ARQUIVO: SETEMBRO 2008

Coleguinhas

1) Zé Hamilton Ribeiro, do Globo Rural, que esteve palestrando semana passada em S. Leopoldo, sentiu-se mal depois do almoço. Foi amparado pelo Zé Nunes, presidente do Sindicato dos Jornalistas-RS

2) O bar Tuim é conhecido  por alguns   jornalistas como " anexo"!

3) José Carlos Torves, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas - RS está em Porto. Veio pra preparar o congresso nacional dos jornalistas em 2010, que será em Porto.

Palanque

No sábado,dia 27/09, houve uma grande carreata em S. Borja, do candidato do PP, " Dr. Luciano".
Se carro votasse, ele estaria eleito....dizem na praça.

Curiosidade: O túmulo do Anjinho

No Cemitério Jardim da Paz, em S. Borja,- famoso por abrigar os restos mortais de Getúlio Vargas até 24/08/2204 ,- logo que a gente entra, dá de cara com um túmulo que é mais visitado do que todos os políticos ilustres enterrados ali,entre os quais estão o ex- presidente João Goulart e o ex-governador Leonel Brizola. Trata-se do chamado " Túmulo do Anjinho" ou " grutinha do anjo". No último domingo,dia 28/09, estive no cemitério pra colher dados sobre Gregório Fortunatto e Silva que também está enterrado no local, mas o zelador  do cemitério me falou mais do túmulo do Anjinho do que de Gregório.

" Vem gente de tudo que é lado pra pagar promessa", disse ele. " Uma vez um casal de veinho veio do Paraná porque tinham feito a promessa de que
se a filha voltasse a caminhar vieram até o túmulo. Chegaram aqui num dia que ´deitava´água, mas vieram" contou o zelador, que se surpreende com estas manifestações de fiéis. No domingo passado, enquanto nos demais túmulos poucas foram as  , umas seis ou sete pessoas estiveram na frente do " túmulo do Anjinho" depositando flores, detendo-se por alguns minutos e rezando. O zelador do cemitério nem mais se surpreende com tamanho número de pessoas que visitam o local. " Nos Finados , o túmulo fica cheio de flores" contou ele.

Lenda
Segundo o livro " Populário Sanborjense" de Aparício Silva Rillo e Fernando O´´Donnell tudo aconteceu em 1922.Seguno um coveiro antigo do cemitério o túmulo surgiu " da noite para o dia".Mas no lendário  a crença é de que o pequeno monumento foi posto ali e " veio pronto, e botaram ele ali sem que ninguém visse". O túmulo está encima por um anjinho branco.

O livro dos escritores refere que  segundo Raimundo Vieira, antigo funcionário do cemitério Jardim da Paz, o túmulo resguardaria os restos de uma " criancinha" - expressão do funcionário. Seria um feto de uma moça cujo pai não permitiu que um outro ser viesse ao mundo que não mediante casamento perante padre e juiz. " A criancinha foi sepultada no meio da noite" contava o antigo funcionário do cemitério municipal de S.Borja.Mas ele tirava o corpo fora em qualquer responsabilidade." Não fui testemunha de nada, tudo o que sei é por ouvir de boca alheia"

Outra versão do "túmulo do Anjinho" - expressão popular para o jazigo - foi dada aos autores do livro acima citado por  Norinha Bicca, moradora da região. Segundo ela, o túmulo conteria o feto que até poderia ser de gente importante, isto ela não poderia afirmar, mas era um feto e foi tirado de uma lata de lixo. Já houve até um fazendeiro, narra o livro, que nos anos 70 tentou " comprar" da prefeitura municipal este nobre espaço. O prefeito  João Carlos Escobar solicitou pareceres à gente ligada à tradição que opiniram contra a venda do espaço para o ruralista.

Permanece assim o local nobre na entrada do cemitério para as manifestações da crença popular. Muitos devotos vão ali pagar promessas.

Coleguinhas

1) Vi no Correinho de domingo,28/09, uma publicidade do programa Bom Dia, na Guaíba, apresentando o Mendelski como polêmico. Como ouço diariamente o programa acho que é só marca: há tempos o comunicador deixou a polêmica pra lá... está mais pra conciliador que outra coisa...

2) Aliás, em S. Borja, me chamou a atenção como não se ouve a Guaíba. Só da a concorrente,Gaúcha. Deve ser porque tem convênio com a Cultura AM de lá.

3)Programa de recuperção dos arquivos da ARI continua a plenos. As duas responsáveis estão achando muita documentação importante, como o livro do patrimônio, totalmente comido pelos cupins.Ainda bem que alguma coisa está sendo feita...

4)Não há nada mais deselegante do que gente se autoelogiando. Tenho aversão a isto.É chinelagem pura. Houve um autor de um livro na recente feira do Livro de S. Borja, que surtou. O cara passou o tempo inteiro falando das entrevistas que tinha dado....E no dia seguinte a sessão dos autógrafos continou na barraca,sem tirar a bunda da cadeira. Me admiro que alguém da organização não tenha dado um chega pra lá no sujeiro,embora ele fosse convidado... na verdade ele queria era vender livros, quem não quer....

Coleguinhas

O fotógrafo Claúdio  Gottfried que atuava como correspondente de ZH em S. Borja queixou-se da baixa aceitação pelo jornal  de sugestões de pautas.

Alberi Cogo,correspondente do Correinho, não pode fotografar porque como é albino não pode pegar sol. E o fotógrafo antigo da Caldas Junior, Mário Aguiar aposentou-se. Quem faz as fotos pro Alberi Cogo é seu colega de rádio Cultura AM,de S. Borja, o repórter Eduardo Belmonte.

Circulam três jornais em S. Borja: F.de São Borja, Folha Regional(editada em Santiago do Boqueirão) e Alternativo. Nenhum é diário...

Balanço da 23 feira do livro

Lamentando que não trabalharam no domingo, alguns livreiros acham que esta ediçao da feira do livro teve mais público, mas menos compras. A dona da loja Superação, no domingo de manhã, dia 28/09, enquanto fazia a varreção da frente de sua livraria em S. Borja lamentou:
- Falei com o Sidnei( coordenador da feira) e com o Mariowane(prefeito) pra liberarem também hoje(domingo). Mas o secretário da educação, o Antônio, não liberou.
As donas da livraria Planeta de Ijuí, já estavam voltando depois de um dia de feira, por causa do pouco movimento. " Mas hoje,disse uma delas, não podemos nos queixar, referindo-se ao sábado, ultimo dia".

O que ninguém realmente entendeu é porque não houve feira no domingo, um dia morto em S. Borja. Talvez por causa do GreNal das 18 horas.
O coordenador da área cultural, Sidney, no encerramento, contabilizou a passagem de 30 mil pessoas pelas 12 barracas na Praça XV de Novembro,de S. Borja.

A vida como ela é....
O autor se deslumbrou  diante da estátua do presidente famoso...

Os fatos aqui narrados são invenção. Qualquer semelhança com a realidade é mera casualidade... Numa cidade que faz divisa com a Argentina, na Fronteira Oeste do Estado, um autor, vindo do Nordeste, deslumbrou-se diante da estátua de um grande personagem da vida pública brasileira. Auxiliado por um jornalista da terra  descobriu um cameramen que o filmasse diante da estátua do político famoso, e bota ilustre nisto...Basta dizer que é considerado mais fulgurante político do século passado no Brasil. " Estou aqui diante da estátua  e aí declinava o nome do político... e digo aos brasileiros que... " falava alto este autor, enquanto algumas pessoas não sabendo bem de quem se tratava e o vendo discursando achavam tratar-se de um "deputado". Por alguns populares passaram a chamá-lo depois da gravação de " deputado", o que aliás lhe fez bem porque em nenhum momento o desmentiu. Quem passava pela praça na hora da gravação da cena onde se realizava uma feira de livros - o escritor tinha vindo pro lançamento de uma obra sua - achou evidente que estava diante de um político, até porque os dias são os precedentes a uma eleição... 

Nesta cidade, o autor tomou um banho digamos de " celebridade". Foi até entrevistado por uma emissora de tevê de âmbito regional e a cada autógrafo que dava contava ao leitor o que lhe acontecera. Mas um orgulho ele carregava especialmente: dizia que de agora em diante ele podia dizer a todos que estivera na cidade onde nasceram as figuras ilustres políticas que se constituiram em seus personagens...Como se tivesse sido o primeiro a fazê-lo... Samuel Wainer, o grande jornalista criador do revolucionário Jornal Última Hora o fizera em 1950...

Fim de Feira em S. Borja


Foto do site da Prefeitura de São Borja

Me despeço da feira do livro de S.Borja, de sua 23 edição, com a certeza de que independentemente de quem ganhar a eleição pra prefeitura, devem continuar a fazê-la.O José Fogaça, que na capital deu um exemplo de que as coisas positivas da administração anterior devem ser mantidas seguramente a manteria. Seria uma pena que ela fosse interrompida, porque anos atrás já o fora. Ao encerrar a feira, na tarde ensolarada do sábado,dia 27/09, o coordenador Sidnei lembrou deste fato.Claro que ele tava cutucando o PP, seu arquirival político - isto eu entendi - mas o importante é que a feira do livro foi feita em S. Borja neste ano mesmo sendo  véspera da eleição.

Pontos a favor da feira:
Que tenha saído. E cito aqui a participação de dois expositores, como chamam, ou donos de bancas de fora de S. Borja: duas gurias de Ijuí, da livraria Planeta e da Unijuí que tiveram seguramente a barraca mais bem sortida de livros e o Cóvis, no seu caminhão ambulante, também de Ijuí.O Clóvis reclamou que S.Luiz Gonzaga e S. Borja fizeram sua feira do livro nos mesmos dias. Foi pura coincidência...mas numa região duas feiras ao mesmo tempo atrapalha,tanto que as prefeituras têm que olhar este lado...Outro ponto a favor: a rádio dos alunos da Unipampa...que vão transmitindo notícias e fazendo entrevistas...

Pontos contra a feira:
Agora seria fácil desancar o pau...Criticar é barbada,né.
Mais para colaborar que outra coisa: eu achei um erro não ter deixado a feira até domingo...sábado é dia que as pessoas têm muitos compromissos,vão pra fora,vão ao súper...Poderia ter deixado as barracas até domingo de noite...Muita gente perguntava no sábado se domingo ainda haveria feira do livro...É um item pra ser analisado pruma próxima feira do livro...

Particularmente me senti gratificado com um leitor, carioca, que visitava os pais em S. Borja e que apareceu pra comprar 3 livros meus na minha sessão de autógrafos.Claro que eu sei que isto não vai levar-me à ABL mas isto tudo vale a pena...

Eleição em S. Borja é páreo duro!

Nos quatro dias que fiquei em S. Borja - 25,26,27,28/09  - deu pra concluir que a eleição deste ano será bem renhida. As 3 candidaturas cantam vitória...Vi muita propaganda e carreata na rua do candidato do PP, o " Dr. Luciano", mas à boca pequena dizem que a passeata com o candidato Rene, do PT, que é oa tual vice prefeito foi muito maior do que se esperava.
Nos bastidores, o PP espera que o vice-prefeito de Mariowane Weis,atual prefeito que concorre a reeleição pelo PDT,faça 7 mil votos o que decretaria a morte da candidatura de Weis.
Animos estão acirrados,é claro, como não seria diferente. " Não vamos perder as eleições pra estes jaguaras" disse um atual assessor do prefeito.
É a primeira eleição que o PP concorre sem seu grande caudilho local, o ex-prefeito Juca Alvarez, falecido no inverno passado.
Na última eleição, Mariowane Weis ganhou de Jucão por apenas 200 votos, mas estava coligado com o PT.
Em tempo:
O PSOL ainda não chegou na "terra dos presidentes",apesar do pai da principal "estrela" do partido no RS, deputada federal Luciana Genro,ter nascido em S. Borja.

Eduardo Belmonte, o repórter da rádio Cultura AM que não sabe escrever


Belmonte, o 3 da esq p/ dir exibe titulo recebido na Câmara de Vereadores de S. Borja. Arquivo pessoal

O negócio do repórter Eduardo Belmonte, 43 anos, duas filhas - diz que as duas serão jornalistas - não são as letrinhas...Ele é bom mesmo no gogó...Mas é um farejador de notícias.E inquieto,anda pela cidade na moto, sempre à procura de notícias.Carrega dentro dela uma coleção de fotografias de políticos e de notícias da Folha de S. Borja. Todos que tem a haver com ele...Alguém que baixe em S. Borja vá falar com ele, que ele está por dentro. Mas não é dado a grandes teses. É um repórter intuitivo...

Trabalha na rádio Cultura AM, participando dos principais programas feitos pela emissora, como o Giro da Notícia, que vai ao ar de manhã cedo.Belmonte é um daqueles repórteres natos( não deve nem ter passado perto de uma faculdade e não sei mesmo se tem o colegial ) mas na redação recebe a ajuda dos colegas, como o Alberi Cogo e Edson Arce para redigir suas matérias.

O seu grande valor é estar sempre girando pela cidade.Cobre a área policial. Não é um aloprado. Vai nas quentes.Quando chega nos locais, principalmente agora às vésperas das eleições, o pessoal vai logo querendo saber:
- Belmonte, quais são as últimas?

Diz-se em S. Borja que não há acontecimento importante que o Belmonte não esteja presente. Ele se orgulha principalmente de um título de cidadão sanborjense que recebeu da Câmara dos Vereadores tempos atrás." Nem o Brizola tinha este título. Ele sempre quis ganhar, mas morreu sem ele. Eu tenho" orgulha-se o Belmonte,exibindo a fotografia da noite em que recebeu a láurea.
Quando Brizola era vivo e vinha a S. Borja, principalmente nos aniversários de morte de sua esposa, Neusa Goulart, Belmonte acompanhava o líder político até o cemitério Jardim da Paz e mutias vezes ficou lá com Brizola. " Ele falava alto. Falava com a falecida esposa, como se viva estivesse." lembra Belmonte. Ele tem algumas destas conversas gravadas.Quando algum prócer político " baixa" em S. Borja, podes estar certo: o gravador do Belmonte está lá na boca do cidadão...

Belmonte não se acanha. Quando precisa vai transmitir futebol ao vivo para a Cultura AM. É um homem do povo,simples,sem erudição, como muitos que conheci durante minha já longa trajetória jornalistica. Não queiram lhe pedir grandes erudições,teses estas coisas que isto ele não sabe...

Sem nenhum menosprezo,seria dizer que é o " servente " da rádio. É o faz-tudo,resolve qualquer galho.Grande Belmonte!Sem ti, o jornalismo não andaria...Seria tudo coluna social...

Diário de S. Borja,sábado, 27/09
Rixas entre sanborjenses e " correntinos"

No café da manhã aqui do hotel Executivo, hoje, dia 27/09, útimo dia da 23 Feira do Livro de S. Borja, a funcionária estava fula da vida. É que o salão foi tomado por um grupo de jogadores de tênis que vieram disputar um campeonato no Clube Comercial daqui de S. Borja. Mas o que deixou a funcionária braba era a algazarra que os " correntinos " fizeram.Dizem que brasileiro é mal educado fora do país, mas não sei se ganha de " correntino". Correntino, pra quem não sabe é o habitante da região missioneira argentina, vem de Província de Corrientes, que é o outro lado do rio Uruguai, no caso aqui é Santo Thomé.
E pra sanborjense que se se preze ter desprezo por correntino é o máximo. Quando a funcionária me trouxe a térmica pro chimarrão que nunca faltou aqui no executivo do vereador Celso Lopes, a térmica não abria a tampinha pra água sair. Pedi auxílio e a solícita atendente me explica:
- É que esta garrafa é de correntino!

Senti a maldade, o " veneno" do sanborjense contra o correntino. Tudo o que é ruim aqui é de correntino.
É a mesma rivalidade que existe entre Gramado X Canela, Caxias X Bento, Estrela X Lajeado, Milão X Roma, cariocas x paulistas, gaúchos x paulitas, Petrolina X Juazeiro( onde as duas cidades, uma de Pernanbuco,Petrolina, e a outra Juazeiro,da Bahia, apesar de serem apenas divididas pelo rio S. Francisco, uma nem lê o jornal da outra) e por aí afora.
Dias atrás quando mostrei meu livro Cidades Vizinhas: Amor X Ódio ao dr. Clair Ribas, aqui de S. Borja  ele disse:
- Não tem piada de correntino aqui?
Na feira do livro daqui, o patrono lançou um pequeno livro intitulado " Barateza de Santo Thomé" que e mais ou menos o que o sanborjense vai comprar na " baixa" do outro lado e o que os "correntinos" compram aqui,quando o câmbio lhes favorece. Mas  não se iluda: os sanborjenses que podem, que têm grana, vão divertir-se à noite na vizinha Santo Thomé, onde tem cassino.
E ainda dizem as más línguas aqui: a ponte São Borja-Sto.Thomé, ou a ponte da Integração, foi mais útil nestes dez anos aos correntinos porque a faculdade de medicina de lá não exige vestibular. Então está coalhada de gaúchos e de outros brasileiros que aproveitam esta facilidade e vão estudar lá. 
 Ainda a rixa entre sanborjense X "Correntinos". Os sanborjenses vêem os correntinos como mal-educados. Eles "assaltam" a mesa do café e levam muita coisa pra comer depois.

Cearense veio lançar livro sobre Jango

Um médico cearense, mas que está a vida toda radicado no Rio de Janeiro,lançou na noite de sexta-feira,dia 26/09 na Praça XV de Novembro, em S. Borja um livro intitulado 100 perguntas sobre Jango, um injustiçado. Numa rápida olhada, o livro não traz nada de revelador, nenhuma novidade.
É um depoimento pessoal do autor.Porém ele recheou o livro com fatos,todos já conhecidos,mas que não deixa e ser um  mérido. O preço é salgado:30 reais.Como há pouca bibliografia sobre o ex-presidente,  a venda foi boa. Outros leitores foram atraídos pela novidade.São Borja está fazendo um grande esforço para trazer personalidades ligadas a Jango e Brizola e que escreveram livros sobre os estadistas, pois teme-se aqui que a memória dos dois seja ligeiramente apagada. Aliás, há quem já ache que Jango está muito esquecido. Fala-se muito dele, apenas como gancho para obtenção de dividendos por causa de como teria ocorrido sua morte.
O autor do livro virou a " celebridade" da 23 feira do livro de S. Borja. O prefeito Mariowane Weis, em campanha pela cidade, interrompeu a luta pelos votos, para recebê-lo no gabinete da prefeitura municipal.
Mesmo assim a obra vendeu bem, pruma feira da como S. Borja.Conhecidos de Jango e parentes vieram buscar o livro,querendo conversar com o autor que acostumado com o clima carioca batia dentes sob a brisa fresquinha da praça ao final do encontro.Na barraca  onde o livro ficou exposto,ao final da sessão de autógrafos, a  dona veio buscar mais exemplares com o autor porque não tinha mais para o dia seguinte.

O autor estava  interessado em distrinuir o atestado de óbito de Jango  - que está no   livro " Meu amigo Jango" de Maneco Leães e Kenny Braga, da editora Sulina,onde diz que Jango morreu por " enfermedad".
" isto aqui é coisa pra 35 milhões " dizia ele sobre uma possível indenização que a família de Jango vá requerer a União.
Em S. Borja, onde Jango está enterrado, não se fala mais na possível extradição dos seus restos mortais para um mausoléu que seria construído em Brasília.
Mas pode ser apenas um interregno por causa das eleições e isto prejudicaria o atual prefeito, do PDT, que está tentando reeleger-se.
Quando a sessão de autógrafos estava se encerrando, apareceu para pegar o seu um parente de Jango,Odon Dornelles.
Discreto, mais ouviu do que falou.
Apenas contou que Jango - que na família era conhecido por " Janguinho" -
era um grande " medidor" de peso de gado, mesmo quando não havia balanças para isto.
" O Jango,disse Odon, comprava gado pro Frigorífico Swifft de Rosário. As tropas viajavam a pé, porque o trem ainda não as levava. Jango era um comprador de gado. Ele olhava e "pesava" a tropa de animais só no olhar.Tinha experiência para isto.Depois levava pro Frigorífico e lá quando era pesado mesmo, as vezes dava mais".
Já o autor do livro 100 perguntas sobre Jango comnetou que o ex-presidente foi um grande "namorador". Teria passado por ele   todas as vedetes de Carlos Machado no Rio de Janeiro.
Enfim, o que isto interessa ou não para preservar a memória do ex-presidente brasileiro, são outros quinhentos.Mas são fofocas de uma sessão de autógrafos...
E ao iniciar a sessão do lançamento do livro, um sorveteiro todo esfarrado, se aproximou do autor e também quis seus cinco segundos de fama. Disse que conhecera o ex-presidente,quando vizinhava com a Granja dele." Ele dava comida pra todos os pobres que moravam perto de sua granja",sentenciou o sorveteiro, sem que ninguém que estava as voltas mostrasse o mínimo de interesse em ouvi-lo.

Piadinhas que se contaram na 23 Feira do Livro de S. Borja

O secretário do Planejamento do Município da última gestão de Juca Alvarez(Jucão) falecido recentemente, Nelson Cecon recebeu uma ordem do prefeito de " tombar" a casa onde nascera o presidente Getúlio Vargas, na cidade. Ele foi lá e derrubou a casa.

Outra do Jucão Alvarez: um dia alguém foi na prefeitura de S. Borja cobrar-lhe uma dívida e ele disse:
- Não queres como entrada do pagamento aqueles " dois cabeçudos" que estão ali na frente!
Referia-se aos bustos dos dois ex-presidentes nascidos em S. Borja, Jango Goulart e Getúlio Vargas.

Quando Juca Alvarez perdeu a eleição em 2004 para o atual prefeito Mariowane Weis, por apenas 200 votos, ele teve que demitir todos os guardas da prefeitura para economizar e entregar sem grandes dívidas,embora dizem os adversários que 50 tombadeiras de brita que ele pagou nunca se soube onde foram colocadas.E os dois guardas que cuidavam da casa do falecido presidente Jango, na av. Presidente Vargas também foram demitidos. Foi então que levaram todos os móveis que ficavam lá dentro. A casa virou um antro de desocupados que iam curtir drogas no seu interior.E o Conselho Cultural da cidade reclamou do descaso e queria a casa para fazer um local de encontros, mas não levou. Ele será mesmo um museu a ser inaugurado não se sabe quando....

Piadinha maldosa dos correntinos das Missões sobre os sanborjenses: " O melhor negócio do mundo é comprar um sanborjense por aquilo que vale e vendê-lo por aquilo que ele pensa que vale..."

Rádios do interior sobrevivem à custa de programas religiosos e de informativos da capital

Como a grande maioria das rádios do interior do Estado, a rádio Cultura AM de S. Borja que tem grande prestígio na região, sobrevive à custa da venda de espaços para programas religiosos e no jornalismo,afora um repórter policial muito atilado,Eduardo Moreira Belmonte, tem no seu forte a retransmissão do noticiário do jornalismo da Gaúcha AM. "Nosso programa forte na manhã é o Giro da Notícia" explica o diretor local da Cultura AM, Deco Almeida, que dirige a emissora há muitos anos. Deco é muito conhecido na cidade, mas o forte deste programa matinal é a apresentação feita pelo radialista Edson Arce e as novidades que o repórter policial Eduardo Belmonte garimpa a partir das sete da manhã. Quando termina o horário eleitoral, entra no ar um programa religioso da Igreja Católica e à noite a Cultura AM fica transmitindo praticamente o tempo todo
programs de igrejas evangélicas.

Também trabalha na Cultura AM, o correspondente da Caldas Junior, Alberi Cogo. Os quatro são os responsáveis pelo programa Giro da Notícia, que segundo pesquisas locais, possui entre 30 e 40 mil ouvintes. Na sexta-feira,dia 26/09,quando estive na Cultura, o " Giro da Notícia" andou dentro do normal, mas mostrou todo seu prestígio na região. A Secretária do Estado da Cultura, Mônica Leal ligou de Porto Alegre pra entrar no ar, explicando as recentes denúncias feitas contra a Lei de Incentivo à Cultura(LIC).Não eram ainda 8h30min e Belmonte já pegou sua motoneta e saiu a percorrer as suas fontes pela cidade. " Ele tem um chip dentro dele, o dia que desligar não sei o que vai ser" diz brincando seu colega Edson Arce, que além da Cultura AM trabalha no jornal Folha de S. Borja e é também funcionário da Câmara Municipal de S. Borja. A Cultura AM tem 32 anos e divide a audiência com outras duas rádios comunitárias a Butuí FM e a Navegantes FM. A Nagenates entrou no ar há poucos dias e quando a frequência chega na metade da cidade. Um repórter policial incomoda S. Borja: Sem um dente na frente, sempre agitado,andando numa motocicleta, o repórter policial Eduardo Moreira Belmonte,43 anos, é o único que não pode faltar ao trabalho na rádio Cultura AM. " Não existe acontecimento político,policial ou religioso,esportivo em S. Borja sem que o Belmonte esteja presente pra transmitir pra Cultura" diz um colega dele.Belmonte se orgulha de mandar boletins de S. Borja pra rádio Gaúcha, em Porto Alegre. Belmonte,além de programas policiais, transmite futebol e eventos políticos.

Entrevistas com Brizola: Belmonte  é detentor de inúmeras entrevistas que fez com o ex-governador Leonel Brizola, quando este vinha a S. Borja visitar o túmulo da falecida esposa,Neusa Goulart.
" O Brizola era muito esperto" conta Belmonte. Chegava todo tipo de gente em volta dele, mas ele logo pegava quem era quem,conta Belmonte que revela ainda um prato favorito do ex-governador: ensopado de mandioca. Segundo Belmonte, quando o atual prefeito de S. Borja, Mariowane Weis foi apresentado a Leonel Brizola, na casa do falecido Percy Penalvo, ele estava presente e assistiu a seguinte declaração do ex-governador:

- Mas guri não é muito novo pra querer ser prefeito de S.Borja? teria dito o líder pedetista.

- Ele é filho do falecido Mário(Weis) além assoprou no ouvido do Brizola.

Na cidade Belmonte é conhecido por " PRATO FINO" porque sempre ao final de suas intervenções da rua transmitindo algum acontecimento, ela termina com uma publicidade do arroz Prato Fino, do comerciante Celso Rigo. Belmonte tem orgulho de ir fotogrando seus entrevistados. Estes dias fez fotos com o ministro da Justiça, Tarso Genro - um sanborjense - e com o ex-governador Olívio Dutra que estiveram em S. Borja pedindo votos para o candidato do PT, René Ribeiro.

Coleguinhas

Alberi Cogo,correspondente do Correio do Povo em S. Borja, foi demiitdo da rádio Guaíba há cerca de 6 meses atrás. Junto com ele mais 22 correspondentes do interior do Estado foram pro saco, como se diz. Os novos donos deram uma olhada nas despesas e mandaram cortar parte delas, lamentou o correspondente do Correinho em S. Borja, que também trabalha na Cultura AM. Como não poderia ser diferente, há muita intranquilidade sobre se estes correspondentes do Correinho vão permanecer ou não. 

Esta ouvi da boca de um sujeito ligado a cultura aqui de S. Borja. A declaração do repórter Caco Barcellos da TV Globo,quando faleceu Brizola,2004, de que ele estudou numa escolinha do ex-governador, lhe rendeu um convite para vir a S. Borja. Mas Caco declinou do convite,alegando falta de agenda. Quando ocorreu o enterro do Brizola,aqui em S. Borja, em 24/06/2004,os deputados federais José Genoíno(PT), João Paulo Cunha,então presidente da Câmara Federal e Aldo Rebello, ex-chefe da Casa Civil do presidente Lula da Silva,vieram no mesmo jatinho para o enterro em S. Borja.

Diário de S. Borja

" O Boca da Noite" toca música nativista,ao vivo, mas no final informa o resultado da loteria que serve pra conferir quem ganhou naquele jogo.... Em S. Borja há uma rádio FM chamada Butuí. A outra fm da cidade é do grupo Cultura, do Roque Andress,é a Fronteira FM. A Butuí FM é do Ibarro, me informa o apresentador do programa nativista " Na BOCA DA NOITE", Deco Molinos, muito popular na cidade de S. Borja, apresentado todos os dias,de segunda a sexta,entre 17hs e 19 hs. No final do programa, Deco  lê o resultado de uma  loteria.  Nas bancas do jogo do bicho da cidade ficam na escuta e  conferem se alguém que fez o jogo na sua banca ganhou alguma coisa.

O programa " Boca na Noite" explica-me Deco Molinos surgiu meio por acaso." Eu,diz Deco, não era radialista,eu era bancário" informa ele. Assim que o programa inicia, às l7 hs e poucos minutos, ele lê um salmo. A audiência do programa,segundo ele, é grande:" Saio pra rua e descubro amigos que não conhecia. É Deco pra cá, Deco pra lá" diz ele que ainda hoje,sete anos depois  apresentar o " Na Boca da Noite" surpreende-se com a grande audiência que tem. Um conhecido bicheiro da cidade, que escuta o programa pra anotar o resultado da loteria, confessa que a audiência do " Na Boca da Noite" é muito grande." Aqui,conta-me ele, todo mundo ouve a Butuí". E faz intrigas." A Fronteria FM não chega nem aos pés deles". Deco Molinos não era do rádio. Quem o levou pra este meio foi o  Ibarro,dono da Butuí FM.

Mas Deco ironiza sobre as poucas condições da rádio" aqui,diz no seu linguajar campeiro, a gente assobia e chupa cana ao mesmo tempo".
Na entrada do pequeno prédio que abriga a redação da emissora - que é uma emissora comunitária - não há nem recepcionista, ao contrário da Cultura AM, onde uma telefonista faz o papel também de recepcionista. Sobre o horário em que o programa vai ao ar, Deco Molinos informa apenas que " era a oportunidade que eu tinha pra pegar e peguei. E deu certo" explica na sua simplicidade. Segundo Molinos, a audiência é grande tanto na zona urbana de S. Borja, como no interior. O nome do programa foi inspirado na música " Na boca da noite" de César Oliveira" que serve como sua cortina musical.

Diário de S. Borja

Dizem as más línguas que a 23 Feira do Livro de S. Borja teve 12 barracas porque 12 é o número do PDT. Toing... coincidência ou mera casualidade!!!!

Holanda

A leitora Maria Siliprandi manda news da velha Europa! E nós aqui em S. Borja ouvindo eles nas ruas com megafones pedindo os votinhos pra continuar mamando.... acho que como diz uma amiga minha, a Eloisas Gobbi nós jogamos pedra na cruz...

“Carissimo, estou em Ede-Wagenigem, na Holanda, amanhã vou a Amsterdam. Aqui e tudo lindo, hoje fui a Utrecht, muito verde, diques e mais diques, patos nadando nos diques. Sistema de trem a mil. Mas são muito porquinhos: jogam lixo no chão sem mais nem menos e  fica por isso mesmo. Oito da noite ta todo mundo dentro de casa. Estou adorando o interior da Holanda. bjes. Maria”.

Diário de S. Borja!
Feira  de Livro de S. Borja  abriu em ritmo de badalação

Tendo por patrono o escritor José Nelson Correa, a 23 Feira do Livro de S. Borja abriu na noite da última quinta-feira,25/09 com uma temperatura nos 15 graus.Todos os agraciados foram levados ao palco montado na Praça XV de Novembro onde receberam estatuetas como uma homenagem. O prefeito Mariowane Weis - do PDT - candidato à reeleição não compareceu. Foi representado pelo chefe de gabinete.

Site www.coxixogaucho.com.br

Um site especialmente para tratar de assuntos gaudérios foi criado pelo sanborjense Andre. Eles estiveram durante a semana farroupilha em S. Borja e o sucesso do site foi a publicação de fotos onde se vê Bagos de touro preparado para refeição feito na brasa e o costelão, " alma dos pampas". Alguns CTGs locais não gostam muito do site porque ele é muito exigente e aponta algumas falhas, principalmente na indumentária.

Diário de São Borja I

Desde o amanhecer estou em S. Borja, a mais antiga redução jesuíta dos Sete Povos das Missões. Aqui o pessoal é de faca na bota mesmo. Viajei esta noite e no ônibus da Viação Ouro e Prata apenas 3 passegeiros foram até o destino final. Os demais desceram todos em S.Luis Gonzaga que eles só chamam de São Luis.A linha de ônibus só entra lá tanto na vinda da capital como na volta porque um prefeito anos atras entesou no DAER, botou a população lá e conseguiu este privilégio. O táxi que peguei na rodoviária de S. Borja me disse que aqui a eleição está embatucada entre o atual prefeito, Mariowane Weis(PDT) e o dr. Luciano, como eles daqui dizem, que é o candidato do PP. " O Dr. Luciano me disse o taxista Edimar, do ponto da rodoviária local, é apoiado pelo homem mais rico da região que é o dono do arroz Prato Fino". Edimar ainda acrescentou:"O que tão distribuindo de ranchos por ai não é mole".

