar Conceição só o faz com autorização do juiz. As grávidas geralmente têm entre 12 e 13 anos" desabafou uma representante de uma ONG na noite de 112/03, no debate que teve no Sindicato dos Bancários, depois de passarem o filme O Aborto dos Outros, de Carla Gallo( por sinal proibido na PUC-RJ).
Esta é a situação hipócrita que anda por aí enquanto o aborto é praticado em clínicas sofisticadas e outras nem tanto.

A sociedade já tem seus nomes próprios pra se defender da situação. No meio médico, os colegas que o praticam(legalmente ou ilegalmente) são os chamados " açougueiros".
Já nas vilas, onde as populações carentes sem assistência médica o praticam, denominam a mulher que o pratica com práticas domésticas e rudes de " mães de anjo". Pô que título mais irônico?

A cidade está cheia de placas penduradas nos postes de luz elétrica onde se pode ler: conserta-se gaitas.E um telefone. Dizem que ali está uma clínica clandestina de aborto.
Quando vai acabar com esta hipocrisia? Não é a única, mas é uma das tantas...
O assunto foi debatido no dia 11/03, no sindicato dos bancários, depois do filme da Carlo Gallo por três mulheres. A única que não confessou tê-lo praticado, mas que deu uma pista foi a médica Anita Lucas Oliveira, formada em Medicina, em Cuba, por sinal, onde o aborto é legal.

Memorial

Com a criação do memorial do Ex-presidente Jango em Brasília, os restos mortais ficarão em S.Borja,ou irão para lá?

Aveline teve que negociar com Paulo Santana o prefácio do seu " Macaco...."


da esq. p/ dir., Renato Pinto da Silva, José Manosso, João Borges de Souza, João Batista Aveline c/ a placa na mão e Paulo Santana em 1975 depois que Aveline saiu da cadeia.

Vão se completar agora no meio do ano 10 anos do lançamento do livro " Macaco Preso pra Interrogatório" de João Baptista Aveline.

Quando o livro ficou pronto, ele o encaminhou ao editor Paulo Ledur que depois de lê-lo mandou dizer que o publicaria.

Aí começou a negociação pro Paulo Santana fazer o prefácio.Santana leu o livro mas disse que somente o escreveria se ele retirasse uma crônica onde Aveline não deixava tão bem assim a empresa onde Santana trabalhava e ainda trabalha, a RBS.

Aveline capitulou.

Mas o prefácio do Santana acabou enriquecendo a obra, pois mostra bem quem era o João Aveline - ele tinha horror do segundo nome, Baptista -
principalmente seus comícios-relampagos que faziam dentro da redação por qualquer motivo. Aveline dava um discurso até pra defender um repórter.

Prisão

Quando foi preso, pelo Exécito, em 1975 - episódio descrito pelo sua filha em meu livro Pauta - Aveline foi levado para um quartel no Partenon. Vestido de mulher, ele foi sendo descontituído aos poucos. Até que entrou numa contradição e entregou tudo.

O que sabia e o que não sabia.
Isto ele contou depois ao colega Ib Kern.

Pros que não sabem, João Aveline, falecido em 13. de novembro de 2005,fora do Serviço Secreto do Exército, quando morou nos Rio de Janeiro, no tempo da ditadura de Getúlio Vargas.

Teatro Novo DC abre temporada de 2009 com Peter Pan e a Terra do Nunca

Foto: Sérgio Souza

A Cia. Teatro Novo volta aos palcos com a ESTREIA da grande produção:

“Peter Pan e a Terra do Nunca”

Direção de Ronald Radde

SERVIÇO

Temporada: 14 de março a 09 de agosto
Sábados e Domingos – 17h
Teatro Novo DC
Ingressos no local (1 hora antes da peça)
Inteiro: R$ 12,00
Clube ZH: 25% de desconto para titular e 01 acompanhante
Acima de 60 anos: R$ 7,50
Crianças até 02 anos não pagam.

Sinopse

O clássico eternizado na literatura e no cinema ganha uma versão da Cia. Teatro Novo com grande elenco, belos cenários e efeitos especiais, trazendo ao palco a história do menino que não quis crescer: Peter Pan. Uma aventura cheia de magia e encantamento.

Em cena, o grande navio pirata do Capitão Gancho, a árvore esconderijo dos Meninos Perdidos, os voos de Peter Pan com Wendy, a aparição mágica da fada Sininho, as grandes batalhas com piratas, índios, e a presença do crocodilo Tic-Tac.

Músicas e coreografias emoldurando uma das mais belas histórias de todos os tempos e que fala a todos os corações de todas as idades.

“É para as praias encantadas da Terra do Nunca que as crianças estão sempre levando os seus barcos. Nós também já estivemos lá. E, se fecharmos bem os olhos, ainda poderemos ouvir o rugir da arrebentação” A Terra do Nunca é o lugar onde os sonhos sempre se realizam!” James Barrie

Ficha Técnica

Texto de James Matthew Barrie
Direção: Ronald Radde
Direção de Produção: Ellen D´avila
Assistente Administrativo: Bernardo Altenbernd
Trilha Sonora Original: Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta
Letras: Simone Rasslan e Álvaro RosaCosta
Coreografias: Sayonara Sosa
Figurinos: Ellen D´avila e Titi Lopes
Confecção e Execução de Figurinos e Acessórios: Titi Lopes
Cenografia a Adereços: Júlio Freitas
Apoio/Execução: Joaquim Fiúza e José Cavalheiro
Contrarregra: José Hildemar Cavalheiro
Iluminação e Operador de Luz: Osmar Montiel
Operador de Som: Ronald Radde /Gabriel Severo
Equipe do Teatro Novo DC: Cristiane Cavalheiro, José H. Cavalheiro, Joaquim Fiúza e Osmar Montiel
Bilheteria: Hamilton Dias
Programação Visual: Rogério Araújo
Fotos: Sérgio Souza
Assessoria de Comunicação: Ancila Ferreira
Espaço de Artes Zoravia Bettiol: Ane Marie Kranen
Web Designer: Rosana Almendares
Projeto A Escola vai ao Teatro: Ronald Radde (coordenador)
Realização: Cia. Teatro Novo - 41 anos

Elenco

Peter Pan – KAREN RADDE
Wendy – ALINE JONES
João – CASSIANO FRAGA
Miguel – LUCIA BENDATI
Capitão Gancho – LEONEL RADDE
Barrica – ÁLVARO ROSACOSTA
Borraccio e Crocodilo TIC TAC – VINÍCIUS CÁURIO

Meninos Perdidos:

Red – ELLEN D´AVILA
Esperto e Índia Raio de Sol – DAIANE OLIVEIRA
Marcha Lenta e Cacique – CASSIANO DE SOUZA

www.teatronovo.com.br.

Eu x Eles - Coleguinhas


Nelci de Castro o "Leca"

Leka exibia pro Torves um brinde que ganhara de Roberto Marinho

Alguns anos atrás,quando o José Carlos Torves era presidente do Sindicato dos Jornalistas-RS, o Leka( Nelci canto de Castro) que chegou a trabalhar na TV Globo, junto ao dr. Roberto Marinho,segundo ele, aparecia no sindicato pra matear com o Torves - de quem era muito amigo - e relembrava esta e outras histórias.

Uma como a de uma manhã que ele fez uma molecagem num programa de grande audiência na rádio Gaúcha,quando tinha um programa entre 7h30 e 8h30, um jornal que ele lia junto com outro locutor.

Ele foi ler um telex de uma notícia da agência TASS e leu um sobrenome russo ao qual chamou de ESTROGONOFF, de pura sacanagem.

Assim que terminou o programa, o operador atendeu o telefone.
- Pois, não, já vou chamar um deles, disse o operador a quem estava do outro lado da linha.
E pra tremor dos dois apresentadores, o locutor fez o sinal que no outro lado da linha havia um sujeito de nariz volumoso que queria parlamentar.
- Vai tu atender que é mais velho,disse o colega do Leka.
Puto da vida do outro lado da linha estava o dono da rádio Gaúcha, Maurício Sobrinho.
- Que que manda patrão,começou a dizer Leka, com as boas.
E aí ouviu uma mijada daquelas do Maurício.
Leka depois trabalhou na direção da TV Gaúcha, hoje RBS TV, onde foi chefe de produção. Também trabalhou na TV Guaíba, nos tempos que Breno Caldas era seu dono.
Depois mudou-se para Manaus, onde foi dirigir a rede Amazonas de Televisão, uma filiada da rede Globo.

Nelci Castro, o Leka, nasceu em Porto Alegre, em 05.04.1941 filho de Álvaro Pires de Castro e de Natividade C. de Castro.
Residiu na av. Nilo Peçanha,396/1203.
É casado com Clarice( 24.02.1950) e tem o filho Rafael( 10.12.1974) e Rachel( 08.10.1977).

Eu X Eles - Coleguinhas


Mario Marona

Vou tratar hoje de dois " cupinchas" do velho João Baptista Aveline,quando ele foi chefe de reportagem da ZH, nos anos 70(segunda metade) ele protegia pra caramba. O velho enxergava longe. Tanto que um deles, Mário Marona, chegou a diretor de jornalismo da TV Globo. O José Zulian ficou pela província, e passou a trabalhar como assesor de políticos,além de ter integrado a imprensa da Assembléia Legislativa do Estado.

Mário Renato Gomes Marona nasceu em Porto Alegre em 06.03.1955,filho de Mário Osório Marona e Maria Z. Gomes Marona. Morou Rua Riachuelo,809/715.
Marona antes da ZH, foi um dos redatores da rádio Continental, que chamavam de a rádio de esquerda do Roberto Marinho.
Era " criativa", não de esquerda, na minha opinião.

Numa sexta-feira Santa, Mário Marona chegou pra trabalhar, meio azedo porque trabalhar em feriado ninguém gosta,embora depois pagassem hora extra. Ele recém estava começando na ZH, era tido por radical - apesar do seu talento - e pertencia a "LIBELU" -aquela corrente do Partido dos Trabalhadores que muito furor fazia no meio estudantil na segunda metade dos anos 70 e início dos 80.

Pois o Marona chegou meio dispiclente na redação e não imaginava a pauta que o velho João Baptista Aveline,seu chefe mediato, tinha lhe reservado para aquela sexta-feira da Paixão.Era aquilo que o Marona menos queria, principalmente prum radical como ele, tri de esquerda: ir no morro da Cruz cobrir a subida do morro,liderada pelo então Padre Angelo Costa.
- Esta pauta é uma merda, não vou fazer!

O velho Aveline sentiu que o osso era duro de roer." Eu gosto de fazer pauta social, não esta merda de pauta, de padre subindo o morro da cruz na sexta-feira santa" desabafou Marona.
Aveline, com aquela manha que lhe era peculiar- há quem diga que o velho foi um dos instrumentos mais úteis da direção do jornal dentro da redação justamente porque com seu charme de esquerda amaciava os jovens repórteres(talentosos) mas rebeldes e tinha contra ele o fato de ser membro do Partido Comunsita Brasileirao(Partidão) acusado pelas outras correntes de esquerda de ser tri conchaveiro - amassiou o rebelde Marona e o jogou pro Morro da Cruz pra cobrir o evento.

