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Feira do Livro vende 8% menos que em 2007

Foi de 8% a queda no número de livros vendidos em 2008 em relação a 2007. Os dados foram divulgados ontem,- 18/11 - durante coletiva pelo presidente da Câmara Riograndense do Livro (CRL) João Carneiro. Na chamada " área geral" foram comercializados durante os 17 dias da feira do livro - de 31/10 a 16/11 - 295.624 livros, na área infantil e juvenil foram 111.469 e na área internacional foram 16.953 volumes.Ao todo foram vendidos 424.046 livros.
Pelos dados da CRL na área geral a queda foi de 8%, na infantil, de 5% e na internacional de 10%.

A CRL também divulgou outros números da 54 feira do livro de Porto Alegre: foram realizados 829 lançamentos. Na praça dos autógrafos foram 574, na área infantil e juvenil, foram 91; as sessões coletivas no Memorial do RS foram 117 e sessões realizadas em salas de eventos foram 47.

Campeões

A feira do livro não divulgou dados sobre livros mais vendidos.Alegou que em função dos "cortes" feitos no orçamento global do evento, este item foi cancelado.

Mas um dado foi divulgado pela CRL: o autor campeão de fila foi o uruguaio, Eduardo Galeano.
A Feira do Livro de 2009,que será a 55, já tem data:inicia em 30 de outubro.

Patrono defende livreiros

O patrono, o escritor Chales Chiefer defendeu a manutenção da lei de incentivo à Cultura( a LIC) para a Feira do Livro e fez o papel de porta-voz dos interesses dos livreiros, dizendo que neste momento " vozes autoritárias" estariam querendo terminar com este incentivo fiscal para a feira do Livro. Neste sentido, explicou o presidente da CRL, João Carneiro, na segunda-feira, dia 17/11 foi remetido um projeto de lei do Executivo Estadual para a Assembléia Legislativa do Estado no sentido de alterar a Lei de Incentivo a Cultura - a já famosa LIC, motivos de tantas controvérsias - tirando o poder do Conselho Estadual de Cultura de decidir sobre o destino de verbas da LIC e deixando que o Executivo tenha esta decisão.

Balanço da 54 feira do livro( 31 de out a 16 de nov de 2008)

* Vendas:

Foram vendidos 424.046 livros, um desempenho 8 menor do que o de 2007.

* Livros em geral:
comercializados 295.624 ex

* Livros infantis:

111.469 ex

* Área Internacional:

16.953

Autógrafos:

Total 829 sessões

Campeão de fila em sessão de autógrafo: Eduardo Galeano

Patrono da feira: Charles Kiefer

São Borja faz evento no 32 aniversário da morte do ex-presidente Jango!

De 02 a 05 de 12/08 diariamente Exposição de fotos do período político do ex-presidente João Goulart, no saguão da câmara de vereadores. Dia 02/12/08 as 18h Lançamento do livro: João Goulart memória em Santiago – Autor: Fábio Monteiro, 19h Apresentação do Relatório da Comissão mista da Assembléia legislativa que apura a causa morte do ex- presidente, por Christopher Goulart ( neto do ex-presidente), com exibição de documentário. Dia 03/12/08 as 19h Apresentação de documentário radiofônico, sobre a morte do ex-presidente no exílio, por alunas de jornalismo da UNIPAMPA. Dia 04/12/08 as 19h Exibição de documentário João Goulart, Presidente injustiçado, por Dr. Marco Pinheiro ( Fortaleza Ceará ). Dia 05/12/08 as 19h Palestra com Professora Rita Gattiboni, com o tema: as reformas de base no governo João Goulart. Dia 06/12/08 as 10h Sessão solene em homenagem ao ex-presidente pela Câmara de Vereadores, presidida pela Vereadora Fátima Andrade.

Memória da Imprensa!

" Operação ECLIPSE "!

Me caiu na mão uma preciosidade histórica da imprensa gaúcha: a cobertura que foi feita do eclipse solar de 12 de novembro de 1966,portanto, há 42 anos atrás.Tenho nas mãos cópias de todas as solicitações encaminhadas ao vice-presidente da Associação Riograndense de Imprensa daquele ano Pércio Pinto (falecido) solicitando credenciais para ir fazer a cobertura. Claro, foi um evento pelo qual a mídia mundial esteve presente." Encheu de norte-americano em Rio Grande" lembrou-se o fotógrafo Sérgio Vargas Ross, que esteve lá como fotógrafo da revista Manchete, a principal do país, naqueles anos.
Pelas solicitações encaminhadas a ARI dá pra ver muito bem quem era quem na imprensa nacional,estadual e até mundial. Por exemplo, a Revista de circulação nacional que mandava no pedaço era a Manchete, e não a Veja,como agora, ou a Realidade, como foi depois. A Editora Block pintava no pedaço com uma grande cobertura. E ainda por cima era dois anos depois da Revolução de 1964, portanto, Adolpho Block, amigo de JK, mas que apoiara a revolução de 64, queria mais é dar força aos novos governantes.
O eclipse seria mais visto em Rio Grande e a praia do Cassino foi o local escolhido pela NASA para soltar até foguetes.
A cobertura foi feita principalmente em Rio Grande, mas alguns veículos, como a TV Gaúcha - que era chefiada pelo Lauro Schirmer - a Folha da Tarde - chefiada pelo Edmundo Soares - e a Rádio Guaíba- chefiada pelo Osmar Meletti - mandaram equipes também em Bagé, de onde o eclipse solar também seria visto e poderia ser fotografado.

A NASA foi quem comandou todo o espetáculo em Rio Grande, na Praia do Cassino.Houve até um lançamento de um foguete. A NASA, como convém lembrar, é o organismo norte-americano destinado a ocupação do espaço e que em 29 de julho de 1969 mandaria os três primeiros astronautas à Lua.
Tive a sorte de entrevistar um dos fotógrafos que foram para Rio Grande fazer fotos. Trata-se do fotógrafo Sérgio Vargas Ross, que hoje vive em Brasília, e recentemente foi reintegrado ao Ministério dos Transportes.Na época era o chefe da sucursal da revista Machete em Porto Alegre, que ficava localizada na rua Senhor dos Passos.No Rio de Janeiro, a sede da Block Editores S/A, editora da Manchete, ficava na rua Frei Caneca, 511.

" Freiras vendo o eclipse com vidro escurecido por fumaça "!

- Fiz uma baita foto nesta cobertura, disse-me entusiasmado o Sérgio Ross na madrugada do última terça-feira, dia 18/11,quando o acordei para fazer sobre a reportagem que fizeram 42 anos atrás.
Serginho, hoje já com mais de 70 anos, é viúvo - ele diz pra todo mundo que foi noivo da Ivete Brandalise e que foi titular da ponta-esquerda do Cruzeiro Futebol Clube, de Porto Alegre - lembrou que o evento levou muitos jornalistas do mundo todo para a praia do Cassino.
- Nós fomos pra lá no dia 3 de novembro, lembrou-se o fotógrafo.Mas o eclipse deu-se não me lembro bem se foi num sábado ou num domingo de manhã bem cedo. E durou o dia todo.Começou lá pelas sete da manhã,lembrou Ross.
Fiz uma foto que a Manchete publicou que foi das melhores de todas. Duas ou três freiras, olhando pro céu, com vidros escurecidos por fumaça pra não estragalherem os olhos. A foto ficou muito boa na Manchete,disse Serginho,ainda entusiasmado pelas recordações,apesar de tantos anos que se passaram desde o evento.
Ele lembra com certeza que a NASA " instalou lá um campo de pouso".

Motora quis ensinar General nas manobras!

Sérgio Ross disse que depois do eclipse uma equipe da Manchete que estiver no Cassino - formada por ele de fotógrafo, um repórter e mais o motorista, seo Guedes - rumou para Rosário do Sul a fim de cobrir as manobras militares. A localidade devia ser Saicã, porque era sempre lá que se realizavam estas manobras.
- Quando estávamos chegando em Rosário do Sul, dois sujeitos na entrada da cidade nos pediram carona. Estavam meio maltrapilhos.Na verdade eram " guerrilheiros" que faziam parte das manobras porque o Exército já mostrava preocupações com futuras guerrilhas.Quase acabamos presos pelos militares relembrou Sérgio Ross.
Os militares teriam que fazer deslocamentos de onde estavam acampados e o motorista da Manchete, meteu-se no alto escalão militar e começou a dar " ordens" ao general que comandava a operação:
- General, não vai por ali, porque por ali eu quase atolei,dizia ele, relembrou Sérgio.
- Tive que ir lá e retirá-lo do meio dos generais porque Seo Guedes já estava querendo dar conselhos demais, disse Serginho.Duas edições depois, saiu também a matéria com as manobras militares de Saicã.
A equipe da Manchete que esteve cobrindo o Eclipse solar em Cassino, Rio Grande, foi formada por:
Fábio Rivera Villaça( repórter da Manchete) Cléber Buhr( repórter da Manchete) Elcy Nunes( repórter da Fatos e Fotos), Sérgio Ross( fotógrafo da Manchete) Jairo Brandeburski( fotógrafo da Manchete) e Bernardo Gothe( fotógrafo da revista Fatos e Fotos).
O motorista era seo Guedes.