Taxista é a boca do povo! E ainda segundo meu informante o atual vice-prefeito, Rene que concorre a prefeito pelo PT, " dele não se ouve falar". Vim para no sábado,dia 27/09,autografar meu livro do Getúlio Vargas na 23 Feira do Livro. Mas vou dando uns informes também a política local. Tenho nos planos entrevistar o cantor Mano Lima que aqui vive. Vamos ver se desta vez como já me aconteceu de outras ele não está ou na sua fazenda que tem aqui no interior do município ou em algum outro canto do Brasil fazendo shows. E como sempre faço quando aqui veio visitarei os túmulos do cemitério Jardim da Paz, onde estão enterrados ilustres políticos entre eles o ex-presidente Jango e o ex-governador Leonel Brizola. No lado está o anjo negro de Getúlio, Gregório Fortunatto.

Diário de S. Borja II
Feira do Livro em S. Borja abriu timidamente na manhã da quinta-feira

Apenas para criançada de colégios  - a abertura   oficial estava marcado para as 18 horas da quinta,dia 25/09, - abriu ontem de manhã, na Praça XV de Novembro em S. Borja, a 23 Feira do Livro.Com 12 barracas - alguns já acham que foi pra lembrar o número 12 do PDT, cujo prefeito de S.Borja,Mariowane Weis é candidato à reeleição - os vendedores de livros esperam faturar algo superior ao que foi ano passado,embora saibam que em final de mês a coisa complica. " Não entendi porque fizeram apenas três dias" disse um dos vendedores que está na Praça. Ele que vem de Ijuí todos os anos participar da feira de S.Borja  ancorado num caminhão-biblioteca lamentou que este ano a feira do Livro de São Luis Gonzaga também esteja sendo feito nos  mesmos dias." É que deram um lugar pros livros na Expofeira e o pessoal foi pra lá" disse ele. Tanto em S. Luiz Gonzaga como em S.Borja a feira do livro era sempre feitas no começo de dezembro. Este ano, por causa das eleições, foram antecipadas.
Em S. Borja esperava-se a presença do autor de uma biografia sobre Leonel Brizola - que está enterrado aqui - mas ele  não pode comparecer porque tinha outro compromisso em Minas Gerais.Assim, a sensação do evento será o lançamento de um livro sobre o falecido presidente Jango Goulart, que até agora tem muito pouco livro publicado sobre ele.


Museu de Jango não sai nunca do papel

Passados vários anos, o museu João Goulart, na av. Presidente Vargas, 1033, local onde Jango viveu em S. Borja com a família ainda não foi posto de pé. Há muita politicagem sobre o assunto, a secretária da cultura do Estado Mônica Leal andou aqui em meses passados, deu mídia pra caramba, mas a casa continua fechada e ontem vi apenas dois operários trabalhando vagarosamemnte na obra. O velho casarão já tem escrito na parede alguns dados sobre o  que será o Museu Jango Goulart. Ele está sendo feito com patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, a LIC - aquela mesma que andou provocando muitas manchetes negativas  dias atrás - e custará a bagatela de 976.438,21 reais,dos quais 780.843,21 serão captados pela LIC. O maior financiador será a AESUL(empresa de energia). O projeto arquitetônico,dizem as placas, é da empresa Megasul, de São Luiz Gonzaga.

Diário de S. Borja III
S. Borja despreza turismo histórico!

Timidamente, o turismo histórico, ligado aos Sete Povos das Missões está pegando na região, principalmente através do chamado Caminho das Missões que sai de S. Borja e vai até Santo Angelo.
Ele é coordenado por uma empresa de Santo Angelo. A partida é sempre de S. Borja, explica um funcionário do setor de turismo local.

Mas uma funcionária do setor de imprensa da prefeitura de S. Borja lamenta que não haja no município o chamado " turismo receptivo", ou seja, quem pegue o turista e o leve a conhecer os pontos históricos do município. É tudo muito incipiente disse ela, informando que uma empresa localizada nas imediações da rodoviária local,chamada de Viagemtur está se dispondo a fazer isto. Os funcionários da prefeitura do setor de turismo com quem conversei acham que há potencial para que uma empresa coloque, por exemplo, vans ligando S. Borja a Santo Thomé, do lado argentino." os turistas que chegam de fora e querem ir a Santo Thomé alugam táxis daqui porque tem apena sum ônibus mas que não se conhece bem os horários dele. Precisaríamos de vans que apanhassem os turistas nos hotéis em determinados horários" disse uma funcionária da prefeitura.

Sobre a rota das missões, ou o caminho das missões, criado há cerca de dois ou três anos atrás, muita gente tem procurado fazê-lo. Os chamados peregrinos chegam a S. Borja e em meio-dia têm que visitar todos os museus existentes na cidade. " Aqui era bom que ficassem um dia e meio pra poder ver tudo" disse um funcionário do turismo da prefeitura. S. Borja tem hoje três museus funcionando a pleno: Um de Getúlio Vargas, um das reduções jesuíticas, chamado de Silva Rillo, e o Museu dos Angüeras, sobre os artigos e móveis que se usavam nas fazendas antigamente no interior de S. Borja e da região.
Os funcionários do setor de turismo informam que a grande maioria dos turistas que chegam a S. Borja para fazerem a rota das missões são do exterior.Da Argentina, do Canadá, dos Estados Unidos,entre outros países. Os peregrinos chegam em grupos de nove ou dez pessoas, mas há casos de apenas duas, como estes dias atrás que um pai e uma filha vieram pra fazê-lo.Serão quatro museus assim que o do ex-presidente Jango Goulart seja aberto.
Para os interessados no caminhões das missôes tem endereços na internet:
www.rotamissoes.com.br ou www.saomiguel-rs.com.br

O que eles não fazem por uma boquinha!

Aqui em S.Borja, como não seria diferente, a cidade está tomada por cabos eleitorais.Do 11 - PP -  em grande profusão. Está rolando granda nesta campanha,hein? Ninguém dá bola pro outro assunto,senão a eleição. Dias atrás, num debate, o Dr. Luciano, candidato do PP, teria dito na rádio local que ele " é apaixonado por idosos e que até mora com sua mãe". Uma indireta ao rival, Mariowane Weis que acusam de não ter amparado o pai,Mário, ex-prefeito de S. Borja, quando este ficou pobre.

Comemore a Imigração Japonesa

A passagem do centenário da imigração japonesa no Brasil também será comemorada no Rio Grande do Sul, onde vive a quarta geração de descendentes. A realização da ENKYO – Associação de Assistência Nipo – Brasileira do Sul, apontada como a maior entidade do gênero no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com apoio do Escritório Consular do Japão e da Associação Rio Grandense de Imprensa (ARI). As comemorações terão lugar nos dias 27 e 28 de setembro (sábado e domingo), a partir das 9h, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho, localizado no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, com entrada franca. O evento oferecerá as seguintes atrações: artesanato, artes marciais, bonsai, cerâmica, culinária, danças típicas, desfile de quimono, exposições, ikebana (arranjo de flores), kirigani (papel cortado), mochi-tsuki, música, origami, produtos japoneses, shiatsu (massagem), shodô (caligrafia), taikô (tambor japonês), entre várias outras.
NOTA: A ARI apóia a iniciativa e agradece a divulgação desta nota.

Coleguinhas

Há dias que o site do colega Wilney Herbstrith está fora do ar. E o da Luciamen Winck - uma bela idéia - não é atualizado desde maio. Já o blog do Emanuel " apaixonou-se" pela chamada candidatura roxa....Será que vão trazer o Collor de Mello que dizia ter aquilo roxo

Aviso

A partir de hoje,leitores,dia 25/09, estarei na 23 Feira do Livro de S.Borja, na divisa com Santo Thomé, na Argentina. São três dias de feira. Abre hoje, as 18 horas, e vai até o sábado,dia 27. Neste dia, de tardezinha, estarei autografando minhas obras. De lá vou atualizar este blog.

Os 35 anos da Freway
Por Antonio Goulart

Foi na tarde de 26 de setembro de 1973, uma quarta-feira, que o presidente Médici, acompanhado de ministros, inaugurou a então mais moderna via expressa do país: a auto-estrada Porto Alegre-Osório da BR-290. A solenidade foi debaixo do trevo da travessia do Guaíba. A placa que lá existia (foi roubada e nunca reposta) registrava o evento. Grande número de populares acompanhou o ato de cima da ponte. O ministro Mário Andreazza, o grande tocador de obras, foi o único orador da cerimônia. Só no final de sua fala é que revelou o nome oficial que a rodovia estava recebendo: “Auto-Estrada Marechal Osório”. Denominação que, na prática, acabou sendo esquecida. Hoje, de certa forma por culpa da imprensa, todo mundo prefere chamá-la à moda americana: “Freeway”. Mais um dos nossos modismos. Mas Anreazza deixou  também, no seu discurso, um recado importante. Foi quando, dirigindo-se aos motoristas, disse: “Esta rodovia foi feita para ser aproveitada e não para encurtar vidas”.

Cobre um percurso de 96 quilômetros e, ao ser entregue, apresentava mais de duas mil placas de sinalização e recebera mais de 33 mil mudas de plantas no canteiro que separa os dois conjuntos de pistas. Acompanhei a inauguração como integrante da comitiva presidencial, fazendo a cobertura para a Agência Nacional, hoje Radiobrás. Lembro que, embora as placas indicassem a velocidade de até 120 km, o comboio oficial não chegou a tanto: gastou uma hora e dez minutos até Osório. Recordo ainda que, na altura das lagoas, um dos carros da comitiva teve um pneu furado. Parou no acostamento para providenciar a troca. O veículo da imprensa encostou para prestar socorro, mas não foi necessário. Outro episódio fora do ritual foi proporcionado por um jornalista que foi pego com credencial falsa. Ameaçado de detenção, ficou muito assustado e acabou solto, mas impedido de fazer a cobertura. A inauguração da auto-estrada terminou, já noite, com um grande churrasco no galpão do CTG Marquês do Herval, no Parque Marechal Osório. O presidente Médici veio acompanhado de sua mulher, dona Scila, dos ministros Andreazza, dos Transportes;  João Leitão de Abreu, Casa Civil;  e João Batista Figueiredo, Casa Militar, mais o diretor-geral do DNER, Elizeu Resende, e  o deputado federal Arnaldo da Costa Prieto  Os anfitriões no Estado foram o governador Euclides Triches, acompanhado de dona Neda, e o comandante do III Exército, general Oscar Luís da Silva, além de inúmeras outras autoridades locais. 

Coleguinhas

Equipe formada pelo fotógrafo Arfio Mazzei, mais Zé Nunes, Jorge Correa e Marco Antônio Chagas entrevistaram,ontem,dia 24/09 em São Leo o repórter Zé Hamilton Ribeiro, que hoje é editor do Globo Rural. Zé Hamilton esteve na Guerra do Viatname como repórter da antiga revista Realidade e lá num acidente perdeu uma perna.A entrevista dele sairá no próximo Versão, jornal do sindicato dos jornalistas.

Nascido na capital, ele foi o "melhor" prefeito de Serafina até hoje


Inauguração de uma escola do municipio com a presença do então governador Sinval Guazelli.
Da esquerda para a direira Irceu Gasparin é o terceiro. Foto arquivo de Nelson Assoni.

Minha ida no dia 19/09 ao túmulo do ex-prefeito de Serafina Correa, Irceu Antônio Gasparin(18/10/1938-14/12/1982)  fez-me recordar o tempo que convivi com ele, em Porto Alegre, onde ele morou antes de  eleger-se prefeito de Serafina Correa( 01/02/1973-31/01/1977) e mudar-se para Serafina Correa, que não foi sua terra natal. Sua mãe,dona Ercila,  é que vivia lá.
Ao eleger-se pela antiga Arena(Aliança Renovadora Nacional) prefeito de Serafina, Irceu deu ênfase ao ensino. Sua irmã,Hila, também já falecida, foi a primeira secretária da educação do município, em 1961.
Foi na sua gestão que ele conseguiu implantar em Serafina o ensino público gratuito de Segundo Grau construindo o Colégio Carneiro de Campos. Para tanto valeu-se de suas ligações principalmente com Jair Soares, a quem era ligado politicamente.Foi também durante sua gestão que se iniciou a canalização do córrego Feijão Crú, que cruza a cidade e que sempre que havia enchentes provocava inundações.
Formado em Direito na PUC, Irceu Gasparin foi funcionário do Tribunal de Contas do Estado.Ao falecer deixou a viúva Isaar Trindade e os filhos Ricardo e Letícia.

Doença
Irceu morreu de problemas com os rins. Herdou a doença que matou seu pai, Ricardo.Aos 44 anos, quando morreu, recém fora reeleito para uma nova gestão, mas ainda não fora diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral(TRE). No município deu um bafafá daqueles, porque a Oposição não queria a posse do vice, Sérgio A. Massolini. O assunto foi para o Pleno do TRE que acabou diplomando o vice. Irceu chegou a se tratar em Nova Iorque, mas mesmo assim foi inútil.Os médicos o aconselharam a fazer um transplante e ele o fez, recebendo como doação um rim de sua mãe,dona Ercília. Mas houve rejeição e ele acabou falecendo em Porto Alegre. A missa de corpo presente  levou uma verdadeira multidão à Igreja Nossa Senhora do Rosário. Os mais antigos moradores do local dizem que poucas vezes aquela antiga igreja católica apanhou tanto público. É que como prefeito ele costumava tratar igualmente tanto a correligionários ou não, pois tinha o princípio de que estava exercendo um cargo público e como tal estava lá para servir a comunidade. Em Serafina,hoje é lembrado com um busto colocado na principal praça da cidade, a PIO XII e há ainda um ginásio de esportes que leva seu nome.

A hoje ilustre personalidade de Serafina teve seus avós paternos vindos da Itália. Primeiro se estabeleceram em São Velentim, no município de Veranópolis. Depois mudaram-se para Vila Oeste de Guaporé(atual União da Serra). Seu pai, Ricardo, trabalhou num frigorífico de Vila Oeste. Quando fechou, ele mudou-se para Serafina Correa, indo trabalhar no então Frigorífico Ideal,hoje Perdigão.Quando faleceu, Irceu tinha apenas 44 anos. Sua viúva,Isaar e os dois filhos residem em Porto Alegre.

O que eles não fazem por uma boquinha
Glei Soares - Jornalista - reg. prof. nº 8577

Pesquisas de opinião publicadas em dois jornais do Vale do Caí mostram discrepância nos resultados da intenção de votos para a prefeito de Montenegro e aponta grande número de indecisos na reta final.
Enquanto o Jornal Ibiá, 19/09, destacou na média uma diferença de 7,5%  favoráveis à reeleição de Percival de Oliveira, do PMDB; o jornal Fato Novo traz como matéria de capa, hoje, 24/09, o empate técnico entre o atual prefeito e o Deputado Estadual Paulo Azeredo, do PDT, com menos de 1,5% entre os primeiros colocados. Os candidatos Heitor Lermen (PT) e Paraguay (PSol) aparecem com menos de 6% das intenções dos montenegrinos nas duas pesquisas. Interessante notar que os "indecisos" aparecem nas pesquisas dos dois jornais com a média de 27%, quase um terço do eleitorado.

Coleguinhas - Cigarro não pode!

1) O fotógrafo Jorginho Mendes, que está trabalhando na campanha política em Alvorada registrou queixa ontem à tarde, 23/09, na Comissão de Direitos Humanos contra os seguranças da candidata a prefeito de Alvorada, deputado estadual Stela Farias, do PT. Alega o Jorginho que ele fotografou a Stela com um cigarro na mão e os seguranças partiram pra cima dele.

2) Tem um fotógrafo que tem um site e que está trabalhando para uma candidata a prefeito de Porto Alegre.O coleguinha  botou uma máscara que vou te contar...

"Eu x Eles" - Coleguinhas I - Luiz Paulo Pilla Vares

Nasceu em Porto Alegre em 05.03.1940. Advogado,filho do falecido advogado Paulino de Vargas Vares e de Lucy Pilla Vares. Trabalhou em vários veículos,entre os quais o Diário de Notícias e Zero Hora.
Pilla  é seu nome de guerra é ligado ao Partido dos Trabalhadores e foi secretário da Cultura do município de Porto Alegre,quando Olívio Dutra foi prefeito e secretário estadual da Cultura, quando Olívio foi governador.Pilla Vares é considerado um intelectual pelos colegas. Quando jovem costumava encontrar-se na casa do pai,em Petrópolis, com dois colegas de Julinho, o atual secretário de assuntos internacionais da Presidência da República,Marco Aurélio Garcia e o falecido vereador pedetista Isaac Ainhorn. Assíduo freqüentador do Bar Pedrini, na av. Venâncio Aires dizem os colegas que passou mais tempo ali e no Porta Larga( um boteco da av. Érico Verissimo) do que em salas de cinemas, apesar de entender da sétima arte.

Há muitas lendas sobre o colega Pilla.Umas verdadeiras, outras inventadas. Vou pela inventada. Uma vez ele teria levado uma companhia justamente pro Pedrini, numa sexta-feira. Queria ir logo pros finalmente, mas a companhia pediu tempo:
-Pera aí Pilla, vamos conversar.
- Ah, não teria protestado Pilla, conversar eu converso com o " Xuvisco" ( Luís Fonseca) no Porta-Larga.
O Pilla que me perdoe, pela indiscrição, mas que a historinha é boa, é boa... Pilla Vares foi casado com a socióloga Sônia e tem um filho, o Ângelo.

Coleguinhas II

O repórter político José Barrionuevo - hoje consultor de imagem - nasceu em Gaurama em 07.03.1947. Filho de João Baptista Barrionuevo e de Guilhermina Barrionuevo.
Trabalhou na extinta Folha da Tarde, da Cia Jornalística Caldas Junior.E na rádio Guaíba começou a se projetar como comentarista político, além de ter sido presidente do Clube dos Repórteres Políticos.Cobriu a Constituinte de 1988 pela Guaíba. Foi diretor do jornal Correio do Povo,tendo-se transferido depois para o Jornal ZH, onde assinou durante muito tempo a prestigiada coluna política " Página 10".
" Barrio" é seu nome de guerra. Depois que deixou crescer a barba alguns colegas também o chamam de " barbicha".
 Divorciado de  Marisa , hoje tem outra companheira, a Bernardette, ou " Berna".

Sobre Barrionuevo tenho uma historinha. Estava assessorando o então candidato ao senador Pedro Simon, na eleição de 1998 e em 17 de agosto estávamos no seminário de São Chico de Paula ( como Barrio foi seminarista acho que me entendeu) onde Simon fora para conversar com o presidente da Conferêncioa Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),Dom Jayme Chemello.

Eu estava sem celular, era uma bronca ter que passar uma matéria sobre a presença do senador ali. Não tinha um fax também. Liguei pra ZH e uma então repórter - hoje  alçada a função de mais visibilidade - não quis anotar os poucos dados que ia lhe passar. Pedi pra falar com o " Barrio", uma star na época, e ele humildemente me atendeu e ainda tirou sarro:
- O que tens ali, me perguntou, é a manchete?

 Pedi que só fizesse um registro o que ele fez no dia seguinte na sua coluna, não por mim, mas pela importância da visita.

Nunca mais vi o " Barrio" nas rodas de jornalismo.Nunca trabalhamos junto, mas sei e respeito seu farro de repórter atilado.

Ex-prefeito de Serafina está enterrado em Vila Oeste


Dona Ercilia e seu filho Irceu no cemitério de Vila Oeste
Foto: Studio D, Santin

Na pequeno cemitério  de Vila Oeste está enterrado o corpo de um dos prefeitos de Serafina que mais se destacaram,principalmente na área do ensino. 
Na minha ida ao local  no último dia 19/09 aproveitei pra conhecer  o túmulo do falecido prefeito de Serafina Correa, Irceu Gasperin, falecido em dezembro de 1982 por complicações de rins. Ele havia sido reeleito, mas ainda não diplomado. E a Oposição queria nova eleição mas o Tribunal Regional Eleitoral entendeu que quem deveria assumir seria seu vice, Sérgio A. Massolini.

Irceu está enterrado no túmulo da família Fonini, junto com sua mãe,Dona Ercília Gasparin e sua irmã, Hila, que foi a última a falecer dos três.Quem passou os anos 50,60 em Serafina sabe da força que dona Ercília teve na cidade. Era uma das parteiras mais requisitadas da região.Tinha uma personalidade muito forte e como ficou viúva cedo - seu marido,Ricardo,também morreu moço - aprendeu a se defender na vida.

Também teve muita ascendência sobre a vida política do filho duas  vezes eleito prefeito do município.Na primeira eleição, em 1973 na comemoração ela estava presente, junto com o filho vitorioso tocando gaita.Irceu Gasparin era funcionário do Tribunal de Contas do Estado.

Dona Ercília morreu aos 80 anos e 4 meses de idade.Já o filho morreu moço, tinha quarenta e poucos anos.
Deixou a viúva, Isaar e um casal de filhos.

Abertura da Exposição com fotos e desenhos
do Projeto de Restauro do prédio do Palácio da Justiça

Marise Mendes Mariano, Superintendente do DC Shopping, Beatriz Fayet e o professor Marcos Miethicki –coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do IPA-  aguardam você, no prédio C do DC Shopping, nesta quinta-feira, dia 25 às 19horas, em recepção de abertura da exposição de desenhos e fotos do Projeto de Restauro do prédio do Palácio da Justiça, localizado junto a Praça da Matriz. Através de mais de quarenta painéis (de duas faces) a mostra retrata a concepção arquitetônica desde construção do prédio, criado na década de 50, via concurso pelos arquitetos Luis Fernando Corona e Carlos Maximiliano Fayet,  ao restauro, iniciado em 2002 e concluído em 2005.
A visitação é gratuita, inicia na sexta-feira dia 26, aberta ao público de segunda á sábado das 10 às 22 horas e domingos e feriados das 14 às 20horas. A mostra segue até dia 02 de novembro, quando se dá início a Semana Acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Metodista.

Quando: Quinta-feira dia 25/09 às 19horas
Onde: DC Shopping-Prédio C – Rua Frederico Mentz, 1561-Navegantes
Informações: Prestigium Comunicação
Com Ancila Ferreira pelos fones: 2112.8966 e 9659.8222
e-mail: ancila.ferreira@terra.com.br

Campanha (diferente) em União da Serra I

 
Fotos: Studio D Santin

Município localizado na Encosta Superior do Nordeste, União da Serra - com economia baseada totalmente em produção de frangos - foi fundado em 20.03.1992,quando governava o Estado, Alceu Collares. Mas a sede administrativa - distante 4 km de Vila Oeste e 5 km de Pulador, os dois principais povoados que formam o município - tem apenas um centro administrativo, uma cancha esportiva e um posto do Banrisul e um da Brigada Militar.
Segundo um fotógrafo que acompanhou o ex-governador Antônio Britto ao local para inaugurar o posto do Banrisul, Britto teria descido na área de helicóptero e quando foi recepcionado pelo prefeito perguntou a alguns presentes porque se chamaria União da Serra. Ninguém soube explicar ao governador que se tratava de uma grande rixa entre os dois ex-distritos - Vila Oeste e Pulador - e que como os dois distritos queriam ser sede do novo município, a solução foi montar um centro administrativo longe de ambos." Aquilo lá foi uma palhaçada" diz o comerciante Nelson Assoni, de Serafina Correa, que já foi vereador no seu município.

Município pequeno!
União da Serra tem apenas  1.586 de um total de 1.666 habitantes. A mulher do prefeito atual Amararildo Sabadini(PMDB), de 46 anos, - que já foi funcionário do gabinte do deputado estadual Alexandre Postal (PMDB) - Simone me explica que seu marido havia saído de manhã cedo na sexta-feira última,dia 19/09. Este é o jeito queaqui se faz campanha . Os candidatos saem pra comprimentar os eleitores que durante o dia estão na roça cuidando de suas criações, principalmente de frangos.

- O Amarildo saiu de manhã e ainda não voltou! Está por aí diz a mulher, um misto de primeira-dama do pequeno município com " faz-tudo".
No exato momento que converso com ela chega um motorista com uma caçamba pra pedir que a primeira-dama resolva um problema da prefeitura. Ela se desdobra em atender o funcionário e o repórter conjuntamente.Pede pra o filho dar atenção ao motorista da caçamba. A casa do prefeito se improvisa e vira " sede" municipal." Aqui somos um lugar pequeno e todo mundo se ajuda" disse Simone. Em Vila Oeste,e Pulador, os dois   povoados que formam o município de União da Serra, não há hotel, nem hospital. Quando um dos moradores adoece é  são levado para o hospital mais próximo que fica Guaporé que é o município-mãe de União da Serra.
O candidato de Oposição João Carlos Gheller reside em Guaporé, mas concorre a eleição em União da Serra.Tanto Amarildo,quanto João Carlos são nascidos em Pulador. Também não há hotel em nenhum dos dois povoados " Temos apenas uma pequena pousada, do Bassani, na Pádua informa a primeira-dama do município Simone.
Quanto à famosa rivalidade entre Pulador  e Vila Oeste Simone desconversa dizendo que agora moradores passaram a se entender. " Aquela rivalidade era coisa de só duas ou três famílias que não se entendiam", diz a primeira-dama.

“Maldição" de um  padre.
Em Serafina Correa comento com a dona da churrascaria do Pelé, o fato de que Vila Oeste parou no tempo. Ela, que nasceu lá,me conta uma história estranha. Diz que aquilo foi " uma maldição de um padre". E acrescentou:
- Nunca ninguém soube porque o padre deu esta maldição a Vila Oeste. Mas o que dizem é que o padre teria amaldiçoado  o lugarejo e que durante 100 anos ele  somente iria pra trás. Foi o que aconteceu,acrescentou ela, dizendo que o período está quase se encerrando.Nos anos de ouro do progresso de Vila Oeste havia até um frigorífico que teria pertencido aso primeiros habitantes da localidade, de nome Furlani. Hoje deste friogrífico somente restaram os escombros.Um dos que trabalharam nele foi Ricardo Gasperin, pai do  falecido prefeito de Serafina Correa, Irceu. Depois que ele fechou, sua família mudou-se para Serafina Correa, onde ele também trabalhou. Uma escola em Vila Oeste leva o nome do pai do  falecido prefeito serafinense. Conforme a proprietária da churrascaria do Pelá, o nome original de Vila Oeste era " Borges de Medeiros". Mas os italianos não sabiam pronunciar,então diziam " El BORZE"
- Ndemo Al Borze,diziam quando queriam dizer que estavam indo a Vila Oeste.

Serafina Correa, a "capital nacional” dos enforcamentos

Sirlei Negri Fontanive, de 57 anos, enforcou-se na última sexta-feira,dia 19/09 em sua casa, em Serafina. É impressionante o números de enforcamentos (outros são suicídios) que ocorreram no município.A repórter Deise Cristina Menegusso, do Jornal Gazeta Regional, fez uma pesquisa para uma reportagem que saiu na edição do dia 24.10.2006 e conseguiu o impressionante número de 29 suicídios,a maioria por enforcamentos, ocorridos no município no período que vai de 1985 até 2006. Quando trabalhou como dentista no município, nos anos 70, Luis Carlos Montanari, até fazia humor negro com estes episódios. " Vou montar uma fábrica de cordas e vou dar o nome de Nossa Senhora do Rosário" dizia ele pros amigos. A " fábrica" de cordas do Montanari teria mais uma vantagem: a garantia de que a corda era eficaz e ninguém que tentasse ficaria pra contar a história. Ainda vou procurar uma instituição pra fazer um levantamento sobre a quantidade de suicídios que ocorreram no município.

Feira do Livro em S. Borja

Nesta semana, dias 25,26 e 27 estarei em S. Borja participando da Feira do Livro local. Vou autografar meu livro, Pauta, O Avesso das Redações. Haverá, me informa o Sidnei, desde a “terra dos presidentes" o lançamento de um livro sobre o ex-presidente Jango Goulart.

Eleições em Serafina!

O 11,como dizem aqui, do candidato Presoto, estaria 5 pontos na frente do Gheller, candidato da situação numa pesquisa. Já o candidato situacionista está jogando tudo: trouxe até o decorador Valmor Assoni pra fazer campanha neste final de semana que passou!

As eleições (diferentes) em União da Serra


Fotos: Studio D Santin

Foi só meu primo, Calixto, aceitar o desafio que peguei o fotógrafo Santin, do Studio D, de Serafina Correa e na tarde do último dia 19/09, quando a tarde já ia pro final, nos mandamos pra União da Serra pra entrevistar gente pra poder escrever algo sobre eleições num pequeno local.

" Vou ter que colocar a camionete no meio das pedras" reclamou Calixto, acostumando que está a ir pras colônias entregar tinta pros clientes. Chegamos a Vila Oeste pouco antes das cinco da tarde. De lá nos mandados pra União da Serra. Peguei apenas o funcionário administrativo  Gregori de Bona que estava fechando as portas do local:

- Cadê o prefeito, perguntei?
- O prefeito, acho que tá pra Porto Alegre, disse-me apressado em fechar seu computador porque as duas funcionárias que dependiam da condução dele já estavam no pátio esperando pra se mandar.

De Bona sugeriu-me :
- Passa na segunda,disse-ele, desconfiado de que fosse alguma arapuca do adversário político.

Depois que o Santin fez umas fotos de mim apontando pra única coisa existente no local que diga que ali é a sede de um município - o nome na parede do chão tendo grandes pinheiras atrás - nos largamos pra Pulador. Chegamos lá numa bodega,tirei alguns moradores que jogavam cartas e conversavam sem a menor pressa.
- Olha lá o que tu vais fazer, disse-me um deles, o mais simpático que puxou os demais pra fazer uma foto.
- Não vim até Pulador pra aprontar uma sacanagem pra ti, lhe devolvi.

Voltei a pular na traseira da camionete do meu primo - ele e o Santin ficaram na cabine - e voltei anos atrás em pensamentos quando viajava na carroceria dos caminhões no interior da Bolívia, pelos " senderos" íngrimes da Cordilheira dos Andes. Também voltou-se a memória algumas viagens que fiz em 1983/84, na BR-364 entre Cuiabá e Porto Velho, fazendo matérias pra ZH. A poeira tomou conta de tudo na camionete - porque não tem asfalto - mas o dever foi cumprido 

Coleguinhas

1) Acordei cedo pra trabalhar e ouvi o Acorda Rio Grande, na Guaíba. O programa aos poucos tá pegando a embocadura, mas acho que o repórter Ticiano Kessler exagera na dose quando vai falar " nas tragédias". Aquela hora da manhã - 5h/6hs - o pessoal ainda tá devagar.

2) Fifo, apresentador do programa Voce del Vêneto da FM Odisséia,de Serafina Correa estava a meio pau neste último domingo. Estava com problemas particulares. Paulo Massolini, o outro integrante, que está fora do ar porque é candidato a vereador, chegou a ligar depois do programa para Guerino De Costa, também do programa, querendo saber o que havia naquele dia com FIFO que normalmente é alto astral, mas que no último domingo, esteve a meio pau. Fifo disse-me apenas que " estava com problemas particulares".

3) Na próxima sexta-feira,dia 26/09, das 7h30 às 8h30min, no programa Rede Cidades, L.C. Fiorin media um debate entre os três candidatos a prefeito de Serafina. Pode ser ouvido pelo site. www.odissefm.com.br

4) Foto do senador Sérgio Zam,biazi(PTB) publicada hoje,dia 22/09, ao lado do ministro da Justiça, Tarso Genro, pode ser começo de uma aliança entre PTB e PT em 2010 pro governo do Estado. Pelo mnenos o senador Zambiazi queria já esta aliança pra prefeitura de C. do Sul, colocando Mansueto Serafini,ex-prefeito de lá, na vice de Pepe Vargas.

O que eles não fazem por uma boquinha

Andei por Serafina e vi como tão batalhando por uma boquinha. Dos dois lados cantam vitória. Do 11 e do 15! No sábado, no comitê central do 15(PMDB) até o decorador Valmor Assoni, que mora em Porto Alegre, fazia " boca de urna". Um conhecido seu de Porto Alegre, comentou:
- O que ele fazia lá se até um AVC teve há pouco tempo!

Gaúchos comemoram o 20 de setembro

Neste sábado,dia 20 de setembro o Rio Grande se pilcha pra comemorar a data farroupilha. Veja o acampamento Farroupilha, na estância da Harmonia, nas fotos do Ricardo Stricher.

Beatles - Magical Mlassical tour:
Orquestra de câmara da Ulbra, coral e convidados

Dia 08 de outubro | 2008 (quarta-feira) - 21h
Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, nº 100 - 2º Piso)- Porto Alegre
Um concerto que será uma viagem no tempo, transportando os sucessos inesquecíveis dos Beatles para vários períodos da história da música. Os hits do quarteto de Liverpool receberam arranjos de concepção medieval, renascentista, barroco, clássico, romântico, gospell, de blues, de jazz e até de tango.

