Noticias e comentários sobre política, Gafes, episódios e causos dos que fazem a notícia Estradas, ônibus, restaurantes e histórias familiares, são parte da literatura do autor
 

Arquivo: Junho de 2008

  

 
 

Palanque! Fogaça vê o PT como principal obstáculo para sua reeleição!


Da esq para dir. ver. Nereu D'Ávila (PDT) presid. do diretório metropolitano do partido,atrás dele, Valter Nagelstein,pref. José Fogaça,candidato à reeleição pela coligação, José Fortunanatti(PDT) candidato a vice na coligação, deputado estadual e titular da Sec do Desenvolvimento Industrial(Sedai( Luiz Fernando Zachia(PMDB), vice-prefeito de Porto Alegre, Eliseu Santos,  e senador Sérgio Zambiasi(PTB) Foto de Alfonso Abraham

O político fala nas entrelinhas. Ontem,domingo, 29/06/08 - dia de comer nhoque da sorte - o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça(PMDB) deixou claro pra quem quis ouvir que o adversário que mais teme é a deputada federal Maria do Rosário(PT). É que ele passou boa parte do seu discurso na convenção do PMDB que homologou sua candidatura à reeleição à prefeitura de Porto Alegre dando pequenas estocadas no PT( partido que o antecedeu e que ficou 16 nos no poder em Porto Alegre)sem no entanto nunca citar o PT.Fogaça disse que prometera na eleição que o elevou à prefeitura de Porto Alegre não acabar com o Orçamento Participativo e que cumprira com o que disse. Ele  enalteceu a costura política que conseguiu botar junto pela primeira vez, no Estado, desde 1964, PDT/PMDB e PTB e para isto enfatizou dois nomes que foram muito importantes: Clóvis Magalhães, seu secretário na prefeitura de Porto Alegre e o deputado estadual  Luis Fernando Záchia. " Política é respeito e saliva ensinava o dr. Ulisses" disse Fogaça, referindo-se outra vez ao líder das Diretas-Já.Dois senadores da República - Pedro Simon(PMDB) que discursou e Sérgio Zambiasi(PTB) que chegou quase no final do discurso de Fogaça - compareceram.O PTB está na aliança que tentará levar Fogaça de volta ao Paço Municipal,embora não apareça na cabeça da majoritária, nem como prefeito, nem como vice. O que mostra prestígio.

José Fogaça praticamente não se referiu aos demais candidatos que concorrem ao Paço Municipal em Porto Alegre.Mas fez sim referências ao PT,sem citá-lo como quando disse que os camelôs agora ganharão seu espaço e deixarão de serem vítimas de violência para passarem a mciroempresários. Lembram como o titular da SMIC no último governo do PT tratava os ambulantes?

Fogaça fez um discurso longo - antes dele tinham falado o ex-governador Germano Rigotto e o senador Pedro Simon - e iniciou referindo-se ao deputado federal Ulisses Guimarães(falecido em novembro de 1992, numa tragédia aérea em Angra dos Reis junto do ex-ministro Severo Gomes e suas respectivas esposas) dos tempos que Ulisses lançou em Porto Alegre a campanha das diretas-Já."Eu, por exemplo,disse o prefeito,  votei  a primeira vez para presidente quando tinha 42 anos" disse, enfatizando a importância na vida política nacional do " senhor Diretas", o ex-deputado Ulisses Guimarães.

No discurso do lançamento José Fogaça lembrou de todo mundo que costurou a aliança PMDB/PDT, até do ex-presidente regional do partido trabalhista, Matheus Schmidt, que não estava presente.Fogaça lembrou toda a trajetória política do senador Pedro Simon e quem domingo teve um pouca de paciência pode ouvir no discurso do candidato o resumo biográfico de muitos políticos que estão em evidência  há muitos no RS.

Fortunatti não falou,nem ninguém do PDT. Fogaça ainda salientou que o senador Pedro Simon tinha outro compromisso em Caxias do Sul onde compareceria para prestigiar o lançamento da candidatura à reeleição do atual prefeito José Ivo Sartori.

Onix


Candidato do DEM, Onyx Lorenzoni, participa da convenção do PSC e promete uma secretaria. Foto de Carlos Alberto Silva

Coleguinhas

1)O fotógrafo João Carlos Rangel, o " Joca" largou o Correiinho e agora está no site Free Lancer.

2) O colunista Wanderlei Soares, de O SUL, não tem pintado no barzinho da ARI.Era assíduo.

3)" Foquinhas" estão na política. Dia 29/06 na Câmara Municipal uma coleguinha, bem novinha, me perguntou quem era o IBSEN PINHEIRO. Indiquei  a ela quem era o deputado federal do PMDB que um dia, ao tempo do presidente Collor de Mello, assumiu por um tempo, a presidência da República

Nota

Na entrada da Câmara Municipal de Porto Alegre, dia 29/06, estava sendo distribuída a seguinte nota de repúdio que reproduzo:
Nota de Repúdio “Dos pré-candidatos a vereador do PDT-Santa Maria
A população da nossa cidade tem que saber e nós estamos alertando que o Partido Democrático Trabalhista de Santa Maria está sendo alvo de um verdadeiro bombardeio reacion´pario, desde que o jovem advogado Juliano Piccoloto foi indicado para a composição da chapa majoritária da Frente Popular Trabalhista, com o aval dos onze partidos que compõem o bloco, demonstrando o anseio pela renovação na política santamariense, contrariando grupos que sempre usaram o partido para satisfazer anseios pessoais e que tremem de medo quando enxergam no horizonte uma nova liderança que não bebe água na orelha de quem quer que seja.
 Por isso, nós, pré-candidatos a vereador pelo PDT de Santa Maria, vimos através manifestar nossa indignação frente aos atos de um grupo de integrantes do nosso diretório,liderados por Marcelo Bisogno, Eduardo Barin Facin(Duda) e Miguel Passini( que, na visível intenção de prejudicar o partido, têm vinculado na imprensa notícias injuriosas a respeito da nossa direção, além de terem entrado com ações judiciais para impedir que ocorresse a convenção, sabedores que os prazos legais não permitiriam uma nova convenção, acabando com o PDT desta cidade. E agora, como se não bastasse, ameaçam entrar com outra ação, para anular a convenção, no clarissimo intuito de não nos deixar concorrer, eis que  a mesma se deu de forma democrática e legal, inclusive com a presença do nosso vice-presidente estadual, deputado Adroaldo Loureiro.

Por isso e para que o partido não fique de fora da eleição municipal de 2008,como querem estes integrantes, amparados por forças de outro partido, inclusive de um vereador que já interferiu em nossa eleição interna, informamos a todos os filiados que vamos defender a soberania do PDT até o fim., honrando o fio de bigode e permanecendo com a FPT nas eleições.
A inveja de poucos não vencerá o ideal de muitos.
Santa Maria, 24 de junho de 2008
Pré-candidatos a vereador do PDT de Santa Maria (seguem 10 assinaturas).

Olímpico Monumental com os dias contados!




O estádio Olímpico, do Grêmio FootBall Portoalegrense em dois momentos: na primeira foto, ainda sem as arquibancadas em 09.09.1962 numa  preliminar de um Grenal jogam Estrela F.C. contra o C.E. Lajeadense. Detalhe, aos fundos aparece o estádio lotado, mas ainda nem existia a arquibancada. Na segunda foto aparece o
Olímpico Monumental, inaugurado em 21/06/1980.

O Grenal 370, do dia 29/06, foi mais ou menos o começo de uma lenta despedida da torcida gremista e colorada ( que adora chamar o Olímpico de " chiqueiro") do seu mítico estádio localizado na   av. Carlos Barbosa, no bairro Azenha, em Porto Alegre.No dia 20/06/2007, quando o Grêmio Portoalegrense perdeu de 2 X 0 do Boca Junior e ficou como vice-campeão da Taça Libertadores da América,havia dirigentes que defendem com unhas e dentes a necessidade da construção do Arena Grêmio que se o Grêmio  virasse aquela situação ( tinha perdido de 3 x 0 na Bombonera, em Buenos Aires no jogo de ida) o Olímpico Monumental adquiriria tal mística no meio do torcedor que ficaria difícil falar em demoli-lo. Mas  o estádio será implodido já avisou o presidente do Grêmio, Paulo Odone de Araujo Ribeiro durante uma entrevista coletiva realizada este mês na Federasul. Aliás, o presidente gremista já tem mais ou menos o valor que a área do Olímpico está avaliada: em torno de 50 milhões de reais.Odone disse ainda que o Olímpico, com sua atual ocupação - apenas 36 jogos por ano, uma média geral de 3 por mês - é um estádio deficitário já que sua manutenção custa  entre 3 a 4 milhões de reais por mês.

O Arena Grêmio - cujo nome ainda não foi escolhido segundo Odone porque até o nome será "vendido"ou " alugado", como queiram, mas o fato é que renderá aos cofres do clube  - será construído pelo consórcio TBZ( que fez o estádio do Ajax, em Amsterdã) a OAS e  a Plarc Arquitetura.O local será no bairro Humaitá, a 400 metros da estação Anchieta do Trensurb e também numa localização que o viaduto Leonel Brizola facilitará o acesso ao novo local do Grêmio.

O Estádio Olímpico - que será demolido - foi construído durante muito tempo e inaugurado em 19 de setembro de 1954, uma data histórica na vida do clube. Neste dia o time ganhou do Nacional de Montevideo, por dois gols a zero, com os gols anotados pelo centroavante Vitor, que desta forma entrou para a história do Olímpico por ter marcado ali o primeiro gol.

Em 1969, mais precisamente no domingo frio do outono de  dia 6 de abril, num jogo contra o Benfica, de Portugual, o tradicional rival do Grêmio, o Inter, inaugurou o Gigante da Beira-Rio.Começava ali a ascenção do tradicional rival do time da Azenha com conquistas que incomodaram ao tricolor.  O Grêmio começaria somente em 1977,quando foi campeão gaúcho trazendo o treinador Telê Santana. Iniciou-se no final dos anos 70, a chamada " Era Dourado" dentro do Grêmio,embora alguns dirigentes não gostem muito que se mencione isto.Dourado deu um outro impulso à torcida gremista, com vitórias dentro e fora do campo.

A peregrinação pelo interior do Estado em busca de tijolos e de cimento: Hélio Dourado botou na cabeça que construiria o Olímpico Monumental como foi chamado. Em 1977,1978,1979 percorreu junto com outros dirigentes entre os quais Manfroe(já falecido) todos os consulados do Grêmio no interior do Estado numa campanha de arrecadação de sacos de cimento e de tijolos." Eles rodaram milhares de quilômetros pelo Estado. Levavam jogadores junto. O Tarciso(ponta-direita) foi um que viajou muito para isto. O Oberdan, o Ancheta todos eles colaboraram. Chegava no interior, reunia os gremistas, fazia uma pequena explanação sobre o que era o projeto do Olímpico Monumental e depois o tesoureiro passava a recolher a grana para a compra do material" relata o conselheiro do Grêmio Irani Santana Junior, filho do ex-presidente Irani Santana(falecido) que também participou deste mutirão de cimento e tijolos. O novo estádio do Grêmio ficou tão vinculado ao nome de Hélio Dourado que muitos até hoje o chamam de " Olímpico Monumental Hélio Dourado". Até onde se saiba, o ex-presidente do Grêmio é contrário até hoje à derrubada do estádio da avenida Azenha.

O Olímpico Monumental foi inaugurado em 211 de junho de 1980, num jogo entre Grêmio e Vasco da Gama, num jogo amistoso, em que o Grêmio venceu por um gol a zero.Daqui provavelmente há um ano e meio todo este mundo de cimento e tijolos virá abaixo para dar lugar seguramente a um loteamento e a construção de moradias porque a região é muito valorizada.

Livrarias

Um membro do Instituto Histórico e Geográfico, que é o dono do prédio onde está o Martins Livreiro, na rua Riachuelo confirma que o locatário tem se queixado de que o aluguel está elev ado. Cerca de 4.500,00 a 5 mil reais mensais.
E o Instituto estaria agora com um presidente considerado " gastador".

I Congresso Sul Americano de Bonsai com exposição de mais de mil exemplares

Demonstradores e mestres na arte do bonsai participam neste fim-de-semana (de 27 a 29 de junho), no DC Shopping, do I Congresso Sul Americano de Bonsai, promovido pela Bonsai Sul e Associação Gaúcha de Bonsai.  Entre os especialistas, o maior nome do bonsai na América Latina, o porto-riquenho Pedro Morales, presidente da Federação Latino Americana de Bonsai que viaja pelo mundo fazendo demonstrações e ensinando a arte destas árvores  em miniatura.
Inédito no sul do país,  vai reunir mais de dez especialistas (SP, MG, RJ, PR, SC, RS, Taiwan e Argentina) nos diversos workshops de aprimoramento e demonstrações de criação e cultivo dos Bonsais, Kusamono (pequenas ervas ou plantas ornamentais em vasos que acompanham o bonsai em uma exposição) e  Kakimono (painel/pintura que fica ao fundo em uma exposição de bonsai). No local também acontece exposição com mais de mil exemplares, verdadeiras preciosidades que podem chegar a mais de 70 anos e a cifras comparadas como de uma jóia.
O evento é alusivo a comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil, tem visitação gratuita e segue o horário de funcionamento do shopping (sexta-feira e sábado das 10h às 22 horas e domingo das 11h às 20horas).
Visitação aberta ao público de 27 a 29 junho - sexta-feira e sábado das 10h às 22 horas e domingo das 11h às 20horas).

Coleguinhas

1) Saiu um livro contando a história da Ponte do Guaíba, ou travessia Getúlio Vargas. Tentei um exemplar no final do ano passado,com a Concepa,  mas agora o Beto Bottega, da Replay me conseguiu um com um dos patrocinadores do livro, a IESA RENAULT. Valeu. Vou ver com detalhe.

2) O Beto Bottega tinha um cliente que não gostava muito de se coçar,mas volta e meia ligava pra ele. Um dia o Beto estava em Montevideo, toca seu celular e era a "mala" querendo um trabalho, mas pagar que é bom, necas. O Beto deixou o cara falar,falar e no final lhe disse: olha estou em Montevideo, não posso pegar este serviço.
O cara deu um grito. Pô vou pagar uma fortuna pela ligação , porque que tu não me avisou. O beto respondeu:Ué, tu não deixou eu falar.Toing!!!!

Conhecimento e reflexão no Congresso da 10 ª Transpo-Sul

Uma programação com visão multi-setorial abrangendo temas estratégicos para os segmentos de transporte de cargas, passageiros, autônomos e logísticos será proporcionado aos congressistas da 10ª Transpo-Sul – Feira e Congresso de Transporte e Logística, que acontecerá de 08 a 11 de julho no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre. Além de temas pertinentes às atividades desses setores, os participantes do Congresso terão a oportunidade adquirirem novos conhecimentos e refletirem profundamente sobre temas atuais que fazem parte do dia-a-dia profissional e pessoal, tudo através de atividades interativas, animadas e com grande espírito motivacional
No dia 9, às 15h no auditório 2, do Centro de Eventos FIERGS terá a palestra “Dirija pela Vida – Uma história de Superação”, proferida por Adão José Ribeiro Neto. Conhecido como Dango, o palestrante é ex-atleta de canoagem, competiu pela Associação Guaíba de Canoagem e Grêmio Náutico União, tendo sido campeão gaúcho de canoagem em 1994 na Categoria K1 Junior. Trabalhou como modelo e foi sócio de uma produtora de eventos. Em 1996, sofreu um acidente de trânsito que o deixou tetraplégico e, tendo superado suas limitações, ministra palestras sobre segurança no trânsito e participa ativamente de projetos sociais relacionados a valorização da vida.
Neste mesmo dia, às 19 horas, no auditório 1, o palestrante convidado será o vice-presidente do Grupo Tevah.Eduardo Tevah, um dos mais consagrados empresários do Brasil e considerado um dos maiores conferencistas do país, sendo requisitado para eventos nas áreas de vendas, motivação, atitude, gestão, liderança, relacionamento interpessoal entre tantos outros temas. “Gestão de Mudanças em Tempo de Mudanças” será o tema da palestra de Eduardo Tevah.
No dia seguinte, às 17 horas no auditório 1, a presença será da educadora, pesquisadora, escritora e palestrante Dulce Magalhães que abordará o tema “Competência: A Arte de Conquistar Resultados”.
Encerrando o fórum de palestras da 10ª Transpo-Sul, no dia 11 de julho às 19 horas no auditório 1, os congressistas assistirão a mensagem “O Meu Everest: Fazendo Acontecer”, que estimula a busca por soluções originais nos mais variados campos de atuação, proferida pelo jornalista, aventureiro, cartunista e executivo Luciano Pires.
O ex-governador Germano Rigotto também participará do Congresso da Transpo-Sul, às 19 horas, do dia 9 de junho, quando falará sobre o “ A importância da Reforma Tributária para o Transporte Rodoviário de Cargas”. Inscrições promocionais: até segunda-feira, dia 30 de junho, as inscrições on line (www.transposul.com) têm os seguintes preços promocionais para os congressistas.

Convite

Dia 04 de Julho (sexta-feira), às 19hs, no Auditório do Memorial do Rio Grande do Sul na Rua Sete de Setembro, 1.020 – Praça da Alfândega, exibição do documentário: “Atletas X Ditadura – A Geração Perdida” dos jornalistas gaúchos, Prof. Dr. Marco Villalobos, Marcelo Outeiral e Milton Cougo. Após a exibição, haverá um debate dos realizadores, com na participação especial do Jornalista argentino Gustavo Veiga. Promoção: Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS – ARFOC/RS. Movimento de Justiça e Direitos Humanos – MJDH. Apoio: Memorial do Rio Grande do Sul.

Barzinho da ARI

No sábado, dia 28/06, no barzinho da ARI, Sérgio da Costa Franco apresentou meio às escondidas seu livro de memórias. Já dei uma olhada é é bom. Kenny Braga deu as caras no barzinho neste último sábado. E contou uma piadinha, meio manjada, mas que vale a pena repetir. Diz ele que certa feita morreu uma égua que era do dr. Breno Caldas. O dono do Correio do Povo ficou superchateado com isto. Jayme Copstein, que trabalhava no Correio, esperou o chefe chegar e enquanto viu Breno rabiscando o jornal com sua lendária caneta verde( pra marcar erros) Jayme entrou na sala.
- Dr. Breno de que finalmente que morreu o pobre animal? perguntou enternecido o subalterno.
- Estorou-lhe o c.., respondeu Breno, de mau humor.

“Governo Yeda: Novos terremotos virão”
Por Paulo G. M. de Moura

No Rio Grande do Sul a crise tem nome de mulher.
Dep. Federal Nelson Proença (PPS-RS)

Vivendo a ressaca das últimas turbulências, o governo Yeda experimenta um período de aparente e enganadora calmaria. O vice-governador submergiu; Busatto tirou férias; a governadora tenta reorganizar o governo para o segundo “começar de novo” em menos de 18 meses de mandato. Novas crises são previsíveis e inevitáveis devido ao DNA desse governo, fortemente marcado pelo novo jeito de fazer política da governadora.

Para quem duvida e tem dificuldade de projetar o cenário a frente, sugere-se o procedimento inverso. Isto é, basta olhar para trás; para a trajetória do PSDB do Rio Grande do Sul e para as campanhas eleitorais nas quais Yeda Crusius se elegeu governadora e nas quais concorreu à prefeita de Porto Alegre. A trilha política percorrida por Yeda é marca por regulares, periódicos e constantes conflitos e crises... Leia a matéria na integra.

Mais um  GRE x NAL na vida de todos nós.
Será o da edição 370!

Ufa, falar em Grenal! Não basta o totó de bola que o Renato Gaúcho e seu Fluminense levaram na quarta-feria, dia 25/06, da  LDU (Liga Deportiva Universitária) no Equador? Mas o "saiteiro" - Alfredo -  sugeriu contar histórias engraçadas de Gre Nal e fui à luta. Não foram propriamente histórias de Grenais que consegui, mas uma mini enquete com algumas pessoas, de diferentes idades, falando sobre o  Grenal de sua vida. E lembro que no domingo de manhã, quando o atual prefeito José Fogaça estiver na convenção do PMDB, na Câmara Municipal de Porto Alegre, provavelmente para ter sua candidatura à reeleição homologada, ele estará " esperando o GRENAL", como diz na música de sua composição "Porto Alegre é Demais".

Fiz a seguinte pergunta para os meus entrevistados:
Qual foi  o seu GreNal?

1) O Superintendente de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado, jornalista Carlos Bastos,74 anos, que é conselheiro do Grêmio respondeu:Foi um Grenal jogado no estádio dos EUCALIPTOS em que o Grêmio venceu por 3 X 2. O " tanque " Juarez fez dois arranques e com eles marcou dois gols.

2) Rosa Loureiro,secretária, 48 anos: sou gremista mas não fanática. Não sofro quando o Grêmio perde. Tenho outras coisas mais importantes pra me preocupar.

3)Henrique Souza, 17 anos, gremista, recepcionista: O seu grenal mais importante foi lá por 97 ou 98, quando ele tinha apenas 7 anos. Mas o que o marcou foram os dribles que Ronaldinho Gaúcho deu nos jogadores do Inter. " Foram dribles de deixar os zagueiros do Inter tontos" lembra Henrique.Ele lembra ainda que Ronaldinho Gaúcho marcou um gol, depois de um deste dribles.

4)  Agora vamos um pouco de colorados. Ricardo Martins, o " Caio" um dos sócios da Gráfica RML como colorado diz que tem dois grenais preferidos. O primeiro,diz ele, foi no " chiqueiro"(refere-se ao Olímpico) quando o Inter venceu por 5 X 2  com o ponta-direita Fabiano, o do " U FABIANO" estraçalhando e parece que fazendo dois gols. O outro Grenal para Ricardo foi o chamado " Grenal do Século" em que o Inter venceu o Grêmio, de virada, por 2 x 1, no Estádio Beira-Rio, com um gol do centroavente Nilson.Este Grenal foi no começo dos anos 80.

5) Rita Martins, funcionária da Gráfica RML ,colorada, lembra que seu Grenal favorito foi um quando " jogavam o Batista, Falcão,Figueiroa". Foi jogado no estádio Beira-Rio e o colorado,venceu, é claro.Sobre prognóstico para domingo próximo, Rita é sucinta: " veremos" diz ela, imitando o bordão do " voltaremos" do Anonimus Gourmet, da TV COM.

6) Para o gremista Sandro Schreiner, jornalista da agência FreeLancer,gremista, seu Grenal preferido é um em que o Inter  entrou em campo no estádio Beira-Rio com um fardamento " todo vermelho: meias,calção,camiseta,tudo vermelho". Era uma época em que no time do Grêmio jogava o meia-campista Iúra,entre outros. O Grêmio ganhou de 4 X 0. Sandro comemora: " O Inter nunca mais usou aquele uniforme. Foi só aquela vez", disse Sandro.

Coleguinhas
A "Expedição Marcopolo" está a vista num site

Está no site da colega Odinha Peregrina todos os " sublimes" momentos da " Expedição Marcopolo" da ARI que durante os dias 12,13,14 e 15 de junho último esteve em Colônia do Sacramento e em Montevideo fazendo a "árdua tarefa" de colocar uma placa na casa do criador da imprensa nacional, José Hipólito da Costa. Os peregrinos pagaram a viagem do próprio bolso, portanto, ninguém pode criticar nada.

1) Um dos peregrinos só tem uma queixa: para passar o tempo, o presidente Ercy Pereira Torma resolveu tirar um bolso uma coleção de piadas que ele guarda dos jornais que lê e passou a lê-las na viagem a retorno.Dizem ainda que os peregrinos da ARI não precisaram desta feita pagar " um churrasquinho" pra voltar pro Brasil, porque todos levaram suas carteiras de identidade.

2) Está nas mãos de uma entidade a ficha de atendimento preenchida pelo chargista Carlos Iotti em 31/03/2008   em que deu nota máxima ao socorro que a   Brita Rodovias lhe prestou numa rodovia pedagiada .Iotti desenhou  o " Radicci"- seu personagem mais conhecido- na ficha de avaliação de atendimento que ele preencheu. Esta ficha é sempre preenchida quando um veículo precisa de socorro numa rodovia pedagiada. 

3) Esta mesma entidade consultou um advogado que  deu parecer de  que a charge do cartunista Iotti, na ZH de 23/06/08, publicada na página 13, conteria calúnia e injúria. 

Memória da imprensa de S. Borja

Prossigo com o relato publicado no livro-  Memórias sobre a imprensa de S. Borja - dos alunos do Jornalismo da Unipampa.Página 79

" Há uma outra história que também é contada pelo historiados Ramão Aguillar, que foi, também, funcionário da RBS. Ele argumenta que foi a rádio S. Miguel, que era de propriedade da Igreja Católica,quem fundou a Televisão Quero-Quero. A forma mais pertinente de manutenção da tevê foi a venda de títulos abertos a qualquer interessado que tivesse interesse em obtê-los.

Para Aguilar, a entrada da RBS no negócio televisivo em Uruguaiana deve-se muito mais às dificuldades de manutenção de uma emissora local sem a logística necessária para tal proposta, do que à ampliação ou potencialização da emissora. Segundo o relato de Aguilar,uma entrevista para a equipe desta pesquisa,ele afirma: ´Inclusive em S. Borja tem gente que tem títulos guardados,depois, como eles não conseguiram sobreviver com a tevê local, a RBS comprou a TV Quero-Quero e ficou TV Uruguaiana´.

Inicialmente a equipe foi formada por profissionais dos meios de comunicação que existiam na cidade, entre eles os radialistas Mário Dino Papaléo,Antônio Souza, Milton Souza,Paulo Santana, Marques Acunha e Paulo Soares, sendo que o primeiro diretor foi o uruguaio, naturalizado  brasileiro, Francisco Soler. Entre as peculiaridades da TV Uruguaiana está o embrião do programa Galpão Crioulo que surgiu a partir da matriz de Quando os Povos Cantam produzido por Juarez Bittencourt e Antônio Augusto Fagundes, apresentado, inicialmente por Milton Souza.
Aliás o " Quando os Povos Cantam" foi o primeiro programa bilíngüe na história da tevê gaúcha, pois eram apresentadas atrações do Uruguai,Argentina, Paraguai e Brasil, com dois apresentadores: um brasileiro e outro argentino, segundo aponta um texto histórico fornecido pela RBS TV Uruguaiana".

O "velho consertador de máquinas" conviveu com as redações!


O velho Ebanês Flores - o único consertador de máquinas de escrever, máquina de contabilizar e por aí afora localizado no centro de Porto Alegre - ainda não entregou os pontos e continua na sua oficina da Rua Espírito Santo, em Porto Alegre.Flores parece lutar contra os novos equipamentos da era moderna, mas ele mesmo já tem celular, o que é considerado um baita adianto.
A história de Flores com o conserto de máquinas vem de 02/08/1972 quando ele deixou a vida de vendedor de perfumes e outras coisas na rua Caldas Junior e comprou a Técnica Sulina do João Carlos da Silveira, que tinha um contrato grande com a Caldas Junior pro conserto de todas aquelas máquinas que existiam lá.

Flores estava de saco cheio de vender perfumes e como Silveira também não queria mais consertar máquinas, fizeram negócio. “Nós íamos muito à loja do Silveira porque ele era cunhado de um sócio meu. A gente tinha que telefonar para S. Paulo e naquele tempo uma ligação demorava um dia inteiro. Então eu entrava e saía daquela loja do Silveira, via todas aquelas máquinas e um dia pensei: sabe, vou mudar de vida. Aí o Silveira também tava de saco cheio de consertar máquinas, fizemos negócio. Depois, como eu tinha muito serviço e ele era um grande técnico, veio trabalhar comigo." conta o velho Flores, sempre com seu jeito franco e sincero do gaúcho.
Flores, este seu nome de guerra mais conhecido, tem muitas histórias para contar. Se quisesse daria um livro, não sei se poderia publicar. Iria se incomodar muito. È que por força de seut rabalho, conheceu as redações da Caldas Junior e da Zero Hora e os meandros, aquilo que o grande público não conhece, nem nunca irá conhecer.

Diz Flores que na ZH tinha que cuidar de cerca de duas mil máquinas e que lá ele tratava com o " falecido Verrone". " Era um uruguaio. Ele ficava sentado pra trás da cadeira, sempre que eu lhe dava um conselho ele ouvia,ouvia e depois me convencia que não havia nada a fazer." Por exemplo, Flores diz que os repórteres eram tratados a pão de lá, não se podia dizer nada que os contrariasse." Eu levava sugestões ao falecido  Verrone pra que ele mandasse uma circular pedindo pros   repórteres, principalmente os da Polícia,  que cuidassem mais das máquinas. Todos tinham a mania de tirar a tampa da máquina. Aí estragava as letras, estragava tudo. Mas o Verrone dizia que não se podia contrariar os repórteres, não se podia entrar na redação pra dar qualquer tipo de conselho" lembra Verrone.

Flores afirma que havia funcionários de redações que chegavam a mijar dentro da máquina de escrever. Depois seus técnicos é que tinham que fazer a limpeza. Ele nunca entendeu bem porque os funcionários faziam isto. Mas afirma que faziam porque era para lá que as máquinas eram levadas para conserto."

Na atual loja da Espirito Santo, Flores ainda tem muitas máquinas, algumas são uma verdadeira preciosidade. De todo tipo. Só que ele cuida com muito carinho de seu maquinário. Às vezes tem-se a impressão que ele " fala" com os objetos, tal o amor que lhe tem.

É que desde 1972 esta foi sua vida. Está na rua Espirito Santo desde 1988. Mas na loja da Rua Caldas Junior fez muitas amizades,principalmente entre os jornalistas da Caldas Junior que com ele faziam uma roda de chimarão." Iam muito lá o falecido Cid Pinheiro Cabral e outros que não lembro agora do nome. Mas muitos já faleceram. O filho do Cid este que está na Band( Claudio Cabral) ia´lá com o pai mas era bem pequeno ainda".

A memória de Flores também anda escasseando. Não lembra mais o nome do funcionário com o qual tratava na Caldas Junior. Na ZH sim lembra que era sempre com o "falecido Verrone" mas tinha outros conhecidos lá dentro ,chefes de setores, com os quais saíam pra farrear um pouco. Um deles até construiu uma casa e mora agora no litoral Norte do Estado.

A memória de Flores anda escasseando, mas muitas das histórias que ele conta são de um tempo em que poucos ainda estão por aí pra recordá-las. Ele é principalmente uma testemunha de como eram as redações nos anos 70,80,quando o computador ainda não havia tomado conta de tudo e quando a ZH era um jornal que apenas estava engatinhando no mercado. O velho Flores continua lá, testemunho de um tempo!

Memória da Imprensa
A história do jornalismo de S. Borja!


Agnaldo Mendonça (motorista) Adão Qoos (cinegrafista), Maria Alice Souza (repórter) e Marlise Corin (secretária)
equipe da sucursal da RBSTV de 1992. Foto tirada do livro Memórias sobre a imprensa de S.Borja.

Os alunos do curso de jornalismo da Unipampa de S. Borja lançaram um livrinho (92 páginas) em que os demais municípios gaúchos deveriam se espelhar: recuperam boa parte da memória da imprensa de S. Borja. O livro foi lançado na feira do livro de S. Borja, em 2007, não vi qualquer repercussão na chamada " grande mídia estadual"(ZH, JC, CP,SUL) - nem queria esperar tal "generosidade" porque não foi o Paulo Coelho, ou a Cíntia Moscovith quem escreveu - mas o livro, a meu juízo é muito bom, bem pesquisado e sério. A impressão dele é modesta, mas isto é o que menos conta, pelo menos para mim.

Os guris , ou os alunos, foram à luta para escrever o livro e eles mesmo na narrativa contam as dificuldades que encontraram para fazê-lo deixando de lado uma impressão inicial de que seria uma " barbadinha".  Deixo que eles falem. Por exemplo,  na página 31, está narrado: " Tínhamos,então, os nomes das pessoas envolvidas na produção dos jornais e vasto material para um começo. Ficamos felizes, pois parecia que estávamos adiantados, tudo estava dando certo.. Porém, a partir do momento em que começamos a buscar os proprietários,colunistas,articulistas e colaboradores destes veículos, esbarramos emdiversos empecilhos haja vista que, muitas destas pessoas faleceram ou não mais residiam na cidade. Para dificultar ainda mais nosso trabalho, os familiares dos "colaboradores" desses veículos de vanguarda jornalistica da cidade nem sempre estavam dispostos a colaborar, ou simplesmente não tinham registros nem conhecimentos de como era o processo de desenvolvimento desses jornais. No período compreendido por nossa investigação, encontramos cinco jornais, os quais se resumiam à veiculação de artigos políticos,coluna social, anúncios de ordem pública(editais) publicidade local e uma coluna de viagem.

Durante algumas entrevistas constatamos que o jornalismo local era impregando de material ideológico e que, principalmente, durante o período do golpe militar emque se instaurou a lei da mordaça, o jornalismo local passou a ter um cunho político-libertário, como nos artigos escritos pelo dr. Florência Aquino Guimarães( nota do editor: ex-prefeito da cidade) no qual mencionava a força da consciência popular contra a opressão do regime na época.

Os colunistas,articulistas,colaboradores de jornais,nenhum deles possuía graduação em jornalismo. Eram pessoas que detinham conhecimento cultural mais amplo, em sua grande maioria políticos e advogados que escreviam somente por um ideal. Exisita certo amadorismo, onde mantinham essas empresas que, na maioria das vezes,não lhes trazia retorno financeiro, sendo que, por diversas vezes precisavam de auxília de suas outras fontes de renda para mantê-los em funcionamento. Um exemplo destas dificuldades encontradas na manutenção da imprensa local, está no artigo assinado por Apparício Silva Rillo na edição número 3 do jornal 7 Dias, publicado em 1963. Uma delas foi que em S. Borja não possuía uma gráfica.A redação, a administração e publicidade dos jornais eram locais.No entanto, a impressão era feita na cidade de Itaqui.

Apesar das dificuldades encontradas na realização desta investigação, o conhecimento adquirido ao longo dele é inestimável. Esperamos que esse pouco possa auxiliar para que futuramente alguém volte a pesquisar sobre essa parte tão antiga da imprensa na cidade.

A televisão

Os alunos da Unipampa narram partes saborosas de como a televisão chegou a região da Fronteira Oeste, mormente Uruguaiana e principalmente S. Borja.

Eis um pedaço dela narrada a partir da página 78: "Como aconteceu na maior parte dos locais onde se instalaram os primeiros canais de televisão foi o rádio que forneceu o primeiro formato de programação. Na TV Piratini, não foi diferente: a Rádio Farroupilha " desenhou" os primeiros quadros exibidos na grade da programação local, como a reprodução dos programas de auditório e dos noticiários radiofônicos.
Quando da inauguração da TV Piratini, vieram outras emissoras como a TV Gaúcha, em 29 de dezembro de 1962, a TV Difusora em 10 de Outubro de 1969,a TV Guaíba em 10 de março de 1978 e, em 1980,a TV Pampa.
Sem dúvida, ainda segundo Kilpp, de todas as emissoras que surgiram. as tevês que mais cresceram e, de certa forma,concorreram, entre si, na briga pelas fatias de mercado. A TV Gaúcha, com respaldo do rádio e de outros veículos impressos foi a que mais se consolidou no mercado e, por isso, a primeira a abrir sucursais no interior do Estado.

Começa então a história da RBS TV Uruguaiana, da qual São Borja é uma cidade de sua região de cobertura e possui, na atualidade, um escritório sucursal.

Segundo Maria Helena Soares, atual Coordenadora de Telejornalismo da RBS TV Uruguaiana, a criação de um núcleo de produção de televisão na cidade surgiu de uma parceria entre o diretor da rádio São Miguel, professor João Antônio Souto e o representante da Mitra Diocesana de Uruguaiana, Bispo Dom Augusto Petró.

Para a construção do prédio que seria a sede da Rádio São Miguel, do Jornal Cidade e da Televisão Uruguaiana, foi promovida uma campanha de arrecadação de recursos. A idéia era criar uma emissora moderna que atendesse a região de Uruguaiana e, para tal feito, foi contratado o engenheiro Moacir Ramos Martins(já falecido) sendo adquiridos, também os equipamentos necessários para o seu pleno funcionamento.

Apesar da arrecadação de recursos, houve um atraso na estruturação e no funcionamento da emissora devido à crise financeira vivida na época, pelo estado e pelo país. Ao procurar  um apoio,o grupo entra em contato com a direção da RBS TV, em Porto Alegre, e consegue que o diretor Maurício Sirotsky Sobrinho complemente a verba que faltava para concretizar a implantação de uma emissora de tevê na região, dando origem à RBS TV Uruguaiana."

E por aí vai o livro dos alunos da Unipampa. Quem quiser um exemplar entre em contato comigo pelo e-mail contato@deolhoseouvidos.com.br ou pelo fone 51.33306803. Tenho 3 exemplares para vender ao valor de 20,00 reais cada um. Mas deixo aqui o telefone da Unipampa: 55.3430.4339 ou 3430.4323.
Quero ainda dizer que sempre que estou em S. Borja procura a rádio Cultura AM, a Folha de S. Borja ou a Butuí FM para um bate-papo com os colegas. Já tenho vários conhecidos na cidade do meio jornalístico, mas admiro principalmente o repórter Belmonte, da Cultura AM, um vocacionado para a notícia. Sem demérito , não entendi porque que ele " emperrou" em S. Borja. Tinha e tem talento pra ser repórter de uma grande emissora sem sombra  de dúvida. 

