"O blog das novidades"

 

Praça da Alfandega

 

Não só as putas não estarão presentes, sexta,dia 30/10 na Praça da Alfandega pra inauguração da 55 feira do livro. Um ícone da feira, no caso a SINETA do XERIFE(Salvador La Porta) estaria ausente, pelo menos a original. É que ele a deu a alguém pra consertar, ou o cara se apresentou como o consertador, e a sineta sumiu...este era o boato que corria frouxo entre os livreiros que preparavam as barracas esta seman....

Praça da Alfandega

O que mais se pergunta por aí é qual será o livro mais vendido. Não tenho o menor palpite. Talvez a biografia do Sartre que já vi na banca da LPM Editores seja um dos mais vendidos, mas o preço é salgado: 60 pilas....

 

A memória de elefante do Lauro Dieckmann

 

A Ananda Aple surgiu na mídia numa rádio FM da RBS. Ela devia ter pelos 15 anos de idade e fazia um programete sobre os Beatles. A ZH, na época, fez uma matéria onde contou que a Ananda era uma menina apaixonada pelos Beatles (que, à época, já tinham se desintegrado). Ela tinha um álbum - bem coisa de menina - onde fazia o registro de fatos referentes aos Beatles que ela pesquisava. Com base nesse material é que preparava o programete para a tal rádio da RBS. Depois, como tomou gosto pela coisa, é que foi estudar jornalismo.
A memória me falha quanto ao nome dessa rádio, se ainda era Gaúcha-Zero Hora FM ou tinha outra denominação.
Em tempo: a Gaúcha-ZH FM foi uma rádio que o "seu" Maurício montou para fazer concorrência à Continental (não preciso explicar o que era e o que significou, não é?), mas teve vida curta, já que foi consumida por aquele incêndio da TV Gaúcha (a rádio funcionava no mesmo prédio, no Morro Santa Teresa).
Outra curiosidade: com a rádio fora do ar, o "seu" Maurício reempregou o pessoal da rádio nos outros "produtos" da RBS. O Nelsinho Mola, que era uma das estrelas da rádio, por exemplo, foi relocalizado como editor de Polícia na redação da ZH.
Mas, não demorou muito, o "seu" Maurício voltou a colocar no ar outra FM, agora para concorrer com a Guaíba, e que hoje é a Itapena FM (mas a programação era muito melhor que a atual; um dos Loureiro Chaves era o programador, coisa muito fina).
Ah!, se não me engano, ainda antes de ir para SP, a Ananda chegou a trabalhar um tempo na Folha da Manhã, na época em que o Galvani era o secretário. Na mesma época, andaram por lá, na FM, a Alice Urbin e o Carlos Dorneles, estes eu tenho certeza.
Lauro Dieckmann

 

Luiz Coronel na 55ª Feira do Livro

 


O poeta e escritor Luiz Coronel participa da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. No primeiro dia da Feira, 30 de outubro, às 10h e 30 min, conversa com as crianças na Arena das Histórias (Armazém A do Cais do Porto - Área Infantil e Juvenil da Feira). E no dia 31 de outubro, às 17h, autografa o livro de poesia infantil, Ave-Fauna ? Um canto de amor à natureza, no deck de autógrafos do Cais do Porto no Pórtico Central.
O livro Ave-Fauna, da Editora Mecenas, recebeu o Prêmio Especial da Revista Plural, no México. É um livro pleno de humor poético com o texto de apresentação do poeta Manoel de Barros.
Ave-Fauna está em sua oitava edição e vem crescendo, significativamente, em seu aspecto formal, com a ilustração do colombiano Pedro Lopes. O livro que tem o apoio da Cia.Zaffari e da Nestlé abre a Coleção Esquilo, destinada à Feira do Livro Infantil do Jardim Botânico, este ano em sua terceira edição.
O livro Ave-Fauna estará a venda por R$ 4,50 dando direito a um pôster educativo "O dia da inauguração do Mundo" ou "Bloco das Letras".

 

Fórum discute a situação das mulheres em áreas fronteiriças

 


Emilia Fernandes coordena a mesa do V Fórum Mundial das Américas, África e Amazônia
Tráfico de drogas, de armas, de mulheres e crianças nas fronteiras do sul do Brasil foram alguns problemas citados pela deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS), no V Fórum Mundial das Américas, África e Amazônia, nos dias 27 e 28 de outubro, em Brasília.
Coordenadora da mesa “Protagonismo das Mulheres em Áreas Fronteiriças com o Brasil”, a parlamentar, e presidenta do Fórum de Mulheres do Mercosul/Brasil , disse acreditar ser esses os grandes desafios para superar as desigualdades na região. “Eu venho de uma cidade no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai, chamada de Sant’Ana do Livramento. Não tem ponte e nem militares impedindo que o povo se integre. Aquelas cidades são unidas por uma rua e que na força do seu povo tornaram a fronteira da paz e uma das mais irmãs que se noticia no mundo. Porém, na fronteira temos problemas comuns e que precisam do olhar atento dos governos e das políticas públicas.”
Entre os problemas destacados pela deputada está o esgotamento econômico, a fuga de agressores para os países vizinhos, além do tráfico de drogas, armas, mulheres e crianças no local. “Há desafios com características muito próprias. É uma região que fica afastada dos grandes centros políticos e econômicos, além da própria questão geográfica. O que faltam são políticas específicas para aquelas regiões”, disse.
Representando a entidade não-governamental, Emilia agradeceu em nome do Fórum de Mulheres do Mercosul/Brasil, a presença dos convidados e a realizadora do evento Margarida Chaulet, presidente da Unifas Organ/World. “Ouvir estudiosas, representantes de vários países, que trouxeram a sua realidade para compararmos com a nossa e ver que não é tão diferente assim um país do outro. Nós sabemos que os desafios são semelhantes no mundo todo”, concluiu.
O debate contou com a presença de representantes do Fórum de Mulheres do Mercosul/Argentina, Rita Quevedo; do Paraguai, Dóris Hermosilla; e do Ministério de Minas e Energia, Verônica lima.
Premiação
A deputada Emilia Fernandes recebeu a placa “Político do século, Senador Nelson Carneiro” em prol dos direitos das mulheres e entregou a presidenta da Unifas um livro com toda a legislação e direito das mulheres. “Essa é uma homenagem feita pelo parlamento brasileiro, que contém toda a legislação que existe no país referente as mulheres, para que a gente lute e coloque em prática e defenda os nossos direitos. Esse país tem que respeitar e valorizar as mulheres”, disse.

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Bruna Yunes
Assessora de Imprensa

 

Luis Carlos Prestes: Qual a sua opinião a respeito do Velho?

recebo da leitora Neusa Penalvo:


Vc. sabia que tive a honra de conhecer Dulphe Pinheiro Machado, aqui em São Borja? Meu pai e ele eram amigos.

Vc. sabia que Dr. Dulphe é o pai do Paulo Pinheiro Machado, Prof. orientador no mestrado do Marlon Aseff, autor do livro sobre os exilados na fronteira?

Esta tenho certeza que vc. não sabe: A Câmara de Vereadores de São Borja, em duas oportunidades, negou o título de cidadão são-borjense a Luis Carlos Prestes?

Sds.

Neuza Penalvo

Praça da Alfandega


Quer dizer que depois que roubaram os livros do Carlos Drumond de Andrade,agora vão roubando até a sineta do Xerife???que urucubaca,hein....


Praça da Alfandega


Ontem, no programa do Mendelski, bem cedo, o apresentador perguntou ao Luis Fernando Natchagall, do tempo:

- como será o tempo pra feira?
- que feira, reagiu Luis Fernando

O cara de são leo não ta aí pra feira do livro de portinho.

 


Coleguinhas

 


* Flávio Pereira, de O SUL, me repassa uma notícia que o delegado Edilson Chagas Paim, lhe passou: eles recuperaram uma retroescavadeira que fora clonada e que estava sendo levada pra Santa Catarina....Até isto tão roubando, retroescavadeira...Hoje, na Freeway, os operários dormem dentro delas pra não serem roubadas...

 

O duelo

 

O duelo que o Lauro e o Serginho

vão fazer,hoje,dia 30/10

no centro ao lado da prefeitura....

Finalmente está tudo acertado pro Lauro Dieckmann e o Serginho Ross tirarem as diferenças.Hoje, por volta do meio-dia, ao lado do leão da prefeitura, vou estar mediando o encontro dos dois. Tal como num bangue-bangue, terá uma certa cerimônia antes que o primeiro puxou o gatilho...

Já sei, o Serginho vai começar gritando:

- BA BA BA CA!!!!!!!!!!

E o Lauro vai responder:

- Débil mental

Em seguida, ouvir-se-rajadas de metralhadora....

Quem viver,verá....

SAÚDE_MENTAL

 

Clique aqui para ver esta ótima animação!

 

 

 

O crime perfeito

 



Por Renan Antunes de Oliveira

Polícia acusa de assassinato um médico e fazendeiro da alta sociedade gaúcha, mas ele escapa da condenação porque ninguém acha os corpos das duas vítimas.

Faz mais de quatro anos que Sirlene foi vista pela última vez. Ela vestia jeans e blusa preta de mangas longas, com detalhes de flores no ombro. Eram quase oito da noite de um sábado, 11 de junho de 2005, véspera do dia dos Namorados. Ela atravessava a avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na Zona Norte de Porto Alegre, em direção ao posto Petrobras. Levava pela mão o filho Gabriel, sete aninhos, de camisa pólo vermelha, jeans e um tênis Topper branco. Os dois estavam indo para um encontro no qual o menino finalmente conheceria o pai Ernesto, homem casado e com outra família num bairro chique da capital gaúcha.

É provável que nunca se saiba o que aconteceu depois, porque Sirlene e Gabriel sumiram. A polícia está convencida de que Ernesto matou os dois e escondeu os corpos para não macular a imagem do casamento com a socialite Anelise. Ele chegou a ser preso, acusado de ?sequestro, cárcere privado e homicídio qualificado, sem jamais confessar o crime. Ernesto passou alguns dias no Presídio Central, mas o caso está arquivado desde fevereiro de 2008 o Ministério Público desistiu de levá-lo ao Tribunal do Júri porque os corpos nunca foram encontrados.

Pouco antes de desaparecer, a vendedora Sirlene Moraes, então com 42 anos, casada havia 20 com Joel e mãe de outros dois filhos, passava dias rezando na Igreja Universal do Reino de Deus perto da parada 72 de Gravataí. Para amigas, revelou que rezava para expiar a culpa de apaixonar-se por um homem casado, Ernesto, ter um filho com ele, Gabriel, e deixar o marido enganado, Joel, criá-lo como seu. Buscava apoio na religião para ?voltar a viver na luz da verdade.

Sirlene veio menina de Santa Maria. Por todos os relatos, era (ou é, na hipótese improvável de estar viva) uma mulher séria, mãe carinho sa. E guerreira. Por anos vendeu roupas de porta em porta, até conseguir uma lojinha num shopping popular da rua Voluntários da Pátria. Sustentava a casa. Aguentou Joel numa fase em que o marido esteve doente e abusivo o homem estava melhor nos últimos tempos, tornou-se pai dedicado para o menino que pensava ser seu.

O romance dela com médico homeopata Ernesto Alexandre Caye foi um vale de lágrimas. Ela sofreu calada por quase oito anos. Sirlene teve o bebê mesmo contra a vontade dele. Ernesto lhe dava R$ 200 por mês para manter o segredo e cuidar do menino bem longe da elegante e legítima família dele.

Duas semanas antes de desaparecer, Sirlene tinha dado o último passo para livrar-se da culpa que a consumia: deixara Joel, saindo de casa apenas com Gabriel e uma mala de roupas. Foi viver na casa de um irmão, enquanto tentava um acerto com Ernesto: ela queria o reconhecimento da paternidade, um lugar para viver e pensão pro guri.

O marido ciumento

No sábado em que sumiria, foi esse irmão quem levou Sirlene ao posto Petrobras. No caminho, ele ouviu dela que o médico lhe prometera ?uma casa em Esteio e aumento da pensão para 1.500 reais. Parecia que um acerto estava perto. Uma cunhada conta que ?em troca, Ernesto queria mais 10 anos de silêncio o segredo do romance proibido deveria ficar na Zona Norte. Para o encontro no posto, Ernesto exigira a presença do pequeno Gabriel o filho que jamais quisera conhecer.

Foi esta exigência que fez as autoridades suspeitarem que Ernesto atraiu os dois para uma armadilha. Mais do que se livrar da amante, seria preciso sumir com o menino, a prova da infidelidade, para esconder o caso da esposa e até impedir a futura divisão do patrimônio com o filho ilegítimo o médico já tem dois com dona Anelise, herdeiros de uma fortuna em fazendas em Cachoeira do Sul e no Uruguai.

A polícia fez, então, duas coisas qu e raramente faz. Uma é acusar alguém de assassinato mesmo sem encontrar os cadáveres. A outra é botar no Presídio Central um cidadão classe A: médico, milionário, fazendeiro e ex-oficial da Aeronáutica. Não adiantou: semanas depois, por dois a um, os desembargadores do Tribunal de Justiça acharam que ele não representava nenhuma ameaça à sociedade e o soltaram.

O primeiro suspeito não era Ernesto. Era Joel, o marido enganado, com antecedentes de ser excessivamente ciumento. Fora deles, ou Sirlene surtou e foi se esconder com o menino na Mesopotâmia, ou mãe e filho foram abduzidos.

Joel tinha um álibi dos bons para a hora do sumiço: estava em casa com os outros filhos, na rua Leonardo Da Vinci, um beco de classe baixa na frente do Sesi daquela parada de Gravataí.

O foco da investigação foi, então, para cima do amante. Sirlene já tinha dito aos irmãos que, se alguma coisa lhe acontecesse e ao menino, ?podem ir pra cima dele. No domingo anterior ao sumiço, os amantes tinham saído juntos pela última vez. E combinado que ele lhe daria a tal casa em Esteio e a pensão maior. Depois desse encontro, ela contou aos irmãos que o médico ?suava frio durante a conversa. Disse ter ficado ?com tanta pena que decidira não entrar na Justiça, fazer tudo por acordo ?para poupá-lo do escândalo.

O médico começou a se defender mentindo para a polícia: disse que, na hora do crime, estava com a mulher no interior. Mas os dois estavam em Porto Alegre. Foram denunciados pelos registros das ligações de seus celulares. Ernesto ligou para Anelise às 19h39min daquele dia, por 2 minutos e 32 segundos. A chamada saiu de uma estação da Vivo na Baltazar de Oliveira Garcia, Zona Norte, perto do posto de gasolina onde Sirlene e Gabriel foram vistos pela última vez. Portanto, Ernesto estava na hora e no local do sumiço.

Para piorar a defesa do médico, o melhor amigo dele apareceu na delegacia contando que, num momento de fraqueza, E rnesto lhe confidenciara ter matado Sirlene e Gabriel ?para se livrar do problema. O médico então pediu cobertura ao amigo. Queria que ele dissesse à polícia que os dois tinham passado a tarde juntos num churrasco, com as esposas.

A mulher do melhor amigo ficou indignada e contou tudo à polícia. Ela disse que Anelise a procurou invocando os 20 anos de amizade entre as duas pra lhe pedir que forjasse o álibi para Ernesto: ?Amigos não são para estas coisas.

O nome do casal consta do boletim de ocorrência. Os dois foram entrevistados para esta reportagem. Mudaram de endereço, temendo represálias dos ex-amigos. O advogado de Ernesto contestou os depoimentos simplesmente dizendo que os denunciantes eram inimigos dos Caye por definição, amigo não denuncia. Ficou o dito pelo não dito.

O amante furioso

O romance que virou ?problema começou no consultório médico em 1995. A fase boa durou quase dois anos. Sirlene foi indicada para tratar-se com Ernesto pelo próprio marido, paciente dele. Ela começou a frequentar o luxuoso consultório-residência, localizado numa mansão de três andares na avenida Carlos Gomes. Como o tratamento homeopático é demorado, as sessões de amor eram mascaradas pelas consultas frequentes a alcova era no térreo, dona Anelise vivia perigosamente perto, na cobertura.

Sirlene estava na flor de seus 32 aninhos quando começou o tratamento. As fotos do álbum de família mostram uma morena clara do tipo mignon, algumas curvas, feições delicadas e muito atraente. Amigos e familiares a descreveram como de jeito sempre meigo e alegre, mas que era ?muito carente. Ela já pensava em divórcio quando conheceu Ernesto. Ele a incentivava a largar o marido, portador de um distúrbio psicológico chamado Síndrome do Pânico. Ela se queixou ao amante que, durante uma fase do casamento, sofreu abusos do marido ciumento.

?Ela não dava motivos, porque nunca foi namoradeira, defende Nara, babá de Gabriel e confidente, vizinha da rua Leonardo Da Vinci. Nara foi a primeira a saber do romance proibido da amiga. Garantiu que foi o único caso extraconjugal dela: ?Sirlene voltou já da primeira consulta apaixonada.

O romance durou até que ela engravidou: ?Ernesto ficou furioso e tentou fazê-la abortar, usando drogas. O tratamento fracassou. ?Ela disse que ele estava tão bravo que teve medo que fizesse o bebê desaparecer, então foi ter o filho em Tramandaí, cidade praiana distante 100 km de Porto Alegre.

Como foi o parto: na época, Sirlene vendia planos da Unimed no litoral. Fez amigos num hospital da praia e foi para lá, com Joel, a pretexto de pagar mais barato. Depois que o bebê nasceu, ela o trouxe para casa sempre escondendo do marido que ele não era o pai.

O romance com Ernesto esfriou total. Mais Nara: ?O médico cortou o relacionamento, mas ela continuou apaixonada por ele até o fim a am iga, dramática, tem certeza que Sirlene está morta.
Nara cuidava do menino enquanto Sirlene trabalhava. E ouvia confidências: ?Ela vivia amargurada por ter que manter o segredo. Nos últimos dois anos, Sirlene amadureceu a decisão de separar-se e contar a verdade ao marido, para assim viver de acordo com os ensinamentos da Igreja Universal.

A fofoca da rua

O segredo que só a babá sabia virou fofoca geral na Leonardo Da Vinci. Sirlene contara tudo para a própria filha mais velha, Natiele. E esta para uma amiga do outro lado da rua parece clichê, mas o marido foi mesmo o último a saber. Quando foi que Joel soube da história? ?Eu já suspeitava, admitiu em entrevista, um mês depois do sumiço. Ele falou de pé, na frente do portão da casa onde viveu quase 20 anos com Sirlene: ?O menino era loiro, ninguém aqui é assim, disse, com serenidade e, se algum dia foi ciumento, nada deixou transparecer.

Já q ue suspeitava, por que não pediu um DNA? Joel desmonta a tese do ciumento: ?Não estava e não estou interessado nisso. Só queria ele de volta, eu o criei, é meu filho, nada importa.
Ele conta que ?o casamento ia mal, Sirlene vivia dizendo que queria ir embora com ele. E se lamenta: ?Eu dizia ?vai, mas deixa o menino?. Poucas semanas antes de desaparecer, ela tava resmungando demais, então eu me enchi e disse ?vai de uma vez?. Ela saiu e o levou. Aí os dois sumiram. Estou arrependido de ter deixado que fossem.

Com Joel contando o drama na calçada, os vizinhos vão se juntando para ouvir de novo a história que todos sabiam. Crianças dão palpite. O papo é aberto, sem frescuras, com aquela cumplicidade que só se vê na pobreza. Mais: Joel disse que queria mandar uma foto do menino para o Linha Direta, da Globo. ?Pode ser que alguém o reconheça em algum lugar e ele volte pra casa. A torcida aplaude a decisão, ansiosa pela notoriedade nunca obtida o show já saiu da programação global e nada dos desaparecidos.

Como foi o impacto do caso na elegante mansão da família de Ernesto? ?Estamos muito abalados diz a irmã, de nariz empinado. ?Ele é inocente, e nós vamos provar isso. Ela se queixa do noticiário da época e de que uma entrevista do advogado dele na TV saiu truncada. ?Nós não vamos falar mais nada, avisa, passando a bola para um dos mais caros e respeitados advogados da cidade aquele que lhe conseguiu o habeas corpus para sair da cadeia e até botou o processo em segredo de justiça.

Visita conjugal

Como está reagindo dona Anelise, a esposa enganada? A cunhada conta que ?ela sabia da história, porque Ernesto teria lhe contado o caso alguns dias antes do incidente que o levou à prisão não se sabe se para preparar o espírito dela ou se para desabafar. Com o telefonema dos dois flagrado na hora do sumiço, a polícia chegou a investigar a possibilidade de que a esposa tenha exigido do marido ?livrar-se do problema, mas não conseguiu avançar nesta linha.

Com o escândalo, a rotina de dona Anelise mudou. Por uns tempos ela suspendeu as partidas de tênis com casais amigos na exclusiva Sociedade Leopoldina Juvenil. Enquanto ele esteve preso ela dedicava as tardes das terças à visita conjugal no Presídio Central, o que deve ter dado uma boa apimentada na relação.

Quatro anos e seis meses depois do sumiço a polícia já desistiu de novas diligências. Natiele assumiu o balcãozinho do shopping da Voluntários da Pátria. Ela fez faculdade, cuida do irmão, ampara o pai, tem o papel da mãe na casa da rua Leonardo Da Vinci.

Quanto ao segredo que muitos conseguiram esconder por tanto tempo, deu no Diário Gaúcho, na Zero Hora, na Globo. Falta pouco para virar manchete na CNN em espanhol: a polícia procurou os corpos até no Uruguai, suspeitando que Ernesto os enterrou lá, numa de suas fazendas.

Desde o arquivam ento e do segredo de justiça, o nome dele sumiu da mídia, está num confortável esquecimento então o nosso Ernesto Alexandre Caye é um homem inocente, até que se prove o contrário. A promotora Dirce Soler, da 2ª Vara do Júri, já desistiu de pegá-lo porque ?não temos provas para prosseguir. Para quem sonha com Justiça, dona Dirce avisa que ?a polícia pode recomeçar a investigar, se por acaso alguém encontrar dois corpos por aí tipo assim, você vem caminhando na rua e vê dois corpos...

Os irmãos de Sirlene, mais pragmáticos, ofereceram uma recompensa por qualquer pista. O Ministério Público pelo menos ajuda divulgando em seu site que a recompensa da família é um pedaço de terra avaliado em 17 mil reais, nos cafundós do Rio Grande do Sul.

Enquanto os corpos não pintam, o doutor Ernesto vai tocando. Em 2007, fez um curso de pós na PUC. Voltou ao tênis. Faz trilhas. Aos 46 anos, está em boa forma, alto, magro, sempre bem vestido. Repórteres que se fizeram passar por pacientes o descrevem como um homem frio, distante. Um deles arriscou dizer que o homem é do tipo controlador leitura feita porque, algumas vezes, ao invés de ouvir os sintomas dos doentes, ele interrompe as pessoas e diz para elas o que elas estão sentindo.

O doutor Ernesto trabalha também numa clínica geriátrica. É que seu consultório sentiu o baque da acusação, teve diminuição notável da clientela. Lá, na sala de espera, oferece aos pacientes as clássicas revistas velhas, a Bíblia e um livro cujo título é o mais perto que ele já chegou de uma confissão: ?O passado não importa.

25/10/2009

Fonte: ViaPolítica/O autor

Renan Antunes de Oliveira é jornalista e colaborador permanente de ViaPolítica. No país e no exterior escreveu para os principais jornais e revistas brasileiros. Em 2004, recebeu um prêmio Esso de reportagem pela reportagem ?A tragédia de Felipe Klein, escrita para o jornal de bairro Já, de Porto Alegr e. Em 2007, participou da coletânea Versus - Páginas da Utopia, da Azougue Editorial e Laser Press Comunicação, com a reportagem ?O caso Flávia Schilling, sobre a brasileira ilegalmente presa e torturada pela ditadura uruguaia na década de 70.

 

85 ANOS DA COLUNA PRESTES

 


Senhor Presidente.....Senhoras e Senhores Deputados......

Ocupo esta tribuna para registrar a passagem dos 85 anos do Movimento Revolucionário conhecido como Coluna Prestes, a Coluna Invicta, que partiu de Santo Ângelo, exatamente na noite do dia 28 de outubro de 1924, comandada pelo Cavaleiro da Esperança, Capitão Luiz Carlos Prestes, acompanhado de aproximadamente 300 pessoas, entre civis e militares.

A Coluna percorreu durante mais de dois anos cerca de 25 mil quilômetros, de Sul a Norte, de Leste a Oeste do Brasil, realizando uma das três maiores marchas da história da humanidade, somente comparável à coluna de Espártaco em Roma e a grande marcha de Mao-Tse-Tung na China.

Objetivando marcar esta data, muitas atividades acontecem e o Jornal das Missões, de Santo Ângelo, dentro da programação de comemoração de seus 26 anos de fundação, lançou a X edição do Concurso de Redação do Jornal, propondo o tema “85 anos de Coluna Prestes. Movimento heróico ou vilão?”

Para compreender a motivação da marcha revolucionária, é preciso conhecer o contexto histórico e político do País do início do século 20.


deputado Adroaldo Loureiro(PDT)


Mesmo com a Proclamação da República, em 1889, as oligarquias e os grandes latifundiários comandavam o sistema econômico e político do País. O povo não tinha terra, faltavam moradias, transporte, escola, e cerca de 80% dos brasileiros eram analfabetos. Imperava o “voto à cabresto”.

Esse período da história do País ficou conhecido como o da Política Café com Leite, onde São Paulo e Minas Gerais alternavam-se no poder, e praticamente excluíam os demais estados da representação política.

Senhor presidente...

Nesse contexto, surge o jovem Luiz Carlos Prestes, um gaúcho de Porto Alegre, recém formado em engenharia pela Academia Militar do Rio de Janeiro. Destacado como um dos seus melhores alunos, entra em cena pelo seu inconformismo com a situação vigente no País.

Em 1921, com apenas 23 anos, o capitão Prestes encontra parceiros de ideais dentro do Exército, onde o movimento revolucionário começa a ser gestado, com o objetivo de fazer mudanças e derrubar Arthur Bernardes da Presidência da República, mais um representante da política oligárquica que reinava no País.


Impulsionados por ideais de combate à corrupção, educação gratuita para todos, voto democrático e secreto, e melhores condições de trabalho para os militares do Exército, dão seqüência ao movimento que ficou amplamente conhecido como o Tenentismo.

Em 1922 no Rio de Janeiro acontece o episódio conhecido como os 18 do Forte, onde 16 tenentes perderam a vida. Luiz Carlos Prestes é um dos próceres dessa ação.

Em represália, foi transferido para Santo Ângelo, onde fica como responsável pelas construções do então 1º Batalhão Ferroviário. O isolamento não feriu os ideais de Prestes, que, a par de cumprir suas funções, continuou conspirando. Depois do horário de expediente, na Estação Férrea, juntamente com tenente Mário Portela Fagundes, seu braço direito, davam instrução física e aulas de alfabetização, e fazia a pregação revolucionária.

Assim, na noite de 28 de outubro de 1924, 85 anos passados, Prestes e seu grupo, após render o comandante do Exército local, seguem de trem até São Luiz Gonzaga, onde se aglutinam com outros militares vindos de quartéis da região. No dia 29 Prestes divulga o documento chamado Manifesto de Santo Ângelo, onde diz:

“O povo gaúcho, altaneiro e altivo, de grandes tradições a zelar, sempre o pioneiro de grandes causas nacionais, levanta-se e brada: já é tempo de fazer o governo respeitar a vontade do povo. Já é tempo de restabelecer a harmonia na família brasileira. Já é tempo de lutarmos, não peito a peito, mas ombro a ombro para restabelecermos a situação financeira do Brasil, para recobrar o dinheiro que os maus governos nos roubaram. Hoje, 29 de outubro, por ordem do General Izidoro Dias Lopes, levantam-se todas as tropas do Exército das guarnições de Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, Itaqui, Uruguaiana, Sant’Ana do Livramento, Alegrete, Dom Pedrito, Jaguarão, Bagé, Palmeira, Nova Wutemberg, Ijuí, São Nicolau, São Borja e Santiago. Irmanados pela mesma causa e pelos mesmos ideais, hoje entram no nosso Estado os chefes revolucionários Honório Lemes e Zeca Netto, tudo de acordo com o grande plano já organizado. E desta mescla, desta comunhão do Exército e do Povo, resultará a rápida definição da luta armada no Brasil, para honra nossa e glória dos nossos ideais”.

Sitiados, conseguiram romper o cerco, dando assim início a marcha revolucionária. O governo central do Presidente Arthur Bernardes, reúne um Exército de 14 mil militares que recebem a incumbência de acabar com o movimento. Mas a marcha estrategicamente conseguiu enganar os inimigos e seguiu em frente, enfrentando as forças legalistas, às vezes em sangrentos combates, como o do rincão da Ramada, onde hoje se situa Nova Ramada.

Um dos líderes do movimento e grande amigo de Prestes, o Tenente Mário Portela Fagundes foi um dos primeiros a morrer, em 27 de janeiro de 1925, próximo de Palmeira das Missões. O seu corpo e foi enterrado às margens do Rio Pardo, local onde há um túmulo em sua homenagem no hoje Município de Pinheirinho do Vale. O nome da cidade de Tenente Portela é também uma reverência àquele combatente.

A Coluna segue em frente e no Paraná, em 12 de abril de 1925, onde hoje situa-se a cidade de Santa Helena, a marcha se une aos paulistas, comandados pelo Major Miguel Costa, reforçando o contingente da Coluna. Utilizando a chamada guerra de movimento a Coluna infligiu sérios reveses às tropas legalistas, atravessando 13 estados do Brasil, percorrendo os cerca de 25 mil quilômetros, em grande parte a pé. Por mais de 2 anos os rebeldes marcharam pelo interior do Brasil, chamando a atenção, contatando diretamente com a população, que os recebia e acolhia, mantendo acesa a chama da revolução.

A profunda miséria da população no interior do país impressionou Prestes e foi fator decisivo para que ele mudasse a estratégia de sua luta revolucionária. Em fevereiro de 1927, desgastada pelos embates, e entendendo que havia cumprido seu papel, a Coluna decide retirar-se voluntariamente para a Bolívia, onde Prestes e outros líderes pedem asilo.

Depois de muita leitura e reflexões, adere ao comunismo. Em 1930, discordando dos tenentes que se uniram a Getúlio Vargas, exilou-se na Rússia. Retornou em 1935, acompanhado de sua mulher Olga Benário e tenta nova revolução. Fracassa e cumpre 10 anos de prisão. Libertado em 1945, elege-se senador com fantástica votação. Mas em 1947 o Tribunal Superior Eleitoral cassa o registro do seu partido, o PCB. Sem mandato e com ordem de prisão decretada, fica na clandestinidade até 1958, quando é permitida sua volta ao convívio do povo. Seis anos depois, no entanto, vem o golpe militar de 64 e Prestes é perseguido ferozmente. Após novo período clandestino, retorna a Rússia, em 1970, para outro exílio, só voltando ao Brasil nas asas da Anistia em 1979. Em 1983 rompe com o comunismo e apóia Leonel Brizola no Rio de Janeiro, sendo depois um dos Presidentes de Honra do PDT.


Senhor presidente...

Para resgatar a memória desta verdadeira saga heróica, durante minha gestão como prefeito municipal de Santo Ângelo, criei o Memorial Coluna Prestes, composto de um museu e dois monumentos. Para isso, contei com o apoio imprescindível da família Prestes, especialmente seu filho Luiz Carlos Prestes Filho. O acervo histórico localiza-se dentro da antiga Estação Férrea, que foi restaurada; local das articulações de Prestes e Mário Portela Fagundes.

Integra o memorial um imponente monumento de concreto, denominado Coluna Prestes, que simboliza o traçado percorrido a partir de Santo Ângelo até o Rio Grande do Norte.

Esta obra foi projetada pelo grande arquiteto Oscar Niemeyer, amigo, correligionário e admirador de Prestes, cujo projeto foi feito gratuitamente.

Também integra o memorial o Obelisco do famoso escultor Maurício Bentes que também o fez graciosamente, denominada “A Coluna Invicta“. No memorial, estão expostos objetos pessoais e documentos da vida Prestes e de sua Marcha Revolucionária, cedidos pela família, que esteve presente na inauguração, em 1996, através de seu filho Luiz Carlos e de D. Maria, viúva e mãe de nove filhos de seu casamento com Prestes.


Senhor presidente

Quando exercia o cargo de vereador. Luiz Carlos Prestes retornou do exílio e visitou Santo Ângelo, em 1984, marcando os 60 anos da Coluna, em uma promoção da nossa Universidade Regional. Tentei, como vereador que era, outorgar-lhe o título de Cidadão Honorário, o que foi negado pelos meus pares na Câmara Municipal, demonstrando o reacionarismo que ainda imperava àquela época.

Lembro-me como hoje que Prestes, que faleceu em 1990 aos 94 anos de idade, mesmo com 88 anos, ainda mostrava vigor e falava com entusiasmo sobre a Coluna e seus ideais libertários. O Cavaleiro da Esperança e sua Coluna, cumpriram uma missão de valor inestimável para as mudanças ocorridas no Brasil do início do século 20 e que redundaram na queda da República Velha e a vitória da Revolução de 30, com Getúlio Vargas no seu comando. Sem dúvida que Prestes e a Coluna foram precursores dos avanços ocorridos no nosso país.

Este resgate é o sentido deste pronunciamento.

Muito obrigado.

Solicito a inclusão, nos anais desta Casa, do Projeto do Jornal das Missões, onde constam entrevistas, depoimentos, relatos e comentários, constituindo-se em um verdadeiro compêndio histórico sobre a Coluna Prestes.

 

Finados(1)

 

 

Pues,entonces, mais um Finados....

No México esta data é comemorada com muito trago, muita tequila...eles têm lá outra visão da morte...

É só ler o romance Serpente Emplumada, do D.H. Lawrence que a gente sente o "clima".


Finados(2)

 

Num ano estava no interior do Chile,viajando, junto com o fotógrafo L.E. Achutti, e me chamava a atenção as grandes lotações nas pequenas estações de trens.Eram familiares que se deslocavam para visitar seus mortos nos cemitérios.

Finados (3)

 

Todos meus mortos, como se diz, estão enterrados em Serafina Correa.Outras o estavam no pequeno cemitério de Vila Oeste, mas uns parentes juntaram os ossos dos Fonini(parentes de minha mãe ) e levaram tudo pra Chapecó,SC,onde vivem.

Finados (4)

 

Pra nós aqui, Finados, virou um grande feriadão. Inda mais agora que o tempo promete muito calor...

 

 

Prestes

 

Prestes ( 1 )


O Cabeça,quando era comuna....

Pois o colega José Luis Prévidi já teve lá suas simpatias pelo Velho, como era chamado em petit comitê o lider comunista Luís Carlos Prestes. Isto foi em março de 1983,quando o Cabeça era vice-presidente do Clube dos Repórteres Políticos do RS. Nesta ocasião CAbeça recebeu Luis Carlos Prestes no restaurante da Assembléia Legislativa do Estado. Cabeça disse que se sentiu na ocasião " Abestalhado"!

Prestes ( 2 )

Como o III Exército não liberou minha credencial pra cobrir a inauguração da duplicação da ponte do rio Guaíba, em 27.04.1984, a colega Imara Stalbaum foi desinganda pela Zero Hora. Ei-la anotando no seu caderninho, no meio dos engenheiros e autoridades no dia da inauguração da duplicação,obra feita pela empreiteira Camargo Correa.A foto é do acervo da empreiteira.

 

Bar da feira

 

O Bar da Feira ( 1 )

Houve tempos em que o Bar da Feira, fundado pelo Dirceu Russi que era dono do Espaço IAB ( na frente da Santa Casa) tinha mais público do que a própria estande onde se davam os autógrafos. Eis então que a ciumeira começou a campear pelo lado da Câmara Riograndense do Livro (CRL).

O Bar da Feira ( II )

Daí que o Bar da Feira teve que deixar o centro da Praça da Alfândega e foi lá pros fundões. Terminou o desfile...aí os bebuns e quem queria desfilar mandou-se pro lado do bar do Margs....

O Bar da Feira ( III)

O bar da Feira deixou de ser uma concessão pro Dirceu Russi e foi assumido pelo Alemão, do Opinião...Quando saiu do centro da Praça da Alfândega a concessão já era do Alemão, do Opinião...

O Bar da Feiora ( I V )

Dirceu Russi teve que entregar a concessão porque estava com dificuldades financeiras e teve problemas com a Brahma pra entregar a matéria prima do bar, a ceva....

 

Histórias de La Ùndeze

 


El molin de Calza....

Meu irmão Francisco, que pouco conheço porque quando saí de casa,em 1969, era muito pequeno, sempre que lhe pergunto algo sobre Serafina, toma sempre como referência " o Moinho do Calza". É que ele também foi muito lá levar milho e trigo e voltar com farinha de milho e de trigo....

Localizado junto a atual RS-129, bem retirado do centro, foi durante anos uma alternativa do Moinho da Sociedade Estrela Guaporense, que dominava na época o mercado. Mas o Moinho do Calza ainda é muito conhecido na região, apesar de ser um moinho digamos de médio porte...

O casarão no qual ainda funciona é a típica construção dos anos 50 e mereceria entrar para o rol dos prédios que deveriam ser preservados em Serafina, se o poder público - e aí acho que o Ministério Público tem um papel fundamental - quiser preservar um pouc o da arquitetura do que foi a vila de Serafina Correa em anos passados...

Localizado na Rua Otávio Rocha,1.814, o Moinho do Calza serviu também no passado para um costume hoje totalmente desaparecido.O costume a que me refiro é este: quando as agricultoras iam à missa na Igreja Matriz, costumavam fazê-lo de madrugada, ainda com as estrelas brilhando no céu...E nas pequenas estradinhas do interior do município, era um barral ou então pedregulho. Elas caminhavam com tamancos e chinelos e quando chegavam perto da cidade,sempre havia uma casa onde deixavam os calçados mais rudes com os quais caminhavam no barro e os substituíam pelos calçados de entrar na igreja...

" Minha mãe sempre conta que elas vinham de Vila Oeste, a pé, e que pra ir pra missa,trocavam os sapatos e deixavam escondidos no Moinho do Calza" contou-me Carlos Maccari,cuja mãe,Itália, ainda vive com mais de 80 anos.

O Moinho do Calza - na verdade o nome é Com ercial Cerealista Calza Ltda) pertence a Edemar Calza. Ele funciona há 60 anos.

O pai de Edemar, Domingos - um dos eleitores do PTB(Partido Trabalhista Brasileiro) na pequena vila,nascido em 1/1/1917 e falecido em 20/10/1997 -
sempre teve moinho.

O primeiro deles foi em Dois Lajeados. Durante um ano teve um em Guaporé( município-mãe de Serafina)mas depois mudou-se para Serafina a antiga La Undeze.

Nos dias de hoje, o moinho funciona com energia elétrica, mas durante muitos anos foi a óleo diesel. Ali são processados milho,trigo e descascado arroz.

Nos anos passados, quando Edemar muito trabalhou no moinho, ele dormia encima dos sacos, enquanto o equipamenjto funcionava as 24 horas.
Por isto, condicionou-se a acordar com um " barrulhinho" - um pequeno estalo - que a máquina do moinho fazia. Era o sinal de que o cereal que estava sendo esmagado e que estava depositado dentro de um recipiente(de madeira) tinha terminado e era hora de repor pra que o moinho continuasse a produzir a farinha...

Edemar conta que na época do começo da primavera e do verão, quando os colonos( seus principais fregueses) tinham muito trabalho nas colônias,
eles levavam trigo,milho e arroz para ser beneficiados de noite. O ritual era este: chegavam no final da tarde(depois de trabalhar na roça) com comida armazenada para os bois, e passavam a noite aguardando a farinha ficar pronta.

Os colonos dormiam dentro das carroças e davam comida aos bois com o que haviam trazido junto.

No amanhecer do dia seguinte voltavam para casa.
Edemar me mostra um calo que tem na mão direita surgido de tanto puxar a corda para ligar o motor que punha o moinho em funcionamento.Na época, era usado óleo diesel.

- Eu tenho três culhões, brinca,referindo-se ao calo que tem na mão direita.

O Moinho do Calza ainda funciona.Mas hoje,seu dono, divide o tempo c om a comercialização de cereais nas regiões de Carazinho,Passo Fundo e Tapejara. Se alguém disser que o Calza saiu de La Undeze, para o mundo, não estará totalmente enganado.

 

Em algum lugar do passado....

 

Turma de amigos na casa da Regina Lemos,quando ela morava em Porto Alegre.Na foto vê-se o Ximba(quando é que o Ximba não estava numa roda de samba?)Marcos Dvoskin( patrão da turma toda,praticamente) Paulo Santana,ainda quando fumava muito e fazia gestos com o cigarro, o músico Giba-Giba, tocando bumbo, uma aeromoça da Varig( com o cigarro na mão)- era namorada de alguém da turma . Regina Lemos disse que uma noite, numa destas festas, houve uma briga generalizada e quando ela se deu conta estavam todos na rua peleando, como se diz na Fronteira....

 


festa da Regina Lemos

O ano desta foto é 1977.

 

Os municípios e sua má fama....

 

 

1)Santiago do Boqueirão, quem não é bicha, é ladrão....

2) Qual o município que tem CU no meio?

ItaCUrubi( por sinal, terra natal do presidente Jango)

3) O que se destaca em Pelotas?

O Monumento ao veado desconhecido

4) Como é que os caras de Taquara chamam seus vizinhos de Santo Antônio da Patrulha?
- Rapadureiro e cachaceiro filho da puta!

5)Como é que alguns caras de Serafina chamam a cidade depois da invasão de trabalhadores do Sul do Estado?
- NOVA PELOTAS

6) O município de ITAPUCA é conhecido por iTAPUCA BRABA...80 por cento de quem está lá enterrado, morreu numa briga.

7)Soledade: bah, mas este todo mundo sabe que é terra de gaúcho forte, se é preciso enfrenta a morte, não lida pro tempo feio...

8)Passo Fundo: a mais ´gaúcha das cidades: Terra do Teixeirin ha( ele não nasceu lá, mas se criou por lá, teve um circo onde os caras davam aqueles tiros pra ganhar garrafas de cerveja)

9)São Borja: Bejo Vargas, irmão do presidente Getúlio, era bandido pra mais de metro. Matou uns quinhentos correntinos de Santo Thome, nas incursões que fazia por lá. Dizem que Aparício da Silva Rillo tinha uns escritos sobre isto que nunca quis publicar...Será verdade? ou mais uma lenda...

 

 


Uma das monstruosidades urbanas porto-alegrenses


(Foto Lauro Dieckmann)

Porto Alegre é uma cidade bacana, ou uma cidade bem legal, ou jóia. Quem vem de viagem por outros países, por outras cidades, na volta, olhando a capital dos gaúchos, a impressão que tem é essa: uma cidade bacana, legal, jóia.
Certamente, é uma cidade que não merece nem o prefeito, nem os vereadores que tem. É uma cidade luminosa, clara, razoavelmente limpa (descontando o lixo que os ?moradores de rua? reviram e deixam espalhados na calçada e que os lixeiros dos caminhões vão largando pelo caminho, na pressa de recolhê-lo).
O trânsito mal-administrado, afora as avenidas principais ? congestionadas praticamente em todos os horários ? é inexistente nas vias transversais, calmas e pacíficas, como, por exemplo, as travessas da Venâncio Aires na Cidade Baixa.
Ah! e tem o Guaíba e seu pôr-do-sol.
Mas, quando os porto-alegrenses metem-se a mexer na paisagem, aí vêm os problemas. Parece que há uma maldição: os projetos de urbanização e de arquitetura desta cidade são, de um modo geral, de um mau-gosto inexcedível. Até os estrangeiros ? vide o museu do arquiteto portuga lá perto da Ponta do Dionísio ?, chegam aqui e... desandam.
Domingo, um dos tablóides locais publicou artigo do historiador Voltaire Schilling, que aponta mais outro aspecto lamentável do visual de Porto Alegre. Não li, leram para mim, o texto do Schilling, que, em suma, dá voz a todos nós que não nos conformamos com a verdadeira bagulhada que os participantes da Bienal do MERDOsul deixam ?de presente? para a cidade a cada edição do evento.
O próprio jornal se encarregou de ?desconstruir? a manifestação do Schilling em matéria publicada na terça-feira seguinte (também leram para mim). Mas é como diz a legenda deste blog: não dá para enganar TODOS o TEMPO TODO. Na versão anterior da famigerada Bienal (é capaz de até destinarem algumas desonerações fiscais para ela!), alguns colunistas do tal tablóide chegaram a expressar tímidas críticas a ela. Mas nada tão contundente quanto o texto do Schilling, uma autoridade incontestável na área cultural gaúcha.
Pois bem, o cara ? para usar uma expressão que está mais do que nunca na moda, graças ao Obama ? fez uma crítica irretocável. E, como o Schilling, fazemos votos para que o Secretário de Cultura do município, não receba as ?doações? que os ?artistas? insistem em fazer à cidade, deixando aqui as ?obras? que apresentaram na tal bienal.
PS: nesta terça-feira, dei mas uma volta no Centro (Caldas Júnior, Praça da Alfândega, Rua da Praia), estava um belo dia primaveril e a cidade muito, muito linda, com um céu assum maravilhoso; Porto Alegre luzia faceita... Em compensação, no fim da tarde, saio para levar o cachorrinho para passear e um carrinheiro com o seu 'instrumento de trabalho' atravessado no passeio, trancando a calçada estreita, catando nos sacos de lixo que aguardam o recolhimento que tarda e impedindo a passagem das pessoas que chegam do trabalho. O sujeito era quase um animal, de tão drogado. Como é que um prefeito que se diz de esquerda permite que aconteça isso na cidade que ele (des)governa.
Lauro Dieckmann ? 26-09-2009

Coleguinhas

 

* Erno Schneider,fotógrafo que foi da Manchete e Cruzeiro,além do Jornal do Brasil, anda festeando em Portinho. Tem como anfitrião o Assis Hoffmann. Já comeram umas churrascadas,segundo ele próprio me disse por telefone. Estou tentando uma entrev ista, mas tá difícil...O Erno ficou famoso com a foto aquela do Jânio, com os pés trocados em Uruguaiana, em 1961.


* Lançamento da 55 feira do livro foi no hotel Ebaixador, na manhã de terça passada. Mas a Câmara Riograndense do Livro só avisa os grandes, os pequenos ficam de fora...

* No Serpentário,ontem,dia 28/10, um monte de veinhos tavam reunidos. Ocupavam duas mesas...falavam como sempre mal do governo, do Grêmio, dos técnicos e do INSS...

* Colega Valéria Reis não tem pintado na salinha J.C. Terlera.Assim não fiquei sabendo da coletiva da Câmara Riograndense do Livro.Ela sempre avisava...

*Mendelski, no Bom Dia, de ontem,dia 28/10 pegou forte contra o vasamento de uns audios da CPI da Corrupção...

* O programa do Mendelski está mudando em alguns detalhes: como as entradas do tempo do interior...Como ouvinte, gostei.

* Pelo Prévidi.com fiquei sabendo que a Malu agora, tem 3 horas de programa na Guaíba, no sábado...

* Renato Martins, diretor da Band AM, era um dos jornalistas que compareceu,terça,dia 27/10 ao lançamento do filme do Boilsen, no cine Bancários...
* Outros coleguinhas que vi lá: Antônio Manoel de Oliveira, Roger Lerina,(ZH).

 

 

A Feira do Livro( 55 EDIÇÃO)

 


pOIS ABRE no sexta,feira,dia 30/10 mais uma feira do livro de todos nós....Esta é a edição 55 e estamos vivos para vê-la.
Todos os anos os coleguinhas acabam fazendo turminha junto a Barraquinha que a ARI sempre monta lá perto do Santander.Este ano não será diferente...Nesta foto feita Pelo Leo Guerreiro em 14.11.2008 aparecem a Carolina e a Sirley, da ARI atendendo, mais o autor que " desfalça" lendo alguma coisa....

 

ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS VIROU UM ATOLEIRO

 



Enquanto a Catedral Metropolitana de Brasília se enfeita toda para
comemorar no ano que vem o cinqüentenário de fundação da Capital da
República, a Esplanada dos Ministérios virou, por incrível que
pareça, um imenso lamaçal.

O Governo do Distrito Federal (GDF), simplesmente liberou geral a
zorra no gramado bem cuidado que fica no centro da Esplanada, onde
encontram-se todos os ministérios. Desde o inicio do ano, está
deixando colocare m sobre o gramado, verdadeiros picadeiros de circo.
Permitiu que ali realizem espetáculos de tudo o que se possa imaginar.
Tem shows musicais, festas religiosas e tudo o que não deveria ter
ali.

 

Brasília é imensa. Tem lugares para tudo que se possa imaginar. Mas
não. Este ano tudo foi em cima do gramado da Esplanada.
Agora o governo do Distrito Federal, que está gastando uma nota preta
para que no próximo ano, Brasília possa comemorar de maneira
espetacular os seus 50 anos de fundação, permitiu que a Secretaria de
Desenvolvimento Tecnológico e Inovação que pertence ao Ministério de
Ciência e Tecnologia (MCT), armasse na Esplanada um imenso barracão de
lona. Mas o pior, é que autorizou carros e pesados caminhões a
estacionarem sobre o gramado.

 

Resultado: aquilo, com a chuva que cai em Brasília nesta época do ano,
virou um verdadeiro lamaçal. Só espero que o gramado, que sem pre foi
tão verde, volte a ser o gramado dos velhos tempos.

Eu acho que essas cagadas do GDF foram a causa da internação do
Niemeyer num hospital, onde está até hoje. Não sou contra as festas e
as comemorações. Pelo contrario, até gosto muito. Mas que essas festas
sejam comemoradas em lugares próprios. Brasilia está cheia desses
lugares.

 

 

 

 

 

Por Sérgio Ross

 

Histórias de la Úndeze

 

 

LE TETE E EL CUL( OS SEIOS E A BUNDA!)

Joanim Corso estabelecido com uma loja de secos e molhados no centro de Serafian queria seduzir a moradora da capela São pedro Adélia Zardinello Guisso( morta em 22.07.1960) que ia sempre a sua loja fazer compras.

E a provocava:

- mostreme el cul e le tete que te dao um quilo de fumo( mostre-me a bunda e os seiso que te dou um quilo de fumo)

Ela bolou um plano, esperta que era.

Uma manhã foi à loja do Joanin e viu que no fundo do pátio havio um " Biondin"( um pequeno utensílio de ferro, com três hastes por onde ele se mantinha em pé enquanto o fogo cozinhava o que havia dentro) que estava virado de " bunda" pro ar.

- Vamo al fondo que te mostro el cul e le tete( vamos ai no fundo que te mostro a bunda e os seios) desafiou ela.

Ele caiu na armadilha

- Ma vanti dame el fumo( mas antes me entrega o rolo de fumo) acrescentou a Guissa.

Ele fez a entrega de um rolo de fumo, de um quilo, daqueles de se fazer palheiro. Era um rolo bem fechadinho, de um fumo de Sobradinho, que um fornecedor lhe havia entregue apenas uns dias antes.

Assim que Joanin Corso entregou a Guissa o fumo, ela apontou para o " Biondin" que estava com a " bunda" pra cima e disse-lhe,desaforada:
- Varda la el cul e le tete...( olha aí a bunda e os seios....)
( Devo estar estória ao advogado Oraldo Humberto Rodrigues)

 

As " tias solteironas"

 

Por causa da pecinha esta da mulher querendo agarrar um homem,aos 40,me lembrei de uma pequena historinha: quando minhas duas gurias eram pequenas minhas irmãs iam visitar-nos aos domingos à tarde. Quando iam embora,descendo a rua no bairro Monteserrat,eu ensinava e instruía minhas filhas pequenas a gritar pras tias:
- CIAO TIAS SOLTEIRONAS. ATé domingo que vem!!!

Minhas irmãs ficavam putas da cara e ameaçavam voltar pra pegar as gurias...

 

Evento


O desfile da esquerda...

Pois na estréia do filme do industrial Boilsen - assassinado por um comando guerrilheiro em abril de 1970 -em SP, no cine Bancários, na Ladeira, na friazinha noite de terça passada, ouve o que podemos chamar de desfile das esquerdas....

Ah, porque as esquerdas também desfilam...É o lado social,digamos...

Estava lá o deputado Raul Carrion, do PCDOB, sempre presente a estes eventos - é a praia dele,ora bolas - a Susana Lisboa ( que há anos vive da "glória " de ter tido o marido morto pela repressão( O Ico Lisboa, mais conhecido com o irmão do cantor Nei) entre outros...

Tout le monde da esquerda portoalegrense apareceu pra ver o filme...E teve sorte: antes do filme,onde teve debate com o diretor, houve champanhotas com petiscos....

Depois o Mendelski ainda diz que a esquerda gosta de passar mal...nem tanto....

 

O filme ainda...

 

O que impressionou no filme do assassinato do industrial Boilsen - um dinamarquês que se apaixonou pelo Brasil- foram os empresários da FIESP dando grana e colaborando pra que a OBAN tenha sido o que foi....E muitos não deram a cara,depois....No filme, alguém diz que os dois únicos que não foram chantageados pelos militares na ocasião foram José Mindlin e Antônio Ermínio de Moraes....Preciso ter bala na agulha pra não se dobrar pros milicos naquela situação....

Memória Política
Prestes e EU

 


Calma,calma, não sou tão antigo...não participei da Coluna Prestes,aquela que uma coleguinha refês a trajetória,anos atrás, só pra dizer as atrocidades que os camaradas do velho Prestes tinham feito...Teve quem achou isto de última, mas enfim....a coleguinha acabou indo mesmo depois para Sampa,de onde era o seu diretor na ocasião que liberou a viagem pra recontar esta história...
enfim,aí está a velha animosidade Paulistas X gaúchos, que nunca se deram mesmo...

 

No dia 28,ontem, de 1924 foi quando deu-se o levante no RS comandado pelo capitão Prestes. Seu epicentro foi Santo Angelo. Lá hoje tem até um monumento sobre isto,feito pelo Niemeyer e inaugurado pelo governador Antônio Britto Filho.Tive apenas um ou dois encontros com Prestes,depois que regressou do exílio..Uma das vezes foi quando recebeu um título na Câmara Municipal de Porto Alegre - cidade,por sinal,onde ele nasceu -e outra não recordo,agora,quando...

Na vez que ele teve na Cãmara Municipal, depois fui com ele até a rádio Gaúcha onde intermediei com o Flávio Alcaraz Gomes,diretor da rádio, uma entrevista que ele apresentou naquela emissora, num programa que tinha...( Prestes havia dado outra grande entrevista a Tânia Carvalho na TVE mas a animosidade do diretor -presidente desta emissora, o fotógrafo Leonid Streliaev, o UDA, com a Tânia, fez com que ele a mandasse deletar).

Pouco depois queimei meu filme com os militares ( eu que nunca tinha levantado uma palha contra a ditadura) por causa do Prestes.É que meu cunhado da época resolveu fazer uma reunião no apartamento que estava alugado no meu nome( Mariante,200/6) e os militares seguiram os passos de Prestes, mesmo já estando em período de abertura...

Quando foram inaugurar a duplicação da ponte do rio Guaíba, a ZH mandou meus dados pra obter credenc ial junto ao III Exército e ela foi negada...Claro, tava já com o nome " sujo" por causa do encontro do Prestes no apartamento onde eu morava( claro que este encontro foi feito a minha revelia,eu fiquei sabendo dele anos depois...)

Pois por uma brincadeira destas, quase que minha vaca se fue a la cria, como dizem....

Imagina as confusões de grande monta,então....


Coleguinhas

 

Ananda Aple
começou por aqui, na TVE


- Onde anda esta mulher, perguntou-me o Carlos, do cyber,onde escaneio fotos...

A pergunta, pra os gaúchos, que haviam se acostumado a ver o belo rosto da Ananda Aple na TV Gaúcha e na TVE - onde começou com o programa QUIZUMBA, ela e um montão de outras pessoas que depois tomaram outros rumos - faz sentido. Ananda Aple( nome artístico) está ha anos na TV Globo em Sampa( nem mais sei se ainda está na Globo)

Sua " história " na TV Globo começou porque a TV Gaúcha mandava sempre repórteres para lá para aprenderem na Globo. Ela foi e casou com um dos diretores, se não estou enganado...mas acho que não. Foi e ficou...

Fmos colegas( não amigos) na Fabico, faculdade que o Lauro Dieckmann quer que eu conte algumas coisas...Acho até um pouco perigoso porque alguns personagens ainda estão aí...Na noite da formatura, por exemplo, foi um fumacê...eh, fumacê, ah..ah.fumaça, tão queimando coisa,aqui.tão queimando coisa lá...

Voltando a Ananda: depois que se mandou do Sul, nunca mais tive contato pessoal com a mesma. Ouvia notícias delas por coleguinhas.

 

 

Turismo se integra às Caminhadas Orientadas do Viva o Centro a Pé



A partir da edição programada para este sábado, 31, as Caminhadas Orientadas – Viva o Centro a Pé contarão com um guia de turismo que irá contribuir com informações sobre a importância que as estruturas e atrativos visitados têm para o turismo e o interesse que despertam em quem visita Porto Alegre. O trabalho será em apoio aos professores especialistas em história e arquitetura que orientam os roteiros e marcará a integração da Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR) à promoção ao lado das secretarias municipais de Planejamento, da Cultura, do Programa Viva o Centro e Gabinete da Primeira Dama.

Além do trabalho profissional do guia de Turismo, a SMTUR passa a divulgar as Caminhadas Orientadas – Viva o Centro a Pé em seu site (www.portoalegre.rs.gov.br/turismo) como uma das opções que a cidade oferece a turistas na seção “O que Fazer”, e também na mídia especializada do setor como mais um atrativo da capital gaúcha que tem reunido, a cada edição, mais de uma centena de pessoas, entre residentes e gaúchos do interior do Estado.

Roteiro inédito – Com duração aproximada de duas horas, a próxima Caminhada Orientada terá um roteiro inédito pelo bairro Cidade Baixa, incluindo visita ao Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo, antigo Solar Lopo Gonçalves. O prédio histórico, construído provavelmente entre 1845 e 1855, numa chácara com fundos à Rua da Margem (atual João Alfredo), era a residência da família de Lopo Gonçalves Bastos. O passeio será orientado pelo arquiteto Paulo Cesa, arquiteto, especialista em restauração arquitetônica pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, mestre em Teoria, História e Crítica da Arquitetura e professor nas faculdades de arquitetura da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS).

A saída ocorrerá às 10h, do totem do Caminho dos Antiquários, na Demétrio Ribeiro em frente a Praça Daltro Filho (encontro das ruas Coronel Genuíno e Marechal Floriano). As inscrições podem ser feitas no e-mail vivaocentroape@gmail.com. O valor é 1 kg de arroz, feijão ou leite em pó. As doações serão encaminhadas a instituições do município. Existem caixas para o recolhimento no ponto de saída das caminhadas. As inscrições por e-mail devem ser feitas até o dia 30, às 14h.

Secretaria de Turismo de Porto Alegre
Coordenação de Comunicação
Eliana Zarpelon (MTb 3821)

 

Por onde anda o Benigno

 

paradeiro do colega Benigno Rocha

Segundo a fonte de informação que é o serpentário, o Benigno Rocha está morando em Flopis....


O Lauro sabe por onde anda o Benigno

O Beligno Rocha, pelo menos até alguns meses atrás, andava muito faceiro caminhando pela Getúlio Vargas, onde mora ou morava perto do Chips e do Carlitos. Como, nessa vida, "em vinte minutos tudo pode mudar", não sei agora. Pelo que me contou, andou adoentado coisas do coração, mas se recuperou. Também, pelo que me falou por alto, andou se estressando com uns e outros na ARI e caiu fora. Com razão, afinal, para que se incomodar depois de velho e numa boa situação financeira?
Lauro Dieckmann

Quem é Pepe Mujica

 

Certa do momento oportuno, já que teremos 2º turno nas eleições presidenciais no Uruguay, repasso a opinião do companheiro Brizola Neto, Deputado Federal PDT/RJ.