Sob a regência do maestro Tiago Flores e arranjos de uma seleta nominata de experts (Fernando Mattos, Fernando Cordella, Rodrigo Bustamante, Daniel Wolff, Iuri Corrêa, Arthur Barbosa, Atos Flores e Pedrinho Figueiredo) a ORQUESTRA DE CÂMARA DA ULBRA receberá o apoio de mais de dez músicos convidados. João Vicenti e Veco Marques (do Nenhum de Nós) estarão entre eles.

Outro destaque dos dois concertos são os solistas: se revezarão no palco da UFRGS e Thedy Corrêa , Atos Flores, Panta, Paulo Mestre (expoente contratenor de repertório de Música Antiga), Cíntia de Los Santos (reconhecido nome nacional como soprano lírico). Simplesmente imperdível e inesquecível!!!!

Ingressos:
Venda antecipada de 04 a 07 de Outubro
Plátéia Baixa: R$ 55,00
Platéia Alta e Camarote: R$ 45,00
Mezanino e Galeria: R$ 35,00

VENDA NO DIA DO SHOW
Plátéia Baixa: R$ 60,00
Platéia Alta e Camarote: R$ 50,00
Mezanino e Galeria: R$ 40,00

Bilheteria do Teatro do Bourbon Country
Horário de atendimento das 14h às 22h de segunda a sábado
Fone: (51) 3375.3700
20% Desconto para Titular do C.A ZH.
Telentrega Opus (51) 8401.0555
Horário de atendimento das 9h às 19h de segunda a sexta.

J.L Borges curtia Pink Floyd, Beatles e  Stones, conta sua viúva M. Kodama

El escritor aborrecía a Beethoven y a Gardel y tenía pasión por banda inglesa. "El himno para su cumpleaños no era el Happy birthday sino The Wall. Vimos la película infinidad de veces", contó su viuda María Kodama.
Jorge Luis Borges escuchaba Pink Floyd, los Beatles y los Stones; aborrecía a Beethoven y a Gardel; tenía pasión por la comida japonesa y dejó de tomar vino cuando un amigo de su padre vaticinó que se volvería un "borracho perdido", reveló su viuda María Kodama en París, donde se exponen 130 fotos de los viajes personales del genial escritor por el mundo.

"El decía que era sordo musical porque tenía sólo oído para la música de la palabra. Decía que Beethoven no le gustaba, lo que producía horror en la gente entendida; y creía que Gardel había arruinado el tango porque lo había hecho sentimental y llorón", recordó Kodama en una entrevista que concedió a BBC Mundo en París, donde se exhibe la muestra "El Atlas de Borges".
"Pero le gustaban Brahms, Bach, la música antigua, medieval, la música folclórica, la milonga y los tangos de la 'guardia vieja' como los llamaba, porque eran como milongas: tenían letras divertidas, en doble sentido", repasó Kodama.

Tanto le gustaba Pink Floyd que "el himno para su cumpleaños no era el Happy birthday sino The Wall -dijo su viuda- La película The Wall la vimos infinidad de veces. En un momento creo que sabía de memoria el diálogo. Le gustaba ese tipo de música porque decía que tenía enorme fuerza, terrible pero vital".

Los Rolling Stones y los Beatles también "le encantaban por su fuerza increíble", reseñó Kodama, quien recordó el día en que Mick Jagger se cruzó a Borges en el Palace de Madrid y le dijo que lo admiraba después de arrodillarse y tomarle la mano. Borges "un poco asombrado" le preguntó quién era porque no veía y cuando Jagger se presentó le contestó: "Ah, uno de los Rolling Stones".
El escritor lo conocía, además, porque Kodama le había contado que en la película 'Performance', donde actúa Jagger, aparece una gran foto suya.

A propósito de la muestra que se exhibe en La Casa de América Latina, Kodama aseguró que el escritor "disfrutaba muchísimo los viajes" y que "no tenía una rutina" al respecto. "Creo que si Borges hubiera tenido buena vista quizás lo hubiéramos perdido como escritor -ironizó- Hubiera sido un aventurero. No tenía rutinas, ni siquiera para escribir".

Escribía, como decía, "cuando la Musa le dictaba o cuando el espíritu lo habitaba. Si no tenía ninguna idea en la cabeza, seguía de largo y no pasaba nada", recordó la presidenta de la fundación borgeana.

Borges "era una persona de muy buen humor. Nunca lo vi enojado. Lo que lo irritaba la estupidez, las personas soberbias, la falta de ética y la falta de respeto por el otro, sobre todo", concluyó Kodama.

Ainda o prêmio Springer!

Edison Castêncio, da agência do mesmo nome - mais conhecido por Paparazzo bateu as fotos do deputado Márcio Biolchi (PMDB) um dos distinguidos deste ano com o prêmio e de sua noiva, que é funcionária da Assembléia Legislativa,  no vestíbulo da casa , após a entrega da estatueta de Vasco Prado.

Da série a vida como ela é...

Os nomes são omitidos por motivos óbvios
Dois " falcatruas" no festival de cinema de Gramado
Eles se conheceram durante a projeção de um filme onde ela participara  como atriz numa sessão especial realizada ainda no ano passado no salão nobre da Associação Riograndense de Imprensa(ARI). Ela passou a chamá-lo pela alcunha de " flanelinha". Não se sabe o motivo. Mas no último festival de cinema de Gramado,em agosto deste ano, ele foi para lá trabalhar como fotógrafo de celebridades. E conseguiu credenciamento, hospedagem e com a credencial pendurada no pescoço e tirando fotografias  com  colegas da revista Caras, ZH , Estadão,entre outros, todas as portas se abriram. Ninguém nunca viu,  ou soube, onde ele publicou as fotos. Mas nas fotos em que o " flanelinha " aparece, ele está com a máquina de fotografar a tiracolo.Ele ligou pra ela que estava em Porto:
- Sobe que tem um quarto pra ti no hotel.Tudo encima " benhê"!
Já havia começado um clima de "love"....
Ela pensou: vou pra lá, vou curtir às custas deste banana mas se ele pensa que vou dar pra ele, neca pau...Ela foi pro Salgado Filho, onde a espertinha sabia que tinha carro locado pelo festival e embarcou num deles rumo à Serra. Badalação,tietagem,festa,la dolce vita é com ela mesma. E é bonita...Sabia que a boa vida a esperava em Gramado. Tudo por conta do festival...O que sempre diz pra mãe nestas ocasiões, ninguém sabe. Em lá chegando, ele veio logo com a conversa de que não havia mais quarto vago, que ela deixasse suas coisas no quarto dele, que dormiria ali. Ela se fez. Ficou curtindo tudo, festas, filmes( afinal é atriz,ou se diz) . Um  fotógrafo  garante que os viu juntos  num carro  andando pra cima e pra baixo. No dia seguinte, ele puto da cara, perguntou pra ela porque não fora tomar café com ele. Ela preferira tomar café " com a turma do festival" como ela a definiu. Dias depois contando a colegas e amigos numa roda de chimarrão suas aventuras com o " flanelinha" no recente festival de Gramado, alguém comentou:
- Dois falcatruas... Dava até um bom roteiro...

Coleguinhas

1) Encontrei, por acaso, na rua Uruguai,bem em frente ao " serpentário" Júlio César  Dreyer Pacheco - que parou de circular durante um ano e três meses mas que voltou a milhão na diretoria comercial da Rede Vida de Televisão.Está 30 quilos mais magro.

2) Aline Moura, filha do nosso querido colega José Moura,  um dos mais assíduos freqüentadores do " serpentário" onde o falecido Camelinho estava impedido de entrar está na revista USE FASHION, de NH, que edita matéria sobre moda masculina e feminina. Circulação nacional. Então a Aline tá com a bola toda....

3) Recebo do Mazzarino: “Aqui da colônia do Vale do Taquari, uma constatação: o Jornal do Comércio não deu na capa o falecimento do empresário Marcello Zaffari. Nelson
Rodrigues, o dramaturgo e jornalista, diria que sem sensibilidade não se
chupa nem um chicabon.”

4) Lauro Quadros não está apresentando o Polêmica na rádio Gaúcha.

23ª feira do livro de São Borja


Clique aqui e veja o programa.

Coleguinhas: Licínio Azevedo nos anos 70, em Porto Alegre

O " gajo" ou o " boy" como costumávamos chamar o repórter e hoje cineasta-escritor muito famoso em Moçambique era esta foto aí no começo dos anos 70, em Porto Alegre, quando começou como repórter policial na ZH. Licínio foi quem me levou pra ZH, porque o Renatinho(Renato) Pinto da Silva, então editor, aceitava qualquer criatura que soubesse escrever um lead e mais dez linhas contando uma história.Naqueles anos o chic era trabalhar na Cia Caldas Junior que estava por cima da carne seca. Licínio Silveira de Azevedo nasceu em 27.05.1951 em Taquari,no Morro da Carapuça,onde seu pai,Luiz, e sua mãe, a professora Dalila Silveira de Azevedo moravam. Tem outros três irmãos, Naiora(viva), João Lanes(falecido) e Naíde(também falecida).

Durante uma viagem a Montevideo, conheceu uma menor, Viviana Araujo, com quem casou. Foi um romance rocambolesco, porque como ela era de menor, a Interpol entrou no meio, já que os dois fugiram de Montevideo e vieram para Porto Alegre. Em 28/02/1973 nasce a filha dos dois, Clarice. Licínio e Viviana separaram-se - ela hoje vive em Buenos Aires e teve mais cinco filhos - enquanto Licínio foi para Moçambique, em 1976, como " cooperante". Lá escreveu vários livros - um deles lhe rendeu um prêmio recentemente nos Estados Unidos - e virou cineasta premiado.

Na vida pessoal, Licínio voltou a casa novamente em Maputo e é pai de uma filhinha de poucos anos. Raramente vem ao Brasil, a não ser quando é jurado de festivais de cinema. Vai mais para a Europa e Estados Unidos do que aqui.

O " avesso " do prêmio Springer

Nove jurados compuseram o corpo de jornalistas que decidiu que os deputados Alberto Oliveira,Márcio Biolchi e Fabiano Pereira ganhassem este ano o prestigiado prêmio SPRINGER. Os jornalistas não votaram secretamente. Foi uma espécie de " breakstorm",onde se fala sobre cada deputado abertamente com o presidente da ARI, Ercy Pereira, não votando, mas assistindo ao debate.O encontro foi realizado numa sala da presidência da ARI. Segundo um jurado, a presença de Núbia Silveira, como observadora pela Assembléia Legislativa do Estado deixou alguns integrantes constrangidos. A representante não votou, mas os jurados acham, ou achavam, que a presença de um observador do poder legislativo constrangeu. " Ela é minha irmã,nada contra a Núbia, mas senti-me constrangido porque é chato falar na frente de um observador" disse um dos jurados.

O prêmio Springer é muito cobiçado entre os deputados porque tem muito prestígio tanto que a Ana Amélia Lemas, mediadora do debate que se seguia na noite da entregue o chamou de " oscar da Política gaúcha". Ainda sobre Ana Amélia Lemos - que mediou o talkshow no dia da entrega - 15/09 último  - ao que se sabe ela o fez graciosamente,sem cobrar cachê. A presença da governadora Yeda Crusius prestigiou ainda mais a entrega deste prêmio embora tenha ocorrido no mesmo dia em que ela entregara o orçamento para 2009, onde está previsto zerar o déficit e investir 1 bilhão de reais.
Yeda após a solenidade saiu " chispando" para o programa Conversas Cruzadas onde foi defender seu governo e seu plano de déficit zero. Na noite do dia 15/09, quando ela chegou na porta do vestíbulo na Assembléia Legislativa do Estado acompanhada do marido Carlos,queixou-se do frio que fazia àquela hora - 22 hs - e o professor Crusius lhe alcansou seu casaco.

Jurados: Durante a solenidade de entrega do prêmio, não foi revelado o corpo de jurados. Mas descobri alguns deles: Flávio Pereira, pelo Grupa Pampa, Gerson Anzolin, pela rádio Guaíba e um representante do Diário Gaúcho entre outros. A saia mais justa ficou mesmo pela presença durante a votação de um olheiro,no caso olheira, da Assembléia Legislativa do Estado.  

Morre aos 75 anos o cronista Lourenço Diaféria em São Paulo

O cronista e jornalista Lourenço Diaféria, de 75 anos, morreu na noite de ontem em sua casa, em São Paulo, decorrente de problemas cardíacos. Diaféria apresentava problemas de saúde há cerca de um ano......
...."Sua carreira jornalística começou em 1956 na "Folha da Manhã". Começou como cronista em 1964.
Permaneceu no periódico paulista até 1977, quando foi preso pelo regime militar pelo conteúdo de uma crônica ( Abaixo ) que foi considerada uma ofensa às Forças Armadas.

Bilhete pra um operário
Por Lourenço Diaféria*

Pegaram um dia um operário e disseram-lhe:
Senta-te no banco dos réus.
És acusado de haveres nascido com sonhos na cabeça. És acusado de teres os cabelos
encaracolados. És acusado de teres bigodes vastos, negros, provocativos.
És acusado de teres alguns pedaços de dedos a menos que o comum dos mortais, podados pelas engrenagens das máquinas.
És acusado de ficares pelas esquinas conversando em voz baixa com amigos enquanto a luz dos postes te ilumina o suor do rosto. És acusado de terem te visto no bar dando gargalhadas.
És acusado de tua casa ter um pequeno jardim com grama e flores.
És acusado de conheceres a sinfonia das sirenes das fábricas anunciando a aurora do primeiro turno. És acusado de seres reconhecido na portaria e todos te cumprimentarem, e te baterem levemente nas costas com alegria, e te dizerem: olá, meu chapa.
És acusado de inventares um partido que não é o único, mas não se confunde com siglas e teorias de alfarrábios envelhecidos.
És acusado de fazeres discursos de improviso com vigor e garra que nascem do fundo das vísceras do espírito.
És acusado de não seres magro nem raquítico como teus irmãos deviam ser.
És acusado de jogares baralho e dares dores de cabeça aos homens sérios deste país. És acusado de usares gravata em vez de macacão, vestindo-te com roupas só permissíveis no enterro do melhor amigo. És acusado de freqüentar reuniões e discutires com sábios e iluminados sem pedir licença nem apresentar diploma. És acusado de te haverem visto com ministros, criaturas importantes, e não te ocorrer submeter-se a elas.
És acusado de não teres te colocado no lugar cavado para o oprimido. És acusado de haveres gritado com toda a força de teus pulmões fuliginosos.
És acusado de teres filhos bonitos e uma mulher doce, que devia ser feia e talhada a foice.
És acusado de não seres rapaz comportado, meigo, gentil, acetinado.
És acusado de conheceres a prensa, e não te afugentar o ronco que ela faz na madrugada.
És acusado de quereres a pátria livre, e livre, também, o coração e os sentimentos do homem.
És acusado de rezares e de pôr a boca no trombone quando todos se calam e descrêem de Deus e
dos homens.
És acusado de teres o desplante de ser líder num país desnaturado onde quem levanta a fronte é triturado.
És acusado de haveres perdido a paciência de esperar pelo futuro que não chega nunca.
És acusado de usares sapatos 42, de couro, quando o normal é sandália havaiana.
És acusado de romperes as cadeias invisíveis que amarram teus braços peludos e tuas mãos penadas.
És acusado de atraíres os operários com tua voz, teu berro, teu silêncio, teu olhar, tua dor, tua ânsia, teu mistério, e saberes contar, sorrindo, tristes histórias recolhidas em barracos e cômodos-e-cozinhas.
És acusado de estares em pé, quando devias estar de bruços, de borco, exangue e vencido.
És acusado de não seres o que queriam que tu fosses.
Meu caro operário sentado no banco dos réus, por favor, recebe este recado:
Se existir mesmo essa senhora difusa e vaga a que chamam Justiça, confia nela.
Não creio que essa matrona seja cega.

* Texto de Lourenço Diaféria , publicado no Jornal Folha de São Paulo, no dia 15/09/80

O Paralelo 30 Fotoclube de Porto Alegre convida para a Mostra Fotográfica "Poesias Visuais"

Diversos são os lugares, distintos os olhares... Cada um vê determinada cena com sua carga de emoção e a retrata do seu ângulo preferido, eternizando-a. Com o tema Viagem, os integrantes do Paralelo 30 Fotoclube mostram peculiares registros feitos em ambientes diversificados e de culturas contrastantes com a portoalegrense. O olhar "estrangeiro" dos fotoclubistas é escrito, portanto, com a medição criteriosa da luz pelos equipamentos fotográficos, sob a "direção" do Fotógrafo. Por vezes, ultrapassa-se a barreira dos simples espectadores de cenários e "personagens", que divergem completamente do seu cotidiano, multiplicando os olhares cheios de encantamento e, até mesmo, surpresa. A abertura da mostra será no dia 18 de setembro de 2008, às 18:30 horas, no Espaço Cultural da Fundação Escola Superior do Ministério Público, na Rua Cel. Genuíno, 421 - 7º Andar, próximo ao viaduto da Borges com a Perimetral, e os trabalhos ficarão expostos no local até o dia 31 de outubro de 2008. Gutemberg Ostemberg - Presidente do Paralelo 30 Fotoclube

Debates na rádio sobre política em rádio no interior

Acompanhei nesta sexta-feira, dia 19/09, cedo, às 7h30min um debate na rádio Odisséira FM,dentro do programa do Fiorin,ou seja o Rede Cidades. Foi o dia que o debate ocorreu entre os candidatos do município de S. Domingos do Sul - 2460 eleitores -perto de Serafina.

O debate em cima foi aquela mesmice de sempre, e eu do lado de fora do estúdio louco pra que dese baixaria. A única baixaria que houve - se é que isto pode ser considerada baixaria - foi quando o candidato da PT-PMDB, Domingos Scartezini, disse na cara do prefeito,Edílio Capuani(PP) que a população de uma determinada linha " está bebendo água com fezes suínas há seis meses"." Eles tem lá uma garrafa guardada,prefeito, pro senhor ir lá e ver as fezes de porco dentro". O prefeito e candidato à reeleição nada contestou desta colocação.

No final do debate, Luis Carlos Fiorin, mediador e dono do programa,disse-me que o atual prefeito é forte candidato à reeleição.
A Odisséia FM está fazendo estes debates abrangendo as prefeituras que sua rádio tem audiência. " Em S. Domingos do Sul,hoje, a audiência foi 100%" disse Gelson Vallar, o operador do estúdio.

Na próxima quinta-feira,dia 25/09, o debate será com os candidatos a prefeito de Paraí. E na sexta-feira,dia 26/09, o debate será com os três candidatos a prefeito de Serafina Correa, Nestor Magon, Luís Gheller e Ademir Presotto.

Acampamentos Farroupilhas tomam conta do interior

Passei, na quinta-feira de noite e o centro de Muçum estava tomado pelo acampamento Farroupilha. Nem na véspera do Natal, tinha visto tanta gente caminhando pelo centro. Em Serafina,quando o ônibus entrou no pórtico, havia mais de 300 carros em volta do toldo onde foi montado o show do Rui Biriva.
E de-lhe fandangaço.

Rodoviária de Guaporé não atende passageiro

Não é a primeira vez que isto me acontece. Quinta,dia 18/09, quando chegamos na rodoviária de Guaporé, quis comprar uma passagem pro domingo de noite pra voltar. A funcionária já havia desligado todos os computadores e mal humorada,disse que não me venderia, que o ônibus tava atrasado, não sei o que mais...
Resultado da ópera: fiquei sem comprar o bilhete

Pergunto a AGERGS ou a USC do DAER: se a rodoviária está aberta,esperando o ônibus, que inclusive fez entrega de encomendas, a funcionária não tem que vender bilhetes? Mas no RS as rodoviárias fazem o que querem, pelo visto.

Morte do capitão Lamarca é lembrada em 17/09


17/09/1971: Lamarca e Zequinha( José Campos Barreto) morreram perto de uma baraúna, no meio do sertão baiano.
No dia seguinte o presidente Médici conferiu, numa foto, a fisionomia do ex-capitão em sua mesa no Planalto.
Lamarca tinha os olhos abertos.

No dia 17/09, alguns poucos brasileiros lembraram do assassinato do ex-capitão Carlos Lamarca, em Pintada, no município de Ipupiara( sertão baiano)assassinado pela polícia. Lamarca, um grande atirador, desertara do Exército e por isto a instituição queria seu fígado. Ele pertencia a Vanguarda Popular Revolucionária(VPR) um grupo de foquistas que lutaram contra a ditadura militar no Brasil.
Lamarca desertou do Exército - por isto o ódio dos ex-colegas contra ele - em julho de 1969 e comandou o assalto ao cofre do ex-governador Ademar de Barros, que continha cerca de 2,5 milhões de dólares. No ano seguinte,iniciou a ação guerrilheira em Vale do Ribeira, interior do São Paulo. Descoberto fugiu para a Bahia onde ainda tentou armar uma guerrilha contra a ditadura militar.
No dia 17/09/1971 - portanto há 37 anos atrás - ele tem o corpo cravejado de balas pelos policiais. Estava com apenas 33 anos. Poucos meses antes suas companheira, Iara Yavelberg - uma ex-estudante de Psicologia de SP - morria em Salvador em circusntâncias até hoje não esclarecidas.

Sobre Carlos Lamarca,vou reproduzir um pequeno tópico que está em meu livro Pauta, o avesso das redações:
" O capitão Lamarca foi filmado na esquina da Rua da Praia com a Uruguai pelo cinegrafista Jaimar Cabral. Cabral foi chamado pelo III Exército para uma missão que somente quatro meses depois saberia do que se tratava.
 Nada mais, nada menos que o guerrilheiro Carlos Lamarca - um dos mais procurados pela repressão militar - comandante da Vanguarda Popular Revolucionária( VPR) que depois foi morto pelos militares numa operação na Bahia.Ele filmou Carlos Lamarca assim:foi chamado na TV Difusora pelo serviço de inteligência do Exército e lhe disseram: você vai ficar no 4 andar de um prédio filmando um sujeito que chegará na esquina da Rua da Praia com a Uruguai. No dia subiram para o 4 andar do prédio. Jaimar Cabral com  um macacão de uma transportadora paulsita. Os militares estavam interessados em quem iria se encontrar com o capitão Lamarca, não propriamente com ele. Vieram várias pessoas, se aproximaram de Lamarca que estava de chapéu, fumando cigarro,ascendia,apagava, sempre disfarçava e nem desconfiava de que estava sendo filmado. Cabral fez o serviço e recorda que Carlos Lamarca desceu a rua Uruguai e foi até o Mercado Público."

Os caminhos de Santiago, a dispersão
Por Maurício Paiva, do livro companheira Carmela, da editora Mauad, 1996.

"Carmela reencontraria os baianos mais tarde, em Paris. Eles também tinham o privilégio de um passaporte. Com os seus passaportes brasileiros, não corriam grandes riscos e puderam sair legalmente pela fronteira com a Argentina, de onde rumaram  para a França. Viveram em Paris até a anistia no Brasil. Tempos depois de retornarem, morando em São Paulo, Nemédio foi a Moçambique como cooperante, para dar um curso de tapeçariam. Lá ficaria para sempre. O carro em que viajava pelas perigosas estradas moçambicanas passou sobre uma mina da Frenamo( Frente Nacional Moçambicana: movimento apoiado pela África do Sul, que combatia o governo da Frelimo(Movimento de Libertação de Moçambique).

Comparada a outras embaixadas em Santiago, a da Itália não abrigava muita gente. Eram cerca de sessenta ou setenta pessoas. Cinco delas tinham a nacionalidade italiana,sendo três brasileros: Rolando Frati, Nanci Marieto e Carmela Pezzuti. Dos que estavam ali na condição de asilados, quase todos chilenos, uma meia-dúzia havia entrado de contrabando com os cinco italianos e o resto era o " pessoal do muro", isto é, os que haviam saltado os muros laterais. Toda essa gente constituía, digamos, as classes do térreo. Lá em cima, no andar superior da embaixada, no ninho do tucano, provavelmente instalados na suíte das visitas ilustres, encontravam-se dois outros  asilados: um  deles, uruguaio, ao que parece, era um homem mais velho, tinha uma perna mecânica e, para estar naquelas alturas, devia ser um sujeito importante em algum lugar do mundo, talvez no seu próprio país; o outro era um nobre brasileiro pertencente à casta dos funcionários internacionais. Muito amável, por sinal, o compatriota. Mas sempre lá nas suas alturas. Por vezes ele descia ao térreo, para uma conversinha, quem sabe para espairecer.Colchões para todo o mundo,comida de razoável qualidade chegando pronta de fora, quartinho separado para os encontros amorosos dos casais, espaço bastante, ambiente arejado e saudável , a bem dizer as coisas não estavam nada ruins na embaixada italiana. Dava para aguardar tranqüilamente,sem ansiedade, a hora da partida para Roma. mas,ainda assim, Murilo continuava deprimido, ensimesmado.

Carmela conversou com o embaixador sobre o asilo para o resto da família. O homem parecia haver já entregado os pontos, depois que a embaixada se enchera com o " pessoal do muro". Entregara os pontos, mas não de todo. Ele não pôs objeção à entrada do Angelo. Os outros, porém, de forma alguma. Entretanto, Angelo sentiu que os doentes aos seus cuidados podiam já prescindir dele. Combinou com Maria Luíza encontrarem-se em Paris e decidiu asilar-se,não na embaixada italiana, e sim na do Panamá, de onde imaginava poder sair mais rapidamente saire do Chile e, com o seu belo passaporte chileno, chegar logo à França. Lia e o filho Juarez estavam, nesse momento, no aperto da embaixada panamenha. Rizo  também, apesar de possuir passaporte brasileiro. Através de Angelo, Rizo mandou chamar Murilo, que de bom grado pegou a sua malinha e trocou o seguro e confortável asilo na embaixada italiana pelo caos instalado na embaixada panamenha. Angelo passou na embaixada italiana para despedir-se da mãe e levar Murilo. Entraram na embaixada do Panamá pela janela, lugar por onde também entrava e saía o embaixador, pois  de tanta gente apinhada em um exíguo espaço, a porta já nem se abria. Não restava lugar sequer para sentar-se. Era o caos completo. Desesperado, o embaixador deu um jeito de  retirar do local as crianças, separando-as temporariamente dos pais. Chegaram a aglomerar-se cerca de quatrocentas pessoas num espaço onde, com muito aperto, caberiam umas cem. E essa situação desesperadora só se resolveria quando o embaixador alugou uma casa vizinha, ampliando o território diplomático.

Depois disso, Maria Luíza ainda passaria uma vez pela embaixada italiana. Carmela lembrou-lhe, nessa oportunidade, as pistolas e e revólveres amarrados nos galhos da árvore, que talvez pudessem ser úteis. e pediu-lhe que tentasse uma forma de fazer chegar à Angela, no Brasil, uma carta escrita às pressas. Antes de tomar o avião para Paris, Maria Luíza recolheria as armas camufladas na árvore do quintal da casa de Lia e as repassaria a companheiros chilenos que se organizavam na resistência à ditadura miltiar. Era  a hora de começar no Chile uma história já vivida no Brasil, na Argentina, no Uruguai, em outras partes da América Latina, e que, ainda uma vez, seria revivida na Argentina, com o terror de Estado e a violência elevados ao paroxismo." ( parte Final )

Ainda o "barraco" no lançamento do livro sobre Caio F. Abreu!

Os convidados pra debaterem a vida do Caio F. Abreu na sexta-12/09,no teatro S. Pedro,dentro do Porto Alegre em Cena,da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre ou seja, todos com passagens e estadia pagos pelo dinheiro público - ainda bem que não foi  dia 13 porque senão o "barraco" teria sido maior ainda - foram Gilberto Gawronski( que se apresentou como Betinho) Jeanne Callegari( a autora do livro que estava sendo lançado) Luiz Arthur Nunes( conhecido teátrólogo gaúcho) e finalmente Marcos Breda, também ator. A mediação ficou com Luiz Paulo Vasconcellos, que foi o que menos competiu pro troféu " quem foi mais amigo do Caio F. Abreu!". Luiz Paulo ficou na dele....

" Betinho" que se apresentou como ator e amigo do falecido escritor, foi, a meu ver - pelo pouco que conheci o Caio, pelo amor de Deus estou fora desta corrida maluca pra ver quem foi mais amigo do Caio, ou quem mais conviveu com ele, ou quem mais tempo morou com ele  - o que mais apresentou o Caio como ser humano e não como celebridade. Foi o que mais desmascarou o próprio escritor, sem aquele véu que todo famoso tem pra lhe encobrir o que não é bom que seja mostrado.

Marcos Breda e Luiz Arthur Nunes falaram mais do Caio como autor. Principalmente o Nunes citou todas as peças que Caio escreveu, numa pesquisa. Este pelo menos teve o pudor de se preparar para ir para o debate.
Houve uma pesquisadora da UFRGS( perdão,leitores, não consegui anotar o nome,falha minha) que também levou umas cartas escritas pelo Caio, onde ela acentuou alguns aspectos políticos , principalmente numa delas,dirgida a Luiz Arthur Nunes quando Caio escreve a peça em conjunto com ele chamada " A maldição do Vale Negro" em 1986.
Como o país vivia outro plano econômico, o Caio foi ferino na carta a Luiz Arthur. Citou a Maria da Conceição Tavares( a economista aquela que foi pra tevê chorar quando foi decretado o Plano Funaro e que agora sumiu da mídia). Nesta carta Caio mostra toda sua ironia e seu desconforto com a situação do Brasil. Era um Caio bastante político.Diaria eu até surpreendentemente político.

A doença do escritor
Como é  público e notório, Caio F. Abreu morreu em fevereiro de 1996 em decorrência de AIDS no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Ele nunca escondeu a doença e mostrou coragem até nesta hora. Mas quando recebeu o diagnóstico  da doença, demoliu totalmente seu apartamento em São Paulo,de revolta. Quem falou do Caio doente no convescote da última sexta-feria,dia 12/09 , não sei se foi porque foi o único que conviveu com ele nesta hora ou então porque os demais não quiseram falar, foi o ator " Betinho". Ele contou um fato
- Eu,disse Betinho, queria ir visitá-lo em São Paulo, onde ele estav internado.
Estava temeroso e quando cheguei lá um médico que o tratava chamou-me ao lado e me confidenciou: " olha, ele pode não te reconhecer, não fiques abalado por isto.E Betinho prosseguiu sua narrativa, tirando gargalhadas da audiência no teatro São Pedro:
- Quando abri a porta o Caio deitado me viu e me reconheceu logo e disse em alto e bom som
- Betinho, bem-vindo à Filadélfia!

O médico, contou Betinho, o chamou a um lado e lhe segredou o que era aquilo
- Vejá só, ele está delirando!
Quando Betinho ainda estava no quarto, Caio teve necessidade de ir ao banheiro e pediu ao amigo que o visitava e lhe levava seu conforto:
- Me ajuda na " Maria Callas"( o aparelho que segura o soro no ar pro paciente poder receber o líquido) disse Caio!

Por estas memórias do ator que foi amigo do falecido escritor, pode-se ver que Caio mesmo doente, suportou suas dores com tenacidade e até certo humor. Haja visto em Porto Alegre quando o anunciaram como patrono da feira do livro de 1995
- Estou mais pra Padroeiro do que pra patrono, disse o talentoso escritor gaúcho, que parece que só agora está sendo valorizado.

Em tempo: No final da palestra, um senhor que estava lá identificou-se como o editor em italiano das obras de Caio F. Abreu. E anunciou que novos livros do escritor gaúcho falecido aos 48 anos nascido em Santiago do Boqueirão(RS)- terra de quartéis- em 12 de setembro de 1948, serão publicadas na Itália. Já Graça Mederios, que fez o barraco contra a autora do livro biografia, contouum fato estranho: quando Caio estava doente, ela fez seu mapa astral. E entusiasmada lhe disse:

- Caio está muito bom pro teu trabalho...
É que deu-se conta ela depois, a obra de Caio não morreu e nem poderia. 

Coleguinhas

1)João Carlos Belmonte, da Band AM, está de férias. Quem apresentou o programa Camarote da Band nos domingos,entre 13h e 14h  foi Darci Filho.

2) O " gordo" Danilo Ucha, vai autografar, dia 06/10, de noite, no Shopping Total, na Alameda dos Escritores, seu livro Confraria do Cordeiro. Vão reservando cinquentinha que é o que custo o livro do colega. Editora Palomas, que é do próprio dono do Jornal da Noite. Enfim, é a rede Ucha em ação!

O que eles não fazem por uma boquinha

Alguns nomes que estão rolando no horário gratuito para Câmara de Vereadores da capital:

1) J. Antônio PANCINHA Costa, que concorre sob número 15.640 pelo PMDB

2) Sob número 12.069 concorre Roque Raubes, o " dono do sofazão".Pelo PDT. Seu lema apregoado é : " chega de hipocrisia". Já o entrevistei pruma matéria que fiz pra SEXY. Disse que o "sofazão" é missão de Deus, ou seja, proporcionar prazer às pessoas.

3)Sob número 12.121 concorre Vera Valério( CIGANA).

4) Sob número 14.118 concorre Brasinha, pelo PTB. Brasinha já é conhecido pelo seu carro de som,sempre tocando o hino do Grêmio.