Brasileiros estão bebendo menos Coca-Cola!

Caiu o consumo de refrigerantes no país neste primeiro semestre de 2008, revelou ontem o diretor-presidente do Grupo Vonpar Refrescos S/A, Ricardo Vontobel, em entrevista coletiva.
Ele disse que havia uma projeção de um crescimento de 7% para este anos mas que de janeiro para cá este acréscimo só atingiu a casa dos 3,5%." Há uma retração na economia.As pessoas estão pagando o que compraram e assim caiu o consumo" disse ele.

Vontobel acha que a população fez muito crediário,comprou muito o que ele chamou de " linha branca" ( geladeiras,fogões) e que agora chegou a vez de pagar. Em outras palavras, se endividou.
Ricardo Vontobel disse ainda que a Vonpar está aparelhada para sua produção até o ano de 2011.Em 2007,segundo Ricardo, a Vonpar comercializou " 135 milhões de caixas".Um dado interessante que ele revelou foi que durante os meses de inverno, há uma queda de cerca de 50% no consumo de refrigerantes.

A Vonpar, adiantou seu diretor-presidente, não está pensando em fabricar no Brasil embalagens grandes, como de 5 litros.Ele diz que isto não seria prático por dois motivos: colocar na geladeira e a perda do gás carbônico do refri de tanto fechar e abrir. A Vonpar mantém embalagens de 3 litros de Coca-Cola mas somente durante as festas de fim de ano(Natal e Ano Novo) quando são mais solicitadas. Vontobel descartou qualquer investimento da empresa na construção da Arena Grêmio porque é um empreendimento privado. " Vamos colocar anúncios, fazer publicidade, como fazemos no Beira-Rio" disse ele.

Já quanto a novos investimentos na área da cultura - recentemente a Vonpar doou a fundo perdido 1 milhão de reais para a conclusão da expansão do Teatro S. Pedro - Ricardo Vontobel informou que a empresa  já investe na Bienal, na Fundação Iberê Camargo[e investirá na construção do novo prédio da OSPA,quando ele for aprovado. Mas a menina dos olhos da empresa, segundo ele, são os projetos do Instituto Vonpar onde deverão ser aplicados 1 milhão de reais.

Livrarias fechando!

É com tristeza que publico isto, mas me contaram que a Martins Livreiro não estaria tão firme assim...Vendas baixas, aluguel alto, quase cinco mil reais da loja na riachuelo. E as livrarias dos shopping bombando.

Livrarias I

Esta está confirmada. A livraria Queops, de S.Borja, vai fechar no final do mês. A dona, a Ana,gente fina pra caramba, cansou de só conseguir pras despesas. " Enquanto isto aqui era um hobby,tudo bem, mas pra viver não está dando." Ela vai alugar a loja que ganha mais.Não veremos mais a Ana capitaneando os livreiros durante a feira do livro de S.Borja.

Coleguinhas

Ontem,dia 25/06, foi dia  movimentado dos coleguinhas da área econômica na Federasul. Tinha lá o diretor-presidente da Vonpar Refrescos S/A, Ricardo Vontobel,e como é nestas horas,os veículos de comunicação se fazem presentes.  Um anunciozinho daqui, um patrocínio de lá. Antes de começar a entrevista, apanhei um curto diálogo entre dois coleguinhas:
- E aí, onde andavas?
- Tava na Expogestão, de Joinville.
- Tu fostes a Salvador,né?
- Fui sim a Salvador. Jogo rápido.Nestlé.
- Vamos no aniversário da Débora, sábado?
- É caro, 15 pilas. Dá 3 cevas num buteco.
A interlocutora murcha de vez com o coleguinha.

2) Renato Rossi perdeu a " esportiva" ontem,dia 25/06, no programa do Mendelski, porque o apresentador leu um imail que enviei ao comentarista de Carros e Motos do Grupo Record. Não esquenta,companheiro.Sugiro  mais fairplay, não adianta ficar estressado.Todo mundo, pelo menos os mais bem informados, sabem que é assim mesmo...

3) Encontrei o Paulo Sérgio Pinto, vice-presidente de O SUL, na entrada da Federasul.Sempre muito gentil, mas dele tenho uma história que ocorreu lá por 1993,ou 94. Não sei bem o ano.Eu andava numa pindaíba de doer, desempregado, o seguro-desemprego tinha terminado e o velho Silvestre Suater, dono dos ônibus da Trevo, me chamou pra me dar uma força pra fazer meia página de comercial sobre o aniversário da Trevo, que ele tinha tanto orgulho.
Me deu o nome de quatro fornecedores da Trevo, mas eles não podiam saber que fora ele que indicara: Unibanco, Savar(ou Sulbra não tenho bem certeza) Shell e Marcopolo. Dividiram nos 4 meia página do Jornal do Comércio de uma segunda-feira que era dia do aniversário da Trevo. O velho Silvestre queria ver os parabéns no jornal.

Então fui à luta. Cavei cada parte de cada fornecedor e todos concordaram, embora tenha arrumado um " pepino" com o Martins, da Marcopolo, porque eles andavam em contenção de despesas. Aí na segunda marcada sai meia página no Jornal do Comércio, no único jornal em que saiu este anúncio. De tarde tinha um recado do diretor comercial do Correio do Povo pra mim ligar pra ele urgente. Ligue. Ele atendeu e chiou:

- Pô,eu sou diretor do Unibanco, ajudou a pagar o comercial e tu só coloca no Jornal do Comércio. Aqui me cobraram na empresa. Não pude dizer nada ao Paulo Sérgio que fora orientação do velho Silvestre Sauter colocar o anúncio apenas no Jornal do Comércio.Hoje digo. O velho Silvestre morreu há tempos e o Paulo Sérgio está na Pampa.

Coleguinhas

1) Jaime Copstein falou,dia 23/06, no programa do Sérgio Couto (19h-20h) . Disse que desde 1984 sua voz não era mais ouvida pelos guaibeiros. Falou sobre seu livro Opera dos Vivos recentemente lançado.  Contou aquela história do diretor do Diário de Noticias, Ernesto Correa que deu o "furo" da morte de um papa, foi no outro dia no cabeleireiro fazer a barba e o profissional lhe disse:
- Olha, vou esperar a notícia sair no Correio do Povo pra acreditar.
É uma história tão conhecida e manjada  quanto cachorro mijar em poste de luz. Achei que o autor fosse ser mais original,  pesquisar histórias menos conhecidas.Ele poderia ter contado por exemplo aquela história do velho Breno Caldas, do cavalo morto, quem foi que fez a pergunta ao Breno Caldas que originou aquela resposta irônica do então dono do Correio do Povo. Esta aí do velho Ernesto da morte do papa que não saiu no Correio do Povo já  saiu até no almanaque Biotônico Fontoura.

2) O misto de jornalista e advogado Indio Vargas fez as malas e partiu em férias para a Europa.

3)Os amigos de Júlio César Pacheco estão contentes com a sua volta à vida normal. Julinho está na Rede Vida.imail(juliocdp@pop.com.br)

Coleguinhas
De João Pedro Stedile a Joelmir Betting

Comentando seu comentário de ontem, no Jornal da Band

Estimado Joelmir Betting:
Vi seu comentário no Jornal da Band de ontem. E, me desculpe a
petulância, mas gostaria também de comentar em respeito à sua
trajetória histórica e à sua inteligência. (Não costumamos fazer isso,
com outros comentaristas da direita, como os Rosenfields e Jabores da
vida, que são pagos apenas para defender os interesses do lucro e do
capital; e, por isso, usam suas línguas como cães-de-guarda a latir em defesa do patrão.)
Mas, fiquei provocado com sua frase de que o nosso MST não é mais um
movimento social e apenas um movimento político, porque estamos
mobilizados e ocupando algumas instalações de empresas.
Primeiro, desde o filósofo Sócrates, todos os seres humanos ao
participarem de sociedades, têm vida política. A sociedade é uma
organização em permanente disputa de poder, entre pessoas, grupos e
classes. E, por isso, todos somos também políticos. Seu comentário e
sua função são também políticos. E, obviamente, que todos atos do MST
são também políticos, sem que, com isso, perdamos nossa condição de
ser um movimento social que organiza trabalhadores do campo e da
cidade para lutar por nossos direitos. E, assim, melhorar as condições de vida.
Aliás, sugiro que quando você comentar que a Bungue se apropriou das
fábricas de fertilizantes privatizadas da Petrobras a preço de Banana,
diga que, além do lucro, ela também praticou um ato político, pois
está em busca do controle, do poder sobre a sociedade de um bem
essencial, que são os fertilizantes para a agricultura. E por ela ter
esse tamanho poder político atualmente é que se deu ao 'direito' de
aumentar o preço dos fertilizantes em 130% em apenas um ano.
A Votorantim também faz política, quando decide por conta e risco, ter
poder sobre 650 famílias que vivem tranqüilamente no Vale do Ribeiro
e, sem consultá-los, resolve tomar o rio, as águas e construir uma
hidrelétrica para aumentar seus lucros.

Você se redimiu quando deixou a pergunta no ar aos telespectadores.
'Vocês acham que esse tipo de luta ajuda a reforma agrária?'
A nossa resposta à sua pergunta está no manifesto que escrevemos
coletivamente e que distribuímos aos milhares para a população
brasileira, explicando porque estamos lutando (veja em:link do
manifesto do MST).

Um forte abraço
João Pedro Stedile - MST

PS: Ontem, nossos companheiros de Minas Gerais interromperam o trem da
VALE, que passa carregado de minério dentro da cidade de Belo
Horizonte e, nos últimos meses, já atropelou oito pessoas. Graças à
nossa ocupação 'política', a VALE assinou um termo de ajuste, no
Ministério Público, se comprometendo em alguns meses a transferir os
trilhos daquele bairro. A vitória foi intensamente comemorada pelos
moradores do Bairro, ontem à noite. Foi a forma deles darem resposta à sua pergunta.

"Como Agarrar um Marido antes dos 40" encerra temporada no próximo domingo


Últimos dias (27,28 e 29/06) no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana da nova comédia de Claudio Benevenga, “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”, o mesmo autor de “Como Emagrecer Fazendo Sexo...”, um dos grandes sucessos do teatro gaúcho, assistido por mais de 80 mil espectadores em três anos e vencedor do Prêmio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante e indicado ao Prêmio Açorianos de Melhor Texto Original em 2005.

A nova comédia aborda de forma divertida e bem-humorada um dos assuntos mais badalados do mundo contemporâneo: a busca pela alma gêmea. Lúcia (Marlise Damine), uma bem-sucedida advogada, percebe que vai fazer 40 anos e ainda está solteira. Ela entra em total desespero e resolve achar de qualquer maneira um marido em seis meses. A história conta todas as investidas, atropelos e aventuras da protagonista na busca de um grande amor antes do seu 40º aniversário.

Quer saber a receita para arrumar um marido e ainda se divertir muito? Misture uma solteirona de meia idade em crise, uma psicóloga separada pra lá de bem resolvida (Suzi Martinez), uma empregada doméstica de santo forte língua afiada (Denizeli Cardoso), muita confusão e a corrida contra o tempo em busca de um marido, o resultado é a divertida comédia “Como Agarrar uma Marido antes dos 40”. Você vai descobrir segredos que nem Santo Antônio foi capaz de revelar. O guarda-roupa é assinado pela premiada figurinista Zélia Mariah com destaque para um belo vestido de noiva assinado pela estilista Milka. Assista o vídeo no youtube clicando AQUI.

O que? “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”
Quando? De 06 a 29/06/2008. De sextas a domingos às 20h
Onde? Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintan
Rua dos Andradas,736 – (51)32215522
Quanto? R$ 20,00 com 25% de desconto para o Clube do Assinante ZH
e 50% de desconto para idosos. 
Texto e direção: Claudio Benevenga
Elenco: Suzy Martinez - Denizeli Cardoso – Marlise Damime
Contatos de produção:
crtbene@yahoo.com.br

Palanque

1) Entrevista feita no Bom Dia, da Guaíba, dia 24/06, com a deputada federal Luciana Genro(Psol) mostrou equilíbrio e humildade da candidata.

2) Em Osório, deverá vencer o atual prefeito, Romildo Bolzan Junior, que é o presidente regional do PDT. " Pra ganhar dele, só eu" teria dito o presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado estadual Alceu Moreira(PMDB) que é de lá.

3)O lance do senador Pedro Simon(PMDB), na última sexta-feira, dia 20/06, ficando na vigília, mostrou que ele é um marqueteiro nato. Inclusive que sabe sumir quando não é hora de aparecer.

4)Onde anda o ex-senador José Paulo Bisol?

5) E o " barbicha" da Operação Rodin - as gravações entre indiciados em que comentavam a presência no processo de um " barbicha" vai morrer no anonimato maior do que quem matou Daudt?

Silva Rillo

Ainda sobre o poeta Apparício Silva Rillo desaparecido há 13 anos reproduzo o poeta Museu da Estãncia que está afixado na parede do Museu dos Angüeras, que abre durante a semana e também nos domingos de manhã.

Museu da Estância

"Repositório  dos trastes
da gaúcha procedência
 é um pedaço da Querência
 que a si própria  se retrata.

Galpão cheirando a fumaça,
carne gorda e picumã,
fortim campeiro do clã
que construiu este Estado,
renascido do passado
para os olhos do amanhã.

Parou no tempo a carreta
e há quem nem se lembre dela,
como também das gamelas,
da cambona e do pilão.

Os dentes da evolução
lhes vai roendo a memória
e hoje são nomes na história
do pagao em transformação.

Há muita gente de hoje
que não conhece um bordizo
nunca viu o lombo liso
de um palmo de sovador;
desconhece o maneador
maneia e descornadeira,
e o cheiro bom da madeira
serrada a distorciador....

Quem não sabe de onde veio
perdeu seu próprio caminho.

Ninguém se orienta sozinho.
Sem mão que ampare e aponte.
Só assim, nesse reponte
quem vem de trás para diante,
o coração vai avante
na direção do horizonte.

Não há ninguém que se plante
sem que beba água da fonte...
E assim se conta a história
de um sonho que floresceu,
nosso e vosso, meu e seu,
pois não o fizemos sós.

Nele, herança dos avós,
nele, o apoio dos amigos,
e um sabor de pães de trigo na alma de todos nós.

Apparício Silva Rillo

O "Anjo Negro" ganhou flores no sábado dia 21/06


Em S. Borja, em 1950, da esq para a dir. agachados João Belchior Marques Goulart(Jango),Leonidas Escobar da Silva e Manoel Vargaqs. De pé da dir. para a esq. Ivan Marques Goulart, Deoclécio de  Barros Motta (Bijuja) Gregório Fortunatto
(o Anto Negro) irmão João, ou familiar dele. Acervo da ALE/RS.

De todas as vezes que estive no cemitério Jardim da Paz, em S. Borja, sempre ouvi o zelador dele dizer que está lá há oito anos e que até agora em nenhuma data ( nem morte dele, nem morte de getúlio) nem morte de Brizola, nem dia de finados, ele vira alguém levar um buquê de flores no túmulo do anjo negro, ou o guarda-costas mais famoso e influente que o país teve, que foi o policial civil Gregório Fortunato. Gregório ou nego gregório como também é muito conhecido em S. Borja está enterrado na mesma fila de Jango e Getúlio( que agora foi levado para a praça principal da cidade, a XV de Novembro).

Gregório está enterrado junto da sua falecida esposa, Juraci, mas segundo o zelador do cemitério de são borja, ninguém vai lá nunca fazer-lhe uma visita. Também, pudera. Segundo o repórter Belmonte, da rádio Cultura de S. Borja, ainda existem parentes do guarda-costas de Getúlio Vargas, que morreu na cadeia,mas eles não aparecem, nem dão entrevistas. Já o zelador do cemitério informou que todos foram embora da cidade.

Não sei quem depositou no frio sábado dia 21/06, dia em que os pedetistas foram homenagear os 4 anos da morte de Leonel Brizola, um buque de flores no túmulo de Gregório. Mas na saída, me aproximei do túmulo quando vi as flores que estavam encima de uma folha de papel. E as flores eram recentes,denotavam que foram colocadas ali há poucos minutos. No papel escrito com uma caneta BIC estava redigido: AO ANJO NEGRO a minha homenagem,algo assim. Desconfio que tenha sido um professor de história, cujo nome não tenho, mas que acabáramos de almoçar na churrascaria do alemão depois das homenagens que foram prestadas a Brizola na Câmara Municipal de S. Borja, com uma sessão solene.

Este professor de história, que se fazia acompanhar de uma namorada, falou diversas vezes em Gregório e disse que estava a fim de levar flores ao túmulo do anjo negro. Comentou isto durante o almoço com sua namorada. Junto comigo e com o casal estava o poeta, Valter Jorge Scäffel, que morou um tempo em S. Borja e que estava por lá. O fato é que o renegado anjo negro ganhou flores no sábado. Foi apenas um buquê, enquanto o do Brizola ficou coalhado de flores, pela lembrança dos 4 anos de sua morte. O falecido vereador Isaac Ainhorn sempre comentava comigo que queria resgatar a memória do falecido guarda-costas de Getúlio, através de um livro. Um tumor no cérebro matou-o antes que fizesse este desejo.

Para entender um pouco mais de quem foi Gregório Fortunato, o anjo negro, transcrevo de meu livro Getúlio Vargas, depoimentos de um filho o capítulo em que falo nele: "Terra de homens violentos, matava-se e morria-se por política em São Borja em 1905, quando nasceu Gregório Fortunato, cuja mãe foi líder da vila onde morava. Ela era amiga dos Vargas e os apoiava politicamente. Gregório criou-se semi-analfabeto. Nunca foi empregado dos Vargas. Ao estourar a revolução entre chimangos e maragatos em 1923, as forças do governador Antônio Augusto Borges de Medeiros eram bem mais fortes que as maragatas de Joaquim Francisco de Assis Brasil. Neste ano, Gregório Fortunato estava em idade de prestar o serviço militar, ou sentar praça no Provisório, como se dizia.

Ele entrou pra o Sétimo Corpo Provisório de São Borja, fundado por Getúlio Vargas, que foi seu primeiro comandante. Os provisórios funcionavam somente durante as revoluções. Acabada a guerra,seus soldados eram mandados para casa e reconvocados quando estourava outra revolução. Nesse interregno, todos compareciam ao quartel no final do mês para receber um pequeno salário bancado pelo Governo do Estado.

Em 1922, Getúlio  elegeu-se deputado federal pelo Partido Republicano Rio-Grandense e foi morar no Rio de Janeiro. O comando do Sétimo Provisório passou para  o coronel Deoclécio Dornelles Motta, filho de Periandro e Zulmira Dornelles Motta, irmã de Cândida, mãe de Getúlio. Valente e fiel, Gregório Fortunato conquistou a confiança do coronel  Deoclécio e virou uma espécie de ordenança.
O estilo de matar ou morrer que teve durante toda sua vida foi forjado durante a revolução de 1923.
- Gregório, vai lá e tira o lenço vermelho daquele maragato!
Se o maragato fosse homem,morria.
Gregório cresceu e se educou nesta época bruta. Sua importância era maior à medida que havia uma revolução. Terminada a guerra, voltava a ser o semi-analfabeto de sempre.

Chama-se carreira à corrida de cavalos em cancha reta. não raro, as carreiras terminavam em discussões,brigas e mortes. Finda a revolução de 1923, o coronel Deoclécio e o filho Jari foram mortos numa briga durante uma carreira. Desamparado como um cachorro que perde o dono, Gregório Fortunato passou para o lado de Benjamin Vargas, o Bejo, irmão caçula de Getúlio. Não tinha com Bejo a mesma proximidade que guardou com o coronel Deoclécio, mas se pode dizer que era da turma do Bejo.

Na Revolução Constitucionalista de 1921, quando os paulistas tentaram derrubar Getúlio, o inteventor gaúcho José Antônio Flores daq Cunha encarregou Bejo de formar um provisório. Nasceu aí o 14 Corpo Auxiliar que, pelas precariedades humanas e materiais, recebeu o apelido debochado de " 14 pé no chão". Muitos parentes de Getúlio participaram do 14 CA, entre eles o próprio Bejo e Luthero, o filho mais velho de Getúlio. Também esteve neste Provisório o ex-prefeito de Itaqui, Júlio Santiago, na época companheiro de farra em São Borja de Bejo e Omar Vargas, filho de ProtásioGregório Fortunato foi parar no 14 CA levado por Bejo. Ele ingressou como sargento, mas pela sua valentia e liderança nos combates foi guindado ao posto de tenente.

A importância que viria assumir na história política brasileira foi iniciada durante o ataque ao Palácio Guanabara por integralistas disfarçados de fuzileiros navais na noite de 11 de maio de 1938. Depois de ver frustada a tentaiva de montar uma guarda pessoal pelo Exército e Marinha, Getúlio pediu a Bejo que formasse a guarda pessoal do presidente.

Gregório Fortunato foi chamado por Bejo para chefiá-la. Os dois escolheram a dedo seus componentes. Evidentemente que a guarda não foi composta de anjinhos. Eram homens decididos a matar ou morrer.Em 1945, Getúlio foi deposto e Gregório Fortunato voltou a ser o inspetor de polícia de São Borja. Mas seguidamente ia ver o chefe no Itu. Durante a campanha à presidência em 1950, Gregório Fortunato, com outros dois auxiliares,, fez a proteção do candidato. Gregório costumava provar a comida que era servida a Getúlio mesmo quando o candidato se hospedava em casa de correligionários.

Foi nessa campanha que se produziu o mais inusitado flagrante da relação Getúlio-Fortunato. Um fotógrafo captou o momento em que Getúlio se deixava pentear por Gregório. A foto foi feita
em Paranaguá, Paraná, no mês de setembro de 1950. Casado com Juraci, também sanborjense, Gregório teve com ela duas filhas. Quando Getúlio ocupou a presidência pela segunda vez, ele adquiriu tanto poder que governadores do Estado e senadores comiam pela sua mão. A Oposição também lhe babava os ovos para conseguir alguma coisa. Gregório Fortunato não foi um rastaqüera. A festa de 15 anos de sua filha Jurema foi em grande estilo num dos mais finos clubes sociais do Rio de Janeiro. E Juraci passou a oxigenar os cabelos.

Depois doa tentado da Tonelero - na noite do dia 05 de agosto de 1954, o major da Aeronaútica Rubem Vaz foi morto quando descia de um táxi em Copacabana -, Gregório Fortunato foi preso e caiu em desgraça. Foi condenado como mandante do crime a 25 anos de cadeia, que não cumpriu porque foi assassinado pelo colega Feliciano Emiliano em 23 de novembro de 1962. Sabia tanta coisa que não o deixaram sair vivo da prisão. Nenhum dos seus dois filhos estão vivos. Durante um longo tempo, Jurema teve um salão de beleza em São Borja, para onde a família voltou depois da morte de Getúlio e da prisão de Gregório." 

10ª Transpo-Sul terá uma grande Feira de Negócios

Ocupando uma área de 14 mil metros quadrados do Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre, a mostra  da décima edição da Transpo-Sul – Feira e Congresso de Transporte e Logística deverá se constituir numa grande feira de negócio.  “Será um espaço diferenciado para a realização de negócios, com objetivo primordial de aproximar consumidores de fornecedores, gerando negócios e crescimento para todo o mercado de transporte e logística” assinala João Jorge Couto da Silva, coordenador da Comissão Organizadora do evento promovido pelo SETCERGS em parceria com a FETRANSUL. .
        Entre os expositores que apresentarão seus produtos e serviços no pavilhão do Centro de Eventos FIERGS, estão as mais renomadas marcas mundiais de caminhões e grandes fornecedores nacionais no ramo de implementos rodoviários, fabricantes de pneus, distribuidores de combustíveis, entre outros. Também serão exibidas as mais avançadas tecnologias de comunicação veicular, monitoramento de caminhões por satélites e softwares de gestão de transporte, além de operadoras de seguros, serviços de segurança do transporte e de instituições financeiras. Veja o texto completo.

Richard Gere em Porto Alegre

Olides velho, o Richard Gere esteve no Rio Grande do Sul por várias vezes nos anos 70, quando namorava a artista plástica Sylvia Martins. Pena que nunca o encontrei por aí. Sylvia é de Bagé e seus pais tinham fazenda lá. Sylvia e Gere viveram juntos por sete anos. antes do ator ficar famoso e virar sex symbol. Muitas vezes foram ao Brasil juntos para fazer o circuito carioca e passar uns dias na fazenda em Bagé. Com certeza andaram por Porto Alegre.Ela ainda estava com ele quando Gere filmou seu primeiro sucesso “Looking for Mr Goodbar”, em 1977, com Diane Keaton no papel de uma jovem independente que frequentava a vida norturna sozinha. Na época, esse filme assustou muito as mulheres da minha geração que viviam em São Paulo e levavam uma vida independente, pré Sex in the City, pré Aids, etc. No filme, Gere é um maluco que Diane Keaton leva prá casa num fim de noite e que acaba por matá-la. Em 1978, Gere e Sylvia foram juntos para o Nepal, época em que ele começou a se interessar por budismo. Ela disse anos atrás numa entrevista que foi dificílimo viver com ele. Em 1992, Sylvia  casou em Londres com Constantine Niarchos, herdeiro do milionário grego Stavros Niarchos. Por muito tempo assinou Sylvia Martins-Niarchos. Constantine morreu de overdose de cocaína em 1995. Sylvia frequentou muito o jet set internacional  e conviveu com Andy Warhol, que gostava de suas pinturas. Mais carioca do que gaúcha, está afastada da badalação (ainda existe essa palavra?). Vive em Nova York, mantém um apartamento no Rio e atualmente expõe seus trabalhos numa galeria carioca. Um abraço, Heloiza G. Herscovitz , Ph.D
Assistant Professor - Journalism Department, CSULB
1250 Bellflower Blvd.  SS/PA- 009 - Long Beach, California  90840-4

Carta

Recebo esta carta e publico porque o missivista não me pediu segredo.

Porto Alegre, 19 de junho de 2008
Carissimo Olides, desculpe, mas preciso " desconvidá-lo" do evento da próxima semana  promovido pela Sociedade Partenon Literário, por vários motivos:
Trata-se de evento cultural em que a " estrela" será o fotógrafo Antõnio Vargas e eu apenas estou auxiliando-o na empreitada.
Os assistentes deverão formar um pequeno grupo de escritores  filiados ao Partenon Literário e eu nem posso imaginar você chegando no evento e, com o seu jeito exageradamente despojado, gritar palavrões em troca de boa noite.
Não será servido coquetel e não teremos " Boca Livre" , pelo contrário, para não ser gratuito, o evento cobrará ingresso de um livro em bom estado para ser doado à Biblioteca do Instituto de Educação General Flores da Cunha, que é uma campanha permanente da Livraria Letras e Cia, a qual  cede o local para a Sociedade Partenon Literário.
No entanto, se você tiver  muito interesse mesmo no conteúdo do evento cultural, posso pedir para o Antônio Vargas promover uma apresentação especial para você. Mas, se você gostaria de comparecer apenas para posteriores relato aos seus amigos. diga para eventuais interessados para eles mesmo assistirem o evento e não depederem das informações levantadas por você. Sem esquecer a doação de um livro...Assinado, Abraços Sérgio Becker.

A resposta do editor

O Sérgio Becker que escreveu isto aí de cima, não pode ser o mesmo que ensinou a mim e vários outros repórteres da editoria de polícia de ZH,a escrever textos para um jonral,  em 1973,quando ainda engatinhávamos na profissão, época em que  até os "ratos" recusavam a ZH de cortesia. Nós íamos nas delegacias de polícia fazer cobertura das setorizadas e levávamos 6 exemplares cada repórter pra dar pros " ratos" e muitos deles recusavam o jornal. Só queriam os jornais da Caldas Junior.

Bom, o Becker, que era subeditor do Renatinho Pinto, na Editoria de Polícia de ZH,  pegava nossos "garranchos" os reescrevia e nos ensinava como abrir um texto, como fazer um lead....

O leitor que não tem nada a ver com a bronca do Becker comigo - na verdade ela se originou no penúltimo lançamento de um livro dele, na Casa de Cultura, quando chegou lá o Peninha e o colega não foi ovacionado por nós  como talvez o Becker quisesse. O leitor precisa apenas saber que haverá uma exposição de fotos de Antônio Vargas, dia 25, portanto esta semana, a partir de 18h30min na livraria Letras e Cia que fica defronte ao Instituto de Educação Flores da Cunha.As condições para ingresso estão dadas na carta que o Becker me enviou. As fotos até onde o Becker me falara são sobre o enterro do Jango, em S. Borja, no dia 7 de dezembro de 1976, quando Becker e Vargas cobriram o episódio pelo " Estadão". Atenciosamente,  Olides Canton  

Teatro Glênio Peres - Ultima semana de inscrições
Inscrições para Teatro Glênio Peres encerram-se dia 27

A Câmara Municipal de Porto Alegre recebe, até sexta-feira (27/6), inscrições para a seleção da programação do Teatro Glênio Peres (Avenida Loureiro da Silva, 255). Podem inscrever-se jovens com idades a partir de 16 anos e pessoas jurídicas com sede em Porto Alegre. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas somente pela Internet. O edital e o formulário on-line estão na página www.camarapoa.rs.gov.br.

Situado no 2º piso da Câmara, o Teatro Glênio Peres conta com 80 poltronas, acesso e área especial para cadeiras de rodas, palco com 6,63m x 4,02m, camarins e diversos equipamentos, além de amplo estacionamento. O espaço pode receber eventos artístico-culturais de seis modalidades: teatro adulto, teatro infantil, música popular, música erudita, dança e cinema.

Os participantes dos espetáculos selecionados não receberão cachê da Câmara, que veda também a cobrança de ingressos. Será permitida a doação de alimentos não-perecíveis para destinação a entidades assistenciais. Além de disponibilizar o espaço, o Legislativo apoiará a divulgação das atividades em cartazes, folhetos, página eletrônica e TV Câmara.

As propostas inscritas serão avaliadas pela Comissão de Eventos da Câmara com base em critérios como qualidade, relevância, abrangência cultural e social, originalidade e adequação ao espaço, entre outros. A temporada de espetáculos selecionados para o Teatro deverá começar no segundo semestre. Informações pelo e-mail memorial@camarapoa.rs.gov.br - Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Memória Nativista: 13 anos da morte de Silva Rillo


O poeta e pesquisador Apparicio Silva Rillo não nasceu em S. Borja(RS) e sim em POA.

Indicado pela governadora Yeda Crusius(PSDB) como possível membro do que ela denominou de " República de Santa Maria" na recente crise  da CPI do Detran, o ministro da Justiça, Tarso Genro esquivou-se dizendo que ele pertence à "República de S.Borja". Pois um cantor e compositor nativista - falecido há exatos 13 anos atrás, numa véspera de S. João em 13/06/1995 - por mais que muita gente pense ser ele sanborjense, não o é. Apparício Silva Rillo que deixou inúneras obras,entre composições nativistas premiadas, livros escritos e foi o criador, com outros colegas do grupo Os Angüeras, nasceu na capital do estado do RS em 08/08/1931 mas passou parte de sua infância em Guaíba. Só foi parar na "terra dos presidentes" quando tinha 22 anos de idade e lá ganhava a vida não era com a escrita dos seus livros - o "Rapa de Tacho" publicado pela editora Tchê em 60 edições lançadas no mercado vendeu cerca de 200 mil exemplares - mas com a imobiliária Silva Rillo(hoje ficou com um genro).Silva Rillo faleceu com apenas 64 anos, de um câncer no pulmão que se alastrou. Sua esposa Susy de Araújo Rillo lembra que o marido foi quem fez renascer em S. Borja a procissão de S. João ( profana) que é sempre realizada na noite do dia 23 para 24 de junho. " Esta tradição estava quase desaparecida aqui em São Borja, mas o Rillo a fez renascer" conta a viúva que se ocupa em cuidar de uma das quatro filhas que o casal teve, que é exepcional." O Rillo morreu em casa, graças a Deus, no meu colo. A empresa me chamou a atenção naquele dia que ele tinha piorado, eu peguei ele no colo na cama e ele morreu"  conta ainda quase às lágrimas a viúva Susy.
Susy diz que o marido ainda é lembrado entre os nativistas tanto que no ano passado quando houve a Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana " falaram nele".
Em S. Borja Silva Rillo não é tão lembrado assim. É aquela máxima de que santo de casa não faz milagre, ou então de que rei morto é rei posto. Mas existe um museu municipal, onde há muitas obras dos índios catequisados pelos  padres jesuítas, com seu nome. Também o Museu da Estância, mais conhecido por museu dos Angüeras, como é chamado popularmente, também lembra do criador do grupo, porque nas paredes há uma foto de Rillo dentro dele.

Mas, por exemplo, no corredor Cultural - na av. Presidente Vargas - formado pelos  museus  do presidente Getúlio Vargas( já em funcionamento) e o do ex-presidente Jango( que vai ser inaugurado ainda este ano) não há nada previsto para Rillo,seguramente o "sanborjense" adotado mais conhecido da cidade.Ciúmes?

Silva Rillo vendeu tanto livro que  poderia estar rico. Não o está. Sua viúva Suzy disse que os maiores direitos autorais lhe chegam da Alemanha, onde ele tem um conto traduzido e que volta e meia a editora de lá remete pelo correio o dinheiro que toca ao autor.Suzy e Apparicio tiveram quatro filhas: Leliana,Clarissa, Claudia e Synara.Entre as façanhas do poeta contabilizam-se  troféus como  Califórnia da Canção Nativa, de Uruguaiana, 4 vezes, Festival da Barranca(ele foi um dos criadores, este festival é apenas para homens e tem que ser convidado. É sempre feito na véspera da Páscoa, isto é, na quinta,sexta-feira santa e no sábado de aleluia).Rillo ganhou 3 edições da Barranca. Nova Ronda da Canção, de Alegrete e Vindima da Canção de Flores da Cunha.Seus parceiros de composição foram Mário Barbará, José Bicca, Noel Guarany(também já falecido) e Pedro Ortaça.

Reproduzo aqui o primeiro causo do Rapo de Tacho 1

" - O senhor foi intimado para depor sobre a violenta briga acontecida ontem no seu armazém, no Iguariaçá. Três mortos, oito feridos, um horror...
- No meu bolicho, seu delegado. Quem sou eu pra ter armazém? Armazém é o do turco Salim, que foi mascate. Por sinal que....
-  Não se desvie do assunto. Como e por que começou a briga?
- Bueno, pos historiemo a coisa.  Domingo, como o senhor sabe, o meu bolichote fica de gente que nem corvo em carniça de vaca atolada. O doutor entende: peonada no más, loucos por um trago, por uma charla sobre china. A minha canha é da pura, não batizo com água de poço como o turco Salim. Que por sinal...
-  Continue, continue. Deixe o turco em paz.
- Pois então bamo reto que nem goela de joão-grande. Tavam uns quinze home tomando umas que outras, uns mascandoa salamae pra enganar o bucho, quando chegou o Faca Feia.O senhor sabe, o índio é mais metido que dedo em nariz de piá. Deu um planchaço de adaga no balcão e perguntou se havia home no bolicho. Todo mundo coçou as bola. Home tem bola, o senhor sabe. O Lautério - que não é flor de cheirar com pouca venta - disse que era com ele mesmo, deu de mão numa tranca e rachou a cabeça do Faca Feia. Um contraparente do Faca não gostou do brinquedo e sentou a argola do mango no Lautério. Pegou no olho  - lá nele -  e o Lautério saiu ganiçando como cusco que levou água fervendo pelo lombo. Um amigo do Lautério se botou no contraparente do Faca - que já tava batendo a perninha - e enfiou palmo e meio de frerro branco no sovaco do cujo, que lo chamam Pé de Sarna. Um irmão do Sarna, acho que chateado com aquilo, pegou um peso de cinco quilos da balança e achatou a cabeça do homem que faqueou o Sarna. os óio saltaram,seu doutor. E eu só olhando, achando tudo aquilo um tempo perdido. Um primo do homem de ferro branco rebuscou um machado no galpão e golpeou o irmão do Sarna. Errou a cabeça, só conseguiu atorar o braço do vivente.Aí eu fui ficando nervoso, puxei meu berro pro mole da barriga, pronto pra um quero. Meu bolicho é casa de respeito, seu delegado, e a brincadeira já tava ficando pesada. Mas bueno, foi entonces que o Miguelão se alevantou do banco, palmeou uma carneadeira, chegou  por trás do homem do machado, pé que te pé, grudou ele pelas melena e degolou o vivente num talho a coisa mais linda. O sangue jorrou longe como mijada de colhudo. Aí eu e mais uns outros - tudo home de respeito - se arrevoltemo com aquilo. Brinquedo tem hora, o senhor não acha?
- Acho, sim. Mas e aí?
- Pois, como lhe disse, nós se “arrrevoltemo”. Saquemos os talher. E foi ái que começou a briga....

Para correspondência com Suzy Rillo utilize este endereço.
Suzy Rillo - Rua Eddie Freire Nunes, 2480 - 97.670-000 - S. Borja - RS
Fone 55.3431.1002 

Coleguinhas

O fotógrafo Leo Guerreiro, foi,dia 23/06, a Eldorado do Sul e na volta viu uma cena curiosa que lhe chamou a atenção: quando o ônibus chegou na ponte do Guaíba,da empresa Expresso Rio Guaiba, a ponte estava alçada. Então o motoristas começou a fotografar os passageiros que estavam dentro do veículo. Mas que estranho? a troco de que? É lobby pra construirem uma nova ponte???