Neuza Penalvo


As eleições no Uruguai: quem é Pepe Mujica

Como tratei aqui, outro dia, amanhã há eleições no nosso vizinho Uruguai. Comentei as pesquisas e falei da falta de atenção que nossa imprensa tem com o que se passa aqui, exceto quando se trata de dar espaço aos adversários das forças e governos progressistas que hoje se espalham neste continente. Pois hoje, por isso, quero trazer a vocês um pouco de informação sobre o homem que, ao que parece, está a um passo de se tornar presidente uruguaio e sobre o qual não me recordo de ter lido nada nos jornais brasileiros.
José Mujica tem 75 anos. Foi um dos fundadores do Movimento de Libertação Nacional (MLN), os tupamaros, que surgiu como uma oreganização de esquerda ainda no período civil, em contraponto ao bipartidarismo blanco-colorado que dominava o país. Depois de 1973, com a implantação de uma ditadura militar, passou à luta armada. O nome tupamaro vem de Tupac Amaru, um líder inca que lutou contra a dominação espanhola.
Por conta disso, Mujica passou 14 anos detido em diversas unidades militares e fez parte do grupo de líderes do MLN mais próximos ao fundador dessa guerrilha, Raúl Sendic. Com a redemocratização, o movimento integrou-se à Frente Ampla, uma coalizão de forças de esquerda liderada pelo legendário opositor da ditadura, o General Liber Seregni.
Mujica, que é conhecido como “Pepe”, disputou a escolha interna com o moderado Danilo Astori, ex-ministro da Economia. No congresso da Frente Ampla, Mujica obteve 71% dos votos, enquanto que Astori teve 23%. Depois, passou por uma eleição interna entre os filiados ao partido e venceu Astori por 50 a 38%.
Agricultor, carismático, “Pepe” Mujica é famoso por sua fala simples, direta, “campechana” , como dizem lá. Andava sempre com uma velha lambreta pelas ruas de Montevidéu, é considerado o político mais popular no Uruguai, especialmente entre os jovens e os uruguaios que migraram do país. Foi eleito deputado nas eleições de 1994 e senador em 1999. Nas eleições de 2004 foi o legislador com maior quantidade de votos, cargo a que renunciou ao ser designado ministro de Pecuária, Agricultura e Pesca em março de 2005, onde ficou até de março do 2008.
O passado de Mujica não parece causar-lhe problemas eleitorais. Suas tiradas, porém, já renderam muita polêmica. Passou a se cuida mais e definiu que “”a democracia começa na orelha, escutando a todo mundo”.
Sob o silêncio da imprensa brasileira, Mujica tem entre 46 e 49% das intenções de voto no Uruguai. Precisa de 50% para vencer no primeiro turno. Amanhã, se conseguir, será o novo presidente uruguaio. Senão, poucos duvidam que vença o segundo turno, dia 29 de novembro. Publicado no Blog do Brizola Neto www.tijolaco.com


Coleguinhas

 


ERNO SCHNEIDER ganhou o Prêmio ESSO de 1961
com "foto" dos pés trocados do Jânio Quadros.

Está em Porto Alegre - no hotel Savoy - o fotógrafo ERNO Schneider, prêmio ESSO de fotografia de 1961 com a foto que fez em Uruguaiana, na divisa com a Argentina, em 21.04.1961, quando o Presidente brasileiro Jânio da Silva Quadros foi encontrar-se com o colega argentino, Arturo Frondizi(1958-1962).

A foto encaixou-se perfeitamente no espírito da indecisão que o Jânio vivia naquele ano,recorda o repórter político Carlos Esquivel Bastos, o Nene.
É que ela mostrava justamente a indecisão de Jânio, de ir pra esquerda, ou pra direita. Um dos gestos de ir pra esquerda foi condecorar o comandante Ernesto CHE Guevara com a ordem do Cruzeiro do Sul, o maior galardão que o Itamaraty pode dar a uma autoridade estrangeira.

O Jornal do Brasil, para quem Erno fez a foto explorou justamente esta indecisão de Jânio e a foto acabou ganhando o Prêmio ESSO de Fotojornalismo daquele ano tornando o alemão Erno Schneider, nascido na FELIZ, na região de colonização alemão, uma celebridade na cional.

Schneider também fez outra foto muito lembrada: ele foi com um repórter ao presídio Frei Caneca, perto da redação da revista Manchete, no Rio de Janeiro, e bateu apenas uma chapa do entrevistado. Disse pro repórter:
- Vou ali naquele boteco da esquina tomar um trago( como alemão, gosta de um trago).
Pouco tempo depois, para sorte sua - a sorte persegue os talentos - ele olhou e notou que tampa do bueiro ao lado do bar onde ele estava sentado começou a se mexer. Estranhou aquilo. Pegou sua laica e ficou atento. Quando viu, começou a sair uma cabeça de um homem do bueiro.Pelo bueiro fugiram 16 presos do presídio Frei Caneca e ele os fotoigrafou todos, na fuga...Consagrou-se com mais esta foto...
Ercno Schneider trabalhou em Porto Alegre no Diário de Notícias, na A HORA, na Ultima Hora, e depois nos anos 50 foi embora pro Rio de Janeiro de onde não saiu mais.

Lá trabalhou 8 ou 10 anos no Jornal do Brasil, ao tempo que o JB era o grande jornal brasileiro e considerado o jornal que os jornalistas liam,trabalhou ainda 10 ou 12 anos no O Globo.

Carlos Bastos conta que uma vez ele estava no Rio de Janeiro e foi visitar o Erno na redação do JB. Chegou lá eo chefe de redação, chamado Lemos, pediu ao ERNO uma foto pra capa no dia seguinte:

- O JB,se vocês lembram, tinha o costume de abrir sempre uma grande foto na capa. Como eles não tinham nenhuma pra edição do dia seguinte, o Lemos chamou o Erno e lhe deu esta missão.
Erno,segundo Bastos, disse ao Lemos:
- Espera aí uns 20 minutos...

Subiu num estrado e lá de cima fez uma foto da multidão portando guarda-chuvas. Chovia no Rio de Janeiro depois de 45 dias de um calorão de doer...
Foi pra capa aquele fotão!
Em Porto Alegre, onde veio passar uns dias, o fotógrafo premiado tem aproveitado pra dar umas talagadas no TUIM da Ladeira e comer uns churras,sempre na companhia do seu amigo Assis Hoffmann. Imagina agora que na sexta-feira chega o Serginho Ross de Brasília, que turma da pesada que vai se reunir pra relembrar as grandes fotos de suas vidas.

 

 

Exemplo de companheirismo

 

Repasso noticia da eleição de Alceu Nicola para presidir o PDT/Santiago/RS. Fundador do PDT, seu Nicola buscou na Juventude Socialista (Fábio Monteiro) a composição da Comissão Executiva do partido. Nicola também trata de preservar a memória trabalhista/getulista na Estância do Itú onde é um dos proprietários. O local onde Dr. Getúlio Vargas passou seu exílio voluntário está aberto a visitações agendadas.



Nicola assume a presidência do PDT - 23/10/09
Em convenção no dia 17, os 650 filiados do PDT elegeram o empresário Alceu Nicola para ser o novo presidente da sigla. Como 1º vice, ficou bioquímico Mauro Burmann e 2º, Ismael Ramos. O tesoureiro é Paulo Dri. E a secretaria-geral ficará sob a responsabilidade Cleudo Irion, respaldado por Fábio Monteiro, presidente da Juventude e 2º secretário. Alceu Nicola foi o primeiro presidente do partido em Santiago em 1982 chegando a concorrer a prefeito. Agora, Nicola assume um partido organizado com várias sub-sedes na cidade e no interior do município e em plena expansão política e de filiados tendo a previsão de atingir o numero de mil filiados ainda no primeiro semestre de 2010.
http://www.expressoilustrado.com.br/

 

 

Serpentário...

 

Marco Froes,e x-contato comercial e atualmente corretor de imóveis, também frequenta o Serpentário. pela tarde.!!!

Coleguinhas

 

* Leio no artigo do Lauro Dieckmann que o Affonso Ritter deixou a batina....quando entrou pra Famecos.Era padre vermelho ou conservador? Cruz credo, o alemão Ritter de batina devia ser um horrror...

*Vou contar dias destes como foi a formatura do primeiro semestre de 1982. Mas quero me lembrar daqueles malucos todos. Lembro do José Bisol,do maluco que tinha um conjunto o URUBU REI que depois virou jurado do SBT do Silvio Santos, lembro do Beto BERLIM( foi casado com a Fontanive,depois casou com uma filha do Josué Guimarães e hoje vive no Rio) lembro do Poli, o Bisol tinha seu filho, que sumiu daqui, que se formou junto, acho que a Ananda Aple também era desta turma...Aos poucos a memória vai puxando. Teria que ir na Fabico ver isto....

* Falei ontem com o SILVAS,que teve um programa na Guaíba. Está abrindo uma chopperia, ao lado do TUIM, na ladeira. Ele me disse que ela não ficará pronta pra esta feira do livro, só pra próxima. Estava feliz, no meio da sujeirama da obra...
* Esta notinha o Nelson Moura vai levar lá pro seu colega do Serpentário:este seu colega me disse que há um muro que ameaça desabar e provocar uma tragédia localizado na Alvaro Alvim, em frente a rua prof. Duplan, perto dos colégios Americano e Ipa...Ele nem passa lá de táxi porque está com receio que desabe qualquer hora. E nunca ligou pra prefeitura porque diz que é perda de tempo: um fica empurrando pro outro....

Luis Carlos Prestes

 

Luis Carlos Prestes

Ao rememorar a saída da Coluna Prestes,de Santo Angelo, o deputado Adroaldo Loureiro(PDT) lembrou ontem que quando a coluna fez 60 anos, ele era vereador e fez uma proposição na Câmara de Vereadores de Santo Angelo que foi negada. Os tempos eram outros.

Luis Carlos Prestes

Quando vinha a Porto Alegre,depois que foi anistiado, Prestes, um dos cérebros mais militares que o Brasil conheceu nos últimos 100 anos, se hospedava na casa do Tonico Pinheiro Machado, em Ipanema.Era quase um monástico.Levantava tri cedo, fazia sua higiene pessoal, como a barba,e depois só lia, por um bom tempo.Lia todos os jornais do dia de Porto Alegre mais o Jornal do Brasil, o Glogo, FSP, EStadão, do dia anterior. Tomava café e em seguida dava início a o que só fez a vida toda: contatos políticos.


Luis Carlos Prestes

No ano passado, no dia de finados, o túmulo de Luis Carlos Prestes, o outrora incensado Cavaleiro da ESperança recebeu apenas a visita de Danilo Groff e sua esposa Ione e da filha Anita Leocádia ( filha da Olga Benário) no cemitério do Rio de Janeiro. O homem que um dia calou o Pacaembu lotado, que foi motivo de poemas de Pablo Neruda, que conspirou contra Getúlio Vargas e depois se aliou a ele, tem poucos fãs que o visitam pós morte.

Luis Carlos Prestes

Não há ainda uma grande biografia do líder comunista,que teve uma grande influência na vida política do país do se´culo passado. Em 1982,quando a Globo torpedeava a candidatura de Leonel Brizola, no Rio,Prestes fez uma recomendação:
- Chame a imprensa internacional e denuncie, aconselhou-o ele. O intermediário entre Brizola e Prestes era Darci Ribeiro.

Luis Carlos Prestes

Em Porto Alegre,um grande cupincha de Prestes, foi Dulphe Pinheiro Machado. Era unha e carne com o Velho, mesmo depois que houve o racha no PCB

Luis Carlos Prestes

Já ouvi críticas a posição política de Prestes de ex-colegas, mas nunca ouvi dizer nada contra sua honra pessoal..E todos sabem que Oscar Niemeyer pagava as contas do Velho.

 

E daí companheiro!

 


Foram a 25 anos atrás que o movimento das diretas inflamou o país de esperança.
Os comícios iniciaram em Porto Alegre no Paço Municipal depois foi em: Florianópolis, Curitiba, s. Paulo, Rio de janeiro e Recife.

O povo saiu para rua como nunca tinha se tinha visto nos úiltimos tempos, parecido só a morte de Getúlio. O sindicalista Lula compareceu a todos foi a sopa no mel. Fafá era a musa das Diretas!


Mas o que importa é que muitas destas cenas das fotos vamos assistir no filme chamado "Lula" que irá para exibição em todas às salas de cinema do Brasil em janeiro de 2010.
Mera coincidência!

 


Alfonso Abraham

“Como Agarrar um Marido”


De volta a Casa de Cultura Mario Quintana a comédia que vai revelar os segredos que nem Santo Antônio descobriu
Do mesmo autor do consagrado sucesso “Como Emagrecer Fazendo Sexo...” a comédia “Como Agarrar um Marido” aborda de forma divertida e bem-humorada um dos assuntos mais badalados do mundo contemporâneo: a busca pela alma gêmea.


Lúcia (Marlise Damine), uma bem-sucedida advogada, percebe que vai fazer 40 anos e ainda está solteira. Ela entra em total desespero e resolve achar de qualquer maneira um marido nos seis meses que ainda lhe restam antes da fatídica data.


A história conta todas as investidas, atropelos e aventuras da protagonista, sua melhor amiga recém separada (Suzi Martinez) e sua empregada de santo forte e língua afiada (Denizeli Cardososo) na busca de um grande amor antes do seu 40º aniversário.


Quer saber a recita para arrumar um marido e ainda se divertir muito tentando?
Então junte uma solteirona com crise de meia idade, mais uma divorciada bem resolvida, uma empregada de santo forte e língua afiada mais uma corrida contra o tempo..
O resultado é uma divertidíssima comédia que vai revelar os segredos que nem Santo Antônio descobriu.

Serviço:
O que? “Como Agarrar um Marido”
Quando? De 30/10 a 29/11/2009. Sexta a domingo às 20:30h
Onde? Sala Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana
Quanto? R$ 25,00 com 20% de desconto para assinantes do Clube ZH e 50% de desconto para estudantes e idosos

 

CHE e a BOLIVIA

 


Fui ver o chamado CHE -2, o filme biográfio de Che Guevara, baseado em seus diários...

No final do filme,quando a tragédia se aproxima, um cidadão do meu lado soluçava alto...

cedidas do arquivo pessoal de Maria Siliprandi em viagem à Bolívia e Peru naquele anos.

 

O filme realmente é comovente....

Mostra um CHE debilitado pela Asma( e ele não levou os medicamentos)

E o que realmente aconteceu foi que ele foi pego pelo exército boliviano no dia 8 de outubro de 1967 ,mas morto no dia 9...

Dizem que CHE escolheu a Bolívia porque sabia que ela era a mais pobre das republiquetas da América Latina e achava que no meio dos camponeses poderia encontrar eco pros seus propósitos revolucionários...

cedidas do arquivo pessoal de Maria Siliprandi em viagem à Bolívia e Peru naquele anos.

 

Não vou contar o filme, vão ver....

Publico três fotos da Bolívia, o que mostra sua riqueza folclórica, seus habitantes que mascam folhas de coca pra não sentir fome(ficam com a boca anestesiada). Cruzei de caminhão duas vezes a Bolívia, da entrada da Argentina( em La Chiaca) até Puno,quando se entra pelo Lado Titicaca ao Peru....

cedidas do arquivo pessoal de Maria Siliprandi em viagem à Bolívia e Peru naquele anos.

 

Mas lembro perfeitamente( as duas vezes que a cruzei foi em boléia de caminhão) o fedor das índias que não tomam banho, a pobreza daqueles povos andinos...Numa das ocasiões oc aminhão chegou a Oruru( o filme fala na cidade) de noite e a temperatura ali estava abaixo de zero graus( é plena cordilheira dos Andes)..
Lembro ainda dos desfiladeiros, onde as lhamas povoam o descampado e carajo, porque não, de como me sentia integrado no meio daqueles descendentes de índios que " elaboram" a queda do império incaico há centenas de anos...

Do filme, impressionou-me ( como do primeiro sobre o personagem) sua determinação,sua liderança e porque não, sua dignidade.

 

Nada de processo

 

Via computador o Matz,vulgo " Cigarrinho" manda notícias pro Ayres, porque agora ele virou correspondente da revista das putas, ou seja, a revista Programa....(aliás,segunda,sentado lá pelas quatro da tarde, na praça da Alfandega, uma delas que estava sentada,descansando, me sussurou : vamos fazer um programa?)

 

Amigo Olides Canton, vulgo Tengo Hambre:
Por favor, quem falou em processo foi o amigo. Perguntou se eu iria te processar. Eu respondi que jamais processaria um jornalista e ainda mais um jornalista amigo meu de tão longa data, como tu és.
Nadei segunda-feira novamente em Bombinhas. A água, de um esmeralda brilhante, estava ainda mais límpida. Infelizmente o Bar do Beto não axiste mais, para a cachaça com butiá de depois da água fria. Existem apenas pousadas de alto luxo hoje em dia, na orla de Bombinhas
Hoje almocei camarão ao bafo e filé de abrótea com cebolas e tomates ao forno. Os camarões que posso comprar nessa entressafra são pequenos, mas continuam tão saborosos como os camarões gigantes daquela época que veraneávamos aqui em Porto Belo. Ainda estou em férias. Mas junto com um vizinho, filho da jornalista Carmen Olmedo, aquela da Central do Interior do nosso tempo da ZH, estamos planejando o segundo nº do nosso hebdomanário SomusPortoBelo. Aguardem.
Abraços
Luiz Oscar Matzenbacher

PS ao Ayres: Na semana passada mandei a coluna MaréMansa prometida. Foi por e-mail, tratando da temporada de navios de luxo que fazem escala em Porto Belo. Serão 83 escalas na temporada 09/2010.
Abraços a toda a roda de amigos da gaçleria Chaves.
Se o Inter ganhar do São Paulo amanhã, farei o possível para ir ao Beira-Rio no sábado e na Galeria Chaves na sexta.
Abração
Matz.

A arte de enganar o povo

 

 

O santiaguense Júlio Prates, sociólogo e jornalista, estará lançando, dia 18, às 19h, no Memorial do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, seu quinto livro, intitulado A arte de enganar o povo.
Produzido em Santa Maria, na Pallotti Editora, e com a capa levando a assinatura do designer Guilhes Damian, da Revista Veja, o livro escrito com humor, versa sobre os embustes, golpes e manipulações que os políticos usam para enganar as pessoas.
Na verdade, segundo Julio Prates, “o livro é um texto leve, sintético e nada lembra os artigos maçantes e cansativos. A temática é a política, mas sob uma ótica diferente”, observa o autor. Com puro escárnio e deboche, Júlio sintetizou, praticamente, tudo que é importante para os políticos. O livro, considerado polêmico, mostra que tudo na política e nos políticos é mentira, desde a forma como cumprimentam as pessoas, beijam uma criança, abraçam um velhinho e se comportam num velório. Explica Julio Prates que são dezenas de situações reunidas e analisadas, por exemplo, as roupas, joias, perfumes, cabelo, unhas, dentes, hálito, aniversário, horóscopo.
”O livro é curioso, pois ensina como mentir, como construir discursos sobre cada situação, ensina como enganar, mas revela-se extremamente útil por escancarar todos os expedientes manipulatórios que os políticos usam para enganar o povo”, comenta Prates.
A definição de política na visão de Prates é curiosa “é falar várias linguagens embutidas numa só, é aparentar uma coisa e ser outra, é dizer uma coisa e fazer outra”. Nada escapa da fúria literária de Prates, albergues, saúde, amantes, roubos, corrupções, esquerda, direita, gays, religiões, casamento, filhos bastardos, imprensa, militares, poder judiciário. O estilo de Prates lembra Maquiavel, embora resguardadas todas as particularidades do contexto, época. O livro contém 175 páginas, divididas em seis capítulos.
O primeiro livro de Julio Prates foi “O Papel do Jornal”, editado em 2003; depois,” O que importa em Oracy”, em 2004, e “Boca de Lobo” e” Pampa em Progresso”, lançados juntos em 2006.
O lançamento do livro “A Arte de Enganar o Povo” deve acontecer até outubro deste ano. A situação de alerta epidemiológico por causa da gripe A, fez com que a sessão de autógrafos fosse transferida do próximo dia 22 de agosto, para uma data ainda a ser marcada. Apesar disso o livro estará sendo comercializado nas principais livrarias ao valor de R$ 30,00.

 

Crime em Santiago

 

Caso Dirce sepultado
Depois de 11 anos, um dos crimes mais bárbaros já acontecidos em Santiago chegou ao final. O Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, absolveu Luiz Alcino Nascimento Pereira, acusado de matar sua mãe, Dirce Helena Brum. Ao longo do processo, Alcino foi defendido pelos advogados Dionísio da Costa e Ronald Miorin, que acreditaram em sua inocência, sustentando que contra o réu havia apenas uma suspeita e meras suposições (conjecturas). E essa suspeita, por mais veemente que seja, não equivale a uma prova, argumentaram os defensores. O advogado Miorin ainda desabafou: "A polícia foi pelo caminho errado e não chegou a lugar nenhum."

O crime
Dirce era funcionária da URI e, em julho de 1998, foi encontrada morta dentro de sua casa, com vários golpes de faca. Durante todo esse tempo, a família sempre clamou por justiça, acreditando que o autor do homicídio seria identificado, julgado e condenado, no entanto, essa tragédia acaba de entrar para a história de Santiago como um crime sem solução.

Fonte: Jornal Expresso Ilustrado de Santiago

 

 

POLICIA DE BRASÍLIA PERDE O CONTROLE

 


Faz mais de cinqüenta dias que o casal José Guilherme Vilella, sua
esposa Maria Carvalho Mendes Vilella e a empregada da família,
Francisca Nascimento Silva, foram encontrados mortos a facadas (73
facadas) em seu apartamento localizado no Plano Piloto de Brasília.

A polícia, que estÁ sob o comando da Delegada Martha Vargas, perdeu o
controle da situação. Já ouviram mais de cem pessoas e até agora,
nenhum suspeito.

A minha impressão e de que vÍ o arrumar uma vítima qualquer e jogar
sobre ela a culpa de um crime em que até familiares do casal já foram
suspeitos.

Este crime me lembra muito o caso Kliemann, ocorrido nos anos 60 aí em
Porto Alegre e até hoje insolúvel.

Quando repórter da Ultima Hora, trabalhei por muito tempo na cobertura
deste crime. Fiquei amigo do delegado Júlio Moraes, encarregado do
caso e acabou aposentado pela cúpula da polícia gaúcha, pois estava
chegando perto da solução do caso...

Por Sérgio Ross

 

BRASILIA VAI FERVER NO FIM DE NOVEMBRO

 

Esta confirmada para o próximo dia 23 de novembro,a chegada em
Brasília do Presidente do Iran, Maumond Ahjadinejad. E a maior saia
justa que o Brasil já se meteu nos últimos meses. Só perde para a de
Honduras, onde protege o presidente Zellaya.

Brasília vai ferver quando o homem que não acredita no holocausto, e
não quer deixar de fabricar material atômico, desembarcar por aqui.
Tem gente, que até pedido de prisão já esta providenciando, assim que
o avião que traz o cara, entrar no espaço aéreo nacional.

O Itamaraty ultimamente não tem tido muita sorte nas suas decisões
diplomáticas. A culpa está caindo sobre o gaúcho Marco Aurélio Garcia,
o homem do top, top, que segundo gente ligada ao Palácio do Planalto e
ao Itamaraty, ele, por questões de vaidade, tem metido os pés pelas
mãos, deixando assim, Lula na fogueira.

Mas os mais otimistas ainda acham que vai acontecer um novo
cancelamento dessa viagem, como ocorreu no início do ano...

Ah!!! O Marco Aurélio Garcia, nos anos cinqüenta, quando ainda
estudava direito e Porto Alegre, venceu um concurso cultural que a
Guaíba punha no ar. O programa era do tipo o Céu é o limite. Ele
venceu a competição e ganhou uma passagem para Paris. Só que ele não
gosta muito de contar essa sua façanha...

Por Sérgio Ross

Coleguinhas

 

* " Titãs" segundo o coleguinha Prévidi :Osiris Marins e Fernando Albrecht se pegaram na segunda no jornal Band. Há tempos que os dois não se bicam. Pelo menos mostram suas diferenças: pior é os muristas do programa, que ficam sempre emcima do muro...

* Ah, mas esta vou me gabar: ontem, no IRPAPUS, o professor Edson veio me dizer que o Cascatinha tinha lido no meu modesto FITNESS de outubro que a famosa dona de casas noturnas ADELAIDES tinha morrido em agosto...Quer dizer que o maior sabetudo da paróquia não sabia nem disto...Como disse o Santana sobre o treinador do Grêmio, essa gente tem mais cartaz que outra coisa...

* E o EDSON,ainda no IRPAPUS de ontem, quando me deu este baita elogio,acrescentou que o Cascatinha não confiava na notícia do FITNESS e que ia averiguar a veracidade dela: ah, toma furo e ainda vai confirmar se tomou o furo mesmo. Assim não vale, coleguinha....Levanta,sacode a poeira e dá a volta por cima, como diz a música....

* Outro furo aí pro Cascatinha repercutir,se quiser: o Antônio Manoel de Oliveira( que muita notícia passava pra ele pra coluna do JC e pro seu site e que pra mim nunca mandou nada) saiu há um mês e pouco da TRENSURB onde tinha sido posto por Olívio Dutra quando este era o Ministro das Cidades...

* Onde foi o Antônio? Descubro e vou informar.

 

 

A vida como ela é...

 

Episódio de hoje:

Deu rebu na casa da "camanga"!


Pois o nosso patrãozinho ainda estava um pouco pobre, ainda não era dono da Gazeta dos Pampas, mas já tinha uma carreira popular bem grande.Isto foi lá entre 1968 e 1970. E como era putanheiro e camangueiro, tinha arrumado uma camangua lá na rua Berlim, no quarto distrito( não sei se ainda chamam assim,aquela parte de Porto Alegre onde outrora tinha muitos restaurantes e caminhoneiros). Chegava,segundo o BETO, que recém tinha casado e que tinha morar lá, e estacionava o MUSTANG vermelho há uma ou duas quadras do local onde morava a camangua( chegava sempre a pé,sem dar muita bandeira)..

O BETO sempre ficava controlando aquela camanga do homem que já tinha uma certa fama." Ela era muito bonita. Tinha uma filhinha. Aparecia na sacada da casa e a gente ficava todo orrisado" lembrou o BETO numa roda de amigos, caminhando na pracinha da Encol...

Uma noite, contou o BETO, deve ter havido encontro do patrãozinho com outro homem lá dentro porque os vizinhos ouviram uma gritaria medonho dentro do apartamento da camanga...

O BETO sempre imaginou que o patrãozinho chegou lá e encontrou outro homem lá dentro porque o estrilo que ele deu,ouvido pelos vizinhos, não foi pouca coisa...Depois deste rolo,que foi assunto muito comentado pelos vizinhos, o patrãozinho deu um tempo no pedaço. Falavam na vizinhança que o patrãozinho pagava tudo pra camanga e pra sua filhinha. Ela era uma mãe solteira, como sei dizia naqueles tempos preconceituosos....

 

Coleguinhas


* VERDI,diretor da ARI,anda um pouco estressado demais, pelas conversas que tem tido com outros diretores da entidade. Anda sugerindo exclusão de colegas...mas quem é ele? Que história tem o VERDI no jornalismo gaúcho pra se meter,agora, a pato e ganso? O último que fazia isto era o diretor de lá, o Benigno Rocha, que ninguém sabe onde foi parar...pelo menos na ARI não tem pintado...eles acabam brigando entre eles....

*Se o VERDI não quer mais o cargo que ocupa na ARI que se demita....Outros farão o que ele faz...

* Tenho tido ao longo da vida diferenças com colegas. Mas no nível de chegar a sugerir exclusão de quadros, é um pouco de prepotência demais....

* Marcelo Nepomuceno,d iretor de jornalismo da Assembléia Legislativa, deu um " rasante",ONTEM,dia,27/10, na salinha J.C. Terlera...

 

 

Dossiê COOJORNAL ( 3 )

 

A FUga para Moçambique

O Osmar Béssio Trindade,que fora vice-presidente da COOJORNAL e o Antônio Manoel de Oliveira foram convidados a ir trabalhar na república socialista de Moçambique no começo dos anos 80,depois que a Coojornal tinha degringolado.Acompanhei bem de perto a negociação para eles irem, porque quem os veio buscar, hospedou-se na minha casa, na época na rua Dona Laura, 200 no apartamento 06.

Antônio e Trindade foram contatados aqui pelo Licínio da Silveira, que na época trabalhava junto ao governo socialista de Moçambique, mais precisamente ao Ministério das Comunicações de lá...


Antonio Manoel de Oliveira

 

A negociação para eles irem foi um pouco complicada porque teriam que levar a família junto e todos tinham crianças pequenas.As famílias no caso participaram da negociação.

Trindade estava num ostracismo tão grande, profissionalmente falando, que pouco saía de sua casa, localizada na estrada dos Alpes, em Teresópolis. Sua companheira, a também jornalista Lenora Vargas, trabalhava naquela época no departamento de divulgação da ZH.

Assim que o convite feito pelo Licínio, que foi no caso portavoz do Ministério das Comunicações de Moçambique, veio em boa hora...

Havia contudo um grande receio que era justamente na hora que os dois acessassem o computador da Polícia Federal, no Galeão, se não ficariam retidos ali, porque o Trindade havia estado preso no Madre Peletier por causa de uma matéria em que ele participou chamada Segredos do Exército...

 


Osmar Béssio Trindade

A operação de embarque do Antônio e do Trindade, que foram junto com o Licínio - as esposas foram depois - foi antecedida de uma grande bebedeira que durou pr aticamente 24 horas no Rio de Janeiro, onde Trindade tinha um irmão,também jornalista, o Riomar, que lhe dava bastante cobertura...

" Ciao, Licinio e
Pau no cu do povo..."disse minha filha Renata, no auge da tensão no Galeão!!!

O Licinio que ficara uns 20,30 dias lá em casa,negociando esta ida( mais parecia uma fuga que outra coisa) veio de Moçambique com uma expressão que não cansava de dizer: a Luta continua, pau no cu do povo....". Sempre que ele falava, terminava com este bordão...A luta continua e pau no cu do povo...

A Renata foi assimilando, mas como ninguém deu bola para aquilo, acho que até no colégio ela estava dizendo...

Pois a ida do Antônio e do Trindade, acompanhados pelo Licínio, para Moçambique,deixando para trás o projeto da Coojornal,deu-se se não estou enganado num janeiro oufevereiro: o ano 1982,ou83...

Naquela véspera de viagem, com a tensão a mil,começaram a beber lá pelas sete da noite em vários botecos do Rio...

Mas foram terminar a noite no LAMAS, tradicional boteco do Botafogo....

Ali literalmente beberam todas. porque já era alta madrugada, hora de ir para o Galeão e só saíram do Lamas naquela hora...

Amanhecia quando aquela turma toda chegou ao Galeão para embarcar os três amigos....]
Não me recordo agora o motivo, mas minhas duas filhas estavam juntas....

Foi uma tensão tão grande na hora de passar pela Polícia Federal, como poucas vezes vi...O Trindade contra quem pesava um processo do Exército tinha quase a certeza que seria preso ali na hora....

Mas por estas coisas da vida, os três - Antônio, Trindade e Licínio - apresentaram seus passaportes e foram convidados a entrar,sem nenhum problema. Quando já os perdíamos no horizonte, os três loucos de faceiros que iriam finalmente realizar seu sonho, a minha guria maior, a Renata - que hoje vive no Rio de Jane iro e já é mãe de uma bebê - gritou lá de trás, do lado de fora do balcão, para surpresa dos policiais federais que controlavam o embarque:

- CIA0 LICINIO E PAU NO CU DO POVO!!!

Nem os policiais entenderam aquilo....
E minhas duas filhas, que eram bem pequenas, começaram a assimilar aquele ditado...

 

 

Os leitores X COOJORNAL

 

Recebei esta bonita cartinha da leitora Neusa Penalvo sobre a COOJORNAL,tema que estou tratando aqui:

" adorava ler o COOJORNAL. Sempre ficávamos esperando quando aparecia uma LIMITADA edição em São Borja.Das reportagens que mais lembro está a do CEL JEFFERSON CARDIN DE ALENCAR OSÓRIO" aSSINADA nEUSA PENALVO( sÃO . bORJA-rs)

Resposta

 

O MATZ fala em processo?

Mas o que eu disse pra ele me processar???

E eu tenho lá medo de processo!!!!

Mas a essência do colega e amigo é esta que esta neste bilhete...que publico,embora sem sua licença. E ainda mais que o Inter ganhou, então ele deve estar mais feliz, ainda....

 

Amigo Tengo Hambre:
Jamais eu processaria um jornalista, ainda mais com a tua longa história de amizade comigo.
Mas o teu enfoque me causou um certo desconforto, ainda mais que sei que o amigo não é psiquiatra e muito menos psicólogo para fazer uma análise médica de minha personalidade, ainda que equivocada.
Nadei na praia de Bombinhas nessa manhã de domingo, a água ainda está fria, mas tão límpida como se fosse em Seychelles. Lembrei de tua estada lá naquela casa sem forro, a 20 metros do mar com tua família e das centenas de camarões ao bafo que experimentamos aqui em casa lá pelos anos 1975/80.
Abração.
Bom domingo.Luiz Oscar Matzenbacher

 

Um domingo em Paris
Por Beatriz Maia Alves

 

Hoje fez um dia lindo, cerca de 16 graus, sem vento, sem chuva, muito agradável para se caminhar e descobrir lugares que dificilmente um turista apressado consegue ver.
Primeiro, ficamos espreguiçando em casa, no ritmo de domingo. Saímos pelas 11:30, com a finalidade de curtir um tipo "Brique da Redenção" que fica dobrando a esquina da Av. Renê Coty, pela direita do numero 32, aonde estamos, e entrando na Rue d'Alesia. Lá, enfeitando a rua, estavam as bancas de quinquilharias. E eram ceram de duas quadras de um lado e de outro. Senti-me meio francesa, já que não havia turistas, apenas pessoal da cidade. Vasculhei o que deu, mas havia pouca coisa de meu interesse. Enfim, achei um pequeno e lindo crucifixo, que colocarei numa parede que tenho em San Antonio , para acompanhar meus santos de devoção, já que tenho uma mini Igreja la em casa. Ficara lindo, tenho certeza e não me deixara esquecer mais essa aventura.
De láa, fomos direto direto para a Gare de Montparnasse, aqui perto (três estações de Metrô) comprar nosso passeio ao Monte Saint Michel, outro sonho antigo que espero realizar agora. Iremos quarta-feira e retornamos quinta. Serão 4 horas de trem até Rennes, dai pegando um ônibus que nos deixara no lindo e famoso Monte. Estou feliz com mais esse passeio.
Pensei que Paris, no domingo, acalmasse, mas que nada! As ruas repletas de felizes parisienses com a nesga dourada do sol e o dia especial para relax. Hoje, conseguimos encontrar um restaurante que nos agradou, aonde almoçamos. Por acaso, o que deixou saudade do prato, foi uma espécie de bolo salgado, recheado de batata, carne de ovelha desfiada e queijo cobrindo isso tudo. Delicioso. Sobremesa, "fruit fraiche com glace "(sorvete) e o indispensavel expresso. Dai em diante, fizemos uma bela caminhada, para encontrar uma famosa (mas desconhecida para mim) Capela da Nossa Senhora das Medalhas Milagrosas, citada pelo nosso senhorio. Mapa na mão e, não muito longe, exatamente na rua Babilon, bem nos fundos do antigo mercado Bon Marche (prédio histórico). A historia da Capela é de que Nossa Senhora apareceu em 1830 para uma das freiras (Soeur Catharine) do convento e é considerada, até hoje, muito milagrosa. Bem, achamos o procurado e foi uma das mais belas surpresas da minha vida. Numa ruela, entramos, empurramos uma grande porta e quando abrimos: espetáculo comovente, uma linda CHAPELLE, toda decorada em tons pasteis, com a imagem da Virgem Maria no fundo, numa delicadeza sem fim, um coro de freiras cantando um salmo, tão lindo que comovia e lá nos quedamos, sem podermos nos mexer tal, a emoção da imagem da Santa e o ambiente todo propicio para a meditação e orações. Foi um balsamo para a alma, um momento de reflexão e um grande sentimento de paz. Claro que rezei por todos, amigos, inimigos, parentes, contraparentes, e principalmente agradeci fervorosamente por mais esse presente que a vida tem nos dado.
A cerimônia de cânticos e orações perdurou por uns 30 minutos e de la saímos com a alma leve e decerto com os pecados todos perdoados. Gostei tanto que voltarei la, principalmente porque o setor que vendia as medalhas milagrosas estava fechado e com certeza tu e Jeff serão agraciados pelas bênçãos de Maria, Nossa Senhora das Medalhas Milagrosas. Se Deus quiser.
Na continuação, um chocolate bem quente com guloseimas parisienses e após, toda essa emoção retorno a casa para o merecido descanso. Amanhã tem mais.

 

Coleguinhas

 


* Erno Schneider, o que fez a famosa foto dos pés trocados do Jânio Quadros está em Porto Alegre. Vive no Rio. Quem está sendo seu anfitrião é o Assis Hoffmann....

* Futebol, com os gremistas revoltados contra o time, foi o assunto primordial do Serpentário,ontem, dia 26/10

* Já os colorados tavam quietos, mas felizes da vida: um conhecido meu interpretou o fato de se falar tanto em futebol aqui no SUL pelo seguinte motivo: é o único canal que o gaúcho tem no momento pra se projetar nacionalmente...Acho que é por aí...

A vida como ela é....

 


O Formigão de Vacaria....

Os fatos são inventados. Se houver semelhança com a realidade é mera coincidência....

Pues, como lhes ia contando, o Formigão de Vacaria gosta de atacar as incautas ou as mulheres que estão passando por crises no casamento. Dizem que ele vai nos super de tarde,quando elas vão lá fazer algumas comprinhas e matar o tempo,além de pensar no que vão fazer na vida...Ah, o maridão está no serviço,neste horário...]

O Formigão de Vacaria atacou tempos atrás uma coleguinha incauta, mas que estava meio que se separando do marido...
Uma tarde, quando a intimidade ia crescendo aos poucos - falavam muito sobre literatura e política - assuntos do seu dia a dia do trabalho(ambos eram funcionários públicos)eles foram passear no parque farroupilha, também conhecido pelo povo como o parque da Redenção...

Caminha ram,caminharam e um deles lembrou de um episódio ocorrido tempos atrás também que se passara com três elementos de uma redação de um jornal da capital: no affair, o ricardão tinha visto marido e mulher caminhando de mãos dadas no parque farroupilha num domingo e na segunda ele chegou na redação estrilhando com ela: que tu trepes com teu marido eu não me importo, mas que andes de mão dada, isto é amor, isto não pode....

Mas o Formigão de Vacaria, rondou, rondou a possível " vítima" mas o affair não teve futuro. Sabe-se porque não....

Tempos depois, ou anos depois,conversando entre amigos, um dia o Formigão de Vacaria contou o episódio a um colega, numa manhã de muita chuva que não tinha muito o que fazer mesmo....

Sua única preocupação foi esclarecer que " não fomos ás vias de fato"..

- E o que isto importa,pergunto eu?
Isto basta dar uma lavadinha e fica tudo igual a antes....

Só que com o ele é igual ao general Flores da Cunha que se pelava de medo da mulher, dona Irene, o Formigão de Vacaria pediu ao colega uma recomendação:
- Não contes pra CM, viu???

CM é a sigla como ele conhece sua esposa....

 

Coleguinhas

 

A ANTAGORDENSE que se

negou a ser demitida da ZH!!


Rosane Tremea

Como Anta Gorda está na boca do povo, vou aproveitar a deixa e lembrar a história de uma coleguinha, a Rosane Tremea, que em 13 de abril de 1992 - dia em que o passaralho campeou solto na redação da ZH com 46 demissões - se negou a ser demitida.Ela estava na editoria de Geral,se não me engano,ou do Interior e quando foi comunicada que era uma das degoladas, viajou a Anta Gorda, onde residem seus familiares e de lá despachava telefonemas tentando reverter sua demissão...
- Não tem porque me demitir...Meu texto é bom,sou uma boa repórter,alegava ela ao José Onofre, um dos que comandaram a degola...

Não é que a situação reverteu! Ela foi readmitida(depois de ser demiitida) e pelo visto estava com a razão, porque permanece lá até hoje, mas está num patamar superior, hoje é edito ra....

Enfim, uma antagordense que v enceu pela persistência....


CHE e a Bolívia ( dois)

 


No ônibus,domingo passado,depois de ver o CHE-2 consegui entender finalmente porque o herói conseguiu,com sua morte, provocar o maio de 1968, que estourou primeiro em Paris e se alastrou pelo mundo....E o meu amigo Rogério Mendelski, estes dias, na Guaíba, conseguiu sintetizar um homem desta grandeza pelo " mau cheiro que exalava"(palavras do Rogério). Sartre, o grande filósofo francês, disse que CHE foi o homem mais revolucionário do século XX.
nÃO É POR NADA que CHe, pelo bem ou pelo mal, foi nosso herói na juventude....

 

Histórias de La Úndeze

 

O "promoteur " de Serafina

- Meu avó foi o primeiro promoteur( realizador de festas) de Serafina,disse-me dias atrás a neta Simone Rodrigues, professora de Biologia do Colégio EStadual Carneiro de Campos.

O advogado Oraldo Humberto Rodrigues, tio de Simone diz que Eusébio João Dondoni realmente promovia bailes em Serafina nos anos 50 e 60, do século passado, nos quais cobrava ingresso. Os bailes eram em sua casa, ainda hoje existente, localizada na rua Otávio Rocha,2354 e um dos últimos vestígios de um tipo de casa que existia muito e que está praticamente desaparecida de Serafina.
A neta sIMONE disse que seu avó, Eusébio ( nascido em 16.12.1915 e falecido em 28.03.2004) além de ter sido

promoteur foi ainda " barbeiro e agricultor".

Foto: Romano

o casarão de Eusébio Dondoni , na rua Otávio Rocha, 2354, é um últimos vestígios de um tipo de arquitetura colonial e merece ser preservado.


Oraldo Humberto Rodrigues disse que quem trabalhava nas terras dos Macari era mais a esposa de Eusébio, Luiza Macari Dondoni( nascida em 24.05.1917 e falecida em 10.08.2009) e ofilho mais velho.

Foto: Romano

o casarão de Eusébio Dondoni , na rua Otávio Rocha, 2354, é um últimos vestígios de um tipo de arquitetura colonial e merece ser preservado.

 

- Ele ficava mais em casa, lembrou-se Oraldo, que é advogado e foi vizinho dos Dondoni, na rua Otávio Rocha.

De minha parte - afora estas outras profissões que exerceu em vida - recordo-me do barbeiro Eusébio Dondoni, que tinha a barbearia no prédio da av. Miguel Soccol - naqueles anos dr. Júlio Campos- onde um dos poucos luxos que tive na minha infância era a permisão de meu pai,Alfredo, pra ir lá e cortar o cabelo.

- Va lá de Dondoni, dopo mi lo pago( Vai lá no Eusébio,depois eu o pago) dizia-me meu pai antes que eu me dirigisse para a barbearia ouvir as conversas dos adultos e deixar que sua tesoura hábila tirasse parte dos cabelos.

Já no final da vida, Eusébio,adoentado, era aconselhado a ir aos médicos em Paso Fundo, mas ele resistia:
- Ndar al dotor parque? respondia aos familiares quando queriam que ele procurase o médico.

 

 

A vida como ela é...

 

 

E a coleguinha cruzou os

dois dedos lembrando

a prisão que ele tivera....

O episódio aqui narrado é pura invenção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...


Pois naquela salinha de trabalho, os dois não se aturavam mais...ninguém sabe como nasceu aquela inimizade...Os coleguinhas já não aguentavam mais ver as discussões e as rixas entre os dois, embora isto se dese de modo surdo,não aos gritos...O fato é que mostram que um queria comer o fígado do outro...

Dias atrás, houve um evento naquela praça dos poderes, justamente um daqueles tantos eventos que costuma acontecer num destes poderes...
ali é que os dois foram à forra...

Não se tem idéia de como começaram a se inticar de novo...O que ocorreu depois foi um xingamento um no outro, mas ela apenas cruzou os dedos fazendo o sinal das grades...Foi o que bastou pro coleguinha quase se botar nela, como se diz...Mas sua reação foi menos violenta: não deu tiros desta vez( não se sabe se estava armado,ou não)
simplesmente derramou um copo de champagne nela...
Uma das testemunhas da provocação dela não quis ver: virou-se pro lado porque não queria depois ser arrolado como testemunha por ninguém, não queria bronca pro lado..

O fato é que foi bom pros dois este desfecho: ela sumiu( alguém a teria visto usando computadores em outro local público) e ele parece que arranjou um trabalho mais fixo,digamos..

 

Informação confidencial -

 



Política: Em São Borja, o assunto do momento é o Prefeito Mariovane Weis (PDT) x Deputado Federal Luiz Carlos Heinze (PP). "Tudo começou quando Mariovane deu uma entrevista dizendo que Heinze não manda para São Borja, verbas correspondentes à sua votação no município." "A cidade parou para ouvir as entrevistas onde sobraram criticas e acusações." (A Folha Regional, p.6 - Ed.240.23/10/2009)

Articulistas: "A Folha Regional", semanário de circulação em alguns municípios da Fronteira Oeste, passa a contar com dois novos articulistas, os netos de Jango e Getúlio, respectivamente Christopher Goulart e Manoel Vargas. A Folha Regional, p.7 - Ed.240.23/10/2009


Ônibus São Borja-Santo Tomé deixa de funcionar: A linha de ônibus entre São Borja e Santo Tomé, que era mantida pela empresa argentina Crucero del Norte, interrompeu suas atividades devido a falta de usuários e não tem intenção de reativar segundo comunicado da própria empresa ao controle de tráfego da Ponte da Integração. A Folha Regional, p.7 - Ed.240.23/10/2009

RECORD: A Ponte Internacional São Borja-Santo Tomé, bateu novo record em passagem de caminhões. O fato aconteceu segunda-feira, quando passaram na ponte 360 caminhões carregados. A agilidade na liberação e o Centro Unificado de Fronteira, são os fatores que mais contribuem para o aumento no movimento de caminhões. Em outras travessias entre Brasil e Argentina, uma carga leva até 70 horas para obter liberação, enquanto que em São Borja, a média é de, no máximo 8 horas. Ataulmente, de todo o comercio entre Brasil e Argentina, 20 % passa pela Ponte Internacional. A Folha Regional, p.11 - Ed.240.23/10/2009

 

 

Dando banda no Portinho...

 

Foi vista ontem, dia 26/10 lá pelas 14h30minutos, no bar do Renato, o Vila Maria, na Duque de Caxias, no centro de Porto Alegre, uma senhora que há muito tempo se exilou em Tramandaí Beach. Trata-se de dona Eneida Sampaio, viúva do falecido chargista....Eneida, como dizem os colunistas sociais, veio dar um rasante em Portinho, mas deve regressar a Tramanda Citi, onde cuida de um neto....

 

A vida como ela é....

 

As putas estão se despedindo da Praça da Alfandega...

Alegria de uns, tristeza de outros....

Além dos gremistas, as putas que fazem point na praça da Alfândega, em Porto Alegre, estavam meio tristinhas ontem à tarde...é que com a movimentação dos livreiros e trabalhadores nos últimos dias antes da feira, estão sumindo os clientes,ou melhor ditos" amorzinho" como elas chamam quando abordam o vivente...

Ontem,segunda, sentei no meio de duas e fiquei escutando a conversa.Estavam meio descansadas porque ninguém as procurava...

- E aquele teu Velhinho, tens levado naquele hotel? quis saber uma( e eu ali no meio,sentado no banco, me fazendo...)
- Não porque lá naquele hotel me roubaram...reagiu a colega,sentada do lado e sorvendo um café preto que levava num copo plástico.
As duas continuaram conversando...

E dele livreiros in do e vindo, muito barulho...

Passou o livro Rui, da Palmarinca,acompanhado de dois colegas...conversavam tanto entre si que nem se deram conta das putas ali sentadas, descansando, a procura do freguês...

Pouco antes do gigolô de uma delas sentar ao seu lado, disfarçadamente, uma delas me viu ali e deu aquela abrodadazinha:
- Vamos prum programa,amorzinho....

Fiquei quieto, na minha...não se dá papo pra puta que senão ela quer conversa e começa aquela triste história de sempre, que ela nunca fez isto, mas que anecessidade a obrigou, sempre é uma história cheia de dramas, não guento papo de puta...enfim.

Mas daí a pouco o gigolô encostou numa delas, acho que queria a féria do dia e me levantei e cai da boca...

As putas estão tristes...até o final da feira, adeus tia Chica pra elas na praça da Alfandega...

 

Ampliação dos molhes do Mampituba

 



Agora a coisa vai! Os senadores Sérgio Zambiasi (RS) e Ideli Salvatti (SC) estão apoiando o projeto de recuperação e ampliação dos molhes do Rio Mampituba, na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Quarta-feira da semana passada, eles estiveram reunidos com o prefeito de Torres para tratar do assunto.


Visual do projeto de remodelação dos molhes do Mampituba


O projeto de revitalização dos molhes do Mampituba foi elaborado pelo Governo de SC, está orçado em R$ 13,4 milhões, e é iniciativa conjunta dos municípios de Passo de Torres e Torres, com participação dos governos estaduais. Prevê a ampliação e recuperação do que foi feito
ainda na época em que o coronel Mário Andreazza foi ministro dos Transportes do governo do Figa, ocasião em que o trabalho ficou pela metade, devido à eterna falta de verbas e pela pressa em inaugurar a obra ainda no governo do João. Agora, a intenção é ampliar os molhes da
margem direita do rio em 213,21m e recuperar os 150,3m já concluídos, assim como ampliar os molhes da margem esquerda em 168,81m e ajeitar os 111,91 que estão prontos.
Além das obras de recuperação e ampliação dos molhes, o projeto prevê a urbanização da área, o que incluir a implantação de uma ciclovia (o pessoal usa muito bicicleta tanto em Torres como no Passo de Torres, pois as duas cidades são muito planas, o que favorece), passarela com
trapiche para pesca de tarrafa e plataforma de pesca. A ampliação dos molhes deve resolver de vez o problema do acesso à barra do Mampituba, que nos dias de mau tempo fica muito perigosa, e favorecer o acesso de barcos de lazer e turismo (atualmente, por causa da barra difícil, só
entram barcos pesqueiros mesmo, os amadores não se arriscam).

Lauro Dieckmann ? direto do Passo de Torres

 

ENGENHEIROS DA PETROBRAS DEFENDEM USO
DO PRÉ-SAL PARA DESENVOLVER PAÍS



O Pré-Sal é a última chance para a redenção do povo brasileiro e é preciso adotar medidas para protegê-lo da cobiça internacional porque os países industrializados, que são os grandes consumidores, têm poucas reservas de petróleo. Este posicionamento foi defendido hoje (22) pelo delegado da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) no Estado, eng. Raul Bergmann, ao falar no Café da Manhã Bom Dia Engenharia, promovido pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS) na sede da entidade, em Porto Alegre. Analisando o tema O Pré-Sal e suas Perspectivas para o Brasil, o dirigente reforçou o entendimento de que deve ser retomada a propriedade total das reservas brasileiras de petróleo para o País, utilizando-se esta riqueza em benefício de toda a população. “Os recursos que serão gerados pelo Pré-Sal devem ser usados no interesse nacional sustentado”, resumiu, ao preconizar a criação de “uma Embrapa industrial” para, a exemplo do que esta estatal faz para o desenvolvimento da agropecuária, promover a capacitação do parque produtivo brasileiro para aproveitar as encomendas que serão criadas pela exploração do Pré-Sal, cujo início ocorrerá em quatro a cinco anos. Até 2020, projetou, o Pré-Sal exigirá a construção de 296 barcos de apoio e especiais, plataformas de produção (45 no total) e navios de grande porte, entre outros, além de uma imensa gama de equipamentos, instalações e serviços de logística bem como investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento. Se a exploração do Pré-Sal ficar com empresas estrangeiras, alertou, a tendência será a de que as mesmas contratarão esses fornecimentos em seus países de origem. O presidente da SERGS, eng. Cylon Rosa Neto, informou na oportunidade que a entidade criou uma diretoria de projetos industriais especialmente focada na inserção da engenharia gaúcha nas oportunidades que serão abertas pelo Pré-Sal. Uma das ações programadas é a realização de cursos para aumentar a qualificação das empresas e profissionais visando o atendimento das exigências da Petrobras.
Todt Comunicação

 

 

O DIA EM QUE SARNEY FICOU PRESO EM UM ELEVADOR



Quinta feira última Brasília teve um apagão como nunca tinha tido antes. O Plano Piloto (onde está o Congresso e todos os Ministérios) ficou sem luz por mais de 40 minutos. Os técnicos alegaram que foi um problema com Furnas. O Metrô parou, as sinaleiras ficaram sem luz e o trafego parou completamente. Todos os elevadores da cidade,também ficaram parados e cheios de gente. Uma dessas vítimas, que ficou presa por vários minutos num elevador, não foi nada mais e nada menos que o Presidente do Senado, José Sarney.
O Carlos Chagas e eu, havíamos, poucos minutos antes desse apagão, entrevistado o ex presidente da República. Não tinha sido uma entrevista das mais brilhantes. Mas tudo bem, ele nos falou sobre as suas superstições. Falou que era contra a reeleição de Lula e nos contou o que passou nas ultimas 24 horas, antes de sua posse no lugar de Tancredo Neves.
Depois do último cafezinho, fomos leva-lo até a porta do elevador. Ah! Estávamos no 13º andar...Ele com mais dois seguranças e um assessor, despediu-se de nós e entrou no elevador. Desceu dois andares e...faltou luz. Sarney ficou preso por mais de 30 minutos. Os seguranças conseguiram no muque, abrir uma parte da porta e tirar o homem que estava bem assustado. Ele voltou para o andar onde nós estávamos e ficou conversando por mais alguns minutos até que a luz voltasse à cidade e quis saber em que andar estava. Quando dissemos que estávamos no 13º andar, ele disse :”vocês viram porque eu sou supersticioso??????”.
Na entrevista, ele contou que sempre que lhe acontece uma coisa ruim, ele culpa a gravata e nunca mais usa essa gravata. Disse que não gosta de ternos marrom. E não gosta nem de ficar perto de alguém que usa um ternos dessa
cor.
Sarney contou ainda, que há muitos anos, quando ainda estava começando sua carreira política (era deputado federal,recém eleito pelo Maranhão) foi convidado pelo Magalhães Pinto, pelo José Aparecido e por alguns escritores mineiros, como o Oto Lara Resende, a visitar com eles, Araxá. Como o Zé Aparecido e o Oto Lara Resende queriam agradar o Magalhães Pinto, convidaram uma das mais famosas videntes de Minas Gerais, Maria do Correio. Quando ela chegou, a primeira pergunta foi mais ou menos essa:” a senhora vê aqui entre nós um futuro Presidente do Brasil?????”. Eles não tinham combinado nada com ela , mas tinham a certeza de que ela diria que o futuro Presidente seria o Magalhães Pinto. Para a surpresa de todos, ela disse, apontando para o Sarney: “o futuro Presidente do Brasil, é este moço aqui...” O Zé Aparecido, pediu que ela olhasse melhor as pessoas que estavam ao seu redor, certo de que ela indicaria o Magalhães Pinto...Mas a Maria, voltou a insistir confirmando que o moço que estava ali no meio do pessoal, seria sim o futuro Presidente. Sarney conta que nunca mais esqueceu a Maria dos Correios.
Sobre um novo mandato para Lula, ele não acredita. Disse que o Brasil amadureceu muito e não concordaria em dar a Lula mais quatro anos. Mas disse que a grande aspiração do PMDB é ter sim um candidato próprio e que no momento, não tem nenhum nome em condições de concorrer. E que assim sendo, o partido vai de Dilma mesmo.
Falando sobre as últimas 24 horas que antecederam a sua posse na Presidência, contou que espera nunca mais passar por momentos assim tão desagraveis. Passou uma noite inteira de reuniões e sem conseguir dormir. O Ulisses Guimarães, disse Sarney, contava como certa a indicação do seu nome para ocupar a vaga deixada por Tancredo Neves. Só se acalmou e passou a apoiar Sarney depois que o General Leonidas Pires Gonçalves teve uma conversa com o gaúcho Leitão de Abreu e bateu na mesa, dizendo que ele, Sarney, deveria assumir. Como a faixa presidencial não foi passada por Figueiredo, que havia deixado o Palácio do Planalto pela porta dos fundos,Sarney contou que só foi usar a faixa no desfile de Sete de Setembro.

Sergio Ross

 

 

OS GRENAIS DE ANTIGAMENTE

 


Eu sou do tempo que no Rio Grande só tinha dois Grenais por ano. Mas
nós da imprensa, vinte dias antes, começávamos a dar noticia do jogo.

Era um tal de inventar matérias sobre o assunto. A gente ouvia ex-
jogadores, pais de santo, videntes e tudo que pudesse dar matéria.
Eu me recordo que um dos que nunca deixavam de estar na lista, era o
Homem do Cachos. Um cara que circulava pela Rua da Praia com um
malinha de madeira, com tampo de vidro e cheia de notas de dinheiro.
Ele não entendia nada de futebol. Só posava para as fotos que o
Bernardo Gothe, então na Ultima Hora, que cobria esporte comigo,
bolava a foto que davam sempre na capa do jornal.

O texto era de menos. Ele falava duas frases e o resto a gente enchia
duas ou três laudas. E aí, ficávamos torcendo para que o resultado do
jogo fosse o que nos havíamos escrito.

Mas teve um dia, que depois de termos percorrido a cidade de ponta a
ponta, passei em frente ao apartamento onde morava, ali na Felipe
Camarão. Como estava muito quente e o Gothe e eu estávamos morrendo
de sede, entrei em casa para tomar um copo com água. O Gothe então me
disse que o material tinha ficado ótimo, mas que nós não tínhamos
nenhuma foto para a capa do jornal. Aí eu não tive dúvidas: “deixa
comigo que eu resolvo”
disse para o Gothe.

Eu tinha uma empregada, a Nair, que trabalhava comigo há muitos anos.
A Nair era mulata muito gorda e nada bonita. Mas contratá-la foi
imposição da minha noiva na época, muito ciumenta. Chamei a Nair e
colocamos primeiro um lenço na sua cabeça, imitando um turbante, e
botamos uns óculos nela. Sobre seus ombros, colocamos um velho
cobertor como fosse um manto “sagrado”. Aí o Gothe tirou do teto do
apartamento o bojo de luz e colocou sobre a mesa, imitando uma bola de
cristal. Apagou as luzes da sala, deixando aceso só o bojo que havia
tirado do teto.

Naquela época fazer uma foto com pouca luz, sem usar um flash, era uma
temeridade. Mas o Gothe era homem para isso. Feita a foto, corremos
para a redação da Ultima Hora, que ficava na Rua Sete de Setembro, em
cima de um cinema, cujo nome não me recordo. O Gothe foi para o
laboratório fotográfico, para revelar e ampliar o material que havia
feito. Eu fui para a redação escrever o texto e me vangloriar do
material que tínhamos conseguido.

Na época, a redação da Ultima Hora, tinha um copydesck. Era o cara que
reescrevia os nossos textos para dar uma uniformidade aos textos
finais do jornal. No esporte nós tínhamos o Sérgio Jockyman e uma
figura maravilhosa que se chamava Paulo Koetz. O Paulo tinha sempre
uma manchete sobre grenais, que ele insistia em publicar uma vez por
ano, em cinco colunas. A manchete era: GRENAL: SANGUE, SUOR E
LÁGRIMAS.

Quando as fotos do Gothe chegaram à mesa do Nestor Fedrizi, um outro
grande craque do jornalismo gaúcho, foi aquele sucesso. O Nestor deu a
foto na primeira página com a manchete de Koetz – GRENAL: SANGUE, SUOR
E LAGRIMAS...