5) Julinho QG concorre sob número 14.222 também do PTB. Já sob número 14.714 concorre o " Papai Noel do Táxi" e sob número 14.614 concorre o DJ Cassiá,todos pelo PTB.

6) Já o PSDC tem um único candidato a vereador: é Ricardo Porto que concorre sob o número 27.027.
Ah, ia esquecendo: tem o Wilmar Canal, cujo lema é " Este é o Canal".  

Será realizado o capeamento asfáltico de cinco ruas no município
com recursos da Consulta Popular 2007

O governo do Estado, através da Secretaria de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano (Sehadur) e da Metroplan autorizou nesta terça-feira (16), à tarde, o início das obras de capeamento asfáltico da Avenida Salomé e das ruas Ouro Verde, Tupã, Macaé e Aimoré, em Alvorada, resultado de demanda da Consulta Popular 2007. A extensão total da obra é de 1,3 mil metros de pista simples sendo investido R$ 500 mil repassados pela Sehadur, através da Metroplan, e o prazo estimado é de 90 dias. A autorização foi assinada pelo secretário Marco Alba e o diretor-superintendente em exercício da Metroplan, Luiz Carlos Valdés Flores.
- Serão feitas melhorias na infra-estrutura viária de Alvorada, através do capeamento asfáltico em vias onde passa o Transporte Metropolitano. Alvorada é o reflexo direto de que os impostos pagos são revertidos em melhoria na qualidade de vida da comunidade -, afirma o secretário Marco Alba, lembrando que isso está sendo feito graças ao equilíbrio financeiro do Estado, obra da governadora Yeda Crusius. – Este governo está zerando o déficit público o que todos diziam ser necessário, mas que só a governadora Yeda conseguiu -, acrescenta.
Estiveram presentes a solenidade o prefeito em exercício da cidade, Arlindo Luiz Slayder, secretários municipais, além do secretário Adjunto e o chefe de Gabinete da Sehadur, respectivamente Luiz Zaffalon e Juvir Costella, bem como representantes dos moradores.
Além destas ruas, o município de Alvorada tem outras obras sendo realizadas com recursos da Consulta Popular. A Presidente Vargas – principal avenida da cidade -, trecho de 4.150 metros de extensão entre a ponte sobre o Arroio Feijó e a Rua Fernando Ferrari, orçada em R$ 2,75 milhões. Também recebem asfalto outras oito ruas do Município: Porto Rico (313 metros de extensão), Sagres (129 m), Santa Rita (114,30 m), Vasco da Gama (131 m), Oceania (611 m), Salgado Filho (450 m), André Puente (448 m) e rua Oscar Schick (141 m), obra orçada em R$ 558.690,26.

Assessoria de Comunicação - Ascom
Secretaria Estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano (Sehadur)
Fone: (51) 3288.4600 / 4610
www.sehadur.rs.gov.br

Palanque

Uma cidade não está se preocupando com eleições para prefeito.É a capital da República, Brasília. Lá não tem prefeito, então não tem campanha.Olhem o que uma leitora mandou-me dizer:
" Aqui em BRASÍLIA não tem prefeito e não sento a menor falta. Tudo funciona da mesma forma que em outros lugares, até melhor.
Além da grande vantagem de não precisar suportar a baixaria e sujeira(literalmente) que as campanhas eleitoras fazem nas cidades".

O " Oscar" da política teve pouco glamour...

Numa cerimônia que deu mais tédio que outra coisa, onde os agraciados só souberam homenagear-se uns aos outros, foi entregue na noite de segunda-feira passada,dia 15/09, o prêmio Springer-Carrier-ARI na Assembléia Legislativa do Estado.O plenário Dante Barrone, local do evento,ficou semi-cheio. Foram escolhidos vencedores ( quem é o júri afinal?) os deputados Márcio Biolchi(PMDB) - hoje na Sedai - Alberto Oliveira(PMDB) e o deputado Fabiano Pereira,do PT,  que durante a CPI do Detran teve muitos holofotes sobre seu trabalho. A entregue dos prêmios - uma estatueta  de Vasco Prado, que,segundo um dos agraciados é bastante " pesado" - teve ainda a presença da jornalista Ana Amélia Lemos, como mediadora de um pequeno talk-show, da governadora do Estado, Yeda Roratto Crusius - que estava apressada no final para ir para um programa de televisão - do senador do PMDB, Pedro Jorge Simon ( sua presença foi justificada pelo fato dele ter ganho seis vezes o prêmio Springer) e é lógico, do presidente da Assembléia Legislativa do Estado,deputado Alceu Moreira(PMDB). O presidente da Associação Riograndense de Imprensa(ARI) Ercy Torma, no final do evento evitou uma gafe do cerimonial da Assembléia Legislativa quando haviam deixado de fora a jornalista Ana Amélia, que mediara o talk-show.Ela também foi chamada ao palco para a foto oficial.

Todos "comportadinhos"

Quando Ana Amélia Lemos iniciou o talk-show ela começou perguntando ao senador Pedro Simon e lhe deu apenas " três minutos"  pra responder. Simon, um conhecido verborrágico, - só perde para o ex-governador Leonel Brizola - falou apenas dois minutos. Depois que Simon fez isto, todos os demais, tanto a governadora Yeda, como os três deputados agraciados tiveram que por fidalguia " encurtar" suas respostas.
- Vocês estão muito comportadinhos, disse Ana Amélia Lemos aos seus perguntados.
- É o medo de você, retrucou,sincero , Pedro Simon. 
Simon, por sinal, foi quem lembrou os " tempos sombrios" do regime militar quando segundo ele  o Congresso Nacional fora fechado e todas as assembléias também, menos a do Rio Grande do Sul porque aqui" quem detinha o poder não encontrou nada contra nenhum deputado".

Ao final da entregua, Ana Amélia Lemos recebeu um bilhetinho. E então passou a dar apenas 30 segundos pra cada resposta. É que a governadora tinha um compromisso numa rede de tevê e os demais tinham que ir para o vestíbulo onde foi improvisado uma arquibancada e deram entrevista a Rodrigos Lopes e Kátia Suman, da TVCOM. O evento terminou com um coquetel onde a maioria dos convidados eram dos deputados agraciados.

A opinião dos leitores sobre uma nova ponte no Rio Guaíba

Amigos a travessia é uma coisa necesaria. mas saiu na zero hora uma pessoa dando uma opiniao porqu nao se coloca um terminal de gaz junto a ponte e faz um pequeno gazoduto ate o terminal. e faz passar os navios do polo pelo jacui. mas ai como eles irao ganhar uma conceesao por mais vinte anos e colocar um novo pedagio em junto a ponte ....porto alegre esta citiada. pena que é legalmente. e agora quem podera nos salvar. Andre Worm

Todt / R.Correa

A R.Correa Engenharia está apresentando, a partir desta semana, os apartamentos decorados de seu lançamento do empreendimento residencial Urbano Petrópolis, localizado na Rua Corte Real, n° 82, a apenas meia quadra da Av. Protásio Alves, em frente ao restaurante Barranco. O Urbano Petrópolis foi recorde de vendas na fase de pré-lançamento e os visitantes do show room poderão conhecer quatro apartamentos decorados e mobiliados, na opções de 3, 2 e 1 dormitórios, além de stúdios. A estrutura e a alvenaria do prédio estão em fase de conclusão, tendo sido iniciado agora o trabalho de acabamento. A entrega aos adquirentes está programada para outubro de 2009. O edifício terá 16 pavimentos, num total de 140 apartamentos com áreas privativas entre 41,11 a 80,91 m² e 168 vagas de estacionamento. O prédio contará com sala de ginástica – fitness, vestiários de serviço, sistema de porteiro eletrônico, guarita blindada e tubulação para instalação de câmeras. As áreas de uso comum serão entregues mobiliadas e equipadas. Um dos destaques do empreendimento é um bosque com mais de 1.800 m² de área preservada para lazer, com quiosque, trilha estação ginástica, redário, mesas de xadrez, casa da árvore, playground multiativo e deck contemplativo. As unidades têm prestações mensais a partir de R$ 545,00 e saldo  com financiamento bancário em até 30 anos.

Coleguinhas

1) Furunguei,furunguei e achei o paradeiro do Gustavo Motta, do Espaço Aberto, da rádio Guaíba: está em Caxias do Sul, fazendo a campanha de Zé Ivo Sartori à reeleição.Volta à Guaíba no dia 03/10.

2) Falando em Guaíba, como madruguei,hoje, 17/09, ouvi o " Acorda Rio Grande" apresentado por três pessoas. Acho que ali o provérbio, um é pouco,dois é bom,três é demais se enquadra perfeitamente.Wladimir Oliveira, Fernanda Bagatini e Ticiano Kessler ficam meio que querendo falar juntos. Um pouco afoitos demais....

3) Turma do Sindicato dos Jornalistas-RS foi na terça-feira à noite, 16/09,  comer um carreteiro em SÃO LEO, onde mora o presidente Zé Nunes. Árfio Mazzei que preparou o regabofe foi lá pelas três da tarde, carregando muito charque e arroz. E não quis saber de carona, porque iria se atirar no trago. Voltou de " Zurb" mesmo.

4) Sílvio Lopes,candidato a vereador em Porto Alegre, que se apresenta  na propaganda gratuita do rádio e tevê  como jornalista   não está registrado como tal  no Sindicato dos Jornalistas-RS. Seu registro é de diagramador.

5) Rogério Mendelski reclamou dia 16/09 de que o último lançamento da GM está sendo vendido com ágio nas revendedoras de automóveis. Renato Rossi, especialista no assunto, não sabia.

Noticias de Paris

"O problema e que e dificilimo achar um cyber aqui em Paris. alem disso os franceses acham que sao o umbigo do mundo entao ate a ordem do teclado e diferente, a gente vai escrever e naos sao, o m esta no lugar do y , o a no lugar do q ,tudo enfim dificil. Estou em Paris, no Boulevard Saint-Germain, muito bonito e cheio de reustaurants, hier, je suis alee a Giverny ver o jardins de Monte e a Normandie, Vernon, lindeerrima, uma cidadezinha medieval, e amanha me voy a Bruges, Belgique. Au revoir."

Arquisul é a primeira PME Gaúhra e sétima que mais cresce no Brasil

A Arquisul Construções e Incorporações, de Porto Alegre, foi classificada em sétimo lugar na pesquisa “Pequenas e Médias Empresas que Mais Crescem no Brasil” em 2008 da Exame PME/Deloitte, com receitas de R$ 27,3 milhões em 2007, representando um incremento de 301% em relação ao ano de 2005. O lucro líquido da empresa, que era de R$ 803 mil em 2005 passou a R$ 6,1 milhões em 2007.
A empresa ostenta números invejáveis, onde sobressai, por exemplo, a relação entre o patrimônio líquido e o capital de terceiros, que é de apenas 7,2%. O que demonstra a sua total independência de capital de terceiros.
Nos seus 39 anos de existência, a Arquisul já construiu mais de 550 mil m² de obras sendo que para 2008, projeta faturar R$ 65 milhões, elevando seu lucro líquido para  R$ 7,6 milhões.

Lançamentos: A Arquisul programou para os próximos meses mais quatro lançamentos imobiliários, todos com ótima localização: o primeiro no bairro Petrópolis, rua Dario Pederneiras, seguido por empreendimento no bairro Menino Deus, Rua Gonçalves Dias, outro na Rua Cristiano Fischer próximo à PUC e um lançamento que será um misto de prédio comercial e residencial no bairro Petrópolis com sistema pay-per-use em conseqüência de uma tendência do mercado imobiliário.

Estratégia: O diretor da Arquisul, Paulo Silveira, atribui este desempenho à conjuntura favorável do mercado imobiliário brasileiro, viabilizada pela reativação da economia e pela disponibilidade de financiamentos para a/2. produção de habitações, juntamente com a redução dos juros e a ampliação dos prazos de amortização para o comprador.

O empresário entende também que esta performance da Arquisul prova que há espaço para o crescimento de médias construtoras regionais, apesar do avanço de grandes grupos do centro do País que captaram vultosos recursos na Bolsa de Valores. “Optamos por manter nossa independência, sem nos associarmos com grupos de fora, adotando, como estratégia, a operação com capitais próprios, tendo como forte diferencial competitivo nosso conhecimento do mercado, o que nos permite modelar os empreendimentos de acordo com a efetiva demanda dos clientes”, diz.
O empresário igualmente aponta como responsáveis pela expansão da
Arquisul alguns fatores que formam o diferencial da empresa: seleção de terrenos nos melhores bairros, novos métodos e desenvolvimento de tecnologias construtivas, equipe de venda própria que garante ao cliente atendimento personalizado às suas necessidades e o serviço de pós-venda.

Novo mercado: Nos planos futuros da empresa, revela Silveira, além da consolidação da atuação no mercado imobiliário da classe média, está também a penetração no chamado segmento econômico, na região metropolitana de Porto Alegre.
Além disso, está estudando a possibilidade de desenvolver produtos em cidades médias do Rio Grande do Sul, bem como em cidades-pólo do estado de Santa Catarina

Estórias do Vale do Taquari

O meu amigo Mazzarino pode me confirmar se estas estórias tem sentido ou não. Mas eu vou contá-las:

Guazzelli chegou em Muçum e abraçado no amigo, dava voltas no meio da chuva:

Esta é muito boa. Me contou um cidadão que viveu anos em Muçum - hoje está em Uruguaiana. No tempo que Guazzelli era Governador do Estado pela Arena, houve uma grande enchente em Muçum. Todos os prefeitos da região do Vale do Taquari foram até a cidade esperar o governador no meio da cidade. Guazzelli chegou de helicóptero e desceu no meio da cidade.
Como chovia , estavam todos de guarda-chuva. Guazzelli desvencilhou-se dos assessores que seguravam o guarda-chuva pra ele e quando viu seu amigo Nestor Natalício Dalla Lasta no meio de um gramado,sem guarda-chuva foi correndo abraçá-lo.
Quem viu a cena a recorda até hoje. O governador e seu amigo dava voltas no meio do barral,abraçados, exclamando de felicidades pelo reencontro. Enquanto os prefeitos estavam todos à espera da solução da enchente em plena praça de Muçum.
Nestor Dalla Lasta, que é contador,  ainda vive. Foi da antiga UDN(União Democrática Nacional) como Guazzelli e chegou a vereador.
Quando ele vinha visitar o governador no Palácio Piratini,geralmente acompanhando alguém da região, Guazzelli fugiu pelos fundos do seu gabinete e iam na cozinha tomar cafezinho e conversar a sós.
O repórter político João Carlos Terlera - que é de Muçum - conta que Guazzelli
sempre perguntava pelo " Natalício" quando o via.

Outra do Nestor Dalla Lasta 

Certa feita ele chegou num sábado com um monte de gente e bateu à porta da casa do advogado Omar Ferri em Encantado.
E queria que Ferri se fizesse passar por juiz de paz e casasse dois apaixonados que estavam fora da porta esperando com padrinhos e tudo.
- Eu não posso, Dalla Lasta, não sou juiz de paz...
- Faz que é argumentava o amigo. Ferri topou e fez o casório. Saíram de lá todos felizes.

Esta é de Serafina Correa, La Undeze, como era conhecida.

O padre começou a missa do domingo de manhã. Mas lá encima no lugar onde ficava o órgão uma mulher subira sem calcinha. O padre,esperto, ficava só na dele, olhando aquela beleza toda.
Pra não chamar muito a atenção, ele dava uma olhadinha, voltava a rezar a missa e olhava novamente.
Eis que senão o padre resolve "alertar os gansos"
- Ninguém olha pra cima, aquele que olhar vai ficar imediatamente cego.

Um colono, meio esperto, desconfiou que tinha gato na tuba.
- Ah padre,disse em talian. Um otcho mi lo arrisco( Ah, padre, um olho eu arrisco)
Ato seguinte, tapou um olho com um dedo e olhou pra cima...

Golpe Chileno de 11 de Setembro

Capítulo OS CAMINHOS DE SANTIAGO: a dispersão ( Parte II )
Do livro "Companheira Carmela" de Maurício Paiva, editora Mauad, ano de 1996.


"Foi somente no terceiro dia do golpe, suspenso o toque de recolher por algumas horas, que Carmela pôde tomar um ônibus para a região central de Santiago, e dali dirigir-se à casa de Lia, onde esperava encontrar os filhos. Nesse mesmo dia, o único brasileiro seu vizinho,igualmente banido, o Nóbrega, resolveu atender à convocação de " um bando" e , ingenuamente, apresentou-se em seu local de trabalho. Lá, como em todo lugar no Chile, havia gente dos dois lados das trincheiras. E ele caiu numa armadilha. Salvou-se , por milagre, de um fuzilamento. Conseguiu escapar no último segundo, com um tiro no pé, e foi socorrido por um padre, que o conduziu à embaixada da Suécia.

Carmela entrou com todo cuidado na ruazinha sem saída onde ficava a casa de Lia. Atenta, ouvindo no silêncio da rua os próprios passos, chegou até a porta da penúltima casa. Ouviu o borburinho lá dentro, antes de tocar a campainha. . Foi Lina quem atendeu. E ela deparou-se, na sala, com uma multidão de brasileiros desnorteados, entre os quais Murilo e Rizo. Angelo já havia passado por lá, tomando pé da situação e saído. Sem documento, a situação de Murilo era das mais delicadas.A do Angelo, ao contrário, era relativamente segura, naquela contingência. Falando fluentemente a língua, com perfeito sotaque chileno,estudando e fazendo residência médica nol hospital JJ Aguirre, só mesmo faltaria a ele uma boa documentação para se transformar em " peixe na água". Pois,tinha-a. Possuía uma carteira de identidade e um passaporte chilenos. Falsos, evidentemente. Mas excelentes, com identidade real emprestada por um amigo chileno, um chileno da boa cepa, cujo sobrenome representava, por si só, um insuspeito salvo-conduto.Como ocorrera a toda gente, Murilo também havia ficado retido pelo toque de recolher em seu aparetamento, na Diagona Paraguay. Como todo mundo, também despejara na lixeira do prédio a papelada comprometedora. Escondera, como lhe fora possível, a pistola,e descera dois andares para conversar com um companheiro chileno , do Partido Socilaista, um quadro bastante conhecido e que, por isso, certamente seria fuzilado se caísse em mãos dos golpistas. Murilo identificou-se ao chamá-lo à pórta e encontrou-o na sala do apartamento, sentado a uma cadeira, metralhadora ao colo e dois carregadores ao lado, no chão. Tentou, a todo custo, convencê-lo a sair dali tão logo fosse suspenso o toque de recolher, propondo-se a arranjar-lhe um local seguro para ele se esconder por uns dia - decerto, pensou na casa da Lia. Mas o clhileno foi irredutível.
- NO, COMPAÑERO,YO VOY A ESPERARLOS ACÁ.

Com o ódio estampado no rosto, mas aparentemente calmo, o chileno estava determinado a matar e morrer. Suspenso o toque de recpolher, Murilo e Rizo foram para a casa de Lia. Rizo ainda retornaria uma vez ao apartamento para buscar algumas roupas , objetos e a arma de Murilo. Contudo, eles nunca mais tiveram notícias do vizinho chileno( O autor,- Maurício Paiva -, morava em frente àquele prédio, à distância de meio quarteirão, e acompanhou, pelas explosões de granadas e rajadas de metralhadoras, um renhido combate que se travou num dos seus andares. Nãos e sabe,porém, quem foi morto nesse enfrentamento.) Na agitada confusão na casa de Lia, tomou-se logo uma decisão: mais cedo ou mais tarde todos teriam, por suposto, de tomar o rumo de uma embaixada, mas Murilo não podia esperar. Tinha que entrar rapidamente numa embaixada. Banido, sem documento algum, se apanhado numa redada dos golpistas seria provavelmente fizulado. Carmela dirgiu-se,então, à embaixada da Itália para tentar asilo para Murilo. Falou com o embaixador. O homem, espalhafatoso, extremamente nervoso, se descabelava. Não, não podia conceder asilo a ninguém. Ela,sim, poda recolher-se à embaixada, por direito. Mas o filho não. Ela argumentou,apelou, disse que o filho corria sério risco de fuzilamente se fosse apanhado pelos militares golpistas. A custo, o embaixador acabou cedendo. Como uma concessão ecepcional. Mas logo, logo, ele teria razões de sobra pra descabelar-se: os altos portões de ferro da embaixada bem trancados, uma dupla de carabineiros de guarda à porta, muita gente começou a saltar os muros laterais. Carmela deixou a embaixada italiana e retornou à casa de Lia.
- Tudo bem - disse ela, ao chegar. - Eu e o Murilo podemos ir para a embaixada italiana. Agora eu passo de novo por lá, deixou o Murilo e sigo para Cerrillos, para ver como estão os baianos e apanhar as minhas coisas. 
- Cerrillos??? - ouviu-se na sala um core de vozes. - De jeito nenhum! Se é perigoso sair de lá, imagine entrar ! Voltar a Cerrillos, nem pensar!

Não, que tirasse da caebala essa idéia tola de voltar a Cerrillos. Tão logo se fizesse possível, eles - disseram vagamente - tratariam de avisar Nemésio e Sonia do destino dela e apanhariam as suas coisas. O que tinha que fazer era levar Murilo para a embaixada,sem demora. Depois de recolher o arsenal de pistolas e revólveres e , com a ajuda de Lina, tratar de mauflá-los nos galhos de uma árvore do quintal, ela saiu como que arrastando Murilo, que a acompanhou emburrrado, contra a vontade, resmundando que era ùltima vez na vida que se asilaria. Lia os levou até o portão da embaixada, de onde retornou chispando para casa, antes que fosse apanhada na rua pelo toque de recolher. O primeiro asilado com quem ela deparou-se na embaixada foi o seu professor de Marxismo no Pedagógico, que a essa altura já sabia há muito tempo que a luta de classes no Chile ia dar no que deu. Nisso, aliás,não se distinguia de tantos outros analistas clarividentes, alguns dos quais brasileiros, que, não obstante a lucidez das suas análises " a posteriori" , não conseguiam explicar como haviam sido apanhados de calça na mão pelo golpe. O professor, chileno, entrara na embaixada na cola da sua mulher, que era italiana. E já começava bêbado o seu exílio. Devia ter a bolsa cheia para subornar os serviçais da embaixada, que he compravam, lá fora, os vinhos. Sempre bêbado, inalcansável na sua inexpugnável fortaleza, o professor tornara-se " mui macho", insultando, aos gritos de " huevones" com seus gestos característicos, os carabineiros postados frente aos portões.

Angelo continuava no hospital JJ Aguirre e, paramentado de médico, circulava de ambulância pela cidade, às vezes só, às vezes com Maria Luíza. De vez em quando os dois passava,de ambulância, pela embiaxda da Itália, onde entravam e saíam com toda a naturalidade, como médicos em serviço. De modo que, se quissesse, Angelo poderia ter também se asliado ali. Não quis, precisava de mais alguns dias para encerrar o trabalho no hospital. Depois decidiria o que fazer, par aonde ir. Na segunda vez que Maria Luiza passou pela embaixada, Carmela pediu-lhe que fôsse até a casa dos baianos, em Cerrillos, verificar como estavam eles e trazer as suas coisas. Maria Luíza foi. À porta, sentiu que a casa estava abandonada. Chamou e ninguém atendeu. Notou,então, que a porta da rua estava apenas encostada. Empurrou-a e viu uma mala a um canto da sala. Abriu-a e reconheceu as roupas de Carmela, arrumadas com zelo. Pegou a mala, encostou de novo a porta e foi embora. É possível que algum vizinho a tenha visto, dissimulado atrás de uima janela entreaberta. Era assim a Santiago daqueles dias: o único risco era ser passado pelas armas. Com o toque de recolher do fim da tarde até o amanhecer do dia seguinte, a cidade ocupada por militares que por qualquer motivo, ou mesmo sem motivo algum, puxavam o gatilho, a gatunagem tornara-se extremamente arriscada e os ladrões entrarm em recesso. Quer dizer, recolheram-se até que passasse a borrasca os gatunos desqualificados. Porque, nessa Santiago dos dias que se seguiram ao golpe, muita gente grã-fina, atém de oficiais do Exército e dos " Carabineros" não perdeu a oportunidade de uma expropiação em regra dos estrangeiros que lotaram as embaixadas ou saíram desabalados do país. A ralé da gatunagem saíra de cena, enfim, para dar lugar aos gatunos de classe, aos mallandros de alto coturno.( Prossegue....)

Carlos Nobre para amenizar a segunda-feira

Um tema bem atual: " Na Bolívia os governos são descartáveis".

" Na Bolívia, são 18 candidatos à Presidência da República. Acho pouco. Lá todos os meses, derrubam um."

"Deu em ZH que um grupo de arqueólogos descobriu, na Bolívia, os mais antigos fósseis já encontrados na Amércia do Sul. Engraçado, eu sempre pensei que os fósseis mais antigos fossem os da Academia das Letras".

Ainda o Nobre

Epitáfios
DE UM MÚSICO: Aqui jazz.
DE UM PEDESTRE: O ônibus correu mais.
DE UM RADIALISTA: Saiu do ar.
DE UM COVEIRO: Foi a sua vez.
DE UM PIPOQUEIRO: Encheu o saco.
DE UM TRAVESTI: Não estava acostumado a correr da polícia de salto alto.

Lançamento de biografia de Caio Fernando Abreu no S. Pedro termina em "barraco"

A taróloga e especialista em  mapa astral Graça Medeiros, conhecida entre os amigos por " Gracinha" ,  provocou um "barraco" e um mal-estar geral,acabando com um debate sobre a obra de Caio Fernando Abreu no teatro S.Pedro  na sexta-feira, dia 12/09. O evento lembrava os 60 anos do escritor Caio Fernando Abreu.  O motivo do " barraco" foi o lançamento da biografia de Caio Fernando Abreu, de autoria da jovem Jeanne Callegaro: " Você como jornalista não deveria fazer isto.Você usou um amigo meu, que foi seu professor, pra me entrevistar alegando que era para uma tese  de doutorado e agora publica meu depoimento  e minha foto num livro. Só não vou entrar na Justiça porque...." desabafou a taróloga que foi  amiga de Caio Fernando Abreu " durante 28 anos" conforme ela.Graça lamentou em público o fato também de que nem um exemplar ela recebera da autora. Callegaro disse que os exemplares  não haviam ficado prontos.

O ator Marcos Breda,depois do desabafo de Graça Medeiros, meio que botou uma " ducha de água fria" no "barraco",lembrando que Caio Fernando Abreu se incomodava e tinha dificuldades em lidar  com " as coisas menores do dia a dia". Uma indireta às duas,embora a autora do livro, Jeanne Callegaro, não tenha discutido em público com Graça Medeiros.Callegaro  disse: " lamento que você esteja se sentindo assim". Graça Medeiros estava muito indignada, quase descontrolada.
  Logo após a palestra dos convidados,a taróloga Graça Medeirtos, que os amigos conhecem por " Gracinha" pediu a palavra e mostrou toda sua inconformidade com o fato de não ter autorizado a inclusão de seu depoimento em um livro porque segundo ela, quando foi procurada a alegação era para uma tese de doutorado.Jeaane Callegaro, em público disse apenas que " lamento que você esteja se sentindo como está. Mas eu tirei aquilo que você pediu para ser tirado".

Contrária à divulgação que se tem dado às cartas que Caio Fernando Abreu escrevia aos amigos, Graça Medeiros disse que nunca se esquivou de dar depoimentos a estudantes que a procuram pra falar da obra e do amigo, mas que discordava da inclusão do que dissera e de sua foto no livro biográfio que estava sendo lançado.. O livro, na verdade, é a primeira biografia sobre Caio Fernando Abreu. Até agora apenas tinham saído fragmentos.
" Caio jogou um copo de uísque no repórter da Veja"! Quando pediu a palavra Graça Medeiros disse que não queria estragar o evento como uma vez ela viu o próprio Caio Fernando Abreu fazer com o repórter Okky de Souza que publicara na revista VEJA que Darci Penteado estava com Aids. " O Caio jogou seu copo de uísque no Okky" lembrou a taróloga, dizendo que o falecido escritor ficara indignado com a revelação daquela situação íntima de Darci.

 O autor de teatro, Luiz Paulo Vasconcellos, que mediou o debate sobre Caio Fernando Abreu no Foyer do Teatro S. Pedro encerrou o evento e convidou os presentes à sessão de autógrafos que Jeanne Callegaro faria em seguida.
Tinha tudo pra ser um happening porque dia 12/09,Caio F. Abreu, se vivo estivesse completaria 60 anos. Ele morreu em fevereiro de 1996, portanto há 12 anos atrás.
Entre os convidados do Porto Alegre Em Cena para o debate sobre a obra de Caio F. Abreu esteve a jornalista Jeanne Callegaro - da revista Época - autora da primeira biografia do escritor gaúcho que morreu em conseqüência de Aids.

Passagens do escritor!

Os presentes contaram algumas particularidades sobre a vida do escritor. Um ator de teatro, que se identificou apenas por " Betinho"disse que morou com Caio F. Abreu no Rio de Janeiro.E, para os que conheceram o escritor em vida, foi o que melhor descreveu o comportamento do falecido escritor gaúcho." Uma vez ele foi convidado a dar uma palestra numa faculdade. Chegou lá e botou aquela música da Rita Lee que diz que toda mulher é meio Leila Diz" contou Betinho.

Outra das facetas de Caio foi ainda revelada por Betinho: Quando estava doente, nós íamos num barco-bar que tinha ali perto da Usina do Gazometro e como ele já não podia beber, dizia que aquilo era bom porque o barco balançava e assim achava que ele tinha bebido".
Betinho descreveu o homem Caio, nem o personagem,ou a lenda que se criou em volta dele,depois de sua morte.

Luiz Arthur Nunes que escreveu a peça " A maldição do Vale Negro" junto com Caio F.Abreu em 1986 disse que a peça na verdade foi uma grande brincadeira dos dois colegas. " Foi a fase da Haddock Lobo" explicou, lembrando do tempo que o escritor gaúcho morou neste endereço em S. Paulo.

Pra começar bem a semana, uma de argentino, mandada pela amiga Rosa Cavalheiro Loureiro,
que cuida da sala J.C. Terlera, na ALE

Um Argentino chegou na Rodoviária em São Paulo e pediu uma informação:

- Oye! Onde tiene un autocarro pra ir asta la estacion para apanhar un  comboio para Itaquera?
- Aqui não chamamos autocarro, chamamos ônibus.
- OK. Entonces, como apanho o onibus pra ir asta la estacion e apanhar o comboio?
- Aqui não chamamos estacion, chamamos ferroviária.
- Muy bien. Entonces, onde tem o ônibus pra ir até à ferroviária e apanhar o comboio?
- Aqui não chamamos comboio, chamamos trem.
- Caramba! Entonces, my hermano, como apanho o ônibus pra ir à ferroviária para apanhar o trem?
- Aqui não dizemos apanhar, mas sim pegar.
- Carajo, dejas de bromas!! Muy bien, como pego o ônibus pra ir à ferroviária para pegar o trem?
- Não precisa ir, é aqui mesmo...
- Porra! Hay que preguntar: Como é que ustedes chamam 'filho de la  putana'acá en Brasil???
- Não chamamos. Eles vêm da Argentina sem ninguém chamar...

Barzinho da ARI

1)Hoje,dia 15/09, às 19h30minutos no auditório Dante Barrone entrega do Prêmio Springer na Assembléia Legislativa do Estado. Presenças de Yeda Crusius, Alceu Moreira,entre outros. Atenção " papa-coquetéis": haverá  comes e bebes  a partir das 21 horas.

2)No último sábado, Sílvio Ferreira, que já trabalhou na Emater e que agora está em Sta Cruz do Sul apareceu no barzinho depois de um bom tempo. Tempos atrás ele tomou um porre tão grande no barzinho, que saiu de fininho, de lá, meio que " fugando"!

3) Antônio Goulart foi sábado,dia 13/09, no piquete da Afisvec comer uma " costela" convidado pelo seu  colega de Irpapos, Kieling. Um gaiato comentou a respeito: " Os homens certos no lugar certo"...

4) Elmar Bones da Costa, por meio da editora JA, lançará na próxima feira do livro um  trabalho sobre navegação do Rio Grande do Sul escrito por Geraldo Hasse.

5)Os amendoins tenros não voltaram ao barzinho da ARI. E até a linguiçuinha que o barmen Adolar fazia sumiu. Agora são umas " bolachinhas" com um grude no meio.

6)Ayres Cerutti achou um colega da Rádio Guaíba que vai transferir das fitas que estavam jogadas num quartinho da ARI para CDS todas as reportagens de rádios que haviam sido inscritas para o prêmio Ari de Jornalismo. Ficarão para o departamento de memória da entidade, a ser organizado.

Caxias do Sul com eleição embatucada...