Brizola


Quem está depositando as flores, é a neta do homenageado, Juliana Brizola, atrás o presidente nacional do PDT, Deput. Fed. Vieira da Cunha, entre outros pedetistas.

Na minha estada em S.Borja, pela passagem do quarto aniversário da morte do líder trabalhista Leonel Brizola consegui com o dono do bar La Barca,  Florêncio Aquino Guimarães(filho do ex-prefeito sanborjense Florêncio Guimarães, do PDT) localizado na av. Getúlio Vargas em S. Borja ( RS ) duas fotos.  Havia  uma foto do ex-presidente Jango, enviada de Assunción, no Paraguai,quando este estava hospedado na casa de Alfredo Strossner, que Aquino me disse que alguém a levou do seu mural.

No dia 23/06/2004, as pessoas estão de caras tristes. Chateadas. Nesta foto feita pelo fotógrafo Dilermando Messa do jornal Folha de São Borja, da esquerda para a direita aparecem na Praça XV de Novembro, durante as exéquias do ex-governador Leonel Brizola, o deputado federal e então presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebello(PCdoB) a neta de Brizola, filha de João Vicente, Juliana, Neusinha Brizola, a Neuzinha " Mintchura", filha de Leonel Brizola, Lígia Vargas, esposa de Viriato Vargas, o próprio, sobrinho-neto de Getúlio Vargas, filho do General Serafim Vargas, Ana Maria Guimarães, irmão de  Florêncio Aquino Guimarães e o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

Uma das últimas aparições públicas do ex-líder trabalhista Brizola. Evento. Reunião do Conselho Político do Rio de Janeiro. Da direita para a esquerda, Leonel Brizola(aplaudindo), Carlos Lupi(atual ministro de Lula), em pé aplaudindo, ex-deputada federal, Cidinha Campos,em pé, aplaudindo, Jorge Roberto Silveira,sentado,sorrindo, e Aninha,sorrindo e aplaudindo. Dia de 50 anos de Aninha. Data da foto: 01/05/2004. Foto de Flávio Pacheco.( do arquivo pessoal de Florêncio Aquino Guimarães)/ São Borja/RS. 

Notas

1) Mariowane Weis, prefeito de S.Borja, e Romildo Bolzan, de Osório, do PDT vão à reeleição.
2) Alguém se lembrou dia 21/06 de deixar uma vaso de flores no túmulo do Gregório Fortunatto,o guarda-costas de Getúlio Vargas, que está enterrado há poucos metros do túmulo de Jango e Brizola. Um bilhete,escrito a mão, diz: " uma homenagem ao " Anjo Negro"
3) O presidente atual do PDT de S. Borja é casado com uma Vargas e é bom de " gogó".
4) Clair Ribas,ex-presidente local do PDT, sumiu. Nem deu as caras. Estava fora da cidade. As versões dizem que ele tentou emplacar a mulher, Elizete, como secretária municipal, não deu e se magoou.
5) O Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, voou sábado,21/06 do inverno  do Pampa gaúcho onde ao meio-dia fazia 7 graus de S. Borja para os 35 graus de Fortaleza.
6) Nei Ortiz Borges pegou uma carona no jatinho da diretiva do PDT de S.Borja a Porto Alegre após os eventos locais.
7) O prefeito Mariowane Weis, no aeroporto S. Manoel, chamou o ministro Carlos Lupi e fez uma foto: " esta é pra campanha" sorriu.

Temperatura

Do interior vem notícias de muito frio. A Deise, da Gazeta Regional de Serrafina Correa, mandou dizer,ontem, dia 17/06 que fez 1 grau na cidade. Em alguns lugares zero. Mas este frio sempre existiu na Serra. Quando eu era pequeno e ia a aula de manhã cedo, saiu quebrando geada com tamancos,chinelos. Sapatos eram raros.Não tínhamos kombis escolares, estas mumunhas que as prefeituras pagam hoje em dia. E nem por isto morri...aqui estou vivo...

Transporte Rodoviário converge para a 10ª Transpo-Sul

O Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre,  vai congregar de 8 a 11 de julho as idéias e as expectativas das entidades que representam os transportadores rodoviários de cargas, passageiros e autônomos do Rio Grande do Sul.
  Na opinião do presidente da FETRANSUL (transporte e logística) a Transpo-Sul já está consolidada. “Trata-se de um evento de curta duração e com feira voltada para os profissionais do transporte de todos os modais. Uma oportunidade para conhecer novas ofertas de produtos, esclarecer dúvidas, apresentar sugestões e de negociar” observa Paulo Vicente Caleffi. Acredita que o Programa Duplica RS vai ganhar ampla abordagem no evento, já que inclui em seu bojo o interesse dos atuais governantes do Estado em renovar os contratos de concessão de rodovias pedagiadas.”Certamente esta questão vai pairar como nuvem negra quando se falar em qualquer assunto que trate de desenvolvimento e crescimento do Estado” prevê Caleffi.
  Para o presidente da FECAM (caminhoneiros autônomos), Eder Dal´Lago, a Transpo-Sul vai ser uma oportunidade ímpar para debater a fundo o programa anunciado pelo governo do Estado. “Não vimos nenhum projeto no Duplica RS, mas uma maquiagem para a prorrogação dos contratos de pedágios dos Pólos Rodoviários do Rio Grande do Sul”, avisa o líder dos caminhoneiros. Aponta outros importantes temas que devem pautar nesse encontro de interesses comuns entre os autônomos e empresários, como o Tempo de Direção do motorista de caminhão e ônibus e a fiscalização contra o excesso de peso nas rodovias.
 Também para o diretor secretário da FECAVERGS (autônomos e taxistas) a ameaça de prorrogação dos contratos de pedágios deve predominar na décima Transpo-Sul. “Vamos aproveitar a presença de motoristas autônomos, principalmente taxistas, para abordar as questões relacionadas à segurança e mostrar a nossa posição com relação ao Duplica RS. Não aceitamos a prorrogação dos contratos. Os taxistas não têm subsídios para pagar pedágios” avisa Waldemar Stimamilio.
 Já o presidente da FETERGS (transporte de passageiros) constata que o ônibus está cada vez mais inserido na Transpo-Sul. “A cada ano aumentamos a nossa participação no evento originário do transporte rodoviário de cargas e operadores logísticos. Tanto na Feira, com a exposição de produtos e serviços para o transporte de passageiros e na programação congresso”, ressalta Victorino Saccol.  Cita o exemplo da palestra sobre “Normas Federais de Acessibilidade no Transporte Público Urbano”, que traz como palestrante convidado o vice-presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbano ( NTU) – Eurico Divan Galhardi. Mais informações: Wagner Dilélio - Jornalista – SETCERGS - Fone:   51 3342.9299  Fax: 51 3342.2053 - jornalismo@setcergs.com.br - www.setcergs.com.br

A vida como ela é...
Herdeiros brigam por fortuna deixada por empresário!

Os fatos aqui narrados são verídicos, mas omitiram-se alguns dos nomes identificando-os apenas pelas iniciais. Na sexta-feira Santa  4 de abril de 1996,no Hospital Divina Providência, em Porto Alegre, faleceu o empresário S. que deixou como herdeiros dois filhos do primeiro casamento, W. e C.H. e uma companheira, L. com a qual embora dividisse o mesmo teto desde 1977,segundo ela, ou desde  " meados de 1980" conforme os filhos, tinha uma união estável, embora não fossem casados no papel.

O enterro do empresário S. foi realizado em sua cidade natal, Lajeado, onde ele nascera no interior 72 anos antes, filho de um comerciante.
L. a companheira, não compareceu ao enterro em Lajeado, segundo alegou, devido à hostilidade dos filhos.

Dez dias depois da morte de S. seu filho W. abriu um processo - que levou o número 01296021270 - para a divisão da herança deixada pelo pai.No processo foram arrolados os bens como 170 ônibus da empresa fundada em Porto Alegre pelo pai,parte dos ônibus de uma empresa de ônibus da zona norte da capital, parte dos ônibus de uma empresa de ônibus da zona sul da capital, 11 apartamentos no prédio onde o empresário falecido vivia com L., localizado nas cercanias do estádio Beira-Rio, parte dos veiculos de uma empresa de táxis-lotação, parte numa empresa de turismo, além de imóveis localizados em Porto Alegre.

Um advogado especialista explicou que era praxe que estes bens deixados em herança tivessem que ser avaliados pela Secretaria da Fazenda do Estado para a partilha.

O empresário S. estava adoentado desde 1991,e morreu no Divina Providência depois de passar por outros hospitais da capital. Seu certificado de óbito levou o número 54.528 e quem o assinou foi o médico Rogério Fernandes. Ele atesta que a morte de S. deu-se por falência de múltiplos órgãos, choque septicêmico,infecção respiratória pós-operatória. 

S. fizera fortuna principalmente  nos últimos anos de sua vida , ratificando o que um astrólogo lhe dissera no começo de sua empresa. O mapa astral que o empresário guardava com carinho no seu cofre previu ainda sua vida afetiva: dissera que ele teria dois casamentos.

S. fez tesamentosem os filhos saberem. Na certidão de óbito, o filho W. fez constar que o pai deixara dois filhos maiores e bens a inventariar, sem testamento conhecido.

A companheira de S., L.- nascida em 1947,também em Lajeado - ingressou então na 6  Vara de Família e Sucessões constituindo o advogado Antônio Antônio Lopes e abriu o processo de número 1296026667 - requerendo a união estável. L.  alegou que estava com S. há 18 anos. Segundo L. eles repartiam o mesmo teto, desde 1978, logo após o falecimento da primeira esposa de S., Z.
A companheira L. apresentou ainda um testamento deixado por S. em favor dela,feito em 7 de março de 1981, no 7 tabelionato de Porto Alegre. O testamento deixara 25% dos bens de S. para L. após a sua morte.O advogado testamenteiro foi  Elmo Oswaldo Kirsch. L. sempre quis casar no papel com S. mas ele nunca quis. Quando ela tocava no assunto, ele lhe respondia: " não te preocupes, tu não vais precisar ir a Lajeado atirar pedras no meu túmulo".

Depois do desaparecimento de S., L. não se contentou com o que dissera o testamento deixado.Ela alegou a aplicação da lei 8971/94 que apregoa que quando os bens de herança foram resultado de atividade em que houve colaboração do companheiro e do sobrevivente, este último terá direito à metade dos bens deixados.

Para pedir a união estável, L. apresentou provas contundentes:  Há uma sucessão de fotografias do relacionamento prolongado, contas de luz, telefones, extrato do Montepio da Previdência, todas com a assinatura de L.além de baixas hospitalares de S. pagas por L.

Para provar que seu relacionamento com S. era anterior a 1980, L. apresentou no processo uma fotografia em preto e branco - de número 32 - que segundo L. prova que o relacionamento entre ambos vinha desde 1978. Há mais outras fotos. Desde que L. e S. se encontravam em situações muito comuns e simples como em passeios a cavalo pelo interior do Estado, até uma viagem que fizeram juntos à Europa e conheceram a praça São Marcos, de Veneza, na Itália. Há fotos ainda de quando a situação econômica de S. começou a melhorar e os dois iam a congressos de transportadores de passageiros em outras capitais hospedando-se em hotéis de luxo

L. anexou ao processo de união estável fotos onde estão ela, o filho de S., W. o vereador João Dib(PP). Numa outra fotografia onde eles estão com o ex-vereador Frederico Barbosa. Numa outra foto está escrito no verso:"  aos amigos S. e esposa uma recordação do enlace matrimonial de nossa filha Catarina com Pedro Maineri em 26 de dezembrode 1987.Nesta foto também aparece um colega transportador de S., I.M.

Queixas na delegacia: As brigas entre L. e  W. começaram poucos dias depois  da morte de S.: L. registrou em 22 de abril de 1996 na Delegacia de Furtos e Roubos o desaparecimento da garagem do prédio onde reside do Nissan placas IBR-5641, do falecido S. O carro foi localizado na garagem da empresa de ônibus que pertenceu a S. na zona sul da cidade. O inventariante W. disse ao delegado Carlos Miguel Amadeo que retirara o veículo para renovar o seguro do carro. O Nissan ficou com L.  e é um dos bens que os dois herdeiros concordam em ceder a L.

Poucos dias antes, em 18 de abril, o advogado testamenteiro, Elmo Kirsch, dirigiu-se a 6 Vara de Família e Sucessões do foro central de Porto Alegre comunicando que sua cliente L. era detentora de uma chave de um cofre que estava na garagem da empresa de ônibus que pertencera ao finado S.No cofre estavam guardados valores, documentos, bens,fotos de valor  personalissimo e que até aquele dia - 18 de abril - L. fora ignorada e hostilizada pelo herdeiro W. O advogado solicitou que o cofre fosse aberto na frente de um oficial de Justiça e do advogado testamenteiro requendo também que fossem entregues a sua cliente pelo oficial de justiça cartas,fotos, que faziam parte do relacionamento de L. com S.

Dias depois, o filho inventariamente, W. informou a 6 Vara de Família e Sucessão que nada existia no cofre da empresa mas que ele aceitava que fosse aberto. Disse ainda que não tinha conhecimento do testamento do pai em favor de L. mas que não lhe restava outra saída a não ser acatá-lo já que ele expressa a vontade do pai.

No entanto, alegava ser sabedor que na residência de S. e de L. havia um cofre onde estava guardada vultuosa quantia de moeda norte-americana, além de jóias,ouro etc e que desta forma como inventariante queria direitos hereditários.L. através de sua advogado testamenteiro, negou a existência destes valores.

O sócio de S. na empresa  E. disse que a disputa entre os filhos de S. e a atual companheira L. em nada afeta o funcionamento cotidiano dos ônibus. E. limitou-se a dizer que estava sabendo que as partes que disputavam a herança estavam por fazer um acordo.E. tinha então 76 anos e já providenciaria seu testamento 15 dias antes. Segundo E. a empresa contava,então, com 175 veículos dos quais 22 estavam velhos e seriam substituídos.

N. E. : esta situação era a de 5/11/1998. Até onde se sabe, as partes fizeram um acordo e E. também já faleceu. Como todos os processos da Vara de família e Sucessão este também correu em segredo de justiça. 

Memória de jornalista!
O fotógrafo Assis Hoffmann hoje vive na praia do Rosa cuidando de uma pousada!



O redator, à esquerda, e o fotógrafo Assis Hoffmann, na rua da Praia, em Porto Alegre,
no dia 17/06. Foto de Ricardo Stricher.

Dá série as voltas que a vida dá: Encontrei,dia 17/06 na rua da Praia, o fotógrafo Assis Hoffmann, que muitos davam por morto, mas que está vivinho e morando na praia do Rosa, em Santa Catarina. Lá ele montou uma Pousada e cuida dela. Diz ele que aquele foi seu verdadeiro pé de meia, sua verdadeira aposentadoria porque a do INSS não dá pra titica nenhuma. Assis foi um fotógrafo muito conhecido. Trabalhou naÚltima Hora,jornal do Samuel Wainer, na ZH, na Caldas Junior, onde chefiou o departamento fotográfico, fez a experiência da Coojornal,  e ultimammente teve um negócio próprio Focontexto.Era uma agência de fotojornalismo, mas que não emplacou.

Depois de ´reelar´por um bom tempo, Assis resolveu retirar-se para uma praia, a do Rosa,em Santa Catarina,comprou um terreno e montou uma pousada. Volta e meia ele é visto em Porto Alegre, onde vem tratar de seus negócios. O " índio" de Santiago do Boqueirão - aquela cidade da fronteira - foi dado por morto por alguns. Foi um mero engano. Está bem vivinho e da silva.

Até engordou: De meu baú de recordações, lembro que em 1992, convidei o Assis pra fazermos uma reportagem no Chile para uma revista paulista.Viajamos a bordo de um bus da Marcopolo, que estava sendo transportado pelo Expresso Mercúrio para uma empresa chilena, com sede em Santiago. Nunca ri tanto na vida. Junto com seu Manoel Carabotta, ia sua esposa,dona Maria, que o exemplar Carabota levou junto para conhecer. Impressionado com os costumes diferentes da Argentina e do Chile, dona Maria se saí com cada uma que nós dois, atrás, no ônibus, rolávamos de rir.

Enfim foi uma viagem que rendeu uma bela reportagem, principalmente pelas fotos. Parávamos nos locais onde o Assis achava melhor para parar e ele fotograva. Pegamos ainda os resquícios das nevascas na divisa do Argentina com o Chile - era outubro, no Brasil Collor de Mello estava sofrendo o processo de impeachment - e ali vi a quantidade de neve que cai no inverno na Cordilheira dos Andes. Ainda víamos casas ao longo do trajeto com os tetos totalmente destruídos pelas nevascas. Aprendemos também o que é o " vento gelado", algo assim, que é um tipo de fenômeno que ocorre na Cordilheira dos Andes. Ele se dá da seguinte forma; de repente o céu fica escuro pelas nuvens, começa a soprar um vento forte, gelado e de difícil controle. Os caminhoneiros são a maior vítima dele, porque geralmente os caminhões tombam nas ribanceiras, já que os motoristas não conseguem ter o controle tamanha a quantidade de neve que cai. O melhor, o indicado para os motoristas que trafegam na Cordilheira dos Andes quando este fenômeno acontece - o problema é que o fenômeno é bem traiçoeiro,acontece de imprevisto - é parar o veículo e esperar passar. Muitas vezes a quantidade de neve é tamanha que os caminhões ficam retidos ou do lado chileno ou do lado argentino.

PDT comemora 29 anos da Carta de Lisboa com meia dúzia de gatos pingados!


O advogado e jornalista Indio Vargas um dos signatários da “Carta de Lisboa"

Apesar dos 427  convites e das 200 cartas  que expediu, o militante do Partido Democrático Trabalhista(PDT)-RS, o bioquímico Danilo Groff- 74 anos - não conseguiu reunir mais do que 10 pessoas na sala Carlos Contursi, na sede regional do PDT em Porto Alegre, na fria noite do último dia 17/06, dia em que os pedetistas históricos comemoraram os 29 anos da chamada " Carta de Lisboa" um encontro de 3 dias realizado na sede do Partido Socialista Português, na Largo dos Ratões, em Lisboa." A Dilma ( Roussef) e o Carlos Araujo não foram,né! e o Collares(Alceu) ficou aqui(Porto Alegre) no MDB torcendo para que os exilados não voltassem" desabafou Danilo, ao final da apresentação de um filme sobre o líder Leonel de Moura Brizola,falecido em 21.06.2004.
 O presidente regional do PDT, prefeito de Osório, Romildo Bolzan Junior, deu uma "passadinha" pelo auditório Carlos Contursi e aproveitou para elogiar Danilo, dizendo que o partido sem ele, perde parte de sua identidade. E lembrou um episódio de quando ele era pequeno e seu pai, o falecido político e ex-deputado estadual , Romildo Bolzan,tinha uma casa de veraneio em Tramandái." Eu era pequeno e ficava vendo o seo Danilo que como bioquímico levava um monte de remédios para lá", lembrou o agora político com projeção estadual.O ex-secretário municipal do planejamento e o indicado a vice-prefeito na chapa de José Fogaça, José Fortunatti, apareceu, mas no finzinho, quando o filme já estava na parte dos créditos.

Sereno queria um partido "VERDE OLIVA": Ao abrir o evento  comemorativo dos 29 anos da Carta de Lisboa, Danilo chamou outro participante daquela façanha - o país ainda vivia sob o signo da ditadura militar  e muitos exilados participaram do encontro de Lisboa - o advogado Indio Vargas, que contou alguns episódios engraçados sobre o que ocorrera naqueles dias.

" O Sereno ( Chaise) estava muito tenso. Tinha gente de todo o canto do mundo, porque tinha muitos exilados. Uns viviam no México, outros na África, uns na Europa e muitos viviam no Brasil. O Sereno ficou muito nervoso com tudo aquilo. Estava muito tenso. Quando ele foi falar para aquele público, tinha umas 1.500 pessoas, o Sereno se empolgou e disse:´vamos refundar um partido que tenha as cores VERDE OLIVA´ ao invés de Verde Amarelo. Como estávamos ainda na ditadura militar, aquilo foi uma gargalhada total de todo mundo" recordou Índio Vargas.

Índio, por sinal, não ficou em toda a sessão para ver o filme. Retirou-se na metade. Quando o filme sobre Leonel de Moura Brizola estava passando, chegou outro assinante da Carta de Lisboa Ney Ortis.

Verborragia: O promotor do evento fez um relato muito interessante no começo da solenidade. Leu nome por nome dos 120 assinantes da Carta de Lisboa e dizia onde estavam agora estes personagens, em que partido, se haviam saído da política, se haviam trocado de partido, ou se haviam morrido." 90 estão vivos e 30 mortos" contabilizou Danilo.Foi um trabalho de investigação que o militante do PDT fez com esmero. Poucos devem ter estes dados, no Brasil. Entre digamos as estrelas que participaram daquele evento, citam-se o atual escritor Flávio Tavares,Carlos Minc, hoje ministro do Meio Ambiente,Jackson Lago, hoje governador do Maranhão, Neiva Moreira, secretário estadual no Maranhão, Mila Cauduro, que está retirada da política, embora não tenha se desfiliado do PDT,entre outros.

Aldo Pinto, por exemplo, que foi candidato a governador do PDT pelo RS e que é um dos siignatários da " Carta de Lisboa" foi convidado ao evento de 17/06 mas não foi.Moema Santiago, outro expoente da política que assinou a Carta de Lisboa, hoje é deputada  federal do PSDB. Já o filho de Brizola, João Otávio Goulart Brizola, que assinou a carta, hoje vive no Uruguai cuidando do valioso patrimônio que Leonel Brizola deixou naquele país.

Danilo fez questão de lembrar que  " na luta da guerrilha" - quando Brizola achou que derrubaria a ditadura militar insalada no Brasil por meio de uma revolução armada -  ele  tinha como código entre os companheiros de guerrilha o número 22 e o apelido de " Domingues" e o apelido de Brizola seria " Michel" e o número 62. Danilo Groff também revelou que quando Jango esteve na China - depois voltaria para assumir a presidência da República - teve um encontro com o guerrilheiro argentino e líder da revolução cubana, Ernesto de La Siena, o famoso CHE GUEVARA  numa base aérea  em Moscou. Quem lhe teria revelado este fato - até hoje em dia pouco ou quase nada divulgado - teria sdio João Vicente Goulart, filho de Jango.

"Poucos": Quando abriu sua pequena conferência, Danilo Groff deu-se conta que havia pouca gente para ouvi-lo e isto o constrangeu. Mas fez do limão a limonada e lembrou seu comandante, Leonel Brizola, a quem ele só se refere como " O Doutor".

- O doutor sempre me dizia: Danilo  são poucos e bons para tirar Cristo da Cruz. Pra acompanhar a procissão são outros " lembrou o velho militante pedetista.

Segundo Danilo, a Carta de Lisboa tinha como intuito reorganizar o PTB no Brasil." Aquela gente que veio do México, liderados pelo Betinho(Herbert de Souza) que foi o mentor da Guerrilha do Araguaia  estava cansanda de ficar no exílio. Alguns eram exilados,outros haviam sido marginalizados no processo político" lembrou Groff. " O pessoal exilado não aguentava mais. A anistia estava por sair, mas ele lá no exterior estavam cansados de esperar " lembrou Indio Vargas, lembrando um pouco o ambiente que os que saíram do Brasil encontraram entre os demais 1.500 participantes do evento.

Fundação do PDT: Quando perderam a sigla do PTB para Ivete Vargas, em 1981, Leonel Brizola e seus liderados foram refundar um partido.  As bases optaram por vários nomes. Primeiramente era para ser PNDT( Partido Nacionalista Democratico Trabalhista). Depois Cibilis  Viana achou melhor que o partido se chamasse PTP( Partido Trabalhsita do Povo). Aí finalmente Nadyr Rossetti, um trabalhista com bases eleitorais em Caxias do Sul bolou o nome PTD(Partido Trabalhista Democrático) mas alguém alegou que fosse melhor PDT( Partido Democrático  Trabalhista). Que é a sigla que ficou. 

Estádio Olímpico será implodido!

Inaugurado em 19 de setembro de 1954 ( num jogo e que o time da casa ganhou de 2 x 0 do Nacional, de Montevideo) o estádio Olímpico Monumental, do Gremio Portoalegrense, ( nome dado assim desde 21 de junho de 1980 com a conclusão do anel superior ) será implodido no máximo em 3 anos e meio. Esta foi a previsão feita dia 18/06, na Federasul, pelo presidente Paulo Odone de Araujo Ribeiro.Já o presidente Vitório Piffero, do S. C. Internacional anunciou que o Beira-Rio terá uma cobertura fixa que deverá ser começada ainda este ano e que a área de 2,5 hectares do antigo estádio dos Eucaliptos, no bairro Menino Deus já está em negociação havendo várias incorporadas(algumas que vieram de fora) interessadas na sua aquisição.

Citando cifras às quais os repórteres que vão todas as quartas-feira às entrevistas não estão habituados, Paulo Odone e Piffero deram na manhã do dia 18/06 uma dimensão do valor que o futebol tem hoje em termos de cifrões. " Aqui não se tem como pagar futebol, mas o problema é que na Europa eles ganham em euros e nós aqui em real" disse Piffero diante da colocação de um repórter de que o torcedor não está entendendo bem esta história de sempre vender jogador que demonstra algum talento.

A ARENA do Grêmio: Paulo Odone explicou o novo estádio que o Grêmio quer construir.Ficará no bairro Humaitá,na zona norte da cidade,e a apenas 400 metros da estação Anchieta do trensurb. Assim, o transporte coletivo estará facilitado.O investimento previsto para a construção do projeto Arena é de 300 milhões de reais.

Governo do Estado e 16 prefeituras assinam convênios no valor de R$ 1,211 milhão

Os recursos serão destinados para construção de moradias, módulos sanitários e pavimentação de ruas
(Porto Alegre – RS, 19 de junho de 2008) - O governo do Estado, através da secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano (Sehadur) assina convênios com 16 municípios gaúchos para a construção de moradias, módulos sanitários e pavimentação de ruas pela Consulta Popular e pelos programas Nossas Cidades (PSH) e Emancipar. No total serão construídos 180 casas e 132 módulos, um investimento de R$ 1,211 milhão. A estratégia é avançar na redução do déficit habitacional.
Nesta quinta-feira (19), houve a assinatura do convênio que estabelece a transferência de R$ 182 mil aos municípios de Caiçara, Espumoso, Gramado dos Loureiros, Rodeio Bonito e Taquaruçu do Sul, dentro da Consulta Popular. A cerimônia contou com a presença dos secretários Celso Bernardi (Relações Institucionais), Fernando Schüler (Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social), e Marco Alba (Sehadur) e dos prefeitos.
Na terça-feira (17), a governadora Yeda Crusius assinou convênio pela Consulta Popular/2007 com cinco cidades: Alpestre (14 módulos sanitários), R$ 30 mil; Ametista do Sul (14 módulos), R$ 30 mil; Cristal do Sul (16 módulos), R$ 30 mil; Novo Tiradentes (25 módulos), R$ 40 mil, e Vista Alegre (5 casas), R$ 40 mil.
Os convênios estipulam R$ 40 mil para Caiçara (23 módulos sanitários), outros R$ 32 mil a Espumoso (4 casas), Gramado dos Loureiros (14 módulos sanitários) é contemplado com R$ 30 mil, enquanto Rodeio Bonito (21 módulos sanitários) e Taquaruçu do Sul (7 casas) recebem R$ 40 mil cada. As prefeituras participam com iguais valores a título de contrapartida, na forma de mão-de-obra, equipamentos e material de construção.
Os outros municípios são enquadrados nos programas Emancipar e Nossas Cidades. Pelo Emancipar, o Estado repassará R$ 410 mil, sendo R$ 250 mil para Quarai (pavimentação de ruas no Loteamento José Carlos Soriano), e São Francisco de Paula (construção de 20 casas), R$ 160 mil. Pelo Nossas Cidades, são R$ R$ 176 mil para Espumoso (22 casas); Fortaleza dos Valos (6 casas), R$ 48 mil; Porto Mauá (6 casas e 5 módulos sanitários), R$ 60,5 mil, e Ronda Alta (complementação da construção de 50 casas), R$ 75 mil. No final do mês serão assinados outros 50 convênios, totalizando mais R$ 9 milhões de repasse do governo do Estado.
As unidades habitacionais - em alvenaria de tijolos, dispondo de dois dormitórios compartimentados, sala/cozinha e banheiro - são construídas em terrenos providos de infra-estrutura básica (rede de água, rede de energia elétrica e solução de esgoto sanitário). Já os módulos compreendem vaso sanitário, chuveiro, lavatório e tanque, sendo acoplados em casas existentes, agrupadas sob a forma de loteamento ou isoladas nas áreas urbana e rural.Fonte:  Assessoria de Comunicação – Ascom - Secretaria Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano (Sehadur)
Fone: (51) 3288.4600 / 4610 - www.sehadur.rs.gov.br

Diário da " Terra dos Presidentes" (S.Francisco de Borja)( 20-06-2008)

Estou,hoje, 20/06, dia em que no Hemisfério Sul começou o inverno na terra dos " presidentes". Getúlio Vargas nasceu aqui, Jango idem, e o deputado federal(PMDB)Ibsen Pinheiro, que ocupou interinamente por um dia a presidência da República també é daqui.Tarso Genro,ministro da Justiça também é daqui. Não se sabe,porém,se chegará lá. Havia uma iniciativa particular , no ano de 2007, para levar os restos mortas de Jango de S.Borja para Brasília onde o ex-presidente falecido em 1976 terá um memorial. Mas parece que deu pra trás.
Vim a S.Francisco de Borja por vários motivos: uma pesquisa que estou fazendo(sempre se consegue algo, o 4 niver da morte de Leonel Brizola, que ocorre dia 21/06 com sessão solena na câmara municipal e porque gosto desta terra.Geralmente visito o museu dos Anhanguerras, conjunto folclórico musical fundado pelo falecido poeta e pesquisador Aparício Silva Rillo.Faz frio esta manhã em S. Francisco de Borja e o céu está com cara encaramujada, legítimo dia de começo de inverno. 

Isaac Ainhorn foi homenageado com nome em Praça do Bairro Santana 

O ex-vereador do PDT e ex- secretário do Planejamento Municipal de Porto Alegre, ISAAC AINHORN, será homenageado com nome em praça da Capital por proposta da Vereadora Neuza Canabarro. A cerimônia de descerramento da placa acontece domingo, dia 22 de junho, às 11 horas. A praça fica localizada na rua Bernardo Pires esquina avenida Princesa Isabel, no Bairro Santana. Isaac nasceu em 15 de junho de 1946 e faleceu no dia 14 de novembro de 2006. Formado em Direito  pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atuou como advogado e deu aulas de Direito Comercial na Faculdade Ritter dos Reis.Durante 18 anos, foi um dos mais atuantes vereadores de Porto Alegre e, em 1996, ocupou a presidência da Câmara Municipal.
Em 1º de janeiro de 2005, assumiu o cargo de Secretário Municipal do Planejamento, onde  trabalhou em projetos importantes para a cidade, como a reavaliação do Plano Diretor, definição do local de instalação da OSPA, Projetos Viva o Centro e  Operação Consorciada da Lomba do Pinheiro, Plano Urbanístico para a Orla de Porto Alegre, Plano de Desenvolvimento para a Zona Sul da Cidade, Projeto de regulamentação dos Fóruns Regionais de Planejamento,  Projeto de Desenvolvimento do 4º Distrito e Nova Metodologia para aprovação dos Projetos Especiais.

Erramos

A Associação Riograndense de Imprensa não foi procurada pela CPI do Detran e sim pelo chamado " Gabinete de Transição" do Governo do Estado.

Palanque

Aqui em S. Borja, onde me encontro hoje, dia 20/06, vi gente " fula" com a governadora Yeda Crusius e com a política em geral. E gente que era ligada ao ex-prefeito Juca Alvarez,falecido no ano passado, do PP, que está na coligação da governadora que governa o Rio Grande. Que estrago,hein?

Diário da " Terra dos Presidentes": S. Francisco de Borja(21/06/2008)

O ex-deputado federal Nei Ortiz Borges pegou o ônibus da Planalto e se hospedou no hotel Obino, em S. Borja no dia 20/06. Aos 84 anos, é signatário da " carta de Lisboa" foi cassado em abril de 1964(era deputado federal do PTB).Foi um dos que veio de longe para lembrar os 4 anos da morte do líder Leonel Brizola.
O chamado " trabalhismo" estava em boa parte na "capital nacional do trabahismo", como esta cidade é chamada.Vieram, num avião, Matheus Schmidt, o presidente atual do partido, pref. de Osório, Romildo Bolzan Junior, o deputado federal e presidente nacional do PDT, Vieirinha da Cunha, o deputado federal, Pompeo de Mattos,o deputado estadual Adroaldo Loureiro(PDT). Das autoridades locais, o prefeito Mariowane Weis(PDT) , e  de última hora, apenas para discursar no cemitério Municipal Jardim da Paz, onde está enterrado Brizola no túmulo dos Goulart,o ministro do Trabalho, Carlos Lupi( ex-jornaleiro, filho " político" do líder da Legalidade).
Lupi saiu de Foz do Iguaço, onde esteve inaugurando um CIEP chamado " Brizolão" pelo prefeito local que é do PDT.Na parte local os vereadores do PDT, Farelo e Celso Lopes prestigiaram a sessão solene na Câmara Municipal, pela manhã, e depois foram ao cemitério.
Pompeo de Mattos(PDT) lembrou que quando fez um ano da morte de Brizola, ele participou de um debate em Brasília onde seu contendor lhe disse:
- Vocês são o único partido que vai ao cemitério. Pompeo respondeu:
- Nós vamos ao cemitério porque temos orgulho dos seus legados.

Vieirinha da Cunha disse que quem perdeu com o fato de Brizola não ter chegado a presidente foi o Brasil, " não ele". Na verdade, a chamada " Capital Nacional do Trabalhismo"- S. Borja,fundada em 1682,fez uma efeméride para lembrar os 4 anos de ausência de Brizola. Teve churrasco no " Alemão" - onde foram reservados apenas 15 locais, e comeram 40 ( " isto é bem do PDT", comentou um comensal,irritado com o baixo número previsto). Depois do almoço houve a inauguração de uma exposição fotográfica sobre Brizola na Praça XV de Novembro feita pela Juventude local do partido. Foi ocasião para Vieirinha da Cunha fazer um pequeno comício à frente do mausoléu - criado por Oscar Niemeyer - onde estão os restos mortais do ex-presidente Getúlio Vargas.

Com um chuvisqueiro típico do inverno gaúcho e com um frio de 7 graus ao meio-dia, S. Francisco de Borja recepcionou os que vieram de fora para os 4 anos da morte de Brizola.Juliana Brizola, neta de Leonel, se enrolou toda numa manta.Aliás era a única integrante da família presente.
Dos locais,presentes ainda Celeste Penalvo,viúva de Percy(amigo de Brizola e gerente de Jango, no Uruguai)e sua filha Neusa,entre ex-secretários municipais.
Junto ao monumento da Praça XV de Novembro, o presidente nacional do PDT, Vieirinha da Cunha bradou alto:
- Viva Getúlio! Via Jango! Viva Brizola!
Aplausos gerais dos circurdantes.
Em S. Francisco de Borja, os pedetistas vão mesmo ao cemitério, o Jardim da Paz.
Falaram o secretário nacional do PDT, Manoel Dias, Vieirinha da Cunha (" Viva Brizola ,viva o PDT!") a neta Juliana, que foi a que deu o toque mais pessoal:" ele sumiu com muita rapidez" disse sobre a morte do avô;  e Carlos Lupi, que finalizou a homenagem. No cemitério as homenagens foram a colocação de flores - " comprei muitas flores" comentou depois Celeste Penalvo, que é sempre quem faz esta tarefa nestas datas - e os discursos,alguns transmitidos ao vivo pelo repórter Belmonte da rádio Cultura AM.

Pedro Ernesto Denardim escreve um livro sobre o " Rolo Compressor" do Inter!


O repórter Belmonte, da Cultura AM. de S. Borja, entrevistando uma fonte".

Como eu sei? Ora bolas. Quem me contou foi o excelente repórter da rádio Cultura AM de S. Borja, Eduardo Moreira Belmonte,- que gravou até os discursos que Brizola fazia no túmulo para sua falecida esposa Neusa . Belmonte recebeu a incumbência do chefão da rádio Gaúcha,  Valter Gonçalves dos Santos, para ir nas pegadas do goleiro do rolo compressor, IVO WINCK. Como bom repórter que é Belmonte saiu no rastro, descobriu que ele foi morar em S.Borja e que faleceu faz pouco tempo. Mas ele descobriu a viúva que  lhe passou os dados que Pedro E. Denardim precisava. Em Porto Alegre, ninguém mais sabia do ex-goleiro. Dá-lhe Belmonte!