Não me recordo mais, se o que a Madame Nair “profetizou” sobre o
clássico do futebol gaúcho saiu parecido. Mas a verdade é que um ano
depois, a Zero Hora, que entrava no lugar da Ultima Hora, publicou uma
matéria sobre pais de santo e tascou em destaque a foto da Nair, com
um outro texto, que não era nada sobre o Grenal...

Sergio Ross

 

A Anta vai fugir pro Rio...

 

Anta Gorda virou famosa,agora,com o assalto..só assalto cinematografico mesmo pra colocar aquele c...de mundo no mapa...
Não fale mal, porque senão uns parentes que tenho lá vão se insurgir e ameaçar La Ùndeze, com facões...

Mas não conhecia esta anta horrorosa no centro da cidadezinha.cruiz credo, que mau gosto, pior que isto somente uma melancia gigante que o prefeito de Taquara mandou fazer anos atrás na praça central e depois mandaram derrubar porque virou piada na cidade...agradeço ao mazzarino por ter mandado esta charge..

 

A verdade não é tua conhecida.

 

Meu Amigo da Onça - Olides Canton:
Fiquei admirado com o teu poder de síntese, mais ainda com a tua falta de preocupação com a verdade.
No mais, agradeço a publicação da matéria a meu respeito em teu site.
Mas, para o bem da verdade dos fatos, recomendo ao amigo que LIMPE diariamente os Olhos e Ouvidos. Caso contrário, os fatos continuarão a sair mais desviados da realidade que o umbigo do Ronaldo Nazário, antes da lipoaspiração.
Em tempo: É verdade que o teu apelido na Zero Hora era Tengo Hambre?
Abraço, mas não de Urso.
Luiz Oscar Matzenbacher

 

O Matz responde:

 

Tive sim dois apelidos em ZH, que muito me honraram...O primeiro foi inventado pelo Fernando Goulart que me chama va de Sugismundo( O karnas estes dias lembrou-se do apelido...é porque ele gosta de mim.... o outro o Tengo Hambre era uma maldada do velho J.B. Aveline, que nunca me incomodou....O Aveline dizia que tinham ido me visitar no apartamento da Princesa Isabel( onde aliás morei sim uns tempos....) e eu só dizia Tengo Hambre.....) Não me incomodo com isto, pelo contrário....me deixa até feliz que se lembrem do meu apelido...só me chama pelo apelido quem gosta de mim...Tenho dito....

Resposta ao MATZ( os leitores nada tem a ver com isto....)

 

Depois que o colega Oscar Donat Matzenbaclker disse lá no chimarródromo da ARI que " FUI EU QUE QUEBREI A CALDAS JUNIOR" posso esperar tudo....Menas,né, coleguinha....

 

As memórias do Lauro Dieckmann na Famecos I

 



Fiz o curso de Jornalismo na Famecos-PUC. Aliás, a minha primeira frustração foi que a faculdade se denominava Comunicação Social e o que eu queria mesmo era Jornalismo. A segunda decepção foi quando vi, no quadro de aulas, a indicação dos professores. Um, de História, era professor do (então) ginásio do Rosário. Outro, de Cultura Brasileira, era um advogado metido a poeta, que eu já conhecia por ir oferecer os livros dele na livraria onde (na época) eu trabalhava.


Colegas da Famecos numa aula de cinema


Cursei a Famecos entre 1969-1972, ou seja, já na era AI-5, que havia sido imposto pela Ditadura Militar no final do ano anterior. Na época, fazia-se vestibular para cada faculdade. Muitos dos meus colegas pretendiam Direito, mas também faziam vestibular para Comunicação Social, pois era mais fácil. Alguns que passaram em Direito claro que passaram também em Comunicação Social e acabaram cursando as duas faculdades (uma pela manhã e outra à noite).
Minha turma tinha iniciou com 120 alunos e ocupava um enorme salão do prédio da Economia da PUC, nas salas onde, de manhã, funcionava o curso de Serviço Social, um curso, acho, que só existe nas universidades de padres e freiras. Nessa turma enorme, as idades variavam de 17 a 40 anos. O mais moço era um guri catarinense, muito chato, que apelidamos de Tri-X, inspirados nos filmes Kodak de alta sensibilidade que aprenderíamos a operar (inclusive fazer a revelação) nas aulas do ótimo professor Schardong.


Os bixos da minha turma foram recebidos pelos veteranos com um churrasco na (ainda existente) Fazenda Chambá, que Assis Chateaubriand havia instalado em Viamão, "para ensinar os gaúchos a criar gado". Sim, isso mesmo. O paraibano dono dos Diários Associados tinha estas ousadias. Afinal, ele disse que "os gaúchos têm de parar com essa bobagem de plantar trigo; têm de criar gado e importar francesas". Falou isso em Passo Fundo, justamente uma das regiões mais propicia para o cultivo do trigo no Rio Grande do Sul.


Também fomos recebidos com um belo texto, assinado pelo presidente do Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini, que, na época, era Alexandre Garcia (sim, este que é atualmente comentarista da Rede Globo). Uma frase que não me esqueço do texto do Alexandre é que "jornalista é um sujeito que almoça com empresários e janta com prostitutas" (a frase não era bem assim, as tinha este sentido).
Quando entramos na Famecos, os Irmãos Maristas que controlavam (e ainda controlam) a PUC haviam dado uma mexida na faculdade, para melhorar um pouco a qualidade. Mesmo assim, no primeiro ou no segundo ano, o Alexandre Garcia andava se movimentando para pressionar os "padres", reclamando que "pagava-se caro por um produto deteriorado".


De um modo geral, porém, minha turma deu sorte porque os "padres" haviam contratado o jornalista Nestor Fedrizzi, que deu uma "enquadrada" na Famecos, contratando profissionais que andavam afastados do mercado, mas que, na sua maior parte, haviam trabalhado na edição local da Última Hora de Samuel Wainer. Ou seja, era gente muito boa, ou de média para boa.
Antoninho Gonzalez, que acabou, anos mais tarde diretor da própria faculdade, Iara Bendatti e seu marido Aníbal Bendatti, e Eunice Jacques (que nos ensinou o método de redação do Jornal do Brasil, onde ela trabalhava na época e que era o melhor jornal do País), salvavam a Famecos da mediocridade geral do produto que os Maristas nos ofereciam.
Pena que Fedrizzi, lá por abril ou maio, passou de aula em aula se despedindo, pois havia sido contratado por um jornal de Blumenau, que, na época, era o melhor de Santa Catarina (Blumenau era a terra do dinheiro, a cidade dos empresários, muito mais importante que Flops, dominada pelo que o correspondente do Correio do Povo de lá chamava simplesmente de "oligarquia" dos Ramos, os Bornhausen etc...).
Fedrizzi foi rapidamente substituído por Alberto André, que era presidente da Associação Rio-Grandense de Imprensa. Foi uma solução "caseira", pois André já era professor da PUC, só que (curiosamente) de contabilidade na Faculdade de Economia (que funcionava no mesmo prédio). André ficou bastante tempo no cargo e foi substituído pelo já mencionado Antônio Gonzales, que, por sua vez, foi substituído por um coronel da Brigada (!), quando teve de se afastar por doença.
Durante os dois primeiros anos, o fato de a turma ser enorme, provocava sérios inconvenientes (no segundo anos, fomos divididos entre pretendentes a jornalistas, publicitários e relações-públicas). Alguns professores tentavam dar aulas usando microfones. Mas, não adiantava, quando eram ruins, a turma não aguentava e os sujeitos ficavam enlouquecidos. Vários desistiram. Havia um, de ética, que era muito ruim, mas, quando reclamamos, veio a explicação de que o pai dele havia feito doações para ajudar na construção do campus da PUC na Av. Ipiranga, e, por isso, não podiam demiti-lo. Este foi um dos que não aguentou a rebeldia da turma e desistiu de lecionar para nós.
Quando a pressão dos militares aumentou sobre a faculdade, apareceu até um sargentão da Aeronáutica (sargentão!) para dar aulas sobre alguma coisa ligada à tecnologia de comunicações. Na hora da prova foi uma bagunça, lembro que entreguei a folha em branco e chamei o cara de palhaço. Ele retrucou, claro: "Palhaço é o senhor!". Mas acabou desistindo e foi substituído.

Às vésperas de concluirmos o curso, pouco antes da formatura, os Maristas estavam quase aprontando o novo prédio próprio para a Famecos. Um dos colegas, um dos mais velhos da turma, nos contou que o irmão Elvo Clemente (já falecido e que era um dos manda-chuva da PUC) o havia convidado para conhecer o novo prédio. Ao final da visita, esse colega deu uma paulada no Élvio: "Que beleza, Irmão. Mas vai ficar melhor mesmo quando isso aqui for uma universidade de verdade". E, olha, anos mais tarde (1989) comecei um curso de Direito lá (cursei apenas o primeiro semestre), e, pelo que vi, ainda não tinha virado universidade de verdade. Tanto assim, que os meus jovens colegas comentavam, a PUC é o Rosário com o recreio do Farroupilha, ou na PUC não se paga mensalidade, paga-se consumação. Uma jovem advogada, há pouco, me contou que entrara na faculdade (de Direito) com todo o gás de um bom segundo grau, mas que, vendo o desinteresse dos colegas e a facilidade em passar de semestre estudando pouco, acabou entrando no mesmo ritmo e estudando o mínimo necessário para ser aprovada. Depois não sabem por que vão tão mal no exame da Ordem. Por sorte, o meu filho, que cursou Direito por lá, estudou bastante por conta própria e hoje domina muito bem a matéria.
De qualquer forma, por falta de concorrência, a Famecos acabou tendo um bom conceito nos ?rankings? como aqueles feitos pela Playboy e assemelhados. Do meu ponto de vista, porém, o que salvou a minha estada por lá foram o Antoninho, a Iara e, principalmente, a Eunice. Os quais, infelizmente, não podem ler este reconhecimento, pois os três já faleceram.
(Lauro Dieckmann)

Minhas memórias de jornalista II - A turma da Famecos (69-72)



Éramos 120 quando começamos em 1969. Como o vestibular para o curso de Comunicação Social da PUC-RS era relativamente fácil, os candidatos a cursos mais difíceis, como o de Direito, se inscreviam em ambos. O resultado era que a maioria preferia o curso mais difícil e abria vagas, que iam sendo preenchidas pelos que não estavam na relação dos 100 primeiros chamados (a idéia é que seriam duas turmas de 50 alunos). Mas, a administração da PUC, de olho no caixa, claro, permitiu que, ao final, entrassem 120.
Não seria tão ruim, se fossem distribuídos em duas turmas de 60 (quando fiz um semestre de Direito também na PUC, 20 anos depois, em 1989, enfiaram um pouco mais de 140 em duas salas de um pouco mais de 70!). Os maristas, porém, não se deram tanto trabalho, e reuniram os 120 bixos num anfiteatro do último andar do prédio da Faculdade de Economia, que era repartido com a Comunicação Social à noite, o Serviço Social pela manhã e outros cursos de ciências humanas à tarde. Pobres de nós, que balbúrdia.
Cabe uma observação: na época houve uma confluência de dois fatores, de um lado começavam a procurar as faculdades os egressos dos cursos ?supletivo?, uma versão facilitada dos tradicionais cursos de ?madureza?, ao mesmo tempo ocorria a expansão das universidades privadas. Tudo estimulado pelo Governo Militar que havia assumido o controle do País cinco anos antes. Os militares visavam o crescimento acelerado do Brasil e entenderam de facilitar a vida de quem havia deixado de estudar na época regular e compensar a escassez de oferta das instituições públicas. Houve um aumento de oportunidades, sem dúvida, mas, nesse processo, perdeu-se enormemente em qualidade.
A nossa turma era um portfólio de diferenças. Tanto em idades como em interesses ? variava de 17 a 40 e tantos anos. Havia, certamente, quem pretendia uma profissão nas áreas ofertadas (Jornalismo, Publicidade-Propaganda e Relações Públicas). Mas Comunicação Social também era o curso da moda naquela época, o que atraia um sem-número de deslumbrados e festivos. Havia desde meninas que o que queriam mesmo era arranjar um bom-partido e casar a funcionários públicos que apenas buscavam acrescentar um título, qualquer que fosse, ao currículo pessoal. Havia até um casal de amantes (!): um funcionário qualificado de um banco ? casado, claro ? e a sua secretária. A aula era o momento em que eles podiam ficar juntos, namorar. Não davam a mínima importância ao que acontecia ao redor deles, passavam todo o tempo conversando entre si, sussurrando. Mas não foram muito longe, desistiram logo no segundo semestre.
Houve, logo no início do curso, um episódio tragicômico. Também era nossa colega uma senhora, integrante de uma das mais tradicionais famílias de origem germânica do Estado. Assim como o casal de amantes, ela igualmente era bancária e tinha um bom poder aquisitivo. Tanto que comprara um Fusca novinho para ir às aulas (naquela época a indústria automobilística começava sua expansão no Brasil e eram poucas as pessoas que já tinham carro próprio). Bem, quando começaram as aulas do segundo semestre, depois das férias de inverno, estranhei a ausência daquela colega. Então, me contaram que, num domingo de férias, ela se envolvera em um acidente de trânsito, na confluência das ruas República e Lima e Silva. O carro ficou destruído e o curso acabou...
Dos que mais se destacou na vida profissional, um só passou a integrar a turma no segundo ou terceiro ano: o jornalista Affonso Ritter, que havia deixado ? ou estava deixando ? a batina. Ele aproveitou créditos de suas outras formações universitárias e entrou já na metade do curso. Affonso e o hoje ?global? Alexandre Garcia, que já era veterano (estava um ano na nossa frente), talvez se configurem nos nomes que conseguiram maior projeção entre as duas turmas. Outro que se destacou como jornalista foi Celso Rosa, um caxiense que trabalhou como repórter policial da Folha da Tarde e depois foi para a Bahia e, mais tarde, para o Paraná. Assim também, José Antônio Vieira da Cunha, da tradicional família de jornalistas de Cachoeira do Sul, que chegou a Secretário da Comunicação do Governo do Estado e atualmente é um dos controladores do saite Coletiva.Net.
Entre as mulheres, o destaque foi Maria do Carmo Bueno, que alcançou não demorou muito a se projetar como apresentadora do Jornal do Almoço da RBS-TV, substituindo nada menos do que a jornalista Célia Ribeiro. E, por fim, elegeu-se deputada estadual por varios mandatos e concorreu ao cargo de vice-governadora. Ainda durante o curso, Maria do Carmo, que sempre foi muito bonita, elegeu-se Rainha da Primavera da PUC (naquele tempo havia dessas coisas).
Alem de Vieira da Cunha, outros dois colegas que também cursaram Direito pela manhã foram Luís Vitello, já falecido, que foi assessor de imprensa das bancadas e governos do PMDB, e Ana Maria Rossi, que foi repórter de ZH por breve período, mudou-se para os EUA, estudou psicologia, retornou, e, durante um bom tempo, manteve uma coluna sobre o assunto também na ZH.
O hoje radialista Rogério Mendelski chegou a cursar um semestre conosco. Mas, no meio daquele primeiro ano de curso, os militares instituíram a regulamentação da profissão de jornalista ? essa que o STF derrubou há pouco tempo ? e garantiu o registro para quem atuava na profissão há mais de dois anos. Mendelski preenchia esse requisito, efetuou o registro na DRT e desistiu da faculdade. Uma pena, pois, mesmo fraquinho, um curso universitário faz a diferença. E o nosso curso, de fato, era mesmo muito fraco, embora, curiosamente, a Famecos tivesse alcançado um grande prestígio a partir daí (talvez porque em terra de cego etc e tal...).
O que nos salvou, do meu ponto de vista, foi o fato de os ?padres? da PUC terem se obrigado a dar uma mexida na faculdade, diante das reclamações das turmas anteriores e resolvido contratar uma série de novos professores, que tinham real experiência em jornais. Então, a partir do segundo ano, fomos divididos em três turmas, conforme as especializações (de fato, o primeiro ano representava um ?ciclo básico?, com matérias de interesse geral que não nos interessavam nem um pouco).
E, na nossa formação de jornalistas, três professores se destacaram: Antônio Gonzales, Iara Bendatti e Eunice Jacques. Não eram nem medalhões nem sumidades, mas pelo menos nos forneceram as bases para um exercício profissional de razoável qualidade. Entre os colegas, não dá para deixar de lembrar nomes queridos, como o de Dina Streliaev, que era namorada do também veterano Geraldo Canalli, seguramente a mais bonita de todas (era modelo profissional, filha de russos, alta, loura), a Vanilda, a Zelinda, a Ericina, a Renatinha e a suavemente bela Ana Maria Lopes de Almeida.
Da minha parte, no segundo ano da faculdade, fiz estádio na Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança e, na altura do terceiro ano, comecei a trabalhar como repórter da ZH, no início como repórter policial e, mais tarde, como repórter da Geral. Fiquei por lá três anos e pouco e, em seguida, fui trabalhar na sucursal do Jornal do Brasil. Quando me formei, ainda trabalhava na ZH.
*Neste texto, ocorreram repetições e relação a um anterior, do qual é complemento, mas tais repetições foram propositais.
Lauro Dieckmann ? Passo de Torres - out/2009

 

 

União estável, concubinato adulterino, partilha de bens e afins

 

Olha o que o meus artigos sobre a amásia daquele chefe daquele local de trabalho provocou....um belo artigo do Lauro sobre a União estável.....

 

Atualmente, no Brasil, mais vale o que decidem os juízes do que o que prescreve a legislação. De um modo geral, os julgadores brasileiros privilegiam a Justiça, em detrimento do que determina a letra fria da lei. Na questão da união estável e do concubinato, este posicionamento do Judiciáro é muito claro. Pode-se dizer que os julgadores brasileiros estão, cada vez mais, tendendo para o tipo de prática judiciária que é adotada nos Estados Unidos e na Inglaterra, onde o que vale mesmo é o precedente, o caso paradigmático. Por isso, aos que se denomina ?operadores do Direito? (advogados, juízes, promotores), importam sobretudo as decisões dos Tribunais, que formam a jurisprudência. A seguir, vão transcritas algumas recentíssimas decisões tomadas no âmbito do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul na área da união estável e do concubinato.
É preciso que fique bem claro: a união estável é a convivência duradoura de um casal como se casado fosse e o concubinato é a união de uma pessoa com outra que já é casada (geralmente é a mulher solteira ou separada com homem casado com outra mulher, da qual não se separou, e que com ela mantém o casamento). Aí vão as decisões do TJRS sobre os dois temas (união estável e concubinato)

Verificado que o imóvel objeto da partilha foi havido pelo recorrente, por herança, deve ele ser afastado da partilha pois se trata de bem incomunicável, a teor do artigo 1.659, inciso I do Código Civil. (Apelação Cível Nº 70027071992, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 15/10/2009)
Comentário: só entram na partilha, em caso de união estável, os bens adquiridos de forma onerosa, durante o período em que ocorreu a união. Herança, por exemplo, quando recebida por apenas um dos companheiros, não entra na partilha quando se separam ou um deles morre.

Comprovado que a construção edificada sobre terreno de terceiro foi realizada na constância da união entre as partes, de boa-fé pelos conviventes e com autorização expressa do proprietário do terreno, cabível se mostra a partilha do valor atualizado da obra edificada, à razão de 50% para cada parte. Também, devem ser indenizados à demandante o valor de 50% dos aluguéis percebidos pelo demandado com os contratos de locação dos imóveis de propriedade de ambos, desde o rompimento do relacionamento. Do mesmo modo, quanto aos bens móveis, comprovada a existência pelas notas fiscais juntadas, devem ser indenizados à autora, à razão de 50% do valor atualizado constantes das notas. Em conseqüência, devem ser redimensionados os ônus de sucumbência, diante do decaimento maior ao demandado. (Apelação Cível Nº 70029143054, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Conrado de Souza Júnior, Julgado em 14/10/2009)
Comentário: Acórdão que define bem os princípios básicos da partilha de bens entre companheiros.

Na união estável, salvo disposição expressa em contrário, vigora o regime da comunhão parcial de bens (art. 5º, da Lei 9. 278/96, reproduzido pelo art. 1.725 do Código Civil vigente), motivo pelo qual deverão ser partilhados igualitariamente os bens adquiridos a título oneroso na constância da união, presumindo-se o esforço comum. A contribuição financeira do ex-companheiro para a construção de um apartamento integrante de um prédio de quatro pavimentos, custeado em sua quase integralidade pelo pai da ex-companheira e erigido sobre terreno pertencente a esta e ao seu irmão, não comporta solução por meio de partilha de bens em sede de ação relativa à união estável, devendo ser buscada na via própria. As dívidas contraídas no curso da união estável devem ser incluídas na partilha. O automóvel que foi adquirido e vendido durante a convivência deve ser excluído do monte partilhável. O maquinário adquirido na constância da união deve ser partilhado igualitariamente, visto que fora adquirido pelo réu e pelo pai da autora, antes do término da convivência entre as partes. Ausência de interesse recursal quanto ao pedido de exclusão da partilha do automóvel Corsa, visto que o veículo de placas IDU 2089, adquirido em 1998, já havia sido excluído da divisão na sentença. Recurso não conhecido no tópico. APELAÇÃO CONHECIDA EM PARTE E, NESTA, PARCIALMENTE PROVIDA. (Apelação Cível Nº 70028966596, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado em 14/10/2009)
(No mesmo sentido: processo nº 70028918712)
Comentário: ementa de acórdão que define bem qual o regime de bens que vigora na união estável e os princípios básicos que regem a partilha para estes casos.

Não comprovada a existência de união estável anterior ao casamento, impunha-se a exclusão, na partilha do bem imóvel, dos valores relativos à subrogação de bens particulares dos separandos. (Apelação Cível Nº 70028899755, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado em 14/10/2009)
Observação: Quando alguém utiliza para aquisição de um bem os valores resultantes da venda de outro bem, que lhe pertencia antes de começar a união estável, o bem adquirido durante a união não é partilhável.

Não é todo e qualquer relacionamento amoroso que pode ser reconhecido como união estável, tendo a legislação pátria apenas lançando mão à proteção da entidade familiar pública e notória que mantém união de esforços com ?affectio maritalis?, nos termos do art. 1.723 do CC. (Apelação Cível Nº 70028456754, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Raupp Ruschel, Julgado em 14/10/2009)
Comentário: Outro acórdão que define os requisitos para o reconhecimento da união estável.

Comunicam-se os bens adquiridos na constância da união, independentemente da contribuição financeira de cada um dos companheiros. No caso, a autora deve ser indenizada pelas benfeitorias construídas sobre o terreno de propriedade do de cujus. Além de possuir o direito a meação de todos os bens móveis que guarneciam a ex-residência do casal. (Apelação Cível Nº 70028156479, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Raupp Ruschel, Julgado em 14/10/2009)
Comentário: Não é preciso colaborar diretamente, com dinheiro, para o convivente ter direito à partilha. Parte-se do pressuposto de que o companheiro que não entrou com dinheiro ou trabalho, o simples fato de dar apoio moral e afetivo à outra parte já foi suficiente para ele melhorar de condição de vida.

A companheira-agravada não exerceu atividade laboral durante a união estável e atualmente está desempregada. Logo, não há negar a necessidade de receber alimentos do ex-companheiro. O agravante-companheiro, por sua vez, não comprova a impossibilidade de arcar com o pensionamento fixado em um salário mínimo e meio. Nesse passo, presentes as necessidades da alimentada, bem como as possibilidades do alimentante, é de rigor a manutenção dos alimentos. (Agravo de Instrumento Nº 70031579758, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 13/10/2009)
Comentário: Acórdão que trata do direito da convivente aos alimentos.

Havendo indícios de que a agravada tenha vivido em união estável com o autor da herança, é de rigor a sua habilitação no inventário do suposto companheiro. Habilitação que serve para que a agravada defenda seu legítimo interesse enquanto se discute, em ação própria, a sua qualidade de companheira-herdeira. (Agravo de Instrumento Nº 70031016066, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Portanova, Julgado em 13/10/2009)
Comentário: são dois os processos, um é o de reconhecimento da união estável, outro é o do inventário. Mesmo que o primeiro não tenha sido definitivamente julgado ainda, o convivente pode se habilitar no inventário do companheiro, ficando a decisão final, claro, na dependência do que for decidido no processo de reconhecimento.

A relação mantida entre um casal octogenário, que não só morava no mesmo pátio, mas fisicamente muito próximo, pode ser caracterizada como de amizade, não de união estável. A relação configuradora da união equiparada ao casamento pressupõe a convivência pública, contínua e estabelecida com o objetivo de constituição de família, o que não se identificou no caso concreto. EMBARGOS INFRINGENTES ACOLHIDOS, POR MAIORIA. (Embargos Infringentes Nº 70029898111, Quarto Grupo de Câmaras Cíveis, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 09/10/2009)
Comentário: mera amizade não configura união estável.

Devem ser fixados alimentos a serem pagos à ex-companheira, quando verificado o preenchimento dos requisitos para tanto ¿ necessidade da alimentada, impossibilidade de prover o próprio sustento e possibilidade do alimentante. (Apelação Cível Nº 70030167589, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 08/10/2009)
Comentário: quando a companheira tem direito a alimentos.

Ausente a caracterização da união estável, em especial do indispensável requisito da ?affectio maritalis?, deve ser mantida a sentença de improcedência. Ainda que se admita a existência de uniões estáveis paralelas ou com a presença de infidelidade, é preciso encontrar no relacionamento ?sub judice? a convivência que visa à constituição de uma verdadeira entidade familiar. NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. (Apelação Cível Nº 70029679396, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 08/10/2009)
Comentário: o fundamental na união estável é a convivência com características de união familiar.

Não comprovada a dependência econômica, é indevida a pretensão de habilitação à pensão previdenciária. (Apelação Cível Nº 70032321960, Vigésima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Liselena Schifino Robles Ribeiro, Julgado em 07/10/2009)
Comentário: quando não há cabimento à pensão previdenciária por não ter havido dependência econômica entre os companheiros.

1. Não constitui união estável o relacionamento entretido sem a intenção clara de constituir um núcleo familiar, ficando comprovado que eram namorados e que pretendiam futuramente constituir uma família, tanto que chegaram a noivar, pouco antes de romperem a relação entretida. 2. A união estável assemelha-se a um casamento de fato e indica uma comunhão de vida e de interesses, reclamando não apenas publicidade e estabilidade, mas, sobretudo, um nítido caráter familiar, evidenciado pela affectio maritalis. 3. Não comprovada a entidade familiar, nem que a autora tenha concorrido para aquisição do imóvel, a improcedência da ação se impõe. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível Nº 70029276110, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em 30/09/2009)
Comentário: mero namoro não configura união estável

Comprovada a relação de companheirismo, com as peculiaridades de quem já tem idade avançada, fica configurada a intenção de constituir família, e a procedência da ação se impõe. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível Nº 70028988962, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em 30/09/2009)
Comentário: mesmo em avançada idade pode-se configurar a união estável.

1. Comprovada a união estável, todos os bens adquiridos a título oneroso na constância da vida em comum devem ser partilhados de forma igualitária, pouco importando qual tenha sido a colaboração prestada individualmente pelos conviventes. Inteligência do art. 1.725 do CCB. 2. Não tendo o recorrente comprovado que todos os bens descritos na inicial foram adquiridos na constância da vida marital, descabe estabelecer a partilha na forma pretendida, pois era dele o ônus de produzir as provas relativas ao fato constitutivo do seu direito. (SEGREDO DE JUSTIÇA) (Apelação Cível Nº 70028904142, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em 30/09/2009)
Comentário: só são partiláveis, em caso de união estável, os bens adquiridos durante a existência do relacionamento e que foram adquiridos de modo oneroso se um bem foi recebido por herança por um dos companhairos, não entra na partilha).

Impõe reconhecer a validade e eficácia de acordo extrajudicial de dissolução de união estável, quando se tratam de partes maiores e capazes, não demonstrado nenhum vício de consentimento capaz de lhe retirar higidez. (Apelação Cível Nº 70028831170, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: André Luiz Planella Villarinho, Julgado em 30/09/2009)
Comentário: acórdão que trata da validade do acordo particular firmado entre os companheiros e definindo os termos da união.

Se mesmo não estando separado de fato da esposa, vivia o réu em união estável com a autora/companheira, entidade familiar perfeitamente caracterizada nos autos, procede o reconhecimento da sua existência, mas com a declaração de que era concomitante ao casamento dele. Sobre os bens dos companheiros, sendo um casado, não há meação da autora, mas sim, devem ser divididos em três partes, cabendo à companheira uma das partes. (Apelação Cível Nº 70029861663, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Ataídes Siqueira Trindade, Julgado em 02/07/2009)
Comentário: acórdão que trata da situação em que o homem era casado e nunca deixou de sê-lo, mas teve uma amante (concumbina) enquanto casado. No caso, os bens não são divididos pela metade (meação), mas por três: uma para o homem, outra para a amante e a terceira para a esposa.

Se mesmo não estando separado de fato da esposa, vivia o falecido em união estável com a autora/companheira, entidade familiar perfeitamente caracterizada nos autos, procede o reconhecimento da sua existência, paralela ao casamento. Sobre os bens dos companheiros, sendo um casado, não há meação da autora, mas sim, devem ser divididos em três partes, cabendo à companheira uma das partes. Precedentes. Apelação provida. (Apelação Cível Nº 70029112687, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Ataídes Siqueira Trindade, Julgado em 02/07/2009)
Comentário: situação similar à do acórdão anterior.

APELAÇÃO CÍVEL. FAMÍLIA. UNIÃO ESTÁVEL. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS NÃO COMPROVADOS PELA APELANTE. IMPOSSIBILIDADE DE CONSTITUIÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL SENDO O ?DE CUJUS? CASADO. RELAÇÃO AFETIVA QUE NÃO CONFIGURA UNIÃO ESTÁVEL, ANTE O IMPEDIMENTO DE UM DOS COMPANHEIROS QUE MANTEVE, ATÉ O SEU ÓBITO, O CASAMENTO COM TERCEIRA PESSOA. SEPARAÇÃO FÁTICA NÃO COMPROVADA. EXEGESE DO ARTIGO 1.723 E §1º, DO CÓDIGO CIVIL. PRECEDENTES DESTE TRIBUNAL E DO STJ. APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação Cível Nº 70029836384, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Conrado de Souza Júnior, Julgado em 27/05/2009)
Comentário: amigação com homem casado não configura união estável (mas, como se vê em outros acórdãos, se houver bens resultantes de esforço comum dos amantes, pode ocorrer uma partilha, pois se caracteriza uma sociedade de fato.

Constituiu concubinato adulterino a relação entretida pelo falecido com a autora, pois ele era casado e sempre manteve vida conjugal com a esposa, sem dela se afastar jamais. Inteligência do art. 1.727 do Código Civil. (Apelação Cível Nº 70026568352, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sérgio Fernando de Vasconcellos Chaves, Julgado em 11/03/2009)
Comentário: acórdão que define o que é concubinato adulterino.

Considerando que o requerido sempre foi casado e que o relacionamento havido entre as partes jamais teve por finalidade a constituição de família, não há falar em união estável. Entretanto, a prova carreada nos autos conduz à conclusão de que houve sociedade de fato, cumprindo ao demandado restituir à autora os valores que esta lhe alcançou para quitar prestações do imóvel e pagar benfeitorias, sob pena de enriquecimento ilícito. (Apelação Cível Nº 70025620725, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 11/12/2008)
Comentário: acórdão que trata da sociedade de fato, que dá direito a partilha de bens, mesmo em caso de concubinato adulterino.

A prova dos autos demonstra que a autora conhecia a condição de casado do requerido com quem convivia. Comprova, ainda, que a esposa deste desconhecia tal situação, com a qual não anuiu quando de seu conhecimento. (...) Ainda que afastada a existência de união estável, poderia haver a divisão de bens comuns regida pela sociedade de fato. (Apelação Cível Nº 70024095689, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Raupp Ruschel, Julgado em 27/08/2008)
Comentário: Decisão que também possibilita partilha de bem com base na sociedade de fato, porquanto não configurada a união estável.

Observação final: sociedade de fato é uma situação que ocorre no direito comercial e que foi trazida, pelos juízes e desembargadores, para o direito de família e sucessões, para solucionar os problemas decorrentes das uniões estáveis ou concubinatos adulterinos (quando um dos companheiros não pode casar por já ser casado). Isso é uma postura dos julgadores razoavelmente recente (em termos de Direito), tendo começado a se impor lá pelo início dos anos 1990.
Lauro Dieckmann


 

A ( IN) sensibilidade de Mário Barbará....

 

Conhecia o Mário Barbará apenas de nome, por ser autor da famosa canção Desgarrados. No sábado,dia 3/10 depois que o poeta Nelson, sanborjense que sempre publica, tinha autografado seu livro de poemas na 24 feira do livro de são borja, fomos uma turma para o al manara...tomar ceva,refris e comer batatas fritas... Quando de repente todo mundo parou de falar( havia um no grupo que falava pelos cotovelos....) e fez-se um silêncio. Chegou um senhor, uma senhora e uma terceira pessoa....

Era Mário Barbará, em pessoa sua namorada( ou seria esposa é o que menos importa pra mim) e o poeta Nelson o chamou pra lhe dizer que o havia homenageado com um poema no seu livro....

Mário Barbará ficou mudo....não disse que gostou, não disse se tinha um exemplar pra comprar ali, não perguntou onde tinha pra comprar um....

Bah, mas que ( IN) sensibilida de, tchê!!!!!

Aí vai então o poema desgarrados, que o Barbará musicou....

Desgarrados


Composição: Sérgio Napp e Mário Barbará
Eles se encontram no cais do porto pelas calçadas
Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas,
Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas
E são pingentes das avenidas da capital

Eles se escondem pelos botecos entre cortiços
E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias
E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho

Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será

Cevavam mate,sorriso franco, palheiro aceso
Viraram brasas, contavam casos, polindo esporas,
Geada fria, café bem quente, muito alvoroço,
Arreios firmes e nos pescoços lencos vermelhos

Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno
O m ilho assado, a carne gorda, a cancha reta
Faziam planos e nem sabiam que eram felizes
Olhos abertos, o longe é perto, oque vale é o sonho

Sopram ventos desgarrados, carregados de saudade
Viram copos viram mundos, mas o que foi nunca mais será



Lauro Dieckann está reclamando



Agora, até a Famurs resolveu me mandar 'spam'. Ora, não tenho o menor ineresse na Famurs, nem no "maior encontro de municipalismo" que ela promove. Não sei porque essa gente não pergunta, antes de enviar os 'spams' deles, se o 'peixe' que querem vender nos interessa.
Também há dois vereadores de Porto Alegre, o Ely e o Nedel, que seguidamente me mantam e-mails sobre assuntos que igualmente não me interessam. Será que eles não tem disconfiômetro? Cai tudo na lixeira do browser, claro.
Lauro Dieckmann

 

O URBIM encontra O PROFESSOR!

 

Bom dia.
Olides, algumas imagens do URbim no ENcontros


Waldir da Silveira e Marô Barbieri

 


idem com Ruy

 


Sec Cult POA. Sérgius Gonzaga

 


ZOravia Bettiol ilustradora (Admissão ao Ginásio)

 


com a Dinora Araujo

 


Sérgio Bassotti dono do REi do MOcotó que feez um almoço especial (paeja) em homenagem ao Urbim "patrono" (colocou um banner com uma foto que fiz do Urbim)

 


senhora que esta com ele e o Ruy é Maria DInair Acosta Gonçalves - Pdte da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB RS - nascida aí em Livramento

 


senhora que esta com ele e o Ruy é Maria DInair Acosta Gonçalves - Pdte da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB RS - nascida aí em Livramento

 

 

Histórias de La Úndeze....

 

 

Gringo é chegado num foguinho....Os escombros da Cooperativa Vitivinicola Guaporense(criada em 15/12/1932) incendiaram-se(ou foram incendiados) não faz muito tempo...



Romano Video Foto

A Cooperativa está localizada no bairro Gramadinho, o local que hoje em dia cresceu muito, junto com a cidade....

 

Romano Video Foto

Os escombros da Cooperativa lembram uma época em que em Serafina todas as propriedades rurais tinham um ou dois parreirais. Meu avó e meu pai tinham dois, por exemplo...Hoje quase não há parreiras em Serafina...

Romano Video Foto

Uma coisa característica desta Cooperativa é que ela era formada basicamente por partidários do PTB...(hoje seria do PMDB)

Romano Video Foto

Um primo do meu pai, Armando, foi seu dirigente pouco antes de ser fechada....Dizem que ela fechou as portas depois de mais de 30 anos produzindo vinho e Graspa...

Romano Video Foto

Uma das princi pais dificuldades que ela encontrou foi as dificuldades de estradas para escoar os produtos.Assim ela foi sendo prejudicada na concorrência com outras cantinas da região, que tinham mais condições de competição...

Romano Video Foto

Associados e fundadores ainda lembram da Guaporense com nostalgia....

Romano Video Foto

 

 

A vida como ela é....

 

 

Os fatos aqui narrados são pura invenção. Qualquer semelhança com a realidade é mera casualidade....

O dia que o patrãozinho

caiu no arroio da Merda....


Pues, como ia lhes contando, uma noite o patrãozinho do nosso personagem aquele daquele local de trabalho depois de tomar alguns uisques pela cidade - dizem que foi visto no Tivoli, ali na Protásio( tá eu sei que fechou!!!!)no Carcará, na Independência, ou perto da Cristóvão e depois também no Vinha Da Alho foi dirigir seu possante carro pela avenida aquela que circunda o arroio da Merda que corta a cidade Sorriso de Leste até o lago aquele que tem o mais bonito por do sol do mundo...

Numa certa altura, já de madrugada, o patrãozinho não segurou a direção e caiu dentro do riacho da Merda, no meio da dita cuja...

Foi salvo porque um carro da briosa passava pelo local e interce deu pelo vivente que adentrara dentro do arroio....

Nem imaginavam os soldados da briosa que ali dentro tinha um peixe graudo que sem seu socorro se afogaria na dita cuja e na água pestilenta...

Dias depois de salvo - claro que na Gazeta dos Pampas a ´notícia tomou conta da rádio corredor - um time da briosa foi fazer-lhe uma visita de cortesia e eis que o patraozinho deu uma de suas grandes puxadas de demagogia:

- Se eu não fosse o fulano de tal, dono disto aqui, seria mais um membro da briosa...

Saíram todos felizes e contentes...

Dias depois um vereador, muito conhecido por ter participado daquela governo da Redentora, mas que há tempos mudou-se para as hostes pedetistas e que sempre angariou muitos votos na Restinga, foi visitar nosso patrõazinho...

No meio da conversa, o vereador puxou assunto:

- Seo fulano de tal, quando o senhor tava caído dentro do rio da Merda, em que o senhor pens ou mesmo...????

O patrãozinho pensou e saiu-se rápido( pra bobo ele nunca serviu) com esta:

- Eu pensei na manchete do ARREIO DO OVO: Judeu rico morre na merda....

 

Coleguinhas

 

* Cascatinha disse na rua da Praia que sente saudades do Carlos Bastos porque este sempre costumava errar em seus palpites: véspera de Grenal,quando Bastinhos dizia que ganhava o Grêmio,dava Inter e vice versa....

* Fernando Veronese é um manancial de histórias sobre o velho Breno Caldas: um dia,depois da queda do Breno, - " quando a companhia quebrou" diz o Veronese,ele encontrou o Breno dentro do elevador do edifício Ouvidor( na rua da Praia, onde, por sinal, Breno ia seguidamente) e lá estava o político Alceu Collares que não estendeu a mão a Breno,quando este o cumprimentou. Como se diz, rei morto,rei posto....

* Veronese diz que a Guaíba FM ficará uma ANTENA UM. Outra de cocheira dele: das 7 da noite, as 7 da manhã, na Guaíba FM vai´entrar a AM....

* Cuidado com estes desmentidos de demissões na Guaíba: Onde tem fumaça, há fogo....

 

Dossiê COOJORNAL(2)

 

A amante dos jornalistas em geral....

A Coojornal era a amante dos jornalistas em geral...Dentro de suas redações - e isto valia para ZH,Folhinha,FT,CP, GM- sempre que algum editor exitava em dar alguma matéria - a ditadura ainda estava forte e não se sabia quem iria ganhar a parada, se o lado duro( onde provavelmente muitos morreriam) ou o lado mais favorável a abertura, no caso Geisel e cia....- o repórter bradava como tendo um escudo a lhe proteger:

- Vou levar esta matéria pra Coojornal...

O repórter afirmava isto como que dizendo entre outras linhas: lá eles tem aquilo roxo, eles vão dar a matéria....

Isto ocorreu muito no episódio do sequestro dos uruguaios Universindo e Lilian em 1978. A Coojornal teve importantes episódios neste evento que foi decisivo acho até para a abertura....

Mas a Coojornal se carcomia dentro entre Situação e Oposição....

- Estes dias fui tomar uma cerveja com a Jaque(Jaqueline Joner,fotógrafa) e ela me disse:
-sabe Bicudo, que tu tinhas razão....lembrou o repórter Elmar Bones da Costa, conhecido por Bicudo, sobre os episódios e os rachas dentro da Coojornal....

- Alguns até chegaram a começar a puxar fumo lá dentro. Isto eu proibi, disse: aqui não, visados como nós somos, vocês ainda vão dar motivo pra reação vir pra cima de nós, disse Bicudo estes dias, recordando aqueles tempos...

Um dueto que funcionou muito bem lá dentro foi o Bicudo e o Jorge Polydoro...Filho de um sócio da casa Coates e da Casa Vityor, Jorge Polydoro, um ex-arquiteto, da turma do Ivan Pinheiro Machado na faculdade de Arquitetura da URGS,mostrou-se logo de início na Coojornal um grnade vendedor. Isto porque filho de um empresário as portas se lhe abriam com facilidade...

- Topas que façamos isto, perguntava ele a Elmar....

- Topo, fecha o contrato, respondia geralmente Bicudo...

Aí entrava o time em campo pra trabalhar....
Ao todo a Coojornal chegou a ter 100 jornalistas trabalhando lá. Produziram muitos boletins para terceiros mas o veículo que lhe deu fama( e problemas ) foi a publicação chamada Coojornal, um órgão muito audacioso para sair com as matérias que saiu naqueles anos de fim da década de 70 começo da década de 80

( Prossegue....)

Coleguinhas

 

* Sábado,dia 24/10, no barzinho da ARI tinha mais PINGODROMO depois do torró do que gente....isto no começo,lá pelo meio-dia, mas depois até que deu um bom público....

*Serginho Ross, nosso correspondente na nova cap estará em Portinho,dia 30/10. Almoço no Gambrinus, já confirmado..Quem gostava muito do Gambrinus era a Virginia Rigatto.Sempre que vinha do exterior, íamos lá,ela adorava aquele local, é tri interessangte mesmo...

* Serginho Ross depois no sábado quer ir a outro local....mas antes vou levá-lo ao barzinhyo da ARI para matar as saudades. Serginho é do tempo que Belmiro Soutier era repórter aqui no Sul. Faz tempo, hein....

*Alberto Blum recebeu um telefonema do colega Ivo Stigger pelo passamento de sua esposa, pouco tempo atrás...
Se eu tivesse alguma ingerência em algum órgão da CATIGORIA cuidariua numa hora destas pra mandar um cartão pra pessoa....

* Pingodromo de sábado no barzinho da ARI é o testemunho de que o prédio precisa de reparos..Mas grana pra Isto...Há um livro ouro correndo, mas até agora ninguém o assinou....

*" Formigão de Vacaria" é o apelido que coleguinha que muito vai ao Barzinho da ARI já ganhou dos colegas...

*Bicudo subiu do segundo andar do prédio da ARI,onde está a editora, direto pro barzinho, no sábado...Agora tá tudo em casa.....

* Ayres Cerutti anda querendo instalar um café no andar térreo do prédio da ARI. Tomara que alguém se habilite....

 

Direto de Paris

 

Por Beatriz Maia Alves

Foto de Lauro Dieckmann

Paris é Paris, sempre charmosa e agradável. Estamos gostando muito e, calmamente, curtindo tudo o que dá. A história de que aqui esta mais caro que o resto da Europa não é tão verdade, calmamente se encontra comida barata(em relação a Berlim e Espanha é claro). Os preços são iguais aos de outras grandes capitais, media de 10 a 15 euros a refeição bem sentados num restaurante com direito a luz de vela e tudo o mais, servidos por garçom e com a vista maravilhosa de Paris, seja no lugar que se esteja.
Aqui já está fresquinho, ainda bem que pouca chuva, mas não se compara com o frio intenso de Berlim. Cidade pela qual me apaixonei, cidade tranquila, calma e organizada. Mas, Paris é Paris. Hoje subimos no Arco do triunfo, vista fantástica de l'Etoile, distribuição perfeita das ruas de Paris em torno do Arco. Para dar água na boca e sentir inveja fomos visitar o Hotel L'Atenee, mais do que cinco estrelas, tal a graça e beleza, internamente um show a parte com frequentadores "caixa altíssima" e para nossa surpresa, estacionado em frente ao hotel um Bugatti, carro que nunca tinha visto na minha vida. Parecia um carro do futuro, tão lindo e diferente que todos paravam e tiravam fotos do objeto dos desejos de todo o homem. Isso é Paris e muito mais, metrô, ônibus, trens tudo funcionando muito bem, e levando milhares de pessoas de um lado para outro com facilidade, segurança e praticidade, Bem que o Brasil poderia imitar. No mais, espero que tudo ai esteja bem. Bjs, Beatriz
publicado originalmente em http://lauronews.blogspot.com/

 

Mercado imobiliário em Torres

 

O sempre atento Lauro Dieckmann, correspondente deste blog em Torres e Passo de Torres, envia o que segue:



O setor de construção civil em Torres vai de vento em popa, tal como os barcos dos pescadores de Passo de Torres que se aventuram todos os dias mar a dentro.
Depois que resolveram o problema dos estogos em Torres, no governo Rigotto, com a construção de uma nova estação de tratamento, as obras (que estavam embargadas pelo Judiciário, por iniciativa do Ministério Público) foram retomadas.


De lá para cá, cresceu notavelmente o número de prédios altos e bonitos na cidade. E a construção de novos edifícios não pára. Cada vez que se chega por aqui, constata-se a conclusão de vários prédios e o início das obras de novos edifícios.
E, destaque-se, são prédios muito bem projetados, bonitos como raramente se encontra em Porto Alegre (cidade que parece ser amaldiçoada em termos de inspiração arquitetônica). Olhando-se Torres, atualmente, a impressão é de que logo isso aqui vai ficar parecendo Camboriu.


Texto e foto: Lauro Dieckman - Direto do Passo de Torres - 24-10-09

O mutismo do Ercy

 

No barzinho da ARI,sábado, o nosso ETERNO presidente( na ARI,os presidentes são saem quando morrem, e como custam a morrer...)Ercy Torma, outrora conhecido por PACIENCIA, estava surumbático, num mutismo total. Só falou na hora do microfone da rádioda UFRGS e quando o Bicudo,chegou com um copo de vinho na mão...

Já no balcão do bar do VERDI -onde o garção Adolar se esmera em atender bem ao diretor - este diretor e o Ayres discutiram temas fundamentais da entidade, principalmente do seu futuro....

Quem viver, verá....!!!!

 

Sobre o Ercy

 

Lauro, o Ercy continua pugnando,sim

principalmente contra alguns fantasmas que só ele enxerga....


Olides:
lembrei do nosso dinâmico e profícuo presidente da ARI, hoje à tarde, quando, vindo do Fórum Regional do Alto Petrópolis passei por onde ele vivia nos velhos tempos em que ele era funcionário da Rádio Gaúcha e fazia bicos na ZH. Na época, eu era repórter da ZH e, eventualmente, levava ou ia buscar o Ercy Pereira Torma em casa, usando aquelas caminhonetes Willis que a ZH usava de dia para transportar os repórteres e, na madrugada, distribuir o jornal.
Aí, pergunto, como és frequentador da ARI, o nosso Ercy continua pugnando para manter a nossa entidade de classe como um orgão realmente representativo da categoria?
Lauro Dieckmann

 

Histórias de La Ùndeze....

 

 

A briga dos netos....

As duas fotos da casa que foi a vida toda da dona Hercília Fonini Gasparin, na rua Tobias Barreto,115, no centro de Serafina, mostram o estado de abandono e penúria do prédio. Mas é que ali será construído um prédio pela Imobiliária Cella que adquiriu o terreno após uma disputa judicial entre os quatro netos herdeiros, as irmãs Marlusa e Marlete Pierotto e os dois filhos do ex-prefeito Irceu Gasparin, Ricardo e Letícia...." Ela deu apoio a eles e por isto não falo com ela" disse-me tempos atrás a consultora do Senar, Marlusa, a Duda, que não fala com a irmã desde a briga pela disputa do terreno.

Marlusa e seu marido foram despejados da casa,onde residiam. Hoje foram morar num outro lado da cidade, mas numa casa onde existe toda a dignidade de se morar....Marlusa vive viajando pelo Estado, como consultora que é do Senar e ensina as pessas a fazer dressa( palha feito com espigas de trigo...)

Os dois filhos de Irceu, que sempre moraram em Porto Alegre, continuam na capital. E a Marlete reside em Serafina...

Naquela casa cujas fotos estão publicadas aqui dona Hercília atendia centenas de pessoas que iam consultar com ela. Ela era um misto de curandeira,conselheira,parteira e não era bem vista pelos padres porque lhes tirava pacientes do hospital. E não cobrava nada dos colonos que a procuravam. Simplesmente dizia para pagarem com aquilo que podia....Morreu aos 80 anos e sua neta Marlusa diz que tem a sensação de que ainda a ouve dizer com sua voz firme e forte:
- QUA COMANDO MI!!! (
AQUI EM CASA MANDO EU)

e MANDAVA MESMO. Uma vez, vários vereadores foram lhe pedir para ela parar de criar cabritos dentro da área urbana que tinha atrás de sua casa(esta mesma da foto...)

Nem deu bola...continuou com os cabritos. Ali foi lá o prefeito Sérgio Massolini, que sucedeu seu filho,quando este morreu em 14.12.1982. Dona Hercilia foi educada,sempre o foi, o recebeu, ofereceu ambrosia e cafezinho e no final o levou até a saída do portão,depois dele ter-lhe pedido pra parar de criar cabritos porque os vizinhos se queixavam dos berros e do mau odor da merda dos bichos....
Dona Hercilia, na soleira da porta da rua Tobias Barreto, voltou, pegou um facão e disse pro prefeito que estava se despedindo,sem não antes fazer um risco delimitando o que era público e o que era dela:

- Varda Massolini, de coa in dentro comando mi( Olha Massolini, daqui pra trás mando eu|)

Era uma mulher de faca na bota...mais ou menos como quem comando o Piratini, hoje em dia....

 

TODOS OS HOMENS ( E MULHERES) DA COOJORNAL)


1 -Antõnio Manoel de Oliveira : quando o Coojornal teve problemas, mudou-se para Moçambique,onde foi trabalhar num projeto de comunicação do governo socialista daquele país...

 

2 - Carlos Wagner, foi motorista de uma kombi da Coojornal e entregava os boletins da cooperativa.

 

3- Assis Valdir Hoffmann, fotógrafo que organizou todo o arquivo fotográfico,depois mandado incinerar por um juiz...

 

4- Carlos Rafael Guimaraens Filho, o " Rafaelzinho", um dos quatro presos em 1981 por causa da "matéria do capitão Lamarca no Vale da Ribeira"

 

5 - Gerson Lopes Filho, fotógrafo, "último presidente da COOJOrnal"...passou a chave na casa da rua comendador coruja,372 e foi fazer o " Doce Vida"

 

6 - Rosvita Sauressig, chamada pela Oposição, em termos pejorativos de " CAPITÃO Froner", uma referência ao rigorismo do treinador, também foi um dos quatro presos pela matéria sobre o Vale da Ribeira e o Capitão Lamarca...

 

7- André Luiz Simas Pereira, repórter que brilhava no Coojornal. Fez uma matéria sobre Tramandaí no verão ainda lembrada hoje e que deu prêmio...Integrava a ala da Oposição

 

8 -A Associação Riograndense de Imprensa, apesar do "nariz torcido" do seu eterno presidente, Alberto André
reconhecia a COOJORNAL e dava carteirinha de associado aos integrantes da cooperativa...

 

9 - Maria Eneida Serrano Levitan, fotógrafa que começou na ZH e depois foi pra Coojornal.Integrava a Oposição. Especializou-se mais tarde em fotografar bichos, principalmente pra a Riocell...

 

10 - Najar José Gody Tubino. Parente do conhecido delegado de Polícia do mesmo sobrenome, fazia competentes matérias na área policial da Coojornal. Até hoje é lembrado por causa de uma matéria que ele fez sobre um rolo com o delegado Apolo em Alvorada...Muitos o tinham por porraloca...

 

11- BICUDO( Elmar Bones da Costa) jornalista respeitado na categoria, tinha saído da Folhinha e fundado a Verbo, junto com o Jorge Polydoro. Nunca foi presidente da Coojornal, como se imagina.. Foi um dos quatro presos na matéria que deu prêmio ESSO em 1981 sobre a Guerrilha no Vale da Ribeira.

 

12 - Affonso Ritter - " namorava" com a COOJOrnal, por causa de suas boas relações com o Jorge Polydoro e com a área empresarial.Fez uma matéria exclusivo pro Coojornal com o Brizola,dizendo que voltaria e refundaria o PTB. A matéria teve uma longa negociação com o próprio exilado pra poder sair..

 

13 - Carlos Alberto Kolecza - nunca foi muito visto pelos lados da Coojornal. Dentro da ZH, onde tinha papel importantissimo, procurava não deixar que a Coojornal brilhasse tanto jornalisticamente falando...

 

14 - Thomás Ireneo da Luz Pereira: não era via INTELSAT, e sim via laudas e correio, ele mandava matérias de Sampa, pra onde se mudou, pros camaradinhas da Coojornal....

 

15 - Licinio Silveira de Azevedo : de Sampa, também,onde residia depois da derrocada da Folhinha, mandava matérias especiais pra turma da Coojornal, porque tinha ligações com eles desde a Folhinha.

 

16 - José Guaraci Fraga, cartunista, que ficou mais conhecido por ter posado como o médico do Analista de Bagé, do Verissimo...Trabalhou na Coojornal e era da turma do Polydoro.

 

17 - Antônio Firmo Gonzales de Oliveira, o ANTONINHO! - eis aqui o X da questão. Perdeu um apartamento,onde morava a família, na Quintino Bocaiuva, porque foi fiador da Coojornal num empréstimo junto a Caixa Economica Estadual. Passou pra história como a " grande vítima " do fechamento da Coojornal...

 

18 - Osmar Béssio Trindade : faleceu em 30.06.2009 pobre como um rato de igreja. Foi presidente da Coojornal e um dos presos em 1981 por causa da matéria sobre o Vale da Ribeira e do Capitão Lamarca.Quando tudo tremeu, ele foi pra Moçambique, junto com o colega Antônio de Oliveira, trabalhar num projeto de cunho socialista. No seu enterro, no João XXIII, estavam todos os w
ex-colegas da Coojornal, da Situação e eda Oposição...Era um conciliador, mas também um turrão....Passava fome mas não cedia aos seus princípios...Ficará na História do jornalismo gaúcho.

 

19 - Humberto Andreatta : o Betão...da turma da Rosvita Sauressig, fazia muito material do campo, por isto tinha o apelido de " magro rural". Fez o Jornal do Grêmio pela Coojornal. Muito competente, porém, não era um destrambelhado...

 

 

20 - Aníbal Bendatti - Jornalista trazido pra a úLtima Hora, no Coojornal, ficou com a idéia de um boletim pros supermercados que ele chamou depois de O CARRINHO. E que teve sucesso...Morreu este ano...Trabalhou ainda em A HORA e foi professor da FAMECOS

 

21 - Tânia Helena Krütacka Barros: Trabalhou no Coojornal fazendo boletins para terceiros. Não era de aparecer muito. Primava pela discrição. Ex-mulher de Jefferson Barros, que nunca foi muito ligado ao projeto da Coojornal.

 

 

22 - Euclides Pinto Torres: Cupincha do Bicudo. Na FABICO, da UFRGS, quando lecionou lá, promoveu um debate ao vivo( só podia ser,né...) entre Bicudo e o falecido Antoninho onde foi discutido também o famoso apartamento que o avalista perdeu. Bicudo exigiu que o debate entre eles dois fosse gravado e ele o foi. Não se sabe,porém,onde andará este depoimento que hoje é histórico....

 

23 - Marcelo Oscar Lopes : colega já falecido: muito talentoso, mas considerado o líder da Oposição dentro da Coojornal. Era cu e calça com Gerson Schirmer, que acabou presidente da Coojornal...Foi um dos que participou da edição da matéria de 1981 sobre as operações no Vale da Ribeira, que acabou na prisão de 4 jornalistas da Coojornal.

 

24 - Caco Barcellos: não muito, mas também fez algumas matérias pra Coojornal, acho que mais por insistência do Licínio de quem era muito amigo....

 


TODT

 

Aproveitando a série de eventos do Ano da França no Brasil, a fabricante de fertilizantes Timac Agro, do grupo francês Roullier, anunciou hoje 22/10 a expansão de sua unidade industrial gaúcha, localizada junto ao porto de Rio Grande.


Todt Comunicação

 

O presidente da empresa, Alain Fossoux, revelou que a ampliação será possível como resultado da compra de terreno pertencente ao Governo do Estado, localizado ao lado da fábrica. A aquisição da área, com 70 mil m², foi formalizada durante ato realizado na Secretaria do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais (SEDAI), com as presenças do titular da Pasta, Marcio Biolchi, do presidente da Caixa RS, Carlos Rodolfo Hartmann e do deputado riograndino Sandro Boka (PMDB). A Timac foi representada pelo seu presidente, Alain Fossoux e pelo diretor de relações institucionais e presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul, Torvaldo Antonio Marzolla Filho. Segundo o presidente da empresa, que agradeceu a ajuda da equipe da SEDAI que foi preponderante para a concretização do projeto de expansão industrial, elaborado desde 2005, o empreendimento não foi implementado antes devido ao período de tempo decorrido para a liberação da área.

Todt Comunicação

 

Por isto, o projeto deverá obrigatoriamente ser revisto em sua íntegra, não só para contemplar os novos produtos da Timac Agro, como também para atender aspectos decorrentes de inovações tecnológicas e de proteção ambiental. A previsão é de que o início de implantação da nova unidade produtiva aconteça no segundo semestre de 2010 O investimento previsto, ainda está em fase de reavaliação. A expansão consolidará a fábrica de Rio Grande como a maior do grupo Roullier no mundo, devendo totalizar uma capacidade instalada de produção de 600 000 toneladas anuais de fertilizantes, além de outros produtos, especialmente no segmento de nutrição animal. Além do atendimento da demanda de adubos da região Sul (RS, Santa Catarina e Paraná), e de Estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul, cerca de 30% da produção da fábrica é exportada para países como Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. O grupo Roullier está presente em 40 países com 60 unidades industriais, conta com 6.300 colaboradores e faturou 2 bilhões de Euros em 2008.

Um abraço
Todt

Carlos Karnas na internet

 

Oi!
Acabo de inaugurar a minha página pessoal na internet: http://www.carloskarnas.com.br/
Ela foi criada para movimentar atenções e energias para o meu livro "Um Quarto de Mil". Portanto, esta página ainda está em construção, mas já é visível como ponto de referência.
Gostaria que você acessasse o meu "site" e me desse retorno para eu saber se o endereço web está funcionando corretamente no seu navegador.
Aos poucos irei complementar esse espaço com novidades sobre o que escrevo e, especialmente, sobre o "Um Quarto de Mil". Independentemente da editora que quer publicá-lo -- estou com contrato para avaliar e assinar --, pretendo comercializar minha obra também pela internet. Portanto, conto com o apoio dos amigos e das amigas. Eis a minha novidade neste newsletter inaugural.
Obrigado pela sua atenção. Um abraço.
Carlos Karnas


c.f.karnas@carloskarnas.com.br

Coleguinhas

 

* Valtair Santos, que foi repórter esportivo da rádio Gaúcha nos anos 70, depois passou pelo Funturra. Atualmente estaria com uma pousada em Gramado.