Já no entardecer, Marona voltou, sentou nas máquinas e redigiu seu texto. Antes de ir embora, Aveline, que gostava de ler as matérias antes de passá-las à secretaria gráfica, sentiu a maldade do Marona: bem no ´rabo da matéria´, como se dizia, ele colocouque a Maria Madalena ao lavar os pés de Cristo na cruz, o fez usando um balde de plástico comprado numa destas lojas de miudezas da Voluntários da Pátria.
Aveline tentou convencer Marona a tirar este deboche da matéria, mas or epórter foi irredutível: não queria que mexessem na essência do texto.
- Tá bom, reagiu o velho Aveline, com a redação já entrando em ritmo de fechamento.
Vou passar a matéria, mas tu não vais embora, fica aí pra ver o estrilo que o Gago( José Antônio Ribeiro, secretário do Jornal) vai dar quando ele ler isto aqui.
Não deu outra. Como a matéria seria capa no dia seguinte, pouco depois enquanto Aveline e Maronatomavam um cafezinho no bar do Aurélio Guillosso no subsolo, o Gaguinho teve tempo de ler a matéria e saiu bufando do cercadinho da secretaria em direção ao local onde estava a geral:

- Magro filho da puta, magro filho da puta, tu acha que eu vou deixar passar isto aqui, seu corno, tu queres me foder, tu queres me fazer perder o emprego desopilava o Gaguinho,furioso naquele seu jeito.

Aveline, quieto, só olhou pro Marona que matreiro fingiu que li o Estadão ou o Globo.
- Eu não te disse, desabafou o velho do alto de sua experiência.
Marona foi casado com Jussara Beatriz(companheira dele) que faleceu anos depois de um câncer.
Hoje,depois de passar pelo JN,da TV Globo,Marona mora num sítio e te um site.

Coleguinhas

* Na noite de terça,dia 10/03,depois que o Inter meteu 7 a 0 no Brasil de Pelotas, Sílvio Benfica, no estúdio da rádio Gaúcha, em Porto Alegre, tenta entrevistar o presidente do clube mais popular da zona sul do Estado.

- Alô presidente, diz Benfica, tudo bem?
E o outro com uma voz de poucos amigos achava que Benfica estava tirando sarro:
- Olha, Benfica, dentro das circunstâncias....
Aí caiu a ficha do Benfica:
- Sabe como é que é presidente, a gente diz mais por vício....

- Ah, respondeu o presidente do Brasil, e eu também respondo por vício.

Pô o Brasil tinha tomado sete, está com jogadores em campo que estão com costelas quebradas, tendo que pagar salários de jogadores machucados e os latinhas me saem com esta insensibilidade? Pode?
Quem quiser conferir, é só pegar a gravação.
Mas depois a entrevista rolou legal e o Benfica, com sua competência de sempre, levou na boa.

* Júlio César Magalhães, coleguinha assesor da diretoria da Fiergs, andava fulo estes dias com o que a mídia vem fazendo,segundo ele,com o Celso Roth,técnico do Grêmio. Um massacre,segundo o Júlio.

* Ontem,dia 11/03, na Guaíba, Nei Mânica, da Expodireto de Não - Me - Toque fala pro Mendelski que haverá uma festa lembrando 300 pessoas que contribuíram com o sucesso da feira" Trezentos e Um" diz Mendelski, porque também vou estar aí.

Comissão aprova audiência pública proposta pelo deputado Cassiá Carpes

Durante reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, o deputado Cassiá Carpes (PTB) teve seu requerimento, de inclusão da Fronteira Oeste no cronograma de audiências públicas da comissão, aprovado por unanimidade. A cidade de Alegrete, que é a coordenadoria da região, foi definida como sede do encontro. O deputado lembrou que "ao notar, na reunião anterior, que a Fronteira Oeste estava inserida na macro-região de Santa Maria, percebi a necessidade de criação desta nova macro-região, por ser um zona de grande importância para a economia e desenvolvimento do estado."

Foram citados algum temas urgente que os municípios tem tratado, entre eles carências de investimentos na área de saúde, doenças como a febre amarela e a leishmaniose, investimentos da Corsan na região quanto a questão do saneamento básico e o Aquífero Guarani.

A região da Fronteira Oeste engloba os municípios de Alegrete, Barra do Quaraí, Itacurubi, Itaqui, Maçambará, Manoel Viana, Quaraí, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana.

Carnaval de Uruguaiana uma sacada do prefa que deu certo!

O carnaval de Uruguaiana que agora está sendo chamado de " fora de época" - uma sacada do prefeito Sanchotene Felice(PSDB) - sempre foi muito forte,segundo recorda meu amigo e colega José Nelson Gonzalez, que nasceu lá e se criou naquela cidade fronteiriça."! Existiam dois blocos muito fortes.Os ´Loucos do Amor´e o `Cordão de Ouro`" lembra ele.
Os dois blocos eram rivais. O bloco `Loucos do Amor´era liderado pelos Fagundes ( nada aver com os Fagundes tradicionalistas,estes são do Alegrete,tchê!)." Eram 4 irmãos" conta Nelson.

Um outro Nelson,este ligado a Ulbra TV andou neste último carnaval fora de época em Uruguaiana evoltou contando que ele já é mais luxuoso do que o de Porto Seco, em Porto Alegre.

A tradição do carnaval de Uruguaiana tem uma explicação muito lógica, como tudo: os fuzileiros navais que iam do Rio de Janeiro para o porto fluvial de Uruguaiana é que na semana do carnaval saíam pras ruas pra festejar,lembrando sua cidade de origem.
Assim nasceu esta tradição uruguaianense.Mas também existe carnaval em S. Borja, e bem forte,por sinal.

Eu X Eles - Coleguinhas


Clóvis de Souza Maciel - Cinegrafista

Os (bons) cinegrafistas dos anos 70!

Alguns dos cinegrafistas da TV Gaúcha como Clóvis de Souza Maciel marcaram história na televisão do RS. Com seu estilo black power, Maciel,como é conhecido, nasceu em Bento Gonçalves em 06.07.1953 filho de Júlio Veiga Maciel e de Doralina de Souza Maciel.
Iniciou como cinegrafista nos anos 70 na TV Gaúcha, depois foi embora para trabalhar na TV Globo e agora está de volta para a RBS TV . Casado com Sandra Helena( 6.9.1955).

Alguns dos colegas de Maciel nos anos 70 na TV Gaúcha foram o Jair, o " Capacete"( Flávio) e o "Alegrete". Estes dois últimos estão mortos." Alegrete" quando cobria praia, no Litoral, fervia que só ele. Uma manhã,quando desci cedo para tomar o café da manhã porque tinha um compromisso em Porto Alegre vi uma cena insólita: " Alegrete" fazendo amor com uma funcionária do Hotel Beira-Mar,encima do fogão da cozinha do Beira-Mar, que evidentemente ainda não fora aceso." Alegrete" chegou a trabalhar como cinegrafista no Palácio Piratini.

Coleguinhas

* Marcelo Nepomuceno, do Jornalismo da Assembléia Legislativa,mandou pra salinha J.C. Terlera uma cópia do clipping dos jornais que os demais departamentos recebem. Boa medida!

*O helicóptero que sobrevoou o centro de Porto Alegre no final da tarde da segunda,dia 09/03 era por causa do imbróglio na sede da Corsan e não por causa da meia dúzia de gatos pingados que estavam na esquina democrática ouvindo o senador Cristóvão Buarque(PDT) falando sobre educação. E houve gente que postada na esquina democrática achasse que a bronca fosse com eles!

*Uma escola de samba,da Glória, animou o pequeno comício de Cristovão Buarque na segunda,dia 09/03 na esquina democrática.Na Padaria Copacabana, no mercado público, as atendentes ficaram ouriçadas:
- Ué, voltou o carnaval,dizia uma delas!
E a outra:
- Não,boba, não vês que é o desfile das campeãos

Toing!!!!

Memória da Imprensa!


Juliana Mueller, de Esteio, Garota Verão 2009

Como nasceu o evento que encerra no verão no RS!

No sábado passado,dia 07/03, ocorreu a 27 edição da Garota Verão da RBS TV.Criada em 1982, ele tem um apelo muito grande principalmente no interior do Estado. Sou testemunha disto, porque lá em Serafina Correa, alguns meses antes o jornal local, do Fiorin e do Reder, o Gazeta Regional, começa a publicar as fotos das concorrentes regionais, que irão disputar o título num evento sempre realizado no Camping do Rio Carreiro. De lá sai a escolhida da região para no domingo de março e Capão da Canoa concorrer com as demais representantes do Estado.

Como geralmente todas as idéias que dão certo - como a comida a quilo,por exemplo - foi uma idéia simples que tornou o evento da RBS TV o marco do fim do veraneio no RS.
O colunista Saul Junior,que fazia a coluna de clubes da ZH mas que assessorava a diretoria de efentos da empresa diz que ele recebeu uma porção de óculos de sol de uma marca que ele representava no Rio Grande do Sul para dar de brinde durante o verão no Litoral Gaúcho.
Dois anos depois, ele criou o evento denominado Garota Verão.

Depois que Saul deixou de ser o representante da marca de óculos de sol,Claro Gilberto da TV Gaúcha assumiu o evento que acontece até hoje sempre na primeira semana de março de cada ano.

PDT-RS promove ato e caminhada em defesa do Piso Nacional dos Professores

Defensor intransigente da educação, o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) retomou nesta segunda-feira (9), em Porto Alegre, a luta pela defesa da lei de sua autoria que instituiu o piso nacional dos professores. A lei, sancionada em 2008 pelo presidente Lula, já entrou em vigor, mas a governadora Yeda Crusius, com outros quatro governadores, questiona o tema através de uma ação de inconstitucionalidade. O assunto foi tema de entrevista coletiva do senador, na sede do PDT, em encontro de dirigentes políticos na Assembleia Legislativa e ato suprapartidário com entidades sindicais, encerrando com caminhada pela Rua da Praia.

Convencido de que somente a federalização da educação poderá mudar o perfil do País, Cristovam Buarque procura transformar os professores numa categoria nacional gerenciada pelos estados e municípios. "O piso salarial é uma referência para garantir a igualdade, mas o importante é fazer da educação a revolução para um novo Brasil", conforme define o senador, que disputou a presidência da República pelo PDT em 2006, com a educação como sua principal proposta. Ele explicou que a lei garante, além do salário, maior número de horas para que os professores fiquem fora da sala de aula, buscando o aperfeiçoamento. Observou, também, que os estados e municípios sem condições financeiras podem recorrer ao governo federal para aporte de recursos para o cumprimento da lei.

Radicalizar a luta
Abordando o tema em meio ao conflito entre os professores e a governadora Yeda Crusius, que não aceita pagar os dias de paralisação da categoria em 2008, o senador Cristovam Buarque adiantou que pagar os dias parados é uma tradição no Brasil. Postulante de métodos mais radicais para enfrentar os governos, Cristovam não é partidário da greve na educação. "Quem paga são as crianças, a família e o País", disse ele, durante entrevista coletiva na sede regional do PDT, ao lado do presidente Romildo Bolzan Jr., e do vice-prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.

Para o senador, os professores devem protestar sem parar sua atividade na sala de aula. "Podem cercar um governador na entrada do palácio, sentar na rua e ficar ali durante semanas, obrigando o cumprimento de suas postulações, mas nunca interrompendo as aulas", prega o ex-reitor da Universidade de Brasília. Em conversa com dirigentes partidários e deputados na Assembleia Legislativa, Cristovam pediu a derrubada, nessa terça-feira (10), do veto da governadora Yeda Crusius.

Escola aos quatro anos
Mas o incansável lutador pela educação quer mais e anunciou que também está mobilizado pelo cumprimento de outra lei de sua autoria, que assegura vaga na escola mais perto da casa a qualquer criança no dia que completar quatro anos de idade. "A lei está em vigor, mas não está em prática ainda", explica detalhadamente o senador, preocupado em garantir vagas nas escolas para todas as crianças e que os pais passem a cobrar esse espaço público para seus filhos.