Palanque
De São Francisco de Borja(22/06/2008)

1) Ao se despedir do prefeito Mariowane Weis,no aeroporto João Manoel,em S. Borja, no dia 21/06, o deputado federal Pompeo de Mattos(PDT) o encorajou:
- Dá-lhe nesta turma aí...
2) O " medo" de Mariowane Weis não é do PT( seu vice, Rene é candidato a prefeito) mas do PP, que tem um candidato, que já foi secretário municipal da Saúde no tempo de Jucão Alvarez(PP).
3) Na verdade, os eventos dos 4 anos da morte de Brizola foram para " impulsionar" Mariowane Weis. Mas o vereador Celso Lopes, PDT, no sábado à tarde não foi ao cemitério, foi numa vila, onde tinha um compromisso de candidato.
4) Época de campanha, época de " mordidas". O chefe de gabinete do prefeito Weis no domingo,dia 22/06, na frente do Executivo Hotel, teve que se desvincilhar de um eleitor que queria "oito pilas" prum remédio.

Memória da Política: Brizola cortou os naipes de Jair Rodrigues

O chefe de gabinete do prefeito de S. Borja, Edson, contou uma boazinha do ex-governador Leonel Brizola no domingo, dia 22/06, apesar do frio que fazia porque estávamos na rua, em pleno corredor Cultural. Diz ele  que tem muita coisa ainda por ser contada sobre o ex-governador. De uma feita num comício em S. Borja, com Brizola presente, apareceu um candidato de Uruguaiana, Jair Rodrigues, que se lançou a deputado estadual. Num comício meio grandoto, com umas 300 pessoas num CTG de S. Borja. Jair Rodrigues falou, trouxe seus botons,seus bonezinhos, tudo pronto pra campanha. Havia outros candidatos pelo partido também.
Brizola na mesa só ficou olhando e ouvindo. Olhava,olhava. Deve ter notado que na propaganda do Jair Rodrigues não tinha nem a sigla,nem o número.
Ao final do seu discurso, Jair Rodrigues, ia se retirando, de fininho, Brizola pegou o microfone e pediu pra ele ficar.
Quando foi falar, o ex-governador  simplesmente estava comunicando que Jair Rodrigues não seria candidato a nada, daquele jeito que estava querendo fazer. E não o foi. 

Coleguinhas

1)O assessor de imprensa do minsitro do Trabalho, Carlos Lupi,Max Monjardim que veio à frente à S. Borja no dia 20/06 tremia de frio no sábado dia 21/07." Pô este frio só faz no Rio em Agulhas Negras, e no pico" dizia Max, que não conhecia o inverno gaúcho.

2) O Chefe do Departamento de Assuntos Culturais de S.Borja teve sorte: contatou com o autor de uma nova biografia de Leonel Brizola, que virá lançar a obra em S. Borja, no final de setembro, na Feira do Livro. Ele tinha tentado a editor Dione Kuhn, de ZH, que alegou não poder vir por ser próximo às eleições.

Lembrando Leonel Brizola!

Certidão de óbito de Leonel Brizola
(arquivo pessoal do vereador Celso Lopes, de S.Borja)
O esquife de Leonel Brizola passa pela passarela da estação rodoviária de Porto Alegre no
dia 23/06/2004. Multidão acompanha o corpo.
Foto de José Ernestoda Assembléia Legislativa RS


Leonel Brizola candidato a vice-presidente  e Luiz Inácio Lula da Silva, candidato
a presidente  em S. Borja em 1998. Foto de Gaudêncio, do acervo do PDT de S. Borja.

Um dia, já quase ao final da vida, num fim de tarde em Porto Alegre, Leonel Brizola foi no programa " Guerrilherios da Notícia", então na TV2 Guaíba, onde o ´Vieirinha`- deputado estadual Vieira da Cunha, do PDT - vivia às turras com o Baldi ( Antônio Carlos) e deixou-se levar pela conversa " mole" do JK que foi lhe fazendo umas perguntas meio indiscretas. A certa altura, o ex-governador franziu o senho da testa e disse no seu linguajar arrastado:

- Olha, Flávio(referiu-se ao Alcaraz Gomes) estou infelizmente chegando a uma conclusão muito triste para mim pessoalmente, mas estou conformado. Nunca chegarei a presidente da República. Mas desejo que um dia alguém chegue lá e haja um presidente " Brizola" sem mim.

Fiquei surpreso com a multidão que Leonel Brizola carregou para as suas exéquias.estava na estação rodoviária de Porto Alegre na tarde do dia 23/6/2004 quando passou o caixão e vi cenas de gente ao celular gritando: mãe estou aqui vendo o Brizola passar e por aí afora..." Não entendi muito porque aquilo já não se transformava em votos já que suas últimas eleições os eleitores estavam fugindo para " outros alambrados". De Brizola já ouvi muito: desde guri, na roça, em Serafina Correa,quando nos chegavam as notícias pelo Correspondente Esso de que poderiam " bombardear" o Piratini( nós nem sabíamos o que era isto) até depois algumas " calúnias" sobre um dinheiro que Fidel Castro lhe teria mandado para fazer a revolução no Brasil e que nunca ninguém soubera par aonde foi.

O colega José Mitchel - exemplo de conduta profissional para nós jornalistas - costumava " emparedar" Brizola nas entrevistas sobre este tal de dinheiro que teria sido enviado por Cuba . O ex-governador reagia,furioso. Uma vez aconteceu isto na TVE,durante um programa em que vários jornalistas entrevistavam Brizola e outra vez em pleno Hotel Plaza São Rafael. Mitchel esperou o fim da coletiva pra entrar no assunto. Brizola saiu com dez pedras pra cima do Mtichel o chamando de tudo.

Para marcar os quatro anos do desaparecimento de Leonel de Moura Brizola - em que confesso nunca votei  embora tivesse tido um tio, João, muito fanático pelo político - preparei este material, com três artigos, duas fotos e a reprodução do seu atestado de óbito. Meu interesse no político sempre foi  jornalistico. E notei algumas demagogias brabas de alguns colegas quando da sua morte. Os caras viraram " brizolistas" desde criancinhas. Será que no tempo " do grupo dos Onze" também era assim? Vi Brizola uma única vez na vida. Foi no salão nobre da Assembléia Legislativa do Estado, num domingo de muito calor em Porto Alegre,quando estavam velando o Carlos Contursi, seu fiel escudeiro de sempre e fotógrafo amigo de todos nós Brizola estava num canto, com seu tradicional blazer pendurado sobre o ombro e conversava com alguém, agora não lembro quem era.

Um amigo meu, já com mais de 80 anos, acompanhou o começo da carreira de Brizola,quando era apenas deputado estadual do PTB no RS. Este meu conhecido, José Nelson Gonzalez era repórter da Tribuna Gaúcha e numa assembléia dos transviários, na Cia Carris, viu Brizola, que estava lá como convidado fazer o que ele chamou de um " gesto maldoso". Quando o comunista Eloi Martins - que seria depois vereador de Porto Alegre - foi falar, Brizola, que estava sentado ao seu lado, lhe pediu a mão. Eloi ingenuamente a estendeu. Brizola a pegou e disse ao plenário lotado de motorneiros e cobradores de bondes:

- Olha aqui, ele não tem mais calos. Não é um trabalhador.

Brizola era contra a greve, Eloi a favor. Enfim, esta era a personalidade complexa de um político sobre o qual ainda vai se falar muito. Eis os artigos. Boa leitura.

Artigo1: Memória Política

Há quatro anos , o então presidente da Assembléia Legislativa do RS,deputado Vieira da Cunha estava na China, em Pequim, quando morreu Leonel Brizola. Na volta para o enterro do seu líder, ele escreveu de próprio punho:

"  Após cinco dias na China, acordei-me terça-feira, 22 de junho de 2004, mais cedo do que de costume. Havia recebido na véspera  convite do governador Germano Rigotto para darmos uma caminhada, juntos, do Hotel Beijing até a Praça da Paz Celestial, em Pequim. Eram poucos os minutos passados das 6 h quando saímos do hotel acompanhados do ajudante de ordens do governador, major João Luiz. Levei a minha máquina fotográfica o que nos permitiu tirarmos meia dúzia de fotos, começando pelo local onde Mao Tsé-Tung, em 1949, proclamou a República Popular da China. Esta Praça deveria estar totalmente tomada na época disse-me o governador Rigotto, complementando de que ali cabia 1 milhão de pessoas.

A notícia
Igual só no Comício das Diretas na Candelária, comentei. Um milhão de pessoas nas ruas do Rio de Janeiro, lembra? Perguntei ao governador Rigotto. Aquele comício histórico foi comandado por Leonel Brizola, então governador do Estado do Rio de Janeiro. Mal sabia eu que dali há cerca de duas horas receberia a dura notícia da morte do governador Leonel Brizola. Eu já havia tomado café da manhã, banho, tinha acordado o deputado Vilson Covatti, meu companheiro de quarto na viagem, e estava pronto para os compromissos do dia, de terno, no hall do hotel, quando veio a notícia: o governador Leonel Brizola caba de falecer disse Brito ao celular. Minha primeira  reação, já com a voz embargada, foi fazer um apelo ao Brito para que não o enterrassem antes da minha chegada. Estou voltando imediatamente ao Brasil, que me despedir dele, não deixem que o enterrem antes de eu chegar, pedi. Sobre isso, nada sei, ainda, ele acaba de falecer, a família é que vai decidir sobre o enterro, respondeu-me Brito,inseparável assessor de imprensa do governador Brizola,antes de desligar.Dirigi-me ao governador Rigotto, que estava há pouco metros, no mesmo hall preparando-se para sair e comuniquei-lhe da morte e da minha imediata partida. Os que rodeavam o governador,entre eles lembro-me do jornalista Clóvis Duarte, transmitiram-me os pêsames. O Covatti, solidário, acompanhou-me até o quarto que ficava no 11 andar. Dispensei-o para que ele não perdesse o primeiro compromisso da manhã em Pequim e pus-me a arrumar as malas. Logo ligou pelo telefone do hotel, a jornalista Rosane Oliveira, de Zero Hora, muito emocionada, desculpando-se mas dizendo que tinha que me entrevistar. A Rosane empunhou o microfone com a mão trêmula de emoção. Em seguida, chorando, bateu a porta do meu quarto a jornalista Jurema Josefa, do Correio do Povo, com o mesmo objetivo de me entrevistar. Atendi-as rapidamente no quarto mesmo. Fechei as malas e rumei ao aeroporto de Pequim, que fica longe do hotel. Quando já havia percorrido um bom trajeto, trânsito congestionado, lembrei-me: havia esquecido dinheiro no cofre do hotel. Tive que voltar, para só depois partir, novamente, ao aeroporto, enfrentando um pesadíssimo trânsito. Muitos telefonemas no trajeto, jornalistas, a minha esposa Luciane chorando, minhã mãe, minha irmã Andréa,solidária, o Airton, chefe do Cerimonal, tentando resolver o problema de passagem de última hora para o Brasil. O major Marcelo, meu ajudante de ordens, informando-me dos velórios programados para o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.

Patriota
Finalmente cheguei ao Aeroporto de Pequim e estou, no momento em que escrevo estas linhas, iniciando a viagem de volta rumo a Frankfurt, na Alemanha, no vôo da Air China, número 931. São 15h10 min do horário chinês, 2h10min da madrugada do dia 22 de junho de 2004 no Brasil. Brasil que perde um dos seus mais apaixonados filhos. O governador Brizola era,antes de tudo, um patriota. Gostava,ao final dos nossos encontros partidários, de puxar o hino da independência:" ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil",cantava sempre com uma emoção que nos contagiava.

Coerência
Outro traço marcante do governador Brizola era sua paixão pela causa da educação. Na sala de visitas de seu apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, está a maquete de um CIEP, escola de turno integral, a nossa bandeira. Dizia com orgulho que nenhum governante do mundo construiu tantas escolas. Foram 6 mil e 300, em tão pouco tempo, quando ele governou o Rio Grande do Sul. Uma época áurea em que Leonel Brizola liderou um dos mais marcantes movimentos cívicos populares da nossa história: a Legalidade.
Brizola era realmente um líder Eu o conheci pessoalmente no ano de 1979, logo após a sua volta do exílio. Era estudante e presidia o Centro Acadêmico André da Rocha da Faculdade de Direito da UFRGS. Realizamos um seminário intitulado " Rumos da Oposição Brasileira", para ouvir os líderes dos principais partidos que se reorganizavam. Minha identificação com Leonel Brizola foi total. Tudo o que ele disse naquele seminário era exatamente o que eu pensava. Descobri que eu era um trabalhista e, em 1981, me filiei ao PDT. Iniciando uma militância político-partidária que culminou com a minha eleição para presidente regional do partido. Hoje sou membro titular da Executiva e da Comissão de Ética Nacional do PDT, com muito orgulho pela confiança que Leonel Brizola tinha em mim. O Brasil perdeu um homem público exemplar, corajoso, independente e coerente. Leonel Brizola viveu seus últimos dias fazendo o que mais gostava: política.

Último contato
Meu último contato pessoal com o governador Brizola ocorrera em São Paulo, no dia 4 de junho(2004) por ocasião de um encontro nacional do partido. Nesse dia, havia uma forte neblina em Porto Alegre e, meu vôo para São Paulo atrasou. Cheguei a sede da Força Sindical nos últimos momentos de uma entrevista coletiva do governador Brizola à imprensa. Não quis interrompê-lo e fui para o canto da mesa, lugar gentilmente cedido pelo líder do PDT na Assembléia paulista deputado Geraldo Vignoli. Terminada a entrevista, fui ao seu encontro. Dei-lhe a mão e ele fez questão de voltar ao microfone para anunciar a minha presença. " Quero anunciar a presença do deputado Vieira da Cunha, presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e futuro prefeito de Porto Alegre", disse ele para minha honra. Terminada a coletiva, subimos a uma sala onde havia comes e bebes. Tomamos junto um cálice de vinho tinto, comemos alguma coisa. Ele sempre rodeado de militantes, tirando fotos e atendendo a todos, de vários estados do Brasil com a atenção de sempre. Fui tomar um cafezinho e levei um a ele,que estava sentado no sofá próximo. " Boa", exclamou, antes de beber, abrindo um largo sorriso.

Descanso
Toca o meu telefone, código 21, é do Rio de Janeiro. Alguém querendo falar com o governador Brizola, pensei. Mas era a secretária do arquiteto Oscar Niemeyer a quem eu havia encomendado um projeto do Monumento para homenagear o presidente Vargas por ocasião do cinquentenário de sua morte, que ocorrerá em 24 de agosto próximo. " Estou com o projeto pronto. Preciso saber se é isso que vocês querem", disse-me Niemeyer. " Como é que eu faço?", eu perguntei. " Tem que vir aqui, vem segunda-feira",disse Niemeyer. " Dr. Niemeyer, estou pertinho de São Paulo, o senhor se importaria se eu fosse amanhã, sábado, em seu escritório? "perguntei. Feliz, relatei imediatamente ao governador Brizola o ocorrido, convidando-o para ir comigo ver o projeto no dia seguinte no escritório do Dr. Niemeyer, no Rio. O governador Brizola concordou, e pegamos juntos a ponte aérea, o último vôo São Paulo-Rio naquela noite de 4 de junho, no aeroporto Santos Dumont. Uma gravação,acho que para o programa do partido, porém, impediu que o governador Brizola me acompanhasse no encontro com o arquiteto Neimeyer, naquela manhã de sábado do dia 5 de junho. Falamos depois por telefone e eu lhe descrevi, entusiasmado, o belíssimo projeto do Dr. Niemeyer. O governador Brizola  ficou muito contente. Certa vez, ele me relatou amargurado, sua frustação por não ter conseguido viabilizar a construção de um Memorial para o presidente Getúlio Vargas. Getulista convicto, Leonel Brizola rumava para São Borja todo dia 24 de agosto. Dia de Finados sempre visitava,saudoso, o túmulo de sua querida esposa, dona Neuza, no mesmo cemitério onde,agora ele também ficará em descanso eterno de um bravo lutador.

Saudades
Vou sentir muitas saudades. Saudade de alguém marcante, de forte personalidade, que sabia ouvir. Perdi o meu segundo pai. Era assim que eu o considerava. Além do meu líder político, Leonel Brizola era também uma pessoa muito próxima com quem eu falava quase todos os dias.De quem recolhia muitas lições.Tudo farei para honrar sua memória. A nossa família, a família trabalhista incorpora o 21 de junho como mais um de suas datas históricas. Ao lado do 24 de agosto e do 6 de dezembro, datas das mortes de Getúlio Vargas e João Goulart.
O 21 de junho ficará marcada para sempre como dia em que partiu para a eternidade um grande homem. Daqueles que se vão mas deixam um rastro que não se apaga,de realizações e ensinamentos que formam a consciência de uma Nação. Adeus, Leonel Brizola, meu líder. Obrigado por tudo".

Artigo 2: Por  Carlos Fehlberg*

" O grande sonho político  de Leonel Brizola era chegar ao Palácio do Planalto,mas mesmo sem realizá-lo ele foi uma referência, apoiando ou criticando seus ocupantes. Deputado estadual,federal,prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul  e do Rio, ele teve sempre suas atenções também voltadas para o plano federal. Por isso, a história política brasileira com ele se confunde nestes últimos 50 anos.

No PIB, reagiu nas campanhas contra Vargas, localizando em Carlos Lacerda e na UDN, seus alvos, e protestou, nas ruas de Porto Alegre, contra a campanha que levou ao suicídio o presidente. Apoiou Juscelino, que tinha João Goulart como vice, mas dele divergiu quando seus atos encampando as companhias de energia elétrica e telefônica do Rio Grande provocaram reservas; divergiu de Jânio Quadros, preferindo o Marechal Lott, mas convidou-o a deslocar-se para o Rio Grande quando renunciou, tentando reverter uma situação. E liderou um movimento histórico que assegurasse a posse do seu vice-presidente, João Goulart, a Legalidade.

O regime militar que se instalaria no Brasil por 20 anos, levou-o ao exílio, mas não reduziu a sua capacidade política  de articulação. Deixou o Uruguai, que sofria a pressão dos militares brasileiros e recebeu asilo político  do governo Carter, nos Estados Unidos, de onde seguiria para Portugual, já preparando sua volta. A anistia o trouxe de volta  e, perdendo a sigla PTB, criou o PDT e retomou a atividade política, governando o Rio  por duas vezes. Seu sonho, o de presidir o país, porém,  não se realizaria.  Candidato em 1989 e 1994, não logrou o êxito esperado e, mais tarde, como candidato a vice de Lula, em 1998, também não.

Essa trajetória de Leonel Brizola, marcado por êxigos e dissabores, nunca mudou sua linha política , seu estilo e proposta. Enfrentando a pressão de empresas estrangeiras em seu Estado, quando governador, respondeu com uma dose ainda mais forte de nacionalismo. Sabia persuadir e estimular correligionários e era obstinado na defesa de suas idéias. Para viabilizá-las nunca rejeitou a prática política  de um entendimento ou acordo.
Nem do partido integralista no Rio Grande, abrigado no PRP, nem do PDS gaúcho ou outras forças políticas cujo apoio permitisse atingir objetivos. Seu poder de comunicação, exercitado desde os tempos da prefeitura de Porto Alegre, através da Rádio Farroupilha, e depois no Rio, na Mayrink Veiga, era uma de suas armas. Ua frase de efeito, uma crítica peculiar, uma imagem bem colocada foram construindo um estilo. E ele o adotou até o fim. Com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, teve bons e maus momentos.Em 1989, resistiu até o fim a dar-lhe apoio no segundo turno, mas afinal "  engoliu o sapo barbudo", como definiu sua opção. Suas relações com o PT tiveram sempre  altos e baixos. Depois de integrar a chapa de Lula, adotou uma linha oposicionista , que sabia exercer como ninguém. Tinha idéias bem definidas sobre o exercício do governo e modelos sociais e econômicos. E delas não se afastou. Até o fim.
     O Brasil perdeu ontem uma liderança como poucas. Do qual se pode discordar ou nãomas que está inserido na história do país como um lutador, um obsessivo participante da cena política nacional. Nos últimos 50 anos ele foi uma presença discutida, respeitada ou combatida, mas que ocupou um espaço definitivo.

* Jornalista. Publicado em 22.06.2004 no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis

Artigo 3: Carlos Bastos*

Leonel de Moura Brizola era a síntese do político gaúcho. Ele tinha o autoritarismo de Júlio de Castilhos, a preocupação com o social  de Getúlio Vargas, a ânsia de poder de Borges de Medeiros, a simpatia  e o frasismo de Flores da Cunha, o discurso de João Neves da Fontoura,o carisma  e o poder de articulação de Osvaldo Aranha  e a determinação de Raul Pilla.

Não é de graça que todos o chamavam  de " o último caudilho". Ele tinha as  virtudes e os defeitos dos grande homens públicos que abrilhantaram a história  do Rio Grande do Sul. Centralizador, detentor de uma liderança forte, que não admitia contestações, sempre teve dificuldades com pessoas e políticos que se atravessassem  naquilo que tinha como  principal objetivo. Ele era impetuoso, determinado e implacável na sua atuação política. Como exemplos mais recentes  são os desentendimentos  com Pompeo de Mattos, afastado da presidência do partido, Miro Teixeira, que deixou o governo Lula  e ingressou no PPS, e o ex-governador Antonhy Garotinho, que foi para o PSB e hoje está no PMDB. Deixamos de citar outros exemplos, porque são muitos e sua relação ocuparia todo o espaço desta coluna.

A marca da impetuosidade Brizola trazia desde o início de sua carreira política. Na segunda metade da década de 1940, quando Getúlio Vargas estava  no seu auto-exílio de São Borja, na Fazenda Itu, o líder sindical José Vecchio presidia o partido em Porto Alegre e Brizola dirigia a Ala Moça. Vecchio foi se avistar  com Getúlio e por mais de uma hora apresentou reclamações relacionadas  ao comportamento impetuoso e quase incontrolável do  jovem Leonel Brizola, recentemente formado em engenharia e já eleito deputado estadual. Getúlio ouviu calmamente  o longo relato de Vecchio e, ao final, arrematou com o seu tradicional e marcante bom humor:" Vecchio, faz como eu não te mete em política".  Só que dois ou três anos depois, ele voltava à presidência da República, pelo voto popular, depois de ter exercido o Poder em quinze anos de ditadura. E aí seria padrinho de casamento de Leonel Brizola com Neuza Goulart, na Fazenda Iguariaça, hoje município de Itacurubí, então pertencente a São Borja.

Outra característica marcante de Brizola eram suas sacadas espirituosas. Na campanha eleitoral de 1989, quando por detalhe ele deixou de ir para o segundo turno contra Fernando Collor, perdendo a vaga para o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, ele estava sendo apoiado pelo  ex-governador Esperidião Amin, do PP, em Santa Catarina. A campanha ia em meio ao primeiro turno e por circunstância da política catarinense, Amin mudou de lado e passou a apoiar a candidatura  de Fernando Collor. Tornada pública esta decisão, Brizola chega ao aeroporto de Florianópolis e é solicitado pela imprensa para se manifestar sobre a mudança de posição de Esperidião Amin. Ele apontou para a biriuta  do aeroporto, e saiu-se com essa: " O Amin é biruta de aeroporto, ele muda de lado de acordo com o vento".

Brizola também era um grande frasista., e muitas delas ficaram célebres, como a do anúncio de seu apoio a Lula no segundo turno do pleito de 1989, quando se viu forçado a apoiar o " sapo barbudo". Há poucos dias ele lançou esta pérola:" situação difícil para o nosso País nas eleições  presidenciais de 2006, que ficarão entre Lula( o diabo) e Fernando Henrique( o demônio). Esta solução só é boa para o inferno".

O presidente que nunca foi
Em sessenta anos de vida pública , Brizola nunca escondeu sua maior ambição que seria chegar à Presidência da República. Tentou efetivamente duas vezes e não conseguiu, sendo que  em 1989 foi quando esteve mais próximo de realizar seu sonho, que se tornaria inatingível. Nas homenagens que lhe foram prestadas, primeiramente no Rio de Janeiro - onde foi governador em duas oportunidades -  e em Porto Alegre - onde foi prefeito, governador e comandou o Movimento da Legalidade - e finalmente em São Borja, ele foi alvo de uma manifestação popular só superada pela morte de Tancredo Neves, que como ele, sempre quis ocupar a Presidência da República , e morreu na véspera de sua posse. Outra manifestação que pode ter superado a que cariocas,gaúchos e são-borjenses lhe prestaram nestes três últimos dias,foi a de Getúlio Vargas em 1954, e de João Goulart, único presidente brasileiro que morreu no exílio.

   Ortega y Gasset, folósofo espanhol, disse que eu sou eu e mais minha circunstância. São Borja é hoje o Santuário do Trabalhismo, porque em 1954 ali foi sepultado o presidente Getúlio Vargas, que implantou no País a legislação trabalhista e o salário mínimo. Em 1976, ali foi enterrado o ex-presidente João Goulart, o Jango, das reformas de base, que foi derrubado do governo por um golpe militar. E ali, em 1993, foi sepultada dona Neusa Goulart Brizola,esposa e companheira de Brizola em sua carreira política, cheia de vitórias e sofrimentos, como no período do exílio. E quando do sepultamento de dona Neuza, Brizola manifestou a uma de suas irmãs que seu desejo era ser enterrado no jazigo da família Goulart, junto a sua Neuza.

      No seu estilo característico de falar, Brizola foi dizendo: " Olha, eu acho que pode sobrar um canto pra mim neste jagizo pois, o meu desejo éde quando partir para o outro lado ficarmos juntos." O desejo de Leonel Brizola foi atendido, e depois de ter sua figura política reverenciada no Rio de Janeiro, em Porto Alegre, e em São Borja, ele teve uma despedida com todas as honras, pois diante do seu esquife passaram o presidente da República, ministros de Estado, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, vereadores, lideranças empresariais e sindicais. Mas o mais importante nos atos fúnebres de Leonel Brizola foi a participação do povo, que ele tanto defendeu, e foi o principal  estimulador  de toda a sua carreira política. Brizola foi sepultado com os gritos da multidão:" Brizola, guerreiro do povo brasileiro". Melhor homenagem não poderia ter.

1989, o ano em que o Rio Grande brizolou

A manifestação do povo gaúcho, trouxe à minha lembrança as eleições presidenciais de 1989. No primeiro turno,com mais de 20 candidatos concorrendo, é verdade que dez deles de pequenos partidos, Brizola recebeu 3.263.119 votos, que representavam nada menos que de 62%(?) dos votos válidos. 

   Ele não foi ao segundo turno, porque ficou em terceiro lugar , perdendo,por 0,5% dos votos para Lula que iria para o confronto direto com Fernando Collor. Mas o resultado do pleito em plagas gaúchas marcou profundamente  Leonel Brizola. Ele ficou comovido  com a verdadeira consagração que foi a homenagem que seus conterrâneos lhe tributaram, sufragando seu nome na urna de forma maciça. Afastado da disputa do segundo turno, antes mesmo de se pronunciar em favor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva , Leonel Brizola passou por Porto Alegre em viagem ao Uruguai, onde iria se recuperar dos desgastes da campanha em sua fazenda  de Durazno. Recebido por um grupo de lideranças pedetistas no Aeroporto Salgado Filho,recordo com clareza sua expressão quase de  júbilo pela votação recebida dos gaúchos.

     Apesar da frustação de não ter alcançado o embate com Collor, alijado que foi do segundo turno, Brizola se aproximou deste colunista, e comentou:
    - " E o Rio Grande,hein,Bastos? Que coisa". E seus olhos ficaram  marejados.Aquela foi a manifestação do povo gaúcho ao político que tinha sido seu governador trinta anos antes. Foi a forma dos gaúchos homenagearem o comandante da Legalidade. E Brizola estava também muito tocado pela maneira  com que foi recebido emtodo o Estado durante a campanha. E o que mais marcou no líder trabalhista foram faixas que apareciam em diversas regiões do Rio Grande, empunhadas por jovens, que desconheciam como tinha sido seu governo:
   - " Brizola, meus pais falaram bem de ti".

      Por outro lado, em um dos meus comentários sobre sua trajetória política, sustentei que as elites sempre tiveram resistências a ele. A Folha de S. Paulo publicou matéria com o historiador Thomas Skidmore, afirmando " que Leonel Brizola foi o político mais carismático do Brasil no século 20 e também o que ´mais assustou´ a elite. Mais que Luiz Inácio Lula da Silva? " Bem mais", declarou o brazilianista norte-americano.

       Além de ter sido " a mais  militante figura de esquerda" do país, Brizola,  para Skidmore, foi um dos primeiros e um dos melhores políticos brasileiros a saber usar a TV. " Ele tinha uma habilidade que poucas pessoas têm. Quando encarava a câmera, ele projetava a sua personalidade. Foi de longe o melhor orador e o mais carismático político de esquerda, Lula não assustava ninguém.Brizola metia medo nas pessoas", disse o autor de " Brasil: de Getúlio a Castello" e professor aposentado da Universidade Brown.

Era para amainar este temor, diz Skidmore, que o governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul costumava se referir a si mesmo como " o engenheiro". " Para que todos soubessem que ele era um bom engenheiro, integrante da classe média."

        O historiador aproxima Brizola de seu inimigo e oposto político no campo ideológico, o governador do extinto Estado da Guanabara Carlos Lacerda(1914-1977). Para Skidmore, ambos foram mestres na arte da intriga política,excelentes oradores, ficaram " à margem" da Presidência da República, mas polarizaram a política brasileira nos anos 50 e 60.O papel de polarizador se manifestou principalmente nos anos anteriores ao golpe militar de 1964, afirma o historiador.

     Defesa da  Constituição

O menino pobre de Carazinho, onde foi engraxate e carregou malas na Estação Rodoviária,chegou a Porto Alegre, foi trabalharf como ascensorista na Galeria Chaves e estudar no Colégio Agrícola de Viamão.

Ainda como estudante iniciou sua carreira política,ingressando na Ala Moça do PTB. Começaria se elegendo deputado estadual e, depois de ser deputado federal e prefeito de Porto Alegre,se elegeu em 1958 para o governo do Rio Grande do Sul  e duas vezes ocupou o governo do Rio de Janeiro. Para quem acompanhou toda a carreira de Leonel Brizola,como este colunista, o feito mais brilhante de sua trajetória foi, sem sombra de dúvida , o episódio da Legalidade, em 1961, quando ele ocupava o governo gaúcho e, graças ao seu movimento de resistência,garantiu a posse de João Goulart na Presidência da República, que sofria restrições dos ministros militares com a renúncia do presidente Jânio Quadros.

Naquele episódio,Brizola levantou o povo gaúcho em defesa do cumprimento da Constituição através da Rede da Legalidade. Os fatos se desdobraram com uma rapidez impressionante, e ao anunciar de forma patética pelo rádio que havia uma ordem de Brasília,dos ministros militares, para que o Palácio Piratini fosse bombardeado. Os aviões da FAB que estavam na Base Aérea de Canoas foram impedidos de levantar vôo pela rebeldia dos sargentos. E o pronunciamento de Brizola juntou uma verdadeira multidão defronte ao Palácio. Horas depois o comandante do III Exército, general Machado Lopes, chegou ao gabinete do governador e trouxe a solidariedade de seus comandados ao movimento em defesa da Legalidade. Jango, que estava em viagem pela China, chegou ao País por Porto Alegre, foi a Brasília e assumiu a  Presidência da República , num regime parlamentarista imposto pelos ministros militares. Brizola discordou da decisão e a partir daí sempre manteve divergências com o cunhado. Mesmo no governo de Jango,embora fosse solidário às chamadas reformas de base, Brizola entendeu que seu correligionário tomou decisões equivocadas  no comando da Nação.

Estas divergências permaneceram depois do golpe de 1964, quando Jango foi derrubado pelo golpe militar e preferiu evitar o derramamento de sangue,enquanto Leonel Brizola defendia a tese da resistência ao golpe.

Depois de 20 anos de exílio(1964-1979), Brizola voltou ao Brasil para fundar  novamente o velho PTB, mas num esquema cartorial comandado por Golbery do Couto e Silva, o governo militar conseguiu levar a sigla para Ivete Vargas. Então, Brizola proporcionou  uma cena dramática na televisão, rasgando a sigla do PTB e criando o PDT, através do qual se elegeu duas vezes  governador do Rio de Janeiro. Ressalte-se que nas eleições de 1962, dois anos antes do golpe militar de 1964, Brizola elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro com cerca de 250 mil votos, um quarto do eleitorado daquele Estado,que naquela oportunidade era de um milhão de eleitores.

Mas Brizola morreu fazendo o que mais amava, política. Com 82 anos , sofreu o infarto no pleno exercício da presidência nacional do PDT. A sua grande marca, no entanto, como homem público, foi a incansável determinação pela educação. Como governador do Rio Grande do Sul ele construiu seis mil escolas por todos os recantos do Estado. Como governador do Rio de Janeiro,juntamente com Darcy Ribeiro ele criou os Cieps,as escolas de turno integral, única solução pra se tirar as crianças e os jovens da marginalidade.

Quem acompanhou toda a carreira de Brizola sabe que sua obstinação pela educação estava ligada à própria história, de menino pobre em Carazinho, para a realização do curso agrícola em Viamão, e depois se formar em engenharia pela Ufrgs, já então no exercício da deputação estadual. Quem conheceu Brizola e acompanhou sua trajetória política  pode garantir que , de todas as suas grandes realizações, de todos os seus projetos e sonhos, o seu maior galardão político foi a vitória do movimento da Legalidade em 1961. Quem viveu aqueles momentos épicos sabe da capacidade de liderança deste homem incomun, e só lhe resta ser brizolista para sempre.  Ele se inseriu na história do Brasil como um defensor dos oprimidos, dos desassistidos e dos necessitados. A eleite sempre teve resistências a Brizola.

*Jornalista. Artigo publicado no Jornal do Comércio, Porto Alegre.  

Evento

A festa da Travel Mix de Santa Maria, no
Club Dores reuniu 520 clientes. “Foi de
arrebentar" segundo uma das funcionárias, Naira, que trabalha nela há anos.

As funcionárias da
Travelmix-Sta Maria,
Naira, Ide e Fernanda.

   

Orquestra ULBRA em Beatles- 21 e 22 de junho

Para essas duas noites imperdíveis, os solistas serão Cíntia de Los Santos (uma das mais destacadas soprano lírico do Brasil), Paulo Mestre (contratenor destacadíssimo na interpretação de repertório de Música Antiga), Atos Flores, o cantor Panta, a cantora Adriana Deffenti e Thedy Corrêa (vocalista do grupo Nenhum de Nós), acompanhados de Coral e orquestra.

Para um dos concertos mais importantes do ano, só mesmo uma constelação de músicos e solistas jamais reunidos em um palco da capital. Sob o comando do maestro Tiago Flores, os arranjadores Fernando Mattos, Fernando Cordella, Rodrigo Bustamante, Daniel Wolf, Iuri Corrêa, Arthur Barbosa, Atos Flores, Pedrinho Figueiredo e Arthur de Faria revisitaram no tempo e no espaço a inesquecível obra dos Beatles. O resultado são arranjos de concepção medieval, renascentista, barroca, clássica, romântica, gospell, blues, jazz e até milonga-tango.

Além de um Coral, uma verdadeira seleção de músicos estará no palco com a Orquestra de Câmara: Denise Fontoura (flauta e sax), Fernando Cordella (cravo), Marquinhos Fê (bateria), Veco Marques (citar e violão), João Vicenti (acordeon), Victoria Tatour (oboé) e Adolfo Almeida Junior (fagote); são nomes confirmados entre os músicos que se alternarão no show. Serão mais de 50 músicos no palco.

Venda Antecipada de 09 a 20 de junho
Livrarias Porto do Shopping Iguatemi:
Av. João Wallig, 1800 / Loja 210 - Porto Alegre - F.: 3328.5161
Horário: Das 10h às 22h
Loja Sporte Clube ULBRA no saguão do prédio 11 - Canoas
horário seg a sex: das 9h as 12h e das 13h as 21h30min / sábados: 8h as 12h
Fone: 34779185
Venda Antecipada de 16 a 22 de Junho
Salão de Atos da UFRGS
Av. Paulo Gama, nº 110 - Porto Alegre - F.: 3308.3066
Horário: Das 11h30min às 18h
Lado Inverso Empreendimentos Culturais
Av. Azenha, 314 / sala 06 - Porto Alegre / RS - 90160-004 - Fone/Fax: 51 3217-0800 ladoinverso@ladoinverso.com.br www.ladoinverso.com.br

Palanque

O tradicionalista Wilmar Romera que " puxou" o som na frente do Palácio Piratini na segunda, dia 16/06, em manifestação pró Governadora Yeda, feita pelo PSDB é um tradicionalista bastante conhecido. Participava anos atrás do Galpão do Nativismo, do Nico Fagundes, na rádio Gaúcha. Depois foi fazer um programa semelhante na Band AM - nunca mais o ouvi - e é quem organiza as cavalgadas no litoral durante o verão. Foi ele que comparou a  governadora a Anita Garibaldi.

Coleguinhas

1) Guilherme Kolling é o editor de Política do Jornal do Comércio.

2) Encontrei o fotógrafo Assis Hoffmann - que cuida de uma pousada na praia do Rosa - dia 17/06 em plena rua da Praia. O Ricardo Stricher passou e fez uma foto. Vou publicá-la assim que chegar. 

3) ainda o casamento do sebastião ribeiro no sábado 14/06: sua irmã Maria, que é amiga da Rebeca Schumacker Fuão, ex-namorada do Sebastião, a avisou que ela não seria convidada pra festa, mesmo sendo sua amiga porque não queriam que ela ofuscasse o brilho da noiva. Eta ciúme brabo...

