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O Jornalista - Memória
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“Camelinho”, o Paulo Santana que não deu certo!
Joel Granato Veiga, conhecido na rua da Praia de Porto Alegre por Camelo ou Camelinho é o mais fanático torcedor do Grêmio Futebol Portoalegrense. Na foto acima feita em 12.02.1966, ele é o primeiro da fila da esquerda para a direita dos que estão em pé. Os demais são Cleo, Ortunho, Airton, Aureo, Altemir, Alberto. Agachados: Adroaldo Marques, João Severiano, Alcindo, Sérgio Lopes, Wolmir Massaroca e Ataídes Carvalho. No dia que foi feita esta foto, o Grêmio jogou em Santa Maria na inauguração do estádio do " colorado santamariense" - Internacional - que ao que parece até hoje não ficou pronto. Dois dias depois, uma terça, o Grêmio jogou no Olímpico e ganhou, com dois gols do "bugre" Alcindo, da seleção russa.
Camelinho nasceu em Bagé em 1930. O apelido foi causa de um amigo que tinha um "caroço" nas costas e que jogava futebol. Joel mora em Porto Alegre desde quando o Grêmio jogava na Baixada, onde hoje está o Parcão.No centro de Porto Alegre é muito conhecido e atualmente na rua Uruguai à tarde fica do lado de fora do café a Brasileira, onde se reúnem os amantes do futebol. Tudo porque ele fala muito alto e o gerente o expulsou lá de dentro.
PT não quis Hugo Chaves no Fórum Social Mundial de 2003
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| Presidente da Venezuela Hugo Chavez
com presidente ALE Sérgio Zambiasi |
Hugo Chavez Presidente da Venezuela
no Palácio Piratini com Governador Rigotto |
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"Eu, inclusive, trouxe o Chavez (Hugo) uma vez a Porto Alegre. O PT estava no Governo (do Estado) e não queria o Chavez no Forum Social Mundial. O Chavez queria vir, mas não tinha convite oficial do Fórum. Naquele momento, com o Lula assumindo a presidência, o PT não queria se vincular ao Chavez. Aí organizamos um evento paralelo, e o Chavez acabou discursando da sacada do Piratini (foto), o que foi um acidente, porque o Chavez não tinha noção de que o público dele era um povo anti-Rigotto. O Rigotto tinha acabado de ganhar a eleição, derrotado o PT e o público do Chavez era muito petista. O Chavez foi para a sacada (do Palácio Piratini) para saudar o povo que estava ali, acho que foi o próprio cerimonial que forneceu um microfone sem fio, o Rigotto foi junto e acabou naquela vaia. Mas o Rigotto ficou muito feliz porque levamos o Chavez até o Palácio Piratini. Tenho muita honra em receber o apoio do Chavez na minha campanha e tê-lo em cima do palanque discursando".
Este depoimento foi dado pela deputada federal Luciana Genro(PSOL) ao repórter Afonso Licks e está no número 35 da revista Voto. A data em que Chavez esteve no Piratini e na Assembléia Legislativa do Estado foi 26 de janeiro de 2003,num domingo calorento em Porto Alegre.No Palácio , o presidente venezuelano foi recebido por Rigotto, já governador, e na Assembléia Legislativa do Estado, pelo presidente, deputado Sérgio Zambiazi(foto). Fotos de José Ernesto.(ALE)
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Irpapus - Uma confraria a céu aberto
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O Irpapus jantando na Afisvec Killing e Paulo Bueno O jornalista Mario Santarosa
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Na Rua da Praia, em frente a Gal. Chaves, reune-se diariamente um grupo de conhecidos que alguém denominou de IRPAPUS. O número de integrantes varia: véspera de feriadão, no verão, não passam de dois ou três. Mas nos dias úteis do inverno chegam a 15 ou mais. O horário é sempre fixo. Não passa das 13h30min. Há jornalistas, “chutadores”, e fiscais aposentados. Os assuntos, bom, geralmente política e futebol. Mulheres só quando passa alguma de mais atributos digamos físicos que o tema vêm à baila.