Equipe de Zero Hora que participou da Operação Eclipse em 12 de novembro de 1966.

João Valério Júnior( correspondente em Rio Grande)
Mariza Correa,Noé Cardoso( o " galo cego"), Armando Burd. Nery Fogliatto, Lemyr Lauro Martins(fotógrafo),Assis Hoffmann(fotógrafo) Valdomiro Soares( " tio Miro") fotógrafo, Hajimu Hirano( fotógrafo) Vitor Teixeira, Alderico Lucchini e Reinaldo Soares. O chefe de reportagem era Luís Carlos Bonnet.

A solicitação de credenciamento encaminhada a ARI feita Pela TV Gaúcha também foi feita numa lauda da ZH. Foi assinada por Lauro Schirmer.
O pessoal credenciado foi:
Em Rio Grande:
Cinegrafista: Odilon Lopez
Auxiliar: Dorivaldo Reinheimer
Motorista: Darci Silva( uma camionete Rural Willys)

Em Bagé
Cinegrafista : Telmo Cúrcio da Silva
Auxiliar: Juarez Gonçalves
Repórter: Vicente Soaresa

Para gravação de VT(video Teipe) em Rio Grande:
Equipe a vir de S.Paulo com seis pessoas e um caminhão de reportagem externa.

Carlos Nobre já está esquecido??

Pelo menos foi o que aparentemente demonstrou Luis Fernando Verissimo, que entre os títulos que lhe dão está o de humorista. Na sexta-feira,dia 14/11 durante debate sobre 1968 - aquele ano que não quer terminar, ou que está dando tantos dividendos que não querem deixá-lo terminar - quando ninguém tinha apresentando Marcos Villalobos,professor da PUC, Verissimo fez questão de lembrar que Marquinhos era filho de um humorista, Carlos Nobre. Porque será que não foi feita nenhuma biografia sobre ele?Tem um livro do filho Marquinhos, " A Guerrilha do Riso" mas confesso que ainda não o li.
Estará mesmo esquecido?
Reproduzo aqui uma coluna dele, de outubro de 1981,quando abriu a XXVI Feira do Livro de Porto Alegre.

Filho critica piada de Carlos Nobre em público!

Assim como não haverá mais um reveillon como o de 1968 realizado na casa de Heloiza Barque de Holanda - assim inicia o livro " 1968, o ano que não terminou" de Zuenir Ventura - dificilmente vão juntar novamente, numa feira do Livro, ou outro evento, LFV,Zuenir Ventura,Marquinhos Villalobs, José Mitchell e Flávio Tavares como ocorreu na sexta,dia 14/11.

Iniciei este artigo de propósito falando isto porque foi a primeira vez que vi um filho de Carlos Nobre criticando uma piada escrita pelo pai diante de um grande público.A crítica partiu exatamente de Marquinhos Villalobos que não gostou do que Carlos Nobre,seu pai, escreveu quando o avião em que viajava Fellinto Müller - Chefe da Polícia do Estado Novo Getulista .
- Meu pai escreveu uma piada, não lembro mais se foi na Zero Hora ou na Folha da Tarde em que fazia um humor que não gostei, lembrou Marquinhos Villalobos.
Ele chegou a citar a piada que Nobre escreveu - não a recordo agora - mas realmente diante da tragédia que foi o incêndio do avião da Varig que caiu em Orly, ela foi de mau gosto mesmo.Na tragédia de Orly, morreram todos os ocupantes,inclusive Fellinto Müller que havia conseguido retirar um parente da prisão porque estava na luta armada e o levava para Paris para passear.Coisas do destino, morreram todos.

Depois Marquinhos citou outra piada do pai, mas esta ele elogiou.

UTI

O ex-deputado Henrique Henkin(PTB) está internado numa UTI de um hospital da capital.

Memória da Imprensa!

Lembranças do "JB" ! (Jornal do Brasil)

O debate sobre" 1968" realizado no dia 14/11,durante a 54 Feira do Livro de Porto Alegre proporcionou uma verdadeira aula de história do jornalismo,principalmente do Jornal do Brasil, porque ali entre os debatedores estiveram dois dos principais repórteres que passaram pela redação deste histórico jornal: Zuenir Ventura e José Mitchell.E não havia como fugir ao óbvio: eles contaram experiências de suas vidas de repórteres e de fatos que lhes acontecera.
Os estudantes de jornalismo que perderam este debate devem lamentar. José Mitchell foi por 30 anos um dos repórteres da sucursal gaúcha do Jornal do Brasil e durante um bom período foi seu diretor local. Ele cobriu toda repressão do Cone Sul, a chamada Operação Condor.
E também estava Zuenir Ventura, que em 1968 trabalhava no JB e do prédio onde estava localizado o períodico, na av. Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro,acompanhava as passeatas dos estudantes.

O Jornal do Brasil mantinha uma linha liberal.Sua proprietária era a Condessa Pereira Carneiro (foto) e a família Nascimento.
Zuenir Ventura lembrou na sua palestra da sexta-feira,dia 14/11,que a censura passou a funcionar drasticamente na redação na véspera da decretação do AI-5,em 13 de dezembro de 1968.E Zuenir lembrou que no dia posterior a decretação do AI-5 Moacir Werneck,então editor-chefe do JB, recorreu à metáfora do tempo para noticiar o AI-5 e o fechamento do regime militar." Tempo abafado, nuvens escuras" mandou colocar no alto da página à direita, onde o Jornal do Brasil sempre mantinha um box com a situação do tempo na cidade do Rio de Janeiro.

A sucursal gaúcha iniciou no prédio da ARI

A primeira sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre foi em salas alugadas na avenida Borges de Mederios,915/salas 401 e 404, no prédio da Associação Riograndense de Imprensa(ARI). O telefone era o de número 24.01.97. Isto nos anos 60.
Por este sede passaram Josef Adams Zukauskas,Lucídio Castelo Branco, Eunice Jacques, Antônio Britto Filho, Geraldo Valente Canalli,Alexandre Eggers Garcia e Carlos Alberto Kolecza.
Depois a empresa passou a construir prédios próprios para abrigar as sucursais e o Jornal do Brasil mudou-se para o Morro Santa Tereza, na avenida Tenente Correa Lima, no prédio onde hoje está a rádio Cidade.
Nesta nova redação que eu me recorde trabalharam os repórteres José Mitchell, Juarez Porto,Bárbara de Oliveira e os fotógrafos Goiano( Rubens Borges) e Luís Antônio Guerreiro. Este último trabalhava como frila do JB e ele mesmo tinha que cavar as pautas.Se Mitchell conseguisse que a direção no Rio de Janeiro as aprovasse, Guerreiro saía a campo para fazer as fotos.
- Eu chegava de manhã cedo na redação do JB no Morro Santa Tereza,relata Guerreiro,cuja empresa era a Objetiva Press. O Mitchell já estava lá na redação, fumando,acendendo um cigarro no outro, falando ao telefone, com o rádio sempre ligado no noticiário local.
Era um status para qualquer repórter ser do JB, ou de outras sucursais como o Estadão, Folha de S.Paulo, ou o Globo.É que geralmente estes jornais, na ditadura militar,davam aquilo que a ZH e o Correio do Povo, não davam nunca,ou depois. Mais tarde surgiu o Coojornal, mas aí é outra história.

O anti-balanço da 54 Feira do Livro de Porto Alegre!

Com um pouco de ironia, vou destacar os " troféus" desta 54 Feira do Livro.
O júri deste site passou 24 horas reunido,confinado numa sala do Sheraton Hotel, com todas as mordomias imagináveis, tudo por conta do Clube de Opinião, porque aqui também afinal das contas estamos dando opinião, para decidir estes relevantes fatos literários:

1) O CHATO da Feira:
Bah, este não foi difícil de chegar ao consenso...Ganhou mais espaço do que nunca numa grande empresa de comunicação, ora diríamos.