Candidato da educação
Confiante na educação como o melhor caminho para revolucionar o Brasil, o senador Cristovam Buarque está disponível para enfrentar pelo PDT uma nova candidatura presidencial. Desanimado com o Senado Federal, cuja credibilidade põe em risco até mesmo o processo democrático, ele não teme ficar sem mandato em caso de uma nova derrota. "Sou professor e nunca deixei de exercer minha profissão", lembrou. Crítico do governo Lula, de quem se diz decepcionado por não estar cumprindo o que prometeu, mas fazendo um governo de acolhimento, Cristovam Buarque disse ainda que a crise financeira deveria ser enfrentada pelo governo de outra maneira, buscando outros caminhos para os setores mais atingidos, como o automobilístico, que poderia estar direcionando sua produção para novas ambulâncias, veículos para segurança ou transporte escolar, evitando, assim, a dispensa dos trabalhadores. Lembrou que Getúlio Vargas tirou o Brasil da crise de 29 num cenário mais adverso, mudando o perfil rural do País para o modelo exportador e urbano. Disse que as medidas do governo são pouco inovadores e voltou a sugerir a educação como caminho: combater o analfabetismo em quatro anos, investindo em cem mil alfabetizadores.

A mobilização pelo piso nacional dos professores em Porto Alegre foi uma iniciativa da liderança do PDT na Assembleia Legislativa, do deputado Adroaldo Loureiro, e do presidente estadual do partido, Romildo Bolzan Jr., e também do presidente nacional da sigla, deputado Vieira da Cunha. Também acompanharam o ato os deputados Kalil Sehbe, Gilmar Sossella, Giovani Cherini, Gerson Burmann e Paulo Azeredo, além do deputado federal Pompeo de Mattos. Diversos prefeitos e vice-prefeitos do PDT, assim como os jovens pedetistas, estiveram na sede partidária e na Assembleia Legislativa. Também o presidente regional do PT, ex-governador Olívio Dutra, e deputados petistas estiveram no ato, assim como o PCdoB, UNE, UGES, CPB, CNTE, e CPERS.

O amor contrariado das redações!

Assim como tem histórias de amor em redações que deram certo, tem outras que não. Óbvio,ululante.

Conheço uma que envolve o José Carlos Torves, hoje morando em Brasília e mais dois personagens, uma mulher e um repórter do setor de esportes de um grande jornal local.

O camarada havia se engatado na coleguinha, mas ela estava resistente. Ele levava flores, fazia-lhe a corte, mas a moça bravamente resistia. Não tava a fim.

Uma sexta de noite, no bar do Beto, o José Carlos Torves, que andava solteiro matou a pau. Ou então foi ela que matou a pau...sei lá,tanto faz.

Era uma sexta,beberam todas e no final da noite, ela o arrastou pro apê no Menino Deus.
De manhã, lá pelas oito horas,toca a campainha do apartamento.Era o tal do namorado,ou pretexto da moça, que chegava carregado de flores pra sua amada.
E ela ali naquela saia justa. Levantou-se foi atender e quando viu a cena, mandou o gajo entrar.
Mas nunca imaginou que o Torves, com que tinha passado a noite, fosse se levantar da cama. Os dois se conheciam...

A moça mandou o cara entrar,sacumé, nunca se sabe o dia de amanhã,né.

-Fulano, tou me acordando, vou fazer um café preto, fica aí e toma um café.

O coleguinha sentou-se na mesa e enquanto ela botava água pra esquentar, o Torves ouviu a voz do conhecido e não se aguentou.
Trajando apenas uma mini cueca, levantou-se apesar do frio que fazia, e apareceu na cozinha na maior cara de pau:
- O fulano, como é que vai, tu por aqui...

Ficou aquele clima com o cara.
Em seguida, ele começou a se desculpar.
- Acho que vou indo,só dei uma passadinha etc e tal...

O Torves acho que nunca mais teve nada com ela, mas o pretendente também.

Coleguinhas

* A Laura Peixoto largou de mão seu blog, pelo menos diariamente, por um comunicado que escreveu dias atrás.Dá muito trabalho mesmo atualizar diariamente.Tem que entrar grana, senão não entusiasma.

* Estréia do barzinho da ARI, no sábado passado,dia 07/03 foi com um público reduzido, os de sempre.É que havia ainda gente no Litoral. Mas espera-se um incremento ao barzinho da entidade, com o início dia 14/03 dos programas ao vivo do Conversa de Jornalista, da rádio da UFRGS.

*Máquinas de escrever,antigas, que andavam por vários quartos da ARI foram todas reunidas numa mesa do barzinho.Qualquer dia vira uma redação,das antigas, com lauda e tudo.

*A idéia é mais maluca(no bom sentido)ainda. Levar várias destas máquinas para Taquari e lá sentar na frente do jornal mais antigo em funcionamento no Estado - o Taquariense - e fazer um sábadão cultural.

Memórias dos bares da cidade

O BAR DO BETO!


No dia em que o Beto se despede do bar. José Alberto Cravo, o Beto, sua esposa Terezinha e as netas Priscila e Letícia. Nas paredes os clientes escreveram: Fica,Beto! outros dizeres eram, Tchau, e por aí afora. Foi um bota-fora a la punk, com grafites nas paredes! Ano: 1980

O tão conhecido Bar do Beto, inicialmente, foi um boteco onde só se vendia cachaça no balcão. Localizado na esquina da av. Venâncio Aires com Vieira de Castro,- hoje tem ali uma farmácia - levou o nome do proprietário que o fez transformar-se numa grife. Chamava-se José Alberto Cravo, um português que abandonou Rio Grande em 1960, desempregado da Swifft Armour, para se instalar em Porto Alegre,atrás de alguma coisa para fazer.


José Alberto Cravo, o Beto, aposentado.

O engenheiro Saul Gil Cardoso, hoje morando em Florianópolis, conheceu os primórdios do Bar do Beto porque morava nas cercanias.
Deixo ele falar:
" O Bar do Beto começou bem antes ,ali pelo final dos anos 50, no endereço ali da esquina da Vieira de Castro com a Venâncio (Aires),embora ainda sem este nome.
O Betinho veio de Rio Grande e comprou o bar que eu já frequentava antes,dado que morei 10 anos em vários endereços ali pelas imediações. No local havia uma espécie de vestiário nos fundos no qual os alunos da então Escola de Cadetes trocavam e guardavam a farda nos fins de semana, em armários locados já pelo antecessor do Beto, para irem à paisana à " vida social" domingueira.Um amigo e colega de então já conhecia o Betinho lá de Rio Grande e,assim, nos entrosamos de saída.
Pelo que lembro está mais ou menos tudo aí encima.É posível que ao tempo que morei na JUC-2 o bar original já existisse mas desse período eu não lembro. Da JUC 1( Rua Lima e Silva) saí entre o final de 1957 e início de 1958, com uma turma de mais seis, que montou " república de apartamento" no Edifício Dora. Este edifício ficava na rua Olavo Bilac,805, próximo à Vieira de Castro.Trata-se de prédio foi posteriormente reformado para sediar filial do Hotel Ornatus e, mais recentemente, passou a abrigar entidade de clínica médica chamada instituto Klapan. No que se refere à " república" sucedendo à inicial, aí por 1959 e no retorno de um dos integrantes após permanência de um ano no Batalhão de Suez, na Faixa de Gaza, formou-se uma "dissidência" que saiu e formou outramenor na rua Santana,192,entre Venâncio e Olavo(Bilac).


A cozinheira do Bar do Beto, dona Téia e sua filha

Com essas localizações sucessivas o primitivo bar(sem nome e sem placa) e posteriormente o Betinho ( também sem nome e sem placa) constituía uma escala natural para as nossas andanças. Creio que aos domingos o RU( Restaurante Universitário) da Azenha não dava janta e eranormal pegarmos um picadinho de arroz, devidamente regado a Charrua de litro, à noite, ali no local. O Betinho era auxiliado no trabalho pela esposa e tinha ao que me lembro, um casal de filhos então na faixa dos 5 aos 7 anos. Tanto no sábado à noite, como no domingo à noite havia a "romaria" dos cadetes da EPPA( Escola de Cadetes de Porto Alegre), que, como disse, iam ali para trocar de roupa, locar os armários para a guarda desta e para fazerem seus lanches.
Maiores " elementos" somente se eu esbarrar com o único sobrevivente,além de mim, da " república da Santana", mas, para isso, vou ter que ir a Rio Grande."
Saul Gil Cardoso.


Em maio de 1978, dia do batizado de Priscila, uma das netas do Beto(José Alberto Cravo),filha da Marta Cravo quando finalmente foi autorizada a colocação de uma placa no Bar do Beto. Antes, o dono seo Petry, não havia autorizado.

Nota do editor.
A filha do José Alberto Cravo e da Terezinha, Martha, por ironias do destino, não casou com um cadete da Escola Militar e sim com um aluno.

Aconteceu,de fato

O " carteiraço" do José Nelson Gonzalez!

José Nelson Gonzalez precisou, há uns anos atrás, registrar uma ocorrência policial junto a delegacia de polícia da Demétrio Ribeiro. Houvera um furto dentro de um hospital - de talonário de cheques - e ele levou um funcionário do hospital,onde sua esposa Celina estava internada para registrar o furto.

Dois policiais que estavam de plantão disseram que ali não se registrava este tipo de ocorrência.Que procurasse outro local da Polícia Civil.

Ele, que já levara uma testemunha do hospital - um funcionário - insistiu pra fazê-lo. Argumentou,argumentou até que se lembrou que seu filho,Nelsinho,era genro do delegado de Polícia Claúdio Barbedo.

- Ah, alegou o Nelson para os policiais, mas meu filho é genro do Barbedo.
- Com qual filha que ele está casado, perguntou um dos policiais
- Com a Kátia, disse Nelson, usando o nome da nora.
- Mas com um carteiraço destes claro que vamos registrar a ocorrência

E assim foi feito.
Nelson precisou dela depois porque do talão roubado, foram passados 18 talões. E ele se incomodou um bocado porque os comerciantes que receberam os cheques roubados, queriam a todo custo que ele os honrasse.

O golpe da barata no prato em um restaurante fino!

Falei aqui dias atrás do seo Dario Kras Borges que tinha a voz do poste à beira do mar, na praia de Tramandaí.

Pois seu parente, o corretor Nestor Krás Borges me contou no sábado,07/03 uma passagem incrível do Seo Dario numa ocasião que andava por Porto Alegre, numa m...de dar dó.
Era noite e ele queria comer, mas estava sem um puto no bolso.Foi num lugar sujo, escolheu uma barata, pisou em cima da coitada, botou dentro de um saquinho.

Escolheu um restaurante fino pelo centro de Porto Alegre e pediu um bom prato. Quando já estava quase no final da refeição, tirou barata morta de dentro do saquinho, colocou-a ao lado da comida e chamou o maitre:

- Senhor, que vergonha, um restaurante fino como este tendo uma barata dentro do prato? Mas como isto pode?
O maitre tratou de pôr calma no seu Dario.

- Senhor por favor, não vai fazer escândado.O sr. não precisa pagar aconta.

E assim seo Dario encheu o bucho e saiu de fininho.

Pensou,pensou

Memória da Imprensa

O quarteto da Intermédio


Ana Melia Lemos

Em 1974, quatro profissionais reuniram suas forças para criar a Intermédio: Ana Amélio Lemos, que trabalhava no Jornal do Comércio, na editoria de Economia,Políbio Braga, que fazia a página 3 da Zero Hora,Geraldo Canalli que chefiava a Geral da ZH e Isnar Ruas, que trabalhava no Correio do Povo, mas que deixou o jornal para fundar a Intermédio.

