Feira do Livro
vende 8% menos que em 2007
Foi de 8% a queda no número de
livros vendidos em 2008 em relação a 2007.
Os dados foram divulgados ontem,- 18/11 - durante coletiva
pelo presidente da Câmara Riograndense do Livro
(CRL) João Carneiro. Na chamada " área
geral" foram comercializados durante os 17 dias da
feira do livro - de 31/10 a 16/11 - 295.624 livros, na
área infantil e juvenil foram 111.469 e na área
internacional foram 16.953 volumes.Ao todo foram vendidos
424.046 livros.
Pelos dados da CRL na área geral a queda foi de
8%, na infantil, de 5% e na internacional de 10%.
A CRL também divulgou outros números da
54 feira do livro de Porto Alegre: foram realizados 829
lançamentos. Na praça dos autógrafos
foram 574, na área infantil e juvenil, foram 91;
as sessões coletivas no Memorial do RS foram 117
e sessões realizadas em salas de eventos foram
47.
Campeões
A feira do livro não divulgou dados sobre livros
mais vendidos.Alegou que em função dos "cortes"
feitos no orçamento global do evento, este item
foi cancelado.
Mas um dado foi divulgado pela CRL: o autor campeão
de fila foi o uruguaio, Eduardo Galeano.
A Feira do Livro de 2009,que será a 55, já
tem data:inicia em 30 de outubro.
Patrono defende livreiros
O patrono, o escritor Chales Chiefer defendeu a manutenção
da lei de incentivo à Cultura( a LIC) para a Feira
do Livro e fez o papel de porta-voz dos interesses dos
livreiros, dizendo que neste momento " vozes autoritárias"
estariam querendo terminar com este incentivo fiscal para
a feira do Livro. Neste sentido, explicou o presidente
da CRL, João Carneiro, na segunda-feira, dia 17/11
foi remetido um projeto de lei do Executivo Estadual para
a Assembléia Legislativa do Estado no sentido de
alterar a Lei de Incentivo a Cultura - a já famosa
LIC, motivos de tantas controvérsias - tirando
o poder do Conselho Estadual de Cultura de decidir sobre
o destino de verbas da LIC e deixando que o Executivo
tenha esta decisão.
Balanço da 54 feira do
livro( 31 de out a 16 de nov de 2008)
* Vendas:
Foram vendidos 424.046 livros, um desempenho 8 menor do
que o de 2007.
* Livros em geral:
comercializados 295.624 ex
* Livros infantis:
111.469 ex
* Área Internacional:
16.953
Autógrafos:
Total 829 sessões
Campeão de fila em sessão de autógrafo:
Eduardo Galeano
Patrono da feira: Charles Kiefer
São Borja faz evento
no 32 aniversário da morte do ex-presidente Jango!
De 02 a 05 de 12/08 diariamente Exposição
de fotos do período político do ex-presidente
João Goulart, no saguão da câmara
de vereadores. Dia 02/12/08 as 18h Lançamento do
livro: João Goulart memória em Santiago
– Autor: Fábio Monteiro, 19h Apresentação
do Relatório da Comissão mista da Assembléia
legislativa que apura a causa morte do ex- presidente,
por Christopher Goulart ( neto do ex-presidente), com
exibição de documentário. Dia 03/12/08
as 19h Apresentação de documentário
radiofônico, sobre a morte do ex-presidente no exílio,
por alunas de jornalismo da UNIPAMPA. Dia 04/12/08 as
19h Exibição de documentário João
Goulart, Presidente injustiçado, por Dr. Marco
Pinheiro ( Fortaleza Ceará ). Dia 05/12/08 as 19h
Palestra com Professora Rita Gattiboni, com o tema: as
reformas de base no governo João Goulart. Dia 06/12/08
as 10h Sessão solene em homenagem ao ex-presidente
pela Câmara de Vereadores, presidida pela Vereadora
Fátima Andrade.
Memória
da Imprensa!
" Operação ECLIPSE
"!
Me caiu na mão uma preciosidade histórica
da imprensa gaúcha: a cobertura que foi feita do
eclipse solar de 12 de novembro de 1966,portanto, há
42 anos atrás.Tenho nas mãos cópias
de todas as solicitações encaminhadas ao
vice-presidente da Associação Riograndense
de Imprensa daquele ano Pércio Pinto (falecido)
solicitando credenciais para ir fazer a cobertura. Claro,
foi um evento pelo qual a mídia mundial esteve
presente." Encheu de norte-americano em Rio Grande"
lembrou-se o fotógrafo Sérgio Vargas Ross,
que esteve lá como fotógrafo da revista
Manchete, a principal do país, naqueles anos.
Pelas solicitações encaminhadas a ARI dá
pra ver muito bem quem era quem na imprensa nacional,estadual
e até mundial. Por exemplo, a Revista de circulação
nacional que mandava no pedaço era a Manchete,
e não a Veja,como agora, ou a Realidade, como foi
depois. A Editora Block pintava no pedaço com uma
grande cobertura. E ainda por cima era dois anos depois
da Revolução de 1964, portanto, Adolpho
Block, amigo de JK, mas que apoiara a revolução
de 64, queria mais é dar força aos novos
governantes.
O eclipse seria mais visto em Rio Grande e a praia do
Cassino foi o local escolhido pela NASA para soltar até
foguetes.
A cobertura foi feita principalmente em Rio Grande, mas
alguns veículos, como a TV Gaúcha - que
era chefiada pelo Lauro Schirmer - a Folha da Tarde -
chefiada pelo Edmundo Soares - e a Rádio Guaíba-
chefiada pelo Osmar Meletti - mandaram equipes também
em Bagé, de onde o eclipse solar também
seria visto e poderia ser fotografado.

A NASA foi quem comandou todo o espetáculo
em Rio Grande, na Praia do Cassino.Houve até um
lançamento de um foguete. A NASA, como convém
lembrar, é o organismo norte-americano destinado
a ocupação do espaço e que em 29
de julho de 1969 mandaria os três primeiros astronautas
à Lua.
Tive a sorte de entrevistar um dos fotógrafos que
foram para Rio Grande fazer fotos. Trata-se do fotógrafo
Sérgio Vargas Ross, que hoje vive em Brasília,
e recentemente foi reintegrado ao Ministério dos
Transportes.Na época era o chefe da sucursal da
revista Machete em Porto Alegre, que ficava localizada
na rua Senhor dos Passos.No Rio de Janeiro, a sede da
Block Editores S/A, editora da Manchete, ficava na rua
Frei Caneca, 511.
" Freiras vendo o eclipse com vidro escurecido por
fumaça "!
- Fiz uma baita foto nesta cobertura, disse-me entusiasmado
o Sérgio Ross na madrugada do última terça-feira,
dia 18/11,quando o acordei para fazer sobre a reportagem
que fizeram 42 anos atrás.
Serginho, hoje já com mais de 70 anos, é
viúvo - ele diz pra todo mundo que foi noivo da
Ivete Brandalise e que foi titular da ponta-esquerda do
Cruzeiro Futebol Clube, de Porto Alegre - lembrou que
o evento levou muitos jornalistas do mundo todo para a
praia do Cassino.
- Nós fomos pra lá no dia 3 de novembro,
lembrou-se o fotógrafo.Mas o eclipse deu-se não
me lembro bem se foi num sábado ou num domingo
de manhã bem cedo. E durou o dia todo.Começou
lá pelas sete da manhã,lembrou Ross.
Fiz uma foto que a Manchete publicou que foi das melhores
de todas. Duas ou três freiras, olhando pro céu,
com vidros escurecidos por fumaça pra não
estragalherem os olhos. A foto ficou muito boa na Manchete,disse
Serginho,ainda entusiasmado pelas recordações,apesar
de tantos anos que se passaram desde o evento.
Ele lembra com certeza que a NASA " instalou lá
um campo de pouso".
Motora quis ensinar General nas manobras!
Sérgio Ross disse que depois do eclipse uma equipe
da Manchete que estiver no Cassino - formada por ele de
fotógrafo, um repórter e mais o motorista,
seo Guedes - rumou para Rosário do Sul a fim de
cobrir as manobras militares. A localidade devia ser Saicã,
porque era sempre lá que se realizavam estas manobras.
- Quando estávamos chegando em Rosário do
Sul, dois sujeitos na entrada da cidade nos pediram carona.
Estavam meio maltrapilhos.Na verdade eram " guerrilheiros"
que faziam parte das manobras porque o Exército
já mostrava preocupações com futuras
guerrilhas.Quase acabamos presos pelos militares relembrou
Sérgio Ross.
Os militares teriam que fazer deslocamentos de onde estavam
acampados e o motorista da Manchete, meteu-se no alto
escalão militar e começou a dar " ordens"
ao general que comandava a operação:
- General, não vai por ali, porque por ali eu quase
atolei,dizia ele, relembrou Sérgio.
- Tive que ir lá e retirá-lo do meio dos
generais porque Seo Guedes já estava querendo dar
conselhos demais, disse Serginho.Duas edições
depois, saiu também a matéria com as manobras
militares de Saicã.