* Carlos Augusto Bisson trabalha de noite assessorando a Polícia Civil

* Noeli Lisboa está na Polícia Civil como assessora de imprensa.

* Gustavo Motta, na Guaíba,ontem, mostrou o valor de uma trajetória jornalística: lembrou que nos tempos da Constituinte estadual, a atual ministra - candidata Dilma Roussef se reunia seguidamente com o então deputado estadual Mendes Ribeiro Filho pra discussão de emendas a nova Constituição.Dos encontros também participavam outros deputados.Gustavo disse não se espantaria se a ministra Dilma , eleita Presidente da República convidasse Mendes Ribeiro pra seu seu ministro.Ele é um dos que dentro do PMDB a está apoiando,lembrou o competente repórter político.

 

Dossiê da COOJORNAL!!!!

 

 


" Não perguntes por quem dobram os sinos, eles dobram por todos nós...."


Se há um assunto tabu na CATIGORIA, este é o tema da Coojornal...., uma cooperativa de jornalistas fundada nos anos 70 e que durou até meados dos anos 80( juridicamente ela ainda existe)E lamentavelmente o assunto passou pra história entre os jornalistas como a perda de imóveis que os colegas-fiadores, Antoninho Gonzales e Clarisse Aquistapace tiveram porque foram fiadores junto a Caixa Economia Estadual de um empréstimo...pra Coojornal, que nunca foi pago ,claro não por má fé mas porque a Coojornal,pressionada pela ditadura, não obtinha mais anúncios publicitários para seus projetos.

- Pô que "enrabada " que eles deram no Antoninho!? disse um colega assim que mencionei o tema,ontem....

Já no dia que o Trindade - nome de guerra de Osmar Béssio Brindade - morreu, um colega na rua da Praia apenas sentenciou:
- Morreu um dos que ajudou a f....o Antoninho!!!!

Vista por este ângulo o assunto é mesmo complexo....

Cartas de longe

Em 16/10/1996, a colega Lenora Vargas,então residindo em Maputo, Moçambique, companheira de um dos últimos presidentes da Coojornal,o Osmar Trindade, me escreveu um pequeno tópico como resposta a um boletim da ARI que lhe enviei, onde colegas trataram da morte do Antoninho Gonzales( 08.08.1996) e do tema tabu que foi o apartamento que ele perdeu por ter dado fiança a Coojornal.

A Lenora diz isto na sua missiva:

" Sutilissima a idéia de me mandar aquele boletinzinho da ARI que virou " newsletter" quá...quá....Realmente quando leio coisas como aquelas, passo a entender como o jornalismo gaúcho involuiu. A Beatriz Dornelles( a Lenora fala da editora do boletim) teve a chance de ouro de sair do anonimato. Que triste glória, não? Ela já deveria ter aprendido que em qualquer reportagenzinha de m...ouve-se sempre os dois lados...Mas ela preferiu( ela ou quem dirige aquele vibrante newsletter) o tom oba-oba da galera bajuladora do "dinossauro de papelão" que foi o Antoninho Gonzalez. Mas à parte esta minha reação, acho que quem de direito deveria se manifestar , no caso os 5 principais dirigentes da COOJORNAL. Eu faria isso. Porque só o que falta é o Antoninho Gonzalez,depois de morto, e a Clarice Aquistapace, se tornarem os " resgatadores oficiais da história da Coojornal e da honra da categoria". Eles que nunca puseram os pés na cooperativa"...

Versão do Bicudo...

Elmar Bones da Costa, o Bicudo, hoje dono da Já Editores,relembrou a disputa interna que à certa altura dos acontecimentos se travou dentro da cooperativa. Esta disputa sempre foi um pouco abafada....No entanto, ela foi a responsável pelo afastamento da Coojornal, no começo dos anos 80, do próprio Bicudo - que foi pra Livramento dirigir a Platéia( jornal tradicional de Livramento)de Jorge Polydoro(diretor comercial e principal angariador junto aos empresários de verbas publcitárias).|Polydoro,deixando a Coojornal, foi pra Fiergs e ali fez uma série de eventos, que impressos, deram origem a pequenos folhetos e publicações chamados de AMANHÃ. Com este nome, depois ele seguiu sua trajetória e fundou a editora Plural que edita a revista Amanhã...

Bicudo lembra da Oposição que havia dentro da Coojornal a diretoria capitaneada pelo Vieirinha(o atual dono da Coletiva Net).( José Antônio Vieira da Cunha)

Prossegue.....

 

Normandia - No dia D e hoje

 

Clique aqui para ver PPS sobre Normandia - colaboração de leitor.

 

 

 

A Vida como ela é....

 

 

Os fatos aqui narrados são invenção.Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

Episódio de hoje

- Meu Deus o que vai pegar fogo agora ?

Pois naquele local de trabalho os patrões resolveram que iriam fazer uma segunda lua de mel Como eu ia dizendo, a segunda lua de mel foi patrocinada por um fragla que a esposa deu no patrão quando ele estava com uma amante num hotel no interior do Estado.
É que o patrão era muito camangueiro, ou putanheiro...Frequentava muito por exemplo, em Porto Alegre, o Vinha Dalho, na Azenha, o Carcará no bairro Independência...e por aí afora. Tem gente que o acha um verdadeiro ícone da noite de Porto Alegre....A história da noite dePorto Alegre segundo estes, não pode ser escrita sem mencionar este nome....

O patrão resolveu viajar e o nosso personagem foi até o Salgado Filho acompanhar o casal,que ia para uma segunda lua de mel....

O nosso personagem daquele local de trabalho levou junto um fotógrafo pra registrar, é claro....Saíria tudo depois na Gazeta dos Pampas, um jornal que começou como um jornal que se dizia " torcia saía sangue"....Mas depois ele cresceu e se tornou muito respeitável....

O apelido do fotógrafo era GAL,não a Gal Costa, mas simplesmente Gal....

Quando o patrão e a esposa entraram no hall dos passageiros, o nosso personagem deu meia volta e comentou com o Gal:

- Meu Deus oque é que vai pegar fogo agora?

É que sempre que pegava fogo algum pertence do patrão,ele estava em viagem e era chamado urgentemente para reerguer o empreendimento das cinzas.Costuma chegar de mãos dadas com a esposa e dar grandes declarações de entusiasmo para os funcionários,alguns dos quais tinham até arriscado a vida para tentar salvar alguns pertences da " Gazeta dos Pampas...."


 

Explicação

 

Atenção pessoal que anda com amásias, eis ai a explicação que um " cachimbo"( como popularmente são chamados os advogados) amigo me mandou sobre prova de união estável....eu particularmente acho que as " outras" tem mais que tomar a grana mesmo....

Para fins de reconhecimento deunião estáve não importa se o casal vive em casas separadas, ou seja, pode haver união estável mesmo vivendo-se em domicílios distintos. o que pode complicar é se o varão for casado no papel com outra mulher. mas, mesmo assim, há casos em que a amante acaba dividindo a pensão com a viúva. é, é isso mesmo.

 

 

Memória dos anos 70....

 

Nas trilhas do Peru,
me encontrei com um "amigo" do destino
que me falou da letra desta música....

Quando em 1974 visitei CUSCO( sim em quechua quer dizer UMBIGO DO MUNDO, pra ver como os Incas se achavam) resolvei fazer uma experiência alucinógena,ou seja, comi peiote...Ele dá numa árvore no deserto, a vi em La Paz e no deserto que cerca Cuzco no Peru....É o mesmo arbusto de que Castenhada fala nos seus livros que dá no deserto mexicano....

Comi aquele arbusto - a forma de ingeri-lo é depois dele fervido muito tempo em água,fica um caldão brabo a a gente engole - lá pelas 11 da manhã e fui a pé subir as ruinas de Cusco....Lá pelo meio da tarde, a experiência alucinógena começou a me bater forte e aquilo que era uma pequena fenda entre duas pedras começou a me parecer um grande vale....Tudo ganhou uma dimensão extraordinária....Olhava pro céu e vi as nuvens meio que desenhando personagens...é mais ou menos a experiência que Aldous Huxley descreu em as Portas da Percepção na sua experiência com mescalina....

Spo que eu estava sozinho e comecei a me apavorar....Não é uma boa....Resolvei voltar daquela minha expedição de subir os morros de Cusco e quando cheguei na praça central de Cusco - quem conhece o local sabe do que estou falando - olhei pro lado e havia ali uns hippies sentados vendendo artesanato...Fui conservar com um eles, cujo nome não lembro até hoje(embora ele tenha se identificado....)

Pois foi o amigo que o destino colocou naquele momento no meu caminho....
Eu me abri pra ele, disse o que estava acontecendo comigo e ele entendeu: falou-me da letra desta música linda dos Beatlhes e ele a sabia de cor.... porque a recitou várias vezes....caminhamos pela praça várias vezes até que me acalmei as alucinações foram ficando menores....mas se não fosse este amigo providencial, não sei se estaria aqui escrevendo estas linhas....

O amigo do imprevisível me disse que ele morava numa comunidade de hippies - uma moda muito em voga naqueles anos - no Vale do Sol, que é um vale mesmo que tem em Cusco e que tem muita mística....alio viviam numa comundiade rural e faziam artesanato que levavam até a praça central de Cusco pra vender para os turistas...Viviam assim desta forma simples e humilde....

Lembro bem que este amigo tinha horror das cidades grandes: para defini-las ele dizia que elas são como o câncer da humanidade, onde tudo o que é de ruim acontece..

Nowhere Man

He's a real nowhere man,
Sitting in his Nowhere Land,
Making all his nowhere plans
for nobody.

Doesn't have a point of view,
Knows not where he's going to,
Isn't he a bit like you and me?

Nowhere Man please listen,
You don't know what you're missing,
Nowhere Man,the world is at your command!

(lead guitar)

He's as blind as he can be,
Just sees what he wants to see,
Nowhere Man can you see me at all?

Nowhere Man, don't worry,
Take your time, don't hurry,
Leave it all till somebody else
lends you a hand!

Doesn't have a point of view,
Knows not where he's going to,
Isn't he a bit like you and me?

Nowhere Man please listen,
you don't know what you're missing
Nowhere Man, the world is at your command!

He's a real Nowhere Man,
Sitting in his Nowhere Land,
Making all his nowhere plans
for nobody.
Making all his nowhere plans
for nobody.
Making all his nowhere plans
for nobody!

Tradução:

Ele é um autêntico Homem de Lugar Nenhum
Sentado em sua terra de lugar nenhum
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.

Não tem uma opinião,
Não sabe para onde está indo
Ele não é um pouco parecido com você e eu?

Homem de Lugar Nenhum, por favor escute,
Você não sabe o que está perdendo
Homem de Lugar Nenhum, o mundo está sob o seu comando.

Ele é tão cego quanto deseja ser,
Só vê o que quer vê,
Homem de Lugar Nenhum consegues ver-me?

Homem de lugar nenhum, não se preocupe,
Pegue teu tempo, não tenhas pressa,
Deixa tudo até que alguém
Te dê uma ajuda

Não tem opiniões
Não sabe para onde está indo
Ele não é um pouco parecido com você e eu?

Homem de Lugar Nenhum, por favor escute,
Você não sabe o que está perdendo,
Homem de Lugar Nenhum, o mundo está sob o seu comando.

Ele é um autêntico Homem de Lugar Nenhum,
Sentado em sua terra de lugar nenhum,
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.
Fazendo todos os seus planos inexistentes
Para ninguém.

 

Coleguinhas

 

- Olides, sabes o que é INTERREGNO?

PRA CONTAR como aconteceu esta historinha tenho que usar alguns termos um pouco chulos...portanto, perdão,leitores....aconteceu o seguinteno começo dos anos 90, fui passar um findi num destes aparts que a Haydee Porto tinha em Gramado ela me emprestou....Findo o domingo, ao invés de voltar a Porto Alegre, fiquei em Gramado porque na segunda tinha um rolo em Caxias, na Marcopolo....

Fui dar uma volta por Gramado, que no domingo de noite estava deserta...entrei num restaurante,acho q ue servia fondue...e só vi lá o garção com cara de sono,atrás do balcão e um casal sentado sozinho,bebendo um vinho, nos fundos do restaurante...Mas não reconheci ninguém conhecido. Quando me dou conta o colega que estava lá acompanhado era o Caco Schmidt, repórter dos melhores....Tinha ido passar um findi em Gramado e ainda estava por lá jantando...

O Caco, que devia ter bebido uns copos de vinho, quando me viu se entusiasmou e gritou lá do seu canto:


- Olides sabes o que é interregno....

- Não Caco, o que é?

- É o espaço que vai do c...a boceta....

A namorada que estava com ele ficou quietinha da silva....

 

Tempos depois encontrou o caco em Porto Alegre e lhe pergunto:
- E a namorada?
_ Sumiu depois daquele lance....

Vi o Caco dias atrás na Borges em Porto Alegre. Me parece que está de volta de Brasília, onde trabalhou pro MDA. O Bicudo que foi seu chefe no Já, diz que o Caco agora está no poder....


caco shcmidt é o de barba, fazendo piquete na folha de são paulo, em 1979,quando era grevista. Hoje ,como diz o Bicudo, " está no poder"!

 

 

Palanque!!!

 

* Explicar batom em cueca não é fácil.....

* Cassiá Carpes ( PTB) ao se abster de votar na terça sobre o impedimento da governadora, pode ter ficado como se diz na fronteira oeste, sem o mel nem o porongo....

*A entrevista que o presidente do PDT deu terça ao Lasier Martins não deixa a menor dúvida: Romildo Bolzan Jr foi clarissimo: o PDT quer ser vice na chapa de Fogaça....

* Pelas minhas andanças pelo interior, a entrevista coletiva da governadora,ontem de manhã, foi apenas pra cumprir pauta.....claro, os repórteres são obrigados a ir...

* Jogar toda a culpa no vice, o careca Feijó também não tá mais colando muito,não. Já colou mais...

* Deste espaço tenho a impressão de que 2010 voltará a ser de novo PT contra PMDB....O que ocorreu em 2006 foi um "acidente de percurso" neste dualismo...

* Aliás, no dia 18 de agosto de 1998, prum pequeno grupo de corregio´nários, antes de tomar o helicóptero e regressar a Porto Alegre, o então candidato ao senado, Pedro Jorge Simon, foi claro:
- Por muitos anos vai ser NÓS contra ELES

Claro que Simon queria dizer PMDB contra PT

Naquele ano a Maré vermelha de Porto Alegre inundou o interior e Olívio, o galo missioneiro, ganhou de Britto no segundo turno com o apoio do PDT!!!

* Sereno Chaise, presidente da CGTEE, abriu seu voto: pra diretório municipal do PT vai de Adeli Sell.

 

Prédio Interditado:

 

A SMIC interditou dias atrás o prédio onde funcionou por muitos anos o cine Coral, na rua 24 de outubro,624, no Moinhos de Vento.

Ali passou a funcionar, por apenas alguns dias, o Shopping de Fábrica. Mas o prédio foi lacrado!


Anta Gorda

 

Anta Gorda, pequeno município do Vale do Taquari, ficou conhecido dias atrás com um assalto espetacular...

Eis,segundo o livro origem do nome dos municipios, o motivo do local se chamar este:

" A origem do nome ANTA GORDA dá-se por volta de 1900, quando o território se estendia por uma vsta área de mata virgem, entre os rios Guaporé e Forqueta. Havia naquela região muitos animais selvagens entre os quais " antas" sempre perseguidas pelos caçadores. Em sua selva possuía muitos animais selvagens, entre eles a anta.

Uma delas, muito gorda, perseguida por cães e caçadores, lançou-se no Arroio Zeferino, não muito distante da atual cidade de Anta Gorda, a mesma foi abatida nesta região.Quando alguém desejava referir-se a esse local dizia: lá onde mataram a " anta gorda", daí o nome".


Ulbra liquidando....

 

A Ulbra vendeu dias atrás mais de mil máquinas de escrever e cerca de 700 monitores de computador...Um representante do Ebanês Flores foi lá pra tentar adquirir as máquinas, mas outro comprador as levou....E não foi em leilão...." Estão dando máquinas de escrever por aí" comentou o Jorginho que trabalha pra o Ebanês Flores.....

 

Histórias de La Úndeze( 1)


A mulher que jogava
ovos podres nos adversários políticos....

O foguetório que ouvi terça-feira,dia 20/10 no centro de Porto Alegre( o motivo foi a votação que livrou a governadora do impedimento) fez-me lembrar de uma senhora lá de Serafina, a dona Hercília Fonini Gasparin( 22.7.1917/17.6.1998), conhecida como a " velha Gasparina" que quando os adversários políticos iam lhe tocar foguetes encima de sua casa, localizada na rua Tobias Barreto,115,por causa de uma eleição perdida pelo seu partido, o PSD,depois ARENA, ela lançava mão de um recurso muito cruel: jogava os ovos podres que tinha guardado nos adversários...Mediante o fedor que deixavam, todos não voltavam mais a tentar perturbar seu sossego....

foto de romano

Nesta casa vivia Dona Hercilia Gasparin, que atirava ovos podres nos adversários politicos que iam jogar-lhe foguetes...

 

Dona Hercília deixava durante semanas os ovos encima de um muro no sol pra que ficassem bem podres e fedidos....

Foto de Romano

Nesta casa vivia Dona Hercilia Gasparin, que atirava ovos podres nos adversários politicos que iam jogar-lhe foguetes...

 


Ali os guardava e pá nos adversários que iam lhe tocar foguetes quando ela perdia a eleição....

Mãe do prefeito Irceu Gasparin( cuja eleição ajudou muito pra que ocorresse) dona Hercília uma vez foi ao banco retirar sua aposentadora e encontrou ali o Jacir Salvi, que era do PMDB, portanto,adversário político. Quando soube quem era, ela cuspiu na frente do Salvi, mesmo dentro do banco...

Dona Hercília era uma mulher de faca na bota. Muitas brigas ela fez que foram parar com queixa na Delegacia de Polícia....A atual ocupante do Palácio Piratini é um pouco o que dona Hercília foi...

 

Novo codinome !!!!

 

Ja tem gente na rua da Praia chamando o deputado Cassiá Carpes de um novo codinome: o murista!!!!

 

Exposição no Atelier Livre

 

 

 

The Beatles remastered - "Beatles for Sale" (1964)



A ninguém escapou que lançar um disco com metade de covers representou um passo atrás na evolução da banda, considerando-se que o álbum anterior "A Hard Day´s Night" continha apenas composições próprias da banda (embora se possa conceder que não é fácil a tarefa de preencher discos com material novo a cada semestre). "Beatles for Sale" caracteriza-se, ainda, pelas letras autobiográficas de Lennon em "I´m a Loser", "No Reply" e "I Don´t Want to Spoil the Party". Indiscutivelmente as melhores são "Baby´s in Black" (com vocais harmonizados de Paul e John e bonita melodia) e "Eight Days a Week" (outra das instantaneamente identificáveis, com marca registrada e Iso 9001 de Lennon e McCartney, ficando aqui o destaque também para a linha de baixo de Paul, com várias notas e andamento "walking"). "Every Little Thing" é uma daquelas típicas obscuras e boas da discografia de uma banda, e conta com um refrão muito bom, acompanhado por uma melodia muito boa nos violões e no baixo. Seja como for, os Beatles voltariam em espetacular forma no disco seguinte, lançado em 1965.


Texto original em: http://erga-omnes.blogspot.com/

 

A vida como ela é..

 

Os fatos aqui narrados são invenção...qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

Episódio de hoje!

Os gritos!!!

Pois o nosso personagem aquele daquele local de trabalho, era até um bom sujeito. No passado, na cidadezinha de Santarém,onde nasceu e se criou fizera uma matéria contrariando no jornal que ele escrevia, a Voz do Povo, os fazendeiros daquelas localidades doPampa gaucho e como vingança o tocaiaram e lhe enfiaram o fucinho no barro fazendo-o comer merda..Ah, este é nosso Rio Grande amado, não violento,tão decantado pelo clube dos poetas gaudérios que se abrigam num ctg só pra ganhar verbas públicas , Rio Grande este que só foi violento nos tempos das guerras entre chimangos e maragatos, do adão latorre,aquele negro fdp que decepou não sei quantas cabeças...

Mas a madame naquele local de trabalho não brincava em serviço. Berrava com os contínuos como se berra com um pobre diabo,..Vai ver seu marido fazia que nem ouvia...Ah, e como eram marido e mulher, ele como chefe que era nunca pedia aumento pra ela, deixando fula da vida..

Um dos pobres contínuos era chamado de " rabo preto", só porque era negro mesmo..Como dizia o Erico Verissimo - que me perdoe o nosso escritor maior Juremir Machado da Silva - aqui no Brasil não temos racismo, porque o negro já sabe seu lugar.

Este continuo sabia seu lugar: ouvia uns berros da madame e ia correndo atendê-la. Sim porque ela era a mulher do diretor..

Mas ele bem que gostava de sair com uns colegas e meter-se digamos em ambientes de não muito etiquetas, como era o caso da famosa churrascaria Itabira, na Getulio Vargas, onde se comia um excelente carreteiro de madrugada..Ali pontificavam policiais, repórteres( principalmente de editoria de policia e de politica e de esportes)marginais, proxenetas, rufiões,prostitutas, e até atrizes e atores de teatro..O nosso personagem ia lá e gostava até deste ambiente, embora não parecesse..

Enfim, descobriram após sua morte que tinha uma amásia...que bom penso eu ela deve lhe ter dado uma doçura que a sua madame secura não lhe dava seguramente e não estou falando de sexo..estou falando de ternura,carinho, compreensão..

 

A FOTO DO DIA!!!!!

 

Recebo do fotógrafo espanhol!

Na convenção do PSDB de domingo passado, Paparazzo tava impossível.
Cuidado Paparazzo, não quebra o vaso da Governadora, que vai dar problema!

Foto de Alfonso Abraham

Visita ilustre

 

A ex-primeira dama não foi a S. Borja( da correspondente na terra dos presidentes) Neusa Penalvo.

São Borja: E a tão esperada visista da ex-primeira dama do país Maria Thereza Fontella Goulart não aconteceu. Mais uma vez foi adiada sua visita a São Borja. Provavelmente no dia de finados. É aguardar p/ver.

 

Vieira da Cunha

 

Eis o que deu em S. Borja na convenção do PDT( Por Neusa Penalvo)

Convenção Municipal PDT São Borja: O Dep. Pompeo de Mattos, com 107 votos, foi o nome mais lembrado entre os convencionais para representar o partido no Estado nas eleições 2010. O segundo é o Dep. Vieira da Cunha com 40 votos. O partido com o qual o PDT deve coligar, segundo os mesmos convencionais, é o PMDB, com 55 votos, PT com 14, sendo que 68 optaram por concorrer com candidatura sem coligação.

 

 

Coleguinhas

 

* Não se sabe se aquele coleguinha teve tempo de colocar o pen drive pra governadora ver uma foto especial feita em Brasília....

 

 

URUGUAY: HISTÓRICA DECISÃO DA SUPREMA CORTE DECLAROU INCONSTITUCIONAL A LEI DE CADUCIDAD Nº 15.848

 

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

LA REPÚBLICA – AÑO 10 – Nº 3424
Montevideo, Martes, 20 de octubre, 2009.
Páginas 4 y 5

HISTÓRICO FALLO. LA SCJ DECLARÓ INCONSTITUCIONAL A LA LEY DE CADUCIDAD Nº 15.848
"Ley violó separación de poderes"
La Ley de Caducidad fue declarada ayer inconstitucional por unanimidad. Los ministros consideraron que la norma impugnada "viola la separación de poderes" y de ninguna forma puede ser considerada una ley de amnistía. Asimismo, impide el derecho de las víctimas y las familias a conocer la verdad.
Mauricio Pérez



Fallo unánime. Con matices, los cinco ministros se pronunciaron en el mismo sentido



Fiscal Mirtha Guianze. "Me congratulo de la Suprema Corte de Justicia", dijo al momento de ser notificada.

La Suprema Corte de Justicia (SCJ) consideró ayer por unanimidad que la Ley Nº 15.848, "Ley de Caducidad de la Pretensión Punitiva del Estado", es "inconstitucional", por violentar los artículos 4, 82 y 233 de la Constitución de la República, así como diversas normas del derecho internacional aprobadas por el Estado uruguayo.
El fallo del máximo órgano del Poder Judicial determinó, en este sentido, que la norma violenta el principio de separación de poderes, transgrede el derecho de las víctimas y las familias de acceder al sistema judicial para identificar y castigar a los culpables "de los hechos acaecidos durante la dictadura militar" y de ninguna manera puede ser considerada una ley de amnistía. Sin embargo, no fue de recibo el argumento sobre la violación del principio de igualdad.
En este sentido, "las normas atacadas excluyeron del aparato sancionatorio del Estado a sujetos que, para ello, no necesitaron ser juzgados por el Poder de gobierno que tiene a su cargo la función soberana de aplicar las penas", por lo que al excluir de la órbita del Poder Judicial "el juzgamiento de conductas de apariencia delictiva", la ley "transgredió el principio de separación de poderes y afectó seriamente las garantías que el ordenamiento constitucional puso en manos de aquel", señala la sentencia.


POTESTAD LIMITADA
El fallo considera que el artículo 3º de la Ley Nº 15.848 "condiciona la actividad jurisdiccional a una decisión del Poder Ejecutivo, con eficacia absoluta, lo cual colide ostensiblemente con las facultades de los jueces de establecer quiénes son o no son responsables de la comisión de delitos comunes".
"En la medida en que la potestad jurisdiccional queda limitada a una previa decisión del Poder Ejecutivo, se viola flagrantemente el artículo 233 de la Constitución". "La potestad soberana del Estado de aplicar penas se le confirió al Poder Judicial, razón por la cual el Poder Ejecutivo tiene vedado, naturalmente, supeditar la actuación del Poder Judicial a una decisión suya sin expresar motivo alguno que la justifique", expresa la sentencia.
"Esta función jurisdiccional de neto rango constitucional no puede ser otorgada a otra autoridad o Poder del Estado sin transgredir el principio de separación de poderes". "En el supuesto sometido a juicio de la Corporación, se le otorgó a otro Poder del Estado una facultad que desplaza la originaria del Poder Judicial, a través de la cual se decide, con carácter vinculante, si el juez de la causa puede o no continuar con las investigaciones en un expediente donde se ha comprobado la existencia de un hecho con apariencia delictiva", detalla la sentencia.


"NO FUE AMNISTÍA"
El fallo de la Corte, además, considera que la norma impugnada no consagró una amnistía para los militares y policías sindicados como responsables de violaciones a los derechos humanos durante la última dictadura, como afirman sistemáticamente los defensores de la ley.
En este sentido, el artículo 1º de la norma "cuando reconoce que, como consecuencia de la lógica de los hechos originados en acuerdo político no institucional , 'ha caducado el ejercicio de pretensión punitiva del Estado' respecto de delitos cometidos desde el período de facto hasta el 1º de marzo de 1985, se aparta claramente de nuestro ordenamiento institucional".
"Ningún acuerdo político ni la lógica de los hechos subsiguientes cuenta con previsión constitucional que autorice a desconocer lo que establecen los artículos 4 y 82 de la Constitución como principio fundamental de nuestra organización democrática", señala el fallo.
La Asamblea General tiene la potestad de "conceder indultos y acordar amnistías en casos extraordinarios" pero "esta ley no es ni una cosa ni la otra". "Nadie niega que, mediante una ley dictada con una mayoría especial y para casos extraordinarios, el Estado puede renunciar a penalizar hechos delictivos (...) Sin embargo, la ley es inconstitucional porque, en el caso, el Poder Legislativo excedió el marco constitucional para acordar amnistías", dicen los ministros.
En este sentido, durante la legislatura en la cual se aprobó la norma "se había rechazado ya la propuesta de amnistía" para militares y policías, al mismo tiempo que en la Cámara de Representantes no se alcanzó la mayoría legal para sancionar una ley de esas características.
"La reinterpretación de la Ley Nº 15.848 como amnistía encontraría serias dificultades, porque si fuera amnistía, la ley sería inconstitucional por vicios de forma: no podía presentarse otro proyecto con ese contenido en el mismo período de la legislatura y los votos que reunió no alcanzaron la mayoría requerida por la Constitución".
Asimismo, la hipótesis de caducidad de la pretensión punitiva "también es inconstitucional". "Declarar la caducidad de las acciones penales, en cualquier supuesto, excede las facultades de los legisladores e invade el ámbito de una función constitucionalmente asignada a los jueces", indica el fallo.


NORMAS SUPRANACIONALES
Asimismo, "la Corporación comparte la línea de pensamiento según la cual las convenciones internacionales de derechos humanos se integran a la Carta por la vía del artículo 72, por tratarse de derechos inherentes a la dignidad humana que la comunidad internacional reconoce", dice el fallo.
"No puede invocarse la teoría clásica de la soberanía para defender la potestad estatal de limitar la protección jurídica de los derechos humanos. Los derechos humanos han desplazado el enfoque del tema y ya no se puede partir de una potestad soberana ilimitada para el Estado en su rol de constituyente".
"Por el contrario, la regulación actual de los derechos humanos no se basa en la posición soberana de los Estados, sino en la persona en tanto titular, por su condición de tal, de los derechos esenciales que no pueden ser desconocidos con base en el ejercicio del poder constituyente, ni originario ni derivado", expresa.
En este sentido, la SCJ recuerda que la Ley de Caducidad ha sido impugnada por el Comité de Derechos Humanos de la ONU y por la Corte Interamericana de Derechos Humanos, al mismo tiempo que recuerda la sentencia 29/92 de la Comisión Interamericana que declaró la norma como un escollo en la búsqueda de la verdad y la justicia.


REBATE ARGUMENTO DE 1989
El histórico fallo de la Suprema Corte de Justicia (SCJ) rebate, además, uno de los principales argumentos esgrimidos por los defensores de la legalidad de la Ley de Caducidad, el cual deviene de su legitimación por parte del Cuerpo Electoral durante el referéndum de 1989. "No se puede desconocer que los artículos de la Ley Nº 15.848 tachados de inconstitucionalidad fueron ratificados por el Cuerpo Electoral", pero "la ratificación popular que tuvo lugar en el recurso de referéndum promovido contra la Ley en 1989 no proyecta consecuencia relevante alguna con relación al análisis de constitucionalidad que se debe realizar". "El rechazo de la derogación por parte de la ciudadanía no extiende su eficacia al punto de otorgar una cobertura de constitucionalidad a una norma legal viciada 'ab origine' (desde el origen) por transgredir normas o principios consagrados o reconocidos por la Carta", expresaron los ministros.
"Ninguna mayoría alcanzada en el Parlamento o la ratificación por el Cuerpo Electoral ni aún si lograra unanimidad podría impedir que la Suprema Corte de Justicia declarara inconstitucional una ley que consagre la pena de muerte en nuestro país", ejemplifica la Corte. "De la misma manera, tampoco la mayoría legislativa ratificada por el Cuerpo Electoral puede desplazar hacia el Poder Ejecutivo el ejercicio de la función jurisdiccional que le compete exclusivamente al Poder Judicial, salvo disposición expresa de la Constitución que le atribuya, excepcionalmente, tal cometido a otro órgano estatal".
Al mismo tiempo, la Corte desestimó el planteo del fiscal de Corte, Rafael Ubiría, por el cual se estima que la Ley de Caducidad fue derogada "tácitamente" por el advenimiento de la Ley Nº 18.026. La prohibición de otorgar amnistías para crímenes de lesa humanidad impuesto por la ley 18.026 "opera hacia el futuro", pero aun si se entendiera que la prohibición rige para el pasado "la tesis de la derogación tácita (tampoco) puede prosperar".
Beneplácito de la fiscal Guianze
La acción de inconstitucionalidad contra la Ley de Caducidad fue promovida por la fiscal Mirtha Guianze, en el marco de la causa por la cual se indaga la muerte de la militante de la UJC, Nibya Sabalsagaray, en junio de 1974, dentro de una unidad militar.
En este sentido, la fiscal Guianze se mostró conforme por el fallo de la Corte. "Me congratulo de tener una SCJ que es independiente. Los ministros han demostrado que están en muy buen nivel y son estudiosos, y nos honra al Uruguay tener una Corte como ésta", expresó Guianze a la prensa.
Por su parte, el abogado de la familia Sabalsagaray, Juan Errandonea, consideró como "una gran satisfacción", la declaración de inconstitucionalidad promovida por la Corte. El abogado brindó su reconocimiento a la acción de la fiscal y se congratuló por el momento en que fue dictada, porque "elimina todo argumento que se pudiera esgrimir en defensa de la ley". "Es un aporte sustancial para la anulación", dijo Errandonea.
El presidente, Tabaré Vázquez, y el ministro de Defensa Nacional, Gonzalo Fernández, firmaron ayer una nueva resolución que excluye el caso Gerardo Alter de la Ley de Caducidad de la Pretensión Punitiva del Estado. Fernández comentó que sería la última vez que firmara caso a caso, porque se supone que ya estaba el fallo de la Suprema Corte de Justicia sobre la inconstitucionalidad de la Ley de Caducidad.
Gerardo Alter, militante del PRT-ERP en la República Argentina, se trasladó a Uruguay en julio de 1973 y se vinculó al MLN-T en el marco de la coordinación entre ambas organizaciones para concretar acciones conjuntas en defensa de la clase obrera.
El 19 de agosto de 1973 Alter fue detenido por efectivos de la dictadura cívico-militar en el cruce de Camino Carrasco y Veracierto, junto a otros dos militantes del MLN-T Jorge Selves y Walter Arteche. Los tres detenidos fueron torturados en el Batallón Florida de Infantería Nº1. Horas más tarde, Alter y Arteche mueren a causa de la tortura. Alter tenía 27 años.
El 4 de agosto, el abogado José Luis González se presentó ante el juez penal de 4º Turno, Oscar Pereyra, y solicitó el desarchivo de las actuaciones ante la existencia de nuevos hechos supervinientes y la presunta participación de civiles en su secuestro.
El caso por el homicidio de Alter había sido presentado ante la Justicia en 1986, pero el entonces presidente de la República, Julio María Sanguinetti, consideró que el hecho se encontraba bajo el amparo de la Ley de Caducidad


FALLO RECONOCE POTESTAD PARA IMPUGNAR
Fiscales penales están legitimados
La sentencia de la Suprema Corte de Justicia (SCJ), divulgada ayer, posee otros elementos relevantes de orden jurisdiccional, por cuanto considera que los fiscales penales están legitimados para impugnar, por la vía de la inconstitucionalidad, las normas de apariencia ilegal. La Fiscalía "está investida del interés directo, personal y legítimo que le habilita para promover la declaración de inconstitucionalidad de las normas que obturan la posibilidad de deducir la pretensión punitiva del Estado, a fin de satisfacer el deber funcional de cumplir las obligaciones inherentes a su cargo", expresa la sentencia unánime de los ministros. En este sentido, la fiscal Mirtha Guianze "es la competente para intervenir en la indagatoria penal de autos y, por otro, el acogimiento de dicha pretensión resulta indispensable para que se continúe con el procedimiento correspondiente", en el caso de la militante de la UJC, Nibia Sabalsagaray.
"Habida cuenta de que el titular de la acción penal es el Ministerio Público parece claro que el interés de la Sra. fiscal consiste en ejercitar dicha acción si se verifican los requisitos normativos exigidos a tales efectos", expresa el fallo. En este sentido, la Corte rebate los argumentos del fiscal de Corte, Rafael Ubiría, quien en un primer momento solicitó desestimar la demanda ante la ilegitimidad de la fiscal Guianze de accionar.
La argumentación esgrimida por el fiscal de Corte se sustentó en una hipótesis de legitimación devenida de la órbita civil, pero eso no se impone en los procesos penales, según la Corte. "Una cosa es que un representante del Ministerio Público pida la declaración de inconstitucionalidad de una ley por vía de acción, invocando el interés general de la sociedad y la protección pública, y otra muy distinta es que (...) plantee la inconstitucionalidad de una norma llamada a regir la relación jurídica procesal trabada en el proceso", destaca.
La postura esgrimida por la SCJ, por tanto, habilita la interposición de nuevas acciones de inconstitucionalidad contra la Ley de Caducidad, por otros fiscales penales.

LA REPÚBLICA – AÑO 10 – Nº 3424
Montevideo, Martes, 20 de octubre, 2009.
Página 10

"HASTA LA LLEGADA DEL GOBIERNO FRENTEAMPLISTA"
Ferreira: "Ley de Caducidad nunca se aplicó"
El ex diputado del Partido Nacional, Juan Raúl Ferreira dijo que la Ley de Caducidad no se respetó jamás hasta la llegada el gobierno frenteamplista. "La Ley de Caducidad tiene un artículo 4º, que antes de este gobierno nunca se aplicó", afirmó el domingo en Canal 5 durante el programa La Sed y el Agua. "Entonces prosiguió la Ley de Caducidad perdió ese argumento legitimador que era ese artículo cuarto; no ha sido aplicada como se previó desde que se votó". Ferreira reconoció "como un dato de la realidad", haber votado la ley, pero precisó que "las circunstancias que nos llevaron a votar en aquél momento, hoy, no existen". Recordó el dolor con el que su padre, Wilson Ferreira Aldunate, acompañó el voto a esa ley, que "no formaba parte de nuestro programa, de nuestros sueños, nada".
Ferreira discrepó con el candidato del Partido Nacional, Luis Alberto Lacalle. "Cuando dice "a mí me vendieron un paquete que era amnistía, caducidad, y restitución de los destituidos" no es verdad", afirmó. "La amnistía era nuestra plataforma política. Wilson recorrió el mundo exigiendo la libertad de todos los presos políticos. En ese momento el Dr. Luis Alberto Lacalle no estaba de acuerdo, y se opuso a la amnistía, ¿y el partido se dividió? No". Asimismo recordó la frase de Lacalle, cuando afirmó que si se anulaba la Ley quedarían libres los torturadores hoy presos. "Eso es una picardía política, hoy no hay ni un solo preso por la Ley de Caducidad, todo lo contrario", dijo.

 

Minhas memórias de jornalista: marrecos e computadores

 


Um dos episódios que vivi como jornalista e que jamais esqueci foi quando saí de um mini-zoológico no bairro Glória, em Porto Alegre, e fui direto para os salões atapetados do Plaza São Rafael, na época, o ambiente mais chique da capital dos gaúchos.
O Jornal do Sitiante, uma publicação do Grupo Visão, me pautou uma matéria sob criação de marrecos. Entrei em contato com a Secretaria da Agricultura e a assessoria de imprensa me indicou um médico dermatologista que morava e tinha consultório na Glória, o Dr. Célia, como possível fonte.
Acertei a entrevista e fui ouvir o homem. A casa ficava na esquina da Oscar Pereira com a Aparício Borges e, nos fundos da construção, situava-se o mini-zoológico. O Dr. Célia, entre outros bichos domésticos, criava marrecos e, de fato, me passou as informações que eu precisava para fazer o texto. Ele até expunha os seus marrecos na Expoínter.
No final da conversa, ele comentou que esse negócio de ovo e galinha era uma questão de segurança nacional, pois o Brasil não produzia as matrizes. Toda avicultura industrial brasileira dependia (e ainda depende) da importação de matrizes desenvolvidas nos Estados Unidos. Então, se, um dia, os americanos resolvessem suspender a remessa de matrizes para o Brasil, a avicultura brasileira iria para o brejo.
Encerrada a entrevista, feita no meio das marrecas, galinhas e outros bichos que andavam livres pelo pátio da casa do Dr. Célia, me desloquei para o Plaza, para ouvir, numa reunião-almoço da ADVB, o Cel. Ditz, que era o manda-chuva na SEI (Secretaria Especial de Informática).
Na época, os governos militares estavam apostando no desenvolvimento de uma indústria nacional de informática. Haviam, pelo menos isso, reconhecido que a IBM era imbatível e, então, poderia comercializar livremente as suas “main frames”, ou seja, os grandes computadores.
Já os midi-computadores – coisa que logo foi superada pelos minicomputadores – seriam fabricados no mesmo esquema que dera certo na petroquímica: uma participação estatal, uma participação de capitalistas nacionais e um sócio estrangeiro que aportaria a tecnologia.
O Rio Grande do Sul chegou a ter uma dessas fábricas de midi-computadores, a Edisa, que acabou ficando sob o controle do Grupo Ioschpe e, por fim, se extinguindo ao natural, liquidada pelo sucesso dos PCs que passaram a entrar livres no mercado a partir da “Era Collor”.
Bem, ou ouvindo o Cel. Ditz (que era gaúcho) me ocorreu que estava ocorrendo um paradoxo: um país que não tinha capacidade sequer para produzir galinhas-matrizes, estava pretendendo produzir computadores, coisa de muito maior complexidade. Dei-me conta de que aquela equação dos milicos com relação à informática não fechava. E o tempo provou que não fechava mesmo.
(Lauro Dieckmann - out/09)

 

 

Em algum lugar do passado....

 

Pois aís aí o legítimo boteco que existiu na av. Venâncio Aires,esquina João Pessoa( hoje é uma farmácia, me parece)...Os dois personagens da foto são Jorge Angrissani e Alícia Angrissani, que estavam,segundo a filha Sílvia dona desta foto " em começo de namoro...."

Ela trabalhava no bar e um dia deu um sururu lá dentro, porque uma outra mulher foi dar bola para o namorado da Alícia....

acervo de Sílvia Angrissani

Era bem este o espirito da Porto Alegre do final da de´cada de 50,começo da década de 60....

É como diz a filha Sílvia pra sua amiga Regina pra matar um pouco a saudade....Já o filosófo popular Paulo Santana,aquele mesmo da RBS escreveu uma vez que nós não temos saudades dos bondes de porto alegre, nós temos saudades da juventude....é uma constatação que deveria dar laurea para o nosso principal filósofo de botequim, que por sinal muito deve ter frequentado em Porto Alegre, este tipo de casa,quando era apenas um inspetor de Polícia e ia nos programas de rádio participar de graça e torcer no alambrado da geral do Grêmio....

 

Coleguinhas

 

Eu X Eles


A militante do OITO!



Eleonora de Lucena dirige a folha de São Paulo, ela está no círculo.

Eleonora de Lucena é hoje diretora de redação da Folha de S.Paulo( " Folhão" como é chamado em Sampa) - o mais influente jornal do país - mas nem sempre foi assim...Na segunda metade dos anos 70, na redação da ZH, ela era mais uma das militantes do chamado Oito( MR-8)- partido que começou clandestino no tempo da ditadura e pelo qual passaram nomes ilustres da atual política brasileira como José Fogaça, César Busatto,Clênia Maranhão,Fernando Gabeira,entre outros.O OITO se abrigava depois dentro do MDB e foi ele que denominou Ulysses Guimarães, o presidente do MDB de " o senhor diretas" ou então, o "o timoneiro".

Eleonora,discretamente, fazia sua campanha de filiar coleguinhas no então MDB. Levava umas fichas do partido na sua bolsa a tiracolo, e enquanto folgávamos no barzinho, ela fazia seu corpo a corpo....tinha umas rixas principalmente com os representantes do Partidão, tipo Diabão(fernando saes) e Xuvisco( Luis Fonseca).

Ela namorava então o Rodolfo de Lucena, com quem viria a casar...Da ZH, os dois foram foram para sampa, onde estão até hoje....
Rodolfo, que trabalhava na central do interior de ZH naqueles anos 70, tinha o apelido de " magro macacão" dado pelo João Aveline, porque ele era magro, uma expressão pra designar os jovens de então e macacão porque usava este traje mesmo....

Em Sampa,uma vez, tive a oportunidade de visitar a colega na redação do Folhão e embora estivesse no horário do pique do jornal tivemos tempo de tomar um cafezinho no restaurante do jornal dos Frias....

 

SERGS DEBATE PERSPECTIVAS DE
FORNECIMENTOS PARA O PRÉ-SAL



A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul – SERGS – está dando início a uma ação que visa aproveitar os investimentos no Pré-Sal como uma efetiva oportunidade de mercado para a engenharia gaúcha. O programa começa nesta quinta-feira (22) durante o café da manhã Bom Dia Engenharia, em que o delegado da Associação dos Engenheiros da Petrobras no RS (AEPET), eng. Raul Bergmann, fará apresentação sobre o tema “O Pré-Sal e suas Perspectivas para o Brasil”. O evento acontece às 8h30min, na sede da SERGS, Trav. Acylino de Carvalho, nº 33 – 7º andar. O presidente da SERGS, eng. Cylon Rosa Neto, explica que embora num primeiro momento a costa do RS não esteja contemplada na exploração da reserva do Pré-Sal, as empresas e os profissionais da engenharia locais poderão obter um notável incremento de suas atividades, passando a fornecer serviços e produtos para o atendimento desta nova demanda. “O exemplo do Pólo Naval de Rio Grande poderá ser ampliado de forma significativa, abrangendo desde a elaboração de projetos, fabricação de máquinas, equipamentos e instalações, serviços de logística e suprimentos diversificados”, projeta, o dirigente da Sociedade de Engenharia.

 

A vida como ela é...

 

episódio de hoje....

A amásia( que nome que cheira a naftalina....)
tinha um instituto de beleza,é isto?


Pois a amásia daquele chefe do local aquele de trabalho onde ele dizia pras susbordinadas( - não vai embora sem falar comigo ) tinha,dizem, um instituto de beleza perto digamos da catedral....nada mal, que problema há em se ter instituto de beleza perto da catedral...é pra se arrumar pra ir à missa do cardeal,ora bolas....como dizia um companheirinho que já foi há tempos desta pra melhor(será mesmo) e que hoje é nome de uma sala de imprensa de um clube campeão do mundo....

Pois a amásia,dizem os coleguinhas, foi vista uma certa feita num barzinho tri moderno na Cidade Baixa aos berros com seu "patrãozinho". Será que ela era teúda e manteúda dele?Que sacanagem ele teria aprontado pra coitadinha....Teria viajado pra assistir um dos seus tantos certos de música erudita pelo mundo, pelos quais aliás comprava com muita antecedência os ingressos...( e foi numa destas viagens que ele foi fazer um check up e não é que diagnosticaram uma doença maldosa.....) teve que suspender ali sua turne de música erudita....

Ah,quanta hipocrisia....

Mas enfim, como estes casos correm em segredo de Justiça, tudo será acobertado pra que a moral e os bons costumes da família brasileira não sejam tocados....
Mas um rábula deste escriba já me disse: se ela foi buscar " seos dereitos " na Justiça não vai levar nada com certeza porque não repartiam o mesmo teto....Não adianta provar, nada, não vai levar,enfim o patrimõnio foi salvo, ora bolas e é ele que conta, sempre em último caso.....


 

Coleguinhas

 

" Meméia",se for candidata ao senado
precisará de mais simpatia....


Ana Amelia Lemos

Os taxistas do ponto do Hotel Sheraton, na elegante zona do Moinhos de Vento, já diagnosticaram: de graça estão dando um conselho a possível futura candidata ao senado pelo PP(Partido Progressistas) a jornalista(competente, por sinal) Ana Amélia Lemos, a " Meméia " dos íntimos: ela precisa de um consultor de imagem, porque eles, os taxistas a acham muito carrancudo, muito fechada...Já seu marido, Octávio Cardoso, que foi senador pela ARENA( Aliança Renovadora Nacional) os motoras o acham bem mais simpático e falante...
Pois então caso se concretize a candidatura da " Meméia" ela precisará de um consultor de imagem:podeia ser seu amigo JK(Jayme Keunecke, o JK) ou o Zé Barrionuevo, que está na praça fazendo este tipo de trabalho.

Vale lembrar aqui que Ana AMÉLIA nascida em Lagoa Vermelha em 23.03.1945 já foi Miss Lagoa Vermelha. Depois conseguiu com o governador Leonel Brizola uma bolsa de estudo pra fazer o curso superior. Meméia, pra quem não sabe, fez até parte de um filme do Teixeirinha....

Agora pode estar entrando numa outra etapa de sua vida, mas se o fizer, já sabé né: os motoras que a conduzem do Sheraton até a TV RBS a acham muito pouco simpática, pessoalmente falando....E motorista de táxi é o maior fofoqueiro de uma cidade....

 

Gente da Noite( I)

 

Na foto UM, estão Bruno Kniest, compadrão do Ratão( Aristides Saldanha,dono da Caverna do Ratão, da av. Protásio Alves,esquina com Eça de Queirós,em Petrópolis) Shirley Saldanha, filha do Ratão e já falecida e o próprio Aristides no bar, nos anos 70....

 


Gente da Noite II)

Na foto DOIS

Na foto dois, feita durante um churrasco na casa do Ratão, na rua Eça de Queirós,207, estão, da esquerda para a direita Demetrio( com o churrasco) Buby Schmidt, Bruno Kniest, o próprio Ratão,as filhas Vera, Bete, " Tio Feijó( ( trabalhava no Banco Real) " Tio oscar" Domildo Tarasconi( trabalhava na empresa Castro, material de escritório) Wilson Albino Moreira, Deoclides Gudolle, Flávio Luz, Vitor Hugo....

É que hoje, dia 21/10 é o niver(digamos assim) da morte do Ratão que faleceu no dia 21 de outubro de 1995.

 

Emilia Fernandes participa do IV Seminário Internacional sobre Federalismo e Desenvolvimento

 


Com o objetivo de discutir e apontar soluções para o desenvolvimento dos municípios brasileiros, ante a crise econômica internacional, a deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS) participou do IV Seminário Internacional sobre Federalismo e Desenvolvimento, nos dias 19 e 20, em Brasília. O seminário intitulado “O município e seus desafios de desenvolvimento frente à crise econômica mundial”, foi promovido pela Associação Brasileira de Municípios (ABM) e a Subchefia de Assuntos Federativos da Presidência da República.


Especialistas e representantes de lideranças políticas do Brasil e do exterior estiveram presentes no seminário. Emilia Fernandes, que também ocupa a presidência do Fórum de Mulheres do Mercosul/Brasil, integrou a mesa de abertura oficial do evento com representantes do Ministério de Relações Institucionais da Presidência da República, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF) e SEBRAE. Além de organismos internacionais. “Estou aqui como deputada, mas principalmente como presidenta do Fórum de Mulheres do Mercosul, que existe há mais de 15 anos nos países deste bloco, representando interesses e anseios das mulheres. Aproveito para frisar nossa cooperação com a ABM, no fortalecimento das políticas municipalistas”, disse.


Emilia Fernandes coordenou, também, a mesa de trabalho que abordou as principais iniciativas de apoio a gestão municipal apoiados pela CEF, com o tema “Gestão Municipal: o desafio da boa governança na esfera municipal”. A parlamentar, junto com o palestrante Kleyferson Porto de Araújo - gerente de Relacionamento Institucional da Caixa, destacou a importância das medidas de fomento da Caixa Econômica Federal. “São ações importantes que a Caixa desempenha. Eu diria que são até mesmo indispensáveis para o desenvolvimento da gestão local.”
Outros temas abordados no seminário foram considerados importantes para subsidiarem os gestores eleitos para o exercício 2009-2012, com sugestões para o programa de governo. São eles: programas de transparência, combate à corrupção e a modernização da gestão pública, ações de controle social, participação cidadã e o planejamento estratégico das cidades para o enfrentamento da crise mundial.

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Bruna Yunes
Assessora de Imprensa
Gab. Deputada Emilia Fernandes PT/RS

Coleguinhas

 

* E o fotógrafo vai ficar " chocando" aquela foto?

 

 

The Beatles remastered - "Rubber Soul" (1965)



Pouco depois de lançar "Help!" os Beatles se puseram a compor o que viria a ser "Rubber Soul" (a fim de coincidir com um lançamento natalino) e os resultados não poderiam ser mais expressivos. Trata-se de um álbum só com composições do quarteto e, acima de tudo, representa uma grande evolução da banda em muitos sentidos. Geralmente se diz que é um álbum inovador, no qual foram empregados instrumentos inusitados (cítara em "Norwegian Wood" é o exemplo mais evidente, mas há outras novidades em "Michelle", "Think for Yourself" e "Run For Your Life"), novas influências foram demonstradas, e até as letras ganharam roupagem mais elaborada ("Nowhere Man", por exemplo).


A faixa que abre o disco é "Drive My Car" e desde logo
se percebe a predominância de riffs e licks - com um punhado de slides e hammer-ons e pull-offs - de guitarra e baixo, desacompanhados das levadas de violão que caracterizavam boa parte do repertório dos discos anteriores. Não que a banda tenha ainda desprezado músicas acústicas, pois a faixa seguinte é conduzida por violões e é daquelas que contam com as fantásticas melodias típicas dos Beatles: "Norwegian Wood" tem aqueles vocais assertivos de Lennon, uma levada de violão muito boa em 12/8, um tema bem melódico executado na cítara e também no violão solo. É a melhor faixa do disco, ao lado de "Nowhere Man", sendo certo que ambas contam com as mesmas qualidades e que "Nowhere Man" tem o acréscimo de um belo solo de guitarra com timbre bem limpo (finalizando com harmônicos), e um tema na guitarra de cinco notas que é executado ao final dos versos antes da ponte para o refrão.
"You Won´t See Me" traz de volta as guitarras e o piano, bem como uma linha de baixo pulsante e bem trabalhada, conduzindo a música de maneira diversa dos acordes de guitarra executados com pausas e staccatto; nos vocais aparecem os tradicionais "oooh-lah-lah-lah" em músicas pop. "Think For Yourself", de Harrison, apresenta cada instrumento tocando partes diversas: o baixo dá conta da estrutura sobre a qual são tocados acordes com pausas e staccatto numa guitara e melodias com timbre fuzz na outra guitarra, e tudo fica ainda mais sofisticado se considerarmos que a melodia da voz é igualmente diferente. "The Word" é outra que demonstra a tendência para a adoção de riffs e acordes marcantes de guitarra, especialmente nos versos em que Lennon canta desacompanhado e na base do solo de "harmonium" (conforme o wikipedia, George Martin, o produtor, quem gravou essa parte).
McCartney mandou mais uma de suas delicadas e melódicas composições em "Michelle", cheia de violões inspirados e solo de guitarra no qual me parece que o botão de tom foi deixado no zero, produzindo um som bem fechado. Tanto quanto "Act Nacturally" de "Help!", "What Goes On" é mais uma das agradáveis contribuições de Ringo Starr. As guitarras são deixadas de lado e voltam os violões em "Girl" e "I´m Looking Through You". Por outro lado, "In My Life" contém guitarras com timbres limpos e um solo de piano que, conforme descrição do wikipedia, foi composto e executado por George Martin em estilo Bach-barroco, mas como o andamento da faixa era rápido, o cara tocou lentamente e após aplicou reprodução no dobro do tempo, gerando um efeito de cravo. Um exercício interessante é ouvir certas músicas dos Beatles e associar com músicas de bandas que vieram depois deles, sabendo-se como se sabe que os Beatles são influência universal no rock. Nesse sentido, "If I Needed Someone" me lembra o Yes, pela linha de baixo, timbre de guitarra e os vocais harmonizados (é possível que eu esteja pensando em "Yours Is No Disgrace"). "Rubber Soul", não por acaso, é tido como um verdadeiro disco clássico, e se atribui a ele a influência em Brian Wilson dos Beach Boys para compor outro clássico, "Pet Sounds" de 1966.
Publicado originalmente em: http://erga-omnes.blogspot.com/
Em tempo: os discos originais dos Beatles foram todos relançados recentementes em gravações remasterizadas. O comentário acima refere-se a um destes discos relançados. O disco comentado é original. O álbum é escaneado ainda na embalagem de plástico. Não é cópia pirata!

MANGABEIRA UNGER QUER SER PRESIDENTE



O ex ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Lula,está de volta ao Brasil. Ele,em entrevista ao Carlos Chagas,confessou,que voltou ao país para reestruturar o PMDB e insistir que o partido entre na próxima sucessão presidencial com um candidato próprio. Disse que deixou o governo,não para cuidar da sua aposentadoria junto a Universidade de Harvard, como a imprensa informou, mas sim para ficar perto da sua família que mora nos Estados Unidos.
Antes de iniciar a entrevista,pediu ao Chagas,para ter com ele,um papo reservado. Foram então para uma sala fechada e pediu para que as perguntas que o Chagas fosse fazer, não fossem muito agressivas,uma vez que o Chagas bateu muito nele durante a sua passagem pelo ministério. Na conversa reservada,disse que ele pretende lançar dois nomes para a serem os representantes do PMDB,na próxima sucessão presidencial. Um nome seria o do governador Paraná Roberto Requião e outro,pasmem,seria o nome do nosso prefeito de Porto Alegre José Fogaça.
Aí o Chagas disse que esses dois nomes não teriam força suficiente para enfrentarem um José Serra,uma Dilma e até mesmo o Ciro Gomes. Sabem o que ele respondeu? Encheu o peito e disse que ele,Mangabeira, estava também preparado para ser um candidato...
Um detalhe que chamou muita a atenção do pessoal que ficava atrás das câmeras de televisão,foi o fato de Mangabeira Unger,em determinados momentos da entrevista,não exagerar na sua pronuncia americanizada,até certo ponto bastante exagerada. Aí,um assessor dele,disse que ele vem treinando muito para falar um português correto,já que deverá no próximos dias, subir nos palanques eleitorais.

Sergio Ross

Ti-ti-ti da hora....


Teria aparecido uma outra pretendente além da tradicional e conhecida senhora no espólio de um coleguinha recentemente falecido.....

 

Coleguinhas

 


* Pedro Macedo,ontem,dia 19/10, no Cultura na Mesa, da FM Cultura, teve dificuldades de " segurar" o entrevistado, o economista Orion Cabral, que é ex-presidente da Associação dos Moradores da av. Ganzo. Que ronha entre aquela entidade e a SMAM, hein???

* Vinicius Sinotti,o Prof. de Cursinho( que agora está com uma CC na Secretaria da Copa do Governo de Porto Alegre, leia-se secretaria do José Fortunatti ) e também comentarista esportivo da Rádio Guaíba,estava tomando umas qui outras com amigos, no domingo de noite, dia 18/10 lá pelas 21 horas, na calçada da rua da Praia, perto do Hotel Açores...

 

Histórias de La Ùndeze( I)

 

O Muro de Berlim que divide as duas casas....

Foto:Romano

Nada irrita mais o ex-vice-prefeito ( duas vezes) João Arroque Filho, na sua velhice de 88 anos, do que o muro que seu vizinho,Paulo Massolini, radialista,médico e vereador do DEM, do que um muro que ele, Paulo, mandou construir dividindo o número 3241 da av. Miguel Soccol(onde Paulo reside com a família) e o número 3259, da mesma avenida, onde João Arroque Filho reside, com a esposa Anita.

Foto:Romano

E isto que no passado João Arroque Filho pertenceu no passado a ARENA, mesmo partido pelo qual o pai de Paulo Massolini, Guerino, se elegeu segundo prefeito da cidade....

" Olha aqui ali" disse-me apenas João Arroque em fevereiro deste ano quando o entrevistei para um livro.

Foto:Romano

O " muro" teria sido feito quando a filha de João Arroque, Maria Amélia, esteve na prefeitura, durante os governos do PMDB, de Luis Gheller, marido de Maria Amélia e de Valcir Segundo Reginato, o Polaco,quando Maria Amélia foi nos dois mandatos deste último, secretária do turismo e comércio no município....

 

Palanque


Marcos Ronchetti, ex-prefeito de Canoas, assusta a concorrência: Ronchetti é candidato a deputado estadual e já montou 4 comitês....

 

Histórias da La Ùndeze(II)

 

La schiopa( espingarda) de Toni Canton!!!

 



Quem ficou com a espingarda calibre 22 "Toni Loto"

 


La schiopa( a espingarda) cano número 22 que Toni Canton( Antônio Canton) falecido em 1/7/2008 tinha, não se sabe onde foi parar....