A Intermédio foi o embrião de centenas de assessorias de imprensa espalhadas hoje pelo RS.

Ayres Cerutti, hoje dono da Revista Programa um dos produtos da editora Intermédio,trabalhava na época no Esportes da ZH, como repórter e falou com Júlio César Magalhães,então da editoria de Economia sobre onde conseguir um frila pra reforçar o seu orçamento: fala com o Políbio que estão fundando uma empresa ,disse Júlio,hoje assessor da direção da Fiergs.

Ayres se incorporou então a turma que fazia a Intermédio mas depois ficou apenas ele com a revista Programa. Os demais, cada um tomou um novo rumo.
Os fundadores da Intermédio, por serem oriundos das editorias de Economia tinham facilidade em escrever sobre o assunto e também conseguir clientes.


Isnar Ruas

" Notamos que os donos pediam maior divulgação de suas atividades" disse Isnar, num depoimento dado ao sindicato dos Jornalistas.

A primeira empresa cliente da Intermédio foi a Companhia Rio-Grandense de Nitrogenados(CRN). Depois vieram o Banco Meridional,a Habitasul( Péricles Druck, um dos donos da habitasul trabalhara com Ruas na Economia do Correio do Povo) e a Copesul.

Ruas, por exemplo, notou logo que os clientes gostavam da "taxação" - será que ainda existe isto? - ou seja, quando o dono chegava na empresa tinha um xerox sobre sua mesa das notícias que lhe diziam r espeito. Para isto, a equipe da Intermédio tinha que madrugar.


Políbio Braga

Políbio Braga, outro do quarteto fundador da Intermédio vinha da ZH e antes disto do Correio da Manhã.Ana Amélia Lemos estava quando entrou pra Intermédio no Jornal do Comércio, mas ela também havia iniciado no Correio da Manhã, cuja redação ficava na av.Borges de Medeiros.


Geraldo Canalli

Geraldo Canalli era da Zero Hora,depois trabalhou no Jornal do Brasil e na Folha da Manhã.

Foi o que menos tempo ficou na editora Intermédio.

O endereço onde a editora Intermédio começou foi na rua Andrade Neves,155/98.
Lá foram editadas pela Intermédio as revistas Ilustrada e Programa.

Depois a Intermédio mudou-se para um endereço mais seletivo, a Gal. Chaves,4 andar, conjuntos 41 e 45.

Dos 4 fundadores ninguém mais ficou na editora. Ela passou para o editor Ayres Cerutti que mantém a revista programa, que já completou 35 anos.

Um dos prod utos da editora Intermédio foi um guia de motéis(estes dias ainda tinha um exemplar, que é uma relíquia).
A Intermédio conseguiu patrocínio para este guia do BRDE, cujo assessor de comunicação era o locutor Júlio César Dreyer Pacheco. " Tive que dar muitas explicações à diretoria porque autorizei aquele patrocínio" lembrou Júlio Pacheco estes tempos.

A Revista Programa é meio vista como que uma revista de "programa" mesmo, na verdadeira acepção da palavra.
Mas contém muita dica de utilidade pública para a cidade.

Coleguinhas

* Depois de dois meses em compasso de espera, está sendo preparado um novo jornal Versão dos Jornalistas, do Sindicato da mesma categoria.
Dentro de um rodízio dos frilas, é uma outra colega que o está preparando.

* O dr. Ary Florêncio dos Santos, depois de umas férias da RBS, voltou ao batente.Presidente do Sindirádio,Ary está a fim de fazer um levantamento de histórias passadas nas ráidos do interior.
vou mandar foto do cotia.

Eu x Eles - Coleguinhas


Arménio Abascal

O " cotia"

Não sei qual a origem do estranho apelido que o fotógrafo Armênio Abascal Meirelles tinha, o de " Cotia". Ele se tornou fotógrafo dentro da Zero Hora e morreu quando trabalhava para a revista Placar, num acidente de trânsito, nas cercanias de Belo Horizonte. Armênio é o autor da famosa foto do centroavante do Grêmio Porto Alegrense, André Catimba, que num Grenal em 1977 dou um salto mortal depois de marcar um gol do seu time.A foto entrou pro rol das exibidas nas exposições itinirantes da Zero Hora.

Armênio nasceu em 11.09.1953 em Porto Alegre.

Filho de Zilda Abascal Meirelles e de Walmore Soares Meirelles. Residia na zona sul da cidade, mais precisamente na rua Capivari,587/403.

Ângulo perfeito

Clique aqui para ver uma seqüência de fotos com ângulo perfeito.

Saiu a pensão digo a anista a Jango

Depois de 10 anos, finalmente saiu dias atrás anisitia política do presidente Jango Goulart.A viúva,dona Maria Tereza Goulart vai receber quase 6 paus mensais, mais um total acumulado de 1999 para cá que dá quase 700 mil reais.
A bancada do PDT na assembléia gaúcha respira aliviada....

Bateu a cagacite...

A cassção do governador Jackson Lago(PDT), do Maranhã, pelo TSE, deu um pânico na bancada do PDT do RS: há três deputados que estão com seus processos no TSE. São os chamados deputados " albergueiros". São Giovani Cherini( que no ano de 2010 deverá ser o presidente da Assembléia Legislativa do Estado), Gerson Burman e Adroaldo Loureiro.

memória da imprensa


Telex na Cia. Jornalistica caldas Junior

No tempo do telex

Os mais antigos sabem do que estou falando. Do terrível telex.Antes tinha que picotar todo o texto numa fitinha e depois se ele encrencava, a matéria não chegava do outro lado , ou seja, não caía na redação do jornal. Existem inúmeros episódios de repórteres que descuidaram de conferir se a matéria tinha chegado e ela não tinha chegado. Aí era um rolo só...


Os telex eram também useiros e vezeiros em praticar artimanhas nos repórteres que pensavam que suas matérias estavam nas redações, mas que na verdade, por algum defeito, não tinham sido transmitidas.

Esta aconteceu com o colega Alberto Blum, o Beto, quando era repórter dos veículos da Cia Jornalistica Caldas Junior - Folha da Tarde, Correio do Povo,Folha da Manhã. Ele foi cobrir um jogo do Grêmio em Manaus. Picotou toda sua matéria e foi na agência dos Correios transmiti-la. Lembro-me que do outro lado da linha o telex ficava tilintando, chamando, como se dizia, pra operador responder se a matéria havia chegado completa ou não.

Pois bem: o Alberto mandou sua matéria, chamou de lá várias vezes e como ninguém aqui na redação do Correio do Povo, na central dos telex respondeu, ele tinha que largar a agência e correr pro aeroporto pra pegar o avião da VASP e voar de volta.

Mas ficou com a pulga atrás da orelha, por causa de sua responsabilidade. Quando o avião desceu em Brasília, Alberto solicitou pra ir até o saguão pra dar uma ligada a cobrar. Chamou aqui a Porto Alegre e o operador lhe deu a triste notícia: não havia uma linha da matéria.

Ele não teve o que fazer: entrou no avião disse pro fotógrafo seguir viagem e ele ficou em Brasília e correu pruma agência dos correios pra mandar novamente os textos. Ainda bem que tinha na sacola de mão os originais das anotações.

Depois num outro voo, seguiu para S.Paulo onde se encontrou com o fotógrafo.

A matéria foi parar numa fábrica de armas e o DOPS cercou o centro de convenções.

Em 1982, vi outra artimanha pregada por telex. Estávamos no centro de convenções de Recife,durante um congresso de transportes. O repórter José Roberto Alencar, da Gazeta Mercantil - o único que estava lá com tudo pago pelo jornal - os demais eram todos convidados do congresso, mandou o seguinte recado,via telex, pra redação em S.Paulo

"Vou sequestrar o ministro,enxugo ele e mandou pra segunda -feira"

Como era um sexta,a operadora do telex errou o número. Ao invés de cair na redação da Gazeta Mercantil, em SP, o telex foi parar num número que pertencia a uma fábrica de armas de S. José dos Campos.Era 1982, o presidente era Figueiredo, mas o DOPS tomou logo providências: quando vimos lá pelo meio da tarde, os policiais disfarçados, haviam cercado o centro de convenções de Recife. Descobriram a origem do aparelho.

Aí foi desfeito o mal entendido.

A tragédia no espaço

O saudoso colega João Aveline narra a importância dos telex dentro de uma redação. No seu livro de memórias Macaco Preso para Interrogatório, na pagina 23, ele descreve a cena de um telex dentro da redação da ZH no capítulo Tragédia no espaço:russos morreram.

" - Alguma novidade,Teixeirinha?
- Nada de novo, tudo calmo.

- Então desliga, mas antes disse me lê o último telegrama.

Era uma rotina. Checar para ver se de fato a noite sumia como notícia.
Ele, meio atrapalhado com o texto do " despacho telegráfico" ( a expressão é de um tempo em que a informática era ficcão científica),disse apenas o seguinte:
- A novidade é que tem uns russos que morreram....
Interrompi: " Não desliga,Teixeirinha. Em dois minutos, estou aí".
Fui até a sala dos teletipos e me deparei com um ´churrio´de telegramas que não paravam mais. Uma nave espacial russa estava no espaço e, no seu interior, três cosmonautas soviéticos cumpriam missão na corrida que travavam os Estados Unidos e a URSS pela conquista do cosmos.
Imediatamente mandei parar a rotativa e mudei a manchete de Zero Hora. A nova chamada:" Tragédia no espaço:russos morreram". Logo abaixo do titulão, no alto da primeira página, para ganhar tempo e levar logo a notícia para as ruas, reproduzi o telegrama sem mudar nada, mantendo na íntegra o texto, sem qualquer alteração:
- " Urgente, Moscou,quarta-feira 30 (UPI) Os três cosmonautas que viajavam em órbita terrestre a bordo da Salyut- George Dobrovolsky, Vladislau Volkov e Viktor Patsayev - morreram misteriosamente enquanto procuravam pousar, segundo informou hoje a agência de notícias Tass".
O restante, quem quiser saber, compre o livro do Aveline(que por sinal é muito bom.

Dias atrás, Emanuel Mattos, em seu blog, recordou que em 1978 durante a Copa do Mundo, ele teve que agir como picatador dos textos do Cid Pinheiro Cabral, do Ruy Carlos Ostermann e dos dele, porque o diretor Marcos Dvoskin alugou um aparelho de telex, mas não quis contratar um operador.Segundo seu depoimento, ele passava as madrugadas no corredor do hotel,onde estava o aparelho, picotando os textos dele e dos colegas pra enviar depois pra redação do jornal.

Hoje, na era do email, os telex estão desaparecidos.

Ficaram as lembranças dos episódios!

Bolívia e Peru destino dos jovens nos anos 70 e 80

Minha geração teve como objeto do desejo ir ao Peru e a Bolívia. Não sei bem porque,se foi o CHE que ficou gravado em nós, ou o que.

Ou talvez o ayausca que se tomava na selva peruana, principalmente em Pucalpa.

Se de muita gente que foi, que voltou e outros que piraram...
Publico quatro fotos daqueles anos em que a estrada era um sonho...
Hoje talvez sonhamos pouco...

Todas as quatro fotos são do acervo da Maria Siliprandi, hoje uma veneranda médica, com consultório estabelecido e funcionária de um hospital público que atende principalmente os pobres, o Conceição.