A equipe da Manchete que esteve cobrindo o Eclipse solar
em Cassino, Rio Grande, foi formada por:
Fábio Rivera Villaça( repórter da
Manchete) Cléber Buhr( repórter da Manchete)
Elcy Nunes( repórter da Fatos e Fotos), Sérgio
Ross( fotógrafo da Manchete) Jairo Brandeburski(
fotógrafo da Manchete) e Bernardo Gothe( fotógrafo
da revista Fatos e Fotos).
O motorista era seo Guedes.
Equipe de Zero
Hora que participou da Operação Eclipse
em 12 de novembro de 1966.
João Valério Júnior(
correspondente em Rio Grande)
Mariza Correa,Noé Cardoso( o " galo cego"),
Armando Burd. Nery Fogliatto, Lemyr Lauro Martins(fotógrafo),Assis
Hoffmann(fotógrafo) Valdomiro Soares( " tio
Miro") fotógrafo, Hajimu Hirano( fotógrafo)
Vitor Teixeira, Alderico Lucchini e Reinaldo Soares. O
chefe de reportagem era Luís Carlos Bonnet.
A solicitação de credenciamento encaminhada
a ARI feita Pela TV Gaúcha também foi feita
numa lauda da ZH. Foi assinada por Lauro Schirmer.
O pessoal credenciado foi:
Em Rio Grande:
Cinegrafista: Odilon Lopez
Auxiliar: Dorivaldo Reinheimer
Motorista: Darci Silva( uma camionete Rural Willys)
Em Bagé
Cinegrafista : Telmo Cúrcio da Silva
Auxiliar: Juarez Gonçalves
Repórter: Vicente Soaresa
Para gravação de VT(video Teipe) em Rio
Grande:
Equipe a vir de S.Paulo com seis pessoas e um caminhão
de reportagem externa.
Carlos Nobre já
está esquecido??
Pelo menos foi o que aparentemente demonstrou
Luis Fernando Verissimo, que entre os títulos que
lhe dão está o de humorista. Na sexta-feira,dia
14/11 durante debate sobre 1968 - aquele ano que não
quer terminar, ou que está dando tantos dividendos
que não querem deixá-lo terminar - quando
ninguém tinha apresentando Marcos Villalobos,professor
da PUC, Verissimo fez questão de lembrar que Marquinhos
era filho de um humorista, Carlos Nobre. Porque será
que não foi feita nenhuma biografia sobre ele?Tem
um livro do filho Marquinhos, " A Guerrilha do Riso"
mas confesso que ainda não o li.
Estará mesmo esquecido?
Reproduzo aqui uma coluna dele, de outubro de 1981,quando
abriu a XXVI Feira do Livro de Porto Alegre.

Filho critica piada
de Carlos Nobre em público!
Assim como não haverá
mais um reveillon como o de 1968 realizado na casa de
Heloiza Barque de Holanda - assim inicia o livro "
1968, o ano que não terminou" de Zuenir Ventura
- dificilmente vão juntar novamente, numa feira
do Livro, ou outro evento, LFV,Zuenir Ventura,Marquinhos
Villalobs, José Mitchell e Flávio Tavares
como ocorreu na sexta,dia 14/11.
Iniciei este artigo de propósito falando isto porque
foi a primeira vez que vi um filho de Carlos Nobre criticando
uma piada escrita pelo pai diante de um grande público.A
crítica partiu exatamente de Marquinhos Villalobos
que não gostou do que Carlos Nobre,seu pai, escreveu
quando o avião em que viajava Fellinto Müller
- Chefe da Polícia do Estado Novo Getulista .
- Meu pai escreveu uma piada, não lembro mais se
foi na Zero Hora ou na Folha da Tarde em que fazia um
humor que não gostei, lembrou Marquinhos Villalobos.
Ele chegou a citar a piada que Nobre escreveu - não
a recordo agora - mas realmente diante da tragédia
que foi o incêndio do avião da Varig que
caiu em Orly, ela foi de mau gosto mesmo.Na tragédia
de Orly, morreram todos os ocupantes,inclusive Fellinto
Müller que havia conseguido retirar um parente da
prisão porque estava na luta armada e o levava
para Paris para passear.Coisas do destino, morreram todos.
Depois Marquinhos citou outra piada do pai, mas esta ele
elogiou.
UTI
O ex-deputado Henrique Henkin(PTB) está
internado numa UTI de um hospital da capital.
Memória
da Imprensa!
Lembranças do "JB"
! (Jornal do Brasil)
O debate sobre" 1968" realizado no dia 14/11,durante
a 54 Feira do Livro de Porto Alegre proporcionou uma verdadeira
aula de história do jornalismo,principalmente do
Jornal do Brasil, porque ali entre os debatedores estiveram
dois dos principais repórteres que passaram pela
redação deste histórico jornal: Zuenir
Ventura e José Mitchell.E não havia como
fugir ao óbvio: eles contaram experiências
de suas vidas de repórteres e de fatos que lhes
acontecera.
Os estudantes de jornalismo que perderam este debate devem
lamentar. José Mitchell foi por 30 anos um dos
repórteres da sucursal gaúcha do Jornal
do Brasil e durante um bom período foi seu diretor
local. Ele cobriu toda repressão do Cone Sul, a
chamada Operação Condor.
E também estava Zuenir Ventura, que em 1968 trabalhava
no JB e do prédio onde estava localizado o períodico,
na av. Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro,acompanhava
as passeatas dos estudantes.

O Jornal do Brasil mantinha uma linha
liberal.Sua proprietária era a Condessa Pereira
Carneiro (foto) e a família Nascimento.
Zuenir Ventura lembrou na sua palestra da sexta-feira,dia
14/11,que a censura passou a funcionar drasticamente na
redação na véspera da decretação
do AI-5,em 13 de dezembro de 1968.E Zuenir lembrou que
no dia posterior a decretação do AI-5 Moacir
Werneck,então editor-chefe do JB, recorreu à
metáfora do tempo para noticiar o AI-5 e o fechamento
do regime militar." Tempo abafado, nuvens escuras"
mandou colocar no alto da página à direita,
onde o Jornal do Brasil sempre mantinha um box com a situação
do tempo na cidade do Rio de Janeiro.
A sucursal gaúcha iniciou no prédio da ARI
A primeira sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre
foi em salas alugadas na avenida Borges de Mederios,915/salas
401 e 404, no prédio da Associação
Riograndense de Imprensa(ARI). O telefone era o de número
24.01.97. Isto nos anos 60.
Por este sede passaram Josef Adams Zukauskas,Lucídio
Castelo Branco, Eunice Jacques, Antônio Britto Filho,
Geraldo Valente Canalli,Alexandre Eggers Garcia e Carlos
Alberto Kolecza.
Depois a empresa passou a construir prédios próprios
para abrigar as sucursais e o Jornal do Brasil mudou-se
para o Morro Santa Tereza, na avenida Tenente Correa Lima,
no prédio onde hoje está a rádio
Cidade.
Nesta nova redação que eu me recorde trabalharam
os repórteres José Mitchell, Juarez Porto,Bárbara
de Oliveira e os fotógrafos Goiano( Rubens Borges)
e Luís Antônio Guerreiro. Este último
trabalhava como frila do JB e ele mesmo tinha que cavar
as pautas.Se Mitchell conseguisse que a direção
no Rio de Janeiro as aprovasse, Guerreiro saía
a campo para fazer as fotos.
- Eu chegava de manhã cedo na redação
do JB no Morro Santa Tereza,relata Guerreiro,cuja empresa
era a Objetiva Press. O Mitchell já estava lá
na redação, fumando,acendendo um cigarro
no outro, falando ao telefone, com o rádio sempre
ligado no noticiário local.
Era um status para qualquer repórter ser do JB,
ou de outras sucursais como o Estadão, Folha de
S.Paulo, ou o Globo.É que geralmente estes jornais,
na ditadura militar,davam aquilo que a ZH e o Correio
do Povo, não davam nunca,ou depois. Mais tarde
surgiu o Coojornal, mas aí é outra história.
O anti-balanço
da 54 Feira do Livro de Porto Alegre!
Com um pouco de ironia, vou destacar
os " troféus" desta 54 Feira do Livro.
O júri deste site passou 24 horas reunido,confinado
numa sala do Sheraton Hotel, com todas as mordomias imagináveis,
tudo por conta do Clube de Opinião, porque aqui
também afinal das contas estamos dando opinião,
para decidir estes relevantes fatos literários:
1) O CHATO da Feira:
Bah, este não foi difícil de chegar ao consenso...Ganhou
mais espaço do que nunca numa grande empresa de
comunicação, ora diríamos.
2) O Anônimo da Feira:
Vai pro Anonymus Gourmet. Ninguém mais sabia quem
ele era porque no ano passado não autografou e
assim quando assomou o palco dos autógrafos seu
grande fã-clube tinha dúvidas se era ele
ou não porque os cabelos estavam um pouco mais
brancos e escassos mas como trazia junto o Odorico,seu
afilhado aí sim seu grande fã-clube teve
certeza que estava de novo na frente do grande escritor
do feijão com arroz do nosso dia a dia. O Anonymus
teve um chilique porque não deixaram sua esposa,
Linda, distribuir docinhos durante seus autógrafos.A
saia justa foi parar na TV COM, com o Túlio Milmann
dando a razão para os realizadores da Feira do
Livro.Túlio alegou:
- e os patrocinadores, como é que ficam?
