Noticias e comentários sobre política, Gafes, episódios e causos dos que fazem a notícia Estradas, ônibus, restaurantes e histórias familiares, são parte da literatura do autor
 

Arquivo: Março de 2008



 
 

Coleguinhas!

Por favor, acordem o redator da Coletiva Net. No perfil desta semana, do plantonista Antônio Augusto" tem gol"! o redator escreve:"Também teve passagens pela TV Gaúcha (antiga RBS TV)" Cruiz credo... acordem o redator(a) que eu saiba há muitos anos que a TV Gaúcha mudou pra RBS TV. E olha que não tenho procuração pra defender os ´homi´ da av. Ipiranga.

Barzinho da ARI bombou no sábado 29/03.A coleguinha Leila Weber " delirou" e viu lá o deputado federal Nelson Proença. Até que alguém a advertiu que era apenas um sósia, só que ninguém sabia de quem se tratava.

A boa exposição fotográfica na frente da prefeitura municipal de Porto Alegre contém alguns erros que com um consultor poderiam ter sido evitados. Por exemplo, dizem lá que N.Sra dos Navegantes é padroeira de Porto Alegre. Pelo que eu sei, é Nossa Sra da Conceição, a não ser que deu a louca nos bispos( não os donos da Caldas Junior, os outros) e tenham trocado.

O programa da colega Marlei Soares na Ulbra TV é  apenas de uma hora. Baixou muito a receita da família, com isto e com a troca de canal... 

Restaurantes com medo de serem novos alvos de bandidos!

O assalto contra a churrascaria Barranco, ocorrido na madrugada do dia 16 de março último deixou os restaurantes da região da Protásio Alves e cercanias  em estado de  alerta. Eles estão entendendo que a bandidagem os tornou alvos. Isto porque em geral os restaurantes não tem lá grande esquemas de segurança.

O próprio assalto do dia 16/03 mostrou isto: os bandidos chegaram em oito,cercaram todas as saídas e os clientes que estavam lá dentro foram rapados.Há um outro componente perigoso para os empresários nesta história: os clientes podem entrar na Justiça pedindo danos morais por constrangimento durante os assaltos. Este é o próximo lance desta história.

No sábado dia 29/03, por volta de meia-noite, na churrascaria Barranco havia o boato de que três jovens que haviam sentado uma das mesas tiveram sua atenção chamada pela segurança da churrascaria que desconfiou de algo e teria redobrado a atenção encima deles. Eles pagaram a conta e foram embora.

Mas na mesma hora havia ainda o rumor de que a casa de comidas uruguaia, a Parrilas, na Nilópolis com Amélia Teles teria sido alvo também de uma tentativa de assalto.

Geraldo Peccin – Um incentivador do Turismo Gaúcho

Segue um comunicado da Setur sobre o falecimento de Geraldo Peccin, enviado pelo amigo Vanderlei Malta da Cunha. Clique AQUI

A dona achou os copos!

Aconteceu no barzinho da ARI. No último sábado, dia 29/03, uma senhora que resolveu freqüentar o barzinho da ARI descobriu ali uns copos de uísque que andavam sumidos de sua casa. Seguramente foram emprestados para uma festa e ficaram por lá...

A ARI vai em peso na terça,dia 01/04, a Nova Petrópolis, por convocação do diretor do interior,  Wilson Sierra pro lançamento do festimalha.Espera-se delegação grande.

Começou o processo sucessório na ARI...

A vida como ela é...
O triste fim de um jornalista que conheceu a glória...

Os fatos narrados são ficção. Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência.... Ele havia nascido em Santa Maria da Boca do Monte. Formou-se jornalista pela Famecos, na mesma turma que se formou o Caco Barcellos, hoje estrela jornalistica da Globo.Mas fora diagramador da Folha da Tarde, e nos últimos anos fazia biscates como vender troféus para madames que queriam ganhá-los de um conhecido colunista local.

Os troféus rendiam uma razoável grana, pro colunista, não pro nosso personagem, que um dia se rebelou porque iria a Gramado prum evento mas o patrão não quis lhe dar um carro. Ele teria que ir de ônibus.

Enquanto era jovem, nosso personagem teve de tudo o que era bom. Carnaval na ilha de Floripa, com muits mulheres, ele às vezes vestido de mulher, só pra esculhambar um pouco. Era casado com uma executiva da Globo que trabalhava em Curitiba e as portas todas se abriam facilmente. Ah, bons tempos da glória...

Tiveram filhos, mas agora no outono de 2008, quando mais precisaria deles, estão longe. Um mora em Londres, uma filha reside em Curitiba e está tendo neném e um filho adotivo que ele criara com amor foi morto numa disputa de gangues, anos atrás.

Nosso personagem há uns tempos atrás começou ater problemas de saúde. Primeiro fez tratamento de acupuntura no posto Modelo, com um médico muito bom. Depois a coisa complicou, ele teve que ir pro HPS e alguns dias depois que voltara para casa, teve numa manhã um começo de um infarto fulminante.

Ajudado por moradores do prédio da Voltaire Pires, no bairro Partenon, ele chegou ao HPS maios vivo que morto. Estava todo vermlho,quando os enfermeiros o receberam no táxi naquela mannhã do começo de março deste ano.

Salvarem-lhe a vida com competência embora tenha ficado quase um mês embubado na UTI do HPS.

Agora foi embora do HPS e um amigo que fez no prédio mais seu irmão conseguiram uma clínica localizada perto de sua casa, no alto do Morro Santo Antônio, par aonde foi levado dias atrás. Ali agora está sendo cuidado mas seguramente não terá vida longa. O amigo do prédio, cujo nome é Garibaldi - não se sabe se é nome ou apelido - está se esforçando pra fazer o possível para seu velho querido, que ele chama de pai...É como se nosso personagem tivesse arrumado um filho adotivo.

Os filhos que teve na vida, estão cuidando de suas vidas. Ele praticamente abandonado vai morrer só, porque a esta altura, baleado de saúde como está, dificilmente sobreviverá muito tempo.

E quando alguém pergunta como ele conseguiu que um vizinho seu fosse se interessar por ele, agora que não tem mais nada pra retribuir, alguém sempre lembra a famosa frase: " como tem gente boa no mundo..." Ah, se tem... Basta ver o episódio deste personagem, que foi abandonado por tudo mundo dos tempos da glória pra ver que no caminho sempre tem alguém que nos espera pra nos ser solidário.

Geraldo Peccin

Esta carta que o Adriano Mazzarino, do jornal Antena, de Encantando, me mandou, antecipava que o Geraldo Peccin estava mal. E morreu. Foi enterrado na sexta-feira,dia 28/03 em Serafina Correa, depois de ter sido velado na Câmara Municipal de Vereadores daquela cidade. O Peccin trabalhou no município como secretário de turismo e parece que foi dele a idéia da rotonda, uma réplica dos imigrantes italianos, que projetou a cidade para o turismo. Depois o Peccin  foi trabalhar na secretaria estadual de turismo e foi levado, mais adiante, para a Anac, junto com o chefe da agência, que foi destronado por causa da crise da aviação. Ultimamente andou um ou dois anos em Milão, representando o governo brasileiro. Agora estava de volta e na Páscoa estava em Serafina Correa, onde teve um aneurisma cerebral e acabou falecendo.

" Olides: Se tu és de Serafina deves conhecer o Geraldo Peccin. Mais uma bela figura que a tua terra deu ao mundo.No Domingo de Páscoa, em casa, ele foi vítima de um aneurisma cerebral. Está no Hospital de Passo Fundo. Seu estado é grave. Tô meio fora da casinha com o fato, sou amigo dele, junto com muita gente da região e dos mundos por onde andou. Rezemos. abraço, Mazzarino.

Pedágios gaúchos sob nova direção!

Os pedágios gaúchos estão sob nova direção, isto porque duas empreiteiras - Sultepa e Brasília Guaíba venderam suas partes no consórico Univias, que é o principal operador dos pedágios gaúchos. A única empreiteira gaúcha que ficou nele foi a Toniolo Busnelo S/A.

Agora, a AGCR(Associaçã Gaúcha de Concessionárias de Rodovias) cuja sede fica no 16 andar do edificio Coliseu - porque no 10 está a sede do Sicepot - o sindicato dos empreiteiros gaúchos - se mudará de local. Em junho deverá estar em novo endereço, na Washington Luis, 820/203, no centro de Porto Alegre.

A AGCR será extinta e tudo ficará dentro da ABCR(Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) cujo controle está em mãos das principais operadoras de rodovias, que tem sede em S.Paulo.

A comunicação dos pedágios gaúchos é uma incógnita, mas o que se sabe é que o valor da mídia que hoje está sendo gasta, principalmente com rádios como Band AM, Gaúcha AM e Guaíba AM deverá diminuir. Esperam-se ainda outras medidas.

Coleguinhas

Gilmar Eitelwein continua na assessoria de imprensa da Assembléia Legislativa do Estado. E o fotógrafo Paulo Dias, que foi dispendado dela, estaria quase acertado pra trabalhar na bancada do DEM.

Até agora, não saiu mas nada na área de comunicação da ARI,desde que o ano começou.Nem saite, nem jornal. " Casa de ferreiro,espeto de pau".

O chargista Marco Aurélio que caminha diariamente na Pracinha da Encol é um ouvinte assíduo do jornal Gente, da Band AM.

A Spina Soluções, empresa que vende crédito do BMG pra aposentados, depois de oito meses, voltou pra antiga agência, a SLM.

Atenção pauteiros, em junho completam-se 20 anos da morte do falecido colega José A. Daudt. Vamos ver quem conseguirá ouvir o principal acusado, que foi absolvido, Antônio Dexheimer.

Rogério Mendelski, do Bom Dia, da Rádio Guaíba, esteve de niver, na sexta, dia 28/03.Os correspondentes do interior esmeraram-se em lhe puxar o saco, principalmente o da rádio Cassino, de R. Grande.

Briga caxiense!

Esta briga entre a Sec. Estadual de Educação, Marisa Abreu e a deputada estadual Marisa Formolo(PT) tem tudo pra ser uma briga paroquial, de C. do Sul.Isto porque Marisa Abreu e sua sua chefe de gabinete Salete Cadore  são  ligadas ao prefeito atual, José Ivo Sartori(PMDB) e Marisa foi candidata a vice-prefeita pelo PT local. Não estranhem novos rounds...Ninguém é santo nesta história.

Serafina, Serafa, ou " LA UNDEZE"!
Fotos: Acervo de Maria Amélia Arroque Gheller


Paraninfos e comunidade na Festa de Nossa Senhora do Rosário, com as imagens da Padroeira
e de Nossa Senhora de Lourdes. Data: 1º Mandato da Administração Municipal.


 
As duas fotos da Igreja Matriz(hoje Santuário Nossa Senhora do Rosário), Campanário e Casa Canônica.
As pessoas são:Humberto Campetti, Alfieri Boni, João Arroque Filho e Elírio Deitos.1942



Padres e Senhoras da Associação Sagrado Coração de Jesus em frente a Igreja Nossa Senhora do Rosário,
aos fundo o antigo Salão Paroquial - 1954

A pequena localidade que se emancipou de Guaporé em 1960, hoje virou uma próspera cidade, com cerca de 12 mil habitantes. Mas no começo foi uma pequena  vila, que sempre teve sua economia baseada na agricultura com colonos vindos da Itália,alguns poucos alemães e descendentes de escravos que habitaram as margens do rio Carreiro.

Antigamente, Serafina Correa - este nome foi dado em homenagem ao prefeito de Guaporé, Vespasiano Correa - se chamava La Undeze, porque era a linha ONZE e então os colonos a apelidaram por este nome. Ninguém dizia nunca o nome da cidade, apenas se referia à localidade como La Undeze.

Na visita que fiz a minha terra natal, por ocasião da semana santa, notei algumas mudanças no seu comportamento. Por exemplo, na quinta-feira santa  à meia-noite, as pessoas sobem um morro, a pé, pra ir até o Cristo Rei, uma imagem do senhor morto, construída em 1957 por moradores locais, liderados pelo padre Francisco Lolatto(O padre ainda vive e está num seminário de Guaporé, vivendo sua velhice. Foi a Itália, mas quis regressar para morrer na região).Na sexta-feira santa, as seis da manhã, saem outros moradores também para assistir ofícios junto ao Cristo Rei. Mas já existem outras religiões no município, embora ainda seja predominante a Igreja Católica, que, para o bem ou para o mal, sempre manteve os moradores sob as regras ditadas  por ela. 


Coluna Semanal de Gastronomia

Prof. Francesco Rosito
Consultor de Gastronomia
e-mail frarosito@hotmail.com

Hoje falaremos sobre a sobremesa na Italia que é conhecida pelo termo francês - DESSERT. Esse nome significa  - Deserto - e a sobremesa deve ser servida  numa mesa, somente quando essa mesa estiver " deserta ", isto é sem nada sobre a mesa, completamente limpa de pratos , talheres etc. Per dessert, se entende - doces, frutas, queijos e sorvetes. São servidos após  o " secondo piatto".

Na Roma antiga eram servidos frutas frescas e secas, além de queijos e mel.
Na idade Média surgiram os doces  produzidos com gelatina. A partir do século XVII , surgiram os doces mais finos e elaborados. Relacionamos abaixo algumas sobremesas típicas das Regiões Italianas:

Insalata di frutti di Bosco - Valle d'Aosta
Semifreddo allo Zabaione - Piemonte
Crostata di frutta - LIguria
Panettone - Lombardia
Strudel alle Mele ( maçã ) Trentino-Alto-Adige
Fragole (morangos) fritte - Friuli-Venezia Giulia
Pandoro - Veneto
Tartufi di Riso - Emilia Romagna
Castagnaccio - Toscana
Pecorino di Norcia - Umbria
Formagio di fossa -  Marche
Tarallucci glassati - Abruzzo
Ciambella - Molise
Crostata di Ricotta - Lazio
Zuppa inglese alla napoletana - Campanea
Fritelle si semolino - Basilicata
Monacelle - Calabria
Cuccia di Santa Lucia - Sicilia
Pecorini Sardi - Sardegna
Colva - Puglia

Uma característica dos doces italianos é não serem tão doces como os doces brasileiros. Buon Appetito.

Ainda a sucessão em Porto Alegre !

O experiente colunista político Carlos Bastos - hoje com as chuteiras penduras - tem uma opinião sobre a sucessão municipal: Fogaça,caso candidato à reeleição, tem duas pedreiras pela frente: as deputadas Maria do Rosário e Manoela DÁvila.

Coleguinhas

Algumas amigos estão preocupados com a saúde do presidente da ARI,Ercy Torma. Andou com pneumonia e quarta-feira,dia 26/03 tiveram que chamar o EcoSalva. Mas não foi nada, depois ele ainda despachou. Ercy não anda tão bem de saúde, não.

Briga braga na praça entre o Antônio Goulart e o Sérgio Becker pra ver quem substituirá o Afrânio Dutra nas colaboradores com veículos. Goulart é mais da mídia eletrônica, enquanto que Becker é mais da impressa. Mas dizem que um dos dois substituirá o grande Afrânio que mandava cartas para todos os jornais da capital e mereceria uma aposentadoria de tanto que trabalho. Gratuitamente. 

O fotógrafo Paulo Dias não trabalha mais na assessoria de imprensa da Assembléia Legislativa do Estado.

Buraco da "Neusa"!

No centro administrativo Fernando Ferrari, - o que chamaram um dia de " monstrengo" existe um buraco que ficou aberto depois que uma secretária de Educação queria descer pelo heliponto e mandou construir um elevador que ficou inconcluso, ou seja, nunca foi feito. O pessoal, de pura vingança, apelidou o local de “Buraco da Neusa"! 

Fotos de Porto Alegre


Foto de Marco Aurélio do Couto, do pôr do sol no Guaiba



"Espanhol" entusiasmou-se pelo niver de Portinho e manda esta foto.



Outra da Usina do Gasômetro - Foto: Espanhol

Embolou a sucessão de Porto Alegre!


Prefeito de Porto Alegre José Fogaça
Foto: Assessoria de Imprensa da Federasul

Na coletiva de ontem, -26/03 - na Federasul deu pra ver que o prefeito José Fogaça(PMDB) só vai à reeleição em Porto Alegre se todos os atuais partidos - seis - que o sustentam hoje se unirem no primeiro turno. O prefeito  -que como político experiente - captou alguma rejeição nas ruas nos últimos tempos quando tem saído mais nas ruas - disse aos repórteres que o RS e Porto Alegre em especial  " têm tradição de NÃO reeleger seus mandatários".

Traduzindo: Fogaça está sentindo o cutuco e só irá a reeleição se os partidos o apoiarem,caso contrário para ele é uma aventura para a qual deu para ver ontem que ele não está disposto a atirar-se.Seguramente vai guardar o patrimônio da boa administração que fez para 2010, candidatando-se numa frente de partidos de centro-direita ou ao governo do Estado ou ao senado, cargo para o qual é mais talhado.

Numa  coletiva que rendeu pouco - o prefeito citou dados técnicos como os portais da cidade para os quais  o BID(Banco Interamericano de Desenvolvimento) liberou 500 mil dólares para melhoria do projeto - José Fogaça concordou que tem candidatos fortes,caso seja candidato, mas não citou nomes. Muito sábio em despistar perguntas mais difíceis o prefeito de Porto Alegre disse que voltou ao PMDB " porque este foi o partido onde nasci politicamente". E caso não venha a concorrer novamente, indicou alternativas do PMDB,entre os quais os deputados federais Mendes Ribeiro Filho e Ibsen Pinheiro, o deputado estadual Luis F. Zachia e o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, o vereador Sebastião Melo.

Deu pra se deduzir, da coletiva, que Fogaça está praticamente impondo que os seis partidos da coalização atual , larguem com ele.Ele disse que na eleição de 2003, " era diferente. Agora é uma reeleição", justificou quando lhe perguntaram porque na vez anterior, pelo PPS, ele concorreu largando sozinho.

Obras

José Fogaça - um dos poucos prefeitos da capital dos últimas anos  nascido em Porto Alegre disse que os portais da cidade são necessários principalmente por causa dos ônibus metropolitanos. E citou que atualmente existem  33 mil viagens/dia de ônibus que chegam ao centro da capital. No entanto, dos passageiros embarcados ao longo destas viagens, apenas 15% chegam até o final da viagem.Os portais da cidade segurarão parte dos ônibus sem necessidade de seguirem trajeto ao centro.

Fogaça também disse que Porto Alegre poderá ter uma segunda linha de metrô, mas não quis adiantar algum traçado desta nova linha. Informou apenas que há estudos em conjunto com o Governo Federal.

Sobre o rodízio de placas de carros - como está sendo proposto por um vereador - ele não disse nada. Mas esclareceu que há muitos veículos na capital. Ao todo,disse, são cerca de 650 mil, o que dá uma média de 2 moradores da cidade por carro.

Sessão de autógrafos do livro “A fila anda”, de André Figueiredo Maciel

 
Texto e fotos do fotógrafo Luis Ventura

Três momentos da noite de autógrafos do André. O guri é articulado. Conseguiu levar a coisa além das 22hs. E não é daqueles que segura fila para encorpar o evento, não. Foi “pá-pum”. Recebia a pessoa, autografava e se despedia. A Fila Andou, literalmente. E eu já li uma parte do livro: é muito bom, estou rindo a valer com as comparações entre o marketing comercial e o marketing nos relacionamentos amorosos. O André soube cruzar muito bem as situações.

Detalhes do assalto ao Barranco na madrugada do dia 16 último!

Uma das vítimas do assalto perpretado contra a churrascaria Barranco na noite do dia 16/03, o advogado Luis Fernando de Araujo Elhers, disse ontem a este saite que as demais vítimas, junto com ele, estão se reunindo para ver se vão entrar na Justiça pedindo danos morais e reparações contra a casa pelo assalto sofrido. Muitos perderam documentos , dinheiro e sofreram constrangimentos, como o próprio Luis Fernando que levou um tapa na cara de um dos marginais.

Na noite do assalto, já madrugada do dia 17/03, um dos sócios da casa, Chiquinho Tasca foi chamado ao local e prometeu,conforme a vítima, que indenizariam quem foi assaltado. Mas depois disto, a churrascaria não mais os procurou. " Eu sou muito amigo da casa, mas os outros estão se reunindo pra ver se vão entrar com algum pedido de indenização" disse Luis Fernando a este site.

O assalto ao Barranco - que não foi registrado na Brigada Militar - iniciou segundo Luis Fernando por volta de meia hora, quando entraram vários bandidos com capacetes. Todos eles chegaram em motos e alguns ficaram nos arredores da churrascaria aguardando os demais. As portas de saída da churrascaria, tanto pela avenida Protásio Alves, como pela Jaime Telles ficaram guardadas por bandidos de revolveres na mão.

Dentro da churrascaria havia apenas uma mesa grande, onde estavam sete pessoas entre elas Caio Ribeiro(irmão do deputado Paulo Odone) o advogado Luis Fernando Elhers,entre outros. Todos bebiam champagne e chopp.

O bandido de arma na mão dominou primeiro o Elsinho, ou Junior, que é filho do proprietário, Elson Furini. Depois foi no caixa, mas o empregado não queria lhe entregar a féria, porque ali não tinha nada, já que o dinheiro é guardado num cofre num outro local da casa. Sob a mira do revólver, Junior teve que obedecer e mandou o caixa a entregar o que estava no cofre para o bandido. Os fregueses ficaram no salão sob a mira de armas.

Uma das clientes se fazendo de " morta" tentou sair pela porta que dá na Protásio Alves mas foi impedida pelo ladrão que cuidava aquele local. Também haviam bandidos cuidando da parte que liga o Barranco com a Pizzaiolo.

O assalto iniciou na rua Jaime Telles quando os bandidos domiram o guardador de carros André.Felizmente,segundo Luis Fernando Elhers, não houve vítimas. Apenas um tiro foi disparado ao lado do caixa, porque este resistia em ir ao cofre. " Muita gente jogou tudo o que tinha debaixo da mesa" e alguns salvaram alguns objetos desta forma, contou Elhers. Dois assessores do ex-ministro Miguel Rosseto que haviam participado do dia da prévia do PT estavam lá jantando e se esconderam debaixo de uma mesa.

Ao todo o assalto,segundo Luis Fernando, deve ter durado em torno de 5 minutos. Os assaltantes fugiram em motos que é o meio de transporte mais utilizado pra assaltos nos últimos tempos.

Coleguinhas

Gilberto Jaspers, ex-Rigotto, está assessorando o presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Sebastião Mello(PMDB).