Lago Titicaca

Foto Um: eis o que a Maria escreveu atrás da foto. " Essa é a foto mais linda.Aí se usa balsa para cruzar o lago( Titicaca,evidente) As ' cholas' ( índias)
estão tipicamente vestidas,descendo do caminhão " colectivo". Ao fundo a paisagem é típica das cercanias do lago. À Direita Sérgio, Daniel( dois argentinos)e Tita, uma amiga da Maria. Data Primeiro de Maio de 1981


Machupichu

Foto Dois:Maria Siliprandi, Marcos Cunha( hoje agrônomo em Campinas(SP) e um colega dele.Local Ruínas de Machu Pichu, no Peru.
Data: Maio de 1981


Lago Tititcaca aos fundos a cidade de Puno

Foto Três: O porto e aos fundos a cidade de Puno,na Bolívia,divisa com o Peru. Data 1 de Maio de 1981


Ruas de La Paz

Foto quatro: Rua em La Paz,capital da Bolívia. Final de abril de 1981

Eu X Eles - Coleguinhas


Vilson Muller

Seo Maurício, um grande gozador, aprontou uma pro seu assessor Wilson Muller

Seo Maurício Sirotsky tinha bolado uma promoção chamada Gaúcho Honorário na RBS e todos os anos um grupo de executivos ligado a ele se reuniam para deliberar quem seriam os escolhidos para a laúrea.

Mas havia alguns anos que seo Maurício, um grande gozador, havia notado que seu assessor mais próximo, O RP, Wilson Muller, embora não votasse,assim que saía a fumaça branca dos escolhidos ia pruma sala ao lado e dava a boa nova pros escolhidos.Assim, somava pontos a seu favor junto aos escolhidos.

Maurício chamou alguns entre eles Saul Junior e disse:
- Vamos anunciar o fulano, mas ele não será escolhido. Deixa que eu anuncio.
Wilson Muller, presente ao evento, não fez diferente. Foi correndo ao telefone anunciar ao lauredo que ele fora um dos escolhidos daquele ano. Só que o gajo está esperando o troféu até hoje.

Wilson Rocha Muller completou 80 anos no último dia 25 de fevereiro.
Um grupo de amigos estão querendo lhe prestar uma homenagem. Há dúvidas se será na ARI ou num restaurante. Entre os que estão na liderança desta homenagem estão a Jurema Josefa, do Correinho.

Wilson Muller começou sua longa trajetória no jornalismo na Folha da Serra, de Cruz Alta, onde ele nasceu.No final do ano,quando foi um dos homenageados pela ARI como um oitentão ainda em trabalho, quem lhe entregou o troféu foi o Segundo Brasileiro Reis, que é de Passo Fundo." Cruz alta sendo homenageada por P.Fundo!" disse Muller.

Wilson trabalhou no Diário de Notícias e na Zero Hora, onde além de uma coluna sobre empresas e empresários era assessor do dono, Maurício Sobrinho.

Ele tem muitas histórias a contar sobre o fundador da RBS.Uma delas é que uma feita foram a NY fazer compras de equipamentos de televisão. No final da jornada, os americanos chamaram seo Maurício oferecendo-lhe um cheque. Eles pensavam que ele fosse empregado e estava ganhando ali sua comissão.
- Wilson diz pra eles que eu quero este valor em mercadorias, disse Maurício.

Ligado ao jornalismo de turismo, foi presidente da Abrajet ( Associação Nacional dos Jornalistas de Turismo)que algumas línguas afiadas chamam de "Abra janta"!
É funcionário aposentado do INSS.Junto com outros três jornalistas foi posto no antigo INPS pelo presidente Jango Goulart. No tempo da Revolução de 1964, os quatro foram demitidos. Mas Wilson Muller foi falar com o coronel Perachi Barcellos e os quatro(jornalistas) foram readmitidos.Há quem diga que nenhum deles sabia onde ficava seu local de trabalho.

Wilson Muller sempre foi trabalhista. Concorreu a vereador pela sigla do PDT e por pouco não se elegeu.

É um dos mais respeitados RP das últimas gerações.

Quando todos pensam que ele vai jogar a toalha, ele está de novo na luta!

Memória da Imprensa:

Dois artigos do falecido presidente da ARI Alberto André

Seo Ebanês, tomou um trago federal e empatou seu carnaval!


Ebanês Flores

Ebanês Flores é acho eu o último profissional que ainda conserta máquina de escrever. Sua loja fica ali no final da rua Espírito Santo, na parte mais baixa do centro de Porto Alegre.

No último carnaval, seo Ebanês queria tirar uns dias de folga e ir a São Pedro do Sul, sua terra natal, tomar uns tragos e fazer uma pescaria.

Botou o irmão no carro,encheu de caniço e lá se foram eles na sexta-feira, dia que antecede o final de semana do carnaval.

Chegaram,foram a S.Sepé porque ele queria comer uma carne de ovelha que sabia que lá tinha.

Chegaram no entardecer da sexta,depois de umas paradas pra calibrar, não os pneus, mas os copos.

Se instalaram no velho hotel de S.Pedro do Sul. " Eu só ia a S.Pedro nos últimos 15 anos pra ir em enterro. Por isto planejei uma pescaria" contou-me Flores.

No sábado tinham um churrascao marcado na casa de um parente no município de Mata. Tomaram todas durante aquele sábado,né.

Na volta,de noite, pela BR-287, seo Flôres "levantou" um cara que tinha saído do seu carro em plena pista.
Não deu outra: chegaram os patrulherios, botaram o bafômetro no Flores e deu 7.8, o que eles nem acreditaram. Era muito álcool. Fizeram o teste do bafômetro,de novo. Deu a mesma coisa.

Então tá. O carro do Flores ficou preso e ele foi pra casa de um sobrinho. Só que pra desembaraçar o carro foi um deus nos acuda. Tudo fechado. O Detran de lá e os guinchos só iriam voltar a funcionar na quarta-feira de cinzas.
Flores ficou no hotel e pra aliviar a tensão , iam prum boteco de um amigo e de-lhe umas calibradas.

Na sexta,já quase no final de semana, já fazia dias que estavam fora de casa, Florês começou a se deprimeir.
" Sabe de uma coisa,pensou ele, vou comprar duas passagens e voltar a Porto Alegre.Foi o que fez. Pegou o bus da Planalto e veio embora. Mas a brincadeira lhe custou 2.500,00 reais.

Tinha levado apenas 500,00 pro findi, nem imaginando que iria gastar tudo isto.
No final, ele se consolou: " vão -se os anéis e ficam os dedos..."

O carro dele ficou lá numa oficina pra conserto. Ainda bem que em quem ele bateu não houve nada de mais grave...

Recebemos da ARI

BAR DA ARI

O Bar Social da ARI, após o período de férias, reabre neste sábado, para acolher profissionais da Comunicação e seus convidados em encontro de confraternização. O encontro dos sábados é uma tradição de mais de 40 anos, que foi instituída pelo professor Alberto André, que comandou a entidade durante mais de três décadas.

Venha trocar experiências e informações, ou participar de um agradável bate-papo com veteranos e jovens jornalistas. O Bar Social da ARI fica no 8º andar do Edifício Alberto André, na Avenida Borges de Medeiros, 915, e o encontro acontece a partir das 11h30min deste sábado.

DIVA'S NIGHT NO ART BAR: show em homenagem ao dia internacional da mulher

DIVA'S NIGHT
Dia 07/03, sábado, às 23h no Art & Bar (Silva Jardim, 16).
Três cantoras que estão se destacando em casas de shows em Porto Alegre uniram-se para fazer uma apresentação especial em homenagem ao dia Internacional da Mulher.
Marina Garcia (vocalista da banda Lady & Jacks), Kátia Barea (vocalista da banda 80 por Hora) e Denizeli Cardoso (vocalista da banda Soulnegra), farão a festa Diva´s Night cantando muito rock, Pop e Black respectivamente. O trio promete muita animação e surpresas para a platéia feminina.


Esq. p/ direita: Marina Garcia, Kátia Barea e Denizeli Cardoso (foto by Gisele de Sá Magrisso)

As Divas serão acompanhadas pelos músicos: Mauricio Magrisso (teclados e vocais), PC (guitarra e vocais), Beto Kbça (baixo) e Ronie Martinez (bateria). fone/reservas (51) 3333-0408. Ingressos: feminino R$ 10,00 e masculino R$ 12,00. Realização e Informações BK Produções, fones: (51) 3225-6859 ou (51) 9206-7723 c/ Gisele.

SERVIÇO:
o que: Marina Garcia, Kátia Barea e Denizeli Cardoso
quando: 07 de março sábado 23h
onde: Art Bar(rua Silva Jardim, 16) F:3333.0408
quanto: fem:R$10 reais masc:R$12 reais
estilo:rock, pop e black

PROJETO REGULAMENTA TROTES UNIVERSITÁRIOS EM SÃO BORJA

Apresentado na Câmara Municipal da cidade projeto de Lei que regra a recepção de calouros em universidades públicas e privadas de São Borja.

O autor da proposta, Vereador Celso A. Lopes, diz que sua preocupação é de que não tenhamos futuramente trotes mal intencionados como vemos no centro do País.

Pela proposição, fica estabelecida a proibição de trotes violentos, lesivos ou abusivos à integridade física e moral dos calouros, bem como, constrangimentos dos novos universitários e à perturbação da ordem pública. A prática desses atos será considerada suscetível à aplicação de penalidades legais, cíveis e criminais cabíveis, sendo o artigo 4º da proposta.

Celso enfatiza ainda que: “as Instituições de ensino superior devem estar empenhadas em campanhas de conscientização dos estudantes, sobre os malefícios e riscos dos trotes tradicionais, com uso de produtos nocivos à saúde, ingestão de bebidas alcoólicas e a prática de atos atentatórios à integridade física e moral e à dignidade dos calouros”; finaliza.

Coleguinhas

Estou relendo com atenção - e conferindo na coleção do Pasquim - as histórias do Tarso de Castro: minha conclusão depois de tudo: era um mau caráter,com talento. Pior são os malka,sem talento nenhum!

Aconteceu na TVE...

Carlos Bastos, hoje no dolce far niente,era chefe de jornalismo da TVE no Governo de Germano Rigotto,indicato pro cargo pelo PDT.Um dia, ele cheio de pepinos pra quebrar, pressão daqui,pressão dali, o Machadinho pra atender, mais a Núbia pressionando,chega da rua num fim de tarde o repórter Rossetto que o procura muito circunspecto:
- Bastos,esta noite sonhei com teu velório...
Bastos ficou ficou quieto. E agora?
Tentou desconversar, mas o Rossetto começou a dar detalhes do velório. Isto intrigou o Bastos.
- Mas Rossetto,reagiu ele, tu sabes que isto é bom sinal pra mim!
E o Rossetto ali na sua frente descrevendo cenas do velório do chefe.Aí o Bastos reagiu:
- Mas escuta Rossetto,tinha muita mulher em volta do caixão chorando?
Aí o Rossetto perdeu o rebolado.

Desemprego

Um avó foi ontem pagar o colégio dos netos em Porto Alegre e encontrou uma preocupação muito grande entre os diretores do mesmo: com o desemprego da GM e da Gerdau. Parcelamentos à vista!

Memória da Imprensa!


Imara e Mafalda em 1981, antes de viajar a Espanha

Os encontros nas redações!

Dos vários casamentos que vi acontecerem nos meus tempos de redações - estou fora delas há quase 20 anos - um dos que sempre me intrigou foi o do Antônio Carlos Mafalda e da Imara Stalbaum.Pelas diferenças entre ambos.
Tinha tudo pra dar errado, e deu certo!

Quando eles se conheceram, na segunda metade dos anos 70, acho que foi na redação da ZH,onde ambos trabalhavam, os futriqueiros de plantão apostaram que iria dar errado:
- Não dura um mês,diziam.

Dura até hoje.