Pois eis aí que os patrocinadores arrumaram um
defensor.
Bah, mas os convidados do Anonymus e da sua esposa Linda
foram pro Santander onde parece que a recepção
pode ser realizada.
3) o " Perdidão" da Feira:
Vai pro ex-dono do Bar da Feira,ex-dono do Jazz Café,
hoje dono de um buffet na avenida Bento Gonçalves,
Dirceu Russi: o encontrei "perdidão"
sem os tradicionais puxa-sacos que o adulavam quando era
poderoso. Russi estava na parte central da feira do livro,sozinho,
e não sabia pra que lado ia...
4) A sessão de autógrafos da feira: depois
de muita disputa, o júri deste soberano site -
cuja interferência dos anunciantes não se
faz - escolheu a sessão de autógrafos da
outrora ijuinse desconhecida Eliane Brum, hoje uma celebridade
nacional. Ela veio autografar seu livro de várias
reportagens já publicadas, claro, e em volta do
palco dos autógrafos, reuniu uma "fauna"
que ia de David Coimbra( o Nelson Rodrigues dos pampas),
passando pela Jussarinha Porto( que muita gente não
via há tempos), Adroaldo Bauer Correa, o misto
de poeta com empresário de músicos( já
foi dos Novos Baianos) Carlinhos Caramez, há muitos
anos fazendo a ponte Porto Alegre-Rio de Janeiro, sua
esposa Miriam Fitchner e muitos outros badalativos...
5) O debate da feira:
Foi com certeza de um francês, num dia de semana,
que reuniu muita gente pra ouvir como e quando o capitalismo
terminará...ah...ah...ah...Dizem que ele ganhou
um bom e justo cachê para isto.Afinal foram anos
e anos de estudo para chegar a esta sábia conclusão.
6) O " Desaparecido" da Feira:
Aí o júri deste soberano site tremeu nas
bases: não sabia se elegia o Danilo Ucha, que há
anos se recusa botar nos pés na Praça da
Alfândega durante a feira do livrou ou pro editor
do site Previdi.com.br. Então, salomonicamente,
o júri deu este título pros dois cujo prêmio
é uma indiada braba: um findi no hotel Beira-Mar,
do Miro Weber, num dos quartos localizados no fundo do
estabelecimento.( O premiado pode pegar informações
com o Macedão,da Gaúcha, que se hospedava
lá quando a Guaíba tava quase quebrada e
cobria sozinho as praias enquanto que as demais rádios
mandavam equipes completas).
7)O " preguiçoso" da feira:
Vai pro Ivo, da banca do Martins Livreiro. Não
tirava a bunda da cadeira pra nada. Nem pros leitores
que pediam informações. Como sua barraca
ficou bem na esquina, ao lado da central de informações,
a maioria dos leitores que queriam saber alguma coisa
de livros iam direto no Ivo porque da central de informações
geralmente saíam sabendo menos do que quando chegaram...
- Bah, me disse um dia o Ivo, já resignado com
sua missão desta feira do livro de ser informante
de livros para leitores procuravam informações,
não agüento mais. O Ivo gosta mais de estar
á beira do rio Jacuí, numa pescaria, contando
causos de pescador, do que esta atendendo leitores mal
informados ou que ouviram o galo cantar e não sabem
onde....
8) E finalmente, a " FILA" da Feira.
Ah, porque feira do livro que se preze não pode
ficar sem fila. Esta foi pro bate-papo entre o "professor"
e o demodée escritor uruguaio Eduardo Galeano.Mas
a fila não aconteceu na feira, e sim em volta da
Assembléia Legislativa do Estado eis que era lá
o esclarecedor bate papo entre as duas sumidades intelectuais
da América Latina...As senhas foram distribuídas,
mas a sala Dante Barrone lotou antes da hora.
9) E a " revelação"da feira
Por unanimidade o júri escolheu Luis Fernando Verissimo
porque ele falou e muito durante o debate sobre maio de
1968. Dizem alguns maldosos, é claro, ninguém
mediu,que ele falou mais que Zuenir Ventura que neste
país é considerado a voz oficial sobre 1968.
Memória
da Imprensa - EXCLUSIVO!
Foto: Luis Ventura

ARI lutou para libertar Flávio Tavares (primeiro
à direita) na Argentina
Correspondências que vieram à tona , mostram
que a Associação Riograndense de Imprensa(ARI),
entre 1986 e 1990,lutou para tirar seu associado Flávio
Tavares da prisão na Argentina. Tavares era o correspondente
do jornal paulista Folha de S. Paulo, sofreu um processo
e acabou preso na Argentina por ter divulgado num artigo
o envolvimento de civis nos julgamentos " das antigas
Juntas Militares".A condenação de Tavares
foi por crime de calúnia e o tempo de condenação
foi de um ano.
Em 10 de junho de 1987, um ofício,assinado pelo
presidente Alberto André, foi expedido pela Associação
Riograndense de Imprensa (ARI) ao presidente da República
da Argentina, Raul Alfonsin( eleito pela União
Cívica Radical) apelando para que " se encontre
uma solução para o caso do jornalista e
nosso associado Flávio Tavares que se encontra
praticamente confinado e sob processo judicial na República
Argentina por publicação feita no jornal
Folha de São Paulo da qual era correspondente em
Buenos Aires".
A carta com esta data, assinada pelo presidente da ARI,
Alberto André e endereçada do presidente
da República do vizinho país, diz também
que "a Associação Riograndense de Imprensa
considera inusitado o processo envolvendo o jornalista
brasileiro Flávio tavares em Buenos Aires,entendo
que o assunto deve merecer toda e maior preocupação
no sentido de sua liberação".
Em 06 de agosto de 1990,quando já era presidente
da Associação Riograndense de Imprensa Antônio
Firmo de Oliveira Gonzalez, a entidade oficiou ao Colégio
dos Advogados da Argentina nos seguintes termos:
- A ARI juntamente com a OAB participa da campanha que
objetiva a revisão da sentença imposta por
crime de calúnia ao jornalista Flávio Tavares,condenado
a um ano de prisão, com direito a sursis, pela
Câmara Criminal de Buenos Aires após ter
sido absolvido em primeira instância.
Além da entidade dos advogados argentinos, a ARI
oficiou também ao Presidente da Comissão
de Paz e Justiça, Adolfo Perez Esquivel( que depois
se tornaria Prêmio Nobel da Paz) e também
a Doutor Beinusz Szmukler, presidente da Associação
Americana de Juristas.
Como convém recordar, Flávio Tavares foi
solto e foi viver no México.Agora vive em Búzios(RJ).
Imprensa:
O Correiinho circulou neste domingo,16/11
com um encartado num envelope de uma propaganda de uma
loja que inaugura no novo shopping da zona sul da cidade....
Coleguinhas
* Fernanda Bagatini, da rádio
Guaíba, assumiu,interinamente a chefia da redação.
Por um período de dois meses. Ela se prepara também
para um concurso do TRE.
*Record manda pegar em casa os jornalistas que começam
na madrugada na rádio Guaíba, como Fernando
Bagatini e Tissiano Kessler. Os dois " batem o ponto"
às 4 e meia. São os apresentadores do "
Acorda,Rio Grande".
*Foi lançado, um prêmio de Jornalismo ARI
especialmente para a Serra. Resultados serão conhecidos
nos próximos dias.Quem viu isto foi a Josi Negreiros,
num site de um colega, o Coletiva.Net
Memória
da Imprensa!
O Guaíba " guarda"
uma coleção de jornais A TRIBUBA,jogados
do Pontal do Estaleiro!
José Nelson Gonzalez, que trabalhou na Tribuna,
Jornal do Partido Comunista, contou-me que em 1964, depois
do golpe militar,os comunistas desfaziam-se do material
que poderia os complicar.Ele, por exemplo, levou uma coleção
de
de exemplares que guardava do jornal A Tribuna, órgão
do PCB até o Pontal do Estaleiro - este que agora
é motivo de polêmica porque a Câmara
Municipal aprovou que ali se construiam " espigões"
- e jogou-a ao rio Guaíba.
Não apenas exemplares do jornal A Tribuna Nelson
se desfez. Ele enterrou nos fundos da sua casa de praia,
em Atlântida, uma centena de livros " comunistas"
- de Marx a Engels.
" O André, meu filho, me acompanhou. Botei
os livros no porta-mala do carro e os levamos pra praia.
Lá os enterramos" relatou-me José Nelson,
na manhã do domingo, 16/11.
Vinte anos depois, ele pegou uma pá e foi cavar
pra ver se conseguia reaver os livros. " Tinham sumido".
Não sabe se alguém escavou e os levou. Mas
ele acha que isto não pode ter acontecido.