O ex-prefeito Mansueto Serafini ao contrário das últimas pesquisas,acha que a eleição em Caxias está embatucada. Tanto pode ganhar o atual prefeito,Sartori, como o deputado federal do PT, Pepe Vargas. " Daqui há 10 dias" te digo quem vai ganhar,disse-me que ainda " não saiu por aí". Searfini estava viajando.

O senador Sérgio Zambiazi não tem pintado em Caxias do Sul neste campanha onde seu partido, o PTB , tem, apenas uma comissão provisória. Zambiazi queria que Serafini, qué é do PTB fosse o vice de Pepe. Serafini não quis. Colocaram uma militante do PCdoB.

Coleguinhas

Foto 1: Egléa Lôri dos Santos Dória nasceu em Caxias do Sul, em 02.07.1956. Filha de Osvaldo de M. Dória e de Preciosila dos Santos Dória.  Trabalhou na RBS TV,quando era ainda TV Gaúcha, na primeira equipe quando o chefe de reportagem era Florianão Correa e a equipe  de repórteres era constituída de nomes como  Athaídes Miranda,Heidy Gherard, Timóteo Lopes,Geraldo Canalli,Roberto Thomé, Regina Lemos,entre outras feras do jornalismo televisivo gaúcho. Era repórter. Se não me engano, a Egléa, como é conhecida entre os colegas, fora antes ou depois da entrada no jornalismo, aeromoça. Também trabalhou na TV Guaíba, canal 2, atual Record. Também esteve na Rádio Difusora. Eu a conheci quando era assessora de imprensa do falecido presidente Gastão Prudente, no Setcergs.Depois a perdi de vista. Onde andará  Egléa?

Foto 2: 0 Quem é o sujeito desta foto? quem acertar pode escolher um livro meu. Mas não vale o próprio, senão perde a graça. 

Lei Arouca: as bases genéticas da falta de percepção
Marcio de Almeida Bueno (jornalista Mtb 9669) - Assessoria de Imprensa

No primeiro semestre deste ano, a senadora Marina Silva defendeu o ensino do criacionismo nas escolas, após participar de um simpósio sobre o assunto, ainda como ministra do Meio Ambiente. Pois o criacionismo, que é uma das inúmeras crenças religiosas a respeito do surgimento da vida, passaria a ser comparado à Evolução, ciência que explica por meio de claras evidências ao longo da história, e na própria composição dos organismos atuais, a trajetória da formação de novas espécies ao longo dos milhares de anos. O criacionismo é apenas um dos mitos sobre a criação do mundo e do ser humano, e deve ser respeitado como qualquer outro de qualquer religião, mas nunca comparado a uma teoria que é base da Biologia e de tantas outras ciências, até hoje nunca refutada. Muito ao contrário, com as descobertas mais recentes sobre o código genético, a teoria de Charles Darwin fica a cada dia mais consistente e fascinante.

As descobertas do naturalista Darwin seguem até hoje como uma espada que corta, provoca e derruba nosso orgulho mais básico. Concordo com os pesquisadores Richard Wrangham e Dale Peterson, que escreveram o livro ‘O Macho Demoníaco: As Origens da Agressividade Humana’, que talvez o orgulho seja a principal característica dos grandes primatas - e, neste grupo, estamos incluídos. Uma característica que turva a percepção. Aí entra a aprovação da Lei Arouca. Pois como explicar que ainda hoje, em face de tantas tecnologias e formas de obter novos conhecimentos, ainda se pratique a barbárie do uso de animais sencientes em pesquisas científicas - de caráter nem sempre claro, nem para os próprios pesquisadores? E como explicar que, embora existam muitas alternativas ao uso de animais de laboratório, e que na Europa estas já venham sendo usadas em diversos hospitais, centros de pesquisas e centros veterinários, aqui no nosso Terceiro Mundo preferimos pagar mais caro por ‘modelos vivos’ que dão lucro à imensa indústria de animais?

Uma explicação para que a humanidade siga sobrepujando os animais, negando-lhes o estado de direito, humilhando suas necessidades mais básicas, pode ser a vergonha de admitir que os animais pertencem à mesma natureza humana ou que o ser humano é, enfim, um animal. O ser humano nega estender os direitos morais por diversas razões, desde o preconceito chamado especismo, até por que reconhecer que os animais têm direitos fere mais uma vez o orgulho humano, como muitas vezes na história já aconteceu. Desde o século de Darwin, é deveras difícil assimilar e admitir que não somos o centro do Universo e, se requeremos direitos de sermos respeitados e valorizados nos nossos instintos mais básicos, nada mais natural que estender esses direitos a animais que, como nós, ou como muitos de nós, sentem medo, dor, afeto e possuem até capacidade de abstração. Nada mais lógico que, se nos regalamos seres dotados de capacidade intelectual, devemos por essa mesma razão aguçar nossa percepção para as necessidades dos outros animais, e não continuar seguindo no egoísmo puramente preconceituoso de colocar a humanidade em primeiro lugar. De fato, colocar o ser humano em primeiro plano não contribuiu para que o mesmo ficasse ileso das conseqüências de seus atos diante da Natureza. A cada dia, percebemos que nossas ações, ao contrário do que gostaríamos, nos coloca como seres frágeis diante de um cataclisma ambiental.

Imaginar que o criacionismo deva ser ensinado nas escolas junto com as idéias evolucionistas, desprezando as demais crenças religiosas e misturando-as com fatos comprováveis e básicos da ciência, é querer preservar o pseudo-poder que nos arrogamos há muitos séculos atrás, quando tais disparates até eram admissíveis em face da ignorância da época. Mas, hoje, não. Ora, quem hoje considera plausível a teoria de Charles Darwin - e ela é, pois é a base da Biologia e de muitos estudos a ela relacionados - certamente precisa considerar as implicações morais desta brilhante descoberta. Tom Regan defende que não é apenas o sofrimento que infligimos aos animais que está errado. “O que está fundamentalmente errado, em vez, é o sistema inteiro, e não seus detalhes. Pela mesma razão que mulheres não existem para servir aos homens, os pobres para os ricos, e os fracos para os fortes, os animais também não existem para nos servir”, aponta. Que já nos serviram, e muito, durante o desenvolvimento humano, não é justificativa para que sigamos explorando, mesmo com tecnologia e inteligência suficientes para utilizar alternativas - que já existem - e criar novas. Não há justificativa moral para a traição que lhes causamos.

Nossa responsabilidade moral por sermos sujeitos que modificam o mundo não nos confere o direito da tirania sobre os animais. Muito ao contrário, nos coloca a obrigação moral de libertar e reparar, se é que é possível, nossos erros. Mas, para tanto, é preciso percebê-los.
* Ellen Augusta Valer de Freitas, bióloga

FETUR – Torres recebe inscrições pela internet

Desde hoje, o site na internet da organização da FETUR - Feira de Turismo e Hotelaria - que será realizado em Torres no mês de novembro, está recebendo inscrições no endereço www.fetur.com.br

A feira é um balcão de negócios realizado pela FUNDEST - Fundação para o Desenvolvimento Sustentável de Torres s Região. Carlos Lange. Presidente da FUNDEST, está entusiasmado com a aceitação do evento pela comunidade regional e pelo apoio que tem recebido do trade turístico do sul do Brasil. “A FETUR é uma alternativa de negócios entre os fornecedores da hotelaria e da gastronomia do litoral e as empresas que estarão abrindo a temporada de verão em dezembro”. A feira será realizada entre os dias 27 e 30 de novembro de 2008.

Contatos para informações ou para participação como visitante ou como expositor podem ser feitos pelo telefone 51 3311 2650 com a Srta. Marlene.

Juslegal realiza sua 1ª Conferência

A Juslegal – Associação Justiça e Legalidade, criada em 19 de agosto, realiza no próximo dia 16 de setembro, no Centro de Eventos da PUC, às 18h, sua I Conferência, com a seguinte programação:
 Subscrição de capital na sociedade anônima: a lei e a jurisprudência

MODESTO CARVALHOSA
 Limites do ato de julgar no Estado Democrático de Direito

ADÃO SÉRGIO DO NASCIMENTO CASSIANO
 * inscrições pelo site www.juslegal.com.br ou pelo fone 3013-3833
 
A associação tem como principal finalidade mobilizar a cidadania em defesa do estado democrático de direito, em razão dos generalizados abusos, desvios e irregularidades verificados nos setores público e privado.
Visa ainda promover, especialmente na comunidade jurídica, a discussão sobre a organização, o funcionamento e a necessária obediência do Judiciário ao ordenamento jurídico, questão que será tratada já no seu primeiro evento.
Além da defesa das garantias fundamentais, inerentes ao estado democrático de direito, a entidade pretende desenvolver campanhas e atividades de esclarecimento e mobilização da sociedade, pelos direitos do cidadão enquanto contribuinte, usuário ou contratante de serviços públicos ou privados, investidor ou consumidor. 

SETCERGS Debate reunirá candidatos à prefeitura
no Complexo Logístico Porto Seco de Porto Alegre
 

A próxima edição do SETCERGS Debates- 2008 será realizada no dia 16 de setembro de 2008, das 19 h às 21 h, no Salão Social do Porto Seco - Logística & Transporte (Av. Plínio Kroeff, 1.000 – Porto Alegre).  Com o patrocínio da OmniLink, o evento tem a finalidade de proporcionar aos associados do Sindicato e público interessado, a oportunidade de assistir importantes temas relacionados ao setor de Transporte e Logística e ao cenário político-econômico-social. Nesta edição especial, que destacará as eleições municipais de 2008, o SETCERGS e o Porto Seco – Logística & Transportes convidaram todos os candidatos à Prefeitura de Porto Alegre para apresentarem suas propostas de governo para o setor de transportes e logística da capital gaúcha. “Esta será uma excelente oportunidade para os empresários, funcionários e demais lideranças envolvidas no segmento conheçam as propostas e programas de cada candidato para questões que impactam nas atividades de transporte e logística”, salienta o presidente Sérgio Neto.    O presidente do Porto Seco - Logística & Transporte, Afrânio Rogério Kieling, define como uma "feliz idéia" a realização do SETCERGS Debates com os candidatos naquele local."O Porto Seco representa o SETCERGS em Porto Alegre, pois ali estão concentradas as empresas de transporte e logística. Por isso será importante mostrar as necessidades mais urgentes e melhorias de infra-estrutura para a pujança do empreendimento. Pelo jeito que a cidade está crescendo fica indispensável que a futura administração municipal invista neste complexo logístico" assinala Kieling. O evento será um debate sem confronto, com a apresentação das propostas de cada candidato respondendo as quatro questões no momento mais pertinentes para o setor de transporte e logísticas: o disciplinamento de carga e descarga no centro da cidade; investimentos em infra-estrutura viária para equacionar os maiores gargalos no trânsito da cidade; a política de mobilidade urbana e os planos de investimentos no Complexo Logístico Porto Seco, visando o resgate do projeto "Cidade do Transporte".    

Com vagas limitadas e inscrições gratuitas (1 kg de alimento não perecível) maiores informações podem ser obtidas pelo fone 51  33429299 ou pelo e-mail (eventos@setcergs.com.br).    

Humor: "velhinho de programa"

Segue Curriculum: "Idoso charmoso, com lindos olhos meio verdes (cobertos com cataratas), grisalho (só dos lados), atlético (excelente jogador de dominó), corpo malhado (pelo vitiligo) e sarado (de uma grande hemorróida). Tenho 1,90 m (sendo mais ou menos um de altura e noventa de largura).
Atendo em motéis, residências e edifícios (fundamental ter elevadores), etc. Só não atendo em "drive-in" por causa das dores na coluna.

Alegro festas de bodas de ouro, convenções e excursões da terceira idade. Meço pressão, aplico injeções, troco fraldas geriátricas, tudo com a maior sensualidade. Atendo no atacado e no varejo. Divulguem às suas amigas.

Maiores de sessenta e cinco anos, por força do estatuto do idoso, não pagam, mas só terão entrada pela "porta" da frente, e mesmo assim se o "ambiente" estiver bem aquecido. Serão concedidos descontos para grupos: quanto mais nova, maior o desconto. Por questões de vaidade, não serão permitidas filmagens, pois, no momento, estou precisando operar uma hérnia inguinal, meio anti estética.

Como fetiche posso usar touca (de lã, óbvio), pantufas e cachecóis coloridos.
Como vantagem, já tenho "Parkinson" o que ajuda muito nas preliminares e no aquecimento.
Total descrição, pois o "Alzheimer" me faz esquecer tudo o que fiz no dia anterior.

Grêmio apresenta projeto Arena na segunda-feira

Na próxima segunda-feira (15,) o presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Paulo Odone, estará na Câmara Municipal para detalhar o projeto de construção da Arena Multiuso que o clube implantará no bairro Humaitá, zona norte de Porto Alegre. O complexo deverá ser concluído até 2012 para estar habilitado a sediar jogos da Copa do Mundo de 2014.

A presença do dirigente gremista na sessão de segunda-feira foi definida na reunião da Mesa Diretora e do colégio de líderes do Legislativo nesta quarta-feira (10/9). Segundo o presidente da Câmara, vereador Sebastião Melo (PMDB), a reunião da próxima semana seguirá os mesmos trâmites da sessão onde o presidente do Sport Club Internacional, Vitório Píffero, detalhou o projeto de duplicação do Estádio Beira-Rio e as diversas obras de ampliação do complexo também com vistas à Copa do Mundo.

Melo explicou que tanto o projeto do Grêmio quanto o do Internacional necessitam de alterações na legislação urbanística para suas viabilizações. "Estas mudanças passam pela Câmara Municipal. Por isso, a presença de Paulo Odone é muito importante para o esclarecimento de todas as dúvidas e detalhes do projeto", acrescentou Melo.

A Arena do Grêmio terá implantada numa área de 38 hectares localizada às margens da BR 290, a free-way, e terá acesso privilegiado com a construção da Avenida do Parque e do Viaduto Leonel Brizola, junto à entrada da cidade. O projeto terá 29 mil metros quadrados para abrigar lojas, quatro níveis de arquibancada, além de 130 camarotes e estacionamento com 5.600 vagas.
Fonte: Gilberto Jasper (reg. prof. 4.152)

Palanque

Ontem,dia 11/09, às 8hs, o candidato a prefeito de Porto Alegre, Onyx Lorenzoni(DEM) gravava seu programa eleitoral na esquina democrática. Com aquele tempo feio e tudo....

A vida como ela é.... "As urtigas na bunda da vaca"

A vingança veio mortífera, sob forma de urtigas.No interior do Estado, uma menina, tinha sempre que ir buscar uma vaca, daquelas leiteiras, que era largado num potreiro, perto da casa onde habitavam. Nunca os irmãos iam pegar o animal, porque a mãe fazia era a filha ir pega o animal.

Até que um dia a menina vingou-se de forma cruel. Ele pegou uns urtigões e passou na bunda da vaca que saiu aos berros.A vaca sumiu uma semana, nunca ela havia contado a algum irmão ou à maldade que fizera pra que o bicho sumisse da vida dela, já que a mãe só a ela fazia buscar o animal.

Muitos anos depois contou a maldade a uma colega de trabalho...também do interior...

Coleguinhas

1) Flávio Pereira registrou em sua coluna em O Sul( uma língua afiada da paróquia diz que ao jornal falta " norte") do dia 11/09, a compra de 200 novos computadores pela Assembléia Legislativa do Estado. E alguns iriam pra sala J.C Terlera, onde os coleguinhas trabalham adoidado.Esta sala foi um achado. Ayres Cerutti queria fazê-la na ARI, mas lá tudo é devagar, haja visto que seu presidente é conhecido entre os colegas por " Paciência".
Mas também pra dirigir todas aquelas facções que se concentram ali tem que ter uma boa dose,dela,claro...

2)Quando virão novas mudanças na RBS pra alavancar a audiência do site previdi.com?

3)Presidente do sindi-rs,dos jornalistas, Nunes, vai a Brasília semana que vem. Mas volta no mesmo dia. "Não posso mais do que um dia da semana farroupilha" declarou o dito...

4) Na terça-feira,dia 16/09, de tardezinha, em, São leo, no TCHÊ CANETAS( sei lá eu o que é, se um CTG ou o que ) turma do sindicato irá comer um carreteiro feito pelo Arfio Mazzei.Voltam todos de Trensurb,assim que o trago tá liberado..

5) Uma coleguinha anda comemorando as notícias(ruins) que estão saindo nos jornais pro lado de um parlamentar, que já foi ministro....    

Coleguinhas I
Uma jornalista que canta bem!


A cantora nativista,locutora e apresentadora Maria Luísa Benites dos Santos - que é uma das mulheres agraciadas com o troféu RS MULHER, do Governo do Estado - nasceu em 10.12.1951, na chamada " Rainha da Fronteira" ou seja, Bagé.Filha de Armando  Barcellos dos Santos e de Dora Benites dos Santos, trabalhou na rádio e TV Guaíba, onde fez nome e também na TV Educativa.

Coleguinhas II

Vou começar aqui uma brincadeira. Tipo de volta ao passado. O leitor - menos o sujeito da foto, é claro - que adivinhar quem é o o coleguinha ganha um livro de minha autoria. Sou eu que escolho qual livro, tá. Não vou dar nenhuma pista. O prazo de validade é de oito dias desde a publicação da foto.

Roteiro do Findi

Não esqueçam, prezados leitores vocês que são inteligentes. Hoje,dia 12/09, day after do 11 de setembro chileno e das Torres Gêmeas , tem o lançamento do livro-perfil do Caio Fernando Abreu. A autora é jornalista da revistaq Época e pesquisou pra fazê-lo. Então deve ser coisa boa, porque estou de saco cheio de memorialista, que pega na canetinha e saí deitando falação...É no Foyer do Teatro S. Pedro, acho que à tarde, ou à noite. Melhor ver no jornal.

Caio é um manancial de histórias, mas primeiro vou ler o livro da colega, que graças a Deus não é gaúcha, porque o que tem de gaúcho querendo tirar uma lasquinha encima da fama do Caio não tá no gibi... Caio era um sujeito multifacetado, o pouco que convivi com ele deu pra ver que não era um sujeito nada fácil.

Na redação da Zero Hora, por exemplo, quando trabalhou lá nos anos de 1972,1973, vivia atazanando o Lauro Schirmer,diretor do jornal, de pura birra...
Sentava encima das mesas, com aquelas batas e com aqueles seus cabelões e ficava provocando pelo simples desejo de chamar  a atenção. Claro que no final da vida, aos 48 anos, quando se descobriu com Aids, ( não tenho nada contra a sexualidade dele, é dele) baixou a bola e virou um cidadão bem comportado.

Ainda  no tempo que trabalhou na ZH,antes de sua " fuga" pra Londres, - de onde voltou tri desbundado - Caio,segundo me contou o cabeleireiro e diagramador do jornal de então, o Hoff, apaixonou-se pelo chefe de reportagem do jornal, Geraldo Canalli. E sentia ciúmes da então esposa do Canalli, a Dina Streliaev( irmã do alemão UDA,claro). Referia-se,segundo me contou o Hoff, a Dina como " aquela Polaca".

Quando foi patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, numa iniciativa do Júlio Zanotta Vieira, presidente da CRL, Caio já tinha conhecimento de sua doença e ao discursar no dia da inauguração,pressentindo o final de sua vida, disse que ele estava mais pra " padroeiro" da feira do que propriamente pra patrono.

Naquele mesma feira do livro de 1995, fui na sua tarde de autógrafos, quando punha a  assinatura no livro " Ovelhas Negras". Estava magérrimo. Ainda consegui um autógrafo dele, que o dedicou ao "velho amigo". Antes do lançamento do livro, tentei visitá-lo mas nem atendeu o telefone. Mandou dizer que estava com poucas energias e que as guardava era para juntar os fragmentos para seu livro "Ovelhas  Negras".

Findi II

No sábado, dia 13/09, Mercedes Sosa, " La Negra" , vai se apresentar às 21 horas no Salão de Atos da Reitoria,da Ufrgs, por supuesto.Trazida pelo Branco Produções.
La Negra, que já não anda legal de saúde, tinha feito outro show em Cachoeira do Sul, por ocasião de um evento.

Os ingressos são salgados. Entre 160,00 e 140,00. Podem ser adquiridos na Loja Multisom, do Shopping Total(12h-20hs) e no dia do show, na reitoria, a partir das 19 horas. Também  pela teleentrega.fone 512-3231.4142

Findi III

Não esqueçam de visitar o Acampamento Farroupilha no Parque da Harmonia, ou Maurício Sirotsky Sobrinho. É o mesmo....

Findi IV

Sábado, das 11 às 14h30 tem barzinho da ARI, no 8 andar. Aberto ao público em geral. O garção Adolar é brabo, mas não morde....

Ainda o 11 de Setembro Chileno
Do livro Companheira Carmela,de Maurício Paiva, da editora Mauad, editado em 1996.

Os Caminhos de Santiago, a dispersão ( Parte I )
" Carmela desfrutava,como se disse do privilégio de possuir um passaporte. Um privilégio raro entre os exilados,raríssimo entre os banidos do Brasil. Em decorrência  do decreto do banimento, Carmela perdera a nacionalidade brasileira e, portanto, todos os direitos dela decorrentes. Mas ela não era uma apátrida, como os seus filhos, como quase todos os banidos." Oriundi" filha de pai italiano desde os tempos de Mussulini ela era, para todos os efeitos e se assim o desejasse, uma cidadã italiana. Desejava, por quê não? E Angela tratou de reunir, no Brasil e na Itália, os documentos que comprovavam a sua condição de "oriundi".

A partir do " paro" ( O lockout. associado à greve de uma parte dos trabalhadores e os atos de sabotagem e terrorismo da direita, que paralisaram o Chile) de outubro de 1972, o país afundado numa aguda  e permanente crise, Carmela carregava sempre na bolsa o seu precioso passaporte. Nunca se sabe!... Há muitas situações emque um passaporte  ´pe um salvo - conduto para a vida.

Na manhã de 11 de setembro de 1973 ela preparava-se para ir às aulas no Peagógico. Antes de sair, ouviu distantes rajadas de metralhadoras e explosões, misturadas a ruídos de aviões sobre a cidade. Acordou os baianos Nemésio e Sônia, e ligou o rádio. A primeira coisa que ouviu foi a canção " Chile lindo" e um " bando" militar. Era o golpe de Estado em marcha. A canção " Chile lindo" era a senha dos golpistas. Os " bandos" davam ordens e instruções à população chilena e aos estrangeiros,ameaçando, insinuando o fuzilamento sumário de quem desobedecesse às determinações da Junta Militar  que encabeçava o golpe. Avidamente, Carmela procurou sintonizar as rádios da Unidade Popular(UP). De início, encontrou duas,apenas duas. Mas logo uma delas silenciou. Foi pela outra, a Rádio Magallanes, que  ela, Nemésio e Sônia ouviram o último discurso de Allende. Entenderam, todo mundo entendeu afinal, as palavras de um homem que,dignamente, despedia-se para sempre de seu povo. E choraram.Nunca, no Chile, derramaram-se tantas lágrimas. Lágrimas de tristeza e de ódio. Lágrimas de chilenos,de brasileiros,de argentinos,de uruguaios... Se os latino-americanos não tiveram,como muitos esperavam, a oportunidade de se encontrarem nas trincheiras  da revolução chilena na hora do vamos ver, pelo menos encontraram-se nas lágrimas da impotência.

Carmela enxugou os olhos,apanhou a bolsa e resolveu sair em busca dos filhos.Preocupava-a mais Murilo,que, além de não estar integrado à sociedade chilena quanto Angelo, não possuía documento algum.À saída,ouviu um " bando" determinando o toque de recolher. Não pode mais sair. De qualquer maneira, não lhe teria sido possível romper o cerco a que estava submetido. O bairro de Cerrillos,onde morava, era o núcleo do chamado " Cordão Maipu-Cerrillos", zona de fábricas e " poblaciones" operárias, área de guerra em Santiago. Toda a região havia sido cercada de imediato por tropas do Exército e dos " Carabineros".

Até o dia 13, Carmela,Nemésio e Sônia  acompanharam o desenrolar do golpe pelo rádio - as rádios, em cadeia, controladas  pelos golpistas - e também pelos ruídos das armas. Não era difícil deduzir, pelos canhonaços e ensurdecedoras rajadas de metralhadoras, a mecânica dos massacres praticados de fábrica em fábrica, de " población" em " población". Era assim: as tropas golpistas aproximavam-se de um alvo, rfomavam posição de ataque, descarregavam uma chuva de tiros de canhões e metralhadoras pesadas ( .50 e . 30) e, a seguir, partiam, para o assalto final, executando sobreviventes. Terminado o morticínio, dirigiam-se imediatamente a outro alvo. ( Prossegue na segunda, dia 15 próximo)

Convite inauguração Av. Carlos Maximiliano Fayet

A família Fayet, juntamente com o Instituto de Arquitetos do Brasil  - Departamento Rio Grande do Sul e a Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul têm a honra de convidar Vossa Senhoria para a cerimônia de inauguração da Avenida Carlos Maximiliano Fayet, em homenagem póstuma proposta pelo Vereador João Antônio Dib
ao ilustre Arquiteto e Urbanista, nos termos da Lei n°10.318, de 6 de dezembro de 2007.

Data: 13 de setembro de 2008, sábado.
Horário: 11 horas.
Local: Loteamento Residencial Lagos de Nova Ipanema
(Estrada Edgar Pires de Castro, n°2000)

Volare participa do Brazil Design Week no Rio de Janeiro

A Volare, um dos principais fabricantes nacionais de miniônibus, participa do Brazil Design Week, que acontece entre os dias 9 e 14 de setembro, no Museu de Arte Moderna – MAM -, no Rio de Janeiro. A empresa apresentará o modelo W9 Executivo projeto de sucesso da indústria automobilística nacional. O evento é uma parceria da Apex-Brasil e da ABEDESIGN e conta ainda com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Sebrae.
Veja a matéria na integra.

O Golpe no Chile!


Palácio de Allende sendo bombardeado em 11/09/1973

Eu e o Golpe:  O golpe contra o governo democrático do presidente Salvador Allende foi perpretado 35 anos completados hoje.  Eu trabalhava  na editoria de polícia de ZH e me lembro que pouca gente dava bola pra aquele assunto, a não ser os editores da ala internacional.A redação da ZH ficava no andar térreo da av. Ipiranga, 1075.O Armando Burd era o editor-chefe e o Lauro Schirmer o diretor.Maurício Sirotsky vivia e seguidamente ia à redação.
Mas o velho comuna João Baptista Aveline, mais eu( que não sou comuna) e a outra colega repórter Marilene(que há anos perdi de vista) ficávamos nos dias posteriores ao golpe junto ao telex esperando as notícias que viriam de que o Gal. Prates teria reagido ao Golpe de Pinochet.Ao menos havia este boato no ar, de uma reação que nunca se concretizou.
Que nada! O resto da história todo mundo sabe...

Vou reproduzir trechos do livro do J.C. BONA GARCIA - Verás que um filho teu não foge à luta - sobre aqueles dias em Santiago, porque ele estava lá como exilado político brasileiro.
Eis o que diz Bona Garcia:

Situação Pré-Golpe:" O Allende nos recebeu no Palácio em Valparaíso com um carinho imenso. Pegou as filhas do Bruno Piola no colo. Declarou:sei que muitos não querem ficar aqui no Chile.Aos que quiserem ficar nós vamos nos empenhar em conseguir trabalho. Quem quiser ir para Cuba ou outro país, não faremos restrição, daremos passagens. Agora, aos que ficarem, por favor, não criem problemas com o governo brasileiro, porque problemas eu já tenho de sobra. Preciso comprar os ônibus que o Brasil produz, mesmo sendo uma ditadura"

Situação Depois do Golpe:" Tomei um banho,vesti o melhor terno e gravata,peguei uma pasta. Quando o toque de recolher foi suspenso, bati na porta do vizinho. Entreguei a ele a chave da casa,que eu tinha comprado há pouco:vocês acabam de ganhar uma casa com o que tem dentro. Móveis,roupas,rádio,televisão,geladeira,tudo. Eu vou embora.

Saí caminhando sem olhar pra trás.
  Tomei um micro^^onibus e fui para casa de um brasileiro amigo meu, irmão de um banido junto comigo, o Luís Alberto Sanz. Cheguei lá de pastinha, terno e gravata. Quando ele me viu teve um sobressalto: Bona, que você está fazendo aqui? Que loucura andar caminhando na rua,todos já entraram nas embaixadas, só você está fora. Ainda ontem o Exército deu uma batida aqui em casa. levei umas pauladas na cabeça, e agora você aparece. Tem que sair daqui,aqui é perigoso ficar. Respondi: tchê, não te preocupa,eu quero mesmo sair.

     Embora tenha apanhado, a situação dele era regular. Ele tinha uma citroneta. Pegamos umas garrafas vazias numa sacola e saímos em direção às embaixadas, como quem fazia compras.Ele me deixou no centro,enquanto tentava contato com a embaixada da Suécia. Fiquei na rua sozinho,caminhando.  Não pude suportar a sensação de que todos me procuravam, e mesmo as ruas estavam praticamente desertas. Entrei num cinema,lá há sessões também de manhã. Devia ser por volta de 10 horas. No que entrei, todas as pessoas me olharam. Pensei: tô frito. Porém, eles , como eu, também fugiam de alguma coisa.

Depois de uns 10 minutos, não agüentei, saí para a rua. Nesse meio tempo o irmão do Luís Alberto sondou a embaixada da Suécia, mas o embaixador já tinha sido até preso e chamado para ser ouvido, porque levava refugiados para a embaixadda no porta-malas do carro. Agora ele estava visado, com situação complicada, não podeia ajudar desta vez. Fomos até a embaixada da Venezuela, o exéricto guardava fortemente. Em outras embaixadas, a mesma vigilância. Passamos em frente à embaixada de Cuba, que fica num beco, mas especialmente nessa o cuidado de guarda era redobrado. Entrar, nem em sonho. O tempo se escoava.

    Lá pelas duas da tarde, fui até o escritório das Nações Unidas. Falei que procurava me refugiar. Ponderaram que daí a uma hora passaria um ônibus que me levaria até o refúgio da ONU, mas deixaram claro que se os militares me requisitassem eles teriam que me entregar, não tinham imunidade diplomática. Isso não me servia. 

      Voltei para a rua. O tempo ia passando, o horário do toque de recolher se aproximava, faltavam uns 15 minutos. Sem alternativa retornei ao refúgio da ONU e aí chegou o Jean Marc Van Der Veid, um brasileiro com passaporte suíço ( saiu no seqüestro junto comigo) com o irmão do Luis Alberto que tinham ficado procurando alguma saída para mim. Bona, falou o Jean Marc, abriram o portão da embaixada da Argentina,acho que o embaixador vai sair,aproveita e tenta entrar.

 Até chegar lá levamos mais uns dez minutos. Faltavam menos de cinco minutos para o toque de queda.Depois desse horário, eu não teria a menor chance, estava definitivamente perdido. Eles me deixaram a uma quadra do portão da embaixada.

   Precisava arriscar.

   Eu,vestido de terno e gravata ,devo ter infundido respeito aos soldados. Eles, vindos da classe pobre, têmreverência natural pelos ricos.

   Fui me aproximando do portão, caminhando sem sentir os pés,as pernas, sem sentir nada. Dentro de mim fervia violento o instinto de sobrevivência. Só enxergava aquele portão aberto e a embaixada toda cercada por militares e sacos de areia na calçada. Bem no portão,dois soldados de guarda, com fuzis e metralhadoras.

       Caminhava procurando aparentar toda a indiferença possível, sufocando o vulcão interno,consciente de que ou entrava, ou ia para o Estádio Nacional, onde seria morto pelos policiais brasileiros que lá estavam para interrogar e torturar seus compatriotas presos.
Andando no meio da rua rinha uma certeza absoluta: ou entraria, ou seria baleado,ou preso e morto.

  Tinha chegado a hora. Em frente ao portão, explodindo de tensão , todo eriçado, fora de mim qual animal acuado, de súbito desandei em corrida alucinada, impelido pela força injetada pelo desespero, movido pelo instinto. Do meio da rua, quase num pulo alcansei  o portão. Os dois soldados de sentinela tivera um momento de surpresa, de perplexidade, outro de dúvida se me agarravam ou baleavam. Naquilo já estava junto deles e na corria abri os braços derrubando os dois. Sempre correndo,entrei, só parando quando bati na parede da embaixada. Salvo.Vivo.

O 11 de Setembro de 2001: A derrubada das Torres Gêmeas


O momento exato em que uma das torres do World Trade Center era atingida

Este 11 de Setembro me apanhou em outra circunstância da vida. Vinte e oito anos depois, já tinha casado, vivido três anos no Peru - em Lima – trabalhado mais 14 na ZH, saído de lá em 1992,separado, e estava morando na Rua Perpétua Teles,55/203.
Saía toda manhã pro meu luxo diário, isto é, uma caminhada. Quando regressei da caminhada, o zelador do prédio, seo Rui, que pouco falava com os moradores, me chamou pra dentro de seu apartamento dizendo:
- Seo Olides ,derrubaram aquelas torres...