Toni - também conhecido em Serafina por Toni Loto( fazia o jogo do bicho) morreu de um AVC e foi encontrado morto pela faxieneira que foi limpar a casa, como sempre fazia semanalmente. Ele tinha caído e estava preparando seu mate, da manha cedo.

mAS DOS Poucos bens que tinha, a espingar cano número 22 ninguém mais teve notícias...Os seus sobrinhos, que gostam de caçar, também a queriam, mas ela tomou sumiço.

O restante ficou com um filho, que ninguém sabia que ele tinha....
Vamos ver se um dia destes a espingar aparece....

Não se sabe se Toni havia ou não registrado a arma....

Como estava totalmente surdo- sua mãe, Tranquila, também fora surda na vida - Toni se comunicava com o mundo por meio de bilhetinhos. Vários deles foram encontrados dentro de um pequeno cofre que tinha....

Coleguinhas

 

A Foto do Dr. Rui discursando em Maçambará, é de 1958.

A data é 12/09/1962
Local: Teatro Prezewodowksi-Itaqui/RS.

acervo de Percy Penalvo, gentileza de Neusa Penalvo.



Foto nº. 136 - 12/09/1962 - Teatro Prezewodowski - Itaqui/RS: Discursa Olsy Marenco Silveira. Na mesa: Davi Flain, Argeu Belmonte, Dep.Est. PTB Marcirio Goulart Loureiro, o Prefeito de Itaqui Mario Lopes, Dep.Rui Ramos.

acervo de Percy Penalvo, gentileza de Neusa Penalvo.

 

 



Foto: nº 133 - 12/09/62 - O Prefeito de Itaqui Mario Lopes cumprimenta o Deputado Federal/PTB, Rui Ramos. Também na foto, Mariazinha Maciel, representante da Ala Feminina do PTB.

acervo de Percy Penalvo, gentileza de Neusa Penalvo.



Foto nº 135 - Dr. Rui.

acervo de Percy Penalvo, gentileza de Neusa Penalvo.



Na mesma data, Dr. Rui participou fez uma pregação política na Assembléia de Deus em Itaqui.

As fotos são do mesmo encontro acontecido no Teatro Prezewodowski, em Itaqui, no dia 12/09/1962, dias antes da morte do Dr.Rui. De Itaqui ele foi p/Santa Vitória do Palmar onde acabou morrendo junto com a mulher, D. Neytha, Dr. Emílio Zuñeda e o Prof. Francisco Brochado da Rocha. O avião em que viajavam caiu. Não sei o nome do piloto. Meu pai mantinha estreitos laços de amizade com Dr. Rui, D. Neytha e também era muito amigo do Dr. Zuñeda. Costumava relembrar o último encontro e a despedida do amigo no dia 13/09/62, dias antes de sua trágica morte. Papai lembrava dele revendo essas fotos, citando trechos de discursos do Dr. Rui, como o discurso no dia 04/09, no Instituto de Belas Artes, na Convenção do PTB, em homenagem a Salgado Filho que morreu também em acidente de avião, em São Francisco de Assis, indo para a Estância do Itú, em visita ao Dr. Getúlio Vargas. Era mais ou menos assim " Salgado meu amigo, numa manhã brumosa fui nos cerros de São Francisco te juntar os pedaços..."
No dia 13/09/62, ao se despedir, Dr. Rui justificou sua visita a Sta. Vitória dizendo que "o Prefeito não e nosso companheiro mas é muito meu amigo".

Dr. Zuñeda presidia a Comissão de Desenvolvimento da Fronteira Oeste, do Plano de Valorização Econômica da Fronteira Oeste. Projeto apresentado na Câmara pelo do Dr. Rui. Abrangia desde o Mato Grosso até o Rio Grande.

Sindicato X TVE

 

A respeito da nota oficial publicada no número 94 do Versão, de outubro de 2009, o jornalista Pedro Fernando Garcia Macedo, da FM Cultura, esclareceu:

" ACEITO HUMILDE E RESIGNADAMENTE O ATO DO SINDICATO PORQUE QUEIRA OU Não queira,é A MINHA ENTIDADE SINDICAL.pondero,porém a suspensão não terá efeitos práticos uma vez que não sou associado do sindicato desde que a entidade filiou-se a CUT nos anos 80.Estou absolutamente convencido de que não cometi nenhum delito. Apenas exerci o direito de gerenciar o jornalismo da TVE."


Pedro Macedo tem 61, dos quais 40 dedidados ao jornalismo. Começou em 1971, no Estadão( Estado de S.Paulo) e é da turma do Roberto Appel.


Macedo foi suspenso embora não fosse mais sócio do sindicato dos jornalistas.

A nota oficial publicada na edição de outubro do Versão diz,em parte que a " A Comissão Estadual de Ética do Sindicato dos Jornalistas-RS, em atenção à representação encaminhada a este colegiado, comunica que decidiu aplicar a p unição de ADVERTENCIA AO JORNALISTA Ricardo Azeredo e de SUSPENSAO temporária por um período de seis meses do quadro social ao jornalista Pedro Fernando Macedo, nos termos do Código deÉtica da categoria".

A bronca toda que originou esta suspensão foi,segundo Pedro Macedo, que numa matéria da repórter Beti Lacerda feita no Palácio Piratini, ele retirou na " passagem( quando um personagem fala durante uma entrevista e em seguida entra a face da repórter) o rosto da repórter e o substituiu pelo do locutor do notíciário. Ela teria alegado que o fato consistiria em censura..." Não houve censura pelo simples motivo de que o teleespectador viu todo o noticiário, apenas foi substituído o rosto da repórter pelo do apresentador" alegou ontem Pedro Macedo. Pedro já trabalhou em vários veículos, além do Estadão:um deles foi o esporte da ZH(onde fomos colegas).

Também foi chefe da imprensa da Fiergs e da Assembléia Legislativa. No momento dirige a FM Cultura e apresenta o Cultura na Mesa, entre 12 hs e 13 horas.na própria FM Cultura.

Coleguinhas


*Quem quiser falar com o novo manda-chuva da Record no estado, eis o email presidencia@correiodopovo.com.br

* Ontem,domingo, o Ari dos Santos, advogado da RBS,fazia sua caminhada no parcão...


Coleguinhas

 

* Durante o Cultura na Mesa, de ontem, pensei que o Orion Cabral, que tem um ego que vou te contar,iria se atracar com o coordenador, o Pedro Macedo, que fez digamos umas pequenas intrigas. O assunto é a briga dos moradores da av. gan zo com a SMAM....

 

Coleguinhas

 

* Há cerca de uns 10 dias, saindo aqui da salinha J.C. Terlera, encontrei o Joabel Pereira, que ontem pediu o boné da Imprensa do Palácio Piratini, pegando um lotação lá pelas 5 da tarde na frente do próprio palácio. É verdade que a dona governadora estava viajando, mas era muita folga em dia de trabalho prum cara que estive com a bola cheia...ali achei que o Joabel estava com os dias contados, pelos menos na comunicação do Palácio Piratini....

* Sexta passada, a ex- chefe de imprensa da Yeda Crusius, Isara Marques, que agora assessora o deputado federal Germano Bonow estava na Assembléia participando de uma reunião com o chefe,é claro...

* E o J. C. TERLERA, saiu ou foi saído da Assembléia....

* Ninguém mais aguenta estes vídeos da CPI da Corrupção com a voz do deputado federal José Otávio Germano e do diretor da CEEE, Dorneu Maciel....Isto já torrou ....aquilo mesmo.....deixem de usar isto, pô, já torrrou....

 

Coleguinhas

 

* Porque o professor Ruy Ostermann não tem ido ao Bem Amigos, do Galvão Bueno, na TV Paga???Parece que a origem do problema foi um comentário que o professor teria feito ao vivo sobre Celso Roth, com ele presente. Galvão Bueno não teria gostado e desautorizado o professor a tecer estes comentários sobre Roth....

* E o RECHE, da Guaíba, que tanto falou mal do Roth, não diz nada,agora????


A vida como ela é...

 

Episódio de hoje:

" Não vai embora sem falar comigo" era a frase daquele chefe de tempos atrás...

Os fatos aqui narrados são pura invenção. Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência...

Naqueles anos rebeldes( ou seriam dourados? ) naquele local de trabalho, o chefe que era trimoralista( por trás de todo moralista, tem um grande devasso...) não deixava por exemplo, um dos mais rebeldes do local,sentar na mesa,cruzar as pernas em posição de ioga, acender um incenso e meditar...Não,aquilo era um enorme escândalo...aquele local de trabalho não merecia tamanha ousadia...e por cima o camarada era gay,assumido,usava os cabelos compridos tipo Jesus Cristo e uma barba tipo CHE Guevara, embora ele praticasse mais a guerrilha das letras...depois de morto, pela AIDS, foi um dos poucos a reconhecer publicamente que tinha AIDS, muitos bajuladores de plantão tornaram-se " tri" amigos deles pra faturarem uma midiazinha de graça..

Mas voltemos ao chefe tri moralista... Quando pintava uma guria nova no local de trabalho, ele dava um jeito de esfregar o cotovelo no seio dela, assim, discretamente, pra que ela entendesse o recado...era sinal de que deveria passar na sua sala...e então ouviria o clássico: " não vai embora sem falar comigo...."

POis anos depois o nosso chefe tri moralista viria a falecer....de uma morte, digamos, não muito esperada....poucos dias depois começaram os zunzuns num parque da cidade, onde ele até costumava frequentar: olha, apareceu uma herdeira, aí, que disse que mantinha uma relação estável com o chefe tri moralista e agora quer parte dos bens...

Ah, é sempre assim, desconfie do chefe, principalmente quando ele é tri moralista.....

 

Minhas memórias de jornalista: Correio do Povo

 

O maior e melhor jornal do Rio Grande do Sul em todos os tempos

Mas com muitos defeitos, certamente. Tantos que, diante de uma leve mudança nas condições do mercado, despencou rapidamente do auge da glória para o fechamento humilhante.
O Correio do Povo viveu sua época áurea nas décadas 1960/70. Menos por méritos seus, mas por não ter concorrência. O único concorrente, que, por algum tempo, chegou a fazer sombra ao CP, o Diário de Notícias, entrou em longo mas constante declínio, a partir da morte de Assis Chateaubriand.
Eu ouvi por duas vezes o Mauricio Sirotsky contar como chegou a oferecer a Zero Hora para o Breno Caldas. Uma vez foi quando ele me deu uma entrevista para a Revista Visão. Na outra vez, foi durante uma reunião-almoço na Federasul.
Segundo ouvi do Maurício, ele e o irmão Jaime ofereceram a Zero Hora para o Dr. Breno "pela dívida". Na época, o interesse principal dos Sirotski era a TV. Nem a rádio lhes interessava tanto. Os Sirotsky haviam assumido o controle da ZH, comprando a parte do Ari de Carvalho, que havia assumido o "espólio" da Última Hora, quando o Samuel Wainer teve de se desfazer dos seus jornais devido ao golpe de 1964.
Pois a resposta que os irmãos receberam do Breno Caldas foi bem ao estilo dele: "Se está mal, deixa quebrar".
Os Sirotsky, então, voltaram para o prédio da Av. Ipiranga e Maurício perguntou para o Jamie: "O que fazer?". E Jaime respondeu; "Vamos fazer dar dinheiro". E fizeram...
Faltou visão ao Breno Caldas. A ZH estava com um prédio e uma máquina "off-set" novinhos. A Caldas Júnior poderia passar a editar lá a Folha Esportiva, que era o tablóide vespertino que rodava só nas segundas-feiras, pois nesse dia o jornal “standard” como era tradição nos jornais matutinos da época, não tinha edição de segunda-feira (no domingo, não havia notícias!).
A Folha Esportiva foi transformada, mais ou menos nesta época, em Folha da Manhã, continuando tablóide, mas com circulação diária.
Seria um "laboratório" para o "off-set" que o chefe da gráfica do CP, segundo me contaram, desaconselhava a adoção pelo Breno Caldas, com medo de que ocorressem problemas com a montagem das páginas, pois o Correio tinha como um dos seus pontos forte os classificados da edição dominical. E havia o temor de que houvesse um embaralhamento dos "papeizinhos" referentes a cada anúncio que teriam de ser colados para montar as páginas. É que não era como é hoje, com edição e editoração eletrônicos. Era tudo manual e analógico.
Mas o Breno Caldas já havia visto tantos concorrentes deixarem de circular (O Clarim, A Hora, Jornal do Dia...), que não viu perigo em recusar a oferta dos Sirotsky. Não se deu conta de que, dali em diante, passaria a ter um concorrente sério, determinado e profissional a seu encalço.
Lendo-se os livros que foram escritos para contar a ascensão e queda do império Caldas Júnior, percebe-se que Breno Caldas não era afeito à questão negocial da empresa. Muito menos de seu filho, Antonio “Tonho” Caldas. Durante o período de glória, ele teve bons auxiliares, que se encarregavam desta parte. Consta que ele sequer se dava ao trabalho de se relacionar com o mundo publicitário. Durante muito tempo, isso foi encargo do radialista Pedro Carneiro Pereira, que narrava futebol e respondia pelo departamento comercial da Casa (como muitos funcionários costumavam se referir respeitosamente à CJCJ - Companhia Jornalística Caldas Júnior).
Aos poucos, porém, Breno Caldas foi perdendo os colaboradores, especialmente os que morreram (como Carneiro Pereira, que faleceu em um acidente no Autódromo de Tarumã - ele também era piloto). Outro morreu num acidente de avião (foi a única vítima, junto com a esposa).
O CP também padecia de certa passividade jornalística. O CP não buscava notícias, elas vinham até ele. Boa parte dela trazidas pelos próprios jornalistas da Casa, que em sua maioria tinham um segundo emprego em um órgão governamental. Era comum, por exemplo, um editor escolher como a matéria de abertura de página (ou capa) um texto trazido da assessoria de imprensa onde trabalhava.
Mas, no que eu considero sua fase gloriosa, o CP era um jornal ao gosto gaúcho. Sério, confiável, sem nada que atentasse contra "a moral e os bons costumes". Jornal que podia ser lido em casa, pela esposa e pelos filhos, sem matérias ou fotos “obscenas”. Vale lembrar que, até os anos 1970, o tradicional conservadorismo do gaúcho ainda inquebrantável. Ninguém estava muito interessado em "furos de reportagem", de modo que o Correio vendia muito bem. O que se queria era uma vida sem sobressaltos, depois que o perigo comunista havia sido esconjurado pelo golpe militar.
Além disso, tinha os classificados de domingo, onde o porto-alegrense procurava emprego, imóvel para alugar e oportunidades de negócios.
Uma coisa que deixava os Sirotsky frustrados, segundo me contaram, é que, quando alguma empresa do Rio ou São Paulo pretendia fazer uma campanha nacional e veicular propaganda em jornais locais, dirigia suas verbas para os jornais que tivessem assinantes e anúncios classificados. E a ZH não tinha nem um nem outro, muito menos edição dominical.
Mas os tempos mudaram. Além da concorrência crescente dos Sirotsky, que passaram a adular os profissionais da publicidade (quando eu trabalhei na ZH, depois do incêndio que obrigou a uma reforma na parte interna do prédio e fez descer a redação do terceiro para o primeiro piso, uma vez por semana os Sirotsky recebiam grupos de publicitários e empresários para almoçar e, antes de irem para o restaurante da empresa, davam um "recorrido" em comitiva pelas instalações da ZH, passando inclusive pela redação, no que eu considerava como um passeio no zoológico para os convidados verem "as feras", que éramos nós, os jornalistas. Feras não no sentido de “qualidade”, mas de animais (ferozes) mesmo. Ouvi também que Maurício apreciava o trabalho da redação mas não conseguia aceitar o tipo de comportamento que os jornalistas exibiam na época, quase todos com o visual e as atitudes de "hippies". O padrão era do tempo do paletó e gravata e, então, vivia-se a época pós-Beatles.
Além disso, o que causou maior dano à Caldas Júnior foi uma maxidesvalorização do real, determinada no Governo João Figueiredo. Consta que não avisaram o Dr. Breno, que ficou com um alto endividamento em dólar a descoberto (a dívida havia sido contraída para a compra do equipamento da TV Guaíba).
Falou-se que uma misteriosa visita do Ministro da Economia, Delfim Neto, a Porto Alegre - segundo ele para "visitar um amigo que estava com hemorróidas" - teria sido ordenada por Figueiredo, para tentar equacionar o problema da dívida em dólar da Caldas Júnior diretamente com o Breno Caldas.
O comentário era de que a Caixa Federal adiantaria um financiamento à CJCJ. Mas isso teria acabado não se concretizado "por problemas de garantias".
A partir daí, o CP apressou o seu processo de degradação. Quando eu comecei a trabalhar na Folha da Manhã, em 1976, ainda foi possível me pagarem (para melhorar a remuneração) mais duas horas-extras fixas. Pouco depois, isso já não era mais possível.
Tudo indica que também havia descontrole com as despesas. Um colega me contou que, quando, ingenuamente, foi devolver o saldo das diárias que haviam sido pagas antecipadamente, como era praxe (na volta, o jornalista prestava contas apresentando as notas das despesas), o encarregado simplesmente pegou o dinheiro e colocou próprio bolso.
Até que chegou o momento que a ZH se considerou pronta para lançar uma edição dominical com classificados. Eu assisti à apresentação do projeto numa reunião da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas), onde o destaque foi a informação de que os preços seriam bem mais baratos que “os da concorrência”, ou seja, do CP.
Até que um dia, simplesmente não houve mais dinheiro para comprar o papel, que era pago antecipadamente à companhia importadora. Era um sábado, a edição de domingo estava pronta para rodar, mas o jornal simplesmente nunca foi mais impresso.
Os detalhes dessa situação dramática não vale a pena repetir aqui, pois já foram contados em livro por profissionais que trabalharam na empresa muito mais tempo do que eu.
Quando o Correio fechou, junto com a Folha da Tarde, eu já havia sido demitido, para dar lugar a um colega mais afinado com os novos comandantes da redação da FT, para onde eu havia sido transferido em decorrência do fechamento da Folha da Manhã.
Menos mal que, nessa época, eu já era correspondente da Revista Visão em Porto Alegre, que foi a minha melhor experiência profissional...
O Correio, depois de alguns anos, foi comprado por um empresário do ramo da soja, que o reativou em tamanho tablóide. A FT voltou como um encarte semanal do CP, e a Rádio Guaíba não chegou a sair do ar nunca (a rádio era de operação mais barata e conseguia cobrir os custos com publicidade; não precisava comprar papel importado, cotado em dólar ...).
Por fim, CP, Rádio Guaíba e TV Guaíba (que também não saiu do ar, pois igualmente dispensava o papel!) foram adquiridos pela Rede Record, que os mal-humorados coleguinhas locais insistem em mencionar sempre como sendo “controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus do "bispo" Edir Macedo”.
Para muitos continua um paradoxo: como pode um jornal, que tinha milhates de assinantes ativos até a sua hora derradeira e uma posição ainda dominante no mercado, ter encerrado suas atividades de maneira tão inerme...


Lauro Dieckmann


Minhas memórias de jornalista: Última Hora

 


A Última Hora circulou de 1951 a 1991. Um bom relato da sua existência está em http://www.cpdoc.fgv.br/dhbb/verbetes_htm/6400_1.asp . Mas, o que interessa do ponto-de-vista de quem vive no Rio Grande do Sul é o período que vai até março de 1964, quando a UH deixou de circular no Estado.
A UH foi criada para ser um jornal de apoio ao governo Vargas. Depois, dedicou-se a apoiar os governos de Juscelino Kubitscheck e João Goulart. Mais do que ser um jornal favorável aos governos de esquerda, a UH era um jornal popularesco e sensacionalista. Era um jornal do tipo “torce-jorra-sangue”, pois dava grande importância ao noticiário policial, além de esporte, política e fotos de mulheres com pouca roupa. Pelos padrões de hoje, era um lixo.
A UH tinha edições no Rio e em São Paulo, além de uma edição nacional que era completada com material local nas demais capitais. Em Porto Alegre, a redação ficava no segundo andar de um prédio da rua Sete de Setembro, no térreo do qual funcionava um cinema (Rex). A impressão era feita na gráfica do Jornal do Dia, um matutino em tamanho standard que tinha oficinas na Rua Duque de Caxias, ao lado do Casarão dos Câmara. Isso era possível porque a UH era vespertino.
Nacionalmente, a UH é considerada por ter introduzido um tipo de jornal dinâmico tanto no conteúdo como graficamente. No Estado, essa fórmula não era nova, pois mais ou menos na mesma linha já tinham existido os tablóides Clarim e A Hora.
A edição local da UH jamais conseguiu superar em circulação e importância os jornais da Caldas Júnior (Correio do Povo e Folha da Tarde) e o Diário de Notícias, que era do grupo Associados de Assis Chateaubriand.

Lauro Dieckmann


Coleguinhas

 

Com a sexta modorrenta aqu i na salinha J.C.Terlera( ah,sim o Terlera continua sumido da Assembléia, eu continuo acreditando na minha fonte qu e me disse que o Motta mandou o Terlera pra casa, mas enfim, as fontes oficiais, tipo Bastinhos, dizem que ele está só se curando de uma dor na coluna, mas porco dio, como dizem os gringos, que dor longa esta....) sobra um pouco de tempo de ver os brogui dos coleguinhas e dar uns palpites....

O da Laura: naquele estilo dela, depois que ela tinha chutado o balde, desistido de tudo, eu achei que ia tomar el velen, como faziam antigamente em serafina, ela voltou e está mantendo o pique...mas dá um trabaião que vou ti contár,né...

O do prévidi: mesmo ritmo....

O do Lauro: muito bom na parte das memórias, é pros véios....

O do Correinho: tá bom e agilissimo....meia hora depois de um assalto no centro, n a sexta, já tava no brog....

por hoje é só que tou de saco cheio, tava tirando uma pestana, mas alguém entrou na salinha e faz o favor de me cumprimentar aos berros...que nojo....!!!!!

Futebol

 

Pô, não gosto de me meter um futebol, mas eu vou dar uma informação:

Tá correndo um papo aí de que aquela sexta-feira de manhã, da semana passada, os jogadores do Inter não chegaram no treino foi porque tinha ido todo mundo " comemorar" a queda do Tite...vê se pode e então o Mário Sérgio, um ex-boleiro, que sabe como este mundo se comporta, foi lá e assumiu a bronca da forma dele, dizendo que ele é que estava enganado. Ganhou a simpatia dos boleiros pra ele....

Outra: agora começa a lavanderia, como diz o Mendelski, da Guaíba: dizem que numa palestra, o Tite teria dito aos jogadores do Inter que ele era um pai pra eles. Então o Dallesandro com seu castelhano, o apartou e resmungou:

- Padre, no, mi padre está em B.Aires...


Durma-se com um barulho destes!!!!

Histórias de La Ùndeze....( III)

 


O advogado Oraldo H. Rodrigues é um fanático pela história de Serafina. Quer até mudar os nomes das ruass....de lá....

Anos atrás,quando tinha escritório ali na Sete de Setembro, um fim de tarde ia saindo do escritório e me encontrou ali na frente da prefeitura municipal, onde estavam o Nico Fagundes, O Paixão Cortes e outros bacudos do tradicionalismo....

O Nico,q ue estava se curando de um AVC estava sentadinho,quietinho numa cadeira....

Alguém estava discursando,aquelas chatices de sempre, um cara lá falando e ninguém ouvindo, nem a mulher do cara tem saco de ouvir aquelas boboseiras....

Mas era o lançamento de um livro que a prefa havia mandado fazer sobre o acampamento farroupilha, muito lindo por sinal....

O Oraldo,com quem me dou muito bem, chegou pra mim e em talian me perguntou:

- Qui que le cuel lá, que el ze tan mal chiapa????( quem é aquele ali sentado que está tão fudido???)


É o Nico Fagundes, o autor do canto alegretense, respondi...
Ah, disse o Lalo.....

Em tempo: o Nico vai bem,g raças a Deus....

separou-se da ana fagundes, mas casou de novo e está mandando bala, segundo me contou um amigo seu. Eu era fão do galpão do nativismo quando ele o apresentava. agora ouço o leonardo, na guaíba am....

 

Aviso a um Paparazzo!!!!

 

Bezame mucho.....


paparazzo,paparazzo, " larga" esta foto de uma vez. Não se choca notícia....Logo ela ficará velha....!!!!!!

CONVENÇÕES MUNICIPAIS DO PDT:

 

Amanhã, o PDT/RS, em todos os municípios do estado, realiza suas convenções municipais. Serão eleitos os Diretórios Municipais e as Comissões Executivas (Presidente, Vice, Tesoureiro....). Também se fará uma consulta aos filiados sobre qual o companheiro que deverá representar o partido a nivel estadual nas eleições de 2010. Deverão escolher entre os Dep. Vieira da Cunha, Paulo Azeredo, Pompeo de Mattos ou Enio Bacci. Esses Diretórios eleitos amanhã escolherão os candidatos do partido em 2010.

 

Em São Borja:

 

Amanhã, a tão esperada presença de D. Maria Thereza Fontella Goulart. Em visita ao Memorial João Goulart, na companhia do neto Christopher Goulart, faz entrega de material para o Memorial. Traz fotografias dela também.

Mordomias do Lula....

 

Leio por aí que a empreiteira OAS, baiana, acho que é dos herdeiros do ACM, gastou 4 mil reais pra comprar um cama pro presidente Lula, ir ver as obras do S. Francisco....Isto não é nada...isto tudo sai nas faturas,depois, ora bolas....

Ou vcs acham que empreiteira trata mal os governantes....que bobagem....

O empreiteiro Sebastião Camargo ensinava aos que o rodeavam que o Poder não deve ser ofuscado, por exemplo. Quem tinha que aparecer nas inaugurações era sempre os governantes, não empreiteiros....

Modelo de empreiteiro discreto entre nós foi o José Portela Nunes, que mantinha até uma casa de " encontros" em Viamão prum ministro dos Transportes festear depois do trabalho....

Ah, em tempo:

O pessoal ia querer que o Lula com a caneta tivesse o mesmo tratamento de 1994, quando fez a CARAVANA DA CIDADANIA e comeu pó ao longo do S. Francisco???Ora bolas....

 

ENCONTRABANDA COM HIQUE GOMEZ




No próximo dia 20 de outubro, às 20 horas no Teatro Renascença (Érico Verissimo,307) será realizada mais uma edição do projeto Encontrabanda, o ingresso é 1 Kg de alimento não perecível.

Neste encontro, a Banda Municipal de Porto Alegre receberá o músico Hique Gomez para um concerto imperdível no Teatro Renascença.

Visite:
www.portoalegre.rs.gov.br/cultura
www.hiquegomez.com.br

A Banda será regida pelo maestro Marcelo Nadruz e interpretará temas como:

Bebê (Somente Banda Municipal)
Na Baixa do Sapateiro (Somente Banda Municipal)
Canadian Sunset (Somente Banda Municipal)
Baião de Lacan (Somente Banda Municipal)
Família (Com Hique Gomez)
Mundinho (Com Hique Gomez)
Criançada (Com Hique Gomez)
Necessário (Com Hique Gomez)
Sir Duke (Com Hique Gomez)


SERVIÇO

Encontrabanda com Hique Gomez

20 de outubro /terça
20h / senhas uma hora antes

Teatro Renascença (Érico Veríssimo,307)
Ingresso 1kg alimento não perecível

Estacionamento 50 vagas - gratuito
Informaçãoes 51.32898119
Realização Secretaria Municipal da Cultura
Coordenação de Música

 

Memória da Imprensa....

 


A Célia Ribeiro "matou" o livreiro Maurício Rosemblat....


Na segunda-feira,dia 24/03/1986 ninguém, a não ser uns poucos que o dono da ZH, Maurício Sirotsky Sobrinho tinha se sentido mal e fora pro Instituto de Cardiologia. A notícia do mal súbito de Maurício ficou restrita ao Lauro Schirmer e aos uns poucos, como o editor chefe Carlos Fehlberg. Quando veio a notícia do confirmação da morte do dono da ZH, já era tarde e alguns editores foram requisitados para fazer a edição que contaria a morte do dono do jornal e que seria histórica,evidentemente.

Lauro Schirmer, no meio daquela mudança rápida da edição do dia posterior, apenas teve tempo de avisar sua mulher, Cèlia Ribeiro, que já estava em casa, de que ele não iria pra casa porque o " Maurício Morreu!!!"

Como a morte do dono do jornal era inesperada, Célia Ribeiro imaginou logo que seria a morte do livreiro e amigo deles Maurício Rosemblat( que morreria anos depois) que tinha ocorrido. E tratou de avisar alguns amigos ainda naquela noite. Quando o marido chegou em casa altas horas da noite, é que a colunista do próprio jornal ficou sabendo que fora o dono do jornal que morrera....

Aí no dia seguinte , ela tratou de avisar a quem tinha ligado, que o Rosemblat não tinha falecideo. De tarde, por sinal Rosemblat estava no cemitério Israelita no enterro do seu patrício....

Em algum lugar do passado!

 

Na foto que ora publico,estão da esq. para a direita, o fotógrafo Edison Castêncio(atual dono da agência edison castêncio)_ Neusinha Brizola( A Neusinha "MINTCHURA"),Celeste Penalvo, Percy Penalvo,. Em pé, Dr. Walter Prieb e Manoel Fernando Motta dos Santos, o Maneco " Bigode"

O ano: desconhecido.

Foto: Gaudêncio, São Borja

Acervo de Neusa Penalvo.

A casa é a mesma onde agora se localiza o museu do presidente Jango, na av. Presidente Vargas, em S. Borja. Ali Percy Penalvo residiu com a família por 25 anos, desde 1978, quando regressou do Uruguai, onde trabalhava para o ex-presidente Jango.
Neusinha Brizola e seus irmãos costumavam ir sempre a S. Borja.

 

Para refletir sobre o que realmente importa na vida

Clique aqui para ver PPS da leitora Josi Negreiros

 

 


Ti-ti-ti da Hora....

 


Num clube aristocrático de Porto Alegre, o ti-ti-ti sobre um possível assalto ou tentativa de homicídio sofrida tempos atrás por um dos frequentadores- ou sócio - tem uma versão que é uma bomba arrasa quarteirão. O problema vai ser provar esta versão....E não é sobre o médico Marco A. Becker....

Minhas memórias de jornalista: Revista Visão

 


A Revista Visão foi lançada no Brasil em 1952, pelo grupo norte-americano Vision Inc. , que possuía revistas do mesmo nome em outros países latino-americanos.
Quando os militares tomaram o poder em 1964, uma das primeiras medidas adotadas foi obrigar que a mídia passasse a ser controlada unicamente por capitais nacionais.
Assim, os americanos viram-se obrigados a passar adiante o controle da Visão. Quem ficou com a revista foram o jornalista carioca Jorge Leão Teixeira e Said Farah, que posteriormente chegou a ser Ministro do Turismo de um dos governos militares.
Said Farah não ficou muito tempo e vendeu sua participação para Henry Maksoud, que se tornou sócio de Leão Teixeira no empreendimento e passou a ‘dar as cartas’ na publicação.
Maksoud era um engenheiro barrageiro, que fez especialização em hidrologia nos Estados Unidos, e, quando retornou, fundou a Hidroservice, que se tornou com o tempo numa grande empresa de projetos, a ponto de chegar a projetar as novas instalações do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
A aquisição da Visão fez parte do “projeto político do Dr. Maksoud”, conforme me contaram colegas com quem trabalhei na Visão. Este “projeto político” consistia em estar sempre alerta para impedir que empresas estrangeiras do setor viessem competir no mercado nacional.
Era comum a revista publicar anúncios da Hidroservice onde era destacada a posição da empresa no “ranking” das grandes do setor em todo o mundo! Implicitamente, Maksoud queria dizer: não precisamos de estrangeiros, nós somos capazes de dar conta do recado.
Na época em que Maksoud comprou a revista, a redação da Visão era controlada por jornalistas de esquerda, muitos integrantes do Partido Comunista. “Wladimir Herzog, por exemplo, deixou a revista pouco antes de ser assassinado sob tortura pelos integrantes do Sistema”, como se autodenominava o conjunto de órgãos de repressão do Regime Militar.
Maskoud e os esquerdistas da Visão, embora o patrão fosse um homem de direita, tinham um ponto-de-vista comum: o nacionalismo. Maksoud e seus empregados eram contra a entrada de estrangeiros no mercado nacional.
Porém, assim como aconteceu com Herzog, que saiu da Visão para trabalhar na TVE de São Paulo, os demais jornalistas de esquerda passaram a ser perseguidos pelos então donos do poder.
O “império” de Maksoud perdurou até a época do Governo João Figueiredo. Lá pela metade do longo – oito anos – mandato de Figueiredo, Delfin Neto, que fora ministro do terceiro governo militar, o do gen. Médici, voltou ao Ministério da Fazenda, mas não conseguiu repetir a boa (vá lá!) atuação que teve da primeira vez.
A desastrada política de Delfim Neto provocou uma maxidesvalorização cambial e uma moratória. Maskoud segurou sua equipe da Hidrosevice o quanto pode, mas quando ficou claro que o Governo Federal perdera a capacidade de investimento, viu-se obrigado a enxugar a empresa.
Nesse meio tempo, Maksoud construíra o Maksoud Hotel, o primeiro hotel brasileiro com modernidades tecnológicas, que encantaram os empresários e executivos brasileiros.
Uma curiosidade: o hotel foi construído no terreno onde até então funcionara um convento de freiras. Maksoud comprou os imóveis e, antes que os preservadores dos patrimônios histórico e cultural se dessem conta, tratou de demolir o convento. Preparou tudo em sigilo e desencadeou os trabalhos de demolição durante a noite. Quando amanheceu o dia, praticamente tudo já estava no chão.
Outra do Maksoud é que ele pretendeu ser revendedor da Fiat em São Paulo. Chegou, para tanto, comprar um enorme terreno na Vila Mariana, bem perto da sede da Hidroservice, onde também funcionava a Visão. A informação que se tinha é que Maksoud queria ser revendedor da Fiat, mas exigia ficar com metade da quota dos carros destinados a São Paulo. Os italianos não toparam, pois Maksoud teria muito poder, se ficasse com tal fatia do mercado (o maior do País).
Mesmo com a Hidroservise em baixa, Maksoud continuou com a Visão. E ainda comprou espaço na TV Bandeirantes para apresentar um programa semanal de entrevistas. Mas era um programa para ele expor a suas idéias. E, assim, Maksoud falava praticamente todo o tempo, sem dar a mínima chance para o entrevistado aparecer. Na prática, o entrevistado apenas concordava com o que Maksoud dizia. Chegava a ser cômico.
O que derrubou a Visão foi o Plano Collor, em março de 1990, que reteve – como de todo mundo – os recursos que Maksoud tinha em bancos. Para safar-se, vendeu Visão e as outras revistas que possuía (Dirigente Industrial, Dirigente Construtor, Dirigente Municipal, Dirigente Rural e Jornal do Sitiante) para o Grupo DCI (Diário Comércio e Indústria), que pertencia ao empresário Hamilton Lucas de Oliveira, por sua vez dono do Grupo IBF (Indústria Brasileira de Formulários), que, na época, estava tão “por cima”, que chegou a patrocinar o São Paulo (as camisetas dos jogadores tinham inscrita a sigla IBF).
Oliveira vinha num crescendo, tendo comprado várias empresas impressoras de formulários contínuos em vários Estados (no Rio Grande do Sul, comprou uma que foi implantada pelo empresário Maurício Sirotsky Sobrinho) e reuniu-as formando um grupo poderoso.
Na época em que adquiriu a Visão, Hamilton tinha estreitas relações com o governo Collor – era quem imprimia os cartões das “raspadinhas” da CEF. Com a queda de Collor e a passagem do governo para Itamar Franco, mudou toda a estrutura de poder. E Hamilton perdeu as ligações com o Governo Federal. Acabou falindo.
Uma curiosidade: quando a Veja foi lançada, eu me perguntei para quê a Abril estava lançando aquela revista, se já havia a Visão, que era excelente. Mas logo a Veja se impôs e acabou ocupando o lugar que era da Visão.

Em tempo: há muito boas referências à Visão e aos jornalistas que nela trabalharam no livro Construtores do Jornalismo Econômico, de José Venâncio de Resende, editora Ícone.

 

Eu na Visão


Comecei a trabalhar para a Visão em fins de 1976, pegando uns “frilas’ de Economia que o Geraldo Canalli me passava. O Geraldo era o correspondente da Visão e também trabalhava na Folha da Manhã (era chefe de reportagem), onde eu era repórter de Economia. Já os frilas de política o Canalli passava para o Rogério Mendelski.
Quando eu comecei a trabalhar para a Visão, a revista dividia um conjunto com a Hidroservice no edifício onde funciona o BRDE, na Rua Uruguai. Depois, a Visão e a Hidroservice vieram para a Borges de Medeiros, para o Edifício Fronteira. Aí, a Visão ficou com um conjunto e a Hidroservice com outro, mas ambos ficavam lado a lado no mesmo andar, o sexto. Mas, antes ainda, a Visão chegou a funcionar num edifício da Otávio Rocha.
Quando o Canalli saiu da Folhinha e foi para a TV, ele passou o "cargo" de correspondente para mim. Antes do Canalli, a correspondente da Visão em Porto Alegre era a Ana Amélia Lemos. Antes dela, foi o Antônio Barata (falecido).
Na época em que eu comecei, a Visão pagavam muito bem. No verão de 76/77, quando chegou o pagamento dos primeiros “frilas”, juntando com o 13º da minha mulher, deu para comprar um Fusca 72 à vista. Quando fui a são Paulo, na substituição do Canalli, para conhecer o pessoal da redação, voltei com outro bolinho de cheques (eles pagavam por matéria e por edição) e os entreguei para a Rosa Maria, para pagar o médico que fez o parto do Guilherme. Isso foi em meados de 78.
Na fase semifinal da revista, ainda sob o controle do Maksoud, o que eles pagavam já era uma droga. E ainda custavam muito para liberar o dinheiro. Além disso, acabei me indispondo com o diretor da revista, o Isaac Jardanowski, que era pressionado pelo Maksoud para que eu conseguisse que o Maurício Sirotsky reproduzisse na ZH o editorial da revista. O Maksoud se deu conta que o que ele escrevia não tinha repercussão, pois a revista já havia se tornado inexpressiva. Como o Maurício fez doce para publicar, o Maksoud ficou enchendo o saco do diretor da redação que começou a me sacanear. Assim, como a editora de geral era muito amiga dele, ela passou a enviar pautas para outro jornalista de Porto Alegre, o Delmar Marques (falecido), embora o resto dos editores continuasse me dando força e mandando as pautas das editorias deles para mim.
A coisa foi se arrastando assim até que, numa quinta-feira de abril de 1990, o gerente das assinaturas falou que eu tirasse tudo que era meu da sala por que eles iriam entregar as chaves na segunda-feira. Era o fim da Visão e da Hidroservice em Porto Alegre (a Hidro, a esta altura, era só a secretária e a faxineira, pois o Maksoud há havia praticamente desativado a empresa, depois que o Brasil entrou em moratória no (des)governo João Figueiredo).
Mas, durante a maior parte do tempo, foi uma maravilha trabalhar para a Visão. Como eu sempre fui polivalente, gostava de fazer todo o tipo de pauta que eles mandavam. Às vezes não dava para tocar todas As pautas que eu não executava, passava adiante. Passei muita pauta, por exemplo, para o Celso Rosa, antes de ele ir para a Bahia, para a minha prima Márcia Turcato e para a Dioni Silveira, que agora anda por Pelotas novamente.
Nessa fase final, a editora que me sacaneava, além de escalar o Delmar, volta e meia mandava pautas para outras pessoas daqui de Porto Alegre, algumas que eu nunca tinha ouvido falar. Acho até que nem jornalistas eram.
Ela chegava ao cúmulo de mandar os coleguinhas para quem passava pautas me pedirem apoio aqui em Porto Alegre. Teve um paulista que vendeu para a Visão o projeto de matéria sobre uma corrida de porcos no interior do Estado. O cara veio de ônibus e, no retorno para São Paulo, me procurou no fim da madrugada, pedindo para que eu o apanhasse na rodoviária. Pego de surpresa, nem me dei conta e, acostumado que estava a receber e dar apoio a quem eventualmente vinha da redação para Porto Alegre, lá fui eu na minha Brasília branca buscar o cara, trazer para meu apartamento na Múcio Teixeira, dar café da manhã e ficar fazendo sala até amanhecer o dia e ele sair para conhecer a cidade. À tarde, ainda voltou lá em casa para filar mais comida antes de se despachar para São Paulo. Só tempos depois é que me dei conta da minha ingenuidade: devia era ter batido com o telefone na cara do sujeito e mandado ele se catar...
O Grupo Visão era composto, além da revista semanal, pelas seguintes publicações que o Maksoud foi comprando ao longo do tempo: Dirigente Industrial, Dirigente Construtor, Dirigente Municipal, Dirigente Rural, e... Jornal do Sitiante, e eu produzia matérias para todas elas. Na Visão, havia edições em que eu conseguia colocar matérias em todas as editorias.
Fora o período final em que me sacaneavam, me tirando pautas e atrasando os pagamentos, dá para dizer que a Visão foi o melhor lugar em que eu trabalhei como jornalista. E, ao todo foram quase 14 anos. Ainda sonho e tenho saudade daquele tempo...
(Lauro Dieckmann - out 2009)

 

Molecagem da Ingrid....

 

Como perdi dois amigos e um conhecido em poucos meses - Rubdem Klein, Martin Dietrich e Nestor Krás Borges mandei um email pra Ingrid Schumacher na última sexta,dia 17/10 pra saber notícias. Olha a molecagem dela. Pior que eu acreditei. Liguei no sábado e quando vi a própria voz atendeu. Mandei ela pra aquele lugar....


Sr. Olides

Sentimos muito, mas a Sra. Ingrid tambem faleceu. A missa de 30o. dia será rezada na Igreja Santa Cecilia, no dia 1o. de novembro de 2009, as 19 horas.

sds.
Equipe funcionarios da Schumacher Insumos



 

Coleguinhas

* Mariazinha Baladão que foi diagramadora da Folhinha, da ZH, e que diagramava o nosso DLUCT nos anos 70 apareceu em Portinho no sábado,dia 18/10 e a vi almoçando no mercadinho do Bom Fim. Mariazianha vive em Floripa, numa das praias da parte sul de lá. Quando morou em Lima, nos anos 70, com o companheiro Júlio Zanotta Vieira, ela diagramava a revista CARETAS, uma CARAS nossa....

* Júlio Zanota Vieira foi o criador do Oi Aqui Nois TRaveiz e tinha um teatrinho marginal ali na Ramiro Barcellos, que se chamava Piedricitas, algo assim...era um local de peças de teatro e de público gay. Ficava na frente da Churrascaria BOI na BRASA!!!

*Na quarta-passada, Arthur Tadeu Monteiro bebeu cuba libre no Odeon, da Andrade Neves e o Kenny Braga que estava com ele, cachaça. Já o Bicudo não foi porque tinha que baixar um jornal no dia seguinte.Noitada não combina com trabalho...

*Arthur Tadeu Monteiro voltou ainda na qu inta-feria da semana passada pra Brasília, onde vive....

Eis o Vivente,anos atrás...

 

Eis o titular da agência edison castêncio de fotografia,quando pegava um rango na casa do seo Percy Penalvo, deve ser nos anos 7o,ou 80. Edison ia muito a S. Borja acompanhando o Governador Leonel Brizola e sua entourage...

foto de Gaudêncio São Borja.

A foto foi feita na casa onde residia Percy Penalvo e família e hoje é o Museu do Jango...

O acervo da foto é da Neusa Penalvo.

 

Coleguinhas


mas ,prezado lauro, morreu um cara que só se referia ao seu entrevistador por dr....foi o bispo antônio Cheuiche,que sempre que entrevistado, se referia ao entrevistador por doutor.....

 

O Lauro manda uma abobrinha



O chato de ser jornalista é que não chamam a gente de Doutor!
Hoje de manhã (quarta-feira), precisei ir no Fórum da Tristeza, para ver um processo de um dos desvalidos a quem dou assistência judiciária gratuita.
Estacionei o carro (primeira rodagem desde que tirei da revenda) numa rua lateral e saí, liguei o alarme, e fui em direção do prédio do Fórum, que fica na Otto Niemeyer.
Foi quando o flanelinha que estava por perto falou:
- Está bem cuidado, senhor.
Aí, eu não dei mole:
- Doutor!
- Ah! tudo bem, Doutor, vai ficar bem cuidado.
E lá fui eu, faceiro, tratar do meu processo.
No jornalismo não tem disso.
(Lauro Dieckmann)


The Beatles remastered - "Help!" (1965)

 



Se em "A Hard Day´s Night" as melhores composições eram as cantadas por McCartney, no caso de "Help!" - outra trilha-sonora para um filme do quarteto fabuloso - as coisas se invertem e Lennon é responsável por um punhado respeitável de boas faixas. Duas delas são instantaneamente reconhecíveis como clássicos dos Beatles: a primeira é a faixa-título, que também abre o disco. A música já começa direto ao ponto, exclamando o pedido de ajuda, e desde logo se ouvem mais uma demonstração de virtuosismo dos caras nas harmonizações vocais: acredito que aqui os cantem em contraponto; Lennon conduz a melodia principal e os demais fazem as melodias derivadas. De qualquer maneira, a linha de baixo é uma verdadeira aula no instrumento (conduz a música e é ao mesmo tempo melódica). A estrutura é muito simples: são executados 4 vezes os versos, com duas ou três partes diferentes. A segunda música espetacular de Lennon é "Ticket to Ride", e aqui, além da melodia e dos vocais, destaco a bateria de Ringo Starr. Há uns 20 anos ouvi - e convivi com esse senso comum de - que Ringo Starr não é bom baterista, e seria o músico mais fraco dos Beatles; diz-se que Ringo "só sabe marcar, mas não sabe rufar". Nunca entendi o que isso significa. Entretanto, tenho ouvido o epertório da banda e percebo as várias batidas diferentes que Ringo emprega para conduzir as músicas (evidentemente que não tenho, por ora, conhecimento se o baterista criava suas levadas ou era instruído a tocar de tal ou qual jeito - talvez não por acaso, no wikipedia consta que McCartney, de acordo com John, teria sido responsável pela levada de bateria em "Ticket to Ride"). Além disso, as contribuições vocais de Ringo são geralmente agradáveis, e não é diferente o caso em "Act Nacturally". Uma das minhas favoritas, no entanto, é outra de Lennon: "You´ve Got To Hide Your Love Away" é conduzida por violões (com acordes sendo trocados constantemente) e tem um vocal bem rasgado, com uma melodia espetacular. "You´re Gonna Lose That Girl" é outra com vocal assertivo de Lennon, e uma letra verdadeira. De outra banda, não dá para reclamar das composições de McCartney, pois o cara mandou a faixa mais conhecida, gravada e falada dos Beatles: "Yesterday", que é bem bonita mesmo. Paul mandou outras duas muito boas: "The Night Before" e "I´ve Just Seen a Face". Esta última é meio country, com uma levada acelerada nos violões e nos versos longos. A melodia é extremamente familiar, mesmo na primeira audição. Então lembro que parte da melodia foi "homenageada" pelo Guns and Roses em "My Michelle" do "Appetite for Destruction" (aquele "oh, oh, oh, My Michelle"). Felizmente, é o último disco do quarteto a conter um cover ("Dizzy Miss Lizzy"), sem considerar "Maggie Mae" em "Let It Be". É possível que "Help!" seja o último disco da fase inicial dos Beatles, e provavelmente o melhor (ou com maior número de boas composições).
(O blog do meu filho é http://erga-omnes.blogspot.com/)

Coleguinhas


* Tem um fotógrafo, conhecido por sua insistência junto a políticos, principalmente quando andam por Brasília que estes dias fez uma foto de uma pessoa pública, em situação de love com um homem. Os dois são separados....Mas o fotógrafo está pedindo alto pela foto...já foi sondado por chamados " veículos " de grande circulação...

 

Coleguinhas


Onde estará homiziado....o Tadeu Picinha?


Arthur "Loco"

Procura-se em Portinho, ou a capital de todos os gaúchos, como diz o prefeito Fumaça,um sujeito que atendia nos anos 70, na redação da finada Folhinha, por " Tadeu LOCO",ou também por " Tadeu PICINHA" ...Muito famoso por umas escapadelas que dava e que originaram um dos seus apelidos....Foi visto na última quarta na rua da Praia, onde encontrou o Ayres Cerutti e depois foram prum café onde também estava o agora coleguinha aposentado Cristiano Darscht...À noite, Bicudo,seu chefe da folhinha, foi encontrá-lo no local preferido do Tadeu Loco quando está em Porto Alegre, ou seja, o Bar Odeon, onde impera o garçom Beto Canarinho....


Tadeu Picinha, aliás, nos anos 70, chegava nos fins de tarde, quando ia tomar umas que outras no Odeon e dizia pro Beto Canarinho:

- A CASADINHA está me dando bola....


Tadeu Loco também trabalhou no Jornal do Comércio onde uma dia chegou pro colega Valter Todt e lhe disse:
- Vais ver o que vou escrever amanhã....

Ao invés de escrever Instituto Valter LODI, ligado a Fiergs, escreveu Valter Todt e passou.Ninguém da edição se deu conta....

Na Folhinha da Manhã, o Loco Tadeu tinha a mania de ir nas coletivas de um general, que era irmão do então vice-presidente da república e que mandava numa estatal ligada a produção primária....O Loco do Tadeu passava a mão no derriere do general,sempre na brincadeira....

Numa véspera de carnaval,quandoe estava casado com a Vera Zílio,chegou por Isnar Ruas e Tadeu Loco disse ao colega...
- Vou sumir neste carnaval....

Ficou todos os 4 dias fora....Voltou na quarta-feira de cinzas todo pintado, mas encontrou amalinha pronta já fora da porta....

Numa das vezes que o encontrei em Blumenau, quando assessorava o Renato Viana, prefeito da cidade, saímos a tomar algumas e amanhecemos nos puteiros da cidade...Eu fui dormir, mas o Loco Tadeu estava com medo do que iria dizer " pra baixinha" em casa....

Artur Loco, na verdade, se chama por extenso Arthur Tadeu Monteiro. Sempre foi um bom repórter da área econômica....

Trabalhou além do JC e FM, também no Correio da Manhã.....

No Meu livro, Pauta, conto que oum dos locais preferidos nos anos 70 do Arthur Loco era o Alaska. Como era colega do caco barcellos, chegava lá, passava a mão na barba do colega, derramava chopp na barba do caco, e depois dizia:

- Melhor que isto,caco só chupar...b.....

Assim é o Tadeu Loco....Hoje tem um site e vive em Brasília....


Loco Tadeu (II)

 

Esta do Loco Tadeu, ou Tadeu Picinha, eu assisti ningue´m me contou. Em 1981,ou 82, fomos cobrir um seminário de propaganda, em Canela. O Loco do Tadeu chegou lá no primeiro dia como " en viado " da prefeitura ao encontro publicitário....

Pediu-me pra colocar uma pequena nota na ZH e depois sumiu nos dias seguintes. Acho que veio festear em Portinho, com certeza...

Na sexta-feira, dia do último ato do congresso, ele voltou em grande forma....de noite, no encerramento tinh a um pequeno conjunto gaudério de são chico de paula tocando música nativista. O loco tadeu chegou pra mim e disse:
- Vais ver, vou fazer estes caras comer sabonete....O hotel era o Serra AZul....

Depois que o show terminou, tinha meia dúzia de gatos pingados no salão...O Loco tadeu foi no banheiro, picoteou um sabonete e colocou-o na beirada da mesa....assim que pararam de tocar, os músicos,achando que fosse queijo foram se servir...dois ou três saíram cuspindo sabonete...e o Locto Tadeu pulou a janela se mijando de rir.....

Coleguinhas

( Foto II)

A foto do coleguinha fotógrafo foi feita numa festa....ah....vcs já sabem,caros leitores....numa festa as pessoas públicas se descuidam....

Coleguinhas

 

" Cigarinho" no pedaço
é barulho certo !!!!


"Cigarrinho" dando explica


Luis O.Matzenbacher, o popular " Cigarinho" está em Portinho....Sua residência fixa é Porto Belo,SC- aliás foi ele que " mandou" a gauchada pra aquelas praias, fazendo matérias no caderno de Turismo da ZH...dos anos 70.

No chimaródromo da ARI, das últimas duas quartas, tive o prazer de conversar e de discutir assuntos ligados ao jornalismo com ele e com os demais colegas.

" Cigarrinho" não mudou nada....Tem grandes debates, mas depois se acalma...É seu estilo....

Luis Oscar Matzenbacker, pegou o apelido de " cigarrinho"
dado pela Beatriz Marocco, porque tinha o costume de filar cigarros de todo mundo na redação...

Tem um alto sentido persecutório- provavelmente oriundo dos tempos que esteve preso na Operação OBAN, em SP) ,tanto que uma vez na redação,alguém chegou pra ele e disse:
- Matz,tem um bolo aí fora...

Eele,se defendendo, reagiu:
- Não fui eu, não fui eu....

Ele lembrou estes dias que foi o primeiro a entender dois fenômenos que foram muito explorados pelos jornais nos anos 70: a Santinha do Caverá, que ficou semanas nos jornais e na mídia nacional e o fenômeno da maré vermelha, no Hermenegildo.

- Tinha um correspondente de Pelotas( que hoje é da Globo) que me passou o assunto da maré vermelha: olha tão morrendo peixes,cavalos e gaivotas,me disse ele.Eu mandei ele pra lá com um fotógrafo de Pelotas e as fotos chegaram de tarde, pelo ônibus do expresso Frederes...No dia seguinte, a ZH deu uma baita foto na capa com os bichos mortos e os jornais da Caldas Junior deram apenas matéria sem fotos, recordou nesta última quarta,dia 14/10, enquanto sorvemos o amargo preparado pelo colega Ayres Cerutti.

Outro dos apelidos que os coleguinhas deram ao Luis Oscar foi " MATZENBE RGER". tudo porque numa certa época ele fazia muitas matérias ligadas a ecologia....

Grande Matz!!!!

GALEAZI SUL NA MERCOPAR 2009



A Galeazi Sul participará pela 13ª edição consecutiva da MERCOPAR 2009, que será realizada no pavilhão de exposições da Festa da Uva, de 20 a 23 de outubro em Caxias do Sul. A empresa ocupará estande próprio, com 72 m² de área, onde receberá os clientes e fornecedores e mostrará sua linha de produtos, que inclui metais não ferrosos e aços inoxidáveis, num total superior a 10.000 itens. A Galeazi Sul é líder de mercado no segmento de não ferrosos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 30 anos de atuação na região, tendo igualmente forte presença no segmento de aços inoxidáveis. O diretor da empresa, Luiz Carlos Camargo, destaca o fato de a presente edição da MERCOPAR coincidir com o início de recuperação da economia, após o período de crise iniciado no último trimestre de 2008. A feira de subcontratação terá cerca de 500 expositores e parceria especial com a Índia e a expectativa é de que, neste novo momento de reaquecimento dos mercados, ultrapasse o número de 150 mil visitantes que recebeu no ano passado, projeta o executivo.

Histórias de La Ùndeze(II)

 

O IBAMA e a passarinha....
que virou notícia nacional

Nos anos 70,ou 80, prepararam um grande pasto de passarinhos no antigo cine Maracanã, do Deonísio Rottava e lá estava o PIB serafinese, numa sexta de noite pra comer Ossei(passarinhos) fritos na penala, com polenta eoutras iguarias...

Mas alguém deve ter feito a caveira da turma que ia comer a passarinha....

Quando os comensais já tinham comido a farta refeição, lá pelas dez da noite, chegaram dois fiscais do Ibama e sentaram no fundo do salão do Rottava, que fica na av.principal da cidade.
Pediram se aquela hora ainda havia jantar...

- Sim, disse o garção, e vocês tiveram sorte, temos esta noite uma farta passarinha...sobrou alguma coisa que vou servir a vocês...

Quando as travessas chegaram chegas de pombos assados, e outros passaos do mato junto, os dois fiscais deram voz de prisão ao dono e levaram pra responder processo também alguns que ainda estavam no recinto,entre eles o médico Benincá.
Não recordo se fui eu que fez esta matéria na ZH ou se foi o colega Juarez Tosi. Mas sei que o Mitchel, do Jornal do Brasil, também a pegou e ela correu o Brasil.....Serafina ficou no mapa do país por causa de uma passarinha.....

Rescaldo da Viagem I

fotos de produtos e seus respectivos preços num supermercado Carrefour em Paris.