Ontem,dia 26/03, saiu nos jornais a notícia de que a Justiça Federal bloqueou os bens do prefeito de Canoas,Marcos Ronchetti(PSDB). Coleguinhas com sites patrocinados pela prefa de lá não tocaram no assunto. E também algumas rádios "amarelaram".

Assalto à churrascaria Barranco, na noite de 16/03, não saiu na chamada " grande imprensa". Leitor assíduo deste espaço comentou que " nem todos os assaltos são noticiados". Ele próprio informa que num dia destes estava no super Zaffari, da Fernando Machado, e que assaltaram o local. Não viu nada na imprensa diária.Ou será que é porque é grande anunciante?

Próximo congresso do sindicato dos jornalistas já tem data e local:13 e 14 de junho em Santa Maria da Boca do Monte.

Memória de Jornalista

  

Nelson Moura, de 76 anos, hoje está aposentado. Mas já foi repórter no Aeroporto Salgado Filho e na redação da Folha da Tarde (jornal extinto).Segundo o colega Benito Giuste, que foi chefe de Moura, o colega sempre foi muito eficiente. No Aeroporto Salgado, em 1961,ele fez uma matéria com o futuro senador norte-americano,Edward Kennedy, que ficou meia-hora no Salgado Filho a caminho de Buenos Aires.

Já na outra foto vemos o repórter  Nelson Moura,sentado,na redação da Folha da Tarde, sorrindo,sem gravata, recebendo  o presidente do 14 de Julho, de Passo Fundo,o coronel da Brigada Militar, Gonçalino Carvalho(pai do chargista Marco Aurélio,de ZH) eo radialista Maurício Sirotsky Sobrinho.  

CP e Folha Universal juntos

Esta ninguém me contou. Eu vi. Sábado,dia 22/03 o CP era colocado embaixo das sportas dos assinantes de Serafina Correa, junto com um exemplar da Folha Universal, da IURD. " É sem nenhum custo pro assinante" esclareceu o advogado da IURD no RS, Raul Ferri.

E a vitima do assalto no Barranco ofereceu champagne pro bandido...

Pelo menos é o que dizem os amigos do advogado Luis Fernando de Araujo Elhers, o Lulu, uma das vítimas do assalto na madrugada do dia 17/03 na churrascaria Barranco. Dizem que Lulu, que é chegado num champagne e que no Barranco só aceita ser atendido pelo garção Sadi, chegou pro bandido que lhe botou o revólver na cara e tentou argumentar:
- Pera aí, antes vamos tomar uma champagne... Ao que enfurecido, o ladrão teria dito:
- O que é cara, tu achas que eu bebo em trabalho?

Fotos para homenagear Porto Alegre, que hoje (26.03.2008) completa 236 anos!

 

 

Uma é da ponte do Guaíba, também conhecida por ponte Getúlio Vargas, ou Travessia do Guaíba (foto de Assis Hoffmann). Outra das pessoas embarcando no Cisne Branco, no rio Guaíba, também é de Assis Hoffmann. Já a foto de Porto Alegre vista à noite é de Leonid Streliaev (O alemão Uda) e finalmente da vista aérea do Rio Guaíba é de um autor anônimo. Parabéns Portinho! E os leitores têm que ir na frente do Paço Municipal que a "prefa" está fazendo uma bela exposição fotográfica sobre a citi.

Esta tomada está em primeiro plano a rodoviária fotografada do norte para o sul do 9º andar  da secretaria de segurança. Agradecimentos à Assessoria de Imprensa da Secretaria, que autorizou gentilmente a permanência do fotógrafo Alfonso Abraham fora do horário funcional.

Niver de Portinho!

Como dia 26, a capital completa 236, vamos homenageá-la com a letra da peça teatral " Baile na Curva" que completa 25 anos. Nada mais representativo. É uma espécie de hino informal de portinho.Contei com a colaboração do colega Gilmar Eitelwein que me mandou a letra completa.

Horizontes

Há muito tempo que ando
Nas ruas de um porto não muito alegre
E que no entanto
Me traz encantos
E um pôr-de-sol lhe traduz em versos
De seguir livre muitos caminhos
Arando terras, provando vinhos
De ter idéias de liberdade
De ver amor em todas idades
Nasci chorando, moinhos de vento
Subir no bonde, descer correndo
A boa funda de goiabeira
Jogar bulita, pular fogueira
Sessenta e quatro, sessenta e seis, sessenta e oito um mau tempo talvez
Anos setenta não deu pra ti
E nos oitenta não vou me perder por ai
não vou me perder por ai
não vou me perder por ai
não vou me perder por ai

(autoria: Flávio Bicca)
Maior sucesso: na voz de Elaine Geissler


Jair ou Pozza!

Dizem nos corredores do PP(Partido Progressita) que sairá de um destes dois nomes o sucessor de Francisco Turra numa diretoria do BRDE: ou Darci Pozza( ex-prefeito de Bento) ou Jair Soares, ex-governador do Estado e suplente de deputado estadual.Colocar Pozza no cargo teria duas finalidades: tirá-lo da sucessão municipal de Bento para beneficiar outro candidato do PMDB e contentar o empresariado da Serra que utiliza muito os empréstimos do BRDE.

Sucessão em Serafina

Estive na Páscoa em Serafina e a política local está esquentando, com as candidaturas praticamente se definindo.Pelo lado do PMDB, deve concorrer o atual vice, Luís Gheller e pelo lado da Oposição parece que o ex-prefeito Jacir Salvi aglutinará as forças. Não será uma tarefa fácil, porque ele tem concorrido pelo PT e muita gente do PP terá dificuldade em apoiá-lo. Seja como for, o PMDB aposta no alto índice de " forasteiros" que se mudaram para a cidade nos últimos cinco anos: nada menos que 18 por cento  dos eleitores são gente que foi para lá em busca de emprego. 

Feriadão!

A BR-386( rodovia da Produção) ficou totalmente engarrafada desde Estrela até Porto Alegre no domingo ,dia 23, na volta do feriadão de Páscoa. Está ficando impraticável viajar nos grandes feriadões, ou então terá que haver mudança de cultura: por exemplo, não viajar todos ao mesmo tempo.

Rodoviária

Na rodoviária de Porto Alegre, por volta de meia -noite do domingo,  23/03, faltavam táxis e havia uma enorme fila de usuários. Mas o fiscal do ponto não deixava os demais táxis pegar passageiros, alegando que só os do ponto podiam transportar. Reserva de mercado? E a EPTC o que faz?  

Morreu o Pe. Roberto Ciotolla!


Padre Roberto Ciotolo, em 1986. Ele é o de batina. Os demais são fiéis.

Quis o destino que estivesse em Serafina - a terra natal deste redator -  no domingo 23/03,quando em P.Fundo, no asilo onde estava há muitos anos, faleceu o ex-padre vigário de Serafina, Roberto Ciotolla. Não quero falar do religioso em si - aí cada um tem seu foro íntimo - mas do educador, do professor de Português que ensinou a mim e uma legião de pessoas a escrever bem.Ensinou-me tão bem que quando vim para Porto Alegre e fui estudar o Clássico no Julinho, achava o famoso professor Edison de Oliveira( que por sinal faleceu dias atrás também) fraco como professor. Me encantava o show que dava em sala de aula,seu humor fino, mas de Português em si eu achava que o Padre Roberto lhe dava de rebenque erguido. 

Ciottola tinha já 87 anos e não regressou à Itália depois de sua aposentadoria, como poderia tê-lo feito. E deve ter deixado instruções para ser enterrado em Serafina, como o foi ,dia 24/03 pela manhã.

Como educador, tinha uma autoridade que emanava de quem conhecia  radicais gregos e latinos. Nós seus alunos no ginásio N.S. do Trabalho o temíamos,porque era severo,  mas o respeitávamos. E nos fins de tarde ao mais interessados, entre os quais me incluía, ele continuava lecionando na casa canônica para completar a aula.Tinha um caderno velho, rasurado, todo rabiscado com caneta vermelha, onde estavam praticamente todas as palavras da língua portuguesa. Era muito difícil que não soubesse a etimologia de uma palavra. Além do que era versado em outras línguas, como o italiano clássico, o francês. 

Saímos do ginásio, mais precisamente das aulas dele sabendo um pouco de gramática,da origem da palavras, dos verbos, de como se conjugava isto ou aquilo. Como padre eu tive pouco tempo de conhecer porque em 1969 saí de lá e não tive mais contato. Mas o amigo Luis Carlos Montanari, que muitos anos exerceu a odontologia em Serafina, estes dias estava me contando que uma vez foi a um enterro de um paciente, um jovem.E que estranhou o sermão meio simplório do padre Roberto. Depois da cerimônia fúnebre, os dois desceram do cemitério até a cidade a pé, conversando. Montanari lhe disse:

- Padre, estranhei seu sermão de hoje! Ele entendeu o que Montanari queria  dizer e respondeu:

- Luis Carlos, disse, no seu jeito manso e afável,eu preciso falar na linguagem que me entendem.

Em Serafina e na região o falecido Padre Roberto seguramente será alvo de muitas homenagens e será  lembrado. LÁ um outro padre fez história, deixando marcas profundas na comunidade. Foi o falecido padre Luiz Pedrazani.Meu pai me comentou no domingo, pouco depois de sabermos da morte do padre Ciotolla,  que um outro padre que está em Serafina, cujo nome não lembro agora, deverá ter ficado muito triste, porque ambos vieram junto da Itália  onde foram ordenados sacerdotes na mesma solenidade.

Homenagem

Hoje, 25/03,às 18 hs, o engenheiro Newton Quites recebe, na Câmara Municipal o título de cidadão honorário de Porto Algre proposto pelo vereador João Dib(PP).

Coleguinhas

Teve a participação de publicitários do México,ontem,dia 24/03, o café da manhã realizado na ARI coordenado pelo publicitário João Firme de Oliveira. E o chefe da casa civil, César Busatto, foi lançado como patrono do fórum mundial que se realiza,hoje, dia 25/03, na PUC-RS. Busatto, por sinal, lembrou aos mexicanos que  quando estudava economia numa universidade na cidade do México que conheceu a atual esposa, Clênia Maranhão e com ela casou em 1978. Completam 30 anos de união este ano com dois filhos. Já ganhou na hora convite dos mexicanos para ir ao México,rever os locais onde freqüentava, por ocasião de um fórum de propaganda em outubro próximo.

A vida como ela é...

Advertência: Os fatos aqui narrados são mera ficção.
Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência
Episódio: A mulher do caminhoneiro

Numa cidade de habitantes de origem italiana, na Encosta Superior do Nordeste,um colono tornou-se caminhoneiro, isto é, parava pouco em casa. Ele e a mulher, também filha de agricultores, casaram em 1970 e já estavam com três filhas. Nem todas  residiam com os pais em janeiro de 2008.

Como costuma acontecer, o caminhoneiro passava temporadas longe de casa. Ia para a região da campanha transportar arroz.Na casa onde moravam a esposa e as filhas, havia porão,cantina,criação de vacas de leite, mas não como antigamente porque a mulher sozinha não dava conta de tudo.Mas a esposa do caminhoneiro era e é vaidosa. Apesar de três filhas e de 58 anos, não parece nada disto. Está ainda nos trinques, tinha e tem uma cor jambo, em nada lembrando descendentes de colonos italianos.

Não é comum agricultoras manterem-se tão atraentes, mas a mulher em questão o fez. Não se sabe se o marido se dava conta disto ou não, se valorizava isto ou não. Mas o casamento dos dois estava bem, são muito amigos e sempre que o agricultor que abandonou a vida na roça pela direção do seu caminhão particular, estava em casa, nos fins de tarde, sentavam para tomar chimarão juntos.
No final de janeiro último, o caminhoneiro recebeu a visita de um parente que não via há muitos anos. Além de parente, foram muito amigos na infância. O parente vindo de fora conheceu então as filhas do caminhoneiro, mas lhe chamou a atenção especialmente a menor que tinha uma cor muito morena para ser filha de descendentes de italianos.

Enquanto os dois parentes  conversavam, relembrando tempos antigos, a filha menor do casal ficava escutando tudo, como se a conversa lhe interesara sobremaneira. Quando o parente que mora há anos na capital observou que sua filha menor era muito diferente dele,fisicamente falando, a guria atalhou a conversa e rápida como um relâmpago gritou lá da sacada, sem que ninguém lhe pedisse a opinião:

 - A mãe pulou a cerca! Houve um silêncio sepulcral e a conversa mudou de rumo. 

Central do cidadão!

Ano de eleição municipal é assim;O prefeito José Fogaça,candidato à reeleição pelo PMDB, foi rápido no gatilho. Aproveitou o pedido de providências enviado à prefeitura pelo suplente de vereador Leandro Soares(PP) quando ficou por 4 dias no lugar do titular J.C. Nedel e irá inaugurar brevemente uma central de informações ao cidadão que se localizará no viaduto da  Duque de Caxias com Borges de medeiros,no viaduto. É que ali a prefa tem umas lojinhas e uma delas vai se transformar na central que dará informações gerais onde se encontrar órgãos públicos que muita gente procura pelo centro da cidade sem saber sua localização. Idéia simples e que será muito últil.

Exclusivo
Detalhes do assalto à mão armada perpetrado contra a churrascaria Barranco
na noite do dia l6 para 17 de março!

Os assaltantes eram em número de sete ou oito,calcula uma das vítimas do assalto. Eles chegaram de moto, todos com placas adulteradas e o primeiro que renderam baixo revólver foi o guardador de carros, André, que por acaso gosta que o chamem de " Abadia".

Os assaltantes foram direto no caixa e renderam o " Elsinho" ou Junior, que é filho do dono do Barranco, Elson Furini. E foram " pelando " todos os clientes no salão. Muita gente se atirou debaixo das mesas como dois assessores do ex-Ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, que ficaram embaixo da mesa, escondidos pela toalha.

Um dos clientes estavam com 2.500,00 reais no bolso, em dinheiro, e os bandidos nem o revistaram. Eles queriam o relógio,celular, cartões de crédito. Só de um cliente que estava lá levaram 4 cartões de crédito, que um evangélico achou atirados dentro de um pacote plástico e os entregou na delegacia de polícia na av. Salvador França. Estes cartões pertencem ao advogado da SPH, Luis Fernando de Araujo Elhers, o " Lulu".

Uma mulher casada, do Rio de Janeiro, estava lá junto com um amigo e levaram sua aliança. Mas ela conseguiu jogar o relógio que vale cerca bde 10 mil reais embaixo da mesa e os bandidos não o viram. " parecia um brique embaixo das mesas de tantos objetos que os clientes jogaram" conta uma vítima do assalto.

Eram cerca de meia noite e 20 minutos quando eles chegaram,renderam o zelador de automóveis e entraram no salão da churrascaria, mandando todo mundo entregar o que possuía.

Um dos clientes que estava lá foi Caio Ribeiro, irmão do deputado Paulo Odone. Caio foi um freqüentador da noite de Porto Alegre e estava afastado dela, mas voltou a sair. Por acaso aquela noite estava no Barranco.

Os bandidos enfrentaram a resistência do caixa do Barranco que não queria entregar a féria do dia que fora levado para o escritório, num cofre. Mas Junior, um dos sócios, ordenou ao caixa que levava o bandido até o cofre, porque segundos antes este havia dado um tiro no caixa e quase acertado uma de suas pernas.

- Leva ele lá, leve ele lá, disse Junior ao caixa que levou o bandido até o cofre. Lá eles recolheram a féria do dia. Não foi divulgado o valor que levaram do restaurante.

Ao que se sabe é que ninguém saiu ferido do assalto, nem bandidos e nem clientes. O advogado Luis Fernando de Araujo Elhers, o Lulu, um conhecido notívago, registrou queixa na Terceira Delegacia de Polícia. No último domingo, dia 23/03, ele voltou ao Barranco, como faz todos os domingos à noite. E notou que já havia um reforço policial com viaturas da Brigada Militar guarnecendo o bairro. Ao que se sabe a churrascaria fará investimento forte em segurança, com a colocação de filmadoras e com segurança mais ostensiva.

O hilário do episódio é o que estão espalhando os amigos de Luis Fernando Elhers. Como ele é famoso por ser bebedor de champagne, dizem seus amigos que ele convidou um dos assaltantes a tomar um litro antes de entregar seus pertences ao que o assaltante teria se irritado e respondido:
- O que é isto vagabundo, tu sabe que em serviço eu não bebo!

Brincadeiras à parte, Lulu não foi ferido, mas o assaltante que o abordou foi ríspido com ele porque ele tentou esconder a carteira e este gesto teria irritado o bandido:
- O vagabundo, passa logo isto prá cá ordenou-lhe o bandido que achava que estava sendo " enrolado" pelo advogado.

Há anos atrás, um famoso restaurante do Rio, o Antonio´s, no Leblon, sofreu um assalto idêntico. Os marginais mandaram todos os clientes para o banheiro e os fecharam amontoados um em cima do outro. Como o dono do bar, o Manolo, costumava pendurar a conta dos fregueses mais habituais, o jornalista gaúcho, Tarso de Castro, tinha um monte de pendura atrás do balcão. E enquanto os bandidos faziam a limpa no restaurante, o Tarso gritou lá de dentro do banheiro onde estava preso junto com os demais clientes:
- Ladrão,por favor, ladrão, leva todos aqueles papéis pendurados que estão do lado do caixa. Não se sabe até hoje se o ladrão levou ou não...

Memória Jornalística: Maurício Sirotsky morreu há 22 anos!


Maurício Sobrinho e Elis Regina na assinatura do contrato dela com a Rádio Gaúcha.

Hoje, dia 24/03, completam-se 22 anos da morte  do radialista e empresário da comunicação, Maurício Sirotsky Sobrinho, fundador da RBS. Nascido em 1925, em Erebango, interior do município de Erechim, mudou-se depois com a família para Passo Fundo.

Sua vida,ou a parte dela que veio a público,  foi contada pelo jornalista Lauro Schirmer, no Livro da Voz do Poste à Multimídia. Mas muitos episódios da vida do "seo" Maurício, como os funcionários o chamavam, estão  fazem parte do  imaginário de muita gente que o conheceu. O dentista José Nelson Gonzalez, por exemplo, me assegura que Maurício e seu irmão Jaime, tiveram, no começo de suas carreiras,quando trabalhavam com propaganda, um jornalzinho distribuído gratuitamente nos pontos de ônibus. Nelson só não recorda quantas edições este boletim teria tido mas lembra disto porque era ele que dirigia a gráfica onde era feita a impressão e quando ia na agência de propaganda  cobrar o trabalho dos irmãos, Maurício  se dirigia ao  Jaime:
- Jaime, tem que arrumar dinheiro pra pagar a gráfica!

Nos anos que trabalhei na ZH, falei com seo Maurício uma única vez.Foi num dia em que eu estava com minhas duas filhas pequenas na frente do prédio da ZH, na av. Ipiranga,1075, quando ele desceu e  perguntou se eram minhas únicas filhas. Disse que sim. Ele respondeu:
- Tem que fazer um guri!

E sumiu-se no galáxie que encostou na calçada. Iria seguramente a algum compromisso naquele fim de tarde.

Um outro lance  que lembro bem foi num dia em que o ministro Affonso Camargo, dos Transportes, estava em Porto Alegre, visitando o aeromóvel - era na época do presidente José Sarney -eu estava acompanhando a visita e apareceu na Av. Loureiro da Silva um motorista que a mando da secretária do "seo" Maurício, Catarina, veio convidar-me para também ir no almoço que ocorreu num refeitório   do jornal .No almoço estava todo o staff superior do jornal.

"Seo" Maurício tinha  um churrasqueiro próprio. Era um senhor gordo, não recordo agora seu nome. Mas era ele que fazia os churrascos. E quando Maurício ia a Brasília o levava junto para preparar o assado.

José Carlos Torves  trabalhou muito tempo na Rádio Gaúcha conta que seo Maurício nas sextas-feiras à tarde descia no porão do prédio da ZH onde ficava o bar do  Aurélio Guilosso e lá encontrava a turma da rádio Gaúcha. Invariavelmente  lhe faziam "vales". Ele dava uma reclamada mas depois pegava um  guardanapo e autorizava o " vale" que os subordinados  descontavam no caixa. E Maurício se queixava:
- Vocês sempre gastando meu dinheiro com as putas!

Torves lembrou ainda que ele estava com a mulher grávida e sem plano de saúde teve os serviços do hospital e do parto financiados pelo dono da ZH. E ele nunca lhe cobrou.

" Seo" Maurício era um homem que gostava da noite. Alguns dos locais que freqüentou foi o Carcará, na Independência, o Tívoli, na Protásio Alves, o Vinha D'Alho, na av. Bento Gonçalves, Carlitus, na av. Getúlio Vargas, as boites do Carlos Heitor Azevedo, na av. Independência, entre outros. 

A morte...

A morte do "seo" Maurício pegou todos seus funcionários de surpresa. Era uma segunda e quando saí da ZH, já noite,  não sabia que o dono do jornal estava dando seus últimos suspiros no Instituto de Cardiologia. do que estava ocorrendo com o dono do jornal. Wilson Muller, seu assessor, diz que nem chegaram a raspá-lo para operá-lo. O cirurgião Fernando Luchese viu que não adiantaria. Seo Maurício teve um AVC da aorta. Ainda tentaram trazer Adib Jatene, de S.Paulo, para operar "seo" Maurício, mas ele já tinha falecido.

A surpresa que pegou seus funcionários foi porque  o segredo de  sua internação foi tão bem guardado  que poucas pessoas souberam de seu estado grave de saúde. Alguns editores de ZH foram avisados pra não saírem do jornal. Ficaram de plantão. Mas ninguém abriu o bico, como costuma acontecer.

Eu fiquei sabendo na manhã do dia seguinte, através do telefonema do meu amigo Lícinio de Azevedo (que por sinal foi quem me levou para ZH em 1973) que residia e ainda reside em Maputo, Moçambique, e que pasava férias em Porto Alegre. Não acreditei. Fui ver a ZH e era verdade. 

Naquele dia 24/03/1986, pela manhã fora enterrado Josué Guimarães, escritor e jornalista.Maurício estivera no enterro do ex-chefe da Solha de S.Paulo em Porto Alegre.E todos os escritores haviam também ido ao enterro do Josué,inclusive o livreiro Maurício Rosenblatt, um dos fundadores da Feira do Livro de Porto Alegre. Assim que isto foi motivo para uma grande confusão depois que Maurício Sirotsky morreu. A mulher do diretor de ZH, Lauro Schirmer, Célia Ribeiro, que trabalhava no jornal, estava em casa de noite e telefonou ao mairdo Lauro. Ouviu   o marido apavorado dizer:
- Morreu o Maurício, morreu o Maurício!!! E Lauro desligou o telefone porque tinha que fazer praticamente um novo jornal.