A " transgressora " da Ipanema FM

1) Na segunda, 16/06 lá pelas 21 hs, sem querer, passei pela Ipanema FM, e sem saber que era esta a rádio , ouvi uma discussão que achei interessante: falavam de travecos, lésbicas,como mudar de sexo, usando termos não digo vulgares, mas do corriqueiro como pau. Não usavam pênis. Deixei ali por pura curiosidade porque achei o papo interessante mas sinceramente achei que fosse alguma rádio pirata e que o papo fosse de estudantes se divertindo com a liberdade que usufruíam - não era chulo - e esclarecido. Claro que vi logo que haviam travecos na conversa, que defendiam sua causa com unhas e dentes que diziam que Ronaldo Nazário gosta mesmo de gente do seu sexo e por aí afora. Na verdade, estavam querendo justificar sua opção sexual, porque no fundo traveco se acha " errado". Se estivesse bem resolvido, não precisava disto, mas isto é outra conversa.

No meio da conversa, vi logo que havia uma pessoa muito equilibrada - era uma médica, ou psicóloga do Hospital das Clínicas - que estava lá justamente pelo hospital já que agora mudar de sexo é pago pelo SUS.

Tudo isto aí pra dizer que me abri pra Ipanema FM. Olha, em rádio controlado pelo Dentel, uma conversa ao vivo, com tamanha liberdade, não tinha visto. Geralmente os assuntos não passam de academicismos, que o grande público pouco entende e sem a voz dos interessados. No finalainda aocnteceu um lance engraçado: ah, sim com aquele frio, a turma bebia um vinho chileno - era o que diziam - e estavam num café, acho que o Z Café na Pe Chagas. No final o Felipe Vieira chegou pra dar uma bicadinha, como sempre. Não pode ver latinha, que já saí dando. O programa não é ao acaso: se chama Forum Ipanema  e eu achei tri...Espero outros com assuntos tão momentâneos. E antes que algum maldoso achei que aderi por causa do tema, aviso: não estou querendo mudar de sexo, estou bem onde estou, mas acho muito normal que alguém queira fazê-lo. E foi então que eu pensei: não adiantou a Kátia Suman ir embora, o Mauro Borba ir embora, a Ipanema é a véia Ipanema.Parecia sua missão ser a vanguarda, desde que alugava uma casinha na José de Bonifácio e lá militavam Chico Daniel, Beti Portugual, entre outros.  

Memória jornalística: Catherine Deneuve na Rua Santana

Falei num artigo recente que um maluco levou a informação a ZH de que a atriz Catherine Deneuve estava em Porto Alegre. Eis a crônica feita pelo então chefe de reportagem, João Baptista Aveline e publicada em seu livro de memórias Macaco Preso para Interrogatório( da editora AGE)A notícia chegou de forma sussurada, no maior mistério,segredo quase de Estado. O repórter que já tinha ultrapassado a condição de foca e merecia fé, colou a boca no ouvido do chefe de reportagem( N.E: no caso ele) para dizer:
- Tenho uma bomba pra ti.
Irritado com o bafo que saía quente da boca do repórter, o chefe de reportagem ordenou:
- Pega uma máquina  e bate a tal bomba. Depois a gente conversa.

Aflito, quase em desespero, ele suplicou:
- Mas eu tenho que te explicar. Não sei como começar a notícia que trago.É uma bomba, podes crer.
- Então fala!
- É o seguinte: Catherine Deneuve está em Porto Alegre.

O chefe de reportagem (N.E: repito era o próprio narrador esta estória) olhou o relógio. Eram aproximadamente 20h30min. As matérias produzidas no dia já tinham sido encaminhadas  para a secretaria. A informação, como toda notícia, não pode ser descartada de cara, mesmo que tenha tudo para ser estapafúrdia, como parecia ser aquela trazida naquele quase fim de jornada. Mas nao havia pressa.
- Tu vistes a Catherine Deneuve?
- Claro que vi. Tá duvidando? Pensa que sou louco?
- Onde ela está hospedada?
- Num apartamento da rua Santana, na casa de uma amiga aqui do Rio Grande do Sul.

    A partir daí o chefe de reportagem ficou com a pulga atrás da orelha. Catherine Deneuve  não estava numa suíte do Hotel Plaza São Rafael e nem mesmo em um outro grande hotel da cidade. Ela estava na rua Santana, no apartamento de uma amiga. Um frio percorreu todo o espinhaço do chefe. Só faltava ele ouvir  que a atriz francesa estava hospedada no Mato Sampaio. O repórter percebeu sua preocupação e, nervoso, insistiu:
- Alguma dúvida?
- Senta e escreve a matéria. Bota tudo no papel.

Enquanto o repórter olhava para o teto, pensando em como abrir a matéria-bomba, tinha que ser um lead de alto bordo, à altura da personagem que no outro dia estaria sendo chamada de capa do jornal.
O chefe de reportagem, enquanto isto foi até o arquivo fotográfico e pediu a pasta da Catherine Deneuve.Por azar, todas as fotos eram muito antigas, o que complicava ainda mais. Voltou à redação,abriu a pasta e mostrou ao repórter.

-  É esta a mulher  a que está hospedada na Rua Santana? O repórter titubeou mas se recuperou rápido:
- É ela. Tava meio escuro, mas é ela.É ela mesma.
- O chefe se deu conta de que estava diante de um delírio. Mas no íntimo, queria que tudo fosse verdade. Afinal, Catherine Deneuve em Porto Alegre já era uma baita notícia. Hospedada na rua Santana, nem se fala.

Apareceu um doido - e isto é muito comum nas redações - e chegou a falar em homossexualismo. Talvez ela tivesse um caso com a tal amiga que a hospedava. Entre a certeza de que tudo não passava de uma loucura e a vontade  que fosse verdade, o chefe de reportagem consutlou o diretor do jornal. Sensato ,prudente,equilibrado, Lauro Schirmer olhous as fotos, ouviu o relato do repórter e depois, discretamente, deu o veredito:
- É chute.Mesmo que seja verdade - não é - não dá nada.
E foi assim que Zero Hora se livrou da barriga(notícia sem fundamento) do século.   

Memória de Jornalista
Como Zambiasi parou na Farroupilha!

João Carlos Terlera no seu local de trabalho
na Assembléia Legislativa do Estado.
O radialista Zambiasi, nos anos 80, junto aos necessitados
que ele atendia pessoalmente na Rádio Farroupilha.  

O repórter político João Carlos Terlera serviu de intermediário para levar o radialista- hoje senador da República pelo PTB - Sérgio Zambiasi para a rádio Farroupilha. Foi no final dos anos 70; começo dos 80,quando Zambiasi trabalhava de redator de notícias e locutor na Difusora AM, dos Capuchinhos, hoje Grupo Bandeirantes onde começou a se destacar  fazendo um tipo de noticiário mais popular do que de costume. Carlos Machado Fehlberg, editor-chefe de ZH, pediu a Terlera que fizesse um contato com Zambiasi porque o dono da RBS, Maurício Sobrinho, tinha um convite a lhe fazer.( Até hoje Terlera nunca soube como Maurício Sobrinho sabia que ele e Zambiasi se conheciam).

Zambiasi, segundo Terlera, trabalhava de manhã e era quem também fazia o fechamento da Difusora já altas horas. Morava na casa de uns parentes em Canoas, donos do restaurante Passoquinha. Às vezes Zambiasi dormia no seu serviço porque perdia o último ônibus pra ir pra casa e tinha que estar às seis horas do dia seguinte no morro Santo Antônio pra abrir a rádio e iniciar a programação.  Terlera fizera concurso na Assembléia Legislativa do Estado e trabalhava nela.  Ele e o colega Segatto, do Jornal do Comércio,de quem Zambiasi também gostava,segundo Terlera.

Num final de tarde, por solicitação de Carlos Fehlberg, Terlera ligou da Assembléia Legislativa do Estado para Sérgio Zambiasi, ou " o Sérgio", como a população das vilas, onde tem grande penetração, o chama.
Era portador de um convite mas tinha que formulá-lo pessoalmente, não poderia ser por telefone.Zambiasi estava no seu serviço da Difusora e alegou que não podia sair da emissora, estava muito atarefado:
- Vem que tenho um convite pra ti, quase o intimou seu amigo Terlera.

Terlera e seu colega Segatto foram para um boteco da Praça da Matriz beber uma cachacinha e esperar Zambiasi que apareceu pouco depois.Terlera lhe expôs o convite que tinha de Maurício Sobrinho mas ele teria que ir lá pessoalmente conversar. Pegaram um táxi - deixando o Segatto no boteco bebendo - e rumaram para a av. Ipiranga, 1075.
Antes Terlera avisou Fehlberg de que haveria o encontro. Fehlberg, como é do seu estilo sempre discreto quando está em este tipo de missão, os aguardou na entrada do prédio,porque não queria que Zambiasi fosse visto lá, já que tinha uma certa popularidade.
Terlera com a missão cumprida, voltou para seu boteco da Praça da Matriz, enquanto Fehlberg levava Zambiasi à presença de Maurício Sobrinho.
As bases com que foi contratado nunca foram divulgadas.
Zambiasi acabou contratado e fez da rádio Farroupilha um enorme sucesso popular, tanto que tiveram que tirar o estúdio da av. Ipiranga,1075, porque " entupia" de povão à procura do seu " protetor". Colocaram primeiro o estúdio no Morro Santa Teresa e depois na av. João Pessoa.Zambiasi começou a fazer um enorme sucesso com uma programação que muitos acham " popularesca" mas que o " povão" gosta e entende.
- Faltam dois minutos para as 7 horas e 20 minutos, era um dos modos com que o apresentador Zambiasi dizia as horas. Isto ficou como uma marca sua.
Terlera conhecia Zambiasi da Rádio Alto Taquari, de Estrela,quando ela pertenceu a Arnaldo Ballvé, do Grupo Emissoras Reunidas.
Terlera saíra de Muçum,estudara num internato em Guaporé, depois mudou-se com a mãe para Estrela onde foi " entregador" da Folha da Tarde  Esportiva, da Ca Jornalistica Caldas Junior.Quando entrou para a rádio Alto Taquari, sua mãe costurava para fora para ele poder estudar num colégio semi-interno de Estrela.

" Do meu livro, Pauta, o Avesso das Redações"

Relato verídico ocorrido no programa matinal na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre do Sérgio Zambiasi.
Alguma coisa como " Mil discos é o limite", onde os ouvintes respondiam a perguntas por telefone:

Zambiasi: Quem fala?
Ouvinte: É o Gilmar.
Zambiasi: De onde, Gilmar?
Ouvinte: Viamão!
Zambiasi: Olhaí, Gilmar de Viamão! Valendo dez discos. Presta atenção!
Zambiasi: Qual o país, e há apenas um, cuja metade do nome é muito bom de se comer? Você tem dez segundos para responder.
Ouvinte, de pronto: CIBA!
Sob certo constrangimento, Zambiasi decreta:
- Tá certo, Zé! Vais levar o prêmio. Mas aqui na minha ficha estava escrito Japão...

A vida como ela é....
Richard Gere em Porto Alegre...

Não é a primeira vez que ouço esta história, mas isto já é uma lenda que provoca enormes gargalhadas entre os que a ouvem. No meio da ´magrinhagem´( pra quem não sabe o que é isto, vamos lá: era aquela turma de descolados, que puxavam um f...., iam muito a Garopaba de mochila...alguns chegavam a Lagoa do Abaeté, em Salvador. Tem uma destas ´magrinhas´ que hoje assessora um alto escalão do poder público estadual) nos anos 70, havia uma lenda de que Richard Gere - sim o famoso ator norte-americano, budista - havia sido visto jantando no Langur, no Bom Fim,em Porto Alegre. O Langur era uma espécie de bar do Alaska, da Osvaldo Aranha, e ficava na Felipe Camarão,se não me falha esta velha memória cansada de guerra. Hoje o Langur desapareceu. Tinha um pernil de porco, que vinha junto com uma banana frita, que os magros se atracavam que vou te contar...
Pois no Langur, que era mais cult do que o Alaska, numa noite, um  ´magro´depois de ter queimado todas, jurou que viu o Richard Gere jantando com sua namorada. Este magro assegura que ela era de Bagé. Todos dizem que a namorada do Richard Gere era de Bagé. A versão é que ele teria vindo comprar cavalos criollos e ali conhecera a fatídica mulher de Bagé pela qual se apaixonara.

A outra versão do Richard Gere em Porto Alegre a ouvi faz poucos dias, mas esta veio de um magro pirrado, que trabalhou como redator na rádio Continental nos anos 70 e que dizia que Richard Gere fora visto em Porto Alegre, pasmen, na estação rodoviária, tomando um cafezinho. Seguramente acrescento eu, estava esperando o ônibus da Ouro e Prata pra ir a Bagé, no noturno, visitar sua tal de namorada.

Dentro destas lendas, o saudoso João Aveline conta no seu livro de memórias Macaco Preso para Interrogatório, da editora AGE, de que uma tarde lhe apareceu um " maluco " na redação da ZH jurando de mãos juntas que havia visto a Catherine Deneuve num apartamento da rua Santana, em Porto Alegre. O cara tava tão convicto que Aveline ia mandar um fotógrafo com ele, mas o diretor Lauro Schirmer o desaconselhou achando que era piração. Catherine Deneuve foi vista mesmo em Porto Alegre mas muitos anos depois quando veio a peso de ouro fazer comercial das jóias da H. STERN, no hotel Plaza São Rafael. 

Rescaldos do 33 congresso dos jornalistas(RS) realizado 13 e 14/06, em Santa Maria(RS)

1) Carlos Dornelles passou sábado em Cachoeira do Sul para visitar familiares antes de ir a Santa Maria palestrar no evento.

2) Silvia Teixeira é o nome completo da colega sindicalista de Melo, Uruguai que " amargou" parte da noite ao relento em Jaguarão esperando o ônibus da meia-noite para a capital. É que a rodoviária só abriu na hora do ônibus sair.Fazia um frio de " renguear cusco" naquele fim de mundo.

3)No treajento POA-Sta Maria, uma aluna da Fac Jornalismo da Unisinos sentou no banco da frente ao lado do motorista pra entrevistá-lo e tirar fotos da rodovia. Ela gosta disto e já tem um bom material feito na região do litoral. Mas as fotos não sairam porque deu zebra com a máquina

4)Valci Zuculoto, prof. da UFSC e membro da Fenaj relembrou a quantidade de gaúchos que lecionam em Floripa. Luis A. Scotto, Marli Scomazon, Ricardo " Blue" Barreto, Karan,ela. Já lecionou lá a Heloiza Golspban, que defenia aquela faculdade de jornalismo como " um CTG".

5) Na viagem POA-STA MARIA, do dia 13/06, o colega Barcelos, da delegacia de São Leo, funcionou como " rodomoço" distribuindo balas e chimarrão dentro do ônibus.

Palanque

1) O jornal Folha Regional, de Santiago do Boqueirão - mas que circula também em S.Borja - publica dia 13/06 uma pesquisa com a corrida a prefeitura da "terra dos presidentes". Mariovane Weis, o atual prefeito, do PDT, candidato à reeleição, está com 36,8%: René Ribeiro(atual vice na coligação PDT-PT) está com 18,6% pelo PT e o médico Luciano Lourenço, do PP, está com 10%.

2) De S. Borja também vem a notícia de que o Museu João Goulart, na casa que pertenceu ao ex-presidente e que foi desapropriada pelo falecido prefeito Jucão Alvarez, do PP,agora saí. E de que a família do ex-presidente teria desistido de levar os restos mortais de Jango para o memorial que será construído em Brasília. A conferir...

3) Em Santa Maria a eleição é parelha. O deputado federal Paulo Pimenta(PT) será o candidato da situação. E na oposição irá a dobradinha César Schirmer( que perdeu por cerca de 800 votos a eleição quatro anos atrás para Valdecid Oliveira, do PT, que concorria à reeleição) com Farret, do PP, que na eleição de quatro anos atrás ficou em terceiro lugar. 

Coleguinhas

1) Sábado dia 14/06 com o congresso dos jornalistas no interior e com a " expedição Marcopolo" dos diretores da ARI em Colônia do Sacramento, o barzinho da entidade estava praticamente às moscas. Só foram lá os apresentadores do programa " Conversa de Jornalista" ,da rádio da UFRGS, Glei Soares e seu auxiliar, André. O garção Adolar abriu o bar e como frequentadores o publicitário João Firme de Oliveira,o jornalista Segundo Brasileiro Reis e o fotógrafo Leo Guerreiro.

2) Desde dia 10/6 a página do www.ecoagencia.com.br está fora do ar. Foi tirada depois de um mês recebendo sucessivos ataques de hackers. Nota oficial sobre isto está no site do sindicato dos jornalistas-rs.

3)Glei Soares prepara uma edição do Jornal da ARI. E o site da entidade quando fica pronto?

4) Quero externar os cumprimentos à equipe que trabalhou na cobertura do congresso dos jornalistas para o site do próprio sindicato. Atualizaram tudo encima da hora.

5) Não é do seu estilo, mas no sábado, dia 14/06 na palestra que fez no 33 congresso dos jornalistas em Santa Maria, o superintendente de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado - que já ocupou cargos na TVE em governos passados - disse que o que está se fazendo no atual governo com a emissora estatal é um " escárnio".

6) Dia 25/06 na livraria Letras e Cia, na av. Osvaldo Aranha,440- defronte do Instituto de Educação Gal. Flores da Cunha - o fotógrafo Antônio Vargas e o repórter Sérgio Becker vão fazer exposição de fotos comentadas sob o título de " O Jornalismo heróico da década de 70". Entre os principais itens e fotos estão o episódio do estudante que subiu numa árvore em frente a faculdade de Direito da UFRGS na av. João Pessoa e impediu a derrubada da mesma - que deu início ao movimento ecológico de Porto Alegre e a criação da SMAM - e o sepultamento do ex-presidente Jango, em São Borja, no dia 7/12/1976. Jango morreu no exterior, no interior da Argentina, província de Mercedez, de um ataque cardíaco segundo laudo médico.

7) Os jornalistas que trabalharam para o site do sindicato dos jornalistas - rs no 33° congresso estadual dos jornalistas foram Jovelina Xavier,Nilza Scotti, Carmem Carvalho, José Weis.

Histórias do rádio no interior

1) No cafezinho da Rua Uruguai, no Café a Brasileira, dia 16/06, o fotógrafo Leo Guerreiro que morou 14 anos em Santa Maria da Boca do Monte ficou contando piadas sobre o que os locutores das rádios daquela cidade diziam às vezes. É que eu contei na roda que sábado dia 14/06, eu estava no café Expresso, na Salvador Isaías, onde fui tomar meu cafezinho, e ouvi pela rádio local - não sei que emissora era, me esqueci de perguntar - o locutor dizendo lá pelas oito da matina: " hoje vamos transmitir da revendedora tal...aí na hora ele se corrigiu: aliás já estamos transmitindo...

2) O Leo Guerreiro contou que numa das emissoras de Santa Maria, parece que foi a Imembuí, um cara chegou lá pra mandar dizer aos familiares que a mãe havia falecido no Hospital da Caridade da cidade.Mas ele não queria também dizer que ela havia morrido. O locutor mandou passar no caixa, pagar o que tinha que pagar pelo aviso, e depois ele anunciou, solenemente no seu programa de grande audiência do meio-dia:

- Atenção Rincão dos Cabrais, atenção Rincão dos Cabrais, familiares de fulana de tal...é pra virem a Santa Maria com urgência...fulana não passa bem, mas por via das dúvidas já venham de luto....

3)Numa outra feita, um radialista que explorava o tipo de rádio " marca diabo" - assuntos policialescos - conhecido na cidade por " SABE TUDO" foi transmitir ao vivo um cadáver que fora encontrado nos arredores de Santa Maria, ou numa cidade próxima, não sei ao certo. E quando chegou lá passou a narrar: " ´é um absurdo cheio de crianças em volta deste cadáver assassinado...."

“A grande mídia é desleal com o cidadão”, diz observador da imprensa

Um dos mais experientes jornalistas gaúchos, Carlos Alberto Kolecza foi o segundo participante do ciclo Diálogos Ajuris e Imprensa, promovido pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, no dia 28 de maio, em Porto Alegre. O Jornal da AJURIS, que começa a circular agora, traz três páginas com opiniões críticas do jornalista – ex-Jornal do Brasil, UPI Última Hora e Zero Hora, entre outros veículos, como o  alternativo Denúncia, que lançou no início dos anos 1980. Nos últimos anos, Kolecza se dedica a analisar o comportamento da mídia.
A seguir, algumas opiniões do jornalista no ciclo da AJURIS, que visa qualificar as relações entre Judiciário e imprensa:

“Não são os jornalistas, nem o dono do jornal, nem o formador de opinião o dono da liberdade de imprensa, é a sociedade. E vai chegar o momento em que alguém, em nome da sociedade, vai dizer o que é liberdade de imprensa, Mas o nosso momento social é muito fraco, nossa intelectualidade é colonizada, é medrosa, quer figurar na mídia então se submete à agenda da mídia”.
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“Nos jornais brasileiros hoje é obrigação que os editores leiam ‘The Economist’, ‘The New York Times’. Eu diria o seguinte: os jornais brasileiros são escritos em português, mas pensados em inglês. Eu preferia até que os jornais fossem escritos em inglês e pensados em português, até melhoraria o ensino de inglês no Brasil”.
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“O núcleo de poder no Brasil resolveu satelizar  todos os Estados. Houve uma centralização, uma unificação, todos os veículos passaram a praticamente dizer a mesma coisa na política, mantendo em Brasília equipes muito grandes pra fazer futrica, fofoca, plantar notícias, para que a informação política fosse unificada e controlada pelos grupos midiáticos”.
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“A intelectualidade da mídia, à exceção de poucos, diz aquilo que a mídia quer que ela diga. Temos no Brasil, da manhã à noite e de segunda a domingo, a mesma coisa sobre tudo, o mesmo enfoque, as mesmas pessoas. Isso num país com mais de 200 milhões de habitantes”.
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“Por que será que os jornais são tão pouco lidos? Claro que há o poder aquisitivo, o menor grau de instrução. Mas, engraçado, esses fatores não impedem o brasileiro de trocar cachaça por uísque. Então chegamos à seguinte conclusão: os jornais não têm interesse em aumentar a tiragem. Ao contrário do que todos dizem e proclamam, eles se dirigem a um público selecionado, que é o seu público cativo, que eles influenciam e usam como instrumentos de pressão”.

 “Formador de opinião é um intelectual - pode ser cineasta, escritor - que, por sua capacidade de expressão, é um sujeito bem-dotado para se comunicar, passando a dar opinião sobre o que pintar: futebol, governo, Congresso, porque lhe é atribuída a função de fazer as cabeças da classe média de maneira a que não venha criar problemas. É tal o poder da mídia, aquela opinião passa a ser a opinião de um milhão de pessoas”.

 “A grande mídia  não tem um dever com o interesse público, com o bem coletivo. Isso significa que ela é desleal com o cidadão. Ao ignorar os problemas do país, a pobreza, a educação, a saúde etc., ela está jogando contra as camadas mais pobres”.

Em anexo, o PDF das três páginas do Jornal da AJURIS com a matéria.Comunicação Social AJURIS

Conversa com Carlos Dornelles


Foto: Arfio Mazzei

É impressionante mas o que dá Ibope nos congressos promovidos pelo sindicato dos jornalistas geralmente são as " estrelas" da Rede Globo. É isto e ponto final. Embora alguns tenham odiado o  William Waack] - apresentador do Jornal da Globo - em 2004, quando ele abriu o congresso na Câmara Municipal de Porto Alegre, foi ele que botou gente, que chamou público. No outro dia durante aquele mesmo congresso, o Caco Barcelos, que na ocasião vivia como correspondente da emissora em Londres, foi o que encheu o salão do hotel. Tanto que aquele congresso é chamado até hoje de " o congresso do Caco".

Em 2006, Franklin Martins - hoje ministro do Governo Lula - chamou gente para o 32 congresso porque fora demitido da TV Globo, onde era o seu comentarista político, porque fora acusado de ter empregado parentes no Senado. E a Globo não renovou seu contrato.Franklin - dos dos mentores de um seqüestro para libertação de presos políticos em 1969, estava em 2006 na Band, mas o que os estudantes e jornalistas mais perguntaram na ocasião foi sobre sua saída da Globo e seus palpites para a reeleição ou não de Lula.( Um parentesis: suas previsões se confirmaram, especialmente sobre o prognóstico de que o presidente teria muitos votos no Norte e Nordeste).

Sábado dia 14/06, depois de sua palestra no 33º congresso de Santa Maria, Carlos Dornelles foi o único que teve que dar entrevista pra emissora da RBS local. Todos os demais participantes não foram entrevistados, mas ele sim.Deferência especial para uma estrela da Globo na cidade,ou um fato jornalistico. Particularmente, acho que é um fato jornalistico.

Dornelles não se furtou a conversar depois com alguns estudantes de faculdades de comunicação presentes ao evento e com saiteiros em geral. Deu autógrafos em papel comum e em livro de sua autoria.Faltou coordenação porque a editora do seu livro poderia ter feito a venda ali no evento de Santa Maria.

Da entrevista feita em comum com outros perguntadores, pincei alguns tópicos do Dornelles que vou transcrever aqui:

Informação como produto:

Dornelles disse que quando se usa a informação como mercadoria inicia-se um processo de  que se querer o produto de modo rápido e que por isto tudo que ser feito às pressas. Ali começa o início da desinformação.Não se apura nada  do que não é necessário já não há mais espaço pra apuração. As apurações são feitas  de modo muito superficial. Você se contenta. Não é só o caso de um  delegado, você pode estar entrevistando um economista investighar uma coisa das mais banais possível. Nós nos contentamos com o superficial. Policial é a mesma coisa: se a polícia  tá dizendo que é assim, assim será. Porque que vai perder tempo pra questionar o que está sendo dito, tudo o que está sendo dito. Então é fácil se a informação for tratada como um produto.

Sobre a reportagem  que lhe deu maior satisfação:

Dornelles: As pequenas histórias que se produz das pessoas me dão muita satisfação. E a que mais me deu foi uma de uma mulher, louca, com L maiúsculo, que ficou internada desde o início,desde menor foi pra FEBEM (atual Fase ) depois foi internada como louca a vida inteira, jamais saiu do hospício.Eu fui contar  a história desta mulher que era absolutamente normal mais normal  que os saudáveis. Esta é uma história que jamais vou esquecer, muito mais do que  coberturas de guerras ou outras coberturas importantes.

Sobre a independência na TV Globo

Dornelles. Não sou eu que faço minha pauta.Com certeza não. Nenhum jornalista faz sua pauta.Às vezes você faz sua pauta.Às vezes. Poucas...poucas vezes.

Furo:

Para Carlos Dornelles, o furo de reportagem não tem toda a importância que parte da imprensa lhe empresta. a luta pelo furo sempre foi um orgasmo exclusivo do jornalista. Você acha que o está  público interessado em quem deu primeiro a informação do incêndio tal, o que saiu primeiro na TV Record,sete segundos depois na TV Globo, não estão nem aí pra isto. Isto é orgasmo de jornalista. Quando o jornalista começa a vestir a camiseta da empresa, da própria empresa, voce entra em guerra, passa a usar esta informação pra fustigar o outro. Quem deu primeiro foi a Bandeirantes, quem deu primeiro foi a Folha de S. Paulo, tem alguma importância isto pro público, o que interessa a forma como as notícias são dadas.Que informação que é veiculada. O furo só é interessante quando é resultado de um  trabalho coletivo de uma redação.Que está investigando  uma coisa e consegue uma informação exclusiva. Isto é importante mas não porque furou os outros, porque ganhou dos outros, porque conseguiu uma informação jornalistica que ninguém tinha, que ningueém não tava nem interessado em em saber. Este é o furo sensacional que eu acho. Eu acho ele muito mais prazeroso mas ele  é o resultado de uma redação vibrante, de uma redação que trabalha com prazer; de uma redação que trabalha independente. Os furos aparecem ao natural. Não precisa ter obsessão pelo furo então se você tem obsessão pelo furo você atropela sua mãe pra consegui-lo é isto que a gente faz hoje na imprensa brasileira. a gente atropela a mãe pra conseguir o furo, infelizmente.

Sobre a " TV Lula", ou TV Pública:

Dornelles:  Se nós temos maturidade pra ter um jornal que é comprometido, uma tevê comprometida, porque não temos maturidade pra  pra ter um órgão de imprensa que seja diferenciado. Eu espero que a TV Pública seja diferenciada. Vamos ver o que vai acontecer, né.Quero muito mais do que isto. Mas eu acho que é possível,sim. Não podemos duvidar disto de maneira nenhuma.

O cidadão Carlos Dorneles:Onde ele busca informação no dia-a-dia:

Dornelles:Olha eu vejo muito esporte,de tudo o que é tipo. Gosto muito de ver esporte no meu dia-a-dia. Gosto de ler de vez em quando. Li os policiais da fase noir, da década de 50. Agora você táme perguntando de telejornalismo evidentemente. Eu procuro evitar de ler  jornais demais, não leio muito jornal, não,  tem um que leio de cabo a rabo  pra saber o que tá se passando, a Folha de S. Paulo,que eu assino. Não é um elogio à Folha de São Paulo.Leio,claro,se tem que ler um que seja a Folha de S. Paulo.Acabei de ler um livro não vou saber  o nome agora, que se chama a Síndrome do Medo, a Cultura do Medo, extraordinário, um cara americano, que escreveu sobre como a gente, a imprensa  vive do medo, a população vive do medo, coloca medo nas pessoas, um livro extraordinário. Investigou sobre a saúde, descobriu,assim,questionando as matérias de saúde norteamericana, descobriu que mais de 800 milhões de norteamericanos têm problemas de saúde. A população norteamericana tem 300 milhões . Ah, mais de 10 milhões sofrem de não sei o que , ele foi somando e viu como a gente vive de medo de tudo, de doenças, de ser atropelado, de ser morto, de não sei o que, como a imprensa, a mídia faz uma lavagem cerebral da sociedade.

Qualidade de informação no Brasil:

Dornelles: Não critico só a qualidade da imprensa no Brasil, mas no mundo inteiro. Nós temos muito lixo na  informação,né.Tanto na  grande imprensa, como na internet.É muita coisa.Aí tem que fechar um pouco a cabeça. As pessoas sempre procuram vender esta idéia de que a gente quer abrir a cabeça pra informação tem que ler tudo, lê tudo.Como ler tudo? Acho que você tem que saber como as coisas  acontecem mesmo que você não concorde. Isto é verdade. Mas lixo informativo demais não acredito que faça bem pra ninguém.

O futuro da imprensa

 Eu acho que a coisa mais  legal seria  você  ser jornalista e ter a idéia de que você influiu em alguma coisa, de que você contribuiu com alguma coisa. De verdade. No sentido " makro". No sentido " micro" eu acho que faço.. Macro de maneira alguma. Espqero que um dia  um jornalista daqui 200, 300 anos pense assim: puxa a redação onde eu trabalho é uma redação de frente. Consegue trazer coisas pra comunidade onde eu convivo .Esta comunidade quem sabe?

Realização profissional na TV Globo

Dornelles: Muita realização. Não sou realizado profissionalmente. Quem é? Você cada dia tá aprendendo coisas, as coisas mais banais que você achava que sabia você descobre que não sabe porcaria nenhuma. Então não sou realizado profissionalmente, mas as coisas que eu consigo na minha vida algumas das mais importantes   foi na empresa onde trabalho hoje. Com certeza. não posso ser também mal agradecido.

Por fim conto um episódio que está no meu livro Pauta, o Avesso das Redações.

" Num verão da década de 80, o repórter Carlos Dornelles da TV Gaúcha, hoje na TV Globo, envolveu-se numa briga com o folclorista Paixão Cortes durante a gravação de um espetáculo de Terno de Reis defronte ao prédio da prefeitura de Osório. Paixão Cortes não quis antecipar o horário da apresentação para Carlos Dornelles gravar:

-Tinha muita gente que havia vindo do interior justamente para se apresentar e eu estava muito tenso, admite Paixão Cortes, que não guarda rancor do episódio e lembra do bate-boca. Em tempo: O balneário que Carlos Dornelles freqüentava era Magistério o mesmo que ia o ex-governador Olívio Dutra.    

Coleguinhas

1) Ayres Cerutti colocou um frango pra assar no dia 13/06 e aí foi atender o telefone. Esqueceu o frango na panela, saiu para dar uma volta, encontrou a Núbia Silveira num sebo,ficaram de papo,quando voltou pra se arrumar pra viajar a Santa Maria o seu apê, na Duque da Caxias tava que era  uma fumaceira.Metade do frango ainda deu pra aproveitar, outra metade, tinha virado carvão puro.

2) Chegou a " Expedição Marcopolo" dsa ARI que esteve num longo findi em Montevideo e em Colônia do Sacramento.

3) Núbia Silveira comprou um livro especializado sobre história do RS pra pesquisar um dado que  ela precisava porque coordenada uma pesquisa sobre o psicanalista Ciro Martins( que completa 100 anos). Aí lembrou-se que com um telefonema ao historiador Sérgio da Costa Franco resolvia o assunto. Foi o que fez.

4)Casamento de Sebastião Ribeiro, o " Sebe" com a filha do colega Jurandr Soares - que é arquiteta - foi no sábado na igreja defronte a churrascaria A Brasa, na Ramiro Barcellos.Depois a festa foi no Veleiros do Sul. Os dois já moram junto há vários anos. Ele está grávida.

ARI

" Recebo a respeito da viagem a Montevideo" da ARI. Veja aqui.
(ARI acompanha homenagem)


Rescaldo do 33º congresso dos Jornalistas-RS


Teresa Cruvinel e Celso Schroder

Leo Nunes e Carlos Dorneles
Fotos: Arfio Mazzei


1)Leo Nunez quase atrasa a saída do bus  na sexta,13/06: foi locar um carro no aeroporto e o que era pra ser feito em 20 minutos, levou hora e meia;

2)Na chegada em Santa Maria, a diretora do sindicato dos jornalistas-RS, Márcia Camarano,sentiu-se mal. Desceu correndo do ônibus da Planalto e se agarrou num poste do Itaimbé Hotel pra " chamar o hugo", isto é, " fazer o porquinho"(vomitar).Foi amparada pelo gerente do sindicato, Cristiano Nunes.

3)Teresa Cruvinel diretora da TV Brasil- também chamada de TV Lula, impressionou pelo preparo. Mas confundiu o Faustão da Globo, com Chacrinha.

4)A festa que um turma de formandos de jornalismo tentou fazer na noite de 13/06 ~deu com os burros na água. Alguém passou pela frente da boite e só tinha duas pessoas dentro.

5)Telmo Flor,diretor-editor do Correinho disse no evento que vendeu muito parafuso pra se formar na Famecos. Por isto é contra o Conselho Federal.

5)Carlos Dornelles está há 25 na TV Globo. Antes foi da Folhinha - um jornal da Cia Jornalista Caldas Junior, cujo nome era Folha da Manhã.

6)Dornelles diz que gosta do Custe o que Custar, da Band.Mas já acha que o Pânico na TV " subiu pra cabeça" de quem o faz. E que estão muito agressivos.

7) Dornelles disse que no último verão estava com o irmão em Capão da Canoa e precisou telefonar. " Procuramos 19 orelhões. Todos estragados.Aí achamos um bom. Tinha uma baita fila. Os jornais não fazem mais matérias sosbre orelhões porque isto virou coisa de pobre, que não consegue nem ter um celular".

8)Dornelles contou que estava em NY quando estourou a Guerra do Golfo e que pela primeira vez viu alguém se negar a ir a uma guerra. Foi no caso seu produtor. Contrataram outro, mas ele não foi punido por isto. Havia um medo de que Sadam Hussein larga armas químicas.Por isto o temor do seu produtor.

9)Dornelles contou ainda que hoje existe nas guerras(coberturas jornalísticas) a terceirização, isto é, contratam nativos pra ir pra linha de frente e os repórteres ficam nos hotéis cinco estrelas.

10)Cada palestrante do congresso ganhou uma canequinha como lembrança do sindicato dos jornalistas. Teresa Cruvinel foi gentil: disse que coleciona canecas.
11)Carlos Bastos, que já passou por muitas redações, usou uma expressão que deixou a gurizada do congresso de pulga na orelha: " o mar não tá pra peixe". Os gurias e gurias ficaram com a sensação de que vão ter que disputar muito vagas nas redações.

12) Bastos contou que quando chefiou o jornalismo da TV Gaúcha, a diretora da TV Globo, Alice Maria, aceitava do Sul apenas matérias feitas pelo Geraldo Canalli. Várias vezes ele tentou " vender" Carlos Dornelles e ela dizia que ele era muito " imberbe". Até que foi pro RJ,fez um " superintensivo" e em oito dias estava na JN.
13) Renato Bourouch, o Renatão, do Correinho, ao meio-dia de sá bado,14/6 sabia que o jornal daria uma declaração exclusiva da governada Yeda sobre Paulo Feijó.Bem informado, é aqui com o chefe....
14) Este site tem o prazer de saber que tem entre seu leitores, Roberto Kreitchmann, da plena, soluções em comunicação e os alunos de jornalismo da Unisinos.

15)Eu não conhecia a empresa de eventos da Inácia. Só de ouvir falar. Mas tudo nos trinques, bem organizado. Inclusive funcioni tri legal uma entrevista que o presidente do sindicato José Nunes deu ao programa " Conversa de Jornalistas" da rádio da UFRGS, conduzida por Glei Soares.
16) Como assunto para se pensar: porque 90% dos participantes do 33 congresso dos jornalistas foram estudantes? A " catigoria" abandonou o sindi?