Uma vez ao mês há um jantar sempre preparado por alguém do grupo. O interessante é que o jantar também tem horário: não passa das 10 e meia da noite. Neste das fotos, o cozinheiro foi o jornalista Mário Santarosa, que se queixou da churrasqueira porque queimou muito os dedos. O cardápio foi um salmão, antecedido de sopa de Palometa. O salmão foi um presente de um dos confrades. O próximo jantar será na casa de um dos membros do Irpapus.
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Autor da Lei Rouanet flertava com a "esquerda" no tempo de Médici
O embaixador Sérgio Rouanet que servia na Suíça em 1970 quando Gilberto Gil (atual ministro da Cultura) e Caetano Veloso foram expulsos do país, e foram para Londres, na Inglaterra, depois de presos, contou na Federasul que ele como embaixador recebeu Gilberto Gil naquele ano quando foi lá dar um show num pensionato onde segundo Sérgio " a metade dos moradores eram exilados brasileiros".
Depois do show do Gil, o então embaixador e Gil, movidos por um excelente vinho suiço ficaram até as quatro da manhã tocando violão numa espécie de prolongamento do show que havia ocorrido ali antes. E Gil dirigindo-se a Sérgio não se conteve:
" Eu quero dizer que você é a pessoa mais desafinada que eu já vi" disse Gil.
Caco Barcelos

O repórter Caco Barcelos - hoje na Globo - quando estava em começo de carreira na Folha da Manhã da Cia Jornalística Caldas Junior. No início dos anos 70 (não sei precisar se foi em 71,72 ou 73). Ele foi designado pra fazer o perfil do colega Archimedes Fortini que trabalhara cerca de 60 anos no Correio do Povo e que se aposentara. Acompanhado do fotógrafo Olívio Lamas (falecido dias atrás em Garopaba), Caco esteve na Rua 24 de Outubro onde residia Fortini. Ao subir pro seu apartamento, Fortini indignou-se com a barba e o cabelo comprido do repórter:
" - Pra comunista eu não dou entrevista,disse irritado."
E acrescentou, ameaçando Caco:
" - Comunista eu jogo pela janela."
Fortini morava num andar bem elevado. É bom lembrar as atuais gerações que no começo dos anos 70, em plena era Médici, qualquer barbudo ou cabeludo era visto como " subversivo" isto é , inimigo do regime militar. Nesta foto, do arquivo pessoal de Celso Velusa, Caco aparece como era na época, acompanhado da namorada Goretti Pio dos Santos, de Viviana Araujo na Fazenda do Carapuça, em Taquari.
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Zero Hora |
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" Aí está um pedaço onde compartilhamos um monte de coisas e aprendemos um montão de outras..."
Com a frase da colega Neusa Galli Fróes, lembro como era a redação da Zero Hora na segunda metade dos anos 70, quando a informática ainda passava longe da avenida Ipiranga 1075. A redação era barulhenta, havia gritaria, e só se fazia silêncio das 18:00 em diante, quando a concentração de editores e repórteres, aumentava para o baixamento do jornal. As samambaias que você vê nesta foto da redação, foram postas por sugestão da colega que me enviou estas fotos. Chama atenção os cestos de lixo forrados com saco plástico. A redação da Zero Hora informatizou-se nos anos 90, quando já estava no quarto andar. Desde 1992, não tenho frequentado mais redações de grandes veiculos. Por outras pessoas, sei que são silenciosas e que os comícios politicos, que se faziam dentro das antigas redações, estão inteiramente proibidos.
Aparecem nesta foto Eunice Jacques , Remi Baldasso e José Manosso já falecidos, Nilson Souza, Gilberto Leal (de óculos escuros, ao telefone), João Borges de Souza (abaixo, à esquerda), Flavio Schubert, Pedro Chaves, Rekern (chargista), entre outros colegas.