2) O Anônimo da Feira:
Vai pro Anonymus Gourmet. Ninguém mais sabia quem ele era porque no ano passado não autografou e assim quando assomou o palco dos autógrafos seu grande fã-clube tinha dúvidas se era ele ou não porque os cabelos estavam um pouco mais brancos e escassos mas como trazia junto o Odorico,seu afilhado aí sim seu grande fã-clube teve certeza que estava de novo na frente do grande escritor do feijão com arroz do nosso dia a dia. O Anonymus teve um chilique porque não deixaram sua esposa, Linda, distribuir docinhos durante seus autógrafos.A saia justa foi parar na TV COM, com o Túlio Milmann dando a razão para os realizadores da Feira do Livro.Túlio alegou:
- e os patrocinadores, como é que ficam?
Pois eis aí que os patrocinadores arrumaram um defensor.
Bah, mas os convidados do Anonymus e da sua esposa Linda foram pro Santander onde parece que a recepção pode ser realizada.

3) o " Perdidão" da Feira:

Vai pro ex-dono do Bar da Feira,ex-dono do Jazz Café, hoje dono de um buffet na avenida Bento Gonçalves, Dirceu Russi: o encontrei "perdidão" sem os tradicionais puxa-sacos que o adulavam quando era poderoso. Russi estava na parte central da feira do livro,sozinho, e não sabia pra que lado ia...

4) A sessão de autógrafos da feira: depois de muita disputa, o júri deste soberano site - cuja interferência dos anunciantes não se faz - escolheu a sessão de autógrafos da outrora ijuinse desconhecida Eliane Brum, hoje uma celebridade nacional. Ela veio autografar seu livro de várias reportagens já publicadas, claro, e em volta do palco dos autógrafos, reuniu uma "fauna" que ia de David Coimbra( o Nelson Rodrigues dos pampas), passando pela Jussarinha Porto( que muita gente não via há tempos), Adroaldo Bauer Correa, o misto de poeta com empresário de músicos( já foi dos Novos Baianos) Carlinhos Caramez, há muitos anos fazendo a ponte Porto Alegre-Rio de Janeiro, sua esposa Miriam Fitchner e muitos outros badalativos...

5) O debate da feira:
Foi com certeza de um francês, num dia de semana, que reuniu muita gente pra ouvir como e quando o capitalismo terminará...ah...ah...ah...Dizem que ele ganhou um bom e justo cachê para isto.Afinal foram anos e anos de estudo para chegar a esta sábia conclusão.

6) O " Desaparecido" da Feira:

Aí o júri deste soberano site tremeu nas bases: não sabia se elegia o Danilo Ucha, que há anos se recusa botar nos pés na Praça da Alfândega durante a feira do livrou ou pro editor do site Previdi.com.br. Então, salomonicamente, o júri deu este título pros dois cujo prêmio é uma indiada braba: um findi no hotel Beira-Mar, do Miro Weber, num dos quartos localizados no fundo do estabelecimento.( O premiado pode pegar informações com o Macedão,da Gaúcha, que se hospedava lá quando a Guaíba tava quase quebrada e cobria sozinho as praias enquanto que as demais rádios mandavam equipes completas).

7)O " preguiçoso" da feira:

Vai pro Ivo, da banca do Martins Livreiro. Não tirava a bunda da cadeira pra nada. Nem pros leitores que pediam informações. Como sua barraca ficou bem na esquina, ao lado da central de informações, a maioria dos leitores que queriam saber alguma coisa de livros iam direto no Ivo porque da central de informações geralmente saíam sabendo menos do que quando chegaram...
- Bah, me disse um dia o Ivo, já resignado com sua missão desta feira do livro de ser informante de livros para leitores procuravam informações, não agüento mais. O Ivo gosta mais de estar á beira do rio Jacuí, numa pescaria, contando causos de pescador, do que esta atendendo leitores mal informados ou que ouviram o galo cantar e não sabem onde....

8) E finalmente, a " FILA" da Feira.

Ah, porque feira do livro que se preze não pode ficar sem fila. Esta foi pro bate-papo entre o "professor" e o demodée escritor uruguaio Eduardo Galeano.Mas a fila não aconteceu na feira, e sim em volta da Assembléia Legislativa do Estado eis que era lá o esclarecedor bate papo entre as duas sumidades intelectuais da América Latina...As senhas foram distribuídas, mas a sala Dante Barrone lotou antes da hora.

9) E a " revelação"da feira

Por unanimidade o júri escolheu Luis Fernando Verissimo porque ele falou e muito durante o debate sobre maio de 1968. Dizem alguns maldosos, é claro, ninguém mediu,que ele falou mais que Zuenir Ventura que neste país é considerado a voz oficial sobre 1968.

Memória da Imprensa - EXCLUSIVO!

Foto: Luis Ventura

ARI lutou para libertar Flávio Tavares (primeiro à direita) na Argentina

Correspondências que vieram à tona , mostram que a Associação Riograndense de Imprensa(ARI), entre 1986 e 1990,lutou para tirar seu associado Flávio Tavares da prisão na Argentina. Tavares era o correspondente do jornal paulista Folha de S. Paulo, sofreu um processo e acabou preso na Argentina por ter divulgado num artigo o envolvimento de civis nos julgamentos " das antigas Juntas Militares".A condenação de Tavares foi por crime de calúnia e o tempo de condenação foi de um ano.

Em 10 de junho de 1987, um ofício,assinado pelo presidente Alberto André, foi expedido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI) ao presidente da República da Argentina, Raul Alfonsin( eleito pela União Cívica Radical) apelando para que " se encontre uma solução para o caso do jornalista e nosso associado Flávio Tavares que se encontra praticamente confinado e sob processo judicial na República Argentina por publicação feita no jornal Folha de São Paulo da qual era correspondente em Buenos Aires".

A carta com esta data, assinada pelo presidente da ARI, Alberto André e endereçada do presidente da República do vizinho país, diz também que "a Associação Riograndense de Imprensa considera inusitado o processo envolvendo o jornalista brasileiro Flávio tavares em Buenos Aires,entendo que o assunto deve merecer toda e maior preocupação no sentido de sua liberação".

Em 06 de agosto de 1990,quando já era presidente da Associação Riograndense de Imprensa Antônio Firmo de Oliveira Gonzalez, a entidade oficiou ao Colégio dos Advogados da Argentina nos seguintes termos:
- A ARI juntamente com a OAB participa da campanha que objetiva a revisão da sentença imposta por crime de calúnia ao jornalista Flávio Tavares,condenado a um ano de prisão, com direito a sursis, pela Câmara Criminal de Buenos Aires após ter sido absolvido em primeira instância.
Além da entidade dos advogados argentinos, a ARI oficiou também ao Presidente da Comissão de Paz e Justiça, Adolfo Perez Esquivel( que depois se tornaria Prêmio Nobel da Paz) e também a Doutor Beinusz Szmukler, presidente da Associação Americana de Juristas.

Como convém recordar, Flávio Tavares foi solto e foi viver no México.Agora vive em Búzios(RJ).

Imprensa:

O Correiinho circulou neste domingo,16/11 com um encartado num envelope de uma propaganda de uma loja que inaugura no novo shopping da zona sul da cidade....

Coleguinhas

* Fernanda Bagatini, da rádio Guaíba, assumiu,interinamente a chefia da redação. Por um período de dois meses. Ela se prepara também para um concurso do TRE.
*Record manda pegar em casa os jornalistas que começam na madrugada na rádio Guaíba, como Fernando Bagatini e Tissiano Kessler. Os dois " batem o ponto" às 4 e meia. São os apresentadores do " Acorda,Rio Grande".

*Foi lançado, um prêmio de Jornalismo ARI especialmente para a Serra. Resultados serão conhecidos nos próximos dias.Quem viu isto foi a Josi Negreiros, num site de um colega, o Coletiva.Net

Memória da Imprensa!

O Guaíba " guarda" uma coleção de jornais A TRIBUBA,jogados do Pontal do Estaleiro!

José Nelson Gonzalez, que trabalhou na Tribuna, Jornal do Partido Comunista, contou-me que em 1964, depois do golpe militar,os comunistas desfaziam-se do material que poderia os complicar.Ele, por exemplo, levou uma coleção de
de exemplares que guardava do jornal A Tribuna, órgão do PCB até o Pontal do Estaleiro - este que agora é motivo de polêmica porque a Câmara Municipal aprovou que ali se construiam " espigões" - e jogou-a ao rio Guaíba.

Não apenas exemplares do jornal A Tribuna Nelson se desfez. Ele enterrou nos fundos da sua casa de praia, em Atlântida, uma centena de livros " comunistas" - de Marx a Engels.
" O André, meu filho, me acompanhou. Botei os livros no porta-mala do carro e os levamos pra praia. Lá os enterramos" relatou-me José Nelson, na manhã do domingo, 16/11.
Vinte anos depois, ele pegou uma pá e foi cavar pra ver se conseguia reaver os livros. " Tinham sumido". Não sabe se alguém escavou e os levou. Mas ele acha que isto não pode ter acontecido.