17) Delegação de S. Borja me informou que este ano lá a feira do livro será no finzinho de setembro, antes da eleição para prefeito.

18) Quatro diretores do sindicato dos jornalistas-rs não estiveram no evento: Jorge Correa, Marco Chagas, Graziella Gandolfi e Márcia Martins.

19) Também sentiu-se a falta dos colegas  Hélder Simões e da Nazaré de Almeida, que sempre são muito ativos nestes congressos.

20)Percorri sábado,dia 14/6 o centro de Santa Maria - local que eu gosto muito - e caminhei pelo calçadão da Salvador Isaías. Fui até a galeria Chami e tomei meu cafezinho no café Expresso, do Beto. Estava super simpático,tudo.E vi num terminal de ônibus  o " Fora Yeda-Feijó".
21) O deputado federal Paulo Pimenta(PT) que é jornalista, deu uma passada rápida,sábado de manhã, 14/6, pelo 33 congresso dos jornalistas.

21) Os delegados eleitos para representar o sindicato dos jornalistas-rs no congresso nacional em são paulo, tirados em assembléia, foram José Nunes, José Torves, Carlos A. Schoroeder, Vera Dayse Barcelos, José Weis,e Elisa( da Razão de Santa Maria).

Reuniões de Trabalho na agenda da 10ª Transpo-Sul

Diversos encontros de representações do transporte rodoviário de carga, logística, passageiros, autônomos e de outros segmentos estão programados para a 10ª Transpo-Sul – Feira e Congresso de Transporte e Logística, que acontece de 8 a 11 de julho.

Autoridades, lideranças setoriais regionais, nacionais e do Mercosul devem participar desses encontros no Centro de Eventos FIERGS.

Para os representantes do transporte rodoviário de cargas (empresas e autônomos) estão sendo agendadas para esse período reuniões de diretoria da Federação das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Rio Grande do Sul (FETRANSUL), do Conselho Regional do SEST/SENAT, da Federação dos Caminhoneiros Autônomos dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (FECAM) e da Federação dos Taxistas e Transportadores Autônomos de Passageiros do Estado do Rio Grande do Sul (FECAVERGS).
Por sua vez a Associação Gaúcha de Pequenas e Médias Empresas de Passageiros (AGPM) está organizando um encontro da entidade nesta Transpo-Sul.
Assim como no ano passado, a Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (FECOMÉRCIO – RS) volta a realizar um encontro no maior evento de Transporte e Logística da Região Sul.  
Para o segmento do transporte internacional estão programados encontro do Conselho Empresarial de Transporte Rodoviário de Cargas do Mercosul (CONDESUL) e da Associação Brasileira dos Transportadores Internacionais (ABTI), em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Receita Federal
 Na Transpo-Sul também haverá uma reunião de trabalho das partes interessadas nos Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (CLIAS) e realizado um encontro da Comissão das Relações de Trabalho para tratar sobre Tempo de Direção.
A Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas do Rio Grande do Sul (COMJOVEM-RS ) também vai estar presente promovendo um encontro de confraternização com o grupo nacional e de outros estados.

Evento de lancamento do Congresso e Exposicao Sul-Americanos de Turismo e Hospitalidade

CONEXSA 2008 sera apresentado à Imprensa e convidados no próximo dia 17 de junho. Um Happy Hour, no Espaco Le Bon Gourmet, do Plaza Sao Rafael Hotel, marcara o lancamento oficial do Congresso e Exposicao Sul-Americanos de Turismo e Hospitalidade, que acontecera em Porto Alegre, no Centro de Eventos do Plaza Sao Rafael Hotel, de 9 a 11 de outubro.
O encontro e promovido pela Associacao Brasileira da Industria de Hoteis do Estado do Rio Grande do Sul (ABIH-RS), em parceria com a empresa Office Marketing Eventos, tradicional empreendedora da Capital com mais de 20 anos de atuacao no mercado brasileiro.
Ancorado no tema Reinventando a Hospitalidade, o CONEXSA 2008 tera apoio e participacao de varias entidades do trade turistico gaucho, nacional e sul-americano, esferas governamentais e liderancas das areas de Hotelaria, Cultura, Educacao e Gastronomia, com modulos divididos em nove eventos concomitantes e integrados a Programacao dos tres dias da Exposicao (9,10 e 11 de outubro): III Congresso Internacional de Hotelaria e Gastronomia; Forum Sul-Americano dos Convention & Visitors Bureaux; Forum Sul-Americano das Instituicoes de Ensino do Turismo e da Hospitalidade; Encontro das Operadoras Hoteleiras; III Seminario da Hotelaria Gaucha; Seminario dos Executivos da Hotelaria; Seminario de Alimentacao e Gastronomia; Feira de Bens e Servicos; Feira Destinos de Sucesso.
Os promotores do evento receberao a Imprensa, apoiadores, patrocinadores, hoteleiros, trade turistico e convidados especiais no proximo dia 17 de junho, no Espaco Le Bon Gourmet, do Plaza Sao Rafael Hotel (Av. Alberto Bins, 514), com a seguinte programacao: 19h - Happy Hour; 20h - Lancamento oficial do CONEXSA 2008; 21h - Encerramento.
Informacoes e contatos:
Office Marketing Eventos (51) 2108.3111 - com Adilson
organizacao@conexsa.com.br 

Coleguinhas

- Brincadeiras à parte, a verdade é que a entidade maior dos jornalistas, a Associação Riograndense de Imprensa está há tempo sem jornal nem eletrônico e nem impresso. Como diziam lá fora: " casa de ferreiro,espeto de pau!". E vem eleições por aí, com a grande tendência de tudo permanecer como está....

- O amor é lindo....Jornalistas também casam. Casaram no sábado,dia 14/06, o repórter de ZH, Sebatião Ribeiro( filho de Paulo Odone e Niura Ribeiro) com a filha do também colega Jurandir Soares, do sistema Correio do Povo-Rádio Guaíba.

- Enquanto a ARI está sem jornal, nem eletrõnico,nem impresso, o sindicato dos jornalistas-RS mantém seu jornal eletrônico atualizado diariamente e está tirando o Versão quase que mensalmente.

- A ZH Com está com tantos acessos que às vezes " entope". Também ler o mais influente jornal gaúcho de graça, quem não quer!

Rescaldo do 33º congresso dos jornalistas

1) A sindicalista Sílvia, do Uruguai, ficou 5 horas " ao relento" em Jaguarão antes de tomar o ônibus à meia noite para Porto Alegre na noite do dia 12/6( que noite do dia dos namorados,hein, não é de provocar inveja à ninguém). E fazia um frio de renguear cusco, segundo contou ela a este redator. A rodoviária só abriu quando o ônibus ia partir. As rodoviárias ainda são na sua grande maioria assim no interior do Estado. Quem fiscaliza isto Agergs? DAER?

2) Encontrei o " Renatão" do Correinho na Rua da Praia que passou " voando" em direção ao trabalho, mas me gritou: " Pô o Rigotto te lê,hein!"

3) Conhecido " mão-de-vaca- o diretor da Fenaj, José Carlos Torves, aproveitou a tarde do último dia 12/6,antes do congresso, pra ir ao dentista em Porto Alegre. " Em Brasília o dentista é o dobro de Porto Alegre" justificou-se.

4) José Carlos Torves deverá relançar uma outra edição,revisada, de seu livro sobre mídia.Mas já viu que escrever livros e vendê-los não é mole.  

5)Árfio Mazzei, diretor do sindicato-jornalistas-rs, teve que pegar uma sindicalista uruguaia às 6 da matina de sexta-feira, dia 13/6 na rodoviária. " Fiz de tudo pra me escapar desta, mas não deu" comentou ele.

6) Amigos preocupados com a situação do ex-participante do Sala de Redação da rádio Gaúcha, professor de ingles Paulo Saldanha.

A "Expedição Marcopolo II"

Quando é "indiada" - como a abertura da Festmalha de Nova Petrópolis - ninguém, ou poucos  se apresentam, mas sacumé, nas boas muita gente vai. A " excursão Marcopolo" - é uma denominação minha - da Associação Riograndense de Imprensa(ARI) para Montevideo partiu com um micro lotado na manhã do dia 12/6 em direção à Colônia do Sacramento - 200 anos de jornais no Brasil porque lá teria sido José Hipólito da Costa - indo findar na capital uruguaia.

O micro saiu com cerca de 21 integrantes o que detona o sucesso das adesões.O veículo tava tão abarrotado que as malas não couberam todas na frente e tiveram que abrir o compartimentos traseiros.Au revoir, felizes expedicionários...

Paulo Bellini é eleito personalidade exportação do 36º prêmio exportação da ADVB/RS

Paulo Bellini, presidente do Conselho de Administração da Marcopolo, vai receber, no próximo dia 18 de junho, o prêmio Personalidade Exportação da 36ª edição do Prêmio Exportação RS, no Porto Alegre Country Club. Bellini foi nomeado pelo seu forte empenho no setor exportador gaúcho, cujo esforço resultou em importantes feitos para o setor exportador, como o incentivo a outros grupos empresariais para a abertura de novos mercados e a busca pela facilitação das atividades de exportação no Estado. Veja a matéria na integra.

Estréia Especial


Você amaria um vampiro?
Texto e Direção de Ronald Radde

Sinopse: Ópera de Sangue aborda a trajetória do vampiro Cristan, um líder que cansou da imortalidade. Acompanhado de perto por seu criado Ekiminus, Cristan entra a fundo nas questões que envolvem a “vida” ou seria a “morte” de um vampiro? Perturbado pelo desejo de libertação de seu mestre, Ekiminus e Hirga unem-se para fazer com que Cristan não desista de viver como vampiro. Trazem para ele uma virgem, linda, bela, mas igualmente solitária. Duas vidas mortas ou um encontro que mudará o destino de Cristan e Evelyn?

Concepção: No melhor estilo ópera pop, com referências a Bjork, Tom Waits, entre outros, Simone Rasslan, Álvaro Rosa Costa e Ronald Radde criam o clima musical na história de Cristan. Contando com o figurino de Daniel Lion, Coreografia de Jussara Miranda, um elenco de atores/cantores mostrarão ao público um estilo de “morte” de vampiros, com muita música ao vivo (Banda Calibre) e dança, além de efeitos especiais para deixar o público com falta de ar. Unem-se a eles o cenário grandioso com vários níveis, remetendo a uma refinaria abandonada com iluminação de João Acir e, com um final surpreendentemente romântico para uma Ópera de Sangue!

Texto e Direção: Ronald Radde; Direção de Atores: Lucia Bendati; Diretora de Produção: Ellen D´avila.
Elenco Principal: Vampiro Cristan – Leonel Radde; Mulher Evelyn – Letícia Paranhos; Craido Ekiminus – Dejayr Ferreira; Vampira Hirga – Ellen D´Avila e Grande Elenco. Temporada: 14 de junho (Estréia) a 10 de Agosto - Sábados e Domingos – 21 horas - Teatro Novo DC. Somente nos dias 14 e 15 de junho os associados do Clube do Assinante ZH terão 50% de desconto para titular e acompanhante!

Ingressos Antecipados
PanFácil Store ( Av. Nilo Peçanha, 2533) tel. 3328-5544
R$ 18,00 - Individual
R$ 14,00 - Clube ZH (desc. 20% para titular e acompanhante)
R$ 9,00  - Sênior
Ingressos no Local
R$ 20,00 - Individual
R$ 16,00 - Clube ZH (desc. 20% para titular e acompanhante)
R$ 18,00 - Estudante (somente no local, apresentando comprovante)
R$ 10,00 Sênior


CPI do Detran procurou a Associação Riograndense de Imprensa

Na quarta-feira,dia 11/06, o presidente da Associação Riograndense de Imprensa recebeu telefonemas de integrantes da CPI do Detran, da Assembléia Legislativa do Estado que queriam agendar com ele na entidade uma entrevista. Ercy alegou que nos dias 12 e 13 estaria fora( viagem oficial a Montevideo).

Rua da Praia

1) Encontrei o advogado Pedro Ruas, do PSOL, que me disse que eles sabem que tem "zero" chances de conseguir o impeachment(impedimento) da governadora Yeda, mas que o partido protocolou o pedido na Assembléia Legislativa justamente para " marcar posição". Então tá.

2) Um " lua preta" da governadora Yeda comentava 12/6, numa roda que o ex-governador Rigotto é o responsável pelo Estado se encontrar na situação que está(mal).

3) Dia 17/06, próximo, na sede do PDT regional, na Félix da Cunha, dia de relembrar os 29 anos da Carta de Lisboa - onde Brizola e um grupo de exilados - prometeram voltar ao Brasil para refundar o velho PTB.Coordenação do evento, com apresentação do filme " Operação Condor"é de Danilo Groff. Entrada franca. À noite haverá uma " galinhada"  no Barranco porque ninguém é de ferro.

Nota oficial da ABIH-RS

Neste momento em que o Governo do Estado do Rio Grande do Sul passa por turbulências políticas, a ABIH-RS reafirma seu compromisso na continuação da parceria com o poder público do Estado e o apoio irrestrito ao Secretário de Turismo Esporte e Lazer Dr. Heitor Gularte, que tem dado demonstração de competência, transparência e visão de futuro na condução do Turismo Gaúcho. Rio Grande do Sul, 11 de junho de 2008 - José Reinaldo Ritter - Presidente & Diretoria.

Coleguinhas

1) A entrada na disputa de um negro nos USA - no caso Barak Obama - já tá dando o que falar, ou melhor, já está trazendo problemas nos jornais com os chargistas.

2) Senão vejamos: o advogado Antônio Carlos Cortes( que foi também muitos anos radialista da rádio Princesa) e que é formado em Jornalismo - enviou duas cartas. Uma para o jornal O SUL protestando contra uma charge publicada no sábado dia 7/6 em que mostra Barak Obama e o ministro do Meio-Ambiente Carlos Minc na floresta amazônica.Dia 11/06, o O SUL publicou a carta do advogado. A outra carta Cortes enviou ao diretor-editor de ZH, Marcelo Rech e ao chargista Marco Aurélio Carvalho protestando contra uma charge feita pelo Marco. O chargista lhe respondeu que não tem nada contra o candidato negro à Casa Branca,tanto que tem duas filhas " americanas" e que votarão no candidato dos democratas. Marcelo Rech não respondeu. Cortes falando a este blog disse que " costumo dar aos coleguinhas uma segunda chance" lembrando que os dois veículos seriam passíveis de processos cíveis pelas charges que pujblicarão por causa de conotações raciastas contra Obama. É de se esperar para ver, digo eu.

Promoção dia dos namorados. O beijo que vale 01 ingresso

A produção da comédia "Como Agarrar um Marido antes dos 40" em cartaz no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana, faz promoção pelo dia dos namorados. No próximo final de semana, todo o casal, marido e mulher, namorados, amantes, cachos e afins que trocarem um beijo de lingua de no minimo meio minuto ganham grátis 01 ingresso para assistir o espetáculo. Contamos com o apoio de vocês em nossa divulgação. Atenciosamente! Claudio Benevenga

Ligado!

O empresário Jorge Gerdau tem viajado muito ao interior do RS.

Coleguinhas especial:" Expedição Marcopolo?"

Uma expedição  da Associação Riograndense de Imprensa(AR) que alguns apelidaram de " expedição Marcopolo" ( porque foi agendada sem muita gente tomar conhecimento, embora cada um pagasse o seu ) partiu de manhã cedo do dia 12/6 rumo a Montevideo.Oito da matina, era a saída. E sem conversa, o presidente Ercy Torma ainda tentou desvencilhar-se do compromisso, mas foi inquerido pela professoara Martha Azevedo, do Instituto Alberto André, que o colocou contra a parede:
- Nem tente pular fora, disse-lhe ela no sábado, dia 7/6 durante o coquetel do barzinho em homenagem aos 200 anos da imprensa.

E para alguns maldosos que dizem que os integrantes da ARI gostam muito  de coquéteis é bom ir avisando-os que em Montevideo tem sim coquetel, inda mais em missão oficial dos 200 anos da imprensa no Brasil. Coquetel com " empanadas".

Desta vez, não se sabe se a expedição que viajou em ônibus fretado - com calefacion, por supuesto, por aya hace muito frio... -  parou em Jaguarão como da última vez que foram. Lá havia agendado um almoço, mas o prefeito da cidade brasileira, " empurrou" os convivas para o lado uruguaio de Melo, se não me engano. Só que no Uruguai, aquela hora, era hora de sesta. Todos a dormir e os integrantes da ARI daquele vez ficaram sem comida, por supuesto.

Não se sabe ainda porque o prefeito de Jaguarão daquela feita não deu comida aos bravos heróis da ARI que iam em missão oficial a Montevideo.

Sabe-se que quem agendou com o prefeito ficou " marcado na paleta" até hoje. Ninguém mais acredita em evento que ele promove.

Daquela feita, parecia mesmo dias de azar> Na volta de Montevideo, porque um dos " cardeais" da ARI - cuidado porque eles não gostam de ser chamados assim,alguns se ofendem - ficou detido na aduana uruguaia. Não queriam deixá-lo sair, pelo simples motivo de que não tinha a carteira de identidade do Brasil. Ele entrara com apenas a identidade de jornalista e quase fica retido.

A sorte - daquela feita - foi que era quase meio dia e a barriga dos guardas da aduana roncava. " Uno churrasquinho" deu a senha um dos guardas. E o alegre ônibus da excursão da ARI foi liberado. " Eu me vi retido ali,sozinho, enquanto o ônibus ia embora" relembrou dia destes o protagonista da tal imprevidência, isto é, de ter viajado sem a carteira de identidade para o Uruguai.

A excursão da ARI a Montevideo sempre tem como cicerone um membro da diretoria nascido aya, mas que está aca, hace muchos anos....É sócio da ARI desde 1990 e de carteirinha. E fica furioso se o identificarm por " tupamaro" mesmo quando isto é dito carinhosamente.

Boa viagem, alegre expedicionários da ARI!

Em outras ocasiões tentaram colocar um placa da entidade na casa onde teria nascido José Hipólito da Costa em Colônia do Sacramento. Só que o alcaide de lá os avisou que não poderiam porque a cidade é patrimônio da humanidade, portanto, para tirar ou colocar algo, só com a autorização da UNESCO. Vamos ver se desta feita nossos bravos heróis da ARI conseguirão colocar a homenagem na casa do José Hipólito, o patrono da imprensa no Brasil, que este ano comemorou 200 anos.

Rigotto diz que ainda não é hora de impeachment de Yeda


Foto: Nabor Goulart / Ag. Free Lancer

Cauteloso, o ex-governador Germano Rigotto disse na Federasul,dia 11/6, que ainda não é o caso de se pedir o impedimento da governadora Yeda Crusius como decorrência da fraude do Detran, onde,segundo a Polícia Federal, se apurou o desvio de 42 milhões de reais. "A decisão vai para o Poder Judiciário" disse o ex-governador, que defendeu o direito que os suspeitos da fraude têm de " ampla defesa". Convocado para falar sobre guerra fiscal e reforma tributária, o ex-governador afirmou sobre as eleições de 2010:
- Não sou candidato a governador!

Foi sua única afirmativa quanto ao seu futuro político. Contou que está percorrendo o Brasil discutindo com os governadores de cada Estado a reforma tributária já que ele faz parte de um gabinete instalado especialmente para este fato. Mas admitiu que muita gente não está interessada nela porque "imposto bom é imposto  conservador",afirmou. Rigotto, que não se esquivou de qualquer pergunta, mostrou algum tipo de mágoa com o governo do estado, mas em nenhum momento fez uma queixa direta a governadora Yeda.
-  Melhorias que fizemos na CEEE não são destacadas, a planta da Nestle em Palmeira das Missões, a fábrica de tratores da John Deere, o um milhão de carros da GM, sinto falta de ser lembrado, queixou-se Rigotto, sem contudo criticar diretamente a governadora.

" A duplicação da Aracruz Celulose foi assinada em 30/6/2006" lembrou o ex-governador.

Exposição


Coleguinhas

1) Todo um " batalhão" de profissionais que trabalharam no Governo Rigotto estiveram na coletiva do ex-governador, dia 11/06, na Federasul. Entre eles, Celito de Grandi, Gilberto Jaspers, Sandro  Schreiner e o fotógrafo Nabor Goulart. Os dois últimos estão no site Free Lancer.

2)" Renatão" que foi assessor de imprensa  do vice-governador  na gestão Germano Rigotto também compareceu ao evento da Federasul do dia 11/06. Sabe cumé: o ´homi´ pode voltar.E quem não é visto não é lembrado.

3) Muito esperto, o ex-governador Rigotto, na coletiva à imprensa na Federasul  chamou a atenção para os correspondentes de outros estados ali presentes  de que a imprensa local é muito ´cobradora e exigente´. E fez questão de mencionar que a crise do governo Yeda chegou aos noticiários nacionais. Muy amigo....

4) Sobre o ex-governador Rigotto tenho a impressão de não ter conhecido ainda um político que sabe ´adular´tanto os coleguinhas como ele. Nesta arte é craque. Chegava - não sei se ainda o faz - a telefonar nos finais de ano para os colunistas para cumprimentá-los e desejar Boas Festas.

"Carolina na Janela esperando Godot"
Por Jefferson Barros


Livro de Luis Carlos Maciel, publica na década de 90,
recebeu duras críticas de Jefferson Barros.

Nota do editor: Este texto logo abaixo é do Jefferson Barros (colega falecido se não me engano em 1999) foi feito lá por 1996 ou 97, em cima do lançamento do livro Geração em Transe, do Luiz Carlos Maciel da editora Nova Fronteira, lançamento em 1996. Em 1998 completavam-se 30 anos do movimento de maio de 1968 e estava na moda lançar livros sobre aqueles dias. O comentário que o Jefferson Barros fez sobre a obra de Luiz Carlos Maciel (que muitos leitores conheceram no O Pasquim) é inédito, nunca havia sido publicado. Ei-lo na íntegra:

"Houve um movimento generalizado no país contra o impedimento de Jango tomar posse da presidência; a ´ação para a legalidade´aconteceu em vários pontos do país e, na Bahia, concentrou-se  numa pequena manifestação de estudantes em frente  da Faculdade de Medicina." A frase literal, inclusive com as aspas irônicas e minimizadoras do fato histórico, é de Luiz Carlos Maciel em seu livro de memórias (precoces?) " Geração em Transe". Está na página 84. Em Milão, naquele mesmo fim de verão setentrional, o avído corretor de papéis financeiros Alain  Delon se informava, nas manchetes de capa de jornais do centro do capitalismo italiano, sobre a " secessão no Rio Grande do Sul".A cena, com Delon num interstício de seus pregões e de suas trep... com Monica Vitti, está num dos mais famosos filmes de Antonioni, o " Eclipse". Antonioni, ao contrário dos " cinemanovistas" de Maciel, é um cineasta que " não prega prego sem estopa". Isto é: qualquer plano de seus filmes é significante, como significante foi para para a História - do Brasil, da América Latina, da " guerra fria" donc do mundo -  a Legalidade gaúcha de agosto de 1961. Menos para Luiz Carlos Maciel e a Bahia... Talvez por isso, a Bahia seja governada pelo tzar Antônio Carlos Magalhães e Porto Alegre pelo " piccolo" e moderno Lênin, Tarso Genro.

Voltemos ao Maciel, no entanto. Como num filme de Spielberg no qual se viaja ao passado para chegar ao futuro. Para mim, confesso que o livro acabou - morreu seria o verbo correto - nesta frase da página 84. Cheguei até a página 275 por disciplina profissional que me obriga  essa tarefa de resenha.Luiz Carlos Maciel, gaúcho de Porto Alegre, foi um adolescente prodígio. Aos 19 anos já havia escrito e publicado um  um bom, excelente mesmo peloe stilo e profundidade das observações e descobertas teóricas dqas relações entre literatura  dramática e o pensar, ensaio sobre o autor de " Esperando Godot": Samuel Beckett e a Solidão Humana".( O IEL poderia e até deveria fazer uma reedição .)

A Porto Alegre dos fins dos anos 50 e início dos 60 era habitada por uma geração com causa; a da palavra. Maciel era um ativo militante dessa geração.Inconscientemente - e os processos da interação e ação ideológicos são sempre, em suas origens, inconscientes - um palavra articulava esta geração: guerreiro. Seus poetas - alguns ativos até hoje - se manifestavam num jornalzinho não por acaso chamado " Quixote". Maciel era um deles. Anos depois(1966), outro poeta, Paulo Roberto do Carmo, levaria esse vocábulo inconsciente para título de livro ( Crisbal, o Guerreiro").
Guerreiros eram os modelos das esculturas de Xico Stockinger. O Gerd( Borheim) afastava-se do soturno pensar romântico alemão, pelo caminho das clareiras sujas mas concretas e ásperas da crítica dialética  sartreana, um projetar-se ativo do Sujeito na história, primeira senha filosófica para acesso ao baile embalado pela banda de Karl M. e seus canhotos.Os cinemânicos descobriam o western antes de lerem André Bazin e só acreditaram no crítico francês, por causa dos " mocinhos" da pradaria; e não o contrário. Sem dúvida, era uma geração com causa. Esperando Godt. Mas a leitura que faziam deste texto dramático de Beckett era a de um Godot-Revolução. Maciel em seu pequeno mas denso ensaio entendeu isso. E ganhou uma passagem para a Bahia. Hélas.

O Godot-Esperança,anunciado por Maciel ems ua leitura adolescente de Beckett, chegou e Maciel não estava na estação para esperá-lo. A Legalidade gaúcha foi o encontro de um clima intelectual e político e de um líder audacioso com as possibilidades da História.Um pequeno,ativo e bem sucedido ensaio de desafio revolucionário, como dois anos antes havia sido Cuba. Cuba e a Legalidade estão para o Vietnã vitorioso  dos anos 70 como 1905 esteve para 1917 na Rússia tzarista. Mas Maciel estava na Bahia e ao invés de viver a fantasia da Revolução participava de sua revolução de fantasia. " Geração em Transe" é o inventário dessa fantasia, desenha e costurada pelo delírio de três estilistas do neant: Glauber Rocha, José Celso Martinez Corrêa e Caetano Veloso. As super novae do tropicalismo.

Maciel - em suas  memórias( será também em sua vida?)  passa sobre Porto Alegre como gata em teto de zinco quente( atenção, Maciel: é o título de uma peça de Tennessee Williams): com medo de queimar as patinhas. E refugia-se  no desbunde da " baianidade", para o qual até o tímido  " realismo socialista" carioca de Chico Buarque de Hollanda é engajamento perigoso. Militância política, racionalidade ontológica. A racionalidade é - ele não escreve mas pensa nas entrelinhas do texto, como a maioria dos intelectuais atualmente, aliás - " stalinismo". A Razão é o " stalinismo" da ontologia. Ao desbunde, portanto; e vamos todos para a praia. O que o assusta em Porto Alegre é a racionalidade, opção histórica da cidade( por isso, até em cinema, sua mulher expressão é a da palavra, depósito indestrutível da Razão). Opção tão histórica que um dia a cidade foi governada pelos positivistas, estes místicos da racionalidade. E há oito anos pela esquerda realmente existente.

Este ajuste de contas às avessas - contra a racionalidade - é a essência oculta de " Geração em Transe". Neste sentido, é testemunho extremamente fiel - e bem descrito -  da irracionalidade  tropicalista toda.  Do mundo ´udigrudi´, vocábulo contra o qual Maciel, com alguma razão, se revolta na página 249. No entanto, o ´udigrudi´ dos anos 60/70 não foi uma ideologia ao acaso. Não por acaso nasceu nos Estados Unidos, como o próprio Maciel descreve. É preciso que a realidade perca toda a significância racional para que impere sem ( muitos) protestos, a irracionalidade do mercado - cuja forma política e econômica é o neoliberalismo e a intelectual é a pós-modernidade. O ´udigrudi´de ontem é o neoliberalismo de hoje; com o Maciel sempre presente. Ontem e hoje, como Carolina na janela esperando Godot.

Não por acaso não existe nada mais parecido com um filme de Quentin Tarantino, esse neo-naturalista fascista, como um velho " cinema novo" de Glauber Rocha. Ah! o final " ontológico" de " Deus e o Diabo na Terra do Sol",  com Corisco correndo para o mundo cósmico do mar sem limites...Maciel conta que no roteiro original - Glauber, em suas contradições compulsivas, guardava lições mal aprendidas de política - previa a integração de  Corismo numa " liga camponesa" , o movimento dos sem - terra da época. Maciel sugeriu um final mais " ôntico" e ficou feliz quando, na versão final, viu sua idéia contemplada. Isso ele conta no livro ( página 94). Conta também que o filme foi patrocinado, digo produzido, por Luís Augusto, Gugu, Mendes. Mas só na página 110 revela que Gugu Mendes é filho do latifundiário João Mendes,criador do IBAD, a UDR de então, e um dos principais agitadores pró e financiador do golpe militar de 1964, a anti-legalidade.

Sem dúvida, Maciel não esconde a verdade. Mas talvez por trabalhar há tantos anos na Globo tenha aprendido a dizer a verdade de tal maneira que ela sempre fique oculta. No caso, com o truque de um interstício de 16 páginas  in fólio. entre uma informação e outra . O que importa:" Deus e o Diabo na Terra do Sol" foi produzido com o mesmo dinheiro que arma e paga jagunços para matar sem-terras.Ainda hoje.

Temeroso de Porto Alegre, Maciel parece temeroso de si mesmo. Revela, timidamente em suas memórias, mas sempre revelou em seus outros livros, e sobretudo em seus artigos, ser provido de idéias. Capaz de formular pensamentos, articular racionalidades, expressar, portanto, consciência do mundo e auto-consciência. Maciel, por seu talento e erudição, seria um intelectual exemplar. Não fora o medo.O medo de ser Luiz Carlos Maciel, o adolescente prodígio das tardes de Porto Alegre nos distantes e vivos anos 50. Timorato, ele se esconde nos relatos de " Geração em Transe" antes em Glauber, depois em Zé Celso e Caetano.De tal maneira que as memórias mais pertencem a estes três do que ao autor. Por que o medo? Afinal, não é culpa de quem espera na estação se o Godot-Revolução não chega e manda em seu lugar um Moloch-Contra-revolução. Os aguardantes, no caso, como Maciel, são antes vítimas do que indiciados. Poderiam ser testemunhas. Testemunhas da derrota. Mas para isso é preciso manter a esperança racional do acerto. Ele prefere ser cúmplice da fantasia contra-revolucionária a ser retirante esperançoso da Waterloo dos dias atuais. Stendhal,em seu " A Cartuxa de Parma" faz luminosa e fascinante descrição de como Fabrizio del Dongo participou de Waterloo sem o saber. " Geração em Transe" tem o sabor de um diário de Fabrízio nas horas de Waterloo. Lido assim é até edificante...."

Recordar é viver: A profecia de Cairolli!

Há uns quatro anos atrás,creio, a Federasul fez um almoço de fim de ano e o seu presidente à epoca, Paulo Afonso Feijó sentava o sarrafo no então governador do Estado, Germano Rigotto.Não passava pela cabeça de ninguém, seguramente, naquele salão lotado, de que um dia o empresário viesse a ser político.Recordo que o colega Affonso Ritter foi o único naquele convescote(almoço de fim de ano ) que o contrariou, meio que bancando o advogado do diabo. Feijó portou-se como o dono da casa, mas contestava tudo o que Ritter dizia, com certa aspereza, embora o palestrante ali fosse ele, não o jornalista.

A uma certa altura, resolvi perguntar a Feijó - peguei o microfone das gurias que passeavam pelo salão  - quem seria,então, uma pessoa ideal para governar o Estado já que pra ele ninguém prestava. Ah,sim, Feijó também baixava lenha no presidente do Banrisul, Fernando Lemos.Não eram críticas pessoais,evidente.
Ao me ver fazer a pergunta que fiz, o atual presidente da Federasul, José Cairolli, que estava há uns 3 metros de minha mesa, falou baixinho: - Ele!
Não é que está quase se concretizando!

Fotos

O colega Hugo Scotte fará nesta quinta, dia 12/06, das 19h às 21 h um vernissage sobre exposição de fotos que ele realiza na Casa de Cultura Mário Quintana. Diz o Emílio Chagas que vai ter vinho argentino. Se os " papa-coquetéis" forem o evento será um sucesso. Todos lá então pra falarmos do assuntão do momento: quem será o " barbicha" citado em gravações da Polícia Federal na Operação Rodin. 

Coleguinhas

1) No verão passado, peguei, como sempre, uma ZH-Centro e havia a contracapa da edição de uma página inteira com a Kátia Suman. Contando sua vida de moradora do centro. Bela matéria. Mas estranhei: " A RBS fazendo filho em mulher de outro?" estranhei. Pimba na gorduchinha, como dizia o locutor das diretas, Osmar Santos: aí está a Kátia contratada da TVCOM.

2) No sábado passado, dia 7/6 no barzinho da ARI um coleguinha convidava o outro pra ir a Santa Maria pro congresso dos jornalistas.
 - Não posso,disse o outro. Acho que meu chefe cai nesta semana.
 Cruz credo, que crise esta da Operação Rodin...

O " Agora" na Guaíba entrou na vala comum de dois apresentadores!


Amir Domingues (falecido) apresentou durante 30 anos o Agora, da Rádio Guaíba.

Depois que Joabel Pereira deixou a rádio Guaíba, ele foi substituído por uma dupla de apresentadores - Flávio Dal Pizzol e Sílvia do Canto. O " Agora" é um dos programas que mais tempo tem no radiojornalismo gaúcho e marcou época. Esta no ar desde 14 de julho de 1975 - fazzz  tempoooo!!!! - e foi " bolado" pelo maior inventor de programas radiofônicos ainda vivo, Flávio Alcaraz Gomes. Teve na produção inicialmente a " Baiana" ( Liana Milanez) - hoje em SP . Mas a " cara " do programa foi mesmo o seu apresentador durante 30 anos, Amir Domingues, que faleceu no ano passado.

Numa entrevista que fiz com o Amir, há cerca de dois ou três anos, para uma reportagem no Jornal da ARI, ele contou muitos causos - como da inauguração de Brasília, de suas viagens internacionals, da entrevista com o Fidel que não saiu porque o " comandante" dormia quando passava por cima do RS de volta de Punta del Este - e por aí afora, mas uma especialmente o emocionou. O " velho" Amir umedeceu os olhos quando contou pra mim e pro colega A. Goulart os detalhes da entrevista que fez em 1992 com o ex-presidente Gal. João Figueiredo. Diz ele que nestes 30 anos - e olha que 30 anos não são 30 minutos - em que apresentou o " Agora" foi sua entrevista de maior repercussão.

Ele não falou , mas eu informo: quem conseguiu esta entrevista foi o então produtor da Guaíba Linei Zago- hoje trabalha na imprensa do Palácio Piratini -  ( ele não era o produtor do Agora) que tinhas fontes militares e que depois de muito insistir um dia Figueiredo o atendeu e pediu para ligassem no outro dia de manhã bem cedo pra sua casa, no Rio de Janeiro, onde vivia depois de deixar a presidência da República.Quando informaram a Figueiredo que seria Amir que conversaria com ele, o ex-presidente chegou a comentar:- Com este eu falo!Deixo que Amir conte como foi este seu grande lance!

"Na décade de 90, não lembro exatamente a data(foi em 1992) nós vínhamos tentando entrevistar o Figueiredo que estava calado há dois anos, tinha deixado o Governo, não dava entrevista pra ninguém.A produção ficou insistindo,insistindo até que um dia de manhã quando cheguei na rádio,eram 8 da manhã, por aí, tinha um recado: o presidente Figueiredo concordou em falar, em dar uma entrevista mas a gravação será às 8 horas. Eu corri pro estúdio, já estava a ligação pronta. Aí comecei a gravar com ele. A informação que eu tinha, que eu havia recebido é que ele concordara em falar, em dar a entrevista mas que não se falasse em política.Política era só o que interessava.Mas como ele tava ali comecei a gravar a entrevista eu como eu tenho uma boa memória , uma memória bastante razoável da história brasileira dos anos 20 porque meu pai foi militar e falava muito a respeito, o pai dele também foi, primeiro lembrei os tempos dele como militar aqui em Porto Alegre, ele começou a descontrair,depois falei sobre o pai dele, ele puxava e puxava e puxava conversar sobre este tema, quando ele abriu sobre política e deu uma entrevista que foram 50 minutos.
Esta entrevista, eu acho que das que realizei para o programa "Agora" foram 30 anos a frente do programa " Agora",agora fui substituído pelo Joabel Pereira, foi a entrevista de maior repercusão, porque ela foi reproduzida por uma infinidade de emissoras brasileiras, que pediram pra Guaíba a garavação ela repercutiu no exterior, ela foi notícia em todos os jornais do país, foi reproduzida pela Folha da Tarde, pelo Correio, vários jornais brasileiros.Foi realmente uma entrevista fora do comum. Toda ela na base da memória, da busca com calma, que durou 50 minutos foi assim que aocnteceu." Em tempo. Inscrita no prêmio Ari de Jornalismo no ano de 1992 foi a vencedora. Levou o título de " Figueiredo rompe o silêncio e prevê caos social".

Coleguinhas

1) Telmo, da turma dos " papa-coquetéis" torceu o pé na rua da Praia e está no estaleiro.