Célia Ribeiro pensou que o marido estava se referindo ao livreiro Maurício Rosenblatt. Ela deu vários telefonemas a amigos e amigas avisando da morte do livreiro. Um dia depois do enterro de Maurício Sirotsky, Rosenblatt visitou a redação da ZH levando suas condolências aos diretores do Jornal. Quando Célia Ribeiro viu, saiu ao seu encontro e lhe deu um enorme abraço.

Estes dias conversando com o colega Carlos Bastos - que muito conheceu seo Maurício - relembramos do orgulho que ele tinha em comemorar o  aniversário da ZH e as festas que ele promovia para os funcionários nums nos fins de ano. No aniversário do jornal seo Maurício descia à redação do jornal, no primeiro andar, e vinha misturar-se aos funcionários que tomavam chopp à vontade por conta da casa. Lembro-me que o diagramador Fraguinha bebia tanto que saía de quatro.

Garantem os freqüentadores mais assíduos do "Porta-Larga"- um boteco localizado na av. Erico Verissimo,ao lado do cabaré Regine's - que até lá seo Maurício comparecia às vezes junto com o filho, Pedrinho.Sobre o " Porta" há tantas estórias e lendas de fatos ocorridos. Um deles é que os repórteres e editores da ZH ficavam tanto lá que pensaram em instalaram um ramal telefônico da redação com o boteco. Mas a idéia não foi levada adiante. Estes dias relembraram outra: uma vez um rabecão com um defunto dentro estacionou na frente do " Porta". O motorista foi à procura de socorro porque o carro enguichara. E o rabecão amanheceu ali na avenida Erico Verissimo. O radialista Rogério Mendelski abriu o programa da madrugada na Rádio Gaúcha chamando-o pra que fosse retirar o defundo de defronte do "Porta".

Aod Cunha pede ajuda a parlamentares em Brasília!


Fotos: Agência Edison Castêncio

Reforma Tributaria deverá trazer benefícios ao RS: O Secretário Estadual da Fazenda, Aod Cunha, reuniu-se ontem a noite, na Embaixada do Rio Grande do Sul, com os senadores Sergio Zambiazi(PTB), Pedro Simon (PMDB) e deputados da Bancada Federal(foto), para tratar dos reflexos positivos e negativos da Reforma Tributária para as finanças do Estado. O principal objetivo foi esclarecer aos parlamentares sobre como eles poderão atuar no Congresso Nacional para que a tão sonhada reforma tributária brasileira seja benéfica ao Estado. Para Aod a "reforma é boa para o país, pois vai criar um ambiente mais propício aos investimentos privados, uma vez que desonera o sistema produtivo e, evidentemente, que isso é bom para o Rio Grande do Sul, do ponto de vista macroeconômico". No entanto, sua preocupação é que o estado não venha a perder mais receitas. "precisamos garantir aquilo que hoje já consideramos como insuficientes de ressarcimento das exportações que é o fundo de participação dos estados, e que o auxilio financeiro das exportações seja garantido". Para ele, "isso não esta garantido na atual PEC encaminhada ao congresso. Queremos que isso seja garantido no texto da PEC e não em legislação constitucional. Além disso, o fundo de desenvolvimento regional que aloca apenas 5% dos novos recursos para os estados do sudoeste e do sul nos parece muito pouco e que deveria haver uma reavaliação do montante, com uma efetiva garantia de ressarcimento de perdas", enfatiza.

A vida como ela é: A f...na Zona Norte

Os fatos aqui narrados são mera ficcão. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Há alguns anos, a gerente de uma  agência de um banco estatal  localizado na subida da rua da Praia, dava bola prum médico, careca, que atendia num consultório na esquina da Rua da Praia com Dr. Flores. O médico, também funcionário do Estado, especializado em pneumologia, fazia que não via porque a sua patroa, outra médica, era furiosa. "Se ela me pegar com a gerente, estou frito", pensava ele que tinha família - um casal de filhos - morava bem no bairro Bela Vista e ao que se podia depreender tinha uma vida feliz. Talvez tediosa, mas isto não vem ao caso.

Num final de ano, quando as pessoas costumam relaxar, o médico participou de uma  comemoração de médicos  e ali já tomara uns tragos. Era bem no começo dos celulares e o detalhe é importante para o desenrolar desta história...

Depois da comemoração dos médicos, o nosso médico seguiu para o Shopping Rua da Praia, onde havia a comemoração dos funcionários do banco estatal e a gerente estava lá. Ele fora convidado como cliente que era. Lá também tomou uns tragos.

Na saída, ele ofereceu ou ela pediu, não se lembra bem disto,  mas quando viram o médico e a gerente já estavam no carro dele, já defronte ao colégio Rosário. Ali a gerente já estava fazendo no médico aquilo que  um homem mais gosta... Mas o azar do médico foi ligar o celular pra se justificar com a patroa:
- Estou aqui com uns amigos, vamos tomar mais uns tragos e depois vou pra casa. Só que naquele entusiasmo( seria melhor outra palavra) que o médico estava não havia como desligar o celular bem feito. Ele o deixou ligado, jogou-o atrás do banco e foram pra casa da gerente, localizada na zona norte da cidade. O celular ficou ligado justamente os 25 minutos maios quentes do arreto, e a patroa em casa ouvindo todos os gemidos:
- Era só meu dotorzinho, daqui, meu dotorzinho dali....relembra ele com orgulho.

E dê-lhe gemidos. Era um tesão recolhido de cinco anos que a gerente estava dando vazão... No apartamento ocorreu o que tinha que ocorrer... Lá pela uma da manhã o médico chegou em casa, muito sim senhor, como se nada tivesse acontecido. Entrou pela garagem, mas quando tentou entrar todas as portas estavam trancadas com chave por dentro.

Naquela noite ele dormiu no carro.

No dia seguinte a patroa nem falou com ele. E o pior: durante uma semana ela não falou com ele. Foi um xingão e tanto,sem no entanto abrir a boca. Aí um dia ele criou coragem e inventou pra ela o que havia ocorrido: aconteceu o seguinte,segundo a versão dele pra mulher. Ele foi dar carona a um amigo que ia pra zona sul, prum motel com uma acompanhante e os dois ficaram sentados atrás do carro, aos amassos. Era por isto que ela ouvira os gemidos de dotorzinho daqui, dotorzinho dali....

A esposa fez que acreditou...Hoje se dão muito bem. Mas acham até que o fato reforçou seu casamento. Mas o médico lamenta até hoje os 25 minutos de celular que teve que pagar, com a esposa ouvindo os gemidos da foda no carro...

O trauma com o xingão da esposa foi tanta que até hoje o médico não usa mais celular. Nunca mais usou. Viu que eles não têm segurança. Seu consolo, no entanto, ao terminar o relato para este redator,  foi o que ocorreu dentro do apê da gerente.
- Foi uma foda e tanto!!! 

Coleguinhas

O site do Prévidi disse que na quarta-feira passada, dia 19/03, à tarde, apenas um guarda atendia o telefone do Ministério Público do Trabalho. Prévidi, estas mexendo em abelheiro. Sabes que trabalha lá?

Flávia Menabarreto liga de Floripa,onde vive, na Beira-Mar Norte, que  os catarinas chamam de centro.

Diz que está numa nova  vida,resolveu dar um role...Está casada com o Caio, que é piloto.Por aqui deixou muitas saudades.Um coleguinha nosso era( e ainda é) especialmente apaixonado pela Flávia. Não tem mal nenhum, os dois eram solteiros, livres e desempedidos. E Flávia em Floripa tornou-se  leitora contumaz da coluna do Cacau Menezes, do Diário Catarinense que prometeu me mandar de vem em quando.

A propósito: Floripa é um antro, no bom sentido, de jornalistas gaúchos, principalmente de Portinho e Santa Maria. Estão lá o Diabão(Fernando Saes) que mora e tem um bar no Santinho, Luis Alberto Scotto, Marli Scomazon, Renan Antunes de Oliveira,O Gaguinho(José A. Ribeiro) estava morando lá quando faleceu," Bicudo" tem casa no santinho,Carlos Machado Fehlberg,entre outros que não me ocorre no momento. Assim que a Flávia não está em má companhia. 

Dia 18/03, no jantar da Construtora Tedesco, o colunista Políbio Braga contou esta pra quem quisesse ouvir. Diz ele que teve um encontro-entrevista com a pré-candidata a prefeitura de Porto Alegre, dep.fed. Manoela D'Avila(PCdoB) e que teria se produzido o seguinte diálogo entre eles:
- Manoela: Minha assessoria me indicou a não vir conversar com o senhor porque o senhor é muito de " direita"
- Políbio: E a minha assessoria me indicou não vir conversar com a senhora porque a senhora é muito bonita.

Estava na cara que ia acontecer. No CP, do dia 21/03, Juremir Machado da Silva dá o troco em Antônio Augusto Fagundes, o Nico. Sem citar seu nome, Juremir discorre sobre a morte dos lanceiros negros no já famoso episódio de Porongos. E invoca a autoridade do professor Moacyr Flores para tanto...

O coleguina Danilo Ucha, de Santana do Livramento, dono do Jornal da Noite, ao ser invocado a dar um palpite sobre o assunto saiu-se com esta, ou lavou as mãos como Pôncio Pilatos, já que estamos saindo da Semana Santa:
- Não me meto em briga de gauchinhos...

Exclusivo: Churrascaria Barranco foi novamente assaltada!

Ninguém da chamada grande imprensa deu a notícia. Pelo menos que eu tenha visto. Mas na noite do último domingo, dia 16/03/08, a churrascaria Barranco, na av. Protásio Alves foi alvo de uma assalto cinematográfica. Os bandidos entraram no salão, renderam todos os clientes e foram fazendo a limpa em todos. Não se sabe se levaram ainda o dinheiro do caixa da casa.

Um dos clientes que estava lá era o tradicional freguês do Barranco de todos os domingos à noite, o advogado do DEPREC, Luis Fernando de Araujo Elhers, o " Lulu" um dos maiores notívagos de Porto Alegre. Lulu,segundo me contou meu informante, ainda tentou negociar com os assaltantes, mas ele o pelaram de grana e de documentos.Quando tiver mais dados deste assalto - que não sei porquê a imprensa tradicional não noticiou - promete divulgá-los aos meus leitores.

Causos da imprensa
O “setorista de aeroporto da Folha da Tarde" tinha medo de voar!



Louis Armontrong  no Salgado Filho, indo para Buenos Aires. À esquerda, jornalista Nelson Moura,
da Folha da Tarde e à direita, Guido Faedrich, do serviço internacional da Varig.

Nelson José Moura é da turma antiga do Jornalismo. Hoje, aos 76 anos, está aposentado e vive sua velhice bem aposentado. Mas nos tempos que fazia plantão no aeroporto Salgado Filho pela Folha da Tarde, nem sempre era assim tão tranquilo. Tinnha na redação seus superiores, como o Benito Giusti, Valter Galvani que lhe cobravam desempenho no aeroporto.

Ele diz que o falecido fotógrafo José Abraham - o " espanhol" - hoje até nome de prêmio de jornalismo da ARI, era um dos colegas que ficavam com ele no salgado filho, esperando gente que fosse  notícia.

Numa destas vezes entrevistou o grande trompetista e cantor de jazz Louis Armstrong que fez escala no Salgado Filho, indo para Buenos Aires. Numa outra feita entrevistou o político Bob Kennedy, também a caminho de Buenos Aires.

Mas o engraçado era que Moura tinha medo de voar. Por conta do ofício,  as companhias aéreas o  convidavam para viajar até para o Exteiror e ele não ia com medo de avião. " Fui convidado a ir até a Arábia Saudita mas nunca viajei",contou Moura.

E pra sacaneá-lo sempre que ele voltava para a redação da Folha da Tarde, um dos seus chefes, geralmente o Benito Giusti, gritava:
- Tem uma matéria pra fazer de avião,agora,e é tu que tens que ir. Quem via a cena, como o Cristiano Darsch, garante que Moura ficava amarelo...Era pura sacanagem dos coleguinhas...

Direito de Resposta: " Porta-Larga"

Encontrei em Porto Alegre passando dois dias do feriado de Páscoa o colega Luis Fonseca, mais conhecido por " Xuvisco" que trabalha como assessor de imprensa do senador Pedro Simon(PMDB-RS). Xuvisco que foi um dos mais assíduos freqüentadores do "Porta-Larga" na av. Erico Verissimo corrige-me sobre o que escrevi dias atrás a respeito daquele boteco. Diz ele que ele era freqüentador por mulheres e citou várias delas. Então tá feito o registro. Dá nisto escrever sobre aquilo que não se conhece muito!

Coluna especial sobre gastronomia

Contamos agora com o Prof. Rosito que escreverá neste site uma coluna especial sobre gastronomia. Bom proveito.

Buon Giorno! Iniciamos hoje nossa divulgação sobre a gastronomia no site “de Olhos e Ouvidos” e nesta primeira edição escolhemos falar sobre uma das mais ricas culinárias regionais da Italia, que para mim tem um significado especial, pois fiz um estágio de 20 dias em Palermo, aprendendo pratos maravilhosos dessa bella região - A Sicilia. 

A Gastronomia  Siciliana

O principal prato da Sicilia é a Pasta preparada de diversas formas e presente em toda a ilha.
 
Por exemplo em Palermo, Capital da Sicilia encontramos a Pasta con le Sarde, em Ragusa, temos Maccheroni al Forno, em Catania temos la Pasta con Finocchio.
 
A pasta de vários formatos, curta ou longa, seca ou fresca é preparada com várias combinações como  - Carne, Peixe, Queijo, principalmente  Ricota Fresca ( fantasticamente macia e gostosa ) Funchi, Abobrinha, Berinjela , Brocolis etc.
 
Muitos frutos do mar e peixes com o Atum e o Peixe espada além de carne suina também particpam do cardápio do Siciliano. O  Azeite de Oliva é o complemento perfeito e saudável dessa dieta mediterrânea.
 
O PÃO , também é outro  alimento fundamental. Desde a Roma antiga, a Sicilia produz pão que no passado era utilizado com muito alho, o qual além de dar sabor  também tinha a função de prevenir doenças, funcionando como antídoto. Esse antigo gosto pelo alho deu origem a famosa massa ao " Aglio ed Olio ".
 
Na época da  Pascoa o pão é produzido no formato de animais, anjos, pássaros  (originando a  famosa "Colomba Pascoal ". Outro componente  importante da culinária Siciliana é a Berinjela.
 
A Berinjela chegou à Sicilia , levada pelos Árabes, por volta do século IX, e hoje é preparada de  muits maneiras, com destque para a Caponata,Polpete, Sotto Aceto,  Sotto Olio , fazendo um verdadeeiro  sucesso em todas as mesas sicilianas.

Francesco Rosito
Professor  e Consultor de Gastronomia
e-mail frarosito@hotmail.com

Nota do autor : Rosito pode ser ouvido todos os domingos, entre 8h30 e 9h30, no programa Domenica Italiana, da ACIRGS, na Rádio Guaíba AM.

Hotel PUPP

A respeito do hotel Pupp a leitora que me mandou as fotos manda ainda estes esclarecimentos:O hotel Pupp fica em Karlov Vary, a 3 horas de Praga e é a segunda cidade mais conhecida  da  Rep. Checa. A diária  neste hotel  fica em torno de  144  a 220  euros. Existe  passeio a partir de Praga para Karlov Vary  para ficar o dia inteiro conhecer as termas da cidade e tomar café  neste hotel por 69 euros.

Ainda a Tchecoslováquia!

Karlovy Vary é o mais antigo dos Spas da Boémia e provavelmente é a segunda cidade mais conhecida entre os turistas que visitam a República Checa. Diz a lenda que a primeira das 15 nascentes de água quente, que é boa para combater os males no metabolismo e com a digestão, foi descoberta por volta do ano de 1358 pelo Imperador Carlos IV aquando de uma das suas caçadas. O primeiro estabelecimento de spas, data de 1522 e a cidade passou a ser um local de repouso da moda para os aristocratas europeus e para a realeza, o Czar Pedro O Grande, o Frederico I da Prússia e a Imperatriz Maria Teresa, foram um dos habituais utilizadores dos spas. No final do século XVIII, as termas tornaram-se no melhor resort de saúde do mundo.

Karlovy Vary era um importante local para os artistas. O escritor, Johann Schiller, passou a sua lua-de-mel aqui, J.W. Goethe visitou 13 vezes a cidade; Beethoven, Brahms, Wagner, Tchaikovsky e Liszt, entre outros compositores, também visitaram a cidade. O spa alberga em Setembro, um o Festival de Musica de Dvorak (a sinfonia de Dvorak, Do Novo Mundo, teve a sua estreia aqui). Todos os anos, muitos checos e celebridades estrangeiras vem para o famoso Festival de Cinema que aqui tem lugar. A sua Anual Abertura Oficial tem lugar no Grande Hotel Pupp, onde vamos parar para descansar e tomar café.

Grande parte dos edifícios da cidade sao datados do final do século XIX e inícios do século XX, contudo, também existe trabalhos de Kilian Igantz Diezenhofer, o conhecido arquitecto barroco. Nao é só devido ao seu valor histórico e ao seu prestígio que a cidade é conhecida, existem mais dois factores importantes que levam o nome Karlovy Vary a todo o mundo, o famoso licor de ervas de garrafa verde Becherovha que é também conhecido por ser a 16S fonte da cidade e os deliciosos wafers com o seu sabor característico conhecido imediatamente por qualquer checo.

A visita inclui a viagem de carro a Karlovy Vary (aproximadamente 125) e de regresso a Praga, com duraçao de um dia, uma visita guiada a pé pelo centro da cidade, uma prova das águas nas termas do Colonato, um delicioso waflers, uma viagem no funicular, um café no Grande Hotel Pupp, um almoço tradicional checo (cerveja incluída) e por último, mas nao menos importante o seu guia particular que lhe mostrará tudo o que há para ver nas termas, falando-lhe sobre Praga, da sua história, arquitectura, sobre a República Checa, as suas tradiçoes, a sua situaçao politica, tudo sobre a vida gay em Praga e muito, muito mais...

Duraçao aproximada: 9 horas
110 € por pessoa para um grupo de 1 pessoa.
70 € por pessoa para um grupo de 2 pessoas.
60 € por pessoa para um grupo de 3 pessoas.
50 € por pessoa para um grupo de 4 pessoas.
Os preços incluem o transporte, um café no Grand Hotel Pupp, a viajem no funicular e a entrada na torre.

 

Praga, a Paris do Leste Europeu!

 
Fotos da República Tcheca enviadas por uma leitora.


Karlov Vare, cidade fundada em 1350 por o rei Tcheco Carlos IV ( fica de carro a 2,5 hs de Praga ) é conhecida
pelas suas aguas termais e fontes minerais de efeito curativo. No meio da cidade passa o Rio Ohre.


Mais uma beleza de Praga, a capital da Republica Tcheca.


Karlov Vare vista na frente do Hotel PUPP,
hotel onde os famosos vão para fazer  tratamentos de beleza no inverno

Depois que findou o comunismo e os países da chamada " Cortina de Ferro" abriram-se para o mundo ocidental, os turistas do mundo inteiro puderam, com maiores facilidades conhecer belezas como as que a República Tcheca tem. Praga, ou Praha a capital é considerada na Europa a " Paris do Leste Europeu". Mesmo no regime comunista, era muito visitada, principalmente por alemães e ingleses que iam tomar a melhor cerveja do mundo, a Pilsen. Pois assim como os italianos têm o melhor sorvete do mundo, a Argentina a melhor carne do mundo, a Colômbia o melhor café do mundo, pertence a República Tcheca o privilégio de fazer a melhor cerveja do mundo, a Pilsen.

Conheci Praha (Praga) em fevereiro de 1986, na única vez que estive no velho mundo.Embora eu tenha cidadania italiana, nunca mais voltei ao velho mundo.Coisas do destino! A viagem que fiz a Praha foi por recomendação de uma pessoa que vivia em Paris e que nos recomendou. Não me arrependi! Era inverno no Leste Europeu e nunca tinha visto nevar tanto. Estava hospedado num hotel luxuoso, por conta do valor altissimo que conseguíamos trocar os dólares,era perto do meio-dia e de repente no saguão, onde tocava uma música clássica, fez-se um silêncio. Todos pararam de falar e começaram a admirar a neve que caiu em pesados flocos. Em não menos do que 15 minutos, o chão estava todo nevado. Nevou mais de duas horas e a cidade ficou literalmente abandonada, porque ninguém saía às ruas. Pouco depois o serviço de emergência de Praga entrou em ação. Pesados máquinas recolhiam a neve das bocas do metrô para que as pessoas pudessem caminhar, isto é, entrar e sair do metrô, que por ser subterrâneo não parou de circular naquele domingo à tarde de fevereiro de 1986.

No dia seguinte, uma segunda, fazia um sol esplêndido! Dificil era entender-se com os tchecos. De Paris, levaramos as informações de quem já estivera lá que eram povos pacíficos e que à noite se os vissemos cambaleando não nos preocupássemos: estavam bêbados de vodca, porque aguentar 17 até 20 graus abaixo de zero, só mesmo metendo muita vodca pra dentro do corpo.

Conheci nesta viagem, por uma indicação, o cônsul brasileiro em Praga, o Jorge de Taunay , que era neto do escritor Visconde de Tauny. Raul foi muito legal e à noite nos levou num restaurante onde ele me explicou que somente tinha acesso dois tipos de clientes: ou alguém do Partido Comunista, ou então os díplomatas estrangeiros que vivivam em Praga.

No restaurante pude ver porque era tão exclusivo: comemos ali frutos do mar, caviar em abundância(vinha da antiga URSS) e um vinho dos deuses.

De viagem que fiz a Praga lembro-me do interior do País, quando viajávamos de trem, que nas pequenas cidades, havia muitas casas populares com inscrições que eu não entendia nada. Mas o símbolo do partido comunista estava lá. Me explicaram que eram cooperativas de trabalhadores. Todas estas lembranças vêm-me à tona agora que recebi estas fotos de turistas brasileiras que estiveram em fevereiro e março último visitando Praga e o interior da República Tcheca, ou como eles dizem CZECH REPUBLIC! Quem quiser conhecer o hotel onde as turistas ficaram acesse www.pupp.cz

Mais imagens deste fantástico lugar:Clique aqui.