Mosquetões
Anos atrás entrevistei para o livro " Golpe
Mata Jornal" assinado pelo Jefferson Barros( que
Deus o tenha) -o colega IB Kern.
Ele contou-me também um episódio ocorrido
em abril de 1964, logo após o golpe militar.
Disse Ib Kern que ele morava no Menino Deus, me parece
que na avenida Ganzo,e lá lhe apareceu o Noé,
aquele que depois provou na Justiça,ser filho do
ex-presidente Jango.
Noé vinha com três " mosquetões"
dentro de um saco. O suposto filho de Jango morava nos
fundos da casa do ex-governador Leonel Brizola, na Tobias
da Silva, no Bairro Moinhos de Vento.Noé,que IB
conhecia, queria saber o que fazer com os mosquetões.
O conselho de IB foi rápido e esclarecedor:
- Vai lá no rio Guaíba,joga estes mosquetões
lá e tu nunca me viu....
O Brasil de 68
relembrado por cronistas e repórteres
uenir Ventura, que já foi repórter
do Jornal do Brasil, Luis Fernando Verissimo, cronista
de vários periódicos nacionais, José
Mitchell, repórter do Jornal do Brasil, hoje pauteiro
da RBS TV, Marcos Villalobos, professor da PUC e Flávio
Tavares, ex-guerrilheiro e jornalista da Última
Hora chegaram a uma conclusão na noite de sexta-feira,dia
14/11: ainda vai se falar muito sobre o mítico
ano de 1968.

Zuenir, o mais linkado deles todos com
1968 por ser o autor de " 1968, o ano que não
terminou" disse que este ano, que fecha 40 anos de
68 a data foi tão debatida e relembrada no Brasil
que se ele tivesse atendido a todos os convites para participar
de debates " não teria feito outra coisa".
Já o ex-guerrrilheiro Flávio
Tavares - que quando estava na Última Hora,de Samuel
Wainer, recebeu do colega João Baptista Aveline
o apelido de " Geléia" ( por se adaptar
aos mais variados conteúdos) disse que ele estava
se apresentando " como em 1968". E orgulhoso,
mostrou a gravata. Lembrou um detalhe no mínimo
curioso: os estudantes que protestavam nas ruas do Rio
de Janeiro e de São Paulo o faziam sempre de paletó
e gravata, à exceção do líder
Wladimir Palmeira.
José Mitchell relatou sua experiência
de repórter desta época contando casos de
reportagens que fez durante o período mais ácido
da ditadura militar. Falou sobre o seqüestro dos
uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Diaz - aí
já em 1978,quando se respirava a abertura política
- e enfatizou que a imprensa teve um papel importante
no momento.
A Censura
Mitchell,repórter atilado, contou
o caso de uma vez em que em plenos anos de chumbo, lá
por 1969,ou 70, - como se passou a chamar o período
da ditadura militar - h ouve um assalto a uma agência
de um banco dentro do Hospital Conceição.
Ele foi pro prédio da Secretaria de Segurança
, na av. Ipiranga, e lá viu uma kombi chega de
gente. Alguém da Polícia lhe disse que aqueles
eram funcionários do Conceição.
Ele bateu na porta,alguém a abriu e ele começou
a perguntar como tinha sido o assalto.Mas não se
apresentou, não disse quem era. Os funcionários
" depuseram" contando detalhes pensando que
ele era um policial porque anotava tudo num "caderninho".
Depois que eles terminaram de contar como fora o assalto,
os funcionários disseram ao Mitchell:
- Bom agora podemos ir, estamos dispensados.
Que nada.Ali é que eles teriam que contar no DOPS
o que tinham visto.
No outro dia os demais jornais deram apenas a versão
"oficial" da Secretaria de Segurança
Pública sobre o assalto enquanto que no Jornal
do Brasil saíam detalhes do ocorrido.
Mitchell aproveitou a presença
de Flávio Tav ares e lhe fez várias perguntas.
Uma delas era porque ele era conhecido pelos colegas "
guerrilheiros" por Dr. Falcão.
- Ocorre,disse Tavares, que eu estive num encontro do
Partido Comunista no Mato Grosso e lá me apresentei
como " Dr. Falcão". Eu estava representando
o Brizola.Eles lá acreditavam num movimento guerrilheiro
liderado pelo Brizola.Depois que a Polícia os prendeu,
perguntaram muito por mim e como estes guerrilheiros achavam
que eu falava bem, tinham por mente que eu era advogado.
Então me aplicaram o Dr.
Mitchell também quis saber de Flávio Tavares
se é verdade que durante a guerrilha, uma vez,
a atual ministra da Casa Civil, Dilma Roussef tinha mesmo
mandado o capitão Carlos Lamarca calar a boca,durante
uma discussão.
Tavares disse que não sabia disto, porque ele pouco
tinha convivido na guerrilha com Lamarca e com Dilma já
que tinha saído do país.
Modesto
O que menos puxou pra si méritos
de ter combatido a ditadura militar foi Luis Fernando
Verissimo. Perguntado por Marcos Villalobos o que fazia
durante a ditadura, Verissimo foi sucinto:
- Quando veio o 1964, em abril, eu estava em lua de mel.
E em 1968 eu apenas comprava o Correio da Manhã
pra ler as crônicas do Cony(Carlos Heitor) disse
o autor de O Analista de Bagé.
Verissimo também contou muita
coisa - embora ele fale pouco - sobre um períodico
que circulou em Porto Alegre no auge da ditadura militar,
no começo dos anos 70. Era a publicação
Pato Macho, que ele mesmo era o editor principal.
Segundo Luis Fernando Verissimo,depois do primeiro número
do Pato Macho - feito por um grupo de jornalistas e intelectuais
- ele como responsável foi chamado a Polícia
Federal pra ser informado de que a partir do próximo
haveria dois censores lendo o jornal antes de ir à
rua.
Verissimo contou que os dois censores riam muito lendo
as matérias e as piadas que seriam publicadas.
Umas podiam ,outras eles cortavam.
E criou-se uma certa intimidade com os censores tanto
que quando o periódico parou de sair por problemas
financeiros um dos censores enviou-lhe uma carta que ele
guarda até hoje.Verissimo disse que as reuniões
de pauta do Pato Macho não eram feitas no Encouraçado
Butikin, do Rui Sommer,a mais badalada boite de Porto
Alegre dos anos 70, como passou à História.
- Íamos no Encouraçado, mas as reuniões
de pauta eram sempre feitas lá em casa. E eram
muito mais interessantes do que o próprio número
do jornal que saía depois.
Marcos Villalobos contou a Verissimo que já existem
várias teses acadêmicas sobre o Pato Macho
o que deixou o cronista de certa forma surpreso. Como
a turma que fez o Pato Macho pensou o jornal segundo Verissimo:
- Naqueles anos quando a gente queria fazer um jornal,
a gente pensava: o Maurício( Sirotsky) imprime
e o Mafuz( Antônio,dono da MPM Propaganda) arruma
os anúncios.
Já com a experiência da Censura dentro da
Zero Hora, Verissimo contou que quando ingressou no jornal,
tinha como colegas Marcos Faermann(falecido) Luis Pilla
Vares(falecido) e Marcos Aurélio Garcia,entre outros.
E que ao começar a publicar coluna assinada foi
advertido de que alguns assuntos e alguns nomes - Leonel
Brizola e o arcebispo de Olinda e Recife Dom Hélder
Câmara - eram nomes teminantemente proibidos de
serem citados.
E o jornal cumpria as determinações que
vinham da Censura à risca.
Gravador
José Mitchell relatou que em 1968
ele estava na Faculdade de Filosofia da UFRGS junto com
Nei Duclós quando no bar alguém tentou gravar
a conversa dos dois. Eram agentes do DOPS ou da Polícia
Federal." Eram microfones grandes,ficava difícil
não perceber" contou o ex-repórter
do JB.
Entre reminiscências, Zuenir Ventura
lembrou o tempo que ficou preso por questões políticas
junto com Hélio Pelegrino." Meio Rio de Janeiro
queria estar ali no lugar em que eu estava porque o Hélio
era uma pessoa muito interessante. E recebia diariamente
a visita do Nelson Rodrigues que indiretamente tinha sido
o causador da prisão do Hélio" relatou
Ventura.
Causo de churrascaria
colaboração do adriano
mazzarino
O locutor esportivo Pedro Ernesto Denardin,
da Rádio Gaúcha, esteve em Encantado e fez
uma visita à Cosuel/Dália. No horário
de almoço dirigiram-se para uma churrascaria localizada
nas proximidades da empresa. Na comitiva, Denardin, os
diretores da Cosuel e o comunicador Rudimar
Piccinini. No ambiente se integra também o ‘desconhecido’
Luiz Heisller, muito famoso e popular como Django, um
dos grandes promotores de eventos da região do
Vale do Taquari e Rio Pardo.
O papo corria solto: futebol, setor primário,
uma corneta aqui, outra ali. E começa o rodízio
de carnes. Entre os primeiros espetos aparece o salsichão.