O relógio da redação marca 18:45, hora de fechamento, a concentração é total.
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Nesta foto da redação no primeiro andar, os armários onde cada repórter guardava seus pertences, separavam a Editoria do Segundo Caderno, das demais.
Aparecem na foto o Paulo Cardona, repórter; o diagramador Jorge Fraga - o "pitoco", Elton Weber (de pé, caminhando, à esquerda), aos fundos, de barba, acredito que seja o "Dinho", que hoje vive em Paris.
Aos colegas que estão vendo estas fotos, peço que me retornem contando mais histórias deste tempo...
Meu obrigado à colega Neusa, que me enviou este precioso material. |

Luis Oscar Matzenbacher (de barba, sentado), Isara Marques ( em pé) ao telefone, Maroni da Silva (de óculos, ao telefone), Mário Marcos de Souza (entre Isara e Maroni), Carlos Wagner (que está de suspensórios) aos fundos ao telefone, Affonso Ritter e Hamilton Almeida (de pé). Pontualmente 18 horas. Horário de fechamento.
BR 364 - 1983

Aparecem nesta foto um funcionário da Radiobrás(de bigodes) o autor, Olides Canton e o fotógrafo Sérgio Ros. Esta foto foi feita durante uma inspeção às obras da BR-364 entre Porto Velho e Cuiabá, no ano de 1983. O fotógrafo foi Paulo Borba de Andrade.
Na comitiva viajavam diretores do DNER( hoje DNIT) e capitaneando eles todos o ministro dos transportes, Cloraldino Severo, conhecido pela sua rigidez. Seis da matina acordávamos e comíamos poeira o dia inteiro, pela estrada de chão. A poeira era tanta que tínhamos que envolver nossas malas em sacos de lixo pra poder botar a roupa depois do banho. Na comitiva viajava o repórter do Correio do Povo de Porto Alegre, Bruno Augê Ferreira, que tinha especial atração pelo pó. Então ele abria o vidro das camionetes e deixava que aquela poeira vinda da estrada em construção tomasse conta literalmente de tudo. E foi durante uma destas viagens - fiz várias - que pela primeira vez vi a´"utilidade" das bonecas de plástico nos acampamentos dos engenheiros, no meio do mato.
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O Jornalista
" Eu era bancário e hippie em 1973. Viajei muito de carona, conheci Garopaba antes que muita gente. Foi nesta época que um amigo meu, Licinio de Azevedo, me levou pra ZH, ali na avenida Ipiranga.
Meu primeiro editor de Polícia foi o Renato Pinto da Silva e quem tinha paciência pra me ensinar a abrir uma matéria foi o Sérgio Becker, que,aliás, fazia isto com todos os focas que entravam lá e nem sabiam o que era um lead. Sem querer, me desliguei do banco que trabalhava e emplaquei na ZH. Como ainda não tinha diploma, precisei de um jeito que naquele tempo se fazia junto a DRT que era o jornalista provisionado. O Lauro Schirmer era o diretor do jornal e o Armando Burd o editor-chefe. De lá até os dias de hoje muita água correu embaixo da ponte, isto é óbvio. Estes dias um amigo meu encontrou um ex-colega meu de ZH, do qual por sinal não lembrava, que fez o seguinte comentário a meu respeito:" nunca foi de linha de frente". Não entendi direito, mas acho que sempre cumpri com minhas pautas.
Em 1974 saí da ZH seduzido pelo convite do próprio Licinio pra integrar a reportagem policial de Folha da Manhã, onde fiquei apenas dois meses. Pedi demissão ao diretor, Ruy Carlos Ostermann, porque eu queria viajar, como o fiz, para o Peru. De mochila nas costas, fui ser mochileiro. Percorri os Andes, andando em trens,caminhões, ônibus, até atracar em Lima, esta cidade que quem leu os livros de Vargas Lhosa tem um pouco de idéia do que seja. Lá nunca chove, me diziam, e não chove mesmo e também hay temblores, e há terremotos mesmo.