Lauro Dieckmann


 

 

 

 

 

 

 

 

Minhas memórias de jornalista: o Jornal do Comércio

 


Comecei a trabalhar no Jornal do Comércio em janeiro de 1985. Fui convidado pelo Jayme Copstein, que tinha saído do Correio do Povo, onde editou durante muitos anos o caderno de cultura que circulava nos sábados.
Já no JC, o Jayme assumiu como Secretário de Redação e começou a ampliar a equipe. Estava começando a Nova República e o então dono do jornal, Delmar Jarros, apostava que com a mudança na política e os contatos que conseguira em Brasília, obteria boas verbas federais.
A Nova República, porém, "deu zebra", com a morte de Tancredo Neves que nem chegou a assumir a Presidência. Seguiu-se um período de paralisia política e econômica, após o Sarney ter assumido no lugar do Tancredo. Com isso, o plano de expansão do JC foi para o brejo.
O Jayme havia promovido a minha contratação e a do Nikão Duarte. Mas, com a reversão do quadro, o padrão mandou tocar o "passaralho" na redação. Para evitar as demissões, o próprio Jayme negociou a sua saída e foi trabalhar na rádio gaúcha (fazer rádio e trabalhar à noite é o que ele mais gostava).
Ficamos, então, eu e o Nikão tocando o JC. Eu na Economia e ele na Secretaria. Depois de alguns anos, o Nikão foi trabalhar em Brasília e eu continuei até 1989. Nos últimos anos eu já não editava mais Economia. Havia mudado, outra vez, a equipe que comandava a redação. Eu fui editar Internacional. Por fim, queriam que eu começasse a trabalhar às 15h, pois a Internacional rodava no primeiro caderno, por que a rotativa não dava conta de imprimir todo o jornal de uma vez só. Aí não deu mais, pois eu fui para o JC para trabalhar a partir das 18h, já que sempre tive, paralelamente, outra atividade mais importante e que pagava mais. Assim, acabamos fazendo um acordo e eu saí do jornal (antes do acordo houve um breve mas desagradável período de indisposição, por parte de uma Secretaria que fora 'importada' de São Paulo e que criava caso. Curiosamente, a tal Secretária foi subitamente defenestrada poucas semanas após eu ter deixado o jornal).
O que era (e ainda é) o JC
Em essência, o Jornal do Comércio é um caderno de editais. Em todas cidades com alguma atividade econômica importante há um jornal que concentra a 'publicidade legal', ou seja, as publicações impostas pela legislação comercial (editais, balanços, etc...). O JC de Porto Alegre é um deles.
O JC surgiu, em meados do século passado, como um simples boletim de chegadas e saída de navios. Aos poucos foi encorpando e passou a publicar notícias de interesse do ... comércio. Até, que, nos anos 1960 pode comprar uma rotativa off-set (uma das primeiras do Estado), o que significava um avanço importante.
Mas, entre a assinatura do contrato de compra e a chegada da máquina, o fundador do JC, Jenor Jarros, morreu subitamente. Talvez o coração do homem não tenha aguentado o "peitaço" que deu ao fazer um negócio de tal dimensão. Jenor era um homem de pretensões. Ele, por exemplo, emulava no endereço telegráfico (uma coisa que não existe mais) do Correio do Povo, que era 'CJCJ' (Cia. Jorn. Caldas Júnior), com o seu CJJC (Cia. Jor. Jornal do Comércio). Também sonhava com uma revista, que teria o nome de Panorama, conforme me contou Carlos Regius o falecido gerente comercial da Revista Visão (enquanto esta durou). Regius, um dia, visitou Jenor Jarros e este confidenciou tal sonho. O segundo caderno do JC, muitos anos depois, foi 'batizado' de... Panorama.
Com a morte de Jenor, a direção passou para o filho, Delmar, que não tinha o mesmo dinamismo do pai e o jornal estagnou durante anos. Atualmente, é controlado por um genro do filho do fundador e, embora tenha recebido investimentos que melhoraram a sua infraestrutura material, continua um jornal morno, sem vida, sem dinamismo. Um jornal sem reportagem, feito basicamente à base de noticiário de agências e de 'releases' de empresas ou órgãos públicos, ou ainda fazendo o rescaldo (suíte) do noticiário dos outros jornais do dia anterior. Tem um visual parelho, limpo, mas sem maiores ousadias gráficas. Tudo rotineiro e previsível.
É apenas a embalagem do caderno de editais que vai encartado no seu miolo...
JLDS - junho de 2009

Lauro Dieckmann

 

Minhas memórias de jornalista: Zero Hora

 


Comecei a trabalhar em Zero-Hora em fins de 1971. A data assinalada na Carteira de Trabalho é 1º de janeiro de 1972, mas, de fato, comecei alguns meses antes. Estava concluindo o terceiro ano da Famecos/PUC. Comecei como estagiário da Editoria de Polícia. Entrei na vaga de um repórter que estava sendo promovido para sub-editor. O sub-editor anterior havia pedido licença para viajar a Minas Gerais, terra natal dele, e acabou preso lá (não por questões políticas, foi por estelionato ou algo assim).
Na época, o prédio-sede da ZH ainda conservava as características originais do projeto concebido quando o jornal era dirigido pelo jornalista Ari de Carvalho. Este assumira, em abril de 1964, o comando do jornal, que até então integrava a rede Última-Hora, de Samuel Wainer. Com o golpe militar de 1964, Wainer teve de abandonar a empresa. Depois de alguns dias sem rodar, Carvalho conseguiu juntar-se a alguns irretocáveis figurões locais para voltar a produzir o jornal, mas, agora, com o nome de Zero-Hora.
A escadaria externa do prédio, tal como ainda é hoje, dava acesso a um pequeno “hall”. À frente da porta de entrada ficava o balcão da recepção e, logo atrás, a sala das telefonistas e também havia uma sala onde ainda constava na porta uma placa com os dizeres “Seleção de Cores”. O jornal, contudo, por esta época, rodava totalmente em preto-e-branco, só tendo colorido o logotipo (ou nem isso...). Isso acontecia por medida de economia, pois a empresa iniciava a sua fase de recuperação econômica e a cor fora banida das suas páginas para economizar, já que o uso de tinta colorida encarecia a impressão.
Do saguão, também se podia ver, por uma parede de vidro, a impressora “off-set” localizada no subsolo. Era um charme: a rotativa novinha, lá embaixo. esperando para ser acionada e rodar à noite a edição do dia seguinte.
Subia-se para a redação, que ficava no terceiro andar, por uma escada à esquerda. À direita de quem chegava ao segundo andar situava-se a porta de entrada de um auditório (!), que não sei se chegou a ser utilizado algum dia, e que pouco tempo depois foi desativado, para, no seu espaço, ser construído um piso intermediário, onde foram instalados os estúdios da Rádio Gaúcha (à esquerda situavam-se os escritórios e salas de diretoria da empresa).
O jornal, então, já estava sob o inteiro comando dos irmãos Maurício e Jaime Sirotsky. Maurício surgira profissionalmente no rádio, onde desenvolveria uma carreira de sucesso como apresentador de programas de auditório, com o nome artístico de “Maurício Sobrinho”. Ari de Carvalho já havia saído da empresa e voltado para o Rio de Janeiro, onde retomou a publicação da Última-Hora carioca. Maurício, poucos anos antes, conseguira a concessão de um canal de TV e retransmitia a programação da TV Globo do Rio. À época, a programação da Globo era muito ruim. A melhor grade que havia era da TV Difusora, que pertencia aos padres Franciscanos (Capuchinhos) e localizava-se em terreno contíguo à Igreja do Pão dos Pobres, no morro Santo Antônio. A Difusora retransmitia a programação da TV Record de São Paulo, que era a que fazia a melhor televisão no Brasil (os Diários Associados, com suas TVs Tupi do Rio e SP e Piratini em Porto Alegre, já estavam em decadência).
Os Sirotsky chegaram a tentar se livrar da ZH, que dava prejuízo, repassando-a para o dono da Caldas Júnior, Breno Caldas. Bastava Caldas assumir a dívida, que ficaria com o jornal. Mas o dono da CJCJ não quis saber e os irmãos Sirotsky viram-se na obrigação de se ocupar também da recuperação do jornal, embora o interesse deles fosse mesmo a TV, que era o veículo que cada vez mais se impunha como (bom) negócio, o melhor, aliás. Os Sirotsky estavam até meio desinteressados da Rádio Gaúcha, que foi a origem do atual Grupo RBS. Por medida de economia, trouxeram os estúdios da rádio para o local onde originalmente seria o auditório da ZH e, tempos depois, chegaram a desativar o Departamento de Esportes da emissora (só reaberto anos mais tarde). Ao grande negócio era mesmo a TV.
Eu peguei a Zero-Hora nessa fase de início da recuperação. A redação ocupava uma amplíssima área no terceiro piso. Ao fundo, do lado leste (o que dá para o Mensageiro da Caridade), ao longo de praticamente toda a parede, ficavam as máquinas de teletipo e telex. Era o que chamavam “copyright”. Para atenuar o barulho constante das máquinas, havia uma parede de laminado e vidro, que formava um “aquário”.
Num dos cantos, ficava a sala do diretor da Redação, e, mais para a frente, a “cozinha” jornal: diagramação, copidesque (revisores de estilo), secretária etc... Mais para o meio do salão, ficavam as mesas dos repórteres, que usavam máquinas de escrever manuais da Olivetti e Remington algum tempo mais tarde.
Depois de algum tempo na Reportagem Policial, passei para a Reportagem Geral, já como repórter efetivo (na verdade, meu estágio durou um ou dois meses; Logo fui efetivado). Nos primeiros meses, recebia em dinheiro, das mãos do próprio editor. Eram notas miúdas, com as quais o jornal havia sido comprado nas bancas. Ainda quando estava na Reportagem Policial, os colegas mais antigos falavam com nostalgia do tempo em que o jornal era dirigido por Ari de Carvalho. Havia lembrança, também, de como, os primeiros tempos sob o controle dos Sirotsky, a situação econômica da empresa era difícil.
Até que eles assumissem efetivamente o comando da empresa, segundo um dos professores que tive na faculdade e que conhecia bem a situação, Ari de Carvalho era mais empresário que jornalista. Se havia um certo da polícia para prender um delinqüente em algum ponto da cidade, a edição ficava esperando, para publicar a reportagem sobre o assunto. Com isso, muitas vezes, o jornal chegava tarde às bancas e, aí, a Folha da Tarde, da Caldas Júnior, que era um tablóide vespertino, já havia capturado os leitores disponíveis.
Cabe mencionar que, a esta altura, ainda havia bondes em Porto Alegre. O bonde, ao contrário do ônibus, não trepidava, pois corria sobre trilhos estáveis, e possibilitava a leitura por quem estivesse andando neles. As pessoas compravam a Folha ou a ZH, liam no trabalho ou na condução, quando voltavam para casa. O jornais tablóides como ZH e FT também tinham como firmes leitores os desocupados em geral que costumavam ficar no Largo dos Medeiros e sob as árvores da Praça da Alfândega. O Correio do Povo era jornal de assinaturas, praticamente não tinha venda avulsa (em bancas, por jornaleiros...).
Os Sirotsky, pouco a pouco, foram enquadrando profissionalmente a empresa. Reduzindo custos, exigindo o cumprimento dos horários de edição, e transformando o jornal originalmente popularesco em algo mais sério, mas não tanto, claro, quanto o Correio do Povo e a Folha da Tarde da concorrente Caldas Júnior. Assim, o noticiário policial, que era o forte da UH e da fase inicial de ZH, foi deixando de ser assunto para manchete até render apenas num rodapé da capa. Mas o que deu “seriedade” mesmo a ZH, foi a Editoria de Economia. Em determinado dia da semana, o editor de Economia reunia-se com um grupo de empresários, num almoço na sede do jornal, e realizava uma mesa-redonda com eles, que era gravada, transcrita e publicada na edição de domingo. Isso proporcionava uma aproximação com o empresariado, mostrava para eles a estrutura da empresa e deixava clara a sua intenção de apoiar os pleitos da iniciativa privada.
O jornal também passou a dar destaque à Reportagem Geral, além de manter a ênfase na Editoria de Esportes. Era costume, quando os jornais da Caldas Júnior publicavam alguma matéria com exclusividade (geralmente levadas para a redação pelos jornalistas da casa que trabalhavam também como assessores de imprensa em órgãos públicos ou mesmo em empresas e associações empresariais), que ZH humildemente, no outro dia, mandasse um repórter fazer matéria sobre o mesmo assunto. Um exemplo: o CP publicou, de manhã (o CP era matutino) matéria exclusiva sobre um vazamento de gás na refinaria da Petrobrás em Canoas. À tarde, o editor de Geral determinou que eu fosse até a Refap para fazer matéria sobre o assunto. Ou seja, ZH não deixava passar nada, a meta era fazer um jornal que publicasse tudo que os outros publicavam.
Por esta época, ZH adotou o modelo Folha da Tarde de elaborar as capas: na primeira, noticiário geral, na contracapa o exclusivamente o noticiário esportivo. Nas bancas, expostos dois exemplares de cada jornal, um mostrando a primeira capa, o segundo mostrando a última. E a última é que chamava mais a atenção, por causa do noticiário esportivo. Quem mantém esta prática até hoje é o Correio do Povo: a segunda capa é só esportes, ou melhor, futebol.
O editor da Geral, na minha época, tinha por princípio manter sempre um repórter viajando pelo interior do Estado. Foi uma época em que eu viajei muito. Conheci praticamente todo o Rio Grande do Sul: Fronteira (Uruguaiana, São Borja, Livramento), Serra (Caxias, Bento Gonçalves. Garibaldi), Litoral (todo, de Quintão a Torres e sul de Santa Catarina), Planalto (Erexim, Passo Fundo, Carazinho, Ijuí). Fiz matérias sobre enchentes, seca, geada, “ameaça” de neve (em Caçapava do Sul), índios, perfis de Municípios, safras. viagem de Ministro, viagem de Presidente
Mas ZH ainda era um jornal menor. E o sonho de todos os que entrávamos no jornalismo, naquela época, era mesmo ou trabalhar na Caldas Júnior, que era a empresa dominante no mercado (e que pagava ótimos salários), ou em sucursal de jornais ou revistas do Centro do País. Assim, depois de dois anos na ZH, eu a troquei pela sucursal do Jornal do Brasil.
PS: nesse curto período em que trabalhei lá, o jornal sofreu um incêncio, que impediu a impressão em máquina própria por apenas uma noite (nesta noite a edição foi impressa na máquina do Jornal do Comércio), mas obrigou que fosse feita uma reforma total nas instalações. Com isso, a redação desceu do terceiro para o primeiro andar.
(JLDS – 23/11/2008)

Lauro Dieckmann

 

 

Um lugar para Jango

 


por Marlon Aseff

 

O famoso tango de Mariano Mores e José Maria Contursi,
imortalizado na voz de Julio Sosa, prenunciava:
"que ganas de llorar en esta tarde gris".

Que vontade de chorar nessa tarde cinza.
Essa foi talvez a última canção
que o presidente João Goulart cantarolou,
pouco antes de sofrer um fulminante ataque cardíaco,
que aos poucos está sendo provado,
tratou-se de um assassinato.

 


Pouco afeito a expressar seus sentimentos, pelo menos em público, a canção que saía dos lábios de Jango, o presidente brasileiro deposto pelo golpe militar de 1964, foi como um pressentimento do que estava por vir, chamando a atenção de seu amigo Percy Penalvo, administrador de sua fazenda uruguaia, no município de Tacuarembó.

Naquela manhã de 5 de dezembro de 1976, Jango recordou o melancólico tango, ao cruzar em balsa o rio que separa o território uruguaio da localidade de Monte Caseros, na Argentina. Do outro lado, um motorista o aguardava para levá-lo junto com sua esposa, Maria Thereza, a sua estância próxima a Mercedes, de onde não mais regressaria vivo.

No refúgio uruguaio onde passava os dias intermináveis de um exílio involuntário, sua tarde gris já durava 12 anos. Naquele momento, a vontade de chorar era mal disfarçada por um homem que sempre fora habituado a alegria dos encontros sociais, mas também ao trabalho enérgico na condução política, ao contato sincero até com os mais subalternos de seus peões, que o fazia respeitado mesmo por inimigos políticos. Fora da política, Jango não tinha desafetos pessoais. Ao contrário, era saudado pelas famílias humildes, obtendo calorosa recepção do povo uruguaio quando precisou abandonar o Brasil.

 

Entretanto, o presidente vivia seu tempo e, assim como muitos de seus companheiros de luta, subestimou um inimigo poderoso, não percebendo que a morte vinha a galope. Seus passos eram vigiados e ele sabia disso. Jango não se importava, tanto que certa vez ofereceu até café e cigarros para um espião que encontrou nos campos de sua fazenda.

Frente a negativa do araponga em admitir a ação que desenvolvia, o presidente não titubeou: "olha aqui meu rapaz, você acha que eu cheguei a ser presidente do Brasil por ser burro?".

O agente espião era Mario Neira Barreiro, ligado a um grupo da extrema direita uruguaia, a Juventude Uruguaia de Pé. Barreiro agia sob as ordens de uma força supranacional do terror, comandada pelas ditaduras latino-americanas, com o aval da CIA, a temida agência de inteligência estadunidense. A lista dos políticos que deveriam morrer constava da chamada Operação Condor, que eliminava os que se manifestavam abertamente contra a nova ordem estabelecida na América Latina, através de sucessivos golpes de estado. Preso desde 2003 na Penitenciária de Segurança Máxima de Charqueadas, no Rio Grande do Sul, Neira Barreiro revelou como o ex-presidente foi envenenado por cápsulas colocadas em seus frascos de remédio para o coração.

Barreiro poderia ser considerado um impostor, que simplesmente inventou a história do assassinato de Jango para tirar proveito próprio. Aliás, esse é um argumento que se presta aos que não querem ver a verdade vir à tona.Contudo, a questão fugiu ao simples depoimento de Barreiro a órgãos de imprensa e até mesmo a uma comissão parlamentar gaúcha, que chegou a conclusão da veracidade de suas informações. Documentos secretos desclassificados recentemente pelo governo uruguaio mostram novas peças de um quebra-cabeça que começam a se encaixar.

O material, obtido pelo advogado Jair Krischke, conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, evidencia a vigilância sobre João Goulart e seu grupo mais próximo, além da conexão entre os órgãos de repressão das ditaduras brasileira e uruguaia.

O ano trágico de 1976, além da morte de Jango, trouxe também os assassinatos de Zelmar Michelini, senador uruguaio pela Frente Amplia, o presidente da Câmara de Deputados do Uruguai, Héctor Gutierrez Ruiz, ambos fuzilados com as mãos e pés amarrados, além dos militantes da esquerda uruguaia William Whitelaw e Rosário Schroeder. Também o ex-presidente da Bolívia, Juan José Torres seria assassinado naquele ano em Buenos Aires e o ex-presidente Juscelino Kubitschek morreria em um acidente automobilístico ainda envolto em mistério, na rodovia Dutra. Todas essas mortes aconteceram com apenas alguns meses de diferença, o que reforça ainda mais a suspeita de uma ação orquestrada detalhadamente pela Operação Condor. É preciso que se diga que essa é apenas a ponta do iceberg, pois inúmeros outros militantes políticos foram seqüestrados, mortos ou desaparecidos nesse período, entre o Brasil, Uruguai e Argentina. Os casos de Jango, Michelini e Torres são visíveis devido ao alcance que suas carreiras políticas atingiram.

Pouca gente duvida que Jango ou Michelini seriam os legítimos líderes políticos de seus países na redemocratização que mais dia menos dia teria de vir. O jornalista uruguaio Guillermo Garat, autor do documentário "Aquellos Nuevos Asesinatos", que aborda a morte de Michelini e Hector Ruiz, já havia mostrado através de depoimentos de pessoas envolvidas com aquele momento político, o caráter "didático" desses assassinatos. Ou seja, se figuras da amplitude de três ex-presidentes, um senador e um presidente do congresso uruguaio são friamente eliminados por seus ideais políticos, o que poderia acontecer com um militante comum?

Infelizmente o Brasil ainda é, entre seus parceiros do Cone Sul, o país onde menos se discute as arbitrariedades de um passado recente. O Governo Lula não parece disposto a abrir os arquivos da ditadura, cujos documentos de teor ultra-secreto só podem ser trazidos à luz se autorizados pelo próprio presidente. Desse modo, permanecem no anonimato os nomes de uma série de agentes públicos que se desviaram de suas funções, seja torturando, seqüestrando ou matando seus oponentes. Os arquivos que envolvem a guerrilha do Araguaia ainda permanecem ocultos. Ao mesmo tempo, o pacto firmado entre os militares e o governo civil na redemocratização continua intocado pelo governo petista.

 

Enquanto na Argentina militares que praticaram atos de tortura e crimes são enquadrados, no Uruguai dois ex-presidentes estão sendo processados. Por aqui as recentes declarações do Ministro da Justiça, considerando a tortura como crime que merece punição, gerou reação imediata do Clube Militar.

O saldo desse descaso com a (in)justiça e o passado recente, de acordo com um estudo elaborado pela cientista política Kathryn Sikkink, da Universidade de Minnesota (EUA), é a violência crescente do Estado, fortalecido pela impunidade, contra a população empobrecida. A questão central parece clara: matar e torturar não podem ser atos avalizados por uma sociedade que se pretenda democrática, mesmo mascarados por uma lei de anistia. Em meio a essa discussão, a nação precisa encontrar um lugar para Jango, recuperar o que realmente aconteceu a esse personagem relevante na história política do país. Para isso é necessário passar a limpo nossa história recente, imputar responsabilidades aos responsáveis pela avalanche opressiva que varreu o país e que até hoje deixa suas marcas.

Marlon Aseff - jornalista, mestrando em História Social
pela Universidade Federal de Santa Catarina,
correspondente no Brasil da Rádio Oceano FM, de Montevidéu.

 

Olheiro Lauro informa:


O "Guaíba Cidades", novo programa que a Rádio Guaíba lançou nesta terça-feira, feriado de N. Sra. Aparecida, disse ao que veio já na estréia. Farid Germano Filho dá uma boa sacudida no marasmo que é o rádio nas manhãs de Porto Alegre. Dispensaram o bom-mocismo inócuo do programa anterior, que ocupava o horário das 9 ao meio-dia, e agora o Farid está vibrante na "latinha" da velha e querida Guaíba. Com a vantagem de não ficar interrompendo os entrevistados a toda hora, como o Lauro Quadros e o Macedo fazem na rádio da RBS, e que certamente já colocaram suas barbas de molho...
Lauro Dieckmann

Paris é uma Festa

 

Lauro, aceite um conselho pra esta gurizada; peça a eles que leiam o Paris é uma Festa, de quem mesmo, ah, de Ernest Hemingway, que quando nós não tínhamos dinheiro, muito livro " surrupiamos" nos balaios da feira do livro pra ler....evidentemente....


Café de La Paix

O nosso patrono,aliás,deste ano, também sabe bem como se surrupiava livros nos balaios pra ler, mas que falta que faz uma geração que não faz mais isto...vai sair o que disto tudo, um bando de idiotas...???


Le Grand Hotel


O local preferido da Lost Generation


Quem leu H. Miller sabe o que é

As fotos em anexo são dos locais onde borboleteava a "geração perdida" norte-americana no entre-guerras. É a região do Boulevar des Capuccines, com o Cafè de la Paix, o American Express e o Grand Hôtel. Quem leu Hemingway, Faulkner e Miller sabe do que se trata.
No Cafè de la Paix, ainda hoje, as velhotas ricaças vão lá à noite afim de se acertar com garotões pobres, mas dispostos a encarar uma mocréia para faturar uma grana. E têm até códigos, conforme a posição da bolsa que deixam sobre a mesa, para indicar o que pretendem. Vê só, o mundo evolui, mas tem coisas que não mudam jamais.
Lauro Dieckmann, já com saudades de Paris

 

Retratos do Exílio - Solidariedade e Resistência na Fronteira



55 ª Feira do Livro de Porto Alegre

 



Lançamento: 14 de Novembro - 18h30 - Memorial do RS

O prefácio do livro é do Flávio Aguiar, articulista e fundador da Carta Maior (www.cartamaior.com.br) . A contracapa é do Paulo Pinheiro Machado. Te envio em anexo uma foto com a contracapa também.

 


Histórias de La Úndeze!!!( 1)

 

O cadáver do primeiro ´prefa´ viajou
dentro do porta-malas,desde Portinho!

Quando morreu o primeiro prefeito de Serafina, Amantino Montanari,de um câncer, no Hospital Sta Rita, em Portinho, tinham que ter um atestado de óbito, mas o médico encrencou e exigiu que o corpo fosse levado ao IML na av. Ipiranga.Seu filho, o dentista Luis Carlos,
( Ghighon) não quis ter todo este trabalho e levou o cadáver do pai pro seu apê,localizado ali na padre Chagas. ( Luis Carlos não é de meias palavras é resolve assim ao seu estilo os problemas).
De noite, o presunto do prefeito ficou dentro do apê do filho, mas eles armaram um jeito de retirá-lo de madrugada pra levá-lo pro enterro em Serafina. Afinal de contas, era o primeiro prefeito do município, muito bem quisto, pelos colonos e pela cidade, e havia uma razoável quantia de gente esperando pelo corpo.

De madrugada, retiraram pela escada de serviço do prédio o presunto do prefeito e embarcaram no porta-malas do filho Luís Carlos. Mas a pequena comitiva que saiu de Porto Alegre tinha era um medo: e se a polícia parar o carro, o que iam dizer daquele presunto aí dentro, sem atestado de óbito?

Viajaram de manhã cedo, mas os 230 km que separam a capital da antiga La Úndeze, passaram ligeiro e a polícia não parou o carro.
Quando chegaram em Serafina o Roberto Arroque, médico tri conhecido e amigo de todos lá, resolveu o assunto: deu um atestado de óbrigo pra enterrar o primeiro prefeito de serafina.
Como recordação do tempo que o Amantino ficou no Santa Rita, seu filho Luís Carlos diz que ele dividia o quarto com outro doente e seguidamente dizia pros filhos que iam visitá-lo
- Cuel lá el ze mal chiapa....( aquele outro ali está mal das pernas....)

Coleguinhas


* O último jornal versão, do sindicato dos jornalistas, publicou uma nota oficial tri estranha: diz que " A comissão estadual de ética do sindicato dos jornalistas profissionais do rs em atenção à representação encaminha a este colegiado, comunica que decidiu aplicar a punição de advertência ao jornalista Ricardo Azeredo e de suspensão temporária por um período de seis meses do quadro de associaodos o jornalista Pedro Fernando Macedo, nos termos do Código de ética da categoria"

E a nota, nem o jornal, não dá mais nenhum detalhe? queremos tudo por etapas, como dizia o Jack o estripador.....

 

Nova Zelândia

O Gelson Farias e sua esposa atravessaram oceanos de avião, é claro, pra visitar o filhão na nova zelândia, em fevereiro último. eis aí algumas fotos que o coleguinha nos brinda....

 

 

 

Briga do sindicato X TVE

 


Se o nosso "tancredissimo" José C. Torves ainda estivesse por aqui,tenho certeza que não deixaria passar esta condenação ao Pedro Macedo e ao Ricardo Azeredo....

Alô cade as fotos do monumento?

 

Alô turma de são borja, israel lopes, ramão aguiar e outros que foram a inauguração do monumento de jayme caetano braun em são luis( ah, sim porque na fronteira ninguém diz são luis gonzaga, dizem simplesmente são luis) mandem fotos,ou será que não bateram nenhuma chapa?!

Coleguinhas

 

* o Villa de santana do livramento,avisou,ontem,na guaíba que à noite estaria no centenário em montevideo, assistindo ao jogo do uruguai x argentina. isto que é bom morar na fronteira..aproveita-se os dois lados dos países, ou como eles dizem lá " soy um doble chapa..."

O affair Tarso de Castro X Candice Bergen ( III)

Do livro de Tom Cardoso....

" Do Hotel Meridien, no Rio Vermelho, Tarso,Candice e João Ubaldo partiram para a prtaia do Porto da Barra, ali pertinho, onde Caetano e Dedé Veloso,sua mulher, os esperavam para apreciar juntos o pôr do sol, um dos mais bonitos da cidade, com vista para a Ilha de Itaparica.João Ubaldo, que fizera mestrado em Ciência Política na Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e Caetano,exilado, durante anos em Londres, faziam às vezes de intérpretes para o casal apaixonado, quie não gastava muito tempo conversando. Tarso mordia freneticamente as orelhas de Candice e repetia sempre o mesmo elogio, em italiano, a única língua latina entendida pela atriz: " Tesouro! Te voglio bene! Tesouro!".

Depois de tomar generosas doses de caipirinha e batidas de caju, os quatro anfitriões, como bons baianos( àquela altura,Tarso já se considerava da `terrinha`) deitaram-se na areia e passaram a contemplar a beleza da Baía de Todos os Santos. Candice, que durante a juventude em Beverly Hills ganhara todos os torneios de natação da cidade, aproveitou o mar tranquilo do Porto da Barra e foi nadar. O que era para ser um fim de tarde tranquilo quase se transformou em pesadelo, como lembra João Ubaldo:

`A Baía de Todos os Santos é muito traiçoeira e tem uma correnteza grande ali atrás, justamente no Porto da Barra. Quando a gente notou, a Candice estava nadando, de costas, em alta velocidade, em direção à Ilha de Itaparica. Era uma máquina de nadar. Aí, eu, Caetano e Tarso, completamente bêbados, entramos num pequeno barquinho para salvá-la. O que tinha mais intimidade com o barco era eu, pois sou de Itaparica, mas, assim mesmo, entendia muito pouco. Remamos como loucos e,depois de horas, começamos a alcansar a Candice, que estava tranquila,boiando, de olhos fechados. O Tarso quis afogá-la, mas não deixamos´."( Prossegue)

Dom Antônio...


Morreu o bispo D.Antônio Cheuiche...que coordenou a visita do Papa em 1981 a Porto Alegre....


Duas historinhas que linkam o falecido:

1) Flávio A. Gomes foi pro hospital e estava meio entubado. Mas acordou com uma voz troniteante ao lado rezando em voz alta....Flávio pensou que estava no paraíso, tinha morrido e havia finalmente entrado no reino dos céus...não era...era uma visita, o bispo dom antônio Cheuiche rezando em voz alta...

2) Quando veio o Papa, em 1981, deram o comando da imprensa pro Vilmo Medeiros, que não era muito de ter jogo de cintura. Vilmo, conhecido entre os colegas por " baleia a mangona assassina" ou simplesmente o " cabeção" começou a pedir nas rádios que não viesem pra Porto Alegre porque faltaria tudo, casa, comida, papel higiênico, leite, pão etc....

o povo do interior se assustou e começou a cancelar hotéis,viagens,tudo. Três dias antes do Papa chegar de Curitiba, as rádios começaram a anunciar o contrário, que viessem pra Portinho porque havia vagas para tudo....

 

Coleguinhas

 

Comissão reconhece papiloscopistas como peritos oficiais
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) aprovou nesta quarta-feira, 14, o Projeto de Lei (5.649/09), que reconhece os papiloscopistas e necropapiloscopistas como peritos oficiais para fins cíveis e criminais. Os papiloscopistas trabalham com a identificação humana, na maior parte dos casos, das papilas dérmicas dos dedos da mão ou dos pés.
A deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS) disse que o debate não é novo. “Há muitos anos esse tema vem sendo debatido, eu o acompanho há muito tempo, desde quando eu era senadora do Rio Grande do Sul.”
Com história no movimento social, a parlamentar gaúcha acredita que as desavenças entre as categorias prejudicam as prioridades de cada profissão. “Essas categorias, tão importantes para a segurança pública, deveriam trabalhar dentro de uma perspectiva de unidade, de luta conjunta, de fortalecimento dos seus espaços de construção sindical”, afirmou.
Emilia Fernandes reintegrou a sua posição de apoio aos profissionais da área de papiloscopia. “Respeitando diferentes posições, pregamos a unidade da categoria, queremos garantir em definitivo a ordem pública e a segurança jurídica. A atuação desses especialistas é a de contribuição para o esclarecimento, a resolução de diversos casos de grande repercussão. Precisamos resgatar e valorizar os peritos papiloscopistas. Meu voto é sim.”
Antes da votação foi realizada uma audiência pública para esclarecer os parlamentares da Comissão. Estiveram presentes na reunião o presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Humberto, Jorge de Araújo Pontes; o presidente da Associação Brasiliense dos Peritos Criminais, Iremar Paulino e os peritos papiloscopistas, Antônio Tadeu Nicoletti Pereira e Nadiel Dias da Costa.

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Bruna Yunes
Assessora de Imprensa

MAS BAH! TCHÊ !!!!!!!



Tem um casal aqui em Brasília,que é de Livramento.
Vieram para cá,quando no governo Médici,o Ministro da Agricultura era o Luiz Fernando Cirne Lima. É o Jorge e a sua mulher Zilah. O Jorge é um grande técnico. Conhece tudo na área da agronomia. Hoje está aposentado,mas não quis mais voltar para o Rio Grande. Só vai ao sul e a Santana do Livramento umas duas ou três vezes por ano. A Zilah por sua vez
é muito bem relacionada e tem uma das melhores” boutiques” da cidade. O casal muito simpático é convidado sempre para todos os eventos sociais que tem por aqui. Anos atrás,quando eu ainda era convidado para os jantares e coquetéis,fui a uma recepção na Embaixada da Inglaterra. O Príncipe Charles que ainda não havia casado com Diana,estava em visita ao DF e estava sendo homenageado pelo Embaixador Inglês. Uma baita festa. Gente que não acabava mais.
Feita a fila para os cumprimentos de Sua Alteza Real,fiquei atrás do Jorge e da Zilah que estava eufórica e emocionada para apertar a mão do Príncipe. Quando chegou a vez dela, não teve dúvidas e lascou no seu mais fluente francês,que aprendeu em Santana:”Mas Bah! Príncipe. Comment allez vous??????”Traduzindo seria mais ou menos isso:como vai você???O Príncipe sorriu e olhou para o Embaixador que fez com os ombros aquele movimento,como dizendo:”esta eu não entendi direito...” Sua Alteza voltou para Londres e deve ter dito a sua noiva Diana,que conheceu no Brasil,uma língua que é só falada em Brasília e que não era bem uma língua portuguesa
Outra vez a Zilah estava dirigindo o seu carro,quando foi parada em uma blitz. O guarda de transito, pediu os documentos, carteira de motorista etc...e foi olhar o carro. Viu então,que estava faltando o espelho retrovisor da porta do lado do motorista. Chamou a Zilah e reclamou,dizendo que seria obrigado a recolher o carro,até que o retrovisor fosse recolocado. A Zilah,não teve dúvidas e disse:” Mas Bah!! guri. Eu não tinha visto que estava faltando o espelho. Eu só me “maquio” no espelhinho que fica ali na frente, pendurado no parabrisas dianteiro”. O guarda,ficou nervoso e chamou o tenente que comandava a blitz, para passar o problema para ele. O tenente, filho de gaúchos,sorriu e como uma homenagem ao seus pais,liberou a Zilah até da multa.
A Zilah jurou que vai começar a falar como se fala em Porto Alegre e não mais como se fala na fronteira. Agora digo eu,mas bah!!!!! acho que a emenda vai ser muito pior do que o soneto...
Sergio Ross

 

 

Discurso de João Vicente Goulart

 

FOI INAUGURADO NO ÚLTIMO DIA 1° DE OUTUBRO O MEMORIAL "CASA JOÃO GOULART".
A SEGUIR OS DISCURSOS PROFERIDOS PELOS DIRETORES JOÃO VICENTE GOULART E CHISTOPHER GOULART;

A seguir a íntegra do discurso de João Vicente Goulart:

São borjenses!
Exmos. Sres..........
È com satisfação que novamente estamos em São Borja, prestando homenagem a Jango no momento de inauguração do “Memorial Casa João Goulart”.
Quando a família em conjunto decidiu pela doação, através de escritura pública, para o fim específico de que aqui se construiria um museu, - memorial que preservaria a memória e lutas do Presidente João Goulart, o Jango de São Borja, sabíamos que estávamos contribuindo não só pela preservação de sua memória, mas estaríamos também contribuindo pela preservação da memória nacional, pelo legalismo da Pátria e pelas lutas dos direitos sociais pelas quais Jango tanto lutou e morreu.
Já havímos fundado o Instituto Presidente João Goulart, entidade esta envolvida no debate nacional sobre a conduta da ditadura e a perseguição de Jango quando este se encontrava no exílio, assim como empenhada na transformação da sociedade brasileira. Nossa luta, é resgatar não somente o acervo físico da memória deste inconteste líder trabalhista, mas também resgatar o acervo político e espiritual de quem foi assassinado no exílio lutando pela liberdade tombada pelo sangue e o sacrifício de tantos outros brasileiros que ficaram pelo caminho.

Muita gente desconhece o estímulo que nos envolveu neste debate, mas além do compromisso com a memória de meu pai, é importante anotar a nossa indignação quando o Embaixador americano, dentro de nosso território, diante da apatia geral, disse para nosso espanto que havia violado a soberania nacional em 1964, usando U$ 5.000.000, para comprar deputados e senadores que vieram a legalizar o golpe.

A promoção e as vendas de uma biografia em português deste embaixador (e agente do CIA), confessando o patrocínio do Golpe militar de 1964 pelo governo norte-americano daquela época, representou o fim de qualquer polêmica sobre a queda da democracia ter sido promovida por uma intervenção externa, pois o Departamento de Estado Norte-Americano confirmou o fato em 2004 mediante a desclassificação dos documentos secretos norte-americanos.

A apatia geral foi sintomática e revela o quão profunda foi a intervenção no país, pois quanto mais nos debruçamos nos documentos desclassificados, mais transparente fica a derrota sofrida por nosso país na guerra fria. Perdemos uma guerra não declarada, promovida por meio de “ações encobertas ou espoliativas”.
Este é resgate que queremos! Denunciar a manipulação histórica que fazem com a figura de Jango.

O edifício republicano do Estado de Direito ruiu, a corrupção campea solta nos gabinetes de todas as esferas e a população se dividiu em facções, o policiamento de zonas pobres e periféricas foi desmobilizado, os quartéis foram mobilizados em periódicas insurreições contra a autoridade civil orquestradas por agentes convertidos, a economia foi manipulada, tudo para manter uma crise perene e um clima de insegurança favorável a instalação de um regime de exceção, em 1964 subordinado à esfera da potência hegemônica, no caso os Estados Unidos da América, e que até hoje deve ser corrigido em nossa sociedade republicana.
Começa neste ato por São Borja a elucidação destes fatos históricos!
A eleição de 1950, o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e a Cadeia da Legalidade que legitimou a posse de Jango em 1961 adiaram a rendição do país, mas a intervenção se tornou mais contundente com a inusitada resistência pacífica e civil que anulou todo o trabalho de subversão da ordem interna. O Brasil teimava em ser mais do que uma reserva estratégica de matéria-prima. Teimava com Jango em ser uma potência emergente e soberanamente livre.

Enquanto Janio renunciava os norte-americanos sabiam que o comunismo era incipiente no Brasil como mais tarde reconheceu Kennedy em anotações publicadas e destacadas pelo professor Darcy Ribeiro na década de 80 – na verdade eles temiam eram os nacionalistas. No fim, o aparato do plano de 1961 serviu de suporte logístico para outras “Operações militares”. ( Brother Sam, Popeye, Mosquito e etc.).
A verdade é que uma invasão militar em território brasileiro representava um revés para o discurso público sustentado por mais de uma década pelo Departamento de Estado norte-americano interna e externamente. Se o parlamentarismo adiou a invasão, a cláusula do plebiscito mantinha a possibilidade do Governo Jango, recuperando o regime presidencialista, conseguir ratificar o acordo de Pequim mais adiante, e que fora pactuado por Jango em sua histórica viagem á China em 1961.

O governo Jango começava a desenvolver um projeto coerente para desenvolver o país.
Jango reuniu um conjunto de homens notáveis engajados com uma agenda de interesses nacionais, que foram listados e marcados no ano de 1962, conforme um relatório dos serviços de inteligência que escapou da queima de arquivos do SNI. A maioria dos homens ali listados foram perseguidos e cassados em 1964.
Os documentos desclassificados mostram que uma das metas do golpe militar foi destruir a liderança de Jango na América Latina, como ficou constatado na posição brasileira assumida em defesa de Cuba na crise dos mísseis em 1962. Os norte-americanos se preocuparam em medir a queda do prestígio brasileiro após 1964, solicitando relatos específicos de suas embaixadas em toda América Latina. Em 1969, a liderança brasileira tinha se esvaído pelo conteúdo destes relatórios.
São estas constatações históricas que atos como este, hoje aqui em São Borja, são importantes para as futuras gerações entenderem o que se passou em nosso Brasil nos idos de 1964.
Recentemente me foram encaminhados pelo presidente da Câmara Federal Dep. Michael Temer a íntegra da CPI dos IPES e dos IBADES que houve em 1963, presidida pelo inesquecível Dep. Ulisses Guimarães, onde estão os nomes dos parlamentares que foram financiados pelo dinheiro da CIA, ao qual se referiu o réu confesso ex-embaixador americano Lincoln Gordon e que através do voto comprado legitimaram a ditadura, declarando vaga a presidência da República com o seu chefe de Estado dentro do território nacional.
São estas constatações que o IPG quer através de pedido de ação civil pública ao Ministério Público Federal, e que este venha a se manifestar e investigar as circunstâncias do assassinato de Jango.
A soma de todas as ações encobertas ou espoliativas praticadas no Brasil desde a queda do governo de Getúlio Vargas em outubro de 1945 até o dia 01 de abril de 1964, tornou impossível evitar o golpe militar. Nem é o caso de se dizer que os estadistas brasileiros ignoravam a subversão do Estado de Direito, tanto Vargas quanto Jango diagnosticaram o perigo. Getúlio, seis meses antes do suicídio em entrevista à imprensa. Jango quando pediu ao congresso, a decretação de estado de sítio que para seu constrangimento foi repudiada pelo próprio PTB, tal a cegueira que acometeu os ânimos de todos na época.
Então São-borjenses, tão importante quanto inaugurar-mos esta casa, é também conhecer a luta de Jango pela emancipação do Brasil.
João Goulart vestiu o manto de “estadista” ao recusar envolver a nação brasileira num conflito sangrento. Recusou uma guerra civil planejada e cultivada pela potência militar hegemônica. Recusou a possibilidade de uma cisão territorial como as que ainda dividem países asiáticos como a Coréia. A mensagem contida na sua desistência de resistir no dia mentira, o 1° de abril, em 1964, não pode ter passado despercebida para os analistas de informações.
O recuo de Jango e seu exílio tinham uma configuração semelhante ao exílio voluntário de Vargas que antecedeu sua consagração pelas urnas em 1950. De Gaulle deve ter deixado uma impressão profunda no presidente que assumiu o cargo sem ter ganhado sequer a eleição do Clube militar (de 1962), quando manifestou a Castello Branco que o Brasil não era um país sério, pois o mesmo tinha se comprometido com o restabelecimento da ordem jurídica interna, levando até Juscelino a acreditar nele com seu voto, pensando que daria eleições em 1965, posição que colocava em xeque todo o resultado obtido pelos norte-americanos e seus aliados internos. Jango poderia voltar.
E isto são-borjenses a ditadura não podia permitir. E anos depois, com a abertura Jango poderia se tornar novamente presidente da república e aí sim implantar as reformas de base que até hoje este país necessita.
A juventude de Jango continuou a pesar como uma ameaça sobre a intervenção no país, pois a redemocratização poderia reconduzi-lo a presidência e ao resgate de uma agenda soberana. No exílio, Jango defendeu a idéia de uma resistência pacífica, condenando o uso das armas que servia de justificativa para o endurecimento e manutenção do regime militar. Daí a preocupação da CIA em mandar um importante agente de campo vigiá-lo no Uruguai em 1965, nada mais nada menos que o responsável pela criação do serviço de informações do Itamaraty, o famigerado CIEX do embaixador Pio Corrêa.

A queda da democracia brasileira teve um efeito dominó sobre toda a América Latina e os norte-americanos conseguiram imprimir seu domínio sob a forma de ditaduras militares sob a bandeira da doutrina de segurança nacional. A queda de Salvador Allende em 11 de setembro de 1973 foi o ponto culminante da intervenção da CIA no continente. A queda do governo chileno completou o trabalho de intervenção e submissão da América Latina à vontade do poder hegemônico. Daí em diante não havia mais sentido em defender a implantação de ditaduras militares para combater o comunismo, quando Nixon tinha ido à China negociar um acordo de cooperação econômica para salvar a economia do desastre provocado pela queda da cotação do dólar, quando deixou de ter lastro em ouro.

A cooperativa do Terror monitorada pelo comitê dos 40, supervisionada pelo senhor Henry Kissinger tratou de eliminar esta ameaça executando um programa de assassinatos seletivos cuja vitrine mais conhecida é a Operação Condor. No caso de João Goulart existem denúncias sérias de que o mesmo foi vítima de um envenenamento mediante o uso de uma espécie de concentrado de cloreto de sódio produzido em forno de autoclave que consta da lista de venenos do projeto Andrea, produzidos com tecnologia da CIA e dirigido por “Hermes”Berríos e Michael Townley, na casa de “Lo Naranjo” em Lo Cullo, Santiago do Chile.
Temos que resgatar a luta de Jango, empenhando-nos no seu entendimento e conhecendo as ações do Condor para com os líderes Latino-americanos. Vários deles foram exterminados, Jango era o quarto da lista. Temos que relembrar-los para não esquecer que as histórias da Pátria foram conquistadas com resignação e sacrifícios pessoais.
O processo de afirmação de soberania e identidade começa com uma reflexão de cunho político e histórico cujo eixo é a queda da democracia em 01 de abril de 1964 e o processo de “americanização do Brasil”.
O pacto fundamental (Carta Magna) foi violado e o país nunca realizou um verdadeiro balanço do impacto que a queda das instituições democráticas teve sobre a “Coisa Pública”, a Res. Publica.
Falar de Jango é falar dos interesses do Brasil. O resgate do Brasil de Jango inclui desde a conscientização coletiva sobre a violação de nossa soberania, revelando a natureza deste processo histórico até uma atualização e elaboração criteriosa da uma Agenda de Interesse Públicos Nacionais.

O trabalho de revitalização da Memória Nacional e o papel do Presidente João Goulart na queda da emergente potência brasileira revelam uma gama de tarefas que só podem ser realizadas dentro de um planejamento sistêmico e abrangente. Nem o Estado, nem o governo e nem os empresários, nem as organizações sindicais ou partidos políticos, nem as universidades, ONGS ou OSCIPS, ou qualquer organização ou indivíduo altamente qualificado possui meios e recursos para realizar um exame acurado e compor um quadro sobre o qual seja possível desenvolver um projeto, uma agenda para o país.
O desafio do Instituto Presidente João Goulart é atualizar as propostas de reforma de base do Estado, preservando princípios que consagram sua memória:

• Independência e Autodeterminação dos Povos
• Diálogo, Democracia e Legalidade
• Desenvolvimento, Capitalismo e Justiça Social
• Educação e Inclusão Social
• Organização e Eficiência Administrativa
• Cooperação Internacional Econômica e Política
• Resistência Pacífica e Pensamento Soberano.
• Agenda de Interesses Nacionais
Além da revisão e atualização do pensamento Janguista, reivindicaremos para o Brasil um projeto de Nação calcado na reforma do Estado, que urge na necessidade imediata da adaptação das “Reformas de Base” a este novo tempo que vivemos.
O IPG procura fazê-lo através de convênios com varias universidades do Brasil e de forma acadêmica, com um amplo debate de oficinas pensantes através de uma intranet, premiando as melhores teses em debate, sem o ranço político-partidário já tão desgastado na frente da opinião pública. Após este profundo debate acadêmico tranformaremos estes estudos em uma proposta ao Congresso Nacional.

Na planificação de atividades de resgate da memória do presidente João Goulart do IPG, a construção do Memorial Presidente João Goulart em Brasília, projetado pelo ilustre professor Oscar Niemeyer, junto as homenagens oficiais e a cerimônia fúnebre darão o tom adequado sobre a necessidade de uma reflexão ampla, uma diagnose acurada diante da apresentação de um relatório sobre a perda da soberania em 01 de abril de 1964 lastreado na pesquisa à luz dos documentos secretos desclassificados históricamente sobre as raízes da crise republicana brasileira.
Conclamamos a todos aqueles que em nome da verdade histórica de nossa nação, venham a ter a pressão no peito de lutar pelos verdadeiros direitos constitucionais de nosso Brasil, unam-se a nós no estudo profundo de nossa nacionalidade, no estudo sério da reforma do Estado Brasileiro para que a exclusão de tantos irmãos que vivem ainda por debaixo da faixa de pobreza e pelos quais Jango, tanto lutou e morreu, possam a vir no futuro, ter uma Pátria solidaria e sem exclusão, com uma melhor distribuição de renda e onde os que hoje são marginalizados pelo sistema econômico, tenham iguais direitos que as elites prepotentes que derrubaram João Goulart através do golpe e que até hoje detém o poder em suas mãos.
Estamos dando aqui em São Borja o primeiro passo para um futuro e melhor conhecimento da historia de Jango, que se confunde com a história da soberania brasileira.
Ao despedir-me queria dizer o quanto é importante estar hoje aqui em São Borja com o nosso povo, o povo de Jango, e mais ainda dizer a vocês como é bom vir a estes pagos para revitalizar a nossa vida com a história de nossos mortos.
Parabéns São Borja de Getúlio e de Jango!



Coleguinhas


* Castêncio, o Paparazzo, chegou aqui na salinha J. C. Terlera , hoje, 13/10, dizendo que tem uma foto "arrasão-quarteirão "...Meu Deus, o que será???

* Rede Vida anda atrás de um coleguinha, dono de um site, pra colocá-lo na bancada pra fazer uma entrevista com o ministro da Justiça, Tarso Gerno...

* Ouvi hoje, dia 13/10, o programa Quadrantes do Rio Grande, com a Maria Luiza Benitez....Sinceramen te não achei o bicho....

* O coleguinha Sérgio Ross andava abatumado esta manhã,quando falei com ele às sete da matina. Não é nada, colega....sacode a poeira e dá a volta por cima....

 

MALUFF E A MEDALINHA



O Victor Faccioni era o líder do PP na Câmara. Assim que assumiu,isso por volta de1990,me convidou para ser o assessor de imprensa do partido. Nós eramos amigos à muito tempo,e ele sabia muito bem que eu era Brizolista.
O Paulo Malluf num fim de semana,teve que ir a Palmas no Tocantins. Como o Facioni ia junto,me convocou para a viagem.
Quando chegamos na cidade,foi uma festa. Em uma reunião do partido num dos clubes da cidade,o Malluf foi homenageado. Ganhou como lembrança uma correntinha de ouro com uma medalhinha de São Jorge. Demagogo como sempre,fez um rápido agradecimento e enquanto vários oradores discursavam, ele começou a enfiar na correntinha a medalhinha. Meio cegueta, parecia estar encontrando dificuldades para concluir a operação. Discretamente ,cheguei perto dele e perguntei:”o senhor quer uma ajuda”. Ele então me respondeu baixinho, tentando completar o serviço:”sai,sai da frente...os caras estão me fotografando...”Quando olhei para o lado,os coleguinhas fotógrafos e os caras das televisões,mandavam brasa,aproveitando a cena. Eu que achava que sabia tudo,em matéria de cobertura jornalística, decidi reavaliar os meus conhecimentos. O homem,apesar de eu não gostar dele,é realmente uma fera.

 

JUSTINO E A BRIGA COM O LEWGOY

 



O Justino Martins não era nada fácil. Falava pouco e tinha também poucos amigo de fé,mesmo. Não era de conversar muito. Mas comigo,não sei porque,apesar da nossa diferença de idade,ficou meu amigo de infância. Acho porque nos eramos gaúchos e fã do Dr.Brizola, de quem ele gostava muito,mas não era de paparicar o homem.
Na redação da Manchete, quem aparecia muito por lá era o José Lewgoy, um grande astro do nosso cinema nacional. Um gaúcho de Alfredo Chaves (quando ele nasceu ainda não era Veranópolis) bom de papo e sempre com histórias engraçadas.
Ele aparecia sempre na hora do almoço e assim era convidado para almoçar conosco. Eu estranhava no entanto,que o Justino,não conversava com ele e ele também não se chegava muito perto da mesa do gaúcho de Cruz Alta.
Um dia,não tive dúvidas,perguntei ao Justino porque ele tratava o Lewgoy daquela maneira,se haviam morado juntos por muito tempo em Paris,quando o Justino esteve “exilado”por lá(botei exilado entre aspas porque isso é uma outra história das muitas do Justino...).Aí o Justino me contou que em Paris tiveram uma briga muito feia e que por isso não conversava mais com ele. E oJustino me contou a historia da briga. Me disse:” Nos morávamos em um apartamento muito pequeno,porque não tínhamos grana nenhuma. Passávamos fome. Viviamos de bico. Um dia ganhei uma laranja de umbigo,muito linda. Botei a laranja dentro de um velho refrigerador,nosso único bem,para comer a noite,quando voltasse para casa. Para minha surpresa,quando abri a porta da geladeira a minha laranja havia sumido. Sabe quem tinha roubado e comido a minha laranja??? Exatamente ele,o Lewgoy ...Aí brigamos a tapas e eu não quero nunca mais falar com ele...”
Eu entrei no circuito e depois de logos papos com os dois,consegui que ficassem amigos novamente. Não foi fácil. Mas tenho certeza que os dois morreram contentes por serem amigos novamente.

PS: A história do exílio do Justino é mais ou menos esta.
Ele deixou Cruz Alta e a convite do Erico Veríssimo que mais tarde, tornou-se cunhado,foi trabalhar na Revista do Globo. Justino,talvez influenciado pelo Erico,começou a morrer de amores pelo Partido Comunista. Logo começaram os problemas e ele foi obrigado as pressas deixar o Brasil. Como de bobo ele não tinha nada,conseguiu através do Partidão se exilar,exatamente em Paris,onde viveu por muitos anos antes de voltar ao Brasil para dirigir a Manchete
Com a morte dele, a Manchete também começou a morrer e deu no que deu. Até hoje estou desempregado.

 

Niver da minha filha!

 

Hoje, dia 13/10, minha guria mais velha está comemorando 34 anos. Já é mãe de uma bebê de quase um ano. Pois publico a foto dela, poucos dias depois de nascida....


 

 

Coleguinhas

 

* Sergio Ros me disse ontem que o filho do fotógrafo Paulo Borba de Andrade, do Ministério dos Transportes, também trabalha no mesmo local e estes dias estava mexendo nas fotos do velho que ficaram nos arquivos do Ministério.

* Está em fase final de feitura um livrinho com uma longa entrevista de Hamilton Chaves, que o PDT vai editar pra feira do livro de Porto Alegre. A entrevista dá muitos dados da Legalidade e foi feita em 1981.

 

O affair Tarso de Castro X Candice Bergen! escrito por Tom Cardoso.
( Parte II )

 


" Tarso não deixara de pensar em Candice Bergen desde o primeiro dia em que vira subindo as escadas da boate Hippopotamus, de Ricardo Amaral, acompanhada de Samuel Wainer. Convidada pela empresária e promoter Regine Choukroun para assistir ao carnaval carioca de 1978, a atriz americana escolhera Samuel como seu anfitrião - os dois haviam se conhecido em Paris, durante o exílio do jornalista. Solícito, mulherengo confesso, o ex-proprietário da Última Hora, não desgrudou de Candice. Porém, seu erro maior foi levá-la para jantar no território de Tarso de Castro.

Há várias versões sobre a noite em que Tarso conquistou Candice na varanda do Antonio´s. Alguns juram ter visto o jornalista entrar correndo no restaurante, ajoelhar-se aos pés da atriz e beijá-la dos pés à cabeça sem a menor cerimônia. Outros dizem que a abordagem foi um pouco mais sutil: com um buquê na mão esquerda e um urso de pelúcia na direita (doado na última hora pela mãe da promoter Ana Maria Tornaghi), o jornalista disse meia dúzia de palavras em inglês e conquistou a moça.


Uma terceira versão é sustentada por amigos mais próximos a Tarso. Candice interessou-se por ele no Antonío´s mas só se apaixonou de verdade depois que viu o seu retrato ao lado de CHE GUEVARA, tirado ruante a cobertura da Conferência Econômica e Social da OEA, em Punta Del Este, em 1961. Rápido no gatilho, o jornalista teria dito à atriz que lutara ao lado de Che Guevara e Fidel Castro durante a Revolução Cubana - contou (provavelmente fazendo gestos) os apuros que ele e os dois lideres comunistas passaram juntos nas montanhas de Sierra Maestra, semanas antes de entrar triunfantes para tomar Havana do ditador Fulgêncio Batista. Candice teria ouvido a história com lágrimas e se apaixonado perdidamente.(prossegue....)

 

Olides é o canal...

 


O Lauro mandou este " bruto" deste elogio e eu fico todo envaidecido. O Lauro, por sinal, foi localizado pelo GPS numa revendedora trocando de carro. O gajo viaja pras europas e compra carro novo. Tá podendo....


Grande, cara. os coleginhas também estão te descobrindo para postar suas fotos e matérias.
começou com o serginho, depois o candago das fotos, agora o válmaro paz.
blz, cara.
é por aí, é o canal!
lauro dieckamn

Uma saia-justa

 

Lauro Dieckmann, voltando a Europa

Em Amesterdam aconteceu um fato curioso. Os holandeses são muito altos: os rapazes medem em média 1,83 de altura (pareciam clones do meu filho, altos, todos de olhos azuis e com cabelo entre o castanho claro e o louro palha, como os do meu falecido avô materno) e as garotas estão ali pelos 1,77. Bem, as castelhanas que nos acompanhavam tiveram sérios problemas para usar os sanitários, pois são fabricados conforme a altura dos(as) holandeses(as). "Tive de hacer de pie", comento uma. De tão alto, não dava para as latinas fazerem xixi sentadas no vaso, só em pé. Um gaúchos (só podia ser!) que ouviu o relato da castelhana, comentou: "Tinham que ter trazido um funil!" Tooooing (O gaúcho não era eu, era um que é fazendeiro no Mato Grosso).

 

 

O bêbado de Guaporé....


Frio de inverno na Serra esta noite de dia 8( dia da morte do comandante EL CHE)em Higuera, na Bolívia em 1967.
Faz um frio legítimo de inverno. Quando o ônibus estaciona na rodoviária de Guaporé, sobe um bêbado que vou te contar de tamanho porre que tava....

Começa a falar sozinho...Dá discurso, reza alto. Está sentado atrás de mim e o fedor da cachaça empesta todo o ônibus. Não dá pra abrir o vidro por causa do frio...

Peço ao motorista providências e o motora toca ferro no bus. Em pouco tempo chegamos na linha oitava que é onde o bebum, um agricultor, vai descer...Já é conhecido do motora....

Uma pequena crônica pro bêbado de Guaporé....

 

Lançaram um livro sobre o encontros com o professor


Com dois destes personagens aí - ostermann e urbim - tenho duas pequenas historinhas

1) Com Ostermann:

Era 1974( todos nós sonhávamos com mudar o mundo-acho que pra melhor -eu estava na ZH,bem, mas o Licínio de azevedo me convidou pra integrar a famosa folhinha da manhã. Lá me fui...Um puta salário...só que fui ver depois, com tanto desconto que botavam naquele envelope cor rosa, me parece, eu acabei recebendo menos do que se tivesse ficado na zero hora com aproposta que o lauro schirmer tinha mne conseguido junto ao seo maurício....
Mas lá fui pra folhinha...eis que em março,abril, briguei com uma namorada, fiquei puto da vida e resolvi ir viajar pro Peru.Fui pedir demissão ao Ostermann,diretor da folhinha, que não entendeu nada. Nada mesmo. como um cara jovem, de 22 anos, no começo da carreira iria sair de um dos empregos mais ambicionados do mercado de então?


Ele foi renitente, depois de dois encontros( não com o professor) aceitou minha demissão...

 

Com o nosso patrono, o Urbim, o crianceiro, aconteceu um episódio pouquinho depois...

O Urbim era da folhinha, mas era diretor de jornalismo da rádio da ufrgs...

Eu estava na fabico e voltara do Peru...com a cabeça nas nuvens...
( isto eu digo hoje, mas na época achava tri revolucionário....)
Fui estagiar na rádio da UFRGS e o Urbim era meu chefe....muito legal, muito solto, não pentelhava, não enchia o saco, foi lá que fiz uma bela entrevista com a elis regina nos porões do leopoldina(hoje fechado).
Pois então como eu queria passar o dia com acabeça nas nuvens( se é que me entendem) a diretora a Vacila - que hoje aposentada mora em Gramado - mandou o Urbim me mandar embora. Ele me disse isto tri discretamente.
Bão, são os dois pequenos causos de hoje...
Fui

 

Casarão dos Assoni
desperta imaginário dos serafinenses desgarrados!!!

Olides,
magnífico o casarão dos Assoni. Ele não pode ser destruído. É a memória viva da cidade.
Vivi minha infância e parte da adolescência bem em frente ao casarão dos Assoni. Nós também morávamos em um casarão parecido. Tinha três andares e um monte de quartos (bem ao estilo das casas dos imigrantes italianos, cheios de filhos). Ainda hoje lembro dos magíficos momentos em que vivi ali. Lamentavelmente hoje ele não existe mais.
Assim como eu, muitos "filhos" de Serafina Corrêa lembram daqueles maravilhosos tempos.
Infelizmente não tenho encontrado tempo para visitar minha cidade, mas ela jamais irá sair do meu imaginário juvenil.
Abraço,
Juarez Tosi.

 

 

Convite Energia Eólica

 

Energia Eólica: Uma Perspectiva de Desenvolvimento que Exige Incentivo?


O objetivo deste e-mail é convidá-lo para participar do Grande Expediente que será realizado na Assembleia Legislativa na próxima terça-feira (13), com o tema ?Energia Eólica: Uma Perspectiva de Desenvolvimento que Exige Incentivo?, a partir das 14 horas, no Plenário 20 de Setembro.

Destaco a importância desta discussão, uma vez que, em novembro, o governo federal realizará um leilão de energia eólica, e o Rio Grande do Sul precisa implementar ações que atraiam o interesse de empresas.

O Estado tem 86 projetos inscritos para o leilão, de 121 inscritos no Sul do país; no ranking nacional, ocupa o terceiro lugar em número de projetos apresentados e o segundo em potência energética que poderá ser gerada caso os parques eólicos se instalarem em solo gaúcho, gerando, além de energia limpa, emprego e desenvolvimento para nosso Estado, com a movimentação de R$ 7 bilhões na nossa economia.

Este é um debate do qual todos devem participar. Conto com sua presença.

Um abraço,

Alberto Oliveira
Dep. Estadual

A " careza" de Serafina!

 

Tenho notado que aqui em Serafina tudo é bem mais caro. A comida nos restaurantes é bem mais cara e ontem,num jantar entre amigos,ouvi vários comentários de que muitos serafinenses vão a Guaporé comprar no super, fazendo rancho mensal.

É que Serafina tornou-se uma cidade de forasteiros e assim inflacionam os preços.Aluguéis são caros e há uma carência de moradias.

Empresas como a Perdigão, a Credeal, a gráfica Serafinense trazem empregos na região( esta fama já está atraindo gente de todo o Estado e de fora dele também). Não venham pra Serafina com a idéia de que as coisas aqui são baratinhas porque vão quebrar a cara

 

 


News de Serafina

 

Por incrível que pareça,a Sociedade Estrela Guaporense( que foi forte no século passado) juridicamente ainda existe. Tanto que os inquilinos de sua loja depositam o aluguel mensal no nome da Sociedade.