Pedro Ernesto olha para o produto, mira o garçom
e pergunta em tom de sacanagem: “É Dália?”
E o garçom: “Não, é da Pena
Branca!” Constrangimento geral! Um dos diretores
levanta-se, dirige-se ao proprietário para protestar.
Quando o mal-estar havia passado e já
virado ironia, todos rumam para o caixa. Lá um
dos atendentes, tentando agradar, olha para Django, confunde
as bolas e lasca em tom de alegria: “Meu amigo,
Dj Tampinha...”. Riso geral na galera...!
Balaios
* Como se não bastasse outros
problemas, os " borrachudos" tomaram conta da
feira do livro nos fins de tarde. O pessoal que trabalhou
nas barracas teve que agüentar as picaduras deles.
E estavam ferozes, segundo uma das funcionárias.
* Grande a fila de autógrafos da Elaine Brum no
final da tarde do sábado 15/12/2008! A Elaine,
quando eu a conheci, era uma mal - humorada repórter
da ZH.Porém, tinha talento.O único colega
que tinha paciência com ela, era o seu editor, Eugênio
Bortolon.
* A Elaine teve a ousadia de escrever um livro que muitos
gaúchos viram com olhos desconfiados. Foi o Avesso
da Lenda, sobre a Coluna Prestes. O mérito dela
e da equipe foi ter percorrido o trajeto da Coluna Prestes
e ter conversado com as pessoas que ainda sobrevivem e
que narraram episódios que obviamente nunca antes
tinham vindo à tona.
* Dois jovens, um com máscara de palhaço,
passavam nas barracas no fim da tarde do sábado,dia
15/11, falando mal da Câmara dos Vereadores pela
aprovação dos " espigões"
no já " famoso" Pontal do Estaleiro.
* Antes de falar, no papo do dia 14/11,
LFVerissimo lembrou aos presentes, a maioria jovens, que
Marcos Villalobos é filho do falecido humorista
Carlos Nobre.
*Villalobos recomendou o livro Musica Brega e a Censura
no tempo da ditadura, do mesmo autor do livro sobre Roberto
Carlos, Araujo.
* Uma senhora da platéia do debate sobre 1968,
contou sua experiência pessoal indo morar em Lajeado,
naqueles anos de repressão, levando para lá
peças de teatro e filmes de Glauber Rocha. Seu
marido jogou no rio Taquari todos os livros que poderiam
comprometê-los quando a Polícia passou a
importuná-los.
Eu X Eles - Coleguinhas

O " bate-boca" entre Carlos Dorneles e Paixão
Cortes
Faz muito tempo, é claro. Foi
na década de 70, não recordo, porém
com exatidão o ano.
Sei que o Carlos Dorneles estava fazendo a cobertura de
praias pela TV Gaúcha e ia lá com os chamados
" pau de fogo" que eram os câmaras daquele
tempo. Me recordo do " Capacete", do "
Alegrete" entre outros.Parece que um deles, acho
que o "Alegrete",faleceu Só as histórias
que aconteciam no hotel do Tio Miro - Miro Weber - o Hotel
Beira Mar dariam um ótimo livro e muitos processos,
por conseqüência.
Mas o episódio que vou narrar é de uma briga
violenta que assisti entre o então repórter
da TV Gaúcha- hoje RBS TV - Carlos Dorneles com
o folclorista.
Era o dia de Santos Reis( de festa,portanto). Em Osório,
o então secretário de turismo, Eduardo Renda(
que era o dono da rodoviária local) resolveu caprichar
e mandou trazer do interior um conjunto original de terno
de reis que existiam naqueles anos naquele município
do litoral gaúcho. O prefeito de Osório
era Jorge Dariva, que já veio a falecer.
Saída pra Osório
Fazia um solaço ainda quando partimos no carro
da ZH,eu como repórter, um fotógrafo e o
motora, por supuesto.Como eu não tinha que mandar
a matéria pro dia seguinte,estava de sangue frio.
O Dorneles foi numa camionete da TV Gaúcha, com
seus câmaras.
Quando chegamos Dorneles queria que o Paixão Cortes,
que fora contratado para coordenar o show de terno de
reis fizesse uma apresentação pra ele gravar
pra poder mandar ainda naquele dia para o jornal local
da TV Gaúcha. Não era pro JN,da Globo, porque
o Dorneles não entrava na Globo. Só o Geraldo
Canalli.
Mas o Paixão Cortes entesou que não, que
não e não quis. Não permitiu. Quis
obrigar e obrigou ao repórter Carlos Dornelles
esperar pela apresentação oficial para ele
poder gravar imagens.
Poucas vezes vi um bate-boca tão forte como aquele.
E poucas vezes vi o Paixão Cortes tão brabo
como aquela tarde. Parecia que cuspia fogo através
daqueles enormes bigodes.
O Dornelles também não deixou pra menos.
Me recordo dele chamando o folclorista de " vedetão"
alguma coisa assim...
No fim acho que o Eduardo Renda meio que entrou na jogada
e apazigou os ânimos.Anos atrás recordei
o episódio ao Paixão Cortes, que se lembrou
dele. Mas disse que não guardava mágoas.
Ainda quis saber dele porque não autorizou o conjunto
a se apresentar apenas para o Dorneles fazer as tomadas.
Ele alegou que as pessoas que o integravam tinham vindo
do interior e estavam cansadas,algo assim...uma desculpa
meio fajuta.
Carlos Roberto dos Santos Dornelles nasceu em 02.01.1954
em Cachoeira do Sul. É mais um filho daquela terra
profícua em produzir jornalistas.
Seu pai é Antônio José Dorneles e
a mâe - que ainda vivia, pelo menos no meio deste
ano - é Zilka dos Santos Dorneles.
Dorneles foi da TV Gaúcha e depois foi para a TV
Globo,onde permanceu por mais de 20 anos.
É um dos jornalistas mais identificados com a emissora
do Jardim Botânico.
Já escreveu dois livros, um deles mostrando a relação
da imprensa com as guerras e um outro. Seus livros são
críticos em relação à mídia
em geral.
Ele foi o jornalista mais conhecido convidado do último
congresso dos jornalistas gaúchos realizado no
meio do ano em Santa Maria.
Nada faria supor durante aquele evento que Dorneles deixaria
a TV Globo, mas foi o que aconteceu pouco tempo atrás,
quando ele se mudou para a TV Record.
Dorneles não é metido a " estrelão"
- como alguns dos repórteres da TV Globo e é
até sujeito muito simples. Diz o ditado popular
que os bons são simples.
Agora na TV Record vamos ver que novos desafios terá
pela frente.É verdade quenão tem mais a
juventude que o consagrou, mas tem a experiência
que joga do seu lado.
Eu X Eles - Coleguinhas

O " Galo Cego"( Noé Cardoso) se mexia
muito bem entre o Poder nos anos da Revolução!
Tive mais contato com o Noé Cardoso
- conhecido pelos seus colegas em Brasília,onde
trabalhou no Ministério dos Transportes, como "
Galo Cego" por causa de um defeito de um olho - quando
o engenheiro Cloraldino Severo assumiu o Ministério
dos Transportes, porque Noé o assessorava aqui
no RS.
Nascido em 11.09.1942, em Novo Hamburgo, Noé Cardoso
foi redator da Zero Hora, quando esta ficava na av.Sete
de Setembro.Depois foi para a Assessoria de Imprensa do
Palácio Piratini e durante a gestão do governador
Amaral de Souza ocupou cargo importante.
Em Brasília tinha como companheiros da imprensa
junto ao Ministério dos Transportes, Adão
Oliveira, Sérgio Ross,Carlos Eduardo Berendorf.
Mas foi então que conseguiu uma rádio para
si e deixou o Ministério dos Transportes para assumir
a gestão da Rádio Sucesso.
Com isto chegou a presidência da AGERT.
Noé Cardoso é filho de Oscar Salvador Cardoso
e de Maria R.S. Cardoso.
Tinha o estranho hábito de me chamar de "
Timbaúva".Quando assessorava Cloraldino Severo,
era funcionário do Geipot, que então tinha
o escritório localizado na Av. Venâncio Aires,
perto do HPS.Foi Noé Cardoso, com seu jeito de
acomodar as coisas, que montou a equipe da Assessoria
de Imprensa no Trensurb, no ano de sua inauguração.
Noé Cardoso sabia se mexer muito bem entre o Poder,
principalmente no tempo da chamada " Revolução".
Conhecia quem era quem e não quem dizia ser. E
me deu gratuitamente um ensinamento sobre o Poder em Brasília."
Lá se um bicho que não sobe em árvore
estiver encima de uma delas, não tira ele, porque
alguém mais importante do que tu o colocou lá".Foi
o que Noé Cardoso, o " Galo Cego" aprendeu
com o Poder.
Há muitos tempos que o perdi de Vista. Talvez o
Balbino Ferreira, que trabalhou com ele no Geipot, tenha
alguma notícia do " Galo Cego".