Não imaginei o que era, o que ele queria dizer...
Foi o tempo de ver o avião derrubar a segunda torre gêmea, num espaço de 15 minutos entre a derrubada de uma e de outra.Os " terroristas" como dizia na tevê Globo, a repórter ZILEIDE SILVA que fez um trabalho competentíssimo pra situação, estavam com outros dois aviões em seu poder, um que seria derrubado sobre a Casa Branca e outro que foi abatido em pleno ar, provocando a morte de todos seus passageiros.

Fiquei estupefato como todos.
Neste dia, soube, depois o Chico Reis, correspondente da ZH e rádio Gaúcha de Nova Yorque ficou retido fora de Manatham - não pode ingressar no bairro onde ocorreram os sinistros - e um diretor da empresa, que por acaso estava lá deu conta do recado, sendo perguntado desde o estúdio de Porto Alegre.

À tarde,entrei num site do Al Quaeda, em português, e os " terroristas" que haviam seqüestrado os aviões e derrubado as duas torres gêmeas - que por sinal eu conhecera numa de minhas visitas à NY - eram tratados por eles como santos, mártires da causa. "CADA UM TEM SEU PONTO DE VISTA".

O que eles não fazem por uma boquinha

O meu amigo Paulo Quevedo, de Estrela, fundador e dono da FOLHA DE ESTRELA, que já teve uns 15 processos  pelo que escreveu na sua folha- livrou-se de todos - é candidato desta feita a uma "boquinha" na Câmara Municipal do dito município.Vai pelo Partido Progressista. Diz que está atendendo a um pedido do candidato a prefeito pelo PP José Adão Braun.Ontem, por exemplo, por volta das 7h30min,quando lhe telefonei, ele estava em campanha: ia levar o filho ao colégio, mas uma vizinha fez o favor pra ele. E ele continou é fazendo seu jornal, que é do que gosta.Na cidade são várias apostas sobre a votação que o Quevedo vai falar: uns falam em poucos votos, - igual ao número dos dedos do pé - outros que vai estourar a boca do balão. Na verdade, ele precisa de 600 votos pra segurar o seu, ou como dizia um candidato a vereador de Santana do Livramento: " quero o meu".
Dá-lhe Quevedo!

Em Estrela, pra prefeitura estão concorrendo este ano Celso Bonstrup, pelo PPS, que é o prefeito atual,Rafael Mallmann, que trocou o PTB pelo PSDB a pedido,dizem, da governadora, e ( cujo maior handicap) é ser filho do grande político que foi o ex-prefeito de Estrela Gabriel Mallmann ( há quem tem a tese de que foi o único político no Brasil que esteve preso) e finalment pelo PP José Adão Braun. 

Palanque II

Não é uma promessa, mas farei tudo, como dizem os advogados, pra ir acompanhar a próxima eleição pra prefeito no menor colégio eleitoral do Estado. Votarei em trânsito - isto me dói porque muita gente deu a vida pra que se voltasse a ter eleições " neste país" - mas quero ver a eleição em André da Rocha,onde concorrem este ano  Braz Reis Hoffmann, pelo PP e Heroni de Assunção Jacques, pelo PMDB. Tem 17 candidatos a uma " boquinha" na Câmara Municipal de lá. Vou ver como é uma eleição nos grotões do Rio Grande.

Coleguinhas

1) Bancada do PT, ou sua assessoria, na Assembléia Legislativa do Estado, não avisa a todos os blogs sobre os eventos patrocinados pela mesma. Ontem,dia 10/09 teve uma café da manhã no Ritter Hotel sobre o Simples e ninguém me avisou na antevéspera, ao contrário de colegas que o foram.Depois ficam taxando a imprensa de " esquerda" e de " direita". Acho que falta é competência...

2) Há 20 dias que funcionários da Ulbra TV estão sem receber. Já comunicaram ao Sindciato dos Radialistas - " Caverna" e ao sindicato dos jornalistas.

3)Rogério Mendelsdi citou ontem, dia 1'0/09, na Guaíba ex-prefa de Portinho, Telmo T. Flores. Se não ouvi mal, o colega disse que o engenheiro estaria morto. Que nada, está vivo e mora em Floripa.

4) Thompson Flores, quando prefeito, quase foi atrás de um maluco do trânsito, o Severo Dullius, então secretário dos transportes, e ia mandar derrubar o Mercado Público Central, pra ali passar uma avenida. O presidente Médici, que não discutia, dava ordens, mandou cortar os naipes do plano.Até hoje donos de bancas do mercado comentam este assunto. Está registrado nas atas da associação dos proprietários das bancas do mercado público central.

Toque

Pra quem gosta de teatro está imperdível a coluna do Mário de Almeida na coletiva.net sobre a morte de Fernando Torres.

ARI sem piquete no acampamento farroupilha


Foto de Ricardo Stricher

Bem que o diretor Ayres Cerutti tentou uma grana pra montar o piquete " Desgarrados da Imprensa" no acampamento Farroupilha, mas o PAItrocinador só liberaria a grana em trinta dias e então neste ano a ARI ficou sem gauderiadas. Já tinham até imaginado o João Firme pilchado desfilando junto com o doutor BIRA,diretor da veterana entidade. Então fica pra próxima, se bem que falando-se em ARI a próxima é perigoso....

Coleguinhas

1) De Santa Maria vem a queixa: Caco Barcellos andou por lá na UNIFRA (Universidade Franciscana) fazendo palestra e cobraram 30,00 por pessoa. Ué, não pode? Vai quem quer...

2) Sobre a morte do jornalista Fausto Wolff tenho uma boazinha. O veterano colega José Nelson Gonzalez o conheceu quando os dois foram colegas no jornal A HORA,cuja redação ficava na av. S.Pedro. Nelson sentava em frente a colunista e repórter Célia Ribeiro. Um dia o jovem Fausto, que tinha apenas 19 anos e era repórter policial, chegou pro Nelson e o advertiu:
-  Não te mete com a Célia porque ela é ´comida ´do Lauro.
 O Lauro a que se referia era Lauro Schirmer, então secretário de redação do jornal.

3) Pessoal da TV Ulbra com problemas de receber salários.... 

Diário de Viagem

A leitora Maria Siliprandi mandará pequenos informes do " Velho Mundo" onde está gozando suas merecidas férias já que atende o pobrerio no Hospital Conceição, durante o ano inteiro. O editor.

“ Caro amigo: estoy en Valladolid. A cidade é uma tetéia, está em "feiras",feiras mesmo, festas pela N. Sra. de San Lorenzo, uma sujeirada na rua, por copos de bebidas e sandubas, barulho, gangues de gurizada, todos em blocos de carnaval, mas sem nenhum outro motivo aparente que nao sejam sairem organizados, alguns uniformes simples, camisetas com alguns dizeres sem nada em especial e beber, beber y beber- las chuperias sao os bares para chupear... cerveza. Na Plaza Mayor, construcoes da época em que os reis vieram morar aqui, tudo em cor magenta, um ambiente pesado pela cor e por um passado vergonhoso: era ali que a Inquisicao foi a mais durona e sacana: queimavam os viventes hereges, ao vivo ou ja mortos e esquartejados. No más, sangrias, tapas y pinchos. E tem outra coisa horrorosa: touradas. Neste próximo fimdi tem festival de balonismo, mas não vou poder participar- estarei indo de Madri, para Paris. é mole? Abr. Maria.”

Fogaça


Na segunda-feira, dia 08/09, houve um comício, na Praça Parobé, de apoio à candidatura de Fogaça-Fortunatti. O fotógrafo Espanhol estava lá para registrar este momento"  

Coleguinhas

Comenta-se em Rio Grande que um grupo de comunicações teria ofertado 6 milhões de reais para a compra do jornal da cidade, o AGORA.É o único jornal de lá. Propreitário tem outros negócios, como remendos de pneus importados. Mas talvez espere proposta melhor.

Mariuza Vaz que já trabalhou no AGORAm - 28 anos de  existência - e na ZH da capital, está hoje no Jornal do Senado, em Brasília. É irmã de Lúcio Vaz, da FSPaulo, que também trabalha em Brasília.

Uma tarde de sábado,quando saímos de ZH, do plantão, a Mariuza me fez ir com ela até a Zona Norte de Porto Alegre.Procurava a Igreja de Sta. Catarina. Rodamos,rodamos até que achamos. Ela ia pagar uma promessa.  

Horácio Gomes, funcionário da Câmara Municipal de Rio Grande está em Porto Alegre participando do XX Congresso da ASCAM, no cit Hotel.

Coluna de Edgar Lisboa, do JC, completa  1 ano. Sempre tem boas informações e um estilo próprio, leve e solto. Gostoso de ler. Abraços ao colega lá de Brasília.

Repórter Jennifer, do NH, representante em Porto Alegre, do jornal do Vale dos Sinos, se não " abatumar " irá longe. Esforçada leva seu trabalho a sério ao contrário de outros que ficam só no " badalo". 

Mau Humor

Os torcedores do Grêmio se referem ao treinador Celso Roth -agora implicado no Operação Ouro Verde, da Polícia Federal - como o " brigadiano". É por causa de seu constante mau humor e rigidez.

A Imprensa Alternativa ( V e última parte)
Por Luis Carlos Maciel, do Livro Terra em Transe

"  No dia 29 de novembro de 1974, ao cair da tarde, cheguei ao apartamento de Caetano na avenida Delfim Moreira, com um gravador portátil, para registrar o papo, e começamos a discutir as premissas do jornal Kaos. Além de mim, Mautner e Caetano, estavam presentes Nelson Jacobina, parceiro e violonista de Mautner, e o  jornalista  Luis Carlos Cabral,com quem eu editaria o Kaos. Para o release, a conversa foi resumida e editada - embora ainda assim tenha ficado bem longa. O clima do encontro era de gargalhadas e alegria ; em alguns momentos se fazia uma comunicação muda entre os presentes, coisa que obviamente não pode ser passada para o papel.

O material organizado pela Phonogram foi enviado aos principais jornais e revistas, mas nenhum deles se interessou em publicar  - provavelemente porque foi considerado contracultural demais para o gosto de nossos editores de jornais e revistas. O único comentário que eu fique sabendo foi o da Mary Ventura, do Jornal do Brasil, que esculhambou nosso release, dizendo que  aquilo parecia uma conversa de um bando de doidões. Comentário absolutamente inverídico, embora para muitos nossa conversa possa parecer ainda hoje conversa de maluco. Por isto considero interessante a publicação postuma mas integral do press release.

    O destino do Kaos foi aparentemente triste: nasceu e morreu sem um único número, só ficou no proejto. Foizemos uma tentativa séria de torná-lo realidade através de uma distribuidora, a da Hachette, uma editora francesa, através de um de seus funcionários. Chamava-se Jacques,se bem me lembro, era mais velho do que nós, um quarentão muito simpático , e parecia entusiasmado. Mas mudou de idéia e desistiu de vez quando viu a " boneca"  do primeiro número, um lindo design de Rogério Duarte que não deixava a menor margem a dúvidas. Mesmo sem ter lido as matérias, Jacques olhou, torceu o nariz e resmungou:
- Coisa de hippie....

   E foi o fim do Kaos. Mas acho que o sonho do Kaos, com k, como Mautner sempre fez questão de ressaltar ,não foi de maneira triste, foi revigorante. Na perspectiva da contracultura, o não-fazer é tão ou mais importante do que o fazer, nosso verdadeiro propósito era uma espécie de espontaneísmo taoísta, a que permanecemos fiéis. O projeto do Kaos encheu nosso dias de alegria e sensação de vida: nos divertimos muito enquanto o concebiámos e o preparávamos, conforme se poderá verificar  a seguir com a publicação do memorável press release que transccrevo a seguir. Que mais se pode desejar?"
Fim do artigo

Arquivos ( implacáveis) do Brizola

Em 2006, Tenise Spinelli era diretora do Museu Histórico do Estado e como a família de Leonel de Moura Brizola estava decidida a doar todo seu acervo ao RS, Tenise viajou ao Rio de Janeiro e foi no famoso apartamento do ex-governador onde encontrou seus acervos bem montadinhos e separados ao gosto dele, por assunto que ele achava interessante.
O mais engraçado,segundo ela confessou a uma colega, era como ele classificou os arquivos. Por assunto, às vezes dando o nome do apelido da pessoa ou do episódio.

Depois os filhos se desentenderam porque há os que querem grana pelo acervo e está tudo embargado pela Justiça.  Não se tem idéia de quantos anos levará para que o assunto se destrinche. Pela lei, são 30 anos depois de sua morte ocorrdia em 21/06/2004 , para que tudo o que ele deixou possa se tornar público e deixe de pertencer aos herdeiros.

A vida como ela é...

Os fatos aqui narrados são verídicos. São não revelo o nome por absoluta falta de necessidade...
Nasceu virgem, vive virgem e seguramente morrerá virgem...Tenho uma parente - pirma irmã que mora em S.Correa que aos 60 e tantos anos ainda vive em seu pleno estado de solteirona, e feliz...Garanto que não teve nenhum homem e não é por gostar de mulher...
Parece incrível mas seu eu tivesse o talento de um Vargas Lhosa ou do Garcia Marques a transformaria numa daquelas tias dos seus romances...
M. nasceu na capela S.Pedro e viveu a vida toda com seus pais, até ambos faleceram. Depois de muitos anos de roça, eles compraram um bom pedaço de terra perto da cidade e foram para lá morar.
Os pais, já bem velhinhos, faleceram, mas ela mesmo assim nunca casou...E quando jovem era bonita. Quando falavam em namorado pra ela, ela dava uma risada de tímida e desconversava....

Aos domingos, M. vai à missa cedo - mora perto da cidade - e na volta pode-se ouvir o rádio a todo volume na rádio dos padres, a Rosário, escutando a missa também via ondas sonoras. Rem garantido seu lugar no céu...Mas poderia ter aproveitado um pouco da terra...Talvez ao seu jeito, ela o tenha aproveitado.

Agora, que os pais faleceram, ela pensa em vender o rico lote de terra que herdou dos pais. Os corretores da cidade estão todos de olho gordo pra cima daquele terreno valiosissimo.Isto porque quando seu pai o comprou nos anos 70, era ainda área rural, hoje é urbana.
M. pensa em vender e voltar pro local onde nasceu, junto aos 3 irmãos que vivem na capela S. Pedro.
Quando penso nas inúmeras pessoas que saíram de lá em busca da vida, ou de outra vida, me lembro dela, que lá ficou e que talvez ao seu modo tenha sido feliz....

Coleguinhas: Direito de Resposta

Recebi do colega Prévidi, do site do mesmo nome.
“Li no teu blog: Site coletiva.net deu na sexta-feira,dia 05/09 em primeira mão e com absoluta exclusividade a substituição de Marcelo Rech por Ricardo Stefanelli na diretoria de ZH. Outros sites que haviam prometido mundos e fundos ficaram a ver navios....Se fosses um pouco mais informado, até por obrigação, podias ter lido no previdi.com.br na terça, dia 2:

Notícias da RBS 4
Marcelo Rech:
Vai deixar a sua sala na redação da Zero Hora.
Calma, calma.
Oficialmente é diretor editorial da RBS, mas é ainda o cara que comanda a Zero Hora, mesmo que tenha ingerência sobre os outros jornais do Grupo. Tudo está certo para que seja realmente o manda-chuva dos jornais.
Ricardo Stefanelli:
Hoje é o editor-chefe da Zero Hora. Terá mais poderes.

Ou então na quarta, dia 3:
Novidades da RBS
Na edição de ontem, ficou mal explicada a nova função do Marcelo Rech, até agora diretor editorial dos jornais do Grupo. Acontece que seu trabalho era tocado em uma modesta sala dentro da redação da Zero Hora, o principal veículo dos Sirotsky. Um cara criado em jornal, conhece jornal.
Marcelo será o diretor editorial de todos os veículos da RBS, incluindo TVs e rádios.
Ficará abaixo de Geraldo Corrêa, é claro, o poderoso vice-presidente da Unidade Rádio e Jornal, que acumulará as áreas que até então eram comandadas por Afonso Motta, TV e Rural.
Geraldo, filho de Fernando Ernesto, é considerado um excelente executivo, e que terá total controle das áreas com Rech ao seu lado.
É isso? Te perdôo.

Coleguinhas

1) Esta "guerrinha" entre o previdi.com.br e a coletiva.net até que é boa...estimula a competência...

2) Rogério Mendelski , na Guaíba,teve a coragem de responder a uma ouvinte,ontem,dia 09/09 que muita propaganda no seu horário é devido ao horário gratuito eleitoral. Os contratos precisam ser cumpridos,disse ele. Então quer dizer que as rádios nada perdem com a propaganda eleitoral,porque são os ouvintes que ouvem mais propaganda comercial e menos jornalismo. E as rádios vivem se queixam junto ao Governo do horário eleitoral ?

3) Agora entendi porque que na Fiergs se soube com  antecedência  que o diretor-editor da ZH, Marcelo Rech seria substituído. Tem um filho do " homi" que é diretor lá dentro. Fonte melhor que esta,qual?

4) Trabalho que duas profissionaos tão fazendo junto ao fichário e documentação da ARI é além de um trabalho profissional, de recuperação da memória do jornalismo gaúcho.

5) Tchê Bagual, que baita apelido prum radialista que trabalhou na recente Expointer. Pena que sua rádio seja meio que " clandestina". Ele podia é botar um programa com este nome.

6) Carlos " Pastel" Ribeiro, que dirigiu a Guaíba, se referia ao jornal Krônica, do falecido Barão, como o  jornal " DEVEZEMQUANDO".

7) Começa, hoje, dia 14/09, às 14 hs, no City hotel, em Porto Alegre, o encontro da ASCAM. Associação dos Funcionários das Câmaras Municipais do RS.

O ônibus de Santa Lúcia

Tenho uns parentes - ou quase -que moram em Santa Lúcia, no município de Palmitos, SC. Lá tem um ônibus que passa por volta das 11 da manhã. È a senha pra abertura dos trabalhos, isto é, pro pessoal ir pro quiosque e começar a beber umas qui outras. Entre eles está o advogado RIGONI, que, por sinal é leitor deste blog. Então boa sorte pros amigos aí de Sta Lúcia, que bebem todas no quiosque que tem lá. Em 2010 lá será realizado o 7 encontro da Família Canton. A mãe do Rigoni é uma Canton.Esperemos que até lá, se consiga fazer um livro sobre a família Canton, um resgate histórico.

Palanque

Na Sexta-Feira,dia 05/09, Manuela D'Avila, candidata do PCdo B, bem posicionada nas pesquisas de intenção de votos, fez comício com eleitores. Foto de Nabor Goulart, do site da Manuela 65 

O TRIBUNAL DE CONTAS E A CASA DE YEDA: O DILEMA
Pelo Prof. Paulo G. M. de Moura - Revista Voto

Mesmo com tudo o que faz para encerrar a polêmica sobre a compra de sua casa, Yeda não consegue liquidar o assunto. A corrosão da imagem pessoal da governadora prosseguirá consumindo seu cacife político e ameaçando suas condições de permanecer no cargo com a seqüência das investigações. Em meados de agosto, ela tentou convencer deputados e o procurador Geraldo Da Camino da lisura da compra do imóvel...Leia a matéria na integra.

Barzinho da ARI

Mesmo com um sábado tenebroso - chuva,vento e frio - o barzinho da ARI recebeu um considerável público. Muitos foram pra falar no programa de rádio da UFRGS, outros pra tomar trago. Mas o frio espantou os mais veinhos como o historiador Sérgio da Costa Franco, o fotógrafo Leo Guerreiro, Jayme Copstein, que ao que tudo indica ficaram mais tempo embaixo das cobertas. O Luis Guerreiro apareceu lá e fez esta foto.

Imprensa alternativa(Parte IV)
Por Luis Carlos Maciel, do livro Geração em Transe.

 " O super-8 mostrava-se como uma alternativa não só contra o cinemão como contra o próprio Cinema Novo, que já era considerado pela novíssima geração uma fase superada de nosso cinema. Desenvolveu-se assim o movimento do cinema udigrudi, como a grande imprensa o batizou. O nome,era,digamos, um tanto imbecil,já que ninguém, nem no Brasil, fala "udigrudi" tentando falar underground. Devia  ser pelo menos " andergraundi" não é? " Udigrudi" é uma gracinha idiota.

Mas a imprensa escrita ainda era a possibilidade mais concreta para nós. E por isso, Jorge Mautner, em 1974, teve a idéia da criação do jornal Kaos. Desde os anos cinquenta, aliás, Mautner havia lançado o movimento do Kaos, com k, que consistia na subversão e contestação dos valores vigentes - não apenas políticos, econômicos e sociais, mas principalmente morais, psicológicos e existenciais.
 Agora, com o apoio de Caetano Veloso, queria essa que essa contestação fosse feita através do jornal. Começamos a nos reunir para idealizar o projeto e elaborar o kaos. Íamos para a casa do Caetano e discutíamos infindavelmente sobre o que estava acontecendo no mundo e no Brasil, para perceber como seria o jornal. Por essa ocasião, ouvi muitas músicas de Caetano em primeira mão, pois ele mostrava pra gente no violão: lembro que ouvi, por exemplo, TIGRESA e UM ÍNDIO. Em outra ocasião, Caetano prestou-se pacientemente, madrugada adentro, a escutar minhas desventuras sentimentais. Fiquei impressionado com a paciência, a solidariedade, o carinho do pop star com as lamentações do amigo.

Numa das reuniões de trabalho, digamos assim, resolvemos que, para movimentar as coisas, devíamos fazer primeiro um PRESS RELEASE para a imprensa tomar conhecimento do nosso projeto. Ninguém precisaria redigir nada. Ligaríamos um gravador e bateríamos um papo.

Paulo Pilla,o namorado brasileiro da Rachel Welch, havia me chamado pra fazer um release pra Phonogram( escrevi até uma história do jazz pra ele, cujo texto aparentemente perdi pra sempre) e, por conta desse trabalho, havíamos nos tornado amigos.Além disso, Caetano já era um dos artistas mais importantes da gravadora dele. Paulo Pilla, então,se ofereceu para datilografar e mimeografar nosso press release e editá-lo pelo Serviço de Imprensa da Phonogram.

Nosso release, que se chamou " A primeira sessão do Kaos", foi na verdade a gravaçãode um de nossos encontros na casa de Caetano. Esse texto eu não perdi - felizmente, pois é um documento interessante de um projeto que não vingou - talvez porque seu sonho fosse fonito demais para se tornar realidade e,assim, fatalmente degenerar.( Prossegue...)

Na Picanha, Danilo Groff quase sacou um canivete suíço...

Sábado último, por pouco não ocorre uma tragédia dentro de um bar que o Vilnei Herbstrith chama de Picanha, na rua Lima e Silva. Fomos para lá eu, o Vilnei, o Gusmão e o Danilo Groff,ex assessor de Leonel Brizola.

Danilo a uma certa altura puxou de seu cigarro, mas acho que o dono do bar implicou com ele, porque,segundo o Danilo lhe pediu pra não fumar em maus modos. O Danilo se ofendeu, foi pra fora fumar, voltou e não quis mais ficar ali.
Quando caminhávamos pela Fernando Machado,depois, ele puxou do bolso do seu casaco um canivete suíço,vermelho e disse: mais um pouco eu tirava isto aqui e ia pra cima dele.  

Coleguinhas

1) Na mesa Um do Barranco na sexta passada, dia 05/09, contou-se que o repórter Renato Rossi, da Record e do Correinho, não viajou em recente "mordomia"  da GM - o pretexto era a apresentação de um novo carro -prum resort no litoral do México.

2) Já um dos repórteres da imprensa local, que convidado foi com a esposa, voltou ressabiado com os tumultos em aeroportos: muito movimento. Isto me lembra o episódio da Maria Antonieta na Revolução Francesa:ah, o povo quer comer pão, não tem pão, então dá brioches pra ele...

3) Renato Rossi não teria viajado ao México por problemas com falta de visto em sua documentação.

4) Notícia que esteve no site Coletiva Net de sexta-feira,dia 05/09 sobre novo editor-diretor de ZH foi retirada do site  no domingo, dia 07/09. Ué, o que houve? Não se confirmou? Site dizia que o atual editor-chefe de ZH, Ricardinho Stefanelli seria o novo diretor-editor no lugar de Marcelo Rech.

5) Site coletiva.net deu na sexta-feira,dia 05/09 em primeira mão e com absoluta exclusividade a substituição de Marcelo Rech por Ricardo Stefanelli na diretoria de ZH. Outros sites que haviam prometido mundos e fundos ficaram a ver navios....

6) Foi lançado o prêmio Nacional de Jornalismo Dom Pedro Casaldáliga. Inscrições pelo site www.mp.mt.gov.br

Bom espetáculo

Ao contrário da verdadeira bomba que fora o show anterior, ontem, dia 07/09, o concerto no Santander Cultural teve nível de primeiro mundo.

DE OLHOS E OUVIDOS
Versão publicada no FITNESS de numero 112

 Dia 27/08: Valter Todt, da Todt Comunicações, estava exultante: emplacou duas coletivas no dia anterior no Plazão. E uma delas - do levantamento aerofotogramétrico - deu capa na ZH .

 Dia 13/07: No programa do Leonardo nos domingos de manhã na Guaíba - Província de S.Pedro - ele disse ” LAGRIMANDO”. Existe isto? Pra mim o correto seria lacrimejando. Ou as duas estão corretas? Poder ser.

 Dia 16/07: Zé Simão na Band News comentou charge do dia anterior do chargista Marco Aurélio, em ZH: ”Silêncio,departamento de criação da PF bolando novo nome pra nova operação” era a charge. Queria dizer que a PF virou agência de propaganda depois da Operação Satiagrha, que ninguém sabia na verdade o que significava.

 Dia 16.07: No “ Bom Dia” da Guaíba, Rogério Mendelski chamou “ RENATA BAGATINI” pra falar. Fez confusão. Queria dizer Fernanda. Renato Rossi também estava na linha. Ouvintes da Guaíba chamam Renato Rossi de Renato RECHE. É a popularidade do repórter esportivo.

 Dia 21/08: Mendelski e locutor Wladimir abriram seus votos: se fossem norteamericanos iriam de Mcain.

 Dia 25/07: Willen Mantelli, da ABTP - Assoc. Bras. Terminais Portuários - foi homenageado no Gambrinus, da Marlene e do Beto, pelo seu niver. Deram até um bolo e tudo....

 Dia 3/08: Programa Província de S. Pedro, na Guaíba, repetiu o bloco musical. Prova de que foi veiculado estando em “compota” isto é, gravado de véspera. Não foi ao vivo.

 Meu fraternal amigo e plantonista Rogério Boelcke nega que tenha discutido no ar com um colega como eu registrei nesta coluna edições passadas. Diz ele que apenas conversava com colega plantonista que lhe relatava um feito mas que não era discussão entre eles. Feito o registro.

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Coleguinhas

1) Acabou a Expointer. Muitos coleguinhas tiraram a barriga da miséria durante a semana da Expointer. Festas,coquetéis, e muita badalação e tietagem, principalmente com a ginasta Daiana dos Santos, no dia que foi a casa da RBS pra solenidade da entrega do Troféu Guri.

2) Governadora Yeda Crusius deu coletiva no domingo dia 07/09. Depois de dar os dados que ela queria, e quando começariam os questionamentos sobre o parque em si, congestionamentos etc e tal, ela encerrou a coletiva ,despedindo-se.

3)Tinha um coleguinha na Expointer que o apelido era " TCHE BAGUAL"...Bah....bem de acordo com a Expointer.

4)A Expointer é a festa da imprensa do interior do Estado. É quando rádios e jornais podem faturar uma graninha...

5) Semana começa com espectativas sobre mudanças no maior jornal gaúcho...

Da memória de um repórter. MEL pra começar bem a semana
" Nada pessoal..."

Esta era a marca do redator e repórter Melchíades Stricher,falecido que se apresentava com " As Boazinhas do Melchíades". No programa da rádio Gaúcha ele sempre tinha uma boazinha. Geralmente de n....O Lasier o advertia:
- Olha. Melchíades...

Mas o Mel, como era chamado, uma vez, quando O presidente João Figueiredo veio inaugurar um conjunto de casas residenciais na Vila  Restinga,ele foi deslocado pra lá,de carro pra fazer cobertura. O atual presidente da ARI,Ercy Torma,também o foi. Ambos de carro.
Cada um num. Chegaram lá e viram que não havia tanto assim que fazer. Ficaram cada um na sua. Em pouco tempo chegou lá mais um terceiro repórter da ZH. A chefe Otília Riet caprichou na dose.

Quando voltaram, Melchíades entrou na redação da ZH e lá viu o colega Ercy redigindo seus trechos. Debocahado como era, começou a berrar alto:

- Foca Ercy, Foca Ercy....

De outra feita, o Melchíades tomou um fogo que vou te contarno " POrta". Saiu de lá e foi no cabaré Regine's ali ao lado na Érico Verissimo. Os gaiatos no Porta fizeram o que? Foram lá no quarto e enquanto MEL dormia e curava o trago, eles mijaram dentro dos dois pés de sapato. Quando ele acordou, calcou os sapatos e nem se deu muita conta. Tinha que redigir suas notas pra coluna de segunda e em primeiro lugar o dever. Quando entrou na redação é que começaram a reclamar: Melchíades tais cherando muito a mijo. Aí é que ele viu o que acontecera. Mas era um grande caráter com os amigos. Uma vez,ele estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa e ficou sabendo que seu amigo João Antônio Dib - hoje vereador da nossa colenda  - assumiria a prefeitura, nomeado pelo governador Synval Guazzelli. Melchíades não teve dúvidas : fugiu do hospital e se desculpou:

- Preciso ir ajudar meu amigo João....

Algumas más línguas dizem que o Melchíades primeiro serviu na prefeitura de porto alegre aos prefeitos  da ARENA - Villela e Dib - e depois se mandou pro PDT, com Collares... O próprio ex-governador contou estes tempos que sabendo como Malchíades se magoava fácil, um dia ele saía da prefeitura e estava com o carro lotado. Mesmo assim, ofereceu carona ao seu assessor e brincando disse: Melchíades entra aqui no meu carro, senta nem que seja no meu colo. Melchíades não perdeu a esportiva e lascou:
- Collares, tu sabes que eu não gosto de coisa mole...

Collares era governador e levou o Melchíades pruma viagem internacional, a convite. Melchíades tomou tanto trago numa solenidade, que tiveram que retirá-lo à francesa....E a então primeira dama do Estado, serviu de "escudo" pra ele sair de fininho. Quando entrava na redação da ZH, se estava de bom humor, berrava dando seu sinal de vida, como que dizendo: estou aí. Mas seu mantra - ou grito de guerra - era :

- CAMBADA DE PICA FUMO....Tão fazendo ambiental por telefone???

Ao Juarez Tosi, aplicou um apelido que pegou implacávelmente. Chamou-o de " CUCUT"...porque o Tosi era então fanático pela central de trabalhadores que apoiava o PT. Melchíades se comportava como se tivesse uma proteção superior nos locais onde trabalhava. Não sei se tinha, ou se era sua autoconfiança.... Quando Collares foi eleito Governador, ele achou que seria seu secretário de imprensa. Mas Collares escolheu Dilamar Machado. Melchíades foi então pra CEEE, mas lá quando soube que seria só assessor de imprensa, começou a passar mal...Depois se recompôs.... Por fim uma historinha de sua autorica:

" Entrou aquela coisinha linda no ônibus lotado. Chegou ao lado de um senhor que estava sentado e disse:
- O senhor poderia me ceder o lugar?É que eu estou grávida....
- Claro, a senhora me desculpe, eu estava lendo o jornal...
E deu o lugar pra moça.
Ficou de pé um tempo e começou a observar.
- Há quanto tempo a senhora está grávida?
- Ah, faz uma meia-hora....

Bela bolada...

O dentista Rony Soccol, de S.Correa, acaba de ganhar uma ação contra a Previdência Social que lhe renderá 480 mil reais. Ele estava aposentado com aposentadoria comum e ingressou solicitando uma especial. O advogado que atuou na causa foi Umberto Rodrigues, especialista em Previdência Social.

Imprensa alternativa( Parte III)
Por Luis Carlos Maciel, do livro Geração em Transe!

" A imprensa contracultural era a base mais enérgica e eficiente do movimento da contracultura, e floresceu muito em quase todo o mundo ocidental. Na época, havia, nos Estados Unidos, vários países da Europa e até na Argentina, uma profusão de jornais,revistas,tablóides - a cada momento surgia algo novo na imprensa alternativa planetária. Eram publicações originais, muito diferentes da imprensa vigente; enxergavam a realidade com outros olhos.