Coleguinhas

No depoimento à CPI do Detran, do ex-diretor do órgão, Carlos Ubiratan dos Santos,  na última segunda, dia 17/03, a TV Assembléia não transmitiu porque por acordo, as segundas, o espaço é ocupado pela Câmara Municipal de POA. Assim, enquanto “fervia" na CPI do Detran os expectadores tiveram que ver uma sessão morna do legislativo municipal. Rádios Band Am e Gaúcha transmitiram ao vivo o depoimento do “Bira" colocando repórteres no legislativo estadual. Já o programa    Pampa Entrevista, do Flávio Pereira, não teve como transmitir, porque a TV Assembléia estava com o legislativo municipal. E nem a TV Com estava transmitindo.

Correção

O colega e leitor Nelson Moura, de 76 anos, faz uma correção na matéria de ontem sobre o "brizolista" Danilo Groff: ele diz que Groff jogou foi uma pedra no presidente José Sarney e quase o acertou. Está feita o reparo. obrigado.

Autor de " VETERANO" foi enterrado ontem em Santa Maria da Boca do Monte!

Foi enterrado,ontem, dia 18/03, em Santa Maria, onde vivia, o poeta, Antônio Augusto Ferreira, que em 1980 compôs,em parceria com Ewerton Ferreira, " Veterano" , vencedor da Califórnia da Canção Nativa, na interpretação do saudoso Leopoldo Rassier. Aí está a  letra de Veterano( não sei se os autores são irmãos!

VETERANO
Antônio Augusto e Ewerton Ferreira

Está findando meu tempo
a tarde encerra mais cedo
meu ombro ficou pequeno
e eu sou menor do que penso.

O bagual tá mais ligeiro,
o braço fraqueja às vezes
demoro mais do que quero,
mas alço a perna sem medo.

Encilho cavalo manso,
mas boto laço nos tentos.
Se a força falta no braço,
na coragem me sustento.

Se lembro o tempo de quebra,
a vida volta pra trás.
Sou bagual que não se entrega
assim, no mais.

Nas manhãs de primavera,
quando vou para rodeio,
sou menino de alma leve
voando sobre o pelego.

Cavalo do meu potreiro
Mete a cabeça no freio.
Encilho no parapeito,
mas não ato nem maneio.

Se desencilho, o pelego
cai no banco onde me sento.
Água quente e erva buena
pra matear em silêncio.

Neste fogo onde me aquento,
Remoo as coisas que penso.
Repasso o que tenho feito
pra ver o que mereço.

Quando chegar meu inverno,
que vem branqueando o cerro
vai me encontrar venta aberta
de coração estreleiro
mui carregado de sonhos
que habitam o meu peito.

E que irão morar comigo
no meu novo paradeiro.


O caso de ódio entre Elis Regina e Porto Alegre



Elis Regina e seus filhos

Ontem, dia 17/03 Elis Regina fez aniversário. Nasceu  em Porto Alegre em 17/03/1945, um sábado, no Hospital da Beneficência Portuguesa às 15h10 min.Morreu como todos sabemos em 19 de janeiro de 1982, em S.Paulo,de forma trágica,vitimada por uma mistura de cocaína com cinzano.

Mas o que pretendo abordar é o ódio que existia entre Porto Alegre e Elis Regina. Não sei a origem dele, muitos dizem que ela foi “seduzida" ou como diziam antigamente " perdeu-se" com alguém do rádio por aqui e por isto teria ficado com esta mágoa toda. O que ouço comentar é que poucos dias depois que ela se mudara para o Rio de Janeiro já estava " chiando",querendo esquecer suas origens.

Pode ser que muito seja coisa da província que não a perdoa por causa do sucesso. Sabe como é, a província não perdoa mesmo. Mas que Elis esnobava os gaúchos, lá isto ela esnobava. Alguém a viu uma vez dando uma enorme queimada no Teixeirinha. Pra quê?Vá perguntar isto a Elis.

De minha parte, a entrevistei apenas uma vez e por sorte minha. Estava de bobeira na rádio da Universidade e lá fazia estágio chefiado pelo Carlos Urbim.Peguei um gravador e me toquei pro Leopoldina, hoje teatro da Ospa. Depois do ensaio do seu show - isto era outono de 1974 - ela andava percorrendo o país cantando para os estudantes, acho que o show se chamava " Trem Azul" - pedi uma entrevista e ela foi super legal.Me atendeu na maior simpatia,falou sobre tudo o que lhe perguntei e não tive nenhuma sensação de estar diante de alguémde " salto alto" pelo contrário, lembro-me que achei super simples.Devia ter lá seus ataques de estrelismo, mas se até o Ronnie Von tem, porque ela não teria direito a isto.

Diverti-me muito lendo o livro " Eu e Eles" do Ronaldo Bôscoli, onde ele conta as " grossuras" da Elis, metida no meio de supermalandros como o próprio Boscoli. Ele conta que no dia do casamento deles, ela  exigiu tudo de modo tradicional,vestido do costureiro Dener mas não tinha " touchê",não era " bien nê",isto é, " bem nascida", ou seja, não tivera berço de ouro.Bôscoli, um baita malandro, tomou um porre no dia do próprio casamento com Elis e se divertia vendo como ela estava realizando um sonho de infância.

Porto Alegre ainda não conseguiu fazer uma estátua, ou uma homenagem perene a Elis. Também ainda não a fez a Luis Carlos Prestes, o " Cavaleiro da Esperança".Porto Alegre fez algumas tentativas de lembrar o nome da grande cantora brasileira. Teve o local de espetáculos chamado " Porto de Elis" ali na Protásio que marcou uma época.

Por fim, pra finalizar este pequeno texto, aí vai umafrase da finada Elis que mostra sua mistura de grossura com sinceridade.Um dia estavam todos, narra Ronaldo Bôscoli, no seu livro de memórias, num ambiente quando Elis começou a sentir um mau odor.E ela lascou alto: - Alguém "se peidou-se" aqui!

Memórias do " brizolista"  Danilo Groff!

Um dos últimos assessores diretos do ex-governador Leonel de Moura Brizola, o bioquimico Danilo Groff, está por merecer um livro de memórias, mas pouca gente se atreve a agüentar a verborragia do velho trabalhista. O fato é que Danilo sabe de muita coisa, e é isto  que quero analisar. Sábado último, dia 15/03, tivemos uma longa conversa - melhor seria chamá-la de monólgo porque Danilo não deixa os outros falarem e por isto que muitos o evitam  - mas como disse antes, valeu minha paciência porque o velho Danilo sabe muito dos bastidores da política, principalmente de Jango e Brizola, embora vez que outra ele também mencione  Getúlio Vargas.

Um dado novo que ele me revelou foi que o ex-governador Leonel de Moura Brizola andava muito próximo do ex-governador Nei Braga, do Paraná, quando ainda estava no exílio. E Nei teria sido importante na volta de Brizola ao país, beneficiado pela Anistia do General João Figueiredo. Por isto que,segundo Danilo, Leonel Brizola fez questão de descer em Foz do Iguaçu,quando vinha do exterior, antes de voar a S.Borja(RS) onde deu-se oficialmente sua volta ao Brasil.

Afora um que outro "elogio" impublicável com que ele "premia" seus conhecidos políticos de longa trajetória, a conversa com Groff vale a pena porque dificilmente se encontra alguém com tanta vivência  que ainda esteja vivo. Muita gente sabia de muito, mas ou não falaram, ou não querem falar, ou já morreram. Outro trabalhista que sabe muito é o presidente regional do PDT, Dr. Matheus Schmidt mas duvido que queira abrir-se com alguém.

Ainda da conversa com Groff, pude saber um fato que mais ou menos já é público e notório. Quem atestou a morte do ex-presidente Jango, na Argentina, em 06.12.1976,  foi um médico pediatra. E quem deu o ok final para que o corpo do ex-presidente pudesse ser enterrado em S. Borja foi o próprio presidente Ernesto Geisel, contra a vontade de setores da chamada " comunidade de informações" que não queriam o enterro no Brasil, com medo de que a simples presença do corpo fosse mitivo pra mnanifestações em favor da anistia política.

E segundo Danilo Groff, a famosa bandeira brasileira com o cartaz da anistia escrito encima foi " bolado" durante a madrugada na sacristia da Igreja Matriz de S. Borja por Kita Brizola( irmã de Leonel de Moura Brizola) Mila Cauduro e Ione, mulher de Danilo Groff.

Pra quem quiser lembrar-se melhor do Danilo, é só lembrar aquela vez que o presidente Sarney foi alvejado por uma " picareta" quando passava numa das ruas do centro do Rio, em 1986. Quem deu com a picareta no ônibus do presidente da República pra accertá-lo através do vidro foi Danilo Groff. Ele foi preso e ficou alguns dias na cadeia por causa deste episódio. 

Coleguinhas

Um advogado, formado também em Jornalismo, muito fã de rádio até porque já fez coberturas de Carnaval pela rádio Princesa, estava na sexta-feira,dia 14/03  ouvindo o programa do Marne Barcellos, na Rádio Pampa,após as 14 horas. E ficou entusiasmado que a emissora do Otávio Gadret transmitia ao vivo a entrevista coletiva que o superintendente da Polícia Federal no RS, Delegado Ildo Gasparetto concedia no auditório da PF em Porto Alegre. Este advogado entusiasmou-se virou - se para um colega do escritório e disse:- Tu vês como a Pampa está melhorando... Ato contínuo deixaram escapar a voz de onde a   Pampa captava a voz na coletiva da autoridade federal : da TV Com.Era o próprio tubo feito em Porto Alegre.

Segunda-feira, ontem,dia 17/03, o Gustavao Vitorino no programa da rádio Pampa deu um pau na(fraca), segundo o radialista, atuação dos três senadores gaúchos.

Em Brasília. Um ouvinte ligou pra lá pra reclamar que pelo menos a trajetória do senador Pedro Simon fosse lembrada: foi ele que quando deputado estadual reuniu Oposição e Situação pra trazer o PóloPetroquímico pro Estado.

Itaimbezinho pode estar no roteiro da Páscoa

Não há previsões de muito frio para esta Páscoa, mas quem ainda não definiu um roteiro e for viajar subir a Serra em direção ao Itaimbezinho pode ser uma boa. A leitora Maria Siliprandi esteve por lá num findi destes e mandou estas fotos da Pedra do Segredo ( localizada no cânion de Fortaleza) uma foto de uma graxaim no local, uma vista geral do cânion Fortaleza e as cachoeiras. Pode ser que os leitores se inspirem e vão conhecer estas maravilhas. Boa viajem pra quem criar coragem!

Pedra do Segredo- (Canion de Fortaleza); graxaim, vista geral do cânion e cachoeiras

Polêmica: Nico X Juremir

Estava encerrando meu expediente da segunda (17/03) quando o colega Antônio Goulart me mandou um "imail". Nele me alertava: “vistes o Segundo Caderno de ZH de hoje (17/03) Nico Fagundes em sua coluna caiu de pau em cima do Juremir Machado da Silva. O velho pegou pesado mesmo.Neste ponto parece estar em forma”.

Santo Deus,interrompi tudo o que estava fazendo e fui correndo ler o ttexto. Raciocinei: uma Guerra  da Fronteira Oeste não é coisa que acontece todo dia, por isto não é  de se perder. Inda mais uma ´guerrinha´  entre o " Bacudo do Alegrete"(Nico) X " o intelectual sofisticado de Livramento"(Juremir) não é todo dia que se pode degustar. Fui ler o artigo: bingo! Nico está respondendo na sua coluna sob o título de " Respostas ao Juremir" vários tópicos que o colega havia dito no Correio do Povo. Pronto acalmem as vaidades porque senão teremos outra guerra, será que desta vez santa? Sim porque o Juremir escreve num jornal que dizem ser do " bispo".

O que doeu no Nico foi principalmente a referência de Juremir ao 20 de Setembro, que segundo o articulista - que passa mais tempo na França - do que na PUC,onde hoje é titular da Famecos, o Rio Grande do Sul comemoria como uma guerra  que perdemos. Claro, é a Revolução Farroupilha. Eu acho que o Juremir ficou com a síndrome do seu guru paulista  - que foi quem o incentivou  a falar mal do Érico Verissimo - porque como se sabe todo paulista tem horror de gaúcho.( Aqui abro um parênteses antes que me acusem de ressentido: fui um dos 46 demitidos na tarde de 13 de abril de 1992, quando iniciou a gestão do jornalista paulista  na Zero Hora.) Aliás, além de Érico, por esta época, fizeram uma difamação muito grande de um outro dos ídolos gaúchos - para o bem ou para o mal - que foi Luis Carlos Prestes e da Coluna Prestes.

Mas voltando ao affair Nico X Juremir: não sei se haverá trépica: Nico não ofende Juremir,  o chama apenas de “infantil". É bom lembrar que Nico no seu excelente Galpão do Nativismo na rádio Gaúcha, sempre se referiu a Revolução dos Farrapos, de " Decênio Heróico". Então o Juremir dizer que a Guerra dos Farrapos nós a comemoramos embora a tenhamos perdido, pisou nos calos do autor do " Canto Alegretense".

São duas pessoas altamente ocupadas. Mas sempre sobra um tempinho pruma boa esgrima através dos jornais. Nico não é fácil, sabe esgrimir muito bem suas idéias, faz delas quase um tratado ( é advogado, isto é uma vantagem sua ,é de uma família tradicional de advogados).

E Juremir tem seus "pós" na França. Nico quando apresentava o Galpão Criollo era um trabalhão dos diabos pra sua produtora achá-lo quando sobrava um “espaço" na ilha de gravação. Desesperada atrás do apresentador, a produtora da tevê ligava prum clube de truco. Nico geralmente não estava lá. Ligava pra sauna, também não estava. Então recorria ao local deixado por último, porque era o mais complicado de fazê-lo: o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, onde o letrista era o presidente. A secretária, muito solícita atendia ao telefone e invariavelmente respondia:

- Minha querida, o dr. Antônio Augusto( nome de Nico) está na tevê gravando.

Aí sim a produtora geralmente tinha um piripaque:

- Minha filha, eu sou a produtora e estou correndo atrás dele pra gravarmos o programa porque agora há espaço na ilha para isto. Como são ocupados estes nossos intelectuais!

Romance Policial - A vida como ela é

“Enfastiado" da companheira, estressado, ele não quis transar com ela. Isto lhe custou caro: dormiu no Presídio Central. Esclarecimento: Os fatos abaixo  são mera  ficção! Qualquer semelhança  com a realidade  é mera coincidência!

Num  sábado de outubro do ano passado, um professor universitário, divorciado, que mora com suas duas filhas, de 12 e 14 anos respectivamente, no centro de Porto Alegre, não queria sair de casa. Precisava  corrigir as provas dos alunos, pensou. Além do mais estava preparando uma viagem para passar a virada  de 2007 para 2008 com as filhas, em Paris e ficaria 40 dias pelo Velho Continente, com um cruzeiro pelo Mediterrâneo.

No sábado à tarde, aproveitando que mora perto, o professor foi até  a Usina do Gasômetro. Lá viu um filme alemão, com duração de 3 horas, sobre o duplo bombardeio aéreo aliado à cidade alemã de Dresden. Não se trata de um filme maniqueísta norte americano. Ele aborda um dos episódios mais cruéis, discutidos e criticados da Segunda Grande Guerra Mundial e das guerras em geral, pois nunca houve um bombardeio duplo, nem aéreo,nem naval, nem terrestre.O filme deixara o professor mentalmente exausto.

Mas acedeu ao  convite da ex-namorada para irem numa janta uma simples confraternização familiar, numa rua do bairro Menino Deus. Ele já  desatara o namoro com ela em 2007 ano em que  sairam  juntos  algumas vezes. Nestas saídas, o professor universitário e sua namorada "ficaram". Seu relacionamento com ela  começou em 2006 mas  acabou no Natal do mesmo ano.Não foi um relacionamento clandestino. Ele freqüentou a casa dela. Eles se   conheceram na festa de Reveillon, realizada num apartamento de uma amiga dela, onde havia duas mulheres para cada homem,  na av. Nilo Peçanha, de onde se descortina todo o Clube União. Lembrava bem do local , por causa  do foguetório da virada  de Ano que o Clube União sempre promove. Os dois eram separados, livres, solteiros, e portanto "rolou" naquela noite mesmo, ou no  linguajar do professor  "a matei naquela noite mesmo"!

Na noite de um  sábado de outubro do ano passado, ele disse a ex-namorada que era parceiro apenas para a festa, que não aceitaria um "depois". Mesmo assim, quando o professor  apanhou a ex-namorada em sua casa, localizada nas cercanias da PUC, ela alegou razões que o professor não entendeu para não levar o casal de filhos  para a festa familiar. Viu que a ex-namorada  trouxera para o carro uma sacola onde havia uma escova de dentes e uma camisola. Havia mais coisas no "kit" que ele não percebeu na hora do que se tratava. Ele não quis entrar no assunto de que não haveria "depois" do jantar porque já estavam atrasados e porque a argumentação poderia se alongar. Não queria mais conflitos com a ex-namorada porque durante o ano que passara os tivera em abundância. E estava cansado pelo filme que vira à tarde.

Na festa, o professor notou que ela continuava apresentando-o aos conhecidos como se o namoro não tivesse acabado. Isto o deixou no mínimo com uma pulga atrás da orelha. Mas não entrou em discussões com a ex-namorada por causa dos demais convivas. Notou que no final do jantar sua ex-companheira esta muito bêbada. Havia bebido além da conta. Ele sabia que ela tomava remédios e temeu que ela tivesse um " piripaque"...

Assim, decidiu deixá-la em casa, em seu próprio carro, ao invés de chamar um táxi. Do bairro Menino Deus, onde foi a festa, até as cercanias da PUC, onde mora a ex-namorada ela tentou de tudo para que ele não a deixasse em  casa.Ela queria que o professor a levasse para seu apartamento no centro de Porto Alegre onde já estivera com ele e onde vira seu passaporte.E o fez de várias formas: chorando, chamando o professor de puto, dando-lhe tapas, chamando-o de corno, dizendo que ela era mulher demais para ele e que ele não a merecia, que ele ia deixá-la em casa para ir para a casa de “outra”. Ela tentou até o derradeiro expediente de lhe dizer  que não precisavam transar mas que não a levasse para casa. O professor pensou então que a ex-namorada poderia ter “liberado” seu pequeno apartamento para a filha e o namorado, confiando que seduziria o ex-namorado ou que conseguiria coagi-lo. E pode ter acontecido também da ex-namorada do professor universitário ter pensado que seria embaraçoso ela chegar em casa, com seu "kit-pernoite" nas mãos e talvez, sem querer , interromper os afagos do jovem e impetuoso casal.  

O que se passou nos instantes seguintes são ainda averiguações policiais. Se o professor encheu ela de porrada ou não, é assunto da Polícia e da Justiça. O fato é que o nariz da ex-namorada do professor universitário botava sangue pelo ladrão. O professor perguntou-lhe depois do conflito se ela queria ir ao HPS. Ela disse que sim. Ficou um tempo com a cabeça abaixada. Abraçou-se no professor ( meu santo Deus, como pode!)esparramando sangue na roupa dele. Prometeu matá-lo e de imediato telefonou para o filho. Numa esquina muito movimentada, enquanto o carro estava indo em direção ao HPS- eram já cerca de uma hora da madrugada do domingo  - enquanto o professor parou o carro numa sinaleira, ela abriu a porta, gritou que ele a estava espancando e a matando. Dois ou três minutos depois os policiais chegaram. Ela jogou-se no asfalto, e ficou rolando de um lado para outro. Foi levada para o HPS medicada e liberada. Foi à Delegacia de Polícia, no mesmo prédio do IML, onde o professor, já fora preso,acusado de tentativa de homicídio. Ela abraçou e beijou policiais civis e militares até que notou a presença de uma advogada, ex-namorada do professor, de quem tinha muitos ciúmes. O professor chamara a advogada por sugestão da própria Polícia.

De lá o professor foi para o Presídio Central. No feriadão de 12 de Outubro, o professor fora a Florianópolis com duas amigas, uma psicanalista e outra jornalista. Mas a ex-namorada foi insistente com ele para que não fosse. No decorrer de   2007, o professor arranjara outra namorada, moradora da Praça da Encol, colega de estudos da filha da sua ex-namorada. Foi pela filha que a ex-ficou sabendo que seu ex-namorado tinha outra.

No decorrer da investigação, a Polícia, com ordem judicial, ingressou no apartamento do professor, localizado no centro de Porto Alegre, e aprendeu passaporte, euros, dólares e armas. Os hábeas corpus impetrados pelo advogado criminalista contratado pelo professor - um dos mais conhecidos do Estado -  foram sucessivamente negados tanto em Porto Alegre, como em Brasília. Ele foi depor no Foro Central  algemado. Na frente do juiz pediu para que as algemas fossem retiradas e o juiz concedeu. Naquele dia ele achou que seria solto, mas voltou para  a prisão. O professor somente saiu do Presídio Central em fins de janeiro de 2008 Sua filha contou o tempo que o pai ficou preso: 94 dias. Hoje ele responde um processo no Foro Central de Porto Alegre por tentativa de homicídio qualificado.

As voltas que um livro dá

Em 1982, no restaurante Lugar Comum, na Lucas da Oliveira, foi lançado o livro " A Revolução das Crianças" do repórter Caco Barcelos, e material fotográfico da Avani Stein. O exemplar da irmã, Neusa, foi parar longe de sua casa, desaparecido por longos 26 anos. Só apareceu em março agora, de uma forma muito interessante.

Um leitor o encontrou no sebo de Novo Hambrugo, comprou-o deu um telefonema ao Caco Barcellos quer lhe propôs a troca por outros tres livros dele. Era o exemplar que a irmã Neusa havia perdido há anos. É que a Andréa, filha da Neusa, o emprestara a uma colega do cursinho Mauá, que nunca o devolveu. Agora está de volta.

O Caco, um notívago, ligou uma madrugada destas pra irmã e fez a seguinte brincadeira. Disse que precisava de um exemplar do livro perguntando se ela não tinha um. Ela disse que não, que o dela fora extraviado. Ele então contou-lhe do telefonema do leitor que havia localizado em Nóia. Assim foi, então...

Coleguinhas

Depois de ler o perfil do colega Antônio Silveira Goulart na Coletiva Net desta semana, uma conhecida “serpente " do jornalismo local sentenciou: agora entendo porque o Goulart é do jeito que é. É porque nasceu em Pinheiro "grosso" e, dizem, o local do local  onde se nasce faz a personalidade  do nativo.