Mosquetões

Anos atrás entrevistei para o livro " Golpe Mata Jornal" assinado pelo Jefferson Barros( que Deus o tenha) -o colega IB Kern.
Ele contou-me também um episódio ocorrido em abril de 1964, logo após o golpe militar.
Disse Ib Kern que ele morava no Menino Deus, me parece que na avenida Ganzo,e lá lhe apareceu o Noé, aquele que depois provou na Justiça,ser filho do ex-presidente Jango.
Noé vinha com três " mosquetões" dentro de um saco. O suposto filho de Jango morava nos fundos da casa do ex-governador Leonel Brizola, na Tobias da Silva, no Bairro Moinhos de Vento.Noé,que IB conhecia, queria saber o que fazer com os mosquetões. O conselho de IB foi rápido e esclarecedor:
- Vai lá no rio Guaíba,joga estes mosquetões lá e tu nunca me viu....

O Brasil de 68 relembrado por cronistas e repórteres

uenir Ventura, que já foi repórter do Jornal do Brasil, Luis Fernando Verissimo, cronista de vários periódicos nacionais, José Mitchell, repórter do Jornal do Brasil, hoje pauteiro da RBS TV, Marcos Villalobos, professor da PUC e Flávio Tavares, ex-guerrilheiro e jornalista da Última Hora chegaram a uma conclusão na noite de sexta-feira,dia 14/11: ainda vai se falar muito sobre o mítico ano de 1968.

Zuenir, o mais linkado deles todos com 1968 por ser o autor de " 1968, o ano que não terminou" disse que este ano, que fecha 40 anos de 68 a data foi tão debatida e relembrada no Brasil que se ele tivesse atendido a todos os convites para participar de debates " não teria feito outra coisa".

Já o ex-guerrrilheiro Flávio Tavares - que quando estava na Última Hora,de Samuel Wainer, recebeu do colega João Baptista Aveline o apelido de " Geléia" ( por se adaptar aos mais variados conteúdos) disse que ele estava se apresentando " como em 1968". E orgulhoso, mostrou a gravata. Lembrou um detalhe no mínimo curioso: os estudantes que protestavam nas ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo o faziam sempre de paletó e gravata, à exceção do líder Wladimir Palmeira.

José Mitchell relatou sua experiência de repórter desta época contando casos de reportagens que fez durante o período mais ácido da ditadura militar. Falou sobre o seqüestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Diaz - aí já em 1978,quando se respirava a abertura política - e enfatizou que a imprensa teve um papel importante no momento.

A Censura

Mitchell,repórter atilado, contou o caso de uma vez em que em plenos anos de chumbo, lá por 1969,ou 70, - como se passou a chamar o período da ditadura militar - h ouve um assalto a uma agência de um banco dentro do Hospital Conceição.
Ele foi pro prédio da Secretaria de Segurança , na av. Ipiranga, e lá viu uma kombi chega de gente. Alguém da Polícia lhe disse que aqueles eram funcionários do Conceição.
Ele bateu na porta,alguém a abriu e ele começou a perguntar como tinha sido o assalto.Mas não se apresentou, não disse quem era. Os funcionários " depuseram" contando detalhes pensando que ele era um policial porque anotava tudo num "caderninho".
Depois que eles terminaram de contar como fora o assalto, os funcionários disseram ao Mitchell:
- Bom agora podemos ir, estamos dispensados.
Que nada.Ali é que eles teriam que contar no DOPS o que tinham visto.
No outro dia os demais jornais deram apenas a versão "oficial" da Secretaria de Segurança Pública sobre o assalto enquanto que no Jornal do Brasil saíam detalhes do ocorrido.

Mitchell aproveitou a presença de Flávio Tav ares e lhe fez várias perguntas. Uma delas era porque ele era conhecido pelos colegas " guerrilheiros" por Dr. Falcão.
- Ocorre,disse Tavares, que eu estive num encontro do Partido Comunista no Mato Grosso e lá me apresentei como " Dr. Falcão". Eu estava representando o Brizola.Eles lá acreditavam num movimento guerrilheiro liderado pelo Brizola.Depois que a Polícia os prendeu, perguntaram muito por mim e como estes guerrilheiros achavam que eu falava bem, tinham por mente que eu era advogado. Então me aplicaram o Dr.
Mitchell também quis saber de Flávio Tavares se é verdade que durante a guerrilha, uma vez, a atual ministra da Casa Civil, Dilma Roussef tinha mesmo mandado o capitão Carlos Lamarca calar a boca,durante uma discussão.
Tavares disse que não sabia disto, porque ele pouco tinha convivido na guerrilha com Lamarca e com Dilma já que tinha saído do país.

Modesto

O que menos puxou pra si méritos de ter combatido a ditadura militar foi Luis Fernando Verissimo. Perguntado por Marcos Villalobos o que fazia durante a ditadura, Verissimo foi sucinto:
- Quando veio o 1964, em abril, eu estava em lua de mel.
E em 1968 eu apenas comprava o Correio da Manhã pra ler as crônicas do Cony(Carlos Heitor) disse o autor de O Analista de Bagé.

Verissimo também contou muita coisa - embora ele fale pouco - sobre um períodico que circulou em Porto Alegre no auge da ditadura militar, no começo dos anos 70. Era a publicação Pato Macho, que ele mesmo era o editor principal.
Segundo Luis Fernando Verissimo,depois do primeiro número do Pato Macho - feito por um grupo de jornalistas e intelectuais - ele como responsável foi chamado a Polícia Federal pra ser informado de que a partir do próximo haveria dois censores lendo o jornal antes de ir à rua.
Verissimo contou que os dois censores riam muito lendo as matérias e as piadas que seriam publicadas. Umas podiam ,outras eles cortavam.
E criou-se uma certa intimidade com os censores tanto que quando o periódico parou de sair por problemas financeiros um dos censores enviou-lhe uma carta que ele guarda até hoje.Verissimo disse que as reuniões de pauta do Pato Macho não eram feitas no Encouraçado Butikin, do Rui Sommer,a mais badalada boite de Porto Alegre dos anos 70, como passou à História.
- Íamos no Encouraçado, mas as reuniões de pauta eram sempre feitas lá em casa. E eram muito mais interessantes do que o próprio número do jornal que saía depois.
Marcos Villalobos contou a Verissimo que já existem várias teses acadêmicas sobre o Pato Macho o que deixou o cronista de certa forma surpreso. Como a turma que fez o Pato Macho pensou o jornal segundo Verissimo:
- Naqueles anos quando a gente queria fazer um jornal, a gente pensava: o Maurício( Sirotsky) imprime e o Mafuz( Antônio,dono da MPM Propaganda) arruma os anúncios.
Já com a experiência da Censura dentro da Zero Hora, Verissimo contou que quando ingressou no jornal, tinha como colegas Marcos Faermann(falecido) Luis Pilla Vares(falecido) e Marcos Aurélio Garcia,entre outros.
E que ao começar a publicar coluna assinada foi advertido de que alguns assuntos e alguns nomes - Leonel Brizola e o arcebispo de Olinda e Recife Dom Hélder Câmara - eram nomes teminantemente proibidos de serem citados.
E o jornal cumpria as determinações que vinham da Censura à risca.

Gravador

José Mitchell relatou que em 1968 ele estava na Faculdade de Filosofia da UFRGS junto com Nei Duclós quando no bar alguém tentou gravar a conversa dos dois. Eram agentes do DOPS ou da Polícia Federal." Eram microfones grandes,ficava difícil não perceber" contou o ex-repórter do JB.

Entre reminiscências, Zuenir Ventura lembrou o tempo que ficou preso por questões políticas junto com Hélio Pelegrino." Meio Rio de Janeiro queria estar ali no lugar em que eu estava porque o Hélio era uma pessoa muito interessante. E recebia diariamente a visita do Nelson Rodrigues que indiretamente tinha sido o causador da prisão do Hélio" relatou Ventura.

Causo de churrascaria

colaboração do adriano mazzarino

O locutor esportivo Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha, esteve em Encantado e fez uma visita à Cosuel/Dália. No horário de almoço dirigiram-se para uma churrascaria localizada nas proximidades da empresa. Na comitiva, Denardin, os diretores da Cosuel e o comunicador Rudimar
Piccinini. No ambiente se integra também o ‘desconhecido’ Luiz Heisller, muito famoso e popular como Django, um dos grandes promotores de eventos da região do Vale do Taquari e Rio Pardo.