A Imara vinha de um casamento desfeito com o também colega Antônio Britto Filho e Mafalda tinha se separado da sua então esposa, Miriam, com quem teve o filho Antônio Carlos Junior(21.02.1971)

Começaram a namorar - sem dar bandeira - e saíam fazer reportagens junto. Fizeram grandes matérias onde a Imara ganhou vários prêmios ARI com elas. Eu tenho quase a certeza que a pauta era sempre do Mafalda,(sem substimar a Imara,claro) porque ele conhecia o interior e seus assuntos como a palma da mão.Tinha prova disto uma vez que fomos fazer uma grande ronda pelo interior pra escrever sobre uma safra de soja.

Mafalda e Imara foram depois para a Espanha, preparando para a ZH a cobertura da Copa do Mundo de 1982. Fizeram várias reportagens sobre o país da copa, num projeto que teve o incentivo da empresa onde trabalhavam.
Tudo isto provocou muita inveja,claro.

E dê-lhe a falar mal dos dois....

Uma noite eu morava na rua Antônio Parreiras,203, numa região da cidade ainda um pouco desabitada. Fiz aniversário e me esqueci de convidá-los, mas havia muita gente do jornal na festinha. Quando vi apareceram os dois lá, e bem que fizeram.

A Imara era tão charmosa que o velho Cid Pinheiro Cabral esquecia os óculos de propósito ao lado da máquina onde ele redigia sua coluna sobre futebol. Voltava quando já estava de saída pra recolher os óculos pesados e poder dar mais umas olhadinhas pra repórter que redigia seus textos.Sem maldade. Não sei se ainda imperam estas situações nas redações atuais.

Ah, em tempo: hoje são avós. E de vez em quando, no final do ano, vêm a Porto Alegre, visitar os familiares da Imara. E matam a saudade do velho portinho comendo em botecos do Mercado Público.

Rosa X Garopaba

Foto: Divulgação

Praia do Rosa


Garopaba em 1972

São vizinhas estas duas praias do litoral catarinense, mas as duas são xodós de gaúchos, principalmente portoalegrenses. No último Carnaval, centenas de portoalegrenses dirigiram-se ao Litoral de SC, principalmente o Rosa e Garopaba.
O Carlos e sua esposa, do cyber ali da galeria Edith, no centro, foram pra passar uns dias no Rosa e tinham prometido aos seus clientes estar de volta na quarta dia 25 de fevereiro,pós almoço.
Mas foram adiando a volta. Somente na segunda,dia 02/03 é que estavam de novo no batente. Também pudera, com uma paisagem destas e um mar destes, o que se quer mais....

A outra foto é da Garopaba antiga, dos anos de 1972,1973, quando se ia pra lá na boléia de um caminhão e o motorista que dava carona ainda tendo que pagar um "PRATO FEITO"(PF) pro caronistas. Muitas vezes comi estes PFS ali num posto de gasolina, em Tubarão, local onde paravam 90% dos motoras que circulavam quela BR-101 rumo ao Rio de Janeiro e Nordeste, ou voltando de lá,carregados.

Em Garopaba tínhamos os barracões dos pescadores pra ficar, quero dizer, pra dormir. Não havia hotéis e nem tínhamos grana para isto. Era tudo no mol mesmo, e a fome matávamos com sanduíches de mortadela. Mas o mar de Garopaba fazia valer a pena, o que poderíamos chamar de um pouco de sacrifício.

Deputado Cassiá Carpes entra na discussão da "ambulanciaterapia"!

O deputado Cassiá Carpes (PTB) protocolou, nesta quarta-feira (04), na Comissão de Saúde e Meio Ambiente, um pedido de audiência pública para analisar e diagnosticar o motivo da falta de atendimento a pacientes do interior em cidades mais próximas. "Temos que avaliar porquê o Estado não cumpre todas suas funções na área de saúde. Neste tipo de serviço de transporte de pacientes para outras cidades, por exemplo, o custo é alto e pode gerar riscos como o acidente que ocorreu hoje.", salientou o parlamentar.

Ao repercutir o acidente com micro-ônibus ocorrido nesta manhã em Venâncio Aires, com pessoas que se dirigiam a seis estabelecimentos de saúde em Porto Alegre à procura de atendimento médico, Cassiá apontou que, "o principal tema a ser discutido é o porquê da necessidade de trazer os pacientes para a capital do Estado e não oferecer a possibilidade de tratamento em cidades do interior."

A Farra do Boi

por Marcio de Almeida Bueno

Terminado o Carnaval, época essa em que parece que pular e suar faz o brasileiro mais brasileiro – e que a concessão da Rede Globo parece orquestrar um pouco mais a vida das pessoas, começa o temor/tremor pelo período da Farra do Boi, especialmente no litoral de Santa Catarina, culminando em uma data chamada de, vejam só, 'Sexta-feira Santa'. Segundo os caras-de-pau que ainda defendem publicamente essa prática, é apenas uma tradição – palavra bastante elástica, que abrange muita coisa.

Tradição é aquilo que mantém o miserável temente ao coronelismo no Nordeste, tradição é o que anualmente mata ou cega alguns jovens que passaram no vestibular, graças ao 'trote', tradição é o que obriga muita gente a começar sua vida sexual sob efeito do álcool e com uma prostituta, tradição é o que explica a violência doméstica, pais que surram os filhos, colegas de escola que atormentam os meninos menores, a necessidade de ser macho a partir de automóvel, cerveja, cigarro e tatuagem tribal no ombro. Tradição é o que perpetua o machismo, o sexismo, o racismo, o especismo.

Com direito a discursos de prefeitos e vereadores picaretas, aplausos da massa ignara que se ilude com qualquer brilho ou imagem de santa que chora, que vota sempre no pior, que luta para perpetuar crenças vindas do outro lado do mundo, que gasta o salário em produtos que espelham a realidade vista na televisão, que corta o cabelo, veste-se, vive e finge amar conforme o modelo. Que chora ouvindo o hino nacional, mas na primeira oportunidade vai sonegar imposto, estacionar em local proibido ou 'pagar uma cervejinha' para se livrar de problemas. Erguem-se tradições tal como cercas de arame para a pecuária. Com a diferença de que o gado está ali à força.

Incapazes de qualquer reflexão sobre a própria vida, os farristas – que jamais leram um livro sobre os Açores ou sabem dizer o porquê do simbolismo do ato, contentam-se em brincar de gato e rato com as autoridades, agora que a coisa está apertando, e extravasar um pouco da raiva de si e de suas próprias vidas sobre um boi oferecido por algum político/empresário/picareta/todas as alternativas anteriores. Naquele momento, estão todos embalados pela euforia do álcool e da ação em grupo – claro, pois se você dança sozinho na rua, você é louco, mas se dança em grupo, é Carnaval. O boi é quase coadjuvante de grupos de autômatos humanos que vão ter um pouco de tempero na vida se enfrentarem um cordão policial, se jogarem pedras na viatura, se capricharem na tortura a um animal senciente, e se virem a si mesmos no noticiário da TV no dia seguinte. Semelhante às crianças que tocam a campainha e saem correndo.

Mas quem conhece História um pouco além do que foi obrigado a aprender na escola, sabe que as tradições mudam conforme o tempo passa. Cai o Império Romano, morrem ditadores onipotentes, legaliza-se o que era clandestino, proíbe-se o que era sacrossanto, 'o que é moda não incomoda', e segue o baile.

Pois, no futuro, espero ainda ver uma sangrenta tradição religiosa/folclórica açoriana no litoral catarinense, com grande participação popular, e no mesmo esquema de todos esses anos, com vista grossa de algumas autoridades, aval de parte da polícia e bênção do padre. Sim, terá animais como atração.

O nome? 'A Desforra do Boi'.

Começam os espetáculos de teatro em Porto Alegre

Quem é mais gaúcho::::

Ontem, num boteco na Duque de Caxias, ouvi uma piada muito boa;os bageenses que me perdoem, mas ela é sensacional
- Sabes porque o bageense põe aquela faca atravessada por trás nas costas?
- É pra sentir o FERRO mais perto!

Outra do boteco da Duque:
- Tu sabes qual é o menor circo do mundo?
Não.
- É uma bombacha porque só cabe um palhaço dentro!

Audiência

O desempenho deste site foi de 6.490 acessos nos 28 dias do mês de fevereiro. Obrigado pela preferência. O editor.

Memória da Imprensa

Na Procissão da Medianeira um rebu com a Polícia Federal!

Em novembro (14) de 1976, fui cobrir a Procissão de Nossa Senhora da Medianeira, em Santa Maria da Boca do Monte. Era um domingo. Na segunda,dia 15/11/1976, haveria a eleição municipal depois de muito tempo e eu tinha a missão de levar o fotógrafo (era o falecido Olívio Lamas) pra fazer fotos na zona rural.

Mas na procisão de domingo, peguei uma nota boa do Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB) que coloquei no " rabo" da matéria.

Dias depois apareceu um policial da Policia Federal pra me ouvir na redação do jornal. O editor-chefe Carlos Machado Felbherg pegou pra si o problema e além de não autorizar minha ida a PF, solicitou ao profissional que se retirasse.Felbherg pediu pra o policial apresentar uma ordem por escrito para me ouvir, o que evidente o policial não tinha.

Não é pra me gabar, mas fiquei sabendo do episódio muitos anos depois. E o credito ao jornal em si, não à minha importância.Estes pequenos(grandes)episódios mostram que em 1976 já havia uma lenta abertura democrática no país.

Coleguinhas

* Ulbra TV não fez cobertura de carnaval no Porto Seco. O diretor comercial da televisão pediu demissão dois dias antes do evento no Porto Seco. Estaria negociando sua ida para a TV Record.

* Fabiano Brasil, na noite do dia 02/03, no Programa das Sete, da rádio Guaíba,entrevistou Lya Luft, pela data do dia internacional da mulher ( 8 de março).A escritora mostrou-se mais uma vez uma tímida.

Eu X Eles - Coleguinhas


As redações antigas com as máquinas de escrever sem tampa

O " moderno" de Faxinal dos Guedes!

Nascido em Encantado, no Vale do Taquari, Olyr Zavaschi - responsável pelo Almanaque do Jornal Zero Hora - foi o responsável pela implantação do
sistema computadorizado do jornal em 1987.

" Sempre sonhei com um jornal em que o ambiente fosse silencioso. Sem aquela barulheira das máquinas de escrever" confessou um dia Olyr.E conseguiu. A redação,com computadores - passou do primeiro para o terceiro andar - realmente ficou silenciosa.Além de não ter as tradições guerras de papel feito pelas laudas amassadas,o cheiro do cigarro também desapareceu dela.
É que o cigarro,diziam,era inimigo dos computadores.E o ar condicionado (refrigerado) também passou a ser parte do cotidiano da redação com computador. Alguns dizem que o ar refrigerado foi posto pra preservar as máquinas do que propriamente para o conforto dos usuários delas.

Nascido em Encantado, Olyr Zavaschi criou-se em Faxinal dos Guedes, no Oeste de Santa Catarina.
De lá veio para Porto Alegre e foi um dos tantos que chegou a frequentar as JUCs que haviam na capital. Olyr fazia as refeições numa delas.

Zavaschi iniciou no Diário de Notícias, na av. São Pedro. Depois mudou-se para a Zero Hora,onde foi editor internacional. Nesta condição cobriu a volta de Juan Domingos Peron, junto com o fotógrafo Gerson Schirmer, em 1974. De uma turma de veteranos da ZH, foi um dos poucos que sobreviveu às mudanças impostas pelo editor chefe Augusto Nunes, em 1992,quando foi contratado pela empresa para gerir a ZH.


Além de fazer o Almanaque diariamente, Olyr é o chefe do setor de Opinião do jornal.
Casado com a médica psiquiatra Lucrécia Zavaschi, tem três filhos.Nenhum seguiu a profissão de jornalista, do paí.