Pra começar a semana em alto astral, nada melhor que alguns ditos gauchescos.
Aí vão alguns:
Mais atrasado que bola de porco!
Mais chacoalhado que galope de touro!
Mais certo que cornada de boi manso!
Mais escondido que perna de freira!
Mais pesado que pastel de charque!
Mais cheio que argentino de porre!
Mais caborteira que égua corrida sem pastor!
Mais constrangido que padre em puteiro!
Mais duro de pau de preso!
Mais grosso que cagalhão de tropeiro


Repórter sofre!

Que o diga o repórter político Gerson Anzolin, da rádio Guaíba. Na quinta-feira, dia 13/03, no meio da tarde, ele havia descoberto algo importante pra dar em seguida sobre a Operação Rodin. Sua fonte era Santa Maria, onde corre o processo na Justiça Federal. Só que ele ligou pra chefe de reportagem Cinara que não queria deixá-lo entrar no ar. Depois de muito insistir, furou o bloqueio.

Causos da imprensa: "Tu não é o Macalão?" perguntou o guri ao JK.

O JK (Jaime Keunecke), todo mundo sabe quem é. É o  famoso jornalista do " tabuleiro da sucessão" que se apresentava no programa " Guerrilheiros da Notícia", na extinta TV2 Guaíba, atual Record, nas mãs do "bispo"  e que agora quebrou os pratos com o Flávio Alcaraz Gomes e foi trabalhar com o Clóvis Duarte, na TV Pampa.

Pois no auge da crise do Macalão  no ano de 2007 - o diretor-administrativo da Assembléia Legislativa do Estado, agora exonerado, Ubirajara Amaral Macalão - o "Brasinha", um “faz-tudo” que todas as tardes vai à imprensa da Assembléia pra  pegar " cabritos"  do J.C.Terlera levou seu guri pequeno junto. Enquanto esperava o Terlera decidir o que o " Brasinha" ia fazer, o guri ficou olhando pro JK que sentado, de terno e gravata,olhar circunspecto, esperava pra falar com o superintendente de Comunicação da casa, jornalista Celito de Grandi e de queima-roupa chegou pro jornalista e o intimou:
- Tu não é o Macalão? Não era.

Cabo Polônio, na divisa do RS com o Uruguai


As fotos foram enviadas por uma leitora que asfez em novembro de 2002.

Na sexta-feira, pela manhã, pouco antes das sete horas, o fotógrafo Flávio Del Mese - que é dono de um hospital no centro de Caxias do Sul, herdado do pai, que foi médico - entra sempre pra conversar com o apresentador Rogério Mendelski, na rádio Guaíba.Na sexta-feira passada, dia 14/03, não foi diferente, até porque o Del Mese nunca fala daquilo que queria falar: o Mendelski o corta, e pauta o assunto. No caso da última sexta, Del Mese queria falar do Cabo Polônio, mas o Rogério o deixou falar sobre tudo, menos sobre o assunto que del Mese havia escolhido. Assim, que del Mese teve que explicar ao Rogério porque ele não vende o hospital de Caxias do Sul, sobre o qual,segundo o apresentador do Bom-Dia, ele não entende nada. Tudo isto aí que eu escrevi é pretexto pra apresentar aos leitores estas quatro fotos tiradas no Cabo Polônio, que eu não conheço, mas que um dia espero que o Del Mese possa contar aos ouvintes seus o que é mesmo. Estas quatro fotos publicadas são cortesia de uma leitora muito especial, que as tirou em 16/11/2002, por sinal dia de seu niver.A paisagem é bem agreste e possivelmente ainda vou informá-los como se chega lá.

Câmara inaugura quisoque de informações no Mercado Público

A Câmara Municipal de Porto Alegre inaugura no Mercado Público, segunda-feira, dia 17 de março, às 10h30min, o sistema "Fale com o Vereador", posto avançado da Ouvidoria do Legislativo. No quiosque, a população poderá pedir informações, encaminhar pedidos de providência, apresentar sugestões ou fazer críticas. É uma extensão da Ouvidoria da Câmara, que já atende pelo telefone 0800.510.226. No local, ao lado da Banca 40, estarão disponibilizados computadores para que os porto-alegrenses se comuniquem com o seu vereador. Segundo o presidente da Câmara, Sebastião Melo, o objetivo é aproximar, ainda mais, a Câmara da comunidade. O serviço estará disponível de segunda a sexta-feira, das 9 às 18h. Vítor Bley de Moraes (reg. prof. 5495).

Saiu uma biografia do repórter Caco Barcellos
escrito pela pesquisadora e professora Sandra Mourada Universidade Federal da Paraíba.

O nosso colega Emílio Chagas de Porto Alegre, que ciceronou a pesquisadora quando ela esteve em Porto Alegre levantando as raízes do Caco escreve:
"Pois é, era para ser um livro meramente acadêmico. ele estava prevendo apenas 11 páginas sobre a vida do caco. Aí falei pra ela que se ela quisesse mesmo entender o trabalho dele teria que conhecer mais como tudo começou, onde ele morou, de onde nasceram esses sentimentos de injustiça, etc. Aí que abri os caminhos pra ela, apresentei a neusa, a bila, o celso, o mosmann, etc. ela nem sabia da existência do licínio, que foi muito prestativo, passou um monte de informações, esteve com ela na bahia (junto com o caco). Ficou bem, embora a proposta fosse outra, lançar por uma grande editora do Rio ou S.Paulo, fazer um trabalho mais editorial mesmo, com mais repercussão. Estou conversando com ela de fazer o lançamento aqui, um para o público, outro para um círculo mais familiar e amigos, lá na casa do nenele, no partenon, com música, churrasco, futebol, etc. O licínio é outro que tem que depositar uma aposentadoria pro velho aqui. Não fosse eu ele seria hoje um adeva de porta de cadeira ou um delegado de polícia. Bom, pensando bem talvez estivesse até melhor que hoje, hein? abraços, Emilio".

Macalão!

Ubirajara Macalão, o diretor-administrativo do poder legislativo estadual que foi reintegrado ao trabalho por ordem judicial foi manchete de ZH do dia 13/03 mas não apareceu no site da própria ALE.

Que boca,hein. Dias atrás, de brincadeira, alguém dizia que Macalão deveria voltar pra fazer andar as coisas na " Casa do Povo". Quem dizia isto era em termos de chacota, é claro. Não é que agora a Justiça manda ele voltar!

Velho Chico sofre com a seca

Uma leitora manda estas fotos do Velho Chico, que segundo os ambientalistas estaria na UTI. Os leitores deste site, que têm acompanhado a polêmica sobre a transposição das águas do Velho Chico, saberão tirar suas conclusões sem a minha interferência.  Fotos em powerpoint.  Texto em word.

Almoço no " Plazão"!

Domingo passado, dia 9/03, fazia um calorão em Porto Alegre que só vendo. Pois um capitalista convicto,daqueles empedernidos, foi almoçar lá pelas l4 horas no Hotel Plaza São Rafael, o Plazão,porque queria ar condicionado.

Pois no restaurante foi surpreendido pela presença de duas políticas importantes que também estavam aproveitando o conforto do ar condicionado naquele dia quente.Recém chegadas de um bandeiraço no Brique da Redenção onde foram comemorar o Dia Internacional da Mulher, ocorrido em 08.03,  a ex-senador Heloísa Helena e da deputada federal Luciana Genro(PSOL)- candidada a prefeita na capital gaúcha aproveitavam o conforto do ar climatizado para almoçar.

O capitalista convicto - ex-freqüentador do programa " Guerrilheiros da Notícia" - que atende também pelo apelido de " jovem hebreu" saiu do almoço pensando em mudar seu voto que era certo no atual prefeito para a deputada federal, já que viu que ela também gosta dos confortos do capitalismo.

Causos da imprensa

A partir de hoje, vou sempre, que possível contar um causo envolvendo coleguinhas. É uma forma de relembrar a imprensa, não de esculhambar ninguém. O de hoje tem por título.

O dia em que a ARI ia ser invadida pelp populacho!

Acreditem se quiserem. Mas um ou dois anos atrás a vetusta e querida Associação Riograndense de Imprensa completou 70 anos de idade. Por sugestão do colega Vilnei Herbstrith - que fazia o saite e o jornal da entidade - o Kenny Braga levou a turma do " Sala de Redação" pra ser apresentado numa sexta-feira, diretamente do Salão Nobre da entidade. Qual não foi a maior surpresa de todo mundo que foi assistir este histórico debate na entrada da porta da ARI havia ali dois brigadianos caminhando pra lá e prá cá. Ninguém entendeu muito o motivo pelo qual estes brigadianos estavam ali, ou que força poderosa havia conseguido botar dois brigadianos ali junto ao prédio.Teve até gente que achou que eles estavam lá postos pra vigiar o viaduto Otávio Rocha.

Depois do "Sala" apresentado - no qual não houve nenhum incidente a não ser quando o presidente da ARI, Ercy Pereira Torma pegou o microfone e não queria mais largá-lo e sofreu protestos do Paulo Sanatana - com o salão nobre com apenas a metada da lotação completa, ficou-se sabendo o motivo dos dois brigadianos na entrada da porta principal da entidade: o vice-presidente, Ênio Rockembach telefonara pra Brigada Militar com medo de que uma turba fosse esperar os integrantes do Sala na entrada do prédio. Não foi o que se viu, embora ninguém conteste a popularidade e a audiência do programa, principalmente quando apresentado em praças ao vivo... 

Coleguinhas

Segundo a " rádio-corredor" uma empresa de comunicação fez um empréstimo a ARI pra que ela conseguisse trocar toda a fiação elétrica do prédio, sob o risco dos próprios bombeiros o interditarem.Os operários já trabalham nisto.

Reunião

O Presidente do Legislativo Estadual, deputado Alceu Moreira (PMDB) acompanhado dos senadores gaúchos Sérgio Zambiazi (PTB) e Pedro Simon(PMDB) apresentaram ontem, dia 12/03, projetos de ampliação de energia eólica ao ministro das minas e energia, Edson Lobão (PMDB). Foto agência Edison Castencio.

Governadora Yeda não fará campanha ao Governo Municipal

A governadora Yeda Crusius disse ontem - 12/03 - na entrevista coletiva da Federasul  que ela não participará das campanhas municipais nas eleições deste ano subindo ao palanque com os candidatos dos partidos que a apóiam. Acompanhada do vice, Paulo Affonso Feijó e do presidente da entidade, Paulo Cairolli, Yeda Crusius abriu ontem o projeto “Tá na Mesa” da entidade.

Yeda Crusius afirmou que não participará das campanhas municipais para não atrapalhar a coalisão de forças políticas que a sustentam na Assembléia Legislativa do Estado. "Só como pessoa posso participar, não como governadora" desconversou.

Operação Rodin

Muito questionada pela imprensa principalmente sobre o resultado da Operação Rodin, uma investigação da Polícia Federal sobre uma suposta fraude de 40 milhões no Detran-RS, a governadora  saiu de fininho quando questionada sobre o resultado desta Operação.

- Confio nas instituições, disse reiteradamente acrescentando que ela confia nestas instituições ( ela se referia à Polícia Federal sem no entanto nunca citar o nome da instituição) " independente do seu comandante". Não se sabe se a governadora Yeda se referia ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, a quem a Polícia Federal está subordinada.

Resultados e Pagamentos

Yeda Crusius reiterou novamente que o Governo entra neste 2008 em nova fase. Até sobre as desavenças do começo do governo com seu vice, ela pôs panos quentes:

- Isto tudo pertence ao passado, ficou para trás. É um novo momento do Governo, disse ela, sem nunca repetir a frase " um novo jeito de governar" que parece ter abandonado.

Yeda insistiu em assuntos como teto salarial dos servidores estaduais,cujo assunto disse que remeteu ao seu chefe da Casa Civil, César Busatto.Voltou a enfatizar que o Governo do Estado vai continuar praticamendo o que ela chama de " orçamento realista" ou seja, paga o que pode pagar.

Coleguinhas

Ivani Schütz disse ontem que já superou o assalto que lhe levou um carro. “Faz muito tempo" disse a repórter da RBSTV. O veiculo nunca foi recuperado e ela já comprou outro.

Na coletiva da Governadora Yeda na Federasul, dia 12/03 muita gente que nunca pinta no pedaço só mesmo quando tem gente graúda. E não fazem perguntas: apenas estão lá pra mostrar que estão lá...

É, o poder atrai as moscas...

Na coletiva da governadora, na Federasul, o melhor momento foi quando o repórter de ZH, Leandro Rodrigues insistiu com a pergunta da Operação Rodin. Leandro insistiu que ele poderia não ter entendido a resposta. Yeda voltou a seus melhores momentos dos debates eleitorais, quando dava nos rins dos adversários:

- Você - disse ela irônica - é muito inteligente e seguramente se não entendeu é porque eu expliquei mal. E foi novamente repetindo a resposta.

Na entrada do prédio da Federsul, o vice-governador Paulo Affonso Feijó falava alto em Ministério Público Federal. Será que tem a ver o que o site do Vitor Vieira, VideVersus vem noticiando sobre Operação Rodin? É faz sentido.

Pelo visto, alguém intermediou a briga de vaidades entre Paulo Feijó, vice-governador e a governadora e os dois resolveram pelo geral do Estado baixar a bola. È que vem aí eleições e se o PT ganhar a capital, pode voltar ao governo do Estado.

Na Feira do Livro de 2006 dois "cueras" deram o tom.

  

Eu sei que faz tempo, mas agora me chegaram as fotos. Foi na feira do livro de Porto Alegre, de 2006, quando convidaram estes dois cueras ai da foto. Um deles é o S.Borja, famoso pelas gargalhadas que dá no Galpão do Nativismo, da rádio Gaúcha. O outro é também contador de causos. Aí vão pois as fotos para lembranças dos leitores. Foto: Luis Ventura.

Coleguinhas

Os câmaras da Ulbra TV são nossos leitores. Viva eles que são ótimos profissionais sem fazer alarde.

Um dia eu conto para os leitores porque este humilde redator não é mais convivado para almoçar na Federasul. Tem a ver com uma história contada no meu livro Pauta, o avesso das Redações. Por sinal uma das maiores barrigas da história da imprensa gaúcha protagonizada por uma profissional que hoje dá as cartas na imprensa da Federasul.

Só pra não deixar dúvidas: disse ontem que a Núbia Silveira não tinha trabalhado no dia anterior justamente porque nestes anos todos que   a conheço nunca a vi faltar ao trabalho. Só isto. Nada demais. A Núbia está com familiares adoentados. É isto.

Outra pessoa com quem trabalhei e nunca vi faltar ao trabalho foi o Carlos M. Fehlberg: João Carlos Terlera também não era de faltar ao serviço. Mas um episódio que merece ser contado de fanatismo pela profissão o vi acontecer com o José Mitchell. Era um sábado de manhã por volta do meio-dia. Como o Mitchell era chefe da Sucursal do Jornal do Brasil e no Rio de Janeiro a edição dominical já havia fechado, ele foi na redação da ZH pedir ao editor-chefe Carlos Fehlberg pra dar a notícia - que era um furo sobre o caso dos uruguaios Liliam Celiberti e Universindo Diaz -  com medo de ser furado por um concorrente. A matéria, pequena, saiu na edição dominical da ZH,sem ser assinada.  

Jango despede-se do Brasil para nunca mais voltar!

Nesta foto cedida pelo colega Nelson José Moura, vemos o presidente João Goulart, o Jango, no aeroporto Salgado Filho, despedindo-se do diretor da Última Hora, a HP, Neu  Reinert. Acompanham ainda Jango Otávio Caruso da Rocha, Amaury Kruel, que foi comandante do Ii Exército, Ajadil de Lemos, o deputado do PSD, Ariosto Jaeger,o jornalista Carlos Contursi, dom Vicente Scherer,bispo de Porto Alegre,Valença, oficial de gabinete de Leonel Brizola. Jango não voltaria vivo ao Brasil, regressando somente para ser enterrado em 6.12.1976. 

Coleguinhas

Conversando ontem - 11.03 - com o colega Carlos Bastos relembramos algumas histórias que  diz a respeito de Paulo Santana e aoutros colegas. Segundo o Bastos, muita coisa já é pura lenda, isto é, o cara virou famoso, todo mundo tem uma " exclusiva" com ele.

Mas Bastos, que chefiou o Santana na TV Gaúcha, hoje RBSTV, disse-me que quando o Grêmio foi campeão brasileiro pela primeira vez - acho que foi em  1981, com um gol do centroavante Baltazar, nós ganhamos do São Paulo, no Morumbi lotado - o Santana chegou na segunda-feira enrolado com uma bandeira do Grêmio pra apresentar seu comentário na TV Gaúcha, no Jornal do Almoço.

Teve um peripaqui, quase não foi ao ar e os colegas o levaram desmaiado, desfalecido ao Instituto do Coração. Passou-se um ano daquele fiasco do Santana no ar e um dia , um sábado à tarde, eles tinham ido almoçar no Barranco e quando estavam regressando ao jornal ZH, subiam os degraus quando Bastos quis tirar uma dúvida:

- Santana, disse-lhe o colega e amigo, faz um ano que quero tirar uma dúvida. Tu desmaiastes mesmo naquele dia ou simulastes um desmaio? Ao que o comunicador lhe retrucou:

- Tu sabes Bastos que até eu não sei!

Bastos me esclareceu outra versão ainda sobre uma cirurgia que o comunicador teria sofrido e que depois dela teria tido dificuldades de voltar ao vídeo da TV Gaúcha. Segundo Bastos, o que ocorreu foi que um dia ele estava com o dono da TV Gaúcha, Maurício Sobrinho, que era muito irônico. E Maurício lhe disse:

- Que pena Bastos que tu não combinas com o vídeo.
- Por que seo Maurício, perguntou o Bastos curioso. Ao que o fundador da RBS,irônico, respondeu:
- Senão imagina botar tu, o Santana e o Celestino Valenzuela juntos num programa? Maurício ironizava porque Bastos ficara com seqüelas numa cirurgia facial, Santana idem e o Valenzuela já era meio torto mesmo...

Prefeituras de todo o País iniciam adesão ao projeto Caminho da Escola

Perto de 2.500 novos ônibus escolares chegarão às ruas, estradas e caminhos de todo o Brasil até o final deste ano. Estes veículos vão permitir que estudantes de todas as idades tenham condução de suas casas até as instituições de ensino. Fonte Secco Consultoria. Veja a matéria na integra.

Almoços da Samrig ainda são lembrados

Até hoje são lembrados os almoços patrocinados pela Samrig, sempre feitos no Hotel Plaza São Rafael. Eram geralmente no outono e tinham como pretexto a apresentação do relatório da empresa. Vinham acompanhados de grandes fotografias com temas desenvolvidos pelo fotógrafo Leonid Streliavev que deixou lembranças principalmente quando fez um álbum de fotos chamado " Mar de Dentro" sobre a Lagoa dos Patos.

Segundo um ex-funcionário da Samrig, na empresa quando um funcionário era convidado a participar deste almoço era sinal de que seria promovido a gerente. E acrescenta ele: " os convits eram muitos disputados".

A Samrig tinha um diretor, Armando Coelho Borges, que era o mentor desta apresentação do relatório. E a funcionária Leda a encarregada de fazer o cardápio de cada um destes almoços.

Havia uma lenda de que a Samrig contratava vários apartamentos no Hotel Plaza San Rafael para que os convidados pudessem dar uma descansada após o almoço e depois voltar mais tarde para dar proseeguimento a festa.  Mário Schenk, hoje funcionário da ABTP e naquela época trabalhando na Associação Comercial de Porto Alegre - que participou de todos estes almoços da Samrig - afirma que a Samrig não fazia estas reservas pra descanso de seus conviddos. O que poderia haver,segundo ele, é que como a empresa trazia convidados do interior do Estado, de avião, para participar do almoço, houvessem reservas para o pernoite.

Mas Mário lembra: " o almoço em si às vezes ia até as 4 horas da tarde. Depois muita gente que trabalhava se retirava, mas havia quem pudesse ficar mais tempo e prossseguia" conta ele com certa nostalgia daquelas festas.

Os almoços de apresentação do relatório da Samrig foram até a década de 90. Depois foram suspensos. Particularmente, participei de um. O homenageado era o poeta Mário Quintana, que chegou de bangalinha e ainda deu um pequeno discurso antes de sentar-se à mesa para o almoço.

Lembro que nesta oportunidade a entrada foi uma excelente sopa. E que os licores foram até o meio-da-tarde,sempre com os garçãos do Plaza se revesando e atendendo bem a todo mundo. Um dos funcionários da Samrig, que participou dos almoços porque tinha o cargo de gerente, mas que prefere manter-se no anonimato contou que quando alguns dos convidados " passavam da conta no trago" o funcionário da empresa, discretamente, fazia com que o convidado sem constrangimento fosse retirado do evento.A minha participação no evento, no caso, foi mediante um convite que o gerente de exportação, Jorge Donosso, me conseguiu.

Atualmente ainda há festas que envolvem muitos jornalistas. Uma delas é o churrasco do Sinborsul, realizado sempre em janeiro. E outra festa é o almmoço de fim de ano da Fiergs. Mas os almoços da Samrig ficaram marcados na memória de uma geração de jornalistas que tiveram o privilégio deles participar.

Coleguinhas: Núbia Silveira não trabalhou ontem, 11.03.

Coleguinhas

Ontem, 10/03, o chargista BERTI ou será UBERTI, levou do sindicato dos jornalistas a garrafa térmica onde,segundo ele, está plagiada uma cuia e bomba tirada de um livro seu. A garrafa saiu de fabricação há dois anos e Santiago, o cartunista, viu um exemplar no sindicato dos jornalistas. Na sexta-feira, Berti telefonou e ontem mandou uma nova em troca do exemplar com o qual abrirá um processo de plágio contra uma fábrica localizada em Porto Alegre, na zona sul da cidade e bem conhecida.

Da minha conversa com Marcos Martinelli - que está de férias até 31 de março da TV Record-RS - deprendi que ele sabia o desafio que teria pela frente quando topou ser chefe de jornalismo local da emissora. Sabia também que os recursos que a RBSTV têm contra os demais concorrentes são de David contra Golias. " Eles tem helicópteros,entram de seis pontos do interior do Estado ao vivo no Bom Rio Grande",disse Martinelli um entendido em televisão tanto que sempre é chamado para montar equipes de propaganda eleitoral.

Há quem diga que sua saída da Record foi providencial porque estamos em ano eleitoral e ele aproveitará a licença de seis meses para dedicar-se a isto.

Mas também tem noção de que tirar a Record do índice de audiência atual não é uma tarefa pra hoje e demandará muito tempo. Outro dos problemas da Record é que seus executivos são de SP e eles pensam que em todo o país a Record tem a força que tem na capital paulista. Não é verdade.

Coleguinhas: Marcos Martinelli, de férias, não tem idéia do que será seu futuro!