* Como eu antecipei aqui tempos atrás, o Ministério Público entrou no circuito pra conserv ar o prédio da cantina da Sociedade Estrela. E o Beto Chiarello,dono da pizzaria Grão de Bico, que " faria" um prédio bem na frente da cantina, está com seu projeto ameçado. Mas como ele foi a luta tempos atrás e escriturou a compra do terreno, está com a faca e o queijo na mão." Eu tenho o projeto do meu prédio aprovado pela prefeitura" disse-me apenas enquanto descarregava mantimentos pra fazer suas pizzas.

*Havia duas cantinas de vinho em Serafina que pertenceu ou pertence a região do Vinho e da Uva. Uma era da sociedade Estrela, cujo prédio,embora desativado, ainda está de pé e é alugado pelos herdeiros para realização de cultos nos finais de semana. A outra cantina éra a Guaporense,ficava no bairro Gramadinho e foi à falência. Tempos atrás seu prédio pegou fogo e hoje só restam os escombros. Mas a conservação do prédio da cantina da Sociedade Estrela é sim, no meu entender , a preservação da memória de uma época da localidade...

* Localidade que por sinal está com seu museu fechado desde que a prefeitura na gestão passada vendeu o terreno localizado numa área nobre ao centro da cidade,- diga-se de passagem que a venda do terreno foi aprovada pela Câmara de Vereadores- e retirou o museu colocando-o na área da saída da cidade junto ao pórtico. Dizem, vejam só dizem, que muitos dos objetos que compunham o acervo do museu " sumiram". Mas " sumiram" como? voaram???Eu particularmente visitei o museu antigo várias vezes e lembro por exemplo do rico acervo que a dona Hercilia Gasparin doou pra ele. Fotos principalmente do seu filho, Irceu, que foi prefeito em Serafina.

* Durante uma gestão em Serafina, trouxeram da Itália escultores. Fizeram esculturas e elas teriam ido parar todas em residências particulares. Só que os escultores vieram com despesas pagas pelo poder público.

*O rio Carreiro ainda dá carpa...e jundiá...Traíra não sei se ´dá.
Nos feriadões da semana santa,sempre comíamos carpas e jundiás que os habitantes do rio Carreiro traziam pra vender.

* Hoje,sábado,dia 10/10 foi a inauguração do Museu do Jayme Caetano Braun, em S. Luiz Gonzaga, a terra " onde nasceu o PT"" no RS.Jayme Caetano Braun não era petista( mas o PT o usou muito). O payador era getulista,janguista e brizolista...segundo Wilson Muller, que o conheceu de perto.

*Jayme Caetano Braun tinha o programa " Brasil Grande do Sul" na rádio Guaíba AM, nos sábados de manhã.Quando Renato Ribeiro comprou o complexo da Caldas Junior, seu programa também tinha que passar pelo crivo do Carlinhos Ribeiro, irmão do dono, e manda-chuva da Guaíba. Se desentenderam porque Carlinhos Ribeiro mandou refazer um programa. Jayme pediu as contas, como se diz....

 

Serafina antiga


Fotos mandadas pelo fotógrafo Romano..

O Clube Gaúcho é muito tradicional em Serafina. Foi fundado na década de 30 pelo Primo Massolini, que depois seus descendentes vieram a ter uma importância muito grande na vida política do município dando dois prefeitos à cidade....

O gaúcho além de ser um clube social, teve um time de futebol que marcou época. Em 1958 foi campeão da liga dos amadores - é verdade que dizem que o dino soccol, técnico do time, teve que presentear um juiz com alguns salames e copas produzidas no frigorífic o do seu pai -. Os grandes embates futebolísticos daquele ano do Gaúcho foi contra o FORTES E LIVRES de Muçum e contra o Juventude de Guaporé.

Mas o Gaúcho saiu campeão. Ha ainda alguns remanescentes deste grande tim e em Serafina, como o Nino Marini, que era o goleiro do time....

Estas enviadas pelo Romano( devem ter sido feitas por um outro fotógrafo, provavelmente o Iraldo Artussi, ou o Joli Marubin ) são da construção da sede atual do Gaúcho e mostra como era naqueles anos a av. Dr. Julio Campos, atual Miguel Soccol.

É o centro da cidade, que hoje,evidentemente, está todo diferente com prédios de até 12 andares...



 

 

UMA QUARTA FEIRA NERVOSA EM BRASÍLIA



Na última quarta feira,Brasília viveu um dia muito nervoso.O presidente Lula estava cotado para receber o Premio Nobel.Seu nome constava da lista dos favoritos.Voces já imaginaram,se depois da trazer as Olimpiadas de 2016,o primeiro companheiro ganhasse o Nobel da Paz?
Sua popularidade que hoje deve estar próxima de 90%,consagrado com o prêmio,facilmente alcançaria os 99%,só não alcançaria a unanimidades por conta do ranço de alguns adversários.Poderia com toda a facilidade,ser nomeado Imperador do Brasíl com o país inteiro aplaudindo,Quem sabe,Presidente Perpétuo,escreveu Carlos Chagas no seu artigo de ontem em vários jornais do país.
Em termos de merecimento,até que Lula suplanta o Obama.Mas até agora o perigo não passou.Ano que vem,tido como último do Presidente Lula,o Prêmio Nobel da Paz,será distribuido outra vez. E agora que começou a moda de homenagear presidentes da República é bom tomar cuidado.Eu pessoalmente acho que Lula emplaca novamente na presidência.Eu duvido que os companheiros do PT entreguem a rapadura a um desses candidatos que estão se oferecendo por aí. A dona Dilma candidata do partido e apoiada pelo Presidente,mesmo com a sua saúde em dia (graças a Deus) não tem bala na agulha para ganhar um eleição.

Cinara Haack e sua troupe...

 

Não sei onde anda a Cinara Haack, ouvi dizer que foi morar numa praia. Este negócio de morar em praia, já vi cada coisa né....os caras se isolam, ficam meio que bicho grilo, como se diz, ou bicho do mato.

Foto: Cinara Haack

Cinara Hack, Nestor Fedrizzi, Becker, Mário Medaglia, Zé Antonio e Ney Duclós. Atrás aparece o Renan, da diagramação.

Mas os gajos que estão na foto, um deles se não me engano é o falecido gaguinho( José A. Ribeiro) que foi companheiro da Cinara....

Os dois trabalhavam juntos num jornal de Blumenau, que recentemente foi comprado pela RBS. Tinha lá toda uma gauchada que trabalhava,entre eles Sérgio Becker, acho que o Kolecza tamb ém. E o Gaguinho e a Cinara brigavam geralmente às quintas...Aí a Cinara pegava o bus e vinha embora pra Portinho.

A redação entrava em pânico porque já sabia que o fechamento da edição do domingo seria traumática( o Gaguinho tri competente que era, era o secretário de redação do jornal, um cargo importantíssimo nos anos 70)e seguramente ele largaria tudo e viria no seu fuscão amarelo a Porto Alegre buscar a mulher....

Falei com a Cinara sobre isto quando fui fazer meu livro Pauta, o Avesso das Redações. Ela me respondeu secamente:
- Isto só aconteceu uma única vez...
E a Cinara pediu clemência. O engraçado foi o motivo pelo qual pediu que baixasse a bola com as histórias a seu respeito:
- Olides,agora eu sou avó.....

E eu lhe digo:
- Quem da nossa geração dos anos 70 de jornal já não é avô ou avó?

 

 

Foto misteriosa

 

Ah,agora localizei o palco da foto misteriosa ...aquele jornal é o do estado de Sta catarina,em Blumenau,aquele mesmo onde a cinara haack e o Gaguinho( José A. Ribeiro) trabalhavam quando eram marido e mulher. Só que as quintas tinham o costume de brigar,ela fugia pra Porto Alegre,eo gaguinho que era o secretário de redação do jornal vinha atrás da cinara e nada de fechar pro domingo....finalmente desvendamos o mistério.....

 

 

Coleguinhas

 

* Não vou revelar o nome mas sempre que vejo uma decisão de última hora da governadora Yeda( como esta deste final de semana de suspender sua viagem aos USA) lembro-me de uma coleguinha que trabalhou com ela na área da imprensa quando a governadora exercia seu mandato na Câmara dos Deputados em Brasília. A coleguinhas simplesmente me dizia:
- Ela dorme com uma decisão e às 7 da manhã acorda com outra!

É o que se pode ver pelo ritmo trepidamente do seu governo....

*Meu Deus do Céu o Bicudo( Elmar Bones da Costa) está com uma pauta arrasa quarteirão....Só não a cumpre porque está sem infra( ou seja, não hay pila pra contratar coleguinhas pra cumpri-la) Pelo suspense que fazem os que estão em volta dele, dever ser a descoberta do terceiro segredo de Fátima...

* Sempre que estou em Serafina, como é caso agora que escrevo neste domingo, 11/10 tenho a oportunidade de ler O Pioneiro. E o acho um jornal muito bem feito...

*" Popularização" da rádio Guaíba começa dia 12/10, dia das criança, com o gordinho Alexandre Mota, no horário das 16 as 18 horas. Vamos ver a resposta que o público vai dar...Mas que o gordinho pegou na tevê, isto não tem dúvida...

*" Chaveirinho" era o apelido que o Ricardinho Stefanelli tinha no segundo caderno de ZH nos anos 90. Tudo porque fazia dupla de trabalho com seu editor Ruy Arteche...

* O Fiorin,editor da Gazeta Reginal, de Serafina, disse-me que não coloca seu jornal na Internet porque senão os caras cancelam a assinatura pra ler no computador...tem isto também,né....

*O Sérgio Ros deve aos leitores umas histórias sobre o governador Paulo Maluf, que ele já me contou no telefone. São sensacionais pela caradura do Malufão....

*IB KERN deve lançar mesmo aos 90 anos seu novo livro Sementes de Fogo...uma ficção sobre tempos antigos do RS. IB tem ótima verve.. . Vai fazer uma festa conjunta de niver, ele de 90 e sua esposa, a Vera, de 80 anos. E os dois em franca atividade profissional. Vera é dentista....
* Atenção Lauro Dieckmann: é Sementes de Fogo, não Marimbondos.Tu que faz crítica literária no teu brog deves dar uma lida no livro do IB Kern, que vocês maldosamente na ZH chamavam de IB GERM, só porque ele trabalhava no GERM, que foi o embrião da Metroplan....

* FUI.....

 

From Serafina

 

* Encontrei o Beto Arroque, na saída da missa das 19 horas do domingo, dia 11/10. O Beto é médico e escritor em Serafina. Escreve bem e em talian...Mas o Beto também dá atestados médicos e de falecimento pros pais dos amigos...Quando faleceu Amantino Montanari em Porto Alegre, que foi o primeiro prefeito de Serafina, seu filho Luís Carlos o trouxe pro enterro sem atestado de óbito.
O cadáver viajou " escondido" no carro. Em Serafina, o Beto Arroque deu o atestado de óbito pro enterro. Amantino empresta seu nome hoje ao prédio administrativo da prefeitura municipal...

* A coluna semanal do Beto Arroque, no Gazetinha de Serafina é meio requentada. É que ele a escrevia anos atrás pro jornal Tribuna da Serra, do Redder, que é também dono do Gazetinha. Agora ele dá uma " atualizada" na coluna que sai semanalmente no jornal local com grande sucesso...

* Espera-se que agora que o Talian virou língua oficial as crônicas deo Beto Arroque sejam editadas num livro...até com fins pedagógicos....

Coleguinhas

 

* Correinho do dia 12/10 páginas 7 e 10, pelo menos na edição que eu li na Padaria do Wallar, em Serafina, estavam " brancas" isto é, não saiu a tin ta...Em poucas palavras: não dava pra ler....

*Locutora da rádio Rosário AM, de Serafina, de ontem,dia 12/10 no horário das 7h30 estava péssima. Não soube nem ler o que estava escrito nos jornais. Devia estar dormindo...Disse que o Grêmio havia perdido de 1 x 0( na verdade perdeu de dois a um do Corinthians...)

*Visitei ontem de manhã o cemitério municipal de Serafina Correa. E o famoso túmulo que " chora"! Nos anos 70, quando Fioravante Cervieri, um dos principais dirigentes da Sociedade Estrela Guaporense faleceu de um câncer, foi enterrado no cemitério local. Num túmulo de mármore...E o "povo" como uma forma de " vingança" começou a dizer que o túmulo do Fioravante vertia lágrimas....Claro, o povo inventou que ele estaria " pagando" os pecados....Mas que povo inventor este....

* A família ameaçou várias vezes levar o corpo de Fioravante Cervieri para Porto Alegre.Mas até agora não o fez. Na época que apareceram as " lágrimas" no túmulo, chegou a se formar excursões para visitar o cemitério e olhar o " milagre". A família então tirou a identificação do túmulo. Ele atualmente está lá, mas sem identificação...

* Fioravante Cervieri, filho do agricultor Achylles Cervieri, tornou-se nos anos 40,50,60 do século passado um dos homens mais ricos de Serafina. A Socioedade Estrela por ele criada e por outros tinha tanta força que os colonos deixavam lá suas mercadorias e compravam tudo o que precisavam também na Sociedade Estrela. Dizem que a derrocada da instituição aconteceu com a criação de uma filial em Montaury, onde Fioravante colocou seu irmão Colorindo porque Montauri se opunha a emancipação de Serafina. Sempre que a política se imiscui com os negócios, alguma coisa de errada acontece....

*Mas o patrimônio que Fioravante Cervieri deixou ainda não foi destrinchado entre seus herdeiros. Quem aluga o prédio da Sociedade Estrela, na av. Miguel Soccol, ainda deposita o valor do aluguel no banco em conta em nome da Sociedade Estrela....

 

Cemitério de aeronaves....

 

O cemitério de aeronaves no aeroporto de Brasília contam também um pouco a história recente da aviação brasileira....

fotos da agência edison castêncio

fotos da agência edison castêncio

fotos da agência edison castêncio

fotos da agência edison castêncio

fotos da agência edison castêncio

 

Lembrete!!!!

 


Não foi num 12 de outubro que um "bispo" da IURD chutou uma santa de N.Sra Aparecida....Credo, já está tudo no esque cimento. até o nome do dito cujo....

 

SECRETÁRIO ROGÉRIO PORTO DEFENDE
POLÍTICA NACIONAL PARA IRRIGAÇÃO


O mundo está carente de grãos e por isto impõe-se que o Brasil passe a contar com uma política sistemática de irrigação, defendeu hoje (8) o secretário estadual da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, Rogério Porto, ao proferir palestra no Bom Dia Engenharia, promovido pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul. Reconheceu, também, que a contratação de uma linha de financiamento externo, por exemplo, para apoiar os investimentos do Estado no setor, permitiria a continuidade do programa ao longo de dois governos. Informou que já foi contratada a instalação de 500 cisternas para captação de água da chuva e outras 1.000 deverão ser contratadas em 2010. Outro programa diz respeito à construção de 4.000 microaçudes em propriedades familiares até o próximo ano. Além disso, as obras de construção das barragens de Taquarembó e Jaguari deverão ser concluídas em 2010. O presidente da SERGS, eng. Cylon Rosa Neto salientou a importância de que as ações na área da irrigação e do uso múltiplo da água constituam uma política de Estado e não de governo, redundando em ganhos de produtividade agropecuária e na melhoria do abastecimento à população. Lembra que este programa é particularmente necessário na metade sul do Estado, onde as culturas de verão têm área restrita por carência de estruturas de reservação, além da ocorrência de comprometimentos sazonais no abastecimento público.

 

Esplanada dos Ministérios "coalhada"
de ambulantes!!!!

 


Quem me passou a pauta foi o Serginho Ros que todas as manhãs vai cedo pro Ministério dos Transportes, onde chega sempre por volta de 8h30min. pra poder pegar uma vaga e estacionar o carro.

agência edison castêncio

agência edison castêncio


Ele disse que todos estes ambulantes não existiam anos atrás. Agora é que a Esplanada dos Ministérios está tomado de pequenos vendedores...Quem sabe o Idenir Cechim, aqui de Portinho, não leva pra Brasília uma tecnologia de camelô, ele que implantou o camelódromo aqui em Portinho....Agora, também acho que os pequenos ambulantes tem que ter seu lugar pra ganhar o pão nosso de cada dia....

agência edison castêncio

 

 

Estourou um cano
no prédio da ARI!!!

 

Não sou os valentes rapazes do cloaca news, aquele brog que consegue rascunhos de diretrizes de ZH(seriam mesmo??? quem prova que são????) mas tenho lá minhas fontes e descobri um grave incidente ocorrido no prédio da ARI na tarde de quarta-feira passada,dia 7/10.

....Ai meu DEUS...quase que o prédio fica todo mesmo numa ......M......de feder....É que estourou um cano e pra consertar tinham que localizar um inquilino que há tempos não comparece( também naquele outro sentido). E o inquilino localizado por um diretor, ainda fez docinho e marcou hora pra ir abrir a sala porque sobrou adivinhem pra quem mesmo....pro zelador ADOLAR, que é tido como um carrancudo e mal humorado, sobrou pra ele o conserto do cano estragado.

O medo principal era que os novos inquilinos se assustassem com aquele fedor todo....

Enquanto isto o presidente voltava de Brasília, onde fora integrando a comitiva capitaneado pela governadora a reivindicar mais parte do Pré-Sal pra nós gaúchos, numa atitude bem ainda dentro da semana farroupilha. Dá-lhe ARI....

 

La UNDEZE!


Este é o casarão dos Assoni,de Serafina, que hoje ocupa uma área nobre da cidade - Av. Miguel Soccol esquina Orestes Assoni - Já falaram que vão demoli-lo, já falaram que vão levá-lo prum loteamento. Aguardemos. No ano que vem Serafina - que os antigos chamavam La UNDEZE - comemora 50 anos de emancipação. Esperemos que este casarão,legítimo casarão do tempo em que a vila era uma pequena vila, seja conservado pela memória da localidade. O Prefeito Presotto não pode deixar destruir ainda os vestígios do que foi a cidadezinha nos anos 30,40 , 50 e 60....

Neste casarão comercializava produtos Deonízio Assoni e sua esposa, Maria Massolini, chamada pelos maldodos da cidade de " MADRE VERGINE" de tão devota que era....

 

O padre Fotógrafo....


Serafina já teve muitos padres, alguns malandros( boa vida....) outros grandes professores, como o padre Roberto Ciotolla( outros meio severos) como o padre Francisco Lollato,,,estes dos que eu me lembro. Havia um padre, não recordo o nome agora, que visitava um amigo seu,colono, e tinha vergonha de pedir um copo cheio de vinho. então pedia meio, mais meio, mais meio...até que ficava bêbado. E dizia ao seu amigo:
Fulano, porteme medo bichier de vin...No final da noite, dizia, fulano porteme(leve-me) a casa. É que estava de alto porre....


No tempo de criança, era o padre Luiz Pedrazzani, que tinha tanto poder na comunidade que não casava ninguém nos sábados, só às quartas...O porquê disto? aguardem meu livro que sairá no ano que vem....trabalhei 4 anos nesta pesquisa....

Mas agora aportou por lá o padre Antônio Dalla Costa, que embora não seja lá de muitos amigos, é um padre que sempre abre a porta pra conversar com quem o procura. E tem um hobby: fotografar...faz foto de tudo,,,parou uma procissão de nossa senhora do rosário no ano passado pra filmar ou fazer fotos....

Aí um fotógrafo local subiu num prédio pra fotografar a procissão e fotografou o padre também...

Isto dá até uma pegadinha pro Faustão, não dá???

Por enquanto, leiam e vejam aqui....

quem me mandou as fotos pediu pra ficar no anonimato....

 

 

Ambulantes de Brasília junto a esplanada dos Ministérios....

fotos da agência edison castêncio

 

fotos da agência edison castêncio

A Agência Edison Castêncio tem como objetivo informar a sociedade, principalmente a gaúcha, sobre as ações dos parlamentares do Sul no Congresso Nacional. No Senado Federal e na Câmara dos Deputados a Agência Edison Castêncio está presente acompanhando as ações dos deputados e senadores e divulgando-as no site: www.agenciaedisoncastencio.com.br

 

A gauchada em busca dos recursos do Pré-Sal

 

Gaúchos defendem repartição justa de royalties do pré-sal




Foto: agência edison castêncio



Com a presença da governadora do Estado, Yeda Crusius, o coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, deputado federal Beto Albuquerque (PSB), comandou um debate de mais de três horas nesta terça-feira (06) na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Não podemos tratar de 100 bilhões de barris de petróleo sem garantir que a repartição dos royalties seja de forma igualitária”, afirmou o coordenador da bancada. Hoje, a previsão é de que eles venham a ser compartilhados apenas por três estados e 200 municípios.



Foto: agência edison castêncio

Foto: agência edison castêncio




Participaram do ato, entre as dezenas de autoridades, os secretários Daniel Andrade (Infraestrutura), Ricardo Englert (Fazenda), Otomar Vivian (Casa Civil), Ana Pelini (secretária-geral de Governo), Eloi Guimarães (Administração), vereador Airto Ferronato (PSB), representando a Câmara de Porto Alegre, prefeitos, vereadores, Força Sindical, entre outros.

 

Caris coloca 33 novos ônibus na frota....


Na terça,dia 13/10 33 novos õnibus, com câmb io automático,entrarão em funcionamento nas linhas de porto alegre, da cia carris portoalegrense. Ontem,dia 8/10, os novos veículos estavam todos expostos na Praça Glênio Peres, no centro de Porto Alegre. O presidente da Carris, Antônio Lorenzi(PPS) disse que cada veículo custa 410 mil reais....Somente o ar condicionado de cada um custa 70 mil reais,segundo ele....

Os novos veículos da Carris são carroceria Marcopolo e chassis Volvo....Na aquisição tem financiamentos.

 

As relações da mídia com as montadoras....


Esta semana um grupo de 80 jornalistas brasileiros, com acompanhantes, estiveram em Mendoza, na Argentina, para mostrar o carro Agile à chamada "imprensa especializada" como escreveu na edição de ontem do Correinho, Renato Rossi, um dos presentes ao evento.

Geralmente os convidados não mudam muito. O que quer dizer mesmo "imprensa especializada"? -as aspas são minhas - expressão usada pelo próprio Rossi na matéria que mandou pra seu jornal e que está publicada no caderno de carros e motos da publicação.

 

Nosso amigo em comum Poeta José Nelson Corrêa

 

Caro Amigo Olides:


Respondi em versos, abaixo, a homenagem que o grande Poeta José Nelson me fez, em seu Livro "Ao Pé do Fogo", com lançamento e sessão de outógrafo na 24ª Feira do Livro de São Borja.

José Nelson Corrêa

Só me resta agradecer,
Por tua presença amiga,
De Santa Maria interliga,
E na mala de garupa,
Viajando num upa e upa,
Pois o tempo é um jogo,
Trouxe-nos “Ao Pé do Fogo”,
Outras décimas gauchescas,
E por serem gigantescas,
Logo te peço o arrogo.

Recebi tua homenagem,
Como um cântaro sagrado,
Onde está depositado,
Muita cultura e afeto,
Pois ainda se ouve o eco,
Daqueles tempos passados,
Pobres almas num dobrado,
Pelejavam sem destino,
Por estes pagos sulinos,
Mas nunca foram olvidados.

Tua obra, tua poesia,
É um resgate da história,
Fotografando a memória,
Da saga de nossa gente,
Que no repente da mente,
Como se tivesse sentindo,
Belas tardes de domingo,
E noites ao fogo de chão,
No aconchego do galpão,
A gauchada sorrindo.


-Ramão Aguilar-

 

Coleguinhas

 


Walmaro Paz foi neste final de semana de feriadão de N.Sra Aparecida a S. Borja, porque a festa dos peregrinos que fazem o roteiro das Missões - é o nosso caminho de Santigado - vai começar do sítio da filha dele...baseado em S. Borja. Eis aí algumas fotos de peregrinos que costumam fazer o trajeto que nasce em S. Borja e morre em Santo Angelo.(as fotos são cortesia da pmsborja).


Os peregrinos de São Borja


Os peregrinos de São Borja


Os peregrinos de São Borja

 

 

Ministro da Integração e bancada gaúcha buscam alternativas para famílias desalojadas pela chuva

 

Ministro da Integração e bancada gaúcha buscam alternativas para famílias desalojadas pela chuva

A bancada gaúcha do Congresso Nacional reuniu-se, nesta terça-feira (06), com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para discutir ações que amenizem a situação das famílias atingidas pelos alagamentos, resultantes das fortes chuvas ocorridas no Estado do Rio Grande do Sul.


De acordo com os dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 56 municípios decretaram situação de emergência. Até o dia 07 de setembro, 30 municípios tinham decretado situação de emergência. Entre os dias 26 e 27 do mesmo mês, mais 26 estavam na mesma condição. No total são 200 mil pessoas afetadas pelas chuvas e mais de 1,4 mil desalojadas.


O Ministério da Integração já liberou aos primeiros municípios gaúchos, no valor de R$ 5 milhões. Mas 26 municípios ainda não foram beneficiados com esses recursos. Para a deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS), é dever das autoridades ajudarem os municípios afetados.

“Temos que arranjar um jeito para ajudar esses municípios atingidos no final do mês de setembro. Tenho certeza que a Defesa Civil do nosso Estado, a bancada gaúcha e o Ministério da Integração, juntos, acharemos uma solução. São 45,6 mil pessoas afetadas por causa das fortes chuvas. Esses municípios pedem ajuda”, disse.


No começo de 2009, o Estado do Rio Grande do Sul sofreu com a seca e o Ministério da Integração Nacional liberou R$ 40 milhões que, ainda, serão aplicados na aquisição de retro escavadeiras e na construção de redes de água para reabilitação de “cenários de desastres”.

--
Bruna Yunes
Assessora de Imprensa

 

 

Cassiá se reune com chefe da Casa Civil e prefeitos para tratar a rodovia Transaçoriana



O deputado Cassiá Carpes (PTB), se reuniu com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, na manhã desta segunda-feira (05). Estava acompanhado de deputados e uma comitiva dos municípios de Capela de Santana e Nova Santa Rita, onde trataram do asfaltamento da estrada Transaçoriana que liga os municípios de Capela de Santana, Portão e Nova Santa Rita. A estrada faz a ligação entre a RS 240 e a BR 386 (Tabaí/Canoas). A intenção é unir a obra no orçamento estadual de 2010 e 2011.

foto: Paula Fiori / Casa Civil


Segundo Cassiá, as comunidades locais querem ?o desenvolvimento da região, a proximidade com a capital e assim concluir a obra?, além de favorecer aproximadamente 70 mil pessoas. O deputado acrescentou que com a finalização da Transaçoriana, será criada uma alternativa para desafogar o trânsito caótico da BR 116.


Durante a audiência Vivian falou por telefone com o diretor de obras do DAER (Departamento de Estradas e Rodagens), Jeferson Couto, e agendou para a próxima terça-feira (13) uma visita técnica com os representantes dos municípios para que seja discutido o projeto existente e se possa dar continuidade à viabilidade da obra.

Estiveram presentes os deputados estaduais, Alceu Moreira (PMDB), Cassiá Carpes (PTB), Dionilso Marcon (PT), Gilmar Sossella (PDT) e João Fischer (PP), o deputado federal Vilson Covatti (PP), os prefeito de Nova Santa Rita, Chico Brandão (PP), de Capela de Santana, Wilson Capaverde (PTB), o vice-prefeito de Capela de Santana, Rui César Collling (PTB), o secretário de Agricultura, Meio Ambiente, Indústria e Comércio de Nova Santa Rita, Reginaldo Dal Farra, o secretário do Planejamento e Desenvolvimento, Carlos Luís Leão Filho, o presidente da Câmara de Vereadores de Capela de Santana, Ildemar Colovini (PTB) e demais lideranças da região.


Att,

Renata Cerolini

Assessoria de Imprensa Dep. Cassiá Carpes (PTB)

 

Convite para inauguração Monumento Jayme Caetano Braun

 

Recebo um chasque do amigo e colega Israel Lopes!!!!

 

São Borja, 6/10/2009

Amigo Olides

O que achou da nossa FEIRA DO LIVRO? O que vale mesmo, é o REENCONTRO com os amigos, idealistas, como aconteceu naquela noite do encerramento, quando estivemos reunidos no RESTAURANTE AL MANARA não é mesmo?
Estou te enviando o CONVITE que recebi para a INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO AO JAYME CAETANO BRAUN que será no dia 10, sábados. Estamos, com Ramão Aguilar, Clemar Dias e José Norinaldo, daquele nosso time lá do Al Manara, nos preparando para irmaos a São Luiz Gonzaga.
Com um grande abraço do amigo de sempre.
ISRAEL

 

Mas me fumaram

 

MAS ME FUMARAM NA FÓTO!!!!!!


O Carlos Eduardo Berensdorf,o Beren,para os íntimos,e que hoje,aposentado vive em Roma,onde passeia todos os dias pelos jardins do Vaticano, quando ainda estava em Pelotas e trabalhava no Diário Popular,juntamente com um fotografo do jornal e amigo dele,bolaram um golpe para conseguirem mais uma graninha no fim do mês.
O negocio era o seguinte:sairiam pelas cidades que ficam próximas a Pelotas,nas vésperas de alguma exposição de gado e aí fotografariam os bichos,para os fazendeiros guardarem as fotos nas paredes da casa.


Atraídos pelo noticiário de uma grande exposição,se tocaram para Jaguarão. Quando lá chegaram,procuraram os fazendeiros que tinham mais grana e venderam as fotos dos animais. Mas a pressa para entregar o material e correr de volta para Pelotas com a grana no bolso,acabavam não fazendo um serviço bem feito nos negativos e nas fotos ampliadas. Com isso a fotografia fica completamente esbranquiçada,desbotada mesmo.
Quando um ano depois, chegaram novamente em Jaguarão,para fotografarem uma outra exposição, a primeira pessoa que encontraram, foi o fazendeiro, que já havia pago para a dupla uma grana consistente e que teve todas as suas fotos penduradas no seu escritório,completamente,sem cor nenhuma. O fazendeiro então reclamou da dupla e fez questão de leva-los à sua casa para mostrar o estrago. Os dois lá chegando,estavam loucos de medo,primeiro de terem que devolver o dinheiro e segundo com medo de uma grande surra.
O Beren examinava as fotos,quando pintou a genial idéia para justificar a catástrofe. Não pensou duas vezes e mandou brasa”-Porra,me fumaram na frente das fotos!!!!!”O fazendeiro não entendeu nada e aí o Beren explicou:” esse tipo de material químico que nos usamos para revelar as fotografias é muito sensível e não se pode fumar na frente dele...”O fazendeiro até hoje acredita. Mas o Beren prefere ficar lá por Roma,passeando pelos jardins do Vaticano, a ter que voltar à Jaguarão..

 

 

A governadora Yeda esteve esta semana em Brasília

 

para compromissos de governo!!!!

fotos agencia edison castencio

 

fotos agencia edison castencio

 

fotos agencia edison castencio

 

 

ME AND MR.KISSINGER



ME AND MR.KISINGER


Era fevereiro de 1976.O todo poderoso Henry Kissinger
veio ao Brasil ou mais precisamente à Brasília,para um encontro até certo ponto reservado, com o Presidente Ernesto Geisel. O Planalto na agenda diária,não deu muitos detalhes. A própria imprensa americana,que não se desgrudava de Kissinger,mandou com o homem,só três ou quatro coleguinhas.


Kissinger,entrou no Palácio pela mesma garagem que entrou a secretária da Receita Federal,Lina Vieira,quando foi falar com a Dilma. Era uma coisa meio surrealista. O cara mais poderoso do mundo estava à poucos metros de nós e ninguém sabia o por que da viagem.
Na saída, Kissinger se deu mal. Ele assessorado por seus seguranças super especiais, que haviam dispensado os brasileiros,acabaram saindo por uma porta localizada em uma das laterais do Palácio. Exatamente onde estava toda a imprensa brasileira,que nesta altura, jamais esperava a chance de chegar perto do homem. De repente, ele estava cercado por um monte de coleguinhas. Sorriu como dizendo:”eu me entrego”.Como poucos arranhavam o inglês a coisa não foi fácil, ainda mais que ele, não estava muito a fim de conversar. Mas alguma coisa se conseguiu dele. Aí então,veio a parte cômica da história. O Jader Neves fotógrafo da Manchete e que viajava muito pelo mundo inteiro,mas que não falava nada de inglês,começou a “conversar” com o Mr.Kissinger,que não falava nada de português.
O Jader tinha estado dias antes em Viena na Áustria,onde a Seleção Brasileira havia jogado,com a presença de Kissinger,que gostava muito de futebol. Jader perguntou no seu inglês que ele achava que era inglês-” me a see you em Viena,no game de futebol”. Kisinger não entendeu nada,mas respondeu perguntando ao Jader se ele jogava futebol...Jader insistiu com a pergunta, até que um dos seguranças,nascido em Porto Rico, e como estava com pressa de tirar o homem do nosso meio,serviu de interprete. Mas muito pouca coisa saiu do papo dos dois e Kissinger sorridente,querendo se mostrar simpático,foi embora. Quando ficamos só nós,o Jader não teve dúvidas e disse para todos: “Vocês viram como é importante falar inglês??Se não fosse eu,vocês não teriam uma linha para um texto.”
O Jader, morreu há alguns anos, foi para o céu acreditando que ele falava muito bem inglês e o senhor Kisinger voltou para os Estados Unidos, sem saber até hoje, que língua falam os jornalistas brasileiros. Pelo menos os fotógrafos.


Coleguinhas

 

* Malu, ou Maria Luiza Benitez está apresentando na Guaíba o Quadrantes do Rio Grande!Das 5 as 6 hs da matina!

* Entre 5 e 6 hs da manhã, a Guaíba mudou de programação!

* Flávio Tavares confidenciou a José Nelson Gonzalez, num encontro de ex-alunos do Julinho, que em fins deste ano voltará a Porto Alegre. Reside,hoje, em Buzios, RJ. Conhecido por " Geléia" no tempo da UH, ultimamente tem se dedicado a artigos em jornalões...

* Os veteranos do Julinho estiveram representados,também por Paixão Cortes.

* Cerca de 80 jornalistas brasileiros estão desde o último domingo em Mendoza, a convite da GM, para testar um carro novo que será lançamento da montadora....

* Popularização da Guaíba é sintoma de que como está estaria no " vermelho" !!!!

* Bicudo, da Já Editores, pega seu ônibuis no corredor da Protásio,ou Osvaldo Aranha, agora que trabalha no prédio da ARI

* ARI engajada no Pré-Sal! Antes foi com o Fórum das Águas!!!

* ARI já confirmou que terá banca na Feira do Livro...

* Este ano será a estréia da banca da Libretos que também vende livros na área do jornalismo....e de jornalistas


* Dia 12 de novembro, haverá lançamento de um livro sobre os exilados brasileiros em Rivera, no Uruguai....

* Carlos Alberto Kolecza, dia 7/10 entregou um " TIJOLAÇO" pra sua colega Francis Maia, do PDT, digitar....

* Bertrand Kolecza agora está aceitando anúncios de órgãos oficiais,sim. Da prefeitura, por exemplo, que ele deu tanto pau.....

* Jornal do Bertrand é a Folha do Porto, que circula no Menino Deus e outros bairros...

* Meu amigo Jorge Papyrus vendendo cada vez mais livros raros. Ele só coloca anúncios na ZH Cultura. Não leva fé no Correinho....Então corretores do Correinho, procurem-no com boas ofertas....

* Infelizmente, um coleguinha que não deveria fazê-lo, aposentado, está empinando vodca que não é mole....

* Vodca era só o que o Tarso de Castro bebia no Barranco,quando ia lá....

* Volmer Jardim,da rádio Butui FM, de S. Borja, perguntou-me por Kolecza....olha,até onde sei o polaco anda bem, mandando seus tijolaços pra Francis Maia digitar....

* Caco Schmidt está de volta a Porto Alegre...fazendo o que, não sei....

* Há no estado dois Waldir Heck, e ambos foram ligados a comunicação. Um diretor e apresentador da rádio Progresso de Ijuí, o outro era do Jornal Produção de Carazinho e agora está numa corretora, na rua da Praia....

* Jorge Silva, o jovem hebreu, conheceu Josué Guimarães quando este vendia seguros numa loja na rua da Praia, em 1977...

 

Urbim


Pelos mais diferentes quadrantes,ouço elogios a escolha do Urbim como patrono da próxima feira do livro de porto alegre. Então já o lanço à presidencia da ARI pra tirar a entidade deste marasmo que dura décadas.....

 

Memória Política

 


TODOS os HOMENS de JANGO!!!


Na diáspora que se sucedeu a tragédia de 1964 - Jango foi deposto por um golpe militar - Jango e Brizola ficaram longos 12 anos sem se falar....

No máximo que os amigos ouviam um dizer do outro são palavras quase impublicáveis....

Mas depois da morte de Jango e da anistia,quando Brizola retornou...tudo foi posto em baixo de um grande silêncio.... A ninguém mais interessava mexer no assunto. Jango bom é Jango morto.....

Brizola bom é Brizola quieto,sem mexer naquelas feridas todas....Há quem sustente a tese de que Brizola não entrou a valer nas duas vezes que concorreu a presidente da República, com medo de ganhar e de ter outra tentativa de mandá-lo pro exílio novamente. Foram 15 anos de muito sofrimento pelo que ele diz em seus depoimentos.

Mas o que os relatos contam é que os que visitam Brizola no exílio, não visitam Jango e vice-versa....Começou no método de reação: Jango queria a formação da Frente Ampla( até com o arquiinimigo Carlos Lacerda junto e JK) e Brizola apoiou a formação de um movimento armado, que deu no que deu em 1967,quando o Cel da BM, Jefferson Cardim tomou a rádio Difusora de Três Passos( hoje de propriedade da deputada do PSDB, Zilá Breitenbach)

Nas fotos a seguir, o aniversário de 1975 de Jango, comemorado em Maldonado, Uruguai. No ano seguinte, ele faleceria em 6.12.

Na foto Um da esquerda para direita..
... Arthur Dornelles( secretário do ex-presidente e plantador) Luthero Fagundes( contador do presidente)o próprio presidente, Laudir Rech, Francisco bandeira e João Fontenella(irmão de Maria Tereza Goulart)

Na foto dois um uruguaio, " Maneco Bigode", dois deputados brasileiros, Francisco Carlos Bandeira, Luthero Fagundes e Laudir Rech( as fotos são do acervo de Luthero Fagundes)


 

 

Memória da Imprensa

 


TARSO DE CASTRO

E o ORGULHO NACIONAL!!!!


Entrevistei Paulo Caruso( ou seria o Chico,seu irmão gêmeo) anos atrás numa das vezes que andou por Porto Alegre sobre o Tarso de Castro e o affair com a atriz Candice Bergen( perdão leitores, mas o tema é muito chistoso...)Segundo o Caruso, foi a única vez que os USA se dobraram ao Brasil....

No livro do Tom Cardoso, sobre a vida do jornalista, há um capítulo sobre o affair...

 

Eis em parte o relato....

" Naquela tarde em Salvador, enquanto aproveitava a brisa da praia da Pituba na varanda de seu quarto-e-sala, João Ubaldo Ribeiro,recém-separado, sonhava com a vida airada que pretendia levar dali em diante. O telefone toca. É Tarso de Castro. Os dois haviam se conheciedo no verão de 1971, quando o jornalista, ainda no Pasquim, veio à B ahia junto com Luis Carlos Maciel e Danuza Leão entrevista Caetano Veloso e ficaram hospedados numa casinha na Pituba, ao lado da de João Ubaldo.

Apresentados por Maciel, tornaram-se amigos viscerais. O escritor, apesar de feliz com o telefonema de Tarso,sentiu cheiro de encrenca:
- O que manda Tarso?
- Tô aqui, vem cá me ver!


- Onde vocês está?

- No Hotel Meridien, no Rio Vermelho.

- Porra, então vem você pra cá, é perto.

- Não, eu não posso. Estou aqui com a ( falando baixinho) Candice Bergen.
- Com quem? Não ouvi.
- Estou com a (sussurando) Candice Bergen.
- Tarso, vou abaixar o som e você me diz com quem você está.

- Vai logo.

- Pronto. Diga.

- Estou aqui com a Can-di-ce Bergen....

- Ah.você está no hotel com a Candice Bergen. Porque não me disse antes?. Estou aqui com a Sophia Loren. Que tal uma surubinha?

- Porra!!!!( aos berros) Estou falando sério. Vem prá cá....

`Eu resolvi ir,com a certeza de que o Tarso estava aprontando alguma escrotidão.Mas eu adorava ele, peguei o meu fusca e fui até o Meridien. Quando cheguei lá a Candice estava sentada, com as pernas esticadas, despojada, sem maquiagem, mas bonita como sempre foi, um mulherão enorme. Me lembro que ela tinha um pezão imenso , porque foi a primeira coisa que eu vi: ela relaxada, com o pé em cima de uma cadeira e o Tarso,atrás, radiante, nadando de um lado para o outro, com os braços abertos, em transe absoluto".

( Prossegue....)

Coleguinhas


* A Clô, da Libretos, me informa que este ano ainda a LIBRETOS não terá barraca na feira do livro. Que pena!!! estava torcendo por eles.....

 

Prefeitura de Porto Alegre promove a VI Conferência Municipal de Cultura

 

Deputados e vereadores têm como prazo até o próximo dia 20
para se inscreverem na VI Conferência Municipal de Cultura da capital

O prefeito de Porto Alegre (RS), José Fogaça, assinou o Decreto 16.455 convocando os porto-alegrenses para a VI Conferência Municipal de Cultura, que ocorrerá no próximo dia 28, das 08 às 20h, na Sala Elis Regina, na Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551), no Centro da capital gaúcha, com o tema "Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento", o mesmo da II Conferência Nacional de Cultura, prevista para março de 2010, em Brasília".

A VI Conferência Municipal de Cultura de Porto Alegre tem por objetivos proporcionar a avaliação das políticas públicas de cultura para o município, eleger propostas para as etapas estadual e nacional de cultura, além de deliberar acerca do Plano Municipal de Cultura, promovendo o debate entre artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores e demais protagonistas da cultura, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões. Também avaliar os resultados obtidos a partir da V Conferência Municipal de Cultura.

Antes da VI Conferência Municipal serão realizadas cinco pré-conferências setoriais, iniciando no próximo dia 19 e se estendendo até o dia 23, das 08 às 19h, também na Sala Elis Regina. A primeira pré-conferência, dia 19, abordará o "Teatro", a "Dança e Circo" e o "Patrimônio e Memória Cultural". Seguindo-se no dia 20 com "Música" e "Livro e Literatura"; no dia 21, "Carnaval", "Manifestações Populares e Diversidades"; dia 22, "Descentralização" e "Tradição e Folclore"; e dia 23: "Cinema, Vídeo e Fotografia" e "Artes Plásticas".

Os eventos contarão com a apresentação do tema geral "Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento" por conferencistas convidados, e têm inscrições gratuitas, ao público e agentes culturais (artistas, produtores e gestores). Nos encontros também serão escolhidos os delegados que deverão avaliar e eleger as propostas de políticas públicas de cultura para a capital dos gaúchos. Também terão que atuar na Conferência Estadual de Cultura, cuja data limite para realização encerra em 15 de dezembro de 2009, e na II Conferência Nacional de Cultura, que ocorrerá em Brasília, de 11 a 14 de março de 2010.

Os eixos de discussão também são cinco: a "Produção Simbólica e Diversidade Cultural", abordando a produção de arte e bens simbólicos; a convenção da diversidade e diálogos interculturais; cultura, educação e criatividade; e cultura, comunicação e democracia. No eixo "Cultura, Cidade e Cidadania" em pauta a cidade como fenômeno cultural; a memória e transformação social; e o acesso, acessibilidade e direitos culturais.

Na temática "Cultura e Desenvolvimento Sustentável" o foco é a importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento, passando pela centralidade e transversalidade da cultura; cultura, território e desenvolvimento local; e patrimônio cultural, meio ambiente e turismo. No eixo "Cultura e Economia Criativa" as discussões serão o financiamento da cultura; a sustentabilidade das cadeias produtivas da cultura; e a geração de trabalho e renda.

E, na "Gestão e Institucionalidade da Cultura", em debate os sistemas nacional, estaduais e municipais de cultura; os planos nacional, estaduais, municipais, regionais e setoriais de cultura; e os sistemas de informações e indicadores culturais.

Assessoria de Imprensa VI Conferência Municipal de Cultura de Porto Alegre/Comissão Executiva
Marisa Ribeiro - Mtb 5741
Cel.: (51) 9703-2137


MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

 

LA REPÚBLICA – AÑO 10 – Nº 3411
Montevideo, Miércoles, 07 de octubre, 2009.

TABARÉ VÁZQUEZ. INAUGURÓ LAS OBRAS PORTUARIAS
Hidrovía Treinta y Tres-Porto Alegre
Lula expresó su beneplácito por la iniciativa.

 



Inauguración. El Presidente durante la colocación ayer de la piedra fundamental.

El presidente de la República, Tabaré Vázquez, inauguró ayer las obras del puerto La Charqueada, sobre el Río Cebollatí, punto de inicio de la hidrovía que unirá Treinta y Tres con el estado de Porto Alegre en Brasil. El presidente de Brasil Inácio Lula da Silva transmitió por carta su satisfacción con la iniciativa y sostuvo que la misma facilitará el intercambio comercial entre Brasil y Uruguay y con terceros países. Vázquez arribó pocos minutos después de la hora 11:00 al pueblo La Charqueada, donde colocó la piedra fundamental de la Terminal de Cargas "Timonsur". Al acto también asistieron el intendente de Treinta y Tres, Gerardo Amaral, el ministro de Transporte y Obras Públicas, Víctor Rossi y el presidente de "Timonsur SA" Hugo Manini Ríos. La terminal de carga de la empresa Timonsur contará con dos muelles de carácter internacional, punto de inicio de la hidrovía del norte que une la Laguna Merín con la Laguna de los Patos.
También se inauguraron las obras de refacción del pequeño puerto de La Charqueada, un proyecto de la Dirección Nacional de Hidrografía. Las obras forman parte de la remodelación de una veintena de terminales en todo el país.
Desde el puerto se trasladarán mercaderías de origen nacional, tales como arroz, cemento Portland, y minerales, hacia Brasil. Se trata de una "importante" obra que configurará una verdadera hidrovía en el Mercosur, aseguraron fuentes ministeriales.
El itinerario de la nueva hidrovía será: Cebollatí, Laguna Merín, Laguna de los Patos, hasta el puerto de Tacuarí en Río Grande del Sur.
Rossi aseguró que el gobierno realizó una inversión de "más de 770 millones de dólares en vialidad y más de U$S 35 millones en materia portuaria".
Agregó que realizará un esfuerzo para que Vázquez lo acompañe en algunas inauguraciones muy importantes para el gobierno como por ejemplo: "La nueva terminal de pasajeros en Colonia que se va a inaugurar en muy poquitos días, la perimetral en su primera etapa que va a estar uniendo la Ruta 8 con la 5".
En su carta, el presidente de Brasil recuerda que la construcción de esa obra "de importancia para la hidrovía de la Laguna Merín y para la expansión de la infraestructura regional, facilitará el turismo, el incremento del flujo de personas y mercaderías entre Brasil y Uruguay, y el intercambio con terceros países". Expresó que "en el año en que se celebran los cien años de la firma del Tratado de Límites de la Laguna Merín y del Río Yaguarón, la iniciativa uruguaya refuerza el ideal que animó las negociaciones resultantes en el Acuerdo de 1909, a través del cual se buscó crear, por medio de gesto solidario, una fuente adicional de prosperidad en nuestra frontera común". Además, sostuvo que Brasil "atribuye gran valor a la hidrovía de la Laguna Merín y sigue comprometido en garantizar inversiones para su reactivación. Creo que la firma del Acuerdo bilateral específico, de conformidad con la propuesta actualmente en negociación entre nuestras cancillerías, propiciará la creación de un marco jurídico apropiado para la navegación segura por la Laguna Merín".

 

Nota de pesar....

 


Registro com pesar a morte de dois queridos amigos.

No domingo dia 04/10/2009 faleceu NESTOR KRAS BORGES, corretor,nascido em Torres(RS) aos 79 anos.


E no dia 07/10/2009 faleceu o advogado e conselheiro do Grêmio Portoalegrense, depois de longa enfermidade, Martim Dietrich. A história deles está contada no boletim numero 123 e pode ser lida acessando o site www.deolhoseouvidos.com.br O editor

 

Como são os assaltos
dentro dos ônibus na capital!!!

 


Atenção uma motora do T-9 ontem,dia 7/10 me "entregou" como acontecem os assaltos dentro dos ônibus. Motoristas e cobradores já conhecem todos os punguistas. Eles assaltam sempre em 2 ou 3. Quando um tira a carteira de um passageiro, passa logo pra outro comparsa.

Esta motora, que não vai ter o nome revelado, me disse que ela conhece vários deles. Um deles é um senhor de cabelo branco...

As linhas onde estes assantos são de maior intensidade são nas linhas do T-9, do T-5 e do Auxiliadora. A Polícia poderia então colocar gente disfarçada dentro dos veículos pra prender esta bandidagem...

 

Gelson Faria na Nova Zelândia

 

 

 

 

CEF "Exportadora"

 


A CEF ao invés de ir exportar tecnologia pra Venezuela deveria fazer funcionar a conexão das lotéricas CEF com o BB . Fui tentar pagar meu aluguel em 3 delas e em nenhuma consegui....

SERGS DEBATE PROGRAMA DE INVESTIMENTO
DO ESTADO NO SETOR DE IRRIGAÇÃO


O secretário estadual da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, econ. Rogério Porto, será o palestrante do Bom Dia Engenharia, que a Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS) promove nesta quinta-feira (8) em sua sede social, Trav. Eng. Acylino de Carvalho, n° 33 – 7º andar, a partir das 8h30min. O palestrante abordará o tema “Programa de Irrigação do RS”. Segundo o presidente da SERGS, eng. Cylon Rosa Neto, o objetivo do evento é informar os empresários e profissionais da área da engenharia sobre os projetos em execução no setor e o programa de investimento futuro, com as consequências previstas quanto a resultado em termos de incremento da área de cultivos irrigados, especialmente na metade sul do Estado, onde as culturas de verão têm área restrita por carência de estruturas de reservação. Além disso, lembra, há municípios onde o abastecimento público tem comprometimentos sazonais.

Agência Edison Castêncio

 

Sadi Cassol (PT-TO) prestou homenagem aos
idosos brasileiros, ao registrar a passagem o Dia
Nacional e Internacional do Idoso, comemorado
em 1º de outubro.

José Lewgoy

 

 

O ator José Lewgoy, gaúcho, que morreu em 2003 é motivo deste pequeno tópico que está no prefácio do meu livro Getúlio vargas, depoimetnos de um filho escrito por Rubens Araújo Vidal:

"Depois Jango me conseguiu uma reportagem com Peron e Evita, e passamos o mês de janeiro de 1948 num hotel de Buenos Aires, o Maneco, o José Lewgoy(ator de cinema) e eu".

 

 

Memória Política


A diáspora de Jango e Brizola!


Muito pouco trabalho investigativo tem se feito - a não ser os trabalhos oficiais - sobre o período em que os cunhados estiveram rompidos no exílio....

Uma que outra linha sobre a reconciliação( uns dizem que foi por meio do Percy Penalvo, outros do Josué Guimarães) mas sobre os 12 anos que Jango e Brizola estiveram sem se falar , pouco material tem se produzido. Ou por preguiça,
ou por dificuldades normais de pesquisar um assunto que tem este nível de dificuldade....

 

 

Também porque Jango estava muito esquecido. Há,agora, com alguns movimentos, a tentativa de recuperar parte do seu tempo e o seu legado....

O fato é que Jango Goulart no exílio se referia ao cunhado como " aquele fdp do Brizola". Isto segundo testemunha que trabalhava para o falecido presidente....

Já os brizolistas pouco falam sobre o que Brizola dizia de Jango....Parece que ele o culpava pela derrocada política de ambos....

Recuperar um pouco este período dos dois é uma tarefa a que tenho me dedicado...Não está sendo fácil, como eu imaginava....mas aos pouquinhos já tenho recolhido algum material interessante....

Memória Política....

 

 

Os últimos dias de Jango no Brasil
antes da fuga pro Uruguai....

" Eram 11:30hs do dia 2 de abril quando João Goulart embarcou num Avro da FAB, pilotado pelo Capitão Lott, filho do General Henrique Duffles Teixeira Lott, que fora seu companheiro de chapa em 1960 na disputa pela Presidência da República. Com ele, rumo a S. Borja, partiram do aeroporto Salgado Filho apenas os amigos e auxiliares mais chegados.

 

Apesar do ânimo guerreiro do Dr. Brizola, que pretendia reviver a epopéia da Legalidade, Jango foi mais realista: ´Não pretendo derramar o sangue dos brasileiros para defender o meu mandato´foram suas últimas palavras.

Segundo o seu amigo e piloto particular Manoel Soares Leãos, Jango nutria a velada esperança de poder continuar no território brasileiro, mesmo deposto,desfrutando da bucólica e pacífic a vida de estancieiro.

Em 3 de abril,porém, a esperança de apaziguamento dos ânimos militares se desvaneceu com as notícias chegadas do centro do país:o surto de violência contra as forças populares tomava ares de verdadeira hecatombe.

Os auxiliares haviam partido e Jango estava quase só na sua Fazenda Rancho Grande. Coube ao piloto Maneco voar em direção a Montevideo, levando a mulher e os filhos do presidente para um lugar que lhe parecia seguro e cujo Governo João Goulart consultou, e recebeu resposta positiva,sobre um pedido de asilo político.

Antes de partir, no entanto, Jango foi até o " pesqueiro", uma pequena propriedade às margens do rio Uruguai, onde costumava espairecer com caniço,anzol e linha de naylon, na pesca de piavas e dourados, um lazer de que não abria mão.

Finalmente, o Cesnna azul e branco do presidente decolou do " pesqueiro" e aterrissou na pista da Fazenda do Cinamomo, no município de It aqui.

Foi ali, em solo itaquiense,que João Belchior Marques Goulart passou os derradeiros instantes de sua vida no Brasil e viveu um terno momento de simplicidade: aspirando o aroma de liberdade trazido pelos ventos da campanha e avistando ao longe o gado pastanto indiferente sobre o verde das coxilhas, Jango almoçou um singelo " arroz-de-carreteiro" feito pelo seu capataz."
( Do livro Nuvens de Chumbo sobre o Tambaí" Martins Livreiro.2009

Este livro prova mais uma "derrota" de S. Borja pra Itaqui:A fazenda do Itu, fica em Itaqui e Jango deixou o Brasil também por Itaqui....

 

 

Memória da Imprensa

 


O Jornal ENFIM, do RIO,
trouxe " exclusiva" de Brizola,ainda no exílio....

Por gentileza do historiador Israel Lopes(autor de uma biografia do Teixeirinha e outra do Pedro Raimundo) consegui um exemplar do jornal ENFIM,editado por Tarso de Castro, em 1979.
É o exemplar número um, com data de 12/09/1979 e a capa e histórica: tem uma entrevista de Brizola, de NY,antes de regressar ao país.Evidente que a entrevista foi feita bem antes,e nela Brizola mostra ares " conciliadores" inclusive com os torturadores....


A entrevista de Brizola à Tarso de Castro

 

Na chegada de Brizola a S. Borja, em 7/09/1979, este exemplar foi fartamente distribuído no meio da população. Mas Israel conseguiu um quando morava em S. Luis Gonzaga.

As fotos de Brizola e dona Neusa, em NY foram feitas por Candice Bergen,sim,ela mesma do filme " Ricas e famosas".

Eis o affair dela com Tarso de Castro, descrito pela mesma em suas memórias:

" Viajei para a América do Sul. `Não por acaso que ele vive a mais de cinco mil quilômetros de distância, Candy`, observou uma amiga sagaz quando voltei de mais uma viagem ao Brasil,aonde eu ia, como se fizesse a ponte aérea sul-americana, visitar um homem com quem estava tendo um caso. Um homem brilhante e autodestrutivo. Um jornalista que estava com CHE Guevara quando os rebeldes entraram em Havana; um comunista que fora prisioneiro político e estivera numa solitária no Brasil; um `inimigo do Estado´declarado, que passara anos no exílio. Um homem sem um centavo, e capa de dar a camisa que levava no corpo. Homem de espírito gigantesco e desejo de morte à altura. Homem que gostava de beber e de mulheres bonitas.Um sul-americano".
Ela não diz mas refere-se ao gaúcho Tarso de Castro.

Foi ela que fez as fotos do casal Brizola em NY pro ENFIM!

TOM CARDOSO, biógrafo do Tarso, diz que este foi no seu entender o melhor produto do jornalista,falecido em 1991.

 

 

Lauro Dieckmann, direto de Paris


Paris - 06-10-2009 - Pois bem, estou em Paris novamente, com um dia livre antes de tomar o vôo da TAM, nesta terça-feira às 11 da noite e chegar em SP às 7 da manhã do mesmo dia, favorecido pelo fuso horário. Recém cheguei no hotel, da rede Novote, localizado a leste de Paris - com linha de metrô pertinho, shopping no próprio hotel, supermercado também por perto e ponto de táxi na porta.
A segunda coisa agradável, depois de estar de volta a Paris, foi a facilidade em conseguir acesso à internet. Chegamos há pouquinho e já estou teclando. A contratação do serviço, neste hotel, foi direto pela internet, com o uso do cartão de crédito internacional. Simples, fácil e rápido, mas custando 15 euros por dez horas de acesso. A conexão está estável e razoavelmente rápida.
Curiosidade: quando abri meus e-mails, havia um do Hilton de Bruxelas fazendo uma enquete (seria pesquisa, mas estou em Paris, não é?) sobre a qualidade do serviço etc... Bem coisa de americano, sempre procurando corrigir eventuais falhas (ou, pelo menos, dizendo que quer). Em compensação, a experiência com internet na Holanda, terra dos antepassados Dieckmann (da Holanda, alguns Dieckmann foram para a Alemanha e um deles foi para o Brasil, como está muito bem explicado no livro de memórias do Valdemar Dieckmann, engenheiro que mora no Rio de Janeiro e é avô da Carolinha Dieckmann da Globo).
Bom, na Holanda, fiquei hospedado em um hotel à beira de um enorme lago junto ao Mar do Norte. O lado deve equivaler ao Guaíba. Lá tem clubes de vela e restaurantes à com vista para o lago. O hotel em que estive era antiquíssimo, de madeira (!) na maior parte das instalações e com as modernidades tipo sanitários e banheiros realmente enbrados, o que causa um pouco de desconforto ao hóspede. Mas a beleza do lugar e o tipo de construção que é o hotel valem a pena.A internet deles é que revelou-se muito precária. Só consegui atualizar o meu blog e somente com um texto. Não deu para colocar fotos. A conexão caia a hora. Acho que é porque o serviço é ruim que oferecem "de grátis".
Amsterdam afora o museu do Van Gogh não tem muita coisa interessante. Afora o Bairro Vermelho, os cafés que vendem drogas 'leves', essas coisas que todo mundo ou já conhece ou já ouviu falar. Mas, a cidade em si é encantadora. Principalmente pelos BONDES, um dos quais tomei para ir ao museu. Do centro até Volendam, onde ficava o hotel, o trajeto se faz de ônibus, coisa de 20 minutos. Ônibus articulado, limpo, rápido e eficiente. Paga-se para o motorista, quatro euros. Andando nestes ônibus europeus (tanto os urbanos como os rodoviários) constata-se como a Marcopolo tem muito o que aprender (e o pior é que essa fábrica de Caxias agora praticamente tem o monopólio da fabricação de ônibus no Brasil).
Tanto Amsterdam quanto Bruxelas agradam pelo aspecto da cidade, que conserva a arquitetura antiga mas tem muita coisa de arquitetura atual. Nesta área os brasileiros poderiam tirar boas lições. Os prédios modernos, no geral, seguem linhas simples, limpas, com muito uso de vidro. Há um mito de que os países europeus são de população envelhecida e economia estagnada. Ora, com crise e tudo o que se nota é uma intensa atividade de construção civil. E a população não é puramente de velhos, não; há muitos jovens e crianças. Pais e mães, casais, andam por todo lado carregando os filhos em carrinhos de bebê ou em bicicletas.
Bicicletas também é outro mito, mas aí no Brasil, onde se fala muito em incentivar o uso da bicicleta como veículo de transporte etc... E falam na e na Bélgica como exemplos a serem seguidos. Só que não se dão conta de que as cidades são totalmente planas, o clima é mais para o frio do que para o quente, e, principalmente, o trânsito é civilizado. Já, em Porto Alegre, a cidade é repleta de lombadas, é mais para o quente e o trânsito é homicida em relação ao ciclista. Quer dizer, aqui é posssível, mas em Porto Alegre é ilusão. A bici pode ser usada em cidades planas, como as do Vale do Sinos, em Pelotas, Rio Grande etc...
Da Bégica, por onde passamos novamente hoje, vindos da Holanda, choveu praticamente o tempo todo. Paramos em Gantes por três horas. Busquei refúgio num restaurante e num shopping. Fica num antigo palácio ou coisa assim, transformado em centro comercial, simples mas com oferta de produtos de alta qualidade, basicamente roupas e calçados - claro que tudo caro, mas como diz o meu filho, o que é bom é caro em qualquer lugar.
Agora, em Paris, são pelas 22h, o tempo está firme, nublado e nos recebeu com um por-do-sol muito bonito, fazendo um belo efeito nas núvens que estão aqui por cima. Como fiz um lanche na estrada, não muito longe daqui, só agora está batendo a fome. Então, vou encerrando por aqui. E envio o texto sem revisão, portanto, se algum dos teus leitores(as) pensar em criticar, que ele ou ela vá tomar sabem onde (não é por nada que, quando trabalhei na Folha da Manhã, me chamavam de "Capitão Caverna", pois então...).