O intuito central comum a todas aquelas tentativas era combater o poder absoluto da mídia; criava-se então a mídia alternativa. Sua motivação mais forte era de deixar claro que o que sai nos jornais e na televisão não é necessariamente - como quase todo mundo acha hoje em dia, por exemplo - o reflexo imparcial de uma realidade objetiva mas, sim, uma ficção inescrepulosa a serviço de interesses determinados. Basicamente, a mídia alternativa era representada pela imprensa escrita, porque era mais barato fazer jornal, mas durante muito tempo se alimentou o sonho de que a contracultura conseguisse uma emissora de rádio, quem sabe um canal de TV alternativo - ou até mais do que isso? A possibilidade também era vislumbrada através do cinema de super-8, muito incentivado, por exemplo, nos artigos de Torquato Neto, também um companheiro contracultural.( Prossegue ...)

Palanque: Qual será o futuro político de Germano Rigotto?

O ex-governador Rigotto tem viajado pelo interior e tem também se apresentado - embora com menos insistência - na campanha do prefeito José Fogaça. Estes dias, Fogaça disse na TVE que seu candidato a governador pelo PMDB em 2010 é Germano Rigotto. Tempos atrás, na Federasul, eu lhe perguntei e ele disse que é candidato em 2010, mas não a governador. Então tem algum jogo por aí....

Quem é Rigotto. Fui pesquisar e descobri que a Família Rigotto é uma família tradicional  em  Caxias do Sul, mas não é uma família rica, como muitos supõem. O pai dos seis irmãos - Julieta, Germano, Beatriz, Lindomar(falecido) Júlio e Dulce - Germano João Rigotto foi um corredor de carros décadas atrás em Caxias do Sul. A mãe, Julieta, é tia do atual deputado federal do PT e candidato do partido a prefeito caxiense, Pepe Vargas. Julieta é irmã do pai de Pepe. Os irmãos Rigotto têm profissões distintas. Julieta,a primogênita, por exemplo  foi casada com um bisneto do conhecido industrial caxiense ABRAMO EBERLE,de quem está separada.
Germano Rigotto é o político da família, foi deputado estadual, federal,governador mas nunca chegou a prefeito de sua cidade natal,embora tenha disputado a prefeitura em duas ocasiões.
 Perdeu as duas vezes. Uma de Mansueto Serafini Filho e outra do primo Pepe Vargas. Beatriz é médica do setor de emergências do Hospital Conceição de Porto Alegre. Lindomar Vargas Rigotto, o Téti, era empresário  da noite, mas foi morto num suposto assalto perpetrado contra a boate Ibiza, em Xangri-lá. Júlio Rigotto começou a vida como disc jóquei da Atlântida FM, da RBS, nos anos 60 e atualmente comanda as organizações Ibiza. E a irmã mais moça, Dulce Rigotto atua em Porto Alegre e Florianópolis como psicóloga e como promoter das Organizaçãoes do irmão Júlio.A Ibiza já teve casa no Litoral Norte do Estado, em Caxias do Sul, Canela, Atlântida e nas praias de Jurerê Internacional, em Floripa.

Leitoras ilustres

Sei que sou distinguido pela leitura de muitos leitores. Mas me envaideceu saber que as colegas Francis Maia e Olga Juenenam andaram indicando meu blog a conhecidos. Obrigado.

A vida como ela é...
"O poder que uma mulher tinha numa redação Parte II"

Os fatos não são verídicos. Qualquer coincidência é mera casualidade....
Pois então depois de um episódio no qual a mulher que tinha muito poder numa redação foi envolvida, todo mundo pensava que ela cairia. Muitos até queriam isto, porque queriam comer seu fígado. Mas nada. Uma das que mais queriam que ela caísse do cavalo esteve no prédio pra se entrevistar com outros profissionais e viu a mulher que tinha muito poder numa redação falando ao telefone da sacada...O telefone era celular, claro, não ia levar um aparelho fixo pra fora, pra sacada...

Palanque

O candidato Pedro Denardim, a vereador pelo PP, foi funcionário da TV Assembléia.

Coleguinhas


1) um flho do Barão, Luiz Osório, falecido há alguns dias, foi na ARI e abriram sua salinha, onde o Barão despachada. Eram pilhas e pilhas de jornais por todos os cantos. O filho apenas pediu uma coleção do jornal Kronica que seu pai editou durante 30 anos.

2) Há um papo que o Barão teria editado o Kronica antes de morrer. Seria uma edição histórica, porque ela sairá depois que seu editor morreu. Mas ninguém sabe informar bem este assunto. E o Barão era fechado, não se abria muito.

3) Alberto André costumava se referir ao Barão como um herói do jornalismo. Até que era.

4) Muita gente estranhou que a ZH não deu uma linha sobre a morte do Barão. Há quem ache que era porque ele bicava todo mundo. Não se sabe...
5) Saiu o número dois da revista do Barranco. Nesta só tem um anúncio na contracapa e nada mais. Tiragem de 10 mil exemplares. A churrascaria tá bancando sozinha. Mas tá bem feita, e os assuntos até interessantes. Tem uma matéria sobre táxi-lotação, um tema da cidade. O resto é babação de ovo pra cima da própria churrascaria...Tem umas 10 fotos do Elson Furini, o dono.

A vida como ela é....
O Passeio nostálgico do Danilo!

Depois que o ex-governador Leonel Brizola morreu, seu fiel seguidor, Danilo Groff,anda meio perdidão.E estressadão.  É como se tivesse perdido o objetivo de viver. Também não é para menos.
Danilo acompanhou a vida toda do ex-líder.Volta e meia,quando está em Porto Alegre, Danilo - que se refere a Brizola apenas por " O Doutor" - aparece no barzinho da ARI nos sábados. Já entra falando grosso, ao seu estilo. Não é que seja rude,é até uma pessoa doce, mas quer ser sempre ouvido. Na falta do líder, se coloca no seu lugar.

Sábado dia 06/09, Danilo chegou no Barzinho e até que tinha um razoável público pra aquele dia de chuva e frio. Depois a turma foi se retirando e o Danilo, como soe acontecer, ficou sozinho....

Daí que o Gusmão, o Vilney e eu o levamos até a Picanha- é um bar localizado na Lima e Silva, cujo nome não sei mas que é conhecido por nós por Picanha.O Vilney é que colocou este nome. O Danilo se deslocou lentamente da ARI até a Picanha. E vi que tá  meio se entregando. Pra caminhar algumas quadras, reclamou...

Na medida que íamos caminhando pela Fernando Machado, iam brotando as emoções no velho Danilo. " Aqui morava a Vera" disse-me quase que com lágrimas nos olhos. Vera,fiquei saqbendo por ele,depois, era uma namorada que ele tinha antes de noivar com sua atual esposa, Ione. Lembrei-me do fabuloso relato de Gabriel Garcia Marques, no livro " Vivir para Contar-la" quando lembra que seu pai, uma vez, provocou na sua mãe, uma cena de ciúme violento, ao lembrar-se de quando tocava violino para uma antiga namorada. Voltemos ao Danilo: quando voltávamos, 45 minutos depois da Picanha - ele brigou com o dono do bar e quis ir comer no Naval, no Mercado- lembrou :
- Aqui tinha um cinema,disse-me apontando para a rua Coronel Genuíno onde tem um posto do Senac e na frente do boteco Natalício.
- Sim,respondi-lhe era o Marabá. Conheci-o e vi vários filmes nele nos anos 70. Ao lado havia um boteco chamado Paneco, onde bebíamos cerveja e fazíamos a " revolução" apenas derrubando steinheger com cerveja.

O Danilo então abriu seu baú de recordações:

- Neste cinema fizemos um comício a favor do Mal. LOTT.

Daí quando passamos na frente da casa onde residiu sua antiga namorada, ele não resistiu. Cara de pau como é,entrou no pequeno armazém e começou a perguntar pela família da Vera.Danilo foi tomado de um vulcão nostálgico, como se quisesse agarrar-se novamente a juventude, fazer tudo voltar num passe de mágica.  O dono, um gringo de Lajeado,conversava com ele como se fossem dois antigos interioranos destes que se conhecem desde criancinhas.

Danilo ficou sabendo pelo dono do boteco  que seu antigo amor ainda vive,- de vez enquando a Vera passa aqui pela frente, disse o comerciante, quase que com desdém, sem  levar em conta a torrente de emoção que aquelas lembranças todas estavam provocando no velho Danilo. Indiferente, queijo apoiado nas mãos o comerciante lembrou ao velho Danilo que os irmãos de sua ex-namorada tinham indo embora. Foi aí que o velho Danilo Groff quase chorou.
E,comovido, fez uma pequena inconfidência, daquelas que se fazem quando já não se tem mais nada a perder:
- A Neusa( referia-se a Neusa Goulart Brizola) queria que eu casasse com a Vera. A Neusa era casamenteira. Mas eu disse a ela que já estav namorando a Ione e era com ela que iria casar.

Talvez o Danilo tenha acertado. Esta casado com a Ione até hoje.
E olhe que pra aguentar o Danilo tem que ter tranco, porque a vi um dia queixar-se a boca pequena de que quando ele foi pra Lisboa em 1979 pra reunão dos trabalhistas ela ficou em Porto Alegre aguentando uma barra pesada.

Os amores do passado do Danilo são apenas fantasmas com os quais às vezes a gente brinca.
Ou como me disse um engenheiro um dia:
- Uma coisa é aguentar o bafo do camarada todos os dias, outra coisa é a amantezinha da sexta-feira que só te conhece perfumado.

Em tempo: O Danilo quer ditar um livro de memórias. quem se habilitar que o procure no diretório estadual do PDT na Félix da Cunha, em Porto Alegre. Ele sabe muita coisa.

Em tempo I

Esta quem me contou foi alguém que também andou muito próximo do Brizola:
quando ele voltou do exília em 1979 e começou a tratar de candidatar-se a governador do Rio de Janeiro, Danilo Groff não saía de sua casa, na avenida Atlântica.
Um dia Cibilis Viana, Darci Ribeiro,entre outros chamaram Brizola pruma reunião e lhe disseram:
- Brizola tens que tirar o Danilo aqui de dentro. Aqui não dá. Ele fica muito por aqui.
- Vocês não querem que eu provoque uma tragédia, respondeu Leonel de Moura. Se eu mandar o Danilo embora, ele se atira embaixo do primeiro carro que passar na avenida....

Imprensa Alternativa( Parte II) - A revista Rolling Stone

Por Luis Carlos Maciel, do livro Geração em Transe

" Mas a imprensa alternativa, entre nós, estava apenas começando. No final de 1971, fui procurado por um jovem inglês, MIck Killingbeck, que havia vindo ao Brasil para trabalhar como físico nuclear, mas que amava mesmo era o rock´n´roll. Estava conseguindo os direitos da revista Rolling Stone, o maior sucesso nos EUA no gênero, para editá-la aqui. Me escolheu ( provavelmente porque eu era o jornalista conhecido mais ligado a assuntos roqueiros e contraculturais)  e então passei a ser o editor da Rolling Stone no Brasil. Mick alugou uma casa velha na rua Visconde de Caravelas, em Botafrogo, pertinho do primeiro apartamento dos Novos Baianos no Rio e do tradicional restaurante Aurora, onde almoçavamos e bebíamos cerveja. Fizemos um número zero, com direção de arte do Fortuna, que tinha Gal na capa, uma longa matéria minha sobre a visita de Santana no Brasil, uma crítica do Mick do show  Fa-Tal e outras matérias. Em seguida, Fortuna foi substituído pelo Lapi e, para a redação, contratei Ezequiel Neves e também OKKi de Souza e Ana Maria Bahiana, que estavam começando.

O primeiro número saiu em 1972 e saudou, em grande estilo, a volta de Caetano Veloso ao Rio de Janeiro. A revista fazia a cobertura total, com um poema meu dedicado ao artista, mais entrevistas  com Caetano e Jorge Mautner, com quem aliás passei a ter um contato bem estreito.

Jorge Mautner era relax, talvez um pouco do meu próprio gênero, mas, eu acho, mais radical. Já era um veterano do desbunde, pois vinha do tempo da beat generation, acho que foi o primeiro beatnik brasileiro, quando escreveu seu primeiro livro, Deus da chuva e da maorte. Ia sempre à redação da revista, para levar( ou fazer) artigos, que nunca lhe eram pagos. Os gringos não tinham dinheiro, as contas cresciam e a revista ia muito mal das pernas. Mas, enfim, o Mautner gostava de escrever e escrevia sempre. E muito. E rápido. Chegava na redação, sentava junto a uma máquina de escrever e arremetiaq, folha após folha, uma velocidade que me deixava pasmo. Era capa de produzir um texto de varias laudas em poucos segundos. Sem exagero.

om essa convivência, ficamos muito amigos. Tão amigos que começamos a pensar em fazer um trabalho jornalístico juntos. E, quando a Rolling Stone acabou, Mautner resolveu que nós devíamos fazer nossa própria revista underground: foram então lançadas as bases da revistra KAOS, com K.( Prossegue na segunda-feira, dia 08/09)

Lançamento de livro encerra festejos dos 235 Anos da Câmara

O livro Os "Homens Bons" e a Câmara Municipal de Porto Alegre (1767-1808), de Adriano Comissoli, será lançado e distribuído - gratuitamente - às 9h30min desta sexta-feira (5/6) na sala do Memorial da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255), no térreo. Logo após, o autor fará palestra com entrada franca e certificado. O lançamento encerrará a programação da Semana de Aniversário do Legislativo da Capital, que faz 235 anos no dia 6 de setembro.

Com 190 páginas, a obra inaugura a Coleção Teses e Dissertações, uma parceria da Câmara com a Editora da UFRGS, e apresenta a tese de Mestrado de Comissoli na Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói (RJ), onde cursa doutorado. No trabalho, Comissoli aborda a constituição e o funcionamento da Câmara no século XVIII até a chegada da Família Real, abrangendo anos anteriores à transferência da instituição de Viamão para Porto Alegre. Naquele tempo havia apenas uma Câmara para toda a Capitania.

Ao resgatar parte da história da Câmara no Período Colonial, Comissoli destaca suas ações na administração local e como espaço de manifestação política das elites locais, os chamados "homens bons", os únicos que podiam votar e ser eleitos. A intenção do autor também é compreender os motivos que levaram à mudança da Câmara da povoação de Viamão para Porto Alegre e as alterações nos quadros da elite local.

O que: lançamento do livro Os "Homens Bons" e a Câmara Municipal de Porto Alegre. (1767-1808), de Adriano Comissoli, seguido de palestra.
Quando: dia 5/9 (sexta-feira), às 9h30min.
Onde: sala térrea do Memorial da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255)
Quanto: entrada franca com distribuição gratuita de exemplares.
Informações: (51) 3220-4187 e 3220-4318.

Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)

Votação de projeto do Estaleiro fica para depois das eleições

A votação do projeto do Pontal do Estaleiro, prevista para acontecer na próxima quarta-feira (10/9), ocorrerá somente após as eleições. A decisão foi tomada na noite de ontem (3/9) durante reunião da Mesa Diretora e de líderes partidários. O projeto, porém, continua tramitando no Legislativo em regime de urgência.

Conforme o presidente da Casa, vereador Sebastião Melo (PMDB), o adiamento da votação se deve à complexidade do projeto, que exige maior debate no Legislativo. "O mesmo critério já foi adotado em relação à revisão do Plano Diretor, cuja votação também ficou para depois do pleito deste ano."

O projeto de lei que trata do Pontal do Estaleiro é subscrito por 17 vereadores e propõe a revitalização urbana da orla do Guaíba, em trecho localizado na Unidade de Estruturação Urbana (UEU) 4036.

Conforme o texto, o projeto para o Pontal do Estaleiro - também conhecido como Ponta do Melo - é classificado como empreendimento de impacto de segundo nível por sua proposta de valorização dos visuais urbanos e da atração turística pelas atividades previstas. Fonte: Assessoria de Imprensa CMPA
Leia aqui a íntegra do projeto

Coleguinhas

1)Saiu um piquete na Harmonia pra ARI. Nome deverá ser bem sugestivo: " Desgarrados da Imprensa."

2) Anda a milhão o trabalho das duas arquivistas que estão remexendo em todos os papéis que estavam atirados num quarto da ARI. Descaso com a documentação é até palavra branda. Havia era um verdadeiro desleixo com a papelada, leia-se fichas de centenas e centenas de associados.

3) O trabalho das duas arquivistas é  pago com bolsa da Ayuto al Desenvolvimento de Archivos (ADAI), de Madrid.

4) Algumas fichas dos associados da ARI estão totalmente comidas pelos cupins. Há muita gente que não é mais associada, muito deles foram desligados por falta de pagamento. Outros morreram.

5) Na ficha do associado Juarez Haase, está escrito: falecido. Que eu saiba, o " JUCA PARANGA" anda vivo e muito.

6) Quem andou ligando pra ARI pra expor seu livro que promete lançar  na barraquinha na próxima feira do livro de Porto Alegre foi Milton Galdino da Silva, o " Churrasquinho". Galdino informou ainda que estaria pra viajar a Santa Catarina pra visitar seu ex-colegua Betinho Hirstz, que anda adoentado.Galdino tem uma bela aposentadoria do Ministério Público Estadual.Trabalha numa imobiliária que adminsitra seus próprios imóveis.

7) Betinho(Roberto) Hirstz foi o responsável pela ZH dar uma monumental furo de reportagem - acho que houve edição extra - quando foi preso o seqüestrador SANTINO de quatro garotos do bairro Moinhos de Vento, um ou dois filhos da família Rizzo.Betinho chegou na casa da mãe do seqüetrador  numa vila de Niterói e se faz por policial intimando a mãe a contar onde estava o filho que havia fugido com a grana paga pelo resgate dos quatro menores. Pouco depois SANTINO foi preso na BR-386,quando tentava tomar um ônibus. O dinheiro do resgate estava todo enterrado nos fundos do casebre de sua mãe numa Vila do bairro Niterói, em Canoas.

8) Quem tem visto o veterano jornalista Flávio Alcaraz Gomes o tem achado deprimido.

O que eles não fazem por uma boquinha...

Ontem,4/9, ouvi o programa eleitoral gratuito dos vereadores de POrto Alegre. Cada " pérola" que vou te...."Eu sou o cordeiro na Paz do Senhor", diz um candidato...Pois é, não sabia?
Outro se anuncia como " Valdir Canal, este é o Canal".

Por fim descobri o imitador do narrador Pedro Ernesto. Ele se chama Pedro Denardin, é candidato sob o número 11013 e sua luta é pelo Esporte. Tá na cara, que quer fazer um link com o narrador, ou seja, quer enganar os eleitores trouxas que pensam que tão votando num,quando tão votando noutro. Marque bem este candidato,caro eleitor. Quer se eleger na cacunda de outro nome, que é evidente mais famoso que ele....
Eis que a candidata Vera Guasso, a prefeita do PSTU, foi assaltada. Roubaram seu carro.Ficou com olho roxo, e tudo. São as mazelas do capitalismo.

Moinhos incentivarão agricultores para garantir produção de trigo

A experiência bem-sucedida em São Paulo e Paraná de estabelecer uma parceria entre moinhos e plantadores de trigo, garantindo a compra da safra, na hora do plantio e fornecendo ao produtor sementes da variedade desejada, será estendida aos restante do País, garantiu hoje (quinta-feira), o novo  presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Sérgio Amaral que veio ao Estado para falar sobre a valorização da cultura do cereal, no Parque de Exposições de Esteio. A integração entre moageiros, indústria de massas e panificação e agricultores é uma das principais iniciativas defendida por ele para garantir o crescimento da produção e diversificação dos tipos de trigo, no País, a médio e longo prazos.
Atualmente, o Brasil consome mais de 10 milhões de toneladas de trigo anualmente. Mesmo com o aumento da produção nacional para 5,3 milhões de toneladas, neste ano, a dependência de importação é de quase metade do consumo. A maior necessidade é para a panificação, mas há carência, também, dos outros tipos de cereal que entram na composição da fabricação de biscoitos e massas, tanto em quantidade quanto em qualidade. A Embrapa está incluída no esforço de desenvolvimento de cultivares adaptados às condições das lavouras das regiões produtoras.

A Abitrigo esteve reunida hoje, com a direção da Fiergs, e nesta sexta-feira (5) terá audiência com a governadora Yeda Crusius no Palácio Piratini, às 9h30min. A falta de um melhor entrosamento é, na visão de Amaral, uma das causas da crônica dependência da importação de trigo, com todos os imprevistos, como os recentemente acontecidos com a Argentina e as oscilações de preços no mercado internacional. Além disso, apontou problemas de logística de transporte que dificultam a saída do trigo do Rio Grande do Sul para outras regiões do País. Fonte: Todt Comunicação

Coleguinhas

1) Rádio Guaíba está procurando um plantonista pra fazer Polícia da meia noite às 6 da manhã.Apenas 1.200,00 reais e uma folga por semana, no sábado. É pouco picho....

2) Empresas de comunicação em geral estão perdendo profissionais para assessorias de imprensa. Que bom que se criou este outro mercado. Chega de idealismos, nós queremos é grana....

Audiência debaterá assistência básica no Partenon

A Câmara Municipal de Porto Alegre realizará no dia 8 de setembro, às 19 horas, no Plenário Otávio Rocha, audiência pública com o objetivo de discutir a assistência básica da saúde do bairro Partenon. A região possui sete postos de saúde atendendo uma população de aproximadamente 80 mil pessoas. O encontro também debaterá as condições de atendimento, trabalho e ensino do Centro de Saúde Escola Murialdo. A solicitação da audiência foi feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul. Fonte: Vítor Bley de Moraes (reg. prof. 5495)

Tramita na Câmara, PL de Mendes Ribeiro Filho que institui a "Rodovia General Bento Gonçalves"

Começa a tramitar na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei PL-3965/2008 de autoria do deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS) que institui a denominação da "Rodovia General Bento Gonçalves" para o trecho da BR-116 entre os Municípios de Porto Alegre e Jaguarão, no Estado. De acordo com o parlamentar, a proposição visa homenagear um dos maiores nomes da história do Rio Grande do Sul, rica em demonstrações de patriotismo e amor à liberdade, à ética e à justiça. “O Brasil deve se orgulhar de um homem, Bento Gonçalves da Silva, que colocou o Rio Grande de pé em defesa dos direitos da população gaúcha, que não recebia do Poder Central o tratamento adequado”, lembra Mendes. O peemedebista ressalta ainda que o falecimento de Bento Gonçalves, em 18 de julho de 1847, na localidade de Pedras Brancas, hoje Guaíba, teve apenas dois meses depois, um registro como nota em jormal de Rio Grande noticiando o ocorrido. “Bento Gonçalves, por isso, é merecedor dessa justa homenagem, para que nunca esqueçamos dos exemplos da história, para que os erros do passado não se repitam no futuro e para que os acertos nos sirvam de bússola para a construção do presente, como base do futuro que almejamos”, acrescenta Mendes. O projeto, apresentado em 20 de agosto, segue para análise e aprovação nas comissões e aprovação no Congresso.
Fonte: Rodrigo Vizzotto - Assessoria de Imprensa.

Imprensa Alternativa - Parte Um: " A FLOR DO MAL"

  
Primeiro numero do jornal Flor do Mal (1970) e da Revista Rolling Stone (Novembro de 1971)

Por  Luís Carlos Maciel, do Livro "Geração em Transe", de 1998:
" Mil novecentos e setente e um foi o ano em que, pode-se dizer, me engajei na contracultura - como teórico,naturalmente. Já fazia a coluna " Underground" (no semanário O Pasquim)  há meses mas sempre me dizia que cumpria uma tarefa jornalística,profissional. Não acahava que eu tivesse alguma coisa realmente pessoal a ver com aquilo. Mas o tom dos meus escritos era inequívoco: eu era, pelo menos, simpatizante!

É verdade que a aparência externa, muito por influência de Célia, minha mulher na época, era aproximadamente a de um verdadeiro hippie: calça boca-de-sino,camisetas, cabelos compridos etc., embora, por temperamento, eu não fosse muito chegado a batas ou àqueles enfeites hippies típicos... Digo aparência externa porque não acredito que fosse um hippie realmente - aliás não conheci muitos que foram,de verdade. A maioria era de brincadeira.O hippie mesmo é um "drop out",ou seja, aquele cara que se coloca fora do sistema,não se integra a ele de maneira nenhuma, recusando inclusive fazer parte da força de trabalho convencional. Nos EUA,dizem, os hippies queimavam seus documentos e saíam on the road, tipo easy rider mesmo. Eu não. Sempre trabalhei, e até trabalhei muito, porque tinha que me sustentar. Por isso, nunca estive totalmente desintegrado do sistema - de alguma forma sempre fiz parte dele, embora o questionasse e tentasse me diferenciar da massa de manobra e dos " inseridos" convictos. Sempre fui um easy rider espiritual, se me permitem a expressão - e se é que me entendem.

Após ter sido preso - e solto, lógico - fundei, juntamente com os poetas Tite de Lemos, Torquato Mendonça e Rogério Duarte, o jornal " Flor do Mal" cujo título era inspirado pelo poeta maldito Charles Baudelaire. Foi o primeiro jornal brasileiro totalmente contracultural, ou, pelo menos, um dos primeiros: saiu na mesma época  de "Presença" , no Rio, e do " Verbo Encantado", na Bahia. e muito antes do Bondinho, em São Paulo. Segundo me lembro, o título foi uma idéia de Torquato Mendonça, o poeta boêmio, muito aplaudida por Tite e Rogério, que desenhou logo a  capa: uma moldura que reproduzia um texto implacável de Baudelaire sobre a imprensa.

No primeiro número, Rogério colocou dentro dessa moldura a foto de uma menina negra, sorridente, linda e despida do peito para cima,que Torquato Neto havia recolhido do chão da redação do jornal Última Hora, pois fora desprezada por todos e ficara ali, no chão, pisado por todo mundo. Ele limpou a foto cuidadosamente e nos mostrou. Ficamos encantados com o sorriso da criança;parecia expressar a pureza espiritual que buscávamos,demaneira que nós a publicamos na capa da "Flor" e nem sequer o fotógrafo que a tinha feito reclamou crédito, já que devia ter esquecido da própria foto.

Só quem reclamou foi o general de pijama que fazia a censura prévia do Pasquim e para quem a nossa ' Flor do Mal '  também tinha que ser encaminahda. Quando Ziraldo ( ou outro cara do Pasquim, não tenho certeza) o visitou para liberar o material, o general disse que não podia aprovar a capa da ' Flor do Mal'. Ziraldo ficou espantado:

- Mas, general, ele nem tem seios ainda, é um peitinho chato de criança...
- Eu sei, Ziraldo, não é por mim. Estou vendo que é uma criança. Mas não pega bem...
- Mas não pega bem por quê, general?
- Olhe, podemos resolver isso muito simplesmente com um pequeno corte na foto.
- Corte? Onde, general?
- Aqui, só um pouquinho acima dos mamilos. 

Rogério fez o corte só um pouquinho acima dos mamilos e nossa linda favelada anônima pôde ir para as bancas.

O ' Flor do Mal' foi muito bem considerado nos círculos da contracultura,especialmente os mais radicais; e, admito, muitíssimo mal considerado fora desses círculos. O elogio ao " Flor" de que tive notícia e que mais me tocou foi de Hélio Oiticica, para quem este era o único jornal não-machista da imprensa brasileira. Em certa contrapartida, porém, um psiquiatra chegou pra mim e disse:
- Esse seu jornalzinho aí é igualzinho ao que os malucos da minha clínica fazem como terapia.

Não me ofendi nem um pouco. Realmente " Flor do Mal" era um jornal bem louco. Que sentido teria se não fosse? E o que há de errado em terapia? O espírito era esse,afinal. Colocar pra fora tudo,questionar,fazer entrevistas anticonvencionais, e por aí afora,sem censuras internas, pois das externas o país estava cheio. NUma palavra: viajar, em busca de uma saúde espiritual regeneradora. Havia poemas em verso, poemas em prosa,textos absurdos, lírica ' non sense' . Muitos poetas da chamada geração mimeógrafo publicaram algumas poemas lá. Eu próprio me permiti publicar uns poemas em prosa que não submeteria ao crivo de uma publicação mais careta. No " Flor", podia-se fazer o que desse na veneta. Era isso, aliás, o que se esperava de seus colaboradores.

Só que a experiência, em termos financeiros, não deu muito certo. " Flor do Mal" obviamente, não caiu no gosto do público como O Pasquim caíra. Só os mais malucos o compravam. Depois de cinco números que se tornaram raridades, o jornalzinho acabou". Prossegue amanhã com ROLLING STONE   

O Betto Botega perdeu a carteirinha na EXPOINTER

Anos atrás o nosso colega Betto Bottega, da agência Replay foi passear dentro da Expointer e na saída, ele ainda não sabe como perdeu a carteirinha de jornalista que é dada pelo Sindicato dos Jornalistas.

Passados uns dois anos, um dia ele precisou falar com a colega Maria Isabel Hammes, da ZH, e ela lhe disse:

- Olha, um motorista nosso achou a tua carteirinha no chão e pensou que fosse de alguém aqui do jornal. Recolheu e eu estou com ela aqui.
 Beto foi buscá-la mas estava totalmente vencida. Desde então, nunca mais voltou a fazê-la.

Coleguinhas

1) Correiinho do dia 03/09 na pagina 24 de 03/09 registrou queda do superintendente do DNIT, Marcão Ledermann. Mesmo com duas funcionárias suas também tendo sido demitidas do DNIT no mesmo episódio.

2)De uma fonte muito bem posicionada: dinheiro que entrará na RBS com venda de 15% das ações à Gavea Investimentos será aplicado na modernização digital.

3) Ex-superintendente do Dnit, Marcão Ledermann, bebeu do próprio veneno. Vivia privilegiando algumas empresas de comunicação e uma delas foi seu algoz.

4)Ticiano Kessler - que Rogério Mendelski não cansa de elogiar - levanta as 3 da matina pra apresentar, com Fernanda Bagatini, o " Acorda Rio Grande".

5) Ontem, dia 03/09, pouquinho antes das 7 horas, na rádio Guaíba, pode-se ouvir o Sílvio Benfica - da Gaúcha - falando sobre o time da Portuguesa. E a voz do Macedão ressoou na Guaíba. O que houve? problemas nas ondas, ou foi só no meu aparelho?

6)Morreu no último domingo, o arquiteto Umanski,que ajudou a montar o projeto da Usina do Gazometro - agora tem vários " pais" deste projeto que na verdade foi bolado pelo Ayres Cerutti, ajudado pelo falecido secretário Isaac Ainhorn e feito em conjunto com várias empresários do CDL.Umanski tinha nascido na Argentina, vivido no Uruguai e Brasil. Ele tinha repaginado o prédio da Associação Riograndense de Imprensa mas como lá é tudo devagar, quase parando, nada saiu do papel ainda....Na ARI, os caras estão esperando o maná cair do céu....

7) Ataídes Miranda, diretor de jornalismo da rádio Guaíba, esteve de niver,ontem,dia 03/09. Ataídes começou na antiga TV Gaúcha e é um dos primeiros da equipe de reportagem daquela tevê,hoje RBS TV.

8) São insistentes os rumores - ou boatos - vindos das principais entidades empresariais do Estado, de que o editor-diretor de Zero Hora,jornalista Marcelo RECH, seria substituído.

Palanque: Queda de Marcão Ledermann, DNIT
pode respingar na candidatura de  Manoela DÁvila,do PCdo B

De uma raposa felpuda da política local: com a queda de Marcão Ledermann,- que foi fraglado usando para assuntos particulares um carro locado por uma empreiteira que trabalha na duplicação da BR-101 -  indicado do deputado federal Beto Albuquerque, do PSB, a candidatura de Manoela DÁvila, que tem como apoiador o PSB, pode sofrer desgaste. É a " guerra" pela segunda vaga no segundo turno. Começou o jogo rasteiro, por debaixo da mesa, quando ninguém mais sabe de onde vem o bombardeio.

Memória: Porto Alegre Antiga

 
Av. Borges de Mederios vista do alto do viaduto - Av. Getulio Vargas desde a Igreja Menino Deus

Palanque eleitoral: Língua afiada

A governadora Yeda Crusius disse estes dias numa roda no Sinduscon que querem que ela "faça exames de DNA pra ver se os filhos dela são dela mesmo". Isto não dá,né,teria reclamado a primeira mandatária do Estado, numa alusão às denúncias que vem sendo feitas via Ministério Público a respeito da compra de uma casa.

Complicou em Serafina

O atual vice prefeito Luis Antônio  Gheller - que é candidato a prefeito pelo PMDB, partido que está há 12 anos na prefeitura  municipal - sofreu ações na Justiça e saiu agora uma sentença. Não se sabe como isto repercutirá na sua campanha.
Um mês atrás, conversando com outro candidato a prefeito, pelo PTB, Nestor Magon - que no passado também teve processos na área da Justiça Eleitoral - ele me disse que Gheller seria abandonado " pela sua turma".

Notícias de São Borja!

Em São Borja, o candidato do PT, Rene, teria perdendo a segunda posição para o candidato do PP, um médico que já foi secretário da saúde do município no Governo do Jucão Alvarez.Em primeiro na terra dos presidentes ainda está o atual prefeito Mariowane Weis, que concorre à reeleição.