O ex-todo-poderoso da Rede Record no RS - que veio com a missão de combater o poderio da RBS - está de férias até o próximo dia 31 de março, até o " aniversário da Redentora",segundo ele. No começo da tarde de ontem - dia 10/02 - ele esteve na 14  Vara da Justiça do  Trabalho servindo como  testemunha patronal a favor do  Sindicato dos Radialistas - aquele que é presidido por um presidente que todos conhecem por " Caverna" - que estão sendo acionados pelo Ministério Público do Trabalho por causa do dia pago em favor da entidade sindical.

Martinelli disse que não tem a intenção de deixar a Record-RS mas o que se diz à boca pequena é que ela já está procurando emprego."Já me convidaram para trabalhar em algumas empresas daqui mas não aceitei" desconversa ele mostrando que ainda tem vínculos com a Record-Rs.

Segundo Marcos Martinelli, o diretor-geral de Jornalismo da Record, Douglas Tavolaro - " O Schroeder da Record" diz ele mostrando que suas referências ainda são a TV Globo -  lhe encomendou três projetos " pra região Sul". Ele não adianta que projetos são mas diz apenas que são ligados a jornalismo e relacionamento.

Marcos Martinelli não cozinha na primeira fervura. Já tem 47 anos,e durante esta longa trajetória já conquistou 30 prêmios de Jornalismo.

Quando foi escolhido para dirigir e montar a Record-RS procurou principalmente profissionais com os quais havia trabalhado na RBS-TV, entre os quais a editora Lúcia Fontanive, que estava fora do mercado.Ele diz que o único disponível da RBS-TV era o André Haar que foi contratado e que está muito bem, por sinal.

No plano pessoal, Martinelli está solteiro, porque se separou da mulher, Ivani Schutz, com quem teve uma filha. Ele é natural de Passo Fundo e começou na rádio Planalto, de lá.

Tevê Sucateada

Martinelli conta que a Record comprou a TV-Guaíba canal 2 sem saber muito o que ela continha " Estava totalmente sucateada. Tinha dois carros, uma paraty caindo aos pedaços, três computadores e 40 máquinas de escrever. E mais nada" diz ele.

O interior, ainda,segundo ele, não pegava o canal 2. Agora, com a implantação de novos equipamentos pela Record, isto será possível e é nisto que a emissora aposta para aumentar sua audiência que continua apenas competindo com a Band TV. " A Record e a Band têm praticamente a mesma audiência. O segundo lugar no estado é do SBT" informa ele.

Coleguinhas

Marcos Martinelli, ex-chefe do jornalismo da RECORD-RS, já está procurando emprego.

Os rumores são de que os executivos da Record não estariam satisfeitos com os retornos obtidos até agora desde que aportaram no RS em março do ano passado.

No meio sindical há quem ache que o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas-RS, José Carlos Torves vai ganhar a ação por danos morais que move contra a Fundação TVE.

Ontem,dia 10/03, Rogério Mendelski na rádio Guaíba AM insistiu que Marcos Losekan, da Globo, estaria pronunciando errada a palavra BARRAJAS, que vem a ser o aeroporto de Madri.

Galpão do Nativismo

Nos corredores da Assembléia Legislativa acendeu-se uma polêmica. É o tal do galpão do nativismo colocado na entrada da " asa do Povo" e que agora querem retirar pra colocar o Fórum Democrático. Há gente que acha que este galpãozinho nunca deveria ter sido colocado ali, mas agora está lá.

E alguns opinam de que nãoé apenas os gaudérios que têm um espaço privé na Casa do Povo,mas as entidades como associações de ex-deputados, de ex-funcionários, de funcionários tem estão dentro do prédio da Assembléia Legisltavia. Agora há pouco, uma destas entidades, comprou o escritório do ex-deputado federal Waldir Walter na Praça da Matriz e talvez mude a sede para lá. A verdade, ou parte dela, é que este galpão do nativismo ainda vai dar dor de cabeça. E quem tem faturado jornalisticamente é o Flávio Pereira, na sua Coluna do O SUl, que tem repicado o assunto seguidamente.

Na ARI também queriam fazer um destes santuários da tradição, ao lado do prédio, num terreno vazio e abandonado que ninguém sabe de quem é. A colega Leila Weber havia dado esta idéia mas o cauteloso presidente Ercy Thorma, não embarcou nesta ou não teve nem pique para ir. O fato é que o chimarródromo funciona no andar térreo, entre cuias,bombas,cachaça e pipocas. Se reúne sempre as 4 ferias depois das 18 horas. E um dia quando queriam fundar um Departamento de Tradições Gaúchas dentro da ARI, os gaudérios chegaram com ata e tudo pronto, mas o Ercy deu um chega pra lá nos caras. Resultado: Nunca mais pintaram no pedaço.

Fora do Ar

O programa " Conversa de Jornalista" do dia 08/03, o primeiro do ano ao vivo, não foi ao ar por falhas técnicas da rádio,segundo o vice-presidente da ARI e apresentador do programa, Ênio Rockenbach.Havia vários coleguinhas " loucos pela latinha" mas ficaram só no trago. Glei Soares, o outro apresentador, nem deu as caras no barzinho da ARI, sabendo,seguramente, dos tais problemas técnicos da emissora, sobre os quais o " Cascatinha " já falou no seu site.

Sindicato dos radialistas é réu em processo movido pelo Ministério Público do Trabalho.

Foi ontem, às 14 hs, na 14 Vara da Justiça do  Trabalho, a segunda audiência em que o Sindicato dos Radialistas é réu em processo que lhe move o Ministério Público do Trabalho.O motivo é o dia descontado de trabalho em favor do sindicato da categoria em que nem todos os trabalhadores concordam.

O presidente do sindicato dos radialistas, o " Caverna" não compareceu - pois não estava na capital - e em seu lugar esteve Nerilson Tosi, diretor fiscal do Sindicato dos Radialistas.O advogado do sindicato réu no processo não quis prestar informações à imprensa.

A audiência foi muito tensa, principalmente quando a primeira testemunha arrolada pelo sindicato dos radialistas, Ary dos Santos,  depôs. Ary dos Santos, presidente do Sindicato das Empresas de Radiodifusão do RS depês em favor do sindicato dos radialistas, já que junto com o ex-diretor de Jornalismo da Rede Record de Televisão foi arrolado como testemunha.

A " lenda" do Dr. Degrazia


Fernando Degrazia e as filhas na festa dos 80 anos em 01.03.2005

No próximo dia 22 de abril, vão se completar 3 anos da morte do Fernando Degrazia, um advogado que trabalhou a vida toda no DNER(hoje DNIT) e natural de Itaqui, de uma família muito conhecida. Mas como  fomos colegas de trabalho na Trensurb,posso testemunhar que  poucas pessoas tinham o humor e a ironia do velho Degrazia.

Vou contar um pouco do Fernando vivo, depois falo como foi sua surpeendente morte.No título chamei de " lenda" porque um das minhas filhas vivia dizendo que ele  era uma lenda, de tanto que falava nele em casa.Degrazia me visitava sempre nas noites de 16 de janeiro, dia do meu niver, e sempre me trazia um presente: nos últimos tempos andava com a mania de me presentear com champagne espanhola, coisa que eu nunca tinha visto.

Fernando   sempre foi de  estilo discreto. Foi levado para lá na primeira gestão da Trensurb  quando o saudoso presidente Paulo Genes Muratore compôs sua equipe de trabalho e Degrazia estava entre eles. No Jurídico do Trensurb, Fernando ficava na dele, na sua sala, sempre com processos na mão corrigindo,lendo. Às vezes eu o interrompia e me lembro de dezenas de histórias sobre políticos do Rio Grande do Sul que ele me contava, porque ele era apaixonado por política. Como tinha uma irmã casada com um político importante - Clóvis Pestana - Fernando sempre andou perto de gente como os Germano, de Cachoeira do Sul, Fernando Gonçalves, de Palmeira das Missões, Amaral de Souza, também de Palmeiras e Pedro Simon, que nunca entendi o porquê mas foi  padrinho do primeiro  casamento do senador, com a sua falecida esposa Tânia Chanam.No dia do enterro da falecida Tânia, Fernando Degrazia foi um dos que segurou um dos irmãos de Tânia, que estavam revoltados com a situação.Uma das histórias particulares que Fernando mais gostava de me contar era sobreum pulôver que o editor Ivan Pinheiro Machado havia esquecido em sua casa, na rua Encantado, em Petrópolis, quando teve um namorico com sua filha, Rosa. " O pulôver ficou anos lá pendurado dentro do armário" relembrava Fernando.

Fernando - cujo nome de guerra foi " Degrazia" - fazia parte de uma " estranha" confraria que se reunia todas segundas à noite na churrascaria Barranco. Seus confrades no  velório no cemitério João XXIII pediram licença aos filhos - 4 filhas e um filho - e colocaram junto ao seu corpo,dentro do caixão, um champagne e um copo de cristal. Era a lembrança que ele levaria para sempre do grupo com que convivia todas as segundas à noite.

Quando sua primeira esposa, Rennée, - mãe dos seus filhos - adoeceu, o vi muitas vezes chorar pelos corredores do Trensurb sem saber o motivo. Vê-lo chorar, não era o comum, ele que geralmente era uma pessoa que se pode chamar de " pra cima".Assim que ficou viúvo, casou em segundas núpcias com uma antiga conhecida, Maria Martine.

Degrazia mantinha um costume engraçado. Como era muito pegado a Encantado, local onde viveu, sempre emplacava seus carros lá porque os comprava numa revendedora daquela cidade. Mantinha um vínculo, embora tivesse deixado a cidade há anos. E uma das coisas que ele mais gostava era na primavera contar do alpiste que dava de madrugada para seus passarinhos, que mantinha em sua casa na rua Encantado, em Petrópolis, onde deve ter morado muitos anos.

No meu livro Estradas do Rio Grande, que pode ser adquirido atráves do email olidescanton@bol.com.br conto dois episódios de Fernando. Um é de quando trabalhou no DAER. Ele o o colega advogado Jorge Cesar Moreira assessoravam o diretor-geral, Luis Parga Torres.  Num começo de tarde, sem combinar nada previamente, ambos alegaram compromissos e se retiraram do trabalho. Encontraram-se pouco depois no Cine Vera Cruz, na Av. Borges de Medeiros, vendo o filme " Guerra e Paz", com duração de quatro horas.

Outra que conto dele neste mesmo livro:em 1961,Fernando já trabalhava no DNER e precisava estar em Júlio de Castilhos para uma audiência.Como ele tinha um medo que se pelava de avião,era inverno e chovia muito, foi de ônibus mesmo sem ter lugar para sentar. Foi em pé até Cachoeira do Sul. No dia seguinte, chegou pouco antes das 10 horas em Júlio de Castilhos, fez a audiência e voltou a Porto Alegre também via terrestre.

Outro dado de sua vida particular que comentavam muito era a fama que a  beleza de suas quatro filhas lhe deram. " Todas somos bonitas mesmo" disse-me dias atrás, uma delas, a Teresa Cristina. E Degrazia, por conta dos seus relacionamentos, sempre chegava no Trensurb nos contando como fora as festas do Grendene, em Punta del Este, das quais ele participava com orgulho.

Degrazia completou oitenta anos dia 01.03.12005. Fez uma festança no Leopoldina Juvenil, convidando seus amigos, incluindo-se o senador Paulo Brossard.Na festa ele orgulhou-se de só ter comido comida salgada, nada de doce, porque estava de dieta.Segundo sua esposa Maria Martine, ele vinha controlando o PCA e nada fazia supor uma morte tão rápida.

Degrazia viajou na quinta-feira, dia 21 de abril de 2005, feriado, de Tiradentes, para Itaqui, sua terra natal.Lá suas irmãs levaram-no a ver a casa onde nasceu, que graças a elas, ainda está intacta.Assistiram a um show do cantor nativista Mano Lima,e ele se emocionou demais ao visitar o Teatro Prezedowki. Chegou a subir no palco e discurso. Degrazia era muito emotivo,quando assuntos do coração lhe diziam respeito.

No dia seguinte, por haver muita presença feminina na excursão, foram a Passo de Los Libres fazer compras.Fernando - num ritual de despedida,viu-se depois - levou sua mulher, Maria, a conhecer as ruas que ele havia ajudado a desapropriar para o DNER em Uruguaiana.

À noite foram jantar em Passo de Los Libres e ele escolheu um vinho antigo pra acompanhar a refeição.Durante o dia havia comprado dois vinhos para beber no dia seguinte, já que havia na agenda uma festa de família programada.Quando a turma que foi jantar sentou na mesa, houve tempo apenas para provarem os antepastos que os argentinos costumam servir.

Fernando debruçou-se de lado, havia médicos na comitiva que ainda tentaram reanimá-lo mas foi em vão.Ao morrer em território argentino, pelo menos ficou o consolo de que morreu num país que ele gostava. Ia , apesar do seu medo de avião,seguidamente a Buenos Aires, onde gostava de show de tango.

Além da esposa Maria, ele deixou as filhas Teresa Cristina, Rosa Maria, Alba, Renata e um filho com o mesmo nome dele, Fernando Bruno.

Ao encerrar este pequeno testamento, gostaria de deixar um pequeno pensamento que Gabriel Garcia Marques deixou em suas memórias, Vivir para Contar-la. " La vida nos es lo que uno vive, sino lo que ricorda e como lo ricorda para contar-la!" Grande GABO!

Aviso aos navegantes

Os vendedores de assinaturas de ZH andam avisando seus clientes que a empresa vai passar a cobrar o acesso ao jornal pela internet, assim como ocorre, por exemplo, com o Correinho.

Coleguinhas

Affonso Ritter, em seu site , continua qual uma autêntica "velhinha de Taubaté" a chamar o presidente Lula da Silva de "de esquerda".

Apenas 40 pessoas acompanharam a ex-senadora Heloisa Helana, ontem, dia 9/02 no Brique da Redenção. É, estou   achando que a profecia do pai da deputada federal  Luciana Genro quando ela deixou o PT pra ir pro PSOL vai se cumprir. Disse o nosso Ministro da Justiça sobre o futuro da filha: " voltará a dar aulas de inglês".

Paulo Ricardo Fontoura cansou do prédio grande e antigo da Federasul e foi trabalhar com Marco Alba, na secretaria da Habitação do Estado.Logo este ano que a entidade fará 150 e que precisava dele.

O prédio da nossa vetusta ARI passará por uma recauchutagem no setor elétrico. Há gente que teme que os bombeiros interditem a "Casa do Jornalista Alberto André" !

Falar nisto, falar nisto, o que é a perda de poder! Paulo Burd foi desligado do gabinete do deputado Cassiá Carpes(PTB) que alegou economia pra contratar outro tipo de funcionário.

Lembrete: Armando Burd deixou a coluna Panorama Político do CP.

O advogado da RBS, Ary dos Santos, conseguiu,depois de três anos, tirar 27 dias corridos de férias. E as curtiu em casa, sem mesmo ver internet. " De vez em quando me telefonavam do serviço" contou ele que diz que descansou bastante.

Uma pequena rusga entre o colunista de O SUL, Wanderley Soares e o editor do jornal Kronica, o Barão (Luis Osório) marcou a abertura do barzinho da ARI, no dia 8/03.

O motivo da rusga: o Barão escreveu, numa das edições passadas o nome do colega assim: Wandergay. Wanderlei não gostou e pediu para não se repetir.

O historiador Sérgio da Costa Franco esteve no barzinho, trajando bermudas, devido aos 35 graus que fazia. E contou em detalhes para uns poucos privilegiados  a histórica excursão da qual participou em 1945 pelo interior pedindo votos ao candidato a presidente do PCB, Iedo Fiuza.Em Taquari,municipio final do roteiro dos comunistas,  havia um granjeiro que empolgado pelo discurso comunista dos jovens da capital, promoveu fazer de sua granja uma " granja coletiva".Mas depois não ficou na cidade. Voltou com os jovens para a capital. É, quem diria, Sérgio da Costa Franco já foi simpatizante do Partidão! A excursão toda mais o comício de Taquari está relembrada pelo próprio Sérgio no jornal O Taquariense, de 10/11/2007.

Tenho uma boa do Sérgio. Quem me contou foi o saudoso João Baptista Aveline, que pode ter exagerado um pouco. Mas foi o seguinte: Maurício Sobrinho, dono da ZH, pediu ao diretor-editor Lauro Schirmer, que fizessem um editorial contra Fidel Castro. Lauro chamou Sérgio, que foi como dar picolé de chocolate pra criança esfomeada... Foi fundo no editoral. Tocou um ferro danado no barbudo. O Marcelo Rech seria fichinha perto dele. O editorial passou, mas no outro dia deu problema: não foi com a Censura da Ditadura Militar, foi com o próprio dono do jornal: Maurício achou que Sérgio pegou pesado demais e repreendeu Lauro:
Teria dito: - Pô, também não precisava baixar tanto o sarrafo! Esperto este Maurício...

Ao sair de casa, n o sábado, dia 08/03 para ir a ARI, trajando bermudas, Sérgio da Costa Franco foi repreendido pela mulher: pô logo hoje dia da mulher....

Plagiaram a cuia do UBERTI!

O cartunista Uberti que tem um livro publicado vai processar uma empresa fabricante de garrafas térmicas. Tudo porque estes dias o colega Santiago entrou no sindicato dos jornalistas e viu lá um exemplar da garrafa térmica e identicou nele a cuia igual a do livro do Uberti desenhada por ele. Agora, dê-lhe processo. Só tem mais um detalhe: faz dois anos que a garrafa térmica, com este modelo de cuia na frente, deixou de ser feita. E a que era do Sindicato dos Jornalistas já foi requisitada pelo  ilustrador como prova testemunhal do plágio, ou sei lá o que é isto....

"Pra começar bem a segunda-feira..."  Colaboração da nossa colega Valdir dos Santos (SP)

Dois coroas, depois de encherem a cara, decidem ir a uma casa de baixo meretrício. A Cafetina olha bem para os dois e chama a sua gerente:

- Vá aos dois primeiros quartos e coloque uma boneca de inflar em cada cama. Esses dois estão tão velhos e bêbados que não vão notar a diferença.Não vou gastar minhas meninas com esses dois. A gerente cumpre as ordens e os dois coroas vão para os seus respectivos quartos e 'fazem os seus deveres de casa'. Já no trajeto de volta para casa, um dos coroas diz:

- Acho que a mulher que estava comigo estava morta!

-Morta? Diz o outro. Porque você acha isso?

- É que ela não se moveu e não falou nada enquanto eu fazia amor com ela.

- Podia ter sido pior, diz o outro. Eu acho que a minha era uma bruxa!

- Uma bruxa!!! Por que cargas d'água você acha isso?

- Bem, é que eu estava nas preliminares e dei uma mordida na bunda dela. Ela aí peidou na minha cara, saiu voando pela janela e ainda por cima levou a minha dentadura!!!


" canetinhas e microfones" viajam juntos para coberturas jornalisticas

Ora bolas, como dizia o falecido ( e brilhante) cronista esportivo Cid Pinheiro Cabral: o futebol é o ganha pão da imprensa, ou será que era o Juca Chaves que dizia isto? Você vai ver agora, caro leitor, cinco fotos de uma turma de canetinhas e microfones viajando junto num tour pelo Norte e pelo Nordeste no distante ano de 86 acompanhando o glorioso tricolor da AZENHA - o primeiro e insuperável CAMPEÃO DO MUNDO - que jogava pelo Campeonato Brasileiro. Nestas fotos você verá o Pedro Ernesto Denardim, o popular " Mortadela" - apelidado assim pelos colegas porque no tempo das vacas magras ele só comia pão e mortadela - ainda magro, o " Gordo" João Garcia, mais gordo do que é hoje, o " Beto", repórter de ZH, que depois foi proibido pelo editor-chefe Carlos Machado Fehlberg de acompanhar o Grêmio Portoalegrense ( por um motivo  que está contado no meu livro recente, o Pauta) o " Pelotinha", que hoje está em Criciúma e o Alfredo Pozas, que ainda trabalha no ramo no Correinho.  Como diz o nosso colunista mor do jornal O SUL , Wanderley Soares , o popular " Vandeco" acompanhe-me:


Da esq para a dir: Carlos Alberto Fruet, o " Beto" repórter de ZH, Pedro Ernesto Denardim, o " Mortadela" narrador da rádio Gaúcha,o fotógrafo Antônio Vargas, o conhecido " Chorão",Luis Fernando Siqueira, o " Pelotinha" então na rádio Guaíba e Alfredo Pozas, da rádio Difusora(atual Band AM) data: 07.09.1986 local:Estádio Mangueirâo,Belém do Pará.
 Jogo do Grêmio " imortal" tricolor contra o Remo ou Paissandu?


Da esq para dir. Antônio Vargas, de ZH, Carlos Alberto Fruet, de ZH, Alfredo Pozas, da Difusora AM e Luis Fernando Siqueira, da rádio Guaíba( hoje está em Criciuma,SC).local estádio Mangueirão em Belém do Pará, data 07.09.1986 Jogo entre Grêmio e Remo ou Paissandu.


O " gordo" João Garcia, da rádio Difusora AM(atual Band AM), Alfredo Pozas,também da Difusora e Carlos Alberto Fruet, da ZH. Local. Aeroporto de Belém do Pará. data 09.09.1986.


Fotógrafo Antônio Vargas, de ZH, Alfredo Pozas, da rádio Difusora AM e Carlos Alberto Fuet, de ZH. Local aeroporto de Belém do Pará. data 09.09.1986


Carlos Alberto Fruet, o " Beto" de ZH, descendo do avião da VASP chegando pra cobrir o jogo do Grêmio na  terra dos  soropolitanos. Data 11/09/1986 

Coleguinhas

O fotógrafo Nabor Goulart vibrou quando fez a foto da integrante da Via Campesina no teatro S.Pedro na tarde do último dia 05. O celular de um colega seu, integrante do site onde Nabor trabalha, tocou em seguida. Era ele comunicando em detalhes a foto que tinha feito. Parabéns ao colega. E fica a pergunta. Só ele fez esta foto?

O Sul, de ontem, dia 6.03,  trazia a foto de Nabor Goulart na capa mostrando a mulher que dentro do Teatro S. Pedro, durante a cerimônia da entrega do troféu Ana Terra tirou pra fora um seio e deu de " mamar" a um esqueleto de plástico. Esta mulher, que nenhum jornal identificou, estava entre as integrantes da Via Campesina. O ato dela foi emprotesto contra o plantio de eucaliptos pela empresa Stora Enzo. Já na ZH do mesmo dia, a foto apareceu bem pequenininha, sem assinatura de seu fotógrafo. O que houve? Será que é a mesma foto do Nabor, mas o jornal optou por não identificar seu autor?