O papo corria solto: futebol, setor primário, uma corneta aqui, outra ali. E começa o rodízio de carnes. Entre os primeiros espetos aparece o salsichão. Pedro Ernesto olha para o produto, mira o garçom e pergunta em tom de sacanagem: “É Dália?” E o garçom: “Não, é da Pena Branca!” Constrangimento geral! Um dos diretores levanta-se, dirige-se ao proprietário para protestar.

Quando o mal-estar havia passado e já virado ironia, todos rumam para o caixa. Lá um dos atendentes, tentando agradar, olha para Django, confunde as bolas e lasca em tom de alegria: “Meu amigo, Dj Tampinha...”. Riso geral na galera...!

Balaios

* Como se não bastasse outros problemas, os " borrachudos" tomaram conta da feira do livro nos fins de tarde. O pessoal que trabalhou nas barracas teve que agüentar as picaduras deles. E estavam ferozes, segundo uma das funcionárias.
* Grande a fila de autógrafos da Elaine Brum no final da tarde do sábado 15/12/2008! A Elaine, quando eu a conheci, era uma mal - humorada repórter da ZH.Porém, tinha talento.O único colega que tinha paciência com ela, era o seu editor, Eugênio Bortolon.
* A Elaine teve a ousadia de escrever um livro que muitos gaúchos viram com olhos desconfiados. Foi o Avesso da Lenda, sobre a Coluna Prestes. O mérito dela e da equipe foi ter percorrido o trajeto da Coluna Prestes e ter conversado com as pessoas que ainda sobrevivem e que narraram episódios que obviamente nunca antes tinham vindo à tona.

* Dois jovens, um com máscara de palhaço, passavam nas barracas no fim da tarde do sábado,dia 15/11, falando mal da Câmara dos Vereadores pela aprovação dos " espigões" no já " famoso" Pontal do Estaleiro.

* Antes de falar, no papo do dia 14/11, LFVerissimo lembrou aos presentes, a maioria jovens, que Marcos Villalobos é filho do falecido humorista Carlos Nobre.

*Villalobos recomendou o livro Musica Brega e a Censura no tempo da ditadura, do mesmo autor do livro sobre Roberto Carlos, Araujo.

* Uma senhora da platéia do debate sobre 1968, contou sua experiência pessoal indo morar em Lajeado, naqueles anos de repressão, levando para lá
peças de teatro e filmes de Glauber Rocha. Seu marido jogou no rio Taquari todos os livros que poderiam comprometê-los quando a Polícia passou a importuná-los.

Eu X Eles - Coleguinhas


O " bate-boca" entre Carlos Dorneles e Paixão Cortes

Faz muito tempo, é claro. Foi na década de 70, não recordo, porém com exatidão o ano.
Sei que o Carlos Dorneles estava fazendo a cobertura de praias pela TV Gaúcha e ia lá com os chamados " pau de fogo" que eram os câmaras daquele tempo. Me recordo do " Capacete", do " Alegrete" entre outros.Parece que um deles, acho que o "Alegrete",faleceu Só as histórias que aconteciam no hotel do Tio Miro - Miro Weber - o Hotel Beira Mar dariam um ótimo livro e muitos processos, por conseqüência.
Mas o episódio que vou narrar é de uma briga violenta que assisti entre o então repórter da TV Gaúcha- hoje RBS TV - Carlos Dorneles com o folclorista.
Era o dia de Santos Reis( de festa,portanto). Em Osório, o então secretário de turismo, Eduardo Renda( que era o dono da rodoviária local) resolveu caprichar e mandou trazer do interior um conjunto original de terno de reis que existiam naqueles anos naquele município do litoral gaúcho. O prefeito de Osório era Jorge Dariva, que já veio a falecer.

Saída pra Osório

Fazia um solaço ainda quando partimos no carro da ZH,eu como repórter, um fotógrafo e o motora, por supuesto.Como eu não tinha que mandar a matéria pro dia seguinte,estava de sangue frio. O Dorneles foi numa camionete da TV Gaúcha, com seus câmaras.
Quando chegamos Dorneles queria que o Paixão Cortes, que fora contratado para coordenar o show de terno de reis fizesse uma apresentação pra ele gravar pra poder mandar ainda naquele dia para o jornal local da TV Gaúcha. Não era pro JN,da Globo, porque o Dorneles não entrava na Globo. Só o Geraldo Canalli.

Mas o Paixão Cortes entesou que não, que não e não quis. Não permitiu. Quis obrigar e obrigou ao repórter Carlos Dornelles esperar pela apresentação oficial para ele poder gravar imagens.
Poucas vezes vi um bate-boca tão forte como aquele.
E poucas vezes vi o Paixão Cortes tão brabo como aquela tarde. Parecia que cuspia fogo através daqueles enormes bigodes.
O Dornelles também não deixou pra menos. Me recordo dele chamando o folclorista de " vedetão" alguma coisa assim...

No fim acho que o Eduardo Renda meio que entrou na jogada e apazigou os ânimos.Anos atrás recordei o episódio ao Paixão Cortes, que se lembrou dele. Mas disse que não guardava mágoas. Ainda quis saber dele porque não autorizou o conjunto a se apresentar apenas para o Dorneles fazer as tomadas. Ele alegou que as pessoas que o integravam tinham vindo do interior e estavam cansadas,algo assim...uma desculpa meio fajuta.

Carlos Roberto dos Santos Dornelles nasceu em 02.01.1954 em Cachoeira do Sul. É mais um filho daquela terra profícua em produzir jornalistas.
Seu pai é Antônio José Dorneles e a mâe - que ainda vivia, pelo menos no meio deste ano - é Zilka dos Santos Dorneles.
Dorneles foi da TV Gaúcha e depois foi para a TV Globo,onde permanceu por mais de 20 anos.
É um dos jornalistas mais identificados com a emissora do Jardim Botânico.
Já escreveu dois livros, um deles mostrando a relação da imprensa com as guerras e um outro. Seus livros são críticos em relação à mídia em geral.
Ele foi o jornalista mais conhecido convidado do último congresso dos jornalistas gaúchos realizado no meio do ano em Santa Maria.
Nada faria supor durante aquele evento que Dorneles deixaria a TV Globo, mas foi o que aconteceu pouco tempo atrás, quando ele se mudou para a TV Record.
Dorneles não é metido a " estrelão" - como alguns dos repórteres da TV Globo e é até sujeito muito simples. Diz o ditado popular que os bons são simples.
Agora na TV Record vamos ver que novos desafios terá pela frente.É verdade quenão tem mais a juventude que o consagrou, mas tem a experiência que joga do seu lado.

Eu X Eles - Coleguinhas


O " Galo Cego"( Noé Cardoso) se mexia muito bem entre o Poder nos anos da Revolução!

Tive mais contato com o Noé Cardoso - conhecido pelos seus colegas em Brasília,onde trabalhou no Ministério dos Transportes, como " Galo Cego" por causa de um defeito de um olho - quando o engenheiro Cloraldino Severo assumiu o Ministério dos Transportes, porque Noé o assessorava aqui no RS.
Nascido em 11.09.1942, em Novo Hamburgo, Noé Cardoso foi redator da Zero Hora, quando esta ficava na av.Sete de Setembro.Depois foi para a Assessoria de Imprensa do Palácio Piratini e durante a gestão do governador Amaral de Souza ocupou cargo importante.
Em Brasília tinha como companheiros da imprensa junto ao Ministério dos Transportes, Adão Oliveira, Sérgio Ross,Carlos Eduardo Berendorf. Mas foi então que conseguiu uma rádio para si e deixou o Ministério dos Transportes para assumir a gestão da Rádio Sucesso.
Com isto chegou a presidência da AGERT.
Noé Cardoso é filho de Oscar Salvador Cardoso e de Maria R.S. Cardoso.
Tinha o estranho hábito de me chamar de " Timbaúva".Quando assessorava Cloraldino Severo, era funcionário do Geipot, que então tinha o escritório localizado na Av. Venâncio Aires, perto do HPS.Foi Noé Cardoso, com seu jeito de acomodar as coisas, que montou a equipe da Assessoria de Imprensa no Trensurb, no ano de sua inauguração.
Noé Cardoso sabia se mexer muito bem entre o Poder, principalmente no tempo da chamada " Revolução". Conhecia quem era quem e não quem dizia ser. E me deu gratuitamente um ensinamento sobre o Poder em Brasília." Lá se um bicho que não sobe em árvore estiver encima de uma delas, não tira ele, porque alguém mais importante do que tu o colocou lá".Foi o que Noé Cardoso, o " Galo Cego" aprendeu com o Poder.

Há muitos tempos que o perdi de Vista. Talvez o Balbino Ferreira, que trabalhou com ele no Geipot, tenha alguma notícia do " Galo Cego".