Em Portinho

Espera-se que Onyx Lorenzoni apareça melhor nas próximas pesquisas. Quem cairá? 

Da memória de um repórter: O TRIPINHA!

Quando foi governador do Estado, Pedro Simon conferia tudo de cima. Um dia o diretor-geral do DAER, engenheiro Eudes Missio foi levar um assunto pro governador que reclamou de uma obra rodoviária parada.
- Ah,disse Missio, ao governador, vou falar com o " TRIPA"
- Com quem perguntou, assustado,Simon.
- Com o TRIPA.

TRIPA, ou TRIPINHA é o apelido do engenheiro Dorivaldo Driemeyer, que jogou muito basquete- era magro como uma tripinha -  e que foi do tiime da SOGIPA.Natural de Estrela, Dorivaldo só é conhecido no meio rodoviário - ele fundou a empreiteira Continental - por Tripa ou Tripinha.Foi sua empreiteira que fez parte do Trensurb,além de muitas obras da Portobrás.

Hoje está com loteamento em Ibiraqueras,Santa Catarina, num dos litorais mais lindos do Brasil. Tem casa lá. Botou sua mansão da zona sul de Porto Alegre à venda, mas num ano e tanto ainda não conseguiu.
Tripinha foi sócio de Dino Busatto, outro grande empreiteiro,falecido, que trabalhava, principalmente na área do carvão.

Tripinha tinha ou tem uma turma que de vez em quando vai pescar no rio Amazonas. Lá é proibido falar em trabalho. Só em mulher,futebol,e coisa boa.
Estas pescarias duram uns oito ou 10 dias. São preparadas durante reuniões em Porto Alegre. Dizem que peixe que é bom,nunca ninguém pescou, só contaram foi muita mentira...

Olha o grampo!

Agora que o grampo é assunto do momento. Um empreiteiro me contou dias destes que quando ele prestava serviços a Portobrás, nos anos da Redentora, havia um sujeito lá da diretoria daquela estatal que fora do SNI e que lhe pedia: por favor, não fale nada comigo por telefone. Sempre trataremos os assuntos sem este aparelho. É que ele sabia que o grampeamento corria solto.... Tancredo Neves, presidente eleito e morto antes de assumir, era outro que não falava nada sério por telefone...

Coleguinhas

Ontem,dia 03/9 teve bolo, torta, refri, negrinho e tudo o mais pro niver do Ataídes Miranda na Guaíba.

De primeira

Segundo um perdigueiro me informou, o executivo Nelson Guanon fará parte do staff da possível candidatura de Affonso Motta - atual diretor da RBS - a deputado federal pelo PDT em 2010.

Acertaram na mosca

Um candidato a vereador do PSTU - que não tem grana mas sobra criatividade - no horário eleitoral deu na pleura do Fogaça. Dsse que a passagem do ônibus de Portinho é TRI cara...Numa alusão a atual campanha do TRI, da ATP e da EPTC... 

A vida como ela é...
Episódio de hoje: " O poder de uma mulher na redação de um jornal..."

Os fatos aqui narrados são fantasiosos. Se houver coincidência com fatos reais, é mera casualidade.

Dela diziam tudo  principalmente que era  mal-humorada.Só não diziam que era desonesta. Ah, disto nunca ouvi falar. Mas ouvi falar muito do seu poder principalmente  pela boca de mulheres. As colegas  mulheres tinham um medo dela que se pelavam. Os homens nem tanto, principalmente porque quando ela ia com a cara de um deles, principalmente de fotógrafos, ela os adulava. Não sei se era um assédio, não posso garantir perempetóriamente que fosse assédio. As mulheres sim, já sabiam de vereda quando ela não ia com a cara de uma delas. E desabafam nas salinhas umas com as outras:
- Ah, nunca vou conseguir trabalhar lá. A fulana não foi com minha cara... Sabiam que se ela não ia com a cara da candidata,desde a primeira vez que a visse, pode tirar o cavalinho da chuva. Ali não trabalharia...

Diziam as más línguas até que ela teve um caso com um chefe de outro veículo, dos mesmos donos. Este sujeito já foi embora, entraram outros donos e deram o bilhete azul pra ele.Talvez aí começaram a desmontar o esquema de poder da mulher que mandava na redação de um jornal. Acho que isto era pura intriga, mas a falação foi adiante, dizendo que este
fulano era o único que não a temia." Ele não tinha  medo dela por questões íntimas" diziam pelos corredores desta empresa de comunicação.
Até que um dia alguém ligado a ela caiu em desgraça... Quem viver, verá...

Coleguinhas

1) Pra quem gosta de humor e de ironia, está imperdível o blog do colega Emanuel Mattos.

2) Anda a mil o projeto de recuperação de toda a papelada da ARI. Quando tem grana, as coisas andam...

Memória das Eleições


Contribuição de Alfonso Abraham

Foto de 1984 quando Fogaça se candidatou pela primeira vez Dep. Federal com os cantores Kleiton e Cledir. Foi uma convenção no Gigantinho para homologar as candidaturas.

Coleguinhas

1) Depois de um tempo " fora da área de serviço" Júlio César Dreyer Pacheco está na ativa na Rede Vida novamente. Ontem,dia 02/09 estava indo cedo pra Sta. Cruiz do Sul a trabalho. Prometeu pagar um chopp no Barranco. Celular do Júlio 51.96961099

2) Jalmo Fornari, da Província FM de Tenente Portela, envia seu livro sobre o dito cujo. E aproveita pra cumprimentar este redator e o site" Tenho acompanhado teu site. Muito bom pra saber de POA e de nossos colegas". Então, tá, mando abração ao Jalmo e o pagamento do livro vai pelo banco.

3) Na TV Assembléia há um programa dos deficientes. Seu site facaadiferencaalrs.blogspot.com. email: facaadiferenca@al.rs.gov.br

4) Há um candidato a vereador Pedro Denardin que é batata: vai se eleger encima do nome do narrador Pedro Ernesto Denardin, da R. Gaúcha.

Te mete patinete: Serafina já tem 3 sinaleiras


Como saiu aí na notícia do jornal Gazeta, Serafina , a 230 km de Porto Alegre - a antiga La Undeze - já tem três cruzamentos com sinaleiras.É o assunto do momento na cidade. Estes dias estive lá e meu pai, que vai completar 80 anos, me perguntou quais os sinais pra se atravessar corretamente. Seguramente o município terá que fazer uma campanha pela rádio. Sugiro ao Fiorin, da Odisséia FM, no seu programa matinal, que aborde este assunto com os brigadianos.Muita gente, principalmente os idosos, que enxergam pouco, terão dificuldades.

O Fordzinho tinha virado o diabo....

Pois falando em sinaleiras, este dia lembrei-me de uma história serafinense. Lá pelos anos 40 ou 50, do século passado, uma família veio de carroça das bandas do Rio Carreiro pra cidade - el paese - como chamavam o pequeno povoado. E o pai foi fazer compras, mantimentos, roupas, querosene, no velho secos e molhados do Dionísio Assoni - filho do primeiro imigrante do local, Orestes - no entardecer. Os dois filhos, mais xucros impossível, viram então um pequeno caminhãozinho Ford que vinha vindo pela rua principal, a dr. Júlio Campos, hoje Miguel Soccol. Na frente, quatro pessoas sentadas num banco de madeira, que era como era a cabine naqueles tempos.
Como já escurecia, o Fordzinho ligou os faróis. Um dos filhos do colono, quando viu aquilo - ele estava sentado na soleira da loja esperando seu pai concluir as compras - entrou em pânico. Segundo Nelson Assoni, filho do dono da loja, o guri literalmente pulou para o colo do pai no balcão da loja berrando:
- Pai, pai, vi o diabo, olha o diabo.

Ele achou que o caminhãozinho se mexendo com faróis era " el diaol" ,isto é, o diabo. Só que eles nunca tinham visto um carro a motor se mexer sozinho,estavam acostumados a fazer tudo de carroça.

Pois a Serafina que antigamente tinha estas estórias, hoje tem três sinaleiras. Logo, logo passamos de Guaporé....

Assim nasceu um Clássico( Parte II)
Por Moraes Moreira

"O disco Acabou Chorare foi feito no melhor momento em que vivemos juntos. Tínhamos a firme vontade de fazer algo novo,original. A resposta que tivemos do povo e da crítica especializada vem confirmado através do tempo que estávamos no caminho certo. As influências  que tivemos  foram as mais diversas. Beatles, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Janis Joplin,Dorival Caymi, Ari Barroso, bossa nova, tropicalistas, João Gilberto. Aliás, não poderia falar do disco sem fazer uma revelação: o pai dessa criança é João Gilberto! Foi ele quem acordou a semente da brasilidade até então dormente em nossos corações. Nosso país vivia um momento difícil, massacrado por uma ditadura militar e a auto-estima de todos estava lá embaixo. Por causa de João, o conceito do disco: Brasilidade Universal,Tradição e Modernidade. Tudo mais era completado pelas nossas figuras, pela nossa postura e filosofia de vida. Lembro-me  bem da noite em que João entrou em nossa casa,na nossa vida, e cantou os primeiros versos de " Brasil Pandeiro", de Assis Valente:" Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor". No ato captamos a mensagem e aí, Acabou Chorare ficou tudo lindo. Não foi à toa que esse samba se tronou a primeira faixa do disco.

 Quando o encontro aconteceu ( e se repetiria muitas vezes) João Gilberto pediu que cantássemos nossas músicas. Confesso que tremi, mas depois fui mostrando o repertório. Ele gostou, disse que estava tudo bem, mas em seguida observou:" " Vocês precisam olhar mais para dentro de vocês mesmos". Ele queria o nosso trabalho com uma dosse maior de  brasilidade, de samba. De imediato, eu e Pepeu começamos a introduzir no grupo instrumentos brasileiríssimos, como cavaquinho,bandolim e pandeiro. E tudo isso se misturou com a guitarra, o baixo e a bateria, uma fusão maravilhosa. Misturamos linguagens, Jimi Hendrix com Waldir  Azevedo, Janis Joplin com  Ademilde Fonseca, o acústico e o elétrico. A intervenção de João foi fundamental para a estética musical da banda. O nosso caminho estava assim traçado.

Há pouco tempo o disco mereceu um programa inteiro do Canal Brasil, realizado com competência e carinho  pelo grande  novo-baiano-titã  Charles Gavin. Ele,aliás, é responsável pelo mais recente relançamento dessa obra em CD, com sua integridade resgatada, inclusive a capa: as edições anteriores ignoraram a importância do projeto gráfico,retrato fiel da nossa vida em comum genialmente registrado por Lula Martins - grande artista baiano, pouco citado. A nova masterização melhora o som original sem torná-lo artificial, como acontece muitas vezes quando se passam para o formato digital discos gravados na era analógica. Apenas quatro canais registraram a nossa  afiada perfomance, fruta do prática diária e obsessiva.Às vezes perguntam-me: " A que horas vocês ensaiavam?". Respondo que nossa vida era um interminável ensaio. Isso prova para mim - e achoque para muita gente - que, se faltarem competência e emoção, a tecnologia não salva. Os Beatles são nossos eternos mestres nesse aspecto, além de muitos outros artistas.

Recentemente nosso disco foi considerado o melhor entre os melhores pela edição brasileira da revista Rolling Stone. Pessoas gabaritadas fizeram a escolha, valorizando ainda mais esse troféu que recebemos,sem falsa modéstia, com grande alegria. A internet tem se revelado improtante instrumento de preservação e divulgação do grupo, num louvável trabalho dos fãs,criadores de comunidades que mostram pequenos trechos de especiais antigos de televisão,filmes e documentários.

Parte do registro da história do grupo, nos quais o repertório do Acabou Chorare reina absoluto e é tocado ao vivo, permance inédita ou acessível a poucos. E precisa ser urgentemente publicada, para que mais pessoas compartilhem belos e intensos momentos. Ultimamente estou empenhado nesse projeto de restauração da memória e o considero mais improtante que uma eventual volta do grupo.
Com certeza,foi esse sentimento que me levou a escrever o livro A História dos Novos Baianos e Outros Versos( editora Língua  Geral), em forma de cordel e com ilustrações de Romero Cavalcanti, publicado no fim do ano passado. Nele Acabou Chorare é colocado como o momento mais sublime e verdadeiro vivido pelos Novos Baianos. 

Coleguinhas

1) Ficou chata a situação de duas coleguinas do Correinho.

2) Telmo Flor, editor-chefe do Correinho, está no projeto do jornal on line.

Assim Nasceu um Clássico( Parte I)
Dedicado a Heloiza G. Hercovitz e Carlos Eduardo Caramez 
Escrito por Moraes Moreira - Cantor e Compositor


Os novo baianos nos Anos 70

De um apartamento em Botafogo, Rio, para a História. Este texto do líder dos Novos Baianos conta como foi concebido o álbum ACABOU CHORARE, marco da música popular brasileira lançado em 1972.

" Começo a escrever ao som de Acabou Chorare e é incrível como permanece o seu frescor, mais de 35 anos depois de seu lançamento, em 1972. Passei alguns anos sem ouvi-lo, mas tenho informações de que é item indispensável em festas e reuniões de novas gerações, principalmente o hit " Preta Pretinha"
O que recordo do disco neste momento que escrevo? Diria que a sua história teve início  no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo, numa ampla cobertura onde todos vivíamos em comunidade´e que até hoje não me lembro como conseguimos alugar. A vida lá era uma festa e nem as dificuldades financeiras baixavam o astral do grupo. Sobrevivíamos de algum dinheiro que a gravadora SOM LIVRE às vezes nos adiantava, por conta dos direitos autorais. No mais, acho que fazíamos mágica e até pedíamos dinheiro na rua. Era uma loucura! O disco foi se definindo, foi tomando forma no dia-a-dia, enquanto cantávamos. Resolvíamos de comum acordo quem ia cantar o quê.
Na verdade,acho que as canções escolhiam seus interpretes. Baby( então Consuleo, hoje do Brasil) Paulinho( Boca de Cantor) e eu fazíamos um bom revezamento nessa função de solitas. As músicas foram gravadas no Estúdio Somil, no bairro em que morávamos. Teve produção de João Araújo e co-produção de Eustáquio Sena.Pepeu(Gomes) e eu elaborávamos arranjos. O clima das gravações era de celebração e nossa alegria tão grande que assustava os técnicos.

  O maior sucesso do disco, " Preta,Pretinha" , foi composto em nossa cobertura. ( Luiz) Galvão fazia uma viagem de barca com a Baby para Niterói quando lhe ocorreram os versos: " Enquanto eu corria assim eu ia/ ia lhe chamar, enquanto corria a barca". Eu gostei de cara, peguei o violão e comecei a cantarolar. Surgiu uma melodia singela e popular, e era tão natural que em certos momentos me perguntei se ela já existia. Mas não,obedeci a minha intuição e fui em frente. Galvão ia gerindo outros versos. No fim, desembocamos naquele " lará lará..." Logo depois pintou o refrão" Preta,Pretinha", homenagem que fizemos a Baianinha, pretinha linda que morava em nossa comunidade e adorava dançar e cantar nossas músicas. A música virou sucesso nacional. É obrigatória em meus shows,vou cantá-la para sempre. Tanto o LP quanto o CD têm duas versões dela e por trás disso há uma história: a gravação durava seis minutos e meio. João Araújo ponderou aque corríamos o risco de as rádios não a tocarem e concordamos em fazer uma edição de três minutos e alguns segundos,contanto que as duas entrassem no disco. Que gravação tocou nas emissoras? A de seis minutos e meio." ( Prossegue amanhã com a Parte II)

Desempenho

No dia 1/ de cada mês, o saiteiro, o Alfredo - a força oculta deste blog - me manda o desempenho. O de Agosto foi bom, passou dos 4 mil acessos. Como não tenho grande estrutura, acho que mantendo os leitores está dentro do razoável... Mas é sempre visando o leitor que sento na frente da tecla do computador pra escrever. E não escrevo para mim, senão para os leitores, este anônimo que nos mantém vivos a cada dia. Quando vou falar no meu avô, por exemplo, penso: mas a quem interessa saber isto?

Mas é que por trás do meu avô está um ensinamento e é isto que quero passar ao leitor.Esta é uma estranha simbiose/ redator/leitor. Também leio muito e quando um livro ou um texto me agrada, às vezes pego no sono encima dele, como se não quisesse perder a próxima linha, o que de revelador terá. Este é o mistério da literatura, que segundo o falecido escritor gaúcho Caio Fernando de Abreu tinha muito a ver com religião.

Expointer


A prefeita de Esteio, Sandra Beatriz, durante evento da Expointer, no último domingo,dia 31/08.
Foto agência Edison Castêncio.

Palanque

Ontem, dia01/09 a DEPUTADA FEDERAL LUCIANA GENRO, candidata do PSOL a prefeitura de POA cumprimentava eleitores sentados nas bancas do mercado público central. A sua volta, fazendo fotos, a fotógrafa Adriana Franciosi, de ZH.

Expointer 2


No domingo dia 31/09 o vice-presidente da República José Alencar esteve em visita a Expointer de Esteio.
Foi recepcionado pela governadora Yeda Crusius. Foto de Agência  Edison Castencio.

Expointer muita cheia nos finais de semana!

Uma colega minha foi tentar ingressar na Expointer no domingo de tarde. Foi de carro de Porto Alegre e quando chegou na altura do Parque Assis Brasil, resolveu voltar. Não dava de tanto movimento.

Rogério Mendelski, na Rádio Guaíba, disse ontem,dia 01/09 , que a Expointer precisa ser " repensada". E a chamou de um Camelódromo. Ele elogiou a Feira de Não Me Toque, que segundo ele, é uma feira de negócios da agropecuária. 

Entrei numa fria... Músico uruguaio. Que músico?

Domingo  último, 31/08 entrei literalmente numa Fria.Fui ver um show no santander cultural, das 17hs, cujo músico era a legítima BOMBA. O cara falou o tempo todo. Cantar, não cantou, fez lá umas estripulias. O público achou graça o tempo não sei de que.E isto que o Grêmio ganhava o jogo, eu não estava enraivecido. A gente entra em cada fria....

O que eles não fazem por uma Boquinha!

1)Quem não é visto não é lembrado. Caminhando, vi um papelucho com as cores do Grêmio e o juntei. Descobri ali que o Tarciso, denominado de flecha negra - cuidado com os movimentos radiciais eles podem se incomodar por isto vou guardar o folheto onde o próprio se autodenominou de negro- é candidato a vereador em Porto Alegre, pelo PDT.
Grande Tarciso, vamos lá,então..

2) Há um espanto por aí porque a candidato do PSOL a prefeita recebeu ajuda financeira de uma grande empresa, a Gerdau. Sim, alguém pode em sã consciência fazer campanha sem dinheiro?
Até a Luciana precisa pagar os santinhos

3)Sexta-feira,véspera de fimde semana me ligou o vereador Haroldo de Souza. Ele lembrou que em 2006 deixou fora uma vaga garantida de deputado estadual porque acreditou que o Inter chegaria lá e não queria deixar de narrar. ... Foi o que aconteceu.

4) O Haroldo fez campanha no sábado na Lomba do Pinheiro

5) A Gaúcha e a Guaíba disputam também na eleição. Na Guaíba está o Haroldo de Souza, o " mais ouvido" segundo os próprios. Na Gaúcha não tem ninguém, mas há um candidato a vereador Pedro Denardin que muita gente está chando que é o narrador Pedro Ernesto. Claro que não é, dizem que é seu irmão...

6)O Garção VOVO, do Gambrinus, em 1982, achou que iria chegar lá pelo então PDS. Fez toda a campanha usando bolachas de chopp. Seus eleitores eram os gambás dos bares que ele conhece bem. VOVO - Jorge Vieira - não se elegeu e até hoje guarda as bolachas como recordação daquela campanha.

7) Arthur Zanella, ex-vereador, vive contando uma historinha que está no livro Pisando na Bola, do vereador J.Bosco VAZ. Diz ele que um dia alguém chegou pra mãe dele e disse:
Então a senhora tem oito filhos. Todos vivos?
- Não disse a velha senhora. De VIVO só o Arthur que é vereador.

8) Esta é de cabo de esquadra e segundo quem a viu realmente aconteceu;Véspera de uma eleição, Reginaldo Pujol foi até aquele boteco afamado da Erico Verissimo, o Porta-Larga, que tem mais fama que bar, e lá estava toda a redação da ZH bebendo. Pujol que se dava com o colunista da Câmara Municipal, Melchíades Strihcer(falecido) chegou pra ele e pediu. Mel me arrume um bordão pra campanha. O Melchiades deu de improviso: " VOTE NO PUJOL E GANHE UMA CASA NO MOL...."

9) Em Santana doLivramento, o irmão de um compadre meu exagerou na dose. Mário Silva bolou o seguinte bordão pra sua campanha a vereador: QUERO O MEU!!!! Não levou.

CQC enrolou a Miss Brasil em Encantado
Extraido da Coluna de Mazzarino Jornal A Hora de Lajeado e Jornal Antena de Encantado

O programa humorístico CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão,
conseguiu enrolar a Miss Brasil, Natália Enderle. Eles gravaram recentemente no centro de Encantado a visita da Miss, informando tratar-se de do programa ‘Em Foco’, que seria lançado nos próximos meses.

Na verdade era a estréia do ator Warley Santana, como o oitavo  integrante de um time de excelentes profissionais que a cada edição elevam os níveis de audiência da emissora. O quadro da reportagem com a Miss ainda não foi levado ao ar, mas teve sua estréia na última segunda-feira entrevistando um deputado federal. A presença da equipe do ‘Em Foco’, foi assunto de alguns jornais da cidade que deram ampla divulgação ao fato, sem saberem tratar-se de uma encenação humorística do original CQC.

A característica do quadro é mostrar celebridades de diversas magnitudes, e durante as gravações, pedir para que elas acrescentem expressões, frases, cenas mostrando que muitas das entrevistas levadas ao ar não correspondem com a realidade.

O programa comandando por Marcelo Tas é levado ao ar às segundas-feiras,
às 22h e reapresentado nos sábados às 20h. O CQC (Custe o que Custar)
é uma idéia original de produção argentina e difundida em diversos
países da América do Sul e Europa. Resta agora Encantado, região e o Brasil
aguardar a ampla fila de celebridades desfilarem as encenações frente as câmaras da TV Bandeirantes, principalmente mais um momento de fama de
sua filha ilustre.

Coleguinhas

1) Armando Burd entra diariamente às 6h30 min na Band AM.

2) Programa do Mendelski, ao domingo, das 10-12hs, na FM Guaíba,é gravado,segundo me informou o operador neste domingo,dia 31/08.

3)Regina Oliveria está trabalhando para o blog do fotógrafo Edison Castêncio.

A vida como ela é...
Os fatos são verídicos e aconteceram comigo. Portanto, ninguém deve desmenti-los.


" De sandália franciscano, não quiseram me deixar sair do Parque Assis Brasil, em Esteio. 
Desconfiaram  que eu era um sem-terra!"

Na época do governador Amaral de Souza, quando começou o movimento dos sem - terra no RS, um dos expedientes era botar estes pobres colonos( ai aí vem um mar de lágrimas) em ônibus fretados e mandá-los ao Mato Grosso sempre acompanhados de uma equipe de reportagem do SUl pra depois na volta relatar as condições que os desgraçados foram largados naqueles cafundós do Judas. Era a época das tais cooperativas de colonização. Havia um pastor que levou uma ponchada de colonos da região do nosso minifundio pro Mato Grosso. Uns se deram bem,outros não. Era a Cooperativa CANARANA, se não me falha a memória.

Mas os colonos tinham a mania de vir aqui pra Porto Alegre pra encher o saco do Amaralzinho.( do palmo e meio,segundo Breno Caldas).O que que ele fazia: mandava aqueles colonos, seus papagaios, cachorros , mulheres crianças e tudo lá pro Parque Assis Brasil. Aí arranjava um Currió da vida e botava pra cuidar dos colonos sem terra. Eles eram hospedados no Parque Assis Brasil, mas tinham um problema: não podiam sair de lá de jeito nenhum. Era um confiamento. A Brigada Militar dava conta do recado. Pra sair só com ordem por escrita de quem cuidava do acampamentos dos sem-terra de Esteio.

Numa das tantas vezes que a Zero Hora, jornal onde trabalhava mandou um repórter lá, tocou a mim, um fotógrafo e o motora. Não lembro, mas acho que era um domingo. Fiz minha matéria, entrevistei várias pessoas lá, fiz um ambiental - na verdad enão tinha muita novidade - e quando ia saindo, o guarda me confundiu com um sem -terra por causa de minhas sandálias FRANCISCANO.( do Strassburger). Em seguida o mal entendido foi desfeito e me liberaram na portaria. Mas o boca grande do fotógrafo ou o motorista não sei mais, levou o assunto pro colega CARLOS WAGNER que fex um estardalhaço sobre isto.

Tive, então meus minutos, de sem-terra.Nada demais, porque meus avós que vieram da Itália, eram " sem-terra"!

Os caras da Bréscia são ‘soda’
Extraído da Coluna de Mazzarino, nos Jornais Antena (Encantado) e A Hora (Lajeado)

O marketing político está fazendo alguns candidatos terem novas atitudes. Temos aqueles que fazem aplicação de botox na face. Outros usam o photoshop para que a imagem seja qualificada nos recursos de informática. Em Nova Bréscia não é diferente. O ex-prefeito Victorio Gasparotto/PMDB decidiu voltar a política na condição de candidato a vereador. Um belo gesto, uma demonstração de paixão pela causa pública. E muito vivo, como todo gringo de Nova Bréscia, decidiu valoriza a imagem sem gastar nada: está usando uma foto da década de noventa, quando foi prefeito. Esse Gasparotto...

A sabedoria dos antigos, ou a geada pegou muita gente...

E a tal história de podar cedo as parreiras. Quem podou em julho deve ter provocado indiretamente um estrago, porque ontem, dia 31/08 e sábado,dia 30/08 GEOU bonitação em Serafina Correa e na região toda. Assim que como diziam os antigos, deixar pra podar o quanto mais tarde as parreiras. Meu avó - que Deus o tenha - aconselhava: não tenham pressa em podar os parreiras...

Coluna do Nobre!

   

Não, não o Nobre não ressucitou. Eu é que tou colocando no site algumas piadinhas dele que recolhi de um livro que selecionaram o melhor dele.lEntão,prezado leitor, pra começar a segunda, algumas pérolas do Nobre que nos deixou em 16 de dezembro de 1985. Começo hoje com o que Nobre queria escrito como epitáfio: " AQUI JAZ UMA GARGALHADA CERCADA DE CHORO POR TODOS OS LADOS"

"O Nobre conseguiu nos fazer rir no tempo que não tinha 22 candidatos e não se votava para presidente. Ele merecia ter ficado para um Segundo Turno" disse o chargista Marco Aurélio, de ZH.

Já Lauro Schirmer disse dele:" Nobre é a exceção à regra de que ninguém é insubstituível.Sua coluna em Zero Hora morreu com ele".

Já que faz pouco tempo que passou o dia dos pais, aí vaí o que o Nobre pensava em Ser Pai:

Ser pai e valer por dois; a maioria sustenta duas casas.
O verdadeiro " pai coruja" é aquele que passa a noite toda acordado com o choro do filhinho.
Ser pai é ter que cosneguir uma porção de vergonha(artigo dos mais racionados hoje em dia) para deixar de herança aos filhos.
Ser pai é também ser genro.
Ser pai é viver numa casa onde, geralmente, quem manda é a mãe.
Ser pai é encontrar o banheiro eternamente ocupado pelos filhos.
Ser pai é viover querendo convencer seus três filhinhos na hora do café que um pão só tem dois bicos.
A liberdade do pai termina onde começa a liberdade da mãe.
Ser pai dá cadeia - às vezes.
Ser mãe é alimentar os filhinhos recém-nascidos. Ser pai é alimentar a mãe.
Manda brasa enquanto você é pái, numa dessas você será avô.
O melhor é ser tio.


 
 


Espaço dos Leitores

Caro olides em algum lugar do passado canton: rapaz, amanhã estaremos comemorando 1 ano de "Jornal do Mercado", lá no Taberna. O prato, carreteiro de charque - há quem goste. Apareça. Estando entre amigos, parceiros e cúmplices de uma long and winding road sem pequenezas, suave é a noite. Chagas.

Caríssimos e valiosíssimas, um amigo meu comprou o livro PAÍS DOS PETRALHAS, que ainda não
conheço. Ele me disse sobre o livro: "dá um baixo astral porque é tudo coisa que a gente sabe e não disse pra não ser considerado pessimista". João Vargas.

Muito obrigado, irei comprá-lo. Parabéns pelo blog, tenho lido todos os dias. Rodrigo Azevedo

Oi olides, hoje estaria completando l00 anos, o maestro Pablokosmos,o criador  e fundador  da Ospa; sugiro que prestasse uma homenagem ao grande maestro o seu  nome, para a nova Ospa a ser contruida. pk abs nelson j,moura

Lile, ela vai te matar quando ler o pobrerio do Hospital Conceição. E o cartão que te mandou. Ainda bem que não aprontas essas comigo. hihihi quando eu peço não coloca minhas fotos tu não colocas. Acho que é porque tu nunca esqueceu que comigo a cobra fuma. Ps.: Gringo em quem vamos votar. Na Vera Guasso? É muita falta de opção. Só bebendo prá conseguir dar risadas. bjkas Elo.

Sempre muito interessante e cáustico nosso Olides. Valeu. Adeli Sell

Se quiser vir, terás oportunidade de conhecer a casinha que eu sempre sonhei comprar. Trata-se de um sobrado geminado em um terreno que tem entrada única e seis casas, que aqui chamamos de vila. É próximo do apartamento que vc conhece, mas ainda mais próximo do metrô, estação Paraíso.
Vendi meu apto e vou fechar o negócio da casa sexta-feira, portanto não sou dona do apto que já vendi, nem da casa, que só dei a entrada. Vou me livrar da tarifa do condomínio, dos vizinhos chatos (felizmente poucos, pois vou deixar bons amigos aqui), das fofocas dos porteiros, vou poder ouvir música depois das 10 da noite, receber amigos até de madrugada sem ter que pedir que falem mais baixo e sem que o vizinho toque o interfone pra reclamar do barulho, etc e tal.  Vou ter um pequeno quintal para uma churrasqueira, enfim, estou dando um upgrade na vida, ok? Sobre política, estou torcendo pra Marta liquidar a fatura no primeiro turno. O Kassab tem a máquina da Prefeitura, o dinheiro do PFL (demo) e pode pagar o marketing que quiser. O Alkmin é ruim de serviço, como já demonstrou nos 12 nos que ficou no governo do estado. Qualquer um dos dois que vier disputar com a Marta será péssimo pra SP. Mas os tucanos não estão mortos e S. Paulo é fundamental para as eleições de 2010, por isso, vão fazer qualquer coisa pra ganhar. É esperar pra ver. O Alkmin agora tá defendendo o Lula e dizendo que ruim é o PT, porque faz greve, mas tem greve no funcionalismo federal, no estadual e no municipal. Acho que o povo não engole essa. Pra mim, o Alkmin não tem chance e o Kassab, protegido do Serra, se chegar ao 2o. turno vai ter apoio do PSDB e a briga vai ser feia. Vamos aguardar. Valdir

Oi Olides, estou trabalhando muito na universidade. Quando tiver tempo te mando alguma coisa.Bjs, Helô

Ai, galera: To indo então de férias, só volto dia 9 de outubro. Peço que só me mandem mensagens essenciais! Enquanto isso, vão trabalhando bastante pra construir este país. BJos a todos. Suerte! Maria Siliprandi.

Parabéns pelo belo trabalho! Criativo, inteligente, além de registrar muitas informações preciosas de pessoas e fatos que marcaram nosso jornalismo. Teu senso crítico é agudo, mas sem deixar de ser ético em tuas colocações. Seu amigo, Carlos Roberto S. da Costa Leite (Beto)  - Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa/Setor de Imprensa.

Olá, Olides. Fico feliz por teres apreciado o jornal Bolivros, que criei e editei como veículo de divulgação da livraria do grande Bolívar. Infelizmente, não foi possível manter a parceria, mas continuei com a idéia de publicar um jornal especializado e, então, surgiu o "Jornal Livros", de periodicidade trimestral e distribuição gratuita. Consegui bancar 12 números, com entrevistas e secções especializadas como a de intercâmbio estudantil/cultural. Um dos números traz uma entrevista com José Saramago, que participou de uma feira do livro de Porto Alegre. Foi uma ótima experiência e pretendo colocar as edições na internet, com um blog especializado. Mas, são planos para o futuro, pois no momento não disponho de tempo para uma dedicação exclusiva e integral a um trabalho dessa natureza.
Um abraço, do amigo Luiz Fonseca Chuvisco.

 
 


Olides Canton - Jornalista e Escritor


Nascido em 16 de Janeiro de 1952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pela FABICO/UFRGS em 1982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Possui 9 livros publicados. Ganhou quatro prêmios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.

Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br

Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se como um
exímio contador de histórias contemporâneas.
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