Antônio Goulart fez OPEN HOUSE, noite do dia 05/03, em sua cobertura da Lopo da Costa aproveitando que sua esposa está em Camboriu.Levou a troupe do chimarrão da ARI, que se reúne todas as quartas, no finzinho do expediente pra abrir os trabalhos, geralmente com uma cachaça, chimarrão, amendoim, pipoca quando alguém se dispõe a fazer.

Pois o Goulart montrou  que sabe receber como ninguém. Cervejinha da melhor - Patrícia uruguaia e Polar, bem geladinhas - um antepasto, meio pobre de proteínas, mas como tem muita gente gorda, ela justificou assim seu aperitivo.

Depois passamos ao prato de fundo, como dizem os gastrônomos, ou o Anonymus Gourmet não sabe nada? O prato de fundo era uma galinha bem preparada, bem temperada e bem mole que nesta altura da idade da maioria dos comensais, dente já é um problema. Um arroz bem solto, salada e muito papo inteligente. Afora um integrante que já contou trocentas vezes quando ele trabalhou na rádio Gaúcha e nos jornais de Cachoeira do Sul, a conversa rolou solta.

"Loro" desbocado!

A surpresa da noite, afora a comida e a cervejinha gelada, foi uma nova integrante da turma, por sinal a única representante do belo sexo no convescote. Ela contou uma piada, que diz ela ser verdadeira, e não piada. Invocou a memória do seu pai, dizendo que ele lhe havia dito o fato. Sucede,segundo esta jovem senhora, que na Rua Santana, ou nas imediações havia uma oficiana mecânica onde seu pai levava sempre o carro a consertar.

O inusitado de tudo é que havia um "loro" treinado para dizer palavrões. Não sei se o "loro" era do dono da oficiana mecânica ou de um vizinho. Só sei que segundo contou-nos a nossa nova amiga, o " loro" ficava a espreita e sempre que o cliente se retirava da oficina ele começava a gritar, atrás do muro: PUTÃO!!!! PUTÃO!!!!PUTÃO!!!! e outros palavrões. Só que ninguém dizia nada ao loro desbocado o que se subentede que ele fora colocado lá justamente pra mandar e ofender " as malas".

No final da noite, o anfitrião ainda serviu um vinho do porto que vou ti contar...Mas isto é pra pouca gente, porque como dizia o finado Ibraim Sued, sorry periferia. 

30% dos passageiros de POA não pagam passagem

 
Fotos: Kaiser Konrad

Esta revelação foi feita na Câmara Municipal de Porto Alegre na noite do dia 04./03 durante discurso pelo empresário Claudio Humberto Sauter, diretor da Trevo e vice-presidente da ATP(Associação dos Transportadores de Passageiros). Sauter mencionou o TRI,atual programa de colocação de cartão de identificação dos passageiros, como uma revolução no transporte público da capital do Estado.

Por unanimidade dos 33 vereadores, Claudio Humberto Sauter recebeu o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Ele, que tem 55 anos, nasceu no interior de Lajeado, na localidade de Forquetinha.Todas as bancadas se manifestaram cumprimentando o agraciado. O plenário lotou totalmente e depois os convidados foram recepcionados com um churrasco no Galpão Criollo da Estância  da Harmonia.

Claudio Humberto é filho do falecido empresário do transporte coletivo de Porto Alegre, Silvestre Sauter, um dos pioneros do transporte da capital. Silvestre faleceu na quinta-feria santa de 1996, no começo de abril daquele ano e foi enterrado em Lajeado, onde nasceu.

O vereador João Dib(PP) lembrou em seu pronunciamento que Silvestre Sauter começou com quatro microônibus junto com seu sócio Elmo Born(já falecido) em 1959. Eles compraram estes micros do empresário Arnoldo Schphorst Junior que os vendera porque a linha da Praça Antônio João não eram considerados muito rentáveis pelo antigo proprietário. A Empresa de Arnoldo, que foi político ligado a Ademar de Barros, era o Empresa Maracanã.

Hoje, segundo Claudio Humberto Sauter, a Transportes Coletivos Trevo Ltda tem cerca de 1.100 colaboradores e transporta cerca de 2.500 mil passageiros/mês. A Transportes Trevo ainda é sócia-majoritária da Transportes Restinga, a Tinga,empresa que  faz o trajeto mais longo do transporte coletivo da Capital.

Histórias do " Poco-Pila "

João Dib lembrou ao plenário da Câmara Municipal que o pai do homenageado, Silvestre, era conhecido por " poco-pila". A origem do apelido é que Silvestre servia de batalhão precursor quando os empresários iam solicitar aumento de passagem ao secretário municipal dos transportes. O secretário de então dava o valor que seria autorizado e Silvestre,invariavelmente, respondia: - POCO PILA! Daí a origem de seu apelido.

Conheci bem o transportador Silvestre, quando ele já morava num prédio na av. Pe. Cacique,  onde ao lado funcionara a antiga garagem da Trevo, na frente do Gigante da Beira-Rio.E na intervenção de 1989, pelo Partido dos Trabalhadores, a Trevo, sua empresa, foi uma das mais " perseguidas" além de sofrer intervenção. O PT colocou lá como interventor o ex-guerrilheiro Diógenes Oliveira, que depois veio a ser o secretário dos transportes do prefieto  Olívio Dutra.

Silvestre Sauter mudou-se para a Trevotur,  localizada perto da sede da Trevo, na Rua Cel. Massot. E apoiado pelos motoristas,  cobradores e fiscais da Trevo que ficaram do " seu lado" posou para uma foto que foi capa da ZH. No dia seguinte, ele viu então a dimensão do ato que fizera. Na própria ATP, este seu ato não foi muito louvado porque havia quem quisesse não radicalizar o conflito.

Permito-me transcrever uma carta que recebi em  agosto de 1996, pouco depois da morte doempresário Silvestre, que me foi mandada pelo professor  Theobaldo Willy Pilger, da Ulbra, que foi vizinho do Silvestre, quando pequenos. Esta carta é datada de 19/8/96.

Algumas Reminiscências
Por Theobaldo Willy Pilger

Silvestre Sauter no dia dos 33 anos da Trevo

Alguns fatos e dados que me recordo do falecido Silvestre Sauter. Somos naturais do município de Lajeado, da localidade de Forquetinha.O falecido Silvestre era um pouco mais velho do que. Eu sou do ano de 1928. A distância da casa dos meus pais e a da família Sauter era de cerca de 10 km.Nossa casa ficava mais perto do povoado de Canudos, hoje emancipado. O pai de Silvestre, Reinaldo, era comerciante. Era o de maior prestígio na região. Meu apai também tinha um pequeno comércio. Eram concorrentes, não inimigos. O Silvestre era filho-caçula. Tinha mais três irmãos e duas irmãs.

Como era costume então, todos tinham de trabalhar e ajudar no negócio do pai desde tenra infância. O mesmo acontecia na casa de meus pais. Lembro-me que o Silvestre ajudava na coleta doleite, em lombo de mulas, das casas dos agricultores, subindo e descendo morro, todos os dias. Do leite coletado se fazia queijo, manteiga,nata e caseína. Não me lembro se os Sauter, eles mesmos transformavam o leite nestes produtos ou os entregavam pra outrem. O Silvestre ajudava também no balcão, atendendo agricultores que lá vinham se abastecer, vendendo ovos, aves e qualquer tipode produto que dispusessem para ser negociado.

O Silvestre tinha um apelido, o qual creio que os mais antigos do lugar ainda se lembram, ou talvez o único nome que se recordem dele, chamavam-no de " BIB", deve provir de " BUB" - rapaz em dialeto alemão que aí ainda hoje se fala. Era um rapaz muito alegre, gostava de bailes e festas, lugares em que a gente mais se encontrava.

Até os anos 30, ou mais, a produção das colônias era transportada por carroças puxadas por bois ou muares. Havia também as tropas de muares transportando grãos em sacarias. Na década dos anos 30, os primeiros caminhões começaram a aparecer embora as estradas fossem péssimas para veículos automotores. O negociante Sauter foi um dos primeiros a possuir um caminhão para transportar mercadorias para o mercado de Lajeado, onde se concentrava firmas que adquiriam a produção, e a reexportava via fluvial a Porto Alegre. Anos mais tarde, disto me lembro bem, a casa Sauter exportava diretamente a Porto Alegre feijão, milho e outros produtos da região.

Na década de 40 a família Sauter começou o ramo de transporte de passageiros entre a localidade de Canudos e Lajeado preenchendo assim uma grande necessidade de locomoção. Os moradores não dispunham de outros meios a não ser cavalo,carroça e mais recentemente, uma ou outra carona, em caminhões de carga, quando necessitavam se deslocar para a sede do município, ou lugares adjacentes.

Os meios eram precários. Estradas  quase que intransitáveis, principalmente em dias de chuva: o veículo,chamado" ônibus" dos mais primitivos. Mas, com sorte, a gente chegava ao destino depois de 3 ou 4 horas de viagem em dias de chuva. A distância não chegava a 50 km.

O Silvestre,então um jovem rapaz, desde o início trabalhava, nonovoramo de negócio, o de transporte de passageiros. Não tenho mais lembranças mais nítidas pois eu comecei a me ausentar de casa a a partir dos anos 40 para estudar, mas em pouco tempo, dois ou três anos, uma nova linha os Sauter abriram,qual seja Lajeado-Marques de Souza-Progresso. Em um terceiro passo, o trecho Lajeado-Canudos foi extendido até a localidade de Boqueirão. Já,então, os ônibus utilizados eram mais confortáveis, as estradas melhores e o tempo gasto, bem menor. No início da década de 50, o Silvestre iniciou sua trajetória aqui em Porto Alegre, fazendo da Trevo uma respeitável empresa de transporte urbano. Saindo o Silvestre, a empresa em Lajeado foi vendida. Época emque minha família e eu também não residíamos mais lá. O falecimento da mãe do Silvestre, uma mulher extraordinária, a saída dos outros irmãos, fec comque a casa comercial Sauter fosse definhando até se extinguir.

A casa principal, uma bonita e sólida construção de alvenaria ainda existe, ocupada porum pequeno comércio. Creio que a família nãopossui mais nem bens no local onde tudo começou.

Um pequeno episódio acontecido comigo no início dos anos 40, então rapaz de 14,15 anos retrata bem aépoca. Em casa dos pais duranbte as férias escolares, meu pai mandou-me a Lajeado acertar umas contas com comerciantes de lá. Não era lá grandes fortunas, mesmo porque nós éramos bem pequenos e escola era paga comgrande sacrifício.

Fui de ônibus do Sauter,embarcando bem cedo. Chegando a Lajeado aí ao redor das 10 horas, fui atender meus compromissos recebendo e pagando contas. Sobrou dinheiro que para a época e para nós era uma quantia razoável. Às 4 hs o retorno. Chegando na casa comercial do Sauter, o ônibus nãoseguiu mais viagem, teria de ir até Canudos. Os passageiros eram poucos, eu e mais dois ou três. Iriamos no dia seguinte e pousaríamos na casa de Sauter. Qual não foi minha surpresa ao descer do ônibus o Silvestre me interpelou se eu não tinha perdido nada. Disse que não. Mostrou-me então um maçode notas (dinheiro) dizendo se acaso nãoe ra meu e era. Havia caído do bolso, sem eu notar. Algum passageiro o recolheu, entregando-o aomotorista-Silvestre e este devoilvendo-o para mim. Não sei o que teria feito se o dinheiro tivesse desaparecido.

Jantamos e dormimos na casa dos Sauter e no dia seguinte segui viagem para casa, cuidando melhor do dinheiro domeu pai. Será que hoje emdia alguém faria o mesmo. Talvez....mas....

Informações que certamente poderia o ilustre jornalista colher seria junto ao candidato a prefeito de Lajeado, Schumacher,que vem a ser sobrinho do falecido.  

Coleguinhas

O colega Adriano Mazzarino, de Encantado, pega firme no batente. Olhem sóo que ele faz: “- Faço coluna no J. Antena - mensal - Encantado e J. A Hora do Vale - semanal – em Lajeado... e o programa TV Zuera, na RBS TV Santa Cruz.”

Betto Botega e Antônio Carlos Contursi encontraram-se ontem, dia 04.03 e relembraram quando os dois trabalhavam na Rádio SUCESSO. Ela pertencia a Noé Cardoso, o próprio Contursi e a Bertholdo Lauer Filho. Betto acordava aos sábados às seis da matina pra ir fazer um programa de automobilismo às 7h30min ao vivo.

Antônio Goulart deixou sua " mansão" de Xangri-lá e voltou ao batente na Capital.

Gelson Farias " ameaça" com um livro de memórias!

Ontem, dia 05/03, L.C. Reche disse a Mendelski que osalário de Dunga, na Seleção Brasileira é 500 mil reais mensais. E que comrpou uma casa na Lagoinha,em Floripa, cujos vizinhos são Jô Soares e Faustão! 

Repórter da TV Globo começou fazendo matérias sobre desvalidos em Porto Alegre

A ficha cadastral do Sindicato dos Jornalistas-RS, onde Caco começou sua trajetória jornalistica.

O repórter especial e apresentador do programa "Profissão: Repórter", Caco Barcelos, nasceu em Porto Alegre e hoje, dia 5.03. completa 58 anos.Conheci o Caco quando fomos fazer em abril de 1972 um jornalzinho anárquico no centro acadêmico do Direito da PUC, chamado DLUCT, que teve duração efêmera: apenas 3 edições. Mas foi o começo da vida de jornalista do Caco que estudava Matemática na Engenharia daquela instituição.

Na Folhinha da Manhã, como era chamada, Caco se destacou pela empenho,aplicação e esforço, fazendo matérias às vezes de madrugada, sobre os que dormiam ao relento nas madrugadas gélidas gaúchas.

Também eram já famosos entre nós seus colegas e amigos de então, seus  " esquecimentos".O Caco só não perdia a cabeça porque estava pendurada. Uma noite, um sábado, saiu de sua casa, com a edição do " DLUCT" pra gente vender em frente ao cachorro-quente chamado de QUICÃO que tinha ali na frente do Hospital de Clínicas. Nós todos esperando o Caco com a edição do jornalzinho e quando ele chegou, daí que se lembrou : havia esquecido o pacote dos jornais nos últimos bancos do ônibus Santa Catarina que havia tomado pra descer na João Pessoa e ir até o Clínicas.Corremos de táxi até a Praça Sepúlveda e graças a Deus e pra nosso alívio, o ônibus ainda estava lá e o pacote dos jornais encima de um banco nos fundos do ônibus.

De uma outra feita, foi pior: sua mãe, Antoninha -que foi quem salvou um exemplar de cada DLUCT - o acordou de manhã e lhe perguntou onde estava o táxi do pai, seo Nércio que ele precisava ir trabalhar. Acreditem: o Caco havia saído da Folha da Manhã e esqueceu-se que estava motorizado. Foi embora de ônibus, mas como no começo dos anos 70, em Porto Alegre, a violência não era tão grande, o fusquinha dormiu na rua e ninguém o roubou. Se fosse hoje, nem cheiro do carro.

Eu vivia no Peru, em Lima, quando o Caco e uma turma deixaram a Folhinha da Manhã numa crise detonada por causa de uma matéria que ele havia feito. O diretor, um conhecido pula-fora nas horas de crise, demitiu-se de diretor da Folhinha e houve uma crise enorme, com muitas demissões.

Caco foi embora então para S.Paulo, onde durante muito tempo comeu o pão que o diabo amassou. Estes dias vi uma reportagem numa revista onde ele conta que nesta época - já casado com a primeira mulher - ele ia nos mercados públicos e pegava a cabeça dos peixes levava pra casa pra ferver pra comer. É que os açougueiros jogam fora esta parte do animal, que segundo o Caco tem muita proteina. E depois o Caco sempre foi meio faquir mesmo, vive com meia dúzia de grãos de arroz integral...

Uma faceta do Caco muito pouca divulgada, principalmente agora que ascendeu ao time de estrelas do jornalismo nacional é seu pão-durismo. Alguém o chamaria de contido nos gastos, mas o Caco não é desperdiçar nada. Aproveita até o berro do boi...

Quando voltei do Peru, em setembro de 1976, voltamos por S.Paulo e me hospedei na sua casa onde vivia já com o IAN, seu primeiro filho, então com alguns meses. Eram tempos difíceis...mas acho que felizes.O caco fazia então matérias como freelancer pra uma revista da editora Abril, chamada TV Abril, que só falava de artistes de novelas e de novelas. A publicação não pegou e os Civita a fecharam. Mas lembro que quando passei em S.Paulo nesta época ele havia acabado de descobrir o final de uma novela, quando elas eram escritas em papel, não em computador. O repórter teve acesso ao lixo do prédio onde vivia o autor da novela - não sei que novela, nem o nome do autor - pegou aquelas papéis recortados, juntou-ose com durex conseguiu montar as folhas e ver o desenrolar da novela.

Bingo. a revista deu em primeira mão o que iria acontecer com os personages. O autor da novela desta estar até hoje procurando como descobriraram seu segredo.

Só vou reivindicar pra mim um mérito. Ajudei-o a conseguir editora para seu primeiro livro - não um de teatro que estava fazendo - mas o primeiro de reportagem. É o livro A Revolução das Crianças,que fez na Nicaragua, quando da derrubada de Anastacio Somoza, em 1979. O livro saiu em 1982 e Caco terminou de escrevê-lo na casinha de praia que seu pai tinha em Pinhal.Depois perambulou atrás de editora até que falei com o Roque Jacobi, da Mercado Aberto e ele se interessou. Lembro de um detalhe; O Roque colocou no livro- Caco Barcellos - Jornalista da Revista Veja -. Caco não gostou disto.

O livro foi lançado em Porto Alegre em agosto de 1982 num lugar que os mais velhos devem se lembrar:Lugar Comum, ali na subidinha da Lucas de Oliveira, seu original lugar. Depois este restaurante fez fama na rua Sto Antônio até fechar as portas.

Quando lançou o Revolução das Crianças já estava na revista Veja. E em 1983 Caco entrou pra Globo.Lembro disto porque ele foi fazer a matéria da morte do Mané Garrincha e voltou impressionado com a pobreza do final da vida do grande ponta-direita que havia assombrado o mundo com seus dribles desconcertantes.

Quando escreveu o Rota, o livro que o lançou pra fama nacional,já estava em ascenção dentro da nova casa, de onde parece ter dificuldade de sair. Recentemente uma professora escreveu uma biografia do Caco, que deverá ser lançada ainda este ano,creio eu.Sei que o livro está pronto, porque tem gente que já o leu.

Depois do Rota, veio o Abusado, um livro sobre a formação do tráfego nos morros cariocas.Atrevi-me a escrever estas poucas e breves linhas sobre a trajetória de um profissional que é conhecido pelo seu talento, mas principalmente pela obstinação quando quer uma coisa.Mas pra ele também as coisas não cairam do céu...

Câmara do Livro toma posse no Memorial do RS numa noite de calor senegalesco!

A nova diretoria da CRL tomou posse no dia 27/02 no Memorial do RS, numa noite em que fazia um calor insuportável dentro do prédio.As fotos da posse da nova diretoria foram feitas pelo Luis Ventura que nos remeteu por pura gentileza sua.

Fazenda Cerrito, em Itaqui, já foi desmembrada!

A fazenda do Cerrito, que pertenceu ao filho de Getúlio Vargas, Manoel Vargas, já foi desmembrada pelos quatro filhos, que são os herdeiros. Getulinho e Iara venderam a sua parte, pra um fazendeiro lindeiro. Já a Betina e o Neco, os outros dois herdeiros, ainda são proprietários.

Neco, informa um amigo dele, irá abrir um açougue fino na rua Bento Gonçalves, em Itaqui, que também se chamará Cerrito.Não se sabe o valor pela qual os dois filhos de Maneco venderam sua parte.A fazenda do Cerrito tem cerca de 150 anos.

Coleguinhas

O colunista Davi Coimbra, de ZH e da TVCOM, está com a guaiaca forrada. Estes dias comprou 500 reais de livros do livreiro conhecido por " Jovem Hebreu". E pagou à vista porque o livreiro não quer saber de prestação.

A notícia do colega Wilnei, do site Brasil imprensa livre, de que o Gugu Streit, da Farroupilha, foi sondado pra ir pra Guaíba, realmente é de tremer. Os caras não estão aí pra brincadeira. Ninguém iria investir 200 milhões de reais simplesmente pra brincar. É briga de cachorro grande, como há muito não se via nos pagos. Quem viver, verá!


Segue a coluna “de Olhos e Ouvidos” presente no Fitness

 Dia 29/01: Juremir Machado da Silva completou 46 anos.

 Dia 29/01: Carlos Bastos não assina mais coluna política no JC.

 O operador “Branca” da R. Guaíba, trabalha como DJ no Bar Opinião.

 Flávio Varrone, metereologista da Somar, “cortou” as seguidas perguntas que Fernando Albrecht no Jornal Gente da Band AM vivia lhe fazendo. Agora, depois de dar o tempo, ele “corta” o papo.

 Esta foi contada por um dos integrantes que vai à “bancada do Parcão” nos fins de semana: Ibrahim Sued, o colunista social do Globo estava numa das festas dos Grendene em Punta del Este e de porre, já 3 hrs da madrugada, derramou uma champagne inteira por dentro das próprias calças, depois de tomar uns goles.

 “Atrasado como bola de porco”: frase de Leonardo, cantor, na R. Guaíba, dia 24/02.

 Cristiano Nunes, gerente do Sind. dos Jornalistas, mudou seu gabinete - agora ele fica “meio escondido” que é pra não ser logo visto por quem entra no sindicato e vai logo pedindo alguma coisa.

 Dia 26/02: No jornal Gente da Band AM Osiris Marins, Affonso Ritter e Fernando Albrecht reclamaram a ausência da governadora num evento da Piá, no dia anterior.

 Dia 07/02: no Programa “BOM DIA” da R. Guaíba, apresentado por J. Garcia, Luis C. Reche chutou o pau da barraca: “não são alienígenas que desembarcaram aqui que vão fazer minha história”. Toing...

 Dia 11/02: “Balanço Geral” na TV Record, canal 2, tem novo apresentador, importado de S. Paulo. Matéria com tio do Ronaldinho já marcou nova fase.

 No blog da Luciamen Winck (canetinhas e microfones), ela está chamando o repórter Guilherme Gomes da Band AM de Guilherme “Colírio” Gomes. Tudo porque a Governadora Yeda um dia disse que o repórter era um colírio pros olhos.