Eu X Eles - Coleguinhas


Wanderley Costa Soares

O poeta que tem faro pela notícia!

Wanderley Costa Soares, um poeta que escreve em prosa,tem faro pela notícia. Estes dias deu na sua coluna que assina em O SUL uma mutreta que estão querendo enbuchar para os donos dos carros. Seguramente, alguma fonte passou isto para ele.
Todos os dias passo os olhos pela coluna do colega. Geralmente são comentários que ele tece sobre episódios policiais, mas volta e meia me deparo com um tópico que prima pela informação.
É nele que me detenho com mais interesse.
Wanderley Soares não ferve na primeira cozida como se diz. Já tem corrida de jornal. Nasceu em Porto Alegre em 15/06/1939 - segundo Emanuel Mattos o colunista Paulo Santana,de ZH, é do mesmo dia,mês e ano.Wanderley trabalhou na Última Hora, de Samuel Wainer e na Zero Hora de Ari de Carvalho.
Foi também redator da Folha da Tarde, da Cia Jornalistica Caldas Junior(CJCJ) e durante cinco anos mudou-se para Carazinho onde trabalhava no Jornal da Produção,editado por uma cooperativa e tinha como diretor Waldir Hech.
Os dois iam para Panambi para imprimir o jornal numa gráfica de lá e passavam a noite num bar ouvindo música mecânica enquanto a gráfica imprimia o jornal destinado aos agricultores associados da cooperativa.
Waldir e Wanderley( podia até ser nome de dupla gaudéria) largavam de madrugada de Panambi e amanheciam em Carazinho com os exemplares que seriam distribuídos aos leitores. Esta rotina era feita todas as quintas e a distribuição começava a ser efetuada na sexta-feria de manhã.
Eram os tempos do jornalismo romântico.

Filho de Valdomiro Soares e de Vidalvina Costa Soares, Wanderley tem outros dois irmãos que foram ligados à imprensa: os fotógrafos Valdomiro, o saudoso " Tio Miro" e Wyss Soares, um fotógrafo que trabalhou no Diário de Notícias.

Wanderley é hoje o representante da ARI no Conselho Estadual de Cultura.

Irpapos volta
a atividade: fazer nada

O Irpapos - um grupo de amigos - que se encontram diariamente na frente da antiga Livraria do Globo,entre 12 e 14 horas( com pausa para o cafezinho)
já tem a data marcada para o seu primeiro jantar do ano: será no dia 13 próximo, na sede campestre da Asfic, na zona sul da cidade.Os mais devotos do Irpapos são alguns jornalistas, um funcionário da Secretaria da Fazenda, no momento deslocado para o Palácio Piratini, o Paulinho "Quarta-Feira", Ayres Cerutti, da revista Programa e um colunista local, de rádio e jornal, que vai lá sempre na esperança de pegar uma notinha exclusiva.

A frequência ao Irpapos é feita de rodízios. Quando um podem,outros não.Ninguém tem obrigação de ir, talvez este seja seu segredo. Só há uma mulher que participa dele, mas sua presença é esporádica.

Há frequentadores do espaço que moram no interior e que se deslocam de suas cidades para participar dos jantares.Não se sabe quem começou bem este costume, mas ele valeria um estudo. A esposa de um dos mais assíduos frequentadores achava que era desculpa dele em casa, que ele não poderia ir tanto ao mesmo local, e sempre. Mas depois de várias incertas, ela viu que era verdade: o marido realmente estava lá reunido com os amigos.

Quando não havia celular, havia um orelhão em que alguns amigos ligavam pra lá. Alguém atendia e chamava um membro do Irpapos:
- Fulano, telefone pra ti!
Esta cena, repetida várias vezes, fez com que o Irpapos ganhasse o apelido de " escritório".
Dante Caravetta, um jornalista que trabalhou na CRT - atual Brasil Telecom - teria sido o fundador do Irpapos.

Matei a pau...

Quem lê este blog ficou sabendo há um mês o que o secretário municipal da cultura,de Porto Alegre,prof. Sergius Gonzaga, disse,ontem,02/03 ,na ZH, sobre a Coordenação da Memória. Ele informou o nome de Luís Antônio Custódio pro lugar que foi ocupado nos quatro primeiros anos de Fogaça na prefeitura por Miriam Avruch.
Miriam pediu o boné porque não conseguia fazer seus projetos andar haja visto que era sabotada por uma eminência parda, uma espécie de Cardeal Richieleu que manda na SMC. Ela já mandava no tempo da adminsitração do Partido dos Trabalhadores, aposentou-se mas voltou a SMC via um aliado da coligação que elegeu Fogaça a prefeitura de Porto Alegre.

Barzinho da ARI reabre dia 7 de março!


Barznho da ARI: Onde até os presidentes mandam um trago

O conhecido bar social da ARI reabre depois de longos dois meses de férias - é um costume imposto pelo falecido presidente André: como ele ia pra praia, ninguém mais ia no barzinho.
O chamado bar social da ARI é possivelmente único no seu gênero. Lá reúnem-se associados, diretores, aniversariantes, e alguns amigos da entidade.
Dito bar não tem ecônomo - alguns acham que ele deveria ser terceirado, como o colega Vilnei.
Não há comes, só quando há algum evento importante e aí quem o promove tem que levá-los. Nos últimos anos é servido um amendoim(alguns maledicentes dizem que o amendoin é o mais duro possível, mas isto é intriga da Oposição).

Não se sabe porque que todo o barmen do barzinho da ARI geralmente é mal humorado. Houve um,muitos anos atrás, o Deoclides Berneira,que tinha um péssimo humor: mas havia alguns habitués que achavam que seu mau humor era apenas da boca( ou do fígado pra fora...)

Deoclides estava sempre com cara de poucos amigos, zangado, mas atendia a todos.

Depois o barzinho da ARI passou para as mãos do Adolar,que o cuida há 12 ou 13 anos. Apesar de colorado fanático e de ser também o zelador do prédio da ARI, o Adolar é gente fina, desde que não pise nos seus calos .Se você chegar no prédio da ARI e ele estiver na portaria, diga logo quem é, onde vai e o que vai fazer: senão é bronca na certa.
Por ele, os amendoins duros já deveriam ter sido eliminados de aperitivo no barzinho,mas quem os compra acha que não...

Alguns habitués do barzinho da ARI já abriram uma dissidência. Depois do barzinho da ARI esticam ( como diria aquele colunista social) pro Picanha, ali na Lima e Silva.
Principalmente o Wanderley Soares e o Vilnei tem mesa cativa.

Pois do barzinho da ARI é que é transmitido o programa " Conversa de Jornalista" da rádio da UFRGS,ao vivo. Por isto que se ouve barulho de copos,quando o programa é feito dali ao vivo.

Fora do AR...

Ontem,dia 02/03, pela volta de 15 horas, depois da coletiva da governadora Yeda Crusius, os coleguinhas que precisaram falar com o jornalista JOABEL PEREIRA que é oficialmente o porta-voz da governadora estava DESLIGADO!

Coleguinhas

Esta ninguém me contou. Eu ouvi o L.C.Reche, na Rádio Guaíba lembrar a semelhança do segundo gol do Inter no Clássico,dia 1/03 com o de Figueiroa, em 1975, contra o Cruzeiro, no campeonato brasileiro. Ontem,dia 2/3 o blog da ZH o reproduziu com fotinho antiga e tudo. Como dizia o Lavoisir, nada se cria,tudo se copia....

1) Rosane de Oliveira, da RBS, pelo comentário que fez ontem, dia 2/03, no Gaúcha Atualidade,é gremista.

2) Rogério Mendelski, depois de umas férias em Jurerê Internacional, está de volta ao Bom Dia, na Guaíba.

3) Era furada a informação do Ataídes Miranda, da Guaíba, de que Mendelski estava na Venezuela e iria entrevistar Hugo Chaves.

4) Começou o ano...

5) Guaíba, pelo visto, investiu forte na cobertura de Carnaval local.

6)Meia dúzia de gatos pingados compareceu neste domingo,01/03 na Câmara Municipal de S.Borja que lembrou os 81 anos de Jango. Depois foram todos ao cemitério Municipal Jardim da Paz, onde repousam os restos mortais do ex-presidente. Esvaiu-se por enquanto a notícia de que o corpo de Jango seria transladado para Brasília, onde estaria sendo construído um memorial.Notícia não caiu bem principalmente em S.Borja.

Estranheza....

Causou muita estranheza, pra dizer o mínimo, a quem foi neste último domingo, dia 01/03 homenagear a memória do ex-presidente Jango,o estado total de abandono em que a prefeitura municipal de Porto Alegre deixou o busto do ex-presidente da República localizado na av. do mesmo nome, junto a Usina do Gazometro.O busto de Jango está todo pichado e com arbustos crescidos em volta dele. Um descaso total. " Afinal de contas, ele foi um presidente da República"lembra um dos participantes do ato realizado no último domingo junto ao busto para lembrar os 81 anos de Jango.

Jango

O MJDH,leia-se Jair Kristche anda investigando a possibilidade de que o ex-presidente Jango tenha sido vítima da chamada Operação Condor. Abaixo um documento obtido por ele. O editor.

Há 82 anos nascia Teixeirinha


Teixeirinha

Vctor Matheus Teixeira , o popular cantor Teixeirinha, nasceu há 82 anos atrás, no distrito de Rolante, então município de Santo Antônio da Patrulha. Pessoalmente, segundo João Baptista Aveline, Teixeirinha era um baita grosso. Aveline e Teixeirinha foram colgas na rádio Gaúcha, quando o cantor tinha um programa líder de audiência de manhã cedo, o " Teixeirinha amanhece cantando".

Conheço também quem usou muito a popularidade do falecido cantor( Teixeirinha morreu 10 pra meia noite do dia 4 de dezembro de 1985).O repórter policial Milton Galdino, de ZH, uma noite teve que atender um chamado e foi até Charqueadas pra conferir um princípio de rebelião na penitenciária de segurança máxima. Na volta, parou numa churrascaria, já alta madrugada, na BR-290, na altura de Eldorado do Sul.
Adentrou o recinto,acompanhado de fotógrafo e motorista.

- Compadre Teixeira está aí, pediu Galdino ao já solonento gerente que fechava a casa.
- Não, não está mais.
- Mas ele combinou pra mim que me esperaria pra comer um churrasco comigo.
- Não seja por isto.
E o gerente fez o churrasqueiro preparar um churra pros comunicadores.

Teixeirinha mulherengo

Teixeirinha teve filhos com três companheiras. Mas praticamente sempre morou com Zoraida, numa casa que construiu na Glória, onde tinha uma piscina de péssimo gosto,diga-se de passagem.É que ele mandou fazer a piscina em forma de cuia de chimarrão. Lá está a piscina até hoje. O local é conhecido por " A casa do Teixeirinha".
A grande dor de corno de Teixeirinha foi com Mary Terezinha que escreveu um livro botando pra fora os podres do ex-companheiro. Dizendo,inclusive, que ela foi praticamente estuprada pelo cantor, quando jovenzinha porque sua vó queria que ela fosse contar com o já conhecido compositor de " Coração de Luto", que o apresentador Flávio Cavalcanti apelidou de " churrasquinho de mãe".

O cantador de P. Fundo

Muita gente pensa que Teixeirinha nasceu em P.Fundo, porque ele cantou muito a " capital do Planalto Médio", como a chama numa canção. É que P.Fundo tem muita mulher bonita, mesmo.