2) Vou contar esta historinha, mas não é pra ser levada ao pé da letra. Ela é verídica, mas é puro sarro, né. Aconteceu o seguinte: há três anos atrás, numa noite de13 de junho( dia dos namorados) os colegas da Famecos José Carlos Torves e Leo Nunes estavam lá fazendo um curso, ou algo assim. Terminou o compromisso lá pelas 11 da noite e o Leo, sem a menor ponta de maldade convidou o Torves pra irem jantar; "Hoje não Leo, hoje é dia dos namorados" o que vão dizer depois da gente, disse o antenado Torves. Agora, por puro sarro, toda véspera de dia dos namorados os dois combinam pra ir tomar um chopp um dia antes. Torves mudou-se pra Brasília mas já ligou para Leo avisando que estará em Porto Alegre dia 12 à noite e que vão sair pra tomar um trago,,,de puro sarro....

3) "Coletiva de emergência": O site "VideVersus", do Vitor Vieira, esmerou-se. Noticiou que a governadora Yeda "convocou uma entrevista coletiva de EMERGÊNCIA" no sábado 7/6. Coletiva de emergência? Esta ainda não tinha visto!

4) Ihh, começou a "ronha" pelo fato do vice-governador Paulo Feijó ter antecipado a fita com sua gravação e do ex-chefe da casa civil, César Busatto pra Rádio Gaúcha, na última sexta,dia 6/6: Osiris Marins já reclamou na Band AM e ontem Rogério Mendelski na Guaíba também falou sobre este fato. Mendelski citou os colegas Claudio Brito e Rosane de Oliveira, que conseguiram a fita com Feijó,divulgada antecipadamente pela Gaúcha, porém sem criticá-los. Livrou a dos dois que foram profissionais.

5)O leitor e colega  Nelson Moura( foi repórter da Folha da Tarde) diz que o " barbicha" - termo usado por um dos investigados da Operação Rodin, pela Polícia Federal -seria o presidente do TCE, João Luis Vargas. Será mesmo?

Eleições na ARI

Vem aí os editais das eleições da Associação Riograndense de Imprensa(ARI). Suspense: o atual presidente, ARI, digo Ercy Torma,  é candidato à reeleição?

Ao que se sabe o atual vice, Batista Filho, teria confidenciado a conhecidos de que só será candidato  caso Ercy Torma não postule um novo mandato. Quem mais poderia se candidatar?

O tesoureiro, Benito Giusti, não faz segredo a este colunista que não mais participará da diretoria da entidade, por motivos de ordem " particular". 

Comentário teatral: Com tudo em cima mas “caçando” o marido!

"Band Aid depois que cicatriza é posto fora”. Este é um dos conselhos que a “psicóloga",- mulher super-resolvida, Débora( Susi Martinez) dá pra sua prima e amiga inseparável  Lúcia (advogada, de 39 anos)-  Marlise Damine - pra ela não se envolver com homens recém-separados. É parte da peça teatral “Como Agarrar marido antes dos 40 " - de Claúdio Benevenga que está em cartaz na Casa de Cultura, na sala Carlos Carvalho, de sexta-feira a domingo, às 20 h, até dia 29 de junho.Vi a peça na noite do sábado passado e com um bom público.
As três atrizes estão bem no palco, a terceira é Denizeli Cardoso que faz o papel da empregada doméstica " Dalva" que tem um pacto com uma pomba rola, que baixa nela e que lhe diz o que virá pela frente.

“Dalva" não tem a preocupação de caçar  marido. Já arrumou quatro. " Todos pelo bucho",segundo ela.  Já " Débora" casou duas vezes e não está mais procurando marido. Sai sozinha, vai ao teatro, ao cinema, sem qualquer tipo de complexo. A complicada, quase à beira do desespero pra arrumar um marido - quantas das expectadoras na platéira não devem estar na sua pela? -  é " Lúcia"(Marlise Damine - que está a poucos meses de ficar " encalhada" para frente.

Numa entrevista que deu para o Jornal do Comércio, o autor da peça, Claúdio Benevenga disse que a inspiração para escrevê-la veio da vida real pois uma amiga muito chegada começou a entrar em crise quando fez 40 anos e se deu conta de que nunca havia tido um parceiro." Achei que dava teatro, porque quase todas as pessoas realizam uma reflexão quando chegam à metade de suas vidas",comentou Benevenga.

Recebi da leitora Maria Siliprandi e publico pra ver se algum leitor sabe o que é este papo que ela tem guardado: "Tu sabes o que são os nicanor? calos; mita: moedas?? papéis? sei lá o que é que pode ter na pasta de um boy. esse papo deve ser lá de 1980, achei num recorte de jornal daqueles que eu tenho por aqui, umas pérolas. Será que o Emílio decifra?"

Que dia sexta última! Dia pra não esquecer tão cedo!

De manhã, perto do meio-dia de sexta, dia 6/6 alguns repórteres desciam do Palácio Piratini, atravessando a Praça da Matriz, mas sem a notícia da queda do secretário Martini. Mas no começo da tarde, os blogs políticos começaram a prometer muita novidade para as 16h30! Bomba da CPI do Detran! E no Plenarinho! Alguns bem informados destes blogs já davam a pista: Busato, chefe da casa civil nem estivera na reunião do governo pela manhã.

Pois a medida que a tarde ia avançando, equipes de jornalistas iam chegando e se postando no plenarinho. Tudo pronto...mais eis que meia hora antes a Rádio Gaúcha põe no ar a fita, com o Claudio Brito fazendo a locução. Todos largam os preparativos e vão para os computadores que plugados na Gaúcha não deixam quase ninguém respirar. Quando o presidente da CPI, Deputado Fabiano Pereira(PT) dá início a reunião colocando no audio a fita entre o vice-governador Paulo Feijó e o Cesar Busatto, a maioria já tinha ouvido seu conteúdo pela Gaúcha.

Apesar do aúdio horrível, todo mundo ficou ouvindo. Poucas vezes o Planarinho teve tanto jornalista. O presidente do legislativo estadual, deputado Alceu Moreira, retirou-se do prédio, acompanhado de um assessor, antes do início da locação da gravação. E depois viu-se que a cidade estava plugada nas rádios, nas tevês, na internet, todos querendo saber notícias.

"O homem caiu, o homem não caiu"?? perguntava-se. Mesmo nos botecos onde o assunto geralmente é Abel Braga, Celso Toth, na sexta-feria passada respirou-se política e CPI do Detran. É o assunto do momento. Mas eu quero que me esclareçam, por favor, uma dúvida, que não me deixa pregar o olho: quem é mesmo o "barbicha" citado numa fita gravada pela Polícia Federal na investigação da Operação Rodin?? Será que junto com o autor da morte do Daudt nunca descoberto em 20 anos, teremos que conviver com este terrível dilema??/ Quem será o "barbicha" . Assunto pra bons detetives....ou prum jornalista investigativo. O Giovani Grisotti não se habilita?

A "ingratidão" dos gaúchos com Andreazza!


Em 5/4/69 da esq para dir. coronel Valter Perachi Barcellos, gov. do RS,José Portela Nunes, dono da Sultepa,
Eliseu Resende, diretor-geral do D.N.E.R e ministro dos transportes, Mário Andreazza
na inauguração da BR-101 em Torres. foto de Rony Blas, do acervo da Sultepa. 

O ex-ministro dos transportes do Governo Médici(69-73) Mário Andrezza foi seguramente o ministro que mais obras rodoviárias trouxe para o RS. Mas até hoje não há um viaduto, uma placa, uma sala, uma ponte, uma rodovia com seu nome. Todos têm medo de homenageá-lo. Há dois anos atrás,se não estou enganado, num evento do DAER e dos empreiteiros, em Gramado, alguém sugeriu uma homenagem ao ex-ministro, mas não sei se foi adiante ou não.

O fato é que o RS antes de Andreazza - que era gaúcho, nascido em Caxias do Sul -  tinha como se diz " umas estradinhas". Andreazza, pela conjunção de ter vindo dinheiro de fora e por ser um tocador de obras, concluiu a BR-290 entre Porto Alegre e Uruguaiana e fez a nossa freeway, cujo nome oficial é rodovia Mal. Osório. Além da freeway foi ele que concluiu a rodovia que liga Osório a Torres, a BR-101 que está sendo duplicada pelo Governo Lula da Silva.

Andreazza, dizem os que o conheceram, não era mole. Pegava pesado. Da manhã à noite. Andava sempre apressado e de jatinho da FAB inspecionando rodovias,portos, obras. Quando construíram a freeway uma ocasião ele tinha que ver as obras da rodovia. Ao invés de ir até o aeroporto de Osório, mandou o piloto descer em plena rodovia em local já asfaltado. Fora do horário de trabalho,fazia  lá suas festas. Nas cercanias de Porto Alegre havia uma casa especialmente alugada para ele divertir-se. Dentro do próprio regime, havia quem não gostasse dele, como o ex-presidente Ernesto Geisel que, ao que parece, o via como muito gastador.

Fora do RS, foi Andreazza no governo Médici quem iniciou a famosa Transamazônica - a rodovia que nascendo em Altamira, no Pará, cruzaria o estado do Amazonas, destinada a ocupar aquela região.

Andreazza também fez a ponte Rio-Niterói, inaugurada no apagar das luzes do Governo Médici.

Seu sonho era no regime militar chegar a Presidência da República, mas parece que o então poderoso Serviço Nacional de Informações(SNI) trabalhou contra ele. Andreazza perdeu a convenção do PDS que indicaria a candidatura do Governo para o ex-governador de S.Paulo, Paulo Salim Maluf. Morreu pobre. Até seu enterro foi custeado por amigos. E isto que sempre divulgavam, sem a menor responsabidade que ele era sócio oculto de algumas empreiteiras, entre as quais uma gaúcha.

Esperemos que se faça justiça a memória do ex-ministro, que independente do tempo em que governo, fez obras rodoviárias pelo RS como nenhum outro.

O "fanatismo" do Arthur Moreira Lima

O célebre pianista mora,ou morava,até alguns anos atrás no Costão do Santinho, na praia do mesmo nome, em Floripa. E e notório que ele é um dos mais fanáticos torcedores do Fluminense deste país. Fiquei a imaginar como deve andar com o seu time sendo finalista da Taça Santander-Libertadores. Até o Chico Buarque de Holanda, outro notório torcedor do " Flu" estava no Maracanã na noite que o tricolor venceu o Boca. Outros conhecidos torcedores do tricolor carioca são o músico Lobão e o filho do escritor Nelson Rodrigues, o " Nelsinho" que foi guerrilheiro nos anos da ditadura militar.
Vi de perto uma oportunidade o fanatismo de Arthur Moreira Lima pelo Fluminense. Foi em 2004, novembro, quando estava neste hotel e uma senhora foi vender-lhe um anel muito caro. Ele escutava o jogo e seu time perdia no momento. Reagiu ríspido à oferta da jóia e como se deu conta que pegou mal em volta, desculpou-se:
- Pô o Flu perdendo e ela quer que eu compre uma jóia de 3 mil reais...

Transporte coletivo: "TEU" x "TRI" 

A loja da ATM na Av. Mauá tem grandes chances de não vir a vender no futuro o cartão TRI dos ônibus urbanos de Porto Alegre. Talvez a facilidade que se tem hoje de comprar ali a fichinha pra andar em Porto Alegre não venha a acontecer quando o sistema estiver todo informatizado.

Candidatura competitiva!

No evento dos 200 anos da imprensa, no Memorial José Hipólito da Costa do último dia 04/06
 puxei o deputado Raul Carrion(PCdo B) de lado e aproveitei enquanto os demais falavam abobrinhas no microfone pra falar sobre política. Principalmente sobre a deputada federal Manoel D'Avila, candidata do partido de Carrion a prefeita da capital. O deputado acho que Manoel é uma candidatura viável, e não é apenas pra figurar. Com menos tempo de política em sua trajetória, ela está praticamente encostada em Fogaça e Maria do Rosário, pensa ele.

Coleguinhas

1) A revista do " Bicudo" - jornal Já, anda preparando um perfil do vice-governador Paulo A. Feijó.Do jeito que a coisa vai, quem sabe não estaria dando um " furo" ou fazendo um " investimento".

2) O " Renatão" do arquivo do Correinho, andava estes dias propagando a volta do " Rigotto". Seu ex-chefe, no tempo do dito governo, está hoje em bolsa de estudos, em Portugual.

3) Talvez encham dois ônibus partindo de Portinho na próxima sexta,dia 13/6 pro congresso dos jornalistas de santa maria

4) Jornal do Mercado, mensal, quer chegar a um ano, em setembro, tirando 20 mil exemplares por edição. O editor, o Fabrício, é quem os distribui com um carrinho nos hotéis,estação do metrô, bancas do mercado, assembléia legislativa.Tem o apoio da associações dos donos de bancas do mercado público de Porto Alegre. Tô pra ver isto...o Jornal da ARI nos anos passados, tirava 10 mil exemplares, mas parte da  edição  ficava encalhada  numa sala.

5) " Barbicha", ora que mistério. Este termo foi gravado nas escutas da Polícia Federal, na Operação Rodin. Quem será mesmo o " Barbicha"???? É maior mistério do que " Quem matou o Daudt" ou " Quem matou Odete Roitmann". 

Vendendo o Rio Grande!


No bom sentido. Vemos nesta foto uma turma de gaúchos em Buenos Aires promovendo o RS para os argentinos. Entre eles está o colega Nelson Moura, que na época trabalhava na FT.O que mostra o mapa é o então secretário de turismo gaúcho Valter Seabra, falecido aos 90 anos , no começo de 2008.

O "cochilo do Olides"!

Completam-se hoje, 6/6/08 cinco anos de uma " gafe" cometida por este redator. Ei-la na descrição do colega Glei Soares, que virou o prefácio do Pauta,_o_avesso_das_Redações. A verídica história de um entrevistado dorminhoco.

O " Palavra de Mulher" do dia 06.06.2003 era conduzido pela jornalista Cristina Mazzei, produtora executiva e apresentadora interina, no lugar da diretora e também apresentadora Marlei Soares.Como de praxe, o programa entrou no ar às 16 horas e 25 min. , como acontece há mais de 19 anos pela TV2 Guaíba.

Passa o primeiro bloco, abertura, manchetes, intervalo e começa o segundo bloco. Cristina entrevista uma artesã num dos três set's do estúdio. No centro dos praticáveis, um confortável sofá branco acolhe um sonolento e ilustre convidado: Olides Canton, jornalista e escritor, que dali a pouco vai contar a história do livro que acabara de editar, sobre os bastidores da notícia.

Conversa vai, conversa vem. A apresentadora encerra a entrevista com a artesã e imediatamente começa a anunciar o próximo bate-papo. Faz toda a introdução da entrevista, olhando somente para a câmara 1,enquanto o próximo entrevistado, o Olides, está sentado quieto no sofá. Feita a apresentação a Cristina tasca a primeira pergunta sobre a nova obra literária.Ela.agora,está olhando para a câmara 2 porque está se deslocando no cenário para chegar até onde estão o sofá e o convidado. Silêncio.

Ainda olhando para a câmara dois, ela repete a pergunta sobre a idéia de escrever um livro que conta gafes e causos que acontecem por trás das câmaras e microfones. Sobre o inusitado dos bastidores, aquilo que o público não vê. O silêncio continua. Daí, ela olha pra a cena mais incrível da tarde. O entrevistado está, surpreendentemente, dormindo no ar, ao vivo, para mais de um terço das cidades gaúchas( cerca de um milhao de telespectadores).

Ela chama por ele:
- Olides! - e nada de Olides. Ela insiste, desta vez falando mais alto:
- Olides!". Se aproxima e insiste de novo: " oh, Olides, não acredito que tu estás dormindo!" E, por fim, - Olides!
Ele leva um susto: " Hein! É comigo? O que é que tu dissestes?"
E começa a entrevista.

P.S. Ao ser acordado, Olides Canton disse que dormiu "no ar" porque passou a noite anterior à entrevista, em claro, trabalhando, e que aproveitou os minutos de espera e o confortável sofá para cochilar um pouco. Consta ainda que NÃO chegou a roncar.

Originais de "O Tempo e o Vento"

Com quem estariam os originais do livro "O Tempo e o Vento" de Erico Veríssimo? Fiz uma consulta ao filho do autor, o colega Luis Fernando. Eis sua resposta, em menos de meia-hora depois que lhe mandei a pergunta, o que prova sempre sua gentileza com os colegas:

“ Prezado Olides: O pai escrevia a maquina, corrigia, copiava com as correções, de sorte que há mais de um "original" de qualquer livro seu. Os originais definitivos, que foram para a gráfica, de "O tempo e o vento" estão no nosso acervo, mas há outros por aí. Desse que estaria no cofre do Brossard eu nunca soube, mas é possível. Um abraço, Luis Fernando.”  

Coleguinhas

1) Foi bonita a festa da inauguração da exposição de jornais antigos no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, na quarta, última, 4/6. Destaque para o trabalho do Beto, na área de jornais e da Denise, na área de fotos.

2) O diretor do Museu Hipólito José da Costa - na esquina da Caldas Junior com rua da Praia - Lauro Schirmer falou na solenidade. Depois o Batista Filho deu o plá pela ARI.

3) Ercy Thorma, presidente da ARI e o o vice, Ênio Rockembach, não compareceram a este evento.

4) Fernando Albrecht em seu site questiona, hoje, 5/6, a não renovação dos quadros diretivos da ARI. É uma faca de dois " cumes" como diria o falecido RÚbis Hoffmeister, que foi presidente da FGF.

5)Fim de coquetel na noite de quarta-feira e quando tava todo mundo indo embora, chegou um papacoquetel atrasado. Dois guardas tentam impedir sua entrada, no corpo a corpo. Mas o papacoquetel deu um driblaço neles, furou o cerco e se mandou porta adentro do museu. Não se sabe se algum garção lhe serviu uma taça de champagne.

6) Atenção: o colega Mário Santarosa está treinado há dois meses box. Em quem vai bater, ninguém ainda sabe.

7)Sugestão ao Museu de Comunicação Social Hipólito da Costa: fazer uma exposição dos jornais alternativos, como Denúncia, Pasquim, Pato Macho, cujo editor foi Luis Fernando Verissimo. Porque não? a Secretária de Cultura Mônica Leal poderia dar uma força nisto....

8) Adélia Porto Yates da Silva está em Buenos Aires fazendo uma pesquisa.

9) Vai parar no Tribunal! O fotógrafo Valmoci Vasconcellos, o " Prego"  do Correio do Povo, não chegou a um acordo com a Federasul onde prestava serviços e vai entrar na Justiça Trabalhista contra a entidade. Vai pedir um balaio, segundo me disse.

A volta que a vida dá...

Ontem, 5/6, ouvi um coleguinha numa rádio " censurando" um dos implicados na Operação Rodin, cujas gravações tinham vindo à tona no dia anterior na CPI do Detran. Voltei no tempo e me lembrei de um sábado muito frio, quando este mesmo coleguinha( radialista) estava numa outra emissora e mandava um " bom dia" para este mesmo sujeito que segundo ele " a esta hora está na sua querida São Chico de Paula!". Como os tempos e as circunstâncias mudam. Ou como dizia aquele filosófo Miguel de Unamuno, "yo soy yo e mis circunstancias"!. O povão já seria mais simplória e traduziria a situação por " rei morto, rei posto!"

“ Como agarrar marido antes dos 40 ”


Estréia no próximo dia 06/06, no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana a nova comédia de Claudio Benevenga, “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”, o mesmo autor de “Como Emagrecer fazendo Sexo...”, um dos grandes sucessos do teatro gaúcho, assistido por mais de 80 mil espectadores em três anos e vencedor do Prêmio Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante e indicado ao Prêmio Açorianos de Melhor Texto Original em 2005.A nova comédia aborda de forma divertida e bem-humorada um dos assuntos mais badalados do mundo contemporâneo: a busca pela alma gêmea. Lúcia (Marlise Damine), uma bem-sucedida advogada, percebe que vai fazer 40 anos e ainda está solteira. Ela entra em total desespero e resolve achar de qualquer maneira um marido em seis meses. A história conta todas as investidas, atropelos e aventuras da protagonista na busca de um grande amor antes do seu 40º aniversário.Quer saber a receita para arrumar e ainda se divertir muito? Misture uma solteirona de meia idade em crise, uma psicóloga separada pra lá de bem resolvida (Suzi Martinez), uma empregada doméstica de santo forte língua afiada (Denizeli Cardoso), muita confusão e a corrida contra o tempo em busca de um marido, o resultado é a divertida comédia “Como Agarrar uma Marido antes dos 40”. Você vai descobrir segredos que nem Santo Antônio foi capaz de revelar. O guarda-roupa é assinado pela premiada figurinista Zélia Mariah com destaque para um belo vestido de noiva assinado pela estilista Milka.

Serviço:
O que? “Como Agarrar um Marido Antes dos 40”
Quando? De 06 a 29/06/2008. De sextas a domingos às 20h
Onde? Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana – Andradas, 736 – (51)32215522
Quanto? R$ 20,00 com 25% de desconto para o Clube do Assinante ZH e 50% de desconto para idosos.

Ficha Técnica:
Texto e direção Claudio Benevenga ; Elenco: Suzy Martinez – Débora, Denizeli Cardoso – Dalva, Marlise Damime – Lúcia; Figurinos - Zélia Mariah; Cenário - Claudio Benevenga; Iluminação: Anilton Souza; Trilha Sonora Especialmente Composta; Leandro Nunes; Fotos: Claudio Benevenga; Projeto Gráfico Dian Paiani; Produção Executiva: Claudio Benevenga e Denizeli Cardoso.
Contato de produção:   crtbene@yahoo.com.br

Coleguinhas

1. Emilio Chagas distribuía,ontem, 4/6 , a nova edição do Jornal do Mercado.Traz a hisória de Antoninho Mello, do Gambrinus. Dia 15/06 ele lança o primeiro número do jornal do Brique da Redenção.

2. Valter Todt e Mário Santarosa almoçaram,ontem, 4/6, no Gambrinus.

3. A Padaria Pão -de- Açúçar foi comprada pela padaria Copacabana, no mercado público central. E a loja dos vinhos,localizada defronte a banca 40, foi comprada pela banca do Holandês. Estas são novidades do Mercado Público Central.

4. Rogério Mendelski falou do meu livro Cidades Vizinhas. Recebi uma encomenda do interior de Pelotas. Pra ver onde chega a Guaíba.

5) Próximo número - 2 - da Revista do Barranco não tem data pra sair: primeiro número, com tiragem de 10 mil exemplares, saiu caro: 150 mil reais.

6) Não adianta insistir: mas pra repercutir algum assunto tem que sair ou na ZH, ou na RBSTV ou na rádio Gaúcha. Os demais são periféricos....

7) Mário Santarosa não entende porque a ZH está dando tanto destaque pros 20 anos da morte de José A. Daudt.

8) O congresso dos jornalistas é dia 13 e 14 próximos em Santa Maria. Inscrições no Sindicato dos Jornalistas-RS

9) Há quem queira fundar a associação dos ´ressentidos´ da RBS. Seria composta de profissionais que trabalharam na empresa e que depois que saíram - por este ou aquele motivo - nunca perdoaram a ex-empresa. Tem um radialista, que acorda cedo, que poderia ser seguramente o sócio-fundador número um....

" Danilo e  a  apendicite aguda !"

Encontrei o colega Carlos Bastos, nos corredores da Assembléia Legislativa e lhe relatei que estou por colher depoimentos do trabalhista histórico Danilo Groff. Ele me contou que foi colega do Danilo no colégio dos Metodistas em Passo Fundo e que Danilo teve uma septicemia decorrente  de uma ruptura de apendicite." Quando entrávamos na aula,crianças, os professores nos faziam rezar para que Danilo se salvasse. Ele esteve ali para morrer por causa da apendicite aguda" relatou Bastos. Bom episódio pra se começar a biografia do autor do " picaretaço" contra o presidente José Sarney, no Rio de Janeiro, quando Leonel Brizola governava o Estado.

Turismo! Verão na Bahia!

Enquanto o RS  curtiu um gelo polar no fim de semana de 30,31/05 e 01/06 últimos, uma amiga foi para Salvador na Bahia, curtir o findi. Eis o que ela relata num imail:

" Salvador o maior sol! Eu conheço bem a cidade e andei de ônibus por tudo. Fomos num restaurante que fica na periferia( pega um trem, 0,50. Só de moradores.Pega na estação Ribeira e desce na estação Plataforma pra chegar lá. Pra voltar depos vem de barco.
 O nome do lugar é BOCA DE GALINHA( o dono tem boca de c...de galinha) e é freqüentado por políticos e por ´patricinhas´. O restaurante fica emcima de uma ladeira com vista para o mar. Só este passeio valeu... A comida é boa ebarata( peixe e camarão)".

Da memória de Jornalista!


A charge que elegeu Brizola
prefeito de Porto Alegre, em 1955!

Charge de Sampaulo

Euclides Triches com
o jornalista Nelson Moura.
Foto arquivo pessoal.

Segundo seu compadre e correlegionário, o ex-deputado federal Wilson Vargas da Silveira( falecido), o que Brizola mais temia na imprensa era de uma charge. Às vezes ele bolava uns assuntos e os levava aos chargistas do seu jornal, o Clarim, para que os profissionais desenvolvessem o tema. Pois foi uma charge, publicada no jornal Clarim de  de 27/09/1955 que fez com que Leonel de Moura Brizola praticamente tivesse assegurada sua vitória a prefeitura da capital, que o capultaria numa outra eleição ,esta a de 1958, para o Governo do Estado do RS.

A charge que ajudou Brizola se eleger prefeito de Porto Alegre  foi feita pelo chargista Sampaulo(Paulo de Sampaio) então um desconhecido. São Paulo nem a assinou. Sua charge mais influente na sua longa trajetória nem teve sua assinatura. Ela foi publicada no jornal do Brizola, o Clarim, mas depois o Partido Trabalhista Brasileiro(PTB) a mandou publicar como matéria paga nos principais jornais de Porto Alegre,entre os quais.Jornal do Dia ( dos Padres católicos)Diário de Notícias, de Assis Chateaubrind,Correio do Povo, de Breno Caldas.

O coronel Euclides Triches, do Partido Democrático Cristão(PDC) foi buscado em Caxias do Sul pelo deputado estadual Walter Perachi Barcellos  para tentar derrubar Brizola. Também concorreram a prefeito da capital naquela ocasião o deputado estadual do Partido Socialista Brasileiro, Cândido Norberto  dos Santos e Casado Marques. A charge, como se pode ver, mostra que Euclides Triches não conhecia a capital, pois Perachi o está apresentando aos símbolos de Porto Alegre, a Galeria Chaves, a Rua da Praia, o viaduto!

Leitores se manifestam sobre "Caso Daudt"

“Li o artigo 'Caso Daudt:20 anos de uma incógnita!' Gostei da frase, ' boemio disse que o ciúme foi que matou...' Outro dia, disse a uma amiga, que a chave da nossa existência é a psicanálise. Essas categorias conceituais, como ciúme, inveja, raiva, egoísmo, traição, paixão, vida, morte, violência, vingança... entre centenas, pertencem a psicanálise. Encontramos na mais antiga história, sobre a origem da humanidade, na visão criacionista, relatada no Gênisis, que Caim matou Abel, seu irmão, com uma pedra ou pau quando sairam para o campo (a polêmica exite também sobre o meio, pau ou pedra) por causa do ciúme e da inveja. Então, o primeiro crime classico, homicídio teve na sua base de origem, duas categorias da psicanálise, o ciúme e a inveja, uma dor, um sofrimento. E o engraçado que são os 'boêmios' as vozes dessas conclusões. Aliás, são nos bares que são criados os grande projetos e idéias. Parabéns pelo artigo. Sucesso.
Abraço. Edson”.

Dica de turismo - O que está " IN" em Salvador, Bahia!

Enquanto nós aqui tremíamos de frio e nos encarangávamos por causa da massa polar, uma amiga,residente em Santa Maria da Boca do Monte, pegou um avião e foi passear no último   findi em Salvador, na Bahia de Todos os Santos. Pra nossa inveja, eis o que ela me escreveu na segunda,02/06,  de tardezinha: "Cheguei ontem à noite de Salvador. Fui quarta passada.  Maior sol. Eu conheço bem a cidade e andei de ônibus por tudo. Fomos num restaurante que fica  na periferia. Pega um trem ( 0,50 por pessoa). Só de moradores.Pega o trem na estação Ribeira e desce na estação Plataforma. Isto pra chegar no tal restaurante. Pra voltar, vem de barco. O nome do lugar( do restaurante) é " BOCA DE GALINHA" - agora atenção leitores, sabem porquê ( porque o dono tem boca de cú de galinha) explica candidamente a minha amiga. É, prossegue ela, freqüentado por políticos( nada a ver,claro, com a origem do nome do local) e por patricinhas.. O restaurante fica em cima de uma ladeira com vista para o mar. Só este passeio valeu...A comida é boa e barata (peixe ou camarão)"

E aí, gostaram da dica? Vão afivelando as malas, comprando passagens e na próxima massa de ar polar, adeus portinho, salvador em nóis....com um restaurante destes, cujo nome tem esta origem " nobre"...que que vocês querem mais?

Desempenho

É confortante saber que temos tido a primazia de um número cada vez maior de leitores. Este saite passou de 1.288 acessos em agosto do ano passado para 3891 em maio último. Nossa meta é apenas trabalhar para entregar um produto cada dia melhor para os leitores.É este o sentimento da pequena equipe que o faz.

O Caso Daudt: 20 anos de uma incógnita!


Deputado Estadual José A. Daudt.
Foto: Arquivo da Assembléia Legislativa.


Antônio Dexheimer e seu advogado Osvaldo Lia Pires durante o
julgamento no Tribunal de Justiça. Foto: José Doval

Capa do livro 800 Noites de Junho, de David Coimbra

Quem matou o Daudt? Um grande boêmio, que conheci anos atrás, no Barranco - aquela churrascaria da avenida Protásio Alves, em Porto Alegre - sempre afirmou peremptoriamente: " quem matou o Daudt foi o ciúme" dizia ele, sabendo onde queria chegar.

Vamos aos fatos: completam-se hoje, 04/06/08 20 anos da morte do jornalista e deputado Daudt. Quem o praticou - e alguém matou Daudt - já está impune. Poderia vir a lume e dizê-lo. Jamais o fará. Se o fizesse  teria dificuldades de prová-lo. Poucos iriam dar-lhe credibilidade.

Não acompanhei ´pari passo´ todo o desenrolar do affair. Mas lembro que o colega Floriano Correa, o Florianão, - hoje gozando de sua merecida aposentadoria - que trabalhava então na assessoria de imprensa do Palácio Piratini viu uma noite, lá pelas oito horas, chegar pelo elevador privativo o delegado Müller, que comandava o inquérito. Müller   ficou a sós com o governador Pedro Simon muitas horas. Tanto que os funcionários da imprensa até foram embora. O que trataram?

Um bom perfil do que foi o deputado-jornalista quem o traçou foi Antônio Goulart para a série " Nomes que fizeram a Imprensa Gaúcha, Volume II)da revista Press, publicado em 2003. Diz ali o colega: "  Mesmo sem a formação específica, Daudt entrou no jornalismo por vocação e o praticou por cerca de 25 anos. Alcansou,sem dúvida,sucesso na carreira, mas reconhece que contou com o auxílio de colegas mais velhos e de empregadores, como Maurício Sobrinho, de ´grande influência em minha formação profissional´. Chegou a ter no rádio e na televisão os maiores índices de audiência. Destacou como a mais importante matéria de sua via o chamado `Escândalo do Grupo Conceição´. Naquela ocasião Daudt revelou num depoimento que deu para a Assembléia Legislativa:´tive, pela primeira vez, a oportunidade de me corromper. Mas tive também, pela primeira vez, a oportunidade de provar a mim mesmo que não era o dinheiro que me movia´".

O trágico-engraçado do episódio José Antônio Daudt o confessou dias atrás em uma de suas crônicas em ZH, David Coimbra que em 1993 publicou o livro-reportagem " 800 noites de Junho" pela editora Artes e Ofícios. Um dos personagens citado ingressou com demanda judicial contra Coimbra que acabou condenado e teve que pagar sua pena com prestação de serviços comunitários junto ao Hospital de Clínicas Porto Alegre(HCPA). " Fui o único condenado no caso Daudt" ironizou o cronista.

Este livro, por sinal, quando foi lançado em 1993, na feira do Livro de Porto Alegre, não teve a presença do biografado, Antônio Dexheimer - o principal acusado da morte de Daudt que foi absolvido pela Justiça -  porque a editora temeu que Dexheimer fosse espantar os leitores ao vê-lo autografando junto com David Coimbra.O livro é muito bom, mas creio que está esgotado. Talvez seja possível encontrá-lo em algums sebo. 

Correção

O Acervo do escritor Érico Verissimo nunca esteve na Associação Riograndense de Imprensa. Errei. O que me disseram, algum tempo atrás, não tenho a confirmação disto, é que os originais de O Tempo e o Vento estariam guardados no cofre do ex-senador Paulo Brossard. Quem os teria depositado lá teria sido o livreiro Mário Lima, já falecido.

Memória Política: PDT celebrará 29 anos da "Carta de Lisboa"

No próximo dia 17/06/08 completam-se 29 anos da  chamada Carta de Lisboa, o congresso realizado pelos trabalhistas no exílio, que teve como palco a sede do Partido  Socialista Português, no Largo dos Ratões - em Lisboa, capital de Portugual.

A efeméride deverá ser lembrada também na Assembléia Legislativa do Estado, onde o deputado estadual Adroaldo Loureiro (PDT) lembrará a passagem.Em Porto Alegre, na Félix da Cunha,sede do diretório estadual do PDT, na sala Carlos Contursi,  ocorrerão palestras e será passado o filme " Operação Condor".Após o evento, o episódio será lembrado ainda com uma " galinhada" na Churrascaria Barranco. A seguir, a lista dos 120 participantes daquele histórico encontro. Muitos faleceram,outros saíram do PDT. Ei-la:

1.A M. Doutel de Andrade(falecido); 2. Ajadil de Lemos(falecido); 3. Alberto Martins da Silva(falecido);4. Aldo Pinto;5.Alfredo Hélio Sirkis; 6.Almir Dutton Ferreira; 7. Álvaro Petraco da Cunha; 8. Anatailde de Paula Crespo; 9. Anselmo Francisco Amaral; 10. Antônia Gonçalves da Silva Oliveira; 11.Antônio Alves de Moraes; 12. Antônio Sérgio Monteiro;13. Artur José Poerner; 14. Augusto Calmon Nogueira da Gama; 15. Benedito Cerqueira( líder metalúrgico, falecido); 16. Calino Pacaheco;17.Carlos Augusto de Souza; 18. Carlos Cunha Contursi(falecido); 19. Carlos Fayal; 20. Carlos Franco; 21. Carlos Minc Baumfeld; 22. César Behs; 23. Chizuo Osawa; 24. Cibilis da Rocha Viana; 25. Claúdio Augusto de Alencar Cunha; 26. Clóvis Brigagão; 27. Danilo Groff; 28. Darcy Ribeiro(falecido)29. Derli M. Carvalho; 30. Domingos Fernandes;Edmauro Gopfert; 32. Eduardo de Azevedo Costa;33. Erasmo Chiapetta( passou para o PPS);34. Eric Nepomuceno; 35. Eunice de Souza; 36. Eva Ban; 37. Fernando Perrone; 38.Flávio Tavares;39. Francisca Brizola Rotta(irmã de Leonel, falecida)40. Francisca Barreira;41.Francisco Dal Pra;42. Francisco Goulart Lopes de Almeida, o Coi Lopes, falecido); 43. Francisco Julião(falecido);44. Genival Tourinho;45. Georges Michel Sobrinho;46. Geraldo Lopes  Burmeister(falecido); 47. Getúlio Pereira Dias(falecido);48. Gil Cunegatto Marques;49. Haroldo Sanford Barros; 50. Hélio Ricardo Carneiro da Fontoura, o " Fontourinha")51. Herbert de Souza, o ´Betinho´( falecido);52. Hildérico Pereira de Oliveira; 53. Índio Vargas;54. Irany Campos; 55. Irineu Garcia;56. Isaac Ainhorn(falecido);57. J.G de Araújo Jorge(foi deputado federal,falecido);58. Jackson Kepler Lago(atual governador do Maranhão); 59. João Vicente Goulart( filho do ex-presidente Jango, hoje está no PVT,partido do ex-gov. Garotinho.Vive entre Brasília e Rio); José Wanderley; 61. José Carlos de Oliveira;62. José Macedo de Alencar; 63. José Maria Rabelo; 64. José Maurício; 65. Jorge Roberto da Silveira; 66. José Carlos Rolo Venâncio; 67. José Gomes Talarico; 68. José Guimarães Neiva Moreira;69. Josino de Quadros Assis(falecido); Landa Maria Lopes de Almeida Ainhorn; 71. Leonel de Moura Brizola(falecido em 21.06.2004, no RJ)72. Lúcio Rigo Marques; 73. Luiz Alberto Moniz Bandeira 74. Luiz Carlos Soares Severo;75. Lygia de Azeredo Costa(falecida);76. Lysâneas  Dias Maciel(falecido) 77. Magnus Francisco Antunes Guimarães;78. Manoel Sarmento Barata; 79. Marcelo Carvalho(falecido, é pai do ex-presidente do Inter, Fernando)80. Márcio W. de Almeida;81. Marco Antônio de Andrade Leão; 82. maria do Carmo Brito;83. Maria Margarida Parente Galamba de Oliveira; 84. Maria Zélia Brizeno  Costa Lima;85. Martha Maria Maurício  Vianna; 86. Matheus Schmidt; 87. Maurílio Ferreira Lima; 88. Maurício Vieira de Paiva; 89. Miguel Bodea(falecido)90. Mila Cauduro; 91. Moema São Thiago; 92. Murilo Rocha Mendes; 93. Neusa Goulart Brizola( falecida em 07.04.1992) 94. Ney Ortiz Borges;95. Nielsen de Paula Purês; 96. Norma Marzola;97. Olga Martins; 98. Orlando Maretti;99. Osvaldo Lima Filho(foi ministro da Agricultura de Jango); 100. Osvaldo Pimentel; 101.João Otávio Goulart Brizola ( filho de Neusa e Leonel ); 102. Paulo César Timm; 103. Paulo Medeiros; 104. Pedro Celso Uchoa Cavalcanti Neto; 105. Pedro Dietrich Junior; 106. Pedro Veronese; 107. Raimundo Arroio; 108. Ronaldo Dutra Machado(falecido); 109. Saulo  Saija;110. Sebastião Nery; 111. Sereno Chaise; 112. Tania Lyra; 113. Tertuliano de Passos(falecido) 114. Theotônio dos Santos; 115. Trajano Ribeiro; 116. Tuffik Mattar(médico paulista, falecido)117. Vânia Bambirra; 118. Vera Mathias; 119. Wilson Vargas da Silveira(falecido); 120. Zoé Rodrigues Dias. 