Walter Karwatzki retrata Folia dos Papangus de Bezerros

Uma tradicional manifestação folclórica do agreste pernambucano é o tema da exposição fotográfica Folia dos Papangus de Bezerros, de Walter Karwatzki, que pode ser visitada até sexta-feira (21 de novembro) no T Cultural Tereza Franco da Câmara Municipal de Porto Alegre. São 26 fotos em preto e branco que registram a beleza, a animação e a irreverência dos milhares de mascarados que, na manhã de domingo de Carnaval, invadem as ruas do município de Bezerros (distante 107 quilômetros de Recife). A partir de relatos de antigos moradores de Bezerros, Karwatzki descobriu que a brincadeira dos papangus começou na década de 1930, quando alguns homens quiseram pular Carnaval sem serem reconhecidos pelas mulheres. "Os primeiros grupos mascarados invadiam as residências de familiares e amigos, comendo e bebendo anonimamente", conta. "O fato foi se repetindo, surgindo novos blocos a cada ano." Hoje, segundo o fotógrafo, mulheres e crianças também participam dos papangus, assim chamados pelo costume de comer angu de milho durante os desfiles.

Nascido em 1959 em Maceió (AL), Karwatzki é graduado em Geografia pela UFRGS, com especialização em Geografia Ambiental e mestrado em Geografia pela mesma universidade, e leciona na Escola Técnica da UFRGS. Fez cursos na Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografias e na Foto Oficina Brasil Imagem e participou de exposições coletivas e individuais em espaços de Porto Alegre, São Leopoldo e Maceió. Em 2006, conquistou o 1º lugar no VI Concurso Internacional de Fotografia de La Red Mercociudades (Buenos Aires) e menção honrosa no 2º Concurso do Paralelo 30 Fotoclube. No mesmo ano, teve fotos selecionadas no 13º Concurso Histórias do Trabalho e no 3º Concurso do Paralelo 30 Fotoclube. A exposição pode ser visitada das 9 às 18 horas, de segundas a quintas-feiras, e das 9 às 15 horas, às sextas-feiras. Informações na Assessoria de Relações Institucionais da Câmara (Avenida Loureiro da Silva, 255): (51) 3220-4392, e-mail claudiah@camarapoa.rs.gov.br.

Nasceu a Helena, de mãe jornalista e de pai designer!

Nasceu no último dia 8/11, às 21h15 minutos, de cesária, no bairro Laranjeiras, no Rio de Janeiro, a Helena Canton Boechat, filha da Renata Canton e do Leo Boechat. Parabéns ao pais e aos médicos que atenderam a mãe.Helena nasceu sob o signo de Escorpião. Sua mãe, que é minha filha, me disse que ela está dando muito trabalho...

Clandestinidade do PCB deu origem à feira do Livro de Porto Alegre!

Lá se vão 54 anos desde que apareceu a primeira feira do lviro de Porto Alegre que ocorreu em 1955.Conversando com meu amigo José Nelson Gonzalez, que do alto de seus bem vividos 82 anos se lembra de muita coisa, ele me contou que a gestação da feira do Livro de Porto Alegre ocorreu dentro da Câmara de Vereadores da capital.
Havia dentro da Câmara Municipal dois vereadores ligados ao " Partidão" - o médico Marino dos Santos e o metalúrgico Elói Martins,ambos abrigados na legenda do PPS, de Ademar de Barros, porque o PCB está proscrito.

- O fato é que por orientação do "partido" - atenção os velhos comunas sempre se referem a partido,querendo dizer o PCB - esse vereador( Nelson não tem certeza se foi Eloi Martins ou o Marino dos Santos - apresentou na Câmara Municipal um projeto para que a Câmara apoisasse uma feira pública de exposições de livros.Seria uma maneira de levar a cultura ao povo, às " massas" como se dizia.

O PCB conforme Nelson tinha uma finalidade. Era ela " que dentre os livros que iriam pra feira,o partido pudesse apresentar os seus livros,de teoria, de propaganda,política, né.Então porque não podia fazer sozinho já quea polícia não permitia exposição de livros socialistas ou que pregação orientação do Partido Comunista.
Então se fizesse uma feira onde outros apresentariam livros, que tivessem bancas de outras seria mais fácil ao partido levar a sua literatura pra rua.

O vereador do PPS apresentou esta proposta.Alguns vereadores foram contra,outros foram a favor.Havia na ocasião um jornalista Say Marques - que em 1959 virou vereador também - que trabalhava no Diário de Notícias.
Este jornalista, lembra Nelson, achou muito boa a idéia e a encampou.
Foi um dos que se bateu na imprensa pra que a Câmara Municipal apoiasse
essa iniciativa de fazer a feira do livro.
O que eu quero dizer,diz Nelson, é que a feira do livro de Porto Alegre nasceu mesmo em dabates na Cãmara Municipal de Porto Alegre.

"Papacoquetéis" barrados no Plaza!

Na noite de quarta-feira, dia 12/11 ,lá por 22 hs, estava na Praça Parobé pegando meu ônibus depois de ter ido a OAB ver o evento dos uruguaios.( Lilian Celiberti e Universindo Diaz foram homenageados pelos 30 anos do seqüestro em Porto Alegre).
Um dos três papacoquetéis que eu conheço( são dois homens e uma mulher que freqüentam tudo quanto é festa cultural da cidade) se aproximou de mim - ele me conhece dos eventos - e começou a se queixar que não tinha conhecido furar a barreira no Plaza Eventos, onde acontecia uma festa da propaganda." Estava quase lá dentro, desviei daqui,desviei dali, mas eles não me deixaram entrar. Chegou por trás de mim e me pegou pelo braço e me pediu pra ir embora",desabafou o " papacoquetel", que informou que quem queimou o filme deles no Plaza Eventos foi um outro colega, já morto, cujo apelido era " Pierre".
- O " Pierre" bebia muito e às vezes levava bebidas, como uma vez que foi flagrado junto comigo e com o Telmo saindo do Veleiros com um litro de uísque debaixo do casaco.

Este papacoquetel que conheço aguardava o ônibus que o levaria até a avenida Sertório,onde pegaria um evento do Décio Presser, na Guaíba Car.
Pensei comigo mesmo: como encontram tempo e disposição noite afora pra ir nestes eventos, às vezes tão longe....

O colega Ayres Cerutti, da revista Programa, conta que uma vez ele vinha de ônibus de um evento e que dentro dele também andava um destes papacoquetéis.
Ele se aproximou do Ayres e desdenhou da friagem que fora a festa onde haviam participado.Disse:
- A gente entra em cada fria....

Mas tenho um grande orgulho: um destes papacoquetéis, uma vez, foi num lançamento de um livro meu sobre Getúlio Vargas e adquiriu o exemplar. Quando estava me retirando - claro havia estado lá meia dúzia de gatos pingados - a guria da loja chegou pra mim e veio cumprimentar-me:
- Parabéns,disse ela. Eu achei que ela estava de sacanagem,porque tinha vendido pouquissimos livros.
- Não,respondeu-me a guria.
E que em três anos que trabalho aqui eles(eram um casal) vem sempre em tudo que é lançamento e nunca compraram um livro. Hoje compraram um exemplar do senhor.
A livraria era aquela que ficava em frente ao Hotel Sheraton, no elegante bairro do Moinhos de Vento e pra variar quebrou em seguida.

OAB homenageia os uruguaios seqüestrados 30 anos atrás!

Estive na quarta,dia 12/11, no auditório da OAB, na Rua da Praia, para ver o filme " Cone Sur" do qual participei, como ator. Acho que já tinha visto o filme. Minha participação neste filme foi por causa do colega Luis Allberto Scotto, que era amigo de um dos realizadores da película,Ênio Staub. O outro diretor, um carioca, que falou na noite de quarta-feira, eu não conheci na época.
O Ênio eu nunca mais vi.
Mas me recordo que filmamos num domingo de manhã, no centro de Porto Alegre, junto a umas escadarias, se não estou enganado - fazem tantos anos - eu fiz o papel de um dos seqüestradores, ou de um policial que descia do carro. Minha participação foi rápida. Reconheci também outra pessoa conhecida que participou do filme.
Não ganhamos nada pra fazer a ponta, é claro.
Nem um muito obrigado!

Sobre a homenagem em si, só ouvi o discurso da representante da OAB e depois me retirei. Lá estavam todas aquelas pessoas que estiveram muito envolvidas no episódio, como o advogado Omar Ferri,que defendeu a Lilian e o Universindo, o jornalista Luis Claudio Cunha( que agora lançou um livro sobre o episódio) o ex-presidente do MJDH Jair Krischke,entre outros.
Alguns deles ganharam estatuetas, como uma homenagem da OAB,no dia que se completaram 30 anos do episódio.