 

Ecos de S. Borja....

 


Meu Caro Jornalista Olides:
Ao cumprimentá-lo, efusivamente, veio enaltecer e agradecer pela sua presença marcante em todas as Feiras do Livro de São Borja. Quis o destino que sua presença marcante viesse contribuir para o crescimento deste evento.
Fico a sua inteira disposição nesta Terra que deu três Presidentes da República.
Quando surgir alguma novidade, por favor, mande a este provinciano.
Com um abraço,
Ramão Aguilar

TAXA TELEFÔNICA

 

Olha aí o " despertar da cidadania" como dizia o bigode, quando estava fora do poder....

LIGAR DE TELEFONE
FIXO



CANCELAMENTO DE
TAXA TELEFÔNICA


Eu votei
ontem - deu certo (a atendente me
perguntou de que maneira eu
tinha sabido da votação - este país é uma piada
mesmo).


Gente, isso é
sério! Qualquer
dúvida entre no google coloque o número do
telefone...
CANCELAMENTO DA TAXA
TELEFÔNICA de: R$ 40,37
(residencial) e R$
56,08(comercial) Quando se trata do interesse da
população, nada é
divulgado.
*Ligue 0800-619619
e
digite 1.
Espere para falar com uma
atendente.
Diga que é para votar a favor do cancelamento da
taxa de telefone fixo.
O Projeto de Lei é o de nº
5476.
Eles não sabem até quando vai à
votação.

INTERESSE DE TODOS: cancelar a taxa do telefone.

Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na TV ou no
rádio, porque eles não têm interesse
e não estão preocupados com isso. Então temos de
correr
atrás, afinal quem paga somos
nós!
*O telefone a ser discado
(0800-619619, de segunda
à sexta-feira das 8 h às
20h) é da Câmara
dos Deputados Federais.
Ligue para mudar esta
situação.
Passe para frente esta mensagem para o maior
número possível de conhecidos e
amigos.
Não pague mais assinatura
telefone fixo.
Será uma economia muito grande no final do
ano.
LIGUE: 0800-619619.
Vamos
divulgar!!
Entrando em vigor esta lei, você só pagará
pelas ligações efetuadas,
acabando com esse roubo que é a
assinatura mensal.
Este projeto está
tramitando na 'COMISSÃO DE
DEFESA
DO
CONSUMIDOR' na
Câmara.
Quantos mais ligarem, maior a chance de acabar com
mais esse absurdo.
Vamos lutar para que este projeto seja
aprovado.

Lauro Dieckmann, direto de Bruxelas

 


Entre Dunkerque e Bruxelas – 02-09-2009 – De volta à França, de volta à civilização, à cultura, à arte e à beleza. Deixamos Calais há pouco e, agora, rumamos para a Bélgica. A paisagem não é mais como que desenhada por um caprichoso jardineiro, como na Inglaterra. Aqui, o aspecto geral é de gente que trabalha duro, mas de uma maneira mais descontraída.

Foto: Lauro Dieckmann

Irrigação por aspersão ao fundo


A maior parte das áreas foi colhida há pouco e algumas já estão sendo preparadas para o trigo do inverno. Tanto aqui, na França como na, onde estamos entrando agora, também se pode observar o feno pronto para ser levado aos estábulos, para onde logo serão levadas também as vaquinhas, de onde sairão novamente apenas quando chegar a primavera.

Foto: Lauro Dieckmann

As vaquinhas da Bélgica


A primeira parada é em Brugges, onde o que chama a atenção, na paisagem humana é a mescla de jovens e velhos. Tanto uns como outros muito bem vestidos. As meninas, todas, de botas de salto alto e já não tão maquiadas como na Inglaterra, onde a maquiagem parece ser uma obsessão nacional das mulheres (e lhes faz muito bem).

Foto: Lauro Dieckmann

jovens em Brugges


Hoje e por onde andamos, esfriou bastante. Nada muito gélido, mas o suficiente para, principalmente as mulheres, colocarem seus belos casacos, blazers, gabardines ética... Um que outro ou outra valente, porém, ainda veste roupa de verão.

Foto: Lauro Dieckmann

Mais jovens em Brugges


Chegamos a Bruxelas no fim da noite e a recomendação é de que se tenha cuidado, pois ao contrário de Paris e Londres, não é uma cidade segura. Também recomendam que não utilizemos os restaurantes do hotel, que por ser Hilton, é muito caro. A saída é fazer uma caminhada (a esquina fica longe) e ir até um dos restaurantes que fica do outro lado da rua.

Foto: Lauro Dieckmann

Céu bonito entre França e Bélgica


Aqui em Bruxelas, ao contrario de Brugges, há muitos negros, originários a República do Congo, que já foi Zaire e... Congo Belga, quando foi colônia. A Brugges que deixamos para trás é uma daquelas cidades tipicamente turísticas, com muitos itens de qualidade em oferta, mas claro, mais caros que em outros locais.

Foto: Lauro Dieckmann

De gravata e bicicleta


Em tempo: o salário médio anual dos belgas é de 38 mil euros e a tributação é de 40%, para cobrir o custo do ‘estado de bem estar social’ (wellfare state). Mas, aqui, essa seguridade social funciona mesmo. E teria de funcionar mesmo, pois a população é relativamente pequena e a área do pais é muito reduzida – ou seja, o investimento em infraestrutura é facilmente custeável pelo elevado orçamento do Estado.

Foto: Lauro Dieckmann

As lentes Schneider-Kreutnach mostrando para ao que vieram

Foto: Lauro Dieckmann

Detalhe na alca para carregar o JORNAL

Foto: Lauro Dieckmann

Paz, tranquilidade e beleza


Por hoje, é isto. Amanhã: Holanda!

 

IATE CLUBE DE BRASÍLIA DA O EXEMPLO


O Iate Clube de Brasília, é o mais tradicional clube náutico do Distrito Federal. Fica à poucos quilômetros do Congresso Nacional e foi inaugurado pelo Presidente JK,logo depois da inauguração da nova capital.
Pois bem,esse clube que é freqüentado pela nata da sociedade brasiliense e por muitos senadores e deputados,como convidados, está dando o maior exemplo de que nem tudo está perdido no Brasil. Está proibindo a entrada nas dependências do clube de pessoas que tenham sido condenadas em primeira instância da Justiça por crime capitulado no Código Penal. Agora,quem quiser freqüentar a piscina,o restaurante e os eventos promovidos pelo Iate Clube de Brasília, tem que estar limpo com a Justiça. Tem muito deputado e senador,que não vai poder mais desfilar pelas dependências do clube. Poderá fazer isso,apenas no Congresso,porque lá pode...

Sergio Ross

Ecos da Feira do Livro de S. Borja...

 

Recebo hoje do Juliano Jaques que é fotógrafo do Correinho (foi convidado pra ir pra ZH mas abdicou e continua no Correinho) as fotos da minha participação na 24 feira do livro de s. borja. foi tudo muito informal.

Foto: Juliano Jaques

Na foto, está a senhora Glenda Diniz que tive o prazer de conhecer. Fazia umf rio na noite do s´bado,dia 03/10 quando se deu este evento e era o fim da feira. Na sexta-feira, familiares do falecido promotor Odilon Lopes estiveram prestigiando o lançamento de um livro deixado por ele....

Foto: Juliano Jaques

 


A enchente do rio Uruguai....

 

No domingo dia 04/10 estive por gentileza do vereador Celso Lopes conhecendo o Passo, em S. Borja, num dia de enchente...Tinha lá uns guris nadando e mais uns caras lavando os carros, aproveitando a água muito alta....Diz a Rosa Cavalheiro,sanborjense aqui da salinha J.C. Terlera que em 1982, quando deu uma grande enchente, a água chegou até a Igreja do Passo....Cruiz Credo

fotos de juliano jaques


Na manhã de hoje o rio estava com 8 metros e 78 centímetros, conforme o serviço de medição

fotos de juliano jaques

--
Juliano Jaques

A enchente do rio Uruguai....

 

Aproveitando a enchente do rio Uruguai, que atinge s. borja e uruguaiana, publico quatro fotos que são do acervo da Universidade do Contestado, de SC, que me foram cedidas pelo escritor Clemar Dias, de S. Borja...eis,aí,então!!

 

Musica do Barbosa Lessa!



BALSEIROS DO RIO URUGUAI
Autor: Barbosa Lessa

Oba, viva veio a enchente
o Uruguai transbordou
vai dar serviço p'ra gente.
Vou soltar minha balsa no rio,
vou rever maravilhas
que ninguém descobriu.

Amanhã eu vou m'embora
pros rumo de Uruguaiana
vou levando na minha balsa
cedro, angico e canjerana.

Quando chegar em São Borja,
dou um pulo a Santo Tomé
só pra ver as correntinas
e bailar um chamamé.

Oba, viva veio a enchente
o Uruguai transbordou
vai dar serviço p'ra gente.
Vou soltar minha balsa no rio,
vou rever maravilhas
que ninguém descobriu.

Ao chegar no Salto Grande
me despeço deste mundo,
Rezo a Deus e a São Miguel
E solto a balsa lá no fundo.
Quem se escapar deste golpe,
chega salvo na Argentina.
Só duvido que se escape do
olhar das correntinas.

Oba, viva veio a enchente
o Uruguai transbordou
vai dar serviço p'ra gente.
Vou soltar minha balsa no rio,
vou rever maravilhas
que ninguém descobriu.


O Araponga da BM e o repórter!!!!!


Meio sonado depois de ter viajado a noite toda( não consigo domir em ônibus) vinha cá pra salinha J.C. Terlera,ontem,dia 05/10 por volta do meio dia....Chamou-me a atenção um carro branco,estacionado defronte ao Teatro S. Pedro. Mas o que me chamou a atenção foi sua placa RS-RIOGRANDE DO SUL e embaixo um número....

Ia passando pelo carro, mas resolvi abordar o motorista, um senhor de meia idade, sem barba, de óculos, que estava só no carro. Perguntei-lhe onde ficava a cidade Rio Grande do Sul, no RS...
Ele desconversou, não vês que sou de Rio Grande,...olhei mais atentamente e não entendi,aquela placa RS RIO GRANDE DO SUL e um número....Aí o cidadão do volante( só estava ele) meio que se irritou e me disse:

- Sou da Brigada Militar....

Ah, pensei, então tá......


Residencia oficial do Lula

 

Nas belas fotos do Castêncio, da agência dele, a morada do Presidente da República...

Que paisagem bucólica,hein....

Foto Agência Edisoncastencio

 

Foto Agência Edisoncastencio

 

Foto Agência Edisoncastencio


Residencia oficial do Lula

 

Coleguinhas

 


* Eduardo Belmonte, da cultura AM, de S.Borja tem um apelido na cidade: " tesoura",tudo porque está sempre cortando os outros mesmo...

* Hélvio Schneider, ex-ZH,agora aposentado, andou pelo Rio e pra lá voltará em breve....

* Alberto Blum perdeu a companheira de 41 anos. Está chateado,também pudera!

* Ontem no Bom Dia, do Mendelski, entrou o " gordinho" do Balanço Geral - Alexandre Motta - que pesa 115 quilos e que anunciou que a partir da semana que vem estará das 16 as 18 horas na Guaíba AM. É a popularização da Guaíba...

* Por este sinal e por outros, muda todo o foco da Guaíba AM...

* Mas no táxi que me deixou em casa, ontem,dia 05/10 dava Macedão....


Coleguinhas

 

* Show de bola novo site da Guaíba AM


* Correinho, dia 02/10 não deu nada do memorial do Jango,inaugurado na noite anterior. Deu uma matéria no sábado,dia 03/10, sobre o primeiro dia útil,quando o memorial recebeu cerca de mil visitantes. A maioria colegiais....

* Matéria do Moisés Mendes, dia 02/10, na ZH, no meu entender ficou meio sem sal....E olha que o Moisés sabe fazer matérias sutis,quando quer....Vai ver que era pra levar o assunto tri a sério....

* Aliás, o que o Moisés Mendes fumou durante a longa solenidade da inauguração do memorial do Jango,dia 01/10 não tá no gibi....Tá nervoso o coleguinha

Ecos do memorial do Jango


* Depois do evento propriamente dito em si, houve um coquetel no Clube Comercial de S. Borja. Uma pessoa muito ligada sentimentalmente a tudo o que ocorrera pouco antes, tomou um fogo que vou te contar. Foi levada para um hotel próximo e de lá deixada em sua residência....

Araponga

 

Ah,entendi o porquê do araponga ontem perto do meio-dia dentro de um carro com placas " frias": é que pouco depois teve uma manifestação na praça da Matriz dos brigadianos pedindo aumento....Tão querendo que a governadora fragilizada abra os cofres...e depois, quem vai pagar a conta, uma vez mais????

Lance estranho

 

Sábado,dia 03/10 aconteceu um lance tri esquisito na av. Presidente Vargas, perto da agência do BB, em S. Borja. Entrei no carro do meu amigo Clair Ribas e aproximaram-se dois azuizinhos avisando-o que ele não podia ter estacionado ali. Bom, era caso de multa...,então...Pediram os documentos. O Clair tentou alegar que estava atrasado...e fez que arrancaria o carro. Andou quem sabe um metro. Parou. Um dos azuizinhos deu uma porrada na parte lateral, no vidro, do carro, que vou te contar. Fiquei com medo que aquele desatinado fosse puxar um revólver por uma simples infração de trânsito....

 

 

Saques compartilhados entre CEF e BB não funcionam!

 

Fui ontem,dia 05/10 tentar pagar em três agências lotérias da CEF a minha conta do aluguel. Nas três lotéricas diferentes dizia "limite diário de saques excedido". Nas 3 tentativas fiz com valores diferentes: minha conclusão é que isto não funciona mesmo.....

 

Agende-se!



SERGS DEBATE
IRRIGAÇÃO

A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS) promove nesta quinta-feira (8) palestra do secretário estadual da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, Rogério Porto. O evento acontece na sede da SERGS, Trav. Eng. Acylino de Carvalho, 33 – 7º andar, a partir das 8h30min. Informações: fone (51) 3224.6133.


Bicicletas....

 

O Lauro mandou um belo e original texto de Paris, gostei do final....é de uma diplomacia, que vou te contar...leiam o texto até o fim....mas sobre as bicicletas, eu voltei hoje,dia 5/10 de S. Borja e lá como é tudo plano só andam de bici,viu Lauro....

 

Coleguinhas


* Site do Correinho agora está acessível,sem senhas....

 

 

La Negra...

 

Li o relato no Clarim.com sobre o enterro da Mercedez Sosa...Me lembro dela num show no Gigantinho, nos tempos da abertura, quando houve um princípio de tumulto e ela acalmou todo mundo, pedindo para que não houvesse desespero. Ela conseguiu domar aquela situação. Era no tempo em que andavam estourando bombas no Riocentro e muita gente na hora pensou que fosse mais uma...La Negra dominou a situação com sua calma e prosseguiu o show...Não houve bomba nenhuma!!!! Grande Negra!!!!!

 

 

GAÚCHO DE BAGÉ...

 

O gauchão de Bagé está preso na Delegacia, roxo de cima a baixo, sangrando, todo arrebentado.
O advogado chega e pergunta o que aconteceu.
O preso começa a explicar:- Bueno, eu estava passando no más e de repente ví um baita entrevêro...
Um monte de gente correndo. Socorriam uma prostituta que acabava de dar a luz a um piá.. bem no meio da rua, ali na 'voluntário'!
Solidário, comprei um pacote de fraldas prá ajudá a puta.
Então um Brigadiano, negão de 2 metros de altura, lôco prá cagá alguém de pau, se aprochegou e vendo um pacotão nas minhas mãos, perguntou:
- Prá onde vai isso tchê ? E eu respondi:-
Vai prá puta que pariu.
Depois disso, Dr... Não lembro demais nada..

ÀS VEZES TEMOS UMA ÓTIMA INTENÇÃO, MAS SOMOS MAL INTERPRETADOS...

 

INAUGURAÇÃO DO OLIMPICO


Olides

O Estádio Olímpico está completando 55 anos. Vou te contar então uma história que aconteceu quando o Olímpico ainda estava em obras..
O Grêmio não ganhava de ninguém. Eramos um saco de pancadas do Internacional. Os colorados deitavam e rolavam conosco. Aí o seu Saturnino Vanzelotti que foi um grande presidente, sofria com isso. Aconselhado por alguns diretores do time, como o caxiense seu Toigo, resolveu trazer da Europa, um treinador húngaro, completamente desconhecido. O homem estava treinando um time na Turquia e que não ia lá muito bem das pernas. Mas não custava nada tentar. Tratava-se de um cara chamado Lazlo Zekelli. Os coleguinhas na época e que trabalhavam na Caldas Junior, com raras exceções, mandaram brasa na tal contratação. Era gozação em cima de gozação. O treinador chegou e não conseguiu nada. Continuamos perdendo todas. Mas o cara tinha algumas coisas engraçadas. Por exemplo,quando fazíamos treino coletivo,às quintas feiras, geralmente entre os profissionais e nos dos juvenis, o time vencedor recebia no fim treino, uma garrafa de cerveja e um belo "farroupilha" ( no meu tempo se chamava assim o sanduiche de pão francês com mortadela).
Certo dia, ele resolveu levar o time a treinar no Olímpico. Pô,foi uma surpresa geral. Pronto no estádio ,só tinha o gramado. O resto era só andaimes e muita obra. Fomos de ônibus e entramos por um portão em uma parte da obra ,que ficava lá pelo lado onde passavam os bondes Glória,Teresópolis a Azenha. Assim que o ônibus parou,foi um corre corre danado. Todo mundo queria ser o primeiro a pisar no gramado,novinho em folha e muito bem cuidado. O primeiro a pisar,foi o Orly. Era um lateral criando na Baixada,também apelidado de Padre ou Cabeção e o segundo fui eu. Muito pouca gente sabe disso,mas eu tenho um orgulho tremendo do meu segundo lugar.
Como eu sei que tu sempre duvidas de mim,eu tenho aí uma testemunha que poderá confirmar esta minha historinha. Procure o Milton Kuelle que na época era juvenil como eu e se não me engano é cunhado do Orli.

UM MORDOMO DOS PRESIDENTES
ESCREVE UM LIVRO




José Dutra Ferreira,foi um mordomo de vários presidentes da nossa república. Agora,passado muito tempo,resolveu botar no papel as suas historias. Conta fatos que aconteceram quando trabalhou principalmente para Jânio Quadros,Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves,então Primeiro Ministro.
O livro está hoje, nas mãos do meu amigo Carlos Chagas,que deverá fazer o prefácio e a apresentação da obra que será lançada no início do aproximo ano
José Dutra Ferreira é um desses fenômeno raros de quem se dispôs a desafiar a vida de mordomo de palácios e de residências oficiais,convivendo com ícones e com nulidades durante largo período da República brasileira. Dutra em seu livro, que deu o título de “ Um Mordomo em Brasília” dá importância a golpes e a conspirações que assistiu desenvolverem-se tanto quanto ao nascimento de filhos e a mudança de residências na recém-criada nova capital do país.
José Dutra, e suas histórias,poderá mudar a interpretação da História de hoje,como por exemplo o anuncio que Jânio Quadros fez à sua mãe,no Palácio da Alvorada,em plena mesa de almoço,que iria renunciar a presidência da República. Porque a comunicação aconteceu no dia 13 de agosto de 1961,quando até agora se tem como certa a versão de que o singular presidente,decidiu-se deixar o poder apenas a 24 daquele mês,um dia antes do tresloucado gesto que intentava a decretação de uma ditadura.
Mil depoimentos dão conta até hoje de que Carlos Lacerda foi convidado por Jânio Quadros para hospedar-se no palácio da Alvorada e depois de instalar-se,teve sua mala deixada na guarita e um recado para fosse hospedar-se num hotel. Dutra em seu livro contesta,relatando que ao saber que Lacerda estava no portão, o presidente teve um acesso de raiva,gritando “Não!Não e não!
Para a frente e para atrás,as revelações surgem polêmicas. Alguém soube, até agora, que em 1955 o então chefe da campanha de Juscelino Kubitschek à presidência da República,Tancredo Neves,teve seu quarto de hotel em São Paulo violado por parafernálias eletrônicas a gravar suas conversa particulares e telefônicas? E quem mandou gravar,senão o governador paulista Jânio Quadros?
Como tinha sido Dutra a perceber e a informar a espionagem,Tancredo travestiu-se de “007” e marcou um encontro com ele na porta dos fundos do Hotel Othon,de onde foram para um restaurante,de taxi,com ordens do político mineiro para que nada conversassem enquanto não chegassem ao destino. Lá, Dutra recomendou a Tancredo para que,quando voltassem,olhar debaixo da mesinha do telefone,onde se encontravam fios desnecessários. Comprovado o grampo, o futuro presidente da Republica só conversava sobre futebol,quando em seus aposentos nos dias em que permaneceu sem São Paulo.
É inédita a explicação de Juscelino sobre porque chorou durante a missa de inauguração da nova capital:”Somente naquele momento tomei plena consciência de inaugurávamos Brasília...”
Na sua última refeição no Palácio da Alvorada,JK exortou seus convidados a não pouparem a comida,dizendo:”Avança macacada,porque o Jânio vem aí...”
Outro testemunho de quem estava lá e não pode ser desmentido por milhares por milhares de versões é de que Dutra jamais serviu uisque ao então presidente Jânio Quadros,que não tomava aguardente e limitava-se a uma pequena garrafa de cerveja nas refeições. Dona Eloá , a primeira-dama,proibiu que se servisse dois tipos de carne no almoço e no jantar por razões de economia. E doze dias antes da renuncia do marido,mandou fechar os escritórios da Legião Brasileira de Assistência,que dirigia,trancando tudo.
A permanência do nosso conterrâneo João Goulart no poder,destacou-se pelos sucessivos pedidos de água fervente,de dia e de noite,para o chimarrão com seus hospedes e visitantes.
Ainda sobre Jango, a revelação de que seus funcionários ficavam a maior parte dos dias sem saber onde ele iria dormir,se no Alvorada,na Granja do Torto ou em lugar incerto e não sabido,”porque ficamos sabendo que um grupo de
militares o vigiava dia e noite e tínhamos a impressão de que mudava de lugar para sentir-se mais à vontade...”
Fantástica é a história de um oficial do exercito que invadiu o Alvorada,imobilizou a guarda e os funcionários e,percebendo que Jango não e encontrava lá,mandou vir um carro oficial para leva-lo à Granja do Torto,gritando que precisava ir lá para matar o presidente João Goulart! Dutra conseguiu telefonar para Evandro Lins e Silva,chefe da Casa Civil,que mandou a polícia prender o suposto assassino quando chegava à residência presidencial alternativa.
Eu poderia escrever uma infinidade de outras revelações mas só não faço para poupar o leitor de colhe-las em primeira mão e aguardar o lançamento do livro.

From S. Borja( como diriam os colunistas sociais)

 

* A chegada da secretária da Cultura Mônica Leal no coquetel que a AESUL ofereceu na noite de quinta,dia 1/10 no clube comercial,após inauguração do museu do Jango, provocou suspiros em alguns marmanjos como no escritor Clemar Dias, colunista da F. de S. Borja:

- Que avó,foi seu comentário!

*Em S. Borja,q uem " apanhou" dos milicos e do ex-prefeito Jucão no tempo que ele era interventor não perdoou a presença da Secretária Monica Leal, filha do cel. Pedro Américo Leal( um dos integrantes da ditadura) no palco da inauguração do Museu do Jango. É como diz aquele ditado: a mão que bateu esquece, as costas que apanharam nem tanto...

* O jornalista Deco Almeida, da rádio Cultura AM é novo diretor do DAC( quem vem a ser o Depto de Assuntos Culturais ) de S. Borja, que promove a feira do livro local

* Dia 02/10, com bandinha e tudo, foi aberta a feira do livro de são borja, na praça XV de Novembro...Este ano ela está em barracas do Exército...

* René Ribeiro, que concorreu a prefeito pelo PT em S. Borja, está de assessor do deputado federal do PT, Henrique Fontana( ligada a Igreja Católcia e que tem na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, sua zona do agrião em votos)

* Na Câmara Municipal de S. Borja, apostam que o neto de Jango, Cristhopher não chega aos 10 mil votos para candidato a deputado estadual. " Fazmenos que o Lautert " diz um assessor que conhece a região. Laurter foi candidato pelo PDT da região na eleição passada. Não dá pra esquecer que o deputado da região no parlamento gaúcho é Cassiá Carpes(PTB) que não deixa a cidade por nada. Está sempr epor aqui em qualquer evento,afora os outros da região missioneira que " bicam" votos aqui como Adroaldo Loureiro e Gerson Burmann.

* O " camundongo", ou o vereador Celso Lopes, do PDT de S. Borja, está com um pé que é um leque pra ser prefeito. Vamos ver quando passa o cavalo encilhado pra ele.

* O Museu do Jango, abriu dia 02/10 e os colégios tomaram conta do local....Também alguns familiares tomavam chimarrão nele por volta do meio-dia...

* Já o Filho de Jango, João Vicente, não ficou na cidade nem pro coquetel da AESUL. Pegou o ônibus das 10 da noite do mesmo dia e regressou a Porto Alegre. Voltaria a Brasília na sexta, onde vive....

 

FOFOCA!!!!

A grande fofoca aqui de S. Borja sobre a inauguração do Museu do Jango foi por conta de móveis da casa antiga que foram retirados de lá numa noite de muita chão quando teria encostado um caminhão. Alguns deles foram localizados depois num antiquário de S. Borja, O que foi localizado no antiquário foram três caderias que eram da casa antiga do Jangto....

Este asunto foi tratado pelo pesquisacor Clemar Dias no programa Falando Francamente da rádio Butuí FM apresentado por Volmer Jardim...no dia 02/10....

Outra Fofoca....

Porque a ex-primeira dama Maria Tereza Goulart não veio ao evento do dia 01/10

1) uma hipótese : ela teria pedido certo número de convites pra distribuir pros amgios e não levou...

2) a família queria preservá-la por causa do seu estado de saúde....

Durma-se com um barulho destes.....

Diversas

 

* Na 24 feira dolivro de s. borja, o prefeito Mariowane Weis disse que o municipio deixou de ser o munjicípio do " Lá TINHA", dos quartéis e dos fazendeiros....

* Lembrou que quando a cidade se uniu, botou 12 mil pessoas na Praça XV de Novembro, numa noite de muito frio, de inverno , pra reivindicar a criação da UNIPAMPA

* Ainda como rescaldo da inauguração do Museu do Jango:
- O discurso muito prolongado da reitora da Unipampa cansou a muita gente que o ouvia....

* Outros entenderam que o filho, João Vicente ,falou de forma " muito magoada""".

Fui....

Coleguinhas

 

* Dia 1/10 a Record inaugurou em S. Borja o sinal. O que vem a ser isto?

* Rede Recordpassou no Jornal da Noite noticiário sobre ianguuração do museu do jango e da também inauguração do seu " sianl". O bispo investe pesado no interior.

* No discurso da inaugurzação do sinal da Record o diretor enfatizou que o Correio do Povo não foi vendido como a VEJA da semana passada informou.

Lauro Dieckmann e a internet na Europa



Na França, a internet funcionou muito bem. Acesso através da Orange, serviço contratado na portaria do hotel, podendo-se contratar a partir de três horas de uso.
Na Inglaterra, foi uma josta o serviço no hotel. Serviço lento, complicado, caro. Saída foi procurar um cyber, correndo o risco de vírus (o aintivírus do laptop constatou trojan no pen drive em que levei o texto e as fotos para transmitir, mas eliminou o bicho).
Na Bélgica, fácil de contratar e de utilizar. Mas é caro. 27 euros por 24 horas contínuas.
Até o fim da viagem eu pego o jeito nos cyber do mc'donald - como nunca havia usado no brasil (devia ter tentado só para pegar a manha) vou ter que aprender aqui.
Não notei nenhuma diferença na velocidade (digo lentidão) da internet do Brasil com estas daqui. Pelo que li - Veja etc... - a inernet no Brasil é muito lenta por n motivos. Por isso, imaginei que a daqui seria um raio. Mas não é nada disso.
LD, de Bruxelas

Gritos e sussuros da inauguração do museu do Jango em s. Borja

 


" Uma filha da Regina chorou no dia do museu porque o pessoal da AESUL não a deixou entrar na casa ela que viveu lá" disse-me uma fonte deste site que conhece como poucos os meandros das dodóis e vaidades de S. Borja. Filha da Regina significa filha também do Ivan Goulart,irmão de Jango, que morou na já famosa casa da av. presidente Vargas,esquina com Felix da Cunha que agora viru o museu Jango Goulart.

A inauguração do museu do Jango feriu muitas suscetibilidades principalmente porque mexeu em velhas cicatrizes de quem foi mais próximo ou mas íntimo do ex-presidente. Na verdade, é uma guerra de vaidades....E a verdade é que quem mais ajudou por exemplo, Percy Penalvo capataz de Jango no Uruguai e na Argentina quandoele voltou do exílio com a família da em 978 foi o prefeito Juca Alvarez que desapropriou a casa de Jango para torná-la depois o museu que agora foi inaugurado. Juca Alvarez teve inclusive a dignidade de mandar adquirir, num acordo com João Vicente, filho de Jango e herdeiro da casa que agora virou museu, uma casa para Percy Penalvo,- que morou com a família 25 aos no local que agora virou museu,- ir morar porque eles voltaram do Uruguai em 1978 com a roupa do corpo já que ficaram sem pai nem mãe com a morte do patrão e amigo.( se é que isto pode existir...)

Vai levar tempo pra que os ti-ti-tis sobre a inauguração da casa Jango Goulart principalmente com a presença da secretária da Cultura Mônica Leal(filha do cel. Pedro Améric Leal). No dia seguinte à inauguração, era um dos temais mais comentados nos cafés de S. Borja.

 

Memória da Imprensa

 


Eis o jovem Juarez Tosi, hoje assessor de imprensa do MPF, em Porto Alegre. Aqui no começo dos anos 70,quando ainda os jovens desfilavam para o dia 7 de setembro.....

Juarez era conhecido na redação da ZH por CUCUT, tudo porque apoiava a CUT,então em formação. Hoje o Juarez cuida mais de sua loja de macrobiotica.....


Serafinense,
por enquanto achei uma foto. Ela foi feita depois do desfile de sete de setembro de 1970.
Ao fundo, da esquerda para direita, as casas do montanari, do sordi (a verde que eu te falei que nós também moramos. A placa que aparece na casa é da Alfaiataria do Sordi) e a bem do cantinho à direita do Gabriel Sasso (meu avô - onde tem as pessoas conversando - a de blusa branca e saia é minha prima Cândida Cervieri e a menina que está no lado de dentro do muro é minha irmã Teresinha Tosi).
Vou ver se encontro mais fotos.
Abraço,
Juarez.

Coleguinhas

 


Dia 02/10 telefonaram pro Eduardo Belmonte, da Cultura AM da rádio Guaíba solicitando boletim sobre as cheias do rio Uruguai, em S. Borja.....É que o antes titular, Alberico Cogo, foi um dos demitidos quando a IURD comprou a Guaíba

* Prefeito Mariowane Weis,de S. Borja, só podia ir pra polítiica mesmo.Filho do falecido prefeito Mário Roque Weis, quando era criança, na aula, desenhava a rosa socialista do PDT, então em formação.Quem lembrou isto foi uma professora durante a 24 feira do lviro da cidade que encerrou no sábado de noite....

* Prefeito Mariowane me convidou pra lançar no ano que vem na sua cidade o livro que estou pesquisando sobre o rompimento de Brizola e Jango no exílio....Vamos ver se fica pronto

* Jornal Folha de S. Borja, edição do sábado, dia 3/10, trazia ampla cobertura do evento da inauguração do Memoiial do Jango...

* Memoral que está bombando na cidade de S. Borja. Só na sexta,dia 02/10, recebeu mais de um mil visitas....

* Almocei no sábado com o amigo Clair Ribas e sua namorada em Santo Thomé. Comemos uma bela parrilla de beira de estrada, com cerveza Quilmes....E aproveitei num posto de gasolina pra comprar um uisque argentino de excelente marca....

Me despeço de S. Borja. Aqui já me sinto em casa....

 

Lauro Dieckmann, direto de Londres

 

Leitor, é isto que dá ter um correspondente internacional:

O Serginho Ross quando teve de lua-de-mel não mandou nada. Até acho que ele nem viajou...Se não mandar uma foto de Paris nem vou ac reditar que esteve lá. Já o Lauro manda fotos,isto é, mata a cobra e mostra o pau.....Pois aí vai o material da minha citi européia preferida. Atenção Lauro: vê se acha um Rolling Stone por aí e faz uma foto do lado dele, pô...!!! eu estou aqui na véia São Francisco de Borja, véia sim porque é mais véia que Portinho.Abs Fui!!!!!

País industrializado é outra coisa! Enquanto a França é forte no setor agropecuário, a Inglaterra tem uma inigualável tradição industrial. Isso se traduz em uma economia rica e dinâmica.
Londres, a cidade, perde para Paris (três pp!) em beleza, charme e cultura. Londres, por sua vez, é pura agitação. Agitados andam os londrinos pelas ruas, agitados andam também os turistas (e como tem!).

Foto Lauro Dieckmann

O povo na rua I


O dinamismo da economia baseada na indústria se reflete, sem dúvida, no comportamento das pessoas. E na aparência também: os ingleses e inglesas andam melhor vestidos em relação aos franceses. Lá, pelo visual, não se nota grande diferença com os brasileiros, pois predomina um certo ar relaxado no vestir.

Foto Lauro Dieckmann

A informal e a chique


Já os súditos da rainha seguem um padrão mais refinado. Os olhos azuis, os cabelos louros e a pele bem clara também prevalecem, muito mais do que do lado de lá do Canal da Mancha.
O visual das coisas também é diferente, mais ao revés: os prédios em Paris são limpos e bem conservados. Do lado inglês, há um encardido generalizado na fachada dos edifícios (a maioria muito mais baixo, dois a três andares, contra os seis a sete da Pares houssmanniana).

Foto Lauro Dieckmann

O povo na rua II

Observacoes

- Agora estou num teclado ingles, sem acentos, sem cedilha etc... pois estou teclando de um cyber-cafe
- A Internet, que estava muito boa na Franca, aqui na Inglaterra e cara e uma josta no hotel. Precisei vir para o cyber.
- Meu jeito de `bom velhinho` acho que esta me ajudando, desde a aduana e dai para diante. Indianos me pede auxilio nas ruas, vovozinhas me pedem ajuda nas lojas, os espanholes falam comigo em ingles (acham que eu sou da terra ou alemao). Ah! em Paris os franceses tambem me pediam informacoes... tooooing!
- Ontem o dia esteve nublado o tempo todo. Esta mais frio que na Franca, embora perfeitamente suportavel.
- Hoje, quinta-feira, o sol reluz orgulhamente britanico. Faz um pouco de frio.
- Este cyber fica numa rua movimentada, embora estreita, perto do hotel. Tem uma feira nas calcadas desta rua. Vendem verduras, frutas, ovos (inclusive de pato) de dois tamanhos, grande e extra-grande, e nas duas cores.
- A rua tambem tem um comercio forte, de roupas a eletronicos e moveis.

Foto Lauro Dieckmann

Sapatos - melhores em B. Aires


- O local, aqui, e um daques tipicos bairros londrinos, como os que se ve no cinema.
- Hoje o dia e livre, vou sair do cyber, comprar um bilhete de onibus e metro e circular por ai.
- Ja comprei o meu exemplar do Ulysses do JJ! O orignal em ingles e melhor de ler do que aquela traducao fajuta do Houais (o `genio da raca` que, antes de ir desta para a melhor, nos deixou de heranca essa maldida ultima reforma ortografica).

Foto Lauro Dieckmann

Gente que lê


- Tudo e caro por aqui, mas, como diz o meu filho Gulherme, `tudo que e bom e caro em qualquer lugar`
- Tem cada blazer que deixa a gente babando! Pena que estou usando pouco casaco.

Foto: Lauro Dieckmann

O povo na rua III

Foto: Lauro Dieckmann

Escolares sempre uniformizados


Foto: Lauro Dieckmann

Taxi só para as mulheres



Por agora e isso.
Abracos

Lauro Dieckmann


Coleguinhas

 

* O Lauro Dieckmann tem que descobrir os pubs e os teatros de Londres...

* Aqui na S.Francisco de Borja a Record tomou conta: na frente do Museu do Jango,que inaugura logo mais à a tarde botaram um batalhão de vendedor de assinaturas do correinho. A RBS vai ver o que é bom, agora, acharam, finalmente um concorrente. Os caras estão no interior, com estrutura, com gente, com camionetes...e no hotel onde estou e onde ficou há vários anos foi a primeira vez que vi no café da man hã a tevê ligada na Record...Deixei de ouvir aquela voz irritante da Ana Maria Braga enquanto tomava café, ela e aquele papagaio horroroso...mas enfim, tem gente que gosta, né....Aliás a equipe da Record está hospedada no Executivo Hotel porque à tarde vão passar ao vivo a inauguração do Museu do jango...Se a TV Com não passar ao Vivo, a Record vai dar um banho na região, pelo menos....

* Eu não torço nem pela Record, nem pela Globo....Torço pela boa informação....

*A Feira do Livro de S. Borja este ano está diferente: as barracas são do Exercito Nacional e ficam ao lado da Praça XV de Novembro, não no meio dela, como das vezes passadas...


INAUGURAÇÃO DO OLIMPICO


Olides

O Estádio Olímpico está completando 55 anos. Vou te contar então uma história que aconteceu quando o Olímpico ainda estava em obras..
O Grêmio não ganhava de ninguém. Eramos um saco de pancadas do Internacional. Os colorados deitavam e rolavam conosco. Aí o seu Saturnino Vanzelotti que foi um grande presidente, sofria com isso. Aconselhado por alguns diretores do time, como o caxiense seu Toigo, resolveu trazer da Europa, um treinador húngaro, completamente desconhecido. O homem estava treinando um time na Turquia e que não ia lá muito bem das pernas. Mas não custava nada tentar. Tratava-se de um cara chamado Lazlo Zekelli. Os coleguinhas na época e que trabalhavam na Caldas Junior, com raras exceções, mandaram brasa na tal contratação. Era gozação em cima de gozação. O treinador chegou e não conseguiu nada. Continuamos perdendo todas. Mas o cara tinha algumas coisas engraçadas. Por exemplo,quando fazíamos treino coletivo,às quintas feiras, geralmente entre os profissionais e nos dos juvenis, o time vencedor recebia no fim treino, uma garrafa de cerveja e um belo "farroupilha" ( no meu tempo se chamava assim o sanduiche de pão francês com mortadela).
Certo dia, ele resolveu levar o time a treinar no Olímpico. Pô,foi uma surpresa geral. Pronto no estádio ,só tinha o gramado. O resto era só andaimes e muita obra. Fomos de ônibus e entramos por um portão em uma parte da obra ,que ficava lá pelo lado onde passavam os bondes Glória,Teresópolis a Azenha. Assim que o ônibus parou,foi um corre corre danado. Todo mundo queria ser o primeiro a pisar no gramado,novinho em folha e muito bem cuidado. O primeiro a pisar,foi o Orly. Era um lateral criando na Baixada,também apelidado de Padre ou Cabeção e o segundo fui eu. Muito pouca gente sabe disso,mas eu tenho um orgulho tremendo do meu segundo lugar.
Como eu sei que tu sempre duvidas de mim,eu tenho aí uma testemunha que poderá confirmar esta minha historinha. Procure o Milton Kuelle que na época era juvenil como eu e se não me engano é cunhado do Orli.

FUNDAMENTALISMO DIGITAL

 

Um amigo lhe indicou essa matéria do Observatório da I mprensa

Edição 557 de 29/9/2009
www.observatoriodaimprensa.com.br
URL do artigo: www.observatoriodaimprensa.com.br

Está matéria foi enviada a você por: Júlio César D. Pacheco/juliocdp@pop.com.br
Comentário: Grande Olides. Êste artigo do Eugênio Bucci me fêz lembrar de ti.Uma inteligência como a tua, teu sucesso como blogueiro, sem celular. Um abraço. Júlio César

FUNDAMENTALISMO DIGITAL

Eles não usam celular


Eugênio Bucci


CENA 1 - ou um flagrante do nosso desconforto crescente em relação às máquinas, que parecem querer tomar o poder político e o poder econômico das nossas mãos de carne e osso e da nossa cabeça de massa encefálica feita de células vivas
O que antes alguns chamavam, num tom quase triunfal, ou triunfante, pouco importa, de "marcha inexorável do progresso" ganhou o andamento de uma sucessão de golfadas de loucura em aceleração desgovernada. A locomotiva animada que nos conduziria ao futuro, nas metáforas a vapor do início do século 20, se transmutou em sacolejante lata velha espacial. Estamos à mercê de turbulências cósmicas, meteoritos nos metralhando a estibordo, numa viagem sem previsão de término, sem destino convencionado. Sofremos de enjôo, vertigem, câncer e gripe suína. O planeta está às vésperas de um superaquecimento. É preciso dar um jeito nisso. Apertem os cintos. Fechem as chaminés.
Na nossa nave sucateada, o progresso virou uma idéia esquisita, envelhecida, muito mal disfarçada em sua nova fantasia, o "crescimento econômico". A própria metáfora que alavancava - outro termo perdido para sempre - a idéia de progresso padece agora de fadiga de material. A aceleração dos tempos a triturou. Essa noção, a de que estamos embarcados numa locomotiva rumo ao futuro, ficou antiqüíssima de repente. Usá-la seria como vestir um chapéu coco e sair pela rua para pegar o bonde. Falar que estamos embarcados na locomotiva do futuro é mais fora de época do que anunciar que hoje à noite vamos dormir numa caverna. Sim, dormir numa caverna tem um sabor de aventura bastante atual, em sintonia com essa tal de contemporaneidade. Um dos sintomas da nossa violenta recusa ao poder das máquinas parece ser justamente esse, o culto religioso de uma natureza idealizada, sem química, sem concreto armado, sem transgênicos, sem aço inoxidável, sem hormônios, sem avião a jato, sem telev isão, sem césio 137, sem bomba atômica, sem fumaça de óleo diesel, sem baterias de cádmio, sem refrigerador, sem antibiótico, sem celular.
Celular? Eu disse sem celular? Espere um pouco.


CENA 2 - ou o modo como o fetiche da tecnologia permite que ela sobreviva e se reproduza mesmo no âmago dos que se declaram inimigos do capital
"Não!", alguém se levanta, "o celular é progressista!". Outro se soma ao primeiro: "O celular é inclusivo!". Em passeata, os novos hippies interconectados, cujo mundo ideal é um Woodstock em Sierra Maestra, com o tempero dos gadgets de Sillicon Valley e fantasias liberais-humanitárias a guisa de coletivismo espontâneo, repetem em coro: "O celular é democratizante!". Como nos nossos tempos de fundamentalismos digitais as palavras "progressista", "inclusivo" e "democratizante" funcionam como salvo-conduto do discurso, eles liberam o celular.
Na horta orgânica do relativamente admirável mundo novo ideal, o celular é permitido, assim como a internet é "do bem" e o software livre é a arquitetura da nova revolução social por avatares. É engraçado, mas, não fosse pelos celulares, pela internet e pelo software livre movido a fetiches libertários, essa nova cultura das tais redes interconectadas se reduziria a uma fazenda amish com maconha, cerveja e alguma tolerância sexual. Só alguma, por favor.
PRIMEIRO BALANÇO entre a CENA 1 e a CENA 2 (por ora, não haverá segundo balanço)
Nas crenças que vão se amoldando nessa primeira década no século 21, já se distingue bem: ganha corpo a percepção social de que a aceleração tecnológica deve conhecer algum tipo de freio, ou ela terminará por dissolver até mesmo as referências imaginárias por meio das quais nós nos vemos como humanos. Da mutação genética programada a fiéis que se ajoelham diante de monitores de TV, a civilização se vê assaltada por forças bárbaras e, atenção, forças que são maquinais e, portanto, não-humanas.
A civilização que se vai quer resistir. Quer se refugiar na natureza, no que entende ser o que resta de natureza, e também na natureza humana (isso existe?). Ao mesmo tempo, existe a forte percepção de que, sem a tecnologia, nem mesmo o humano parece conseguir fluir, transitar, comunicar-se. Não há perspectiva de vida social fora dela. Nem mesmo de vida humana. Vai daí que, bem, nesse caso, o celular pode.
UM COMENTÁRIO SOBRE A IMPRENSA (pois, afinal, estamos aqui num site especializado e não se pode ignorar completamente o tema)
Há que se abrir, aqui, uma conexão - um link - para a cultura de imprensa, que vem se esboroando no seio do senso comum. Nas utopias correntes que endeusam as redes sociais, imagina-se que o jornalista independente seja peça sobressalente, dispensável, quando não um mito burguês (atravancando a saga da esquerda) ou um chato extremista (atrapalhando as negociatas dos burgueses patrimonialistas). Temos aí um impasse bastante grave, que tardará a ser compreendido e resolvido.
A informação e o debate público, imagina-se, poderiam muito bem prescindir das redações autônomas. Sem redações, elas prosperariam mais à vontade na ilha da fantasia tecnológica, no shangri-lá cibernético que por vezes se insinua como ordem superior à democracia formal. Vem o twitter - que também pode - e o jornalismo vira uma espécie de "correio elegante" de quermesse junina de antigamente, mas agora pelo celular. Que é inclusivo. Que é progressista. Que é democratizante.
Constatação sumária: a instituição da imprensa não foi assimilada pelas utopias dos shangri-lás cibernéticos. Em certas franjas, essas utopias se deixaram fisgar pelas pregações autoritárias dos governantes "libertadores", que emancipariam a humanidade do jugo do capital. Sem querer, idolatram tiranos como quem bate palmas para a liberdade. Em outras franjas, caíram na lorota de que o capitalismo revitalizado pela fabricação de valores virtuais - cujas relações de produção não mais dependem de relações formais de trabalho - é a encarnação definitiva do socialismo sobre a face da terra. Aí, como não conseguem ver por onde passa o fio das novas formas de exploração, acreditam que o capital tem os seus dias contados. Umas e outras franjas perderam de vista a necessidade estrutural do ponto de vista independente (a instituição da imprensa) para a sobrevivência de qualquer via democrática. Estamos mal.
AGORA UM PARÁGRAFO DE ENCERRAMENTO (apenas para justificar o título deste artigo)
Tenho três amigos que não usam celular. Que não têm celular. Olho para eles como quem olha para formas em extinção. Vejo no seu fenótipo uma resistência quase poética. Tenho apreço pela atitude que adotaram, com sua teimosia comovente. Por meio deles, mantenho viva a memória do que já fomos. Esses meus amigos são reservas ecológicas ilhadas na cultura que sucumbiu ao chip e ao bit.
De vez em quando, porém, sinto emergir no meu olhar uma pontada de impaciência (ela, também, tecnológica). Aí, quando impaciente, vejo meus amigos como sintoma, não como solução. A sua resistência poética é também patética. O que o celular mudou não foi o tempo individual de cada um - instância que a tecnologia simplesmente despreza e, quando necessário, atropela. Não ter celular para dizer que o nosso tempo individual não foi alterado pela tecnologia é uma forma de auto-engano. Esse tempo "individual" não existe. O celular, a propósito, não mudou coisa alguma. Ele veio, isto sim, no bojo de mudanças mais drásticas, aquelas que alteraram os tempos sociais. Usar ou não usar celular, ainda que moderadamente, não depende do "meu estilo de vida individual", mas do ritmo e da estrutura da intersubjetividade em que existimos. Não ter celular, em questão de dias, será como não ter luz elétrica, telefone fixo, ou e-mail (embora existam também aqueles - alguns exercendo cargos públ icos - que não têm e-mail e se recusam a abandonar a máquina de escrever).
Ter ou não ter luz elétrica, telefone, correio, antena, computador não é uma questão de escolha individual. Lamento muito, mas não é. Compreender a dimensão social dessas relações de tempo e de comunicação significa compreender, também, que quem não tem celular não está poupando a si mesmo de um trabalho ou de um aborrecimento, mas está impondo trabalhos e aborrecimentos extras àqueles com quem se relaciona. Eles não usam celular, mas são usados - a um custo mais alto, apenas isso - pela economia interconectada pelos celulares. Não que isso represente, no que escrevo, um argumento a favor do celular. Representa apenas a constatação daquilo que citei no início deste texto: a marcha inexorável do progresso. Agora, porém, com uma distinção: antes, o progresso aparecia como fruto do projeto democrático; agora, ele irrompe como a vitória (política) da tecnologia sobre o que nos resta de humano, daí o nosso mal-estar. Daí que eu tenho celular - mas twitter não, nem pensar.
Fora tudo isso, o que há no ar são fios desencapados, chicoteando em alta tensão.


BANCO DE ALIMENTOS HOMENAGEIA
O PRESIDENTE DO SINMETAL


O Banco de Alimentos de Porto Alegre homenageou o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico do Estado do Rio Grande do Sul ? SINMETAL, Gilberto Porcello Petry, com uma placa que foi descerrada na Galeria de Honra da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais. A homenagem foi prestada em reconhecimento ao apoio do Sindicato ao Banco de Alimentos, desde a sua fundação no ano 2000.

Foto: Gilmar Ximenes

da esquerda para a direita/ Paulo Renê, Gilberto Petry, Jorge Luiz Buneder

O SINMETAL foi o primeiro Sindicato patronal do setor industrial a apoiar o Banco de Alimentos, na condição de mantenedor. Nesses nove anos, a instituição já arrecadou e distribuiu mais de 12,0 milhões de quilos de alimentos às populações carentes. Só em 2008, distribuiu em Porto Alegre mais de 2,0 milhões de quilos de gêneros alimentícios, beneficiando 21 mil famílias mensalmente. A homenagem ocorreu durante visita da diretoria do SINMETAL à Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, quando foi recepcionada pelo coordenador do Conselho de Cidadania da Fiergs, Jorge Luiz Buneder e pelo diretor superintendente, Paulo Renê Bernhard.

Debate na CCJ mostra defesa unânime de exigência de diploma de jornalismo

 


Todos os quatro convidados que falaram hoje na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), representando professores, pesquisadores, alunos de jornalismo e a Ordem dos Advogados do Brasil, manifestaram-se favoravelmente à exigência do diploma para o exercício do jornalismo.

Foto:Agência Edisoncastêncio


O último a se apresentar, o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismos (SBPJor), Carlos Franciscato, contou que o grupo que representa não concordou com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com o diploma, mas ficou ainda mais perplexo com os termos do relatório do ministro Gilmar Mendes sobre o processo.

Foto:Agência Edisoncastêncio

A surpresa, explicou ele, ficou por conta da "pouca densidade da Suprema Corte do país sobre o que seja o jornalismo", o que ficou expresso no voto e também nas opiniões de outros ministros durante a votação da matéria, disse ele.

Foto:Agência Edisoncastêncio


Franciscato informou que a categoria dos pesquisadores apóia a movimentação do Congresso Nacional no sentido de reverter a decisão do Supremo sobre o tema

Ensinamentos das MÃES DE ANTIGAMENTE:

 

Pra lembrar, e rir.
Coisas que nossas mães diziam e faziam...
Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos, mas funcionou com a gente e por isso não saímos seqüestrando a namorada, nem matando os outros por ai.


Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO...
"ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!"

Minha mãe me ensinou a RETIDÃO.
"EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!"

Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS..
"SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!"

Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA..-.
"PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?"

Minha mãe me ensinou o que éMOTIVAÇÃO...
"CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!"

Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO...
" FECHA A BOCA E COME!"

Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
"ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!"

Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA...
"CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ..."

Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
"OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!"

Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
"SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!"

Minha Mãe me ensinou MEDICINA...
"PÁRA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE."

Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
"SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!"

Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA...
"VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!"

Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
"TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?"

Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...
"QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER."

Minha Mãe me ensinou sobreJUSTIÇA...
"UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!"

Minha mãe me ensinouRELIGIÃO...
"MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!"

Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ...
"SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!"

Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO.-..
"OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!"

Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO..-.
"VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!"

Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOGO...
"NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?"

Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO...
"EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!"

Minha mãe me ensinou a ESCUTAR ...
"SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!"

Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS..
"SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!..."

Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
"AJUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!"

Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
"VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!"

Brigadão Mãe !!! Pois graças a todos esses ensinamentos eu tenho amigos, nunca tive problemas com autoridades públicas e cada dia mais tenho obtido êxito em minha vida!

FROM S. FRancisco de Borja, ou apenas S. Borja...

 

* Deco Almeida diretor da rádio Cultura AM e da Folha de S. Borja, onde é colunista, não foi reconhecido,ontem de manhã, dia 01/10 quando ia pra entrar na casa onde viveu Jango e que foi inaugurada ontem como museu com seu nome.....

Isto me fez lembrar 1998: Odacir Klein,então dirigente do PMDB chegou no comitê de reeleição de A. Britto na rua 18 de Novembro a menina que atendia lhe perguntou: o sr. quem é???

Outra boa disto aconteceu quando uma noite Leonel Brizola chegou no Câmara D ois da TV Guaíba, no morro Sta Teresa.

Ele chegou e a estagiária lhe perguntou:
- O sr. qual é seu nome?
- Leonel de Moura Brizola.
- O que vem falar aqui?
- Sobre política, minha filha....

- Qual sua profissão?
- Engenheiro...
Brizola deu meia volta e foi embora.....

* A coleguinha Graça Guindani, que vem a ser esposa do Coi Lopes de Almeida, coleguinha nosso, morto em 1996, estava ontem de manhã, dia 01/10 dando as cartas na entrada do Museu do Jango....

* Celso Lopes, vereador de S. Borja, do PDT, chegou ontem na Câmara Municipal de boina. Dizem os mais chegados ao vereador e candidato a prefeito da " Terra dos Presidentes" ( foram quatros, Getúlio,Jango, Ibsen e um argentino) que era pra lembrar Ernesto de La Siena CHE Guevara que comemora niver de morte no dia 08/10

* Neusa Penalvo, que vem a ser filha de Celeste e Percy Penalvo, que moraram durante muito tempo na casa onde agora é Museu do Jango, estava ciceroneando,ontem de manhã,dia 01./10 um casal de uruguaios. Claro, ela nasceu no Uruguai,quando seus pais foram exilados...

* diz-se aqui em S.Francisco de Borja que Juliana Brizola, neta do ex-governador, e vereadora do PDT na capital é páreo corrido a deputada estadual em 2010. Seu marido, secretário municipal da gestão Fogaça,tem grande penetração na Zona Norte da capital....

* Juliana Brizola,além de tudo, tem apoio do " cardeal do PDT" Matheus Schmidt...

*Maria Teresa Goulart não compareceu à inauguração do Memorial do marido em S. Borja. Deixou pro seu neto, Cristhopher fazer a representação da famíla. É que o neto é candidato a deputado estadual e precisa aparecer....

* Grande gozação dentro da Câmara dos Vereadores de S. Borja!!! É que foi Jucão Alvarez, intendente da ARENA e depois eleito que comprou a casa de Jango pra que Percy Penalvo ficasse morando. Agora virou Museu....O que se fala aqui a boca pequena....vou ti contá....

*O ex-funcíonário dos Correios, que ganhou uma grana provando ser filho de Jango Goulart, agora quer também uma participação de dinheiro na venda da casa de quem teria sido seu " pai" ou seja, o ex-presidente Jango....


Noé Silveira estaria pedindo 70 mil reais....

* Vereador do PDT de S. Borja, Celso Lopes tem propriedade rural em Sto. Antônio das Missões. É por isto que dizem que ele vai ser prefeito de lá, não de Sãi Borja....

*O jornalista Carlos Bastos, mesmo tendo propriedade rural no interior de S. Borja, não foi visto por aqui,ontem,dia 01/10!

Inté!!!!

TODT / R.CORREA

 

R.CORREA ENTREGA O
URBANO PETRÓPOLIS

A R.Correa Engenharia concluiu as obras do Urbano Petrópolis, empreendimento localizado na Rua Corte Real, nº 82, a meia quadra da Av. Protásio Alves, em frente ao restaurante Barranco, contando com 140 apartamentos, todos já comercializados, constituindo-se em sucesso absoluto de vendas. O prédio será entregue aos adquirentes neste mês de outubro, confirmando mais uma vez a tradição da construtora de rigorosa observância dos prazos acordados. Um dos destaques do Urbano Petrópolis, além de sua localização privilegiada, é um bosque com mais de 1.800 m² de área preservada para lazer.

Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem

 


O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – DAER – tem previsão de investir cerca de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões em obras rodoviárias neste ano e, para 2010, projeta atingir entre R$ 800 a R$ 900 milhões


O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – DAER – tem previsão de investir cerca de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões em obras rodoviárias neste ano e, para 2010, projeta atingir entre R$ 800 a R$ 900 milhões. A informação foi prestada hoje (1º/10) pelo diretor-geral do órgão, Vicente Paulo Mattos de Britto Pereira no Bom Dia Engenharia, promovido pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul – SERGS – para debater a retomada dos investimentos do Governo do Estado no setor de rodovias. O presidente da SERGS, eng. Cylon Rosa Neto, destacou a perspectiva que se abre para as empresas e profissionais da engenharia gaúcha como resultado desses investimentos, que passam a ser viabilizados em função da obtenção do déficit zero nas finanças estaduais. Em sua palestra, o diretor do DAER informou que uma das prioridades do programa de obras é a execução das ligações asfálticas a 114 municípios ainda não atendidos, o que exigirá recursos da ordem de R$ 350 milhões. Outra frente é a recuperação emergencial de aproximadamente 2.000 km de rodovias, em que serão investidos outros R$ 300 milhões. Para permitir a ampliação do volume de recursos a ser aplicado em 2010 estão em curso entendimentos com a Assembléia.

Um abraço
Todt

Emilia Fernandes registra homenagem a Carmen Carneiro na Câmara dos Deputados


“Carmen era uma mulher de muita sensibilidade e de uma inteligência, acima da média”, disse a deputada.

A deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS) discursou no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (01), sobre o falecimento de Carmem Carneiro no último dia 29. Nascida em 1927, Carmem era jornalista e foi casada com o ex-senador Nelson Carneiro, com quem viveu por 20 anos.
Segundo a parlamentar, além de Carmem Carneiro ser