Palanque

A segunda,dia 02/06 esteve " quente" na sede regional do PDT, na rua Félix da Cunha, em Porto Alegre. Estiveram lá o deputado federal do PMDB, César Schirmer e o presidente estadual do PT, ex-governador Olívio Dutra. Ninguém informou a agenda. O presidente regional , prefeito Romildo Bolzan Junior estava no diretório.

Coleguinhas

Rogério Mendelski na rádio Guaíba contou ontem,03/06, que em 1970 quando trabalhava no " Estadão" foi ao Hotel Samuara cobrir um seminário de trânsito. Junto viajava um colega mineiro e que ao passarem pela localidade de GALOPÓLIS, distrito caxiense, o jornalista mineiro viu a placa e entrou em transe:
- Pára,pára, berrou.
- Mas o que houve? quis saber Mendelski.
- Quero fazer uma foto ao lado daquela placa.
É que o colega era torcedor fanático do Atlético Minerio, o " galo das alterosas".

Longe do Poder

Ontem,dia 03/06, o médico Pedro Gus chegava por volta de 9h no Hospital das Clínicas pra cumprir seu turno de trabalho,anonimamente. Longe dos " rolos" da Secretaria Municipal de Saúde.

Da memória de Jornalista
Simon X Mendes Ribeiro


O senador Pedro Simon (RS)

O então vereador de Porto Alegre Jorge Alberto
Beck Mendes Ribeiro, o Bom Cabelo!

O depoimento do colega Jalmo Fornari, da rádio Província FM, e do Jornal Província  de Tenente Portela - dado a este espaço dias atrás -  de que em 1982 ele trabalhando na rádio Gaúcha,como repórter, foi um dos que "teria arrancado" do então candidato a governador pelo PMDB, Pedro Simon, o reconhecimento antecipado da vitória do candidato do PDS, Jair Soares, ao governo do Estado,- fato que os peemedebistas sempre viram como fator de desmobilização dos fiscais do partido junto às urnas apuradoras - pode pôr um pouca de luz sobre outro acontecimento, este ocorrido em 1994,quando Ribeiro,depois de uma grande votação para deputado federal constituinte( passou dos 300 mil votos) pretendia concorrer a governança estadual pelo partido que Pedro Simon sempre comandou no RS,desde sua fundação.

Ribeiro havia percorrido todo o RS, utilizando principalmente os finais de semana, e não havia município em que não tivesse organizado novamente o PMDB, que ficara com enormes dificuldades depois da derrota ao governo do Estado, em 1990, com o candidato José Fogaça, hoje prefeito da capital.

Ribeiro preparou-se para ser o candidato do PMDB em 1994 mas nunca se soube se contava com o aval da liderança maior do PMDB, Pedro Simon. O que se sabe é que houve uma pré-disputa entre o então Ministro da Previdência, Antônio Britto Filho e o próprio Ribeiro que foi " esmagado" pela máquina de Britto na votação, realizada num domingo de tarde, na Assembléia Legislativa do Estado.O falecido e talentoso chargista SAMPAULO publicou no dia seguinte no seu espaço em ZH uma charge em que mostra Antônio Britto dando um " soprão" na direção de Ribeiro e deste " soprão" saiu um vendaval tão grande que fragmentou totalmente seu  oponente.

Há ainda quem lembre que nos meses que antecederam o embate pra decidir qual dos dois candidatos representaria o PMDB na eleição de 1994, alguém teria ouvido da liderança maior do partido no Estado quando propuseram que Mendes Ribeiro fosse o candidato do partido ao governo do Estado  a seguinte sentença: " brincadeira tem hora". Não se sabe se isto é verídico, ou se pertence a alguma invenção. 

Da Memória de Jornalista
" O papagaio ciumento do Antoninho Mello!"

A gente vai morrer e não vai ter visto tudo. Neste último domingo,01/06, telefonei pro Antônio Mello, do Gambrinus, que está residindo num município da Grande Porto Alegre e depois de lhe fazer várias perguntas acerca do seu bar e da história do Mercado Público Central - que o Antoninho conhece como poucos - comecei a ouvir uns " gritos" fortes, como se fosse um enorme protesto. Interrompi a seriedade da conversa e perguntei ao entrevistado que bicho estranho ele tinha dentro de casa que fazia tal barulho. Imaginei tratar-se de algum animal exótico.
- Não, é um ´p...´ de um papagaio que tenho aqui e que sempre que eu falo muito ele começa a protestar com estes gritos...
Tive que me calar, pra não rir com meu entrevistado porque nunca tinha visto papagaio ter ciúme do dono, quando este se ocupa muito em conversas telefônicas. E a nossa conversa continuou sobre o histórico do Mercado Público Central, que estava me interessando muito mais do que os " protestos" do papagaio ciumento.

Outra de papagaio.

Estes dias,ainda em pleno verão,  foi na Associação Riograndense de Imprensa, no chimarrão das quartas, que o Ayres Cerutti organiza sempre, uma colega restauradora de livros, a Kátia e também contou uma muito boa de papagaio. Assegurou-nos ela no meio daquela conversa franca e descomprometida de fim de tarde que seu pai jura ter visto numa oficina mecânica do bairro Santana em Porto Alegre um papagaio que sempre que o cliente se retirava, ele começava a gritar...
- Put...!, put...! put...! O cliente, injuriado, não tinha outra coisa a fazer a não ser rir, se estivesse de bom humor. Algum malandro ensinara isto ao papagaio que repetia sempre a expressão assim que o vivente se retirava. Nunca quando chegava na oficina mecânica.

A dama do jornalismo conta sua história
Por Heloiza Golpspan Herscovitz

Quando eu era pequena já sabia que ia ser jornalista. Fazia murais de notícias no colégio; criei até um jornalzinho mimeografado com notícias da minha rua, distribuído de porta em porta. Por instinto, procurava saber quem eram as moças do ramo. Na adolescência, acompanhei a carreira turbulenta da italiana Oriana Fallaci, jornalista e ativista que lançava fogo pelos olhos e perguntava o que queria a quem bem entendesse.

Já adulta me interessei pela carreira de duas das ex-mulheres de Ernest Hemingway: Martha Gelhorn e Mary Weiss, experientes correspondentes de guerra que inspiraram personagens do escritor. Mas foi como jornalista profissional estudando nos Estados Unidos que conheci Barbara Walters, a grande dama do jornalismo americano. Ou, como preferem os comediantes daqui, Baba Wawa, por causa do sotaque nova-iorquino e da sua conhecida dificuldade em pronunciar os erres. Aprendi muita coisa com Barbara. Ela me ajudou a entender um pouco mais o jornalismo de televisão e também a conhecer como funciona a mente do público americano... Leia a matéria na integra, clicando aqui.

Coleguinhas

1) Dia 30/5, na Imprensa da Assembléia Legislativa encontraram-se três ex-colegas de outros locais: Núbia Silveira, Carlos Bastos e Geraldo Canalli. Os dois primeiros trabalham lá, o último estava de visita.

2)Finalmente, Flávio Del Mese " estrilou" com Rogério Mendelski, na rádio Guaíba, que sempre lhe corta o assunto.Del Mese disse ao iniciar seu comentário na sexta,dia 30/5: " Rogério da última vez me deixastes encima de um elefante longe daqui. Por isto hoje vou falar de Buenos Aires". Mesmo assim, no final, teve que apressar o comentário.

3) Diretores do Sindicato dos Jornalistas - RS estiveram neste sábado,dia 31/05, em Santa Maria propagandeando junto às faculdades de jornalismo pra divulgar o congresso do dia 13/06.

4) Quando Alexandre Aguiar entra na rádio Guaíba, podem soar as trombetas do apocalipse, porque parece que o " mundo vai acabar!"

Memória de Jornalista


"O Versão" nasceu da versão dos repórteres sobre os tumultos da Praça da Matriz.
Número zero do jornal versão dá conta dos acontecimentos, em 8/8/1990
.

O Jornal " Versão " editado pelo Sindicato dos Jornalistas - RS chegou em maio,agora, à sua edição numero 82 com a principal entrevista sendo realizada em São Leopoldo com o Frei Betto.A edição número 81 havia saído em outubro de 2007. O " Versão" sempre tem uns temas candentes, que interessam a categoria dos jornalistas,tanto aos que estão empregados, como aos "PJ", como aos autônomos e frileiros em geral.Nos últimos anos o " Versão" não tem sido assíduo, tanto que alguns coleguinhas maldosos já o apelidaram de " devezemquando"- o mesmo apelido que o ex-diretor da Caldas Junior,Carlos Ribeiro dava ao jornal Krônica, editado pelo Barão -.

Praça da Matriz palco de uma guerra!

Em 8/8/1990, a Praça da Matriz foi ocupada pelo movimento dos sem-terra e a Brigada Militar  chamada para conter o protesto. Lá pelas 10 da manhã deu um surrruru dos brabos entre colonos e brigadianos e um destes - o soldado Valdeci de Abreu Lopes -, descendo a Borges de Medeiros foi decapitado com uma machadinha por quatro colonos que estavam na manifestação e que corriam em direção à prefeitura municipal, onde o prefeito Olívio Dutra lhes deu guarida da agressão da Brigada Militar.
Os repórteres que cobriram os fatos escreveram suas matérias nos respectivos jornais mas no dia seguinte,segundo seu entendimento, não havia nada daquilo que escreveram. Havia sido tudo reescrito, a mando dos donos dos veículos, segundo eles.

Indignados com tal postura dos donos dos veículos,alguns deles - não muitos - reuniram-se no Sindicato dos Jornalistas-RS para discutir o que fazer.Veio a proposta de " tirar um jornal". Alguém num momento destes sempre lança alguma idéia.
A primeira reunião pra fazer um " jornal" que desse a ´versão´dos jornalistas sobre os acontecimentos da praça da Matriz com a morte do soldado Valdeci teve apenas quatro participantes, que acabaram entrando pra história. Foram eles: Cosetto Castro, Juçara Brittes, Ana Lúcia(Aninha) Ribeiro e Neusa Ribeiro.Eles se reuniram na sede do sindicato, naav. dos Andradas,1270, no dia 9/8/1990.
Dias depois apareceram cerca de outros 20 jornalistas.
O que seria o " piloto" do Versão rodou em 15 de agosto de 1990, na gráfica do Jornal O Pioneiro, em Caxias do Sul.Foram feitos 100 mil exemplares. Como ele se esgotou em poucos dias foi tirada uma nova rodagem,esta de 200 mil exemplares que foram distribuídos por todo o Estado.O interessante é que o jornal rodou sem expediente para que os jornalistas não sofressem represálias nos veículos onde estavam empregados. Já com o nome oficial de Versão dos Jornalistas o primeiro número rodou em abril de 1991 e tinha como editor José Antônio Silva.Vários editores seguiram depois dele,entre os quais Claudio Garcia e Nilza Scotti. O atual presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Nunes está estudando a fórmula de torná-lo um veículo com tiragem mais seqüencial.   

Coleguinhas

1) Em 29/05, na Band Am, no Jornal Gente, Renato Martins e Osiris Marins  mandaram um abraço para Walmor Bergech. Lembro uma historinha do meu livro, Pauta, o Avesso das redações, lançado em 2003 e já esgotado.

" Jacozinho"
Walmor Bergech, que Maurício Sobrinho apelidara de " Jacozinho", pediu ao patrão umas férias. Precisava ir passar uns dias em Estrela, pescar no Rio Taquari, aliás de onde é originário. Só que poucos dias depois o patrão descobriu que seu funcionário  estava nos Estados Unidos comprando equipamentos para a TV Difusora para onde ele bandeara-se. Maurício Sobrinho colocou na Capa de ZH um comunicado com uma foto de Walmor  dizendo mais ou menos o seguinte:
" Este senhor não trabalha mais aqui nesta casa".

Passaram-se os anos e Maurício Sobrinho rendeu-se ao talento de Walmor ao que parece pela intercessão de de Fernando Ernesto Correa. O executivo voltou à RBS.

2) Saul Junior aposentou-se e vive entre Porto Alegre e Veranópolis, onde nasceu. Continua com sua empresa de eventos, a Lester Comunicação.

3)José Carneiro Lopes, ex-rádio Gaúcha, foi encontrado por um ex-colega há uns 3 anos atrás na praia de Canasvieiras em Floripa.

4)Duas opiniões sinceras e diferentes sobre este "saite": a do radialista L.C. Fiorin, da Odisséia FM e do jornal Gazeta Regional,de S. Correa que telefona elogiando o saite " do serafinense".Diferente é a do colega J.C. Terlera " um mussunense" encastelado há muitos anos na Praça da Matriz, que já pensa diferente; ela acha que devo encontrar assuntos mais atraentes para os leitores e falar menos do passado.

5)Acervo do escritor Érico Verissimo que estava na Associação Riograndense de Imprensa foi levado pela prof. Maria da Glória Bordini para a PUC. Depois foi para o CCErico Verissimo, da rua da Praia. Agora,parece, esta em poder do filho Luis Fernando.

" Ponte do Rio Jacuí " a outra ligação do Norte/Sul do Estado


Foto: Arquivo do DAER

Agora que se fala muito na construção de uma via alternativa a atual Ponte do Rio Guaíba - a do vão móvel - cabe lembrar que desde 20 de dezembro de 1993 há uma outra alternativa para o tráfego entre o Norte do RS e a zona Sul. Trata-se da ponte do Rio Jacuí, sobre o rio do mesmo nome, que liga São Jerônimo a Charqueadas pela RS-401.
A ponte do Jacuí, como é conhecida, foi feita pelas empreiteiras Cidade Ltda,Esbel( Empresa Sul Brasileira de Engenharia,)Emsul( Empresa  Construtora Sul-Riograndense Ltda e Sogel(Sociedade  Geral de Empreitadas Ltda.

Inauguração


Foto: Arquivo do DAER

Foi num dia de já muito calor, 20/12/1993, que as autoridades estaduais inauguraram a ponte do Jacuí, cujo nome oficial é " Ponte Lauro Rodrigues( em homenagem ao ex-deputado federal, do PDT, desaparecido durante uma pescaria).Mas ela levou muito tempo para ser construída:a ordem de construção foi expedida em 13 de janeiro de 1986,ainda durante o governo Jair Soares.

A ponte sobre o rio Jacuí tem 831,20 metros e liga General Câmara a São Jerônimo. Levou 10 anos para ser construída. Por isto no dia de sua inauguração foram vistas muitas pessoas idosas,algumas que chegaram ao local de charrete, lembrando que seus pais e avós tinham ouvido dizer que um dia ali se construíria uma ligação a seco entre as duas cidades.

Coleguinhas

Gelson Farias, do Servipol, esteve 20 dias em Curitiba e voltou de lá contando que os locutores na televisão de Curitiba anunciam volta e meia: " No RS a Operação Pensant". Confundem com Operação Rodin.

Certificação Internacional Município e Cidadania


Os prefeitos Elir Domingo Giardi (Igrejinha), Carmen Regina Pereira Cardoso (Lajeado), deputado federal Wilson Covatti (PP-RS)e prefeitos Volnei (Rio do Sul), Marcelo Machado (Sapucaia do Sul) e  Nelson José Dall'igna (Nova Bassano)   durante a entrega da Certificação Internacional Município e Cidadania – categoria 100 Melhores Prefeitos das Américas. Os dois prefeitos foram indicados pela Associação Nacional dos Municípios Produtores (Anamup) pelo excelente crescimento econômico e bem-estar da população. O evento, em sua 13ª edição, foi realizado no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal.

ARI promove semana para comemorar 200 anos de imprensa no Brasil

A partir de uma iniciativa da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), os 200 anos de implantação da imprensa no Brasil serão comemorados durante uma semana de atividades, no período entre 1º e 7 de junho próximos. Com o apoio da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e de entidades do setor, como o Sindicato dos Jornalistas e a Agert (Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão), o evento visa a provocar a reflexão sobre o papel da imprensa na sociedade atual e sua importância na formação do pensamento, da opinião e do comportamento.
A ARI tomou a iniciativa, segundo explicou seu presidente Ercy Torma, para ampliar a importância do bicentenário da imprensa brasileira e para “executar seu papel de liderança na sociedade gaúcha”. Entre as ações programadas, os destaques são o Fórum de Debates ‘As perguntas que não calam - Perspectivas da imprensa brasileira’, o lançamento do Projeto Estudante Sócio da ARI e sessões solenes a serem realizadas (todas no dia 3 de junho) no Senado Federal, na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores. Todas estas atividades buscam atingir os profissionais de imprensa, veículos de comunicação, estudantes, anunciantes, academia e os poderes públicos.

No dia 2 de junho, a ARI assinará convênios com as faculdades de comunicação, entre eles o que estabelece ingresso diferenciado para facilitar a associação de estudantes à entidade. No dia 4, o ponto alto será a abertura da exposição temática no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, que mostrará documentos e objetos representativos da época.
O principal papel da imprensa é o de fazer perguntas. Foi dentro deste conceito que a ARI idealizou a realização do Fórum de Debates, para o qual estão sendo convidados profissionais de expressão no cenário do jornalismo brasileiro. A idéia é levar a imprensa a questionar a si mesma, para refletir sobre suas práticas e assumir suas responsabilidades. “O objetivo deste debate é levantar uma grande interrogação sobre as tendências e os caminhos da imprensa nacional, abordam temas atuais e instigantes para o setor, além de reunir as principais cabeças para um debate franco e aberto”, disse Ercy.
Assim, entre os temas que estarão em debate figuram a lei de imprensa e a indústria do dano moral; a convergência entre o jornalismo impresso e o digital e a produção de conteúdo para web; e a ‘agenda positiva’, que pretende examinar sobre o quê convergem profissionais, empresas de comunicação, anunciantes e poder público. Inscrições para o Fórum de Debates podem ser feitas através do endereço http://capacita.plugin.com.br/ari/formulario/prog.asp ou pelo telefone (51) 3061 3000.
O Dia da Imprensa foi criado em 1999, com a publicação da lei 9.831, de 13 de setembro. O dia 1º de junho marca a data de veiculação da primeira edição do Correio Braziliense, jornal editado por Hipólito José da Costa, em Londres, em 1808. A semana comemorativa ao Dia da Imprensa existe desde 1998, quando foi aprovada na Assembléia Legislativa a lei estadual 11.300, instituindo a Semana Hipólito José da Costa.

É hoje, 02 de Junho


República do Rock, o mais novo projeto da Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura, abre espaço para a produção jovem de rock na cidade de Porto Alegre, promovendo o encontro de uma banda reconhecida e uma em ascensão, no cenário roqueiro da capital. O projeto ocorrerá às segundas-feiras, quinzenalmente, de maio a dezembro de 2008, em espaços culturais da cidade, iniciando às 19h30 horas da noite.Nesta edição, no dia 02 de junho, o evento contará com a presença das bandas ZeroDoze e Redoma. A apresentação ficará por conta do jornalista Leo Felipe. Os ingressos custam R$ 5,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Renascença antes do show. Apoio TVE.
O QUE: shows REDOMA e ZERODOZE
QUANDO: 02 de junho, às 19h30
ONDE: Teatro Renascença

A " fraude" na eleição a governador em  1982!


Jair Soares disputa pelada com Alceu Collares depois da redemocratização.
Foto acervo Jair Soares.

Começo este artigo com um depoimento que o colega Jalmo Fornari - hoje dono de um jornal e uma rádio em Tenente Portela - mandou-me dias atrás.
" Conheci e trabalhei com vários protagonistas  das histórias inclusive protagonizei um fato interessante no jornalismo gaúcho que foi ter feito com exclusividade na Gaúcha ( eu era o único repórter que acompanhava Simon em Rainha do Mar) a famosa entrevista em que o candidato a governador Pedro Simon admitiu a derrota para o Jair Soares antes do final da apuração( foi o ano da Proconsult, no Rio) o que provocou uma desmobilização geral da fiscalização do pleito.A diferença foi mínima e grande parte  da Oposição culpou a entrevista pela derrota. O Mendes que apresentava o Atualidades me ligou exigindo  uma manifestação do Simon, já que nós éramos os únicos que estávamos em contato com ele( claro que tem mais detalhes). O Vitelo e o Zulian(eram meus amigos) e sob minha pressão resolveram provocar a desastrada(para ele) entrevista. Faz tempo! hein....

No seu livro de memórias políticas, Jair Soares, uma vida em ação, o ex-governador aborda o assunto da seguinte forma:

"Um episódio periférico e secundário nas eleições de 1982 merece aqui ser lembrado, não por sua importância mas pelas repercussões que provocou: as acusações de fraude feitas pelo atual senador Pedro Simon, que foi naquele ano o grande derrotado nas eleições para  governador do Estado.
     Naquele tempo não havia urna eletrônica, a apuração era manual e durava dias, quando não semanas, a rede de telefonia era precária e o interior era muito mais interior que hoje. Ocorre que em determinado momento,quando a apuração já se encaminhava  para o final e eu vencia com uma boa margem de votos, uma rádio local fez uma projeção, calculando que minha vitória se daria por cerca de 130 mil votos. Diante disso, o candidato do MDB, Pedro Simon  reconheceu sua derrota e retirou-se para sua casa de praia, em rainha do Mar. Aconteceu que a minha vantagem começou aos poucos a reduzir-se, chegando a 23 mil votosk. Diante disso o MDB começou a denunciar que houvera fraude, porque seu candidato jogara a toalha, como se diz, e o partido se desmobilizara, deixando de fiscalizar a apuração. A acusação, que continuou sendo repetida anos afora, era estranho, porque, se fraude houvesse havido, minha vantagem deveria ter aumentado. E não se reduzido a apenas 23 mil votos. Mas,então, o que teria acontecido?
Tudo indica que a suposta fraude, denunciada pelos perdedores, não passou de um erro de projeção resultante de duas componentes principais:
1) A primeira devia-se ao fato de que a projeção dos 130 mil votos fora feita quando a apuração em Porto Alegre - onde eu venci -  estava terminada.
2) A segunda resultava do fato de a projeção não ter levado em conta dois fatores específicos daquela eleição: o voto vinculado e o chamado voto ´camarão´. O voto vinculado, estabelecido pela legislação eleitoral da época, determinava que o eleitor tinha que votar no mesmo partido para governador e para deputado estadual. Mas não impedia que ele votasse só no governador ou só no deputado. E daí surgiu o voto ´camarão´- o eleitor tirava a cabeça fora - o governador - e votava apenas no deputado. Ora, o voto ´camarão´foi muito significativo, no meu caso, em muitos municípios do interior, pois as prévias em que meu nome fora escolhido haviam deixado seqüelas, principalmente entre os que defendiam a candidatura de Nelson Marchezan e não a minha. Assim, à medida que iam sendo contabilizados os votos destes municípios, o voto ´camarão´ fazia com que minha vantagem em relação ao candidato do MDB fosse se reduzindo. Tudo indica que foi isto que realmente aconteceu."

Em tempo: nota do redator: Esta foi a única eleição que Pedro Simon disputou e que perdeu na sua longa carreira política.  Perdeu para Jair Soares por 22.373 votos. Jair fez 1.294.692 e Simon 1.272.319 votos. Também concorrem ao governo do Estado neste pleito, Alceu Collares, pelo PDT e Olívio Dutra pelo PT. É a primeira eleição a governador depois da Anistia política. Os quatro que concorreram foram todos governadores,depois, pelo voto popular.

Finalmente, para fazer justiça, também se diz e muito que a colega Alda Souza(falecida) teria feito também uma entrevista onde Pedro Simon se declarava derrotado. Vê-se por aí que Guaíba e Gaúcha disputam até por qual canal Simon reconheceu sua derrota em 1982.

Memória de Jornalista: O " Poco Pila" !

Fui falar com o Beto Bottega, da Replay, e como era uma sexta - dia 30/5 - jogamos um pouco de tempo fora. Ficamos recordando os tempos em que ele era estagiário da Secretaria Municipal dos Transportes(SMT) hoje EPTC, nos anos 70, - e eu ia muito lá porque fazia o setor pelo jornal. Beto lembrou dos tempos " árduos" em que a SMT era liderado pelo ex-capitão do Exército, Jarbas Macedo Haag. Os empresários do transporte coletivo tinham que marcar hora para serem recebidos pelo Haag - como hoje dever ser com o secretário Senna - e havia um, o Silvestre Sauter, que sempre reclamava quando Haag anunciava pra quanto iria a tarifa dos ônibus nas ocasiões de aumento. Silvestre -, falecido na quinta-feira Santa de 1996 - nestas ocasiões sempre se queixava a Haag:
- Ih, secretário, poco pila! Seu apelido ficou este: " poco pila"!

Com o Betto recordamos ainda as duas Bettis - que acabaram ganhando o apelido carinhoso de " Beti Morena" e Beti Loira" ,ambas lotadas na imprensa da então SMT. E Betto, numa nostalgia de doer, recordou que era com ele que nos anos 70 sobrava a boca braba de ir pras vilas - Cachorro Sentado , Campo da Tuca, - e por aí afora, entregar nas associações comunitárias a correspondência para os presidentes delas participarem das reuniões do Conselho Municipal de Transportes, o popular Comtu.

Foi uma ocasião singular esta da sexta de recordar que os empresários pioneiros do transporte coletivo estão desaparecendo. Jean Vardaramatos morreu dias atrás, Antônio Chula, morreu há mais tempo - sua empresa, o Expresso Cambará foi incorporado pelo STS e nem mais existe - Edgar Dutra Pinheiro morreu no último verão.Nos anos 90 desapareceram Silvestre Sauter e Elmo Born - que tinha o costume de sempre que alguém entrava no seu gabinete na Trevo fazer a pergunta: ´quanto?`preparando-se pro vale - .
Destes tempos pioneiros do transporte coletivo sobram ainda vivos Innocêncio Michelon - da empresa Gazometro -  José Fernandes Amorim - sogro de José Alberto Machado Guerreiro - da Sudeste e se não me falha a memória Arnoldo Schiphorst, que foi dono da empresa Maracanã que fazia o transporte do bairro Menino Deus e que foi comprada pela Trevo,quando estava começou a se expandir. Ah,ia me esquecendo, Herberto Lhuring, da Sudeste, - que teve um irmão gêmeo que morreu num acidente - e que dirigiu muito micro pequeno. Nos sábados à noite, Herberto fazia um " serãozinnho" esperando os passageiros sairem do cinema no centro de Porto Alegre pra ele levá-los pra casa nas vilas do Partenon. E,acreditem se quiserem, algums pagavam as passagens num verdadeiro cartão de crédito: quando não tinham, deixavam pro final do mês e depois acertavam com ele.

Segue a coluna "de Olhos e Ouvidos", presente no Fitness

- Dia 24/05 na Rádio Gaúcha, Correspondente Ipiranga das 8h, o locutor lê: “morreram pessoas na Serra Gaúcha.

- Dia 16/05 no meio da tarde o Sup. de Comunicação da Assembléia Legislativa do Estado, Carlos Bastos, se aproxima da colega Núbia Silveira, editora da Agência de Notícias:
-Núbia, se tu quiseres fazer a cirurgia do estômago eu conheço alguém que a fez e se deu bem.
- Olha Bastos, tu já me conheces há muito tempo, mas se eu quiser emagrecer vou fazer outra cirurgia: fechar a boca.

- Dia 05/05 Luis Fernando Nardtchgall (da Metsul) de S. Leopoldo “pisou na bola” na madrugada às 6hs quando entrou com o boletim ao vivo na Rádio Guaíba, riu da previsão correta que tinha feito sobre ciclone do fim de semana e acertado. Ainda bem que se corrigiu e parou de rir.

- Dia 01/05 Rádio S. Miguel de Uruguaiana completou 45 anos!

- Dia 30/04 Revista “Tomorrow Magazine” foi lançada no Plaza. Herton Rico a tem mantido em circulação. Encontrei um “papacoquetel” saído do lançamento “traçando” um pastel na Praça XV nesta noite, lá pelas 10hs.

- Dia 05 e 06/05 - Faltou serviço de limpeza na Assembléia Legislativa. Contrato com prestadora não fora renovado. Depois foi assinado contrato emergencial. Pessoal se virou como pode, muitos funcionários apelaram para os banheiros do Shopping Rua da Praia.

- Dia 12/05 - Sílvia do Canto e Flávio Dall Pizzol assumiram o “Agora” da Rádio Guaíba. Ataídes Miranda, novo gerente de Jornalismo da emissora, fez a apresentação.

- Depois de sete anos trabalhando no Sind-Jornalistas-RS, Arlei Ribeiro da Silva, partiu pra “carreira solo”. Coloradão, Arlei sabia levar na esportiva quando seu time perdia...

- Dia 15/05 - Morreu Breno Futuro, colega radialista, aos 88 anos.

- Dia 22/05 - Rogério Mendelski, da Rádio Guaíba entrevistou Antônio Dorneu Maciel, indiciado na Operação Rodin, da Pol. Federal. Não disse “nada”. Ia dizer?

Veja a edição deste mês do Fitness. Clique aqui.


 
 



Espaço dos leitores do Blog

Alô Olides tudo bem? Olha eu gostei do teu site, muito bom, principalmente porque você evidenciou São Borja, terra dos Presidentes, berço nacional do trabalhismo, 1º dos sete povos das missões, capital da produção e por aí vai, fico feliz de ter um colega jornalista que valoriza nossa terra.Um forte abraço, Sidnei Fenerharmel.

OlidesEstou trabalhando em um material bem interessante. Separei uns negativos do pai da redação da Fôlha da tarde,inclusive com o jaime Copstain, são + ou - uns 20 de muito boa qualidade, podemos pensar em algum projeto, quem sabe tu me ajuda e podemos fazer juntos também tenho umas fotos na redação do antigo correio com  Mário Quintana. Abs. Espanhol  

Meus amigos, vocês que me conhecem, sabem o quanto sou mãezona, coruja, babona e bobona. Resumindo: o quanto amo minha filha. Muitos a conheceram "pequena". Também me ouviram falar muito sobre o meu "bebê". Pois é, a filhote cresceu e dia 27 de junho completa 15 "aninhos". E estou FELIZ e quero compartilhar com vocês essa minha felicidade. Porque cada um viveu comigo muitos momentos desses 15 anos de amor, de alegria, de preocupação, de "corujice". Está sendo mais uma etapa, importante. É isso que eu quero passar pra vocês, a minha felicidade, a minha emoção e também agradecer por terem estado ao nosso lado. Feliz Aniversário pra Thaís, Feliz Aniversário pra todos Nós e muito obrigada pelo companheirismo de vocês em todos os nossos momentos ao longo desses 15 anos, que se estenderão por muitos e muitos, muitos, muitos outros anos. Marisa
Veja a mensagem

Olides minha  solidariedade, e falta de respeito com colega, este  'foquinha' chamado Sergio Becker. Abraços Nelson Moura

O Langur não frequentei. O Alaska, sim. Qualquer hora dessas te mando alguma coisa.  Recebi teu envelope com o jornal que editas do Fitness. Obrigada, Bjs, Helô.

Olides a Sky está contra mim. Durante cerca de 20 anos fui assinante dela. Por mudança de cidade, fiz o cancelamento da assinatura em 14/2/2008. Ela debitou indevidamente, na minha conta, valores de abril/maio e junho. Agora não quer devolvê-los e, alem disso, reconhecer o meu desligamento.Grato Madruga Duarte.

Olides: Que bela notícia! O Clair está vivo! Fico feliz com a notícia. Quanto aos personagens daquela noite no Karan D'Ache acho que pode mesmo estar faltando outros nomes. Que bom que te ajudei a vender o livro das disputas regionais. abs. Rogério

Olides: A história do Grupo Ivanhoé tem apenas três autores e um guru: Roberto Appel. José Antonio Pinheiro Machado e Rogério Mendelski. O guru é o sempre querido (já falecido) Mário de Almeida Lima. Tudo foi bolado na sucursal do Estadão, em 1971. Um dia eu conto tudo, pois tenho toda a documentação. abs. Rogério  PS - Precisaria de muitas colunas do CP e não sei se há leitores interessados nos dias de hoje. A história é longa e divertida. Concordo contigo: o que tem de coleguinhas que "participaram" da grande farsa não é brincadeira. É claro que, mais tarde, precisávamos de parceria para as sacanagens, mas o Grupo Ivanhóe tem apenas três sócios-fundadores e um patrono. abs. Rogério

Olides, minha namorada indiciou o teu site para W.Bergesch, onde tu o citas. Adriano Mazzarino

Prezado Olides, parabens pelo teu trabalho que só há pouco tempo tive oportunidade de conhecer melhor quando alguem me indicou o teu site.Tenho interesse em adquirir 2 dos teus livros: Estrela F.C. e  Pauta o Avesso das Redações. Grato, Walmor Bergesch

Olides, o diretor de obras do Daer já era o Paiva 'mamou' de 1o anos, no Daer, alias, ele ja tem um processo TCE, por irregularidades quando foi diretor. Abraços Moura

Olides tchê, canton, esta vou ficar te devendo. Olha só, encontratastes todos os números do "pato macho" lá no museu? eu gostava muito do "pato". hoje deve ser uma micro história de porto alegre, hein? eu tinha os 14 números, mas la golbspan jogou a coleção fora quando veio de spaulo providenciar a mudança, era muito papel para levar. outra bobagem que fiz foi dar minha coleção encadernada do "já" para a minouche quando andava de namoro o tarso para ela dar para ele. também ficou em spaulo, emprestado para um cineasta de lá (inimá simões) uma parte da minha coleção do pasquim, encadernada também, que tem artigos importantes do tarso, como "naqueles tempos", quando ele fala das relações com getúlio, samuel wainer, brizola, são borja. procuro até hoje e nunca encontrei, nem na reedição que o sergio augusto fez com uma síntese do jornal. não tens, por acaso? Também queria ver a edição da revista do "barranco". ultimamente só tenho ido lá quando o caco anda por aqui.
abçs. Emilio

Oi Olides o homem e Joao Luiz Vargas ,presidente do TCE, barbicha que ainda nao foi ouvido na CPI;E o diretor do daer e o paiva.

Buenas xirú velho Olides, sou leitor seu havia um  bom tempo e tenho um livro seu, irei adquirir  este último, está muito bom teu  site, continues assim, o Mendelsky  está  muito  certo  falando das coisas boas e dos bons profissionais,assim como este que assina estesite, um grande e forte quebra costelas  ao amigo. Godofredo  Mariante.    

Acho que há pessoas que os políticos tem medo de homenagear. Nosso amigo Andreazza é um deles. Outro é o Dr. Breno Caldas injustiçado pela comunidade gaúcha. Valeu amigo Olides, um abração do Bruno Ferreira, jornalista e cientista político

Prezado Olides, em determinado trecho no site, referes que..."Não acompanhei ´pari passo´ todo o desenrolar do affair. Mas lembro que o colega Floriano Correa, o Florianão, - hoje gozando de sua merecida aposentadoria - que trabalhava então na assessoria de imprensa do Palácio Piratini viu uma noite, lá pelas oito horas, chegar pelo elevador privativo o delegado Müller, que comandava o inquérito. Müller   ficou a sós com o governador Pedro Simon muitas horas. Tanto que os funcionários da imprensa até foram embora. O que trataram?"...Com base no teu texto não compreendo porque não pergunta pra eles o conteúdo da conversa e se o encontro ocorreu da forma com que o Florianão te contou? Depois de fazer o questionamento me conta o que o Somon e o Müller vão te dizer.
Atenciosamente, Everton Bemfica

Rapaz, quem tem praticamente todas as coleções de alternativos do Brasil é o João Batista Marçal. Eu, inclusive, dei alguns exemplares a ele. Tenho certeza de que se uma secretaria da cultura da vida bancar, o Marçal expõe a sua coleção. É fantástica. José Luiz Prévidi

Olides velho, tá muito bom o teu website. Obrigada por reproduzir minha matéria sobre a Barbara Walters. Beijão, Helô

 

 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
exímio contador de histórias contemporâneas.
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