 Bruno Bertuzzi, na rádio Guaíba, tossiu antes de entrar no ar na R. Guaíba quando Mário Mazzeron apresentava um programa.

 Osiris Marins e Fernando Albrecht foram sondados pra ir pra Caldas Júnior, agora na mão do Grupo Record. Não quiseram.

 Morta no carnaval 2001, Suê Duarte continuava “viva” no Sindicato dos Jornalistas. Não haviam dado baixa da folha e ela continuava devendo todas as mensalidades.

 Dia 01/02: Coluna RSVIP de ZH publicou foto da garota Alessandra Feijó, que nem se viu no jornal: ela morreu em acidente de carro às 2h30min em Porto Alegre. Este deve ser um fato raro por isto merece registro.

 Dia 05/02: Luciana Villas-Boas disse no Jornal Primeira Hora da Band AM: “O grande destaque da noite foi Ivete Sangalo que desfilou à TARDE”. Toing!

 Dia 26/02: Renato Rossi desde Paris deixa programa gravado, mas anuncia:”Aqui da França ao vivo”!

 A diretora Neusa, estudante de Direito, é uma espécie de consultora informal sobre processos no sindicato dos Jornalistas. Te cuida Chagas!

 Já o diretor do Sindicato dos Jornalistas, Léo, é o que mais entende de cinema no pedaço.

 O presidente do Sindicato dos Jornalistas-RS, José Nunes, quer levar Congresso dos Jornalistas este ano para o interior!

 Sandra Porciuncula está na TV Record e na FM Cultura.

 Operação Guttenberg: o ‘cagaço’ foi tão grande que chegaram a telefonar de um jornal pro Ministério Público Federal pra saber se havia alguma coisa lá; Não havia nada, sendo investigado pelos promotores apurou o assessor de imprensa.

 O termo “ecochatus” - referindo-se aos ecologistas - está se dissiminando na mídia. Jaime Cimenti no JC a usou dia 22/02; João Garcia também e até uma novela da Globo dias atrás a usou.

 Dia 14/02: Renato Rossi na Guaíba AM dirigiu-se ao colega Mendelski chamando-o de “Rogerão”.

 Dia 15/02: Antônio Britto entrevistado no Jornal Gente da Band AM contou que processou Renato Ribeiro, do CP, mas que depois encerrou o processo a pedido de amigos. Seu nome ficou vetado durante anos no Correinho. Motivo do veto: a venda da CRT para a RBS.

 Leitor do CP e anunciante dele Jorge Silva chama a atenção prum detalhe-CP tem tido títulos mais “soltos”. Dois exemplos:

Dia 17/02: pág. 16. “Uruguaios CURTEM praias gaúchas.

Dia 16/02: caderno “Arte e Agenda:” Ih, lá vem aquela chata da Britney armando encrenca outra vez...”

Dia 05/03: Caco Barcelos TV Globo, completa 58 anos.

 

Clique aqui e veja a atual edição do FITNESS

 

Cafézinho com internet

Novidade no Rua da Praia Shopping. Já está disponível em toda a Praça de Alimentação do shopping, o acesso à rede sem fio (wireless). A partir de agora, é possivel receber, enviar emails e acessar a internet durante a hora do almoço, jantar, lanche ou cafezinho. Ideal para quem anda com o notebook a tiracolo e não abre mão das últimas noticias publicadas neste site nem durante as refeições.
Fonte: Beto Bottega - Assessoria de Imprensa - Rua da Praia Shopping

Colecionadores de fotos de ônibus antigos unem-se para exposição!

Ônibus parados na rodoviária de Lagoa Vermelha, destinados a Erechim.
Os ônibus antigos tinham o costume de colocar na placa o destino final da viagem.

Você já imaginou conhecer um ônibus de uma empresa chamada Atlântica que funcionava fazendo o transporte entre Rio Grande e Sta Vitória do Palmar? Pois agora pode conhecer, se quiser. Estão em exposição no Café Chaves, em Porto Alegre, 48 fotos de õnibus antigos, principalmente das décadas de 40 e 50 que mostram também a origem das empresas de transporte de passageiros do RS.

Tem todo tipo de carrocerias. Eliziário, OTT,Grassi, Cattelli-Henemann,(de N.Hamburgo) Caxiense( que veio antes da Nicola) General Motors, Renault(francesa) oficinas particulares(sim também faziam carrocerias) Brasinca,entre outras. É uma viagem no tempo pra quem gosta disto. Daria pra chamar de Onibus no tempo do Epa, ou então Onibus no tempo do Ariri Pistola... ou de quando as estradas eram mais trilhas do que estradas.

Os três colecionadores de fotos antigas de ônibus são:

Ao todo são 48 fotos que estão expostas no Café Chaves, localizado na galeria Chaves, em Porto Alegre na rua dos Andradas,1444,loja 16. o periodo pra conhecer esta coleção de onibus antigos vai até 3l de março e horário entre 8 hs e 19 horas inclusive ao meio-dia.

As fotos incluem principalmente ônis do interior do Estado, mas existem várias da capital do estado. Salomão Jacob e Wladimir Monteiro fazem expedições ao interior,quando sabem que alguem tem uma foto de ônibus anrtiga ou então um ônibus anrtigo. Viajam sempre na kombi do Salomão que reside em Guaíba mas que está sempre a postos para recolher relíquias sobre ônibus anrtigos.

Os três colecionadores de fotos de ônibus antigos avisam a entidades privadas ou pppúblicas que estão dispostos a fazer exposições no inteior, desde que estas entidades ou empresas paguem as custas de deslocamentos e hospedagem.

Coleguinhas

O " bispo" é democrático. No domingo, dia 02/03/08,na entrada do Correio do Povo e da rádio Guaíba, o porteiro ouvia o Faustão a todo volume. E não era importunado por ninguém!

A primeira coluna do L.C. Reche no Correinho no domingo passado, está boa. destaque pro tópico " Por onde anda..." e "Histórias de Vida".

No Correinho de domingo último, sete colunistas. E apenas o Reche tinha publicidade. Os demais é tudo patrocínio da casa. Chama a atenção ainda que o Panorama Político continua como interino. Nem Osiris Marins, nem Simone Iglesias toparam substituir Armando Burd. 

Cláudio Sauter receberá título de Cidadão de Porto Alegre

O presidente da Transportes Coletivos Trevo, Cláudio Sauter, receberá, nesta terça-feira (4/3), às 19 horas, o título honorífico de Cidadão de Porto Alegre. Proposta pelo vereador José Ismael Heinen (Dem), a sessão será realizada no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre (Avenida Loureiro da Silva, 255).
Fonte: Claudete Barcellos - Câmara Municipal de P. Alegre - Assessoria de Imprensa
http://www.camarapoa.rs.gov.br/

Que falta faz o ' Portelinha' ...


No palco, governador Peracchi Barcelos, ao seu lado, eng. José Portella Nunes (sem óculos) 1º presidente do Sicepor, aplaude a inauguração da BR-101. Eliseu Resende (de óculos) e Mário Andreazza. Em Torres, em 5.4.1968.
Foto: Rony Blas. Acervo: Sultepa.

No último dia  26/02 completou-se três anos do falecimento do empreiteiro José Portela Nunes, o ' Portelinha'- fundador e presidente da Sultepa -  como era chamado pelos seus pares.

Como todo empreiteiro, Portela - nascido em 21.12.1924 no Rio de Janeiro - era um sujeito bastante discreto.A profissão o exige. Mas também sabia se ' mexer'  muito bem principalmente junto às autoridades. Vejamos um episódio que  o colega Milton Wells conta no  livro a Vida e Obra de José Portela Nunes. O General Dirceu Nogueira fora nomeado Ministro dos Transportes à época do presidente Ernesto Geisel. E faria dias depois sua primeira visita ao Rio Grande do Sul onde viria tomar pé da situação das obras públicas federais. No saguão do Aeroporto Internacional Salgado Filho formou-se um grupo de empreiteiros que ficaram preocupados como Portelinha ainda não tinha aparecido pra receber o novo Ministro.

Quando se abriu a porta do jatinho da Força Aérea Brasileira(FAB) eles puderam entender melhor o que havia acontecido: Portelinha desceu de braço com o novo ministro. Ele fora a Brasília para vir de lá com o ministro ao Rio Grande.E ali já fizera um novo "amigo".

Era tão íntimo de Mário Andreazza, ex-ministro dos Transportes, que muita gente dizia que o ex- coronel (nascido em Caxias do Sul) era sócio da Sultepa.Mas o que sei é que Portela contribui com o pagamento do tratamento da doença do falecido ministro,quando este precisou.

Portella Nunes foi um dos que fundaram a Sultepa, em 14 de março de 1956.Conforme relato em meu livro " Estradas do Rio Grande" os outros fundadores foram Athos Pinto Cordeiro.Dagoberto Lobo da Silveira(concunhado de Portelinha)Sérgio Otávio Lins,Haroldo Alves Lins e Bolívar Soares da Rocha.

Portella Nunes construiu com a Sultepa importantes obras no RS. O trem metropolitano de Porto Alegre, parte da BR-386 ( Rodovia da Produção), a BR-101, Osório-Torres. Quando esta última rodovia foi inaugurada em 05.04.1968 pelo presidente Arthur da Costa e Silva - poucos meses depois ele editaria o famigerado Ato Institucional -5 - o entãoadvogado do DNER, Fernando Degrazia estava presente. E ouviu da boca do próprio Costa e Silva a seguinte frase:

- Precisamos de moços como o engenheiro Portella que financia obras para o Governo!`É que a BR-101 foram feita com escassos recursos do DNER, porque os pagamentos somente vieram depois.

Casado com a mineira Maria Leonor, a " Nono" - que veio a falecer dois anos depois do marido, em 25/02/2007 - José Portella Nunes era do tipo de grandes gestos. Uma vez estávamos no interior do Estado, num sábado, acompanhando o ministro dos Transportes, Cloraldino Soares Severo que vistoriava obras. Era quase meio-dia. Portella deslocou-se para o aeroporto de Carazinho e disse que ainda queria tomar um " uísque" à beira da piscina antes de almoçar com a mulher.

Também podia pegar o avião no vôo 100 da Varig e ir ao Rio de Janeiro para de noite ver o Grêmio jogar no estádio do Maracanã. No enterro, seu caixão foi coberto pela bandeira do tricolor.

Quando foi inaugurada a ponte da Amizade,entre Brasil e Argentina em Foz do Iguaçu, me convidou para ir à solenidade, embora ele não tivesse nada a ver com a obra. Tive sorte. Fui um dos repórteres sorteados pra fazer perguntas ao presidente José Sarney, durante a coletiva realizada num hotel no sábado pela manhã.

Luiz Carlos Vaz, colega que o conheceu, diz que a última vez que o viu na vida foi numa situação sui generis. Num sábado perto do meio-dia, Vaz e o filho, caminhavam pela atual avenida Beira-Rio, que estava sendo construída pela então prefeito Alceu Collares, porque Vaz queria mostrar ao filho como é feita uma rodovia deste o começo. Encontrou Portelinha com a esposa, Maria Leonor, só os dois, junto à obra da ponte sobre o arroio Dilúvio. Depois nunca mais o viu.

Ele gostava de se meter no meu trabalho, sempre no sentido de dar sugestões, palpites.Lá pelos anos 90, logo no começo da Era Collor, o então presidente mandou fazer uma Operação Tapa-Buracos nas rodovias federais. Fui na Free-way, onde a Pedrasul ( que era do Grupo Sultepa) fazia reparos. Dei um pau em como estava lento o trabalho. A reportagem saiu no sábado pela manhã. Dito e feito: pensei o Portella vai me ligar amanhã. Quando era sete horas, ainda não havia levantado e tocou o telefone do lado da cabeceira da cama. Ele nem disse bom-dia: saiu logo me xingando:

- Pô, então você não sabias que a Pedrasul é minha, você( ele sempre disse você, como todo carioca) me sacaneou. E eu querendo desconversá-lo porque queria dormir. Que nada. Ficou mais de hora no telefone esgrimindo suas idéias. Ele lia o jornal cedo e tomava suas providências.

Quando a Sultepa fez uma separação de associados - com a saída do Dr. Lobo - fiquei sabendo e ele soube que eu sabia. Me chamou ao seu gabinete e pediu-me para não noticiar ainda senão afetaria a empresa que tinha ações na bolsa.

Lembro bem a última vez que falei com ele: ele me ligou pra me cumprimentar pelo livro Estradas do Rio Grande, onde está toda sua história e me disse com voz baixa: eu tenho dois exemplares, um aqui e outro em casa. Quando estou na empresa e quero ler leio o daqui,quando estou em casa, leio o que está em casa.

Como era uma sexta-feira, perto do meio-dia, lhe perguntei o que fazia no trabalho àquela hora.E lhe disse que era hora de se aposentar.Com sua habitual sem cerimônia que tinha com as pessoas com as quais tinha adquirido intimidade, me disse ao telefone:- Vai tomar no seu c...

Entendi. Ele não queria ouvir a palavra aposentadoria. E eu não sabia que estava doente. Fiquei sabendo pelo seu ex-sócio Dagoberto Lobo que estivera no aniversário dele em 21.12 de 2004. Em 26/02 de 2005, Portelinha faleceu em casa, num sábado à tarde. No velório do domingo de manhã, os que mais choravam eram seus novos amigos dos últimos anos: os alunos carentes da Fundação Projeto Pescar, a quem tinha dedicado quase que toda sua energia nos últimos tempos preocupado que estava com tirar das ruas crianças numa situação de perigos social.E quando seu caixão baixou à sepultura no São Miguel e Almas foi difícil conter as lágrimas quando alguém puxou um violão e começou a cantar o " Canto Alegretense" música que ele adorava. Foi um carioca que se apaixonou pelo Rio Grande e por aqui construiu todo seu legado traduzido em obras rodoviárias e em amizades.

Agápio da rodoviária fecha as portas!

No dia 29/02, depois de 28 anos de funcionamento, o Agápio Lanches, localizado em frente à rodoviária de Porto Alegre fechou as portas. O Bispo RR.Soares comprou o terreno que era alugado. Será mais um templo ou uma garagem, não se sabe ainda.

O novo local do Agápio é na av. José de Alencar, mas deve abrir outro no Bom Fim.

Não sei o que quer dizer Agápio, mas era do tipo de empresa que emprega gente. Já havia um mini exército de garçãos e entregadores que viviam de trabalhar nele.

O Agápio foi uma sociedade de um ex-garção do Barranco, o César Tasca e um outro sócio, o Aníbal. Abria de manhã e fechava altas da madrugada.

O mais engraçado no Agápio é que ele empregava um fiel da Igreja que comprou o terreno. Este fiel era  garção lá e comentava com os colegas: "aqui nós vamos erguer um baita templo". Os outros queriam lhe bater o brim por isto, principalmente o Jacques, um ateu convicto.

O fato é que as igrejas evangélicas - e temos respeito por todas elas - estão comprando todos os terrenos em volta da rodoviária de Porto Alegre. Sobram praticamente só o Hotel Conceição II, os Hotéis Ritter, o Continental e um estacionamento.

Em volta da rodoviária de Porto Alegre já pode ser chamado de " polígono da fé". O que tem de Igrejas evangélicas não é mole. E com todo o respeito por elas...

Museu Hipólito da Costa, um caso difícil de entender!

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o Museu de Comunicação Social José Hipólito da Costa, subordinado à Secretaria de Cultura do Estado, esteve fechado para consultas no seu setor de jornais nos sábados de manhã. Dia 1/03 reabriu, mas eu cheguei pontualmente 11h30min. Precisava de apenas 10 minutos pra tirar uma dúvida numa coleção de jornais, o do Pato Macho. Quando cheguei na portaria, o funcionário que atende o público  na sala dos jornais já estava ali( com um radinho ligado direto nos ouvidos, não sei se isto é permitido durante o  expediente ). Ele e o guarda formaram uma muralha. Fiquei pra minha decepção - mais uma  com serviço público, depois não querem que a gente seja a favor da privatização - sem poder consultar o que precisava. E então fui informado que pra entrar na sala de pesquisa, é preciso chegar meia hora antes. Senão não entra. Só que isto não está anunciado na entrada do prédio e em local nenhum. Quando questionei ao guarda sobre isto, ele me disse: “são Ordens Internas"!

Consolo

O consolo do sábado foi ter ouvido que o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, anunciou a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal!

Coleguinhas

Agora vem a explicação da data do nascimento de Jango, ex-presidente. Ele teria duas certidões, diz um livro editado pela própria assembléia legislativa anos atrás.

Que engraçado o critério de mandar material para os veículos que o Palácio Piratini utiliza.Às vezes eles mandam, às vezes não. Foi o caso da foto da governadora batendo uma bolinha que saiu nos jornais de 29/02. Eu não recebi. E eles tem lá o meu email.Fica o registro!E aguardo que este critério seja mais democrático. Informações exclusivas eu sei que eles passam pros chamados " grandes"( isto é parte do jogo) mas pelo menos as fotos poderiam ser para todos.

A TVE não renovou o contrato de Ivete Brandalise. E ela está chateada com isto...

Valter Galvani manda dizer que lê o site não por " nobreza" mas porque busca informação. Então tá, Galvani, me esforçarei pra melhorar. E acho que deves escrever um livro chamado A Caldas sob o império dos Ribeiro. Te passo umas historinhas que me contaram.

A Assembléia Legislativa no seu site errou, no dia 29/02 a data de nascimento do ex-presidente  Jango. O ex-presidente completou dia 1 de março 90 anos. Meu livro Getúlio Vargas, Depoimentos de um Filho reproduz, por gentileza do vereador de S.Borja Celso Lopes, a certidão de nascimento de Jango.

O Jornal O SUL tem apenas dois fotógrafos. O site freelancer tem três.

Renato Martins ,através da Coletiva .Net diz que Felipe Vieira e Osiris Marins fazem parte do projeto da Band deste ano. Sim, mas isto desmente o fato de que eles estariam indo pra Record? Tô sentindo mais cheiro de chantagem do Renato pra cima dos dois profissionais do que informação.

Na sexta-feira, dia 29/02, eram fortes os rumores de FELIPE VIEIRA estaria com um pé na RECORD!



 
 

 

 

 
 



Espaço dos leitores do Blog

Prezado amigo Olides, parabéns pelo Site . Fiquei "freguês". Grande abraço, José Lauro de Quadros

Parabéns.David Iasnogrodski

Oi olides está muito bom “olhos e ouvidos” estou lendo todos os dias, meus parabéns. Gostaria de saber se vai aproveitar  outras fotos  oportunamente. Abraços  Nelson Moura

Iniciei minha semana com duas matérias que me fazem recordar bons momentos da vida e bons amigos: Fernando Bruno Degrazia e Theobaldo Willy Pilger. Boa semana para ti. Erico Michels

Vi e curti. Me atrevo a comentar que a nota poderia citar um deslocamento do Waldir para o projeto da FIERGS que vai tb fomentar a cultura. É o tipo de ação que deve ser divulgada, ainda mais que é focada no LIVRO. E sobre o Agápio... lamentável. Mas, morador do Menino Deus e ja cliente do Agápio daqui, posso dizer que estou cliente deles. Por um motivo: lanches muitos fazem por aí. Eles primam pelo atendimento de com nível. è isso mesmo. Estamos vivendo uns tempos estranhos. EM muitos dos lugares que vou parece que ser bem atendido é uma privilégio. Sorriso no rosto esta virando artigo de luxo. Ao ponto de que quando sou bem atendido nem quero saber se a comida é boa (rsssss), ja fico satisfeito....Continuem contando comigo. Vou procurar filtrar os eventos em que circulo e se sentir que é o perfil da coluna, enviarei sim.... Luis Ventura  

Olides, deixei o Informativo em novembro. Aumentos de salários prometidos não vieram. Dei os trinta e não acreditaram. Nos dez dias finais voltei a comentar a saída e fui me despendindo na coluna. Oswaldo Carlos, o dono, não gostou da despedida antecipada. Ele pensou que eu ia recuar, pois era o unico diário da região. Sai em paz com o povo. Porém, na última edição de dezembro quando comecei no concorrente semanal ( e eles sempre viam a ZH/RBS como concorrente...) teve inicio um grande 'tiroteio'. Parece que agora estão mais calmos, estão falando menos de mim. Em síntese é isto. Nada que tua trajetória tu não tenhas 'visto e ouvido'. O filme é smepre o mesmo. Mazzarino

Continuo lendo teu site, sempre em busca de informações ou até para matar a saudade de alguns colegas que a gente não vê mais com tanta freqüência. Estou envolvido em dois trabalhos que implicam em pesquisa, mas nunca relego a Caldas Jr. até porque foi meu berço e posto de combate durante tanto tempo. Receberei com o maior prazer as historinhas que prometestes, e espero que a tua coleção de fotos de velhos ônibus se enriqueça.Quando eu era menino, em Canoas, os antigos ônibus que faziam a ligação com Porto Alegre provavelmente de hora em hora e mais adiante, de meia em meia hora, eram chamados de "Guarda-louças" porque tinham os vidros artisticamente decorados como os velhos guarda-louças de outros tempos. Uma delícia. Talvez exista alguma foto nos antigos arquivos do João Palma da Silva, já falecido, que foi corrrespondente do Correio do Povo em Canoas, durante uns trinta anos ou mais. O Antonio Jesus Pfeil, que sempre se apresenta como "Jesus, O Verdadeiro", cineasta e pesquisador, pode ter herdado o acervo do velho tradicionalista e jornalista. P.S.: a propósito de Canoas, o meu "colégio", o La Salle, faz 100 anos hoje, 4 de março.Tem até missa e reencontro de antigos alunos. Um abração, Walter Galvani.

Recebi no sábado (finalmente) a nossa foto da Feira do Livro. O gringo Sérgião, como nós sabemos, não tem pressa. Te leio sempre e como diz o Galvani: "Por necessidade". No final de março, mais uma edição d'O Guaxo. Não precisa pedir que mandarei o teu exemplar. Abraço, Adriano Mazzarino

Amigo Olides: Não, não foi por "nobreza" que fiz a observação. Leio tudo, sou um leitor voraz, leio um livro por semana, duas revistas, 14 jornais e Internet. Você está sempre no meu cardápio.Ainda não tenho o conveniente distanciamento para falar sobre o período Caldas Junior/Renato Ribeiro. Estou pronto para vários combates, um deles já começado. Este ano retomo a pleno. Foi um grande prazer encontrar alguém como você, que não esmorece nunca. Um abraço grande. Walter Galvani


 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1.952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância e adolescência. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pelo FABICO em 1.982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Conseguiu quatro premios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
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