Walter Karwatzki
retrata Folia dos Papangus de Bezerros
Uma tradicional manifestação folclórica
do agreste pernambucano é o tema da exposição fotográfica
Folia dos Papangus de Bezerros, de Walter Karwatzki, que
pode ser visitada até sexta-feira (21 de novembro) no
T Cultural Tereza Franco da Câmara Municipal de Porto
Alegre. São 26 fotos em preto e branco que registram a
beleza, a animação e a irreverência dos milhares de mascarados
que, na manhã de domingo de Carnaval, invadem as ruas
do município de Bezerros (distante 107 quilômetros de
Recife). A partir de relatos de antigos moradores de Bezerros,
Karwatzki descobriu que a brincadeira dos papangus começou
na década de 1930, quando alguns homens quiseram pular
Carnaval sem serem reconhecidos pelas mulheres. "Os primeiros
grupos mascarados invadiam as residências de familiares
e amigos, comendo e bebendo anonimamente", conta. "O fato
foi se repetindo, surgindo novos blocos a cada ano." Hoje,
segundo o fotógrafo, mulheres e crianças também participam
dos papangus, assim chamados pelo costume de comer angu
de milho durante os desfiles.

Nascido em 1959 em Maceió (AL), Karwatzki
é graduado em Geografia pela UFRGS, com especialização
em Geografia Ambiental e mestrado em Geografia pela mesma
universidade, e leciona na Escola Técnica da UFRGS. Fez
cursos na Câmera Viajante: Escola e Agência de Fotografias
e na Foto Oficina Brasil Imagem e participou de exposições
coletivas e individuais em espaços de Porto Alegre, São
Leopoldo e Maceió. Em 2006, conquistou o 1º lugar no VI
Concurso Internacional de Fotografia de La Red Mercociudades
(Buenos Aires) e menção honrosa no 2º Concurso do Paralelo
30 Fotoclube. No mesmo ano, teve fotos selecionadas no
13º Concurso Histórias do Trabalho e no 3º Concurso do
Paralelo 30 Fotoclube. A exposição pode ser visitada das
9 às 18 horas, de segundas a quintas-feiras, e das 9 às
15 horas, às sextas-feiras. Informações na Assessoria
de Relações Institucionais da Câmara (Avenida Loureiro
da Silva, 255): (51) 3220-4392, e-mail claudiah@camarapoa.rs.gov.br.
Nasceu a Helena,
de mãe jornalista e de pai designer!
Nasceu no último dia 8/11, às 21h15
minutos, de cesária, no bairro Laranjeiras, no Rio de
Janeiro, a Helena Canton Boechat, filha da Renata Canton
e do Leo Boechat. Parabéns ao pais e aos médicos que atenderam
a mãe.Helena nasceu sob o signo de Escorpião. Sua mãe,
que é minha filha, me disse que ela está dando muito trabalho...
Clandestinidade
do PCB deu origem à feira do Livro de Porto Alegre!
Lá se vão 54 anos desde
que apareceu a primeira feira do lviro de Porto Alegre
que ocorreu em 1955.Conversando com meu amigo José
Nelson Gonzalez, que do alto de seus bem vividos 82 anos
se lembra de muita coisa, ele me contou que a gestação
da feira do Livro de Porto Alegre ocorreu dentro da Câmara
de Vereadores da capital.
Havia dentro da Câmara Municipal dois vereadores
ligados ao " Partidão" - o médico
Marino dos Santos e o metalúrgico Elói Martins,ambos
abrigados na legenda do PPS, de Ademar de Barros, porque
o PCB está proscrito.
- O fato é que por orientação do
"partido" - atenção os velhos
comunas sempre se referem a partido,querendo dizer o PCB
- esse vereador( Nelson não tem certeza se foi
Eloi Martins ou o Marino dos Santos - apresentou na Câmara
Municipal um projeto para que a Câmara apoisasse
uma feira pública de exposições de
livros.Seria uma maneira de levar a cultura ao povo, às
" massas" como se dizia.
O PCB conforme Nelson tinha uma finalidade. Era ela "
que dentre os livros que iriam pra feira,o partido pudesse
apresentar os seus livros,de teoria, de propaganda,política,
né.Então porque não podia fazer sozinho
já quea polícia não permitia exposição
de livros socialistas ou que pregação orientação
do Partido Comunista.
Então se fizesse uma feira onde outros apresentariam
livros, que tivessem bancas de outras seria mais fácil
ao partido levar a sua literatura pra rua.
O vereador do PPS apresentou esta proposta.Alguns vereadores
foram contra,outros foram a favor.Havia na ocasião
um jornalista Say Marques - que em 1959 virou vereador
também - que trabalhava no Diário de Notícias.
Este jornalista, lembra Nelson, achou muito boa a idéia
e a encampou.
Foi um dos que se bateu na imprensa pra que a Câmara
Municipal apoiasse
essa iniciativa de fazer a feira do livro.
O que eu quero dizer,diz Nelson, é que a feira
do livro de Porto Alegre nasceu mesmo em dabates na Cãmara
Municipal de Porto Alegre.
"Papacoquetéis"
barrados no Plaza!
Na noite de quarta-feira, dia 12/11
,lá por 22 hs, estava na Praça Parobé
pegando meu ônibus depois de ter ido a OAB ver o
evento dos uruguaios.( Lilian Celiberti e Universindo
Diaz foram homenageados pelos 30 anos do seqüestro
em Porto Alegre).
Um dos três papacoquetéis que eu conheço(
são dois homens e uma mulher que freqüentam
tudo quanto é festa cultural da cidade) se aproximou
de mim - ele me conhece dos eventos - e começou
a se queixar que não tinha conhecido furar a barreira
no Plaza Eventos, onde acontecia uma festa da propaganda."
Estava quase lá dentro, desviei daqui,desviei dali,
mas eles não me deixaram entrar. Chegou por trás
de mim e me pegou pelo braço e me pediu pra ir
embora",desabafou o " papacoquetel", que
informou que quem queimou o filme deles no Plaza Eventos
foi um outro colega, já morto, cujo apelido era
" Pierre".
- O " Pierre" bebia muito e às vezes
levava bebidas, como uma vez que foi flagrado junto comigo
e com o Telmo saindo do Veleiros com um litro de uísque
debaixo do casaco.
Este papacoquetel que conheço aguardava o ônibus
que o levaria até a avenida Sertório,onde
pegaria um evento do Décio Presser, na Guaíba
Car.
Pensei comigo mesmo: como encontram tempo e disposição
noite afora pra ir nestes eventos, às vezes tão
longe....
O colega Ayres Cerutti, da revista Programa, conta que
uma vez ele vinha de ônibus de um evento e que dentro
dele também andava um destes papacoquetéis.
Ele se aproximou do Ayres e desdenhou da friagem que fora
a festa onde haviam participado.Disse:
- A gente entra em cada fria....
Mas tenho um grande orgulho: um destes papacoquetéis,
uma vez, foi num lançamento de um livro meu sobre
Getúlio Vargas e adquiriu o exemplar. Quando estava
me retirando - claro havia estado lá meia dúzia
de gatos pingados - a guria da loja chegou pra mim e veio
cumprimentar-me:
- Parabéns,disse ela. Eu achei que ela estava de
sacanagem,porque tinha vendido pouquissimos livros.
- Não,respondeu-me a guria.
E que em três anos que trabalho aqui eles(eram um
casal) vem sempre em tudo que é lançamento
e nunca compraram um livro. Hoje compraram um exemplar
do senhor.
A livraria era aquela que ficava em frente ao Hotel Sheraton,
no elegante bairro do Moinhos de Vento e pra variar quebrou
em seguida.
OAB homenageia
os uruguaios seqüestrados 30 anos atrás!
Estive na quarta,dia 12/11, no auditório
da OAB, na Rua da Praia, para ver o filme " Cone
Sur" do qual participei, como ator. Acho que já
tinha visto o filme. Minha participação
neste filme foi por causa do colega Luis Allberto Scotto,
que era amigo de um dos realizadores da película,Ênio
Staub. O outro diretor, um carioca, que falou na noite
de quarta-feira, eu não conheci na época.
O Ênio eu nunca mais vi.
Mas me recordo que filmamos num domingo de manhã,
no centro de Porto Alegre, junto a umas escadarias, se
não estou enganado - fazem tantos anos - eu fiz
o papel de um dos seqüestradores, ou de um policial
que descia do carro. Minha participação
foi rápida. Reconheci também outra pessoa
conhecida que participou do filme.
Não ganhamos nada pra fazer a ponta, é claro.
Nem um muito obrigado!
Sobre a homenagem em si, só ouvi o discurso da
representante da OAB e depois me retirei. Lá estavam
todas aquelas pessoas que estiveram muito envolvidas no
episódio, como o advogado Omar Ferri,que defendeu
a Lilian e o Universindo, o jornalista Luis Claudio Cunha(
que agora lançou um livro sobre o episódio)
o ex-presidente do MJDH Jair Krischke,entre outros.
Alguns deles ganharam estatuetas, como uma homenagem da
OAB,no dia que se completaram 30 anos do episódio.
Anos atrás havia visto a Lilian num outro evento.
Não sei como ela se sente quando vem a Porto Alegre.