Teixeirinha na verdade chegou a P.Fundo no começo de sua carreira mais pobre que rato de igreja.Lá primeiro colocou uma espécie de minicirco com uma loninha e o tradicional jogo de azar, aquele que se dá um tiro numa garrafa e dependendo da pontaria do sujeiro, ele ganha presentes.Assim ele começou a vida em P.Fundo. Se não me engano, este minicirco do Teixeirinha em P.Fundo ficava na av. Brasil, que é a mais movimentada da cidade, que a corta de Norte a Sul.

Depois que se separou de Mary Teixeirinha - que o trocou por Ivan Trilha,sanborjense - Teixeirinha entrou numa enorme desilusão. " Morreu de desilusão" lembra um fã do finado autor de " Coração de Luto" e de " Querência Amada" uma espécie de hino gaudério gaúcho.
Todos os anos, no dia de Finados, no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, reunem-se alguns fãs pra tocar músicas do compositor e lhe depositar flores.Uma fã sempre é vista lá esbravejando contra Mary Teresinha, a quem acusa " de ter matado" Teixeirinha.

Eu X Eles - Coleguinhas


Dario K. Borges

A voz do poste da beira da praia de Tramandaí.

O verão está terminando e por isto me lembrei do seo Dario Kras Borges que nos anos 70 e 80 ficava na sua " casinha" à beira do mar de Tramandaí transmitindo recados,principalmente sobre crianças perdidas.
Era comovedor ver seo Dario,como nós, os canetinhas, o chamávamos, se interessando para ajudar as pessoas que estavam desfrutando de seus momentos de lazer à beira mar.
Também ele acobertava algum " gambá" dentro de seu pequeno quiosque até que curasse a bebedeira.
Dario Krás Borges faleceu há alguns anos pelo que sei. Seu lugar agora está sendo ocupado pela rádio FM Praia e pelo radialista José Bueno, que atua nesta rádio de beira de praia - chamada de rádio comunitária - há 20 anos.
Dario Kras Borges nasceu em Torres - de uma família tradicional daquela praia -e sempre foi um solteirão. Filho de Procópio Krás Borges e de Belmira Raupp Krás Borges morava na rua Professor Pedro S´Helena,205, em Tramandaí.

Dario começou na frente do Bar Gaivota, nos anos 40, em Tramandaí, com um pequeno microfone. Desde estes tempos heróicos, o comando da rádio comunitária mudou algumas vezes.Durante os anos de 2003 e 2004 chegou a ficar desativada. Atualmente a rádio funcina no período de 15 de dezembro a 15 de março, no horário entre 8hs e 18 horas.
Segundo o Correio do Povo de 27/02, a rádio fundada pelo seo Dario é tocada hoje pelo radialista José Bueno, de 45 anos. Ele também tem a missão de encontrar principalmente crianças perdidas." Uma excursão de Viamão chegou a esquecer uma criança de 5 anos na praia" contou o radialista ao Correinho.

MEMÓRIA

Decreto-Lei 477 faz 40 anos

Os 40 anos do Decreto-Lei 477 serão lembrados hoje (27/02/2008), na 8ª Anistia Cultural, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio e Janeiro. O decreto, editado em 6 de fevereiro de 1969, durante a ditadura militar, define infrações disciplinares praticadas por profesores, alunos, funcionários ou emregados de estabelecimentos de ensino público ou particulares.

Na prática, o decreto estabeleceu rito sumário para demissões e desligamento de professores, funcionários e estudantes que praticassem infração disciplinar considerada subversiva nas universidades brasileiras. O evento de amanhã é promovido pela OAB, pela Comissão de Anistia do Ministro da Justiça e pela União Nacional dos Es tudantes (UNE).

Assinada pelo segundo presidente do regime militar, marechal Arthur da Costa e Silva, a norma considerava infração disciplinar a participação em paralisações da atividade escolar e na organização de eventos não-autorizados, a confecção de material subversivo, a prática de atos contrários à ordem pública ou à moral, o seqüestro de pessoas e atentados contra o patrimônio das universidades. “No início, a gente pensou que não fosse para valer, dado o rigor ditatorial sem precedentes”, recorda-se o então estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da federação dos estudantes da capital federal, José Antônio Prates, hoje prefeito reeleito de Salinas, no interior de Minas Gerais. O decreto “era o AI-5 das universidades”, afirma o cientista político Octaciano Nogueira, professor da UnB, rememorando o Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, que cassou direitos e garantias fundamentais.

O ex-ministro da Educação e Cultura Jarbas Passarinho, que assumiu a pasta nove meses depois da expedição do decreto, confirma que o 477 foi, de fato, “um corolário”, “um produto do AI-5”. “[O decreto] foi baseado no teorema do AI-5, que era a decisão de fazer frente às guerrilhas que já tinham começado”, diz o ex-ministro, que percebia nas universidades um foco de resistência ao governo da época, inclusive com o risco de luta armada.
fonte: Gazeta Mercantil

 
 
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Espaço dos Leitores

Olides velho, tomaste uns tragos hoje. Olha a data do teu blog de hoje
(quarta-feira, 25.3.2009)
Abraços
Rekern

Véio Olides de guerra
A Bebel atende pelo email bebelcallage@terra.com.br, e ela está maravilhosa como sempre. Nem me lembro da harge, é que nós estamos todos uns vovozinhos e a memória vai rareando. Teu blogue é agradável e bem coloquial, sou teu leitor pelo menos uma vez por semana. Abraços
Rekern

oi olides,
comovai,esqueceu do serpentario',nao aparece MAIS NO CAFE,
ABRAÇOSDO VELHO MOURA.

olides:
relendo teus últimos posts, lembrei da seguinte historinha que me foi contada por pessoa que me é bem próxima:

em certa cidade da zona sul do estado, na época do "regime militar", um prefeito muito concentuado era por demais dedicado ao trabalho.
tanto assim, que passava as tardes de domingo encerrado no seu gabinete na prefeitura.
certo domingo, a esposa, que passeava nas proximidades com as amigas, resolveu fazer uma "surpresa" para o maridão e se dirigiu para a prefeitura.
acompanhada das amigas, entrou no prédio imponente e foi passando pelo salão, pelas salas desertas, até que chegou ao gabinete do marido.
abriu a porta e ... deu de cara com o prefeito "in love" com a espossa de um dos assessores de imprensa da prefeitura.
foi um escândalo e, para contornar a situação, o jornalista, cujo casamento acabou diante de tais circunstâncias, foi 'transferido' para um cargo siminar, na órbita estadual, início de uma promissora carreira que o projetou até no espaço federal.
gdld

Oi Olides!
Que ótimo que incluísse o Fernando Goulart no teu blog. Ele é um ser humano inigualável, um grande colega, de muito talento e competência e, acima de tudo, um grande amigo.
Tive o privilégio de trabalhar com o Fernando e posso atestar que ele é uma diretriz para qualquer jornalista que tem o jornalismo como missão.
abs/Josi

01) - Me manda uma revista do Barranco.
020 - Tu tens de fazer um livro sobre o Barranco!
mazzarino

Olides,
Foi bom tu me alertares. Face aos atuais compromissos, eu havia dado apenas uma olhada muito superficial na última edição do Blog e não tinha visto as fotos. A cara do Beto e, principalmente a testa recuada e o bigode, estõ inconfundíveis. Mandei o trecho da matéria para o amigo lá de R. Grande pedindo que ele informasse se há dados interessantes sobre a "vida pregressa" do Beto ao tempo de "Noiva do Mar". Quando tu falaste da vinculação com a Swift, acho que me lembrei de ter sido comentado na época que a compra do bar teria sido com recursos da indenização trabalhista decorrente da saída da Swift. Como dizem os italianos: "Si non é vero é bene trovato!". Um abraço,
Saul

Concordo plenamente contigo e acrescento: não há uma cultura de preservação da história que São Borja há muito está a merecer. A cidade não têm essa prática de forma visível, explícita, evidente... Até gostaria de saber se tem alguém de lá realizando algum projeto em conjunto com a Secretaria da Cultura e da Educação Muncipal de SB e o Ministério da Cultura e MEC para levar os nomes ilustres de SB, para os livros didáticos, nas escolas. Muitas das pessoas que preservavam história de lá, ou morreram, ou foram embora da cidade. Novas famílias foram chegando, no período do fluxo migratório interno, no RS, final dos anos 60 em diante até os 80, constítuídos, principalmente de alemães e italianos que como é sabido, não tinham raízes na fronteira-oeste do RS. As etnias que ali se criaram, viveram e que defenderam seu quinhão eram constituídas de descendentes de indígenas, negros, bugres, enfim, " g(á)uchos da fronteira"que, além das próprias características de quem vive seguro nas planícies, aliava a si uma dose ou outra do sangue espanhol, sangue quente, batalhador, questionar, guerreiro, aventureiro como Capitão Rodrigo combatente e por aí vai. Já a tendência bem latente de italianos e alemães era a de fazer riqueza, explorar a terra pela terra, pelo dinheiro, pela riqueza, em detrimento ao respeito à natureza sagrada; sem as frescuras de quem inventa, como eu, de estudar. Então eu também saí. Gostaria de estar lá fazendo história. Mas, isso não é coisa que dê dinheiro, nem votos nas urnas como é o senso comum do mundo capitalista de hoje, então, meu amigo, assim como lá uma Igreja Missioneira que foi destruída, a história do Rillo não foi para o mundo até hoje. Siga em frente faz a teu trabalho, ele será o teu trabalho, a tua pesquisa, será visão que vais abraçar, ou seja a tua visão. Se outros já estão fazendo, tudo bem, outros mais tarde, também virão e são com essas relações que vamos escrevendo histórias e fazendo história. Dou-te todo o meu apoio!!!! O Rillo era um cara muito quietinho, na dele, mas era uma bomba at?mica, quando produzia seus versos, sua prosa, trabalho forte, audaz, identificado com o perfil dos nativos encantados pelas suas raízes. Aliada a esse sentimento, me delato: sou encantada pela sua obra. Lamento que em Porto Alegre, pouco se fale dele. Abraços!!!
Adiles Lima

Aparício Silva Rillo não nasceu em São Borja nem em Porto Alegre. Rillo nasceu em Guaíba. Sou de São Borja, acomapanhei alguns lances da sua vida, pois a Suzy, sua esposa, era ligada à APAE, entidade da qual eu era secretária, quando jovem. A Diretora da Escola da APAE, à epoca, era a Profa. Magda Bicca, esposa de José Lewis Bicca e seu filho Eduardo era afilhado do Rillo. Chamou-me muita a atenção um poema que ele compôs para o Eduardo e lhe ofereceu num aniversário dele lá, no início dos anos 70. Este poema vislumbrava os anos 2000, ou seja, o mundo que o menino de então iria viver no século XXI. Simplesmente fantástico esse poema.
Sou professora e gosto muito de pesquisa, de História de Literatura, de Música e Poesia, mas minha área é a pesquisa em Africanidades, por questão de cidadania mesmo. Procuro estudar e desvendar o porquê de tanto isolamento dessa cultura nos livros didáticos, nas escolas do RS e do Brasil. Quando aparece é dada a versão do dominador e quando é contada exatamente pelos partícipes da história do negro no Brasil, que é o próprio negro, essa história não é levada a sério, porque, como ouvi hoje na Rádio Gaúcha, no programa de debate do Lauro Quadros, é a defesa em causa própria e coisa e tal. Resumindo esta versão não vale, é coisa que inventaram agora. Conclusão negro não sabe contar a sua própria história, ele pode comer,dançar e cantar, não pode falar, ainda nos nossos dias! Alemão, italiano, japonês, chinês, indiano, árabe, judeu PODEM CONTAR A SUAS HISTÓRIAS, mas..... Abraços!
Adiles Lima

 

 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

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