Anos atrás havia visto a Lilian num outro evento. Não sei como ela se sente quando vem a Porto Alegre.
Jornalisticamente falando - e é o que a mim interessa - o grande lance do seqüestro dos uruguaios, como passou à História, seria conseguir um depoimento do delegado Pedro Seelig sobre os fatos.
Ouvi dizer da boca do Wanderley Soares, que foi editor de Polícia de ZH, que numa oportunidade ele teria dado uma entrevista ( não sei se sobre isto, ou sobre o DOPS como um todo) mas que o jornal decidiu não publicá-la.

Eu X Eles - Coleguinhas


O " Catarina" era um colorado fanático!

Colorado fanático, o diagramador da Editora de Esportes de Zero Hora, nos anos 70, Valdir da Silva, o " Catarina" foi trazido para a ZH pelo Gaguinho, - José Antônio Ribeiro - que era o editor.Gaguinho morreu há muitos anos.
Gaguinho mudara-se para Blumenau para trabalhar no jornal " O Estado de Santa Catarina" que era o mais importante de Santa Catarina.Um parêntesis: Gaguinho e sua mulher,de então,Cinara Haac, quando estavam em Blumenau brigavam pra caramba. Ela pegava o carro e vinha a Porto Alegre. Gaguinho, que era o secretário de redação do jornal, pegava um ônibus e vinha buscá-la. Só que isto deixava a redação em pânico porque eles tinham que fechar a edição de domingo, sem a presença de seu secretário de redação.Perguntei à Cinara sobre este assunto: ele negou,dizendo que isto só ocorreu uma vez.
Quando saiu de Blumenau e voltou para a ZH,em Porto Alegre, Gaguinho trouxe seu diagramador preferido, que conhecera no " O Estado de Santa Catarina".
O que lembro com certeza,isto sim, são os gritos do Gaguinho na redação da ZH, brabo com o " Catarina". O Valdir ia pro Porta Larga tomar trago e atrasava a diagramação. O Gago vinha furioso aos berros com o seu diagramador. Tenho remotas lembranças do Gago berrando pela redação do jornal, quando este ainda era no primeiro andar, da avenida Ipiranga,1075.

Valdir da Silva nasceu em 05.05.1956 em Blumenau,Santa Catarina. Filho de João da Silva e de Agostinha da Silva.Quando veio morar em Porto Alegre foi pra rua Peri Machado,123/01.
Quando a ZH se modernizou e introduziu os computadores - assunto que vou tratar aqui um dia destes - o " Catarina" já tinha picado a mula, se não me falha a memória.
Pra onde se mandou não sei!

Eu X Eles - Coleguinhas


Derrosso fez " olho branco" e deixou Kolecza passar por " prefeito"

No final da década de 60, Eucárdio Antônio Derrosso, nascido em Santo Augusto, em 06.01.1944( no dia de Santos Reis) trabalhava como assessor de imprensa na Secretaria da Agricultura, localizada,então na av. Júlio de Castilhos,585(2 andar). Um dia houve lá uma reunião dos prefeitos com o então secretário da Agricultura,Luciano Machado para tratar de febre aftosa.
Carlos Alberto Kolecza apareceu para cobrir a reunião pelo Jornal do Brasil.E como o encontro era apenas para os prefeitos, Kolecza apresentou-se na portaria dizendo que ele era o prefeito de Coronel Bicaco. Derrosso disse que viu Kolecza entrando, mas que não quis fazer nada, não quis " cortar " a presença do colega.
Derrosso lembra o episódio e diz que ao fim da reunião Kolecza foi bom colega: passou para os demais que obviamente não tinham assistido aquele encontro o que ele tinha colhido durante os relatos feitos pelos prefeitos ao secretário Luciano Machado.
Eucárdio Derrosso é filho de Jacob Santos Derrosso e Olinda Derrosso.Na Secretaria da Agricultura editou o Informativo Rural e Econômico.
Também trabalhou no Museu de Artes, localizado na Praça da Alfândega
Além da Secretaria da Agricultura, Derrosso foi ainda funcionário da Editora Centaurus, localizada na Rua Vigário José Inácio,263/7 andar.
Derrosso formou-se pela Faculdade de Filosofia da UFRGS.
Eu conheci o Derrosso no barzinho da ARI. No começo achei ele meio maluquete, não sabia mesmo o que dizia,era difícil entender o que ele queria.
Com o tempo, vi que ele publica uns livrinhos de poemas e logo entendi que é meio poeta, ou como diz o João Carlos Terlera, meio " astronauta".
Até acertei porque estes dias o encontrei na Feira do Livro de Porto Alegre e ele me deu um escrito, onde se classifica como " poeta e cronista".
Agora o Derrosso anda meio que " viajando na maionese".
Segundo ele, em 2002 escreveu um " poemeto" onde agora acha que fez uma profecia sobre a vitória do Barack Obama.Eis a " viagem" de Derrosso:
Profecia:
Em dois mil e oito
um " walkin" americano
será invocado,
em seguida entronizado
na Presidência
dos Estados Unidos
em dois mil e doze.
Esta é a profecia
dos eventos extraída
do mundo do futuro.
Tenham paciência
e não me creditem o " furo"
dessa previsão de arcano
da pré-consciência
universal.
Ou será apenas uma idéia
pré-concebida
da minha consciência?
Se isso de fato acontecer
estarei lá para saber?!!!
" walkin" - ocupante da alma de outro.

Gostaria da " viajada na maionese" do Derrosso???
Pois divulgo o fone dele 51. 84031026.

Divulgada a programação completa do Sea Shepherd para este sábado no Parcão

Neste sábado, dia 15 de novembro, a partir das 10h, o Instituto Sea Shepherd, organização sem fins lucrativos que atua na defesa de animais marinhos, apresentará suas propostas de conscientização e educação ambiental no Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Durante todo o dia, haverá orientações, esclarecimento de dúvidas, venda de camisetas, chaveiros e adesivos, informações sobre alimentação sem impacto ambiental, balão de ar quente e muito mais.

Crianças da Ilha dos Marinheiros, trazidas pela ONG Gente do Bem, vão acompanhar a leitura do livro 'O Caracol e a Baleia' de Julia Donaldson, pela escritora Christina Dias. Em seguida, farão desenhos que serão guardados em uma cápsula especial, a ser aberta somente no ano de 2350. O público interessado poderá 'apadrinhar' os menores, financiando uma camiseta e um lanche especial, tendo seu nome associado ao desenho do afilhado.

As crianças e os padrinhos receberão posteriormente uma foto da 'cápsula do tempo', que será depositada pelo navio da Sea Shepherd na Ilha de Scott. "Daqui a sete gerações, as crianças do futuro saberão que, em 2008, havia gente preocupada em manter vivas as baleias e toda a vida marinha", explica Daniel Vairo, diretor geral do Sea Shepherd.

O evento é uma forma da ONG angariar fundos e apoio, além de desejar 'boa sorte' à tripulação de voluntários que, a partir de dezembro, enfrentará os baleeiros ilegais no Santuário Antártico das Baleias, no extremo sul do planeta.

Programação

8h - Chegada de voluntários e montagem da infra-estrutura do evento
9h30min - Crianças da ONG Gente do Bem chegam ao Parcão
10h - Leitura do livro 'O Caracol e a Baleia', de Julia Donaldson, por Christina Dias, seguida de atividade de educação ambiental
11h - Lanche para as crianças, oferecido pelo GAE Poa. Vídeos e palestra de Daniel Vairo, diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, sobre suas experiências a bordo dos navios da Sea Shepherd
12h - Vídeos e palestra de Michelle Marimon, coordenadora administrativa do ISSB sobre as atividades da ONG no Brasil
13h - Vídeos e palestra de Wendell Estol, coordenador técnico do ISSB sobre o projeto e curso 'Ações para salvar animais marinhos em derrames de petróleo'
14h - Vídeos e palestra do doutor Cristiano Pacheco sobre o projeto e curso 'Ações civis públicas em defesa de ecossistemas marinhos'. Preparativos para o vôo do balão de ar quente, pilotado pelo voluntário Clóvis Júnior
15h - Vídeos e palestra de Daniel Vairo, diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, sobre suas experiências a bordo dos navios da Sea Shepherd
16h - Balão de ar quente levanta vôo
16h45min - Entrega de medalhas da Sea Shepherd Conservation Society aos voluntários da ONG, por servirem com dedicação e coragem à vida marinha
17h30min - Pouso do balão
18h - Vídeos, perguntas e debates
18h30min - Desmobilização.

As respostas nota 10

A colega Valdir dos Santos, mandou-me estas " preciosidades".