Jornalisticamente falando - e é o que a mim interessa
- o grande lance do seqüestro dos uruguaios, como
passou à História, seria conseguir um depoimento
do delegado Pedro Seelig sobre os fatos.
Ouvi dizer da boca do Wanderley Soares, que foi editor
de Polícia de ZH, que numa oportunidade ele teria
dado uma entrevista ( não sei se sobre isto, ou
sobre o DOPS como um todo) mas que o jornal decidiu não
publicá-la.
Eu X Eles - Coleguinhas

O " Catarina" era um colorado fanático!
Colorado fanático, o diagramador
da Editora de Esportes de Zero Hora, nos anos 70, Valdir
da Silva, o " Catarina" foi trazido para a ZH
pelo Gaguinho, - José Antônio Ribeiro - que
era o editor.Gaguinho morreu há muitos anos.
Gaguinho mudara-se para Blumenau para trabalhar no jornal
" O Estado de Santa Catarina" que era o mais
importante de Santa Catarina.Um parêntesis: Gaguinho
e sua mulher,de então,Cinara Haac, quando estavam
em Blumenau brigavam pra caramba. Ela pegava o carro e
vinha a Porto Alegre. Gaguinho, que era o secretário
de redação do jornal, pegava um ônibus
e vinha buscá-la. Só que isto deixava a
redação em pânico porque eles tinham
que fechar a edição de domingo, sem a presença
de seu secretário de redação.Perguntei
à Cinara sobre este assunto: ele negou,dizendo
que isto só ocorreu uma vez.
Quando saiu de Blumenau e voltou para a ZH,em Porto Alegre,
Gaguinho trouxe seu diagramador preferido, que conhecera
no " O Estado de Santa Catarina".
O que lembro com certeza,isto sim, são os gritos
do Gaguinho na redação da ZH, brabo com
o " Catarina". O Valdir ia pro Porta Larga tomar
trago e atrasava a diagramação. O Gago vinha
furioso aos berros com o seu diagramador. Tenho remotas
lembranças do Gago berrando pela redação
do jornal, quando este ainda era no primeiro andar, da
avenida Ipiranga,1075.
Valdir da Silva nasceu em 05.05.1956 em Blumenau,Santa
Catarina. Filho de João da Silva e de Agostinha
da Silva.Quando veio morar em Porto Alegre foi pra rua
Peri Machado,123/01.
Quando a ZH se modernizou e introduziu os computadores
- assunto que vou tratar aqui um dia destes - o "
Catarina" já tinha picado a mula, se não
me falha a memória.
Pra onde se mandou não sei!
Eu X Eles - Coleguinhas

Derrosso fez " olho branco" e deixou Kolecza
passar por " prefeito"
No final da década de 60, Eucárdio
Antônio Derrosso, nascido em Santo Augusto, em 06.01.1944(
no dia de Santos Reis) trabalhava como assessor de imprensa
na Secretaria da Agricultura, localizada,então
na av. Júlio de Castilhos,585(2 andar). Um dia
houve lá uma reunião dos prefeitos com o
então secretário da Agricultura,Luciano
Machado para tratar de febre aftosa.
Carlos Alberto Kolecza apareceu para cobrir a reunião
pelo Jornal do Brasil.E como o encontro era apenas para
os prefeitos, Kolecza apresentou-se na portaria dizendo
que ele era o prefeito de Coronel Bicaco. Derrosso disse
que viu Kolecza entrando, mas que não quis fazer
nada, não quis " cortar " a presença
do colega.
Derrosso lembra o episódio e diz que ao fim da
reunião Kolecza foi bom colega: passou para os
demais que obviamente não tinham assistido aquele
encontro o que ele tinha colhido durante os relatos feitos
pelos prefeitos ao secretário Luciano Machado.
Eucárdio Derrosso é filho de Jacob Santos
Derrosso e Olinda Derrosso.Na Secretaria da Agricultura
editou o Informativo Rural e Econômico.
Também trabalhou no Museu de Artes, localizado
na Praça da Alfândega
Além da Secretaria da Agricultura, Derrosso foi
ainda funcionário da Editora Centaurus, localizada
na Rua Vigário José Inácio,263/7
andar.
Derrosso formou-se pela Faculdade de Filosofia da UFRGS.
Eu conheci o Derrosso no barzinho da ARI. No começo
achei ele meio maluquete, não sabia mesmo o que
dizia,era difícil entender o que ele queria.
Com o tempo, vi que ele publica uns livrinhos de poemas
e logo entendi que é meio poeta, ou como diz o
João Carlos Terlera, meio " astronauta".
Até acertei porque estes dias o encontrei na Feira
do Livro de Porto Alegre e ele me deu um escrito, onde
se classifica como " poeta e cronista".
Agora o Derrosso anda meio que " viajando na maionese".
Segundo ele, em 2002 escreveu um " poemeto"
onde agora acha que fez uma profecia sobre a vitória
do Barack Obama.Eis a " viagem" de Derrosso:
Profecia:
Em dois mil e oito
um " walkin" americano
será invocado,
em seguida entronizado
na Presidência
dos Estados Unidos
em dois mil e doze.
Esta é a profecia
dos eventos extraída
do mundo do futuro.
Tenham paciência
e não me creditem o " furo"
dessa previsão de arcano
da pré-consciência
universal.
Ou será apenas uma idéia
pré-concebida
da minha consciência?
Se isso de fato acontecer
estarei lá para saber?!!!
" walkin" - ocupante da alma de outro.
Gostaria da " viajada na maionese" do Derrosso???
Pois divulgo o fone dele 51. 84031026.
Divulgada a programação
completa do Sea Shepherd para este sábado no Parcão
Neste sábado, dia 15 de novembro,
a partir das 10h, o Instituto Sea Shepherd, organização
sem fins lucrativos que atua na defesa de animais marinhos,
apresentará suas propostas de conscientização
e educação ambiental no Parque Moinhos de
Vento, em Porto Alegre. Durante todo o dia, haverá
orientações, esclarecimento de dúvidas,
venda de camisetas, chaveiros e adesivos, informações
sobre alimentação sem impacto ambiental,
balão de ar quente e muito mais.
Crianças da Ilha dos Marinheiros,
trazidas pela ONG Gente do Bem, vão acompanhar
a leitura do livro 'O Caracol e a Baleia' de Julia Donaldson,
pela escritora Christina Dias. Em seguida, farão
desenhos que serão guardados em uma cápsula
especial, a ser aberta somente no ano de 2350. O público
interessado poderá 'apadrinhar' os menores, financiando
uma camiseta e um lanche especial, tendo seu nome associado
ao desenho do afilhado.
As crianças e os padrinhos receberão
posteriormente uma foto da 'cápsula do tempo',
que será depositada pelo navio da Sea Shepherd
na Ilha de Scott. "Daqui a sete gerações,
as crianças do futuro saberão que, em 2008,
havia gente preocupada em manter vivas as baleias e toda
a vida marinha", explica Daniel Vairo, diretor geral
do Sea Shepherd.
O evento é uma forma da ONG angariar
fundos e apoio, além de desejar 'boa sorte' à
tripulação de voluntários que, a
partir de dezembro, enfrentará os baleeiros ilegais
no Santuário Antártico das Baleias, no extremo
sul do planeta.
Programação
8h - Chegada de voluntários e
montagem da infra-estrutura do evento
9h30min - Crianças da ONG Gente do Bem chegam ao
Parcão
10h - Leitura do livro 'O Caracol e a Baleia', de Julia
Donaldson, por Christina Dias, seguida de atividade de
educação ambiental
11h - Lanche para as crianças, oferecido pelo GAE
Poa. Vídeos e palestra de Daniel Vairo, diretor
geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, sobre suas experiências
a bordo dos navios da Sea Shepherd
12h - Vídeos e palestra de Michelle Marimon, coordenadora
administrativa do ISSB sobre as atividades da ONG no Brasil
13h - Vídeos e palestra de Wendell Estol, coordenador
técnico do ISSB sobre o projeto e curso 'Ações
para salvar animais marinhos em derrames de petróleo'
14h - Vídeos e palestra do doutor Cristiano Pacheco
sobre o projeto e curso 'Ações civis públicas
em defesa de ecossistemas marinhos'. Preparativos para
o vôo do balão de ar quente, pilotado pelo
voluntário Clóvis Júnior
15h - Vídeos e palestra de Daniel Vairo, diretor
geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, sobre suas experiências
a bordo dos navios da Sea Shepherd
16h - Balão de ar quente levanta vôo
16h45min - Entrega de medalhas da Sea Shepherd Conservation
Society aos voluntários da ONG, por servirem com
dedicação e coragem à vida marinha
17h30min - Pouso do balão
18h - Vídeos, perguntas e debates
18h30min - Desmobilização.
As respostas nota
10
A colega Valdir dos Santos, mandou-me
estas " preciosidades".








Balaio
* O Anonymus Gourmet ( jornalista J.A.