Do Peru, onde pouco pratiquei o jornalismo, voltei a ZH, em outubro de 1976,onde permaneci até 13 de abril de 1992, quando houve uma renovação no jornal e eu fui um dos demitidos. Neste meu longo segundo período de ZH ganhei três prêmios. O segundo lugar do Badesul, e dois segundo-lugar do Setcergs, que é um prêmio importante.
Acho que meu forte nunca foi mesmo fazer matérias pra prêmio. Mas eu tinha um gosto especial, no jornalismo, em dar furos na concorrência. Lembro o dia que roubei literalmente um telex que uma secretária do DAER passava pro interior, informando que a Petrobrás havia suspendido o combustível para o órgão por falta de pagamento. Confirmei junto a diretoria da Petrobrás o fato e tive especial sabor de à uma da madrugada ir na máquina do jornal pegar um exemplar quentinho, saindo do forno.
Mesmo hoje em dia, fazendo meus pequenos-grandes boletins, como o que edito a 10 anos, que é o FITNESS, consigo ás vezes dar um furinho. Como foi no ano passado, quando peguei dois sobreviventes de uma tragédia aérea nos Andes em 1972 em que dois deles contaram a uma platéia como comeram a carne dos colegas. Fiz este relato em oitos capítulos e foi um sucesso... "
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Fernando Albrech - Jornalista
" O jornalista Olides Canton é o líder das minorias jornalísticas. Se existisse um MSJ - Movimento dos Sem Jornal - Olides seria o presidente de honra. No mínimo, o presidente e benemérito da entidade. Apesar da sua longa experiência como repórter, o mercado formal encolheu. Mas a internet está aqui para espichá-lo. "
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Valter Gomes Pinto, diretor corporativo da Marcopolo S/A
" Olides Canton continua percorrendo as estradas do Rio Grande e do Brasil, levando a todos aqueles que acompanharam o seu trabalho informações precisas e esclarecedoras. Procuro sempre incentivá-lo. A soma de nossos esforços certamente redundarão em um futuro melhor para todos."
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Diplomas e Premiações recebidas
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O autor participou da reportagem "O caso Rigotto" que rendeu menção honrosa na categoria reportagem
do premio ARI 2001.
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Em Abril de 1988, o autor com mais cinco técnicos percorreu o trajeto Porto Alegre/ Antofagasta -Chile,cuja
reportagem rendeu o prêmio do Badesul.
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No final da década de
80, as estradas gauchas tinham virado sucata.
O autor percorreu o estado e dele resultou uma reportagem que ganhou o prêmio Setcergs de Jornalismo.
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A reportagem do trajeto Porto Alegre/ Antofagasta, também rendeu um prêmio Setcergs de Jornalismo.
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Nascido em 16 de Janeiro de 1.952 na cidade de Serafina Corrêa-RS, Olides Canton passou nesta cidade toda a sua infância e adolescência. Mudando-se para Porto Alegre, cursou a Escola Julio de Castilhos, tornando-se Bacharel em Comunicação Social pelo FABICO em 1.982. Trabalha como Jornalista desde 1970. Trabalhou na Companhia Jornalística Caldas Júnior, Jornal Zero Hora. No Jornal do Brasil e Revista Carga e Transporte atuou como free-lancer. Editor do Jornal de Bordo e Revista Fitness. Conseguiu quatro premios de Jornalismo, um do Badesul, dois do Setcergs e um da ARI. Registro no Sindicato dos Jornalistas RS: 2776 - Registro Jornalista - Mtb 4959.
Telefone: (51) 3330-6803
e-mail: contato@deolhoseouvidos.com.br
Autor de inúmeros livros, Olides Canton firmou-se também como um
exímio contador de histórias contemporâneas.
Conheça agora as obras do autor
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