Balaio

* O Anonymus Gourmet ( jornalista J.A. Pinheiro Machado) passou dias atrás na barraca da ARI e adquiriu o exemplar que fala no Repórter Esso. Pinheirinho, como era chamado na redação da Folhinha da Manhã, era " protegido" do velho dono do Correio do Povo, Breno Caldas. Cobria corridas automobilísticas em qualquer parte do mundo.

* A Carolina, da banca da ARI acha que a feira do livro já era. Tudo por causa das vendas de livros pela internet...sei não, mas alguma coisa vai mudar...

* Carlos Urbim andava dia destes procurando raridades pela feira. Disse que bom mesmo é em dia de semana, porque nos finais de semana fica muito cheio. Cada qual com sua lógica...

Coleguinhas

* Os jornalistas de ecologia, mais comumente chamados de Ecochatos, mudaram-se para uma sala, maior, no prédio da ARI onde pagarão o valor simbólico de 70,00 reais mensais até o fim do ano. Eles queriam mais espaço pra suas atividades.

Pô,Goulart,volta Goulart.

Recebi vários emails pedindo a volta do colaborador A.Goulart. Ele se bandeou proutro espaço( claro que não vou dar o endereço,ora bolas) Mas posso garantir que é muito menos lido que o meu.
Volta pra casa, Goulart!

* O fotógrafo Luís Antônio Guerreiro, que hoje atua na imprensa da Assembléia Legislativa do Estado- já teve sua agência, a Objetiva Press - é fã do blog da IEDA, ah, não da governadora, mas da coleguinha Ieda Risco, da rádio ABC,de Nóia. O bom disto é que ele acessa este site e faz o "atalho" pra ler o blog da coleguinha Ieda.

* Thomás TURBINANDO da Silva. Eis o nome do homi. Foi apresentado num dos programas paulistas do último findi e eis que na segunda ou na terça,segundo meu informante,um ouvinte mandou um email pro programa Bom Dia, da Guaíba,assinando este nome e o Mendelski o leu direitinho. Nem lhe caiu a ficha de que era um ouvinte se fazendo passar...Nem tinha como,né?

*Ontem,dia 12/11, no lançamento da pesquisa Os Gaúchos e a Política, no Salão Júlio de Castilhos, da ALE(Assembléia Legislativa do Estado) uma mesa foi composta por Adão Oliveira, Carlos Bastos, Núbia Silveira, José Luis Monteira Fuscaldo(" Fuscaldinho") Jorge Seadi Jr. Um intrigento de plantão disse que aquela era a mesa dos " áulicos".

* Na bolsa das probabilidades de quem será o próximo chefe da Agência de Notícias da Imprensa da Assembléia Legislativa do Estado(ALE) sobe a cotação do coleguinha Gilmar Eitelwein, o " Xineco". Gilmar teve a rara competência em se manter trabalhando na assessoria de imprensa, como indicado do PT,que será o partido a ter a presidência da casa em 2009.

*Rogério Mendelski , no Bom Dia, da Guaíba,deu ontem,12/11, espaço para o prefeito Luís Fernando Mainardi(PT) defender-se das acusações feitas por um vereador peemedebista no dia anterior. " Este assunto vai dar pano pra manga" disse alguém, relembrando os episódios de muitos anos atrás,quando uma rixa naquela cidade acabou num tiroteio,num sábado de manhã,após um dos implicados ter lido uma nota ofensiva num jornal da cidade.O tiroteio foi num café central da chamada " Rainha da Fronteira" e resultou em dois mortos.

Maioria dos gaúchos iria às urnas mesmo sendo voto facultativo!

Cinquenta e dois por cento dos gaúchos iria votar mesmo que o voto não fosse obrigatório é o dado que resulta da pesquisa sobre política encomendada pela Assembléia Legislativa do Estado realizada entre os dias 5 e 16 de setembro deste ano em 79 municípios gaúchos, cujos números foram revelados ontem,dia 12/11, durante café da manhã, pelo deputado Alceu Moreira(PMDB), presidente da casa.Outros deputados também compareceram ao evento.
Desta pesquisa,chamada de " Os Gaúchos e a Política" emergem outros dados interessantes, conforme seus coordenadores, os professores Benedito Tadeu César ,do Laboratório de Observação Social(Labors) ,da UFRGS, e Juliano Corbellini, do Instituto DataUlbra. Um deles é de que 69,50% dos gaúchos acham que " a democracia é sempre preferível à ditadura".

Boa posição

Os deputados estaduais, pela pesquisa, ficaram atrás no quesito aprovação de instituições como família,igreja,as universidades e a imprensa. Mas,ressalta, Benedito Tadeu César, o trabalhou mostrou que a opinão das pessoas sobre o papel do Parlamento é mais positiva do que se poderia supor." Em geral,diz ele, todas as instituições ligadas ao âmbito eminentemente político recebem avaliações muito duras". O professor acrescentou:
- É uma visão negativa de toda a classe política que não difere muito do que acontece no resto do mundo.

Aprovação

Mais da metade dos entrevistados- foram ouvidas 2.896 pessoas - 52,2% disse que a Assembléia Legislativa gaúcha vem cumprindo satisfatoriamente suas funções e reconheceu o Legislativo como um poder necessário- 60,3%. Há os que apontam a necessidade de uma maior fiscalização(22,5%).
Um dado curioso é sobre lembrança em que se votou: 51,9% não lembra mais em que votou para deputado estadual da última eleição. Entre os eleitores que se lembram em que votou e cujo escolhido foi eleito, 45,5% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com a atuação do parlamentar.

LEI SECA " pegou"

Um dado da pesquisa mostra que a famigerada( para donos de restaurantes e bares) Lei Seca pegou entre a população gaúcha.Tanto que no quesito da pesquisa espontânea:
- Ação Parlamentar
O sr lembra de algum projeto de lei importante que tenha sido aprovado pela Assembléia Legislativa o item NÃO LEMBRA indicou 95,2%. Já na lembrança em primeiro lugar está a Lei Seca,ou seja, proibição de dirigir após beber álcool, com 1,28% é em segundo ficou o piso regional com 0,73%.

Eu X Eles - Coleguinhas


Uma das primeiras mulheres da redação da ZH!

Letânia Menezes, nascida em Santo Ângelo,RS, em 01.06.1947,filha Lauro M.Menezes e de Marta Menezes foi uma das primeiras mulheres a exercer a função de repórter na ZH,quando o jornal já havia deixado a redação antiga na av. Sete de Setembro e se mudado para a av. Ipiranga,1075.
O ingresso de Letânia na ZH ocorreu em 16 de outbubro de 1971. Quando eu entrei no jornal, dois anos depois, ela já estava na "Nacional" do jornal, junto com o Remi Baldasso,que recém voltara de um período da França,onde estivera.
Mas a Letânia também "passou uma temporada" na França.
Letânia cursou a Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.Em Porto Alegre, residiu na rua Desembargador André da Rocha,267/apto 01.
Era(ou é) de uma beleza estonteante.O seu amigo Carlos Alberto Kolecza a homenageou colocando numa das suas filhas o nome de Letânia.
Depois da ZH,quando eu a perdi totalmente de vista, fiquei sabendo que a Letânia trabalhou na Folha de S.Paulo e que andou ainda pela Revista Paralelo 30, editada pelo Delmar Marques e Juarez Fonseca.

Eu X Eles - Coleguinhas


Alda Souza "arrancou" reconhecimento da derrota de Pedro Simon,em 1982, em Rainha do Mar!

Durante muitos anos, o " velho MDB de guerra" - como costuma chamar o partido ainda hoje em dia , o senador (PMDB) Pedro Simon, "culpou" a repórter Alda Suzete Rosa Souza pela entrevista que ela arrancou dele,em 1982,na praia de Rainha do Mar,quando a apuração dos votos ainda estava em andamento. Alguns dizem que Alda conseguiu a proeza jornalística através do colega Vitelo,então integrante do staff do senador emedebista.( Este assunto foi tri esclarecido,depois, pelo Tribunal Regional Eleitoral-TRE - que disse que a eleição teve plena lisura.)
Simon declarou a Alda, na entrevista,para a Rádio Guaíba que foi ao ar,se não me engano, no Agora, do Amir Domingues,que considerava a eleição ao governo do Estado perdida,ou seja, teria jogado a toalha,antes da hora. Só que a diferença de votos quando Simon deu a entrevista reconhecendo a derrota estava em mais de 100 mil pró-Jair,depois foi baixando,baixando,até quase ficar empatado.( Nesta eleição houve um fato curioso: Jair Soares se " escondeu" no interior de São Chico de Paula, numa fazenda de um amigo pra esperar a apuração. Quando os votos contados já o indicavam o primeiro governador eleito após o período revolucionário,ele desceu da Serra. Aí os votos a favor