Pinheiro Machado) passou dias atrás na barraca
da ARI e adquiriu o exemplar que fala no Repórter
Esso. Pinheirinho, como era chamado na redação
da Folhinha da Manhã, era " protegido"
do velho dono do Correio do Povo, Breno Caldas. Cobria
corridas automobilísticas em qualquer parte do
mundo.
* A Carolina, da banca da ARI acha que a feira do livro
já era. Tudo por causa das vendas de livros pela
internet...sei não, mas alguma coisa vai mudar...
* Carlos Urbim andava dia destes procurando raridades
pela feira. Disse que bom mesmo é em dia de semana,
porque nos finais de semana fica muito cheio. Cada qual
com sua lógica...
Coleguinhas
* Os jornalistas de ecologia, mais comumente
chamados de Ecochatos, mudaram-se para uma sala, maior,
no prédio da ARI onde pagarão o valor simbólico
de 70,00 reais mensais até o fim do ano. Eles queriam
mais espaço pra suas atividades.
Pô,Goulart,volta Goulart.
Recebi vários emails pedindo a volta do colaborador
A.Goulart. Ele se bandeou proutro espaço( claro
que não vou dar o endereço,ora bolas) Mas
posso garantir que é muito menos lido que o meu.
Volta pra casa, Goulart!
* O fotógrafo Luís Antônio
Guerreiro, que hoje atua na imprensa da Assembléia
Legislativa do Estado- já teve sua agência,
a Objetiva Press - é fã do blog da IEDA,
ah, não da governadora, mas da coleguinha Ieda
Risco, da rádio ABC,de Nóia. O bom disto
é que ele acessa este site e faz o "atalho"
pra ler o blog da coleguinha Ieda.
* Thomás TURBINANDO da Silva. Eis o nome do homi.
Foi apresentado num dos programas paulistas do último
findi e eis que na segunda ou na terça,segundo
meu informante,um ouvinte mandou um email pro programa
Bom Dia, da Guaíba,assinando este nome e o Mendelski
o leu direitinho. Nem lhe caiu a ficha de que era um ouvinte
se fazendo passar...Nem tinha como,né?
*Ontem,dia 12/11, no lançamento da pesquisa Os
Gaúchos e a Política, no Salão Júlio
de Castilhos, da ALE(Assembléia Legislativa do
Estado) uma mesa foi composta por Adão Oliveira,
Carlos Bastos, Núbia Silveira, José Luis
Monteira Fuscaldo(" Fuscaldinho") Jorge Seadi
Jr. Um intrigento de plantão disse que aquela era
a mesa dos " áulicos".
* Na bolsa das probabilidades de quem será o próximo
chefe da Agência de Notícias da Imprensa
da Assembléia Legislativa do Estado(ALE) sobe a
cotação do coleguinha Gilmar Eitelwein,
o " Xineco". Gilmar teve a rara competência
em se manter trabalhando na assessoria de imprensa, como
indicado do PT,que será o partido a ter a presidência
da casa em 2009.
*Rogério Mendelski , no Bom Dia, da Guaíba,deu
ontem,12/11, espaço para o prefeito Luís
Fernando Mainardi(PT) defender-se das acusações
feitas por um vereador peemedebista no dia anterior. "
Este assunto vai dar pano pra manga" disse alguém,
relembrando os episódios de muitos anos atrás,quando
uma rixa naquela cidade acabou num tiroteio,num sábado
de manhã,após um dos implicados ter lido
uma nota ofensiva num jornal da cidade.O tiroteio foi
num café central da chamada " Rainha da Fronteira"
e resultou em dois mortos.
Maioria dos gaúchos
iria às urnas mesmo sendo voto facultativo!
Cinquenta e dois por cento dos gaúchos
iria votar mesmo que o voto não fosse obrigatório
é o dado que resulta da pesquisa sobre política
encomendada pela Assembléia Legislativa do Estado
realizada entre os dias 5 e 16 de setembro deste ano em
79 municípios gaúchos, cujos números
foram revelados ontem,dia 12/11, durante café da
manhã, pelo deputado Alceu Moreira(PMDB), presidente
da casa.Outros deputados também compareceram ao
evento.
Desta pesquisa,chamada de " Os Gaúchos e a
Política" emergem outros dados interessantes,
conforme seus coordenadores, os professores Benedito Tadeu
César ,do Laboratório de Observação
Social(Labors) ,da UFRGS, e Juliano Corbellini, do Instituto
DataUlbra. Um deles é de que 69,50% dos gaúchos
acham que " a democracia é sempre preferível
à ditadura".
Boa posição
Os deputados estaduais, pela pesquisa, ficaram atrás
no quesito aprovação de instituições
como família,igreja,as universidades e a imprensa.
Mas,ressalta, Benedito Tadeu César, o trabalhou
mostrou que a opinão das pessoas sobre o papel
do Parlamento é mais positiva do que se poderia
supor." Em geral,diz ele, todas as instituições
ligadas ao âmbito eminentemente político
recebem avaliações muito duras". O
professor acrescentou:
- É uma visão negativa de toda a classe
política que não difere muito do que acontece
no resto do mundo.
Aprovação
Mais da metade dos entrevistados- foram ouvidas 2.896
pessoas - 52,2% disse que a Assembléia Legislativa
gaúcha vem cumprindo satisfatoriamente suas funções
e reconheceu o Legislativo como um poder necessário-
60,3%. Há os que apontam a necessidade de uma maior
fiscalização(22,5%).
Um dado curioso é sobre lembrança em que
se votou: 51,9% não lembra mais em que votou para
deputado estadual da última eleição.
Entre os eleitores que se lembram em que votou e cujo
escolhido foi eleito, 45,5% se dizem satisfeitos ou muito
satisfeitos com a atuação do parlamentar.
LEI SECA " pegou"
Um dado da pesquisa mostra que a famigerada( para donos
de restaurantes e bares) Lei Seca pegou entre a população
gaúcha.Tanto que no quesito da pesquisa espontânea:
- Ação Parlamentar
O sr lembra de algum projeto de lei importante que tenha
sido aprovado pela Assembléia Legislativa o item
NÃO LEMBRA indicou 95,2%. Já na lembrança
em primeiro lugar está a Lei Seca,ou seja, proibição
de dirigir após beber álcool, com 1,28%
é em segundo ficou o piso regional com 0,73%.
Eu X Eles - Coleguinhas

Uma das primeiras mulheres da redação da
ZH!
Letânia Menezes, nascida em Santo
Ângelo,RS, em 01.06.1947,filha Lauro M.Menezes e
de Marta Menezes foi uma das primeiras mulheres a exercer
a função de repórter na ZH,quando
o jornal já havia deixado a redação
antiga na av. Sete de Setembro e se mudado para a av.
Ipiranga,1075.
O ingresso de Letânia na ZH ocorreu em 16 de outbubro
de 1971. Quando eu entrei no jornal, dois anos depois,
ela já estava na "Nacional" do jornal,
junto com o Remi Baldasso,que recém voltara de
um período da França,onde estivera.
Mas a Letânia também "passou uma temporada"
na França.
Letânia cursou a Faculdade de Filosofia da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul.Em Porto Alegre, residiu
na rua Desembargador André da Rocha,267/apto 01.
Era(ou é) de uma beleza estonteante.O seu amigo
Carlos Alberto Kolecza a homenageou colocando numa das
suas filhas o nome de Letânia.
Depois da ZH,quando eu a perdi totalmente de vista, fiquei
sabendo que a Letânia trabalhou na Folha de S.Paulo
e que andou ainda pela Revista Paralelo 30, editada pelo
Delmar Marques e Juarez Fonseca.
Eu X Eles - Coleguinhas

Alda Souza "arrancou" reconhecimento da derrota
de Pedro Simon,em 1982, em Rainha do Mar!
Durante muitos anos, o " velho MDB
de guerra" - como costuma chamar o partido ainda
hoje em dia , o senador (PMDB) Pedro Simon, "culpou"
a repórter Alda Suzete Rosa Souza pela entrevista
que ela arrancou dele,em 1982,na praia de Rainha do Mar,quando
a apuração dos votos ainda estava em andamento.
Alguns dizem que Alda conseguiu a proeza jornalística
através do colega Vitelo,então integrante
do staff do senador emedebista.( Este assunto foi tri
esclarecido,depois, pelo Tribunal Regional Eleitoral-TRE
- que disse que a eleição teve plena lisura.)
Simon declarou a Alda, na entrevista,para a Rádio
Guaíba que foi ao ar,se não me engano, no
Agora, do Amir Domingues,que considerava a eleição
ao governo do Estado perdida,ou seja, teria jogado a toalha,antes
da hora. Só que a diferença de votos quando
Simon deu a entrevista reconhecendo a derrota estava em
mais de 100 mil pró-Jair,depois foi baixando,baixando,até
quase ficar empatado.( Nesta eleição houve
um fato curioso: Jair Soares se " escondeu"
no interior de São Chico de Paula, numa fazenda
de um amigo pra esperar a apuração. Quando
os votos contados já o indicavam o primeiro governador
eleito após o período revolucionário,ele
desceu da Serra. Aí os votos a favor